A Dinâmica da Estupidez

Robert Anton Wilson

A perspectiva evolucionária sugere que as seguintes proposições possam ser verdadeiras, ou possam servir de princípios de trabalho plausíveis, até que compreendamos melhor o nosso cérebro: A estupidez é parcialmente genética e parcialmente adquirida  A porção genética da estupidez está programada em todos nós e consiste no “comportamento mamífero típico”, o que quer dizer: uma boa porção do sistema nervoso humano está numa espécie de “piloto automático”, tal como no sistema nervoso do chimpanzé‚ que se assemelha ao nosso, ou então para com o sistema nervoso mais distantemente relacionado, da vaca.

Os programas de territorialidade, hierarquia no bando e outros, representam estratégias evolucionárias estáveis e, portanto, funcionam de maneira mecânica, sem a interferência do pensamento racional. Esses sucessos evolucionários relativos se tornaram programas genéticos devido ao fato deles funcionarem suficientemente bem para o mamífero ordinário nos assuntos ordinários dos mamíferos. Eles se transformam em estupidez nos seres humanos, onde os centros-corticais superiores foram desenvolvidos como um sistema de monitoração para injetar técnicas de sobrevivência mais sofisticadas, e para corrigirem os programas estereotipados com outros mais flexíveis.

Em resumo, enquanto um ser humano obedecer aos programas genéticos e do bando primata, sem respeitar ou receber qualquer retorno da córtex, aquele humano está agindo como um macaco, e ainda não encontrou meios de utilizar o novo cérebro.

A porção adquirida da estupidez é o resultado da enculturação, que é o processo pelo qual o sistema nervoso humano, flexível, polivalente, sofre um processo de lavagem cerebral para abandonar a sua flexibilidade, e convencido a imitar (mímica comportamentos estereotipados, crenças, valores, etc…, da tribo a qual ele pertence.

O comportamento primata somente se modifica sob o impacto de uma nova tecnologia.

Um bando de chimpanzés irá repetir roboticamente os mesmos comportamentos por milênios ou mais; se alguém os ensinar como usar paus para obteralimento ou então uma linguagem de sinais simples, eles irão imediatamente modificar o seu comportamento sob o “choque” dessa nova tecnologia. As sociedades humanas (por exemplo: China, Bizâncio) podem também permanecer estáticas e repetitivas por longos períodos de tempo, até que novas tecnologias desencadeiem novos comportamentos.

Primatas domesticados (humanos) mudaram mais nos últimos cem anos do que em toda a história anteriormente, debaixo do impacto de uma “acelerada aceleração de tecnologias”. Os irmãos Wright, Edison, Einstein, Ford, etc…, desencadearam mais modificações de comportamentos do que todos os outros revolucionários políticos deste século, sejam da direita ou esquerda.

Dos pontos anteriores segue-se que a forma mais rápida de modificar o comportamento primata‚ é introduzindo uma nova tecnologia, e que a tecnologia‚ é o remédio mais forte que pode ser administrado para curar a estupidez, ou pelo menos no sentido de aliviá-la um pouco.

O comportamento genético se modifica com muito maior velocidade do que o comportamento adquirido quando uma tecnologia nova é introduzida, porque o código genético contém aquilo que Lorenz denomina de “buracos”, ou pontos de vulnerabilidade de Imprint, onde novos imprints (redes de novos circuitosneuro-genéticos) podem ser formados. O choque e a confusão, que são dois subprodutosde uma nova tecnologia, podem disparar este tipo de vulnerabilidade de imprint (vide ‘Exo-ps Cholog’ de Thimothy Leary e ‘How real is real’ de Paul Watzlawick. A inteligência superior é a habilidade de receber integrar e transmitir novos sinais rapidamente. Isto segue a definição de Wiener em ‘Cibernetics’, onde para “viver deforma eficiente temos de viver com a informação adequada”, e também da ‘Teoria Matemática da Comunicação’ de Shannon.

A estupidez é um bloqueio na habilidade de receber, integrar e transmitir novos sinais rapidamente. Programas genéticos, se não forem corrigidos por novos imprints podem gerar este tipo de “cegueira aos sinais de informação”: o comportamento genético‚ mecânico, inconsciente, não é passível de ser corrigido pelos circuitos de retro-alimentação dos centros nervosos superiores. A enculturação (se identificar osmapas de realidade tribais com a realidade) pode também gerar esta cegueira aos sinais: os sinais não consistentes com a mitologia tribal são reprimidos, ignorados,recobertos com projeções ou distorções, até que se amoldem aos mitos locais, ou simplesmente são esquecidos muito rapidamente.

Os primatas domesticados, como os selvagens, desejam principalmente que um MACHO ALFA os liderem. Quanto mais esta figura vier a se aproximar do arquétipo primordial, isto é: o babuíno mais mal encarado e mais temperamental do bando – mais fervorosamente os outros primatas o seguirão. Isto explica a aparentemente inexplicável ascensão ao poder dos tipos evidentemente sub-humanos de Mussolini, Nixon, Stalin, Hitler. A lógica primata é: “se ele é assim tão ruim” no sentido em que a palavra “ruim” significa poderoso como em alguns bairros pobres ou favelas, “ele irá fazer os bandos de primatas competidores fugirem com os rabos entre as pernas.

Depois de encontrarem um macho alfa para liderá-los, os primatas domesticados então buscam um bode expiatório a quem culpar pelos seus problemas. Eles agem desta maneira porque a resolução de problemas exige inteligência, e existe muito mais estupidez do que inteligência neste planeta. Os primatas domesticados não são otimistas no que se refere a resolverem os seus problemas, que lhes parecem insolúveis no seu estado confuso atual, situados como estão entre os reflexos mamíferos e a consciência objetiva. É mais fácil para uma mente estúpida culpar alguém pelos seus problemas.

A função principal do macho alfa num bando de primatas domesticados é a de encontrar denunciar e liderar a perseguição de tais bodes expiatórios, sejam eles internos ou externos.

Para os primatas selvagens, assim como para os outros mamíferos, as emoções funcionam como sinais de emergência, mobilizando a energia para as situações de “ameaça”, ou seja, aquelas que desafiam a territorialidade ou o “status” na hierarquia do bando.

Para os primatas domesticados, as emoções servem tanto para desempenharem as funções acima, como também para as duas novas funções tornadas possíveis pela existência do novo cérebro, e pelas suas capacidades de simbolização. Estas duas novas funções, são:

1. Combater o Tédio;

2. Ganhar Status ou Poder;

Primatas selvagens, assim como os outros mamíferos não possuem defesas contra o tédio. Eles simplesmente vão dormir quando nada estimulante está acontecendo. Isso também funciona como uma estratégia evolucionária interessante na medida em quem impede que o animal se meta em complicações: você se torna muito menos visível a um predador quando está imóvel do que quando em movimento; você tem menor probabilidade de enfiar as suas patas ou focinho num vespeiro, etc. Os primatas domesticados aprendem a imitar os seus parentes, uma habilidade que foi transmitida pelos hominídeos ao longo de milênios, como usar as emoções para fugirem ao tédio.

A única outra maneira de espantar o tédio num complexo primata tal como a humanidade é a de aumentar a consciência e a inteligência. Isto parece não entusiasmar muito o primata ordinário, que prefere inventar jogos emocionais (novelas, grandes espetáculos dramáticos), para manter a vida estimulante. Os escritos de Eric Berne e os dos Analistas Transacionais estão dedicados principalmente ao estudo e catalogação destes jogos emocionais ou “chupetas”.

Entre os primatas domesticados, as emoções também conferem status e poder. Isto quer dizer que a pessoa mais emocional num bando “domina” todas as demais: os outros devem reagir de acordo com as emoções dele ou dela ou então fugir, retirando-se completamente do local.

Quase todas as crianças começam a aprender esses jogos emocionais estereotipados ou “chupetas” de parentes ou irmãos mais velhos, a partir da idade de dois anos. Elas então experimentam com estas táticas de poder (política mamífera), até que tenham aprendido como ganhar vantagens (vitórias simbólicas) pelo método da chantagem emocional. Muito poucas crianças aprendem, dos parentes, professores ou de alguém mais, as técnicas da solução racional dos problemas.

Dos itens 18 e 19 se conclui que neste planeta primitivo a maioria das pessoas irá tentar lidar com os seus problemas de forma simbólica, pelo jogo das emoções, e relativamente poucas pessoas irão saber como resolver os seus problemas de modo racional.

A estupidez sendo parcialmente genética e parcialmente adquirida pela enculturação parcialmente pela imitação de jogos emocionais para a aquisição de status, é altamente contagiosa. O elemento mais estúpido de um grupo inevitavelmente arrasta todos os demais para o seu nível. Tentar discutir com uma pessoa emocional é frustrante porque é inútil; a única maneira de “negociar” com elas, além de escapar da situação, é desafiar o seu jogo emocional com um contra-jogo ainda mais forte. Normalmente este novo jogo é denominado de “culpa”.

Uma vez que o comportamento primata pode ser modificado por nova tecnologia, a única cura para a espécie humana deve ser uma tecnologia que em si mesma aumente a inteligência de maneira imediata e permanente.

Tal tecnologia de aumento da inteligência deve ser hedônica, isto é, deve oferecer um maior prazer aos seus fregueses do que as demais do mercado senão corre o risco de não se espalhar de forma rápida. Quando um tal aparelho de elevação hedônica da inteligência for inventado, os mandantes da sociedade tentarão suprimi-lo, como uma ameaça à estabilidade.

Se um tal aparelho elevador hedônico da inteligência já foi inventado, ele deve ter sido reprimido. Os pesquisadores devem ter sido aprisionados ou intimidados; os seus distribuidores devem ter sido perseguidos com maior vigor do que o seriam assassinos ou ladrões; o próprio aparelho seria denunciado como algo terrível e perigoso em todos os meios de comunicação da massa.

Até que a existência de um aparelho hedônico de aumento da inteligência seja provada deforma totalmente não-ambígua, certas medidas podem ser tomadas para tentarmos minar a estupidez pelo menos um pouco.

A estupidez da biosobrevivência está “imprintada” quase que imediatamente após o nascimento, e é gerada pelo pavor traumático (devido às nossas práticas primitivas de cuidados ao recém-nascido) e assume a forma de uma ansiedade crônica. Esta é epidêmica na nossa sociedade: uma pesquisa feita pelos Serviços de Saúde Pública dos Estados Unidos em 1986 mostrou que 85% da população apresenta algum sintoma de ansiedade crônica, sejam palpitações cardíacas, pesadelos freqüentes ao dormir, tonturas cansaço fácil, etc. Isto geralmente acompanhado por uma depressão crônica. Nas suas formas mais extremas podemos encontrar o autismo ou a catatonia, que são “decisões biopsíquicas ou celulares de que os seres humano são demasiadamente desagradáveis para que valha a pena se relacionar com eles, ou então, podemos encontrar a paranóia, aarte sutil de encontrar inimigos em todos os lugares, principalmente entre os nossos melhores amigos.

A estupidez da biosobrevivência causa tanto stress no organismo e tanta alienação dos demais seres humanos, que ela cria a estupidez em todos os outros circuitos igualmente e portanto, previne o desenvolvimento de um alto nível de inteligência em qualquer circuito.

A estupidez da biosobrevivência pode ser aliviada pela prática de vários tipos de artes marciais (aikidô, karate, kung-fu, etc.), pela prática de “asanas”, a técnica iogue de manutenção postural por longos períodos de tempo todos os dias; pelos “movimentos Gurdjeffianos” ou então por alguma psicoterapia eficiente. A prática do “asana” e as psicoterapias demoram mais tempo para surtirem efeitos, porém podem ser necessárias nos casos mais agudos.

A Estupidez Emocional‚ “imprintada” quando a criança está aprendendo as “políticas familiares” pela primeira vez (jogos de hierarquia mamífera). Tipicamente, a vítima é confrontada com todas as situações problemáticas possíveis de serem resolvidos nas relações inter-pessoais com algum jogo emocional estereotipado, por exemplo: um mau humor prolongado, uma explosão emocional, “depressões”, uma tendência ao alcoolismo ameaças de suicídio, gritos, berros, quebrar coisas na tradicional coreografia de um primata frustrado, e muito mais. Um ou outro desses reflexos emocionais robóticos podem ser reconhecidos em cerca de 99% da população.

A estupidez emocional pode ser aliviada pela respiração iogue, conhecida como “pranayama” ou pelas técnicas de Gurdjieff de estabelecimento de um “Observador” que monitora os reflexos emocionais, isto é: os torna “conscientes” ao invés de “mecânico”. As técnicas de “pranayama” produzem resultados mais rápidos, enquanto que as técnicas Gurjeffianas produzem resultados mais permanentes.

A Estupidez Semântica‚ “imprintada” quando a criança mais velha começa a lidar com palavras e (artefatos abstratos produzidos pelos centros cerebrais superiores depois que a linhagem se separou da espécie dos primatas). A forma mais persistente de estupidez semântica consiste na confusão do mapa de realidade local (tribal) com o todo da Realidade. O Dogmatismo, sistemas ideológicos rígidos e mapas bizarros da realidade(esquizofrenias ideacionais) também abundam. A cegueira simbólica, que vai desde o analfabetismo até ao analfabetismo matemático ou artístico, é também muito comum e frequentemente encontrada naqueles que são extremamente habilidosos em algum campo estreito de símbolos (especialista), por exemplo: o pintor que não sabe sequer o que é uma equação quadrática ou o cientista que não consegue ou não se motiva a ler poesia, etc.

A Estupidez Semântica pode ser aliviada por uma dieta rica em lecitina e proteína, por cursos de atualização e reciclagem em leituras, e no método científico e pela prática da Semântica Geral.

A Estupidez Sócio-sexual‚ imprintada quando o DNA desencadeia a mutação em direção à puberdade. Ela consiste na repetição robótica de um papel sexual estereotipado, geralmente acompanhado por uma firme e profundamente enraizada convicção de que todos os outros demais papéis sexuais são anormais (“loucos” ou”maus) O único alívio para a estupidez sócio- sexual que temos atualmente à disposição são as várias formas de psicoterapia, sendo que as formas de psicoterapia de grupo ou dos Encontros são as mais eficientes.

O alívio ou a cura total destes quatro tipos de estupidez produziria seres humanos que se aproximariam da definição idealística dada por Robert Heinlein no seu “Tempo Suficiente para o Amor”:

“Um ser humano deve ser capaz de trocar uma fralda, de planejar uma invasão esquartejar um porco, projetar um edifício, manobrar um navio, escrever um soneto equilibrar orçamentos, construir um muro, reduzir uma fratura, confortar os agonizantes, cumprir ordens, dar ordens, cooperar, agir sozinho, resolver equações analisar um novo problema, revolver estrume, programar um computador, preparar uma refeição saborosa, lutar eficientemente e morrer galantemente”.

Grosseiramente falando, se você puder desempenhar 14 dos 21 programas de Heinlein você liberou 2/3 da sua inteligência potencial e, portanto é 2/3 de um ser humano. Se você pode apenas lidar com sete delas, você é apenas 1/3 do ser humano. Resultados acima de14 significam que você provalvemente é um gênio e certamente sabe disso, enquanto que resultados abaixo de 7 significam que você provavelmente é um imbecil e que certamente não sabe disso (isto é, que você está convencido de que não é um imbecil, que o mundo na realidade é um lugar terrível para se viver e a sua inabilidade em lidar com a realidade é fruto mais da malignidade do mundo do que devido … sua própria estupidez

Uma forma rápida de testar a inteligência, e que também indica a trajetória do seu desenvolvimento, é “Se o mundo lhe parece estar cada vez maior e mais divertido a cada momento que passa, então o seu quociente de inteligência está aumentando sistematicamente”se o mundo lhe parece estar cada vez menor e cada vez mais ameaçador, a sua estupidez está aumentando sistematicamente.

Lembre-se do provérbio Sufi “Existe Conforto Na Estupidez”.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-dinamica-da-estupidez/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-dinamica-da-estupidez/

O Simbolismo Alquímico do Fogo: As Cinzas do Rei

Come on baby, light my fire

– The Doors

Quimicamente a operação da calcinação é referente ao aquecimento intenso de um sólido, com a intensão de remover a água e outros elementos ‘impuros’. Podemos entender, portanto, que é uma operação psíquica que visa a eliminação das impurezas da personalidade através da força espiritual do fogo simbólico. Vamos realizar alguns paralelos simbólicos desta operação, analisando alguns textos e pranchas alquímicas. Vamos começar com uma receita da calcinato encontrada em “the Twelve Keys” de Basil Valentine, alquimista alemão do Séc. XV:

“Toma um feroz lobo cinzento, que… é encontrado nos e nas montanhas do mundo, nos quais uiva, quase selvagem, de fome. Dá-lhe o corpo do rei e, quando ele tiver devorado, queima-o totalmente, até torna-lo cinzas, numa grande fogueira. Por este processo, o rei será libertado; e quando isso tiver sido realizado por três vezes, o leão terá suplantado (superado) o lobo e nada encontrará nele para devorar. E assim nosso corpo terá se tornado apropriado para o primeiro estágio do nosso trabalho”

Calcinato do rei. O lobo como prima materia, devorando o rei. Maier, Atalanta Fugens (1618)
Lembrando que para os alquimistas, a realidade externa (processos químicos) é análoga a realidade interna (processos psíquicos). Então para interpretar esta passagem devemos considerar que ela também retrata um processo químico. O elemento antimônio é conhecido como o ‘lobo dos metais’ e é utilizado na purificação de ouro fundido, já que ele se une, ou ‘devora’, todos os metais com exceção do ouro: remove-lhe as impurezas.

“O antimônio também é conhecido como “balneum regis” ou “o banho do rei”. Esta passagem seria a uma referência a tal operação química, que para ser executada deveria ser realizada três vezes. No entanto, como já sabemos, há muito conteúdo psíquico projetado nesta simbologia” (EDINGER, p.38)

Quando o texto fala sobre o corpo do rei, presume-se que este já esteja morto, logo, já passou pelo processo da mortificatio. Todo simbolismo de morte na alquimia geralmente indica a morte do ego, a abdicação da condição original e a entrega para um força superior, o Self. Podemos entender a morte do rei com ‘um tempo de crise e transição’, que psicologicamente representa a morte do princípio egoico que rege a consciência. Sobre a substância a ser calcinada ou ‘o lobo voraz’, Edinger conlui:

” […] a calcinato é efetuada no lado primitivo da sombra, que acolhe o desejo faminto e instintivo e é contaminado pelo inconsciente. O fogo para o processo vem da frustração desses mesmos desejos instintivos. Uma tal provação de desejo frustrado é um aspecto característico do processo de desenvolvimento”. (EDINGER, p.42)

O número três representa, entre outras coisas, a consumação temporal. Por exemplo, repetir algo três vezes para dar certo, dar ‘três pulinhos’ para São Longuinho ou falar três vezes Beetlejuice (ou noiva do banheiro!). O rei serve de alimento para o lobo, ou seja, o desejo faminto, animal, primitivo. Mas em seguida o lobo alimenta o fogo, que também é desejo, mas de esferas superiores, o fogo da consciência, do espírito. Podemos entender que o desejo consome a si mesmo, “depois de uma descida ao inferno, o ego (rei) renasce, à feição da fênix, num estado ´purificado” (EDINGER, p.39)

Vemos que existem diversos nomes e simbolismos para a substância que deve ser calcinada, mas todas representam simbolicamente a mesma coisa: a vontade superior deve transmutar e ampliar a consciência do ego. Voltamos a receita de Valantine: Dá-lhe o corpo do rei e, quando ele tiver devorado, queima-o totalmente, até torna-lo cinzas. A fênix se mostra, portanto, um símbolo pertinente da nova consciência que renasce após ser inflamada pela consciência do espírito, por isso, as cinzas são, também, um símbolo da purificação.

E parece que Jorge Vercílio manja dos paranauês, em sua música Fênix, encontramos o seguinte:

Agoniza virgem Fênix
O amor!
Entre cinzas arco-íris
Esplendor!
Por viver às juras
De satisfazer o ego mortal…

Coisa pequenina
Centelha divina
Renasceu das cinzas
Onde foi ruína
Pássaro ferido
Hoje é paraíso…

Luz da minha vida
Pedra de alquimia
Tudo o que eu queria
Renascer das cinzas…

Imagens:

Calcinato do rei. O lobo como prima materia, devorando o rei. Maier, Atalanta Fugens (1618)
Imagem encontrada na internet
Imagem encontrada na internet

Referências Bibliográficas:

EDINGER. Edward. Anatomia da Psique. SP: Cultrix, 1990.

#Alquimia #Psicologia

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Carl Jung: A Alquimia, Gnose e Esoterismo em suas obras – com Giordano Cimadon

Bate-Papo Mayhem #086 – 03/10/2020 – gravado dia 16h (Sabado) Marcelo Del Debbio bate papo com Giordano Cimadon – Carl Jung: A Alquimia, Gnose e Esoterismo em suas obras

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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A Declaração da Evolução

Quando, no curso da evolução orgânica torna-se óbvio que o processo de mutação está inevitavelmente dissolvendo os laços físicos e neurológicos que ligavam os membros de uma geração com o passado e, inevitavelmente os direciona para assumir, entre as espécies da Terra, uma nova posição da mesma forma que fazem as Leis da Natureza e o Deus da Natureza, o interesse da harmonia digna das espécies requer que as causas desta mutação sejam declaradas. Nós sustentamos estas verdades como auto-evidentes:

Que todas as espécies criadas são iguais e diferentes.

Que os seres são dotados, cada um, com certos direitos inalienáveis.

Que são livres para viver, livres para crescer, e livres para buscar a Felicidade do seu próprio modo.

Que para proteger estes direitos divinos, estruturas sociais naturalmente emergem, baseando sua autoridade nos princípios do amor e do respeito por todas as formas de vida.

Que sempre que alguma forma de governo se torne destrutiva a vida, liberdade e harmonia, é dever orgânico dos membros mais jovens da espécie mutar e abandonar o foco de morte e iniciar uma nova estrutura social, fixando duas bases em tais princípios e organizando seu poder na forma como parecer provável que traga segurança, felicidade e harmonia a todos os seres sencientes.

A sabedoria genética, de fato, sugere que as estruturas sociais longamente estabelecidas não devem ser descartadas por razões frívolas e causas transitórias. Por isso, o êxtase da mutação é igualmente balanceado pela dor. A experiência demonstrou que em geral os membros de uma espécie estão mais dispostos a sofrer  os males suportáveis do que descartar suas formas de existência.

Mas quando uma longa seqüência de abusos e usurpações, todas perseguindo invariavelmente os mesmos alvos destrutivos, ameaçando a própria origem orgânica da vida e a harmonia serena do planeta, é o direito e dever orgânico abandonar estes pactos mórbidos e evoluir para novas estruturas sociais de amor.

Este tem sido o sofrimento paciente de todos os povos amantes da liberdade nesta terra e é agora a necessidade que nos constrange a formar novos sistemas de governo.

A história do homem branco de meia idade e mentiroso que governa o planeta Terra é uma história de repetidas violações das leis harmoniosas da natureza, todas dento o objetivo direto de estabelecer uma tirania de envelhecimento materialista sobre o gentil, o amante da paz, os jovens e os coloridos. Para provar isso deixemos os fatos serem submetidos ao julgamento das gerações vindouras.

 

Estes governantes velhos e brancos tem mantido uma guerra contínua contra as outras formas de vida, escravizando e destruindo por capricho as aves, peixes, animais e esticando seu carpete de concreto e metal sobre o corpo macio do planeta terra.

Eles tem mantido ainda um continuo estado de guerra contra eles mesmos e contra as raça coloridas, os amantes da liberdade, os gentis, os jovens. Genocídio é seu habito.

Eles instituíram a escassez artificial, negando ao povo pacifico sua herança natural a abundancia da terra e os dons divinos de direito.

Eles glorificaram valores materiais e degradaram o espiritual

Eles reinvindicaram propriedade privada e pessoal da terra de Deus conduzindo com exércitos os gentis para fora da terra.

Em sua ganância eles ergueram barreiras artificiais e migrações forçadas impedindo a livre circulação de pessoas.

Em sua ânsia de controle eles criaram um sistema de ensino obrigatório para coagir as mentes das crianças e destruir a sabedoria e a inocência da alegre juventude.

Em sua ânsia de poder eles controlaram todos os meios de comunicação para evitar o livre fluxo de idéias e bloquear o intercambio de amor entre os gentis.

Em seu medo eles instituíram grandes exércitos e polícias secretas para espionar a privacidade dos pacíficos.

Em sua ira eles coagiram jovens pacíficos a se unirem a seus exércitos e arquitetaram guerras assassinas contra os jovens e gentis de outros países.

Em sua ganância eles fizeram a produção e comércio de armas a base de sua economia.

Por lucro eles poluíram o ar os rios e os mares.

Em sua impotência eles glorificam o homicídio, a violência e o sexo artificial nos meios de comunicação de massa

Em sua ganância velha eles montaram um sistema econômico que favorece o velho em detrimento do novo.

Eles tem de todas as formas tentado impor uma uniformidade robótica para esmagar a variedade, o individualismo e o pensamento independente.

Em sua ganância eles instituíram um sistema político que perpetua o poder dos velhos e força os jovens a escolher entre a conformidade plástica e a alienação desesperada.

Eles invadiram a privacidade com buscas ilegais, detenções injustificadas e perseguições insolentes.

Eles alistaram um exercito de informantes.

Em sua ganância eles patrocinaram

Em sua ganância eles patrocinam o consumo de açucares e alcatroes mortais enquanto punem cruelmente a posse dos vivificantes ácidos e alcalóides

Eles nunca admitem um erro. Eles sem cessar proclamam as virtudes da ganância e da guerra. Em sua propaganda e manipulação da informação eles fazem um fetiche de falsidade. Seus erros óbvios apenas estimulam-lhes maiores erros e ruidosa auto-aprovação.

Eles são chatos.

Eles odeiam beleza.

Eles odeiam o sexo.

Eles odeiam a vida.

Temos advertindo-os de vez em quando sobre suas iniqüidades e cegueira. Abordamos cada recurso disponível para apelar por seu seco sentido de justiça. Tentamos fazê-los rir. Temos profetizado os pormenores do terror que estão perpetuando. Mas eles tem se feitos de surdos para o pranto dos pobres, a angústia dos coloridos, a zombaria dos jovens, as advertências dos poetas. Adoraram apenas a força e o dinheiro, eles ouvem apenas à força e o dinheiro. Mas vamos devemos mais falar nestas línguas desagradáveis.

Devemos, portanto, concordar com a necessidade genética, nos afastamos da sua loucura insensível e considerá-los daqui em diante como consideramos o resto das criaturas de Deus – quando em harmonia, irmãos de vida e em seus excessos, ameaças à vida.

Nós, portanto, amantes de deus, amantes da paz, amantes da vida, homens e mulheres plenos de amor e alegria, apelando para o Juiz Supremo do Universo para a retidão de nossas intenções, em nome e pela Autoridade de todos os seres sencientes que procuram suavemente evoluir neste planeta, solenemente publicamos e declaramos que somos livres e independentes, e que estamos desobrigados de qualquer vassalagem para com o Governo dos Estados Unidos e todos os governos controlados pela meia-idade e que nos agruparemos em tribos com nossos companheiros de espírito. Nós reivindicamos plenos poderes para viver e nos movermos sobre a terra, obter sustento com nossas próprias mãos e mentes, da maneira que parecer sagrado e santo para nós, e fazer todos os nossos atos e coisas como homens e mulheres independentes sem infringir os direitos de outras espécies e grupos a sua própria maneira.

E em apoio desta Declaração da Evolução, com uma firme confiança na proteção da Divina Providência, e serenamente confiantes na aprovação das gerações vindouras, em nome de quem falamos, nós agora mutuamente dedicamos uns aos outros nossas Vidas, nossas Fortunas e nossa Sagrada Honra.

Dr. Timothy Leary, Ph.D.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-declaracao-da-evolucao/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-declaracao-da-evolucao/

Carl Jung e o Ocultismo – Giancarlo Kind Schmid

Bate-Papo Mayhem #102 – 12/11/2020 (Quinta) 22h Com Giancarlo Kind Schmid – Carl Jung e o Ocultismo (Inconsciente Coletivo, Sincronicidade e Alquimia)

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O Mecanismo da Projeção e a Alquimia Psicológica

Estudantes de psicologia estão acostumados com os chamados “testes projetivos”, mas quase todo mundo conhece o famoso teste de Rorschach. Estes testes funcionam através do mecanismo psicológico da projeção, termo criado por Freud para descrever uma “operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro – pessoa ou coisa – qualidades, sentimentos, desejos e mesmo ‘objetos’ que ele desconhece ou recusa (em si)” (Laplanche & Pontalis, 2001, p. 374).

Ou seja, é mais fácil ver algo, principalmente ruim, no outro, no que em nós mesmos. Sallie Nichols aponta que “povoamos o mundo exterior de feiticeiras e princesas, diabos e heróis do drama sepultado em nossas profundezas” (NICHOLS, 1980, p. 26). Em outras palavras, muito do mito, as fábulas, dos contos de fadas e fantasia são aspectos da própria psique, que acaba ‘escapando’ e pintando o mundo externo.

“Ainda que a abordagem junguiana da projeção se faça sobre uma base psicanalítica, ela adquire um caráter mais abrangente, indicando um “mecanismo psicológico geral” (Jung, [1935] 1996a: 128), no qual determinados conteúdos psíquicos de um sujeito são deslocados e percebidos como se pertencessem a um objeto externo” (FONSECA, 2003, p.30)

Considerando esse mecanismo psíquico, devemos analisar que ele é essencial quando trabalhamos com as imagens e símbolos alquímicos, pois permitem que percebamos aspectos e potencialidades nossas que muitas vezes estão enraizadas e escondidas lá no fundo de nosso inconsciente. E esse é um dos objetivos maiores daqueles que estudam alquimia e psicologia: compreender suas potencialidades latentes, trazendo-as a para consciência.

A alquimia apresenta um extenso compêndio de imagens, símbolos e operações. Nem sempre os alquimistas entram em acordo, mas todas carregam, de forma essencial, os instrumentos necessários para a transformação da realidade. Como aponta Jung: “o alquimista vivenciava sua projeção como uma propriedade da matéria; mas o que vivenciava na realidade era o seu inconsciente” (JUNG, 2009, p.257).

Desta forma, compreendemos que todas as operações alquímicas e seus elementos, dizem respeito ao conteúdo do inconsciente e seu simbolismo. Desta maneira, é impossível não considerar um conceito junguiano chamado de “Participation Mystique”, ou “Participação Mísitca”. Tal conceito refere-se ao instinto humano de conectar fantasias simbólicas na realidade concreta. A vida simbólica precede, ou acompanha toda diferenciação mental e intelectual.

Não há diferenciação entre sujeito e objeto. Culturas totêmicas apresentam esta característica psíquica fortemente atuante, notável em suas concepções de realidade, como por exemplo tempestades como castigos, colheitas como recompensas, ou a integração da personalidade através de animais de poder e afins.

“A participation mystique denota uma peculiar conexão psicológica com objetos, e consiste no fato de que o sujeito não consegue distinguir claramente si-mesmo do objeto, mas é ligado a ele através de uma relação que remonta uma identidade parcial” (JUNG, 198, p.781).

Encerro, portanto, defendendo algo que sempre faço: o Ocultismo, em algum nível, já conhece o que a ciência aos poucos descobre. É impossível considerar toda a teoria psicológica apresentada acima sem levar em consideração o primeiro dos princípios herméticos, o do mentalismo: “O todo é mente; o Universo é Mental.“

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Referências Bibliográficas

FONSECA, Ana Beatriz Frischgesell; AUGRAS, Monique Rose Aimée (orientadora). O simbolismo alquímico na obra de

Jung. Dissertação de Mestrado – Departamento de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de janeiro, 2003.

JUNG, C. G. Psicologia do Inconsciente. OC VII/1. Petrópolis: Vozes, 1987.

JUNG, Carl Gustav. Psicologia e Alquimia. Obras Completas. Vol. XII. Petrópolis. Ed. Vozes. 2009.

LAPLANCHE, J; PONTALIS, J. B. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô – Uma Jornada Arquetípica. São Paulo: Cultrix. 1980.

Imagens:

Personagem Rorschach da HQ ‘Watchmen’ criada por Alan Moore e Dave Gibbons

‘The Alchemist’ – Pintura de Sir William Fettes Douglas (1853)

Xamã Siberiano em ritual, foto de Alexander Nikolsky

Ricardo Assarice é Psicólogo, Reikiano, Mestrando em Ciências da Religião e Escritor. Para mais artigos, informações e eventos sobre psicologia e espiritualidade acesse www.antharez.com.br ou envie um e-mail para contato@antharez.com.br

#Alquimia

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Diferença entre Duplo-Etérico e Psicossoma

Pergunta: É o psicossoma ou o duplo etérico que se desintegra após a morte?

Nesse caso, o desencarnado se manifestaria por qual corpo energético?

Resposta: Duplo etérico é uma coisa, e perispírito (ou psicossoma) é outra. O duplo é uma camada energética mais sutil que o corpo físico e mais denso que o perispírito, composta de uma modificação do fluido cósmico universal (energia cósmica), a qual tem a função de servir de “combustível vibracional” para o corpo físico durante a encarnação. É essa camada que liga e mantém em contato o corpo físico e o perispírito, já que esses dois têm densidades energéticas muito diferentes.

Para você ter uma idéia (bem grosseira), imagine um aparelho de ultra-som. Para que haja a perfeita integração entre as ondas que o aparelho emite (muito sutis) e o corpo físico do paciente (muito denso em relação às ondas), o médico usa um gel de contato, para garantir que não haverá falhas na transmissão das ondas, para garantir que as ondas chegarão inteiras ao corpo e serão captadas de volta com perfeição pelo aparelho. Bom, o duplo etérico seria o gel de contato entre o perispírito (muito sutil) e o corpo físico (muito denso em relação ao perispírito), funcionando como uma zona de contato perfeito entre os dois, garantindo perfeita transmissão de energias… (esse é um exemplo meia-boca, mas foi o único modo que encontrei de fazer os meus alunos entenderem mais ou menos “onde” ficava o duplo etérico!)

Muita gente considera o duplo como um corpo, outros preferem dizer que é apenas a camada energética que emana do corpo físico, e por aí vai.

Pessoalmente, pelo que tenho estudado e visto até aqui, não considero o duplo etérico como um corpo propriamente, mas apenas um elo energético de ligação (em FORMATO vaporoso-energético de corpo físico), entre o corpo físico e o perispírito durante a encarnação, funcionando também como uma “bateria” de onde o corpo físico tira as energias mais sutis para o seu funcionamento e onde estão também os chacras ou centros de força de que tanto falamos.

Já o perispírito é o corpo com que nos manifestamos no plano espiritual ou astral. É também composto de uma variação do fluido cósmico universal, mas numa “versão mais light”, ou seja, numa constituição mais sutil, de densidade bem menor que a do corpo físico e menor também que a do duplo etérico. Segundo o Espiritismo, é o perispírito que funciona como molde para a formação de cada novo corpo físico e é nele também que ficariam gravadas todas as nossas experiências encarnatórias e também aquelas vividas entre uma encarnação e outra, como se fosse uma fita cassete ou, pra ser mais moderna, um CD-R (Compact-Disc Regravável).

E é com o perispírito que os encarnados se projetam durante o sono, com o cordão de prata fazendo a “ponte” entre os dois nesse desprendimento parcial e temporário.

Outras correntes informam que o perispírito tem ainda os seus próprios centros de força, em correlação com os do duplo etérico, mas com funções mais sutis, digamos assim.

Quando o corpo físico morre, o perispírito se desprende e, com ele, a consciência que animava aquele corpo. Já o duplo permanece com o corpo físico e se desintegra lentamente num período de algumas horas (em alguns casos esse processo poderá levar mais tempo) após o desencarne.

O tempo para que o duplo se desintegre pode variar muito de acordo com o tipo de morte, a idade do corpo físico, o nível de esclarecimento espiritual da pessoa, ou os “créditos espirituais” que ela tenha.

Por exemplo, sabemos que o duplo de um suicida pode demorar até anos para se desfazer completamente, por se tratar de morte violenta, com interrupção da encarnação antes da hora e em completo desacordo com as leis universais. Já uma pessoa idosa que esteja muito doente, terá seu duplo bem desgastado pela idade e a doença, tornando o processo de desintegração do mesmo mais rápido, pelo menos em teoria.

Quanto mais “carga” houver no duplo do desencarnante, mais difícil será o desligamento do seu perispírito e, consequentemente, mais penoso será também para a consciência/espírito.

Portanto, o duplo realmente se decompõe após a morte do corpo físico, mas o perispírito ainda se mantém por várias encarnações, até que o espírito evolua o suficiente para não precisar nem desse corpo sutil, o que seria a chamada “Segunda morte”, quando o espírito passaria a se manifestar só em corpo mental (3)

Pergunta: Ainda segundo o autor do livro, para a nova encarnação seria formado (sem mesóclise) um novo psicossoma, feito por elementais (espíritos da natureza) e tal… hum… Isso procede?

– Resposta: Não, na verdade, o que se forma novo é o duplo etérico, baseado no molde físico e mental oferecido pelo perispírito ou psicossoma. Quanto a ser feito por elementais, não sei, mas me parece estranho que uma tarefa tão importante e “especializada” seja confiada a consciências ainda num estágio mais primitivo. Parece-me mais lógico que outros espíritos ajudem nessa tarefa (provavelmente em parceria com os elementais apropriados para essa tarefa), ou até que o processo ocorra de forma automática, na medida em que o perispírito do reencarnante se liga ao novo corpo físico em formação a partir da fecundação.

Pergunta: Então, conservamos o perispírito no período extrafísico… É isso mesmo?

– Resposta: Agora você já pode relaxar. Conservamos, sim, o perispírito e “largamos” o corpo físico com o duplo etérico para trás, ok?

– Maísa Intelisano –

Lista de livros recomendados sobre o assunto:

Projeciologia – Waldo Vieira – Ed. IIPC.

– Viagem Espiritual II – Wagner Borges – Ed. Universalista.

– O Duplo Etérico – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Astral – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Mental – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– Espírito, Perispírito e Alma – Hernani Guimarães Andrade – Ed. Pensamento.

– Elucidações do Além – Ramatis/Hercílio Maes – Ed. do Conhecimento.

– A Transição Chamada Morte – Charles Hampton – Ed. Pensamento.

– O Homem e Seus Corpos – Annie Wood Besant – Ed. Pensamento.

– O Homem Visível e Invisível – Annie Wood Besant e Charles Webster Leadbeater – Ed. Pensamento.

– A Crise da Morte – Ernesto Bozzano – Ed. Maltese.

– Fenômenos de Bilocação: Desdobramento – Ernesto Bozzano – Ed. Correio Fraterno do ABC.

– O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. da Fed. Espírita Brasileira – FEB.

– A Viagem de Uma Alma – Peter Richelieu – Ed. Pensamento.

– The Techiniques of Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London. – OBS. Há uma tradução desse livro para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “Las Técnicas de la Proyeccion Astral” – Ed.Lidiun – Buenos Aires.

– The Study and Practice of Astral Projection – Rober Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– Out of the Body – Robert Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– More Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London.

– The Supreme Adventure – Robert Crookall – Ed. Aticc Press – Great Britain.

– As Provas da Vida Após a Morte – Martin Ebon – Ed. Pensamento.

– Morte: A Grande Aventura – Alice A. Bailey – Ed. Fundação Avatar.

– Pratical Astral Projection – Yram – Ed. Samuel Weiser – USA. OBS. Esse ótimo livro de relatos projetivos do Yram (pseudônimo do projetor francês Marcel Louis Fohan) em inglês é uma tradução adaptada do original francês “Le Medecin de L´âme” – Há uma tradução para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “El Medico Del Alma” – Ed. Kier – Buenos Aires.

– Em diversas obras da série de livros “Nosso Lar” do espírito André Luiz, passadas espiritualmente a Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, há diversos lances esclarecedores sobre o duplo etérico, o psicossoma, as projeções da consciência, os chacras, o corpo mental, a mediunidade e as narrativas de vida após a morte.

– Da mesma forma, há diversos lances esclarecedores nas obras do teosofista e clarividente inglês Charles Webster Leadbeater (livros: O Que Há Além da Morte, Clarividência, O Plano Astral, O Plano Mental, Auxiliares Invisíveis, Os Sonhos, O lado Oculto das Coisas, e outros. Todos editados em Português pela Editora Pensamento).

– Há uma matéria excelente de Edvaldo Kulchesk sobre o duplo etérico publicada na Revista Cristã de Espiritismo (Edição Especial n. 6). A mesma pode ser acessada na coluna da Vivência Editorial (editora da revista).

#Espiritismo

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A Consciência Genética

O sistema nervoso central, incluindo o cérebro, assim como todo o resto do corpo foi projetado pelo código interno da molécula de DNA após milhares e milhares de anos de evolução e seleção natural. Esta mesma molécula é a que hoje envia sinais através do RNA mensageiro para informar ao organismo o que este deve fazer: Cresça cabelos ruivos, tenha olhos azuis, fique de pé e comece a andar, comece a falar, encontre um companheiro, tenha um filho. A nossa vida inteira já esta determinada no interior desta nossa fita de acido desribonucleico

Esses arquivos de DNA sempre ficaram acessíveis á perscruta cerebral consciente, mesmo séculos e séculos antes de Darwin, Mendel, Crick e Watson. Enquanto estávamos despertos a consciência genética sempre esteve acessíveis na forma dos arquétipos do inconsciente coletivo em mitos e metáforas da cultura humana de diferentes povos. Enquanto estávamos dormimos esta mesma consciência buscava um contato mais pessoal conosco por meio de sinais interiores traduzidos dentro de nossos próprios sonhos. Desesperadamente os genes pareciam quere se comunicar.

Quando esta integração genética é feita consciente, mente o individuo atinge o que ouso chamar de consciência genética. Por milhares de anos este estado resultou em místicos,  poucos e sábios, mas recentemente isso parece estar se tornando algo cada vez mais organizado. Esta consciência que ultrapassada os limites do individuo, recebeu diversos nomes em diferentes períodos da história, mas quase todos que dela provaram se referiam a um estado de iluminação, da luz do mundo, de despertar ou de uma nova consciência.

Os primeiros a alcançarem a consciência genética, há alguns milhares de anos, interpretavam como podiam suas experiências, falavam de vidas passadas, anjos, duendes, reencarnações, deuses e  imortalidade, retorno dos mortos, etc. Que esses antigos adeptos genéticos estavam falando de algo real, na melhor das linguagens à disposição em suas épocas, é indicado pelo fato de que muitos deles, especialmente os Hindus e os Sufis, forneceram visões poéticas maravilhosamente corretas da evolução, milênios antes de Darwin e previram a busca da superação da condição humana muito antes das obras de Nietzsche.

Os Gregos chamaram a consciência genética de “a visão de Pã”. Os Chineses de o grande “Tao”, os Hindus de “Consciência de Atman”, traduções que ainda hoje geram no mínimo um silêncio respeitoso pelo mais convicto dos céticos. As figuras numinosas que inspiram  espanto e respeito, aquelas figuras de um “Deus Sublime” ou de “Deusas ou Demônios” que aparecem nos estágios iniciais dessa tomada de consciência, correspondem aos arquétipos de Jung do inconsciente coletivo, e são reconhecidos como os “visitantes do mundo dos sonhos”, pelos primitivos ou “os Sidde” pelas bruxas, assim como o “Povo Estranho” em centenas de tradições populares.

Jung mostrou que todos estes arquétipos não são oriundas de mundos exteriores, espirituais e metafísicos, mas sim frutos de uma redução mínima para a qual retorna todo o organismo incluindo o ser humano e sua mente racional e criativa. Os Deuses não eram  algo posterior ao mundo, mas algo anterior ao corpo e ainda presente nele. Conhece a ti mesmo e conhecerás o teu Senhor ensinou o Islamismo, enquanto a tradição cristã apregoava “O Reino dos Céus está dentro de Você”.. A consciência genética surge exatamente quando o sistema nervoso central torna-se consciente de sua ligação com os genes.

Gurdjieff denomina esta conexão entre o Sistema Nervoso Central e o DNA como Centro Emocional Superior, o inconsciente filogenético do Dr. Stanislaus Grof e a “Hipótese Gaia” dos biólogos Margulis e Lovelock são três metáforas modernas que juntamente com o Inconsciente coletivo de Jung buscam explicar esta maneira de pensar. As visões da evolução passada e futura, descritas  por aqueles que tiveram experiências transpessoais durante o trauma da morte clínica, das ditas experiências “próximas da morte” também descrevem de certa forma este paradigma genético.

No entanto exercícios especiais para desencadear o despertar do ser humano como um  aglomerado de genes não são encontrados no ensinamento iogue: geralmente tal experiência meramente acontece , quando acontece, depois de muitos anos de prática esmerada daqueles tipos avançados de raja ioga, que desenvolvem o êxtase somático. Estudos do Timoth Leary Phd demonstram que altas doses de LSD  também desencadeiam visões da consciência genéticas, ainda que temporárias.

De qualquer forma após milênios de tentativas de contato por parte dos genes somente com a ciência contemporânea esta realidade foi melhor compreendida, como sendo arquivos genéticos ativados pela excitação das proteínas anti-histonas – ou em termos forçosamente metafóricos, a “memória” do DNA se desvelando de volta até o início da vida, contendo também as plantas genéticas para possíveis evoluções futuras.

“Eu sou Ele, que foi, que é, e que será” uma sentença do Livro Egípcio dos mortos, tanto  na forma hieroglífica como na caligrafia ocidental foi encontrada na mesa onde de Beethoven compôs a Nona Sinfonia, e toda a música posterior “evolucionárias”, abrangendo períodos  de tempo da ordem de eras . Vale lembrar que Beethoven era um Maçon Livre adorava o único Arquiteto Cósmico e seu objetivo a imortalidade.  Pode-se julgar disto tudo e da sua própria música que Beethoven havia aberto sua consciência genética.

Aqui habitam os arquétipos primordiais, muito mais antigos que a própria linguagem e ainda assim, mais novos que o amanhã.  São todos personificações dos genes como a grande Mãe celta, o Baphomet dos templários, “O Grande Arquiteto Cósmico” da maçonaria ou o Bebê no Ovo azul no final do filem de Stanley Kubrick, 2001. Essas imagens não são delírios poéticos de povos ou de indivíduos. Elas reaparecem nos sonhos dos indivíduos ( o mito pessoal da noite) e nos mitos de todos os povos ( sonhos impessoais das espécies) e, uma vez e sempre nas estórias de anjos e Ufos. Jesus e Cristo, Sidarta e Budha, O Ser Humano e a Entidade Planetária; em outras palavras O Sistema Nervoso e o DNA.

Joyce em o Desperar de Fennegan explica a lógica do consciência genético assim: “Esses anos e terras nossos, nada mais são que poeira de tijolos. Somos humanos e humus da mesma massa e retorno. No limiar do pão nosso de cada dia jaz o cadáver da colheita de nosso pai fecundo que cairá se preciso mais inadvertidamente se reerguerá.”. Nosso pai fecundo, a semente o código genético, e o ovo, a sabedoria celular manda o sinal ao longo das épocas. Numa metáfora semelhante o geneticista ganhador do Prêmio Nobel, Herbert Muller diz: “Todos somos robôs gigantes manufaturados pelo DNA para produzir mais DNA.” Para o individuo as quebras da cadeia de vida/morte/vida/morte são extremamente reais e dolorosas: para a sabedoria do Pai Semente.  A unidade contínuo da vida/morte/vida morte… é uma realidade maior.

Este estado permite  ao cérebro individual “conversar” com o arquiteto  evolucionário que projetou o seu corpo e – com bilhões e bilhões de outras pessoas, desde o início da vida.  Esta “arquiteta” é a maior projetista sobre este planeta como Buck Fuller comentou repetidamente  nenhum projetista humano já se igualou a sua eficiência ou mesmo em sua estética em produtos rotineiros como rosas, ovos, colônias de insetos, peixes, etc…

De forma menos poética, seja ao humanizarmos este arquiteto numa Grande Mãe ou num Deus das Florestas. Ou animalizarmos num ser com cabeça de chacal, como um Louca deus Divino, como uma tribo africana. Ou ainda se o espiritualizarmos  em algo totalmente abstrato como os Hindus e os Cientistas Cristãos , estamos apresentando apenas uma visão  humanizada deste ser de três bilhões de anos  de idade. Quando o molecularizamos  como DNA, estamos ainda vendo apenas uma seção transversal do mesmo, mas fazemos isso simplesmente porque esta é até agora a sua versão mais útil em termos de análise científica.

Ele ou Ela pode ser personificado em termos modernos como Mãe DNA ou Pai Acido Nucléico. O Racionalista imediatamente repudia tais personificações humanizadas,  uma vez que Ele ou Ela é inconsciente do que faz é um fenômeno não inteligente. A resposta em todas as eras é a de que Ele ou Ela não está inconsciente mas sim intoxicado em si próprio, embriagado em sua própria imensidão.

Mas se julgarmos a inteligência pela capacidade de sobreviver, o pool genético é mais inteligente do que qualquer pessoa, por um fator de vários milhares, mesmo se considerarmos os gênios. Einstein não era tão inteligente quanto o povo judeu quando este é considerado de forma coletiva.  Ele formulou a lei da relatividade e foi esperto o suficiente para escapar dos Nazistas. Os Judeus historicamente criaram dezenas de idéias tão importantes quanto a relatividade e sobreviveram a centenas de “progons”.

A espécie  humana é ainda mais inteligente do que pool genético. Vive milhões de anos a mais do que qualquer individuo, muitos milhares de vezes mais do que qualquer pool genético e é autora de muito mais arte, ciência, filosofia e conquistas do que qualquer outro grupo especifico. A biosfera – Gaia – O código do DNA é ainda mais inteligente do que todos os indivíduos, pools genéticos e espécies. Sobreviveu a tudo que lhe foi atirado  contra ela por cerca de quatro bilhões de anos e está ficando cada vez mais esperta o tempo todo. Pela humanidade dispõe de um olho cada vez melhor com que ver e julgar sua trajetória, como nunca antes e está se preparando gradualmente para abandonar esse planeta e expandir-se pelo universo.

Beethoven , para cita-lo mais uma vez disse: “Qualquer pessoa que compreenda minha música não mais será infeliz.”, Isto acontece porque  a sua música é uma melodia da consciência genética da mesma forma que os Upanishads são uma poesia da consciência genética, representa o espírito da Vida tornando-se consciente de Si mesmo, dos Seus poderes, das suas próprias capacidades para progresso infinito.

Para aqueles que ainda não passaram pela experiência genética por meios pessoais e religiosos espera-se que com o decorrer dos anos uma compreensão maior da natureza nos forneça os subsídios para ligarmos essa consciência através da própria razão e da ciência. Quando isso acontecer a visão religiosa será esclarecida pelo que realmente é e todos os deuses e mitos da antiguidade retornaram como velhos amigos do tempo de infância revelando-se agora sob seus verdadeiros nomes.

Seja como for a maneira como isso aconterá, estaparece uma hipotese cada vez mais próxima com o passar dos anos. A religião cada vez mais se curva para a ciência e a ciência a cada instante parece se tornar tão fascinante quando qualquer misticismo. Qualquer que seja o nome dado a este movimento que trará a consciência genética para as grandes massas com ele virá à compreensão em grande escala do papel da humanidade como parte um todo muito maior.  A raça humana terá então abandonado sua infância e estará livre para expandir-se e crescer com seus genes para as fronteiras mias distantes do espaço infinito. Quando isso acontecer, então a aventura da vida terá finalmente começado e todo adulto será um Cristo e toda  criança será um messias.

EXERCICIOS

1 – Faça uma lista e pelo menos 15 semelhanças entre São Paulo (ou qualquer outra cidade grande)  e uma colônia de insetos, tal como uma colméia ou um formigueiro. Se você não puder pensar em quinze alternativas, procure ler o livro Sociobiologia de Edward Wilson. Contemple a informação do DNA, que criou estes enclaves de alta coerência e organização, seja na sociedade dos primatas ou dos insetos.

2 – Leia os Upashads e todas as vezes que ler a palavra “Atman” ou “Alma do Mundo” traduza como “Fita Mestre do DNA” Veja se isto lhe faz ler esta tradição antiga com maior sentido.

3 – Observe seus próprios sonhos, quanto se seu conteúdo poderia ser atribuído a mensagens de seu próprio código genético quanto a incongruências de seu próprio comportamento cotidiano em relação a vontade deste “Pai Fecundo”.

4 – Jung e vários dos seus discípulos  como Coleman, Steiger e Fideler, sugeriram que da mesma forma que as mitologias clássicas, os mitos modernos dos UFOS são mensagens deste circuito de DNA coletivo dirigidas ao cérebro.  O que significam tais mensagens? O que é que o filamento de DNA poderia estar querendo dizer a humanidade?

5 – Releia o encontro de Moisés com o “Eu Sou o que Sou” no deuteronômio. Tente ler com a interpretação de que Moises estava falando com seu própria consciência genética. Quais os interesses da sarsa ardente em relação ao povo hebreu?

6 – Dedique um tempo a prática da DNA-Vidência

Robert Anton Wilson

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-consciencia-genetica/ […]

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Aspectos Psicológicos do Ritual de Abramelin – Com Richard Amm

Bate-Papo Mayhem 189 – Com Richard Amm – Aspectos Psicológicos do Ritual de Abramelin

https://projetomayhem.com.br/

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/klHUDc_x5PM

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

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Arte, Literatura e Psicologia: O Tarot Interminável – Com Joao Caldeira

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O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/mpQG-tYYFtM

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