Mapa Astral de Charlie Chaplin

Sir Charles Spencer Chaplin, (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, produtor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919.

O Mapa Astral de Chaplin mostra Sol em Áries (Áries-Touro), Ascendente e Lua em Escorpião, Mercúrio em Áries, Vênus e Marte em Touro, Júpiter em Capricórnio e Saturno em Leão. Seu Caput Draconis em câncer e o Planeta mais forte no Mapa é Marte (com 6 Aspectações, praticamente empatado com Urano em Libra).

A configuração básica do mapa mostra uma pessoa “gente-que-faz”. A combinação entre Áries e Touro carrega consigo, em suas oitavas mais altas, pessoas pioneiras e arrojadas; ao mesmo tempo trabalhadoras e persistentes. O correspondente hermético é o Cavaleiro de Moedas (ou “signo do estagiário”, como brincamos às vezes).

Sua Lua (e Ascendente) em Escorpião mostram que esta tendência ao trabalho iria se convergir gradativamente para grande poder e influência ao longo de sua vida, na área que ele escolhesse, atingindo um número muito grande de pessoas (Júpiter em Capricórnio em Sextil de 1grau com a Lua em Escorpião indica um espírito quase militar quando se trata de galgar postos e títulos). No final de sua vida, o Caput Draconis em Câncer nas Casas 8-9 indicam um potencial para tomar conta dos sentimentos dos outros em um nível acadêmico. Às vezes quando vemos descrições mais simplificadas como essa fica difícil descrever para a pessoa que nos pergunta que tipo de coisas ela poderia realizar… vendo a quantidade de prêmios que Charlie Chaplin ganhou com sua capacidade de expressão, eu diria que ele atingiu a perfeição nesta energia.

Uma curiosidade adicional é que o mapa de Chaplin possui Aspectação de 0,01 grau entre Urano em libra e Plutão em Gêmeos (algo que ocorre durante alguns meses a cada dois séculos). Ross Duncan descreveu como “Está ligada à renovação social e tecnológica que transforma a consciência mundial. Se esta influência se tornar pessoal em sua vida por aspectos ligados aos planetas pessoais em seu horóscopo, você o encontrará no outro mundo sob a forma de grupos revolucionários ou estranhos ou lidando com mudanças tecnológicas de mudanças radicais. Também tem talento para criar mudanças revolucionárias em grandes organizações”. Esse espírito revolucionário encontraria eco no Mercúrio tecnológico ariano.

De sua característica materialista e extremamente prática, li em algum lugar que Chaplin era ateu, mas não consegui confirmar… faria muito sentido com Vênus e Marte em Touro (só gostar do que pudesse tocar, sentir com os 5 sentidos, é uma combinação encontrada em vários ateus materialistas).

E outra curiosidade sobre Saturno em Leão. Normalmente eu falo para os meus alunos que pessoas com esta características tendem a ser tímidas, como reflexo do exagero com a preocupação com a imagem. Minha recomendação é que façam teatro para vencer esta limitação e transformar a timidez em trabalhar responsavelmente com a imagem. Mas e em pessoas geniais? como isso se manifesta?

Apesar dos filmes “falados” tornarem-se o modelo dominante logo após serem introduzidos em 1927, Chaplin resistiu a fazer um filme assim durante toda a década de 1930. Ele considerava o cinema uma arte essencialmente pantomímica. a preocupação com a Imagem acima de tudo

#Astrologia #Biografias

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Preparem seus Filhos para a Vida

Pais são criaturas esquisitas. A maioria é completamente despreparada pra cuidar de um filho. Não estou falando de prover educação, sustento, carinho, mas da parte metafísica mesmo, que é a formação de um ser humano, que vai atuar (e mudar) o mundo no qual vivemos. É um ser humano, com suas nuances psicológicas e muitas vezes uma maturidade que supera (dada as devidas proporções) até mesmo a dos próprios pais!

E como eles lidam isso? Minha experiência têm mostrado dois tipos de pais: Os “superatenciosos” – que ficam escrutinando cada passo dos filhos, botando rédeas, proibindo, criando regras – e os que “não estão nem aí”. Geralmente os superatenciosos (e isso não é um elogio) tiveram uma educação rígida, típica das famílias dos anos 30 ou 50, e não perceberam que o mundo mudou “um pouquinho” nos últimos 50, 70 anos… Tentam segurar os filhos junto a eles pelo simples fato de serem pais (ou seja, não tentam CATIVAR o filho) e invadem arbitrariamente o mundo deles pra extrair informações (ao invés de PARTICIPAR do mundo dos filhos). Quanto mais tendem a apertar o filho, mais ele vai escapar entre os dedos, como areia. E a tendência é que em casa o pai tenha um filho, e na rua outro totalmente diferente. Essa falta de contato com o VERDADEIRO filho pode levar a desagradáveis surpresas, como ter de buscar o rebento na delegacia, ou descobrir que ele está a quilômetros de distância de onde ele tinha dito que ia…

O oposto disso são os pais que não estão nem aí. Geralmente vieram da geração “anos 70”, porralouca, que brigaram no passado com os pais retrógrados e agora se vêem na situação deles… Muitos nem queriam ter filhos, mas aconteceu, e aí? O jeito é criar, e de preferência do jeito que eu gostaria de ter sido criado… Como eles foram muito pressionados, isso significa dar uma total liberdade de criação. Dependendo das companhias que o filho tenha, isso pode resultar na mesma surpresa dos pais superatenciosos: de ter de pegar o filho na delegacia, ou mesmo no IML…

Nos dois casos de pais temos uma tendência em comum: superproteção. No primeiro caso, a superproteção é para que o filho tenha os valores familiares que ELES tiveram (não importando se o Muro de Berlim caiu, ou se o Homem foi ao espaço), como voltar pra casa cedo, trazer o namorado pra almoçar no domingo, etc, ou para que os filhos sofram as mesmas pressões que eles sofreram dos seus pais (ou seja, repetem o esteriótipo do pai durão, da sogra chata, etc). Vão assim propagando a Matrix, de forma que eles nem mais sabem de onde surgiram tais comportamentos (transformados que são em dogmas).

No caso dos pais “nem aí”, a superproteção revela-se mais como uma fuga das responsabilidades, ou seja: “eu te dou tudo o que você quiser, só não me perturbe”. Mimam os filhos com os melhores brinquedinhos que a tecnologia pode comprar, criando assim “marias-mole”, pessoas despreparadas para os desafios da vida. É tenebroso sair na rua e ver pessoas que não conseguem andar um quarteirão sem que seja de carro!! Gastam fortuna em academias, batem perna nos shoppings, mas não conseguem andar na rua! São mentalmente incapacitados para encarar situações adversas, porque elas SEMPRE tiveram o que queriam, quando queriam! Será que os pais não pensam nisso?

Um aviso a quem tenha se aventurado por estas linhas e tenha (ou venha a ter) filhos: Se inspirem na personagem de Sarah O’Connor, do filme O Exterminador do Futuro II, e criem seus filhos como combatentes. Não com armas, mas com INFORMAÇÃO. O futuro é negro, quem conhece a história sabe que a aparente calmaria antecede a tempestade, e as nuvens que estão se delineando apontam para um futuro de transição, no qual não teremos as mordomias às quais estamos nos acostumando, e onde será preciso CRIATIVIDADE para criar as novas ferramentas e superar os obstáculos. Nossas vidas são atualmente baseadas no silício e no petróleo. Todas as tentativas de sair desse modelo são suprimidas ou desmotivada$. Iraque e Afeganistão foram só o começo. Quanto mais o preço do barril subir, mais acirrada irá ficar a disputa… e, num mundo globalizado, com certeza sofreremos as consequências do nosso despreparo.

#Filosofia

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Os Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

– Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

– Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria.

Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

– Mas, Mestre, que níveis são esses?

– Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

– Dê-lhe um tapa no rosto.

– Mas por quê? Ele não me fez nada…

– Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.

Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

– O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!

Estou falando sério!

– Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

– E querem ver como reajo?

– Sim. Exatamente isso…

– Já reparou que não tem sentido?

– Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

– Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

– Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

– De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

– Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar?

Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

– Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

– Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

– Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

– Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

– Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

– É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

– Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

– E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

– Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

– O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

– Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

– Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

– Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

– Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

– Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

– Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

– Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

– Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

– Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

– Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.

E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

– Bata nele! – ordenou o Mestre.

– Não posso, Mestre, não posso…

– Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

– Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

– Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

– Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

– Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

– Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

– Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

– Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

– A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

– Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

– Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

– Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

– E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?

@MDD – Lição de Casa – relacionar os Níveis do ser humano com o desenvolvimento dos chakras.

#Fábulas #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-n%C3%ADveis-do-ser-humano

Christian Rosenkreutz

De acordo com o Fama Fraternitatis, a Fraternidade Rosa-Cruz foi fundada em 1408 pelo monge alemão Christian Rosenkreuz (1378-1484) – de início mencionado apenas como Irmão C.R. – nascido às margens do Rio Reno, filho de uma família pobre, mas fidalga, ficou órfão em tenra idade. Aos 4 anos foi entregue aos cuidados de uma abadia, no mosteiro dos Albijenses, onde aprendeu o grego, o latim, o hebraico. Quando o jovem tinha 15 anos, o seu grupo de estudos deixou o mosteiro e iniciou sua marcha em direção à Terra Santa. Para evitar suspeitas dos discípulos de S. Domingos não viajaram juntos. Em Chipre faleceu o velho monge, líder do grupo, o irmão P.A.L. Embora este irmão tenha morrido em Chipre e não tenha visto Jerusalém, nosso irmão C.R. não retornou, mas embarcou para a outra costa dirigindo-se para Damasco (Damcar), na Arábia, – o que, nessa época, é uma proeza para um cristão – querendo continuar visitando Jerusalém, mas por azar ele adoeceu, tendo que parar a viagem. Em Damasco encontrou um Centro de Iniciação e aí ficou por três anos. Era o que pretendia: viver entre sábios. Atingiu a graduação necessária e resolveu partir. É durante o curso dessa viagem por países Islâmicos que ele entrou em contato com os Sábios do Leste, que lhe revelaram a ciência harmônica universal derivada do “Livro M”, o qual Rosenkreutz traduziu. Ali, ele foi curado por sábios que lhe transmitiram ensinamentos sobre um conhecimento ancestral, e o iniciaram em práticas científicas secretas. Em seguida, confiaram-lhe a missão de propagar esses conhecimentos pelo mundo cristão da Europa Ocidental, e de criar uma irmandade secreta, que “possuisse uma quantidade suficiente de ouro e pedras preciosas, e que pudesse educar os monarcas”.

De Damasco passou ao Egito e deste país foi viajando pelo mediterrâneo até Fez. Daqui resolveu passar a Espanha e juntar-se aos Alumbrados, que o receberam mas acharam os seus pontos de vista demasiado avançados, não o aceitando! A partir de Espanha, Germelshausen adoptou o nome simbólico de Cristão Rosacruz (Christian Rosencreuz).

De posse desse conhecimentos Rosenkreutz volta à Europa com o intuito de tornar público o seu novo saber. Após uma série de dificuldades, Rosenkreutz é rejeitado. Voltando para a Alemanha, ele é ajudado por quatro Irmãos na tradução do misterioso Livro “M”, cujo conhecimento deveria ser mantido em segredo até que a humanidade estivesse devidamente preparada para recebê-lo.

Enquanto a Europa mergulhava na escuridão, a avançada civilização árabe preservou um grande corpo de conhecimentos místicos. A Alquimia, a arte da transmutação, tornada proeminente entre os gregos, foi introduzido aos árabes que transmitiram esta arte que precedeu a Química à Europa.

Nesse tempo a “Santa Inquisição”, fundada por S. Domingos para reduzir a cinzas todo aquele que ousasse perfilhar idéias diferentes das que eram impostas pelo Catolicismo, obrigou Christian Rosencreuz a abreviar a estadia em Espanha e França e a dirigir-se para a Turíngia, na Alemanha, sua pátria, regressando ao mosteiro Albijense em que fora criado. Até hoje não foi possível determinar em que ponto de Espanha era a sede dos Alumbrados (ou Iluminados), que tiveram uma existência de séculos, tendo sido exterminados pela “Santa Inquisição”, durante o século XVI.

Na Turíngia, Christian Rosencreuz foi encontrar no mosteiro os três antigos companheiros e, com eles, estabeleceu a Fraternidade Rosacruz. Em um local secreto, os quatro homens formaram o “Novo Templo do Espírito Santo”, onde curavam doentes e confortavam desamparados. Rosenkreutz foi aos poucos construindo a fraternidade que leva seu nome e que conduz a sua obra missionária. Uma vez por ano, a fraternidade se reúne no Templo do Espírito Santo. Mais tarde foram admitidos novos membros ficando a Fraternidade com 8 membros. Anos depois a Fraternidade Rosacruz tinha 13 membros e não podia ultrapassar esse número. Estava estabelecida no estilo usado por Jesus: 12 membros, simbolizando os 12 signos do Zodíaco e o Sol, que formava o 13º. Assim, é criada a Fraternidade Rosacruz, com o intuito de manter o conhecimento daquele grupo de Iniciados. Seus membros fazem voto de celibato e castidade.

A fim de manter o número de membros da ordem, cada rosa-cruz deve nomear um sucessor antes de sua morte, se possível. Quanto ao fundador, afirma-se que ele teria morrido em 1484 aos 106 anos de idade (longevo, por causa do elixir da longa vida, que ele descobrira). Seu túmulo teria sido descoberto em 1604, 120 anos após sua morte, tal como ele próprio havia predito, por um dos imperators que lhe sucedeu .

Dada a falta de liberdade de pensamento, a Ordem teve que se ocultar durante vários séculos sob diversos nomes, mas nunca cessou suas atividades, perpetuando seus ideais e ensinamentos.

Existiram diversos ciclos de atividades da Ordem Rosacruz. Dentro de um mesmo ciclo, há uma época de plena atividade, seguida por uma época de inatividade de mesma duração. Esses ciclos são necessários por diversos motivos. Um ciclo se iniciou em 1378, com o “nascimento” de Christian Rosenkreutz. Quando ele “faleceu”, em 1459, a ordem iniciou sua fase de inatividade, voltando novamente a plena atividade com a “descoberta” do túmulo de Christian Rosenkreutz e a publicação dos manifesto, em 1614.

A primeira manifestação da Confraria tem lugar em 1589 (ou 1597), quando um tal Nicolas Bernaud percorre a Europa para procurar os amadores da química (alquimistas) e comunicar-lhes as suas idéias políticas.

Excerto de a Epopéia Rosa-Cruz

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/christian-rosenkreutz/

A Magia e a Mídia

As diversas formas de mídia atuais nos proporcionam momentos de prazer, de euforia, de espanto e de tensão, entre tantos outros. Todos eles podem ser encarados como reações que temos no momento em que entramos em contato com essas mídias, trazendo certas emoções, sensações ou pensamentos no âmbito de nossa psique.

Magia nada mais é do que a arte de causar mudanças. Se as mídias com as quais entramos em contato causa mudanças no nosso humor e comportamento, então, pode-se dizer que as mídias são veículos de Magia.

Presencia-se essa Magia todos os dias, o tempo todo. No ato de se ligar um aparelho de som, ou de se assistir a um filme, ou ao ver uma foto inspiradora, ou ainda contemplar uma bela obra de arte, seja ela uma escultura ou uma ilustração… causa-nos uma ou todas as características supra-citadas (emoções, sensações, pensamentos). Nossas mentes, por livre associação, lembrarão conceitos relacionados à arte que estamos experimentando. Por exemplo, se estamos ouvindo uma orquestra sinfônica a tocar em uma apresentação pública, poderá despertar-nos a sensações de leveza, de relaxamento, de harmonia, etc. Perceba que, nesse pequeno exemplo, já ocorreram três sensações disparadas por essa experiência.

Ora, se Magia é a Arte de causar mudanças, então, ao passarmos pela experiência acima, e esta música mudar nosso estado psíquico anterior para algo diferente, então é certo dizer que você foi alvo de um ato mágico, embora não intencional. Você foi transformado pela magia da música, magia essa que acabou por mudar seu humor e seu comportamento, modificando as interações conseguintes. Se você estava nervoso, acabou ficando mais calmo. Você estará mais tolerante e amigável a partir desse momento, melhorando as relações interpessoais que por um acaso venham a ocorrer nos momentos seguintes.

Passar por essa modificação depende unicamente da sua sensibilidade (não uso essa palavra aqui com uma conotação melodramática (vulgo emo), mas sim como algo que possui o senso, ou o sentido, a faculdade de se aperceber daquela mensagem que está sendo transmitida). Pessoas muito sensíveis para sons e música poderão até mesmo chorar diante da carga sensitiva-emocional de uma bela melodia, pois as vibrações enviadas por ela entram em ressonância com o padrão vibratório dessa pessoa[1]. Na Física, quando algo entra em ressonância, sua vibração aumenta infinitamente, até que uma das fontes vibratórias cesse seu movimento, ou o material em ressonância se modifique (ou quebre). Nesse caso, em se tratando dos nossos corpos físicos e psíquicos, a única saída seria desligar a música, ou deixar transbordar suas sensações e seus sentimentos através do choro, sendo essa a derradeira válvula de escape para o montante de energia acumulada.

Cada pessoa possui, portanto, mídias (ou sentidos) que as atingem mais facilmente, transformando seus estados psíquicos mais rapidamente do que outras. Há aquelas que preferem fotos inspiradoras. Ilustrações (ou símbolos) dos mais variados tipos, cores e padrões. Há também aquelas pessoas que preferem assistir a um bom filme. Com sua capacidade introspectiva e “de se colocar no lugar do outro”, essas pessoas conseguem se colocar na pele da personagem durante a história, e vivenciar os acontecimentos como se estivessem ocorrendo com ela própria. Conseguem realmente sentir toda a ação, as emoções e pensamentos, pois podem compreender a personagem profundamente. Dessa forma, modificam seu estado de humor e seu comportamento eficazmente. Isso nos remete à invocação de deuses, praticada desde os tempos mais remotos até os dias atuais.

Colocando-se em prática esse conhecimento, permanecendo mais alerta com os diversos estados mentais que estamos despertando ao longo do dia, de acordo com as mídias com as quais travamos contato, só trará benefícios. Aqueles que não cultivam essa atitude são largamente explorados por campanhas publicitárias (o poder da propaganda!), através de sons, imagens e cores marcantes, bombardeando-os com mensagens psíquicas para que compremos tal ou qual produto; isso ocorre tão automaticamente que mal percebemos quando e como essas mensagens são disparadas e absorvidas por nós. Mas com a prática e com a vigilância, podemos exercer um maior controle sobre nossa psique. Podemos escolher quais emoções, sensações ou pensamentos queremos ativar em determinado momento. Para tanto, faz-se necessário adquirir a disciplina e o respeito próprio para obtermos mais paz e mais foco dos nossos objetivos diários, sem nos dispersarmos tanto com o que vem de fora. Esse policiamento é essencial para que evitemos o stress e o esgotamento. Cultivando mídias de melhor qualidade, que entrem mais em ressonância (e harmonia) com os estados psíquicos que desejamos manter a maior parte do tempo, teremos maior qualidade de vida, mais felicidade, serenidade e, principalmente, individualidade.

Notas:

[1] Padrão vibratório pessoal: os átomos, que são os “tijolos”, segundo a Física clássica, que formam nossa realidade perceptiva, são formados por partículas que se mantém em constante movimento. Esse movimento causa uma propagação de ondas em todas as direções, pois o movimento vai sendo passado para os átomos dos arredores por indução. Como é em essência um movimento de oscilação ou vibração, daí o nome para o termo.

#Arte #cultura #Magia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-e-a-m%C3%ADdia

Os oito critérios para o controle da mente de Lifton

A seguinte transcrição, de Robert J. Lifton em seu The Future of Immortality and Other Essays for a Nucler Age (New York, Basic, 1987), é uma compreensiva explanação sobre os oito critérios, desenvolvidos por Lifton, que definem o controle da mente.

Mesmo que eles sejam mencionados em citações durante o texto, eu irei listá-los aqui para uma fácil identificação:

  • Controle ambiental
  • Manipulação mística” (ou espontaneidade planejada)
  • A demanda por pureza
  • O culto da confissão
  • Ciência sagrada
  • A sobrecarga da linguagem
  • Doutrina acima do indivíduo
  • Dispensa da existência

O ensaio de onde essa seleção é retirada chama-se “Cults: Religious Totalism and Civil Liberties.” Nele, Lifton estrutura seus comentários relacionando-os com o que ele chama de “Totalitarismo ideológico”, ambientado na expressiva reforma do pensamento chinês. Essa mudança veio ao conhecimento do autor através de seu contato com a Guerra da Coreia e suas consequências.

Controle Ambiental

A fenomenologia usada por mim, tempos atrás, para descrever o totalitarismo ideológico persiste em sua utilidade. Ainda que eu tenha escrito o livro que a descreve em 1960. Sua primeira característica é o “controle ambiental”, que é, essencialmente, o controle das comunicações inseridas no ambiente. Se o controle for extremamente intenso, ele se torna um controle internalizado – uma tentativa de administrar a comunicação interna dos indivíduos. Tal pretensão jamais é completamente alcançada, ainda que seja possível realizar grandes avanços nesse sentido. Em certas ocasiões, esse método foi chamado de “Visão do olho de Deus” – a convicção de que a realidade é uma exclusividade de determinado grupo. É evidente que esse tipo de processo cria conflitos no que diz respeito à anatomia individual: Em certos ambientes, a anatomia subjetiva se torna uma ameaça ao controle ambiental, quando desenvolvida ou realizada. O controle ambiental, quando inserido em ritos, tende a ser mantido e expresso de várias formas: processos de grupo, distanciamento de outras pessoas, pressão fisiológica, distanciamento geográfico, ausência de meios de transporte para outros locais e, em alguns casos, pressão psicológica. Com frequência, também ocorrem eventos, como seminários, aulas e encontros de grupo que costumam intensificar e aumentar o isolamento do grupo, tornando extremamente difícil – física e psicologicamente – para um indivíduo se desgarrar.

Esses ritos diferem-se entre si e criam padrões de totalitarismo, dependendo da sociedade em que estão inseridos. Por exemplo, os meios que foram usados para as reformas na China, estavam mais ou menos em acordo com o ethos social da época. Isso permitiu que indivíduos que estavam deixando-a ou movendo-se para dentro e para fora da própria China, ainda encontrassem reforços ideológico. Em contraste, seitas tendem a se tornar ilhas de totalitarismo, mesmo estando inseridas em sociedades completamente antagônicas e maiores que elas. Essa situação pode criar uma dinâmica própria; e na medida em que o controle ambiental for mantido, as necessidades são ampliadas devido a situação estrutural. Lideres de seitas muitas vezes devem aprofundar o seu controle e administrar condições ambientais mais sistematicamente, algumas vezes de modo mais enérgico, para manter a ilha de totalitarismo dentro do antagônico mundo externo.

A imposição de um intenso controle ambiental está intimamente ligado ao processo de mudança. (Isso explica parcialmente as súbitas mudanças da identidade que os jovens, que estivam inserido em alguma seita, são expostos abruptamente a influências alternativas.) É possível observar tais processos em jovens que sofrem uma drástica mudança em suas identidades primárias, sejam lá quais elas forem, e abraçam um sistema organizacional e um sistema de crenças adotados por determinadas seitas. Eu considero isso uma forma de duplicação: forma-se uma segunda identidade, que vive lado a lado com a primeira, porém distinguisse por ser completamente autômato. Obviamente, deve haver algum elemento conectivo entre as duas identidades – caso contrário, uma pessoa mediana não conseguiria viver – embora a automaticidade de cada uma delas seja impressionante. Quando o controle ambiental é intensificado, através de quaisquer meios de remoção, o indivíduo vindo do ambiente totalitarista tem algo de sua consciência anterior reafirmado. Essa dissociação pode ocorrer tanto voluntariamente quanto através da força (como, por exemplo, um membro da seita se movendo para o outro lado da mesa, para longe dos demais membros). As duas consciências existem simultânea e confusamente durante um tempo considerável. Talvez, esse período de transição seja o mais intenso, o mais psicologicamente doloroso e, potencialmente, o mais prejudicial.

Manipulação Mística

A segunda característica dos ambientes totalitaristas é a que eu chamo de “manipulação mística” ou “espontaneidade planejada”. É um processo sistemático que é planejado e administrado por cima (pela liderança) mas que parece ter surgido espontaneamente dentro do ambiente. O processo precisa aparentar não ser uma forma de manipulação, o que levanta questões filosóficas muito importantes. Alguns aspectos – como jejuar, cantar e se privar de sono – tem uma certa tradição e têm sido praticados por grupos religiosos através dos séculos. Existe um padrão, nesses grupos, onde afirma-se que determinado ser humano “escolhido” é o salvador ou a fonte de salvação. A manipulação mística pode ser continuada devido a esta qualidade especial, onde os líderes de tais cultos são vistos como mediadores para Deus. Os princípios centrados em Deus podem ser forçados e aclamados como únicos. Então, tal culto e suas crenças, se tornam o único e verdadeiro caminho para a salvação. Isso alicerceia a manipulação mística e, em muitos casos, justifica aqueles envolvidos com a sua promulgação, incluindo seus seguidores menos favorecidos.

Enquanto houver um líder, que se torna o centro da manipulação mística (ou a pessoa por quem o líder fala), haverá dois processos ocorrendo. O líder as vezes poderá ser mais real do que um deus abstrato e, portanto, mais atrativo para os membros da seita. Por outro lado, esse mesmo líder pode ser fonte de desilusão. Se acredita que Sun Myung Moon (fundador da Unification Church, cujo os membros são frequentemente referidos por “moonies”) possui ligações com a Agência Central de Inteligência da Coreia e essa informação é validada pelos membros da Unification Church. O relacionamento entre eles, cultistas e igreja, ficará prejudicado pela desilusão com o seu líder. Esse padrão não é tão literal quanto o de causa e efeito – mas, o que eu estou sugerindo, este modo de liderança possuí vantagens e desvantagens em termo de lealdade por parte dos seguidores.

Enquanto a manipulação mística direciona os membros de seitas para aquilo que chamo de psicologia do peão, ela também pode acarretar a legitimação da decepção (dos que não estão envolvidos no culto) – a “grande decepção” da Unification Church, embora existem padrões análogos em outros ambientes cultistas. Se um indivíduo não foi capaz de ver a luz, ele não se encontra no reino do culto. Ele está em um reino de trevas, logo, pode ser enganado para que se alcance propósitos maiores. Por exemplo: quando membros de determinadas seitas coletam fundos. Não seria errado da parte aqueles que fizeram a coleta abdicar suas afiliações com a seita quando lhes fosse pedido o dinheiro. Jovens tem sido a força motriz de determinados cultos sem ao menos serem notificados disso. O totalitarismo ideológico pode e irá, na maior parte das vezes, justificar a decepção.

Demanda por pureza

As próximas duas características do totalitarismo, a “demanda por pureza” e o “culto pela confissão” são familiares. A demanda por pureza pode criar uma qualidade maniqueísta nas seitas, assim como em grupos políticos e religiosos. Tal demanda clama pela separação radical entre os puros e os impuros, entre o bem e o mau, entre o dentro do ambiente e o dentro do indivíduo. A purificação absoluta é um processo contínuo. Com frequência, é institucionalizada tornando-se, através do processo de confissão, uma fonte de estimulação da culpa e da vergonha. Movimentos ideológicos, em quaisquer níveis de intensidade, tem um papel fundamental nos mecanismos de culpa e de vergonha. Tais mecanismos possibilitam uma intensa influência nos processos de mudanças que os indivíduos sofrem. Isto é feito através dos processos de confissão, que possuem uma estrutura própria. Sessões onde alguém confessa seus pecados são acompanhadas por determinados padrões de criticismo e de autocriticismo. Geralmente, esses padrões são transparecidos pelas dinâmicas dos grupos e através das atividades vistas como necessárias para o desenvolvimento de mudanças pessoais.

Culto da confissão

É possível se falar mais a respeito da ambiguidade e da complexidade desse processo. Camus observou que “autores de confissões escrevem especialmente para evitar a confissão, para não contar nada a respeito do que eles sabem. ” Talvez Camus tenha exagerado, mas ele está correto em sugerir que as confissões contêm uma diversificada mistura entre revelação e consentimento. Um jovem confessando vários pecados, cometidos em uma existência pré-seita ou pré-instituição, pode estar acreditando nos efeitos negativos de tais pecados e também tentando encobrir determinadas ideias e assuntos que ele está relutante em discutir. Confissões repetitivas são uma expressão de extrema arrogância feita em nome de uma aparente humildade. Novamente, Camus: “Eu pratico o ofício da penitência para se apto a me tornar juiz” e “quanto mais eu acuso a mim mesmo, mas eu tenho o direito de julgar você. ” Esse é o ponto central em qualquer processo de confissão, especialmente aqueles que ocorrem com grupos fechados.

Ciência sagrada

Os próximos três padrões que relaciono ao totalitarismo ideológico são “a ciência sagrada”, a “sobrecarga da linguagem” e o princípio da “doutrina acima do indivíduo. ” Esses padrões são praticamente autoexplicativos. Eu enfatizaria a ciência sagrada, pois, na atualidade, para que algo tenha validade é necessário que ele possua tanto características cientificas quanto espirituais para ele possa ter qualquer significado. A ciência sagrada oferece um segurança considerável aos jovens, já que a mesma tende a simplificar o mundo de modo magnifico. A Unification Church prossegue sendo um ótimo exemplo, embora não o único, da necessidade de se combinar o dogmático pensamento religioso com a ciência, incorporando as verdades que cercam o comportamento e a psicologia humana. No caso da Unification Church, essa pretensão de ser uma ciência humana abrangente é promovida através do envolvimento de proeminentes estudiosos (pagos com honrarias exorbitantes) em grandes simpósios que buscam enfatizar a unificação do pensamento; os participantes expressão seus pensamentos livremente, mais ainda assim, contribuem para a legitimação da áurea de intelectualidade de tais eventos.

Sobrecarga da linguagem

O termo “sobrecarga da linguagem” refere-se a busca de tornar literal da linguagem – fazendo, das palavras ou imagens, deus. Uma linguagem extremamente simplificada possuí um enorme apelo e um grande poder psicológico em seu processo de simplificação. Isso ocorre porque cada problema na vida de um indivíduo – e isso é extremamente complicado na vida dos jovens – pode ser reduzido a um único grupo de princípios que possuem coerência interna. O indivíduo pode alegar ser capaz de experimentar a verdade e senti-la. As repostas são acessíveis. Lionel Trilling chamou isso de “linguagem do não-pensamento”. Assim é chamada, devido aos clichês e as explicações simples dadas as reduzidas questões complexas que surgem.

Doutrina acima do indivíduo

O padrão da “doutrina acima do indivíduo” ocorre quando existe um conflito entre aquilo que um indivíduo está sentindo e aquilo que a doutrina ou dogma diz que ele deveria sentir. A mensagem internalizada em ambientes totalitaristas é que os indivíduos devem encontrar a verdade dentro dos dogmas dados e submeter suas experiências a essa verdade. Com frequência, o sentimento de contradição ou a submissão das experiências podem ser associados de modo imediato a culpa. Aquele que vive tais sentimentos é imediatamente condenado pelos demais (para que se possa manter o indivíduo dentro de uma doutrina) e rapidamente associa as mesmas sensações a culpa. O indivíduo é moldado para sentir o que dizem para ele sentir. A dúvida é a manifestação da maldade que existe dentro do indivíduo. Ainda assim, dúvidas, quando muito intensas, podem levar o indivíduo a se retirar. Essa é a grande dificuldade vivida pela maior parte das seitas; permitir filiação pode ser extremamente problemático.

Dispensa da existência

Finalmente, o oitavo, e talvez o mais geral e significativo dos princípios, é aquele que chamo de “dispensa da existência”. Esse princípio é usualmente usado como uma metáfora. Mas, se o indivíduo possui uma visão absoluta ou totalitária da verdade, aqueles que não foram capazes de enxergar a luz – não abraçaram a verdade, portanto, estão nas sombras – são atados pelo mal, tentados e não possuem o direto de existir. Existe uma dicotomia do “ser versus nada” aqui. Seres não legitimados devem ser afastados ou destruídos. Os indivíduos postos nessa segunda categoria de seres, que não tem o direito de existir, podem vir a experimentar psicologicamente um enorme medo de extinção interna ou até mesmo o colapso. Entretanto, quando um indivíduo é aceito, existe um gigantesco sentimento de honra por ele agora fazer parte de uma elite. Em condições mais violentas, a dispensa da existência, a abstenção do direto de existir, pode ser literal. Certas pessoas vão ser mortas devido suas crenças. Temos vários exemplos, como os que ocorreram na União Soviética e na Alemanha Nazista. No caso do suicídio em massa ocorrido no People’s Temple, localizado em Guyana, um único líder poderia presidir a dispensa da existência – ou da não existência –  literal, através do suicídio validado pela sua ideologia (autopsias posteriores mostraram que provavelmente houveram tantos assassinatos quanto suicídios). O impulso totalitarista de desenhar uma linha entre aqueles que tem o direto de viver e aqueles não devem viver – pensamento que ocorre em vários níveis – pode se tornar uma tentativa de resolver os problemas fundamentais da humanidade. E tais resolução, que envolvem totalitarismo e fundamentalismo, são potencialmente perigosas na Era Nuclear.

Eu devo dizer que, apensar desses problemas, nenhum desses processos é imutável. Um dos meus propósitos ao escrever sobre esses processos é contra-atacar a tendência cultural em negar que tais coisas existem. Outra razão é para desmistifica-los. Tornando-os compreensíveis, em termo do entendimento do comportamento humano.

Traduzido por Tauami de Paula

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/os-oito-criterios-para-o-controle-da-mente-de-lifton/

Mapa Astral da Madonna

Madonna Louise Veronica Ciccone (Bay City, 16 de agosto de 1958), mais conhecida como Madonna, é uma cantora, compositora, atriz, dançarina, empresária e produtora musical e cinematográfica norte-americana. Ela se mudou para Nova Iorque em 1977 para seguir a carreira na dança moderna.

Após se apresentar nos grupos musicais Breakfast Club e Emmy, ela lançou seu álbum de estreia em 1983. Em seguida, uma série de álbuns bem sucedidos a trouxeram popularidade, quebrando as barreiras do conteúdo lírico da música popular tradicional e da imagem em seus videoclipes, que se tornaram constantemente exibidos na MTV. Ao longo de sua carreira, várias de suas canções se tornaram bastante lembradas e executadas, entre elas “Like a Virgin”, “Papa Don’t Preach”, “Like A Prayer”, “Vogue”, “Frozen”, “Music”, “Hung Up” e “4 Minutes”. Madonna tem sido elogiada pela crítica por suas produções musicais diversificadas que servem ao mesmo tempo como meio de chamar atenção para controvérsias religiosas e sexuais.

Mapa Astral

O Mapa de Madonna possui Sol em Leão; Lua, Mercúrio e Ascendente em Virgem; Vênus em Leão-Câncer; Marte em Touro; Júpiter e Caput Draconis em Libra e Saturno em Sagitário. Seu Planeta mais forte é Júpiter em Libra.

Apesar da Madonna passar a imagem de porra-louca transgressora, pode-se perceber que ela é extremamente organizada, metódica e pé-no-chão. Sua imagem é cuidadosamente construída para chocar o suficiente para se manter sempre no estrelato.

Madonna possui Sol em Leão; Mercúrio e Ascendente em Virgem; característico de pessoas que nasceram para serem líderes. No caso dela, com estes planetas na Casa 12 (Espiritualidade) ela demonstraria vocação para se tornar uma líder religiosa… como assim?

A palavra “religião” tem sido muito mal utilizada tanto por crentes quanto por ateus. Entendendo “Religião” como “filosofia de vida”, desvinculando-se de deus ou deuses ou dogmas ou falta deles, pode-se dizer com boa dose de acerto que a Madonna foi uma criadora e organizadora de tendências, influenciando centenas de milhares de pessoas com sua maneira de ser. Vênus em Leão-Câncer (Cavaleiro de Bastões) na Casa 11 (grupos, amigos, pessoas) ajudou bastante a moldar esta característica de “carregar bandeiras” que ela possui e a facilidade enorme de entender o outro (Júpiter em Libra).

Agora que está mais velha, abraçou sua vocação mais espiritualista através da Cabalá.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-da-madonna

Método do gato demonio – 猫鬼法

Por Robson Bélli

[Nota do Editor: Apesar de tradicional e histórico este procedimento é inaceitável hoje em dia. Maltratar animais é crime no Brasil previsto pela lei nº 9.605/98. Nem o autor nem o portal incentivam ou apoia quaisquer atos criminosos.]

Esta é outra magia horrível proveniente da china antiga, provavelmente originaria da dinastia Han, ela consistia em criar um gato demônio para roubar e matar seus inimigos e concorrentes comerciais.

A magia era composta por um ritual muito simples, matar um gato estrangulado com as próprias mãos, então coloca-lo (o cadáver do gato) em um altar e adora-lo por 49 dias como um Deus, acendendo velas e fazendo oferendas ao gato morto e apodrecido no altar, então a partir dai, o espirito do gato se tornaria um demônio que serviria seu mestre fazendo que lhe fosse solicitado, após o período de adoração o gato morto poderia ser enterrado no quintal da casa de seu dono.

Um ponto fraco dessa magia é que tudo o que ocorresse a este gato ocorreria com o dono do mesmo, e a pessoa passava a ter apenas mais doze anos de vida sendo morto no final deste período pelo espirito do gato.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/metodo-do-gato-demonio-%e7%8c%ab%e9%ac%bc%e6%b3%95/

O Jardim de Epicuro

Há cerca de 2.300 anos caminhou sobre a antiga Grécia um pensador que alçou a felicidade ao centro da sua filosofia, e que segue em boa parte incompreendido até os dias atuais.

Epicuro nasceu em 341 a.C. na ilha de Samos, onde passou a infância e a juventude, tendo aprendido a filosofia platônica através do acadêmico Pânfilo. Com cerca de 18 anos, vai morar em Atenas, cidade natal de seu pai, a fim de cumprir os dois anos do treinamento militar obrigatório. Durante seu breve tempo de soldado, se torna amigo do futuro dramaturgo Menandro.

Tendo se mantido em Atenas, numa época em que tanto a Academia de Platão quanto o Liceu de Aristóteles ainda funcionavam em pleno vapor, encontrou oportunidade para continuar seus estudos. Após haver sido forçado a ir se juntar aos pais e outros colonos atenienses que haviam sido expulsos de Samos pelo sucessor de Alexandre Magno, vive por alguns anos na cidade de Colófon, na costa asiática.

Depois perambula por várias regiões da Grécia, quando já está colocando em prática a sua filosofia, e conquista pelo caminho diversos seguidores igualmente filósofos, como Pítocles, Heródoto e Meneceu, que o acompanham pelo resto da vida.

Em 306 a.C., finalmente regressa a Atenas, onde adquire uma ampla casa com um grande jardim, lá fundando a sua famosa escola, reconhecida pelos séculos como “O Jardim de Epicuro”. Tal escola, no entanto, era muito diferente da Academia ou do Liceu: nela, tanto mestres quanto discípulos costumavam conviver juntos a maior parte do tempo, não somente nas aulas de filosofia em si, mas também nos almoços e lanches, nas conversas e brincadeiras, e por vezes até mesmo na cama.

A doutrina de Epicuro, conhecida também como epicurismo, era basicamente centrada na importância do prazer e da felicidade no cotidiano da vida:

O prazer é o princípio e o fim da vida feliz. O homem que alega não estar ainda preparado para a filosofia ou afirma que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou se assemelha ao que diz que é jovem ou velho demais para ser feliz.

Obviamente, Epicuro foi tanto exaltado quanto apedrejado ao longo dos séculos, justamente pelo foco central que a felicidade tinha em sua filosofia. Mas, será que tanto os que o exaltaram quanto os que o demonizaram entenderam exatamente de que tipo de felicidade o pensador grego falava?

Epicuro considerava que a felicidade era sustentada em três pilares principais (desde que uma pessoa tivesse acesso aos bens mínimos para uma existência sadia, como moradia, alimentação e roupas):

A amizade

Quando fundou o seu Jardim em Atenas, Epicuro já convivia com um grupo inseparável de amigos, incluindo aí suas irmãs e esposas, embora não esteja tão claro se as mulheres participavam plenamente dos estudos filosóficos (algo já extremamente heterodoxo para a vida grega de então). Convivendo a maior parte das horas do dia ao lado de seus amigos e discípulos, Epicuro colocou em prática a parte mais essencial da sua filosofia:

De todas as coisas que nos oferecem a sabedoria para a felicidade de toda a vida, a maior é a aquisição da amizade. Antes de comer ou beber qualquer coisa, reflita com mais atenção sobre sua companhia do que sobre o alimento em si, pois que alimentar-se sem a companhia de um amigo é o mesmo que viver como um leão ou um lobo.

A liberdade

Epicuro e seus amigos fizeram uma segunda inovação radical. Para que não precisassem trabalhar para pessoas de quem não gostavam ou se submeter aos seus caprichos, se afastaram do mundo comercial ateniense e formaram o que poderia ser hoje descrito como uma comunidade autossustentável, cultivando seus próprios alimentos e abraçando um modo de vida mais simples, em troca de sua quase total independência financeira do resto da cidade.

Assim, como nenhum de seus amigos tampouco se envolveu com os negócios ou a política ateniense, não havia entre eles nenhum senso de status, nenhuma necessidade real de exibir posses nem conquistas materiais ou políticas.

A reflexão

Tais epicuristas talvez tenham formado a primeira comunidade hippie do mundo, mas é preciso lembrar que eles se dedicavam a filosofia todos os dias, que a sua felicidade era também algo sempre em construção.

Todos os frequentadores do Jardim eram encorajados a refletir. Muitos de seus amigos eram escritores. Segundo Diógenes Laércio, somente Metrodoro, por exemplo, teria escrito doze obras, entre elas: Sobre o caminho que conduz à sabedoria. Todas se perderam, infelizmente, juntamente com a quase totalidade dos cerca de 300 livros atribuídos exclusivamente ao próprio Epicuro (algumas poucas cartas nos restaram, como a famosa Carta sobre a felicidade, a Meneceu).

São famosas as reflexões epicuristas acerca dos deuses e da morte, por exemplo. Da morte, disse Epicuro na Carta a Meneceu:

Então, o mais terrível de todos os males, a morte, não significa nada para nós, justamente porque, quando estamos vivos, é a morte que não está presente; e, ao contrário, quando a morte está presente, nós é que não estamos. A morte, portanto, não é nada, nem para os vivos, nem para os mortos, já que para aqueles ela não existe, ao passo que estes não estão mais aqui.

Quanto aos deuses, ele acreditava que eles viviam noutro mundo, onde desfrutavam da felicidade divina, e que pouco se interessavam pelo nosso. Não caberia aos homens, portanto, temer ou se angustiar com os desígnios divinos, mas tão somente tê-los como modelos de bem-aventurança, modelos para o auxílio da busca do homem pelo estado de felicidade, e não como motivo para angústias inúteis. Neste sentido, Epicuro se aproximava dos atomistas, e chegou muito perto do que hoje é compreendido como agnosticismo teísta.

Afinal, Epicuro foi hedonista?

Embora muitas vezes pareça que Epicuro buscava o prazer a qualquer custo, a realidade estava bem distante disso. Os epicuristas na verdade buscavam um estado de espírito definido como Ataraxia. Neste estado, nos encontramos sem inquietações ou preocupações, e nosso ânimo em geral estará sempre equilibrado.

Epicuro acreditava sim na felicidade que adivinha de se estar com amigos na mesa, mas não precisava ser num banquete. De fato, o mero consumo de queijo, para os epicuristas do Jardim, era algo para ser celebrado somente de tempos em tempos. Ter queijo à mesa, portanto, já era considerado um luxo. O mesmo se estende para todo o resto dos chamados “bens materiais”:

Com relação aos desejos, alguns são naturais e necessários; outros são naturais e desnecessários. E há aqueles que não são nem naturais nem necessários.

O que é natural e necessário para a felicidade:

Casa, comida e roupa; Amigos; Liberdade; Reflexão filosófica.

O que é natural, mas desnecessário para a felicidade:

Palacete; Terma privada; Banquetes; Empregados; Peixe e carne.

O que não é nem natural nem necessário para a felicidade:

Fama; Poder político; Status.

Seguindo a essência dos ensinamentos de Epicuro, podemos imaginar nossa felicidade como um copo onde é necessário haver alguma água, talvez até pouco menos da metade, para que tenhamos alguma felicidade. Esta água corresponde a termos moradia, alimentação adequada, e algumas roupas para o convívio social básico. Dali em diante, podemos aumentar nossa felicidade na medida em que enchemos o copo com alguns luxos a mais, como uma alimentação mais elaborada, uma casa mais espaçosa e bem decorada etc. O que Epicuro nos afirma, no entanto, é que de nada adianta continuarmos enchendo o copo: a água vai simplesmente transbordar, e a nossa felicidade continuará inalterada.

Assim, se associarmos a água deste copo às nossas riquezas materiais, nós veremos que a partir de certo limite, um limite bem menor do que costumamos imaginar, o mero acúmulo de dinheiro não nos garantirá mais felicidade alguma…

Se quisermos realmente ser felizes, é bom que saibamos que há algo que vale muito mais do que o dinheiro, algo que é realmente capaz de nos preencher de entusiasmo e alegria perenes: o amor – seguido da liberdade e da reflexão.

***

Bibliografia
Carta sobre a felicidade, a Meneceu, Epicuro (UNESP); As consolações da filosofia, Alain de Botton (Rocco); Epicuro e a felicidade, documentário de Alain de Botton para a BBC.

Crédito das imagens: [topo] Antal Strohmayer, O Jardim dos filósofos (1834); [ao longo] raph; Google Image Search.

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-jardim-de-epicuro

Banho de purificação para Magia Salomonica

Robson Belli

I. Salmos penitenciais

Antes de entrar na banheira e diga os seguintes salmos nesta mesma ordem 27, 14, 69, Êxodo 15:1, Salmo 106:

Salmo 27

 O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei temor? O Senhor é o meu forte refúgio; de quem terei medo?

Quando homens maus avançarem contra mim para destruir-me, eles, meus inimigos e meus adversários, é que tropeçarão e cairão.

Ainda que um exército se acampe contra mim, meu coração não temerá; ainda que se declare guerra contra mim, mesmo assim estarei confiante.

Uma coisa pedi ao Senhor, é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação no seu templo.

Pois no dia da adversidade ele me guardará protegido em sua habitação; no seu tabernáculo me esconderá e me porá em segurança sobre um rochedo.

Então triunfarei sobre os inimigos que me cercam. Em seu tabernáculo oferecerei sacrifícios com aclamações; cantarei e louvarei ao Senhor.

Ouve a minha voz quando clamo, ó Senhor; tem misericórdia de mim e responde-me.

A teu respeito diz o meu coração: “Busque a minha face! ” A tua face, Senhor, buscarei.

Não escondas de mim a tua face, não rejeites com ira o teu servo; tu tens sido o meu ajudador. Não me desampares nem me abandones, ó Deus, meu salvador!

Ainda que me abandonem pai e mãe, o Senhor me acolherá.

Ensina-me o teu caminho, Senhor; conduze-me por uma vereda segura por causa dos meus inimigos.

Não me entregues ao capricho dos meus adversários, pois testemunhas falsas se levantam contra mim, respirando violência.

Apesar disso, esta certeza eu tenho: viverei até ver a bondade do Senhor na terra.

Espere no Senhor. Seja forte!

Coragem! Espere no Senhor.

 Salmo 14

Diz o tolo em seu coração: “Deus não existe”. Corromperam-se e cometeram atos detestáveis; não há ninguém que faça o bem.

O Senhor olha dos céus para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, alguém que busque a Deus.

Todos se desviaram, igualmente se corromperam; não há ninguém que faça o bem, não há nem um sequer.

Será que nenhum dos malfeitores aprende? Eles devoram o meu povo como quem come pão, e não clamam pelo Senhor!

Olhem! Estão tomados de pavor! Pois Deus está presente no meio dos justos.

Vocês, malfeitores, frustram os planos dos pobres, mas o refúgio deles é o Senhor.

Ah, se de Sião viesse a salvação para Israel! Quando o Senhor restaurar o seu povo, Jacó exultará! Israel se regozijará!

Salmo 69

Salva-me, ó Deus!, pois as águas subiram até o meu pescoço.
Nas profundezas lamacentas eu me afundo, não tenho onde firmar os pés. Entrei em águas profundas; as correntezas me arrastam.
Cansei-me de pedir socorro; minha garganta se abrasa. Meus olhos fraquejam de tanto esperar pelo meu Deus.

Os que sem razão me odeiam são mais do que os fios de cabelo da minha cabeça; muitos são os que me prejudicam sem motivo, muitos, os que procuram destruir-me. Sou forçado a devolver o que não roubei.
Tu bem sabes como fui insensato, ó Deus; a minha culpa não te é encoberta.

Não se decepcionem por minha causa aqueles que esperam em ti, ó Senhor, Senhor dos Exércitos! Não se frustrem por minha causa os que te buscam, ó Deus de Israel!

Pois por amor a ti suporto zombaria, e a vergonha cobre-me o rosto.

Sou um estrangeiro para os meus irmãos, um estranho até para os filhos da minha mãe;
pois o zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim.
Até quando choro e jejuo, tenho que suportar zombaria; quando ponho vestes de lamento, sou motivo de piada.

Os que se ajuntam na praça falam de mim, e sou a canção dos bêbados.

Mas eu, Senhor, no tempo oportuno, elevo a ti minha oração; responde-me, por teu grande amor, ó Deus, com a tua salvação infalível!
Tira-me do atoleiro, não me deixes afundar; liberta-me dos que me odeiam e das águas profundas.
Não permitas que as correntezas me arrastem, nem que as profundezas me engulam, nem que a cova feche sobre mim a sua boca!
Responde-me, Senhor, pela bondade do teu amor; por tua grande misericórdia, volta-te para mim.

Não escondas do teu servo a tua face; responde-me depressa, pois estou em perigo.

Aproxima-te e resgata-me; livra-me por causa dos meus inimigos.
Tu bem sabes como sofro zombaria, humilhação e vergonha; conheces todos os meus adversários.

A zombaria partiu-me o coração; estou em desespero! Supliquei por socorro, nada recebi, por consoladores, e a ninguém encontrei.

Puseram fel na minha comida e para matar-me a sede deram-me vinagre.

Que a mesa deles se lhes transforme em laço; torne-se retribuição e armadilha.

Escureçam-se os seus olhos para que não consigam ver; faze-lhes tremer o corpo sem parar.

Despeja sobre eles a tua ira; que o teu furor ardente os alcance.

Fique deserto o lugar deles; não haja ninguém que habite nas suas tendas.

Pois perseguem aqueles que tu feres e comentam a dor daqueles a quem castigas.

Acrescenta-lhes pecado sobre pecado; não os deixes alcançar a tua justiça.

Sejam eles tirados do livro da vida e não sejam incluídos no rol dos justos.

Grande é a minha aflição e a minha dor! Proteja-me, ó Deus, a tua salvação!

Louvarei o nome de Deus com cânticos e proclamarei sua grandeza com ações de graças;
isso agradará o Senhor mais do que bois, mais do que touros com seus chifres e cascos.

Os necessitados o verão e se alegrarão; a vocês que buscam a Deus, vida ao seu coração!
O Senhor ouve o pobre e não despreza o seu povo aprisionado.

Louvem-no os céus e a terra, os mares e tudo o que neles se move, pois Deus salvará Sião e reconstruirá as cidades de Judá. Então o povo ali viverá e tomará posse da terra; a descendência dos seus servos a herdará, e nela habitarão os que amam o seu nome.

Êxodo 15:1

Então Moisés e os israelitas entoaram este cântico ao Senhor: “Cantarei ao Senhor, pois triunfou gloriosamente. Lançou ao mar o cavalo e o seu cavaleiro!

Salmo 106

Aleluia! Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre.

Quem poderá descrever os feitos poderosos do Senhor, ou declarar todo o louvor que lhe é devido?

Como são felizes os que perseveram na retidão, que sempre praticam a justiça!

Lembra-te de mim, Senhor, quando tratares com bondade o teu povo; vem em meu auxílio quando o salvares, para que eu possa testemunhar o bem-estar dos teus escolhidos, alegrar-me com a alegria do teu povo, e louvar-te junto com a tua herança.

Pecamos como os nossos antepassados; fizemos o mal e fomos rebeldes.

No Egito, os nossos antepassados não deram atenção às tuas maravilhas; não se lembraram das muitas manifestações do teu amor leal e rebelaram-se junto ao mar, o mar Vermelho.

Contudo, ele os salvou por causa do seu nome, para manifestar o seu poder.

Repreendeu o mar Vermelho, e este secou; ele os conduziu pelas profundezas como por um deserto.
Salvou-os das mãos daqueles que os odiavam; das mãos dos inimigos os resgatou.

As águas cobriram os seus adversários; nenhum deles sobreviveu.
Então creram nas suas promessas e a ele cantaram louvores.

Mas logo se esqueceram do que ele tinha feito e não esperaram para saber o seu plano.

Dominados pela gula no deserto, puseram Deus à prova nas regiões áridas.

Deu-lhes o que pediram, mas mandou sobre eles uma doença terrível.

No acampamento tiveram inveja de Moisés e de Arão, daquele que fora consagrado ao Senhor.

A terra abriu-se, engoliu Data e sepultou o grupo de Abirão; fogo surgiu entre os seus seguidores; as chamas consumiram os ímpios.

Em Horebe fizeram um bezerro, adoraram um ídolo de metal.

Trocaram a Glória deles pela imagem de um boi que come capim.

Esqueceram-se de Deus, seu Salvador, que fizera coisas grandiosas no Egito, maravilhas na terra de Cam e feitos temíveis junto ao mar Vermelho.

Por isso, ele ameaçou destruí-los; mas Moisés, seu escolhido, intercedeu diante dele, para evitar que a sua ira os destruísse.

Também rejeitaram a terra desejável; não creram na promessa dele.

Queixaram-se em suas tendas e não obedeceram ao Senhor.

Assim, de mão levantada, ele jurou que os abateria no deserto
e dispersaria os seus descendentes entre as nações e os espalharia por outras terras.

Sujeitaram-se ao jugo de Baal-Peor e comeram sacrifícios oferecidos a ídolos mortos; provocaram a ira do Senhor com os seus atos, e uma praga irrompeu no meio deles.

Mas Finéias se interpôs para executar o juízo, e a praga foi interrompida.

Isso lhe foi creditado como um ato de justiça que para sempre será lembrado, por todas as gerações.

Provocaram a ira de Deus junto às águas de Meribá; e, por causa deles, Moisés foi castigado; rebelaram-se contra o Espírito de Deus, e Moisés falou sem refletir.

Eles não destruíram os povos, como o Senhor tinha ordenado,
em vez disso, misturaram-se com as nações e imitaram as suas práticas.

Prestaram culto aos seus ídolos, que se tornaram uma armadilha para eles.

Sacrificaram seus filhos e suas filhas aos demônios.

Derramaram sangue inocente, o sangue de seus filhos e filhas sacrificados aos ídolos de Canaã; e a terra foi profanada pelo sangue deles.
Tornaram-se impuros pelos seus atos; prostituíram-se por suas ações.
Por isso acendeu-se a ira do Senhor contra o seu povo e ele sentiu aversão por sua herança.

Entregou-os nas mãos das nações, e os seus adversários dominaram sobre eles.

Os seus inimigos os oprimiram e os subjugaram com o seu poder.

Ele os libertou muitas vezes, embora eles persistissem em seus planos de rebelião e afundassem em sua maldade.

Mas Deus atentou para o sofrimento deles quando ouviu o seu clamor.

Lembrou-se da sua aliança com eles, e arrependeu-se, por causa do seu imenso amor leal.

Fez com que os seus captores tivessem misericórdia deles.

Salva-nos, Senhor, nosso Deus! Ajunta-nos dentre as nações, para que demos graças ao teu santo nome e façamos do teu louvor a nossa glória.
Bendito seja o Senhor, o Deus de Israel, por toda a eternidade. Que todo o povo diga: “Amém! ” Aleluia!

II. O exorcismo da Água

Com a mão estendida sobre a agua:

Eu lhe exorcizo, oh criatura água, pelo que lhe criou e lhe reuniu em um lugar para que a terra seca aparecesse, para que descubra todos os enganos do inimigo e para que afastem de você todas as impurezas e sujeiras de todos os espíritos do mundo dos fantasmas, para que não me provoquem dano, pela virtude de Deus Todo-Poderoso que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

III. O Banho

Então poderá começar a se lavar completamente no banho dizendo:

MERTALIA, MUSALIA, DOPHALIA, ONEMALIA, ZITANSEIA, GOLDAPHAIRA, DEDULSAIRA, GHEVIALAIRA, GHEMINAIRA, GEGROPHEIRA, CEDAHI, GILTHAR, GODIEB, EZOIIL, MUSIL, GRASSIL, TAMEN, PUERI, GODU, HUZNOTH, ASTACHOTH, TZABAOTH, ADONAI, AGLA, ON, EL, TETRAGRAMMATON, SHEMA, ARESION, ANAPHAXETON, SEGILATON, PRIMEUMATON.

IV. Aspersão

Pegue o hissopo e faça a aspersão de agua da arte em si mesmo após o banho enquanto recita o salmo 51:7.

Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

Depois disto se pega o sal para o (segundo) banho (agora com agua da arte) e o abençoa dizendo:

A BENÇÃO DO SAL

A benção do Pai Todo-Poderoso esteja sobre esta criatura sal, e que toda a malignidade e impedimento sejam afastados daqui, e que todo o bem entre aqui, porque
sem você não pode viver o homem, pelo que o abençoo e lhe invoco para que me ajude.

Em seguida deve recitar sobre o sal o:

Salmo 103

           Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nenhum de seus benefícios.

Ele é o que perdoa todas as tuas iniqüidades, que sara todas as tuas enfermidades, Que redime a tua vida da perdição; que te coroa de benignidade e de misericórdia, Que farta a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a da águia.

O Senhor faz justiça e juízo a todos os oprimidos.

Fez conhecidos os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.

Misericordioso e piedoso é o Senhor; longânimo e grande em benignidade.

Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira.
Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades.

Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem.

Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.

Assim como um pai se compadece de seus filhos, assim o Senhor se compadece daqueles que o temem.

Pois ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó.
Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce.

Passando por ela o vento, logo se vai, e o seu lugar não será mais conhecido.

Mas a misericórdia do Senhor é desde a eternidade e até a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos;
Sobre aqueles que guardam a sua aliança, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprir.
O Senhor tem estabelecido o seu trono nos céus, e o seu reino domina sobre tudo.

Bendizei ao Senhor, todos os seus anjos, vós que excedeis em força, que guardais os seus mandamentos, obedecendo à voz da sua palavra.
Bendizei ao Senhor, todos os seus exércitos, vós ministros seus, que executais o seu beneplácito.

Bendizei ao Senhor, todas as suas obras, em todos os lugares do seu domínio; bendize, ó minha alma, ao Senhor.

Êxodo 15

            Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

O Senhor é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei.

O Senhor é homem de guerra; o Senhor é o seu nome.

Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército; e os seus escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho.

Os abismos os cobriram; desceram às profundezas como pedra.
A tua destra, ó Senhor, se tem glorificado em poder, a tua destra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo;
E com a grandeza da tua excelência derrubaste aos que se levantaram contra ti; enviaste o teu furor, que os consumiu como o restolho.

E com o sopro de tuas narinas amontoaram-se as águas, as correntes pararam como montão; os abismos coalharam-se no coração do mar.

O inimigo dizia: Perseguirei, alcançarei, repartirei os despojos; fartar-se-á a minha alma deles, arrancarei a minha espada, a minha mão os destruirá.

Sopraste com o teu vento, o mar os cobriu; afundaram-se como chumbo em veementes águas.

Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, admirável em louvores, realizando maravilhas?

Estendeste a tua mão direita; a terra os tragou.

Tu, com a tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste; com a tua força o levaste à habitação da tua santidade.

Os povos o ouviram, eles estremeceram, uma dor apoderou-se dos habitantes da Filístia.

Então os príncipes de Edom se pasmaram; dos poderosos dos moabitas apoderou-se um tremor; derreteram-se todos os habitantes de Canaã.
Espanto e pavor caiu sobre eles; pela grandeza do teu braço emudeceram como pedra; até que o teu povo houvesse passado, ó Senhor, até que passasse este povo que adquiriste.
Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da tua herança, no lugar que tu, ó Senhor, aparelhaste para a tua habitação, no santuário, ó Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.
O Senhor reinará eterna e perpetuamente;
Porque os cavalos de Faraó, com os seus carros e com os seus cavaleiros, entraram no mar, e o Senhor fez tornar as águas do mar sobre eles; mas os filhos de Israel passaram em seco pelo meio do mar.
Então Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças.
E Miriã lhes respondia: Cantai ao Senhor, porque gloriosamente triunfou; e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro.
Depois fez Moisés partir os israelitas do Mar Vermelho, e saíram ao deserto de Sur; e andaram três dias no deserto, e não acharam água.
Então chegaram a Mara; mas não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas; por isso chamou-se o lugar Mara.
E o povo murmurou contra Moisés, dizendo: Que havemos de beber?
E ele clamou ao Senhor, e o Senhor mostrou-lhe uma árvore, que lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali lhes deu estatutos e uma ordenança, e ali os provou.
E disse: Se ouvires atento a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os teus ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, nenhuma das enfermidades porei sobre ti, que pus sobre o Egito; porque eu sou o Senhor que te sara.
Então vieram a Elim, e havia ali doze fontes de água e setenta palmeiras; e ali se acamparam junto das águas.

 Em seguida deve deixar o banho e se vestir com as vestimentas de linho branco e
limpo, e sobre ela porá as vestimentas das que falaremos no capítulo próprio, e vestido
desta maneira irá completar o trabalho.

V. Exorcismo das vestes

Com a mão estendida sobre as vestes:

Pelo mistério figurativo desta vestimenta vestir-me-ei com os paramentos da salvação na força do mais elevado, AMIDOS THEODINIAS ANITOR de ANCOR AMACOR; que meus desejos possam ser cumpridos pela vossa mão, ó ADONAI!
A quem pertencem o louvor e a glória para sempre e sempre mais!
Amém!

Enquanto se veste você deve recitar os seguintes salmos: 102

Salmo 102

ADONAI, ouve a minha oração, e chegue a ti o meu clamor.

Não escondas de mim o teu rosto no dia da minha angústia, inclina para mim os teus ouvidos; no dia em que eu clamar, ouve-me depressa.

Porque os meus dias se consomem como a fumaça, e os meus ossos ardem como lenha.

O meu coração está ferido e seco como a erva, por isso me esqueço de comer o meu pão.

Por causa da voz do meu gemido os meus ossos se apegam à minha pele.
Sou semelhante ao pelicano no deserto; sou como um mocho nas solidões.

Vigio, sou como o pardal solitário no telhado.

Os meus inimigos me afrontam todo o dia; os que se enfurecem contra mim têm jurado contra mim.

Pois tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida,

Por causa da tua ira e da tua indignação, pois tu me levantaste e me arremessaste.

Os meus dias são como a sombra que declina, e como a erva me vou secando.

Mas tu, Adonai, permanecerás para sempre, a tua memória de geração em geração.

Tu te levantarás e terás piedade de Sião; pois o tempo de te compadeceres dela, o tempo determinado, já chegou.

Porque os teus servos têm prazer nas suas pedras, e se compadecem do seu pó.

Então os gentios temerão o nome do Adonai, e todos os reis da terra a tua glória.

Quando o Adonai edificar a Sião, aparecerá na sua glória.

Ele atenderá à oração do desamparado, e não desprezará a sua oração.

Isto se escreverá para a geração futura; e o povo que se criar louvará ao Adonai.

Pois olhou desde o alto do seu santuário, desde os céus o Adonai contemplou a terra,

Para ouvir o gemido dos presos, para soltar os sentenciados à morte;
Para anunciarem o nome do Adonai em Sião, e o seu louvor em Jerusalém,
Quando os povos se ajuntarem, e os reinos, para servirem ao Adonai.
Abateu a minha força no caminho; abreviou os meus dias.

Dizia eu: Meu Deus, não me leves no meio dos meus dias, os teus anos são por todas as gerações.

Desde a antiguidade fundaste a terra, e os céus são obra das tuas mãos.
Eles perecerão, mas tu permanecerás; todos eles se envelhecerão como um vestido; como roupa os mudarás, e ficarão mudados.

Porém tu és o mesmo, e os teus anos nunca terão fim.

Os filhos dos teus servos continuarão, e a sua semente ficará firmada perante ti.

Salmo 51

 Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.

Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado.

Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.

Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.

Eis que em iniqüidade fui formado, e em pecado me concebeu minha mãe.

Eis que amas a verdade no íntimo, e no oculto me fazes conhecer a sabedoria.

Purifica-me com hissopo, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.

Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.

Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades.

Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto.

Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo.

Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.

Então ensinarei aos transgressores os teus caminhos, e os pecadores a ti se converterão.

Livra-me dos crimes de sangue, ó Deus, Deus da minha salvação, e a minha língua louvará altamente a tua justiça.

Abre, Senhor, os meus lábios, e a minha boca entoará o teu louvor.

Pois não desejas sacrifícios, senão eu os daria; tu não te deleitas em holocaustos.

Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.

Faze o bem a Sião, segundo a tua boa vontade; edifica os muros de Jerusalém.

Então te agradarás dos sacrifícios de justiça, dos holocaustos e das ofertas queimadas; então se oferecerão novilhos sobre o teu altar.

Salmo 111

Louvai ao SENHOR. Louvarei ao SENHOR de todo o meu coração, na assembléia dos justos e na congregação.
Grandes são as obras do Senhor, procuradas por todos os que nelas tomam prazer.

A sua obra tem glória e majestade, e a sua justiça permanece para sempre.

Fez com que as suas maravilhas fossem lembradas; piedoso e misericordioso é o Senhor.

Deu mantimento aos que o temem; lembrar-se-á sempre da sua aliança.

Anunciou ao seu povo o poder das suas obras, para lhe dar a herança dos gentios.

As obras das suas mãos são verdade e juízo, seguros todos os seus mandamentos.

Permanecem firmes para todo o sempre; e são feitos em verdade e retidão.

Redenção enviou ao seu povo; ordenou a sua aliança para sempre; santo e tremendo é o seu nome.

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; bom entendimento têm todos os que cumprem os seus mandamentos; o seu louvor permanece para sempre.

Salmo 119:97

Oh! quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia.

 Salmo 114

Quando Israel saiu do Egito, e a casa de Jacó de um povo de língua estranha, Judá foi seu santuário, e Israel seu domínio.

O mar viu isto, e fugiu; o Jordão voltou para trás.

Os montes saltaram como carneiros, e os outeiros como cordeiros.

Que tiveste tu, ó mar, que fugiste, e tu, ó Jordão, que voltaste para trás?

Montes, que saltastes como carneiros, e outeiros, como cordeiros?

Treme, terra, na presença do Senhor, na presença do Deus de Jacó.
O qual converteu o rochedo em lago de águas, e o seixo em fonte de água.

Salmo 126

Quando o SENHOR trouxe do cativeiro os que voltaram a Sião, estávamos como os que sonham.

Então a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cântico; então se dizia entre os gentios: Grandes coisas fez o Senhor a estes.

Grandes coisas fez o Senhor por nós, pelas quais estamos alegres.

Traze-nos outra vez, ó Senhor, do cativeiro, como as correntes das águas no sul.

Os que semeiam em lágrimas segarão com alegria.

Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.

Salmo 139

SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.

Tu sabes o meu assentar e o meu levantar; de longe entendes o meu pensamento.

Cercas o meu andar, e o meu deitar; e conheces todos os meus caminhos.

Não havendo ainda palavra alguma na minha língua, eis que logo, ó Senhor, tudo conheces.

Tu me cercaste por detrás e por diante, e puseste sobre mim a tua mão.
Tal ciência é para mim maravilhosíssima; tão alta que não a posso atingir.

Para onde me irei do teu espírito, ou para onde fugirei da tua face?
Se subir ao céu, lá tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que tu ali estás também.

Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,
Até ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.

Se disser: Decerto que as trevas me encobrirão; então a noite será luz à roda de mim.

Nem ainda as trevas me encobrem de ti; mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa;

Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe.
Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem.

Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.

E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles!

Se as contasse, seriam em maior número do que a areia; quando acordo ainda estou contigo.

Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio; apartai-vos portanto de mim, homens de sangue.

Pois falam malvadamente contra ti; e os teus inimigos tomam o teu nome em vão.

Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te odeiam, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti?
Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por inimigos.

Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.

E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.

VI. Encerramento

 Depois do qual recitará a seguinte oração:

ORAÇÃO
EL, forte e maravilhoso, eu lhe bendigo, lhe adoro, lhe glorifico, lhe invoco, lhe dou as graças deste banho para que esta água possa ter a possibilidade de afastar de mim todas as impurezas e concupiscência de coração, por você, oh santo ADONAI, e possa lograr todas as coisas, por você que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos e  colaborador fixo do projeto Morte Súbita inc.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/banho-de-purificacao-para-magia-salomonica/