Deus como Consciência-Sem-Um-Objeto

by John C. Lilly

Nos últimos dois anos, conheci um homem e seu trabalho que contrariaram minhas próprias simulações e por quem fui influenciado para além de quaisquer influências anteriores. Em 1936, Franklin Merrell-Wolff escreveu um diário que mais tarde foi publicado como Pathways Through to Space (Pathways Through to Space). Em 1970 ele escreveu outro livro chamado The Philosophy of Consciousness- Without-an-Object (A Filosofia da consciência-sem-objeto). Ao estudar suas obras e a crônica de sua experiência pessoal, cheguei a alguns lugares novos para mim.

Wolff passou pelo treinamento do Vedanta, pela filosofia de Shankara; ele conhecia a filosofia de Kant e outros do mundo ocidental; e ele passou vinte e cinco anos trabalhando para alcançar um estado de Nirvana, Iluminação, Samadhi e assim por diante. Em 1936 ele conseguiu essa transformação e com sucesso variável a manteve nos anos seguintes. Ele é um homem incrivelmente pacífico agora em seus oitenta anos. Ao conhecê-lo, senti a influência de sua transformação, de seus reconhecimentos, de uma espécie de corrente fluindo através de mim. Senti uma paz que não senti em minhas próprias buscas; um certo tipo peculiar de contentamento altamente indiferente ocorreu e, no entanto, o estado estava além do contentamento, além da felicidade humana usual, além da bem-aventurança, além do prazer. Este é o estado que ele chama de estado de “Alta Indiferença”. Ele experimentou isso em seu terceiro nível de reconhecimento, além do Nirvana, além da Bem Aventurança no Pathways Through to Space. Suas percepções neste estado são relatadas em The Philosophy of Consciousness.

Em seu capítulo “Aforismos sobre a consciência-sem-objeto”, Merrell-Wolff expressa suas descobertas em uma série de frases semelhantes a sutras. A primeira é: “A consciência-sem-um-objeto é”. A culminação da série é que a Consciência-sem-objeto é ESPAÇO. Esta é provavelmente a maneira mais abstrata e ainda mais satisfatória de olhar para o universo que encontrei em qualquer lugar. Se alguém persegue esse tipo de pensamento e sentimento e entra nos espaços introceptivos, o universo se origina em um solo, um substrato da Consciência-Sem-objeto: o tecido básico do universo além do espaço, além do tempo, além da topologia, além a matéria, além da energia, é a Consciência. Consciência sem forma, sem reificação, sem realização.

Em certo sentido, Merrell-Wolff está dizendo que o Criador das estrelas é a Consciência-Sem-objeto. Ele não dá dicas de como os objetos são criados a partir da Consciência-Sem-objeto. Ele não dá dicas de como uma consciência individual é formada a partir da Consciência-Sem-objeto. Os detalhes desses processos não eram seu principal interesse. Seu interesse principal aparentemente era chegar a um conjunto básico de suposições sobre as quais tudo o mais pudesse ser construído. Nesse sentido, ele é como Einstein, trazendo o fator da relatividade para o universo a partir dos absolutos de Newton.

Se somos uma manifestação da Consciência-Sem-objeto, e se, como diz Wolff, podemos voltar à Consciência-Sem-objeto, então minha visão bastante pessimista de que somos apenas animais barulhentos estava errada. Se houver alguma maneira de trabalharmos nossas origens fora do fundamento básico do universo, ignorando nossas idéias de que o processo evolutivo nos gera gerando nossos cérebros – se houver algum contato, alguma conexão entre nós e a Consciência-Sem-Objetos e o Vazio, e se pudermos fazer esse contato, essa conexão conhecida por nós mesmos individualmente, como afirma Wolff, então é possível que haja muito mais esperança e otimismo do que eu jamais acreditei no passado. Se o que ele diz for verdade, temos um potencial muito além do que imaginei que poderíamos ter. Se o que ele diz é verdade, podemos ser e realizar nosso ser como parte do Criador das estrelas.

Pode ser que Wolff, como todos nós, esteja supervalorizando suas próprias abstrações. Pode ser que ele esteja gerando, isto é, auto-metaprogramação, estados de sua própria mente e de outros nos quais os ideais da raça são reificados como objetos de pensamento, como programas, como realidades, como estados de consciência. Pode ser que isso seja tudo o que podemos fazer. Se isso é tudo o que podemos fazer, talvez seja melhor fazê-lo e ver se há algo além disso ao fazê-lo.

Se, entrando em um estado de Alta Indiferença, de Nirvana, Samadhi ou Satori, podemos funcionar como um exemplo pedagógico para os outros e pode ser que, se um número suficientemente grande de nós compartilhar esse conjunto particular de metaprogramas, possamos ser capazes de sobreviver aos nossos próprios espaços dicotômicos alternativos de iras e disputas. Se a ira justificada for uma programação que não colabora com a sobrevivência da espécie humana, então pode ser que a Alta Indiferença seja uma alternativa razoável.

Estabelecer uma hierarquia de estados de consciência com Alta Indiferença no topo, Nirvana em seguida, Satori em seguida, Samadhi em seguida e Ananda na base é um jogo interessante, especialmente quando se torna capaz de se mover por todos esses espaços e permanecer um tempo suficiente em cada um para conhecê-lo.

Isso pode ser um jogo melhor do que matar nossos vizinhos porque eles não acreditam em nossas simulações de Deus. Pelo menos aqueles que defendem esses estados afirmam que esses estados estão acima de qualquer outra aspiração humana; que uma vez que alguém os tenha experimentado, ele é quase impróprio para a ira, para o orgulho, para a arrogância, para o poder sobre os outros, para a pressão do grupo exercida sobre si mesmo ou sobre os outros. Torna-se apto apenas para ensinar esses estados àqueles que estão prontos para aprendê-los. O voto de bodhisattva não é mais necessário para aqueles que tiveram experiência direta. A pessoa se torna o bodhisattva sem o voto. A pessoa se torna Buda sem ser Buda.

A pessoa se contenta com as necessidades mínimas de sobrevivência em sua viagem ao planeta;  reduz o uso de artigos desnecessários – máquinas, aparelhos e dispositivos. Ele não precisa mais de filmes, televisão, lava-louças ou outros luxos. Já não precisa de muito do que a maioria das pessoas valoriza acima de tudo. Não precisa mais da emoção da guerra. Não é mais necessário ser escravo de pensamentos ou ações destrutivas. A pessoa não precisa mais se organizar.

A história do Diabo de Krishnamurti é pertinente aqui. Laura Huxley me forneceu uma cópia dele. O Diabo estava andando pela rua com um amigo, e eles viram um homem pegar algo, olhar com atenção e colocar no bolso. O amigo disse ao Diabo: “O que é isso?” O Diabo disse: “Ele encontrou um pouco da verdade”. O amigo disse: “Isso não é ruim para o seu negócio?” O Diabo disse: “Não, vou providenciar para que ele tente organizá-la.”

Portanto, não nos convém organizar nem os métodos nem os estados que Wolff descreve tão bem. É melhor não tentar inventar grupos, técnicas, igrejas, lugares ou outras formas de organização humana para encorajar, fomentar ou impor a outros esses estados. Se esses estados vão fazer alguma coisa com a humanidade, eles devem “rastejar por contágio”, por assim dizer, de um indivíduo para o outro.

Deus como consciência-sem-objeto, se real, será percebido e introceptado por mais e mais de nós à medida que nos voltamos para as realidades internas dentro de cada um de nós. Se Deus como Consciência-Sem-objeto habita cada um de nós, eventualmente veremos isso. Nós nos tornaremos universalmente conscientes. Perceberemos a consciência como estando em toda parte e eterna. Perceberemos que a Consciência-Sem-objeto em cada um de nós é preconceituosa e tendenciosa porque está ligada a um cérebro humano.

REFERÊNCIA
1. Merrell-Wolif, Franklin, Pathways Through to Space e The Philosophy of Consciousness-Without-an-Object, ambos New York: Julian-Press, 1973.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/deus-como-consciencia-sem-um-objeto/

A Vida e a obra de Aleister Crowley – Com Carlos Raposo

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/V8usJ2fJKSw

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-vida-e-a-obra-de-aleister-crowley-com-carlos-raposo

Carmilla: 150 anos da primeira e mais importante vampira de todos os tempos

Lord A

Ah meus nobres Amigos e Amigas, Carmilla simplesmente é a Primeira Vampira a realmente conquistar espaço, visibilidade, abrir portas, inspirar e influenciar todo universo das “Vamps”. Antes dela as outras eram quase todas jovens espectrais, fantasmagóricas e diluídas em névoas. Nem todas, mas enfim. Carmilla chega com tudo desde a publicação até conquistar seu lugar na indústria cinematográfica e na cultura pop. Nada mal para uma vampira que celebra 150 anos neste ano de 2022. Um século e meio de classe, charme, prestígio, irreverência e dignidade. Isso é histórico e pontual. Além de encantador – inclusive foi uma inspiração ou melhor uma influência para o clássico Drácula de Bram Stoker (que celebra 125 anos em 2022). Nada mal!

Funeral, Ilustração de Michael Fitzgerald para Carmilla em The Dark Blue (Janeiro de 1872)

Carmilla é uma vampira criada pelo escritor irlandês Sheridan Le Fannu (1814-1873) e que foi publicada em meados de 1871-1872 pouco tempo antes de sua morte. Sensual, homoafetiva e sufocante perseguia suas vítimas como a face sombria de um amor venusiano e naturalmente libriano. Um tema que certamente combina com a apreciação dos livros Sob Tuas Asas (E-book, disponível aqui) e também do maravilhoso Canticles of Lilith de Nicholaj e Katy DeMattos Frisvold (2021, Troy Books, Inglaterra – logo postamos review por aqui no portal).

A inspiração e influência de Carmilla, pela tradição, recai na obra proscrita Christabel escrita por volta de 1797, de Samuel Taylor Coleridge (1772-1834), onde havia a vampira Geraldine. Infelizmente, a vampira Geraldine só veio a conquistar seus leitores em 1816 graças ao sucesso de uma outra obra, no caso “The Vampyre” de John Polidori. Já contamos essa história aqui. Aqui no Brasil Christabel ganhou um filme incrível nas mãos do cineasta Alex Levy- Heller, falamos do filme aqui e a entrevista pode ser assistida aqui.

Ingrid Pitt

A performance mais emblemática de Carmilla nos filmes certamente foi da atriz Ingrid Pitt nos filmes da Hammer: The Vampire Lovers (1970), Countess Dracula (1971). Na Hammer Films a personagem ainda apareceu em mais dois filmes: Lust for a Vampire (Yutte Stensgaard) e Twins of Evil (Katya Wyeth) formando a chamada trilogia Karnstein.

A encarnação mais recente de Carmilla nos cinemas foi no filme Styria (do diretor Mauricio Chernovetzky, falamos do filme e entrevistamos o cineasta aqui), no seriado de mistério Carmilla, canadense (2014) ou ainda na animação Castlevania da Netflix (2016) dá indícios de sua plasticidade e versatilidade por um olhar mais objetivo.

As derivações da personagem Carmilla em incontáveis outros meios são ainda mais amplas diante de um foco subjetivo. Carmilla permanece adorável e sufocante e emblemática no imaginário vamp.

A DEUSA SOMBRIA E A VAMPIRA

Carmilla encarna muitíssimo bem uma das muitas facetas da Deusa sombria, do gelo, do húmido alquímico e do elemento Ying – bem como da vastidão que reúne a terra e a morte e não sabemos onde começa uma e termina a outra – um diálogo que o mundo além da Comunidade Vamp no hemisfério norte ou sul ainda não está preparado para ter. A Vampira e a Bruxa são a maneira desencantada como a Deusa ou ainda a Natureza e a sua face sombria são retratadas nos tempos de desencantamento contemporâneo.

O desencanto tem lá seus totens e tabus (um não vive sem o outro) que delimitam o que a turma do RH chama de “zona de conforto” ou a tal da “bolha” como dizem os mais descolados. Ambas repletas de malabarismos semânticos para preservarem a todos do contraste e do indomável que é a natureza e ainda mais a “natureza humana”. A parte mais brega de ambos situa a “pessoa como a própria fonte de valor para si mesma” (aquele tal do só acredito em mim mesmo, só que valores são constructos sociais, históricos, coletivos mais ou menos como o que forma o dólar ou qualquer outra noção de dinheiro, por exemplo) mas esse assunto fica para outra noite.

Há um constelar para o selvagem e a natureza, incluindo a implacável “natureza humana” que assim como o mal é um tema suculento e infinitamente mais denso do que a “psicologização” da magia; ou “politização da magia” que nada mais são do que atestados da prática de marketing pessoal na ampla maioria de casos.

Há uma atmosfera e um tempo para tudo, inclusive para aquilo que o mundo não gosta muito de pensar e de falar a respeito como morte, viver verdadeiramente, sensualidade, sexo e afins. Há um tônus, um repertório e um lugar ou quem sabe um “não-lugar”, algo imaterial. Há quem fale de anti- matéria e afins neste sentido. Focalize na gravitas, na gravidade de como aborda sua intimidade e o que sente com estes tópicos – e constará que há algo. Eis as portas e janelas previamente mencionadas.

Eu já disse antes que todo totem é um tabu as pessoas preferem alucinar e delirar – falando sem parar de suas certezas absolutas, ideias fixas e convicções – aí cada um oculta o própria temor de se ver exposto como pode na vida como ela é. Todo mundo tem algo estranho. Habilidade é espreitar essa estranheza e estranhamento pessoal e ganhar intimidade com o que estiver lá. Já os mais barulhentos e ruidosos principalmente são sempre os mais convictos e os primeiros a correrem disso tudo como protestantes luteranos do passado. Restando demonizar o que não é dos prados da razão.

Sobre totens e tabús quem mais fala é quem menos pratica aquilo que fala – isso é válido quando falamos de sexo por exemplo. Quando falamos de morte, então! O povo fantasia até repartição pública no pós vida, para o que permanece como aposta e hipótese. É um tal deles fazerem o sagrado e os outros como uma extensão deles mesmos para escaparem deles… que olha vou te dizer!

Numa visão mais clara os pecados medievais nada mais são que as tais dissonâncias, danos e vícios de cognição ou parasitismos para falarmos em termos de vampirismo. Quanto a essa história temos conteúdos fascinantes no Amphiteatrvm Campus Strigoi, para nossos assinantes lá no catarse. Lidarmos com a chamada “cognição” é lidarmos com a hostilidade do nosso ego que nos faz oscilar entre o pontual ou natural e o temor por alguma consequência de exclusão social na vida sob a luz do sol. Isso não é algo fácil.

A Deusa Negra no passado e ainda a Bruxa andando pelos limiares entre o jardim e a floresta escura; a Vampira espreitando e caçando nos castelos em meio as intrigas palacianas são marcadores e variáveis deste repertório ancestral contido na Deusa Negra – que espreitamos, buscamos entender e nos transformarmos ou nos refinarmos em suas constelações, alquimias e vastidão – diante do Gelo, da Húmidade Alquímica, do Ying e do Negativo. Falei muito disso (de processos e resultados) de maneira velada nas edições #553 e #554 da Vox Vampyrica Podcast lá no Spotify.

HAVIAM VAMPS ANTES DE CARMILLA?

Naturalmente houveram outros contos, prosas e romances de vampiras bem legais, eu costumo contar a Christabel (escrita em 1797 circa, publicada só em 1816) e a Deusa pagã do Rhyme of Anciet Mariner (1797–1798) como as primeiras aparições dessa figura de poder na modernidade, mas certamente poderíamos encontrar algo anterior a elas. Neste caso teríamos a “Noiva de Coríntio” do Johann Wolfgang Von Goethe (1797) balada sobre uma noiva virgem que morreu e volta pelo sangue do ex-noivo e saciar seus desejos. Nada mal! Goethe o célebre autor de Fausto se baseia numa passagem do “Livro dos Milagres” do grego Flégon de Trales (Século II). A noiva poderia ser a mais antiga pelo peso do nome do autor e por também ser de 1797. Ainda assim ela pode se contentar com ser a primeira vamp da literatura germânica. Christabel era inglesa.

A noiva era uma imagem subjetiva demais para um contexto vamp e acaba por esbarrar na primeira personagem de traços vampíricos mais proeminentes da literatura alemã que figura em “Feitiço de Amor” (1812), um conto maravilhoso de Ludwig Tieck. Inglaterra continua liderando a parada.

Se focalizarmos a Inglaterra teremos teremos a personagem Oneiza, um cadáver feminino possuído por um demônio que figura no poema “Thalaba, O Destruidor”(1801) de Robert Southey. Foi públicada antes de Christabel, poderia levar o título, mas nossa Christabel data de 1797.

De volta a alemanha teremos a personagem Aurelia que aparece na obra “Vampirismus” (1821) de E.T.A Hoffman, uma vampira subjetiva, mais parecendo uma morta-viva que se alimenta de cadáveres. Adiante encontraremos a rediviva Brunhilde do conto “Deixe os Mortos Repousar” (1823) novamente uma dose de necromancia na parada, onde o viúvo reanima a falecida e se arrepende amargamente.

Seguimos para a França onde conheceremos a vampira Clarimonde, da obra “A Morte Apaixonada” de Théophile Gautier. Um prato delicioso para quem aprecia sonho lúcido e amantes astrais. Um jovem padre recém ordenado irá responder o que é mais amaldiçoado, se é o desejo realizado ou não realizado. Clarimonde é espectral, uma amante morta-viva.

Mas dentro dessa chave espectral o romance Senhorita Christine (1936) de Mírcea Elíade, é mais apimentado e deliciosamente diabólico. E infelizmente esta descendente de Carmilla ainda é desconhecida além dos pórticos da Rede Vamp.

E QUANTO A FIGURAS MITOLÓGICAS VAMPIRESCAS?

Algumas pessoas mencionarão as Lâmias, as Empusae e mesmo a soberana Lilith e outras figuras poderosas da mitologia de naturezas e tons librianos e venusianos. As vezes escorpianos ou leoninos também. Não estão errados na associação delas com o arquétipo “Vamp”. Apenas, quem sabe, na conclusão desencantada que oferecem nos blogs e vídeos ao tecerem comentários sobre estes temas reduzindo tudo a disputas de poder, classes e afins.

“Os deuses e deusas não são ou nunca foram pessoas como a gente” – sempre frisou meu nobre amigo Hermínio Portela quando conversamos sobre estes temas (assista a entrevista dele aqui). Os mitos, os relatos e as histórias sobre seus relacionamentos, assédios, estupros e guerras falam de algo simbólico e de natureza cósmica de intersecções e embates de forças e pulsões também expressas na natureza. Mas não exatamente do que tais palavras representam na vida comum.

O significado de uma “inteligência não-humana” e além dessa “abstração chamada humanidade que acredita apenas em si” é bastante autoexplicativo e óbvio. É não-humano e além do atendimento de qualquer expectativa social e não passivo de nenhum tipo de controle por nada que tenha nascido. Mais claro que isso, poderemos cegar alguém e tornar este artigo incompreensível.

Basicamente, é apenas a sua dissonância cognitiva (danos ou vícios) que lhe dão a impressão de que entende tais forças e os seus malabarismos ou fantasmas semânticos que podem acabar por lhe manterem sobre o cabresto das mesmas – que apenas intensificam o que você já tem na sua têmpera e mistura – ou “Destino” – e quando estes passam da sua justa medida, complica. E sobre isso não falarei mais hoje.

É muito fácil associar Deusas e Deuses Sombrios com a figura vampírica inventada entre os séculos 16 e 18 pelo cristianismo, porque a mesma foi criada para isso. Uma generalização tão ou mais brega do que apresentador televisivo chamar cartas de Yugi Oh de cartas do demônio.

É preciso uma certa sofisticação para interpretar o tema das deusas negras por um viés astrológico hermético ou clássico – e mesmo arremeter tais figuras para um tom mais histórico empregado com dignidade por Robert Graves ou ainda Carlos Ginzbourg. No caso de Lilith e outras deidades tempestivas penso que Robert Patai e ainda Maria de Naglowska são interessantíssimos.

Acho mais sofisticado pensarmos nos mitos do passado associados a vampiros como versões cristianizadas dos relatos sobre guildas de profissões marginais, ritos de fertilidade da terra e outras expressões de tons xamânicos da antiguidade. É sempre interessante lembrar que a maior parte desses relatos são feitas por padres e monges – que não entendiam muito bem o que viam e ainda estavam obrigados a tornarem aquilo depreciativo por conta da vaidade intelectual e também institucional.

Lá no cerne de tudo isso, no coração do redemoinho há ainda a questão dos mortos e dos redivivos associados ao vampirismo quando a Hungria retomou algumas terras dos otomanos. Os mortos tomados por uma força sombria ou demoníaca, ou ainda a serviço das mesmas e suas estranhas agendas. Não é um tema tão estranho assim quando olhado de maneira distanciada do sensacionalismo e do desencantamento. Quantas vezes o culto e a veneração dos mortos ou ancestrais não era encabeçada por um guardião ou deidade no passado, não é mesmo?

Poderíamos ainda falar de algo semelhante ao zumbi haitiano, uma pessoa torturada e embebida em estranhas drogas, processos químicos e ritualística para pensar ter morrido e agora vivendo como escravo de alguém. Mas isso fica para a obra “A Serpente e o Arco Íris” de Wade Davis, um antropólogo e etnobotânico da National Geographic Society.

Mas nunca deixará de ser interessante a encruzilhada presente nos grimórios europeus, nos black books escandinavos e nos terreiros das américas – deidades de diversos povos, personagens folclóricos, santos, demônios e figuras bíblicas engajam e fazem acontecer o que é necessário e o destino se cumprir. Este tema é desenvolvido no meu primeiro livro Mistérios Vampyricos (Madras Editora, 2014) e no Deus é um Dragão (Penumbra Livros 2019).

VAMPIRAS NO BRASIL

Retornando para o viés literário. Aqui no Brasil temos uma rica tradição de mais de 170 anos de produção cultural e literária vampírica. Falamos dela na obra “Despertar Vamp”, disponível aqui. por exemplo nos anos 60 em diante temos as criações fantásticas de Rubens Francisco Lucchetti; as “vamps também figuram em nossos quadrinhos nas personagens como Mirza ou Nádia e em nomes de desenhistas como Eugênio Collonese, Rodolfo Zalla e muitos outros desde os anos sessenta e setenta.

No final da década de noventa temos as vampiras criadas nas obras de Martha Argel. Outro destaque são as vampiras da autora Giulia Moon recentemente reunidas há pouco tempo na fantástica antologia Flores Mortais. Isso sem mencionarmos a midiática Liz Vamp interpretada pela escritora Liz Marins. Só para pincelarmos alguns nomes indispensáveis.

Pensando cronológicamente a primeira grande vampira brasileira chama-se Branca, é do texto Octávio e Branca A Maldição Materna, escrito por João Cardoso de Menezes e Souza, publicado lá na segunda metade dos 1800´s. Acredita-se que a obra tenha sido escrito por volta de 1846 e publicada em 1849. A jovem ainda que espectral e fantasmagórica, tal como muitas outras damas da escuridão que mencionamos hoje, já inseria os Vamps na literatura brasileira – quase na mesma época que Carmilla foi publicada no velho mundo.

VENHA CELBRAR OS 150 ANOS DE CARMILLA COM A GENTE EM 13.08.2022

Concluindo, se a atmosfera emblemática das mansões dos filmes da Hammer e da Universal, bem como a adaptação de Entrevista com o Vampiro de Neil Jordan (1994) ou mesmo o charme vitoriano de Drácula de Bram Stoker (de Francis Ford Coppola) lhe encantam e atraem – seja pela atmosfera e o charme ou por outras razões, garanta seu ingresso para 13/08/22 – Carmilla Noite de Gala Sombria – são poucos convites…

Fonte: https://redevampyrica.com/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/carmilla-150-anos-da-primeira-e-mais-importante-vampira-de-todos-os-tempos/

A Maçonaria e a Revolução Filipina

Texto do ir.’. Tales de Azevedo

Os pilares filosóficos e progressistas da maçonaria fizeram com que, durante os séculos, esta se aproximasse por demais dos grandes movimentos sociais que alteraram os rumos da história.

Se essa aproximação, por vezes, não acontecia pela instituição em si, acontecia na forma da preparação dos seus atores, oriundos desta ordem.

Em diversos processos de independências, de diferentes países, maçons de diferentes grupos contribuíram em maior ou menor grau para a realização do processo, da forma mais acertada o possível. Algumas vezes haviam disputas entre os irmãos sobre o modo de operação ao qual o processo deveria ocorre (vide o caso brasileiro, na disputa entre os grupos de Bonifácio e de Gonçalves Ledo). Essas contendas entretanto, serviram mais para balizar o caráter plural e progressista da ordem do que para mostrar uma falha entre seus membros.

É certo que poucas vezes a instituição maçônica soube se desdobrar de uma maneira tão complexa e articulada como a que ocorreu na última década do século XIX, nas Filipinas. Na época, esse país se encontrava em um processo de assentamento de uma cultura e identidade nacional, assim como vivia sobre ação de diversos grupos reformistas que buscavam melhores condições nas relações coloniais com a Espanha, país colonizador das ilhas.

Alguns anos antes, as autoridades espanholas observavam com receio um movimento iniciado por um jovem, chamado José Protasio Rizal Mercado y Alonso Realonda. Formado em medicina na Espanha, José Rizal trabalhava exaustivamente nas Filipinas, não apenas no exercício de sua profissão de salvar vidas, mas também como um missionário à frente da difícil tarefa de formar uma identidade para o povo Filipino.

Antes da chegada dos espanhóis, as Filipinas nada mais eram do que um aglomerado de mais de 7000 ilhas, divididas em diversos reinos e povos. A união sob uma única bandeira era artificial, criada pelo dominador europeu. Nem mesmo a língua se fazia como um elo comum, pois o espanhol era pouco falado entre os populares, que se utilizavam de diversos dialetos existentes nas ilhas. Dentro do regime colonial não havia o indivíduo “filipino”, apenas o “índio”, cidadão de segunda categoria.

As práticas coloniais eram de constante degradação para com o “índio”. Dentre as leis publicadas nos códigos das ilhas, haviam aquelas que obrigavam ao “índio” a retirar o seu chapéu toda a vez que cruzasse com um espanhol na rua. Da mesma maneira, era terminantemente proibido ao “índio” se sentar na mesma mesa que um europeu, ainda que seja dentro de sua propriedade. No mais, todos os nomes e sobrenomes precisavam ser escolhidos dentro de uma códex elaborado pelo governador, não sendo de livre escolha do indivíduo.

Rizal procurou criar, através de obras artísticas, comícios, jornais, criação de centros sociais e culturais, o senso de coletividade entre todos as pessoas, de modo a acabar com a ideia de inferioridade então existente. Sob as palavras de Rizal, os populares deixavam de ser “índios” e passavam a ser “filipinos”.

Tal o poder de suas palavras, que em 1892, ao fundar uma associação chamada “A Liga Filipina”, o governador geral das ilhas ordenou que o mesmo fosse exilado imediatamente. Tal busca de Rizal era reflexo do conhecimento por ele recebido no seio da família maçônica. Sim, Rizal foi maçom, iniciado na Loja La Solidariedad, em Madri, em 1890.

A maçonaria como instituição, chegou as ilhas filipinas em 1856, com a fundação da Loja La Primera Luz Filipina, filiada ao Grande Oriente Lusitano. Com o passar dos anos, novas lojas foram criadas, dentre as principais Balagtas nr 149, Taliba nr 165, Pilar nr 203 e Bagong Buhay nr 291. Essas, porém optaram por se filiar ao Grande Oriente Espanhol.

Anos ainda haveriam de se passar, antes que fosse fundado um Grande Oriente nas Filipinas. De qualquer maneira, a escolha pelo Grande Oriente Espanhol, ao invés do Lusitano, se devia principalmente à questões tanto do sistema colonial, quanto ao fato de a presença de maçons filipinos na Espanha era comum; inclusive haviam lojas exclusivas de filipinos, sendo as principais as lojas Revolucion, em Barcelona, e La Solidaridad, em Madri.

A expulsão de Rizal ocorreu então no dia 7 de julho de 1892. Naquela mesma noite, alguns homens, entre eles Andres Bonifacio, Valentim Diaz, Teodoro Plata e Ladislao Diwa, se reuniram em uma casa na avenida Claro M Recto, para dar início a uma audaciosa organização, que tinha por objetivo livrar as ilhas do laço colonial. Essa associação recebeu o nome de Kataastaasan Kagalang-galang na Katipunan nang manga Anak nang Bayan, que significava Suprema e Venerável Associação dos Filhos do Povo, mais comumente chamada de Katipunan, que significava simplesmente Associação. Todos os homens reunidos na fundação do Katipunan possuiam uma coisa em comum: todos eram maçons, pertencentes as lojas existentes nas Filipinas, principalmente a Taliba.

Na Espanha, muitos maçons de origem filipina, já haviam sido acusados de tramar contra a coroa, principalmente os pertencentes a Loja Revolução – fato negado a exaustão pelos irmãos desa oficina. De qualquer maneira, o governo desconfiado obrigou o fechamento da loja alguns anos após sua fundação.

Assim, para que os planos pudessem ser elaborados sem o risco de interferência pelo governo, os fundadores optaram por manter a estrutura maçônica oculta dentro do Katipunan, dividindo os associados em 3 graus, que se reuniriam em grupos, subordinados a um órgão chamado Supremo Conselho do Katipunan, ou Kataastaasang Sanggunian.

O ingresso de novos membros ao Katipunan ocorria por indicação de um dos associados. Após sindicância, o iniciado passava por um ritual, baseado nos ritos de iniciação maçônicos. Estando ao final apto, este então recebia o primeiro grau da associação, chamado Katipon. Os associados a esse grau utilizavam um capuz negro nas reuniões, com um triângulo branco que trazia as letras Z. Ll. B.. O Katipunan se utilizava de um alfabeto próprio, criado para impedir que estranhos tivessem acesso aos documentos do Katipunan. Assim, tais letras convertidas para o Alfabeto latino eram iguais a A ng. B, que eram a sigra de Anak ng Bayan, ou Filho do Povo, que era por sua vez a palavra passe desse grau.

Ao ser admitido no segundo grau do Katipunan, o associado recebia o título de Kawal, ou soldado, passando então a utilizar um capuz verde, que trazia um triângulo de linhas brancas, com as letras Z, Ll. B. Em cada um dos vértices. O Kawal também portava uma fita no pescoço, com uma medalha, que trazia encrustado a letra K, no antigo alfabeto tagalog, posto à frente de uma espada cruzada com uma bandeira. A palavra passe desse grau era Gom-Bur-Za, que era uma abreviação para Gomez, Burgos e Zamora, homens que haviam sido executados anos antes pela coroa espanhola, ao lutar nos primeiros movimentos pela independência.

O último grau recebia o nome de Bayani, ou patriota. O associado desse grau usava um capuz vermelho, com faixas de cor vermelha, simbolizando a coragem e a esperança. A parte frontal da máscara possuía bordas brancas, que formavam um triângulo com a letra K preenchendo o mesmo, tendo Z Ll B como base, formando o seguinte desenho. A palavra passe desse grau era Rizal.

Havia um único toque no Katipunan, utilizado para quando os membros se encontravam em locais públicos. Ele era feito pondo a mão direita sobre o peito, para em seguida se apertar as mãos, pressionando a base do polegar com um dos dedos.

O Supremo Conselho havia ditado 10 leis, aos quais todos os membros do Katipunan deveriam obrigatoriamente seguir. Essas leis expunham principios como amar a Deus, a terra e a fraternidade entre os irmãos; guardar segredo sobre o KKK (uma das siglas utilizadas pelo Katipunan) e manter constante alerta sobre sua responsabilidade pessoal.

Além das regras, havia uma cartilha com 13 itens, com virtudes ao qual todo membro do Katipunan deveria trabalhar para disseminar entre o povo. Essa cartilha pregava lições para evitar o preconceito e a discriminação entre homens e mulheres da sociedade filipina, assim como a valorização do país e da luta ao qual o Katipunan se punha a lutar.

A bandeira do associação trazia o Sol, juntamente com o olho que tudo vê. Anos mais tarde, durante a confecção da bandeira do estado filipino, a bandeira do Katipunan viria a servir como base. Embora o olho tenha sido retirado, a o sol foi mantido, estando até hoje no símbolo máximo daquele país.

Um detalhe curioso, é que no século XIX, a existência de lojas maçônicas mistas era comumente aceito pelo Grande Oriente Espanhol. Muitas mulheres espanholas e filipinas, como Romualda Lanuza, Josefa Rizal, Marina Dizon, Sixta Fajardo entre outras, chegaram a ser iniciadas em Lojas regulares. Como tradicionalmente, as antigas sociedades das ilhas, não distinguiam cargos e poderes entre os sexos, nada mais natural que o Katipunan acabasse por se tornar uma sociedade mista.

Durante alguns anos, o Katipunan agiu em segredo, promovendo valoroso golpes contra a coroa espanhola. Sua decadência ocorreu em 1896, quando uma das associadas, Honoria Potiño, falhou ao guardar seu segredo, deixando que seu irmão Teodoro descobrisse sobre a sociedade. Este então denunciou a mesma ao governador geral, que passou a agir rapidamente contra o Katipunan.

A coroa passou então a atacar os cabeças da sociedade. O próprio Rizal foi feito prisioneiro e trazido de volta das Filipinas para ser executado. Diante desse cenário, os membros do Katipunan passaram então a trabalhar executar o mais rápido possível todos os planos que haviam sido arquitetados durante os anos anteriores.

A estrutura da sociedade estava tão bem assentada, que mesmo com a morte de diversos líderes, os planos continuavam a transcorrer normalmente, trazendo muitos problemas para o governo espanhol – que nessa época se encontrava em guerra contra os Estados Unidos, devido a existência das colônias espanholas na América. Assim em 1898, a Espanha, após sucessivas baixas contra o Katipunan, se deu por vencida e abandonou as Filipinas. O povo, e os antigos membros da sociedade puderam então respirar aliviados por alguns meses. Ficou ao cargo do general Emilio Agnaldo, a tarefa de organizar a administração do país, agora livre as amarras espanholas. Agnaldo também era maçom, membro da loja Pila nr 203.

Infelizmente aqueles meses de paz não durariam muito tempo. Ao final daquele ano, antes que o novo governo pudesse vir a trabalhar em busca de reconhecimento internacional da sua independência, os Estados Unidos invadiram as ilhas, tomando-as como espólio da guerra contra a Espanha. Começaria então uma nova guerra, que se prolongaria até 1906, com a derrota dos nativos, e o assentamento das Filipinas enquanto protetorado americano. Em 1908, um outro maçom Manuel Quezon, da loja Sinukuan nr 272, se destacaria no meio político nacional, se tornando um ícone nas relações entre Estados Unidos e Filipinas, em um processo que resultaria na independência total do país ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Referência Bibliográfica

History Of The Filipino People. Teodoro A Agoncillo

Understading The Filipino. Tomas Andres e Pilas Ilada.

Filipino Martial Culture. Mark Wiley

Endereços na Internet

A Formação da Nação Filipina

http://www.cavtemplarios.com.br/livro4.htm

Filipino Masons.

http://filipinomasons.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

Famous Filipino Masons.

http://www.glphils.org/famous-masons

The Legacy Of Freemasons In the Phillipines History.

http://www.pinoyfraternity.com/index.php?showtopic=926

Publicado originalmente em:

http://kali-rio.blogspot.com:80/2011/06/katipunam-maconaria-e-revolucao.html

#Maçonaria

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DNAlien & híbriDNA – Abduções e Híbridos

É consenso geral entre os ufólogos que a presença de Grays em nosso planeta não é recente. Ao longo de décadas, talvez séculos, pessoas alegam terem sido vítimas de abdução responsabilizando, na maioria das vezes, entidades extraterrenas chamadas por alguns de “Grays” ou “Cinzentos”. Os relatos são sempre narrados com riqueza de detalhes e seguem espontaneamente uma narrativa padronizada: Exames médicos, algumas vezes dolorosos, que teriam acontecido dentro de discos voadores.

Muitas dessas pessoas insistem em afirmar que tiveram óvulos ou esperma coletados e dessas, algumas ainda afirmam que seriam para a geração de criaturas que combinassem os DNAs das espécies Humana e Gray.Existe unanimidade (ou pelo menos esmagadora maioria) dos ufólogos sobre o termo “Híbridos”: Refere-se a seres que possuem características genéticas dos Grays incorporadas ao código genético humano.

Tais Híbridos combinam partes das características genéticas de ambas as espécies, geralmente com predominância da humana sobre a extraterrena. Humanos selecionados por um critério desconhecido por nós contribuem compulsoriamente com sua herança genética para este consórcio.

Os embriões assim obtidos seriam incubados em dispositivos semelhantes a gavetas para, meses depois, eclodirem (nascerem). Existem menções nunca confirmadas que arriscam ser a criatura composta por uma proporção de 75% Humano para 25% Gray. Mesmo com proporções de genes Gray menores, a criatura resultante não sobrevive por muito tempo ou é prematuramente abortada logo no início da gestação (ou maturação). Muitos casos já foram relatados e muito já se especulou a esse respeito, mas parece que realmente os Grays continuam a tentar outras recombinações de DNA com proporções diferentes, geralmente sem o sucesso almejado.

Algumas criaturas teriam sobrevivido em condições especiais e seriam de aparência até agradável e amigável, embora não alcançassem a idade adulta e fossem estéreis. Isto é compreensível quando se leva em conta que os Grays não são nem ao menos mamíferos, e que mesmo as técnicas de transgenia mais avançadas não poderiam recombinar os genes interespeciais (entre espécies diferentes) com proporções mais equilibradas.

Uma análise independente do código genético de um Híbrido ainda está para ser divulgada (Veja ilustração), mas a proporção mais provável (endossada por Yth) é aquela onde a porção Gray adicionada à Humana seja menor que 1%. Esta seria, por exemplo, a proporção aproximada que nos diferencia dos chimpanzés.

O objetivo final dessa reengenharia genética é a obtenção de Híbridos que sejam na verdade humanos com determinados genes Grays, capazes de conviver tanto com uma quanto com outra espécie. O papel dos Híbridos é assim o de poderem intermediar, quando necessário, as relações de entendimento entre as espécies. O nome mais apropriado para os Híbridos, segundo alguns deles, é o de “Herméticos”, numa alusão a Hermes (Mercúrio), semideus mitológico grego que era uma combinação da espécie humana com a “Espécie dos Deuses” e que atuava como mensageiro celeste, intermediando Homens e Deuses.

O próprio Homem teria sido produto de recombinação genética dos primatas superiores, e é verdade que temos fósseis que comprovam a evolução desde amebas até esses primatas superiores sem, no entanto, continuar até a espécie humana.

O Homem é separado da cadeia evolutiva por uma lacuna! Existe mesmo um lapso nas evidências da evolução continuada do Homem. É como se houvesse um salto evolutivo onde, de repente, surgissem os primeiros Homens. O tal “Elo Perdido” nunca foi descoberto ou explicado e permanece um mistério a transição entre o mais avançado primata ancestral e o primeiro Homem. A evolução do Homem é verdadeira, no entanto não é fortuita (ou regida pela seleção natural, como pensam os evolucionistas), mas sim o resultado de melhorias genéticas dirigidas para um objetivo específico, que NÃO É A ADAPTAÇÃO DA ESPÉCIE AO PLANETA.

De certa forma, somos todos Híbridos, já que nossa espécie foi manipulada geneticamente e acrescida de genes extraterrenos. O processo pode ser ilustrado quando juntamos animais para reprodução de RAÇAS diferentes, processo esse chamado de cruzamento, com seus descendentes denominados mestiços.

A continuidade desse processo de reprodução entre mestiços é chamada de Mestiçagem e se estende ao infinito. Porém, quando são juntados genes de dois animais de ESPÉCIES diferentes e se for possível encontrar a proporção para a obtenção de filhos desses dois, o procedimento é denominado de Hibridação (Veja foto de olho de feto híbrido).

Na natureza, podemos citar o caso da Hibridação interespecial entre uma égua e um jumento: Os descendentes possíveis (o burro e a mula) serão Híbridos estéreis. Observe que em Genética, o termo “Híbrido” significa apenas o produto de acasalamentos de indivíduos geneticamente diferentes, sem qualquer ligação com conceitos zoológicos ou zootécnicos, muito menos ufológicos. Descrever as vantagens evolutivas que um Híbrido Humano-Gray têm sobre os humanos implica em esclarecer um fenômeno chamado “Heterose” ou “Vigor Híbrido”.

O fenômeno da Heterose é mais acentuado quanto mais diferentes forem as espécies (este é precisamente o caso) e é o meio utilizado para apuramento de uma linhagem ou raça, dentro de certos limites, de melhoramento racial e maior vigor da descendência do Híbrido. No caso do Híbrido Humano-Gray, a Heterose se revela como um resultado final que geralmente combina as características comuns a todos eles, como:

 

1. Abdome estreito e comprido

2. Alguns sentidos humanos aguçados e outros limitados

3. Articulações ágeis

4. Boca pequena (tipicamente menor que 4 cm de largura)

5. Intelecto melhorado

6. Longevidade

7. Lucidez constante, mesmo durante o sono

8. Maior resistência a doenças em geral (inclusive genéticas)

9. Nitrobacs (veja matéria)

10. Palato mais alto

11. Pulmões largos

12. Regeneração celular acentuada

13. Relativa independência de comida e bebida

14. Traços de novos sentidos (telepatia e intuição, por exemplo)

15. Vigor geral acentuado

16. Outras

Algumas vezes apresentam alguns desses aspectos negativos:

1. Calvície prematura, corrigível com o aumento dos níveis de hormônios

2. Coloração acinzentada da pele, camuflável ao tornar a pele mais avermelhada artificialmente

3. Intolerância a determinados alimentos, como os de origem animal (Carnes, Aves, Peixes e Leite)

4. Menor fertilidade e até esterilidade, devido a problemas cromossômicos na Meiose

5. Menor resistência a determinadas doenças específicas

6. Outros

Todos esses fatores influenciam o comportamento dos diversos níveis de Híbridos de forma mais ou menos igual:

1. À aproximação de um desconhecido, instintivamente sondam seus pensamentos e analisam sua personalidade e intenções

2. Desprendidos de bens materiais

3. Evitam aproximar-se de animais (mesmo de estimação)

4. Sentem desconforto e têm impressões confusas sobre parentes e pessoas íntimas

5. Seu senso de moral e ética são substituídas por lógica e objetividade,

divergindo em muitos pontos do tradicional comportamento judaico-cristão ocidental

6. Tendem a se acautelar na presença de determinadas pessoas que possam vir a representar alguma ameaça

7. Outros

 

Fácil compreender, mas longe de ser banal, é que de certa forma somos todos Híbridos em maior ou menor escala, e que por isso temos algumas dessas características em maior ou menor intensidade.

Tanios Hamzo²°¹³

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/dnalien-hibridna-abducoes-e-hibridos/

As Musas

Para todo povo há entidades intermediárias, às vezes são os próprios deuses, outras semideuses. As Musas, habitantes do Olimpo, são deusas.

Filhas de Zeus e Mnemósine, sua quinta esposa, com a qual se uniu sob a aparência de um pastor, foram engendradas em nove noites distintas, longe dos demais imortais, com o objeto de que tivesse quem celebrasse a vitória dos Olímpicos sobre os Titãs.

Deusas da Memória (do céu) e da inspiração poética, atribui-se-lhes o poder de dar os nomes convenientes a todos os seres. Guardiãs do oráculo de Delfos , dizem “o que é, o que será e o que foi”.

Ainda que tenham nascido no morro Pierio, e ainda que visitem o Olimpo, onde alegram as festas dos imortais com seus cantos com que fazem resplandescer o palácio de seu pai, gostam de se reunir no cume do monte Helicão, de onde se aproximam na noite até a morada dos homens, que podem ouvir assim, na quietude, a melodia de suas vozes. Elas comunicam também aos olímpicos os males e sofrimentos destes, o canto de cuja criação é uma alegria para Zeus.

Estas entidades femininas, capazes de tomar indefinidas formas, e de não as tomar, e de revelar aos homens –se assim elas o desejarem–, seja através da harmonia daquelas, ou mediante o ritmo e o número, ou diretamente de sua própria voz, os mistérios da geração dos deuses, da ordem da Cosmogonia, das façanhas dos heróis em procura do céu e da cosmificação da terra, têm o poder de transformar a realidade, pois a audição de seus cantos faz do sensível símbolo da harmonia da Alma do mundo, manifestação e imagem do deus polar, Apolo.

Elas unem o homem com o sagrado porque estão diretamente vinculadas com o segredo e a harmonia da Criação (Cosmogonia) que revelam na alma humana, onde a reproduzem (poiésis = criação), e que conduzem assim ao pé do eixo que une os mundos, simbolizado na fonte, na pedra, na azinheira1, que aparecem no começo do canto de Hesíodo, a Teogonia. Como no Museu, onde se acham os produtos daquela audição e, portanto, da Memória, ao abrir um livro inspirado se abre também seu templo, ou mansão.

Ainda que apareçam como virgens, algumas tiveram filhos com deuses e homens; no entanto os destinos desta descendência assinala como o verdadeiro fim a geração espiritual, supracósmica, às vezes de forma trágica, como é o caso de Lino, filho de Urânia e de um mortal, ou, segundo alguns, de Apolo e Calíope –ou Terpsícore–, a quem este matou ao ser desafiado no canto; outras, como exclusiva geração do amor, como o de Himeneo, nascido da união de Apolo e Calíope.

Sendo ao começo três, quando nos tempos arcaicos, seu número ficou fixado em nove segundo a Teogonia de Hesíodo, a quem elas mesmas a revelaram, e seus próprios nomes estão unidos a sua função:

Clío: que preside a História, e que canta a “glória” dos homens e a “celebração” dos deuses, sendo seus atributos a trombeta heróica e a clepsidra.

Eutherpe: “a que sabe agradar”, e que preside a música de flauta e outros instrumentos de sopro.

Thalía: a comédia, “a que traz flores”, ou “a que floresce”, nome também de uma das três Graças, representada com a máscara da comédia e o bastão de pastor.

Melpómene: a tragédia, a que canta “o que merece ser cantado”, representada com a máscara trágica e a clava de Hércules.

Terpsícore: a música em geral e a dança, a que “ama a dança”, cujo atributo é a cítara.

Erato: a poesia lírica e os cantos sagrados, acompanhada pela lira e o arco, cujo nome procede de Eros, o primeiro deus que apareceu após Gea, nascida de Caos e geradora dos demais deuses.

Polimnia: a arte mímica, a que inspira a união dos “múltiplos hinos”, e se vinculam a ela a retórica, a eloqüência, a persuasão, representando-a com um dedo nos lábios.

Urânia: a “celeste”, a astronomia, a contemplação da harmonia do céu, representada com um trípode junto a ela.

Calíope: a poesia épica, a de voz “mais bela” ou “verdadeira”, a que reproduz a imagem do som primordial que se ouve no centro de todo ser, e que só depois de determinado estádio do ciclo se acha na cúspide da Montanha (Helicão), que deve ascender aquele que realiza o caminho de retorno, haja vista que o Olimpo é o lugar dos deuses imortais (os estados supra-individuais do ser), montanha celeste à qual elas mesmas se dirigem desde a anterior, após ter presenteado os homens, enquanto deixam ouvir depois de si um “encantador som que surge de seus passos”.

1 N.T. – Azinheira = Quercus ilex – Árvore de até 27 metros, de copa ovóide ou arredondada. Ritidoma não suberoso e escamoso-gretado. Ramos principais eretos. Raminhos estreitos e tomentosos. Folhas persistentes, orbiculares. As juvenis são serradas, as adultas são inteiras. Bolotas de maturação anual, aquénios e cúpula, com escamas imbricadas mais ou menos aplicadas e tomentosas.

#hermetismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-musas

Aleister Crowley: a genial biografia da Besta

Tamosauskas

Imagine ser um cristão e não saber como Cristo morreu, um muçulmano que não conhece a vida de Maomé ou um judeu que nunca ouviu falar da infância de Moisés. Parece um absurdo, mas imagine então ser um ocultista no século XXI que não sabe nada sobre a vida de Aleister Crowley. Assim como os personagens citados antes, ele foi o profeta e comentador de uma revelação religiosa, teve uma passagem pela Terra igualmente interessante e transformou para sempre o cenário magístico do planeta, seja você thelemita ou não. Esta é a importância do livro “Aleister Crowley: a biografia de um mago” de Johann Heyss, o primeiro tomo da trilogia thelema da editora Presságio. Sem Crowley não haveria wicca, magia de maat, satanismo moderno, luciferianismo,  magia do caos ou igreja elétrica. E estes são apenas alguns dos nomes dos seus muitos filhos.

Johann é por si só figurinha carimbada no meio thelemita. O autor já escreveu outros dois livros sobre o Tarô de Thoth, vários sobre numerologia além de diversas obras de ficção e poesia. Mais recentemente encabeçou a tradução do Livro da Lei comentado por Aleister Crowley também pela Presságio Editora. Além de escritor e tradutor é ainda é músico, carreira na qual igualmente deixa transparecer suas influências ocultistas.

Nesta biografia, que é única escrita originalmente em português, Johann conta toda a trajetória  do mago inglês, desde seus primeiros anos como o pequeno Edward Alexander Crowley, filho de um casal evangélico até seu leito de morte como A Grande Besta regado de trovões e ventania. O livro passa ainda por sua movimentada vida como bissexual, inseparável de sua vasta obra mágika e literária e diversos rumores de zoofilia, sadomasoquismo, diabolismo, canibalismo, coprofagia, de ser espião de guerra e pai de Barbara Bush, futura primeira dama dos Estados Unidos. Algumas dessas lendas -e várias outras – são reais, mais você terá que ler o livro para saber. O livro conta ainda com apêndices contendo citações importantes sobre Crowley, seu mapa astral e uma lista com toda a sua bibliografia produzida.

Entre o não tão inocente Alexander e o nada inocente To Mega Therion, uma vida de descoberta, aceitação (não sem certa hesitação) e desenvolvimento da Thelema, uma nova religião trazendo uma nova lei para a humanidade baseada nos preceitos de “Faze o que tu queres  de ser tudo da Lei” e “Todo homem e toda mulher é uma estrela”. Esta nova religião talvez nunca chegue a ser uma religião das massas, mas sem dúvida nenhuma as massas já são influenciadas por ela.”Que meus servidores sejam poucos & secretos: eles deverão reger os muitos & os conhecidos. ” No meio ocultista sei impacto é crescente e na literatura inspirou nomes como Fernando Pessoa,  Jorge Luis Borges e Alan Moore. Na música nomes que vão de Beatles a Jay-Z (passando por Ozzy, David Bowie, Raul Seixas e Klaxons), levaram seus preceitos para as multidões.

O livro de Johann conta com detalhes toda a história e contexto no qual o Livro da Lei foi escrito e todo o esforço que Crowley fez para levar esta mensagem ao mundo, mas conta também todo desenvolvimento biográfico anterior e posterior a este ponto culminante.  A obra é dividida em cinco partes. Na primeira vemos sua infância infernal e sua a rápida rejeição a religiosidade da época vitoriana até o inicio de seu interesse pelo esoterismo.  Na segunda parte testemunhamos sua conturbada passagem pela Golden Dawn. Na terceira está descrito o início do Novo Éon com o recebimento do Livro da Lei e demais livros sagrados de Thelema e sua ascenção ao status de celebridade magicka.

Mas nem tudo são flores para a Besta. Como se  “o pior homem do mundo” demonstrasse na própria carne o que afirmou a dizer que “Os ‘senhores da terra’ são aqueles que estão realizando sua vontade. Não quer dizer necessariamente que sejam indivíduos com diademas e automóveis: muitos deles são os mais pesarosos escravos do mundo.” Assim no quarto e quinto capítulo sentimos o cheiro de pólvora e o coice da arma que disparou o éon de hórus passar por dificuldades financeiras, judiciais, de relacionamento, depressão e problemas com vício em heroína. Contudo nesses mesmos capítulos temos o desenvolvimento de alguns de seus principais livros, seu aprimoramento na magia sexual, sua entrada e reformulação da Ordo Templi Orientis, seu encontro com Leah Hirsig, “a mulher escarlate definitiva”, fundação da  Abadia de Thelema – primeira das Sociedades Alternativas – e a criação de seu famoso tarô com Frieda Harris. Prenúncios de que a nova era não seria fácil, mas seria muito criativa.

Aleister Crowley: a biografia de um mago” nem por um segundo tenta esconder os defeitos de Frater Perdurabo. Pelo contrário, demonstra que ele tinha defeitos comuns aos homens de seu tempo e também defeitos muito particulares. O autor faz uma leitura crítica de sua vida e convida o leitor a fazer o mesmo sem com isso desmerecer o impacto de sua mensagem para o mundo. Citando Johann Heyss: “Aleister Crowley é como um cartão em branco, no qual você ode escrever sua própria definição, a qual será, ao menos em parte, verdadeira. Partindo da perspectiva do processo iniciático, é possível perceber o fio de coerência que permeia os disparates deste personagem hoje lendário, à parte qualquer aprovação ou desaprovação.”

Durante sua vida Crowley foi descrito como a Grande Besta do Apocalipse, “o escolhido sacerdote  & apóstolo do espaço infinito” cuja revelação rasgou os véus do templo vitoriano, mas também como um belo filho da puta ou ainda como um ser humano capaz de errar e de sofrer. Alguém em busca do império da verdadeira Vontade, mas também levado pela vida a pagar contas e chorar a morte dos filhos. Em muitos sentidos uma pessoa além do seu tempo e em muito outros um homem de sua época. A biografia feita por Johann Heyss é sem dúvida a mais completa que temos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/aleister-crowley-biografia/

Contemplando o invisível

Por Gilberto Antônio Silva

Vivemos em um mundo cada vez mais materialista e cientificista. Qualquer coisa que sobressaia da atividade normal (ou reconhecida como tal) automaticamente é rejeitada e atacada. Apenas o que é visível, mensurável, demonstrável e “cientificamente comprovado” pode ser aceito. Mas sabemos que o Universo não se limita a isso.

Já tive oportunidade de mencionar anteriormente que a filosofia oriental é, em grande parte, ignorada pelo Ocidente, que acredita que se trata de meras superstições, crenças religiosas ou pensamentos irracionais (como se isso fosse possível). Apenas a filosofia ocidental, baseada na objetividade e na análise intelectual minuciosa de cada fragmento de pensamento ou ideia, é realmente uma “filosofia”.

Ocorre que a filosofia oriental possui esse mesmo enfoque racional, porém acrescido de uma dimensão subjetiva que não existe no pensamento ocidental moderno. Para os chineses, em especial, mesmo que algo não seja visível ou mensurável, ainda pode ser sentido, percebido e interpretado, portanto é real. Basta que aquilo faça algum sentido, em um sistema que Lin Yutang chama de “Espírito do Razoável”. É uma espécie de “bom senso chinês”, onde uma coisa é aceita se fizer sentido, independente de algum tipo de comprovação material. A reencarnação explicaria várias coisas sobre a vida humana na Terra, portanto é algo válido. Possessão por um Demônio das Águas seria real? Uma criança começa a manifestar atitudes estranhas e alheias à sua personalidade, junto com conhecimentos que não deveria ter e força sobre-humana, sendo que depois da sessão de exorcismo feita por um sacerdote taoista, ela volta ao seu normal. Por que isso não seria real?

Esse tipo de atitude perante o invisível, ao que não é testável nem mensurável, alarga em muito nossos horizontes. Repentinamente o Universo se expande para muito além do visível e palpável, até dimensões infinitas. Logo, perceber e acreditar no invisível enriquece nossa vida. Um aluno me perguntou um dia se isso não poderia ser apenas uma ilusão. Claro, o nosso próprio mundo sensorial poderia ser todo ele uma grande ilusão, como atestam hinduístas, budistas e taoistas. O que diferencia o pensamento oriental do ocidental é que no Taoismo e seus primos próximos você pode experimentar o invisível. Isso deixa de ser uma mera crença vazia para se tornar uma realidade palpável. Para isso existem meditações, rituais sagrados, livros enigmáticos que precisam de mais do que a mera intelectualidade para serem decifrados, mas uma imersão completa do corpo e da alma no contexto definido. Além das tradições orientais como o Taoismo, isso também é verdade para a Magia, a Umbanda, o Xamanismo e todas as doutrinas e escolas de pensamento esotéricas. Estamos todos juntos, mergulhados em um universo extremamente mais vasto do que aquele da ciência ocidental.

Não existe espiritualidade sem uma relação próxima com o invisível. Na medida em que seu progresso espiritual aflora, sua sensibilidade se amplia e sua consciência começa a reconhecer o invisível. Não existe outro caminho. Uma pessoa que se diz espiritualista e tem toda sorte de ceticismos tóxicos e negações vazias é, na verdade, uma mentirosa.

Espero que não esteja achando que eu estimulo algum tipo de credulidade cega. De modo algum. Eu mesmo tenho um ceticismo saudável graças à Parapsicologia. Mas devemos manter uma atitude chinesa e não duvidar de algo se aquilo fizer algum sentido. Se quiser mais comprovações pessoais, basta praticar. Absolutamente TUDO o que é dito sobre o Mundo Invisível pode ser experimentado. Claro que com muita dedicação, persistência e orientação adequada, o que nem todo mundo está disposto a fazer. É mais fácil e rápido rejeitar. Acho que isso é a cereja do “bolo esotérico”: você pode comprovar tudo o que é dito por experiência própria, desde que mantenha a mente aberta. Algumas experiências não são recomendáveis, mas podem ser feitas. Então não estamos falando sobre ilusão, crenças religiosas ou dogmas, mas sobre a realidade. Uma realidade maior do que se percebe no cotidiano, mas que afeta decisivamente nossas vidas, quer você creia ou não. Na verdade, os “descrentes” não fazem mais do que barulho, pois o Universo segue seu caminho, eterno e insondável.

No caso particular do Taoismo percebemos que Laozi já chuta o balde no primeiro capítulo do Tao Te Ching afirmando que “O Tao que pode ser expresso não é o Tao constante” e que “O Tao é o nome do inominável”. Pronto, se sua intenção é usar o puro raciocínio objetivo já pode se considerar derrotado, pois o intelecto puro não pode abranger o Tao. Ele transcende esse aspecto puramente mental e precisa ser experimentado pessoalmente.

A Tradição Taoista é extremamente rica em considerações sobre o mundo invisível. Isso é parte de nossa herança e de nossa força. E se você deseja realmente conhecer o Universo em toda a sua profundidade, deve se preparar para contemplar o invisível.

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, é um dos mais importantes pesquisadores e divulgadores no Brasil dessa fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

#Tao #taoísmo

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A Filosofia do Templo da Chama Ascendente

O CAMINHO DO DRAGÃO:

O Caminho Draconiano é baseado na magia auto-iniciativa do Lado Noturno. Ele contém o mistério da transição iniciática da alma de um ser mortal para a forma de Deus encarnada através da morte espiritual e renascimento no Ventre do Dragão e na lareira do Fogo Draconiano. Através do trabalho sucessivo e da comunhão com os Deuses e Espíritos da Corrente, a consciência se expande e a alma desenvolve seu potencial para receber, manter e ancorar esta energia. Cada passo no Caminho revela novos segredos, novas possibilidades, novos mistérios a serem perseguidos. No Caminho do Dragão, o Iniciado é continuamente desafiado e testado. À medida que as chaves para a transmutação da alma são reveladas e os portais para os poderes esquecidos são desbloqueados, a mente é gradualmente sintonizada com as energias da Corrente e a alma é forjada no Fogo Draconiano, para que possa entender e aproveitar esse poder. O Iniciado do Caminho Draconiano é um emissário e uma manifestação viva do Dragão, um mensageiro dos Deuses primordiais.

Este é o trabalho de auto-capacitação e ascensão da alma. Ajuda na compreensão da Gnose de Lúcifer e Suas manifestações no mundo. Ela prepara o corpo, a mente e a alma para a quantidade de poder e conhecimento que serão liberados durante o trabalho com essas forças primordiais. Eleva a alma além de todas as expectativas. O Caminho do Dragão abrirá as portas para os poderes que você deseja alcançar e para muitos mais. Através do trabalho sucessivo, sua alma se integrará totalmente com a Corrente e você se tornará uma manifestação viva do Dragão, o Deus Encarnado. Uma vez abertos, esses portais estarão para sempre conectados à sua alma. Este é um caminho para a origem da Corrente, a fonte de todo poder e todo conhecimento, a descida ao Vazio para enfrentar o Dragão e se tornar uma manifestação da força draconiana primordial.

O Caminho Draconiano é individual e diferente para cada viajante. Você está convidado a entrar em contato conosco e participar de nossos projetos abertos e do Curso Introdutório que preparará seu corpo e mente para o fluxo da Corrente e para a abertura dos portões da alma para a força do Dragão. Nosso Trabalho é abrir as portas da alma para o Fogo transformador do Portador da Luz, as Chamas do Dragão. Quando isso for feito, você será guiado pelo próprio Lúcifer, Lilith, a Rainha da Noite, e pelos Deuses e Espíritos da Corrente. No entanto, se você quiser continuar seu trabalho de auto-iniciação participando de nossos projetos internos, você também receberá assistência do Templo e terá a oportunidade de conversar com Iniciados mais avançados no Caminho, compartilhando e trocando sua experiência em sucessivos níveis de sua ascensão pessoal.

Templo da Chama Ascendente é um templo de Lúcifer. Ele é o símbolo e o patrono da Era do Despertar. Ele permanece como o portão e o guia para o Caminho da Auto-Deificação, iluminação, liberdade do espírito, despertar da alma do sono da ignorância. Ele é a fonte de toda iluminação e um dos deuses draconianos primitivos. Ele é o Iniciador da Chama Ascendente (Desejo Humano de Transcendência que potencializa a ascensão espiritual) e o Deus patrono do Templo que foi fundado para trazer a Corrente do Portador da Luz e a Gnose do Vazio. Esta é a Gnose do Dragão que ao longo dos tempos foi esquecida, perdida, mal interpretada e distorcida, e agora está sendo trazida de volta ao mundo na forma da Corrente Draconiana primordial que está sendo aterrada através de indivíduos capazes de receber e canalizando esse conhecimento.

OS DEUSES DRACONIANOS E O CAMINHO DO LADO NOTURNO:

Deuses e Espíritos Draconianos são nossos aliados e guias no Caminho. Eles revelam e abrem os Portões da Alma e os Caminhos do Lado Noturno através do processo iniciático individual, para que o Homem possa se tornar Deus Encarnado. A Obra iniciática do Templo está, portanto, centrada em abrir a consciência para a natureza de seu poder e preparar a alma para a comunhão com suas energias primordiais.

O Dragão do Vazio é Leviathan, a Serpente Primal enrolada ao redor do Universo, segurando-o em um abraço atemporal. O próprio Vazio é o Ventre do Dragão, vomitando mundos e devorando-os em um ciclo interminável de morte e renascimento. É a força primordial existente fora das estruturas da Criação, sem nome e indefinida, pois não tem forma e todas as formas ao mesmo tempo, sua forma e nome diferem dependendo de uma tradição mágica e sistema iniciático. O Dragão existe fora da Árvore Cósmica, que é o Pilar da Ascensão Espiritual. A Árvore, tanto em seu aspecto brilhante quanto na negatividade do lado escuro, é uma manifestação da consciência humana, projeção da mente consciente e interior, de acordo com o antigo princípio “Como acima é abaixo”: Tudo o que existe Dentro também existe Fora. O homem é Deus em potencial, manifestação do Dragão, parte dessa força eterna e atemporal que permeia toda a Criação e se expande além, no Infinito. O propósito da jornada iniciática através do Pilar da Ascensão é perceber e compreender este potencial e, consequentemente, transformá-lo em Divindade. Vista como a “emanação da Divindade”, a Árvore constitui a percepção humana da consciência deificada. A conclusão do Caminho é o coroamento do processo de Auto-Deificação. A Árvore também é uma manifestação do Dragão, pois a força Draconiana é a fonte de toda a Criação. Mas o Dragão é mais do que a Árvore em si. E para alcançar a própria fonte desse poder primordial, o Homem tem que dar um passo além da Árvore, no Vazio, o Ventre do Dragão. Enquanto trabalhamos com determinados caminhos e zonas da Árvore Cósmica, às vezes temos vislumbres dessa força atemporal, e podemos encontrar portas para o Útero do Dragão no Abismo Cabalístico, mas o verdadeiro Portal para o Vazio existe no reino de Thaumiel, dentro do Trono de Lúcifer, onde o Homem se torna Deus completando a Ascensão através do Pilar da Elevação da Alma. O último passo da humanidade para a Divindade é o passo além da Árvore, na liberação final da ilusão do mundo manifestado.

O Trono de Lúcifer existe em Thaumiel, o último reino antes de entrar no Vazio. Portanto, Ele é o Portão e o Símbolo da Alma Deificada, o Deus patrono do Caminho. Ele é a força solar e iluminadora que tem alimentado a evolução da consciência humana desde o nascimento da humanidade. Ele é Força, Fogo e Fúria. Ele capacita e eleva a alma através de Seu Pilar de Ascensão de fogo. Sua contraparte feminina na magia iniciática draconiana é Lilith. Ela é Paixão, Desejo e Sedução. Ela seduz as almas e as atrai da Luz para o Lado Noturno, o lado avesso da Árvore, desperta a Luxúria e a Fome por conhecimento e poder que só crescem a cada passo no Caminho, e acende a centelha da Divindade que progressivamente se torna a Chama Ascendente de Lúcifer. É o Fogo da Transformação, a própria essência da Divindade. Ambos constituem o Arquétipo do Adversário: O Diabo e o Salvador.

PORTANTO, OS FUNDAMENTOS DA MAGIA DRACONIANA DENTRO DO TEMPLO ESTÃO CENTRADOS NESSES TRÊS ARQUÉTIPOS PODEROSOS: LÚCIFER – O SENHOR DAS CHAMAS, FORÇA DA EVOLUÇÃO E ASCENSÃO; LILITH – O FOGO DRACONIANO DA TRANSFORMAÇÃO, PRINCÍPIO DA PAIXÃO E DESEJO; E LEVIATÃ – O DRAGÃO DO VAZIO, FONTE PRIMORDIAL DE TODA MANIFESTAÇÃO.

A Corrente de Lilith é uma parte do Trabalho iniciado em 2002 pelo grupo ritual draconiano anteriormente conhecido como Loja Magan e continuou ativamente ao longo da década seguinte. O propósito do Trabalho foi o Re-Despertar do Dragão, a força primordial Dentro e Fora, auxiliando nas iniciações e introduzindo potenciais Iniciados na Tradição Draconiana. Em 2012, esta tarefa foi assumida pelo Templo da Chama Ascendente e estendida pela conjugação da Corrente Draconiana de Lilith com a Corrente Adversarial de Lúcifer e Deuses Draconianos das Qliphoth. A Obra central do Templo é introduzir o aspirante a Iniciado no Caminho Draconiano e na magia Qlifótica e auxiliar no processo iniciático no Caminho do Dragão.

OUTROS ARQUÉTIPOS USADOS DENTRO DO TEMPLO:

HÉCATE: A professora de feitiçaria e a guia para o “submundo” pessoal, as profundezas da psique.

ARACHNE: A Deusa Aranha da Atlântida e a rainha dos labirintos Qliphóthicos sob a Árvore Cósmica.

BELIAL: O intermediário entre os espíritos do Lado Noturno e o mago, a porta de entrada para o poder de Goetia.

SET: O Arquétipo do Adversário, o Deus da Tempestade e da Mudança, o princípio da transformação dinâmica.

O OBJETIVO DO TRABALHO:

O objetivo do Trabalho com a Corrente Draconiana é abrir os portões da alma e despertar a consciência, para que o Iniciado possa contemplar o Infinito e viajar ao Coração do Vazio para abrir o Olho de Lúcifer, o Olho do Dragão, e ilumine o Caminho que conduz à Divindade. O Trabalho iniciático do Templo o ajudará a recuperar a consciência primordial e o poder draconiano primordial que detém o potencial de toda criação e toda destruição. Nosso Curso Introdutório irá prepará-lo para a Iniciação na Corrente Draconiana e para o trabalho adicional no Caminho da Auto-Deificação e projetos mais avançados inspirados na Tradição Draconiana e Magia Atlante. Nossos projetos e trabalhos individuais irão ensiná-lo a manifestar sua Vontade no mundo e formar manifestações de seu Desejo a partir de energias primordiais do Vazio.

Para viajar ao Ventre do Dragão e não ser consumido pela imensidão do Vazio, você precisa fortalecer sua alma invocando e se tornando a Chama Ascendente de Lúcifer. Isso prepara sua consciência para o Trabalho com a Corrente. O propósito do Templo é auxiliar o Iniciado neste processo e preparar sua alma para o fluxo do poder transformador do Dragão e a visão do Vazio no processo de transformação iniciática através das energias dos Deuses primordiais.

Isso pode parecer abstrato no início, mas a Iniciação Draconiana é uma experiência íntima e pessoal e é diferente para cada Iniciado. A Mudança sempre se manifesta nas áreas mais pessoais de sua vida. A cerimônia de Iniciação será conduzida por outro Iniciado Draconiano e abrirá os portais internos de sua mente para a Gnose da Corrente. A auto-iniciação também é possível e igualmente válida como uma iniciação presencial e nós o ajudaremos e orientaremos tanto nos preparativos quanto nos procedimentos de iniciação. Então você estará livre para perseguir sua própria Visão e receberá mais orientação dos Deuses e Espíritos do Caminho, que atuarão como iniciadores e aliados em estágios específicos de sua Ascensão. Uma vez que os portais sejam abertos, a Corrente fluirá através de sua consciência, aprimorando suas habilidades mágicas e transformando sua vida.

Há apenas uma Iniciação feita pelo Templo – preparação e iniciação na Corrente Draconiana. Este é o Objetivo Primário do Templo. Assim que você alinhar sua alma com a Corrente, Deuses e Espíritos irão guiá-lo e inspirá-lo. O Caminho Draconiano faz parte da tradição do Caminho da Mão Esquerda, que é em sua essência solitária e pessoal. O núcleo principal da Obra é feito individualmente, como uma comunhão solitária e pessoal com os Deuses e Espíritos da Corrente. No entanto, compartilhar e discutir o Trabalho com outras pessoas também oferece uma oportunidade de aprender e progredir mais rápido e evitar certos erros na prática mágica.

O QUE ACONTECE DEPOIS DA INICIAÇÃO?

Após a Iniciação você tem duas opções:

1) Você é bem-vindo para ficar e trabalhar conosco – para explorar e fortalecer a Corrente de Lúcifer, ou para iniciar o processo de ascensão pessoal no Caminho do Dragão de acordo com nossos projetos internos que o introduzirão na auto-iniciação draconiana magia e ensiná-lo a projetar e desenvolver seus próprios rituais, meditações e todos os aspectos necessários do Trabalho.

2) Você pode seguir caminhos separados e trabalhar com a Corrente como um praticante solitário.

O INICIADO DRACONIANO:

Ser um Mago Draconiano é viver sua vida de acordo com o Caminho. Não é algo que você faz no seu tempo livre, de vez em quando, em eventos sociais ou como meio de recreação. É a vida, vivendo o Caminho e estando ciente de sua Visão e Desejo em cada momento da existência. Trilhar o Caminho é uma escolha para toda a vida. Cabe a você optar por permanecer um diletante, sempre procurando desculpas para pular a prática diária, atrasar ou desistir da busca de sua Visão, deixar de lado o trabalho com a magia do Caminho quando não a encontrar conveniente, ou se você foca sua vida, tempo e energia na verdadeira evolução espiritual. Não é nada fácil. A maioria de nós tem emprego e família, todos nós lutamos com problemas ocasionais de saúde ou problemas financeiros, etc. Mas a chave para ter sucesso no Caminho é encontrar o equilíbrio entre sua vida mundana e espiritual e não deixar que essas coisas atrapalhem. Isso pode significar que você terá que reorganizar toda a sua vida para se adequar ao Caminho, e se você não estiver pronto para tal mudança, provavelmente não terá sucesso além do nível básico de avanço mágico. Esteja ciente disso quando der seus primeiros passos no Caminho do Dragão. Mesmo que essa mudança não seja necessária desde o início, ela se tornará uma necessidade em etapas posteriores de sua evolução pessoal. Como você faz isso, depende exclusivamente de você. Mas uma vez que você esteja no caminho certo, quando você deixar sua alma voar nas asas do Dragão e ascender com a Chama de Lúcifer, todas as coisas começarão a se encaixar, trazendo-lhe mais saúde, prosperidade, amor, emoção e alegria. inspiração do que você já teve em sua vida. Este é um processo difícil, muitas vezes doloroso e traumático, mas também emocionante e recompensador.

Não há restrições para que ninguém tenha sucesso na ascensão espiritual. A maioria dos magos falha em seu Caminho iniciático quando escolhe existência passiva, preguiça e auto-piedade em vez de desafio, paixão e experiência; segurança sobre o risco; o limitado sobre o infinito; o mundano sobre o espiritual; o sono da alma e a ignorância irracional sobre o despertar e a iluminação. Você terá que encontrar novas maneiras de interagir com o mundo, as antigas serão quebradas no processo. Mas, novamente, este é um caminho para poucos, não para muitos.

Você não precisa de experiência prévia ou habilidades mágicas avançadas, mas precisa de potencial e vontade para desenvolver ambos. Você precisa ser dedicado e apaixonado pelo seu trabalho mágico. É importante ter cuidado, mas é ainda mais importante deixar-se conduzir pelo Desejo, manter o coração aberto para novas experiências, novas missões a perseguir, novos mistérios a descobrir. Sem ele, você NÃO terá sucesso no Caminho do Dragão. Ser cuidadoso não deve, no entanto, ser confundido com medo, relutância ou ceticismo em trilhar o Caminho. Você precisa ser capaz de deixar ir, deixar-se consumir pelo Fogo de Lúcifer e inflamar seu Caminho através da Escuridão do Vazio. Abrace a nova experiência e divirta-se. Aproxime-se com antecipação e excitação, não com medo, ceticismo ou nervosismo. O Caminho Draconiano é duro e difícil, mas também é uma bela aventura espiritual. É extático, desafiador e inspirador em todos os níveis possíveis de existência. Deixe sua alma voar através de mundos e dimensões em êxtase extático. Não perca a emoção e o entusiasmo concentrando-se apenas em treinos duros e exigentes, deixe-se fascinar e inspirar por cada mudança no mundo que ocorre por sua Vontade, por cada manifestação de seu Desejo. Não tenha medo de ser autoconfiante em seu trabalho, mas, novamente, não confunda autoconfiança com arrogância e auto-ilusão. É uma armadilha fácil de cair no Caminho da Mão Esquerda, que está em sua essência centrado no desenvolvimento de uma poderosa autoconsciência.

A magia draconiana tem tudo a ver com Trabalho: praticar, treinar, desenvolver, moldar, polir, aperfeiçoar, experimentar, descer às profundezas mais escuras do Inferno e subir até o Sol para derrubar as ilusões do mundo e alcançar poderes que podem parecer imaginários e míticos para o Ignorante, mas para o Iniciado eles podem ser ferramentas reais e tangíveis, se ao menos aprendermos como aproveitá-los e controlá-los. Não existe um mago draconiano teórico ou passivo. A magia draconiana é sobre invocar, canalizar e absorver o poder e manifestá-lo no mundo. Trata-se de reconhecer fraquezas e inibições e transformá-las em veículo de ascensão pessoal. Não há lugar para filosofias vazias que apenas estimulam o ego, mas não são fundamentadas na experiência real.

Além disso, todos os métodos e ferramentas de prática são bons se ajudarem em seu avanço espiritual, se puderem lhe dar acesso ao poder genuíno. Sacrifício, feitiçaria sexual, oferendas de sangue, instrumentos de dor e prazer, intoxicação, etc. fazem parte da Obra, em menor ou maior extensão. Alguns deles serão ensinados pelo Templo e empregados em certos projetos mágicos, outros serão deixados à escolha individual dos praticantes. VOCÊ NUNCA SERÁ FORÇADO A NADA COM O QUAL NÃO SE SINTA CONFORTÁVEL. O que é recomendado, no entanto, é não rejeitar nenhum desses métodos, pois eles podem ser úteis ou até necessários em etapas posteriores do seu Caminho. Você não será forçado a nada no decorrer do Trabalho, mas será constantemente desafiado a questionar seus valores e princípios, superar inibições e transformar seus medos e hesitações em força e ferramentas de poder.

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Fonte:

Philosopy of Temple of Ascending Flame.

http://ascendingflame.com/philosophy.html

Temple of Ascending Flame © 2012-2021

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-filosofia-do-templo-da-chama-ascendente/

Tarot e Magia – Renato Rocha

Bate-Papo Mayhem 174 – gravado dia 18/05/2021 (Terça) Bate Papo Mayhem e Taberna dos Argonautas entrevistam Renato Rocha – Tarot e Magia

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/tarot-e-magia-renato-rocha