O Ato Principal na Magia

Texto original de IAO131
Tradução Mago Implacável

A Vontade é o movimento dinâmico do Ser, e este Ser tem “não tens direito senão fazer a tua vontade”.(AL I: 42). A maioria de nós vive em um estado de escuridão: ignoramos quem realmente somos e não estamos em contato com a nossa Vontade. Golpeados por pensamentos, emoções e circunstâncias, podemos ser como um barco à deriva, sem um rumo no mar. Na verdade, somos todos assim até certo ponto, em alguns momento mais do que em outros, mas, indubitavelmente todos nós estivemos “vagando na escuridão”, como é dito na cerimônia de iniciação de Neófito da Golden Dawn.

Embora nem todos os indivíduos sejam chamados ao Caminho de empenho a fazer a sua Vontade, há aqueles de nós – provavelmente incluindo você se você está tendo tempo para ler isto – que percebe que há algo mais na vida do que simplesmente ser uma vítima das circunstâncias, de simplesmente comer, trabalhar, dormir, e depois morrer. Há um propósito maior à espera, uma maneira mais plena de viver: existe a possibilidade da Luz.

Magia é a Ciência e Arte de causar Mudanças em conformidade com Vontade. Isto significa que Magia é essencialmente a ciência e a arte da Vida. Aqueles de nós que são chamados ao Caminho nos engajamos com alguma forma de Magia, a fim de tentar encontrar a Luz da Vontade, seja por meio da meditação, ritual, ou qualquer outra coisa. Ninguém iria se envolver em nenhuma forma de Magia se não acreditasse na possibilidade de melhorar a si mesmo e sua vida; o próprio ato implica um desejo consciente de mudar. Como percebemos a possibilidade da Luz e não queremos viver na escuridão, a forma mais básica de Magia envolve alterar a nossa forma de agir no mundo, tentando tornar-se mais consciente e intencional na maneira como nos relacionamos com as circunstâncias. Ou seja, nós não queremos apenas tropeçar pelo mundo através da escuridão; queremos a luz e a liberdade da intenção consciente. Isso envolve, de uma forma ou de outra, a disciplina de não reagir às coisas de formas típicas, condicionadas e habituais. Nós – por exemplo – tentamos comer melhor, pensar de maneiras diferentes e originais, não nos deixar levar pelas emoções arbitrárias e não seguir todos os caprichos e desejos que nos atravessam. Fazemos essas coisas quando nos lembramos de fazê-las, e nós falhamos quando nos esquecemos de nós mesmos e do nosso Caminho.

Este é, então, o ato primário da Magia: lembrar. Se você não se lembra de fazer alguma coisa, você não irá fazê-lo, independentemente de você ter a força e a habilidade para realizá-la ou não. Por exemplo, se você está tentando não insultar as pessoas por raiva, há duas possibilidades: ou você vai esquecer e, com raiva, insultar alguém novamente ou você vai se sentir irritado e vai se lembrar do seu Caminho. Só aí a possibilidade de mudança se abre para você. Sua disciplina permite a possibilidade de escolha: sem se lembrar, você simplesmente reage da forma habitual. Lembrar é a possibilidade da liberdade, e o esquecimento é se resignar à escravidão.

A coisa mais importante a se lembrar é de quem você realmente é. Então, quem é você realmente? Você não é o material físico do seu corpo, os pensamentos que passam por sua mente, as emoções que se acumulam ou seus desejos. Você não é sua personalidade ou sua carreira ou seus bens. Na linguagem do Hermetismo, não se é os quatro Elementos: você é Espírito. Você é a própria Luz da consciência, o “Khabs” ou estrela, e todo os aspectos da experiência são apenas “a dança do Véu da Vida sobre a Face do Espírito” (Liber XV). Na verdade, você é para além da consciência. A consciência é simplesmente o veículo da expressão daquilo que você realmente é: Ilimitado. Chame-o de infinito, Deus, Dharmakaya, o Absoluto, True Self (Eu Verdadeiro), Atman, a Verdade ou qualquer outra coisa que você gosta, mas isso é, em última análise, o que somos. Isto é o que todo místico, iogue e Buda que já viveu tentou expressar e também é isso o que Thelema expressa.

De certo modo, O Livro da Lei é um texto que diz para você lembrar de quem você realmente é. Crowley escreveu: “Há muitas injunções éticas de um caráter revolucionário no Livro, mas elas são todas casos particulares do preceito geral, que é o absoluto despertar de sua Cabeça-Deus(*) e para agir com a nobreza que brota deste conhecimento. Praticamente todos os vícios nascem da falha em de fazer isso” (Confissões).

Bem, o que O Livro da Lei tem a dizer sobre o lembrar? Há duas instâncias da palavra “lembrar” e ambas dizem essencialmente a mesma coisa: Lembre-se que você é Hadit. No segundo capítulo, onde Hadit é o orador, é dito : “Mas lembra-te, ó escolhido, de ser Eu; de seguir o amor de Nu no céu iluminado de estrelas; de olhar pelos homens, de dizer a eles esta palavra feliz.” (AL II: 76). Lembre-se de ser Eu, de ser Hadit. Você é a vontade de vida inesgotável, procriativa, a expressão de Energia através de Possibilidades, o “amor de Nu”. A partir desta perspectiva (de) Hadit, toda experiência é um sacramento, um cumprimento da união de Hadit com uma das infinitas possibilidades de Nuit. Onde estão suas pequenas brigas, seus ressentimentos e seus medos quando você se lembra de que é Hadit? “Tu falhaste? Tu lamentas? Existe medo no teu coração? Onde Eu estou estes não estão.” (AL II: 46-47).

Ainda no segundo capítulo, o livro diz, “Lembrai todos vós que a existência é puro prazer; que todas as tristezas são nada mais que sombras; elas passam e pronto; mas existe aquilo que permanece”. (AL II: 9). Se você se lembrar de que é Hadit, você vai saber naturalmente que a existência é pura alegria: se você for Tudo(Todo), então cada Evento é o cumprimento da sua Vontade, cada Experiência é uma nova nota na música de sua arrebatadora canção de amor para Nuit . Na medida em que nos identificamos com aquelas coisas que passam e terminam, caímos novamente na escuridão, nos tornarmos sombras e a tristeza será, naturalmente, a nossa sina. Crowley escreveu: ” Pois em cada Homem sua Luz Íntima é o coração de sua Estrela. Isto é, Hadit; e o Trabalho dele é o de Identificar-se com esta Luz “(Liber Aleph).

Este é o ato principal da Magia, o alicerce sobre o qual todos os outros atos devem basear-se: Lembre-se.

Link original: https://iao131.com/2014/03/27/the-primary-act-of-magick/

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ato-principal-na-magia

Caos sem preconceito

Recorrentemente vimos nos meios de comunicação matérias e reportagens que atribuem a ´satanistas´, a ´magistas negros´, a ´quimbandeiros´ e à outros grupos a responsabilidade por crimes praticados contra a vida e contra a liberdade sexual. Algumas destas notícias são verdadeiras, outras falsas. Todas contribuem para a formação de um pré-conceito. O de que estas sendas (satanismo, magia negra, quimbanda) são as formadoras das consciÊncias doentes, são formadoras de psicopatas. Isto é o núcleo da propaganda preconceituosa. Vemos o mesmo mecanismo dentro da IURD à cerca de outras crenças. O perigo é que a grande maioria (90%) das pessoas são levadas à crença por motivação emocional e acabam dando valor à esta formação pre-conceituosa. Doentes e criminosos são as pessoas que praticaram os crimes. Não as sendas.

Dentro do território da magia em vários ´recôncavos cibernéticos´ temos o mesmo mecanismo em ação, o pré-conceito, sobre magia do caos. Quando alguém quer parecer ´mau´ e ´perigoso´ abraça a bandeira da magia do caos e diz: sou caoísta. Como se fosse um repelente para manter os indesejados afastados. E isto pegou.Tem listas de discussão por aeh que expressamente dizem que  caoístas devem se manter afastados. O núcleo desta formação de imagem está nas idéias de que a magia do caos é a-ética
ou ´sem ética´, que o praticante destas técnicas desconhece regras e limites, que busca apenas o poder através da obtenção de resultados. É o mesmo que dizer que os satanistas são criminosos porquê uma reportagem de jornal de 5a. diz que um sacrifício humano foi cometido em um ritual satanista.

Para que serve a magia?

A resposta para esta pergunta é extramente pessoal. Uns podem dizer que serve para obter poder. Outros podem dizer que serve para se ter uma vida melhor. Ou para ser feliz. Ou que para se libertar das ilusões do mundo, um se torna o ´ilusionista´. As respostas e escolhas são individuais. O indivíduo que faz esta escolha é o responsável pelos seus atos. Atribuir responsabilidade dos atos deste indivíduo às técnicas que ele usar é acreditar em uma distorção da realidade.

Para que serve Magia do Caos?

Você poderá obter várias respostas diferentes, de indivíduos diferentes, que lhe irão mostrar não a serventia da Magia do Caos, mas as aspirações destes indivíduos. Como não posso responder por todos, nem por um outro indivíduo, responderei apenas por mim, ok?

Uso Magia do Caos como um cinturão do ´Batman´. Quais são as ´ferramentas´ escondidas neste cinturão?

– A construção de um sistema pessoal de crrença, que envolve partes ´boas´ (ou que funcionam) de outros sistemas de crença, algo como uma religião própria, individualizada.

– A capacidade de usar a ´crença´ como umaa ferramenta, passando a acreditar em algo que seja necessário para a obtenção de um resultado, durante o tempo que durar esta necessidade.

– Controle dos corpos físico, emocional e  mental, para aplicação das técnicas de operação mágica. Conhecimento de Técnicas de Gnose (produção voluntária de um estado ´alfa´ de ondas cerebrais).

– Conhecimento das técnicas de 5 tipos de  operação mágica: Encantamento (do Universo ou de pessoas), Invocação (de estados
emocionais interiores e/ou entidades), Evocação (de estados emocionais exteriores e/ou entidades), Adivinhação e Iluminação.

– Conhecimento destas técnicas em ao menos 4 níveis: usando base material; usando base instintiva; usando a plataforma astral; usando ritualisticamente um mix das plataformas anteriores.

– Contato com uma consciência mágica superrior (chamado por alguns de Augoeides).

A qualidade do que eu faço depende de minha ética pessoal. Às vezes leva para o bom e ao bem, às vezes leva para o mau e ao mal, mas todas as vezes de forma objetiva e responsável.

Pela minha experiência, te digo, que você pode conhecer as técnicas de magia do caos e ser um melhor satanista, thelemita, gnóstico, cristão (não ria), sufi, hindu, budista, taoísta, ou whatever you want to believe. Se você começar a buscar somente o poder, sem medir consequÊncias, de forma a-ética, isto será uma responsabilidade só tua.

Espero ter contribuído para uma melhor formação da idéia.

Zoakista

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/caos-sem-preconceito/

Enochiano e Magia Enochiana – Ulisses P. S. Massad

Bate-Papo Mayhem #029 – gravado dia 09/06/2020 (terça) Marcelo Del Debbio bate papo com Ulisses P. S. Massad – Enochiano e Magia Enochiana. Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as e 5as com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados.

Saiba mais sobre o Projeto Mayhem aqui:

#Enochiano

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/enochiano-e-magia-enochiana-ulisses-p-s-massad

Música e Magia – Com Larissa Conforto

Bate-Papo Mayhem 191 – Com Larissa Conforto – Música e Magia

https://projetomayhem.com.br/

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/gzOzMU_QEiU

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/m%C3%BAsica-e-magia-com-larissa-conforto

Caos nas Ruas com os 40 servidores

“Não importa se o Terrorismo Poético é dirigido a apenas uma ou várias pessoas, se é “assinado” ou anônimo: se não mudar a vida de alguém, ele falhou.”
– Hankim Bey, Caos: Panfletos  do Anarquismo Ontológico.

Chegou a hora de tirar os 40 servidores da internet e materializá-los no mundo real. A prática apresentada a seguir se baseia no uso de terrorismo poético e psico-geografia como forma de entrar em contato e de agradecer operações de sucesso dos servidores.

O que fazer?

1. Imprima o cartaz do servidor (pdf aqui)
2. Assine com seu Sigilo Pessoal
3. Exponha a obra em seu território mágicko.

Um território mágicko é um lugar ou evento que esteja afinado com a essência do servidor. Um cemitério por exemplo é claramente afinado com A Morte, uma maternidade com a A Mãe. No final deste artigo existe sugestões de territórios mágickos para cada um dos 40 servidores.

Por que fazer?

Estas intervenções artísticas foram criadas com a imagem do servidor, sigilo, mantra e um QR Code por onde curiosos poderão conhecer mais sobre os servidores. Isso tem quatro efeitos:

1. Entrar em contato com a ideia universal daquele servidor. A adrenalina de fixar o cartaz em locais proibidos, estranhos ou expostos demais é por si só uma maneira de lançar o sigilo, dai a importância do sigilo pessoal estar junto.

2. Fazer uma oferta e agradecer o servidor pela inserção da sua imagem em uma atmosfera semelhante a ele.

3. Mudar a vida das pessoas. Ser o sinal que às pessoas tanto pedem aos céus – mas não da forma como elas esperam.

4. Criar um efeito viral.

Imagine por exemplo que ao caminho de uma reunião dos Alcoólicos Anônimos um alcoólatra se depare com o cartaz d’A Casta. Essa pessoa pode investigar no QR Code e conhecer a Casta em primeira mão, criando um ciclo que retro-alimenta os servidores e beneficiará todos os que utilizarem eles no futuro.

Como fazer?

Na medida do possível procure locais e eventos com grande circulação de pessoas. Quanto mais exposição melhor. Tente posicionar os cartazes em locais de difícil acesso mas de fácil visualização para evitar que sejam retirado facilmente. Fita adesiva transparente pode ser usada para fixar o cartaz e  desencorajar a remoção e ainda possui o benefício de proteger a imagem contra o clima adverso.

Não esqueça de assinar o cartaz com seu Sigilo Pessoal. Isso é importante para deixar a sua marca com aquele servidor. Se você ainda não tem um sigilo pessoal é só eliminar as letra repetidas do seu nome ou motte mágicko e organizá-las em um desenho.

Como alternativa você pode usar os cartazes para atingir apenas sua comunidade local. Neste caso use lugares significativos na sua história pessoal, na porta de casa, locais de primeiros encontros, memórias fortes e acontecimentos pessoais relevantes.

Faça aqui o Dowload dos 40 cartazes

Onde fazer?

A Aventureira: Locais recém inaugurados, locais onde crianças brincam.

A Harmonizadora: Ambientes naturais como parques, bosques, rios e cachoeiras.

A Lasciva: Motéis, locais populares de encontros e becos de sexo.

A Casta: Escolas religiosas, Clínicas de reabilitação, Alcoólicos Anônimos.

O Maestro: Estátuas de grandes personalidades, prefeituras , sedes de grandes empresas, tribunais e casa do governo.

O Contemplador: Locais onde às pessoas vão para ficar sozinhas.

A Dançarina: Locais abandonados, estabelecimentos comerciais fechados e falidos

A Morte: Cemitérios, Necrotérios, Funerárias

O Esgotado: Locais onde idosos se reúnem, asilos, casas de repouso, pousadas e recantos de férias.

O Desesperado: Locais onde houveram crimes violentos ou suicídios.

O Diabo: Locais onde adolescentes costumam ser expulsos. Boates,  Bares, Puteiros. Também Shows de Rock, Raves e Pancadões.

O Explorador: Museus, Centros Culturais, Agências de Viagens.

O Olho: Marcos históricos e monumentos.

O Pai: Escolas de Ensino Médio, Academias de Arte Marciais, Academias militares.

O Consertador: Advocacias, Academias, Financeiras, Oficinas, Caixas Eletrônicos.

A Afortunada: Locais lindos e ou luxuosos, Parques de Diversões, Shoppings Centers.

O Porteiro: Entradas, Portões, Elevadores, Catracas, Semáforos, Pedágios e Cancelas de Estacionamento.

O Doador: Sedes de Ongs, Feiras e Exposições de Negócios, Prédios Comerciais

O Guru: Escritórios, Espaços CoWorking, Incubadoras de empresas

A Curadora: Hospitais, consultórios e clínicas terapêuticas.

A Ideia: Lugares absurdos e inesperados, Galerias, Exposições Artísticas, Teatro.

O Levitador: Mirantes, Coberturas, Faróis, O Pontos mais alto da cidade.

A Bibliotecária: Livrarias, Arquivos, Bibliotecas.

Os Amantes: Locais românticos ou onde casais passeiam e namoram.

O Mestre: Templos, locais sagrados e solos santos.

A Mídia: Bancas de Jornal, Agências de publicidade, Redações, sedes de grandes editoras, rádios e emissoras.

O Mensageiro: Clínicas de Psicologia, também  Agências de Correios, postos telefônicos, pontos de wi-fi gratuito.

O Monge: Mosteiros, Retiros, Locais Silenciosos e Tranquilos.

A Lua: Departamentos de investigação pública e privada, Laboratórios de Análises Clínicas.

A Mãe: Maternidades, Clínicas de Fertilização, Berçários e Escolas de Educação Infantil

O Opositor: Centros representativos da opressão local (ex. sede do parti

O Planeta: Árvores, de preferências enormes e centenárias. Também planetários e observatórios astronômicos.

O Protetor: Guaritas, Vigias, Bancos, Sedes de segurança patrimonial.

A Protestadora: Locais onde costumam ocorrer manifestações públicas. De preferência durante elas.

O Abre-Caminhos: Saídas de Emergência, Estradas, Avenidas, Rod

O Santo: Quadros e murais de avisos populares e associação de bairro.

A Vidente: Postes telefônicos e locais próximos a câmeras de  vigilância.

O Sol: Locais com muito céu aberto (ex. praias, parques grandes, represas) onde as pessoas tomam sol.

O Pensador: Universidades, faculdades e centros de pesquisa.

A Bruxa: Círculos de pedras, Linhas Ley, Locais místicos, folclóricos ou com fama de serem assombrados.

Tamosauskas

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/caos-nas-ruas-com-os-40-servidores/

Arte, Magia e Verdadeira Vontade

Bate-Papo Mayhem 165 – Com Felipe Galvão (Monge) – Arte, Magia e Verdadeira Vontade

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/kb0t9OgID_w

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Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

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Magia com os Arcanos do Tarot de Thoth – Marcia Seabra

Bate-Papo Mayhem 237 – gravado dia 30/09/2021 (Quinta) Com Marcia Seabra – Magia com os Arcanos do Tarot de Thoth

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo #Tarot #Thelema

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Canalização Ouraniana

Ouraniano Bárbaro é o nome de um idioma artificial criado por Peter Caroll e usado frequentemente por magos do caos. Trata-se de uma linguagem de canalização, onde as palavras são projetadas em um estado de consciência, similar ao Enochiano, a linguagem oculta do Dr. John Dee e Sir Edward Kelly.

Obviamente o dicionário barbáro ouraniano é limitado e deixou escapar algumas palavras importantes que são consideradas básicas para nossa vida mágica. Este rito é planejado para adicionar novas palavras em nosso vocabulário Ouraniano.

(Ainda que concebido em um rito grupal, ele pode ser modificado para trabalho solo.)

Este rito pode ser realizado primeiramente pelo método de inibição Gnóstico. Em seguida, uma proto-palavra, será escolhida pela letra rabiscada.  A proto-palavra será usada posteriormente para presumir palaras e expressões de existência desconhecida com base em material disponível em dados anteriores ou posteriores da criação.

A Gnosis se intensifica pela entoação, chegando a glossologia pelas palavras finais.

Instrumentos Necessários:

  • Letras rabiscadas
  • Papel e caneta

Declaração do Intento:

“Nós desejo é estender nosso conhecimento no vocabulário da linguagem bárbara ouraniana.”

Rito:

Sente-se em um círculo na postura de morte. Utilizar a técnica de não-pensar por 5 ou 10 minutos servirá como um facilitador para parar os pensamentos.

Nós temos uma lista de palavras que nós decidimos traduzir. Cada pessoa pegará uma palavra pelo o método randômico (pegando a palavra do chapéu, por exemplo). Então cada um de nós pegamos 5 ou 8 letras (uma intuição interna nos diz como) da coleção de rabiscos.

Nós jogamos com nossas letras, arranjando-as como nós acharmos melhor. Então nós entoamos a proto-word (palavra-proto) cada vez mais e mais, em excesso, rápido e mais rápido, talvez pulando ou correndo em volta, dançando, talvez, até quando alcançamos a glossolagia.

Quando cada um de nós termina, tem uma palavra que “sentimos ser correta”. Nós paramos e escrevemos a palavra.

Quando todos terminam, nós compartilhamos os resultados e também temos uma chance final de dar a cada um do grupo a consciência do êxito.

Tradução: LVX NOX

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/canalizacao-ouraniana/

Devo Estudar Chi, Psi ou Magia?

Texto do grupo Veritas, traduzido por Jeff Alves

Todos os sistemas compartilham fundamentos em comum e, sendo assim, é mais benéfico progredir em uma para que depois se possa em outra arte. Desta forma, escolher focar uma arte metafísica é, de forma alguma, uma escolha exclusiva, mas é, muitas vezes, uma escolha que devemos fazer para que possamos dedicar tempo suficiente para entender um paradigma específico.

A escolha de qual arte se concentrar é também algo muito pessoal, pois depende fortemente de seus traços de personalidade e aspirações. Os três paradigmas, ou sistemas, apresentados aqui tem suas próprias virtudes e as suas próprias visões de mundo.

Temos trabalhado em conjunto para trazer-lhe este artigo contendo perspectivas distintas em cada um desses três sistemas, para que possamos compartilhar com vocês as nossas próprias opiniões pessoais e as razões para valorizar cada arte. Que sua jornada seja próspera!

Por que estudar Chi ? (por kobok)

Chi é o nome dado à “energia vital” em muitas culturas asiáticas, sob uma variedade de grafias como chi, ki, e qi. Na cultura hindu, o termo “prana” é usado para esta energia e Yoga é o nome dado à arte hindu associada. Segundo a lenda, as idéias de Yoga foram fundamentais para a formação de Qigong, o sistema chinês de cultivo chi.

A maioria das artes marciais incluem alguma instrução em chi, embora o grau de foco neste estudo varia muito. Algumas apenas vêem o chi como uma manifestação das propriedades físicas e estruturais do corpo, mas muitas outras incluem o aspecto da energia espiritual para ele. O chi pode ser um aspecto importante da consciência, velocidade, força, equilíbrio e estabilidade nas artes marciais e pode ter efeitos físicos reais. A meditação relacionada ao Chi é um aspecto importante de muitas dessas artes marciais e, nos níveis superiores, a maioria das artes que estudam o Chi também incluem o estudo da cura através do mesmo.

Há também artes de manipulação energética que incidem de forma mais completa sobre a cura, como o Reiki, um contemporâneo sistema de cura japonês em que os praticantes canalizam sua energia com intenção de cura. Em suma, a arte da Manipulação Energética sinergicamente reúne corpo, mente e espírito para alcançar a meta da evolução.

Por que estudar Psiônica? (por Kobok)

Psiônica é a arte de causar mudança ou sentí-las por esforço de foco mental/psíquico. Há também uma grande profundidade filosófica e espiritual para os estudos psi, que moldam a busca em um caminho de auto-aperfeiçoamento. Psi inclui todas as habilidades que foram enquadradas como habilidades psíquicas, como, por exemplo, Percepção Extra-sensorial, Clarividência, Pré-Cognição, Psicocinese e Visualização Remota.

Abordagens modernas para Psi normalmente giram em torno da consciência e manipulação de energia para fins de detecção ou obtenção de mudanças. As habilidades assim concedidas incluem movimentação de objetos, comunicação mental, escaneamento de personalidades, visualização de lugares remotos, (pre)sentir o futuro, curar a si mesmo e aos outros, escolher um futuro e fazer com que ele ocorra, criar construções complexas usando energia psi e muitas outras. A busca constante de psi também concede uma profundidade incomparável de foco mental e disciplina, acompanhado por uma profunda compreensão e consciência de sua própria natureza espiritual. Esta consciência tem um impacto profundo na vida do psion (praticante de psiônica) e sobre a interação do psion com os outros.

Psiônica tenta fazer uma abordagem mais direta e fundamental para as artes energéticas, com ênfase em ganhar foco e controle intencional sobre os detalhes de suas próprias habilidades inerentes. O Psion, após dominar isto, usa esse controle cuidadoso para construir uma matriz de habilidades mais complexas e avançadas, mantendo o mesmo nível de concentração mental.

Por que estudar Magia? (por Prophecy)

Magia é, no que diz respeito à religião, um caldeirão de credos e abordagens. Não importa se você é budista, hindu, taoísta, xamã, judeu, cristã ou qualquer outra denominação essencialmente religiosa – você poderá utilizar magia para progredir em seu caminho espiritual, no âmbito do seu dogma existente, já que a espiritualidade é a base fundamental sobre a qual a maioria das ideologias de magia se baseiam.

Magia dá ao aspirante meios de escolher seu próprio destino e criá-lo. Através da auto-mestria, do avanço espiritual e do conhecimento harmonioso de como utilizar as Leis deste universo, o adepto pode alterar as coisas em sua vida para criar o destino que ele vê condizente em seu caminho. Não há nada fora do alcance para um mago e o progresso espiritual através da sabedoria e do poder é prometido para aqueles que dedicam a este caminho o tempo que for necessário, através de algum sistema legítimo das artes metafísicas. O caminho de recompensas das ciências ocultas não é apenas prático, mas também muito teórico, para que o estudante possa buscar as verdades mais profundas do mundo interior e do que ele vive (exterior).

Finalmente, a magia engloba todas as coisas consideradas místicas e metafísicas. As leis da magia são as leis do universo, e todas as coisas encontram-se representadas aqui. As potências da alma, da mente e do corpo são treinadas desde o início do caminho escolhido. Se o mago aspirante estudou qualquer sistema oriental (como Yoga) ou ocidental (como Psiônica), ele tem dado mais um passo no caminho da magia e agora pode ver como tudo o que ele aprendeu até agora pode ser aplicado para conquistar o que busca no mundo, decidindo por si mesmo como fazer isto.

#Exercícios #MagiaPrática #Ocultismo #psiônica

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/devo-estudar-chi-psi-ou-magia

Bruxarias de Zos

A concepção popular de feitiçaria, formada pela manifestação anti-cristã que ocorreu na Idade Média é tão distorcida e tão inadequada, que para procurar e interpretar os símbolos de seus mistérios, pervertidos e adulterados como eles estão, sem referência aos numerosos sistemas antigos dos quais eles derivam, é como tomar a ponta de um iceberg por sua massa total.

Tem sido sugerido por algumas autoridades que as feiticeiras originais vieram de uma raça de origem Mongol da qual os Lapps são os únicos sobreviventes restantes. Isto pode ou não ter sido assim, mas aqueles “mongóis” não eram humanos. Eles eram sobreviventes degenerados de uma fase pré-humana de nosso planeta, geralmente – embora erroneamente – classificada como Atlante. A característica que distinguia-os dos outros de sua espécie, era a habilidade que eles possuíam de projetar a consciência em formas de animais, e o poder de revificar formas-pensamento. O bestiário de todas as raças da terra foram criados como resultados de suas bruxarias.

Eles eram entidades não-humanas; isto quer dizer que eles são de épocas anteriores à raça começar a vagar sobre este planeta, e seus poderes – os quais devem hoje parecer extraterrenos – derivados de dimensões extra-espaciais. Eles impregnaram a aura da terra com a semente mágica da qual o foetus humano foi finalmente gerado.

Arthur Machen, talvez aproximou-se da verdade quando sugeriu que as fadas e os duendes do folclore eram invenções próprias que escondem os processos de feitiçaria não-humana repelentes ao gênero humano.

Machen, Blackwood, Crowley, Lovecraft, Fortune e outros, freqüentemente utilizaram como tema para seus escritos, o influxo dos poderes extraterrenos que tem moldado a história de nosso planeta desde o início dos tempos; isto é, desde o início dos tempos para nós, por sermos muitíssimo inclinados à supor que estávamos aqui primeiro e que estamos aqui sozinhos agora, ao passo que as tradições ocultas mais antigas afirmam que nós não estávamos aqui primeiro, nem somos as únicas pessoas na terra; o Grande Antigo e o Senhor dos Deuses encontram ressonância nos mitos e lendas de todos os povos.

Austin O. Spare alegou ter tido experiência direta à existência de inteligências extraterrenas, e Crowley – como sua autobiografia faz abundantes esclarecimentos – devotou parte de sua vida à comprovar que a consciência extraterrena e supra-humana podem e existem independentemente do organismo humano.

Como explanado nas Imagens & Oráculos de Austin O. Spare, ele foi iniciado na corrente vital da antiga e criativa bruxaria por uma mulher idosa de nome Paterson, que alegou descender de uma linhagem de bruxas de Salem. A formação do Culto de Spare do Zos e do Kia adquiriu muito do seu contato com a Bruxa Paterson, quem serviu de modelo para muitos de seus desenhos e pinturas “sabáticos”. Muito do conhecimento oculto que ela transmitiu para ele, está contido em dois de seus livros – O Livro do Prazer e o Foco da Vida. Nos últimos anos de sua vida ele incorporou em um grimoire pesquisas esotéricas ulteriores, o qual ele intentava publicar como uma seqüência de seus dois outros livros. Embora sua morte tenha impedido a publicação, o manuscrito sobreviveu, e a essência do grimoire forma a base deste capítulo.

Spare concentrou o tema de sua doutrina no seguinte “Credo de Afirmação de Zos vel Thanatos”.

“Eu creio na carne “agora” e sempre…
visto que sou a Luz, a Verdade, a Lei, o Caminho,
e nada deverá vir de algo exceto através de sua carne.

Eu não lhe mostrei o caminho eclético entre êxtases;
aquele caminho funâmbulatório precário.

Porém você teve coragem, estava cansado e amedrontado.

ENTÃO ACORDE!

Des-hipnotizem-se da realidade desprezível que vocês vivem e enganam-se.

Pois a grande Corrente Meridiana está aqui, o grande sino bateu.

Deixe os outros aguardarem a imolação involuntária,
a inevitável redenção forçada para muitos apóstatas para com a Vida.

Agora, neste dia, peço-lhe para buscar suas recordações,
pois a grande unificação está próxima.

O Cerne de todas as suas memórias é a sua alma.

Vida é desejo, Morte é reformação…

Eu sou a ressurreição…

Eu, que transcendeu o êxtase pelo êxtase e medita na Necessidade do Não Ser

no Auto-Amor…”

Este credo, criado pela vontade dinâmica de Spare e sua grande habilidade como um artista, criou um Culto sobre o plano astral que atraiu para si todos os elementos naturalmente orientados para ele. Ele (Spare) refere-se à ele (Culto) como Zos Kia Cultus, e seus adeptos alegam afinidade sobre os seguintes termos:

Nosso Livro Sagrado:

O Livro do Prazer.

Nosso Caminho:

– O Caminho eclético entre êxtase; o caminho funâmbulatório precário.

Nossa Divindade:

– A Mulher-Triunfante (“E eu perco-me com ela, no caminho reto.”)

Nosso Credo:

– A Carne Vivente. (Zos) (“Novamente eu digo: Este é seu maior momento de realidade – a carne vivente.”)

Nosso Sacramento:

– Os Sagrados Conceitos de Neutralidade.

Nossa Palavra:

– Nada Importa – apenas Não Ser.

Nossa Eterna Morada:

– O estado místico de “Nem isto – Nem aquilo”. O “Eu Atmosférico” (Kia).

Nossa Lei:

– A Violação de todas as Leis.

O Zos e o Kia são representados pela Mão e o Olho, os instrumentos do tao e da visão. Eles formam a base da Nova Sexualidade, a qual Spare desenvolveu pela combinação deles para formar uma arte mágica – a arte da sensação visualizada, de “tornar-se um com todas as sensações”, e de transcender as duplas polaridades da existência pela aniquilação de identidades separadas através da mecânica da Postura da Morte. Há muito tempo atrás, um poeta persa descreveu com poucas palavras o objetivo da Nova Sexualidade de Spare:

“O reino do abandono do Eu e do Nós, tem sua morada na aniquilação.”

A Nova Sexualidade, no sentido que Spare a concebeu, é a sexualidade não das dualidades positivas, mas do Grande Vazio, o Negativo, o Nada: O Olho do Potencial Infinito. A Nova Sexualidade é, simplesmente, a manifestação do não-manifesto, ou do Universo “B” como Bertiaux pensava, o qual é equivalente ao conceito de “Nem isto – Nem aquilo” de Spare. O Universo “B” representa a diferença absoluta daquele mundo de “todo indiferente” de tudo relativo ao mundo conhecido, ou Universo “A”. Sua entrada é Daath, guardada pelo demônio Choronzon. Spare descreve este conceito como “a entrada de toda neutralidade essencial”. Em termos de Vodu, esta idéia está implícita nos ritos de Petro com sua ênfase sobre os espaços entre os pontos cardeais do compasso: a cadeia rítmica dos tambores que convocam o “loa” de além do Véu e formula as leis de sua manifestação. O sistema de bruxaria de Spare, como expressado no Zos Kia Cultus, Continua em uma linha reta não apenas na tradição Petro de Vodu, mas também no Vama Marg Tantra, com suas oito direções de espaço agrupadas pelo Yantra da Deusa Negra, Kali: a Cruz de Quatro Quartos mais o conceito de neutralidade essencial que juntas compõem a Cruz de oito-braços, o Lótus de oito-pétalas, um símbolo da Deusa da Hepta-Estrela mais o filho dela, Set ou Sírius.

Os mecanismos da Nova Sexualidade são baseados na dinâmica da Postura da Morte, uma fórmula desenvolvida por Spare para o propósito de revificar o potencial negativo em termos de poder positivo. No antigo Egito a múmia era uma variação desta fórmula, e a simulação pelo Adepto do estado de morte – em práticas tântricas – envolve também a paralisação total das funções psicossomáticas. A fórmula tem sido utilizada por Adeptos não necessariamente em trabalhos especificamente tântricos ou de cunho mágico, notavelmente pelo celebrado Advaitin Rishi, Bhagavan Shri Ramana Maharshi de Tiruvannamalai, que alcançou a Iluminação Suprema pelo processo simulado de morte; e também por Bengal Vashinavite, Thakur Haranath, que foi tomado como morto e realmente preparado para um sepultamento após um “transe mortal” que durou muitas horas e do qual ele emergiu com uma consciência totalmente nova que transformou até mesmo sua constituição corporal e aparência. É possível que Shri Meher Baba, de Poona, durante o período de amnésia que o afligiu em época precoce, também tenha experimentado um tipo de morte da qual ele emergiu com poder de iluminar outros e de liderar um grande movimento em seu nome.

A teoria da Postura da Morte, primeiramente descrita em O Livro do Prazer, foi desenvolvida independente das experiências dos Mestres acima mencionados sobre os quais nada havia de escrito ou publicado em qualquer língua européia naquela época.

O mito Rosacruz do ataúde que continha o corpo de Christian Rosenkreutz – dramatizado por S. L. MacGregor Mathers na Cerimônia de 5*=6º da Golden Dawn – resume o mistério desta fórmula essencialmente Egípcia de Osíris mumificado. Spare estava familiarizado com esta visão do Mistério. Ele tornou-se um membro da A A de Crowley, por um curto período, em 1910, e os rituais da Golden Dawn – publicados concisamente mais tarde em O Equinócio – podem ter sido aproveitados por ele.

Os conceitos de morte e sexualidade estão inextricavelmente conectados. Saturno, morte e Vênus, vida, são aspectos duplos da Deusa. Que eles são, em um sentido místico, uma idéia é evidenciado pela natureza do ato sexual. A atividade dinâmica conectada com a direção para conhecer, penetrar, iluminar, culminando em uma quietude, um silêncio, uma cessação de todo esforço, que dissolve-se na tranqüilidade da negação total. A identidade destes conceitos está explícita na antiga equação Chinesa 0=2, onde o zero simboliza o negativo, potencial não-manifesto da criação, e o dois a polaridade dupla envolvida em sua realização. A Deusa representa a fase negativa: o “Eu Atmosférico” simbolizado por aquele “Olho que tudo vê” com todo o seu simbolismo inerente; e a dupla – Set-Hórus – representa a fase do 2, ou dualidade. A alternação repentina destes últimos, ativo-passivo, são emanações positivas do vazio, por ex. a manifestação do Imanifesto, e a Mão é o símbolo desta dualidade criativa auto-manifestante.

O símbolo supremo do Zos Kia Cultus resume-se inteiramente naquele da Mulher Escarlate, e é reminescente do Culto de Crowley do Amor sob Vontade. A Mulher Escarlate corporifica a Serpente Ígnea, que quando controlada causa “mudança ocorrida em conformidade com a vontade”. O entusiasmo energizado da Vontade é a chave do Culto de Crowley, e é análogo à técnica de obsessão induzida magicamente que Spare utiliza para tornar real o “sonho inerente”.

Um dos primeiros magistas de nossa época – Salvador Dalí – desenvolveu um sistema de revificação mágica na mesma época que Crowley e Spare elaboravam suas doutrinas. O sistema de Dalí de “atividade crítica-paranóica” evocava ressonâncias de atavismos ressurgentes que eram refletidos no mundo concreto das imagens por um processo de obsessão similar àquele induzido pela Postura da Morte.

Dalí nasceu em 1904 – o ano em que Crowley recebeu O Livro da Lei – fazendo-o, literalmente, uma criança do Novo Aeon; uma das primeiras. Seu gênio criativo auxiliou-o em cada estágio de seus vôos, a ornamentação do germe essencial que o fez uma viva corporificação da consciência do Novo Aeon, e o “Homem Real” descrito no L.A.L..

Os objetos de Dalí eram refletidos no fluído e luminosidade sempre mutável da Luz Astral. Elas revolvem-se e encontram-se continuamente no “próximo passo”, a próxima fase da expansão da consciência na imagem distante de “Tornar-se”.

Spare já havia conseguido isolar e concentrar um desejo em um símbolo que tornava-se consciente e logo potencialmente criativo através dos raios da vontade magnetizada. Dalí, parece-o, incorporou ao processo um passo além. Sua fórmula de “atividade crítica-paranóica” é um desenvolvimento de um conceito primal (Africano) de fetiche, e é instrutivo comparar a teoria de Spare de “sensação visualizada” com a definição de Dalí de pintura como “mão vestida de cores fotográficas de completa irracionalidade”. Sensação é essencialmente irracional, e sua delineação em forma gráfica (“mão vestida de cores fotográficas”) é idêntica ao método de “sensação visualizada” de Spare.

Estes magistas utilizaram corporificações humanas de poder (shakti) que mostravam-se – usualmente – na forma feminina. Cada um dos livros que Crowley produziu tinha sua shakti correspondente. “Os Ritos de Elêusis” (1910) foi energizado, amplamente, por Leila Waddell. “O Livro Quatro, Partes I & II” (1913) veio através de Sóror Virakam (Mary d’Este). “Liber Aleph – O Livro da Sabedoria ou Loucura (1918)” – foi inspirado por Sóror Hilarion (Jane Foster). Seu grande trabalho, “Magick em Teoria e Prática”, foi escrito no ano de 1920 em Cefalu, onde Alostrael (Leah Hirsig) proveu o ímpetus mágico; e assim por diante, seguindo a interpretação do Tarot do Novo Aeon (O Livro de Thoth), o qual ele produziu em colaboração com Frieda Harries em 1944. A shakti de Dalí – Gala – foi o canal através do qual a inspiração do fluxo criativo foi fixada ou visualizada em algumas das grandes pinturas que o mundo já viu. E no caso de A.O.Spare, a Serpente Ígnea assumiu a forma da Senhora Paterson, uma bruxa auto-confessa que incorporou as feiticeiras de um culto tão antigo que já era velho no começo do Egito.

O grimoire de Spare é uma concentração de todo o corpo de seu trabalho. Ele abrange, de certo modo, todas as coisas de valor mágico ou criativo que ele constantemente pensava ou imaginava. Assim, se você possuir uma pintura de Zos, e estas pinturas contêm alguns de seus feitiços sigilizados, você possui o grimoire, e você está diante de uma grande chance de alcançar e harmonizar-se com as vibrações do Zos Kia Cultus.

Um aspecto pouco conhecido de Spare, um aspecto que está ligado à sua antiga amizade com Thomas Burke, revela o fato de que uma curiosa sociedade oculta chinesa – conhecida como o Culto de Kû – floresceu em Londres nos anos vinte. Seu “quartel-general” pode ter sido em Pequim, Spare não fez menção à isso, talvez nem soubesse; mas sua ramificação londrina não era em Limehouse como alguns poderiam esperar, mas em Stockwell, não muito distante do apartamento-estúdio que Spare compartilhava com um amigo. Uma sessão secreta do Culto de Kû foi presenciada por Spare, que parece ter sido o único europeu à ter ganho admissão. Ele parece, de fato, ter sido o único europeu além de Burke que havia sido Tão mais que um ouvinte do Culto. A experiência de Spare é de excepcional interesse por razão de sua estreita aproximação de uma forma de controle-onírico no qual ele foi iniciado muitos anos antes pela Bruxa Paterson.

A palavra Kû tinha muitos significados em chinês, mas neste caso particular ela denota uma forma peculiar de feitiçaria envolvendo elementos dos quais Spare já havia incorporado em sua concepção da Nova Sexualidade. Os adeptos de Kû adoravam uma deusa-serpente na forma de uma mulher dedicada ao Culto. Durante um elaborado ritual ela seria possuída, com o resultado de que ela lançava, ou emanava, múltiplas formas da deusa como sombras conscientes dotadas com todas as seduções possuídas por sua representante humana. Estas mulheres-sombra, impelidas por alguma lei sutil de atração, atraiam-se por um ou outro dos devotos que sentavam em uma condição de entorpecimento ao redor da extasiada sacerdotisa. O congresso sexual com estas sombras então ocorria e ele era o começo de uma forma sinistra de controle onírico envolvendo jornadas e encontros nas regiões infernais.

O Kû parecia ser uma forma da Serpente Ígnea exteriorizada astralmente como uma mulher-sombra ou súcubus, e o congresso com a qual tornava possível ao devoto revificar seus “sonhos inerentes”. Ela era conhecida como “prostituta infernal” e sua função era análoga àquela da Mulher Escarlate do Culto de Crowley, à Suvasini do Círculo Tântrico de Kaula e à “Demoníaca” do Culto da Serpente Negra. O Kû chinês, ou prostituta infernal, é uma corporificação ilusória de desejos subconscientes concentrados em uma forma tentadoramente sensual da Serpente da Deusa das Sombras.

O mecanismo de controle onírico é de muitas formas similar àqueles que realizam a projeção astral consciente. Meu próprio sistema de controle onírico deriva de duas raízes: a fórmula da Lucidez Eroto-Comatosa descoberta por Ida Nellidof e adaptada por Crowley às suas técnicas de magia sexual, e o sistema de Spare dos Sigilos Conscientes explicado abaixo.

O sono deve ser precedido por alguma forma de Karezza, durante o qual um sigilo escolhido especificamente, simbolizando o objeto de desejo é vividamente visualizado. Desta maneira a libido é impedida de suas fantasias naturais e procura satisfação no mundo onírico. Quando a habilidade necessária é adquirida, o sonho torna-se extremamente intenso e dominado por uma súcubus, ou mulher-sombra, com quem o intercurso sexual ocorrerá espontaneamente. Se o sonhador tiver adquirido um grau até mesmo moderado de proficiência nesta técnica, ele estará consciente da contínua presença do sigilo. O sigilo deve ficar restringido sobre a forma da súcubus, em um local que esteja dentro dos limites de sua visão durante a cópula; por exemplo, como um pingente pendente no pescoço dela; como um brinco; ou como um diadema ao redor de sua testa (da súcubus). Seu ponto focal deve ser determinado pelo magista, respeitando a posição assumida durante o coito. O ato assumirá então, todas as características de uma Operação do Nono Grau, porque a presença da Mulher-Sombra será experimentada com uma sensação intensamente vívida e realista. O sigilo assim, torna-se consciente e no devido curso, o objeto da Operação materializa-se sobre o plano físico. Este objeto é, obviamente, determinado pelo desejo corporificado e representado pelo sigilo.

A importante inovação neste sistema de controle onírico, encontra-se na transferência do Sigilo da consciência desperta ao estado de consciência onírica, e à evocação, na parte final, da Mulher-Sombra. Este processo transforma um Rito de Oitavo Grau na semelhança do ato sexual utilizado na Operação do Nono Grau.

Resumidamente, a fórmula tem três estágios:

Karezza, ou atividade sexual sem culminação, com visualização do sigilo até o sono superficial.

Congresso sexual no estado onírico com a Mulher-Sombra evocada pelo estágio I. O sigilo deve aparecer automaticamente neste segundo estágio; se isso não acontecer, a prática deverá ser repetida em outra hora. Se o sigilo aparecer, então o resultado desejado revificará no estágio III.

Após despertar (por ex., no mundo dos fenômenos mundanos do dia-a-dia).

Uma palavra de explicação é, talvez, necessária concernente ao termo karezza como utilizado no presente contexto. A retenção do sêmen é um conceito de importância central em certas práticas Tântricas, a idéia é que a bindu (semente) cresce, então, astralmente, e não fisicamente. Em outras palavras, uma entidade de alguma espécie é levada à nascer no nível astral de consciência. Esta, e técnicas análogas, tem dado origem à impressões – completamente errôneas – de que o celibato é um sine qua non para o sucesso mágico; mas tal celibato é de uma característica puramente local e confinado ao plano físico, ou estado desperto, somente. O celibato, como normalmente entendido, é portanto uma paródia inexpressiva ou caricatura da verdadeira fórmula. Tal é o sensato celibato do iniciado tântrico, e alguma semelhante interpretação indubitável aplicada também à outras formas de ascetismo religioso. As “tentações” dos santos, ocorrem precisamente sobre o plano astral porque os canais físicos encontram-se deliberadamente bloqueados. O estado de entorpecimento notado nos seguidores de Kû, sugere que a sombra-sedutora decorrente, foi evocada após um padrão similar ao obtido por uma espécie de controle onírico.

Gerald Massey, Aleister Crowley, A.O.Spare, Dion Fortune e etc., tem – cada um à seu modo – demonstrado a base bioquímica dos Mistérios. Eles realizaram na esfera do “oculto” aquilo que Wilhelm Reich realizou na psicologia, e estabeleceram-no sobre uma segura base bioquímica.

Os “símbolos conscientes” e o “alfabeto do desejo” de Spare, correlacionando, como eles fazem a energia nervosa do corpo com os princípios-sexuais específicos, antecipou em diversas formas o trabalho de Reich que descobriu – entre 1936 e 1939 – o veículo de energia psico-sexual, o qual ele nomeou de orgônio. A contribuição singular de Reich para a psicologia e, incidentalmente, para o ocultismo Ocidental, situa-se no fato de que ele isolou com sucesso a libido e demonstrou sua existência como uma energia biológica tangível. Esta energia, a atual substância do conceito puramente hipotético de Freud – libido e id – foi medida por Reich, elevada da categoria de hipótese, e reativada. Ele estava, contudo, errado em supor que o orgônio fosse a energia definitiva. Ela é um dos mais importantes kalas, mas não o Supremo Kala (Mahakala), embora ele possa transformar-se em tal, por virtude de um processo não conhecido dos Tantrikas do Vama Marg. Até épocas comparavelmente recentes, ele era conhecido – no Ocidente – dos alquimistas Árabes, e completava o corpo da literatura alquímica com sua terminologia tortuosa e estilo hieroglífico, revelando – se ela revelava algo – um plano deliberado da parte dos Iniciados para velar o verdadeiro processo de refinar o Mahakala.

A descoberta de Reich é significante porque ele foi provavelmente o primeiro cientista a colocar a psicologia em sólida base biológica, e o primeiro à demonstrar sob condições laboratoriais a existência de uma energia mágica tangível e por último dimensionável e, portanto, estritamente científica. Se essa energia é a chamada luz astral (Éliphas Lévi), força vital (Bergson), energia ódica (Reichenbach), libido (Freud), Reich foi o primeiro – com possível exceção de Reichenbach- atualmente a isolá-la e demonstrar suas propriedades.

Austin O. Spare suspeitava, tanto antes quanto em 1913, que algum tipo de energia era o fator básico na reativação de atavismos primais, e ele tratou-a de acordo como energia cósmica (o “Eu Atmosférico”) suscetível à sugestão subconsciente através dos Símbolos Conscientes, e através da aplicação do corpo (Zos) de tal forma que ele poderia revificar atavismos remotos e todas as formas futuras possíveis.

Durante a época em que ele estava preocupado com estes temas, Spare sonhou repetidamente com construções fantásticas cujos alinhamentos ele achou inteiramente impossível de passar para o papel ou tela quando desperto. Ele supunha-os ser ecos de uma geometria do futuro do aspecto espaço-tempo sem relação conhecida com as formas da arquitetura dos presentes dias. Éliphas Lévi alegou um poder similar de revificação da “Luz Astral”, mas ele falhou ao mostrar a forma precisa de sua manipulação. Foi para este fim que Spare desenvolveu seu Alfabeto dos Desejos, “cada letra das quais, relaciona-se com um princípio sexual”. Isto quer dizer que ele registrou algumas correspondências entre o movimento interior do impulso sexual e a forma externa de sua manifestação em símbolos, sigilos ou letras tornadas conscientes por estarem carregadas com sua energia. Dalí refere-se à tal forma-fetiche carregada magicamente como “acomodações de desejo” que são visualizadas como vácuo irreal, negridão vazia, cada uma tendo a forma de objetos fantasmagóricos que ocupam sua latência, e que É somente pela virtude do fato de que ela Não É. Isto indica que a origem da manifestação é o não-manifesto, e é evidente à compreensão intuitiva que o orgônio de Reich, o Eu Atmosférico de Spare e a delineação de Dalí da “Acomodação do desejo” refere-se em cada um dos casos à uma Energia manifesta através do mecanismo do desejo. Desejo, Vontade Energizada e Obsessão, são as chaves para a manifestação ilimitada, por toda forma e todo poder estarem latentes no vazio, e sua forma divina é a Postura da Morte.

Estas teorias tem suas raízes em práticas muito antigas, algumas das quais – em forma distorcida – proveram as bases do Culto da Bruxaria medieval, covens que floresceram em Nova Inglaterra na época dos Julgamentos das Bruxas de Salém no final do século XVII. As perseguições subseqüentes, eliminaram aparentemente todas as manifestações externas de ambos cultos: o genuíno e sua simulação alterada.

Os principais símbolos do culto original tem sobrevivido à passagem dos aeons – longos ciclos de tempo. Todos eles lembram o Caminho Retrógrado: o Sabbath sagrado de Sevekh ou Sebt, o número Sete, a Lua, o Gato, o Chacal, a Hiena, o Porco, a Serpente Negra, e outros animais considerados impuros por tradições posteriores; o giro sobre os pés e a dança de Costas-com-Costas, o Beijo Anal, o número Treze, a Bruxa montada sobre um cabo de vassoura, o Morcego, e outras formas de palmípedes ou criaturas noturnas voadoras; os Batráquios em geral, dos quais o Sapo, a Rã, ou Hekt eram proeminentes. Estes e símbolos similares, tipificavam originalmente a Tradição do Dragão que foi adulterada pelos pseudos cultos de bruxaria durante os séculos de perseguição Cristã. Os Mistérios foram profanados e os sagrados ritos foram condenados como anti-cristãos. O Culto tornou-se, assim, o repositório de ritos religiosos invertidos e pervertidos, e símbolos sem nenhum significado inerente; meras afirmações das bruxas adicionaram perpetração à doutrina anti-cristã ao passo que – originalmente – eles eram emblemas vivos conscientes da fé pré-cristã.

Quando a importância dos símbolos ocultos estiverem aprofundados ao nível Draconiano, o sistema de bruxaria que Spare desenvolveu através do contato com a Bruxa Paterson, torna-se explicável e todos os círculos mágicos, bruxarias e cultos, serão vistos como manifestações das Sombras.  

Kenneth Grant, Excerto de Cultos das Sombras

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/bruxarias-de-zos/