Podcast Mayhem – 01 – O que é Kabbalah?

Está no ar o episódio #01 do Podcast do Projeto Mayhem !!!

Neste Podcast, Rodrigo Grola, Marcelo Del Debbio, Fratet Qos e Soror Tiamat debatem sobre o que é Kabbalah, para que estudar Hermetismo, quais as diferenças entre a Kabbalah Hermética e a Cabala Judaica, métodos para estudar magia e outros assuntos levantados pelos membros do Projeto Mayhem!

Podcast do Projeto Mayhem

Ajudem a divulgar e, se puderem, sejam nossos padrinhos para participar do Projeto Mayhem que, além da orientação em ritualística (rituais jupiterianos semanais, Rituais de Solstícios e Equinócios, Sefirat ha Omer), revista Hermetismo trimestral e grupos fechados de debate e plantão de dúvidas no Facebook e Telegram, possamos chegar agora a um episódio a cada quinze dias (a próxima meta!).

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/podcast-mayhem-01-o-que-%C3%A9-kabbalah

Astrologia Cabalística

A Astrologia que chamamos hoje “Cabalística” sempre existiu, sendo caracterizada como o conhecimento que D´us propiciou para que os primeiros seres humanos entendessem não só os fenômenos da natureza, como a finalidade da existência dos astros, a sucessão de dias e noites, as estações, mas sobretudo a perfeição da criação Divina. Com o tempo, e o desenvolvimento da humanidade muito deste conhecimento se perdeu, sendo mantido basicamente por aqueles que hoje chamamos de Cabalistas.

Não há neste texto o objetivo de traçar paralelismos profundos entre a Astrologia Cabalística e a convencional, já que este é um assunto mais extenso, para ser tratado num livro, o que de fato acontecerá mais à frente. A intenção aqui é familiarizar o leitor com as dinâmicas de mudanças de meses, para que possam entender com maior facilidade termos como Rosh Chodesh e Kidush Levaná, que são de vital importância no estudo e prática da Cabala Maassit (Iniciática).

Nos livros sagrados da Cabala existem inúmeras citações de nossa astrologia, através da Torá, do Talmud, além de tratados como o Zohar e os Midrashim, porém, nenhum deles vai tão longe quanto o Sêfer Yetzirá. Este livro que foi escrito pelo Patriarca Abraham é o mais antigo e misterioso de todos os textos cabalísticos, sendo a revelação Divina de como D´us iniciou o processo de criação, através das letras hebraicas, formando combinações de extremo poder e realização.

APLICAÇÃO:

Abraham como é sabido, era filho de Terach, um iminente ocultista. O Zohar então nos revela, que baseado no que aprendeu com o pai, o futuro patriarca do Povo de Israel, preveu que jamais poderia ser pai de um filho da mulher que amasse. De fato, quando Abraham conheceu Sarah, foi o que aconteceu, ela era estéril, o que dificultava com que cumprisse sua missão nesta existência. No entanto, tudo isso mudou, ao Abraham desenvolver sua consciência à níveis mais elevados.

Então, segundo a Torá o Eterno diz: “Olha para os céus, e conta as estrelas, se podes contá-las. E disse: assim será tua semente. E acreditou em D´us Abraham” (Bereshit 15:05). De maneira literal, ficamos simplesmente com a versão da promessa que o Criador faz em gerar descendência para Abraham, porém os cabalistas estão sempre preocupados em entender o sentido “Sod” (secreto) das escrituras. Cruzando o entendimento de nossos sábios, com os tratados percebemos que a intenção do Criador é ensinar ao futuro patriarca a cosmogonia do universo, além de dar proeminência à ele sobre os astros. Fato evidenciado pelo “He”, que adiciona à seu nome mudando de Abram, para Abraham.

Isto significa, que D´us concede a Abraham um conhecimento capaz de suplantar às previsões negativas que ele tinha feito para ele mesmo, o que se configurou em verdade, quando Sarah se torna mãe de Isaac. Nossos sábios nos revelam que justamente os seres humanos daquele tempo eram governados pela Mazal ou “sorte”, mas que no sentido “Sod”, significa “Conjunção Astrológica”. Este conceito descoberto e aplicado por Abraham, é algo fundamental na Astrologia Cabalística, até os dias de hoje, o poder do Livre-Arbítrio.

Este poder justamente é concedido pela letra “He”, já que seu valor numérico de Gemátria é “5? e alude justamente ao “Chumash”, que são os cinco livros da Torá e significa que aquele que estuda e pratica os princípios que nela estão contidos justamente ganha “poder sobre as estrelas”. Isto significa sair da condição de influenciado para influenciador, já que nos é expressado que “os anjos são como almas para as estrelas”. Através disso, a sabedoria da Cabala nos informa que realmente somos influenciados não pela energia do astro em si, mas sim pela energia das criaturas que estão vinculadas àquele astro, tanto anjos como Criaturas do Sitra Achrá (“Outro Lado”).

ASTROLOGIA CABALÍSTICA HOJE:

A sabedoria que temos hoje, não é aprendida através de manuais, mas vem da vivência entre o Rav (Mestre) e seus Chaverim (Discípulos), como evidenciado através por Abraham, que legou esta sabedoria à seu filho, Isaac, que depois a transmitiu para Yacoov. Posteriormente, foi transmitido à Yossef, servindo como base da implementação das 12 Tribos de Israel, que são hoje fundamentais no entendimento e aplicação de nossa astrologia. Depois de toda a perseguição sofrida no Egito, o Criador legará a sabedoria a Moshê (Moisés), que reconstruirá a linha sucessória de transmissão, até os dias de hoje.

O Calendário Hebreu se diferencia do calendário convencional, por ser Lunar e, apesar de se referir aos 12 signos do zodíaco que são amplamente conhecidos por todos, a grande verdade é que o entendimento, interpretação e esoterismo da Astrologia Cabalística estão totalmente relacionados às 12 Tribos de Israel. Sua características e particularidades são evidenciadas no nível “Pshat” ou “literal”, quando Yacoov “abençoa” cada fundador destas tribos, dotando-as com características específicas, o que é entendido de maneira profunda, através do estudo dedicado da Torá, Talmud, Sêfer Yetzirá, demais tratados e, sobretudo, do Rav.

Então, cada mês cabalístico representa uma energia nova, capaz de impulsionar o ser humano a realizar sua missão na terra. Para isso, é fundamental que a pessoa conheça a força daquele mês, suas características e especificidades, para utilizá-lo como uma “catapulta”, rumo à níveis mais elevados de consciência. Sem este conhecimento, como Hashem criou tudo “macho e fêmea”, ou seja dual, a pessoa pode ser envolvida pelas forças Klipóticas, sendo afetada negativamente pela influência do mês.

MAPA CABALÍSTICO E AS CONEXÕES CABALÍSTICAS:

É por isso, que os antigos cabalistas criaram duas forças capazes de dotar o ser humano com o mesmo poder de Abraham para suplantar a Mazalot: o Mapa Astral Cabalístico e a Conexão do Mês. O primeiro é o entendimento que da mesma forma que o DNA nos transmite características daquilo que somos funcionalmente, os astros nos passam nosso “DNA Espiritual”. Assim, quando eu estou fazendo o Mapa Cabalístico de alguém, é como estivesse olhando a sua alma, com o objetivo de proporcionar à pessoa o seu autoconhecimento, que logo, propiciará à mesma tomar as melhores decisões para si.

Já as conexões cabalísticas, a maneira que temos de sintonizar no aspecto positivo da energia mensal, com o objetivo de nos harmonizarmos com mesma. Para os sábios cabalistas, a força entre a saída e a entrada de um novo mês é tão forte, que é como se literalmente mudássemos de signo à cada variação. Por isso, sabendo que tudo foi criado à partir das letras hebraicas, nós realizamos meditações nas duas letras regentes de cada mês, que nos permite literalmente dominar aquela energia.

Os pontos altos são o Rosh Chodesh (Cabeça do Mês), que é o primeiro dia de um mês cabalístico, onde se apresenta a Lua Nova de cada signo, além da Kidush Levaná (Santificação da Lua), num ritual onde nós cabalistas agradecemos ao Eterno por nos ter dado a Lua, astro fundamental para o entendimento do sistema criado por D´us. Afinal a lunação está vinculado não só aos astros, mas à vida, desde a influência das marés, da procriação de animais, além do próprio ciclo menstrual das mulheres.

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Os Livros Essenciais da Cabalá – Pré-venda

Esta semana os Livros Essenciais de Cabalá entram na gráfica e nestes 15 dias de impressão, abriremos a pré-venda para quem não teve oportunidade de comprar os livros poder adquiri-los, bem como o Qametz (Talismã da Sorte), presente a todos que apoiaram o Projeto nas primeiras 48hs.

– O Sepher Yetzirah (O Livro da Formação)
– O Sepher Ha-Zohar (o Livro do Esplendor) – Prólogo & Bereshet A
– O Livro da Reencarnação das Almas
– O Livro do Anjo Raziel

E todos que apoiarem com a compra dos 4 livros receberão também, como metas batidas no Financiamento:

– 5 marcadores de página, estilizados para cada um dos livros
– Livro Magia Tradicional – Ensaios em Filosofia Oculta.

Apoie já
Livros Essenciais da Cabalá

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Equivalência da Forma: O Decodificador Cabalístico

A sabedoria da Cabala é algo que hoje, mais do que nunca, exerce um enorme interesse sobre as pessoas, o que pode chocar à primeira vista, mas que já era previsto por nossos sábios. No século XXI, onde as mídias democratizaram tanta coisa., uma informação se espalha como rastilho de pólvora e a facilidade de se correlacionar sabedorias diferentes, comparando duas páginas de internet acabou por simplificar o processo. Com certeza, exige-se muito menos tempo do que no passado, quando pesquisas duravam uma infinidade de tempo.

O lado negativo disso, chama-se “autodidatismo”. A pessoa acha-se capaz de apreender TODA E QUALQUER forma de conhecimento simplesmente porque fez uma pesquisa de internet ou leu alguns pares de livros. Por isso, canso de receber pedidos para traduzir livros em hebraico (o que de fato estou fazendo, mas com fins de aprendizado verdadeiro no CCI), ou ver pessoas que ao invés de dedicar-se a aprender DE FATO à ciência cabalística, preferem unicamente consultar uma ou outra fonte, acreditando piamente que podem revelar o que nossos sábios demoram tempos razoáveis para adquirir, até que pudessem transmitir aos seus alunos.

Certa vez eu ministrava uma palestra, na qual abordava a bibliografia cabalística de importância primária, tendo levado alguns livros, simplesmente para fazer uma demonstração. Neste evento havia um rapaz muito inteligente, que volta e meia me interrompia com alguma pergunta interessante, sendo que a última pergunta que ele me fez, foi se não poderia passar à ele a lista bibliográfica para que ele pudesse estudar a cabala sozinho, em casa. Rindo, eu peguei dois volumes do Zohar e falei, enquanto passava os livros às suas mãos: “por que não começa então estudando agora?”. Ele pegou os livros e começou a ler, deixando com que eu conduzisse a palestra, sem mais me perguntar.

Ao final da palestra, antes de liberar as perguntas para os participantes, indaguei: “o que o meu amigo achou?” E ele disse: “Nossa, é humanamente impossível aprender isso aqui sem orientação!” Após ele dizer àquilo, eu afirmei que não só era humanamente impossível para ele, como seria também para qualquer pessoa, ainda que falássemos de mentes inteligentíssimas. Isto porque em cabala, há um conceito, que nossos sábios nos transmitem há milhares de anos, que hoje é chamado cientificamente de EQUIVALÊNCIA DE FORMA.

Isto significa, que escritos cabalísticos profundos como a Torá, o Talmud, O Zohar, O Sêfer Yetzirá, o Bahir e outros, foram escritos por pessoas que estavam sob efeito de forte Ruach Hakodesh (Inspiração Divina), o que nos leva simplesmente à conclusão que existem códigos em seus escritos. É verdade que todo código pode ser quebrado, mas trata-se de algo tão engenhoso, que os mistérios para a revelação e entendimento da sabedoria ocultos nestes livros, não são algo que estão fora e sim, dentro do “decodificador”.

Vamos por um exemplo: imagine que você ama uma mulher, e que ela não sabe nada disso. Você a admira pela cultura que ela tem, porque é inteligente, se comunica bem e aprecia música clássica. Sabe falar sobre várias coisas, em especial cinema, literatura e teatro. É muito correta com os assuntos do trabalho e em todas as ocasiões possíveis está folheando um livro. Você então se olha e constata que odeia ler, não é interessado em cinema, música, assim como acha teatro um saco. Está num trabalho por falta de opção melhor, o que o torna extremamente desleixado com os assuntos dele. Não estou dizendo que você precisa ser idêntico com uma pessoa para que se apaixonem, mas é preciso ter uma proximidade e questões internas afins, isto é o caminho para a equivalência de forma.

Então você aprende, que se realmente quiser se aproximar da mulher de seus sonhos, você só tem uma opção. Buscar as qualidades que lhe faltam e que podiam causar interesse nela, e nas qualidades que você já possui, você precisa refiná-las, até que levem automaticamente á uma proximidade. Com certeza as suas chances sairão de 0%, para algo mais elevado. Pode ser que você não conquista ESTA MULHER, mas com certeza abrirá as portas para alguém semelhante na sua vida.

A verdade é que usei um exemplo cotidiano para explicar algo profundamente espiritual. Em Cabala para que possamos desvendar certos códigos, é necessário que nos aproximemos do alvo a ser desvendado. Se pegarmos um livro como o Zohar, para entendê-lo não se trata somente de uma questão de leitura, mas sim uma aproximação espiritual com o autor daquele livro. Isto significa que é preciso que eu tenha uma aproximação com as qualidades daquele autor, para que possa de fato vir a compreendê-lo.

Mas como posso compreender ou provocar um estado que vai me levar até a equivalência de forma com os autores dos livros cabalísticos, se eu nem ao menos conheço as características espirituais que eles cultivavam? Aí entra o papel do Rav (Mestre). Tendo ele percorrido tal caminho, ele será capaz de evocar no estudo da Cabala, situações, através das quais estes estados serão atingidos, até que você vai ler o livro ou partes dele, uma, duas, três vezes, sentindo que em cada lida, um novo véu está sendo revelado. Aí, a equivalência de forma vai acontecendo e quanto mais eu cultivo em mim as características daqueles sábios, mais eu os compreendo e mais o conteúdo transmitido por eles fica claro.

No final das contas, nossos antigos sábios dizem, que tudo no universo nos “empurra” para a equivalência de forma, já que o objetivo final do ser humano é a similaridade com D´us. Até que sejamos tão parecidos com ele em qualidades espirituais, até o ponto em que não aja eu ou D´us e sim nós. Como na matemática cabalística: 1+1= 1.

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Os Livros Essenciais da Cabalá

Dia 12/Agosto (em stellium de Sol, Vênus e Marte em Leão e Stellium de Lua, Saturno e Plutão em Capricórnio, jupiter e Ascendente em Sagitario e Netuno em peixes como a cereja do bolo, como se a data tivesse sido escolhida de propósito pelo Divino para este projeto) começa o Financiamento Coletivo dos primeiros livros da Coleção dos Livros Essenciais da Cabalá Judaica.

– O Sepher Yetzirah (O Livro da Formação)
– O Sepher Ha-Zohar (o Livro do Esplendor) – Prólogo & Bereshet A
– O Livro da Reencarnação das Almas
– O Livro do Anjo Raziel

Como sempre, quem apoiar nas primeiras 48hs receberá um presente especial surpresa.

Livros Essenciais da Cabalá

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O Tarot, a Kabbalah e a Alquimia

O sistema do Tarot, no seu sentido mais profundo, mais amplo e mais variado, está para a metafísica e o misticismo na mesma relação que um sistema de notação decimal ou outra qualquer está para a matemática. O Tarot poderá ser apenas uma tentativa para criar tal sistema, mas mesmo assim é interessante.

Para conhecer o Tarot, é necessário estar familiarizado com a idéia da Cabala, da Alquimia, da Magia e da Astrologia.

De acordo com a opinião muito plausível de vários comentadores do Tarot, ele é uma sinopse das ciências herméticas com as suas diversas subdivisões, ou uma tentativa de tal sinopse.

Todas essas ciências constituem um único sistema de estudo psicológico do homem nas suas relações com o mundo dos númenos (com Deus, com o mundo espiritual) e com o mundo dos fenômenos (com o mundo físico visível).

As letras do alfabeto hebraico e as várias alegorias da Cabala, os nomes dos metais, dos ácidos e sais na Alquimia, os nomes dos planetas e constelações na Astrologia, os nomes dos espíritos bons e maus na Magia, tudo isso nada mais era do que uma linguagem oculta convencional para as idéias psicológicas.

O estudo aberto da Psicologia, sobretudo no seu sentido mais amplo, era impossível. A tortura e a fogueira estavam reservadas aos investigadores.

Se nos aprofundarmos ainda mais nas épocas passadas, veremos ainda mais te­mor em todas as tentativas de estudo do homem. Como era possível em meio a toda escuridão, ignorância e superstição daqueles tempos falar e agir abertamente? O estudo livre da Psicologia está sob suspeita mesmo em nossa época, que é considerada esclarecida.

A verdadeira essência das ciências herméticas estava, por isso, oculta por trás dos símbolos da Alquimia, da Astrologia e da Cabala. Entre estas, a Alquimia adotou como meta exterior a preparação de ouro ou a descoberta do elixir da vida; a Astrologia e a Cabala, a adivinhação; e a Magia, a subjugação dos espíritos. Mas, quando o alquimista autêntico falava da busca do ouro, falava da busca do ouro na alma do homem. E, ao falar do elixir da vida, falava da busca da vida eterna e dos caminhos da imortalidade. Nesses casos, dava o nome de “ouro” ao que nos Evangelhos é chamado Reino do Céu e, no Budismo, Nirvana. Quando o astrólogo verdadeiro falava das constelações e planetas, se referia a constelações e planetas na alma do homem, isto é, a propriedades da alma humana e suas relações com Deus e o mundo. Quando o cabalista legítimo falava do Nome de Deus, ele buscava esse Nome na alma do homem e da Natureza, e não nos livros mortos, não nos textos bíblicos, como os cabalistas escolásticos. Quando o verdadeiro mago falava da subjugação dos “espíritos”, elementais e outros à vontade do homem, compreendia isso como a submissão a uma única vontade dos diferentes “eus” do homem, de seus diversos desejos e tendências. A Cabala, a Alquimia, a Astrologia e a Magia são sistemas simbólicos paralelos de Psicologia e Metafísica.

Oswald Wirth, num de seus livros (L’Imposition des mains et la médecine philosophale. Paris. Chamuel Editor, 1897), fala de modo muito interessante da Alquimia:

“A Alquimia estuda, na verdade, a metalurgia e a metafísica, isto é, as operações que a Natureza opera nos seres vivos; a mais profunda ciência da vida estava oculta aqui sob estranhos símbolos…

“Mas essas idéias imensas teriam queimado cérebros que eram demasiadamente limitados. Nem todos os alquimistas eram autênticos. A ganância atraiu para a Alquimia homens que visavam o ouro, alheios a qualquer esoterismo; eles compreendiam tudo literalmente e suas loucuras muitas vezes não conheciam limites.

“Dessa fantástica cozinha de charlatães vulgares resultou a química moderna. Mas os filósofos verdadeiros, dignos desse nome, amantes ou amigos da sabedoria, cuidadosamente separaram o sutil do grosseiro, com cuidado e previsão, como exigia a Tábua de Esmeralda, de Hermes Trismegistos, isto é, rejeitavam o significado pertencente à letra morta e conservavam apenas o espírito secreto da doutrina.

“Nos nossos dias, confundimos o sábio com o insensato e rejeitamos completamente tudo que não tem o selo oficial.”

Por P.D. Ouspensk

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Dabar (yod-heh-vav-heh)

Surgida no século II de nossa era, no povo de Israel, a Cabala se desenvolveu na Alta e Baixa Idade Média, em países cristãos como França e Espanha, particularmente neste último, onde no século XIII foi escrito nada menos que O Zohar, o grande livro cabalístico, brilhando na Itália durante o Renascimento sob sua forma cristianizada, e passando aos países do norte e centro da Europa, à Inglaterra, Polônia, etc., em distintas épocas, e onde ainda hoje se mantém viva, bem como em Jerusalém e muitas outras cidades do mundo moderno, entre judeus e não judeus. Isto quanto ao que se refere à Cabala histórica.

O termo dabar em hebraico significa ao mesmo tempo “palavra” e “coisa”. Nesse sentido, para os hebreus o nome de Deus, constituído pelas quatro letras sagradas, é impronunciável, por respeito a sua imanifestação, e porque o pronunciar de seu nome o revelaria em sua tremenda majestade e grandeza. Estas quatro letras são: Iod – letra a partir da qual surgiu todo o alfabeto hebreu, que é considerada um ponto e cujo valor numeral é dez; Hé – chamada a primeira Hé para distinguí-la da segunda que compõe o nome divino, de valor numeral cinco; Vau – de valor numeral seis; e Hé – a segunda, de idêntico valor cinco. A soma das letras do Nome Divino dá vinte e seis, e este número é de particular importância no esoterismo e na Cosmogonia cabalística. Abordaremos tão logo as letras do alfabeto hebreu. Estes elementos são muito importantes para determinadas operações. Não se trata aqui de dar um curso de hebraico, senão de nos familiarizarmos com os símbolos e valores cabalísticos. Se nossos leitores tivessem oportunidade de estudar hebraico, sugerir-lhes-íamos que o fizessem para aumentar as fronteiras das relações e sua ressonância em nosso trabalho hermético.

#hermetismo

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Teodiceia Psíquica, o Bem e o Mal na visão Martinista

Bate-Papo Mayhem 130 – 28/01/2021 (Quinta) Com Ivan Correa – Teodiceia Psíquica, o Bem e o Mal na visão Martinista

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Onde comprar o Teodiceia Psiquica: https://daemoneditora.com.br/

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A Cabala e o Tarot na Capela Sistina – Rosa Maria Bastos

Bate-Papo Mayhem 186 – 08/06/2021 (Terça) Com Rosa Maria Bastos – A Cabala e o Tarot na Capela Sistina

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Editora Hércules: https://editorahercules.com.br/

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#Batepapo

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