Agradecimento aos Alunos dos cursos de 2013

Fotos-2013

Dia 15/12 encerramos o ano de 2013 com o Curso Avançado de História da Arte em SP. Queria agradecer a todos os alunos de Kabbalah, História da Arte e Tarot, Astrologia, Qlipoth e Imagens da Alquimia.

Ano que vem estaremos juntos novamente.

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/agradecimento-aos-alunos-dos-cursos-de-2013

Como perdoar um adultério

Há uma belíssima história do Novo Testamento que fala sobre a manhã em que Jesus foi apresentado a uma mulher que havia supostamente traído o seu marido. Quem a trouxe foram os judeus escribas e fariseus, isto é, que estudavam e aplicavam as leis da época. Segundo a legislação, ela deveria ser apedrejada até a morte.

No entanto, o texto diz, em João 8:6, que os fariseus o tentavam a dar o seu próprio julgamento, a fim de que o pudessem acusar… Ora, se Jesus concordasse com as leis judaicas, estaria contrariando as leis romanas, que não consentiam com punição tão severa. Se, no entanto, defendesse uma punição mais branda, estaria contrariando, supostamente, as leis estabelecidas por Moisés.

A reação do Rabi da Galileia foi, como sabemos, de uma sabedoria profunda. Após se inclinar sobre a terra e escrever algumas palavras com o dedo, sem dúvida deixando todos em sua volta confusos, mas também fazendo com que tivessem tempo de refletir, ele simplesmente respondeu:

“Aquele entre vocês que esteja sem pecado, que atire a primeira pedra”.

A análise literal deste trecho já é bela por si só, mas será possível alcançar uma compreensão mais profunda desta história?

Surpreendentemente, eu fui encontrar esta interpretação aprofundada não no cristianismo, mas no sufismo, a vertente mística do Islã, e que considera Jesus um de seus profetas. Foi da boca de um mestre sufi que eu conheci esta história:

Na doutrina sufi, há sete níveis de consciência, como que gradações que marcam o caminho da animalidade até a união mística com Deus. Quatro desses níveis são tão avançados que pertencem basicamente aqueles que já estão em seu caminho de iluminação espiritual. Os três demais, no entanto, são comuns no mundo todo, e são exatamente estes que são retratados na história de Jesus e da mulher adúltera.

“Mas, espera aí, quer dizer que essa história é só uma metáfora, que nunca ocorreu de verdade?” – você pode perguntar, e a realidade é que, para muitos sufis, assim como para muitos místicos, não faz tanta diferença se a história “ocorreu de verdade”, há cerca de dois mil anos, exatamente como descrita nos textos sagrados; o que mais importa, no final das contas, é o que esta história, assim como tantas outras narrativas esotéricas, podem nos ensinar hoje, neste momento, nesta vida. Em outras palavras, os místicos não querem provar nada a ninguém, exceto a eles mesmos…

Voltando a explicação sufi, os três níveis de consciência, ou três “eus”, que são retratados neste trecho de João são:

Nafs ammara (o eu animal, ou que induz ao mal)

Esta é a condição básica de todo ser humano ainda desconectado de sua própria essência e, dessa forma, da essência divina da própria realidade. Sem condições de controlar sua própria animalidade, é “arrastado” por ela para aqui e acolá, de modo que a satisfação dos desejos do ego se torna o principal objetivo da sua existência.

Porém, como o ego jamais pode realmente ser satisfeito, neste nível de consciência os seres passam por grandes conflitos e angústias, e raramente conhecem reais momentos de paz.

Na história bíblica, este “eu” é representado pela mulher adúltera, que “vive no pecado”. No entanto, como veremos em seguida, é exatamente este nosso aspecto mais obscuro o que tem o maior potencial de elevação, de reforma, de depuração, de melhora.

Vale lembrar, é claro, que todos os personagens da história se referem a aspectos de nós mesmos, o que significa que nós somos ao mesmo tempo tanto a mulher adúltera quanto os demais “eus” presentes na narrativa.

Nafs lawwama (o eu acusador)

Neste nível, a consciência alcança um entendimento intuitivo profundo do que é “certo” e “errado”. Porém, é preciso destacar que esta noção vai além da mera legislação humana, e se encontra arraigada no próprio coração de cada ser.

Há uma passagem belíssima da poesia de Jalal ud-Din Rumi, um grandioso poeta sufi, que diz assim:

“Além das ideias de certo e errado existe um campo, eu lhe encontrarei lá”.

Quem nos encontrará lá é o Amado, isto é, Deus, ou o alvo final de toda esta milenar caminhada espiritual. Não é da noite para o dia, obviamente, que conseguiremos nos elevar “além das ideias de certo e errado”, e viver no bem naturalmente, sem que precisemos de leis para nos colocar nos trilhos…

Até lá, corremos o risco de nos tornarmos acusadores tenazes, a focar nosso julgamento inteiramente nos outros, e não em nós mesmos. É daí que nasce o fanatismo religioso, que absolutamente nada tem a ver com o misticismo ou com a verdadeira religião; enfim, que afasta, e jamais aproxima do Amado.

Dito isso, é fácil identificar como os fariseus representam este estado de consciência. Estão inteiramente dentro da lei, é verdade, mas ainda não conseguirem ir além dela. Ainda não conseguiram chegar ao real conceito de perdão, e por isso acusam os demais, pois são incapazes de perdoar a si mesmos.

Assim, todos nós que carregamos todas essas culpas nos sótãos da consciência somos também como os fariseus, incapazes de perdoar nossos pensamentos adúlteros.

Nafs mulhima (o eu inspirado)

Aqui a consciência finalmente abre sua janela para a luz eterna que banha a tudo o que há desde o início dos tempos. E, ainda que a fresta aberta ainda seja tão pequena, e ainda que os ventos volta e meia façam a janela voltar a se fechar, fato é que a visão de tal luz é inesquecível, e não há caminhante que não se lembre deste momento, para sempre.

A resposta de Jesus, “atire a primeira pedra quem estiver sem pecado”, é ao mesmo tempo um exemplo da inspiração que chega de algum outro mundo, uma ideia genuinamente nova, e um testemunho de que o caminho de ascensão da consciência é árduo e muito, muito longo…

Nós, que trafegamos ao mesmo tempo por esses três níveis de consciência, certamente temos de levar em consideração que por muito tempo ainda viveremos no pecado. Mas isso não deveria ser motivo para cairmos no pessimismo ou na falta de ânimo.

Pois se foi o próprio Rabi quem disse que dia virá que faremos tudo o que ele mesmo fez, e ainda muito mais, isto significa que nós também poderemos um dia chegar aonde ele chegou, e assim, olhar para nossa pobre mulher adúltera e lhe dizer, conectados a luz que cintila em tudo que existe:

“Ninguém lhe condenou, e eu também não lhe condeno. Vá, e não peques mais”.

É assim que nos perdoamos, que domesticamos nossa animalidade, e que nos tornamos aptos a um dia, finalmente, encontrarmos aquele tal campo onde veremos o Amado, face a face.

***

Crédito da imagem: Cena de A última tentação de Cristo

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Cristianismo #Jesus #Rumi #sufismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-perdoar-um-adult%C3%A9rio

Resultados da Hospitalaria – Novembro 2014

IMPORTANTE: Dezembro tivemos uma confluência de Comic-Con, Mystic Fair, Bienal do Livro de Fortaleza, Crowdfunding do Livro da Lilith e Ações de final de ano da Maçonaria, somados a uma mudança de apartamento, então aviso que estou com vários mapas ainda atrasados e só devo terminá-los depois do dia 16. Então se você quiser ter seu Mapa/Sigilo para o Natal deve fazê-lo até o dia 15, quando eu voltar, vou tirar um dia inteiro só para finalizar os mapas de 2014 e ai só retorno com o projeto de Hospitalaria do Blog depois do dia 10 de janeiro.

Em Novembro, tivemos 29 mapas e 13 sigilos, além de 9 doações de sangue. Entidades ajudadas este mês:

– Grupo Espirita Alfredtz Halzeireing Muller

– I. P. P. C. Abrigo Maria Imaculada

– Abrigo Doce Morada

– AACD

– Médicos Sem Fronteiras

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-novembro-2014

Os Doze Trabalhos de Hércules e a Iniciação

Excelente texto do Blog Martinismo e Cura. Recomendo a visita ao site.

Ao estudarmos as narrativas de Hércules e seus Doze Trabalhos, inclusive correlacionando-os com a passagem através dos Doze Signos do Zodíaco, podemos abordar a questão do ponto de vista do aspirante espiritual ou iniciado, individualmente, ou do plano da humanidade como um todo.

As provas a que Hércules se submeteu podem ser enfrentadas por milhares de indivíduos que trilham o caminho do desenvolvimento espiritual consciente e da iniciação.

Cada um de nós é um Hércules em embrião; os trabalhos, que ontem foram de Hércules, são de toda a humanidade, ou pelo menos de todos aqueles que mantêm as rédeas de sua evolução em mãos, tendo em vista a iluminação espiritual.

Os trabalhos de Hércules demonstram o caminho que aguarda o aspirante espiritual sincero, aquele estágio do buscador espiritual inteligente, onde, tendo desenvolvido a mente e coordenado suas habilidades mentais, emocionais e físicas, esgotou os interesses no mundo fenomênico e procura expandir sua consciência. Esse estágio sempre foi expresso pelos indivíduos mais evoluídos de todos os tempos.

Enquanto escalamos a montanha da verdadeira Iniciação, vamos eliminando todo medo e aprendendo a controlar as forças inerentes à natureza humana, até que possamos nos tornar um servidor da humanidade, eliminando a competição e os objetivos egoístas.

Ao se aprofundar nos Doze Trabalhos de Hércules, torna-se claro qual deve ser a conduta de cada aspirante e iniciado no Caminho do Discipulado e da Iniciação Real. Um grande desafio é trazer, para nosso dia a dia hoje, novas maneiras de expressar e vivenciar as velhas verdades contidas nestes mitos, de forma a ajudar as velhas fórmulas para o desenvolvimento espiritual a adquirirem nova e pulsante vida para nós.

Este é o desafio de sempre atualizar a luta humana para se superar a natureza animal, fazer desabrochar a natureza humana e revelar a natureza divina oculta em cada um de nós, o que está tão bem configurado nos Trabalhos de Héracles.

Os Doze Trabalhos de Hércules oferecem um quadro sintético do progresso da alma, indo da ignorância à sabedoria, do desejo material à conquista espiritual, de tal modo que o fim possa ser visualizado a partir do início, e a cooperação inteligente com o propósito da alma substitua o esforço feito às cegas.

Verifica-se que a história das dramáticas experiências desse grande e venerável Filho de Deus, Hércules ou Héracles, serviria justamente para focalizar qualquer uma das faces da vida o aspirante espiritual em seu esforço para expansão da consciência e realização espiritual.

Este tema é tão rico e profundo, que todos nós, lutando em nossa atual vida moderna, podemos aplicar a nós mesmos os testes e provas, os fracassos e as conquistas desta figura heróica que lutou valorosamente para atingir a mesma meta que nós almejamos.

Através da cuidadosa e reflexiva leitura deste mito, talvez possam ser despertados na mente do buscador espiritual um novo interesse e um impulso renovado, pois diante de um tal quadro do desenvolvimento e do destino especial do homem, ele pode querer prosseguir com redobrada coragem e determinação na Senda.

Em sua narrativa mítica, podemos acompanhar como Hércules se esforçou e desempenhou o papel de buscador espiritual. Neste Caminho, ele desembaraçou-se de certas tarefas, de natureza simbólica, e viveu certos episódios e acontecimentos que retratam, em qualquer época, a natureza do treinamento e das realizações que caracterizam o homem que se aproxima da libertação pela senda iniciática.

Ele representa um filho de Deus encarnado, mas ainda imperfeito, que definitivamente toma em suas mãos a natureza inferior e, voluntariamente, submete-a a disciplina que finalmente fará emergir o divino. É a partir do ser humano falível, mas que é sinceramente dedicado, inteligentemente consciente do trabalho a ser realizado, que se forma um iniciado ou um Adepto.

Duas grandes e dramáticas histórias têm sido conservadas diante dos olhos dos homens ao longo do tempo. Nos Doze Trabalhos de Hércules, o Caminho da Iniciação é retratado e suas experiências, preparatórias e que conduzem ao grande ciclo de iniciações, podem ser reconhecidas pelo homem que sinceramente aspira a este Caminho. Na vida e obra de Jesus Cristo, radiante e perfeito Filho de Deus, o Reparador, que penetrou o véu por nós, deixando-nos o exemplo para que seguíssemos seus passos, temos retratadas as etapas do Caminho Iniciático de Libertação ou Regeneração e Reintegração, que são os episódios culminantes para os quais os Doze Trabalhos preparam o discípulo.

O oráculo falou e suas palavras ressoam através das eras:

”Homem, conhece-te a ti mesmo.”

Este conhecimento é a mais importante realização no caminho do discipulado e a recompensa de todo o trabalho de Hércules. Sem este conhecimento, não se pode avançar seguramente na senda da Iniciação. Somente assim, o homem pode-se encaminhar firmemente para tornar-se definitivamente auto-consciente e intencionalmente se impõe a vontade da alma – que é essencialmente a vontade de Deus – sobre sua natureza inferior.

Neste caminho, o indivíduo submete-se a um trabalho sobre si mesmo que demanda esforço e dedicação, pureza de coração e caridade, para que a flor da alma possa desabrochar mais rapidamente.

Simbolicamente, é uma obra onde um solvente psíquico (psique = alma) consome toda escória e deixa apenas o ouro puro. É um processo de refinamento, sublimação e de transmutação, continuamente levado adiante até finalmente se alcançar o Monte da Transfiguração e da Iluminação.

Em suma, trata-se de alquimia superior. Os Doze Trabalhos demonstram exatamente este caminho acima, onde os mistérios ocultos e as forças latentes nos seres humanos são descobertos e têm de ser utilizados de maneira divina e de acordo com o divino propósito sabiamente entendido. Quando são utilizados desta maneira, o iniciado vê-se em sintonia com energias e poderes divinos similares, que sustentam as operações do mundo natural.

Torna-se, assim, um trabalhador sob o plano de evolução e um cooperador com aquela “nuvem de testemunhas”, a Igreja Invisível do Cristo, que através do poder de sua supervisão, e do resultado de sua realização, engloba hierarquias espirituais por meio das quais a Vida Una guia a humanidade para sua gloriosa consumação.

Essa é a meta da série de trabalhos de Hércules, e com essa meta, a humanidade como um todo alcançará sua conquista espiritual grupal através das múltiplas perfeições individuais. Outra grande e sábia maneira de se enxergar este mito é apresentá-lo como um aspecto especial da Astrologia.

Acompanhamos a história de Hércules à proporção que ele percorre os doze signos do Zodíaco. Ele expressou, uma a uma, as características de cada signo, e em cada um, ele conquistou um novo conhecimento de si mesmo, e através desse conhecimento, demonstrou o poder do signo e adquiriu os dons que o signo confere.

Em cada signo, vamos encontrá-lo superando suas próprias tendências naturais, controlando e governando seu próprio destino, e demonstrando o fato de que astros predispõem, mas não controlam. Esta visão astrológica do mito é uma apresentação sintética dos acontecimentos cósmicos que se refletem em nossa vida planetária, na vida da humanidade como um todo, e na vida do indivíduo, o qual é sempre o microcosmo do macrocosmo.

Este estudo fornece indicações claras para a compreensão dos propósitos de Deus para a evolução do mundo e do homem. Somente a consciência de que somos partes integrantes de um Todo maior e o conhecimento da divina totalidade, pode revelar o propósito mais vasto.

Hércules representou astrologicamente a história de vida de cada aspirante espiritual e iniciado, e demonstrou o papel que a unidade deve desempenhar na Obra eterna. A analogia astrológica dos Doze Trabalhos de Hércules diz respeito aos doze tipos de energias por meio dos quais a consciência da Realidade divina é obtida.

Através da superação da forma e da subjugação do homem inferior, é-nos mostrado um quadro do desenrolar da auto-realização divina. Hércules, em seu corpo físico, embaraçado e limitado pelas tendências a ele conferidas pelo signo no qual ele cumpria sua tarefa, alcançou a compreensão da sua própria divindade essencial.

As provas a que Hércules voluntariamente se submeteu, e os trabalhos a que, às vezes impensadamente, atirou-se, são aqueles possíveis para muitos de nós ainda hoje. É evidente que, curiosamente, vários detalhes da sua dramática, e às vezes divertida, história dos seus esforços de ascensão podem ser aplicáveis em nossas vidas modernas.

Cada um de nós é mesmo um Hércules em embrião, deparando-nos com idênticos trabalhos; cada um de nós tem a mesma meta a conquistar e o mesmo círculo do Zodíaco a abranger. Hércules aprende a lição de que agarrar-se a qualquer coisa do eu separado não faz parte da missão de um filho de Deus.

Ele descobre que é um indivíduo, apenas para descobrir que o individualismo deve ser sabiamente sacrificado pelo bem do grupo. Ele descobre também que a ambição egoísta não tem lugar na vida do aspirante espiritual que está em busca de libertação dos ciclos recorrentes de existência e da constante crucificação na cruz da matéria.

As características do homem imerso na vida da forma e sob o domínio da matéria são o medo, o individualismo, a competição e a cobiça. Estes têm de ceder lugar à confiança espiritual, à cooperação, à consciência grupal e ao altruísmo.

Esta é a lição que Hércules traz; esta é a demonstração da vida de Deus que está sendo trazida à operação no processo criativo, e que floresce, de maneira sempre mais bela, a cada volta que a vida de Deus faz em torno do Zodíaco.

Esta é a história do Cristo cósmico, crucificado na Cruz Fixa dos céus; esta é a história do Cristo histórico, apresentada nos Evangelhos e representada, na Palestina, há dois mil anos; esta é a história do Cristo individual, crucificado na cruz da matéria e encarnado em cada ser humano.

Este é a história de nosso sistema solar, a história de nosso planeta, a história do ser humano. Assim, ao admirarmos os estrelados céus acima de nós, temos eternamente representado para nós este drama magnífico, o qual é detalhadamente explicado ao homem pelos Doze Trabalhos de Hércules.

Nos próximos posts falaremos um pouco de cada tarefa…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-doze-trabalhos-de-h%C3%A9rcules-e-a-inicia%C3%A7%C3%A3o

IV Simpósio Brasileiro de Hermetismo

Simposio-hermetismo

A Filosofia Hermética é base de tradições milenares, perpetuadas através dos diversos métodos adotados nos diferentes Círculos Iniciáticos, que permitem aos praticantes a expansão da consciência através do autoconhecimento, seu desenvolvimento enquanto indivíduo (e consequentemente do mundo que o cerca) e a superação das fronteiras do ordinário.

As Ciências Ocultas unem o conhecimento místico à ciência e procuram desvendar de forma clara e compreensível aquilo que é “extra ordinário” ou, em outros termos, aquilo que vai além do “conhecimento ortodoxo”, a ciência convencional.

Esta sabedoria antiga durante muito tempo permaneceu restrita às diversas Ordens ou Escolas de Mistérios, guardadas do acesso do público em geral, não apenas por seu caráter “secreto”, mas porque sua linguagem simbólica encontra-se além da visão objetiva ou dos interesses da maioria das pessoas, permanecendo “oculta” para estes.

“Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os encher de sabedoria” (O Caibalion).

O Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas é realizado pela Associação Educacional Sirius-Gaia (AESG) e, neste ano, será realizada sua quarta edição, com objetivo de promover e sustentar o debate a respeito de diversas práticas ocultistas e filosóficas, reunindo no mesmo evento diferentes correntes e Escolas Ocultistas para compartilhar sua visão e sua prática.

Em 2015 o evento ocorrerá na cidade de São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de novembro, no Espaço Federal, na avenida Paulista, 1776, primeiro andar (próximo ao metrô Trianon-Masp).

Visite nossa programação e veja como se inscrever.

#hermetismo #Simpósio

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/iv-simp%C3%B3sio-brasileiro-de-hermetismo-1

Human

O cineasta Yann Arthus-Bertrand passou 3 anos coletando histórias reais de mais de 2 mil pessoas em 60 países. Estes relatos pessoais com suas emoções, suas lágrimas e sorrisos, unem a todos nós. Em Human, um documentário monumental de mais de 4 horas, tais relatos são expostos numa determinada sequência que a princípio parece aleatória, mas depois, com o tempo, percebemos que segue um certo “fio da meada”, e este fio nos conecta a todos, pelo coração…

Para além dos relatos intensos, profundos, e por vezes extremamente emocionais, tanto de anônimos quanto de famosos, ainda somos presenteados com belíssimas imagens aéreas de nosso planeta, que parecem dividir o documentário em pequenos capítulos próprios. De fato, uma boa forma de encarar essas mais de 4 horas é assistir tais trechos um por um, interrompendo a exibição após o final de uma sequência de imagens aéreas (se estiver logado, o YouTube salva o momento aproximado em que você interrompeu o vídeo):

Human, vol. 1

» Assistir a Human, vol. 2

» Assistir a Human, vol. 3

“Eu sonhei com um filme em que a força das palavras ampliasse a beleza do mundo. As pessoas me falaram de tudo; das dificuldades de crescer, do amor e da felicidade. Toda essa riqueza é o centro do filme Human. Esse filme representa todos os homens e mulheres que me confiaram suas historias. O filme se tornou um mensageiro de todos eles.”

Yann Arthus-Bertrand

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Crédito da imagem: Human/Divulgação

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

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#Videos

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O Projeto Camará – MG

Projeto-camara

O Projeto Camará é uma OSCIP situada em Ribeirão das Neves, organizada e mantida pelos nobres irmãos da FRATELO e auxiliada pela Hospitalaria da loja Maçônica ARLS Cavaleiros da Luz, 199.

O trabalho que esta equipe faz é maravilhoso. Todos os leitores do TdC da região de Belo Horizonte que quiserem conhecer um terreiro sério e dedicado, com atividades filantrópicas e grupos de estudo podem visitar a Fratelo.

Fala Marcelão! Tudo beleza? Aqui, segue as fotos da semana da criança, onde nossa loja ARLS Cavaleiros da Luz 199, ajudou na arrecadação de doces para as crianças.

Devo consignar porém, que nossa Loja ajudou neste evento. Contudo, houve outras doações feitas por outras pessoas, e teve também a participação da Loja Iluminati do GOB. Logo, o crédito é de todos e não apenas da Cavaleiros da Luz.

Outro fato: o Instituto Camará, é uma instituição que recentemente ganhou personalidade jurídica de direito privado. Antes era conhecido como Projeto Camará. Que teve seu nascedouro nas entranhas do Centro Espírita Luz de Oxalá- Fratelo.

Tendo em vista a necessidade de expandir e profissionalizar suas atividades, um grupo de irmãos da Cavaleiros da Luz deram o aporte jurídico necessário à Fratelo, para que este sonho (de quase 12 anos) se tornasse realidade. E nesta segunda (dia 03/11/14), fomos informados pelo Ministério da Justiça acerca de uma das suas derradeiras concessões, de título de OSCIP ao Instituto Camará.

Derradeira, porque a partir do final do mês de outubro, nenhuma instituição poderá ser qualificada como OSCIP antes dos 3 anos de existência como pessoa jurídica. Logo, apensar do Projeto Camará existir há quase 20 anos, sua existência como Pessoa Jurídica é muito recente. Há cerca de uns 3 meses no máximo.

Logo, isso foi uma grande vitória para nós, pois, o Instituto Camará realiza um grande serviço de interesse pública junto a cidade de Ribeirão das Neves. Que por sua vez, possui um dos piores IDHS do estado.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-projeto-camar%C3%A1-mg

Jesus e a Neurologia

Uma das recentes descobertas mais importantes da neurologia é a de que nossa consciência, ou processo de consciência, opera com defasagem de cerca de meio segundo em relação ao “tempo real”. Todos nós sabemos que vemos a luz de um relâmpago alguns momentos antes de ouvir o estrondo do trovão, que vêm na seqüencia, apesar de ambos serem ondas de partículas resultantes do mesmo raio – ocorre que as ondas de luz viajam pelo ar com uma velocidade muito superior as ondas sonoras.

No caso do raio, a distância temporal entre o relâmpago e o trovão é bem superior a meio segundo, e nesse caso a consciência “separa” os dois em dois momentos distintos, como de fato o são. Já em outras situações, a consciência consegue “mesclar” som e luz, de modo a que interpretemos a ambos como ocorridos no mesmo momento.

Quando vamos a um concerto de rock, a luz que nos chega aos olhos mostrando nosso guitarrista predileto dedilhando as cordas de sua guitarra viajou muito mais rápido do que o som dos acordes tocados, mas nosso cérebro compensa esse fato iniciando o processamento do som assim que as ondas chegam, enquanto o processamento da luz fica alguns centésimos de segundo em stand by, aguardando o input sonoro para que a consciência nos entregue estes momentos como se fossem simultâneos: o dedilhar da guitarra e o som proveniente dos alto-falantes do show.

Reações emocionais, como o medo, também são desencadeadas antes de forma inconsciente – e depois de cerca de meio segundo, conscientemente. Por isso quando andamos pela rua e “sentimos a presença de alguém atrás de nós”, essa sensação nos chega primeiro de forma inconsciente, como um alerta de perigo: “algo se aproxima!”; Então, frações de segundo depois, quando identificamos do que se trata – por exemplo, virando a cabeça para ver quem se aproxima – temos uma resposta consciente… Não vivemos mais como tribos sedentárias trilhando a natureza selvagem, e felizmente na maior parte do tempo esses alertas provam ser nada mais do que pequenos sustos de nosso sistema inconsciente, sempre de prontidão. Entretanto, também é graças a ele que evitamos alguns assaltos no meio do caminho.

Em suma, estamos equipados com um elegante sistema de percepção. Através dele, não é preciso “ver” o perigo, ou seja, processá-lo visualmente de forma consciente, para que possamos iniciar nossa resposta a ele. Ainda não se sabe ao certo “com que olhos” percebemos a aproximação de alguém, pois muitas vezes nosso tato não é aguçado o suficiente para perceber um pequeno deslocamento de ar em nossa volta, mas fato é que nossas reações inconscientes ao perigo são, e foram, vitais para nossa sobrevivência enquanto homo sapiens.

A cerca de dois mil anos atrás um sábio nos trouxe esse conselho:

Ama teu irmão como tua alma, protege-o como a pupila dos teus olhos [1].

Esta frase de Jesus não é encontrada em nenhum evangelho do Novo Testamento, mas sim no evangelho “apócrifo” de Tomé. A princípio ela não traz nada de novo em relação a frases parecidas dos evangelhos “oficiais” de Constantino – porém, hoje se sabe, através dessas descobertas da neurologia, que ela nos traz um ensinamento “um pouco mais profundo”, para aqueles que têm olhos, e conhecimento, para ver…

A reação de proteger os olhos ante algum objeto arremessado em sua direção é, talvez, a mais instintiva e inconsciente de todas as reações ao perigo eminente. É impossível ficar de olhos abertos quando um objeto é arremessado em nossa direção, e caso tenhamos mãos livres, é igualmente impossível evitar o reflexo instintivo de levá-las ao resto para protegê-lo. Não se trata mais de uma escolha consciente, nosso cérebro nos “força” a nos proteger.

Ainda mais interessante do que isso, entretanto, são os resultados de pesquisas sobre reações inconscientes e conscientes de acordo com o aprendizado de certas atividades. Alguém que está aprendendo a dirigir um carro, por exemplo, precisará de ações conscientes para todas as pequenas atividades e movimentos requeridos: virar a direção, mudar a marcha, verificar o espelho, procurar um retorno na estrada. Já um motorista habilitado, com apenas alguns meses de experiência, fará quase tudo isso de forma inconsciente… Apenas em rotas em que dirige pela primeira vez, desconhecidas, irá procurar pelo retorno na estrada de forma consciente. Já em rotas que trafega todos os dias, até mesmo isso fará no modo “automático” [2].

Reagir no “automático” é também compreendido como reagir de forma natural, sem julgamentos, sem a necessidade de decisões conscientes. Como um animal que age por instinto.

Não é plausível imaginar que conseguiremos aprender a amar tão facilmente como se aprende a dirigir um carro. Porém, é perfeitamente plausível imaginar que o amor, como qualquer outra atividade consciente, também se aprende e se aprimora com a prática. Portanto, não basta desejarmos sermos mais amorosos apenas na teoria, na base da promessa para Deus ou para nós mesmos… Para se amar cada vez mais e melhor, nos basta praticar, nos basta, simplesmente, amar!

Mas, será que um dia conseguiremos seguir a este conselho de Jesus em toda a sua divina plenitude? Amar sem julgar, sem se perguntar o porque? Amar naturalmente, amar de forma instintiva, amar integralmente?

Talvez estejamos ainda muito longe disso, mas ainda nos vale a torcida para que toda a nossa ciência, e toda a nossa compreensão de nós mesmos, ainda hão de nos ajudar a chegar lá – na terra dos que amam incondicionalmente.

***
[1] Verso 25 do Evangelho de Tomé, achado em Nag Hammadi.
[2] Para maiores detalhes sobre esta e outras pesquisas da neurologia moderna, recomendo a leitura do Livro do Cérebro, publicado em 4 edições separadas pela Editora Duetto. Outra dica são os livros de Oliver Sacks, publicados no Brasil pela editora Cia. Das Letras.

***

Crédito da imagem: Arjuna Zbycho (Diz a lenda que o Sai Baba materializou esta imagem a partir de uma impressão do Sudário de Turim que um cristão devoto levou até o seu templo. Seria esta a face de Jesus ou de Jacques de Molay? Ironias e sincronicidades…)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#amor #Ciência #Jesus #neurologia

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A Descoberta do Invisível

» Parte 1 da série “Reflexões sobre o materialismo”

A matéria (do latim: materia) é aquilo que existe, aquilo que forma as coisas e que pode ser observado como tal; é sempre constituída de partículas elementares com massa não-nula (como os átomos, e em escala menor, os prótons, nêutrons e elétrons).

Empédocles foi um filósofo pré-socrático que viveu na atual região da Sicília, entre 490 e 430 a.C.; Também foi médico, legislador e místico. Aproximadamente 2460 anos antes de Darwin e Wallace, já postulava que “os seres evoluíram da água por processos naturais” e que “sobrevive aquele que está mais bem capacitado”. Empédocles viveu em uma era onde os sábios ou filósofos eram ao mesmo tempo religiosos e cientistas.

Por exemplo, ele defendia que o universo era mantido por suas forças fundamentais: o Amor unia os elementos e o Ódio os separava. Esse tipo de nomenclatura pode afugentar os cientistas atuais (bastaria substituir o termo “amor” por “gravidade” para, quem sabe, mudarem de ideia), mas os bem informados saberão que a própria ciência deve muito aos pensadores daquela época. Ao contrário de Pitágoras, Empédocles não achava que a natureza poderia ser desvendada apenas pelo pensamento ou pelo estudo místico dos números. Ele era, portanto, um místico observador…

De fato, um dos primeiros experimentos científicos de que se tem notícia foi realizado por Empédocles com um instrumento de cozinha bastante simples – o ladrão de água. Tratava-se de uma espécie de esfera de latão com perfurações de um lado e um longo cano fino no lado inverso. É usado até os dias de hoje, mas mesmo em sua época já vinha sendo usado há muito tempo. Basta imergir a esfera em qualquer balde com água, segurando-a pelo cano e sem tapa-lo, e depois retirar da água tapando o orifício do cano com o dedão – enquanto mantemos o cano tapado, a água da esfera não sai, mas quando retiramos o dedo do cano, ela vira uma espécie de regador e respinga a água para fora por suas pequenas perfurações.

Ora, muita gente deve ter inserido a esfera na água com o cano tapado, por engano, e percebido que nenhuma água havia sido “roubada” do balde pelo ladrão de água… Para praticamente todos isso não tinha nenhum significado oculto ou profundo, mas nas mãos do cientista isso era de uma significância até mesmo aterradora – se não havia “nada” dentro do ladrão de água, se ele estava sem água alguma, como pôde a água do balde não conseguir adentrá-lo apenas porque pressionamos a ponta do cano com os dedos? A única explicação era que o próprio ar ocupava aquele espaço!

Empédocles havia descoberto o invisível. “O ar” – pensou ele – “deve ser matéria em uma forma tão divinamente dividida que não podia ser vista”. Certamente os antigos já consideravam o ar um dos elementos básicos da criação, e Empédocles partilhava dessa crença. Porém, talvez para eles o ar fosse o elemento visto nas nuvens ou sentido nas ventanias e mesmo nas brisas sutis… Mas certamente ninguém havia concebido que o ar ocupava espaço, que preenchia o aparente vazio entre nós e os móveis de nossa casa, ou a árvore do outro lado da estrada. Empédocles havia provado a existência do ar através da observação da natureza, algo que não poderia ser feito somente com a mente, ou com os números.

Toda a ciência moderna se baseia naquilo que pode ser percebido ou diretamente pelos olhos, como um utensílio de cozinha ou uma árvore, ou através de instrumentos, como ondas de rádio ou galáxias distantes. A ciência moderna não considera aquilo que é percebido apenas pela mente, dentre outras coisas porque normalmente não é uma experiência que pode ser percebida por mais de uma pessoa – ou seja, geralmente não é um experimento replicável. Por isso costuma-se pensar que todo cientista é uma materialista, mas isso faz sentido?

O termo “materialismo” só foi cunhado em torno de 1702 pelo filósofo alemão Leibiniz, mas seu conceito está diretamente relacionado ao atomismo, que nada mais é do que um desenvolvimento das ideias de Empédocles por um filósofo que, apesar de ter vivido na mesma época de Sócrates, está “historicamente agrupado” também entre os pré-socráticos: Demócrito.

Nascido em 460 a.C. na região da Trácia, Demócrito foi um discípulo de Leucipo de Mileto, e depois seu sucessor. É considerado por alguns “o pai da ciência moderna” pelo desenvolvimento do atomismo, mas há quem afirme que ele apenas continuou o trabalho de Leucipo, inspirado pelo pensamento de Empédocles. Em todo caso, nenhuma obra original de Demócrito sobreviveu até a modernidade, o que se sabe sobre ele é, sobretudo, o que outros pensadores de sua época disseram a seu respeito. Dizem que Platão o detestava, por exemplo, e que gostaria que seus livros fossem queimados, mas isso é provavelmente apenas uma anedota que procura demonstrar como o atomismo era, de certa forma, o oposto do idealismo platônico.

Outra anedota talvez seja mais realista, e conta que Demócrito dizia que “o riso torna sábio”, além de retratá-lo como alguém que costumava levar a vida com muito bom humor e gargalhadas ocasionais – “a vida sem festas ocasionais é como uma longa estrada sem estalagens pelo caminho”. Por essas e outras, ficou conhecido na Renascença como “o filósofo que ri”… Mas certamente os partidários do idealismo e particularmente do cristianismo não partilharam de seu bom humor: relegaram sua obra a um ínfimo “rodapé histórico”, uma espécie de filosofia apócrifa.

Mas com o renascimento da ciência, seu pensamento voltou à tona e, apesar de termos apenas pequenas referências de sua obra, sabemos que ele estava fundamentalmente correto quando defendia que “tudo é feito de átomos”. Apenas não pôde vislumbrar o quão profundamente sagrados eram tais átomos.

» Na continuação, como cortar uma maçã sem causar um incidente nuclear…

***

Crédito das imagens: [topo] Wikipedia (Democritus, por Hendrick ter Brugghen); [ao longo] Imagem retirada do episódio 7 da série de TV Cosmos, de Carl Sagan (eis o ladrão de água descrito no artigo).

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#Ciência #Filosofia #materialismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-descoberta-do-invis%C3%ADvel

Questionário DeMolay

Para conhecimento dos DeMolays, Maçons e do público ocultista em geral, trago no final do texto um Questionário adotado por alguns Capítulos DeMolay no Brasil. Alguns usam outros questionários e outros nem usam. Este deve ser tomado juntamente com o Exame de Proficiência do Grau Iniciático, para que o DeMolay possa percorrer seu primeiro degrau nos Graus dentro da Ordem. Para os que tiverem interesse em adotar esse Questionário em seu Capítulo só tenho a dizer que muito acrescentará na Jornada Iniciática do Irmão que for interessado.

A Egrégora da Ordem DeMolay possui vínculos com Egrégoras Templárias antiquíssimas, por isso que durante nossas diversas Iniciações e Consagrações temos suas companhias e, em alguns casos, nosso astral é marcado com seus símbolos. Como deve ser dado um passo de cada vez, esse Questionário é fundamental ao Irmão que iniciou e quer percorrer os Graus da Ordem absorvendo tudo que a Ordem tem a oferecer.

A Ordem DeMolay trás em seu corpo a totalidade de 11 Graus a serem percorridos, repartidos entre a Ordem DeMolay e os Nobres Cavaleiros da Ordem Sagrada dos Soldados Companheiros de Jacques DeMolay (ou Ordem da Cavalaria). Dentro da Ordem da Cavalaria existem outras divisões que seguem a estrutura do Rito Escocês Antigo e Aceito, dividindo os graus em Históricos e Filosóficos. Além de existir o Grau de Chevalier que é uma Honraria dada ao DeMolay que se destaca pelo seu trabalho e dedicação por anos a fio.

A estrutura dos Graus é a seguinte:

Ordem DeMolay

Grau Iniciático

Grau DeMolay

Ordem da Cavalaria

Cavaleiro

Série Histórica:

Cavaleiro da Capela

Cavaleiro da Cruz de Salém

Ex-Templário

Tableau

Tríade

Série Filosófica:

Ordem do Ébano

Cavaleiro de Anôn

Cavaleiro da Cadência

No Grau Iniciático é apresentado ao DeMolay os preceitos de Virtude e Boa Conduta através de símbolos para que este possa percorrer sua Jornada Iniciática, se afastando de tudo que é profano. O Casamento Alquímico, a união do Sol com a Lua, ocorre no momento chave da Iniciação, e é o que marca nossa entrada na Egrégora. O Grau DeMolay traz uma nova perspectiva sobre exercer a Virtude, e é Templário por excelência.

Na Ordem da Cavalaria nos reunimos em Conventos ou Priorados, e iniciamos o conflito contra o Mal e o dever de preservar o Bem como Cavaleiros. Entramos em um ambiente mais filosófico e ainda mais intelectual, e o interior do Convento/Priorado chama-se Umbral. E nessa perspectiva cavalgamos o restante dos Graus da Ordem, trazendo sempre a energia e símbolos Templários e Herméticos.

Muitos chegam ao Grau Iniciático, e boa parte alcança ao Grau DeMolay. Alguns são Investidos na Cavalaria e o número vai diminuindo pelos Graus. Alguns se afinam com a Egrégora já no Grau Iniciático, e outros com todos os Graus e Honrarias jamais o fazem.

Aos que tiverem interesse em implementar e conhecer certos assuntos essenciais em seus Capítulos, deixo o Questionário para o Grau Iniciático abaixo. Em breve trarei um Programa de Instruções para ser feito também no Grau Iniciático e DeMolay. Aos que apoiam esse conteúdo, peço que divulguem em seus blogs e lista de emails DeMolay e Maçom.

QUESTIONÁRIO DO GRAU INICIÁTICO

1ª Parte:
História Templária

01 – Quantos eram e como se denominavam os primeiros Templários?

02 – Qual era o objetivo dos Templários?

03 – Quem era o “patrono espiritual” do Templo?

04 – De onde originou o nome “Templário”?

05 – Quem foi o primeiro Grão Mestre da Ordem dos Templários?

06 – Quando e como foi a prisão dos Templários?

07 – Quem foram os 3 responsáveis pela morte de Jacques Demolay e pelo suposto “fim dos Templários”?

08 – Quem foram os outros Templários presos juntos com Jacques Demolay?

09 – Como ficou a situação da Ordem templária após 1314?

2ª Parte:
História DeMolay

01 – Quantos foram os fundadores da Ordem DeMolay e quem foi seu idealizador?

02 – Quem elaborou o ritual?

03 – Descreva sucintamente a história de Louis Gordon Lower.

04 – Quantos e quais são os graus da Ordem DeMolay?

05 – Quantos Brasões já existiram na Ordem Demolay até hoje?

06 – Qual a cidade onde foi instalado o Primeiro Capítulo Demolay do mundo?

07 – Qual a data de Fundação da Ordem Demolay no Brasil?

08 – Quem foi o fundador da Ordem Demolay no Brasil?

09 – Quando foi fundado e instalado o seu Capítulo de origem?

3ª Parte:
Simbolismo

01 – Descreva os vários significados atribuídos ao número 7 através dos tempos.

02 – Por que a lua crescente se situa no centro do Brasão DeMolay?

03 – O que significam as espadas cruzadas?

04 – Qual a importância dos paramentos no ritual?

05 – Qual a postura que deve ser adotada dentro de reunião e por que?

06 – Por que se ajoelha de forma usual?

07 – Por que a reunião é iniciada e terminada com a palavra de emulação?

08 – Por que o 1° Diácono pode cruzar a linha imaginária durante a cerimônia de iniciação?

09 – Qual o significado do malhete?

Nada do que passo aqui é obrigatório e tido como interpretação oficial por algum Supremo ou Capítulo, portanto não vejam como tal.

Leia também:

A História dos Graus de Cavalaria escrito pelo Irmão Matheus de Noronha.

N.N.D.N.N.

Leonardo Cestari Lacerda

Leonardo Cestari Lacerda é Sênior DeMolay do Cap. Imperial de Petrópolis, nº 470, e Maçom da A.’.R.’.L.’.S.’. Amor e Caridade 5ª, nº 0896.

Virtude Cardeal é uma coluna com o propósito de desenvolver a reflexão sobre características fundamentais de todo DeMolay, bem como apresentar a Ordem aos olhos dos forasteiros.

#Demolay #Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/question%C3%A1rio-demolay