Os 72 shikigamis – 鎮宅霊符

Por Robson Bélli

Shikigamis são servidores, e espíritos locais criados pelos magistas japoneses com base no momento que são feitos (usando a astrologia) e consagrados também da mesma maneira com os mesmos critérios.

O feitiço deve ser escrito em um papel virgem de arroz devidamente purificado pela fumaça de um incenso de Hossenko ou Hakubaikou, consagrado para tal fim em nome de Inari Okami, feita sua consagração no primeiro dia do ano novo chinês, a tinta nanquim nunca deve ter sido usada anteriormente sendo nova e consagrada para esta magia especificamente purificado pelo incenso consagrado a Ryujin, e a agua usada para dissolver o Nankin deve ter sido colhida de fonte natural durante a lua nova (consagrada a Owatatsumi), devendo estes feitiços serem feitos a meia noite do segundo dia de lua cheia.

O pincel (Fude) deve ser feito de pelos de cavalo ou raposa (estes últimos são muitíssimo raros nos dias de hoje) obrigatoriamente e seu cabo de bamboo genuíno, e o pincel deve ser consagrado a Amaterassu, assim seus decretos tendem a ser obedecidos.

Todo esse ritual deve ser feito sob a luz do luar.

Quanto tiver todos os itens devidamente consagrados, no dia e hora adequados faça um banimento japonês do pentagrama, ajoelhe-se e comece a escrever o feitiço, (nesta noite você poderá escrever quantos feitiços você quiser, desde que sejam do mesmo tipo), ao finalizar o ultimo, o magista deve segurar um papel em riste com o indicador e dedo médio da mão direita, dizendo o nome do feitiço, que são por sua vez as palavras de ativação, e ao final emitir um sonoro Yoshhhh, enquanto queima este ultimo papel feito na noite, assim ativando o feitiço e o espirito servidor demoníaco conhecido em japonês como Shikigami.

Abaixo segue uma lista dos nomes dos shikigamis que são suas devidas palavras de ativação, o nome também da uma boa dica de para que eles servem.

Contatos com o autor para duvidas: robsonbelli@hotmail.com

<霊的浄化>purificação espiritual

 

01 鳴動

02 混迷

03 執着

04 怪風

05 水濁

06 節制

07 陰陽

08 悲観

09 凶悪

10 予感

11 憑依

12 安定

13 警戒

14 門戸

15 精霊

16 運命

17 万物

18 邪霊

19 雷光

20 清浄

21 血濁

22 恐怖

23 塚

24 怨恨

25 百怪

26 転換

 

<健康> saude

27 長命

28 体調

29 獣害

30 治癒

31 木霊

32 感染

33 生

34 百雑

35 睡眠

36 痛苦

37 繁栄

38 長患

39 衰弱

 

<仕事>

Trabalho

 

40 効率

41 商財

42 悪夢

43 成功

44 出世

45 龍神

46 不正

47 雇用

48 失敗

49 事業

50 失業

 

<人間関係> relações humanas

 

51 孤独

52 口舌

53 攻撃

54 人脈

55 家族

56 悪評

57 和

58 使役

59 墓

60 蛇

61 精気

62 姓名

63 夫婦

 

<金運>

Dinheiro

 

64 詐欺

65 富貴

66 不運

67 資産

68 財宝

69 訴訟

70 賊

71 損害

72 投資

 

Pronuncias romanizadas

 

01 Meidō

02 konmei

03 shūchaku

04 kai-fū

05 mizu nigo

06 sessei

07 onmyō

08 hikan

09 kyōaku

10 yokan

11 hyōi

12 antei

13 keikai

14 monko

15 seirei

16 unmei

17 banbutsu

18 yokoshima rei

19 raikō

20 seijō

21 chi nigo

22 kyōfu

23 dzuka

24 enkon

25 hyaku kai

26 tenkan

 

 

 

 

27 chōmei

28 taichō

29 jūgatsu

30 chiyu

31 kodama

32 kansen

33 nama

34 hyaku zatsu

35 suimin

36 tsūku

37 han’ei

38 nagawazura

39 suijaku

 

 

 

40 kōritsu

41-shō-zai

42 akumu

43 seikō

44 shusse

45 Ryūjin

46 fusei

47 koyō

48 shippai

49 jigyō

50 shitsugyō

 

 

 

51 kodoku

52 kōzetsu

53 kōgeki

54 jinmyaku

55 kazoku

56 akuhyō

57 wa

58 shieki

59 haka

60 hebi

61 seiki

62 seimei

 

 

 

63 fūfu

< kin’un >

64 sagi

65 fūki

66 fuun

67 shisan

68 zaihō

69 soshō

70 zoku

71 songai

72 tōshi

 

 

 

 

 


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/os-72-shikigamis-%e9%8e%ae%e5%ae%85%e9%9c%8a%e7%ac%a6/

Os Alquimistas e a Ciência

Com a ramificação, deteriorização e alienação dos conhecimentos da fonte, muitas coisas foram  levadas ao extremo do egoísmo, fazendo com que essas verdades fossem encobertas por fantasias daqueles que não queriam procurar a legitima essência a partir de analógias precisas.

Eis que conseqüentemente surgiu uma manifestação predominante da razão sectária credológica. Nisto, em muitos dos casos, aos leigos principalmente, foi imposta uma lei de aceitação inquestionável das teses teogônicas, onde a primordial ciência tinha sido subjugada pelos dogmas das formalizadas instituições que assumiram o termo de religião.

Com o ocorrido, muitos se revoltaram e, consequentemente, problematizaram e elaboraram uma base de estudos separados do sagrado e espiritual; confundiram a essência do saber com as cascas dogmáticas e fantasiosas dos credos ideológico. Com isso, essas pessoas voltaram-se para uma razão e supervalorização de uma lógica empírica, materialista e, em determinados caos, fanática.

Então, eis que surgiu a era da critica da razão pura, o iluminismo e o apreço há um materialismo que naquele momento (e em outros) mostrava mais coisas óbvias e palpáveis do que a religiosidade que oprimia, condenava, e matava em nome de um deus.

A ciência que surgia nesse período foi se formulando e tornando-se mais separada ainda do meio transcendente. Nessas transformações, de um lado prevaleceu a lógica material, e de outro ficou em seu canto a razão espiritual.

Com a repercussão dessa cisão, predominou as partes palpáveis e quantificáveis dessa ciência, ocorrendo isso com a astrologia que deu nascimento a astronomia (provavelmente com sua cisão no século XVII) e da alquimia que gerou a química. Hoje boa parte, com algumas exceções, das ditas ciências estudadas nas academias e escolas são de cunho limitados aos aspectos fatídicos do dia a dia.

Dentro desse contexto e, levando em conta a figura do Alquimista ou estudante de Alquimia, temos que ele é, em sua natureza, um cientista, pois o mesmo precisa entender o processo de transmutação física/química e elemental para que com isso venha tirar proveito desse conhecimento e utilizar isto em seu processo de transmutação interior para a tão almejada obtenção da Grande Obra, que só poderá ser obtida através da harmonia entre o que esta em cima (O interior, logos superior) com o que esta embaixo (O exterior, o mundo fatídico e a natureza).

Já o cientista, quando somente se reporta à dita ciência limitada, é somente um cientista, pois ao aceitar o limite cientifico, e somente seu caráter positivista, estará se tornando apenas um físico ou um químico, geneticista, etc. Mas, se o mesmo é aderente a essa união que antes era inseparável, ele se enquadra há uma condição de estudante ou ao nível dos assim chamados alquimistas adeptos.

Temos como exemplo de Alquimista cientista o célebre Isaac Newton. O mesmo transitou pelas ditas ciências ocultas, mas com objetivos bem pragmáticos e com instrumental digno de um pesquisador sério. Suas investidas pela alquimia levaram a importantes descobertas para a química moderna. Mas tudo que foi apresentado por Newton foi exposto sob um ponto de vista lógico em seus resultados mas não deixam de ser conteúdos embasados em teorias alquímicas e transcendentais. Porém, a ciência dita limitada de hoje, em muito dos casos, teve (tem) a intenção de somente expor aquilo que pode ser usado como algo de valor desde que possa ser separada de seus aspectos mau compreendido pelas massas.

Newton, em seus estudos da astrologia, reconheceu o seu valor e auxílio em relação a capacidade de enxergar o universo de forma mais aberta, culminando em conclusões importantes para a astronomia.

Em parte, sofremos a influencia do iluminismo de Voltaire (que segundo alguns era ligado ao  Rosacrucianismo), que nos deu em destaque e visibilidade somente o teor racionalista de Isaac  Newton. O outro lado da questão é devido à ultra-especialização de nossa cultura – o físico  detém-se apenas à sua formação para compreender Newton, o químico idem, já o estudante ou  o próprio alquimista sabe que para compreender a verdadeira forma de como obter a Magnus  Opus é priori se impor acima de todas essas bases e unificá-las juntamente com o  Transcendental, desde que esse não seja em totalidade algo dogmático.

 Por isso que em muitos círculos Herméticos onde o Mestre instruía seu discípulo nas artes  Alquímicas prevalecia a seguinte prelazia:

“ORA, LEGE, LEGE, RELEGE, LABORA ET INVENIER”

(ORE, LÊ, LÊ, RELÊ, TRABALHE E ENCONTRARÁS) 

Podemos conferir em pesquisas que grandes cientistas foram exímios alquimistas, e que suas descobertas por terem tido uma grande importância para a evolução da ciência moderna, só foram expostas e reconhecidas em aspectos e funções que condiziam com ao que era aceito pela massa cientifica e limitada.

Dentre esses sábios, temos não somente Newton, mas também…

Santo Alberto Magno: 1193 – 1280 – conseguiu preparar o hidróxido de potássio e descreveu a composição química de diversos compostos, como o cinábrio, o alvaiade e o mínio;

Paracelso: 1493 – 1541- o primeiro a se referir a luz astral nos meios alquímicos, chegou a identificar o zinco como um novo metal, com propriedades diferentes das até então conhecidas, pioneiro na utilização medicinal dos compostos químicos e, além disso, descobriu varias formas de tratar doenças que assolavam a Europa no século XVI;

Roger Bacon: 1214 – 1294 – Pioneiro em enfatizar a possibilidade de utilização de lentes ópticas para aumentar objetos pequenos;

Raimundo Lúlio: 1233- 1316 – Alquimista que com maestria preparou o bicarbonato de potássio;

Giambattista della Porta: 1535- 1615 – preparou o óxido de estanho II

Abu Musa Jabir ibn Hayyan: 721– 815 – também conhecido pelo nome latino Geber, o primeiro a desenvolver um processo de destilação perfeito, alquimista islâmico proeminente, além de farmacêutico, filósofo, astrônomo, e físico. Ele também foi chamado de “o pai de química árabe” pelos europeus.

Maria, a Judia (ou Maria, a Profetisa): uma antiga filósofa grega e famosa alquimista que viveu no Egito por volta do ano 273 a.C.. dizem que viveu na época de Aristóteles (384–322 a.C.); suposta criadora do banho-maria;

Carl Gustav Jung: 1875 – 1961 – Incorporou os conceitos e simbologia da alquimia a psicologia analítica, comprovando a relação entre a arte da transmutação com a constituição da psique humana, através de seus arquétipos em interação com um inconsciente coletivo.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-alquimistas-e-a-ci%C3%AAncia

Mapa Astral de Stephen King

Quase que eu deixei passar…

Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor estadunidense, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema.

Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações), Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre.

O Mapa de Stephen King traz Sol e Vênus em Virgem-Libra; Mercúrio e Netuno em Libra; Lua em Sagitário; Ascendente cravado em Câncer-Leão (Cavaleiro de Bastões); Marte em Câncer, Júpiter em Escorpião, Saturno em Leão e Caput Draconis em Touro-Gêmeos (Rei de Espadas).

O Mapa indica alguém que tem uma facilidade enorme em entender o semelhante, em escrever e vender qualquer idéia sob o ponto de vista de outra pessoa. Esta facilidade é ampliada pela Lua em Sagitário, indicando uma sede de conhecimentos em ambiente acadêmico ou dentro de qualquer carreira que escolhesse. Sua facilidade para trabalhar com emoções e criatividade o levou para escrever romances (mas ele seria com certeza um excelente publicitário com estas características) e, desenvolvendo sua Verdadeira Vontade, se aproxima cada vez mais do “Rei das Palavras” (Rei de Espadas).

Bem interessante a maneira como ele enxerga a vida e trabalha seus contos de maneira virginiana (suas descrições minuciosas e precisas, bem como sua maneira particular de trabalhar as palavras).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-stephen-king

Os Novos Planetas e a Kabbalah

Olá crianças,

Nesta semana, muitos têm me escrito perguntando como ficará a estrutura da Árvore da Vida ou a Astrologia e os Mapas Astrais com a descoberta dos novos planetas no Sistema Solar. Muitos debates na internet e diversas opiniões em conflito, mas a resposta para esta pergunta é muito simples:

A Árvore da Vida não muda em absolutamente NADA. A descoberta de novos lagos na Antártida não faz com que o mapa da cidade de São Paulo mude. Todo o conhecimento dentro da Árvore da Vida cresce de acordo com que evoluímos nossa consciência. Durante muitos anos, Daath esteve associado ao Planeta Saturno, que representava os limites daquilo que conhecemos. Acima de Daath ficavam o “Zodíaco” e o ” Prime Mobile”, as estrelas fixas… originalmente observado por Hiparco em 128 DC, e oficialmente reconhecido em 1783, Urano passou a representar Binah como o limite;

Quando Galileu previu a existência de Netuno, em 1612, este passou a representar os limites do conhecimento na magia, coincidindo com a organização e estruturação do Método Científico como conhecemos hoje. Oficialmente reconhecido em 1846, por muito tempo Netuno representou esse abismo final entre o Conhecimento (Urano) e a espiritualidade (Netuno). Em 1930, o Planeta Plutão foi observado por Clyde Tombaugh e incorporado primeiramente como o limite extremo da Árvore (quem segue os estudos de Aleister Crowley verá que ele coloca Plutão em Kether) até ser colocado corretamente como Daath, onde está sua correspondência até os dias atuais.

E os Novos Planetas?
Além da esfera de Netuno (Kether) existe um segundo cinturão de Asteróides, chamado de Cinturão de Kuiper. Este cinturão é cerca de 20 a 200 vezes maior que o cinturão de asteróides que temos entre Marte e Júpiter e contém inúmeros planetas menores (entre eles Ixion, Orcus, Haumea, Makemake, Quaoar, Varuna, Eris e Sedna) e, agora em 2016, um planeta novo recém descoberto com 10 vezes o tamanho da Terra.
Plutão tem um período orbital de 248 anos; Ixion 249; Orcus 245 anos; Varuna 281 anos; Haumea 284 anos; Quaoar 285 anos; Makemake 309 anos, Eris 509 anos e Sedna aproximadamente 11.400 anos (sim, onze MIL anos!)

Por isso, podem ficar tranquilos que a Astronomia ainda deve descobrir dezenas, talvez centenas de novos planetas no próximo século, mas nenhum deles trará absolutamente nada de novo para os estudos da Árvore da Vida neste planeta. Invencionices esquisotéricas não faltarão, especialmente em relação a estes novos planetas, embora volto a lembrar que NENHUM deles passa pelo nosso plano zodiacal, portanto, é impossível dizer algo do tipo “Ixion em Gêmeos” ou “Sedna em Capricórnio”… simplesmente para quem tem o mínimo do mínimo de estudos, não faz o menor sentido!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-novos-planetas-e-a-kabbalah

Mapa Astral de Jorge Amado

Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Salvador, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.

Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres. A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.

Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa.

O Mapa de Jorge Amado possui Sol em Leão, Lua em Câncer, Vênus em Leão-Virgem (Rei de Moedas); Mercúrio e Marte em Virgem (na Casa 3, da comunicação), Júpiter em Sagitário, Saturno em Gemeos-Touro (Rei de Espadas), Ascendente em Gêmeos e Caput Draconis em Áries. Seu Planeta mais forte é Mercúrio em Virgem, com 4 Aspectações fortes, sendo a Principal aspectação a quadratura com Saturno (em Gêmeos) que vai indicar uma das relações mais interessantes de seu mapa: a Facilidade em escrever.

Lua em Câncer, eu já falei em diversos mapas, é a lua das mães, das enfermeiras e dos poetas; indica a energia de lidar e cuidar dos sentimentos dos outros e colocar as emoções dos outros em suas mãos. Combinando esta energia com qualidades metódicas virginianas (Mercúrio e Marte… pensamento organizado e vontade organizada, ambas na casa 3, das comunicações) temos alguém com uma facilidade enorme de redigir estratégias e cultivar o emocional dos leitores… alguém capaz de trabalhar as palavras de maneira bastante complexa e ao mesmo tempo penetrar fundo na essência emocional do leitor.

Júpiter em Sagitário indica uma facilidade acima da média de observar o mundo ao redor e agarrar oportunidades. Normalmente encontrado em pessoas “sortudas”, na verdade mostra pessoas com uma facilidade natural para observar os mecanismos da realidade e entender como estas oportunidades se manifestam. No caso do escritor, ele utilizou esta facilidade para compreender a natureza humana e retratá-la de maneira profunda em seus livros.

Saturno em Gêmeos-Touro (Gêmeos a 2,54 graus, ou seja, ainda com influencias da energia taurina; posição que, na Astrologia Hermética, é chamado de Rei de Espadas) trabalha a energia da comunicação e profundidade de maneira rigorosa e responsável. A casa 12 é da espiritualidade (Jorge Amado se classificava como “um materialista que adora o Candomblé”, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô (protetor do terreiro; um dos títulos honorários mais importantes do Candomblé no Rio de Janeiro).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-jorge-amado

Nefilin

Num diálogo retirado do capítulo “Serafim” da popular série de TV, Arquivo X, a investigadora do FBI Dana Scully, depois de deparar-se com um serafim, consulta um padre para que lhe esclareça a respeito do que viu:

Dana Scully: Eu vi um homem com roupa negra. Ele tinha 4 faces, não eram humanas.

Padre: (…) É um Serafim um anjo de 4 faces. Uma de anjo, 1 de leão, 1 de águia e uma de touro. Na história o anjo desce do céu e gera 4 filhos em uma, mortal. Os filhos são os Nefelin , os caídos, tem almas de anjos mas não deveriam existir, são deformados atormentados. Então Deus envia o Serafim à Terra para levar de volta as almas dos Nefelin, para evitar que o demônio as reinvindique.

Dana Scully: Como foram levadas?

Padre: Elas foram levadas pelo brilho de sua face. Olhar para um Serafim em toda sua glória é entregar a alma ao céu.

Dana Scully: Acha que foi isso o que vi?

Padre: Não, acho que o que viu foi uma fantasia de sua imaginação. (…) Nephelin é uma história. O texto no qual parece nem é reconhecido pela igreja.

Essa é uma das poucas vezes em que a incrédula agente Scully – e não Fox Mulder – toma a iniciativa em afirmar a existência de algo ainda não provado pela ciência, o que da um destaque maior desse capítulo, em relação ao restante da série. Também em nome de sua fé católica ela deixa que a última das 4 crianças (que possuíam deformações como estrutura óssea para suporte de asas, seis dedos nos pés e nãos, etc.) tenha o mesmo destino das outras, que ao olhar para o serafim morreram com seus olhos queimados. De qualquer forma a lenda dos Nefilin faz parte da antiga mitologia judaica.

O livro da Gênese assinala a união fecunda dos Benei-ha-Elohim ou filhos dos deuses, com as filhas dos homens: Misterioso casamento do qual nasceu a grande raça dos gibborim, ou dos nephilim:

«6. Filhos de Deus e filhas dos homens – Quando os homens começaram a ser numerosos sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas e tomaram como mulheres todas as que lhes agradaram. Iahweh disse: “Meu espírito não se responsabilizará indefinidamente pelo homem, pois ele é carne; não viverá mais que cento e vinte anos.” Ora, naquele tempo (e também depois), quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens e estas lhes davam filhos, os Nefilim habitavam sobre a terra; estes homens famosos foram os heróis dos tempos antigos.»

O episódio dos “filhos de Deus”, que se casaram com as “filhas dos homens”, é de tradição javista. O capítulo 6 é provavelmente um fragmento que se adicionou para fornecer uma motivação moral à história do dilúvio, derivada de versões mesopotâmicas nas quais essa motivação inexiste. Embora no Gênesis não esteja claro que os nefilins fossem maus, assim eles foram considerados nos livros apócrifos da época do Segundo Templo. O livro apocalíptico dos Jubileus conta que os Sentinelas (anjos) vieram para a Terra e depois pecaram, mas que seu príncipe, Samael, teria tido a permissão de Yaveh para atormentar a humanidade. Entretanto, o judaísmo posterior e quase todos os primeiros escritores eclesiásticos viram nesses “filhos de Deus” anjos culpados. Nos Livros de Enoch, esse episódio aparece como tendo sido uma desobediência à Deus. Os últimos compiladores do capítulo 6 provavelmente conheciam a história completa relatada em Enoch, com detalhes sobre os filhos nascidos da união entre anjos e mulheres, “que são chamados espíritos sobre a terra” pois a citação Bíblica foi obviamente influenciada por este livro, do qual temos um fragmento de sua forma mais antiga, em aramaico, o manuscrito de Damasco, descoberto no inverno de 1896-97 numa genizah ou esconderijo secreto de uma comunidade hebraica do Cairo e publicada, pela primeira vez, sob o título de Documento de Damasco, em 1910. O texto completo, em português, aparece no apêndice de “Os Documentos do Mar Morto”, de Burrows, de onde tiramos a citação que se segue:

«III – E, agora, ouvi-me, meus filhos, que eu descerrarei os vossos olhos para que possais escolher aquilo que Ele ama e desprezar tudo aquilo que odeia, para poderdes caminhar perfeitamente em todos os Seus caminhos e não errardes seguindo impulsos culposos ou deitando olhares de fornicação. Porque muitos foram os que se desviaram e homens fortes e valorosos aí escorregaram, tanto outrora como hoje. Caminhando com a rebelião nos corações, caíram os próprios guardas dos céus, a tal chegados porque não observavam os mandamentos de Deus, tendo caído também os seus filhos, cuja estatura atingia também a altura dos cedros e cujos corpos se assemelhavam a montanhas. Todo o ser vivo que se encontrava em terra firme, caiu, sim, e morreu, e foram como se não tivessem sido, porque procediam conforme a sua vontade e não observavam os mandamentos do seu Criador, de maneira que a cólera de Deus se inflamou contra eles.

IV – assim se perderam os filhos de Noé e as suas tribos e assim foram aniquilados.»

Ainda nos textos de Qumram, do século II a.C., vamos encontrar outro documento antigo, o pergaminho de Lameque, contando uma história semelhante. Como o rolo só se conservou em fragmentos, faltam agora no texto frases e sentenças inteiras. O que restou, entretanto, é suficiente singular para ser relatado. Diz ele, que certo dia Lameque, pai de Noé, voltando para casa de uma viagem de mais de nove meses, foi surpreendido pela presença de um menino pequenino que, por seu aspecto físico externo em absoluto não se enquadraria na família. Lameque levantou pesadas acusações contra sua mulher Bat-Enosh e afirmou que aquela criança não se originara dele. Bat-Enosh se defendeu, jurando por tudo que lhe era sagrado que o sêmem só poderia ser dele, do pai Lameque, pois na ausência do marido ela não teve o menor contato com nenhum soldado, nem de um estranho nem de um dos “filhos do céu”. E ela implorou:

«Ó meu senhor… juro… esse sêmem proveio de ti, de ti proveio a concepção, de ti a plantação do fruto que não é de um forasteiro, nem de um guarda, tampouco de um filho do céu…»

Não obstante, Lameque não acreditou nas juras de sua mulher e, desassossegado até o fundo de sua alma, partiu para pedir conselho a seu pai Matusalém, a quem relatou o caso familiar que tanto o deprimia. Matusalém ouviu, meditou e como não chegou a tirar conclusão alguma, por sua vez, pôs-se a caminho para consultar o sábio Enoque. Aquele assunto de família estava causando tal alvoroço que o velho enfrentou os incômodos de uma longa viagem a fim de por a limpo a origem do garoto. Enoque ouviu o relato de Matusalém, contando como, de um céu cem nuvens, de repente caiu um menino, de aspecto físico externo menos parecido com o dos mortais comuns, e mais semelhante a um filho de pai celeste, cujos olhos, cabelos, pele, em nada se enquadrava na família.

O sábio Enoque escutou o relato e mandou o velho Matusalém de volta, com a notícia alarmante de que um grande juízo punitivo sobreviria, atingindo a Terra e a humanidade; toda a “carne” seria aniquilada, por ser suja e perversa. No entanto, falou Enoque, ele, Matusalém, deveria ordenar ao seu filho Lameque que ficasse com o menino e lhe desse o nome de Noé, pois o pequeno Noé teria sido escolhido para ser o progenitor daqueles que sobreviveriam ao grande juízo universal. Matusalém viajou de volta, informou seu filho sobre tudo o que estaria para vir e Lameque finalmente aceitou a criança como sua.

A Biblioteca de Enoch:

O “Livro de Enoch” é um texto apócrifo escrito por volta de 200 a.C. [Os livros apócrifos judaicos circulavam entre os judeus durante os séculos imediatamente anteriores e posteriores ao início da era cristã. Os mais importante de todos estes era os Livros de Enoch.]

Na verdade, o Livro de Enoch era uma coletânea de diversas obras literárias, que apareciam todas sob o nome de Enoch mas que teriam sido escritas por diferentes autores. Tudo indica que o livro era bastante conhecido até o século XVIII, mas não sabemos quantos deles existem. O livro das Similitudes (ou segredos) de Enoch menciona um total de 360 livros. Uma verdadeira biblioteca cuja existência dificilmente poderá algum dia ser comprovada. Sabemos que com certeza existem três: O Enoque I ou Enoque Etíope; o Enoque Eslavo ou Livro dos Segredos de Enoque e o Enoque Hebreu. Há uma vaga referência a um Enoque IV, feita numa epístola a Barnabás, datada do século II da nossa Era. [Talvez queira-se considerar também o pergaminho de Lameque como uma seqüência das histórias contadas pelo patriarca Enoch]. Infelizmente, esses textos ficaram perdidos durante séculos, só sendo redescobertos em épocas recentes, a maior parte em fragmentos.

Alguns fragmentos do Livro de Enoque, já conhecido, mas escrito em aramaico, foram descobertos nas célebres grutas de Quamram, no Mar Morto [ver o Manuscrito de Damasco]. Por isso há quem especule a existência de uma versão original mais antiga, escrita em hebraico. Uma outra versão conhecida como Os Segredos de Enoch ou II Enoch, foi descoberta na Rússia, em um texto eslavo, e traduzida para o inglês no século XIX; Esta foi provavelmente escrita no Egito no princípio da era cristã e fala da viagem de Enoch através das diferentes cortes do Paraíso.

Uma de sua versões foi encontrada na Abissínia. Havia sido escrita no idioma etíope, por isso ficou conhecido como Enoch Etíope ou I Enoch. O Enoque Etíope é conhecido de forma completa na Europa desde 1773, quando o explorador inglês James Bruce trouxe três cópias, que foram rapidamente difundidas; mas a primeira publicação de excertos do texto etíope de Enoque, o qual, é o único integral remanescente, só ocorreu em 1800. A primeira tradução completa foi publicada por Richard Laurence em Oxford no ano de 1821, gerando novos debates em torno da velha questão: Se os “filhos de Deus” que tiveram relações sexual com mulheres eram de fato anjos. O estudo filológico mostrou que estes originais foram escritos por volta do ano 400 da nossa Era e em grego. A queda dos anjos é contada no texto da seguinte forma:

VI – 1. Quando outrora aumentou o número dos filhos dos homens, nasceram-lhes filhas bonitas e amoráveis. Os Anjos, filhos do céu, ao verem-nas, desejaram-nas e disseram entre si: “Vamos tomar mulheres dentre as filhas dos homens e gerar filhos!” 2. Disse-lhes então o seu chefe Semjaza: “Eu receio não queiras realizar isso, deixando-me no dever de pagar sozinho o castigo de um grande pecado”. Eles responderam-lhe em coro: “Nós todos estamos dispostos a fazer um juramento, comprometendo-nos a uma maldição comum mas não abrir mão do plano, e sim executa-lo”. 3. Então eles juraram conjuntamente, obrigando-se a maldições que a todos atingiram. Eram ao todo duzentos os que, nos dias de Jared, haviam descido sobre o cume do monte Hermon. Chamaram-no Hermon porque sobre ele juraram e se comprometeram a maldições comuns. 4. Assim se chamavam os seus chefes: Semjaza, o superior de todoseles, Arakiba, Rameel, Kokabiel, Tamiel, Ramiel, Danel, Ezekeel, Narakijal, Azael, Armaros, Batarel, Ananel, Sakeil, Samsapeel, Satarel, Turel, Jomjael e Sariel. Eram esses os chefes de cada grupo de dez.

VII – 1. Todos os demais que estavam com eles tomaram mulheres, e cada um escolheu uma para si. Então começaram a freqüentá-las e a profanar-se com elas. E eles ensinavam-lhes bruxarias, exorcismos e feitiços, e familiarizavam-nas com ervas e raizes. 2. Entrementes elas engravidaram e deram à luz a gigantes de 3.000 côvados de altura. Estes consumiram todas as provisões de alimentos dos demais homens. E quando as pessoas nada mais tinham para dar-lhes os gigantes voltaram-se contra elas e começaram a devorá-las. 3. Também começaram a atacar os pássaros, os animais selvagens, os repteis e os peixes, rasgando com os dentes as suas carnes e bebendo o seu sangue. Então a terra chamou contra os monstros.

VIII – 1. Azazel ensinou aos homens a confecção de espadas, facas escudos e armaduras, abrindo os seus olhos para os metais e para a maneira de trabalha-los. Vieram depois os braceletes, os adornos diversos, o uso dos cosméticos, o embelezamento das pálpebras, toda sorte de pedras preciosas e a arte das tintas. 2. Eassim grassava uma grande impiedade; eles promoviam a prostituição, conduziam aos exessos e eram corruptos em todos os sentidos. Semjaza ensinava os esconjuros e as poções de feitiços, Armaros a dissipação dos esconjuros, Barakijal a astrologia, Kokabel a ciência das constelações, Ezekeel a observação das nuve3ns, Arakiel os sinais da terra, Samsiel os sinais do sol e Sariel as fases da lua. 3. Quando os homens se sentiram prestes a serem aniquilados levantaram um grande clamor, e seus gritos chegaram ao céu.

IX – 1. Então Michael, Uriel, Raphael e Gabriel olharam do alto do céu e viram a quantidade de sangue derramado sobre a terra e todas as desgraças que sobrevieram (…) 2. Então eles falaram ao Senhor dos mundos: “(…) 4. Tu vês o que foi perpetrado por Azazel, como ele ensinou sobre a terra toda espécie de transgressões, revelando os segredos eternos do céu, forçando os homens ao seu conhecimento; assim procedeu Semjaza, a quem conferiste o comando sobre os seus subalternos. 5. “Eles procuraram as filhas dos homens sobre a terra, deitaram-se com elas e tornaram-se impuros; familiarizaram-nas com toda sorte de pecados. As mulheres pariram gigantes e, em conseqüência, toda a terra encheu-se de sangue e de calamidades.” 6. “Agora clamam as almas dos que morreram, e o seu lamento chega às portas do céu. Os seus clamores se levantam ao alto, e em face de toda a impiedade que se espalhou sobre a terra não podem cessar os seus queixumes.” 7. “E Tu sabes de tudo, antes mesmo que aconteça. Tu vês tudo isso e consentes. Não nos dizes o que devemos fazer.”

X – 1. Então o Altíssimo, o Santo, o Grande, tomou a palavra e enviou Uriel ao filho de Lamech, com a ordem seguinte: “Dize-lhe, em meu nome: ‘Esconde-te’, e anuncia-lhe o fim próximo! Pois o mundo inteiro será destruído; um dilúvio cobrirá toda a terra e aniquilará tudo o que sobre ela existe.” 2. “Comunica-lhe que ele poderá salvar-se, e que seus descendentes serão mantidos por todas as gerações do mundo!” 3. E a Raphael disse o senhor: “Amarra Azazel de mãos e pés e lança-o nas trevas! Cava um buraco no deserto de Dudael e atira-o ao fundo! Deposita pedras ásperas e pontiagudas por baixo dele e cobre-o de escuridão! Deixa-o permanecer lá para sempre e veda-lhe o rosto, para que não veja a luz!” 4. “No dia do grande Juízo ele deverá ser arremessado ao tremendal de fogo! Purifica a terra, corrompida pelos Anjos, e anuncia-lhe a Salvação, para que terminem seus sofrimentos e não se percam todos os filhos dos homens, em virtude das coisas secretas que os Guardiões revelaram e ensinaram aos seus filhos! Toda a terra está corrompida por causa das obras transmitidas por Azazel. A ele atribui todos os pecados!” 5. E a Gabriel disse o Senhor: “Levanta a guerra entre os bastardos, os monstros, os filhos das prostitutas e extirpa-os do meio dos homens, juntamente com todos os filhos dos Guardiões! Instiga-os uns contra os outros, para que na batalha se eliminem mutuamente! Não se prolongue por mais tempo a sua vida! Nenhum rogo dos pais em favor dos seus filhos deverás ser atendido; eles esperam ter vida para sempre, e que cada um viva quinhentos anos.” 6. A Michael disse o Senhor: “Vai e põe a ferros Semjaza e os seus sequazes, que se misturam com as mulheres e com elas se contaminaram de todas as suas impurezas!” 7. “Quando os seus filhos se tiverem eliminado mutuamente, e quando os pais tiverem presenciado o extermínio dos seus amados filhos, amarra-os por sete gerações nos vales da terra, até o dia do seu julgamento, até o dia do juízo final!” 8. “Nesse dia, eles serão atirados ao abismo de fogo, na reclusão e no tormento, onde ficarão encerrados para todo o sempre. E todo aquele que for sentenciado à condenação eterna seja juntado a eles, e seja com eles mantido em correntes, até o fim de todas as gerações.” 9. “Extermina os espíritos de todos os monstros, juntamente com todos os filhos dos Guardiões, porque eles maltrataram os homens! Purga a terra de todo ato de violência! Toda obra má deve ser eliminada! Que floresça a árvore da Verdade e da Justiça. (…)”

VII – 1. Enoch (…) havia estado junto dos Guardiões e transcorreu os seus dias na companhia dos Santos. 2. (…) Então os [Santos] Guardiões me chamaram, a mim Enoch, o Escriba, e disseram-me: “Enoch, tu, o Escriba da Justiça, vai e anuncia aos Guardiões do céu que perderam as alturas do paraíso e os lugares santos e eternos, que se corromperam com mulheres à moda dos homens, que se casaram com elas, produzindo assim grande desgraça sobre a terra; anuncia-lhes: ‘Não encontrareis nem paz nem perdão’. Da mesma forma como se alegram com seus filhos, presenciarão também o massacre dos seus queridos, e suspirarão com a desgraça. Eles suplicarão sem cessar, mas não obterão nem clemência nem paz!”

Alguns estudiosos tem certeza de que esse livro foi escrito originalmente em hebraico, outros julgam que a língua original foi o aramaico e outros tantos acreditam que algumas partes foram escritas em hebraico e outras em aramaico. A primeira parte do Enoch etíope (caps. 1-36) tem uma importância imensa, pois remonta provavelmente a c. 300 a.C. e aos primeiros livros da Bíblia. Uma das fontes antigas usadas pelos últimos revisores do Gênesis era semelhante a fonte utilizada mais integralmente em I Enoch.

A queda dos anjos vista pelos cristãos:

A tradição da queda dos anjos estava espalhada e existia na época do nascimento do cristianismo no Egito. Ainda hoje persiste na Síria, no Egito e na Etiópia, onde existem igrejas cristãs muito diferentes das nossas. Atualmente, a Igreja Cristã da Etiópia, ou Igreja Copta, mantém o Livro de Enoque em sua Bíblia, como documento oficial. Entre demais cristãos atuais é considerado apócrifo, o que não é de estranhar. Os primeiros padres da Igreja, e os principais pensadores cristãos dos três primeiros séculos conheciam Enoch. Também a Bíblia não era a que conhecemos. Até o século IV, Enoch fazia parte do ainda mal definido cânone. Familiar aos judeus e primeiros cristãos, Enoch foi um texto sagrado autêntico para Judas, Clemente, Barnabé, Tertuliano e outros primeiros padres (embora Jerônimo e Orígenes fizessem ressalvas). A influência desse livro foi tamanha que ele chegou citado até mesmo por críticos pagãos, como Celso, que estudou as Escrituras.

Como já visto anteriormente, na mais antiga tradição judaico-cristã, o pecado dos Anjos-caídos foi a luxúria e não o orgulho. Os Nefilins foram criação da união sexual entre anjos lúbricos e mulheres. Essa interpretação influente apresentada por muitos dos primeiros padres da Igreja é uma razão para Enoch ter sido posteriormente excluído do cânone. Eis o que os primeiros padres escreveram: Justino, martirizado em Roma em 165 d.C., explicou que alguns anjos violaram a ordem apropriada das coisas, cederam a impulsos sexuais e tiveram relações com mulheres, cujos filhos agora chamamos de demônios. [26] Esses demônios são a causa de assassinatos, adultérios e todos os outros males. Atenágoras, outro apologista cristão grego, escreveu (em 177) que o Diabo foi criado por Deus exatamente como Ele criara os demais anjos. O homem possui o livre-arbítrio para escolher entre bem e mal, e o mesmo vale para os anjos. O homem possui o livre-arbítrio para escolher entre bem e mal, e o mesmo vale para os anjos. Mas no passado alguns anjos sentiram desejo por virgens, tornaram-se escravos da carne, tiveram relações sexuais com elas e nasceram-lhes filhos que eram gigantes. Junto com as almas desses gigantes, os anjos que caíram do Céu assombram o ar e a terra; são os demônios que vagam pelo mundo. [27] Clemente de Alexandria, outro apologista importante, foi um pensador flexível e sutil na virada do século II. Condenado no século IX como herege pelo patriarca ilegalmente consagrado Fócio, Clemente foi eliminado do martirológio romano. Ele supôs que as verdades da filosofia grega haviam sido roubadas pelos gregos dos hebreus. Tanto os textos gregos como os hebreus misturam verdade e erro, sendo o Diabo a origem da confusão. Em última análise, argumentou clemente, todas as verdades da filosofia provêm dos anjos caídos; essa idéia deriva de Enoch. Um dos mais extraordinários apologistas cristãos foi o grande polemista Tertuliano (155-220 d.C.) Como a maioria dos criativos primeiros padres, Tertuliano converteu-se na meia-idade. “Pode alguém ser mais douto, mais perspicaz do que Tertuliano?”, perguntou Jerônimo. Muitos termos “técnicos” cristãos usados hoje em latim foram cunhados por Tertuliano; pecado original, vitium originis, é um exemplo. Nada do que ele escreveu é inexpressivo, e a maior parte de seus textos conserva uma influência considerável. Esse vigoroso líder da Igreja norte-africana juntou-se aos montanistas, um rígido grupo de ascetas que acreditava na revelação progressiva, ensinamento condenado pela Igreja. Tertuliano, como Clemente, acreditava que os anjos celestes que tinham mantido relações sexuais com as filhas dos homens, tal como descrito em Enoch, revelaram muitas artes secretas, inclusive o mistério do kohl. Em prosa evocativa, Tertuliano serve-se de uma sentença de Enoch (cap. 8) e a expande para explicar que os anjos caídos ensinaram às mulheres:

«A radiância de pedras preciosas que com que se ornam colares em cores várias, os braceletes de ouro que envolvem seus braços, as preparações coloridas que se usam para tingir lã, e o pó negro […] para realçar a beleza de seus olhos.»

Tertuliano fez inúmeras referências a Enoque. Em sua célebre Apologia, por exemplo, ele interpreta o Gênesis à luz de Enoch. Interpretaram o texto ao pé da letra e julgaram que o pecado do Diabo foi o desejo sexual. Apesar de tudo, no século V santo Agostinho afirmou, confiante: “Não há dúvida quanto ao fato de esses ‘anjos’ serem homens, e não, como crêem alguns, criaturas diferentes de homens”. Em nossa época, assim como na de santo Agostinho, quando as pessoas dizem “não há dúvida”, geralmente há… Santo Agostinho argumenta que os “filhos de Deus” eram anjos apenas no espírito, por isso se permitiram a perda da graça. Antes da queda, essas pessoas potencialmente superiores tiveram filhos não em conseqüência de seu arrebatamento sexual, mas com o intuito de “povoar de cidadão a cidade de Deus”:

«Seja como for, eu nem sonharia em crer que foram os santos anjos de Deus a sofrer tal queda no presente caso […] e não é preciso apelar para os textos que se apresentam sob o nome de Henoch e contêm as fábulas sobre gigantes [nem] a alguns textos sob os nomes de vários profetas e apóstolos que são divulgados por hereges.»

Enoch tornou-se um instrumento de hereges. Mas o que santo Agostinho não nos diz – e que de fato apenas estudos recentes revelaram – é que algumas seções desse livro, nos quais se mencionam gigantes, haviam sido “apropriadas” ou “tomadas antecipadamente” pelos mesmos maniqueístas que haviam ensinado santo Agostinho e a quem este depois repudiou. Bastou que santo Agostinho estigmatizasse esse livro como herético para que ele ficasse eficazmente enterrado por um milênio.

Mas o problema não estava inteiramente resolvido. Havia ainda um fragmento da queda dos anjos no Gênese que desde então passou a ser considerado pelos exegetas, como de difícil compreenção. As questões perturbadoras levantadas pelos leitores eram evidentes… Que grandes atrativos poderia ter o próprio paraíso se um expressivo grupo de 200 anjos preferiu deixa-lo – conscientes de que sem dúvida sofreriam uma horrível punição futura – só para fazer sexo com fêmeas humanas? O espírito racionalista dos teólogos que elaboraram as versões definitivas da Bíblia não podiam admitir algo assim. Era necessário dar uma explicação simples e compreensível, adequada ao povo… Por isso, a partir do século IV, em função de uma noção mais espiritual da natureza angélica, a literatura patrística começou a ver os “filhos de Deus” como a linhagem piedosa de Set, (que são espiritualmente os filhos de Deus) e as “filhas dos homens” como a descendência depravada de Caim. Também, posteriormente, os autores judeus interpretaram os “filhos de Deus” como filhos de príncipes e nobres. Assim, tanto os autores judeus como os cristãos evitaram o significado obvio: Que alguma barreira entre os filhos de Deus e os filhos dos homens foi rompida, não por orgulho ou inveja, mas por desejo sexual…

Entretanto, a queda dos anjos não é o único tema tratado nestes livros, muitos conceitos cristãos tem sua primeira ocorrência em Enoque, particularmente o do Filho do Homem que se torna O Eleito e atua como juiz escatológico. O Juízo Final – um desdobramento de Mateus (25,31-3), que inclui a separação de bodes e ovelhas e o julgamento por Deus – parece derivar das Similitudes de Enoch. O abismo de Fogo, um reino infernal governado por Satanail e os anjos rebeldes, aparece primeiro em II Enoch. Apesar de sua comprovada influência, e de Enoch ter sido considerado um texto sagrado por teólogos importantes durante centenas de anos, quando o cânone foi definido com rigor, os teólogos responsáveis pela definição julgaram inaceitáveis algumas seções de Enoch, de modo que este foi deixado de fora.

Por Shirley Massapust

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/nefilin/

Cursos de Kabbalah, Astrologia e Qlipoth – Abril 2017

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KABBALAH

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A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

QLIPOTH – A Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah e Astrologia I

O Curso de Qlipoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-kabbalah-astrologia-e-qlipoth-abril-2017

Afinidades Metal-Planetárias: o Padrão Sétuplo

Nick Kollerstrom

“Sabedoria já edificou a sua casa, já lavrou as suas sete colunas”
– Provérbios 9,1

Desde a antiguidade até meados do século XVIII, o número de metais conhecidos e reconhecidos como tal era de sete. Eram: chumbo, estanho, ferro, ouro, cobre, mercúrio e prata. O latão foi usado ocasionalmente, mas as pessoas não perceberam que era uma liga de cobre com zinco, até a segunda metade do século XVIII. O metal que finalmente quebrou o mito milenar dos sete vezes  (em 1752) foi a platina, chamada de “oitavo metal”, ao ser descoberta nas minas de ouro de Columbia.

A crença na ligação desses sete metais com os ‘sete planetas’ remonta à pré-história: não houve época em que a Prata não estivesse associada à Lua, nem o Ouro ao Sol. Essas ligações definiram as identidades dos metais. O Ferro, usado sempre para instrumentos de guerra, estava associado a inteligência militar de Marte, o Cobre macio e maleável estava ligado a sensibilidade de Vênus, e o metal camaleão Mercúrio tinha o mesmo nome de seu planeta. Chumbo, o único dos metais reconhecido com tóxico, foi ligado a Saturno (Mercúrio só foi identificado como tóxico no séc 19). Então, por volta do início do século 18, essas velhas imaginações cósmicas foram varridas pela emergente ciência da química. As características dos metais não eram mais explicadas em termos de suas origens cósmicas, mas sim em termos de uma estrutura atômica subjacente. Novos metais começaram a ser descobertos, o que fez com que a visão antiga parecesse limitada.

Ouro - Divindade
Prata - Mística e religiosidade
Mercúrio - Psicopompo
Estanho - Realeza e liderança
Ferro - Inteligência militar
Cobre - Sensibilidade amorosa
Chumbo - Morte e matéria

No século XX, abrem-se novas linhas de abordagem a este velho tema através do trabalho realizado no seio do movimento antroposófico fundado por Rudolf Steiner, e aqui recorremos especialmente aos trabalhos de Rudolf Hauschka (Rudolf Hauschka,The Nature of Substance) e Wilhelm Pelikan (Wilhelm Pelikan, The Secrets of Metals). Eles viam os sete metais tradicionais como expressando mais plenamente os sete caracteres planetários, de uma maneira que muitos outros metais conhecidos hoje não o fazem:

“Os sete metais fundamentais representam algo como as sete notas de uma escala. Como existe uma grande variedade de tons intermediários dentro da escala, pode-se reconhecer tons intermediários entre os metais” (Walter Cloos, The Living Earth).

O lítio metálico extra-leve é ​​usado para bombas de hidrogênio, pílulas antidepressivas e graxa para eixos de bicicletas. Assim, pode-se sentir sua ‘leveza de ser’, mas isso não nos daria uma afinidade planetária a ela. O magnésio emite uma luz brilhante ao queimar, usado para lanternas fotográficas, então isso lhe dá uma afinidade solar? É usado ainda para ligas ultraleves em aeronaves supersônicas, etc., e é o principal metal usado na clorofila, pela qual a energia solar é metabolizada pelas plantas. Wilhelm Pelikan sugeriu que deveria ser visto como um metal solar, e vamos ver isso como uma possibilidade.

I. Propriedades físicas

Nós experimentamos os metais como diferentes dos não-metais em virtude de seu brilho, sua ressonância, sua maleabilidade e condutividade – essas são suas principais propriedades físicas. Os metais podem ser polidos para brilhar (brilho), produzirão tons quando tocados, ou seja, soam (ressonância), quando martelados não quebram, podem ser moldados e rapidamente se tornarão quentes se  forem aquecidos. Os sete metais tradicionais podem ser organizados em uma escala, por essas propriedades físicas fundamentais. Para grande espanto moderno essa escala tem a mesma ordenação de seus planetas associados, em termos de velocidade de movimento. A Tabela abaixo expressa a condutividade metálica tanto como térmica (conduzindo calor) quanto como elétrica, dimensionada por conveniência para prata = 100 (Kaye and Laby, Physical and Chemical Constants).

Os planetas são ordenados por algo que se pode experimentar diretamente, ou seja, quão rápido eles se movem pelo céu – da Lua como o movimento mais rápido para Saturno como o mais lento. Isso significa usar uma perspectiva geocêntrica, pois vemos suas velocidades angulares médias da Terra, e na ordenação tradicional como costumava ser atribuída aos planetas no antigo sistema ptolomaico – por quase dois mil anos. Essa ordenação era quase universalmente aceita, até a época de Copérnico, e tinha a esfera de Mercúrio mais próxima da Terra do que Vênus (matematicamente, esse pode ser o caso: ou seja, Mercúrio em alguns momentos está mais próximo de nós do que Vênus (NK, ‘Interface, Astronomical Essays for Astrologers’, 1997)).

Para citar o bioquímico moderno Dr. Frank McGillion,

“O movimento orbital do planeta correlaciona-se em sequência com a condutividade do seu metal correspondente… Quanto mais lento um planeta se move, menos capaz seu metal correspondente é de conduzir eletricidade!” (Frank McGillian, The Opening Eye, 1982, p.94. The standard electrode potentials are given to the most common valence condition.).

Para os alquimistas antigos, todos os metais tinham essas propriedades em diferentes graus. Eles não os viam como elementos separados, mas aceitavam que tinham essas propriedades experienciais em comum. Além disso, um metal tinha que ser purificável em uma fornalha, onde derreteria, mas não queimaria. É por isso que eles nunca poderiam levar o zinco a sério como um metal, porque ele simplesmente queimava ao ser aquecido. Este critério os colocava em uma situação difícil quanto ao mercúrio, uma vez que era geralmente reconhecido como metálico, embora paradoxalmente.

Essa definição experimental nos limita ao que chamaremos de metais ‘reais’, enquanto a definição moderna de um metal é totalmente abstrata – em termos de átomos que são doadores de elétrons – e inclui substâncias que não se assemelham a elas: por  exemplo, o potássio é uma substância cerosa que explode em chamas ao simples contato com a água. Hoje em dia, as crianças, mesmo nas aulas de ciências elementares, recebem esses conceitos bastante abstratos e dificilmente podem experimentar as propriedades primárias dos metais comuns. Aqui nos concentramos em coisas que são elementares. Vamos passar pelo que estamos chamando aqui de propriedades físicas principais:

Condutividade: O cobre é usado para fiação elétrica sendo um bom condutor, já o chumbo é usado para fusíveis porque é um condutor muito ruim. O mercúrio não está incluído nesta tabela sendo um líquido – as condutividades dos metais quando líquidos são muito menores do que quando sólidos.

Brilho (ou refletância): a prata é o metal mais perfeitamente refletivo dos sete e, portanto, é usado para fazer espelhos. Mercúrio também tem um brilho muito alto e também é usado para isso: esses são os dois metais-espelho. Na antiguidade, eram usados ​​espelhos de cobre ou bronze. Os outros metais apresentam uma gradação aproximada do brilho até o chumbo, que tem uma superfície muito embotada.

Ressonância: o cobre é muito usado em instrumentos musicais por causa de sua alta ressonância, embora os instrumentos de prata tenham os tons mais claros e puros – ‘sinos de prata’, e essa propriedade novamente diminui na escala até o som maçante que o chumbo faz ao ser tocado.

Maleabilidade: Hauschka descreveu como os metais no topo da lista são altamente maleáveis, mas não podem ser bem fundidos, enquanto aqueles na parte inferior podem ser fundidos, mas não forjados. O ouro que ele descreveu como mantendo uma posição de equilíbrio na medida em que poderia igualmente ser fundido ou forjado.

Essas escalas mostram um aumento na mobilidade interna do chumbo, o mais inerte, até a prata, que acompanha o aumento das velocidades angulares dos planetas. Hauschka, que primeiro descreveu isso, concluiu de forma memorável:

“Vemos então que o movimento planetário é metamorfoseado nas propriedades dos metais terrestres”

II. Atividade Química

“Isso não é apenas um encontro, é química”
– There’s Something About Mary

Valência: A valência é a razão de combinação: o hidrogênio tem uma valência de um, o oxigênio de dois e o carbono, quatro. Ele diz quantos “braços” cada elemento tem, por meio dos quais ele se une a outros. Um átomo de carbono se liga a quatro hidrogênios para dar metano (CH4), enquanto o oxigênio se liga a apenas dois hidrogênios, para formar água como H2O.

A maioria dos metais tem mais de um estado de valência possível. A Tabela mostra as valências que os sete metais normalmente apresentam, enquanto quaisquer outros que podem se formar são raros e sem importância. Curiosamente, suas valências se alinham com a tradicional ordenação ptolomaica das esferas celestes:

A prata, que apresentou a maior condutividade e deu o som mais puro, tem apenas uma única valência para todas as ligações que forma com outros elementos. Como cisnes que permanecem monogâmicos e fiéis a um parceiro por toda a vida, a prata metal lunar tem apenas um braço de valência. Em contraste, aqueles que pontuaram mais baixo em suas propriedades físicas, estanho e chumbo, sendo menos condutores, etc., são mais ativos e gananciosos em suas proporções de combinação.

Reatividade: Alguns metais são inertes, por exemplo, o ouro dificilmente se combina, e estes são chamados de metais ‘nobres’ (platina, prata); enquanto o estanho e o chumbo são reativos e se dissolvem mesmo em ácidos fracos. Podemos colocar os metais clássicos em uma seqüência de sua atividade química, que é convenientemente medida pelo que os químicos chamam de seu ‘potencial de eletrodo’. Isso nos diz o quão reativos seus íons estão em solução. Metais inativos que não liberam hidrogênio de um ácido são chamados de ‘eletronegativos’, enquanto os metais mais ativos que liberam hidrogênio são ‘eletropositivos’. Isso fornece uma escala útil de atividade química para metais, medida pelo “potencial de eletrodo padrão” de uma solução em uma determinada concentração.

Vamos começar (como McGillian aqui defendeu) com a ordem dos planetas saindo do Sol, e então os potenciais de eletrodos correspondentes dos metais são:

Assim, McGillian comparou os metais mais reativos e “eletronegativos” ligados a planetas dentro da órbita da Terra com íons eletropositivos que correspondem àqueles fora da órbita da Terra (McGillian). O potencial do eletrodo é medido em relação ao da terra, o que indica a relevância do ponto de vista geocêntrico aqui envolvido. Ele concluiu:

“O universo centrado na Terra dos alquimistas é polarizado em positivo e negativo. É quimicamente yin e yang.’

Uma ordenação mais tradicional teria a prata no topo da lista e o ouro-sol no meio, que é como Hauschka o descreveu; que tem que usar a noção de planetas ‘acima do Sol’, Marte, Júpiter e Saturno tendo metais eletropositivos, enquanto vice-versa para planetas ‘abaixo do Sol’, mas este não é um conceito muito moderno! O potencial de eletrodo padrão da prata é -0,8. De qualquer forma, as correlações são impressionantes.

III. Pesos Atômicos

Cada elemento tem um ‘peso atômico’, e a Tabela Periódica dos Elementos os organiza na sequência desses pesos atômicos. Começa com o hidrogênio tendo um peso atômico de um, então, por exemplo, o carbono é 12 e o oxigênio tem 16. Essa ordenação por pesos atômicos fornece informações sobre as propriedades químicas de cada elemento. Quando Mendeleev descobriu a tabela periódica, organizando os elementos dessa maneira, ele conseguiu prever as propriedades químicas de vários elementos que ainda não haviam sido descobertos, e sua teoria passou a ser aceita à medida que foram confirmadas.

A Tabela de Mendeleev tem sete linhas ou “períodos”, desde a primeira linha que contém apenas os elementos mais leves, hidrogênio e hélio, até a sétima que contém os elementos radioativos extrapesados, como urânio e plutônio. Verticalmente, tem sete ou oito colunas (a oitava e última coluna com os gases inertes geralmente é dada como a coluna 0, as outras são contadas como 1-7): então, de certo modo, também tem sete colunas. Os chamados elementos do ‘grupo um’ pertencem à sua primeira coluna e são todos univalentes, como o sódio. Grupo dois (a segunda coluna) são bivalentes como cálcio, grupo três são trivalentes, por exemplo, alumínio. Assim, o número sete aparece nesta Tabela como bastante dominante, controlando as possibilidades de quais elementos podem existir.

Quando o planeta Urano foi descoberto em 1781, por William Herschel, isso definitivamente eliminou a noção de que havia algo sete vezes maior nos céus. Até então, havia sete esferas que podiam ser vistas se movendo pelo céu. Ainda existiam, de fato, mas um extra invisível havia sido adicionado. Depois de sua descoberta, não havia mais nada sétuplo no mundo! Esse terrível estado de coisas persistiu por quase um século, até que o professor de química Dmitri Mendeleev formulou sua Tabela Periódica. Um padrão de sete dobras então reapareceu na matéria, na ciência da química. Tendo isso em mente, pode ser interessante olhar para o momento em que essa nova síntese foi criada: a tarde de 1º de março de 1869.

Havia nada menos que seis aspectos séptil presentes no céu, entre os planetas. Eles eram:

LUA-SATURNO (1°),  VÊNUS-JÚPITER (1° 10′),  LUA-URANO (0° 10′),   MERCÚRIO-NETUNO (1° 40′),   VÊNUS-NETUNO (0° 30′), SATURNO-URANO (1°)

(O séptil é um aspecto celestial formado pela divisão do círculo em sete partes. Dá o ângulo de inclinação da Grande Pirâmide, 51 1/2°) O cosmos estava em um modo bastante sétuplo naquele momento, quando a novo síntese ocorreu em Mendeleev. Era uma situação clássica do tipo eureca: ele havia recortado cartões para cada elemento conhecido, estava tentando organizá-los por seus números atômicos no tapete da sala, cochilou e, quando acordou, a ideia veio a ele! O que aqui nos interessa é a noção de que um padrão sétuplo é discernido na matéria, durante um período em que estes estão mais fortemente presentes nos céus.

A ordenação dos sete metais clássicos por seus pesos atômicos deriva de nossa ordenação anterior usando um padrão de heptágono: coloque os sete metais em um círculo na sequência de suas propriedades físicas, conforme indicado acima, então comece com o ferro, como tendo o menor valor atômico, peso, e pontue alternadamente, e isso dá a ordenação por pesos atômicos (10).

Um significado mais profundo dessa transformação aparece dentro de um processo de três estágios, como segue. Começa-se com os dias da semana dispostos em círculo. Os dias da semana têm nomes de divindades planetárias, e as línguas européias (exceto o português) concordam a esse respeito. Assim, quinta-feira deriva do ‘dia de Thor’, enquanto o jeudi francês é o ‘dia de Júpiter’, mas o Thor empunhando o trovão sendo um equivalente nórdico a Júpiter. Da mesma forma, há uma analogia entre nossa sexta-feira, como ‘dia de Freya’, e Vendredi, ‘dia de Vênus’, com Freya como uma divindade de Vênus, e assim por diante.

Partindo desse círculo dos sete dias da semana e selecionando alternadamente temos o antigo ordenamento ptolomaico dos planetas. Esta sequência começa na Lua, como a esfera mais próxima da Terra, e termina com Saturno como a mais distante das sete. Vimos anteriormente como isso se refere às suas velocidades de movimento no céu, mas também à ordem de valências de seus metais correspondentes, bem como suas propriedades físicas.

Livros antigos de astronomia costumavam descrever essa transformação sétupla, desde a sequência dos Dias da Criação, ou seja, os sete dias da semana, até a antiga ordenação dos planetas. Eles o chamavam de ‘Hebdomad’ (C.Leadbetter, A Complete System of Astronomy). Então, no início do século XX, o surpreendente terceiro passo desse argumento foi discernido (Sephariel, Cosmic Symbolism). Traçando uma a cada três pontas (ver abaixo) podemos traçar um heptágono estrelar, que dá a mesma ordenação por peso atômico ou número atômico dos metais! O exemplo começa a partir do ferro, como tendo o menor peso atômico dos sete clássicos:

Assim temos um padrão sétuplo ou mandala com os nomes dos deuses do céu ligados aos dias da semana, que pode ser derivados das sequências de propriedades físicas e químicas dos seus respectivos metais. Pelikan parece ter sido o primeiro a descrever esses padrões de heptágono, embora não na sequência aqui apresentada. De uma maneira bela e misteriosa, eles unem os conceitos da química moderna e as antigas tradições do cosmos. De uma fonte totalmente inesperada, recebemos a confirmação de que há de fato algo especial nos ‘sete metais’ conhecidos na antiguidade clássica.

Um acadêmico americano, Derek de Solla Price (Elwell, Astrol. Assoc. Jnl, review of ‘Astrochemistry’, Winter), ficou impressionado com o fato de que a mesma figura geométrica, o heptagrama, explicava tanto a ordem da semana planetária quanto a relação entre os pesos atômicos dos sete metais e o revolucionário período de seus respectivos planetas. Ele foi levado a escrever:

“Parece bastante plausível que grande parte da teoria astrológica possa repousar exatamente sobre essa base de racionalidade figurada, e não sobre conhecimento empírico ou de presságio especial. Nesse sentido, a astrologia… desenvolveu-se numa base muito racional, com uma teoria figurativa e o simbolismo associado em seu centro.’

IV. Uma abordagem sensata

Vimos aqui as concordâncias primárias, o que se poderia chamar de Sete Pilares da Sabedoria, de uma perspectiva matemática/numerológica, para ligar a Terra e o Céu, a estrela e a pedra, a psique e o cosmos. A nossa abordagem tem sido racional, no sentido de olhar para as razões envolvidas. Outros arquivos aqui descrevem uma experiência mais qualitativa: retratos astrais dos arquétipos do planeta metal. Os astrólogos, ao descrever seus arquétipos, usam muito os antigos deuses gregos. Sem dúvida são bons, mas aqui é feito um buscamos uma base mais material e experiencial no reino da química inorgânica. Isso pode parecer difícil para a credulidade, mas vamos ver o que pode ser feito.

Qualquer resposta à pergunta: ‘Do que é feita a matéria?’ tende ao Quatro. A velha teoria da matéria dos quatro elementos desmoronou-se no século XVII e reapareceu no século XX com o reconhecimento dos quatro estados da matéria (sólido, líquido, gasoso e plasma, sendo este último muito quente). Então, na década de 1990, depois que hordas de estranhas partículas subatômicas foram descobertas, surgiu uma simetria de doze vezes, com seis quarks e seis léptons – bastante análoga aos doze signos do zodíaco, com suas três famílias de quatro. Para citar o New Scientist,

‘Hoje, os físicos acreditam que toda a matéria é composta de 12 partículas.’ Começa a parecer que a física de alta energia (o que costumava ser chamada de física de partículas) requer uma base na metafísica pitagórica, em termos do significado dos diferentes padrões numéricos que estão surgindo.

Atualmente falamos das quatrp forças fundamentais da natureza: força gravitacional, força eletromagnética, força nuclear forte e força nuclear fraca, mas estamos aqui preocupados com coisas sensíveis, ou seja, o que pode ser experimentado e é perceptível aos sentidos. Em contraste, os físicos de partículas estão preocupados com o oculto, ou seja, com o que está oculto, pois nenhuma das coisas com as quais lidam pode ser vistas. Suas partículas ficam menores e mais estranhas à medida que os orçamentos crescem. Houve um parlamentar britânico que visitou o enorme anel subterrâneo em Genebra, para ver onde as partículas  aceleradas estavam alegando entender o que era um ‘bóson de Higgs’, uma partícula que eles descobriram recentemente, que dura um milionésimo de segundo ou mais. Ao longo dos anos, o projeto internacional de construir esses aceleradores gigantes não conseguiu produzir nada que o público pudesse entender (o recente ‘quark top’ foi descoberto no Fermilab, EUA, não na Europa).

Toda via distinguimos assim um contraste importante entre os números doze e sete. Padrões de doze e quatro da física moderna dizem respeito à própria estrutura da matéria: ao passo que vimos como as estruturas sétuplas demonstram de uma maneira mais mística uma concordância terra/céu – de uma maneira que valida as correspondências tradicionais. Esses sete metais se entrelaçaram com a história da humanidade. É certo que há mais a dizer em relação aos planetas exteriores, e especialmente à terrível ligação Plutão/Plutônio.

V. Parentesco Metálico

As propriedades periódicas que conhecemos hoje dos metais nos permite agora falar de “grupos de parentesco” entre elementos que compartilham as mesmas caracteristicas.  Os ‘Irmãos do Ferro’ por exemplo são o Cobalto, Níquel, Cromo e Manganês pois mostram uma forte afinidade com o Ferro, e assim possuem uma natureza semelhante a Marte. Eles têm propriedades semelhante de ressonância e brilho, e o ferro pode ser endurecido por aços com traços desses metais. 95% da produção de Manganês vai para a fabricação de aço. O Níquel e o cobalto se comportam como ferro quando estão em um campo magnético. A Tabela compara algumas de suas propriedades físicas de interesse:

A frase que Pelikan usou para esses metais foi: ‘temos fortes razões para suspeitar que o impulso ferro-Marte cooperou em sua formação.’ (Wilhelm Pelikan, The Secrets of Metals). Vale notar que todos são quimicamente mais ativos que o ferro, sendo seus potenciais divalentes de eletrodos +1,2,  para manganês, +0,28 para o cobalto e +0,25 níquel  o que explicaria porque os mesmos foram encontrados muito tempo depois do ferro.

Fonte: Astrochemistry: A study of metal-planet affinities,
Nick Kollerstrom

Tradução: Thiago Tamosauskas

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/afinidades-metal-planetarias-o-padrao-setuplo/

Mapa Astral de Pablo Picasso

Pablo Picasso (Málaga, 25 de outubro de 1881 — Mougins, 8 de abril de 1973), foi um pintor, escultor e desenhista espanhol, tendo também desenvolvido a poesia.

Foi reconhecidamente um dos mestres da arte do século XX. É considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo, tendo criado milhares de trabalhos, não somente pinturas, mas também esculturas e cerâmica, usando, enfim, todos os tipos de materiais. Ele também é conhecido como sendo o co-fundador do Cubismo, junto com Georges Braque.

Picasso, ao contrário da maioria dos artistas, enriqueceu de maneira fenomenal ao passo em que criava uma quantidade imensa de obras. Suas mais de 14.000 pinturas fizeram com que, em sua morte, Picasso fosse praticamente um bilionário. Ele dizia, sem falsas modéstias, que era capaz de ganhar 30.000 dolares com qualquer pintura que fizesse enquanto estava se barbeando.

Mapa

O mapa de Picasso possui Sol em Escorpião-Libra, Lua em Sagitário e Ascendente em Leão-Câncer; Mercúrio em Escorpião; Vênus em Libra, Marte em Câncer e um Stellium (conjunto de 3 Planetas próximos) fortíssimo em Touro na Casa 10, composto por Júpiter, Saturno e Netuno. seu caput Draconis faz conjunção com sua Lua em Sagitário na casa 5. Plutão em Touro-Gêmeos é o Planeta mais forte de seu Mapa.

Esta combinação em touro indica alguém focado na carreira e que teria uma facilidade quase sobrenatural em ganhar dinheiro onde quer que colocasse as mãos; todos estes planetas em Aspectações com Marte em Câncer indicam que um dos caminhos para manifestar estas energias seria através da Arte (e Picasso trabalhou com praticamente todos os tipos de arte, de desenhos a esculturas, pinturas, guache e todas as técnicas que você puder imaginar). Seu Mercúrio em Escorpião indica alguém cujo intelecto trabalha de maneira profunda, explorando cada limite de possibilidades na área em que escolheu (e a Aspectação forte com Plutão em Touro-Gêmeos [Rei de Espadas, o senhor do conhecimento] reforça ainda mais esta busca pelo conhecimento e experimentação). Sua grandiosidade (e, alguns diriam, falta total de modéstia) vem da combinação forte entre seu Ascendente em Leão, Lua e Caput Draconis em Sagitário (na Casa 5, que é a Casa de Leão).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-pablo-picasso

Cursos de Hermetismo até o final do ano

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Seguem as datas de todos os cursos que serão ministrados até o final do Ano. Note que os cursos de Dezembro têm como pré-requisito Kabbalah e Astrologia.

Outubro

05/10 – Kabbalah – SP – Templo AyaSofia

06/10 – Astrologia Hermética I – SP – Templo AyaSofia

20/10 – Geometria Sagrada – SP – Templo AyaSofia

Novembro

15/11 – Kabbalah – Porto Alegre

16/11 – Astrologia Hermética – Porto Alegre

17/11 – Qlipoth, a Árvore da Morte – Porto Alegre

30/11 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP – Vila Mariana

01/12 – Tarot (Arcanos Menores) – SP – Vila Mariana

Dezembro

15/12 – Runas e Magia Rúnica – SP

21/12 – Qlipoth, a Árvore da Morte – SP

22/12 – Magia Prática – SP

Informações no email: marcelo@daemon.com.br

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-at%C3%A9-o-final-do-ano