Entrevista com Lacrimosa (Tilo Wolff)

A Seguinte entrevista foi concedida por Tilo Wolff a um programa de rádio  de belgrado, Croácia, durante a turnê européia da banda em maio de 2007. Tilo fala da relação com os fãs, a atual cena gótica e seus novos valores, e da influência da religião na música da banda. Considerando que Tilo raramente dá entrevistas, é um milagre que tenha aceitado falar sobre assuntos tão diversos e pessoais.

Como têm sido a recepção ao lançamento de Lichtjahre nesta turnê ? Vocês têm exibido trechos dos vídeos antes dos show certo ?

Eu não tenho palavras para agradecer suficientemente nosso público. Eu sei que acaba sendo meio clichê, pois toda banda diz isso. Mas nossas fãs são incomparáveis. Temos de levar em consideração que a maioria das pessoas não entende as letras, mesmo aquelas com um alemão razoável, existe sempre duplas ou triplas interpretações para nossas letras e nossa forma de expressar a melodia do Lacrimosa.

Vocês têm tocado quase todas as músicas do Lichtgestalt ao vivo não ?

Isso pode variar de show para show. Tocar o mesmo set list toda a noite pode ficar meio estressante e até mesmo enfadonho. Mas quando temos um material que funciona tão bem ao vivo, é impossível não fazer o máximo de uso delas.

Podemos afirmar que você perdeu um pouco o preconceito contra festivais ? Há várias datas marcadas para o Lacrimosa em festivais em sua agenda.

Não é exatamente preconceito. Tivemos sérios problemas com equipamentos mal equalizados; falta de tempo hábil para passagem de som. E consideremos que nossa música não é Punk Rock que pode ser tocado de qualquer jeito em qualquer lugar e em qualquer hora. Quando tocamos em teatros, a coisa é diferente pois os nossos roadies são fantásticos e sabem exatamente o que queremos e como queremos. Em festivais, raramente somos considerados prioridades. Não quero regalias, porém, exijo respeito e profissionalismo daqueles que nos contratam pois sempre damos o melhor de nós em cima do palco. Faça sol ou faça chuva.

Vocês têm exibido o Konzert-Dokumentation und das Live-Album Lichtjahre antes dos shows. Como têm sido a recepção dos fãs a este trabalho ?
Magnífico. As vezes fico dando umas espiadelas na platéia e fico emocionado. As pessoas realmente entendem do que se trata. É Ótimo. É gratificante quando tudo aquilo que pensamos no estúdio, no período pré-estúdio, ou quando componho em turnê, ver os fãs realmente sendo introduzidos naquilo que pensei como música, como arte. Mas principalmente, como compreensão do sentimento e comportamento humano.

A música do Lacrimosa ficou menos depressiva através dos anos não ? Se compararmos com os primeiros discos.

Respeito sua opinião mas não concordo. É como ler más notícias nos jornais e não sermos afetados por elas. Não vivemos tempos de paz. Nem aqui na Europa nem em lugar nenhum. Sou afetado por tudo aquilo que leio, sinto e ouço. Apenas mudei a forma de abordar tais aspectos. Sinto que posso expressar esse sentimento universal de desesperança, medo e reclusão de outras formas. Mas sempre houve um fio de esperança em nossa música, em nossa mensagem.


Como enxerga religião hoje em dia ? Se acha uma pessoa religiosa ?

Não sou religioso. Não mais, mas tenho uma fé profunda. Fui criado na religião mas agora, é política pura hoje em dia, nada mais. A minha visão de fé hoje é completamente diferente do que era alguns anos atrás. Mas cantei num coral de igreja e isso era maravilhoso para mim. Pena que aquilo tudo parece ter se perdido na política.


A faixa Hohelied der Liebe é um trecho da bíblia não é ?

Sim. Algo especial para mim. A bíblia é um dos meus livros favoritos. Talvez o favorito de todos. A bíblia tem uma excepcional influência nas letras da banda.

Observação: Como sempre, Tilo torna-se quase monossilábico quando tocamos no assunto religião; num passado não tão distante ele teria feito comentários considerados anti-semitas, algo que nunca foi provado nem confirmado por ele.

Como explica o sucesso do Lacrimosa fora da Europa ?

Não procuro explicação para isso. É ignorância sobre certos aspectos. Ouvi de um jornalista na Bulgária: Como você lida com os latinos ? Eles são muito emocionais e bem pouco racionais não é verdade ? Recebo isto como uma ofensa. Terrível que no século XXI ainda tenhamos gente que pensa desta forma estúpida e irresponsável. E justamente de povos aqui do leste europeu que ainda sofre com tanta discriminação da Europa Ocidental.

O que é racionalidade no ponto de vista dele ? Acho que povos de origem latinas como hispânicos, espanhóis, italianos e franceses têm mais facilidade em expressar e lidar com seus sentimentos. Eles não têm rédeas controlando suas emoções o tempo todo. Acho isso mágico. Quando estivemos no Brasil e no Chile pela primeira vez, tive uma sensação estranha; a reação e comportamento deles era muito parecida com a que recebemos na Alemanha ou na Escandinávia.

A participação deles também era muito intensa nos shows, mas muito mais parecida com as nossas. Estava acostumado a ver a reação maravilhosamente insana em DVD’s de outras bandas e achei que teria o mesmo, mas eles nos surpreenderam de outras forma: cantando todas as nossas músicas num alemão excelente e bastante sentimental. Mesmo que não entendessem tudo o que era dito, uma maneira quase espiritual de se comunicar conosco. Gosto dessa diversificação de aspectos sentimentais em relação ao Lacrimosa. Nossa arte não foi e não é feita em vão.


Como lida com os boatos de que Anne poderia deixar o Lacrimosa e seguir carreira solo ?

Acho que o Lacrimosa é a carreira solo dela. Ela têm liberdade para exercer toda a maravilhosa criatividade dela dentro desta banda. Anne não é tão chegada a entrevistas, mas eu também não sou. É muito complicado ter de explicar cada mínimo detalhe de um disco para um jornalista ignorante que foi destacado para sua revista sem ter ao menos a menor noção de como funciona e o que significa nossa música. Mas isso não é culpa deles e sim de seus editores-chefe não é mesmo ?

Anne não vai deixar o Lacrimosa porquê o Lacrimosa é a vida dela, assim como é a minha. A gravidez da Anne na época levou idiotas a publicar coisas estúpidas como estas.


E o Snakeskin ? Como fica nesse jogo ?

Tenho composto material mas não tenho me sentido muito a vontade com esse material. Preciso burilar ele melhor, descobrir seus pontos fracos e transformá-los em pontos fortes. É mais pesado e inconsequente do que o trabalho regular do Lacrimosa. Tenho sentimentos confusos em relação ao Snakeskin para dizer a verdade. Mas o Canta-tronic têm sido uma grata surpresa devo dizer.


O que têm ouvido recentemente ?

Tenho ouvido bastante nossos próprios discos. Isso não é algo que faço com muita frequência. Aliás, nunca tinha ouvido tanto, testado tanto meu trabalho. Acho que é um recall. Uma forma de redescobrir pérolas que ficaram pelo caminho e recuperá-las. Acho que por bastante tempo acabei relegando boas músicas nossas para um segundo ou terceiro plano. É hora de redescobrí-las e encará-las de frente para o prosseguimento do Lacrimosa.


O metal voltou ao Lacrimosa recentemente não ?

Ele nunca esteve de fora. Mais uma vez é a nossa abordagem musical que acaba passando despercebida do modo que ele é tratado normalmente. O metal tradicional jamais me atraiu: bandas como Helloween, Grave Digger entre outras do típico metal alemão… ( interrompido pelo locutor )


Mas o Rammstein não é hoje o típico metal alemão ?

Acho que não. Acho que não. Tenho certeza que não. Gosto bastante do Mutter e acho ótimas canções também no Reise, Reise mas não identifico muito do Lacrimosa na banda de Till Lindemann. Mas acho-o um grande performer. Um grande artista e também seus companheiros.


Gostaria de ter sua opinião, seu parecer sobre bandas que citam o Lacrimosa como grande influência. Pode ser ?

Claro ! Por que não ? ( risos )


Birthday Massacre ?

Não tenho uma opinião formada sobre eles. Mas é bom saber que tantas bandas citam o Lacrimosa como influência. É como um pagamento por algo impossível de ser pago. Gratificante. Mas voltando ao BM, não conheço o suficiente para ter uma opinião formada sobre a banda. Infelizmente, quem sabe no futuro não os ouça mais atentamente.


Evanescence ?

É a minha favorita entre aquelas que nos citam como influência. Gosto da abordagem de Amy Lee. Sei que ela teve momentos muito difíceis recentemente e passou isso para sua música de forma brilhante. Conseguiu desabafar sem ser piegas. Ela é muito talentosa embora digam que ela seja mera produção do mainstream americano para combater o Gothic Metal europeu. O que não é mentira, mas ela consegue superar isso muito bem e mostrar todo o seu talento. Gosto particularmente da melodia vampiresca do The Open Door.


Lacuna Coil ?

Não vejo nada do Lacrimosa no Lacuna Coil. Absolutamente nada.


Epica ?

Tampouco. A abordagem é diferente. Não basta usar música clássica e orquestrações para soar idêntico. Acho o Epica uma banda de grande valor e que têm um futuro brilhante pela frente. Simone têm uma voz deslumbrante e que muitas vezes me lembra Anne na interpretação melancólica quando executa canções desesperadoras. É convincente.


O que acha de bandas como o Lacuna Coil e H.I.M que adaptaram seu som para conquistar o mercado americano ?

Difícil opinar sobre isso sem parecer crítico. Não sou de fugir de debates mas esse é muito complicado. Até onde podemos afirmar que eles se venderam para os Estados Unidos e naufragaram ?


Bem. Os fãs europeus e de longa data detestaram seus trabalhos recentes: Dark Light e Karmacode.

Eu não sei. Não tenho uma opinião formada sobre isso. O U2 adaptou seu som à América e funcionou. Isso sem ter resultados prejudiciais ao resto de seus fãs.


O Lacrimosa sentaria para ouvir uma proposta de uma gravadora para brilhar nos Estados Unidos ?

Jamais. Fora de cogitação.


O que podemos esperar dos novos trabalhos do Lacrimosa ?

Muita disposição em criar novos e grandes trabalhos. Poucas vezes estive tão animado com o andamento de processos de gravação. Devemos tirar um pequeno descanso de não mais que dois meses e voltaremos ao estúdio com boa parte da pré-produção já finalizada. Não há sobras de estúdios de trabalhos anteriores. Não acho que o novo trabalho, pelo menos até o que compomos até agora seja parecido com qualquer coisa que já tenhamos feito no passado.


Isso é um clichê não é ?

( gargalhadas de Tilo ) Pode ser. ( Mais risos )


Que tipo de reação de um fã te irrita ? Qual você considera desrespeitosa ?

Nunca tivemos problemas com isso. Fomos agraciados com amigos e fãs maravilhosos por toda a carreira da banda. Os fãs jamais foram inconvenientes ou incompreensíveis conosco. Mesmo quando tivemos de adiar shows por problemas de saúde, ou algum concerto que por razões técnicas ficou aquém do esperado.

Mas houve um episódio bastante engraçado quando um casal de fãs de Gotemburgo na Suécia, nos entregou um Demo CD contendo canções deles que em suas opiniões, encaixavam-se perfeitamente no estilo Lacrimosa. Achei interessantíssimo o som do casal e aconselhei que eles enviassem a demo para a Hall of Sermon. Porém, esta demo jamais chegou em minhas mãos e nunca mais tive notícias deles.


Que estranho !

( risos ) Coisas estranhas sempre acontecem no Lacrimosa. Mas se aparecer, certamente eles teriam grandes chances de obter um contrato para gravação de um disco. Eram bem talentosos.


Como os músicos de apoio da banda, lidam com uma certa obscuridade deles em relação à Anne e você ? Vocês são a imagem do Lacrimosa.

São músicos profissionais que só se importam com a música. Não há vaidade nenhuma. O Lacrimosa não é um outdoor ambulante nem de imagens nem de modelos. Só a música interessa.
Tradução Paulie Hollefeld

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/entrevista-com-lacrimosa-tilo-wolff/

A guerra nas Estrelas e entrelinhas

Excelente Texto do Alexei Dodsworth.

Ao final deste texto, se você acredita em astrologia vai continuar acreditando. E, se não acredita, vai continuar sem acreditar. Sobre este posicionamento pessoal da sua parte, não estou nem aí. Mas talvez você aprenda a derradeira lição: a VEJA não é uma mídia confiável. Ela tem objetivos ideológicos claros, e seu objetivo nem de longe é apurar os fatos, e sim produzi-los.

Ao longo da matéria especial sobre astronomia e astrologia desta semana, a edição de número 2201 da VEJA desaba para o sensacionalismo barato ao afirmar que a “descoberta” de um astrônomo norte-americano causou “uma revolução”, mudando o signo de todo mundo. De acordo com este astrônomo, Parke Kunkle, as constelações tiveram suas posições celestes alteradas ao longo dos séculos e, por conseguinte, ninguém é mais do signo astrológico que julgava ser.

Ora, o argumento é tolo por dois motivos que expliquei à exaustão para a jornalista Carolina Romanini, ao longo da última semana. Após diversos telefonemas, expliquei detalhadamente para ela o que irei expor neste artigo, mas todo o meu depoimento foi omitido. Devo salientar que não acredito que a jornalista em questão tenha agido de má fé. Ela me parecia verdadeiramente imbuída do desejo de saber a verdade dos fatos, caso contrário não me ligaria tantas vezes para tirar dúvidas meticulosas. Não nasci ontem, e sei muito bem o que significa escrever uma coisa e passar pela canetada da edição. Sei que ela estava imbuida do desejo de saber a verdade.

Vamos ao pontos focais do que transmiti à repórter que assina a matéria:

1. Parke Kunkle não está a dizer nada de novo. Que as constelações não ocupam a mesma posição de dois mil anos atrás, isso é sabido tanto pelos astrônomos quanto pelos astrólogos. Ele clama para si uma “novidade” que só tem “cara de novidade” porque a mídia resolveu que, bem, teria que ser “novidade”. Eis apenas uma das provas de que se trata de notícia velha e requentada, tão requentada que nem o titulo tem criatividade. A imagem comparativa que exponho abaixo, entre a Revista da Folha de 1995 e a VEJA de 2011, foi retirada do Twitter de Ivan Freitas após indicação de Elizabeth Nakata:

Deste modo, entenda de uma vez por todas que a “descoberta fenomenal” de Parke Kunkle nada tem de “descoberta”, e obedece ao velho procedimento midiático de ressuscitar notícias velhas para causar polêmica. Como o próprio astrônomo Ronaldo Mourão declarou: “Não se deve confundir constelações zodiacais. De época em época surge essa discussão que não tem muito sentido. Não sei por que esse astrônomo Parke Kunkle da Sociedade Planetária de Minnesota resolveu levar a questão agora. Não será a falta de assunto? Ou desejo de se promover? Não se deve confundir astrologia com astronomia”.
[a declaração de Mourão foi dada para o jornal Extra, e pode ser lida no seguinte link: http://extra.globo.com/noticias/saude-e-ciencia/zodiaco-astronomos-afirmam-que-datas-dos-signos-estao-erradas-867027.html ]

Sim, Mourão está certo: a notícia é velha e não traz nada de novo.

2. Quer saber por que isso não muda nada para a astrologia? Porque signo astrológico não é constelação, nunca foi! A astrologia ocidental considera signos tropicais, e não siderais. Algumas constelações celestes levam o mesmo nome dos signos do zodíaco, mas os signos zodiacais estão na Terra, e não no céu.

Isso mesmo! Na Terra!

Pra você entender melhor, vamos falar do quadrivium. Este era o nome dado ao conjunto de matérias ensinadas nas universidades medievais na fase inicial do percurso educativo. As 4 matérias eram a geometria (estudo do espaço), a aritmética (estudo do número), a astrologia (aplicação do estudo do espaço) e a música (aplicação do estudo do número). Se você for pesquisar, lerá em alguns lugares que a astronomia era uma das matérias do quadrivium, mas isso não é verdade. O termo “astronomia” nem existia naquela época. Astrologia e aquilo que conhecemos como astronomia eram então uma coisa só.

O que importa, aqui, é compreender que a astrologia era a aplicação da geometria. E o que é a geometria senão o estudo das medidas da Terra?

Signos, portanto, são projeções da eclíptica terrestre, divididos em doze setores iguais e imutáveis. Para um signo astrológico mudar, seria preciso que a Terra saísse de sua órbita – e, caso isso ocorresse, a última coisa com a qual nos preocuparíamos seria com astrologia, astronomia ou com a revista VEJA.

Tudo isso foi explicado à jornalista Carolina Romanini, conforme testemunhado pela advogada Daniela Schaun, que se encontrava ao meu lado durante toda a minha conversa telefônica. Digo isso porque caso seja desmentido que eu disse o que estou expondo aqui, testemunha é que não falta. Resta saber por que tudo o que eu disse foi supinamente ignorado. Talvez por desfazer a fantasia de “noticia sensacional”? Quem vai saber?

Pronto. Quer continuar a acreditar em astrologia? Seu signo não mudou, não se preocupe.

Quer continuar a NÃO acreditar em astrologia? Tudo bem, mas fundamente suas críticas em algo que não tenha a ver com este lance de constelações e signos. Esta crítica é furada e apenas expõe ignorância sobre o tema que você critica. Repito o que sempre digo: a astrologia, como qualquer outro conhecimento humano, é passível de crítica. Mas critique direito, estude pelo menos um pouco o tema sobre o qual você quer tecer críticas, caso contrário suas palavras apenas exporão sua profunda ignorância histórica.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-guerra-nas-estrelas-e-entrelinhas

Entrevista a Thomas Karlsson, 2009

Thomas Karlsson é o fundador da ordem magica Dragon Rouge, e um cientista proeminente que lançou varios livros sobre temas como interpretação de runas e magia goetica. Sabendo que ele é uma figura bastante reclusa, nós nunca nem tentamos entrar em contato com o homem, apesar das letras de albuns como “Lemuria/Sirius B” (2004) e “Gothic Kabbalah” (2007) literalmente pedem por uma entrevista com seu autor. Mas uma oportunidade apareceu de repente, quando o livro de Karlsson “Adulruna, ou Kabbalah Goetica” foi traduziso pro idioma russo e publicado domesticamente. Assim, aqui vamos nós…

É do conhecimento de todos que você conheceu Chris pela primeira vez em 1990, mas apenas começou a escrever as letras pro Therion alguns anos depois. Qual foi o ponto de partida de sua cooperação criativa, e quais foram os motivos pra você começar a escrever as letras pra musica de Christofer?

Christofer me perguntou se eu gostaria de escrever as letras posto que as letras já tratavam de temas os quais eu estava profundamente envolvido. Ele achou que eu talvez pudesse melhor transformar esses temas em letras. Fomos amigos muito proximos todos esses anos, temos uma cooperação parcimoniosa e debatemos quais temas poderiam se encaixar ás diferentes canções.

Fiquei sabendo pelas bandas de metal russas que trabalham com letristas “de fora” que é um trabalho muito dificil juntar musica e letra, tão dificil que muitas vezes eles tem que reescrever as letras do começo ao fim para obter um resultado que satisfaça ambas as partes. Quantas versões de uma letra você geralmente escreve pra uma canção do Therion?

É muito trabalho, e é dificil dizer qualquer coisa no aspecto geral sobre quanto tempo leva, mas eu começo com uma versão bruta e coloco toques finais ate terminar. Há tantos passos, primeiro conhecer a musica e seu caráter especial, e depois encontrar um tema apropriado e disso escrever e fazer se encaixar na musica.

Você disse uma vez, “letra e musica se originam do mesmo lugar, que é o mito e a magia”. Nessa perspectiva, você se considera mais um criador de algo novo ou um medium que apenas ajuda a trazer pra este mundo algo que já existe em outro lugar?

Preferiria dizer que eu medio temas que ja existem por aí, mas claro que com um toque pessoal.

Quanto você se interessa pela atual situação do heavy metal? E há letristas no metal cujos trabalhos você considera interessantes ou inspiradores?

Tenho muitos amigos que tocam em bandas de metal, mas infelizmente não estou muito bem-informado, mas eu sei que existem muitos musicos talentosos e letristas na cena. A banda sueca Saturnalia Temple foi fundada por amigos e membros da ordem esoterica Dragon Rouge. Tanto sua musica como letras são auxiliadas e profundamente afetadas pela magia. Escrevi um pedaço de uma letra pra banda sueca de death/black metal Nefandus, e essa banda tambem é muito influenciada pela magia.

Há muitas bandas de metal que dizem que expressam o ocultismo por suas musicas e letras. Claro, para muitos isso é apenas moda, interesse infantil ou estupidez, mas há algumas bandas que são, no minimo, pela primeira impressão, sinceras no que fazem. Quais são as bandas que lidam com temas ocultos e são convincentes para você? O que você pensa sobre, por exemplo, os gregos do Necromantia?

Não conheço o background da maioria das bandas e é dificil ter uma opinião, mas o Necromantia parece ser serios e praticantes esotericos avançados, assim como otimos musicos.

Therion é associado na maior parte das vezes com Christofer, enquanto você permanece nos bastidores, entretanto sua contribuição nos albuns do Therion é obviamente muito grande. O que você sente quando você vai a algum show do Therion (alias, isso acontece com frequencia?), e vê todo o publico cantando junto ““Powers of Thagirion / Watch the Great Beast to be…”?

É muito rara a minha ida aos shows, mas claro que é agradável ver todos esses fãs entusiastas cantando em coro minhas letras.

Você se importa com o modo com que suas letras são vistas e interpretadas pelo publico? Há alguma “mensagem” especial ou “ideia” que você tenta passar pelas canções? Seria correto dizer que um dos propositos de seu envolvimento no Therion é fazer com que mais pessoas se interessem em magia/ocultismo/filosofia?

Não, não tento promover qualquer filosofia especial pelas letras, mas sim inspirar o interesse nos temas nos quais me baseio ao escrever. Sei que muitos fãs do Therion foram inspirados a estudar mitologia e esoterismo por causa das letras.

No “Sirius B” há duas canções onde personagens russos proeminentes são mencionados. Vamos começar com “The Voyage of Gurdjieff” – o que você pensa sobre essa pessoa e sua filosofia? Ele te influenciou de alguma forma?

Algumas partes da filosofia de Gurjieff tiveram influencia sobre mim. Compartilho a ideia dele de auto-criação, auto-desenvolvimento e percepção pelo trabalho. Acho os trabalhos dele como “Beelzebub’s Tales to His Grandson”, “Meetings with Remarkable Men” e “Life is Real Only Then, When ‘I Am’” otimas leituras, entretanto muitas coisas que assimilei de sua filosofia vieram de seu discípulo P.D. Ouspensky. Sou entretanto não um seguidor do Quarto Caminho, como o sistema dele é chamado, mas acho que muitas coisas são uteis.

Outra figura é Rasputin, mas minha pergunta não é sobre a pessoa, mas sim sobre a letra de “The Khlysti Evangelist”. Desculpe dizer, mas as frases russas no começo da canção não estão muito corretas, por assim dizer, e pelo que sei, elas foram traduzidas por uma garota da Estonia, onde o idioma russo não é tão comum mais. Por que uma escolha tão estranha assim de tradutor? Tanto você quanto Christofer são tão exigentes quanto ás pessoas que trabalham com vocês na maior parte das vezes…

Lamento saber que a parte em russo dessa letra não esta tão correta. Não tenho resposta pra isso porque não estava envolvido na gravação ou na escolha do tradutor. Mas obrigado pela informação. Proximas frases em russo num album do Therion estarão esperançosamente mais corretas.

Continundo com o tema russo – Em fevereiro veremos a publicação de seu livro “Adulrunan och den Gtiska Kabbalan” no idioma russo pela primeira vez. O quanto este livro ajudara àqueles que ficaram intrigados pelas letras do “Gothic Kabbalah” a encontrar respostas? Quanto em comum o livro e o disco tem?

O livro e as letras estão profundamente conectados e baseados na mesma fonte. O livro será a chave para a compreensão das letras do “Gothic Kabbalah”. O livro e as letras derivam da filosofia oculta do magico da corte sueca Johannes Bureus (1568 – 1652). Ele foi o professor do rei e guerreiro Gustavo II Adolf e criou um sistema o qual chamou de “cabala gotica”. De acordo com ele, as tribos goticas se originaram na Escandinavia e disse que as runas poderiam ser interpretadas como sinais cabalisticos que descrevem a origem do universo. Há muitos enigmas nesse sistema. Inspirado pelo alquimista suiço Paracelsus ele disse que há três tesouros a serem encontrados e que eles transformarão o mundo todo quando alguem os encontrar. Ele provavelmente disse isso no sentido simbolico como tesouros espirituais.

O que você acha dos leitores dos seus livros? Em outras palavras, a quem você os recomendaria?

É um livro bastante academico, mas eu acho que todos que gostariam de entender as letras do “Gothic Kabbalah” deveriam ler, e eu acredito que as pessoas interessadas em ocultismo e/ou historia acharão o livro interessante. É entretanto não um livro de esoterismo pratico, como meu livro Qabalah, Qliphoth e Magia Goetica que descrevem selos, rituais, e trabalhos magicos na prática.

Existe uma crença em comum de que a magia verdadeira deveria se manter clandestina, e se trazida ao conhecimento do publico, a magia perde seu poder. Você, pelo contrario, escreve sobre magia em detalhes no “Qabalah, Qliphoth e Magia Goetica”. Você discorda da afirmação acima, ou o que você escreve nesse livro é apenas o estagio inicial, e estagios mais avançados precisam ser mantidos em segredo?

Acredito que a magia verdadeira é clandestina por si só. Não importa se você conversar ou escrever sobre ela porque seu efeito é mais profundo que o conhecimento comum. Não acredito que tenha album sentido em manter isso em segredo como um objetivo propriamente. Leva anos de dedicação para conhecer os segredos da magia, e meu papel como autor é ajudar os adeptos dedicados a encontrar o caminho aos segredos da magia, mas a revelação e iluminação não são coisas que eu possa influenciar. É um processo interior da pessoa.

Além do Therion, você se envolveu na banda Shadowseeds, a qual você chama de “um manifesto musical de algumas partes de nosso trabalho magico”. Você pode descrever a musica deste projeto ou recomendar modos de conhece-la (alem de baixar mp3 da internet, claro)?

É um projeto de musica baseado na magia junto com Tommie Eriksson, meu amigo e frater da Dragon Rouge. É um projeto passivo e aparece quando é conectado a certos processos esotericos. Da ultima vez aconteceu devido a um longo trabalho com a cabala gotica de Bureus, e o Shadowseeds o manifestou pela musica. Minhas primeiras letras baseadas na Cabala Gotica foi numa produção do Shadowseeds. A melhor maneira de ouvir às musicas é encontrar Tommie no MySpace. Ele é a força que comanda por trás do Lapis Niger e o Saturnalia Temple.

Já faz muito tempo que o Shadowseeds teve alguma atividade (estudio ou ao vivo). Alguma chance de reviverem o projeto em breve, ou trabalhar em alguma outra colaboração musical?

Com certeza iremos criar novas musicas, mas não sabemos quando. É um projeto magico e de muitas maneiras fora de nosso controle consciente. Mas acredito que o proximo album não demorara muito pra sair.

Que tipo de musica você ouve em casa? Heavy Metal, algo similar ao Shadowseeds, ou outras coisas?

Ouço muitos tipos de musica. Gosto dos black metals antigos como Bathory, e metal esoterico como Dio. Gosto muito dos álbuns antigos do Mercyful Fate e do King Diamond. Ouço musica feita por amigos e fraters como o Saturnalia Temple e Kaamos. Quando escrevo eu ouço bandas ambientes obscuras como Arcana e Raison d’Etre e gosto de ouvir bandas como Ain Soph, Blood Axis and Fire + Ice. Curto musica clássica, e isso soará como babação de ovo aos leitores russos, mas a maioria dos meus compositores favoritos são russos. Aleksandr Nikolajevitj Skrjabin é um dos meus compositores favoritos absolutos, mas eu tambem sou muito aficionado pela musica de Stravinskij, e pela de todos esses 5 (Csar Cui, Alexander Borodin, Modest Musorgskij, Nikolaj Rimskij-Korsakov e Milij Balakirev). Tambem ouço muito folk music e gosto especialmente de musica folk oriental. E devo confessar secretamente que ás vezes eu ouço musica comercial contemporanea, apesar de tentar negar. (risos)

O poder da musica é motivo de debate há muito tempo. Na idade media havia esse conceito “diabolus en musica”, no começo dos anos 90 havia um julgamento contra o Judas Priest, e daí por diante. Na sua opinião, quanto poder a musica tem? É possivel influenciar intencionalmente a vida de alguem ou o modo de pensar por uma canção ou uma progressão de cordas/sons?

O poder da musica não pode, de acordo com minha visão de mundo, ser superestimado. Musica é o argumento mais forte para uma visão não-nihilista e não-darwinistica. A musica não pode ser explicada por simples Darwinismo. Musica é irracional, mas ao mesmo tempo fundamental para ser um ser humano. A musica tem o poder de abrir os portões pra outras realidades e pode criar revoluções e guerra, tambem como o amor e a paz. Compartilho a filosofia antiga de Pitágoras de que o universo é, em seu fundamento, musical.

Voltando a coisa da Russia – você disse uma vez que era muito interessado em mitologia eslava. O que você acha da Russia no dias atuais? Já esteve neste país?

Infelizmente nunca fui á Russia, mas certamente irei num futuro proximo. Sou muito aficionado pela cultura russa e espero aprender mais sobre os mitos e tradições.

Quantos membros russos tem a Dragon Rouge? Algum plano sobre construir um templo na Russia ou algum outro país eslavo?

Não sei. Como sou o fundador da Dragon Rouge, alguns fraters froam gentis e me liberaram de alguns deveres administrativos, mas não acho que temos membros o suficiente ainda, entretanto penso que os livros mudarão isso e espero que tenhamos mais membros russos. Assim que tivermos uma base solida gostariamos de construir um templo na Russia e em outros países eslavos.

Falando sobre planos – foi anunciado que o Therion começará a gravar o novo album em 2009. Que assuntos as canções terão dessa vez?

Ainda é segredo.

E com o que você pessoalmente planeja estar ocupado num futuro proximo? Há algum livro sendo escrito? Talvez um sobre Lilith, como você mencionou numa entrevista uns anos atrás?

Estou prestes a terminar meu doutorado na Universidade de Estocolmo, e o meu prozimo livro será provavelmente semibiografico sobre minhas experiencias em ocultismo, mas eu não sei exatamente ainda, poderá haver outro antes deste.

Para terminar essa entrevista, você pode dizer algo aos leitores do Headbangers.ru e aos potenciais leitores da tradução russa de seus livros?

Espero que curtam a leitura e talvez eu conheça alguns de vocês no futuro.

Agradecimento em especial ao Warrax (editora Darkon) por conseguir essa entrevista.

Fonte: Headbangers.ru, Tradução Nathalia Claro

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/entrevista-a-thomas-karlsson-2009/

Abençoados e Malditos

(Segundo esse princípio, o calor e o frio são nomes, graus, de uma só coisa, apenas designando os extremos dessa coisa. Assim se dá também com tudo o que parece oposto entre si: são extremos de algo. O forte e o fraco são extremos da força física. O amor e o ódio são extremos de uma mesma energia ou força. Sendo uma graduação de uma só coisa, pode-se então subir ou descer nessa graduação, aumentando-se ou diminuindo-se a quantidade da “coisa” relacionada. Assim se dá, também, com os temperamentos e disposições humanas.)

Quando li esse princípio hermético, tive diversas inspirações. Ora, se um extremo é ligado ao outro extremo, então, imagine o que Hitler teria sido capaz de fazer pelo Bem e não o fez? Ele possuía o mesmo potencial para o Bem, só que o usou na outra polaridade, do outro lado da “gangorra”. E Jesus? Imagine o Mal que teria causado se fosse pelo outro lado… o potencial que ele exibiu, direcionado para a malignidade. Seria terrível…

Da mesma forma, imaginei como cada um nós tem um potencial determinado e a faculdade de escolher como utilizá-lo.

Analisei o que tenho feito com meu potencial, pensei como seria se eu revertesse as más atitudes em boas… o quão diferente seria minha vida? E o quão fácil/difícil é fazer isso? Dúvidas e mais dúvidas surgem, como uma enxurrada. Porém, se o Princípio Hermético existe e já foi testado durante milhares de anos, ele não nos deixa mentir. De fato, como dizem em minha terra, “temos a faca e o queijo na mão” para mudarmos. E a chave para isso é uma Vontade profunda, verdadeira, brilhante, inquebrável, invencível! Como adquirir essa Vontade? Ora, usando o próprio princípio da polaridade, pode-se transmutar a Preguiça em Ação, pois são pólos opostos de uma mesma força ou energia. Deve-se elevar os graus dessa energia, até que seja tão alta, a ponto de gerar Ação por si mesma.

Como fazer isso? Ora, como estudiosos de ocultismo, temos à disposição ferramentas que, embora básicas, são fundamentais para todos os degraus da escada. Veja a visualização, por exemplo: ela é a pedra-base para a maioria das operações que iremos realizar na nossa jornada. Eu começaria assim: visualizando meu objetivo. Vendo-me naquela situação, com o máximo de detalhes, de sensações. Tantos detalhes, tão “reais” que é como se eu estivesse lá. Isso geraria em mim uma Força que me faria querer concretizar isso o mais rápido possível. Essa Força pode ser chamada de Empolgação, Entusiasmo. Desse ponto para a Vontade, é simples: continue acumulando essa Força até chegar a tal ponto que não consiga mais ficar parado. Pronto! Você acumulou tanta energia que ela transbordou e se transformou em Ação. Ação pela Vontade! É só continuar nesse fluxo, surfando nessa onda energética, aproveitando cada momento e dando o melhor que puder. Em algum momento, é claro, a energia cessará. Porém, agora você sabe como proceder. É só repetir o processo. Você ficará cada vez mais treinado e o tempo necessário para o “carregamento” será cada vez mais curto.

Não há por que não praticar isso. Se algo ou alguém lhe impedir de fazer isso, seja uma outra pessoa ou você mesmo (como é na maioria dos casos – nós somos nossos maiores inimigos), busque ajuda. Abra-se. Não tenha medo, nem orgulho. Procure alguém de sua máxima confiança e peça ajuda. Ou, se não estiver preparado ou se não quiser pedir ajuda, procure equilibrar-se. Cada pessoa têm uma forma de fazer isso. Eu, por exemplo, gosto de meditar. Gosto de escrever. Esclarecer as idéias, mudar de ambiente, ouvir música, entrar em contato com a natureza. Enfim, temos inúmeras ferramentas à nossa disposição. Lembre-se que, querer melhorar é Vontade também. E se você quer melhorar, você já está no Caminho.

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Mapa Astral do Marquês de Sade

Mapa Astral

O Mapa de Donatien possui Sol e Júpiter em Gêmeos; Lua em Virgem (seu Planeta mais forte, com 7 aspectações fortes); Vênus, Saturno, Netuno e Caput Draconis em Câncer (Casas 8 e 9); Ascendente e Plutão em Escorpião. Em um resumo, uma pessoa muito comunicativa e com facilidade para trabalhar com palavras e emoções, que ao longo da vida vai aprofundando-as cada vez mais para, ao final do processo, tomar conta da emoção dos que estão ao seu redor. Win?

As Oitavas altas e baixas de Câncer

Câncer é um signo que geralmente os leigos consideram o “signo da mãe”, por conta das baixas manifestações emocionais da humanidade como um todo. Câncer, ou água Cardinal (as emoçoes voltadas para o espírito) representa energias que entendemos como tomar conta das emoções dos outros… mas isto se aplica desde as enfermeiras de uma unidade de UTI pré-natal, babás, médicos pediatras, maestros, poetas, fabulistas e mães/pais corujas até serial killers pedófilos… para um leigo, podem parecer coisas completamente díspares, mas se entendermos a Astrologia como matemática da psique, a única diferença é o sinal positivo ou negativo destas atitudes: todos os casos acima “conduzem o emocional do outro à sua vontade”. Tanto o bebê ou enfermo quanto a vítima do serial killer estão com suas vidas nas mãos do protagonista… o maestro conduz as emoções da pessoa através da música, para a alegria ou para a tristeza.

Com Mercúrio em Touro e Lua em Virgem (na casa 10, da disciplina), não é de se espantar em nada que Sade tenha sido um ateu materialista dogmático, lutando com cada fagulha de seu ser contra a Igreja. Some-se a isso uma facilidade enorme de lidar com as palavras e emoções e o sarcasmo do conjunto sendo influenciado por Escorpião. Sua aspectação mais forte, Urano em Capricórnio e Caput Draconis em Câncer, foi pervertida do “abraça e protege” para “amarra e bate”… matematicamente, não estão tão distantes assim: Vemos todos os dias nos jornais pessoas desequilibradas “matando por amor” ou “batendo para ensinar” (se quiser dar um passo maior pro Abismo, tem também os “estupros corretivos em lésbicas” ou “surras corretivas em gays” pregadas pelos doentes evangélicos, que são oitavas fundo-do-poço das energias completamente desfiguradas da oposição Câncer/Capricórnio (cuidar/proteger).

Com Marte em Áries, se Donatien fosse um sujeito religioso, daria um belo Inquisidor, mas estava do outro lado da balança e usou sua facilidade em escrever/trabalhar as palavras para chocar. Em suas obras, Sade usava-se do grotesco para tecer suas críticas morais à sociedade urbana. Evidenciava, ao contrário de várias obras acerca da moralidade – como por exemplo o “Princípios da Moral e Legislação” de Jeremy Bentham- uma moralidade baseada em princípios contrários ao que os “bons costumes” da época aceitavam; moralidade essa que mostrava homens que sentiam prazer na dor dos demais e outras cenas, por vezes bizarras, que não estavam distantes da realidade. Em seu romance “120 Dias de Sodoma”, por exemplo, nobres devassos abusam de crianças raptadas encerrados num castelo de luxo, num clima de crescente violência, com coprofagia, mutilações e assassinatos – verdadeiro mergulho nos infernos.

#Astrologia #Biografias

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Eletric Ladyland, Jimi Hendrix

A relação de Jimi Hendrix com magia negra é bem anterior a óbvia obra prima Vodu Chile e suas cenas botando fogo cerimonialmente em seus instrumentos de trabalho. Hendrix tinha fama de ser possuído por todos os seus demônios cativos em cima do palco. Seu interesse nos cultos africanos e em especial no culto Yoruba podem ser evidenciados na maioria de suas entrevista, mas começou com o encontro com o baterista Kwasi Dzidzornu, vulgo Rocki.

Rocki, nativo de Ganá  era filho de sacerdote e percebeu que as músicas de Hendrix eram muito semelhantes aos toques que ouvia quando era pequeno. Na excelente biografia de Jimi Hendrix, ‘Escuse me while I kiss the sky” lemos:

“Uma das primeiras coisas que Rocki perguntou a Jimi foi onde ele tinha aprendido aqueles capenga que muitas das ‘assinaturas rítmicas’ que Jimi tocava na guitarra eram, freqüentemente, idênticas aos ritmos que seu pai tocava em cerimônias Vodu. A maneira com que Jimi dançava aos ritmos que tocava faziam Rocki rememorar os ritmos que seu pai tocava para os loas. A cerimônia é chamada de Vodushi. Quando criança na aldeia, Rocki entalhava em madeira representantes destes espíritos. Eles também representavam seus ancestrais. Estes eram os deuses-demônios que eles adoravam e vieram a tomar um bocado de espaço na casa de Jimi.”

Em sua época de ouro a fama era de que Hendrix vendera a alma ao diabo em troca de seus talentos musicais. Sua namorada oficial, Fayne Pridgon, disse: “Ele costuma falar que há um tipo de diabo nele, você sabe, ele não tinha muito controle sobre isso. Ele não sabia a razão de muitas das coisas que fazia ou dizia em suas canções. ”

Quando colocado contra a parede e questionado se acreditava nestes demônios Jimi se saiu com essa: “Pergunte as cordas de minha guitarra e ouvirá a resposta.”. A música escolhida para representar o álbum registra o amor lascivo de Hendrix pela Magia Cigana, encontrada nesta pérola chamada Eletric Ladyland.

Gypsy Eyes, Jimi Hendrix

 

Well I realize that I’ve been hypnotized, I love your gypsy eyes
I love your gypsy eyes
Alright!

Hey!
Gypsy.

Way up in my tree I’m sitting by my fire
Wond’rin’ where in this world might you be
And knowin’ all the time you’re still roamin’ in the country side
Do you still think about me?
Oh my gypsy.

Well I walked right on to your rebel roadside
The one that rambles on for a million miles
Yes I walk down this road searchin’ for your love and ah my soul too
But when I find ya I ain’t gonna let go.

I remember the first time I saw you
The tears in your eyes look like they’re tryin’ to say
Oh little boy you know I could love you
But first I must make my get away
Two strange men fightin’ to the death over me today
I’ll try to meet cha by the old highway.
Hey!

Well I realize that I’ve been hypnotized, I love your gypsy eyes
I love your gypsy eyes
I love your gypsy eyes
I love your gypsy eyes
Alright!

I’ve been searchin’ so long my feet have made me lose the battle
Down against the road my weary knees they got me
Off to the side I fall but I hear a sweet call
My gypsy eyes is comin’ and I’ve been saved.

Oh I’ve been saved
That’s why I love you uh
Said I love you
Hey!
Love you uh
Lord I love you
Hey!

Tradução de Gypsy Eyes
Olhos ciganos

Bem ,descobri que fui hipnotizado,
Amo seus olhos ciganos
Amo seus olhos ciganos
tudo bem!
hey! cigana
escalo minha árvore e fico e me aqueço no fogo
querendo descobrir onde neste mundo você está
e sabendo o tempo todo que você continua rodando pelo país
você ainda pensa em mim?
oh, minha cigana
bem, eu fui até a estrada, o lugar onde você vive
aquele que se situa a milhão de milhas
sim, saí por aquela estrada em busca de seu amor e de minha alma também
mas quando encontrá-la não vou deixá-la ir
lembro-me da primeira vez que a vi
as lágrimas em seus olhos pareciam que tentavam dizer
oh menino, você sabe que eu poderia amar você
mas pimeiro devo trilhar meu caminho
hoje, dois homens estranhos brigaram até a morte por mim
vou encontrá-lo lá na velha estrada velha
hey!
tenho procurado por tanto tempo e meus pés me fizeram perder a batalha
andando pela estrada meus joelhos cansados
me jogaram fora do caminho, caí mas ouvi uma voz doce chamar
minha olhos ciganos está vindo e serei salvo
oh estarei salvo
por que eu a amo tanto
disse eu te amo
hey!
te amo uh
deus, eu te amo
hey!

Nº 71 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/eletric-ladyland-jimi-hendrix/

Olhos novos para o mais distante…

Sabemos que a maior parte do que chamamos de “realidade”, permanece oculta aos nossos olhos. De certo modo isso é bom. Imaginem o caos que não seria, se enxergássemos as ondas rádio, as microondas ou as inúmeras radiações. A natureza fez bem em delimitar nosso campo visual e auditivo. Nos deu o suficiente para sobrevivermos.

Do mesmo modo, somos incapazes de enxergar as infindáveis galáxias que nos rodeiam, bem como a estrutura de um átomo. Acreditamos que essas coisas existem, mesmo que não tenhamos os instrumentos certos para averiguar. Isso porque, existiram, e ainda existem, homens ou mulheres, que fazem disso a sua vida, a sua razão de existir: romper os limites observáveis.

O italiano Galileu Galilei, físico, matemático, astrônomo e filósofo foi um desses. Não saberia ele, da existência dos anéis de Saturno, das manchas solares, das montanhas lunares, das fases de Vênus e das “luas” de Júpiter se não tivesse realizado sua verdadeira vontade.

Novas visões trazem novos pensamentos, o sistema heliocêntrico ganhava força. No entanto, novos pensamentos não eram bem vindos. Visões que rompem nossos paradigmas é sempre um incômodo. E na época de Galileu, expor essas visões, poderia ser um tanto perigoso. Julgado pelo tribunal da inquisição romana e temendo um fim semelhante ao de Giordano Bruno, Galileu se viu forçado a renunciar publicamente as suas ideias.

Se engana quem acredita que isso pertence apenas a um passado distante. As chamas da inquisição se apagaram, mas suas cinzas continuam a intoxicar a sociedade, a sufocar o pensamento livre. Eles atuam silenciosamente, como uma espécie de câncer que se desenvolve em nossas entranhas. Lamentavelmente, quando nos dermos conta dos sintomas, já estaremos em fase terminal.

Nosso saudoso Rubem Alves, sabia muito bem disso ao escrever que “os hereges que as religiões queimam e matam não são assassinos, terroristas, ladrões, adúlteros, pedófilos, corruptos. Esses são pecados suaves, que podem ser curados pelo perdão e pelos sacramentos. Os hereges, ao contrário, são aqueles que odeiam as gaiolas e abrem as suas portas, para que o Pássaro Encantado voe livre. Esse pecado, abrir as portas das gaiolas para que o Pássaro voe livre, não tem perdão. O seu destino é a fogueira. Palavra do Grande Inquisidor.”

Ainda hoje, pensamentos diferentes do padrão o qual estamos inseridos, ou que estejam em dissonância com os dogmas religiosos, não são bem vindos. É notável como um livre pensador pode incomodar. Incomoda porque não fomos programados para pensar livremente. Incomoda porque balança as colunas dos templos fundamentalistas, que lamentavelmente são construídos sobre a maleabilidade da areia. “E caiu a chuva, vieram as enxurradas, sopraram os ventos e deram contra aquela casa, e ela desmoronou. E foi grande sua ruína! ” (Mateus 7:27)

Até quando carregaremos as traves do preconceito e do legalismo? Até quando permitiremos que a cegueira ideológica nos impeça de enxergar o que está por trás das aparências?

Escreve Frei Beto que “toda realidade é sacramento, sinal de algo maior e mais profundo do que as meras aparências demonstram”. O que precisamos? O que nos falta? Teilhard de Chardin deixa a dica: “uma nova maneira de ver, ligada a uma nova maneira de agir: eis o que nos falta”.

Em poucas linhas, Nietzsche nos apresenta toda uma filosofia de vida, uma espécie de “código de conduta” para quem deseja vivenciar essa nova maneira de ver e a nova maneira de agir proposta por Chardin. Afinal, o que é necessário para que sejamos, de fato, livres pensadores? O que é necessário para que deixemos de ser apenas mais uma mera bateria da matrix, e quem sabe um dia, alcançarmos o livre arbítrio intelectual?

“É necessário possuir uma integridade intelectual levada aos limites extremos. Estar acostumado a viver no cimo das montanhas – e ver a imundície política e o nacionalismo abaixo de si. Ter se tornado indiferente; nunca perguntar se a verdade será útil ou prejudicial… Possuir uma inclinação – nascida da força – para questões que ninguém possui coragem de enfrentar; ousadia para o proibido; predestinação para o labirinto. Uma experiência de sete solidões. Ouvidos novos para música nova. Olhos novos para o mais distante. Uma consciência nova para verdades que até agora permaneceram mudas. E um desejo de economia em grande estilo – acumular sua força, seu entusiasmo… Auto-reverência, amor-próprio, absoluta liberdade para consigo”.

Creio, que Galieu Galilei, está entre esses raros homens que tiveram “olhos novos para o mais distante”.

Fabio Almeida é bacharel em administração de empresas, especializado em filosofia, teologia e história. Eterno aprendiz, amante das artes e do livre pensar. 

#Universalismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/olhos-novos-para-o-mais-distante

Dusk And Her Embrace, Cradle of Filth

Já virou clichê dizer que nos dias de hoje o Cradle of Filth é dos poucos que levam o Satanismo a sério. O lançamento de Gospel of Filth junto a Gavin Baddeley, um livro que têm tudo para superar de longe as obras escritas por LaVey e se tornar a verdadeira bíblia satânica do século XX é a maior prova disso.

Nele encontramos tudo aquilo que representa as verdades escondidas: convenientes ou incovenientes do Satanismo Tradicional e também duras críticas ao chamado Neo-Satanismo Filosófico. Muito disso é obviamente culpa do “Doutor LaVey” e seus asseclas; que plagiando o trabalho de Ayn Rand, Nietzsche e Ragnar Redbeard, fizeram da Bíblia de Satã um samba do crioulo doido que só podeira ter  surgido entre os hippies dos anos sessenta.

Dani Filth considera este disco o mais importante da carreira do Cradle of Filth. É o album que definiu a identidade da banda. Também foi nessa época que fãs da banda foram presos por usarem as belas camisetas do grupo com a inscrição: “Jesus é uma Bu***” e a freirinha tesuda se masturbando a vontade. Mais uma pérola magnânima vinda diretamente dos arquivos secretos do inferno. Não sabe o que isso significa? Vasculhe melhor a seção Demonologia de MSINC. e então compreenderá.

A Gothic Romance (Red Roses For The Devil’s Whore)

Evening minuetto in a castle by the sea
A jewel more radiant than the moon
Lowered Her mask to me
The sublimest creature the Gods, full of fire
Would marvel at making their Queen
Infusing the air with Her fragrant desire
And my heart reeled with grave poetry …

From grace I fell in love with Her
Scent and feline lure
And jade woodland eyes that ushered in the impurest
Erotic, laden fantasies amid this warm Autumn night
She lulled me away from the rich masquerade
And together we clung in the bloodletting moonlight
Pearled luna, what spell didst thou cast on me?
Her icy kiss fervoured my neck
Like whispering waves ‘pon Acheron’s beach
In a whirl of sweet voices and statues
That phantomed the dying trees
This debauched seductress in black, took me …

In a pale azured dawn like Ligeia reborn
I tore free of my sleep-sepulchre
On the sea misted lawn where stone figures, forlorn
Lamented the spectre of Her
Bewildered and weak, yet with passion replete
I hungered for past overtures
The curse of unrest and her ardent caress
Came much more than my soul could endure …

I, at once, endeavoured to see Her again
Stirring from midnight’s inertia
Knowing not even her name
On a thin precipice over carnal abyss
I danced like a blind acolyte
Drunk on red wine, her dead lips on mine
Suffused with the perfume of night

For hours I scoured the surrounding grounds
In vain that we might meet
When storm clouds broke, ashened, fatigued
I sought refuge in a cemeterty

Sleep, usher dreams
Taint to nightmares from a sunless nether

Mistress of the dark
I now know what thou art

Screams haunt my sleep
Dragged from nightmares thou hast wed together

Lamia and Lemures
Spawned thee leche
To snare my flesh

Portrait of the Dead Countess

Deep stained pain that I had dreamt
Flaunted demise, life’s punishment
Leaving little strength to seal this wretched tomb …

But poised nectar within my stirs
Up feverous desire and morbid purpose to search
Through cobwebbed drapery to where she swoons
Goddess of the graveyard, of the tempest and moon
In flawless fatal beauty her very visage compels
Glimpses of a heaven where ghost companies fell
To mourning the loss of god in blackest velvet
Enrobed in their downfall like a swift silhouette

Fleeting, enshadowed
Thou art privy to my sin
Secrets dead, wouldst thou inflict
The cruel daylights upon my skin?
Dost thou not want to worship me
With crimson sacrifice
So my cunt may twitch against thy kiss
And weep with new-found life?

Red roses for the Devil’s Whore …

Dark angels taste my tears
And whisper haunting requiems
Softly to mine ear
Need-fires have lured abominations here …

Nocturnal pulse
My veins spill forth their waters
Rent by lips I cherish most

Awash on her perfidious shores
Where drowning umbra o’er the stars
Ebon’s graves where lovers whore
Like seraphim and Nahemah

Pluck out mine eyes, hasten, attest
Blind reason against thee, Enchantress
For I must know, art thou not death?
My heart echoes bloodless and incensed …

Doth temptation prowl night in vulvic revelry
Did not the Queen of Heaven come as Devil to me?
On that fatal Hallow’s Eve when we fled company
As the music swept around us in the crisp, fated leaves
UNder horned Diana where her bloodline was sewn
In a graveyard of Angels rent in cool marbled stone
I am grieving the loss of life in sombre velvet
Enrobed in Death’s shadow like a swifter
silhouette …

A Gothic Romance (Red Roses For The Devil’s Whore)
Cradle Of Filth

Um Romance Gótico (Rosas Vermelhas à Prostituta de Satã)

Minueto a noite em um castelo perto do mar
Uma jóia mais radiante que a lua
Abaixou sua máscara para mim
A mais sublime criatura dos deuses, cheia de fogo
Gostaria de maravilhar-se criando sua Rainha
Inspirando o ar com sua fragrante luxúria
E meu coração balançou com poesias ameaçadoras

Da graça eu me apaixonei por Ela
Perfumada e traiçoeira isca
E olhos silvestres de jade que acompanharam no mais impuro
Erótico, fantasias carregadas entre esta noite quente de outono

Ela me acalmou para longe do magnífico mascarado
E juntos nós agarramos na sangria ao luar
Perolada lua, que feitiço tu jogaste em mim?
Seu beijo gelado ferveu meu pescoço
Como ondas murmurantes na praia de Acheron
Em um remoinho de vozes doces e estátuas
Que ilusionou as árvores mortais
Essa devassa sedutora de preto, me pegou
Em um pálido alvor como o renascimento de Ligeia
Eu me libertei do meu sono – sepulcro
No mar obscuro onde a rocha simboliza, solitária
O fantasma deplorado Dela
Espantado e frágil, ainda repleto de paixão
Eu desejei pelo prelúdio do passado
A maldição do desassossegado e sua ardente carícia
Vieram muito mais do que minha alma podia suportar….

Eu, imediatamente me empenhei para vê-la de novo
Ativo devido a inércia da meia-noite
Não sabendo sequer o nome dela
Em um estreito precipício acima do abismo carnal
Eu dancei como um coroinha cego
Bêbado pelo vinho vermelho, seus lábios mortos nos meus
Cheio com o perfume da noite

Por horas eu percorri o cercante jardim
Em vão aquilo que nós deveríamos encontrar
Quando nuvens de tempestades quebram, exauridas
Eu procuro refugo em um cemitério

Durmo, tenho premonições
Sinal de pesadelos de um plano inferior sem sol

Ama da escuridão
Eu agora sei o que tu és

Gritos assombram meu sono
Arrastado dos pesadelos tu quer casar-se

Lâmia e Lêmures
Geraram ti devassa
Para trair minha carne

Retrato da Condessa Morta

Profunda dor manchada aquela que eu tinha sonhado
Ostentada morte, punição da vida
Saída um pouco forte para lacrar este infame túmulo….

Mas o néctar envenenado dentro de minha revolta
O desejo se aquece e mórbido propósito a procurar
Até o fim cortinas cobertas de teias para onde ela desmaiou
Deusa do cemitério, da tempestade e da lua
Na impecável beleza fatal de seu rosto constrangido
Visões de um paraíso onde fantasmas acompanham desumanos
Para tristeza a perda de deus no mais negro veludo
Inscrito em suas quedas como uma veloz silhueta

“Fugitiva, assombrada
Tu és particular para o meu pecado
Segredos mortos, que tu gostaria de impor
O cruel crepúsculo da manhã sobre minha pele?
Tu não quis me venerar
Com sacrifico sanguinário
Então meu cu poderá repelir contra vosso beijo
e lamentar com a nova vida?”

Rosas vermelhas para a prostituta de Satã….

Anjos negros experimentem minhas lágrimas
E sussurrem músicas fúnebres
Suavemente para meus ouvidos
Necessidade do fogo atraiu abominações aqui….

Pulsação noturna
Minhas veias derramam adiante suas águas
Fenda perto dos lábios que eu mais apreciei

Levado pelas ondas na sua traiçoeira costa
Onde assombrações afogam acima das estrelas
Lápides negras onde prostitutas amantes
Como seraphim e Nahemah

“Nahemah”

Arrancam meus olhos, apressadamente, certificado
Cego por causa de ti, feiticeira
Para que eu deva saber, tu não estás morta?
Meu coração ressoa sem sangue e inflamado….

Faz a tentação rondar a noite na festança
A rainha do paraíso não virá como Satã para mim?
Naquela fatal consagração de Eva onde nós fugimos acompanhados
Como a música limpa em volta de nós na clara, predestinada saída
Embaixo curvada Diana onde sua linha de sangue costurada
Em um cemitério de anjos lacerados em uma fresca pedra de
mármore
Eu estou sofrendo a perda da vida no sombrio veludo
Inscrito na sombra da Morte como uma veloz
silhueta….

 

 

N° 33 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/dusk-and-her-embrace-cradle-of-filth/

Aritmosofia

Os números possuem uma realidade mágico-teúrgica que os homens de nossos dias esquecemos, e que trataremos de recuperar. Eles são módulos harmônicos e medidas que relacionam o microcosmo (homem) com o macrocosmo (universo), e respondem a vibrações secretas, que encontram suas correspondências em todas as coisas. Desde os acontecimentos mundiais aos acontecimentos locais e individuais, os quais formam parte da harmonia universal, que se expressa também através de números e medidas, semelhante a uma grande sinfonia. Dali a conexão com a música, e particularmente com os ritmos e os ciclos.

Portanto o número é uma linguagem universal conhecida por todos os povos, que sempre foi considerada como um símbolo revelado, capaz de sintetizar e ordenar o universo, e como um magnífico veículo apto para estabelecer relações entre as coisas, entretecendo as variadas ordens da existência e os graduais mundos ou planos da realidade.

Ainda que a sociedade moderna parecesse crer que os números fossem uma invenção humana, produto do progresso, muito úteis para fazer cálculos estatísticos, bem como para medir, classificar e em geral contar objetos de toda índole, percebendo a série numérica como uma sucessão indefinida e horizontal (numa só dimensão), carente em absoluto de outro significado, nas sociedades tradicionais, pelo contrário, os números são concebidos como deidades ordenadoras, como intermediários, portadores de energias e Idéias superiores que eles mesmos plasmam no Cosmo inteiro.

Os números se correspondem de modo preciso com as figuras da geometria e as notas musicais, como dissemos, em perfeita harmonia com as leis da Astrologia e a ordem do universo.

O percurso que fazem os números desde o um até o dez (do quase imanifestado à manifestação) nos ensinará como empreender o caminho de retorno, a partir da realidade física, em busca da Unidade Metafísica.

O número, como todos os símbolos, é suscetível de ser observado sob dois aspectos: exterior e interior. Desde o ponto de vista externo os símbolos numéricos expressam meramente quantidades; desde o interno, manifestam qualidades do ser. Nosso Programa fará ênfase na visão qualitativa, que é a principal, já que desde nosso ponto de vista o quantitativo é secundário e derivado do qualitativo.

Esta visão esotérica da Numerologia foi transmitida ao Ocidente por meio da Escola Pitagórica, ainda que se a encontre, também, em todas as culturas ligadas à Tradição Primordial.

Segundo os pitagóricos todas as coisas se sintetizam nos nove primeiros números; estes, por sua vez, podem se resumir nos três primeiros; e eles estão contidos na unidade.

Os trabalhos numéricos e geométricos que sugerimos promovem um trabalho de síntese, sempre na busca da unidade de nós mesmos; da unidade do Cosmo; da Unidade do Ser.

#hermetismo

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Marketing X Espiritualidade – Parte 01

Salve!

Dia desses fui convidado para assistir uma palestra no qual iriam me fazer uma proposta de negócio, como bom aventureiro que sou e sempre em busca de novos desafios profissionais resolvi ir e saber qual era a dessa palestra. Antes de dar sequencia ao texto provavelmente vem a suas mentes, o que tem haver o começo desse texto com espiritualidade, esoterismo ou afins? Bom foi graças essa “grande” palestra que reparei em algumas “coincidências” nas quais vão me render alguns outros textos que resolvi criar. Vou dividir em algumas partes começando por esta introdução.

Antes gostaria de deixar claro que não tenho nada contra religiões ou pessoas que fazem parte de algum grupo profissional parecido com que irei citar abaixo, porém é de se admitir que sempre existam aquelas maçãs estragadas em qualquer lugar.

Vamos parar de lenga-lenga e ir ao que interessa. Fui extremamente elogiado pela pessoa que me indicou (tudo parte da jogada de Marketing Motivacional), e a mesma me apresentou pessoas de sua equipe (que fizeram o mesmo), ela disse para acompanhá-la até que cheguei a um local que parecia mais um encontro de jovens usando ternos (o mesmo me lembrou daqueles encontros evangélicos no qual o publico maior é jovem, mas não vou me referir ao nome da igreja, Bola de Neve rs), era um prédio mediano de pequeno porte interior e todos estavam entrando e fazendo filas nas escadas que levavam para o andar da palestra, repentinamente um grupo esquematizado de jovens “ternudos” fizeram uma espécie de corredor no qual levavam você até a porta do salão onde seria ministrado a tal palestra, ao passar pelo “portal” me dei de cara com um enorme salão com várias cadeiras para sentar, ao fundo um grande palco e um telão dizendo “Sejam Bem Vindos”, tudo isso ao som de uma música eletrônica muito empolgante que fazia você sair saltitando louco e alucinado como em uma Rave, ao ritmo do som alguns jovens “ternudos” batendo palmas e lhe dando as boas vindas (só faltava a bíblia em suas mãos), fazendo me senti o astro da balada.

Frustrado achando que eu iria fazer a reunião do século e que a proposta seria algo de maior contato profissional, resolvi então me acomodar em uma das cadeiras e ver o que ia acontecer. A palestra se iniciou com um rapaz de 40 anos, (sim o cara se sentia um rapaizão que acabará de entrar na puberdade) entrou correndo, pulando e batendo palmas, indo em direção ao palco no qual começará a ministrar a palestra que não passava por mais uma das mais de mil que já fez e de quebra levava consigo algumas mentiras de se ganhar dinheiro rápido apenas investindo um pequeno capital e dali sair vendendo que nem um louco alucinado os produtos e serviços que a empresa disponibiliza para você, o detalhe é que a empresa “vende” a ideia de que você será um “empresário”, um dono do seu próprio negócio, algo muito parecido com “Abra sua igreja e seja rico”.

Nem preciso dizer que ao palco sempre era convidado alguém que já estava em uma posição consolidada na empresa com muito dinheiro e sucesso, o esquema do negócio foi passado e o segredo era o famoso e nada convencional Marketing Multi-Nível, no qual você trabalha no esquema de pirâmide, onde você chama um número de “pessoas” que você acha interessante e essas mesmas “pessoas” chamam mais um número de “pessoas”, e o processo vai sendo completo por uma escala infinita, fazendo com que sempre um ganhe sempre uma porcentagem do outro.

O resultado disso foi que no final subiu no palco o ultimo “ator” esse mostrando traços de boa pinta, um cara de posses, dizendo que passou por tudo aquilo e que um dia também foi um de nós que estavam ali sentados, a promessa de ganhar rios de dinheiro era sempre dita e que nós assim como ele poderíamos ter o carro do ano, as melhores viagens, e mimimi mimimi, eu com saco cheio continuei a analisar tudo, o cara pulava, gritava alto dizendo que todos um dia iriam se dar bem nesse negócio, pedia pra galera bater palma, pedia para nós darmos gritos de incentivo, colocava as músicas de balada pra fazer você ficar alucinado, enfim, vários artifícios medonhos de conseguir que você invista uma “pequena” quantia de R$800 na empresa dele pra você se tornar um “bispo” “empresário”.

Sai daquele lugar pensativo e comecei a analisar muito coisa, uma delas era “Qual a diferença desse tipo de Marketing para uma Igreja?”, “Qual e relação motivacional usada por eles com o conceito de elevação espiritual”, e por fim “Quais os lados bons e ruins tanto do Marketing quanto da Espiritualidade, ambos tem algo haver?”.

Sim, e é finalmente aqui que vamos começar a falar sobre a relação do Marketing X Espiritualidade no qual vamos dividir em 4 partes contando com esta. Deixo esse texto acima para vocês já irem analisando o tema e me ajudarem nos contando situações parecidas com a que citei, seja no profissional ou no espiritual, e em seguida começarei a real discussão sobre o assunto no próximo post.

Paz Profunda

#Espiritualidade #misticismo #Ocultismo #Reflexão

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/marketing-x-espiritualidade-parte-01