Projeto Mayhem – 22 – Magia Enochiana

Neste episódio, Pri Martinelli, Rodrigo Grola e Marcelo Del Debbio conversam com Ulisses P. Massad sobre Magia Enochiana. No Século XVI o alquimista John Dee, em conjunto com o vidente Edward Kelley conseguiram contatar entidades de outros planos de existência, que receberam o nome de Anjos Enochianos. Saiba mais sobre como foram estruturados estes rituais e o processo ritualístico que resultou em um dos Sistemas Mágicos mais interessantes da Golden Dawn.

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O Caminho da Imperatriz: Umbanda, Magia e Tarot com Nivia Peggion

Bate-Papo Mayhem #093 – 22/10/2020 (Quinta) Com Nivia Peggion – O Caminho da Imperatriz: Umbanda, Magia e Tarot

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Criando Musas

Base:

Historicamente, os envolvidos em perseguições criativas voltavam se freqüentemente à sua ” musa ” com fim de obter inspiração e apoio. Embora o conceito de uma musa tenha se desenvolvido da antiga literatura grega , a musa vem a ser mais do que um conceito abstrato pode ser expandido para seu uso em nossa vida contemporânea . As musas gregas tradicionais eram muito utilizadas por artistas e até cientistas. Abaixo uma lista de referência:

  • Calliope: Musa da poesia épica

  • Clio: Musa da história

  • Euterpe: Musa da música e da poesia lírica

  • Terpsichore: Musa da dança do coral e da canção

  • Erato: Musa da poesia erótica e da mímica

  • Melpomene: Musa da tragédia

  • Thalia: Musa da comédia

  • Polyhymnia: Musa do hino sagrado

  • Urania: Musa da astronomia

Perseguições criativas nos dias moderno cercam uma variedade muito maior de coisas. Por que não uma Musa da Programação? Ou uma Musa da Música Industrial? As musas tradicionais eram úteis na Grécia antiga, mas obviamente, houve alguma Evolução das Artes desde aqueles antigos dias gregos. (Se você ainda tem suas dúvidas olhe a querida doce Erato – quantas pessoas hoje estão interessadas em poesia erótica e mimicaria ?!?)

Se as musas tradicionais não te estimularam nem inspiraram a voar ao pináculo de seus empenhos criativos, por que não invocar e criar sua própria musa? O rito seguinte é escrito para um trabalho em grupo, mas poderia ser adaptado facilmente por um trabalho solo.

Descrição:

O rito consiste dos seguintes elementos:

0. Preparação Pré-ritual
I. Declaração de Intento
II. Nascimento da Musa: Sons e Outros
III. Nomeando a Musa
IV. Registrando os nomes, formas, e funções das novas musas
V. Um seguimento algumas semanas depois do nascimento da Musa

0. Preparação Pré-ritual

Materiais Necessários:

– Algum modo de geração de um coral, pode ser cantado pelos próprios participantes ou o uso de aparelhos de Cd´s.

– Três jogos de cartões com as Consoantes do Alfabeto cortados em pedaços e colocados em uma caixa ou bolsa.

– Dados de doze ou vinte lados

– Algum modo de se reproduzir ruídos estrondosos como os Trovões (como tambores ou uma trilha sonora adequada). Se instrumentos não estiverem disponíveis, batem se as mãos e os pés contra o solo ritmicamente.

Antes do ritual, o grupo discute e concorda qual tipos de musas que eles invocarão. Cada participante escolhe um tópico em que eles gostariam de um pouco de inspiração e criatividade. Já que é possíveis dois participantes desejarem inspiração no mesmo reino, uma discussão é necessária para prover que duas musas sejam criadas para os mesmos tópicos (e não uma musa para os dois participantes). Os tópicos deveriam ser bem específicos, seria ideal terminar com muitos trabalhos e, um altar ou templo ( de preferência ‘templo’) inteiro para as musas na verdadeira e antiga tradição grega. Depois do período de nascimento e nomeação inicial as “musas” podem ser chamadas por qualquer um que saiba de sua existência.

O quarto para o ritual deve ser antecipadamente preparado. Deveriam ser acesos incensos e velas, e todos os artigos que serão usados durante o ritual devem ser colocados no quarto. Papéis e canetas serão necessárias assim como também os outros materiais mencionados.

O Rito:

Um rito de abertura, preferentemente o Vórtice, é executado.

1. Declaração de Intento: Depois do rito de abertura, o MO declara a declaração de intento inicial:

“É nossa vontade invocar estas musas da #( áreas do interesse ) que inspirarão e nos apoiarão em todos os nossos empenhos criativos.”

Um outro participante repete isto depois do MO.

Começando com o MO, cada participante faz uma declaração de intento sobre sua musa particular que estiver invocando. O MO começa e então os participantes a partir de sua esquerda fazem a declaração de intento a seguir.

” É nossa vontade invocar uma Musa do #(tópico)”

2. Nascimento da Musa: Trovão e Canto

As musas tradicionais eram as filhas de Zeus com a Deusa da Memória . Para trazer novas musas novas no mundo, serão usados trovões (zeus) e cantoria (memória) para recrear aquela união.

Depois da declaração de intento for feita, os participantes começam a simular o trovão de Zeus através do método escolhido como batendo em tambores, batendo no chão, ou até gritos (qualquer grito não-musical, primal , coisas que representem a Deidade Machista que personifica Zeus) ou uso de um fundo pré gravado. Mantenham o trovão durante alguns minutos até que vocês então passem do trovejante Zeus para algo mais confortável como o canto em grupo coordenado ou uma música gravada de um belo coral.

Enquanto fazendo a transição de trovão para o coral, pense no início da criação das musas enquanto o coral estiver passando sinta que a geração se iniciou. Deixe as imagens fluírem sozinhas. Você está procurando o forma de sua musa. Pode ser qualquer coisa: animal, legume , humana, ou mineral, mas deve ser algo que você possa descrever concretamente aos outros. Uma vez que você tenha achado a forma da sua musa e esteja satisfeito com a quantidade de detalhes que sua visualização revelou , agora você para, e siga para o próximo passo. Você pode fazer isto (embora silenciosamente ) até mesmo enquanto os outros ainda estão criando as outras musas.

3. Nomeando a Musa

Você agora tem a forma e função de sua Musa. Agora você precisa de um nome. Rode os dados ( se possível consiga um de doze lados). O número que cair é a quantidade de cartas que você terá de tirar da caixa que contém os cartões. Escreva em um papel as cartas que você tirar. Reponha as cartas na caixa para o próximo participante. Some vogais conforme sua vontade.

4. Registrando

Depois que todo mundo terminou formando e nomeando sua musa, feche o Vórtice. Então registre as novas musas no papel e mantenha durante um mês.

5. Seguimento

Cada participante deveria prestar homenagem ativamente à musa que invocaram logo depois do ritual e depois para realimentar , prestasse relatório ao grupo um mês depois do ritual. Neste momento, deveria ser adicionadas qualquer informações pertinentes à musa ao registro do Templo das musas. Por exemplo, se a pessoa descobrisse que a musa invocada trabalha particularmente bem com velas laranjas ou o sacrifício de uma xícara de café, isto deveria ser registrado. Talvez a Musa só ” fale ” ao seu candidato em sonhos ou no chuveiro. Qualquer idiossincrasia ou método de prece que forem descobertos para aquela musa em particular, deve ser registrado. O Templo terá um registro de suas próprias musas agora, disponível para qualquer um e todos para sempre podem chamar a elas em busca de inspiração.

Tradução de Morbitus Vividus

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/criando-musas/

A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana – Com Oghan N´Thanda

Bate-Papo Mayhem #033 – Com Oghan N´Thanda – A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/v_N4kwTCXwc

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-jornada-do-her%C3%B3i-negro-e-a-magia-africana-com-oghan-n-thanda

As Forças Invisíveis – Parte 2

Série Plano Astral e Fenômenos Psíquicos: 1. O Plano Astral e o Hermetismo…

A maioria dos estudantes de ocultismo tem uma única meta em mente: o manejo das forças ocultas, invisíveis. Além disso, querem chegar de forma rápida e sem perigos a aquisição de tais “poderes”. Uns querem praticar viagens astrais, outros impor a sua vontade aos outros e há ainda os que desejam soltar bolas de fogo, curar doenças até então incuráveis ou ressuscitar os mortos através de algumas palavras. Podemos ainda acrescentar ao nosso Ocultismo atual as brigas acadêmicas, as invejas individuais, os pequenos golpes baixos íntimos, as verdades absolutas e inúmeras outras paixões que agitam este meio.

As forças invisíveis existem? Será que realmente o homem pode manejar as forças ocultas da natureza ou de sua própria constituição? O manejo ocorre de forma igual para todos os homens? Basicamente, neste segunda parte da série sobre o Plano Astral, é o que iremos buscar refletir e discutir.

Existe realmente uma força invisível? Pensemos bem. Estamos sobre a Terra. Ao nosso redor temos as árvores, os vegetais, os animais, a água, o solo, o ar, dentre diversas outras coisas. No céu, os astros se movem. O Sol passa através do Zodíaco, a Lua gira à nossa volta, os planetas também seguem seu curso no céu e vemos as constelações levantarem e descerem. A Terra gira em torno do Sol e este também, com sua comitiva de planetas, em torno do centro de nossa galáxia. Além disto, temos as forças físicas e os fenômenos químicos… Enfim, há lugar para uma força invisível no Universo?

O Ocultismo ensina que sim. Todos os seres contem  forças motrizes invisíveis aos olhos físicos  e apresentam outros caracteres além das forças visíveis e perceptíveis por manifestações sensoriais externas.

O Universo então pode ser visto, sob aparências físicas, como banhado por uma luz solar/estelar. Esse é o domínio da luz física, com seu cortejo de forças exteriores, simbolizado pelos antigos como “mundo de fogo”.

Quando o físico desaparece, o mundo apresenta uma espécie de luz interior, que anima todos os astros e todos os seres vivos; essa luz ainda não é conhecida pela ciência atual. Tudo o que podemos dizer é que essa luz constitui a essência da vida e dos sentimentos em todos os planos; é ela que estala repentinamente nas manifestações do amor entre todos os seres vivos. Esta força foi denominada pelos ocultistas da escola de Paracelso como luz astral.

Existe ainda uma terceira família de forças. São as força inteligentes e espirituais, encarregadas de individualizar cada ser, cada coisa, dando-lhe um número, um nome, um peso ou uma medida. É a força divina (embora todas as forças também o sejam), que chamaremos de luz verbal, cujo centro secreto é o Verbo. O Cristo foi sua manifestação em nossa humanidade.

As forças são, portanto, cada vez mais interiores. Podemos representá-la por meio de três círculos concêntricos. O círculo exterior é formado pelos mundos físicos com a luz física como mecanismo de ação, o “Lux” de São João. O segundo círculo, interior, é formado pelos mundos astrais, com seus meios de propulsão e manifestação vital, a “Vita” de São João. E, por fim, o terceiro círculo, o núcleo interior e verdadeiramente divino,o “Verbum” de São João.

Espero que tenham entendido que é dentro, e não fora, de cada ser que deve ser procuradas as forças realmente vivas e atuantes, e se existir no Universo um centro verdadeiramente único, é o Verbo, que será encontrado com seu simbolismo na cruz. Sendo assim, dando nomes aos bois, os fatos psíquicos são resultado do manejo da luz astral e a Teurgia (ou a união com o divino) é a consequência da submissão voluntária à ação da luz verbal.

Agora, mudando um pouco de assunto e voltando de onde paramos na parte anterior, imaginemos a alma encarnada mergulhada neste meio que impregna todo o planeta, o plano astral. O órgão central de nossa constituição (Ruá, Kama ou Khi) é capaz de absorver e emitir com a mesma eficácia toda a produção etérea, vibração ou condensação. Ele é o órgão de emissão e de recepção do astral terrestre; graças a ele somos penetrados especialmente por uma assimilação verdadeiramente nutritiva, já que ele espalha igualmente seus eflúvios na alma animal e no corpo astral. Vitalizantes ou vampiros, os micróbios astrais entram em todo o nosso organismo através dele, corporal e anímico, trazendo a vida ou deixando aí o veneno de encantamento. É através dele que o terapeuta nos enche com eflúvios vivificantes tirados nas fontes benéficas da natureza e é também por ele que o mago negro nos assassina covardemente com a surpresa das forças inimigas invisíveis. É ainda por este mesmo órgão magnético que entram em nós uma multidão de desejos, de paixões ávidas de fatos, espalhando-se pela alma passional até o fundo de nossa alma espiritual para a perturbar com as suas inquietações e a subjugar com suas determinações. Aí está a nossa alma humana (Nechama, Manas, Thân) solicitada à ação de três direções diferentes que correspondem aos três mundos onde nós vivemos ao mesmo tempo.

As sensações do mundo físico percebidas por nosso corpo produzem aí uma atitude que pode penetrar pelo intermédio da alma animal até a vontade e a determinar poderosamente apresentando-lhe, por assim dizer, tudo preparado para a ação reflexa do gesto solicitado. A sugestão hipnótica pela atitude é apenas a produção experimental e exagerada deste efeito.

No polo oposto, a efervescência da nossa imaginação, cheia de formas etéreas que criam nossas emoções e mesmo as intuições vindas dos mundos superiores, é transmitida para a alma animal e o corpo astral até às nossas forças vitais para provocá-los. Os eflúvios emocionais recebidos de fora pelo centro magnético repercutem-se em cada um de nossos outros centros para neles gerar outras forças e outras virtudes em busca de sua realização.

Eis aí contra que ardores o poder da nossa mônada diretora, da nossa vontade, que é o nosso único eu verdadeiro, deve lutar constantemente regulando por sua vez as suas desordens, comandando as resistências ou os consentimentos, impondo sua soberania aos  poderes de todas as mônadas que formam o seu império.

Mas como essa soberania pode ser exercida utilmente? Como pode triunfar sobre todas as revoltas, comandar particularmente o astral interno ou externo? Não o sabemos muito bem. Somos com maior frequência mais um joguete das nossas emoções do que seu mestre: a maioria dos nossos atos não passam de reflexos e muitas vezes não temos nem mesmo consciência deles, tal é o domínio que exercem sobre nossas forças etéreas, enfraquecendo-nos.

Sempre é a vontade a mônada principal que comanda o ato, mas raramente é a nossa própria; quase sempre obedecemos a um poder estranho. Para que o nosso domine, falta-lhe um acréscimo de energia que Schopenhauer, em sua linguagem sutil, esclarece ao dizer que nós sempre queremos um ato, mas é preciso saber se nós queremos querer. Ele conclui afirmando que é a vontade universal que quer em nós.

É verdade que a vontade universal, quer dizer Deus, é quem quer em nós quando o nosso eu comando todo o inferior. Mas é preciso acrescentar que isto acontece com o nosso consentimento, com a nossa permissão e somente com ela. De outra forma, dizer nossa vontade, quando ela se exerce realmente, cai por terra o instrumento da vontade divina, e reciprocamente, ela não pode comandar outros desejos senão sob a condição de ser uma com a vontade divina, de ser a boa vontade.

Aí está a nossa lei suprema. O nosso fim, a razão de ser do homem terrestre, é de colaborar no planeta para a grande obra de vivificação do nada cumprindo em sua esfera, como toda outra mônada, a vontade divina, para a elevação dos seres inferiores. Está parecendo contraditório com toda operação mágica, não é? Não, pois notemos que operações mágicas de ordem inferior só acontecem quando abondamos a nossa vontade a outros poderes e que operações de ordem superior acontecem quando somos cooperadores do divino (Teurgia). Somente o homem, ao contrário das vontades que o precedem na cadeia evolutiva, é livre para aceitar este papel sublime ou recusá-lo, unicamente sob a condição de que sua sorte depende desta escolha. Se recusa a própria escolha, pretendendo seu poder particular e capaz de tudo, cai então numa falta imperdoável. Deve ceder ou desaparecer! Nestas duas recusas está a fonte de todo o mal terrestre.

Mas vejamos quais os detalhes do funcionamento da luta, na qual a alma humana é o palco, entre os instintos cegos da natureza, do nada em desejo de poder imediato, e as solicitações providenciais para os esforços definitivos de sua libertação. O prêmio é a imortalidade.

A maioria de nós vive ainda por instinto, preguiçosamente embalada pelos apelos da providência. Mesmo entre estes que têm alguma consciência, especialmente os que sentem as influências astrais, existem poucos que sabem aproveitar ou compreendê-las. Esses últimos se dividem em quatro classes: duas ativas ou masculinas, e duas passivas ou femininas; em cada uma dessas duas categorias se distingue uma classe particularmente sensível às forças superiores ou às forças inferiores.

Todos se distinguem do comum por uma superabundância de fluido etérico em suas constituições. Uns são aptos para reter consigo este excesso e usá-lo quando quiserem. Outros deixam-n o escapar constantemente em ondas, sem direção especial para dar lugar a novos eflúvios. Seus desejos excedem a suas faculdades de concentração. Em vez de projetar o éter ambiente, como os antecedentes, eles  aspiram para compensar suas perdas irremediáveis. Estes são os médiuns de todas as espécies que podem vaticinar, tornarem-se poetas e profetas, mesmo se pertencerem a uma esfera muito elevada para atrair o éter dinamizado pelas forças superiores.

Esses, os antecedentes, são os magnetizadores se os fluidos que eles concentram e projetam são os das forças corporais e iniciados (ou, logicamente, adeptos) se são capazes de recolher o éter elaborado pelos poderes anímicos e de ordem superior.

Em suma:

PASSIVO (absorvendo e desperdiçando)

Médiuns (principalmente de efeitos físicos) -> Forças inferiores

Médiuns Psíquicos (adivinhos, poetas, profetas) -> Forças superiores

ATIVO (concentrando e emitindo)

Magnetizadores (curandeiros, etc.) -> Forças inferiores

Iniciados e Adeptos (terapeutas, alquimistas, Teurgos) -> Forças superiores

Estas distinções não são supérfluas; elas nos permitem compreender o que devem e o que podem ser os contatos do homem com o astral.

Para o entendimento das realizações permitidas à constituição humana por contato com o astral, é preciso se lembrar que o nosso aparelho magnético (Ruá, Kama ou Khi) é um órgão essencialmente central, capaz de se expandir pelo corpo ou pela alma podendo modificar o equilíbrio da nossa constituição até transformá-la completamente.

Esta força, espécie de reserva geral, está à disposição da mônada principal ou o eu. Entretanto, por causa de sua extrema mobilidade, ela escapa facilmente a este domínio, seja sob a influência de poderes mais fortes ou por defeito da constituição, conforme mostrado no esquema acima.

Em seus movimentos, este órgão etéreo arrasta sempre uma parte ou porção de um dos outros dois elementos extremos do corpo espiritual (o fantasma, Nefeque, Linga Sarira, Than, e a alma ancestral, Nechama, Manas ou Thân) e mesmo de todos os dois. Este deslocamento para a alma, para o corpo, ou para fora, depende em quantidade e direção da vontade do eu ou de uma força exterior. Assim, por exemplo, é agindo diretamente sobre o centro de gravidade do organismo que o magnetizador produz em seu objeto todos os fenômenos conhecidos: curativos, se ele dirige a reserva sobre a força vital à qual ele pode acrescentar uma parte da sua; fascinantes e estupefacientes se congestiona a alma ancestral através do fantasma.

Munidos desta chave dupla: a distinção das diversas espécies de constituição onde excedem o fluido etéreo, e o jogo do centro magnético dirigível, compreendemos e classificaremos facilmente os fenômenos que o invisível produz. Porém isto será efeito apenas na terceira parte de nossa série.

Antes de encerrar, lembrando que falamos sobre o manejo da luz astral como a razão dos fenômenos psíquicos, temos uma advertência a fazer.

O manejo de luz astral apresenta grandes perigos e também grandes meios de evolução espiritual, pois, quando se recorre a este campo de forças invisíveis, arrisca-se não só à vida física, o que seria pouca coisa, mas também a vida espiritual, o que é bem mais grave.  A este propósito, é bom reler com atenção a história do Doutor Fausto, tal como foi admiravelmente resumida pelo imortal Goethe.

O grande perigo no manejo da luz astral é que o princípio inteligente que habita o centro desta força é um ser de origem divina, porém revoltado contra o seu centro de criação. A vertigem das ilusões do poder material, a antiga nahash de moisés, origem de todos os shanahs ou ciclos anuais de todos os tempos, que ainda está aí. Não estando acobertado por uma proteção vinda do centro verbal, sereis rapidamente arrastado pela força setenária, e como aconteceu outrora com nosso princípio comum, Adão, vossa imaginação vos fará crer que a vontade é mais forte que as forças divinas, e sereis mergulhado nas trevas da magia e da inversão espiritual. Uma vez entendida esta advertência, sabei superar todas as provas, sabeis que é necessário cravar a espada no coração do touro, como nos mostra a imagem mitríaca, é necessário atravessar a serpente e, num ímpeto de verdadeira fé, chamai vosso anjo guardião sob o nome de Cristo, o próprio Deus vindo em pessoa.

Nesse momento, abrir-se-á para vós a via mística, a única que pode afastar-vos dos perigos, a única que domina o implacável carma, quando a Virgem celeste coloca o pé sobre o dragão astral, isto é, quando o apelo da súplica do vosso coração esmaga a cabeça da serpente, cuja pálida luz circula em nós e em todo o Universo.

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Na próxima parte:

– Médiuns (temperamento passivo)

– Magnetizadores, iniciados e adeptos (temperamento ativo)

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Texto retirado e adaptado das obras:

– ABC do Ocultismo (Papus)

– Tratado Elementar de Ciências Ocultas (Papus)

#psiônica #PlanoAstral #Magia #Martinismo #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-for%C3%A7as-invis%C3%ADveis-parte-2

Dogma e Ritual de Alta Magia, de Eliphas levi – Raph Arrais

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Jesse Puga, Barbara Nox, Tales de Azevedo e Robson Belli) conversam com Raph Arrais sobre Dogma e Ritual de Alta Magia, de Eliphas levi

Raph Arrais – https://raph.com.br/

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Morte Súbita inc.

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https://eb.4gsanctuary.com/

https://www.espelhodecirce.com.br/

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E quem disse que precisa ser igual ao Harry Potter?

“Se você não sabe para onde você quer ir, qualquer caminho você pode seguir. Se você não sabe onde você está, um mapa não vai ajudar!”. Roger Pressman

Quem vem acompanhando esta coluna já percebeu que a  abordagem utilizada distoa um pouco das demais colunas: enquanto algumas focam em  temas diretamente relacionados as ciências ocultas, outras tem um viés um pouco mais filosófico/espiritualista (como é o caso da Textos Para Reflexão).

Já no nosso caso, como o próprio texto de apresentação da coluna diz, o foco é abordar temas relacionados ao ocultismo de uma forma mais “receptiva” aos leitores menos familiarizados com o tema.

Talvez você não tenha percebido, mas nas últimas três colunas já abordamos temas como Hermetismo, Kabbalah, Magia, Sincronicidade, dentre outros… Todos inseridos no contexto do “mundo real“, do dia-a-dia de qualquer ser comum.

Hmmm… Então quer dizer que você estava tentando me doutrinar sem que eu percebesse é!?

Negativo. Doutrinas são cabrestos. São viseiras que colocam no nosso pensar para que fiquemos apenas nas repostas prontas de seus dogmas, sem buscar o mais interessante de toda a brincadeira, que são as perguntas que devemos fazer.

Pelo contrário, a ideia inicial desta coluna é intrigar os leitores mostrando que mesmo longe dos conceitos complexos abordados nestas ciências, suas práticas estão mais próximas de nós do que imaginamos. Que mesmo aqueles que desconhecem o real significado da palavra Magia, a utiliza “involuntariamente” na sua vida mundana.

O que?? Você tem a audácia de me chamar de bruxo? Eu não me envolvo com essas crendices!

Isso é o que você pensa, e ainda acha que eu que sou o doutrinador. A ignorância e a desinformação são os principais combustíveis para o preconceito e a intolerância. Por mais que você não faça a mínima ideia, você pratica “atos mágicos” (a palavra correta aqui seria magisticos) diariamente.

Veja bem, magia, no real sentido da palavra, nada tem a ver com aquilo que você leu nos livros da J. K. Rowling. Magia, como diria Alan Moore, é “a Arte“, ou “a arte de manipular símbolos para operar mudanças de consciência“. Isso significa que quando você convence seu chefe a lhe dar um aumento, ou ainda conquista aquela gatinha na balada, está, mesmo que sem saber, praticando magia!

Tá doido??? Isso não tem nada a ver com magia! Essas coisas de magia envolvem milhões de rituais, velas, e todas aquelas coisas!! Eu não faço nada disso!

Enganado novamente. Qual o conceito de ritual? Segundo o dicionário, ritual pode ser classificado como um conjunto de regras ou protocolos, nada de sobrenatural. Se fosse prestar atenção, o ato de preparação pré-balada, por exemplo, nada mais é do que um ritual.

Você toma um banho, se barbeia, veste uma roupa, passa perfume, encontra os amigos e vai. Isso nada mais é do que um ritual de preparação. Nem vou mencionar aqui o fato de que você, durante toda essa preparação, está com suas intenções focadas em encontrar uma menina com características específicas na balada, ou até em convencer uma em especial a ficar com você. Ou seja, a preparação está muito além do que você imagina.

Veja que só nestes poucos parágrafos foi possível rever alguns dos conceitos distorcidos que nos fazem acreditar. E que, mesmos estas “coisas de maluco esotérico” estão mais próximas de nós do que nos damos conta.

Se você estiver aberto e disposto a prestar atenção e despertar do torpor que o mundo material e os dogmas nos colocam, vai descobrir que existe muito mais coisas para se ver lá fora, no verdadeiro mundo real.

“A maior parte das pessoas parece horrorizada com possuir uma alma, e com a responsabilidade de mantê-la pura.” Alan Moore

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/e-quem-disse-que-precisa-ser-igual-ao-harry-potter

A Cidade Invisível: Magia e Folclore Brasileiro – Com Raphael Draccon

Bate-Papo Mayhem 146 – Com Raphael Draccon – A Cidade Invisível: Magia e Folclore Brasileiro

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/MYJrn_gKxUo

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

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Galdrastafir, a Magia da Escrita Nórdica – Valmir Junior

Bate-Papo Mayhem #099 – gravado em 07/11/2020 (Sabado) Marcelo Del Debbio bate papo com Valmir Junior – Galdrastafir, a Magia da Escrita Nórdica

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#Batepapo #Runas

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