Casos de mortes na ufologia

Cosmo , o Pescador

Este evento teve lugar por volta do dia 23 de setembro de 1984, entre 18h30 e o alvorecer, José Morais da Silva , apelidado de Zé Cosmos , saíra para pescar no largo rio Parnaíba acompanhado pelo filho de 10 anos.  No início tentaram pescar as iscas. Por volta das 18h30 os dois avistaram uma luz que piscava, clara como um raio, muito longe. Continuaram a pescar.

Por volta das 20 horas a luz apareceu de novo, desta vez diretamente sobre o rio. Cosmo recolheu a linhada e subiu pela margem ingreme , o mais rápido possivel, para chegar onde o filho dormia. Cosmo perdera a capacidade de usar o joelho muitos anos antes, em um acidente que fraturara a articulação. A fratura nunca se consolidou adequadamente, e ele precisava de uma bengala para caminhar . Deve ter sido muito dificil para ele subir o barranco  e avisar o filho do perigo. Quando conseguiu, começou a chover, e a luz foi embora. Cosmo resolveu voltar à margem do rio e continuar a pescar, enquanto o filho continuava dormindo.

Quando estava com água pela cintura, ele viu, de repente , que a luz se encontrava atrás dele, projetando a sombra na agua. A luz brilhava a cerca de 20 mts acima da margem, iluminano um trecho bem grande. Cosmo subiu outra vez para avisar o filho, que dormia no pé de uma arvore. Eles ficaram deitados no chão, observando o objeto, que periódicamente aumentava e diminuia , por vezes encolhendo até ficar do tamanho de uma estrela. A coisa ficou assim até às 22 hs , quando já tinham mudado de lugar, observando a luz obrigados atrás de uma pedra na beira do rio.

A luz  se moveu às 22 hs, posicionando-se em outro ponto da margem, rio abaixo , no caminho que elesteriam de seguir, como se os esperasse. Depois moveu-se para o outro lado do rio, onde ficavam os outros pescadores . Passou para vermelho forte e dançou, oscilando por cima da água . Cosmo ouviu quando os pescadores gritaram e fugiram correndo.

O objeto ficou no mesmo lugar até as 4 hs, quando ergueu-se cerca de 70 graus acima deles, fazendo um som “como o do dínamo que gera corrente na bicicleta”. Passou lentamente, mantendo aquela altura.

—    Chovia direto   —   Cosmo nos contou quando estavámos sentados em uma roda defronte a sua casa.   —   A coisa foi e voltou em cima do rio , pondo o facho na nossa direção, mas a gente ainda estava escondido atrás da pedra , no rio. Ficamos ali,
cobertos com folhas de palmeira. Ela jogou areia sobre nós. Ouvimos umbarulho parecido com uma porta de carro fechando.
Também ouvimos vozes , mas não dava para entender a lingua. Lá pelas seis da manhã ela foi embora, e depois a gente achou
uns rastros grandes onde tinha pousado.

Perguntamos ao pescador quais foram as sensações ou reações do momento. Suas observações eram precisas e detalhadas. Quando o facho de luz o atingiu, não conseguiu abrir os olhos, e sentiu uma dor muito intensa. Ficou tonto. Ele não tem problemas na vista nem mudou seus padrões de sono. Por outro lado, a dor não desapareceu nos ultimos quatro anos. Ela retorna diáriamente começando pela cabeça, passando depois para as pernas e quadris. Quando isso acontece ele precisa parar de trabalhar. Os dedos ficam entorpecidos, formigando. Necessita de massagens nas mãos , para que voltem ao normal. De vez em quando não pode nem erguer uma colher.

As informações acima foram obtidas e conferidas em duas entrevistas com Cosmo. Nas duas vezes o encontramos trabalhando, rebocava com barro as paredes do casebre onde vivia, auxiliado pelos filhos. Os vizinhos se amontoavam em torno de nós, enquanto porcos pretos miúdos corriam e soltavam grunhidos pela rua de terra e áreas vazias , cobertas de lixo. Uma moça passou altiva , saindo da mata, com uma espingarda de cano longo no ombro.

Esta gente nunca ouviu falar de Contatos Imediatos, nem de Steven Spielberg. Pescam e caçam porque são pobres demais para comprar a comida que necessitam. A região , à noite, é completamente escura. A unica linha de alta tensão passa a 30 quilometros a oeste dali.

Caminhamos até o rio, para entender melhor as circunstancias da experiencia de Cosmo. A margem cai praticamente na vertical, formando um barranco com 5 a 10 metros de altura, mas com o passar dos anos a árvore sob a qual se escondeu com o filho fora arrancada e levada pela correnteza  das enchentes de verão.

Cosmo não bebe nada, a não ser água. Antes de voltar tentamos marcar consulta para ele com um médico de Fortaleza, a quem explicáramos os sintomas de doenças provocadas pelo contato com OVNIs, mas havia apenas cinco telefonemas para atender aos 3 mil habitantes da cidade, e Fortaleza ficava muito longe. Deixamos sua casa convencidos de que ele dizia a verdade, e que era impossivel para mim aliviar sua dor.


Manuel   –   O Garimpeiro

Manuel , 46 anos, é garimpeiro. Um sujeito rijo, acostumado a viver sózinho no meio do mato durante semanas, ou até mesmo meses a fio. Tinha 40 anos na época do incidente, no outono  de 1982.

Ele não se encontrava em Parnarama quando visitamos a região, mas conseguimos conversar longamente com sua esposa e filhos, que se lembravam nitidamente do evento e suas consequencias.

Quando Manuel avisou que sairia para caçar , a esposa tentou fazer com que mudasse de idéia: um homem , morador da mesma rua (ver adiante o caso de Ramon) morrera em um encontro com um chupa, segundo os vizinhos. Manuel deu risada dela, retrucando com o típico machismo latino que não acreditava naquelas histórias.

Manuel atirou e matou um veado no começo da noite, Quando deitou na rede para ver se dormia um pouco, dois objetos
sobrevoaram o lugar onde se encontrava e o iluminaram com um facho. Ele não hesitou um segundo, apontou a arma e disparou contra as luzes. Percebendo que isso não dava resultado algum, ele desceu da árvore e começou a correr, um dos objetos o perseguiu, focalizando a luz em sua direção, enquanto ele cambaleava pelo mato. Sempre que a luz o atingia, sentia-se fraco e caía . Além disso, notou um cheiro ruim.

Ele conseguiu correr até uma caverna , esgueirou-se para dentro e pensou que o local daria um bom abrigo. Mas o objeto
posicionou-se de tal maneira que o atingiu em cheio com seu brilho. Ele saiu novamente, tonto com a luz, as roupas rasgadas pelo mato, os sapatos perdidos na carreira. Ele correu das 22 horas até às 5 da manhã, descansando de quando em quando debaixo das árvores, até ser localizado pela luz. No final conseguiu entrar em uma casa de Lagoa de Dentro, uma pequena vila no meio da floresta. O menino que abriu a porta viu o objeto que seguia Manuel. Tinha a forma de uma geladeira, com um facho de luz vermelha saindo do meio de um dos lados. Manuel atribui sua sobrevivencia ao fato de ter usado um pedaço da camisa para cobrir o nariz, evitando assim aspirar o gás malcheiroso expelido pelo chupa.

Quando voltou para casa, depois de passar dois dias recuperando-se dos ferimentos em Lagoa de Dentro ( tinha um corte fundo na perna, arranhões e cortes pelo corpo e um ferimento infeccionado no pé), relutou em discutir os acontecimentos . Ele fora obrigado a mudar de idéia quanto à existencia de OVNIs, e a experiencia o deixara morto de medo. Vendeu sua coleção de armas e nunca mais voltou a caçar.Acomodado na espaçosa casa de Manuel no centro da cidade , rodeado por seus filhos e vizinhos, comecei a pedir detalhes do incidente.

—    O que aconteceu com a arma?    —   perguntei a sua esposa.
—    Ficou lá, na rede. E o veado ficou lá também. O pessoal daqui foi buscar depois.
—    Como ele descreveu a luz?
—    Era maior do que a Lua , branca como mercurio, tão brilhante que não se podia olhar direto para ela. Era firme, não piscava
nem mudava de cor.
—    Como ele errou o tiro? Dizem que era um bom caçador.
—    A luz pulou de repente. Pode ter errado de nervoso, também.
—    E quanto a cor? Porque disseram que era vermelha?
—    Isto que é estranho    —    ela admitiu    —   A luz não era vermelha quando ele ficava embaixo, mas ao longe parecia ser
vermelha.
—    O gás saia do objeto?
—    Não, ele calculou que soltava nuvens de gás por causa do cheiro
—    O que ele sentiu naquele momento?
—    Ele sentiu calor, e queimaduras.
—    Voce notou algum efeito estranho no corpo, ou reações diferentes, quando ele voltou para casa?
—    Ele tinha marcas nos ombros, nos braços , no pescoso, nas costas e no peito.
—    Quando elas surgiram?
—    No dia seguinte ao caso, quando ele ainda estava em Lagoa de Dentro.
—    Como eram as marcas?
—    Eram vermelhas e roxas, redondas. Não doíam.
—    Pode descrever as beiradas?
—    Eram nítidas, mais escuras nas bordas do que no centro. Eram redondas, e não irregulares. Uns 5 ou 10 centimetros de
diametro.
—    As marcas eram chatas ou protuberantes?
—    A pele ficou meio inchada.
—    Havia marcas de picadas?
—    Nenhuma. Eu olhei bem de perto.
—    Poderiam ser comparadas a um hematoma?
—    Não, pareciam mais com queimaduras de vapor.
—    O que acontecia quando se apertava o local?
—    O lugar ficava branco quando a gente apertava, depois a cor voltava.
—    Como as marcas desapareceram?
—    Elas ficaram da mesma cor, porém mais claras a cada momento, até sumir completamente em dez dias.
—    Havia bolhas, ou a pele saía?
—    Nenhuma bolha, nada do genero.
—    E os olhos dele?
—    Estavam vermelhos quando ele voltou. Depois disso só conseguia ler bem de perto, e seus olhos se cansavam com facilidade.

No decorrer da conversa , que enveredou por assuntos muito pessoais, descobrimos que a audição de Manuel não fora afetada em função do incidente. Ele começou a beber mais do que seria normal, um fato que pode ser responsável pelo ligeiro tremor das mãos. De todo o incidente, que Manuel chama de “a pior coisa em minha vida”, foi o cheiro que mais o afetou. Era penetrante, como enxofre queimado, e fazia o nariz escorrer. Não impedia a respiração, mas o forçava a limpar a garganta a intervalos frequentes. Ele acredita que o cheiro , e não a luz , provocava suas quedas, e que o pedaço de pano no nariz salvou sua vida.


Ramon , O Escrituário

O caso de Ramon ( ou mais correto, Romão, cujo nome inteiro era José Batista Lima ) nos forneceu a primeira oportunidade de interrogar uma testemunha de uma morte supostamente provocada por um chupa. Conversamos com o filho e a filha da vítima, be como com diversos homens que o conheceram e vida e companheiros de caça que estavam com ele na hora da morte,  além de outros que viram o corpo antes do enterro. Mas não fomos capazes de ligar definitivamente seu falecimento com a ação de um objeto luminosos, de modo que a causa possível da morte permanece sendo um ataque do coração , até  que mais provas possam ser recolhidas.

O testemunho mais importante é o de Pedro Curto, localizado na pequena vila de Jejo, a cerca de quarenta minutos distante de Parnarama de caminhonete com tração nas quatro rodas, em uma estradinha cheia de curvas, esburacada pelas chuvas de verão.

A filha de Ramon , que tinha 11 anos quando o pai morreu, forneceu os dados básicos : no dia 26 de agosto de 1982 ele saiu de casa cedo , levando  a rede e a arma , para passar a noite caçando perto de Cocalinho, com três amigos que conheciam bem a área.

Ele matou um veado a dormiu na rede. No dia seguinte , ao amanhecer, desceu da a’rvore, empacotou a rede e foi procurar o veado abatido. Neste momento ele sentiu-se mal, caiu no chão e morreu às 6 horas. O corpo foi levado para casa ao meio-dia. Também neste caso a familia pedira que não saísse para caçar, por medo dos chupas, e ele deu risada. Um de seus companheiros avistou uma luz muito brilhante no céu naquela noite , mas ninguem sabe se isso ocorreu perto de Ramon ou não.

Pedro Curto deu mais detalhes; os quatro caçadores  se espalharam ao cair da noite, em uma área de vários quilometros , de modo que não mantiveram contato visual ou auditivo durante a noite. Quando Pedro caminhou em direção ao local onde estava Ramon, pela manhã , encontrou-o deitado no chão, e não obteve resposta quando o chamou pelo nome . Depois de algum tempo Ramon ergueu-se. Estava sem fôlego . Ele abraçou Pedro emocionado.

—    Qual o problema?   —   Pedro perguntou. Ramon apenas balançou a cabeça ao ouvir a questão. Pedro ajudou-o a sentar outra vez.

—    Você tem um remédio aí?   —   Pedro perguntou.

A resposta foi sim. Ele tirou uma pílula ( Pedro insiste que era aspirina, e não remédio para o coração) e a engoliu com um pouco de agua. Ramon parecia estar melhor. Ele disse a Pedro para amarrar o veado para que pudessem leva-lo embora.

Ramon sentou-se com uma perna dobrada sob o corpo e a outra esticada, os bbraços dobrados sobre o joelho esquerdo e a cabeça baixa, encostando no braço. Ele permaneceu nessa posição até que os outros dois caçadores, Zézinho e Manuel Eugenio, os alcançaram.

—    O que aconteceu com o Ramon?   —   um deles quis saber .

—    Ele está descansando   —   disse Pedro, ocupado com o veado.  Os outros o examinaram mais de perto .

Zézinho verificou os olhos.

—    Ele não está descansando . Está morto.

Não houve movimento de agonia, nem convulsões. Ele morreu cerca de dez minutos  depois de beber a água. Aparentemente não sentiu dores. Não levou a mão ao peito, nem a nenhuma outra parte do corpo. Ele engolira a pilula e bebera a água normalmente. Antes de tomar a pílua, quando estava sentado no chão, de  acordo com Pedro, Ramon agarrou o mato diversas vezes , tentando se erguer , ou por causa da dor.

Pedro ficou com o corpo, enquanto os outros foram chamar a familia.

O corpo ainda permanecia flexível uma hora após a morte. Não havia sangue na boca. A história de uma luz na área veio de um homem chamado Velho Tonio , que retornava de Cocalinho naqiela noite a cavalo . Mas não havia detalhes sobre a visão , e ela não pode ser vinculada à experiencia de Ramon.

Um aspecto curioso do caso está nas duas marcas redondas, avermelhadas, observadas no pescoço, dos dois lados, 5
centimetros abaixo da orelha, vistas por diversas pessoas. Mais tarde , naquele mesmo dia, Eugênio a segunda testemunha, veio até nosso hotel. Ele nos contou que não concordava com a versão de que Ramon estava prostrado , e já tinha morrido quando ele chegou ao local  com  Zézinho . Ele viu as marcas redondas, vermelho-arroxeadas no pescoço  com cerca de 0,5 centimetro de diametro.

—    Já vi muitos defuntos    —    ele disse    —, mas nada daquele  jeito.

Ele acompanhou o corpo até a cidade , e ao chegar notou que as marcas haviam escurecido, ficando mais roxas, bem escuras. Ele sugeriu que se realizasse uma autópsia , mas a familia não autorizou. Ele examinou o corpo cuidadosamente , mas não encontrou outras marcas.

Na mesma noite, segundo Eugênio, o céu havia sido iluminado  das 22 horas até a meia-noite por uma luz que o fez recordar do brilho de uma cidade. Voltamos para a casa de Ramon, de posse destas informações e entrevistamos  os filhos novamente. O filho , de 20 anos , confirmou que Ramon tinha cerca apenas 40 anos quando morreu , e que jamais teve problemas de coração. Tampouco tomava remédios regularmente. Quando saía para caça levava só um medicamento para dor de cabeça, embora não fosse aspirina , como disseram , e sim algo similar, chamado Fontol.

Os filhos e a mãe foram ao local da morte de Ramon, duas semanas depois do enterro. Ele havia armado a rede em “uma árvore bem alta, no meio da mata fechada“. Estava tudo normal  em volta , a não ser pela folhagem arrancada no local onde ele sentara.

Repassamos novamente a situação de Ramon. Ele era forte, mas não gordo. Não tinha um histórico de cansaço ou falta de ar. Ele não fumava, e a familia não conhecia casos de problemas no coração. Na verdade , o próprio pai de Ramon ainda vivia e gozava de boa saude.

Examinamos detidamente as fotos do rosto de Ramon no caixão, antes do enterro. O angulo da foto não permitia que se verificasse a existencia ou não de marcas circulares no pescoço . Um pouco mais tarde , na mesma noite, encontramos o sr. Barros, ex-prefeito de Parnarama , chefe de Ramon na época do evento. Ele ficou surpreso com amorte; Ramon estava em boa forma, e não tinha problemas no serviço, informou.

Ramon poderia ter morrido de exaustão, tentando tirar a rede da árvore alta durante a madrugada, com o estomago vazio e um nível baixo de açucar no sangue? Ou sua morte teria sido preciptada de algum modo pelo encontro com o chupa no meio da noite?

Encerramos este caso sem as provas concretas que poderiam permitir uma conclusão final.


 

Souza, O Caçador

O caso de Raimundo Souza foi publicado pela primeira vez em dezembro de 1981, em um artigo sensacionalista de um jornal norte-americano intitulado “OVNIs Matam Quatro Homens”. Na reportagem o ex-chefe da policia de Parnarama, tenente Mangela, era citado como testemunha. Ele teria visto os corpos de Souza e outra vítima, e dito que “o sangue havia sido retirado ” dos cadaveres.

Seguimos de avião para São Luiz, onde ele residia , para repassar o caso com o tenente Magela. Logo descobrimos que na verdade ele não vira os corpos, ao contrário do que saíra no tablóide, no estilo hiperbólico típico. Quanto ao sangue removido, ele considerou isso uma sugestão rídicula. Entretanto, ele confirmou outros fatos importantes.

A experiencia de Magela como chefe de polícia durante o periodo chave da onda, entre 1981 e 1982, foi muito interessante . Ele mesmo chegou a observar objetos luminosos voadores , inclusive luzes vermelhas giratórias em torno das torres de televisão no alto da serra de Tarantide. Certa vez um objeto provocou uma falha no gerador da emissora de televisão, movido a diesel , e ele foi chamado para inspecionar o motor fundido.

Ele não só registrou numerosos relatos de testemunhas , falando com pessoas que viram os objetos, como também avistou uma luz brilhante como a lua cheia e um objeto “parecido com a cúpula da catedral de São Pedro“. Nos dois casos os objetos sobrevoaram as testemunhas em pânico, que cairam. Em outra ocasião ele foi chamado para levar uma mulher a Teresina. Ela quebrou a clavícula. Houve um outro caso, de braço fraturado.

Segundo o tenente Magela, Raimundo Souza, 40 anos, era um caçador profissional com boa saúde. Certa noite ele esperava pela caça, em agosto de 1981, e riscou um fósforo para acender o cigarro. Seu companheiro de caçada, Anastacio Barbosa, acredita que a luz do fósforo revelou a posição deles para um objeto , que aproximou-se rápidamente e apontou um facho luminoso em sua direção. Ao ver isso, Barbosa pulou da rede e ocultou-se sob as moitas, observando o objeto que circulou sobre a sua cabeça e depois sumiu. Apavorado, ele permaneceu no meio do mato até amanhecer, quando saiu e encontrou o corpo de Souza. Ele estava deitado no chão, onde caíra da rede, quebrando um braço. Havia diversas marcas roxas. Estas marcas espalhavam-se pela região do peito, braços e pelo resto do corpo, mas não no rosto . Não encontrou marcas de picadas em lugar nenhum.

O tenente Magela, encarregado da investigação criminal, tomou o depoimento de Barbosa e outras doze testemunhas, pessoas que ajudaram a vitima. Ele tem certeza da veracidade dos depoimentos. As marcas eram circulares e lisas como um equimose, variando de tamanho , com 2 a 8 centimetros.

A autópsia não foi feita , mas examinaram o corpo cuidadosamente. As marcas não se alteraram entre o momento da morte e a hora do enterro. Na falta de uma autópsia, Magela concordou não haver provas de que a luz do OVNI provocou os ferimentos fatais . Possivelmente Souza tenha morrido de ataque do coração , quando sentiu o facho de luz sobre sí e entrou em pânico, caindo da rede. As marcas no corpo da vitima são similares às observadas em outros casos em que os atingidos sobreviveram. Dadas as provas, Barbosa não foi considerado suspeito de ter assassinado o companheiro.


Os casos citados acima foram apenas uma amostra dos eventos mais importantes com vítimas, entre os muitos relatos em primeira mão que ouvimos em Parnarama. Em vários outros casos os homens que avistaram OVNIs estavam a cavalo quando foram expostos à luz. Em um incidente ocorrido em 1983, o cavalo ficou assustado e caiu, mas não houve efeitos posteriores. Em uma fazenda remota, os trabalhadores rurais nos disseram que viam a luz com frequencia, ela deixava o solo tão claro que se poderia enxergar uma agulha, como se fosse de dia.

A atividade na região de Parnarama não cessou. No domingo anterior a nossa chegada ( ou seja, no dia 24 de julho de 1988 ) Antonio José de Carvalho pescava no rio Parnaíba quando viu uma luz azul, acompanhada de outra luz branca, contínua. Ele não se assustou om ela, o objeto passou por cima de sua cabeça e desapareceu de repente. Ele nos contou que abandonou a pescaria e correu para casa.

Duas testemunhas falaram sobre os efeitos físicos do facho luminoso. Luís Silveira, 22 anos na época do incidente , caminhava pelo interior , em 1978, quando viu uma luz brilhando no céu. Ele correu para casa, onde desmaiou, sem forças. Teve febre alta durante um ou dois dias, mas não ficou com o corpo marcado, nem mesmo por uma queimadura de sol. Ele disse que havia “diversas cores no mesmo facho” , o que o deixou “esquisito e nervoso”. Ele ficou com dor de cabeça, mas passou logo.

Outra testemunha, Manuel Duarte Pinheiro, deu uma descrição em primeira mão de uma experiencia recente com um facho de luz, no incidente ocorrido numa sexta-feira, dia 15 de julho de 1988, onze dias antes de nossa chegada.

Pinheiro estava do lado de fora, com alguns companheiros, às 4 horas, preparando-se para ir trabalhar, quando viu uma luz vindo do norte, tenteando, “procurando algo” , projetando um facho luminoso no chão. Às oito testemunhas viram o objeto brilhar em um ponto, apagar e acender em outro local. Quando estava apagado, as testemunhas não viram nada no céu. Era como se apenas a luz fosse real. Eles correram para se esconder, enquanto a luz brincava, parecendo querer persegui-los.

Quando Pinheiro foi alcançado pela luz, olhou diretamente para ela.

—    Machuca os olhos    — ele disse. —  Eles se enchem de água. Ficam muito quentes. Sua cor e intensidade são constantes,
brilha muito.

Vale notar que em muitos acidentes as vitimas eram caçadores que se tornam caça , atacados pelo alto por um facho luminoso, em uma paródia de sua própria técnica de caça. Quando caminhávamos pelas estradinhas de terra de Parnarama, no escuro, podíamos facilmente compreender os sentimentos terríveis dos caçadores que viram os chupas e o pânico sentido quando uma luz inesperada surgia repentinamente acima de suas cabeças.

O rio Acarau , como tantos outros, corre em direção ao norte, no Brasil, vindo do interior, para desembocar nos pantanos, salinas e mangues à beira do oceano Atlantico. Após uma hora de carro, no sentido oeste, saindo de Fortaleza, a estrada vira para o norte em Sobral, e se transforma em uma trilha poeirenta até chegar a Santana, onde casebres de pau-a-pique cobertos de folhas de palmeira alinham-se nos dois lados da estrada.

Ao chegar perguntamos o caminho para a casa de uma testemunha que mudara recentemente de endereço, e uma mulher
ofereceu-se para contar sua visão, há um ano, bem ali, na rua em que estávamos. Um objeto redondo como a Lua voou por cima de sua cabeça, iluminando o solo na passagem.

Pegamos a estradinha, que levava à fazenda Santa Rita, um caminho tortuoso que exigiu uma hora para andar 12 quilometros, por entre sombras ocasionais de bananeiras, mangueiras e cajueiros. Perto da fazenda precisamos diminuir ainda mais a velocidade, o caminho era cheio de pedras. Depois de trocar um pneu que não resisitu ao tratamento severo, prosseguimos na poeira levantada por uma manda de bois, conduzida por um vaqueiro com roupas típicas e chapéu de couro, as únicas capazes de permitir a movimentação na área. Eles nos mostraram a casa principal, onde o fazendeiro nos disse que “jamais acreditou naquelas histórias”, até certa noite , quando pescava em um dos açudes. Dois objetos o sobrevoaram.

Um homem chamado Almundo Marie Araújo, 52 anos , contou que no inverno de 1979, por volta da emia noite, ele e seus companheiros viram três objetos atrás deles, do tamanho da lua cheia, quando caçavam tatus. Desligando as lanternas, esconderam-se no mato fechado. Os objetos passaram por cima, com uma luz amarela ou alaranjada, clara como o dia. Não ouviram nenhum ruido. Os cachorros ficaram agitados e permaneceram junto deles até o desaparecimento do objeto.

Existe uma lenda no vale do Acarái, sobre um pequeno ser, similar aos elfos do folclore celta. Ele tem cerca de 1,5 metro de altura e se chama Caipora. Entrevistamos um velho na fazenda Santa Rita que conhecia pessoas ainda vivas que tinham visto o Caipora. Outros dizem que é preciso dar fumo de corda para ele . Os cachorros, quando encontram o Caipora , ficam com medo de caçar novamente. O Caipora é um humanóide, e pode ir instantaneamente de um ponto a outro, sem usar as pernas , como fazem as modernas entidades dos OVNIs.

Voltando à cidadezinha , conversamos com Antonio Gomes, 45 anos. Ele viu, em julho de 1987, duas luzes vermelhas fortes sobre sua cabeça, quando pescava no rio Acaraú . Procurou abrigo debaixo de uma arvore alta, quando as luzes moveram-se juntas no céu, aparentemente ligadas a um unico objeto sólido.

Apontando sua espingarda de cano longo para um ponto entre as duas luzes, ele atirou contra a forma retangular escura, e ouviu um som metálico quando o tiro acertou no objeto. O OVNI foi embora, evidentemente ileso.

Em seguida entrevistamos a filha de “Chico” Chiliano, outra testemunha da presença de um OVNI sobre o rio Acaraú quando pescava , em maio de 1984. A luz era tão forte que iluminava os pedregulhos da margem. Ele fugiu para o seco, mas sentia muita fraqueza, o corpo pesado. Procurou abrigo sob uma grande árvore, ao invés de correr . O objeto voou em torno dele como se o procurasse, desistiu e foi embora.

Criando coragem, Chiliano andou até uma cerca e começou a pular, pretendendo ir para casa, mas subitamente a luz apareceu de novo, e ele sentiu calor, como se “passasse na frente de um forno com a cabeça aberta”. Elechegou em casa todo arranhado, trêmulo e sem folego, mas não sofreu problemas posteriores.

Alguns meses depois, em agosto de 1984, sua esposa Maria Frota encontrou um objeto similar às 22 horas, quando voltava da cidade. Estava escuro, ela fumava um cigarro quando um objeto luminoso voou por cima de sua cabeça. Ela se escondeu no mato, perto da margem do rio. Assim que o objeto passou, ela seguiu seu caminho, chegando na mesma cerca, onde a luz a alcançou. Era maior, desta vez, mudou de amarelo para verde antes de sumir no céu. Maria se agarrou ao tronco de uma arvore até que o objeto desaparecesse.

Ela passou a viver com medo, muito nervosa, depois do evento. Sua filha informou que não sofrera queimaduras, não tinha marcas nem apresentou sintomas posteriores. Ela morreu de causas naturais, em setembro de 1986, aos 46 anos.

Ouvimos muitas histórias de OVNIs na região de Sobral e Santana, mas não havia registro de problemas na saude das
testemunhas   —   um fato que nos ajudou a situar melhor as visãoes de Parnarama e os casos investigados  posteriormente em Belém.

Daquela viagem restou uma lembrança : a hospitalidade das pessoas que abriram as portas de suas casas e de seus corações; uma revoada de periquitos ao longe, quando conversavamos sobre o Caípora com um velho sitiante; um lagarto brilhante correndo pelo mato , na frente do carro, como um dragão multicolorido de outras eras.

E , acima de tudo, a sinceridade das pessoas que narravam suas experiencias! Raramente encontrei tanta siceridade, tanta
franqueza, em minhas viagens pela França e Estados Unidos  , países mais “avançados”. Estou acostumado a encontrar pessoas que dizem,  “Vai achar que estou louco, mas vi um objeto ” ou que simplesmente escondem as informações, admitindo um evento paranormal apenas em ultimo caso. Estou acostumado a testemunhas que sofreram lavagem cerebral por parte de estrelas da ciencia ou academicos de televisão e acredita que tudo no cosmos pode se explicado racionalemnte pela ciencia moderna.

 As pessoas do interior estão mais próximas da natureza do que qualquer cientista. Elas sobrevivem porque observam e prestam atenção, compreendem os padrões da natureza e de seus fenomenos , em uma área equivalente à metade dos Estados Unidos, onde raros cientistas colocaram os pés.

Mortes atribuidas à OVNIs
Caso Data Vitima Tempo de Sobrevivencia  Sintomas
Monte Quenia –  Africa Junho de 1954 Aldeia Inteira Não Registrado Não Registrado
Araçariguama 1946 João Prestes  6 horas Carne solta
Duas Pontes, Brasil  20 de agosto de 1962  Rivalino de Aleluia, 54 Não Registrado Desaparecimento
Niterói, Brasil 20 de agosto de 1966 Miguel Viana, 34
Manuel Pereira, 32
Não Registrado
Não Registrado
Nenhum
Anolaima, Colômbia 5 de julho de 1969 Arcesio Bermudez, 54 7 Dias Diarréia, Vômitos
Colares, Brasil Outubro de 1977 Mulher 12 horas Pele avermelhada, picadas
 Parnarama, Brasil 17 de Outubro de 1981 Abel Boro  1 Hora Desconhecidos
 Parnarama, Brasil    19 de Outubro de 1981 Raimundo Souza  Não registrado Desconhecidos
 Parnarama, Brasil  1981 ou 1982 José Vitório  Não registrado Desconhecidos
Parnarama, Brasil 1981 ou 1982 Dionízio General 3 dias Desconhecidos
Cocalinho, Brasil 26 de Agosto de 1982 Ramon Não registrado Desconhecidos

 

Ninguem jamais ridicularizou estas pessoas. Sua inteligencia nunca foi insultada pelos eruditos do New York Times  nem pelos árbitros do racionalismo do Le Monde. Elas descrevem em uma linguagem simples, direta, aquilo que viram. Admitem ter sentido medo, e quando falam de morte e doenças, conservam a voz calma, pausada, a mesma com que falam da realidade de todos os mistérios que nos rodeiam.

Durante o longo caminho de volta do vale do Acaraú tentamos compreender a natureza das evidencias. Alguém estaria testando uma arma exótica no vasto interior do Brasil, onde as comunicações praticamente inexistem e as chances de observação são mínimas?  A hipótese poderia explicar alguns casos , mas rápidamente conduz a uma contradição lógica: que sistema sofisticado de armas precisaria perseguir um alvo fácil como Manuel durante sete horas no mato, sem conseguir atingi-lo com precisão nem uma unica vez? Já temos helicópetos que não fazem ruído e não deixam que se veja sua luz, e muitos tipo como Rambo,  que acertariam Manuel entre os olhos com uma unica bala de um rifle com mira infravermelha, antes que ele fizesse o primeiro movimento para sair da rede.

As provas, mais uma vez, parecem ser tão claras quanto absurdas. E as lendas locais crescem, adequando-se aos absurdos verificados; algumas pessoas acreditam que os chupas sugam o sangue das vítimas e as levam para a Lua. Ou para os Estados Unidos, que parece ficar mais longe ainda quando o Sol se esconde atrás dos morros escuros.

Ao se estudar o mapa do Nordeste do Brasil percebe-se que a região percorrida durante as investigações vai da Guiana Francesa a Natal. Em outras palavras, do espaçoporto europeu em Kourou, onde novas rampas de lançamento são preparadas para o foguete Ariane 5 ao centro espacial brasileiro na Barreira do Inferno. Mas as maiores concentrações de casos ocorrem em áreas primitivas, longe dos centros tecnológicos. Existe apenas uma correlação com elementos de superfice, e diz respeito a cursos d’água de grande porte; o Parnaíba, o Acaráu e aimensa baía de São Luiz. E, claro, como descobrimos no final de nossa viagem, o oceano , próximo a Bélem.
Extraido do livro Confrontos de Jacques Vallée   –  Editora Best Seller

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/casos-de-mortes-na-ufologia/

Caso Roswell

Qualquer que seja a vertente na polêmica sobre o chamado “Incidente de Roswell”, todos são obrigados a concordar, pelo menos, com um fato indiscutível: algo despencou do espaço na noite de 4 de julho de 1947 e espatifou-se num dos muitos barrancos da paisagem desértica do município de Roswell, Novo México, EUA.

Um impacto direto e que deixou sinais ainda visíveis. Muita gente garante que o veículo desastrado era um disco-voador. Mas a Força Aérea dos Estados Unidos, seguindo a linha oficial do governo, assegura que tudo não passa de um mal-entendido. Nem todos acreditam: a rede de TV CNN recentemente pesquisou 1.024 pessoas sobre o assunto. Segundo esta enquete, 54% acham que existe vida fora da Terra. Desses, nada menos do que 80% estão convencidos de que o governo esconde fatos ocorridos em Roswell. Conta-se que morreram entre quatro e seis criaturas. Seres extraterrestres, baixinhos cabeçudos, com enormes olhos negros e oblíquos. No dia seguinte, militares da base aérea foram até o local do incidente, o rancho Hub e recolheram alguns destroços. A operação foi feita de modo secreto. Um cordão de isolamento foi estabelecido na rodovia US 285, impedindo a entrada na estrada vicinal que dá acesso ao rancho. Muita gente viu essa barreira. E a tarefa de limpeza teria ficado guardada sob sigilo se, a pouco mais de 50 quilômetros dali, outros destroços não estivessem sendo recolhidos por outras mãos.

No dia 6 de junho, MacBrazel, um empregado do rancho Foster, foi ver como estavam as ovelhas. Havia chovido e relampeado muito durante a madrugada e os bichos poderiam estar nervosos. Em meio ao pasto, Brazel encontrou o que parecia ser pedaços de uma aeronave. Ele juntou tudo, num total que calculou pesar dois quilos e meio. Os destroços foram tirados das mãos de Brazel pelo major Jesse Marcel, que antes de levar tudo para seus supervisores passou em casa e mostrou os objetos à família. O filho do major é hoje um médico de 60 anos e mora em Montana. Ele diz que lembra bem do episódio: “…meu pai chegou excitado dizendo que a Força Aérea tinha achado um disco-voador. Mostrou à minha mãe e a mim umas barras finas e varetas feitas de um metal muito leve. Havia também umas folhas de algo que parecia papel alumínio, mas não amassava. Vi distintamente numa das barras sinais que lembravam hieróglifos. Não tenho dúvida de que fosse algo alienígena”.

Outra grande testemunha que dá munição às fileiras dos que acreditam no OVNI é alguém que entende muito de mortos. Glenn Dennis é o mais renomado papa-defuntos da cidade desde a época do incidente. Ele jura que foi chamado pelo pessoal da base para ensinar, pelo telefone, as técnicas de construção de sarcófagos para criança, herméticamente fechados. Conclui-se com isso que os militares estavam arranjando meios para transportar os pequeninos ETs para a base de Fort Worth, no Texas. Glenn também diz que teve contato com uma enfermeira de nome Naomi Self. Esta moça teria auxiliado nas autópsias feitas nos cadáveres dos ETs e contou horrores para o agente funerário.

Há três anos um produtor inglês revelou ao mundo o suposto filme da autópsia dos ETs que teriam sido recolhidos no acidente. O documentário chamava-se The Santilli alien autopsy film. Na ocasião a necropsia foi saudada como tão espetacular quanto o quadro Lição de Anatomia (1632), do pintor flamengo Rembrandt. Houve muito rebuliço e o filme foi exibido em muitos países, inclusive no Brasil. Mas os analistas acabaram por desmoronar a fraude e denunciar erros grotescos.

Nos EUA persiste o interesse pelos encobrimentos, colisões e a hipótese extraterrestre.

Novas descobertas, novos documentos, novos boatos e novos casos emergem regularmente. A ufologia, logre ou não êxito em se instaurar ou resolver suas divergências, sem dúvida está numa fase que talvez seja o seu período mais intenso.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/caso-roswell/

Caso Mantell

Guarda Nacional de Kentucky, EUA revelou, em 08 de janeiro de 1948, que um piloto de Louisville foi morto na explosão de seu avião quando estava envolvido em uma caçada a ”discos voadores”.

O Capitão Thomas Mantell Jr., de 25 anos, retornava de um vôo de treinamento com outros 3 caças P-51 Mustang, quando recebeu instruções de rádio para investigar um OVNI. Uma das aeronaves teve de pousar, devido à falta de combustível. As outras duas o acompanharam até 7000 metros de altitude, mas retornaram à base devido a problemas de falta de oxigênio. Quando se aproximava do objeto, Mantell informou, por rádio, que o OVNI parecia metálico, de grande porte e que desenvolvia velocidade de 180mph (aproximadamente 350 Km/h). Minutos depois, o avião de Mantell começou a fazer círculos no ar e mergulhou para o chão, caindo perto de Franklin, Kentucky. O OVNI desapareceu meia hora depois.

Objeto Voador Não Identificado

O objeto parecia um cone branco com uma parte vermelha por cima. De acordo com um colega de Mantell, Cel. Guy Hix, o objeto “parecia um guarda-chuva. Tinha aproximadamente o tamanho de 1/4 da lua cheia e ficou parado no ar por mais ou menos uma hora e meia”.

,b>Conclusões sobre o caso

A primeira explicação da USAF (United States Air Force) foi de que o objeto era Vênus. Logo depois, o projeto Blue Book, afirmava que o OVNI nada mais era que um balão lançado pela Marinha.

A viúva de Mantell, Margaret, não teve autorização para ver os destroços do avião. Informaram-lhe apenas que o material recolhido estava sob investigações e que seu marido morreu por anoxia (falta de oxigênio) antes da queda.

Os mistérios

– Mantell esteve entre os primeiros quee voaram para a península de Cherbourg no Dia D e foi condecorado com a Cruz Aérea de Distinção por heroismo durante a Segunda Guerra Mundial. Um piloto excelente e conhecedor de suas limitações, para ir tão alto e ser pego por uma falta de oxigênio.

– A máscara de oxigênio de Mantell NÃO foi achada entre os destroços do avião.

– Existem “boatos” de que o corpo do piiloto teria sido achado a 6 metros do avião e que o cockpit não apresentaria sinais de sangue.

– Quanto à possibilidade de o objeto ser um balão, jamais voaria à velocidade relatada, além do que, um capitão da USAF, não iria se confundir e perseguir tão obstinadamente um BALÃO!!!

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/caso-mantell/

Caso Cash-Landrun

Betty Cash, uma das três pessoas que ficaram doentes após o encontro com um OVNI, próximo à Huffman, Texas, EUA, no dia 29 de dezembro de 1980, morreu no 18º aniversário do evento, em Birmingham, Alabama.

Ela teve a saúde muito abalada após o avistamento. Ela, juntamente com Vickie Landrum e seu neto Colby Landrum, encontraram um enorme OVNI sendo acompanhado por helicópteros militares numa rodovia escura em Piney Woods, Texas (caso conhecido como “Incidente Cash-Landrum”).

Eles foram expostos à radiação do objeto, que causou terríveis problemas de saúde, como queimaduras, dor nos olhos, perda de cabelo, diarréia e vômitos. Embora tenham visto vários helicópteros militares com o OVNI, o governo americano negou qualquer conhecimento sobre o ocorrido ou deu qualquer ajuda à eles.

Na época do incidente, Betty Cash tinha seu próprio negócio em Dayton, Texas. Após o encontro, ela foi hospitalizada e tratada das queimaduras e outros males. A intensidade dos seus problemas de saúde era tão forte que ela foi forçada a fechar o seu negócio e nunca mais trabalhou. A sua vida tornou-se uma série de internações em hospitais, muitas delas para cuidados intensivos. Ela desenvolveu um câncer que foi tratado com sucesso, mas em novembro de 1998, teve uma recaída e no dia 29 de dezembro faleceu.

Betty Cash foi uma heroína na luta contra o acobertamento do governo e trouxe esperança para outras vítimas de incidentes com OVNIs.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/caso-cash-landrun/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/caso-cash-landrun/

As Religiões UFO – Leonardo Martins

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Barbara Nox, Jesse Puga, Tales Azevedo e Robson Belli) conversam com Leonardo Martins sobre as religiões e fenômenos ufológicos brasileiros.

https://www.instagram.com/ideltapsi/

https://projetomayhem.com.br/

Morte Súbita inc.

https://www.enochiano.com.br/

https://eb.4gsanctuary.com/

https://www.espelhodecirce.com.br/

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

Siga a gente no Instagram: https://www.instagram.com/projetomayhem/

Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-religi%C3%B5es-ufo-leonardo-martins

Runologia, Poemas Runicos e Oráculo – Com Cussa Mitre

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/4lB0yWh2v_o

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/runologia-poemas-runicos-e-or%C3%A1culo-com-cussa-mitre-1

Carta de Brasília

Ao final do Fórum de Brasília, foi redigida a “Carta de Brasília”, um documento onde os ufólogos dão como certa a existência de discos voadores, sua origem extraterrestre, bem como sua atividade no planeta Terra desde os primórdios da humanidade. Nesta carta, os participantes do fórum afirmam ter conhecimento dos programas secretos do governo brasileiro de pesquisa de Objetos Voadores Não Identificados e solicitam a abertura ao público dos arquivos oficiais brasileiros sobre o tema.

Brasília (DF), Brasil, 14 de dezembro de 1997

Os ufólogos brasileiros e estrangeiros, de 19 nações, de todos os continentes, reunidos no Primeiro Fórum Mundial de Ufologia, no período de 07 a 14 de dezembro de 1997, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, Parlamundi da LBV, em Brasília, Brasil, vêm à presença do Ministro da Aeronáutica Brasileira apresentar os seguintes fatos:

1 – Que é de conhecimento geral que o Fenômeno UFO, representado pelas constantes visitas de veículos espaciais ao nosso Planeta Terra, é genuíno e assim tem sido confirmado independentemente por ufólogos civis e autoridades militares de todo o mundo, nos últimos 50 anos.

2 – Que tal fenômeno já teve sua origem plenamente identificada como sendo extraterrestre e que os veículos que nos visitam tão insistentemente provêm de civilizações tecnologicamente mais avançadas que a nossa, mas que coexistem conosco no Universo.

3 – Que tais civilizações encontram-se num processo contínuo de aproximação da Terra e de nossa civilização planetária. Igualmente, essas civilizações, em suas manobras, na maioria absoluta das vezes, não demonstram hostilidade para conosco.

4 – Que as visitas de tais civilizações extraterrestres à Terra têm aumentado, gradativamente, nos últimos anos, segundo comprovam as estatísticas nacionais e internacionais, tanto em quantidade quanto em profundidade e intensidade.

5 – Que é urgente que se estabeleça um programa oficial de conhecimento, pesquisa e respectiva divulgação pública do assunto, de forma a esclarecer a população brasileira a respeito da inegável e cada vez mais crescente presença extraterrestre na Terra.

Assim, considerando atitudes assumidas em vários momentos da História, por países que já reconheceram a extensão do problema, como por exemplo o Chile, há algumas semanas, respeitosamente recomendamos que o Ministério da Aeronáutica da República Federativa do Brasil, ou algum de seus organismos, a partir deste instante, formule uma política apropriada para se discutir o assunto, nos ambientes, formatos e níveis considerados necessários.

A comunidade ufológica brasileira, neste ato representada pelos estudiosos nacionais abaixo assinados, com total apoio da comunidade ufológica mundial, também signatária deste documento, deseja oferecer voluntariamente seus conhecimentos, seus esforços e sua dedicação para que tal procedimento venha a tornar-se realidade e que tenhamos o reconhecimento imediato do Fenômeno UFO.

Como marco inicial deste processo, que simbolize uma ação positiva por parte de nossas autoridades, a comunidade ufológica brasileira respeitosamente solicita que o referido Ministério abra seus arquivos referentes a pelo menos dois episódios específicos e marcantes de nossa pesquisa ufológica:

(a) a Operação Prato, conduzida pelo Primeiro Comando Aéreo Regional (Comar), de Belém (PA), entre setembro e dezembro de 1977, que resultou em volumoso compêndio que documentou com mais de 500 fotografias e inúmeros filmes a movimentação de UFOs sobre a Região Amazônica, da forma como foi confirmado pelo coronel Uyrangê Bolívar Soares de Hollanda Lima;

(b) a maciça casuística ufológica ocorrida em maio de 1986, sobre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, em que mais de 20 objetos voadores não identificados foram observados, radarizados e perseguidos por caças a jato de nossa valorosa Força Aérea, segundo afirmou o próprio ministro da Aeronáutica à época, brigadeiro Octávio Moreira Lima.

Absolutamente conscientes de que nossas autoridades civis e militares jamais se descuidaram da situação, que tem sido monitorada com maior ou menor grau de interação ao longo das últimas décadas, sempre no interesse da segurança nacional, julgamos que a tomada da providência acima referida solidificará o início de uma próspera e proveitosa parceria.

Atenciosamente,

Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU)
Ademar José Gevaerd

Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV)
Claudeir Covo

Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA)
Marco Antonio Petit

Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU)
Rafael Cury

Núcleo de Pesquisas Ufológicas (NPU)
Reginaldo de Athayde

Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU)
Ubirajara Franco Rodrigues

Instituto Ubirajara Rodrigues S/C (IUR)

Comunidade Ufológica Brasileira

Ademar Eugênio de Mello (SP)
Ana Maria dos Santos (BA)
Antonio Faleiro(MG)
Basílio Baranoff (SP)
César Pereira Vanucci (MG)
Chica Granchi (RJ)
Cláudio Pamplona(CE)
Edwaldo Gomes Silva Jr. (SP)
Elias Seixas (RJ)
Emanuel Paranhos (BA)
Eustáquio Andréa Patounas (SC)
Geraldo Simão Bichara (MG)
Haroldo Westendorff (RS)
Hernán Mostajo (RS)
Irene Granchi(RJ)
José Luiz L. Martins (PA)
Luciano Stancka e Silva (SP)
Manoel Gilson Mitoso (AM)
Oscar Alberto Romero (BA)
Pedro Paulo Cunha Filho (DF)
Ricardo Varela Corrêa (SP)
Roberto Affonso Beck (DF)
Romio Cury (PR)
Wilson G. de Oliveira (DF)

Comunidade Ufológica Internacional

Alexandr Balandine (Rússia)
Barry Chamish (Israel)
Boris Chourinov (Rússia)
Budd Hopkins (Estados Unidos)
Colin Andrews (Inglaterra)
David Jacobs (Estados Unidos)
Derrel Sims (Estados Unidos)
G.C. Shellhorn (Estados Unidos)
Gábor Tarcali (Hungria)
Gildas Bourdais (França)
Giorgio Bongiovanni (Itália)
Glennys Mackay (Austrália)
Graham Birdsall (Inglaterra)
Jaime Maussan (México)
James Courant (Estados Unidos)
James Hurtak (Estados Unidos)
Jesse Marcel Junior (Estados Unidos)
Jorge Alfonso Ramirez (Paraguai)
Leonard Sprinkle (Estados Unidos)
Mário Dussuel Jurado (Chile)
Maurizio Baiata (Itália)
Michael Hesemann (Alemanha)
Michael Lindemann (Estados Unidos)
Pablo Villarrubia Mauso (Espanha)
Roberto Pinotti (Itália)
Rodrigo Fuenzalida (Chile)
Sun-Shi Li (China)
Timo Koskeniemmi (Finlândia)
Wendelle Stevens (Estados Unidos)
Yvonne Smith (Estados Unidos)

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carta-de-brasilia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carta-de-brasilia/

Runologia, Poemas Runicos e Oráculo

Bate-Papo Mayhem 131 – gravado dia 30/01/2021 (Sabado) Marcelo Del Debbio bate papo com Cussa Mitre – Runologia, Poemas Runicos e Oráculo

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

Siga a gente no Instagram: https://www.instagram.com/projetomayhem/

Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/runologia-poemas-runicos-e-or%C3%A1culo

Carl Jung e os Discos Voadores

Em sua vida  Carl Jung testemunhou duas guerras mundiais e boa parte da Guerra Fria. Foi neste período, particularmente após as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki que começaram a surgir pelo mundo milhares de casos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados.  Jung morreu em 1961, quatorze anos depois do Caso Roswell e exatamente no mesmo ano que  Betty e Barney Hill trouxeram ao mundo o primeiro relato de abdução alienígena. Não a toa os avistamentos de Discos Voadores sejam um tema que chamou bastante sua atenção em seu últimos anos de vida.

O famoso psiquiatra fez isso de forma bastante respeitosa para com o fenômeno OVNI. Atuou não do ponto de vista um ufologista que discute a veracidade dos relatos mas sim do ponto de vista psicológico que se interessa no que as pessoas descrevem e relatam com relação ao que chamou de uma verdadeira experiência mitológica moderna.

Foi com esta postura que em 1958 escreveu Discos Voadores: Um mito moderno sobre coisas vistas no céu, onde examina “não a realidade ou irrealidade” dos fenômenos titulares, mas seu “aspecto psíquico”,  e “o que pode significar que esses fenômenos, reais ou imaginários, sejam vistos em tal número neste dado momento” – a Guerra Fria – “quando a humanidade está ameaçada como nunca antes na história.” Foi o seu penúltimo livro a ser lançado, logo antes de “O Homem e Seus Símbolos” e como gostam de lembrar os teóricos da conspiração não consta em nenhuma das coleções póstumas de “Obras Completas”.

No livro, Jung compara os discos voadores com as mandalas, símbolo do universo e do eu. Os discos voadores são de outro mundo (o inconsciente) e é habitado por alienígenas (outros arquétipos). Desta forma ele destacou que pelo menos alguns dos avistamentos podem ser  “projeções”; ou seja, “manifestação de um fundo inconsciente”.

Ele conclui por meio de uma série de observações e raciocine-os que  o Fenômeno Ovni indica a incompatibilidade do homem moderno consigo mesmo e com o mundo e o desamparo que daí resulta. Cada avistamento é um chamado  urgentes das profundezas de nosso subconsciente para que resgatemos nossa conexão com o universo e como um apelo para salvarmos nossa individualidade da opressão social. Entretanto, após expor sua teoria , ele conclui de forma bastante honesta, reconhecendo que não está em condições de resolver o problema definitivamente.

Mas em 1957, um ano antes da publicação do livro Disco Voadores, o editor da New Republic, Gilbert A. Harrison, queria obter a perspectiva junguiana sobre OVNIs em sua revista:

No início desta postagem, você pode ver acima original da resposta de Jung à consulta de Harrison, cuja tradução segue:

“Caro Sr. Harrison,

O problema dos Ufos é, como você diz com razão, muito fascinante, mas é tão enigmático quanto fascinante; visto que, apesar de todas as observações que conheço, não há certeza sobre sua própria natureza. Por outro lado, existe um material avassalador que aponta para o seu aspecto lendário ou mitológico. Na verdade, o aspecto psicológico é tão impressionante, que quase devemos lamentar que os Ufos pareçam ser reais, afinal. Tenho acompanhado a literatura o máximo possível e me parece que algo foi visto e até confirmado por radar, mas ninguém sabe exatamente o que se vê. Em consideração ao aspecto psicológico do fenômeno, escrevi um livreto sobre ele, que logo será lançado. Também está em processo de tradução para o inglês. Infelizmente, estando ocupado com outras tarefas, não consigo atender sua proposta. Sendo já bastante velho, tenho que economizar minhas energias.

A carta é hoje um item de colecionador tanto entre entusiastas de Jung como de OVNIs e foi foi leiloada em quatro mil dólares. Jung, como você pode ver, tinha dois tipos de interesses  pelo assunto, não apenas considerando discos voadores um fenômeno social, mas também um fenômeno físico real.  Em uma entrevista para o Washington Post de 30 de julho de 1958 ele faz declarou sua posição: “No curso dos anos, eu reuni uma considerável massa de observações. Entretanto tudo que posso dizer é que estas coisas não são um mero rumor. Alguma coisa tem mesmo sida vista.”

Alberto Grosheniark

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carl-jung-e-os-discos-voadores/

Betty e Barney Hill, o primeiro caso de abdução alienigena

Existem diversos relatos de abduções alienígenas ao redor do mundo, hoje lidamos com essa situação insólita de maneira normal, virou senso comum não acreditar em tais histórias — que são taxadas como uma forma de ganhar atenção. Entretanto, em 1961, a mídia cobriu com fervor e eternizou o primeiro caso de sequestro extraterrestre, envolvendo o casal Betty e Barney Hill.

Luzes misteriosas

Na noite de 19 de setembro de 1961, por volta de 22h30, Barney e Betty Hill estavam voltando de férias para casa no estado de New Hampshire, Estados Unidos. Quando ao passar por uma área mais isolada notaram luzes misteriosas no céu. Inicialmente, Betty pensou que fosse uma estrela cadente, e Barney acreditou que se tratava apenas de um avião.

As luzes multicoloridas não cessavam e começaram a mover-se de maneira estranha. O casal continuou a observar os brilhos no céu, quando de repente algo chamou a atenção. O objeto mudou bruscamente de direção e desceu de encontro ao carro dos Hill.

Barney, que estava no volante, começou a ficar apreensivo e acelerou o veículo, as luzes continuavam a segui-los, por vezes mais perto, e outras, mais longe. Betty pediu ao marido que parasse o carro para que ela pudesse ver com seu binóculo o que estava acontecendo.

Ao olhar através da lente, a mulher não teve dúvidas de que era um disco voador. Ela viu uma nave com luzes coloridas ao redor. Barney pediu que a esposa voltasse para o carro e deu continuidade a viagem. A bizarra aeronave acompanhava-os de longe.

Abdução alienígena

Assustados, o casal parou o carro novamente, mas dessa vez quem saiu para checar a situação foi Barney. Com uma pistola, o homem apontou para o disco, que agora estava mais perto que nunca e podia ser perfeitamente observado: tinha forma de círculo e planava no ar. Hill conseguiu ver criaturas dentro da nave, e segundo ele, não eram humanas.

Barney correu de volta para o carro, sentindo um medo extremo, ele acreditava que os extraterrestres queriam levá-los. Com o carro em velocidade máxima, o casal começou a ouvir um som muito alto vindo da nave — que os perseguia pela estrada de New Hampshire.

A próxima memória de Betty e Barney Hill se deu duas horas depois, a cerca de 56 km do local de onde estavam pela última vez, fugindo do disco. Seguiram para casa com uma sensação de violação e ligaram para Força Aérea. Conversando com autoridades americanas o casal afirmou que não se lembravam de nada, apenas se recordavam de sentir um desconforto.

A hipnose

Dias depois os Hill procuraram o respeitado psiquiatra e neurologista Dr. Benjamin Simon, para realizar sessões de hipnose. Eles queriam entender o que tinha acontecido durante aquelas duas horas perdidas na madrugada do dia 19 para 20 de setembro.

Meses se passaram e o casal estava cada vez mais certo de que havia sido abduzido por seres de outro planeta. No relato da experiência extraplanetária, ambos descreveram as criaturas como pequenas e cinzas, e afirmaram que os ETs os colocaram em um estado de transe, no qual eles podiam compreender o que estava acontecendo em volta, mas não poderiam realizar qualquer movimento.

Ainda segundo a descrição obtida na hipnose, no experimento as roupas das vítimas foram retiradas, assim como amostras de cabelo, pele e unha. Muitas agulhas foram inseridas no corpo, como na cabeça, braços, pernas e costas e, em Betty, uma agulha de aproximadamente 15 cm foi injetada em sua barriga. Barney revelou que ficou fascinado pela arcada dentária dos alienígenas.

Pouco contato foi de fato feito entre os humanos e os extraterrestres. Assim como em outros casos de abdução, Betty contou que conversou com os ETs através de telepatia, ao falar que não sabia muito sobre a vida interestelar e perguntar para o líder de qual lugar do universo eles teriam vindo, em resposta ela teria ouvido uma voz dizer em sua mente: “Se você não sabe onde está, não faria sentido dizer de onde eu sou”.

Popularidade na mídia

O caso ganhou a atenção internacional, que não estava costumada com histórias semelhantes e relatou toda a saga do casal Hill. Enquanto alguns acreditavam no que era noticiado, outros afirmavam não passar de uma farsa para ganhar popularidade na mídia.

Em 1966, foi lançado o livro The Interrupted Journe, que conta a experiência dos americanos. Quase dez anos depois, em 1975, Richard A. Colla dirigiu uma adaptação televisiva, intitulada The UFO Incident, na qual os renomados atores James Earl Jones e Estelle Parsons interpretaram Barney e Betty.

Os americanos sempre mantiveram sua história e evitaram os holofotes. Barney morreu aos 46 anos, em 1969. Já Betty, morreu aos 85 anos, em 2004, e afirmou que continuou sendo visitada por extraterrestres

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/bettu-e-barney-hill-o-primeiro-caso-de-abducao-alienigena/