O Caminho do Meio

Há muitos anos havia no oriente um velho mestre que morava em um local de difícil acesso. Ele vivia em uma caverna que ficava atrás de um imenso lago de água extremamente salgada e de tonalidade bastante escura. A única forma de chegar até ele era atravessando o lago, pois atrás da caverna havia um profundo abismo.

Como a fama de sua sabedoria já havia corrido o mundo, inúmeros candidatos vinham até o velho mestre, pedindo que ele os aceitasse como discípulos. Embora o velho estivesse disposto a ensinar, sentia que para alcançar a sabedoria, seria necessário que o candidato provasse sua dignidade. A prova por ele estabelecida era a seguinte: o candidato deveria atravessar o lago, sem utilizar nenhum tipo de embarcação, trazendo nas mãos uma flor de acácia. Se a flor lhe fosse entregue sem murchar, o candidato seria aceito.

Durante anos, muitos tentaram sem obter sucesso, porque devido à alta salinidade do lago, os candidatos sempre acabavam por deixar que a flor perecesse. A maioria deles tentava ir bem próximo às margens, pois acreditavam ser esse o melhor caminho. Entretanto, tal trajeto só fazia aumentar o percurso, que por si só já era bastante longo.

Certo dia foi até ele um jovem chamado Ovídio, também disposto a vencer o desafio. Ovídio era um jovem inteligente e suas intenções eram sinceras e o mestre desejou, em seu coração, que o rapaz fosse mais feliz que os demais na execução da tarefa.

Ovídio já havia visto muitos de seus amigos tentarem a travessia sem sucesso, e sendo bom observador, percebeu que eles sempre tentavam nadar pela beirada próxima à margem. Decidiu então fazer um caminho diferente; resolveu seguir sua intuição e tentar o caminho do meio. Foi uma decisão bastante difícil, pois estando no meio de um lago tão extenso não seria possível retornar caso algo não corresse bem, mas sua decisão estava tomada, e ele não pretendia voltar atrás.

Pegou a mais bela flor de acácia que encontrou e dirigiu-se para o centro do lago. Nadou uns poucos metros e, então, percebeu que o lago parecia ser bem mais raso no centro. Arriscou ficar em pé e logo viu que podia fazê-lo com facilidade. A partir daí caminhou, tranquilamente, até a outra margem, onde o mestre já o aguardava, com um sorriso nos lábios.

Ao chegar, Ovídio entregou a flor intacta ao mestre, que a recebeu com alegria dizendo:

– Hoje você teve sua primeira lição. Na vida, assim como você percebeu ao atravessar o lago, o melhor caminho é sempre o Caminho do Meio. Em tudo o que fizermos na vida deve haver equilíbrio e moderação. Devemos ser moderados no comer, no beber, etc. É importante dar um passo de cada vez, sem pressa e sem pular etapas.

Ovídio passou muitos anos como discípulo e, mais tarde, tornou-se ele próprio um mestre, o que aconteceu naturalmente, sem pular etapas e seguindo sempre pelo Caminho do Meio.

Retirado da Sociedade das Ciências Antigas (SCA)

#Cristianismo #oalvorecer #hermetismo #espiritualismo #Martinismo

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A Maçonaria e a Revolução Filipina

Texto do ir.’. Tales de Azevedo

Os pilares filosóficos e progressistas da maçonaria fizeram com que, durante os séculos, esta se aproximasse por demais dos grandes movimentos sociais que alteraram os rumos da história.

Se essa aproximação, por vezes, não acontecia pela instituição em si, acontecia na forma da preparação dos seus atores, oriundos desta ordem.

Em diversos processos de independências, de diferentes países, maçons de diferentes grupos contribuíram em maior ou menor grau para a realização do processo, da forma mais acertada o possível. Algumas vezes haviam disputas entre os irmãos sobre o modo de operação ao qual o processo deveria ocorre (vide o caso brasileiro, na disputa entre os grupos de Bonifácio e de Gonçalves Ledo). Essas contendas entretanto, serviram mais para balizar o caráter plural e progressista da ordem do que para mostrar uma falha entre seus membros.

É certo que poucas vezes a instituição maçônica soube se desdobrar de uma maneira tão complexa e articulada como a que ocorreu na última década do século XIX, nas Filipinas. Na época, esse país se encontrava em um processo de assentamento de uma cultura e identidade nacional, assim como vivia sobre ação de diversos grupos reformistas que buscavam melhores condições nas relações coloniais com a Espanha, país colonizador das ilhas.

Alguns anos antes, as autoridades espanholas observavam com receio um movimento iniciado por um jovem, chamado José Protasio Rizal Mercado y Alonso Realonda. Formado em medicina na Espanha, José Rizal trabalhava exaustivamente nas Filipinas, não apenas no exercício de sua profissão de salvar vidas, mas também como um missionário à frente da difícil tarefa de formar uma identidade para o povo Filipino.

Antes da chegada dos espanhóis, as Filipinas nada mais eram do que um aglomerado de mais de 7000 ilhas, divididas em diversos reinos e povos. A união sob uma única bandeira era artificial, criada pelo dominador europeu. Nem mesmo a língua se fazia como um elo comum, pois o espanhol era pouco falado entre os populares, que se utilizavam de diversos dialetos existentes nas ilhas. Dentro do regime colonial não havia o indivíduo “filipino”, apenas o “índio”, cidadão de segunda categoria.

As práticas coloniais eram de constante degradação para com o “índio”. Dentre as leis publicadas nos códigos das ilhas, haviam aquelas que obrigavam ao “índio” a retirar o seu chapéu toda a vez que cruzasse com um espanhol na rua. Da mesma maneira, era terminantemente proibido ao “índio” se sentar na mesma mesa que um europeu, ainda que seja dentro de sua propriedade. No mais, todos os nomes e sobrenomes precisavam ser escolhidos dentro de uma códex elaborado pelo governador, não sendo de livre escolha do indivíduo.

Rizal procurou criar, através de obras artísticas, comícios, jornais, criação de centros sociais e culturais, o senso de coletividade entre todos as pessoas, de modo a acabar com a ideia de inferioridade então existente. Sob as palavras de Rizal, os populares deixavam de ser “índios” e passavam a ser “filipinos”.

Tal o poder de suas palavras, que em 1892, ao fundar uma associação chamada “A Liga Filipina”, o governador geral das ilhas ordenou que o mesmo fosse exilado imediatamente. Tal busca de Rizal era reflexo do conhecimento por ele recebido no seio da família maçônica. Sim, Rizal foi maçom, iniciado na Loja La Solidariedad, em Madri, em 1890.

A maçonaria como instituição, chegou as ilhas filipinas em 1856, com a fundação da Loja La Primera Luz Filipina, filiada ao Grande Oriente Lusitano. Com o passar dos anos, novas lojas foram criadas, dentre as principais Balagtas nr 149, Taliba nr 165, Pilar nr 203 e Bagong Buhay nr 291. Essas, porém optaram por se filiar ao Grande Oriente Espanhol.

Anos ainda haveriam de se passar, antes que fosse fundado um Grande Oriente nas Filipinas. De qualquer maneira, a escolha pelo Grande Oriente Espanhol, ao invés do Lusitano, se devia principalmente à questões tanto do sistema colonial, quanto ao fato de a presença de maçons filipinos na Espanha era comum; inclusive haviam lojas exclusivas de filipinos, sendo as principais as lojas Revolucion, em Barcelona, e La Solidaridad, em Madri.

A expulsão de Rizal ocorreu então no dia 7 de julho de 1892. Naquela mesma noite, alguns homens, entre eles Andres Bonifacio, Valentim Diaz, Teodoro Plata e Ladislao Diwa, se reuniram em uma casa na avenida Claro M Recto, para dar início a uma audaciosa organização, que tinha por objetivo livrar as ilhas do laço colonial. Essa associação recebeu o nome de Kataastaasan Kagalang-galang na Katipunan nang manga Anak nang Bayan, que significava Suprema e Venerável Associação dos Filhos do Povo, mais comumente chamada de Katipunan, que significava simplesmente Associação. Todos os homens reunidos na fundação do Katipunan possuiam uma coisa em comum: todos eram maçons, pertencentes as lojas existentes nas Filipinas, principalmente a Taliba.

Na Espanha, muitos maçons de origem filipina, já haviam sido acusados de tramar contra a coroa, principalmente os pertencentes a Loja Revolução – fato negado a exaustão pelos irmãos desa oficina. De qualquer maneira, o governo desconfiado obrigou o fechamento da loja alguns anos após sua fundação.

Assim, para que os planos pudessem ser elaborados sem o risco de interferência pelo governo, os fundadores optaram por manter a estrutura maçônica oculta dentro do Katipunan, dividindo os associados em 3 graus, que se reuniriam em grupos, subordinados a um órgão chamado Supremo Conselho do Katipunan, ou Kataastaasang Sanggunian.

O ingresso de novos membros ao Katipunan ocorria por indicação de um dos associados. Após sindicância, o iniciado passava por um ritual, baseado nos ritos de iniciação maçônicos. Estando ao final apto, este então recebia o primeiro grau da associação, chamado Katipon. Os associados a esse grau utilizavam um capuz negro nas reuniões, com um triângulo branco que trazia as letras Z. Ll. B.. O Katipunan se utilizava de um alfabeto próprio, criado para impedir que estranhos tivessem acesso aos documentos do Katipunan. Assim, tais letras convertidas para o Alfabeto latino eram iguais a A ng. B, que eram a sigra de Anak ng Bayan, ou Filho do Povo, que era por sua vez a palavra passe desse grau.

Ao ser admitido no segundo grau do Katipunan, o associado recebia o título de Kawal, ou soldado, passando então a utilizar um capuz verde, que trazia um triângulo de linhas brancas, com as letras Z, Ll. B. Em cada um dos vértices. O Kawal também portava uma fita no pescoço, com uma medalha, que trazia encrustado a letra K, no antigo alfabeto tagalog, posto à frente de uma espada cruzada com uma bandeira. A palavra passe desse grau era Gom-Bur-Za, que era uma abreviação para Gomez, Burgos e Zamora, homens que haviam sido executados anos antes pela coroa espanhola, ao lutar nos primeiros movimentos pela independência.

O último grau recebia o nome de Bayani, ou patriota. O associado desse grau usava um capuz vermelho, com faixas de cor vermelha, simbolizando a coragem e a esperança. A parte frontal da máscara possuía bordas brancas, que formavam um triângulo com a letra K preenchendo o mesmo, tendo Z Ll B como base, formando o seguinte desenho. A palavra passe desse grau era Rizal.

Havia um único toque no Katipunan, utilizado para quando os membros se encontravam em locais públicos. Ele era feito pondo a mão direita sobre o peito, para em seguida se apertar as mãos, pressionando a base do polegar com um dos dedos.

O Supremo Conselho havia ditado 10 leis, aos quais todos os membros do Katipunan deveriam obrigatoriamente seguir. Essas leis expunham principios como amar a Deus, a terra e a fraternidade entre os irmãos; guardar segredo sobre o KKK (uma das siglas utilizadas pelo Katipunan) e manter constante alerta sobre sua responsabilidade pessoal.

Além das regras, havia uma cartilha com 13 itens, com virtudes ao qual todo membro do Katipunan deveria trabalhar para disseminar entre o povo. Essa cartilha pregava lições para evitar o preconceito e a discriminação entre homens e mulheres da sociedade filipina, assim como a valorização do país e da luta ao qual o Katipunan se punha a lutar.

A bandeira do associação trazia o Sol, juntamente com o olho que tudo vê. Anos mais tarde, durante a confecção da bandeira do estado filipino, a bandeira do Katipunan viria a servir como base. Embora o olho tenha sido retirado, a o sol foi mantido, estando até hoje no símbolo máximo daquele país.

Um detalhe curioso, é que no século XIX, a existência de lojas maçônicas mistas era comumente aceito pelo Grande Oriente Espanhol. Muitas mulheres espanholas e filipinas, como Romualda Lanuza, Josefa Rizal, Marina Dizon, Sixta Fajardo entre outras, chegaram a ser iniciadas em Lojas regulares. Como tradicionalmente, as antigas sociedades das ilhas, não distinguiam cargos e poderes entre os sexos, nada mais natural que o Katipunan acabasse por se tornar uma sociedade mista.

Durante alguns anos, o Katipunan agiu em segredo, promovendo valoroso golpes contra a coroa espanhola. Sua decadência ocorreu em 1896, quando uma das associadas, Honoria Potiño, falhou ao guardar seu segredo, deixando que seu irmão Teodoro descobrisse sobre a sociedade. Este então denunciou a mesma ao governador geral, que passou a agir rapidamente contra o Katipunan.

A coroa passou então a atacar os cabeças da sociedade. O próprio Rizal foi feito prisioneiro e trazido de volta das Filipinas para ser executado. Diante desse cenário, os membros do Katipunan passaram então a trabalhar executar o mais rápido possível todos os planos que haviam sido arquitetados durante os anos anteriores.

A estrutura da sociedade estava tão bem assentada, que mesmo com a morte de diversos líderes, os planos continuavam a transcorrer normalmente, trazendo muitos problemas para o governo espanhol – que nessa época se encontrava em guerra contra os Estados Unidos, devido a existência das colônias espanholas na América. Assim em 1898, a Espanha, após sucessivas baixas contra o Katipunan, se deu por vencida e abandonou as Filipinas. O povo, e os antigos membros da sociedade puderam então respirar aliviados por alguns meses. Ficou ao cargo do general Emilio Agnaldo, a tarefa de organizar a administração do país, agora livre as amarras espanholas. Agnaldo também era maçom, membro da loja Pila nr 203.

Infelizmente aqueles meses de paz não durariam muito tempo. Ao final daquele ano, antes que o novo governo pudesse vir a trabalhar em busca de reconhecimento internacional da sua independência, os Estados Unidos invadiram as ilhas, tomando-as como espólio da guerra contra a Espanha. Começaria então uma nova guerra, que se prolongaria até 1906, com a derrota dos nativos, e o assentamento das Filipinas enquanto protetorado americano. Em 1908, um outro maçom Manuel Quezon, da loja Sinukuan nr 272, se destacaria no meio político nacional, se tornando um ícone nas relações entre Estados Unidos e Filipinas, em um processo que resultaria na independência total do país ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Referência Bibliográfica

History Of The Filipino People. Teodoro A Agoncillo

Understading The Filipino. Tomas Andres e Pilas Ilada.

Filipino Martial Culture. Mark Wiley

Endereços na Internet

A Formação da Nação Filipina

http://www.cavtemplarios.com.br/livro4.htm

Filipino Masons.

http://filipinomasons.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

Famous Filipino Masons.

http://www.glphils.org/famous-masons

The Legacy Of Freemasons In the Phillipines History.

http://www.pinoyfraternity.com/index.php?showtopic=926

Publicado originalmente em:

http://kali-rio.blogspot.com:80/2011/06/katipunam-maconaria-e-revolucao.html

#Maçonaria

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Armas de fogo: Desarmando Estatísticas

Uma informação errada repetida muitas vezes acabará por convencer a muitos de sua correção. Quanto mais autoridade detiver aquele que a repete, mais pessoas irá convencer. É portanto desolador quando um ilustre Ministro da Justiça, sobre cuja honestidade de propósito não pairam quaisquer dúvidas, torna-se arauto de informações equivocadas e, com base nelas, persegue o absurdo objetivo de desarmar o cidadão honesto, retirando-lhe o direito de auto-defesa que o poder público não revela condições de suprir, enquanto criminosos detêm, sem pleitear autorização, arsenais de padrão militar.

Em editorial no jornal O Globo (30.11.2000), recita o Sr. Ministro o batido bordão do movimento pelo desarmamento, segundo o qual “a maioria das armas adquiridas legalmente por pessoas de bem termina nas mãos de marginais”, bem como afirma ser “comprovado” que o cidadão armado não teria coragem ou habilidade para defender-se. Nada é mais distante da realidade e somente a lamentável ausência de estatísticas confiáveis no País torna difícil demonstrar a incorreção das assertivas.

Há anos os advogados do banimento das armas de fogo tentam convencer-nos que o cidadão honesto é ignorante, incapaz e despreparado para defender-se com uma arma de fogo. Apóiam-se nas estatísticas nacionais que se limitam a registrar ocorrências em que as vítimas foram mortas ou feridas ao reagirem a atos de violência. Desconsideram a evidente circunstância de que aqueles numerosos casos em que a reação é bem sucedida e evita a perpetração da violência não geram registros de ocorrência, fonte quase exclusiva das estatísticas policiais. Pesquisas conduzidas nos Estados Unidos indicam que 95% das situações potencialmente violentas envolvendo civis legalmente armados são resolvidas sem que um tiro seja disparado e sem que a violência se consume. Estimativas abalizadas sugerem que isto ocorre centenas de milhares de vezes por ano.

O mundo está repleto de exemplos que demonstram a estreita relação entre o direito de auto?defesa e a redução dos índices de criminalidade. Um estudo do Prof. John R. Lott Jr., concluído em 1998 e publicado pela University of Chicago Press, examinou as estatísticas policiais locais e federais para 3.045 cidades e condados dos Estados Unidos, num período de 18 anos (1977-1994), e as relacionou com a evolução da legislação sobre armas e munições no mesmo período. O pesquisador disponibilizou seus dados a todos os estudiosos que o solicitaram, angariando o respeito até de fervorosos opositores da auto-defesa.

Lott estabeleceu que os fatores predominantes no aumento da incidência de crimes violentos no período foram o número de prisões e a extensão das penas. Em 1991, por exemplo, 44.000 dos 162.000 criminosos em liberdade condicional voltaram a cometer crimes violentos e 20% dos assassinatos de policiais foram cometidos por criminosos em progressão de regime ou por condenados à solta. De 1980 a 1994, os 10 estados americanos com maior aumento da população prisional registraram uma redução de 13% em crimes violentos, enquanto os 10 estados com menores acréscimos no número de presos tiveram um aumento médio de 55% em crimes violentos.

Baseando-se em dados publicados nos FBI Uniform Crime Reports, apurou que a taxa de homicídios nas jurisdições que regulam mais severamente a compra e o porte de armas (California, Illinois, Maryland, New Jersey, New York e Washington) é 23% maior que a taxa do resto do país. A proibição da venda de armas em Washington foi editada em 1977 e em 1990 a taxa de homicídios havia triplicado. Nos anos que se seguiram à proibição a maioria dos homicídios foi cometida com as armas de fogo por ela abrangidas. Em Chicago, a proibição foi imposta em 1982 e a taxa anual de homicídios dobrou. Os exemplos são inúmeros e a conclusão inevitável é de que as restrições afetam apenas os cidadãos honestos, não os criminosos. Para reduzir os crimes é preciso sobretudo responsabilizar os criminosos por suas ações e aplicar com rigor as penas da lei.
Por outro lado, a liberalização do porte de armas revelou-se uma das mais eficientes e econômicas formas de reduzir a incidência de crimes violentos, já que os criminosos não sabem quais das vítimas em potencial estarão armadas e em condições de defender-se. Inevitavelmente, essa dúvida beneficia igualmente os cidadãos que não portam armas. Os estados americanos com maior número de portes de armas emitidos apresentam as maiores reduções nos números de crimes violentos, como informou a Revista Veja quanto aos estados do sul do Brasil. Lott observou que a cada ano adicional de vigência de legislação liberalizando o porte de armas a taxa média de homicídios reduziu-se em 3%, a de estupros e a de roubos em 2% cada.

Finalmente, o trabalho de Lott demonstra que a redução nos crimes violentos acarretada pela liberalização dos portes não é, segundo as estatísticas americanas, acompanhada de aumento na taxa de mortes acidentais ou suicídios com armas de fogo, outro mito não comprovado e repetido à saciedade pelo lobby anti-armas nacional.

O professor de direito e pesquisador americano David Kopel registra que a implementação de legislação liberalizando o porte de armas é sempre acompanhada de alertas quanto às tragédias que inevitavelmente ocorrerão, como tiroteios em discussões de trânsito e brigas domésticas. Trinta e um estados americanos têm hoje leis liberais quanto ao porte de armas, metade da população americana e 60% dos proprietários de armas de fogo residem nesses estados. Vinte e dois desses estados adotaram tais leis na última década, onze nos últimos dois anos, a vista dos excelentes resultados verificados nos estados precursores. Nenhum deles registrou o cumprimento dessas profecias. O Deputado da Florida Michael Friedman prometia “calamidade e carnificina” quando a legislação foi passada, em 1987, naquele estado. O que se verificou foi uma redução de 40% na taxa de homicídios, contra 21% de redução na média nacional. O Departamento de Estado da Florida informa que menos de 0.002% dos portes de armas emitidos foram cancelados por uso indevido.

Na Suíça, a maioria dos cidadãos integra a força de defesa nacional e guarda em casa fuzis automáticos e munição. Os suíços consomem 60 milhões de cartuchos de munição por ano em exercícios de tiro ao alvo. O número de crimes envolvendo armas de fogo na Suíça é ínfimo.

A Itália tem as leis mais rigorosas da Europa quanto a armas de fogo. E ostenta milhares de homicídios por ano praticados com armas de fogo.

O número de homicídios na Inglaterra dobrou desde a proibição de armas de fogo. Em decisão inédita, a polícia do condado de Nottinghamshire acaba de armar seus integrantes quando em patrulha.

Os exemplos são infindáveis, as conclusões evidentes: são falsas as premissas em que se apóia o movimento pelo desarmamento. A mobilização popular é bem intencionada mas o alvo do programa está errado. A solução requer estudos, como os acima citados, que evitem a repetição de erros e coragem para adotar medidas eficazes, conquanto impopulares. A rigorosa e moderna lei nº 9.437/97 é satisfatória para regular o porte responsável e seguro de armas de fogo pelo cidadão honesto. Cumpre estender seus requisitos à compra e posse, estas ainda desprovidas de maiores salvaguardas.

A disseminação de armas de fogo no meio criminoso no Brasil, a impossibilidade de sua imediata eliminação e a incapacidade, ainda que temporária, do poder público de defender com eficácia a vida, a integridade física e o patrimônio dos cidadãos, tornam qualquer medida legal restritiva do direito à auto-defesa temerária e irresponsável, verdadeiro encorajamento à atividade criminosa. Que as boas intenções não nos condenem, sem estudo e sem recurso, à impotência e ao abandono à própria sorte.

Por Kenneth Cattley

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A Verdade e a Mentira

“Segundo uma lenda do século XIX, a Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade:” Hoje é um dia maravilhoso “! A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Eles Passaram muito tempo juntos, chegando finalmente ao lado de um poço. A mentira diz à verdade: “A água esta muito boa, vamos tomar um banho juntos!” A verdade, mais uma vez desconfiado, testa a água e descobre que é realmente está muito gostosa. Eles se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge.

A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta.

O mundo, vendo a verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva.

A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo-se nela, sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua ”.

A mundialmente famosa pintura “A Verdade saindo do poço” Jean-Léon Gérôme, 1896.

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Area 51

No coração da Area 51, que ocupa 10.000 km2, se localiza o lago Groom, onde dizem que se fazem testes com naves alienígenas. O único lugar de onde se pode avistar o lago, é na auto-estrada 375, apelidada de «Extraterrestrial Highway» em março de 1996.

É uma área que possui estradas, riachos, montanhas, edifícios e uma pista de 9,5 km, mas oficialmente não existe. É como se qualquer atividade humana tivesse parada em uma área equivalente à Suíça.   O acesso a esta área é completamente proibido. Os cartazes advertem: “O uso de armas letais é autorizado”. Seu espaço aéreo é o mais inviolável dos EUA. Trata-se do Polígono de Tiro e de Testes Nucleares de Nellis, conhecido como Área 51.A Área 51 foi fundada em 1954 para ser uma base secreta onde a Lockheed Aircraf Corporation pudesse desenvolver aviões de espionagem para a CIA.   A Área 51 continua sendo a sede de alguns dos projetos mais revolucionários dos EUA. Foi nesta área que o bombardeiro “stealth” Northrop B-2 foi testado, assim como uma série de outros aviões nada convencionais. A sua existência foi mantida em sigilo absoluto pelas Forças Aéreas dos EUA (USAF) até 1994, já que se tratava da mais avançada tecnologia militar. A questão levantada por alguns pesquisadores é que nem a tecnologia nem as técnicas utilizadas são norte-americanas, e sim, alienígenas.Desde o estabelecimento da Área 5l, várias pessoas declararam ter visto objetos estranhos sobrevoando seu espaço aéreo, mas as autoridades negaram os fatos.   Contudo, um de seus próprios homens, Robert Lazar, que trabalhou 5 meses na Base a partir de dezembro de 1988, declarou que no espaço aéreo da Área 51, além de circularem OVNIs, a USAF também utilizava tecnologia alienígena ativamente.”

Testemunhas afirmam freqüentemente a presença de objetos sobrevoando o céu com movimentos nada convencionais, existem também boatos a respeito de que os supostos extraterrestres de Roswell estariam aprisionados neste local. Mas o que colocou uma maior desconfiança a respeito desta área foram as afirmações do físico Robert Lazar.

Segundo Lazar, o governo dos E.U.A estava estudando cerca de nove discos voadores e tentando adaptar sua tecnologia através de engenharia reversa num local secreto conhecido como S-4, que se situa no coração da Área 51. Explicou que fazia parte de uma equipe de 22 engenheiros contratados em 1988 para estudarem o sistema de propulsão das naves. Afirmou ainda que tais sistemas trabalhavam com antigravidade e que seus propulsores não deveriam ter um diâmetro maior do que o de uma bola de beisebol. O cientista teve acesso a vários documentos que concretizaram suas suspeitas, neles havia fotos de autópsias de seres com aspectos anormais, o que o levou a crer que aquelas aeronaves não eram de origem terrena.

Segundo moradores, ao anoitecer começa uma atividade estranha na qual podem ser observados estranhos objetos sobrevoando a base secreta, e foi em um desses dias, mais precisamente em 28 de Fevereiro de 1990 que o observador Billy Goodman fotografou um OVNI sobrevoando o céu de Nevada. Há também uma filmagem feita por Norio Hayakawa, de uma emissora de TV japonesa, nela se pode ver nitidamente uma luz resplandecente que se deslocava pelo céu não muito distante da Área 51.

No dia 14 de Abril de 1997, a Emissora de TV FOX Paramount jogou para o ar um documentário chamado “A entrevista com o alienígena”. Sua divulgação se deu graças ao contrabando de suposto material secreto feito por um ex-agente de segurança da Área 51. Tal agente teria vendido este material a uma companhia de produções de vídeo situada na Califórnia, dizendo fazer parte do quadro de uma das várias instituições que operam dentro da Área 51.

As imagens mostram uma criatura em uma sala muito escura sendo estudada por cientistas, que após alguns instantes começa a se agitar (semelhantemente a uma convulsão), então supostos médicos aparecem para lhe acudir.

As imagens são duvidosas, o suposto ex-agente não se identificou, informações adicionais sobre a obtenção da fita não ficaram claras, o que pode nos levar a crer que esta poderia ser uma fraude. Com tantos relatos e contradições o que podemos afirmar é que algo de estranho e extremamente secreto acontece dentro do recinto denominado por Área 51, sejam armamentos e aviões de altíssima tecnologia ou até experiências com OVNI’s. Um fato é certo, qualquer cidadão que se aproximar da base pela “Extraterrestrial Highway”, e com muita cautela organizar vigílias constantes, terá a oportunidade de observar luzes muito estranhas sobrevoando a base.

 

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Maçonaria e Trabalho

Quem nunca ouviu o dito popular “o trabalho dignifica o homem”?

Um erro que muitos podem cometer ao realizar um pensamento simplista sobre o ditado é de que o trabalho dignifica o homem porque através dele o homem sustenta uma vida digna para ele e para sua família. Esse raciocínio é um erro, pois nesse sentido não é propriamente o trabalho que dignifica o homem e sim apenas um fruto do trabalho: o salário. Ao cometer esse erro, seu autor estaria maculando, desprezando e ridicularizando tanto o trabalho quanto o homem, ao julgar que o trabalho só tem valor por gerar um salário e que o homem somente trabalha para merecer seu salário.

O trabalho gera mais frutos do que o simples salário de seu trabalhador. O trabalho gera um produto ou serviço final que é demandado por outra pessoa ou pela sociedade. O trabalho gera habilidade e experiência àquele que o desenvolve. O trabalho gera relações não somente comerciais, mas principalmente sociais. O trabalho gera aprendizado, conhecimento. O trabalho gera prazer quando é bem feito. O trabalho gera parcerias.

TRABALHO & HUMANIDADE

O trabalho pode mostrar que todos somos dependentes um do outro, porque um alfaiate não pode fazer um terno sem o agricultor que planta e colhe o algodão, o caminhoneiro que o transporta até a fábrica, o industrial que o transforma em tecido, o transportador que entrega ao atacado, e enfim o atacadista que fornece ao alfaiate. Isso sem contar com a tesoura, a fita métrica, a máquina de costura, a energia elétrica e a edificação utilizada pelo alfaiate. Tudo isso foi resultado do trabalho de muitos trabalhadores para que o alfaiate pudesse exercer seu ofício. E as roupas feitas por esse alfaiate podem por coincidência vestir um desses trabalhadores e com certeza veste muitos outros que dependem não somente do alfaiate mas de vários outros profissionais para viver e para desempenhar o seu trabalho, do qual outras pessoas também podem depender, incluindo o alfaiate.

Assim sendo, como pode-se dar atenção ao salário, quando o trabalho significa algo muito maior e muito mais relevante na vida de todos os homens de bem? Quando o trabalho gera riquezas muito mais valiosas, imensuráveis em comparação com o salário? Pensando assim, pode-se afirmar que o salário é talvez o fruto menos importante do trabalho, servindo apenas de moeda de troca de um trabalhador pelos produtos ou serviços de outros trabalhadores. Algo que se fez necessário entre os homens para tornar os produtos e serviços mais acessíveis a todos, no ponto de vista da troca.

Observe-se neste instante e veja a imensidão que o rodeia. Veja cada objeto, peça e acessório que está usando e o ambiente em que se encontra e tente imaginar quantos trabalhadores, não somente do Brasil, mas de todo o mundo estiveram envolvidos no processo de produção desses utensílios. Veja o telefone que pode estar agora ao seu lado, a energia que mantém a lâmpada acesa e seu computador ligado, e quantos milhares de trabalhadores estão envolvidos nisso, neste exato momento, para que você possa permanecer lendo este texto. Isso sem contar a mesa e cadeira, o em que se encontra agora e todos os serviços de energia elétrica, fornecimento de água, Internet, telefonia, etc. Sem medo de errar, pode-se afirmar que milhões e milhões de trabalhadores de todo o mundo estiveram e estão envolvidos no processo de produção de todos os produtos e serviços que o rodeiam.

TRABALHO & MAÇONARIA

Às vezes o cotidiano, a correria do dia-a-dia, não permite que cada um de nós possa parar por alguns minutos para fazer essa reflexão, para simplesmente olhar ao redor e entender o quanto todos somos dependentes do trabalho de infinitos desconhecidos sem demonstrarmos a mínima gratidão.

Um certo autor descreve “trabalho” como “qualquer atividade útil”. Ao refletirmos sobre isso, nos chama a atenção o termo “útil”. Útil é tudo aquilo que atende uma ou mais pessoas, ou seja, quanto mais atender as pessoas, mais útil. E o que mais seria o trabalho maçônico do que uma atividade útil para o nosso autodesenvolvimento e com o objetivo final de fazer feliz a humanidade através do amor ao próximo, do combate à ignorância e ao fanatismo, do aperfeiçoamento dos costumes, levantando templos à virtude e cavando masmorras aos vícios?

A Sublime Ordem Maçônica nada mais é do que um Sindicato de Trabalhadores. Antes, em sua fase operativa, era um sindicato de trabalhadores da construção civil. Hoje, o que todos nós maçons “especulativos” ainda temos em comum com nossos antecessores é que todos ainda somos trabalhadores, porém nas mais diferentes profissões.

Assim como os ensinamentos maçônicos serviam para orientar os maçons operativos em suas relações entre si, com os contratantes, os familiares, a sociedade e o Grande Arquiteto do Universo, esses mesmos ensinamentos estão em nossos rituais e ainda servem para nos orientar, orientar nossas relações profissionais, sociais e espirituais. E um dos principais ensinamentos maçônicos é de que, para se realizar qualquer trabalho, deve-se empregar com equilíbrio três diferentes energias: Força, Vontade e Inteligência.

Não adianta o Obreiro ter vontade de trabalhar e ter a força necessária se ele não possuir a inteligência, o conhecimento necessário para efetuar o trabalho. Da mesma forma, o Obreiro tendo inteligência e força para trabalhar, mas não tendo vontade, nada será feito. Assim como é impossível um Obreiro produzir apenas com a vontade e a inteligência, mas sem ter forças para trabalhar. Faz-se então necessário empregar essas três qualidades para que um trabalho transcorra de forma justa e perfeita. É aí que se encontra a perfeição: não no trabalhador, mas no seu trabalho.

CONCLUSÃO

Você deve compreender que não é apenas o seu trabalho que o dignifica, mas o trabalho de todos os homens de bem do orbe terrestre colabora para que você viva com dignidade. Entenda que o que liga você a cada homem de bem no mundo é o trabalho digno que cada um desempenha e que, de forma direta ou indireta, alcança a todos. Além do Grande Arquiteto do Universo, o trabalho é o nosso elo, o que nos une.

Assim sendo, ao desenvolver um trabalho perfeito, o trabalhador está aprendendo, se desenvolvendo, evoluindo, se relacionando com fornecedores e clientes, fazendo parcerias, atendendo uma demanda de um individuo, de um grupo ou da sociedade, gerando empregos, proporcionando felicidade ou prazer para si e para o próximo, e colaborando através de seu trabalho para com a sociedade, o que o liga a cada homem de bem no mundo. Quer algo mais digno do que isso?

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ma%C3%A7onaria-e-trabalho

Artes e Artesanatos

Para uma sociedade arcaica, tradicional, arte é tudo aquilo que o homem cria com suas mãos partindo do modelo arquetípico que contém em seu interior, e que pode observar nas leis sutis que regem as produções da natureza, manifestação da própria harmonia e da ordem universal. Esse modelo não é outra coisa que a idéia de Beleza considerada como a mais alta expressão da própria Arte do Criador, de quem se diz que a tudo fez “em número, peso e medida”. Por isso todo ato criativo, quando é conforme a esse modelo, imita o rito original da criação do mundo a partir da substância amorfa e caótica, ainda que essa atividade se trate de arquitetura, de artes visuais (escultura e pintura), de artesanatos em madeira ou outros materiais, de ourivesaria, da cerâmica, da cestaria e da tecelagem, da ebanisteria, de costura, de tapeçaria, etc.

Alguns destes artesanatos ainda se conservam vivos em bastantes lugares, e neles se mantêm seus segredos de ofício, os que são transmitidos por meio de uma iniciação, tomando-se, portanto, como suportes da realização interior, pois é a esta, em definitivo, que esses segredos se referem, já que são os próprios da Cosmogonia em sua permanente recriação na alma humana. Este é o sentido profundo dos símbolos e dos ritos próprios de cada ofício, e que fazem deles uma atividade sagrada. Na realidade, todo homem é um artista, e é sua própria vida a que constitui aquela substância amorfa, ou pedra bruta, que tem de ser “trabalhada” pacientemente mediante a permanente atualização dos ensinos recebidos pela Tradição, exercendo o rito da memória e da concentração, até acabar integrado plenamente na harmonia da Grande Obra Universal.

Nas antigas corporações de construtores medievais, o conhecimento do ofício se dividia normalmente em três etapas ou graus de iniciação, que correspondiam ao aprendiz, ao companheiro (oficial) e ao mestre, dando assim uma idéia do desenvolvimento gradual de tal conhecimento. Há que se dizer que aquelas corporações (estreitamente ligadas à Tradição Hermética) deram lugar, durante o curso do tempo, à atual Maçonaria, que continua conservando a mesma estrutura iniciática de seus longínquos predecessores.

#hermetismo

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Aquisitores: A Breve História Secreta do Brasil

ATENÇÃO: O texto a seguir foi escrito com base em diversas pesquisas que por sua vez não possuem relação ente si nem em nenhum momento algum citam o nome Aquisitores. Para todos os efeitos este artigo deve ser entendido como devaneio literário ou  uma mera obra de ficção.

 

Varre Varre VassourinhaAlguma coisa está fora da ordem. Fora da Nova Ordem Mundial.”
– Caetano Veloso, Fora de Ordem

Cada país tem o Illuminati que merece. Se isso for verdade então o Brasil é um dos país mais desgraçados que existe.

Aquisitores é o nome dado ao braço brasileiro do Governo Oculto Global. O nome Aquisitores é uma referência ao único e principal interesse deste braço que é sua própria prosperidade financeira que só pode ser obtida através da atuação de seus membros na economia e na política do país. A grande diferença entre este grupo e as sociedades secretas internacionais é que aqui eles se desfizeram de qualquer traço ideológico, seja ele bem ou mal intencionado. Como mostrarei a seguir, o único interesse dos “Illuminati brasileiros” é o lucro. Maquinações políticas, culturais e religiosas são abandonadas em prol da fria lógica dos números. Os dois únicos objetivos dos Aquisitores é proteger a própria riqueza e ficar ainda mais ricos.

Embora seja verdade que os membros Aquisitores sejam formados pelas famílias mais ricas do Brasil, o inverso não é verdadeiro, nem todas as famílias ricas fazem parte do grupo; não basta ter dinheiro para adentrar na ordem. Uma pessoa ser rica não quer dizer que ela é Aquisitora. Já uma família que, apesar dos altos e baixos da economia consegue não apenas se manter rica, mas prosperar cada vez mais é outra história. Como as fortunas do país passam na forma de herança, na prática os mesmos sobrenomes compõem a cúpula da organização com o passar dos anos. Qualquer leitor que acompanha minimamente as notícias conhece alguns destes sobrenomes.

Teóricos conspiracionistas afirmam que o grupo, através de métodos diversos, controla as principais instituições de poder do país, como estabelecimentos de ensino, grupos religiosos, partidos políticos e associações de classe. Estas instituições contudo são um meio e não um fim para que consolidem cada vez mais fortemente seu poder económico no Brasil. Através de suas táticas eficientes, silenciam qualquer oposição, mesmo porque o conhecimento, por parte da população, da existência de tal grupo é quase nenhuma e se resume a pessoas que, por interesse ou curiosidade, pesquisam sobre conspirações e técnicas de dominação de massa. Sua esfera de influencia portanto, se adaptaria e mudaria conforme o tempo avança. Em uma época estariam diretamente vinculados à Maçonaria e o Alto Clero da Igreja Católica, tempos depois estariam puxando as cordinhas em Brasília e orquestrando o impacto cultural da Tropicália. Hoje sua força se extenderia principalmente as grandes redes de comunicação, grandes igrejas neo-pentecostais e, é claro, ao governo federal.

Mascaram-se como defensores da liberdade de pensamento, mas, na realidade, a única liberdade que defendem é a de sua própria ideologia de dominação. Na cultura popular brasileira, podemos interpretar certa músicas e filmes como referências aos Aquisitores como na música “Forças Ocultas” escrita por Marcelo Nova do grupo Camisa de Vênus e veladas em algumas músicas de cunho político de Cazuza, Chico Buarque e Marcelo D2. Existem ainda breves citações nos filmes de Lima Barreto gravados em companhia Vera Cruz, além de referências claras na série Os Seis do autor Hélio do Soveral.

Desfazendo alguns enganos

Como toda teoria da conspiração não é difícil existirem várias versões para um mesmo fato. Portanto, antes de explorarmos os indícios, vamos apresentar algumas coisas que ficaram claras em nossa investigação e desmistificar alguns boatos que nos parecem sem fundamento. Isso acontece parcialmente devido aos resultados obtidos por fontes e pesquisadores diferentes mas parcialmente também como uma maneira de encobrir o que realmente esta acontecendo em um plano mais elevado.

Aquisitores são maçons

Em primeiro lugar,  ao contrário do que alguns escritores colocam, (geralmente escritores do meio evangelico), não existe qualquer indício de que os Aquisitores sejam uma organização ao estílo maçonico. Embora, realmente possamos afirmar que alguns deles possam ser ou ter sido maçons, eles não são nem de perto uma organização iniciática. Em um momento histórico anterior houve uma forte influência maçônica, especialmente a partir do processo de Independência do pais, mas isso parece ter sido superado. Pessoalmente, não acho que este tipo de especulação mereça qualquer crédito.

Aquisitores são satanistas

Da mesma forma, algumas pessoas alegam que os Aquisitores nasceram dentro do corpo de jesuítas do Brasil Colonial, que seriam os responsáveis pela divulgação da obra conhecida como Monita Secreta. Essa teoria, sem qualquer fundamento, alega que por alguma razão, certos padres se desviaram e adotaram uma espécie de culto diabólico, sugerindo ainda que nos anos 1960 foi realizado um pacto demoníaco coletivo com algumas famílias importantes do país, especialmente na região nordeste. Se isso for verdade, e provavelmente NÃO É, este seria o maior pacto coletivo já realizado na América do Sul.


Os Grandes Partidos Políticos estão por trás dos Aquisitores

Dificilmente poderiamos aceitar tal afirmação. Os Aquisitores como veremos possuem uma natureza apolítica, sem ideologia e apartidária. É possível que utilizem ou mesmo criem alguns partidos políticos para seus próprios fins, entretanto sua esfera de poder é bem mais ampla. Os Grandes Partidos Políticos não estão por trás dos Aquisitores, mas os Aquisitores podem estar atrás de qualquer lugar.

Os Aquisitores nasceram em 1985

Outra grande bobagem que se diz é que os Aquisitores nasceram no final da Ditadura Militar, tendo inclusive dado fim a ela. A verdade mais provável parece ser que o grupo é bem mais antigo do que isso. Além disso não existe um único grupo Aquisitor, mas pelo menos dois grupos atuantes que podem receber esta nomenclatura. Estes dois grupos são em geral antagônicos, mas podem se unir caso vejam seu balanço de poder ameaçado. Exporei de forma clara a seguir evidências de que este grupo é muito mais antigo do que esta data.

 

O presidente que se matou

O suicídio do então presidente Getúlio Vargas é uma prova de que a grande conspiração de nosso país é bem anterior a 1985. Sua carta-testamento, endereçada ao povo brasileiro possui algumas pistas do que estava acontecendo na balança de poder do Brasil naquele momento. Este documento é forte e curto o bastante para podermos mencionar alguns excertos a seguir, os destaques em negrito são por conta do autor. Ao lado ilustra-se um fragmento do documento original, hoje em posse do Memorial Getúlio Vargas no Rio de Janeiro.

“Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.”

“E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte.

Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

Assina Getúlio Vargas, 24 de agosto de 1954″

O documento na íntegra pode ser lido no site do Memorial em http://www0.rio.rj.gov.br/memorialgetuliovargas/conteudo/expo8.html . Ele possui uma carga emocional forte que não pode ser ignorada, mas não devemos deixar de pensar que tipo de poder poderia fazer o homem mais poderoso de um país tirar sua própria vida. Com seu suicídio iniciou-se um novo capitulo na história secreta no Brasil e aquilo que as escolas ensinam ser a Ditadura Militar é na verdade a gestação e parto da atual elite dominante de nosso país. Se você acha tudo isso estranho, considere a entrevista dada a Roberto Canázio, da Rádio Globo em 2007 onde a vedete Virginia Lane, com quem Getúlio se relacionava intimamente declara que ele não se suicidou. Foi sim, executado.

Confira aqui a entrevista: http://www.mortesubita.org/sociedades-secretas-e-conspiracoes/textos-conspiracionais/virginia_lane_getulio_vargas.wma

A entrevista foi ao vivo e pegou até o jornalista de surpresa. Questionada em outras ocasiões sobre o assunto tão bombástico ela declarou que foi proibida judicialmente de tocar nesse assunto outra vez. Segundo ela, Getúlio sabia que iria morrer por mãos alheias e deixou sua carta testamento preparada. Contudo é possível que até sua esta carta tenha sido forjada ou por seus assassinos ou por alguém com desejoso de vingança. Caso tudo isso seja verdade, provavelmente Getúlio não foi o primeiro presidente a ser morto pelas mãos dos Aquisitores.

Operação Condor

É importantíssimo lembrar que os Aquisitores não são reconhecidos como grupo por nenhum historiador sério, e não existe sequer um trabalho acadêmico que confirme sua existência. Um exemplo típico deste tipo de elocubração está nas suspeitas levantadas na estranhíssima renuncia de Jânio Quadros, o presidente que renunciou por não aguentar o peso das “Forças terríveis” como ele mesmo declarou em sua carta de renúncia e na instauração do Regime Militar em 1964. O mesmo ocorre com as suspeitas levantadas no inicio dos anos 90 sobre a morte de Juscelino Kubitschek ou a investigação iniciada em 2007 no Rio Grande do Sul sobre a morte de João Goulart, que oficialmente morreu de doença cardíaca.

Sobre a Morte dos Presidentes leia:

Todos estes eventos se relacionam com a chamada “Operação Condor”, uma série de ações arquitetada pelos Aquisitores para tomar o poder político. Esta operação seria controlada remotamente por sociedades estrangeiras e encabeçadas pela elite financeira nacional. O objetivo da Operação Condor seria então dar poder político a quem já tinha poder economico e criar assim um governo facilmente controlado pelas “forças terríveis” internacionais. Até o momento nenhuma dessas investigações apresentou qualquer prova palpável, mas a coincidência alimenta a curiosidade dos teóricos da conspiração: Jango, JK e Lacerda, os três grandes nomes da oposição ao regime militar morreram todos em espaço de meses entre o fim de 1976 e início de 1977. Um sozinho em sua fazenda, outro num acidente mal explicado de carro e o outro de uma doença aguda que o matou de um dia para o outro.

Numa carta dirigida, em agosto de 1975, ao Gen. João Batista Figueiredo – e divulgada pelo jornalista norte-americano Jack Anderson – o chefe da polícia secreta de Pinochet, Manuel Contreras, comunicou o “decisivo apoio” da ditadura chilena a um “Plano” de Figueiredo para “coordenar a ação contra certas autoridades eclesiásticas e políticas da América Latina”. Na carta a seu homólogo brasileiro, chefe do SNI de Geisel, Contreras citou o chileno Orlando Letelier (morto por uma bomba que mandou pelos ares o seu carro em Washington, em 21 de setembro de 1976, 30 dias depois de Juscelino) e JK como a indicá-los como candidatos à “vendetta” dos regimes militares do cone sul, ou seja, a “Operação Condor”.

Embora não cite os Aquisitores em nenhum momento o jornalista Élio Gaspari revelou em publicação recente declarações gravadas de Ernesto Geisel – considerado integrante da área castelista, “moderada”, do golpe – admitindo o assassinato como método de ação política. Gaspari revelou a gravação de conversas de Geisel com o general Dale Coutinho, seu futuro ministro do Exército, a um mês de sua posse na Presidência. ‘Esse negócio de matar é uma barbaridade, mas tem que ser’, afirma Geisel, em uma de várias demonstrações de que sabia da morte de opositores sob custódia do regime.

O Grupo de Roma x O Ramo de Ouro

Durante a ditadura militar o grupo se manteve relativamente coeso, principalmente porque ainda eram bastante submissos aos poderes internacionais, em especial o braço Estadunidense do governo oculto global, os Bilderburgers. Mas a partir de 1985, os membros brasileiros do Governo Oculto se organizaram em dois grupos inimigos e teoricamente independentes dos Illuminati. A partir de então, não faz mais sentido chamá-los de Illuminati, mas devemos dar uma palavra sobre esta “independência.”

A matemática é simples, um país desenvolvido economicamente não pode ser controlado, um pais onde a política é mais forte do que a economia pode ser facilmente manipulado, através de leis e impostos que não permitam o desenvolvimento e acúmulo de riquezas por qualquer um. Poder e dinheiro não conhecem fronteiras. Dizer que os Aquisitores são independentes dos Illuminati é algo bastante ingênuo. Dizer que eles nasceram do nada em 1985 é mais ingênuo ainda. Na verdade o que ocorreu é que depois da Ditadura Militar o cenário político mudou. Houve então uma espécie de troca. De um lado os “Aquisitores” teriam liberdade regional para explorar o povo financeiramente e em contra partida apoiariam o governo oculto global e sustentariam a construção da chamada Nova Ordem Mundial. Não existem conspirações locais, apenas consequências locais da Conspiração.

Na ausência de um poder superior que controlasse cada um de seus passos os grupos nacionais passaram a reinvidicar sua legitimidade e esta disputa se polarizou em dois grupos principais, cada um deles  considerando-se os únicos “Aquisitores” legítimos. Um desses grupos, e talvez o mais poderoso conhecido como “Ramo de Ouro” se estabeleceu inicialmente na  região de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, região que havia experimentado uma próspera fase na década de 70 e que conheceu, por conta disso, o  movimento metalúrgico e culminou na posterior eleição do insuspeito Presidente Lula. O segundo grupo fez base no Rio de Janeiro e é chamado de “Grupo de Roma” supostamente relacionado com o famoso Clube de Roma. Essa polarização explica, entre outras coisas, porque o foco midiático e econômico dificilmente sai do eixo São Paulo/Rio de Janeiro e também como grandes centros econômicos e políticos do passado, como Minas Gerais, sairam de cena tão rapidamente.

O Ramo de Ouro e o Grupo de Roma recebem cada um deles apoio de forças internacionais próprias. Estas forças por sua vez não são, nenhuma delas, o Governo Oculto Global, mas também são movimentados por este como tem sido desde o fim da Segunda Guerra Mundial.  Num primeiro momento parece difícil entender como grupos antagônicos dentro e fora do Brasil e que vivem brigando possam possuir uma mesma raiz de poder. Antes de prosseguirmos, permita-me leitor fazer uma breve citação do Dr. Walter K. Buhler sobre a questão: “Talvez alguns ainda se lembrem de que foi a elite de banqueiros, no fim da Primeira Guerra Mundial, que facilitou e depois mandou financiar a Revolução Comunista. A começar por Lenin que foi enviado da Suíça, em vagão lacrado da estrada de ferro, através da Alemanha para a Rússia”. O ápice de uma conspiração é fazer o povo apoiá-la como se fosse algo revolucionário. O objetivo do poder não é o controle, pessoas que pensam que são livres e que podem se rebelar são as mais produtivas, as mais facilmente exploradas.

Desde esta formação bipolar podemos ligar cada um dos os escândalos políticos que ocorreram no pais desde a ditadura militar a estes dois grupos de Roma e de Ouro e a seus jogos de poder. A briga entre os dois grupos de Aquisitores durou cerca de dez anos e quem pagou a conta foi a economia nacional. A rivalidade só foi amenizada  (mas não extinta) com a criação do chamado “Comando Delta”. Ao contrário do que muitos teóricos suspeitam, o Comando Delta não é uma sociedade secreta em si, mas uma espécie de “acordo de cavalheiros” onde os dois grupos de Aquisitores definem de tempos em tempos quem será o próximo presidente da nação, uma nova versão da antiga política do café com leite que já dominou o país.

O Comando Delta

O Comando Delta só veio oficialmente a tona quatro anos depois com a publicação em março de 2000 na Revista Caros Amigos de uma entrevista com o Presidente da Associação Brasileira dos Agentes da Polícia Federal, O Sr Francisco Carlos Garisto. Não é preciso dizer que em menos de uma semana a revista simplesmente desapareceu das bancas e dos estoques da editora. Sr. Garisto reforça que se trata de um acordo informal entre os grupos de poder que dominam o nosso país.

Nas palavras do próprio:

“O Comando Delta é a fábrica de presidentes, é o que comanda o sistema brasileiro, que fez a reunião para escolher o Fernando Henrique, que já deve estar fazendo reunião para convidar outro.””Uma vez dei uma entrevista na televisão e falei: “O Comando Delta acaba escolhendo um presidente aí”. Só falei isso, e a entrevistadora, na hora: “Quem é o Comando Delta?” Eu: “As pessoas ‘de bem’ do país, pessoas que comandam a economia, o mercado”. Rapaz, deu um bode desgraçado! Ela me ligou depois de dois dias e disse: “Garisto, o que tem de gente ligando querendo saber do Comando Delta”. Falei: “Isso é coisa do Chuck Norris, Comando Delta 2, 3, pára com isso! Tô fora, porque eles são muito fortes”.

“São unidos, ricos e inteligentes. Aquela operação toda feita no seqüestro do Diniz, organizado, bonitinho, vocês da mídia são os donos dela através do representante maior de vocês — daqui a pouco estou falando o nome, que já ganhou a segunda tartaruga agora. Ele ganhou a segunda tartaruga porque a outra morreu. (risos)”

Para direcionar melhor seus esforços e recursos desde a formação do Comando Delta, os dois grupos de Aquisitores negociam entre si, com antecedência quem serão os próximos Presidentes da república, bem como quem ficará em cargos decisivos como o Presidente do Congresso Nacional  e o Chefe da Casa Civil. Foi assim que em 1995 Fernando Henrique Cardoso foi eleito, segundo alguns teóricos da conspiração com verba da CIA. Não é coincidência que na mesma época iniciou-se a implantação das Urnas Eletrônicas.


Conclusão

Os Aquisitores hoje em dia não são uma sociedade secreta nos moldes tradicionais. Para começo de conversa eles mesmos estão dividos em dois grupos de poder e portanto são também vítimas do jogo sujo um do outro. Além disso, não se trata de um grupo preocupado em direcionar o futuro do nosso país para este ou aquele destino. Isso, eles deixam por conta de seus “Superiores” em troca de uma relativa liberdade para sugar nossas riquezas e recursos para seus próprios fins. Os Aquisitores são uma entidade cuja única razão de existir é garantir que os ricos continuem ricos. Se  considerarmos que o povo em geral vive na miséria, com um salário que é imoral, temos que dar a mão a palmatória. Eles estão fazendo um ótimo trabalho.

Alberto Grosheniark

Texto fascinante! Muito bem escrito e demonstra que o autor pesquisou bem e de fontes fidedignas! Gostaria de ler outros textos do autor na mesma linha!

Enquanto pobres não buscarem a educação libertadora a materia prima da morte serão sempre nós.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/aquisitores-a-breve-historia-secreta-do-brasil/

Obesidade Mental

Por João César das Neves

O prof. Andrew Oitke, catedrático de Antropologia em Harvard, publicou em 2001 o seu polêmico livro “Mental Obesity”, que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

Nessa obra introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna. Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física decorrente de uma alimentação desregrada. É hora de refletir sobre os nossos abusos no campo da informação e do conhecimento, que parecem estar dando origem a problemas tão ou mais sérios do que a barriga proeminente. “

Segundo o autor, “a nossa sociedade está mais sobrecarregada de preconceitos do que de proteínas; e mais intoxicada de lugares-comuns do que de hidratos de carbono.

As pessoas se viciaram em estereótipos, em juízos apressados, em ensinamentos tacanhos e em condenações precipitadas. Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. “

“Os ‘cozinheiros’ desta magna “fast food” intelectual são os jornalistas, os articulistas, os editorialistas, os romancistas, os falsos filósofos, os autores de telenovelas e mais uma infinidade de outros chamados ‘profissionais da informação'”.

“Os telejornais e telenovelas estão se transformando nos hamburgers do espírito. As revistas de variedades e os livros de venda fácil são os “donuts” da imaginação. Os filmes se transformaram na pizza da sensatez.”

“O problema central está na família e na escola. “

“Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se abusarem dos doces e chocolates. Não se entende, então, como aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, por videojogos que se aperfeiçoam em estimular a violência e por telenovelas que exploram, desmesuradamente, a sexualidade, estimulando, cada vez com maior ênfase, a desagregação familiar, a permissividade e, não raro, a promiscuidade. Com uma ‘alimentação intelectual’ tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é possível supor que esses jovens jamais conseguirão viver uma vida saudável e regular”.

Um dos capítulos mais polêmicos e contundentes da obra, intitulado “Os abutres”, afirma:

“O jornalista alimenta-se, hoje, quase que exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, e de restos mortais das realizações humanas. A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.”

O texto descreve como os “jornalistas e comunicadores em geral se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polêmico e chocante”.

“Só a parte morta e apodrecida ou distorcida da realidade é que chega aos jornais.”

“O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades. Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem teto, mas ninguém suspeita para quê ela serve. Todos acham mais cômodo acreditar que Saddam é o mau e Mandella é o bom, mas ninguém se preocupa em questionar o que lhes é empurrado goela abaixo como “informação”.

Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um “cateto.”

Prossegue o autor:

“Não admira que, no meio da prosperidade e da abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se e o folclore virou “mico”. A arte é fútil, paradoxal ou doentia. Floresce, entretanto, a pornografia, o cabotinismo (aquele que se elogia), a imitação, a sensaboria (sem sabor) e o egoísmo.

Não se trata nem de uma era em decadência, nem de uma ‘idade das trevas’ e nem do fim da civilização, como tantos apregoam. “

“Trata-se, na realidade, de uma questão de obesidade que vem sendo induzida, sutilmente, no espírito e na mente humana. O homem moderno está adiposo no raciocínio, nos gostos e nos sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.”

@MDD – Quando eu fiz especialização em semiótica, um dos meus professores, em uma conversa informal, me contou que, a pedido de alguns produtores, certa vez foi feita uma pesquisa aqui no Brasil que chegou à conclusão que o brasileiro (uma porcentagem alta, do tipo 80-85%) acredita que, quando um apresentador ou ator/atriz recomenda uma marca em um programa de auditório, ele realmente está fazendo uma recomendação e não um merchandising pago e que realmente usa aquele produto! Dê um salto especulativo e pense em como isso foi usado nas Igrejas Pentecostais… As pessoas não sabem mais nem quando estão sendo manipuladas ou como. É a “preguiça mental” que acompanha a “obesidade mental”.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/obesidade-mental

Meditação ajuda a combater insônia

A meditação pode ser uma forma eficaz de tratamento contra a insônia, segundo pesquisa apresentada no 23º congresso anual da Associação Profissional de Sociedades do Sono, nos Estados Unidos.

Os pacientes que meditam sentem melhoras na qualidade subjetiva do sono e em sua duração total, no tempo de adormecer, da vigília e no acordar.

O diretor do programa sobre a insônia do Memorial Hospital de Evanston, Ramadevi Gourineni, disse que este transtorno é causado por 24 horas diárias de “hiperatividade”, com altos níveis de tensão durante certos momentos.

No congresso foi apresentado um estudo que analisa os dados de 11 pacientes, de 25 a 45 anos, com problemas de insônia primária crônica. Durante dois meses, eles foram divididos em dois grupos: um participou de Kriya Ioga (uma forma de meditação) e de aulas sobre saúde. O outro recebeu informações sobre como melhorar a saúde com o uso de exercícios, nutrição, perda de peso e gerenciamento do estresse, mas não fez meditação.

Depois do período do estudo, o grupo que fez meditação registrou melhoras na qualidade do sono, o tempo necessário para dormir e o tempo total de sono.

Gourineni afirmou que os resultados do estudo provam que “ensinar técnicas de relaxamento profundo durante as horas do dia pode ajudar a melhorar o sono à noite”.

Folha Online.

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/medita%C3%A7%C3%A3o-ajuda-a-combater-ins%C3%B4nia