Ser é Muito Além de Estar

Por Yoskhaz

Todo texto ou palavra é sagrada se tem a força de iluminar o caminho. Dos muitos livros que nos servem de lanterna em auxílio nessa infinita e fantástica viagem, a Bíblia se mantêm como fonte inesgotável de sabedoria e amor, elementos indispensáveis para a nossa transmutação pessoal. Assim, aos poucos, transformamos o mundo.

Narram os evangelistas, em várias passagens dos quatro livros, que Jesus ao entrar em qualquer casa ou repartição saudava a todos com seu jeito sereno, “que a paz seja convosco”!

Por algum tempo acreditei se tratar de erro de tradução, vez que a Escritura foi escrita em aramaico para posteriormente ser traduzida para o grego e somente depois levada aos demais idiomas. Todos sabemos da dificuldade de trasladar uma língua em outra. Achava que o verbo correto seria esteja no lugar de seja. “Que a paz esteja convosco” me parecia a construção correta e, pelo visto, para muitos outros, pois já vi textos e sacerdotes assim se referindo a palavra do mestre. Eu estava errado.

Acredito que não há letra equivocada, em falta ou excesso naquelas páginas, face iluminada inspiração de seus escritores, depois reunidos em um único livro, em sucesso editorial atemporal e sem precedentes para o bem de toda a humanidade.

Jesus era o ourives da palavra e confeccionava seus discursos e parábolas com riqueza que permite até os dias de hoje novas e belas interpretações de acordo com o andar de toda a gente. Não tenho dúvida que “a paz seja convosco” é a correta e mais sábia tradução.

Todos almejamos o paraíso, lugar onde não se conheça o sofrimento e a felicidade seja bastante. Quando perguntado onde se localizava esse santuário, Ele ensinou que não iríamos encontrar em nenhuma província ou país, até porque sempre levaremos nossa dor por onde andarmos, ao menos enquanto permitirmos que ela exista. Explicou que o amor e sabedoria são mapa e bússola a indicar a mais bela de todas as catedrais que pulsa viva dentro de você. A vida é tratamento e cura. É o encontro do divino que habita em ti.

O Reino dos Céus está situado no centro do seu coração. Seus tijolos são feitos com a paz indispensável que buscamos para atravessar a longa estrada da vida. A serenidade e a alegria necessárias a colorir a beleza que há em tudo e em todos. Inclusive em nós.

A paz é pessoal e compartilhada sem qualquer esforço por quem já a alcançou, construída internamente no âmago da alma pela engenharia do entendimento e da tolerância.

Estar é diferente de ser. Muito diferente.

O estar é uma estação, ser é a própria viagem.

Estar é transitório, momento passageiro e condicional por permissão de uma ou outra situação ocasional, que por ter estas bases, é frágil. O ser é permanente, erguido através de experiências e percepções que ao se mostrarem iluminadas tornam-se inabaláveis, sendo incorporadas ao seu jeito de olhar e agir. Sabedoria entremeada com amor que se sedimenta por si e através de si, tal catedral de pedra sob pedra, indestrutível às piores tempestades em razão da solidez de seus alicerces. Riqueza imaterial que nenhum rei ou juiz será capaz de confiscar, tampouco um ladrão de lhe roubar. É parte infinita de sua alma, verdadeiro e eterno tesouro. Estará contigo por onde andar.

Ser é muito além de estar.

“Que paz seja convosco” é uma bonita benção e um ensinamento de valor inestimável do mestre.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/06/08/ser-e-muito-alem-de-estar/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ser-%C3%A9-muito-al%C3%A9m-de-estar

7 Maneiras de se Conectar com Arcanjos

Por Richard Webster.

Os arcanjos são os mensageiros mais importantes de Deus. O arcanjo Gabriel, por exemplo, foi enviado para dizer à Virgem Maria que ela daria à luz Jesus Cristo. A palavra “arcanjo” significa “anjo-chefe”, como o prefixo “arch” significa “chefe”, “principal” ou “mais importante”.

Na Bíblia, Miguel é o único anjo identificado como arcanjo (Livro de Judas 9). Ele também é chamado de “um dos principais príncipes” (Livro de Daniel 10:13), denotando sua importância. Os arcanjos são anjos importantes que estão ativamente envolvidos em garantir o bem-estar de todas as formas de vida na Terra. Cada arcanjo tem um papel específico a desempenhar nisso.

Os arcanjos protegem, guiam e ajudam a humanidade de muitas maneiras diferentes. Por estarem tão próximos da humanidade, eles estão dispostos a ajudá-lo da maneira que puderem e responderão imediatamente ao seu chamado. Você pode pedir-lhes para ajudar os outros, também.

Arcanjos são incansáveis ​​e podem aparecer em mais de um lugar ao mesmo tempo. Você pode chamar qualquer um dos arcanjos para ajuda e apoio sempre que necessário, e tenha certeza de que eles virão instantaneamente em seu auxílio.

Aqui estão sete maneiras de ajudá-lo a se conectar com os arcanjos.

AJUDA INSTÂNTANEA:

Se você precisar de ajuda com urgência, tudo o que você precisa fazer é chamar um arcanjo. O arcanjo Miguel, o arcanjo guerreiro de Deus, é o melhor anjo para chamar quando a situação é desesperadora ou urgente. Eu o chamei em três ocasiões, e ele respondeu instantaneamente todas as vezes.

COMO INVOCAR OS QUATRO GRANDES ARCANJOS:

A palavra “invocar” significa “chamar para si” e geralmente é feita quando alguém precisa de ajuda ou inspiração. Tudo o que você precisa fazer é reconhecer que os anjos estão presentes e estão dispostos a ajudá-lo. Sempre que possível, olho para o leste e começo invocando Rafael, que cuida dessa direção. Sente-se em silêncio, feche os olhos e faça três respirações lentas e profundas. Diga a si mesmo: “Relaxe, relaxe profundamente” cada vez que expirar. Quando sentir que está começando a relaxar, concentre-se em diferentes partes do corpo, dizendo-lhes para relaxar. Eu geralmente começo com meus pés e gradualmente subo até o topo da minha cabeça.

Quando você se sentir totalmente relaxado, visualize o arcanjo Rafael parado na sua frente. Eu costumo imaginá-lo como um jovem bonito segurando um peixe em uma mão e um cajado na outra. É assim que ele é geralmente retratado pelos artistas. Você pode “vê-lo” como uma esfera de energia rodopiante, ou em qualquer outra configuração ou forma que você escolher.

Uma vez que você se conscientize de que o arcanjo Rafael está na sua frente, visualize o arcanjo Miguel em pé à sua direita, seguido pelo arcanjo Gabriel atrás de você e o arcanjo Uriel em pé à sua esquerda.

Você está agora totalmente cercado e protegido pelos quatro grandes arcanjos, Rafael, Miguel, Gabriel e Uriel, e provavelmente está se sentindo cheio de confiança e vitalidade. Finalmente, visualize um fluxo de pura luz divina descendo dos céus, entrando em seu corpo através de sua cabeça e revitalizando cada célula de seu corpo. Há tanta luz divina que transborda e envolve você completamente em um túnel de luz.

Agora é hora de falar com os arcanjos e fazer qualquer pedido que você tenha. Quando terminar, agradeça a cada arcanjo. Espere até que o momento pareça certo antes de dizer “Obrigado” mais uma vez e depois abra os olhos.

MÉTODO DOS CHAKRAS:

O som conecta nosso mundo cotidiano ao mundo espiritual. O som mais espiritual é aaah, que está contido nas palavras aum e amém. Também é encontrado nos nomes da maioria das divindades e é um mantra sagrado em muitas tradições orientais. É um som de criação. É produzido involuntariamente em momentos de alta emoção, como raiva, tristeza e exultação. Você pode usar “aaah” para se conectar com qualquer um dos arcanjos. Sente-se calmamente em algum lugar onde você não será perturbado e pense no arcanjo com quem você quer se conectar. Feche os olhos e respire lenta e profundamente. Diga “Aaah” ao expirar. Continue fazendo isso até sentir uma vibração no chakra do coração, no meio do peito. Isso acontece porque “aaah” é um som de compaixão, sentimento e amor, todos relacionados ao chakra do coração.

Depois de sentir o chakra do coração vibrando, faça mais três respirações lentas e profundas. Ao expirar, continue dizendo “aaah”, mas visualize sua respiração deixando seu corpo através do chakra do coração, enchendo a área em que você está com amor divino. Enquanto você continua fazendo isso, visualize o arcanjo com o qual você deseja se conectar em pé cerca de um metro e oitenta à sua frente. Quando você tiver a sensação de “saber” que seu arcanjo está lá, esqueça sua respiração e comece a falar com seu anjo escolhido.

INVOCAÇÃO DE ORIENTAÇÃO:

Esta é uma invocação útil se você deseja se comunicar com um arcanjo para orientação de qualquer tipo. Se você deseja proteção, libertação do medo ou aprender a verdade sobre algo, peça para falar com o arcanjo Miguel. Se você está buscando cura, abundância ou proteção enquanto viaja, você se comunicaria com o arcanjo Rafael. Se você está buscando clareza e pureza de mente, você falaria com o arcanjo Gabriel, e se você quisesse paz de espírito e crescimento espiritual, você escolheria falar com o arcanjo Uriel.

Você inicia a invocação caminhando por pelo menos quinze minutos, de preferência ao ar livre. Enquanto caminha, pense em todas as coisas pelas quais você é grato. Você pode, por exemplo, ser grato pela luz do sol, grama verde, automóveis, pássaros, sorrisos calorosos e um beijo de seu parceiro. Pense no máximo de bênçãos que puder enquanto caminha.

Ao voltar para casa, sente-se em uma cadeira confortável, feche os olhos e pense em cada uma das coisas pelas quais você é grato. Visualize-os o mais claramente possível em sua mente. Depois de fazer isso, pense em sua necessidade de se comunicar com um arcanjo. Você pode precisar de ajuda para resolver um problema, ou pode ter tomado uma decisão e querer a aprovação de um arcanjo antes de prosseguir.

Faça três respirações lentas e profundas, antes de expirar lentamente. Peça ao arcanjo que você escolheu para se juntar a você. Você pode dizer algo como: “Abençoado arcanjo… Obrigado por todas as bênçãos em minha vida. Sou grato a você por sua orientação, amor e ajuda. Por favor, venha a mim agora, pois preciso de sua ajuda. novamente.”

Faça uma pausa de trinta segundos. Se você sentiu a presença de seu arcanjo, pode continuar com seu pedido. Se você não sentiu nada, repita seu pedido novamente, e uma terceira vez, se necessário. Se você ainda não sentiu nada, visualize todas as coisas pelas quais você é grato mais uma vez e depois peça ao arcanjo para se juntar a você. Desta vez, explique seu problema ou preocupação, depois de fazer a solicitação.

Você não precisa se preocupar se não receber uma resposta, pois explicou sua preocupação, e a resposta virá quando você menos esperar, possivelmente quando você acordar na manhã seguinte à apresentação. este rito.

Termine o ritual agradecendo ao arcanjo por sua ajuda e apoio.

O RITUAL DO CRISTAL:

Este é um ritual útil que você pode realizar em qualquer lugar que esteja. Tudo que você precisa é de um cristal ou pedra preciosa atraente. Pode ser da cor que desejar. No entanto, você pode querer segurar um cristal relacionado a um arcanjo em particular. Para Rafael, você pode escolher um cristal amarelo e provavelmente escolheria vermelho para Miguel, azul para Gabriel e verde para Uriel. Você pode preferir usar celestita, selenita, angelita e serafinita, pois são frequentemente usadas para incentivar o contato angelical.

Sente-se confortavelmente, feche os olhos e acaricie suavemente seu cristal. Faça várias respirações lentas e profundas e depois peça ao arcanjo com quem você deseja se comunicar para vir até você. Muitas vezes, isso é tudo que você precisa fazer. Você pode notar uma diferença nas energias do cristal ou perceber que o arcanjo está com você. Se o arcanjo não vier imediatamente, continue acariciando o cristal por mais alguns minutos e depois peça novamente.

CAMINHANDO COM UM ARCANJO:

Minha maneira favorita de fazer contato angelical é caminhar com um anjo. Gosto de caminhar e sinto falta da minha caminhada diária quando não é possível fazê-la. Quase sempre peço a um anjo para caminhar comigo. Geralmente é meu anjo da guarda, mas chamo outros anjos, inclusive arcanjos, sempre que preciso de sua ajuda. Começo a andar da maneira habitual e, depois de cerca de cinco minutos, convido um anjo para caminhar comigo. Depois de um ou dois minutos, perceberei que o anjo com quem quero me comunicar está caminhando ao meu lado. Não vejo nem ouço esse anjo, mas experimento uma forte sensação de sua presença. Assim que eu perceber que o anjo está comigo, começarei uma conversa. Costumo fazer isso em silêncio, mas se sei que estou completamente sozinho, prefiro falar em voz alta. As respostas do anjo aparecem como pensamentos em minha mente. Depois de discutirmos tudo o que preciso saber, agradeço ao anjo e termino a caminhada sozinho. Prefiro usar esse método enquanto caminho pelo campo, mas descobri que posso fazê-lo em qualquer lugar, mesmo em um shopping center movimentado.

ESCREVENDO PARA UM ARCANJO:

Escrever uma carta para um determinado arcanjo é uma maneira altamente eficaz de fazer contato. O ato de pensar sobre o que você vai dizer e depois escrevê-lo concentra suas energias, e você pode descobrir que o arcanjo responderá enquanto você ainda está escrevendo a carta. Você pode escrever uma carta pedindo a ajuda necessária para resolver um problema que envolve você ou alguém próximo a você. Você também pode escrever para estabelecer uma conexão.

Escreva a carta como se estivesse escrevendo para um amigo próximo. Inclua informações sobre sua família, relacionamentos, trabalho, esperanças e sonhos. Fazer isso o ajuda a esclarecer o que está acontecendo em sua vida, e você descobrirá que o ato de escrevê-los ajudará a resolver muitas de suas preocupações.

Termine a carta agradecendo ao arcanjo e expressando seu amor. Assine a carta, sele-a em um envelope e escreva o nome do arcanjo na frente.

A etapa final é “enviar” sua carta ao arcanjo. Sente-se em frente a uma vela acesa com o envelope nas mãos em concha. Pense no arcanjo e no seu pedido. Diga qualquer outra coisa que queira acrescentar e, em seguida, queime o envelope na chama da vela. Observe a fumaça levar sua mensagem aos reinos celestiais. Uma vez que o envelope e seu conteúdo tenham sido queimados, agradeça ao arcanjo novamente e continue com o seu dia confiante de que você receberá uma resposta do arcanjo quando for a hora certa.

Naturalmente, você precisa ter cuidado sempre que estiver trabalhando com velas. Coloco minhas velas em bandejas de metal e tenho um jarro de água por perto, para o caso de um acidente. Nunca precisei usar a água, mas me sinto mais feliz sabendo que ela está lá.

Experimente os diferentes métodos e veja quais funcionam melhor para você. Depois de fazer uma conexão inicial, você descobrirá que poderá chamar esse arcanjo em particular sempre que desejar, e o vínculo entre vocês ficará mais forte cada vez que fizer contato.

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Sobre o autor:

Richard Webster (Nova Zelândia) é o autor best-seller de mais de cem livros. Richard apareceu em vários programas de rádio e televisão nos EUA e no exterior, incluindo participações especiais na WMAQ-TV (Chicago), KTLA-TV (Los Angeles) e KSTW-TV (Seattle). Ele viaja regularmente, dando palestras e realizando workshops sobre uma variedade de assuntos metafísicos. Seus títulos mais vendidos incluem Spirit Guides & Angel Guardians (Guias Espirituais e Anjos Guardiões) e Creative Visualization for Beginners (Visualização Criativa Para Iniciantes).

E-mail: esp@psychic.co.nz

Site: http://www.psychic.co.nz/

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Fonte:

7 Ways to Connect with Archangels, by Richard Webster.

https://www.llewellyn.com/journal/article/3023

COPYRIGHT (2022) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/7-maneiras-de-se-conectar-com-arcanjos/

Textos de Qumran: Os Manuscritos do Mar Morto – Rafael Daher

Bate-Papo Mayhem #105 – gravado dia 19/11/2020 (Quinta) Marcelo Del Debbio bate papo com Rafael Daher – Textos de Qumran: Os Manuscritos do Mar Morto

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

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#Batepapo #cabala

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/textos-de-qumran-os-manuscritos-do-mar-morto-rafael-daher

A Arca da Aliança: A Bateria de Deus

As pessoas estão acostumadas com os célebres 10 Mandamentos que Moisés trouxe aos hebreus. Mas se você tem problemas em não cobiçar a mulher do próximo, saiba que segundo Maimônides, a Torá na verdade apresenta mais de 600 mandamentos que devem ser seguidos para agradar ao Eterno.  Algumas destas ordens envolviam a famosa Arca da Aliança. Uma das regras é semelhante as regras de algumas casas de strip-tease: “Você pode olhar, mas não pode por as mãos.” Quando um hebreu chamado Uzá ficou assanhado e resolveu colocar as mãos sobre na Arca da Aliança, isso acendeu a ira de Deus que o atingiu e causou morte instantânea. (2 Samuel 6:1-7 e 1 Crônicas 13:9-12)

Até hoje poucas pessoas entendem porque  Deus não quer que ninguém encoste em suas coisas, mas se as razões ainda são um mistério, talvez seus métodos comecem a ser revelados. Em 1933, um professor de engenharia teorizou que a verdadeira causa da morte foi de 10.000 volts de eletricidade estática. Segundo esta teoria a Arca da Aliança, aquele bau sagrado e misterioso que tirou o sono até do Indiana Jones, foi um capacitor gigante

A edição de 5 de março de 1933 edição do Chicago Daily Tribune, trouxe este artigo de Frederick Rogers, na época decano do Departamento de Engenharia no Instituto Lewis of Technology. Ele realizou um estudo cuidadoso da construção da Arca, conforme descrito no bíblia e concluiu que seu projeto corresponde a um simples, contudo enorme condensador elétrico.

O interesse científico do professor Rogers foi que a grande caixa de madeira de acácia não só era revestida de ouro na parte interna e externa. Madeira é um conhecido isolante e ouro um excelente condutor e desde que as placas de ouro não se toquem temos aqui os mesmos princípios usados na construção de uma garrafa de Leiden, com apenas duas diferenças: a garrafa de Leyden usa vidro e estanho e a Arca da Aliança é muito mais charmosa.

Uma Garrafa de Leyden pode ser usados como brincadeira de salão ao dar pequenos choques. Quanto maior, maior a capacitância da garrafa. Uma garrafa de 15 cm é o suficiente para uma descarga de 8 pessoas de mãos dadas em corrente. Mas a Arca da Aliança é muito maior do que isso, com 1 metro de comprimento por 75 de largura e 75 de altura (sem contar os querubins). Estes querubins segundo Prof. Rogers fazem a parte do polo positivo e negativo do circuito sem nunca se tocarem. Some isso ao ar seco e carregado de energia estática do deserto e Kaboom! – Uzá cai ao chão. O professor calculou que em condições extremas e seguindo as condições expressas do Torá a arca poderia descarregar até 10.000 volts de eletricidade estática. E não se esqueça que a partir de 500 volts a eletricidade já é capaz de matar.

 

Esse efeito é conhecido entre os físico como a “diferença de potencial” entre a terra e o ar que pode ser coletada em cargas elétricas sob determinadas condições favoráveis. Além das Tábuas da Lei, o interior da arca deveria conter a vara de Aarão (com a qual Moisés fez os milagres do Êxodo e um vaso de Maná, a misteriosa comida/óleo que Deus enviou dos céus). Não temos detalhes destes itens de forma que não sabemos como eles poderiam ou não potencializar o capacitor da arca. Note que a arca também nunca podia encostar no chão, sendo sempre amparada por um suporte de madeira. Quando tinha que ser movimentada era trocada de lugar por duas varas da mesma madeira e carregada por homens que tinha que usar roupas e sapatos especiais.

A arca foi construída seguindo instruções detalhadas que ainda podemos ler na bíblia. Se quiser ter uma em casa, você vai em primeiro lugar precisar assaltar um banco para conseguir ouro o suficiente. Depois disso é só seguir as instruções do capítulo 25 do livro do Êxodo. A arca foi construída e era tratada como uma arma de guerra. Por várias vezes lemos na Torá, o relato dos hebreus carregando a arca á frente de seus exércitos no campos de batalha e isso foi essencial durante a conquista de Canaã. O próprio Templo de Salomão onde a arca era guardada foi construído mais como um forte para conter uma arma perigosa do que como uma casa de adoração. Lemos no livro de Samuel que certa vez ela foi roubada pelos Filisteus, mas acabou sendo devolvida quando eles descobriram que ela matava qualquer um que se aproxima se demais e não seguisse os rígidos preceitos mosaicos.

Ele explicou que mesmo o calor e a fumaça de sacrifícios podem ter causados descargas menores acompanhado de faíscas.  Isso explica uma dos mais estranhos detalhes das antigas celebrações de Yom Kippur. No décimo dia do mês de Tishrei o Sumo Sacerdote de Israel precisava entrar sozinho no templo e jorrar sangue de sacrifício sobre a arca. Era um momento tenso pois desta cerimônia dependia o perdão de Deus e só assim os israelitas saberiam que seus pecados foram lavados. Até ai, nada diferente dos rituais que os egípcios e babilônicos também faziam aos seus deuses uma ou duas vezes por ano.

Mas no caso dos hebreus havia amarrada em suas pernas uma corda cuja outra ponta descansava sob as mãos de seus amigos fora do templo. Segundo relato do Êxodo (25:22) nestas horas mais sagradas Deus podia se fazer presente entre os dois querubins de ouro em uma manifestação misteriosa que os judeus chamavam Shekinah ou ‘presença de Deus’.  Diz a tradição que algumas vezes o sumo sacerdote explodia e não apenas isso, mas nestas ocasiões o local mais sagrado ficava tão repleto de fogo e fumaça e o pobre sacerdote tinha que ser puxado para fora pela corda. No ano seguinte o novo sumo sacerdote entraria com muito mais temor e sem dúvida teria garantido que o povo se comportaria melhor. O sumo sacerdote precisava ser um homem corajoso, provavelmente o mais corajoso de todos os hebreus para entrar nesta roleta russa semita. Os que sentissem o poder da divindade e tivessem a sorte de sobreviver transformavam-se em verdadeiros homens santos, com todos os sintomas de docilidade dos pacientes das terapias de choque do século 19.

Rabi Baruch Habas

[…] Aqui era feita anualmente a cerimônia da expiação (ver Exôdo12:5 e Levítico 4:35). Era aqui, e mais especificamente dentro da Arca que os hebreus consideravam ser o local exato onde Iahweh estava. Apenas o Sumo Sacerdote podia entrar nesta parte do templo, e apenas uma vez ao ano após uma série de preparações espirituais e purificações corporais. Em cada uma dessas ocasião ele corria o risco de perder a vida. […]

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-arca-da-alianca-a-bateria-de-deus/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-arca-da-alianca-a-bateria-de-deus/

Além da Imaginação e do Tempo (Clark Ashton Smith)

A editora Clock Tower, conhecida por trazer ao público lusófono grandes escritores do horror está com um novo financiamento coletivo em aberto.

Além da Imaginação e do Tempo de Clark Ashton Smith traz os mais importantes contos deste autor que influenciou enormemente Lovecraft e é um dos homenageados de Anton LaVey na dedicatória da primeira edição da Bíblia Satânica em 1966.

Conheça mais sobre esta obra, autor e projeto no site: https://www.catarse.me/casmith

 

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/alem-da-imaginacao-e-do-tempo-clark-ashton-smith/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/alem-da-imaginacao-e-do-tempo-clark-ashton-smith/

A Historia cultural dos Vampiros

A crença em criaturas vampíricas provavelmente remonta às experiências humanas muito antes do advento da palavra escrita. Tanto um temor respeitoso em relação aos mortos como uma crença nas propriedades mágicas do sangue podem ser encontradas em culturas do mundo todo. Contos modernos e antigos sobre chupadores de sangue , voadores noctívagos e sobrenaturais, tais como a Lamia (Bruxa, na mitologia grega) , são caracterizadas, sob muitas formas, em várias culturas mundiais.

O conceito específico dos mortos retornando para atacar e alimentar-se do sangue dos vivos encontrou sua maior expressão na Europa cristã. No século XII, o historiador William de Newburgh relatou diversos casos de mortos retornando para aterrorizar, atacar e matar durante a noite. Identificou esse tipo de espírito maligno com o termo latino sanguisuga. Na maioria dos casos sobre os quais escreveu, a única solução permanente era desenterrar e queimar o corpo do assaltante acusado.

Embora nenhuma crença prolongada nesses seres tenha continuado entre os ingleses, a onda de relatos virtualmente idênticos varreu grandes áreas da Europa oriental, do século XVI ao século XVIII. Uma grande variedade de termos foi desenvolvida para designar esses seres, tais como variações do termo sérvio vulkodlak (extraído da palavra que designa o lobisomem). Outros termos usados na Sérvia , vampir (de origem questionável) e palavras relacionadas (como a palavra russa upyr), também se desseminaram.

Ao longo do tempo , esses relatos sobre vampirismo se infiltraram na Europa ocidental, onde se tornaram foco de discussão intelectual. Em 7 de janeiro de 1732, um relatório oficial foi assinado pelo cirurgião do regimento de campanha Johannes Fluckinger, do governo austríaco (e três de seis assistentes), detalhando suas investigações sobre vampirismo na Sérvia. O relatório indicava diversas mortes na vila de Meduegna cinco anos antes, cuja culpa recaíra sobre um homem chamado Arnold (Paole) Paul, que alegara ter sido mordido certa vez por um vampiro e subseqüentemente morrido. Alguns acreditaram que ele tinha voltado do mundo dos mortos e os estava atormentando. Seu corpo, quando exumado, parecia estar em bom estado, mas o sangue escorria de sua cabeça e mais sangue espirrou quando foi açoitado. O cirurgião de campanha e seus assistentes estavam investigando uma nova onda de ataques alegadamente vampíricos na área quando examinaram outros supostos vampiros, que foram desenterrados. Oito, cuja aparência foi considerada extraordinariamente fresca, foram queimados.

Dom Augustin Calmet, um abate beneditino e renomado estudioso da Bíblia, publicou um tratado sobre os vampiros em 1746, no qual narrou, entre outros relatos, a história de Arnould Paul. Apresentou várias explicações racionais, mas também deixou em aberto a possibilidade de que algo sobrenatural poderia estar ocorrendo.

Vampira de MunchUm jovem escritor e médico do século XIX que pode ter se familiarizado com as teorias de Calmet sobre os vampiros foi John Polidori, um imigrante italiano residente na Inglaterra. Em 1816, durante um certo período, Polidori foi companheiro de viajem do aclamado poeta e escritor Lord Byron. Enquanto estava com Byron e um pequeno grupo de pessoas hospedadas na Villa Diodati, nas cercanias de Genebra, Polidori se juntou aos que, por sugestão de Byron, inventavam histórias de fantasmas para seu mútuo entretenimento. Uma das presentes era Mary Shelley, cuja história se transformou mais tarde no clássico romance de horror Frankesntein. A história de Byron era sobre um homem à beira da morte, que fazia seu companheiro de viagem jurar que não revelaria sua morte a ninguém. Anos mais tarde, Polidori juntou a idéia básica de Byron com um motivo vampírico. Usando Byron como modelo, criou o vampiro Lord Ruthven, um aristocrata viajante que atraía e matava mulheres inocentes a fim de se alimentar de seu sangue. Sua historia inspirou diversas peças de teatro e outras obras de criação durante o século XIX.

Em 1872, uma imagem mais inovadora para o vampiro foi apresentada pelo escritor irlandês Sheridam Le Fanu, com o lançamento de seu conto “Carmilla”, que incorpora as crenças vampíricas a uma ambientação gótica. A historia gira em torno de uma vampira que desenvolve uma longa ligação com uma vítima do sexo feminino. Insinuações eróticas nesse estranho e sinistro vínculo entre vampira e vítima ecoam ao longo de toda a história.

Em fins de século XIX, o romance Dracula, de Bram Stoker, iniciou a era da ficção que continua até hoje. Dracula criou o vampiro vilão definitivo, utilizando elementos dos trabalhos de Polidori e Le Fanu para produzir um pano de fundo gótico para a história de um predador aristocrático profano saído do túmulo, que hipnotiza, corrompe e se alimenta das lindas jovens que mata. Stoker revelou todo o impacto das conotações psicossexuais envolvidas no relacionamento entre vampiro e vítima, mostrando a notável semelhança entre ânsia de sangue dos mortos-vivos e a sensualidade reprimida dos simples mortais. Um elo psíquico ainda mais profundo está indicado quando uma vítima do sexo feminino é forçada a beber o sangue de Drácula como parte de sua transformação em vampira.

Após o lançamento do extraordinário romance Dracula, em 1897, poucos romances foram publicados durante mais de meio século, e os que foram não eram dignos de nota. Porém na primeira metade do século XX novos romances e contos do gênero horror injetaram sangue novo ao tema. Particularmente em revistas de produção precária do tipo “horror”, como Weird Tales.

Cinema e TV

Todavia, uma grande influência sobre a percepção pública do vampiro veio de filmes exibidos para grandes audiências. Boa parte dos primeiros filmes não conseguiu atrair o público no lançamento. O filme mudo alemão de 1922, Nosferatu, Eine Symphonie des Garuens, dirigido por F.W. Murnau, retratou com sucesso um vampiro de aparência mórbida e revoltante. Outros se seguiram a este como London After Midnight, em 1927.

Bela LugosiVampiro (1932) é um rigoroso e sombrio espetáculo de morbidez orquestrado pelo diretor Carl Dreyer, um dos nomes mais importantes da história do cinema. Porém os filmes das décadas de 1920, 1930 e 1940 consagraram alguns atores como lendas vivas do mito do vampiro , como o filme Drácula da Universal , estrelado por Bela Lugosi, Ao contrário do que muita gente pensa, o ator austro-húngaro Bela Lugosi interpretou Drácula nas telas em apenas duas ocasiões. Drácula (1931), da Universal, e Às Voltas com Fantasmas (1948), ao lado da dupla cômica Abbott & Costello. Entretanto o papel lhe marcou de forma tão definitiva que Bela chegou a ser enterrado vestido com os trajes de vampiro.

Outros como Christopher Lee chegaram a fazem um verdadeiro PHD de vampiro, de tanto que interpretaram o papel, ele fez simplesmente sete filmes como o conde Drácula, de Vampiro da Noite (1958) até Os Ritos Satânicos de Drácula (1973). Detestava a imagem do vampiro, mas retornou ao papel em Conde Drácula (1970), Uma Dupla em Sinuca (1970) e Drácula, Pai e Filho (1977). Filmes de vampiros sempre foram um grande sucesso a exemplo de “Bram Stoker`s Dracula”, (Copolla, 1992) ou “Entrevista com o Vampiro” (Neil Jordan, 1994). Não podemos esquecer também das várias séries de TV sobre o tema que pipocaram durante várias décadas.

Alguns anos após o término de uma cultuada série de TV sobre vampirismo conhecida como Dark Shadows, em 1971, apareceu um romance que retratava o vampiro tanto como herói trágico como anti-herói. Interview with a Vampire, de Anne Rice , publicado em 1976, faz uma apreciação altamente introspectiva da vida de um vampiro chamado Louis. A autora pinta um retrato macabro de uma pessoa altamente erudita e sensível que é atirada, sem saber , no fantasmagórico mundo dos vampiros. Louis é forçado a lidar com sua imortalidade enquanto procura algum sentido de identidade em sua existência de assassino movido a sangue.
Em 1980, para brindar as sessões da tarde criam-se diversas versões adolescentes e de terror explícito do mito do vampiro. A Hora do Espanto (1985) é a visão moderna do vampiro no sucesso que revigorou o gênero em plena década de 1980, com humor corrosivo, cenas escabrosas que abusam de sangue e gosma cenográficos e efeitos visuais espetaculares.

Cena de Drácula de Bram StokerOs anos 90 lideraram uma verdadeira explosão de interesse pelos vampiros. A revolução da TV a cabo e do vídeo cassete e posteriormente do DVD tornou acessíveis quase todos os numerosos filmes sobre o tema, muitos desses estavam inclusive fora de catálogo e foram relançados em formato digital. Uma torrente sem fim de romances vampíricos foi lançada. Um crescimento contínuo de romances sobre vampirismo em forma de seriados alcançou números sem precedentes para um único personagem do amplo universo do terror.
O aclamado Drácula de Bram Stoker (Copolla, 1992) traz uma adaptação fiel do livro de Bram Stoker, mostrando a busca do Conde Drácula pela reencarnação de sua amada. No século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando esta se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava, pois ela se matou acreditando que ele estava morto. Assim, perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste é a reencarnação da sua amada. Deste modo, o deixa preso com suas “noivas” e vai para a Londres da Inglaterra vitoriana, no intuito de encontrar a mulher que sempre amou através dos séculos.

Cena de Entrevista com o Vampiro Entrevista com o Vampiro (1994), baseado no romance de Anne Rice é uma releitura do mito, carregada de ambigüidades sexuais. Em pleno século XX, um vampiro concede uma entrevista a um jovem repórter, contando como foi transformado em uma criatura das trevas pelo vampiro Lestat, na Nova Orleans do século XVIII. Uma curiosidade do filme é que Anne Rice ficou terrivelmente surpresa com a escolha de Tom Cruise para o papel de Lestat, entretanto ao ver a atuação de Cruise ela chegou a fazer um pedido de desculpas público em virtude do bom desempenho do ator.

 

Assim aparecem filmes como “Um drink no inferno” (1996, Tarantino) que teve continuações, e retrata vampiros como bestas assassinas e sedentas de sangue, num clima de roadie movie com terror escatológico.

‘Blade – O Caçador de Vampiros (1998), surgiu baseado em um herói dos quadrinhos da Marvel, um ser metade humano e metade vampiro, movido pelo desejo de vingança contra aquele que o transformou nesse ser híbrido ao atacar sua mãe antes mesmo dele nascer. O filme rendeu mais uma seqüência, e a terceira parte está para estrear nos cinemas. O filme é violento e mostra vampiros brigando pelo poder como se fossem uma espécie de máfia, não faltam efeitos especiais, cenas de luta e parafernália eletrônica.

A Sombra do Vampiro No século XXI a moda dos vampiros permanece e ganhou até um folego extra. A Sombra do Vampiro (2000, Merhige), filme de ficção sobre os bastidores do clássico alemão, sugere que Schreck era um vampiro real contratado pelo diretor F.W. Murnau para dar maior realismo à história. Outro filme recente sobre o tema é Drácula 2000, de diretor Patrick Lussier, uma adaptação para os tempos atuais da clássica história do Conde Drácula. Em 2002 mais um livro de Anne Rice é adaptado para o cinema (mas sem o apuro da anterior), A Rainha dos Condenados (Rymer), baseado no terceiro livro de Rice sobre o tema, continua contando a história do vampiro Lestat, agora transformado em uma estrela do rock. Sua música acaba despertando a rainha de todos os vampiros, que tem por objetivo destruir a Terra. Para combatê-la, os demais vampiros imortais também despertam de seu sono. Recentemente foi lançado, Underworld (2003), um filme de vampiros com uma estética copiada da trilogia de ficção científica, Matrix, que mostra Vampiros e Lobisomens numa guerra sem fim, e como outros filmes do gênero já promete uma seqüência. Pelo visto o cinema é um campo bastante propício para o vampirismo.

Histórias em Quadrinhos:

Os vampiros retornaram nas HQs. Entre outros encontros, Drácula confrontou Batman em Chuva Rubra (1992) e o mascarado Zorro numa HQ de 1993. O livro de Stoker ganhou inúmeras adaptações em quadrinhos, incluindo álbuns do genial Guido Crepax. Blade o Caçador de Vampiros, a exemplo do que aconteceu com vários heróis dos quadrinhos, chegou as telas dos cinemas, e já promete a terceira seqüência em filme. Não podemos esquecer da importância hoje dos quadrinhos japoneses, os famosos mangás, neste gênero se destaca a presença de Vampire Princess Miyu e Vampire Hunter D. Produzido em 1988, “Vampire Princess Miyu” é uma série de quatro OVA’s (disponíveis nos EUA), quatro volumes de quadrinhos (também disponíveis nos EUA) e seis histórias no fomato de rádio-novela, para CD (esses, só no Japão). Miyu é a vampira mais poderosa do mundo, sendo imune às armas tradicionais contra vampiros: cruz, alho, água benta e Sol. As histórias de Miyu apresentam um clima dramático e denso, sem contudo apelar para a violência explícita, tudo é muito sutil. O que impressiona na série é o forte apelo erótico sugerido apenas pelo olhar de Miyu e as mortes bastante cruéis dos Shimas. O roteiro é bem estruturando, renovando o tema vampiro de um maneira muito criativa.

A narrativa destes desenhos é feita por Kimiko, uma médium que não aparece nos mangás originais. Ela originariamente queria matar Miyu, mas convenceu-se de que as intenções da menina-vampiro não eram malignas. E surge uma estranha aliança entre ambas.
O autor de “Vampire Princess Miyu” é Narumi Kakinuchi. Nascido em Osaka, seu primeiro trabalho foi “Ideon Runaway” (Densetsu Kyo Shin Ideon). Outros trabalhos são as séries “Dangaioh”, “Iczer” e “Vampire Yui”, entre outros.

Quanto à Vampire Hunter D, é ambientado em um mundo futurista onde há uma nova Idade Média, Numa pequena vila, uma garota, Dóris, foi mordida por um vampiro. E não por qualquer vampiro. Pelo Conde Magnus Lee, que há séculos é o senhor daquele local. O conde pretende desposá-la. Mas Dóris não deseja se tornar uma vampira. E na cidade, lhe recusam ajuda, o merceeiro recusa-se mesmo a vender-lhe as mercadorias de que necessita. Falam em exilá-la para um antigo campo de párias, o que somente não fazem por medo: o Conde Magnus matou diversas pessoas da cidade da última vez que fizeram isso com uma das suas escolhidas. Dóris tem uma única esperança. D.

D é um caçador de vampiros. Deve ser bastante famoso, Dóris o encontra na estrada sabendo quem ele é, sem que nenhuma explicação seja dada. D é também um pouco mais que um caçador de vampiros.

Video Games

A saga de Drácula foi transportada para o universo dos games em Drácula: A Ressurreição e Drácula 2: O Último Santuário, aventuras em 3-D lançadas pela Infogames. O jogador assume o papel de Jonathan Harker e precisa desvendar enigmas, interagindo com dezenas de personagens.

Para algumas pessoas, isso vai além da mera simpatia pelo gênero para se tornar parte de um estilo de vida. Um exemplo disso está no cenário moderno da música gótica, no qual o gosto pelos vampiros e uma aparência vampírica estilizada são muito comuns.
Em resumo: Os vampiros são eternos.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-historia-cultural-dos-vampiros/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-historia-cultural-dos-vampiros/

O Mito da Terra Plana

Por Widson Porto Reis

No livro “Aristóteles em 90 minutos”, parte de uma coleção da Jorge Zahar Editora que traz a cada volume a biografia de um grande filósofo da história, pode-se ler o seguinte trecho:

“Ao declarar que as obras de Aristóteles eram como a Sagrada Escritura, a Igreja se viu numa encruzilhada (e no caso, nos confins de uma Terra plana). O conflito que se avizinhava entre a Igreja e a descoberta científica era inevitável”. (pag. 48-49)

O autor, Paul Strathern, professor universitário e autor de romances, biografias e livros de viagens, mas não historiador nem filósofo, é apenas mais um a propagar o mito de que na Idade Média, sob a influência dogmática da Igreja Católica, acreditava-se que a Terra era plana. A ele somam-se filmes (“1492 – A Conquista do Paraíso”), músicas (“Flat Earth Society” – Bad Religion), desenhos animados (tantos que não seria possível citá-los todos), e o pior: livros escolares. Todos mostram Cristovão Colombo como um visionário – o único a acreditar que a Terra fosse redonda – lutando contra religiosos ortodoxos que, citando suas escrituras sagradas, acreditavam que o navio de Colombo cairia da borda da Terra ao atingir o horizonte.

Os gregos já sabiam!

A despeito do que você possa ter aprendido na escola nas suas aulas de História (talvez como o autor deste artigo), os gregos já sabiam mais de 2000 anos antes de Colombo que a Terra era redonda. O grego Erastótenes (276-194 a.C.) chegou mesmo a calcular geometricamente o diâmetro da Terra com uma precisão muito boa, medindo em passos a distância entre as cidades de Alexandria e Siene e conhecendo o tamanho das sombras projetadas por uma estaca nas duas cidades.

Mas você poderia perguntar: “E daí que os gregos já sabiam?” Afinal, diversas outras civilizações da mesma época, como a chinesa, realmente pensavam que a Terra era plana e continuaram pensando assim por muito tempo (os chineses só começaram a discutir a hipótese da Terra redonda no início do século XVII). Outro povo, os hebreus, usaram nos seus textos sagrados, que hoje fazem parte da Bíblia, diversas figuras de linguagem que levam estudiosos a crer que também acreditavam que a Terra fosse plana, como menções aos “quatro cantos da Terra”, por exemplo (embora também haja passagens que são usadas para provar o contrário). A diferença do pensamento grego para os outros povos é que ele influenciou enormemente a forma de pensar do ocidente e em praticamente todas as áreas do conhecimento: política, ética, ciência, lógica, filosofia, arte e muito mais, incluindo aí a toda poderosa religião Cristã.

Mas nenhum filósofo grego influenciou mais o pensamento medieval do que Aristóteles (384-322 a.C.). Aristóteles acreditava que todas as coisas eram formadas por combinações de quatro elementos: terra, água, fogo e ar, e que cada um deles possuía no universo um “lugar natural”. O lugar natural do elemento “terra”, sendo mais pesado do que todos os outros, seria o centro do universo. Uma vez que todas as coisas sólidas eram formadas por este elemento e como todas tinham igual tendência em estar o mais próximo possível do seu lugar natural, Aristóteles concluiu que a forma da Terra deveria ser esférica (note-se que esse raciocínio também exigia que a Terra estivesse no centro do Universo). Em seu livro “Sobre os Céus”, depois de longa argumentação, Aristóteles encerra a questão assim:

“Sobre a posição da Terra e da maneira de seu repouso ou movimento nossa discussão pode aqui terminar. Sua forma deve necessariamente ser esférica.”

A prova da esfericidade da Terra, segundo Aristóteles, publicado em uma edição do livro De sphaere do século XVI.

Platão, mestre de Aristóteles, também acreditava na forma esférica da Terra; ele diz em seu diálogo “Fédon”: “Minha convicção é de que a Terra é um corpo circular no centro dos céus”. Embora Platão não tenha sido tão importante quanto seu pupilo para o pensamento científico medieval, uma versão um pouco modificada de sua filosofia, conhecida por neoplatonismo, influenciou fortemente os primeiros filósofos religiosos, especialmente aquele que foi um dos maiores teólogos cristãos: Santo Agostinho (354-430). Quanto à forma da Terra, Agostinho não parecia duvidar de que ela fosse esférica, embora se mostrasse um tanto pertubado com a idéia de pessoas de ponta cabeça habitando terras do outro lado do mundo. No seu livro “A Cidade de Deus” (De Civitate Dei) ele escreveu:

“Apesar de estar supostamente ou cientificamente provado que a Terra tem a forma esférica, disto não decorre que o outro lado do mundo seja desprovido de mares, nem decorre imediatamente que, sendo desprovido de mares, seja habitado.”

Mas alguém realmente acreditava que a Terra era plana?

Enquanto a filosofia de Platão (sob a forma levemente adulterada do neoplatonismo) continuou, durante os primeiros séculos da Idade Média, a ser cultivada pelos cristãos desejosos em dar um estofo filósofico a sua nova religião, os livros de Aristóteles e boa parte do restante do conhecimento grego se perderam depois do esfacelamento do Império Romano no século VII. Durante este período, conhecido por “Idade das Trevas” (período medieval que costuma ser definido como indo do ano 600 ao ano 1000 D.C), alguns membros da Igreja publicaram de fato trabalhos que defendiam a idéia de uma Terra plana. Um deles foi o monge Cosmas Indicopleustes. Cosmas, um ex-mercador que trocou o comércio pelo hábito, escreveu no ano de 547 o livro chamado “Topografia Cristã” no qual expunha sua visão geográfica do mundo baseada em interpretações literais da Bíblia. Cosmas imaginava a Terra como um grande baú, sendo o firmamento a “tampa” deste baú, e ridicularizava a crença pagã numa Terra redonda com os velhos argumentos de pessoas de ponta cabeça, chuva caindo para cima, etc. Outro defensor da Terra plana foi o padre Lactâncio (265-345) e seus argumentos eram igualmente baseados em interpretações literais de metáforas bíblicas. Além destes sabe-se que, Severian de Gabala (380), e possivelmente Theodoro de Mopsuestia (350-430) e Deodoro de Tarsus (394) defenderam ideais de uma Terra plana.

Sobre estes autores no entanto, a maioria dos historiadores modernos concorda que foram praticamente ignorados em suas épocas ou no mínimo encarados com pouca seriedade nos círculos intelectuais; Cosmas por exemplo foi considerado um tolo ignorante pelo filósofo grego cristão John Philoponus.

Porque a Igreja adotou a Teoria da Terra Redonda?

No século XIII a Europa começou a reerguer-se do obscurantismo em que havia mergulhado e as obras gregas começaram finalmente a ser redescobertas, trazidas pelos árabes. Assim que tiveram contato com as obras de Aristóteles, os intelectuais cristãos imediatamente se encantaram com a complexidade e sofisticação filosófica do corpus aristotélico. Aristóteles não escrevia somente sobre o mundo natural, mas sobre ética, teatro, política, matemática, e muito mais com uma profundidade e um rigor lógico sem par na era medieval (a reverência por Aristóteles era tamanha que ele era chamado simplesmente por “O Filósofo”). Mas foi São Tomás de Aquino (1225-1274), um dos expoentes da teologia cristã, o grande responsável por embutir a ciência, a filosofia e a cosmologia de Aristóteles no cristianismo. Tomás transformou Aristóteles no suporte filosófico de toda a doutrina cristã. A partir daí, questioná-lo era o mesmo que questionar a própria existência de Deus.

Podemos agora voltar ao trecho do livro da Jorge Zahar Editor que abriu este artigo:

“Ao declarar que as obras de Aristóteles eram como a Sagrada Escritura, a Igreja se viu numa encruzilhada (e no caso, nos confins de uma Terra plana). O conflito que se avizinhava entre a Igreja e a descoberta científica era inevitável”.

Podemos entender que autor confundiu algumas coisas. Confundiu “Terra Plana” com “Geocentrismo”. Como se viu, o mesmo raciocínio Aristotélico que concluía pela redondeza da Terra também exigia que ela fosse o centro do universo, e isto sim causou o conflito entre ciência e a religião, mencionado pelo autor, que se viu com Giordano Bruno, Copérnico e Galileu.

Outras evidências pré-Colombianas

John Holywood (isso mesmo), monge inglês que também atendia pelo nome latinizado de Joanes de Sacrobosco era contemporâneo de Tomás de Aquino. Professor de Astronomia na Universidade de Paris, Sacrobosco foi o autor do livro astronômico com o maior número de edições até hoje, o “Tractatus de Sphaera Mundi”, publicado pela primeira vez em 1473. O “Sphaera” era um manual de astronomia e geografia muito utilizado pelos portugueses durante a era das grandes explorações e não deixa dúvidas aos historiadores modernos (a começar pelo nome), de que a esfericidade da Terra fosse um fato bem reconhecido na época.

Um dos mais fascinantes livros medievais é o “Liber Chronicarum” (“Crônicas de Nuremberg”). Com mais de 1800 ilustrações e 600 páginas, este volumoso livro contava a história ilustrada do mundo desde o Genêsis até aquela data e foi publicado originalmente em maio de 1493 antes que a descoberta da América fosse conhecida. A reprodução do “Universo Ptolomaico” (abaixo), representando o universo com suas esferas concêntricas ocupadas pelos planetas conhecidos (incluindo a Lua e o Sol) é bastante clara: a esfericidade da Terra era um fato tão bem estabelecido quanto o geocentrismo.

Encontrando os culpados pelo mito

Se a esfericidade da Terra não era questionada nos círculos eruditos da Idade Média então quem inventou o mito da Terra plana? (ou mais apropriadamente: o mito de que as pessoas acreditavam que a Terra fosse plana). O historiador J. B. Russel, no livro “Inventing the Flat Earth” (“Inventando a Terra Plana” – 1991), procurou os responsáveis pela propagação do mito e descobriu dois culpados: o francês Antoine-Jean Letronne (1787-1848) e o americano Washington Irving (1783-1859). Letrone, um historiador muito respeitado mas com um grande preconceito religioso, foi responsável por atribuir ao “Topografia Cristã” de Cosmas Indicopleustes uma importância histórica que ele nunca teve, concluindo que todos na Idade Média acreditavam que a Terra era plana. Seria como se daqui a mil anos alguém encontrasse um obscuro trabalho científico questionando a evolução e afirmasse que os cientistas do século XXI não acreditavam na evolução. Segundo Russel, devido ao enorme prestígio e reputação de Letrone, esta interpretação particular dos fatos não foi questionada pelos historiadores posteriores e passou a circular como verdade nos meios intelectuais.

Washington Irving, por outro lado, era antes de nada mais um romancista. Você na certa o conhece como o autor do conto que já virou desenho e filme: “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça”. Como historiador entretanto, costumava levar sua habilidade de escrever ficção para suas biografias, romanceando fatos que nunca aconteceram. Segundo o pesquisador Owen Gingerich, em seu artigo “Astronomy in the Age of Columbus” (“Astronomia no Tempo de Colombo”; Scientific American, novembro de 1992) logo após a revolução americana Irving estava procurando por um herói não inglês para contrapor ao famoso explorador inglês Sebastian Calbot, o primeiro homem a chegar ao Polo Norte, e enxergou em Colombo a pessoa certa.

Na biografia de Cristovão Colombo, “Columbus”, publicada em 1828, Irving descreve um episódio real – o Conselho de Salamanca em que Colombo apresenta seu projeto a um grupo de religiosos e leigos – porém “enriquece” a narrativa afirmando que Colombo foi acusado de heresia por sustentar que a Terra fosse redonda, o que supostamente seria contrário às Escrituras. É verdade que Colombo sofreu sérias objeções das autoridades presentes, mas a questão nunca foi se a Terra era redonda ou não, e sim o tamanho desta. Colombo supunha que a Terra fosse muito menor do que é na realidade (considerava-a com apenas 20% de seu tamanho real) enquanto seus opositores diziam ser impossível chegar às Índias percorrendo uma distância que consideravam muito maior (os opositores de Colombo estavam certos; se a América não estivesse no meio do caminho de Colombo ele e sua tripulação teriam morrido à míngua de recursos). A narrativa conforme floreada por Irving transformou o debate de Salamanca em um símbolo da luta entre o campeão da liberdade científica e o dogmatismo teólogico, e caiu no gosto popular.

Letrone deu ao mito da Terra plana sua base história, Irving sua carga emocional. Mas o mito realmente ganhou a força que tem até hoje quando John Draper (1811-1882), um físico violentamente anti-católico, publicou em 1873 o livro “A História do conflito entre a Ciência e a Religião” utilizando o mito da Terra plana como exemplo de como as crenças religiosas eram estúpidas e atrasadas e necessariamente se opunham ao progresso da ciência. Através de Draper o mito da Terra plana chegou como verdade absoluta até o início do século XX, e só nos anos 20 começou a ser questionado.

Referências:

“Astronomy in the Age of Columbus”; Scientific American; Novembro de 1992

“Pilares do tempo ? Ciência e Religião na Plenitude da Vida”, Sthepen Jay Gould, Ed. Rocco

“História do Pensamento Ocidental”, Bertrand Russel, Ed. Ediouro

“A Epopéia do Pensamento Ocidental”, Richard Tarnas, Ed. Bertrand Brasil

“A Mensuração da Realidade”, Alfred W. Crosby, Ed. Unesp

“Geographical Background of the First Voyage of Columbus”, Clarence B. Odell, Dale Edward Case

“History of the Conflict between Religion and Science”, John William Draper.

#Ciência

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mito-da-terra-plana

A Mitologia do Necronomicon e a Magia Moderna

ALEISTER CROWLEY

Os escritos de Aleister Crowley mostram muitos paralelos com a mitologia do Necronomicon. Alguns destes paralelos são listados abaixo. Yog-Sothoth cotérmino com todo espaço e tempo. (veja Parte Um sobre Yog-Sothoth). A Nuit de Crowley é o “espaço infinito”. Azathoth é o infinitamente compacto “Caos nuclear no centro do infinito”. O Habit de Crowley é o ponto “infinitamente pequeno e atômico”. Aqui nós vemos que dois dos mais importantes deuses do Necronomicon correspondem exatamente com os dois mais importantes deuses de Crowley. Crowley recebeu o LIVRO DA LEI, que previa o retorno de divindades antigas, do mensageiro dos Deuses Aiwass.

O Necronomicon afirma que o retorno dos Antigos será anunciado por Nyarlathotep, o Poderoso Mensageiro. Crowley afirma que a ascensão e a queda dos deuses são governadas por um processo que ele chama de Equinócio dos Deuses. O Necronomicon afirma que ressurgimento e a queda dos Antigos também são governados por um ciclo rotacional de Éons (Depois do verão vem o inverno, depois do inverno, o verão). O Dragão (fluxo draconiano) é importante para a magia de Crowley. Cthulhu, o deus semelhante à um dragão, é de grande importância no Necronomicon. Crowley as vezes refere à Estela da Revelação como CTH^H666. Note a similaridade entre CTH^H e CTHULHU. Existem muitas outras similaridades mas estas podem dar a você a idéia geral.

 

ANTON SZANDOR LAVEY

Anton LaVey é a cabeça fundadora da Igreja de Satã. Na “A Bíblia Satânica” LaVey assevera que a shew-stone usada por Dr, John Dee é a mesma coisa que o Trapezoedro Brilhante da Mitologia do Necronomicon. Sr. LaVey também fala em “A Bíblia Satânica” que o Deus Bode venerado através dos éons é A Cabra Negra dos Bosques com Mil Jovens do Necronomicon.

Na seqüência da Bíblia Satânica, “The Satanic Rituals”, LaVey apresenta dois rituais concernindo inteiramente dos mitos de HPL. O primeiro é a Chamada de Cthulhu. O segundo é a Cerimônia dos Nove Anjos Ângulos:

“CELEBRANTE: Kzs’nath r’n As-Athoth bri’nwe sz’g elu’khnar rquorkwe w’ragu mfancgh’ tiim’br vau. Januf a wrugh kod’rf kpra kybini sprn’aka ty’knu El-aka gryenn’h krans huehn

TRADUZIDO: Azathoth, grande centro do cosmos, toque tuas flautas para nós, acalmando-nos frente aos terrores de teus domínios. Tua alegria sustenta nossos medos, e em teu nome nós regozijamos no Mundo dos Horrores.

PARTICIPANTES: Ki’q Az-Athoth r’jyarh wh’fagh zhasa phr-tga nyena phragn’glu

TRADUÇÃO: Honra a Azathoth, sem cuja gargalhada este mundo não existiria.”

Em “As Leis do Trapezóide” LaVey menciona as “Feras do Tempo” e em alguns rituais menciona os Antigos.

 

KENNETH GRANT

Kenneth Grant é o diretor da filial britânico da O.’.T.’.O.’.. O sistema mágico de Grant é apenas isto: O sistema de Grant. Sua Cabala é altamente única à ele. Grant sente que os Antigos e os Outros Deuses são bem reais. Ele desenvolve uma nova interpretação dos livros do Livro da Lei de Crowley na luz do que ele chama de “Gnose do Necronomicon”.
Grant é talvez conhecido pelas suas propostas únicas para o controle dos sonhos e magia sexual. A interpretação de Grant do Roba el Khaliye (Rub al Khali) é bem próxima do que é pregado entre os Muqarribun. “Hecates Fountain” de Grant contêm muito do material relacionado à HPL/Necronomicon de todos os seus livros. Grant foi amigo de Austin Spare. Spare era um brilhante artista e ocultista. Grant uma vez deu a Spare uma cópia de um dos livros de Lovecraft Spare ficou muito perturbado com o que leu. Ele sentiu que haviam forças muito sombrias ligadas às histórias de HPL. Spare criou várias peças de arte mágicas baseadas em HPL. É pensado que Spare tenha dito que HPL tenha escrito muito mais que ele saiba.

 

MAGIA ENOQUIANA

Magia enoquiana foi descoberta por John Dee no século dezesseis. É aparentemente baseado em uma língua previamente desconhecida. Muitos magos asseveram que a língua enoquiana pré-data todas as línguas humanas. Geral J. Schueler é amplamente considerado um dos primeiros especialistas em magia enoquiana. Sr. Schueler afirma que magia enoquiana “o poderoso sistema de magia usado por Aleister Crowley, pelo Amanhecer Dourado, e do Necronomicon para contatar inteligências de outras dimensões.” É dito que John Dee talvez tenha estabelecido contato pela primeira vez com entidades enoquianas usando magia adaptada do Necronomicon.

O sistema enoquiano tem muitos paralelos com HPL. Schueler assevera que a tradição enoquiana propõe a existência de um Deus ou Força que é a manifestação do Espaço Infinito similar à Nuit de Crowley e ao Yog-Sothoth de HPL. Schueler também sustenta que a Manisfestação Divina do ponto nuclear no centro do infinito (equivalente à Hadit ou Azathoth) é também importante para a magia enoquiana. As Chaves Enoquianas afirmam que o mundo está se aproximando de um ciclo rotacional de éons em que os Deuses Anciãos retornarão e o mundo será para sempre mudado. Estas chaves também mencionam um dragão encarcerado (Cthulhu?). O fato de que as chaves estão em uma língua sobrenatural que pré-data a humanidade também é em si bem Lovecraftiano.

Texto Texto Parker Ryan, Tradução A. Valente

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/a-mitologia-do-necronomicon-e-a-magia-moderna/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/a-mitologia-do-necronomicon-e-a-magia-moderna/

A Biblioteca de Nag Hammadi

Biblioteca de Nag Hammadi é uma coleção de textos gnósticos do cristianismo primitivo que permaneceu desconhecida da humanidade até sua descoberta em 1945 em um região do Egito próxima a cidade de Nague Hamadi. Sua importância histórica para a compreensão do cristianismo primitivo não pode ser enfatizada o bastante, uma vez que se trata de pergaminhos que permaneceram intocados e portanto seguros de qualquer manipulação política religiosa ou social.

Após ser descoberta por Mohammed Ali Samman, um camponês local, o processo de tradução se prolongou até 1970 quando então o mundo conheceu a coleção de Nag Hammadi, uma biblioteca composta por treze livros protegidos artesanalmente por capas de couro (chamados “Códices”) contendo em seu conjunto cinquenta e dois livros, entre eles evangelhos, epístolas e apocalipses que ficaram de fora da Bíblia. É muito curioso que na mesma biblioteca do cristianismo original estejam fragmentos da República de Platão e trechos do Corpus Hermeticum mostrando como o intercambio cultural era algo frequente e comum na antiguidade.

E agora, pela primeira vez, reunidos em um só lugar de forma online e na íntegra, MorteSubita.net trás a tradução completa de todos os manuscritos para a língua portuguesa. Livros que sobreviveram passagem dos tempos e a perseguição da ortodoxia. Um cristianismo antes de qualquer concílio ou reforma.

Códice I
NHC I, 1 — Oração do Apóstolo Paulo
NHC I, 2 — Apócrifo de Tiago 
NHC I, 3 — O Evangelho da Verdade
NHC I, 4 — Tratado sobre a ressurreição
NHC I, 5 — Tratado tripartite 

Códice II
NHC II, 1 — Apócrifo de João a versão longa
NHC II, 2 — Evangelho de Tomé
NHC II, 3 — Evangelho de Felipe
NHC II, 4 — Hipóstase dos Arcontes
NHC II, 5 — Sobre a origem do mundo
NHC II, 6 — Exegese da alma
NHC II, 7 — Livro de Tomé o Adversário

Códice III
NHC III, 1 — Apócrifo de João a versão curta 
NHC III, 2 — O Evangelho dos Egípcios 
NHC III, 3 — Eugnostos, o abençoado
NHC III, 4 — Sofia de Jesus Cristo
NHC III, 5 — Diálogo do Slvador

Códice IV (repetições)
NHC IV, 1 — Apócrifo de João a versão curta 
NHC IV, 2 — O Evangelho dos Egípcios 

Códice V
NHC V, 1 — Eugnostos, o abençoado
NHC V, 2 — Apocalipse Copta de Paulo
NHC V, 3 — Primeiro Apocalipse de Tiago
NHC V, 4 — Segundo Apocalipse de Tiago
NHC V, 5 — Apocalipse de Adão

Códice VI
NHC VI, 1 — Os Atos de Pedro e dos Doze Apóstolos
NHC VI, 2 — O Trovão: a Mente Perfeita
NHC VI, 3 — Discurso Autorizado
NHC VI, 4 — O Conceito do Nosso Grande Poder
NHC VI, 5 — Fragmento de Platão
NHC VI, 6 —  Discurso sobre a Ogdóade e a Enéade 
NHC VI, 7 — A Oração de Ação de Graças
NHC VI, 8 — Fragmento de Asclépio 

Códice VII
NHC VII, 1 — Paráfrase de Sem
NHC VII, 2 — Segundo tratado do grande Sete 
NHC VII, 3 — A Revelação de Pedro
NHC VII, 4 — Ensinamentos de Silvano
NHC VII, 5 — As três estelas de Sete 

Códice VIII
NHC VIII, 1 — Zostrianos 
NHC VIII, 2 — A Epístola de Pedro a Filipe

Códice IX
NHC IX, 1 — Melquisedeque
NHC IX, 2 — O Pensamento de Norea
NHC IX, 3 — Testemunho da Verdade

Códice X
NHC X, 1 — Marsanes 

Códice XI
NHC XI, 1 — A Interpretação do conhecimento
NHC XI, 2 — Exposição Valentiana
NHC XI, 3 — Alógenes 
NHC XI, 4 — Hipsifrone

Códice XII
NHC XII, 1 — Sentenças de Sexto
NHC XII, 2 — Evangelho da Verdade

Códice XIII
NHC XIII, 1 — Protenoia trimórfica
NHC XIII, 2 — Sobre a Origem do Mundo
NHC XIII, 3 — Evangelho de Maria Madalena

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/biblioteca-de-nag-hammadi/

A Magia Maior e a Magia Menor no Satanismo

Magia Maior e Magia Menor (conhecida também como Alta e Baixa Magia ou coletivamente Magia Satânica), dentro do Satanismo LaVeyano, designa tipos de crenças com o termo maior magia aplicada à prática ritual significada como catarse psicodramática para focar as emoções para um propósito específico e magia menor aplicado à prática de manipulação por meio de psicologia aplicada e glamour (ou “astúcia e malícia”) para dobrar um indivíduo ou situação à sua vontade.

TEORIA E DEFINIÇÃO:

 “A magia branca é supostamente utilizada apenas para propósitos bons ou altruístas, e a magia negra, nos dizem, é usada apenas por razões egoístas ou “más”. O satanismo não traça tal linha divisória. Magia é magia, seja usada para ajudar ou atrapalhar. O satanista, sendo o mago, deve ter a habilidade de decidir o que é justo, e então aplicar os poderes da magia para atingir seus objetivos.” – Anton LaVey.

Delineado na Bíblia Satânica, LaVey definiu a magia como “a mudança em situações ou eventos de acordo com a vontade de alguém, que, usando métodos normalmente aceitos, seria imutável”. Esta definição incorpora dois tipos amplamente distintos de magia: maior e menor. De acordo com LaVey, um dos objetivos da magia ritual é “isolar a suprarrenal dissipada e outras energias emocionalmente induzidas, e convertê-la em uma força dinamicamente transmissível”. LaVey definiu magia menor como “astúcia e astúcia obtidas através de vários dispositivos e situações inventadas, que quando utilizadas, podem criar mudanças de acordo com a vontade de alguém”. Dentro deste sistema de magia, os termos feiticeiro e bruxa são mais comumente usados ​​e para se referir a praticantes masculinos e femininos, respectivamente.

LaVey defendia a visão de que havia uma realidade objetiva para a magia, e que ela dependia de forças naturais que ainda não haviam sido descobertas pela ciência. Em vez de caracterizá-los como sobrenaturais, LaVey expressou a visão de que eles faziam parte do mundo natural. Ele acreditava que o uso bem-sucedido da magia envolvia o mago manipular essas forças naturais usando a força de sua própria força de vontade. LaVey também escreveu sobre “o fator de equilíbrio”, insistindo que quaisquer objetivos mágicos deveriam ser realistas. LaVey recusou qualquer divisão entre magia negra e magia branca, atribuindo essa dicotomia puramente à “hipocrisia presunçosa e autoengano” daqueles que se autodenominavam “magos brancos”. Tal neutralidade se correlaciona com a visão filosófica de LaVey de um universo impessoal e, portanto, amoral.

LaVey explica suas razões para escrever A Bíblia Satânica em um pequeno prefácio. Ele fala com ceticismo sobre os volumes escritos por outros autores sobre o assunto da magia, descartando-os como “nada mais do que fraude hipócrita” e “volumes de desinformação e falsas profecias”. Ele reclama que outros autores não fazem mais do que confundir o assunto. Ele zomba daqueles que gastam grandes quantias de dinheiro em tentativas de seguir rituais e aprender sobre a magia compartilhada em outros livros de ocultismo. Ele também observa que muitos dos escritos existentes sobre magia e ideologia satânicas foram criados por autores do “caminho da mão direita”. Ele diz que a Bíblia Satânica contém verdade e fantasia, e declara: “O que você vê pode nem sempre agradar a você, mas você verá!” Muitas das ideias de LaVey sobre magia e ritual são descritas na Bíblia Satânica. LaVey explica que alguns dos rituais são simplesmente psicologia aplicada ou ciência, mas que alguns contêm partes sem base científica. Os Rituais Satânicos, publicado por LaVey em 1972, descreve os rituais com mais precisão. O terceiro livro da Bíblia Satânica descreve rituais e magia. De acordo com Joshua Gunn, estes são adaptados de livros de magia ritual, como Magick de Crowley: Teoria Elementar, mais conhecido como o Liber ABA.

A MAGIA MENOR

 “O significado antiquado de ‘glamour’ é bruxaria. O trunfo mais importante para a bruxa moderna é sua capacidade de ser sedutora, de utilizar o glamour. A palavra ‘fascinação’ tem uma origem similarmente oculta. Fascinação era o termo aplicado ao mau-olhado. Fixar o olhar de uma pessoa, em outras palavras, fascinar, era amaldiçoá-la com o mau-olhado. Portanto, se uma mulher tinha a capacidade de fascinar os homens, ela era considerada uma bruxa.” – Anton LaVey.

A Magia Menor, também conhecida como magia “cotidiana” ou “situacional”, é a prática de manipulação por meio da psicologia aplicada. LaVey escreveu que um conceito-chave na magia menor é o “comando para olhar”, que pode ser realizado utilizando elementos de “sexo, sentimento e admiração”, além da utilização de aparência, linguagem corporal, aromas, cores, padrões , e odor. LaVey escreveu que os termos “fascínio” e “glamour” têm origens no mundo da magia “coercitiva”. A palavra “fascinação” vem da palavra latina “fascinare”, que significa “lançar um feitiço sobre”. Este sistema encoraja uma forma de dramatização manipulativa, em que o praticante pode alterar vários elementos de sua aparência física para ajudá-lo a seduzir ou “enfeitiçar” um objeto de desejo.

LaVey desenvolveu “O Relógio Sintetizador”, cujo objetivo é dividir os humanos em grupos distintos de pessoas com base principalmente na forma do corpo e nos traços de personalidade. O sintetizador é modelado como um relógio, e baseado em conceitos de somatótipos. O relógio destina-se a ajudar uma bruxa a se identificar, posteriormente auxiliando na utilização da “atração de opostos” para “encantar” o objeto de desejo da bruxa, assumindo o papel oposto. Diz-se que a aplicação bem-sucedida da magia menor é construída sobre a compreensão de seu lugar no relógio. Ao encontrar sua posição no relógio, você é encorajado a adaptá-la como achar melhor e aperfeiçoar seu tipo harmonizando seu elemento para melhor sucesso. LaVey explica que, para controlar uma pessoa, é preciso primeiro atrair sua atenção. Ele dá três qualidades que podem ser empregadas para esse propósito: apelo sexual, sentimento (fofura ou inocência) e admiração. Ele também defende o uso de odor.

Dyrendal se referiu às técnicas de LaVey como “Erving Goffman conhece William Mortensen”. Extraindo insights da psicologia, biologia e sociologia, Petersen observou que a magia menor combina ocultismo e “ciências rejeitadas de análise corporal e temperamentos”.

  • No MorteSubita.net há uma seção dedicada a Baixa Magia com diversas informações a respeito.

A MAGIA MAIOR:

Da esquerda para a direita: Karla LaVey, Diane Hegarty e Anton LaVey ritualizando na Casa Negra, a sede original da Igreja de Satã.

A Magia Maior é um ritual realizado para concentrar a energia emocional de uma pessoa para um propósito específico. Esses ritos são baseados em três grandes temas psicoemotivos, incluindo compaixão (amor), destruição (ódio) e sexo (luxúria). Esses rituais são frequentemente considerados atos mágicos, com o satanismo de LaVey incentivando a prática da magia para ajudar os fins egoístas. Muito do ritual satânico é projetado para um indivíduo realizar sozinho; isso ocorre porque a concentração é vista como a chave para a realização de atos mágicos. O ritual é referido como uma “câmara de descompressão intelectual”, onde o ceticismo e a descrença são voluntariamente suspensos, permitindo assim que os magos expressem plenamente suas necessidades mentais e emocionais, não retendo nada em relação aos seus sentimentos e desejos mais profundos. LaVey listou os componentes-chave para um ritual bem-sucedido como: desejo, tempo, imaginação, direção e “O Fator de Equilíbrio” (consciência das próprias limitações). Os rituais LaVeyanos às vezes incluem blasfêmias anticristãs, que se destinam a ter um efeito libertador sobre os participantes. Em alguns dos rituais, uma mulher nua serve de altar; nestes casos, fica explícito que o próprio corpo da mulher se torna o altar, em vez de tê-la simplesmente deitada sobre um altar existente. Não há lugar para orgias sexuais no ritual LaVeyano. Nem animais nem sacrifícios humanos acontecem. As crianças são proibidas de participar desses rituais, com a única exceção sendo o Batismo Satânico, que é especificamente projetado para envolver bebês.

Detalhes para os vários rituais satânicos são explicados no Livro de Belial, e listas de objetos necessários (como roupas, altares e o símbolo de Baphomet) são fornecidas. LaVey descreveu uma série de rituais em seu livro, Os Rituais Satânicos; estas são “performances dramáticas” com instruções específicas sobre a roupa a ser usada, a música a ser usada e as ações a serem tomadas. Esta atenção aos detalhes na concepção dos rituais foi intencional, com sua pompa e teatralidade pretendendo envolver os sentidos e os sentidos estéticos dos participantes em vários níveis e aumentar a força de vontade dos participantes para fins mágicos. LaVey prescreveu que os participantes do sexo masculino devem usar túnicas pretas, enquanto as mulheres mais velhas devem usar preto, e outras mulheres devem se vestir de forma atraente para estimular os sentimentos sexuais entre muitos dos homens. Todos os participantes são instruídos a usar amuletos do pentagrama virado para cima ou da imagem de Baphomet. De acordo com as instruções de LaVey, no altar deve ser colocada uma imagem de Baphomet. Isso deve ser acompanhado por várias velas, todas, exceto uma, devem ser pretas. A única exceção é uma vela branca, usada em magia destrutiva, que é mantida à direita do altar. Também deve ser incluído um sino que é tocado nove vezes no início e no final da cerimônia, um cálice feito de tudo menos ouro, e que contém uma bebida alcoólica simbolizando o “Elixir da Vida”, uma espada que representa a agressão, uma falo modelo usado como aspersório, gongo e pergaminho no qual os pedidos a Satã devem ser escritos antes de serem queimados. Embora o álcool fosse consumido nos ritos da Igreja, a embriaguez era desaprovada e o consumo de drogas ilícitas era proibido.

O livro final da Bíblia Satânica enfatiza a importância da palavra falada e emoção para a magia eficaz. Uma “Invocação a Satã” bem como três invocações para os três tipos de ritual são dadas. A “Invocação a Satã” ordena que as forças das trevas concedam poder ao invocador e lista os nomes Infernais para uso na invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da luxúria” é usada para atrair a atenção de outro. As versões masculina e feminina da invocação são fornecidas. A “Invocação empregada para a conjuração da destruição” comanda as forças das trevas para destruir o sujeito da invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da compaixão” solicita proteção, saúde, força e a destruição de qualquer coisa que aflija o sujeito da invocação. O resto do Livro de Leviatã é composto pelas Chaves Enoquianas, que LaVey adaptou do trabalho original de Dee. Elas são dados em enoquiano e também traduzidas para o inglês. LaVey fornece uma breve introdução que credita Dee e explica um pouco da história por trás das Chaves Enoquianas e da linguagem. Ele sustenta que as traduções fornecidas são um “desenvernizamento” das traduções realizadas pela Ordem Hermética da Golden Dawn (Aurora Dourada) em 1800, mas outros acusam LaVey de simplesmente mudar as referências ao cristianismo com as de Satã.

Ao projetar esses rituais, LaVey baseou-se em uma variedade de fontes mais antigas, com o estudioso do satanismo Per Faxneld observando que LaVey “montou rituais de uma miscelânea de fontes históricas, literárias e esotéricas”. LaVey brincou abertamente com o uso da literatura e da cultura popular em outros rituais e cerimônias, apelando assim ao artifício, pompa e carisma. Por exemplo, ele publicou um esboço de um ritual que ele chamou de “Chamado a Cthulhu”, que se baseava nas histórias do deus alienígena Cthulhu, de autoria do escritor de terror americano H. P. Lovecraft. Neste rito, programado para acontecer à noite em um local isolado perto de um turbulento corpo de água, um celebrante assume o papel de Cthulhu e aparece diante dos satanistas reunidos, assinando um pacto entre eles na linguagem da ficção de Lovecraft “Old Ones (Os Antigos)”.

  • O Morte Súbita inc tem uma seção inteiramente dedicada a Baixa Magia

RITUAIS E RITOS CERIMONIAIS:

No Livro de Belial, ele discute três tipos de rituais: rituais de luxúria que trabalham para atrair outra pessoa, rituais de destruição para destruir outra pessoa e rituais de compaixão para melhorar a saúde, inteligência e sucesso. Rituais de luxúria são projetados para atrair o parceiro romântico ou sexual desejado e podem envolver a masturbação, com o orgasmo como objetivo. Rituais de destruição são projetados para prejudicar os outros e envolvem a aniquilação simbólica de um inimigo através do uso de sacrifício humano “vicário”, muitas vezes envolvendo uma efígie personalizada representando a vítima pretendida que é então submetida a fogo ritual, esmagamento ou outra representação de obliteração . Os rituais de compaixão são projetados com a intenção de ajudar as pessoas (incluindo a si mesmo), para evocar um sentimento de tristeza ou tristeza, e o choro é fortemente encorajado.

Nos Rituais Satânicos, LaVey faz uma distinção entre o ritual e a cerimônia, afirmando que os rituais “… são direcionados para um fim específico que o performer deseja”, e que as cerimônias são “… evento, aspecto da vida, personagem admirado, ou declaração de fé (…) um ritual serve para atingir, enquanto uma cerimônia serve para sustentar”. LaVey enfatizou que em sua tradição, os ritos satânicos vinham em duas formas, nenhuma das quais eram atos de adoração; em sua terminologia, os “rituais” tinham a intenção de provocar mudanças, enquanto as “cerimônias” celebravam uma ocasião particular.

Um batismo satânico é uma cerimônia para uma criança que se destina a ser um reconhecimento simbólico da criança como tendo nascido satanista e só deve ser realizada para menores de quatro anos, pois LaVey afirmou que além dessa idade, a criança já começou a ser influenciado por ideias “alienígenas”. Os batismos de adultos servem como uma declaração de “fé”, onde “falsidades, hipocrisia e vergonha do passado” são simbolicamente rejeitadas. Em 1967, LaVey realizou o primeiro batismo satânico registrado publicamente na história para sua filha mais nova, Zeena, que ganhou publicidade mundial e foi originalmente gravado no LP, The Satanic Mass (A Missa Satânica). Os Batismos Satânicos foram escritos por LaVey e publicados em Os Rituais Satânicos.

Em fevereiro de 1967, LaVey oficiou o primeiro casamento satânico, o casamento muito divulgado de Judith Case e o jornalista John Raymond. O primeiro funeral satânico foi para o mecânico-reparador naval dos EUA, de terceira classe e membro da Igreja de Satã, Edward Olsen. Foi realizado por LaVey a pedido da esposa de Olsen, completo com uma guarda de honra com capacete cromado. Ambas as cerimônias foram escritas por LaVey, mas nunca foram publicadas oficialmente até 2007, quando As Escrituras Satânicas lançou ao público uma versão adaptada delas pelo atual Sumo Sacerdote da Igreja, Peter H. Gilmore.

Junto com as cerimônias de casamento e funeral, As Escrituras Satânicas de Gilmore também publicou um rito menor de dedicação de objetos cerimoniais, que satiriza os rituais de ‘limpeza’ de outras religiões, e o Ragnarök Rite (Rito do Ragnarök), um ritual escrito por Gilmore na década de 1980 inspirado no o antigo mito nórdico do Ragnarök pretendia expurgar seus participantes da angústia e do ódio despertados após serem vítimas do fanatismo religioso.

A MISSA NEGRA:

LaVey também desenvolveu sua própria Missa Negra, que foi concebida como uma forma de descondicionamento para libertar o participante de quaisquer inibições que desenvolvessem ao viver na sociedade cristã. Ele observou que ao compor o rito da Missa Negra, ele se baseou no trabalho de Charles Baudelaire e Joris-Karl Huysmans.

SIMBOLISMO:

Os Quatro Príncipes Coroados do Inferno:

LaVey utilizou o simbolismo dos Quatro Príncipes Herdeiros do Inferno na Bíblia Satânica, com cada capítulo do livro sendo nomeado após cada Príncipe. O Livro de Satã: A Diatribe Infernal, O Livro de Lúcifer: A Iluminação, O Livro de Belial: Domínio da Terra, e O Livro do Leviatã: O Mar Furioso. Esta associação foi inspirada na hierarquia demoníaca do Livro da Magia Sagrada de Abra-Melin, o Mago.

  • Satã (hebraico) “O Senhor do Inferno”:

O adversário, representando a oposição, o elemento fogo, a direção do sul e o Sigilo de Baphomet durante o ritual.

  • Lúcifer (romano) “A Estrela da Manhã”:

O portador da luz, representando orgulho e iluminação, o elemento ar, a direção do leste e velas durante o ritual.

  • Belial (hebraico) “O Sem Mestre”:

A baixeza da terra, independência e autossuficiência, o elemento terra, a direção do norte e a espada durante o ritual.

  • Leviatã (hebraico) “A Serpente do Abismo”:

O grande dragão, representando o segredo primordial, o elemento água, a direção do oeste e o cálice durante o ritual.

Frases:

Hail Satan (Salve Satã)” uma saudação comum e termo ritual na Igreja de Satã, tanto em sua forma inglesa, Hail Satan, bem como na versão original em latim, Ave Satanas. Quando Ave Satanas é usado, muitas vezes é precedido pelo termo Rege Satanas (“Satã Reina”). (Rege Satanas pode ser ouvido no vídeo de um casamento amplamente divulgado da Igreja de Satã realizado por LaVey em 1º de fevereiro de 1967.) A combinação “Rege Satanas, Ave Satanas, Hail Satan!” é encontrado como uma saudação na correspondência inicial da Igreja de Satã, bem como em sua gravação de 1968, The Satanic Mass (A Missa Satânica) e, finalmente, em seu livro de 1969, A Bíblia Satânica. A frase é usada em algumas versões da Missa Negra, onde muitas vezes acompanha a frase Shemhamforash e é dita no final de cada oração. Este rito foi realizado pela Igreja de Satã aparecendo no documentário Satanis em 1969.

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Principais fontes:

Aquino, Michael (2002). The Church of Satan.

Barton, Blanche (1992). The Secret Life of a Satanist: The Authorized Biography of Anton Lavey. Feral House. p. 86. ISBN 978-0-922915-12-5.

Gilmore, Peter H. (2007). The Satanic Scriptures. Baltimore (MD): Scapegoat Publishing. pp. 131–182.

Gunn, Joshua (2005). “Prime-time Satanism: rumor-panic and the work of iconic topoi”. Visual Communication. 4 (1): 93–120. doi:10.1177/1470357205048939. S2CID 144737058.

LaVey, Anton (1969). The Satanic Bible. Avon.

LaVey, Anton, The Satanic Mass, LP (Murgenstrumm Records, 1968)

Melech, Aubrey (1985). La Messe Noire (PDF). London: Sui Anubis. p. 52. ISBN 0-947762-03-5.

Mortensen, William; Dunham, George (2014). The Command to Look: A Master Photographer’s Method for Controlling the Human Gaze. p. 203.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-magia-maior-e-a-magia-menor-no-satanismo/