Pé Grande

Apesar de sua existência ser discutida, o grande, também conhecido pelos seus nomes em inglês de “Bigfoot” ou “Sasquatch” (termo derivado do halkomelem, um idioma do grupo linguístico salishan, natural do sudoeste da Columbia Britânica), é descrito como uma criatura na forma de é um animal bípede de aspecto humanóide, forte odor, coberto de grossa pelagem e principalmente grande, com mais de dois metros de altura e 200 quilos. Suas pegadas medem 61cm de comprimento e 20 de largura (em média), dai o apelido. Provavelmente um primata do mesmo gênero ou família da espécie humana, seria similar a um de nossos parentes antigos, apropriadamente chamado Gigantopithecus, que se acredita ter sido extinto por volta de 200.000 anos atrás. Estudiosos afirmam que ele, ou parentes próximos, podem ser encontrados ao redor do mundo, mudando-se apenas o seu nome na região onde é encontrado, o Yeti no Nepal, o Yeren na China, Orang Pendek na Indonésia e o Yowie na Austrália.

A história do Grande se divide em dois momentos, antes de 1958 e depois deste ano.

Antes desta data, encontramos vários relatos sobre “homens selvagens” em diversos grupos indígenas. A origem dessas histórias é difícil de precisar, já que elas existiam antes que a criatura que elas descreviam recebesse um nome. Curiosamente elas existem em todos os continentes, menos na Antártica.

A maoir parte dos membros dos Lummi conhecem histórias sobre os Ts’emekwes, a versão local do Grande. Apesar da semelhança dos detalhes a respeito da aparência das criaturas as histórias acabam mostrando divergências a respeito do comportamente e dieta delas. Algumas versões mostram criaturas nefastas, outras mais dóceis. Desde os Stiyaha, uma raça noturna que assustava crianças, que eram instruídas a não dizer os nomes em voz alta ou seriam carregadas pelos monstros ou os Skoocooms, uma tribo de homens selvagens canibais que viviam no topo do monte Sta. Helena até os relatos dos índios de Spokane, EUA, documentados pelo Reverendo Elkanah Walker em 1840, que afirmavam que esses gigantes viviam nos topos de montanhas próximas e roubavam salmão da rede dos pescadores.

Algumas dessas criaturas, por sua vez, ainda possuiam uma aura sobrenatural, como os Skoocooms.

Em 1920, J.W. Burns juntou várias dessas lendas em uma série de artigos em um jornal canadense. Cada grupo tribal dava um nome para a criatura em seu próprio indioma, mas todos tinham o significado de “homem selvagem” ou “homem peludo”, além de alguns nomes relativos às atividades da criatura, como “Garras devoradoras” (Eating Claws). O próprio Burns cunhou o termo Sasquatch que quer dizer “homem selvagem” (sésquac), para tentar agrupar as criaturas das diferentes lendas em uma única espécie, uma única criatura que hipoteticamente seria descrita nas diferentes lendas. Graças a Burns as lendas e o nome Sasquatch se popularizaram no Canadá anos antes de se tornar popular nos EUA.

A idéia do grande havia então sido unificada por Burns em seus artigos, coletando lendas que já existiam a décadas, se não há séculos, dentre as tribos de diferentes regiões do globo. Mas foi apenas na década de 1950 que o Grande ficou famoso de verdade, graças a Eric Shipton, um fotógrafo.

Em 1951 Eric fotografou o que declarou ser uma pegada de um Yeti. A fotografia foi então publicada e ganhou muita atenção da midia.

Durante aquela década a notoriedade do homem-macaco ganhou novas proporções até que em 1958 Gerold Crew encontrou várias pegadas enormes no condado de Humboldt, na Califórnia. Vários grupos das pegadas estavam espalhadas ao redor de uma estrada que estava sendo construída em Bluff Creek. Chocado com a descoberta, Gerold procurou outras pessoas para descrever o ocorrido, mas não foi levado a sério, foi então que levou um amigo, Bob Timus, para o local onde estavam as pegadas para que ele fizesse moldes de gesso delas. A história foi publicada no Humbolt Times, junto com uma foto de Gerold segurando um dos moldes feitos no local. O autor da matéria, Andrew Genzoli, deu a ela o título de Big Foot, por causa do tamanho das pegadas, que tinham aproximadamente 41cm. O Sasquatch recebeu um novo nome e ganhou a atenção do mundo quando chamou a atenção da agência de notícias americana Associated Press.

Foi neste mesmo ano que surgiram os primeiros caçadores de Pés-Grandes. Não apenas a história do Grande começou a se desenvolver, mas toda cultura ao seu redor. Tom Slick, um caçador que já havia organizado caçadas ao Yeti no Himalaia começou a organizar buscas pelo Grande nos arredores de Bluff Creek. E então, como fogo em palha seca, avistamentos do grande começaram a se espalhar pelos estados unidos.

Em setembro de 2002 Jane Goodall, uma reconhecida estudiosa de primatas afirmou durante uma entrevista de rádio: “Vocês ficarão surpresos quando eu lhes disser que estou certa de que eles existem”. Falando sobre sua crença na existência de grandes primatas ainda não descobertos. “É claro, a grande, grande crítica é ‘Onde está o corpo?’”, disse ela. “Você sabe, por que não há um corpo [para analisarmos]? Eu não posso responder isto, e talvez eles não existam, mas eu quero que existam”.

Até hoje existem várias explicações científicas para a existência de criaturas como o Grande, ou ao menos para explicar relatos sobre eles em formas de lendas. Deixando as possíveis fraudes de lado muitos afirmam que os avistamentos de pés-grandes são causados pela confusão do observador, que acaba acreditando que um animal ou a trilha de animais que ele não reconhece seja um exemplo desses homens selvagens. Enquanto criptozoólogos se apegam na crença de espécies desconhecidas de primatas existem aqueles que não pensam duas vezes antes de associá-los com discos voadores, ou mesmo afirmar que seriam sobreviventes de civilizações passadas hoje desconhecidas, como Atlântida, por exemplo. Existem ainda aqueles que atribuíram o grande à espécies de animais que nem sequer são símios como a preguiça gigante.

Algumas das hipóteses mais aceitas pelos céticos é a de que os grandes na verdade sejam:

Ursos

Quando se erguem e ficam de , apenas nas patas traseiras, ursos ficam com a mesma altura que um grande teria. Além disso, ursos são habitantes naturais das regiões onde surgem a maior parte dos relatos de pés grandes.

Gigantopithecus

Alguns defensores da existência do Grande como Grover Krantz e Geoffrey Bourne, acreditam que ele seja um Gigantopithecus. Bourne nos lembra que grande parte dos fósseis de Gigantopithecus foram encontrados na China e que muitas espécies de animais migraram pelo estreito de Bering, e que não seria um absurdo afirmar que os Gigantopitheci teriam seguido o mesmo caminho.

A hipotese Gigantopithecus, como é conhecida, é considerada completamente epeculativa. Como os únicos fósseis desta espécie são mandíbulas e dentes, fica difícil saber como eles se locomoviam. Krantz argumentou, baseado em seus estudos no formato das mandíbulas, que o Gigantopithecus poderia ser um bípede, entretanto a parte relevante da mandíbula não foi encontrada em nenhum fóssil. A crença popular na comunidade científica é de que o Gigantopithecus era um quadrúpede, e que por causa de seu tamanho ele dificilmente conseguiria andar em suas patas traseiras.

Matt Cartmill apresenta outro problema com essa teoria: o Gigantopithecus não era um hominídeo, e as evidências físicas apontam que o Grande é um bípede que anda ereto. Dificilmente o Gigantopithecus teria dado origem a uma raça com essas características e características hominídeas. Bernard G. Campbellin escreveu que a extinção do Gigantopithecus é algo que está sendo posto em dúvida por aqueles que acreditam que ele sobreviveu como o Yeti ou o Sasquatch. Mas as evidências dessas criaturas não são convincentes.

Hominídeos extintos

Uma espécie de Paranthropus, como o Paranthropus robustus, com o seu crânio desenvolvido e postura bípede, foi a sugestão dada por primatologistas como John Napier e antropologistas como Gordon Strasenburg como possíveis candidatos para a origem do Grande. Alguns estudiosos do Grande ainda propõe um ancestral em comum com o do homem moderno como o Neandertal ou o Homo erectus, mas nenhuma evidêncie dessas espécies foram encontradas no continente Norte Americano.

Independente das explicações dadas por céticos ou entusiastas, milhares de avistamentos foram registrados nas últimas décadas, dentre elas a de Fred Beck que afirmou em um livro em 1967 que ele e outros quatro mineiros foram atacados em uma noite em julho de 1924 por vários “homens macacos”, que atiraram rochas na cabana em que eles se encontravam na região conhecida como Ape Canyon (Canyon dos Macacos). Os homens saíram da cabana e atiraram no que Beck descreveu como “gorilas montanheses”. Na manhã seguinte encontraram várias pegadas enormes ao redor da cabana. O Espelologista William Halliday argumentou em 1983 que a história teve origem em um incidente envolvendo um grupo de exploradores que estavam acampando na proximidade e atiraram as pedras no Canyon. Existem rumores locais que alguns engraçadinhos locais pregaram peças nos minaradores deixando marcas falsas de pegadas gigantes.

Em 1941 Jeannie Chapman e seus filhos disseram ter que fugir de casa quando um Sasquatch gigante, com mais de dois metros e quarenta de altura, se aproximou de sua residência em Ruby Creek.

Em 1967 Roger Patterson e Robert Gimli afirmaram que em no dia 20 de outubro eles conseguiram filmar um Sasquatch em Bluff Creek, na califórnia. Esse filme passou a ser conhecido pelo nome de Patterson-Gimlin Film, que se tornou a melhor evidência da existência do grande.

O Filme Patterson Gimlin

Também conhecido simplesmente como o Filme Patterson é um curta metragem mostrando um espécime não identificado, gravado no dia 20 de outubro de 1967. Os dois responsáveis pelo filme afirmam que ele é legítimo e que de fato conseguriam filmar um grande. O filme foi sujeitado a inúmeras análises tanto para provar uma fraude quanto sua autenticidade. Alguns cientistas afirmaram que o filme é uma farsa, mostrando um homem em uma fantasia de macaco, mas existem outros tantos que afirmam que o filme mostra um criptidio, ou seja, um animal desconhecido pela ciência.

 

Ambos os cinegrafistas sempre desmentiram afirmações de que o filme era uma fraude, mostrando uma pessoa fantasiada. Patterson, que morreu de cancer em 1972, chegou a jurar em seu leito de morte que a filmagem era autêntica, que ele havia encontrado e registrado em filme um bípede desconhecido da ciência. Da mesma forma ele supostamente disse pra o dono da loja Yakima camera store que havia forjado o filme para arrecadar dinheiro para sua mulher, que stava morrendo de câncer. Seu amigo Gimlin sempre declarou que nunca tomou parte de nenhuma fraude cinematográfica e que ele e seu colega encontraram um grande real. Mesmo assim ele evitou discutir isso publicamente até o ano 2000 quando passou a dar entrevistas e a aparecer em convenções de pés grandes para dar palestras.

Depois de tanto tempo a evidência do filme permanece inconclusiva, seja como fraude ou registro real. Depois de três anos de um exame rigoroso Jeff Glickman publicou em um estudo em 1998 a impossibilidade de provar que o filme era uma fraude. Diversas fontes foram categóricas em afirmar possuírem evidências da fraude, simplesmente para serem refutadas uma a uma.

Existem até rumores em Hollywood de que a criatura seria um homem vestindo uma fantasia criada por John Chambers, que ganhou o Oscar de maquiagem pelo seu trabalho no filme O Planeta dos Macacos, coincidentemente filmado no mesmo ano, em 1967. O escritor Mark Chorvinsky investigou o tema em 1996, e diversos profissionais de efeitos especiais da atualidade lhe confirmaram que Chambers era o responsável pela criatura no filme Patterson-Gimlin, incluindo Dave Kindlon, Howard Berger, Bob Burns e John Vulich. Um ano depois o diretor John Landis (Um Lobisomem Americano em Londres) assegurou o mesmo em uma revista de cinema. Mas em uma entrevista pouco antes de sua morte, o próprio John Chambers negou ter sido responsável pela criatura do filme Patterson-Gimlin.

A melhor e mais famosa evidência da existência do Grande permanece inconclusiva. Depois de mais de três décadas, este é um verdadeiro feito, justamente o que se poderia esperar de uma filmagem autêntica embora polêmica. Mas sérias suspeitas de fraude e a falta de evidências corroboradoras em mais de três décadas impedem uma maior aceitação.

Cientistas descartam a existência do grande afirmando que não existem quase evidências arqueológicas da existência de bípedes pré-históricos de características simiecas de tais dimensões. Além da falta de evidências eles afirmam que o grande grande. Da mesma forma, afirmam, que a população desses animais seria tão grande que teríamos hoje um número de avistamentos muito maior do que os que surgem atualmente, o que tornaria a existência deste animal uma impossibilidade.

supostamente habita regiões que dificilmente abrigariam primatas não humanos com dimensões como as suas, ou seja, latitudes temperadas no hemisfério norte. Todos os símeos não humanos são encontrados nos trópicos da áfrica e ásia. Grandes macacos já foram encontrados fossilizados nas amércias mas nunca foi encontrado um fóssil do

Por outro lado hoje temos em são paulo notícias como esta:

“Bicho-preguiça mora no parque da Luz em São Paulo,

Camuflados nas árvores e com movimentos lentos característicos, quatro bichos-preguiça passam quase despercebidos pelos visitantes de um dos parques mais conhecidos de São Paulo, o jardim da Luz, em pleno centro.

Até os mais atentos precisam ser alertados da existência deles. Na sexta-feira (21), um grupo de observadores de aves, com binóculos na mão, foi avisado pelos seguranças do parque de que no local havia um casal e dois machos de bicho-preguiça. “Nosso foco principal são os pássaros, mas sempre que encontramos animais diferentes colocamos em nosso relatório”, disse Luiz Fernando Figueiredo, do Centro de Estudos Ornitológicos da USP, que desconhecia a presença de preguiças na área.

Há mais de uma versão para o fato de os bichos-preguiça habitarem o jardim da Luz. Segundo a veterinária Vilma Clarisse Geraldi, da divisão de fauna da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, havia um zoológico no local. Os outros animais foram retirados do parque, mas os preguiças não foram resgatados.

Já o biólogo André Dias, administrador do parque, diz que o bicho sempre existiu na área. A espécie, preguiça-de-bentinho, também pode ser vista na serra da Cantareira. “A informação que eu tenho é que os bichos ocorriam na cidade e, com a expansão urbana, formou-se uma ilha de preservação na Luz. Então, eles ficaram por lá”, afirma.

O número de animais, entretanto, está diminuindo com o passar dos anos. Até 2000, segundo Geraldi, havia sete preguiças no parque. Com a revitalização do espaço, poda e corte de árvores, três morreram.

De acordo com Dias, os bichos já estavam debilitados na época. Ele tem esperança, entretanto, de que o único casal consiga se procriar neste ano. “Já faz muito tempo que não temos um filhote”, diz. De acordo com o Ibama, a espécie preguiça-de-bentinho não está ameaçada de extinção. Já a preguiça-de-coleira está na lista das que correm risco. (Folha Online)”

Se bichos preguiça passam desapercebidos em um parque relativamente pequeno e fechado, o que dizer de espécies em florestas abertas e áreas montanhosas ao redor do mundo? Esses bichos preguiça foram descoberto por causa de suas fezes ao redor das árvores, antes de um estudo com observação direta.

Hoje, 80% dos avistamentos de pés-grandes são considerados fraudes por estudiosos como Loren Coleman e Diane Stocking, o que cria uma margem 20% de relatos, que como o filme patterson, não podem ser classificados como fraude.

Pé-Grandes pelo mundo

Apesar de ser o mais famoso, o Grande é apenas o mais recente dos mitos e lendas de grandes hominídeos primitivos pelo mundo. Ele mesmo parece ter sido inspirado diretamente pelo segundo hominídeo elusivo mais famoso, com o qual começamos um giro por algumas das lendas espalhadas ao redor do planeta.

Yeti, o “Abominável Homem das Neves”, Himalaia

A criatura gigante de pelagem escura é parte do folclore da região do Himalaia há gerações, sendo chamada pelos guias Sherpas de meh-teh. As notícias sobre o Yeti chegaram ao Ocidente em 1921, quando uma expedição de trinta e seis membros liderada pelo explorador Charles Kenneth Howard-Bury, em uma das primeiras tentativas de escalar o monte Everest, teria avistado com binóculos objetos escuros se movendo à distância. Ao chegarem ao local encontraram pegadas enormes, e seus guias teriam chamado o ser de Metoh-Kangmi, ou ‘Besta das Montanhas’, um termo que acabaria sendo traduzido de forma mais colorida como “Abominável Homem das Neves”.

O Yeti causou maior sensação quando uma pegada foi fotografada em 1951 pelos exploradores Eric Shipton e Michael Ward a mais de cinco quilômetros de altitude perto do Everest. Ela tinha quase 50 centímetros de tamanho, apresentando apenas quatro dedos. Chegou-se a sugerir que poderia ser a pegada de um urso, ou uma pegada inicialmente menor na neve que ao derreter teria aumentado seu tamanho aparente. Em 1990 o jornalista Peter Gillman defendeu que a pegada seria uma brincadeira de Shipton. Em suas fotos, há uma trilha de pegadas e o close de uma delas, mas em uma entrevista Michael Ward declarou que a pegada em close não faria parte da trilha, algo que Shipton nunca mencionou. O escritor Audrey Salkeld contou duas peças pregadas por Shipton: em uma ele teria dito que um colega sofrendo de falta de oxigênio teria tentado comer pedras pensando que eram um sanduíche, o que foi negado pelo próprio. Também contaria sobre como teria encontrado o corpo de Maurice Wilson na neve, junto de um bizarro diário de fetiches sexuais e roupas femininas. Charles Warren, que encontrou o corpo junto com Shipton, negou tais elementos.

Ao final, Shipton poderia ter simplesmente mexido em uma pegada normal e tirado a famosa fotografia. O Yeti, contudo, permanece uma lenda nativa e deve continuar a ser por muito tempo.

Yehren, China

O ‘Homem Selvagem’ ou Yehren é uma antiqüíssima criatura lendária da China central e do sul. Em torno do século III AC o poeta Qu Yuan teria escrito um poema sobre o ‘monstro das montanhas’. Também uma criatura gigante e peluda, com a diferença de que sua pelagem seria marrom ou vermelha. Ao contrário do Yeti, não há nem uma suposta fotografia do Yehren, embora muitas de suas pegadas tenham sido registradas.

Além dos muitos relatos, alguns dos quais incríveis, incluindo o do biólogo Wang Tseling, que em 1940 conta ter examinado um Yehren fêmea morto a tiros pelos locais; ou o de que soldados chineses no Himalaia teriam comido a carne de um Yeti em 1962, a primeira evidência física relevante do Yehren chinês foi analisada em 1980. Em 1957 aldeões da montanha Jiolong teriam matado um “homem-urso” e um professor de biologia local conservou suas extremidades. O exame por Zhou Guoxing das mãos e pés preservados apontou que pertenceriam a um macaco, embora enorme e possivelmente de um “primata desconhecido”, apesar de não ser compatível com uma criatura de dois metros de altura.

Sasquatch, Canadá e norte dos EUA

Várias tribos indígenas norte-americanas possuem histórias antigas a respeito de gigantes selvagens, mas quando os jornais relataram encontros com tais seres o termo escolhido foi Sasquatch, que na linguagem de uma das tribos significava “homem louco nas florestas”. Tais avistamentos registrados datam de até 200 anos atrás. O missionário americano Elkanah Walker conta em seu diário em 1840 sobre as crenças indígenas: “Eles acreditam em uma raça de gigantes que habita uma certa montanha a oeste. Ela é coberta por neve perene. As criaturas habitam os picos de neve. Elas caçam e fazem todo seu trabalho à noite. Suas pegadas têm um e meio de tamanho. Roubam salmão das redes dos índios e comem o peixe cru como os ursos. Se as pessoas estão acordadas, sempre sabem quando as criaturas estão muito próximas pelo seu forte cheiro que é quase intolerável”.

John Burns, agente da reserva indígena Chehalis em British Columbia, escreveu em um artigo em 1940, cem anos depois: “estou convencido de que sobreviventes do Sasquatch ainda habitam o inacessível interior de British Columbia. Apenas por grande sorte contudo um homem branco poderia avistá-los, já que como animais selvagens, eles instintivamente evitam qualquer contato com a civilização”. Segundo ele, os nativos eram receosos de contar suas histórias sobre o Sasquatch, pois o ‘homem branco’ não acreditaria nelas. Tais lendas em Chehalis contariam sobre duas tribos inimigas de Sasquatches na região e que teriam exterminado uma a outra. Burns também conta a surpreendente história de uma mulher nativa chamada Serephine Long, que quando criança teria sido seqüestrada por um “gigante selvagem” e vivido com os “monstros peludos” por quase um ano! Tudo contado diretamente a ele por Long, agora uma mulher idosa.

Mapinguari, Amazônia

Coberto de um longo pêlo vermelho, com um odor horrível e medindo em torno de dois metros quando de sobre as patas traseiras, o Mapinguari seria um animal temido na floresta amazônica por índios e mesmo garimpeiros e moradores locais. Seus pés seriam virados ao contrário, suas mãos possuiriam longas garras e a criatura evitaria a água, tendo uma pele semelhante a de um jacaré. Há similaridades com relatos de hominídeos, mas a especulação mais corrente entre os cientistas que acreditam na realidade do Mapinguari é de que poderia ser relacionado à preguiça gigante, que se acredita extinta. Já no fim do século XIX o paleontólogo argentino Florentino Ameghino defendia a hipótese, que mais recentemente levou o ornitólogo David Oren a empreender expedições em busca de provas da existência real da criatura. Mas infelizmente sem nenhum resultado conclusivo. Pêlos recolhidos mostraram ser de uma cutia, amostras de fezes de um tamanduá e moldes de pegadas não serviriam muito, já que como declarou à revista Discover, “podem ser facilmente forjadas”.

Dossiê de Criptozoologia de Herman Flegenheimer Jr.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/pe-grande/

O caso Happy Camp

Raramente é possível , encontrar um episódio isolado, genuinamente, onde todas as facetas do fenômeno OVNI se concentrem. Happy Camp constitui um verdadeiro laboratório do problema estudado, além de ter oferecido a oportunidade para uma experiência direta, embora breve , do fenômeno. Ele também mostra um caso raro de sequestro múltiplo.

Happy Camp é uma pequena cidade madeireira na fronteira setentrional da Califórnia, a cerca de 60 quilometros do Estado de Oregon. Uma única estrada , seguindo de leste para oeste, atravessa a cidade, a 100 quilometros da via expressa que liga os dois Estados. A cidade tem um bar e um café . Localiza-se em um cenário magnifico, com regatos que descem da montanha, florestas de pinheiros e sequóias e canions profundos. As serrarias servem como principal ocupação profissional. A maior parte das testemunhas de OVNIs trabalham direta ou indiretamente para as serrarias. Existem muitos indios na área . Vale destacar , também, que o principal meio de transporte é a caminhonete com tração nas quatros rodas . Os moradores locais comunicam-se através de rádios faixa cidadão, e geralmente carregam rifles nos veículos.

Soube do caso no final de 1975, através de quatro independentes, inclusive um representante regional da Mutual UFO Network (Rede Mútua de OVNI — MUFON ) , que visitou o local . Posteriormente artigos razoavelmente factuais surgiram nos jornais de San Francisco . Contudo, os pesquisadores suspeitavam que algumas testemunhas não revelaram a história toda. Na metade de 1978, quando o interesse pelos eventos diminuiu e Happy Camp voltou a rotina da vida, carreguei meu Cheyenne com equipamentos e viajei até o local , o que demorou um dia inteiro. Tres investigadores tarimbados — Paul Cerny , Tom Gates e Mark Uriate — seguiram comigo. repassamos os fatos divulgados a respeito do caso.

No dia 25 de outubro de 1975 , dosi eletricistas da serraria , Stan Gayer , na época com 19 anos , e Steve Harris , então com 26 anos , estavam em uma caminhonete , na área de Shivar Saddle m testando seus rádios faixa cidadão , quando viram dois objetos em forma de estrela, excepcionalemte brilhantes. Um dos objetos moveu-se subitamente para a parte superior da montanha , oscilando como se “lutasse conta o vento”. Depois desceu , caindo como “uma ponta de charuto acesa ” . Seu brilho era avermelhado . Eles seguiram adiante e em seguida viram um objeto grande, vermelho, brilhando no solo , na encosta do monte Cade.

Dois dias eles retornaram ao local, com um terceiro homem, oficial mecânico , que se considera um “cético interessado” no assunto. Eles estavam equipado com um detetor de metais e uma lanterna . Conhecedores da montanha, exploraram a área , encontrando uma pilha de material estranho , parecido com mica, no local do primeiro pouso, e continuaram a procurar outros sinais . A mica , ao ser analisada, não passava do tipo comum , usado em antigos fogões a lenha.

Eles não esperavam encontrar um par de olhos prateados no meio do mato, nem ouvir um som de sirene . Iluminaram o local com a laterna , mas não conseguiram ver absolutamente nada , apenas escuridão , onde deveria haver moitas e arbustos. Neste momento, eles consideraram que seria mais prudente voltar para a caminhonete e retornar à cidade , onde contaram a história para um estudanete de 17 anos e para Helen White , que se transformou na protagonista principal dos eventos subsequentes.

Na época das visões, Helen White estava com 62 anos . Ela morava em Happy Camp desde 1949, tendo trabalhado durante dezenove anos na serraria . Um reporter a descreveu bem dizendo que “usava óculos, tinha olhos meigos e uma mecha de cabelos grisalhos que lhe davam um ar de vovó , o que realmente era “.

Este grupo de cinco pessoas tão diferentes resolveu ir novamente resolveu ir novamente até as montanhas. Ao chegar no local onde os olhos haviam sido avistados , Steve Harris ficou um tanto nervoso . Por frustração, ou em uma tentativa de impressionar os outros , ele começou a disparar a esmo, contra as moitas , sem dúvida um modo pouco convencional de se investigar um fenomeno desconhecido. Embora eu não aprove este método, sou forçado a admitir que era uma maneira eficiente de assustar qualquer pessoa que estivesse fazendo uma brincadeira, protegida pelas moitas de uva-ursina.

Ao invés de gozadores ou fraudadores , as cinco testemunhas viram duas silhuetas , usando capacetes como a de soldadores circundadas por uma luz peculiar. O som de sirene foi ouvido novamente. Helen White , que portava sua camara , foi incapaz de tirar uma foto .

As criaturas aproximaram-se parando a uns 15 metros do grupo . As pessoas sentiram um calor estranho no ar. Steve recorda-se de ter tossido , como se o ar estivesse pesado demais para se respirar.

— Era como uma sauna , ou um banho turco, onde o ar fica quente , só que muito pior — disse

Helen White comparou s sensação a um aperto no peito . Steve pensou que estavam sendo atingidos por gás. O grupo fugiu em pânico, perseguidos durante a descida da montanha por um objeto vermelho luminoso. O evento principal ocorreu cinco dias depois , a 2 de novembro de 1975, com os mesmos protagonistas ( Steve, Stan e Helen ) , e duas outras pessoas que passavam de carro por uma estradinha de terra no canion, no sopé do monte Cade. Eles ainda estavam tentando encontrar uma explicação para o que viram , e exploravam a área de maneira mais ou menos sistemática.

No canion , entretanto, passaram por um trecho coberto de neblina densa, que os forçou a recuar , e todos se confundem com relação aos eventos subsequentes. Eles se lembram de que pedras imensas caíram do alto do canion, dos lados da caminonete. Eles se recordam de que as portas foram abertas, e um ser estranho surgiu, dizendo a Steve , que empunhavam a arma:

— Não vai precisar disso.

Eles acreditam ter visto um objeto pairando no ar. Helen lembra , inclusive , de ter sido conduzida para uma sala , mas não tem certeza da sequencia temporal dos acontecimentos . Um dos ocupantes manteve um dialogo com ela, no decorrer do qual descreveu um objeto transparente , dizendo que era de ouro. Helen respondeu que conhecia o aspecto do ouro , e certamente não era transparente. O ser respondeu apenas : “Existem coisas como um ouro através do qual se pode ver. Está em sua Bíblia”.

Steve acredita que esteve em um aparelho com uma janela transparente no topo, através da qual pode ver a montanha China. A lembrança seguinte , a nivel consciente , foi de que se encontravam na caminhonete , descendo a montanha , cantando uma antiga canção religiosa. Eles entoavam , todos juntos , o hino Há Poder no Sangue do Cordeiro.

Depois deste incidente principal , diversas testemunhas tiveram visões na área, até a época de nossa visita. Tais incidentes incluem outros episódios com neblina esquisita contendo um humanóide, sons agudos tão penetrantes que incomodaram as testemunhas e diversos tipos de objetos esféricos ou oblongos sobrevoando a cidade , por vezes perseguidos tenazmente por um jato da Força Aérea americana.

No dia 8 de fevereiro de 1976 , dois dos meus amigos pesquisadores encontravam-se em Happy Camp, entrevistando testemunhas , quando ouviram uma pessoa , na faixa do cidadão , relatando a presença de uma luza alaranjada sobre Slater Butte. Eles viram a luz sobre a montnha , descendo e subindo duas vezes . O objeto era brilhante , laranja-escuro , e seu fulgor lembrava o de “um fogo na floresta , atrás do morro”.

No outono de 1977 duas pessoas , na Estrada de Benjamin Creek, viram um pinheiro Douglas ser partido em dois, enquanto uma força desconhecida puxava a perua deles, em marcha a ré, por mais de 15 metros. Os ultimos 25 metros da imensa arvore foram atirados a 20 metros de distancia , e uma esfera branca brilhante sobrevoava a área. Uma das testemunhas , profundamente abalada com o incidente , recusava-se a voltar ao local.

Meus amigos e eu chegamos a Happy Camp numa sextafeira, dia 23 de junho de 1978, e nos hospedamos em um hotel apropriadamente batizado de Rustic Inn. Embora eu ( Jacques Vallée ) esteja familiarizado com as estradinhas da Califórnia , do deserto de Mojave a Yolla Bolly, até a costa de Mendocino, devo admitir a imensa beleza da região do rio Klamath , que combina precipicios rochosos com matas baixas e florestas magnificas , tirando o folego de qualquer um.

Jantamos no unico restaurante da cidade , o Lois Café . Diversas testemunhas locais aproximaram-se de nossa mesa e se apresentaram . Conhecemos Lorraine, que em companhia da filha vira um aparelho em forma de disco no dia 6 de setembro de 1977.

— Estava todo iluminado — disse Lorraine.

Pat, uma senhora com seus 40 anos, muito animada , sentou-se e disse que estava intrigada com uma série de eventos tipo “poltergeist”, ocorrido na época das visões. Certa noite ela escutou passos pesados no forro da casa. Em outra , viu um imenso pássaro voando, iluminado pela luz da rua. No dia 17 de julho de 1977 , ela avistou uma esfera luminosa perto da cama , e na manhã seguinte descobriu que todas as portas da casa encontravam-se escancaradas.

Durante os dois dias seguintes inspecionamos toda a area , inclusive o pinheiro Douglas na estrada de Benjamin Creek . Os lenhadores não perderam tempo, retirando a parte aproveitável da madeira. A parte superior da arvore, contudo, ainda continuava na ravina , do outro lado da estrada. A noite estava calma, no momento do incidente, sem tempestades ou nuvens de trovoada.

Também visitamos o local do sequestro , seguindo pela estradinha que leva ao canion Realente , há um penhasco ingreme do lado oeste , as pedras poderiam ter caído na estrada e na área vizinha. Mark encontrou no local filamentos prateados de um material resistente, semelhante a cabelo, parecido com as fibras encontradas em Colusa. Fibras identicas também estavam presentes no local de um terceiro caso de contato imediato em Happy Camp . Apesar de nossas esperanças de haver encontrado um elemento comum a diversos casos envolvendo entidades, o exame posterior feito em microscópio , por um laboratório da policia técnica , mostrou que o material não era anormal.

O objeto em forma de disco , avistado por Helen, Stan e Steve, havia pairado sobre as moitas , perto de uma curva fechada da estrada. Neste local , como em diversos outros que visitamos, notamos um toque violento , emdesacordo com a beleza plácida da floresta. Encontramos cartuchos detonados nagrama, e muitas placas da estrada estavam cheias de furos de tiros, algumas praticamente ilegíveis. Só nos restava meditar sobre as fustrações e a necessidade de se demonstrar poder sobre a natureza que provocavam tais violencias. Talvez isso fosse exarcebado pela magnificencia da paisagem, pelos penhascos e grotas profundas, pelo céu imenso. O ser humano pode facilmente se sentir encurralado, insignificante. Caso esta interpretação seja correta, ela é relevante para a analise do terror e do fascínio provocados pela visão dos OVNIs , e com os confrontos com seres altos , que não se intimidaram com o rifle de grosso calibre de Steve. Também vale notar que as montanhas vizinhas abrigam , segundo relatos, uma estranha criatura parecida com um macaco ou com o Sascuatch canadense. Há ainda lendas locais sobre o Puduwan, um ser estranho com poderes paranormais.

As testemunhas entrevistadas em profundidade confessaram que ocorreram muitos incidentes que não foram relatados. A primeira visão na área havia sido relatada por um policial, Dick McIntyre , que posteriormente desmentiu e negou sua história. A maioria das testemunhas preferiu se calar , soubemos, depois da publicação de um artigo de página inteira sobre Happy Camp no San Francisco Chronicle. Vários policiais rodoviários foram seguidos por estranhas luzes na região, mas não comunicaram oficialmente o fato.

Entre os casos não revelados está a visão do filho de Lorraine: um objeto grande , brilhante , de cor azulada como aço , com uma luz vermelha. Objetos menores voavam em torno dele, de um modo que lembrava as visões de “charuto de nuvem” descritas por Aimé Michel . Tivemos um encontro com Helen White, e a oportunidade de conversar com ela longamente, enquanto assistíamos ao jogo de beisebol amador do qual seu neto participava. Ela fornecu detalhes dos incidentes, confirmando e explicando diversos aspectos das observações . Ela insistiu, na entrevista , que no momento do sequestro “tudo acontecia em camara lenta”.

Outros aspectos do episódio me intrigavam, pois não pareciam fazer muito sentido . Durante o sequestro ela conversou com um homem vestido com uma capa longa, flutuante. Estavam no meio de uma avalanche de pedras.

— Cuidado com as pedras ! — Ela alertou o ser.

— Não se preocupe, pedras não podem me ferir — foi a resposta.

Ao subir para o objeto, ela sentiu que uma luz a banhava. Queria levar algo , como prova, e recebeu permissão para tanto. Mais tarde os seres a proibiram de levar qualquer coisa, ela reclamou, frustada:

— Voces mentiram para mim.

O ponto mais enigmático da experiencia foi o tamanho do objeto. Como no caso da Sra. Victor , o aparelho para onde Helen White foi conduzida era maior do lado de dentro do que de fora. Embora os engenheiros aeronáuticos possam zombar de uma constatação tão bizarra, os leitores topologistas podem ficar tão intrigados quanto eu pelas possiveis interpretações que se descortinam. Se existirem mais de quatro dimensões , como muitos físicos teóricos atualmente suspeitam , cabe especular : uma hipernave, capaz de inversão topológica em nosso espaço-tempo contínuo pode muito bem ser maior por dentro do que por fora.

Naquela noite transferimos para nossa caminhonete os equipamentos trazidos de São Francisco por Tom Gates e Paul Cerny e seguimos para o local da visão , parando primeiro em Saddle, indo depois para o ponto mais alto na trilha , antes de fazer o retorno.

Era 23h15 quando o avistamos. Tratava-se apenas de uma luz brilhante, branca , com reflexos vermelhos, e a visão não durou mais do que dez segundos. A luz estava bem na nossa frente, vários quilometros além do vale, na encosta do monte China, um local onde nenhum veículo conseguiria chegar. Infelizmente a visão foi curta demais para permitir que parassemos e mostassemos o telescópio de Tom. A luz permanece como um detalhe imprevisto em nossa investigação.

Os eventos de Happy Camp incluem sequestro, neblina sufocante, pássaros imensos , pequenosa seres com capacetes , perseguições realizadas por jatos, “poltergeists” , anomalias gravitacionais e arvores derrubadas. Partindo de uma cidade isolada , que nem sequer tem um cinema, esta concentração de casos é notavel. Mas não estaria completa sem o episódio do Homem de Preto. Assim sendo, fiquei quase aliviado ao saber que no inicio de 1976 um estranho, que jamais estivera na cidade , entrou no Lois Café . Helen e Pat encontravam-se lá, jantando calmamente em mesas diferentes.

Todas as conversas cessaram quando o sujeito entrou. Ele pediu um filé, mas não sabia usar garfo e faca, e acabou saindo sem pagar , o que o tornou inesquecivel para a população local. Pat declarou que ele tinha pele pálida e olhos “orientais” . Usava uma espécie de camisa estranha , e não possuia casaco, embora estivessem no meio do inverno americano. Sorria constantemente para as pessoas , de um modo forçado , esquisito. Entre as atitudes peculiares que tomou durante seu jantar extraordinário , inclue-se uma corajosa tentativa de beber um pote de gelatina.

Extraido do livro “Confrontos” de Jacques Vallée – Editora Best Seller

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/o-caso-happy-camp/

Frank Sherman Land, 100 anos de maçonaria

“Se trabalharmos sobre o mármore, um dia ele se acabará. Se trabalharmos sobre o metal, um dia o tempo o consumirá. Se erguermos templos, um dia se tornarão pó. Mas se trabalharmos sobre almas jovens e imortais, se nós a imbuirmos com os princípios do justo temor ao criador e amor à humanidade, nós gravaremos sobre essas almas algo que brilhará eternamente. Daqui a cem anos pouco importará o quanto tenhamos acumulado no banco, que tipo de casa, palacete ou carro possuímos. Mas o mundo poderá ser diferente, talvez porque fomos importantes na vida dos jovens.” – Frank Sherman Land.
Quando jovem, Frank Sherman Land, ainda não conhecia o Tao The King,Lao Tse ou o I Ching, pouco difundidos no ocidente na época, porém é um exemplo de homem que desde criança seguiu o caminho que não pode ser melhor identificado do que com o Hexagrama 8 do I Ching, que significa Solidariedade, nem melhor descrito do que com o verso 49 do Tao The King. Como vamos ver durante toda a biografia desse homem e da história da Ordem DeMolay, Frank S. Land foi uma pessoa que não se limitou em transmitir, durante toda sua vida, a sabedoria e a bondade.

Lao Tse, sec IV a.C., antiga China.

No primeiro passo vimos o que levou Louis a procurar ajuda da maçonaria, e aqui vamos acompanhar os aspectos da infância de Frank S. Land até sua grande inspiração, que foi o encontro com esse garoto. Os fundamentos de sua vida que o levou a estruturar toda ideologia DeMolay e ser reconhecido como Pai (“Dad” em inglês, como era chamado) por milhares de jovens.

Frank, o Pequeno Ministro

Elizabeth Lottie em 1889 era uma garota de 15 anos dentro de uma família autoritária, e se apaixonara por um rapaz mais velho chamado William Sherman Land. Apesar da oposição de sua família, se casaram. No ano seguinte, no dia 21 de junho de 1890 em Kansas City no estado de Missouri, nascia seu primeiro filho, batizado com o nome Frank Sherman Land.

Já aos nove anos Frank S. Land possuía o dom da oratória, liderança que usava para incentivar seus amigos, tanto mais velhos como mais novos. Nessa idade pediu ajuda a sua mãe para iniciar uma “Escola de Domingo” que reunisse seus amigos nas tardes de domingo para que pudessem aprender sobre a Bíblia. Elizabeth reformou o porão de sua casa para atender ao desejo de Frank. Um ano depois a fama de Frank já havia se espalhado e ele era conhecido como o Pequeno Ministro. Não só seus amigos frequentavam o porão de sua casa, mas também estavam sendo acompanhadas por suas mães, que o escutavam atentamente. Nessa época a família Land morava em St. Louis no estado de Missouri.

Uma mãe expôs a Elizabeth toda a curiosidade de todas as outras mães presentes: como tudo isso havia começado? A resposta de Elizabeth foi: “Ele constantemente lê a Bíblia. Ele já a leu toda, possivelmente mais de uma vez. Ele pode citar capítulos de memória. Eu me pergunto sobre Frank, ele é muito interessado no que os outros meninos fazem. Ele brinca com os outros garotos, mas existe uma profunda parte espiritual nele que eu não consigo explicar.”

Desde cedo Frank demonstrou seu espirito cuidadoso e companheiro, cuidando dos seus amigos e os instruindo através de histórias bíblicas, sobre o amor filial e sobre o patriotismo. Num de seus sermões no domingo a tarde, Frank compartilharia o ensinamento que em alguns anos se tornou a virtude central da Ordem DeMolay: “Amigos são muito importantes! Nós devemos ter amigos. Nós devemos partilhar com eles. Ajudar uns aos outros. Eu vou lhes contar uma história do Antigo Testamento sobre dois amigos, Davi e Jônatas”. E assim começou seu sermão com tom profético, que aos seus 10 anos já implantava idéias de virtudes e cidadania a todos que os escutavam.

Dos 12 aos 21 anos

Assim como toda família, a dos Land também tinham problemas. Os desentendimentos e dificuldades cresceram ao nível de conflitos pessoais e a única solução foi o divorcio. William ficou na cidade de St. Loius e Elizabeth, que na época tinha Frank com 12 anos e a caçula Sissy com 7, voltou para sua cidade natal Kansas City para morar com sua mãe. Foi uma época perturbada para Frank, pois ele perdera sua figura masculina em uma importante parte do seu desenvolvimento pessoal, o que transformou o Pequeno Ministro em alguém recolhido e tímido, a ponto de dar a volta no quarteirão para evitar encontrar com as garotas de sua classe.

Nesse tempo de timidez de sua adolescência, Frank preenchia seu tempo com leituras que o fez conhecer e passar a aceitar a responsabilidade individual que cada ser humano possui, aprendeu o dever do jovem crescer e se tornar um “herói” honesto em meio a sociedade, e um de seus sonhos foi de se tornar um bombeiro. Seus autores favoritos eram Horatio Alger e G. A. Henty.

Em 1907 Frank, sua mãe e avô montaram um restaurante. As mulheres cozinhariam e Frank seria o administrador. No ano seguinte Frank entrou no Kansas City Art Institute (Instituto de Arte) por seu interesse na arte e na pintura, e nesse instituto expandiu seu conhecimento artístico adquirindo amor e apreciação por todas as formas de artes. E esse conhecimento cultural adquirido na juventude foi o que lhe garantiu um grande conhecimento e destaque dentro os ritos da Maçonaria.

Exemplo de brasão heráldico Templário.

Frank admirava secretamente Nell, uma menina do instituto. E certa vez Nell foi a Frank perguntar o que ele estava desenhando, e sua resposta foi: “Estou pintando um Escudo da Cavalaria”, e explicou “Eu sempre fui interessado nas Cruzadas e nos tempos da história em que os cavaleiros lutavam em batalhas e resgatavam belas damas do perigo. Esse emblema que estou desenhando é do século quatorze. Foi nessa época que espadas foram sobrepostas por escudos. Era a época de ouro da Heráldica. Eu acrescentei um elmo também. Você sabia que os elmos só eram usados por cavaleiros, e só podiam ser usados nos brasões  das famílias de cavalaria? Você se interessa por isso?”

Assim começou seu diálogo com Nell, e uma semana depois Frank tomou coragem para convidá-la para tomar sorvete e conversar sobre escudos, espadas e a época da cavalaria. Mas nesse encontro, Frank nunca mencionou quaisquer desses assuntos, simplesmente perguntou a Nell quem era ela, e pedindo para ela falar sobre ela mesma. Três anos mais nova que Frank, descendente polonês, nascera em 5 de fevereiro de 1893 em Kansas City, batizada como Nell Madeline Swiezewski. Não demorou muito para os dois se sentirem bem juntos e iniciarem o romance.

Dessa maneira a família Land ia aumentando, pois a mãe de Frank, Elizabeth se casou com um rapaz um ano mais velho que ela em 1909. Dando a Frank uma nova irmã, Elizabeth Irene, que Frank chamava de “Princesa Irene”, e que foi a grande inspiração materna que ele precisou para futuramente colocar o Amor Filial como a primeira das virtudes DeMolay por observar o amor de sua mãe com sua irmã mais nova.

Tomando conta do restaurante, de sua própria educação, e de Nell, Frank desenvolveu ainda mais seu senso de liderança e organização. No dia 21 de junho de 1911 ao chegar na maioridade, Frank recebeu o presente mais importante da sua vida de sua avó, através de algumas palavras e um envelope: “Frank, você agora tem 21 anos. Eu estou orgulhosa de você e do que você fez. Seu avô era Maçom. Eu ficaria feliz se você se unisse a Fraternidade que ele tanto amou. Em sua memória, e como um presente meu, você achará nesse envelope o dinheiro necessário para apresentar uma petição para ingresso na Maçonaria. Faça como seu coração ordenar, mas me agradaria muito ver você fazendo isso.”

Encontro com Louis Gordon Lower

Sua petição foi aceita na Ivanhoe Lodge 446 (clique aqui para ver a Loja no Google Street View) e sua iniciação ao Grau de Aprendiz aconteceu no dia 25 de maio de 1912. Alcançando o Grau de Companheiro em 17 de junho do mesmo ano, e alguns dias depois já tinha autorização para ser exaltado ao Grau de Mestre Maçom, cerimônia ocorrida no dia 29 do mesmo mês.

Uma nova porta foi aberta para Frank S. Land, que ao iniciar na maçonaria percebeu que havia encontrado algo a mais, algo que sempre procurara. A Maçonaria proveu meio que ele pôde expressar seu amor aos seus novos irmãos, sua compaixão aqueles que se encontravam em dificuldade, e sua vontade de ajudar seus companheiros, tudo através das lições aprendidas nos três graus simbólicos da maçonaria. Dessa maneira sentiu vontade de entrar em todos os grupos e ritos que tivesse acesso para absorver seus ensinamentos e filosofias. Começou a cavalgar os graus do Rito de York, Rito Escocês Antigo e Aceito, se tornando Grau 32 no Kansas City Scottish Rite, e participou do Ararat Temple se iniciando no Ancient Arabic Order of the Nobles of the Mystic Shrine, dentro de alguns anos alcançando todos os graus e recebendo diversos cargos dentro dos ritos. É importante relembrar que Frank sempre esteve em destaque apesar de sua jovem idade dentro da Maçonaria devido aos estudos que fez durante sua juventude e pelo seu interesse em ajudar o próximo.

Se casou com Nell no dia 15 de setembro de 1913. Em 1914 Frank recebeu uma nova oportunidade e precisou da ajuda de Nell para tomar essa decisão, que era de vender o restaurante e dedicar-se em tempo integral a se tornar administrador e secretário em um novo projeto no Templo do R.E.A.A. Ao invés de insegurança com o futuro, Nell mais uma vez contribuiu para que as coisas na vida de Frank tomassem um novo rumo: “Frank, aceite essa oferta. Assuma esse trabalho. Você nunca será feliz enquanto não achar meios de servir as pessoas. Acredito que isso abrirá um novo mundo para você. É o limite da sua vida de trabalho. Eu sinto que disso virá uma grandeza para você e para os outros”. E como uma profecia, entre 1914 e 1919, Frank trabalhou em projetos que o incentivaria a criar a Ordem DeMolay, só precisando de mais um empurrão, que viria a seguir.

Em janeiro de 1919 Frank recebeu uma ligação de San Freet, Primeiro Vigilante de sua Loja Mãe, Ivanhoe 446, com um pedido: “Um de nossos membros, Elmer E. Lower, que foi iniciado ao grau de Companheiro, morreu ano passado, acredito que no dia 3 de janeiro. Ele deixou sua esposa e quatro filhos que agora estão entre seis e 17 anos. A mãe tem feito um grande trabalho para sustentar a família. Ela achou um emprego como inspetora no hospital, mas isso não é suficiente para sustentar a família.Você conseguiria achar um emprego de meio expediente para o garoto, Louis? Ele é um dos melhores jovens que eu já conheci.”

Assim aconteceu a fundação da vida de Frank. Sua dedicação a vida religiosa o fez ser uma pessoa carismática e profética desde criança, estudando simbolismo bíblico, conhecendo a cultura medieval, e adentrando nos estudos e ensinamentos dos diversos graus da maçonaria que concretizaram e expandiram ainda mais todo seu conhecimento e interesse. Junto ao seu amor a Deus, a pátria, ao próximo, e o ao amor materno, dentro de alguns meses iniciou um projeto para mudar para sempre a vida de Louis e de mais oito de seus amigos.

É dever de um DeMolay conhecer o Pai e o objetivo de sua Ordem. Aqui conhecemos o caráter e um pouco da jornada desse homem. Conhecer nos faz pensar e refletir sobre nosso propósitos, valores e verdadeiros objetivos. No próximo passo veremos o nascimento do nosso tesouro, o Ritual dos Trabalhos Secretos.

Em homenagem a Frank Sherman Land, o homem que com sua bondade e sabedoria mudou, muda e continuará mudando, a vida de milhares de jovens. O Pai da Ordem DeMolay que hoje completa 100 anos de maçonaria.

N.N.D.N.N.

Leonardo Cestari Lacerda

Leonardo Cestari Lacerda é Sênior DeMolay do Cap. Imperial de Petrópolis, nº 470, e Maçom da A.’.R.’.L.’.S.’. Amor e Caridade 5ª, nº 0896.

Virtude Cardeal é uma coluna com o propósito de desenvolver a reflexão sobre características fundamentais de todo DeMolay, bem como apresentar a Ordem aos olhos dos forasteiros.

#Demolay

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/frank-sherman-land-100-anos-de-ma%C3%A7onaria

Curve-se Diante do Messias da Lepra

Quando olha ao redor, você pode pensar: “Uau! eu sou o máximo!”. Claro que não me refiro a ser o máximo enquanto ser humano, dificilmente uma pessoa é, a não ser que seja Charles Bronson ou o Homem do Trolóló ou Nikolai Tesla; o problema é que todos eles estão mortos já, o que indica que o número de seres humanos que são o máximo está muito próximo do zero. Quando digo que você pode pensar que é o máximo me refiro enquanto espécie.

É quase certeza que neste instante você está diante de um computador. E é muito provável que esse computador se alimente de eletricidade que sai da sua parede. Você mora em um lugar feito de concreto, tem acesso a água, não precisa conviver com suas fezes e urina e se tem fome pode colocar seus crocks e ir até um supermercado comprar uma alcatra para fazer bifes, que serão fritos no seu fogão – alimentado por gás que sai de uma parede ou de um botijão – enquanto você navega em seu tablet, um objeto com mais tecnologia do que o foguete que levou o homem à lua, ou joga algo no seu PS3/X-Box/CUBE/Super Nintendo (se você for dessa raça de moderninhos retrô). De fato, nenhuma outra espécie chegou tão longe quanto nós, não existem saunas turcas de cupins ou montanhas russas de salmões, e não se sabe de um urso panda que fique puto quando a operadora de celular top da China perde o sinal.

Somos evoluídos, Apex Predators, a boca dentada no alto da pirâmide alimentar, e tudo isso graças a nosso cérebro e a nossa inteligência, que nos coloca em vantagem sobre as garras do leão, a força do urso e os espinhos do porco-espinho, certo?

Não, não tão certo assim.

Desde o dia que seus antepassados resolver descer das árvores, não havia muita coisa para se fazer. Com certeza andar ereto deixou de ser uma novidade divertida em alguns meses e durante alguns milhões de anos a vida foi bem tediosa, até que algo aconteceu mais ou menos 5000 anos atrás. Até então, o equivalente de um iPhone 5 era um pedaço de pedra lascada que podia cortar carne e vegetais, inclusive é por causa disso que chamamos essa época de Idade da Pedra. Aquelas pessoas não tinham muito o que fazer, além de ficarem lascando pedaços de rochas para criar ferramentas – ao menos é o que os Steve Jobs da época faziam. Aquilo era o que havia de mais avançado em termos tecnológicos, e provavelmente permaneceríamos assim se não fosse pelo fogo.

O fogo pode ser descrito como a rápida oxidação de um material combustível liberando calor, luz e produtos de reação, tais como o dióxido de carbono e a água. O fogo também pode ser descrito como uma forma de vida inorgânica ou como uma mistura de gases a altas temperaturas, formada em reação exotérmica de oxidação, que emite radiação eletromagnética nas faixas do infravermelho à faixa visível. É por isso que podemos afirmar que o fogo é uma entidade gasosa emissora de radiação e decorrente da combustão, e, se ele for bastante quente, os gases podem se tornar ionizados para produzir plasma.

Tecnicamente o fogo esquenta coisas. Isso implica que agora aquele bando de humanos que estavam começando a usar roupas podiam esquentar sua comida, acender cigarros e torturar uns aos outros em nome de Deus. Isso também implica em outra coisa que normalmente passa desapercebida por um monte de gente.

Veja, com a exceção de alguns metais como o ouro, a prata, o cobre, a platina e o mercúrio, todos os metais que existem na natureza existem na forma de minérios. Quando o universo era uma massa gasosa de átomos, resultante da explosão de estrelas, os átomos de metais se combinavam e esfriavam, aqui em nosso planeta especialmente eles se oxidaram após se combinar e, livre as exceções citadas acima, não sabíamos o que eram metais. Agora com o fogo uma mágica sinistra começava a acontecer. Você podia fazer uma fogueira, colocar pedras nela e as pedras começavam a suar e a derreter. Uma simples fogueira pode não parecer muito, mas com um calor de 200ºC, que pode ser produzido com carvão, você consegue derreter chumbo e quando ele se esfria assume a forma que você quiser.

O problema com o chumbo, e esses outros metais, é que eles são moles! O mercúrio é líquido pelo amor de Mendeleiev! Então não tinham muita utilidade além de enfeites. Mesmo com as fundições caseiras e fabricação de pulseiras e estátuas esses metais não eram muito práticos, para que construir uma faca que se dobrava quando você tentava atacar um boi, ou flechas que não perfuravam nem uma pomba?

Mesmo com o fogo e a fundição, permaneceríamos um bando de macacos, cheios de anéis e brincos brilhantes, adorando estátuas brilhantes de deuses, se não fosse por um elemento.

O Cobre e o Estanho

O cobre é um metal que surge naturalmente em pepitas, é maleável e pode ser derretido e moldado. Existem pingentes de cobre datados de 10.000 anos a.C., e ele se tornou extremamente popular a partir de 6.500 a.C. Com o controle do fogo começaram a surgir fornos que atingiam temperaturas de 1000ªC para a fundição de cobre, que já podia ser extraído de outros minerais como a malaquita ou a calcopirita. Começaram a surgir ferramentas de cobre, capacetes de cobre… e viram que o cobre era uma porcaria.

Mas por sorte, graças aos métodos primitivos de purificação de metais da época, o cobre conseguido vinha com muitas impurezas e uma dessas impurezas era o estanho, o elemento 50 da tabela periódica. Foi graças ao estanho que pulamos diretamente da Idade da Pedra para a idade mais tecnologicamente doida da história.

Apesar do cobre ser considerado o primeiro metal a ser de fato trabalhado pelo homem, foi o estanho que deu status de avanço tecnológico para todo aquele negócio de fundição. O cobre, quando fundido com estanho, dá origem a uma liga metálica muito mais resistente. Com uma resistência mecânica muito maior sem contar muito mais dura. Uma liga que, se transformada em facas, espadas e escudos, teriam uma utilidade prática muito boa. Essa liga é o bronze. É por isso que muita gente nem situa uma idade do cobre – ou calcolítica como preferem chamar – entre a pedra e o bronze, já que o bronze chegou roubando a cena. É por causa do estanho que agora descem a cortinas e acaba a pré-história.

O bronze logo se tornou tão importante que na datação clássica dos gregos, a raça humana passou por 5 idades: a do ouro, a da prata, a do bronze, a dos heróis – os semi-deuses – e a do ferro. E durante a era dos heróis, todas as suas armas e indumentárias eram feitas de bronze. Milhares de anos depois a DC Comics usaria a mesma classificação para mostrar como seus quadrinhos foram perdendo a criatividade.

O bronze ergueu impérios e destruiu reinos. Nos ensinou a fundir ligas cada vez mais resistentes e a criar armas cada vez melhores. Criou uma reviravolta na economia e nos ensinou a matar melhor. E isso tudo graças ao estanho, se infiltrando no cobre derretido. Foi graças a este elemento que perdemos o tatus de macacos vaidosos e nos lançamos para o espaço e para o Facebook. Não seria exagero afirmar que o Estanho fez mais pela raça humana do que qualquer outro messias, inclusive Cristo, enviado para nos libertar de nosso estado de cegueira primitiva. Caralho o estanho mudou tudo.

Mas claro que nem tudo que é bom dura, e tantos séculos de exploração e abuso chegariam a um fim. Por milênios o estanho planejou. No recôndito mais profundo do seu núcleo atômico ele planejou e esperou, até que chegasse o momento.

 

Gott ist Tot

A Idade do Bronze foi substituída pela Idade do Ferro, Osiris foi destronado e uma série de Deuses assumiu seu posto para depois serem abandonados. A família imperial chinesa se trancou na cidade proibida. O cristianismo virou a última moda da Europa. A fome, a guerra e a pestilência eram as baladas mais concorridas. Mesmo que hoje olhemos para trás e chamemos a época de Idade das Trevas, esse termo não é exato. Ok, os padres eram os pop stars. Ok, não havia muita higiene. Ok, o conhecimento não estava ao alcance de todos, mas isso não era culpa da igreja. Era bem o oposto, ela se tornou o centro do desenvolvimento tecnológico da época, e não apenas em tópicos como genética, astronomia, literatura e química, mas também de engenharia.

O equivalente medieval dos super-computadores eram os órgãos das igrejas. Eram peças de engenharia extremamente complexas e trabalhosas de se construir. Quanto maior o órgão, mais caro. Isso significava que não eram todas as igrejas que podiam ter um aparelho desses, só as maiores e mais saudáveis – financeiramente se falando. Eram as igrejas populares, famosas e temidas. Centenas de pessoas se acotovelavam nos fins de semana para assistir a missas e para temer a Deus, e como já disse, existiam motivos de sobra para isso. Os antibióticos não haviam sido descobertos, nem os fertilizantes, quando tentavam se aquecer em suas pequenas casas as pessoas sufocavam, ninguém lavava as mãos antes de comer, era uma desgraça. E igrejas grandes e equipadas davam a impressão de que, no meio daquilo tudo, algo estava ok. Era uma época de privações, mas o rebanho crescia, Deus estava feliz com algo.

E no inverno era ainda pior, mas a igreja estava lá, para confortá-los. E naquela época, em que Deus era a única certeza das pessoas, foi justamente onde o estanho decidiu atacar.

Era domingo, igreja cheia, o padre preparado para mais uma missa, todos dentro, se espremendo por causa do frio e da falta de espaço, a missa estava para começar. O organista erguia as mãos, já tento estalado discretamente os dedos, e assim que pressionou as primeiras teclas, o órgão gritou e se despedaçou! Silêncio na nave. O que aquilo significaria? Teria Deus ficado insatisfeito ou bravo com a congregação? Ou pior… teria o diabo se infiltrado na igreja e estaria escarnecendo de Deus?

Seja o que fosse, o pânico e a desconfiança estavam instalados. Quando relatos de outras igrejas chegavam de muitos outros órgãos se despedaçando, tivemos a certeza de que o pior estava por vir. Agora, o que eles não sabiam era que o estanho, assim como o simpático e aflito Dr. Jeckyll, possui um lado sinistro, escuro e maléfico. Um lado que começa a surgir quando ele é resfriado a temperaturas inferiores a 13.2 ºC, e acredite, o inverno medieval europeu era bem mais frio do que isso.

O estanho sólido tem dois alótropos nas condições normais de temperatura e pressão. Normalmente dizemos que o Estanho se encontra em sua forma “branca”, também conhecida como estanho beta – ou estanho-β. Sua estrutura atômica assume uma estrutura cristalina tetragonal. Agora, quando a temperatura cai, ele começa a se tornar cinzento, sua estrutura assume uma forma diferente, cúbica, semelhante ao silício ou ao germânio – seus vizinhos do andar de cima da coluna periódica – e ele se transforma no estanho-α. Esta transformação, lenta no início, começa a se acelerar, ela se torna uma catalizadora de si mesma, uma vez que tem início ela não pára. Como parte desta mudança o volume do estanho aumenta em até 27%. Eventualmente o estanho-α se esfarela. Este processo é conhecido como lepra do estanho, ou praga do estanho.

Desta forma, assim que os canos dos órgãos, feitos com estanho, começavam a se decompor, tudo o que precisavam para desabar e causar a impressão que desejavam era que uma boa quantidade de ar passasse por eles. Claro que o Estanho não estava satisfeito ainda. A religião do homem era apenas um de seus alvos. O estanho também quis se envolver em nossa política, e mostrar como nossas ambições são toscas e nossa capacidade de planejar não nos difere de meros cupins sem cérebro.

 

France, armée, Joséphine…

Em 1812, Napoleão juntamente com um exército de quase meio milhão de homens entraram na Russia com o objetivo de obrigar  o imperador da Rússia Alexandre I a permanecer no Bloqueio Continental do Reino Unido e de quebra  por um fim à ameaça de uma invasão russa à Polônia. Napoleão batizou sua empreitada de Segunda Guerra Polaca, o governo russo designou a campanha de Napoleão como um pedido por chineladas e proclamou uma Guerra Patriótica. Napoleão era tido como um gênio militar invencível, a França possuía alianças com o Reino da Prússia e com o Império Austríaco, diabos, Napoleão tinha se proclamado imperador. Mas isso tudo mudou naquele ano.

A campanha começou em 24 de junho de 1812, quando as forças de Napoleão atravessaram o rio Neman. Em 6 meses o resultado não poderia ser outro: a tropa napoleônica consistia de apenas 27 mil soldados, 380.000 homens haviam morrido e mais de 100.000 eram prisioneiros. Napoleão abandonou os seus homens e voltou para Paris para proteger a sua posição como Imperador e preparar-se para resistir aos avanços dos russos. E o resto é história.

Claro que os russos tinham estratégias. Claro que os russos eram russos. Mas havia mais um detalhe nesta história. Os botões dos uniformes dos soldados franceses eram de estanho. Não importa o quão difícil seja uma batalha, ela sempre pode piorar se você tem que lutar segurando uma espada em uma mão e as calças na outra enquanto seus botões se esfarelavam no frio e gelado inverno russo.

Mas como se isso não bastasse, 100 anos depois, o nosso elemento 50 riu novamente de nossas vãs tentativas de nos mostrarmos superiores ao mundo que nos cerca.

 

O Sol da Meia Noite

O início do século XX parecia promissor para os aventureiros. A ciência havia evoluído muito com o iluminismo do século XVII, a revolução industrial havia sido responsável por inovações tecnológicas jamais pensadas. O homem voava em máquinas, decifrava o mistério dos átomos, mas havia lugares onde ainda não era capaz de chegar. O pólo sul era um deles. Era como um farol brilhando no escuro, atraindo exploradores e homens de coragem, daqueles que andam descalços em salas cobertas de peças de lego sem nem piscar. Robert Falcon Scott era um desses homens. Durante sua vida liderou duas expedições rumo ao polo sul, a Expedição Discovery – nos anos 1901 e 1904 – e a expedição Terra Nova – nos anos 1910 e 1913.

Em sua mais ousada e famosa expedição, Scott liderou um grupo de 5 homens com o objetivo de atingir o ponto mais extremo da terra antes de qualquer outro homem. Foram feitos arranjos e planos. Bases ao longo do caminho foram estabelecidas. Cachorros e assistentes contratados. A idéia era simples, seguir rumo ao sul. Em pontos chave mantimentos e combustível eram enterrados na neve para serem utilizados no trajeto de volta. Homens ficariam aguardando no navio e em algumas bases para dar assistência. E eles iriam a pé e em trenós até o polo sul para cravar lá sua bandeira.

Quando chegou lá, depois de semanas sendo judiado pelo terreno e pelo clima, Scott teve sua primeira surpresa. Ao invés de um montinho de neve para colocar sua bandeira ele encontrou… uma bandeira. Ela havia sido cravada lá apenas algumas semanas antes por uma expedição norueguesa, liderada por Roald Amundsen. A sua segundo surpresa foi ainda mais aterrorizante!

Quando começaram a voltar, com a moral lá em baixo, Scott e seus homens descobriram que algo muito sinistro tinha acontecido com as provisões. Os containers pareciam ter se desintegrado, deixando a querosene vazar. A querosene era importante porque ela faria seus geradores funcionarem. Os geradores fariam os trenós funcionarem, e o aquecimento e as luzes funcionarem. Sem querosene eles estavam basicamente sem condução, sem luz e sem calor. Claro que isso por si só já seria uma merda, mas imagine que a querosene que vazou dos containers acabou ensopando os mantimentos. Então eles também não tinham comida. Acredita-se que ele tenha morrido no dia 29 ou 30 de Março de 1912, sua última entrada no diária da expedição dizia o seguinte:

“Nós assumimos riscos, nós sabíamos que os tínhamos assumido; as coisas se voltaram contra nós e, portanto, não temos nenhum motivo de queixa, devemos apenas nos curvar perante a vontade da Providência, determinados a fazer o melhor para resistirmos… Tivéssemos sobrevivido, eu teria histórias sobre coragem, resistência e determinação de meus companheiros que teriam tocado o coração de cada inglês que as ouvisse. Estas notas canhestras e nossos corpos mortos devem contar estas histórias, mas certamente, certamente, um grande país próspero como o nosso irá se certificar de que aqueles que dependem de nós tenham seu sustento.”

Claro que não foi exatamente a vontade da Providência a responsável por seu maior fracasso. Aquela expedição era muito importante, por isso muitos cuidados foram tomados em seu planejamento, inclusive os novos containers que tinham soldas de estanho e eram muito mais resistentes – a não ser nas temperaturas do ártico. Scott se tornou um herói nacional, mas não o símbolo mundial que desejava – além do fato de morrer sozinho, de fome, sede, gangrena e frio.

Até hoje existem aqueles que tentam abafar este vexame afirmando que o estanho por si só não teria sido o responsável por órgãos se esfarelando dentro de igrejas, que os botões franceses eram feitos de madeira, ou que Scott era experiente o suficiente para não usar containers que vazassem. Curiosamente assim como as investigações dos anos 1980, que buscavam evidências de abusos satânicos em crianças, nunca conseguiram uma prova concreta, apenas afirmam hoje que muito provavelmente o estanho é inocente. Provavelmente…

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/curve-se-diante-do-messias-da-lepra/

A Linguagem e o Pensamento

Infelizmente, não tive tempo para traduzir este artigo, então vou postar em inglês mesmo. Ele começa a trabalhar a importância da linguagem simbólica na maneira com que ela molda o universo de cada pessoa. Extremamente importante no ocultismo, na astrologia e na psicologia.

HOW DOES OUR LANGUAGE SHAPE THE WAY WE THINK?

By Lera Boroditsky

Humans communicate with one another using a dazzling array of languages, each differing from the next in innumerable ways. Do the languages we speak shape the way we see the world, the way we think, and the way we live our lives? Do people who speak different languages think differently simply because they speak different languages? Does learning new languages change the way you think? Do polyglots think differently when speaking different languages?

These questions touch on nearly all of the major controversies in the study of mind. They have engaged scores of philosophers, anthropologists, linguists, and psychologists, and they have important implications for politics, law, and religion. Yet despite nearly constant attention and debate, very little empirical work was done on these questions until recently. For a long time, the idea that language might shape thought was considered at best untestable and more often simply wrong. Research in my labs at Stanford University and at MIT has helped reopen this question. We have collected data around the world: from China, Greece, Chile, Indonesia, Russia, and Aboriginal Australia. What we have learned is that people who speak different languages do indeed think differently and that even flukes of grammar can profoundly affect how we see the world. Language is a uniquely human gift, central to our experience of being human. Appreciating its role in constructing our mental lives brings us one step closer to understanding the very nature of humanity.

I often start my undergraduate lectures by asking students the following question: which cognitive faculty would you most hate to lose? Most of them pick the sense of sight; a few pick hearing. Once in a while, a wisecracking student might pick her sense of humor or her fashion sense. Almost never do any of them spontaneously say that the faculty they’d most hate to lose is language. Yet if you lose (or are born without) your sight or hearing, you can still have a wonderfully rich social existence. You can have friends, you can get an education, you can hold a job, you can start a family. But what would your life be like if you had never learned a language? Could you still have friends, get an education, hold a job, start a family? Language is so fundamental to our experience, so deeply a part of being human, that it’s hard to imagine life without it. But are languages merely tools for expressing our thoughts, or do they actually shape our thoughts?

Most questions of whether and how language shapes thought start with the simple observation that languages differ from one another. And a lot! Let’s take a (very) hypothetical example. Suppose you want to say, “Bush read Chomsky’s latest book.” Let’s focus on just the verb, “read.” To say this sentence in English, we have to mark the verb for tense; in this case, we have to pronounce it like “red” and not like “reed.” In Indonesian you need not (in fact, you can’t) alter the verb to mark tense. In Russian you would have to alter the verb to indicate tense and gender. So if it was Laura Bush who did the reading, you’d use a different form of the verb than if it was George. In Russian you’d also have to include in the verb information about completion. If George read only part of the book, you’d use a different form of the verb than if he’d diligently plowed through the whole thing. In Turkish you’d have to include in the verb how you acquired this information: if you had witnessed this unlikely event with your own two eyes, you’d use one verb form, but if you had simply read or heard about it, or inferred it from something Bush said, you’d use a different verb form.

Clearly, languages require different things of their speakers. Does this mean that the speakers think differently about the world? Do English, Indonesian, Russian, and Turkish speakers end up attending to, partitioning, and remembering their experiences differently just because they speak different languages? For some scholars, the answer to these questions has been an obvious yes. Just look at the way people talk, they might say. Certainly, speakers of different languages must attend to and encode strikingly different aspects of the world just so they can use their language properly.

Scholars on the other side of the debate don’t find the differences in how people talk convincing. All our linguistic utterances are sparse, encoding only a small part of the information we have available. Just because English speakers don’t include the same information in their verbs that Russian and Turkish speakers do doesn’t mean that English speakers aren’t paying attention to the same things; all it means is that they’re not talking about them. It’s possible that everyone thinks the same way, notices the same things, but just talks differently.

Believers in cross-linguistic differences counter that everyone does not pay attention to the same things: if everyone did, one might think it would be easy to learn to speak other languages. Unfortunately, learning a new language (especially one not closely related to those you know) is never easy; it seems to require paying attention to a new set of distinctions. Whether it’s distinguishing modes of being in Spanish, evidentiality in Turkish, or aspect in Russian, learning to speak these languages requires something more than just learning vocabulary: it requires paying attention to the right things in the world so that you have the correct information to include in what you say.

Such a priori arguments about whether or not language shapes thought have gone in circles for centuries, with some arguing that it’s impossible for language to shape thought and others arguing that it’s impossible for language not to shape thought. Recently my group and others have figured out ways to empirically test some of the key questions in this ancient debate, with fascinating results. So instead of arguing about what must be true or what can’t be true, let’s find out what is true.

Follow me to Pormpuraaw, a small Aboriginal community on the western edge of Cape York, in northern Australia. I came here because of the way the locals, the Kuuk Thaayorre, talk about space. Instead of words like “right,” “left,” “forward,” and “back,” which, as commonly used in English, define space relative to an observer, the Kuuk Thaayorre, like many other Aboriginal groups, use cardinal-direction terms — north, south, east, and west — to define space.1 This is done at all scales, which means you have to say things like “There’s an ant on your southeast leg” or “Move the cup to the north northwest a little bit.” One obvious consequence of speaking such a language is that you have to stay oriented at all times, or else you cannot speak properly. The normal greeting in Kuuk Thaayorre is “Where are you going?” and the answer should be something like ” Southsoutheast, in the middle distance.” If you don’t know which way you’re facing, you can’t even get past “Hello.”

The result is a profound difference in navigational ability and spatial knowledge between speakers of languages that rely primarily on absolute reference frames (like Kuuk Thaayorre) and languages that rely on relative reference frames (like English).2 Simply put, speakers of languages like Kuuk Thaayorre are much better than English speakers at staying oriented and keeping track of where they are, even in unfamiliar landscapes or inside unfamiliar buildings. What enables them — in fact, forces them — to do this is their language. Having their attention trained in this way equips them to perform navigational feats once thought beyond human capabilities. Because space is such a fundamental domain of thought, differences in how people think about space don’t end there. People rely on their spatial knowledge to build other, more complex, more abstract representations. Representations of such things as time, number, musical pitch, kinship relations, morality, and emotions have been shown to depend on how we think about space. So if the Kuuk Thaayorre think differently about space, do they also think differently about other things, like time? This is what my collaborator Alice Gaby and I came to Pormpuraaw to find out.

To test this idea, we gave people sets of pictures that showed some kind of temporal progression (e.g., pictures of a man aging, or a crocodile growing, or a banana being eaten). Their job was to arrange the shuffled photos on the ground to show the correct temporal order. We tested each person in two separate sittings, each time facing in a different cardinal direction. If you ask English speakers to do this, they’ll arrange the cards so that time proceeds from left to right. Hebrew speakers will tend to lay out the cards from right to left, showing that writing direction in a language plays a role.3 So what about folks like the Kuuk Thaayorre, who don’t use words like “left” and “right”? What will they do?

The Kuuk Thaayorre did not arrange the cards more often from left to right than from right to left, nor more toward or away from the body. But their arrangements were not random: there was a pattern, just a different one from that of English speakers. Instead of arranging time from left to right, they arranged it from east to west. That is, when they were seated facing south, the cards went left to right. When they faced north, the cards went from right to left. When they faced east, the cards came toward the body and so on. This was true even though we never told any of our subjects which direction they faced. The Kuuk Thaayorre not only knew that already (usually much better than I did), but they also spontaneously used this spatial orientation to construct their representations of time.

People’s ideas of time differ across languages in other ways. For example, English speakers tend to talk about time using horizontal spatial metaphors (e.g., “The best is ahead of us,” “The worst is behind us”), whereas Mandarin speakers have a vertical metaphor for time (e.g., the next month is the “down month” and the last month is the “up month”). Mandarin speakers talk about time vertically more often than English speakers do, so do Mandarin speakers think about time vertically more often than English speakers do? Imagine this simple experiment. I stand next to you, point to a spot in space directly in front of you, and tell you, “This spot, here, is today. Where would you put yesterday? And where would you put tomorrow?” When English speakers are asked to do this, they nearly always point horizontally. But Mandarin speakers often point vertically, about seven or eight times more often than do English speakers.4

Even basic aspects of time perception can be affected by language. For example, English speakers prefer to talk about duration in terms of length (e.g., “That was a short talk,” “The meeting didn’t take long”), while Spanish and Greek speakers prefer to talk about time in terms of amount, relying more on words like “much” “big”, and “little” rather than “short” and “long” Our research into such basic cognitive abilities as estimating duration shows that speakers of different languages differ in ways predicted by the patterns of metaphors in their language. (For example, when asked to estimate duration, English speakers are more likely to be confused by distance information, estimating that a line of greater length remains on the test screen for a longer period of time, whereas Greek speakers are more likely to be confused by amount, estimating that a container that is fuller remains longer on the screen.)5

An important question at this point is: Are these differences caused by language per se or by some other aspect of culture? Of course, the lives of English, Mandarin, Greek, Spanish, and Kuuk Thaayorre speakers differ in a myriad of ways. How do we know that it is language itself that creates these differences in thought and not some other aspect of their respective cultures?

One way to answer this question is to teach people new ways of talking and see if that changes the way they think. In our lab, we’ve taught English speakers different ways of talking about time. In one such study, English speakers were taught to use size metaphors (as in Greek) to describe duration (e.g., a movie is larger than a sneeze), or vertical metaphors (as in Mandarin) to describe event order. Once the English speakers had learned to talk about time in these new ways, their cognitive performance began to resemble that of Greek or Mandarin speakers. This suggests that patterns in a language can indeed play a causal role in constructing how we think.6 In practical terms, it means that when you’re learning a new language, you’re not simply learning a new way of talking, you are also inadvertently learning a new way of thinking. Beyond abstract or complex domains of thought like space and time, languages also meddle in basic aspects of visual perception — our ability to distinguish colors, for example. Different languages divide up the color continuum differently: some make many more distinctions between colors than others, and the boundaries often don’t line up across languages.

To test whether differences in color language lead to differences in color perception, we compared Russian and English speakers’ ability to discriminate shades of blue. In Russian there is no single word that covers all the colors that English speakers call “blue.” Russian makes an obligatory distinction between light blue (goluboy) and dark blue (siniy). Does this distinction mean that siniy blues look more different from goluboy blues to Russian speakers? Indeed, the data say yes. Russian speakers are quicker to distinguish two shades of blue that are called by the different names in Russian (i.e., one being siniy and the other being goluboy) than if the two fall into the same category.

For English speakers, all these shades are still designated by the same word, “blue,” and there are no comparable differences in reaction time.

Further, the Russian advantage disappears when subjects are asked to perform a verbal interference task (reciting a string of digits) while making color judgments but not when they’re asked to perform an equally difficult spatial interference task (keeping a novel visual pattern in memory). The disappearance of the advantage when performing a verbal task shows that language is normally involved in even surprisingly basic perceptual judgments — and that it is language per se that creates this difference in perception between Russian and English speakers.

When Russian speakers are blocked from their normal access to language by a verbal interference task, the differences between Russian and English speakers disappear.

Even what might be deemed frivolous aspects of language can have far-reaching subconscious effects on how we see the world. Take grammatical gender. In Spanish and other Romance languages, nouns are either masculine or feminine. In many other languages, nouns are divided into many more genders (“gender” in this context meaning class or kind). For example, some Australian Aboriginal languages have up to sixteen genders, including classes of hunting weapons, canines, things that are shiny, or, in the phrase made famous by cognitive linguist George Lakoff, “women, fire, and dangerous things.”

What it means for a language to have grammatical gender is that words belonging to different genders get treated differently grammatically and words belonging to the same grammatical gender get treated the same grammatically. Languages can require speakers to change pronouns, adjective and verb endings, possessives, numerals, and so on, depending on the noun’s gender. For example, to say something like “my chair was old” in Russian (moy stul bil’ stariy), you’d need to make every word in the sentence agree in gender with “chair” (stul), which is masculine in Russian. So you’d use the masculine form of “my,” “was,” and “old.” These are the same forms you’d use in speaking of a biological male, as in “my grandfather was old.” If, instead of speaking of a chair, you were speaking of a bed (krovat’), which is feminine in Russian, or about your grandmother, you would use the feminine form of “my,” “was,” and “old.”

Does treating chairs as masculine and beds as feminine in the grammar make Russian speakers think of chairs as being more like men and beds as more like women in some way? It turns out that it does. In one study, we asked German and Spanish speakers to describe objects having opposite gender assignment in those two languages. The descriptions they gave differed in a way predicted by grammatical gender. For example, when asked to describe a “key” — a word that is masculine in German and feminine in Spanish — the German speakers were more likely to use words like “hard,” “heavy,” “jagged,” “metal,” “serrated,” and “useful,” whereas Spanish speakers were more likely to say “golden,” “intricate,” “little,” “lovely,” “shiny,” and “tiny.” To describe a “bridge,” which is feminine in German and masculine in Spanish, the German speakers said “beautiful,” “elegant,” “fragile,” “peaceful,” “pretty,” and “slender,” and the Spanish speakers said “big,” “dangerous,” “long,” “strong,” “sturdy,” and “towering.” This was true even though all testing was done in English, a language without grammatical gender. The same pattern of results also emerged in entirely nonlinguistic tasks (e.g., rating similarity between pictures). And we can also show that it is aspects of language per se that shape how people think: teaching English speakers new grammatical gender systems influences mental representations of objects in the same way it does with German and Spanish speakers. Apparently even small flukes of grammar, like the seemingly arbitrary assignment of gender to a noun, can have an effect on people’s ideas of concrete objects in the world.7

In fact, you don’t even need to go into the lab to see these effects of language; you can see them with your own eyes in an art gallery. Look at some famous examples of personification in art — the ways in which abstract entities such as death, sin, victory, or time are given human form. How does an artist decide whether death, say, or time should be painted as a man or a woman? It turns out that in 85 percent of such personifications, whether a male or female figure is chosen is predicted by the grammatical gender of the word in the artist’s native language. So, for example, German painters are more likely to paint death as a man, whereas Russian painters are more likely to paint death as a woman.

The fact that even quirks of grammar, such as grammatical gender, can affect our thinking is profound. Such quirks are pervasive in language; gender, for example, applies to all nouns, which means that it is affecting how people think about anything that can be designated by a noun. That’s a lot of stuff!

I have described how languages shape the way we think about space, time, colors, and objects. Other studies have found effects of language on how people construe events, reason about causality, keep track of number, understand material substance, perceive and experience emotion, reason about other people’s minds, choose to take risks, and even in the way they choose professions and spouses.8 Taken together, these results show that linguistic processes are pervasive in most fundamental domains of thought, unconsciously shaping us from the nuts and bolts of cognition and perception to our loftiest abstract notions and major life decisions. Language is central to our experience of being human, and the languages we speak profoundly shape the way we think, the way we see the world, the way we live our lives.

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NOTES

1 S. C. Levinson and D. P. Wilkins, eds., Grammars of Space: Explorations in Cognitive Diversity (New York: Cambridge University Press, 2006).

2 Levinson, Space in Language and Cognition: Explorations in Cognitive Diversity (New York: Cambridge University Press, 2003).

3 B. Tversky et al., “ Cross-Cultural and Developmental Trends in Graphic Productions,” Cognitive Psychology 23(1991): 515–7; O. Fuhrman and L. Boroditsky, “Mental Time-Lines Follow Writing Direction: Comparing English and Hebrew Speakers.” Proceedings of the 29th Annual Conference of the Cognitive Science Society (2007): 1007–10.

4 L. Boroditsky, “Do English and Mandarin Speakers Think Differently About Time?” Proceedings of the 48th Annual Meeting of the Psychonomic Society (2007): 34.

5 D. Casasanto et al., “How Deep Are Effects of Language on Thought? Time Estimation in Speakers of English, Indonesian Greek, and Spanish,” Proceedings of the 26th Annual Conference of the Cognitive Science Society (2004): 575–80.

6 Ibid., “How Deep Are Effects of Language on Thought? Time Estimation in Speakers of English and Greek” (in review); L. Boroditsky, “Does Language Shape Thought? English and Mandarin Speakers’ Conceptions of Time.” Cognitive Psychology 43, no. 1(2001): 1–22.

7 L. Boroditsky et al. “Sex, Syntax, and Semantics,” in D. Gentner and S. Goldin-Meadow, eds., Language in Mind: Advances in the Study of Language and Cognition (Cambridge, MA: MIT Press, 2003), 61–79.

8 L. Boroditsky, “Linguistic Relativity,” in L. Nadel ed., Encyclopedia of Cognitive Science (London: MacMillan, 2003), 917–21; B. W. Pelham et al., “Why Susie Sells Seashells by the Seashore: Implicit Egotism and Major Life Decisions.” Journal of Personality and Social Psychology 82, no. 4(2002): 469–86; A. Tversky & D. Kahneman, “The Framing of Decisions and the Psychology of Choice.” Science 211(1981): 453–58; P. Pica et al., “Exact and Approximate Arithmetic in an Amazonian Indigene Group.” Science 306(2004): 499–503; J. G. de Villiers and P. A. de Villiers, “Linguistic Determinism and False Belief,” in P. Mitchell and K. Riggs, eds., Children’s Reasoning and the Mind (Hove, UK: Psychology Press, in press); J. A. Lucy and S. Gaskins, “Interaction of Language Type and Referent Type in the Development of Nonverbal Classification Preferences,” in Gentner and Goldin-Meadow, 465–92; L. F. Barrett et al., “Language as a Context for Emotion Perception,” Trends in Cognitive Sciences 11(2007): 327–32.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-linguagem-e-o-pensamento

As Moedas Chinesas

Aisatsu yo!~

Eu já falei sobre moedas chinesas em outra oportunidade por aqui. Hoje trarei informações novas a respeito delas. Mas, aproveitando a ocasião, não custa relembrar:

As moedas chinesas possuem grande papel dentro da magia oriental. São usadas tanto no Feng Shui como no I Ching. Elas são redondas, com um furo quadrado no meio. O formato redondo da moeda, o círculo, representa a figura do Céu, enquanto o furo quadrado representa a Terra.

As que são cunhadas com valor monetário possuem um lado com quatro kanjis, que geralmente indicam o nome do Imperador da época que foram cunhadas. O outro lado às vezes possui dois, em manchu – um antigo idioma incorporado pelos chineses, e praticamente em extinção hoje em dia –, ou nenhum.

Outros tipos de moedas foram cunhadas sem valor comercial: tratam-se de amuletos taoístas, que possuem desenhos de deuses, animais e estrelas; e moedas especiais para uso no Feng Shui. Estas últimas também possuem quatro kanjis em uma de suas faces, que trazem palavras como harmonia, felicidade, virtude e prosperidade; o outro lado traz animais fantásticos na mitologia chinesa, como dragões e fênix (a imagem do topo deste post ilustra esse tipo de moeda para Feng Shui).

As moedas chinesas são um dos mais poderosos símbolos de riqueza, principalmente quando amarradas com fitas vermelhas. Elas são amarradas em trios, e representam a sorte nos três tipos do tao: o Tao da Terra, o Tao do Homem, e o Tao do Céu. No Feng Shui, este amuleto é usado para trazer prosperidade, pendurando as moedas atrás da porta de casa ou aguardando-as dentro da carteira.

Ao longo da história da China, moedas foram cunhadas em cinco diferentes tipos de caligrafia; algumas do mesmo tipo foram produzidas em dois ou três. São eles: o estilo de selo (zhuanshu), o estilo dos escribas (lishu), o estilo regular (kaishu), o estilo comum (xingshu), e o estilo de grama (caoshu).

O estilo regular e o estilo dos escribas são os tipos de caligrafia que melhor são compreendidos, pois são bem desenhados, conforme a tipografia. Já os outros três são muito difíceis de entender.

O estilo selo corresponde à antiga adaptação dos caracteres pictográficos para kanjis. Suas linhas são finas, o traçado é livre e está muito perto do antigo pictograma. Ou seja, sua leitura não é possível ao leigo, e são relativamente poucas as pessoas que sabem ler este tipo de caligrafia.

Os estilos comum e de grama são escritas cursivas e, portanto, apresentam deformações em comparação à sua tipografia, sendo o segundo estilo mais deformado do que o primeiro. Esses tipos de caligrafia podem dificultar a leitura, mas não a torna impossível para o leigo.

No Brasil, a Loja Coelestium oferece moedas chinesas originais, obtidas de escavações de sítios arqueológicos e de naufrágios ocorridos próximos à costa. Devido à dificuldade de identificá-las, pelos motivos explicados acima e também pela antiguidade e desgaste das mesmas – foi incumbida a mim a missão de reconhecê-las conforme sua dinastia e datá-las.

Compartilho com vocês, então, algumas dessas preciosidades que tive o prazer de tê-las nas mãos por alguns momentos:

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Aoi Kuwan é autora do blog Magia Oriental, dedicado à divulgação das tradições e sistemas de magias orientais, especialmente daqueles ligados ao Japão.

Outros posts interessantes no blog Magia Oriental:
O que é o I Ching?
A história do I Ching?
O Céu Anterior Posterior e o Céu Posterior

Métodos para consultar o I Ching

A Estrutura dos Hexagramas

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-moedas-chinesas

Qi Gong [氣功]

Chi Kun (ou Qi Gong) é derivado da alquimia taoísta e foi introduzido em diversas artes marciais e na medicina oriental como prática preventiva e curativa. A prática do Chi Kun vem sendo experimentada há mais de cinco mil anos e sua origem está relatada no Nei-Ching que é o primeiro texto sobre Medicina Taoista.

Chi Kun é um ramo milenar da medicina chinesa, que reúne mais de 260 combinações de posições para diferentes tratamentos. Lembra o Tai Chi Chuan, com a diferença de incluir também meditação. O Chi Kun foi criado há três mil anos, na China, por Hwa-T’o, um cirurgião que vivia na corte do imperador Huang-T’i Para o médico, o ser humano não relaxa tanto quanto os animais porque não respira plenamente. Partindo desse princípio, ele inventou os primeiros exercícios do Chi Kun, que imitam os movimentos dos animais.

Na China, o método se chama Qi Gong (que significa prática de energia). No Ocidente, foi batizado de Chi Kun (respiração benéfica da terra). A palavra Chi significa sopro vital, ar, ou ainda energia. Kun significa exercício ou treinamento. Assim, Chi Kun pode ser entendido como exercício respiratório e energético, ou seja, exercícios respiratórios que estimulam a estrutura energética. Com tal prática, desenvolve-se os centros, os canais (Jing luo) e o campo energético.

A respiração ajuda a trazer mais energia, através do ar, para dentro do nosso corpo. A movimentação auxilia no deslocamento dessa energia para os locais onde se necessite. A mentalização, além de prover uma maior captação da energia externa para dentro do corpo, também auxilia a sua movimentação interna, podendo tanto aumentar a saúde corporal como desenvolver certas aptidões marciais, como é o caso da camisa e palma de ferro, e outras técnicas que conseguem reforçar o corpo de tal maneira, que se pode envergar barras de aço em diversas regiões do corpo (costelas, braços, abdômen e pescoço) e até evitar penetrações de objetos metálicos pontiagudos.

Chi Kun é uma ginástica energética hoje em dia praticada por cerca de 20% da população chinesa (como manutenção diária) e pelos convalescentes de grande parte dos hospitais chineses (como complemento terapêutico plenamente integrado pelo corpo médico).

Tal como acontece com outras técnicas da MTC, o objetivo do Chi Kun é desfazer ou prevenir os bloqueamentos de energia, para que esta flua plenamente e nas direções convenientes – com isso evitando a doença ou contribuindo para curá-la.

Há exercícios de Chi Kun sentado, em pé ou em movimento. A respiração controlada desempenha um papel de relevo, bem como a concentração num ponto que é considerado o centro da energia: o Tantien, cerca de quatro dedos abaixo do umbigo.

O movimento constante e fluido do Chi Kun estimula os sistemas circulatório e respiratório, além de dar ao corpo grande flexibilidade; beneficia o metabolismo e previne (ou atenua) a maior parte das doenças típicas da meia idade, como o endurecimento das artérias e articulações.

Pode-se dividir o Chi Kun em 02 tipos: para saúde e marciais. Os Chi Kun‘s para saúde geralmente são suaves.

Os Chi Kun‘s para desenvolvimento de aptidões marciais são executados de uma forma mais forte, exigindo maior reserva energética do praticante. No T’ai Chi o praticante deve desenvolver a energia interna, o que é feito através do treinamento de Chi Kun.

Por isto que muitos praticantes quando terminam sua prática, mesmo que sejam suaves, sentem-se cansados e esgotados. Sua técnica não está correta e não está conseguindo absorver e potencializar o Chi, enquanto outros praticam arduamente durante horas e sentem-se cada vez com mais disposição. Esta é uma das diferenças entre a técnica certa e a errada no T’ai Chi.

Um ponto a ser detalhado: o Chi Kun “marcial” também amplia a saúde do praticante, inclusive a um nível superior do que o específico para saúde.

Outros efeitos do Chi Kun, quando praticado regularmente:

  1. Melhora o autoconhecimento do corpo.
  2. Corrige a postura.
  3. Produz um progressivo relaxamento das zonas em tensão.
  4. Beneficia o sistema nervoso central.
  5. Desenvolve a capacidade de concentração.
  6. Regulariza o apetite.
  7. Torna a pele mais macia.
  8. Aumenta a energia e reduz o número de horas de sono necessárias.
  9. Torna a mente mais perspicaz e acalma o espírito.
  10. Reduz significativamente o stress.

Rotina Diária Completa de Qijong

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/qi-gong-%e6%b0%a3%e5%8a%9f/

Importante Shaman Zulu e antigo Credo Mutwa

Tem sido dito que os antigos nativos de alguma tribo receberam as chaves do conhecimento. Esta declaração nunca havia sido minuciosamente confirmada antes após a recente entrevista que eu tive o privilégio de conduzir com o (Shaman) Zulu “Sanusi” Credo Mutwa agora com quase 80 anos de idade. Através dos esforços e assistência de David Icke eu fui capaz de manter contato com o Dr. Johan Joubert que brilhantemente coordenou contato com Credo Mutwa permitindo assim que a entrevista ocorresse por telefone literalmente a meia distância do mundo na África do Sul. Nós do SPECTRUM gostaríamos de transmitir nossa profunda apreciação para David Icke e o Dr. Joubert pelos seus esforços em contatar esta lenda viva. Eu inicialmente ouvi falar sobre Credo Mutwa há 5 anos atrás sendo que naquela época impossibilitei-me em dialogar com ele por telefone devido habitar numa distante área sem comunicação. Quando eu soube por David Icke que ele tinha passado algum tempo com Credo Mutwa e que ele gostaria de conversar com o SPECTRUM, bem, assim foi feito. Através da fantástica rede internacional de telecomunicação no dia 13 de agosto nós tivemos que conduzir uma sessão de entrevista que durou 4 horas! E não, nós não estamos falando em cancelar isto devido ao tamanho da entrevista. As palavras que ele nos transmitiu estão completamente inseridas no texto, sendo nossa norma – uma questão de respeito para com o apresentador bem como um bom e honesto jornalismo! Credo Mutwa é um homem que David Icke descreve como sendo: “O mais incrível e sábio homem que tem meu respeito e honra para chamá-lo como meu amigo, um gênio”. Após conversar com Credo ele mudou seus valores. Eu gostaria de dizer que quando Credo ainda não era um homem instruído ele era uma pessoa capaz de soletrar todas as palavras Zulus ou Africanas, nomes próprios, etc. Para aqueles de vocês que talvez possuam escolaridade Africana sentirão que este nível de informação é mais avançado para suas pesquisas do que para a média dos leitores logo certos cuidados foram tomados por Credo como sendo outra face de sua honestidade e exatidão. Se você sente que você tem lido alguma recente matéria que amplia seus pensamentos e que desafia alguns valores e credos esta entrevista conduzirá você então a dar um passo além. Como sempre a verdade é mais estranha do que a ficção.

Assim como a verdade – ou partes da verdade que foram reveladas para alguns de nós – que fazemos parte de um grande mosaico isto está sendo transmitido para cada um de nós para chegarmos á nossas próprias conclusões quanto a verdade que outros tem compartilhado conosco. Nós estamos honrados em ter esta oportunidade para apresentar as experiências e o conhecimento de Credo Mutwa com você. A impressionante informação apresentada por Credo Mutwa é certamente um provocante pensamento distante de alcançar suas implicações e objetivos.

Uma vez que você tenha lido esta informação você compreenderá então por que existem tentativas para silenciá-lo. Similarmente você apreciará profundamente Credo Mutwa pela sua coragem em vir dizer a verdade independentemente das conseqüências. Então sem mais comentários introdutórios iniciaremos a entrevista.

Martin: Primeiro de tudo, deixe-me dizer que é uma honra e um privilégio conversar com você e eu gostaria de agradecê-lo bem como o conhecimento de David Icke e o Dr. Joubert sem os quais não teria sido possível esta conversa. Nossos leitores estão cientes da existência dos extraterrestres reptilianos mutáveis e que eu gostaria de discutir com você a respeito especificamente sobre suas presenças, seus líderes, suas agendas e seus métodos de operação nesta época. Assim a primeira questão que eu gostaria de perguntar a você é : Você pode confirmar o que fazem realmente os extraterrestres reptilianos mutáveis que habitam atualmente nosso planeta? E se eles o fazem, você poderia confirmar isto mais especificamente sobre suas atuações. E de onde eles vêem?.

Credo Mutwa: Senhor, seu jornal pode enviar pessoas para a África?

Martin: Desculpa, você pode repetir?

Credo Mutwa: Seu jornal pode enviar alguém para a África no futuro próximo?

Martin: Nós estamos financeiramente incapazes de fazer isto no momento mas talvez este quadro reverta-se no futuro.

Credo Mutwa: É porque existem algumas coisas que eu gostaria que seu jornal verificasse além de mim. Você tem escutado sobre a cidade chamada Ruanda na África Central?

Martin: Sim

Credo Mutwa: As pessoas de Ruanda, as pessoas Hutu bem como as pessoas Watusi afirmam que eles não são as únicas pessoas na África que tem relatado que muitos de seus ancestrais foram uma raça de seres que eles chamavam de Imanujela que significa “os senhores que chegaram”. E algumas tribos no Oeste da África tais como Bambara também falam o mesmo. Eles dizem que eles vieram dos céus quando há muitas, muitas gerações atrás uma raça de seres altamente avançados chegaram, amedrontando-se com algumas criaturas que se pareciam como humanos que eles os chamavam de os Zishwezi. A palavra Zishwezi significa o dival ou a criatura glidal que pode voar para o céu ou através da água. Todos, senhor, tem escutado sobre o povo Dogon na África Ocidental onde todos dizem terem recebido instruções dos seres normais mas eles não são – o povo Dogon são especiais – muitos povos na África tem declarado que sua tribo ou seu rei foi inicialmente fundado por uma raça de criaturas sobrenaturais que veio dos céus. Você ainda está na linha, senhor?

Martin: Oh, sim, bem atento. Por favor continue.

Credo Mutwa: Senhor, eu posso prosseguir mas deixe-me trazê-lo para conhecer meu povo, o povo Zulu da África do Sul.

Martin: Aceito. Por favor.

Credo Mutwa: O povo Zulu é conhecido como um povo guerreiro, sendo pessoas que pertenceram ao Rei Shakazulu no último século. Quando você pergunta aos antropologistas brancos da África do Sul o que significa o nome Zulu lhe dirão que isto significa “o céu” (sorrindo) e então o Zulu os chamam auto-denominando-os de “o povo do céu”. Isso senhor não faz sentido. Na linguagem Zulu nosso nome para o céu, o céu azul é Sibakabaka. Nosso nome para o espaço interplanetário é Izulu e o Weduzulu que significa “espaço interplanetário” e o céu negro estrelado que você vê toda noite também tem a ver com viagens, senhor. A palavra Zulu para viagens ocasionais como um nômade ou um cigano é Izulu. Agora você pode ver que o povo Zulu na África do sul estavam cientes do fato que você pode viajar através do espaço – não pelo céu como um pássaro – mas você pode viajar através do espaço e os Zulus dizem que há muitos, muitos milhares de anos atrás lá chegou dos céus uma raça de pessoas que eram como lagartos, pessoas que conseguiam mudar de aparência á sua vontade. E pessoas que se casavam com suas crianças para um viagem (extraterrestre) gerando-se assim uma poderosa raça de reis e chefes tribais sendo que existem centenas de contos de fadas, senhor, no qual um lagarto fêmea assumiu a identidade de uma princesa humana ao apoderar-se de seu corpo casando-se com a princesa Zulu. Todas as crianças das escolas na África do sul, senhor, conhecem a história de uma princesa chamada Khombecansini. Khombecansini teria se casado com um príncipe muito atraente chamado Kakaka que significa “o iluminado”. Um dia enquanto Khombecansini estava catando lenha no bosque ela deparou-se com uma criatura chamado de Imbulu. E este Imbulu era um lagarto que possuía um corpo e os braços e pernas de um ser humano e uma longa cauda. E este lagarto disse para a princesa Khombecansini, “Oh, como você é linda garota e eu gostaria de ser como você. Eu gostaria de me parecer como você. Eu posso me aproximar de você?” disse o lagarto Imbulu para a princesa. E a princesa disse “sim você pode”. E o lagarto que tinha uma história se aproximou da garota e cuspiu nos seus olhos e começou a transfigurar-se. O lagarto repentinamente mudou para uma aparência humana e começou a aparentar-se mais e mais como a garota, com exceção de suas pontudas unhas. E ele então bateu violentamente nela e o lagarto dominou a princesa e removeu todos os seus braceletes, bolinhas e veste de casamento. Então o lagarto tornou-se a princesa. Agora haviam duas mulheres idênticas no bosque, o lagarto transformado em mulher e a verdadeira. E a mulher lagarto disse para a verdadeira mulher “agora você é minha escrava”. Agora você me acompanhará para o casamento. Eu serei você e você será minha escrava, vamos! Ela pegou uma vara e começou a bater na pobre princesa. E então ela partiu acompanhada por outras garotas que eram donzelas noivas de acordo com o costume Zulu e assim ela chegou no vilarejo do príncipe Kakaka.

Mas antes que eles alcançassem o vilarejo o lagarto transfigurado em princesa teve que fazer alguma coisa na sua cauda que é o que tinha que fazer de algum modo a mulher transformada para ocultar a sua cauda. Então ela mandou a princesa tecer uma rede de fibra e colocou sua cauda e amarrou-a apertadamente em si mesma. Ela agora aparentava-se como uma atraente mulher Zulu com grandes nádegas bem demarcadas. E então quando ela chegou ela tornou-se a esposa do príncipe Kakaka quando uma estranha coisa ameaçou suceder no vilarejo. Todos os leites começaram a desaparecer por que toda a noite a princesa transformada, a falsa princesa desenrolava a sua cauda para sugar todo o soro de leite por um orifício na ponta de sua cauda. E a sogra indagou o que significava aquilo? Por que o leite está sumindo? E então ela disse, “não, eu vi, existe um Imbulu entre nós”. A sogra que era uma esperta antiga senhora disse “um buraco deve ser escavado na frente do vilarejo e ele deverá ser preenchido com leite”. E assim foi feito. E então todas as garotas foram requisitadas a pularem no buraco. Elas pularam uma após a outra. E foi quando a mutante princesa foi forçada a fazê-lo também mas quando ela pulou sua longa cauda irrompeu sob a rede de sua saia e começou a sugar o leite através do orifício e então os guerreiros mataram o lagarto mutante. E assim a verdadeira princesa Kombecansini tornou-se a esposa do Rei dos Reis Kakaka. Agora, senhor, esta história possui várias versões em si mesma. Por toda a África do Sul entre muitas tribos você descobrirá histórias destas impressionantes criaturas que são capazes de transformarem-se de réptil para um ser humano e de réptil para qualquer outro animal de sua escolha. E essas criaturas, senhor, realmente existem. Não importa por onde você vá pelo sudeste, oeste, leste e África Central, você descobrirá que a descrição dessas criaturas é idêntica. Até mesmo entre as tribos que nunca por toda a sua história mantiveram contato entre todos eles. Assim existem tais criaturas. De onde eles vem, senhor, eu nunca soube. Mas eles estão ligados com certas estrelas no céu e uma dessas estrelas é um grande grupo de estrelas que faz parte da via Láctea que nosso povo chamam-na de Ingiyab que significa “A grande serpente”. E existe uma estrela vermelha, uma estrela avermelhada próxima da ponta desta grande margem de estrelas que nosso povo chama de Isone/Nkanyamba e eu descobri este nome no inglês. Isto é a estrela chamada Alpha Centauri em inglês. Agora isto, senhor, é algo que vale a pena ser investigado. Por que isto também é o que mais de 500 tribos espalhadas pela África que eu tenho visitado nos últimos 40 ou 50 anos ou mais tem descrito as mesmas criaturas? Dizem que estas criaturas alimentam-se de seres humanos e que eles numa época desafiaram Deus para guerra por que eles queriam controlar o universo. E então Deus travou uma terrível batalha com eles que foram derrotados, feridos e forçados a ocultarem-se nas cidades subterrâneas. Eles ocultaram-se em profundas cavernas subterrâneas por que eles sempre sentiam frio. Nestas cavernas nos foi dito que existem grandes lareiras que são mantidas por escravos, humanos e escravos zumbis. E é dito também que esses Zuswazi, esse Imbulu ou qualquer coisa que você prefira chamá-los não são capazes de ingerir alimentos sólidos. Eles tampouco ingerem sangue humano ou eles se alimentam dessa força, a energia que é gerada quando os seres humanos na superfície da terra estão brigando e se matando aos milhares. Eu encontrei pessoas que fugiram da antiga cidade de Masaki em Rwanda alguns anos atrás porque elas ficaram horrorizadas pelo o que estava acontecendo nas suas cidades. Eles disseram que o massacre dos Hutus pelo Watuzi e o Watusi pelos Hutus está atualmente alimentando os monstros Imanujela. É por que o Imanujela absorve a energia que é gerada das pessoas quando elas estão sendo aterrorizadas ou assassinadas. Você ainda está me ouvindo, senhor?

Martin: Sim, eu estou na linha.

Credo Mutwa: Agora permita-me dizer-lhe uma coisa interessante, senhor. Se você estudar todas as línguas de todas as nações Africanas você encontrará dentro das línguas nas palavras de nosso povo que são parecidos com as do mundo oriental, oriente médio e até mesmo com as palavras do índios americanos. E a palavra Imanujela significa “o senhor que chegou”. Uma palavra que alguém pode encontrar em Ruanda entre as pessoas Watusi e Rwandan Hutu é muito parecida com a palavra do hebreu Immanuel que significa “o senhor está conosco”. Immanujela significa “alguns que chegaram”, os senhores que estão aqui. Nosso povo acredita, senhor, que nós pessoas desta terra não somos mestres de nossas próprias vidas embora façamos coisas achando que somos nós que fazemos. Nosso povo diz que os negros de todas as tribos, alguns iniciados e todos os Shamans de toda a África quando descobrem sua verdade eles compartilham seus profundos desejos com você então eles dizem que (com) o Immanujela existe Imbulu. E existe outro nome pelo qual essas criaturas são conhecidas. Este nome é Chitauli. Agora a palavra Chitauli significa “os ditadores, alguns que nos transmitem a lei”. Em outras palavras “eles que nos dizem secretamente o que nós devemos fazer”. Agora dizem que esse Chitauli fizeram muitas coisas conosco quando chegaram neste planeta. Por favor perdõe-me mas eu devo dividir esta história com você. Esta é uma das estranhas histórias que você encontrará em qualquer lugar na África e em sociedades secretas shamânicas e em outros lugares onde o vestígio de nosso antigo conhecimento e sabedoria ainda estão preservados. Isto diz que originalmente a terra ficou encoberta por uma muito densa manta de neblina ou névoa. Essa pessoa realmente não conseguiu ver o sol no céu mas um clarão de luz. E eles também viram a lua á noite como um suave clarão de luz no céu por que existia uma densa névoa. E a chuva estava sempre jorrando constantemente em chuviscos. Não haviam trovões. Não haviam tempestades. O mundo estava coberto por grandes espessas florestas, selvas e as pessoas viviam em paz na terra naquela época. As pessoas eram felizes sendo que naquela época nós não tínhamos o poder de nos expressarmos. Nós somente fazíamos sons e balbúcios como alegres macacos mas nós não falávamos como nós falamos atualmente. E naqueles séculos as pessoas se comunicavam telepaticamente. Um homem poderia chamar sua esposa somente pensando nela, nas feições de seu rosto, no odor de seu corpo e ao tocar no cabelo de uma mulher. Um caçador deveria ir ao bosque e chamar os animais para virem e assim um dos animais mais velhos e cansados seria selecionado por si mesmo devendo se oferecer para o caçador que o mataria instantaneamente levando-o para sua caverna. Não existia violência contra os animais. Não havia violência contra a natureza pelos seres humanos naquela época. O homem perguntava a natureza para poder alimentar-se. Ele utilizava isto quando se aproximava de uma árvore e refletia sobre os frutos e a árvore deixava alguns frutos caírem no chão e o homem os apanhavam. E assim é dito que quando o Chitauli chegou na terra eles chegaram em terríveis embarcações que flutuavam no ar, em embarcações que possuíam a forma de tigelas e que faziam um ensurdecedor barulho e terríveis labaredas no céu. E os Chitaulis disseram aos seres humanos que eles geraram fortes clarões luminosos e que eles eram os grandes deuses dos céus e que eles agora recepcionariam um valioso grupo presenteado pelos deuses. Esses denominados deuses se pareciam com os seres humanos mas muito altos com uma comprida cauda e com tenebrosos olhos flamejantes sendo que alguns tinham dois brilhantes olhos amarelados – e alguns tinham três olhos vermelhos sendo que o terceiro olho ficava no centro de suas testas. E então essas criaturas tomaram os grandes poderes que aqueles seres humanos possuíam: o poder de conversar e movimentar objetos pela mente e o poder de observar o seu futuro e passado e também o poder para viajar espiritualmente para diferentes mundos. Todos esses grandes poderes o Chitauli tomou dos seres humanos e lhes deram um novo poder, o poder da fala.

Mas os seres humanos infelizmente descobriram que o poder da fala dividiu os seres humanos em vez de uni-los por que o Chitauli habilmente criou diferentes linguagens que dividiram as pessoas. Também o Chitauli fez algo que eles nunca tinham visto antes: eles deram aos seres humanos tarefas para eles e lhes disseram: “Estes são seus reis e estes são seus líderes”. Eles possuem nosso sangue neles. Eles são nossas crianças e você deve escutar essas pessoas por que eles nos falarão sobre o nosso comportamento. Se você não compreender nós o puniremos terrivelmente”. Antes da chegada do Chitauli, antes da vinda das criaturas Imbulu, os seres humanos eram seres espiritualizados. Mas quando o Chitauli chegou os seres humanos tornaram-se divididos espiritualmente bem como pela linguagem. E então foi dado aos seres humanos novos estranhas emoções pelo Chitauli. Os seres humanos começaram a sentirem-se inseguros e começaram a construírem aldeias com fortes cercas de madeira ao redor. Os seres humanos começaram a formar países. Em outras palavras eles começaram a criar tribos e tribos por terras delimitadas que eles defendiam-nas contra algum possível inimigo. Os seres humanos tornaram-se ambiciosos e gananciosos procurando enriquecerem-se com gado e crustáceos. E a outra coisa que o Chitauli forçou os seres humanos a fazerem foi trabalharem em minas. O Chitauli recrutou mulheres humanas para descobrirem minerais e certos tipos de metais. As mulheres descobriram cobre, ouro e prata. E eles eventualmente eram instruídos pelo Chitauli para fundirem esses metais e criar novos metais que jamais existiram na natureza antes como utensílios metálicos de bronze e outros objetos mais. E além disso o Chitauli descortinou a sagrada chuva que nevoava os céus e pela primeira vez desde a criação os seres humanos puderam observar as estrelas nos céus quando o Chitauli os contou que eles enganaram-se em acreditar que deus havia manifestado-se sobre a terra. “A partir de agora” o chitauli contou as pessoas terrenas “as pessoas da terra que eles devem acreditar que deus está no céu e que eles devem fazer coisas aqui na terra que agradem este deus que encontra-se no céu”. Veja, originalmente os seres humanos tinham acreditado que deus estava na terra e que isso era uma grande mãe que habitava embaixo da terra por que eles viram todas as coisas esverdeadas crescendo sobre a mesma – o capim crescia do solo e as árvores cresciam da terra e as pessoas acreditavam que quando morriam iam para debaixo da terra. Mas quando os Chitaulis mostraram aos seres humanos o céu as pessoas começaram a acreditar que Deus está no paraíso e que aquele que morre nesta terra não vai para a debaixo da terra mas sim para o paraíso. E agora, senhor, percorrendo toda a África como um investigador você descobrirá então esta incrível faceta – estes duas incríveis idéias que divergem entre si. Muitas tribos Africanas acreditam no chamado Midzimu ou Badimo. Agora a palavra Midzimu ou Badimo significa “eles que estão nos céus”. Mas na terra Zulu, dentre muitas pessoas você descobrirá esta incrível divergência de opiniões por terem passado de mãos em mãos. Existem Zulus que acreditam que algumas mortes são o Abapansi que significa “alguns que estão debaixo, são aqueles que estão sob a terra”. Mas existe uma outra idéia que diz Abapezulu. A palavra Abapezulu significa “aqueles que estão acima” e a palavra Abapanzi que é o antigo nome para os espíritos dos mortos significa “eles que estão sob a terra”. Assim, até hoje, senhor, quase em todas as centenas de tribos na África você encontrará estas duas estranhas crenças que diz que quem morre vai para o céu e a outra de que o morto vai para debaixo da terra. Dizem que esta crença data-se dos dias em que nosso povo acreditou que Deus era uma mulher, a grande mãe cósmica. E esta crença é mantida pelo povo Abapezulu que diz que deus é um homem que mora nos céus. Agora, senhor, outra coisa que o Chitauli nos contou é que nós estamos aqui na terra transformando-a para adaptá-la para “Deus” vir um dia habitá-la. É dito que eles estão trabalhando para mudar este planeta e salvaguardá-lo para a grande serpente Chitauli vir e habitar este mundo recompensando-o com grande poder e riqueza.

Senhor, eu tenho observado por muitos anos de estudos, por muitos anos de iniciação dos mistérios da sabedoria e do conhecimento do shamanismo Africano por que nós seres humanos estamos atualmente destruindo este planeta em que vivemos. Nós estamos fazendo o que somente está sendo feito por uma outra espécie de animal, a saber, o elefante Africano que seguidamente tem destruído todas as árvores de seu ecossistema. Nós seres humanos estamos fazendo exatamente isto com nosso planeta. E por onde você passar pela áfrica onde existiam grandes civilizações você encontrará um deserto. Por exemplo, existe o deserto de Kalahari na África do Sul e sob as areias daquele deserto eu descobri ruínas de antigas cidades mostrando que os seres humanos numa remota época guiaram-se para esta região desértica que já foi verde e fértil. E por alguns dias acompanhando exploradores de safari nas regiões do deserto do Sahara na África eu também encontrei evidências inacreditáveis de antigas habitações humanas em locais atualmente desérticos onde existe somente pedras e areias assobiando. Em outras palavras o deserto do Sahara foi uma grande nação agora desértica para os seres humanos. Por que? Eu me questiono muitas vezes porque que os seres humanos estão sendo direcionados a sentirem-se inseguros, vorazes e cobiçosos pelo poder para transformar o planeta terra num deserto incapacitando a vida humana? Por que? Embora todos nós estejamos cientes dos terríveis perigos que isto nos causará, porque nós estamos desmatando grandes áreas de selva na África? Por que nós estamos cumprindo as diretrizes que o Chitauli programou para nós? Embora eu recuse aceitar isto, a resposta é um terrível sim, sim, sim. Mas dentre os sábios que me prestigiam com sua amizade é o Dr. Sitchin que é um homem de grande sabedoria que vive em Israel.

(Nota do Editor: Esta referência é para o Dr. Sitchin, autor de muitos controvertidos livros sobre a interação de seres extraterrestres com seres humanos em muitas épocas remotas).

De acordo com os antigos livros escritos pelos sumérios, além das escritas em barro, os deuses vieram dos céus e forçaram os seres humanos a trabalharem para eles em mineração de ouro. Esta história é confirmada pelas lendas Africanas em toda a África em que os deuses desceram dos céus e nos escravizaram de uma forma que nós nunca soubéssemos que éramos escravos. Uma outra coisa que nosso povo diz é que o Chitauli furtaram-nos como abutres. Eles idolatraram alguns de nós, implantaram-nos ódio e ambição e transformaram essas pessoas em grandes guerreiros criadores de guerras. Mas no fim, o Chitauli não permitiu que estes grandes líderes, chefes guerreiros e Reis morressem pacificamente. O líder guerreiro é usado para gerar tantas guerras quanto possível para dizimar seu povo e seus inimigos e no fim o líder guerreiro falece cruelmente com seu sangue extirpado por outros. E estes incidentes eu vejo repetidamente. Nosso grande Rei Shaka Zulu lutou em mais de 200 grandes guerras durante o reinado de alguns 30 anos. E então foi massacrado cruelmente. Ele morreu derrotado após a morte de sua mãe já sem forças para vencer nenhuma outra batalha. E antes de Shaka Zulu, lá existia um outro rei que foi treinado por Shaka para tornar-se o grande rei que foi. Esse rei chamava-se Dingiswayo.

Dingiswayo tinha travado grandes guerras para unir o povo Zulu com uma grande tribo. Ele viu os brancos do Cabo com propósito de unir o seu povo para formar uma grande nação que seria capaz de repelir a ameaça de seu povo que o colocou na posição de um branco.

Mas o que aconteceu foi que após vencer muitas batalhas para unificar muitas tribos o Rei Disgiswayo subitamente sofreu de uma doença na vista que quase o cegou. Ele então ocultou em segredo que não enxergava mais. Mas esse terrível segredo foi desvendado por uma adolescente de uma outra tribo chamada Utombazi. Então Utombazi travou uma batalha com Dingiswayo degolando-o após tê-lo atraído para sua cabana por comida e bebida. Também existem similares fenômenos com grandes líderes brancos: Napoleão na Europa morreu miseravelmente na sua solitária ilha no oceano atlântico; Hitler também na Europa tendo uma terrível morte ao se suicidar com um tiro na boca, ao que sabemos; Attila o uno foi assassinado por uma mulher e muitos outros grandes líderes que arruinaram-se após matarem e empobrecerem muitas pessoas. O Rei Shaka Zulu foi estrangulado até a morte pelo seu meio irmão com a mesma lança que havia utilizado para matar outras pessoas. E Julio Cesar também esbarrou num similar destino após gostar de nossa Shaka Zulu e ter conquistado muitas nações. Sempre o herói guerreiro morre de uma forma que ele não deveria morrer.

O Rei Arthur na Inglaterra foi morto pelo seu próprio filho Mordred após um longo e corajoso reinado. Eu poderia continuar, senhor. Agora todas essas coisas juntas mostram-nos que se a pessoa ri ou zomba disto ou inexiste um poder que nos leva ao sombrio rio da auto-aniquilação. E em breve muitos de nós tornaremos-nos cientes disto e o melhor seria que nós devêssemos ser capazes de lidar com este fato.

Martin: Você acredita que esses seres estão espalhados pelo planeta ou fixados na África?

Credo Mutwa: Senhor, eu acredito que essas criaturas estão espalhadas pelo planeta e com todo respeito, senhor, embora eu evite falar de mim eu sou uma pessoa que tenho viajado por muitos lugares do mundo. Eu estive no seu país Estados Unidos, senhor. Eu também estive na Austrália, Japão dentre outros países. E não importa onde eu vá, senhor, eu encontro pessoas me falando sobre criaturas como estas. Por exemplo, em 1997 eu visitei a Austrália, senhor, e viajei para tentar encontrar os aborígenes da Austrália. E quando os encontrei eles me disseram muitas coisas impressionantes. A mesma coisa que eu descobri no Japão eu descobri em Taiwan. Em todo lugar que ainda existe Shaman e curandeiros você descobre estas incríveis histórias. Agora, senhor, deixe-me lhe dizer o que eu pessoalmente descobri quando estava na Austrália. Isto é o que os índios Australianos chamam de Coorie que significa “nosso povo”. O povo Coorie da Austrália acredita num supremo criador chamado Byamie, senhor. Um Shaman Coorie e vários deles me mostraram retratos deste Byamie e um deles me mostrou uma pedra pintada simbolizando este estranho deus criador que veio das estrelas. E quando ele colocou o desenho na minha frente o que eles realmente me mostraram foi um chitauli. Eu reconheci isto através das minhas iniciações Africanas. Isto tinha uma grande cabeça e olhos bem demarcados pelos pintores. Não tinha boca mas compridos braços e incríveis longas pernas. Senhor, isto era uma típica feição de uma criatura Chitauli que eu conheci pelo meu povo na África. Eu me indaguei “Por que”? Aqui estou num país á milhares de milhas da África e vejo um ser como o Biamai ou Bimi que é uma criatura que eu conheço na África. Entre os nativos americanos, senhor, eu encontrei por exemplo, entre certas tribos Americanas tais como os Hopi e aqueles que habitam construções chamadas Pueblo sendo pessoas que tem sido visitadas por criaturas chamadas Katchina que colocam máscaras para disfarçarem-se como criaturas. E alguns destes Katchinas são bastante altos com enormes cabeças arredondadas. Exatamente como vistas na Africa deparei-me com criaturas semelhantes na América. Na África nós chamamos estas criaturas de Egwugwu ou de Chinyawu. O Katchina dos índios Americanos e o Chinyawu de nosso povo são seres similares. Agora por que é assim? Quando que os índios Americanos e Africanos mantiveram contato? Quando? Este é um dos grandes mistérios de todos os tempos, senhor. Isto é uma das muitas coisas que descobri no mundo que me deixou intrigado. Existem tais criaturas e quando os céticos se deparam com estes fatos é excelente. Mas porque que a humanidade não progride? Por que geramos em todo lugar um círculo de auto e mútua-destruição? Eu acredito que as pessoas são boas. As pessoas não querem guerras. As pessoas não querem destruir o mundo que eles habitam mas existem criaturas ou um poder neste planeta que está nos guiando para a auto-aniquilação. Brevemente nós perceberemos melhor isto.

Eu atualmente vivo na África e aqui vivem muitas pessoas sendo aqui minha casa. Mas eu vejo a África sendo destruída por guerras que para mim não fazem sentido como um Africano. Eu vejo a Índia como a África sofrendo do flagelo do colonialismo Francês, Inglês e de outras forças Européias. Mas a Índia como um país independente alcançou coisas que nós Africanos fracassamos em alcançar. Por que? A Índia detonou a bomba atômica sendo atualmente uma preocupação para as nações deste planeta. A Índia também tem lançado satélites em órbita.

Embora a Índia possua os mesmos problemas que a África ela possui uma população burguesa, religião e também disputas tribais – embora a Índia tenha uma grande classe pobre em sua população assim como de classe alta, ela alcançou coisas que nós africanos fracassamos em alcançar. Agora me pergunto “Por que? Por que?” Por que a Índia acolheu pessoas africanas, senhor, pois não sei como os negros sabem disto.

Há milhares de anos atrás os africanos povoaram grandes civilizações da Índia bem como em outros países do sudoeste asiático. Existe irrefutável prova arqueológica disto. Mas porque que a África se arruinou em guerras, em doenças e na fome? Por que? Muitas vezes, senhor, eu sento em minha cabana e choro quando vejo doenças como a Aids nos destruindo; quando vejo insignificantes guerras fulminando nossas cidades que prosperaram por anos. Digo que a Etiópia foi uma nação livre por muitos anos.

A Etiópia uma vez foi a escola de toda a África. A Nigéria uma vez foi uma grande nação de longa tradição de se auto-governar muito antes do homem branco chegar a África. Mas atualmente todos estes países e em muitos outros estão sendo destruídos. Hoje, senhor, existem regiões na África que estão totalmente desabitadas devido as guerras e a Aids que é uma doença que certamente foi fabricada pelo homem. E eu me pergunto “Quem ou o que está aniquilando a África e por quê?” Por que existem tribos naquelas aldeias que habitei que acompanharam minhas pesquisas antes e após a segunda guerra mundial. Mas atualmente essas tribos desapareceram. Eles partiram, dispersaram-se, exterminados por insignificantes guerras que somente prejudicaram os negros. Eu agora estou na África do Sul e aqui eu nasci e aqui vou morrer. Mas eu vejo meu país se desfalecendo como uma manga podre. A África do Sul já foi um poderoso país com um forte exército e grandes indústrias que fabricavam de tudo desde locomotivas até pequenos rádios. Mas atualmente meu país está atolado em drogas com a paz voltada para o crime. Por que? Um país não pode ser destruído todas as noites a menos que existam forças que estejam comandando isto. Eu recentemente acompanhei, senhor, a destruição de um outro país na África do Sul. O país é Lesotho. Este país é habitado por algumas das mais antigas e sábias tribos da África do Sul. Entre elas existe uma que se chama Bakwama. O povo Bakwama são tão antigos que eles podem atualmente lhe relatar uma misteriosa aterrizagem apontando para as montanhas, numa aterrizagem que foi comandada por um grande deus que tinha a cabeça de um ser humano e o corpo de um leão. (Imediatamente imagina-se a Esfinge do Egito). O Bakwama chama este país de Ntswama-tfatfi. Esta região que eles chamam de Ntswama-tfatfi significa “o território do Falcão do Sol”. O falcão é o pássaro de adoração no Céu – você sabia? Agora, esse povo Bakwama na África do sul conhecia a região do Egito de onde eles dizem terem vindo seus ancestrais. E eles chamam esta misteriosa região dos deuses de “a terra do Falcão do Sol ou a Águia do Sol” que é exatamente como os egípcios citam em seu país, senhor. Eles o descrevem como “a terra de Hor”, o deus horus na Grécia. Agora quando a princesa Diana morreu em 1997 eu fui uma das primeiras pessoas negras a suspeitar que a princesa Diana havia sido assassinada e lhe direi porque isto aconteceu, senhor. Por que a quase um ano ou oito meses antes de Diana falecer morreu um Rei em Lesotho chamado Moshoeshoe II. A morte deste rei foi minuciosamente idêntica a morte da princesa Diana. Considerem todos que desconfiaram das minhas palavras: A princesa Diana morreu num túnel mas o rei de Lesotho morreu numa vala. Ele tinha viajado para investigar um problema em sua fazenda. Descobriu-se então que ele estava atrasado e quando foram procurá-lo souberam por alguns garotos, que estavam observando o gado nas montanhas de Lesotho que eles escutaram um tiro de rifle e quando procuravam o local do tiro descobriram o carro do rei na margem da estrada numa vala. Eles desceram e encontraram o rei dentro do carro. Ele estava preso no seu cinto de segurança e com um grave ferimento atrás de sua cabeça. Descobriu-se mais tarde que o motorista do carro morreu porque dormiu na direção. Mas os dois guarda-costas que estavam no banco traseiro e sem cinto de segurança escaparam ilesos.

Então um dos homens entrou no carro e tirou o rei. O rei desculpou-os por sujarem suas mãos com seu sangue sendo a tradição agradecer aqueles que lhe salvam. E ele deveria desculpá-los por lhe salvar pois qualquer um que toque no sagrado sangue do rei torna-se uma preocupação espiritual de alguma forma. Assim quando o carro do rei foi retirado da vala descobriram um furo de bala num dos pneus de seu carro. E este pneu foi misteriosamente removido quando o carro estava estacionado num lugar perigoso isolado. E quando uma autópsia foi feita no corpo do motorista do rei descobriu-se que o homem estava tão drogado que foi incapaz de guiar o carro em segurança.

E terceiro, o homem que havia guiado o veículo do rei e que morreu no volante não tinha sido o homem que habitualmente guiava o carro do rei. Agora, senhor, você percebe este mistério? A morte do rei de Lesotho combina com a da princesa Diana que se sucedeu posteriormente. Em muitos outros incríveis detalhes que eu estou declarando agora, a nação de Lesotho reduziu-se para um comício após a morte do rei quando uma manifestação ocorreu devido a uma eleição geral em que membros partidários emergiram e controlaram o poder. Atualmente Lesotho é um país economicamente subdesenvolvido. E Lesotho é um país em que aconteceu uma estranha experiência – uma experiência que consistiu na construção de uma grande represa para suprir água para a África do Sul exceto Lesotho.

E nós recentemente escutamos desagradáveis rumores vindo daquele país em que alguém foi subornado para instalar a construção desta grande represa onde a água de uma pequena nação está sendo usada para reforçar o estoque de água de uma nação altamente industrializada. Existem muitas coisas estranhas, senhor, acontecendo na África do Sul e que está ocorrendo também em outras partes da África que não faz sentido para mim como um africano. Existem guerras ocorrendo na África num país Africano que conquistou a independência do colonialismo onde uma força de rebeldes rebelaram-se com armas contra o governo desse país mas em vez dos rebeldes lutarem com o governo para solucionar as hostilidades o que ocorreu foi que estas forças de rebeldes dividiram-se em vários grupos que finalmente não lutaram somente com o governo mas também entre si. E o resultado disto é que vários países africanos estão devastados pela guerra não importando qual facção vença sendo que o povo sempre perde. As Nações Unidas está sendo convocada para amenizar o problema. Em outras palavras os africanos atualmente estão lutando não para vencerem mas para se auto-destruírem bem como o seu povo. Eu também gostaria de lhe chamar a atenção, senhor, para um pequeno grupo que ainda encontra-se rebelado no Sudão bem como em outras regiões da África. Eu gostaria de lhe chamar a atenção, senhor, para a longa e extensa guerra civil que está assolando as áreas sudestes do Sudão. Eu também gostaria que você prestasse atenção e seus leitores, senhor, para a terrível guerra que está assolando Angola. Numa região do planeta, no leste da África do Sul, está tão devastada por anos de guerras que atualmente você não escuta nem mesmo o canto dos pássaros. Todas os seres vivos tem sido varridos deste lugar. Agora, por quê? E então, eu descobri que esses países que estão sendo assolados por insignificantes guerras até mesmo sem sentido para nós estão com suas populações á minguas podendo todos na África ajudá-los com comida, água e minerais valiosos. Me foi dito, senhor, que debaixo do solo e das planícies de Angola existem depósitos de carvão sem igual neste planeta. Também digo que em certas regiões de Angola existem bacias petrolíferas que somente duas equivalem as reservas de petróleo que estão no Oriente Médio. O Sudão é um país que eu visitei várias vezes até mesmo depois da Segunda Guerra Mundial. No Sudão existiam tantos alimentos que você recebia de graça dos vilarejos quando você viajava por ele. Atualmente o Sul do Sudão é um lugar sem alimentos, com terríveis guerras onde crianças morrem de disenteria nos bosques enquanto os abutres e falcões se espreitam nos galhos das árvores para digeri-los. A África está sendo sistematicamente e deliberadamente destruída por uma força implacável que vem destruíndo-a até hoje. Mas este poder está desenfreado.

Martin: Desculpe-me. Você disse que existe carvão ou ouro em Angola?

Credo Mutwa: Carvão, senhor, carvão. Existem diamantes também em Angola, senhor. Eu tenho aprendido com pessoas de confiança que existe mais petróleo debaixo de Angola em certos lugares do que em muitas regiões do Oriente Médio. É por isso que a África está sendo destruída? É por isso que nossas nações estão sendo massacradas devido ao nosso carvão e diamantes? As pessoas valem menos do que os minerais? Elas valem menos que o petróleo? Por que, senhor, genocídio, algo pior até mesmo para tudo que Hitler sempre cometeu com o povo judeu está acontecendo na África atualmente e os Americanos estão insensíveis? Nós somos os melhores amigos que os Estados Unidos tem interagido. Nós somos o melhor povo. Nós compramos produtos dos Estados Unidos. Nossas crianças querem ser como as crianças americanas. Elas vestem jeans, senhor, e até se expressam com sotaque Americano porque nós nos espelhamos em vocês. Mas porque vocês estão deixando sermos massacrados? Por que? Por que? Não somente estamos sendo assassinados pelas guerras, senhor, mas também pelas drogas. Não existiam drogas na África do Sul durante o governo de segregação racial. Agora sob nosso governo democrático nosso país tornou-se uma mina de impostos entupida com drogas. Por que? Atualmente, senhor, eu falo como um tradicional Shaman como sendo um dos meus objetivos ajudar pessoas drogadas. Senhor, eu posso ajudar um jovem africano viciado em maconha, hashiche ou dakwa. Mas, senhor, eu sou incapacitado, minhas habilidades são insignificantes e novamente fracasso – mas realizo muitas coisas que gosto – para ajudar jovens negros que estão viciados num novo tipo de droga chamado “crack”. Isto parece ser uma terrível droga parecida com chocolate sólido que é tão viciante que nenhum shaman é capaz de ajudar a vítima. Eu indago aos americanos, aos meus irmãos e minhas irmãs negras que estão lá por que vocês permitem que o país que é a sua mãe seja exterminado? Eu não me importo com o que os céticos digam, senhor. Por favor perdõe-me pelo desabafo. Eu não me importo com o que os céticos digam mas existe uma força destruindo a África e não estou subornando os palhaços dos banqueiros do FMI e outros grandes bancos. Você não mata as galinhas dos ovos de ouro então porque que os banqueiros destruiriam a África? Existe outra força por trás destas pessoas, uma terrível força extraterrestre que age furtivamente e que brevemente nós reconheceremos isto – senhor, isto é normal para seres humanos que tenham problemas em culpar forças externas. Eu tenho estudado a situação da África desde o início e o fim da Segunda Guerra Mundial e eu tenho evidências indicando que uma força extraterrestre está agindo na África. Qual e quem está banindo as antigas tribos Africanas? Por favor, senhor, deixe-me lhe dizer uma coisa que custou minha alma. Por favor, eu devo comentá-la?

Martin: Por favor prossiga Credo.

Credo Mutwa: Por favor, eu estou triste por falar muito. Por favor perdõe-me. Eu pertenço ao povo Zulu, um povo de guerreiros e sábios. Meu povo, senhor, nunca foi estudado detalhadamente pelos antropologistas brancos mas os Zulus conhecem coisas que se eu for comentar com seus leitores eles se impressionarão. Deixe-me dizer isto a vocês. Os Zulus sabiam dentre outras coisas que a terra gira em torno do sol e não o inverso. Eles explicam para um iniciado que a terra é uma criatura feminina e o sol uma criatura masculina e que portanto a terra é um objeto que vagueia em volta do sol – a maravilhosa princesa que dança em volta do ígneo rei sol.

Nosso povo sabia que a terra é esférica e sobre os germes e suas funções. Quando os brancos chegaram na África de onde que este conhecimento surgiu? Eu não sei. O povo Americano e Europeu disseram que Albert Einstein explicou que o tempo e o espaço são o mesmo. Respondo que “não”! “Meu povo Zulu sabiam que o tempo e espaço são o mesmo”. Na linguagem Zulu, um dos nomes para o espaço é Umkati e para o tempo é Isikati. Agora, nosso povo soube que o espaço e tempo eram os mesmos á centenas de anos atrás antes mesmo de Albert Einstein nascer. E além disso, nosso povo e o povo Dogon acreditam na existência de 24 planetas no sistema solar habitados por seres inteligentes de variadas formas. E estas informações ainda não foram citadas em nenhum livro e eu e minha tia somos os únicos grandes sobreviventes Sanusis (Shaman) na África do Sul detentores deste conhecimento. Minha tia ainda está viva. Ela está com quase 90 anos de idade e eu estou perto de desencarnar, sofrendo com diabete sendo uma terrível doença que aflige o povo africano atualmente. E o que eu estou querendo lhe dizer é que embora meu povo detenha este conhecimento jamais citado em algum livro a maioria dos Zulus atualmente estão com o vírus HIV ou simplesmente Aids. Estima-se, senhor, que nos vindouros 50 anos de 3 á 4 Zulus morrerão. Eu possuo objetos sagrados herdados de meu avô. Eu sou de parte de mãe um descendente direto do último verdadeiro rei Zulu, Dingame. E meu dever é proteger meu povo de tudo que ameace sua existência. Observe, por favor, senhor. Qualquer um que estuda a humanidade com amor, compreensão, atenção, reconhece que existe um Deus que luta para despertar em nós. Nós estamos lutando novamente mas muitos não estão cientes disto. Nós estamos protegendo nosso planeta sem se importar com quem ou o que nós somos. Existem governantes na África que lhe multam se você derrubar uma árvore desnecessariamente. Isto foi comum no passado mas terminou com a vinda do homem branco e agora retorna novamente. O homem está lutando para ser mais desenvolvido, precavido e os extraterrestres não acreditam nesta mentira. Eles estão querendo que nós nos matemos novamente. E eu estou preocupado com o que ocorrerá. Senhor, eu posso lhe mostrar muitas coisas estranhas que os Africanos ocultaram dos extraterrestres greys. Coisas que nosso povo fez que não é fruto de superstição. E que resultaram numa terrível experiência pessoal. Um dia eu lhe direi, senhor, a história de como eu fui “levado”, assim dizendo. Nós acreditamos, senhor, que o Mantindane (o “atormentador”) e que os Greys são os servos dos Chitaulis. E que eles ao inverso do que muitos brancos imaginam – muitos brancos pensam erroneamente, senhor – que o Mantindane nos experienciam. Eles não nos experienciam. Alguém que vivenciou um encontro com esses seres diabólicos lhe dirá que eles não fazem experiências. Eles possuem um frio, frio, sangue frio e eles não fazem o que eles fazem para nós por si mesmos e o que eles fazem é o que eles fazem para nós como a grande criatura que eles são. Por favor, senhor, você pode me dar um tempo para lhe dizer sucintamente o que aconteceu comigo?

Martin: Oh, sim, disponha-se. Nós temos todo o tempo necessário.

Credo Mutwa: Senhor, este foi um comum dia como qualquer outro. Este foi um maravilhoso dia nas montanhas do oeste de Zimbabwe chamado de Inyangani. Existem muitas montanhas no leste de Zimbabwe. Portanto, neste dia eu fui instruído por minha professora a procurar uma certa erva que utilizaríamos para curar um iniciado adoentado. E minha professora chamava-se Senhora. Moyo que foi Ndebele e desde então Zimbabwe sendo uma vez conhecida como Rhodesia. Então fui procurar esta erva sem pensar nas crenças pois não acreditava em nenhuma dessas criaturas. Eu nunca me deparei com esses seres antes embora acreditássemos em muitas coisas mas eu duvidava sobre algumas entidades que acreditávamos na época porque eu nunca havia me deparado com nada parecido antes. E repentinamente, senhor, eu percebi que a temperatura havia caído embora fosse um dia quente na África. E então a temperatura esfriou e uma brilhante névoa azulada me circundou naquela paisagem oriental. Eu me lembro que me espantei com a névoa quando colhia uma das ervas. Subitamente, me encontrei num lugar estranho parecido com uma linha de um metálico túnel. Eu já tinha trabalhado em minas logo parecia com um túnel de mina alinhado com um prateado metal acinzentado. Havia neste lugar um ser corpulento e pesado trabalhando num banco ou mesa, senhor. Eu não estava amarrado na mesa mas deitado sem minha calça mas com minhas botas que eu usava para ir ao bosque. Quando neste estranho lugar num quarto em formato de um túnel eu avistei seres com cabeças similares aos dos greys se aproximando lentamente. Haviam luzes neste lugar mas não como nós conhecemos. Os seres consertavam um material brilhante. E haviam coisas distantes da entrada que eram anotações que estavam sendo feitas por um prateado grey quando se aproximaram de mim criaturas que me hipnotizaram como se tivessem me feito bruxaria. Eu observei as criaturas ao se aproximarem de mim. Eu desconhecia seus propósitos. Eu me debatia mas não conseguia mover meus braços e pernas. Eu justamente estava lá deitado como um bode para ser sacrificado no altar. E quando as criaturas se aproximaram eu me amedrontei. Eram criaturas pequenas quase do tamanho dos pigmeus africanos. Eles tinham grandes cabeças e braços e pernas muito finas. Eu observei, senhor, como um artista e pintor, que esses seres eram totalmente desconjuntados na visão de um artista. Seus membros eram muito longos para seus corpos e seus pescoços eram muito finos e suas cabeças quase do tamanho de melancias. Eles possuíam esquisitos olhos arregalados. Eles não tinham narizes como nós temos mas somente pequenos orifícios nos dois lados superiores entre os olhos. Suas bocas não possuíam lábios somente um fino risco como feito por uma navalha. E enquanto eu olhava as criaturas, senhor, eu fiquei assustado com alguma coisa perto de minha cabeça. E quando olhei para cima havia outra criatura ligeiramente maior que as outras que encontravam-se perto de minha cabeça me observando. Eu olhava seus hipnotizantes olhos que me enfeitiçavam. Então os observei pois a mesma queria que eu vidrasse seus olhos. Eu vi pelas suas membranas seus verdadeiros olhos por trás da parte escura da membrana de seu arregalado olho. Seus olhos eram arredondados com horizontais pupilas como as de um gato. E a coisa não balançava a cabeça. Mas respirava ao notar que suas narinas inalavam e exalavam. Mas se alguém me disser que eu cheiro que nem essas criaturas, senhor, sou capaz de socá-lo.

Martin: Sorrindo

Credo Mutwa: As criaturas cheiravam como qualquer negociante. Havia um estranho cheiro, um cheiro químico parecido com um forte cheiro de enxofre que irritou minha garganta e coçou meus olhos. E a criatura percebeu isto e me fitou quando senti uma terrível dor na minha coxa direita desferido como uma espada em minha coxa. Eu gritei tanto que clamei por minha mãe quando a criatura tapou minha boca. Você sabe, senhor, se você quiser saber o nível de dor que uma pessoa sente, por favor, senhor, segure as pernas de uma galinha, corte-a e coloque isto em seu bico. Isto foi o que a criatura sentiu quando colocou a mão na minha boca. Esta criatura tinha finos, longos dedos que eram mais unidos do que os meus dedos humanos. E seu dedo polegar encontrava-se no lugar errado. Cada um dos dedos tinham escuras garras parecidas com as de certos pássaros africanos. E a coisa me dizia para eu ficar quieto. Mas não lembro, senhor, quando a dor sumiu. Só sei que eu gritei, gritei e gritei seguidamente. E então extraíram alguma coisa de mim e quando olhei para baixo minha coxa estava ensangüentada e uma das criaturas – haviam 4 delas além da outra que encontrava-se perto de minha cabeça – estava fazendo um curativo em minha coxa, sendo que a pele do prateado grey lembrava a carne de certos tipos de peixes que nós pescamos no mar da África. Mas a criatura que encontrava-se perto de mim parecia feminina. Era de alguma forma diferente dos outros. Este ser era alto, grande, mas sem os similares seios das normais mulheres humanas mas parecia ser feminino. E os outros pareciam temê-la mas não sei como lhe explicar isto. E então quando esta terrível coisa partiu outras criaturas se aproximaram de mim – este ser caminhava de lado sacudindo-se como se estivesse bêbado – ele caminhou pela mesa pelo meu lado esquerdo e permaneceu perto de um ser que encontrava-se perto de minha cabeça. Mas antes que eu soubesse o que sucederia a criatura fixou uma pequena prateada bola na ponta de um tipo de caneta com um longo cabo e a inseriu friamente em minha narina direita. Senhor, a dor foi descomunal. Meu nariz sangrava e eu engasgava e tentava gritar mas o sangue escorria pela minha garganta. Isto foi um pesadelo. Então retiraram esta coisa e eu tentei reagir e sentar-me. A dor foi terrível, mas a outra coisa que estava na minha cabeça apoiava-se em minha testa me curvando sem forças. Eu engasgava e tentava estancar a hemorragia girando minha cabeça para a direita para cuspir o sangue mas o que as criaturas me fizeram depois, senhor, eu não sei. Tudo o que eu sei é que a dor desapareceu e no seu lugar surgiram-me visões de dilúvio, visões de cidades com algumas conhecidas – mas as cidades encontravam-se semi-destruídas com tetos destruídos e janelas vazias como se olhasse pelos olhos de um crânio. Eu freqüentemente tinha essas visões.

Todas as construções estavam semi-submersas numa água avermelhada, barrenta. Era como se tivesse ocorrido um dilúvio avistando-se semi-destruídas construções provocadas por um desastre de algum tipo nesta terrífica visão. Mas antes destas cenas surgirem uma das criaturas a única que encontrava-se próxima de meu pé manejou algo indolor em meu órgão sexual sentindo uma forte sensação como se estivesse transando com alguém ou alguma coisa. E então a criatura retirou a coisa de meu órgão masculino parecido como se um pequeno e escuro tubo tivesse sido inserido no meu órgão sexual resultando misteriosamente em algo que não faço intencionalmente. E então abriram minha bexiga e urinei direto no tórax da criatura quando retiraram o instrumento de meu órgão sexual. E se eu tivesse agredido a criatura ela não reagiria. Ela foi atingida tão fortemente que quase caiu cambaleando como um inseto drogado e deixou a sala. Eu não sei se a minha urina fez isto; eu não sei. Mas foi o que ocorreu. E então depois de um tempo as outras criaturas saíram da sala deixando-me com uma terrível dor em minha narina com sangue ao meu redor e a mesa urinada. E a coisa que estava de pé perto de minha cabeça não se mexia. Estava lá apenas com a sua mão direita apalpando meu ombro esquerdo de uma maneira estranha e maravilhosamente feminina. Este ser encontrava-se lá de pé me observando.

Não havia expressão em sua face. Eu nunca vi nenhuma das criaturas falar ou pronunciar algum som. Tudo o que eu sei é que eles eram mudos. E então, chegaram duas outras criaturas sendo que esta era totalmente de metal. Até mesmo nos meus piores pesadelos eu ainda vejo esta criatura. Este ser era alto e grande tanto que na área que encontrávamos era pequeno para isto. Este ser caminhava levemente curvado, movendo-se para frente e ele definitivamente não era um ser vivo mas uma criatura robótica ou algo assim. E então ele se aproximou de meus pés, mas notei que seu corpo era desengonçado quando me observou. Não tinha boca nem nariz. Somente dois brilhantes olhos que mudavam de cor e se movimentavam de alguma forma como o estalido de um dispositivo elétrico. E por trás desta grande e hábil criatura chegou uma criatura impressionante. Era muito, muito gorda, senhor. Tinha pele rosada e um corpo bem humano com cabelos loiros e olhos azuis muito brilhantes. Seu cabelo parecia como algum tipo de fibra de nylon. Tinha definidas bochechas e uma boca quase humana com grossos lábios e um pequeno pontiagudo queixo. A criatura, senhor, era realmente feminina mas como um artista, pintor e escultor observei que esta criatura era totalmente desconjuntada. Estava toda errada. Primeiro, seus seios eram finos e pontiagudos e localizados muito acima de seu tórax onde em nenhuma normal mulher humana se encontrariam. Seu corpo era corpulento e suas pernas e braços eram muito curtos proporcionalmente ao resto de seu corpo. E então este ser se aproximou, me observou e antes que eu soubesse o que ele iria fazer, ele me arrastou. Foi uma terrível experiência, senhor, até mesmo pior do que minha prévia experiência. Mas até hoje o trauma daquele dia repercute em minha vida, senhor, exatamente há 40 anos depois. E depois que esta criatura partiu permaneceu somente a criatura que havia permanecido perto de minha cabeça quando a outra criatura que encontrava-se perto de minha cabeça me agarrou pelo cabelo me forçando a sair da mesa. Eu saí da mesa e tombei no chão percebendo que o mesmo era estranho. Haviam movimentos nos seus padrões que mudavam e se alteravam em purpúreo, vermelho e em padrões esverdeados no fundo de um metal acinzentado. E então a criatura me puxou novamente pelo cabelo me forçando a levantar-me para acompanhá-la. Senhor, levaria muito tempo para eu descrever o que eu vi neste esquisito lugar quando a criatura me empurrava de quarto a quarto.

Até agora eu não consigo compreender o que foi que eu vi neste lugar. Mas dentre as muitas coisas que eu vi estavam grandes objetos cilíndricos feitos de algum tipo de vidro. E dentro destes objetos cilíndricos, senhor, que vinham do teto ao chão por onde nós passávamos eu vi um tipo de líquido rosado acinzentado. E dentro deste líquido eu vi pequenas criaturas extraterrestres boiando em vidros cilíndricos como pequenos asquerosos sapos. Eu não compreendi isto que me mostraram. Mas quando eu cheguei no último quarto eu vi pessoas e outras estranhas criaturas que até agora incompreendo e que encontravam-se deitadas na mesa. Eu também tinha passado por um homem branco, um verdadeiro homem branco que cheirava como um ser humano em suor, urina, excrementos e medo. Este homem encontrava-se deitado na mesa como o primeiro que eu tinha avistado inicialmente então nós nos olhamos quando eu parti. Então me deparei no bosque sem minhas botas. Mas eu sentia uma terrível dor no lado direito de minha coxa e meu pênis começou a inflamar e quando fui lavá-lo a dor foi terrífica. Eu tirei minha camisa e a empreguei como atadura e caminhei pelo bosque. Quando encontrei com um grupo de jovens negros Rhodesianos que me levaram para meus professores no vilarejo. E chegando no vilarejo eu fedia tanto que os cachorros latiram e rosnaram para mim logo chorei copiosamente. Então, minha professora, alguns estudantes e algumas pessoas do vilarejo foram quem me salvaram naquele dia. Minha professora e os aldeões não surpreenderam-se com o ocorrido. Eles acreditaram em minha história, senhor. Eles me disseram que ocorreu comigo já havia acontecido com muitas outras pessoas e que eu tive sorte em retornar vivo por que muitas delas desaparecem para sempre naquela região – pessoas brancas, negras e etc. Senhor, eu estou resumindo uma longa história. Um ano depois, em 1960 eu estava entregando produtos na cidade de Johannesburg. Veja, eu estava trabalhando numa loja folclórica quando um homem branco gritou para eu parar. Eu achei que este homem era um policial que queria ver meus documentos. E quando eu fui mostrá-los ele me indagou irritado dizendo que não queria ver meus malditos documentos. Senhor, então ele me questionou: “Ouça, de que inferno o conheço, maldição, eu já o vi antes?” “Quem é você? Eu disse “ninguém, senhor”; apenas um trabalhador”. Ele então disse “Não me enganes homem; de que inferno você é? Eu já o vi em algum lugar? E então o fitei. Eu o reconheci pelos seus longos e lisos cabelos castanhos dourados e seu ridículo bigode e barba. Eu o reconheci pelos seus cruéis olhos azuis e intimidação que refletiam em seus olhos e pela sua pálida pele como a de um bode. Eu então disse “Meneer”, que é uma trilha africana “Meneer – eu já o vi na Rhodesia numa instalação subterrânea”. E se eu tivesse batido nele inicialmente ele não teria me tratado como tratou, senhor. Ele então esquivou-se e partiu irritado desaparecendo pelo outro lado da rua. Basicamente foi isto que aconteceu comigo, senhor, mas esta não foi a única experiência também. Desde aquela época me deparei com pessoas que vivenciaram similares experiências que eu descrevi aqui sendo que muitas ocorreram com homens brancos e mulheres que tampouco lêem ou escrevem. Por eu ser um Shaman eles me procuraram para ajudá-los mas eu procurava alguém mais sábio que eu para me explicar o que tinha realmente acontecido comigo.

Por que, senhor, quando eu fui seqüestrado pelo Mantindane, você fica tão traumatizado, sua vida torna-se tão transformada que você fica desconcertado e envergonhado de si mesmo e desenvolve um ódio incompreensível e também sutis mudanças em sua vida que não fazem sentido para você. Primeiro: Você desenvolve um esquisito amor pela humanidade. Então você balança seus ombros e diz: “Ei, desperte as pessoas; nós não estamos sozinhos!”E assim você desenvolve um sentimento que sua vida já não é mais sua e também desperta uma estranha vontade de viajar para vários lugares. Você preocupa-se com o futuro e com as pessoas. E outra coisa, senhor, eu espero que um dia você me envie pessoas para a África para eu lhes mostrar seus próprios eus: você adquire conhecimento que não pertence a você. Você desenvolve um entendimento do espaço e tempo e criação que não faz sentido para você como um ser humano – isto é um estado em que após terrivelmente torturado com extração de algumas substâncias em que ocorre algum tipo de troca você desvenda coisas que o Mantindane conhecia e que os seres humanos desconhecem. Mas, senhor, eu sei que o esquecimento de Deus ocorreu até mesmo quando – por exemplo, naquela época em 1966 na África do sul, senhor, eu fui arrastado e estupidamente interrogado pela polícia. Foi nesta época que todos os intelectuais negros, não importando o que eles eram ou fossem, foram visitados por perversos rapazes que lhes torturaram, ás vezes até mesmo com aparelhos elétricos e então nos interrogavam e assim por diante. Ás vezes, quando esses “seres humanos” lhe torturavam você percebia o que eles pensavam. De algum modo quando você está sendo torturado por humanos não somente pelos Mantindanes, existe uma troca de pensamentos. Por exemplo, quando um maldito policial está para bater em você, você soube o que ele pensava antes mesmo dele entrar em seu quarto.

Você soube que ele estava vindo e soube exatamente o que ele pensava e o que ele tencionava fazer com você. Assim, esta é a razão pela qual comento-lhes estranhas coisas que abarrotam minha mente. E o que inundou minha mente naquele dia foram visões mentais dos Mantindanes. Desde aquela época – eu sou um homem com pouca instrução – eu tenho dificuldade em me expressar portanto vamos escrever somente em inglês. Eu levaria tempo para pronunciar coisas que pessoas com boa fluência em inglês expressariam em poucas palavras. Mas minhas mãos são capazes de fazer coisas que ninguém me ensinou. Eu trabalho atualmente fabricando máquinas e peças para foguetes. Eu construo armas de qualquer tipo que eu queira e todas as pessoas que me conhecem lhe dirão isto e David Icke, senhor, deve lhe mostrar fotos que eu tirei da minha casa. Eu construí grandes robôs com sobras de ferro e alguns deles funcionam. Eu não sei de onde eu adquiri este conhecimento. E desde aquele terrível dia, as visões que eu tenho tido como um Shaman tem se evidenciado. Eu não sei porque mas eu quero saber a razão. Mas posso lhe dizer, senhor, que essas criaturas que as pessoas erroneamente chamam de aliens não são. Por muitos anos observando e tentando compreender isto eu posso lhe dizer o seguinte: que o Mantindane e outros tipos de seres extraterrestres que nós conhecemos são sexualmente compatíveis com os seres humanos. O Mantidane é capaz de engravidar mulheres africanas. Eu tenho visto muitos destes casos durante os últimos 30 anos ou mais. Por exemplo, de acordo com nossa cultura o aborto é pior do que um assassinato. E se uma mulher tribal de uma área rural na África do sul está grávida de um desconhecido e depois não está mais grávida, senhor, ela é acusada de ter cometido aborto ainda que negue. E devido as brigas entre ela e seus parentes e de seu marido ela desafia aqueles que lhe acusam de ter se entregado a um sangoma; que é uma pessoa como eu, um Shaman.

O Sangoma ás vezes examina a mulher e se ele achar que ela foi engravidada tendo após seu feto removido de algum modo – e quando isto é feito pelos Mantindanes a mulher chora copiosamente como alguém que vivenciou isto – então o Sangoma sabe que a mulher está dizendo a verdade. E também o odor que impregna aqueles que estiveram nas mãos do Mantindane é o mesmo dos escrupulosos homens que sempre impregnaram todas as mulheres que tem sido engravidadas pelo Mantindane, não importando quantos perfumes ou talcos eles usem. Isto é porque certos casos pousam no degrau da porta de minha vida.

Os Sangomas trazem algumas pessoas para mim por que eles acham que eu sou o melhor para ajudá-los com certos problemas. Assim, nos últimos 40 anos ou mais eu tenho recebido muitas mulheres que tem sido atualmente engravidadas pelo Mantindane que tiveram sido misteriosamente abortadas deixando-as vazias, culpadas e rejeitadas por suas famílias. Então meu dever foi de convencer seus familiares de sua inocência para tentar curar o terrível trauma espiritual, mental e físico que a mulher vivencia e que de alguma forma lhe ajudará como também a seus familiares a esquecer o ocorrido. Não, senhor, se esses aliens são de um longínquo planeta por que são capazes de engravidar mulheres? Digo isto por que esta estranha criatura que estava despida com cabelos pubianos avermelhados montou sobre mim naquela mesa cirúrgica e este ser possuía um órgão sexual um pouco diferente de uma normal mulher humana, como um órgão feminino? O órgão sexual desta criatura encontrava-se no lugar errado? Era um pouco mais para a frente sendo o de uma mulher humana entre as pernas. Mas era visível e parecido com um órgão feminino. Possuía cabelos parecidos com os de um órgão feminino. Então, senhor, eu creio que todos esses denominados aliens não vem de um longínquo lugar. Eu acredito que eles estão aqui conosco e que precisam de substâncias de nosso corpo como alguns que usam certas coisas de animais selvagens como glândulas de macacos para certos egoísticos propósitos. Eu creio, senhor, que nós deveríamos estudar estes perigosos fenômenos atentamente e prudentemente. Muitos fracassaram em observar estes “aliens” como criaturas sobrenaturais. Eles são criaturas sólidas, senhor. Eles se parecem conosco; e além disso, senhor, eu descreverei aqui uma coisa que será estonteante: Os extraterrestres Greys, senhor, são comestíveis. Surpreso?

Martin: Por favor continue.

Credo Mutwa: Eu disse, senhor, que os extraterrestres são comestíveis.

Martin: Sim, eu escutei isso mas estou ansioso para………..

Credo Mutwa: Sua carne tem proteína como a carne de um animal mas se ingerido pode levá-lo a morte. Eu quase morri. Veja, em Lesotho existe uma montanha chamada Laribe mais conhecida como a montanha da Pedra Chorona. Em várias ocasiões nos últimos 50 anos ou mais uma nave alienígena colidiu nesta montanha. E o último acidente foi reportado nos jornais há pouco tempo atrás.

Um Africano que acredita serem estas criaturas deuses me disse que quando eles encontraram os cadáveres dos extraterrestres Greys eles os pegaram, os colocaram numa sacola e os levaram para o bosque onde os desmembraram e os degustaram num ritual. Mas alguns deles morreram como conseqüência da ingestão desta coisa. Há quase um ano eu tive uma experiência na montanha Imyangani onde me foi ofertado por um amigo de Lesotho carne do que ele chama de o Deus do Céu. Ele me ofereceu um pedaço de algo ressecado dizendo-me que era carne de extraterrestre grey. Então, ele, eu e sua esposa num ritual comemos esta coisa numa noite. Depois que nós ingerimos isto, senhor, no dia seguinte começou a se manifestar em nós erupções na pele como jamais experienciado em minha vida. Nossos corpos foram tomados por equizemas e urticárias como se tivéssemos pequenas brotoejas espalhadas pelo corpo. Nós nos coçávamos terrivelmente especialmente nas axilas e entre as pernas e nádegas. Nossas línguas começaram a feder. Nós não conseguíamos respirar direito. E por alguns dias o meu amigo, sua esposa e eu fomos amparados e atendidos secretamente por iniciados estudantes de um grau abaixo ao de meu amigo Shaman. Eu quase morri. Quase todos os orifícios de nossos corpos sangravam. Nós perdemos muito sangue quando fomos ao banheiro. Nós mal conseguíamos caminhar, apenas respirar. E após 4 ou 5 dias os equizemas diminuíram e então a pele começou a descascar. Nossas peles começaram a descascar como a muda de pele de uma cobra. Senhor, esta foi uma das minhas mais terríveis experiências vivenciadas. Realmente, quando eu comecei a melhorar eu concluí que minha abdução possui ligação direta com a ingestão da carne de uma dessas criaturas. Eu não acreditava que meu amigo tinha me ofertado carne de uma criatura extraterrestre Grey. Eu pensava que isto era algum tipo de raiz ou erva ou seja lá o que fosse. Mas depois disto eu me lembrei do sabor da coisa. Tinha gosto de cobre e o mesmo tipo de cheiro que eu havia sentido quando me encontrei com as criaturas em 1959. E depois que as equizemas sumiram – enquanto eu estava descamando nós éramos banhados diariamente da cabeça aos pés com óleo de côco pelos iniciados – mas uma estranha alteração surgiu em nós, senhor, mas peço a todos os sábios de seus países que leiam isto para tentar me explicar. Nós ficamos doidões, senhor, literalmente malucos. Nós começamos a rir como verdadeiros idiotas. Era ha-ha-ha-ha-ha, dia após dia – e por nada começávamos a rir por horas ainda que estivéssemos cansados. E então as risadas sumiram e uma estranha coisa sucedeu, uma coisa que meu amigo disse que era o propósito daqueles que ingerem carne de Mantindane objetivam alcançar. Isto foi como se nós tivéssemos ingerido uma estranha substância, uma droga, uma droga como nenhuma outra conhecida na terra. E então subitamente nós nos sentimos nas alturas. Quando você bebe água, isto era como se você tivesse bebido algum tipo de vinho.

O sabor da água tornou-se tão deliciosa quanto uma bebida. O alimento começou a surtir um gosto incrível. Todos os sentimentos tornaram-se extasiantes e indescritíveis – era como se eu estivesse com todos os corações do universo. Eu não consigo descrever isto de outra forma. E esta intensidade de sensação durou mais de 2 meses. Quando eu escutava música era como se eu ouvisse música após música. Quando eu pintava quadros – que é o que eu faço para viver – e quando eu estava manejando uma cor na ponta do pincel era como se existissem outras cores naquela cor. Foi algo indescritível, senhor. Até hoje eu não consigo descrever isto. Mas agora, senhor, comentarei outro assunto. Os Mantidanes não são os únicos seres extraterrestres que nós Africanos avistamos e deparamo-nos com histórias que surgem para lhe contar. Há muito, muitos séculos atrás, antes mesmo do primeiro homem branco chegar na África, nós Africanos deparamo-nos com uma raça de seres extraterrestres que pareciam-se exatamente como o homem branco Europeu que existe na África atualmente. Estas criaturas extraterrestres são altas. Alguns deles são corpulentos como atletas e possuem olhos azuis ligeiramente oblíquos e definidas bochechas. Possuem também loiros cabelos parecidos exatamente como os dos atuais Europeus mas com uma exceção: seus dedos são belos, longos como dos músicos e artistas. Agora, essas criaturas chegaram na África vindo dos céus em naves que se pareciam como boomerangs Australiano. Mas quando uma dessas naves aterrizou criou uma tormenta de poeira que gerou um enorme ruído como o de um tornado. Na linguagem de algumas tribos Africanas um vendaval significa Zungar-Zungo. Agora nosso povo deu vários nomes para esses extraterrestres de pálida pele.

Eles os chamam de Wazungu, uma palavra esquecida chamada “Deus”mas literalmente significa o “povo da poeira do mal ou vendaval”. E nosso povo familiarizou-se com esse Wazungu inicialmente. Eles viram e perceberam que realmente muitos Wazungus carregavam bolas de cristal ou vidro que eles sempre brincavam quicando como uma bola em suas mãos. E quando uma força de guerreiros tentou capturar um Wazungu, ele lançou esta bola no ar, depois segurou-a e desapareceu. Mas alguns Wazungus foram capturados pelos africanos no passado e aprisionados nas aldeias dos chefes e nas cavernas dos Shamans.

A pessoa que tinha capturado o Wazungu, como ele é chamado normalmente, tinha que manter a bola de vidro bem escondida do Wazungu. Mas como a bola encontrava-se distante do refém, o Wazungu não podia escapar. E quando os africanos viram os verdadeiros Europeus, os homens brancos Europeus passaram a chamá-los então de Wazungu. Antes de nós conhecermos o povo Europeu, nós africanos, tínhamos encontrado com o Wazungu de pele branca então nós transferimos o nome Wazungu para os verdadeiros Europeus no lugar dos aliens. Agora, senhor, na língua Zulu nós chamamos o homem branco de Umlungu. Então, o mundo Umlungu significa o mesmo que Wazungu “um deus ou uma criatura que criou um grande vendaval na terra”. No Zaire atualmente chamado de a República Democrática do Congo os brancos denominam-se Watende ou Walende. Isto novamente significa “um deus ou uma criatura branca”. E a palavra Watende não é usada somente para exprimir os extraterrestres de pele rosada mas também ao perverso Chitauli. No Zaire quando os Shamans falam sobre os senhores que controlam a terra eles não os chamam de Chitauli mas eufemisticamente como Watende-Wa-Muinda que significa “a criatura branca que carrega uma luz”, por que a noite os Chitaulis surgem com brilhantes olhos em sua face como luzes avermelhadas no bosque. Eles brilham como as luzes traseiras de um automóvel nos arvoredos. Então um Watende-Wa-Muinda “a criatura branca da luz” é como os Chitaulis são chamados na República Democrática do Congo. Existem mais de 24 raças de criaturas extraterrestres, senhor, que nós africanos conhecemos mas lhe direi somente sobre duas delas. Senhor, no país chamado Zimbabwe quando tive um encontro, existia uma outra criatura. Esta é a mais incrível criatura que eu e muitas outras pessoas brancas e negras que estavam comigo viram. Esta criatura é grande e parecida com um gorila mas difere de um gorila ao caminhar. A criatura que estou me referindo, senhor, mede quase 8 ou 9 pés de altura e seu corpo é muito forte. Seus ombros são muito largos e seu pescoço é muito grosso sendo coberto por uma grossa pele como de nenhum animal selvagem na África. Esta é uma criatura humanóide com coxas, pernas e pés e braços e mãos parecidos exatamente como de um ser humano somente cobertos com uma grossa pele castanha escura. Esta criatura, senhor, é conhecida como Ogo pelo povo Zimbawe. E os estudantes tem visto estas criaturas por muitas gerações. Algumas dessas criaturas tem sido vistas aqui na África do Sul em distantes bosques e lugares montanhosos. E esses Ogos são exatamente como o que os nativos americanos do norte ocidental chamam de Sasquatch ou Pé-Grande. Realmente digo que são as mesmas criaturas que nós possuímos aqui na África do Sul. Esta também é a mesma criatura mas com uma cor de pele totalmente diferente sendo a única criatura vista pelo povo de Nepal nas cordilheiras das montanhas do Himalaya, chamada de Yeti. Agora, senhor, a última criatura que é bem conhecida na África do Sul e em qualquer outro lugar da áfrica que se você mencionar seu nome as pessoas rirão chama-se Tokoloshe. Alguns os chamam de Tikoloshe. Este ser se parece como a feiosa figura de um ursinho de brinquedo e sua cabeça é que nem desses ursos de criança, possuindo uma grossa, afiada crista óssea em sua cabeça. A crista prolonga-se acima de sua testa até atrás de sua cabeça sendo que com esta crista ele pode derrubar um boi cabeceando-o. Esta criatura faz com que os negros em certos lugares da África elevem suas camas em tijolos á 3 pés do chão. E você descobre muito sobre isto na África do Sul. Este Tokoloshe gosta de brincar com as crianças e tem sido visto muitas vezes por estudantes em várias partes da África do Sul até mesmo atualmente. Ás vezes o Tokoloshe amedronta as crianças arranhando-as quando dormem ao marcarem-nas com longos duplos arranhões atrás e sobre suas coxas que infeccionam com coceiras. Há quase dois anos atrás uma criatura como esta aterrorizou toda uma escola juvenil em Soweto perto de Johannesburg. E os estudantes apelidaram isto de Pinky-Pinky. Portanto esta criatura não é somente conhecida na África do sul pelos negros mas também, senhor, pelo povo Polinésio do Hawaii e em outras ilhas do pacífico. Estas pessoas abandonaram suas cabanas e construíram-nas sobre palafitas, reerguendo-as exatamente como fizeram os Africanos com suas camas. Quando você pergunta a um Polinésio “Por que você construiu suas cabanas desta forma?” O Polinésio então lhe responderá que “Nós queremos nos proteger do Tiki”. Portanto, é interessante saber, senhor, que esta criatura é exatamente similar a que foi vista na África do Sul e em algumas ilhas do pacífico sendo conhecida como Tiki, uma palavra próxima da Africana Tikiloshe ou Tokoloshe. Um dia eu espero dividir mais informações sobre isto com seus leitores mas novamente apelo para que: Investiguem! Por favor vamos investigar! Vamos deixar de ser céticos. O ceticismo é tão perigoso e perverso quanto a mentira. Ninguém pode me dizer que os seres extraterretres não existem. Deixe me indagarem o que significa esta cicatriz em minha face? Deixe me questionarem por que depois de ter me relacionado com aquela estranha criatura naquele esquisito lugar meu órgão sexual ficou fedendo e por muitos anos depois com dificuldades em me relacionar normalmente com uma mulher?

Por que? Se isto foi fantasia de minha imaginação como pode existir uma imaginação que deixa cicatrizes e fissuras em seu órgão sexual masculino que não foram curados até então? Espero que me respondam esta questão. Nós devemos investigar, senhor, por que existem muitos sinais que os extraterrestres dividem este planeta conosco ao capturarmos desesperadamente. Por que? Por que existe uma grande luta circundando-nos e qualquer um que pense realmente sobre tais coisas perceberá que isto está emergindo. Mas do que estou falando? Senhor, até 30 ou 40 anos atrás muitas poucas pessoas preocupavam-se com o meio ambiente. Muitas poucas pessoas preocupavam-se com a escassez das estações de chuvas nas florestas Africanas e em algum outro lugar.

Muitas poucas pessoas preocupavam-se quando os assassinos brancos, que naquela época eram vistos como heróis, massacravam animais africanos aos milhares. Muitas poucas pessoas preocuparam-se quando as grandes nações mundiais como os Estados Unidos, Rússia, França e Grã Bretanha testaram armas nucleares em várias partes do planeta. Atualmente existem pessoas que cuspiriam no programador de um perverso jogo se ele se apresentasse num hotel para anunciar seu feito. Hoje o programador de um perverso jogo já não é visto como um herói mas como um assassino. Atualmente existem homens e mulheres negros e brancos que estão preparados para arriscarem suas vidas para salvarem as árvores, animais e frear os testes de armas nucleares. Senhor, o que isto lhe diz? Isto lhe diz que após milhares de anos sendo dominado por criaturas extraterrestres os seres humanos estão começando a lutar novamente. Os seres humanos estão começando a se preocuparem com o planeta em que vivem. Mas os extraterrestres, os chitaulis e os mantindanes – eles dizem o que vocês devem ou não fazerem. Eles nos castigarão como fizeram no passado. Uma vez os aliens destruíram uma nação que é relembrada por nós como sendo a nação de Amariri, que foi uma grande nação que acreditamos ter sido fundada além do cenário solar, que recusou-se a obedecer as ordens dos Chitaulis. O Rei daquela época recusou-se a sacrificar as crianças para o Chitauli. Eles não quiseram guerrear com os chitaulis para idolatrá-los como seus deuses. É dito que o Chitauli lançou um fogo do céu. Eles utilizaram fogo do seu sol e o usaram para destruir esta grande antiga civilização. Eles provocaram terremotos e maremotos destruindo assim a grande civilização de pessoas avermelhadas de longos cabelos esverdeados considerados como o primeiro povo criado nesta terra, É dito que o Chitauli deixou que poucos sobrevivessem a destruição de Amariri e que eles estão preparados para fazerem isto novamente num futuro próximo. Eu estou preocupado com o que acontecerá nos outros países deste planeta. Todos estes terremotos que destroem vidas humanas no Oriente Médio e regiões da África e Índia acontecem porque meu coração sente lutas quando eu leio sobre tudo isto? Estes terremotos estão acontecendo irregularmente atualmente no Egito, Armênia sendo que um desses tremores foi tão poderoso que atingiu o planeta terra, desmoronando uma sagrada pedra na Namíbia conhecida como Dedo de Deus que tinha sido preservada por dez mil anos. E quando esta pedra desabou eu recebi muitas cartas de Sangomas preocupados com a proximidade do fim do mundo. Há alguma pergunta, por favor, diga?

Martin: Eu li seu poema e sua promessa. Em sua promessa você menciona o nome Jabulon. Você pode explicar o que isto significa?

Credo Mutwa: Jabulon, senhor, é um deus muito estranho. Dizem ser o líder dos Chitaulis. Ele é um Deus e para minha surpresa deparei-me com certas facções de homens brancos. Nós sabemos sobre Jabulon há muitos, muitos séculos. Mas eu estou surpreso que existam brancos que veneram este Deus e entre eles pessoas que culpam os maçons por tudo que ocorre neste planeta. Nós acreditamos que Jabulon é o líder do Chitauli. Ele é antigo. E um de seus nomes na língua africana, senhor, é Umbaba-Samahongo – “O Senhor dos reis, o grande pai dos perversos olhos” – por que nós acreditamos que Jabulon possui um olho que se você avistá-lo você morre. É dito, senhor, que o Umbaba percorreu uma região ocidental durante uma forte luta com um dos seus filhos se refugiando na África Central numa caverna, num profundo subterrâneo. Isto é incrível, senhor – é dito que debaixo das montanhas da lua no Zaire nesta grande cidade de cobre existem milhares de transluzentes construções. Lá, habita o deus Umbaba ou Jabulon. E este deus espera pelo dia em que a terra fique despovoada quando ele e suas crianças, os chitaulis, possam vir e curtirem o coração do sol.

Em um dia, senhor, eu tive uma surpreendente visita quando vivia em Soweto próximo de Johannesburg. Eu fui visitado por padres tibetanos. Um desses padres, senhor, eu acho que você já o viu ou conhece. Seu nome é Akyong Rinpochce. Ele é um dos principais padres tibetanos na Inglaterra que foi exilado junto com Dalai Lama e ele me visitou um dia enquanto eu estava em meu laboratório no vilarejo de Soweto. E uma das coisas que Akyong Rinpoche indagou-me foi “eu sei de uma cidade secreta que fica em algum local na África, uma cidade feita de Cobre?”. Eu disse “mas Akyong, você está referindo-se a cidade de Umbaba, a cidade do oculto deus que oculta-se no subterrâneo. Como você sabe sobre isto?” E Akyong Rinpochce, que é um sério investigador de estranhos fenômenos, me contou que uma vez o grande Lama deixou o Tibet com um grupo de seguidores e veu para a África procurar esta cidade. E o Lama e seus seguidores não foram mais vistos novamente. Eles não retornaram mais ao Tibet. Agora, senhor, temos algumas histórias da África do Sul e Central que pequenos amarelos homens chegaram a África á procura da cidade de Umbaba, a cidade que não se retorna vivo. O que é impressionante, senhor – eu não sei se isto desviará o assunto de seu jornal mas existem muitas, muitas estranhas histórias que tenho acompanhado aqui na África do Sul que não compreendo. (intervalo de alguns minutos).

Credo Mutwa: Alô

Martin: Sim Credo. Agradeço-lhe em estar tomando o seu tempo para conversar comigo apesar das dificuldades.

Credo Mutwa: É uma honra para eu fazê-lo muito mais do que você possa imaginar. Eu sei que os brancos ameaçam qualquer um que comente assuntos que estou relatando aqui tão estranhos. Senhor, eu realmente não me ridicularizaria em me apresentar em público como estou fazendo agora mas nosso povo Está Morrendo! Não é somente nós que temos problemas com drogas na África do Sul e nem com crimes em meu país que está vitimando milhares de viciados a mais do que antes mas não somente nós que temos problemas com a Aids, senhor, mas nós também temos adquirido estranhos problemas que habitualmente nos assolam – problemas que quando são pesquisados indicam que alguma coisa sobrenatural está ocorrendo na África do Sul. Eu poderia partilhar esta informação com o senhor?

Martin: Sim. Por favor.

Credo Mutwa: Senhor, de acordo com minha cultura é difícil para um simples homem comentar a outro sem oferecer a esse outro a chance de respondê-lo. Então, sem ofender seu jornal e ao senhor, eu gostaria de lhe indagar se em seu país E.U.A você tem escutado estranhas histórias sobre construções subterrâneas edificadas – por que nós temos similares histórias na África do Sul e eles realmente estão tendo muitos estranhos resultados.

Martin: Sim, existem muitas histórias de edificações subterrâneas – nós as chamamos de bases subterrâneas e realmente no jornal que eu era associado publicou-se uma edição completa sobre estas bases subterrâneas. Mas não somente isso……..

Credo Mutwa: Existem a mesma coisa aqui na África do sul e lá elas tem existido por anos. Eu fiquei satisfeito em poder confirmar uma dessas bases o que não ocorreu com as demais. Veja, senhor, um homem como eu, que percorre dois mundos – o mundo místico africano bem como o mundo moderno e sob o planeta terra precavenha-se com o que dizem. Mas há quase 5 anos atrás eu vivia numa pequena cidade Masikeng, uma cidade histórica que foi o local de uma famosa saga dos Boors na guerra de 1899 – 1902. E foi nesta cidade, senhor, que o movimento dos escoteiros, dos jovens escoteiros foi fundado pelo Capitão Powell. Eu acho que você já ouviu falar sobre ele. Mas enquanto eu vivia em Masinkeng algumas pessoas me procuraram, homens e mulheres tribais, senhor, sendo alguns desprovidos de formação escolar. Essas pessoas se queixavam do misterioso desaparecimento de seus familiares. Eles me pediram ajuda para eu encontrá-los. Eu indaguei essas pessoas e todos que não se conheciam onde que seus familiares haviam desaparecido? Eles então me contaram uma incrível história que foi a seguinte: Não muito distante de Masikeng existe um famoso lugar que eu tenho certeza que você já escutou chamado de Las Vegas da África do Sul. Isto é o famoso complexo do hotel cassino chamado Cidade do Sol.

Martin: Sim

Credo Mutwa: Me disseram que debaixo da Cidade do sol existem estranhas atividades de mineração sendo executadas nas profundezas e que muitos africanos que trabalhavam lá nunca mais voltaram para suas casas novamente embora seus salários tenham sido enviados para seus familiares. Os homens nunca mais retornaram para suas casas como os mineiros faziam. Agora eu observo este fenômeno, senhor, como um ingênuo recusando-me a acreditar nele. E então me deparo com mais histórias por que quando um africano está preocupado ele sempre procura a ajuda de um Sangoma para desvendar o motivo de sua preocupação. Senhor, a outra história foi esta que eu a considero como forte verdade – que existiam construções cruzando os territórios da África do Sul, na região conhecida como Botswana. Neste lugar os Americanos trabalhavam secretamente com mão de obra africana sendo executada em segredo. Lá os Americanos estavam construindo um aeroporto secreto com capacidade para receber modernos caças. Eu não posso acreditar nisto. Novamente me disseram que lá muitos misteriosamente desapareceram – homens das tribos, senhor, pessoas negras instruídas como também trabalhadores desapareceram. E quando seus parentes foram procurá-los eles os encontraram mudos em silêncio mortal. Agora eu quis observar este aeroporto e uma coisa que me fez investigá-lo foi sobre uma estranha história que circulou na África do sul de que um jato da África do sul havia derrubado um disco voador. E o caça operava nesta base secreta. Agora, senhor, eu decidi investigar isto por que minha credibilidade como um Shaman e um Sangoma estava em jogo. Eu então fui pesquisar isto em Botswana e foi muito fácil.

Você pode até cruzar as cercas de arame para alcançar este país. Os limites não estão tão delimitados em certos lugares quanto muitos imaginam. Eu pesquisei muito sobre o assunto e este lugar realmente existe e o homem disse que se nós nos aproximarmos deste local nós desapareceríamos. Isto que é muito estranho, senhor, por que existem muitas bases militares por toda a África do Sul e em Botswana, mas este é um local que aterroriza as pessoas. Mas por que é assim pois ainda luto para desvendar porque que existem muitas coisas estranhas ocorrendo em meu país que estão afetando negativamente a vida de milhares de pessoas de nosso povo. Agora, existe outra coisa, senhor: Isto é uma coisa que o Chitauli parece fazer nas suas cavernas subterrâneas onde muitas labaredas estão sempre acesas em que nos disseram que quando um Chitauli adoece ele começa a perder muita pele em seu corpo e que existe uma doença que o Chitauli padece que ocasiona a queda de muitas partes de sua pele ficando somente em carne viva. Quando o Chitauli padece desta forma uma jovem garota virgem é raptada pelo servo do Chitauli sendo após levada para o subterrâneo. Lá a garota tem seus pés e mãos amarrados e envolvida num manto dourado sendo forçada a deitar-se perto do adoentado Chitauli por semanas sendo bem nutrida e cuidada mas mantida com seus pés e mãos amarrados e somente solta ocasionalmente para suas necessidades pessoais. É dito que depois que o adoentado Chitauli melhora então a garota é induzida a tentar escapar. Lhe é dada uma chance para escapar, uma chance irreal. Então quando a garota escapa ela corre sendo perseguida no subterrâneo por criaturas voadoras metálicas e então é recapturada quando atinge o temor e exaustão. Então ela é deitada num altar disposto como uma pedra bruta plana no topo.

Então ela é cruelmente sacrificada, senhor, e seu sangue bebido pelo adoentado Chitauli que assim reconvalida-se. Mas a garota não deve ser sacrificada enquanto não esteja aterrorizada por que se ela não estiver diz-se que então seu sangue não salvará o convalescido Chitauli. Tem que ser sangue de um ser humano muito aterrorizado. Agora esta ação de perseguir a vítima também foi praticado pelos canibais africanos, senhor. No território Zulu no último século existiam canibais que comiam pessoas e seus descendentes e até hoje, sendo que se confiarem em você lhe dirão, que a carne do ser humano aterrorizado que percorreu distâncias tentando escapar é mais saborosa do que a carne de alguém que simplesmente foi assassinado. Agora, senhor, há algum tempo atrás aqui na África do Sul – e esta ação prossegue – 5 garotas brancas desapareceram. As garotas eram estudantes, senhor. Eram super-dotadas – com sinais tanto de alto grau de poder espiritual quanto de outros talentos. Cinco dessas crianças sumiram na África do Sul. Este caso foi uma grande matéria no jornal da época enquanto eu era procurado para tentar desvendar o paradeiro destas crianças. E um dia um homem branco me trouxe um brinquedo que pertencia a criança que havia desaparecido. Eu segurei o brinquedo e percebi que os olhos da criatura pareciam se mover. Foi como se o brinquedo Dinossauro estivesse chorando.

Eu me senti péssimo com vontade de me levantar e correr. E então disse a este homem branco o seguinte “Me ouça: A criança que segurou este brinquedo está morta”.

O que você está querendo me dizer? Que esta criança está morta. Eu lamento. “E o homem branco que era um produtor de TV pegou o brinquedo, os livros escolares, a camisa da criança e partiu. E depois encontraram a estudante branca enterrada numa cova perto da estrada. Agora, também existem outras pessoas que me procuram para que eu encontre suas crianças desaparecidas. Elas estão mortas? Elas estão vivas? Mas antes que eu possa ajudá-los, senhor – naquela época eu ainda tinha um telefone na minha casa – meu telefone começou a tocar onde eu ouvia pessoas com vozes irritadas, vozes de pessoas brancas gritando comigo para que eu parasse de ajudar aquelas pessoas. Eles me disseram que se eu não parasse com o que eu vinha fazendo eles jogariam ácido no rosto de minha esposa e que minhas crianças seriam assassinadas uma por uma. E realmente num certo dia meu garoto foi quase espancado até a morte por misteriosas pessoas que seus amigos depois me disseram terem sido homens brancos. E então eu tive que parar, senhor. Me foi dito por fontes fidedignas que mais de 1000 crianças desaparecem na África do Sul mensalmente. E eles somem para sempre. Muitas pessoas acham, especialmente do meio jornalístico, que isto é o resultado da máfia da prostituição infantil. Mas não acho. As crianças – se você pesquisar a história de muitas dessas crianças elas não são crianças de rua, senhor. Elas são estudantes que freqüentam aulas e devido a certas pessoas que elas são boas ou por que elas freqüentam aulas acham que elas são boas. Mas não é somente isto, senhor, as mulheres tem desaparecido desta forma e em Masikeng também mais ou menos na mesma época que as 5 crianças brancas desapareceram. Em Masikeng 2 professores negros e 2 professoras negras desapareceram em seus carros para sempre.

Mas eu não quero oprimi-lo, senhor, com esta terrível história. Mas permita-me lhe dizer uma última coisa: Após o desaparecimento das 5 estudantes brancas a polícia prendeu um padre, um reverendo de uma igreja reformada, o reverendo Van Rooyen. Foi dito que Van Rooyen foi o responsável pelo desaparecimento daquelas indefesas estudantes. E ele tinha sido ajudado por sua namorada que as esquartejou. Antes que Van Rooyen fosse a julgamento algo muito estranho ocorreu. Ele e sua namorada foram alvejados em seu veículo, um caminhão 4×4. Logo após o caminhão parou – uma coisa que nunca ocorre quando o caminhão circula e então eu soube mais tarde por uma mulher branca que conhecia Van Rooyen que ele e sua esposa não haviam cometido este crime como a polícia havia declarado nos jornais. Eles foram realmente assassinados. Por quê? Por que Van Rooyen foi encontrado com um tiro em sua têmpora direita sendo que todos que o conheciam sabiam que ele era canhoto. Então quem assassinou Van Rooyen e sua esposa? Este é um dos grandes intrigantes mistérios daquela época na África do Sul. Existe mais, muito mais nesta narrativa mas eu não desperdiçarei seu tempo com isto.

Martin: Quando nós estávamos conversando sobre os Greys você comentou sobre o Chitauli. Você havia descrito sobre os seres reptilianos – agora se não me engano – você os descreveu como seres altos, magros e com grandes olhos e cabeças?

Credo Mutwa: Sim, senhor. Eles são altos. Eles caminham com um – veja, os extraterrestres Greys caminham de forma – veja, os extraterrestres greys caminham letargicamente, senhor, como se houvesse algo de errado em suas pernas. Mas o Chitauli caminha delicadamente como árvores balançando ao vento. Eles são altos. Eles possuem grandes cabeças. Alguns deles possuem chifres pela cabeça. Agora, deixe-me dizer algo incrível que existe lá – num dos filmes que recentemente estrearam na África do Sul, Guerra nas Estrelas, sendo que neste mais recente filme mostra um ser com a fisionomia EXATAMENTE igual de um Chitauli! Este ser possuía chifres na cabeça. Existem os guerreiros Chitaulis. O verdadeiro chitauli não possui chifres na cabeça mas uma escura crista que percorre sua testa até a parte de trás de sua cabeça. Nos foi dito que eles são criaturas elegantes, senhor, mas eles possuem pequenos dedos com muito afiadas e retas garras que eles utilizam para agredir as faces dos humanos e para digerir cérebros humanos em seus rituais.

Martin: Eles possuem pele?

Credo Mutwa: Eles não possuem pele rosada. Eles possuem pele branca como papel parecido com certos tipos de cartolina. Suas peles são como isso, e esta é a pele da cor da escala ao das criaturas répteis. Suas testas são muito largas, salientes e eles parecem ser muito inteligentes.

Martin: Agora tem sido dito – eu tenho escutado que esses seres são controladores e desenvolvem-se “dividindo e conquistando”.

Credo Mutwa: Sim eles fazem isto, senhor. Eles induzem os humanos a brigarem. Eu poderia lhe fornecer diversificados exemplos disto utilizando algumas linguagens africanas e quanto aos Chitaulis eles induzem os seres humanos a gladiarem-se. Eles gostam que você saiba de suas preferências, senhor? Eles gostam dos fanáticos religiosos.

Martin: Sorrindo

Credo Mutwa: Aqueles que são devotos religiosos estão muito afinizados com os Chitaulis.

Martin: Bem, agora eu não posso mais ajudar, mas quero saber se o Chitauli predomina nos E.U.A devido ao grande número de bases subterrâneas. Somente nos E.U.A o número de crianças desaparecidas são tão elevados que o comércio de escravos brancos não responde aquelas questões.

Credo Mutwa: Sim, senhor, eu concordo. Mas lamento, senhor, mas eu sinto que isto está ocorrendo na África onde alguma coisa muito estranha está para acontecer. Deixe-me lhe dizer o que ocorreu comigo recentemente, senhor. Nós ainda temos algum tempo. Eu não me prolongarei não mais que um minuto

Martin: Não, não, isso é bom.

Credo Mutwa: Quando eu comecei a conversar com David Icke e foi (quando) Icke começou a falar a meu respeito na cidade do Cabo, onde eu recebi a visita de 3 brancos que fingiram ser da América do Sul. Essas pessoas me contaram que alguma coisa acontecerá no dia 9 deste mês 9-9-1999. Eles me disseram que isto ocorrerá no lago Tititica, um lugar que conheci há quase 2 anos atrás.

Martin: Um lugar muito especial.

Credo Mutwa: Sim, senhor. E então essas pessoas me disseram quando nós estávamos conversando, senhor, através de um intérprete – que a África é o país onde alguma coisa acontecerá dentre em breve onde será decidido o destino de toda a humanidade. E então, nós nos despedimos, senhor, mas essas pessoas haviam me deixado uma carta que eu ainda não a tinha aberto a poucas horas depois deles partirem. E nesta carta, senhor, estava escrito que eu não deveria conversar mais com David Icke e que uma estranha pessoa chamada Alia Czar me vigiava. Eu não sei quem é Alia Czar. E eles me disseram – essas pessoas me disseram quando nós nos encontramos – que eles estavam sob as ordens de um grande senhor chamado Melchizedek. E depois que eu li esta carta ameaçadora que me advertia caso eu conversasse com David Icke e que minha esposa que encontra-se acamada com câncer no hospital morreria se eu o procurasse. Então comecei a me preocupar. Quem eram essas pessoas? Mas por já ter estado na América do Sul eu percebi que o Espanhol que eles pronunciavam era diferente da língua Espanhola que é falado na América do Sul. Essas pessoas falavam o Espanhol da Espanha e não o fraco Espanhol da América do sul. Até então, senhor, esta ameaça me preocupa e talvez eu aponte, senhor, uma estranha coisa para quem você me enviar para ver por si mesma: minha esposa está com câncer num grande hospital da África do Sul, senhor. E num dos raios-x tirados do útero de minha esposa detectou-se um estranho objeto metálico – algo que tem sido um enigma para os médicos. Eu disse para a minha esposa “quem colocou este objeto que o raio-x tem detectado em seu útero”. Ela me respondeu que ninguém havia tocado ou inserido nada nela. Mas este objeto, senhor, que é nitidamente observado no raio-x e visivelmente marcado com uma seta foi inicialmente visto numa chapa de raio-x vindo a desaparecer nas duas próximas chapas tiradas e observado na quarta chapa novamente. Eu estou muito preocupado com isto. Não importa o que nós pensamos, senhor, existem estranhas coisas acontecendo neste mundo que requerem investigações e explicações. O que é este estranho objeto que os médicos não conseguem decifrar e o que ele está fazendo no útero de uma mulher de 65 anos de idade? Minha esposa está sofrendo muito e posso perdê-la a qualquer momento por que eu não posso tirá-la do hospital. Quem inseriu este objeto em seu útero e por quê? Eu nunca saberei a resposta, não deste mundo.

Martin: Eu estou muito triste por saber que sua esposa está com câncer. Eu perdi minha mãe com esta doença no ano passado e sei que é uma luta dolorosa.

Credo Mutwa: Sim, senhor, isto mesmo.

Martin: Logo, estou triste em saber que você está passando por este momento difícil.

Credo Mutwa: Através do treinamento como um guerreiro Zulu dando um passo como um filho guerreiro nós alcançamos alguma coisa como os samurais japoneses atingiram que nós chamamos de Kaway que é o guerreiro do sol. Quando um guerreiro do sol é treinado como eu ele passa por uma terrível experiência que ele deve suportar a dor causada pelo frio, sangrentas batalhas, para poder superar sua aflição. E neste momento, senhor, eu aceito o que está ocorrendo em meu país; sobre o que está acontecendo com o meu povo e com a minha esposa que também é minha meia-irmã. Veja, nós é que convocávamos um casamento sagrado entre um homem, uma Sanusi, um Shaman e sua meia-irmã. E a esposa que eu estou perdendo é minha meia-irmã. Nosso pai é um homem embora nossas mães fossem diferentes. Você sabe, senhor, eu sinto uma raiva em saber que a África está sendo destruída. Eu sinto, senhor, uma raiva em saber que meu povo está sendo destruído por forças que quando você as estuda você descobre que são totalmente extraterrenas. E agora, deixe-me dividir com você a última coisa, por favor, que fará com que seus líderes compreendam por que eu estou sentindo este remorso agora. Como você sabe, senhor, a Aids está se espalhando como um silencioso fogo pela África do Sul. E no último ano eu descobri para meu horror que uma das minhas seis crianças que agora está com 21 anos de idade está infectada com o vírus HIV. Senhor, eu sinto um ódio em meu coração por nós estarmos permitindo que uma doença extraterrestre se manifeste nas pessoas vindo de um lugar que desconhecemos sendo uma doença que qualquer um com um pouco de raciocínio compreenda que foi fabricada em algum lugar para destruir grande parcela da humanidade. Quando eu fitei nos olhos de minha filha, senhor, eu senti um calafrio. Eu tenho 2 crianças crescidas, jovens mulheres e ela é a caçula. A outra é pequena, gordinha e amada – uma amável garota africana com demarcadas nádegas e seios. Mas esta garota que está com esta doença é esbelta tendo a pele negra como a de minha mãe e muito bela até mesmo para os padrões Europeus – eu não consigo olhar para os olhos desta criança e ver o que eu li lá: com resignação, por quê? Por Quê? Se a Aids foi uma doença natural, senhor, eu aceitaria isto por que os homens devem conviver lado-a-lado com a doença neste mundo. Mas uma criança em que você gasta anos criando e educando-a sendo repentinamente morta diante de seus olhos por uma doença fabricada por pessoas perversas assim quero chorar nos olhos de alguém pelo o que eu tenho visto acontecer. Lamento, senhor.

Martin: Eu compreendo.

Credo Mutwa: Nós devemos pesquisar esta coisa. Existe uma última questão que você gostaria de perguntar?

Martin: Sim. Eu gostaria de retornar ao assunto da cidade de cobre por um instante. Parece que este Jabulon seria equivalente ao que chamamos no ocidente de Satan? Você diria isto?

Credo Mutwa: Eu acho que sim, senhor. Ele é o líder dos Chitaulis. E como Satan ele vive numa casa subterrânea onde grandes labaredas estão sempre acesas para mantê-lo aquecido. Por que nos foi dito que depois da grande guerra eles lutaram com deus quando seus sangues tornaram-se frios e assim eles não puderam permanecer em ambiente frio sendo a razão pela qual eles precisam de sangue humano e o fogo para mantê-los trabalhando onde estão.

Martin: Bem, isto tem sido dito na recente fita de vídeo que David Icke produziu em que os reptilianos mutáveis mantiveram-se camuflados, ocultos, parecendo-se como humanos devendo ingerirem sangue humano. E existe alguma coisa aparentemente no gene sanguíneo. Agora, eu não sei o que………..

Credo Mutwa: Sim. David Icke conversou um pouco sobre isto comigo, senhor. Ele me contou isto seguidamente que pessoas aloiradas são sacrificadas pelos Chitaulis quando disse-lhe o que eu sabia sobre a África. Veja, senhor, não são todos os africanos que possuem cabelos negros. Existem africanos que são considerados santos como homens sagrados. Existem africanos que nascem com cabelos naturalmente avermelhados. Acredita-se que esses africanos são pessoas poderosamente espiritualizadas. Agora na África certas pessoas albinas ou africanas de cabelos avermelhados foram as principais vítimas de sacrifícios especialmente quando estavam atingindo a maturidade – independentemente do sexo ser masculino ou feminino.

Martin: Agora quando você foi capaz de avistar interiormente os olhos dos extraterrestres Greys você disse que aqueles seres eram seres reptilianos? Disfarçados?

Credo Mutwa: Sim senhor, exatamente. Eu lhe direi por quê. Existe uma cobra aqui na África do Sul que chama-se Mamba.

Martin: Sim, mortífera.

Credo Mutwa: Esta cobra é uma das mais venenosas cobras que você pode encontrar. Seus olhos são EXATAMENTE como daqueles de um Chitauli e de um Mantindane. E também tem a Python, senhor. Os olhos do crocodilo são muito parecidos com os dos extraterrestres e não parecem tão hipnóticos e envolventes quanto daquele de um Mamba ou uma Python. Se você puder imaginar, senhor, os olhos de uma Python aumentado cerca de 10 vezes seu tamanho, você saberá exatamente como são os olhos de um Chitauli.

Martin: Bem, isto é dito e eu acredito que seja verdade embora seja difícil explicar de outra forma sendo que existe uma luta entre a luz e a escuridão e o bem e mal neste planeta.

Credo Mutwa: Sim. Sim, senhor. Sim, senhor.

Credo Mutwa: Sim, senhor.

Martin: Como sua cultura, como você vê a intervenção de deus através daqueles que lhe convidam e representam? E todas as coisas devem permanecer equilibradamente lá e isto inclui o planeta terra – como é em cima também é embaixo. Como você vê – pelos muitos leitores, eles podem ler isto tudo que parece muito assustador e quase desesperançado – e lá certamente está a esperança. Assim eu gostaria de terminar esta entrevista com uma mensagem de esperança.

Credo Mutwa: Sim. Por favor, senhor, existe esperança! Observe, primeiro de tudo, existe um deus acima de nós. E este deus é mais verdadeiro do que muitos de nós acreditamos. Deus não é uma fantasia imaginatória de alguém. Deus não é algum sonho criado por homens e mulheres da pré-história.

Deus existe, senhor. Mas entre nós e Deus estão criaturas que dizem ser deuses. E dessas criaturas devemos livrar-nos a fim de aproximar-nos de deus. Senhor, eu tenho vivido uma longa e estranha vida e posso lhe dizer que existe um Deus e que ele intervém. Entretanto, nós percebemos deus intervindo tão lentamente, mas espere: Quem imaginaria há 30 anos atrás alguém se preocupando com o meio ambiente. Quem colocou esta bondade dentro de nós? Atualmente, senhor, as pessoas em todos os lugares do mundo estão posicionadas e lutando pelos direitos das mulheres e das crianças. Quem inseriu essas idéias em nossas mentes? Não foi o Chitauli nem alguma entidade demoníaca e isto é deus agindo nas sombras e nos fortalecendo para sermos capazes de resistir a essas perversas criaturas. Veja, senhor, deus parece trabalhar lentamente em nossos olhos por que deus vive num período temporal totalmente diferente do nosso. Deus existe. Deus está ativo. E isto é Deus, senhor, que pela primeira vez em nossa existência está nos conscientizando destas coisas e que neste mundo nós não estamos sozinhos e que devemos ser solenemente responsáveis por nossas ações de forma que devemos neutralizar esses seres extraterrestres que por muitos anos tem nos ludibriado. Os seres humanos nunca tiveram algum verdadeiro progresso, senhor, por que lá existem forças que nos freiam de alcançar o nosso verdadeiro caminho no universo e digo os Chitaulis, Mantindanes e os Midzimus. Nós devemos frear estas criaturas super-humanas. Eles são parasitas que precisam mais de nós do que nós deles. E somente um ingênuo negaria o fato de que nós não somos a única espécie inteligente que foi criada nesta planeta. E por toda a África existe evidências que uma vez existiram gigantes seres humanos que caminharam neste planeta na época dos dinossauros. Existem pegadas em granito com cada uma com cerca de 6 pés por 3 pés de largura de seres humanos adultos, senhor, que data de milhares, milhões de anos atrás. Para onde que esses seres gigantes foram? Quem sabe os dinossauros talvez tenham gerado uma raça inteligente, uma raça que nos enganou a todos, imaginando que vieram das estrelas quando realmente pertence a este planeta que vivemos. Mas existe esperança e a esperança é muito brilhante. A criança cristã está nascendo em todos nós mas como tudo morre, a morte da criança de luz (a morte da sua idade antevém a transformação para o quase cético) está criando um grande perigo quando o inimigo está desesperado. O inimigo ludibriará e nós o conquistaremos no sagrado nome de Deus. Isso é o que eu acredito, senhor, e o que eu sustento até o meu último suspiro.

Martin: E esse é um ótimo lugar para terminar esta entrevista com este pensamento neste texto. Agora, deixe-me dizer a você, desde 1974 eu tenho visto muitas, muitas espaçonaves próximas (não em seus interiores e nem por abdução). Eu tenho experienciado nas montanhas do sul do Oregon o que eu percebi como sendo pegadas de um Pé-Grande…..

Credo Mutwa: Ah-Ah!

Martin: …..por um rio onde eu estava acampado. Eu escutei o Pé-Grande nas montanhas naquela noite. Eu escutei seus gritos…..

Credo Mutwa: Ya-Ya! Você viu?

Martin: ……de uma montanha a outra. Existem coisas que eu tenho vivenciado. Eu sei que estas coisas são verdadeiras!

Credo Mutwa: Sim, senhor. Eu então falo para um companheiro guerreiro e digo “Que nós venceremos esta batalha”, como a elite das forças armadas Americanas costumavam falar durante a Segunda Guerra Mundial.

Martin: Sim e durante a Guerra do Vietnam.

Credo Mutwa: Nós venceremos, venceremos mas os céticos devem parar de caçuar e os ingênuos devem parar de chamar esses extraterrestres de deuses. Somente existe Um deus e para ele ou ela deus é o único que nos criou e nenhum impostor pode vir de algum outro lugar ocultando-se de nós para beber o sangue de nossas crianças. Amém, senhor.

Martin: Sim, certamente. Credo, sabe que estou gostando muito do que você tem feito e a coragem que você tem tido de falar tudo isto francamente. No passado eu guardei essas coisas e este é o momento para se dizer a verdade. E para aqueles que não acreditam ou até mesmo consideram isto como possibilidades, bem, isto é muito ruim.

Credo Mutwa: Exatamente e também para confrontar pessoas com o fato de que não existe razão para se sentirem amedrontadas. Se nós tencionamos disponibilizarmos informações que estariam disponíveis para todas as pessoas deste controverso planeta por que o inferno tentaria ameaçá-lo para silenciá-lo? Isto é tão ridículo mas deixe como está. Pare de assassinar, ridicularizar e destruir pessoas aterrorizando-as. Esta é a minha perspectiva e estou convicto que também David Icke e obviamente o senhor pensem da mesma forma. Eu não sinto mais medo. Esta época em que conversamos adquirimos uma conscientização global acerca desta matéria. Obrigado Martin, muito obrigado, eu gostei desta entrevista.

Martin: Certíssimo Credo. Muito obrigado.

*Tradutor Julio Anglada

Uma rara e impressionante conversa com Rick Martin

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/importante-shaman-zulu-e-antigo-credo-mutwa/

Deus no Taoismo

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Uma das perguntas que soam bastante freqüentes quando eu falo sobre Taoismo é o clássico “os taoistas acreditam em Deus?”. Isso é bastante natural vindo de um ocidental, nascido e criado em uma tradição judaico-cristã, mas pode ser bastante difícil de responder do ponto de vista oriental.

Se você pensar em termos de um Deus antropomorfizado, que possui sensações e sentimentos humanos, vigia a humanidade de barba branca e tem “favoritos” entre as pessoas, a resposta é “não”. Se você imaginar Deus como um princípio ordenador, sem forma mas dotado de consciência e que permeia todo o universo, a resposta é “sim”.

Muitos traduzem “Tao” simplesmente por “Deus”, mas é um erro de metafísica já que são coisas diferentes. O Tao é um conceito muito complexo, que extrapola a mera racionalidade humana.

Aí o leitor atento pergunta: “mas Deus não é um só?”. Sim, claro, mas mudam as formas como os povos O compreendem. No Oriente a concepção de Deus como pregada nas religiões reveladas (Cristianismo, Judaísmo e Islamismo) é algo desconhecido. Quando os missionários cristãos pregaram na China tiveram uma dificuldade imensa pois os chineses não conseguiam entender a idéia de um Deus Único, Criador e Onipotente. Então usaram o termo “shen” para traduzir “Deus”, por significar algo parecido. Mesmo assim não tiveram muito sucesso, pois esse conceito continua obscuro para os chineses. Os missionários, então, se concentraram na figura de Jesus, pois um homem sábio que vagava pela terra acompanhado de discípulos e ensinando a todos é coisa bem comum na história chinesa. Confúcio mesmo fez muito disso.

Shen é um termo em chinês muito difícil de ser traduzido, pois pode significar “alma”, “espírito” ou “divindade”. A religião primitiva da China, que não tem fundador nem origem conhecida, passou a ser chamada de Shendao (“Caminho do Shen”) a partir da Dinastia Han (206 a.C.-220 d.C.) para se diferenciar do Taoismo e, principalmente, do Budismo (Fodao). Curioso que em japonês o termo “Shendao” se pronuncia “Shinto”, a religião tradicional japonesa. Shen, de modo isolado, se pronuncia Kami em japonês. Como pode perceber, tudo está conectado.

Enquanto crescia como religião organizada, o Taoismo foi incorporando muitos desses rituais e crenças do Shendao, que eram bastante populares. Isso tornou o Taoismo muito próximo da população, favorecendo que sua profunda filosofia pudesse ser divulgada até as camadas mais simples. O grau de fusão entre a filosofia taoista e as práticas tradicionais se tornou tão grande que hoje é difícil separá-los.

Para o Taoismo, o universo com todo o seu tamanho imenso e infinita complexidade gera uma consciência. Assim como nossos neurônios somados formam uma mente consciente, a miríade de objetos no universo também forma uma consciência. Essa consciência organiza e mantém tudo funcionando. Quando se reza, é para essa consciência que nos voltamos. Quando dizemos que buscamos o Tao, é dessa consciência que nos aproximamos em primeiro lugar. Estamos imersos nele e ao mesmo tempo somos parte dele.

Essa consciência é identificada na religião taoista com o Rei de Jade ou Imperador de Jade. Ele tem esse nome em razão do jade ser considerado um símbolo da pureza absoluta. É o administrador do Universo, o guardião do Tao. É a mais alta divindade do panteão taoista. Então, quando se faz uma oferenda ou se acende um incenso ao Rei de Jade, na verdade invocamos a Consciência Universal. A religião taoista possui quase sempre duas leituras, a mais simples e popular e a mais sofisticada e filosófica.

É interessante que na Medicina Chinesa haja uma grande preocupação em manter o espírito sereno e tranqüilo. É a principal causa da saúde ou da doença. Espírito, nesse caso, é chamado de “shen”. Como o ideograma é o mesmo do Shen universal, trata-se do mesmo princípio. Desse modo temos uma centelha da Consciência Universal dentro de nós, ancorado no Coração (Xin).

Para o Taoismo, Deus não apenas existe como habita em nosso peito.

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, atua amplamente na pesquisa e divulgação desta fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

#Tao

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/deus-no-taoismo

Necronomicon: da origem até nossos dias

O Necronomicon (literalmente: “Livro de Nomes Mortos”) foi escrito em Damasco, por volta de 730 d.C., sendo sua autoria atribuída a Abdul Alhazred. Ao contrário do que se pensa vulgarmente, não se trata de um grimoire (ou grimório), livro mágico de encantos, mas de um livro de histórias. Escrito em sete volumes no original, chegou à cerca de 900 páginas na edição latina, e seu conteúdo dizia respeito à coisas antigas, supostas civilizações anteriores à raça humana, numa narrativa obscura e quase ilegível.

Abdul Alhazred nasceu em Sanaa, no Iêmen, tendo feito várias viagens em busca de conhecimento, dominando vários idiomas, vagou da Alexandria ao Pundjab, na Índia, e passou muitos anos no deserto despovoado ao sul da Arábia. Embora conhecido como árabe louco, nada há que comprove sua insanidade, muito embora sua prosa não fosse de modo algum coerente. Alhazred era um excelente tradutor, dedicando-se a explorar os segredos do passado, mas também era um poeta, o que lhe permitia certas extravagâncias na hora de escrever, além do caráter dispersivo. Talvez isso explique a alinearidade do Necronomicon.

Alhazred era familiarizado com os trabalhos do filósofo grego Proclos (410-485 d.C.), sendo considerado, como ele, um neo-platônico. Seu conhecimento, como o de seu mestre, inclui matemática, filosofia, astronomia, além de ciências metafísicas baseadas na cultura pré-cristã de egípcios e caldeus. Durante seus estudos, costumava acender um incenso feito da mistura de diversas ervas, entre elas o ópio e o haxixe. As emanações desse incenso, segundo diziam, ajudavam a “clarear” o passado. É interessante notar que a palavra árabe para loucura (majnum) tem um significado mais antigo de “djinn possuído”. Djilms eram os demônios ou gênios árabes, e Al Azif, outra denominação para o livro de Alhazred, queria dizer justamente “uivo dos demônios noturnos”.

Como Determinar o Limite Entre a Loucura e a Sabedoria?

Semelhanças entre o Ragnarok, mito escandinavo do Apocalipse, e passagens do Al Azif sugerem um vínculo entre ambos. Assim como os djinns árabes e os anjos hebraicos, os deuses escandinavos seriam versões dos deuses antigos. Ambas as mitologias falam de mundos sendo criados e destruídos, os gigantes de fogo de Muspelhein equivalem aos anjos e arcanjos bíblicos, ou aos gênios árabes, e o próprio Surtur, demônio de fogo do Ragnarok, poderia ser uma corruptela para Surturiel, ou Uriel, o anjo vingador que, como Surtur, empunha uma espada de fogo no Juízo Final. Da mesma forma, Surtur destrói o mundo no Ragnrok, quando os deuses retornam para a batalha final. Embora vistas por alguns com reservas, essas ligações tornam-se mais fortes após recentes pesquisas que apontam o caminho pelo qual o Necronomicon teria chegado à Escandinávia. A cidade de Harran, no norte da Mesopotâmia, foi conquistada pelos árabes entre 633 d.c. e 643 d.c. apesar de convertidos ao islã, os harranitas mantiveram suas práticas pagãs, adorando a Lua e os sete planetas então conhecidos. Tidoa como neo-platônicos, escolheram, por imposição, da religião dominante, a figura de Hermes Trimegisto para representa-los como profeta. Um grupo de harranitas mudou-se para Bágdá, onde mantiveram uma comunidade distinta denominada sabinos. Alhazred menciona os sabinos. Era uma comunidade instruída, que dominava o grego e tinha grande conhecimento de literatura, filosofia, lógica, astronomia, matemática, medicina, além de ciências secretas relativas às culturas árabe e grega. Os sabinos mantiveram sua semi-independência até o século XI, quando provavelmente foram aniquilados pelas forças ortodoxas islâmicas, pois não se ouve mais falar deles à partir do ano 1000. No entanto, por volta de 1041, o historiador Miguel Psellus conseguiu salvar uma grande quantidade de documentos pertencentes aos sabinos, recebendo-os em Bizâncio, onde vivia. Quem levou esses documentos de Bagdá para Bizâncio permanece um mistério, mas é certo que o fez tentando preservar uma parte da cultura dos sabinos da intolerância religiosa da época. Psellus, que além de historiador era um estudioso de filosofia e ocultismo, juntou o material recebido num volume denominado “Corpore Hermeticum”. Mas haviam outros documentos, inclusive uma cópia do Al Azif, que ele prontamente traduziu para o grego.

Por essa época, era costume os imperadores bizantinos empregarem guarda-costas vikings, chamados “varanger”. A imagem que se tem dos vikings como bárbaros semi-selvagens não corresponde à realidade, eram grandes navegadores que, já no ano mil, tinham dado inicio a uma rota comercial que atravessaria milhares de quilômetros, passando pela Inglaterra, Groenlândia, América do Norte e a costa atlântica inteira da Europa, seguindo pela Rússia até Bizâncio. Falavam grego fluentemente e sua infantaria estava entre as melhores do mundo.

Entre 1030 a 1040, servia em Bizâncio como varanger um viking chamado Harald. Segundo o costume, sempre que o imperador morria, o varanger tinha permissão para saquear o palácio. Harald servia à imperatriz. Zoe, que cultivava o hábito de estrangular os maridos na banheira. Graças a ela, Harald chegou a tomar Varie em três saques, acumulando grande riqueza. Harald servia em Bizâncio ao lado de dois companheiros, Haldor Snorrason e Ulf Ospaksson. Haldor, filho de Snorri, o Padre, era reservado e taciturno. Ulf, seu oposto, era astuto e desembaraçado, tendo casado com a cunhada de Harald e tornado-se um grande 1íder norueguês. Gostava de discutir poesia grega e participava das intrigas palacianas. Entre suas companhias intelectuais preferidas estava Miguel Psellus, de quem Ulf acompanhou o trabalho de tradução do Al Azif, chegando a discutir o seu conteúdo como historiador bizantino. Segundo consta, foi durante a confusão de uma pilhagem que Ulf apoderou-se de vários manuscritos de Psellus, traduzidos para o grego. Ulf e Haldor retornaram à Noruega com Harald e, mais tarde, Haldor seguiu sozinho para a Islândia, levando consigo a narrativa do Al Azif. Seu descendente, Snorri Sturluaaon (1179-1241), a figura mais famosa da literatura islandesa, preservou essa narrativa em sua “Edda Prosista”, a fonte original para o conhecimento da mitologia escandinava. Sabe-se que Sturlusson possuía muito material disponível para suas pesquisas 1ítero-históricas e entre esse materia1certamente estava o Al Azif, que se misturou ao mito tradicional do Ragnarok.

Felizmente, Psellus ainda pôde salvar uma versão do Al Azif original, caso contrário, o Necronomicon teria sido perdido para sempre. Ao que se sabe, não existe mais nem um manuscrito em árabe do Necronomicon, o xá da antiga Pérsia (atual Irã) levou à cabo uma busca na Índia, no Egito e na biblioteca da cidade santa de Mecca, mas nada encontrou. No entanto, uma tradução latina foi feita em 1487 por um padre dominicano chamado Olaus Wormius, alemão de nascença, que era secretário do inquisidor-mor da Espanha, Miguel Tomás de Torquemada, e é provável que tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-1o a arriscar-se em traduzí-lo numa época e lugar tão perigosos. E1e enviou uma cópia do livro a João Tritêmius, abade de Spanhein, acompanhada de uma carta onde se lia uma versão blasfema de certas passagens do Livro de Gênese. Sua ousadia custou-lhe caro. Wormius foi acusado de heresia e queimado numa fogueira, juntamente com todas as cópias de sua tradução. Mas, segundo especulações, ao menos uma cópia teria sido conservada, estando guardada na biblioteca do Vaticano.

Seja como for, traduções de Wormius devem ter escapado da Inquisição, pois quase cem anos depois, em 1586, o livro de Alhazred reapareceria na Europa. O Dr. John Dee, famoso mago inglês, e seu assistente Edward Kelley, estavam em Praga, na corte do imperador Rodolfo II, traçando projetos para a produção de ouro alquímico, e Kelley comprou uma cópia da tradução latina de um alquimista e cabalista chamado Jacó Eliezer, também conhecido como, “rabino negro”, que tinha fugido da Itália após ser acusado de práticas de necromancia. Naquela época, Praga havia se tornado um ímã para mágicos, alquimistas e charlatões de todo tipo, não havia lugar melhor para uma cópia do Necronomicon reaparecer.

John Dee (1527-1608), erudito e mago elisabetano, pensava estar em contato com anjos e “outras criaturas espirituais”, por mediação de Edward Kelley. Em 1555, já fora acusado, na Inglaterra, de assassinar meninos ou de deixá-los cegos por meio de mágica. É certo que Kelley tinha grande influência sobre as práticas tenebrosas de Dee, os anjos com os quais dizia comunicar-se, e que talvez só existissem em sua cabeça, ensinaram a Dee um idioma até então desconhecido, o enoquiano, além de outras artes mágicas. Se tais contatos, no entanto, foram feitos através do Necronomicon, é coisa que se desconhece. O fato é que a doutrina dos anjos de Dee abalou a moral da época, pois pregava entre outras coisas, o hedonismo desenfreado. Em 1583, uma multidão enfurecida saqueou a casa de Dee e incendiou sua biblioteca. Após tentar invocar um poderoso espírito que, segundo o vidente, lhes traria grande sabedoria, Dee e Kelley se separaram, talvez pelo fracasso da tentativa. Em 1586, Dee anuncia sua intenção de traduzir o Necronomicon para o inglês, à partir da tradução de Wormius. Essa versão, no entanto nunca foi impressa, passando para a coleção de Elias Ashmole (1617-1692), estudioso que transcreveu os diários espirituais de Dee, e finalmente para a biblioteca de Bodleian, em Oxford.

Por cerca de duzentos e cinquenta anos, os ensinamentos e escritos de Dee permaneceram esquecidos. Nesse meio tempo, partes do Necronomicon foram traduzidas para o hebreu, provavelmente em 1664, circulando em forma de manuscritos e acompanhados de um extenso comentário feito por Nathan de Gaza. Nathan, que na época contava apenas 21 anos, era um precoce e brilhante estudante da Torah e Talumud. Influenciado pelas doutrinas messiânicas judaicas vigentes na época, ele proclamou como o messias esperado a Sabbatai Tzavi, um maníaco depressivo que oscilava entre estados de transcendência quando se dizia que seu rosto parecia reluzir, e profunda frustração, com acessos de fúria e crueldade. Tais estados de ânimo eram tidos como o meio pelo qual Sabbatai se comunicava com outros planos de existência, como um Cristo descendo aos infernos, ou Orfeu, numa tradição mais antiga. A versão hebraica do Al Azif era intitulada Sepher há’sha’are ha-Da’ath, ou o “Livro do Portal do Conhecimento”. Tratava-se de um comentário em dois capítulos do livro de Alhazred. A palavra para conhecimento, Da’ath, foi traduzida para o grego na Bíblia como gnosis, e na Cabala tem o significado peculiar de “não-existência”, sendo representada às vezes como um buraco ou portão para o abismo da consciência. Seu aspecto dual parece indicar uma ligação entre o mundo material, com sua ilusão de matéria física e ego, e o mundo invisível, obscuro, do conhecimento, mas que seria a fonte da verdadeira sabedoria, para aqueles que pudessem suportá-la. Isso parece levar ao Astaroth alquímico e à máxima da magia, que afirma que o que está em cima (no céu) é como o que está em baixo (na terra). A ligação entre os dois mundos exigiria conhecimento do Abismo, abolição do ego e negação da identidade. De dentro do Abismo, uma infinidade de portões se abre. É o caos informe, contendo as sementes da identidade.

O propósito de Nathan de Gaza parece ter sido ligar o Necronomicon à tradição judaica da Cabala, que fala de mundos antigos primordiais e do resgate da essência sublime de cada ser humano, separada desses mundos ou submergida no caos. Ao lado disso, criou seu movimento messiânico, apoiado em Sabbatai Tzevi, o qual criou cisões e conflitos na comunidade judaica, conflitos que persistiram por pelo menos um século. Há quem afirme que uma cópia do Sha’are ha-Da’ath ainda existe, em uma biblioteca privada, mas sobre isso não há qualquer evidência concreta.

O ressurgimento do Necronomicon é constantemente atribuído ao escritor Howard Phillip Lovecraft, que fez do livro a base de sua obra literária. Mas não se explica como Lovecraft teve acesso ao livro de Alhazred. O caminho mais lógico para esse ressurgimento parece indicar o mago britânico Aleister Crowley (1875-1947). Crowley tinha fama de charlatão, proxeneta, toxicômano, promíscuo insaciável e bissexual, além de traidor da pátria e satanista. Tendo se iniciado na Ordem do Amanhecer Dourado em 1898, Crowley aprendeu práticas ocultas no Ceilão, na Índia e na China. Mais tarde, ele criaria sua própria ordem, um sistema mágico e uma nova religião, da qual ele seria o próprio messias. Ao que tudo indica, essa religião denominada “Lei de Thelema” se baseava nos conhecimentos do “Livro da Lei”, poema em prosa dividido em três capítulos aparentemente ilógico, que segundo ele, lhe havia sido ditado em 1904 por um espírito chamado Aiwass.

Sabe-se que Crowley pesquisou os documentos do Dr. John Dee em Bodleian. Ele próprio se dizia uma reencarnação de Edward Kelley, o que explica em parte, seu interesse. Apesar de não mencionar a fonte de seus trabalhos, é evidente que muitas passagens do Livro da Lei foram plagiadas da tradução de Dee do Necronomicon. Crowley já era conhecido por plagiar seu mestre, Allan Bennett (1872-1923), que o iniciou no Amanhecer Dourado, mas há quem sustente que tais semelhanças foram assimiladas inconscientemente seja como for, em 1918 Crowley viria a conhecer uma modista chamada Sônia Greene. Aos 35 anos, judia, divorciada, com uma filha e envolvida numa obscura ordem mística, Sônia parecia ter a qualidade mais importante para Crowley naquele momento: dinheiro. Eles passaram a se ver durante alguns meses, de maneira irregular.

Em 1921, Sônia Greene conheceu H.P. Lovecraft. No mesmo ano, Lovecraft publicou o seu primeiro romance “A Cidade Sem Nome”, onde menciona Abdul Alhazred. Em 1922, no conto “O Cão de Caça”, ele faz a primeira menção ao Necronomicon. Em 1924, ele e Sônia Greene se casam. Nós só podemos especular sobre o que Crowley contou para Sônia Greene, e não sabemos o que ela contou a Lovecraft, mas é fácil imaginar uma situação onde ambos estão conversando sobre uma nova história que ele pretende escrever e Sônia comenta algumas idéias baseadas no que Crowley havia lhe contado, sem nem mesmo mencionar a fonte. Seria o bastante para fazer reluzir a imaginação de Lovecraft. Basta comparar um trecho de “O Chamado de Cthulhu” (1926) com partes do Livro da Lei, para notar a semelhança.

«Aquele culto nunca morreria… Cthulhu se ergueria de sua tumba e retomaria seu tempo sobre a Terra, e seria fácil reconhecer esse tempo, pois os homens seriam livres e selvagens, como os “antigos”, e além do bem e do mal, sem lei ou moralidade, com todos gritando e matando e rejubilando-se em alegria. Então os “antigos” lhes ensinariam novos modos de gritar e matar e rejubilar-se, e toda a Terra arderia num holocausto de êxtase e liberdade» (O Chamado de Cthulhu).

«Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei… Todo homem e toda mulher é uma estrela… Todo homem tem direito de viver como quiser, segundo a sua própria lei… Todo homem tem o direito de matar quem se opuser aos seus direitos… A lei do forte, essa é a nossa lei e alegria do mundo … Os escravos servirão»(Lei Thelemita).

Não há nem uma evidência que Lovecraft tenha visto o Necronomicon, ou até mesmo soube que o livro existiu. Embora o Necronomicon que ele desenvolveu em sua obra esteja bem próximo do original, seus detalhes são pura invenção. Não há nem um Yog-Sothoth ou Azathoth ou Nyarlathotep no original, por exemplo. Mas há um Aiwass…

O Que é o Necronomicon:

O Necronomicon de Alhazred trata de especulações antediluvianas, sendo sua fonte provável o Gênese bíblico e o Livro de Enoch, além de mitologia antiga. Segundo Alhazred, muitas espécies além do gênero humano tinham habitado a Terra, vindas de outras esferas e do além. Alhazred compartilhou da visão de neoplatoniatas que acreditavam serem as estrelas semelhantes ao nosso Sol, cada qual com seus próprios planetas e formas de vida, mas elaborou essa visão introduzindo elementos metafísicos e uma hierarquia cósmica de evolução espiritual. Aos seres das estrelas, ele denominou “antigos”. Eram sobre-humanos e podiam ser invocados, desencadeando poderes terríveis sobre a Terra.

Alhazred não inventou a história do Necronomicon. Ele elaborou antigas tradições, inclusive o Apocalipse de São João, apenas invertendo o final (a Besta triunfa, e seu número é 666). A idéia de que os “antigos” acasalaram com os humanos, buscando passar seus conhecimentos para o nosso plano de existência e gerando uma raça de aberrações, casa com a tradição judaica dos nephilins (os gigantes de Gênese 6.2-6.5). A palavra árabe para “antigo” deriva do verbo hebreu para “cair” (os anjos caídos). Mas o Gênese é só um fragmento de uma tradição maior, que se completa, em parte, no Livro de Enoch. De acordo com esta fonte, um grupo de anjos guardiões enviados para observar a Terra viu as filhas dos homens e as desejou. Duzentos desses guardiões formaram um pacto, saltando dos ares e tomando as mulheres humanas como suas esposas, gerando uma raça de gigantes que logo se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, répteis e peixes e todas as bestas da Terra, comendo a carne e bebendo o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram como fazer jóias, armas de guerra, cosméticos, encantos, astrologia e outros segredos. O dilúvio seria a consequência das relações entre os anjos e os humanos.

«E não vi nem um céu por cima, nem a terra firme por baixo, mas um lugar caótico e horrível. E vi sete estrelas caírem dos céus, como grandes montanhas de fogo. Então eu disse: “Que pecado cometeram, e em que conta foram lançados?” Então disse Uriel, um dos anjos santos que estavam comigo, e o principal dentre eles: “Estes são os números de estrelas do céu que transgrediram a ordem do Senhor, e ficarão acorrentados aqui por dez mil anos, até que seus pecados sejam consumados”».(Livro de Enoch).

Na tradição árabe, os jinns ou djinns seriam uma raça de seres sobre-humanos que existiram antes da criação do homem. Foram criados do fogo. Algumas tradições os fazem sub-humanos, mas invariavelmente lhes são atribuídos poderes mágicos ilimitados. Os djinns sobrevivem até os nossos dias como os gênios das mil e uma noites, e no Corão eles surgem como duendes e fadas, sem as qualidades sinistras dos primeiros tempos. Ao tempo de Alhazred, os djinns seriam auxiliares na busca de conhecimento proibido, poder e riquezas.

No mito escandinavo, hoje bastante associado à história do Necronomicon, os deuses da Terra (aesires) e o gênero humano (vanas) existiam contra um fundo de poderes mais velhos e hostis, representados por gigantes de gelo e fogo que moravam ao norte e ao sul do Grande Girnnunga (o Abismo) e também por Loki (fogo) e sua descendência monstruosa. No Ragnarok, o crepúsculo dos deuses, esses seres se ergueriam mais uma vez num combate mortal. Por último, Siurtur e ou gigantes de fogo de Muspelheim completariam a destruição do mundo.

Essa é essencialmente a profecia de Alhazred sobre o retorno dos “antigos”. É também a profecia de Aleister Crowley sobre o Àeón de Hórus. Os gigantes de fogo de Muspelheim não diferem dos djinns, que por sua vez se ligam aos anjos hebraicos. Como Surtur, Uriel carrega uma espada de fogo, e sua sombra tanto pode levar à destruição quanto a um renascimento. Assim, tanto os anjos e seus nephilins hebraicos quanto os “antigos” de Alhazred poderiam ser as duas faces de uma mesma moeda.

Como os Antigos São Invocados

É inegável que o sistema enochiano de Dee e Kelley estava diretamente inspirado em partes do Necronomicon, onde há técnicas de Alhazred para a invocação dos “antigos”. Embora o Necronomicon fosse basicamente um livro de histórias, haviam algums detalhes práticos e fórmulas que funcionavam quase como um guia passo a passo para o iniciado entrar em contato com os seres sobre-humanos. Dee e Kelley tiveram que preencher muitas lacunas, sendo a 1inguagem enochiana um híbrido que reúne, basicamente, um alfabeto de 21 letras, dezenove “chaves” (invocações) em linguagem enochiana, mais de l00 quadros mágicos compostos de até 240l caracteres além de grande quantidade de conhecimento oculto. É improvável que esse material lhes tivesse sido realmente passado pelo arcanjo Uriel. Bulwer Lytton, que estudou a tradução de Dee para o Necronomicon, afirma que ela foi transcrita diretamente do livro original, e se eram ensinamentos de Uriel, o mais provável é que ele os tenha passado a Alhazred.

A ligação entre a linguagem enochiana e o Livro de Enoch parece óbvia. Como o livro de Enoch só foi redescoberto no século XVII, Dee só teria acesso à fragmentos do mesmo citados em outros manuscritos, como o Necronomicon de Alhazred, o que mais uma vez reafirma sua provável fonte de origem. Não há nenhuma dúvida que Alhazred teve acesso ao livro de Enoch, que só desapareceria no século IX d.C., sendo até então relativamente conhecido. Outra pista para essa ligação pode ser a chave dos trinta Aethyrs, a décima nona das invocações enochianas. Crowley chamava-a de “a maldição original da criação”. É como se o próprio Deus a enunciasse, pondo fim à raça humana, à todas as criaturas e ao mundo que ele próprio criara. Isso é idêntico ao Gênese 6.6, onde se lê: “E arrependeu-se o Senhor de ter posto o homem sobre a Terra, e o lamentou do fundo de seu coração”. Esse trecho segue-se à descrição dos pecados dos nephilins, que resulta na destruição do mundo pelo dilúvio. Crowley, um profundo conhecedor da Bíblia, reconheceu nisso a chave dos trinta Aethyrs, estabelecendo uma ligação. Em resumo, a chave (ou portão) para explorar os trinta Aethyrs é uma invocação no idioma enochiano, que segundo Dee seria o idioma dos anjos, e esta invocação seria a maldição que lançou os nephilins (ou “antigos”) no Abismo. Isto se liga à práticas antigas de magia negra e satanismo: qualquer meio usado pelo mago no passado para subordinar uma entidade pode ser usado também como um método de controle. Tal fórmula existe em todo grimoire medieval, em alguns casos de forma bastante explícita. A entrada no trigésimo Aethyr começa com uma maldição divina porque esse é um dos meios de afirmar controle sobre as entidades que se invoca: o nephilin, o anjo caído, o grande “antigo”. Isso demonstra, além de qualquer dúvida, que o sistema enochiano de Dee e Kelley era idêntico, na prática e em cadência, ao sistema que Alhazred descreveu no Necronomicon.

Crowley sabia disso. Uma das partes mais importantes de seu trabalho mágico (registrou-o em “A Visão e a Voz”) era sua tentativa de penetrar nos trinta Aethyrs enochianos. Para isso, ele percorreu o deserto ao norte da África, em companhia do poeta Winner Neuberg. Ele já havia tentado fazê-lo no México, mas teve dificuldade ao chegar ao 28º Aethyr, e decidiu reproduzir a experiência de Alhazred o mais proximamente possível. Afinal, Alhazred levou a cabo seus estudos mais significativos enquanto vagava pela região de Khali, uma área deserta e hostil ao sul da Arábia. O isolamento o ajudou a entrar em contato com os Aethyrs. Para um plagiador como Crowley, a imitação é o primeiro passo para a admiração, não é surpresa essa tentativa, além do que ele também pretendia repetir os feitos de Robert Burton, explorador, aventureiro, escritor, lingüista e adepto de práticas obscuras de magia sexual. Se obteve sucesso ou não, é desconhecido pois jamais admitiu suas intenções quanto à viagem, atribuindo tudo ao acaso.

Onde o Necronomicon Pode Ser Encontrado:

Em nenhum lugar, com certeza, seria a resposta mais simples, e novamente somos forçados a suspeitar que a mão de Crowley pode estar metida nisto. Em 1912 ele conheceu Theodor Réuss, o 1íder da Ordo Templi Orientis alemã (O.T.O.) e trabalhou dentro daquela ordem por dez anos, até ser nomeado sucessor do próprio Réuss. Assim temos Crowley como líder de uma loja maçônica alemã. Entre 1933-1938, desapareceram algumas cópias conhecidas do Necronomicon. Não é segredo que Adolf Hitler e pessoas do alto escalão de eu governo tinham interesse em ocultismo, e provavelmente apoderaram-se dessas cópias. A tradução de Dee desapareceu de Bodleiam, roubada em 1934. O Museu Britânico também sofreu vários saques, sendo a edição de Wormius retirada de catálogo e levada para um depósito subterrâneo, em Gales, junto com as jóias da Coroa, onde permaneceu de 1939 a 1945. Outras bibliotecas simplesmente perderam cópias desse manuscrito e hoje não há nenhuma que apresente em catálogo uma cópia, seja em latim, grego ou inglês, do Necronomicon. O paradeiro atual do Al Azif original, ou de suas primeiras cópias, é desconhecido. Há muitas fraudes modernas, mas são facilmente desmascaradas por uma total falta de imaginação e inteligência, qualidades que Alhazred possuía em abundância. Mas há boatos de um esconderijo dos tempos da 2º Guerra, que estaria localizado em Osterhorn, uma área montanhosa próxima à Salzburgo, onde haveria uma cópia do manuscrito original, escrita pelos nazistas e feita com a pele e o sangue de prisioneiros de campos de concentração.

Qual o motivo para o fascínio em torno do Neconomicon? Afinal, é apenas um livro, talvez esperemos muito dele e ele não possa mais do que despejar um grão de mistério no abismo de nossos anseios pelo desconhecido. Mas é um mistério ao qual as pessoas aspiram, o mistério da criação, o mistério do bem e do mal, o mistério da vida e da morte, o mistério das coisas que se foram. Nós sabemos que o Universo é imenso, além de qualquer limite da nossa imaginação, mas o que há lá fora? E o que há dentro de cada um de nós? Seria o Universo um espelho para nós mesmos? Seriam os “antigos” apenas uma parte mais profunda de nosso subconsciente, o ego definitivo, o mais autêntico “eu sou”, que no entanto participa da natureza divina?

Sábios e loucos de outrora já se fizeram essas perguntas, e não temeram tecer suas próprias respostas, seus mitos, imaginar enfim. A maioria das pessoas, porém, prefere criar respostas seguras, onde todos falam a mesma língua, cultivam os mesmos hábitos, respeitam a diversidade,cada qual em sua classe. O Necronomicon, porém, desafia nossas certezas, pois não nos transmite qualquer segurança acerca do Universo e da existência. Nele, somos o que somos, menos que grãos de pó frente à imensidão do Cosmo e muitas coisas estranhas, selvagens e ameaçadoras estão lá fora, esperando pelo nosso chamado. Basta olhar em qualquer tratado de Astronomia ou Astrofísica, basta ler os jornais. Isso é para poucos, mas você sabe que é verdade.

Método Utilizado Por Nostradamus Para Ver o Futuro:

Recolha-se à noite em um quarto fechado, em meditação, sozinho, sentando-se diante de uma bacia posta sobre um tripé e cheia de água. Acenda uma vela sob a bacia, entre as pernas do tripé, e segure um bastão mágico com a mão direita, agitando-o sobre a chama do modo como se sabe, enquanto toca a água com a mão esquerda e borrifa os pés e a orla de seu manto. Logo ouvir-se-á uma voz poderosa, que causa medo e tremor. Então, esplendor divino; o Deus senta ao seu lado.

Incenso de Alhazred:

– Olibanum, storax, dictamnus, ópio e haxixe.

À partir de que momento uma pessoa deixa de ser o que ela própria e todos os demais acreditam que seja? Digamos que eu tenha que amputar um braço. Posso dizer: eu mesmo e meu braço. Se fossem as duas pernas, ainda poderia falar da mesma maneira: eu mesmo e minhas duas pernas. Ou os dois braços. Se me tirarem o estômago, o fígado, os rins, admitindo-se que tal coisa seja possível, ainda poderia dizer: eu mesmo e meus órgãos. Mas se cortassem a minha cabeça, ainda poderia falar da mesma maneira? O que diria então? Eu mesmo e meu corpo ou eu mesmo e minha cabeça? Com que direito a cabeça, que nem mesmo é um membro, como um braço ou uma perna, pode reivindicar o título de “eu mesmo”? Porque contém o cérebro? Mas existem larvas, vermes e muitas outras coisas que não possuem cérebro. O que se pode dizer a respeito de tais criaturas? Será que existem cérebros em algum outro lugar, para dizerem “eu mesmo e meus vermes”?

Por Daniel Low

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/necronomicon-da-origem-ate-nossos-dias/