Seria o TdC uma Sociedade Secreta?

cebola

Com o projeto do livro de Kabbalah Hermética chegando em sua reta final, sinto que também está na hora de dar um passo adiante com o Blog também. Nestes últimos 9 meses eu estive bastante ausente em termos de escrever textos de ensinamentos aqui, embora, na verdade, estava extremamente ocupado escrevendo textos de ensinamentos para o Livro! Depois de mais de 8 anos publicando textos sobre praticamente TUDO o que se pode imaginar dentro do Hermetismo, Alquimia, Maçonaria, Umbanda, Rosacruz e trocentos outros assuntos, chega uma hora que a maioria das perguntas do tipo “onde eu acho algo sobre X?” já foi respondido em algum post dentro dos 3.000 publicados.

Então, vou tentar uma nova fórmula que acho que deve ser bacana e, ao mesmo tempo, me forçará a escrever novamente com constância. Usar o Blog como “Blog”, contando causos, debatendo sobre assuntos aleatórios relacionados ao Hermetismo, Cultura Pop, resenha de filmes que tenham assuntos iniciáticos e coisas assim… e vocês me ajudam sugerindo tópicos nos comentários ou nas postagens do Facebook.

Hoje vou falar um pouco sobre um tema que bombou na lista de debates do facebook: Afinal, o TdC está caminhando para se tornar uma Sociedade Secreta?

A Resposta mais honesta seria: Talvez sim. Mas não do jeito que você imagina.

A verdade é que existem inúmeros Círculos de Compreensão dentro do Hermetismo e que de uma certa maneira, eu preciso ser capaz de conversar com cada um destes Círculos de maneira diferente. Geralmente, quanto maior o Círculo, mais leigas são as pessoas e mais diluída precisa ser a mensagem, senão a quantidade de chorume ignorante que vai chover sobre os textos nos comentários não está no gibi. Comecemos com dois exemplos bons:

O Mundo profano

1 – Quando eu vou em algum programa tipo “Superpop”, sempre aparece algum idiota para xingar “Ah, mas olha lá o deldebbio no Superpop! Nenhum mago sério toparia ir naquele programa que só tem abobrinha”… o que é de certa maneira um espelho do próprio preconceito e arrogância de quem diz esse tipo de coisa. Programas populares de auditório escolhem pautas XYZ por causa da popularidade, depois buscam no google se tem algum expert para falar sobre aquilo. Se o cara diz “não”, eles ligam pro próximo, e pro próximo, e pro próximo, ATÉ ALGUÉM ACEITAR. Muitos idiotas da net acham que bastaria falar “não” que o programa não aconteceria e que poderíamos escapar desta exposição, mas simplesmente não é verdade. Então eu prefiro mil vezes ir em um programa do Superpop, ou Regina Casé, ou Faustão ou o que seja para falar sobre Hermetismo do que deixar que eles escolham algum tosco fantasiado de dr. Estranho ou Constantine pra falar besteiras. Eu sei que eu me garanto e que, em vinte anos de entrevistas, já tenho tarimba para sacanear quem acha que vai nos sacanear. E cada programa destes atinge 400.000 famílias (é gente pra caramba!) e, se eu articular direito e levantar a curiosidade da maneira certa, aqueles que tem um QI maior que o de um funkeiro vão buscar algo no Google… e não são poucos! Lembro que da última vez que fui no Superpop, fui reconhecido até por caixa de supermercado uma semana depois do programa! É uma chance de ouro de defender o hermetismo nas grandes massas.

2 – Quando eu escrevo ou publico algo no mundo geek/nerd, geralmente entrevistas relacionadas com RPG ou cinema, procuro ficar mais nos assuntos de mitologia, ou utilizar elementos da magia dos universos de fantasia para trazer aqueles com QI maior que o de um orc para dentro do blog. Apesar de ser um círculo mais fechado, ainda tem muito retardado com o ego de crianças de 12 anos no meio Rpgístico e que se melindra com qualquer coisa, ainda mais nestes tempos pós-modernxs. Ao longo de quase 20 anos, jogos como Arkanun, Trevas, Anjos e Demônios atraíram muita gente para o hermetismo. Pessoas que começaram a jogar com 10-15 anos e que hoje possuem 35-40 anos, já estão em ordens iniciáticas e/ou estudando.

Estes são os exemplos mais distantes das cascas da cebola, públicos onde a imensa maioria é composta de leigos, palpiteiros e “achadores” de egos imensos, mas é a primeira filtragem. Em seguida, temos o próprio Blog do TdC, que começou como uma Coluna no site Sedentário e Hiperativo (uns 8 anos atrás, hoje o foco do site são vídeos e memes). Nos tempos do Sedentário cada postagem na Coluna chegava a 40.000 visualizações, o que ainda é um número gigantesco, porém mais afinado com a egrégora.

Podcasts e Entrevistas
Outro método excelente de abrir as portas aos buscadores é através de entrevistas e bate-papos em podcasts, sites e youtubers. Um vídeo como a palestra sobre A Kabbalah e os Deuses de Todas as religiões já foi visto mais de 80 mil vezes. Aqui tem uma lista com as melhores. Fora os excelentes podcasts do Descontrole (aliás, fica o convite: se você possui um podcast sobre qualquer assunto que seja e quiser bater papo comigo, é só me mandar um email ou mensagem no Facebook e marcamos). Estas conversas atingem públicos às vezes muito diversos do habitual e serve como porta de entrada para os textos do site. Acho que os livros e textos em PDF (especialmente o “Grande Computador Celeste” também ajudaram muita gente a chegar até as portas do Labirinto).

No TdC ocorre o que gosto de chamar de “Porta de Entrada”. São cerca de 10 mil visitantes por dia, cerca de 7 mil no post principal e 3 mil espalhados pelo que chamamos de “cauda longa”, que é movimentado principalmente pelos Sites de Busca e pelo alto Pagerank do TdC. Por ter material original e bem cotado, o Blog está sempre entre os primeiros sites (tirando os patrocinados e os esquisotéricos de portais gigantescos) e conseguimos manter um bom diálogo com a galera e começar a redirecioná-los para círculos mais específicos…

Os Primeiros Círculos costumam ser os Grupos de Hermetismo no Facebook, antigamente (em tempos de Orkut) tínhamos o Projeto Mayhem, mas com o tempo, a praticidade do Facebook fez com que o pessoal naturalmente migrasse de uma plataforma para outra. Nossos grupos de Facebook são moderados e bem cuidados. Não permitimos fakes nem trolls e qualquer problema com babacas gera advertência e banimento. Assim, conseguimos manter a qualidade mesmo dentro de um dos maiores grupos do Facebook do tema. E dentro destes Grupos, temos grupos menores relacionados à Kabbalah, Astrologia Hermética, Runas, Tarot e outros assuntos. Grupos mais fechados e mais selecionados, porque o nível dos debates também é mais complexo. Nestes grupos chegamos a 300, 400 pessoas no máximo.

Finalmente, temos nossos próprios grupos de estudo, onde você pode estudar sozinho e fazer os exercícios práticos em casa. São Monografias e relatórios, cada lição resolvida abre as portas para a próxima Monografia… Apesar de parecer simples e mais de 8 mil pessoas já terem pedido para entrar, menos de 10% sequer consegue chegar ao grau de Probacionista, onde a jornada começa. Aqui já temos uma Egrégora bem forte protegendo aqueles que resolveram se dedicar ao estudo da Alquimia, Hermetismo e busca pela Verdadeira Vontade.

Nesta caminhada, temos cursos presenciais de Hermetismo e, para os que não possuem finais de semana livre ou tempo disponível ou moram longe de São Paulo, estruturamos os Cursos de Hermetismo À Distância no Excelente site da Daemon Editora. o Conteúdo é rigorosamente o mesmo dos cursos presenciais e faço acompanhamento com apostilas e plantão de dúvidas. Aos poucos, fazemos o que está ao nosso alcance para ajudar, mas a Caminhada até o Santo Graal deve ser feita pelo Buscador.

Então, a conclusão é que depois de 22 milhões de pessoas visitando nosso site ao longo de 8 anos, cada uma destas pessoas ultrapassou o que conseguiu do próprio abismo. Muitas abriram, leram e entenderam tudo ao contrário e vão sair falando merda; muitas leram alguma coisa, mataram a curiosidade e retornaram às suas vidas; muitas leram alguns posts, até gostaram do que viram mas ficaram com preguiça de continuar e retornaram para as vidas normais; outros começaram a estudar alguma coisa; outros resolveram aprofundar os estudos; alguns entraram em ordens iniciáticas (muitas e muitas e muitas diferentes para poder citá-las todas aqui) e uma parte realmente avançou dentro destas ordens. Hoje tenho a felicidade de encontrar leitores do Arkanun/Trevas entre médicos, advogados, engenheiros, artistas, administradores; temos amigos dentro dos maiores graus de todas as Ordens no Brasil e em vários outros países…

O que nos leva à resposta do título: SIM, praticamente somos uma Ordem Secreta enraizada dentro da Cultura Pop, das Ordens Iniciáticas e de profissionais que estão no caminho para se tornarem os melhores profissionais que puderem ser. O quanto você pretende avançar na Árvore da Vida só depende de você!

Certo homem saiu para semear. Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram. Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa pois a terra não era funda, mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes.

Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram. Uma outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo 30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado. Quem pode ouvir, ouça.

– Matheus, 13

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/seria-o-tdc-uma-sociedade-secreta

Alice traduzida por Monteiro Lobato

As Edições Textos para Reflexão trazem o seu livro digital mais elaborado (com mais de 50 imagens) para ilustrar o clássico que refundou a literatura infantil e juvenil – Alice no País das Maravilhas de Lewis Carroll, com tradução de Monteiro Lobato e arte de John Tenniel e Arthur Rackham.

“Com este conto surreal e fantástico, muitas vezes sem sentido algum, noutras vezes carregado de sentido oculto e profundo, Carroll revolucionou para sempre a literatura.”

Um ebook já disponível para o Amazon Kindle e o Saraiva Lev:

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Abaixo, segue o Prefácio de Monteiro Lobato, tradutor da obra:

Muitos anos atrás um professor de matemática de Oxford, Lewis Carroll, muito amigo das crianças, fez um passeio de bote pelo rio Tâmisa com três menininhas. Para diverti-las, foi inventando uma história de que elas gostaram muito.

Chegando em casa teve a ideia de escrever essa história – e assim nasceu para a biblioteca infantil universal mais uma obra prima – Alice in Wonderland (Alice no País das Maravilhas).

O livro ficou famoso entre os povos da língua inglesa. Foi traduzido por toda a parte. Seu autor imortalizou-se.

Hoje aparece em português. Traduzir é sempre difícil. Traduzir uma obra como a de Lewis Carroll, mais que difícil, é dificílimo. Trata-se do sonho de uma menina travessa – sonho em inglês, de coisas inglesas, com palavras, referências, citações, alusões, versos, humorismo, trocadilhos, tudo inglês –, isto é, especial, feito exclusivamente para a mentalidade dos inglesinhos.

O tradutor fez o que pôde, mas pede aos pequenos leitores que não julguem o original pelo arremedo. Vai de diferença a diferença das duas línguas e a diferença das duas mentalidades, a inglesa e a brasileira.

Há alguns anos o original manuscrito de Alice in Wonderland, do próprio punho do autor, apareceu num leilão de livros velhos em Londres. Vários pretendentes o disputaram, entre eles o British Museum, que havia destinado uma verba de 12.500 libras esterlinas para a sua aquisição. Essa verba foi insuficiente. Um americano apareceu e fez um lance maior, adquirindo o manuscrito pela quantia de 15.400 libras, ou 75.259 dólares, moeda do seu país. Qualquer coisa como mil e tantos contos, ao câmbio de hoje [Nota do Editor: há que se considerar que isso se deu nos anos 1930]. Isto mostra o alto grau de apreço no qual em certos países é tido o trabalho literário.

As crianças brasileiras vão ler a história de Alice por conta do pedido de Narizinho [a famosa personagem de Monteiro Lobato]. Tanto insistiu esta menina em vê-la em português (Narizinho ainda não sabe inglês), que não houve remédio; apesar de ser, como dissemos, uma obra intraduzível.

– “Serve assim mesmo” – disse ela ao ler a minha tradução – “Dá uma ideia, embora muito pálida, como diz Emília”…

Monteiro Lobato, em torno de 1931.

#eBooks #Kindle #MonteiroLobato

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alice-traduzida-por-monteiro-lobato

Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei

O dicionário Webster classifica religião como “o serviço e veneração a Deus ou ao sobrenatural; um conjunto de leis ou um sistema institucionalizado de atitudes religiosas, crenças e práticas; a causa, princípio ou sistema de crenças efetuada com ardor e fé”. Ele também coloca a palavra Ritual como sendo “uma forma estabelecida de cerimônia; um ato ou ação cerimonial; qualquer ato formal ou costumeiro realizado de maneira seqüencial”.

Porém, nenhum dicionário vai conseguir dar a vocês a verdadeira definição de Magia. Magia é um processo deliberado no qual eventos do desejo do Mago acontecem sem nenhuma explicação visível ou racional. Os católicos/evangélicos chamam estes eventos de Milagres quando são produzidos por eles e de “coisas do demônio” quando são produzidos por outras pessoas. As religiões ortodoxas acabaram presas em uma armadilha que elas mesmas criaram a respeito dos rituais e da magia. Embora a Igreja Católica (e as Evangélicas por extensão, com seus óleos sagrados, águas do rio Jordão e círculos de 318 pastores) use e abuse de rituais de magia baixa em seus cultos, o mero comentário que seus fiéis estejam usando rituais de magia pode te arrumar confusão.

Então… como os magos definem magia? Um Ritual de Magia é apenas e tão somente a canalização de energias de outros planos de existência, através de pensamentos, gestos, ações e vocalizações específicas, em uma forma manifestada no Plano Físico. O nome que se dá a isso é Weaving (tecer), de onde se originam as palavras Witch (bruxa) e Wiccan (bruxo). Não confundir com a baboseira new age que se difundiu no Brasil e que chamam de “wicca” por aí. Estou falando de coisas sérias.

A idéia por trás da magia é contatar diversas Egrégoras (chamadas de Deuses ou Deusas) que existem em uma dimensão não material. Os magos trabalham deliberadamente estas energias porque as Egrégoras adicionam um poder enorme ao Mago para a manifestação de sua vontade (Thelema, em grego).

O primeiro propósito de um ritual é criar uma mudança, e é muito difícil realizá-las apenas com a combinação dos arquétipos e de nossa vontade solitária. Para isto, precisamos da assistência destas “piscinas de energia” que chamamos de Divindades.

Tudo o que é usado durante a ritualística é um símbolo para uma energia que existe em outro plano. O que define se o contato irá funcionar ou não depende do conhecimento que o Mago possui destas representações simbólicas usadas no Plano Material. O estudo e meditação a respeito da simbologia envolvida nas ritualísticas é vital para o treinamento de um mago dentro do ocultismo.

Para conseguir trazer estas energias das Egrégoras para o Plano Físico, os magos precisam preparar um circuito de comunicação adequado, de maneira a permitir o fluxo destas energias. Isto é feito através da ritualística, do uso de símbolos, da visualização e da meditação.

Para manter este poder fluindo em direção a um objetivo, é necessário criar um Círculo de Proteção ao redor da oficina de trabalho. Este circuito providencia uma área energética neutra que não permitirá que a energia trabalhada escoa ou se dissipe. Este círculo pode ser imaginário, traçado, riscado ou até mesmo representado por cordas (como a famosa “corda de 81 nós” usadas nas irmandades de pedreiros livres na Idade Média).

O círculo de proteção também pode ser usado para limpar um ambiente, para afastar energias negativas ou entidades astrais indesejadas.

Para direcionar este controle e poder, o mago utiliza-se de certas ferramentas de operação, para auxiliar simbolicamente seu subconsciente a guiar os trabalhos no plano mental e espiritual. É por esta razão que a maioria das escolas herméticas utiliza-se dos mesmos instrumentos, como taças, moedas, espadas, adagas, incensos, caldeirões, ervas e velas. O uso de robes e roupas consagradas especialmente para estas cerimônias também é necessário para influenciar e preparar a canalização das energias destas egrégoras.

Para contatar corretamente cada egrégora, o Mago necessita da maior quantidade possível de símbolos para identificar e representar corretamente a divindade, poder ou arquétipo que deseja. Apenas despertando sua mente subconsciente o Mago conseguirá algum resultado prático em seus experimentos. E como o subconsciente conversa apenas através de símbolos, somente símbolos podem atrair sua atenção e fazer com que funcionem adequadamente.

Podemos fazer uma analogia destas egrégoras como sendo cofres protegendo vastas somas de recursos, cujas portas só podem ser abertas pela chave correta. Rezas, orações, práticas mágicas e venerações “carregam” estes cofres e rituais específicos “abrem” estes cofres. Cada desenho, imagem, vela, cor, incenso, plantas, pedras, símbolo, gestos, movimentos e vocalização adicionam “dentes” para esta chave, como um verdadeiro chaveiro astral (qualquer semelhança com o Keymaker do filme Matrix NÃO é mera coincidência). De posse da simbologia correta do ritual e da realização precisa de cada passo da ritualística, o Mago é capaz “girar a chave”, contatar a egrégora e acessar estes recursos.

Ao final do ritual, estes deuses ou formas arquetipais são liberados para que possam manifestar o desejo para qual foram chamados durante o ritual e também permite que o Mago volte a funcionar no mundo normal. Manter os canais de conexão com os poderes ativos após o ritual ter sido completado tornaria impossível para uma pessoa viver uma vida normal.

Os magos enxergam o universo como um organismo infinito no qual a humanidade o moldou à sua imagem. Tudo dentro do universo, incluindo o próprio universo, é chamado de Deus (Keter). Por causa desta interação e interpenetração de energias, os iniciados podem estender sua vontade e influenciar o universo à sua volta.

Para conseguir fazer isto, o iniciado precisa encontrar seu próprio Deus interior (chamado pelos orientais de atmã e pelos ocidentais de EU SOU, ou seja, o seu verdadeiro EU). Este é o verdadeiro significado da “Grande Obra” para a qual nós, alquimistas, nos dedicamos. Tornar-se um mestre da Grande Obra pode demorar uma vida inteira, ou algumas vidas.

A magia ritualística abre as portas para sua mente criativa e para o seu subconsciente. Para conseguir realizar apropriadamente os rituais de magia, o magista precisa desligar o seu lado esquerdo do cérebro (chamado mente objetiva ou consciente, que lida com o que os limitados céticos chamam de realidade) e trabalhar com o lado direito (ou criativo) do cérebro. Isto pode ser conseguido através de meditação, visualização e outras práticas religiosas ou ocultistas para despertar.

O lado esquerdo do cérebro normalmente nos domina. Ele está conectado com a mente objetiva e lida apenas com o mundo material denso (chamado de Malkuth pelos cabalistas). É o lado do cérebro que lida com lógica, matemática e outras funções similares e também o lado do cérebro responsável pela culpa e por criticar tudo o que fazemos ou pretendemos fazer. Na Kabbalah chamamos este estado de consciência de Hod.

O lado criativo do cérebro pertence ao que chamam de “imaginação”. É artístico, visualizador, criativo e capaz de inventar e criar apenas através de uma fagulha de pensamento. Com o desequilíbrio entre as energias da Razão e da Emoção, o indivíduo pode pender tanto para o lado “cético-ateu” quanto para o lado “fanático religioso”. Os verdadeiros ocultistas são aqueles que dominam ambas as partes de sua consciência.

Uma das primeiras coisas que alguém que pretende enveredar por este caminho precisa fazer é aprender a eliminar qualquer sensação de falha, insatisfação ou crença materialista no chamado “mundo real”. Esta é a esfera do gado e dos rebanhos.

Diariamente, todos nós somos bombardeados com estas mensagens negativas na forma de “essas coisas não existem”, “imaginação é faz-de-conta”, “só acredito no que posso tocar”, “magia é coisa de filme”” e outras baboseiras, condicionando o gado desde pequeno a se comportar desta maneira. Esta é a razão pela qual amigos e companheiros devem ser escolhidos cuidadosamente, não importa a idade que você tenha. Diga-me com quem andas e te direi quem és.

Idéias a respeito de limitações ou falhas devem ser mantidas no nível mínimo e, se possível, eliminadas completamente. Para isto, existem certas técnicas de meditação que ensinarei nas colunas futuras.

Desligando o lado esquerdo

Durante um ritual, o lado esquerdo do cérebro é enganado para sua falsa sensação de domínio pelos cantos, gestos, ferramentas, velas e movimentações. Ele acredita que nada ilógico está acontecendo ou envolvido e se torna tão envolvido no processo que esquece de “fiscalizar” o lado direito. Ao mesmo tempo, as ferramentas se tornam os símbolos nas quais nosso lado direito trabalhará.

Existem diversas maneiras de se treinar para “desligar” a mente objetiva durante uma prática mágica. Os mais simples são a meditação, contemplação, rezas e mantras, mas também podemos usar a dança, exercícios físicos até a beira da exaustão, atividades sexuais e orgasmos, rodopios, daydreaming, drogas alucinógenas ou até mesmo bebedeira até o estado de semi-inconsciência. O exercício da Vela que eu passei em uma das primeiras matérias é um ótimo exercício para treinar este desligamento da mente objetiva.

Emoções

O lado esquerdo do cérebro não gosta de emoções (repare que a maioria dos fanáticos céticos parecem robozinhos, ao passo que os fanáticos religiosos parecem alucinados), pois emoção não é lógica. Mas as emoções são de vital importância na realização dos rituais. A menos que você esteja REALMENTE envolvido de maneira emocional e queira atingir os resultados, eu recomendo que você feche este browser e vá procurar uma página com mulheres peladas, porque não vai atingir nenhum resultado prático na magia. Emoções descontroladas também não possuem lugar na verdadeira magia, mas emoções controladas são VITAIS para a realização correta de rituais. O segredo é soltar estas emoções ao final da cerimônia (eu falarei sobre isso mais para a frente).

O primeiro passo para realizar magias é acreditar que você pode fazer as coisas mudarem e acontecerem. A maioria do gado do planeta está tão tolhido de imaginação e visualização que não é capaz nem de dar este primeiro passo, pois acreditam que “estas coisas não existem”. Enquanto você não conseguir quebrar a programação que as otoridades colocaram em você desde criança, as manifestações demorarão muito tempo para acontecer.

É o paradoxo do “eu não acredito que aconteça, então não acontece”.

Para começar a fazer as mudanças que você precisa, é necessário matar hábitos negativos. Falarei sobre a Estrela Setenária e os Sete defeitos capitais da alquimia (ou “sete pecados” da Igreja) mais para a frente. Conforme você for mudando seus hábitos, descobrirá que você gostará mais de você mesmo e os resultados mágicos começarão a fluir.

Esta é a origem dos famosos “livros de auto-ajuda” que nada mais são do que a aplicação destes princípios místicos travestidos de explicações científicas. O livro “O segredo” nada mais é do que uma compilação de ensinamentos iniciáticos desde o Antigo Egito. Ele não funciona para a maioria dos profanos simplesmente porque o gado não possui a disciplina mental, a imaginação e a vontade (Thelema) para executar o que deve ser executado.

O Bem e o Mal

Algumas Escolas iniciáticas, religiões judaico-cristãs e filosofias de botequim irão te dizer que realizar magias para você mesmo é egoísta e “magia negra”. Esqueça estas besteiras… se você não é capaz de operar e manifestar para você mesmo, você nunca conseguirá manifestar nada para os outros.

Não existe “magia branca” ou “magia negra”. O que existe é a INTENÇÃO. A magia é uma ferramenta, como um martelo. Você pode usá-lo para construir uma casa ou para abrir a cabeça de um inocente a pancadas. Quando Aleister Crowley disse “Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei”, ele disse isso para iniciados que já tinham total noção do que deviam ou não fazer dentro da Grande Arte, não para um zé mané iniciante. Cansei de ver misticóides do orkut interpretando esta frase como sendo “vou fazer o que minhas paixões de gado me dizem para fazer”, usando as palavras do grande Crowley para justificar suas imbecilidades.

O Karma é uma Lei Imutável. Assim como a Lei da Gravidade, a Lei do Karma não dá a mínima se você acredita nela ou não, ela simplesmente existe: você sofrerá suas ações. Ponto final.

Por esta razão, é essencial pensar nisso quando se fala em magia. Normalmente, utilizar este tipo de conhecimento para causar o mal gratuito não vale o preço kármico a se pagar depois. Simples assim.

Willpower, baby

A força de vontade humana é uma força real e muito poderosa. Ela é possível de ser disciplinada e produzir o que a uma primeira vista parecem resultados sobrenaturais. A força de vontade é direcionada pela imaginação, que é o domínio do lado direito do cérebro. O universo não é aleatório. “Tudo o que está em cima é igual ao que está embaixo”. Ele é constituído de padrões e conexões, como um fractal multidimensional de ações. Através das correspondências, do conhecimento dos padrões e da força de vontade, você será capaz de utilizar as forças arquetipais para seus próprios propósitos, sejam eles bons ou malignos.

Os deuses, demônios, devas, elementais, anjos enochianos, djinns, exús, emanações divinas, qlipoths e entidades astrais são amorais. O poder simplesmente está lá. COMO você vai utilizá-lo é que se torna responsabilidade dos magos. Tanto a magia branca quanto a magia negra trazem resultados, mas no final das contas, todos teremos de nos acertar com a Balança de Anúbis e os preços devem ser pagos. Infelizmente, a maioria das pessoas tem esta idéia errada de que Karma significa “punição” ou “recompensa”. Isto vem de um sincretismo com as religiões judaico-cristãs. Karma significa apenas que cada ação traz uma reação de igual força. E que as pessoas são responsáveis por aquilo que fazem.

A simbologia dos deuses per se são apenas estímulos para serem usados pela humanidade como catalisadores para uma elevação da consciência e a melhoria do ambiente ao redor do mago. Os rituais, em seu senso mais puro, lidam com transformações no mundo. O conhecimento destas ações é o motivo pela qual as Ordens (a maioria delas) trabalha em ações globais além das ações locais. E esta também é a razão pela qual as otoridades tanto temem e perseguem os magos, bruxos e membros de ordens secretas. Eles não querem que o status quo se modifique, pois perderiam todo o poder e o controle sobre o rebanho que possuem.

Carl Jung disse que experiências espirituais são diferentes de experiências pessoais, sendo que a segunda estaria em um nível mais elevado. Isto acontece porque normalmente nem todos em um grupo possuem a concentração ou a dedicação necessária para elevar todo o grupo ao mesmo patamar de consciência (uma corrente é tão forte quanto o mais fraco de seus elos). ESTA é a razão pela qual as ordens secretas (especialmente as invisíveis, já que as discretas já estão sendo contaminadas faz um tempo pelo gado de avental) escolhem com tanto cuidado seus membros.

Muita gente choraminga a respeito do porque as Ordens Iniciáticas serem tão fechadas, e do porquê este conhecimento ficar preso nas mãos de poucas pessoas, mas a verdade é que pessoas perturbadas ou cujo grau de consciência não esteja no mesmo nível do grupo acabarão agindo como sifões de energia ou criarão caos suficiente para estragar a egrégora das oficinas.

Meditação

O conceito de participar de um ritual ou entrar em um templo sagrado (seja ele um círculo de pedra, uma pirâmide ou uma igreja católica) é o de atingir um estado de consciência conhecido na Índia como “a outra mente”. Durante um ritual, todos os participantes são ao mesmo tempo atores e platéia, ativando áreas da mente que não são usadas durante o dia-a-dia. Através deste jogo, conseguimos libertar nossas mentes e espíritos destes grilhões e alcançar que está além.

93, 93/93

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/faze-o-que-tu-queres-h%C3%A1-de-ser-o-todo-da-lei

Diferenças entre Rito de York e Ritual de Emulação

Permitam-me compartilhar com vocês alguns pontos que diferem Rito de Ritual, para auxiliar na melhor compreensão do vocábulo “Ritual Emulação” que é o que realmente trabalhamos em nossa Loja, sob os auspícios do G.O.B, ao contrário do que dizem alguns “Rito de York” ou “Rito de Emulação”.

Muitos Irmãos confundem ou pensam que o Ritual Emulação é um Rito. E que esse rito é o Rito de York. Acontece que não é. Eis que, na verdade, não se trata de um Rito, mas sim de um Ritual pelo qual é demonstrado e expressado por meio de dramatizações ritualísticas.

Na Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE) o vocábulo “Rito” não existe. Ou seja, é inominado. Os ingleses não consideram um rito, eles consideram rituais (Emulation, Bristol, Stability, Taylor’s, Logic, West End, etc…). Todos os diversos Rituais Ingleses pouco diferem-se uns dos outros, uma palavrinha aqui, outra palavrinha lá. Mas as Lojas (=Templos, no REAA) usadas por todos são iguais, nisto não há diferença.

É plenamente entendível, pois, o que eles praticam é a Maçonaria, na sua mais pura origem, pois, como é cediço, o Ritual Emulação serviu de base para praticamente todos os demais Ritos existentes no mundo (Foi a base principal doRito Brasileiro). Para se ter uma idéia, a União das duas Grandes Lojas Inglesas deu-se em 1813, mas antes disso, em 1797 já era fundado o Rito de York (Thomas Webb), e antes disso por volta de 1717 já ocorriam reuniões nos Trabalhos de Emulação, ou seja, a forma pura de Maçonaria. Este Ritual era praticado pelas Lojas sob a Égide da Grande Loja de Londres, chamada pejorativamente de “Loja dos Modernos”. No entanto, era a mais antiga que a “Loja dos Antigos”.

Entendo que o nome, em 1717 poderia não ser Emulação, mas a forma praticada já o era, por isso duas Grandes Lojas rivais. A dos “modernos” fundada em 1717 já havia feito modificações à sua conveniência, que não agradou os “antigos”, os quais somente em 1751 “resgataram” de forma oficial os rituais antigos. Em 1813, não foi criado o Ritual Emulação, mas sim a Grande Loja Unida da Inglaterra – UGLE, e houve uma mútua concessão na forma de trabalhar, tato dos “antigos” quanto dos “modernos”.

O que é Rito?
O vocábulo “Rito”, como um substantivo masculino, é derivado do latim – ritus. Designa o Cerimonial próprio de um culto, determinado pela autoridade competente; seu significado clássico é: “Uma prática, um costume aprovado; ou conjunto de normas e práticas que se faz com regularidade” (Ir. Sérgio Cavalcante – Livro “Rito York”). Rito vem a ser uma coletânea de rituais, onde o verdadeiro Rito de York é constituído por quatro corpos devidamente distintos uns dos outros, mas de forma hierárquica, a saber: Graus Simbólicos, Graus Capitulares, Graus Crípticos e Ordens de Cavalaria.

Da mesma forma no REAA – Rito Escocês Antigo e Aceito, onde se tem os graus simbólicos e mais 30 graus acima, numa hierarquia própria do Rito. Mas o REAA não para por aí, ele tem uma estrutura tão enraizada na Maçonaria Brasileira, que até administrativamente acaba interferindo nos demais ritos, criando vícios que os descaracterizam (Ex.: Exigência de “Orador” na Ata de Votação, para os Trabalhos de Emulação).

No Ritual Emulação isso não existe. Ou seja, há apenas os Rituais dos graus simbólicos, e as Ordens Superiores são ordens totalmente independentes, e não há obrigação de iniciar esta evolução. Depois do grau de Mestre o Irmão escolhe como vai se aperfeiçoar. São 17 “corpos”, por assim dizer, e no Brasil ainda temos somente 5. Mas não há hierarquia. Existem duas escadas e o Irmão escolhe por qual vai começar subir. Ou faz primeiro o “Arco Real” ou o “Mestre da Marca”.

Tanto são independentes de Rito que são abertas a qualquer outro Irmão de um Rito qualquer, desde que já tenha sido Elevado (=Exaltado, no REAA) a Mestre.

Então, apesar de erroneamente o G.O.B. chamar nossos trabalhos de “Rito de York” hoje sabemos que não é, mas sim Ritual Emulação. O verdadeiro Rito de York está sedimentado no norte e nordeste do Brasil, e não são Lojas do G.O.B., e os Irmãos de lá não gostam nada desta confusão que o G.O.B. faz, pois eles praticam o verdadeiro Rito de York, de origem norte-americana, fundado pelo Irmão Thomas Smith Webb, em 1797. Da mesma forma, os Irmãos das Lojas Inglesas, sediadas no Brasil e subordinadas à UGLE, não concordam com esta confusão de nomes.

O que é um Ritual?
Ritual, como um adjetivo, derivado do latim (ritualis), designa o que é relativo a Ritos. Como substantivo masculino, designa o livro que contém a ordem e a forma de uma determinada Cerimônia, e das dramatizações e representações ritualísticas, ou seja, é um conjunto de regras e/ou normas estabelecidas para a liturgia das cerimônias maçônicas. Sempre existiram os rituais, inicialmente através das tradições e de forma oral, posteriormente, com o passar dos anos por escrito, mas isto não tirou a tradição inglesa de nas reuniões da Loja praticar o Ritual de forma decorada. Pode-se concluir claramente que Ritual é totalmente diferente de Rito.

O que é Rito de York?
Para se entender a definição do que é “Rito York” e a sua origem, é necessário voltarmos um pouco no passado. O Rito York é baseado nos antigos rituais remanescentes da Antiga Maçonaria que era praticada no começo do século XVIII (“Loja dos Antigos”).

Referidos Rituais eram praticados pelos Maçons da “Grande Loja dos Antigos”, fundada no ano de 1751 por Maçons irlandeses, que haviam sido impedidos de entrar na Grande Loja de Londres (Loja dos Modernos – Emulation Working), fundada no ano de 1717.

Thomas Smith Webb, é considerado como se fosse o organizador e fundador do Rito York, ou seja, o “pai” do Rito . Ele nasceu em 30 de outubro de 1771, em Boston. Foi iniciado na Loja do Sol Nascente, em Keene, New Hampshire, aos 19 anos. No ano de 1797, ele pesquisou, catalogou, organizou e codificou todos os rituais antigos e fez um conjunto de 13(treze) rituais, de forma condensada, em um Monitor e denominou-os de “Rito York” , em homenagem a cidade de York , pois em suas pesquisas foi tida como berço da Maçonaria no mundo, ou seja, a cidade onde se tem os registros mais antigos de reuniões maçônicas.

Ritual de Emulação
O Ritual de Emulação foi aprovado oficialmente pela Grande Loja Unida da Inglaterra (UGLE, deu-se pela união das Lojas dos Antigos e dos Modernos) em 1813, e foi criado um Comitê curador do Ritual, chamado de Emulation Lodge of Improvement for Master Masons (Loja Emulação para Aperfeiçoamento de Mestres Maçons). Este Comitê é o responsável pela edição e publicação do Ritual Emulação, com plena autorização da UGLE, respeitando os princípios gerais impostos pela mesma. Este Ritual aprovado em 1813, na verdade, trazia já as práticas de 1717, pela Loja dos “Modernos”, que eram assim chamados pejorativamente, por terem modificado os Rituais antigos, tirando toda influência religiosa, mística ou esotérico. Com a união das Lojas rivais, algumas destas práticas retornaram, no chamado Trabalho Emulação (Ritual Emulação), mas em proporção muito menor, sendo inteiramente resgatadas pelo Rito de York.

Por isso o Ritual de Emulação é como se fosse um Monitor que contém o conjunto de práticas consagradas pelo uso e costume, e que assim se devem de forma invariável em momentos determinados. Ou seja, é o cerimonial propriamente dito.

Na Inglaterra, compete às Lojas a regulamentação das formas de ritual, reservando-se, a UGLE, o direito de intervir em qualquer Loja Inglesa que adote formas ou modificações entranhas a prática do ritual conforme ensinado desde 1813, ou algo que venha a se opor aos princípios gerais estabelecidos. Pois, segundo o Art. 155 do Livro das Constituição da Grande Loja Unida da Inglaterra, esta liberdade é concedida, mas também limitada.

“Lodge may regulate its own proceedings” (As Lojas podem regular seus própios procedimentos)
….
“155. The members present of any Lodge duly summoned have na undoubled right to regulate their own proceedings, provided they are consistent with the general laws and regulations of the Craft; but a protest against resolution or proceeding, base don the ground of its being contrary to the laws and usages of the Craft, and for the porpuse of complaining or oppealing to a higher Masonic outhority, may be and such protest shall be entered in the Minute Book if the Brother marking the protest shall so request.”

Em tradução livre:
“155. Os membros presentes de qualquer Loja, devidamente reunida, têm o direito inalienável para regular os seus próprios procedimentos, desde que eles estejam de acordo com as leis gerais e regulamentos do Ofício (ou da Ordem); contudo, um protesto (reclamação, denúncia) contra qualquer resolução ou procedimento que seja contrário às leis e aos costumes do Ofício e com a finalidade de reclamar ou atrair uma autoridade maçônica maior, pode ser feito, e tal protesto será anotado no Livro de Atas, se o Irmão que faz o protesto assim solicitar.”

Assim, existem na Inglaterra, diversas formas de rituais, conforme já foi citado, pois a Grande Loja – UGLE – não legisla sobre a forma de ritual adotado por suas Lojas, mas sim sobre os princípios gerais da Ordem, e nenhum ritual pode ser contrário a isso. Ao pronunciar erroneamente o verdadeiro nome do Trabalho Maçônico, não se está simplesmente errando o nome, como se fossem sinônimos, mas está se misturando e distorcendo a essência de um Trabalho que nada tem a ver com outro. Rito é Rito, Ritual é Ritual, e o Ritual Emulação nada tem a ver com os demais.

Publicado originalmente na http://www.ritualemulacao.com/#!artigo-1/chay

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/diferen%C3%A7as-entre-rito-de-york-e-ritual-de-emula%C3%A7%C3%A3o

Mapa Astral de Patch Adams

Hunter “Patch” Adams (Washington D.C., 28 de maio de 1945) é um médico norte-americano, famoso por sua metodologia inusitada no tratamento a enfermos. Formado pela Virginia Medical University, também fundou o Instituto Gesundheit em 1972.

Em um programa de entrevistas na televisão brasileira (Roda Viva), em 2007, Patch Adams afirmou que nunca disse que “rir é o melhor remédio”, e sim que o riso “faz parte de um contexto”. Na verdade, seu lema era “a amizade é o melhor remédio”. Disse também ter uma Biblioteca de 18.000 volumes e que lê muita poesia, adora os poemas de Pablo Neruda, porque segundo ele, a poesia nos dá amor. Criticou as pessoas que têm muito dinheiro e nada fazem pelos menos favorecidos, usou o termo “lixo” para definí-las. E renegou o filme “Patch Adams” de Tom Shadyac, dizendo que ele não condiz com a verdade; criticou o Governo Americano, a quem chamou de “Terrorista”, assim como as indústrias de medicamentos, que só visam os lucros bilionários. Sua filosofia de vida é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas em nossas relações sociais como um todo, independente de lugar. Tem por opinião que o objetivo do médico não é curar e sim cuidar. Cuidar com muito amor, tocando nos doentes, olhando em seus olhos, sorrindo…

O Mapa de Patch possui Sol e Urano em Gêmeos, Ascendente em Sagitário, Lua em Sagitário-Capricórnio e Saturno e Caput Draconis em Câncer. Indica uma pessoa comunicativa, com extrema facilidade com palavras, que possui o desejo de viajar, ler, conversar, travar contato com outras pessoas. Uma pessoa com Ascendente e Lua em Sagitário possui uma inclinação natural para o alto astral, bom humor e comédia (embora a Lua de Patch em Capricórnio-Sagitário indique que ele seja uma pessoa extremamente séria e disciplinada também) e Saturno direciona esta seriedade para as energias de câncer (cuidar dos outros, acolher, nutrir…).

Também podemos dizer que é uma pessoa com extrema facilidade para tempos e métodos (Júpiter em Virgem) e Capacidade de liderança (Marte e Vênus em Áries na casa 5)

Seu Caput Draconis em Câncer na casa 8 (Energias cancerianas na casa 8, cujo arquétipo é “tomar conta dos outros”), indica que o auge da carreira de Patch Adams seria destinado a tomar conta de pessoas. Pode-se dizer que ele está cumprindo sua Verdadeira Vontade com louvor.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-patch-adams

Entre a esquerda e a direita

Com as manifestações de Junho de 2013, até hoje longe de terem sido compreendidas mesmo pelos mais proeminentes analistas políticos, tive a esperança de que o debate político tivesse uma nova “primavera” no Brasil, já que contamos com muitos jovens que mal viveram a época da Ditadura Militar, e talvez nunca tenham se dado conta do quão importante é um engajamento político genuíno – ainda que seja somente para arejar as ideias.

Por alguns meses, acreditei piamente que a Reforma Política voltaria ao centro do debate, e que o sistema de financiamento das eleições, que hoje são caríssimas, fosse discutido exaustivamente. Mas veio o segundo turno das eleições presidenciais deste ano como uma pá de cal em qualquer sonho que eu pudesse nutrir de um debate político mais construtivo e menos “desconstrutivo” (para usar um termo em voga entre os marqueteiros).

Foi então que me veio a mente a ideia de trazer de volta um formato de “debate” que utilizei aqui no Textos para Reflexão há alguns anos, quando convidei um ocultista (Marcelo Del Debbio) e um cético (Kentaro Mori) para falarem sobre espiritualidade e ciência. Desta feita, é claro, a minha ideia foi chamar dois debatedores para falar de Política – cada um representando um dos seus espectros ideológicos.

Nesta série, portanto, enviarei perguntas para que ambos os convidados respondam, sem que saibam previamente da resposta um do outro. Espero, com isso, poder demonstrar que o embate de ideias é não somente saudável, como extremamente necessário para a boa Política. Afinal, a política comprada pelos grandes corruptores não tem mais quase espaço para qualquer tipo de ideologia – é o que eu costumo chamar de Grande Negócio Eleitoral. E, também vale lembrar, o objetivo final do embate de ideias não é “exterminar” a opinião contrária – isto sim, seria uma Ditadura, quando alguém se presta a governar sem dar chance da oposição se manifestar.

Aqui ambos os convidados terão pleno espaço para a manifestação e, quem sabe até, algumas conclusões em comum. Bem, faltou somente apresentá-los:

Alfredo Carvalho é engenheiro civil e servidor público federal, com atuação em diversos empreendimentos de infraestrutura do país. Paralelamente, dedica-se ao estudo autodidata de temas em filosofia, religião, esoterismo e política, e é editor dos recém-criados Blog do Alfredo Carvalho e Editora Alta Cultura.

Igor Teo escreve para internet abordando temas como psicologia, espiritualismo e questões sociais. Academicamente, tem atuado tanto em pesquisa na área historiográfica, como em atendimento psicoterapêutico de orientação psicanalítica. É autor dos livros A terapêutica da palavra e Conhecendo a Psicanálise, publicados nas Edições Textos para Reflexão.

***

Antes de prosseguir, gostaria de deixar claro que não pretendo comentar nenhuma resposta da série, ao menos até o seu final (teremos 6 perguntas no total)… Depois pretendo publicar diversos artigos onde comentarei as respostas como um todo.

Vocês, no entanto, não têm porque se abster de comentar, e pensar, e divulgar. O debate político da vizinhança agradece!

Perguntas respondidas (6 de 6)

» O que são, afinal, a direita e a esquerda?

» Como trazer as ideologias de volta a política?

» Qual é a reforma fiscal ideal?

» Como blindar a democracia dos projetos de poder?

» É viável tornar o capitalismo sustentável?

» A quem interessa a polarização entre PT e PSDB?

Comentários gerais*

» Os comentários (parte 1)

» Os comentários (parte 2)

» Os comentários (parte 3)

» Os comentários (parte 4)

» Os comentários (parte 5)

» Os comentários (parte final)

(*) Obs.: Meus comentários não se referem a perguntas específicas da série, mas tratam de falar de todos os assuntos abordados, como um todo.

***

Crédito da foto [topo]: André Coelho/Agência O Globo (Manifestações de Junho de 2013, na capital do país)

#Economia #política

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/entre-a-esquerda-e-a-direita

O Que é Bruxaria Tradicional?

“Você pode andar pelo caminho,

Você pode falar as palavras,

Mas você pode conjurar um espírito?”

Sentimos-nos honrados com o convite para contribuir com esta coluna sobre Bruxaria Tradicional aqui no blog “Teoria da Conspiração”, e é com humildade e os pés no chão que adentramos este espaço de compartilhamento de saberes, de generosidade e aceitação. É neste espírito que inflama a alma que iniciamos este pequeno ensaio de introdução no tema.

Cremos que “Bruxaria” tenha sido um assunto fascinante ou aterrorizante para todos os povos de todas as eras, e sua “função” constitui no único consenso eterno nela existente, pois dela nunca uma única forma prevalece perene dada à sua fluidez. A mídia replica a figura imutável e cada um interpreta de acordo com amplitude de sua visão. Para alguns, a bruxa é uma figura folclórica, mítica, uma fantasia – e para outros – ela é a portadora das chaves para inúmeras possibilidades ainda ocultas.

É possível coletar algumas percepções importantes dentro das muitas opiniões e disposições a respeito do tema, assim como é muito fácil ficarmos atordoados com o amontoado de teorias “esquizotéricas” sobre o tema. A confusão não é proveniente da simples gradação de refinamento cultural, mesmo porque esta é uma Arte que fala à mente do erudito com a mesma facilidade com a qual fala ao coração da benzedeira. É uma questão de afinidade energética, de marca em espírito e carne, e assim, a linguagem – por mais refinada que seja – ainda é pobre para expressar.

Ao contrário da teoria de Margaret Murray de que a Bruxaria seria um culto organizado em toda a Europa, com uma estrutura fixa de rituais e crenças religiosas, a Bruxaria tem suas raízes exatamente naquilo que Murray descartou ainda no prefácio de sua teoria, a qual ela chamou de “Bruxaria Operacional”, ou seja, a prática de magia, feitiços e bruxedos. Como cita Nicholaj Frisvold, em sua fascinante visão sobre a história da prática da Bruxaria, “Artes da Noite” (Ed. Rosa Vermelha – 2010): “Também temos uma idéia persistente de que a organização em cultos e ordens seja uma prática de longa data, mas na realidade há mais evidências que apontam para o fato de que a organização de diversas crenças tenha ocorrido no século XVII, quando a maçonaria se encontrava dentre os grupos mais famosos. Antes do século XVII as pessoas se reuniam, muito provavelmente em unidades menores, já que as organizações eram bem locais”. Mais a frente, o autor nos diz: “Como também a seção de história tem demonstrado, a bruxaria era, até o século XVI, algo que se praticava, e não uma identidade referindo a alguém que era parte de um culto organizado.”

Na seqüência dos estudos de Murray, Gardner lançou ao mundo sua “Religião Neo-Pagã de Fertilidade” sob o termo Wicca (ou “Bruxaria Moderna”). Dada subseqüente campanha de dissolução e branqueamento, alguns poucos que preservavam certas práticas antigas de bruxaria vieram a público, como vemos no caso de Robert Cochrane, que nos anos 60 fez possível a distinção entre os que predecediam os gardnerianos, cunhando o termo Bruxaria Tradicional. Antes disso não havia a necessidade da utilização deste termo, e pelo contrário, tanto a prática quanto o termo “bruxaria” eram considerados assuntos “sub-rosa”, ou seja, mantidos em absoluto sigilo. Como exposto no artigo “Bruxaria Tradicional para Iniciantes”[1]: A Bruxaria ‘Tradicional’ passou a existir como um rótulo de identificação, justamente quando houve a necessidade de se preservar o espaço das práticas que eram consideradas heréticas (de manipulação de forças ‘sagradas’ ou ‘profanas’ a fim de se alterar realidades).

De fato, até os séculos XVI e XVII, os bruxos e bruxas eram comumente solitários, e seu conhecimento era transmitido via indução iniciática de um para o outro, na maioria das vezes em caráter hereditário. Pequenos grupos podiam existir, mas já mencionado, em unidades menores e locais. Foram os séculos XVIII e XIX que experimentaram o nascimento dos Cuveens[2] e Coventículos, onde a sabedoria dos bruxos, que até então era focada na terra, nos espíritos da natureza, no uso de ervas e venenos e na conjuração dos mortos, passou aliar com os conhecimentos místicos da Alta Magia, Hermetismo, Astrologia Medieval e Renascentista e a Filosofia, e cujos expoentes classificavam-na como “infernal” em oposto imediato e necessário ao “celestial”, fosse pela compreensão maniqueísta da época, fosse pela forçosa proteção contra punições eclesiásticas. Este é o período que mais contribuiu com o caráter mais Místico e Quintessencial da Bruxaria. Os bruxos sempre aproveitaram o conhecimento de onde quer que ele jorrasse, fosse ele o folclórico de sua terra (com os resquícios do paganismo de outrora), fosse o conhecimento obtido numa Missa Católica (basta lembrarmos das leituras de Salmos como encantamentos). Existiram os bruxos iletrados, e existiram os bruxos eruditos, e a Sabedoria de ambos é tida como um tesouro de mesmo valor para os Bruxos Tradicionais contemporâneos. Como tal, a Arte Tradicional não é totalmente pagã ou neo-pagã como a Bruxaria Moderna do século XX, mas contém em seu Ethos[3] elementos pagãos na mesma medida em que contém elementos cristãos ou místicos.

Os bruxos tradicionais definem sua Arte como um Ofício (Função), no qual a bruxa opera com os poderes da terra e das estrelas, dos mortos da terra e seus ancestrais. A Bruxaria é a Arte de provocar mudanças, o uso alegado de poderes sobrenaturais ou mágicos seja qual for a crença espiritual do bruxo, é a manipulação da Quintessência contida na Natureza através da Vontade, Desejo e Crença de seu praticante.

A adição do termo “Tradicional” compreende o sentido das verdades perenes, ou o “perenialismo” contido nas tradições da terra. A Palavra Tradição é proveniente do latim “tradere”, “traditio”, ou ainda “traditionis”, que significa trazer, entregar, transmitir. Assim, ela transmite certo conteúdo que pode ser uma memória cultural, espiritual e material, geralmente um conjunto de idéias, recordações e símbolos que passam através de gerações. A Tradição, via de regra, é uma doutrina, uma cosmovisão que se descortina ao iniciado e não um dogma a ser abraçado cegamente. A partir de uma Tradição, é possível encontrar correlações com todas as outras, por mais diferentes que sejam suas origens e formas, ou estéticas, e sem descartar o panorama geral do contexto cultural onde se desenvolveu. Infelizmente em nossos dias é comum ater-se somente ao aspecto de legado, sem haver um critério específico no conteúdo ou qualidade deste legado, e assim é que a “Tradição” tem conhecido fronteiras em tempos onde fronteiras tendem a cair.

O estudante e o praticante devem ter sempre em mente ambos os conceitos, Forma e Função, pois é através destes dois conceitos que é possível identificar a tradicionalidade de uma dada prática ou grupo. Em todas as vertentes da Arte Tradicional com as quais fomos afortunados em nos associar em algum nível, encontramos uma grande similaridade na Função dentro da grande diversidade de Formas. Todas elas apontam para o mesmo Mistério da Unicidade, o eterno Princípio Divino.

A Arte Tradicional é muito bem exemplificada nas palavras de Andrew D. Chumbley, em seu artigo homônimo a este, onde ele diz: “A Bruxaria Tradicional é o Caminho Sem Nome da Arte Mágica. É o Caminho da Bruxa, o chamado do coração que indica a vocação do Cunning Man e da Wise Woman[4]; é o Círculo Secreto de Iniciados constituindo o corpo vivo da Antiga Fé. Seu ritual é o Sabbat do Sonho-feito-Carne. Seu mistério jaz no Solo, abaixo dos pés Daqueles que trilham o caminho tortuoso de Elphame. Sua escritura é o caminho do Wort-Cunning[5] e encantadores das Bestas, o tesouro da tradição relembrada por Aqueles que honram os Espíritos; é a gramática do conhecimento sussurrado ao pé do ouvido, amados por Aqueles que mantém sagrados os segredos dos Mortos e confiados Àqueles que lançam seu olhar adiante… as respostas a quem pergunta sobre a Bruxaria Tradicional jazem na suas terra nativa: o Círculo da Arte das Artes!”. Sua origem é traçada nos Cunning-Men e nas Wise-Women, nos sábios Pellar[6], nas benzedeiras e curandeiros, nos exímios Wortcunners, como também nos Doutores dos Planetas, Magos Renascentistas e Pensadores Liberais.

Por fim, podemos dizer que a Bruxaria é um patrimônio cultural da Humanidade, ou ainda, que é o Caminho Tortuoso que guia o Bruxo rumo a Forja de Fogo Estelar para seu aperfeiçoamento. Esta é a Arte da Troca de Pele da Serpente, da solidão e expiação Cainita, daqueles que carregam a Marca e Maldição na Fronte, na Alma e no Sangue.
Possam a Bênção, a Maldição e a Sabedoria estarem convosco!

Nota Biográfica:

Draku-Qayin (a.k.a. Adriano Carvalho) e Qelimath (a.k.a. Katy de Mattos Frisvold) são Bruxos Tradicionais, fazem parte da Irmandade conhecida externamente como Via Vera Cruz, e são também membros do Clan of Tubal Cain por sua extensão brasileira conhecida como Lilium Umbrae Cuveen. Draku mantém o blog Crux Sabbati (www.cruxsabbati.com) e Qelimath o blog Diablerie (www.diablerie.com.br) onde discutem a Arte Tradicional em um amplo sentido.

Notas:

[1] – Para ler este ensaio acesse:

http://www.diablerie.com.br/2011/01/bruxaria-tradicional-para-iniciantes.html

[2] – Cuveen, ou Covine, são os termos mais comumente utilizados na Arte Tradicional para aquele mais conhecido como “Coven”.

[3] – Ethos, palavra de origem grega, na Sociologia, é uma espécie de síntese dos costumes de um povo. O termo indica, de maneira geral, os traços característicos de um grupo, do ponto de vista social e cultural, que o diferencia de outros. Seria assim, um valor de identidade social.

[4] – Cunning Man e Wise Woman, respectivamente “Homem Sábio” (ou “Homem Astuto”) e “Mulher Sábia”, são os termos aplicados na Inglaterra aos sábios habilidosos na arte das conjurações, dos feitiços, benzimentos e maldições.

[5] – Wort-Cunning é o termo inglês para o ofício dos herbanários, estes últimos sendo conhecidos como Wortcunners.

[6] – Pellar é um termo originário da Cornualha usado para designar curandeiros rurais, homens sábios e exorcistas populares.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-que-%C3%A9-bruxaria-tradicional

Carta a Hermann Metzger

29 de março de 1963.

Ao chefe dos “Thelemitas” suíços – como vocês se autodenominam.

Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei.

Esta carta é minha Saudação Equinocial a você.

Embora eu tenha pedido que pare de enviar-me sua literatura, você continua e me bombardear com a evidencia de sua tolice – menos tolice, por favor! Eu não sei se isto é um desafio de sua parte. Se for, você foi além de seus desenfreados sonhos, pois em seu últimos sintomas de insanidade – suas traduções das cartas de 666 a uma irmã com um “DU” no sagrado verso – você provou ter caído precisamente ao nível que lhe tenho advertido contra. E portanto, o Cabeça Externa da Ordem fará um último esforço, uma última tentativa, para lhe mostrar o quanto aquilo que você julga ser uma mudança nada mais é do que demonstração de cegueira – cegueira espiritual.

Em resumo, eu pretendo falar com senso comum, senso de cavalo assim – chamado; e esperar assim despertar o que resta do senso de humor – que é o senso de equilíbrio, que é senso “comum” – em você. Você pode – ou não – saber que Karl Germer faleceu no ano passado, uma morte na qual a última gota de sangue deixou o corpo dele. Você pode, ou não, saber o que isto significa, e a que grau aquele Homem atingiu. Eu não sei se você sabia – e não sei mesmo se ele sequer lhe disse – que era o sucessor de A.C., e BAPHOMET para todo mundo. Ele tampouco disse-me; tive de descobrir por mim mesmo. Este era o homem que você desobedeceu, cuja tradução iniciática dos Livros Sagrados de Thelema para a língua alemã você alterou, mas a quem você desejou substituir – eu falo a você, senhor! – neste momento, alguém na América do Sul segura um honesto espelho ante sua tola face.

Você reclamou junto a ele de ter sido acusado de estar de conluio com Oskar Schlag, o que diz ser uma inverdade. Mas o que você não sabe é que a influência de Schlag que tem inflamado seu ego ao ponto de você se tornar, sem o saber, um traidor a toda PALAVRA que pensa manter. Schlag é um “Adepto Maligno” – isto simplesmente significa que ele é um homem que, quando executou o trabalho de 5º = 6º, uniu-se à sua Persona Maligna, ao invés de unir-se à seu Sagrado Anjo Guardião, e é agora um escravo de Choronzon – Dispersão – na forma de um demônio de Abramelim. Ele é, sendo um Adepto, magicamente poderoso – muito mais poderoso do que você pode imaginar – e tem o auxílio, alem do mais, dos Quatro Príncipes, os quais, ao passar do velho Aeon, assumiram liderança e personificaram os fundadores espirituais das principais religiões do Aeon passado: Cristianismo Osiriano, Brahmanismo, Buddhismo e Islamismo.

Pense, por um momento, senhor, o quanto poderosas são estas Entidades que você, indubitavelmente, tem de maneira tola pensado controlar – pequeno servidor deles! É possível – é escassamente possível – ser você realmente a “criança”, e por esta razão eu escrevo esta carta. Pois se você é um filho de BABALON e da BESTA, isto é, se é agora um Bebê do Abismo, é necessário dar-lhe alguns significados pelos quais você possa marcar seu curso, e saia do abismo do Porque para o Portal da Cidade das Pirâmides.

Saiba então, minha pobre criança, que todo simples thelemita que cruza o Abismo, e um grande número daqueles que nunca o realizou, pensa ser aquele “filho” de AL. E com perfeito direito de assim pensar. Nós somos, todos nós, filhos de Therion – o Cristo – nascido da Virgina Mundi, que é o vero nome da Grande Puta, a Mulher Vestida Com O Sol, Nossa Senhora BABALON da Cidade das Pirâmides. Agora, se você é o particular filho que irá decifrar AL II, 76, que somente será provado quando e se o decifrar. Pode ficar certo que o mistério uma vez decifrado, será evidente e simples a todos, do mesmo modo que foi a chave 31, descoberto pelo pobre O.I.V.V.I.O., sobre cujo deplorável caso eu o alertei para ponderar cuidadosamente ante de continuar em seu atual caminho.

Você é – se realmente é um Bebê do Abismo – maior que todos os reis da terra, porque o Magister Templi é realmente – mesmo se o homem no qual ele se manifesta seja um varredor de rua, ou, como Um que conheci, um velho negro sem pernas rolando em um pequeno carrinho de madeira ao longo das ruas, aparentando a todos um mendigo – embora um mendigo responsável pelo trabalho e a visão – visão espiritual – de todos aqueles ligados a ele. Eu lhe refiro LXV: “… e Eu carrego a Taça de Seu regozijo aos fatigados da velha terra cinzenta. “Não se esqueça a seqüência ! Se você é um dos “escolhidos” não é responsabilidade sua, pois Ele não é para ser comprado pelo resgate de todo Universo. Lembre-se de Sir Palamedes o Sarraceno – ele fez prodígios, ele atingiu os mais altos trances, executou as festas máximas – mas somente quando confessou sua falha em “comprá-lo” pelo resgate de todo o Universo a Besta veio acomodar-se a seu lado…. Agora, por favor, meu pobre amigo, deixa-me apontar o sintoma da esquizofrenia – o começo da Dispersão, a qual haja Restrição no Nome de BABALON! – o sintoma de esquizofrenia em seu comportamento: Você não pode fazer o bolo e comê-lo ao mesmo tempo.

Você clama ser a “criança” profetizada em AL. Então isto significa que você aceita AL como um Livro Sagrado, a única Lei e regulador da vida, divinamente inspirado, o trabalho não de um homem mas de um Deus – estou usando esta palavra em seu senso técnico de Iniciação à Divindade, ou o que possa ela significar. Mas, se você realmente aceita AL como tal, como pode você, homem, possivelmente, sempre desobedecer a mais solene injunção do Livro, sempre repetida em cada um dos Capítulos, sob o comando de Nuit, Hadit e Ra-Hoo-Khuit de não mudar mesmo o simples estilo de uma letra. Você só pode ter uma dessas alternativas. Você não pode ter as duas. Isto é simples premissa, meu amigo. AL é um livro razoável.

Qualquer razoável livro não pode ser o trabalho do insano (= ‘ povo da terra’, no senso desses cuja Razão – Daath – ao invés de ser o servidor das altas faculdades – tenta usurpar o lugar do Mais Alto, por isto verdadeiramente tornando-se o “bastardo da Swastika”). Lembre-se que os antigos Reis Teutônicos usavam um colar ao redor do pescoço, o símbolo da escravidão – para significar que Daath – cujo lugar é o pescoço — está encadeado, amarrado e restringido pelas altas faculdades simbolizadas por sua coroas. “Que você faça o mesmo”. Aquele colar é a Linha Verde que circula o Universo – o Cinturão de Astarte a Estrelada. O acima é básico. Eu te peço considerá-lo cuidadosamente, perceber a natureza irracional de seu comportamento, e se você pensa – como certamente o faz – “mas acima do Abismo nada é verdade exceto em termos da contradição implicada”- eu lhe peço lembrar-se que, embora, isto é assim acima do Abismo, é abaixo do Abismo que você tem estado durante longo tempo desfigurado AL ( pense nisto ), a despeito do fato de ter sido avisado pelo O.H.O., Frater Saturnus, que acontece também ser um Magister Templi da A.·.A.·. e Cabeça da Ordem de Thelema. Se ulteriormente, você pensa: “ele está dogmatizando, enquanto estou apenas preocupado com o espírito”, eu aviso muito seriamente a ler os parágrafos 28 e 29, principalmente este último, de Liber CLX Astarté vel Berylli, que cai perfeitamente sobre seu caso.

Passarei agora a outras considerações do porque seu “DU” é uma imprópria tradução da passagem em questão ( devo ainda lembrar-lhe mais uma vez que, acima de tudo, a qualquer verdadeiro Thelemita, é uma blasfêmia). Eu suponho que sua razão, em escreve-lo assim, foi para implicar: “Veja, quando eu digo, faze o que tu queres, eu não quero significar que você deve fazer o que seus sujos, impuros, e malcheirosos eus inferiores desejam fazer: eu quero significar que você deve fazer o que seu Eu Superior quer que você faça”.

Em um senso, fazendo isto, você está se desculpando pela Lei – você está envergonhado dele. Embora deveria lembrar-se que está escrito que, a Mulher Escarlate deve ser desavergonhada ante todos homens – se você é verdadeiramente um Magister Templi, você entenderá o que isto significa, mas eu lhe darei uma pista, lembre-se que a primeira ordália é de prata, lembre-se que a Fundação é chamada uma Pedra, lembre-se que Aspirantes da A.·.A.·. são homens, mas os irmãos da A.·.A.·. são mulheres; relembre que a Nephesh purificado é a Virgem do Mundo, este é um dos símbolos desenhados no livro dos Símbolos Secretos dos Rosacruzes: veja o diagrama 33, “O Jardim do Eden”.

Seguramente você possui isto. Mas, existe outro, e mais importante senso, no qual “DU” é enganador. Como pode possivelmente presumir e determinar como qualquer homem interpretará esta linha? Está você tornando sua interpretação a interpretação para todo povo de língua alemã? Você não percebe que está restringindo seu semelhante? Reprimindo a órbita de outras estrelas? Que está, de fato, projetando a gigantesca sombra de seu inflamado ego sobre o Universo, ao invés de mante-lo no que ele deve ser – o instrumento através o qual você se relaciona com o Universo. Não percebe que isto é uma Síndrome composta de vaidade e medo – o mais claro sintoma de identificação com o – que está por detrás desta sua iniciativa? Pois veja, uma estrela pode escolher interpretar Faze o que tu queres como fazer o que seu pequenino eu deseja fazer. Outra estrela pode interpretar como fazer o que alguém mais deseja que ela faça. Você diz que isto está errado? Não é de sua conta! Todo número é infinito; não existe diferença! “Que não haja diferença feita entre você entre qualquer outra coisa & e qualquer outra coisa…” “… não argumente; não converta; não fales demais”. Pense nos tempos que virão, quando sua errada tradução possa ser a única acessível à outras pessoas, que a traduzirão do alemão para sua próprias línguas, e assim multiplicando o erro. Você pensa os estar libertando! Você os está acorrentando as rodas de seu carro.

Este é o trabalho de um magista negro, não o trabalho de um Cavaleiro da Hoste do Sol. Pensa, além disso, no karma que você está criando. Pense na praga e maldição do Cristianismo quando a Igreja Romana assumiu liderar sobre todas as outras existentes, escolhendo o caminho do crescimento material, e espalhou a infecção de Choronzon e escravidão espiritual em todas as partes do mundo. Pense a respeito de O.I.V.V.I.O. Pense a respeito de Franker, e o que ele fez à ordo templi orientis acreditando estar seguindo instruções de seu Anjo Guardião! Pense a respeito de Krumm-Heller (o pai), e o dano que causou à ordo templi orientis e a qualquer coisa em contato com a Verdadeira Rosacruz, acreditando, ele também, que estava obedecendo seu Anjo Guardião, que ele pensava ser o Conde de Saint Germain – o qual foi uma de minhas passadas encarnações, e que somente é verdadeiramente descrito na excelente biografia feita por M. Paul Charconac, a qual, várias vezes, eu lhe avisei para ler.

Faze o que tu queres é a Lei da Liberdade, embora você tenha que me servir! – você diria alto. Mas, meu amigo, nós não somos livres no senso de ser irresponsáveis. Estamos amarrados por Nosso Juramento de servir. Nós somos servidores da Estrela & da Serpente. Nós somos servidores de Heru-Ra-Ha. Nós somos servidores de V.V.V.V.V. Nós precisamos construir, nós mesmos, pedras que somos, como a grande muralha que protege a humanidade – nossa pequena irmandade – contra o furioso ataque do abismo. Verdade, nós não somos “livres”!

Nós servimos; precisamos humilhar a nós mesmos; necessitamos dar tudo que somos e tudo que temos; necessitamos nos tornar nada; precisamos trabalhar na escuridão e cuidar de nossos jardins; precisamos reprimir nosso egos com a tripla corrente em torno do pescoço, e precisamos esperar a Consumação – a qual virá quando Ele desejar Quem é Destinado a este Fim, e não quando nós pensamos dever ser. Realmente, devemos morrer; mas morrendo, semente que somos, devemos dar muitos frutos. Nós somos Isis Regozijante; nós carregamos o filho, nós o alimentamos com nossa substância; e nosso trabalho é alimentar o filho; nós não somos o filho!

Ele é o filho em nós, ou melhor, de nós. O ego deve morrer. Este é o mistério de Osiris, e porque Osiris é um deus negro. Você deve tornar-se Osiris antes de poder adorar Hoor Você precisa ser crucificado, morto e erguido antes de poder clamar seu júbilo ante o novo Sol nascente. Em resumo, irmão, se você é um Bebê do Abismo, cedo se tornará um Zelator da A.·.A.·., uma Pedra das Torres Universais, um Guardião dos Mistérios. Esta Iniciação transcende Assiah, pela primeira vez, em Yetzirah, o Mundo Angélico. A Iniciação de Adeptus Minor que você julga ter atingido antes de Tiphareth de Malkuth, e em Assiah. O Trabalho de conseguir o Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião estende-se ante você — não atrás. Você necessita consegui-lo em total no pode e luz descrita no Livro da Sagrada Magia e em “João São João” no Equinócio I,1. A verdadeira Orgia da Theurgia, a Grande Obra, estende-se em Tiphareth de Tiphareth – e não se esqueça que o Magus do Aeon, o CHRISTO, o Senhor THERION, é crucificado em Tiphareth de Chokmah, e o Adeptus bebe Seu sangue e come Sua carne para sustento. E a Grande Obra – o Cruzamento do Abismo entre Kether de Chesed e Malkuth de Binah – ainda se encontra muito longe de você. Ou de mim.

Você entende, criança? Você conseguiu muito; mas será muito pouco se você não perceber o quanto mais falta atingir. Por favor aja a partir da perspectiva de seu novo adquirido ponto de vista. Obedeça seu superior, que agora sou eu. O que ele pede? Pede ele algo repugnante ao seu orgulho como homem?, ou seu direito como irmão? Ele pede que você obedeça, não a ele, mas ao Livro da Lei; ele pede a você que, na próxima vez que editar a Missa Canonica da ordo templi orientis , o encaderne em vermelho e ouro, que são as heraldicas cores da Rosa Cruz (a ordo templi orientis é uma Ordem Rosacruciana, uma das poucas – não sabia?) ao invés do negro dos Romanos e seus bastardos filhos os protestantes. E ele nada mais pede a ti.

Se você não se importa com minha autoridade, eu não tenho a intenção de impo-la com ameaças ou coerções. Mas eu lhe aviso, mais uma vez, que você está errando contra você mesmo e seus seguidores por esquecer AL, e agora também o Mestre THERION. Se continuar assim, certamente será destruido; e desde que vangloriou-se uma vez, em circunstâncias similares ao nosso então Superior, Saturnus, que “suas publicações vão agora em quarenta diferentes países”, ou similar número, eu lhe relembro que acumular bens em Malkuth não é a mesma coisa como tornar-se uma Pedra em Yesod – que a fórmula de manipulação da matéria sobre somente um plano é a fórmula de ALIM, não de ELHIM – e que a Igreja Romana, também cresceu tornando-se o mais forte poder temporal no mundo — e veja o que ela fez à humanidade como resultado disto! ” Que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro se ele perder sua eterna alma? “Você somente pode atuar eficientemente sobre um plano se trabalhar de um plano acima dele. É somente então que você introduz um novo, verdadeiramente criativo fator na equação.

De outra maneira, apenas estará permutando os termos já existentes. Você está preso à Roda de Samsara – saia dela. O karma do homem lunar (veja o Upanishad para este homem “lunar”) é sempre um círculo vicioso. Mas a força serpentina é uma Espiral! A Fraternidade Negra, as Demonícas Legiões e Chorozon somente podem atacar através do ego… Eu repito isto para que você possa entender porque sua desobediência não é sintoma de independência, mas de desordem da personalidade.

Você também está orgulhoso do crescimento material de sua organização; mas nenhuma corrente é mais forte de que seu mais fraco elo. E veja o que você, o líder de seu movimento, está fazendo quando blasfema AL, cita incorretamente o Mestre Therion, e ignora as Cores Heraldicas das Hostes do Sol! Por favor, tente perceber que isto é o efeito das constantes ondas da corrente demoníaca diariamente atacando seu ego; você não percebe que existem padres jesuitas determinados a se aproximarem de ti, tentando submete-lo? Você não sabe que as Missas de “Jesus” – isto é, o Grande Príncipe do Mal deste Mundo que Abramelin chama de Satã – são diáriamente, talvez toda hora, sendo rezada “para sua alma”? Estas forças das águas da morte continuamente assaltam sua personalidade e invadem sua alma? Elas somente são úteis a você no senso em que provocam sintomas indicando que pontos do Ego ainda é necessário destruir, que porção da matéria ainda está unido ao Corpo Solar que por sua aspiração e trabalho você está começando a formar dentro de sua crisalida humana. Mas necessitas passar pelas Águas além da Morte e além da Vida. Não é coincidência que Schlag está vivendo na Suiça. Eu sei que você tem mandado material para ele. Outro exemplo de sua cegueira.Não percebe que isto significa que você voluntariamente formou um elo com ele?

Não percebe que está lhe dando satisfação do que você faz? Ele mandou material dele para você? Ele está fazendo muito mais alarde sobre Thelema do que pode aqui no Brasil; e quando eu comecei meu próprio trabalho aqui, eu desejei colocar pessoas interessadas na ordo templi orientis em contato com você – mas como poderia? Eu fui forçado a avisá-los contra você, por motivo de sua blasfêmia e sua tolice, e porque está fazendo exatamente o que o mundo demoníaco deseja que faça. Eu seu que seu pai foi Chefe da Polícia Secreta Suíça, e que assim você é capaz de manter um fichario sobre as atividades de Schlag. Peço-lhe o favor de me enviar uma cópia deste fichario: eu pretendo publica-lo em um pequeno livro sobre os meios de trabalho da Loja Negra. Schlag anda por aí brandindo uma cópia de AL, feita a mão por A.C., escrita quando A.C. não sabia muito e a deu como presente a um discípulo, dizendo ser o original de AL (Schlag comprou o manuscrito por uma grande quantia – você diz que sabia disto). Por que? Eu lhe indico AL III, 39 e 47.. Como pode ver que Schlag evidencia maior fé em AL – de sua maneira – do que você. Ele deseja corromper o Livro – e você o está ajudando.

Ele deseja destruir Thelema, pois pensa ser ele mesmo a reencarnação de St. Germain – o “Mestre R.” dos Theosofistas – Claro, foi sua “Mala-Persona” que apareceu, em seu corpo astral, para Tranker e Arnold Krumm-Heller, e fingiu ser seu Anjo Guardião. Sobre este assunto, leia o Livro da Magia Sagrada no assunto do “homem de aparência magestosa” que surge no início da Operação e “promete muitas coisas maravilhosas”. Eu repito a você que eu sou a “reencarnação de St. Germain”, e a maioria das “estórias” a respeito de minha vida são na maioria mentiras. O livro de Charconac é o mais honesto sobre o assunto.

Não pense que Schlag, em si mesmo é importante. Ele é somente o ingênuo e a marionete de seu Anjo Maligno – um demônio Abrameliano, como eu ja disse. Em “A Visão e a Voz”, Equinócio I, v, Suplemento, pagina 143, parágrafos 1 e 2, está escrito:

“E Satan é adorado pelos homens sob o nome de Jesus”; e Lúcifer é adorado pelos homens sob o nome de Brahma; e Leviathan é adorado pelos homens sob o nome de de Allah; e Belial é adorado pelos homens sob o nome de Buddha. ” (Este é o significado da passagem em Liber Legis, Cap. III.)

“Medite então, meu amigo, sobre o poder destas quatro Entidades chamadas os Quatro Príncipes do Mal deste Mundo por Abramelin o Mago. Imagine a Tarefa do Adeptus Minor, para sobrepor e sujeitar estas forças através da intercessão de seu Sagrado Anjo Guardião. Pense como estas forças dispostas contra nós incluem praticamente toda a humanidade e os líderes “espirituais” da humanidade; as mais poderosas egrégoras formadas através de gerações e gerações de adorantes; os demônios das Qliphoth; e nossos próprios egos além disso. Como pode alguém suportar o ataque a não ser pela presença e com a bênção de Ra-Hoor-Khuit?

E assim mesmo você blasfema contra Ele e contra o Livro da Lei. Como espera fazer algum bom trabalho para THELEMA nestas circunstâncias? E se isto não fosse o bastante, você tem citado THERION incorretamente. Você é um membro da Ordem Cristã – e você insulta Christo. Você está confundindo os planos em seu presente trabalho – com mortais resultados para a humanidade, a qual – se tu és um Irmão da A.·.A.·. você está jurado a ajudar.

Esta é minha última carta a ti. Não mais escreverei a não ser que receba algum tipo de evidência que você retornou a Si Mesmo – a seu Verdadeiro Eu – finalmente. Lembre-se de que o verdadeiro sintoma da primeira ordália – de prata – é o que está acontecendo com você; e lembre-se que triunfo na ordália é mostrado por desejar servir. Você pode ser de grande valor para Thelema, para Ti Mesmo, e portanto para mim mesmo, se cumprir a sua vontade. Mas esteja certo de não mais citar erradamente Therion, e que insultar o Sangue e Ouro do Sol não pode ser sua vontade, ou a Vontade de seu Anjo Guardião, ou a vontade de qualquer simples coisa vivente no Universo.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Fraternalmente (por enquanto),

Marcelo Motta

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/carta-a-hermann-metzger/

Echelon: o sistema de espionagem mundial

Talvez você não saiba, mas tudo o que você fala pelo telefone ou transmite pela Internet é controla­do, em tempo integral, via satélite, pelo Sistema Echelon, uma sofisticada máquina cibernética de espionagem, cria­da e mantida pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, com a participação direta do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia.

Com suas atividades iniciadas nos anos 80, o Echelon tem, como embrião histórico, o Pacto denominado Ukusa, firmado secretamente pela Grã-Bretanha e pelos EUA, no início da Guerra Fria.

Destinado à coleta e troca de informações, o Pacto Ukusa resultou, nos anos 70, na instalação de estações de rastrea­mento de mensagens enviadas desde e para a Terra por satélites das redes Intelsat (International Telecommunica­tions Satellite Organisation) e Inmarsat.

— Outros satélites de observação foram enviados ao es­paço para a escuta das ondas de rádio, de celulares e para o registro de mensagens de correios eletrônicos.

Além disto, já sob o guarda-chuva do Echelon, são cap­tadas as mensagens de telecomunicações, inclusive de ca­bos submarinos e da rede mundial de computadores, a lnternet. Em linguagem técnica, o objetivo dessa rede (ne­twork) é o de captar sinais de inteligência, conhecidos como sigint.

O segredo tecnológico do Echelon consiste na interco­necção de todos os sistemas de escuta. A massa de infor­mações é espetacular e, para ser tratada, requer uma tria­gem pelos serviços de espionagem dos países envolvidos, por meio de instrumentos da inteligência artificial.

“A chave da interpretação — afirma Nicky Hager; pes­quisador do tema — reside em poderosos computadores que perscrutam e analisam a massa de mensagens para delas extraírem aquelas que apresentam algum interesse. As estações de interceptação recebem milhões de mensa­gens destinadas às estações terrestres credenciadas e utili­zam computadores para decifrar as informações que con­têm endereços ou textos baseados em palavras-chaves pré-programadas”.

Estas palavras-chave resumem os alvos principais dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de seus só­cios no Echelon. Integram os chamados “dicionários”, que são produzidos e trocados, sistematicamente, entre esses organismos. Entre essas palavras encontram-se, por exemplo, os nomes de Fidel Castro, Saddam Hussein e Hugo Chávez e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Incluem, também, expressões como terrorismo, guerrilha, narcotráfico e ajuda ao Terceiro Mundo.

O acesso a alguns desses “dicionários” só tornou-se possível graças à colaboração de ex-agentes — sobretudo australianos e neo-zelandeses — com pesquisadores liga­dos a ONGs defensoras das liberdades públicas e do direi­to à privacidade. Os megacomputadores da NSA são capazes de reco­nhecer automaticamente a identidade dos interlocutores, numa conversação telefônica.

Além de palavras-chave, o código do Echelon também inclui cifras-chave. 5.535 representa as comunicações diplomáticas japonesas; 8.182 indica a troca de tecnologias criptográficas. Os documentos resultantes das pesquisas recebem símbolos distintivos: Moray (secreto), Spoke (ul­tra-secreto), Gamma (interceptação de comunicações rus­sas, mesmo no pós-Guerra Fria).

O megapoder da NSA

A agência de inteligência norte-americana mais conhe­cida é a CIA. No entanto, de acordo com os pesquisadores nessa arca, a mais poderosa é a NSA. Ela possui, hoje, cer­ca de 20 mil funcionários em Fort Meade, seu quartel-ge­neral. São, principalmente, analistas de sistemas, engenhei­ros, físicos, matemáticos, linguistas, oficiais de segurança e administradores de empresas, entre outros especialistas de alto padrão.

A NSA foi criada em 1952 por meio de um decreto se­creto do presidente Harry Truman para cuidar de espionagem e contra-espionagem, dentro e fora dos Estados Unidos. Seu organograma (conhecido publicamente, pela primeira vez, em 18 de dezembro de 1998, graças à lei co­nhecida como Freedom Information Act), demonstra que seus serviços cobrem praticamente todo o universo das tecnologias da informação.

Com base nessa massa crítica, os EUA adiantaram-se no tempo para assegurar s???? ?o?ua hegemonia mundial no sé­culo 21. Em novembro de 1997, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana fez palestra na Câmara de Representantes, em Washington e afirmou: “No primei­ro trimestre do próximo século, seremos capazes de locali­zar, seguir e mirar — praticamente em tempo real — qual­quer alvo importante em movimento, na superfície da Ter­ra

Ao refletir sobre o que chama de televigilância global, o filósofo e urbanista francês Paul Vinho afirma que o fenômeno histórico que leva à mundialização exige cada vez mais luz, cada vez mais iluminação. E assim que se desenvolve hoje uma televigilância global que não reco­nhece qualquer premissa ética ou diplomática. A atual glo­balização das atividades internacionais torna indispensá­vel uma visão ciclópica ou, mais precisamente, uma visão cyber-ótica… Com essa dominação do ponto de vista orbi­tal, o lançamento de uma infinidade de satélites de obser­vação tende a favorecer a visão globalitária. Para “dirigir” a vida, não mais se trata de observar o que acontece diante de si. A dimensão zenital prevalece, de longe ou mais alto, sobre a horizontal e não se trata de um assunto de pouca importância porque o “ponto de vista de Sirius” apaga toda perspectiva”. (em Le Monde Diplomatique, agosto de 1999, pgs.4e 5).

Confirmação Oficial do Parlamento Europeu

Em 18 de Maio de 2001, veio a conhecimento público o informe, elaborado pela Comissão Provisória, nomeada pelo Parlamento Europeu, para investigar o Echelon, em que confirmaram:

“A existência de um sistema global de interceptação das comunicações em que cooperam os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, já não pode ser colocado em dúvida.(…) O que resulta importante é que seu propósito é interceptar comunicações privadas e comerciais, e não comunicações militares.” (NAVARRO, 2001: 50)

Sem dúvida, mais do que um sistema de espionagem, este sistema é uma grave violação ao nosso direito de privacidade. Qualquer dia nem os sites de Internet escaparão à censura total. O relatório completo do parlamento europeu pode ser facilmente encontrado na internet.


O Brasil no Echelon

De forma totalmente extralegal, a NSA utilizou a rede Echelon para espionar todos os movimentos do Greenpe­ace por ocasião dos protestos contra os ensaios nucleares franceses, no Atol de Mururoa, no Pacífico Sul. O Brasil também participa da história secreta do siste­ma: por meio da rede, o governo norte-americano inter­ceptou as negociações entre o governo FHC, no primeiro mandato, e a empresa francesa Thomson, para a compra dos equipamentos de vigilância da Amazônia, através do Sivam.

Com base nos dados coletados, a Casa Branca e o com­plexo industrial estadunidense conseguiram derrubar Thomson e, finalmente, a empresa norte-americana Raytheon acabou ganhando a concorrência internacional. As comunicações dos países e dos cidadãos latino-ame­ricanos são processadas na estação de Sabana Seca, em Porto Rico. Na Inglaterra, o órgão governamental associa­do à NSA é a GCHQ (Britain’s Government Communica­tions Headquarters).

A maior base eletrônica de espionagem no mundo é a Field Station F83, da NSA e se situa em Menwith Hill, Yorkshire, nos EUA.

Lista de palavras buscadas pelo projeto Echelon

A lista de palavras pesquisadas pelo projeto Echelon é imensa e atualizada conforme a realidade geopolítica se altera. Abaixo uma lista aproximada de dezembro de 2008. Vale lembrar que a única forma conhecida de combater este sistema é a vulgarização dos unitermos de todas as formas, sites em e-mails possíveis.

Rewson, SAFE, Waihopai, INFOSEC, ASPIC, MI6, Information Security, SAI, Information Warfare, IW, IS, Privacy, Information Terrorism, Terrorism, Defensive Information, Defense Information Warfare, Offensive Information, Offensive Information Warfare, The Artful Dodger, NAIA, SAPM, ASU, ASTS, National Information Infrastructure, InfoSec, SAO, Reno, Compsec, JICS, Computer Terrorism, Firewalls, Secure Internet Connections, RSP, ISS, JDF, Ermes, Passwords, NAAP, DefCon V, RSO, Hackers, Encryption, ASWS, CUN, CISU, CUSI, M.A.R.E., MARE, UFO, IFO, Pacini, Angela, Espionage, USDOJ, NSA, CIA, S/Key, SSL, FBI, Secert Service, USSS, Defcon, Military, White House, Undercover, NCCS, Mayfly, PGP, SALDV, PEM, resta, RSA, Perl-RSA, MSNBC, bet, AOL, AOL TOS, CIS, CBOT, AIMSX, STARLAN, 3B2, BITNET, SAMU, COSMOS, DATTA, Furbys, E911, FCIC, HTCIA, IACIS, UT/RUS, JANET, ram, JICC, ReMOB, LEETAC, UTU, VNET, BRLO, SADCC, NSLEP, SACLANTCEN, FALN, 877, NAVELEXSYSSECENGCEN, BZ, CANSLO, CBNRC, CIDA, JAVA, rsta, Active X, Compsec 97, RENS, LLC, DERA, JIC, rip, rb, Wu, RDI, Mavricks, Baha’u’llah, BIOL, Meta-hackers, ^?, SADT, Steve Case, Tools, RECCEX, Telex, Aldergrove, OTAN, monarchist, NMIC, NIOG, IDB, MID/KL, NADIS, NMI, SEIDM, BNC, CNCIS, STEEPLEBUSH, RG, BSS, DDIS, mixmaster, BCCI, BRGE, Europol, SARL, Military Intelligence, JICA, Scully, recondo, Flame, Infowar, FRU, Bubba, Freeh, Archives, ISADC, CISSP, Sundevil, jack, Investigation, JOTS, ISACA, NCSA, ASVC, RRF, 1071, Bugs Bunny, Verisign, Secure, ASIO, Lebed, ICE, NRO, Lexis-Nexis, NSCT, SCIF, FLiR, JIC, bce, Lacrosse, Flashbangs, HRT, IRA, EODG, DIA, USCOI, CID, BOP, FINCEN, FLETC, NIJ, ACC, AFSPC, BMDO, site, SASSTIXS, NAVWAN, NRL, RL, NAVWCWPNS, NSWC, USAFA, AHPCRC, ARPA, SARD, LABLINK, USACIL, SAPT, USCG, NRC, ~, O, NSA/CSS, CDC, DOE, SAAM, FMS, HPCC, NTIS, SEL, USCODE, CISE, SIRC, CIM, ISN, DJC, LLNL, bemd, SGC, UNCPCJ, CFC, SABENA, DREO, CDA, SADRS, DRA, SHAPE, bird dog, SACLANT, BECCA, DCJFTF, HALO, SC, TA SAS, Lander, GSM, T Branch, AST, SAMCOMM, HAHO, FKS, 868, GCHQ, DITSA, SORT, AMEMB, NSG, HIC, EDI, benelux, SAS, SBS, SAW, UDT, EODC, GOE, DOE, SAMF, GEO, JRB, 3P-HV, Masuda, Forte, AT, GIGN, Exon Shell, radint, MB, CQB, TECS, CONUS, CTU, RCMP, GRU, SASR, GSG-9, 22nd SAS, GEOS, EADA, SART, BBE, STEP, Echelon, Dictionary, MD2, MD4, MDA, diwn, 747, ASIC, 777, RDI, 767, MI5, 737, MI6, 757, Kh-11, EODN, SHS, ^X, Shayet-13, SADMS, Spetznaz, Recce, 707, CIO, NOCS, Halcon, NSS, Duress, RAID, Uziel, wojo, Psyops, SASCOM, grom, NSIRL, D-11, DF, ZARK, SERT, VIP, ARC, S.E.T. Team, NSWG, MP5k, SATKA, DREC, DEVGRP, DSD, FDM, GRU, LRTS, SIGDEV, NACSI, MEU/SOC,PSAC, PTT, RFI, ZL31, SIGDASYS, TDM. SUKLO, Schengen, SUSLO, TELINT, fake, TEXTA. ELF, LF, MF, Mafia, JASSM, CALCM, TLAM, Wipeout, GII, SIW, MEII, C2W, Burns, Tomlinson, Ufologico Nazionale, Centro, CICAP, MIR, Belknap, Tac, rebels, BLU-97 A/B, 007, nowhere.ch, bronze, Rubin, Arnett, BLU, SIGS, VHF, Recon, peapod, PA598D28, Spall, dort, 50MZ, 11Emc Choe, SATCOMA, UHF, The Hague, SHF, ASIO, SASP, WANK, Colonel, domestic disruption, 5ESS, smuggle, Z-200, 15kg, DUVDEVAN, RFX, nitrate, OIR, Pretoria, M-14, enigma, Bletchley Park, Clandestine, NSO, nkvd, argus, afsatcom, CQB, NVD, Counter Terrorism Security, Enemy of the State, SARA, Rapid Reaction, JSOFC3IP, Corporate Security, 192.47.242.7, Baldwin, Wilma, ie.org, cospo.osis.gov, Police, Dateline, Tyrell, KMI, 1ee, Pod, 9705,  Samford Road, 20755-6000, sniper, PPS, ASIS, ASLET, TSCM, Security Consulting, M-x spook, Z-150T, Steak Knife, High Security, Security Evaluation, Electronic Surveillance, MI-17, ISR, NSAS, Counterterrorism, real, spies, IWO, eavesdropping, debugging, CCSS, interception, COCOT, NACSI, rhost, rhosts, ASO, SETA, Amherst, Broadside, Capricorn, NAVCM, Gamma, Gorizont, Guppy, NSS, rita, ISSO, submiss, ASDIC, .tc, 2EME REP, FID, 7NL SBS, tekka, captain, 226, .45, nonac, .li, Tony Poe, MJ-12, JASON, Society, Hmong, Majic, evil, zipgun, tax, bootleg, warez, TRV, ERV, rednoise, mindwar, nailbomb, VLF, ULF, Paperclip, Chatter, MKULTRA, MKDELTA,Bluebird, MKNAOMI, White Yankee, MKSEARCH, 355 ML, Adriatic, Goldman, Ionosphere, Mole, Keyhole, NABS, Kilderkin, Artichoke, Badger, Emerson, Tzvrif, SDIS, T2S2, STTC, DNR, NADDIS, NFLIS, CFD, BLU-114/B, quarter, Cornflower, Daisy, Egret, Iris, JSOTF, Hollyhock, Jasmine, Juile, Vinnell, B.D.M., Sphinx, Stephanie, Reflection, Spoke, Talent, Trump, FX, FXR, IMF, POCSAG, rusers, Covert Video, Intiso, r00t, lock picking, Beyond Hope, LASINT, csystems, .tm, passwd, 2600 Magazine, JUWTF, Competitor, EO, Chan, Pathfinders, SEAL Team 3, JTF, Nash, ISSAA, B61-11, Alouette, executive, Event Security, Mace, Cap-Stun, stakeout, ninja, ASIS, ISA, EOD, Oscor, Tarawa, COSMOS-2224, COSTIND, hit word, hitword, Hitwords, Regli, VBS, Leuken-Baden, number key, Zimmerwald, DDPS, GRS, AGT. AMME, ANDVT, Type I, Type II, VFCT, VGPL, WHCA, WSA, WSP, WWABNCP, ZNI1, FSK, FTS2000, GOSIP, GOTS, SACS STU-III, PRF, PMSP, PCMT, I&A, JRSC, ITSDN, Keyer, KG-84C, KWT-46, KWR-46, KY-75, KYV-5, LHR, PARKHILL, LDMX, LEASAT, SNS, SVN, TACSAT, TRANSEC, DONCAF, EAM, DSCS, DSNET1, DSNET2, DSNET3, ECCM, EIP, EKMS, EKMC, DDN, DDP, Merlin, NTT, SL-1, Rolm, TIE, Tie-fighter, PBX, SLI, NTT, MSCJ, MIT, 69, RIT, Time, MSEE, Cable & Wireless, CSE, SUW, J2, Embassy, ETA, Aquisitores, Fax, finks, Fax encryption, white noise, Fernspah, MYK, GAFE, forcast, import, rain, tiger, buzzer, N9, pink noise, CRA, M.P.R.I., top secret, Mossberg, 50BMG, Macintosh Security, Macintosh Internet Security, OC3, Macintosh Firewalls, Unix Security, VIP Protection, SIG, sweep, Medco, TRD, TDR, Z, sweeping, SURSAT, 5926, TELINT, Audiotel, Harvard, 1080H, SWS, Asset, Satellite imagery, force, NAIAG, Cypherpunks, NARF, 127, Coderpunks, TRW, remailers, replay, redheads, RX-7, explicit, FLAME, J-6, Pornstars, AVN, Playboy, ISSSP, Anonymous, W, Sex, chaining, codes, Nuclear, 20, subversives, SLIP, toad, fish, data havens, unix, c, a, b, d, SUBACS, the, Elvis, quiche, DES, 1*, N-ISDN, NLSP, OTAR, OTAT, OTCIXS, MISSI, MOSAIC, NAVCOMPARS, NCTS, NESP, MILSATCOM, AUTODIN, BLACKER, C3I, C4I, CMS, CMW, CP, SBU, SCCN, SITOR, SHF/DOD, Finksburg MD, Link 16, LATA, NATIA, NATOA, sneakers, UXO, (), OC-12, counterintelligence, Shaldag, sport, NASA, TWA, DT, gtegsc, nowhere, .ch, hope, emc, industrial espionage, SUPIR, PI, TSCI, spookwords, industrial intelligence, H.N.P., SUAEWICS, Juiliett Class,  Submarine, Locks, qrss, loch, 64 Vauxhall Cross, Ingram Mac-10, wwics, sigvoice, ssa, E.O.D., SEMTEX, penrep, racal, OTP, OSS, Siemens, RPC, Met, CIA-DST, INI, watchers, keebler, contacts, Blowpipe, BTM, CCS, GSA, Kilo, Class, squib, primacord, RSP, Z7, Becker, Nerd, fangs, Austin, no|d, Comirex, GPMG, Speakeasy, humint, GEODSS, SORO, M5, BROMURE, ANC, zone, SBI, DSS, S.A.I.C., Minox, Keyhole, SAR, Rand Corporation, Starr, Wackenhutt, EO, burhop, Wackendude, mol, Shelton, 2E781, F-22, 2010, JCET, cocaine, Vale, IG, Kosovo, Dake, 36,800, Hillal, Pesec, Hindawi, GGL, NAICC, CTU, botux, Virii, CCC, ISPE, CCSC, Scud, SecDef, Magdeyev, VOA, Kosiura, Small Pox, Tajik, +=, Blacklisted 411, TRDL, Internet Underground, BX, XS4ALL, wetsu, muezzin, Retinal Fetish, WIR, Fetish, FCA, Yobie, forschung, emm, ANZUS, Reprieve, NZC-332, edition, cards, mania, 701, CTP, CATO, Phon-e, Chicago Posse, NSDM, l0ck, beanpole, spook, keywords, QRR, PLA, TDYC, W3, CUD, CdC, Weekly World News, Zen, World Domination, Dead, GRU, M72750, Salsa, 7, Blowfish, Gorelick, Glock, Ft. 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Meade SEAL Team 6 Honduras PLO NSA terrorist Ft. Meade strategic supercomputer $400 million in gold bullion quiche Honduras BATF colonel, Treasury domestic disruption SEAL Team 6 class struggle smuggle M55 M51, Physical Security Division Room 2A0120, OPS 2A building 688-6911(b), 963-3371(s). Security Awareness Division (M56) Field Security Division (M52), Al Amn al-Askari Supreme Assembly of the Islamic Revolution in Iraq (SAIRI), Binnenlandse Veiligheidsdienst Komitet Gosudarstvennoi Bezopasnosti, Federalnaia sluzhba besopasnosti GCHQ MI5

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/echelon-o-sistema-de-espionagem-mundial/

Nove Anos do Teoria da Conspiração!

Hoje, 10/08, exatamente nove anos atrás, em 10/08/2007, era postado o primeiro texto do Teoria da Conspiração no Sedentário: A Santa Ceia e os Símbolos Astrológicos. Lembrando as palavras de um Exu amigo, “Quando vai ver, já foi!”.

Nos dias de hoje, onde qualquer estudante de primeiro ano de filosofia pode inventar para si um titulo pomposo e criar um blog esotérico para tentar impor suas verdades, e dezenas de blogs de magias e pactos e ordens e curiosos de todos os calibres esquisotéricos surgem a cada dia na internet, como podemos saber se determinado autor é confiável?

Eu me fiz essa pergunta dez anos atrás, quando encontrei com o Del Debbio pela primeira vez em uma loja Maçônica, em uma palestra sobre “Kabbalah Hermética” (que vocês ja devem ter assistido pelo menos alguma versão dela. São todas iguais, mas todas diferentes. Só assistindo duas para ver. Para quem não viu, tem um link de uma delas no youtube Aqui). Adoro essa palestra porque sempre os judeus tradicionais se arrepiam todo quando ele faz as correlações da árvore das vidas com outras religiões. E este, talvez, seja o maior legado que ele deixará na história do Hermetismo.

Mas o que o gabarita para fazer estas afirmações?

Talvez porque a história do MDD dentro das Ordens iniciáticas seja única. A maioria de nós, estudiosos do ocultismo pré-internet, começávamos pela revista Planeta, depois comprávamos os livros da editora Pensamento, entrávamos na Maçonaria, em alguma ordem rosacruz e seguíamos pela senda sem nunca travarmos contato com outras vertentes. Quem é da macumba, caia em um terreiro escondido no fundo de algum quintal e ficava por lá décadas, isolado. Cada um com suas verdades…

O DD começou em 1989 lá na Inglaterra. E ainda teve sorte (se é que alguém aqui ainda acredita que existam coincidências) de cair em um craft tradicional de bruxaria, com a parte magística da coisa (que inclui incorporações) e contato com o pessoal da SRIA, do AA e de outros grupos rosacruzes. Quando voltou para o Brasil, talvez tivesse ficado trancado em seu quarto estudando e nunca teríamos este blog… mas ele também foi um dos primeiros Jogadores de RPG aqui no Brasil. (RPG é a sigla de um jogo que significa “role playing games” ou jogos de teatro). Em 1995 publicou um livro que utilizava o cenário medieval de mitologias reais em um jogo que foi um dos mais vendidos da história do RPG no Brasil (Arkanun). Por que isso é importante?

Porque ele se tornou uma espécie de subcelebridade pop. E isso, como veremos, foi de importância vital para chegarmos onde estamos hoje (vai anotando as coincidências ai…).

Bem, o DD se graduou em arquitetura e fez especializações em história da arte, semiótica e história das religiões comparadas. De um trabalho de mais de dez anos de pesquisas, publicou a Enciclopédia de Mitologia, um dos maiores trampos sobre o assunto no Brasil.

Com a faculdade veio a maçonaria e aqui as coisas começam a ficar interessantes. Por ser um escritor famoso, ele conheceu o Grande Secretário de Planejamentos do GOB, Wagner Veneziani Costa, um dos caras mais importantes e influentes dentro da maçonaria, editor da Madras, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e fundador da loja maçônica Madras, que foi padrinho do Del Debbio. E aqui entra o ponto que seria crucial para a história do hermetismo no Brasil, a LOJA MADRAS.

No período de 2004 a 2008, a ARLS Madras contou entre seus membros com pessoas como Alexandre Cumino (Umbanda), Rubens Saraceni (Umbanda Sagrada), Johhny de Carli (Reiki), Cláudio Roque Buono Ferreira (Grão Mestre do GOB), Sérgio Pacca (OTO, Thelemita e fundador da ARLS Aleister Crowley), Mario Sérgio Nunes da Costa (Grão Mestre Templário), Adriano Camargo Monteiro (LHP, Dragon Rouge), José Aleixo Vieira (Grande Secretário de Ritualística), Severino Sena (Ogan), Waldir Persona (Umbanda e Candomblé), Carlos Brasilio Conte (Teosofia), Alfonso Odrizola (Umbanda, diretor da Tv espiritualista), Ari Barbosa e Cláudio Yokoyama (Magia Divina), Marco Antônio “Xuxa” (Martinismo), Atila Fayão (Cabalá Judaica), César Mingardi (Rito de York), Diamantino Trindade (Umbanda), Carlos Guardado (Ordem da Marca), Sérgio Grosso (CBCS), entre diversos outros experts em áreas de hermetismo e ocultismo. Agora junte todos estes caras em reuniões quinzenais onde alguém apresentava uma palestra sobre um tema ocultista e os outros podiam questionar e debater sobre o assunto proposto com seus pontos de vista e você começará a ter uma idéia do que isso representou em termos de avanço do conhecimento.

Entre diversas contribuições para a maçonaria brasileira, trouxeram o RER (Rito Escocês Retificado), O Rito Maçônico-Martinista, para o Brasil, fundando a primeira loja do rito, ARLS Jerusalem Celeste, em SP, e organizaram as Ordens de Aperfeiçoamento (Marca, Nauta, Arco Real, Templários e Malta). O Del Debbio chegou a ser Grande Marechal Adjunto da Ordem Templária em 2011/2012.

Em paralelo, tínhamos a ARLS Aleister Crowley e a ARLS Thelema, onde se estudava magia prática e que era formada por membros da OTO, Astrum Argentum, Arcanum Arcanorum, AMORC, TOM e SRIA, e trocávamos conhecimento com a OTO no RJ (Loja Quetzocoatl, com minha querida soror Babalon) e a Ordem dos Cavaleiros de Thelema (que, dentre outros, tivemos a honra de poder conversar algumas vezes com Frater Áster – Euclydes Lacerda – antes de seu falecimento em 2010). Além disso, tínhamos acesso a alguns dos fundadores do movimento Satanista em São Paulo e Quimbandeiros (cujos nomes manterei em segredo para minha própria segurança kkkkk). A ARLS Crowley era tão engajada que até o Padre Quevedo palestrou uma vez sobre demonologia lá.

Palestra no evento de RPG “SANA”, em 2006. Eu avisei que ele era subcelebridade, não avisei? Bem… nesse meio tempo, o MDD já estava bem conhecido dentro das ordens Iniciáticas, dando diversas palestras e cursos fechados apenas para maçons e rosacruzes. De dia, popstar; de noite, frequentando cemitérios para desfazer trabalhos de magia negra com a galera do terreiro. Fun times!

Ok, mas e a Kabbalah Hermética?

O lance de toda aquela pesquisa sobre Mitologia e suas correlações com a Cabalá judaica o levou a estudar a Torah e a Cabalá com rabinos e maçons do rito Adonhiramita por 5 anos, tendo sido iniciado na Cabalá Sefardita em um grupo de estudos iniciáticos. Apesar da paixão e conhecimento pela cultura judaica, ele escolheu não se converter (segundo palavras do próprio “Não tem como me converter ao judaísmo; como vou ficar sem filé à Parmigiana?“). Seus estudos se intensificaram entre os textos de Charles “Chic” Cicero via suas publicações na Ars Quatuor Coronatorum, nas Lojas Inglesas e os textos de Tabatha Cicero via Golden Dawn.

A idéia da Kabbalah associada aos princípios alquímicos, unificando tarot, alquimia e astrologia sempre levantou uma guerra com os judeus ortodoxos, que consideram a Cabalá algo profundamente vinculado à sua religião (por isso costumamos grafar estas duas palavras de maneira diferente: Kabbalah e Cabalá.

Em 2006, Adriano Camargo publica o “Sistemagia”, um dos melhores guias de referência de Kabbalah Hermetica, onde muitas das correlações debatidas em loja foram aproveitadas e organizadas.

No meio de todos estes processos de estudos, chegamos em 2007 em uma palestra na qual estava presente o Regis Freitas, mais conhecido como Oitobits, do site “Sedentário e Hiperativo”, que perguntou a ele se gostaria de ter um blog para falar de ocultismo. O nome “Teoria da Conspiração” foi escolhido pelo pessoal do S&H e em poucas semanas atingiu 40.000 leitores por post.

Del Debbio se torna a primeira figura “pública” dentro do ocultismo brasileiro a defender uma correlação direta entre os orixás e suas entidades com as Esferas da Árvore das Vidas e as entidades helênicas evocadas nos rituais de Aleister Crowley. “Apenas uma questão de máscaras que a entidade espiritual escolherá de acordo com a egrégora em que estiver trabalhando” disse uma vez em uma entrevista.

Estes trabalhos em magia prática puderam ser feitos graças ao intercâmbio de conhecimentos na ARLS Madras, pois foi possível que médiuns umbandistas estudassem hermetismo, kabbalah e cabalá em profundidade e, consequentemente, as entidades que trabalham com eles pudessem se livrar das “máscaras” africanas e trabalharem com formas mais adequadas, como alquimistas, templários e hermetistas. Com a ajuda dos terreiros de Umbanda Sagrada, conseguimos trabalhar até com judeus estudiosos da cabalá que eram médiuns, cujas entidades passaram grandes conhecimentos sobre correspondências dos sistemas judaico e africano, bem como de sua raiz comum, o Egito. A maioria deste conhecimento ainda está restrito ao AA, ao Colégio dos Magos e a outros grupos fechados mas, aos poucos, conforme instruções “do lado de lá”, estão sendo gradativamente abertos.

Em 2010, conhece Fernando Maiorino, diretor da Sirius-Gaia e ajuda a divulgar o I Simpósio de Hermetismo, onde participam também o Frater Goya (C.I.H.), Acid (Saindo da Matrix), Carlos Conte (Teosofia), Renan Romão (Thelema) e Ione Cirilo (Xamanismo). Na segunda edição, em 2011, participam além dos acima o monge Márcio Lupion (Budismo Tibetano), Mário Filho (Islamismo), Alexandre Cumino (Umbanda), Adriano Camargo (LHP), Gilberto Antônio (Taoísmo) e Lázaro Freire (projeção Astral).

A terceira edição ampliou ainda os laços entre os pesquisadores, chamando Felipe Cazelli (Magia do Caos), Wagner Borges (Espiritualista), Claudio Crow (Magia Celta) e Giordano Cimadon (Gnose).

O Blog do “Teoria da Conspiração” também cresce, agregando pensadores semelhantes. Além de textos de todos os citados neste post, também colaboram estudiosos como Jayr Miranda (Panyatara, FRA), Kennyo Ismail (autor do blog “No Esquadro” e um dos maiores pesquisadores contemporâneos sobre maçonaria), Aoi Kwan (Magia Oriental), Raph Arrais (responsável pelas belíssimas traduções da obra de Rumi), o Autor do blog “Maçonaria e Satanismo” (cujo nome continua em segredo comigo!), Tiago Mazzon (labirinto da Mente), Fabio Almeida (Música e Hermetismo), Danilo Pestana (Satanismo), Bruno Cobbi (Ciganos), PH Alves e Roe Mesquita (Adeptus), Frater Alef (Aya Sofia), Jeff Alves (ocultismo BR), Yuri Motta (HQs e Ocultismo), Djaysel Pessoa (Zzzurto), Leonardo lacerda e Hugo Ramirez (Ordem Demolay).

A ARLS Arcanum Arcanorum, braço maçônico da Ordem de Estudos Arcanum Arcanorum, que trabalha em conjunto com a SOL (Sociedade dos Ocultistas Livres), o Templo Aya Sofia, o Colégio dos Magos e o Teoria da Conspiração.

E os frutos desse trabalho se multiplicaram. Com o designer Rodrigo Grola, organizou o Tarot da Kabbalah Hermética, possivelmente um dos melhores e mais completos tarots que existem, além dos pôsteres de estudo. Hoje seus alunos estão desenvolvendo HQs, Livros, Músicas, dando aulas e até mesmo produzindo um Seriado de TV baseado nos estudos da Kabbalah Hermética.

E agora esta em financiamento coletivo para um livro que deve elevar todos os paradigmas de Kabbalah hermética para outro patamar. O Livro bateu todos os recordes de arrecadação no Catarse e ainda há mais de um mês pela frente.

Quando sair publicado, o estudo de mitologias comparadas, kabbalah e astrologia hermética nunca mais será o mesmo. Isso se chama LEGADO.

E ai temos a resposta que tive para a pergunta do início do texto: Como saber se um autor é confiável? Oras, avaliando toda a história dele e quais são suas bases de estudo, quem são seus professores, quais as pessoas que o ajudam e quem são seus inimigos. Quais são os caras que ele pode perguntar alguma coisa quando tem dúvida? e quais são os caras que tentam atrapalhar o seu trabalho?

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Pronto. Aqui está o texto que eu tinha prometido sobre os nove anos de Blog. Parabéns, Frater Thoth, já passou da hora de alguém começar a organizar uma biografia decente sobre os seus trabalhos.

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/nove-anos-do-teoria-da-conspira%C3%A7%C3%A3o