At War With Satan, Venom

Acreditamos piamente que o trio de Newcastle, verdadeiro fundador do Black Metal não necessite de maiores apresentações. A história da banda explica tudo por si mesma. A expressão Black Metal foi inventada por eles. Eles foram e ainda são verdadeiros demonolátras e praticantes de magia negra no termo mais explícito da palavra: realizam rituais macabros, profanam cemitérios, necrotérios e templos religiosos das mais variadas inclinações pseudo-religiosas. E ainda tiveram a pachorra de gravar uma missa negra em andamento. Dizem que outras bandas também já fizeram isso, mas o Venom foi a primeira e talvez a única da qual tenhamos prova de tal ousadia.

Já que existem imagens da gravação de At War With Satan, e durante a desgraçaeira AAAAAAAAAAARRGHH, uma câmera tosca filma o festim diabólico sendo saboreado por estes três dementes geniais a quem devemos nos curvar e louvar eternamente. E por favor… isso aqui não precisa de tradução né ? Mas as imagens profanas e deliciosas deste festim realizado no estúdio, poderá ser conferido aqui no Morte Súbita muito em breve.

AAAAAAAAAAAAAAARRHH

whooo – what’s going down dudes

let me guess – that’s right – groovy

whooo

what the fucking hell is all this fucking shit

get out of here – you fucking bastards

haw man – get out

howeh what the…

aaaaaaaarrghh

aaaaaaaarrghh

arm pit arm pit arm pit

aaaaaaaarrghh

geet big fucking arm pit

aaaaaaaarrghh

smelly fucking arm pits

aaaaaaaarrghh

arm pit – aaaaaaaarrghh

aaaaaaaarrghh

aaaaaaaarrghh

aaaaaaaarrghh

had on-had on – right – hey

aaaaaaaarrghh-aaaaaaaarrghh

hold on-what the fuck

haw man can you not say

aaaaaaaarrghh properly

howeh play the cunt properly

will yu-will yu

aaaaaaaarrghh

ah ahh ahhh

got it

aaaaaaaarrghh

arm pit fucking arm pit

aaaaaaaarrghh

more smelly arm pits

geet big fucking

bell ends as well

aaaaaaaarrghh

aaaaaaaarrghh

aaaaaaaarrghh

fucking aaaaaaaarrghh

more aaaaaaaarrghhs

than the last time

aaaaaaaarrghh again

& aaaaaaaarrghh

a fucking gain

aaaaaaaarrghh

shaddap – you noisy bastards shaddap

do as you’re told & shut up man

phugh

Nº 13 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/at-war-with-satan-venom/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/at-war-with-satan-venom/

A Música

A medicina pitagórica atribuía à música um poder terapêutico por excelência. Disso também nos dá referência a Alquimia, quando faz coincidir os centros musicais com os centros sutis, e estes com as oitavas do microcosmo humano. Assim vemos como a música, encarada desde uma perspectiva sagrada, é muito mais do que parece. E também que as naturezas do tempo e do espaço, da água e o fogo, unidas indissoluvelmente no éter, origem de sua vida, sendo fundamentalmente distintas, tocam-se num ponto onde, sem se confundirem, fundem-se numa Harmonia Única e Universal.

Sócrates, nas palavras de Platão, confirma as Musas como as primeiras protetoras da arte da música, de quem ela recebeu seu nome. Como já afirmamos, o tempo e o espaço se relacionam mutuamente através do movimento, e este não é senão a expressão dinâmica ou rítmica de uma harmonia cujos modelos são os números. Ritmo e proporção, semelhantes respectivamente ao tempo e ao espaço, são a métrica pela qual ambos ficam reciprocamente ordenados, conformando a presença viva daquela mesma harmonia que se dá por igual no céu e na terra. A própria geometria (geo = terra, metria = medida), que ordena idealmente o espaço, está virtualmente implícita na música como relação métrica de seus intervalos. Harmonia, número e movimento são, pois, termos equivalentes e mutáveis entre si, quanto se referem a uma mesma realidade, seja à arquitetura sutil e musical do Cosmo, ao ritmo respiratório, às pulsações do coração ou ao compasso alternado das fases diurna e noturna do dia.

O homem especialmente recebe com mais intensidade do que qualquer outro ser terrestre o ritmo pulsatório da existência, o que, num sentido, converte-o no mais capaz de reproduzi-lo. De natureza musical está feita a alma humana e sua inteligência, já que são elas as que captam as sutis relações entre as coisas; a maravilhosa articulação que a todas mantém unidas, com seus matizes, num todo indivisível que se vai revelando à medida que a unidade e a harmonia se impõem a nosso caos particular.

No homem, como num pequeno instrumento em mãos de um músico invisível, segundo se nos diz no hermetismo antigo e do Renascimento, encontram-se todas as potências, virtudes e ritmos do universo, homologadas ou em diapasão com a natureza de seu estado. No entanto, nem sempre se é consciente disso, já que seu diapasão particular não está, em geral, afinado com o tom universal.

#hermetismo #Música

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-m%C3%BAsica

Aske, Burzum

Varg Vikernes é de longe aquilo/aquele ao qual podemos nos referir como verdadeiro satanista. TRUE. FRIO. E muito, muito claro e inteligente em suas imprecações contra as religiões estabelecidas. O líder do Burzum, condenado por assassinato e incêndios criminosos, iniciou recentemente uma série de artigos chamada A Bard’s Tale (Um conto poético).

Em Bard’s Tale podemos conhecer melhor nas entrelinhas, as idéias e ideias de Vikernes longe da barulheira sangrenta do Burzum. Porém em Aske, as raízes do gélido black metal do Conde Grishnack definem algumas das características do gênero num disco magnífico: ao mesmo tempo simples, e freqüentemente sufocante: triste, a música evoca um desespero emocional, que soa insuportável para a sobrevivência humana.

Um Burzum viral nos comunica as insatisfações, a miséria, e o ódio de uma geração que queria apenas sonhar com uma coisa: poder viver retraído dentro de si, e que não suporta o mundo que existe do lado de fora de nossas mentes. Aske é ao mesmo tempo ambíguo, niilista, satanista e um estimulante natural para nossas fantasias… aquelas em que sonhamos limpar a escória do mundo: com vassouras e Zyklon B.

A Lost Forgotten Sad Spirit

The Fire in the Sky is Extinguished

Blue Waters no Longer Cry

The Dancing of Trees Has Stopped

The Stream of Freshness from Cold Winds

Exists no Longer

The Rain Has Stopped to Drip

From the Sky

Still Dripping Exists

From the Veins of a Nearly Dead Boy

Once There Was Hatred

Once There Was Cold

Now

There is Only

A Dark Stone Tomb

With an Altar

An Altar which

Serves As a Bed

A Bed of Eternal Sleep

The Dreams of the Human in Sleep

Are Dreams of Relief

A Gate out of Hell

Into the Void of Death

Yet Undisturbed

The Human Sleep

And One Day

Will the Grave Be Unlocked

And the Soul

Must Return to His World

But This Time as

A Lost Forgotten Sad Spirit

Doomed

To Haunt

Endlessly

Tradução de Lost Forgotten Sad Spirit
(Um Espírito Perdido e Triste )

O fogo no céu está extinto

As águas azuis não choram mais

A dança das árvores parou

O extremo da frescura dos ventos frios

Não existem mais

A chuva parou de gotejar

Do céu

Gotejamento ainda existe

Das veias de um garoto perto da morte

Uma vez teve ódio

Uma vez teve frio

Agora

Há apenas

Uma tumba negra

Com um altas que

Serve como uma cama

Uma cama de sono eterno

Os sonhos dos humanos no sono

São sonhos de alívio

Um portão fora do inferno

No vácuo da morte

Ainda perturbado

No sono humano

E um dia

Será a tumba destrancada

E a alma

Deverá retornar para seu mundo

Mas dessa vez

Um espírito perdido e triste

Condenado

Para assustar

Sem fim

 

Nº 49 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/aske-burzum/

Appetite For Destruction – Guns N’ Roses

Axl Rose e sua trupe lançaram este disco justamente em 87, no ápice de uma época em que os EUA viviam a grande histeria dos rituais de abuso, conhecida como o Pânico Satânico. Os filhos das trevas estavam por todos os lados e obviamente os pastores evangélicos reconheceram sabiamente no Guns N’ Roses a chama do Diabo. Na capa do disco está estampado o comportamento anticristão do grupo que promovia a tríade sexo, drogas e rock n’ roll, estes três famosos sacramentos de satanas.

Odes a heroína, a cocaína, as orgias e a tudo o que estivesse oculto ou proibido. Appetite for Destruction é considerado o disco mais perigoso produzido por sua geração. O disco têm em seu título e em cada uma de suas faixas seu verdadeiro propósito: destruir, destruir, destruir, destruir, destruir…  A iconoclastia de Guns N’ Roses é celebrada com Axl Rose usando uma camisa com a imagem de Jesus Cristo e a inscrição: “Mate seus Ídolos” GENIAL.

Welcome To The Jungle – Guns N’ Roses

 

 

Welcome to the jungle
We got fun ‘n’ games
We got everything you want
Honey we know the names
We are the people that can find
Whatever you may need
If you got no money honey
We got your disease

In the jungle
Welcome to the jungle
Watch it bring you to your sha na na na na… knees, knees
I wanna watch you bleed

Welcome to the jungle
We take it day by day
If you want it you’re gonna bleed
But it’s the price you pay
And you’re a very sexy girl
That’s very hard to please
You can taste the bright lights
But you won’t get them for free
In the jungle
Welcome to the jungle
Feel my, my, my, my serpentine
I, I wanna hear you scream
Welcome to the jungle
It gets worse here everyday
Ya learn to live like an animal
In the jungle where we play
If you got a hunger for what you see
You’ll take it eventually
You can have anything you want
But you better not take it from me

In the jungle
Welcome to the jungle
Watch it bring you to your sha na na na na… knees, knees
I wanna watch you bleed

And when you’re high you never
Ever want to come down,so down,so down,so down YEAH!
Down!

You know where you are?
You’re in the jungle baby
You’re gonna die
In the jungle
Welcome to the jungle
Watch it bring you to your sha na na na na… knees, kness
In the jungle
Welcome to the jungle
Feel my, my, my, my serpentine
In the jungle
Welcome to the jungle
Watch it bring you to your sha na na na na… knees, knees
In the jungle
Welcome to the jungle
Watch it bring you to your
It’s gonna bring you down
Huh!

Tradução de  Welcome To The Jungle
(Bem-vindo à selva)

Bem-vinda à selva
Nós temos diversões e jogos
Nós temos tudo o que você quiser
Querida, sabemos os nomes
Nós somos as pessoas que podem encontrar
Qualquer coisa que você precisar
Se você tiver o dinheiro, querida
Nós temos sua doença

Na selva
Bem-vinda à selva
Veja ela derrubar seus joelhos
Venha, eu quero ver você sangrar

Bem-vinda à selva
Nós a enfrentamos dia após dia
Se você quiser, você vai sangrar
Este é o preço que você pagará
E você é uma garota muito sexy
Muito difícil de satisfazer
Você pode provar as luzer brilhantes
Mas você não vai tê-las de graça

Na selva
Bem-vinda à selva
Sinta minha, minha, minha, minha serpentina…
Venha, eu quero ouvir você gritar

Bem-vinda à selva
Fica pior a cada dia
Você aprende a viver como um animal
Na selva em que jogamos
Se você tem fome pelo o que vê
Você vai tê-lo, finalmente
Você pode ter o que quiser
Mas é melhor não tirá-lo de mim

Na selva
Bem-vinda à selva
Veja ela derrubar seus joelhos
Venha, eu quero ver você sangrar

E quando você está no alto, você nunca
Nunca quer voltar pra baixo, pra baixo, pra baixo, SIM!

Você sabe onde você está?
Você está na selva, baby
Você vai morrer

Na selva
Bem-vinda à selva
Veja ela derrubar seus joelhos
Na selva
Bem-vinda à selva
Sinta minha, minha, minha, minha serpentina…
Eu quero ouvir você gritar
Na selva
Bem-vinda à selva
Veja ela derrubar seus joelhos
Na selva
Bem-vinda à selva
Veja ela derrubar seus
Ela vai te derrubar
HA!

 

Nº 64 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

[…] 64 – Appetite For Destruction – Guns N’ Roses […]

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/appetite-for-destruction-guns-n-roses/ […]

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A Maldição do Rock – o clube dos 27

O clube dos 27. Com certeza você já ouviu falar dele, afinal é uma pessoa antenada, curte ocultismo e coisas sinistras. Agora, caso você seja uma pessoa normal e não tenha idéia do que seja o clube dos 27, com certeza conhece as pessoas que fazem parte dele, só para citar algumas temos Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison e Amy Whinehouse.

Todas elas se tornaram famosas não apenas por serem vozes icônicas que representaram suas gerações e sua cultura, mas também por terem chutando o balde das formas mais rock and roll possíveis. Ah sim, eles também morreram, todos, com a exata mesma idade, 27 anos.

Hendrix se afogou no próprio vômito, Joplin teve overdose de heroina, Morrison muito provavelmente seguiu o mesmo caminho, Amy por intoxicação alcoólica.

Claro que podemos argumentar que existem muitos músicos, e com certeza vários morrem de causas não naturais e eventualmente haverão aqueles que baterão as botas com 27 anos de idade, o que isso tem demais?

Aparentemente muita coisa. De acordo com Charles R. Cross, biógrafo de Hendrix e Kurt Cobain (morreu com 27 anos, alergia a ser baleado na cabeça), afirmou que “o número de músicos que morrem aos 27 é considerável. Embora os humanos morram regularmente em todas as faixas etárias, há um pico estatístico de músicos que morrem aos 27.

O membro mais antigo de que temos notícia, o compositor, pianista e maestro  Alexandre Levy, morreu em 1892. Ele foi seguido por Louis Chauvin, um músico de ragtime, em 1908 diagnosticado com esclerose neurosifilítica – o que nos mostra que mesmo nos bons e velhos tempos os músicos já faziam sexo desprotegido com basicamente qualquer coisa que não conseguisse fugir deles. Em 1938 Robert Johnson, o cara que praticamente inventou o Blues, morre envenenado. O membro mais recente do clube foi o rapper português Johnny Ganza, que morreu de diabetes em março de 2011.

segue aqui uma breve lista não completa de alguns dos membros conhecidos:

Alexandre Levy, 17 de janeiro de 1892 – Compositor, pianista e maestro
Causa da morte: Desconhecida

Louis Chauvin, 26 de março de 1908 – Músico de ragtime
Causa da morte: Esclerose neurosifilítica

Robert Johnson,16 de agost de 1938 – Músico de blues
Causa da morte: Supõe-se envenenamento

Nat Jaffe, 5 de agosto de 1945 – Músico de blues
Causa da morte: Complicações decorrentes de pressão alta

Jesse Belvin, 6 de fevereiro de 1960 – Cantor e compositor de R&B
Causa da morte: Acidente automobilístico

Rudy Lewis, 20 de maio de 1964 – Vocalista do The Drifters
Causa da morte: Overdose

Malcolm Hale, 31 de outubro de 1968 – Integrante do Spanky and Our Gang
Causa da morte: Envenenamento por monóxido de carbono

Dickie Pride, 26 de março de 1969 – Cantor de rock britânico
Causa da morte: Overdose de pílulas para dormir

Alan “Blind Owl” Wilson, 3 de setembro de 1970 – Líder, vocalista e compositor do Canned Heat
Causa da morte: Overdose de barbitúricos, provável suicídio

Arlester “Dyke” Christian, 13 de março de 1971 – Vocalista do [Dyke & the Blazers]]
Causa da morte: Baleado

Linda Jones, 14 de março de 1972 – Cantora de R&B
Causa da morte: Coma diabético

Les Harvey, 3 de maio de 1972 – Guitarrista do Stone the Crows
Causa da morte: Eletrocutado ao tocar em um microfone com os pés molhados

Ron “Pigpen” McKernan, 8 de março de 1973 – Tecladista e vocalista do Grateful Dead
Causa da morte: Hemorragia gastrointestinal em decorrência de alcoolismo

Roger Lee Durham: 27 de julho de 1973 – Cantor e percurssionista do Bloodstone
Causa da morte: Ferimentos em decorrência de uma queda de um cavalo

Wallace Yohn, 12 de agosto de 1974 – Organista do Chase
Causa da morte: Acidente aéreo

Dave Alexander, 10 de fevereiro de 1975 – Baixista do Stooges
Causa da morte: Edema pulmonar

Pete Ham, 24 de abril de 1975 – Tecladista e guitarrista do Badfinger
Causa da morte: Suicídio por enforcamento

Gary Thain, 8 de dezembro de 1975 – Ex-baixista do Uriah Heep e da banda de Keef Hartley
Causa da morte: Overdose de drogas

Cecilia, 2 de agosto de 1976 – Cantora espanhola
Causa da morte: Acidente automobilístico

Helmut Köllen, 3 de maio de 1977 – Baixista do Triumvirat
Causa da morte: Envenenamento por monóxido de carbono

Chris Bell, 27 de dezembro de 1978 – Cantor e compositor do Big Star
Causa da morte: Acidente automobilístico

Jacob Miller, 23 de março de 1980 – Vocalista do Inner Circle
Causa da morte: Acidente automobilístico

D. Boon, 22 de dezembro de 1985 – Guitarrista e vocalista do Minutemen
Causa da morte: Acidente automobilístico

Alexander Bashlachev, 17 de fevereiro de 1988 – Músico, compositor e poeta russo
Causa da morte: Suicídio

Jean-Michel Basquiat, 12 de agosto de 1988 – Integrante da banda Gray
Causa da morte: Ovedose de speedball

Pete de Freitas, 14 de junho de 1989 – Baterista do Echo & the Bunnymen
Causa da morte: Acidente de motocicleta

Mia Zapata, 7 de julho de 1993 – Vocalista do The Gits
Causa da morte: Assassinada

Kristen Pfaff, 16 de junho de 1994 – Baixista do Hole
Causa da morte: Overdose acidental de heroína

Richey James Edwards, c. 1 de fevereiro de 1995 – Guitarrista e compositor do Manic Street Preachers
Causa da morte: Desaparecido; declarado morto em 23 de novembro de 2008

Stretch, 30 de novembro de 1995 – Rapper
Causa da morte: Baleado

Fat Pat, 3 de fevereiro de 1998 – Rapper e integrante do Screwed Up Click
Causa da morte: Baleado

Freaky Tah, 28 de março de 1999 – Rapper e integrante do Lost Boyz
Causa da morte: Baleado

Sean Patrick McCabe, 28 de agosto de 2000 – Vocalista do Ink & Dagger
Causa da morte: Asfixiado com o próprio vômito após consumo excessivo de álcool

Rodrigo Bueno, 24 de junho de 2000 – Cantor argentino
Causa da morte: Acidente automobilístico

Maria Serrano Serrano, 24 de novembro de 2000 – Backing vocal do Passion Fruit
Causa da morte: Acidente aéreo

Bryan Ottoson, 19 de abril de 2005 – Guitarrista do American Head Charge
Causa da morte: Overdose de medicamentos

Valentín Elizalde, 25 de novembro de 2006 – Cantor mexicano
Causa da morte: Assassinado

Orish Grinstead, c. 20 de abril de 2008 – Integrante do grupo de R&B 702
Causa da morte: Falência renal

Lily Tembo, 14 de setembro de 2009 – Musicista zambiana
Causa da morte: Gastrite

Johnny Ganza, 10 de março de 2011 – Rapper Português integrante dos YK
Causa da morte: Ataque de Diabetes

Não existe uma explicação lógica que justifique essa anomalia estatística, por isso caso sua aposta no futuro seja abraçar a música, espere passar dos 27 para investir na carreira.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-maldicao-do-rock-o-clube-dos-27/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-maldicao-do-rock-o-clube-dos-27/

A Definição Indecifrável do Metal Extremo: O Black Metal

“Um vórtice sinistro oculto ao homem vulgar, e inevitavelmente próximo ao iniciado.” – assim define Magnaninus Sapientis a sua REX INFERNUS, que repudia absolutamente o “rótulo” Black Metal.

Muitos gêneros musicais apresentam uma sutil ligação com o ocultismo. Desde os compositores eruditos, como Paganini, passando pela era moderna, com Raul Seixas e Zé Ramalho (os exemplos a citar são muitos, bastam esses por enquanto). Mas nenhum apresenta uma ligação tão acentuada como o Rock (Led Zepellin, Black Sabbath, Marilyn Manson), a citar sua variação mais extrema: o metal.

Este artigo se propõe a analisar o subgênero do metal mais contraditório e apreciado por boa parte dos apreciadores/as: o Black Metal.

Percorrendo rapidamente uma parte de sua complexa e um tanto confusa origem (entre as décadas de 70 a 80), excetuando-se sua ligação com o lançamento do álbum BLACK METAL do VENOM, naquela época a insatisfação dos apreciadores/as do metal extremo com a produção musical levou a muitos questionamentos quanto a sua identidade. O rock em sua essência tem como objetivo evocar a rebeldia, o abalo em estruturas morais e sociais, o protesto em geral. E sua profundidade está no metal. Para isso, o metal extremo vale-se da arte sinistra e beliciosa para expressar-se, e quase todas as produções musicais trabalham sob este parâmentro. Se for preciso, corromper símbolos comumente aceitos.

É exatamente neste “gancho” – corromper símbolos comumente aceitos – que entra o ocultismo.

Os questionamentos quanto à identidade do metal extremo levaram algumas bandas a comporem músicas mais obscuras e agressivas, e a adoção de novos ideais, passando bem longe dos da que a cena “underground” da época praticava.

E o que é o ocultismo, senão a volta do ser para o seu lado obscuro, aquela área do subconsciente onde reside forças ainda não despertas, por medo ou bloqueio impostos pela criação? Tudo se dá em meio a questionamentos, que, que geram novas atitudes. O ato de contestar valores comumente aceitos passam pelos sistemas mais dominadores existentes. E um é bem conhecido: a religião.

Interessante mencionar o “Divino Marquês” Sade, que tratou em sua obra de exaltar os instintos mais naturais do homem: a libido e a violência, numa época de grande domínio da religião. Também é necessário mencionar Helena Petrovna Blavatsky, uma pioneira na divulgação do ocultismo pelo mundo com a Teosofia, que dispôs conhecimentos até então inacessíveis às pessoas, chocando a base religiosa monoteísta.

As primeiras manifestações do que viria a ser conhecido como Black Metal se deram com os trabalhos musicais de Venom, Mercyfull Fate e Bathory, que tomaram como base o grande inimigo das religiões monoteístas: Satan. O que poderia ser mais chocante do que exaltar as características deste arquétipo/entidade em detrimento de um sistema dominador baseado nas limitações? Em detrimento de uma doutrina que repreende a elevação do ser humano por seu próprio esforço, “em nome de Deus”?

O Black Metal é, em sua essência, satânico. Não necessariamente ligado à Filosofia proposta pela Church of Satan, fundada por Anton Szandor LaVey, mas especificamente por duas características:

1) A “metáfora” do Lobo;
2) Oposição aos estilos com influências judaico/cristãos

No que diz respeito à “metáfora do lobo”, é sua contraposição diante da “mentalidade de rebanho”. A violência e crueza de sua sonoridade é um “convite” para uma mudança radical de comportamento – de “servo” para “senhor”. “Senhor” de seus problemas, paixões, convicções e opiniões, de inserir-se na realidade compreendida pelo “Self”, e não por ditames ordenados por outros (os guiados como rebanho).

Sua oposição aos estilos com noções cristãs (hippies, por exemplo) se deve ao fato destes evocarem conceitos de igualitarismo, justiça, bondade e maldade. O Black Metal, por outro lado, já evoca o individualismo – desafia a pessoa a provar o quão convicto é de tudo o que acredita para si mesma; é o desnudar-se de suas “máscaras” (auto enganação); submeter os inimigos e exterminar as “almas de espírito pobre e assistencialista”. E de cuidar de seus interesses, acima do interesse coletivo – claro, não desrespeitando as leis e constituição de seu País.

Boa parte destas características estão presentes na Filosofia do Satanismo Moderno, mas o Black Metal, por possuir um ímpeto infinito de expressão, não se limitaria a uma base específica, pois assim não seria “música”, mas sim “hinor de louvor”. Por isso, possui em sua abordagem o paganismo (seja nórdico, sul-americano, grego, etc.), a crítica (oposição ao sistema religioso, moral e social), menção de fatos históricos, filosóficos, e até mesmo elementos ritualísticos e de ambiente (ambient black metal e atmospheric black metal).

Em outras palavras, o Black Metal, quando coerentemente apreciado, leva ao “despertar” de uma condição de subserviência, se valendo do metal mais cru e pesado. Então, se ele possui essa característica, parece um tanto incoerente dizer que possua uma “Filosofia de Vida”. Se aponta de forma direta todas as formas de auto-ilusão, de moral estúpida, então cada um que toma contato com este, despertando o gosto e apreço, produz uma ação independentemente em cada pessoa. Então, não há uma ideologia em comum, mas sim o individualismo.

Conclui-se então que o Black Metal possui uma definição indecifrável pelo individualismo. Satânico, opositor, saudosista dos cultos antigos pagãos, guerreiro, abre um leque de sensações e horror, amado por uns e detestado por outros. Mas sempre de forma crua e profunda.

Longa vida ao Black Metal – Sangue, Honra e Orgulho!

Elaine Z

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-definicao-indecifravel-do-metal-extremo-o-black-metal/

A cultura gótica

Alguém não é dito gótico por estar de preto da cabeça aos pés, ter infindável amor pela literatura gótica, “spleen”, regar suas noites em cemitérios ao vinho, ou por ser fanático pelo obnóxio Marilyn Manson; este alguém é gótico porque em seu âmago arde uma fria chama gótica. O goticismo está profundamente ligado à psique humana, às reações, ao modo de filtrar os fatos ao seu redor. Toda produção artística tenebrosa e qualquer outro aspecto ligado ao goticismo é apenas a expressão da visão e do pensamento, manifestação da essência, e não o oposto.

O goticismo não é um estado de “depressão”, “síndrome do pânico” ou qualquer outra doença; alguém que acha que é gótico porque ouve Manson, ou porque é depressivo, ou porque gosta de coisas obscuras, ou suas roupas preferidas são pretas, ou Lorde Byron é seu ídolo ou qualquer fator análogo a esses é um poser. Não devemos, nem podemos, julgar alguém por isso ou por aquilo, mas, sim, acabei de fazê-lo e não há retorno.

O gótico é uma alma corroída, um ser recluso, uma mente brilhante e tenebrosa, não alguém com um rosto amargo que incessantemente atira no esgoto de pobres mentes palavras sobre a morte, lascivas, ou clichês e outras meras “reflexões” superficiais que leu em algum lugar; goticismo é um modo de ver a vida, uma linha de pensamento, é refletir e apurar toda dor e todo riso, é olhar para si mesmo e perguntar-se o porque de cada coisa, é extrair sabedoria de onde as pessoas só extraem lágrimas, extrair das lágrimas força e consciência para não dobrar os joelhos perante toda agonia que a existência os traz e ainda assim resistir diante da consciência da sina universal. Todo pensamento extrato da essência gótica reflete a experiência pessoal de cada indivíduo e não uma generalização, de uma linha em um ponto [quanto aos pensamentos extratos, isso varia de pessoa a pessoa, por isso cada um tem sua própria visão do que é goticismo; porque ele é algo essencial e não imposto].

O gótico, em relação à sociedade, é mais dissimulado do que expressivo, principalmente quando tratamos do sofrimento consciente; o gótico é retraído e isso não quer dizer que ele não fala com ninguém, nunca ri ou sofre de algum tipo de timidez excessiva. O gótico é retraído porque ele esconde sua real natureza, ele é retraído e é tímido, porque não quer que ninguém o conheça, ele é retraído porque ele sabe que as outras pessoas não suportariam seu fardo: o sofrimento consciente, a agonia existencial, o angst – isto é – o conhecimento adquirido nas longas e frias noites regadas às lágrimas, em que todos estavam acamados em aconchegantes leitos e somente ele estava no escuro, calado e sentado na dura e fria pedra, pensando sobre a vida, o amor, a injustiça, o ódio e a morte [pode ser que um dia aquele serelepe ser que você sempre viu acompanhado de raios de sol se revele uma mente extremamente reflexiva, forte, consciente e mórbida]. Não estou falando de ser falso ou mentir, mas existem certas coisas que não devem ser mencionadas, principalmente quando não se está em meio a amigos e iguais.

Se o gótico acredita em Deus, ou Satã, ou Wicca ou Set, Lóki, Zeus? Ou se ele deve ser ateu e adverso a qualquer crença ou religião? Tudo é uma mera questão de consciência. Muitos “góticos” dizem que o gótico deve ser ateu, “se não é ateu não é gótico”, mas eles mesmos se contradizem ao dizer que o gótico é um pensador livre. Que tipo de pensador livre é este que tem seus alicerces manipulados e para ser enxertado num estereótipo deve abandonar seus pensamentos? Que tipo de gótico abandona sua consciência em nome de um estereótipo?! O gótico é uma mente livre, cabe a ele e como ele vê a vida a decisão de servir a Satã, a Deus, Gautama Buda ou qualquer outra nume ou divindade! Esses “góticos” criam inúmeras regras para o goticismo, todas refletem sua experiência pessoal e jamais regra geral; e apenas tolos e posers seguem-nas, pessoas de mente realmente fraca, e de certo modo irracionais. Se não é ateu, não é gótico?! Afirmamos, se segue regrinhas e estereótipos tolos e irracionais não é gótico!

Na realidade, os godos (góticos) foram os povos que mais rapidamente assimilaram o cristianismo a sua cultura; sabe-se que os góticos do século XVIII eram cristãos, por mais que alguns deles fizessem menção à Satã ou a Natureza, e a maior parte dos góticos de hoje em dia veio de lares cristãos, querendo ou não, o cristianismo exerce uma grande influência em sua mentalidade. Para mim, o cristianismo é a religião que mais se liga ao goticismo, sendo o sonho concreto de cada gótico, mas falo disso depois.

Quanto a só vestir preto, ouvir música gótica, e ser depressivo; tudo está ligado ao gosto, estilo e personalidade de cada um. Devemos ressaltar apenas que a cultura é um subproduto da mente, da essência gótica; um gótico real sabe ser prudente no que busca. Em outras palavras, poderíamos ditar a regra: “nada de perder tempo com coisas que não vão desenvolver seu pensamento, sua visão, seus modos, sua cultura”; mas não devemos fazê-lo, pois poderíamos esquecer de nossa essência gótica, convertendo assim o goticismo num mero conjunto de regras tolas e irracionais, apenas a fim de enxertar ou enxotar pessoas de uma “tribo urbana”, formada por mentes medíocres.

Todos os motivos pelos quais alguns góticos só vestem roupas pretas, escutam este ou aquele estilo de música, são depressivos, fumam aquela marca de cigarro, bebem vinho, fazem tatuagens, são bissexuais, são homofóbicos ou jogam rpg, são considerações pessoais e jamais devem ser vistos como regras e etc., em contra partida, se não há um motivo real, considerando o seu agrado como um, não é subproduto da essência e sim regra manipulada, e isso é ser poser…
Muitos góticos carregam horríveis cicatrizes, mas, e é aí que se encontra a ironia, são motivados a continuar a busca por algo, justamente por isso alguns externam seus sentimentos, externam marcos que devem ser memoráveis, marcos que os motivam, ou fazem tudo de modo a fugir da realidade, tudo para esquecer: fazem tatuagens, escrevem poesia, bebem vodka, ou só vestem preto…

Justamente pelos incontáveis e inimagináveis motivos que assombram a consciência de cada um, não podemos tratar ninguém com preconceito. Seja por sua religião, sexualidade, estilo de música favorito, ideologia ou qualquer outra fator. Que tipos de pensadores são os góticos que desprezam o pensamento e a consciência dos outros? Onde está o respeito pela “liberdade” [mesmo que pela liberdade de escolha de ser manipulado] pelos outros? E pela natureza de cada um? Que divirjamos, e toleremos, jamais defendamos, mas respeitemos!

O goticismo pode ser resumido em uma pequena frase: “é a essência reflexiva, consciente, trágica e mórbida que faz do gótico o real gótico” a subcultura gótica é formada pelas produções e expressões de góticos reais, sendo residual.

Quanto ao suicídio, o gótico que suicida, ao meu ver, se revela um fracassado; não foi capaz de resistir diante do negro da vida e sucumbiu ao seu outono. Esta vida jamais deve ser o mais importante, mas desfazer-se dela é desfazer-se de sua natureza gótica; suicidar é destruir a essência gótica.

A Origem do Movimento Gótico

Era o final dos anos Setenta, o cenário era extremo. De um lado encontrava-se a contestação ao sistema de extrema direita, feita pelos punks. Do outro lado uma cultura jovem alienada e psicodélica das discotecas. Neste conturbado período os jovens que procuravam pela arte e a cultura, estavam desfalcados e procurando por um espaço próprio de expressão de suas idéias. Este espaço começou a surgir com o aparecimento do estilo musical “coldwave” (onda fria, em inglês), era um som mais frio, gelado e apropriado para estes jovens que se reuniam em casas abandonadas, cemitérios para discutirem sobre cultura, realizarem saraus literários e apreciarem um bom vinho ou absinto.

O “coldwave” aos poucos começou a atrair músicos de outros estilos, algumas bandas originalmente punks e os chamados ultra-românticos, desse modo formando os primeiros Darks nos primórdios dos anos oitenta. Neste período a coldwave se espalhou pelo mundo, originando bandas como Siouxie and the Banshees, Bauhaus, Joy Division, The Cure, Xmal Deutschland, The Sisters of Mercy e tantos outros.

Na virada dos anos oitenta para noventa, os primeiros darks saíram de cena e abriram espaço para os góticos. Estes chegaram com um visual mais complexo e estiloso, buscando ainda mais por um refinamento musical e assumindo uma atitude de estilo de vida sombrio.

A cultura gótica sempre esteve ligada com a arte. Não importando qual fosse essa, música, poesia, pintura, escultura, e vem manifestando-se ora como um sentimento nostálgico, ora melancólico, ás vezes tenebroso e sempre celebrando um lado sombrio da vida e da arte. Você não se torna gótico, você nasce como um desde o primeiro dia de sua vida, encontrando a arte na escuridão.

Literatura Gótica

Na literatura o termo gótico se refere a uma forma peculiar de romance popular do século XVIII. Romances góticos continuaram a serem escritos no século XIX e reapareceram com maior intensidade no século XX. É também conhecida como a “literatura do pesadelo”.

Esse tipo de literatura emergiu como uma forma de romantismo, mas procurando mostrar o lado mais negro e obscuro do ser. A literatura gótica impõe o sentido do pavor, uma fusão entre o medo, dor e melancolia.

A literatura Gótica faz uma grande distinção entre o bem e o mal. São muito citados nos textos góticos a noite, o pessimismo, a loucura, os sonhos, as sombras, as quedas, o medo, a decomposição, a atração pelo abismo, sem se esquecer da principal a morte e a vida.

Podemos citar diversos autores, não só aqueles obvimente citados entre os autores góticos, como também aqueles mais classificados como romancistas, expressionistas, surrealistas, etc… Anne Rice, H.P Lovecraft, Álvares de Azevedo, Adous Huxley, George Orwell, Edgar Allan Poe, Lord Byron… são apenas alguns nomes da extensa lista de autores do estilo gótico.

Entre as obras mais famosas desse gênero podemos citar: Frankenstein (Mary Shellley),
As Flores do Mal, Drácula (Bram Stoker), A Rainhas dos Condenados e Entrevista com o Vampiro (Anne Rice), entre muitos outras.

No Brasil, a literatura gótica foi conhecida como Segunda Geração do Romantismo, ou Geração do Mal-do-Século. Podemos destacar nela, autores como Álvares de Azevedo, Casimiro de Abreu, Junqueira Freire e Fagundes Varela, ambos influenciados por Lord Byron e Musset, chamada também de geração byroniana. Suas principais características, assim como a literatura gótica européia, era o egocentrismo, negativismo, pessimismo, dúvidas, desilusão adolescente e tédio constante. O tema preferido desses autores era a fuga da realidade, uma forma de manifesto e repúdio a sociedade da época e na exaltação da morte, outra forma de repúdio, mas através da liberdade que a morte traz em nos tirar desse mundo.

A Música Gótica

No final dos anos 70 e início dos anos 80, a raiva e a agressividde que incendiavam o movimento punk começam a ceder lugar a uma profunda depressão e um sentimento de insatisfação de um lado e falta de perspectiva do outro.

Na Inglaterra Margareth Tatcher assume o poder, triplica-se o desemprego e aumenta a inflação. Este é o cenário triste da chamada década perdida. Nas paradas musicais domina a pose e o “glamour” do pop inglês e da dance music com seus artistas poseurs e cintilantes.

Entretanto algo estava para acontecer em uma cidadezinha chamada Manchester, onde havia muita gente morando em subúrbios cinzentos recusando-se a enterrar o legado punk, e achando que aquele “pop poseur” tinha muito pouco a ver com a vida real na Inglaterra.

E é na mesma Manchester que surge o porta voz ideal destes angustiados de quarto, na figura de Ian Curtis, um dos primeiros a transformar toda essa melancolia e desilusão em música, através da sua banda Joy Division, que apesar da curta duração devido ao suicídio de Ian, seu vocalista, deixou como legado o rock mais melancólico e desesperado já feito, sendo uma das bandas mais representativas do movimento pós-punk, como ficou conhecido este substilo musical do rock, que apresentava elementos musicais do punk mas com uma dose de melancolia mais acentuada. E é dentro do pós-punk que encontramos as mais representativas bandas do chamado estilo gótico, que no Brasil também foi chamado de “dark”, devido a preferência por roupas pretas de seus adeptos.

É nos anos 80 que a morte será o tema mais recorrente nas canções, sendo igualmente comuns temas como melancolia, desespero, abandono, decepções amorosas e falta de perspectivas. Estes temas se fazem presentes nas músicas de um certo grupo suburbano de Crowley, Sussex, Inglaterra, chamado The Cure, cujo vocalista Robert Smith com seu jeito soluçante de cantar, cabelos desgrenhados e olhos pintados de preto, fez a “alegria” dos cultuadores de deprê em suas canções.

Entretanto a cristalização do gótico enquanto gênero esteve a cargo de um quarteto de Northampton (Inglaterra), que em seu primeiro single fala de um tal Bela Lugosi, famoso vampiro dos anos 30, e cujo vocalista Peter Murphy delirava pesadelos com sua voz soturna sob um baixo pesadão e efeitos macabros de guitarra, falando de temas como morte, vampiros, morcegos e rituais pagãos. O nome do grupo, Bauhaus era uma referência a escola alemã de arquitetura que na década de 1930 teve suas portas fechadas pelos nazistas devido a ligações com o expressionismo alemão, considerado por Hitler uma “arte degenerada”.

A voz igualmente soturna de Andrew Eldritch foi o selo definitivo do movimento gótico, sendo seu grupo, “The Sister of Mercy” considerado, com toda razão,um dos maiores representantes do gênero, além de possuirem até hoje uma influência marcante em tudo que diga respeito ao estilo. Dois ex-membros do SOM formaram ainda um outro grupo seminal do gótico em 1985, “The Mission”.

Não se pode também esquecer as musas, pra ser mais exata duas musas, madrinhas, divas e rainhas máximas do gótico: Siouxsie Sioux e Anja Howe.

Comecemos por Siouxsie, com seu estilo misto de diva dos anos 20 e de prostituta nos seus belos olhos extremamente maquiados. Siouxsie e seus banshees eram majestades únicas do reinado gótico. Guitarras distorcidas, batida tribal, harmonias fluidas e climas mórbidos se traduziam em pérolas como “A Kiss in the Dreamhouse”, “Kaleidoscope” e “Nocturne”. Siouxsie também foi uma das primeiras cantoras a liderar uma banda “mais pesada”. Nascidos no movimento punk,”Siouxsie & The Banshees” souberam fazer a perfeita transição para o gótico, sendo um dos precursores do estilo.

Quanto a sua majestade loira, Anja Howe, a vocalista da banda underground alemã “X-Mal Deutschland”, pode ser considerada pioneira do estilo gótico na terra de Goethe, com sua voz inconfundível, acompanhada de guitarras e baixo linha serra elétrica. Eram também comuns na banda o uso de recursos eletrônicos, criando sons viajantes que mesclados ao vocal sedutor criavam texturas delirantes num perfeito clímax lírico-depressivo, levando os “mortos vivos” à loucura através de obras primas como “Incubus Succubus”,”Tocsin” e a maravilhosa “Matador”.

Seria ainda uma grande injustiça da minha parte deixar de citar outras bandas igualmente seminais do estilo gothic e do darkwave como Clan of Xymox, Mission, Opera Multi Steel, Poesie Noire, Cult, Switchblade Symphony, Love is Colder than Death…bem são tantas que fica até difícil citar todas, em mais uma prova do quanto o estilo é prolífico.

No finalzinho da segunda metade da década de 1980 porém, o clima começa a tornar-se inóspito para morcegões e afiliados, e o estilo gótico começa a entrar em decadência, significando o fim de muitos grupos que consagraram o gênero, deixando orfãos e famintos de sangue muitos “nosferatus”, e fazendo as noites enevoadas de Londres perder muito de seu charme.

Por Beatrix Algrave

Gothic Metal

Quem disse que o gótico morreu no final da década de 80 estava muito enganado. Aqui está o gothic metal para provar o contrário.

Como uma fênix nascida das cinzas de um estilo praticamente acabado, a música gótica ganhou peso e uma nova roupagem, mas sem deixar de lado a melancolia e obscuridade que caracterizavam o estilo.

Na década de 90, várias bandas começam a fazer um som mais voltado para o lado do peso, mas ao mesmo tempo sem deixar de lado a raiz negra que caracterizava o estilo anos atrás. A melancolia, a depressão, a angústia, o clima mórbido das canções, tudo estava lá, ainda mais completo, contando com elementos da música clássica, tudo isso sem esquecer dos contrastes dos vocais líricos e os guturais.

Aliado a novos fatores agora a música gótica, em sua versão século XXI, vem acompanhada de outros estilos que completam ainda mais a sonoridade de cada banda. Podendo ser misturada ao black metal, ao death metal, ao power metal, a música gótica atual deixou de ser apenas um filho bastardo do movimento punk para ganhar seu próprio espaço dentro da música.

Uma das principais inovações do gothic metal é o famoso metal “Bela e a Fera”, que é uma característica muito comum na maioria das bandas góticas. Representando a ambivalência presente nesse estilo, é o mais perfeito contraste entre os doces e belos vocais líricos e dos nervosos vocais guturais.

After Forever, Within Temptation, Tristania, The Sins of Thy Beloved, Theatre of Tragedy, Sirenia, Epica, etc. são apenas algumas das diversas bandas que possuem os vocais “bela e fera”, claro que cada uma possui diversas outras características que tornam sua sonoridade única.

A banda sueca Therion também possui vozes masculinas e femininas, mas na fase atual da banda, esses vocais dividem-se em soprano e tenores.

A Finlândia é um dos países onde mais nascem bandas com influências góticas, talvez o clima frio seja propício para isso… Sendo a finlandesa Nightwish o mais perfeito exemplo disto. Eles fazem um metal gótico misturado ao power metal, sendo uma das mais influentes do estilo. Mas isso já era de se imaginar, a banda possui o belíssimo vocal lírico de Tarja Turunen, aliado as profundas composições de Tuomas Holopainen e ainda conta com músicos de altíssima qualidade para complementar ainda mais a sonoridade do Nightwish.

Saídos do mesmo território que o Nightwish não poderíamos deixar de lado o love metal das bandas HIM e To/Die/For.
Também não podemos esquecer do For My Pain, do tecladista do nightwish e músicos da extinta Eternal Tears of Sorrow, do Poisonblack de Ville Laihiala ex-sentenced, do próprio Sentenced, dos veteranos do The 69 Eyes, do Entwine, entre muitas outras, afinal as bandas finlandesas nunca param de aparecer…

O Brasil também possui diversas bandas que fazem um som de altíssima qualidade, apenas ainda não caíram nas graças das grandes gravadoras, mas esbanjam competência para isso. Bons exemplos de bandas góticas nacionais podemos ter com a Simphonia Nocturna e a santista Master of Darkness, que além de covers possuem trabalhos próprios e estão apenas esperando ser descobertos para compartilhar seu talento com o resto do mundo.

Portugal já contribuiu com o cenário gótico mundial com a maravilhosa Moonspell, que vem presenteando o mundo com as composições de Fernando Ribeiro desde 1989.

Dos países latinos a Itália também gerou o Lacuna Coil, que agora encanta ao mundo com a belíssima voz de Cristina Scabbia.

Recentemente temos ouvido falar muito de duas bandas, cujos líderes deixaram suas antigas bandas que já tinham conquistado seu lugar na cena gótica, para partirem para novos projetos.

É esse o caso do recém surgido Epica, do ex-After Forever Mark Jansen, com seu som inovador repleto de influências árabes, e a mais perfeita harmonia entre o vocal gutural e o lírico. Possui apenas um álbum full-length lançado, o The Phanton Agony, mas já conquistou inúmeros fãs em todos os cantos do mundo. É o caso também do Sirenia, que surgiu logo depois de Morten Veland deixar o Tristania. Morten sentiu se realizado com a banda, tanto como compositor quanto como músico. Compôs, arranjou e tocou os dois álbuns da banda, que existe deste 2001.

Por Daniele Ferreira
16 de Junho de 2004.

A arquitetura Gótica

A arquitetura gótica, em termos de estética, qualidade, estrutura e acabamento, é considerada uma das mais belas e fascinantes de todo o mundo.

O estilo gótico é identificado como o período das grandes catedrais. De fato, com suas construções começaram a ser definidos os princípios fundamentais desse estilo. O gótico teve início na França, novo centro de poder depois da queda do Sacro Império, emmeados do século XII, e terminou aproximadamente no século XIV, embora em alguns países do resto da Europa, como a Alemanha, se entendesse até bem depois de iniciado o século XV.

O gótico era uma arte imbuída da volta do refinamento e da civilização na Europa e o fim do bárbaro obscurantismo medieval. A palavra gótico, que faz referência aos godos ou povos bárbaros do norte, foi escolhida pelos italianos do renascimento para descrever essas descomunais construções que, na sua opinião, escapavam aos critérios bem proporcionados da arquitetura.

Foi nas universidades, sob o severo postulado da escolástica – Deus Como Unidade Suprema e Matemática -, que se estabeleceram as bases dessa arte eminentemente teológica. A verticalidade das formas, a pureza das linhas e o recato da ornamentação na arquitetura foram transportados também para a pintura e a escultura. O gótico implicava uma renovação das formas e técnicas de toda a arte com o objetivo de expressar a harmonia divina.

A arquitetura gótica se apoiava nos princípios de um forte simbolismo teológico, fruto do mais puro pensamento escolástico: as paredes eram a base espiritual da Igreja, os pilares representavam os santos, e os arcos e os nervos eram o caminho para Deus. Além disso, nos vitrais pintados e decorados se ensinava ao povo, por meio da mágica luminosidade de suas cores, as histórias e relatos contidos nas Sagradas Escrituras.

O século X encontra a Europa em crise. O poder real, enfraquecido, foi substituído pelo feudalismo. Invasões ameaçam a França. Desprotegidos, o povo se organiza em torno dos castelos feudais, únicas – e precárias – fortalezas. A tensão popular conttribui para que se espalhe a crença propagada pela Igreja de que se aproxima o juízo final: o mundo vai acabar no ano 1000. A arte românica, expressão estética do feudalismo, reflete o medo do povo. Esculturas anunciam o apocalipse, pinturas murais apavorantes retratam o pânico que invade não só a França mas toda a Europa Ocidental. Chega o ano 1000 e o mundo não acaba. Alguma coisa precisa acontecer.
Em 1905, surgem as primeira Cruzadas. O feudalismo ainda permanece, mas tudo indica que não poderá resistir por muito tempo. Novos pensadores fazem-se ouvir, propagando suas idéias. Fundam-se as primeiras Universidades. Subitamente, a literatura cresce em importância. Muitos europeus, até então confinados à vida nas aldeias, passam a ter uma visão mais ampla do mundo. Profunda mudança social está a caminho.

Pressentindo a queda do feudalismo, a arte antecipa-se aos acontecimentos e cria novo estilo, que irá conviver durante certo tempo com o românico, mas atendendo às novas necessidades. Verdadeiro trabalho de futuristas da época, o estilo gótico surge pela primeira vez em 1127, na arquitetura da basílica de Saint-Denis, construída na região de Ile-de-France, hoje Paris.

As Catedrais Góticas

A primeira diferença que notamos entre a igreja gótica e a românica é a fachada. Enquanto, de modo geral, a igreja românica apresenta um único portal, a igreja gótica tem três portais que dão acesso à três naves do interior da igreja a nave central e as duas naves laterais.

A arquitetura expressa a grandiosidade, a crença na existência de um Deus que vive num plano superior; tudo se volta para o alto, projetando-se na direção do céu, como se vê nas pontas agulhadas das torres de algumas igrejas góticas.

A rosácea é um elemento arquitetônico muito característico do estilo gótico e está presente em quase todas as igrejas construídas entre os séculos XII e XIV.

Outros elementos característicos da arquitetura gótica são os arcos góticos ou ogivais e os vitrais coloridíssimos que filtram a luminosidade para o interior da igreja.

As catedrais góticas mais conhecidas são Catedral de Notre Dame de Paris e a Catedral de Notre Dame de Chartres.

A Pintura Gótica

A pintura gótica desenvolveu-se nos séculos XII, XIV e no início do século XV, quando começou a ganhar novas características que prenunciam o Renascimento. Sua principal particularidade foi a procura o realismo na representação dos seres que compunham as obras pintadas, quase sempre tratando de temas religiosos, apresentava personagens de corpos pouco volumosos, cobertos por muita roupa, com o olhar voltado para cima, em direção ao plano celeste.

Os principais artistas na pintura gótica são os verdadeiros precursores da pintura do Renascimento.

Giotto é um dos maiores e melhores representantes desse estilo, a principal característica do seu trabalho foi a identificação da figura dos santos com seres humanos de aparência bem comum. E esses santos com ar de homem comum eram o ser mais importante das cenas que pintava, ocupando sempre posição de destaque na pintura. Assim, a pintura de Giotto vem ao encontro de uma visão humanista do mundo, que vai cada vez mais se firmando até ganhar plenitude no Renascimento.

Suas maiores obras são os Afrescos da Igreja de São Francisco de Assis (Itália) e Retiro de São Joaquim entre os Pastores.

O pintor Jan Van Eyck procurava registrar nas suas pinturas os aspectos da vida urbana e da sociedade de sua época. Nota-se em suas pinturas um cuidado com a perspectiva, procurando mostrar os detalhes e as paisagens.

Suas maiores obras são: O Casal Arnolfini e Nossa Senhora do Chanceler Rolin.

A ilustração gótica

Iluminura é a ilustração sobre o pergaminho de livros manuscritos (a gravura não fora ainda inventada, ou então é um privilégio da quase mítica China). O desenvolvimento de tal genero está ligado à difusão dos livros ilustrados patrimônio quase exclusivo dos mosteiros: no clima de fervor cultural que caracteriza a arte gótica, os manuscritos também eram encomendados por particulares, aristocratas e burgueses. É precisamente por esta razão que os grandes livros litúrgicos (a Bíblia e os Evangelhos) eram ilustrados pelos iluministas góticos em formatos manejáveis.

Durante o século XII e até o século XV, a arte ganhou forma de expressão também nos objetos preciosos e nos ricos manuscritos ilustrados. Os copistas dedicavam-se à transcrição dos textos sobre as páginas. Ao realizar essa tarefa, deixavam espaços para que os artistas fizessem as ilustrações, os cabeçalhos, os títulos ou as letras maiúsculas com que se iniciava um texto.

Da observação dos manuscritos ilustrados podemos tirar duas conclusões: a primeira é a compreensão do caráter individualista que a arte da ilustração ganhava, pois destinava-se aos poucos possuidores das obras copiadas, a segunda é que os artistas ilustradores do período gótico tornaram-se tão habilidosos na representação do espaço tridimensional e na compreensão analítica de uma cena, que seus trabalhos acabaram influenciando outros pintores.

Os vitraios

O efeito milagroso dos vitrais, que foram usados em quantidades cada vez maiores à medida que a nova arquitetura começava a comportar mais janelas, de dimensão cada vez maiores. No entanto, a técnica do vitral já havia sido aperfeiçoada no período românico, e os estilo dos desenhos demorou a mudar, embora a quantidade de vitrais exigida pelas novas catedrais fizesse com que as iluminuras deixassem de ser a forma principal de pintura. Criar uma figura verdadeiramente monumental com as técnicas dos escultores, em si é algo como um milagre: os primitivos métodos medievais de manufatura de vidros não permitiam a produção de grandes vidraças, de modo que essas obras não de pintavam sobre vidro, mas sim “pintura com vidro”, com exceção dos traços em preto ou marrom que delineavam os contornos das figuras. Sendo mais trabalhosa que a técnica dos mosaicistas bizantinos, a dos mestres-vidreiros envolvia a junção, por meio das tiras de vidro, dos fragmentos de formas variadas que acompanhavam os contornos de seus desenhos. Sendo bastante adequado quando ao desenho ornamental abstrato, o vitral tende a resistir a qualquer tentativa de se obter efeitos tridimensionais.

O uso do arcobotante e dos contrafortes tornou possível o emprego de grandes aberturas preenchidas com belíssimos vitrais.

A função dos vitrais não se reduz à de mero complemento decorativo da igreja gótica. O vitral – parede translúcida – adquire caráter estrutural ao contribuir decisivamente para a configuração de um determinado sentido da arquitetura; mais exatamente do espaço interior.
Após 1250, houve um declínio da atividade arquitetônica, o que reduziu as encomendas de vitrais. Nessa época, entretanto, a iluminura adaptara-se ao novo estilo, cujas origens remontavam às obras em pedra e vidro.

Giotto

Giotto di Bondone, 1267-1337. O revolucionário tratamento que dava à forma e o modo que representava realisticamente o espaço “arquitetônico” (de maneira que as dimensões das figuras eram proporcionais às das construções e paisagens circundantes) assinalaram um grande passo adiante na história da pintura. A opinião generalizada é que a pintura gótica chegou a seu ápice com Giotto, o qual veio a ordenar, abarcar e revigorar tão esplendidamente tudo que se fizera antes.Pela primeira vez temos na pintura européia o que o historiador Michael Levey denomina “uma grande personalidade criativa”. No entanto, a verdadeira era das personalidades criativas foi a Renascença, e não sem motivo que os estudiosos desse período começam sempre por Giotto.Um gigante, ele encompassa as duas épocas, sendo homem de seu tempo e, simultaneamente, estando à frente dele.As datas, porém coloca-nos firmemente no período gótico, com sua ambiência de graça espiritual e um deleite primaveril no frescor das cores e na beleza do mundo visível. A realização das artistas góticos foi representar solidez da forma, ao passo que pintores anteriores mostravam um mudo essencialmente linear, carente de volume e pobre de substância (a despeito de seu vigor espiritual).

Para Giotto, o mundo real era a base de tudo. O pintor tinha verdadeira intuição da forma natural, criando uma maravilhosa solidez escultórica e uma humanidade sem afetações, características que mudaram os rumos da arte.

A Capela degli Scrovegni, em Pádua, Itália, está adornada com a maior das obras de Giotto que chegaram até nós, um ciclo de afrescos pintado por volta de 1305 para mostrar cenas da vida da Virgem e da Paixão.Os afrescos dão volta às paredes da capela.

Outros artistas sobressaíram na pintura gótica, sendo eles: Simone Martini (discípulo de Duccio), os irmãos Lorenzetti Pietro e Ambrogio (identificaram com Giotto).

Escultura Gótica

De modo geral a escultura do período gótico estava associada à arquitetura. Nos tímpanos dos portais, nos umbrais ou no interior das grandes igrejas, os trabalhos de escultura enriqueceram artisticamente as construções e documentaram na pedra, os aspectos da vida humana.

Os portais da fachada de Saint-Denis e os admiráveis portais principais da Catedral de Chartres trata-se, provavelmente, dos mais antigos e completos exemplos da escultura gótica. A simetria e a clareza substituíram os movimentos frenéticos e as multidões; as figuras não são mais emaranhadas entre si, mas eretas e independentes, de modo que se visualiza muito melhor o conjunto a grande distância. É particularmente admirável o tratamento dado às ombreiras da porta, onde se alinham os de alinham figuras esguias adossadas a colunas. Em vez de serem tratadas essencialmente como relevos esculpidos na cantaria, ou projetando-se a partir dela, são na verdade estátuas, cada qual com seu próprio eixo; pelo menos em teoria, poderiam ser destacadas das colunas que lhes servem de suporte. As suas cabeças já possuem uma suavidade humana que evidencia a busca por uma maior realismo.

Na Alemanha a arte gótica como a conhecemos até o presente, reflete um desejo de conferir aos temas tradicionais do cristianismo, um apelo emocional cada vez mais intenso, mas destinada a devoções particulares. A escultura gótica italiana, assim como a arquitetura, ocupa um lugar a parte em toda a Europa. Iniciou-se provavelmente no extremo sul, na Apúlia e na Sicília, que tinham preferências que favoreciam ao estilo clássico.

Cinema Gótico

A sétima arte está repleta de obras-primas do gênero terror-suspense, filmes que de uma forma ou de outra expressam e exibem a face obscura e irracional da imaginação humana.

O gênero de cinema gótico nos remete as mais diversas sensações, desde o horror até os mais profundos sentimentos humanos.

Os filmes de terror nasceram praticamente junto com a cinematografia. O primeiro filme do gênero surgiu em 1896 e chamava-se “Escamotage d’Une Dame Chez Robert Houdin”, e em 1912 veio “A conquista do pólo” no qual um expedicionário era devorado pelo abominável homem das neves.

Passando por clássicos como O gabinete do Dr. Caligari de Weine e Nosferatu de Murnau, até o sádico Freddy Krueger nos anos 80, o gênero é um dos mais prolíficos já inventados.

Dentre os muitos filmes do gênero gótico famosos em todo o mundo, podemos citar entre os mais antigos “Frankenstein” e “Nosferatu”, que se transformaram em mitos do cinema gótico através dos anos. Entre os filmes mais atuais, podemos citar “A Lenda do cavaleiro sem cabeça”, “Entrevista com o vampiro”, “A Rainha dos Condenados”, entre muitos outros.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-cultura-gotica/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-cultura-gotica/

A Conexão entre o rock e o vodu

Steve Lawhead, em seu livro Rock Reconsidered, cita Tony Palmer: “Que Rock e sua ‘má e nociva batida’ originaram-se com os escravos africanos é uma noção racista e sem nenhum fundamento na verdade” (Rock Reconsidered, pp. 55-60). Dan e Steve Peters expressam a mesma insana cegueira na página 187 do livro deles What About Christian Rock?

Tais negações são absoluta e completa cegueira espiritual. Leonard Seidel, famoso pianista de concertos e professor que também dá palestras sobre música, tem pesquisado este tópico e desmascara a mentira do dizer que não há conexão entre Vodu, paganismo africano, e música Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana):

“Os incessantes poli-rítmos batidos nos tambores cilíndricos [pelos nativos nas tribos africanas] são o catalisador do Rhythms-and-Blues, do Rock-and-Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) , e do Metal-Pesado de hoje. É assombroso como as reações que contemporaneamente vemos em concertos de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) são uma exata cópia do que acontecia nas celebrações de Pinkster [festivais dos negros em New York] ou em Place Congo [escravos negros dançando em New Orleans] durante o Período Antebellum[1]. Qualquer análise que negue este fato rouba das igrejas a percepção da [evidente] conexão do [paganismo] africano com o movimento do Rock(* e da Música Popular Afro-LatinoAmericana) do século 20.

“Em Stairway to Heaven [Escadaria para o Céu], Davin Seay cita Robert Palmer em Rolling Stone Illustrated History of Rock ‘N’ Roll [A História do Rock ‘N’ Roll Ilustrada nos Rolling Stones]:‘Em um sentido muito real, Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) estava implícito na música dos primeiros africanos trazidos para aAmérica do Norte (e América do Sul e Central). E, implícito na música deles, estavam séculos de acumulação de ritos, de rituais, e de inflamado [e grotesco] paganismo [culto a ídolos, a animais, e a demônios]. A música destes primeiros escravos brutalizados e animalizados, arrancados de culturas tão antigas quanto as pirâmides, aquelas antiqüíssimas cantigas e fortes pisadas [das danças] tribais, não meramente evocavam os espíritos dos deuses-demônios da floresta: deram-lhes vida e imortalidade (Davin Seay, Stairway to Heaven, New York: Ballantine Books, 1986, p. 11).

“Implicações tais como esta levam a uma investigação mais profunda e a focalizarmos nos escravos que foram trazidos para as Ilhas do Caribe. Um dos mais significativos livros publicados até hoje, sobre este assunto, é o estudo feito por Maya Deren, para a Fundação Guggenheim, em 1953, concernente à história das origens que os deuses-demônios do Haiti e os seus cultos têm nas tribos africanas. O livro Divine Horseman — The Living Gods of Haiti [Cavaleiros Divinos — Os Deuses-Demônios do Haiti, Vivos e Atuantes], lida com a importação dos escravos para as Ilhas Caribenhas ([eles eram vendidos por tribos caçadoras, geralmente muçulmanas, e eram oriundos] da costa Oeste da África). Estes escravos foram tomados das mesmas tribos das quais os escravos das Colônias [precursoras dos Estados Unidos] foram tomados: Senegaleses, Bambaras, Arades, Congos, Kangas, Fons e Fulas. O primeiro carregamento de escravos para o Haiti foi em 1510.

“Os escravos das Colônias TROUXERAM CONSIGO A ADORAÇÃO AOS SEUS DEUSES-DEMÔNIOS, TROUXERAM AS SUAS DANÇAS E SUAS BATIDAS DE TAMBORES [ênfase adicionada]. Eileen Southern declara: ‘Não há dúvidas que Haiti foi o local central onde as tradições religiosas africanas… sincretizaram com as crenças e práticas Católicas para dar a luz o Vaudau (Vodu)2] … as cerimônias se centralizavam na adoração do deus-serpente Damballa através do cantar, do dançar, e da possessão por espíritos’ (Eileen Southern, The Music of Black Americans, New York: W.W. Horton, 1983, p. 139).

“A ADORAÇÃO DELES ERA BASEADA EM TAMBORES E DANÇAS, e, enquanto adoravam um deus (isto é, um demônio), a suprema experiência [que buscavam] era ter seus corpos possuídos por aquele demônio. Os rituais eram grotescamente sensualistas e sádicos. Uma vez firmemente estabelecida nas Ilhas Caribenhas, a prática abriu caminho para a costa dos Estados Unidos, principalmente através da cidade de New Orleans. Historicamente, escravos oriundos de São Domingos foram trazidos aos Estados Unidos durante a revolução haitiana em 1804, mas Vodu provavelmente existiu [nos USA] antes disto, porque o estado da Louisiana tinha importado escravos das Índias Ocidentais em 1716, e a prática foi também relatada em Missouri, Geórgia e Flórida.

“As danças de New Orleans tinham nomes honrando aos deuses-demônios Vodus dos rituais de adoração. O SAMBA [ênfase adicionada] tem seu nome homenageando o deus-demônio ‘Simbi,’ deus da sedução e da fertilidade [nós chamaríamos de fornicação]. O CONGADO homenageia, com seu nome, o demônio africano ‘Congo.’ O nome MAMBO homenageia as sacerdotisas Vodu que ofereciam sacrifícios aos demônios, durante os rituais.

Sheldon Rodman, autor de Haiti, the Black Republic, descreve estas danças e as relaciona com as danças de hoje. É interessante notar que, no álbum de Rock de 1981, My Life in the Bush of Ghosts [Minha Vida na Mata dos Espíritos], por Brian Eno e David Byrne, estes enaltecem-invocamos próprios espíritos africanos do tenebroso passado do Rock). [D.W. Cloud — Este álbum incorporou tambores africanos com Rock eletrônico]

“A MAIS PENETRANTE OBSERVAÇÃO FEITA NO LIVRO DE MAYA DEREN REFERE-SE AOS BATEDORES DE TAMBORES, AOS RITMOS, E À BATIDA. ‘De todos os indivíduos relacionados à atividade ritual, é o batedor de tambores aquele cujo papel pareceria quase análogo ao de um virtuoso [o excepcional solista, atração de uma banda] … tocar os tambores nos rituais haitianos exige mais treinamento explícito [aulas] de destreza e requer mais o praticar do que qualquer outra atividade ritual.'(Maya Deren, Divine Horseman–The Living Gods of Haiti, New Paltz: McPherson & Co., 1953, p. 233).

“Ela observa que os dançarinos são forçados a saudar ou encurvar-se aos batedores de tambores, antes que qualquer outra parte do ritual seja iniciada. É óbvio que, sem os tambores, o ritual não pode se consubstanciar. Que chocante paralelo com a moderna banda de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) ! O conjunto de baterias está sempre no centro do palco, usualmente elevado por detrás do cantor líder. Sem o baterista (ou, em muitos casos, sem o ritmista da guitarra elétrica tipo baixo ou contrabaixo), a banda de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) cessaria de existir.

“Ademais, a Senhorita Deren escreve que ‘é sobre os batedores de tambores que recai a responsabilidade de integrar os participantes em um coletivo homogêneo. É a batida dos tambores que funde os cinqüenta ou mais participantes em um único corpo, fazendo que se movam como um [um só ser], como se todos estes corpos individuais tivessem se acorrentado ao fluir de um único pulsar – um pulso que bate … levando o corpo em uma [pulsante e alucinante ou] lenta [e sensualíssima] ondulação (como a de uma serpente) e que começa nos ombros, depois [desce] pela espinha dorsal, sobe pelas pernas e [explode] nos quadris’ (Deren, Divine Horseman, p. 235).

“Esta descrição é assombrosamente paralela ao que tem lugar em um moderno concerto de Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) . Basta que observemos um vídeo dos participantes para sermos convencidos. As ações dariam a um observador a impressão de que algum tipo de possessão [demoníaca] ocorreu. No seu livro, a Senhorita Deren desce a alguns detalhes para descrever o objeto inanimado do tambor como sendo sagrado, até mesmo ao ponto de sertratada como vital à sobrevivência e assim vigiada e guardada por uma guarnição dos participantes[3] . ‘São os tambores e a batida dos tambores que são, em si, o som sagrado’ (Deren, Divine Horseman, pp. 244-246).

“Pearl Primus, há muito tempo aclamada como uma das maiores experts em dança Vodu, disse: ‘Os batedores dos tambores mantêm terríveis pulsar e batida, os quais muito facilmente tomam posse das sensibilidades dos adoradores. Observadores dizem que estes tambores são (por si só)capazes de trazer uma pessoa ao ponto onde é fácil para a deidade-demoníaca (Loa) ter possessão dos seus corpos – a pessoa indefesa é açoitada por cada golpe do conjunto de tambores, à medida que o batedor de tambores começa a ‘bater a Loa (deusa-demônio) para dentro de sua cabeça’: a pessoa encolhe-se com cada uma das batidas acentuadas[4] como se o cassetete do tambor descesse sobre sua própria cabeça; a pessoa ricocheteia ao redor do local, cegamente se agarrando aos braços estendidos para apoiá-la'(aula-palestra, Mount Holyoke College, Holyoke, Massachusetts, Mary E. Wooley Hall, 1953).

“Não pode ser negado que há um forte relacionamento entre o que temos descoberto no Vodu haitiano (Candomblé brasileiro)e a sua contraparte na cidade de New Orleans e outras cidades do sul. TAMBÉM NÃO PODE SER NEGADO QUE O MODERNO MOVIMENTO DE ROCK AND ROLL(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) EVOLVEU PARCIALMENTE DE ALGUMAS DAS DANÇAS ACIMA DESCRITAS, PROGREDINDO ATRAVÉS DE UM NÚMERO DE ESTÁGIOS: RUMBA DANÇANTE, RHYTHMS-AND-BLUES, ROCK-AND-ROLL, DISCO, METAL-PESADO E PUNK-ROCK.É óbvio que há outros elementos que compõem a evolução da música Rock; no entanto, eles não são nosso tema aqui. Concernente a Disco, a Senhorita Southern diz: ‘Os insistentes ritmos pulsantes da música Disco empurraram as convencionais melodia e harmonia para posições subalternas … de uma maneira que lembra descrições da recitação de Juba[5] para acompanhar as danças das plantações do século dezenove’ (Eileen Southern, The Music of Black Americans, New York: Norton and Co., 1983, p. 507). …

“Ruth Tooze e Beatrice Krone, no livro que escreveram, relatam que ‘o mesmo instinto por ritmos pulsantes que é encontrado nas canções dos negros é levado para como [escolheram e] passaram a usar instrumentos musicais … banjos nas plantações e depois na cidade, onde adicionaram o pistão, o clarinete e o trombone. Com seu inato talento para improvisar, um novo tipo de música instrumental foi criada – nós o chamamos de Jazz’ (Ruth Tooze, Beatrice Krone, Literature and Music, Englewood Cliffs: Prentice Hall, 1955, p. 105).

“É irrefutável que música Rock and Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) deve algumas [nós diríamos, a maioria] de suas raízes às tribos da África. Cada análise escrita sobre o assunto reconhece que as raízes do Rock vêm das profundezas do ‘Jazz’ e do ‘Rhythms-and-Blues.’Por causa do relacionamento entre a música Negro-Americana e a música Africana, criaram um termo que é consideravelmente usado hoje, ‘Música AfroAmericana’ (Literature and Music, p. 102). Joseph Machlis diz (em seu volumoso trabalho, The Enjoyment of Music [O Prazer da Música]:): ‘Jazz, numa definição sem teoria e sem refinamentos, mas que funciona muitíssimo bem, é um idioma musical Afro-Americano cheio de improvisações. Faz uso de elementos de ritmo + melodia + harmonia oriundos da África, e de elementos de melodia + harmonia da tradição musical européia. A influência do Jazz(e dos idiomas [musicais] Afro-Americanos que lhe são intimamente associados) tem sido tão insidiosa e onipresente, que agora a maior parte da nossa música popular é no idioma musical Afro-Americano, e elementos de Jazz também têm permeado um bocadão da nossa música de concerto’ (Joseph Machlis, The Enjoyment of Music, New York: W. W. Norton, 1963, p. 597).

“Declarar que os paganismo e feitiçaria da África, através do Haiti, são as únicas raízes da música Rock, seria enganar e ser menos que honesto. Um cuidadoso estudo da música Rock revela-a ser mais complexa que isto; no entanto, NEGAR QUE EXISTE UMA CONEXÃO AFRICANA COM OS RITMOS DE ROCK(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) DE NOSSOS DIAS É SER IGUALMENTE ENGANADOR E DESONESTO. Declarar que um certo ritmo ou batida é ‘mau e nocivo’ não pode ser completamente provado. Mas o que é muitíssimo mais importante é a revelação histórica de que atividade demoníaca tem sido observada em conexão com rituais onde tambores e batidas rítmicas têm sido o catalisador. Que esta possibilidade exista já deveria bastar como uma advertência, às igrejas, de que Satanás pode e irá usar tudo que estiver em seu poder para fazer com que todos adorem não a Deus mas a ele, para que, no devido tempo, o Diabo consuma seu mau propósito e receba a glória” (Leonard J. Seidel, Face the Music: Contemporary Church Music on Trial [Encare a Música: A Música Cristã Contemporânea no Banco de Réus , 1988, p. 34-42).

A conexão entre Rock & Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) e Vodu (Candomblé brasileiro) tem sido notada mesmo por músicos de Rock, descrentes. O baterista inglês de sessões de Rock, Rocki (Kwasi Dzidzornu), que tem gravado com muitos grupos famosos e para músicos tais quais os Rolling Stones, Spooky Tooth, e Ginger Baker, percebeu que a música de Jimi Hendrix era similar à música Vodu. Note as seguintes assombrosas declarações da biografia de Hendrix:

“Ele [Hendrix] tinha tido uma chance de ver Rocki e alguns outros músicos africanos no cenário de Londres. Achou um prazer tocar ritmos contra seus poli-rítmos. Eles gostavam de totalmente saírem [fora de si mesmos] para [entrarem] dentro de outro tipo de espaço em que [nunca ou] raramente tivessem antes estado … O pai de Rocki era um sacerdote de Vodu e era, também, o principal batedor de tambores em uma aldeia de Gana, África Ocidental. O nome real de Rocki era Kwasi Dzidzornu. Uma das primeiras coisas que Rocki perguntou a Jimi foi de onde ele tinha recebido aquele ritmo Vodu. Quando Jimi objetou, Rocki foi em frente, explicando (em seu inglês tropeçante) que muitas das ‘assinaturas rítmicas’ que Jimi tocava na guitarra eram, muito freqüentemente, os mesmos ritmos que seu pai tocava em cerimônias Vodu. A maneira com que Jimi dançava aos ritmos que tocava faziam Rocki rememorar os ritmos que seu pai tocava para OXUM [ênfase adicionada], o deus do trovão e dos raios. A cerimônia é chamada de Vodushi. Quando criança na aldeia, Rocki entalhava em madeira representantes dos seus deuses-demônios. Eles também representavam seus ancestrais. Estes eram os deuses-demônios que eles adoravam. Eles vieram a tomar um bocadão de espaço na casa de Jimi. Uma vez eles estavam congestionando e Jimi parou e, à queima-roupa, perguntou a Rocki: ‘Você se comunica com este deus-demônio, não é?” Rocki disse: ‘Sim, eu me comunico com este deus-demônio’ ” (David Henderson, ‘Scuse Me While I Kiss the Sky [Desculpe-me, Enquanto Beijo Este Firmamento], pp. 250,251).

Como temos chamado sua atenção, há proponentes de música “Rock Cristão” que etiquetam de “racista” o que expusemos [acima]. No entanto, na biografia de Hendrix (a qual NÃO foi escrita por um crente), vemos que o filho (descrente) de um real sacerdote do Vodu vê uma conexão entre a música do estrela do Rock, Jimi Hendrix, e Vodu idólatra. O baterista Rocki, um negro, seria um racista por fazer tais observações? Estas suas observações não podem ser convenientemente postas de lado como furioso delírio de um fundamentalista bíblico!

O bem-conhecido artista do Rock, Peter Gabriel, não tem dúvidas de que há uma conexão africana direta, com o Rock & Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) :

“Há coisas, como o ritmo de Bo Diddley, que, batida-por-batida, tenho ouvido em padrões Congoleses. Parte do que nós [americanos] consideramos ser a herança do Rock and Roll que criamos, originou-se na África. Ponto final”(Peter Gabriel, citado por Timothy White, em Rock Lives, p. 720).

Little Richard, um dos pais da música Rock, também tem testificado desta conexão:

“Minha verdadeira crença a respeito de Rock ‘n’ Roll(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) – e tem havido um bocado de frases atribuídas a mim ao longo dos anos – é esta: CREIO HOJE QUE ESTE TIPO DE MUSICA É DEMONÍACA. … UMA PORÇÃO DE TIPOS DE BATIDAS NA MÚSICA TÊM SIDO TOMADAS DO VODU(Candomblé brasileiro), ISTO É, DOS TAMBORES DO VODU. Se você estudar música em ritmos, como eu o tenho feito, verá que isto é verdade … CREIO QUE ESTE TIPO DE MÚSICA ESTÁ EMPURRANDO AS PESSOAS PARA LONGE DE CRISTO.É CONTAGIOSO[6]” (Little Richard, citado por Charles White, The Life and Times of Little Richard, p. 197).

Suponho que seria fácil um proponente de música Rock Cristão desconsiderar o testemunho de Little Richard, talvez por causa da sua estranha personalidade e do seu relacionamento com o cristianismo parecer ser do tipo “hoje aceso, amanhã apagado”. Mas responda-me isto: os defensores do Rock Cristão sabem mais do caráter do Rock and Roll do que um homem como Little Richard, que foi um dos seus criadores?

Os Rolling Stones e outros grupos de Rock & Roll têm gravado cerimônias de tambores ocultistas (tribais e do Vodu) e incorporaram [elementos das mesmas] dentro das suas músicas Rock. Em 1981, por exemplo, Brian Eno e David Byrne gravaram My Life in the Bush of Ghosts [Minha Vida na Mata dos Espíritos].

Música não é neutra. Há música que encoraja a atividade demoníaca, e há música que encoraja a atividade do Espírito Santo. Há música que ministra ao lado carnal do homem, e há música que ministra ao lado espiritual do homem. Música Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) sempre tem sido associada com o carnal e o demoníaco. Rock(* e Música Popular Afro-LatinoAmericana) não tem nenhum lugar legítimo na vida e ministérios cristãos.

“Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.Ou provocaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? (1Cor 10:21-22).

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-conexao-entre-o-rock-e-o-vodu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-conexao-entre-o-rock-e-o-vodu/

A Clássica Paternidade: Venom

Prélude: Um bocado de História

Trata-se dalgo salutar e corriqueiro principiar qualquer estudo a partir das  causas daquilo o qual se falará. Portanto, arranja-se natural começar-se a  série de escritos e apreciações musicais entorno do que, hoje, convencionou-se nomear Black Metal a partir de sua teórica origem.

Contudo, a tarefa  genealógica não se assoma tão fácil quanto um pressado entusiasta ou leviano interessado no gênero imaginam. Fora do Senso Comum histórico e “enciclopédico” do gênero existe uma infinidade de leituras e perspectivas possíveis,cada uma delas pavoneando-se saber a insofismável verdade do primum movens [primeiro motor;causa primeira] do estilo. Cada uma destas posturas  detém suas próprias justificativas, atináveis provas e pungentes argumentos para estipularem aqui ou acolá o ponto primeiro de surgimento do “Metal Negro”. Dessarte,desvela-se cousa natural que, nessa breve e introdutória apresentação histórica, atenha-se a expor as prncipais “linhas-de-pensamento” neste sentido para que a posteriori o leitor seja compelido a extrair suas próprias conclusões e posturas face o exposto.

Abaixo, partir-se-á à exposição da cogitação majoritária nesse campo musical-historiográfico: Aquela que posta a banda inglesa “Venom” como o autêntico e genuíno progenitor do Black Metal.

Aula 1: A Clássica “Paternidade”:“ Venom

No final da década de 1970 uma cousa far-se-ia certa de inferir quando se tratava da, então infante, cena  Heavy Metal: O Diabo  era  um fortíssimo e presente elemento estético, porém como figura ambígua. Vide,por exemplo, os seguintes versos retirados  da canção Black Sabbath lançada em  lp pelos homônimos e incontestáveis criadores do Heavy Metal:

“Big black shape with eyes of fire
Telling people their desire
Satan’s sitting there,he’s smiling
Watch those flames get higher and higher
Oh no,no,please God help me!

“Enorme e negra forma com olhos de fogo
Às pessoas dizendo seus desejos
Acolá Satã se senta,sorrindo
Vede aquelas chamas ardendo mais e mais
Óh!não,não,por favor Deus,me ajude!”
(tradução nossa)

Aqui, claramente, o que está em jogo é uma perspectiva de Satã como um mero e inevitável “Senhor de Todo-Pecado e Malevolência”, sempre corporalmente desviando  à Humanidade de sua “senda natural” a qual no fundo está direcionada a Deus. Decerto, pode-se argumentar que a sombria tessitura musical, vocais desesperados de Ozzy Osbourne (vocalista da banda, então) e aparente inexorabilidade do Mal nas letras levar-nos-iam a conceber que o grupo faz-se pessimista e, larga medida, articulado a uma perspectiva diabólica da imanência. Porém, mesmo que se aceite esta ótica a qual tende a instilar os primeiros álbuns setentistas do “Black Sabbath” com tais tonalidades de pessimismo e “gnosticismo” naquilo que visualizam de assombrado na Existência,de forma indubitável Satã ainda é encarado na disposição mosaica e repugnante que o Cristianismo construiu-lhe ao longo dos séculos, principalmente, durante à Idade Média .

Capturado por este cenário do nascente Heavy Metal e atração estética pelo satanismo imagético, a tríade inglesa composta pelo baixista/vocalista “Cronos” (Conrad Thomas Lant), guitarrista “Mantas”(Jeffrey Dunn) e o baterista “Abaddon” (Anthony Bray) fazem seu primeiro lançamento oficial com o nome de “Venom” (anteriormente, a banda chamava-se “Guillotine”): “Welcome to Hell”.

Apesar de toda filiação  Heavy Metal e seu apreço comum pelos primeiros conjuntos do gênero,o “Venom” radicalizou e inverteu alguns paradigmas na época vigentes dentro do gênero. Uma das principais inversões estéticas, acontece justamente na relação lírica com o satanismo. A própria graça de seu debut, “Welcome to Hell”(1981), já dá o tom desta a citada inversão. O inferno, a dimensão de abrigo de Satã e sua corte pecaminosa, apresenta-se dando às boas-vindas, a saudar o Homem que defronte deste desvela-se. Tal saudação, entretanto, não se constitui algo de jocoso ou apto a carregar um afeto pessimista. O inferno saúda seus orgulhosos  Sons of Satan [Filhos de Satã], aqueles que, como se infere na música homônima a qual abre o álbum,desejam Satã como força positiva e apaziguadora da desesperação espiritual :

“Put away all your virtues,
Stop your climbing the walls,
Just sign your name on the paper,
We’ll have ourselves a ball.

“Livra-te de todas tuas virtudes,
Cessa tua desesperada inquietação,
Apenas assina teu nome no papel,
Uma culminância dar-nos-emos.”
(tradução nossa)

Como mesmo desvelam os versos  excertados,“vender sua alma” [sign your name on the paper] representa o fim da angústia  metafísica[stop your climbing the walls], purgar-se das sufocantes “virtudes” cristãs [put away all your virtues] e celebrar o si-próprio [we’ll have ourselves a ball]. Logo, enredar-se nas ditas forças das trevas,na ótica do “Venom”,traduz-se num festejo e aceitação de si, daquilo que lhe constitui em oposição ao ascetismo e sofrimento espiritual inventado do Cristianismo. Destarte, a aproximação com os impulsos estéticos ditos macabros da Existência, como no caso do “Black Sabbath”, descortina-se igualmente inalienável e tergivesado duma aguda imanência, todavia o modo de manifestação destes arranja-se distinto. O satânico não é mais motivo de uma reação, um sofrimento daquele que é mero paciente, surdina-se em ação secundária, re-age à Vida sinistra. Ora, potencializa-se no Homem a chance de agir,pôr-se agente duma atitude primária e afirmativa numa vivência diabólica. Esta sorte de pendor existencial satânico-afirmativo, o qual se perpetuaria por todos os lançamentos do trio em sua fase clássica (1981-1986), significou um novo fitar sobre Satã e temas correlatos dentro do Heavy Metal. Músicas como a dita “Sons of Satan”, “Leave me in Hell”, “In League with Satan”, “At War with Satan” e tantas outras desta época de maior furor criativo do “Venom” viriam a moldar a postura lírica de grã parte da vindoura cena blackster com sua afetividade de afirmação em Satã e no que lhe é próprio.

Importante elemento outro trazido à baila pelo “Venom”, quiçá pela prima vez  no cenário metálico,arranja-se o uso de pseudônimos infernais e pagãos para os componentes de uma banda.

  • Jeffrey Dunn assume o epíteto de “Mantas” – Grafia incorreta da divindade etrusca “Mantus”,a qual se punha consorte de Mania e regente do Submundo na Eneida do romano poeta Virgílio.
  • Anthony Bray se auto-nomeia “Abaddon” – Segundo o 9:1-11 do Apocalipse  de João,comporta-se o rei dos gafanhotos e o anjo do Poço Sem-Fundo. Portanto,comumente associado na demonologia como um “demônio destrutor”.
  • Por fim, Conrad Thomas Lant é  “Cronos” – Ortografia  equivocada para o titã e tirano heleno “Cronus”, personificação dos efeitos devastadores do Tempo.

Com tais macabros nomes infernais e pagãos, o trio logra toda sua vida artística gerando,desta maneira, uma sensação de apartamento dessa face às suas vidas prosaicas, como se dalgum modo suas produções artísticas representassem um outro nível de experimentação vital, um “duplo-infernal”. Em uma analítica mais perfunctória, os pseudônimos servem também ao modo de apresentação e amostração imediata do que se trata a proposta estética e “ideológica” da horda.

Este “auto-batismo demoníaco” exerce,dentro da historiografia ulterior do Black Metal, um fascínio porventura maior do que Dunn, Bray ou Lant imaginaram ao se declararem demônios e deidades sombrias. Bandas, hoje coletivamente tidas como  blacksters, perpetuaram esta prática do “Venom” tornando-a um lugar-comum e apanágio  do gênero conforme seus componentes passaram a assumir graças sinistras e infernais para si, como, por exemplo, ícones como “Euronymous” do “Mayhem” e “Fenriz” do “Darkthrone”.

A contribuição por certo mais propalada, inquestionável e penetrante do “Venom” à formação do Black Metal, parece ter vindo de modo nominal. Em seu segundo álbum,“Black Metal”(1982),a banda marca de modo irresilível a historiografia do Heavy Metal dando ao nascente gênero mais satânico da música pesada uma graça,classificação que se perpetuaria até os dias de hoje.

Instrumental e liricamente o conjunto manteve neste álbum as mesmas bases e adjetivos do seu primeiro e anterior lp, mas, desta feita, a música crua, afirmativo-demoníaca  e, como diz a letra de  Black Metal, “contra todos os modismos” [against the odds]  musicais ganha, pela prima vez, uma definição  que, com o tempo, torna-se um novo conceito para grupos ainda mais extremos musicalmente falando.

À parte dos citados e fortes pontos de influência na gênese do  Black Metal,verdade seja dita,“Venom” teve pouco mais a ver, principalmente nosquesitos músico-instrumental e vocal, com o nascente gênero. Seu som assemelhava-se mais a um Motörhead mais sujo ou a uma mais violenta abordagem do NWOBHM [New Wave of British Heavy Metal], e, como atesta o apreço de bandas, então jovens, como  “Metallica” e “Slayer” pelo “Venom”, seu tom punha-se mais no  recém-surgido Thrash Metal do que  naquilo depois entendido como  Black Metal. As  decerto espetaculares e vanguardistas inovações executivas de “Cronos” com o baixo-elétrico ao dispor o instrumento mais como uma guitarra do que um mero baixo de quatro cordas propriamente dito,por exemplo, exerceu parco impacto no desvelar primal do  Black Metal. Desconstruções executivo-instrumentais como as causadas por Lant, tiveram muito mais penetração no novo tratamento dispendido ao mesmo instrumento em grupos Thrash, os quais, com mais técnica e racionalidade, souberam lapidar a idéia original de  desterritorializar o baixoelétrico para pô-lo num novo destaque e encerro.

No entanto, não se tratou do vocal pouco distorcido e monstruoso de “Cronos”, o cabelo louro picotado de “Mantas” ou o instrumental mais thrasher do “Venom” que causou sua derrocada. O duro e irrecuperável golpe sofrido pelo conjunto na segunda metade da década de 1980, adveio com uma série de litígios internos durante a composição de seu quarto álbum, “Possessed”(1985), e subseqüente  dissolvição da “satânica trindade original” posposta a turnê de promoção do lp. A partir disto, o “Venom” tornou-se uma banda tão-só contingente e não mais a “infernal máquina” necessária como se postou de 1981 a 1986. Num espaço muito curto de tempo, o  “Venom” pôs-se um grupo insosso e  incapaz de manter uma sólida formação por muito Delta-Tempo. A própria reunião da formação original para uma série de espetáculos, dos quais um deles foi registrado em áudio e vídeo no pack “Second Coming” (1996) e um álbum de estudio, “Cast in Stone”(1997), provou-se um procedimento contrafeito, efêmero e tomado pelo  comercialismo que pairava entre antigas bandas de Metal com seus hipotéticos “regressos” de formações originais ou ditas “clássicas” na segunda metade da década de 1990 e início do século XXI. O “Venom” provou-se uma, espetacularmente valiosa, relíquia no fantástico “Museu do  Heavy Metal”, inalienável participante ativo na confecção daquilo hoje entendido por Black Metal e,acima de tudo,uma triste história de efemeridade estético-criativa.

Lição de Casa

Apreciar a discografia recomendada antes da próxima aula.  Deixe nos comentários desta página suas percepções sobre estas obras:

1981 – “Welcome to Hell.” – O álbum foi relançado em 2002 pela Castle Music/Sanctuary com onze incríveis  bonus tracks da fase áurea da banda.Entre elas,fabulosas versões demo e alternativas de suas músicas,bem como B’sides raros.

 

1982 – “Black Metal.” – O álbum foi relançado em 2009 pela Sanctuary com onze extraordinárias bonus tracks da fase áurea da banda. Entre elas,fabulosas versões alternativas de suas músicas, bem como B’sides raros.Para tornar ainda mais atrativo tal lançamento,um considerável número de cópias vinha com um  dvd como bônus contendo um impressionante  show da banda em 1984 (“The 7th Date of Hell – Live at Hammersmith Odeon” ) e três promo videos de entonces.


1984 – “At War With Satan.”  – O álbum foi relançado em 2002 pela Castle Music/Sanctuary com oito estupendas bonus tracks da fase áurea da banda.Entre elas,fabulosas versões alternativas de suas músicas,bem como B’sides raros.

 

1985 – “Possessed.” – O álbum foi relançado em 2002 pela Castle Music/Sanctuary com seis estupendas  bonus tracks da fase áurea da banda.Entre elas,fabulosas versões ao vivo e alternativas de suas músicas,bem como B’sides raros.

1986 – “Eine Kleine Nachtmusik.” – Gravado ao vivo em dois espetáculos distintos da turnê do “Possessed” (1985-1986) com a formação original.

Autor:R.C.Zarco – Escola de Black Metal

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-classica-paternidade-venom/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/a-classica-paternidade-venom/

A Blaze in the Northern Sky, Darkthrone

Perturbador, frio e sombrio. A Blaze in the Northern Sky não apenas lançou a música Norueguesa a novos patamares mas é, desde sua época um dos álbuns mais influentes da história do Black Metal. Darkthrone começou como um grupo de death metal e foi aos poucos incorporando elementos de bandas como Venom e Mayhem para criar o que é considerado hoje a mais fina expressão da música satânica com seus vocais ininteligíveis e riffs quase atonais. Por estes motivos essa música soara estranha aos ouvidos não acostumados com metal extremo.

Este álbum não trás músicas para qualquer momento e definitivamente não é música para qualquer um. Kathaarian Life Code, a faixa de abertura escolhida para representar o álbum pode não agradar nem mesmo os adeptos mais experientes do Black Metal, mas os cânticos entoados ao fundo e gritos ensandecidos criam uma estranha atmosfera de conforto e relaxamento homicida. Uma experiência difícil de descrever, entregue de modo inigualável por Darkthrone.

O álbum todo é um surreal testamento ao Black Metal. Do épico descompassado ‘In The Shadow Of The Horns’ ao detonador ‘Where Cold Winds Blow’, esse álbum é impecável em termos de sonoridade caótica. Uma obra que merece estar em nossa lista  não apenas por ter ser eterno e ter definido seu gênero musical, mas por ser, em um mundo dominado por preceitos judaico-cristãos um poderoso chamado aos Valores Pagãos brilhando no Extremo Norte.

A Blaze In The Northern Sky

 

Hear a Haunting Chant
Lying in the Northern wind
As the Sky turns Black
clouds of Melancholy
rape the Beams
of a Devoid Dying Sun
and the Distant Fog approaches

Coven of forgotten Delight
Hear the Pride of a Northern Storm
Triumphant sight on a Northern Sky

Where the days are Dark
and Night the Same
Moonlight Drank the Blood
of a thousand Pagan men

It took ten times a hundred Years
Before the King on the Northern Throne
was brought Tales of the crucified one

Coven of renewed Delight;
A Thousand Years have passed since then –
Years of Lost Pride and Lust

Souls of Blasphemy,
hear a Haunting Chant –

We are a Blaze in the Northern Sky
The next thousand Years Are OURS

Tradução de A Blaze In The Northern Sky

Uma Chama Nos Céus Nórdicos

Ouça um canto assustador
Jazendo nos céus Nórdicos
Enquanto o céu se torna negro
Nuvens de melancolia
Violentam os raios
De um sol decadente
E o nevoeiro distante se aproxima

Grupo de prazeres esquecidos
Ouça o orgulho de uma tempestade Nórdica
Triunfante vista sobre o céu Nórdico

Onde os dias são escuros
E a noite também
O luar bebeu o sangue
De milhares de homens pagãos

Levou mil anos
Antes do rei no trono Nórdico
Levar os contos do crucificado

Grupo de prazeres renovados;
Milhares de anos passarão desde então
Anos de orgulho perdido e luxúria

Almas da blasfêmia,
Ouça um canto assustador

Nós somos uma chama nos céus nórdicos
Os próximos mil anos são nossos

Nº 28 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

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