A Medula da Alquimia

Contendo Três Livros, Elucidando a Prática

O Primeiro Livro

A Alquimia – que alguns chamam de Arte Dourada – trata-se não de uma fábula, como muitos quereriam, mas de uma verdadeira Ciência, como ficou por nós provado e por exemplos demonstrado na parte anterior deste tratado, Ciência esta cuja prática passaremos a elucidar nesta Segunda Parte, através da qual será possível obter grande provisão de prata e ouro. E para uma boa compreensão das nossas intenções considera correctamente, e com justeza pesa bem a razão da nossa Obra, caso contrário é mais certo que percas o teu tempo e dinheiro em vão, encontrando apenas esforço e despesa, tal como muitos já o fizeram.

De maneira que a Pedra que procuras, como já o dissemos e voltamos a afirmar é apenas ouro levado à máxima perfeição possível; pois embora se trate de um corpo firme e compacto é no entanto, através do engenho da Arte e operação da Natureza transformado num Espírito tingente que nunca se esgota que a Natureza, por si nunca teria conseguido produzir pois o ouro em si não possui o poder de se elevar a tal grau de perfeição antes se mantendo eternamente na sua constância.

Aquele que se presta a encontrar tal Essência deverá então, através da Arte, transformar o seu ouro em pó e fazer com que se converta numa água mineral, que então circulará com um bom fogo até que quando toda a humidade se seque esta seja fixada; a qual será com frequência embebida e fixada de modo a que o infante quede selado no ventre da sua mãe, e sendo alimentado até que se fortaleça e se torne suficientemente capaz de resistir aos seus robustos oponentes: então fermentando, deve por longo tempo residir em repetida negrura até que a Natureza apodreça e morra, que deves logo revificar, sublimar e exaltar, e de novo retornar à terra onde o deves deixar no calor o tempo necessário para que a negritude se transforme na mais pura brancura; o Rei, sendo então colocado sobre o seu Selo Real, brilhará como a chama faíscante e a pedra escondida a que chamamos enxofre. Isto tu deves multiplicar até que se transforme no elixir espiritual; que será então como juiz no Dia do Juízo Final, condenando ao fogo toda a escória que aderir à mais pura substância nos metais imperfeitos.

Donde que, sendo o nosso Sujeito o ouro, teremos que procurar o agente adequado para o abrir, o qual, se souberes procurar a variedade mais adequada, pouco trabalho terás a preparar; este será vil à vista e grandemente desprezado pelo seu aspecto exterior. Deste assunto poucos autores tratam e os que o fazem obscurecem esta chave o mais que podem, mas eu, querido leitor, serei de uma sinceridade como nunca viste; garanto-te no entanto que este não é trabalho para mentes opacas nem para aquele que desdenha trabalhar, pois a ociosidade é um verdadeiro obstáculo para esta Arte; mas se possuis uma mente tranquila e és trabalhador presta bem atenção ao que irei declarar, e que trata primeiramente daquilo que jaz escondido no nosso Agente ígneo.

A substância que tomamos primeiro em mãos é um mineral semelhante ao Mercúrio que coze na Terra um enxofre cru. Este é chamado de Filho de Saturno, parece de facto vil à vista mas o seu interior é glorioso. É cor de sable, com veios prateados misturados com o corpo cuja linha cintilante mancha o enxofre inato; é todo volátil e não fixo, no entanto, quando tomado na sua crueza nativa purgou o Sol de toda a sua superfluidade. A sua natureza é venenosa e muitos abusaram dele medicinalmente. Se pela Arte soltamos os seus elementos o seu interior aparece resplandecente, o qual então flui no fogo como um metal, embora nada exista de natureza metálica assim tão frágil.

Este é o nosso Dragão, que o Deus da guerra assaltou com uma armadura do aço mais robusto, mas em vão, pois logo uma Estrela nunca vista apareceu, de modo que quando Cadmus primeiramente sentiu esta força não conseguiu aguentar um tal poder, mas do seu corpo a sua Alma se separou. Oh força poderosa! Pois quando os Sábios a avistaram grandemente se surpreenderam e assim a chamaram o seu Leão Verde, cuja fúria com encantos esperaram com o tempo domar. Pelo que, deixando-o presa dos sócios de Cadmus, verificaram que pelo seu poder os derrotou e tendo a luta terminado, olhai, uma Estrela matutina foi vista a sair da Terra e após as carcaças terem sido removidas logo apareceu uma fonte corrente, onde se disse que a Besta saciou a sede até que o seu ventre estoirou. Mas pareceu-lhes deveras estranho que logo que este Dragão se tivesse aproximado da Fonte, as Águas se retirassem como que assustadas, pese embora o esforço de Vulcano em reconciliá-las. Então apareceram as Pombas de Diana com adornos ofuscantes, com cujas asas prateadas o ar se acalmou, no qual o Dragão dobrado para dentro perdeu a sua picadura. Então as Águas como uma inundação logo voltaram e engoliram a Besta, cuja cor se tornou negra como o carvão, e nisto o nosso Dragão fez com que a fonte exalasse um cheiro fétido onde ele morreu e que lhe serviu de sepultura. Mas com a ajuda de Vulcano este Dragão voltou à vida e recebeu dos Céus uma Alma, pelo que ambos se reconciliaram, aqueles que antes eram inimigos, sendo as suas almas agora unidas, deixaram os seus corpos e transformaram-se no verdadeiro banho das ninfas, e no nosso Leão Verde, pelo que nunca nada assim tinha sido visto antes.

Mas para não te manter mais em suspenso, iremos agora explicar claramente o significado destas alegorias, desatando estes nós cujo sentido obscuro poderá deixar perplexo o leitor.

Pelo que agora observa que o nosso Filho de Saturno deve ser unido a uma forma metálica e mercurial, pois é apenas azougue o agente que a nossa obra requer, mas o azougue comum não serve para a nossa Pedra; estando morto, presta-se no entanto a ser animado pelo sal da Natureza e verdadeiro enxofre que é o seu único cônjugue. Este sal, que se encontra no rebento de Saturno e é puro interiormente, tem o poder de penetrar o centro dos metais, e tem em abundância as qualidades necessárias para entrar no corpo do Sol, o qual divide em elementos e no qual reside após a dissolução. O Enxofre deves procurá-lo na casa de Aries, é este o fogo mágico dos sábios para aquecer o banho do Rei (que deves preparar numa semana). Este fogo está estreitamente escondido, mas podes revelá-lo numa hora e depois lavá-lo em chuva prateada.

Parecia deveras estranho que um metal suficientemente robusto e fixo para suportar o golpe atordoante de Vulcano e que não se abrandará em nenhum calor nem se misturará em fluxo com nenhum metal seja no entanto pela nossa Arte retrogradado neste penetrante licor mineral. Este trabalho real foi selado pelo Todo-Poderoso para ensinar os prudentes que o Infante Real é aqui nascido, a quem eles diligentemente procuram sendo pela Estrela guiados, mas os tolos procuram os nossos segredos em coisas sórdidas e sem sentido e o que encontram é apenas a própria ruína.

Esta substância tem uma natureza estrelada e completamente espiritual, sendo totalmente inclinada a fugir do fogo; a razão é que a alma de cada um é como um íman para o outro, e a isto nós chamamos a urina do velho Saturno. Este é o nosso aço, o nosso verdadeiro hermafrodita, a nossa Lua, assim chamada pelo seu brilho: este é o nosso ouro imaturo, que à vista é um corpo frágil e quebradiço, mas é domado por Vulcano e cuja alma se sabes misturar com Mercúrio nenhum segredo te será ocultado.

Não tenho necessidade de citar qualquer autor, pois eu vi e com as minhas mãos trabalhei este mistério, e por constantemente seguir a sabedoria da Natureza fui levado a tornar brando o corpo mais sólido e do corpo mais grosseiro fazer uma Terra tingente e fixa, que nunca se desvanecerá. E não sou o único que o diz, pois muitos outros o fizeram, cujos segredos aqui vos revelo. Artephius nomeou-o, mas o outro segredo não o revelou, antes disse que este deveria ser pedido a Deus, a não ser que o ensinasse um sábio Mestre.

Este é o enigma que tanto tem deixado perplexos os estudantes desta Arte. Assim Zeumon na Turba p.18, Ars Aurif: Vol.2, disse: A nossa Pedra é vil e no entanto é combinada com o mais precioso. É aquilo que é deitado à rua, nos caminhos, nas estrumeiras e nos lugares impuros que é a matéria que deveremos tomar como verdadeiro fundamento da nossa Arte. Ninguém pode viver sem ela, e há quem a aplique em usos sórdidos, o que demonstra que apenas com Marte ela pode ser associada. Em barcos ela flutua sobre os oceanos, e sem ela não há barco ou casa que possa ser construído, ou mercadoria que possa ser transportada; com ela aramos a nossa terra, ceifamos o nosso milho, vestimos, fervemos e cortamos a nossa carne, e com ela são ferrados os cavalos. Muitos mais usos ela tem os quais seria fastidioso enumerar e no entanto encontra-mo-la frequentemente num estado contemplativo sobre a terra, em velhos pregos sem cabeça, que pouco valem o achado, e que por isso como vil é estimado.

Para mais, Aries é conhecido da casa do robusto Marte, pelo qual todos os artistas dizem que deves começar a tua obra, o que pode ser mais claro? Dificilmente pode existir alguém tão ignorante que julgue que estas palavras ocultam ainda um outro significado, pois nunca até agora isto tinha sido tão claramente explicado. Belus na Turba, p.27, Ars Aurif: Vol.2, insta-nos a combinar o lutador com aquele que não deseja lutar; pelo qual a Marte o Deus da Guerra ele atribui Saturno em união, que se deliciava na paz e cujo reino não é necessário revelar uma vez que é de todos tão conhecido.

Repara na segunda figura do Rosarium Philosophorum Irne, p.212, Ars Aurif, Vol.2, na qual o Rei e a Rainha em vestes reais seguram entre ambos a nossa verdadeira Lunária que contém oito flores e no entanto não tem raiz. Entre ambos há um pássaro. Sob os seus pés o Sol e a Lua. O Rei tem na mão uma flor e a Rainha outra e o pássaro segura com o bico numa terceira, tendo também na cauda uma estrela que representa o nosso grande segredo, pois o pássaro alado representa Mercúrio combinado com a Terra Estrelada até que ambos se tornem voláteis e alados.

Assim parece que os antigos Sábios escolheram antes instruir o olho por imagens do que o ouvido por palavras. No entanto alguns dos seus discursos são tão simples que qualquer palerma poderá perceber o sentido que eles contêm, e para o mesmo propósito, sendo eu um filho da Arte, tenho na Cabala Sapientum a mesma explicação, para a qual remeto o leitor aplicado. Prosseguirei agora com o objectivo deste curso mostrando como obter esta Água, que tão poucos encontram, de onde retiramos a mais secreta semente do Sol, pelo que aplica-te diligentemente em aprender a obter esta Água, pois ela é o fundamento da nossa Quintessência.

Sabe então que todos os metais têm apenas uma matéria, que não é senão o Mercúrio; que como fundamento possibilitou primeiro a transmutação e por isto nós concluímos que a nossa muito secreta Água tem a mesma matéria que o vulgar Mercúrio. E se o Mercúrio bruto e todos os cinco metais imperfeitos se podem transformar em ouro, (sendo neste processo, e devido à sua crueza consumidos pelo fogo), a razão é então como todos os Sábios ensinam que todos os metais contêm em si o Mercúrio e todos são por conseguinte igualmente transmutáveis. Se o nosso Mercúrio, ao qual chamamos a nossa Água viva, for outro que não o ouro imaturo, então qualquer metal que seja pela Arte convertível em ouro deverá conter em si essa natureza, da mesma forma que pela Arte é feita o nosso Azougue.

Assim, se chumbo, estanho ou cobre fossem convertidos num verdadeiro Mercúrio, então poderia a Arte causar essas Águas, pois seriam já tão diferentes na forma que qualquer um deles se poderia enquadrar no nosso Mercúrio Filosófico. Mas para que precisaríamos disso se a natureza produz já uma Água ao alcance do artista, na qual através da Arte uma forma pode ser induzida de modo a comandar os nossos segredos? Atenta então bem para o que deverá ser o nosso Mercúrio que deseja ser o nosso mais secreto Menstruum, pois nós garantimos que ambos são Metálicos de peso e cor semelhante, e que ambos são fluídicos e voláteis sob o fogo mas, no nosso, deverá existir um Enxofre que não encontras no das minas, e este Enxofre purifica a matéria, torna-a ígnea e no entanto não deixa de ser uma Água. Pois a Água, que é o ventre, não tendo calor é totalmente inútil para a verdadeira geração, nem o nosso corpo será reduzido a um humor, nem produzirá a sua semente, enquanto não estiver sob a circulação do fogo, combinado pela Arte com um mercúrio que tenha em si Enxofre.

Este Enxofre deverá ter uma força, ou virtude, magnética, pelo que deverá ser ouro verdadeiro, embora imaturo, como também da mesma origem tanto a matéria como a forma, apenas com esta diferença, que é que enquanto o outro é fixo este deve ser volátil e alado, tendo o poder de abrir e soltar o primeiro. E só há um corpo na Terra suficientemente próximo do Mercúrio para o poder preparar para a nossa pedra secreta e para poder esconder o corpo sólido no seu ventre e este, como disse anteriormente, é o rebento de Saturno sobejamente conhecido por todos os magos, e que eu aqui te mostrei.

E embora alguns metais possam ser fixados com Azougue não penetram uns nos outros mais que à vista, e pelo calor podem facilmente ser separados, pois verás que eles nunca penetram o centro, nem são por isso melhorados. A razão é que o Enxofre que se encontra nos metais perfeitos encontra-se selado, ou nos outros partilha das fezes terrestres e impurezas que o Mercúrio abomina e com as quais nunca se unirá embora pareça à vista com eles se misturar. Se separares estas fezes encontrarás Mercúrio fluídico e um Enxofre cru que endureceram a humidade pela congelação bem como um Sal aluminoso mas todos eles são de natureza demasiado distante do ouro.

Mas o mineral que tanto estimamos, excepto as suas escórias (que são totalmente separáveis) contém um Mercúrio mais puro, que fará reviver os Corpos mortos de forma a que estes possam como todas as outras coisas gerar a sua espécie. Mas em si não contém nenhum Enxofre, embora, sendo quebradiço e negro com veios brilhantes esteja congelado num Enxofre ardente. Este Enxofre não tem nada de metálico, mas se correctamente separado segundo a Arte, as escórias sendo removidas, aparece uma noz de aspecto metálico (que poderás moer em pó) na qual se encontra fechada uma alma terna que se mostra como fumo sob um fogo suave, semelhante ao Azougue, levemente congelado, e que o fogo de facto evapora.

É isto que dá penetração à nossa Água e lhe permite penetrar até ao centro dos corpos, invertendo-os completamente e reduzindo-os à sua verdadeira matéria primeira e isto deseja ser reunido com um verdadeiro Enxofre, que deverá ser procurado na casa de Aries. Através deste mineral apenas e com a habilidade do artista, é Marte retrogradado num mineral; como por muitos foi já ensaiado. Esta é a nossa verdadeira Vénus, a esposa do coxo Vulcano, e que é amada por Marte.

Primeiramente então faz com que Marte abrace este mineral, de forma que ambos se libertem das suas características terrenas, e em pouco tempo a substância metálica deverá brilhar como os céus, e como prova do teu sucesso deverás seguramente nela encontrar a impressão do selo de um rei estrelado. Este é o selo real, a marca que o Todo-Poderoso afixa neste estranho corpo. Este é o fogo celestial, no qual ao fazer despertar uma centelha, grandes mudanças ocorrerão nos corpos, de tal modo que a negritude é feita brilhar como uma gema cintilante, com a qual como um diadema o nosso jovem rei é coroado. A isto adiciona Vénus na proporção adequada, cuja beleza é admirada por Marte e que é conhecida por lhe ter grande amor e desejo de com ele se unir, assim que logo é inclinada ao movimento, sendo ela afim do ouro, Marte e da brilhante Diana, com quem ele concilia o amor e a verdadeira união.

Mas Vulcano ficará cada vez mais ciumento e é com desgosto que o coxo cornudo sente os cornos adornarem-lhe a cabeça, e na esperança de os destruir atira a sua rede sobre os amantes apanhando a esposa e Marte durante o acto, exibindo-os desta forma aprisionados.

No entanto, que isto não seja tomado como mera Fábula. Primeiro observa como Cadmus é devorado pela nossa besta feroz a quem Cadmus depois de a ter intrepidamente perfurado fez merecer nome de campeão, pois esta Serpente (de poder inquestionável) ele com a sua lança mortal trespassou contra um carvalho, perante o qual todos sentiram temor. Observa também a Estrela, que na realidade é Solar, como se pode provar, pois o ouro unido intimamente com o filho de Saturno cujas fezes foram purgadas quando tudo o que era perfeito se abateu no fundo, depois de fundido e vertido, ao arrefecer nos mostra uma Estrela, assim como faz Marte. Mas Vénus fornece uma substância metálica que só por si é desprezível, mas que ao ser unida com Marte, como que dobrados numa rede, aparece como agradável à vista, como descreveram os poetas misteriosos de vista apurada, de forma velada mas no entanto suficientemente clara para o Sábio.

De forma que a alma de Saturno, e Marte, são através da nossa Arte e com a ajuda de Vulcano intimamente misturados, mas ambos são semelhantes e voláteis, não sendo divisíveis até que a alma de Marte seja fixada e então deixe Saturno, e então um ensaio revelará o mais puro ouro, e uma tintura da mais pura e verdadeira. Mas esta mediação deve ser feita através de Vénus, caso contrário nenhum artifício humano seria capaz de os separar, nem os poderia reduzir a pó. No entanto após a sua união serão reduzidos apenas pela associação de Vénus, da qual Diana produz neles a separação.

Alguns para preparar esta Água usam as Pombas de Diana, o que é um trabalho tedioso em que por cada vez que o artista acerta há sempre duas em que falha: mas a outra forma (que é a mais secreta) nós recomendámos a todos os que desejam ser verdadeiros artistas.

Pelo que deverás assegurar que o vapor mais subtil da Água seja longa e repetidamente circulado, até que as almas de cada (deixando a matéria grosseira) se unam e voem juntas para o alto; onde não as deves deixar residir durante muito tempo, para que não congelem, pois de contrário laboras em erro.

Assim tira do Filho do velho Saturno duas partes, de Cadmus uma parte e estas purifica com a ajuda de Vulcano até que (sendo liberta das suas fezes) a parte Metálica seja a mais pura; o que deves fazer em quatro reiterações, cujas operações perfeitas te serão ensinadas pela Estrela.

Faz com que AEneis seja igual ao seu amado, purgando-os com arte até que a rede de Vulcano os envolva a ambos, pelo que deves então molhá-los bem com a água e mantê-los em calor e humidade até se tornem perfurados e a suas Almas sejam ambas glorificadas. Este é o Orvalho celeste, que deve ser alimentado durante tanto tempo quanto seja requerido pela natureza, pelo menos três vezes, ou até sete, assim os guiando através das ondas e chamas como a razão ordenará, mas atenta para que a terna natureza não fuja pela força de um fogo demasiado forte.

Sabe também com certeza que o Mercúrio, com o qual a obra deve ser iniciada, deve ser líquido e branco, mas toma cuidado para que não seques a humidade em pó devido a um fogo muito forte, de modo que se mostre vermelho, pois nesse caso o teu esperma feminino estaria corrompido e falharias o teu desejado objectivo. Nem faças com que o Azougue se torne numa clara e transparente goma, óleo ou unguento, pois caso tenhas perdido a proporção certa nunca chegarás a uma verdadeira dissolução mas serás obrigado a suspender o teu trabalho já sem esperança, e a adiá-lo para outra altura, pois procedeste de forma contrária às regras da Arte.

Preocupa-te apenas então em aumentar um espírito que falta ao Azougue comum, sublimar o grosseiro no firmamento e separar as escórias segundo a Arte; o que reiterado sete vezes deves então desposar com o ouro até que quedem ambos perfeitamente combinados.

Assim através da Arte e com a ajuda da Natureza é a verdadeira Donzela preparada, a qual sendo separada das fezes se faz um rebento celeste que tornou macio o corpo sólido do Sol e ao ser separado em átomos se tornou negro e putrefacto, que depois no entanto revive e se torna volátil.

Mas se eu aqui revelasse todos os segredos do fabrico desta nossa Água seria desprezado por todos os verdadeiros artistas, pois apenas àqueles a quem Deus deseja ensinar estes devem ser comunicados, enquanto que outros devem permanecer perdidos num labirinto de erros. Mas aquele que com sofrimentos e orações dedicadamente procurar este segredo, sem nessa busca ser excitado por desejos de cobiça, mas procurar apenas o conhecimento com candura, resolverá certamente este mistério, sobre o qual ninguém em nenhuma altura falou tão claramente.

Há alguns que através da Arte sabem preparar um maravilhoso Licor, que os Adeptos chamaram Fogo do Inferno, e cujas virtudes são tão estranhas e poderosas que (pela sua força) são capazes de resolver qualquer composto na sua Matéria primeira, ou Água; isto numa suave dissolução de Azougue tão uniforme que como gotas de cristal possa ser dela separado sem que nada seja depositado no fundo do vaso nem a sua virtude de qualquer maneira enfraquecida. Pois sendo repetidamente destilada deixa para trás o Azougue que como verás se assemelha a um sal fixo, de odor lembrando o almíscar, ou aroma, e de sabor semelhante ao mel tal é a sua doçura, que podes pulverizar como ferrugem e que nenhum fogo pode consumir, isto no ensaio com Saturno aparece tão fixo como a mais pura Luna.

Esta substância ao ser coobada cinco ou seis vezes com a dita Água (com digestão prévia) aparecerá como que um Óleo, e pouco tempo depois destila como um Espírito, que pela adição de um pequeno sujeito pouco a pouco se separa em duas substâncias distintas, que estando prontas serão guardadas separadamente, sendo a primeira um Óleo ou Tintura solúvel em Licor; a outra (se a fazes ferver) é através da Arte redutível em Mercúrio, cujo Azougue é uma substância tão maravilhosa que não se encontra igual debaixo dos céus.

Esta nem com sais ou água forte poderá ser corroída em precipitado, ou por circulação frequente pelo fogo ser combinada, ou sublimada, ou seca em pó, nem tão pouco ser fixada mas para sempre se manterá volátil. O grande Elixir não conseguirá transmutar mas de facto dissolve e destrói; é de tal forma estranha que todos os artistas surpreende, pois nenhum tem poder ou mestria para a alterar: e através da forma mencionada, poderá ser produzida de todos os corpos Metálicos.

No entanto na nossa Arte isto não serve de nada, pois nós procuramos multiplicar o Enxofre que é uma Hematina Solar e cuja cauda é lunar; são estes os únicos planetas que consideramos no nosso céu terrestre, rejeitando todos os outros e todas as outras artes. Pois se Ouro, que pela natureza é feito puro e perfeito puder através deste nosso fogo secreto ou Água ser retrogradado em Mercúrio e Enxofre, sendo completo em substância, e que antes não podia ser separado pela força do fogo mas firmemente nele residia. Quem não vê que tal Mercúrio está distante da nossa obra? Pois nós procuramos aumentar uma Tintura e apenas o Enxofre, que como uma capa envolve o Mercúrio e é agradável à natureza Metálica e sem o qual a Água não poderá reclamar o nome de um metal.

Este Enxofre encontra-se mais ou menos em toda a coisa Metálica, mas em algumas uma certa escória inquina a substância pura, pelo que deve ser destruída pelo fogo, pois tudo o que é grosseiro e inútil neste é consumido. Mas dos metais o Sol e a Lua são revestidos tão intimamente por um puro Enxofre que suportam grandemente a maior força de Vulcano, e nenhum Artifício humano poderá alguma vez dividir este Enxofre da sua Água exceptuando o mencionado licor, cuja virtude é tão poderosa que reduzirá até o Sol e a Lua do seu estado fixo e os tornará voláteis. Não apenas ele, mas também o nosso admirável Fogo podem fazer o mesmo ao ouro, e de uma forma directa e gentil forçar a sua retrogradação, e no entanto sem dividir o Enxofre do seu centro, antes o vestindo com uma veste Mercurial para que ambos habitem combinadas numa Água Dourada.

Mas o mencionado Licor estranho ao dissolver destrói a homogeneidade Metálica, pois ao separá-los causa um desentendimento e desunião, de modo que nenhum pode desfrutar do outro e portanto o Mercúrio Central ao ser separado do Licor tingido mantém-se em baixo de forma que a Hematina que antes no ouro tinha o Pondus de um Metal se encontra agora tão alterada que se torna num Azougue mais leve, à vista como que um Óleo ou mesmo um Sal untuoso, que é uma nobre medicina para os enfermos.

E assim parece que tanto mais uma substância Metálica seja dissolvida nesta humidade tanto mais é transformada de uma natureza Metálica cujo Enxofre, pela força deste Licor poderá (embora contra-vontade) ser pelo menos trazido até uma Água elementar; tal é o poder que este Licor tem sobre qualquer matéria.

Com isto todos os Filósofos concordam, e todos concluem que o nosso Mercúrio é apenas um, que humidifica apenas aquilo que é homogéneo nos metais, e que é a mãe da nossa Pedra e cujo segredo, se já não ignoras, deves calar; pois ninguém alguma vez sobre isto escreveu mais claramente.

Fim do Primeiro Livro

Por Ireneu Filaleto, Londres 1654. Tradução de Paulo Cruz.


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[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-medula-da-alquimia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-medula-da-alquimia/

Cante e seja feliz

A vibração transcendental estabelecida pelo canto de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é o método sublime para revivermos nossa consciência de Krishna. Como almas espirituais vivas, somos todos originalmente entidades conscientes de Krishna, porém, devido à nossa associação com a matéria desde tempos imemoriais, nossa consciência está agora poluída pela atmosfera material. A atmosfera material, na qual estamos vivendo agora, é chamada maya, ou ilusão. Maya significa “aquilo que não é”. E que é esta ilusão? A ilusão é que todos nós estamos tentando ser os senhores da natureza material, enquanto na verdade estamos sob as garras de suas estritas leis. Quando o servo artificialmente tenta imitar o amo todo-poderoso, isto se chama ilusão. Neste poluído conceito de vida, estamos todos tentando explorar os recursos da natureza material, mas realmente estamos ficando mais e mais enredados em suas complexidades. Portanto, embora estejamos ocupados numa árdua luta por conquistar a natureza, estamos cada vez mais dependentes dela. Esta luta ilusória contra a natureza material poderá imediatamente acabar ao revivermos nossa consciência de Krishna.

A consciência de Krishna não é um artifício imposto à mente; esta consciência é a energia original da entidade viva. Quando escutamos a vibração transcendental, esta consciência é revivida. E, para esta era, as autoridades recomendam este processo. Por experiência prática também, a pessoa pode perceber que, cantando este maha-mantra, ou o Grande Cântico da Libertação, ela pode de imediato sentir um êxtase transcendental proveniente da camada espiritual. E quando estiver realmente no plano de compreensão espiritual – superando as fases dos sentidos, mente e inteligência –, ela situa-se no plano transcendental. Este canto de Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare é diretamente decretado da plataforma espiritual, e assim, esta vibração sonora ultrapassa todas as camadas de consciência inferior – a saber, sensual, mental e intelectual. Não há necessidade, portanto, de compreender a linguagem do mantra, tampouco há alguma necessidade de especulação mental ou qualquer ajuste intelectual para cantar este mantra. Ele surge automaticamente do plano espiritual, e nesse caso, sem nenhuma qualificação prévia, qualquer pessoa pode tomar parte no canto e dançar em êxtase. Temos visto isso na prática. Até mesmo uma criança pode tomar parte no canto, e inclusive um cão pode participar. É claro que para alguém que está muito enredado na vida material, leva um pouco mais de tempo para ele chegar ao ponto ideal, mas mesmo esse homem materialmente absorto eleva-se à plataforma espiritual mui rapidamente. Quando um devoto puro do Senhor canta o mantra com amor, o mantra exerce grande efeito sobre os ouvintes, e nesse caso, este canto deve ser ouvido dos lábios de um devoto puro do Senhor, para que se possam alcançar os efeitos imediatos. Tanto quanto possível, o canto dos lábios de não-devotos deve ser evitado. O leite tocado pelos lábios da serpente tem efeitos venenosos.

A palavra Hara é a forma de dirigir-se à energia do Senhor, e as palavras Krishna e Rama são formas de se dirigir ao próprio Krishna. Tanto Krishna quanto Rama significam “o prazer supremo”, e Hara é a suprema energia de prazer do Senhor, modificada para Hare no vocativo. A suprema energia de prazer do Senhor ajuda-nos a alcançar o Senhor. A energia material, chamada maya, é também uma das multifárias energias do Senhor. E nós, as entidades vivas, também somos uma energia – a energia marginal – do Senhor. As entidades vivas são descritas como superiores à energia material. Quando a energia superior está em contato com a energia inferior, uma situação incompatível surge, mas quando a energia marginal superior está em contato com a energia superior, chamada Hara, a entidade viva se estabelece em sua condição normal e feliz. Estas três palavras, a saber, Hare, Krishna e Rama, são as sementes transcendentais do maha-mantra. O canto é uma maneira espiritual de dirigir-se ao Senhor e Sua energia interna, Hara, pedindo-Lhes que dêem proteção à alma condicionada. Este canto é exatamente como o choro genuíno de uma criança por sua mãe. A mãe Hara auxilia o devoto a alcançar a graça do supremo pai Hari, ou Krishna, e o Senhor Se revela ao devoto que canta este mantra sinceramente. Nenhum outro método de percepção espiritual, portanto, é tão eficaz nesta era quanto o canto do maha-mantra: Hare Krishna, Hare Krishna, Krishna Krishna, Hare Hare | Hare Rama, Hare Rama, Rama Rama, Hare Hare.

Por Srila A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/cante-e-seja-feliz/

A origem secreta do Skull & Bones

A história começa em Yale, onde três tópicos da história social Americana – espionagem, tráfico de drogas e sociedades secretas – se entrelaçam em uma.

Elihu Yale nasceu perto de Boston, educado em Londres, serviu com a Companhia das Índias Ocidentais Britânica, eventualmente se transformou em governador no Forte São Jorge (Fort Saint George), Madras, em 1687. Ele acumulou uma grande fortuna com as trocas de mercadorias e retornou a Inglaterra em 1699. Yale ficou conhecido como um grande filantropo; recebendo um convite da Escola Collegiate (Collegiate School) em Connecticut, ele mandou uma doação e uma grande quantia de livros. Subsequentemente, por causa de suas heranças e doações, Cotton Mather sugeriu que a escola fosse nomeada Universidade de Yale (Yale College), em 1718.

A estátua de Nathan Hale esta erguida no Antigo Campus na Universidade de Yale. Existe uma cópia desta estátua na frente do quartel-general da CIA em Langley, Virginia. E ainda outra na frente da Academia Phillips em Andover, Massachusetts (onde George H.W (’48) estudou na infância e se juntou a sociedade secreta com doze anos).

Nathan Hale, junto com três outros graduados de Yale, foi um membro do “Culper Ring, ” uma das primeiras agencias de inteligência americana. Estabelecida por George Washington, na qual foi um grande sucesso na Guerra Revolucionaria. Nathan foi um dos operantes investigados pelos britânicos, e após seu famoso discurso de remorso, ele foi enforcado em 1776. Desde então a fundação da Republica, o relacionamento entre Yale e a “Comunidade de Inteligência” foram únicas.

Em 1823, Samuel Russell estabeleceu a Russell & Companhia com propósitos para adquirir ópio na Turquia e contrabandear para China. Russell & Companhia emergiu com o sindicato Perkins (de Boston) em 1830 e virou o líder número um de contrabando na américa. Muitas das grandes fortunas americanas e europeias foram construídas através da troca de ópio com a China.

Um dos chefes de operação da Russell & Companhia em Canton foi Delano Jr., Avô de Franklin Roosevelt. Os outros parceiros de Russell eram John Cleve Green (que financiou Princeton), Abiel Low (que financiou a construção de Columbia), Joseph Coolidge e as famílias Perkins, Sturgis e Forbes. (O filho de Coolidge organizou a United Fruit Company (Companhia das frutas unidas), e seu neto Archibald C. Coolidge, foi co-fundador do Conselho das Relações de Estrangeiros.

William Huntington Russell (’33), primo de Samuel Russell, estudou na Alemanha entre 1831-1832. Alemanha era o centro de novas ideias. O “método cientifico” estava começando a ser aplicada em todas as formas de estudos humanos. Prússia, que culpou napoleão pela derrota em 1806 começaram a pesquisar sobre o stress em campo de batalha, elevou os princípios estabelecidos por John Locke e Jean Rousseau e criaram um novo sistema educacional. Johan Fitche, em seu “ Endereço para o povo alemão, ” (Address to the German People) declarou que as crianças deveriam ser educadas e assumidas pelo Estado.

Georg Wilhelm Friedrich Hegel tomou posse da cadeira da Universidade de Berlim em 1817 após Fitche, e foi professor até sua morte em 1831. Hegel foi o culminar da ideologia filosófica alemã sobre a escola de Immanuel Kant.

Para Hegel, nosso mundo é o mundo da razão. O estado é Razão Absoluta e o cidadão se torna livre somente com admiração e obediência ao estado. Hegel chamou isso de “marcha de Deus no mundo” e “seu ápice final” (final end). Esse final, disse Hegel, “ tem direito supremo contra o indivíduo, o dever supremo é ser membro do estado”. Ambos o fascismo e comunismo tem suas raízes filosóficas nos trabalhos de Hegel. A filosofia de Hegel foi muito influente na Alemanha durante o tempo de William Russell.

Quando Russell retornou para Yale em 1832, ele formou uma sociedade sênior com Alphonso Taft (’33). De acordo com informações adquiridas de um furto a “tumba” (o salão de encontro do Skull & Bones) em 1876, “ Bones é um capítulo sobre corporações na Universidade da Alemanha…General Russell, seu fundador, estava na Alemanha antes de completar seu último ano como Sênior e lá formou grandes amizades com os líderes da sociedade alemã. Ele trouxe consigo para a universidade, autoridade para fundar uma organização aqui”. William H. Russell, junto com outros quatorze amigos, foram os membros fundadores da “ A Ordem da Caveira e Ossos, ” (The Order of Scull and Bones).

A secreta Ordem da Caveira e Ossos (Order of Skull and Bones) existe somente em Yale. Quinze iniciantes (Juniors na universidade) são escolhidos todos os anos pelos veteranos (Sêniores na universidade) para iniciarem no grupo do ano seguinte. Alguns dizem que o iniciado ganha 15.000 dólares, após escolhido, e o relógio do avô. Longe de ser uma casa para diversão dentro do Campus, o grupo é voltado ao sucesso de seus membros no mundo pós-universitário.

Os nomes das famílias tradicionais e conhecidas da sociedade secreta seguem abaixo:                                        Lord, Whitney, Taft, Jay, Bundy, Harriman, Weyerhaeuser, Pinchot, Rockfeller, Goodyear, Sloane, Stimpson, Phelps, Perkins, Pillsbury, Kellogg, Vanderbilt, Bush, Lovett e entre outros.

William Russell se tornou general o legislador do estado em Connecticut. Alphonso Taft foi apontado como Ministro da Justiça dos EUA, Secretario de Guerra (um posto que muitos membros possuíram), Embaixador da Áustria, e Embaixador da Rússia (outro posto que muitos membros possuíram). Seu filho, William Howard Taft (’87), é o único homem a ocupar a Presidência dos Estados Unidos e chefe de Justiça da Suprema Corte.

 

Segredos da “Tumba”

A Ordem floresceu desde de o começo graças as ocasionais controvérsias. Existe uma discórdia entre alguns professores, que não gostavam do sigilo e da exclusividade. E existe uma discrepância dos estudantes, mostrando preocupação sobre a influência da Ordem sobre as finanças de Yale e o favoritismo de seus membros, os “Bonesmen”.

Em outubro de 1873, Volume 1, Número 1, do “O iconoclasta” (The iconoclasta) foi publicado em New Haven. Só foi publicado uma vez e foi um dos poucos artigos publicado para o “publico” sobre a Ordem Skull and Bones.

De O Iconoclasta:

“ Nós falamos através desta nova publicação, porque a imprensa universitária está fechada para aqueles que pretendem mencionar o “Bones” livremente…

De todas as classes a Skull and Bones aceita só homens. Eles foram para o mundo e tornaram-se, em muitas instancias, lideres dentro da sociedade. Eles obtiveram o controle sobre Yale. Os negócios são feitos por eles. O dinheiro pago para a Universidade passa por suas mãos, e você está sujeito a vontade deles. Sem dúvida alguma são homens de poder, mas muitos que os admiram, enquanto estão na Universidade, não esquecem que financiam a Ordem livremente. Os homens em Wall Street reclamam que os estudantes vêm a ajuda deles, dos homens de Wall Street, ao invés de pedir a sua parte para a universidade. A razão disto é um comentário feito por um dos primeiros estudantes de Yale e da Ordem: “Poucos vão dar, mas os homens da Ordem. E eles se preocupam muito mais com a sociedade do que a universidade…”

Ano após ano o mal mortal está crescendo. A sociedade nunca foi tão desagradável para a universidade quanto hoje, e é justamente este sentimento de doença que fechamos o bolso para os não-membros. Nunca antes foi visto tanta arrogância e sentimento de superioridade. O domínio da Imprensa Universitária e seus empreendimentos para dominar e fazer as regras. Não tem a dignidade de mostrar suas credenciais, mas agarram o poder com uma silenciosa consciência de culpa.

Para dizer o bem que a Universidade de Yale fez seria impossível. Para dizer o bem que ela fará seria ainda mais difícil. A questão, então, é reduzida a isto – em uma mão está a fonte de um bem incalculável – não outra uma sociedade culpada por seus crimes. Seria a universidade de Yale contra a Ordem Skull and Bones!!  Perguntamos a todos os homens, como uma questão de direito, quem deveria ter o direito de viver? ”

Primeiramente, a sociedade fazia suas reuniões em salões privados. Então em 1865, a “tumba”, foi construído um salão de pedra marrom, coberto de vinha e sem janelas, onde desde então os “Bonesmen” sustentam seus “ estanhos ocultistas” ritos de iniciação e se encontram todas Quintas e Domingos.

Em 29 de setembro de 1876, um grupo autodeclarado “ A Ordem do Arquivo e Garra” (The Order of File and Claw) invadiram o salão do Skull and Bones. Na “tumba” eles acharam um deposito – quarto 324 “ encoberta por veludos pretos, até mesmo as paredes eram cobertas com o material”. No andar de cima era o quarto 322, “ O santuario do templo…decorado com veludo vermelho com um pentagrama na parede”.  Na parede do salao estão “pinturas de fundadores da Bones em Yale, e membros da Sociedade na Alemanha, onde uma organização foi estabelecida em 1832”. O grupo de jovens encontrar outra cena interessante na sala de estar perto do quarto 322.

De A caída da Skull And Bones :

Na parede oeste, pendurada entre outras pinturas e fotografias, uma velha gravura representava um tumulo aberto, no qual, a tabua de pedra, continha quatro crânios humanos, agrupados sobre chapéus e sinos, um livro aberto, inúmeros instrumentos matemáticos, um velho papel, e uma coroa real. Nas paredes arqueadas sob o tumulo palavras significativas, em letras romanas, “ ‘We War Der Thor, Wer Weiser, Wer Bettler Oder, Kaiser?'(1) e abaixo do tumulo está gravado, in caracteres alemães, a sentença; ‘Ob Arm, Ob Beich, im Tode gleich.’ (2)

Nós era o Thor , que sabio , que mendigo Ou , o Imperador (1)

Se armar Se Beich , igual na morte (2)

A pintura é acompanhada por um cartão no qual está escrito, “ Da Organização Alemã. Presente de D.C Gilman de D. 50.”

Daniel Coit Gilman (‘52), junto com outros dois “Bonesmen, ” formando a troika na qual ainda a influencia na vida americana nos dias de hoje. Logo após suas iniciações na Skull and Bones, Daniel Gilman, Timothy Dwight (’49) e Andrew Dickinson White (’53) foram estudar filosofia na Europa na Universidade de Berlin. Gilman retornou da Europa e incorporou Skull and Bones assim como Russell Trust, em 1856, com ele mesmo exercendo a profissão de tesoureiro e William H. Russell como presidente. Ele passou os próximos quatorze anos em New Haven consolidando o poder da Ordem.

Gilman foi apontado como bibliotecário em Yale 1858. Através de uma manobra política perspicaz, ele adquiriu fundos para o Departamento Cientifico de Yale (Sheffield Scientific School) e foi capaz de introduzir a Morrill Bill no Congresso, passada a lei e finalmente assinada pelo Presidente Lincoln, depois de ter sido vetada pelo Presidente Buchanan.

Esta Morril Bill, “ doando terras públicas para o Estado Universitário para agricultura e ciências”, é agora conhecido como Land Grant College Act. Yale foi a primeira escola na américa a terras graças a esta lei federal e rapidamente se apossou de toda parte possível de Connecticut em seu tempo. Agradecidos pelas aquisições, Yale fez Gillman, o professor de Física Geográfica.

Daniel foi o primeiro Presidente na Universidade da Califórnia. Ele também ajudou a fundar, e foi o primeiro presidente de, John Hopkins. (Universidade de medicina).

Gilman foi o primeiro presidente na Instituição Carnegie e estava envolvida com a criação do Peadbody, Slater e Russell Sage fundações.

Seu amigo, Andrew D. White, foi o primeiro presidente da Universidade de Cornell (na qual recebeu toda parte de terras de New York pela Land Grant College Act), ministro dos Estados Unidos pela Rússia a Embaixador de Berlin e primeiro americano da Associação Histórica Americana (American Historical Association). White também foi Ministro da delegação americana para a Primeira conferência em Hague em 1899, na qual estabeleceu um judiciário internacional.

Timothy Dwight, um professor de Yale Divinity School, foi instaurado como presidente de Yale em 1886. Desde então todos os Presidentes, eram ou “Bonesmen” ou diretamente ligado a Ordem e seus interesses.

O trio Daniel/Gilman/White foram responsáveis por fundar a Associação Econômica Americana, a Sociedade de Química Americana, e a Associação Psicológica americana. Através de suas influencias sobre John Dewey e Horace Mann, este trio continua tendo um impacto enorme na educação, nos dias atuais.

 

Rede de Poder

Em seu livro Estabelecimento secreto da América (America’s Secret Establishment), Antony Sutton nos diz que a habilidade da Skull and Bones de estabelecer “correntes de influencias” tantos verticais quanto horizontais são enormes, assim assegurando a continuidade dos esquemas conspiratórios da Ordem.

O Link Whitney-Stimson-Bundy representa a “corrente vertical”.

W.C. Whitney (’63), que casou com Flora Payne (da Dinastia Oil Payne), foi Secretário da Marinha. Seu advogado foi um homem chamado Elihu Root. Root contratou Henry Stimson (’88), após ele terminar a escola de direito. Stimsom tomou o cargo de Root como Secretario de Guerra em 1911, apontado por seu amigo Bonesmen William Howard Taft. Stimson depois virou Governador de Coolidge – General das Ilhas Filipinas, Secretario do Estado de Hoover, e Secretario de Guerra durante a administração de Roosevelt e Truman.

Hollister Bundy (’09) foi o assistente

Os dois irmãos, de suas posições na CIA, no Departamento de Defesa e Departamento do Estado, e Assistentes Especiais dos Presidentes Kennedy e Johnson, exerceram um significante impacto no fluxo de informações e inteligência durante a Guerra do Vietnam. especial de Stimson e uma importante figura no Pentágono durante o Projeto Manhattan. Seus dois filhos, também membros da Skull And Bones, onde foram – William Bundy (’39) e McGeorge Bundy (’40) — dois membros muito ativos no governo americano.

William Bundy foi editor dos Negócios de Estrangeiros, que influenciou o Conselho de Negócios de Estrangeiros (CFR). McGeorge virou o Presidente da Fundação Ford.

Outro grupo interessante dos “Bonesmen” é o grupo Harriman/Bush. Averil Harriman (’13) “Ancião do Estado” do Partido Democrático, e seu irmão Roland Harriman (’17) foram membros ativos. De fato, quatro amigos de Roland que participavam da Ordem da classe de 1917 foram os diretores Brown Brothers, Harriman, incluindo Prescott Bush (’17), pai de George Bush.

Desde da virada do século, duas firmas de Investimentos – Fundo de garantia & Brown Brothers (Guaranty Trust & Brown Brothers), Harriman – foram ambas dominadas pelos membros da Skull and Bones. Estas duas firmas estavam fortemente envolvidas no financiamento do Comunismo e do Regime Nazista de Hitler.

Os “Bonesmen” compartilham uma afinidade pelas ideias de Hegel e sua dialética histórica, que debate o uso do conflito controlado – Thesis v.s Anti-Thesis- para criar uma pré-determinada síntese. A síntese de sua criação, onde o estado é absoluto e aos indivíduos são garantidas suas liberdades baseada na obediência do estado – Nova Ordem Mundial.

Financiamento e manobras políticas praticadas pela Ordem e seus aliados ajudaram os Bolcheviques a prevalecerem na Rússia.  Em provocação as leis federais, a indústria de finanças, bancos e depósitos de minerais e óleos (petróleo) uma parte de seus lucros eram revertidos em dinheiro para ajudar a USSR.

Depois, Averil Harriman, como ministro da Grã-Bretanha responsável pelo empréstimo para a Bretanha e Rússia, foi responsável por enviar fabricas inteiras para a Rússia.  De acordo com alguns pesquisadores, Harriman também supervisionou a transferência de segredos nucleares, plutônio e a falsificação de dólares para a USSR.

Em 1932, a Corporação Bancaria Unida (Union Banking Corporation) na Cidade de New York, alistou quatro diretores da central (’17) e dois banqueiros nazistas associados com Fritz Thyssen, que estava financiando Hitler desde 1924.

De George Bush: a Biografia Não-Autorizada:

“ Custodia da propriedade estrangeira do Presidente Franklin Roosevelt, Leo T. Crowley, assinou a Ordem de Carência Número 248 [17/11/1942] apreendendo a propriedade de Prescott Bush abaixo do Ato de Trocas Inimigas. A Ordem, publicada no livro de registros fora das notícias pelo governo obscuro, Nora #4 explicando nada sobre o envolvimento com os nazistas; somente que a Corporação dos Bancos Unidos (Union Banking Corporation) era comandada pela família Thyssen da Alemanha e/ou Hungria – “Nacionais…inimigas do pais”.

Decidindo que Prescott Bush e outros diretores da Corporação de Bancos Unidos (Union Banking Corporation) eram legalmente “os porta-vozes dos nazistas”, o governo evitou outras questões históricas importantes: No qual “ os nazistas de Hitler eram contratados, armados e instruídos por grupos exclusivos de New York e Londres no qual Prescott Bush era gerente executivo…

  1. New York Times, 16 de dezembro de 1944, na página 25 do artigo sobre o Departamento Bancário do Estado de Nova York. Somente a última sentença refere-se aos bancos nazistas, a frase se segue: “A Corporação de Bancos Unidas (Union Banking Corporation), na rua 39 Broadway, em Nova Iorque, recebeu autoridade para trocar sua instituição de lugar para a rua 120 Broadway. ” 

O Times omitiu o fato de que a Corporação do Bancos Unidos (Union Banking Corporation) foi apreendida pelo governo por suas trocas com o inimigo, e o fato que 120 Broadway tinha o endereço da Custodia de Propriedade Estrangeira do Governo. ”

Após a guerra, Prescott virou o Senador de Connecticut e se parceiro de golf era o Presidente Eisenhower. Prescott clama responsabilidade por ter colocado Nixon na política e recebe credito pessoal por trazer Dick a bordo assim como Ike como parceiro de campanha em 1952.

Motivos para a Conspiração

Então, por que uma agência de inteligência/sociedade secreta quer contrabandear drogas e assassinar O presidente Kennedy?

Bem, dessa forma, eles poderiam arrecadar grandes quantias financeiras, e ainda armazenar recursos de inteligência ao longo de sua participação nesses eventos. Ainda há uma análise racional de que o mundo é um lugar desagradável e inapropriado, e se você quer ser ‘o cara’ do pedaço, é melhor estar ciente do que está acontecendo ao redor. E qual a melhor maneira de saber o que está acontecendo além de controlar isso você mesmo? Ainda há aqueles que teorizam que o encoberto tráfico de drogas está de acordo com o plano de desestabilizar famílias americanas e a sociedade.  De forma desmoralizante e através da quebra do corpo político, eles poderiam impor suas vontades usando técnicas de desestabilização psicológica e a alquimia política da dialética Hegeliana para tal.

O artigo de James Shelby Downard  chamado Feitiçaria, Sexo, Assassinato e a Ciência do Simbolismo, um clássico ocultista, liga eventos históricos americanos com um bárbaro, numerológico e grandioso plano oculto “para nos tornar zumbis cibernéticos do mistério”. O assassinato do presidente estadunidense Kennedy, ao que o artigo alega, teria sido uma performance de um ritual ocultista público chamado O Extermínio do Rei, projetado para gerar um trauma em massa, um atentado de controle mental contra o corpo político nacional dos Estados Unidos.

Durante a Operação Sunrise , Operação Blowback e a Operação Paperclip , dentre outras, milhares de cientistas nazistas, pesquisadores e administradores foram trazidos para os Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial. Muitos foram “contrabandeados” para o país contra ordens diretas, por escrito, do Presidente Harry S. Truman.

O Projeto Monarca ou Programação Monarca foi uma retomada de um projeto de controle mental chamado Marionette Programming, que começou na Alemanha nazista. O componente básico do Projeto Monarca é uma sofisticada manipulação da mente, usando traumas extremos para induzir ao Transtorno de Personalidade Múltipla.

James Downward presume que os responsáveis propositalmente assassinaram o Presidente Kennedy de modo a afetar a identidade nacional e a coesividade americana – para despedaçar a alma Estadunidense. Mesmo com a banalidade gritante de sua conspiração, ela foi projetada para mostrar a “superioridade deles” e “futilidade estadunidense”.

Ainda é possível que haja estudos que mostram a correlação entre o assassinato de Kennedy e o aumento de violência na sociedade, desconfiança em relação ao governo e outras extensões de patologias sociais.

Os Illuminati: Subvertendo o Corpo Político

Por que isso é um ataque ao corpo político estadunidense?

Em 1785, um relâmpago atingiu um mensageiro na rota de Paris à Frankfort. Um trato escrito por Adam Weishaupt, fundador dos Illuminati, Original Shift in Days of Illuminations , foi recuperado do mensageiro morto, contendo o plano de longo alcance da sociedade secreta para a “Nova Ordem Mundial através da revolução mundial”.

O governo da Bavaria declarou a sociedade como fora a da lei e em 1787 publicou os detalhes da conspiração Illuminati em The Original Writings of the Order da Sect of the Illuminati .

Nas palavras de Adam Weishaupt:

“Com esse plano, nós devemos direcionar toda humanidade sob essa conduta. E, pelas formas mais simples, devemos colocar tudo em movimento e em chamas. Os ofícios devem ser tão alocados e maquinados que nós devemos, em segredo, influenciar todas as transações políticas”. 

Existe uma discordância entre os intelectuais quanto ao fato ou não dos Illuminati terem sobrevivido ao seu banimento. Ainda assim, o grupo tem sido bastante êxito em atrair membros e ter se aliado com uma extensiva rede Massônica.

A Ordem Illuminati foi fundada publicamente no dia primeiro de maio de 1776 na Universidade de Ingolstadt, por Weishaupt, professor de Lei Canônica. Ela foi uma sociedade bastante erudita na época; Weishaupt atraiu primeiramente alguns dentre seus estudantes para se tornarem membros de sua nova ordem.

No dia 5 de dezembro de 1776, estudantes do William and Mary College  fundaram a sociedade secreta Phi Beta Kappa. Um segundo capítulo seria formado, em Yale, em 1780. O movimento anti-Massônico nos Estados Unidos manteve grupos como o Phi Beta Kappa na penumbra. Em razão da pressão sofrida, a sociedade se tornou pública. Isso é evidenciado por alguns pesquisadores como uma causa direta do aparecimento da Ordem Skull and Bones.

Em The Cyclopedia Of Fraternities , um gráfico genealógico geral das fraternidades universitárias influenciadas pela literatura grega nos Estados Unidos, mostra a Phi Beta Kappa como “um fonte antecessora de todas os sistemas de fraternidade na educação superior estadunidense”. Há apenas uma “vertente” linear de descendentes: O capítulo Yale de 1780. A linha depois continua para a Skull and Bones em 1832, e segue até as outras, também de Yale, sociedades seniores Scroll & Key e Wolf’s Head.

Phi Beta Kappa são as primeiras três letras gregas, para ‘Philosophia Biou Kubernetes’ ou ‘Amor pelo saber, o timoneiro da vida’. Um homófono para caveira (skull no inglês) é crânio (scull), um rápido e suave movimento, e parte da primeira nomenclatura da Skull & Bones.

John Robison, um professor de Filosofia da Natureza na Universidade de Edinburgh na Escócia e membro de uma Loja Macônica, disse que ele foi convidado a se juntar aos Illuminati. Depois de muitas pesquisas, ele concluiu que os propósitos dos Illuminati não eram para ele.

Em 1798, ele publicou um livro chamado Proofs Of A Conspiracy :

“Uma associação vem sendo formada com o propósito evidente de extirpar todos os estabelecimentos religiosos e derrubar todos os governos existentes…. Os lideres iriam reger o Mundo com poderes incontroláveis, enquanto todo o resto seria empregado como ferramentas da ambição de seus regentes desconhecidos”.

Proofs of A Conspiracy foi enviado a George Washington. Respondendo ao remetente do livro com uma carta, o presidente Americano disse que ele estava ciente que os Illuminati haviam ido para os Estados Unidos. Ele imaginava que os Illuminati tinham “princípios diabólicos” e que seu objetivo era “a separação das pessoas de seus governos”.

Em Proofs Of A Conspiracy, Robinson publicou a cerimônia de iniciação do “grau Regente” no Illuminismo . Nele, um esqueleto é apontado para ele [o iniciado], no pé, onde é colocada uma coroa e uma espada. Ele é questionado ‘se o esqueleto é de um rei, de um nobre ou de um mendigo’. Como ele não pode decidir, o presidente do encontro diz ao iniciado, ‘O caráter de um ser humano é a única coisa de valor”.

Isto é, essencialmente, o mesmo que está escrito na “sepultura” da Ordem Skull & Bones:

“Wer war der Thor, wer Weiser, Bettler oder Kaiser? Ob Arm, ob Reich, im Tode gleich.”

Onde se lê:

“Quem foi tolo, quem foi homem sábio, mendigo ou rei? Quer seja pobre ou rico, todos serão o mesmo na morte”

Skull & Bones = Illuminati?

Seria a Ordem Skull & Bones parte dos Illuminati?

Quando uma pessoa é iniciada na Skull & Bones, elas são dadas um novo nome, prática que é similar ao dos Illuminati. E muitos membros Illuminatis registrados podem ser evidenciados como tendo contato e/ou fortes influências com muitos dos professores que ensinaram os “Bonesmen ” em Berlim.

Quando uma sociedade secreta conspira contra a soberania de um rei, eles precisam se organizar, levantar fundos, fazer seus planos operacionais, e esperançosamente, trazê-los à fruição.

É possível ter, nos Estados Unidos, uma sociedade secreta que usou o “Estado de Segurança Nacional” para dar cobertura para seus planos nefastos?

De George Bush: The Unauthorized Biography :

“Esse setembro [1951], Robert Lovett  substituiu Marshall  como Secretário de Defesa. Enquanto isso, Harriman  foi nomeado diretor da Agência Mútua de Segurança , tornando ele o líder dos Estados Unidos na aliança militar anglo-americana. Dessa forma, a Brown Brothers , através de Harriman, era tudo, apenas não era comandante chefe.

O foco central do regime de segurança de Harriman em Washington (1950-53), foi a organização de operações de encobrimento e ‘guerra psicológica’. Harriman, junto a seus advogados e sócios de negócios, Allen e John Foster Dulles, queriam que o serviço secreto do governo conduzisse extensivas campanhas publicitárias e experimentos de psicologia de massas dentro dos Estados Unidos, e campanhas paramilitares no exterior… 

O regime de segurança de Harriman criou o Conselho de Estratégias Psicológicas  em 1951. O homem apontado para ser o diretor do PSB [foi] Gordon Gray … O irmão de Gordon, Bowman Gray Jr., presidente da R.J. Reynolds  na época, foi também um oficial da inteligência naval estadunidense, conhecido em Washington como o ‘fundador da inteligência operacional’. Gordon Gray se tornou um amigo próximo e aliado político de Prescott Bush ; e o filho de Gray posteriormente, se tornou advogado e um escudo da política de encobrimento de George, filho de Prescott.”

Então temos o clã Whitney/Stimson/Bundy e os rapazes Harriman/Bush empunhando uma quantia tremenda de influência na política, economia e nos assuntos sociais dos Estados Unidos e no mundo. Depois você tem o companheiro de Prescott e Bush, Richard Nixon como um vice-presidente ativista. Depois, um assassinato deprimente para a nação, um tempo sob LBJ  com os Bundy mantendo as coisas na linha, depois Nixon como presidente com os assessores “Bonesmen” Ray Price (’51) e Richard A. Moore. Após isso, um tempo fora para um presidente democrata trilateralista leviano, seguido pelo filho de Prescott como um vice-presidente ativista inferior a Regan. Depois, temos um presidente Skull and Bones que declara a “Nova Ordem Mundial” enquanto ataca fortemente seu parceiro de negócios, Saddam Hussein.

Depois de doze anos de administrações republicanas, Bush passa seu reinado para seu companheiro contrabandeador de drogas do Arkansas, Bill Clinton, que estudou na Escola de Legislação de Yale. De acordo com alguns pesquisadores, Clinton foi recrutado como um operário para a CIA enquanto ainda estava na Escola Rhodes em Oxford. Poderia esse ser o “velho processo histórico dialético hegeliano?

História Mundial: Plano ou Acidente?

Iremos nós ter outra fracassada administração democrática? Um escândalo tão vergonhoso como a queda de Nixon? Quando Robert P. Jonhson (William Barr)  disse a Clinton, num bunker no Arkansas, que “você é nosso rapaz louro, mas você tem competição para o emprego que você procura. Nós nunca iriamos botar todas as nossas fichas numa única máquina. Você e seu estado tem sido nossa maior posse…. O sr. Casey queria que eu te passasse que, a menos que você ferre com tudo ou faça algo estupido, você é o número um de nossa pequena lista para te lançar ao emprego que você sempre quis.

Então, você tem William Casey – Diretor da CIA, gerente de campanha de George Bush e Cavalheiro Soberano da Malta – falando direto como representante do último procurador geral George Bush para o rival de Bush, nas eleições federais estadunidenses de 1992. Isso é tudo apenas uma demonstração fraudulenta para a plebe estadunidense?

Talvez então, se de fato existe um tipo de controle sobre o processo eleitoral como dito por Mae Brussell e o livro reprimido VoteScam, escrito por Jim e Ken Collier:

“… Seu voto e o meu podem agora ser um bocado de energia sem sentido direcionado por computadores pré-programados que podem ser fixados para selecionar certos candidatos pré-ordenados e sem deixar pegadas ou rastros de papel.”

Em resumo, computadores estão reciprocamente roubando seu voto.

Por quase três décadas o voto estadunidense tem sido objeto para o roubo eletrônico patrocinado pelo governo.

O voto tem sido roubado do povo pelo cartel de burocratas da “segurança nacional” federal, que inclui seus superiores na Agência Central de Inteligência (CIA), dentre os líderes de partidos políticos, dentre os congressistas, jornalistas cooptados – e os donos e gerentes – da maioria dos estabelecimentos de notícias e da mídia, que tem decidido em acordo o como o voto estadunidense é contado, por quem ele é contado e como o resultado é verificado e entregue ao público é, como um deles coloca, ‘Não é uma área adequada de inquérito’.

Por meio de uma não-oficial corporação privada chamada News Election Service (NES), a imprensa tem atualmente controle físico da contagem e disseminação do voto, e se recusa a deixar o púbico saber como isso é feito”

Seria o eleitorado estadunidense sujeitado à cíclica propaganda, candidatos e vencedores pré-selecionados e campanhas psicológicas para alienar o país das instituições estabelecidas para servi-los pela constituição? Seriam os partidos Democratas e Republicanos usados como um experimento hegeliano num conflito controlado?

Pamela Churchill Harriman, esposa de Averil, é uma das maiores arrecadadoras de fundos para o partido dos Democratas. Ela uma vez deu a Bill* um emprego como o diretor de sua “PAM PAC” , quando ele perdeu a disputa para governador em 1980. Bill retribuiu o favor designando ela como sua Embaixadora na França mais tarde.

Outro amigo de Harriman/Bush, Eugene Stetson (’34), foi um assistente de gerencia de Prescott Bush na Brown Brothers, o escritório de Nova Iorque de Harriman. Ele organizou a fundação H. Smith Richardson. Fundação esta que no fim dos anos 1950, participou do MKULTRA, a criada doméstica da CIA que buscava cobrir a operação campanha psicológica. A fundação Richardson ajudou a financiar os testes de drogas psicotrópicas, incluindo LSD, no hospital Bridgewater em Massachusetts, o centro de alguns dos mais brutais experimentos da MK-ULTRA.

Durante as operações contra o Irã, a fundação H. Smith Richardson foi um “comitê de direção de doadores privados”, trabalhando com o Conselho Nacional de Segurança para coordenar o Escritório de Diplomacia Pública*. Esse foi um esforço para enfatizar as propagandas em favor e uma rápida cobertura para as operações contra o Irã, e para sincronizar os ataques publicados para os oponentes do programa.

A fundação H. Smith Richardson também comanda o Centro de Liderança Criativa em Langley para “treinar líderes da CIA”, bem como um outro centro perto de Greensboro, na Carolina do Norte, que treina agentes da CIA e do Serviço Secreto. Quase todos que chegam uma classificação militar de general também recebem esse treinamento.

Isso é apenas a ponta do iceberg. Também existe eugenia e controle de população, história e tecnologia suprimidas, toques de recolher anuais, sociedades lucrativas com ditadores brutais, acordos com “terroristas”, o envolvimento dos Cavalheiros da Malta, guerras de tráfico e exploração, controle de mentes, sociedades secretas para jovens, magia ritualística e mais – tudo girando em fios negros de uma teia de conspiração que nossa girante bola azul foi capturada.

Ainda há toda uma nova colheita de “Bonesmen” chegando, incluindo o filho de George H. W. Bush, George W. Bush (’68), que foi governador do Texas e presidente estadunidense.

Quando Don Schollander (’68), medalhista de ouro olímpico e o único membro da Skull & Bones conhecido vivo em Portland, foi contatado pelo repórter da Willamette Week, Jonh Schrang a respeito do seu envolvimento com a Ordem, ele disse, “isso é realmente algo que eu não posso falar sobre”.

Não é que não iria, mas sim que não “podia”.

Na vigilância das primeiras exposições inovadoras de Antony Sutton da Ordem, a autêntica Biblioteca de Yale se recusou a permitir qualquer outros acessos à pesquisas relacionadas aos documentos Russell Trust.

Daniel Gilman, como a maioria dos Bonesmen, não faz menções da Skull & Bones ou ao Russell Trust em suas memórias ou biografias.

Então, seria o povo estadunidense apenas uma “forragem” para uma sociedade secreta com sobretons satânicos que está tentando formar um governo mundial com eles mesmos no governo? Ou seria a Ordem Skull & Bones apenas um bando de garotos da fraternidade de Yale? Quer apostar seu futuro nisso?

Referências

[1] James Shelby Downard, foi um teórico da conspiração estadunidense, publicou muitos trabalhos pela Feral House sobre a sincronia entre eventos ocultistas e históricos no século XX.

[2] A Operação Sunrise é descrita como um conjunto de operações secretas entre a Alemanha Nazista e o Bloco Capitalista, no intuito de fazer a inimiga chegar a redenção no período da Segunda Guerra Mundial.

[3] A Operação Paperclip foi um conjunto de ações da política estadunidense durante a Segunda Guerra Mundial para levar secretamente cientistas da Alemanha Nazista aos Estados Unidos.

[4] Algo como Mudança Original em Dias de Iluminação.

[5] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[6] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[7] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[8] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[9] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[10] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[11] Algo como Os Escritos Originais da Ordem e Seita dos Illuminati.

[12] Atualmente uma universidade estadunidense renomada, dentre seus alunos passaram os presidentes Thomas Jefferson e James Monroe.

[13] Uma compilação de informações autenticas e resultados das investigações existentes de mais de 600 sociedades secretas nos Estados Unidos.

[14] Numa tradução livre George Bush: Uma Bibliografia Não Autorizada.

[15] Roberto Lovett foi o 4º Secretário de Defesa dos Estados Unidos, durante o governo de Harry S. Truman.

[16] George Marshall foi o 3º Secretário de Defesa dos Estados Unidos, substituído por Lovett durante o governo Truman.

[17] William Averell Harriman, foi um político e empresário do Partido Democrata estadunidense, foi também governador de Nova Iorque de 1951 a 1958.

[18] A Agência Mútua de Segurança foi estabelecida pelo congresso americano em 1951 e tinha o intuito de dar forças aos aliados dos Estados Unidos na Europa, através de assistência miliar e econômica, que renderia benefícios a longo prazo para o país.

[19] Brown Brothers Harriman & Co. é o maior e mais antigo banco privado americano. Geralmente apontado como tendo muita influência política e de interesses nos governos estadunidenses.

[20]  Psychological Strategy Board, ou PSB no inglês.

[2] Gordon Gray foi um oficial estadunidense associado à defesa nacional durante os governos de Harry Truman e Dwight Eisenhower.

[22] R. J. Reynolds é a segunda maior empresa de tabaco estadunidense.

[23] Prescott Bush foi senador dos Estados Unidos pelo estado de Connecticut e banqueiro de Wall Street junto com os Brown Brothers Harriman, ele também é pai do ex-presidente estadunidense George H. W. Bush.

[24] Lindon B. Johnson, ou popularmente chamado LBJ, foi o 36º presidente estadunidense, tendo assumido logo após a morte de Kennedy.

[25] William P. Barr foi um

[26] Pam Pac Machines Ltd. Empresa de embalagens estadunidense.

RantBrso, tradução Max Quintanilha Barison

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-secreta-do-skull-bones/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-origem-secreta-do-skull-bones/

A Cerimônia de Eorthe

Ad Gaia Qui Laetificat Juventutem Meam

Ordem dos Nove Ângulos 1994

 

Tradução por Diabolus Shugara

 

Introdução

A Cerimônia que segue serve para dois propósitos: I) Como uma consagração de um Templo ao ar livre; II) Como um prelúdio para a abertura de um Portal Terra (qv os vários MSS Nove Ângulos). A Cerimônia é presidida pela Senhora da Terra, como é de costume em Templos Satânicos Tradicionais a Senhora conduzir todos os ritos de Iniciação e Consagração.

 

Uma vez que uma locação ao ar livre foi escolhida, o Templo é marcado por sete pedras, de acordo com os preceitos da Tradição Satânica. Também, uma área que serve como “antecâmara” para o circulo principal é usualmente estabelecida.

 

Participantes

Senhora da Terra – Veste carmesim

Mestre do Templo – veste azul

Sacerdotisa – nua

Sacerdote – nu

Congregação – veste negra

Guardião – veste negra e mascara

 

Itens Requeridos

Tetraedro de cristal, colocado sobre uma peça de carvalho;

Incenso – uma combinação de aveleira, faia e civit.

 

Tempo

Crepúsculo; meio/fim de Maio, ou no ou por volta do Solstício de Verão. O rito deve ser programado para ocorrer durante o Fluido Vermelho da Sacerdotisa.

 

O Rito

Exatamente antes da Cerimônia, o Mestre e Senhora conduzem uma forma do “Rito de Lacrar” (qv o Livro Negro de Satan I) dentro da área do Templo, usando o tetraedro de cristal. Eles então partem (ie para a “antecâmara”). O Guardião do Templo entra. É sua tarefa preparar uma cavidade na Terra, dentro do qual o cristal será colocado e enterrado durante o Rito. Uma vez isso completo (a cavidade usualmente sendo estabelecida no centro do Templo) ele incensa a área, e parte.

Todos reunidos dentro da “antecâmara”. Há um tempo de silencio, e uma flauta é tocada, a duração é decidida pela Senhora. Quando preparada, a Senhora leva todos os presentes para dentro do Templo, e o “Agios o Baphomet” é cantado em uníssono por todos os presentes. O canto é cantado por um ciclo de sete, durante o qual o Guardião acende as lanternas posicionadas pelas pedras, e quaisquer outras velas presentes (ie. sobre o carvalho, e de cor púrpura). Mais incenso é adicionado.

Uma vez o canto completo, o Sacerdote e Sacerdotisa dão um passo a frente para encarar o Mestre e Senhora, que saúdam eles com um beijo. O Mestre segura o cristal para a Senhora, dizendo:

Agios Satanas!

 

A Senhora responde dizendo:

Dominus Diabolus Sabaoth. Tui sunt caeli.

Todos respondem:

Tua est terra!

A Senhora segura o cristal em suas mãos, palmas para cima. Mestre, Sacerdote e Sacerdote então colocam suas mãos sobre o cristal. A congregação começa uma dança circular, modo da lua, e quietamente, ritmicamente entoa:

 

Erce, eorthan modor.

A Senhora começa o canto “Ad Gaia…”, e o Mestre, então a Sacerdotisa, então o Sacerdote, entram no canto nos pontos apropriados. Todos performam um ciclo de nove.

 

Quando completo, a Senhora segura o cristal para a Sacerdotisa. A Sacerdotisa então fica sobre a área da cavidade, segurando o cristal, com sua cabeça ao Norte. O Sacerdote desperta ela, locis muliebribus, estimulando o Fluido Vermelho. Então a união sexual começa, durante o qual ambos visualizam um caos primal sendo trazido das estrelas para dentro de seus corpos e dentro do cristal, forçando a abertura de um Portal Estrela.

 

Durante a união, o Mestre e Senhora colocam suas mãos sobre o Sacerdote e Sacerdotisa. O Mestre entoa “Agios o Atazoth” enquanto a Senhora diz:

 

Thu art eorthe to goode seede,

Of thee spong theo edi bleede,

Sprungs blostme of one leere

Yhe is whit of lime and leere

Yhe is fayr and flur of alle.

Ambos visualizam a energia da união e o cristal unidos, como espalhando pelo exterior para se ligar ao Templo.

Então, Mestre, Senhora e a congregação começam “Erce eorthan modor” como um canto (a congregação continua com sua dança circular).

 

Uma vez que a união está completa (com a Sacerdotisa tendo alcançado seu clímax primeiro), a Sacerdotisa deposita um pouco do elixir dentro da cavidade. Ambos são levantados pelo Mestre e Senhora, e se juntam no canto.

 

A Senhora então, em um ponto apropriada de sua escolha, segura o cristal com a Sacerdotisa, e ambas, enquanto continuam o canto, descem o cristal dentro da cavidade. Enquanto o cristal é colocado dentro, a Senhora quietamente diz:

Suspice, Gaia, munus quod tibi offerimus memoriam recolentes Atazoth

A Senhora e Sacerdotisa então enchem a cavidade com terra, continuando o canto “Erce…”. Quando acabado, a Senhora sinaliza para o Guardião tocar o sino do Templo, uma vez. O canto e a dança circular cessam.

 

Após alguns momentos de silencio, o Mestre e Sacerdote começam o canto  “Aperiatur terra…” (veja ilustração). Eles então unidos, nas seções apropriadas, pela Senhora e a Sacerdotisa cantando em uníssono. O canto é direcionado em direção da área do cristal.

 

Uma vez terminado, outros poucos momentos de silencio; então, sozinha, a Senhora canta mais uma vez, o “Agios o Baphomet”. Durante isso, todos os presentes visualizam a área do Templo radiando uma energia primal, com o Portal Estrela completamente aberto acima, através do qual está descendo formas como dragões. Essa visualização continua, até, ao sinal da Senhora, o Guardião toca o sino do Templo sete vezes.

 

 

O que então segue, é a abertura de um Portal Terra durante o qual os cantos planetários são empregados. (com a seqüência arranjada para acabar na esfera apropriada) [para detalhes desse rito em particular, veja Naos e MSS dos “Nine Ângulos”], e/ou uma performance da Missa Negra (qv. Livro Negro I). A energia gerada por todos os ritos subseqüentes deve ser direcionada em direção da área do cristal (o altar humano é usualmente colocado sobre essa área).

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-cerimonia-de-eorthe/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-cerimonia-de-eorthe/

Longevidade e Mortalidade

Gilberto Antônio Silva

Os temas “longevidade” e “imortalidade” são recorrentes dentro do Taoismo. Há milênios que os antigos chineses se debruçam sobre esses problemas, buscando soluções muitas vezes pitorescas. Mas qual seria a real importância de se obter a longevidade? E, quando falha a busca pela imortalidade, como lidar com nossa própria mortalidade? São questões que muito importam aos taoistas do século XXI.

A pouco mais de um mês perdi um professor e amigo, alguém muito importante e que possuía um conhecimento tremendo de Medicina Chinesa, Qigong e artes marciais internas. Foi algo inesperado, súbito e decisivo do tipo “uma hora está aqui e na outra não está mais”. E o que mais me marcou nesse evento foi, mais uma vez, a certeza de que todos estamos nesse mesmo processo e podemos ter nosso cartão carimbado a qualquer momento.

Existe uma ideia equivocada, mas muito difundida, de que mestres em artes taoistas vivem muitos anos a mais que a média das pessoas. Isso não é necessariamente verdade. Embora existam mestres de grande longevidade, isso não é uma norma. No Brasil, Mestre Liu Pai Lin fez seu passamento com 93 anos, enquanto Mestre Wu Jhy Cherng nos deixou aos 45 anos. Na verdade, Paramahansa Yogananda afirmou que, em geral, os mestres yogues vivem cerca de 60 anos, pouco mais. Então devemos enxergar algo de muito importante nisso: a longevidade deve ter um motivo e a imortalidade é relativa.

Dediquei o último capítulo de meu livro “26 Dicas de Saúde da Medicina Oriental” à longevidade. E o que digo lá repito aqui: a longevidade, em si mesma, nada representa; o importante é o que fazemos com nossa longevidade. Qual meta temos, quais objetivos almejamos, o que pretendemos fazer com nossos muitos anos a mais. Isso é de total importância nesse assunto. Bruce Lee viveu apenas 33 anos, mas seu trabalho servirá de inspiração e ensinamento por muitas décadas. Swami Vivekananda morreu com 39 anos, mas seu trabalho foi fundamental na introdução do pensamento indiano e do Yoga no Ocidente no início do Século XX. Então o período de vida de uma pessoa é relativo e a longevidade, se adquirida, deve ser utilizada para algum objetivo.

Do mesmo modo a imortalidade é relativa. No início, há cerca de 2.200 anos, era uma busca pela imortalidade física por meio de elixires feitos com substâncias químicas muitas vezes venenosas. Muitos alquimistas e alguns imperadores chineses morreram dessa forma (esse conhecimento chegou à Europa través dos árabes e levou a outro contingente de vítimas). John Blofeld encontrou reclusos taoistas na década de 1930 que ainda acreditavam na obtenção da imortalidade física. Apesar disso, a partir do segundo século de nossa era os alquimistas chineses perceberam que a imortalidade tinha mais a ver com o espirito do que com o corpo e que se integrar ao Tao após a morte seria uma maneira mais consistente de obter a tão sonhada imortalidade. Nascia a Alquimia Interna, que busca obter a realização com o Tao ao mesmo tempo em que promove a longevidade. É aí que nossa busca se afunila.

Obter a imortalidade pelo aprofundamento no Tao é algo complicado e que demanda grande esforço por muito tempo. Nada mais natural, portanto, que se busquem práticas que acentuem a saúde e prolonguem a vida de modo a ter tempo hábil para finalizar esse projeto ou, ao menos, adiantar o máximo possível.

Como ninguém sabe exatamente quando sua validade vence neste planeta, procurar se cuidar e se adiantar no Caminho é a coisa mais lógica a se fazer. Porque morrer é parte do processo, parte integrante do fluxo ininterrupto de ciclos a que estamos submetidos assim como todos nesse Universo Manifestado, que o Yi Jing já explicava há 3.000 anos.

Encarar nossa própria mortalidade faz parte da busca pelo Tao e mostra o quanto próximo estamos deste objetivo. Uma de minhas histórias preferidas é de Zhuangzi, um dos mais claros taoistas do Período Clássico chinês.

“A mulher de Zhuangzi morreu e Huizi chegou a fim de o consolar, mas Zhuangzi permaneceu sentado de pernas cruzadas, a bater numa bacia surrada e a cantar.

Huizi disse: “Viveste com ela como homem e mulher, e ela criou-te os filhos. Na morte o que pelo menos devias fazer seria sentir vontade de prantear, em vez de estares por aí a fazer da bacia um tambor e a cantar – isso não está certo.”

Zhuangzi respondeu: “Certamente que não. Quando ela morreu, decerto que fiz o luto tal como toda a gente! Contudo, recordei que ela já existia antes, num estado anterior ao do nascimento. Na verdade, não só antes que nascer, mas antes do seu corpo ser sequer criado. Não só sem forma como sem substância, mas antes mesmo do seu sopro vital ser adicionado ao seu corpo. E por meio do maravilhoso mistério da mudança foi-lhe atribuído o alento de vida. Esse alento vital forjou uma transformação e ela passou a possuir um corpo. O seu corpo gerou outra transformação e ela morreu. Ela assemelha-se às quatro estações, na forma como a primavera, o verão, o outono e o inverno se sucedem. Agora encontra-se em paz, a repousar no seu ataúde, mas se eu me entregar aos soluços e ao pranto decerto parecerá que eu não compreenda o destino. É por isso que me abstenho.”

Vemos que Zhuangzi percebeu ser uma incoerência tentar compreender o funcionamento do Universo e não estender esse conhecimento à morte de um ente querido. Mas, mesmo assim, passou pelo luto normal. Quando percebemos, ainda que muito superficialmente, as ações do Tao, ampliamos nossa compreensão das coisas ainda que não percamos totalmente nossa natureza emocional humana. Muitas pessoas acham que um taoista não deve se emocionar com o mundo, mas isso é falso. Por mais iluminados que sejam, não conseguem deixar de serem humanos. E isso não é apenas no Taoismo. Consta que o grande iniciado tibetano Milarespa chorou copiosamente a morte de um filho. Uma importante Mestra Zen, Sul, perdeu sua neta e chorou copiosamente. Ao ser questionada, disse que suas lágrimas ”eram maiores que todos os Sutras, que todas as palavras dos Patriarcas e de todas as possíveis cerimônias”. As pessoas próximas não entenderam, mas ela falava sobre a própria alma humana.

O que nos torna humanos é nossa capacidade de almejar elevados níveis espirituais enquanto convivemos com nossas fraquezas e, eventualmente, as sobrepujamos. Ser humano é apontar nossa cabeça para o Céu enquanto plantamos firmemente os pés na Terra. Obter longevidade é uma ferramenta poderosa para ter tempo de superar o ego e poder atingir a imortalidade na fusão com todas as coisas.

A busca pela imortalidade espiritual passa pela superação de nossa própria mortalidade humana.

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, atua amplamente na pesquisa e divulgação desta fantástica filosofia e cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo, Coordenador Editorial da Revista Brasileira de Medicina Chinesa e Editor Responsável da revista Daojia, especializada em filosofia e artes taoistas e cultura chinesa. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/longevidade-e-mortalidade

A História da Terapia Por Choque em Psiquiatria

As primeiras décadas do século XX testemunharam uma grande revolução na nossa compreensão e no tratamento das doenças mentais. Até então, pessoas portadoras de psicose eram simplesmente trancadas em asilos para loucos, onde recebiam apenas alguns cuidados simples e, algumas vezes, apoio social, sem que nenhuma terapia efetiva estivesse disponível para os “alienistas”, como os psiquiatras eram então denominados. Mesmo quando reformadores médicos bem-intencionados, tais como Phillipe Pinel, conseguiram amenizar em parte as aterrorizantes condições existentes nos asilos para loucos, ainda não existiam tratamentos de rotina realmente efetivos no começo do século XXI.

A primeira revolução na terapia científica da loucura foi baseada nas teorias da mente proposta pelo médico austríaco Sigmund Freud, o fundador da psicanálise. O valor dessa abordagem se tornou evidente para o tratamento de distúrbios mentais de gravidade leve ou média, particularmente nas neuroses; mas pouco representou de efetivo para o tratamento doenças mentais mais graves, como as psicoses. No entanto, isso começou a mudar no começo da década de 30. Os métodos psicoterapêuticos passaram a ser suplementados ou até substituídos por abordagens físicas, usando drogas, terapia eletroconvulsiva, e cirurgia.

O conhecimento de que o trauma encefálico, as convulsões e a febre alta podiam ser usados para amenizar distúrbios mentais não é novo em Medicina. Hipócrates foi o primeiro a notar que as convulsões induzidas por malária em pacientes insanos era capaz de curá-los. Na Idade Média, alguns médicos observaram os mesmos fenômenos após um severo surto de febre, tal como o que ocorreu durante epidemias de cólera em asilos para doentes mentais. Em 1786, um médico chamado Roess observou que pacientes mentais melhoravam após a inoculação com vacina contra a varíola. Além disso, muitos médicos ao longo dos séculos notaram que havia poucos epilépticos que também eram esquizofrênicos, e uma teoria biológica sobre a incompatibilidade entre as convulsões e doenças mentais gradualmente se desenvolveu.

É conhecido, também que durante muito tempo os médicos foram fascinados com a idéia de tratar doenças mentais e neurológicas usando a eletricidade.

Entre 1917 e 1935, quatro métodos para produzir choque fisiológico foram descobertos, testados e usados na prática psiquiátrica, todos no continente europeu:

  • Febre induzida por malária, para tratar paresia neurosifilítica, descoberta em Viena por Julius Wagner-Jauregg, em 1917;

  • Coma e convulsões induzidas por insulina, para tratar esquizofrenia, descoberta em Berlim por Manfred J. Sakel, em 1927;

  • Convulsões induzidas por metrazol, para tratar esquizofrenia e psicoses afetivas, descoberta em Budapest por Ladislaus von Meduna, em 1934, e

  • Terapia por choque eletroconvulsivo, descoberta por Ugo Cerletti e Lucio Bini em Roma, 1937.

O advento do tratamento das psicoses usando choque fisiológico aumentou a oposição entre duas escolas de pensamento em psiquiatria: a psicológica e a biológica.

A “escola psicológica” interpreta a doença mental como sendo devida a desvios na personalidade, problemas surgidos durante o crescimento, no controle de impulsos internos, e a outros fatores originados externamente. Esta escola, tipificada pelos psicanalistas, foi fundada por Sigmund Freud no começo do século XX.

A “escola biológica”, ao contrário, considera que as doenças mentais, particularmente as psicoses, são causadas por alterações patológicas, químicas ou estruturais do cérebro. Devido à essas diferenças, as abordagens terapêuticas adotadas por cada escola são marcadamente diferentes. O sucesso da terapia por choque, em virtude de, evidentemente, causar alguma alteração drástica no ambiente interno do cérebro, e, consequentemente, nas funções das células nervosas, foi um forte argumento a favor das causas biológicas de muitas doenças mentais.

Febre e Doença Mental

O primeiro pesquisador a investigar sistematicamente o elo entre febre e doença mental foi o médico austríaco Julius Wagner von Jauregg. Ele observou que pacientes loucos melhoravam consideravelmente após sobreviverem à febre tifóide, erisipela e tuberculose. Impressionado pela coincidência de que todos estes pacientes tinham episódios de febre alta e inconsciência, ele começou a fazer experimentos com vários métodos de induzir febre, tais como infecção por erisipela, injeções de tuberculina, tifóide, etc. sem muito sucesso.

O primeiro grande achado de Wagner-Jauregg aconteceu quando ele tratou a paresia generalizada, uma doença neuropsiquiátrica comum e extremamente grave, e que é causada por neurosífilis avançada (sua verdadeira causa era desconhecida na época). A paresia, também chamada de demência paralítica, era uma doença incurável e quase sempre fatal, e os asilos psiquiátricos estavam repletos de pacientes com ela, devido à inexistência de tratamentos efetivos para a sífilis. Esta doença é acompanhada por uma pronunciada degeneração progressiva, incluindo convulsões, ataxia (incoordenação motora), déficits na fala e paralisia geral. Na área mental, ela causa mania, depressão, paranóia e comportamento violento, incluindo suicídio, delírio, perda da memória, desorientação e apatia.

A descoberta de Wagner-Jauregg foi inspirada por uma série de revolucionárias descobertas médicas em microbiologia. Em 1985, Ronald Ross descobriu na Índia que a malária é causada por um parasita transmitido pelo mosquito Anopheles. Em 1905, Schaudinn, na Alemanha, descobriu o agente patológico para a sífilis, o Treponema pallidum. No mesmo ano, Karl Landsteiner provou que a febre era capaz de matar os espiroquetas que causavam a sífilis. No ano seguinte, Wassermann descobriu o teste sorológico para sífilis, o qual é usado até hoje para detectar precocemente a existência de infecção, e em 1908 ele foi usado pela primeira vez para testar o fluído cérebroespinhal. Em 1909, após 605 tentativas de achar uma quimioterapia para a sífilis, Paul Ehrlich conseguiu o sucesso com o salvarsan ou o “Composto 606”, a base de arsênico, o qual foi a primeira substância a ser cientificamente projetada para ser usada para combater micróbios, na história da Medicina. Finalmente, em 1913, Noguchi e Moore demonstraram que a paresia generalizada era de fato uma infecção do sistema nervoso pela sífilis, e esta foi a primeira vez na história médica que um tipo de distúrbio mental ou loucura pode ser atribuído a uma alteração biológica do cérebro! A escola biológica de psiquiatria tinha conseguido uma tremenda vitória.

Wagner-Jauregg, que era atento à qualquer associação que surgisse entre febre e paresia, não demorou muito em inocular, em julho de 1917, o sangue contaminado de um soldado malárico em nove pacientes com paresia crônica. O resultado foi impressionante: ele conseguiu recuperação completa em quatro desses pacientes e uma melhora em mais dois. Em seguida, ele elaborou e testou um complexo protocolo de tratamento em 275 pacientes sifilíticos que tinham o risco de adquirir paresia. Primeiro ele testou o sangue e líquido céfaloraquidiano desses pacientes, usando a reação de Wassermann, e em seguida os tratou com sangue malárico, seguido por doses de quinino (de modo a brecar a infecção pela malária), alternadas com injeções de neosalvarsan, para limpar o sangue de espiroquetas. Seu grau de sucesso foi notável: 83% dos pacientes ficaram livres de contrair paresia. Por esta descoberta, Wagner-Jauregg ganhou o Prêmio Nobel em 1927.

Atualmente, a demência paralítica é uma complicação rara da sífilis, e o tratamento de Wagner-Jauregg foi suplantado pelo uso de antibióticos.

Terapia Por Choque Insulínico

O segundo grande avanço no tratamento de psicoses por choque ocorreu em 1927, através da descoberta de um jovem neurologista e neuropsiquiatra polonês chamado Manfred J. Sakel.

Enquanto era residente do Hospital Lichterfelde para Doenças Mentais, em Berlim, ele provocou um coma superficial em uma mulher viciada em morfina, usando uma injeção de insulina, e obteve uma notável recuperação de suas faculdades mentais.

A insulina tinha sido descoberta em 1921 por dois pesquisadores médicos canadenses Frederick Banting e Charles Best, como o hormônio fabricado pelo pâncreas, responsável pela manutenção do equilíbrio de glicose no corpo. A falta de insulina causa diabetes, ou hiperglicemia (excesso de glicose), enquanto seu excesso natural ou artificial causa hipoglicemia, o qual leva ao coma e convulsões, devido ao déficit de glicose nas células cerebrais.

O motivo de Sakel usar insulina foi o seguinte:

“Minha suposição foi que alguns agentes nocivos enfraqueceriam a resistência e o metabolismo das células nervosas…uma redução no gasto de energia da célula, isto é, ao invocarmos uma menor ou maior hibernação nela, bloqueando a célula com insulina, isso a forçará conservar a sua energia funcional e armazená-la, de modo a ficar disponível para o reforço da célula.”

Sakel descobriu acidentalmente, ao causar convulsões com uma dose excessiva de insulina, que o tratamento era eficaz para pacientes com vários tipos de psicoses, particularmente a esquizofrenia. Em 1930 ele começou a aperfeiçoar aquilo que se tornou conhecido como a “Técnica de Sakel” para tratar esquizofrênicos, primeiro em Viena, na Clínica de Neuropsiquiatria da Universidade, e a partir de 1934, nos Estados Unidos, para onde fugiu do regime nazista. A comunicação oficial desta técnica foi feita em setembro de 1933, e foi entusiasticamente recebida. Até então, nenhum tratamento biológico para esquizofrenia estava disponível. A abordagem de Sakel foi um método fisiológico prático e efetivo para atacar a mais debilitante e cruel das doenças mentais. Esta foi uma das mais importantes contribuições jamais feitas pela psiquiatria.

De acordo com os achados de Sakel, mais de 70 % de seus pacientes melhoraram após a terapia por choque insulínico. Dois amplos estudos realizados nos EUA, em 1939 e 1942, deram a ele fama e ajudaram sua técnica a se expandir rapidamente ao redor do mundo. De acordo com o estudo de 1939, publicado pela American Psychiatric Association por R. Ross e Benjamin Malzberg, entre 1757 casos de esquizofrenia tratados por terapia por choque insulínico, 11 % tiveram uma pronta e total recuperação, 26.5 % apresentaram uma grande melhora e 26 % tiveram alguma melhora. O segundo estudo, realizado no Hospital da Pensilvânia, tiveram uma taxa de melhora de 63 %, com 42 % dos pacientes ainda em boas condições mentais após dois anos de seguimento.

O entusiamo inicial foi seguido pela diminuição no uso da terapia por coma insulínico, depois que estudos controlados adicionais mostraram que a cura real não era alcançada e que as melhoras eram na maioria das vezes temporárias. Contudo, como o método de Sakel é a mais amena e menos deletéria de todas as técnicas, estava ainda em uso até recentement,e em muitos países.

Convulsões Químicas e Esquizofrenia

Em 1933, no mesmo ano que Sakel anunciou oficialmente seus resultados com a terapia por coma insulínico, um jovem médico húngaro chamado Ladislaus von Meduna, trabalhando no Instituto Interacadêmico de Pesquisa Psiquiátrica, em Budapest, deu início àquilo que se tornaria uma abordagem inteiramente nova para o uso do choque fisiológico no tratamento da doença mental. Sem saber das investigações de Sakel, Meduna estudou os cérebros e as histórias de doença mental de esquizofrênicos e epilépticos, e notou que parecia existir um “antagonismo biológico” entre estas duas doenças do cérebro. Meduna raciocinou então que convulsões epilépticas “puras” induzidas artificialmente poderiam ser capazes de “curar” a esquizofrenia.

Ele então começou a testar vários tipos de drogas convulsivas em animais, e logo depois em pacientes, também. Seu ideal era alcançar convulsões reproduzíveis e completamente controláveis. A primeira substância que ele testou, em 1934, foi a cânfora, mas os resultados não foram significativos. Ele também testou estricnina, tebaína, pilocarpina e pentilenotetrazol (também conhecido com metrazol ou cardiazol), sempre injetando-as por via intramuscular. Sakel também usou muitas destas drogas junto com a insulina, afim de aumentar as convulsões, mas nunca sozinhas. Entretanto, o ideal de Meduna foi alcançado somente quando ele experimentou injeções intravenosas de metrazol. As convulsões ocorriam rápida e violentamente, e eram dose-dependentes. Após uma série de 110 casos, Meduna pôde registrar uma freqüência de altas de 50 %, com notável melhora e mesmos algumas “curas dramáticas”.

Meduna comunicou seus achados à comunidade psiquiátrica reunida em Münsingen, na Suiça, em 1937, para discutir a terapia por choque pioneiramente iniciada por Sakel. A partir daí, dois campos foram firmemente estabelecidos em relação à terapia por choque fisiológico: o daqueles que defendiam a terapia insulinica e o daqueles que eram a favor das convulsões induzidas por metrazol. O metrazol era mais barato, muito mais fácil de usar e mais propenso a induzir convulsões de forma repetível. O coma por insulina requeria cinco a nove horas de hospitalização e um seguimento mais trabalhoso, mas ela era facilmente controlada e terminada com injeções de adrenalina e glicose, quando necessário. Por sua vez, o metrazol era mais forte e mais difícil de controlar. A terapia por insulina causava poucos efeitos colaterais, enquanto que as convulsões por metrazol eram as vezes tão severas que causavam fraturas espinhais em 42 % dos pacientes !

Meduna foi forçado a imigrar para Chicago, nos EUA, em 1939, e de lá ele continuou suas pesquisas sobre convulsões por metrazol. Eventualmente, a comunidade científica reconheceu que a teoria de incompatibilidade biológica entre convulsões e esquizofrenia não era verdadeira, mas que as convulsões provocadas artificialmente tinham o seu valor em psiquiatria.

Em 1940, A.E. Bennett, um psiquiatra, combinou injeções de metrazol com curare para neutralizar as fortes contrações musculares que eram responsáveis por estes e outros incidentes. Curare é um agentes muscular paralizante que é extraído de plantas da América do Sul por índios, para fazer flexas e dardos envenenados. Ele ocupa os receptores nervosos nos músculos, bloqueando a ação normal do neurotransmissor acetilcolina, liberado pelas células motoras naquele ponto. Posteriormente, a escopolamina também foi usada em conjunto com metrazol e curare, para sedar o paciente e evitar o terror de estar sujeito a convulsões violentas enquanto conscientes (esta era uma vantagem da insulina).

Entretanto, em testes controlados, o metrazol pareceu ser menos eficiente do que a insulina no tratamento da esquizofrenia, particularmente na doença crônica. Ele foi mais efetivo em tratar as psicoses afetivas, tais como a doença maníaco-depressiva e da epressão psicótica, alcançando mais de 80 % de melhora nos pacientes.

Devido à aparência de muitos métodos para tratar doenças mentais, incluindo neurolépticos e terapia eletroconvulsiva, o metrazol foi gradualmente descontinuado no final dos anos 40 e não mais utilizado. Atualmente, sua importância é unicamente histórica.

A Terapia Por Choque Eletroconvulsivo

Em 1937, um neurologista italiano chamado Ugo Cerletti estava convencido que as convulsões induzidas por metrazol eram úteis para o tratamento de esquizofrenia, mas muito perigosas e incontroláveis para serem aplicadas (naquele tempo não havia um antídoto para parar as convulsões, como acontecia com a insulina). Além disso, os pacientes tinham muito medo da terapia.

Cerletti sabia que um choque elétrico aplicado à cabeça produzia convulsões, pois, como um especialista em epilepsia, ele tinha feito experimentos com animais para estudar as consequências neuropatológicas de ataques repetidos de epilepsia. Em Genova, e posteriormente em Roma, ele usou equipamentos de eletrochoque para provocar crises epilépticas em cães e outros animais. A idéia de usar o choque eletroconvulsivo em seres humanos ocorreu-lhe pela primeira vez ao observar porcos sendo anestesiados com eletrochoque, antes de serem abatidos nos matadouros de Roma. Ele então convenceu dois colegas Lucio Bini e L.B. Kalinowski (um jovem médico alemão) a ajudá-lo a desenvolver um método e um equipamento para ministrar breves choques elétricos em seres humanos.

Eles inicialmente experimentaram vários tipos de dispositivos em animais, até determinarem os parâmetros ideais e aperfeiçoarem a técnica, antes de iniciarem uma série de eletrochoques em sujeitos humanos (com esquizofrenia aguda). Após 10 a 20 eletrochoques em dias alternados, a melhora na maioria dos pacientes começou a se tornar evidente. Um dos benefícios inesperados do eletrochoque transcraniano foi que ele provocava amnésia retrógrada, ou seja, uma perda de todas as memórias de eventos imediatamente anteriores ao choque, incluindo a sua percepção. Assim, os pacientes não tinham sentimentos negativos relacionados à terapia, como acontecia com o choque por metrazol. Além disso, o eletrochoque era mais seguro e mais bem controlado, e menos perigoso para o paciente do que o metrazol.

Em 1939, Kalinowski começou um tour para anunciar a terapia por choque eletroconvulsivo ao redor do mundo, visitando a França, Suiça, Inglaterra e Estados Unidos. Pesquisadores que adotaram o método de Cerletti-Bini logo descobriram que ele parecia ter efeitos espetaculares sobre os distúrbios afetivos. De acordo com E.A. Bennett, 90 % dos casos de depressão severa que eram resistentes a todos os tratamentos, desapareceram após três ou quatro semanas de eletrochoques. Logo, o curare e escopolamina estavam sendo usados em conjunto com a terapia eletroconvulsiva, e gradualmente substituíram o choque induzido por insulina e metrazol.

O eletrochoque começava então a sua longa jornada como a terapia de choque de escolha, na maioria dos hospitais e asilos ao redor do mundo. Outros tipos de terapia por choque foram brevemente testados, tais como a indução de febre por meio de microondas radiomagnéticas, anóxia cerebral transitória induzida pela respiração de uma mistura de oxigênio e nitrogênio, e pela crioterapia (redução da temperatura do corpo). Os resultados foram dúbios na maioria das vezes, e estas técnicas foram logo abandonados em favor da terapia eletroconvulsiva, mais prática, efetiva e barata.

Aperfeiçoamentos significativos na técnica de eletrochoque foram feitos desde então, incluindo o uso de relaxantes musculares sintéticos, tais como succinilcolina, a anestesia de pacientes com agentes de curta duração, a pré-oxigenação cerebral, o uso de EEG para monitoração da crise, e melhores dispositivos e formas de onda para ministrar o choque transcraniano. Apesar destes avanços, a popularidade da terapia eletroconvulsiva diminiu grandemente nas décadas de 60 e 70, devido ao uso de neurolépticos mais efetivos e como resultado de um forte movimento politicamente antagônico ao eletrochoque em psiquiatria, como veremos abaixo. Entretanto, a terapia eletroconvulsiva voltou a ganhar evidência nos últimos 15 anos, devido à sua eficácia. É a única terapia somática da década dos 30 que permanece em grande uso hoje. Entre 100.000 e 150.000 pacientes são submetidos à terapia por eletrochoque anualmente nos EUA, em função de condições médicas estritamente definidas.

Muitas personalidades importantes foram submetidas à terapia por choque. Entre elas estão:

  • Terapia por coma insulínico: James Forrestal (primeiro Secretário de Defesa dos EUA, que cometeu suicidio em 1949), o dançarino de ballet russo Vaslav Nijinski, e Zelda Fitzgerald (mulher do autor Scott Fitzgerald).

  • Terapia por choque eletroconvulsivo: o escritor Ernest Hemingway (que se baleou na cabeça pouco tempo depois de se submeter ao tratamento na Mayo Clinic), os poetas Silvia Plath (que também cometeu suicídio) e Robert Lowell, o artista Paul Robeson, o estrela de rock Lou Reed, as atrizes de Holliwood Frances Farmer (que posteriormente foi lobotomizada) e Gene Tierney, os pianistas Vladimir Horowitz e Oscar Levant, e o animador de TV americano Dick Cavett.

A Reação Contra o Eletrochoque como aconteceu com a psicocirurgia, a terapia por eletrochoque foi muitas vezes usada de forma polêmica. Em primeiro lugar, ocorreram muitos casos em que o eletrochoque era usado para subjugar e controlar pacientes em hospitais psiquiátricos. Pacientes problemáticos e rebeldes recebiam várias sessões de choque por dia, muitas vezes sem sedação ou imobilização muscular adequadas.

O historiador médico David Rothman afirmou em uma reunião de Consenso Clínico do NIH sobre terapia por eletrochoque em 1985:

“A terapia por eletrochoque se destaca de forma praticamente solitária entre todas as intervenções médicas e cirúrgicas, no sentido em que seu uso impróprio não tinha a meta de curar, mas sim o de controlar pacientes para o benefício da equipe hospitalar”

Na década dos 70, começaram a surgir importantes movimentos contra a psiquiatria institucionalizada, na Europa e particularmente nos EUA. Juntamente com a psicocirurgia, a terapia por eletrochoque foi denunciada pelos partidários dos direitos humanos, e o mais famoso libelo de todos foi um romance escrito em 1962 por Ken Casey, baseado em sua experiência pessoal em um hospital psiquiátrico no Oregon. Intitulado “One Flew Over the Cuckoo’s Nest”, o livro foi posteriormente roteirizado em um filme de grande sucesso, dirigido pelo tcheco Milos Forman, que recebeu no Brasil o título de “Um Estranho no Ninho “, com o ator Jack Nicholson. Uma exposição desfavorável na imprensa e na TV desembocaram em uma série de processos jurídicos por parte de pacientes envolvidos em abusos da terapia por eletrochoque.

Em meados de 1970, a terapia por eletrochoque estava derrotada como prática terapêutica. Em seu lugar, os psiquiatras passaram a fazer um uso cada vez maior de novas drogas poderosas, tais como a torazina e outros fármacos antidepressivos e antipsicóticos.

Renato M.E. Sabbatini , PhD é neurocientista e especialista em informática médica, com doutorado em neurofisiologia pela Universidade de São Paulo, Brasil, e cientista convidado do Instituto Max Planck de Psiquiatria, em Munique, Alemanha. Ele é o diretor do Núcleo de Informática Biomédica e professor livre-docente e coordenador da área de informática médica da Faculdade de Ciências Médicas, ambos na Universidade Estadual de Campinas, Brasil. Email: sabbatin@nib.unicamp.br

Copyright 1997 Universidade Estadual de Campinas

Renato M.E. Sabbatini, PhD

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-historia-da-terapia-por-choque-em-psiquiatria/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-historia-da-terapia-por-choque-em-psiquiatria/

BDSM e Magia Sexual

Em um curto espaço de tempo, os flagelantes da Peste Negra, terrível epidemia que varreu a Europa entre os anos de 1347 e 1350, transformaram-se de exemplo de temor a Deus a pervertidos morais. Só os membros da realeza e do clero, encontravam abrigo em castelos, palácios ou residências nas montanhas.

Onde a epidemia raramente chegava; aqueles homens misteriosos, munidos apenas de túnicas e capuzes negros, e seus inseparáveis chicotes, despertavam admiração e respeito, mas também a imaginação libidinosa das recatadas senhoras nas cidades e vilarejos por onde passavam. Da noite para o dia, o clero ( principalmente o alemão ) começou a enxergar um significado paralelo, nas andanças daqueles homens e do tipo de reação que causavam naqueles que presenciavam suas auto-flagelações em praça pública.

“Não há nada de santo nesse ato, apenas uma cruel perversão sensual que choca e oprime a imaginação destes pobres desesperados com a Peste; que vêem nestes homens, exemplos inócuos a serem seguidos.” disse historicamente Helmut Schaff, um frade alemão responsável por monitorar e vigiar os deslocamentos dos flagelantes no norte e noroeste do país. Logo surgiriam as denúncias.

Como os flagelantes viviam da caridade daqueles que davam alimento e abrigo entre um canto e outro, não faltavam línguas venenosas, especialmente de vizinhas vingativas (algo que se repetiria na caçada às bruxas ) – nas paróquias, furtivamente estas senhoras de respeito, vinham confessar seus pecados antes de entregar a alma a Deus via Peste Negra, mas também aproveitavam a ocasião para denunciar as rivais.

Testemunhos como estes podem ser encontrados em atas religiosas da Idade Média: “Um flagelante passou a noite abrigado na casa de V… acordei de madrugada ouvindo gritos e barulho de chicotadas. Vi pela janela que o flagelante era chicoteado por V… e depois copulavam. Tudo acompanhado por preces, cânticos e incensos do Diabo ( o que quer que isso possa significar ).”

Friederich von Spee, autor de Cautio Criminalis, o livro que denunciava os crimes dos inquisidores alemães, deu seu depoimento sobre o caso:

“Pura covardia. Sem precedentes na história do cristianismo. Basta que apareça algo que coloque em risco a pretensa autoridade espiritual do alto clero, e logo surge algo para minar as legítimas demonstrações de fé dos homens não consagrados pela Igreja.”

A epidemia arrefeceu e com ela o número de flagelantes; mas a identidade sadomasoquista; semeava as origens que dariam os frutos proibidos nas palavras de Sade e Masoch. Von Spee poderia ter razão quanto as calúnias provocadas pelo clero contra a maioria dos flagelantes, mas não poderia ignorar jamais, a atmosfera sensual, alimentada por eles. Durante as procissões, as mulheres eram ampla maioria na “platéia”. Elas fantasiavam com aquelas cenas: num ambiente onde quase sempre eram dominadas, maltratadas, submissas e sofredoras – a relação fé, espiritualidade, sensualidade e blasfêmia, travavam uma batalha inglória nas mentes e nos corações que esperavam a chegada da morte a qualquer minuto.

Basta lembrar que durante o pico da epidemia, o clero perdeu qualquer autoridade espiritual sobre os fiéis, os mais diversos tabus sexuais eram quebrados sem nenhuma cerimônia. Portanto, castigá-los e depois consolá-los com carícias mais íntimas e acolhedoras era algo extremamente excitante para aquelas mulheres; como atesta este relato atribuído a esposa de um Barão de Marselha; que fazia parte da compilação de material erótico relacionado ao período da Peste na França, de propriedade de Rétif de la Bretonne, inimigo número um do Marquês de Sade, de quem fez uma bem sucedida paródia de Justine e os Infortúnios da Virtude:

Eis o relato:

“A noite escura, mais escura das noites. Esta noite é a noite deles. Quão adorável é este homem. Com sua face crua e lisa, protegida pelo negro capuz. Por que escondê-lo ? Protegê-la das minhas mãos ? Minhas carícias ? Talvez uma pequena punição. Para tu ou para mim (…) Confesse menino ! Venha confessar seus pecados para mim ! Te darei alimento, proteção e o que mais precisar (…)” O texto é atribuído a esposa de um rico barão francês da cidade de Marselha.

Lamentavelmente, Bretonne morreu enquanto preparava aquela que certamente seria mais uma das tacadas de mestre que ajudariam a pôr ainda mais lenha no forno do governo e do clero francês.  Da Idade Média e Renascimento para cá, pouca coisa mudou. Fingimos vivenciar a liberação sexual que se manifestou nas décadas de 20 e 30, principalmente na Europa e na década de 60 nos Estados Unidos. Nestes períodos, surgiram os Spankin’ Clubs. Um deles funcionava adjacente a Igreja de Satã na Califórnia.

Locais freqüentados por satanistas que também faziam uso das práticas sadomasoquistas mescladas a práticas de magia sexual, embora elas ainda não fizessem parte de termos litúrgicos. Foi em locais como este que gente como Zeena Galatea LaVey, que adotou o sobrenome do marido Nikolas Schreck após romper com o pai, ajudaram a desenvolver as práticas BDSM misturadas com rituais satanistas e ocultistas em geral.

ENTREVISTA COM ZEENA SCHRECK

COMO VOCÊ ENCAROU O BLOQUEIO DO SITE ?

(Antigo WWW.SADELICIOUS.ORG, voltado para práticas sadomasoquistas mescladas com magia sexual.)

Como mais um ato covarde do fundamentalismo cristão americano. Eles são piores que os muçulmanos. Se pudessem, e temo que um dia poderão, pois trabalham incessantemente para isso, vão decepar os clitóris das mulheres americanas para que não sintam prazer. Eu nunca estive tão horrorizada na minha vida.

O SITE NÃO ERA ABERTO AO PÚBLICO, SÓ SE TINHA ACESSO MEDIANTE A UMA SENHA. QUANTOS ASSOCIADOS VOCÊS TINHAM ? QUANTOS DELES ERAM MEMBROS DA WEREWOLF ORDER ?

Não era um site para curiosos. Era necessário um convite formal. Era para pessoas interessadas em desenvolver sua espiritualidade com o auxílio de atividades BDSM. Tínhamos 17 mil acessos diários onde as pessoas trocavam experiências, davam seus depoimentos. Eu nunca fui membro do site mas apresentava aos membros da Werewolf a idéia para aqueles interessados em integrarem-se ao que eu chamo de “Left Hand Path Sex.” Todos os vídeos alí eram reais, experiências sadomasoquistas mediadas por um sacerdote satanista do Templo de Set.

VOCÊ CONCORDA QUE A MULHER PODE TER MELHORES RESULTADOS VIA BDSM DO QUE O HOMEM ? DESENVOLVER EXPERIÊNCIAS MAIS ENRIQUECEDORES ?

Acho que a mulher consegue ver além da prática do sexo em relações sadomasoquistas. Não resta dúvida que o limiar entre prazer e dor, amor e espiritualidade caminham de mãos dadas. Para os homens, especialmente no início das práticas, eles têm enormes dificuldades em se concentrar em questões espirituais, desperdiçam força e energia. Mas quando superam essa barreira, tornam-se grandes mestres, como o sadomasoquismo exige. É imperiosa a necessidade de alertar que a prática de BDSM mesclada a rituais satanistas, despendem uma grande quantidade de energia que se não for bem aproveitada, pode acarretar sérios danos tanto a pessoa submissa quanto aquele que submete. É uma forma de magia como qualquer outra.

A ALGOLAGNIA É A PRÁTICA DE SE TRANSFORMAR DOR EM PRAZER SEXUAL. COMO SE DÁ A TRANSFORMAÇÃO DO PRAZER SEXUAL EM  ENERGIA ESPIRITUAL ?

Pegamos o exemplo dos flagelantes: não há como duvidar que a experiência deles difundia uma experiência transcendental mediante a punição do corpo. O que é o uso do cilício pela Opus Dei senão uma experiência mágico-sexual ? Uma forma de extrair energia e libertar e concentrar energia ? Eu já vi muitos depoimentos de ex-membros da Opus Dei que afirmam liberar energia sexual pelo uso do cilício. A diferença é que ela não era reaproveitada por eles, diferente de nós que reutilizamos essa energia na forma de ritos e feitiços.

DÊ NOS UM EXEMPLO INICIAL. PARA AQUELES QUE DESEJAM PRATICAR O BDSM MEDIANTE AS PRÁTICAS SATANISTAS.

Não é necessário ser um satanista para praticar. É simples. Para começar você deve escolher: você inicialmente quer desenvolver uma relação espiritual ou física ? Suas necessidades mais urgentes no momento concernem à alma ou ao seu corpo ? Se é uma questão espiritual ? Opte pela submissão. Comece pela sua presença numa Missa Negra com seu altar particular, só então tome parte em rituais adjuntos ao BDSM. Se a operação é voltada para o lado físico e material, assuma a posição dominante.


O BRANDING TÊM LUGAR NAS MISSAS NEGRAS BDSM ?

É tudo uma questão de escolha. Boa parte dos membros do Templo de Set passaram pela experiência do Branding em práticas de sodomia principalmente; mas creio que só seja indicado para pessoas já acostumadas com práticas sadomasoquistas. Mas não tenho nenhuma dúvida que seja das práticas mais corajosas e que se assemelham as Satanistas. Embora eu já tenha dito que a maioria dos praticantes de BDSM não sejam Satanistas. Temos Wiccans, Pagãos tradicionais, até mesmo Cristãos.


PARTICIPEI DE ALGUMAS MISSAS NEGRAS BDSM E FIQUEI IMPRESSIONADO COM A NATURALIDADE COM QUE ELAS FLUEM. PARECEM TER SIDO INVENTADAS HÁ MILÊNIOS. O QUÊ VOCÊ ACHA ?

Elas foram criadas com os flagelantes da peste negra. Mediante o medo da morte, as pessoas se libertavam por meio da sexualidade reprimida. Se ainda hoje somos reprimidos sexualmente, imagine naquela época. Eu acho maravilhosa a transformação do prazer sexual em força espiritual. É como se eu tivesse caminhado por dias debaixo de um sol impiedoso e subitamente encontrasse uma cachoeira de águas cristalinas na qual eu pudesse me refrescar. Não é uma boa analogia eu sei ( risos ) mas é o melhor que encontrei no momento ( gargalhadas gerais )


O KAMA SUTRA E O TANTRISMO TERIAM LUGAR NAS MISSAS BDSM ?

Sim sempre. Os caminhos do ocultismo são muito ecléticos.


QUANTAS PESSOAS EM MÉDIA PARTICIPAM DAS MISSAS NEGRAS BDSM ?

Isso depende do número de seguidores de um culto. A liturgia é basicamente a mesma, com a única diferença da inserção de práticas SM nos rituais. O mais comum é a prática restrita a casais. E também é mais indicado para os iniciantes. Dando início a dois, no próprio lar, até se acostumar com as práticas.

EXISTEM PESSOAS QUE BUSCAM SIMPLESMENTE A ORGIA PURA NAS PRÁTICAS ASSOCIADAS ENTRE BDSM E MISSAS NEGRAS ?

Sim e não vejo nada de errado nisso. É uma forma de se libertar. Mas se a pessoa passa a não se interessar pelo lado mágico da história, fica bastante complicado prosseguir. A idéia de juntar as práticas do sadomasoquismo com a magia negra sexual, têm por objetivo principal confrontar as forças do ser humano. Por exemplo: quando você se encontra numa posição submissa, você é capaz de identificar e reconhecer a energia que você está dispersando. É possível capturá-la, analisá-la, saber se ela serve ou não para algum propósito mágico. Nesse caso é importante ter um dominante que te ajude a pressurizar essa energia.

VOCÊ LEU OS CONTOS ERÓTICOS DO RÉTIF BRETONNE SOBRE OS FLAGELANTES DA PESTE NEGRA?

Muitas vezes. Excitação a todo vapor. Tive muitos orgasmos naquelas páginas abençoadas. (risos)

VOCÊ JÁ LANÇOU FEITIÇOS ENQUANTO PRATICAVA OS RITUAIS DE BDSM ?

Claro. Essa é a idéia. Faço isso o tempo todo. Você têm nestes momentos toda a concentração de energia mental necessária para criar e lançar feitiços, sejam eles de amor ou ódio. Também é possível capturar energia de seu parceiro e usá-la em seus feitiços. Isso deve ser feito de comum acordo. Mas pode-se roubar energia sexual por meio de um parceiro de quem você queira se vingar por exemplo. O sexo pode e deve ser usado como plataforma de lançamento de feitiços ou maldições, é quando sua energia está mais crua e forte, apta a ser capturada.


ÍNCUBOS E SÚCUBOS SEXUAIS EXISTEM OU SÃO APENAS METÁFORAS ? QUAL A APLICAÇÃO DELES NO BDSM ?

É muito subjetivo. Incubos e Sucubos são termos criados pela igreja católica como forma de categorizar a sexualidade humana. No BDSM, Incubos e Súcubos têm aplicações semelhantes ao do Dominate e do Subsmisso. O importante na prática sexual mesclada as missas negras ou rituais de magia, é entender que o uso do BDSM é altamente recomendado quando têm-se a intenção de fornecer ou receber a maior quantidade possível de energia sexual para ser empregada em rituais de magia. Pode-se facilmente resumir as práticas de BDSM e magia a isso: transformação de energia sexual em feitiços de magia, seja ela negra ou branca.

Texto Paulie Hollefeld

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/bdsm-e-magia-sexual/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/bdsm-e-magia-sexual/

Corpos Celestes no Mito de Cthulhu

Lovecraft foi um homem de muitas paixões, e teve uma vida que lhe permitiu explorar várias delas. Mesmo que seu trabalho não tenha lhe proporcionado conforto, ou remuneração, ou mesmo um emprego, sua mente viajava sempre em busca de mais e mais conhecimento. Todos os que o conheceram se maravilhavam com sua cultura e o tamanho de seu conhecimento nas mais diversas áreas do saber. Dentre suas musas intelectuais uma que sempre teve um destaque especial foi a astronomia. Desde criança se dedicava a seu estudo e, quando começou a escrever, não a deixou de fora de seu material.

Quando sua ficção começou a ganhar volume e a inspirar outros escritores os corpos celestes se tornaram uma parte importante no Mito que começou a tomar forma. Os ritos inomináveis em seus textos, e nos de seus colegas, estavam ligados a astros e configurações estrelares. Suas criaturas enlouquecedoras provinham de outros planetas, alguns conhecidos, outros que não existiam em nosso plano mas em outras dimensões. Assim com o tempo tanto Lovecraft quanto seus “colaboradores”, acabaram criando uma carta celeste muito rica e assustadoramente mais estranha e bizarra do que os sonhos mais enlouquecidos dos astrólogos que já viveram.

Com o tempo esses corpos celestes deixaram de existir apenas nas páginas de contos e passaram a integrar a imaginação dos fãs de histórias de terror sobrenatural intergalático e tomaram vida em muitos rituais mágicos, onde cartas astrológicas Cthulhianas são usadas, e onde a energia dos planetas, outrora fictícios, é utilizada. Existem inclusive, horóscopos inteiros baseados nesses gigantes celestes que passam desapercebidos para os astrônomos que insistem apenas em fazer anotações sobre os astros que seus olhos podem perceber.

A Morte Súbita Inc. possuia um artigo com este mesmo título que lidava com alguns desses planetas e estrelas, mas o texto era muito pobre e limitado. Era como uma descrição de três cores deixando toda a caixa de lápis de cor de lado, assim decidimos revisar o artigo e dar o tratamento que um artigo que se propõe a explorar o universo Lovecraftiano merece. O presente texto é o resultado deste fuckerupper. O texto antigo continua no site, mas com o título de Astronomia Lovecraftiana.

Os corpos celestes que veremos a seguir aparecem de forma proeminente nas histórias do Mito de Cthulhu, mas que não foram descritos apenas por Lovecraft mas também por outros contribuintes do mito como August Derleth, Ramsey Campbell, Lin Carter, Brian Lumley, Clarck Ashton Smith e outros. Eles forma hoje parte integrante da egrégora dos Mitos de Cthulhu

 A Cartografia do Medo


Abbith

Um planeta que orbita ao redor de sete estrelas que existem além de Xoth. É habitado por cérebros metálicos que possuem acumulada toda a sabedoria do universo. De acordo com o livro escrito por Friedrich von Junzt, o Unaussprechlichen Kulten, Nyarlathotep vive ou está aprisionado neste planeta, apesar de outras lendas entrarem em contradição a este respeito. Considerado por algum os restos artificiais operantes de uma antiga civilização cósmica.

 

Arcturus

A estrela de onde os gêmeos Zhar e Lloigor vieram. Juntos eles são conhecidos como as “obscenidades gêmeas”, as vezes comportando-se como seres distintos as vezes como um sendo a parte do outro e ainda como sendo um ser só.

 

Celaeno

Uma das sete estrelas das Pleiades. No quarto planeta que a orbita é que se encontra a Grande Biblioteca de Celaeno e nela podemos encontrar as placas de pedra que contém os segredos roubados dos Grandes Antigos e dos Deuses Mais Velhos. Foi nesta biblioteca que o professor Laban Shrewsbury passou um período de tempo transcrevendo a sabedoria contida nos livros para seus cadernos de nota, essas transcrições acabaram se tornando o texto conhecido como os Fragmentos de Celaeno.

 

Cykranosh

Cykranosh é a forma pela qual os antigos sumérios chamavam o planeta Saturno. Ele foi o lar do deus Tssathoggua antes dele vir para a Terra e continua sendo a morada de inúmeros “parentes” seus, inclusive seu tio Hziulquoigmnzhah.

 

Glyu-Uho (também Glyu-Vho, também K’Lu-Vho)

É a maneira que os antigos habitantes do continente Mu chamavam Betelgeuse em sua linguagem nativa, o naacal. Ela é a estrela de onde os Deuses Mais Velhos vieram para guerrear contra os Grandes Antigos.

Existem ainda aqueles que afirmam que na verdade Glyu-Uho e o local onde se encontra um portal que leva para Elysia, a dimensão que se acredita seja o local de origem e habitação dos Deuses Mais Antigos.

 

Haddath (também Haddoth, talvez Urakhu)

É um planeta ardente que possivelmente de localiza no “olho” da constelação de Hidra. Muitos acreditam que ele é o lar dos chthonianos e também de Shub-Niggurath.

 

Ktynga (também o Cometa de Norby)

É o nome de um cometa azulado que faz sua órbita elíptica nas proximidades da estrela Arcturus. O cometa é excepcionalmente quente e possui propriedades estranhas como por exemplo, viajar mais rápido do que a velocidade da luz.

Na superfície do cometa se encontra uma enorme construção onde vive o ser Fthaggua e seus servos, os vampiros de fogo. Fthaggua e seus subordinados podem guiar o cometa e fazê-lo ciajar por entre as estrelas, e eventualmente visitará nosso sistema solar daqui a quatro séculos.

 

Kynarth

Um corpo celestial misterioso que se encontra além de Yuggoth (que muitos afirmam ser o planeta Plutão), nos limites do sistema solar.

 

Kythanil (também Kythamil, também Kthymil)

São planetas gêmeos orbitando a estrela Arcturus e foi dele que as crias sem forma de Tsathoggua vieram.

 

L’gy’hx

É como é conhecido o planeta Urano. É habitado por seres cúbicos metálicos que possuem múltiplas pernas. Essas criaturas adoram uma deidade menor conhecida como L’rog’g, que é possivelmente um outro aspecto de Nyarlathotep. Em sua adoração realizam um ritual que demanda um sacrifício de um ano na forma da amputação das pernas de um nativo.

Quando os Insetos de Shaggai, os Shan, chegaram ao planeta os nativos de L’gy’hx inicialmente os toleraram e permitiram que construíssem uma enorme cidade para si, mas com o passar de dois séculos os nativos começaram a acreditar que os Shan eram também governantes do planeta.

Com o passar do tempo, muitos Shan começaram a substituir a adoração que tinham por Azathoth pela adoração a L’rog’g, mas assim que alguns L’gy’hx passaram a substituir a adoração a L’rog’g pela a Azathoth, os sacerdotes de L’rog’g deram início a uma inquisição, infligindo horríveis punições aos hereges.

Por causa disso o relacionamento com os Shan rapidamente foi se tornando hostil e os sacerdotes de L’rog’g ordenaram que todos os templos erigidos em nome de Azathoth fossem demolidos. Um pequeno grupo de Shan, ainda fieis a Azathoth, abandonaram L’gy’hx teleportando a si e a sua templo para o planeta Terra.

 

Mthura

Planeta sombrio habitado por seres cristalinos e o lar do Grande Antigo Q’yth-az. Os Nug-Soth de Yaddith viajaram para este mundo na esperança de encontrar uma fórmula mágica que fosse útil para que eles derrotassem os Dholes.

 

Mundo dos Sete Sois

Possivelmente um planeta próximo de Fomalhaut, de acordo com alguns escritores. Seus habitantes criaram sete sóis artificiais para substituir seu sol natural moribundo. Lovecraft afirmou que Nyarlathotep habita no mundo de sete sóis, mas ele não faz nenhuma ligação com Fomalhaut. Já outros escritores ligam os setes sóis às sete estrelas das Pleiades, das Hyades ou provavelmente da Ursa Maior.

 

Shaggai (também Chag-Hai)

É um planeta orbitando os sois verdes gêmeos e o mundo natal dos Shan, os Insetos de Shaggai. O planeta foi destruído oito séculos atrás, provavelmente por Ghroth o Mensageiro. O ser conhecido apenas como O Verme que AtormentaRói à Noite também vivia neste planeta.

 

Shonhi (também Stronti) 

É um mundo transgalático frequentado pelos habitantes de Yaddith.

 

Thuggon

Um planeta habitado por algum tempo pelos Insetos de Shaggai. Eles inicialmente acreditaram que o planeta era inabitado, mas quando seus escravos começaram a desaparecer logo descobriram a terrível verdade. Eles deixaram o planeta logo depois.

 

Thyoph

Um planeta gigante que se partiu, formando um cinturão de asteróides. De acordo com os Fragmentos de G’harne, o evento foi causado por uma “semente de Azathoth”.

 

Tond

Um planeta misterioso que muitos acreditam fazer parte de nosso sistema solar, apesar de grande parte dos relatos o colocar em um sistema de estrelas binárias próximo de Baalbo (uma estrela negra) e do astro que a acompanha Yifne (um sol verde). Muitos dizem que o ser Glaaki visitou este mundo em sua rota rumo à Terra.

 

Vhoorl

Um planeta existente na “vigésima terceira nebula” e supostamente o local de nascimento do Grande Cthulhu.

 

Xentilx

Uma galaxia distante e o lar do Grande Antigo Zathog.

 

Xiclotl

O planeta irmã de Shaggai. Os Shan conquistaram este mundo e escravizaram seus habitantes nativos, uma raça de monstros carnívoros. Quando Shaggai foi destruído os Shan reuniram ali seus irmãos e lá permaneceram por algum tempo.

 

Xoth (também Zoth)

É a estrela binária verde que brilha como um olho demoníaco na escuridão além de Abbith. De acordo com o ciclo de lendas de Xoth, foi onde Cthulhu se acasalou com Idh-yao e gerou Ghatanothoa, Ythogtha, e Zoth-Ommog, antes de virem para a Terra.

Xoth também é o mundo nativo de Ycnágnnisssz e Zstylzhemghi e o lar temporário de Ghisguth, parceiro de Zstylzhemghi, e seu infante Tsathoggua.  Tsathoggua acabou mais tarde indo para Yuggoth, mais tarde indo para Cykranosh tentando escapar dos hábitos canibalísticos de Cxaxukluth.

Muitos estudiosos ligam Xoth à estrela Sirius, devido à sua similaridade com Sothis, o nome egípcio da estrela.

 

Yaddith

Um planeta distante que orbita cinco sóis. Eras atrás foi habitado pelos Nug-Soth, criaturas com características similares aos mamíferos, répteis e insetos. Os Nug-Soth buscavam uma forma de evitar a destruição da crosta de seu planeta pelos Dholes, mas sem sucesso. Eventualmente os Dholes os subjulgaram e destruiram a civilização Nug-Soth. Sobreviventes da catástrofe conseguiram escapar e se esconderam em outros planetas. Yaddith era o lar do feiticeiro Zkauba e seus cientistas visitavam a Terra regularmente para realizar experimentos em seus habitantes, alguns inofencivos, como muda o tipo sanguíneo de algumas pessoas de A para B, e outros nem tanto, como os gêmeos alemãos que afirmavam que um anjo surgiu e trocou suas mãos e olhos.

 

Yaksh

É como é conhecido o planeta Netuno e é habitado por estranhos seres de constituição fungóide. Foi o lar temporário de Hziulquoigmnzhah, antes que partisse para Yuggoth para escapar das compulsões canibais de Cxaxukluth. Hziulquoigmnzhah foi adorado pelos Yakshians, mas logo se cansou da veneração e se mudou para Cykranosh.

 

Yarnak

Planeta com três luas que orbita Betelgeuse no misterioso Golfo Cinza de Yarnak. A agora deserta cidade de Bel Yarnak ainda existe em sua superfície. Esse mundo pode ter sido o lar do Grande Antigo Mnomquah.

 

Yekub

Um planeta em uma galáxia distante. É habitado por uma raça de seres tecnologicamente avançados que se assemelham a centoupéias gigantes, pouco maiores que um ser humano. A população adora uma entidade conhecida como Juk-Shabb, que surge como uma orbe brilhante de cores que mudam. Muito pouco se sabe a respeito desta deidade além de ser telepata e muito reverenciada pelos cidadãos de Yekub.

Os Yekubianos destruiram toda a vida inteligente na galaxia que habitam e tentaram expandir sua influência para todo o universo. Como parte de seu grande plano eles enviaram probes em forma de cubo capazes de realizar uma troca de mentes com qualquer criatura inteligente que as encontrasse. Desta forma agentes Yekubianos poderiam se infiltrar no mundo do descobridor da sonda. Um desses cubos chegou à Terra no período do reinado da Grande Raça dos Yith. Quando os Yith descobriram o perigo do cubo vários membros da raça já haviam sido dominados, o cubo então foi escondido e mantido sob guarda. Eventualmente o cubo foi perdido.

 

Yith

O planeta natal da Grande Raça dos Yith, de acordo com o Eltdown Shards. Ele é descrito como uma “orbe negra morta ha eras”. Sua localização é atualmente um mistério, alguns estudiosos a colocam em algum lugar do nosso sistema solar logo além de Plutão; outros dizem que ele é o quarto dos cinco planetas que orbitam a estrela Ogntlach. Yith possui uma atmosfera muito rala e os oceanos são aquecidos pela energia geotérmica do planeta.

 

Ylidiomph

O nome hiperbóreo do planeta Jupiter.

 

Ymar

Um planeta na mesma constelação de Abbith, Xoth e Zaoth.

 

Yrautrom

É um planeta distante orbitando a estrela Algol, alguns afirmam ser o lar de Zvilpogghua, uma das crias de Tsathoggua.

 

Yuggoth (também Iukkoth)

É o planeta anão Plutão. Alguns estudiosos afirmam que na verdade se trata de um planeta gigante que orbita nos confins do sistema solar.

 

Zaoth

Um planeta próximo a Xoth. É o lar dos cérebros metálicos e possuiu uma grande biblioteca de livros de Yuggoth. Logo após a destruição de Yaddith pelos Dholes, vários sobreviventes da catástrofe fugiram para este planeta.

Mudança de Planos

Um ponto importante na questão da cartografia sideral dos mitos de Cthulhu é que as viagens entre estes mundos dificilmente, para não dizer nunca, são percorridas no estilo homo sapiens, ou seja com uso de naves, foguetes e sistemas de propulsão. A viagem entre mundos e muitos deles não possuem condição de ser habitados por seres humanos, é feita ou por intersecções dimensionais, ou viagens astrais ou ainda uma visita telepática onde é a mente e não o corpo que se desloca. Assim encerraremos este artigo propondo, como isso pode ser feito por um magista experiente.

Inicialmente, saiba que se você não tem nenhuma experiência com exercicios básicos do ocultismo, a prática abaixo pode se revelar não apenas inútil mas prejudicial a sua sanidade. Além disso se você não possui intimidade com a egrégora cthulhiana os resultados podem revelar-se igualmente funestos.

O primeiro passo é chamado ‘Mudar de fase’. Isso pode ser feito de muitas formas, seja induzindo um sonho lúcido, iniciando uma projeção astral ou entrando em estado de gnosis. Assim, apague a luz, certifique-se  que não será interrompido e abandone a realidade mundana.

Após isso contemple em sua mente o nome do Planeta para onde quer ir e expulse do pensamento qualquer outra impressão mental que possa surgir. Você deve manter em um estado abissal de vazio e silêncio onde tudo o que existe é o nome. A chave desta técnica é a mesma usada por tradições ocultistas para direcionar viagens astrais. Ela se baseia no fato de que no mundo real da mente não há diferença entre um nome e aquilo a que ele se refere. Pensar no nome de uma pessoa é para a consciência como estar com essa pessoa.

No caso dos planetas cthulhianos é natural e esperado que antes das primeiras imagens se formarem você seja invadido por um sentimento de medo ancestral. Não fuja disso, continue com sua concentração. O pavor é parte essencial daquilo que você vai ver em seguida.
por Shub-Nigger, A Puta dos Mil Bodes

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/corpos-celestes-no-mito-de-cthulhu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/corpos-celestes-no-mito-de-cthulhu/

Curso de Projeciologia – Viagem Astral

Este curso é promovido pela Fundação Cultural e Educacional Aun Weor, instituição de utilidade pública sem fins lucrativos cuja finalidade é levar à sociedade conhecimentos há muito esquecidos e que, só agora, recentemente, têm voltado ao panorama mundial.

Ainda que o homem tenha construído máquinas voadoras, foguetes para leva-lo ao espaço, computadores e uma medicina capaz de até mesmo transplantar corações, paradoxalmente podemos observar a multiplicação dos sofrimentos humanos causados pelas doenças, pela violência e pela quebra dos princípios básicos sociais e morais.

Dessa forma fez-se necessário trazer à luz conhecimentos ancestrais, outrora herméticos, mas que, devido à condição humana, precisam ser colocados a fim de mostrar ao homem que a resposta para todos seus dramas, sejam eles quais forem, tem origem em um só ponto, ou seja, nos afastamos de nós mesmos para procurar a felicidade externamente, onde nunca poderemos encontrá-la.

Por isso elaboramos um curso que visa levar as pessoas a se projetarem para fora de seu corpo material, já que nesta condição cada um poderá por si mesmo entender melhor a situação atual do homem e seu estado de evolução.

Com empenho e dedicação, o estudante poderá travar contato com outra realidade, acendendo em seu interior uma ansiedade de caráter espiritual que o impulsionará na busca de novos (ou antigos) valores.

Além de cursos rápidos a FUNDASAW oferece cursos de longa duração, visando ao estudo e aprofundamento nas doutrinas esotéricas através do conhecimento teórico e, principalmente, prático em tudo aquilo que é ensinado, pois somente a experiência direta das realidades supra-sensiveis pode nos livrar das terríveis dúvidas que assolam nossa mente.

Seja bem-vindo e esperamos que este Curso lhe seja bastante proveitoso.

Daniel Ruffini

INTRODUÇÃO

As viagens fora do corpo têm sido uma constante na história da humanidade. Muitos homens do saber as têm descrito conforme seus campos de experiência, e outros, por uma razão qualquer, a ignoraram completamente. Aqueles empenhados em desenvolver um estudo científico e acadêmico ortodoxo fecharam seus olhos para não se incomodarem com assuntos impalpáveis e quase impossíveis de serem medidos através de aparelhos; por outro lado, um novo ramo da ciência moderna, ainda precariamente estabelecido e intitulado Parapsicologia, catalogou as experiências fora do corpo dentro da vastíssima gama de fenômenos paranormais como Projeciologia; muitas linhas psiquiátricas e psicológicas, sem terem onde encaixar estes estados de consciência inexplicáveis para seus estudos acadêmicos, simplesmente a definiram como distúrbios psíquicos ou alucinações. Finalmente, os místicos e religiosos de todas as doutrinas e religiões do mundo nos relatam serem tais experiências uma ponte entre o divino e o eterno.

Afinal, onde devemos nos enquadrar para podermos ter maior compreensão desses estudos?

A resposta para essa pergunta é simples de ser dada, mas, ao mesmo tempo, extremamente complexa de ser obtida, haja vista a demanda de tempo e de esforços que cada pessoa terá que dispor para chegar à resposta por si mesma, e não através de opiniões emitidas por pessoas que nem sequer tiveram a bem-aventurança de ver com outros olhos e ouvir com outros ouvidos (metafísicos). Oral! Não devemos seguir nenhuma das direções isoladamente, mas sim empreendê-las holisticamente, ou seja, integralmente. Sem dúvida não será um trabalho fácil, mas o risco de dogmatismo, em qualquer área, também será afastado. Por isso faz-se necessário conhecermos todas as visões: a psicológica, a cientifica, a paracientifica, a mística e a religiosa, pois todas elas, isoladamente, são apenas fragmentos da verdade; no entanto, numa visão superior do conjunto, complementam-se umas às outras em suas limitações e impropriedades.

Sabemos que os primeiros passos serão confusos, pois muitas informações se chocarão umas com as outras, mas será deste caos que haverá de nascer a compreensão das realidades que constatam a multiplicidade dimensional presente em todo o universo.

Não podemos trilhar por você os caminhos capazes de o levarem à vivência de outra realidade além desta já conhecida, mas podemos lhe indicar para onde deve caminhar e até mesmo como deve fazê-lo; a caminhada, por si mesma, ficará por sua conta. Ainda que devamos buscar a compreensão deste conhecimento através do holismo, conforme citamos, somos obrigados a afirmar que, ainda sim, para iniciarmos este labor, precisamos ter em mãos algo prático, real, o qual nos será a prova da existência de possibilidades múltiplas em nosso interior.

Por isso, somos enfáticos em afirmar a necessidade de vivenciarmos diretamente a realidade de estar “acordado” do outro lado, pelo menos num primeiro estágio, para então, mais adiante, ocupar-nos de desenvolver completamente o sentido integral, o qual nos levará ao nosso completo autodomínio nas diferentes dimensões descobertas.

Vivenciar, expandir e dominar são três estágios diferentes para o iniciante. Neste curso tratamos apenas de possibilitar as primeiras vivências, dando-lhe pequenas pinceladas possíveis de serem expandidas, caso você se eleve até elas. Já o terceiro estágio não pode lhe ser oferecido por ninguém, a não ser por você a si mesmo.

Por último, de todo o abordado neste curso, aquilo que realmente terá validade será a parte prática. É ilusão e auto-engano perder seu tempo apenas virando páginas e decorando frases, ou mesmo ouvindo atentamente as palavras do instrutor. Sem dúvida é importante o conhecimento teórico das possibilidades a serem encontradas, mesmo porque é o caminho holistico que nos interessa, mas é somente a prática com afinco que ativará os centros responsáveis em tirar da letargia seus potenciais mais interiores. Enfim, somente as práticas constantes poderão lhe proporcionar as experiências fora do corpo.

O HOMEM METAFÍSICO

Matéria é energia em estado condensado e energia é matéria em estado radiante. Deste postulado podemos deduzir o universo em suas inumeráveis formas, do macrocosmo ao microcosmo, como variações do estado vibracional da matéria. O homem (microcosmo) não será diferente. Tal qual as ondas sonoras, luminosas e demais ondas ultra-sensíveis (energias variando em seu estado de radiação), o homem também é formado de diferentes categorias de energias, cada qual ocupando uma determinada gama que o alimenta e serve de meio de expressão. Assim sendo, os alimentos sólidos pertencem à matéria cuja gama vibracional é densa e serve para preservar o corpo físico e suas funções biológicas. Todavia, existem outros “alimentos energéticos” tão ou até mais importantes que os tradicionalmente conhecidos, logicamente servindo para nutrir outros corpos conforme o grau vibracional correspondente.

Logo, as emoções e os pensamentos também são matéria, só que radiantes, cuja função é alimentar, como falamos, outros corpos: o emocional e o mental. O corpo emocional (corpo astral) e o corpo mental não possuem o designativo corpo por acaso. Eles realmente têm a forma de nossa parte física, variando em perfeição dependendo do nível evolutivo de cada um, e podem ser usados como veículos para deslocarmos nossa consciência desperta, tal como fazemos quando esta consciência está sendo transportada pelo corpo físico, tendo o cérebro como instrumento de manifestação neste mundo de três dimensões.

Quando falamos em experiências fora do corpo estamos a nos referir à possibilidade de projeção da consciência através desses dois veículos, o emocional e o mental. Além desses dois existem outros veículos altamente refinados chamados de Causal, Búdico e Átmico, impossíveis de serem acessados pelas pessoas comuns.

Se colocarmos numa linguagem mais simples, podemos afirmar, ainda que de forma grosseira estarem todos esses corpos dentro da conhecida separação do homem em corpo (parte física), Alma (emocional e mental) e Espírito (Causal, Búdico e Átmico).

Não podemos deixar de citar a existência do que muitos chamam de corpo vital, etérico ou energético. Na verdade não é propriamente um corpo, pois permeia a matéria física, conduzindo as energias mais básicas para alimentar a vida orgânica e vegetativa, usando para isso cerca de 72.000 canais energéticos (etéricos) chamados de nadis. Hoje em dia, o que muitos chamam de AURA não passa da parte visível do corpo etéreo.

AS DIMENSÕES DA NATUREZA

Cada veículo de manifestação da consciência está vinculado a urna diferente dimensão. Como sabemos, a ciência cada vez mais admite a existência de universos paralelos presentes em todos os lugares ao mesmo tempo, ocupando espaços em mundos diferentes, sem interferência aparente sobre o homem. Por exemplo: você que agora está lendo esta frase está situado num determinado lugar (não importa qual), num determinado momento de tempo (não importa quando), onde existem, simultaneamente, diversas camadas de energia se interpenetrando. Essas energias são as diferentes dimensões da natureza, os diferentes planos existentes, aos quais somente podemos ter acesso (por enquanto) através de percepções ultra-sensoriais e desdobramentos da consciência nos respectivos planos. No ambiente em que você se encontra, mesmo que não possa ver, há uma infinidade de ondas energéticas diferentes (ondas de televisão, de rádio, raios cósmicos, etc.), ou seja, podemos traçar paralelos com as diferentes dimensões, elas estão lá (ou aqui), à espera de serem sintonizadas e captadas, e o que é melhor, o receptor é você, basta ajustar-se adequadamente.

O mesmo principio serve para os corpos sutis do homem: estão aqui e agora, só não os captamos com clareza devido a nossa pobreza de percepções. Somos capazes apenas de perceber aquilo que nos oferecem nossos sentidos, muitas vezes degenerados. As percepções já entram no campo da metafísica, e é neste campo que estamos interessados.

Dessa forma, habitamos com nossa parte física o mundo das três dimensões, o piano físico. Ao mesmo tempo coexistem em nós, apenas recebendo as percepções mais grosseiras, o corpo emocional numa dimensão superior e o corpo mental numa outra ainda mais refinada. Lembramos que a palavra superior refere-se á dimensão cuja vibração é mais sutil que outra, não querendo dizer com isso que uma está sobre a outra, como camadas de terra ou areia. Todas estão presentes aqui e agora.

O processo de projetar-se conscientemente para fora do corpo nos coloca diretamente em contato com as diferentes dimensões, ou seja, se nos projetamos com o corpo emocional estaremos tendo acesso à quarta dimensão; com o corpo mental teremos acesso à quinta dimensão.

A projeção com cada corpo dependerá do desenvolvimento do estudante, por isso é mais comum a projeção com o corpo emocional e, partindo do domínio deste, poderemos acessar a projeção com o corpo mais sutil e mais difícil, o mental.

VEÍCULOS DE DESDOBRAMENTO ASTRAL

Cada corpo é um veículo para a manifestação da consciência. Os corpos, nos planos correspondentes, possuem forma idêntica ao corpo físico. Entretanto, essas formas podem variar muito, desaparecendo inclusive a aparência semelhante ao físico, para dar lugar a uma luz opaca e sem vida nos casos de pessoas de baixa evolução espiritual, ou formas brilhantes e bastantes luminosos nos casos de pessoas evoluídas interiormente.

Por serem exatamente aquilo que temos cultivado para nós em vida, esses corpos refletem o estado interior de cada ser humano. As pessoas acostumadas a se alimentarem” de emoções inferiores e pensamentos distorcidos, dificilmente terão corpos suficientemente capazes de servir de veículo para a consciência, pois estes já estão deveras desvirtuados e não servirão para tal fim. Assim é fácil de entender o porquê da dificuldade existente em conseguir a projeção para fora do corpo.

Cada veículo absorve energias afins a sua gama de variação: o emocional se “alimenta” de emoções e o mental de pensamentos. Logo, o cultivo das emoções e pensamentos superiores será de fundamental importância para o êxito da projeção. As pessoas simples do campo, as pessoas que levam uma vida contemplativa ou que ainda não foram intoxicadas pelas impressões deturpadas pelos meios de comunicação e pelos preconceitos sociais e morais, geralmente têm maior facilidade em projetar-se, pois suas emoções e pensamentos mantêm-se puros e espontâneos.

Aqui chamamos a atenção do estudante realmente interessado. Há necessidade de aprofundamento em todos os setores necessários para o crescimento espiritual, diríamos melhor, há necessidade de uma verdadeira regeneração nas formas de pensar, sentir e agir. Como falamos no inicio, se não houver um desenvolvimento holístico do ser, tão logo comece seu aprendizado você ficará estagnado pelos primeiros obstáculos a serem encontrados. Quando falamos em regeneração, falamos em autoconhecimento, somente isto basta para que as portas em sua jornada sejam abertas.

PORTAS DIMENSIONAIS

Os chakras são as verdadeiras portas dimensionais que podem nos conduzir a outros universos. Esses centros ou vórtices de energias quando estimulados ou desenvolvidos em alto grau, alteram toda vibração atômica do corpo, projetando nossa consciência desperta através de outros veículos mais sutis. Por isso podemos afirmar que as portas para outras dimensões se abrem, onde quer que estejamos.

Mesmo que não possamos nos projetar para o “outro lado” por algum motivo, fazendo uso das faculdades extrafisicas podemos ver, ouvir e sentir coisas que estão além de nossos cinco sentidos.

Os chakras são em número de sete e estão distribuídos ao longo da espinha dorsal. Estão baseadas sobre órgãos muito importantes, quase todas glândulas endócrinas (secreções interna) do organismo: o chakra superior, situado no topo da cabeça, tem seu fundamento na glândula pineal ou epífase; o frontal fica no entrecenho sobre a glândula pituitária ou hipófise; o da garganta está ligado às glândulas tireóide e paratireóides; o do coração não fica exatamente sobre uma glândula, mas tem seu fundamento no coração e na timo; o chakra do plexo solar (umbigo) está vinculado ao fígado e ao baço principalmente; o chakra prostático fica na próstata no homem e no útero na mulher; por último o chakra fundamental baseado nas glândulas sexuais (testículos e ovários).

Nesses estudos precisaremos trabalhar com os chakras através de práticas especiais, principalmente com alguns deles, como veremos na parte prática do Curso.

É importante citar que os chakras tão comumente conhecidos na literatura esotérica estão relacionados somente ao corpo etérico ou energético. No entanto, cada corpo ou veículo superior possui seus chakras correspondentes. Se ainda formos mais longe podemos afirmar ser cada átomo ou molécula de nosso corpo um pequenino chakra ou vórtice de energia.

CORDÃO DE PRATA OU ANTAKARANA

Quando há a projeção para fora do corpo denso em outra dimensão, continua existindo um elo entre a consciência projetada num corpo mais sutil e seu veículo físico. Esse elo é conhecido corno cordão de prata ou cordão de ouro.

Como estamos abordando a projeção em dois veículos diferentes, geralmente usa-se o nome cordão de prata para o primeiro (emocional) e cordão de ouro para o segundo (mental).

Este fio de vida somente será rompido no momento da morte, e isso nunca ocorrerá devido á projeção. Ao mesmo tempo, este elo serve de proteção ao corpo físico abandonado momentaneamente, para não ocorrer o que muitas pessoas acreditam ser possível: a tomada do corpo físico por outras entidades quando não estamos de posse dele.

Cada cordão está ligado ao seu corpo pelo chakra correspondente, isto é, saindo do corpo denso temos o cordão de prata pelo plexo solar e o cordão de ouro pelo topo superior da cabeça, ambos conectados á parte de trás da cabeça nos veículos mais sutis.

Na verdade cada cordão é parte integrante do próprio veículo, desprendendo-se e sendo alongado no momento da projeção. Quando do retorno dos corpos eles são reabsorvidos normalmente.

Não é tão comum tomarmos contato com esses cordões e, inclusive, é possível nos projetarmos durante anos sem ao menos vê-los, já que nas experiências fora do corpo raramente iremos nos preocupar com eles. Eles estão lá e cumprem sua finalidade, isso é o que importa: conduzem do corpo fisico-etérico parte da energia necessária para ficarmos acordados “do outro lado”, e trazem, das dimensões onde a consciência se encontra desdobrada, as energias mais sutis e espirituais para engrandecer e sublimar o veiculo mais denso.

OS SONHOS

Devemos dar ênfase ao estudo dos sonhos. Muitas linhas psicológicas baseadas nas idéias de seus precursores, principalmente direcionados pelos estudos de um dos maiores psicólogos modernos (C.G. Jung), já fazem uso constante da análise dos sonhos. Sem exceções, todas as religiões do mundo, sejam elas primitivas ou não, sempre foram enfáticas ao afirmarem que o sonho reintegra o homem (micro) ao Cosmos (macro).

Tal qual somos hoje, o sonho nos proporciona um mergulho às memórias ancestrais e arquetípicas que cada homem, povo, raça ou humanidade traz dentro de si. O sonho nos leva ao inconsciente, e é no inconsciente que encontraremos as respostas para solucionarmos os grandes problemas e obstáculos que nós mesmos, via de regra inconscientemente, criamos.

Se não somos melhores do que somos hoje, se não somos felizes, se não conseguimos materializar nossos planos devido a nossas próprias fraquezas ou, aparentemente, devido às fraquezas e obstáculos do mundo e das pessoas que nos cercam, é porque não conhecemos nossos potenciais psíquicos mais profundos; é porque a origem de nossas ansiedades, traumas e bloqueios ficou perdida no passado imemorial, seja na infância inconsciente ou seja num passado mais distante ainda que se perde na esteira do tempo…

Por isso devemos, num primeiro passo, mergulhar em nós mesmos através dos sonhos. Posteriormente, as experiências conscientes fora do corpo nos proporcionarão meios mais eficazes e profundos, algo palpável para expandirmos aquilo que demos inicio através de nossos sonhos.

Não há uma só pessoa que não sonhe toda noite; aliás, é comum termos vários sonhos durante o período de sono. O problema é não nos lembrarmos deles, e isso ocorre por falta de preparo e exercício ou, o que é pior, por falta de interesse. No passado foram construídos grandes e belos templos para onde os reis e sacerdotes, governantes dos maiores impérios da humanidade, dirigia-se a fim de sonharem e, através de seus sonhos, liderarem povos e nações para as conquistas sociais e políticas que os aguardavam. Esperavam eles as indicações que sempre lhes vinham através dos sonhos, haja vista a ponte que os ligava à divindade. O homem se embruteceu e se materializou, perdeu-se nas maravilhas da tecnologia e começou a procurar fora de si as respostas para seu sofrimento. Assim afastou-se de Deus. Logo, é hora de recultivarmos a semente original da humanidade. Sem perdermos a visão do futuro, podemos reconquistar a sabedoria do passado.

OS TIPOS DE SONHOS

Desde o momento que nos deitamos para dormir, até levantarmos para o novo dia, o sono se passa em diversas fases. Primeiramente passamos pelo estado de transição da vigília para o sono leve; logo após entramos no sono profundo que pode ser interrompido algumas vezes; por último passamos do estado de sono profundo para o sono leve e entramos novamente no estado de vigília.

O sonho, genericamente falando, não passa de projeção para fora do corpo denso, onde nossa consciência usa os veículos ou corpos num profundo sono hipnótico. Logicamente existem outros tipos de sonhos variando até mesmo conforme o estágio do sono indicado linhas atrás, Vamos dividi-los em 03 (três):

1. O sonho de número 1 é o sonho leve. Não houve o desdobramento da consciência propriamente dito. O veículo astral ainda está em coincidência com o veículo físico. Este tipo caracteriza o estágio vigília-sono, sono leve e sono-vigília.

Ainda que não seja projeção, este estado é deveras importante, pois é o limiar ou a porta entre os mundos. Ora vemos imagens existentes do outro lado, ora percebemos as nossas projeções mentais provenientes dos reflexos passados. Aprender a distinguir essas imagens será de muita utilidade, já que, como nos sonhos, nelas encontraremos valiosos subsídios simbólicos.

2. No segundo caso o sonho é característico da projeção inconsciente, ou seja, estando fora do corpo o projetor se perde nas imagens externalizadas pela sua própria mente, ou as confunde completamente com os locais e seres existentes na dimensão onde se encontra. O homem já entrou no estágio de sono profundo e não sabe o que ocorre, bem como das possibilidades inerentes a si mesmo.

A maioria da humanidade experimenta diariamente esse estado de inconsciência. Pode-se tirar grande proveito das coisas que se passam. O passado, o presente e o futuro se unem completamente. Muitas mensagens nos são passadas. Se soubermos decodificar a linguagem simbólica contida nessas mensagens e imagens, teremos grande material de estudo e uma ótima oportunidade de começar a compreender melhor nossa própria vida.

3. O último tipo de sonho é ainda mais profundo que o segundo e também está ligado ao mesmo estágio de sono anterior. Nesses casos a pessoa começa a se fazer consciente de si mesma. Faz perguntas como essas: Onde estou? O que está acontecendo? Será isto realidade ou fantasia? Será que estou sonhando?

Quando entramos nesse estágio estamos a um passo de “despertarmos” nossa consciência numa dimensão superior. Muitos segredos nos podem ser revelados nessas condições, por isso devemos estar atentos aos acontecimentos ocorridos durante essa experiência. E difícil, mas não raro, encontrarmos pessoas que vivem esta situação.

Os sonhos, em verdade, são como válvulas de escape para nossa personalidade. Durante o dia vivemos muitas situações onde nosso desejo animal (depositado nas regiões inferiores do inconsciente) se vê aflorado. As máscaras que formam a personalidade impedem que eles dominem completamente nossos pensamentos e nossa parte motora. E, quando isso não ocorre, aparecem os casos de homicídio, estupro, etc. Todavia, ao dormirmos, nossas máscaras caem completamente e passamos a ser conduzidos pelo inconsciente. Somos projetados em outras dimensões e ali externalizamos e revivemos o produto mórbido de nossos desejos, já que nessas regiões a lei e a moral humana não imperam, e sim a verdadeira lei espiritual se faz presente.

Por conseguinte, acabamos por nos ver cometendo os atos mais absurdos, aqueles que acreditávamos (ou não queríamos aceitar) sermos incapazes de fazer. Por isso os sonhos nos mostrarão o que realmente somos, sem máscaras, mentiras e ilusões. Logo, aquelas pessoas que juram fidelidade ao seu cônjuge, se vêem adulterando constantemente. Aquelas que se dizem passivas e amorosas, se vêem matando e odiando como nunca imaginaram ou aceitaram.

Recomendamos aos estudantes o hábito de anotarem diariamente seus sonhos. Primeiramente isso forçará o trabalho com a memória onírica um tanto “enferrujada”. Posteriormente, o aluno terá, depois de certo tempo, vasto material de auto-estudo.

Para lembrarmos dos sonhos com mais facilidade existem algumas dicas importantes, as quais servem também para o desdobramento consciente propriamente dito:

a) Nunca devemos dormir de estômago cheio. A última refeição deve ser feita com 3 horas de antecedência. A fome antes de dormir também deve ser evitada, e se for este o caso, devemos ingerir alimentação bem leve.

b)Tanto o frio como o calor são prejudiciais. A temperatura deve estar agradável. O ambiente limpo e arejado. Faça um relaxamento antes de dormir, nada deve apertá-lo ou incomodá-lo.

c) Devemos despertar lentamente e nunca bruscamente. Ao se acordar é importante mantermos total imobilidade e permanecermos de olhos fechados. Relembraremos todos os sonhos possíveis, recriando-os mentalmente até fixa-los. Levantaremos de forma lenta e escreveremos tudo que nos lembrarmos. Não deixe nada para depois, você pode esquecê-los.

d) Se o problema é a falta de memória onírica, recomendamos, além das seqüências ‘a”, “b” e principalmente “c”, o mantra RAOM – GAOM? que é feito da seguinte maneira: RRRRAAAA0000MMMM GGGGAAAA0000MMMM mentalmente junto com o exercício “c”. Um desjejum com frutas ácidas e amêndoas moídas misturadas com mel de abelha possui propriedades que facilitam a lembrança dos sonhos.

AS LINGUAGENS E FORMAS DE SE TRANSMITIR E RECEBER O ENSINAMENTO

Existem, a saber, três linguagens ou formas diferentes para transmitir e receber conhecimentos.

A primeira delas é a linguagem comumente usada em nosso mundo regido pelos princípios Newtonianos ou mecânicos, ou seja, a didática.

Através da didática trocamos experiências e levamos informações através dos meios de comunicações para todo globo. A didática é o meio racional e lógico expresso pela linearidade da mente humana para passar todos os tipos de conhecimentos básicos. Para isso, acaba por abranger diversos setores de nossa sociedade e é aplicada desde os ensinos da pré-escola ao cursos mais avançados de pós-graduação nas universidades ou centros acadêmicos superiores.

A segunda linguagem é o Simbolismo Universal, presente em toda natureza, atuando nas dimensões mais elevadas e nas mais densas. Tem, inclusive, vias de manifestação dentro do próprio homem. Isto quer dizer que o simbolismo não somente serve de instrumento para descobrir os mistérios mais ocultos da natureza, como também nos guiará seguramente através da psique coletiva e individual.

Ainda que os meios de comunicação também façam uso da segunda linguagem, nem de longe se aproximam do verdadeiro significado da mesma, sendo ainda quase que invariavelmente distorcida em seu principio e conteúdo. Obviamente a mente humana desconhece e é incapaz de compreender os valores superiores da linguagem dos símbolos, já que estes pertencem à consciência e visam ter acesso á Alma de cada homem. Logo, o simbolismo, tal qual conhecemos hoje em sua parte externa, foi deturpado para atingir e alienar os sentidos e desejos facilmente manifestados pela fraqueza humana.

O Simbolismo também é expresso através da Dialética Superior ou, como diziam os antigos sábios pitagóricos, através de Matemática e da Música contidas nas Esferas Ascendentes.

A terceira e última linguagem é chamada de lniciática.

Se a humanidade no sentido geral já desconhece inteiramente a segunda linguagem, será muito raro encontrarmos homens despertos cuja altivez espiritual elevou suas consciências até esta terceira e mais sublime forma de passar e adquirir conhecimentos superiores. Esta está reservada aos grandes Mestres e Avataras.

O SIMBOLISMO DOS SONHOS

A linguagem simbólica deve ser estuda e compreendida pelas pessoas que realmente visam a sabedoria do ser. Mais especificamente, é deveras importante para os projetores iniciantes e avançados conhecerem profundamente a linguagem dos símbolos, pois ser’ a através dela que poderão subtrair maior número de informações nas experiências e chegar a compreender os grandes mistérios inacessíveis à razão e à palavra.

No verdadeiro esoterismo é impossível abordar os mais delicados e profundos estudos ligados à consciência e ao despertar do homem sem tal conhecimento.

Em conformidade com o principio da sicronicidade descrito por Jung, e da interação mútua entre todas as coisas, onde as partes se interagem com o todo e não pode haver perfeita compreensão das partes nem do todo sem a visão holística e abrangente das complementações, o homem se relaciona da mesma forma com o Universo e com a natureza. Em outras palavras, não se compreende o homem se não se compreende a natureza e seus símbolos; não se compreende o universo se não o interagimos com a própria natureza e com o homem.

Nos estudos sobre os sonhos e também nas projeções fora do corpo, bem como em grande parte das experiências extrasensoriais, sejam elas quais forem, necessariamente entraremos em contato com a linguagem simbólica.

Na medida em que nos aprofundamos na interpretação correta, percebemos a existência de diferentes graus de compreensão sobre o mesmo simbolismo. Isto quer dizer que cada homem compreende e interpreta um determinado símbolo de acordo com seu próprio nível de ser (espiritualidade). Por isso Jesus, o Cristo, difundiu seu ensinamento através de parábolas. Das mesmas palavras havia (e há) diversas interpretações: ao sábio as palavras traduzem sabedoria; ao homem grosseiro as palavras lhe parecem simples comparações; sendo que as crianças entendem como brincadeiras ou belas histórias.

Para se chegar à compreensão do Simbolismo Universal é necessário, num primeiro estágio, estudar profundamente as doutrinas que são os instrumentos para a veiculação dos símbolos. Assim é possível recebermos cátedras maravilhosas e inimagináveis onde só víamos figuras geométricas, letras e números aparentemente sem importância. Logo, não é possível compreender a Astrologia sem o estudo da Alquimia e da Magia. Não se admite cabalistas que não conheçam profundamente os Arcanos do Tarô e a interação destes também com a Astrologia. Também torna-se difícil e até mesmo inaceitável falarmos profundamente em experiências fora do corpo sem abordarmos as doutrinas citadas, pois são justamente esses entendimentos que nos possibilitam a compreensão em escalas superiores daquilo que vivemos fora do corpo físico.

Num caso mais preciso, ligado principalmente aos sonhos e às projeções conscientes, é preponderante, em determinado momento do desenvolvimento, perceber a profunda ligação entre os sonhos e as projeções com nossos processos psicológicos inconscientes. Somente dai poderão surgir então as projeções interiores, onde entraremos em contato com os deuses atômicos e siderais presentes no micro-universo que somos nós. Esta intraprojeção será descrita em capitulo à parte.

A INTERPRETAÇÃO DAS EXPERIÊNCIAS

Na Idade Média os textos alquímicos sempre estavam a se referir ao Mercúrio dos Sábios e á Pedra Filosofal. Será que estavam eles querendo falar de objetos e materiais físicos? Obviamente que não.

Esses exemplos e muitos outros estão espalhados por toda nossa civilização. Nas experiências fora do corpo e também nos sonhos constantemente entraremos em contato com a simbologia. O problema é como interpreta-la.

Antes de tudo, para a correta interpretação de nossas vivências, é necessário começarmos a desabrochar uma intuição aguçada. Muitas vezes compreendemos o que está ocorrendo pelo simples sentir. Não há palavras, não há pensamentos e nem há emoções. Você simplesmente sabe, como se alguma coisa tivesse nascido do mais profundo e enigmático vazio. A mente e as emoções só compartilharão mais tarde dessa descoberta.

Isto pode acontecer em qualquer lugar, a qualquer momento, no mundo físico e mais ainda quando fora dele.

Para desabrochar a intuição fazem-se necessários a auto-atenção constante e uma seqüência de práticas esotéricas para o despertar dos chakras (assuntos abordados em tópicos posteriores).

A Lei das analogias dos contrários, dos acontecimentos paralelos e das comparações terá validade de acordo com cada pessoa. E assim vem a importância do estudante tornar-se seu próprio instrutor, familiarizando-se com os símbolos e relações existentes consigo mesmo.

As imagens e os símbolos religiosos ligados à cultura individual, bem como tudo que lhe foi passado na infância pelos pais e’ pela sociedade, são fundamentais. As experiências também estarão ligadas às crenças espirituais ou até mesmo às descrenças e ao ceticismo. Cada um terá como símbolo para sua compreensão aquilo que vem não plantando e colhendo durante a vida.

Quem nada plantou nada pode colher.

Logo, o estudante deverá, algumas vezes, compreender um símbolo pelo que ele lhe traz de recordações. E este símbolo poderá vir na figura de um animal, de um homem, de um objeto ou de uma ocorrência passada.

Em outras ocasiões será necessário buscar na Simbologia Universal a resposta para o sonho ou experiência consciente fora do corpo. Nos casos dos números e figuras matemáticas, bem sabemos a relação entre o divino e o humano através deles, pois como já dizia Euclides, “Deus geometriza”.

Como a interpretação dos números está ligada diretamente à Caballa e aos Arcanos do Tarô, colocaremos resumidamente a seguir o simbolismo numérico:

1. Espada, vontade, poder…

2. Ciência oculta; favorável…

3. Produção material e espiritual…

4. Mando, progresso, êxito e misericórdia.

5. Carma, Marte, guerra…

6. Vitória, boa sorte…

7. Guerras, lutas, expiação, amarguras, dor, porém finalmente o triunfo.

8. Sofrimentos, provas, dor…

9. Solidão, sofrimentos…

10. Bons negócios, mudanças…

11. A Lei favorece. Que não haja temor! … Marte.

12. Provas e dor. O amor e o sexo (Alquimia) tiram-nos da dor.

13. Transformações. Indica mudança total.

14. Longa vida, estabilidade, sem mudanças.

15. Fracasso amoroso. Anuncia perigos.

16. Castigo, queda terrível. Evite-se esta data.

17. Significa esperança e espera.

18. Os inimigos ocultos surgem em qualquer momento. Enfermidades, não fazer negócios…

19. Êxitos, boa sorte, A Pedra Filosofal…

20. Mudanças favoráveis. Aproveite-as para acabar com suas debilidades.

21. Desmoralização total para o mal. Antítese, inimigos.

22. Triunfo. Tudo sai bem. Poder, força, boa sorte…

A partir do número 23 (inclusive) somam-se os algarismos para que possamos encontrar a simbologia dentro dos 22 Arcanos Maiores do Tarô.

A seguir colocamos algumas interpretações oníricas ligadas ao símbolos que podem muito bem ser vividas em experiências fora do corpo (sonho ou projeção). Todavia, não devemos traduzi-las ao pé da letra, mesmo porque há que se ter afinidade com o mundo contido nesses símbolos. Mesmo assim, é fácil observarmos idéias valorosas implícitas em cada interpretação. A intuição pode e deve sempre falar mais alto do que qualquer informação proveniente do exterior.

Estes símbolos serão melhor interpretados pelas pessoas que tomam conhecimento da linguagem universal do Gnosticismo.

Aborto: Graves decepções. Ver um aborto: enfermidade séria.

Afogado: Ver um afogado: herança, avanço hierárquico no trabalho seja interior ou exterior.

Água que sai da pedra: Energia sexual.

Águia: Representa o Espírito. O avanço espiritual é indicado pela altura em que voa a águia. Vôo rápido: êxito na vida. Vôo lento: estancado na senda. Águia retida: fracasso, resultados nulos.

Árvore partida: Alguém vai ser atingido, mas poderá depois se recuperar.

Árvore arrancada: Alguém (nós mesmos) vai ser atingido e sem possibilidade de recuperação.

Banho em égua suja: Enfermidades, doenças, dor, tragédia. Deve-se ter muito cuidado.

Banho em éguas puras: Saúde, harmonia, tudo favorece.

Banho em piscina: (Ver água).

Barco, canoa: Necessidade de trabalhar na Alquimia.

Beijo: Benefícios e satisfações. Beijar a um morto conhecido: muitos anos de vida. O sonhador é beijado na testa: matrimônio, se for solteiro; felicidade, se for casado. O sonhador é beijado na boca: imprudência no amor.

Bicicleta: Equilíbrio espiritual, tolerância.

Burro: A mente.

Cachorro que ataca: Ataque de um amigo; se morde, haverá danos.

Cachorro manso: Amizade sincera, amigos que ajudarão a sair de dificuldades.

Carro: Observar como se dirige; de modo análogo dirigimos nosso corpo físico.

Carruagem: Também significa o corpo físico.

Casa: O nosso corpo físico ou a nossa condição interior.

Casamento: Se duas pessoas se vêem casando e vestidas de noivos é sinal de desencarnação.

Castelo: Vitórias e conquistas espirituais em vidas anteriores.

Cavalo: Corpo físico, também significa luxúria. Queda do cavalo significa abandono do caminho de evolução espiritual.

Cavalo desdentado: Má espiritualidade; o íntimo não pode governar o corpo físico.

Chacal ou lobo: Justiça, Lei Divina. Se ataca, a Lei está contra ou há karma para pagar.

Chapéu: Viagem e se deve partir.

Chuva: Lágrimas, sofrimento.

Cordeiro, ovelha. Símbolo do Cristo.

Cores:

Amarelo: avanço, conhecimento, progresso.

Azul: amor, satisfação, saúde.

Branco: pureza.

Cinza: temor, angústia, medo.

Escarlate: tragédias, violência, ira.

Laranja: criatividade, iniciativa.

Negra: negativo, diabólico, hostil

Preto: solenidade, seriedade, negativo, fracassos..

Rosa: bons sentimentos.

Verde: penetração, esperança, segredos desvelados.

Vermelho: força, algumas vezes paixão.

Corpo enredado: Calúnias, difamações, fofocas.

Coruja: Forças negativas, magos negros, ataques de tenebrosos.

Criança: Nossa parte espiritual e consciência.

Cruz: Transmutação.

Datas: Devem ser anotadas e interpretadas conforme a Cabala. Anunciam acontecimentos importantes. Ver também números.

Defecar: Eliminar defeitos.

Dente: Os dentes superiores referem-se á família. Os dentes inferiores referem-se aos amigos. Dentes sadios riquezas, poder, saúde e importância em aumento. Dentes sujos: vergonha na família Dentes cariados: morte de um parente. Dente novo: nascimento. Dentes que caem: enfermidade ou morte – tragédia espiritual.

Escada: Caminho iniciático (espiritual), deve-se seguir.

Escorpião: Larvas astrais que precisam ser eliminadas.

Escova: Há necessidade de se limpar psicologicamente.

Espinho: Vontade superior, sofrimento voluntário.

Estar na beira de um abismo: Pode-se cair espiritualmente.

Estar na cadeia: Karma a pagar.

Exército: Se contra, a Lei em ação; se a favor, tudo ajuda.

Flores: Atributos da Alma, qualidades, virtudes.

Fogo: Paixão, trevas, ódio, falta de calma. Renovação.

Gato que ataca: Traição de pessoas queridas (familiares).

Insetos: Larvas astrais, há necessidade de limpeza.

Jardim: Felicidade espiritual.

Látego (chicote): Representa a vontade.

Livro: Quando se recebe um livro de um Mestre, sinal de que nada se sabe nos mundos internos, ignorância espiritual. Necessidade de aprender, estudar.

Leão que ataca: Justiça, Lei em ação, karma. Se o leão é manso, a Lei está a favor.

Machado: Destruição.

Mar tormentoso: Não há domínio sobre as paixões.

Mar manso: Castidade, pureza, perfeito domínio sobre paixões sexuais.

Montanhas: A meta espiritual, o caminho, o plano astral.

Morte de um filho: Provas.

Mula: Involução, está se indo muito mal espiritualmente.

Nuvens: Mente opaca, fechada, presa a idéias fixas e dogmas.

Ouro: Resultados espirituais acumulados.

Ovos: Símbolo da vida e de nascimentos (espirituais).

Pavão: Orgulho, soberba.

Pedras: Contradições. Às vezes necessidade de melhoria interna.

Peixes (pesca): Peixes mortos: doença, problemas; Peixes vivos: vitalidade.

Pomba, pombinha: Pureza, castidade, símbolo do Espírito Santo.

Relógio: O tempo; é chegado o momento.

Sapatos: Viagens. Um só sapato, o caminho espiritual não está bem.

Semente: Nascimentos.

Sonhar que está morto: Morte do EGO, aniquilação budista.

Serpente que ataca: Mulher que nos seduzirá (ou vice-versa), perda de energia, traição.

Serpente mansa: Domínio sobre paixões sexuais, forças acumuladas, favorabilidade.

Tartaruga: Lentidão, preguiça, atraso, etc.

Tempestade: Destruição.

Tigres: Traição.

Tigres trabalhando: Mestres trabalhando a favor do estudante.

Tocha: Fogo sexual transmutado em energia.

Torre: Ver uma torre forte e sólida diante de uma tormenta: sairá vitorioso de uma dura prova. Torre rachada ou destruída: catástrofe, desgraça.

Touro: Inimigos. Às vezes representa a ira; outras vezes paciência e trabalho.

Tudo doce: Amarguras.

Vaca: Símbolo da natureza e da Mãe Divina. Ver-se morto: Mudança favorável, morte de um defeito, renascimento.

Ver-se nu: Amargura, dor, tragédias. Ver-se em trajes íntimos tem o mesmo significado.

Vestido de trapos: Espiritualmente muito mal.

Voar: Indica certo tipo de consciência desperta. Se interpreta o que se vê e o que se sente quando se está voando. Geralmente é um bom sintoma. Avanço espiritual.

POR QUE NÃO TEMOS CONSCIENCIA DESPERTA DURANTE O SONO?

Por que não temos experiências fora do corpo conscientemente? Existem muitos motivos, mas os principais nós podemos relacioná-los para que você, dentro de seu aprendizado, possa superá-los:

a) O primeiro deles e o mais importante é o fato de sermos extremamente mecânicos. Não temos consciência de nós mesmos durante o transcorrer normal dos dias. Quando acordamos ligamos o piloto automático” e passamos a nos conduzir como máquinas, robôs na forma de agir, sentir e pensar.

Quantas vezes durante o dia paramos para nos auto-recordarmos? Somos completamente condicionados pelos fatores externos, e isso ocorre em todos os sentidos, ou seja, não somos nunca nós mesmos, apesar de acreditarmos sinceramente no contrário. Podemos dizer, sem errar, algo que pode nos parecer absurdo, mas você verá que analisando cuidadosamente é realmente verdade: não só dormimos á noite, dormimos da mesma forma durante o dia. Não colocamos atenção em quase nada que fazemos; nossa mente perdeu a capacidade de concentrar-se; nossos pensamentos são dispersivos e pulam de segundo a segundo mudando seu foco de atenção; nossas emoções oscilam constantemente de acordo com as atitudes das pessoas e da situação em que estamos. Poderíamos citar dezenas de exemplos para ilustrar o que estamos afirmando, mas acreditamos ser bastante o já acima colocado.

Muito bem, mas o que tem a ver isso com projeção inconsciente?!

Os sonhos são os reflexos daquilo que acontece durante o dia, só que nas dimensões superiores não há limite de tempo e de espaço, como veremos mais adiante, e por isso mesmo tudo que fizemos no transcorrer do dia, seja ontem, na semana passada ou no ano passado, volta a se repetir como antes, mecanicamente.

Há, porém, uma profunda e significativa diferença: no mundo físico, devido à densidade da matéria, nossas emoções e pensamentos giram em torno de nós mesmos. Ficamos abstraídos, perdidos em nossas ilusões, agindo, como dissemos, como autômatos condicionados pelo meio. Estamos perdidos em pensamentos ou ocupados com nossas emoções e, num instante, acontece algo (alguém chama nosso nome, por exemplo) e nos tira de nossos devaneios e fantasias para, daqui a alguns segundos ou minutos, voltarmos a outras elucubrações até que a história volte a se repetir.

Nos mundos superiores o processo é diferente: quando começamos nossas elucubrações e devaneios, a substância astral ou mental, por ser de extrema sutileza, toma forma e se materializa. Na verdade cristaliza nossos pensamentos e emoções, independente de que tipo sejam , e ficamos presos nas imagens externalizadas, gerando, por sua vez, outras imagens sobre as anteriores, criando assim uma verdadeira bola de neve que somente acaba quando acordamos. Ninguém nos tirará das ilusões criadas por nós mesmos, como ocorre no plano físico. Ficaremos presos dentro de nosso mecanismo emocional e mental. Não viveremos o real, aquilo que lá existe, e sim a ilusão formada por nós ou por entidades que lá habitam.

b) O segundo grande problema é a capacidade de fabricação de energia psíquica e a conservação da mesma. A energia psíquica é a que nos mantém despertos nas outras dimensões, é o somatório de todas as energias produzidas pelo correto funcionamento dos chakras, bem como as captadas durante o transcorrer normal do dia.

Por que estamos sempre esgotados ao final de um simples dia de trabalho?

Aqui precisamos falar novamente sobre a mecanicidade e a falta de consciência em que vivemos. As energias produzidas pelo metabolismo através da ingestão de alimentos físicos, não é suficiente para nos manter conscientes fora do corpo físico. Ainda porque nossa constante identificação emocional e mental com as coisas do dia-a-dia esgotam completamente a reserva energética que por ventura possa existir. Dai faz-se necessário tomarmos uma atitude mais contemplativa, onde a auto-observação constante será o gerador e acumulador de energias para o desdobramento consciente. Mesmo assim, quase sempre é necessário uma série de práticas de conteúdo energético antes de efetuarmos o desdobramento. Essas práticas visam ao acúmulo das energias e podem ser respiratórias, de meditação, vocalização de mantras para ativar os chakras necessários e outras. Abordaremos esse assunto com maiores detalhes ao final deste Curso.

Essa dificuldade (captar e manter energias) é inversamente proporcional a capacidade que podemos adquirir de permanecer constantemente atentos e ‘despertos durante o dia. Isto é, quanto mais autoconscientes de nossos atos, emoções e pensamentos, menor será a dificuldade para a aquisição e reserva de energia psíquica. Somente com muito esforço e dedicação, através de um estudo mais abrangente de cunho holístico (integral) chegaremos a despertar para essa possibilidade.

c) Sem dúvida outro grande obstáculo, talvez o primeiro deles, é a preguiça. Esse tipo de conhecimento não pode ser comprado em lojas ou adquirido em livros. Por isso a primeira seleção é feita naturalmente através da falta de persistência e dedicação de cada pessoa. Sivananda, um grande mestre do Oriente, certa vez afirmou: “Somente os fortes chegam a Deus’’ O cultivo da força de vontade é fator essencial. Sem ela é melhor nem dar início a este processo, estancaremos no primeiro obstáculo encontrado, e a preguiça quase sempre estará se escondendo atrás de suas diversas facetas.

d) Outro obstáculo importante a ser vencido é o medo. O medo, corno a preguiça, se manifesta de várias formas. Muitas vezes não nos apercebemos dele, mas ele está ali, arrumando desculpas e aliando-se á preguiça para nos afastar logo nas primeiras etapas. Não há por que ter medo. Nunca estamos sozinhos onde quer que estejamos. Geralmente tememos o desconhecido e, neste campo, o que mais encontraremos é o desconhecido.

Não devemos esquecer que o homem é a morada de Deus. Por acaso você daria ao seu filho alguma coisa que ele pudesse se machucar? Da mesma forma o Pai que está em oculto também não o faria, a não ser que você já estivesse pronto para cuidar de si mesmo sozinho. Mesmo assim Ele estaria atento, observando seu aprendizado.

O medo será vencido na medida que o combatermos e verificarmos o quanto era infundada nossa atitude.

e) A ansiedade é o último tem de nossa pequena lista. Cabe ressaltar a existência de outros bloqueios, mas quase todos giram em torno dos colocados nesse tópico.

A ansiedade gera desequilíbrio emocional, fácil de observar pela taquicardia (o coração pulsa rapidamente). Se houver desequilíbrio de qualquer espécie já não é possível o desdobramento consciente, isto porque há perda de energia e bloqueios na circulação da mesma.

Para se vencer a ansiedade recomendamos a prática constante dos exercícios descritos no final deste Curso. De acordo com o avanço dentro de cada exercício o estudante será capaz de dominá-la perfeitamente.

O QUE HÁ DO OUTRO LADO?

Na verdade são infinitas as formas de vida e os lugares existentes Impossível descrever tudo que existe ou aquilo que você encontrará. Tudo dependerá muito de você mesmo, pois as experiências estão sempre relacionadas a cada ser humano. Queremos dizer que as pessoas têm acesso somente aquilo a que merecem. Há que se ter crédito, caso contrário, nada conseguiremos.

De qualquer forma vamos enumerar algumas possibilidades, as mais comuns, possíveis de serem vividas por qualquer um que se aventure a investigar a realidade da existência de vida além da matéria física.

CAEM AS BARREIRAS DO TEMPO E DO ESPAÇO

O tempo e o espaço nada significam nas dimensões superiores ao plano físico. Ainda que existam, são totalmente diferentes. Logo, 01 (um) minuto lá pode equivaler a O 1 (uma) hora neste plano ou vice-versa.

Quanto mais sutil for a dimensão, menor significado terão essas duas barreiras, ao ponto de chegarmos ao limiar da eternidade.

Em conseqüência dessa quebra de conceitos tradicionais, poderemos acessar tanto ao passado como ter vislumbres do futuro, ainda que muitas vezes nem percebamos isso.

Como dissemos, não basta querer para conseguir, há que merecer.

Como é comum ocorrer em toda natureza, os fatos sempre acontecem naturalmente, sem grandes festas ou exageros, tal qual um por do sol, belo! simples e resplendoroso. Nós, infelizmente, distorcermos os fatos c fantasiamos situações comuns tornando-as inexistentes, e acabamos por não perceber as verdades mais profundas por estarmos impregnados de conceitos e preconceitos irreais.

Quando menos esperamos nos vemos em ambientes e épocas passadas, com roupas antigas, vivendo cenas as quais nunca antes presenciamos. Se não estivermos atentos, ou se mantivermos em nossa mente idéias e conceitos já pré-estabelecidos, provavelmente não seremos capazes de compreender o real significado daquele momento. Muitas vezes apenas vemos os acontecimentos, como se estivéssemos à janela de nossa casa observando as pessoas e os carros passarem. Como dissemos, devido à nossa falta de atenção, podemos até mesmo receber cátedras completas e nem nos darmos conta.

O futuro se apresenta de mesma forma: podemos ver claramente situações futuras ou conversar com pessoas que nos dão informações acerca dele, mas isso não quer dizer que tudo irá acontecer, pois o futuro não passa de uma série de possibilidades que podem ser modificadas. Tudo dependerá do nível de compreensão e, principalmente, da intuição e percepção do estudante.


COMO É O MUNDO ASTRAL?

Existem, nos mundos superiores, cidades e templos desconhecidos a este mundo em que vivemos. Cadeias de montanhas, mares, lagos… enfim, ao que vemos neste plano físico podemos somar outros tantos lugares, onde a maioria deles não podem ser encontrados na terceira dimensão.

Como existem outras dimensões além da nossa, existirão também sete subdimensões para cada uma delas. Por exemplo: o plano astral, sendo mais sutil que o físico, ainda se subdivide em outros graus de matéria interior a ele mesmo, sem, no entanto, sair desse plano para passar para o acima (mental). As paisagens encontradas no mundo físico fazem parte também dos planos astral e mental; todavia, não existem nas subdimensões mais sutis desses dois planos. Novamente daremos um exemplo para que fique claro esta afirmação: uma cadeira ou uma cidade, no mundo físico, têm sua contrapartida astral e mental nas primeiras subdivisões dessas dimensões (1º, 2º, 3º e 4º). No entanto, nas últimas subdivisões de cada dimensão (5º, 6º e 7º) deixam de existir, somente estando presente suas vibrações por demais sutis.

Por isso, voltando aos ambientes, numa projeção no plano astral, se for efetuada dentro de nossa casa e numa subdimensão inferior, poderemos encontrar tudo aquilo que há normalmente dentro dela. Algumas vezes encontraremos até mesmo objetos inexistentes ou que ainda ali estarão no futuro. Lembremos a quebra da barreira tempo e espaço.

Algumas vezes podemos também, numa projeção dentro de nossa própria casa, não encontrar nada do esperado. Nos vemos em outro lugar totalmente diferente, numa situação exótica ou simplesmente incomum. Nesse caso a projeção se fez numa subdimensào superior do plano astral, sem que percebêssemos este fato.

Geralmente as projeções iniciais sempre se dão nas primeiras subdimensões da dimensão astral. Inclusive, para ter acesso à dimensão mental e mesmo às subdimensões superiores do plano astral, é necessário muito domínio de si e do corpo astral. Além disso, precisaremos méritos para tal.

Não é tão difícil o desdobramento, existem inclusive pessoas materialistas ou de índole inferior que o executam; entretanto essas pessoas ficarão restritas às dimensões e subdimensões inferiores do plano astral e mental, quando não ac limbo, como iremos explicar no tópico mais adiante.

Numa experiência fora do corpo, respeitando os requisitos necessários poderemos visitar cidades perdidas ou Templos de Mistérios. As maiores c verdadeiras Escolas Esotéricas existem nas dimensões superiores. O que temos hoje neste mundo é um pálido reflexo dessas Escolas. Aprende diretamente com os Mestres, ou entrar em contato com o Mestre Interno que cada um possui não é utopia nem demagogia, ainda que muitos assim pensem.

Deixar de teorizar sobre civilizações antigas e sim estudar suas cidades costumes, além de conversar com as pessoas que lá viviam e ainda vivem, é outra possibilidade.

Se uma cidade desaparece, sua contrapartida astral mental continua existindo, a não ser que seja construída outra no plano físico onde antes estivera a antiga.

FORMAS DE VIDA

As formas de vida são tão variadas que vão desde as criaturas mais inferiores geradas pela mente humana, até os mais elevados Devas (deuses da natureza), cada qual ocupando a dimensão de acordo com suas vibrações Aqueles que possuem vibrações elevadas em conseqüência da espiritualidade vivem nas dimensões mais sutis e nas subdimensões intermediárias superiores de cada plano. Já as criaturas de baixa evolução, tanto as criada pelo homem (elementares) como os invólucros grosseiros dos mortos que ainda não se desprenderam da matéria, habitam as subdimensões inferiores a região chamada de limbo.

Como cada experiência fora do corpo estará de acordo com nosso nível de vibração, ou seja, nos projetaremos para a dimensão ou subdimensão à que temos afinidade, poderemos estar sujeitos a entrar em contato com cada um desses seres.

Nada acontece por acaso, e qualquer experiência é direcionada para nosso aprendizado, ainda que sejam desagradáveis num primeiro instante.

Aliás, não devemos nos preocupar, pois nada ou ninguém poderá nos fazer mal, mesmo porque é raro os seres mais inferiores se preocuparem com iniciantes.

Há alguns casos esporádicos onde nos veremos em situações diferentes do normal, mas isso sempre ocorrerá pré-definidamente, com finalidades muito especiais de aprendizado.

Em outras ocasiões poderemos nos assustar com os elementais (espíritos da natureza), pois eles são como as crianças, estão além do bem e do mal e só querem brincar e se divertir conosco.

De conformidade com o abordado acima, sempre é importante efetuarmos uma constante higiene mental, principalmente antes de deitarmos para sonhar ou para tentar a projeção consciente, pois o estado psíquico ou físico é que será responsável pela boa ou má experiência. Se, durante o dia, entrarmos em graves desentendimentos, tendo como fruto dessas desarmonizações, explosões emocionais e mentais, quase certamente numa projeção consciente nos veremos em subdimensões densas. Ainda que seja desagradável estar em locais inferiores, presenciando o sofrimento dos habitantes dessas paragens teremos nessa experiência grande material de crescimento.

Um mal-estar causado por indigestão, ou mesmo deitar-se de estômago cheio pode provocar efeito semelhante, projetando-nos para locais mais densos.


OS ELEMENTARES

Elementares são formas de vida criadas pelo homem; na maioria das vezes sem intenções de fazê-lo, ou seja, inconscientemente. São chamados também de formas-pensamento.

Cada pensamento ou desejo ganha forma e se materializa nas dimensões e subdimensões correspondentes. Assim, um pensamento ou uma emoção sublime se cristaliza através de cores radiantes, ondas sonoras harmônicas e formas de beleza estética. Logicamente isso ocorrerá conforme a intensidade e a persistência de cada desejo e pensamento. Algumas vezes, nos pensamentos mais rápidos, surgem apenas formas luminosas também rápidas que logo se apagam. Outras vezes, as emoções e os pensamentos são tão intensos que perduram e acabam por fazer parte da aura humana.

O caso contrário também ocorre. Emoções e pensamentos negativos criam cores e sons feios e desarmônicos. Quando são intensos e constantes, materializam-se em formas de bestas e animais medonhos, permanecendo em volta da pessoa que a criou durante anos ou até mesmo por toda vida. Em outros casos essas formas-pensamento passam a não só obsidiar seu criador, mas sim todas as pessoas que estejam em seu raio de alcance. Muitas vezes sobrevivem durante anos e anos após a morte daquele que a gerou, pois seu alimento pode ser tirado de qualquer pessoa cuja afinidade vibracional se compatibilize com a de seu criador.

As pessoas cujo hábito de drogar-se é constante, acabam por criar meios artificiais para contato com esses e outros seres ainda piores, isso quando não acessam regiões proibidas ao homem comum. Forçam sua passagem para o mundo tenebroso e acabam sintonizando cada vez mais suas próprias vibrações com as vibrações rudimentares desses planos. Entram em contato com criaturas que realmente existem, quando não, partes obscuras de si mesmos. Os incubos e súcubos citados com freqüência nas histórias da Idade Média, são justamente essas formas obsessoras geradas pelo mau uso da energia sexual. Essas criaturas, algumas vezes horríveis e outras vezes aparentemente formosas, provinham dos recendidos mais escondidos do subconsciente, e eram engendradas pelo desejo sexual reprimido e distorcido por isso eram tão fortes ao ponto de se materializarem no mundo físico.

Existem formas de proteção simples que cada projetor deve saber, caso se veja em situações negativas e precise enfrentar formas-pensamento. A maioria dessas situações são facilmente contornáveis. Novamente realçamos a necessidade de tirar aprendizado de fatos como esses.

Assim sendo, colocamos 05 (cinco) precauções que todo projetor deve ter ciência:

1. A primeira precaução é não ter medo. O medo lhes alimenta e dá força.

2. Em caso de se deparar com qualquer entidade aparentemente negativa mantenha-se em estado passivo, como observador, procurando emitir-lhe pensamentos de amor e harmonia. Somente isto já seria suficiente para afastar essas criaturas, ou simplesmente fazer você mesmo se translada para outra subdimensão mais sutil, onde as formas-pensamento não podem incomodar.

3. Você pode transladar-se tanto das dimensões e subdimensões mais elevadas para as menos elevadas e também o contrário, da de menos vibração para a de maior; as formas-pensamento somente no sentido “de cima para baixo’.

4. Nunca parta para a agressão, pois isso fere o principio de que somente  pode se combater o ódio com amor. Mesmo porque você acabará por se identificar completamente, esquecendo-se de si mesmo e caindo no som hipnótico. E necessário manter-se atento e autoconsciente todo o tempo pois o risco de mecanizar-se novamente, adormecendo a consciência, maior que no mundo físico.

5. Existem certas frases mágicas, chamadas conjurações, cuja função é exatamente afastar as entidades nocivas do plano astral ou mental. Daremos algumas delas, mas elas devem ser decoradas e usadas com fé, imaginação e vontade, se é que você quer fazê-las funcionar. A oração possui um poder gigantesco e, muitas vezes, tem o mesmo efeito das conjurações.

a) KLIM, KRISHNAYA, GOVINDAYA, GOPIJANA, VALLABHAYA, SW(JAHA)

b) HELION, MELION, TETRAGRAMATON

o) EM NOME DO CRISTO, PELO PODER DO CRISTO, PELA FORÇA DO CRISTO, EU TE CONJURO … (dizer o que está conjurando)

d) EM NOME DE MICHAEL QUE JEHOVAH TE MANDE E TE AFASTE DAQUI, CHAVAJOTH. EM NOME DE GABRIEL QCIE ADONAI TE MANDE E TE AFASTE DAQUI, BAEL. EM NOME DE RAPHAEL DESAPARECE ANTE ELIEL, SANGABIEL. POR SAMAEL SABAOTH E EM NOME DO ELOHIM GIBOR, AFASTA-TE, ANDRAMELECK. POR ZACARIEL ET SECHELMELECH, OBEDECE ANTE ELVAH, SANAGABRIL. PELO NOME DIVINO E HUMANO DE SADAI E PELO SIGNO DO PENTAGRAMA QUE TENHO NA MINHA MAO DIREITA, EM NOME DO ANJO ANAEL E PELO PODER DE ADÃO E DE EVA, QUE SÃO JOTCHAVAH, RETIRA-TE LILITH; DEIXA-NOS EM PAZ, NAHEMAH. PELOS SANTOS ELOHIM E EM NOME DOS CIËNIOS CASHIEL, SEHALTIEL, APHIEL E ZARAHIEL, E AO MANDATO DE ORIFIEL, AFASTA-TE DE NÓS MOLOCH. NÓS NÃO TE DAREMOS NOSSOS FILHOS PARA QUE OS DEVORES. AMÉM. AMÉM. AMÉM.

O MUNDO DOS MORTOS

Numa subdimensão intermediária do plano astral existe uma região que alguns povos antigos chamavam de limbo ou orco. Na terminologia cristã chama-se purgatório.

Esta região pode ser comparada a um cone de penumbra intermediando a luz e as trevas. A Luz aqui é representada pelas dimensões superiores do mundo astral ou mesmo do mundo mental. As trevas, por sua vez, representam as regiões submersas ao planeta terra, onde a densidade da matéria chega a ser superior a existente no plano físico. Parece impossível conceber dimensões inferiores à terceira dimensão na qual vivemos, no entanto essas regiões existem e são conhecidas em todas as religiões como ‘infernos”. No Oriente a religião hindu a chama de avitchi.

É interessante traçarmos paralelo com a astrofísica, pois esta tem descoberto estrelas minúsculas, muito menores que o nosso sol, cuja densidade atômica equivale a densidade de diversos sistemas solares ou até mesmo galáxias.

Isto prova como é possível existirem mundos imensos comprimidos em espaços fisicamente pequenos, o que corresponde a constante descrição, pelas religiões de todo mundo, dessas regiões abismais. Aliás, como já vimos, o espaço físico praticamente inexiste quando falamos em dimensões.

Não podemos deixar de citar a profunda relação existente entre os mundos externos e internos ao homem. Assim descreve a grande Lei Oculta: “como é em cima é em baixo, e o que está dentro é igual ao que está fora”, logo, o homem possui em si mesmo a parte abismal da natureza, e podemos encontrá-la nas regiões infraconscientes da mente. Lembremos como as vibrações afins se atraem mutuamente. Por isso, aqui abrimos pequena lacuna para alguns questionamentos:

De onde mais poderia vir tamanha crueldade quando vimos os crimes mais infames provocados pelo homem? De onde poderia ter saído a música inferna e as pinturas que representam figuras grotescas e totalmente sem harmonia e estética? Se refletirmos um pouco compreenderemos como a natureza anima e infraconsciente tem se apoderado quase que completamente da humanidade no sentido geral. A inversão total dos valores mais sagrados e tradicionais da humanidade deixaram a mercê os instintos. Em outras palavras, o homen perdeu o controle sobre si mesmo, as portas de seus infernos foram abertas Assim, mais do que nunca, este curso insiste na necessidade de mudança radical em cada individuo. Recuperar os valores arquetipicos faz parte de grande aventura do homem quando pretende vencer as barreiras que o separam dos universos paralelos. É ilusão acreditar que, tal como estamos podemos ter acesso à sabedoria sagrada contida nesses mundos.

Dando continuidade ao exposto nos parágrafos anteriores, dentro das experiências fora do corpo, essas regiões inferiores somente podem sei acessadas pelo projetor em casos muito especiais, quando ele necessite aprender e é conduzido por seres inteligentes através de seus umbrais Temos na literatura de todos os tempos grandes exemplos que o mundo até hoje não chegou a compreender. Obras julgadas infantilmente como ficção pelos cépticos e materialistas: A Divina Comédia de Dante; os relatos da descida de Orfeu aos infernos; da mesma forma Hermes e (Ullisses tiveram que descer á morada de Plutão (regente do mundo subterrâneo); Hércules ac executar parte de seus doze trabalhos (principalmente a luta com Cérbero Guardião dos infernos na mitologia) e, enfim, tantos outros relatos antiqüíssimos e até mais recentes espalhados pelo mundo com roupagem religiosas, míticas, mitológicas, etc.

Já a região intermediária, aqui chamada de cone de sombra, é o limite para projetor comum. Ali ele se deparará com os invólucros dos mortos, como aqueles que morreram e ainda não sabem. Essas pessoas mortas ainda estão presas ao mundo pelo apego e pelo desejo de perpetuar as sensações físicas pela dor dos parentes e amigos que em vida choram, também desejando presença constante do morto neste mundo novamente; pelas sessões mediúnicas que levam ao morto tudo aquilo que tinha em vida, cedendo corpo humanos através de médiuns ou abrindo canais de comunicação com eles. Por essas e outras razões tais desencarnados permanecem perambulando a solta pelo limbo, atraídos e presos ao plano físico.

Quando nos projetarmos certamente poderemos entrar em contato com essas pessoas. Veremos que o corpo astral do desencarnado, sede do desejo inconsciente após a morte, vaga como um sonâmbulo pelo mundo astral, repetindo todas as atividades feitas durante a vida. Permanece revivendo seus sofrimentos e ampliando suas angústias, ansiando os prazeres antigos que os sentidos ofereciam e externalizando, como num pesadelo, suas cobiças e ambições. Poderemos tentar ajudar essas pessoas, mas pouco conseguiremos fazer, pois somente elas terão que se livrar dos fantasmas gerados pelo passado.

Poderemos ser vitimas de obsessões nessas regiões, assim como pode ocorrer com os elementares. Essas criaturas precisam de luz, de vida e amor. Uma pessoa projetada, ainda mais se estiver consciente, traz um campo energético considerável que atrai esses invólucros autômatos. Não o fazem por mal, muitas vezes, mas sim por necessidade. Em tais situações basta tomarmos as atitudes citadas no tópico sobre elementares.

Na medida do desprendimento das emoções e apegos baixos, o invólucro astral mais denso começa a se desfazer, e essas pessoas mortas vão como que tirando as roupas mais pesadas para poderem transcender as subdimensões, chegando a realizarem o mesmo processo na dimensão mental. Assim, a certa altura, podemos entrar em contato com a essência divina que o ser humano carrega dentro de si, já livre de seu passado e apenas aguardando novo corpo para retornar. Quando falamos em essência divina não estamos nos referindo á personalidade, mas sim àquilo que já existia e sempre existiu num homem antes mesmo dele nascer. Poderíamos, por exemplo, entrar em contato com a essência de uma criança que está por vir e saber, diretamente dela, o que aqui veio fazer, qual sua missão e até mesmo quais foram suas existências passadas.

A essência humana é o verdadeiro ser imortal, é o fragmento divino que devemos despertar em nós, a fim de fazê-la fluir perfeitamente através dos valores transitórios da personalidade.

UBIQÜIDADE E ESTADO DE JINAS (4ª DIMENSÃO)

Este tópico foi incluído à parte, pois não podemos deixar de citar dois casos especiais relacionados, de certa forma, com as experiências fora do corpo.

O primeiro deles é o dom da ubiqüidade, ou seja, a capacidade que uma pessoa tem de deslocar-se, ao mesmo tempo, para dois ou mais locais diferentes com o corpo projetado. Este fenômeno é raro mais pode ser encontrado em algumas literaturas.

Na medida que o projetor aprende a dominar seus corpos sutis e a usar o poder da Vontade nas projeções, bem como na medida que ele cria para si corpos mais poderosos através da Alquimia, ele se vê livre das técnicas e pode projetar-se quando quiser e aonde estiver, mesmo que seu corpo físico não esteja repousando sobre uma cama ou cadeira. Isto quer dizer que é possível continuar trabalhando, estudando ou dando uma conferência e, ao mesmo tempo, estar projetado em outro lugar com o corpo sutil tendo uma entrevista com alguém sem que as demais percebam este fato. O próximo passo é adquirir a ubiqüidade, já que obteve total controle sobre os demais corpos Neste caso pode-se estar em diversos locais diferentes ao mesmo tempo, realizando também diversas tarefas sem ligações umas com as outras.

Logicamente estamos falando de pessoas muito desenvolvidas? verdadeiros super-homens dentro do esoterismo. Esta possibilidade, para ser exercida com total domínio, somente pode existir quando se chega ao estado de polividência ou elevado nível de consciência.

Tão fabuloso ou mais que a ubiqüidade é o estado Jinas. Colocar-se em Jinas é colocar o corpo físico na quarta coordenada (quarta dimensão).

Este fenômeno, também conhecido por Nagualismo ou Licantropia, foi muito usado pelos feiticeiros (Naguais) dos povos antigos da América Central (Astecas, Toltecas, Zapotecas, Maias, etc.).

Ainda hoje existem pessoas que dominam as técnicas do estado Jinas. Podemos encontrar referências nas obras de Carlos Castaffleda, antropólogo que travou contato com essa cultura. Isto só para citar obras e autores mais conhecidos e contemporâneos. Em Jinas é possível até mesmo mudar a forma física do corpo, dando a ele aspecto animal ou de outra criatura qualquer. Muitas lendas tenebrosas advém dos relatos de pessoas que viram essas transformações (lobisomem, por exemplo).

Em Jinas também é possível deslocar o corpo físico para qualquer lugar do planeta – sobrevoar rios e mares, atravessar rocha sólida e ainda caminhar sobre as águas, como fez o Mestre Jesus.

PROJEÇÃO INTERIOR

Quando falamos em experiências fora do corpo somente imaginamos o desdobramento da consciência para o mundo circundante (externo). Mais importante ainda é saber da possibilidade em projetar-se para dentro de si mesmo. Isso pode ocorrer de duas formas:

1. A projeção é efetuada dentro de nosso sistema vegetativo, ou seja, podemos ver o interior de nosso corpo. As veias, as funções vegetativas tais como o coração, o fígado e outros se tornam translúcidos para nós. Passamos, muitas vezes, a fazer parte desse sistema, como se fôssemos ele próprio, detectando possíveis doenças ainda não manifestadas.

2. O outro tipo é muito mais intrigante, pois a projeção ocorre dentro do universo psíquico que possuímos: nossos pensamentos, emoções e fantasias ganham vida e são materializados tal como são. O macro-universo e o micro-universo se fundem nesses momentos, por isso podemos entrar em contato com a divindade que existe dentro de cada ser humano. A frase Evangélica: “O homem é a imagem e semelhança de Deus” expressa muito bem o que acabamos de falar, e é essa divindade que buscamos. A essência a que nos referíamos no último tópico não passa de um fragmento da presença de Deus no homem.

Os arquétipos representam a perfeição de todos os valores sublimes cultuados pela humanidade. Tais arquétipos também se manifestam individualmente, por isso o Deus interior também manifestar-se-á através das imagens e símbolos por nós considerados perfeitos: o budista verá Buda, o cristão verá Cristo, o hinduísta verá Krishna. Na verdade, todos serão a mesma centelha divina manifestado na sua multiplicidade de formas.

Todavia, apesar de possuir a centelha divina, o homem a mantém imanifestada, pois a imperfeição humana não pode coexistir com a perfeição divina. Dai possuir em seu interior a semente do mal, a qual gerou uma série de artifícios para afastar o homem da pureza original. Assim, o orgulho, a vaidade, a luxúria, o ódio e outros também terão suas manifestações nas infradimensões do inconsciente humano, e serão vasculhados e encarados cara-a-cara nas projeções interiores.

Uma árvore, para lançar seus galhos o mais alto possível, deve projetar suas raízes no lodo mais profundo e sombrio da terra. Teremos que descer ao lodo mais profundo de nossa “terra psicológica” para projetarmos nossos galhos e nossos frutos acima das nuvens.

Quando nos deparamos com essas criaturas, que na verdade fazem parte de nós mesmos, veremos nossas imperfeições materializadas de acordo com a densidade correspondente a cada uma delas. Teremos que nos enfrentar diante de um espelho, e a visão, muitas vezes, não nos agradará nem um pouco.

O COMPORTAMENTO DURANTE A VIAGEM ASTRAL

Como comportar-se do outro lado? Em conformidade com nossas atitudes e comportamento é que poderemos tirar maior ou menor proveito das experiências realizadas.

Após a projeção consciente, seja através de qualquer técnica, deveremos tornar algumas atitudes importantes para nos manter conscientes durante maior tempo possível. Nossa consciência permanecerá “desperta” de acordo com a quantidade de energia psíquica armazenada anteriormente, e de acordo com a capacidade de não identificação com os acontecimentos em nossa volta. Isto, pois, a identificação leva a perda de energia, e esta a adormecimento e ao sono. Assim, uma experiência que pode começar lúcida acaba se tornando um sonho, podendo acontecer também o contrário como iremos colocar mais adiante.

Para permanecermos despertos será importante sempre a posição passiva, ou seja, contemplativa. O bom observador não julga, não analisa, não interfere apenas observa. Caso faça o contrário com certeza interferirá no: acontecimentos, inclusive externalizando e cristalizando pensamentos 4 emoções sem perceber, e estes colocarão em risco a autenticidade & experiência.

A percepção deve ser ampliada juntamente com a intuição, pois ambas terão papel fundamental na vida de todo projetor, inclusive não só durante a experiências fora do corpo, e sim também no estado de vigília. Para ias seremos obrigados, mais uma vez, frisar o estudo holístico de si mesmo, pois será necessário tomar contato com outras disciplinas esotéricas para obter que somente a Projeciologia não pode nos oferecer. De qualquer forma, num experiência fora do corpo, percebe-se certos poderes latentes com mais clareza, e podemos dizer até mesmo que fazemos uso deles naturalmente mas não adequadamente.

Para o projetor iniciante não é fácil dominar o veiculo recém descoberto. Não temos controle sobre ele e somos facilmente desviados de nosso objetivo pelas circunstâncias e maravilhas que encontramos numa experiência. Aprender a usar a Vontade superior como condição de deslocamento será importante, pois é justamente essa Vontade aliada ao autodomínio que nos conduzirá pelas dimensões e subdimensões.

É interessante traçarmos nossos objetivos antes de efetuarmos a projeção para não acontecer o acima citado, nos perdermos no emaranhado de coisas novas encontradas. Se anteriormente à projeção já sabemos o que queremos, após nos vermos do outro lado, fixaremos nossa idéia no objetivo e poderemos fazer da idéia motivo de meditação e profunda reflexão. O resto a própria natureza se encarregará de fazê-lo, pois somente o fato de nos concentrarmos naquilo desejado já acarreta um deslocamento dentro do tempo e do espaço.

Ainda assim não é tão fácil como parece. A verdade é que somos débeis e fracos, falta-nos atenção, concentração, persistência … por isso é importante ter humildade e solicitar à Divindade interior (alguns chamam de mestre interno) que nos transporte para o local desejado se assim merecermos. Devemos ter em mente que, em última análise, tudo, absolutamente tudo está nas mãos de Deus.

Se não tivermos traçado nenhum piano anterior ao desdobramento, poderemos simplesmente aguardar que os fatos ocorram, ou sair caminhando pelo local onde estivermos a fim de estudarmos detalhadamente tudo que houver no ambiente.

Além de caminharmos podemos nos deslocar da forma a qual nos agradar melhor. Podemos caminhar, flutuar, voar ou qualquer outra maneira de locomoção mais original, quanto menos esforços fizermos melhor, menos energias gastaremos.

A atenção deve estar sempre voltada para si mesmo (interiorizada) ao mesmo tempo que examinamos o local ou os seres com quem estivermos.

Nas projeções efetuadas nas subdimensões mais densas de cada plano nos depararemos com os objetos e obstáculos existentes no plano físico. Eles podem ser simplesmente atravessados com nosso corpo astral, isto é, podemos atravessar paredes, portas e coisas desse tipo, isso se não tivermos medo e dúvidas, porque nesses casos externalizaremos uma angústia imperceptível para nós, mas suficiente para bloquear essa possibilidade.

EXERCÍCIOS PREPARATÓRIOS

É impossível padronizarmos qualquer prática, técnica, exercício ou experiência. Cada pessoa deve encontrar aquela que lhe proporcione maior facilidade de projeção. No entanto existem alguns pontos básicos de onde podemos partir, e o resultado dependerá da dedicação exclusiva de cada estudante.

Recomendamos o cumprimento da seqüência abaixo para surgir o efeito desejado.

a) Os exercícios devem ser efetuados antes de dormir ou de manhã bem cedo Temos observado que pela manhã os resultados são melhores. Todavia estudante poderá adaptar seus horários conforme sua necessidade.

b) Exercícios de mantras, concentração e meditação para ativar os chakras e acelerar a vibração dos corpos mais sutis. Os chakras responsáveis pelo desdobramento são o superior, frontal, cardíaco e do plexo solar. A mantralização deve ser feita durante dez minutos para cada chakra, oi podemos estipular um número especifico (30 vezes para cada um, por exemplo).

• Para o chakra superior e frontal o mantra “1” (concentrando-se entre a sobrancelhas).

• Para o chakra cardíaco o mantra “0” (concentrando-se no coração).

• Para o chakra do plexo solar o mantra “1” (concentrando-se dois dedo acima do umbigo).

Aprender o correto uso da meditação, aliado ao poder da imaginação, será de grande valor para a ativação dos chakras e circulação das energias a fim d uma total harmonização. Podemos fazer os mantras na posição deitado em decúbito dorsal ou sentado. O importante é manter a coluna reta.

c) Ao deitarmos, o relaxamento completo sempre é recomendável, ainda mais se iremos tentar a projeção consciente. A música serve de estimulo ao relaxamento, no entanto somente músicas adequadas podem ser usadas: música sacra, erudita, new age ou especial para relaxamentos. Deve ser agradável e induzir introspeção. (Este item pode ser suprimido se desejar).

d) Exercício respiratório para oxigenação e energização. Quanto mais tenta e profunda for a respiração maior será o estado de interiorização do estudante. Esses exercícios respiratórios devem ser efetuados após o exercício ‘b”, durante o tempo necessário para se atingir o estado de completa concentração e relaxamento (20 minutos, por exemplo). Após o exercício a respiração pode normalizar-se.

e) É imprescindível a autopercepção constante, concentração e imobilidade completa.


TÉCNICAS

Os exercícios do tópico anterior são os pontos primários e qualquer pessoa que esteja se iniciando na Projeciologia deve passar por eles sem suprimir nenhuma das partes. A partir daqui entra a experiência individual de cada estudante. Mas, ainda assim, existem algumas técnicas possíveis de serem passadas.

Lembramos a necessidade de experimentar todas para descobrir a que mais se adaptará ao seu biótipo.

Na verdade existem muitas técnicas diferentes, mas elas giram todas em torno dos pontos abordados a seguir.

Qualquer técnica, para ser eficaz, deverá ser experimentada após o estudante ter seguido as dicas e exercícios abordados no item 13, e ainda sim durante o período de 30 dias consecutivos, no mínimo. Algumas pessoas conseguem êxito em poucas semanas, outras podem necessitar de meses.

a) Imaginação gradativa: o estudante usará o poder da imaginação aliada à concentração e à vontade para se induzir a um estado de projeção. Criará na sua tela mental o processo de desdobramento.

Primeiro sentirá torpor em todo corpo, depois sentirá seu corpo astral e sua consciência, nele centralizada, desligar-se lentamente do corpo físico. Depois se imaginará subindo e deslocando-se através das regiões superiores ac físico.

Este processo deverá ser feito muito lentamente, etapa por etapa, tantas vezes quanto necessário. É bom deixar claro que a projeção é algo distinto de imaginação, fácil de ser separado. Mesmo assim, no inicio, o estudante poderá ter dúvidas, mesmo porque, não possuindo energia suficiente pan estar completamente ‘desperto’ no plano astral, sua experiência poderá se confundir com o sonho lúcido, até adaptar-se à nova realidade. No entanto isso não é regra geral.

b) Meditação transitória: nutra técnica que será usada ao término dos exercícios de preparação é a meditação transitória.

Após os exercícios iniciais, o estudante deitar-se-á em decúbito dorsal, braços esticados (posição esta padrão para todas as técnicas) e relaxado.

Entrará em meditação profunda, contemplando sua mente e seus pensamentos. Não julgará e nem se identificará corri as idéias, apenas deve aguardar a hora em que o sono começa a se apoderar do corpo.

Quando perceber que chegou o limiar entre vigília e sonho, quando começar a observar na tela mental imagens desconexas, ele simplesmente usará sua vontade e levantará.

Terá saído de seu leito corri o corpo astral, por isso deverá se afastar da cama para não retornar ao corpo físico devido a forte atração exercida pelo cordão de prata. Após distanciar-se alguns metros, poderá começar a exploração do ambiente.

Para o estudante se certificar que está fora do corpo pode dar um pulo ou puxar seu dedo indicador, se sair voando no primeiro caso, ou se seu dedo esticar, não deve se espantar, pois está desdobrado. Caso não o esteja, deverá reiniciar o processo.

Na tentativa de levantar-se do leito no momento de transição vigília-sono, se sentir seu corpo pesado, poderá rolar ou engatinhar, o importante é afastar-se do leito conscientemente.

c) A técnica da pineal: pineal é uma glândula situada aproximadamente no centro de nosso crânio. Juntamente com a glândula pituitária rege todas as demais do corpo. Nos corpos sutis existem os chakras superior e frontal, ambos ativados com o mantra “1”.

Após os exercícios iniciais, tomaremos a posição padrão de meditação e nos manteremos concentrados o tempo inteiro na região do entrecenho, colocando, se possível, a ponta da língua na região superior do céu da boca para estimular esta glândula e este chakra. A partir daí é só aguardar e manter a consciência desperta o tempo todo, deixando que o sono se aproxime, mas sem sucumbir à sua força adormecendo completamente.

A estimulação dos chakras aumentará a freqüência vibratória do corpo astral, projetando-o para fora da matéria densa. Pode-se adaptar esta técnica à técnica da meditação transitória (“b”).

d) A projeção no corpo mental: para a projeção no corpo mental será necessário, quase sempre, completo domínio do corpo astral, haja vista ser o processo idêntico ao necessário para projetar-se no corpo astral. Todavia esta técnica se torna difícil devido a necessidade de realizá-la no plano astral, quando o estudante já está de posse deste veículo.

Neste caso o projetor deixará seu corpo astral repousando e se projetará com o corpo mental exatamente como fez para sair com o veículo anterior na técnica da meditação transitória.

e) Despertar no sonho: neste caso não temos propriamente uma técnica, mas sim conseqüência do processo de autopercepção diária abordado em alguns tópicos desse Curso.

Durante o sonho começaremos a nos dar conta que algo anormal está acontecendo (estamos conversando com uma lebre, por exemplo). Este fato será o catalisador para pararmos o que estivermos realizando e começarmos a simplesmente observar o local onde estamos, como estamos e o que estamos fazendo.

“Despertaremos” no astral e deixaremos de sonhar, tornando as rédeas dos acontecimentos e nos direcionando de acordo com a nossa vontade (se a tivermos).

Podemos usar três dicas durante o dia (quando em estado de vigília) para facilitar este fato:

A primeira delas é nos perguntarmos constantemente sobre o que estamos fazendo.

Nesses instantes focalizaremos atenção plena sobre nós e os acontecimentos ocorrendo em nossa volta. Em outras palavras, nos lembraremos de nós mesmos.

A segunda e a terceira das dicas nós faremos em qualquer local ou momento: pararemos nossas obrigações momentâneas, puxaremos nosso dedo indicador e daremos dois “pulinhos”. Como vimos, nossos atos diários são repetidos nos sonhos, se estivermos atento, estes pequenos fatos serão suficientes para nos darmos conta que estávamos sonhando.

Cuidado apenas para não mecanizar também esses atos. E necessário fazê-los atentamente, pois caso contrário o estudante também o repetirá no astral de forma mecânica, perdendo completamente a finalidade e não resultando em consciência desperta.

Finalizaremos as técnicas com dois manhas que são, por excelência, os mantras da projeção astral. Eles deverão ser feitos diariamente até obtermos resultados.

primeiro é o Mantra FARAON:

FFFAPAAAA-RRRRRAAAAA00000NNNNN. Deve ser pronunciado na medida que vem o sono e o adormecimento. Nesses momentos o estudante se concentrará nas pirâmides do Egito para que as forças elementais possam sacar a pessoa conscientemente fora de seu corpo.

O outro Mantra é conhecido como som do grilo, pois se parece com o silvo agudo deste pequenino inseto, O Mantra é a letra S, pronunciado assim:

SSSSSSSSSSSS. A concentração e a vontade aumentará a vibração que este som provoca em nosso corpo até que o mantra se confundirá com o próprio som do deslocamento do corpo astral.

Fundação Aun Weor

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/curso-de-projeciologia-viagem-astral/

Fenômenos Estranhos

“Observatio diuturna, notandis rebus, fecit artem”, dixit Cicero num livrinho que se intitula De divinatione Liber II“Observatio diuturna, notandis rebus, fecit artem”, dixit Cícero num livrinho que se intitula De divinatione Liber II. Essa passou a ser a divisa do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto que se tornou, ao tempo de J. A. Pires de Lima, um centro de estudos de teratologia descritiva. Que fazer dos nado-mortos, senão autópsias? Que fazer do conceito biométrico de anomalia, ou do conceito estatístico de normalidade?

É verdade. Para ver basta ter olhos. Olhar exige muito mais: é necessário discernir o visível de si próprio, distinguindo nele planos em profundidade e em largura, delimitar formas, observar mudanças e seguir movimentos. Olhar acaba por ser impôr objectivos ao visível e, pouco a pouco, a fazer dele objectos.

A ciência tal qual é. A ciência pura. Puros fantasmas ao serviço de. Agamben, ao fazer a genealogia do conceito de vida, conclui que em toda a medicina grega não há um conceito médico-científico, como se pensa, mas um conceito filosófico-político. “O homem é o ser vivo que não tem nenhuma vocação biológica, histórica, etc.. É um ser de potência que não se identifica com nenhuma figura determinada” (Guerreiro).

O fantasma da inquisição é a pureza da fé. Que destino tiveram os judeus e os ciganos, mas também os atrasados mentais e outras criaturas consideradas como desvios à “raça pura”? Onde nos levará o horroroso culto da uniformização em que todos temos de corresponder a um formato? A que fantasma serve a ciência? De que “vida” se ocupa? Que formas de eugenismo dissimula desde Francis Galton (1890/1962) que defende o apuramento da raça humana através de cruzamentos selectivos? (Agamben). Não teremos entrado há muito na projecção aterrorizadora de uma forma de eugenismo, não ideológico – aquele que designaria categorias de pessoas que não merecem viver – mas técnico? Não se terá a técnica separado da ciência que servia a Vida, que, essa, fala em verdade? Não estará o próprio discurso ético a alinhar-se com o discurso técnico, sob pretexto de caridade: fazer as coisas o melhor possível? Barbosa Sueiro fala, a propósito da anatomia, de “finalidade utilitária – mas de virtuoso utilitarismo”.

“O monstro reflecte sempre uma determinada ordenação do mundo, seja este natural ou cultural. Eles são a ruptura da ordem em que cristalizam valores sociais e formas de conhecimento. Produz sentimentos e reacções contraditórias: medo, temor, asco, mas também prazer e lubricidade. Parte às vezes de uma cultura demonológica, outras vezes representação do exótico, do desconhecido, do estranho. Ou se manifesta de forma lúdica (lusus naturae), carnavalesca, ou transporta consigo o estigma da admonição (Deus Irae). O monstro não é só o negativo de formas variadas, mas também de graus diferentes de civilidade. Ambíguo, portanto (Mourão). O recurso à Antiguidade tem aqui alguma pertinência. A definição aristotélica de monstro (teras): “Aliás aquele que não se parece com os pais é já, de certa maneira, um monstro porque, neste caso, a natureza se afastou do tipo genérico” (Aristóteles). Um andrógino é um prodígio que publicamente deve ser exposto como sinal maléfico que o Estado deve fazer desaparecer. Levou tempo para que se passasse a uma outra atitude: interpretar o fenómeno como um erro da natureza, uma má-formação anatómica rara, mas explicável. Os seres dotados dos dois sexos serão vistos como um jogo da natureza, é o que Plínio o Velho explicitamente diz. A bixexualidade foi recebida primeiro como monstruosidade, ameaça, depois como fenómeno explicável e finalmente tolerado, recuperado como um “bem” de consumo (Bisson).

A norma anatómica (Sueiro, 1950) faz lei. “Monstra vero per excessum sunt”, escreve Vandelli (1776). Porém, o normal foi sempre a crux da ciência. As normas são essenciais aos discursos que animam a vida social. A sua constituição esquemática explica o impacto afectivo que acompanha a sua aparição discursiva. A norma parece exigir uma boa distância, da parte das ocorrências que ela avalia, e que não devem tomar o seu lugar. As normas manifestam uma sensibilidade dupla, correspondendo a uma topologia com duas entradas (pouco/assaz/demasiado), que regula os comportamentos aproximativos, nomeadamente a imprecisão exigida, de todos os fenómenos normativos, do domínio da gramática ao da jurisdição. Mas, em último caso, na norma trata-se da estabilização do imaginário através da referência ao semelhante, mecanismo que caracteriza a identificação categorial e analógica, diz P. A. Brandt.

Não obstante, mesmo entre cientistas o conceito de norma está sujeito a discussão. Carlos May Figueira (1864) considera impossível aceitar a ideia de Pareo, segundo a qual haveria hermafroditas com dupla aptidão geradora. Geoffroy Saint-Hilaire (fundador da teratologia em bases científicas) tem a melhor classificação: “hermafroditas com excesso e sem excesso). Para Luís Guerreiro (1921) o corpus da anatomia é o corps – cadáver. E, no entanto, tudo isto é considerado Biologia.

É fácil identificar um monstro. É fácil idealizar a forma humana, as suas variações musculares. Para o naturalista a vida não tem mistérios, tão bem ele vê, tão bem educou o senso crítico. Não será então necessário bem ver para melhor compreender? Se não podemos negar ao corpo medical uma existência histórica, científica ou ideológica, é pelo menos necessário reconhecer que esse corpo não é todo o corpo (quer dizer o todo duma imaginação do seu real) e trabalhar pelo menos com o mínimo de imaginário com que Valéry tentava descobrir nele funções figurativas, ordens fantasmáticas.

Todo o discurso médico contemporâneo, higienista e moral, de que as bonecas de Pierre Spitzner são uma espécie de caricatura, apoia-se num catálogo desordenado das aberrações de imagens do corpo (Schefer). Para lá das aberrações iconológicas, é necessário notar que a “escrita” médica não tende a fazer significar algo ao corpo. E não se esqueça o seguinte: “From the point of view of the subject, the representation of the body, even when narrowly biological, is always an image of the self: identity, genealogical resemblance, cultural norm and configuration, etc.” (Abel)”. E todavia, haverá, no discurso dos saberes, discurso mais marcado por uma espécie de regularidade do fantasma (o do corpo como objecto, como labirinto, etc.) do que o discurso da medicina?

Artigo originalmente publicado na revista Triplov

José Augusto Mourão

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/fenomenos-estranhos/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/fenomenos-estranhos/