As Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay

A Ordem DeMolay invoca sete luzes que iluminam seus caminhos conforme passam pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, tudo o que juram ser a base de suas vidas:

01. Amor Filial : O amor entre pais e filhos.

02. Reverência pelas Coisa Sagradas : O respeito pelo que é sagrado. Principalmente o amor que temos pelo nosso Pai Celestial.

03. Cortesia : O que ilumina a nossa vida. A nossa Educação.

04. Companheirismo : O amor que temos por nossos irmãos e amigos, que mantêm vivos os ideais de nossa Ordem.

05. Fidelidade : Cumprir, conscientemente seus compromissos junto a seus ideais, a seus irmãos e amigos e ao Pai Celestial.

06. Pureza : De pensamentos, palavra e ações.

07. Patriotismo : Amor e respeito por sua pátria, seu povo, suas origens. É a busca de ser sempre um bom cidadão, respeitando as leis de seu Pais.

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Virtudes e Vícios

“Vencer minhas paixões

levantando Templos à Virtude e

cavando masmorras ao vício,

eis o que viemos aqui fazer”.

“Do Caos à Ordem; Da Obscuridade à Luz.”

Seria tarefa simples falar de virtude e vício em sentido literal, bastaria para isso dar o sentido filológico; mas falar de virtude e vício em sentido filosófico e maçônico já se torna uma tarefa nada fácil.

A Maçonaria não é uma religião, nem um partido, nem uma igreja; todavia ela põe no caminho, ela desperta. Não oferece a nós, membros, uma verdade definitiva, imutável, dogmática, fazendo representar o livre exercício da tolerância. Assim, aprendemos a nos interrogar, recolocarmo-nos em questão. Graças a esse fator de progresso descobrimos não só o caminho do conhecimento, mas também da ordem que deve reinar, tanto no domínio material como espiritual, facilitando assim, com que o homem desenvolva suas virtudes. E é por meio dos processos (rituais; contatos humanos, conhecimento, disciplina, etc.) que o homem adquire sua real personalidade.

A virtude é uma passagem da paixão para ação e meditação, uma externa e a outra interna, onde o homem se revela a si mesmo, ultrapassando seus próprios limites, seu eu. O ser interno, nossos sentimentos, atos e pensamentos. Capacidade ou potência própria do homem de desenvolver suas qualidades naturais. Entendo que virtude é uma característica de valoração positiva do indivíduo, uma disposição geral e constante da prática do bem, isto não quer dizer que um homem de virtudes seja altruísta ou filantropo, embora tenha uma tendência de o ser. Um homem de virtudes tem o hábito de cumprir as leis e obedecer aos costumes da sociedade em que vive; ser socialmente correto, honesto, justo, paciente, sincero, compreensivo, generoso, prudente, possuir coragem e perseverança.

Portanto, Maçonaria para mim é uma escola, pois permite-nos controlar nossas paixões, fazendo com que tenhamos o domínio do nosso “EU” e respeitemos o próximo.

Toda virtude tem seu mérito próprio, porque todas indicam progresso na senda do bem. Mas não basta falarmos, temos que experimentá-la. Os mais variados tipos de virtude têm que ser experimentados, vividos… compreendidos, pelo menos intelectualmente. Assim como Spinoza, “não creio haver utilidade em denunciar os vícios, o mal. Para que acusar? Isso é a moral dos tristes e uma triste moral.” A primeira e fundamental parte da virtude é a verdade, como dizia Montaigne, “A verdade condiciona todas as outras e não é condicionada, em seu princípio, por nenhuma.

A virtude não precisa ser generosa, suscetível de amor ou justa para ser verdadeira, nem para valer, nem para ser devida, ao passo que amor, generosidade ou justiça só são virtudes se antes de tudo forem verdadeiras. Aqui surge uma outra virtude, a boa-fé, que como fato é a conformidade dos atos e palavras com a vida interior, ou desta consigo mesma. É o respeito à verdade. Virtude sem boa-fé é má-fé não é virtude. A boa-fé como todas as virtudes é o contrário do narcisismo, do egoísmo cego, da submissão de si a si mesmo.

Não devemos confundir dever com virtude. O dever é uma coersão, a virtude, uma liberdade, ambas necessárias. O que fazemos por amor, não fazemos por coersão nem, portanto, por dever. Quando o amor e o desejo existem, para que o dever? Não amamos o que queremos, mas o que desejamos. O amor não se comanda e não poderia, em conseqüência, ser um dever.

Nietzsche dizia: “O que fazemos por amor sempre se consuma além do bem e do mal”.

A virtude não é um bem, mas é a força para ser e agir na prática do bem.

Wagner Veneziani Costa

#Alquimia #Maçonaria

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Resultados da Hospitalaria – Julho 2016

Em Julho, tivemos 39 mapas, 13 sigilos e 10 Mapas Sephiroticos, além de 9 doações de sangue. Entidades ajudadas este mês:

– Abrigo Doce Morada

– Sociedade Protetora dos Animais CTBA

– APAE

– Casas André Luiz – SP

– Instituto Curumim

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

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As Raízes do Anti-Maçonismo

Introdução:

A Maçonaria foi e é perseguida pelos governos totalitários e diversas ordens religiosas. É acusada de subversão à ordem pública e culto ao demônio. O anti-maçonismo é antigo, singular e fantasioso e há muito é público.

Na História surgiram poderosos detratores da Ordem Maçônica, imbuídos de preconceitos dissimulados, aproveitando-se do nível de ignorância e crendices, como meio de gerar adeptos às suas inverdades. O método antigo, mas que infelizmente ainda existente.

O anti-maçonismo religioso.

Sustentam os anti-maçons religiosos, que a tolerância religiosa é incompatível com a respectiva doutrina. Outros, sob alegação de combate ao “culto às imagens”, acusam a maçonaria de culto a símbolos demoníacos.

Mas, o pano de fundo do anti-maçonismo religioso surge com o anglicanismo. Henrique VIII, rei da Inglaterra, desobedece o papa e divorcia-se de sua primeira mulher, casando-se com Ana Bolena, sendo excomungado. Posteriormente, em 1534, numa disputa de poder com o Papa, o Parlamento inglês aprovou o Ato de Supremacia, que, colocou a Igreja sob a autoridade real: nascia a igreja anglicana.

A Maçonaria especulativa sempre foi aceita pelo catolicismo. Tanto é que eram os maçons operativos quem construiam as antigas Igrejas e Catedrais, adornadas com inúmeros símbolos maçônicos.

Posteriormente, de iniciativa dos pastores protestantes ingleses James Anderson e J. T. Desaguliers surge a Grande Loja da Inglaterra. No ano de 1723, Anderson elabora a primeira Constituição maçônica. Criava-se um sistema de regularidade para a Maçonaria e só quem fosse reconhecido pela Grande Loja da Inglaterra pudesse ser considerado maçom regular. Para tanto era preciso ter como princípio, dentre outros, a tolerância religiosa.

Por isso mesmo, o conflito entre anglicanos e católicos, num movimento de contra-reforma da Igreja Católica, fez com que a intolerância religiosa transpirasse para a Maçonaria. Em 24 de abril de 1738, o papa Clemente XII condenou abertamente a maçonaria pela primeira vez (encíclica In Eminenti). A partir dessa palavra oficial da Igreja, foi proibido aos católicos pertencer á maçonaria.

A questão se agravou com o movimento da Reunificação da Itália (período que foi de 1848-1870). O governo da Itália estava fragmentado e dividido entre bispos católicos, que eram proprietários de grandes propriedades de terras. Esse governo se via envolvido em escândalos e corrupção, e se sustentava explorando o misticismo medieval e no fundamentalismo religioso.

O movimento iluminista que combatia o misticismo, aproveitando-se do segredo e sigilo maçônico, reunindo-se em segredo nas Lojas Maçônicas, coordenou uma verdadeira revolução que retomou as propriedades das mãos da Igreja, destacando-se dentre eles Giuseppe Garibaldi, que dedicou sua vida à luta contra a tirania.

Esse episódio despertou o ódio do clero católico contra a maçonaria, a ponto do papa Leão XIII (1846), redigir a encíclica HUMANUM GENUS, dizendo: “a Igreja católica e a maçonaria são como dois reinos em guerra” e que “a finalidade da maçonaria é destruir toda ordem religiosa e política do mundo inspirada pelos ensinamentos cristãos e substituí-las por uma nova ordem de acordo com suas idéias”, estimulando “o sincretismo religioso, isto é, a mistura das mais diferentes crenças”.

O anti-maçonismo político.

Conhecedores da história e da participação da Maçonaria no processo da Reunificação da Itália, inúmeros os governantes, tanto de direta quanto de esquerda, se tornaram anti-maçons.

O caráter discreto e sigiloso das reuniões maçônicas causou sempre o temor da “conspiração” e “subversão política” e estimulou a fantasia popular acerca do “culto ao demônio”.

Essas sempre foram as acusações dissimuladas de seus perseguidores, aproveitando-se da ignorância de muitos e da crendice popular. Todavia, os ideais maçônicos de liberdade de expressão do pensamento e a liberdade de crença religiosa, sempre foram os reais motivos pelos de sua perseguição e de seus membros.

Com a expansão do comunismo no início do século XIX, a maçonaria foi proibida na Rússia (1917) e na Hungria (1919). A reação ao comunismo fez surgir o nazismo e facismo, que também proibiram a Maçonaria (Mussolini na Itália-1925, Hitler na Alemanha-1933, Salazar em Portugal – 1935, Getúlio Vargas-Brasil, 1937, Franco na Espanha-1940).

General Francisco Franco, ditador espanhol, decretou em 1940, todos Maçons de seu país estavam condenados a 10 anos de prisão.

Joseph Goebbels, ministro da propaganda regime nazista, inaugurou em 1937 uma “Campanha Anti-Maçônica”, sob alegação de as Lojas Maçônicas estavam impregnadas de judaísmo. Outro apóstolo nazista, Alfred Rosenberg, exaltando a superioridade da raça alemã, acusou a Maçonaria de disseminadora da idéia de igualdade.

Os maçons sempre ignoraram seus detratores achando que o silêncio era a melhor arma. Lamentavelmente esse silencio muitas vezes foi usado contra a Fraternidade. Durante Segunda Guerra Mundial, as tropas nazistas que ocuparam a Bélgica, pilhariam as Loja Maçônicas e destruíram o que eles não puderam roubar.

Entre os reféns tomados nos povoados, na média 15%, eram Maçons, que era uma proporção enorme consideram isso há só um Maçom a cada mil habitantes em Bélgica! (Revista de Philalethes, 1947 de maio)

Conclusão.

Dois fatos determinaram a ruptura entre a Igreja e a Maçonaria, dando origem ao anti-maçonismo. O primeiro foi a disputa política entre o papa e o rei da Inglaterra (século XVIII), o segundo a disputa de terras entre bispos católicos e italianos (Século XIX). Maçons envolvidos nesses dois episódios determinaram a ruptura entre a Maçonaria e a Igreja Católica.

Nem o anti-maçonismo religioso, nem o político foram capazes de acabar com a Maçonaria. Mesmo perseguida, a influência da maçonaria na história tem sido grande. Hoje são cerca de 6 milhões de maçons, em mais de 164 países, sendo cerca de 150 mil no Brasil. Há grande quantidade de parlamentares, altos funcionários do governo, líderes religiosos, muitos empresários e membros de outras elites.

Vivemos atualmente um regime democrático, e por isso, a Maçonaria sobrevive abertamente. Por exemplo, na inauguração do novo Palácio Maçônico de Brasília do Grande Oriente do Brasil, compareceram 120 parlamentares, além do então Ministro da justiça, Maurício Correia.

Mas o anti-maçonismo não desiste. Além do anti-maçonismo religioso e político, uma nova ordem de anti-maçons surge no sistema democrático: o anti-maçom degenerado. Esse grupo é composto pelos descontentes com resultados políticos ou jurisdicionais e quando vencidos em suas pretensões, como último recurso, acusam as autoridades de favorecimento maçônico. Polemizam o ingresso de juízes, delegados, políticos e outras autoridades na maçonaria, argumentando que a fraternidade se incompatibiliza com tais cargos, que requerem imparcialidade, mas a maçonaria pressupõe o favorecimento, a parcialidade.

É verdade que o maçom tem o dever de socorrer todos os necessitados, especialmente membros da fraternidade. Isso não pode ser confundido com favoritismo, pois esse dever significa dever de caridade para com o próximo. Antes de tudo, o Maçom faz juramento solene de obedecer as leis, agir sempre com ética e com os bons costumes, amar a família e defender a pátria com a própria vida.

A corrupção permeia todas as instituições sejam religiosas, políticas ou associativas e necessita ser combatida. Isso porque a corrupção é vício humano, tão combatido pela maçonaria. Apesar disso, a maçonaria não está imune a ela. Todavia, possui mecanismos de se livrar dos corruptos e desonestos. Consta das normas internas, que aquele que estiver envolvido em corrupção ou desonestidade, será processado internamente, previsto como pena, a exclusão da ordem, com sua inscrição no “Livro Negro”, impedindo definitivamente seu retorno.

Exerço o cargo de Juiz e tenho orgulho em pertencer a tão nobre e digna ordem, composta em sua essência, de homens livres, puros e de bons costumes.

por Marco Mendes

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Animais Fantásticos e a Kabbalah Hermética

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O Novo Filme da Saga Harry Potter segue todos os passos da Jornada do Herói, mas não da maneira que você está pensando…

“Animais Fantásticos e onde Vivem” é um filme sensacional em todos os sentidos, que segue a Jornada do herói clássica, contando em pouco mais de duas horas toda a Aventura de um herói em direção à realização de sua Verdadeira Vontade: Abrir uma Confeitaria. Vamos acompanhar passo a passo a Jornada, comentando com episódios do filme:

Malkuth – O Mundo Comum: O herói é apresentado em seu dia a dia, em sua vida normal, com a rotina que toda a normalidade carrega.

Jacob Kowalski trabalha em uma fábrica de comida enlatada; seu dia a dia é inóspito e sem perspectiva de futuro, mas ele sonha em abrir o seu próprio negócio: uma Confeitaria. Um belo dia, Jacob está tentando pegar um empréstimo no banco quando de repente…

O Chamado à Aventura: A rotina do herói é quebrada por alguma coisa inesperada, incomum ou insólita.

Nem preciso comentar… Representando HOD, o Elemento AR (sendo um magizoologista, ou a pessoa que recolhe e organiza todo o conhecimento de um determinado aspecto – no caso, Animais fantásticos – mais Ar impossível…). Newt Scamander atravessa a rotina de Jacob, trazendo-o para um mundo incomum.

Recusa ao Chamado: O herói não quer (ou não pode, por ser algo difícil) se envolver no acontecimento e prefere continuar na sua vidinha normal, na sua rotina.

Apesar de todas as tentativas, Jacob tenta se livrar de Newt mas é puxado para o “Mundo Secreto” da Magia.

Encontro com os aliados/mentores: O herói se encontra com alguém mais experiente ou com uma situação que o force a tomar a decisão de sair da rotina e encarar o desafio.

Jacob e Newt encontram seus respectivos pares românticos nas esferas de Netzach (Porpentina Goldstein), que carrega consigo a vontade de se reunir novamente ao grupo dos magos por ter sido expulsa (por causa de um rompante emocional – agredir uma no-maj que estava maltratando) e Yesod (Queenie Goldstein), que além de ser a condutora do Herói ainda possui os dons psíquicos e sensitivos lunares (leitura de mentes). Juntos, os 3 companheiros trafegam com Jacob pelos meandros da magia em uma jornada em busca da recaptura dos animais perdidos.

Travessia do Umbral: Enfim, o herói toma a decisão de encarar o desafio e se aventura em um mundo novo. Essa decisão pode ser baseada em muitos fatores, até algo que o obrigue, mesmo que não seja sua opção.

Testes, Desafios e Inimigos. A maior parte da história se desenvolve aqui. No novo mundo (fora do ambiente de rotina do herói) é que ele irá passará por testes, receberá ajuda (esperada ou inesperada) de aliados e terá que enfrentar os inimigos. Toda a ação dos antagonistas envolve personagens mais velhos, Percival Graves, diretor de Segurança Mágica, no melhor cargo de energia de Geburah, e Seraphina Picquery, a Presidente de MACUSA, a Sociedade Mágica Americana, que faz as vezes da anciã sábia que está tentando consertar todos os maiores problemas.

A Aproximação. O herói se aproxima do sucesso no objetivo de sua missão, mas o nível de tensão aumenta e fica um clima de dúvida e indefinição no ar. A Sombra, representada literalmente por uma… sombra destrutiva advinda da repressão dos poderes mágicos, ou seja, o próprio conceito de Qlipoth e da Sombra no Hermetismo, que mais cedo ou mais tarde, se reprimida, causará estragos inimagináveis na psique dos magos.

A Provação. Dispensa maiores explicações. É o auge do desafio no novo mundo. Vou manter esta parte em segredo com um ponto de interrogação porque se você assistiu ao filme, vai saber quem é o Desafio Primordial do Herói e se não assistiu e caiu aqui sem querer, eu sou legal bagaraio e não vou estragar a parte mais plot-twist para você…

A Recompensa. Logo depois de vencer a provação máxima, o herói conquista a(s) recompensa(s). Jacob recebe o lastro que precisava para o empréstimo no banco e poder abrir sua Confeitaria, além de um segundo presente na memória que permitirá a ele se tornar único em sua manifestação.

O Retorno/Deus-Ex Machina. É a parte mais curta da história. Após ter conseguido seu objetivo, o herói retorna ao mundo anterior. No filme, Newt e Porpentina conseguem resolver seus objetivos, e Jacob PENSA que perdeu tudo o que havia conseguido mas, no último momento, Newt aparece como Deus Ex-machina para entregar o Elixir.

O Elixir. É o fim da história. O herói já não é mais o mesmo, volta transformado ao seu antigo mundo, por isso, tudo é diferente. Através do lastro de prata que Newt entrega a ele, Jacob consegue o empréstimo que tanto precisava para realizar seu sonho. Através do contato com a Magia, ele é capaz de criar doces e guloseimas originais e únicas, seguindo sua Verdadeira Vontade no retorno ao Mundo Profano, onde colhe os frutos de sua Jornada.

Se você gostaria de saber mais sobre a Kabbalah e a Jornada de Heroi, seria legal dar uma conferida no Projeto do Livro de Kabbalah Hermética que escrevi. O Financiamento Coletivo já acabou, mas você pode comprar o livro na Loja da Editora Daemon. Como eu não faço parte dos grupos e foruns de debate sobre Harry Potter, se vocês puderem me ajudar a divulgar, eu ficaria imensamente agradecido.

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Papageno – I

Yvette Centeno, na minha opinião uma das maiores especialistas da obra esotérica do Fernando Pessoa.

Nas primeiras cenas do Acto I adquirem especial importância Tamino, a serpente que o persegue, as damas de negro que o salvam e Papageno, o passarinheiro, coberto de penas como se ele mesmo fosse uma criatura mais próxima do reino animal do que do reino dos humanos.O cenário é descrito como uma paisagem rochosa, onde há grutas e árvores, vendo-se ao longe um templo de forma circular: duas esferas, a natural, primitiva, em parte por isso assustadora, e a religiosa ou espiritual, ao longe ainda, na representação do templo. Mas já estão presentes ambos os cenários, ambas as esferas, a natural e a espiritual.Os autores não querem deixar nada ao acaso.

No diálogo que se estabelece entre Tamino, o príncipe, e Papageno que fingirá ter sido o seu salvador, torcendo o pescoço da serpente, terá uma das deixas mais importantes. Quando o príncipe lhe pergunta “quem és tu?”, este responde:

Wer ich bin? Dumme Frage!

Ein Mensch, wie du.

Quem sou eu?Que pergunta mais tola!

Um homem, como tu.

Por ser um homem, poderá Papageno acompanhar o príncipe na aventura de redenção da princesa Pamina, ainda que as suas provações, por ele ser mais imperfeito (estar mais dependente dos seus instintos naturais, a fome, a sede, o sexo)durem mais tempo, até ele ter direito à sua Papagena, o seu contraponto feminino desejado. Se com os príncipes se realiza a Obra no seu grau mais sublime, com os Papagenos a Obra realiza-se num grau abaixo, por assim dizer, mais perto da realidade da res humana. Do ponto de vista alquímico, no entanto, ambos atingem a completude que a Conjunção representa.

A Rainha da Noite, para além de ser um símbolo da nigredo alquímica, é neste contexto da ópera de Mozart algo mais, de mais remoto, mais ancestral, primitivo. Daí o seu fascínio, desde logo sobre o príncipe, que aparentemente tinha sido atraído ao seu reino:

Sternflammende Koenigin!-Wenn es etwa gar die maechtige/Herrscherin der Nacht waere!

A rainha de estrelas flamejantes!Se fosse mesmo a poderosa/Senhora da Noite!

Adiante, pela descrição do atemorizado Papageno, que nunca a vira, só às damas de negro, o príncipe aluda ao facto de o seu pai lhe ter mencionado uma rainha assim, tão poderosa:

Nun ist’s klar; es ist/ eben diese naechtliche Koenigin, von der mein/ Vater mir so oft erzaehlte.

É óbvio, trata-se mesmo/dessa rainha da noite de quem o meu pai/ tantas vezes me falou.

O que o príncipe não percebe, como diz a seguir, nem os autores nos explicam, é por que razão o príncipe ali se encontra, ali é perseguido por uma grande serpente e salvo pelas damas de negro da rainha.

O fascínio das damas pelo príncipe é idêntico ao que ele sente pela poderosa Senhora. Os diálogos deixam no ar uma certa ambiguidade: tanto quando as damas o contemplam, desmaiado no chão, desejando, cada uma delas, ficar ali a guardá-lo enquanto as outras vão chamar a rainha, como quando ele, já bem desperto, ainda que algo confuso sobre o que lhe está a acontecer, se vê perante um pedido da rainha: que seja o salvador da sua filha Pamina, raptada por Sarastro, nestas cenas ainda apresentado como espírito do mal.

É importante o momento em que a terceira dama entrega ao príncipe o retrato da princesa. A primeira sedução é exercida pela imagem, que ele contempla emudecido e que parece hipnotizá-lo. A incumbência de a salvar parece-lhe um imperativo a que não pode nem quer furtar-se. Assim começará a sua grande aventura.

Falámos da importância do negro, do 3 ( 3 damas , 3 bocados da serpente) da flauta que é dada ao príncipe, fazendo dele um segundo Orfeu, e da dimensão cósmica que a rainha assume, ao aparecer num trono rodeado de estrelas brilhantes (Acto I, cena seis). Podemos evocar Hecate, deusa dos infernos, como faz van den Berk, mas prefiro pensar em Cybele, e os ritos sacrificiais de Attis (de que o príncipe poderia ter sido vítima, ou ainda Sarastro, no segundo acto, quando a rainha entrega a Pamina um punhal para o matar); ou talvez ainda melhor a grande prostituta do Apocalipse de João, descrita também ela como mulher carregada de pérolas e pedras preciosas, simbolizando a decadente Babilónia, a Grande Cidade que reinava sobre os reis da terra. De qualquer modo estes são cultos e figuras que terão o seu fim com a época das Luzes, celebrada na ópera.

O que se pode depreender, do simbolismo do negro feminino, é que diz respeito à matéria social ou humana decaída, e que é necessário opôr-lhe, para redenção social ou humana também ela, um complemento espiritual masculino (entenda-se, luminoso, racional).

Qualquer destas figurações o que faz é remeter-nos para uma memória ancestral, aterradora, que é preciso sublimar, pois a espessura da matéria negra carece de tal espiritualização – quer se trate da sociedade humana e sua condição (como no caso da ópera de Mozart)-quer se trate de algum processo alquímico de trabalho da Pedra Filosofal (como também a interpretação da ópera permite). No tocante à alquimia haverá sempre duas leituras: a da alquimia verdadeira ( do ouro espiritual) e a da falsa, que todos os filósofos herméticos condenam, sem excepção, como lembra Dom Pernety no seu dicionário Mito-Hermético. As cenas iniciais em que Papageno mente, fingido ser o salvador do príncipe são exemplo de um processo imperfeito (porque mentiroso ) da tal falsa alquimia. O seu pão e vinho são transformados em água e pedra, lembrando-lhe, ainda que ele não o entenda logo, que se trata da Pedra verdadeira dos filósofos e não da mentira e do fingimento da aparência. Também a regra do silêncio é ali apontada, quando as damas lhe põem um cadeado na boca.

Como se verá adiante na ópera, o Caminho exige privações e provações a que será preciso resistir: Tamino resiste a todas: do silêncio, desde logo, da água, do fogo, do ar (neste caso representado pelos jovens que atravessam os céus); Papageno tem mais dificuldades, mas a sua imperfeição é perdoada no momento em que, arrependido, tenta enforcar-se. E lembremo-nos que, para a leitura alquímica, o elemento terra já fora apresentado no início, com a paisagem rochosa e com a serpente que as damas mataram com as suas lanças.

Terra e nigredo estão na ópera muito próximas; depois, com Papageno, o das penas coloridas, se alude à fase da cauda pavonis, interessante porque anuncia um bom progresso na Obra.

A côr, tal como os números, os princípios e os elementos, vai anunciando a evolução do caminho.Tudo o que é suposto estar presente tem de ser figurado, de uma ou outra maneira, para que se veja a Obra na sua completude: nigredo, albedo, rubedo – e entre elas a cauda pavonis, multicolor.

#Poemas

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As Origens Mágicas da Maçonaria – A Lenda de Hiram

Por Éliphas Lévi.

A grande associação cabalística, conhecida na Europa sob o nome de Maçonaria, surge de repente no mundo, no momento em que o protesto contra a Igreja acaba de desmembrar a unidade cristã. Os historiadores desta ordem não sabem explicar-lhe a origem: uns dão-lhe por mãe uma associação de pedreiros formada no tempo da construção da catedral de Estrasburgo; outros dão-lhe Cromwell por fundador, sem entrarem em indagações se os ritos da maçonaria inglesa do tempo de Cromwell não são organizados contra este chefe da anarquia puritana; há ignorantes que atribuem aos jesuítas, senão a fundação ao menos a continuação e a direção desta sociedade muito tempo secular e sempre misteriosa. À parte esta última opinião, que se refuta por si mesma, podem se conciliar todas as outras, dizendo que os irmãos maçons pediram aos construtores da catedral de Estrasburgo seu nome e os emblemas de sua arte, que eles se organizaram pela primeira vez publicamente na Inglaterra, a favor das instituições radicais e a despeito do despotismo de Cromwell.

Pode-se ajuntar que eles tiveram os templários por modelos, os rosa-cruzes por pais e os joanitas por antepassados. Seu dogma é o de Zoroastro e de Hermes, sua regra é a iniciação progressiva, seu princípio a igualdade regulada pela hierarquia e a fraternidade universal; são os continuadores da escola de Alexandria, herdeiros de todas as iniciações antigas; são os depositários dos segredos do Apocalipse e do Zohar; o objeto de seu culto é a verdade representada pela luz; eles toleram todas as crenças e não professam senão uma só e mesma filosofia; eles não procuram senão a verdade, não ensinam senão a realidade e querem chamar progressivamente todas os inteligências à razão.

O fim alegórico da maçonaria é a reconstrução do templo de Salomão; o fim real é a reconstituição da unidade social pela aliança da razão e da fé, e o restabelecimento da hierarquia, conforme a ciência e a virtude, com a iniciação e as provas por graus.

Nada é mais belo, está se vendo, nada é maior do que estas ideias e estas tendências; infelizmente as doutrinas da unidade e a submissão à hierarquia não se conservaram na maçonaria universal; houve logo aí uma maçonaria dissidente, oposta à maçonaria ortodoxa, e as maiores calamidades da revolução francesa foram o resultado desta cisão.

A LENDA DE HIRAM:

Os franco-maçons tiveram sua lenda secreta; é a de Hiram, completada pela de Ciro e de Zorobabel.

Eis a lenda de Hiram:

Quando Salomão mandou construir o templo, confiou seus planos a um arquiteto chamado Hiram.

Este arquiteto, para por ordem nos trabalhos, dividiu os trabalhadores segundo sua habilidade e como era grande o número deles, a fim de reconhecê-los, quer para empregá-los segundo seu mérito, quer para remunerá-Ios segundo seu trabalho, ele deu a cada categoria de aprendizes, de companheiros e aos mestres palavras de passe e senhas particulares…

Três companheiras quiseram usurpar a posição de mestres, sem o devido merecimento; puseram-se de emboscada nas três portas principais do templo, e quando Hiram se apresentou para sair, um dos companheiros pediu-lhe a palavra de ordem dos mestres, ameaçando-o com sua régua.

Hiram lhe respondeu: “Não foi assim que recebi a palavra que me pedis.”

O companheiro furioso bateu em Hiram com sua régua fazendo-lhe uma primeira ferida.

Hiram correu a uma outra porta, onde encontrou o segundo companheiro; mesma pergunta, a mesma resposta, e esta vez Hiram foi ferido com um esquadro, dizem outros com uma alavanca.

Na terceira porta estava o terceiro assassino que abateu o mestre com uma machadinha.

Estes três companheiros esconderam em seguida o cadáver sob um montão de escombros, e plantaram sobre este túmulo improvisado um ramo de acácia, fugindo depois como Caim após a morte de Abel.

Salomão, porém, não vendo regressar seu arquiteto, despachou nove mestres para procurá-lo; o ramo de acácia lhes revelou o cadáver, eles o tiraram de sob os escombros e como lá havia ficado bastante tempo, eles exclamaram, levantando-o: Mach Benach! o que significa: a carne solta-se dos ossos.

A Hiram foram prestadas as últimas honras, mandando depois Salomão 27 mestres à cata dos assassinos.

O primeiro foi surpreendido numa caverna: perto dele ardia uma lâmpada, corria um regato a seus pés e para sua defesa achava-se a seu lado um punhal. O mestre que penetrou na caverna e reconheceu o assassino, tomou o punhal e feriu-o gritando: Nekum! palavra que quer dizer vingança; sua cabeça foi levada a Salomão que estremeceu ao vê-la e disse ao que tinha assassinado: “Desgraçado, não sabias tu que eu me reservava o direito de punir?” Então todos os mestres se ajoelharam e pediram perdão para aquele cujo zelo o levara tão longe.

O segundo assassino foi traído por um homem que lhe dera asilo; ele se escondera num rochedo perto de um espinheiro ardente, sobre o qual brilhava um arco-íris; ao seu lado achava-se deitado um cão cuja vigilância os mestres enganaram; pegaram o criminoso, amarraram-no e o conduziram-no a Jerusalém onde sofreu o último suplício.

O terceiro foi morto por um leão que foi preciso vencer para apoderar-se do cadáver; outras versões dizem que ele se defendeu a machadadas contra os mestres que chegaram enfim a desarmá-lo e o levaram a Salomão que lhe fez expiar seu crime.

Tal é a primeira lenda; eis agora a explicação.

Salomão é a personificação da ciência e da sabedoria supremas.

O templo é a realização e a figura do reino hierárquico da verdade e da razão sobre a terra.

Hiram é o homem que chegou ao domínio pela ciência e pela sabedoria.

Ele governa pela justiça e pela ordem, dando a cada um segundo suas obras.

Cada grau da ordem possui uma palavra que lhe exprime a inteligência.

Não há senão uma palavra para Hiram, mas esta palavra pronuncia-se de três maneiras diferentes.

De um modo para os aprendizes, e pronunciada por eles significa natureza e explica-se pelo trabalho.

De outro modo pelos companheiros e entre eles significa pensamento explicando-se pelo estudo.

De outro modo para os mestres e em sua boca significa verdade, palavra que se explica pela sabedoria.

Esta palavra é a de que servem para designar Deus, cujo verdadeiro nome é indizível e incomunicável.

Assim há três graus na hierarquia como há três portas no templo.

Há três raios na luz.

Há três forças na natureza.

Estas forças são figuradas pela régua que une, a alavanca que levanta e a machadinha que firma.

A rebelião dos instintos brutais, contra a aristocracia hierática da sabedoria, arma-se sucessivamente destas três forças que ela desvia da harmonia.

Há três rebeldes típicos:

O rebelde à natureza;

O rebelde à ciência;

O rebelde à verdade.

Eles eram figurados no inferno dos antigos pelas três cabeças de Cérbero.

Eles são figurados na Bíblia por Corá, Datã e Abirão.

Na lenda maçônica, eles são designados por nomes que variam segundo as ritos.

O primeiro que se chama ordinariamente Abiram ou assassino de Hirain, fere o grão-mestre com a régua.

É a história do justo que se mata, em nome da lei, pelas paixões humanas.

O segundo, chamado Mephiboseth, do nome de um pretendente ridículo e enfermo à realeza de Davi, fere Hiram com a alavanca ou a esquadria.

É assim que a alavanca popular ou a esquadria de uma louca igualdade toma-se o instrumento da tirania entre as mãos da multidão e atenta, mais infelizmente ainda do que a régua, à realeza da sabedoria e da virtude.

O terceiro enfim acaba com Hiram com a machadinha.

Como fazem os instintos brutais quando querem fazer a ordem em nome da violência e do medo, abafando a inteligência.

O ramo de acácia sobre o túmulo de Hiram é como a cruz sobre nossos altares.

É o sinal da ciência que sobrevive à ciência; é o raio verde que anuncia uma outra primavera.

Quando os homens perturbam assim a ordem da natureza, a Providência intervém para restabelecê-la, como Salomão para vingar a morte de Hiram.

Aquele que assassinou com a régua, morre pelo punhal.

Aquele que feriu com a alavanca ou a esquadria, morrerá sob o machado da lei. É a sentença eterna dos regicidas.

Aquele que triunfou pela machadinha, cairá vítima da força de que abusou e será estrangulado pelo leão.

O assassino pela régua é denunciado pela lâmpada mesma que o esclarece e pela fonte onde bebe, isto é, a ele será aplicada a pena de talião.

O assassino pela alavanca será surpreendido quando sua vigilância for deficiente como um cão adormecido e será entregue por seus cúmplices; porque a anarquia é a mãe da traição.

O leão que devora o assassino pela machadinha, é uma das formas da esfinge de Édipo.

E aquele que vencer o leão merecerá suceder a Hiram na sua dignidade.

O cadáver putrefato de Hiram mostra que as formas mudam, mas que o espírito fica.

A fonte de água que corre perto do primeiro facínora lembra o dilúvio que puniu os crimes contra a natureza.

O espinheiro ardente e o arco-íris que fazem descobrir o Segundo assassino, representam a luz e a vida, denunciando os atentados contra o pensamento.

Enfim o leão vencido representa o triunfo do espírito sobre a matéria e a submissão definitiva da força à inteligência.

Desde o começo do trabalho do espírito para edificar o templo da unidade, Hiram foi morto muitas vezes e ressuscita sempre.

É Adônis morto pelo javali; é Osíris assassinado por Tífon (Set).

É Pitágoras proscrito, é Orfeu despedaçado pelas bacantes, é Moisés abandonado nas cavernas do Monte Neba (Nebo), é Jesus morto por Caifás, Judas e Pilatos.

Os verdadeiros maçons são pois os que persistem em querer construir. o templo, segundo o plano de Hiram.

Tal é a grande e principal lenda da maçonaria; as outras são menos belas e menos profundas, luas não pensamos dever divulgar-lhe os mistérios, e se bem que não tenhamos recebido a iniciação senão de Deus e de nossos trabalhos, consideramos o segredo da alta maçonaria como o nosso. Chegado por nossos esforços a um grau científico que nos impõe silêncio, não nos julgamos melhor empenhados por nossas convicções do que por um juramento. A ciência é uma nobreza que obriga e não desmerecemos a coroa principesca dos rosa-cruzes. Nós não cremos também na ressurreição de Hiram!

Os ritos da maçonaria são destinados a transmitir a lembrança das lendas da iniciação e a conservá-la entre nossos irmãos.

Perguntaram-nos talvez como, se a maçonaria é tão sublime e tão santa, pôde ela ser proscrita e tantas vezes condenada pela igreja.

Já respondemos a esta questão, falando das cisões e das profanações da maçonaria.

A maçonaria é a gnose e os falsos gnósticos fizeram condenar os verdadeiros.

O que os obriga a esconder-se, não é o temor da luz, a luz é o que eles querem, o que eles procuram, o que eles adoram.

Mas eles temem os profanadores, isto é, os falsos intérpretes, os caluniadores, os céticos de sorriso estúpido, os inimigos de toda crença e de toda moralidade.

Em nosso tempo aliás um grande numero de homens que se julgam francos-maçons, ignoram o sentido que seus ritos e perderam a chave de seus mistérios.

Eles não compreendem mesmo mais seus quadros simbólicos, e não entendem mais nada dos sinais hieroglíficos com que são pintados os tapetes de suas lojas.

Estes quadros e estes sinais são páginas do livro da ciência absoluta e universal.

Podem ser lidos com o auxílio das chaves cabalísticas e não têm nada de oculto para o iniciado que possui as clavículas de Salomão.

A maçonaria foi não somente profanada mas serviu mesmo de véu e de pretexto às cabalas da anarquia, pela influência oculta dos vingadores de Jacques de Molay, e dos continuadores da obra cismática do templo.

Em lugar de vingar a morte de Hiram, vingaram-se seus assassinos.

Os anarquistas retomaram a régua, o esquadro e a malheta e em cima escreveram liberdade, igualdade e fraternidade.

Isto é, liberdade para as cobiças, igualdade na baixeza e fraternidade para destruir.

Eis os homens que a Igreja condenou justamente e que condenará sempre.

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Fonte:

Histoire de la Magie (História da Magia), Capítulo 7 – Origines Magiques de la Maçonnerie, por Éliphas Lévi.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/as-origens-magicas-da-maconaria-a-lenda-de-hiram/

Ordem Hermética dos Martinistas (HOM)

O Martinismo é uma forma de cristianismo iniciático esotérico ou místico que diz respeito a Jesus Cristo como o Reparador e visa à reintegração do homem para atingir um estado idealizado.

O Martinismo reflete a filosofia e a mística cristã esotérica do filósofo francês Louis Claude de Saint-Martin (1743 – 1803), que era um discípulo do maçom do século 18 e teurgo, Martinez de Pasqually (1727-1774). Escritos de Saint-Martin espiritual foram publicados sob o pseudônimo de Le philosophe Inconnu, ou o Filósofo Desconhecido.

A Ordem Hermética dos Martinistas (HOM) é uma Ordem Martinista que só está aberta a Mestres Maçons de uma Loja sob a autoridade da Grande Loja Unida da Inglaterra ou de uma Grande Loja reconhecida por eles, que são membros pelo menos o primeiro Grade (Zelator) da Societas Rosicruciana in Anglia (SRIA).

Por um processo de iniciação, meditação, estudo, discussão esotérica e contemplação, os membros da Ordem objetivo de descobrir e entender a presença de Jesus Cristo dentro de si.

ORGANIZAÇÃO

A Ordem é governada por um Grão-Mestre e a administração diária é feita pelo gravador Grande. A Ordem é organizada em um sistema de Loja semelhante à maçonaria. A Heptada é composta por um mínimo de sete membros e uma Loja tem um mínimo de 21 membros. Um círculo tem menos de sete membros. As reuniões são conhecidas como conventículos.

Existem três classes ou graus no sistema da Ordem Hermética de Martinistas:

Primeiro Grau: Livre Iniciado.

Segundo Grau: Associado.

Terceiro Grau: Supérieur Inconnu, SI ou Superior Desconhecido.

Para se tornar um Irmão Mestre de sua Loja, ele recebe a cerimônia de PI (Philosophe Inconnu). Isso só pode ser dada por um Filósofo Desconhecido, como o Grão-Mestre, o Inspetor Geral ou do Inspetor Principal, bem como alguns inspetores Past Grão.

A regalia consiste de um manto negro com capuz e um frade franciscano. O frade franciscano é composto de cabo preto para um membro, corda vermelha de PI, dois cabos vermelham e branco para um Filósofo Desconhecido e vermelho e duas cordas brancas para o Grande Mestre.

O ponto culminante é a celebração do membro a ser avançado para o grau de SI. Durante esta cerimônia, o membro é agraciado com um belo colar branco com bordados de ouro.

História

O Martinismo moderno surgiu no final do século 19 na França e foi fundado como L’Ordre Martinista pelo médico espanhol nascido francês, hipnotizador e espiritualista Papus (Dr. Gérard Encausse). Ele também foi membro do Rito Esotérico de Memphis-Misraïm, que é uma forma egípcia da Maçonaria desenvolvidos pelo conde Alessandro di Cagliostro.

Sob a liderança de Papus, a Ordem cresceu rapidamente. No entanto, Papus morreu em 1916 e foi sucedido por Carlos Detre (Teder), que cultivava uma Ordem (conhecido como L’Ordre Martinista-Martinéziste de Lyon), que tornou-se mais na sua filosofia maçônica.

O Patriarca da Igreja Gnóstica Universal, Jean Bricaud, conseguiu convencer Teder a ser Grão-Mestre e mudou a sede da Ordem para Lyon, onde se tornou conhecido como L’Ordre Martinista de Lyon. Bricaud desenvolveu a conexão Maçônica, garantindo que a filiação maçônica era um requisito para ser membro da Ordem.

Em 1921, com Victor Blanchard (Sar Yesir) como Grão-Mestre, um grupo de Martinistas fundou uma ordem separada, L’Ordre et Martinista Synarchique (OMS), que não esta ligada a uma sociedade maçônica.

Durante a tirania da II Guerra Mundial, a luz do Martinismo foi quase extinta na Europa, mas as tradições iniciáticas foram mantidas em segredo, na Suíça, que se manteve neutro durante estes anos. Blanchard permaneceu Grão-Mestre da OMS até sua morte em 1953 e foi sucedido pelo Dr. Edouard Bertholet (Sar Alkmaion) da Suíça.

Posteriormente, em 1958, Louis Bentin (Sar Gulion) recebeu uma carta de Bertholet para formar um ramo da OMS na Inglaterra e tornou-se Grão-Mestre da Grande Loja Britânica da OMS.

A Ordem Hermética da Martinistas (HOM) foi re-inaugurada por um grupo de Martinistas britânicos em 14 de Março de 1978, com o britânico maçom e ocultista, Bourke Desmond (Sar Olibius) como o primeiro Grão-Mestre.

Bourke era um importante membro da Societas Rosicruciana em Anglia e membro da OMS. Através de sua forte amizade com Bentin, Bourke foi concedida uma carta para o restrito HOM pelo SAR Gulion. Os ensinamentos do HOM acompanham de perto os da OMS.

Nossos Grão-Mestres são os seguintes:

Sar Olibius (1978 – 1984)

Sar Tutela (1984 – 1993)

Sar Benevolentia (1993 – 2005)

Sar Fidentia (2005 – 2007)

Sar Perseverando (2007 -)

@MDD – É SAR mesmo, é um título Martinista que significa “príncipe” em hebraico.

PS.: Existem outras inúmeras Ordens Martinistas, tais como:

– TOM – Tradicional Ordem Martinista (Ligada a Ordem Rosa Cruz)

– Ordem Martinista dos Filósofos Desconhecidos

– Ordem Martinista de Ellus Cohens

– Ordem Martinista Sinarquica

– Ordem Martinista Martenezista

Marco A. Queixada – VM.’.

ARLS Sublime Imprensa Maçônica, 3999

#Martinismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ordem-herm%C3%A9tica-dos-martinistas-hom

As Origens da Maçonaria

I – INTRODUÇÃO

A História da Maçonaria penetra nos mais ínfimos recônditos da História da Humanidade e, as vezes, confunde-se com acontecimentos que nada tem a ver com ela, principalmente quando se trata de buscar suas origens.

O estudo é de tamanha complexidade que não só maçons, estudiosos da Arte Real, mas também duros adversários têm manifestado a dificuldade de encontrar o intransponível caminho que leva ao seu início, à sua origem.

II – DESENVOLVIMENTO

Escrever uma história da Maçonaria é uma obra tremenda, por ser o estudo de sua história confuso, difícil e fastidioso, tudo ajudando para o seu obscurecimento: a ausência de documentos, a discórdia quanto às suas origens e a paixão dos seus fiéis como a de seus detratores.

Eis um depoimento do ferrenho, incansável inimigo da MaçonariaMarques Riviere – Transcrito da obra História da Maçonaria, de Nicola Aslan – que demonstra a dificuldade de se entendê-la. São muitas as fábulas e lendas que trazem esta enorme confusão.

Infelizmente, foram muitos os historiadores maçônicos que, baseados nessas narrativas lendárias, criaram maior confusão entre os maçons. As antigas constituições e os rituais serviram para os falsos-historiadores desfigurarem a história da Maçonaria, eivando-a de inverdades.

Há de se notar que uma das causas indutoras dos desacertos históricos foi a má interpretação da Constituição de Anderson, pois nela, não obstante se encontre a base dos “Landmarks”, foi que se criou a maior confusão.

Anderson e Dasaguiliers, ao serem encarregados de redigir uma constituição, tendo em vista sua formação religiosa e oficio, de imediato buscaram nas Antigas Obrigações (Old Charges) e, principalmente, na Bíblia os principais elementos para redigi-la. Dando asas a sua imaginação, consideram maçons todos os homens importantes que a Bíblia menciona.

Esta confusão pode ser atribuída, também, a Oliver, que, como Anderson, era Pastor e estudioso da Arte Real. Em sua obra The Antiquities of Freemasonry, citada no livro História da Maçonaria, de Nicola Aslan, (pag, 2) diz

As antigas tradições maçônicas dizem, e penso que elas têm razão, quenossa ciência existia já antes da criação de nosso globo, e estava espalhada entre os sistemas mais variados do espaço.

Instituição Maçônica era Coeva da criação do mundo, tal a semelhança de seus princípios com os da primitiva constituição que vigorava no Paraíso.

Sobre essas trapalhadas, respeitada a época em que foi escrita a obra, os confiáveis historiadores maçônicos atuais têm “frouxos de risos”, pois a fertilidade da mente de tão digno homem compromete a seriedade da análise.

Nicola Aslan e Adelino de Figueredo Lima sobre tamanha façanha, dizem que é deliciosa a opinião de Oliver, com tão disparatada patranha e fantasia e leva-os ao desprezo por sua obra.

Em outro livro publicado em Liege, em 1773, sob o nome de Enoch e com o título de “Le vrai Franc-Maçon” afirma-se candidamente que Deus e o Arcanjo São Miguel foram os primeiros Grão-Mestres da Primeira Loja de Maçons estabelecida pelos filhos de Seth, depois do fratricídio de Cairo.
A afirmação seria por demais forte e atrevida, não há dúvida nenhuma, se não fosse o-Ir: Valguime, na introdução que fez na obra de Ragon ‘De La Maçonnerie Occulte et de L’Initiation Hermetique’, dizer-nos que devemos compreender essa declaração de maneira simbólica, porque astrologicamente Deus e São Miguel são ambos os símbolos do sol – Trecho extraído da História da Maçonaria, do já citado Ir: Aslan.

São afirmações dessa natureza que levaram os maçons da época a crer em histórias tão fantásticas. Deviam prever os mencionados autores que muitos maçons, pelo seu pequeno conhecimento da história e pouca cultura, acolheriam ao “pé da letra” esses erros históricos como a verdadeira origem da Maçonaria.

Repetindo J. Marques – Riviere, jámencionado anteriormente, nas suas teorias sobre as origens da Maçonaria no livro publicado em 1941, Histoire de La Franc-Maçonniere Francaise:

Os autores do século XVIII tem contribuído a tomar obscuras, longínquas e inacessíveis a origem da Maçonaria isto compreende-sepertencendo a uma ordem desacreditada e exposta às zombarias dos “profanos”, esses autores maçons procuravam obter as cartas de nobreza que impusessem aos incrédulos, e a antigüidade, mãe do respeito, com que aureolavam a Maçonaria ainda bem nova historicamente, refletia-se sobre eles .

É lamentável que tanta confusão tenha se criado em torno de tão importante acontecimento. A liberdade, um dos preceitos básicos da Maçonaria, é que possibilitou o surgimento de tantas divagações sobre a origem, em cuja busca, de acordo com sua formação cultural ou profissional, os historiadores e pseudo-historiadores deram vazão a sua criatividade. Disso resultou que até hoje ainda se pergunta: Qual a origem verdadeira da Maçonaria?

O Padre Maurice Colinom sintetiza as diversas teorias formuladas sobre a origem da Maçonaria, assim escrevendo:

Os maçons, desde séculos, esforçam-se por descobrirem seus antepassados dos quais pudessem ter orgulho. Encheríamos uma vasta biblioteca se reuníssemos somente as obras que pretendem demonstrar a filiação legítima da Maçonaria com os Rosacruzes, o Hermeticismo, o Cabalismo, Alquimia, as Sociedades Iniciáticas Egípcias, Gregas, Judias, a Triade Secreta da Antiga China, os Colegia Fabrorum Romanos, a Cavalaria das Cruzadas ou a Ordem destruída dos Templários (…)

Uma tal abundância de antepassados dá vertigem… É justo reconhecer que estas imaginações delirantes fazem sorrir os maçons de hoje.

Tantas são as controvérsias, que surgiram variadas correntes dentro da Maçonaria. Há as que buscam nas primeiras civilizações a origem iniciática. Outras buscam no ocultismo, na magia e nas crendices primitivas a origem do sistema filosófico e doutrinário.

Estas correntes chamadas de Corrente-mística e Corrente autêntica, segundo o Ir.·.Theobaldo Varoli, são apenas tendências e não escolas. Este mesmo autor, no livro “Curso de Maçonaria Simbólica”, escreve: A verdade final é que a Maçonaria é o resultado de civilização mais avançada e não um credo que nasceu entre antropólogos ou do bolor dos sarcófagos e suas respectivas múmias. A corrente mística não se confunde com a dos mistificadores, que não faltam nas lojas maçônicas mesmo neste século de energia atômica e viagens espaciais. Os mistificadores, entre os quais estavam os próprios fundadores da Grande Loja, em Londres, inclusive o próprio Anderson, podiam encontrar adeptos em maior quantidade, até o século XIX época de menor divulgação da cultura e da investigação histórica.

Os maçons místicos de hoje, como idealistas ou espiritualistas, aceitam as lendas do passado como inspiração filosófica e simbólica e como manifestações pretéritas da humanidade em evolução. Assim é, por exemplo, o Rito Escocês Antigo e Aceito que revela, em cada grau, uma ou várias reminiscências, chamando-as expressamente de lendas.

Do outro lado, os autênticos não se curvam aos dogmas e combatem incessantemente os místicos pelas diversas derivações introduzidas na Maçonaria. Condenam todas as versões de que a Instituição Maçônica é originária do antigo Egito, da Mesopotâmia, dos Essênios, cujas lendas são atribuídas a antigos escritos maçônicos contidos na Constituição de Anderson.

Nos dias atuais, ambas as correntes convivem sem maiores atropelos, pois a busca da verdadeira Fraternidade Universal é comum. Os místicos baseiam-se nos antigos rituais, por julgá-los íntegros e seguidores da postura dogmática preconizada. Adotam velhos usos e costumes, como a contagem do tempo. Os autênticos vêm ocupando maior espaço no âmbito maçônico, em particular os maçons estudiosos que surgiram no século passado e que hoje tem em seus adeptos uma grande quantidade de intelectuais que se esforçam para desmistificar os charlatões e mistificadores. Da dialética entre os defensores da Instituição e os escritores antimaçônicos surgiu uma terceira corrente, a dos conciliadores, a qual definiu a Maçonaria como tendo muito em comum com as antigas organizações, em especial com as ligadas à Arquitetura.

Dentre os maçons mais autênticos, há que destacar Jorge Frederico FindeI, que procurou demonstrar a falsidade das derivações que pretendiam afirmar que a Ordem é antiqüíssima, vinda do mais remoto dos tempos. Contudo, antes deste, Inácio Aurélio Fessler, por volta 1802, fundou, com outros maçons intelectuais, uma academia voltada aos estudos sistematizados e aprofundados sobre a verdadeira origem da Maçonaria. No Brasil, o mais dinâmico e incansável pesquisador, entre os “autênticos” é José Castellani (*1937 +2004), cujas obras têm servido de arrimo aos novos estudiosos e defensores da doutrina e da ação maçônica mais compatível com a atualidade.

Repetimos, novamente, T. Varoli Filho em seu livro Curso de Maçonaria Simbólica (fl.44):

“Seja observado, à luz da psicologia moderna, que um dos maiores males da Maçonaria foi a admissão de pessoas complexadas de inferioridade e necessitadas de agrupamentos onde pudessem encontrar a afirmação pessoal. Tais pessoas comprometem a Ordem, a qual enaltecem para apenas enaltecerem a si mesmos.”

Queiram ou não os saudosistas inoperantes e os renitentes, a Maçonaria tem alcançado o prestígio que possui graças ao concurso de intelectuais do quilate dos mestres Nicola Aslan, Theobaldo Varoli Filho, JoséCastellani e outros maçons de igual importância. A esse tipo de homens é que se deve creditar a participação da Instituição nos processos de sua transformação e nos processos de transformação política, de independência das nações, da democracia e de justiça social.

A carência de homens de ação e autênticos tem ensejado a dispersão dos maçons, ficando os quadros das lojas mais vazios e devendo à Sociedade profana maior participação na luta contra os tiranos, os corruptos, os déspotas que hoje dominam nossa Pátria.

A origem mais aceita, segundo a maioria dos historiadores, é que a Maçonaria Moderna descende dos antigos construtores de igrejas e catedrais, corporações formadas sob a influência da Igreja na Idade Média, não invalidando, contudo, a tese de que outras agremiações também ajudaram a compor a sua estrutura filosófica e simbólica, tais como: Corporação dos Franc-Maçons; as Guildas; os Carbonários; Corporação dos Steinmetzen, Rosa-cruzes, etc…

CONCLUSÃO

Sabemos que a origem da Maçonaria é um tema que suscita uma série de controvérsias e de posicionamentos discordantes.

Admitimos, contudo, que a Maçonaria, em certo sentido, é preexistente a todos os tempos.

É evidente que tal afirmação exige um esclarecimento.

Ao fazê-la, não estamos admitindo a existência de uma Loja Maçônica nos Jardins do Éden e sendo freqüentada por Adão e alguns Querubins de bons costumes. Tampouco vislumbramos práticas maçônicas nos antigos cultos egípcios, mitríacos, órficos e salomônicos. Tais cultos eram certamente iniciáticos e, em alguns aspectos, lembram a doutrina maçônica. Mas seria incorreto ver neles uma espécie de Maçonaria preexistente, atéporque nenhum deles se orientava por aquilo que é a marca registrada da Maçonaria moderna: O Livre Pensamento.

Tais suposições partem de profanos mal informados ou até de maçons imaginosos, pois é fato historicamente comprovado, que a Maçonaria, como instituição organizada, surgiu m 1717 com a criação da Grande Loja de Londres.

Entretanto, concordamos com o Ir.·.Sérgio Luiz Alagemovits quando ele se refere à Maçonaria-Idéia, aquela que extrapola a riqueza dos Rituais, o dourado dos aventais e a pomposidade dos títulos.

Falamos do espírito que move a grande engrenagem da Ordem, falamos da Maçonaria corrente de influxos energéticos que objetiva o aperfeiçoamento da matéria e o desenvolvimento espiritual do Homem.

Falamos da Maçonaria doutrina interna, que não está escrita em parte alguma e é imperceptível aos olhos dos que não sabem ver.

Esta Maçonaria, transcendente e imanente, esta Maçonaria de que falamos, esta, sempre existiu.

Dentro deste enfoque, falar que a Maçonaria não existia antes de 1717, é o mesmo que dizer que os astros orbitavam desordenadamente antes de Laplace, que os fenômenos físicos e químicos não se processavam antes dos estudos de laboratórios e que as maçãs não caiam das macieiras, antes de Newton.

Referências Bibliográficas:

01- A Bíblia de Jerusalém. Ed. Paulinas 1981;
02 – Jornal Egrégora – Órgão Oficial de Divulgação da Loja Maçônica Miguel Archanjo Tolosa n° 2.131 – Número 01 (Jun-Ago 1993) – Artigo do Ir.·.Sérgio Luiz Alegemovits Enfoque Maçônico do Universo pág. 04;
03 – Apostila do Seminário de Mestres Maçons 1971 – Palestra do Ir.·. Nicola Aslan Grande Oriente do Brasil;
04 – Apostila do Seminário de Mestres Maçons – Título II – História – 3 Conferências proferidas pelo Ir.·.Álvaro Palmeira – 1978 Grande Oriente do Brasil;
05 – Repensando Ir.·. Vady Nozar de Mello – Florianópolis – Ed. Papa-1993, págs. 21 a 31;
06 – Cartilha do Aprendiz – Ir: José Castellani – Ed. Maçônica A Trolha Ltda- 1ª Edição -1992, ágs. 19 a 25;
07 – Curso de Maçonaria Simbólica – Aprendiz – Ir: Theobaldo Varoli – Ed. Gazeta Maçônica – 1974;
08 – Apostila de História Maçônica do Seminário Geral de Mestres Maçons Grande Oriente do Brasil;

 

Ven.Irmão Lucas Francisco GALDEANO
Venerável Mestre da Loja Universitária-Verdade e Evolução nº.3492 do Rito Moderno (2005-2007)ex-Venerável da Loja Miguel Archanjo Tolosa nº.2131 do R.E.A.A.(1991-1993)ex-Grande Secretário Geral de Educação e Cultura do Grande Oriente do Brasil (1993-2001)Presidente do Conselho Editorial do Jornal Egrégora – Órgão Oficial de Divulgação do Grande Oriente do Distrito Federal.

por Ven.Irmão Lucas Francisco GALDEANO

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O Esoterismo

A alguns séculos os Mestres Invisíveis vem atuando para expansão do conhecimento em relação às coisas antes reservada a poucos. Desde a manifestação dos Rosacruzes, em 1616 em Paris, quando estes finalmente revelaram sua existência ao mundo, do Mestre ARI (Isaac Lúria) em seu trabalho Etz Chaim (Árvore da Vida) que disse: “este conhecimento não é só fundamental para homens e mulheres do povo judeu, mas para homens, mulheres e crianças de todas as nações”, e de muitos outros Iniciados, cientistas e religiosos, que ousaram levantar os véus do desconhecido àqueles que tem olhos para ver, quebrando dogmas e paradigmas da sociedade.

São graças a eles que hoje está em nossas mãos o dever de conciliar a Ciência e a Espiritualidade.

O Esoterismo consiste em estudar as coisas que estão ocultas por algum tipo de véu. Hoje denominamos esse conhecimento de Ocultismo, que consiste no estudo esotérico do Homem, da Natureza, de Deus e do Universo. Esse conhecimento esotérico são os estudos herméticos, que é um termo usado para denominar que são estudos fechados, selados, de difícil compreensão.

Todo símbolo possuí sua parte externa e interna. O homem profano enxerga somente aquilo que aparenta ser, a superficialidade. O neófito que deseja a Iniciação, ou o Homem de Desejos, ousará penetrar no sentido oculto deste símbolo até obter seu significado. A cruz para o Cristão profano é o símbolo que relembra o sacrifício de Jesus pela humanidade, ao ateu um instrumento de tortura medieval, para o Iniciado a Cruz representa o caminho pelo qual ele próprio poderá subjugar suas paixões e desejos para despertar o Cristo dentro de si.

O homem tem a necessidade da alma e a necessidade do espírito, que são a necessidade do sentir e do compreender. A alma é o aspecto da ciência e o espírito da religião. Crer sem saber é ser tolo, saber sem crer é ser louco. Por isso o Iniciado precisa experimentar e comprovar, para só então crer.

Cada Religião e cultura tem seu próprio meio de entender e de se fazer compreender a realidade que estamos inseridos. Mas o conhecimento esotérico vai além dos cinco sentidos e gradualmente na caminhada interior percebemos que toda essa variedade religiosa e cultural nada mais são do que manifestações das necessidades humanas. São pontos de apoio.

A verdadeira Religião só existe dentro de nós e só nós podemos senti-la.

Por isso o Iniciado compreende que deve respeitar todas as religiões e todas as culturas. Também entende que só ele próprio pode manifestar em si seu aspecto Divino, pois Religião nenhuma fará isso por ele.

O Ocultismo e o Hermetismo são ciências esotéricas que estudam as Leis Imutáveis do Universo/Deus, e através delas devemos guiar nossas vidas segundo nossa Verdadeira Vontade. Todos os Mistérios Antigos estudavam e praticavam essas Leis. Seu objetivo principal era, e ainda é, o contato consciente de cada homem com a Centelha Divina que está dentro de cada um de nós. E isso ainda é praticado hoje por nós de maneira simbólica, só nos falta enxergar.

Visita Interiorem Terrae, Rectificando que, Invenies Occultum Lapidem, que significa: “Visita o Centro da Terra, Retificando-te, encontrarás a Pedra Oculta”. O “Centro da Terra” é seu próprio interior que deve ser lapidado até encontrar a “Pedra Oculta”, que é o seu próprio aspecto Divino, e com essa Pedra construir o Templo Perfeito.

Eis a caminhada interior.

Liberdade, Amor, Vida e Luz.

Frater Hamal

Publicado originalmente no excelente blog Esoterismo Demolay

#Alquimia #hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-esoterismo