Arte, Magia e Meditação – Igor Kloh (Floki)

Bate-Papo Mayhem 167 – gravado dia 27/04/2021 (Terça) Marcelo Del Debbio bate papo com Igor Kloh (Floki) – Arte, Magia e Meditação

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Arte, Rituais e Magia – Carrie Mikell Leitch

No Dia das Mulheres entrevistamos Carrie Mikell Leitch, coordenadora do site Keepers of the Keys e do Doc Solomons sobre Arte, Magia o todo o processo de conversação com o Sagrado Anjo Guardião.

Bate-Papo Mayhem #145 – 05/03/2021 (sexta) Com Carrie Mikell Leitch – Keeper of the Keys: Art, Crafts and Magic Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo

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Combate Mágico

Peter Carroll

O combate entre bruxos ocorre, ou como resultado de conflitos de interesses profissionais não-resolvidos, ou senão como exercícios de treinamento ou teste de supremacia. Se ambos os protagonistas forem habilidosos, os resultados são improváveis de serem fatais. O combate entre magistas e pessoas ordinárias, cada um com suas próprias técnicas e armas, é provável ser tão perigoso para qualquer partido quanto o combate entre pessoas ordinárias.

O combate mágico deve ser empreendido com a mesma seriedade dada às considerações do assalto, ao ato de infligir angústia e doença, danos corporais graves e homicídio. O protagonista que estiver psicologicamente despreparado para realizar estas coisas fisicamente, não as cumprirá psiquicamente. De todos os motivos possíveis, vingança é o mais insensato exceto como uma demonstração e admoestação à outras pessoas. Violência é o instrumento mais cego e um pouco de reflexão pode indicar formas mais efetivas de intervenção psíquica, tal como feitiços de restrição e atamento, ou operações para modificar as opiniões do adversário.

O ataque mágico toma duas formas. À longo alcance, informações telepáticas são enviadas para fazerem com que o alvo destrua à si mesmo. Fazer com que um homem caia sob um veículo não é impossível; fazer um veículo cair sobre um homem já é algo inteiramente inverso. À curto alcance, é possível prejudicar ou drenar o campo de energia do adversário utilizando o seu próprio campo. Isto demanda um contato próximo. Um combate mágico próximo desta categoria, não é efetivado meramente pela vontade ou visualização, mas pela projeção de uma força que pode normalmente ser sentida, normalmente através das mãos. Mais raramente, a força pode ser projetada através da voz ou dos olhos ou carregada com a respiração. A força origina-se na área do umbigo (plexo solar) e é despertada pelas disciplinas de respiração, concentração, visualização e disciplinas sexuais. Uma parte desta força é posta dentro do corpo do inimigo para causar um rompimento da energia vital levando à doença e morte. As únicas defesas consistem em evadir contato ou em ter suficiente controle sobre suas energias internas para ser capaz de neutralizar os efeitos do rompimento de energia invasor.

O vampirismo psíquico pode ser um fenômeno inteiramente passivo e não-deliberado, como quando pessoas jovens vivem intimamente com muitas pessoas velhas. A energia vital não pode ser drenada facilmente de uma pessoa fraca para um forte bruxo, à menos que o bruxo primeiro mate ou enfraqueça gravemente sua vítima em sua proximidade.

O combate mágico de longo alcance depende da projeção telepática de impulsos auto-destrutivos. Um certo número de métodos existem para evitar os perigos inerentes à esta técnica. Em primeiro lugar entre elas está em conseguir com que os aprendizes da pessoa façam o trabalho sujo. A imagem do alvo ferido na forma requerida é utilizada para enviar o ataque. Imagens de cera, fotografias, cabelo ou pedaços de unha ajudam à formar uma conexão entre a imagem visualizada e o alvo. Para focalizar a energia psíquica do bruxo, o ataque é lançado a partir de um estado de profunda concentração ou de um pináculo de excitamento extático. O ódio e a raiva despertados durante um ritual de destruição completa da imagem podem ajudar. O magista pode infligir dor sobre si mesmo, imaginá-la originando-se de seu adversário para despertar sua fúria. Um método trabalhoso que requer concentração prolongada é o Jejum Negro, no qual a energia psíquica despertada pelo jejum é direcionada com um intento maléfico ao alvo.

O Fetiche Mortal é um método composto de ataque que pode ser utilizado em qualquer distância. O bruxo compõe um dispositivo para carregar seu desejo de morte para seu inimigo. Ingredientes asquerosos e necróticos, juntos com algo que represente o inimigo, são ritualmente preparados com uma forte concentração mágica durante a qual o bruxo soma sua própria força psíquica por causa da proximidade. O fetiche é então colocado onde a vítima intentada virá à ter contato com ele. Um bruxo habilidoso pode projetar uma entidade puramente etérica através do espaço para hostilizar ou atacar seu oponente. Um ataque mágico é normalmente realizado com cautela. Há muitos pequenos pontos que podem trair a intenção da pessoa, à menos que vítima seja de uma disposição altamente nervosa, paranóica ou supersticiosa.

A principal dificuldade com a defesa de um ataque mágico é que a maioria dos atos de tentar adivinhar a intenção precisa do inimigo, aumenta a vulnerabilidade da pessoa à ele. Uma terceira parte é muito útil aqui. Um contra-ataque em si mesmo é uma estratégia de alto risco se o inimigo já tiver tomado a iniciativa. O mais arriscado de tudo, é enviar de volta um ataque idêntico. A preparação de um ataque, inevitavelmente envolve a geração de impulsos auto-destrutivos para projeção. Há sempre o risco de que isto possa contra-explodir e duplicar o mesmo neste caso. A situação é análoga à um duelo com granadas.

As defesas mais efetivas são providas por entidades conscientes ou semi-conscientes. Atividades obessessivas religiosas prolongadas, para o homem ordinário, criará uma forma-pensamento etérica menor que ele pode chamar de seu deus. Este efeito é parcialmente transferível e explica a dificuldade de atacar figuras públicas populares. É notável que quando uma tal figura perde os favores e é despojada dos pensamentos protetores de seus seguidores, então a fraqueza e a morte seguem-se rapidamente. O bruxo criará suas entidades com mais deliberação e cuidado. Entidades ancoradas à talismãs, amuletos e fetiches, são feitas pela concentração de energia psíquica em vários objetos – algumas vezes auxiliada por sacrifícios de sangue ou secreções sexuais.

Em todas as forma de ataque mágico real ou suspeito, a paranóia pode ser o pior inimigo. É a força motriz da insensatez para entrar em situações onde o conflito é a única opção possível. O ataque mágico é o oposto direto da cura oculta, embora utilize forças similares. Como com todas as coisas, as atividades construtivas são um desafio maior para nossas habilidades do que as destrutivas.

 

Uma Aproximação Sistemática de uma Batalha Mágica Entre Duas Pessoas

A batalha mágica, uma pessoa lutando com outra, é um tema problemático. Este artigo envolve uma solução do problema.

O primeiro passo é obter algum tipo de vínculo talismânico com o indivíduo que é objeto do ataque. Este vínculo agirá como um agente através do qual o ataque fluirá. Os vínculos talismânicos podem ser divididos em três categorias: Físicos, Mentais e Astrais.

Um vínculo físico é algum item material relacionado de alguma forma ao indivíduo-alvo. Por tradição, fios de cabelo ou aparas de unha são melhores. Algo escrito à mão também é bom, especialmente se for algo em que o indivíduo-alvo concentrou-se para produzir. Isto faz com que ele coloque mais de “si mesmo” na escrita, relacionando-a fortemente com sua mente. Itens de propriedade pessoal também servem, quanto mais pessoal ou sentimental, melhor.

A Segunda categoria é a dos vínculos mentais. Estes são facilmente obtidos se o indivíduo-alvo é conhecido do atacante. Expressões de afago, recordadas com sua pronunciação e intonação, são excelentes, desde que elas conjurem a imagem do indivíduo-alvo, seus hábitos e maneirismos mentais. Idéias ou problemas concernentes ao indivíduo-alvo devem ser considerados. Se estes forem muito importantes para ele, os suficiente para que sejam sempre mantidos em sua mente, eles servirão.

A última categoria de vínculos, está bem relacionada com a anterior. São os vínculos astrais ou emocionais. Se há uma ligação mútua entre o atacante e o atacado, indiferentemente de sua natureza, então um vínculo está estabelecido. Algum sentimento direcionado à uma terceira pessoa, que seja a mesma para ambos (atacante e atacado), é também utilizável, embora em tais casos uma grande atenção deva ser tomada para evitar que a pessoa errada seja prejudicada.

A escolha do vínculo depende do atacante. É ele que deve trabalhá-lo; assim ele deve escolher o tipo que pareça mais agradável para ele e seus propósitos. O grau de sucesso depende da habilidade do magista atacante de trabalhar com suas ferramentas. Assim que o vínculo for obtido, o ataque pode iniciar-se.

O primeiro passo do ataque é estabelecer a identidade entre o atacante e o vínculo, por isso proceda com a identificação do vínculo-atacante-do-indivíduo-alvo. Primeiro, considere o vínculo estritamente como um objeto, um “item” no universo. Examine-o como uma pessoa faria com uma pedra. Atente para o seu tamanho e forma, seus conceitos e idéias, sua natureza e substância. Veja-o objetivamente, então volte-se para a contemplação da natureza mental ou puramente conceptual do vínculo. Raciocine sobre o item como se estivesse no lugar do indivíduo-alvo. O que ele pensa disso? Que idéias ele possui dele? Veja o vínculo como uma extensão de si mesmo do indivíduo-alvo veria-o.

O próximo passo é fortalecer o vínculo até que sua existência sejas tão automática quanto possível. Isto é alcançado através de forte concentração. A mente é moldada para operar em harmonia com a do indivíduo-alvo. Com esforço e uma pequena quantidade de tempo, a mente do atacante cai na abertura, que havia, na área concernida com o vínculo.

Assim que esta ação automática de vínculo sincronizado é obtida, a base atual do ataque pode começar. As energias básicas à natureza do ataque são sobrepostas sobre o vínculo. As melhores energias para este propósito são aquelas que possuem alguma harmonia com o próprio vínculo. Os únicos limites de intensidade, são aqueles inerentes ao atacante. O assalto é tão fraco ou devastador quanto o Magista é fraco ou forte na área em que está operando.

O ataque mágico executado de acordo com as diretrizes dadas acima possui diversas vantagens. Desde o momento em que o ataque surge contra o indivíduo-alvo vindo de uma raiz de dentro dele, o ataque evade muitas, se não todas as defesas mágicas. A fonte destas energias devastadoras, parece ser ao indivíduo-alvo, de origem interna. Familiares não as reconheceriam como estranhas, e assim não criariam uma defesa. Proteções talismânicas também não funcionam desde o momento em que elas não necessitam ser filtradas.

Mais adiante, devido à natureza interna do ataque, é difícil detectá-lo enquanto em progresso. O indivíduo-alvo pode sentir as mesmas energias mas desde que a fonte está aparentemente em algum lugar nele, ele não percebe imediatamente que a verdadeira ameaça é externa. Assim, à medida que sua mente esforça-se em responder, ela procura a origem no lugar errado.

Por final, desde que a natureza do método do ataque coloca o atacante dentro da mente do indivíduo-alvo, embora apenas em um pequeno grau, o atacante pode ser capaz de estabelecer uma “resposta-retorno”. Esta “resposta-retorno” gera energias em harmonia com aquelas do ataque, mas o ponto de origem muda-se para a mente do próprio objeto-alvo. Isto permite ao atacante sair da área, cortar o vínculo e permitir com que o ataque continue automaticamente. Esta resposta-retorno entranha-se na mente do indivíduo-alvo até que sua fonte de origem e de ataque tornem-se perdidas. Ela elimina a chance de descoberta. Também, desde que a resposta-retorno fosse feita por outro artifício mental, o indivíduo-alvo acharia mais difícil destruí-la uma vez que ele a encontrou.

Como dissemos anteriormente, este não é O CAMINHO, é apenas um deles. Cada indivíduo possui sua própria forma de operar, assim é melhor encontrar seus próprios métodos. Se nada além disso, o acima dito pode servir como um guia pelo qual o indivíduo pode forjar suas próprias armas e extrair seus planos de ataque.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/combate-magico/

Fossil Angels, por Alan Moore

Introdução

A lenda dos quadrinhos, Alan Moore, é o autor de diversos títulos memoráveis, tais quais Watchmen, A Liga Extraordinária, V de Vingança e Do Inferno. Desde o seu aniversário de 40 anos, Moore se autoproclamou um mago. Mas é preciso cuidado para compreender a sua visão da magia, que ele uma vez definiu como “uma ciência da linguagem, do uso de símbolos para induzir alterações na consciência”. Alan vê uma conexão íntima entre a magia e a criatividade artística, o que foi explorado de forma magistral na sua série Promethea.

Recentemente publicamos no meu blog (Textos para Reflexão) uma tradução da sua entrevista, A arte da magia, concedida a revista britânica Pagan Dawn. Conforme se tratou da série de posts com mais visualizações nos últimos tempos, resolvemos traduzir também o seu monumental Fossil Angels [Anjos Fósseis].

Fossil Angels é uma espécie de “ensaio-manifesto” que trata basicamente do estado da magia e espiritualidade no mundo atual, onde Alan traz críticas ácidas e contundentes a todos os demais magos e místicos, juntamente com conselhos preciosos e um otimismo implícito em relação a um possível futuro mais pleno de espiritualidade, tudo permeado com a mais fina ironia, numa linguagem por vezes rude e brutal, por vezes impregnada do bom humor britânico.

O ensaio foi escrito em 2002 para a edição #15 da revista KAOS, que de fato jamais chegou a ser lançada. Após quase uma década, foi finalmente divulgado online em 2010, por admiradores de Moore (claro, com o seu devido consentimento).

Trata-se de um ensaio longo, que foi publicado no blog em diversas partes. Daniel Lopes cuidou da maior parte da tradução, Rafael Arrais cuidou da revisão e de parte da tradução, juntamente com Luciano Prado.

E agora, com vocês, Mr. Alan Moore, o Grande Mago:

» Parte 1

» Parte 2

» Parte 3

» Parte 4

» Parte 5

» Parte final

(os links acima abrem novas janelas no blog Textos para Reflexão)

#AlanMoore #Arte #Magia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/fossil-angels-por-alan-moore

Dinheiro e Magia

Recebi este email e acho que daria um bom post…

Marcelo
A única ordem da qual participei, por alguns anos, tinha por princípio não envolver dinheiro. Lembro que, quando fui comvidado a participar, isto foi dito claramente: as pessoas aqui estão unidas apenas por afeto, não por dinheiro. E de fato assim foi. Nunca paguei mais do que uma pizza no fim da noite…

Também recebi o conselho de jamais pagar por conhecimento esotérico.
Como você vê a troca desse tipo de instrução, que, a meu ver, deveria ser dada desinteressadamente, por bens? Não consigo achar que pagar para participar de rituais é a mesma coisa que pagar por uma aula de matemática.
Enfim, pergunto isso também porque tenho vontade de frequentar cursos do IIPC (Waldo Vieira), os quais eu gostaria de ter feito na adolescência mas não fiz porque não tinha grana. Entrei no site deles e parece, hoje, uma empresa de prestação de serviços. Tens opinião sobre o insituto?
Em geral, achas que está bem essa mistura de dinheiro com desenvolvimento interno? Sei que as pessoas precisam viver, mas sempre tive a idéia de que uma coisa deveria permanecer separada da outra, vida mundana e desenvolvimento interno.
Pergunto não pra provocar, mas porque realmente me questiono. Que tal um terapeuta que te faz fechar os olhos e te leva pra dentro da pirâmide, te dá contato com aspectos superiores teus, eventualmente com seres, e depois cobra R$ 200,00 por isso. Não tem nada errado com isso? É razoável usar o poder de ajudar o semelhante, seja em que aspecto for, para ganhar retorno material? Entendo que o retorno possa vir, as pessoas precisam viver, médicos (me formo ano que vem) ajudam pessoas e vivem disso. Mas ajudar POR isso parece ter algo errado. Algum retorno material por toda essa exposição que tu tem na internet tu deve receber, mas imagino que o objetivo primário é o esclarecimento. O retorno é só uma conseqüência. Certo?
No fim fiz umas três perguntas distimtas, mas conto com a tua boa vontade pra responder.. rs
Valeu

Despesas, O Dinheiro de Malkuth
Em Ordens Iniciáticas sérias, o que é cobrado de seus membros é o rateio das despesas geradas por aquele grupo de pessoas: por exemplo, na Maçonaria ou na Rosacruz, as lojas se reúnem em Templos, que são alugados, tem gastos com limpeza, água, luz, xerox, etc. Organizações maiores precisam de toda uma parte burocrática como registros (às vezes internacionais), sites, carteirinhas, documentação, etc. Seria muita ingenuidade achar que se vai entrar em uma Ordem iniciática e não pagar nada. Porém, o CONHECIMENTO dentro destas Ordens nunca é cobrado. Nunca ouvi falar em uma loja onde se cobrassem pelas instruções ou palestras (salvo doações ou cotizações).
Você pode pagar por um grau (por exemplo, na Maçonaria, por uma taxa que é paga uma parte para o GOB, etc para documentaçao e uma parte que fica com a loja para gastos de manutençao de caixa, para compra de equipamentos, etc que é gerenciado pela própria loja e o próprio membro tem conhecimento de para onde vai este dinheiro).
Em todas estas ordens, os membros têm empregos profanos que garantem sua sobrevivencia em Malkuth e estão ali por sacro-ofício. Não existe alguem cuja profissão seja “rosacruz” ou “maçom” ou “ocultista” ou “esotérico”. Mesmo em centros Kardecistas ou terreiros de Umbanda/Candomblé sérios, os médiuns não vivem daquilo. Toda a assistência é feita gratuitamente. Se “pai de santo” é a profissão daquele sujeito, alguma coisa está errada…

Cotizações, o Dinheiro de Hod
Muitas vezes, terreiros ou templos organizam cursos para arrecadar algum dinheiro extra, para uma reforma, por exemplo.
Nestes casos, um terreiro/casa poderia organizar um “Curso sobre XYZ” e cobrar dos alunos um valor para ajudar nas despesas da casa.

Cobrar por ministrar um curso não está errado, na medida em que a pessoa gastou tempo, energia, livros, pesquisas, viagens e trabalho para conseguir adquirir estas informações e conteúdo. Você paga por uma aula de desenho porque o professor gastou tempo, dinheiro, materiais e energia para adquirir aquela técnica e poderia estar em casa com a família dele ao invés de estar dando aula para você. É justo, portanto, que você pague pelo tempo dele. Hod paga Hod.

Nos terreiros é normal os médiuns da casa pagarem uma mensalidade para custear as velas, flores, frutas, enfeites, estátuas e a própria manutenção da casa, e da assistência geralmente não é cobrado nada.

O Dízimo e o Dinheiro de Netzach
E o mesmo pode ser aplicado às religiões. O dízimo não está errado, errados estão os pastores que o desviam para seus polpudos salários, enganando os fiéis e contrariando a Lei de Amra. Doações via Lei de Amra não podem ser usadas NEM MESMO para o uso do templo. Na maçonaria e na RC isto é bem claro: há contas separadas para a Hospitalaria e a tesouraria. O dinheiro do Tronco de beneficência e doações NUNCA é usado para a reforma do templo ou compra de velas, por exemplo.

Esta é a diferença entre magistas e charlatões. O mesmo se aplica a ‘tarólogos’, ‘videntes’, ‘adivinhos’, ‘astrólogos’ e toda sorte de picaretas que prometem amarrações, pactos e milagres, cobrando para falar o que o consulente quer ouvir e transformam isso em “profissão”. Sim, eu tenho muitos inimigos entre os esquisotéricos profissionais por esta postura de que “esoterismo não é emprego” e é uma das razões pelas quais dificilmente vocês me verão palestrar fora de ordens maçônicas ou rosacrucianas (alias, nunca cobrei um centavo para palestrar em uma Loja, porém, a mesma palestra é bastante cara quando ministrada como aula magna em uma faculdade de arquitetura, por exemplo).

Resumindo: existem três tipos de “dinheiro” quando se fala de magia e religião. Uma parte profana, uma parte intelectual e uma parte de caridade. Não os misture.

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/dinheiro-e-magia

Tantra, Magia Sexual e Hermetismo – Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo

Bate-Papo Mayhem #025 – Marcelo Del Debbio bate papo com Com Virginia Gaia e Pedro Pietroluongo – Magia Sexual. Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#magiasexual #Tantra

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/tantra-magia-sexual-e-hermetismo-virginia-gaia-e-pedro-pietroluongo

Chorozon: O Demônio do “Eu”

Este texto é uma tradução de P. J. Carroll, Magickal Perspectives.

Um erro curioso ocorreu em muitos sistemas de pensamento oculto. É a noção de algum ser superior ou verdadeira vontade que têm sido mal apropriada de algumas religiões monoteístas. Exitem muitos que gostam de pensar que possuem algum ser interior ou superior, que seja de alguma forma mais real ou espiritual que seu ser ordinário ou inferior. Os fatos não mostram isso. Não há uma parte da crença de alguém sobre si mesmo que não possa ser modificada por técnicas psicológicas suficientemente fortes. Não há nada de si mesmo que não possa ter retirado ou modificado. O estímulo próprio pode, se corretamente aplicado, mudar comunistas em facistas, santos em demônios, mansos em heróis e vice-versa. Não há santuário soberano dentro de nós mesmos que represente nossa natureza real. Não há ninguém presente na fortaleza interior. Tudo que recordamos como ego, tudo em que acreditamos, é justamente o que nós temos renderizado do fato do nosso nascimento até hoje. Com química, lavagem cerebral ou outras técnicas de extrema persuasão, é possível fazer rapidamente um homem devoto de uma ideologia diferente, um patriota de outro país, ou um seguidor de uma diferente religião. Nossa mente é uma extensão do corpo e não há nenhuma parte dela que não possa ser retirada ou modificada.

A única parte de nós mesmos que existe acima da estrutura psicológica mutável e temporária que nós chamamos o ego é o KIA. KIA é o termo deliberadamente insignificante dado à centelha de vida ou força de vida dentro de nós. O Kia é sem forma. Não é nem isso ou aquilo. Quase nada podemos dizer dele, exceto é que o centro vazio da consciência, e “é” aquilo que ele toca. Ele não tem nenhuma qualidade como divino, compaixão ou espiritualidade, assim como nenhum dos opostos. Ele dá, contudo, um sentido de significado ou consciência quando nós experimentamos ou desejamos qualquer coisa, tornando-se mais aparente para nós quando experimentamos algo fortemente. O riso e o êxtase dão uma dica do Kia.

O centro da consciência é sem forma e sem qualidades das quais a mente possa formar imagens. Não há ninguém em casa. Kia é anônimo. Nós somos uma imcompreensível campo de força biomístico, do hiper-espaço, se você preferir, com mente e corpo anexados. O erro de tantos sistemas ocultos é imaginar que o Kia tem alguma natureza pré-ordenada ou qualidade intríseca. Isto é apenas um desejoso pensamento, tentando dar significado cósmico para o ego.

Nosso ego é o que nossa mente pensa que somos. É uma imagem de nós mesmos que crece das nossas experiências de vida, nosso corpo, sexo, raça, religião, cultura, educação, socialização, medos e desejos.

Existe uma grande pressão em nós para desenvolver um ego afirmado e integrado.

Nós devemos supostamente saber exatamente quem somos, no que acreditamos e supostamente ser hábeis para defender essa identidade. Quanto mais forte nos identificamos com algo, mas fortemente nós rejeitaremos seu oposto. Disto, os egos mais fortes e obssessivos pertencerem aos seres menos complexos. Para estes tipos existe o problema adicional, que exaltar qualquer princípio irá eventualmente atrair seu oposto. Aqueles que exaltam a força irão descer a uma posição de fraqueza. Aqueles que buscam por bem verão-se enveredados pelo mal.

Desenvolver um ego é como criar um castelo contra a realidade. Provê alguma defesa e senso de propósito, mas quão largo for, mais ataques ele convidará, e, derradeiramente, cairá em pedaços. Existe mais um problema. Todas fortalezas também são prisões. Por que nossas crenças implicam na rejeição dos seus opostos elas severamente restringem nossa liberdade. Muitos místicos e magistas religiosamente orientados descrevem suas esperiências místicas em termos de transcendência. Eles descrevem a si mesmos como tendo sido arrematados para dentro de algo imensamente maior, como uma folha em um furacão, ou como uma gota entrando em um oceano. Eles clamam que seus próprios egos foram obliterados (apagados) e combinados em união com a cabeça de deus. Nada desta natureza ocorreu.

Eles meramente tem empregado alguma forma de exaltação gnóstica para inflar os próprio ego em uma imensa versão de deus que eles estiveram cuidadosamente cultivando. O processo não difere nem um pouco daquele empregado pelo mago negro, que também infla seu ego para dimensões cósmicas, sendo que os tipos religiosos precisam de um deus para em nome do qual avançar em seus próprios interesses. Eles podem também fazer um show de humildade ao esconder deles mesmos a enormidade de suas megalomanias.

Exatamente a mesma coisa acontece quando um magista tenta invocar seu Sagrado Anjo Guardiao. A fonte de consciência existe como poderes de vontade e percepção. Quaisquer nomes, imagens, símbolos e diretivas que o magista recebe serão somente artefatos exagerados de sua propria mente e ego e possivelmente fragmentos telepáticos de outras pessoas. Por ele obter estas comunicações em estados gnósticos, ele tende a aceitá-los sem crítica. Gnose também libera criatividade subconsciente e as mensagens parecem ser mais persuasivas se elas vierem junto com uma inesperada clareza de idéias.

Nós, cada um de nós, tem um real Sagrado Anjo Guardião, ou Kia, que é nosso poder de consciência, magia e gênio. Nós também temos uma lastimável capacidade de ficar obsediados com os meros produtos de nossos gênios, confundindo-os com o próprio Gênio. Esses efeitos colaterais obsessivos tem um nome genético, Choronzon, ou os demônios Choronzon, uma vez que seu nome é múltiplo. Adorar essas criações é aprisionar-se em loucura e invocar um desastre eventual.

Crença em um deus ou em um ego são a mesma coisa. Todo homem já é sua própria visão doente de Deus. Ambos o magista negro e o maníaco religioso adquirem um certo carisma e missão de suas respectivas obsessões, mas definitivamente suas buscas são fúteis, pois eles não podem ir além dos seus próprios medos e desejos inflados, para a coisa real – a anônima e sem forma, contudo fantástica, fonte de poder dentro deles mesmos. Que nós somos consciências, mágicas e criativas, é a coisa mais misteriosa e inacreditável do universo. Qualquer deus ou ser superior que possamos imaginar é necessariamente menos espantoso do que o que nós mesmos atualmente somos, pois é meramente uma criação nossa. Eu mesmo estou não desejando dar qualquer nome sensível, atributo ou glifo para o infinito mistério dentro do núcleo da minha consciência e atrás da ilusão do universo. É sabiamente dito que o Absoluto ou é Inefável ou é menos que nós mesmos. Invocar o real Sagrado Anjo Guardião (ou Kia) é uma tarefa parodoxalmente difícil. Como isto não tem forma, não há como prender a atenção imaginativamente nele. Isto não pode ser percebido ou quisto, pois isto é por si mesmo, a raiz da percepção e vontade.

Se alguém invoca o Sagrado Anjo Guardião com a espectativa geral de vários sinais e manifestações, então usualmente o gênio e capacidades mágicas desse alguém proverão isto, se for empregada suficiente gnose.

Alternativamente, se alguém entra em um estado exaltado de uma forma não planejada, então a crença livre gerada irá usualmente anexar-se a qualquer ideia mística insipiente que ele tiver. Em ambos os casos a pessoa perdeu o barco. Permita-me repetir minha supreendentemente simples mensagem. O real Sagrado Anjo Guardião é somente a força de consciência, magia e gênio em si mesma, nada mais. Isto não pode manifestar-se no vácuo; é sempre expressada de alguma forma, mas as expressões não são a coisa em si mesmo.

Existem talvez só duas coisas que podem invocar o real Sagrado Anjo Guardião ou Kia. Primeiramente, o ego pode ser colocado em seu lugar pela deliberada busca de união com algo que se tem rejeitado. Secundariamente, a oculta força Kia pode ser sentida como a raiz de todos atos de consciência, magia e gênio perfazendo tão diversa e extensiva série destes atos quanto possível.

Invoque sempre, como diz o oráculo. E bana Choronzon sempre que se manifestar.

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/chorozon-o-demonio-do-eu/

A Disciplina no Estudo da Magia – Com Frater Magog

Bate-Papo Mayhem 180 – Com Frater Magog – A Disciplina no Estudo da Magia

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/AyDTszVO_5Q

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-disciplina-no-estudo-da-magia-com-frater-magog

A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana – Oghan N´Thanda

Bate-Papo Mayhem #033 – gravado dia 18/06/2020 (quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Oghan N´Thanda – A Jornada do Herói Negro e a Magia Africana. Gravamos os bate-Papos ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#JornadadoHerói

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-jornada-do-her%C3%B3i-negro-e-a-magia-africana-oghan-n-thanda

Chaos Magick

Magia do Caos tem suas raízes em toda tradição oculta e no trabalho de muitos indivíduos. Se alguma pessoa pode ser dita responsável , ainda que não intencionalmente, pela presente atmosfera de opiniões, esta pessoa seria Austin Osman Spare, cujo sistema mágico foi baseado inteiramente na sua imagem de si mesmo e sobre um modelo egocêntrico do universo. Ele não pretendia que o sistema que ele inventou para seu próprio uso pudesse ser usado por outros, uma vez que estava claro para ele que dois indivíduos não poderiam beneficiar-se do mesmo sistema. Nem caiu ele na armadilha de presumir que a informação revelada para ou por ele era pertinente para toda humanidade como todos os messias fizeram. Aleister Crowley veio a olhar para ele como um ´Irmão Negro´ puramente porque ele recusava-se a aceitar a Lei de Thelema de Crowley, preferindo ao invés disto  trabalhar além de dogmas e regras, baseando em intuição e informação levantada das
profundezas do ser.

Detalhar os métodos de Magia do Caos seria espúrio desde que eles são tratados adequadamente nas publicações disponíveis. Entretanto seria útil apontar uma popular mal concepção que tem sido desintencionalmente encorajada por pessoas escrevendo para revistas especializadas. Tem existido alguma confusão sobre a palavra ´Caos´, alguns escritores acreditando que a palavra tem sido usada neste contexto para descrever as próprias técnicas (da magia do caos). Nada pode estar mais distante da verdade. Enquanto é correto que alguns modos de gnosis são efetivos porque confundem as funções racionais, em última análise eles levam a clareza, e magistas envolvidos na corrente do Caos tendem a ser meticulosos na maneira que organizam seus programas de trabalho. Isto é um legado herdado do sistema ´93´.

Formulamos o termo ´Magia do Caos´ para indicar a aleatoriedade do universo e as relações dos indivíduos com ele. A antítese do Caos, cosmos, é o universo adequadamente definido pelo magista para seu próprio propósito e esta definição está debaixo de exame constante e pode ser mudada regularmente. Caos é expressão desta filosofia e reinforça a idéia que não existe um modelo permanente para as relações do indivíduo com tudo que ele não é. A palavra (Caos) encobre não somente as coisas que conhecemos serem verdades mas também aquilo que suspeitamos poder ser verdade tanto quanto o mundo de impressões, paranóias e possibilidades.

Se existisse algo como um credo do Caos, ele seguiria as seguintes linhas: Eu não acredito em nada. Eu sei que eu sei (gnosis) e eu postulo teorias que podem ou não entrar meu sistema de crenças adaptadas quando tais teorias estiverem sendo testadas. Não existem deuses ou demônios, exceto aqueles que eu tiver estipulado dentro de um reconhecimento e aqueles que eu tiver criado para eu mesmo. Eu crio e destruo crenças de acordo com sua utilidade. Nas palavras do sábio ´Nada é verdadeiro, tudo é permitido!´  – contanto que elas interfiram com ninguém.

Em nível de grupos obviamente um consenso de algum tipo deve ser alcançado. Eu uso a palavra ´consenso´ advertidamente pois outras descrições do tipo ´realidade compartilhada´ seriam desencaminhantes, desde que nenhuma noção além do que é concreto pode ser compartilhada. Ela (a realidade compartilhada) pode, no máximo, ser apreciada. Orientação em técnicas é sempre útil mas a confiança em livros, mesmo livros de Magia do Caos, é melhor ser deixada no mínimo em preferência do trabalho por instinto.

Trabalhos em grupo usualmente caem em quatro categorias – experimental, iniciatório, repetição de ritual e celebração (para o
qual muitos grupos podem juntar-se), embora de jeito nenhum  todos grupos incluam todas as quatro categorias em seus repertórios. Mais importante para um grupo trabalhando qualquer tipo de magia é criar e manter uma atmosfera que excite e inspire a imaginação. Os grupos já em existência tem, em larga escala, distanciado-se das idéias determinantes dos anos setenta de que armadilhas teatrais não são necessárias. Eles tendem a usar qualquer dispositivo que contribua com a atmosfera mágica que desejam criar. As armas mágicas tradicionais são usadas algumas vezes mas, mais freqüentemente, algumas novas armas peculiares para cada grupo são construídas. Máscaras e robes são eficazes e portanto largamente usados, embora nudez não seja rejeitada (Veja o ´Cardinal Rites of Chaos´). Até onde compete a magia experimental, sigilização tem sido o assunto mais amplamente pesquisado, mas telecinese, ESP e telepatia tanto quanto muitos métodos de angariar poder tem sido examinados dentro de vários níveis de detalhe.

Magia do Caos não é procurar por convertidos mas qualquer um que já está inclinado para aventura mágica e que está preparado para romper um novo terreno seria acaloradamente aceito pelos grupos existentes.

Livros em Magia do Caos:
LIBER NULL – Pete Carroll
PSYCHONAUT – Pete Carroll
THE THEATRE OF MAGICK – Ray Sherwin
THE BOOK OF RESULTS – Ray Sherwin
CARDINAL RITES OF CHAOS – Paula Pagani

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/chaos-magick/