The Shadow Tarot – O Tarot das Sombras com Linda Falorio e Fred Fowler

Bate-Papo Mayhem 184 – gravado dia 04/06/2021 (sexta) Marcelo Del Debbio bate papo com Linda Falorio e Fred Fowler – The Shadow Tarot.

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Magic without fears

Bate-Papo Mayhem 175 – Com Frater RC – Magic without fears

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/6jft4nRcugo

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Dia de Maria Madalena

Antiga celebração de Maria Madalena, na França.

Nesta data mulheres de todos os lugares peregrinavam a uma gruta e, diante de um altar, pediam à Santa que lhes ajudasse a arrumar namorados ou maridos.

Segundos os evangelhos Gnósticos, Maria Madalena era a companheira de Jesus, conhecida como Maria Lúcifer, na acepção correta deste nome (Lúcifer como doador da luz). Após a morte de Jesus, Maria Madalena tornou-se a líder dos Gnósticos, competente e respeitada, até que o Apóstolo Paulo proibiu a participação das mulheres na Igreja para liderar, oficiar ou ensinar, transformando a igreja aberta de Jesus em uma instituição patriarcal e exclusiva.

Madalena foi morar na França, perto de Marselha.

Lá se estabeleceu em uma gruta, levando uma vida eremita, curando e ajudando pessoas.

A gruta onde Maria Madalena morava costumava abrigar antigos rituais de fertilidade dedicados à Deusa

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O Caibalion: uma nova tradução

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você o grande clássico do hermetismo moderno, O Caibalion.

Escrita e publicada no início do século 20 por estudantes anônimos do hermetismo, esta obra introdutória traz preceitos e axiomas do antigo hermetismo, comentados e explicados para uma nova era e um novo público. Publicado originalmente em inglês, nos EUA, este Caibalion é mesmo um fruto de nosso tempo, porém ele se refere a outro Caibalion, bem mais antigo e oculto, que se perdeu nos anais da história, mas que se encontra preservado nas mentes e nas almas de todos aqueles que não deixaram morrer a chama. Acaso deseje se tornar um jogador no jogo de tabuleiro da vida, e não mais mera peça a ser movida pelas circunstâncias e influências externas, este pequeno livro cheio de luz pode ser o seu guia nas noites mais escuras.

Disponível em e-book e versão impressa :

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À seguir, trazemos um trecho do Cap. I – A Filosofia Hermética:

Nos primeiros tempos, havia uma compilação de algumas Doutrinas Herméticas Básicas, passadas de instrutor a estudante, que ficaram conhecidas como O Caibalion, cujo exato significado do termo esteve perdido por muitos séculos. Este ensinamento, entretanto, é conhecido por muitos seres ao qual ele foi derramado ao longo dos séculos, de lábios a ouvidos, sempre escoando pelo tempo. Até onde sabemos, os seus preceitos nunca foram escritos ou impressos. Se tratava de uma mera coleção de máximas, axiomas e preceitos, que soavam incompreensíveis aos estrangeiros das ordens, mas que eram prontamente assimilados pelos estudantes assim que o seu conteúdo era explicado e exemplificado pelos Iniciados aos seus Neófitos.

Tais ensinamentos constituíam de fato os princípios básicos da Arte da Alquimia Hermética, que, ao contrário da crença popular, se baseia no domínio das Forças Mentais, e não dos Elementos Materiais – portanto, a Alquimia não fala da transmutação de um tipo de metal em outro, mas da transmutação de um tipo de Vibração Mental em outra. As lendas acerca da Pedra Filosofal, que transformava qualquer metal comum em Ouro, falavam tão somente de uma alegoria relacionada à Filosofia Hermética, facilmente compreendida por quaisquer estudantes do verdadeiro Hermetismo.

Neste pequeno livro, cuja Primeira Lição é esta, nós convidamos nosso estudante a examinar os Ensinamentos Herméticos, conforme expostos no Caibalion e explicados por nós, humildes estudantes dos Ensinamentos (e que, apesar de carregarem o título de Iniciados, são tão somente estudantes prostrados aos pés de Hermes, o Mestre). Assim, nós lhe oferecemos muitas das máximas, dos axiomas e dos preceitos do Caibalion, acompanhados de explicações e comentários que acreditamos servir de auxílio para a compreensão do estudante moderno, particularmente porque o texto original se encontra propositalmente velado em muitos termos obscuros.

As máximas, axiomas e preceitos originais do Caibalion estarão sempre destacados em negrito no restante de nossa obra, e todos eles vêm diretamente dos lábios de Hermes. O restante do texto, sem destaque, pertence a nós. Esperamos que muitos dos estudantes aos quais nós hoje oferecemos esta pequena obra possam tirar tanto proveito do seu estudo e conhecimento quanto aqueles buscadores que já a seguiram através do Caminho do Adepto, ao longo dos muitos séculos que se passaram desde o tempo de Hermes Trimegisto, o Mestre dos Mestres, o Três Vezes Grande:

“Onde se encontram as pegadas do Mestre, os ouvidos daqueles preparados para os seus Ensinamentos se abrem completamente.” – O Caibalion

“Quando os ouvidos do estudante estão preparados para ouvir, logo vêm os lábios para preenchê-los de sabedoria.” – O Caibalion

Assim, conforme indicam os Ensinamentos, a divulgação desta obra se dará na medida em que os seus futuros estudantes se encontrarem em condições de compreendê-la, pois do contrário sequer lhe darão a atenção devida, e ela lhes passará desapercebida, como deve ser. E, segundo a mesma Lei, quando o pupilo estiver devidamente preparado para receber a verdade, então esta pequena obra dará um jeito de chegar ao seu conhecimento.

O Princípio Hermético de Causa e Efeito, em seu aspecto de Lei de Atração, tratará de juntar lábios e ouvidos – e muitos pupilos ainda hão de conhecer este livro.

Que Assim Seja!

#hermetismo #Magia #Ocultismo

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Arautos do Caos – Satanismo, Vampirismo, Necromancia e Teologia – Com Damien Vorhees e Igor “Floki”

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/S5L9cIkJW98

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

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Raul Seixas, Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa

O início dos anos setenta é guardado com imenso carinho por aqueles que os viveram intensamente, formando a romântica juventude daquele tumultuado período.

O eternamente pouco populoso meio thelêmico não escaparia (felizmente) do romantismo que tomara conta da assim chamada geração para frente Brasil. Entre tantos que estiveram em contato inicial com o assim chamado Sistema thelêmico de realização espiritual, dois nomes despontam, bem mais pelo futuro que o destino lhes reservaria, do que pelo conhecimento, propriamente dito, da matéria elaborada por Aleister Crowley(1875-1947): os nomes são, Raul Seixas e Paulo Coelho.

Raul Seixas conheceu Paulo Coelho em 1973, através de um artigo publicado na revista “A Pomba”, do próprio Paulo Coelho. A partir deste momento, nascia a tão famosa parceria musical que viria a projetar os dois no cenário nacional.

Paulo Coelho, então em contato com Marcelo Ramos Motta (1931-1987), tomava suas primeiras instruções sobre Crowley e a Lei de Thelema. O fascínio pela filosofia desenvolvida pelo controvertido mago Inglês, não tardou a contagiar o promissor jovem escritor que, logo em seguida, a apresentaria a Raul Seixas. A vida e a obra dos dois foram fortemente marcadas por este período.

Motta, então, escreve para um de seus discípulos (Euclydes Lacerda de Almeida), pedindo para que este se responsabilizasse pelo desenvolvimento de Paulo Coelho, tanto na A.’.A.’. quanto na sua particular versão da O.T.O.. Marcelo Motta também comporia algumas músicas em parceria com Raul Seixas e Paulo Coelho. Entre as mais famosas estão as belas “A Maçã”, “Tente Outra Vez” e “Novo Aeon” (essa ultima em parceria com Cláudio Roberto).

Paulo Coelho, seguindo a orientação de Motta, estabelece contato com a pessoa indicada e esta o aceita como Postulante e Estudante da Lei de Thelema. A significativa troca de correspondência entre Paulo Coelho e seu novo Instrutor durante o período 1973-74 nos dá a certa medida do entusiasmo e dedicação com que Paulo Coelho, desenvolvendo seus estudos, também tomava para si a responsabilidade de divulgação da Obra do controvertido mago Aleister Crowley. Este trecho de uma carta de Paulo Coelho, datada de 26/03/74, nos dá uma idéia de seu entusiasmo, bem como seu envolvimento com a filosofia thelêmica: “… como tomamos [Paulo e Raul] Crowley, principalmente Liber OZ, como base de um estudo social a que nos propomos, gostaria de ouvir e ser constantemente orientado por vocês no sentido de não comprometer nada, falando demais ou falando errado. Informe urgentemente como devemos continuar agindo na divulgação de todos os nossos ideais e nossas idéias.”

Seu treinamento mágico teve início formal em 01/01/1974. Em seguida, Paulo Coelho seria admitido na O.T.O. de Motta, assumindo como Mote Mágico (ou nome mágico) “Frater Staars”. Raul Seixas e Paulo Coelho, inspirados pela Lei de Thelema e pela Obra de Aleister Crowley, também formulariam um movimento que ficou conhecido com A Sociedade Alternativa, cujo hino, a música que leva o mesmo nome, é a própria declaração da Lei de Thelema.

Paulo Coelho, bem mais organizado que Raul Seixas, seguia firme com suas práticas e estudos thelêmicos. No dia 19 de maio de 1974, Paulo Coelho formaliza seu Juramento ao Grau de Probacionista, sendo admitido na A.’.A.’. com o Mote Mágico “Frater Luz Eterna – 313” (e não “Lúcifer”, como erroneamente divulgado por certos autores nacionais). Junto a seu Juramento, envia uma carta em que seus ideais ficam expostos de forma bem clara. Nela, Paulo Coelho diz o seguinte:

“Continuamos a divulgar de todas as formas o Liber OZ, […] A Sociedade Alternativa continua com o sucesso de sua caminhada no sentido de construir as bases sociais para uma verdadeira civilização thelêmica.”

No entanto a eternidade de sua luz na senda thelêmica, bem como sua certeza de propósitos em relação a esta filosofia de vida, não iriam durar muito tempo: ironicamente, esta seria sua última missiva dirigida a seu Instrutor. Cinco dias depois, na sua famosa “noite negra do dia 24”, Paulo Coelho, junto a outros “subversivos”, é preso pela polícia do exército. Sim, ele de fato viu o “diabo” e, muito embora estes não possuíssem rabos pontudos nem chifres e usassem o verde oliva no lugar do vermelho, esse seria – segundo o pouco criterioso modo thelêmico de avaliação – o fim de sua carreira mágica, pelo menos naquilo que diz respeito a Thelema. Na verdade, como um exame mais inteligente demonstraria, este foi o início de sua realização tanto mágica quanto pessoal.

Na época, contudo, provavelmente a forte formação cristã (católica) de Paulo Coelho o tenha feito associar os dois fatos, mostrando-lhe então o quão “errado” ele estava em seguir “os passos da Besta”. Mais isso é apenas mera especulação. Devemos sempre lembrar que todos têm direito de optar pelo que melhor lhes parecer. Alguns anos depois o novo Paulo Coelho se transformaria no mundialmente famoso escritor que todos conhecem. Não há lei além de faze o que tu queres e Paulo Coelho fez o que realmente quis.

Aqueles que conhecem esta parte da história do hoje famoso mago, sabem o quanto esta fase marcou o escritor que se formava. Esses também especulam qual é a verdadeira origem do seu conhecimento que, fragmentado e diluído, habita alguns de seus Best-sellers, além, é claro, do que significaria sua Ordem de RAM (também especulando, é curioso observar que a palavra inglesa RAM é designativa para Áries, Carneiro ou ainda de Bode Montês – nesse caso, o Trunfo XV do Tarot de Crowley).

Raul Seixas, por sua vez – que nunca quis vinculo formal com qualquer organização de cunho thelêmico – seguindo o exemplo de praticamente todos os estudantes de thelema daquela época os quais ainda guardavam uma réstia de bom senso, rompeu definitivamente contato com Motta. Raul Seixas, entretanto, seguiu de modo independente e anárquico, características bem próprias a sua fantástica personalidade, a divulgar a Lei de Thelema e a genialidade de Crowley. E assim, através de seus próprios méritos, ele se consagrou, e mesmo hoje, após sua precoce morte ele continua como uma agradável e inspiradora lembrança, bem vívida na mente daqueles que amam a obra do sempre eterno maluco beleza.

Para muitos esse foi o fim do sonho da Sociedade Alternativa, para outros entretanto, seu verdadeiro início…

Pelo meu querido irmão Carlos Raposo, publicado originalmente no site Artemagicka.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/raul-seixas-paulo-coelho-e-a-sociedade-alternativa

Arautos do Caos: Satanismo, Vampirismo, Necromancia e Teologia – Damien Vorhees e Igor “Floki” Kloh

Bate-Papo Mayhem 132 – gravado dia 30/01/2021 (Sabado) Com Damien Vorhees e Igor “Floki” Kloh – Arautos do Caos – Satanismo, Vampirismo, Necromancia e Teologia

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As Possibilidades Humanas – Parte 3

 Série Plano Astral e Fenômenos Psíquicos: 1. O Plano Astral e o Hermetismo / 2. As Forças Invisíveis

PASSIVO (absorvendo e desperdiçando)
Médiuns (principalmente de efeitos físicos) -> Forças inferiores
Médiuns Psíquicos (adivinhos, poetas, profetas) -> Forças superiores
ATIVO (concentrando e emitindo)
Magnetizadores (curandeiros, etc.) -> Forças inferiores
Iniciados e Adeptos (terapeutas, alquimistas, Teurgos) -> Forças superiores

Consideremos primeiro as constituições passivas, levadas à aspiração etérea pela sequência dos seus próprios desperdícios. As forças ou átomos dinamizados que se cruzam no éter-ambiente, chocando seu centro magnético, mudam-no constantemente: daí a sua impressionabilidade exagerada. Se sua constituição moral, seus hábitos anímicos facilitam este deslocamento para os órgãos corporais, tendendo ao mesmo tempo a isolá-los dos órgãos espirituais arrebatados, o sensitivo se tornará um médium de efeitos físicos. Um sujeito magnetizável, hipnotizável, de fácil sugestão e propenso à letargia.

Se o deslocamento tende mais em direção às regiões anímicas, o espírito interior (Chayad, Buddhi, Tinh), retendo também a alma ancestral, toma uma certa consciência (mais ou menos clara conforme a espiritualidade) das forças que o assaltaram. Assistimos então aos fenômenos de lucidez, clarividência, clariaudiência, profecia, previsão.

Estes fenômenos apresentam uma quantidade de nuanças conforme a intensidade da influência exterior, a mobilidade constitucional e o grau de espiritualidade do sujeito. Um verá apenas os seres vizinhos onde outro perceberá uns mais distantes; um verá apenas objetos materiais e outro distinguirá claramente os seres astrais e as vibrações etéreas. Pode acontecer que esses deslocamentos do centro magnético se produzam sob a influência de forças acidentais, que não dirigem nenhuma vontade especial. Neste caso, resultarão apenas em alucinações que por acaso parecerão pensamentos.

Ao inverso, pode acontecer que uma vontade superior se apodere do sujeito completamente; basta para isso que ela ocupe o seu centro magnético: acontecem então os fenômenos lamentáveis de obsessão e mesmo de possessão, onde muitas vezes a mediunidade dá o perigoso exemplo. É o caso das aparições onde um invisível, geralmente desconhecido, se apodera do fantasma ou mesmo da alma do médium em estado de letargia para se manifestar em aparições tangíveis e ativas.

Finalmente, se o passivo acrescenta à faculdade absorvente de sua constituição uma grande energia de desejos (proveniente da predominância da alma ancestral ou manas inferior), ele se transforma num verdadeiro vampiro astral. Assim se explica a ação particular e muitas vezes surpreendente de certas mulheres sobre seres masculinos; também se encontra num plano superior a explicação do charme feminino em geral. Os antigos simbolizavam a influência particular sobre as almas mais viris pelos domínio de Vênus sobre Marte, de Dalila sobre Sansão e outras lendas análogas.
Observamos agora o temperamento ativo.

Seria quase inútil repetir o que já dissemos: ele será magnetizador ou psicólogo (note que o termo psicólogo é utilizado com uma significação bem diferente da usual), conforme a direção em que seu centro magnético for levado: para o corpo ou para a alma. Se for psicólogo, disporá à vontade deste deslocamento. O que nos interessa saber é o uso que ele fará da força que sabe absorver, concentrar e dirigir. Pode projetá-la sobre seus semelhantes mais passivos, sem consentimento, ocupando-os de surpresa com a cumplicidade de seus centros magnéticos. Produzirão assim uma série de obsessões mais ou menos irresistíveis.

Vergonha e infelicidade sobre aquele que exerce esta faculdade relativamente fácil com a finalidade de prejudicar o seu semelhante. Além da degradação de sua alma ele cria uma verdadeira força de volta, uma reação igual à ação, que recai sobre o autor do crime.

O ativo também pode, ao contrário, forçar as emanações magnéticas daqueles que influenciam a tomar uma direção que lhe permite absorvê-las. É o magnetismo por atração; charme muito difícil de se praticar, mas mais poderoso e mais eficaz do que o seu oposto, o magnetismo por constrangimento, e terá a força do amor que domina toda a criação.

Num grau superior e muito difícil, esta prática dá ao operador o dom da leitura de pensamento, deixando o sujeito perfeitamente inconsciente das intimidades que ele revela. O médium também pode ler pensamento, mas quando o faz é inconsciente, enquanto que o sujeito ativo faz uma leitura voluntária. É fácil compreender que este exercício exija tanta elevação espiritual quanto vontade, pois supõe que a força central seja transferida em um espírito inferior muito desenvolvido. Esta é uma das funções preciosas do psicólogo.

Em vez de agir sobre os seus semelhantes, o ativo pode agir sobre si mesmo. Traz suas forças magnéticas para o organismo corporal e nele produz todos os efeitos curativos, como certos faquires da Índia que conseguem curar seus ferimentos graves instantaneamente.

Também poderá se colocar, somente por sua vontade, em estado de sonambulismo de todos os graus e até sair do corpo astral onde o corpo espiritual está envolvido inteiramente (fantasma, centro magnético e alma ancestral), arrastando uma parte do espírito interior de maneira a poder realizar a ubiquidade completa e de aparecer com todas as faculdade humanas num lugar diferente daquele onde seu corpo dorme.
É fácil de se compreenderem as dificuldades de semelhantes realizações. A força de vontade nestes casos não é suficiente para se defender dos ataques dos seres invisíveis, de maior força ainda, desejosos de ocupar a forma corporal abandonada; pode acontecer uma complicação orgânica, muitas vezes mortal se o operador se precipita bruscamente em socorro dos seus despojos, ou a alienação mental (alienum in mente) se ele não pode reentrar.

Vemos então que desenvolvimento psíquico é necessário para se realizar uma atividade espiritual igual àquela que supõe a ubiquidade voluntária.

O êxtase que permite à alma penetrar nas regiões ultraterrestres é da mesma ordem. Esses fenômenos são reservados aos psicólogos mais elevados. Mas se por acaso o pensamento do mal dá força a uma inteligência poderosa, devemos lamentar amargamente a alma que exercerá semelhantes poderes.

Finalmente o ativo pode dirigir seus eflúvios magnéticos sobre os seres invisíveis e as forças naturais. Assim consegue os fenômenos de ordem mágica. Assim é permitido ao homem, por exemplo, ativar a vegetação como fazem alguns faquires. Ou, ao contrário, retirar deles uma parte dos seus eflúvios magnéticos carregados de força vital. Pode também modificar as forças físicas até, por exemplo, se tornar invisível na atmosfera, praticar a levitação, interferir nos fenômenos meteorológicos, decompor a matéria e em seguida refazê-la no lugar onde quiser. O alquimista pertence a esta espécie de fenômenos.

Os poderes concedidos a uma criatura são proporcionais ao seu avanço sobre a rota indefinida que se estende entre o nada e as beatitudes conscientes do ser. As funções da natureza são operadas na maioria das vezes pelo próprio espírito porque o nada ainda é muito fraco para ter uma iniciativa suficiente. As funções cósmicas, principalmente, físico-químicas, meteorológicas, que são de ordem universal, não podem ser abandonadas a criaturas ainda incapazes de compreender o fim tão bem como o funcionamento, incapazes principalmente de executá-las com desinteresse. O comando das forças e dos espíritos naturais exige uma grande perfeição moral, a mais alta espiritualidade, e só pode ser exercido para o bem universal como auxiliar da vontade divina. Os fenômenos teúrgicos, tão raros quanto sublimes, são desta mesma ordem porque supõe uma alma superior à humanidade comum, pronta para as regiões celestes. Entretanto, a ambição e o orgulho do homem são tão grandes que ele chega a cobiçar os poderes alheios quando os seus são poucos. E de fato pode usurpá-los, tal é a latitude que o criador lhe deu. Mas com quais riscos? Esta usurpação se constitui na obra mágica, no naturalismo, e nas obras baixas de feitiçaria. Depois dessas explicações, bastam algumas palavras para defini-los.

A magia cerimonial é uma operação pela qual o homem procura constranger, pelo próprio jogo das forças naturais, os poderes invisíveis de diversas ordens e agir segundo o que lhes pede. Ele surpreende e consegue, projetando pelo efeito das correspondências que supõem a unidade da criação, as forças das quais ele mesmo não é o mestre mas podendo abrir para ele caminhos extraordinários. Daí surgem esses pentáculos, estas substâncias especiais, essas condições rigorosas de tempo e de lugar que é preciso observar sob pena de grandes perigos porque o audacioso estará exposto à ação de poderes perto dos quais ele não passa de um grão de poeira.
A magia cerimonial é absolutamente da mesma ordem da nossa ciência industrial. Nosso poder é quase nulo perto do vapor, da eletricidade, da dinamite; mas, ao contrário, por combinações apropriadas de forças naturais tão fortes quanto elas nós conseguiríamos transportar ou quebrar as massas que nos anulariam, usando-as então para nos transportar de um lugar para o outro e nos prestar uma série imensa de serviços.
A magia supõe então uma confiança audaciosa na ciência e somente nela. Pede apenas inteligência e conhecimento das forças invisíveis. Ela rouba o seu uso que está reservado àqueles que o amor do ser elevou à altura do sacrifício de si mesmos (arcano XII do Tarot). É por isso que a Luz do Egito representa-a para nós com razão como sendo o suicida dos elementos femininos da alma humana; os antigos o simbolizaram pelo castigo de Prometeu.

Prometeu tinha conquistado a ciência que o fazia orgulhoso. Mas por um Prometeu, quantos pobres mágicos ignorantes, miseráveis cozinheiros do astral, inteiramente ignorantes de suas reações se queimaram cruelmente em seus fogos!

O segundo caminho torto que conduz à produção de prodígios é o naturalismo. Longe de cometer audácias ele é completamente passivo, ainda que intelectual. Ao contrário do primeiro, pode ser representado como sendo o suicida dos elementos masculinos da alma. Consiste em se submeter aos espíritos naturais em vez de dominá-los. Assim procedem muitos faquires e médiuns. Através dele poderá ser reproduzido tudo o que os poderes dos espíritos quiserem com a ajuda de um organismo encarnado: crescimento rápido dos vegetais, curas instantâneas, alucinações por correntes poderosas dos elementais Kama-manasiques sobre o centro magnético dos espectadores e outros prodígios feitos por diversos praticantes de baixo estágio, principalmente na Índia. Estas práticas não acontecem sem uma certa sedução: é preciso uma certa religião, uma certa santidade, uma espiritualidade aparente para se submeter aos etéreos invisíveis, frequentemente muito poderosos em suas esferas. Mas qual é o prêmio por estas inúteis vaidades?

Adorar os espíritos naturais, identificar-se com eles, emprestar-lhes o organismo humano é fazer um ato de regressão contra a natureza; é a mesma coisa que renovar a queda do anjo cantada por Lamartine. Sem dúvida ajuda-se poderosamente a ação desses espíritos de ordem inferior e suas ações tão universais como as nossas, mas decompondo a personalidade consciente para descer ao nível deles. É ao mesmo tempo um ato de ingratidão para com a providência cujo socorro divino levou o homem até as portas do Céu. Enfim não podemos deixar de reconhecer neste esforço de uma miserável ambição uma espécie de baixeza que está acima da magia cerimonial.
A feitiçaria é uma outra forma dessas passividades mais repugnantes ainda. Acrescenta à fraqueza do naturalismo a ignomínia e a covardia do mal que se esconde para satisfazer as paixões mais vis. É inútil lembrar aqui os terríveis retornos: devem ser julgados pela consideração dos espíritos aos quais o feiticeiro entrega a sua alma.
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Retirado da obra :

Tratado Elementar de Ciências Ocultas (Papus)

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-possibilidades-humanas-parte-3

Dragon Rouge, LHP, Goécia e o Lemulgeton: Evocação de Espíritos Estelares – Leo Holmes

Bate-Papo Mayhem #103 – 14/11/2020 (Sabado) Com Leo Holmes – Dragon Rouge, LHP, Goécia e o Lemulgeton: Evocação de Espíritos Estelares

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da Iniciação

Muito se fala sobre iniciação, seja em um grupo, ou sozinho, da sua importância, do seu papel na vida do magista, do ser humano como um todo. Muito se fala sem saber, muito se sabe sem falar. Pouco se sabe, muito se fala.

Vejo a iniciação não como uma etapa isolada, mas como uma parte constante, com influencias tanto antes quanto depois de sua realização, um processo que acompanha a vida do magista.

Apenas ao morrer aprendemos a viver, e simbolicamente a iniciação representa isso: a morte de uma vida profana, para o renascimento em uma nova vida, buscando novos horizontes, novos caminhos, deixando de lado o ego e nosso lado mais animal, afastando-nos da besta, compreendendo sua parte em nós e aproximando-nos do divino, descobrindo nossa própria centelha, tornando-nos estrelas iluminando o caminhos dos justos.

Um rito de passagem, onde o que fica, o resultado dos nossos esforços, noso trabalho se torna o nosso presente para o mundo. Viemos ao mundo para aprender, para contemplar, para ensinar. Não vejo nada mais belo do que nosso próprio mundo, síntese material de tudo o que há no universo, de tudo o que é sutil e efêmero, onde ao descobrirmos o que é nosso, o que devemos fazer torna-se a descoberta do que é do mundo, do que pertence a nossos irmãos, e aos poucos o mundo acorda e percebe o que é de cada um. Resta-nos viver e descobrir quem somos, e fazer de nosso caminho o caminho do mundo, da humanidade, da divindade.

A iniciação representa uma quebra, um rompimento, uma mudança à nivel espiritual, e que sua vida a partir desse momento jamais voltará a ser o que era. É ver o mundo com outros olhos, ser alguém melhor, diferente do que se era, é deixar velhos vícios e buscar novas virtudes. Uma iniciação onde não há essa ruptura é no máximo simbólica, e pouco muda na vida do dito iniciado, sendo apenas simbólico. O rito de passagem, a Iniciação, deve conter esse corte, essa ruptura, e para que isso possa ocorrer o Iniciador deve conter o toque, mostrar-se merecedor e possuidor da linhagem à qual o novo candidato está para ingressar.

Sejam 3, 7 ou 15 neófitos iniciados em um mesmo ritual, a Iniciação é puramente individual, cada um tem sua percepção, e a visão do divino, do real sentimento se ingresso na egrégora deve sersentido por si mesmo, e mesmo com sentimentos e visões diferentes as sensações serão iguais em efeito, o real marco da entrada no Templo.

A iniciação em um grupo, o marco de entrada do ser renascido para uma nova vida coroado e divinizado pela egrégora dos que o cercam, é motivo de jubilo, de votos de sucesso e de trabalho, de luta por sua evolução e autoconhecimento, afirmação de si perante a divindade suprema. Motivos divididos pelos que foram acolhidos como irmãos, como iguais, indiferente das diferenças, papéis e subtrações impostos socialmente. Não é apenas o grupo que acolhe o iniciado, é uma troca, um diálogo de idéias, de forças, por um bem comum maior.

Sejam os do esquadro e compasso, da rosa e da cruz, dos símbolos da natureza, ou dos buscadores solitários, somos todos artistas, moldando a realidade perante nossa vontade, buscando o Éden em nossos próprios jardins, fazendo de nós, assim, a síntese de todo o macrocosmo em nossos corpos profanos, veículos talvez toscos da luz divina que é nossa alma, centelhas do principio criativo superior.

Somos um só, um principio e uma alma, uma mesma energia que se propaga e se manifesta das mais variadas formas, com o mesmo papel: evoluir, elevar-nos ao nosso verdadeiro lugar, a despeito da negatividade, intempéries e desafios, nossos fados enquanto divindades em treinamento.

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