The Shadow Tarot – Linda Falorio e Fred Fowler

Bate-Papo Mayhem 184 – gravado dia 04/06/2021 (sexta) Marcelo Del Debbio bate papo com Linda Falorio e Fred Fowler – The Shadow Tarot. IMPORTANTE: Selecionem “legendas” e nas configurações: “Traduzir automaticamente para Português”. O Youtube gerará as legendas.

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Harry Houdini

Harry Houdini foi um famoso mágico especializado em ilusionismo e escapismo. Na verdade, as técnicas de escapismo ele mesmo desenvolveu ao longo da carreira dele. Ao mesmo tempo, como pessoa pública, tanto pela coragem quanto pelo carisma, ele cultivou uma longa lista de desafetos, porque mesmo sendo mágico se permitia ao duro papel do cético e realista.

Houdini propôs desafios públicos, pagos com uma grande soma em dinheiro, a quem conseguisse provar a realidade da vida após a morte ao trazer uma mensagem verdadeira da sua falecida mãe.

Sejamos francos: Houdini, como tantos outros céticos (vide Padre Quevedo), não desacreditava da realidade espiritual, nem do Espiritismo ou Espiritualismo em si. A realidade espiritual – “O Mundo Mágico” – era crível, mas não provável à ótica materialista e acadêmica. E não há nenhum problema quanto a isso.

O que Houdini combatia não eram as sombras de um obscurantismo medieval, pré-Revolução Industrial. Não eram crenças e superstições comuns do povo, frutos da cultura religiosa e do imaginário popular. Houdini combatia era a luz. A luz cegante dos auto-declarados médiuns milagreiros, dos paranormais embusteiros e, principalmente, dos magos de palco.

O pior risco do Ocultismo é a vazão que ele dá para as pessoas o usarem de escapismo da realidade, como uma chance de se projetarem sombras de empatia e grandiloquência de seus egos e auto-estimas apequenadas pela simploriedade da vida que levam. Tudo por um jogo de luzes e contraste, a iludir a percepção do público crente de que este ou aquele indivíduo detém algum tipo de resposta ou solução magicamente acessível ou, quase sempre, onerosa.

No começo da minha jornada eu ficava muito insatisfeito com a percepção cética ou pessimista de algumas pessoas do cenário esotérico, quase como céticos, mesmo sabendo da realidade, a negar a existência do “Mundo Mágico” para as outras pessoas. Hoje, mais amadurecido pelas porradas que a vida me deu, acabei me tornando mais como um Houdini, e compreendendo melhor as coisas.

As pessoas não querem o “Mundo Mágico”. O que elas procuram, em sua maioria, é validar as próprias loucuras, reafirmar as próprias fraquezas como virtudes místicas, fugir da dura realidade do cotidiano, tudo a um preço acessível, uma passagem só de ida, quanto mais lisérgica, melhor, a uma “bad trip” controlada, com “on/off” para que ela possa ir na moitada ou se preocupar com o espiritual da mesma maneira que os fiéis vão a uma missa vez ou outra achando que limparam os pecados da lista daquele ano.

Houdini combatia os magos, e com razão. A sua maneira inquisidora, perseguiu e desmascarou os falsos magos, os embusteiros e os picaretas que se aproveitavam da credulidade alheia para extorquir a boa-fé e o dinheiro das pessoas.

E o arquétipo do mago é algo muito sedutor para estes indivíduos: arguição polida, domínio do jargão técnico, discursos motivacionais, métodos de indução e hipnose de um pastor protestante e um vendedor de bugigangas e, acima de tudo, uma aparência que os fizessem passar uma aura fidedigna de mago, projetada justamente do imaginário popular, de homens mais velhos, com uma espessa barba, vestidos de robes, em ambientes decorados com motivos mágicos e místicos mas, sobretudo um ambiente “noir”, soturno, para darem a impressão de serem misteriosos.

Uma vez projetados, se tornam figuras messiânicas difíceis de serem desconstruídas uma vez que o próprio público não se permite enxergar a própria realidade. Escondem-se detrás de robes – “o hábito não faz o monge”, mas para estes é imprescindível – escudados pelos que morreram e não podem mais falar em própria defesa, como Agrippa, Bruno, Salomão, e tantos outros.

Houdini viveu uma batalha virtuosa, mas inglória, contra os farsantes. Eles nunca vão deixar de existir. Mas seu exemplo ainda assim inspira alguns poucos – eu incluso – que se permitem a combater o senso comum com informação, a mistificação com conhecimento e as ilusões como fatos. E longe de mim ser um “inquisidor” ou “corregedor”, a fiscalizar o alheio. Esse é um erro ao qual não posso me dar o luxo.

Mesmo nas sombras, devemos fazer brilhar o real legado dos magos de outrora, o real tesouro do “Mundo Mágico”, que são os Princípios de uma dita “Arte Régia” com substância, mas sem nome. Não com fórmulas, com rituais, mas com os Princípios Divinos que se manifestam e são percebidos na própria Natureza interna e externa ao ser humano.

O bom combate de Houdini, como de tantos outros, ainda continua o mesmo, se não contra a luz ofuscante dos embusteiros de palco, contra a luz alienante dos magos de Youtube.

Kayque Girão – Vajra Jyotishi

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/harry-houdini

O Lemulgeton: a Goecia Estelar – Com Leo Holmes

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/uZmOOprJKcU

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

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Qigong Simplificado para Iniciantes

Neste artigo apresentamos uma série muito básica de exercícios de Qigong, começando com a meditação, mudando para meditação em pé e concluindo com a prática da Esfera Microcósmica.

Este artigo evita o uso da terminologia básica e conceitualização, focando na acessibilidade e simplicidade. O fato é que Qigong pode ser praticado por qualquer pessoa, independentemente de sua capacidade de aprender e memorizar a terminologia chinesa, através do esforço para entender melhor o que está acontecendo a nível energético, conforme ensinado pelos mestres. Por isto, estamos evitando tudo isto.

Ainda publicaremos um texto para os que procuram um paradigma holístico completo e técnicas alquímicas taoístas de nível avançado. Porém, se você é ocupado, sem tempo, mas mesmo assim tem interesse em aprender qigong, este guia é para você. Se você é um iniciante que nunca meditou e não tem ideia do que é qigong mesmo, este guia é para você. Com isso dito, vamos em frente.

1. Meditação no Vazio

A primeira coisa a fazer é tentar entrar em contato com a nossa energia. Em chinês, a palavra energia é “qi” (“tchi” pronunciado). Às vezes, é traduzido como respiração, e é bem verdade que a respiração controla o fluxo de energia sutil no corpo. A partir de agora, quando se falar de energia, utilizarei o termo “qi”. Além disso, em chinês, “gong” significa “trabalho”. Portanto, “qigong” traduz-se como “o trabalho de respiração” ou “trabalho de energia”.

A melhor maneira de realmente sentir o nosso qi é através da meditação. A meditação é simples, mas pode ser enganosamente complexa. Como muitas coisas na vida, é paradoxal por natureza.

Comece por encontrar um local fresco, seco e tranquilo. Certifique-se de que você está livre de distrações externas, como TVs, outras pessoas que não estão meditando e sons altos / música. Você quer um ambiente calmo e pacífico. Alguns meditadores dizem que ir e encontrar um lugar em um parque, próximo a uma árvore ou riacho, tem ajudado muito. Independentemente disso, a meditação pode ser praticada dentro de casa ou em qualquer lugar que você se sinta confortável. A chave é se sentir confortável enquanto você medita.

Sente-se de pernas cruzadas e descanse as mãos em cima dos joelhos. Verifique se o seu dorso é reto e você não desleixa tanto como ao sentar em qualquer lugar. Agora, lentamente, inspire profundamente pelo nariz e permita que seus pulmões encham-se completamente com o ar. Não segure a respiração. Expire, e permita que seus pulmões lentamente liberem por completo o ar inalado. Repita este ciclo. Se um pensamento surge em sua cabeça, deixe-o ir. Se você sentir que sua mente está vagando, deixe-a passear, mas se foque em sua respiração mais do que tudo. Permita-se perceber quaisquer ideias ou pensamentos que vêm a vós, sempre reconhecendo o pensamento e seguindo em frente, sempre se concentrando na respiração abdominal profunda.

Sinta a tensão em seu corpo diminuir a cada inspiração, e veja-a deixando seu corpo quando você expira. Talvez a tensão apareça como uma nuvem escura, talvez não e você não veja nada. Independentemente disso, contiunue a respirar profundamente e concentrar-se em sua respiração até que este processo se torne natural.

Eventualmente, você pode observar piscar algumas luzes em suas pálpebras. Isto é totalmente fisiológico. Ignore as luzes coloridas e continue a respiração. Menos pensamentos virão até você cada vez que você se aprofundar mais em seu estado de espírito através da meditação e do foco na respiração.

Neste ponto, você deve se sentir muito relexado e você pode sentir um zumbido elétrico ao seu redor. Ele pode se mover ou permanecer em um ponto. Ele pode ser sentido como um calor muito forte ou um frio muito forte. Algumas pessoas sentem isso mais fortemente em torno das áreas de cabeça e coluna vertebral. Este sentimento é o seu qi pessoal ou fluxo de energia. Se você não pode senti-lo, não se preocupe. Ele pode ser muito sutil. Cada pessoa leva uma quantidade diferente de tempo meditando para poder senti-lo. Lembre-se sempre: “Um momento de aprender, uma vida para dominar”.

“É isto mesmo? Eu sinto o meu qi, simplesmente sentando e respirando?”

Sim, é simples assim. Basta sentar e respirar profundamente, levando-se a um estado de espírito em que você pode perceber muitas coisas de outra forma não poderia. Continue a meditar até se sentir satisfeito. Para concluir a meditação, diga para si mesmo:

“Vou contar até cinco, e voltarei à realidade.”

A partir de um, conte até cinco na sua cabeça. Experimente cada vez que contar fazer uma respiração. Inspira, expira, um. Inspira, expira, dois. Quando você chegar a cinco, abra os olhos e diga internamente, “eu acabo de meditar agora.” Levante-se e alongue-se. Isto conclui a Meditação no Vazio. Antes de passar para Meditação Dantian, pratique este exercício até que você esteja confortável e até que você possa sentir seu qi em um estado relaxado de meditação.

2. Meditação Dantian

Em seguida, vamos meditar novamente, mas desta vez a nossa meditação é diferente. Algumas pessoas chamam este exercício de “Respiração Dantian”. Primeiro, eu preciso definir o que é o Dantian. Dantian é uma palavra chinesa (pronuncia-don-dee-on), que significa “campo elixir”. Desculpe, eu sei que eu disse não haver termos chineses a aprender, mas este é muito importante. Dantian é um ponto em seu corpo que é o centro de toda a sua energia, o seu qi. Ele está localizado a cerca de três centímetros abaixo do umbigo e uma polegada para dentro. Se você estudou yoga, você vai reconhecer este ponto como sendo o local de chakra svadhisthana também. De qualquer forma, se familiarize com este ponto do seu corpo. Use seu dedo indicador para apertar bastante este ponto, em seguida, feche os olhos e concentre-se na sensação de dor residual lá. Este é o tipo de foco que vamos precisar na meditação.

Vá para o seu local de meditação e sente-se de pernas cruzadas. Descanse as mãos sobre os joelhos, novamente. Mantenha as costas retas e não desleixe, se você tiver problemas com isso tente descansar as costas contra a parede ou, se ao ar livre, uma árvore. Comece a inspirar profundamente pelo nariz e expirar pela boca. Permita-se a meditar como na Meditação no Vazio, mas quando você chegar a esse ponto (chamado pelo autor de gnose), no qual você tem alguns pensamentos e descargas neurais (visão de luzes com as pálpebras fechadas), você terá que mudar seu foco.

Concentre-se no Dantian. Todo o seu foco e atenção volta-se a este ponto. Toque sua língua no céu da boca. Agora, quando você inspirar, concentre-se e perceba a respiração enchendo o seu corpo com qi. Ao expirar, perceba toda a energia negativa, emoção e dor deixar o seu corpo junto com o ar. Continue assim por cerca de cinco minutos. Depois de cinco minutos, o foco na barriga continua. Agora, comece a visualizar em cada inspiração o ar entrando pelas narinas como uma luz dourada: quando você inspirar, veja e sinta o qi vindo para você através do ar em torno de seu corpo como uma luz branca dourada que atinge o dantian e que, em seguida, se expande por todo o corpo. Quando você expira, veja o stress deixando o seu corpo como uma névoa vermelha. Se você achar que é difícil visualizar, sinta o qi movendo-se para o Dantian como uma sensação elétrica quente se movendo através de seu corpo. Sinta o qi negativo deixar o seu corpo quando você expira da mesma maneira. Repita este procedimento até se sentir todo energizado, com o sentimento centrado no Dantian.

Quando você terminar, conte 1-5 em sua cabeça com respirações, da mesma forma que na Meditação no Vazio, e diga para si mesmo depois de cinco: “Minha meditação terminou agora”. Levante-se e alonge-se. Você pode notar fortes sensçaões de calor por todo o corpo. Os cabelos finos nos braços e pernas podem ficar arrepiados. Estes são efeitos secundários normais de tal prática e um bom indicador de progresso. Isto conclui a Meditação Dantian.

Recomenda-se praticar a Meditação no Vazio antes de praticar a Meditação Dantian. Tradicionalmente, a Meditação Dantian é praticada por 100 dias antes de iniciar qualquer outro tipo de prática de qigong. Você deve praticar a Meditação Dantian suficientemente a fim de familiarizar-se com a sensação do qi movendo-se no corpo: ele deve ser sentido como um formigamento elétrico movendo por todo o corpo, guiado por sua mente e centrado no Dantian. Quando terminar a Meditação Dantian, você deve se sentir muito energizado e alerta. Os próximos exercícios são semelhantes à Meditação Dantian, mas incluem postura em pé estática e dinâmica. Independentemente disso, cabe ao indivíduo decidir quando eles estão prontos para seguir em frente.

3. Postura Wuji

Levante-se e deixe os ombros alinhados aos pés. Agora, flexione ligeiramente as pernas, os joelhos devem estar separados e mantenha os pés no chão. Mantenha a coluna reta e relaxada, cabeça erguida, mas livre de tensão e ombros e pescoço relaxados. Abaixe um pouco as nádegas, e mantenhas suas costas perpendicularmente ao chão. Relaxe os braços e mantenha-os separados ligeiramente do corpo. Ligeiramente separar os dedos e esticar, mas livre de tensão, seus polegares devem estar um pouco mais perto dos outros dedos. Tenha o seu peso uniformemente distribuído em ambas as pernas. Coloque a língua no céu da boca, como na Meditação Dantian. Afundar os pés no chão, como se fosse uma árvore que está criando raízes na terra. Imagine-se como uma árvore mentalmente, com raízes que se afundam nas profundezas da terra. Olhe para o horizonte serenamente. O abdômen deve ser sempre relaxado. Relaxe, e ajuste esta nova postura para a meditação, enquanto você respira profundamente.

4. Elevação ao Céu

O próximo exercício é o primeiro exercício a envolver movimento enquanto medita. Ele é chamado de Elevação ao Céu. Fique na Wuji por cerca de cinco minutos e pratique a Meditação no Vazio nesta posição. Respirar profundamente e calmamente e sentir a tensão em seu corpo afundar no chão. Agora, movimentar as mãos de seus lados para a sua frente, palmas para cima, com os dedos médios de ambas as mãos tocando-se. Suas mãos devem estar soltas e descontraídas e eles devem estar na frente de vocês sobre o mesmo nível que está o dantian (em frente de sua cintura). Agora, tome uma inspiração profunda, e mova ambos os braços para cima, sobre a sua cabeça, até que as palmas estejam voltadas para o céu. Seu pescoço deve estar esticado para trás e olhando para cima. Expire e coloque as mãos na sua frente de novo, na posição inicial. Enquanto faz isto, medite de forma análoga à Meditação no Vazio; não há foco em qi, a forma em si provoca movimento do qi no corpo e qualquer foco no qi só vai impedir a finalidade deste exercício. Repita esta forma de qigong tanto quanto você quiser.

Eventualmente, com a prática, você deve ser capaz de ficar assim por meia hora, 45 minutos ou uma hora, respirando e puxando o qi. No início, você pode apenas ser capaz de praticar este método por 5-10 minutos antes de se tornar muito dolorido para continuar. Isso é bom, o que é importante é que você está praticando e usando a intenção de puxar qi em seu corpo com a respiração. Isso é qigong. Você não quer exagerar tanto, pratique esta forma tanto quanto ela é confortável.

5. Empurrar a Água

Este exercício é outro que envolve movimento e que é praticado dentro de uma mentalidade de Meditação no Vazio. Ele é chamado de Empurrar a água. Comece por estar em Wuji por cinco minutos e se concentre em sua respiração. Quando estiver em estado de espírito suficiente, estamos prontos para começar. Quando você inspirar, dobre os joelhos e afunde seu peso para baixo, enquanto ainda mantem as costas retas. Seus joelhos devem estar voltados para fora em um ângulo de cerca de 45 graus e você deve manter-se nas “bolas” de seus pés quando afundar o seu peso. Simultaneamente, eleve as mãos para fora e para o lado até que as palmas das mãos e os braços estejam paralelos ao chão. Expire e volte à posição inicial, lentamente diminuindo os braços para trás e aos lados e aumentando o peso para cima, voltando a postura Wuji novamente. Repita esta forma muitas vezes até onde se sentir confortável, e mais uma vez, o exercício deve ser feito em uma mentalidade igual à Meditação no Vazio. Não se concentrar no Dantian, ou tentar mover seu qi, já que o próprio exercício faz isso para você. Em vez disso, simplesmente se concentre em sua respiração e no próprio exercício.

6. Esfera Microcósmica

Este exercício é uma meditação sentada que melhora a qualidade de seu qi, tendo você cultivado e movimentando de forma benéfica pelos meridianos, ou canais de Qi no corpo. NOTE que este exercício NÃO é para ser tomado com ânimo leve. É uma prática muito poderosa e pode ser PERIGOSA se praticada de forma inadequada, cedo demais, ou com um foco incorreto. Tradicionalmente, este exercício foi ensinado somente aos discípulos que tinham praticado os exercícios anteriores, e muitos outros, ao longo de um período de dois anos de tempo. Por isso, recomendamos que você NÃO pratique este exercício até que você venha fazendo a Meditação Dantian por 100 dias. Eu mesmo não pratiquei a Esfera Microcósmica até que eu estava fazendo meditação básica e exercícios de qigong por cerca de 8 meses. Por favor, NÃO tome este aviso de ânimo leve, demência, a estagnação de qi e bloqueios no corpo energético podem acontecer se este exercício é praticado antes de o indivíduo estiver pronto para isso.

Dito isso, começar por se sentar com as pernas cruzadas e as palmas das mãos cobrindo os joelhos. Lembre-se de manter as costas retas e manter a postura correta. Pratique a Meditação no Vazio até que entre em gnose (descarga neural, um sentimento de conexão com qi, etc). Os passos abaixo cobrem a totalidade de uma circulação através da meditação da Esfera Microcósmica.

Os passos abaixo cobrir a totalidade de uma circulação da meditação órbita microcósmica.

a. Com os olhos abertos, cruze-os e olhe para a ponta do nariz.

b. Feche o ânus e esprema-o bem. Matenha-o nesta forma para a totalidade da circulação. Isto é feito para fechar a lacuna chamada Huiyin no períneo, e trazer ambos os canais de energia utilizados no processo juntos. Também ajuda a manter as costas retas e fazer cumprir a postura correta.

c. Toque a ponta da língua no palato superior da boca.

d. Inspire profundamente, e ao fazê-lo, mantenha o foco sobre a energia no dantian. Sinta-o mover para trás, levante-o para a parte de trás da coluna e viaje até o topo da cabeça. Se você quiser, você pode visualizar a energia ao fazer isto como uma luz branca e dourada. O qi deve chegar no topo da cabeça enquanto você enche os pulmões completamente com o ar; tente sincronizar o tempo com a respiração.

e. Expire e sinta o qi vir na frente do rosto para o palato superior, onde ele se move através da língua e começa a “cair” na parte da frente do corpo para o dantian.

f. Relaxe, descruzar os olhos, solte o ânus tensionado, e tome uma respiração profunda.

Repita este método cinco vezes e depois você irá observar uma grande quantidade de saliva na boca. Taoístas chamam isso de Néctar de Jade; ele é visto como sendo um resultado benéfico do processo de queima alquímica interna. Engula a saliva, e imagine que uma luz, de ouro branco começa a envolver o estômago e se espalha pelo corpo inteiro. Depois de ter feito isso, você pode repetir o método mais cinco vezes, antes de parar depois de uma respiração profunda para engolir o Néctar de Jade.

Geralmente, é recomendado fazer apenas 10 repetições da Esfera Microcósmica na primeira semana e, em seguida, 20 e depois disso 27 repetições do exercício. Claro, a moderação é fundamental. Você não quer exagerar qualquer um desses exercícios, e muito menos a Esfera Microcósmica. Isto conclui o exercício.

7. Treinamento em Semanas

Semana 1: Meditação no Vazio

Semana 2: Meditação no Vazio, seguido por Meditação Dantian

Semana 3: Meditação Dantian

Semana 4: Meditação Dantian

Semana 5: Meditação Dantian e Postura Wuji

Semana 6: Meditação Dantian e Elevação ao Céu

Semana 7: Meditação Dantian e Empurrar a Água

Semana 8-12: Meditação Dantian, Wuji, Elevação ao Céu e Empurrar a Água. 10 respirações por exercício antes de passar para o próximo.

Semana 13: Meditação Dantian e Esfera Microcósmica (10 circulações)

Semana 14: Meditação Dantian e Esfera Microcósmica (20 circulações)

Semanas 15-x: Meditação Dantian e Esfera Microcósmica (27 circulações max)

* * Depois de 15 semanas, você pode praticar qualquer um dos exercícios em seu lazer, a chave é fazer o que você mais gosta, enquanto continua a ter Dantian como sua prática básica. Isso conclui minha breve introdução ao Qigong.

Ren Dao! (Boa Saúde)

(Texto de) Koujiryuu

Traduzido e Adaptado por WindWalker

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#Exercícios

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/qigong-simplificado-para-iniciantes

Arcano 5 – Hierofante – Vav

Um grupo de três personagens em que um deles é visto de frente, sentado, com a mão direita levantada no sinal da benção, tendo em sua mão esquerda o eixo de uma cruz de seis braços; sua cabeça está coroada por uma tiara. Os outros dois personagens que se encontram em primeiro plano, de costas para quem contempla a imagem, têm os rostos voltados para o primeiro personagem.

Este, protagonista da figura, tem veste azul, capa vermelha ornada de amarelo. Sua mão esquerda está fechada e coberta por uma luva que tem impressa uma cruz dos templários. A barba e o cabelo do Pontífice são brancos.

Percebe-se apenas vagamente a cadeira em que o personagem central está sentado, com duas colunas ao fundo.

Os dois personagens que estão de costas mostram a tonsura. O da esquerda aponta sua mão direita para o solo, com os dedos separados. O homem da direita aponta para o alto com sua mão esquerda, com os dedos juntos.

Significados simbólicos
É o arcano do ato da bênção, da iniciação, da demonstração, do ensino. Lei, simbolismo, filosofia, religião.

Dever. Moral. Consciência. O Santo.

Interpretações usuais na cartomancia
Autoridade moral, sacerdócio. Proteção, lealdade. Observância das convenções, respeitabilidade. Ensino, conselhos equilibrados. Benevolência, generosidade indulgente, perdão. Mansidão.

Busca de sentido, revelação, hora da verdade, confiança, indicações do caminho da salvação.

Mental: O Pontífice representa a forma ativa da inteligência humana, que traz principalmente as soluções lógicas.

Emocional: Sentimentos poderosos, afetos sólidos, solicitude, sem cair em sentimentalismos. O Pontífice indica os sentimentos normais, tal como devem ser manifestados na vida, de acordo com as circunstâncias.

Físico: Equilíbrio, segurança na situação e na saúde. Segredo revelado. Vocação religiosa ou cientifica.

Sentido negativo: Indica um ser desprovido de sua razão e seus instintos, na obscuridade, carente de apoio espiritual. Projeto retardado.

Chefe sentencioso, moralista estreito, prisioneiro das formalidades, metafísico dogmático, professor autoritário, teórico limitado, pregador da “boca pra fora”.

Conselheiro desprovido de sentido prático.

Problemas com saúde, indecisão, negligência.

História e iconografia
O Arcano V é uma das figuras que permitiram precisar com maior exatidão a antiguidade do Tarô, já que seus detalhes iconográficos remontam a um modelo perdido em que se inspirou necessariamente o desenho de Fautrier (Tarô de Marselha), o que é confirmado pelas diferenças e semelhanças com maços mais antigos, como os de Baldini (1436-1487) e Gringonneur (1450).

Em primeiro lugar, é preciso destacar que o Pontífice do Tarô de Marselha é barbudo, enquanto seus precursores renascentistas e medievais não o são. Há estudos que estabelecem uma curiosa cronologia da moda papal neste aspecto. Torna-se assim evidente que o tarô clássico copia um modelo mais antigo que não chegou até nós, mas que assegura a continuidade evolutiva do Tarô desde os imagiers du moyen age até a atualidade.

Outro detalhe interessante é o da evolução da tiara papal na iconografia do Tarô. A tiara (com seu simbolismo sobre a existência dos três reinos ou mundos) não é um elemento litúrgico que permaneceu invariável ao longo da História. Os estudiosos tendem a concluir que as composições das tiaras representadas no Tarô clássico estão inspiradas em gravações bem anteriores ao final do século XV, possivelmente dos fins do primeiro milênio.

A luva papal ornada com a cruz-de-malta indica também a origem remota da imagem, já que desde os tempos de Inocêncio III (1197-1216) a cruz havia sido substituída por uma plaqueta circular.

Arcano da capacidade adivinhatória, da intuição filosófica, do conhecimento espontâneo, o Pontífice simboliza também (por seu número) o homem como intermediário entre a divindade e o plano das coisas criadas.

A soma destes simbolismos permite associá-lo ao mediador por excelência, o pacifista, o construtor de pontes, o que encontra a saída para situações aparentemente insolúveis, mediante um luminoso clarão intuitivo.

O Papa também é visto como representante da lei moral, não escrita, que domina a consciência e, no setenário que as pontas da sua cruz organizam, as virtudes necessárias para vencer os sete pecados capitais:

– orgulho (Sol), preguiça (Lua),

– inveja (Mercúrio), cólera (Marte), luxúria (Vênus),

– gula (Júpiter) e avareza (Saturno).

Wirth o imagina um ancião pleno de indulgência para com as debilidades humanas, pontificando ante duas categorias de fiéis: aqueles que compreendem (representados pelo personagem com a mão para o alto); e os que formam o rebanho cego e inconsciente que obedece por temor ao castigo, e não por autodeterminação (representados pelo personagem que aponta a mão para o chão). Estas combinações (alto e baixo, direita e esquerda) voltam a colocar a ordem do quaternário como modelo de organização. Considerado do ponto de vista do quaternário formado pelos arcanos anteriores, o Pontífice representaria o conteúdo da forma, a quintessência concebível (se bem que imperceptível), o domínio da quarta dimensão.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-5-hierofante-vav

Os fogos de Copacabana

Já vi muitos fogos em Copacabana, belos, iluminados e multicolores a cortar a primeira noite do ano novo, mas o que me lembro é sobretudo a experiência visual, a água batendo em meus tornozelos, a areia úmida e os amores no entorno. Já não me lembro mais quais anos foram aqueles…

Em todo caso, um ano e um calendário são ficções do Ocidente, e dizem que nem se tratam das mais precisas. Não tenho dúvidas de que o mar jamais parou para contar por quanto tempo desaguou suas ondas nas rochas, até que virassem praias. E, se fosse o caso, o nosso calendário não passaria de um piscar de olhos deste outro tempo de mar, rochas e grãos de areia.

Pegue os beijos de amor, os abraços de amizade, as danças a noitinha, os pés descalços traçando mandalas passageiras, as orações ao horizonte, às brisas vindas sabe-se de onde, os milhões em procissão, vindos de todos os cantos deste planetinha, e onde haverá tempo para registrar a quantos anos Cristo subiu em sua cruz?

No entanto, ao contrário do que ocorre com a natureza, que não torna a noite subitamente dia, nem o inverno primavera, e nem mesmo o céu azul, tempestade, nesta meia-noite simbólica todos os fogos surgem repentinamente do oceano noturno, e como numa grandiosa sinfonia de Mozart, informam aos homens e as mulheres que o Cristo ainda está espalhado por todas as praias e rochas do mundo, embora raros sejam aqueles que percebam ou se lembrem disso…

E assim, como a vida breve de um grande astro de rock and roll, os fogos ascendem aos céus e se consomem em uma fugaz anunciação, e o que eles querem dizer é que, apesar de tudo, ainda há beleza neste mundo, ainda vale a pena vir, observar, aprender, sorrir e chorar, e depois se espalhar novamente por tudo o que há, contanto que nosso fogo possa servir para colorir a festa daqueles que ainda irão nos suceder.

Celebramos mais um giro de nossa imensa casa redonda em torno do mesmo deus de fogo que tem nos enviado luz e calor desde muito antes das praias terem surgido, e este deus é apenas mais um a rodopiar em meio às inúmeras galáxias que também seguem em procissão, sabe-se lá para que canto do universo.

Tudo isso é muito vasto e insondável para que possamos registrar em nossa mente, e talvez por isso, quem sabe, nos ocupemos tanto com as contas do início do ano, a situação da política, ou as contratações para a próxima temporada do campeonato…

No entanto, penso eu, ainda há um espaço em nosso dia, um tempo além do tempo que se conta nos ponteiros, para que possamos de vez em quando voltar a contemplar a inefável luminosidade de tais fogos que, tais quais planetas e sóis e galáxias e almas, foram lançados desde a eternidade, e nos preenchem em cada pensamento, em cada suspiro de espanto, em cada lágrima de êxtase, em cada sopro de misticismo e gratidão.

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Crédito da foto: Eduardo Naddar/O Globo

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Espiritualidade #Tempo

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Dança e Espiritualidade – Com a Bruxa Debochada

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/567vJ0MUK2E

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

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História do GOB (Grande Oriente do Brasil)

Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1797 com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, e ainda com a Loja União, em 1800, sucedida pela Loja Reunião em 1802, no Rio de Janeiro, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com Jurisdição nacional, exatamente com a incumbência de levar a cabo o processo de emancipação política do país.

Criado a 17 de junho de 1822, por três Lojas do Rio de Janeiro – a Commercio e Artes na Idade do Ouro e mais a União e Tranquilidade e a Esperança de Niterói, resultantes da divisão da primeira – O Grande Oriente Brasileiro teve, como seus primeiros mandatários José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro do Reino e de Estrangeiros e Joaquim Gonçalves Ledo, Primeiro Vigilante. A 4 de outubro do mesmo ano, já após a declaração de independência de 7 de setembro, José Bonifácio foi substituído pelo então príncipe regente e, logo depois, Imperador D. Pedro I (Irmão Guatimozim). Este, diante da instabilidade dos primeiros dias de nação independente e considerando a rivalidade política entre os grupos de José Bonifácio e de Gonçalves Ledo – que se destacava, ao lado de José Clemente Pereira e o cônego Januário da Cunha Barbosa, como o principal líder dos maçons – mandou suspender os trabalhos do Grande Oriente, a 25 de outubro de 1822.

Somente em novembro de 1831, após a abdicação de D. Pedro I – ocorrida a 7 de abril daquele ano – é que os trabalhos maçônicos retomaram força e vigor, com a reinstalação da Obediência, sob o título de Grande Oriente do Brasil, que nunca mais suspendeu as suas atividades.

Instalado no Palácio Maçônico do Lavradio, no Rio de Janeiro, a partir de 1842, e com Lojas em praticamente todas as províncias, o Grande Oriente do Brasil logo se tornou um participante ativo em todas as grandes conquistas sociais do povo brasileiro, fazendo com que sua História se confunda com a própria História do Brasil Independente.

Através de homens de alto espírito público, colocados em arcas importantes da atividade humana, principalmente em segmentos formadores de opinião, como as Classes Liberais, o Jornalismo e as Forças Armadas – o Exército, mais especificamente – O Grande Oriente do Brasil iria ter, a partir da metade do século XIX, atuação marcante em diversas campanhas sociais e cívicas da nação.

Assim, distinguiu-se na campanha pela extinção da escravatura negra no país, obtendo leis que foram abatendo o escravagismo, paulatinamente; entre elas, a “Lei Euzébio de Queiroz”, que extinguia o tráfico de escravos, em 1850, e a “Lei Visconde do Rio Branco”, de 1871, que declarava livre as crianças nascidas de escravas daí em diante. Euzébio de Queiroz foi maçom graduado e membro do Supremo Conselho da Grau 33; o Visconde do Rio Branco, como chefe de Gabinete Ministerial, foi Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil. O trabalho maçônico só parou com a abolição da escravatura, a 13 de maio de 1888.

A Campanha republicana, que pretendia evitar um terceiro reinado no Brasil e colocar o país na mesma situação das demais nações centro e sul americanas, também contou com intenso trabalho maçônico de divulgação dos ideais da República, nas Lojas e nos Clubes Republicanos, espalhados por todo o país. Na hora final da campanha, quando a república foi implantada, ali estava um maçom a liderar as tropas do Exército com seu prestígio: Marechal Deodoro da Fonseca que viria a ser Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil.

Durante os primeiros quarenta anos da República – período denominado “República Velha” – foi notória a participação do Grande Oriente do Brasil na evolução política nacional, através de vários presidentes maçons, além de Deodoro: Marechal Floriano Peixoto Moraes, Manoel Ferraz de Campos Salles, Marechal Hermes da Fonseca, Nilo Peçanha, Wenceslau Brás e Washington Luís Pereira de Souza.

Durante a 1ª Grande Guerra (1914 – 1918), o Grande Oriente do Brasil, a partir de 1916, através de seu Grão-Mestre, Almirante Veríssimo José da Costa, apoiava a entrada do Brasil no conflito, ao lado das nações amigas. E, mesmo antes dessa entrada, que se deu em 1917, o Grande Oriente já enviava contribuições financeiras à Maçonaria Francesa, destinadas ao socorro das vítimas da guerra, como indica a correspondência, que, da França, era enviada ao Grande Oriente do Brasil, na época.

Mesmo com uma cisão, que, surgida em 1927, originou as Grandes Lojas Estaduais brasileiras, enfraquecendo, momentaneamente, o Grande Oriente do Brasil, este continuou como ponta-de-lança da Maçonaria, em diversas questões nacionais, como: anistia para presos políticos, durante períodos de exceção, com estado de sítio, em alguns governos da República; a luta pela redemocratização do país, que fora submetido, desde 1937, a uma ditadura, que só terminaria em 1945; participação, através das Obediências Maçônicas européias, na divulgação da doutrina democrática dos países aliados, na 2ª Grande Guerra (1939 – 1945); participação no movimento que interrompeu a escalada da extrema-esquerda no país, em 1964; combate ao posterior desvirtuamento desse movimento, que gerou o regime autoritário longo demais; luta pela anistia geral dos atingidos por esse movimento; trabalho pela volta das eleições diretas, depois de um longo período de governantes impostos ao país.

E, em 1983, investia na juventude, ao criar a sua máxima obra social; a Ação Paramaçônica Juvenil, de âmbito nacional, destinada ao aperfeiçoamento físico e intelectual dos jovens – de ambos os sexos, filhos ou não filhos de maçons.

Presente em Brasília – capital do país, desde 1960 – onde se instalou em 1978, o Grande Oriente do Brasil tem, hoje, um patrimônio considerável, e em diversos Estados, além do Rio de Janeiro, e na Capital Federal, onde sua sede ocupa um edifício com 7.800 metros quadrados de área construída.

O Grande Oriente do Brasil é, hoje, a maior Obediência Maçônica do mundo latino e reconhecida como regular e legítima pela Grande Loja Unida da Inglaterra, de acordo com os termos do Tratado de 1935. (Fonte GOB)

#Maçonaria

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O Lemulgeton – Leo Holmes

Bate-Papo Mayhem #128 – gravado dia 23/01/2021 (Sabado) Marcelo Del Debbio bate papo com Leo Holmes – O Lemulgeton

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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#Batepapo

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O Cérebro, os Rituais e o Tempo

O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio… você começará a perder a noção do tempo.
Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol.

Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: Nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade. Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo.
É quando você se sente mais vivo. Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e ‘apagando’ as experiências duplicadas.
Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera, quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo.
Então, um dia dirigimos trocando de marcha, olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).
Em outras palavras, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa… São apagados de sua noção de passagem do tempo… Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida. Conforme envelhecemos, as coisas começam a se repetir as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações…enfim…as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo.
Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década.
Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a… ROTINA.

Não me entenda mal. A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos.
Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo:
M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um
ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia).
Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo.
Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes… Seja diferente. Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos… … em outras palavras…. .. V-I-V-A. !!!

Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o… do que a maioria dos livros da vida que existem por aí.
Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes.
Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.

Por Airton Luiz Mendonça

#Rituais #Tempo

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