Análise de Sistemas Mágicos (Parte 5)

Por: Colorado Teus

Esta é uma série de textos que começou com Breve introdução à Magia, depois definimos nossos termos técnicos em Signos e então falamos sobre a precisão das divisões entre os planos em A Percepção e a Evolução.

No último texto explicamos o que são fórmulas mágicas e como a união de várias delas podem formar um ritual. O ritual é uma encenação por meio da qual (ao atuarmos nele ou observarmos a performance de outras pessoas) podemos expandir nossos limites da percepção ou nos relembrar de ideias muito importantes que, com o decorrer do tempo, vão sendo deixadas de lado.

Vamos a uma análise simples e direta (não é a única forma de interpretar nem ‘a mais correta’) do que a encenação do ritual proposto no exercício prático do último post nos ajuda a modificar para, então, podermos prosseguir com as explicações.

Na primeira parte forma-se a Cruz Kabbalística, esta cruz está no próprio corpo do mago, mostrando que ele se faz como o meio de manifestação daquilo que está dentro de sua cabeça (“A ti” no momento que ele toca a testa) no reino.

Na segunda parte ele diz: ‘Criador, Senhor, Eu sou para sempre poderoso’, lembrando para o criador e para si mesmo que o mago tem o poder de criar e modificar o mundo de acordo com seus comandos, e junto também cria os pentagramas, que representam o espírito dominando os quatro elementos quando a ponta está para cima, com ênfase em banir ou invocar um elemento específico, de acordo com qual ponta ele começa a ser traçado e em qual sentido ele é criado (no texto anterior mostra o de banimento, para invocar basta mudar o sentido da seta da imagem).

Banimento da Terra

Após toda esta criação e autoafirmação, o mago ativa os pentagramas (símbolo de domínio dos elementos astrais) com sua Vontade, para fazer modificações do mundo astral e trazer o equilíbrio entre os planos com os hexagraas (símbolo de união equilibrada de planos).

Então o ritual é finalizado com um reforço na Cruz Kabbalística. Só para começar, podemos utilizar este ritual para pelo menos 10 situações diferentes só modificando a forma como traçamos os pentagramas, são elas: diminuir (banimento) a atuação do físico, mental, emocional, intencional e espiritual em si mesmo ou aumentar (invocação) a atuação destes mesmos 5 planos. As outras possibilidades são infinitas, o interessante é cada um perceber o que precisa e então utilizar os rituais para modificar seu próprio corpo ideal de acordo com sua Vontade (é praticamente uma autoprogramação).

O ritual para o Banimento da Terra é o mais comum de ser recomendado no início, pois normalmente quando a pessoa está começando a trabalhar com os outros planos, o plano da Terra está atuando em excesso na vida da pessoa, então ele é usado para tirar este excesso. Utilizem com sabedoria e cuidado para não ferirem aqueles que não merecem, já que para toda ação existe uma reação e este é um ritual que pode chegar até a destruir ideias e seres feitos de ideias.

Como foi dito no último post, cada fórmula mágica remete a uma percepção de mundo e é aí que precisamos começar a ter um certo cuidado para analisar. Cada pessoa passa por diferentes experiências de vida e elas variam muito de cultura para cultura, de região para região, de época para época, até mesmo de família para família; com isso, dificilmente um brasileiro irá perceber o mundo como um japonês ou um europeu, pois as cargas de aprendizados são muito distintas. Se existe uma divergência na percepção, uma fórmula mágica criada por um japonês dificilmente será bem utilizada por um brasileiro; para conseguir utilizá-la bem, este precisaria passar por um treinamento e vivência para entender como a fórmula foi criada, em que contexto (pode variar muito de época para época), com que finalidade etc, resumindo, entrar na frequência da egrégora. Vamos a alguns exemplos simples de como os Símbolos, Fórmulas e diferentes Percepções de mundo (as três partes que somadas compõem os Sistemas Mágicos) modificam completamente o resultado:

1º – Símbolos = ingredientes; Fórmulas = receitas e Percepções = cozinheiros.

* Peça para que um cozinheiro de comida italiana, que nunca comeu comida japonesa, faça um Temaki para você. Mesmo que você forneça os ingredientes necessários e a receita correta, ele terá muitas dificuldades e jamais conseguirá preparar um legítimo Temaki japonês.

* Peça para um cozinheiro de comida japonesa que saiba fazer um Temaki, para fazer um prato brasileiro, como uma feijoada.

* Peça para um Japonês que nunca cozinhou na vida, mas já comeu Temaki, que faça um, dando a ele os devidos ingredientes, porém, dando a receita de fazer tempurás.

2º – Símbolos = notas musicais; Fórmulas = frases (licks) e Percepções = músicos.

* Peça para um roqueiro norte-americano tocar um Funk Carioca, fornecendo as devidas notas e frases.

* Peça para um violeiro fazer uma moda de viola com o campo harmônico natural, mas fazendo frases de rock.

* Peça para um músico sertanejo para fazer um sertanejo com escala blues.

3º – Símbolos = cores; Fórmulas = técnicas de desenho e Percepções = artistas.

* Peça para um índio brasileiro fazer o desenho de um Deus Hindu.

* Peça para um desenhista indiano fazer o desenho de um Deus Hindu, mas com tintas naturais que os aborígenes utilizavam para pintar cavernas.

* Dê para um índio brasileiro uma caneta e ensine algumas ideias da Alquimia, então, peça para ele fazer um desenho alquímico.

Tentei expôr alguns exemplos de situações que criam complicações ao se utilizar um “sistema mágico” (depende da consciência que a pessoa entra ao utilizar cada um para se chamar de magia, como discutimos na parte 1) que vem de uma miscigenação cultural/temporal. O intuito é levar o leitor a parar para pensar e tentar se colocar no lugar do criador dos rituais e sistemas que utiliza, tentando encontrar qual o intuito daquele ritual do ponto de vista de quem o criou, respeitando a época em que foi criado; analise-o e tente não performá-lo pensando como você pensava naturalmente, mas atuando como se você fosse parte do povo que o criou.

Vejamos um exemplo bem prático: tudo que um samurai dizia já podia ser considerado feito assim que ele proferia as palavras, enquanto quase 99% dos brasileiros não tem um pingo de honra no que diz que irá fazer, sendo assim, ‘não mentir’ é uma ideia necessária de ser frisada em quase todos os sistemas mágicos feitos para brasileiros, enquanto é desprezível nos feitos para samurais.

Peço licença para propor a quem quiser fazer um exercício de análise de sistemas mágicos e fechar este breve e, na minha opinião, importante texto.

Exercício prático – A escolha de sistemas mágicos

O exercício prático que venho propôr neste texto é: recorde ou reestabeleça suas metas e objetivos de vida; tendo feito isto, analise quais sistemas lhe serão úteis para conseguir o que quer e tente não ficar perdendo energia no que não precisa. Muitas pessoas participam de 20 sistemas (somando ordens, escolas e religiões), mas não aprendem nada com nenhum, então antes de aderir ou seguir algum deles, analise se vale a pena para o que você precisa, reflita se você já domina um antes de precisar de outro, se o sistema que você achou pode se adequar à percepção do mundo em que você vive ou se as ideias de um não entram em conflito com as de outro de que você já participa e gosta. Viva cada sistema, se misturar tudo de uma vez não irá entender o que cada um faz especificamente na sua vida, será difícil analisar os resultados sem saber de onde vem exatamente cada atuação e você pode ficar perdido no meio de muitas ferramentas. Um exemplo de complicação comum:

Se você fizer duas aulas de culinária em um único dia pela primeira vez, na primeira aprender a fazer feijoada e na outra Temaki, como você vai saber qual te deu indigestão ao final do dia? Como vai saber qual está te dando uma reação alérgica? Como vai saber qual te nutriu bem? etc. Durante as primeiras análises e o início do aprendizado é muito importante que as amostras sejam bem escolhidas e coletadas com um certo controle. Misturar vários sistemas pode sim dar certo e ampliar suas percepções, pode não dar nenhum problema, mas é muito difícil de se analisar os resultados e se ter controle, então cuidado, comece aprendendo bem uma, depois bem a outra, só depois comece a misturar.

Vai dar certo!

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/an%C3%A1lise-de-sistemas-m%C3%A1gicos-parte-5

Analisando um Mapa Astral

Uma das minhas maiores broncas com os que acreditam que não existe nada além do físico e suas “experiências refutando a Astrologia” é que a imensa maioria das experiências feitas até hoje que já caíram nas minhas mãos (e não foram poucas) caem nos seguintes quesitos:

1) usam apenas o “Signo” das pessoas para avaliar os resultados ou

2) pegam uns astrólogos e tentam fazer com que eles “adivinhem” alguma coisa a partir de um mapa e algumas vítimas ou façam “previsões” sobre algum assunto.

Não é de se estranhar que nada dá certo nunca. Ou estes experimentos apenas reforçam o que eu já expliquei em várias colunas: que o que vendem por ai hoje com o nome de “Astrologia” é puro LIXO.

Mas não posso culpar os céticos de verdade e as pessoas inteligentes. Eu mesmo, dez anos atrás, fui fazer um curso de Astrologia com um dos maiores astrólogos do país, Frank Avabash, com esse preconceito. Na época, ele devia ter uns 25 anos de experiência com Astrologia e eu estava totalmente convencido que seria uma furada. Mas me enganei. A Astrologia Hermética (aquela que Isaac Newton, Galileu Galilei, Kepler, Tycho Brache, John Dee, Max Heindel, Fernando Pessoa, Winston Churchill e Hitler estudavam) não lembra nem de longe o que os profanos chamam de “astrologia”.

Então, afinal de contas, o que é Astrologia?

Para começar, falaremos sobre o que se entende por “astrologia” no mundo profano: segundo os horóscopos, os humanos são divididos em 12 castas estereotipadas chamadas “signos”. Todo dia no jornal sai o “horóscopo” que é o que vai acontecer com 1/12 da população do mundo naquele dia e volta e meia algum picareta vai na TV fazer “previsões” que nunca se concretizam…

Isso é o que as pessoas pensam que seja Astrologia.

Bem… agora vamos falar sobre Astrologia de Verdade.

Um Mapa Astral, ou Carta Natal, é uma representação geométrica e simbólica do céu no exato momento do nascimento de qualquer coisa no Planeta. Uma pessoa, um objeto, um contrato, um ritual… Nenhum dos planetas “influencia” nada. Muito menos a “atração gravitacional” ou “energias emanadas” deles, como eu já vi céticos afirmarem.

As posições dos Planetas atuam apenas como mostradores; ponteiros invisíveis de um relógio astral, movimentando-se em sincronicidade com os acontecimentos em cada planeta. Tudo o que está em cima é semelhante ao que está em baixo. E o que realmente conta na confecção de um Mapa Astral é a angulação que eles fazem com o horizonte. Para alguém totalmente materialista, não parece mesmo fazer sentido… é como se alguém da segunda dimensão desse de cara com uma esfera atravessando o plano… na visão deles, o máximo que poderiam compreender seria o círculo aumentando e diminuindo de raio, mas não conseguiriam explicar o que está acontecendo porque não possuem o conhecimento da terceira dimensão. O mesmo ocorre no exemplo acima. A explicação para o por quê a astrologia Funciona está em um plano que a ciência ortodoxa AINDA não consegue explicar.

O cálculo exato das efemérides e a posição exata dos planetas no Mapa é de vital importância para a ciência da Astrologia. Por esta razão, em seu nascimento, Astrólogos e Astrônomos eram uma profissão apenas.

Mas tio, e as Constelações?

Constelações não servem para nada no cálculo de Mapas. São apenas REFERÊNCIAS simbólicas que os antigos encontraram para explicar para as pessoas algo que é extremamente difícil descrever apenas com palavras. Se fomos avaliar diferentes métodos astrológicos (astrologia chinesa, védica, asteca, etc) veremos que, apesar de cada uma delas dar NOMES DIFERENTES para casa signo, as descrições de cada período temporal em relação ao comportamento dos indivíduos é rigorosamente o mesmo. Mudam apenas a referência. Em um horóscopo são animais, em outro são deuses, no terceiro constelações, em outro constelações diferentes e assim por diante…

Esta é uma das “refutações” que mais vejo entre os céticos: de que se a Astrologia fosse una, todas as Astrologias seriam iguais. Só que elas SÂO iguais… onde em uma cultura o signo é chamado de “touro”, em outra é chamado de “urso” e em outra de “elefante”. São símbolos que expressam uma mesma idéia, apenas culturalmente diferentes.

As próprias “constelações” não fazem sentido, quando agrupadas em um universo 3D. Peguemos, por exemplo, a constelação de Libra: alfa de Libra (Zubenelgenubi) está a 77 anos luz. Beta de Libra (Lanx Australlis) está a 160 anos-luz, gama de Libra está a 150 anos-luz e sigma de Libra (Brachium) está a 300 anos-luz… ou seja, elas não tem NADA em comum para serem agrupadas “próximas”.

Mas elas serviam como símbolos para contar histórias e fazer com que os cientistas primitivos fossem capazes de entender os conceitos abstratos que regem a psicologia.

Além disso, devido à precessão dos equinócios, o Sol atualmente cruza as constelações de Áries de 18 de abril a 12 de maio, Touro de 13 de maio a 20 de junho, Gêmeos de 21 de junho a 19 de julho, Câncer de 20 de julho a 9 de agosto, Leão de 10 de agosto a 15 de setembro, Virgem de 16 de setembro a 30 de outubro, Libra de 31 de outubro a 22 de novembro, Escorpião de 23 de novembro a 28 de novembro, Ofiúco de 29 de novembro a 16 de dezembro, Sagitário de 17 de dezembro a 18 de janeiro, Capricórnio de 19 de janeiro a 15 de fevereiro, Aquário de 16 de fevereiro a 11 de março e Peixes de 12 de março a 17 de abril (e não riam… já vi astrólogos esquisotéricos querendo “reformular” os signos baseado nessas bullshits).

Ou seja, outros céticos usam isso como desculpa para “refutar” a Astrologia, alegando que graças à precessão dos Equinócios, o signo que você pensa que possui não é o verdadeiro signo que deveria ter e assim por diante…

Retornando aos planetas

Na “astrologia” que as pessoas conhecem, existem 12 tipos de signos/pessoas… ou 144 tipos de pessoas (12×12) se você for legal e contar o ascendente.

Na Astrologia Hermética, temos 10 planetas (o nome Planeta vem de “viajante”, ou os “astros que caminham no céu”, por isso consideramos o Sol, a Lua e Plutão como planetas) mas, na realidade, são apenas os ponteiros do Sistema solar que contam.

O círculo do Zodíaco possui 360 graus. Sabendo que Mercúrio, pela posição relativa do sol em relação à Terra nunca estará mais do que 28 graus afastado do sol e Vênus nunca estará mais do que 46 graus afastado do sol, temos então:

360 (sol) x 56 (mercúrio) x 92 (Vênus) x 360 (terra/ascendente) x 360 (marte) x 360 (júpiter) x 360 (saturno) x 360 (urano) x 360 (netuno) x 360 (plutão) x 360 (lua) Mapas Astrais diferentes! Fazendo as contas, temos: 1,45344 E+24, ou seja,

1,453.440.000.000.000.000.000.000 de possibilidades diferentes. Um SETILHÃO de combinações possíveis, se levarmos em conta 1 grau de precisão. A conta inclui os 360 graus do sol por causa das CASAS. Se quisermos “facilitar” e considerarmos apenas as combinações dos 12 signos com os 10 planetas, teremos 61.917.364.224 tipos de Mapas diferentes (ou 61 BILHÕES de combinações).

Complexo, não? Mas se a biologia ou a astrofísica podem chegar a complexidades matemáticas absurdas, porque insistem em manter a astrologia presa no século XVIII?

Simbolicamente, cada Planeta reflete um aspecto da Árvore da Vida dentro de cada pessoa. Para compreender a Astrologia, então, é necessário um conhecimento da Kabbalah (não a judaica, mas a estrutura que originou tanto a Kabbalah judaica quanto a hermética) e o que cada sephira representa dentro do Mapa de Estados de Consciência Humana (ou seja, o Astrólogo também precisa estudar a fundo psicologia e simbologia). E aqui começa o real problema da Astrologia: VOCABULÁRIO.

O vocabulário humano é extremamente limitado. Vamos a um exemplo simples: Você conseguiria descrever em palavras o amor que sente por sua mãe? E por seu pai? E por sua esposa/esposo? Por sua/seu amante? Pelo seu/sua filho mais velho? É o mesmo amor que o do filho caçula? E o amor que você sente pelos seus colegas de exército? Seu time de futebol? O amor-compaixão que sente por um mendigo pedindo esmola? o amor-piedade que sente por uma criança espancada? o amor-ódio que sente pela ex-namorada/o ? Não há nenhum degradê entre estas formas de “amor”?

Certamente que quando você diz “eu amo minha esposa” e “eu amo meu time de futebol”, “eu amo meus amigos torcedores” e “eu amo batata frita” há diferenças enormes de significado.

Talvez um poeta conseguisse “traduzir” estes sentimentos em poemas enormes; colocar em palavras os nobres sentimentos humanos… textos longos, rebuscados, melodias singelas, pinturas… ainda assim não conseguiria chegar ao ponto exato.

Se o olho humano pode distinguir 10 milhões de cores diferentes, por que não temos um nome diferente para cada uma delas? E para cada um dos sentimentos/emoções?

Estão conseguindo chegar ao cerne do problema?

Se a astrologia tivesse avançado como as outras ciências, ao invés de ter sido expulsa das universidades pela IGREJA (e não por ser uma “pseudo-ciência” como a maioria dos céticos gosta de afirmar), talvez teríamos hoje um código para o Mapa de cada pessoa semelhante ao código genético ou ao código Pantone, com letras e números; e computadores buscando similaridades comportamentais, ao invés de astrólogos se matando para explicar sentimentos com palavras.

Queria ver se o Richard Dawkins tivesse de dar nomes simbólicos ou fazer poemas para cada código genético que encontrasse…

O Mapa Astral, então, é um perfeito mapa vocacional que mostra onde estão suas facilidades e dificuldades, a maneira como você pensa, sente, briga, transa, intui, aprende… mostra o que te agrada e o que te incomoda; mostra os vícios que você tem e às vezes nem sabe por quê. Mostra suas virtudes e os seus defeitos.

O que o Astrólogo faz é analisar um mapa e tentar achar palavras que se encaixem com cada uma destas combinações em suas diversas matizes. Quando falamos “seu Marte está em Gêmeos”, estamos usando um código que simplifica MUITO, mas MUITO mesmo o que realmente estamos vendo naquele código… é como falar “sua camisa é azul”. Azul o que? Azul royal? azul royal bebê? azul royal bebê fúcsia? azul royal bebê fúcsia prussiano do inverno do rio Volga?

Um Astrólogo está limitado pelo seu próprio vocabulário e pelo seu conhecimento da astrologia e simbolismo; também está limitado pelo seu próprio mapa astral. Um astrólogo cujo próprio mapa tenha muitos planetas em virgem fará uma interpretação de um mapa de outra pessoa bem diferente de um astrólogo com muitos planetas em peixes… mesmo que os dois tenham entendido as nuances de maneira iguais,

certamente se expressarão de maneira diferente, com palavras diferentes. Os céticos adoram pegar estas diferenças para alegar “que os astrólogos não falam a mesma língua nas mesmas interpretações”.

E nessa “subjetividade” acabam as chances da Astrologia de se enquadrar nas ditas ciências ortodoxas… imagine a dificuldade que os geneticistas teriam se precisassem ficar dando nomes e descrições para cada um dos 27.000 genes humanos baseado em sua interpretação pessoal…

Desta forma, o que os Astrólogos fazem é compilar em tabelas palavras, símbolos e descrições que mais se encaixam àquela determinada matiz energética (novamente, usando vocabulário de acordo com seu próprio entendimento). O que eu acho “teimoso” como um adjetivo depreciativo, você pode achar que é um elogio relacionado com “obstinação”, por exemplo! Uma pessoa “curiosa” é um elogio ou é uma pessoa frívola?

E assim caímos nas brechas para as astrologias esquisotéricas… tentando rotular e simplificar ao máximo, chegam e dizem “todo virginiano é discreto, gosta de organização e limpeza”. Não é necessariamente verdade. Boa parte deles possui estas características, mas isso não define absolutamente nada em alguém… para vocês terem uma idéia, um Mapa bem feito não tem menos do que 15-20 páginas de texto sobre a pessoa.

Conhece a ti mesmo

E como se todas estas dificuldades não bastassem, também há o livre-arbítrio. Uma pessoa que tenha, por exemplo, “Mercúrio em Gêmeos” terá uma facilidade muito maior que a média de lidar com palavras… ela terá facilidade bem maior do que outras pessoas se desejar tornar-se escritor, jornalista, repórter, contador de casos… ou um grande fofoqueiro… ou um grande mentiroso, ou combinações destes adjetivos. A habilidade de manipular bem as palavras não implica necessariamente que você as usará para o bem. E nas facilidades que estão as tentações.

Não temos como distinguir no mapa um grande repórter de um hábil mentiroso. Podemos dizer “fulano tem facilidade para lidar com palavras” (você sentiria alguma diferença se eu tivesse escrito “fulano tem facilidade para manipular palavras”?); talvez alguns céticos considerem isso vago (é outra das alegações furadas dos céticos em relação à astrologia). E NADA garante que alguém que tenha Mercúrio em Gêmeos vá seguir a carreira de lidar com palavras… ele pode muito bem ser um vendedor de carros usados que usa isso como lábia.

Para mim, “Mercúrio em gêmeos” diz muita coisa… Questão de vocabulário. Não podemos aprofundar a descrição sem conhecer a pessoa… talvez, somente a própria pessoa vai realmente saber o quanto ela usa esta capacidade para o bem ou para o mal.

É nisso que entra o autoconhecimento e a parte Hermética do “Astrologia Hermética”.

Avaliando nossos mapas, podemos detectar as energias com as quais temos mais facilidade e lapidar nossa pedra bruta para chegarmos até a pedra filosofal.

Mas é duro olharmos para o espelho e reconhecermos nossos defeitos… e mais difícil ainda lutar para transmutá-los das oitavas mais baixas nas oitavas mais altas; vencer as paixões que nos levam ao uso egoísta de nossas habilidades e transformá-las em virtudes. É como transformar chumbo em ouro.

Desta forma está a dificuldade em adequar o real ao experimento… fazer “testes de múltipla escolha” parece completamente nonsense para alguém que sabe para que o mapa realmente serve. Minha sugestão seria pegar um psicólogo neutro para fazer um levantamento psicológico completo de cada pessoa, bem como uma entrevista onde ela revelaria suas ambições, fantasias, o que realmente gostaria de fazer, o que realizou dos sonhos, que tipo de parceiro sexual gosta e assim por diante.

Por outro lado, o Mapa seria gerado pelo banco de dados que estamos organizando através das doações dos leitores do Teoria da Conspiração, ou seja, sem a “interpretação” pessoal do Astrólogo. E como comparação, um grupo de psicólogos/astrólogos compararia o perfil psicológico da pessoa com o do mapa e faria as correspondências. Claro que eu gostaria de fazer isso não com 20 mapas, mas com 10.000 mapas. Só que daria um puta trabalho… e os céticos já estão previamente convencidos que astrologia não funciona (embora eu sempre pensasse que cientistas avaliassem primeiro e julgassem depois, mas tudo bem).

#Astrologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/analisando-um-mapa-astral

O Ritual DeMolay e sua interpretação

Frank Land foi questionado em uma entrevista de radio como DeMolay se diferenciava de outras organizações. Ele instantaneamente respondeu, “Ela possui um Ritual”. Sua serena e rápida resposta ainda é a qualidade inerente da Ordem DeMolay. – Hi Dad, 1970, por Hebert E. Duncan.

Esse é o tesouro a nós legado por nossos fundadores, Frank S. Land que idealizou e Frank A. Marshall que escreveu nosso Ritual dos Trabalhos Secretos.

Aqui trarei algumas interpretações dos símbolos que os autores do Ritual deixaram nas entrelinhas, tanto DeMolays como da Ordem de Cavalaria, mas sem revelar nem profanar os rituais em si. Alguns desses símbolos estão claros, e outros estão velados. Mas estão lá e ninguém pode assim negar. Nosso Ritual foi criado com a mais profunda inspiração e dedicação dos nossos Dads fundadores, e são seus desejos que preservemos e cresçamos cultural e intelectualmente com seu conteúdo, nos tornando homens mais virtuosos. E a essas pessoas empenhadas em evoluir, ascender e em ajudar o próximo, que dedicarei meus textos. Não podemos mais ser comuns e benevolentes àqueles que prejudicam o nome e a egrégora de nossa Ordem e pregam o fanatismo. Precisamos urgentemente aprender sobre ela e lutar por sua preservação.

Cuidados e empecilhos

Não tenhamos medo de especular sobre interpretações e entendimentos sobre os Rituais dos Trabalhos Secretos, mas também não podemos fugir da lógica. Como disse o Ir. Hugo Lima em seus posts, nossos fundadores não deixaram nenhum manual de como ser DeMolay ou como interpretar os rituais. Isso acontece porque pregamos a Liberdade. Através da liberdade e da lógica exploraremos de simples símbolos à Kabbalah e mitologia dentro da Ordem, aprendendo sobre esses símbolos, rituais, egrégora, psicologia, e ocultismo, perceberemos o quão vasto é o campo de estudos do DeMolay e quanto uma Loja Maçônica pode contribuir para a pátria patrocinando e guiando corretamente um Capítulo.

Nenhuma interpretação ritualística deve ser dogmática, pois se assim fosse estaremos limitando nossa liberdade. O grande problema em interpretar os rituais da Ordem está na resistência de alguns irmãos demolays (normalmente os mais velhos e já dogmáticos) e de alguns maçons que insistem em afirmar que “isso não é Ordem DeMolay” por diversos motivos. A esses dou meus mais sinceros sentimentos de compreensão. Mas a tolerância também é importante, portanto se querem ir contra a lógica e a liberdade, que revejam e reflitam sobre o Ritual de Elevação e vejam em qual das posições se encontram.

Aos irmãos demolays e maçons que apoiam a causa da expansão cultural do jovem peço que compartilhem com interpretações e divulgação do conhecimento em seus blogs, em seus Capítulos, independente do seu Supremo, e em suas Lojas, independente de sua potência. Dessa maneira conseguiremos aos poucos alcançar mais e mais jovens, para que se tornem homem virtuosos e com iniciativa de mudar a sociedade, e quem sabe até consigamos alcançar o desejo de algum maçom a abrir um Capítulo em sua Loja.

O que é um ritual?

Com certeza não é um livro com falas e movimentos que devem ser simplesmente seguidos e fim de papo.

Um ritual é um guia que transmite ao praticante seu objetivo através dos seus símbolos, falas e movimentos. Símbolo é aquilo que representa uma ideia, está no mundo dos pensamentos. Nem sempre um símbolo é uma imagem, símbolo pode ser uma roupa, pode ser uma expressão, uma fala ou um objeto. São as ideias atuando em vários níveis diferentes. A interação dessas diferentes maneiras de expressão do símbolo é que permite que nós criemos o ritual e o coloquemos em ação.

Por exemplo, a Bíblia representa simbolicamente a palavra de Deus (do Criador, do Pai Celestial, etc), e quando nos ajoelhamos ou abaixamos a cabeça e fazemos uma oração estamos botando em ação vários símbolos diferentes. Se ajoelhar ou baixar a cabeça é um movimento que representa a humildade e reverência a alguém, nesse caso estamos pedindo auxílio a um Ser superior. A oração em frente a Bíblia guia nossas intenções. Tudo isso consiste na operação de diferentes símbolos, e nesse caso é um simples ritual de oração.

Outro simples exemplo são as regras de conduta ao cantar o Hino Nacional diante da Bandeira da Pátria. Estamos firmes em pé, braços estendidos ao longo do corpo (alguns botam a mão direita na altura do coração em simbolo de amor) e cabeça estendida, não devemos dar as cosas para Bandeira, não devemos bater palmas nem assoviar o Hino Nacional. Tudo isso é um simbolo de reverencia e respeito. São os símbolos que usamos quando cantamos o Hino Nacional.

Ou seja, um ritual existe para por um símbolo em ação. O ritual traz os princípios do mundo das ideias para nosso íntimo. Por isso que os rituais devem ser seguido a risca e sempre repetido da mesma maneira. O praticamente deve sentir o que faz, e não somente repetir e repetir. Um ritual quando devidamente praticado causa mudanças psicológicas no participante. Se o praticante não sentir e participar intimamente do ritual, o ritual terá formulas vazias.

Como interpretar o ritual DeMolay?

Através dos seus símbolos. Símbolos gráficos (Brasão da Ordem), símbolos das falas e dos movimentos.

Em toda interpretação simbólica existe uma regra, e essa regra é a da analogia, onde nada existe de maneira isolada. Os estudantes de hermetismo conhecem essa regra, essa lógica, como a Lei ou Princípio da Correspondência. O famoso “o que está em cima é como o que está em baixo, e vice versa“.

Sim, devemos aplicar toda interpretação ritualística a essa regra, se não as interpretações terão fórmulas vazias e estaremos criando dogmas. A ultima coisa que precisamos dentro da Ordem DeMolay é “Os Conselheiros representam a jornada do o Sol porque na Sala Capitular eles sentam de leste a oeste e ponto final“. Ok, mas qual o fundamento, qual a lógica? Não é por capricho e/ou por cópia dos rituais da maçonaria que nossos fundadores colocaram nossos Conselheiros como a jornada do Sol no Céu. É adentrando no fundamento dos símbolos, procurando analogias entre outras culturas, que conseguiremos chegar a razão das coisas de serem como são. Isso dará muito mais valor ao nosso ritual e enfatizará a importância de praticá-lo de maneira correta.

A Lua, símbolo do nascimento

Deem uma olhada na figura ao lado. Observem os vários elementos que a compõe. Selecionemos um, a Lua central para uma breve interpretação.

É comumente conhecido no mundo DeMolay que a lua do Brasão representa o segredo, e que sua parte escura representa o quanto ainda faltamos evoluir. Tudo isso é muito bonito, mas agora devemos perguntar, por que? Foi dito, escrito, publicado e portanto foi aceito? Qual o fundamento dessa interpretação? É isso a isso que devemos chegar pela Lei da Correspondência.

Usemos a lei da analogia.

A lua não possuí luz própria, ela reflete a luz do sol e na sua viagem ao redor da terra, temos suas fases e o movimento das marés. Mas mesmo quando a lua está cheia, nós não a contemplamos por completo, pois ela possui um lado escuro que não conseguimos ver da terra, devido ao seu tempo de revolução e rotação. Como se ainda houvesse sempre algo que não conseguimos contemplar, algo a esconder. E nessas fases movimentam os líquidos da terra, e sabemos que os líquidos estão psicologicamente relacionado a nossas emoções. Por esse motivo que o arquétipo da lua é tido como o segredo, e também se relaciona a parte da nossa mente que é o inconsciente.

A Lua em si é um grande segredo. Os ciclos de fertilidade da mulher (quando esta está com o organismo saudável) segue também as fases da lua. As parteiras interpretam essas mesmas fases para saber quando a mulher dará a luz. Esse é o motivo pelo qual a Lua é também o símbolo da mãe.

O feto humano é gerado dentro do útero por nove voltas que a lua faz ao redor da Terra, que são também 9 meses solares. Por isso adicionemos ao arquétipo da lua o útero, o segundo chakra, e Yesod da Árvore da Vida que por acaso é a sephira número nove.

Ísis, a deusa da magia egípcia, é a deusa da Lua. É a deusa da Iniciação, cujo o homem mortal jamais levantou seu véu. Muitas religiões guiam suas datas comemorativas pelo calendário lunar, e não solar.

Não é atoa que dad Land e dad Marshall criaram a Ordem DeMolay com nove meninos. Também não é atoa que a lua esteja no centro do Brasão, pois sabemos do amor, respeito e admiração que Frank S. Land tinha pela maternidade, escolhendo como Primeira Virtude do DeMolay o Amor Filial, “aquele amor que existia antes mesmo de você nascer”.

Sintam-se a vontade fazer uma interpretação sobre o Defeito e Virtude da Lua na Astrologia (Preguiça e Humildade) e sobre o seu binário hebraico (Domínio e Servidão) representado pela letra Gimmel (G), com tudo dito aqui.

Entendido sobre o princípio da analogia na interpretação?

Espero que aproveitem e compartilhem suas idéias no comentários, e que distribuam o conhecimento. E principalmente, que criem e cheguem a suas próprias interpretações. Honremos nossos antepassados.

DeMolay ou não, Maçom ou não, lembremos do testamento de Fernando Pessoa e lutemos contra os três assassinos de Jacques DeMolay e da Ordem do Templo, a ignorância o fanatismo e a tirania, que atuam no campo material, emocional, intelectual e espiritual.

N.N.D.N.N.

Leonardo Cestari Lacerda.

Leonardo Cestari Lacerda é Sênior DeMolay do Cap. Imperial de Petrópolis, nº 470, e Maçom da A.’.R.’.L.’.S.’. Amor e Caridade 5ª, nº 0896.

Virtude Cardealé uma coluna com o propósito de desenvolver a reflexão sobre características fundamentais de todo DeMolay, bem como apresentar a Ordem aos olhos dos forasteiros.

#hermetismo #Maçonaria #VirtudeCardeal

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-ritual-demolay-e-sua-interpreta%C3%A7%C3%A3o

A Magia Sexual

A Magia Sexual, conhecida no Oriente como Tantra, é a prática ritualística desenvolvida através das energias canalizadas do corpo físico, da mente e do espírito humano. O ato de criar outras vidas através de relações sexuais e instituir uma força, ou um vínculo energético entre as pessoas envolvidas, é visto como místico e sagrado.

Como outras modalidades de Magia, a Magia Sexual também é um recurso usado como fonte do poder que fortalece as cerimônias ritualísticas e para obter o auto-conhecimento através da exploração do próprio corpo, psique e alma. A Magia Sexual é uma das faces mais importantes da Magia moderna.

Utilizada tanto nas escolas ocidentais como nas orientais, sua origem nos remete às práticas das crenças pré-cristãs, sendo que os primeiros registros datam de 3000 a.C.. A Antiga Religião da Europa baseava-se em ritos de fertilidade para assegurar a proliferação de animais, plantas e humanos. O conceito pagão da atividade sexual era saudável e natural. Era a mais poderosa energia que os humanos podiam experimentar através dos próprios sentidos, com a manifestação afetiva de um indivíduo ou simplesmente a ação de compartilhar prazer e desejo carnal com outra pessoa. Assim, mulheres consagradas serviam aos deuses em templos, o homossexualismo e o heterossexualismo eram apenas definições das preferências sexuais, etc.

Existem dois canais de energia no corpo humano que estão associados ao sistema nervoso central e à medula espinhal, conhecidos no Ocidente como Lunar e Solar ou Feminina e Masculina (receptiva/negativa e ativa/positiva). Geralmente, entre os não-praticantes da Magia Sexual, apenas uma das correntes de energia está aberta e fluindo. Entre as mulheres, apenas a corrente lunar flui desimpedida. Entre os homens, apenas o canal solar está realmente livre. No caso dos homossexuais, essa situação está invertida. Em todas as situações, este fato causa um desequilíbrio e influencia negativamente várias esferas da vida humana.

Portanto, segundo este raciocínio, o estado sexual natural é a bissexualidade, em que ambas as correntes fluem juntas em harmonia. A alma que habita o corpo físico não é masculina nem feminina. Desse modo, o sexo é meramente uma circunstância física. O fluxo harmonioso das correntes no corpo é simbolizado pelo antigo símbolo do Caduceu.

Um dos maiores divulgadores da Magia Sexual contemporânea ocidental é Aleister Crowley, através da doutrina do Thelema. Posteriormente, diversas escolas iniciáticas a adotaram e adaptaram de acordo com a própria filosofia. Porém, os princípios básicos permanecem inalterados. Na Índia, ainda é uma das práticas mais utilizadas no hinduísmo.

Apesar de (teoricamente) compor vários sistemas mágicos, atualmente, a maioria das tradições não incorpora a Magia Sexual em suas atividades. Isto se deve a opção pessoal dos praticantes (inibição e preocupações com as doenças sexualmente transmissíveis) e a pressão social de uma cultura judaico-cristã, onde o sexo é visto como algo pecaminoso e polêmico. Deste modo, nos ritos sexuais modernos, são usadas representações simbólicas dos antigos elementos da fertilidade, sejam objetos que representem os genitais ou apenas uma dança ou encenação erótica.

Sagrado Feminino

Nas antigas crenças pagãs, os pólos femininos da criação eram reverenciados como sagrados e a mulher era vista como o principal canal gerador de vida. A Deusa era a divindade principal, responsável pela criação de todas as formas viventes. Dessa forma, os ritos que envolviam Magia Sexual, utilizavam-se de mulheres e do sangue menstrual como elementos principais do Altar Cerimonial.

O altar sagrado é formado por uma mulher que se deita de costas, nua, com as pernas dobradas e afastadas (de forma que os calcanhares toquem as nádegas). Um cálice é colocado diretamente sobre seu umbigo, ligando-o ao cordão umbilical etéreo da Deusa, a qual é invocada em seu corpo. Derrama-se o vinho sobre o cálice. O Sumo Sacerdote pinga três gotas de vinho, uma no clitóris e uma em cada mamilo, traçando uma linha imaginária que forma um triângulo no corpo feminino, tendo o útero como centro. Segue-se um beijo em cada ponto, enquanto a invocação é recitada.

Fluidos Mágicos

Os fluidos produzidos no corpo humano de forma natural ou através da estimulação sexual, também são utilizados nas cerimônias herdadas dos povos antigos que envolvem a Magia Sexual, e são empregados para um determinado objetivo.

O vinho ritual continha três gotas do sangue menstrual da Suma Sacerdotisa do clã, que unia magicamente os celebrantes nesta vida e nas próximas encarnações. Os caçadores e guerreiros eram ungidos com pinturas ritualísticas que continham sangue menstrual. Acreditava-se que ao unir o sangue de duas pessoas, criava-se um vínculo entre ambas. Ungir os mortos com o sangue era uma forma de assegurar o retorno à vida. O sêmen era considerado energia canalizada que vitaliza o praticante que o recebe. Ainda, o estímulo dos mamilos faz com que a glândula pituitária secrete um hormônio que ativa as contrações uterinas. Isso ativa o fluxo de certos fluidos através do canal vaginal.

Criança Mágica

A criança mágica é um termo utilizado na Magia Sexual ocidental para designar uma imagem no momento do orgasmo. Neste caso, a energia sexual não é liberada como no ato sexual tradicional, mas inibida por períodos prolongados e canalizada através da mente para que se manifeste numa forma de pensamento mágico, formando uma imagem astral durante o orgasmo.

Para esta atividade, é necessário que o praticante tenha desenvolvido a arte da concentra-ção/visualização e um controle firme sobre a própria força de vontade pessoal, de forma que no momento do orgasmo, não haja nada mais na mente que a imagem que deseja ver criada. Se estiver incompleta ou difusa, é possível que interferências negativas se manifestem e passem a consumir a energia sexual do praticante. Este conceito é uma das bases na crença dos Sucubus.

Pancha Makara

A corrente oriental da Magia Sexual, chamada Tantra, é dividida em cinco categorias de aplicações distintas conhecidas como Cinco M ou Pancha Makara, que em sua maioria, são canalizados no campo físico (Caminho da Mão Esquerda) e outro simbólico (Caminho da Mão Direita). O Pancha Makara recebe interpretações diferenciadas nas cerimônias praticadas nas correntes do Ocidente, ou em algumas situações, são adaptadas ou omitidas.

Madya Sadhana

A palavra Madya significa Licor e este princípio está relacionado à aplicação do Caminho da Mão Direita com uso adequado de estimulantes que ativam o sétimo chakra, Sahastrara, considerado o último nível de evolução da consciência humana e responsável pela integração dos outros chakras.

Mamsa Sadhana

O termo Mamsa pode ser traduzido como carne e significar que este princípio está associado ao uso ritualístico de carne. Também pode ser compreendido como fala (do verbo falar) e ser interpretado como uma invocação ou um mantra. Em quaisquer dos casos, está associado ao Caminho da Mão Esquerda (Físico).

Matsya Sadhana

Matsya significa peixe. Este princípio é usado tanto no aspecto físico como no simbólico. É visto como um fluxo psíquico que corre através dos canais da espinha dorsal, ou minoritariamente, como o consumo ritual de peixe num banquete ou Eucaristia.

Mudra Sadhana

Este é o mais conhecido fora dos círculos tântricos e é utilizado de maneira similar nos Caminhos Esquerdo/Direito. Representa o uso de posições específicas do corpo (especialmente da mão) para simbolizar ou encarnar certas forças, além de efetuar mudanças na consciência.

Maithuna Sadhana

A palavra Maithuna refere-se a união sexual. Este princípio, que atua tanto no aspecto físico como simbólico, está relacionado primitivamente com a atividade sexual. Porém, pode ser interpretado também como a atividade simbólica.

Por Spectrum

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-sexual

A guerra dos 50 anos

» Parte 2 da série “Intoxicados” ver parte 1

Parece cocaína, mas é só tristeza… Muitos temores nascem do cansaço e da solidão; Descompasso, desperdício – herdeiros são agora da virtude que perdemos… (Legião Urbana)

Se você quer afastar seu filho, filha, ou algum familiar querido, ou amigo, das drogas, fará bem em começar por desiludi-los da lenda de que as drogas fazem sempre mal… Não é verdade, obviamente: se fosse assim, na primeira dose de cachaça um adolescente iria cuspir aquele terrível gosto amargo no chão e nunca mais pensaria em beber novamente. Porém, se esta fosse à regra, não haveriam bebidas alcoólicas sendo vendidas quase como água pelo mundo afora. Pode ser amargo no início, mas depois fica doce, e depois, se exagerarmos na dose, fica amargo de novo; Só que uma amargura muito mais triste – a amargura que anestesia a alma.

Outras drogas podem ser doces desde a primeira dose, gerando “grandes viagens psíquicas” que já chegaram até a inspirar alguns grandes artistas, contanto que sejam usadas com parcimônia – o que raramente é o caso. Você pode subir no pedestal da moralidade e avisar aos desavisados: “Tomem muito cuidado, pois o caminho das drogas é doce somente no início, depois provoca grande tristeza!” – Mas, devemos considerar que há alguns seres civilizados e cultos da pós-modernidade, assim como muitos miseráveis e oprimidos, que, de uma forma ou de outra, constataram que na vida só existe tristeza – Se pelo menos nas drogas conseguem um pouco de doçura aqui e ali, ainda estarão saindo no lucro… São essas tais máquinas tristes, com tendências suicidas, que não veem nenhum problema em se suicidar aos poucos, uma bala, uma cheirada, uma seringa de cada vez.

O vício em drogas produz verdadeiros zumbis psíquicos, incapazes de sentir quase nada de realmente profundo (ou seja, capaz de lhes tocar a alma) no transcorrer de sua fase viciada. Pode parecer terrível, mas ainda assim conseguem o que queriam desde o princípio: não sentir mais aquela melancolia, aquela angústia de terem de cuidar das próprias almas… Ainda que assim também se abstenham de sentir felicidade, está tudo bem: podem então “viajar” nas drogas, até que sua viagem pela vida, uma viagem que não veem muito sentido de ser, em todo caso, finalmente chegue ao fim.

Porém, o mais incrível em toda essa história é o fato de que alguns dos maiores governos do mundo, influenciados ou não pelas grandes doutrinas religiosas, acreditem até hoje que a repressão é o melhor caminho para se resolver o problema, deixando o tratamento dos zumbis em (décimo) segundo plano, como que se eles fossem efetivamente zumbis, e não mais seres; Não mais pessoas em busca de alguma doçura real nessa vida; Não mais almas atormentadas, mas que podem ainda ser curadas.

A chamada lei seca total entrou em vigor nos EUA em 1920, promulgada durante o segundo mandato de Woodrow Wilson. Seu cumprimento foi amplamente burlado pelo contrabando e fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. A lei seca foi abolida em 1933, já no primeiro mandato de Roosevelt. Permaneceu ativa por quase 14 anos… Enquanto esteve efetiva, veio contribuir para o aumento das fortunas de vários mafiosos, dos quais o mais conhecido é, sem dúvida, Al Capone. A sua revogação veio ajudar a débil recuperação econômica (devido ao “crash” da Bolsa em 1929), mas essencialmente contribuiu para o final do período de ouro da máfia norte-americana. Esta década e meia de proibição do álcool em uma sociedade capitalista – e que preza a liberdade – nos ensinou muito acerca da natureza humana, e de sua propensão para a ilegalidade e violência, se for o caso, para conseguir chegar aos seus objetos de desejo ou, pelo menos, aos seus anestesiadores de almas…

No Corão (5:91) é dito que “Satã apenas deseja suscitar a inimizade e o ódio entre vós com intoxicantes e jogo, e impedir-vos de lembrardes de Alá e da prece. Sendo assim, não ireis vos abster?”; Não chega a ser uma proibição cabal, mas uma espécie de aconselhamento… Mesmo assim, ainda que as bebidas alcoólicas tenham sido largamente consumidas no mundo islâmico (e principalmente no período de ouro do Islã, em Al-Andalus), ainda hoje há inúmeros países islâmicos que punem o tráfico de entorpecentes mais pesados, como cocaína e heroína, com a pena de morte. Aparentemente funciona: com a pena de morte em estados totalitários, o tráfico de drogas ilegais é quase nulo nos países do Islã. A questão é que não apenas os traficantes são punidos e perseguidos, mas também os usuários. Aqui está a solução: matar todos os zumbis (que, em todo caso, já buscam a morte)… E então estaremos supostamente seguindo o desejo de algum deus estranho. Para os islâmicos, parece ter resolvido, ou pelo menos enquanto mantém sua população sob o jugo totalitário de seus estados teocráticos. Até que venham as primaveras árabes.

Mas, estranho de se pensar, a grande diversão dos bares islâmicos é fumar narguilé enquanto conversamos com os amigos… Lá, na terra onde quase todos os entorpecentes são proibidos, fuma-se tabaco (e outras especiarias) com essa espécie de cachimbo d’água, à vontade… Então, talvez nem lá, nem lá a questão esteja totalmente resolvida. Hoje a ciência sabe que o tabaco é bem mais prejudicial à saúde do que, por exemplo, a cannabis, entretanto a cannabis é ilegal em quase todo mundo, e a grande fonte de renda dos traficantes de drogas ilegais, enquanto que o tabaco é perfeitamente aceito (com algumas ressalvas) em todo o mundo, inclusive no islâmico…

Segundo a AVAAZ, nos últimos 50 anos as políticas atuais de combate às drogas falharam em toda a América Latina, mas o debate público está estagnado no lodo do medo, da corrupção e da falta de informação. Todos, até o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que é responsável por reforçar essa abordagem, concordam – organizar militares e polícia para queimar plantações de drogas em fazendas, caçar traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usuários – tem sido completamente improdutivo. E ao custo de muitas vidas humanas – do Brasil ao México, e aos Estados Unidos [1], o negócio ilegal de drogas está destruindo nossos países, enquanto as mortes por overdose continuam a subir.

Enquanto isso, países com uma política menos severa – como Suíça, Portugal, Holanda e Austrália – não assistiram à explosão no uso de drogas que os proponentes da guerra às drogas predisseram. Ao invés disso, eles assistiram à redução significativa em crimes relacionados a drogas, e são capazes de focar de modo direto na destruição de impérios criminosos.

Lobbies poderosos impedem o caminho da mudança, inclusive militares, polícias e departamentos prisionais cujos orçamentos estão em jogo. E políticos de toda nossa região temem ser abandonados por seus eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opinião mostram que cidadãos de todo o mundo sabem que a abordagem atual é uma catástrofe.

Parece complexo, mas pode ser simples como uma partida de futebol: em time que esta ganhando não se mexe, mas em time que está perdendo ou, no máximo, amargando um empate em 0 a 0 ou 1 a 1, devemos pensar em mudanças, nem que sejam provisórias, nem que sejam apenas para que ganhemos o primeiro jogo deste longo campeonato… Se pararmos de dar murro em prego nos próximos anos, a guerra de 50 anos do combate às drogas no mundo ocidental poderá ficar conhecida por nossa história como a primeira tentativa, mas que não deu certo, e nos levou as próximas. Mas, se não pararmos para reavaliar a situação, poderemos chegar a um século de guerra inútil, com máquinas tristes cada vez mais tristes, grandes cidades cada vez mais violentas, playboys cada vez mais alienados, e zumbis cada vez mais aterrorizantes… Para um filme de horror, não está nada mal.

Nós pedimos que vocês acabem com a guerra às drogas e o regime de proibição, e movam-se em direção a um sistema baseado em descriminalização, regulamentação, saúde pública e educação. Essa política de 50 anos falhou, abastece o crime organizado violento, devasta vidas e está custando bilhões. É hora de uma abordagem humana e efetiva (AVAAZ; Manifesto endereçado a ONU, que neste momento conta com mais de 650 mil assinaturas online).

» Na continuação – um passeio pelo Inferno.

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[1] Recentemente, até mesmo os EUA, o país que iniciou a malfadada “guerra as drogas”, se rendeu a política de legalização da maconha, a grande responsável pelos lucros dos traficantes (em alguns países, chega a representar 80% do mercado):

“Por muito tempo – décadas – outros países corretamente entenderam que seriam criticados pelos EUA se tomassem medidas para liberalizar as suas leis. Mas no caso do Uruguai, os EUA se deram conta de que não estão na posição de criticar abertamente o governo uruguaio, e de fato não criticaram.”

– trecho de artigo da BBC Brasil

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» Veja também o post Intoxicados: o fim da guerra, que complementa esta parte da série.

Crédito da foto: Mauricio Abreu/JAI/Corbis

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

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#Islamismo #Drogas #Medicina #política #Economia

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Teoria da Magia – parte I

E essas mudanças, ocorrem aonde, em que Esfera ou Plano?

Segundo o mesmo Aleister Crowley, elas ocorrem no mundo material, portanto, no plano físico. Segundo Dion Fortune, uma das mais conhecidas ocultistas britânicas deste século, porém, essas mudanças ocorrem na consciência individual do Mago.

De qualquer corrente que abracemos, temos três coisas distintas e de suma importância:

Não importa qual definição usada para “Magia”, o resultado real é o mesmo;

O resultado obtido é de aparente mudança no mundo material, pouco importando se a mudança ocorreu no mundo material ou somente na psique do operador;

Magia funciona.

Para se ter uma idéia mais ampla do que exprime a palavra “Magia”, devemos separá-la da feitiçaria ou bruxaria. E como fazê-lo? Simples. Na feitiçaria/bruxaria, não se compreende a forma de operação dos Elementos da natureza, não se busca desenvolver adequadamente e de forma equilibrada o conjunto de qualidades herméticas do homem (e da mulher), além do que se busca nos elementos materiais mais densos (pedras, folhas, fogo material, etc.) a essência dos Elementos dos quais emanam. Quer dizer, usa-se uma fogueira para atrair a energia do Elemento Fogo, e assim por diante.

Para termos a Magia bem definida, deveremos compreender que a mesma não se divide simplesmente em “branca” ou “negra”, egoísta ou altruísta, e outras definições de cunho moral: divide-se, isto sim, em DOGMÁTICA e PRAGMÁTICA.

DOGMÁTICA é a forma de Magia que faz uso de símbolos alheios aos pessoais, simbologia essa díspar daquela pertencente ao sub-consciente do operador.

É a forma de Magia ensinada nas obras tradicionais do assunto, e nas Escolas idem.

PRAGMÁTICA é a que faz uso apenas dos símbolos pessoais, do fator de ressurgência atávica, do simbolismo presente no sub-consciente do operador.

Muitas Escolas de Magia têm-se mantido no sistema Dogmático, enquanto as mais modernas buscam no sistema Pragmático uma saída inteligente. Entre estas, podemos citar os seguidores dos Mestres FRANZ BARDON, PASCAL BEVERLY RANDOLPH, AUSTIN OSMAN SPARE e ALEISTER CROWLEY. Entre os seguidores de Aleister Crowley, que se auto-denominam “THELEMITAS” ou seguidores de Thélema (Vontade), há os que não entenderam bem seus ensinamentos, criando sistemas Dogmáticos. Há, porém, os que seguem de forma inteligente seus ensinamentos, pois ser Thelemita é ter sua própria “religião”, seu próprio Deus, posto que Aleister Crowley dizia “não existe Deus senão o homem”. Entre os mais brilhantes seguidores dos citados Mestres acima, destaco um grupo que se denomina “Círculo do Caos” ou I.O.T. (Illuminates of Thanateros, Iluminados de Thanateros), fundado pelo meu amigo Peter James Carroll, com a colaboração de outras cabeças especiais como Isaac Bonewitz, Adrian Savage, Frater U.: D.:, entre tantos outros.

Creio firmemente que a Magia Pragmática permitirá o resgate completo da “Ciência Sagrada”.

Os dois tipos de Magia, Dogmática e Pragmática, podem estar presentes em quaisquer dos Níveis Operacionais de Magia, como veremos abaixo:

1) Os “Cinco Atos Mágicos Clássicos”:

A) Evocação;

B) Divinação;

C) Encantamento;

D) Invocação;

E) Iluminação.

Os “Cinco Atos Mágicos Clássicos” podem estar presentes nos “Cinco Níveis de Atividade Mágica”:

2) Os “Cinco Níveis de Atividade Mágica”:

A) Feitiçaria;

B) Shamanismo;

C) Magia Ritual;

D) Magia Astral;

E) Alta Magia.

Para definir melhor o que foi dito nos dois itens acima, vejamos a seguir breves definições de ambos: (versão livre do “Liber KKK”, contido na obra “Liber Kaos”, de autoria de Peter James Carroll).

“Nível de Feitiçaria”

– Evocação – o Mago cria, artesanalmente, uma imagem, uma escultura, um assentamento; as funções podem ser as mais diversas, definidas pelo Mago; o fetiche é tratado como um ser vivo; pode ou não conter elementos do Mago.

– Divinação – um modelo simples do universo é preparado pelo Mago, para usá-lo como ferramenta divinatória; Runas parecem adequadas; Geomancia é o ideal; I-Ching e Tarot são bons também; usar bastante, em todas as situações, mantendo um diário com todos os resultados obtidos sendo anotados.

– Encantamento – para essa função pode-se utilizar uma série de instrumentos, mas em especial deve-se obter uma ferramenta especial, de significado distinto para o Mago; para fazer o encantamento, o Mago faz uma representação física do objeto do desejo, usando as ferramentas mágicas para realizar a teatralização do ato; por exemplo, o bonequinho representando a pessoa, é batizado ou coisa que o valha, depois roga-se pragas sobre o mesmo, então se espeta ele todo com alfinetes, representando ferimentos na vítima.

– Invocação – aqui o Mago testa os limites de sua habilidade de criar mudanças arbitrárias causadas por modificações estudadas do ambiente e de comportamento; por exemplo, decorar todo o Templo como se fosse um Templo de um Deus Egípcio, vestir-se como tal Deus, personificando-o durante determinado período de tempo. É o que os iniciados fazem quando “incorporam” seu Orixá.

– Iluminação – aqui o Mago busca a eliminação das fraquezas e o concomitante fortalecimento de suas virtudes. Algo como uma introspecção deve ser realizada, para conhecer as próprias qualidades e os próprios defeitos.

“Nível Shamânico”

– Evocação – o Mago busca estabelecer uma visualização de uma entidade por ele projetada, para realizar seus desejos; muitas vezes, pode-se visualizar a mesma Entidade que se “assentou” no nível de feitiçaria. Pode-se interagir com essas entidades em sonho, donde se tira o conceito do “parceiro astral”.

– Divinação – consiste, basicamente, em visões respondendo a questões específicas; o Mago interpreta a visão de acordo com seu simbolismo pessoal.

– Encantamento – o Mago tenta imprimir sua vontade no mundo exterior por uma visualização simbólica ou direta do efeito desejado.

– Invocação – aqui o Mago retira conhecimento e poder do atavismo, em geral do atavismo animal; para isso, o Mago deve ser “tomado” por alguma forma de atavismo animal. A imitação da atitude do animal em questão ajuda muito esta operação.

– Iluminação – o Mago visualiza sua própria morte, seguido do desmembramento de seu corpo; então, deve visualizar a reconstrução de seu corpo e a seguir seu renascimento. É a chamada “jornada” dos Shamãns.

“Nível de Magia Ritual”

– Evocação – o Mago pode evocar a Entidade já trabalhada nos dois níveis anteriores, ou então qualquer outra. Em geral, um sigilo desenhado em papel, simbolizando a Entidade evocada, é o que basta para criar o vínculo necessário entre a mente do Mago e a Entidade que se deseja evocar.

– Divinação – qualquer instrumento de divinação serve, mas o Mago deve, antes da prática, sacralizar os instrumentos da divinação, por meio de algum tipo de prática. Métodos complexos servem tão bem quanto os simples, mas uma atitude da mente, mantendo um estado de consciência algo alterado, é imprescindível.

– Encantamento – aqui entram em ação as “Armas Mágicas”, que variam de acordo com o Mago, dentro, é claro, de um simbolismo universal. A concentração deve ser no ritual, ou no sigilo, ao invés de na realização do desejo; o sigilo é traçado com a ferramenta mágica, no ar, e a mente é levada a um estado alterado de consciência. Assim, entra em ação a mente inconsciente, mais poderosa nessas operações.

– Invocação – o Mago busca saturar seus sentidos com as experiências correspondentes a, ou simbólicas de, alguma qualidade particular que busca invocar; no caso, pode ser dos Arquétipos Universais, através da decoração do Templo e de sua pessoa com côres, aromas, símbolos, pedras, plantas, metais e sons correspondentes aquele Arquétipo desejado. O Mago tenta ser “possuído” pela Entidade em questão; as clássicas Formas-Divinas ou Posturas-Mágicas tem uso aqui; antes de qualquer Evocação Mágica, o Mago deve Invocar Deus, tornando-se ele.

– Iluminação – tem a característica de buscar (e encontrar) esferas de poder dentro de nós mesmos; aqui cabe o sistema de iniciação hermética ensinado por Franz Bardon em seu “Initiation Into Hermetics”.

“Nível de Magia Astral”

Todas as operações deste nível são idênticas a todas as praticadas nos três níveis anteriormente descritos, exceto que são realizadas apenas em âmbito mental, isto é, na mente do Mago. Portanto, tudo ocorre nos planos interiores do Mago, desde a construção de seu Templo, até as OPERAÇÕES mais práticas.

“Nível de Alta-Magia”

As operações neste nível são elevadas, devendo ser praticadas somente por quem já seja um Iniciado pelo sistema de Franz Bardon; as OPERAÇÕES neste nível são as cobertas pelos três trabalhos subseqüentes de Franz Bardon (Frabato The Magician; The Practice Of Magical Evocation, The Key To The True Quabbalah).

Se quisermos definir como o “Fluído Vital” emana e donde emana, permitindo a materialização das Energias Mágicas, deveremos estudar as três únicas formas de produzí-lo:

1) Emanação individual do Fluído Vital;

2) Sacrifício Vital;

3) Orgasmo Sexual.

E para compreender o alcance da Magia, poderemos definir sua envergadura de poder:

1) Microcosmos Interno – visando provocar transformações no próprio operador;

2) Microcosmos Externo – visando transformações em outros seres vivos;

3) Macrocosmos – visando transformações sociais ou globais (Cosmos, meio-ambiente, comportamento de grupos de animais ou de vegetais, coletividades, etc.).

Retirado do Site: http://www.mortesubita.org

autor: J. R. R. Abraão

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/teoria-da-magia-parte-i

O Poder Oculto da Música

Pelo Centro de estudos espíritas Paulo Apóstolo, de Mirassol – CEEPA

A harmonia coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa.

(Rossini, a Allan Kardec)

“Visto que nos encontramos neste estado degradado de imperfeição moral, será melhor sermos práticos, harmonizarmos nossa música e, pelo mesmo processo, começarmos a compor uma nova e melhor forma de arte. Uma arte de acentuada sublimidade poderá, por si só, levar-nos de volta aos céus.”

(Bach)

“Sinto-me obrigado a deixar transbordar de todos os lados as ondas de harmonia provenientes do foco da inspiração. Procuro acompanhá-las e delas me apodero apaixonadamente; de novo me escapam e desaparecem entre a multidão de distrações que me cercam. Daí a pouco, torno a apreender com ardor a inspiração; arrebatado, vou multiplicando todas as modulações, e venho por fim a me apropriar do primeiro pensamento musical. Tenho necessidade de viver só comigo mesmo. Sinto que Deus e os anjos estão mais próximos de mim, na minha arte, do que os outros. Entro em comunhão com eles, e sem temor. A música é o único acesso espiritual nas esferas superiores da inteligência.”

(Beethoven)

O presente estudo pretende refletir sobre a influência que a música, assim como as artes em geral, exerce sobre o comportamento espiritual do ser humano.

A música e sua origem divina

De acordo com escrituras e mitologias de todos os povos a música, assim como as demais expressões da arte, foram trazidas aos homens pelos deuses. Na remota antiguidade, a música era empregada com a sagrada finalidade de reverenciar o Ser Supremo. Sua finalidade era a de expressar as cosmogonias, elevar a alma humana às alturas das esferas espirituais. Todas as expressões artísticas desenvolveram-se á luz dos ritos iniciáticos, com a finalidade de expandir a consciência dos inciados durante as cerimônias sagradas, abrindo-lhes a captação psíquica para experiências transcendentes.

Com o tempo a arte saiu do âmbito dos templos e do sagrado, vulgarizou-se, caiu na banalização das massas, passando a refletir seus instintos inferiorizados, anseios embrutecidos e a desmesurada ambição pelo lucro e a fama.

O poder oculto da música

Atualmente a ciência, sobretudo no campo da medicina e da psicologia, vêm redescobrindo verdades e conhecimentos que os antigos sábios detinham sobre o poder oculto da música.

Hoje sabemos que basta estarmos no campo audível da música para que sua influência atue constantemente sobre nós, acelerando ou retardando, regulando ou desregulando as batidas do coração; relaxando ou irritando os nervos; influindo na pressão sanguínea, na digestão e no ritmo da respiração, exercendo alterações sobre os processos puramente intelectuais e mentais.

Modernos pesquisadores estão começando a descobrir que a música influi no caráter do indivíduo e, ao influir em seu caráter, significa alterar o átomo ou unidade básica – a pessoa – com a qual se constrói toda a sociedade.

Os grandes sábios da China antiga até o Egito, desde a Índia até a idade áurea da Grécia acreditavam que há algo imensamente fundamental na música que lhe dá o poder de fazer evoluir ou degradar completamente a alma do indivíduo e, desse modo, fazer ou desfazer civilizações inteiras.

Assim, “uma inovação no estilo musical tem sido invariavelmente seguida de uma inovação na política e na moral”, conclui um estudioso moderno.

O Messias, de Handel

A influência da música sobre o nosso comportamento é algo que desperta cada vez mais o interesse dos estudiosos. Ela pode influenciar no comportamento de toda uma nação, como por exemplo ocorreu com o rei George III, na Abadia de Westminster, durante uma apresentação de Handel. A certa altura da apresentação da obra o Messias (o coro da Aleluia) o rei se pôs em pé, sinal para que todo o público se levantasse. Ele estava chorando. Nada jamais o comovera tão vigorosamente. Dir-se-ia um grande ato de assentimento nacional às verdades fundamentais da religião.

Os diferentes tipos de música levam-nos a manifestar comportamento mentais-emocionais específicos. Em certas circunstâncias, somos induzidos a alterar procedimentos em função dos diferentes estados de consciências que a música, involuntariamente, pode nos levar a alcançar. Assim, sob sua influência, podemos tomar a decisão impulsiva e decisiva para iniciar ou terminar um determinado relacionamento amoroso, ou ainda, quem sabe, aumentar ou diminuir a velocidade de nosso carro num lugar inapropriado.

Rossini fala a Kardec sobre a música espírita

Em contatos com Allan Kardec, nas reuniões da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, o espírito do músico e compositor clássico Gioachino Rossini, por solicitação do codificador, falou sobre alguns aspectos espirituais da música e sua influência no comportamento espiritual do homem.

Rossini fora um músico extremamente bem sucedido, tendo recebido do rei de França os cargos de Primeiro Compositor do Rei e Inspetor Geral de Canto, recebendo um salário invejável. Esbanjou talento – foi contratado exclusivo do Teatro de Milão durante vinte anos, autor de 30 óperas, reconhecido como a “personalidade mais brilhante que jamais dourou as páginas do livro musical do mundo contemporâneo”.

Mas, no além, diante da solicitação de Allan Kardec, ele se julga incapacitado para discorrer a respeito da finalidade transcendente da música, prometendo estudar o assunto, lá, nos domínios espirituais para, numa outra oportunidade, voltar a falar aos membros da Sociedade.

Lembra Rossini ao codificador do espiritismo que a embriaguez do êxito, a complacência dos amigos e as lisonjas dos cortejadores muitas vezes lhe tiraram o meio de reconhecer suas fraquezas morais, turvando-lhe o discernimento sobre a sublime finalidade da arte musical.

Numa posterior comunicação ele volta para expor suas novas idéias. Começa redefinindo o conceito de harmonia, comparando-a com a luz. Assim ele se expressa: “Fora do mundo material, isto é, fora das causas tangíveis, a luz e a harmonia são de essência divina. A posse de uma e outra está na razão dos esforços empregados para adquiri-las, elas que são duas sublimes alegrias da alma, filhas de Deus e, portanto, irmãs”, querendo dizer com isso que um refinado executante ou ouvinte de música, do ponto de vista espiritual, é alguém que conquistou algo de luz e harmonia em si mesmo.

A harmonia é um sentido íntimo da alma

O espírito de Rossini inicia sua mensagem propondo um novo conceito sobre a expressão HARMONIA, comparando-a com a luz. Para ele, ambas são uma espécie de sentidos íntimos da alma, estados transcendentes do ser. Explica que a alma é apta a perceber a harmonia, mesmo sem o auxílio de qualquer instrumentação, como é apta a perceber a luz sem o concurso das combinações materiais.

“Quanto mais desenvolvidos são esses sentidos íntimos da alma, tanto melhor percebe ela a luz e a própria harmonia”, ensina.

As diferentes harmonias do espaço

O espírito do grande maestro se diz espantado ao contemplar as diferentes harmonias do espaço. Diz serem constituídas por inúmeros e diferentes graus, conhecidos e desconhecidos, dispersos e ocultos no éter infinito. Essas diferentes harmonias, percebidas separadamente, constituem a harmonia particular de cada grau.

Explica que, nos graus inferiores, essas harmonias são elementares e grosseiras. Nos graus superiores, levam ao êxtase. Revela que “quando é dado ao espírito inferior deleitar-se com os encantos das harmonias superiores, o êxtase o arrebata e a prece lhe penetra o íntimo”. Informa que a música é um tipo de “encantamento que o transporta às elevadas esferas do mundo moral”. Imerso nas vibrações de uma música superior, o espírito então “entra a viver uma vida superior à sua e assim deseja continuar a viver para sempre”. Contudo, cessada a harmonia que o penetra, “ele desperta para a realidade da sua situação e, dos lamentos que lhe escapam por haver descido, nasce-lhe o desejo de adquirir forças para de novo elevar-se – e aí tem ele um grande motivo de emulação”.

Concluímos, portanto, que a música superior contribui para a elevação espiritual do ouvinte – ou do executante – quando dela sabe-se tirar bom proveito.

O espírito do músico atua sobre o fluido universal (ou energia cósmica) através de seu sentimento

O maestro Rossini ressalta que o espírito produz os sons que é capaz de saber e não consegue querer o que não sabe. “Assim, aquele que compreende muito, que tem em si a harmonia, que se acha dela saturado, que goza do seu sentido íntimo, desse nada impalpável, dessa abstração que é a concepção da harmonia, atua quando quer sobre o fluido universal que, instrumento fiel, reproduz o que ele concebe e deseja. O éter vibra sob a ação da vontade do espírito. A harmonia que o espírito traz em si concretiza-se, por assim dizer, evola-se, doce e suave, como o perfume da violeta, ou ruge como a tempestade, ou estala como o raio, ou solta queixumes como a brisa. É rápida como o relâmpago, ou lenta como a neblina; tem os despedaçamentos de um soluço, ou é contínua como a relva; é precipitada qual catarata, ou calma como um lago; murmura como um regato, ou ronca como uma torrente. Ora apresenta a rudeza agreste das montanhas, ora a frescura de um oásis; é alternativamente triste e melancólica como a noite, leda e jovial como o dia; caprichosa como a criança, consoladora como uma paixão, límpida como o amor e grandiosa como a Natureza. Quando chega a este último terreno, confunde-se com a prece, glorifica a Deus e leva ao arroubamento aquele mesmo que a produz, ou a concebe”, esclarece poeticamente o maestro.

Ele explica que o sentimento da harmonia é como o espírito que tem a riqueza intelectual: um e outro possuem constantemente da propriedade inalienável que conquistaram pelo esforço esforço.

“Pela música, o espírito faz ressoar no éter a harmonia que traz em si”, define o maestro.

Assim como o espírito inteligente, que ensina a sua ciência aos que ignoram, experimenta a ventura de ensinar, porque sabe que torna felizes aqueles a quem instrui, também o espírito que faz ressoar no éter os acordes da harmonia que traz em si experimenta a felicidade de ver satisfeitos os que o escutam.

Para ele, “a harmonia, a ciência e a virtude são as três grande concepções do espírito: a primeira o arrebata, a segunda o esclarece, a terceira o eleva. Possuídas em toda a plenitude, elas se confundem e constituem a pureza”.

A música é o médium da harmonia

Explica o maestro que “o compositor que concebe a harmonia a traduz na grosseira linguagem chamada música, concretiza a sua idéia e a escreve e, embora desvirtuada pelos agentes da instrumentação e da percepção, a música sempre causa impressões nos que a ouvem traduzida. Essas sensações são a harmonia. A música as produz. As sensações são efeito da música. Esta é posta a serviço do sentimento para ocasionar a sensação. O sentimento, na composição, é a harmonia; a sensação. No ouvinte, é também a harmonia, com a diferença de que é concebida por um e recebida pelo outro. A música é o médium da harmonia. Ela a recebe e a dá, como o refletor é o médium da luz, como tu és o médium dos espíritos. É concebida pela alma e transmitida à alma”.

Os sentimentos da música

Extraordinária diferença há na concepção e apreciação da música entre homens e espíritos: enquanto na terra tudo é grosseiro, os espíritos, contudo, possuem a percepção direta.

“É possível expor os fatos que os sentimentos íntimos provocam, defini-los, descrevê-los, mas, os sentimentos, esses se conservam inexplicados. A música pode provocar sentimentos diferentes em cada pessoa porque as mesmas causas geram efeitos contrários. Em física isto não existe, mas em metafísica existe. Existe, porque o sentimento é propriedade da alma e as almas diferem de sensibilidade entre si, de impressionabilidade, de liberdade. A música, que é a causa segunda da harmonia percebida, penetra e transporta a um, deixando frio e indiferente a outro. É que o primeiro se acha em estado de receber a impressão que a harmonia produz, ao passo que o segundo se acha em estado oposto: ele ouve o ar que vibra, mas não compreende a idéia que lhe traz. Este chega a entediar-se e a adormecer, enquanto que aquele outro se entusiasma e chora. Evidentemente, o homem que goza as delícias da harmonia é muito mais elevado, mais depurado, do que aquele em quem ela não logra penetrar. Sua alma, mais apta a sentir, desprende-se mais facilmente e a harmonia lhe auxilia o desprendimento, transporta-a e lhe permite ver melhor o mundo moral. Deve-se concluir daí que a música é essencialmente moralizadora, uma vez que traz a harmonia às almas e que a harmonia as eleva e engrandece”.

A música exerce influência sobre a alma e seu progresso

O grande músico traz a Allan Kardec um interessante conceito sobre o poder espiritualizador da música: “A harmonia (expressa pela música) coloca a alma sob o poder de um sentimento que a desmaterializa”. Isto significa que a harmonia, expressa pela boa música, acelera nossas vibrações, permitindo-nos sentimentos de acesso espiritual a dimensões que não conseguimos alcançar comumente.

“Este sentimento existe em certo grau, mas desenvolve-se sob a ação de um sentimento similar mais elevado. Aquele que esteja desprovido de tal sentimento é conduzido gradativamente a adquiri-lo, acaba deixando-se penetrar por ele e arrastar ao mundo ideal, onde esquece, por instantes, os prazeres inferiores que prefere à divina harmonia”.

Podemos refletir aqui o poder e a responsabilidade que possui um artista espiritualizado e consciente, pois que lhe é dado arrebatar, pela emoção superior, as almas dos homens às alturas das esferas transcendentes, assim como ele próprio pela mesma música é arrebatado.

A música reflete a alma do compositor

Rossini lembra que se considerarmos que a harmonia sai do concerto do espírito, podemos deduzir que a música exerce salutar influência sobre a alma (que é, em verdade, o espírito encarnado) e a alma que a concebe também exerce influência sobre a música. Há uma simbiose entre o artista e sua obra, uma vez que eles se confundem no resultado final. “A alma virtuosa, que nutre a paixão do bem, do belo, do grandioso e que adquiriu harmonia, produzirá obras-primas capazes de penetrar as mais endurecidas almas e de comovê-las. Se o compositor é terra-a-terra, como poderá exprimir a virtude de que desdenha, o belo que ignora e o grandioso que não compreende? Suas composições refletirão seus gostos sensuais, sua leviandade, sua negligência. Serão, ora licenciosas, ora obscenas, ora cômicas, ora burlescas, comunicando aos ouvintes os sentimentos que exprimem e os perverterão, em vez de melhorá-los”.

Essa dissertação nos faz meditar que é melhor termos mais cuidado com o nosso cardápio musical, muitas vezes digerido, involuntariamente, por coação dos meios de comunicação alienadores. É bom perguntar: em que tipo de música andamos refletindo os nossos gostos íntimos?

Fonte:

Estudo intitulado “Música Espírita”, contido no livro Obras Póstumas, de Allan Kardec

#Música

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-poder-oculto-da-m%C3%BAsica

Alta Magia Extrema – Amarração

@MDD – Um leitor me enviou o email de resposta de um desses templos picaretas kimbandistas de amarração LTDA, a qual passo a decifrar, para deleite geral da nação.

Boa noite,

Sou XXXXXXXX sacerdote intermediário entre você e as entidades espirituais ( Exu e Pombagira ) de nosso templo de forma sigilosa e responsável. Sua consulta foi realizada através do oráculo Ngombo ( Oráculo dos ossos ) por 2 sacerdotes e 2 entidades espirituais e lhe foi revelado que está pessoa está ligada diretamente em sua vida pois é a sua alma gêmea.

@MDD – boa noite,

Sou o Marcelo Del Debbio, sacerdote intermediário entre você e o bom senso. Eu não costumo agir de forma sigilosa nesses casos de amarrações picaretas, mas se meus leitores não contarem para ninguém o que vou falar de vocês, eu também não contarei.

O maior problema é que a pessoa em questão não estava procurando ninguém em especial, apenas mandou o email para trolá-los, ou seja, se as entidades e o oráculo fossem um mínimo confiáveis, deveriam ter percebido isso na hora… Além disso, foram mandados 3 emails diferentes relatando situações diferentes e sua resposta foi padrão para as três… FAIL.

No momento em que estava sendo realizado a sua consulta surgiu em nosso templo um forte cheiro de rosas o que indica que você poderá ter está pessoa junto com você da forma que deseja mas é necessário realização de trabalho de magia pois existe uma energia negativa gerada de pragas e inveja de terceiros que tem interesse por esta pessoa.

@MDD – Uma alma gêmea é um assunto muito complexo e sério dentro do hermetismo real. É necessário ter o MERECIMENTO para que se consiga afinar as Verdadeiras Vontades a tal ponto que seja possível cruzar os caminhos de duas pessoas que tenham estas afinidades e MESMO assim não vai ser um mar-de-rosas para eles. Uma mulher que se preste a ir atrás de um charlatão para fazer uma amarração não está nem 1% próxima do grau de consciência necessário para realmente ter passado perto de sua alma gêmea…

Eu sinto um cheiro por aqui, mas não é de rosas…

Para ter este homem como deseja te amando e sendo o homem de sua vida, você deve realizar um trabalho de amarração magia Kibundo atrativa para o amor.

@MDD – Hmmm dar a Kibundo pode ser um fetiche que atrai a maioria dos homens, é até capaz de deixar o indivíduo interessado… mas o caminho não é por ai…

Este trabalho irá fazer este homem lhe amar e te desejar sem que terceiros possam interferir no amor de vocês dois. Este trabalho é muito forte e deve ser feito somente se você realmente gosta desta pessoa pois está magia faz com que ele te deseje sexualmente, fique

louco por você, pense em você o dia inteiro apaixonado sem ter sossego na vida enquanto não estiver com você.

@MDD – o sonho de dez em cada dez mulheres desesperadas em busca de um príncipe encantado… conte-me mais…

É claro que esta magia tem custo com material religioso que é usado no trabalho. Se quiser fazer o trabalho nos envie uma colaboração de R$ 1.480,00 reais que será utilizado para a aquisição do material religioso que é utilizado na realização do trabalho.

@MDD – WAIT WHAT? 1.480 dilmas?!?!? Não tem desconto se a pessoa não for a alma gêmea? Tipo cobrar umas 500 dilmas se for uma alma afim, umas 300 dilmas se for uma alma mais-ou-menos a fim… que “material religioso” seria esse que custa esse absurdo?

O resultado do trabalho é garantido e imediato após a sua realização.

Somos uma instituição segura e realizamos trabalhos de magia a mais de 34 anos, somos a XXXXXXX federação mimimi-mimimi por isso você pode confiar.

@MDD – Seems Legit. Por quê não falou antes? Já me sinto seguro de confiar 1500 dilmas nas mãos de vocês… só que não. Entrei no google e fui até o site de vocês… é um pardieiro de vendas de porcarias milagreiras, consultas e vidências que deixaria o Bispo Valdomiro com inveja. Parece um Telexfree de “pai-de-santo” picareta.

Que ( Olorun ) Deus lhe de saúde, força para seguir em frente e assim

alcançar os seus sonhos.

@MDD – Olorum e Jesus estão morrendo de vergonha do desserviço que picaretas como vocês fazem com a Umbanda e o Candomblé.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/alta-magia-extrema-amarra%C3%A7%C3%A3o

Curso de Tarô e História da Arte

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Esta semana começa o Curso de Tarot e História da Arte – Arcanos Maiores, na plataforma EAD do EAdeptus. Um dos cursos que eu mais gosto de ministrar e com certeza um dos mais importantes para todo estudante de Hermetismo.

O Tarot, como o conhecemos, surge por volta do século XIV ao mesmo tempo em que a pressão da Inquisição sobre os judeus aumenta. Para não irem para a fogueira, rabinos fazem a conversão forçada ao cristianismo e, ao mesmo tempo, iniciam um processo para salvar todo o conhecimento da Tora de maneira que não fosse perdido jamais. E assim surge o Taro. Suas 22 lâminas representam cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico e suas imagens trazem escondidas dentro do simbolismo todo o conteúdo da Árvore da Vida.

No curso estudamos 12 tarots, ao todo. Isto é necessário para poder dar ao aluno toda a abrangência do que é o tarot. Começamos em 1460 com o Tarot mais antigo que existe, o Visconti Sforza; passamos pelo Tarot de Bolonha, pelo Ancient Italian até chegar do famoso Marselha. Deste, estudamos os Tarots de Oswald Wirth e Papus (Boemios), ambos de 1889 e com elementos esotéricos, maçônicos e rosacruzes em seu conteúdo e chegamos até 1904, com o famoso Rider Waite, o tarot mais vendido em todo o mundo. Ainda dentro das Ordens Herméticas, aprofundamos os estudos no Tarot de Thoth (o “proibido” tarot de Aleister Crowley), o tarot da Golden Dawn e o tarot Alquiímico e chegamos finalmente ao século XX com o Tarot Mitológico de Shaman-Burke. Como estudo paralelo da Kabbalah, sempre fazemos a comparação com o HKT2 (Hermetic Kabbalah tarot) com todas as suas referências.

Desta maneira, o curso fica completo: o aluno vai conhecer não apenas os 22 Arcanos maiores, mas cada imagem de cada arcano ao longo do tempo; vai entender o que evoluiu, o que mudou, quais elementos entraram e sairam das ilustrações e por qual motivo… um curso completo que vai agradar desde quem nunca viu um tarot na vida até os mais experientes tarólogos, que poderão ter um estudo detalhado de cada símbolo presente em cada arcano.

O Curso se conecta com o Curso de Kabbalah Hermética, que faz a “subida da Serpente” pela mesma Árvore da Vida do Tarot, e o Curso de Arstrologia Hermética que estuda e aprofunda todos os símbolos e significados dos Planetas, Signos e Casas. Sobre Oráculos, recomendo o curso de Geomancia para aprofundar nas origens de como funcionam os Oráculos e sua conexão com o Sagrado Anjo Guardião.

Recomendo ainda fazer o Curso gratuito de Exercícios Básicos de Hermetismo.

#Cursos #Kabbalah #KabbalisticTarot #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-tar%C3%B4-e-hist%C3%B3ria-da-arte

Morpheus – Dream a little dream of me

Publicado no S&H dia 7/jul/2008,

Mr. Sandman, bring me a dream
Make him the cutest that I’ve ever seen
Give him two lips like roses and clover
Then tell him that his lonesome nights are over.
Sandman, I’m so alone
Don’t have nobody to call my own
Please turn on your magic beam
Mr. Sandman, bring me a dream.

É engraçado como funciona a sincronicidade. Este final de semana, enquanto Neil Gaiman estava autografando na Feira Literária de Parati (FLIP), todo o nosso projeto de textos sobre os Psycopompos (os deuses que representam a interação do Plano Físico com o Plano Astral), após passar por Thanatos, Hecate e Hermes, chega justamente a Morpheus, personagem que foi imortalizado na forma de Sandman por este autor.
A seguir, o que o mundo dos espíritos e o mundo dos sonhos tem em comum?

Morpheus
Morpheus, ou Morfeus em português (palavra grega cujo significado é “aquele que forma, que molda”) é o deus grego dos sonhos. Morpheus possui a habilidade de assumir qualquer forma humana e aparecer nos sonhos das pessoas como se fosse a pessoa amada por aquele determinado indivíduo. Seu pai é o deus Hipnos, do sono. Os filhos de Hipnos, chamados de Oneiroi, são personificações de sonhos, sendo eles Phobetor (que os deuses chamavam de Icelus), e Phantasis (de cujo nome originou a palavra “fantasia”). Morfeu foi mencionado pela primeira vez no texto Metamorphoses de Ovídio como um deus vivendo numa cama feita de ébano numa escura caverna decorada com flores, mas também aparece na Odisséia, na Eneida e na Teogonia.
Morpheus representa a presença da alma humana nos Reinos de Hades (Yesod) durante o sono. Sua alegoria nos demonstra o conhecimento que os iniciados possuem sobre este aspecto da interação do corpo físico com o astral. A partir do conhecimento da ligação entre estes pontos, podemos explicar facilmente alguns mitos que com certeza muitos de vocês já passaram:

Sono e Sonhos
Antes de mais nada, precisamos definir alguns parâmetros e termos:
Sono é um estado em que cessam as atividades físicas motoras e sensoriais.
Sonho é a lembrança dos fatos, dos acontecimentos ocorridos durante o sono.
A ciência ortodoxa, analisando tão somente os aspectos fisiológicos das atividades oníricas, ainda não conseguiu conceituar com clareza e objetividade o sono e o sonho. Sem considerar a emancipação da alma, sem conhecer as propriedades e funções do duplo-etérico (perispírito para os Kardecistas), fica, realmente, difícil explicar a variedade das manifestações que ocorrem durante o repouso do corpo físico. Alguns psiquiatras e psicólogos já analisam os sonhos como atividades do psiquismo mais profundo.
Assim temos em Freud, o precursor dos estudos mais avançados nesta área. Ele julgava que os instintos, quando reprimidos, tendem a se manifestar e uma destas manifestações seria através dos sonhos. Isto numa linguagem simbólica representativa do desejo.
Adler introduziu em Psicologia o “instinto do poder” . Nossa personalidade gravitaria em torno da auto-afirmação, do desejo do domínio.
Jung considerou válidas as duas proposições. Descobriu que nos recessos do inconsciente, existe uma infra-estrutura feita de imagens ou símbolos que integram a mitologia de todos os povos. São os arquétipos, reminiscências de caráter genérico que remontam a fases muito primitivas da evolução.
Mas foi mesmo o irmão Allan Kardec, através da Codificação Espírita, quem realmente, analisou amplamente os sonhos em seus aspectos fisiológicos e espirituais.

Citando o livro dos Espíritos, Cap. VIII, analisando a emancipação espiritual, coloca o sono como a primeira fase deste fenômeno, que antecede ao sonambulismo e ao êxtase que seriam estados mais profundos de independência pelo desprendimento parcial do Espírito.
Por exemplo, na questão 400, do Livro dos Espíritos, ele indaga:

“O espírito permanece voluntariamente no seu envoltório corporal ?”
R : “É como se perguntasse se o prisioneiro está satisfeito sob as chaves. O Espírito encarnado aspira incessantemente à libertação e quanto mais grosseiro é o envoltório, mais ele deseja ver-se desembaraçado.”

Na questão 401 :
“Durante o sono, a alma repousa como o corpo ?”
R : “Não. O Espírito jamais está inativo. Durante o sono, os liames que o unem ao corpo se afrouxam e o corpo não mais necessitando do Espírito, ele percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos.”

Na questão 402, Kardec indaga :
“Como podemos julgar a liberdade do Espírito durante o sono ?”
R : “Pelos sonhos.”

E chegamos a um ponto muito interessante: Quantos de vocês sonham?

Divisões e tipos de sonhos
Sonhos estão divididos em três tipos básicos:
Comum, ou cerebral: São aqueles que refletem nossas vivências do dia a dia. O Espírito desligando-se, parcialmente, do corpo, absorve as ondas e imagens de sua própria mente, das que lhe são afins e do mundo exterior, já que nos movimentamos num turbilhão de energias e ondas vibrando sem cessar nas egrégoras a que somos diariamente submetidos. Nos sonhos comuns, quase não há exteriorização perispiritual. São muito freqüentes dada a condição da humanidade.
A maioria das pessoas nem chega a lembrar-se dos sonhos, acreditando que simplesmente “não sonha”. Boa parte destas pessoas passa a noite inteira com o duplo-etérico deitado ao lado do corpo imaginando estar descansando, pois seu corpo está tão cansado e sua mente tão vazia que simplesmente não consegue exteriorizar sua vontade para lugar nenhum.

Sonhos reflexivos: Nesta segunda etapa, há maior exteriorização que nos sonhos comuns. O corpo astral e mental registra acontecimentos, impressões e imagens, arquivadas no subconsciente, isto é, no cérebro do corpo fluídico, duplo-etérico ou perispírito.
Esses sonhos poderão refletir fatos remotos, imagens da atual encarnação, imagens captadas das egrégoras que estejam influenciando mais intensamente a pessoa e assim por diante. Contudo, é mais freqüente revivenciar acontecimentos de outras vidas, cujas lembranças nos tragam esclarecimentos, lições ou advertências, se orientados por mentores espirituais.

Eventualmente, é neste nível de exteriorização que ocorrem as comunicações entre os seres astrais e os seres humanos. Como o duplo-etérico flutua muito próximo ao corpo (às vezes sem deixar a mesma área onde ele se encontra), os seres astrais é que precisam se aproximar das pessoas para transmitir qualquer tipo de comunicação.
Infelizmente, dada a completa falta de preparo e treinamento da maioria das pessoas, nesta etapa os sonhos acabam sendo confusos, com pouco aproveitamento e poucas recordações.
Mas neste tipo de sonho acontece um dos fenômenos mais comuns e que com certeza boa parte dos leitores já deve ter passado pelo menos uma vez na vida: a Catalepsia Projetiva.
Falarei mais sobre isso daqui a pouco.

Exteriorização do Duplo-Etérico: Neste tipo de sonho, há mais ampla exteriorização do perispírito. Desprendendo-se do corpo e adquirindo maior liberdade, a alma terá uma atividade real no plano espiritual. Léon Denis chama a estes sonhos de etéreos ou profundos, por suas características de mais acentuada emancipação da alma.

“O Espírito se subtrai à vida física, desprende-se da matéria, percorre a superfície da Terra e a imensidade onde procura os seres amados, seus parentes, seus amigos, seus guias espirituais ( … ) Dessas práticas, conserva o Espírito impressões que raramente afetam o cérebro físico, em virtude de sua impotência vibratória.”
– Livro dos Espíritos

Neste tipo de sonho, teremos que considerar a lei de afinidade. Nossa condição espiritual, nosso grau evolutivo, irá determinar a qualidade de nossos sonhos, as companhias astrais que iremos procurar (ou que irão nos procurar) e os ambientes nos quais permaneceremos enquanto o nosso corpo repousa.
Como tudo mais no astral está ligado às emoções, quando confrontados com situações “importantes” como finais de campeonatos de futebol ou de novelas, o povo eventualmente consegue atingir este estagio mental e desprender-se do corpo para vivenciar alguma experiência extra-material. Muitos chegam a se encontrar nos estádios e sonhar com a partida de futebol.

Creio que todo mundo já sonhou em fazer uma prova ou entregar um trabalho ANTES do dia da tal prova importante realmente acontecer. Ou de chegar atrasado a esta prova ou de perder o trabalho…

Nos sonhos, as pessoas costumam freqüentar locais astrais semelhantes com a sua índole. E isso quer dizer que mesmo os mais recatados pais de família, quando acham que ninguém os está vigiando, podem freqüentar prostíbulos e bares astrais (sim, eles existem, de todos os tipos, cores, tamanhos e formas imagináveis), hotéis e moteis ou até mesmo pontos de drogas astrais (sim, eles também existem, só que neste caso, os duplos-etéricos dos vivos é que vampirizam outros vivos que estejam usando drogas, fumando, fazendo sexo ou bebendo – não existe jantar grátis, crianças).
Claro que enquanto isso, outras pessoas são chamadas para estudar, visitam bibliotecas, centros de pesquisa, lojas maçônicas astrais e templos Rosacruzes nos planos mais sutis. Muitos também colaboram em resgates quando acontecem acidentes naturais, terremotos e inundações, quando há muitos mortos e existe a necessidade de se remover o corpo astral de pessoas (e engraçado que geralmente estas pessoas são ateus e materialistas) que estejam presos no corpo e acreditam que ainda estão vivos e presos em escombros. Normalmente é um tanto complicado convencê-los que estão mortos…

Catalepsia Projetiva
Provavelmente, uma das perguntas mais feitas na história da coluna tem relação com este fenômeno de paralisia (a outra é “por que não se aceitam mulheres na Maçonaria?”).

Ocasionalmente , o projetor pode sentir uma paralisia de seus veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de prata. Essa paralisia é chamada de “catalepsia projetiva ou astral”. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara.
A catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes como após a projeção. Geralmente, ela acontece da seguinte maneira: a pessoa desperta durante a noite e descobre que não pode se mover. Parece que uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Desesperada, ela tenta gritar, mas não consegue. Tenta abrir os olhos, mas também não obtém resultado. Alguns criam fantasias subconscientes imaginando que um espírito lhes dominou e tolheu seus movimentos. Geralmente, esse fenômeno dura apenas alguns instantes, mas para a pessoa parece que decorreram horas de agonia.
Por incrível que pareça, essa catalepsia é benigna e pode produzir a projeção, se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico.
A essa altura, o leitor que alguma vez tenha sofrido essa experiência, deve estar pensando que essa técnica de saída do corpo é bastante perigosa. Entretanto, ela não apresenta nenhum risco, pelo contrário, é totalmente inofensiva. É um fenômeno que acontece com muitas pessoas, todas as noites, em todo o planeta. Se o leitor questionar as pessoas de seu círculo familiar e de amizades, constatará que muitas delas já passaram por esse tipo de experiência algum dia.
Portanto, se algum dia o leitor se encontrar nessa situação em uma noite qualquer, não tente se mover como um desesperado e nem se afobe. Fique calmo, lembre do tio Marcelo e pense firmemente em sair do corpo e flutuar acima dele. Não tenha medo nem ansiedade e a projeção se realizará.
Caso o leitor não pretenda se arriscar e deseje recuperar o controle de seu corpo físico, basta tentar, com muita calma, traçar um pentagrama com a ponta dos dedos e, imediatamente, irá readquirir o movimento. Entretanto, se a catalepsia projetiva ocorrer, não desperdice a oportunidade e procure sair do corpo.

Cientificamente falando, o cérebro de carne paralisa os músculos para prevenir possíveis lesões, já que algumas partes do corpo podem se mover durante o sonho. A explicação que é dada pela ciência ortodoxa é que se uma pessoa acorda repentinamente, o cérebro pode pensar que ela ainda está dormindo e manter a paralisia, mas não são capazes ainda de explicar as “alucinações” que acontecem muitas vezes neste período.

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Esta semana o post ficou pequeno porque estou com muita coisa para fazer no mundo profano. Voltem aqui mais vezes porque até o final da semana quero escrever um pouco mais sobre Sonambulismo e Sonhos Premonitórios (que fazem parte desta matéria) e darei um Update neste post.

#Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/morpheus-dream-a-little-dream-of-me