A Iconografia dos Santos na História da Arte Bizantina, Medieval e Renascentista – Com Roe Klukiewic

Bate-Papo Mayhem 016 – Com Roe Klukiewicz – A Iconografia dos Santos na História da Arte Bizantina, Medieval e Renascentista.

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/86wf5xL1Rgk

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral duas vezes por semana, às segundas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados uma vez por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-iconografia-dos-santos-na-hist%C3%B3ria-da-arte-bizantina-medieval-e-renascentista-com-roe-klukiewic

Apocalipse das Semanas de Enoque

do  Livro de Enoch 93:1-10 , 91:11-17

(4 Qumran Henoc g (4Q212) III-IV § versão espanhol português E C M – enochm@terra.com.br 14/04/2001)

Enoch relembrou seu discurso dizendo: “A propósito dos filhos da Justiça e acerca do Eleito do mundo, que havia crescido de uma planta de verdade e de justiça, eles falaram e deram a conhecer a mim, Enoch, filhos meus, segundo o que me foi revelado todo o entendimento por uma visão celestial e pela voz dos anjos guardiães e dos santos. Nas tábuas celestiais é tudo lido e entendido “.


Continuou falando Enoch e disse: “Eu, Enoch, nasci o sétimo, na primeira semana, na época em que a justiça ainda era firme. Depois de mim, virá a segunda semana na que crescerá a mentira e a violência e durante ela terá lugar o primeiro Final, então, um homem será salvo. E quando esta semana haver acabado, a injustiça crescerá e Deus fará uma lei para os pecadores.


“Depois, haverá o final da terceira semana, um homem será eleito como planta de juízo justo, através do qual crescerá como planta de justiça para a eternidade. Logo, ao terminar a quarta semana, as visões dos santos e dos justos aparecerão e será preparada uma lei para gerações de gerações e um cercado.


“Depois, no final da quinta semana, uma casa de gloria e poder será edificada para a eternidade. Logo, na sexta semana, os que viverem durante ela serão cegados em seu coração, infielmente, se afastarão da sabedoria. Então um homem subirá ao céu no final desta semana, a casa de dominação será consumida pelo fogo e será dispersado todo a linhagem da raiz escolhida.


“Logo, na sétima semana surgirá uma geração perversa; numerosas serão suas obras, mas todas estarão no erro. E no final desta semana serão escolhidos os eleitos como testemunhas da verdade e da planta de justiça eterna. Será-lhes dada sabedoria e conhecimento por setuplicado. Para eles executarem o juízo arrancarão da raiz as causas da violência e nela a obra da falsidade.


“Depois disso virá a oitava semana, a da justiça, na qual se entregará uma espada a todos os justos para que julguem justamente aos opressores, que serão entregues em suas mãos. E ao final desta semana os justos adquirirão honestamente riquezas e será construído o templo da realeza d’O Grande, em seu esplendor eterno, para todas as gerações.


“Após isto, na nona semana se revelarão a justiça e o juízo justo à totalidade dos filhos da terra inteira e todos os opressores desaparecerão totalmente da terra e serão lançados ao pouso eterno e todos os homens verão o caminho justo e eterno.


“Depois disso, na décima semana, em sua sétima parte, terá lugar o Juízo Eterno. Será o tempo do Grande Juízo e Ele executará a vingança no meio dos santos. Então o primeiro céu passará e aparecerá um novo céu e todos os poderes dos céus se levantarão brilhando eternamente sete vezes mais. E depois disso, haverá muitas semanas, cujo número nunca terá fim, nas quais se fará o bem e a justiça. O pecado já não será mencionado jamais.”


O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento (Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é chamado de Enoch etíope. Este documento foi encontrado, incompleto, entre os Manuscritos do Mar Morto.

 

 

CAPITULO I

 Profecias sobre o fim dos tempos


“1 – Eis as palavras de Enoch pelas quais abençoou os eleitos e os justos que viverão no tempo da aflição, quando serão reprovados todos os maus e ímpios. Enoch, homem justo que caminha diante do Senhor, quando seus olhos foram abertos, e quando contemplou uma santa visão nos céus, fala e pronuncia: Eis o que me mostram os anjos,


2 – Esses anjos me revelarão todas as coisas e me darão a inteligência do que jamais vi, que não deve ocorrer nesta geração, mas numa geração afastada, para o bem dos eleitos,


3 – Foi por eles que pude falar e conversar com aquele que deve deixar um dia sua celeste morada, o Santo e Todo-poderoso, o Senhor desse mundo,


4 – Que um dia deve pôr em convulsão o pico do monte Sinai, aparecer em seu tabernáculo e se manifestar com toda a força de sua celeste potência.


5 – Todos os vigilantes serão surpreendidos, todos ficarão consternados.


6 – Todos serão tomados pelo medo e pelo espanto, mesmo nas extremidades da terra. As altas montanhas serão sacudidas, as colinas elevadas serão diminuídas, escoar-se-ão diante de sua face como o círio diante da drama. A terra será submersa e tudo aquilo que a habitar, perecerá, ora, todos os seres serão julgados, mesmo os justos.


7 – Mas os justos obterão a paz, Ele conservará os eleitos e sobre eles exercerá sua clemência.


8 – Então tornar-se-ão a propriedade do Senhor Deus, e serão por Ele cumulados de felicidade e bênçãos; e o esplendor da Divindade os iluminará.”

 

 

CAPITULO XLIV

 Profecias sobre Jesus, os tempos atuais e a perseguição aos cristãos


1 – Lá, vi então o Ancião dos dias cuja cabeça estava como que coberta de lã branca e com ele, um outro, que tinha a figura de um homem. Esta figura era plena de graça, como a de um dos santos anjos. Então interroguei a um dos anjos que estava comigo e que me explicou todos os mistérios relativos ao Filho do homem. Perguntei-lhe quem era ele, de onde vinha e porque acompanhava o Ancião dos Dias.


2 – Respondeu-me nessas palavras: “Este é o Filho do homem a quem toda justiça se refere, com quem ela habita, e que tem a chave de todos os tesouros ocultos; pois o Senhor dos espíritos o escolheu preferencialmente e deu-lhe glória acima de todas as criaturas.


3 – Esse Filho do homem que viste, arrancará reis e poderosos de seu sono voluptuoso, fá-los-á sair de suas terras inamovíveis, colocará freio nos poderosos, quebrará os dentes dos pecadores.


4 – Expulsará os reis de seus tronos e de seus reinos, porque recusam honrá-lo, de tornarem públicos seus louvores e de se humilharem diante daquele a quem todo reino foi dado. Colocará tormentos na raça dos poderosos; forçá-los-á a se deitarem diante dele. As trevas tornar-se-ão sua morada e os vermes serão os companheiros de sua cama; nenhuma esperança para eles de sair desse leito imundo, pois não consultaram o nome do Senhor dos espíritos.


5 – Desprezarão os astros do céu e elevarão as mãos contra o Todo-Poderoso; seus pensamentos serão voltados apenas para a terra na qual desejarão estabelecer sua morada eterna; e suas obras serão apenas obras de iniquidade. Colocarão suas alegrias em suas riquezas e sua confiança nos deuses fabricados por suas próprias mãos. Recusar-se-ão a invocar o Senhor dos espíritos, expulsá-lo-ão de seus templos.


6 – E os fiéis serão perseguidos pelo nome do Senhor dos espíritos.

 


CAPITULO XLV

 Profecias sobre o julgamento


1 – Nesse dia, as preces dos santos subirão da terra até ao pé do trono do Senhor dos espíritos.


2 – Nesse dia, os santos que habitam nos céus se reunirão e com voz unânime, rezarão, suplicarão, celebrarão, louvarão, exaltarão o nome do Senhor dos espíritos, pelo sangue dos justos, espalhado por ele; e essas preces dos justos elevar-se-ão incessantemente ao trono do Senhor dos espíritos, a fim de que lhes faça justiça, e que sua paciência pelos maus não seja eterna.


3 – Nesse tempo, vi o Ancião dos dias, sentado no trono de sua glória. O livro da vida estava aberto diante dele e todas as potências do céu se mantinham curvadas diante dele e ao seu redor.


4 – Então os corações dos santos estavam inundados de alegria, porque o tempo da justiça era chegado, a prece dos santos havia sido ouvida e o sangue dos justos havia sido apreciado pelo Senhor dos espíritos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/apocalipse-das-semanas-de-enoque/

Guia de expressões básicas em enochiano para uso cotidiano

Por Robson Bélli

  1. Olá – Balit
  2. Como esta você? – Darsar g gnay?
  3. Bem, e você? – Balit, od g?
  4. Bom dia! – Balit basgm!
  5. Boa noite – Balit dosig!
  6. Obrigado – Allar!
  7. Com licença – Iehusoz, el oanio! (perdão, um momento)
  8. Desculpe – Iehusoz!
  9. Até logo! – Uran g!
  10. Amém/concordo – Zurah (fervorosamente, com humildade)
  11. Abençoado seja tu! – Urebs noan g!
  12. Maldito seja tu! – Amma noan g!
  13. Discordo! – Osf

Números

  1. Ag
  2. El
  3. Pala
  4. D
  5. S
  6. O
  7. Norz
  8. Qew
  9. P
  10. M
  11. Ex

Pronomes

  1. Eu (meu, minha) – Ol
  2. Você (teu, seu, sua) – G
  3. Ele – tia
  4. Ela – pi
  5. Isto – t
  6. Nós – Ge
  7. Eles (elas) – Par

Ser

  1. Foi – As
  2. Onde – Zirom
  3. Foi – As
  4. Foi – As
  5. Foi – As
  6. Onde – Zirom
  7. Onde – Zirom

Fazer/faz

  1. Fez – Uls
  2. Fez – Uls
  3. Fez – Uls
  4. Fez – Uls
  5. Fez – Uls
  6. Fez – Uls
  7. Fez – Uls

Ter

  1. Tem – Blans
  2. Tem – Blans
  3. Tem – Blans
  4. Tem – Blans
  5. Tem – Blans
  6. Tem – Blans
  7. Tem – Blans

Verbos comuns

  1. Abrir – Odo
  2. Fechar – Emetgis
  3. Este – Da
  4. Aquele – Ar el
  5. Pegue – Arp t
  6. Solte – Dobix
  7. Adicione, junte – Uml
  8. Divida, separe – Poilp

Lugares / posições

  1. Aqui – Kures
  2. Ali – Uml
  3. Lá – Da
  4. Atrás – Zacam
  5. Na frente – Adoian
  6. Do lado – Unalab
  7. Esquerdo – Symp unalab (do outro borda)
  8. Direito – Vaoan

Seres

  1. Deus – Iaida
  2. Espirito santo – Congamphlgh
  3. Anjos – Sach
  4. Pessoas – Olora
  5. Demônios – Urch (anjos de confusão)
  6. Dragão – Vovim
  7. Espíritos – Gah

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-de-expressoes-basicas-em-enochiano-para-uso-cotidiano/

ABC da Umbanda

 

Água Fluida Nada mais é que um veículo preparado com elementos espirituais e da natureza, saturada por hábeis manipuladores do astral, com fins terapêuticos.
Amaci Banho purificatório na cabeça, feito com folhas, flores, mel, perfumes, ervas e outros, de acordo com orientação das pelo diretor dos trabalhos. Sua finalidade é auxiliar na incorporação e firmar o médium e seus guias nas correntes material e espiritual do Centro Espírita (Egrégora). É o começo da caminhada mediúnica no Centro Espírita escolhido pelo médium, para o seu desenvolvimento e de suas entidades.
Amuletos Objetos os mais variados possíveis em todo o mundo, tornam-se populares como “quebradores”  de olho-grande. Ao serem colocados em locais visíveis, alguns preparados para dissolver descargas negativas, são a primeira coisa a ser vista por aqueles portadores deste tipo de magnetismo pesado, recebendo em primeiro lugar, a descarga do mesmo. Ou seja, viram objetos de descarrego, de limpeza, absorvendo ou dissolvendo tais vibrações na entrada de residências.

Todos esses objetos e práticas auxiliam muito como paliativos, no teor magnético existente nas casas. Todavia, o mais importante é o tipo de ambiente que é criado pelas mentes que ali habitam. Se não, tornam-se inúteis ou de muito baixa influência.

Aruanda Lugar de onde veem os Orixás e as entidades superiores. No catolicismo é o céu. No Espiritismo são as colônias espirituais.
As Ervas As ervas, ao crescerem, absorvem as radiações do sol, da lua, dos minérios, enfim, de toda a natureza, e dos elementos espirituais, à semelhança da aura humana, daí o seu uso nos tratamentos, nas limpezas e na fixação de energias. Devem ser frescas, se possível, e nunca demasiadamente fervidas.
As Leis de Umbanda São 10 os princípios básicos que regem a Umbanda:

1 – Crença em um Deus único, onipotente, eterno, incriado, potência geradora de todo o Universo material e espiritual, adorado sob vários nomes.

2 – Crença em entidades superiores: Orixás, anjos e santos que chefiam falanges.

3 – Crença em guias, em planos médios, mensageiros dos Orixás, anjos e santos.

4 – Existência da alma e sua sobrevivência após a morte.

5 – Prática da caridade desinteressada, na busca de aliviar o Karma do médium.

6 – Lei do Livre-Arbítrio, pela qual cada um escolhe fazer o bem ou o mal, e o ser humano afiniza com sua faixa vibratória e a do ambiente que o cerca.

7 – O ser humano é a síntese do universo.

8 – Crença na existência de vida inteligente em todo o Universo, vivendo e habitando.

9 – Crença na reencarnação, na lei cármica de causa e efeito.

10- Direito de liberdade de todos os seres.

Benzeduras Nada mais são do que passes magnéticos. Nossos pretos velhos eram eficazes, assim como nossos índios. Utilizam-se de metais, água, ervas, saliva etc. como condutores desse magnetismo curativo.
Crendices Há crendices verdadeiras e falsas. Quando muitos dizem que determinada atividade é correta, deve-se analisar os fundamentos do ponto de vista científico e espiritual. Ou seja, devem ser analisadas friamente, sem serem repetidas, mecanicamente, sem discussão prévia. Certa vez ouvi que determinada imagem, dentro de casa, produziria efeito negativo na sexualidade feminina e coisas do gênero. Já falamos repetidas vezes que o que vale são os pensamentos e a magnetização dos objetos. Como foi comprovado, mais tarde, a dita imagem nada produziu de negativo, muito pelo contrário.
Defumação Nada mais é do que as plantas que, com todo o magnetismo absorvido da natureza, ao serem queimadas e suas emanações dirigidas por entidades encarregadas da purificação de ambientes, diluiriam fluidos pesados ou  atrairiam boas vibrações. Usam-se desde a tradicional arruda ou outras ervas, cascas de alho, açúcar, resinas aromáticas etc.
Elementais Sem eles a Umbanda não existiria. São entidades primárias, quase infantis na espiritualidade, sempre dirigidas por entidades superiores, habitando um dos quatro elementos. No fogo, as salamandras que trabalham nas áreas relacionadas ao amor, ao sexo, à amizade, à agressividade e à proteção. Na terra, há vários, sendo os mais conhecidos os gnomos, cuja atividade relaciona-se ao trabalho, à criatividade, à perseverança e aos bens materiais. As ondinas, nas águas, atuam na sabedoria, na doçura, nas atividades espirituais e mediúnicas. Nos ar, os silfos, ágeis e inquietos, dominam as áreas de saúde, da cura e do equilíbrio físico e mental.

Todos eles participam dos trabalhos umbandistas como auxiliares valiosos, e nas outras doutrina e religiões, muitas vezes, em discreto anonimato.

Elementares São diferentes dos elementais. São entidades primitivas em situação intermediária entre o animal e a racionalidade. Dirigidos por entidades, colaboram na limpeza, na guarda, tomando formas as mais variadas possíveis. São colaboradores dos Exus e boiadeiros, principalmente.
Exu e Quiumba Os quiumbas são malfeitores do astral, avessos ao bem e altamente perturbadores. Tanto que há concordância entre autores quanto ao fato de serem eles os verdadeiros executores dos trabalhos destinados ao mal. São os costumeiros “encostos” ou “rabos de encruza”. Fazem-nos pensar que muitos quiumbas mistificam, fingindo, em casas desatentas, serem Exus ou até mesmo Orixás, com fins de alcançar seus objetivos.

Os Exus, não. São eles que desmancham os trabalhos de magia negra, transportando magneticamente as mazelas, as dores e doenças físicas e espirituais, aliviando Carmas. Alguns Exus, por estarem ainda no início de sua evolução, como trabalhadores do bem, necessitam de orientação e doutrina, tanto pelo médium como pelos dirigentes dos trabalhos e devem ser colocados na disciplina da Casa.

Daí temos os Exus orientados, que não pedem sacrifícios, com oferendas mais simples, e aqueles que não tiveram uma colocação correta, que se acostumam com extravagâncias e exigências repletas de vaidades  humanas

Fases da Lua para Trabalhos A ação eletromagnética da lua é conhecida desde a mais remota antiguidade nos fenômenos das marés, na germinação e crescimentos das plantas, na poda de plantações, na fecundação de seres, nas alterações de humor e um sem-número de fenômenos. Já que se trata de trabalhos, com fins quaisquer, é natural que se escolham dias em que a força eletromagnética  da Terra, sob a influência lunar, crie um ambiente mais propício ao crescimento, ou não, do teor magnético nocivo ou benigno desses mesmos trabalhos.

Na lua minguante são entregues os trabalhos destinados a diminuir ou acabar com algo, tal como doenças ou vícios, dias esses com poderoso influxo magnético lunar de retração. Nos dias de lua cheia ou crescente, para trabalhos de crescimento, tais como os destinados a melhoria no trabalho, estudos, amor e saúde. Na lua nova não recomendamos, pois já é sentida a influência da passagem para a lua minguante.

Feitiço Infelizmente existe sim. São trabalhos feitos pela quimbanda com fins de prejudicar alguém, perfeitamente lógicos, dentro do ponto de vista magnético.
Como Evitar (Feitiço) Já vimos no conceito de magnetismo que, dependendo da sintonia que vibre em cada um, podemos assimilar o feitiço ou não. Nesses casos, quando a pessoa vibra em frequência mais elevadas, a onda do mal emitida tende a ricochetear e, muitas vezes, retorna a quem o emitiu, que, na realidade, vibra nessa faixa, pelo simples fato de Ter desejado o mal.
Há Nomes Que Não Devem Ser Ditos na Umbanda? Cada letra possui um som. Cada som produz uma frequência. A soma das letras produz um nome que poderá, ou não, formar uma melodia harmoniosa do ponto de vista espiritual. Todavia, antes de mais nada, não produz efeitos desastrosos se comparados ao teor de pensamento que exprime a palavra.
Imagens de Exus. Por Que Tão Assustadoras? Os Exus costumam tomar tais formas como meio de impor respeito e medo a espíritos inferiores (quiumbas) e, desta forma, facilitar o controle e vigilância que obtêm sobre estas mentes vinculadas ao mal, para que não perturbem trabalhos ou até mesmo lares e locais.
O Pensamento Tem Cor Segundo Ramatis: “A qualidade do pensamento determina-lhe a cor; a natureza do pensamento compõe-lhe a forma; e a precisão do pensamento determina-lhe a configuração exata” (Magia de Redenção, pág. 64). Dependendo da intensidade do mesmo, podem-se criar as conhecidas formas- pensamento, criações estas com volume, cor, som, verdadeiros marionetes espirituais de quem os criou. Na maioria das vezes, exprimem o verdadeiro interior de cada um, visíveis pelos guias que as analisam. São percebidas, também, pelos médiuns videntes e, muitas vezes, confundidas com entidades.
O Que é Pemba? Em sua origem, é um calcáreo extraído da terra, cuja finalidade é riscar os pontos que identificam a linha vibratória da entidade. Há diversas cores. A mais comum é a branca, que serve para todos, pertencente a Oxalá.
O Que é um Orixá? São divindades africanas diretamente relacionadas às forças da natureza. Seriam as falanges específicas que trabalham especializadas em determinado meio, como mar, céus, plantas, etc. Um Orixá é um regente de uma das forças do mundo material, sempre abaixo de Olurum (Zambi, etc.), o Deus Supremo. Fala-se, também, que seriam antigos governantes africanos tornados deuses após a morte. Na África há em torno de 600 Orixás. No Candomblé, 16. Na Umbanda 7.
O Que é um Orixá de Cabeça? O mesmo que Orixá de Frente. No Brasil, costuma-se dar uma pessoa a dois Orixás, normalmente formando casais, sem ser, com isso, regra. Em certos cultos, adotam-se três Orixás, os demais seriam conhecidos como “passagens”, exercendo menor influência. O Orixá de Cabeça corresponde à energia básica, fundamental, do indivíduo, dando-lhe características mais marcantes em sua personalidade. O segundo é o Adjuntó, de características mais sutis, muitas vezes amenizando o caráter o Orixá de Cabeça, que poderá Ter o caráter arrebatado por ser jovem e guerreiro. O terceiro seria o Orixá de Herança, que acompanha a família por algumas gerações.
O Que é Umbanda? Surgiu em 1908, no Brasil. Grosso modo, seria a mistura do culto congo-angola (misturado com o nagô), catolicismo, noções de Espiritismo, esoterismo, pajelança e até mesmo budismo. Umbanda quer dizer “Arte de Curar” ou “Magia”.
Objetos de Cera e as Velas A cera natural, vinda das abelhas, é impregnada dos fluidos existentes nas flores, em grande quantidade. Este elemento, vindo da natureza, é utilizado na prática do bem e do mal como matéria prima poderosa para somar-se com os teores dos pensamentos, tornando eficaz o trabalho e o objetivo ao qual se propõe. Comparada  a uma bateria, uma pilha natural, a cera sempre foi utilizada em larga escala na magia. A vela é considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por ter, em sua função, os quatro elementos da natureza ativos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra ( através da cera), a água (a cera ao ser diluída desprende este elemento), o ar aquecido queimando resíduos espirituais. O umbandista não deve, jamais, retirar  nada da natureza sem deixar, pelo menos, uma vela para repor aos elementos mentais o fluido retirado do seu ambiente, em profundo respeito à criação divina.
Oferenda Na Umbanda trabalha-se com os quatro elementos da natureza: água, fogo, terra e ar, como matéria-prima básica. Manejados convenientemente, por entidades especialistas, promovem o equilíbrio, o descarrego, a harmonia. Na Umbanda, em respeito à natureza, nada pode ser retirado sem uma restituição ao elemento básico. Muitas vezes, ao entregar-se determinada oferenda, por afinidade fluídica, a mesma fica saturada dos fluido densos retirados do solicitante, pelas entidades. Assim, os Exús utilizam o álcool com fins de evitar os vícios do médium; o dendê, para evitar a desordem psíquica; a farofa, para trazer bens materiais (alimentação); a pipoca, para atrair doenças cármicas.
Orixá não é uma Entidade Um Orixá é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas. São com tais energias que os umbandistas trabalham. Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Odé, não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários locais, haver entidades com o mesmo nome.
Os Mortos Não são Orixás, podendo se tornar um guia, Exú, auxiliar ou anjo, de acordo com sua elevação espiritual. São chamados Eguns.
Pintura de Objetos Na escala de cores, cada qual possui uma frequência específica, daí o seu uso.
Ponto Riscado Identifica a origem da entidade, quais os seus domínios e a quem é subordinada. Risca-se com a pemba.
Por Que Despachar Objetos em  Água Corrente? Sabemos que a água é um dos mais poderosos elementos da natureza, no que se refere a sua capacidade de excelente condutor de eletricidade e fluidos quaisquer, sendo um poderoso solvente. Ao atirar-se o objeto saturado, a água de imediato absorve este teor magnético, levando-o, para longe do enfeitiçado (ou daquele que quer  livrar-se de objetos imantados). Assim, quebra os vínculos que antes existiam, por proximidade ou assimilação do dono.
Quebrantos /
Olho-grande (ou gordo)
Funcionam similar as pragas. Há pessoas que, de baixo teor espiritual e magnético, emitem, alguma sem desejar, poderosos feixes de caráter nocivo capazes de matar plantas, animais ou causar mal-estar em pessoas.
Quiumbas Espíritos de mortos sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos seus próprios sentimentos em grande ódio e revolta. São as levas de obsessores existentes na espiritualidade, que induzem ideias maléficas aos vivos, apreciam fingir que são entidades iluminadas, quando não o são. Da mesma forma, são os verdadeiros executantes da magia negra e os vampiros do astral.
Ritual É um processo gradativo, onde se utilizam acessórios, os mais diferentes possíveis, até ser atingido o clímax desejado. Na verdade, assemelha-se a uma subida em uma escada, degrau a degrau, frequência a frequência, até a sintonia com as falanges desejadas, cujos objetivos podem variar sobremaneira.
Umbanda Cruzada Chamada de Quimbanda pelos umbandistas (ditos de linha branca) e macumba, os seus trabalhos ou feitiços. Cultuam dez a doze Orixás, dependendo da nação africana de origem, sendo que os Orixás “descem” pessoalmente, podendo haver, ou não, gira de caboclos e pretos-velhos em outros dias, intercalados. Fazem comidas (oferendas) mais elaboradas que na Umbanda Branca e sacrifícios animais. Nela é comum o jogo de búzios e rituais assemelhados ao Candomblé, feitos pelo pai ou mãe-de-santo ou babalorixá e iyalorixá. O vestuário é elaborado, há toque de instrumentos (algumas casas de Umbanda Branca aboliram), seu cerimonial e ritualística possuem maior quantidade de preceitos, proibições e quizilas (proibições alimentares). Cultuam-se os Orixás ligados à morte e aos cemitérios, fonte de energética de muitos trabalhos de magia negra, como Xapanã (Obaluaiê ou Omulu), Exu (Elebaras) e Iansã como dominadora de Eguns.
Umbanda de Branco/Umbanda Branca/ou de Cáritas Na verdade, varia infinitamente de casa para casa. Mas seus fundamentos básicos são que algumas casas se recusam a trabalhar com giras de exus, por considerá-los indisciplinados e só trabalharem com sacrifícios sangrentos, coisas que já sabemos incorretas, apesar de serem ideias muito difundidas. Existem sete falanges, denominados por Orixás, Yorimá (Pretos-Velhos) e Yori (Crianças). Na legião de Iemanjá haveria  Orixás comandando suas subdivisões, tais como Oxum, Iansã e Nanã. Em alguns locais, os Orixás não “descem” pessoalmente, mas são representados por Pretos-Velhos, Caboclos e espíritos de Crianças. Há rituais em matas, praias, pedreiras, cachoeiras etc. Nela foram abolidos rituais com sangue e magia negra.
Umbanda Religião Cristã Em seus princípios (Leis de Umbanda), há a crença em um Deus único e a caridade desinteressada, visto nos mesmos princípios do Evangelho de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Jesus, por sua vez, ocupa seu lugar nas preces como o divino coordenador ou mesmo na figura excelsa de Oxalá, sendo Deus, Ifá. Por que, então, não considerá-la cristã?
Valor das Palavras na Umbanda A palavra, no antigo Egito, era sinônimo de criação. Tanto é verdade que uma palavra exprime uma ideia. Uma ideia, um pensamento. E um pensamento é onda emitida. Daí usar-se algumas palavras que exprimem complexos sentimentos carregados de amor, nos trabalhos de Umbanda. São os conhecidos mantras, na Índia.

Lembretes:

 O respeito à natureza é um dos atributos do umbandista. Em respeito aos Orixás e manutenção de seus locais, jamais deixe lixo de qualquer espécie após as oferendas, como sacolas, papéis, embalagens e garrafas de vidro.

Médiuns devem abster-se de ingerir, nos dias de trabalho, bebidas alcoólicas, comidas picantes, excesso de carne vermelha e, dentro do possível, evitar discussões e agitações de toda a espécie. As entidades de Oriente não admitem o consumo de carne de gado, porco ou carneiro pelo seu médium no dia de trabalho. Incluem-se também nesses itens o excesso de café, chás e chocolates.

Para as Oferendas:

  • Todos os itens da oferenda deverão ser comprados por quem os oferece, sem nenhuma exceção.
  • O local escolhido não poderá ter outras oferendas ou ter havido agitações ultimamente, com exceção das encruzilhadas que são muito ocupadas.
  • Cumprimente o local e as entidades que ali trabalham e estão assistindo à entrega, e sais respeitosamente, em silêncio, não se voltando para trás.
  • Não ofereça bebida gelada.
  • Tudo deve ser aberto, desenrolado, inclusive balas.
  • Pode-se acender ou não cigarros e charutos. A caixa de fósforo deve ficar ao lado, aberta.
  • Os Orixás não se preocupam com a quantidade de itens oferecida, mas sim com o axé mínimo para a troca fluídica e o valor da intenção do pedinte.
  • Peça justiça, nunca o mal de ninguém. A Umbanda não admite trabalhos voltados para o lado da Quimbanda.
  • Não devem ser comidos ou provados os itens da oferenda. O que foi preparada deve ser entregue ou, se sobrar, posto fora.
  • Os despachos (oferendas a Exu) devem ser entregues em um dos quatro cantos da encruzilhada. Alguns trabalhos, com a devida orientação, constam também no centro. Nunca faça, sem o devido preparo e aval das entidades, tais oferendas. Limite-se as velas, charuto e cachaças.
  • As oferendas deverão ser entregues a partir das sete horas da noite ou pela manhã, antes do sol firmar-se no céu, com exceção de Oxalá e Ibeji que aceitam em dia claro. Nunca deverão ser entregues a partir da meia noite, quando se nota maior acúmulo de entidades perturbadoras à procura de encarnados dedicados aos prazeres mais inferiores.
  • Nada será entregue durante a chuva. Podem ser entregues nas estiagens, nas horas em que a chuva cessa.

Fonte: Sociedade Espiritualista Mata Virgem. Curso Básico de Doutrina Espírita – Aula 33. ABC da Umbanda.

Texto revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/abc-da-umbanda/

A Matriz da Cabala-Xamanismo

Por Donald Michael Kraig

Uma das coisas que comentei em meus escritos é que para alguns praticantes, certos aspectos da Cabala e da magia cerimonial são muito “esquerdistas”. Essas práticas, que são um foco para algumas pessoas, embora lógicas e bem pensadas, carecem de paixão. De fato, eu estive lá uma vez. Eu era membro de um grupo mágico onde você era obrigado a escolher um nome mágico. Escolhi um muito rapidamente e depois escrevi um longo artigo sobre o significado, o valor e as interpretações cabalísticas do nome. Foi tudo muito canhoto.

Mas não precisava ser assim! Em Modern Magick, discuti brevemente uma tradição mística que foi uma precursora direta do Misticismo Cabala-Merkaba. Uma técnica básica deste sistema começa com o praticante alterando sua consciência. Um escritor sugeriu que isto era feito através de jejum e adicionalmente mudando o fluxo de sangue para o cérebro, colocando a cabeça entre os joelhos enquanto se sentava. Uma vez neste estado, você faz uma viagem através de vários “palácios” (isto evoluiu para o trabalho de trilhar o caminho Cabalístico), onde você teria experiências surpreendentes, se comunicaria com entidades espirituais e eventualmente veria a Merkaba, ou Trono de Deus.

Uma prática xamânica, que tem sido descrita em inúmeras fontes, é alterar de forma similar a consciência (mais sobre isso em um momento) e viajar para mundos diferentes onde você interage com outras entidades e guias espirituais. Como eu a interpreto, então, as práticas cabalísticas e a magia cerimonial como praticada hoje têm raízes comuns com as técnicas xamânicas praticadas em todo o mundo por muitos milhares de anos. Como, então, podemos trazer este aspecto pessoal e experiencial de volta ao mundo da magia cerimonial?

Meu Primeiro Ritual Xamânico:

Fui conduzido através de meu primeiro ritual xamânico há cerca de uma década. Era muito simples. Tomei uma posição relaxada e ouvi uma gravação em fita de bateria lenta e constante. O uso de tal batuque tem sido há muito tempo uma técnica para alterar a consciência. Logo, visualizei caminhar até um tronco de árvore com um grande buraco. Entrei no buraco escuro e caminhei para uma nova realidade. Lá eu vi cenas da floresta e me comuniquei com guias e espíritos animais. Depois de um tempo, pude sentir que os tambores estavam mudando, e trabalhei meu caminho de volta através da floresta, para fora do toco da árvore e de volta à consciência normal. Não havia grandes reflexões teóricas ou filosóficas nesta prática. Era tudo experiencial e “de cérebro direito”. Para mim, foi uma experiência poderosa e comovente.

Para aqueles de nós que tiveram a sorte de fazer parte dos círculos do tambor, o poder do tambor é inconfundível. Mas para aqueles de nós que não são grandes bateristas, a sensação de precisar competir ou fazer parte do que está acontecendo sem estragar as coisas pode nos fazer sentir desconfortáveis. Tenho sido músico durante a maior parte da minha vida, recebendo aulas de piano antes de estar na primeira série. Cantei em corais por milhares, e toquei teclado em bandas que abriram para Elton John, Great White, e outros, sendo o maior público bem mais de dez mil pessoas. Mas eu tenho um problema com a bateria manual.

Diga Olá ao Buddy Helm:

Recentemente, tive a oportunidade de passar algum tempo com o Buddy Helm no Heartland Pagan Festival. Buddy passou anos na cena musical, também, trabalhando com pessoas como Frank Zappa e muitos outros. Passamos horas compartilhando nossas “histórias de guerra” na indústria musical. Hoje, Buddy viaja pelo mundo ensinando sobre a mistura de batuque e espiritualidade.

Uma das coisas que aprendi com ele é que quando seu coração está no lugar certo, é apenas sua crença de que você não é um bom baterista que o impede de fazer batuque espiritual. Ele pegou uma multidão de pessoas, muitas das quais nunca haviam tocado tambores antes, e não apenas as ensinou a tocar tambor espiritual, mas na verdade deu à maioria delas um solo! E todos eles se saíram bem. Parece que todos podem tocar tambor se, como diz Buddy, você simplesmente calar sua “crítica interior”.

Buddy também falou sobre a velocidade da batida básica. Ele disse que quando você mantém o ritmo abaixo de sessenta batidas por minuto, você deve se acalmar, relaxar, e reduzir a tensão. Surpreendentemente, alguns dos bateristas experientes na oficina tiveram dificuldade em fazer isso e lutaram para manter apenas uma batida constante e lenta.

Na minha opinião, o que Buddy estava ensinando era como alcançar um estado xamânico de consciência através do tambor. Você pode fazer isso com um tambor ou simplesmente usando seu corpo como um tambor. Em um estilo pessoal e claro, Buddy explica isso em seu livro, The Way of the Drum (O Caminho do Tambor). Ele inclui um CD com exemplos para que você possa tocar junto. Há também muitas histórias fascinantes de suas experiências musicais.

De que serve o xamanismo?:

Certo, então você aprendeu a entrar em um estado de consciência alterado que lhe permitirá viajar por mundos diferentes e conhecer entidades espirituais. Qual é a utilidade prática das técnicas xamânicas?

Os xamãs têm sido guias espirituais, conselheiros e curandeiros. O aspecto curativo vem de seu coração e de seu trabalho espiritual. Um livro maravilhoso para aprender algumas destas técnicas é o Livro de Cura Xamânica de Kristen Madden.

Por exemplo, um tópico do livro é como fazer parceria com seu tambor para criar cura. Assim, você pode usar o tambor tanto para seu próprio desenvolvimento espiritual, como no livro de Buddy, quanto para ajudar a curar a si mesmo e aos outros, como descrito no livro de Kristen. Ela também ensina como liberar sua voz para o trabalho xamânico.

Seu livro vai muito além, incluindo informações sobre como desenvolver habilidades xamânicas, comunicar-se com guias espirituais, realizar recuperações e extrações de almas, criar espaço sagrado para rituais, e realizar cerimônias de cura. O livro também explora os métodos xamânicos de trabalho de cura com sonhos, pedras, cristais e cores.

Há muitos bons livros sobre o xamanismo que estão disponíveis, mas poucos realmente se dedicam ao trabalho prático de como fazer com segurança o que os xamãs fazem. Juntos, O Caminho do Tambor e O Livro da Cura Xamânica podem lhe dar técnicas xamânicas que podem ajudar a acrescentar paixão à magia que você faz, ou mesmo lhe proporcionar um caminho a seguir.

Usando a Matriz da Cabala-Xamanismo Hoje:

Assim como o trabalho xamânico pode ser usado para a cura física, psicológica e espiritual, o sistema cabalístico que evoluiu do xamanismo pode ser usado para o desenvolvimento espiritual. Escrevi anteriormente que o Misticismo Merkava é derivado de técnicas xamânicas (na prática, se não de fato), e que esta forma inicial de espiritualidade précabalística evoluiu para o que é conhecido hoje como trabalho cabalístico de palmadinhas. Este trilhar o caminho é uma jornada através da Árvore da Vida que é visualizada ou feita através da projeção astral. Houve um tempo em que o termo “trilhar o caminho, pathworking” significava exclusivamente este tipo de trabalho, mas nas últimas décadas passou a significar qualquer tipo de jornada visualizada. Para diferenciar o sistema tradicional do novo uso do termo, eu chamo a jornada através da Árvore da Vida de “Trilhar o Caminho Cabalístico”. As técnicas foram codificadas e desenvolvidas por membros da Ordem Hermética do Amanhecer de Ouro.

Na minha opinião, esta é uma verdadeira aventura moderna derivada do xamanismo, formando o que eu chamo de Matriz Cabalística-Xamanista. É realmente emocionante experimentar, e não importa o quanto eu tente descrever a visita a mundos diferentes, a comunicação com espíritos e anjos, e a incrível correria da liberdade que ocorre, eu não acho que minhas palavras jamais farão justiça. Em Modern Magick, grande parte do treinamento e das práticas lhe dão as informações e habilidades que lhe permitirão tornar-se totalmente competente como um viajante na Árvore da Vida. Entretanto, meu livro foi projetado para cobrir muitas técnicas mágicas, e um grande número de outras habilidades e informações sobre assuntos variados está incluído.

Se você está intrigado com a possibilidade de pegar o antigo sistema do xamanismo e usá-lo em um quadro moderno – e espero que você esteja – você talvez queira apenas se concentrar no aprendizado deste sistema. Para esse fim, recomendo o Magical Pathworking de Nick Farrell. Que adição maravilhosa à técnica mágica isto é! É escrito exclusivamente sobre trilhar o caminho, pathworking, e inclui todas as informações, exercícios e métodos necessários para que você mesmo possa fazer este trabalho. São dados exemplos para que você possa ver como é. Você verá como você pode usar estas técnicas como uma forma de “magia psicológica” para alcançar uma vida melhor e fazer contato com o divino. E você virá para experimentar pessoalmente a Matriz da Cabala-Xamanismo.

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Fonte: https://www.llewellyn.com/journal/article/723

COPYRIGHT (2004) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-matriz-da-cabala-xamanismo/

Ars Almadel – A Quarta Chave Menor de Salomão

Ars Almadel
Tradução por LVX NOX (Leonardo M.) Grupo de Traduções Ocultas

Aqui começa A Quarta Parte deste Livro
O qual é chamado a Arte Almadel de Salomão

Por esta arte, Salomão obteve grande sabedoria dos Anjos Superiores que governam as quatro Altitudes do Mundo: você deve observar que há quatro Altitudes, que representam os quatro Cantos, Oeste, Leste, Norte e Sul: os quais são divididos em 12 partes; isto é, cada um com 3 partes. E o Anjo de cada uma¹ dessas partes possui suas virtudes e poderes particulares, como devem ser mostradas no seguinte tópico (resumo), &c (etc).

Constrói este Almadel da mais pura cera branca; porém os outros devem ser coloridos apropriadamente para a Altitude. Cada quadrado deve ser de 4 polegadas, e para cada sentido deve ser 6 polegadas, e em cada canto deverá ter um buraco, e escreve entre cada buraco com uma caneta nova as seguintes palavras e nomes de Deus. Mas isto deve ser feito em um dia e hora do Sol. Escreve sobre a primeira parte, para o Leste, ADONAIJ, HELOMI, PINE. E sobre a segunda parte, para o Sul, HELION, HELOI, HELI. E sobre a parte do Oeste, JOD, HOD, AGLA. E sobre a quarta parte, a qual é o Norte, escreve TETRAGRAMMATON, SHADAI, JAH.

E entre a primeira e as outras partes, marca o pentáculo de Salomão, assim: e entre o primeiro quadrante escreve a palavra ANABONA, e no meio do Almadel constrói a figura do hexágono , e no meio deste, deverá haver um triângulo, onde devem está escrito estes nomes de Deus HELL, HELION, ADONAIJ, e ao redor desta figura de seis ângulos, deverá ficar como está no exemplo.

E da mesma cera devem ser feitas quatro velas. E elas devem ser da mesma cor da qual o Almadel é. Divide tua cera em três partes: uma para criar o Almadel, e as outras duas partes para fazer as velas. E deixa vir de cada uma delas um pé feito da mesma cera para apoiar o Almadel.

Estando isto feito, num lugar próximo tu deverás fazer um selo de ouro puro ou prata (mas o ouro é melhor) sobre o qual devem ser gravados estes três nomes HELION, HELLUION, ADONAIJ.
E observas que a Primeira Altitude é chamada Chora Orientis, ou Altitude Leste. E faz uma experiência nesta Chora, que deve ser feito no dia e hora do Sol. E o poder e ofício destes anjos é fazer todas as coisas fecundas, produtivas e férteis, e aumentar tanto nos animais e vegetais, na criação ou geração, promovendo o bom nascimento e desenvolvimento das crianças, e fazendo a mulher que é estéril, fértil.
E seus nomes são estes, a saber: ALIMIEL, GABRIEL, BARACHIEL, LEBES, HELISON.

E presta atenção para que não suplique ou ore por qualquer anjo, mas sim diante daquela Altitude da qual tu desejas chamar.

E quando tu administrares a colocação das quatro velhas sobre os quatro castiçais, que tu tenhas cautela para não acendê-las antes de você iniciar a operação.

Então posicione o Almadel entre as quatro velas e sobre um suporte que vêm das velas, e posicione o selo de ouro sobre o Almadel, e tendo a invocação que será lida escrita sobre um pergaminho virgem, acenda as velas e leia a invocação.

E quando ele aparecer na forma de um Anjo levando em sua mão um estandarte ou bandeira, tendo a figura de uma cruz branca¹ nesta, o corpo dele começará a ser envolvido com uma névoa suave, e uma coroa de flores rosa sobre sua cabeça.


Ele se elevará primeiro sobre o sobrescrito no Almadel, como se fosse uma névoa ou neblina.

Em seguida, tendo tu preparado um recipiente de terra da mesma cor que é o Almadel, e outro para seus acessórios, que seja na forma de uma bacia, colocará dentro deste algumas cinzas ou brasas, mas não deve ser em grande quantidade, para que não derreta a cera do Almadel. E colocai dentro deste, três pequenos grãos pulverizados de resina de lentisco², para que este possa defumar e o cheiro suba pelos buracos do Almadel quando o recipiente estiver abaixo deste.

E logo que o Anjo perceber o cheiro ele começará a falar com uma voz baixa, perguntando qual é o teu desejo, e o que te levara a chamar os príncipes e governantes desta Altitude para isso.

Então tu deves responder a ele, dizendo: Eu desejo que tudo o que peço seja concedido e aquilo que rogo seja realizado: por teu ofício faças com que isso aconteça e declarai assim que isso será feito por ti, se agrada a Deus, acrescentar as particularidades de seu pedido, pedindo com humildade para o que é lícito e justo: e tu deverás obter por ele.

Porém se ele não aparecer logo, então tu deverás alcançar o selo de ouro, e fazer com ele três ou quarto marcas sobre as velas, pelas quais se tenciona que o Anjo aparecerá prontamente como supracitado. E quando o Anjo partir ele preencherá totalmente o local com um doce e agradável cheiro, o qual será perceptível por um longo tempo.
E note que o selo de ouro servirá e é utilizado em todas as operações de todas as quatro Altitudes.

A cor pertencente à primeira Altitude, ou Chora, é branca como o lírio; o segundo Chora, a cor perfeita de uma rosa vermelha; o terceiro Chora é um verde mesclado com uma cor branco-prateada; o quarto Chora é negro misturado com um pouco de verde ou uma cor triste.

_ 1: An equal-armed cross is drawn in the manuscript, following the word “cross”.
2: O nome é “mastick”, também encontrado como mastic ou mastix, que é uma planta de origem das regiões gregas. Lentisco é o nome da resina produzida desta planta.

Do segundo Chora ou Altitude

Tomai nota de que as outras três Altitudes, com seus Sinais e Príncipes podem exercer poder acima de bens e riquezas, e podem fazer que qualquer homem rico seja pobre. E como a primeira Chora que concede crescimento e o torna produtivo, estes concedem decréscimo e esterilidade. E se alguém deseja operar com qualquer um dessas três Choras ou Altitudes seguintes, eles devem fazer isso em um die Solis (dia do Sol), na forma como foi mostrada acima.

Mas não rogues por algo que é contra Deus e Suas Leis, mas por aquilo que Deus concede por direito ou pelo o curso natural: que você possa desejar e obter.

Todos os acessórios a serem utilizados devem ser da mesma cor que o Almadel é.

E os príncipes do segundo Chora são estes, a saber: APHIRIZA, GENON, GERON, ARMON, GEREIMON. E quando tu estiveres a operar, deverá ajoelhar-se diante do Almadel, com roupas da mesma cor, pendurado em um armário também com a mesma cor; para a santa aparição que será da mesma cor.

E quando ele aparecer, ponha um vaso de barro abaixo do Almadel, com fogo ou carvão e três grãos (equivalente a 0,200 gramas) de lentisco (mastic) para perfumar como dito acima.

E quando o Anjo perceber o cheiro, ele voltará o rosto para ti, e perguntará com uma voz em tom baixo por que chamaste o príncipe desta Chora ou Altitude.

Então tu deverás responder como anteriormente: Eu desejo que tudo o que peço seja concedido e aquilo que rogo seja realizado: por seu ofício faças com que isso aconteça e declarai assim que isso será feito por ti, se agrada a Deus.

E tu não deves ficar com medo, porém falar humildemente, dizendo: Eu encarrego meu propósito totalmente ao teu ofício, e eu rogo a ti, Príncipe desta Altitude, que eu possa desfrutar e obter todas as coisas de acordo com meus desejos e vontade. E tu poderás acrescentar algo mais conforme sua mente manifestar todas as particularidades em tua oração, e fazer como nos outros dois Choras seguintes.

O Anjo do segundo Chora aparece na forma de uma jovem criança com roupas de cetim, e de cores de uma rosa vermelha, tendo uma coroa de flores ornamentais sobre sua cabeça. Seu rosto olha para além do céu e é de uma cor vermelha, e é rodeado por uma claridade esplendorosa, como os raios do sol.

Antes que ele parta, ele falará a ti dizendo, Eu sou teu amigo e irmão. E iluminará o ar ao redor com seu esplendor, e deixara um agradável cheiro o qual ficará até o fim por um longo tempo acima de sua cabeça.

Do terceiro Chora ou Altitude

Nesta Chora tu deves fazer todas as coisas conforme fora indicado nos outros dois. Os nomes dos anjos desta Altitude são estes, a saber: ELIPHANIASAI, GELOMIROS, GEDOBONAI, TARANAVA & ELOMINA.

Eles aparecem na forma de crianças pequenas ou uma mulher pequena trajando um vestido em cores verde muito belo visualmente, e uma coroa de folhas de louro e cores acima de sua cabeça. E elas olham um pouco para baixo com seus rostos. E eles falam como os anteriores a ti, e deixam um forte e doce perfume após sua saída.

Do quarto Chora ou Altitude

Neste Chora tu deves fazer como nos outros, e os Anjos nesta Chora são ARCAHIEL, GEDIEL, GEDIEL, DELIEL e CAPITIEL. Eles aparecem na forma de homens pequenos ou meninos, com roupas de cor escura misturado com verde escuro; e em suas mãos eles seguram um pássaro desprotegido; e suas cabeças estão envoltas de esplendorosas luzes de diversas cores. Eles deixam um cheiro doce atrás deles, porém diferente dos outros até certo ponto.

Horas para invocação dos Anjos

Observai que há doze Príncipes, além daqueles nas quarto Altitudes: e eles partilham seus ofícios entre eles mesmos, cada um dominando durante trinta dias a cada ano. Será em vão chamar qualquer um dos Anjos a não ser por aqueles que o governa, pois para cada Chora ou Altitude há um tempo limitado, de acordo com os doze signos Zodiacais; e desde que o Sol esteja neste Signo, este ou aquele Anjo que competem ao Signo possuem o controle [e poderão ser invocados].
Como, por exemplo: suponha que eu chamaria os dois primeiros dos cinco que pertencem ao primeiro Chora. Então escolho o primeiro domingo de Março, após o Sol ter entrado em Áries: e então eu faço uma invocação. E assim como, se você quiser, no próximo Domingo.
E se você chamará pelos os outros dois espíritos seguintes ainda da primeira Chora que seja em um Domingo após o Sol ter entrado em Touro, em Abril. Mas se você chamará pelo o último dos cinco, então você deverá aproveitar dos Domingos de Maio após o Sol ter entrado em Gêmeos, para fazer suas práticas.

Faça assim com as outras Altitudes, para que com todos eles exista uma forma única de trabalho. Mas as Altitudes possuem nomes formados individualmente na substância do paraíso, cada Nome. Para quando os Anjos ouvirem os nomes de Deus que lhes são atribuídos, eles escutem pela virtude da Individualidade do Nome. Por esta razão, é em vão chamar qualquer anjo ou espírito a menos que ele saiba qual nome chama por ele.

Então, observe a forma desta conjuração ou invocação:

A Invocação

Oh tu, poderoso, abençoado e glorioso Anjo de Deus (Nome), que governas e és Anjo superior governando no (número) Chora ou Altitude. Eu sou o servo do Supremo, o mesmo teu Deus ADONAIJ, HELOMI, e PINE¹; o mesmo a quem tu obedeces, e é o distribuidor e árbitro de todas as coisas, tanto no céu, na terra e no inferno, invoco-te, conjuro-te e rogo a ti (Nome), que apareças sem demora na virtude e poder do mesmo Deus, ADONAIJ, HELOMI e PINE; e eu te ordeno por aquele a quem obedeces, e é posto acima de ti como Rei no divino poder de Deus, que tu desças imediatamente de tua ordem ou local de residência e venha até mim; e que apareças visivelmente diante de mim nesta pedra de cristal, na tua própria forma e glória, falando com uma voz inteligível para meu entendimento.

Oh tu, forte e poderoso Anjo (Nome), quem és ordenado pelo o poder de Deus a governar os animais, vegetais e minerais, e causar a eles e a todas as criaturas de Deus a se espalhar e multiplicar de acordo com seus tipos e naturezas:

Eu, o servo do Deus Maior o qual tu obedeces, peço e humildemente imploro a ti que venha de sua mansão celestial, e mostre-me todas as coisas que eu desejar de ti, desde que tu sejas capaz, ou lhe seja possível fazê-lo, e se Deus permitir o mesmo.

Oh tu, servente de misericórdia (Nome), eu rogo humildemente e suplico-te por estes santos e abençoados nomes de Deus ADONAIJ, HELLOMI, PINE;

_ 1: Use o nome divino que governa a Altitude invocada, aqui e nos parágrafos seguintes.

E eu também te obrigo neste e por este poderoso nome ANABONA, que tu apareças visivelmente sem demora e claramente em sua forma e glória própria e que seja por este cristal, que eu possa vê-lo visivelmente; e possa ouvir-te falar diante de mim; e que eu possa ser abençoado por tua gloriosa assistência angelical, amizade familiar e companhia constante, comunhão e instrução, agora e por todo o tempo, justamente para me informar e me instruir na minha ignorância e corrompida inteligência; julgando e entendendo, e ajudar-me tanto aqui como também nas outras verdades, pelo o Todo-Poderoso ADONAIJ, Rei dos Reis, aquele que concede a todos boas dádivas, que generosa e paternalmente agracia com misericórdia; agradando-me com esta dádiva.

Por esta razão, oh abençoado Anjo (Nome), sejas amigável diante de mim, na medida em que Deus lhe dará o poder e a presença, para aparecer, e que eu possa cantar com seus Santos Anjos.
O Mappa Laman, Hallelujah. Amen.

Quando ele aparecer, dê a ele ou eles, acolhimento; e então pergunte o que é merecido e lícito, e o que é próprio e adequado ao seu ofício. E você deverá obter.

Assim termina o 4° livro chamado de Almadel de Salomão, o Rei.

Epílogo

O Ars Almadel completa a maior parte do Lemegeton; a parte restante, Ars Nova, é mais um apêndice do que propriamente um livro. Entre eles, estas quatro partes fornecem uma razoável compreensão do sistema de acesso aos poderes magicko do universo; demoníaco (Goetia), terrestre (Theurgia Goetia), planetário (Ars Paulina) e zodiacal (Ars Almadel).

É interessante notar que como os poderes invocados tornaram-se progressivamente mais exaltados, o método de invocação se tornou progressivamente simples. Alguns se preparam para invocar um espírito da Goetia como se fossem para uma pequena guerra mágicka; um único trabalho do Almadel pode ser realizado antes do desjejum. Isto está de acordo com a idéia medieval de os espíritos que são servos de Deus desejam ajudar a humanidade, e virão prontamente se forem chamados corretamente; as ameaças e força usadas para com os espíritos da Goetia não são necessárias para os espíritos superiores, e de fato, seria um insulto para eles.

As quatro Altitudes do Almadel não são exatamente ligadas com as quatro direções, ou com os Elementos. Em vez disso, eles parecem ser pontos representativos dos pontos de equinócio e solstício, vistos como pontos de ancoragem do zodíaco e as estações. Eles são chamados “cantos”, da mesma forma que os pontos horizontais e verticais de um gráfico astrológico são chamados de “ângulos”. Bem como suas cores que parecem ser sazonais antes que sejam elementais; o branco puro e imaculado como o frescor da brisa da primavera; o vermelho do calor do verão; o verde das plantas maduras revigorado pelo cair das chuvas, e a escuridão do solstício de inverno.
Cada Altitude governa em ordem uma estação e três signos zodiacais, nesse sentido, não como sugerido por Carroll “Poke” Runyon, os três signos de um único elemento ou os signos Cardinais isolados. Isto é claro pela descrição do tempo escolhido para as invocações: os dois primeiros Príncipes de uma Altitude governam o signo Cardinal de uma estação, os dois seguintes governam o signo Fixo, e o último governa o Mutável. A idéia de Runyon’s de substituir os nomes dos quatro Arcanjos dos Elementos pelos Príncipes parece inapropriada; provavelmente isso produzirá algum tipo de resultado, porém é muito mais provável que não seja o resultado que era destinado por este trabalho.

Runyon também afirma que as velas são destinadas a passar pelos buracos do Almadel, porém este não é claramente o caso, a partir da descrição. Mais apropriadamente, pequenas abas são construídas de dentro pra fora das velas, de modo que (com a altura adicional fornecida pelo o suporte das velas, ou seja, os castiçais) é levantado o suficiente para encaixar um pequeno vaso para incenso na parte inferior. Pelas considerações práticas, as velas suportariam Almadel nos cantos, em vez de ser pelos lados, porém as bordas não devem ser tão largas para obstruir os buracos.
Os poderes mencionados para estes anjos são muito vagos, e no caso de três dos Choras, parecem ser bem inúteis. Entretanto o primeiro parágrafo do documento é bastante claro em apontar que “cada um destas [doze] partes possuí virtudes e poderes particulares.” Dadas suas associações explícitas com os signos, seguiria que seus poderes são associados com os signos que eles regem. Por exemplo, comércio e prosperidade em Touro, arte e comunicações em Gêmeos ou Virgem, diplomacia e relacionamento em Libra, construção e governo em Capricórnio, e assim por diante.

Uma pedra de cristal é mencionada na invocação, embora não esteja nas instruções de construção do Almaldel. A utilização de tal artifício parece-me opcional; não é absolutamente necessário, mas é aceitável para quem está acostumado a utilizar uma. Se usado, provavelmente seria colocado em cima do selo de ouro, que por sua vez é colocado no topo do Almadel. Ela seria necessariamente uma pequena pedra, para que seu peso não exerça grande pressão na estrutura de cera.

Benjamin Rowe, 21 de Julho, 1999.

Nota Final
Pela conclusão deste trabalho, devem-se sinceros agradecimentos aos seguintes:
— Anderson S. (Mephisto) como crítico e incentivador; Victor T. como um grande auxiliar; e Junior, por mostrar-me suas teorias sobre círculos e Goetia, e com elas me deixar louco durante as madrugadas. Aos participantes e voluntários do Grupo de Traduções Ocultas.

Para cada um de vocês, eu só posso dizer: Muito Obrigado.

LVX NOX, do oitavo dia ao décimo terceiro dia de Janeiro de 2009.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/ars-almadel-a-quarta-chave-menor-de-salomao/

O Útero dos Anjos

– Uma homenagem às mulheres –

Figura ‘Yonitântrica” de Kali em pleno fluxo menstrual (Séc.XVII).

Por Katy Frisvold.

Há um tempo um comentário nesta mesma coluna me chamou a atenção, não só pela franca erudição do remetente, mas também pela graciosa comparação com Bruxaria Tradicional e a Magia Tradicional Salomônica. Nas palavras dele: “Me parece que a bruxaria tradicional se assenta sobre a mesma filosofia e cosmologia da magia grimórica, mas imagino que na sua tradição haja um trabalho maior com os chamados espíritos terrestres, o que a meu ver é interessantíssimo. De fato, há uma lacuna na tradição grimórica no que diz respeito a trabalhos com elementais e espíritos dos mortos (os ancestrais), e seria interessante ver como a bruxaria tradicional lida com isso.”

Na época em que este comentário foi feito, deixei disponível meu email de contato. Não achei que era momento de escrever um texto muito longo como resposta como fora a resposta anterior.  As férias se passaram e estes são assuntos que ainda se apresentam muito pertinentes e que eu gostaria de desdobrar um pouco mais, de forma em que percebo este questionamento uma forma de clarear alguns assuntos àqueles que apreciam a abordagem teológica mais simples e pragmática. Isto porque a abordagem não recorre aos Doutos Mestres de outrora, mas na simples compreensão daquelas que foram caladas por séculos de repressão patriarcal.

A classificação bipartida da magia geralmente se apóia em “celestial x infernal” e “alta x baixa”, comumente compreendendo “celestial” como algo superior e sagrado e “infernal” como algo diabólico, ou do mal. Hoje alguns conseguem sair deste território ignorante, mas esta ainda é uma teoria muito vigente quando falamos de “baixa magia”, graças ao dualismo reinante nas culturas cristianizadas. Dentro da miríade de mundos e possibilidades, criou-se então uma dicotomia absurda ainda adotada por muitos magos, e “baixa magia” se tornou um rótulo negro às artes que lidam com o fator humano, a corporeidade e a noção de mortalidade.

O que alguns parecem desconhecer é que por “baixa magia” abarca-se toda a magia telúrica, todos os espelhos celestes (tais como os oráculos compostos de elementos naturais, ou seja, de pedra, areia, nas águas, etc.), bem como a comunhão entre vivos, mortos e seres intermediários entre mundos, como manifestações naturais e os chamados “anjos caídos”, ou seja, aqueles anjos que operam em nossa esfera e que conhecem a humanidade muito proximamente.

Da mesma forma em que Eruditos, Astrólogos e Magos necessariamente se apóiam em Tradição, o mesmo se dá àqueles que hoje são denominados Bruxos Tradicionais. Um Bruxo Tradicional se apóia à Tradição enquanto dá foco à magia mais imediata em seu reino, bem como em reinos próximos e paralelos ao humano, ou seja, ao aspecto mais “feiticeiro” ou “anímico” da Tradição.

Para quem opera nestas premissas, “Terra” ou “Inferno” são tão diferentes quanto “respirar” e “não respirar”. Ambos os reinos se localizariam no mesmo lugar: sob a abóboda celeste. Assim a tal “lacuna” na magia grimórica refere-se pura e simplesmente na compreensão entre o mundo que “respira” e o que “não respira”, ou seja, o mundo logo abaixo de nossos pés, os mortos em cujos ombros nos sustentamos. Segundo a Tradição, nossa “Memória” é composta especificamente pelos nossos antepassados e ancestrais. Antepassados e Ancestrais são História, são os chamados Mortos Poderosos, ideais míticos e exemplos de como a vida repete padrões cíclicos, são o “expirar”, e nós, vivos, somos Aspiração e Respiração. Devir e processo.

“Sheela Na Gig” – Quantas representações sagradas são necessárias para relembrar o portal de homens e anjos?

A compreensão sobre o mundo dos mortos e vivos como paralelos e não necessariamente locais de sofrimento sempre foi um assunto espinhoso para aqueles que unicamente “aspiram” a ida – ou retorno – ao Éden. Para estes, o Homem deverá mortificar a carne para se tornar digno de um extremo bem, enquanto a humanidade comum pavimenta seu caminho rumo ao extremo mal. Mas a própria visão do que seja o Inferno foi algo que mudou através dos tempos, fosse por influências literárias ou por interesses político-religiosos. “Inferno”, ou Mundo Subterrâneo, na acepção de boa parte dos povos primitivos, era simplesmente a “morada dos mortos”, o Castelo dos nossos Ancestrais, ou o lugar onde encontramos aqueles que nos são queridos e vinculados pela consangüinidade ou alma. Então, não, os Bruxos não “aspiram” o inferno de fogo e sofrimento tão propagado por alguns. Nem os Bruxos Tradicionais se apóiam em um mundo dualista – pelo contrário, como a Tradição sugere, monismo qualificado seria a forma mais acurada de explicar a idéia cosmológica de um Bruxo.

De acordo com certos grimórios, os anjos teriam caído de amor pelas mulheres. Eles teriam caído no reino de possibilidades, dos desdobramentos da Sabedoria Divina – com toda a sua ambivalência -, pois não há um reino, ser, palavra ou ação que não esteja no Plano Divino.

Tenho certeza que neste momento encontramos alguns Magos coçando a cabeça e pensando no quão similar isto tudo soa. Mas aparte os comuns preconceitos, todo Sábio – não interessa se chamado de Mago ou de Bruxo – opera nas duas vias em busca da União Mística, ao Criador(a) através da Natureza, ou como chamamos “Natureza Perfeita”.

As Três Bruxas de Macbeth – As bruxas figuram aqui com suas forquilhas – que também representam o “pé da bruxa”, (cerca de 1948, dirigido e estrelado por Orson Welles)

Na Bruxaria encontramos não a Trindade, mas o Quaternário Sagrado, o da manifestação, que ocorre entre Pai, Mãe, Miguel e Satanael, tão replicado em temas como Caim e Abel ou Judas e Jesus. Tudo isto se reflete na figura do “pé da bruxa” e na forquilha, que fortifica a constante memória de nossa condição e a aceitação plena dos nossos daemons.

E é justamente aqui que encontramos as “heresias” como a dos Bogomilos, que relegam a carne ao reino de uma “amada sombra divina”, e daí, ao Homem. Fora dos confinamentos “heréticos”, a mulher sempre foi satanizada por ser o portal, o “templo” onde anjos ganham corpo, pois é no útero, em última instância, onde eles “caem”.

Como representante desta Mãe do quaternário, está a terra onde vivemos – o corpo que sangra pelos seus filhos. Sua conexão maior se encontra na mulher, a bruxa, consolatrix e progenitora última de homens e anjos, cuja linguagem não se desvela completamente ao homem puramente celestial, mas naqueles que são de carne, osso e sangue.  Bruxas são as domadoras do fogo dos homens, preservadoras da Memória dos Mortos, Mães e Consoladoras, e como tal, são capazes de absoluta amoralidade: a única lei é ensinada pela única professora possível – a Natureza.

Os homens são movidos por impulsos celestes, são o fogo e o sopro que alimenta fogo. Enquanto a dor tem sido a condição mais celebrada quando falamos da saudade idílica reservada a Adão, do outro lado, para a Mulher, a Bruxa, o equilíbrio é a chave mestra de toda a magia da vida, e assim, o prazer é também reconhecido como inerente ao carnal. Negue sua mãe, negue sua corporeidade e você não deveria estar aqui para contar história, para sentir dor ou prazer, para amar ou sentir saudades. É tudo uma questão de “exercício”, e não de “exorcismo”.

Como aquela que traz do imanifesto ao manifesto, por séculos e séculos pisada, acusada e lançada nos recônditos sociais e morais, agora é o momento de seu ressurgimento e reconhecimento. A Mãe última não pede sua dor, mas por equilíbrio entre os mundos. Honre-a e o sagrado portal aos reinos celestes estará sempre aberto ao justo peregrino!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-%C3%BAtero-dos-anjos

A Kabbalah Hermética e todos os Sistemas

Olá Crianças,

João está conduzindo seu carro a 90km/h. Junto dele, Pedro está pilotando a 20m/s. Maria viaja a 50 milhas por hora; Sargento Rock está a 55 clicks/hora, Crowley viaja 123.910 cubitos reais egipcios por hora; a Alex está a 200.000.000.000 angstrom/seg. Frater Alef dirige seu porshe a 583 estádios espanhóis/hora; John está a 328.083 pés/hora e Arcturus a 337.837 pés romanos por hora; Capitão Barbossa veleja a 17.8 ligas nauticas enquanto John Dee trafega a 20,30 leguas espanholas pré 1568 por hora. Ashtar Sheron junta-se à turma a 1.0577248072e-11 anos-luz/hora. Após algumas horas de viagem, como sabemos onde cada um deles está?

A resposta é simples: Podemos escolher um Sistema qualquer e converter os outros para ele e recalcular a posição de cada um dos veículos a cada determinado instante, porque Sistemas nada mais são do que modelos de reprodução da realidade, mesmo entre 300 sistemas métricos existentes!

Na Magia, não tem como ser diferente, visto que Sistemas Magísticos nada mais são do que a tentativa de reprodução da realidade astral dentro de contextos culturais-temporais. Assim sendo, existe uma Realidade independente de Sistemas e os diversos nomes que as pessoas foram dando para estas entidades, manifestações e eventos ao longo da história do Planeta.

Encontrando-se as chaves, encontram-se as correspondências. No começo do século XX, quem começou a estruturar estas correspondências foi a Golden Dawn. Hoje em dia, aqui no Brasil, temos continuado este trabalho de uma maneira muito mais prática, em aliança com a Umbanda e com Guias Espirituais que possuem uma facilidade muito maior que a nossa para enxergar e traduzir estas energias para um Sistema que seja compreensível. O Arcanum Arcanorum e o Projeto Mayhem têm sido pioneiros nestas pesquisas, tendo gerado Lamens e Tabelas de correspondência que estão muito à frente de qualquer coisa existente em outras Ordens. E este material está disponível gratuitamente na net. Nosso propósito é expandir o conhecimento para quem quiser nos ajudar a avançar mais. Eu poderia ter chamado isso de “Kabbalah do Arcanum Arcanorum”, já que fizemos a maior parte do trabalho de conversão e pesquisa, mas nosso ego não é tão grande assim, então preferimos chamar de Kabbalah Hermética, ou Árvore da Vida. Uma estrutura capaz de organizar e correlacionar todos os Deuses, Arquétipos e Sistemas Magísticos da História da Humanidade.

É claro que estamos organizando uma estrutura que existe em 5D ou 6D para uma tabela 2D, talvez 3D ou no máximo 4D e sempre teremos de fazer ajustes… Ogum não é Marte, que não é Thor e nem Ares ou Hefestos ou a Ira, o Rigor ou o Han Solo… cada um deles possui uma faceta espaço-tempo-cultural do Arquétipo de GEBURAH, que é a soma de todas estas energias e panteões. Como observar uma jóia através de cada uma de suas facetas esculpidas e compreender um pouco do todo. Alguém que gasta seu tempo querendo “provar” que “Ogum não é Marte” deveria gastar este mesmo tempo estudando mais…

Existem várias maneiras de se medir uma Onda
Isso é um trabalho enorme, pois se uma entidade está em um médium e se apresenta como “Exú tranca-Rua” ela poderia ser um Anjo Cabalístico, um Demônio da Goécia, um Kami ou mesmo um Anjo Enochiano e nem saber disso! Inclusive, em outro terreiro, ele poderia ser chamado de “Ogum de Lei” ou “Ogum de Ronda” ou ainda ser classificado como “Caboclo” e ainda ser a mesma energia. Conheci mais de uma Cabocla de Nanã que, ao chamá-las por seus nomes em grego, me foi permitido conversar com elas a respeito dos rituais na Grécia Pitagórica, pois possuía as chaves para esses estados de consciência. Já vi um rabino, de posse dos nomes de um exú, preparar um selo cabalístico que aprisionou a entidade em um círculo, demonstrando que a energia é a mesma, apenas se manifesta por nomes diferentes. Conheci uma entidade cigana cuja forma verdadeira é “música”… música consciente…

Recentemente, tenho visto muita baboseira no Facebook e em blogs thelemitas por ai defendendo que os Sistemas Magísticos são impossíveis de serem correlacionados entre si. Que Cabalá Judaica, Umbanda, I-ching, Enochiano, Runas e outros métodos não possuem correlação nenhuma e não podem ser tabelados. Uma idiotice maior que a outra… sinal de dogmatismo, total falta de pesquisa e preconceito com os sistemas que não conhecem; de egos inchados que querem falar “o sistema que eu estudo é único e diferente do dos outros” (pra não usar a palavra “melhor”, que eu também já li por ai algumas vezes…)

Outros acham que conhecer vários sistemas é fazer “mistureba” dos sistemas… (ok, talvez isso seja válido na Magia do Caos) e usam de Espantalhos para criticar o que não existe. Um mago deve ter domínio de Runas, Tarot, I-ching e Enochiano, mas não vai escrever os Hexagramas na Pirâmide porque não é assim que o ritual de evocação é feito. Um dia escrevo sobre as três conversas com Anjos Enochianos que já tive e o detalhamento do processo para vocês verem como funciona passo a passo.

Fazendo uma analogia simples, eu treinei 14 anos de kung fu, 3 anos de capoeira e 5 anos de karate, intercalando estas práticas com 10 anos de maçonaria, rosacruz, martinismo, templarismo e 20 anos de bruxaria inglesa. Não me lembro uma única vez de ter ido de kimono em uma cerimônia maçônica ou de ter usado meu avental maçônico ou roupa templária em um treino de kung-fu (e olhe que tem espada nos dois rituais! Como fazer para não confundir?) Também nunca confundi as roupas de treino de capoeira com kung-fu com karate, nem os equipamentos nem as armas ou demonstrações, por mais parecidos que alguns fossem!

Alguém pode alegar que eu tenho 151 de QI e que pessoas normais vão se confundir o tempo todo, mas a verdade é que eu NUNCA vi NENHUM maçom em toda a minha vida entrar em um templo vestindo roupas de kung-fu ou alguém praticando capoeira com roupas da rosa-cruz… por mais que alguns thelemitas gostem de acreditar nisso, mesmo pessoas comuns não misturam rituais em sua vida e não vão se confundir quando aprenderem sistemas diferentes de magia, se tiverem um bom professor que as instrua nisso.

Uma pena eu ter de gastar meu tempo para postar este texto cujas conclusões já são óbvias para qualquer estudioso de magia, porque esse pensamento caipira de separatismo e misticismo em relação a alguns sistemas (em especial I-ching e Enochiano) acaba atrasando e atrapalhando ainda mais as pesquisas, criando birras, dissidências e os famosos “campeonatos de Mestres”, nos quais os fanáticos, ao invés de aprenderem com dois mestres e sistemas diferentes, ficam tentando medir quem é o “mais poderoso” e o “mais sábio” e o “mais único” dos Sistemas…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-kabbalah-herm%C3%A9tica-e-todos-os-sistemas

Anjos Enochianos versus Demônios Infernais: Quem ganha na Porrada?

Projeto Mayhem 024 – Anjos Enochianos versus Demônios Infernais: Quem ganha na Porrada?

Neste episódio, Pri Martinelli, Rodrigo Grola e Marcelo Del Debbio conversam com Ulisses P. Massad e com o Bruxo Fagundes a respeito das semelhanças e diferenças dentro das evocações Enochianas e Infernais.

O que são Anjos Enochianos? O que são Demônios? Como eles se comunicam? O que querem?

O que é o Bem e o que é o Mal ?

Faça parte do Projeto Mayhem!

https://www.catarse.me/tdc

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/anjos-enochianos-versus-dem%C3%B4nios-infernais-quem-ganha-na-porrada

Aloogenes (Biblioteca de Nag Hamad)

(falta 5 linhas)

… pois são indivíduos perfeitos e habitam todos juntos, unidos à mente, e ao guardião que eu providenciei que te ensinou (sg.). E é o poder que existe dentro de você que muitas vezes se estendeu como palavra do Triplo-Poderoso, aquele de todos aqueles que realmente existem com o Imensurável, a Luz eterna do Conhecimento que apareceu, o Jovem virginal masculino, o primeiro dos Aeons de um único Aeon triplo-poderoso, o Triplo-Poder-Uno que realmente existe, pois quando ele se acalmou, foi estendido e quando ele foi estendido, ele se tornou completo e recebeu poder de todos eles. Ele conhece a si mesmo e ao perfeito Espírito Invisível. E ele veio para um Aeon que sabe que ela o conhece. E ela se tornou Kalyptos, que atuou naqueles que ela conhece. Ele é um Protophanes-Harmedon perfeito, invisível e noético. E capacitando os indivíduos, ela é um Tripo-Macho. E sendo individualmente…

(falta 5 linhas)]

… individual por um lado, eles estão juntos por outro, já que ela é uma existência deles, e ela vê todos eles também verdadeiramente. Ela contém os divinos Autogenes.

Quando ela conheceu sua Existência e quando ela se levantou, ela trouxe Este (masc.), já que ele viu todos eles existindo individualmente como ele é. E quando eles se tornarem como ele é, eles verão o divino Tríplice Macho, o poder que é maior que Deus. Ele é o Pensamento de todos estes que existem juntos. Se ele os pondera, ele pondera o grande […] macho noético Protophanes, a procissão destes. Quando o vê, vê também aqueles que realmente existem e a procissão dos que estão juntos. E quando ele viu isso, ele viu o Kalyptos. E se ele vê um dos escondidos, ele vê o Aeon de Barbelo. E quanto à descendência não-gerada d’Aquele, se alguém vir como ele vive…

(4 linhas faltando)…

você certamente já ouviu falar sobre a abundância de cada um deles.

Mas a respeito do invisível e espiritual triplo-poderoso, ouça! Ele existe como um Invisível que é incompreensível para todos eles. Ele os contém todos dentro de si, pois todos eles existem por causa dele. Ele é perfeito, e ele é maior que perfeito, e ele é abençoado. Ele é sempre Um e existe em todos eles, sendo inefável, inominável, sendo Aquele que existe através de todos – aquele a quem, se alguém o discernisse, não desejaria nada que exista antes dele entre aqueles que possuem existência, pois ele é a fonte de onde todos foram emitidos. Ele é anterior à perfeição. Ele era anterior a toda divindade, e é anterior a toda bem-aventurança, pois provê todo poder. E ele é uma substância não-substancial, pois é um Deus sobre o qual não há divindade, cuja grandeza e beleza transcendem…

(falta 5 linhas)

… potência. Não é impossível para eles receberem uma revelação dessas coisas, se elas se juntarem. Como é impossível para os indivíduos compreender o Uno Universal situado no lugar que é mais alto que o perfeito, eles apreendem por meio de um Primeiro Pensamento – não como Ser sozinho, mas é junto com a latência da Existência que ele confere o Ser. Ele fornece tudo para si mesmo, pois é ele que virá a ser quando se reconhecer. E ele é Aquele que subsiste como causa e fonte do Ser, e um material imaterial e um número inumerável e uma forma informe e uma forma informe e uma impotência e um poder e uma substância insubstancial e um movimento imóvel e uma atividade inativa. No entanto, ele é um provedor de provisões e uma divindade da divindade – mas sempre que eles apreendem, eles participam da primeira Vitalidade e de uma atividade indivisa, uma hipóstase do Primeiro daquele que realmente existe. E uma segunda atividade […] porém, é a […]. Ele é dotado de bem-aventurança e bondade, porque quando é reconhecido como o atravessador da imensidão do Espírito Invisível que nele subsiste, ela (a ilimitação) o volta a ele (o espírito invisível) para que saiba o que é dentro dele e como ele existe. E ele estava se tornando salvação para todos, sendo ponto de partida para aqueles que realmente existem, pois por meio dele perdurava seu conhecimento, pois é ele quem sabe o que é. Mas eles não trouxeram nada além de si mesmos, nem poder, nem posição, nem glória, nem aeon, pois todos são eternos. Ele é Vitalidade e Mentalidade e Isso-Que-É. Pois então Aquilo-Que-É constantemente possui sua Vitalidade e Mentalidade, e a Vida tem Vitalidade possui não-Ser e Mentalidade. A mentalidade possui Vida e Isso-Que-É. E os três são um, embora individualmente sejam três.

Agora depois que eu ouvi essas coisas, meu filho Messos, eu fiquei com medo, e me virei para a multidão […] pensamento […] dá poder àqueles que são capazes de saber essas coisas por uma revelação que é muito maior . E eu era capaz, embora a carne estivesse sobre mim. Eu ouvi de você sobre essas coisas e sobre a doutrina que está nelas, pois o pensamento que está em mim distingiu as coisas que estão além da medida, bem como o incognoscível. Portanto, temo que minha doutrina possa ter se tornado algo além do que é adequado.

E então, meu filho Messos, o Todo-Glorioso, Youel, falou comigo novamente. Ela fez uma revelação para mim e disse: “Ninguém é capaz de ouvir essas coisas, exceto os grandes poderes, ó Allogenes. Um grande poder foi colocado sobre você, o qual o Pai do Todo, o Eterno, colocou sobre você antes de você vim para este lugar, para que você possa distinguir as coisas que são difíceis de distinguir e as coisas que são desconhecidas da multidão que você conhece, e para que você possa escapar (em segurança) para Aquele que é seu, que foi o primeiro salvar e quem não precisa ser salvo…

(falta 5 linhas)

… para você uma forma e uma revelação do invisível, espiritual, triplo-poderoso, fora do qual reside um conhecimento indiviso, incorpóreo e eterno.

Como todos os Aeons, o Aeon de Barbelo existe também dotado dos tipos e formas daqueles que realmente existem, a imagem de Kalyptos. E dotado da Palavra intelectual destes, ele carrega o noético Protophanes masculino como uma imagem, e age dentro dos indivíduos, seja com habilidade ou habilidade ou com instinto parcial. Ele é dotado dos divinos Autogenes como uma imagem, e conhece cada um deles. Ele age separada e individualmente, continuando a retificar as falhas da natureza. Ele é dotado do divino Homem Triplo como salvação para todos eles, em cooperação com o Espírito Invisível. Ele é uma palavra de um conselho, <ele> é o Jovem perfeito. E essa hipóstase é uma…

(faltam 6 linhas)

… minha alma se afrouxou, e fugi e fiquei muito perturbado. E me virei e vi a luz que me cercava e o Bem que estava em mim, tornei-me divino.

E a Todo-Gloriosa, Youel, me ungiu novamente e ela me deu poder. Ela disse: “Já que sua instrução se tornou completa, e você conheceu o Bem que está dentro de você, ouça sobre o Triplo-Poder essas coisas que você guardará em grande silêncio e grande mistério, porque elas não são ditas a ninguém, exceto aqueles que são dignos, aqueles que são capazes de ouvir: nem é apropriado falar a uma geração sem instrução sobre o Universal que é mais alto que perfeito. em bem-aventurança e bondade, Aquele que é responsável por tudo isso.

“Existe dentro dele muita grandeza. Na medida em que ele é um em um…

(falta 5 linhas)

… do Primeiro Pensamento, que não se afasta daqueles que habitam na compreensão e no conhecimento e na compreensão. E Aquele Movia-se imóvel naquilo que governa, para não afundar no ilimitado por meio de outra atividade da Mentalidade. E ele entrou em si mesmo e apareceu, sendo todo-abrangente, o Universal que é mais alto que perfeito.

“De fato, não é por mim que ele é tão anterior ao conhecimento. Enquanto não há possibilidade de compreensão completa, ele é (no entanto) conhecido. E isso por causa do terceiro silêncio da Mentalidade e da segunda atividade indivisa que apareceu no Primeiro Pensamento, isto é, o Aeon de Barbelo, junto com o Indivisível das semelhanças divisíveis e o Triplo-Poder e a Existência não-substancial.”

<Então> o poder apareceu por meio de uma atividade que está em repouso e silenciosa, embora emitisse um som assim: zza zza zza. Mas quando ela (Youel) ouviu o poder e ela se encheu…
(falta 5 linhas)

… “Tu és […], Solmis! […] de acordo com a Vitalidade que é tua, e a primeira atividade que deriva da divindade. Tu és grande, Armedon! Tu és perfeito, Epifânio!

“E de acordo com essa tua atividade, o segundo poder e a mentalidade que deriva da bem-aventurança: Autoer, Beritheus, Erigenaor, Orimenios, Aramen, Alphleges, Elelioupheus, Lalameus, Yetheus, Noetheus, tu és grande! Um Universal! Tu és Um, tu és Um, Aquele que é bom, Aphredon! Tu és o Aeon dos Aeons, Aquele que é perpetuamente!”

Então ela elogiou o Universal, dizendo “Lalameus, Noetheus, Senaon, Asine[us, …]riphanios, Mellephaneus, Elemaoni, Smoun, Optaon, Aquele que é! Tu és Aquele que é, o Aeon dos Aeons, o Incriado , que és superior aos não-gerados (os), Yatomenos, tu sozinho para quem todos os não-nascidos foram gerados, o Inominável! … (10 linhas faltando) … conhecimento.”

Agora, depois de ouvir essas coisas, vi as glórias dos indivíduos perfeitos e dos todos-perfeitos que existem juntos, e dos todos-perfeitos que estão diante dos perfeitos.

Novamente o grandemente glorioso, Youel, me disse: “Ó Allogenes, em um conhecimento desconhecido, você sabe que o Triplo Poderoso existe antes das glórias. Eles não existem entre aqueles que existem. Eles não existem junto com aqueles que existem nem aqueles que realmente existem, mas todos eles existem como divindade e bem-aventurança e existência, e como existência não-substancial e não-ser”.

E então orei para que a revelação me ocorresse. E então o todo-glorioso, Youel, me disse: “Ó Allogenes, é claro, o Triplo-Macho é algo além da substância. Ainda que ele fosse insubstancial…

(9 linhas faltando)

… aqueles que existem em associação com a geração daqueles que realmente existem. Os autogerados existem com o Triplo-Macho.

“Se você buscar com uma busca perfeita, então você conhecerá o Bem que está em você; então você também conhecerá a si mesmo, (como) aquele que deriva do Deus que realmente preexiste. Pois depois de cem anos haverá venha a você uma revelação Daquele por meio de Salamex e Sêmen e […] os Luminares do Aeon de Barbelo. E que além do que é adequado para você, você não saberá a princípio, para não perder sua E se assim for, então quando você recebe uma concepção d’Aquele, então você é preenchido com a palavra até a perfeição. Então você se torna divino, e você se torna perfeito. Você os recebe…
(4 linhas faltando)

… a busca […] a Existência […] se ela apreende alguma coisa, é apreendida por aquele e por aquele que é compreendido. E então torna-se maior aquele que compreende e sabe do que aquele que é compreendido e conhecido. Mas se ele desce à sua natureza, ele é menor, pois as naturezas incorpóreas não estão associadas a nenhuma magnitude; tendo esse poder, eles estão em toda parte e em parte alguma, pois são maiores que toda grandeza e menores que toda exiguidade”.

Agora depois que o Todo-Glorioso, Youel, disse estas coisas, ela se separou de mim e me deixou. Mas não me desesperei com as palavras que ouvi. Eu me preparei para isso e deliberei comigo mesmo por cem anos. E regozijei-me muito, pois estava em uma grande luz e um caminho abençoado, porque aqueles que eu era digno de ver, bem como aqueles que eu era digno de ouvir (são) aqueles a quem convém que somente as grandes potências… (5 linhas faltando) … de Deus.

Quando a conclusão dos cem anos se aproximava, isso me trouxe a bem-aventurança da esperança eterna cheia de auspiciosidade. Eu vi o bom divino Autogenes; e o Salvador, que é o jovem e perfeito Menino Triplo; e sua bondade, o perfeito noético Protophanes-Harmedon; e a bem-aventurança dos Kalyptos; e a origem primária da bem-aventurança, o Aeon de Barbelo, cheio de divindade; e a origem primária daquele sem origem, o espiritual, invisível, Triplo-Poderoso, o Universal que é mais elevado que perfeito.

Quando eu fui tirado pela luz eterna do manto que estava sobre mim, e levado para um lugar santo cuja semelhança não pode ser revelada no mundo, então por meio de uma grande bem-aventurança eu vi todos aqueles sobre os quais eu tinha ouvi. E eu louvei todos eles e eu permaneci no meu conhecimento e me inclinei para o conhecimento dos Universais, o Aeon de Barbelo.

E eu vi poderes sagrados por meio dos Luminares do macho virginal Barbelo me dizendo que eu seria capaz de testar o que acontece no mundo: e, buscando a si mesmo, retire-se para a Vitalidade que você verá se mover. E embora seja impossível para você ficar de pé, não tema nada; mas se você quiser ficar de pé, retire-se para a Existência, e você a encontrará de pé e em repouso depois a semelhança daquele que está verdadeiramente em repouso e (que) abraça tudo isso silenciosa e inativa. E quando você recebe uma revelação dele por meio de uma revelação primária do Desconhecido – Aquele que se você o conhecesse, ignorante dele – e você fica com medo naquele lugar, retire-se para trás por causa das atividades. E quando você se tornar perfeito naquele lugar, fique quieto. E de acordo com o padrão que habita em você, saiba também que é assim em todos esses (assuntos) após este tapinha andorinha E não se dissipe mais, para que possa ficar de pé, e não deseje ser ativo, para que não caia de forma alguma da inatividade em você do Desconhecido. Não o conheça, pois é impossível; mas se por meio de um pensamento iluminado você deve conhecê-lo, ignore-o.”

Agora eu estava ouvindo estas coisas enquanto aqueles as falavam. Havia dentro de mim uma quietude de silêncio, e ouvi a bem-aventurança pela qual eu conhecia meu próprio eu.

E eu me retirei para a Vitalidade enquanto eu buscava a mim mesmo, e me juntei a ela, e fiquei, não com firmeza, mas em silêncio. E eu vi um movimento eterno, intelectual e indiviso que pertence a todos os poderes sem forma, (que é) ilimitado por limitação.

E quando quis ficar firme, retirei-me para a Existência, que encontrei parada e em repouso, como imagem e semelhança do que me é conferido por uma revelação do Indivisível e do que está em repouso. Eu estava cheio de revelação por meio de uma revelação primária do Incognoscível. Como se eu o ignorasse, eu o conhecia e recebi poder por ele. Tendo sido permanentemente fortalecido, eu conheci Aquele que existe em mim, e o Triplo-Poder, e a revelação de sua inconsistência. E por meio de uma revelação primária do Primeiro Incognoscível para todos eles, o Deus que está além da perfeição, eu o vi e o Triplo-Poder que existe em todos eles. Eu estava procurando o Deus inefável e Incognoscível – que se alguém o conhecesse, ele seria absolutamente ignorante dele – o Mediador do Triplo-Poder que subsiste em quietude e silêncio e é incognoscível.

E quando eu fui confirmado nestas coisas, os poderes dos Luminares me disseram: “Cessa de impedir a inatividade que existe em você, procurando coisas incompreensíveis; antes, ouça sobre ele na medida do possível por meio de um primeiro revelação e uma revelação.”

“Agora ele é algo na medida em que ele existe no que ele existe e se tornará, ou age ou sabe, embora ele viva sem Mente ou Vida ou Existência ou Não-Existência, incompreensivelmente. E ele é algo junto com seu próprio ser. não sobra de alguma forma, como se ele entregasse algo que é ensaiado ou purificado ou que recebe ou dá. ele tem qualquer desejo de si mesmo ou de outro; isso não o afeta. Antes, ele não dá nada por si mesmo, para que não se torne diminuído em outro aspecto; nem por isso ele precisa da Mente, ou da Vida, é de fato algo em Ele é superior aos Universais em sua privação e incognoscibilidade, isto é, a existência do não-ser, pois é dotado de silêncio e quietude para que não seja diminuído por aqueles que não são diminuídos.

“Ele não é nem divindade, nem bem-aventurança, nem perfeição. Pelo contrário, (esta tríade) é uma entidade incognoscível dele, não aquilo que lhe é próprio; antes, ele é outro superior à bem-aventurança e à divindade e à perfeição. Pois ele não é perfeito, mas é outra coisa que é superior. Ele não é ilimitado, nem é limitado por outro. Ao contrário, ele é algo superior. Ele não é corpóreo. Ele não é incorpóreo. Ele não é grande. Ele não é pequeno, não é um número, não é uma criatura, nem é algo que existe, que se possa conhecer, mas é outra coisa de si mesmo que é superior, que não se pode conhecer.

“Ele é a revelação e o conhecimento primários de si mesmo, pois só ele se conhece. Como ele não é um dos que existem, mas é outra coisa, ele é superior aos superlativos, mesmo em comparação com o que é seu e não seu. Ele não participa da idade nem participa do tempo. Ele não recebe nada de mais nada. Ele não é diminuído, nem diminui nada, nem é indefinível. Mas ele é autocompreensível, como algo tão incognoscível que ele excede aqueles que se destacam na incognoscibilidade.

“Ele é dotado de bem-aventurança e perfeição e silêncio – não <a bem-aventurança> nem a perfeição – e quietude. Em vez disso (esses atributos) é uma entidade dele que existe, que não se pode conhecer, e que está em repouso. Em vez disso, eles são entidades dele incognoscíveis para todos eles.

“E ele é muito mais belo em beleza do que todos aqueles que são bons, e ele é, portanto, incognoscível para todos eles em todos os aspectos. E através de todos eles ele está em todos eles, não apenas como o conhecimento incognoscível que lhe é próprio. E ele está unido à ignorância que o vê. Quer se veja de que maneira ele é incognoscível, ou o veja como ele é em todos os aspectos, ou diga que ele é algo como conhecimento, ele pecou contra ele, sendo sujeito a julgamento porque não conheceu a Deus. Ele não será julgado por Aquele que não está preocupado com nada nem tem qualquer desejo, mas (julgamento) vem de si mesmo, porque ele não encontrou a origem que realmente existe Ele era cego, fora o olho da revelação que está em repouso, o (um) que é ativado, o (um) do Triplo-Poder do Primeiro Pensamento do Espírito Invisível. Este, portanto, existe de …
(falta 15 linhas)
… algo […] fixado firmemente no […], uma beleza e uma primeira emergência de quietude e silêncio e tranquilidade e grandeza insondável. Quando ele apareceu, ele não precisou de tempo nem <participou> da eternidade. Em vez disso, ele é insondavelmente insondável. Ele não se ativa para ficar quieto. Ele não é uma existência, para que não passe necessidade. Espacialmente, ele é corpóreo, enquanto propriamente é incorpóreo. Ele tem existência de não-ser. Ele existe para todos eles para si mesmo sem qualquer desejo. Mas ele é um cume maior de grandeza. E ele é mais alto que sua quietude, para que…

(falta 15 linhas)

… ele os viu e os capacitou a todos, embora eles não se preocupem com Aquele, nem, se alguém receber dele, ele recebe poder. Nada o ativa de acordo com a Unidade que está em repouso. Pois ele é incognoscível; ele é sem laço de infinitude. Já que ele é ilimitado e impotente e inexistente, ele não estava dando o Ser. Em vez disso, ele contém tudo isso em si mesmo, estando em repouso (e) destacando-se daquele que permanece continuamente, uma vez que apareceu uma Vida Eterna, o Espírito Invisível e Triplo-Poder que está em todos estes que existem. E envolve todos eles, sendo mais alto do que todos eles. Uma sombra …

(falta 15 linhas)

… ele estava cheio de poder. E ele estava diante deles, capacitando-os a todos, e encheu a todos”.

E a respeito de todas essas coisas você certamente ouviu. E não procure mais nada, mas vá. Não sabemos se o Incognoscível tem anjos ou deuses, ou se Aquele que está em repouso continha algo dentro de si, exceto a quietude, que é ele, para que não seja diminuído. Não é apropriado gastar mais tempo procurando. Era apropriado que você (pl.) soubesse, e que eles falassem com outro. Mas você vai recebê-los…

falta 5 linhas)

… e ele me disse: “Escreve as coisas que eu te direi, e das quais eu te lembrarei, por causa daqueles que serão dignos depois de você. E você deixará este livro sobre uma montanha e você vai adjurar o guardião: “Vem Terrível”.

E depois que ele falou essas (coisas), ele se separou de mim. Mas eu estava cheio de alegria e escrevi este livro que foi designado para mim, meu filho Messos, para que eu pudesse revelar a você as (coisas) que foram proclamadas diante de mim na minha presença. E a princípio eu os recebi em grande silêncio, e fiquei sozinho, preparando-me. Estas são as coisas que me foram reveladas, ó meu filho Messos…
(falta 13 linhas)

… proclame-os, ó meu filho Messos, como o selo para todos os livros de Allogenes.

 

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/aloogenes-biblioteca-de-nag-hamad/