Mediunidade & Estados Alterados de Consciência na Prática Mágica – Com Leonardo Martins

Bate-Papo Mayhem 270 – Com Leonardo Martins – Mediunidade & Estados Alterados de Consciência na Prática Mágica

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/yxJoTU1MKfA

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

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Uma Visão Acadêmica sobre Thelema – Com Beatriz Parisi

Bate-Papo Mayhem 252 – Com Beatriz Parisi – Uma Visão Acadêmica sobre Thelema

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/XOrlTF6EvLE

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A Pirâmide do Faraó Del Debbio I

Eu tinha deixado este post em standby há uns meses, desde que fiz estes posts AQUI, AQUI, AQUI e AQUI sobre pirâmides, porque achei que era mais do que óbvio que a alegação de que dezenas de milhares de escravos seminús empurrando blocos de pedra de 70 toneladas na areia escaldante do deserto e ajustando-os com precisão milimétrica através de rampas miraculosas durante 3 meses por ano em menos de 20 anos fosse risível.

Hoje, o Tio Marcelo se autoproclama Faraó Del Debbio I e decide que vamos construir uma pirâmide aqui no Brasil, com tecnologia de 2008.

Este post será uma homenagem ao amigo Kentaro. Ele sempre traz informações técnicas muito interessantes desmistificando enigmas e ilusões, então hoje serei eu o cético e usarei apenas da matemática e da engenharia, sem nada de ocultismo, para estudar um dos maiores mitos da história.

Vamos deixar claro que eu não estou dizendo uma palavra a respeito de QUEM, COMO, QUANDO ou POR QUE elas foram construídas. Este post vai demonstrar apenas a titulo de curiosidade como se construiriam as piramides com tecnologia de 2008. E quanto tempo demoraria, ok?

Uma das vantagens de se estar ligado a tantas Ordens Iniciáticas é que o tio Marcelo consegue acesso fácil e rápido a praticamente qualquer empresa grande no Brasil e até mesmo em outros países com apenas alguns telefonemas e recebe carta branca para ficar fuçando e perguntando o que quiser lá dentro. Então poderemos pegar alguns orçamentos que normalmente o público não tem acesso. Outra facilidade é o fato de eu ser arquiteto, então estou acostumado com canteiros de obras e sei que tipo de questionamentos são relevantes para uma obra deste porte.

Em primeiro lugar, vamos às nossas hipóteses. A pirâmide de Gizé possui 230m de lado e 146m de altura quando foi construída. Suas paredes possuem inclinações precisas de 51º 51´14”. Seus blocos de pedra são encaixados milimetricamente, sem espaço para passar um mero pedaço de papel. Possuem câmaras e túneis de acesso que não foram escavados, mas sim deixados vazios durante o processo de construção (ou seja, foram planejados antes da construção) e que são elaborados com precisão absoluta. Sabe-se que as pirâmides foram construídas utilizando-se aproximadamente 80% de pedras de calcário rochoso, de pedreiras distantes cerca de 60-80km do Cairo, e que 20% de sua estrutura foi composta de pedras nobres, em especial o Alabastro e o Mármore Negro, trazidas da pedreira de Assuã, localizadas a cerca de 725km de Gizé, através do Nilo.

Cálculos Iniciais

Usando a fórmula do volume de uma pirâmide, temos (B x H )/3 = 2.556.850 m3 de pedra. Não estou levando em consideração as câmaras e túneis dentro da pirâmide, apenas o volume “bruto” dela para fins de orçamento aproximado. A maior parte do volume da pirâmide é construído com blocos inteiros de Calcário Rochoso. O calcário possui densidade 2,8, portanto, temos que o peso estimado de uma pirâmide é 7.159.150 toneladas, dos quais 1.431.830 toneladas (revestimentos e pedras nobres) vieram de Assuã de barco e 5.727.320 toneladas vieram de pedreiras próximas, localizadas a até 80km de distância. Destes blocos de calcário, cerca de 6% em peso é constituído de blocos de 70 toneladas (aproximadamente 5.000 blocos) e teremos de pensar em uma maneira de extraí-los e transportá-los da pedreira até nossa obra.

A primeira coisa que precisamos verificar são as pedreiras de calcário rochoso. Analisando algumas das maiores pedreiras de calcário do Brasil, consegui as seguintes informações: De acordo com a ABRACAL (Associação Brasileira de Produtores de Calcário), uma pedreira de 6 hectares produz cerca de 14.000 toneladas de blocos no tamanho adequado por ano.

Com dois telefonemas para alguns amigos que trabalham no Cairo, consegui a informação que as pedreiras que os “egípcios” utilizaram para obter os blocos (Toura e Maadi) não tinham mais do que 28 hectares somadas (e isso são pedreiras grandes, relativamente falando). Fazendo uma regra de 3 básica, temos uma produção de 65.000 toneladas por ano de blocos.

De posse destes dados, temos que apenas para extrair todas as pedras para montar a Pirâmide, utilizando-se de equipamentos de 2008, levaríamos 82 anos. Uma conta simples que já destrói completamente qualquer hipótese das pirâmides terem sido construídas em 20 anos…

Mas o faraó Del Debbio I tem pressa !!! Queremos construir a pirâmide no mesmo período de tempo alegado pelas lendas. Se um bando de egípcios seminús de 4.000 AC conseguiu, nós vamos conseguir também!

Procurando minas de calcário

Em 2000, a produção total de calcário no estado de São Paulo foi de 3.230.000 toneladas, dos quais apenas 16% nos tamanhos adequados para a construção dos blocos de 2,5 ton mínimos (pouco mais de 516.800 toneladas por ano). Vamos usar TODA a produção de calcário do estado de São Paulo para a construção da minha tumba.

Com TODA a produção de blocos de calcário do estado de São Paulo (que corresponde a cerca de 21% da produção total do Brasil) nas mãos do Faraó Del Debbio I, vamos recalcular o tempo para a construção da Pirâmide:

Com 1.416 toneladas de blocos por dia de produção, precisaremos de 11 anos (4.045 dias) para extrair tudo. Dane-se o estado de São Paulo, o Faraó Del Debbio tem pressa. Temos apenas 20 anos para construir as pirâmides!

Para nossas operações terrestres, usaremos o caminhão 31260E da Volkswagen, o maior e mais poderoso caminhão da linha comercial 2008, que é um dos mais modernos da frota brasileira, capaz de carregar até 31 toneladas por vez. Utilizando-se de guindastes mecanizados do tipo GR 9.000 da Rodomaq, conseguimos colocar um bloco de pedra de 2,5 toneladas dentro do caminhão e ajustá-lo em cerca de 10 minutos, de acordo com o engenheiro responsável.

Um caminhão 31260E carrega até 12 blocos de 2,5 toneladas de cada vez, o que demoraria 120 min para carregá-lo. Supondo uma estrada bem asfaltada, em uma velocidade segura, faríamos o trecho de 80 km em 1h30. Descarregando o caminhão no local da obra e retornando em segurança, todo o processo de ida e volta demoraria 7 horas.

Ao todo, teríamos de carregar 5.383.681 toneladas de pedras em blocos de até 12 toneladas usando nossos caminhões Volkswagen.

Fazendo a divisão de 5.383.681 toneladas por 30 toneladas, temos 179.456 viagens. Levando em conta nossa produção de 1.416 ton por dia, demoraríamos 3.802 dias para fazer todas as viagens (ou 10,5 anos). Para tanto, utilizaríamos uma frota de 30 caminhões (que trabalhariam 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem feriados ou pausas). Não há razão para usarmos mais caminhões, pois estes já estariam trabalhando no limite, já considerados 20% extras para eventuais falhas mecânicas (obrigado pessoal da Brasspress e RodoJumbo pelas informações).

Alguns engenheiros alegaram que estes caminhões trabalhando desta maneira selvagem não durariam 10 anos, então um deles pediu para que ficasse constando que a frota ideal total seria de cerca de 50-60 caminhões, sendo substituída ao longo do tempo.

Os outros 343.640 toneladas em blocos de 70 toneladas seriam um problema. A Granero e outras companhias de transporte que pesquisei carregam até no máximo 60 toneladas indivisíveis em seus veículos e os maiores caminhões da Volvo e Scania carregam apenas 50 toneladas… então teríamos de ir buscar outros caminhões especiais para isso.

Encontramos esta carreta, capaz de carregar até 470 toneladas, mas não achei o nome dela. Para sustentar essa estrutura, a carreta tem 266 pneus, além de outros 30 dos cavalos mecânicos. O veículo tem 93 metros de extensão, 8,70 metros de altura e anda a 5 km/h. Precisamos de uma autorização especial AET e cada viagem pode chegar a custar até R$ 100.000,00

http://www.youtube.com/watch?v=P89oZeuV1qU

Para carregá-la com os blocos de 70 toneladas (cabem 6 blocos por vez), demoramos cerca de 2h por bloco, ou seja, 12 horas para carregá-la, 16 horas para viajar (totalizando 56 horas por trajeto ida e volta) levando 420 toneladas. Para transportar 343.639 toneladas, precisaremos de 818 viagens, ou seja, 45.808 horas (5,2 anos).

Sabemos que as pedras maiores estão na base da pirâmide, então pelo menos os 5 primeiros anos serão destinados para as pedras de 70 toneladas, então talvez consigamos fazer um “estoque” de pedras de 12 toneladas e 2,5 toneladas para usar no futuro, aumentando assim nossa frota de caminhões 31260E nos primeiros anos e economizando pelo menos uns 3 anos do projeto. Por outro lado, não adianta carregarmos as pedras menores para a pirâmide pois isto atrapalharia o desembarque das supercarretas.

O preço dos materiais, pelas tabelas de 2007, são de aproximadamente 100,00 por tonelada de blocos de calcário e entre 250,00 a 400,00 a tonelada de mármore nobre e alabastro. Mas acho que por ser irmão maçom, eu teria direito a algum desconto. O total estimado, em material apenas, sairia na faixa de 4 bilhões de reais (1% do PIB do Brasil de 2007). Mas isto não inclui nem transporte e nem mão de obra!

Outro dos problemas é como fazer a terraplanagem do terreno. Consultei algumas das empresas de topografia de irmãos e descobri que conseguir um platô que fique PERFEITAMENTE NIVELADO sobre a areia de um deserto é uma tarefa impossível. Pior ainda se planejamos “empurrar” os blocos… o mero deslocamento das pedras já desnivelaria TODO o trabalho executado, e a areia deslocada nunca permitiria um encaixe tão perfeito dos blocos. Ao contrário do que as otoridades querem que vocês acreditem, não basta ir empilhando blocos de pedra sobre a areia, pois com o tempo, a areia cede e toda a estrutura afunda (por exemplo, a torre de Pisa, que nem em areia foi construída). Para se construir em cidades como Santos ou Las Vegas, é necessário consultar engenheiros navais e de estruturas, para indicar as compensações necessárias a serem feitas para se edificar sobre solo tão precário (e estou falando de prédios de 10, 12 andares… a pirâmide tem o equivalente a 49 andares). Em outras palavras, é necessário uma FUNDAÇÂO para manter toda esta estrutura firme (ainda mais que ela não se deslocou um milímetro em 12.500 anos… ops… 6.000 anos).

Muitos teóricos da conspiração (e eu não estou entre eles) afirmam que há uma pirâmide enterrada abaixo da pirâmide, de mesmo tamanho e voltada para baixo, formando um octaedro, para servir como fundação. Isso resolveria nosso problema, mas destruiria de uma vez por todas as teorias de tumba do Faraó e escravos egípcios empurrando blocos… pena que o governo egípcio proíbe qualquer tipo de pesquisa neste sentido, então nunca saberemos a verdade.

De qualquer maneira, os trabalhos de terraplanagem de uma área deste tamanho teriam de ser executados por alguma empresa do porte da Engepar especializada em barragens. O tempo estimado para deixar o terreno preparado para receber a pirâmide girou em torno de 6 meses a 1,5 anos, mas não tive garantias de inclinação de zero graus como na pirâmide. Eu deveria esperar algo em torno de 0,5º a 1,5º de inclinação.

Transporte por rios

Para nossas operações marítimas, vamos usar um dos maiores navios em operações aqui no Brasil, da Hamburg-Süd, chamado “Aliança Brasil PPSO”, com capacidade máxima de 1850 Teus (Teu é uma unidade de medida que representa containers com 20 pés, neste caso, carregados com 14 toneladas), que é um navio com 200m de comprimento, possui mais de 28.000 toneladas de deslocamento e velocidade de 20 nós. Este navio é tão grande que existem apenas 5 em operação neste volume no Porto de Santos (para ter uma idéia de comparação, as caravelas de Cabral carregavam 250 toneladas cada)

As docas do porto de Santos, o maior porto do Brasil, são capazes de carregar em média, 40 containers por hora (ao custo de 70 dolares por container). Um navio do porte do Aliança Brasil demoraria, então, 46 horas para carregar e 20 horas para viajar (em um total de 132 horas entre carregar, viajar, descarregar e voltar). Isso, claro, contando que tivessemos dois portos do tamanho de Santos à nossa disposição.

Carregar 1.431.830 toneladas usando este navio demoraria 55 viagens, ou aproximadamente 310 dias. Menos de um ano. Esta seria a parte mais fácil do projeto.

Faltou um último detalhe. Os blocos das pedreiras são escavados com erro de até 3% em tamanho. Os blocos das pirâmides são PERFEITOS em suas medidas. Eu reclamei com o engenheiro chefe e ele me disse que é possível contratar especialistas para recortar no canteiro da obra com precisão milimétrica, mas este trabalho poderia demorar até cerca de 3 a 12 horas por bloco, para ficar da maneira 100% perfeita que as pirâmides exigem.

Contas rápidas levam ao nosso conhecimento que, para lapidar os cerca de 260.000 blocos das paredes externas, câmaras e túneis, seriam necessários aproximadamente 2.600.000 horas. Com uma equipe de 500 especialistas (ou seja, praticamente todos os especialistas brasileiros), conseguiríamos fazer todo este trabalho em cerca de um ano inteiro. Certamente o faraó Queops tinha especialistas muito melhores que os formados pelo SENAC.

Resolvida a logística de escavações e transporte, vamos colocar os blocos uns sobre os outros:

Precisamos levar todos estes blocos de 70 toneladas, 12 toneladas e 2,5 toneladas até a sua posição na Pirâmide. Sabemos que ela possuía 146m de altura. A hipótese de rampas é ridícula, pois não podemos construir rampas com inclinação maior do que 10%, o que significa que as rampas quando estivéssemos no topo da pirâmide teriam 1,5 quilômetros de comprimento… Uma rampa destas teria 5m x 145m x 1.450m, ou seja, 525.625 metros cúbicos de areia, suficiente para encher 6 maracanãs até a boca de areia. Algum de vocês já foi a um estádio de futebol para ter uma noção de quanta areia é isso?

A maior escavadeira do mundo, a Bagger 288, consegue movimentar 76.445 m3 por dia. Este monstro demoraria uma SEMANA para construir uma rampa como a descrita acima. Supondo, claro, que milagrosamente toda a terra movimentada chegasse ao formato desejado da rampa em um passe de mágica.

Vamos usar guindastes e gruas!

Podemos construir rampas de acesso metálicas para caminhões nos primeiros estágios da pirâmide. Mas com o tempo, eles se tornariam complicados. No primeiro andar, teríamos algo em torno de 53.000 m2 (230×230) para manobrar os caminhões e guindastes GR 9.000, mas certamente precisaríamos usar guindastes para posicionar os blocos da base.

Para posicionar os blocos gigantes de 70 toneladas, usaremos guindastes da Demac ou Lorain (aluguel de 250,00 por hora). Posicionar um bloco de 70 toneladas em um canteiro de obras demora cerca de 2 horas, mas o engenheiro me disse que há erro de até 5% da maneira que escolhi. Podemos medir com sensores de laser (semelhante ao que usam no metrô para alinhar os túneis) mas que mesmo assim o balanço dos guindastes poderia tirar os blocos do prumo. Sugerimos empurrar com um trator, mas a maioria dos tratores empurra até 30 ou 40 toneladas no máximo. Sugeri usarmos nossos peões de obra para empurrar. “Se o faraó conseguiu, eu também consigo” – pensei. E o engenheiro riu na minha cara. Totalmente impraticável.

Pessoas empurrando blocos de pedra na areia fariam no máximo com que elas mesmas afundassem quando começassem a puxar ou empurrar os blocos, sem que ele se movimente. Se usarem troncos para “rolar” as pedras, precisariam pensar em uma maneira de RETIRAR estes troncos debaixo das pedras (embora nenhum botânico que eu contatei conseguisse me indicar uma palmeira que agüentasse 70 toneladas de pressão).

Só para não parecer que eu estou exagerando… 70 toneladas é o peso de 70 fuscas, compactados em um bloco de aproximadamente 2 x 2,5 x 5 m. Se imaginarmos escravos MUITO fortes e marombados, capazes de puxar 200kg cada um, precisaríamos de 350 escravos para puxar cada um destes 5.000 blocos. E estamos falando de PUXAR, porque empurrar é impossível… vamos empilhar 350 homens uns sobre os outros… a última vez que eu verifiquei, dois corpos não ocupavam o mesmo lugar no Plano Material. Então como ajustar a posição milimétrica dos blocos sem empurrá-los?

O segundo problema de empurrar é que isso poderia arrebentar o piso e a terraplanagem. Decidi não me preocupar com estes problemas mundanos e ignorar isto. Concretando o primeiro andar da pirâmide, teríamos uma base forte (desde que ela não cedesse) para continuar subindo.

Resolvido as primeiras etapas da pirâmide, usaremos, então, o modelo de guindaste MC310K12, um dos maiores guindastes em uso aqui no Brasil, para elevar os blocos de 12 e 2,5 toneladas. Ele eleva 12 ton a uma altura de 57,50m, com uma lança de 70m. Com ele, conseguiremos construir até cerca de 50m de altura… só faltam 100m para chegar ao topo.

Neste ponto do percurso, temos um problema, chamado Câmara dos Reis. Há dentro dela uma pedra única de 50 toneladas, de mármore negro vindo de Assuã. Como nenhum guindaste chegaria até a posição onde ela está e as rampas de areia são impraticáveis, optamos por usar um helicóptero militar, mas infelizmente, o maior helicóptero brasileiro, o Baikal, carrega miseráveis 4 toneladas. Mesmo o Mi-26, o maior helicóptero de carga russo, segundo a WFF, carrega apenas 20 toneladas. O maior helicóptero americano carrega 9 toneladas (confesso que isso foi uma surpresa, eu achava que helicopteros carregassem mais peso). Então abandonamos os helicópteros… e aquela história das Pipas do Kentaro levando 11 toneladas me parece cada vez mais história para cético dormir…

Sem helicópteros, tivemos de construir uma rampa, usando estruturas metálicas extra-resistentes combinada com um guindaste na ponta para içar a pedra. Tempo estimado de operação: duas semanas.

Espero que dessa vez eu lembre de colocar um sarcófago DO TAMANHO CERTO, já que o de Quéops é menor do que deveria ser… faraó burro!

Também descobri que existe uma grua nova na Espanha chamada Potain MD1400, a maior grua em atividade na Europa, capaz de elevar pesos a até 200m de altura, flecha de 50m e 30 toneladas de carga. Deve dar, embora a flecha desta grua não é suficiente para chegar no centro da pirâmide, o que força nossos homens a montarem esquemas de cordas para direcionar e posicionar as pedras do Topo.

Pyramidion

Fica faltando uma última pedra, uma réplica da pirâmide com 9m de altura esculpida em uma única peça de mármore negro, chamada Pyramidion, pesando entre 6 e 7 toneladas. Com a grua espanhola, podemos fazer este trabalho sem grandes complicações de engenharia.

Claro que os prazos que eu forneci nesta coluna são para cada uma das etapas separadamente. Quando construirmos a pirâmide, estas etapas terão de entrar dentro de um cronograma de logística: enquanto as pedras são cortadas e transportadas, outros engenheiros e peões estarão responsáveis pela colocação delas no canteiro de obras. Trabalhando sem parar 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem feriados nem descansos (segundo os textos usados como base, os “egipcios” trabalhavam apenas 3 meses por ano), estimamos a construção da Pirâmide com tecnologia de 2008 em cerca de 13 a 14 anos (tabalhando sem parar 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano), a um custo que pode chegar fácil a 18 bilhões de reais. E, como eu sou uma das dez pessoas mais modestas do Planeta (e a modéstia me impede de dizer em qual posição eu estou), terei todo este trabalho e NÃO VOU COLOCAR O MEU NOME EM LUGAR NENHUM da pirâmide.

Faltou lembrar que todo este trabalho é para apenas UMA pirâmide, quando na verdade, o conjunto possui TRÊS pirâmides (então teríamos de multiplicar todo este trabalho por três… ). Eu sempre soube que a história de escravos empurrando pedras era ridícula, mas agradeço ao Mori pelo texto dele das pipas, que me fez ir atrás de empresas de engenharia para ver o quanto, na verdade, é IMPRATICAVEL a teoria dos escravos da tumba do faraó. As pessoas acreditam nela simplesmente porque as otoridades disseram e porque nunca ninguém foi atrás de ver as dimensões envolvidas. De qualquer maneira, fica demonstrado a impossibilidade de cumprir estas metas no prazo e condições descritas pelas otoridades.

Agora… quem construiu as pirâmides e como, ninguém sabe ao certo… mas definitivamente não foram escravos seminús arrastando blocos de pedras rampa acima no deserto ou empinando pipas.

#Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-pir%C3%A2mide-do-fara%C3%B3-del-debbio-i-1

Quem é quem na Távola Redonda

Publicado no S&H dia07/05/09.

Qualquer um que extrair
esta espada desta pedra
será o rei da Inglaterra
por direito de nascimento

Falar ou escrever com propriedade e fidedignidade sobre o Rei Arthur é uma tarefa muito difícil, porque simplesmente não existe nada historicamente confiável. Aliás, “Arthur” é um herói que nem consta das linhas do tempo nos sites de história ortodoxa. Para suprir esse vazio, abundam as tradições dos antigos trovadores e novelistas que iam de burgo em burgo cantando as proezas heróicas de um grande guerreiro que unificou as tribos bretãs e expulsou os invasores normandos e saxões provenientes do continente europeu no século V de nossa era cristã.

Também se pode dizer que as lendas arthurianas serviram de inspiração para outras versões heróicas posteriores, como a de Carlos Magno e seus cavaleiros (século IX). E, da mescla de tudo que se cantou (e os heróis realizaram) nos primeiros dez séculos depois de Cristo, surgiram as versões que hoje são conhecidas (portanto, bem distantes dos acontecimentos reais).
Começarei pelos 12 Cavaleiros mais conhecidos: Kay, Lancelot, Gaheris, Bedivere, Lamorak de Galis, Gawain, Galahad, Tristão, Gareth, Percival, Boors e Geraint. Com Arthur, formam os 12 apóstolos e o Rei, onde o mais fiel de todos os cavaleiros é justamente o que trai Arthur. Já ouviu esta lenda em algum outro lugar?

Lancelot
Vou começar pelo mais importante e mais controverso de todos: Lancelot Du Lac.
Ele é mais conhecido hoje em dia por ter chifrado o Rei Arthur do que pelo seu papel na busca pelo Santo Graal. A vida de Lancelot é contada em diversos romances medievais, geralmente como um personagem secundário. Sua primeira aparição “séria” ocorre no texto “Le Chevalier de La charette””, de Chretien de Troyes, datado do século XII., mas foi durante o século XIII que ele se torna realmente conhecido nas cortes européias, no ciclo chamado “Vulgata”, nas “Prosas de Lancelot”. O texto pode ser encontrado AQUI (em francês).

As origens literárias de Lancelot são um tanto quanto obscuras. Antes de sua aparição nos poemas de Chrétien de Troyes, Lancelot é praticamente um ilustre desconhecido. O erudito Roger Sherman Loomis sugere que Lancelot esteja relacionado ao herói Llwch Llenlleawg de Galês (“Llwch da mão impressionante”) do ciclo Culhwch e de Olwen.

No poema “Erec e Enide” de Chrétien, o Lancelot conhecido aparece como o terceiro personagem em uma lista de cavaleiros na corte do rei Arthur. O fato de que o nome de Lancelot segue Gawain e Erec indica a importância presumida do cavaleiro na corte, mesmo que não figure proeminente no conto de Chrétien. Lancelot reaparece em “Cligès”, também de Chrétien. Aqui, Lancelot toma um papel mais importante como um dos cavaleiros que Cligès deve superar em sua procura.
Não é até o “Le Chevalier de La charette”, entretanto, que Lancelot torna-se o protagonista. Neste texto, é apresentado como o cavaleiro o mais formidável na corte do rei Arthur. Seu relacionamento adúltero com a rainha é introduzido igualmente neste conto pela primeira vez. De acordo com Pamela Raabe, no trabalho de Chrétien de Troyes, Lancelot está retratado enquanto não somente o mais justo e perfeito dos cavaleiros, mas todos os que o encontram também o descrevem como excepcionalmente perfeito. O problema é que os críticos foram incapazes de conciliar seu “estado de santidade” com seu adultério óbvio com Guinevere. Como pode a consumação dos amantes ser considerada “um caso santificado” quando for igualmente adúltero?
Embora Lancelot seja associado mais tarde com a procura do Graal, Chrétien não o inclui no seu romance final, Le conte du graal. Nesta história, que introduz a alegoria do Graal na literatura medieval, Percival é o único buscador do graal. A participação de Lancelot na lenda do Graal é publicada primeiramente no poema Perlesvaus escrito entre 1200 e 1210.

Galahad
Galahad (também conhecido por Galaaz ou Gwalchavad), é filho de Lancelot com a princesa Helena, filha do Rei Pelles (o “Rei Pescador”). Como Lancelot havia feito um juramento de não amar nenhuma mulher a não ser Guinevere, Helena usa magia para enganar Lancelot, fazendo-o levar a crer que ela era Guinevere. Eles dormem juntos mas, ao descobrir o que aconteceu, Lancelot deixa Helena e volta para a Corte do Rei Arthur. Galahad é, então, entregue aos cuidados de uma sua tia, abadessa de um convento, e ali criado. É interessante notar que “Galahad” era também o nome original de Lancelot, mas é-lhe alterado em criança, pois Merlin profetiza que o seu filho irá ultrapassar o seu pai em valor e terá sucesso na demanda do Graal.

Ao chegar à vida adulta, Galahad reune-se ao seu pai, que o inicia como cavaleiro. É, então, trazido para a Corte do Rei Arthur em Camelot durante a festa de Pentecostes. Sem ter conhecimento do perigo em que se estava a meter, Galahad dirige-se para a Távola Redonda e senta-se na cadeira proibida. Este lugar tinha sido sempre mantido vago para a única pessoa que conseguisse alcançar o sucesso na Busca pelo Santo Graal. Qualquer outra pessoa que aí se sentasse teria morte imediata. Galahad sobrevive ao evento testemunhado por Arhtur e pelos seus cavaleiros. O Rei faz um outro teste, solicitando-lhe que arrancasse uma espada cravada numa rocha, teste que ele passa com facilidade (interessante teste iniciático, certo?).
O Rei Arthur proclama então Galahad como o melhor cavaleiro do mundo. Ele é, então, convidado a juntar-se à Ordem da Távola Redonda e, depois de uma visão do Graal, lança-se na sua busca.
O incrível poder e sorte de Galahad na Busca pelo Graal são sempre atribuídos à sua piedade. De acordo com a lenda, só os cavaleiros puros conseguirão alcançar o Graal. Galahad parece levar uma vida totalmente sem pecado e, como resultado, vive e pensa num nível totalmente à parte dos outros cavaleiro da lenda.
Talvez devido à sua natureza totalmente pura, Galahad parece quase sobre-humano. Ele derrota os cavaleiros rivais aparentemente sem esforço, praticamente não lhes fala e leva os seus companheiros ao Graal com uma determinação indestrutível. Assim, dos três que terminam a demanda (Boors, Percival e o próprio Galahad), ele é o único que realmente o alcança. Quando o faz, Galahad é levado para os Céus, tal como os Patriarcas Bíblicos Enoque e o profeta Elias, deixando os seus companheiros para trás.

Percival
Existem numerosas versões sobre a origem de Percival. Na maioria das histórias ele é de origem nobre, sendo filho de Pellinor, cavaleiro valoroso e rei de Listenois. A sua mãe, habitualmente anônima, desempenha um papel importante na história. Ela vai viver para uma floresta isolada, para impedir o filho de se tornar cavaleiro. A sua irmã, portadora do Santo Graal é chamada Dandrane. Nas versões da história em que Percival é filho de Pellinor, os seus irmãos são Tor, Agloval, Lamorat e Dornar.
Depois da morte do pai de Percival, a sua mãe o leva para o isolamento da floresta, fazendo com que ele ignore, até aos quinze anos, como se comportam os homens. Um dia, ao treinar com sua espada na floresta, o jovem Percival encontra cinco cavaleiros com armaduras tão brilhantes que os toma por anjos. Após ter vislumbrado esta cena, adquire o desejo de se tornar, ele próprio, um cavaleiro, e dirige-se à corte do Rei Arthur. Aí, depois de se ter revelado um excelente guerreiro, é convidado a juntar-se aos Cavaleiros da Távola Redonda.

Nos contos mais antigos, Percival participa na busca do Santo Graal. Na versão de Chrétien de Troyes ele encontra o Rei Pescador ferido e observa o Graal, mas abstém-se de pôr a questão que iria trazer a cura do soberano. Apercebendo-se do seu erro ele esforça-se por voltar ao Castelo do Graal e terminar a sua busca.
As histórias posteriores fazem de Galahad, filho de Lancelot, o verdadeiro herói do Santo Graal. Mas mesmo que o seu papel tenha sido diminuído, Percival mantém-se como uma importante personagem e é um dos dois cavaleiros (juntamente com Boors) que acompanha Galahad ao castelo do Graal, terminado com ele a sua demanda.
Nas versões primitivas da história, a amada de Percival é Blanchefleur e ele torna-se rei de Corbenic, depois de ter curado o Rei Pescador. Já nas versões posteriores, ele mantém-se virgem e morre depois de ter encontrado o Graal. Na versão de Wolfram von Eschenbach o filho de Percival é Lohengrin, o Cavaleiro do Cisne.

Kay
Kay está sempre presente a literatura Arthuriana, mas raramente passa algo além do que ser um fanfarrão aos outros personagens. Embora ele manipule o rei para seus propósitos, sua lealdade a Arthur não é questionada. No “Ciclo Vulgate”, “Pós-Vulgate” e “Le Morte d’Arthur” de Malory, o pai de Kay, Heitor adota o pequeno Arthur após Merlin tomá-lo de seus pais, Uther e Igraine.
Heitor os cria como irmãos, mas a descendência de Arthur é revelada quando retira a Espada da Pedra em um torneio em Londres. Arthur servia como escudeiro a Kay, recém nomeado como cavaleiro, quando perdeu a espada de seu irmão e usa a Espada da Pedra para substituí-la. Kay, com seu oportunismo característico, tenta chamar para si o feito de retirar a espada da pedra, fazendo-se o Rei dos Bretões, porém cede e admite que fôra Arthur quem havia retirado a espada. Kay acaba se tornando um dos primeiros cavaleiros da Távola Redonda e serve seu irmão adotivo como escudeiro pelo resto da vida.
O pai de Kay é chamado de Heitor na literatura recente, mas nos contos galeses é nomeado como Cynyr Fork-Beard. Chrétien de Troyes menciona que tinha um filho chamado Gronosis, que era versado no mal, enquanto que o galês o dá um filho e uma filha chamados Garanwyn e Celemon. Romances raramene surgem na vida amorosa de Kay com uma exceção de Girart d’Amiens’ Escanor, que detalha seu amor por Andrivete de Northumbria, em que deve defendê-la das maquinações políticas do tio dela antes que casem.

Gawain
Gawain é muitas vezes descrito como sendo sobrinho do rei Arthur, filho de Morgause e irmão de Gaheris, Gareth, Agravaine e Mordred. Possuía um comportamento muito irritadiço, como pode-se constatar em Layamon, quando Arthur descobre a traição de Lancelot e Guinevere, Gawain declara que vai enforcar Mordred com suas próprias mãos e que Guinevere deve ser despedaçada por cavalos selvagens. Outra passagem, descrita por Thomas Malory, onde se pode visualizar o caráter vingativo de Gawain, é mostrada quando do cerco ao castelo de Lancelot. Lancelot, que durante a fuga com a rainha mata os irmãos de Gawain, Gaheris e Gareth, afirma que a acusação de traição contra ele é falsa e que o julgamento por combate havia mostrado que ele estava certo. Arthur poderia até perdoá-lo, mas Gawain não deixa que isso ocorra. O clímax da história é a luta entre Gawain e Lancelot.
Gawain tem uma peculiaridade que lhe permite ganhar força física no período que vai das nove da manhã até ao meio-dia. Malory diz que isso era um presente de um homem santo, mas é claro que, originalmente, Gawain era a representação de um adorador do deus-sol e Lancelot representa o cristianismo. Lancelot simplesmente resiste nas horas de força de Gawain e, quando elas declinam, lança-o à terra. Por duas vezes essa luta sobrenatural acontece e a cada vez que Gawain é jogado no chão, chama Lancelot para continuar a luta. Lancelot responde que quer lutar com ele de novo, mas só quando estiver de pé.
O conto mais famoso de Gawain, no entanto, é intitulado “Sir Gawain and the Green Knight” (Sir Gawain e o Cavaleiro Verde), escrito por volta do ano 1400. No dia do Ano-Novo, quando o rei, a rainha e a corte estão reunidos para um jantar, um cavaleiro de tamanho incomum entra no casarão com seu cavalo. Pede que algum cavaleiro ali presente lhe dê um golpe no pescoço com o machado que ele carrega e que, no próximo Ano-Novo, o oponente esteja na Capela Verde para receber, por sua vez, o seu golpe. O cavaleiro e suas roupas, assim como seu cavalo, os trajes e os arreios, tudo era verde. O ouro e o aço estavam manchados de verde, os arreios reluziam e cintilavam com pedras verdes e filetes de ouro estavam entrelaçados na crina verde do cavalo. Arthur imediatamente se oferece para o desafio do cavaleiro, mas Gawain se interpõe e o toma para si. Com um golpe de machado, decepa a cabeça do cavaleiro que rola pelo chão, espalhando sangue na carne verde. O cavaleiro verde recolhe a cabeça. Levanta as pálpebras, olha vivamente e então encarrega Gawain de encontrá-lo naquele dia, após um ano, na Capela Verde. Segurando a cabeça pelos cabelos verdes, monta em seu cavalo e deixa o casarão. Creepy, ne?
Um ano depois, para manter a palavra, Gawain chega ao castelo de Bertilak, anfitrião cordial e generoso que, por ter cor normal, não é reconhecido como sendo o cavaleiro verde. Gawain chega ao castelo em completo estado de exaustão. Recebido com hospitalidade, envolvido em um manto de arminhos enfileirados, é convidado a sentar ao lado de uma lareira com brasas de carvão. Quando Sir Bertilak retorna ao seu castelo, depois da caça, recebe o hóspede com muita cortesia e combina com ele que daria o produto de sua caça a Gawain todo dia e, em troca, Gawain lhe daria algo que tivesse recebido no castelo.
Durante a sua estada no castelo, Gawain recebe de manhã, antes de sair da cama, a visita da bela mulher de Bertilak, se vendo obrigado a resistir às suas investidas. Por dois dias assim o faz, aceitando somente beijos que, à noite, transmite a Sir Bertilak em troca da caça. Na terceira manhã, porém, a senhora oferece-lhe um cordão verde que o protegerá de qualquer ferimento, o medo de sua provação faz com que o aceite, mas esconde o fato de seu anfitrião. Quando chega o dia do Ano Novo, para honrar seu compromisso, ele sai em busca da Capela Verde. Achando o local, o Cavaleiro Verde aparece para devolver o golpe de Gawain. Se ele não tivesse aceitado o cordão verde, o machado teria caído sobre ele inofensivamente, mas, como isso não aconteceu, o machado esfola sua pele e seu sangue jorra. Agora revela-se que o Cavaleiro Verde é o próprio Bertilak, que havia sido enfeitiçado pela irmã de Arthur, a fada Morgana. Depois de trocarem muitas cortesias, Gawain parte e retorna à corte de Arthur, a quem confessa sua pequenez por ter aceitado o cordão.
Claro que, contando assim, parece um poema maluco, mas ele faz todo o sentido simbolicamente, onde retrata o “Green Man”, sacerdotes dos cultos osirianos e celtas, e Gawain representa o cristianismo. O Cavaleiro Verde também pode ser uma referência a Al-Khidr, um obscuro personagem que aparece no Corão, testando o profeta Moisés.

Boors, o Exilado
Boors, o Jovem (posteriormente também conhecido por Boors, O Exilado, ou ainda, Boors, O Destemido) é mais conhecido que seu pai (que possui o mesmo nome, Boors) nas histórias do Ciclo Arthuriano. Ele e seu irmão Leonel vivem durante vários anos na corte do rei Claudas, mas acabam por se rebelar contra ele e chegam a matar o seu cruel filho Dorin. Antes de Claudas ter tempo de retaliar, os rapazes são resgatados por um servo da Senhora do Lago e são levados para serem criados junto ao seu primo Lancelot.
Os três crescem e tornam-se excelentes cavaleiros, indo para Camelot para se juntarem à corte do Rei Arthur. Boors é identificável por uma cicatriz na testa e participa na maioria dos conflitos de Arthur, incluindo a batalha final contra Claudas que liberta o país do seu pai. Boors havia feito o voto de castidade, mas acaba se tornando pai de Elian quando Brandegoris, a filha de Arthur (nesse ciclo de contos), o consegue levar a dormir com ela, através de um anel mágico. Mais tarde, leva o seu filho a entrar na Távola Redonda.
Boors é sempre retratado como um dos melhores da Távola Redonda, mas a sua glória vem da Demanda do Santo Graal, na qual ele prova ter o valor suficiente, juntamente com Galahad e Percival, para alcançar e testemunhar os mistérios do Graal.
Vários episódios demonstram o seu carácter virtuoso. Num deles, uma dama aproxima-se de Boors, ameaçando-o de se suicidar se ele não dormisse com ela. Ele se recusa, porém, a quebrar o seu voto de celibato. Perante a sua recusa, a dama e as suas aias ameaçam atirar-se do alto das muralhas do castelo e, ao caírem, revelam-se demônios disfarçados que tentavam aproveitar-se da compaixão de Boors.

Tal como o resto da sua família, Bors junta-se a Lancelot no exílio, depois do seu caso amoroso com Guinevere ser revelado, e salva a rainha de ser executada no cadafalso. Ele acaba se tornando um dos conselheiros de maior confiança de Lancelot na sua guerra contra Arthur, tornando-se o governante dos antigos reinos de Claudas. Quando Arthur e Gawain têm que regressar à Bretanha para combater o usurpador Mordred, Gawain envia uma carta a Lancelot pedindo-lhe auxílio. Lancelot chega para dominar o resto da rebelião liderada pelos filhos de Mordred, mas Leonel é morto por um deles e, dessa forma, Boors vai então vingar a morte do irmão.
Boors, Galahad e Percival vão em busca do Santo Graal, conseguindo alcançá-lo. Então acompanham-no a Sarras, uma ilha mítica no Médio Oriente. Tanto Galahd como Percival morrem enquanto lá se encontram, sendo Boors o único a regressar.
Do nome Sarras originou-se o termo SARRACENOS.

#ReiArthur

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/quem-%C3%A9-quem-na-t%C3%A1vola-redonda

Cursos de Setembro/2008 – Update

Este é um post sobre Cursos já ministrados e que podem ser adquiridos a qualquer momento!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Hermetismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Seguem as datas dos cursos de Setembro, em São Paulo:

21/09 – Kabbalah

27/09 – Tarot (Arcanos Maiores)

28/09 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual

Informações no email: marcelo@daemon.com.br

Para ver as Palestras abertas ao público, continue lendo este artigo:

Palestras:

As palestras são todas gratuitas e abertas ao público leigo.

Se for algo diferente disso, eu deixarei avisado!

Conforme prometido, segue o endereço da Palestra em Campinas:

ASTROLOGIA HERMÉTICA

Data: 19 de Setembro, 20h

PALESTRANTE: Marcelo Del Debbio

LOCAL: Loja Maçônica “Trabalho e Silêncio”

Av. da Saudade, 1289 – Bairro Ponte Preta, Campinas, SP

Telefone: (19) 3231-4184

Palestras abertas em São Paulo:

TEMPLÁRIOS E CÁTAROS

Data:13 de Setembro – 16H

PALESTRANTE: João Miguel Matos Nogueira e Alexandre Ullmann

LOCAL: LOJA ROSACRUZ SÃO PAULO

Endereço: Rua Borges Lagoa, 1345 – Vila Clementino

OS FUNDAMENTOS CABALÍSTICOS DO MARTINISMO

Data: 20 setembro – 14h00

PALESTRANTE: Marcos Rogério Chaves da Silva

LOCAL: HEPTADA MARTINISTA SÃO PAULO

Endereço:Rua Antonio de Godoy, 88 – 5º andar -Centro

Precisa confirmar presença pelo telefone: (011) 3362-2481

PREVISÕES ASTROLÓGICAS

Data: 20 de setembro – 18h

PALESTRANTE: Marcio Cassoni

LOCAL: LOJA ROSACRUZ SANTANA

Endereço:Rua Antonio dos Santos Neto, 129 – Carandiru.

A CABALA MEDIEVAL

Data: 20 de Setembro – 16h00

Palestrante:João Miguel Matos Nogueira e Alexandre Ullmann

LOCAL: LOJA ROSACRUZ SÃO PAULO

Endereço: Rua Borges Lagoa, 1345 – Vila Clementino

A BUSCA DO GRAAL

Data: 27 setembro – 17h

Palestrantes: Fabio Mendia e Cecilia Mendia

LOCAL: LOJA ROSACRUZ SÃO PAULO

Endereço: Rua Borges Lagoa, 1345 – Vila Clementino

INTUIÇÃO: A INTELIGÊNCIA DO CORAÇÃO

Data: 28 setembro – 14h

Palestrante: Mercedes Accorsi

LOCAL: LOJA ROSACRUZ LAPA

Endereço: Largo da Lapa, 178 – Lapa de baixo.

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-setembro-2008-update

ONA – Ordem dos Nove Ângulos

Muita gente escreve no Facebook perguntando a respeito de uma suposta “ordem satânica” chamada ONA e como fazer parte desta super-duper-satânica organização. São conhecidos como “ONAnistas de Facebook”

A Order of Nine Angles (ou Ordem dos Nove Ângulos – ONA) realmente existe e é uma organização secreta tosca satanista muito pequena, formada inicialmente no Reino Unido, tendo aparecido ao publico em geral nos anos de 1980 e 1990, depois de ter sido citada no livro “Black Sun – Aryan Cults” de Richard Goodrich-clark, como uma pequena ordem neonazista inglesa.

A história divulgada conta que A Ordem dos Nove Ângulos foi originalmente formada na Inglaterra em 1960, com a fusão de três templos neopagãos chamados Camlad, The Noctulians, e o Temple of the Sun, que alegadamente “podiam traçar suas origens até 4.000 AC” mas nenhuma evidência ou prova que isso seja remotamente verdade foi apresentada até hoje. Basicamente uma bullshit para impressionar novatos de internets.

Seu fundador, David Myatt [nascido em 1950] expandiu-se em grupos sediados nos Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, Rússia e países da Europa ocidental. Naquela época, Myaat, muito jovem, estava envolvido com o movimento neo-nazista inglês. Para você que prestou atenção, verá que Myatt teria apenas por volta de DEZ ANOS quando começou a participar da tal ordem… muito suspeito ele ser um dos “ciradores” dela… não foi um erro do texto não, essa informação eu achei em diversas fontes “oficiais” da ONA.

A grande sacada (e sorte) da ONA foi o início da internets. No final da década de 90, junto com os primórdios da internets, quando as pessoas acreditavam que tudo o que estava na internet era verdade, apareceu o livro NAOS… espalhado como “um super duper livro de poderes satânicos disponíveis a qualquer idiota, supostamente vazado de uma grande ordem satanicas super-duper-secreta de 4.000 anos chamada ONA”… Seems legit!

O livro trazia um monte de sigilos de eguns e maneiras de você cortar seu dedo e dedicar sua alma ao “Caminho Sinistro”, do autor Anton Long (outro pseudônimo de David Myatt). Muita gente caiu no engodo.

O autor Nick Ryan, caçador de neo-nazistas, afirmou que Myatt viveu na década de 1990 em uma chácara, em Shropshire, com Christos Beest, que havia dado várias entrevistas em nome da ONA e feito uma gravação ao vivo da The Self-Immolation Rite que foi incluída no Vol. 2 N. 3 do zine Fenrir. Junto com Christos Beest publicaram alguns livros e o famigerado “Tarot Sinistro”. Vasculhei alguns fóruns satanicos na deepweb e o que achamos sobre ele foi o seguinte:

Never happy with publicity, and increasingly concentrating on his Art, he withdrew from both the Occult, and right-wing politics, in late 1999 ce, and began pursuing his own spiritual and religious endeavors, which saw him move toward, and eventually embrace, cristianity and in particular catholicism. Thus did he not only not progress beyond Internal Adept, he also renounced his sinister quest and his former political views…..”

Ou seja, Christos Beest, AKA Richard Moult participou da ONA de 1989 a 1990, publicou textos satanicos e esteve envolvido com o movimento neo-nazista inglês. A partir de 1999, ele se afastou cada vez mais da organização até se tornar CRISTÃO CATÓLICO (facepalm!). Quem quiser conhecer a arte do Richard Moult pode acessar seu blog AQUI. Hoje ele renega todo o seu passado, apesar dos ONAnistas falarem dele nos foruns como se fosse um camarada ativista!

Para mim, qualquer pessoa que queira instalar algo chamado “Império Galático” deve ter recebido muito Bullying na escola… eu ia zoar, mas pode ser doença… Seria o “Império Galático” inimigo da “Frota Estelar” de Ashtar Sheron? no NAOS ele faz uma mistureba planetária digna da Grande Fraternidade do Raio Violeta. Cartas à redação…

Convertido ao Islã em 1998, hoje, Mayaat é um ex-neo-nazista-muçulmano, trocou de nome e chama-se Abdul-Aziz ibn Myatt e continua sua pregação anti-judaica disfarçado em vários pseudônimos.

Objetivos da ONA:

“A Ordem postula o Satanismo como uma busca altamente individualizada que visa criar a excelência pessoal e a sabedoria, pela busca de desafios que permitam uma pessoa transcender seus limites físicos e mentais. Ela foi criada para envolver a árdua conquista de auto-domínio e auto-superação nietzschiana., com ênfase no crescimento individual através de atos práticos de risco, destreza e resistência. Os ritos de passagem, muitas vezes ligados à promoção de graduação, incluem viver por três meses de vida áspera em uma floresta desprovida de contato humano, e no pressuposto de que ocupações de difíceis desenvolvem a personalidade e a capacidade de liderança“.

Na teoria é muito bonito. Mas, na prática…

Aqui no Brasil

O que vemos na internet é muito bla bla bla, muito mimimi, mas pouca seriedade… os Satanistas de facebook escondem-se atrás de imagens roubadas de sites dark-metal-from-hell, muita arrogância e pouco conhecimento prático tanto de magia quanto de língua portuguesa. Infelizmente, muitos acabaram caindo em terreiros de kiumbanda onde se ligaram com eguns de terceira categoria, “maiorais” sem poder algum e outros charlatões pactums pactoruns da vida.

Os escritos originais da ONA incentivam o sacrifício humano como um meio de eliminar os mais fracos: Anton Long descreve isso como “um contributo para melhorar o parque humano, eliminando os inúteis, os fracos, e os doentes“. Assim, o Satanismo verdadeiro, eles afirmam, requer uma viagem no reino do proibido e do ilegal, a fim de fazer contato com a “espera do acausal, das forças sinistras e do cosmos.” A presença das energias acausais, através de abate, pretende criar um novo Aeon, cuja energia será usada para criar uma nova civilização“. Na prática, atraiu apenas adolescentes de classe média criados pela avó com leite de pera e que moram com os pais, não aguentariam dez minutos na floresta sem seus ipads e muito menos matar uma reles galinha se precisassem. Na real, se um demônio aparecesse para eles de verdade, cagariam nas calças na hora…

Briga da ONA com todas as ordens luciferianas

Provavelmente por causa da postura extremamente radical da ONA, há animosidade aberta entre a ONA e os satanistas “mainstreamx”, como a Igreja de Satanás. A ONA nega publicamente qualquer ligação à Igreja de Satanás, alegando que a Bíblia Satânica possui uma “filosofia aguada”. A ONA evita qualquer tipo de abordagem religiosa evidente com grupos como o Templo de Set e respeita os outros grupos satânicos, mas trata a Igreja de Satanás com desprezo. O Templo de Set proscreveu a ONA no início de 1980 devido ao seu aval para sacrifício humano.

Resumindo. Cada um dos grupos luciferianos e satanistas da internets se acha a última bolacha do pacote e faz chacota dos outros grupos satânicos. Meia hora em uma lista de discussão satânica na internet nos mostra o baixo nível de discussões e a enorme quantidade de ameaças que fazem uns aos outros ao menor sinal de discussão (ameaças sem resultado prático algum, claro).

Poucos e inexpressivos adeptos

O número reduzido de Adeptos não surpreende: logo nos primeiros níveis de Iniciação na Ordem o candidato é submetido a duras provas que exigem uma compleição física superior e e auto-domínio extraordinário. Por exemplo, o candidato deve passar uma noite sem se mover nem dormir ou passar três meses sozinho em uma cabana na floresta. [NAOS, 1998]. Outros rituais podem ser bem mais inquietantes ou constrangedores. A leitura de um desses manuais de ritos e consagrações explica facilmente porque esse tipo de Sociedade Secreta é secreta e porque tem poucos adeptos fiéis e um balaio de dissidentes envergonhados e wannabes que obviamente nunca nem leram os livros sagrados. Eis, abaixo, um trecho editado do Codex Saerus, organizado pela ONA:

No Rito de Iniciação, realizado ao por do sol, reúnem-se o Mestre do Templo e Senhora da Terra, ambos vestindo robes vermelhos sensuais [alluring scarlet robes]; há também uma princesa, nua; um sacerdote, pelado; um guardião do tempo vestido e mascarado de negro e o resto da congregação, todos usando robes negros…( O candidato começa vestido e vendado mas, evidentemente ficará peladão em pouco tempo.)

…A congregação dança em sentido anti-horário cantando um chamado ao Diabo… [É aí que a Senhora tira a roupa do candidato e oferece-lhe um cálice [sabe Zeus com o quê dentro] …A congregação se reúne em torno do (infeliz) candidato e todos passam a mão na criatura, em todo o corpo… (peraí… uma senhora, um Mestre, um guardião e a galera… eita!)

A Senhora beija o candidato… (O leitor deve ter em mente: apesar do mimimi na internet, a ONA não se compõe de top models; ao contrário, muitas das bruxas famosas contemporâneas são quase 100% barangas, e o manual não fala nada de exames profiláticos preventivos de doenças infecto-contagiosas. E francamente, um sujeito, que se presta a esse papel ridículo, está tendo algum problema de percepção da realidade. Meditemos se os “membros da ONA dos Nexions brasileiros” passaram mesmo por este ritual…)

E a cereja do bolo: Pouco tempo atrás apareceu um ser fake denominado “Satanista da ONA” se apresentando como membro da ONA ha 11 anos, profundo conhecedor do satanismo tradicional, conhecedor do Voodoo e participante de um Hounfort na Louisiana, se metendo a criticar e zoar covens wiccanos, Edie Van Feu, bruxos de facebook e outros personagens caricatos. Arregimentou um pequeno séquito de puxa-sacos, ávidos para entrar nas linhas do “satanismo sério” que ele pregava. Em menos de dois meses, foi desmascarado pelo pessoal do TdC e pelo organizador da página Esquisoterices .

Uma fraude mais picareta que o Rafael Chiconeli…

#Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ona-ordem-dos-nove-%C3%A2ngulos

A Coragem para Viver Conscientemente

Nas nossas vidas do dia-a-dia, a virtude da coragem não recebe muita atenção. Coragem é uma qualidade reservada para soldados, bombeiros e ativistas. Segurança é o que mais importa hoje em dia. Talvez você foi ensinado a evitar ser ousado demais ou destemido demais. É muito perigoso. Não assuma riscos desnecessários. Não atraia atenção para si mesmo em público. Siga tradições familiares. Não fale com estranhos. Fique de olho em pessoas suspeitas. Mantenha-se seguro.

Mas um efeito colateral de superenfatizar a importância da segurança pessoal na sua vida é que isso faz com que você viva reativamente. Ao invés de criar suas próprias metas, fazer planos e realizá-los, e persegui-los com Vontade, você se mantém “seguro”. Continua trabalhando no emprego estável, mesmo que ele não te traga satisfação. Fica no relacionamento insatisfatório, mesmo que você se sinta morto por dentro quando comparado à paixão que um dia você teve. Quem você pensa que é para empenar o sistema? Aceite o que você recebeu da vida, e faça o melhor que puder com isso. Siga o fluxo, e não páre o barco. Sua única esperança é que as correntes da vida irão arrastá-lo para uma direção favorável.

Sem dúvida que existem perigos reais na vida que você deve evitar. Mas há um imenso golfo entre negligência e coragem. Eu não estou me referindo à coragem heróica necessária para arriscar sua vida para salvar alguém de um prédio em chamas. Por coragem eu quero dizer a habilidade de encarar esses medos imaginários e recuperar a vida muito mais poderosa que você negou a si mesmo. Medo de fracasso. Medo de rejeição. Medo de falir. Medo de ficar sozinho. Medo de humilhação. Medo de falar em público. Medo de ser banido pela família e amigos. Medo de desconforto físico. Medo de arrependimento. Medo de sucesso.

Quantos desses medos estão te segurando? Como você viveria se não tivesse nenhum medo? Você ainda teria sua inteligência e seu bom senso para navegar seguramente ao redor dos perigos reais, mas sem sentir a emoção do medo, você estaria mais inclinado a assumir mais riscos, especialmente quando o pior cenário não iria machucá-lo de modo algum? Você daria discursos mais frequentemente, falaria mais com estranhos, pediria por mais vendas, mergulharia diretamente naqueles projetos ambiciosos que você tem sonhado? E se você aprendesse a aproveitar essas coisas que você atualmente teme? Que tipo de diferença isso faria na sua vida?

Você já se convenceu anteriormente de que você não está realmente com medo de nada… que sempre há boas e lógicas razões para que você não faça certas coisas? Seria rude apresentar-se para um estranho. Você não deveria tentar falar em público porque você não tem nada a dizer. Pedir por um aumento seria inapropriado porque você deveria esperar pela próxima avaliação formal. Porém, essas são apenas racionalizações – pense sobre como sua vida mudaria se você pudesse, corajosa e confiantemente fazer essas coisas sem medo algum.
O que é Coragem?

Eu gosto das definições de coragem acima, as quais sugerem que a coragem é uma habilidade que o incita a tomar ações ao invés de permanecer parado, com medo. A palavra coragem deriva do latim cor, que significa “coração”. Mas coragem verdadeira tem um sentido mais intelectual do que sentimental. Ela requer que usemos a parte cerebral única que os humanos possuem (o neocortex) para adquirir o controle, tirando-o do cérebro límbico emocional que você compartilha com outros mamíferos. Seu cérebro límbico avisa o perigo, mas o neocortex raciocina que o perigo não é real, que você simplesmente sente o medo e toma as ações mesmo assim. Quanto mais você aprender a agir ao invés de sentir medo e paralisar, mais humano você se torna. Quanto mais você seguir seus medos, mais você viverá como um mamífero inferior. Então a questão “Você é um homem ou um rato?” é consistente com a neurologia humana.

Pessoas corajosas ainda estão com medo, mas elas não deixam o medo paralizá-las. Pessoas pouco corajosas irão ceder cada vez mais ao medo, o que têm o efeito de fortalecer o medo ao longo do tempo. Quando você evita enfrentar um medo e daí se sente aliviado por ter escapado dele, isso atua como uma recompensa psicológica que reforça o comportamento-medroso-de-rato, fazendo com que a probabilidade de você evitar enfrentar um medo aumente ainda mais no futuro. Você está literalmente condicionando a si mesmo para tornar-se cada vez mais tímido e parecido com um rato.

Tal comportamento de fuga causa estagnação a longo prazo. Conforme você vai envelhecendo, você reforça suas reações de medo ao ponto em que é difícil até imaginar a si mesmo encarando seus medos. Você começa a tomar seus medos como garantidos; eles se tornam reais para você. Você cria um casulo em torno de si mesmo que o isola de todos esses medos; um estável mas infeliz casamento, um emprego que não exige que você assuma riscos, um salário que o mantém confortável. Daí você racionaliza seu comportamento: Você têm uma família para sustentar e não pode assumir riscos, você está muito velho para mudar de carreira, você não pode perder peso porque você possui genes “gordos”. Cinco anos… dez anos… vinte anos passam, e você percebe que sua vida não mudou muito. Você se acomodou. Tudo o que restou agora é viver o resto de seus anos tão alegremente quanto possível, e daí acomodar-se na terra, quando você finalmente alcançará total segurança e proteção.

Mas há algo acontecendo por trás das câmeras, não há? Aquela pequena voz na parte de trás de sua mente lembra que esta não é o tipo de vida que você queria viver. Ela quer mais, muito mais. Ela quer que você se torne muito mais rico e abundante, que você tenha um relacionamento extraordinário, que você adquira um corpo totalmente saudável e forte, que você aprenda novas habilidades, que viaje o mundo, que tenha muitos amigos admiráveis, que ajude pessoas em necessidade, que faça uma importante diferença. Essa voz te diz que esse emprego no qual você está se acomodando, onde você vende bugigangas pelo resto da vida, simplesmente não vai bastar. Essa voz o reprova sempre que você dá uma olhada na sua barriga acima do peso ou quando falta ar ao subir um lance de escadas. Ela envia mensagens de desapontamento quando vê o que sua família se tornou. Ela te diz que as razões pelas quais você tem problemas em se auto-motivar é que você não está realmente fazendo o que deveria estar fazendo com sua vida… porque você tem medo. E se você se recusa a escutá-la, ela sempre estará lá, incomodando-o sobre seus resultados medíocres até que você morra, cheio de remorsos pela vida que deveria ter sido.

Entao como você responde a essa voz geniosa que não quer calar? O que você faz quando confrontado por aquele frio na barriga de que algo não está correto na sua vida? Qual é o seu modo favorito de silenciá-lo? Talvez afogá-lo assistindo TV, escutando rádio, trabalhando longas horas em um emprego medíocre, ou consumindo álcool e cafeína e açúcar.

Mas sempre que você faz isso, você abaixa seu nível de consciência. Você afunda em direção ao instinto animal e se afasta de tornar-se um ser humano totalmente consciente. Você reage à vida ao inves de proativamente perseguir seus ideais. Você cai em um estado de impotência adquirida, onde você começa a acreditar que suas metas não são possíveis ou praticáveis para você. Você se torna cada vez mais e mais como um rato, chegando até a tentar convencer a si mesmo que uma vida como rato não deve ser tão ruim, afinal de contas, pois todos ao seu redor parecem achar que está tudo bem em levar uma vida assim. Você se envolve com seus amigos ratos, e em algumas poucas ocasiões que você encontra um ser humano totalmente consciente você se assusta mortalmente por lembrar-se o quanto de sua coragem foi perdida.
Aumente sua Consciência

A saída desse círculo vicioso é criar coragem e enfrentar sua voz interior. Encontre um lugar onde possa ficar sozinho com caneta e papel (ou computador e teclado). Escute essa voz, e encare o que quer que ela esteja lhe dizendo, não importa o quão difícil seja ouvir. (A voz é somente uma abstração – você pode não ouvir nenhuma palavra; ao invés disso você talvez veja o que você deveria estar fazendo ou simplesmente sentir-lo emocionalmente. Mas eu irei continuar a me referir como “a voz” para esse exemplo.) Essa voz poderá lhe dizer que seu casamento está morto por dez anos, e que você está recusando aceitar isso porque têm medo do divórcio. Poderá lhe dizer que você desistiu de perder peso porque você falhou em todas as tentativas anteriores, e que você é viciado em comida. Poderá lhe dizer que seus amigos com os quais você têm saído são incongruentes com a pessoa que você deseja se tornar, e que você precisa deixar esse grupo de referência para trás e construir um novo. Poderá lhe dizer que você sempre quis ser um ator ou um escritor, mas que você se acomodou com um emprego de vendedor porque parecia ser mais seguro e estável. Poderá lhe dizer que você sempre quis ajudar pessoas com necessidades, mas que você não está fazendo isso da forma que deveria. Poderá lhe dizer que você está desperdiçando seus talentos.

Veja se consegue reduzir essa voz para apenas uma palavra ou duas. O que ela está lhe dizendo? Saia. Peça demissão. Fale. Escreva. Dance. Atue. Exercite-se. Venda. Mude. Troque. Deixe. Pergunte. Aprenda. Perdoe. Seja lá o que for que você consiga desse modo, escreva. Talvez você até tenha diferentes palavras para cada área da sua vida.

Agora você tem que tomar o difícil passo de conscientemente reconhecer de que isso é o que você realmente quer. Está TUDO BEM se você pensa que isso não é possível pra você. Está TUDO BEM se você não vê uma forma de consegui-lo. Mas não negue que você o quer. Você diminui sua consciência quando faz isso. Quando você olhar para seu corpo obeso, admita que você realmente quer ficar saudável e em forma. Quando você acender aquele próximo cigarro, não negue que você queria ser um não-fumante. Quando você encontrar o(a) parceiro(a) dos seus sonhos em potencial, não negue que você adoraria estar em um relacionamento com aquela pessoa. Quando você encontra uma pessoa que parece estar em completa paz consigo mesma, não negue que você deseja ter esse nível de paz interior também. Tire-se da negação. Ao invés disso, mova-se para um lugar onde você admite, “Eu realmente quero isso, mas eu apenas não sinto ainda que tenho a habilidade para consegui-lo”. Está perfeitamente BEM querer algo que você pensa que não pode ter. E você provavelmente está errado em concluir que não pode tê-lo. Mas primeiro, pare de mentir para si mesmo e fingir que você não quer realmente aquilo.
Mova do Medo para a Ação, Mesmo que Você Ache que Vá Falhar

Agora que você reconheceu algumas coisas que você têm tido medo de encarar, como você se sente? Você provavelmente ainda se sente paralisado antes de agir. Tudo bem. Enquanto mergulhar diretamente no medo e confrontá-lo cara-a-cara pode ser bastante eficiente, isso talvez requeira mais coragem do que você acha que pode reunir nesse exato momento.

O ponto mais importante que eu quero que você aprenda neste artigo é que a verdadeira coragem é uma habilidade mental, não emocional. Neurologicamente isso significa usar a região cerebral do neocortex racional para dominar os impulsos emocionais límbicos. Em outras palavras, você usa sua inteligência humana, lógica e vontade independente para superar as limitações que você herdou como um mamífero emocional.

Agora, isso pode logicamente fazer sentido, mas é mais fácil falar do que fazer. Você pode logicamente saber que não estará em perigo real se você subir em um palco e falar em frente a 1000 pessoas, mas o seu medo é disparado mesmo assim, e os medos imaginários o previne de voluntariar-se para qualquer coisa parecida com isso. Ou talvez você deva saber que está em emprego sem futuro, mas parece não ser capaz de reunir suas forças para dizer as palavras, “eu me demito”.

Coragem, no entanto, não requer que você tome ações drásticas nessas situações. Coragem é uma habilidade mental que você deve aprender e treinar, assim como musculação fortalece seus músculos. Você não iria para uma academia pela primeira vez e tentaria levantar 140 kg, então não pense que para ser corajoso você precisa enfrentar seu medo mais paralisante logo de primeira.

Há dois métodos que eu sugiro para adquirir coragem. O primeiro método é análogo ao treinamento progressivo com pesos. Comece com pesos que você pode levantar mas que ainda assim sejam desafiadores, e então vá progressivamente aumentando para pesos mais pesados conforme sua força aumenta.

Entao pegue um pedaço de papel e escreva um de seus medos que você gostaria de superar. Daí numere de um a dez, e escreva dez variações desse medo, com o número um sendo o que gera a menor sensação de ansiedade e o número dez o de maior ansiedade. Esta é a sua hierarquia do medo. Por exemplo, se você está com medo de convidar alguém para um encontro, então o número um na sua lista poderia ser ir para um lugar público e sorrir para alguém que você ache atraente (medo muito suave). Número dois pode ser sorrir para dez estranhas(os) atraentes em um único dia. Número dez pode ser convidar a pessoa ideal para você em frente de todos os seus amigos mútuos, quando você está quase certo de que será recusado de cara e todos que estão no local irão rir (medo extremo). Agora comece com o objetivo de completar o número um da sua lista. Assim que você obteve sucesso (e sucesso nesse caso é simplesmente tomar ação, não importando as consequências), então mova para o número dois, e assim por diante, até que você esteja preparado para atacar o medo número dez ou se você não sente que o medo o(a) está limitando mais. Você pode precisar ajustar os itens na sua lista para torná-los praticáveis para realmente experimentá-los. E se você em algum momento sentir que o próximo item é muito difícil, então divida-o em gradientes adicionais. Por exemplo, se você pode levantar 130 kg mas não 140 kg, então tente levantar 135 kg ou mesmo 131 kg. Use esse processo tão gradualmente quanto achar necessário, de modo que o próximo passo seja um desafio considerável mas que você se sinta satisfatoriamente confiante de que pode completá-lo. E fique à vontade para repetir um passo anterior múltiplas vezes se você achar isso útil para prepará-lo para o próximo. Siga seu próprio ritmo.

Seguindo esse processo de treinamento progressivo, você irá realizar duas coisas. Você irá parar de reforçar a reação medo/fuga que exibiu no passado. E irá condicionar a si mesmo para agir mais corajosamente em situações futuras. Daí seus sentimentos de medo irão diminuir ao mesmo tempo que sua expressão de coragem aumenta. Neurologicamente, você estará enfraquecendo o controle límbico sobre suas ações enquanto fortalece o controle do neocortex, gradualmente transformando seus comportamentos inconscientes similares aos de rato para comportamentos conscientes, mais humanos.

A segunda opção para aumentar coragem é adquirir conhecimento e habilidades adicionais dentro do domínio de seu medo. Confrontar medos cara-a-cara pode ser útil, mas se seu medo é amplamente devido a ignorância e falta de habilidade, então geralmente você pode reduzir ou eliminar o medo com informação e treinamento. Por exemplo, se você está com medo de pedir demissão de seu emprego e começar seu próprio negócio mesmo sabendo que adoraria estar nessa situação, então inicie lendo livros e participando de aulas sobre como abrir um negócio. Passe uma tarde na biblioteca local pesquisando sobre o assunto, ou faça uma pesquisa online. Entre para a Câmara de Comércio local e qualquer outra organização de comércio relevante no seu campo de atuação. Compareça a conferências. Crie conexões com outras pessoas. Peça a ajuda de um especialista. Aumente suas habilidades ao ponto que você começa a se sentir mais confiante e que você poderia na verdade conseguir, e que esse conhecimento irá lhe ajudar a agir mais ousada e corajosamente quando você estiver pronto. Esse método é especialmente eficiente quando boa parte de seu medo é relacionado ao desconhecido. Geralmente basta ler um livro ou dois sobre o assunto para que o medo se dissipe o suficiente, de tal forma que você conseguirá agir.

Esses são, pessoalmente, meus dois métodos favoritos, mas há muitas outras formas de se condicionar a conquistar o medo, incluindo programação neuro-linguística, terapia de implosão, desensibilização sistemática e auto-confrontação. Você pode pesquisá-los através de ferramentas de busca online se você deseja aprender esses métodos e aumentar suas ferramentas de destruir medos no seu arsenal. A maioria deles podem ser facilmente praticados individualmente (terapia de implosão sendo a óbvia exceção).

O processo exato que você usa para criar coragem não é importante. O que é importante é que você conscientemente o faça. Assim como seus músculos atrofiarão se você não os exercita regularmente, sua coragem atrofiará se você não desafiar a si mesmo a encarar consistentemente seus medos. Na ausência desse tipo de condicionamento consciente, você irá automaticamente se tornar fraco em ambos mente e corpo. Se você não está exercitando regularmente sua coragem, então você está automaticamente fortalecendo seus medos; não há meio termo. Assim como seus músculos irão automaticamente atrofiar por falta de uso, sua coragem vai automaticamente decair na ausência de condicionamento consciente.

Agora isso pode exageradamente pessimista, então aqui está uma forma de encarar isso positivamente. Cargas pesadas podem ser um fardo difícil de carregar, mas elas são ferramentas úteis para construir músculos fortes. Você não olharia para um halteres de 20 kg e diria, “Por que você tem de ser tão pesado?” Ele é o que é. “Pesado” é o SEU pensamento, não uma propriedade intrínseca do halteres. Similarmente, não olhe para as coisas que você teme e diga, “Por que você tem de ser tão assustador?” Medo é a SUA reação, não uma propriedade do objeto de sua ansiedade.

O Medo não é seu inimigo. É uma bússola apontando para você áreas que precisam ser desenvolvidas. Então, quando você encontrar um novo medo, celebre-o como uma oportunidade para crescimento, da mesma forma que você celebraria se alcançasse um novo nível de capacidade no treinamento com pesos.
Tenha um Vislumbre de Sua Própria Grandeza

Então, o que você fará com a sua recém adquirida coragem? Onde ela o levará? A resposta é que ela o permitirá levar uma vida com muito mais significado e satisfação. Você irá começar a viver de verdade como um ser humano ousado ao invés de um tímido roedor. Você irá descobrir e desenvolver seus maiores talentos. Você irá começar a viver muito mais consciente e intencionalmente do que jamais viveu antes. Ao invés de reagir aos acontecimentos, você irá proativamente “manufaturar” seus próprios eventos e circunstâncias.

Coragem é algo que você só pode realmente experimentar sozinho. É uma vitória privada, não pública. Reunir a coragem para ouvir seus desejos mais íntimos NÃO é uma atividade de grupo e NÃO resulta de chegar a um consenso com outros. Kahlil Gibran escreve em The Prophet, “A visão de um homem não empresta suas asas a outro homem”. O propósito de sua existência é somente você pode descobrir. Ninguém na Terra passou pelas mesmas experiências que você passou, e ninguém pensa nas mesmas coisas nem da mesma forma que você.

Vendo de uma perspectiva, essa é uma realização solitária. Se você mora sozinho ou se gosta de uma profunda intimidade com um parceiro amoroso, lá no fundo você tem que encarar a realidade que sua vida é somente sua para ser vivida. Você pode escolher temporariamente entregar o controle de sua vida para outros, seja para um companheiro, um cônjuge ou simplesmente às pressões da vida diária, mas você nunca pode entregar a sua responsabilidade pessoal pelos resultados. Se você assume controle direto e cônscio sobre sua vida ou se meramente reage a eventos assim que eles acontecem para você, não importa: você e somente você têm de tolerar as consequências.

Se você se comprometer a seguir o caminho da coragem, você vai ser inevitavelmente forçado a confrontar o que talvez seja o maior de todos os medos – que você é muito mais poderoso e capaz do que havia percebido inicialmente, que o seu poder máximo é muito maior que qualquer coisa que você experimentou no passado, e que com esse poder vêm tremenda responsabilidade. Você talvez não possa resolver todos os problemas desse planeta, mas você pode causar significante impacto nas vidas de muitas pessoas, e que esse impacto irá reverberar através das gerações futuras que virão.

Qual é a diferença entre você e uma daquelas figuras históricas lendárias que causaram tal impacto? Ambos possuem/possuíram muitos medos idênticos. Ambos nasceram com talentos em algumas áreas e deficiências em outras. A única coisa te segurando é o medo, e a única coisa que fará com que ultrapasse isso é a coragem. O que você faz da sua vida não depende de seus pais, de seu chefe ou de seu cônjuge. Depende de você e somente de você.

Ter um vislumbre da sua própria grandeza pode ser uma das experiências mais perturbadoras imagináveis. E ainda mais perturbadoras é a percepção dos imensos desafios que o esperam se você a aceitar. Viver conscientemente não é um caminho fácil, mas é uma experiência humana única, e requer fazer a decisão comprometida para permanentemente deixar para trás o rato que mora dentro de você. Ir atrás de seus maiores e mais ambiciosos sonhos e experimentar a derrota e o desapontamento, ir contra suas limitações mais humildemente humanas ao invés de viver com um medíocre preenchimento de potencial – esses medos são comuns a todos nós.

As primeiras vezes que você encontrar tais medos, você pode querer rapidamente retornar para a segurança ilusória da vida como um rato. Mas se você continuar exercitando sua coragem, você vai eventualmente amadurecer ao ponto onde você pode abertamente aceitar os desafios e responsabilidades de vida de um ser humano totalmente consciente. Continuar a viver como um roedor simplesmente não terá mais significado para você. Voce irá admitir, nos mais profundos recônditos de seu ser: Eu acordei para esse incrível potencial em mim, e eu aceito o que quer que ele requeira de mim. O que quer que isso me custe, o que quer que eu tenha de sacrificar para seguir esse caminho, peça. Eu estou pronto. Mesmo que você ainda experimente medo, você o reconhecerá pela ilusão que é, e saberá como usar sua coragem humana para encará-lo, de tal modo que o medo não mais terá o poder de pará-lo.
Aceite a Audaciosa Aventura

Enquanto você desenvolve um senso de verdadeiro propósito na vida, você pode começar a sentir uma desconexão importuna entre sua situação de vida atual e a vida em que visualiza estar. Esses dois mundos podem parecer tão diferentes que você não pode mentalmente conceber como construir uma ponte entre eles. Como você conseguiria balancear a realidade prática de tomar conta de suas obrigações tridimensionais como ganhar dinheiro para pagar suas contas e impostos, agradar seu chefe, cuidar de sua família, e manter responsabilidades sociais com pessoas que nem estão ligadas com o que você está passando versus a nova visão de si mesmo que você desesperadamente trazer à realidade? Um inteiro grupo de novos medos parecem se reunir, relacionados a essa aparente mudança impossível. Como você irá se sustentar? O que irá acontecer com seus relacionamentos? Estará você apenas se iludindo?

O melhor conselho que eu posso dar aqui é: esqueça de tentar construir uma ponte. Ao invés disso, foque em independentemente começar o processo de manifestar a nova visão de si mesmo a partir do início, como se fosse uma linha totalmente separada em sua vida. Se isso cria uma incongruência temporária na sua vida, faça-a assim mesmo. Por exemplo, suponha que você trabalha atualmente como um advogado de divórcios, mas sua coragem diz que você deve eventualmente abandonar tal trabalho. Você enxerga a si mesmo ensinando apaixonadamente a casais como curar seus relacionamentos. Mas você não pode nem imaginar a si mesmo, como um advogado, tentando falar sobre relacionamentos saudáveis, e além desse problema, você não consegue ver nenhuma forma de viver decentemente nessa nova carreira, ao menos não rapidamente. Há simplesmente uma desconexão muito grande entre a nova visão e a realidade prática. Então ao invés de tentar tapar os buracos, apenas começe a construir sua nova visão totalmente do zero em qualquer tempo vago que você tenha, mesmo que seja somente uma ou duas horas por semana. Continue fazendo seu trabalho normalmente como um advogado, mas em seu tempo livre, comece a publicar textos anonimamente em fórums de relacionamentos para dar conselhos a casais sobre como curar seus relacionamentos. Use suas habilidades de oratória que adquiriu como advogado para começar a palestrar para pequenos grupos sobre cura de relacionamentos. Pode também criar um novo site na web, e começar a escrever e publicar artigos sobre sua nova paixão. Você não precisa esconder o fato que trabalha como advogado, mas não se preocupe em construir uma ponte entre esses mundos. Viva em paradoxo. Apenas comece a desenvolver seu novo Você, e permita que o antigo continue em paralelo por um tempo.

O que vai acontecer é que você vai desenvolver habilidades em sua nova iniciativa, e irá eventualmente estar apto a se sustentar com isso, mesmo que não consiga ver como nesse momento. Você pode não ver como irá se sustentar em sua nova visão, mas não tem problema. Apenas comece assim mesmo, fazendo de graça, sem nenhuma preocupação sobre como torna-la em uma nova carreira de tempo integral. Pacientemente espere por clareza; você irá eventualmente encontrar um caminho para fazer dar certo. Então quando a época for certa, você poderá pacificamente abandonar a antiga carreira e focar toda sua energia na nova. Em algum ponto você vai poder comprometer-se totalmente para o seu novo Eu. Sua paixão pelo novo trabalho irá invariavelmente esmagar seus medos de deixar para trás sua antiga fonte de estabilidade. Então, ao invés de tentar transformar sua antiga carreira em sua nova, apenas comece o processo de construir a nova, e deixe a antiga gradualmente apagar. Mesmo que você só possa investir uma hora por semana nesse novo empreendimento, você irá provavelmente descobrir que essa hora é mais prazerosa que todas as outras horas juntas, e essa paixão irá direcioná-lo para encontrar um meio de gradualmente crescer essa presença até que preencha a maioria dos seus dias. A coisa mais importante é começar agora por introduzir sua nova visão de si mesmo na sua vida diária, mesmo que você só possa fazê-lo em uma pequena quantidade.

Não importa quão difícil isso possa parecer, faça a escolha de viver conscientemente. Não sucumba à realidade meio-consciente de pensamentos baseados em medo, preenchendo sua vida com distrações para evitar encarar o que você sente naqueles espaços silenciosos entre seus pensamentos. Ou você exercita seus dotes humanos de coragem e vai progressivamente treinando sua força para enfrentar seus mais profundos e tenebrosos medos para viver como o ser poderoso que realmente é, ou admita que seus medos são grandes demais, e abrace a vida como um roedor. Mas faça essa escolha conscientemente e com total percepção das consequências. Se você vai deixar o medo vencer a batalha da sua vida, então proclame-o vitorioso e desista da luta. Se você simplesmente evita viver consciente e corajosamente, então isso é o equivalente a desistir da vida em si mesma, onde sua existência restante se torna um pouco mais do que um período de espera antes da morte física – o nada como sendo o oposto à audaciosa aventura.

Não morra sem embarcar na corajosa aventura que sua vida deveria ser. Você pode ir à falência. Você pode experimentar falhas e rejeições repetidamente. Você pode ter de passar por múltiplos relacionamentos disfuncionais. Mas essas são apenas pedras ao longo do caminho de uma vida vivida corajosamente. Elas são suas vitórias privadas, esculpindo um espaço mais profundo dentro de você para ser preenchido pela abundância da alegria, felicidade e satisfação. Então vá em frente e sinta o medo – então convoque a coragem para seguir seus sonhos mesmo assim. Isso sim é força invencível!

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Escrito e publicado originalmente por Steve Pavlina em The Courage to Live Consciously. Thank you for this amazing article, Steve!

#consciência #Virtudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-coragem-para-viver-conscientemente

Bram Stoker Pertenceu à Golden Dawn?

Por Shirlei Massapust.

Hoje é lugar comum dizer que «Stoker pertencia à famosa ordem secreta da Golden Dawn (Aurora Dourada), em companhia de escritores fantásticos como Arthur Machen e Algernon Blackwood.» Tal afirmação, retirada da introdução de uma coletânea de quadrinhos de Drácula da década de 70, deriva de uma teoria sustentada por diversos estudiosos de vampirismo. Contudo, nem todos estão de acordo. Não há registros conhecidos de obras ou anotações pessoais de Stoker mencionando o nome da ordem, da mesma forma que parece não haver também testemunhos de membros sobre a filiação de Stoker. Segundo Carlos Raposo, «o melhor e mais confiável documento a respeito da historia da GD é o The Magicians of the GD, por Ellic Howe [que não cita o nome de Stoker]. Tudo indica que esse boato sobre a suposta participação dele nessa Ordem tenha vindo do best-seller O Despertar dos Magos, da dupla Bergier e Pauwels, onde eles afirmam isso, sem citar fonte alguma.» (Mail para a Illuminati, 1997).

Na palavra de Pauwels e Bergier, «Arthur Machen tomara o nome de Filus Aquarti. Havia uma mulher filiada na Golden Dawn: Florence Farr, diretora de teatro e amiga íntima de Bernard Shah. Ali se encontravam também os escritores Blackwood, Stoker, o autor de Drácula, e Sax Rohmer, assim como Peck, o astrônomo real da Escócia, o célebre engenheiro Allan Bennett e Sir Gerald Kelly, presidente da Academia Real. Segundo parece, esses espíritos de elite foram marcados de forma indelével pela Golden Dawn. Como eles próprios confessaram, a visão que tinham do mundo foi alterada e as práticas às quais se entregaram não deixaram de lhes parecer eficazes e exaltantes.»

Em que a dupla poderia basear-se para afirmar tal coisa? Teriam acatado como provas de sua filiação a semelhança de alguns escritos de Stoker com os ritos da ordem comparando, por exemplo, Drácula com a acusação de Crowley sobre a prática de vampirismo na GD (De Arte Magica, XVIII)? Ou teriam tido acesso a documentos desconhecidos mesmo para altos membros de ordens derivadas, como a OTO e AA?

O seguinte texto – adaptado da introdução de Tony Faivre da tradução francesa de outra obra de Stoker, Le Repaire du ver Blanc, – parece simplesmente confiar em Pauwels e Bergier, partindo para analogias entre as obras de Stoker e a Aurora Dourada. Para ser lido com a devida reserva, não deixa de ser interessante e bem trabalhado.

O Mostro Branco

(Introdução)

Todo o mundo conhece Drácula, mas se conhece menos ou se desconhece completamente seu autor, Bram Stoker. A literatura fantástica é de tal modo ingrata que destrói os autores em proveito de suas obras. Stoker faz parte desses escritores sobre quem nada se sabia até recentemente; mal e mal, a data de seu nascimento e a de sua morte, inteiramente eclipsado por seus personagens e pelos sonhos que forjaram. Que há de espantoso nisso? O sonho de Bram Stoker não se chama Drácula?

Portanto, tratar-se-á aqui muito menos de Drácula que do seu autor e de alguns pontos de referência sobre sua vida e seu último livro, The Lair of the White Worm (o covil do verme branco).

Este livro foi escrito em 1911 por Bram Stoker, nascido em 1847 e falecido em 1912; lembremos que Drácula apareceu em 1897. Se se acrescentar que Frankenstein surgiu em 1818, o Doutor Jekyll e Mr Hyde (O médico e o monstro), em 1886 e que a sociedade secreta iniciadora da Golden Dawn in the Outer foi criada em 1887, nada mais nos resta se não indicar a data do aparecimento de Carmilla, de Sheridan le Fanu: 1887, e assim terminar essas referências históricas e falar um pouco de Bram Stoker.

Harry Ludlam em seu livro nos conta que Bram Stoker passou os oito primeiros anos de sua vida, encerrado, enfermo, num quarto, como se fora votado à morte. Contudo sobreviveu e saiu de seus sonhos, leituras e estórias, provindos de sua mãe, apaixonada pelo fantástico. E, coisa curiosa, tornou-se um homem de grande estatura, ruivo e barbudo, dotado duma força e duma vitalidade, irlandesas certamente, que jamais se poderia vaticinar ao pequeno enfermo, nem descobrir entre as linhas de Drácula.

Essa vitalidade permitiu a Stoker exercer várias atividades (contador, de dia; jornalista,

cronista de teatro, à noite); depois, em 1878, dedicou-se à administração do Lyceum Theatre, de Londres, do grande ator Henry Irving, por quem tinha, há longo tempo, grande admiração. Essa colaboração durou mais de trinta anos. Sua energia o leva a escrever com paixão um ensaio intitulado Sensationalism in fiction and society e, um pouco mais tarde, um livro sobre a administração irlandesa, The Dutie of clerks of petty sessions in Ireland! Porém seu trabalho com Henry Irving o põe em contato com a sociedade inglesa ou certa sociedade londrina, apaixonada pelo sobrenatural. Além disso ele sempre teve gosto pelo fantástico. Nesse fim de século, tudo é possível. Assim é que Stoker pôde encontrar em Londres “vampires personalites” ou “os sugadores de sangue” (?), cujas características permanecem contudo muito vagas. Assim filia-se também ele à sociedade mágica da Golden Dawn cuja história Pierre Victor escreveu com detalhes. E nós registramos, com espanto, a presença, ao lado de Stoker, de outros escritores tais como Willian B. Yats, Arthur Machen, Algernon Blackwood e Sax Rohmer, especialmente. Essa ordem iniciadora baseada em conhecimentos ocultos, e em práticas de magias reais, influenciou certamente tais escritores. E Drácula apareceu como uma narrativa iniciadora ao mesmo título que le Grand Dieu Pan de Machen ou os Fu-Manchu de Sax Rohmer. Zomba-se freqüentemente de tais sociedades, de tais experiências e é necessário destacar aqui sua existência; sua influência é importante, tanto sobre as obras (fantásticas ou não) como sobre a própria vida dos seres e dos povos. (é suficiente estudar a sociedade alemã a partir de 1918). O racional e o irracional estão intimamente ligados, as distinções são muito artificiais. Será mister recordar-se de Conan Doyle, no fim de sua vida, fã do espiritismo? E Samuel L. Mathers, um dos três fundadores da Golden dawn, não era o esposo da irmã de Henri Bérgson? E porque não falar do próprio Bérgson?

Mas chega de exemplos. No que concerne a Bram Stoker parece que até 1897 (data do aparecimento do Drácula), nosso autor somente escrevia nos momentos de folga ou de “férias”, repousando na costa escocesa, principalmente em Crugen Bay, lugar que o fascinava. Depois o sucesso de Drácula (sobre o qual não falaremos mais, enviando o leitor ao prefácio de Tony Faivre) coincide com as primeiras dificuldades de Stoker com Henri Bérgson, as quais levarão Bram a se entregar mais e mais somente à atividade literária.

Drácula é o ponto central de sua obra, evidentemente; os outros livros são peças “anexas” que completam a visão do conjunto. Nem tudo é de inspiração fantasmagórica, como The Mann (1905) ou, por vezes apresenta curiosa mistura de fantástico e de aventuras modernas; assim, The Lady of the shroud (1909) nos mostra a aparição de uma jovem, à noite, vestida de uma mortalha, morta ou vampiro, e, pouco depois, a evolução de uma esquadrilha de aviões que repele uma invasão num país balcânico. A inspiração de Stoker parece funcionar a jatos intermitentes, mas infelizmente não com muita freqüência. O estilo e a pureza de Drácula parecem perdidos para sempre, embora os temas permaneçam. Assim The Mystery of the sea (1902) ou The Jewel of the seven stars (1903), que narra a ressurreição de uma rainha do Egito, cinco mil anos mais tarde, possui o Dom da evocação da Antigüidade. Mas tudo se desenrola como se, a partir de Drácula, o pensamento de Stoker, se interiorizasse, não se entregando ao leitor, apenas de vez em quando. Seus livros apresentam intuições brilhantes, mas não desenvolvidas. Negligência ou vontade de Stoker? The lair of the wite worm parece responder por ele.

Esse livro, escrito em 1911, um ano antes de sua morte, esclarece retrospectivamente a obra e a vida de Stoker. Se ele retoma a técnica de narração de Drácula, conforme vários pontos de vista, observado no diário íntimo dos principais personagens (Drácula conserva sempre seu mistério, dado que sempre indiretamente aproximado), o Repaire du ver blanc não alcança a síntese final que faz a grandeza de Drácula. Ao contrário, cada capítulo parece isolado um do outro, cada personagem, encerrado em sua história, não encontrando jamais, nem por acaso, os outros. Em resumo, há no contexto, quatro ou cinco histórias que, desenvolvidas, poderiam muito bem transformar-se em quatro ou cinco romances, completamente diferentes. Os personagens tem uma história pessoal, um passado e um fim a atingir, que é sobretudo individual. Drácula reunia várias pessoas para uma ação comum: destruir Drácula. O Repaire du ver blanc mostra vários indivíduos, unidos no início, que se separam, pouco a pouco, em diversas direções e com fins opostos. Cada um é enviado à sua solidão e à sua morte. Somente o jovem casal sobrevive, salvo pelo seu amor e sua energia. Não há inter-relação de personagens, mas ação separada. Esse fechamento sutil, não aparente à primeira vista, é sem dúvida um dos interesses deste livro que, de alguma maneira, sugere vários temas do fantástico. Cada tema é, sempre, apenas sugerido, para, imediatamente, ser seguido e substituído por um outro que o absorve. Dessa maneira se apresenta o tema dos pássaros e do silêncio dos campos; a presença do9 papagaio de papel e a sombra de Mesmer; os conflitos e os passes magnéticos; o personagem de Oolanga, a coleção de objetos fantásticos e, por fim, o tema da serpente e da mulher-demônio, que se desdobra com o da sobrevivência do grande mostro pré-histórico. Mas cada tema é isolado dos outros, tratando diferentemente, precisamente esboçado.

Divaga-se bastante sobre o tema do monstro, desse gênio do mal, que procura destruir os outros, sobre aquele da luta das trevas e da luz, do bem contra o mal (o personagem de Oolanga é uma encarnação espantosa da maldade, além de um racismo aparente). A primeira confusão da narrativa resulta do fato de que tudo é apresentado sobre o mesmo plano, sem distinção, o que pode enganar o leitor não avisado. Passamos agora de considerações históricas às reflexões sobre o Verme branco, quer reflexões morais, quer físicas, para terminar sobre o envio de “mensageiros” a um papagaio que se torna cada vez mais maléfico.

E tudo só se resolve no último instante, no momento de horror final, no fogo e na explosão da dinamite em que a eletricidade da tormenta desempenha papel importante. Pouco antes, Lady Arabella suportara sua última transformação, em vampiro erótico e feroz, antes de se tornar, por uma derradeira vez, no grande verme branco.

Bram Stoker sabe evocar com tanta força como Machem esse mundo pagão, do Mal, da antiguidade; os vestígios da conquista romana são tão evocativos, os símbolos são tão fortes. A sobrevivência do passado é monstruosa, porque ela apaga a noção do tempo, e então tudo é possível e se torna um pesadelo. A narração é certamente uma iniciação, visto que é a história de uma luta e de uma vitória sobre as trevas. Depois surge a luz, as últimas páginas evocam aurora radiosa, sem as nuvens portadoras de angústia.

Nos últimos anos de sua vida, Bram Stoker abateu-se com a tenaz enfermidade a que escapara por tão longo tempo. As dificuldades financeiras se tornaram oprimentes, perturbando sua velhice. Não há dúvidas que Bram desejou, pela última vez, recontar a história eterna da vitória do espírito sobre o mundo. Ele tem certeza disso; ele é um “iniciado”. Ao leitor cabe curar sua pista através das diversas estórias dos livros, e assim continuá-las e termina-las. A serenidade que transparece nas derradeiras linhas mostram bem que Stoker atingira seu fim, Drácula aí acabara de morrer e de ressuscitar do meio das trevas. Harry Ludlum escrevia: “Há um profundo mistério entre as linhas desta obra (The Lair of the White Worm)… o mistério do espírito do homem que as redigiu…”

Com efeito, devemos saber ler as linhas para descobrir o pavor sugerido e combate-lo, para chegar à “Golden Dawn” (aurora dourada) que Stoker procurara atingir. “La fête du sang” (festa do sangue ? sub-título de um livro de Thomas Preskett Prest), celebrada por Drácula, o “príncipe das trevas”, encarnação terrível do Mar, deve ela dar lugar a uma ascese mais espiritual? Para Stoker, assemelham-se os dois caminhos: é mister ir até o fim do terror e enfrenta-lo. A literatura fantástica proclama a liberdade do homem, mesmo no mal, para a escolha da ação. Todos os personagens de Stoker são positivos (embora em graus diversos) porque eles agem. A inação é a morte, a tomada de posse por “outra coisa”. Ora, não se pode compreender o mundo, a não ser que seja ele “impelido” por uma ação, seja mágica, seja religiosa, sonhada ou literária. Sabido é que Bram Stoker pretendia que Drácula lhe fora inspirado por um pesadelo, provocado por uma indigestão! Assim o mundo parte do sonho e ao sonho retorna, tomando às vezes, a forma de um pesadelo. Stoker esforçou-se por conservá-lo para melhor entender e procurar explica-lo. Sua obra é sua resposta, a nós toca apenas ler.

Texto extraído de:

FAIVRE, Tony (?). Introdução a Le Repaire du ver Blanc. Tradução e revisão de João Evangelista Franco. In: STOKER, Bram. O Monstro Branco. Global. P. 7-12.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/bram-stoker-pertenceu-%C3%A0-golden-dawn

Magia para passar em qualquer Concurso ou Prova

Quase todo dia, pessoas me escrevem pedindo magias ou rituais que os permitam passar em provas, concursos, exame da OAB ou testes de qualquer tipo. Recentemente, recebi autorização dos Poderes Illuminati que regem o Governo Oculto do Mundo para revelar apenas aos leitores deste blog os segredos goéticos para passar magistralmente em qualquer concurso sem levantar suspeitas.

Este é um ritual enochiano complexo que necessitará de seis meses de preparo (para um Exame da OAB ou Concurso Público), acompanhando as tábuas lunares e aspectações astrológicas, de acordo com as anotações deixadas por Aleister Crowley.

Em primeiro lugar, veja a data exata do Concurso. Isso possui uma importância fundamental astrológica no ritual.

Veja seu calendário magístico e marque exatos 6 meses, 6 horas e 6 minutos antes (666). Separe todos os livros e matérias que constam nas “Disciplinas do Edital” ou a “matéria da Prova”. Estes serão denominados de agora em diante “Coelum Philosophorum”. É importante que você separe TODOS os livros que cairão na prova ou concurso, porque precisaremos de todo o conteúdo para o pacto com as forças das trevas.

Caso seja uma prova menor, com menos matéria, o estudante pode começar a preparar o ritual exatamente 6 dias, 6 horas e 6 minutos antes da prova.

O contrato com os demônios da Goécia para realizar o pacto precisa ser feito todos os dias, sem falhas, ou o ritual não funcionará. Segundo Abramelin, durante não menos do que duas horas a cada dia, o Estudante começará a preparar os “Sigilos de Resumo” que são fórmulas cabalísticas para transformar grandes conteúdos literários em pequenos trechos que deverão ser compreendidos no pacto final. Para tanto, separe toda a matéria do Coelum Philosophorum, dividindo-o pelo número de dias que você fará as invocações.

A cada dia, certifique-se que não será perturbado pelos profanos por pelo menos duas horas. Desligue todos os equipamentos eletrônicos ao redor, pois as emanações eletromagnéticas prejudicarão o entrosamento psicomental necessário para contactar os seres goéticos.

O mago deverá usar suas vestes ritualísticas (se não possuir, poderá usar roupas pretas) e, atentamente, leia e faça anotações e RESUMOS em seu Grimório Pessoal com todo o conteúdo dos textos separados (isto é importante para que o mago saiba exatamente o conteúdo total da energia que será exigida na prova, a fim de invocar a entidade goética mais adequada). Segundo McGregor Mathers, Dion Fortune e Peter J. Carroll, esta etapa do ritual é fundamental e não pode ser negligenciada, pois os sigilos ficariam incompletos.

São Cipriano recomenda, em seu livro de capa preta, que o feiticeiro tenha ao seu lado um copo de água cheio, que deverá ser consumido durante estas duas horas de ritual.

Na noite anterior, é necessário que o Adepto medite a respeito dos objetivos e não pense mais no assunto, pois os sigilos precisam ser lançados no Astral para o dia seguinte. Com o tempo e com as práticas ritualísticas, o iniciado dominará qualquer tipo de assunto, bastando para isso incorporar novos livros ao Coelum Philosophorum.

Na hora do exame, toda a matéria resumida nos sigilos aparecerá de maneira mágica e inexplicável na mente do iniciado, trazida diretamente de seu Sagrado Anjo Guardião, fazendo com que ele consiga passar em qualquer prova ou teste!

De Paracelsus a Isaac Newton, de Agrippa a Leonardo DaVinci, todos os alquimistas utilizaram-se deste método que agora está disponível a qualquer digno estudante de ciências ocultas. Desta maneira, o estudante das ciências herméticas conseguirá os melhores resultados na escola, na faculdade ou em qualquer outro lugar, sem despertar suspeitas!

93!

Marcelo Del Debbio

Dies Martis, Sol in Aquarius, Luna in Pisces

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/magia-para-passar-em-qualquer-concurso-ou-prova

Magia Enochiana para passar no ENEM

Quase todo dia, pessoas me escrevem pedindo magias ou rituais que os permitam passar em provas, concursos ou testes de qualquer tipo. Os mais retardados fazem Pacto Pactorum ou mergulham nas qliphot e só se ferram… Mas seus problemas acabaram! Recentemente, recebi autorização dos Poderes Illuminati para revelar apenas aos leitores deste blog os segredos reptilianos para passar magistralmente no ENEM sem levantar suspeitas.

Este é um ritual enochiano complexo que necessitará de seis meses de preparo (para o ENEM), acompanhando as tábuas lunares e aspectações astrológicas, de acordo com as anotações deixadas por Aleister Crowley. “Sucesso é a única possibilidade!” ele escreveu. E você também conseguirá.

Em primeiro lugar, veja a data exata do Concurso. Isso possui uma importância fundamental astrológica no ritual.

Veja seu calendário magístico e marque exatos 6 meses, 6 horas e 6 minutos antes (666). Separe todos os livros e matérias que constam nas “Disciplinas do Edital” ou a “matéria da Prova”. Estes serão denominados de agora em diante “Coelum Philosophorum“. É importante que você separe TODOS os livros que cairão na prova ou concurso, porque precisaremos de todo o conteúdo para o pacto com as forças enochianas. A nota da Redação tem grande peso na nota final do Enem. Por isso, além de ficar bem informado é necessário focar nas técnicas de redação. Por isso é importante estudar pelo caminho do hermetismo. Em todos estes anos de internet, nunca vi um crente ou satanista que escrevesse direito…

Sei que Você já deve ter ouvido isto antes, mas ler bastante é muito importante para quem deseja escrever bem. Papus e Eliphas Levi já diziam isso e eu apenas reforço seus pensamentos.

O contrato com os anjos enochianos para realizar o pacto precisa ser feito todos os dias, sem falhas, ou o ritual não funcionará. Segundo John Dee, durante não menos do que duas horas a cada dia, o Estudante começará a preparar os “Sigilos de Resumo” que são fórmulas cabalísticas para transformar grandes conteúdos literários em pequenos trechos resumidos que deverão ser compreendidos no pacto final. Para tanto, separe toda a matéria do Coelum Philosophorum, dividindo-o pelo número de dias que você fará as invocações.

A cada dia, certifique-se que não será perturbado pelos profanos por pelo menos duas horas. Desligue todos os equipamentos eletrônicos ao redor, pois as emanações eletromagnéticas prejudicarão o entrosamento psicomental necessário para contactar os seres enochianos.

O mago deverá usar suas vestes ritualísticas (se não possuir, poderá usar roupas pretas) e, atentamente, leia e faça anotações e RESUMOS em seu Grimório Pessoal com todo o conteúdo dos textos separados (isto é importante para que o mago saiba exatamente o conteúdo total da energia que será exigida na prova, a fim de invocar a entidade enochiana mais adequada). Segundo McGregor Mathers, Dion Fortune e Peter J. Carroll, esta etapa do ritual é fundamental e não pode ser negligenciada, pois os sigilos ficariam incompletos.

São Cipriano recomenda, em seu livro de capa preta, que o feiticeiro tenha ao seu lado um copo de água cheio, que deverá ser consumido durante estas duas horas de ritual.

Na noite anterior, é necessário que o Adepto medite a respeito dos objetivos e não pense mais no assunto, pois os sigilos precisam ser lançados no Astral para o dia seguinte. Com o tempo e com as práticas ritualísticas, o iniciado dominará qualquer tipo de assunto, bastando para isso incorporar novos livros ao Coelum Philosophorum e poderá usar este ritual não apenas no ENEM, mas também em outros testes como o vestibular, prova da OAB e concursos.

Na hora do exame, toda a matéria resumida e estudada nos sigilos aparecerá de maneira mágica e inexplicável na mente do iniciado, trazida diretamente de seu Sagrado Anjo Guardião, fazendo com que ele consiga passar em qualquer prova ou teste!

De Paracelsus a Isaac Newton, de Agrippa a Leonardo DaVinci, todos os alquimistas utilizaram-se deste método que agora está disponível a qualquer digno estudante de ciências ocultas. Desta maneira, conseguirá os melhores resultados na escola, na faculdade ou em qualquer outro lugar, sem despertar suspeitas!

93!

Marcelo Del Debbio

Dies Martis, Sol in Aries, Luna in Taurus

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/magia-enochiana-para-passar-no-enem