Apocalipse das Semanas de Enoque

do  Livro de Enoch 93:1-10 , 91:11-17

(4 Qumran Henoc g (4Q212) III-IV § versão espanhol português E C M – enochm@terra.com.br 14/04/2001)

Enoch relembrou seu discurso dizendo: “A propósito dos filhos da Justiça e acerca do Eleito do mundo, que havia crescido de uma planta de verdade e de justiça, eles falaram e deram a conhecer a mim, Enoch, filhos meus, segundo o que me foi revelado todo o entendimento por uma visão celestial e pela voz dos anjos guardiães e dos santos. Nas tábuas celestiais é tudo lido e entendido “.


Continuou falando Enoch e disse: “Eu, Enoch, nasci o sétimo, na primeira semana, na época em que a justiça ainda era firme. Depois de mim, virá a segunda semana na que crescerá a mentira e a violência e durante ela terá lugar o primeiro Final, então, um homem será salvo. E quando esta semana haver acabado, a injustiça crescerá e Deus fará uma lei para os pecadores.


“Depois, haverá o final da terceira semana, um homem será eleito como planta de juízo justo, através do qual crescerá como planta de justiça para a eternidade. Logo, ao terminar a quarta semana, as visões dos santos e dos justos aparecerão e será preparada uma lei para gerações de gerações e um cercado.


“Depois, no final da quinta semana, uma casa de gloria e poder será edificada para a eternidade. Logo, na sexta semana, os que viverem durante ela serão cegados em seu coração, infielmente, se afastarão da sabedoria. Então um homem subirá ao céu no final desta semana, a casa de dominação será consumida pelo fogo e será dispersado todo a linhagem da raiz escolhida.


“Logo, na sétima semana surgirá uma geração perversa; numerosas serão suas obras, mas todas estarão no erro. E no final desta semana serão escolhidos os eleitos como testemunhas da verdade e da planta de justiça eterna. Será-lhes dada sabedoria e conhecimento por setuplicado. Para eles executarem o juízo arrancarão da raiz as causas da violência e nela a obra da falsidade.


“Depois disso virá a oitava semana, a da justiça, na qual se entregará uma espada a todos os justos para que julguem justamente aos opressores, que serão entregues em suas mãos. E ao final desta semana os justos adquirirão honestamente riquezas e será construído o templo da realeza d’O Grande, em seu esplendor eterno, para todas as gerações.


“Após isto, na nona semana se revelarão a justiça e o juízo justo à totalidade dos filhos da terra inteira e todos os opressores desaparecerão totalmente da terra e serão lançados ao pouso eterno e todos os homens verão o caminho justo e eterno.


“Depois disso, na décima semana, em sua sétima parte, terá lugar o Juízo Eterno. Será o tempo do Grande Juízo e Ele executará a vingança no meio dos santos. Então o primeiro céu passará e aparecerá um novo céu e todos os poderes dos céus se levantarão brilhando eternamente sete vezes mais. E depois disso, haverá muitas semanas, cujo número nunca terá fim, nas quais se fará o bem e a justiça. O pecado já não será mencionado jamais.”


O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por algumas cartas do Novo Testamento (Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata, por volta do ano 400, os primeiros seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus textos e o aceitavam como real. Após a Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito interessante e parece real. O livro de Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade, em etíope e, por esta razão, também é chamado de Enoch etíope. Este documento foi encontrado, incompleto, entre os Manuscritos do Mar Morto.

 

 

CAPITULO I

 Profecias sobre o fim dos tempos


“1 – Eis as palavras de Enoch pelas quais abençoou os eleitos e os justos que viverão no tempo da aflição, quando serão reprovados todos os maus e ímpios. Enoch, homem justo que caminha diante do Senhor, quando seus olhos foram abertos, e quando contemplou uma santa visão nos céus, fala e pronuncia: Eis o que me mostram os anjos,


2 – Esses anjos me revelarão todas as coisas e me darão a inteligência do que jamais vi, que não deve ocorrer nesta geração, mas numa geração afastada, para o bem dos eleitos,


3 – Foi por eles que pude falar e conversar com aquele que deve deixar um dia sua celeste morada, o Santo e Todo-poderoso, o Senhor desse mundo,


4 – Que um dia deve pôr em convulsão o pico do monte Sinai, aparecer em seu tabernáculo e se manifestar com toda a força de sua celeste potência.


5 – Todos os vigilantes serão surpreendidos, todos ficarão consternados.


6 – Todos serão tomados pelo medo e pelo espanto, mesmo nas extremidades da terra. As altas montanhas serão sacudidas, as colinas elevadas serão diminuídas, escoar-se-ão diante de sua face como o círio diante da drama. A terra será submersa e tudo aquilo que a habitar, perecerá, ora, todos os seres serão julgados, mesmo os justos.


7 – Mas os justos obterão a paz, Ele conservará os eleitos e sobre eles exercerá sua clemência.


8 – Então tornar-se-ão a propriedade do Senhor Deus, e serão por Ele cumulados de felicidade e bênçãos; e o esplendor da Divindade os iluminará.”

 

 

CAPITULO XLIV

 Profecias sobre Jesus, os tempos atuais e a perseguição aos cristãos


1 – Lá, vi então o Ancião dos dias cuja cabeça estava como que coberta de lã branca e com ele, um outro, que tinha a figura de um homem. Esta figura era plena de graça, como a de um dos santos anjos. Então interroguei a um dos anjos que estava comigo e que me explicou todos os mistérios relativos ao Filho do homem. Perguntei-lhe quem era ele, de onde vinha e porque acompanhava o Ancião dos Dias.


2 – Respondeu-me nessas palavras: “Este é o Filho do homem a quem toda justiça se refere, com quem ela habita, e que tem a chave de todos os tesouros ocultos; pois o Senhor dos espíritos o escolheu preferencialmente e deu-lhe glória acima de todas as criaturas.


3 – Esse Filho do homem que viste, arrancará reis e poderosos de seu sono voluptuoso, fá-los-á sair de suas terras inamovíveis, colocará freio nos poderosos, quebrará os dentes dos pecadores.


4 – Expulsará os reis de seus tronos e de seus reinos, porque recusam honrá-lo, de tornarem públicos seus louvores e de se humilharem diante daquele a quem todo reino foi dado. Colocará tormentos na raça dos poderosos; forçá-los-á a se deitarem diante dele. As trevas tornar-se-ão sua morada e os vermes serão os companheiros de sua cama; nenhuma esperança para eles de sair desse leito imundo, pois não consultaram o nome do Senhor dos espíritos.


5 – Desprezarão os astros do céu e elevarão as mãos contra o Todo-Poderoso; seus pensamentos serão voltados apenas para a terra na qual desejarão estabelecer sua morada eterna; e suas obras serão apenas obras de iniquidade. Colocarão suas alegrias em suas riquezas e sua confiança nos deuses fabricados por suas próprias mãos. Recusar-se-ão a invocar o Senhor dos espíritos, expulsá-lo-ão de seus templos.


6 – E os fiéis serão perseguidos pelo nome do Senhor dos espíritos.

 


CAPITULO XLV

 Profecias sobre o julgamento


1 – Nesse dia, as preces dos santos subirão da terra até ao pé do trono do Senhor dos espíritos.


2 – Nesse dia, os santos que habitam nos céus se reunirão e com voz unânime, rezarão, suplicarão, celebrarão, louvarão, exaltarão o nome do Senhor dos espíritos, pelo sangue dos justos, espalhado por ele; e essas preces dos justos elevar-se-ão incessantemente ao trono do Senhor dos espíritos, a fim de que lhes faça justiça, e que sua paciência pelos maus não seja eterna.


3 – Nesse tempo, vi o Ancião dos dias, sentado no trono de sua glória. O livro da vida estava aberto diante dele e todas as potências do céu se mantinham curvadas diante dele e ao seu redor.


4 – Então os corações dos santos estavam inundados de alegria, porque o tempo da justiça era chegado, a prece dos santos havia sido ouvida e o sangue dos justos havia sido apreciado pelo Senhor dos espíritos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/apocalipse-das-semanas-de-enoque/

Fantasmas Contemporâneos

O presente está repleto de fantasmas do passado habitando velhas casas, cemitérios, teatros. Uma alma penada pode passar centenas de anos sem descanso em um apego psicótico pelos lugares onde viveu, sofreu, foi feliz e morreu. Pode-se ponderar que é tempo demais para um espírito continuar preso às afeições e paixões de uma vida que, definitivamente, não vai recuperar jamais. Todavia, o que é o tempo para quem tem a eternidade? Isso não significa que mortos mais recentes não se convertam em fantasmas. As tragédias continuam a acontecer e muitas almas têm-se se convertido em assombrações contemporâneas, como os artistas de Hollywood comentados nesta reportagem. No Brasil e no mundo, uma nova geração de fantasmas vai fazendo a história das aparições.

Em São Paulo, o roteiro turístico programa visitas a lugares assombrados da metrópole: o Castelinho da Rua Apa, no bairro de Santa Cecília, palco de misterioso crime ocorrido em 12 de maio de 1937 onde morreram a tiros todos os membros de uma rica família: Dona Maria Cândida Guimarães dos Reis e seus dois filhos Álvaro e Armando Reis. A polícia encontrou os corpos estendidos entre o escritório e a sala. Uma pistola < 9mm estava pródio; aventa-se um disparo ocasional e fatal desencadeando a tragédia. É um mistério e a casa ficou com a fama de assombrada.

No edifício Joelma, cenário de famoso incêndio cujas cenas de horror, pessoas se atirando pelas janelas, foram transmitidas pela TV em 1974. Treze pessoas morreram dentro de um elevador. Hoje são protagonistas da lenda: o “mistério das 13 almas” às quais são atribuídos até milagres. Dizem que o lugar já era amaldiçoado desde a década de 1950, quando ali se erguia a estalagem do Bexiga e aconteceu um crime que chocou a cidade: um rapaz matou a mãe e a irmã e jogou-as num poço. O assassino se suicidou.

Também estão no roteiro paulistano: a Casa de Dona Yayá, ou Sebastiana de Mello Freire, no Centro, que tinha problemas mentais, vivia isolada de tudo e de todos e morreu em 1961; a Capela dos Aflitos, no bairro da Liberdade onde os escravos eram enforcados; ainda na Liberdade, a Igreja Santa Cruz das Almas, testemunha do enforcamento do soldado Francisco José das Chagas que precisou de três tentativas do carrasco para morrer; o Palácio da Justiça, onde os injustiçados choram e reclamam das penas que lhes foram impostas em vida; o edifício Martinelli, assombrado por uma loira e a Câmara dos vereadores, com fama de estar repleta de espíritos.

No Rio de Janeiro, são tidos como assombrados: o Paço Imperial em Petrópolis, onde vagueia o saudosista de D. Pedro II; a Fortaleza de Santa Cruz, em Niterói, que foi presídio até 1964; o Museu Histórico Nacional, antigo Arsenal da Marinha que abrigou a cela onde Tiradentes foi esquartejado; a Câmara dos Vereadores onde, no século XVIII [anos 1700] havia ruínas de uma capela na qual foram realizados cultos satânicos e, ainda, o Teatro Municipal, morada do espírito do operador de cenários João Batista de Carvalho e de uma cantora não identificada; o Mosteiro de São Bento, o Museu Histórico Nacional. Na Fundação Oswaldo Cruz, em Manguinhos, o fantasma do epidemiologista folheia os livros na biblioteca e no antigo prédio do DOPs ainda ecoam os gritos daqueles que ali morreram torturados nos anos da Ditadura.

Em 1972, o vôo 401 da Eastern Airlines caiu na Flórida matando os 100 passageiros e membros da tripulação, como o capitão Bob Loft, o engenheiro de vôo Dan Repo. Para reduzir o prejuízo, a companhia recuperou partes da aeronave e as utilizou em um L-1011 Jumbo Jet. O avião que recebeu as peças tornou-se assombrado: Loft e Repo apareciam operando o painel de controle, advertindo sobre problemas técnicos, checando a segurança dos viajantes e dos circuitos elétrico e hidráulico. O capitão era visto na primeira classe dando instruções sobre o uso dos cintos de segurança e proibição de fumar. O empresa teve de remover as peças…

Em Hollywood, o fantasma de um menino estreou oficialmente a assombração cinematográfica aparecendo em uma cena de Três Homens e um Bebê [1987], caso que ganhou ampla divulgação na internet. Na Tailândia, a tsunami que assolou o país em 2004 produziu uma legião de almas penadas: mais de 125 mil pessoas morreram. Uma turista grita nos escombros de um hotel, telefones assombrados tocam e transmitem o horror dos espíritos ardendo coletivamente nas chamas do crematório. Espectros vagueiam vestidos de branco deslizando em direção ao mar.Os monges budistas cuidam de apaziguar estes desencarnados oferecendo orações e alimentos, e como muitos são estrangeiros, as pizzas fazem parte do cardápio dos fantasmas. Os muçulmanos acreditam que eles jamais encontrarão descanso porque não foram enterrados apropriadamente, voltados para Meca.

Na China e na Malásia, mulheres ainda são compradas vivas [não por muito tempo…] ou mortas para se tornarem noivas-fantasma dos igualmente fantasmas de rapazes que morreram solteiros; o casamento dos espíritos chama-se minghun e a prática tem sido reprimida pela polícia. No Iraque, Saddam Hussein faz suas aparições em restaurantes e mercados de Bagdá. Em janeiro deste ano [2008], o fantasma de Adolf Hitler foi acusado de continuar a perseguir judeus até no espaço. Uma medium da pequena cidade de Palestine, Texas ─ EUA, tem estado em contato com o fantasma da vítima: ele, também famoso, foi o astronauta da NASA, nascido em Israel, o primeiro judeu a ser lançado no espaço. Por pouco tempo… Ilan Ramon era um dos tripulantes no acidente da Space Shuttle Columbia [ônibus espacial].

O Columbia foi lançado pela primeira vez em 1981. Em 2003 realizou sua última missão depois de passar 16 dias no espaço. Em seu retorno, quando entrava na atmosfera da Terra, a nave sofreu o acidente que pôs fim à vida dos sete astronautas à bordo.Ramon tem aterrorizado cidadãos de Palestine desde que morreu e afirma que Hitler ou, o espírito de Hitler, sabotou a nave para matá-lo. Confuso, o fantasma pensa que está na Palestina do Oriente Médio e aterroriza moradores negros do lugar em busca de vingança, porque considera os Palestinos tão inimigos quanto os nazistas. Sua mãe e sua avó sobreviveram a Auschwitz. Sobre Hitler, Ramon disse à clarividente Zelda Barrons: “Ele está aqui e ele é uma entidade terrível, um demônio”.

por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/fantasmas-contemporaneos/

Guia de expressões básicas em enochiano para uso cotidiano

Por Robson Bélli

  1. Olá – Balit
  2. Como esta você? – Darsar g gnay?
  3. Bem, e você? – Balit, od g?
  4. Bom dia! – Balit basgm!
  5. Boa noite – Balit dosig!
  6. Obrigado – Allar!
  7. Com licença – Iehusoz, el oanio! (perdão, um momento)
  8. Desculpe – Iehusoz!
  9. Até logo! – Uran g!
  10. Amém/concordo – Zurah (fervorosamente, com humildade)
  11. Abençoado seja tu! – Urebs noan g!
  12. Maldito seja tu! – Amma noan g!
  13. Discordo! – Osf

Números

  1. Ag
  2. El
  3. Pala
  4. D
  5. S
  6. O
  7. Norz
  8. Qew
  9. P
  10. M
  11. Ex

Pronomes

  1. Eu (meu, minha) – Ol
  2. Você (teu, seu, sua) – G
  3. Ele – tia
  4. Ela – pi
  5. Isto – t
  6. Nós – Ge
  7. Eles (elas) – Par

Ser

  1. Foi – As
  2. Onde – Zirom
  3. Foi – As
  4. Foi – As
  5. Foi – As
  6. Onde – Zirom
  7. Onde – Zirom

Fazer/faz

  1. Fez – Uls
  2. Fez – Uls
  3. Fez – Uls
  4. Fez – Uls
  5. Fez – Uls
  6. Fez – Uls
  7. Fez – Uls

Ter

  1. Tem – Blans
  2. Tem – Blans
  3. Tem – Blans
  4. Tem – Blans
  5. Tem – Blans
  6. Tem – Blans
  7. Tem – Blans

Verbos comuns

  1. Abrir – Odo
  2. Fechar – Emetgis
  3. Este – Da
  4. Aquele – Ar el
  5. Pegue – Arp t
  6. Solte – Dobix
  7. Adicione, junte – Uml
  8. Divida, separe – Poilp

Lugares / posições

  1. Aqui – Kures
  2. Ali – Uml
  3. Lá – Da
  4. Atrás – Zacam
  5. Na frente – Adoian
  6. Do lado – Unalab
  7. Esquerdo – Symp unalab (do outro borda)
  8. Direito – Vaoan

Seres

  1. Deus – Iaida
  2. Espirito santo – Congamphlgh
  3. Anjos – Sach
  4. Pessoas – Olora
  5. Demônios – Urch (anjos de confusão)
  6. Dragão – Vovim
  7. Espíritos – Gah

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-de-expressoes-basicas-em-enochiano-para-uso-cotidiano/

Como identificar um bom Astrólogo?

Dez anos atrás, nesta data, a Rede Globo estreiou um remake da novela “O Astro”. Esta novela fez grande sucesso muitos anos atrás, quando Francisco Cuoco era o protagonista – um astrólogo charlatão. É oportuno abordarmos dois pontos que fatalmente virão à tona quando a novela estrear: este personagem pode ser ruim para a imagem da Astrologia e dos astrólogos? Mais: como discernir um astrólogo sério de um charlatão?

No que diz respeito à primeira pergunta, meu ponto de vista é o mesmo que sustento sempre que um personagem fictício é apresentado como um astrólogo de comportamento duvidoso: ficção é ficção, e nenhuma obra ficcional tem a menor obrigação de representar idealmente nenhuma atividade profissional. Quantos personagens em filmes ou novelas são médicos malignos, psiquiatras sem escrúpulos, engenheiros vilões? Inúmeros! Um personagem de obra ficcional não é criado para “representar classes”. Ademais, ainda que a ficção tivesse por objetivo retratar a realidade, quem disse que não existem vários astrólogos que fazem coisas duvidosas, como este que será apresentado na novela “O Astro”? Astrólogos não deveriam se preocupar com charlatães apresentados em filmes e novelas. Não conheço médico psiquiatra algum reclamando de Hannibal Lecter (vilão do filme “O Silêncio dos Inocentes”).

Já no que concerne à segunda questão, sobre como identificar um astrólogo charlatão, a resposta é mais difícil. Primeiro, porque para muitas pessoas a Astrologia já é, por si mesma, um exercício de charlatanismo. Deste modo, para estas pessoas, não haveria divisão entre “astrólogos sérios” e “charlatães”. Todos seriam enganadores.

Eu digo que este pensamento, isso sim, é enganoso. Explico:

Charlatanismo é uma palavra que explicita o desejo intencional de enganar, oferecendo algo que não se pode cumprir, ou afirmando algo que o próprio declamante sabe não ser verdade. Alguém que pratica ilegalmente a Medicina, sem ter formação para tanto, é um charlatão. Um astrólogo que afirma que pode fazer você ganhar na loteria ou que traz a pessoa amada em 3 dias através de magia é, igualmente, um enganador. Não é complicado identificar este tipo de pessoa perigosa. Procure referências sobre ela. No caso de um astrólogo, procure saber quem ele é, como trabalha, tente descobrir se pessoas de sua confiança já fizeram consultas com ele. Aliás, vale dizer que esta é uma dica preciosa no tocante a serviços astrológicos: o melhor astrólogo é aquele que lhe foi indicado. Note que a Astrologia não é algo que exige de ninguém um estudo formal. Qualquer pessoa pode se dizer “astróloga”. Logo, não é como a Medicina, atividade que exige um CRM, ou a Psicologia, que exige CRP (e ambos os registros exigem formação acadêmica).

OS LIMITES DA PRÁTICA ASTROLÓGICA

Há também outro tipo de charlatanismo, moralmente menos grave, que eu chamo de não-intencional. É quando a pessoa aprende uma coisa que não é verdade, acredita nela e propaga a falsidade, conduzindo outras pessoas ao erro. Para céticos em relação à Astrologia, essa descrição caberia a todos os astrólogos, pois estes céticos partem do pressuposto de que a Astrologia é, por si mesma, um engano – até mesmo para quem a pratica com a melhor das intenções. Argumentar sobre a validade da Astrologia é algo que não farei neste artigo. Limito-me a dizer que se o astrólogo pratica o que tradicionalmente é chamado de Astrologia, ele não é um charlatão, nem intencional, nem não-intencional. E, note: o que é tradicionalmente chamado de Astrologia não promete trazer pessoas amadas nem em um dia, nem em 100, Astrologia não faz ninguém ganhar na loteria (se isso fosse possível, astrólogos estariam ricos), Astrologia não cura doenças. Assim sendo, cuidado com quem promete coisas fantásticas. Astrólogos sérios geralmente deixam bem claro os limites da prática: o que pode e o que não pode ser feito.

O que eu chamo de charlatanismo não-intencional é a postura de incorporar à atividade astrológica um palavreado científico acadêmico sem verdadeiro conhecimento de causa. Geralmente, isso decorre mais de ingenuidade que de má fé. Associar Astrologia à física quântica, por exemplo, é forçar a barra. Jamais encontrei nenhum trabalho sobre Astrologia e física quântica que eu pudesse dizer que conta com qualquer mínimo conhecimento, mesmo que vago, de física quântica. Falar em “campos magnéticos”, “efeito quântico” e outras coisas do gênero, na minha opinião, não passa de desejo de impressionar através de palavras difíceis ou, na melhor das hipóteses, exercício de analogias forçadas entre dois saberes tão distintos (a Física e a Astrologia). Se um dia a Astrologia puder ser comprovada pela ciência, isso não se dará por mera retórica que se vale de palavras impressionantes e uso de termos exóticos.

Por fim, vale um conselho: se você procura um astrólogo, não tenha medo de inquiri-lo e buscar referências. Procure por alguém de quem você já ouviu falar bem, ou cujos textos você leu e gostou. Converse com ele. Se o astrólogo pontua claramente os limites do que pode ser feito, ele provavelmente é confiável.

Por Alexey Dodsworth

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-identificar-um-bom-astr%C3%B3logo-1

ABC da Umbanda

 

Água Fluida Nada mais é que um veículo preparado com elementos espirituais e da natureza, saturada por hábeis manipuladores do astral, com fins terapêuticos.
Amaci Banho purificatório na cabeça, feito com folhas, flores, mel, perfumes, ervas e outros, de acordo com orientação das pelo diretor dos trabalhos. Sua finalidade é auxiliar na incorporação e firmar o médium e seus guias nas correntes material e espiritual do Centro Espírita (Egrégora). É o começo da caminhada mediúnica no Centro Espírita escolhido pelo médium, para o seu desenvolvimento e de suas entidades.
Amuletos Objetos os mais variados possíveis em todo o mundo, tornam-se populares como “quebradores”  de olho-grande. Ao serem colocados em locais visíveis, alguns preparados para dissolver descargas negativas, são a primeira coisa a ser vista por aqueles portadores deste tipo de magnetismo pesado, recebendo em primeiro lugar, a descarga do mesmo. Ou seja, viram objetos de descarrego, de limpeza, absorvendo ou dissolvendo tais vibrações na entrada de residências.

Todos esses objetos e práticas auxiliam muito como paliativos, no teor magnético existente nas casas. Todavia, o mais importante é o tipo de ambiente que é criado pelas mentes que ali habitam. Se não, tornam-se inúteis ou de muito baixa influência.

Aruanda Lugar de onde veem os Orixás e as entidades superiores. No catolicismo é o céu. No Espiritismo são as colônias espirituais.
As Ervas As ervas, ao crescerem, absorvem as radiações do sol, da lua, dos minérios, enfim, de toda a natureza, e dos elementos espirituais, à semelhança da aura humana, daí o seu uso nos tratamentos, nas limpezas e na fixação de energias. Devem ser frescas, se possível, e nunca demasiadamente fervidas.
As Leis de Umbanda São 10 os princípios básicos que regem a Umbanda:

1 – Crença em um Deus único, onipotente, eterno, incriado, potência geradora de todo o Universo material e espiritual, adorado sob vários nomes.

2 – Crença em entidades superiores: Orixás, anjos e santos que chefiam falanges.

3 – Crença em guias, em planos médios, mensageiros dos Orixás, anjos e santos.

4 – Existência da alma e sua sobrevivência após a morte.

5 – Prática da caridade desinteressada, na busca de aliviar o Karma do médium.

6 – Lei do Livre-Arbítrio, pela qual cada um escolhe fazer o bem ou o mal, e o ser humano afiniza com sua faixa vibratória e a do ambiente que o cerca.

7 – O ser humano é a síntese do universo.

8 – Crença na existência de vida inteligente em todo o Universo, vivendo e habitando.

9 – Crença na reencarnação, na lei cármica de causa e efeito.

10- Direito de liberdade de todos os seres.

Benzeduras Nada mais são do que passes magnéticos. Nossos pretos velhos eram eficazes, assim como nossos índios. Utilizam-se de metais, água, ervas, saliva etc. como condutores desse magnetismo curativo.
Crendices Há crendices verdadeiras e falsas. Quando muitos dizem que determinada atividade é correta, deve-se analisar os fundamentos do ponto de vista científico e espiritual. Ou seja, devem ser analisadas friamente, sem serem repetidas, mecanicamente, sem discussão prévia. Certa vez ouvi que determinada imagem, dentro de casa, produziria efeito negativo na sexualidade feminina e coisas do gênero. Já falamos repetidas vezes que o que vale são os pensamentos e a magnetização dos objetos. Como foi comprovado, mais tarde, a dita imagem nada produziu de negativo, muito pelo contrário.
Defumação Nada mais é do que as plantas que, com todo o magnetismo absorvido da natureza, ao serem queimadas e suas emanações dirigidas por entidades encarregadas da purificação de ambientes, diluiriam fluidos pesados ou  atrairiam boas vibrações. Usam-se desde a tradicional arruda ou outras ervas, cascas de alho, açúcar, resinas aromáticas etc.
Elementais Sem eles a Umbanda não existiria. São entidades primárias, quase infantis na espiritualidade, sempre dirigidas por entidades superiores, habitando um dos quatro elementos. No fogo, as salamandras que trabalham nas áreas relacionadas ao amor, ao sexo, à amizade, à agressividade e à proteção. Na terra, há vários, sendo os mais conhecidos os gnomos, cuja atividade relaciona-se ao trabalho, à criatividade, à perseverança e aos bens materiais. As ondinas, nas águas, atuam na sabedoria, na doçura, nas atividades espirituais e mediúnicas. Nos ar, os silfos, ágeis e inquietos, dominam as áreas de saúde, da cura e do equilíbrio físico e mental.

Todos eles participam dos trabalhos umbandistas como auxiliares valiosos, e nas outras doutrina e religiões, muitas vezes, em discreto anonimato.

Elementares São diferentes dos elementais. São entidades primitivas em situação intermediária entre o animal e a racionalidade. Dirigidos por entidades, colaboram na limpeza, na guarda, tomando formas as mais variadas possíveis. São colaboradores dos Exus e boiadeiros, principalmente.
Exu e Quiumba Os quiumbas são malfeitores do astral, avessos ao bem e altamente perturbadores. Tanto que há concordância entre autores quanto ao fato de serem eles os verdadeiros executores dos trabalhos destinados ao mal. São os costumeiros “encostos” ou “rabos de encruza”. Fazem-nos pensar que muitos quiumbas mistificam, fingindo, em casas desatentas, serem Exus ou até mesmo Orixás, com fins de alcançar seus objetivos.

Os Exus, não. São eles que desmancham os trabalhos de magia negra, transportando magneticamente as mazelas, as dores e doenças físicas e espirituais, aliviando Carmas. Alguns Exus, por estarem ainda no início de sua evolução, como trabalhadores do bem, necessitam de orientação e doutrina, tanto pelo médium como pelos dirigentes dos trabalhos e devem ser colocados na disciplina da Casa.

Daí temos os Exus orientados, que não pedem sacrifícios, com oferendas mais simples, e aqueles que não tiveram uma colocação correta, que se acostumam com extravagâncias e exigências repletas de vaidades  humanas

Fases da Lua para Trabalhos A ação eletromagnética da lua é conhecida desde a mais remota antiguidade nos fenômenos das marés, na germinação e crescimentos das plantas, na poda de plantações, na fecundação de seres, nas alterações de humor e um sem-número de fenômenos. Já que se trata de trabalhos, com fins quaisquer, é natural que se escolham dias em que a força eletromagnética  da Terra, sob a influência lunar, crie um ambiente mais propício ao crescimento, ou não, do teor magnético nocivo ou benigno desses mesmos trabalhos.

Na lua minguante são entregues os trabalhos destinados a diminuir ou acabar com algo, tal como doenças ou vícios, dias esses com poderoso influxo magnético lunar de retração. Nos dias de lua cheia ou crescente, para trabalhos de crescimento, tais como os destinados a melhoria no trabalho, estudos, amor e saúde. Na lua nova não recomendamos, pois já é sentida a influência da passagem para a lua minguante.

Feitiço Infelizmente existe sim. São trabalhos feitos pela quimbanda com fins de prejudicar alguém, perfeitamente lógicos, dentro do ponto de vista magnético.
Como Evitar (Feitiço) Já vimos no conceito de magnetismo que, dependendo da sintonia que vibre em cada um, podemos assimilar o feitiço ou não. Nesses casos, quando a pessoa vibra em frequência mais elevadas, a onda do mal emitida tende a ricochetear e, muitas vezes, retorna a quem o emitiu, que, na realidade, vibra nessa faixa, pelo simples fato de Ter desejado o mal.
Há Nomes Que Não Devem Ser Ditos na Umbanda? Cada letra possui um som. Cada som produz uma frequência. A soma das letras produz um nome que poderá, ou não, formar uma melodia harmoniosa do ponto de vista espiritual. Todavia, antes de mais nada, não produz efeitos desastrosos se comparados ao teor de pensamento que exprime a palavra.
Imagens de Exus. Por Que Tão Assustadoras? Os Exus costumam tomar tais formas como meio de impor respeito e medo a espíritos inferiores (quiumbas) e, desta forma, facilitar o controle e vigilância que obtêm sobre estas mentes vinculadas ao mal, para que não perturbem trabalhos ou até mesmo lares e locais.
O Pensamento Tem Cor Segundo Ramatis: “A qualidade do pensamento determina-lhe a cor; a natureza do pensamento compõe-lhe a forma; e a precisão do pensamento determina-lhe a configuração exata” (Magia de Redenção, pág. 64). Dependendo da intensidade do mesmo, podem-se criar as conhecidas formas- pensamento, criações estas com volume, cor, som, verdadeiros marionetes espirituais de quem os criou. Na maioria das vezes, exprimem o verdadeiro interior de cada um, visíveis pelos guias que as analisam. São percebidas, também, pelos médiuns videntes e, muitas vezes, confundidas com entidades.
O Que é Pemba? Em sua origem, é um calcáreo extraído da terra, cuja finalidade é riscar os pontos que identificam a linha vibratória da entidade. Há diversas cores. A mais comum é a branca, que serve para todos, pertencente a Oxalá.
O Que é um Orixá? São divindades africanas diretamente relacionadas às forças da natureza. Seriam as falanges específicas que trabalham especializadas em determinado meio, como mar, céus, plantas, etc. Um Orixá é um regente de uma das forças do mundo material, sempre abaixo de Olurum (Zambi, etc.), o Deus Supremo. Fala-se, também, que seriam antigos governantes africanos tornados deuses após a morte. Na África há em torno de 600 Orixás. No Candomblé, 16. Na Umbanda 7.
O Que é um Orixá de Cabeça? O mesmo que Orixá de Frente. No Brasil, costuma-se dar uma pessoa a dois Orixás, normalmente formando casais, sem ser, com isso, regra. Em certos cultos, adotam-se três Orixás, os demais seriam conhecidos como “passagens”, exercendo menor influência. O Orixá de Cabeça corresponde à energia básica, fundamental, do indivíduo, dando-lhe características mais marcantes em sua personalidade. O segundo é o Adjuntó, de características mais sutis, muitas vezes amenizando o caráter o Orixá de Cabeça, que poderá Ter o caráter arrebatado por ser jovem e guerreiro. O terceiro seria o Orixá de Herança, que acompanha a família por algumas gerações.
O Que é Umbanda? Surgiu em 1908, no Brasil. Grosso modo, seria a mistura do culto congo-angola (misturado com o nagô), catolicismo, noções de Espiritismo, esoterismo, pajelança e até mesmo budismo. Umbanda quer dizer “Arte de Curar” ou “Magia”.
Objetos de Cera e as Velas A cera natural, vinda das abelhas, é impregnada dos fluidos existentes nas flores, em grande quantidade. Este elemento, vindo da natureza, é utilizado na prática do bem e do mal como matéria prima poderosa para somar-se com os teores dos pensamentos, tornando eficaz o trabalho e o objetivo ao qual se propõe. Comparada  a uma bateria, uma pilha natural, a cera sempre foi utilizada em larga escala na magia. A vela é considerada, na espiritualidade, como uma das melhores oferendas por ter, em sua função, os quatro elementos da natureza ativos, desprendendo energia. O fogo da chama, a terra ( através da cera), a água (a cera ao ser diluída desprende este elemento), o ar aquecido queimando resíduos espirituais. O umbandista não deve, jamais, retirar  nada da natureza sem deixar, pelo menos, uma vela para repor aos elementos mentais o fluido retirado do seu ambiente, em profundo respeito à criação divina.
Oferenda Na Umbanda trabalha-se com os quatro elementos da natureza: água, fogo, terra e ar, como matéria-prima básica. Manejados convenientemente, por entidades especialistas, promovem o equilíbrio, o descarrego, a harmonia. Na Umbanda, em respeito à natureza, nada pode ser retirado sem uma restituição ao elemento básico. Muitas vezes, ao entregar-se determinada oferenda, por afinidade fluídica, a mesma fica saturada dos fluido densos retirados do solicitante, pelas entidades. Assim, os Exús utilizam o álcool com fins de evitar os vícios do médium; o dendê, para evitar a desordem psíquica; a farofa, para trazer bens materiais (alimentação); a pipoca, para atrair doenças cármicas.
Orixá não é uma Entidade Um Orixá é energia vinda de um elemento primordial. Existem entidades que trabalham com essas energias e são especializadas nelas. São com tais energias que os umbandistas trabalham. Assim, mesmo que a entidade se identifique como Oxóssi ou Odé, não é o Orixá em si, mas está se identificando em sua linha vibratória. Isso explica porque pode, em um mesmo trabalho ou simultaneamente em vários locais, haver entidades com o mesmo nome.
Os Mortos Não são Orixás, podendo se tornar um guia, Exú, auxiliar ou anjo, de acordo com sua elevação espiritual. São chamados Eguns.
Pintura de Objetos Na escala de cores, cada qual possui uma frequência específica, daí o seu uso.
Ponto Riscado Identifica a origem da entidade, quais os seus domínios e a quem é subordinada. Risca-se com a pemba.
Por Que Despachar Objetos em  Água Corrente? Sabemos que a água é um dos mais poderosos elementos da natureza, no que se refere a sua capacidade de excelente condutor de eletricidade e fluidos quaisquer, sendo um poderoso solvente. Ao atirar-se o objeto saturado, a água de imediato absorve este teor magnético, levando-o, para longe do enfeitiçado (ou daquele que quer  livrar-se de objetos imantados). Assim, quebra os vínculos que antes existiam, por proximidade ou assimilação do dono.
Quebrantos /
Olho-grande (ou gordo)
Funcionam similar as pragas. Há pessoas que, de baixo teor espiritual e magnético, emitem, alguma sem desejar, poderosos feixes de caráter nocivo capazes de matar plantas, animais ou causar mal-estar em pessoas.
Quiumbas Espíritos de mortos sem luz ou esclarecimento, escravizados pelos seus próprios sentimentos em grande ódio e revolta. São as levas de obsessores existentes na espiritualidade, que induzem ideias maléficas aos vivos, apreciam fingir que são entidades iluminadas, quando não o são. Da mesma forma, são os verdadeiros executantes da magia negra e os vampiros do astral.
Ritual É um processo gradativo, onde se utilizam acessórios, os mais diferentes possíveis, até ser atingido o clímax desejado. Na verdade, assemelha-se a uma subida em uma escada, degrau a degrau, frequência a frequência, até a sintonia com as falanges desejadas, cujos objetivos podem variar sobremaneira.
Umbanda Cruzada Chamada de Quimbanda pelos umbandistas (ditos de linha branca) e macumba, os seus trabalhos ou feitiços. Cultuam dez a doze Orixás, dependendo da nação africana de origem, sendo que os Orixás “descem” pessoalmente, podendo haver, ou não, gira de caboclos e pretos-velhos em outros dias, intercalados. Fazem comidas (oferendas) mais elaboradas que na Umbanda Branca e sacrifícios animais. Nela é comum o jogo de búzios e rituais assemelhados ao Candomblé, feitos pelo pai ou mãe-de-santo ou babalorixá e iyalorixá. O vestuário é elaborado, há toque de instrumentos (algumas casas de Umbanda Branca aboliram), seu cerimonial e ritualística possuem maior quantidade de preceitos, proibições e quizilas (proibições alimentares). Cultuam-se os Orixás ligados à morte e aos cemitérios, fonte de energética de muitos trabalhos de magia negra, como Xapanã (Obaluaiê ou Omulu), Exu (Elebaras) e Iansã como dominadora de Eguns.
Umbanda de Branco/Umbanda Branca/ou de Cáritas Na verdade, varia infinitamente de casa para casa. Mas seus fundamentos básicos são que algumas casas se recusam a trabalhar com giras de exus, por considerá-los indisciplinados e só trabalharem com sacrifícios sangrentos, coisas que já sabemos incorretas, apesar de serem ideias muito difundidas. Existem sete falanges, denominados por Orixás, Yorimá (Pretos-Velhos) e Yori (Crianças). Na legião de Iemanjá haveria  Orixás comandando suas subdivisões, tais como Oxum, Iansã e Nanã. Em alguns locais, os Orixás não “descem” pessoalmente, mas são representados por Pretos-Velhos, Caboclos e espíritos de Crianças. Há rituais em matas, praias, pedreiras, cachoeiras etc. Nela foram abolidos rituais com sangue e magia negra.
Umbanda Religião Cristã Em seus princípios (Leis de Umbanda), há a crença em um Deus único e a caridade desinteressada, visto nos mesmos princípios do Evangelho de amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Jesus, por sua vez, ocupa seu lugar nas preces como o divino coordenador ou mesmo na figura excelsa de Oxalá, sendo Deus, Ifá. Por que, então, não considerá-la cristã?
Valor das Palavras na Umbanda A palavra, no antigo Egito, era sinônimo de criação. Tanto é verdade que uma palavra exprime uma ideia. Uma ideia, um pensamento. E um pensamento é onda emitida. Daí usar-se algumas palavras que exprimem complexos sentimentos carregados de amor, nos trabalhos de Umbanda. São os conhecidos mantras, na Índia.

Lembretes:

 O respeito à natureza é um dos atributos do umbandista. Em respeito aos Orixás e manutenção de seus locais, jamais deixe lixo de qualquer espécie após as oferendas, como sacolas, papéis, embalagens e garrafas de vidro.

Médiuns devem abster-se de ingerir, nos dias de trabalho, bebidas alcoólicas, comidas picantes, excesso de carne vermelha e, dentro do possível, evitar discussões e agitações de toda a espécie. As entidades de Oriente não admitem o consumo de carne de gado, porco ou carneiro pelo seu médium no dia de trabalho. Incluem-se também nesses itens o excesso de café, chás e chocolates.

Para as Oferendas:

  • Todos os itens da oferenda deverão ser comprados por quem os oferece, sem nenhuma exceção.
  • O local escolhido não poderá ter outras oferendas ou ter havido agitações ultimamente, com exceção das encruzilhadas que são muito ocupadas.
  • Cumprimente o local e as entidades que ali trabalham e estão assistindo à entrega, e sais respeitosamente, em silêncio, não se voltando para trás.
  • Não ofereça bebida gelada.
  • Tudo deve ser aberto, desenrolado, inclusive balas.
  • Pode-se acender ou não cigarros e charutos. A caixa de fósforo deve ficar ao lado, aberta.
  • Os Orixás não se preocupam com a quantidade de itens oferecida, mas sim com o axé mínimo para a troca fluídica e o valor da intenção do pedinte.
  • Peça justiça, nunca o mal de ninguém. A Umbanda não admite trabalhos voltados para o lado da Quimbanda.
  • Não devem ser comidos ou provados os itens da oferenda. O que foi preparada deve ser entregue ou, se sobrar, posto fora.
  • Os despachos (oferendas a Exu) devem ser entregues em um dos quatro cantos da encruzilhada. Alguns trabalhos, com a devida orientação, constam também no centro. Nunca faça, sem o devido preparo e aval das entidades, tais oferendas. Limite-se as velas, charuto e cachaças.
  • As oferendas deverão ser entregues a partir das sete horas da noite ou pela manhã, antes do sol firmar-se no céu, com exceção de Oxalá e Ibeji que aceitam em dia claro. Nunca deverão ser entregues a partir da meia noite, quando se nota maior acúmulo de entidades perturbadoras à procura de encarnados dedicados aos prazeres mais inferiores.
  • Nada será entregue durante a chuva. Podem ser entregues nas estiagens, nas horas em que a chuva cessa.

Fonte: Sociedade Espiritualista Mata Virgem. Curso Básico de Doutrina Espírita – Aula 33. ABC da Umbanda.

Texto revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/abc-da-umbanda/

Eu era xamã e não sabia

Zzurto

Quando mais novo eu sempre me impressionei com a natureza. Não entendia bem o por quê, mas tudo o qual fazia parte do que eu encarava como natureza era extremamente bem pensado. Passei por vários lugares e sempre me dediquei ao máximo em ver valor aonde muitos não viam utilidade. Cheguei a carregar pedras das mais variadas para casa e sempre tive o cuidado de reservar um espaço para tudo isso.

Cheguei a viver de certo modo envolto em paradigmas esotéricos e isso facilitou ainda mais essa visão da realidade. Meditava quase sempre em busca de um mundo do qual eu era o maior escritor. Contudo o caos das informações que recebia e trabalhava me davam a certeza de que tudo aquilo ali ocorria, e de fato ocorria.

Encontrei muitos espíritos* que me confundiram mais do que auxiliaram, mas isso ocorreu devido a falta de consciência minha em minhas práticas intuitivas. Fui xamã sem perceber.

Dedicava boa parte do meu tempo a coordenar energias das mais variadas e muitas vezes as lancei com a força de minha vontade, pura e simplesmente. Intervi na realidade por meio disso e por meio disso me tornei um indivíduo de ação, não necessariamente fisicamente falando, mas em outro plano.

Em minhas incursões meditativas invadi e vivi em regiões muito além da compreensão comum. Estive boa parte do tempo lidando com elementais dos quais certas literaturas prejudicam mais do que auxiliam. Eles enfeitam demais tais forças para se tornarem mais agradáveis aos olhos e esquecem que a realidade não quer agradar ninguém. Contudo eu aceitei sem pensar muito nisso.

Fui alvo de tantas coisas que não saberia por onde começar e criei laços com lugares e plantas das quais muitos não enxergariam mais do que um terreno baldio. Eu escutei o som do vento e muitas vezes fui capaz de captar emoções e pensamentos que vinham por meio deste. Quantas e quantas vezes não antecipei circunstâncias numa sincronicidade que só eu percebia. Quantas e quantas vezes não menti para mim dizendo que era devaneio.

No sonho eu era particularmente medroso e tive dificuldade em estar lá. Curiosamente claro. Entretanto ao aprender a voar nada mais me era impossível. Quantos e quantos sonhos me fizeram ser mais atento e cauteloso e quantas e quantas vezes o que falei não vinha de mim. Os outros achavam somente que eu era um garoto sensível por demais. Eu sabia que não era isso, eram as vozes do conhecimento que a todos pertence, já que não há paredes limitadoras determinando um alguém mais capaz ou menos de receber. E minha atenção dedicada a tudo isso criava claro um diferencial que me fazia um estranho aos olhos de tantos.

Amigos meus que viveram comigo nesse período e que chegaram a buscar tais coisas também muitas vezes me olhavam céticos. Poderia alguém ter e poder fazer tantas coisas, simples, mas coisas das quais estes não conseguiam? Seria de fato verdadeiro ou pura invencionice de um garoto mimado? Eu me calava, não sabia o que falar nesses casos para ser compreendido e demorei a perceber que ser compreendido não importa. Importa somente ser verdadeiro com o que sente. E muitas vezes temi o que senti, por perceber coisas demais que minha maturidade emocional pouco auxiliava em lidar com isso.

O que mais prejudicou tudo isso foi cair nas graças de pessoas que se fizeram passar por experientes. Curiosamente estes foram os que menos me ajudaram. Não tirando o crédito que há na ação desse tipo de pessoa que permite nos fazer achar que nossas compreensões são plausíveis para eles. Isso para mim era suficiente. Essa falsa sensação de liberdade que a atuação destes criava era a melhor coisa que eu tinha, pois nunca desejei estar só. Mas na verdade eu que buscava uma comprovação. Minha mente racional se rasgava de raiva por não conseguir conter tudo o mais que me ocorria. Eu era xamã sem saber e cheguei a achar que tudo não passara de um erro.

Deixei meus espíritos de lado, larguei em outros cantos os cristais que tinha achado. Parei de entender o som das árvores e o chiado do vento. Entristecia-me ao pensar que com minhas mãos eu poderia ajudar, sem nem tocar, tantos que eu não queria mais estar perto. Parei de me lançar neste outro mundo por vergonha de continuar sendo taxado de tolo, imaturo ou criativo demais. E tranquei meu altar durante meses num silêncio que só machucou a mim. E foi por meio disto que aprendi uma das coisas mais importantes que é a confiança. Quando percebi que certas coisas não deixaram de ocorrer. Quando vi que certos vultos continuavam a passar. Quando percebi que certas palavras que eu falava continham as informações que eu intuía, mesmo quando os receptores nem ao menos se lembravam de onde tinham vindo o conselho. E isso ocorria provavelmente por que eu era somente um mediador, mas isso não me chateava, sabia bem que o bem feito era mais valioso.

Entretanto me dediquei por demais em não aceitar pura e simplesmente. Havia em tudo ali uma ciência que demorei em compreender. Para me aceitar xamã tive de ser neófito hermético. Tive de acreditar tolamente em enfeites dos contos de fadas das tradições espiritualistas incompletas que possuímos aos montes enlouquecendo os crédulos. Tive de me aventurar pela árvore da vida e falar nomes sagrados. Tive de encarar o terror dos arcanos e de suas compreensões. Tive de não me importar com opiniões chulas de pessoas fracas que encontramos aos montes por ai. Tive de rejeitar a religião para perceber que o problema não são elas e sim as pessoas e seus medos. Tive de parar no meio do mato novamente, longe de todos os olhos que me observaram eternamente descrentes para me ver livre de minha própria dúvida. Tive de escrever para muitos achando provável que estava perdendo novamente meu tempo para perceber que nada se perde nesse caso.

E foi lendo um livro e outro que percebi que todas as minhas práticas, até as mais tolas eram práticas de grandes xamãs dos quais nunca tinha ouvido falar. Que meus jogos tolos mentais e minhas práticas no quintal de casa tinham mais valor do que o que certos gurus falavam ou faziam. E que o fato de eu nunca ter encontrado respostas nas palavras deles não era por falta de capacidade minha e sim por falta de visão deles com suas próprias ciências.

Hoje em dia vejo alguns diários que escrevi. Juntando vez ou outra informações das mais variadas para alcançar a compreensão da qual necessitava para entender, abarcar aquilo tudo, tão simples. E nunca algumas informações foram tão fortes como certas passagens dos livros de Eliphas. Foi assim que aprendi a me calar pois o que sabia só a mim me importava. E testei incansavelmente tudo, por fim me libertando da dúvida que me consumia. Hoje afirmo que sou um xamã, mas não qualquer xamã. Meus passos pelo ocultismo, hinduísmo, Zen, budismo, cristianismo, oráculos, magia, meditação, espiritualismo e afins não se perderam no meio do nada. Mas o xamanismo é tão livre e tão grande que não consigo separa-lo como um objeto exclusivo. Na verdade quando me refiro ao xamanismo não consigo formaliza-lo como um ponto no espaço. Quando digo que sou xamã, digo que sou tudo isso. E os espíritos nunca os perdi, só tive de reencontra-los.

E como um Dom Juan que bem conhecemos também me visto de terno e gravata. Contudo o nó que dou é muito mais divertido.

E é por meio disto que implico que somos o que buscamos ser, curiosamente abobalhados pela impressão de nunca termos sido antes. Assim é bem provável que no meio do mato eu trace no chão um desenho hermético qualquer olhando no céu alguma ave de rapina passando, sentindo no cheiro do vento a intuição de outrora. O ritual apenas começou e se escutar um cântico qualquer vindo de mim não se assuste quando for pronunciado nomes divinos para uma fogueira. Não se envergonhe ao me ver dançando sobre um pentagrama ou flutuando nas águas claras do outro espaço. Saberei bem sacar de minha bolsa um mantra, aforisma ou qualquer outra coisa para auxiliar-me, para nos auxiliar. Pois esta ciência é viva e me regozijo com prazer ao utiliza-la. Meu templo não tem portas, contudo sei bem como fecha-las. E em qualquer lugar podes me ver recitando umas frases soltas enquanto olho para bem mais longe.

Se não compreender o meu olhar o problema não está em mim ou noutro alguém. O problema está em não compreender o seu próprio olhar. E se tudo isso aqui não passar de devaneio, como poderia tuas práticas serem diferente para ti? Contudo não afirmo que para alçar voou terás que fazer assim ou assado. Afirmo somente que se quer lançar-se no universo é preciso antes de mais nada a capacidade do psiconauta. Este que sabe que todo e qualquer mundo é válido, quando é parte do caminho que alcançamos ao respeitarmos o coração.

Silêncio… é preciso escutá-lo. Silêncio… é preciso sê-lo. Silêncio.

__________________________

leia também:

estados alterados

Uno consigo e com o mundo – parte I

Uno consigo e com o mundo – parte II

Zzurto blog

Curtam o Zzurto no face!

Zzurto no G+

#xamanismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/eu-era-xam%C3%A3-e-n%C3%A3o-sabia

Gnomos

Gnomos típicos From Gjellerup’s Den Ældre Eddas Gudesange | ESQ.: Salamandra, na concepção de Paracelso. O tipo de gnomo visto com mais freqüência assemelha-se ao duende, o elfo, uma criatura travessa ou uma criaturinha grotesca, com meio metro de altura, geralmente vestido de verde e marrom dourado. Muitos aparentam ser muito velhos, com suas longas barbas brancas e silhueta rotunda. Movimentam-se com agilidade, desaparecendo da vista em algum ôco de árvore ou, simplesmente, penetrando na árvore com se fossem absorvidos nela.

Os Elementais que se manifestam nestes tênues corpos de terra, os quais são chamados de ether terreno, são agrupados na categoria geral dos Gnomos. Assim como há muitos tipos de seres humanos evolvendo através [em meio aos] dos Elementos físicos da Natureza, do mesmo modo, existem muitos tipos de Gnomos e respectivos corpos ethereos. Estes Espíritos da Terra identificam-se, em termos de freqüência vibratória  com a terra material, sobre a qual exercem imenso poder, agindo sobre as rochas e a flora [minerais e vegetais]. Alguns, como os Pygmies, trabalham com pedras, gemas preciosas e metais; supostamente, são guardiões de tesouros ocultos. Habitam cavernas e subterrâneos que os escandinavos chamam de Terra dos Nibelungos [Land of the Nibelungen]. Na magnífica ópera de Wagner, O Anel dos Nibelungos [The Ring of the Nibelungen], Alberico torna-se Rei dos Pygmies e força as pequenas criaturas a encontrar para ele tesouros escondidos nas profundezas da terra.

Além dos Pygmies existem outros Gnomos; são Espíritos das Árvores e das Florestas. A este grupo pertencem os silvestres, os sátiros, os pans, as dríades, hamadríades, durdalis, elfos, os bons duendes, os pequenos homens verdes. Paracelso informa que Gnomos como esses constroem suas casas com materiais que lembram o alabastro, o mármore e o cimento, mas a verdadeira natureza dos materiais é desconhecida e não nada similar na Natureza Física.

Muitas famílias de Gnomos reúnem-se em comunidades; outros vivem sozinhos, nos locais-Elementos em que trabalham ou ao qual estão ligados. Por exemplo, as Hamadríades vivem e morrem com as plantas ou árvores das quais fazem parte. Diz a tradição que todo arbusto e flor tem seu próprio Espírito [Elemental] que, freqüentemente, mora naquele corpo físico vegetal a ele associado. Os antigos filósofos, reconhecendo que um Princípio Inteligente manifesta-se em todas as coisas da natureza, acreditavam que a evolução das criaturas, sua organização e destino são o fruto do trabalho coordenado dos Espíritos da Natureza.

Um traço característico de muitas culturas pagãs era solicitar a intervenção de divindades em ações pretendidas sobre Natureza. Na imaginação dos gregos, regiões da terra e do mar eram regidas por divindades que podiam interferir na produção de fenômenos da Natureza, que a ciência objetiva atribui a causas físicas irracionais, aleatórias [fenômenos como: ventanias, tempestades, terremotos etc.]”.

Os Elementais da terra ligados à vida vegetal, trabalham na própria criação e proteção dos indivíduos do reino vegetal. Eles aceitam ou rejeitam nutrientes, colorantes, preservam as sementes etc.. Cada espécie de Ser da natureza física tem a seu serviço tipos diferentes, apropriados de Elementais. Os que trabalham com as ervas venenosas, por exemplo, têm uma aparência ofensiva [agressiva, sinistra].

Já foi dito que os Espíritos da natureza ligados às plantas venenosas assemelham-se a pequenos esqueletos humanos, tenuemente revestidos de uma epiderme semi-transparente. Estes Elementais vivem na erva e através da erva; se a erva é cortada, o Elemental permanece nas partes separadas até que ambos morram, mas enquanto houver qualquer vida naquela planta, o guardião Elemental permanece vivo. As grandes árvores também possuem Espíritos, Elementais mas estes são muito maiores que os Elementais das plantas pequenas.

O trabalho dos Pygmies inclui o corte dos cristais de rocha e o desenvolvimento dos veios minerais. Quando Gnomos trabalham com animais ou seres humanos seu trabalho se resume aos tecidos correspondentes  suas próprias naturezas [porque os seres vivos também incorporam, em sua constituição física, elementos dos reinos vegetal e mineral]. De tal maneira, trabalham com ossos, que pertencem ao reino mineral. Os antigos que a reconstrução de membros quebrados [ossos quebrados] era impossível sem a cooperação dos Elementais.

Os gnomos podem aparentar diferentes tamanhos: bem menores que um homem, ou maiores, muitos têm o poder de mudar sua estatura à vontade, resultado da extrema mobilidade [flexibilidade, plasticidade] do elemento no qual funcionam [existem]. Sobre gnomos, Abbé de Villars escreveu: “Próximo ao centro da Terra habitam os Gnomos, povo de pequena estatura que são guardiões dos tesouros, minerais e pedras preciosas. São engenhosos, [talentosos, hábeis, inteligentes], amigos do homem e fáceis de governar”.

Nem todos os autores concordam sobre a disposição amigável dos gnomos. Muitos afirmam que eles são endiabrados [brincalhões] e maliciosos, de difícil controle e traiçoeiros. Os escritores concordam, entretanto, que uma vez conquistada sua confiança, os gnomos serão confiáveis e verdadeiros. Filósofos e Iniciados da Antiguidade eram instruídos sobre essa misteriosa gente pequena; aprendiam a se comunicar com eles  a fim de obter sua cooperação em tarefas importantes [operações mágicas].

Entretanto, os mágicos foram freqüentemente advertidos a jamais solicitar o trabalho dos Elementais com o objetivo de provocar o mal ou a destruição de qualquer criatura do Universo. Os Elementais, poderiam durante algum tempo servir ao mau magista assim como serviu a outros porém, se percebem a má intenção ou a inferioridade espiritual do operador, voltam-se contra ele com incontrolável ira. Isso acontecerá sempre que o Elemental se sentir traído.

Em certos períodos do ano os Espíritos da terra se reúnem em grandes conclaves, como Shakespeare sugeriu em Sonho de uma noite de verão. Nestas ocasiões, os Elementais regozijam-se com a beleza e harmonia da natureza e com a expectativa de boas colheitas.

Os Gnomos são governados por um rei, a quem elem amam e reverenciam. Seu nome é Gob e pertence ao tipo ou categoria dos Gnomos goblins. Os místicos medievais atribuíram um ponto de Criação [os pontos cardeais] para cada um dos quatro Reinos dos Espíritos da Natureza. Por suas características de terra os gnomos são associados ao Norte — o lugar ou ponto cardeal reconhecido pelos antigos como fonte de escuridão e morte.

Um dos quatro humores ou disposições emocionais humanas é influenciada pelos Gnomos, e porque muitos gnomos habitam o breu das cavernas ou a penumbra das florestas densas, seu temperamento é tido como melancólico, triste, deprimido, sombrio. Isso não significa que os Gnomos sejam essencialmente tristes ou deprimidos porém, significa que podem ser atraídos e/ou influenciar ou mesmo controlar Elementos de similar disposição.

Os Gnomos casam, formam famílias. Sua fêmeas são chamadas gnomides. Muitos vestem-se com roupas tecidas com o mesmo elemento no qual eles vivem. Para outros, a vestimenta é parte deles mesmos e cresce com eles, como a pele de um animal. Dos gnomos se diz que têm um apetite insaciável e que passam muito tempo comendo; mas eles obtêm seu alimento através de trabalho diligente e consciencioso. Muitos deles têm o temperamento mesquinho, avarento; gostam de acumular coisas em lugares secretos. Existem abundantes evidências do fato de que as crianças pequenas, freqüentemente, vêem Gnomos; isto porque sua percepção ainda não se definiu nos limites dos aspecto material da Natureza; tendo ainda canais de percepção metafísica mais ou menos abertos, elas têm mais ou menos percepção dos mundos invisíveis.

De acordo com Paracelso “Os Homens vivem no exterior dos Elementos [superfície] e os Elementais vivem no interior dos Elementos. Os Elementais possuem habitações, roupagens, costumes, linguagem e governo próprios, no mesmo sentido que as abelhas têm suas rainhas e os bandos e/ou comunidades animais têm seus líderes” [Philosophia Occulta traduzido por Franz Hartman].

Paracelso discorda, um tanto, dos místicos gregos sobre as limitações ambientais impostas aos Espíritos da Natureza. O filósofo suíço descreve os Elementais como constituídos de ethers sutis e invisíveis. De acordo com essa hipótese eles somente podem ser vistos em certos momentos [ou circunstâncias] e somente por aqueles en rapport [algo como em sintonia] com suas vibrações etéricas.

Os gregos, aparentemente, acreditavam que muitos espíritos da Natureza possuíam constituição material capaz de se manifestar no mundo físico. Essas impressões diferentes podem ser o resultado de interpretações diferentes do estado de consciência do vidente. Sonhos e/ou visões muito vívidos podem ser confundidos com uma experiência física quando, na verdade, aconteceu como visão do etérico.

Apesar destas considerações, existe, além dos gregos, um registro, ainda que um tanto insatisfatório, atribuído a São Jerônimo, sobre um sátiro que teria sido capturado vivo durante o reinado de Constantino; a criatura foi exibida em público. Era de forma humana; tinha chifres na cabeça e pés de bode. Depois da morte, o sátiro foi preservado em sal e entregue ao Imperador com último testemunho de sua realidade. [Dentro do limite da probabilidade, essa curiosidade foi o que a ciência moderna conhece como monstruosidade].

Manly P. Hall, 1928. Trad. adapt. & pesquisa: Ligia Cabús do Nascimento

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/gnomos/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/gnomos/

Teoria Caoísta

Magia+do+Caos

versão impressa e também baixar o PDF. A novidade em relação aos outros livros é que neste consta também trechos de um diário e passagens de diversas obras com comentários.

A Magia do Caos ainda permanece uma tradição pouco compreendida da magia pós-moderna. Provavelmente é por isso que não nos cansamos de falar sobre ela: novos livros são lançados o tempo todo e a teoria não é estática, mas dinâmica. Transformou-se consideravelmente desde a época de sua criação. Desde o movimento do “Slow Chaos” com Julian Vayne, até a “Operation Intruder” de Anton Channing e o tarot do Chaos Magic Group, nos perguntamos para onde o caoísmo está se direcionando. A boa notícia é que nós não fazemos a menor ideia!

Espero que tirem algo de proveitoso do novo livro, como mais um pedacinho de caos jogado no universo. As páginas estão repletas de uma lógica pouco convencional, enrolada de espíritos e deidades, que seriam prontamente descartadas pela maior parte dos filósofos e cientistas. A esperança é que eu mesma fique insatisfeita com esse livro num futuro próximo, para que só assim encontre a motivação para escrever páginas ainda mais sacrílegas. Até lá, desejo uma boa leitura aos poucos que irão percorrer esse labirinto sem saída, mas repleto de pensamentos no meio da travessia.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/teoria-cao%C3%ADsta

A Matriz da Cabala-Xamanismo

Por Donald Michael Kraig

Uma das coisas que comentei em meus escritos é que para alguns praticantes, certos aspectos da Cabala e da magia cerimonial são muito “esquerdistas”. Essas práticas, que são um foco para algumas pessoas, embora lógicas e bem pensadas, carecem de paixão. De fato, eu estive lá uma vez. Eu era membro de um grupo mágico onde você era obrigado a escolher um nome mágico. Escolhi um muito rapidamente e depois escrevi um longo artigo sobre o significado, o valor e as interpretações cabalísticas do nome. Foi tudo muito canhoto.

Mas não precisava ser assim! Em Modern Magick, discuti brevemente uma tradição mística que foi uma precursora direta do Misticismo Cabala-Merkaba. Uma técnica básica deste sistema começa com o praticante alterando sua consciência. Um escritor sugeriu que isto era feito através de jejum e adicionalmente mudando o fluxo de sangue para o cérebro, colocando a cabeça entre os joelhos enquanto se sentava. Uma vez neste estado, você faz uma viagem através de vários “palácios” (isto evoluiu para o trabalho de trilhar o caminho Cabalístico), onde você teria experiências surpreendentes, se comunicaria com entidades espirituais e eventualmente veria a Merkaba, ou Trono de Deus.

Uma prática xamânica, que tem sido descrita em inúmeras fontes, é alterar de forma similar a consciência (mais sobre isso em um momento) e viajar para mundos diferentes onde você interage com outras entidades e guias espirituais. Como eu a interpreto, então, as práticas cabalísticas e a magia cerimonial como praticada hoje têm raízes comuns com as técnicas xamânicas praticadas em todo o mundo por muitos milhares de anos. Como, então, podemos trazer este aspecto pessoal e experiencial de volta ao mundo da magia cerimonial?

Meu Primeiro Ritual Xamânico:

Fui conduzido através de meu primeiro ritual xamânico há cerca de uma década. Era muito simples. Tomei uma posição relaxada e ouvi uma gravação em fita de bateria lenta e constante. O uso de tal batuque tem sido há muito tempo uma técnica para alterar a consciência. Logo, visualizei caminhar até um tronco de árvore com um grande buraco. Entrei no buraco escuro e caminhei para uma nova realidade. Lá eu vi cenas da floresta e me comuniquei com guias e espíritos animais. Depois de um tempo, pude sentir que os tambores estavam mudando, e trabalhei meu caminho de volta através da floresta, para fora do toco da árvore e de volta à consciência normal. Não havia grandes reflexões teóricas ou filosóficas nesta prática. Era tudo experiencial e “de cérebro direito”. Para mim, foi uma experiência poderosa e comovente.

Para aqueles de nós que tiveram a sorte de fazer parte dos círculos do tambor, o poder do tambor é inconfundível. Mas para aqueles de nós que não são grandes bateristas, a sensação de precisar competir ou fazer parte do que está acontecendo sem estragar as coisas pode nos fazer sentir desconfortáveis. Tenho sido músico durante a maior parte da minha vida, recebendo aulas de piano antes de estar na primeira série. Cantei em corais por milhares, e toquei teclado em bandas que abriram para Elton John, Great White, e outros, sendo o maior público bem mais de dez mil pessoas. Mas eu tenho um problema com a bateria manual.

Diga Olá ao Buddy Helm:

Recentemente, tive a oportunidade de passar algum tempo com o Buddy Helm no Heartland Pagan Festival. Buddy passou anos na cena musical, também, trabalhando com pessoas como Frank Zappa e muitos outros. Passamos horas compartilhando nossas “histórias de guerra” na indústria musical. Hoje, Buddy viaja pelo mundo ensinando sobre a mistura de batuque e espiritualidade.

Uma das coisas que aprendi com ele é que quando seu coração está no lugar certo, é apenas sua crença de que você não é um bom baterista que o impede de fazer batuque espiritual. Ele pegou uma multidão de pessoas, muitas das quais nunca haviam tocado tambores antes, e não apenas as ensinou a tocar tambor espiritual, mas na verdade deu à maioria delas um solo! E todos eles se saíram bem. Parece que todos podem tocar tambor se, como diz Buddy, você simplesmente calar sua “crítica interior”.

Buddy também falou sobre a velocidade da batida básica. Ele disse que quando você mantém o ritmo abaixo de sessenta batidas por minuto, você deve se acalmar, relaxar, e reduzir a tensão. Surpreendentemente, alguns dos bateristas experientes na oficina tiveram dificuldade em fazer isso e lutaram para manter apenas uma batida constante e lenta.

Na minha opinião, o que Buddy estava ensinando era como alcançar um estado xamânico de consciência através do tambor. Você pode fazer isso com um tambor ou simplesmente usando seu corpo como um tambor. Em um estilo pessoal e claro, Buddy explica isso em seu livro, The Way of the Drum (O Caminho do Tambor). Ele inclui um CD com exemplos para que você possa tocar junto. Há também muitas histórias fascinantes de suas experiências musicais.

De que serve o xamanismo?:

Certo, então você aprendeu a entrar em um estado de consciência alterado que lhe permitirá viajar por mundos diferentes e conhecer entidades espirituais. Qual é a utilidade prática das técnicas xamânicas?

Os xamãs têm sido guias espirituais, conselheiros e curandeiros. O aspecto curativo vem de seu coração e de seu trabalho espiritual. Um livro maravilhoso para aprender algumas destas técnicas é o Livro de Cura Xamânica de Kristen Madden.

Por exemplo, um tópico do livro é como fazer parceria com seu tambor para criar cura. Assim, você pode usar o tambor tanto para seu próprio desenvolvimento espiritual, como no livro de Buddy, quanto para ajudar a curar a si mesmo e aos outros, como descrito no livro de Kristen. Ela também ensina como liberar sua voz para o trabalho xamânico.

Seu livro vai muito além, incluindo informações sobre como desenvolver habilidades xamânicas, comunicar-se com guias espirituais, realizar recuperações e extrações de almas, criar espaço sagrado para rituais, e realizar cerimônias de cura. O livro também explora os métodos xamânicos de trabalho de cura com sonhos, pedras, cristais e cores.

Há muitos bons livros sobre o xamanismo que estão disponíveis, mas poucos realmente se dedicam ao trabalho prático de como fazer com segurança o que os xamãs fazem. Juntos, O Caminho do Tambor e O Livro da Cura Xamânica podem lhe dar técnicas xamânicas que podem ajudar a acrescentar paixão à magia que você faz, ou mesmo lhe proporcionar um caminho a seguir.

Usando a Matriz da Cabala-Xamanismo Hoje:

Assim como o trabalho xamânico pode ser usado para a cura física, psicológica e espiritual, o sistema cabalístico que evoluiu do xamanismo pode ser usado para o desenvolvimento espiritual. Escrevi anteriormente que o Misticismo Merkava é derivado de técnicas xamânicas (na prática, se não de fato), e que esta forma inicial de espiritualidade précabalística evoluiu para o que é conhecido hoje como trabalho cabalístico de palmadinhas. Este trilhar o caminho é uma jornada através da Árvore da Vida que é visualizada ou feita através da projeção astral. Houve um tempo em que o termo “trilhar o caminho, pathworking” significava exclusivamente este tipo de trabalho, mas nas últimas décadas passou a significar qualquer tipo de jornada visualizada. Para diferenciar o sistema tradicional do novo uso do termo, eu chamo a jornada através da Árvore da Vida de “Trilhar o Caminho Cabalístico”. As técnicas foram codificadas e desenvolvidas por membros da Ordem Hermética do Amanhecer de Ouro.

Na minha opinião, esta é uma verdadeira aventura moderna derivada do xamanismo, formando o que eu chamo de Matriz Cabalística-Xamanista. É realmente emocionante experimentar, e não importa o quanto eu tente descrever a visita a mundos diferentes, a comunicação com espíritos e anjos, e a incrível correria da liberdade que ocorre, eu não acho que minhas palavras jamais farão justiça. Em Modern Magick, grande parte do treinamento e das práticas lhe dão as informações e habilidades que lhe permitirão tornar-se totalmente competente como um viajante na Árvore da Vida. Entretanto, meu livro foi projetado para cobrir muitas técnicas mágicas, e um grande número de outras habilidades e informações sobre assuntos variados está incluído.

Se você está intrigado com a possibilidade de pegar o antigo sistema do xamanismo e usá-lo em um quadro moderno – e espero que você esteja – você talvez queira apenas se concentrar no aprendizado deste sistema. Para esse fim, recomendo o Magical Pathworking de Nick Farrell. Que adição maravilhosa à técnica mágica isto é! É escrito exclusivamente sobre trilhar o caminho, pathworking, e inclui todas as informações, exercícios e métodos necessários para que você mesmo possa fazer este trabalho. São dados exemplos para que você possa ver como é. Você verá como você pode usar estas técnicas como uma forma de “magia psicológica” para alcançar uma vida melhor e fazer contato com o divino. E você virá para experimentar pessoalmente a Matriz da Cabala-Xamanismo.

***

Fonte: https://www.llewellyn.com/journal/article/723

COPYRIGHT (2004) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-matriz-da-cabala-xamanismo/

Nigredo, Albedo e Rubedo

Alquimia é a arte e ciência que procura a transformação do corpo e da mente com a finalidade de converter, o indivíduo que a pratica, num canal cristalino para uma nova consciência. Essa consciência, diferentemente daquela que está presente no homem natural, outorga uma percepção do mundo na qual a unidade é a característica fundamental. O alquimista percebe o elo indivisível entre o Criador, o Universo e a Natureza Humana. Esse novo “estado de ser” foi conhecido pelos antigos como a descoberta e desenvolvimento da Pedra Filosofal.

Foi chamado assim, pois em hebraico, pedra é EBEN, sendo que a primeira parte da palavra constituída pelas letras Aleph e Beth formam a expressão AB que se traduz como “pai”. A segunda parte da palavra está constituída pelas letras Beth e Nun, as quais formam a expressão BEN que se traduz como “filho”. Dessa maneira, os antigos alquimistas ocultaram no simbolismo da Pedra Filosofal o conceito místico da união do Pai com o Filho, várias vezes repetido na Bíblia, tanto nas escrituras hebraicas do Antigo Testamento como nas grego-cristãs.

Esta é a Pedra Fundamental que na Bíblia é mencionada como “recusada pelos construtores”. Efetivamente, enquanto o ser humano comum pretende construir sua vida a partir dos efeitos do mundo sensorial, o alquimista reconhece o plano das causas, o nível espiritual profundo: a consciência. Sobre essa “rocha”, a mais sólida de todas, pois a consciência nunca muda nem se vê submetida às mudanças do mundo físico, o Filósofo da Arte trabalha sua personalidade, transformando adversidades em circunstâncias de crescimento favorável em todas as facetas de sua vida.

Uma vez atingida a Pedra Filosofal, isto é, uma vez reconhecido o foco de consciência interna ou o verdadeiro EU SOU em seu interior, o alquimista consegue transmutar o Chumbo em Ouro, isto é, mudar um estado de consciência limitado e pesado, em outro resplandecente e brilhante. Nessa “transmutação metálica”, o chumbo, metal associado ao planeta Saturno, representa o estado inferior, animalizado, no qual a consciência humana se vê limitada às condições de tempo e espaço. O chumbo é o estado de sofrimento produto da ignorância ao respeito de nossa natureza divina. O ouro, um metal solar, tem a conotação de integração, pois o astro central de nosso sistema planetário sempre representou a fonte de vida e regeneração da espécie humana.

Com esse poder renovador funcionando em seu interior, conhecido como a Medicina Universal, o alquimista pode, por meio da força do Amor Incondicional, integrar sua personalidade. Será graças à aplicação dessa força harmônica que chegará no ponto em que atingirá a perfeita saúde física e mental. Nesse estado o alquimista descobre o Elixir da Longa Vida, o reconhecimento de sua essência eterna e infinita, com o qual poderá recodificar seu próprio corpo físico, libertando-o da prisão da carne, isto é, dos resíduos da genética animal que o condena à morte e assim ao renascimento.

O objetivo final, que é a culminação do que se chama Grande Obra, tem lugar no momento em que sua integração com o Cosmos e o Criador é tal que seu corpo chega a um estado de total espiritualização. Em dito momento o alquimista se liberta e ascende, através dos planos de existência, em direção a um estado de ser onde as condições são de plena bem-aventurança em comunhão com o infinito.

Três são as etapas básicas no desenvolvimento alquímico. Neste ponto é importante ressaltar que existem diversas classificações, bem como diversas óticas no uso da Alquimia.

Existe assim, para resumir, uma Alquimia Interna e outra Externa. Neste texto estamos tratando a Alquimia Interna, isto é, aquela que transmuta a personalidade do alquimista. Uma vez realizada a Alquimia Interna se torna fácil entrar na Externa na qual o alquimista é capaz de modificar o “mundo material”. Literalmente, se for necessário, poderá transmutar chumbo físico em ouro. Mas isso nada mais é do que um símbolo da capacidade que o alquimista adquire em seu domínio do plano físico, o qual pode resultar milagroso para aqueles que não compreendem a raiz de seu poder.

Agora, voltando às etapas da Alquimia, podemos dividi-las em três: NIGREDO, ALBEDO e RUBEDO.

A primeira fase é a de ignorância e a do crítico acordar. É pela qual todos nós, em momentos importantes de transformação biológica, passamos de maneira natural. Nesta forma vem como nascimento e morte, ou bem aparece nas transformações que o corpo sofre na transição entre menino e adolescente, ou deste a jovem e daí à clássica crise dos quarenta ou à velhice.

Não obstante, o alquimista ativa por seus próprios meios o processo de transformação mais importante: a morte do ego ilusório. Durante vidas nos identificamos a uma infinidade de conceitos e intentamos faze-los rígidos, estáticos. Refugiamo-nos numa torre de apegos que em vão tentamos defender dos estragos da mudança perpétua ao que se vê submetido o mundo material.

Durante essa fase, de autêntica putrefação de antigos padrões habituais de comportamento, perfila-se pouco a pouco o alvorecer de um novo estado, no qual nossa verdadeira natureza se revela.

Este é ALBEDO, palavra que provém do termo latino “Alba”. Saindo da escuridão das nossas próprias sombras, entramos na dimensão da plena objetividade, em que o momento presente surge como a única realidade na qual vivemos. Vivendo nesse estado o corpo se transforma gradualmente até chegar a uma completa regeneração que ocorre paralela à purificação da alma que nos leva a ALBEDO, pois mente e corpo são partes de uma realidade indivisível e o que sucede em um, tem seu reflexo no outro.

A regeneração, em seu momento definitivo, nos leva ao estado de RUBEDO, o “vermelho”. Neste estado a iluminação se faz patente, um mundo novo se abre ante o “olho interior” e o estado de consciência cósmica se estabelece definitivamente. É a fase de contato pleno com a eternidade e a retificação total da alma. A Grande Obra se vê cumprida e o alquimista, cheio de amor por todos os seres, dedica-se a emanar luz a seus colegas, contemplando-os compassivamente desde as alturas da mais alta realização.

Texto do frater Juan Carlos Romera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/nigredo-albedo-e-rubedo