Cristozofrenia: Perca a Cabeça. Ponha a de Cristo no Lugar

Imagine que você percebe que quer ir ao banheiro. Na verdade você não apenas quer, você precisa MUITO ir ao banheiro. No meio do seu sufoco você entra em um bar, o primeiro que aparece, e pergunta onde fica a porcelana. O atendente, percebendo que você não vai consumir nada, mas de bom humor aponta para uma portinha nos fundos. O que você faz?

A) Agradece, entra correndo, atravessa a porta e lá dentro se alivia.

B) Agradece, entra correndo, senta na frente da porta e fica lá no chão sentado esperando o tempo passar.

Antes de responder leia novamente as duas opções com calma porque em um primeiro momento ambas parecem ser exatamente a mesma coisa. Não são.

Jesus veio para a terra, ele conheceu gente, ensinou, fez milagres, falou de Deus, do reino dos Céus, prometeu o paraíso para um ladrão, morreu, voltou, andou por ai mais um pouco. Mais do que esperança, ele trouxe uma promessa para um mundo que estava atolado na merda. É como se ele dissesse: “Gente, isso aqui deveria ser simples e fácil! Até as pombas sabem viver bem, e vocês complicam tudo!” (Mateus 6:26) e outras coisas do gênero. Ele ensinou que tanto os cobradores quanto as dividas devem ser perdoados. Disse para não ter as pessoas como inimigos, mas para abraçar aqueles que lhe perseguem, e se no processo tomar uma bolacha, oferecer ainda a outra face. Mas ele também  amaldiçoava árvores (Marcos 11:13), chicoteava camelôs (João 2:13-16) e rasgava dinheiro (Lucas 20:25).

O motivo que levava Jesus a fazer e dizer essas coisas era simples. Jesus era completamente maluco. Louco, pinel, lélé da cuca, e não apenas isso, mas tinha uma loucura contagiante e queria todo mundo a ser loucos como ele. Se você está se sentindo ofendido com essa afirmacão ótimo, continue lendo, mas se quiser ir ao banheiro se segure mais um pouco, não pense nas águas do Jordão fluindo.

Para a razão do mundo, todo cristão é louco, e Jesus é o rei do hospício. Ele não joga pelas regras da natureza, mas trapaceia elas o tempo todo. Ele perverte a Lei da Selva e ensina leões a conviverem com cordeiros. Ele perverte a Lei do Forte e ensina que ser grande é ser pequeno (Mateus 18:1-4) e servir é governar (Mateus 23:11). Em Coríntios lemos que a loucura de de Deus é mais sábia do que a sabedoria dos homens, e Jesus nos mostra o caminho exato para chegarmos lá, ele nos diz: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. (João 14:6)

E aqui entra a resposta para a pergunta que fizemos acima. Se você precisa de alívio sente no trono. Se você se sentar na porta, tudo o que vai conseguir é dor de barriga, uma bexiga descolada e uma sujeira das grandes. Se Jesus diz eu sou o CAMINHO, a VERDADE, a VIDA e que ninguém, NINGUÉM vai ao Pai se não for através dele, por que então as pessoas criam igrejas e templos e ficam só repetindo o que ele disse e contemplando sua imagem ao invés de seguir o caminho, a verdade e a vida que ele nos mostrou?  Por que as pessoas ficam adorando a porta, mas não o lugar ao qual ela leva?

Cristo estava cercado de macacos, sempre esteve, sempre estará. Na verdade ele gostava tanto de nosso polegar opositor que fez a si mesmo como um macaco e viveu entre macacos e foi morto por macacos que o pregaram em uma árvore, bem ao estilo símeo. Ele sentiu e experimentou a vida macaca em toda sua plenitude. Ele sentiu fome (Lucas 4:2), sentiu sono (Lucas 8:23), cansaço (João 4:6) e tristeza (Mateus 26:37). A Bíblia não diz, mas provavelmente ele sentiu tesão, dor de barriga e provavelmente coçou o saco de vez em quando também – aquela região era quente pra dedéu e a roupa devia ficar colando o tempo todo.

E ele sabia o que é ser um macaco como eu e você, por isso tentou ser específico e simples ao extremo. Ele sabia que iria apontar para a lua e, ao invés de olhar para a lua, seus seguidores ficariam olhando para o seu dedo. Jesus então fez um sermão simples e direto onde explicou tudo o que fariam de errado em nome dele.

Sobre os templos evangélicos e igrejas barulhentas que seriam criadas, ele disse:

“E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens.” (Mateus 6:5)

Sobre procurar se vestir bem ele disse:

“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos quanto à vossa vida,[…] quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o mantimento, e o corpo mais do que o vestuário?”

Sobre o povo que perturba os outros nas praças ou visitando todo domingo para empurrar sua versão da bíblia goela abaixo:

“E, se ninguém vos receber, nem escutar as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó dos vossos pés.” (Mateus 10:14)

Sobre as pessoas que ainda pedissem dinheiro para qualquer projeto ligado à divulgação da palavra:

“de graça recebestes, de graça dai.” (Mateus 10:8)

E ainda sobre os futuros pastores, apóstolos, profetas e religiosos, padres e bispos ele disse:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.” (Mateus 7:22-23)

Jesus, falando pausadamente e sem palavras difíceis, simplesmente disse para que todo mundo apenas vivesse a própria vida (João 10.10), não incomodasse aos outros(João 8:7), não julgasse (Mateus 7:1), não se julgasse melhor (Mateus 18:1-4) e não usasse Deus como forma de ganhar o dinheiro do cafezinho (Mateus 10:7-10). E hoje vimos no que deu. Não porque todos os macacos, como eu e você, sejamos gananciosos e oportunistas, somos simplesmente burros e limitados. Mas a intenção de Jesus era nos libertar. Jesus sempre soube que onde não há ordem não há opressão. Ele veio não para trazer uma nova ordem, mas para acabar com qualquer tipo de ordem existente (Mateus 10:18-22 e 10:34), não nos trazer a sabedoria, mas nos inflamar com a loucura de Deus, assim como ele era inflamado.

E agora, você se levantará para usar a privada, ou continuará sentado na frente da porta do banheiro atrapalhando as outras pessoas que querem usar as instalações que nos foram prometidas? Jesus não é apenas o atendente que apontou para a porta do banheiro. Jesus é o banheiro.

I. Perdendo Nossa Cabeça

Não Alimente Dogmas, Eles São Prejudiciais

Jesus é nossa autoestrada para o paraíso. É o caminho reto e rápido para o reino dos céus. Mas quando os macacos viram aquela estrada tão bem pavimentada construíram pedágios por toda ela e exigiam alguns cachos de banana de qualquer um que tentasse usá-la. Estes pedágios são cobrados pelas instituições religiosas (Não confunda com a Igreja: a comunhão universal de todos os santos). Estas instituições, seja católica, ortodoxa, protestante, ou seja lá qual for a denominação que criem para se rotular, se auto-intitularam relações públicas de Cristo na terra, os porta vozes do porta voz de Deus,e convenhamos, todos tem feito um péssimo trabalho. Pense nas críticas que ouviu contra a religião, ou nas críticas que você mesmo tem em relação à religião, e pare para refletir se o que é ruim é a religião ou a religião institucionalizada. Quem é contra o sexo? A religião ou a religião institucionalizada? Quem é contra a liberdade? A religião ou a religião institucionalizada? Quem quer regularizar a diversão? A religião ou a religião institucionalizada? Quem quer o seu dinheiro? A sua submissão? O seu arrependimento?

Cristo transformava água em vinho, e não o contrário. Cristo mandava cada um cuidar da própria vida e não ficar tentando tomar conta da vida dos outros. Cristo fazia demônios entrarem em porcos, e não achava ruim quando alguma mulher passava óleo nos pés dele e espalhava usando os cabelos. Assim a primeira coisa que você tem que tirar da cabeça são os dogmas.

Mas Jesus sabia que os macacos adoram dogmas tanto quanto gostam de banana e de se esfregar uns nos outros. Toda sociedade constituida têm ou inventa seus próprios dogmas. Somos viciados em certezas. Ao ponto de que se não tivermos certeza de nada vamos inventar algumas nas quais acreditar, é o famoso “até que se prove o contrário…”. Estes dogmas tem sido usados para manter estruturas de poder por toda a história registrada e por aquela documentada através da tradição oral. Jesus sabia disso e assim nos deu um dogma no qual acreditar. Não um dogma qualquer, mas um dogma que é um “anti-dogma” capaz de nos salvar dos demais. O “Grande dogma” para acabar com todos os outros dogmas para sempre. A saber: Jesus morreu para pagar por seus erros. Quais erros? Todos eles. Não importa o quão devassa ou podre seja a sua vida, você está salvo, perdoado e livre dos pecados. Jesus foi humilhado, jogado de um lado par ao outro, torturado, humilhado de novo e finalmente pregado em uma cruz pra garantir isso. Você quer ter certeza de alguma coisa? Tenha certeza que você é livre.

Livre de tudo o que tentam empurrar para você como sendo aquilo que Deus quer. Procure na Bíblia uma condenação a se apaixonar, seja por pessoas do sexo oposto ou do mesmo sexo que você, a assistir televisão, a praticar sexo antes do casamento. Cristo disse: “ame ao próximo como eu vos amei”, e foi um amor que o levou a ser torturado e morto. Amor não é algo sutil e que pode ser escondido, Jesus nos amava tanto que suava sangue, ama a todos da mesma forma intensa e insana. Esse amor às vezes contagia os cristãos e os leva a querer fazer algo em retorno. Nada pode pagar um amor superdotado como o de Jesus, mas podemos ao menos declarar nossa gratidão. Isso tem sido feito desde aquela época em Jerusalém através do batismo.

Um balde de água fria.

O sentido original do batismo era a compreensão desta lavagem que Deus proporcionou a humanidade. Se você não foi batizado ainda, peça para um amigo cristão (qualquer cristão) derramar um pouco de água na sua cabeça e declarar que você está redimido em nome de Jesus. O ritual externo não é tão importante quanto o sentido interno que este ato tiver para você. O lance aqui é se livrar de toda culpa que nos impede de sermos como Cristo foi e de nos aproximarmos de Deus como ele se aproximou. E a culpa não é como piolho que sai da sua cabeça ao ser lavada, ela existe dentro da sua cabeça e para tirar ela você precisa perder a cabeça e colocar a cabeça de Cristo no lugar. Lembre-se que já fomos todos lavados do pecado com a morte dele na cruz, assim o batismo não tem nada a ver com pecado, é simplesmente uma forma de você aceitar que não tem mais culpas.

É impossivel amar Jesus na mesma medida que ele nos ama. O batismo é só uma forma tosca de expressar isso publicamente. É como aqueles cartões mal feitos do dia das mães, são tão baratos que com o dinheiro deles não conseguiríamos nem pagar o lanche do recreio quando mais tudo o que as mães fizeram e fazem por nós. Mas elas gostam de recebê-los mesmo assim.

Abra Sua Mente

Jesus nunca criou grupos de exclusão. Ele não dizia: apenas curem os justos! Ele dizia que Deus faz chover sobre os justos e os injustos! Ele não falava para julgarmos quem era justo ou injusto, ele falava para não julgarmos e ponto final. Jesus abraçava leprosos, curava gente à distância sem nem querer saber quem eram e o que faziam e ainda falava pra pessoas que putas também eram gente.

Ele pregava para pessoas de outras religiões, batia-papo com os guardas do Império que oprimia seu povo e não baixava a cabeça para o que os sacerdotes diziam que era certo. Você sabe o que é um Samaritano? Hoje “samaritano” é sinônimo de boa gente, boa pessoa. Na época de Jesus um samaritano era alguém para ser ignorado e desprezado. Mas Jesus conversava e ensinava eles. Ele amou tanto os samararitanos que mudou o sentido da palavra! Faça como ele, experimente culturas diferentes. Coexista com todos. Se Deus criou tudo, ele criou os budistas, os israelitas, os mulçumanos, os ateus e mesmo as stripers. Quando vemos um jardim com flores de várias cores damos glória a Deus, mas quando vemos um jardim com pessoas de várias cores amaldiçoamos as flores! Siga o exemplo de Cristo, conviva com todas culturas e veja como Deus é grandioso em sua diversidade, e como através de Sua diversidade conseguimos vê-Lo de forma mais completa.

Just say Wow!

Da mesma forma Jesus chamava sacerdotes de ateus hipócritas, pessoas que lucram com a fé eram açoitadas. Ele não engolia cargos criados pelos homens, ele adorava a liberdade criada por Deus. Faça o mesmo. Extravase toda a sua frustração com a maneira bizarra que as pessoas andam pregando a fé do amor, lembre-se “amar ao próximo e perdoar seus inimigos” não significa ser um idiota.

Era considerado pecado se trabalhar no Sábado. Jesus trabalhou. Era errado questionar as autoridades religiosas. Jesus questionou. Era considerado impureza andar entre doentes. Jesus andou. Ele sabia quebrar as regras do livro. Tente fazer o mesmo. Pegue sua Bíblia e a queime. Acha que vai ser castigado? Atrairá a fúria de Deus para você? Jesus não andava com a Torah debaixo do braço. Ele nunca disse que o homem deve se alimentar da palavra impressa no papel encadernado em couro, mas das palavras que saem da boca de Deus, e as palavras que saem da boca de Deus falam direto ao coração de cada um, não apenas aos olhos dos alfabetizados. Queime ou jogue fora sua Bíblia e veja como se sente. Lembre-se: Moisés pode ter trazido a Lei escrita em pedra, mas Jesus escrevia na areia (joão 8:8). Você acha que Pedro, Paulo ou qualquer outro apóstolo tinha uma Bíblia nas suas pastinhas? De forma nenhuma, eles nem tinham pastinhas. Jesus foi específico ao dizer que “Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro, nem tenhais duas túnicas.” (Lucas 9:3). Se na hora de se livrar do seu livro você se sentir estranho, não se preocupe, são as amarras se partindo, você pode achar que queimar a bíblia ou jogá-la fora é loucura, e espere só para ver, isso não chega perto das loucuras que você ainda vai cometer, quando terminar você estará caminhando sobre as águas de alegria. Uma bíblia de papel pode ser queimada, mas não a palavra no coração. Pois é ela que queima tudo o que toca.

Seja Herege e abrace a Heresia

Heresia é por definição “qualquer doutrina contrária àquela aceita como oficial”. Para entender melhor vamos dar um exemplo mais claro. Onde Cristo nasceu e viveu, o Judaismo era a doutrina oficial, entregue por Deus para os homens diretamente via Moisés. Assim, ir contra a religião que havia sido entregue aos homens era heresia. Se ao invés de apedrejar uma mulher adúltera você condenasse aqueles que queriam levar a cabo a Lei de Deus, você era um herege. Se você desrespeitasse um dia que era reservado apenas a orações, você é herege. Se você falasse, “pare de acreditar em Deus por causa dos milagres d’Ele, acredite em Deus porque você está de barriga cheia”, é um herege.

Jesus fez tudo isso, e muito mais. Ele chegou a um ponto de parar de tentar fazer os sacerdotes seguirem a lógica dele a passou apenas a dar respostas rápidas e malacas, apenas para se tocarem de como eram idiotas. No fim Jesus rasgou o véu do Templo mais sagrado. Como Jesus, pare de respeitar a fé alheia, e respeite aquilo que Deus fala em seu coração. Respeito é algo que deve ser conquistado, não dado de graça só porque alguém te diz que ele ou ela é a sua ligação com Deus. Se a pessoa que disser isso não for o próprio Cristo, então você não deve nada a ela, nem à obra que ela ergueu.

Quando falarem que por exemplo Homossexualismo é pecado, lembre às pessoas que Jesus teve dois pais. Quando falarem que sexo antes do casamento é errado diga que quem disse isso foi Paulo de Tarso e ele deixou claro que essa era a opinião dele, não de Deus. Quando falarem que você precisa ir orar na igreja porque está se desviando, diga que Cristo desprezava quem vai pra igreja orar, que depois você faz isso como ele fazia, no seu quarto, sem ficar se exibindo para os outros. (Mateus 6:5-15)

Higienize-se

Da mesma forma que você já se livrou da sua Bíblia, pare de ir ao seu culto ou à sua igreja. Evite também ir a comícios políticos ou a “encontros de estudo” organizados pelos líderes religiosos. Um pouco de isolamento pode fazer muito bem de vez em quando. Considere que mesmo Jesus ficou quarenta dias isolado no deserto para poder esclarecer as ideias antes de começar seu ministério.

A religião institucionalizada são responsáveis por grande parte da merda que a liberdade de hoje se tornou, mas não é a única. Se você não sabe tomar conta de si mesmo, aprenda. Não espere que os outros façam isso por você. Se não sabe pensar sozinho é melhor não pensar nada, com certeza sofrerá menos prejuízo do que se sair pedindo para os outros pensarem por você.  Marque um encontro com Cristo e passe um tempo em silêncio com ele. Se preciso jogue seus livros doutrinários fora ou os distribua  para os mendigos se aquecerem Melhor ainda passe uma noite com os mendigos, longe das influências do mundo que te cercam e te controlam. Lembre-se que faculdades e escolas devemo um objetivo, caso esteja estudando apenas por um diploma desista e compre um supositório. Pare de repetir o que vem sendo dito há séculos e milênios e comece a dizer coisas novas, era o que Jesus fazia.

Abrace o inimigo

Quando Jesus estava jejuando no deserto e o diabo apareceu, o que ele fez? Saiu correndo? Ficou gritando TE EXPULSO EM NOME DE DEUS? Ele ficou gritando: MENTIRAAAAAAAAAAAAAAAAA! pra tudo o que o diabo dizia? Não. Ele saiu para passear com ele e ouvir o que ele tinha a dizer.

Ele vencia as tentações em vez de fingir que elas não existiam. Se você acredita que o cirstianismo é a única maneira de se ter acesso à Palavra de Deus, lembre-se do que disse Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar.” ele não disse: Na casa de meu Pai há um único e enorme cômodo homogênio!

Se a verdade absoluta fosse tão importante, teríamos algumas partes da Bíblia falando dela. E temos! Mas vejamos qual é a a bordagem do Cordeiro de Deus:

“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” João 8:32. Ou seja, se a sua verdade está te escravizando, tornando você menor e mais fechado, então não é a Verdade da qual ele falava. A Verdade de Cristo era era ele mesmo (João  6:47, 8:58, 10:7, 17:17). Ele é aquele grande dogma que falamos acima e que realmente liberta.

Toda a crença forte em algo possui um crença oposta, que é tão forte e verdadeira. Isso é o resultado do dualismo em que nossa mente existe. E isso não acontece apenas com religião. Fale de socialismo a um capitalista, fale de gnose a um agnóstico. Fale de fé com um pseudo ateu. Se toda força cria uma força oposta de igual intensidade, então a sua crença, seja religiosa, política, sexual, ou do tipo que for, vai ser falha. No momento que você começa a enxergar Deus naquilo que se opõe à sua crença, vai descobrir a besteira que é achar que tudo tem um oposto. Homossexualismo é errado? Os mulçumanos deturpam a palavra? Stephen Hakiwns quer desviar todos os filhos do caminho de Deus? Aquela menina é vagabunda e invejosa?

Temos a tendência de dividir as pessoas entre amigos e inimigos. Em cada momento da história arranjamos uma boa desculpa: Romanos versus Bárbaros; Padres versus Bruxas; Templários versus Mouros. Jesus ensinou que isso é uma grande bobagem. Na época dele todo mundo já “amava seus amigos e odiava seus inimigos.” (Mateus 5:43-44). Mas ele ensinou que devemos fazer o bem até aos que nos odeiam e perseguem.

Pense no seguinte: se Deus nos ama, por que permite o sofrimento no mundo? Se sua crença é idiota e falha pode argumentar que o sofrimento serve para nos fazer crescer, ou que o sofrimento será recompensado de forma a não nos incomodar mais no paraíso, ou mesmo que Deus como todo bom pai que dá o livre arbítrio aos filhos não gosta de vê-los sofrer, mas também não impede que eles exerçam o livre arbítrio, apenas os consola no final das contas.

Se livre de uma mente lógica e dualista. Por que Deus permite que exista o sofrimento? Quem disse que existe o sofrimento. Se levar um choque cada vez que você coloca o dedo na tomada te incomoda e causa dor, pare de por o dedo na tomada e falar que a culpa é do eletricista ou que ele não existe, pois se existisse teria feito uma tomada que solta algodão doce e não correntes de elétrons.

Conheça Suas Necessidades

Deus criou seu corpo como criou. Foi ele que decidiu que o anus ficaria na altura do pênis e que nossos braços seriam suficientemente compridos para tocar em nossa genitália. Quando ele criou o primeiro casal ele NUNCA disse: isso pode fazer, aquilo não. A boca não foi criada para isso. POR MIM, EVA, ESSA POSIÇÃO ME OFENDE, PARE COM ISSO E NÃO FAÇA NUNCA MAIS! Ele fez as pessoas e as deixou para crescer e multiplicar, não deixou o guia moral de como exatamente crescer e se multiplicar.

Deus vê tudo, presente passado e futuro. Como vimos com José no egito, com Daniel, Ezequiel e João e todos os profetas, Deus dava dicas do futuro,  se Ele achasse inseminação artificial algo pavoroso teria dito: não deitarás tua semente num copinho para ser aproveitada posteriormente. Se achasse que sexo anal era errado teria feito o ânus quadrado e com dentes ou deixaria bem claro nas escrituras, sem que os teólogos tivessem que distorcer tanto a palavra, para achar alguma menção que pudesse ser usada para se passar essa mensagem. Se achasse que rock seria ofensivo a Ele mesmo, teria criado um universo onde guitarras elétricas não poderiam ser concebidas, como no nosso universo é impossível ser concebido um bispo Edir Macedo com um corpo de Gisele Bunchen com três pernas tortas. Se nudez fosse algo feio Deus não perguntaria para Adão e Eva: por que estão escondendo esses peitinhos? Ele teria criado eles e dado um guarda roupas na sequência.

Tudo o que o seu corpo precisa, ele precisa porque foi criado assim. Seu apetite, sua fome, seu desejo, suas aspirações, seu ódio, seu descontentamento. Jesus viveu de forma plena, pregando o respeito, mas nunca a submissão, e nem por isso foi um degenerado ou um pervertido, ele sabia do que gostava e fazia isso sem peso na consciência.

Saiba o que você precisa e corra atrás, e se não tiver como obter busque alternativas para satisfazer e canalizar essas emoções e desejos e apetites, não de reprimi-los ainda mais.

Não Sinta Medo

A culpa é como um parasita alienígena ao corpo. Isso é tão verdade que sempre que você faz algo que geralmente gera a culpa e tenta ignorá-la, sofre uma onda de medo como mecanismo de defesa para impedir que você vá longe demais sem se entregar. Mais do que isso, é como um virus que se espalha contaminando as pessoas. E a coisa piora: as pessoas não culpam apenas a si mesmas, mas fazem questão de culparem umas as outras. Damos uma topada do dedo e se houver alguém próximo o bastante de nós, sentimos vontade de culpa-la por isso. “Olha o que você me fez fazer!”. É o nosso mantra natural.

Tente queimar sua Bíblia e diga que não sente o frio no estômago. Mande o pastor ir catar coquinho e tente se virar para sair sem a sensação de que um sapato voador está rumando para sua nuca. Se você não se culpar, sem dúvida alguém fará isso por você.

Se a culpa é como uma doença, Jesus é a cura. Viver como Jesus é dar a cara a tapa, receber o tapa e oferecer a outra face para um tapa ainda maior e não baixar a cabeça nunca. Se deixar a sanidade dos homens para trás é dificil, encarar uma vida como a de Cristo para chegar a Deus é mais difícil ainda, mas até ai, se isso fosse fácil não precisaríamos de Cristo aqui na terra para servir de exemplo. Sempre que o medo começar a se manisfestar lembre-se das palavras do maluco beleza por excelência: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus; Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Exultai e alegrai-vos, porque é grande o vosso galardão nos céus; porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós.”(Mateus 5:10-12)

Tenha em mente que o cominho para a glória e a iluminação da Loucura de Cristo não é um caminho fácil ou confortável. Você não pode ser louco e são e racional ao mesmo tempo. Judas ouviu os sacerdotes, tentou deixar a loucura para trás porque se incomodava com ela. Ele era muito racional. Achava que a libertação dos judeus só seria conseguida por uma oposição direta contra os romanos. Ele aceitou o dinheiro, para financiar sua lógica, teve uma crise, largou o dinheiro e então acabou se matando. Não tem preço, conforto, razão que possam com a insanidade daquele que acalmava tempestades quando queria atravessar o lago.

Parte II: Colocando a cabeça de Cristo no lugar

Deus nos fez à sua imagem e semelhança. Cada ser humano tem o potencial de Deus dentro de si, a fagulha divina, por assim dizer. Cristo relembrou as palavras do salmista (Salmos 82:6) e disse “Não está escrito na vossa lei: ‘Eu disse: Sois deuses?’” (João 10:34). Ele nos mostrou como transformar esse potencial em uma chama sem controle que não responde a ninguém senão ao Altíssimo. Colocar a cabeça de Cristo no lugar da sua é justamente aprender como atingir essa iluminação, como fazer essa chama que existe dentro de você se tornar uma estrela dançarina, como uma vontade de potência a se materializar.

Existem duas maneiras de enlouquecermos: uma lenta e gradual e a outra repentina. A maneira lente a gradual é aquela em que você descobre que se Deus criou tudo, está em tudo: da galáxia mais radiante ao macaco mais ignorante. No processo de perder a sua cabeça você segue este caminho gradual. A outra forma é simplesmente se iluminar de uma hora para outra.

Pense no seguinte:

A) Pode Deus criar uma pedra tão pesada que nem mesmo Ele possa erquê-la?

B) Se Deus sabe tudo o que você vai fazer, então existe mesmo o livre arbítrio ou todos os seus passos já foram dados?

C) Se Deus é bom por que prendi minha língua na máquina de escrever?

Cristo vivia em ligação direta com Deus – que é a maneira que Deus gostaria que cada um de nós vivêssemos – portanto ele saberia responder a essas três questões ao mesmo tempo que dividiria dois Big Macs para todo o acampamento do Movimento dos Sem Terra, e sem desviar os olhos do que estava fazendo.

A única maneira de você tentar compreender as respostas para essas questões é deixando a lógica dos macacos para trás e colocando a cabeça de Cristo no lugar da sua. Enlouqueça. Veja a Verdade – ao invés de tentar compreendê-la. E a Verdade o Libertará.

Até agora vimos como perder nossa cabeça. Se livre de suas certezas, medite/ore mais, em silêncio e sem a companhia de ninguém. Aprenda a ouvir o silêncio. Dê valor para uma mente vazia, não para um cabeça oca. Aprenda a enxergar a estrela que mostraria o local do nascimento do Cristo, como os sábios do oriente fizeram, e verá que ela paira sobre a sua cabeça.

Você pode fazer isso deixando o Espírito Santo agir sobre você. Quando os apóstolos foram visitados pelo Espírito Santo após a a crucificação e começaram a falar em várias línguas desconhecidas as pessoas acharam que eles estavam bêbados (Atos 2:13). Um irmão, durante um encontro freak ponderando sobre a primeira questão disse:

“Pensei: carregar pedra é característico de quem é incapaz, tipo escravos, operários e diretores de multinacionais. Quem tem que carregar pedra é porque não pode mudar ela de lugar sem ter que carregá-la. Então a pergunta real é: ‘Deus pode limitar a si mesmo para fazer o que um macaco faz?’ E a resposta é sim. O cristianismo conta que ele fez exatamente isso.  Deus se fez macaco para mostrar que os macacos podem ser campeões. Deus se fez fraco, incapaz de carregar uma cruz (Mateus 27:32) e nem por isso deixou de ser Deus, que podia erguer o universo com a pedra e a cruz que estava em cima dessa pedra junto com ele. Então ele SIM, pode criar uma pedra que não pode carregar. E logo depois pode SIM carregá-la.”

Isso faz sentido para você? Não deveria, isso não tem sentido, tem loucura.

Hoje o twitter se tornou uma febre mundial. Trancreva seus pensamentos e experiências em até 140 caracteres. Essa idéia pode ser fantástica, mas está defasada em pelo menos 3 séculos. Os mestres zen perceberam que é impossível tentar compreender algo que você ainda não compreende usando a sua mente naquele momento. Se fosse possível você já teria compreendido e não precisaria perguntar para o mestre. Ou seja usar uma lógica que você compreenda não serve de ponte para te levar ao que julga incompreensível. Uma vez perguntaram a um mestre zen o que era Buda, ele respondeu: “cinco libras de linho”! Você consegue compreender essa resposta? Jesus conseguiria, rindo da piada e respondendo outra ainda melhor, e ambos ririam juntos.

Esses atalhos para a iluminação são os koans zens, frases ou respostas curtas para perguntas, que aparentemente tão sem sentido e que só podem à iluminação caso a pessoa medite cobre ele até desligar sua razão tosca e expandir sua mente para além dos limites do comum – ou a chatice da sua vida de volta, sem custos adicionais. É como o gosto de uma lingua que se autosaboreia. Pense em duas mãos batendo palmas. Agora pense no som que faz apenas uma mão batendo palma.

Durante o seu processo de buscar a loucura você pode praticar um exercício rápido para dar um curto circuito no seu sistema lógico e se aproximar da Cristozofrenia em flashes. Imagine que você caminha em um lugar desconhecido em uma noite escura de tempestade. De repente, um relâmpago rasga o céu, iluminando tudo por um segundo, permitindo que naquele segundo você se localize e saiba em que direção seguir antes da escuridão engolfar a tudo novamente e você continue seguindo pelo caminho até a próxima iluminação repentina. Mather Luther King Jr. esse freak dos anos sessenta disse certa vez: “Suba o Primeiro degrau com fé. Não é necessário que você veja toda a escada. Apenas de o primeiro passo.”. Na cultura do movimento freak estes relâmpagos ganharam o nome de ‘Freakoans’. Prazer em conhecê-lo.

Jesus usava parábolas para tentar fazer os macacos de Jerusalém entenderem suas mensagens. Vá para uma missa e vai ver que até hoje a mensagem não foi entendida. C.S Lewis, um dos freaks mais bizarros do século XX uma vez disse: “O que não é eterno está fora de moda”. Concordando com isso, o movimento Jesus Freak, tentando atualizar essa forma de levar as pessoas à iluminação insana, deixou as parábolas de lado, por serem muito longas e às vezes chatas e depois de um tempo quem as está ouvindo nem se lembra mais da pergunta que fez, e as substituiu por Freakoans.

Outro irmão freak diante da segunda questão teve como resposta: “Da mesma forma que o que você come hoje influencia no que cagou ontem!”

Refletindo sobre o assunto ele escreveu:

“Se Deus é onipresente então não existe para Ele distinção entre presente, passado e futuro, apenas existe o Ser. Assim, ele saber o que você vai fazer amanhã afeta o seu livre arbítrio tanto quando aquilo que ele sabe que você fez ONTEM! Assim a onipresença de Deus não afeta o livre arbítrio de maneira nenhuma”

Faz sentido? É bom que não.

Frekoans são ferramentas que tem como único objetivo desligar o macaco que existe em você, desligar a lógica, o raciocínio, o senso comum – e tudo o mais que foi criado com o único objetivo de te fazer criar uma solução pra pegar uma banana dentro de uma fogueira sem se queimar – e te conectar diretamente, fisiologicamente e neurologicamente a Deus.

Sobre a terceira pergunta uma irmã que não bate bem da cabeça respondeu:

“Acreditar em Deus é acreditar no caráter de Deus. Se você está na pior, se está gravemente doente, sem um puto no bolso, isso não é por acaso. Você acha que quando um deficiente mental morre a alma dele continua deficiente mental? É claro que não. E talvez todos nós sejamos doentes mentais e só enxergaremos com clareza depois que formos para o outro lado. Até lá não podemos dizer com certeza o que é bom e o que é mal para nós. Qualquer reclamação com Deus é um ato ridículo de arrogância, é como dizer que sua mãe é pior do que Hitler porque ela te obriga a comer brócolis. Talvez sua vida seja muito melhor com a língua presa na máquina de escrever, já que tudo o que você fez a sua vida toda, seus pais fizeram a vida deles toda e os pais de seus pais fizeram a vida deles toda, resultaram no ponto presente em que você se encontra com a língua presa”

Nada coerente.

Para exemplificar ainda mais, vamos simular agora os Freakoans em ação. Veja uma conversa sem Freakoan, com um macaco de um lado e um macaco de outro:

Macaco1: Se Deus existe, por que ele não cura amputados?

Macaco2: Mas ele cura amputados, estrelas do mar e lagartixas regeneram partes amputadas.

M1: Não estou falando de animais, mas de pessoas que oram para ele pedindo para que o membro cresça novamente.

M2: Mas por que apenas as pessoas que oram deveriam ter os membros curados e regenerados? E as que rezam?

M1: Você sabe do que estou falando. Se Deus existe, ele deveria curar amputados.

M2: Mas se uma pessoa pára de ter uma vida saudável apenas porque perdeu um braço ou uma perna, ela não precisa de Deus, precisa de um psicanalista. A vida deveria ser mais do que apenas um braço ou uma perna.

M1: Isso não vem ao caso. Se Deus regenerasse uma perna, todos saberiam que ele existe, e a dúvida terminaria.

M2: Jesus e os apóstolos ressuscitavam pessoas, isso é curar a morte, na época que aconteceu ninguém levou a sério, hoje chamam isso de conto de fadas, porque acha que se Ele curasse amputados hoje, amanhã as pessoas seriam diferentes?

M1: Então por que Deus simplesmente não aparece, ou faz algo que tire a dúvida de todos? Ele não é Todo-Poderoso?

… conversa vai ao infinito e ninguém sairá com uma resposta, ninguém crescerá mentalmente, filosoficamente ou espiritualmente e não haverá satisfação na conversa.

Veja agora uma conversa com Freakoan, com um macaco de um lado e um macaco de outro:

Conversa 1

Macaco1: Se Deus existe, por que ele não cura amputados?

Macaco2: O sol do meio-dia não faz sombra!

M1: ???

M1: Viu? Dá respostas idiotas porque não consegue responder esse absurdo!

M2 segue sua vida, M1 segue sua vida, a conversa tem fim e os dois ganharam com isso.

Conversa 2

Macaco1: Se Deus existe, por que ele não cura amputados?

Macaco2: O sol do meio-dia não faz sombra!

M1: ???

M1: !!!

M1: ?!

Cristozofrênico: HAHAHAHAHAHAHAHAHA, MAS É CLARO! COMO NINGUÉM PENSOU NISSO ANTES? HAHAHAHAHAHAHA

A conversa tem fim e os dois ganharam com isso.

Agora que você já pegou a idéia, segue uma lista de questões comuns entre as pessoas e Freakoans com a resposta para elas. Medite de verdade sobre eles e veja o que acende dentro de sua cabeça:

1ª Se Deus é imutável, porque ele precisou “mudar as regras” enviando-se Jesus na Terra?

Freakoan: Falar com clareza não é problema da língua.

2ª Por que um Deus todo-poderoso teve que se tornar carne para poder se sacrificar em seu próprio nome, de modo a livrar sua criação de sua própria ira? Será que Deus, em sua sabedoria infinita, não teria uma solução menos primitiva?

Freakoan: Muitas vezes, para um computador voltar a funcionar, basta desligá-lo e religá-lo.

3ª Se tudo é “parte do plano de Deus”, como dizem os crentes, então Deus planejou todas as desgraças, todas as catástrofes e todos os nossos pecados e não precisamos sentir culpa por nada nem fazer nada para corrigir as coisas?

Freakoan: Se você devolver este livro após a data de devolução, será multado. Se você não devolver este livro após a data de devolução, será multado.

4ª Por que os teístas dizem que eu preciso vasculhar todos os lugares do universo e não achá-lo para dizer que Deus não existe, se eu só precisaria não encontrá-lo em apenas um lugar, visto que é onipresente?

Freakoan: Por que não?

5ª Cristãos dizem que se um bebê morrer, ele vai para o céu. Por quê então são tão contrários ao aborto, se isso privaria todas as crianças de irem para o Inferno?

Freakoan: A morte só mora onde reina a sombra do coração humano.

6ª Como Deus pode ter emoções (ciúme, raiva, tristeza, amor) se ele é onipotente, onisciente e onipresente? Emoções são uma reação, mas como Deus pode reagir a algo que ele já sabia que iria acontecer e até planejou?

Freakoan: Qual o som do silêncio?

7ª Por que Deus permite que uma criança nasça se ele já sabe que ela vai para o inferno? Onde está seu amor infinito?

Freakoan: Dizer que não existem cristãos não é o mesmo que dizer que não existe cristianismo.

8ª Por que a Bíblia não fala nada sobre dinossauros?

Freakoan: No jardim, uma margarida.

9ª Por Quê Deus Não Cura Os Amputados?

Freakoan: O sol do meio-dia não faz sombra!

10ª Por quê há tanta gente no nosso mundo Morrendo De Fome?

Freakoan: Nenhum caminho leva a lugar nenhum.

11ª Por que Deus ordena a morte de tantas pessoas inocentes na Bíblia?

Freakoan: As palmeiras existem dentro ou fora de sua mente?

12ª Por que coisas ruins acontecem com pessoas boas?

Freakoan: Sua pergunta já traz, em si, a resposta.

13ª Por que nenhum dos milagres de jesus na bíblia deixou alguma evidência?

Freakoan: Pedras que rolam não criam limo.

14ª Como explicamos o fato de Jesus nunca ter aparecido de fato para você ?

Freakoan: Cem palavras não valem mais do que uma única imagem, mas após ver o professor, aquela olhada nunca valerá mais do que cem palavras. Seu nariz erguido, ia alto. Mas ele era cego, afinal de contas.

15ª Por que os cristãos se divorciam na mesma proporção daqueles que não são cristãos?

Freakoan: Por que a Igreja é contra astrologia se Jesus era de capricórnio?

16ª Se Deus é onipotente e todo-poderoso, por que levou seis dias para criar tudo? Não poderia ter feito tudo simplesmente aparecer de uma vez?

Freakoan: Se nada existe, de onde veio esta questão?

17ª Como Noé consegui colocar os milhões e milhões de espécies que existem no planeta, aos pares, dentro de uma arca?

Freakoan: E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará.

18ª Se Noé colocou todos os animais dentro da arca por 40 dias e 40 noites, como é que os pinguins conseguiram ir do monte Ararate até o pólo do planeta, e como os Kolalas saíram de lá para chegar à Austrália sem eucaliptos para irem se alimentando no caminho?

Freakoan: Os últimos serão os primeiros, e os primeiros, os últimos.

19ª Deus que ser adorado e seguidos por todos, e quem se recusar será queimado no inferno eternamente. Isso não define Deus como um tirano megalomaníaco?

Freakoan: Qual era a tua natureza original, antes dos teus pais terem nascido?

20ª Se no princípio havia apenas Deus e Ele criou tudo o que há, porque Ele criaria anjos com a propensão de desafiá-Lo?

Freakoan: O caminho passa por fora da cerca.

21ª Se Deus criou tudo, por que Ele criou AIDS, ebola, antrax, a peste negra, etc? Isso é parte do plano de Deus?

Freakoan: Todo dia é um bom dia.

22ª Por que Deus responde as preces de um trabalhador de classe média, consegue ajudá-lo a conseguir um emprego e a dar um bom estudo para sua família, mas se recusa a responder as preces das pessoas que sofrem por doença, de fome e que vivem abaixo do nível da miséria?

Freakoan: Um cipreste no jardim.

23ª Se o Cristianismo é a única religião verdadeira, então por que encontramos praticantes de outras religiões se sentindo plenos e satisfeitos com suas próprias crenças?

Freakoan: O homem observa a flor, a flor sorri.

24ª Se Deus existe porque as pessoas fazem sofrer umas as outras?

Freakoan – Por que vocês fazem isso?

Criando Freakoans

Jesus Freak é um movimento individual, não acredita em igrejas ou templos, como era na época em que Jesus saiu pregando sua loucura e contagiando as pessoas com seu amor. Não espere encontrar um templo com um Freak que irá responder as suas perguntas, essa pessoas deve ser você mesmo, ou você mesma. Assim vejamos agora alguns exemplos de como você pode criar o seu Freakoan caso surjam novas dúvidas.

Exemplo 1: Ore a Deus pedindo entendimento. Em seguida lei a a Bíblia. Medite sobre a resposta que teve.

Exemplo 2: Sempre que a dúvida surgir, pergunte para a primeira pessoa da rua com quem cruzar aquilo que complica sua cabeça. Tome como freakoan a primeira coisa que ela responder, agradeça e dê um real para ela dizendo: Jesus paga um pau pra você! Medite sobre a resposta que teve.

Exemplo 3: Pegue revistas, livros ou a sua própria Bíblia antes de queimá-la e recorte aleatoriamente frases, palavras ou imagens. Quando tiver uns 50 ou 60 recortes, coloque em um saco ou numa caixa. Sempre que surgir uma dúvida relaxe, esvazie a mente e diga: “encara essa agora Jesus!”, e tire um papel do saco/caixa. Medite sobre a resposta.

Exemplo 4: Apenas medite sobre a resposta.

 

Por fim, um último aviso. De forma alguma deixe estes Freakoans se tornarem respostas decoradas a questões que você não entende. Uma mesma questão pode ser respondida por 300 Freakoans diferentes, lembre-se, eles não devem ter lógica. Tão pouco faça com que seja apenas uma forma de fugir das perguntas. Algumas perguntas são elas mesmas freakoans, por exemplo: “Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? ” Marcos 3:33. Aprenda a deixar o Espírito Santo falar por você, e não busque sentido. Você acha que depois de 40 dias meditando sem comer debaixo de uma árvore Jesus ancontrou alguma resposta que fizesse sentido? E mesmo assim ele deixou o Diabo puto, resmungando coisas sem sentido, para trás. Ore por isso. Nós estaremos no outro galho, da grande árvore da vida, comendo uma banana, orando por você.


Sentindo-se freak? Conheça Jesus Freak: o Guia de Campo para o Pecador Pós-Moderno


 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/cristozofrenia-perca-a-cabeca-ponha-a-de-cristo-no-lugar/

Defumação e Incensos

Ninguém sabe quando a humanidade começou a usar as plantas aromáticas. Estamos razoavelmente seguros de que os sentidos do homem antigo eram bem mais aguçados, e o sentido do olfato foi crucial para sua sobrevivência. Há evidência do período Neolítico de que ervas aromáticas eram usadas em culinária e medicina, e que ervas e flores eram enterradas com os mortos. A fumaça ou fumigação foram provavelmente um dos usos mais antigos das plantas, como parte de oferendas rituais aos deuses. Era provavelmente notado que a fumaça de várias plantas aromáticas tinha, entre outros, efeitos alucinógenos, estimulantes e calmantes. Gradualmente, um conjunto de conhecimentos sobre as plantas foi acumulado e passado a centenas de gerações de xamãs.

As plantas aromáticas têm sido honradas de um modo especial desde os tempos antigos. Eram utilizadas em rituais religiosos e mágicos, assim como nas artes curativas. Estas três práticas eram fundamentais para a existência humana (ainda hoje continuam sendo).

A antiga civilização egípcia era devotada em direcionar os sentidos em direção ao Divino. O uso das fragrâncias era muito restrito. Inicialmente, sacerdotes e sacerdotisas eram as únicas pessoas que tinham acesso a estas preciosas substâncias. As fragrâncias dos óleos eram usadas em perfumes, na medicina e para uso estético, e ainda, para a consagração nos rituais, queimados como incenso. Sobre as paredes das tumbas dos templos antigos perdidos no deserto, podemos ver com freqüência uma fumaça que sai de um pote, ou um incensário horizontal muito parecido com os atuais. Quando o Egito se fez um país forte, seus governantes importaram de terras distantes incenso, sândalo, mirra e canela. Esses tesouros aromáticos eram exigidos como tributo aos povos conquistados e se trocavam inclusive por ouro. Os faraós se orgulhavam em oferecer às deusas e aos deuses enormes quantidades de madeiras aromáticas, gomas, resinas e perfumes de plantas, queimando milhares de caixas desses materiais preciosos. Muitos chegaram a gravar em pedras semelhantes façanhas.

Os materiais das plantas aromáticas eram entregues como tributos ao estado, e doados a templos especiais, onde se conservavam sobre altares como oferendas aos deuses e deusas. Todas as manhãs as estátuas eram untadas pelos sacerdotes com óleos aromáticos. Se queimava muito incenso nas cerimônias do templo, durante a coroação dos faraós e rituais religiosos. Se queimavam também em enterros, para neutralizar odores e afugentar maus espíritos.

Sem dúvida o incenso egípcio mais famoso foi o Kyphi. O Kyphi se queimava durante as cerimônias religiosas para dormir, aliviar ansiedade e iluminar os sonhos, e acreditava-se inclusive que pudesse reavivar a sexualidade dos mortos.

Sumérios e Babilônios

É difícil separar as práticas destas culturas distintas já que os Sumérios tiveram uma grande influência dos babilônios, e transcreveram muita da literatura dos seus antepassados para o idioma sumério. Sem engano sabemos que ambos os povos usavam o incenso. Os Sumérios ofereciam bagas de junípero como incenso à deusa Inanna. Mais tarde os babilônios continuaram um ritual queimando esse suave aroma nos altares de Ishtar.

Tudo indica que o junípero foi o incenso mais utilizado, eram usadas outras plantas também. Madeira de cedro, pinho, cipreste, mirto, cálamo e outras, eram oferecidas às divindades. O incenso de mirra, que não se conhecia na época dos Sumérios foi utilizados posteriormente pelos babilônios. Heródoto assegura que na Babilônia queimaram uma tonelada de incenso. Daquela época nos tem chegado numerosos rituais mágicos. O Baru era um sacerdote babilônio esperto na arte da adivinhação. Acendia-se incenso de madeira de cedro e acreditava-se que a direção que a fumaça levantava determinaria o futuro, se a fumaça movia-se para a direita o êxito era a resposta, se movia-se para a esquerda a resposta era o fracasso.

Hindus e Budistas

A Aromaterapia tem sido uma parte essencial do ritual religioso Hindu desde o tempo dos Vedas, cuja idade pode ser estimada em 5.000 a.C. O incenso favorece um estado meditativo, por isso ele também foi incorporado pelos budistas, que são naturalmente avessos a rituais externos. É usado na iniciação de Lamas e Monges, e é oferecido aos bons espíritos nos cultos diários.

Gregos e romanos

Estes povos acreditavam que as plantas aromáticas procediam dos deuses e deusas. Queimavam o incenso como obrigação e para proteção das casas. Em Roma usava-se nas ruas e em especial na adoração do Imperador. O povo chegou a consumir tantos materiais aromáticos que no ano de 565 foi decretada uma lei que proibia utilizar essências aromáticas pelas pessoas, com temor de não se ter suficiente incenso para queimar nos altares das divindades.

Nativos americanos

Os nativos americanos vivem em harmonia com a terra, reverenciam-na como geradora de vida. Desde muito eles conhecem as propriedades de cura das plantas de poder, usadas em tendas de suor, dança do tambor etc. Queima-se sálvia branca, cedro, pinho e resinas para limpeza de objetos de poder e rituais de adoração. É usada para a saúde e o bem-estar da tribo. Na América do sul resina aromática de copal é oferecida ainda hoje pelos descendentes Maias e Astecas para suas divindades ancestrais.

Judeus

De acordo com o Zohar, oferecer incenso é a parte mais preciosa do serviço do Templo para os olhos de Deus. A honra de conduzir este serviço é permitida somente uma única vez na vida. Diz-se que quem teve o privilégio de oferecer o incenso está recompensado pela sorte com riqueza e prosperidade para sempre, neste mundo e no seguinte.

Católicos

Como esquecer a historia maravilhosa dos três Reis Magos, que presentearam com o Líbano e Mirra o Mestre Jesus, quando ele nasceu? Essas resinas aromáticas são presentes mágicos, são incensos de alta importância e fragrância. Em varias igrejas católicas, misturas de incensos contendo resinas de Líbano e Mirra são queimados durante os rituais.

A fumaça aromática

Hoje percebe-se um aumento do interesse pelos incensos naturais de antigamente, e isso se deve ao fato que querermos que nossa casa seja um lugar mais aconchegante, convidativo e mais agradável. Infelizmente incensos comerciais raramente contém resinas ou óleos essenciais, e são feitos com essências sintéticas, carvão e derivados de petróleo que, na verdade, não trazem grandes beneficios. Prefira os feitos com sândalo (sandalwood) ou serragem (sawdust powder).

Várias pessoas associam incensos com rituais religiosos ou espiritualidade; realmente varias religiões usam fumaça aromática em seus rituais e suas cerimônias. A fumaça que sai do incenso é usada para santificar, purificar ou abençoar, e acredita-se que a fumaça é o mensageiro para o reino dos céus. Nossos ancestrais faziam uso de incensos em suas casas porque pensavam que podiam protegê-los das pragas e doenças. Essa teoria possui alguma verdade: incensos feitos de ervas, incluindo tomilho e capim limão, há muito são usados por suas propriedades anti-sépticas e curativas. Estas e outras ervas eram queimadas em quartos de doentes, em hospitais, antes da descoberta dos antibióticos. Quando queimamos incensos naturais, moléculas de óleos essenciais são soltas no ar. Então elas acham seu próprio caminho, pelo sistema olfativo ou pelos poros da pele, e atuam no cérebro, onde se processam efeitos químicos que podem mudar seu ânimo, evocar boas memórias e lembranças. Essa fumaça aromática pode relaxar, estimular e aumentar nossa energia, nos levando para um momento de paz e tranquilidade.

Umbanda

A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda, bem como nos ambientes domésticos. Este ritual é praticado com o objetivo de purificar o ambiente (terreiro/residência), bem como o corpo do mediúm e a assistência (pessoas que irão participar da gira), retirando as energias negativas e preparando o local para que a gira possa ocorrer em harmonia.

Pode-se aproveitar o know-how pego pela Umbanda para fazer uma limpeza em sua própria casa. Para fazer uma defumação correta só precisa de carvão em brasa, dentro de um turíbulo (incensório pequeno, geralmente feito de barro). Jogue as ervas secas dentro (ou na parte de cima, dependendo do modelo de incensório) e vá defumando toda a casa: Se for para limpeza espiritual, defume sempre de dentro para fora, se for para atrair bons fluidos e dinheiro, defume de fora para dentro. Os resíduos da defumação podem ser jogados no rio, no lixo, no terreno baldio, em qualquer lugar bem longe da casa, na encruzilhada, etc. (isto vai variar com a bula da defumação). Várias pessoas também aconselham a seguir a posição da lua. Ex: Para quebrar feitiços e limpeza em geral, fazer na lua minguante. Na lua nova, crescente ou cheia, fazer a defumação para prosperidade, amor, etc.

Existem dois tipo de defumação:

DEFUMAÇÃO DE DESCARREGO- Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam qualquer ambiente, tornando-o carregado e ocasionando perturbações nas pessoas que neles se encontram. Ervas utilizadas:

ALECRIM DO CAMPO: Defesa dos males, tira inveja e olho gordo, protege de magias.
ARRUDA: Descarrego e defesa dos males, proteção e remove o efeito de feitiços.
BELADONA: Limpeza de ambientes
BENJOIM RESINA e CANELA: Limpa o ambiente e destrói larvas astrais.
CARDO SANTO: Defesa, quebra olho gordo
CIPÓ CABOCLO: Elimina todas as larvas astrais do ambiente
FOLHA DE BAMBU: Afasta vampiros astrais
GUINÉ: Atua como um poderoso escudo mágico contra malefícios.
INCENSO: Tanto a erva como a resina (pedra) são bons para limpeza em geral.
MIRRA: Descarrego forte, afasta maus espíritos
PALHA DE ALHO: Afasta más vibrações

Modo de usar: Varra a casa ou local a ser defumado, acenda uma vela para seu anjo de guarda, depois acenda um braseiro e coloque dentro do mesmo três tipos diferentes de ervas. Defume de dentro para fora, mantendo o pensamento firme de que está limpando sua casa, sua família e seu corpo.

DEFUMAÇÃO LUSTRAL- Além de afastar alguns remanescendes astrais que por ventura tenham se mantido após a defumação de descarrego, esta defumação atrai para o ambiente correntes positivas das entidades, que se encarregarão de abrir seus caminhos. Ervas usadas:

ABRE CAMINHO: Abre o caminho atraindo bons fluidos dando força e liderança.
ALFAZEMA: Atrativo feminino, deixa o lar mais suave, limpa, purifica e traz o entendimento
ANIS ESTRELADO: Atrativo. Chama dinheiro
COLÔNIA: Atrai fluidos benéficos
CRAVO DA ÍNDIA: Atrativo e chama dinheiro e dá força á defumação.
EUCALIPTO: Atrai a corrente de Oxossi
LEVANTE: Abre os caminhos do ambiente
LOURO: Abre caminho, chama dinheiro, prosperidade e dá energia ao ambiente
MADRESSILVA: Desenvolve a intuição e a criatividade, favorece também a prosperidade.
MANJERICÃO: Chama dinheiro
ROSA BRANCA: Paz e harmonia
SÂNDALO: Atrativo do sexo oposto e também ajuda a conectar com a essência Divina

Modo de usar: Esta defumação deve ser feita da porta da rua para dentro do ambiente.

Na limpeza, evite escolher ervas com funções diferentes, por exemplo: Levante, Louro e cardo santo, pois duas estão abrindo o caminho, e a terceira (cardo santo) é para limpeza. Isso pode não combinar, por isso primeiro defume a casa fazendo somente a limpeza, de dentro para fora, depois use as ervas para atrair coisas boas (de fora para dentro).

Quando for fazer defumação de café e açúcar, não faça com os 2 juntos; Primeiro defume de dentro para fora com café, jogue as brasas e os resíduos bem longe, depois defume de fora para dentro com açúcar.

Quando for usar Incenso, Mirra e Benjoim, pode-se usar uma quarta erva para limpeza.

Muitas pessoas não podem defumar a casa porque o marido, mulher ou vizinhos não gostam de defumação. Então, para uma defumação mais simples e funcional, faça-a com incensos, seguindo a orientação abaixo:

PARA LIMPEZA DE AMBIENTE COM INCENSOS

Encha um copo virgem (de vidro) de arroz cru, coloque 8 varetas de incenso, podendo ser de Arruda, Alecrim, Cânfora, Eucalipto, Madressilva ou Pimenta, passe este copo na casa inteira (começando de dentro para fora da porta de entrada) e quando chegar na porta de entrada, deixe-os queimando, no término, jogue todos os resíduos (arroz e o pó do incenso) na água corrente, e o copo guarde para a próxima defumação.

Tabela de incensos:

Limpeza: Olibano, elemi,copal,cravo da índia, junipero, louro cedro, lavanda alecrim, salvia branca, sangue de dragão, sweetgrass.
Coragem: Elemi, sangue de dragão, balsamo do peru, olibano, palusanto, louro, lavanda, cedro, pinho, junipero, salvia branca, tomilho.
Criatividade: Anis estrelado, copal, cravo da índia, mastic, elemi, breuzinho, olibano, capim limão, junipero.
Relaxar: Lavanda, sândalo, vetiver, sandarac, nardo.
Meditação & oração: Sândalo, mirra, olibano, mastic, copal, nardo, Ladano, sangue de dragão, damar, aloes madeira.
Sono: Sândalo, nardo, galbano, mirra, salvia branca, lavanda.
Sonhos: Aloés madeira, mastic, louro, lavanda.
Amor: Sândalo, aloés copal, bejoin, mirra, vetiver, cássia, nardo, rosa patchuli.

#Religiões

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/defuma%C3%A7%C3%A3o-e-incensos

3 Chimpanzés

Incrustados no meio da África vivem os animais que mais se assemelham aos seres humanos em termos genéticos. Compartilhamos aproximadamente 98 a 99% de seu DNA, e ainda assim somos muito distintos, principalmente devido as formidáveis capacidades do órgão que trazemos dentro da cabeça. Mas, será que somos tão diferentes assim?

Os chimpanzés se separaram do tronco evolutivo de nosso misterioso ancestral comum por volta de 4 a 7 milhões de anos atrás, talvez até mais. São animais que costumam andar pelo solo, embora ainda usando as mãos como apoio, e se alimentam, sobretudo, de frutas, folhas, sementes e pequenos animais que cruzam seu caminho.

Durante os dias, nas planícies africanas, podem ser vistos nos galhos das árvores, aproveitando a sombra e mordiscando frutas… Como nós, são animais sociais, que vivem em grupos de apenas uns 5 até mais de 100 indivíduos. Aparentemente possuem culturas diferentes, dependendo da região em que habitam, e são capazes de ensinar técnicas rudimentares de uma geração a outra: uso de gravetos para extração de cupins de um cupinzeiro; uso e fabricação de pedras específicas, usadas como ferramenta para quebrarem sementes e frutos; e até mesmo ferramentas adaptadas para caça de pequenos mamíferos, algo bem mais raro.

Olhar os chimpanzés pode às vezes parecer uma experiência que transcende nossa espécie e nosso tempo: de certa forma, olhamos para aquilo que fomos, ou algo muito próximo, há milhões de anos atrás. Por exemplo, às fêmeas chimpanzés possuem hábitos mais solitários, passando a maior parte do tempo sozinhas. Nesses grupos, os machos dominantes exercem seu poder através de pura agressividade, sobre as fêmeas e os outros machos mais jovens ou fracos. Nesse sentido, a vida sexual dos chimpanzés não difere tanto assim da de outros primatas, como os gorilas, e nesse ponto o ser humano parece se distinguir totalmente: afinal, fazemos sexo não apenas para procriação, mas também e, principalmente, por prazer, e por amor…

Os estudiosos perceberam apenas em 1928 que os bonobos formavam uma família diferente dentro da espécie dos chimpanzés, com um comportamento muito peculiar, em que o sexo está em primeiro lugar, funcionando como substituto da agressividade. O bonobo é um dos raros animais para quem não existe relação direta entre sexo e reprodução. Ou seja, como os humanos, eles fazem mais amor do que filhos. Ao contrário da maioria dos primatas, a sociedade dos bonobos é dominada pelas fêmeas e não pelos machos.

Estudiosos como o antropólogo Richard Wrangham – autor de Demoniac males [1] – especulam que isso ocorreu pelo fato de, entre os bonobos, os vínculos mais duráveis se estabelecem entre as fêmeas, que passam grande parte do tempo em atividades sociais ou em brincadeiras sexuais. Wrangham acredita que essa organização social é resultado do tipo de alimentação desses macacos, que se adaptaram a comer frutos e pequenos animais, como os chimpanzés, além de folhas e raízes, como os gorilas. A facilidade de obter alimentos desestimulou o desenvolvimento da agressividade dos machos, mas incentivou as alianças entre as fêmeas. Essas alianças acabam resultando em mais poder para quem as estabelece.

Mas a “sociedade matriarcal dos bonobos” só se torna efetivamente possível porque, ao contrário da maioria das fêmeas de outras espécies, que só são receptivas ao sexo no período fértil, às fêmeas bonobos são atrativas e ativas sexualmente durante quase todo o tempo. Além de intensa atividade sexual com seus parceiros, em que tomam a iniciativa, elas simulam relações com outras fêmeas – é justamente através do sexo que estabelecem as alianças entre si. Os machos também participam dessa espécie de homossexualismo light. As atividades eróticas dos bonobos compreendem ainda sexo oral, masturbação mútua e beijos de língua.

Um dos “inconvenientes” da sociedade dos bonobos é que incestos e pedofilia são relativamente comuns… Isso parece ter sido motivo suficiente para muitos ditos cristãos demonizarem a espécie inteira, como se outras espécies também não praticassem incesto e pedofilia (e coisas muito piores). Na verdade, o problema com os bonobos é que eles fazem sexo, muito sexo, e nisso lembram a nós mesmos. Como sabemos, por muitos séculos, principalmente na Idade Média, o sexo foi considerado sujo, condenado e sentenciado as trevas… Mesmos nos dias atuais, em que o ímpeto sexual humano parece explodir de forma descontrolada, como rio há muito tempo represado, que finalmente rompe a represa, ainda há muita gente “conservadora e religiosa”, que abomina a visão de uma sociedade humana se parecendo com uma sociedade de bonobos.

Mas, será que temos lembrado mais os bonobos ou os chimpanzés? É preciso lembrar que para os bonobos o sexo é um elemento central de redução da agressividade nas relações entre os indivíduos. Embora já tenham sido registrados casos até mesmo de canibalismo entre os bonobos, estes são raríssimos – os bonobos, quando comparados aos chimpanzés, seriam uma sociedade de gandhis e madres teresas, ao menos no quesito agressividade. Nós, humanos, entretanto, temos sido ainda mais agressivos que os chimpanzés, com nossa própria espécie, com as outras, e com o meio ambiente como um todo.

Alguns nos chamam de “terceiro chimpanzé” [2], mas é óbvio que, ao mesmo tempo em que estamos conectados a todas as outras espécies na árvore da vida, temos uma diferença imensa de todas elas: a consciência humana, única em sua racionalidade e espiritualidade. Os chimpanzés fazem parte dos poucos animais que conseguem se reconhecer no espelho, e sob muitos aspectos parecem mesmo conosco, mas foi exatamente a nossa imensa inteligência que possibilitou que, dentre outras coisas, destruíssemos seu habitat natural até que entrassem na lista de espécies ameaçadas de extinção, da qual dificilmente sairão um dia… Não, nós não temos sido primatas promíscuos, que fazem sexo a torto e a direito, nós temos sido algo muito pior do que isso: primatas dominantes sedentos por territórios e recursos naturais, que não expulsam os outros primatas de seus territórios natais com grunhidos e intimidação, mas com fogo, pólvora, bombas e estranhas doutrinas religiosas.

O sexo humano pode sim se desencaminhar para a promiscuidade total, a pedofilia e outras bizarrices, mas ainda assim, na “escala de escuridão” em que os ditos cristãos o colocaram, ainda está muito, muito mais próximo da luz do que a agressividade, a intolerância e o fanatismo. Não foram os bonobos quem enviaram bombas atômicas para cidades de nações rendidas, ou adolescentes com bombas na cintura para se explodirem em mercados e praças públicas, não foram nem mesmo os chimpanzés – foram nós, os humanos.

Porém, ainda assim é tarde para ser pessimista: enquanto este mundo tem girado em torno de uma pedra ardente, de alguma forma as consciências dos homo sapiens tem despertado, uma a uma, e se dado conta de que estamos aqui não para sobreviver e domesticar a Natureza, mas, pelo contrário: para viver, e exaltar esta mesma força da vida que nos deu os chimpanzés e os bonobos, e todos os outros seres desta Terra, não através de um decreto divino, mas através de um mecanismo divino que tem evoluído ao longo das eras nas formas mais belas e surpreendentes; e do qual é o sexo, não a agressividade, o grande motor.

***
[1] Apenas um título infeliz (“Machos demoníacos”) para um livro onde ele e o jornalista Dale Peterson discutem as semelhanças e diferenças entre chimpanzés, bonobos e seres humanos.
[2] Numa alusão aos outros dois chimpanzés: o chimapanzé-comum (Pan troglodytes) e o bonobo (Pan paniscus).

***

» Veja também: 3 chimpanzés: um complemento

Crédito da foto: Fiona Rogers/Corbis (nem queira saber…)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#biologia #Evolução #sexo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/3-chimpanz%C3%A9s

Auto Exorcismo

Abaixo ensinarei um Pequeno Ritual de Auto-Exorcismo. Segue uma seqüência de extraordinário valor para auto-proteção. É a chamada Magia Branca devocional. Utilize cada oração para cada caso concreto, ou como seqüência diária. Seus benefícios são enormes. Tenha fé que nada de mal lhe acontecerá. Pelo contrário.

Ritual de Auto-Exorcismo:

Apanhe uma vela pequena;

Uma Bíblia;

1 Quilo de Sal Grosso;

Faça um Círculo de Sal Grosso, de modo que você caiba dentro dele;

O Ritual pode ser realizado no seu Quarto, ou Quintal;

Ninguém poderá estar presente, nem Testemunhar;

Entre no Círculo;

Acenda a Vela (próximo a você). Dedique-a ao seu Anjo da Guarda;

Reze em voz alta: 1 Pai Nosso, 1 Ave Maria, 1 Credo, 1 Salve Rainha e os Salmos: 22,23, 37,38, 90, 91,118,119.

Siga as instruções em abaixo:

O presente ritual de “Exorcismo” contra satanás e os anjos rebeldes foi publicado por ordem de S.S. o Papa Leão XIII. Todo aquele que recita este exorcismo, pondo em fuga o demônio, pode preservar de grandes desgraças a si mesmo, a família e a sociedade. Privadamente, pode ser rezado por todos os simples fiéis. Aconselha-se rezá-lo em casos de discórdia de família, de partidos, de cidades; nas casas dos ateus, dos blasfemadores, para sua conversão; onde se praticou a Magia Negra; para obter uma boa solução nos negócios; para a escolha do próprio estado de vida; pela conservação da fé na família, pela santificação de si mesmo e dos entes queridos. É poderoso nos casos de intempéries, de doenças, para obter urna boa colheita, para destruição dos insetos nocivos aos campos, etc. Satanás é um cão furioso que ronda em volta de nós para nos devorar, como nos escreve Pedro, em sua primeira carta: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, andam ao redor de vós, como o Leão que ruge, buscando a quem devorar”. O Papa Paulo VI referiu-se, no discurso de 15 de novembro de 1972, à importância da luta contra o mal: “É preciso reestudar este importante capítulo relativo ao demônio e a influência que ele pode exercer sobre as pessoas, comunidades, sociedades e acontecimentos. O Papa João Paulo II; na alocução da Audiência Geral do dia 13 de agosto de 1986, retomando o mesmo assunto, afirmou: “A ação de satanás consiste primeiro de tudo em tentar os homens ao mal, influindo na sua imaginação e nas suas faculdades superiores para as orientar em direção contrária à lei de Deus… Não é para excluir que em certos casos o espírito maligno chegue até o ponto de exercer o seu influxo não só sobre as coisas materiais, mas também sobre o corpo do homem, pelo que se fala de ‘possessos de espíritos impuros. Repita este exorcismo muitas vezes, todos os dias; até conseguir as graças desejadas.”

Início do Exorcismo:

“Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.

*Reze agora o Salmo 67.

“Levanta-se Deus: eis que se dispersam seus inimigos, e fogem diante deles os que o odeiam. Eles se dissipam como a fumaça, como a cera que se derrete ao fogo. Assim perecem os maus diante de Deus”

*Reze o Salmo 34

“Lutai, Senhor, contra os que me atacam; combatei meus adversários. Sejam confundidos e envergonhados os que odeiam a minha vida; recuem humilhados os que tramam minha desgraça. Sejam como a palha levada pelo vento, quando o anjo do Senhor vier acossá-los. Torne-se tenebroso e escorregadio o seu caminho, quando o anjo do Senhor vier persegui-los, porquanto sem razão me armaram laços; para me perder, cavaram um fosso sem motivo. Venha sobre eles de improviso a ruína; apanhe-os a rede por eles mesmos preparada, caiam eles próprios na cova que abriram”.

“Então a minha alma exultará no Senhor, e se alegrará pelo seu auxílio”

Gloria ao Pai, ao Filho e ao Espirito Santo. Assim o era no princípio, agora e sempre. Amém.

A São Miguel Arcanjo: Gloriosíssimo príncipe da milícia celeste, São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate e na luta contra os principados e potestades, contra os dirigentes deste mundo de trevas, contra os espíritos malignos, espalhados pelos ares . Vinde em socorro dos homens que Deus criou imortais e fez à imagem da Sua própria natureza e resgatou por grande preço da tirania do demônio. Combatei hoje, com o exército dos anjos bons, o combate do Senhor, assim como outrora lutastes contra Lúcifer, chefe do orgulho, e contra os anjos apóstatas. Eles não prevaleceram nem foi mais encontrado o lugar deles no céu, mas foi expulso aquele grande dragão, a antiga serpente, que se chama diabo e satanás, que seduziu todo o orbe; e foi lançado na terra, e seus anjos juntamente com ele.

Eis que o inimigo antigo e homicida se ergueu com veemência. Transfigurado em anjo da luz, com toda a caterva de espíritos maus, circundou e invadiu toda a terra, para que nela destruísse o nome de Deus e de Seu Cristo e roubasse as almas destinadas à coroa da glória eterna, e as prostrasse, e as perdesse na morte eterna. “O dragão maldito transvasou, como rio imundíssimo, o veneno de sua iniqüidade em homens depravados de mente e corruptos de coração; incutiu-lhes o espírito de mentira, impiedade, blasfêmia, e seu hálito mortífero de luxúria, de todos os vícios e iniqüidades. As hostes astuciosíssimas encheram de amargura a Igreja, esposa imaculada do Cordeiro, e inebriaram-na com absinto; puseram-se em obras para realizar todos os seus ímpios desígnios. Ali onde está constituída a sede do beatíssimo Pedro e cátedra da verdade para iluminar os povos, aí colocaram o trono de abominações da sua impiedade, para que, ferido o Pastor, dispersassem as ovelhas. Vinde, pois, general invictíssimo, e dai a vitória ao povo de Deus contra as perversidades espirituais que irrompem. A santa Igreja vos venera como seu guarda e protetor, vos glorifica como o defensor contra as potestades abomináveis da terra e dos infernos. Confiou-vos o Senhor a missão de introduzir na felicidade celeste as almas resgatadas. Rogai, pois, ao Deus da paz que esmague satanás sob nossos pés, a fim de que não mais possa manter cativos os homens e fazer mal à Igreja. Apresentai ao Altíssimo as nossas preces, a fim de que sem tardar o Senhor nos faça misericórdia, e vós contenhais o dragão, a antiga serpente, que é o demônio e satanás, e o lanceis encadeado no abismo para que não mais seduza as nações . Desde já, confiados em vossa assistência e proteção (com a sagrada autoridade de nosso ministério sacerdotal), empreendemos com fé e segurança repelir os assaltos da astúcia diabólica em nome de Jesus Cristo, Deus e Senhor nosso.

Eis a cruz do Senhor, fugi potências inimigas.

Venceu o Leão da tribo de Judá, a estirpe de Davi.

Venha a nós, Senhor, a Vossa misericórdia.

Como esperamos em Vós.

Senhor, escutai minha oração.E chegue até Vós o meu clamor.

O Senhor esteja conosco. Ele está no meio de nós. Oremos:

Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, invocamos o Vosso santo nome e, suplicantes, pedimos com instância a Vossa clemência, para que, pela intercessão da Imaculada e sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, do bem-aventurado Miguel Arcanjo, de São José, esposo da mesma bem aventurada Virgem, dos bem-aventurados apóstolos Pedro e Paulo e de todos os santos, Vos digneis auxiliar-nos contra satanás e todos os outros espíritos imundos que vagueiam pelo mundo para fazer mal ao gênero humano e perder as almas. Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. Amém.

Exorcismo:

Nós te exorcizamos, quem quer que sejas, espírito imundo, poder satânico, horda do inimigo infernal, legião, assembléia ou seita diabólica. Em nome e pelo poder de Jesus Cristo Nosso Senhor, sê extirpado e expulso da Igreja de Deus, das almas criadas à imagem de Deus e resgatadas pelo Sangue precioso do Cordeiro divino. Não ouses mais, pérfida serpente, enganar o gênero humano, perseguir a Igreja de Deus, atormentar e joeirar como o trigo os eleitos de Deus. Ordena-te o Deus altíssimo, a quem em tua grande soberba pretendes ainda te igualar, o qual quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Ordena-te Deus Pai; ordena-te Deus Filho; ordena-te Deus Espírito Santo. Ordena-te a majestade de Cristo, Verbo eterno de Deus feito carne, que, para salvar nossa humanidade perdida por teu ódio, se humilhou a Si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, edificou Sua Igreja sobre a rocha firme e decretou que as portas do inferno nunca prevalecerão contra ela, porque permanecerá com ela todos os dias, até a consumação dos séculos.

Ordena-te a virtude oculta da cruz ,e o poder de todos os mistérios da fé cristã Ordena-te a gloriosa Virgem Maria, Mãe de Deus, que em sua humildade esmagou, desde o primeiro instante de sua conceição imaculada, tua cabeça cheia de soberba. Ordena-te a fé dos santos apóstolos Pedro e Paulo e dos outros apóstolos. Ordena-te o sangue dos mártires e a piedosa intercessão de todos os santos e santas.

Assim, pois, dragão maldito e toda legião diabólica, nós te conjuramos pelo Deus verdadeiro, pelo Deus vivo, pelo Deus santo, pelo Deus que amou o mundo a ponto de entregar Seu Filho unigênito, a fim de que quantos creiam nele não pereçam, mas tenham a vida eterna. Cessa de enganar as criaturas humanas e de oferecer-lhes o veneno da perdição eterna; cessa de fazer mal à Igreja e de armar laços à sua liberdade. Vai-te embora, satanás, inventor e mestre da mentira, inimigo da salvação dos homens. Dá lugar a Cristo, em quem nada encontraste de tuas obras. Dá lugar à Igreja, una, santa, católica e apostólica, que o próprio Cristo adquiriu com Seu Sangue. Abaixa-te sob a mão poderosa de Deus, treme e foge à invocação que fazemos do santo e terrível nome de Jesus, a quem os infernos temem, a quem estão sujeitas as virtudes dos céus e as potestades e as dominações; a quem os querubins e serafins louvam num concerto sem fim dizendo: ” Santo, santo, santo, é o Senhor Deus dos exércitos.” Senhor, escutai minha oração. E chegue até Vós o meu clamor.

Oremos:

“Deus do céu, Deus da terra, Deus dos anjos, Deus dos arcanjos, Deus dos patriarcas, Deus dos profetas, Deus dos apóstolos, Deus dos mártires, Deus dos confessores, Deus das virgens, Deus que tendes o poder de dar a vida após a morte, o repouso após o trabalho, porque não há outro Deus além de Vós, e não pode haver outro senão Vós, o Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, cujo reino não terá fim. Suplicamos humildemente, à Vossa gloriosa Majestade, que Vos digneis libertar-nos com Vosso poder e guardar-nos incólumes de todo domínio, laço, ardil e perversidade dos espíritos infernais. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. Dos embustes do demônio, livrai-nos, Senhor. Que Vossa Igreja Vos sirva em tranqüila liberdade, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

“Que Vos digneis confundir os inimigos da santa Igreja, nós Vos rogamos, ouvi-nos.

Ó Coração Eucarístico de Jesus, por aquela chama de amor na qual ardestes no momento solene no qual Vos dáveis todo a nós na santíssima Eucaristia, humildemente Vos suplicamos que Vos digneis livrar-nos poderosamente e guardar-nos incólumes de todo o poder, laço, engano e malvadez dos espíritos infernais. Assim seja.

Jaculatória:

Ó Coração Eucarístico de Jesus, livrai-nos cada vez mais das insídias de satanás. (Aspergir o lugar com água benta.)

10. Após, junte o sal grosso, com uma pequena pá, coloque num saquinho de plástico, vá até o banheiro e jogue o sal grosso no vaso. Dê descarga. Em seguida tome um banho comum com água fria. Volte as suas atividades normais. Tal Ritual pode ser feito a qualquer hora do dia e da noite e em qualquer dia da semana. Sempre que você estiver se sentindo energeticamente mal, repita-o.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/auto-exorcismo/

Cinco Anciões Sábios no Caminho do Destino

Por Nicholaj de Mattos Frisvold

Todo mundo está buscando algo bom para si mesmo e na busca do bem a busca por propósito, significado e missão muitas vezes surge como questões importantes no caminho para a autodescoberta. Mas o que usamos como medida para descobrir nosso propósito?

Ifá afirma que todos nós somos impressos com uma assinatura energética que descreve nossos traços de personalidade e como devemos nos conduzir na vida para atrair boa sorte. Essa assinatura energética é uma marca grosseira e quase primitiva que nos dá uma base para crescimento e expansão, porque essa assinatura energética, o odu, é na verdade uma força cósmica primordial que fornece um modelo bruto para nosso ser e jornada na vida. O mapa que devemos fazer nós mesmos e sempre haverá muitas escolhas que serão boas, pois haverá muitas escolhas que são ruins em referência a atrair boa sorte. O remédio de um homem pode ser o veneno de outro, e as escolhas feitas para harmonizar uma determinada energia são muitas vezes mais abstratas por natureza do que confinadas e predestinadas a um conjunto muito limitado de comportamentos que levam aos resultados desejados. Por exemplo, se Ifá lhe revela que essa assinatura energética primordial é de uma pessoa criativa, isso não limita a criatividade às artes plásticas. Isso significa que essa pessoa trará algo criativo para seus empreendimentos, não significa necessariamente que você será um pintor renomado – mas pode ser. Ifá, em vez disso, concentra-se na construção de um bom caráter, o que significa possuir uma mentalidade que é fácil, gentil, calma, alegre e tranquila. Bom caráter ou iwa pele é o que acontece quando suas escolhas levam à paz de espírito em vez de drama divertido, confusão e disfunção que lentamente forjam iwa buruku ou caráter perverso. De fato, Ifá afirma repetidamente que, se nos concentrarmos em construir um bom caráter, estaremos em tal estado de espírito que faremos as escolhas que forem melhores para nós, que acumularão nossa boa sorte e trarão significado e propósito à nossa vida. Construir um bom caráter é um empreendimento para toda a vida, pois esse estado de espírito específico é feito pelo sucesso e pelo erro, pelos erros e decisões tolas. Errar é quase humano e, portanto, é através do acúmulo de experiência que nos tornamos sábios se nos permitimos tirar as lições das boas e más escolhas que estamos fazendo em nossa vida.

No odu Ikafun Orunmila revela aos dezesseis anciãos que queriam vir à terra para serem prósperos e ter vida longa 16 conselhos que eles deveriam observar se quisessem atrair as bênçãos que pediram. Orunmila foi para a terra com os dezesseis anciãos e as consequências dessa chegada que o odu Ikafun revela foram as seguintes:

WON DELE AYE TAN

OHUN TI WON NI KIWON MON SE NIWON DAWOLE

WON WA BERE SI KU

OWA KU ORUNMILA NIKAN PARA PA IKILO MO

GANHOU WA NI ORUNMILA NI O NPA GANHOU

NJE ATI DAGBA MI ODOWO MI

ATI DAGBA RE ODOWO RE

Quando eles chegaram na Terra

Eles desobedeceram todos os conselhos dados

Orunmila foi o único que restou deles porque seguiu o sábio conselho

Ele foi acusado de matar os dezesseis anciãos

Orunmila disse: Você vive eternamente por sua própria mão

Como você vive perfeitamente por sua própria mão

O que é interessante na conclusão deste poema não é apenas que nenhuma das dezesseis forças sábias que vieram com Orunmila encontrou algum conselho que valesse a pena ser observado, mas como Orunmila enfatiza a responsabilidade pessoal e como cada um faz ou quebra nossa própria boa sorte por nossa própria mão, nossas próprias escolhas. Mas que tipo de conselho Orunmila deu a esses sábios anciões que eram tão difíceis de seguir? Vejamos cinco desses dezesseis conselhos.

EKETA…WON NI KIWON MAFI ODIDE PE OODE

3. Eles não devem chamar um papagaio de perdiz

Este conselho fala sobre não enganar as pessoas, pois fala sobre mentir e sobre a importância de evitar criar confusão ao dizer que algo é o que não é. O conselho não fala se isso é feito de boa ou má fé, simplesmente afirma que esse é um comportamento que o desviará de experimentar plenitude e alegria nesta jornada humana. Portanto, o conselho é que, em vez de fingir saber algo que você não sabe, admita a falta de conhecimento e evite enganar as pessoas para parecer maior, mais agradável, sábio ou mais poderoso do que você realmente é.

EKERIN…WON NI KIWON MAFI EWE IROKO PE EWE ORIRO

4. Eles não devem dizer que as folhas de iroko (teca africana) são folhas de oriro (jacinto d’água).

Este conselho fala sobre a importância de evitar o engano. E também como Iroko é uma árvore muito importante e mágica em Ifá, essa camada adicional de enganar as pessoas para aceitar as manifestações inferiores como sendo tão boas quanto as superiores ou simplesmente confundir os planos dizendo que Iroko é basicamente o mesmo que Oriro. Este conselho também é uma advertência contra os atalhos ou devido à possibilidade de ganho, preguiça, falta de autoestima, problemas de controle, seja o que for. Novamente, Ifá simplesmente diz, não faça isso se você quiser prosperar no mundo e, seguindo o conselho anterior, é sobre ser autêntico e honesto consigo mesmo.

EKARUN…WON NI KIWON MAFI AIWE BAWON DE ODO

5. Não vá ao rio se não souber nadar.

Este conselho significa simplesmente que você não deve afirmar que sabe o que não sabe. Eventualmente, o charlatão ou o desorientador ou o enganador descobrirá as correntes ocultas que levam essa pessoa para o grande Abismo líquido de retorno, pois essa pessoa não tem pernas ou ombros para se apoiar. Então, basicamente, o conselho é sobre não mentir, especialmente quando se trata de usar mentiras para aumentar uma posição falsa que lhe dá o fascínio de ser maior e mais sábio do que você realmente é.

EKEJE…WON NI KIWON MAGBA ONA EBURU WOLE AKALA

7. Eles não devem entrar na casa de Akala enganosamente.

A casa de Akala refere-se a um ancião sábio, alguém que se esforça para andar a pé e ser menos hipócrita do que nós humanos geralmente somos. Essas pessoas muitas vezes emitem uma sensação de poder real uma presença de ser que pode tentar muitos jornaleiros a tirar vantagem de alguém para seu próprio ganho, em outras palavras, usar as pessoas como uma ferramenta para sua própria ganância e desejos egoístas, o que Orunmila entende estar na raiz de alguém traiçoeiro.

EKARUNDINLOGUN…WON NI KIWON MA SORO IMULE LEYIN

15. Eles os aconselharam a não ficar atrás e discutir segredos.

Este conselho é claro e simples sobre como evitar fofocas e falar com a boca pesada. Fala da importância de guardar segredos no sentido de agora jogar pérolas aos porcos, pois também respeita juramentos e palavra. Em particular, este conselho é sobre não falar sobre alguém que não está presente, especialmente se são questões negativas que são apresentadas de forma improdutiva e denegridora e bode expiatório. Em vez disso, Orunmila aconselha a falar aberta e claramente no mesmo ambiente e se o que você tem a dizer sobre outra pessoa não é algo que você tem coragem de dizer à pessoa em questão, talvez não mereça a luz do dia? Talvez seja tudo sobre você e não o outro?

Em nosso caminho na vida, em nossas comunidades, se queremos encontrar sentido, descobrir propósito e obter um autoconhecimento mais profundo, esses conselhos podem ser um ótimo lugar para começar, porque se formos uma força positiva no mundo, também atrairemos situações , energias, pessoas e oportunidades que aumentarão essas conexões e nós, entre nossos erros e fracassos, começaremos a entrar em contato com nossa própria essência de uma forma que seja verdadeiramente bela.

Awo Ifasotito Agbefayelele

***

Fonte:Five Wise Elders on the Path of Destiny, by Nicholaj de Mattos Frisvold.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cultos-afros/cinco-ancioes-sabios-no-caminho-do-destino/

O Lobisomem no Folclore Brasileiro

Shirlei Massapust

Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
~ Ney Matogrosso, Homem com H.

Doente de amor

Como se cura um Lobisomem? Na maior parte dos filmes importados, somente uma bala de prata no coração poderá eliminar o problema. Porém, no folclore brasileiro, há mais de uma forma de tratar o fado sem sacrificar o homem.

No livro Estórias e Lendas do Brasil o poeta Décio Gonçalves transcreveu relatos compilados pelo palhaço Arrelia durante uma excussão, junto a várias crianças, que tinha por objetivo ensiná-las sobre o folclore e costumes das diversas regiões do Brasil.

Na parte final, o grupo chega a uma fazenda no interior do Estado de São Paulo onde um empregado, Nhô Zico, assegura que existe um modo de desencantar um lobisomem: Na hora em que o dito começa a se transformar novamente em homem – coisa que só acontece no cemitério, na madrugada de sexta feira – a rapariga que o ama deve espetá-lo com o espinho de uma laranjeira que tenha sido plantada numa sexta-feira à meia noite.[1] Durante o tempo que viver o desencantador, ele não mais se transformará em bicho.[2]

A escolha desta planta para o desencantamento traduz curiosa metáfora das núpcias, pois, tanto em Portugal quanto no Brasil, a noiva tecia sua grinalda com flores de laranjeira para usar no dia do casamento.

Em Assombrações do Recife Velho (1955), Gilberto Freyre descreve outra forma de cura:

Também se diz, no Recife, do lobisomem, que chupa sangue: Sangue de moça e sangue de menino. Sangue de moça bonita e sangue de menininho cor de rosa. (…) Em Berberibe, contam os antigos que há muitos anos houve um lobisomem assim, velhote de família conhecida e famoso pelo perfil nobremente aquilino. Família aparentada com a de um presidente da República e com mais de um barão do tempo do Império. (…) Era o velhote branco como um fantasma inglês que nunca tivesse visto o sol do Brasil. (…) Sua brancura dava nojo. (…) Vinha espojar-se nas areias do Salgadinho e até nas lamas de Tacaruna. (…) Desse lobisomem se conta que se curou mamando leite de mulher. Leite de cabra-mulher. Uma mulata de peito em bico e de filho novo teria sido seu remédio. Montou o velhote casa para a cabra-mulher que lhe dava leite de peito como a um filho. O homem foi ganhando cor até deixar de correr o fado. Branco exagerado não deixou de ser nunca. Mas perdeu o ar de chuchado de bruxa e os traços do seu rosto dizem que voltaram a ser os de brasileiro fidalgo e bom. Tudo graças ao leite da mulata mamado no próprio peito da mulher de cor.[3]

Em obra datada de 1956, Viriato Padilha narra a estória de seu camarada, Cândido, colega de Juca Bembém, residente de Iguassu ou Itaguaí, que testou com sucesso uma fórmula mais agressiva para desencantar certo Joaquim Pacheco, um dos sete filhos varões do velho Pacheco, negociante de secos e molhados em Maripicu. Em sua concepção o lobisomem é “o dízimo do Diabo”. Se uma mulher tiver sete filhos machos “pode ter certeza que um deles vira lobisomem”. E, sendo sete meninas, uma, mais cedo ou mais tarde, vira Bruxa.[4] Cândido sempre trazia no pescoço “uma oração que é mesmo um porrete bendito para tudo quanto é coisa má”.[5] Mas Juca Bembém foi mais corajoso e enfrentou o bicho na luta corporal. “É crença geral que fazendo-se sangue na pessoa, quando ela se acha transformada nesse animal fantástico, o Diabo vem lamber o sangue, considera-se pago do seu dízimo, e a pessoa isenta-se do seu sombrio fadário[6]”.

Fios no dente

Apesar do aspecto amarelo pálido, Joaquim Pacheco “era um rapaz sem defeitos e com um começo de fortuna[7]”. Casou-se num sábado com Cecília, filha de Basílio Moura. Ela estranhou o fato do esposo sair toda sexta feira, à meia noite, e retornar muito alterado em fisionomia e modos.[8] Cecília o seguiu, testemunhou a transformação, deixou escapar um grito e ele a perseguiu:

Era noite de lua cheia e tudo estava claro. (…) Dez minutos durou a perseguição, e de uma vez o porco chegou a deitar-lhe os dentes no roupão de lã que se rompeu com o esforço empregado pela moça. Afinal dona Cecília, sem afrouxar a carreira, chegou à beira de um regato que atravessava o caminho e o transpôs de um salto. O mostro ia-lhe ainda ao encalço, mas ao ver a água estacou e retrocedeu, sempre batendo os dentes.[9]

No dia seguinte o sogro encontrou fiapos do roupão de lã cinzenta da sua filha nos dentes do genro lobisomem. Fiapos de pano constituem a prova clássica fartamente repetida no folclore brasileiro. Por exemplo, Nhô Zico narrou igualmente ao palhaço Arrelia sobre como uma jovem da região descobriu que o segredo do namorado:

Imaginem a surpresa da moça quando um bicho enorme saiu do mato, os dentes arreganhados que dava medo. Embora a Ritinha nunca tivesse visto aquilo, não teve dúvida: Era um lobisomem. Quis fugir, mas o bicho mordeu-lhe o braço. Sorte que pegou somente o pano da sua blusa vermelha. O pano rasgou, e a Ritinha conseguiu fugir. (…) No dia seguinte (…) a moça havia notado um fio de sua blusa entre os dentes do Arlindo.[10]

Parece que os lobisomens nunca acertam o alvo e não escovam os dentes! O sogro de Joaquim Pacheco enviou Juca Bembém para tomar providências. Quando o penitente se transformou novamente ele recebeu um golpe na orelha e foi curado, mas não gostou de ter uma parte do corpo amputada. Ao invés de agradecer Joaquim voltou com uma espingarda carregada, disparou contra seu benfeitor e fugiu para os sertões de Minas ou de Goiás. O imóvel onde residia permaneceu abandonado, sendo apelidado de “Casa do Lobisomem[11]”. Anos depois Viriato Padilha se admirou ao “ver em tal estado de abandono uma morada que parecia oferecer regular conforto, quando miseráveis palhoças, esburacadas e mal cobertas, achavam-se atulhadas de gente[12]”.

A proteção da Rainha do Mar

A sugestão da atividade sexual aparece na famosa música de Zé Ramalho, Mistérios da Meia Noite, em cujo enredo, ambientado nos “impérios de um lobisomem”, uma menina desamparada se entrega ao seu amor, “seu professor”, porque não quis ficar como os beatos… Os escravos e seus descendentes temiam os brancos a ponto de imaginar que uns e outros eram inumanos. Outro relato compilado por Gilberto Freyre foi narrado por volta de 1930, por uma negra idosa chamada Josefina Minha-Fé, atacada por “um lobisomem doutor” no Poço da Panela, numa noite escura e chuvosa de Sexta-feira.

Josefina era então negrota gorda e redonda de seus 13 anos. E não se chamava ainda Minha-Fé. Ao contrário: Havia quem a chamasse “Meu Amor” e até “Meus Pecados” — Josefina Meus Pecados — arranhando com a malícia das palavras sua virgindade de moleca de mucambo. E quem assim a chamava não se pense que era homem à toa, porém mais de um doutor. (…) Lobisomem era assombração. E assombração parecia a Josefina, já menina moça, conversa de negra velha e feia, de que negra nova e bonita não devia fazer caso. (…) Seguia assim Josefina para a venda, quase sem medo de lobisomem nem de fantasma, quando, no meio do caminho, sentiu de repente que junto dela parava um não-sei-quê alvacento ou amarelento, levantando areia e espadanando terra; um não-sei-quê horrível; alguma coisa de que não pode ver a forma; nem se tinha olhos de gente ou de bicho. Só viu que era uma mancha amarelenta; que fedia; que começava a se agarrar como um grude nojento ao seu corpo. Mas um grude com dentes duros e pontudos de lobo. Um lobo com a gula de comer viva e nua a meninota inteira depois de estraçalhar-lhe o vestido. (…) Ela gritava de desespero. (…) O que salvou Josefina foi ter gritado pela Senhora da Saúde, da qual o lobisomem, amarelo de todas as doenças e podre de todas as mazelas, tinha mais medo do que do próprio Nosso Senhor. Aos gritos da negrota, acudiram os homens que estavam à porta da venda. Inclusive, o português que, não acreditava em bruxas, passou a acreditar em lobisomem. A negra foi encontrada com o vestido azul-celeste em pedaços. Metade do corpo de fora. Os peitos de menina-moça arranhados.[13]

A mãe de Josefina era escrava dos Baltar. Foi ela quem encontrou pedaços do vestido azul da filha enquanto lavava a roupa de um doutor de “cartola, croisé, pince-nez e rubi no dedo magro” que “dizia ter mais raiva de negro do que de macaco”. O doutor era tão branco que chegava a ser pálido “de um amarelo de cadáver velho[14]”. Vivia tomando “remédio de botica e remédio do mato, feito por mandingueiro ou caboclo” para ganhar sangue e cor de gente viva.[15] Uma vez identificado, o bacharel pálido tornou-se o terror da gente pobre, moradora nos mucamos daquelas margens do Capibaribe. Mesmo admitindo não haver visto quem atentou contra seu pudor no escuro, Josefina confia e confirma as descrições das lendas onde o lobisomem é um pecador terrível que saí a correr pelos matos, pelos caminhos desertos, pelos ermos: “Tomava forma de cão danado, mas tinha alguma coisa de porco. Toda noite de Sexta-feira estava (…) cumprindo seu fado nas encruzilhadas. Espojando-se na areia, na lama, no monturo. Correndo como um desesperado. Atacando com o furor dos danados a mulher, o menino e mesmo o homem que encontrasse sozinho e incauto, em lugar deserto[16]”.

Chafurdando na lama

É comum dizer-se que o mito do lobisomem chegou ao Brasil trazido da Europa pelos colonizadores portugueses, pois não há lobos em nosso país. Porém o mito naturalizou-se de tal forma que acabou transmutado numa coisa à parte. Todo lobisomem brasileiro apresenta a mesma palidez amarelada de um enfermo de ancilostomíase. Por isso ele também é chamado pelo nome popular da doença “amarelão”. Somente aqui é possível curar um lobisomem fornecendo uma mulher para lhe exaurir o ímpeto sexual enquanto ele possuir forma humana. Em nenhum outro lugar a besta precisará rasgar todas as roupas de cor azul antes de fazer o que tem de fazer caso a vítima grite pelo nome de Iemanjá. Conforme conceituado por N. A. Molina, lobisomens “são homens que à meia noite das sextas-feiras se transformam em lobos e saem à procura de gente para sugar-lhe o sangue”, com ou sem lua cheia.[17] Nhô Zico complementa:

Quando é sexta-feira, à meia-noite, ele procura uma encruzilhada, atira-se ao chão e começa a rolar na poeira. Logo se transforma em lobisomem. (…) Faz lembrar um enorme cachorro e tem as unhas muito grandes. (…) Como ele precisa de sangue, depois que se transforma em lobisomem anda a cata de algum leitãozinho, cachorro novo e até criança de colo. Em último caso ataca mesmo gente grande. Antes de amanhecer, o lobisomem sempre procura um cemitério e lá consegue voltar à forma humana.[18]

Se houvesse espaço geográfico disponível “o encantado corria sete freguesias, e das sete os cemitérios delas, em igual número, quando encantado estava, de noite. Antes do amanhecer retornava ao ponto de partida onde, de novo, virava gente[19]”. A necessidade de chafurdar na lama é outra peculiaridade do folclore brasileiro. De acordo com a tese defendida pela professora Maria do Rosário de Souza Tavares de Lima perante a banca examinadora na Escola de Folclore de São Paulo, antes de assumir a forma de animal “o condenado chafurda num lugar sujo, como um chiqueiro ou o chão de um galinheiro[20]”. Na narrativa de Viriato Padilha, por exemplo, quando Cecília Pacheco seguiu o marido até o chiqueiro ela testemunhou coisa extraordinária:

Dirigiu-se lento, cabisbaixo e muito triste na direção de um telheiro onde dormiam os porcos; e ao aproximar-se dele começou a emitir os singulares grunhidos que tanto haviam apavorado a moça. (…) Sempre grunhindo, Quincas Pacheco aproximou-se do telheiro e os porcos ao pressentirem-no levantaram-se e fugiram. Então Quincas Pacheco tirou a roupa, e atirando-se na poeira que servia de leito aos bacorinhos, espojou-se durante longo tempo, sempre grunhindo ferozmente. (…) Viu Quincas Pacheco erguer-se, não sob a figura humana, porém sim transformado em um grande porco, de cerdas eriçadas e presas salientes, o qual pôs-se logo de pé e começou a bater os dentes e a abanar as orelhas de uma maneira horrível! Os olhos dessa coisa monstruosa luziam como brasas, a dentição branca, cerrada e pontiaguda destacava-se no negrume dos pêlos.[21]

Pormenores específicos parecem análogos àqueles de criaturas similares de outras partes do planeta, como o Witiko ou Wendigo de origem algonquiana (povo índio da América do Norte), que é um índio canibal transformado em ente fabuloso. “O Witiko não usa roupas. (…) Tem o hábito de se coçar, como os animais, contra os abetos e outras coníferas resinosas. Depois de coberto de resina e de goma, rola na areia[22]”. Um hábito similar é atribuído aos Chenoo de Passamaquoddy, que se esfregam inteiramente com resina odorífera de pinheiro para em seguida rolar sobre o solo, de tal forma que tudo se adere a seu corpo. “Este hábito faz pensar fortemente nas armaduras de pedra dos Iroqueses, gigantes canibais sedentos de sangue, que se cobriam diligentemente com breu e rolavam em seguida na areia ou nas encostas das dunas[23]”.

Impossível não lembrar do oneroso banho de lama em fontes termais incorporado aos costumes dos brancos ricos de todo o mundo desde que o pioneiro Samuel Brannan, na época da corrida do ouro, mergulhou nos ancestrais banhos de lama da tribo Wappo:

Hoje muitos dos melhores spas oferecem o serviço de banhos de lama em luxuosas banheiras para esfoliar e rejuvenescer a pele… Mas na falta da lama limpa destas termas especiais o lobisomem rola sobre a areia da praia, lama comum, poeira de estrada, esterco ou qualquer outra coisa capaz de formar uma crosta sobre seu corpo, dificultando o reconhecimento por parte dos transeuntes que eventualmente o vejam andando nu.

Curioso notar que o sujeito será chamado de lobisomem (macho), mulher lobo (fêmea) ou lobanil (macho ou fêmea) mesmo que se transforme num porco ou num monstro de forma híbrida indefinida. Não existe consenso sobre como surge o lobisomem. Geralmente ele é o sétimo filho homem nascido após seis meninas ou seis outros meninos. “O lobisomem é o sétimo filho de um casal: O caçula[24]”. Mas há variantes dessa superstição onde ele pode ser qualquer um dos sete filhos varões e não necessariamente o último a nascer.[25] Outra versão assegura que “se uma família tiver 13 filhos, todos homens, o último será lobisomem, e sairá de casa todas as sexta feiras à meia-noite[26]”. Segundo a folclorista Maria do Rosário, “homens chamado Bento ou Custódio, batizados pelo irmão mais velho, seriam os mais sérios candidatos à maldição[27]”.

Nos romances gráficos do gênero terror quem é mordido por um lobisomem sempre vira lobisomem. Para melhor explicar isto ele é normalmente um monstro hematófago, como um vampiro, pois se fosse carnívoro e devorasse a vítima não sobraria muita coisa para converter em novo monstro… No romance O Coronel e o Lobisomem (1964) de José Cândido de Carvalho o personagem principal, coronel Ponciano de Azeredo Furtado, resolve contar histórias de assombrações para meter medo em seu amigo Juca Azeredo:

Desencovei um livro de São Cipriano que vivia amedrontado no fundo do gavetão dos meus charutos. (…) Puxei o lobisomem do livro de São Cipriano para dentro dos ouvidos dele. Uma assombração danada de um cristão lidar com ela. Uivava de cortar o coração mais de pedra. Digo que fiz chicana de doutor velho, pois não segui tintim por tintim o que a letra de forma estipulava. Pulei, misturei, inventei em favor do lobisomem maldade de arrepiar. Juquinha amarelou e no fundo da cadeira mais parecia um rato assustado. E eu no serviço do mal-assombrado. Quando, lá para as tantas, fiz a apresentação do amaldiçoado em tamanho natural, olho em brasa e dente cerrado, o parceiro Juquinha não agüentou. Pregou na testa o sinal-da-cruz e mergulhou o corpanzil no corredor.[28]

Ponciano continou a fazer chacota do “tal lobisomem do livro de São Cipriano” até a besta aparecer numa noite de sexta feira para tirar vingança do coronel trocista que, apesar de tudo, saiu vitorioso da luta corporal… O que pouca gente sabe é que, ironicamente, o livro verdadeiro citado neste texto fictício repreende a credulidade excessiva, informando que “há lugares onde se fala tão-só da existência de bichos, como se a menção da palavra lobisomem fosse bastante para delimitar o aparecimento de um. Alias, é crença muito espalhada entre camponeses que não se deve chamar as doenças nem o demônio pelo nome certo, pois aquele que pronunciar o nome de uma doença poderá contraí-la e aquele que pronunciar o nome do diabo está convidando-o a aparecer para fazer das suas. Daí o recorrem os campônios a várias palavras para indicar o diabo e as doenças, contanto que não digam o nome correto. Aplica-se o mesmo raciocínio para o lobisomem, e talvez para outras entidades[29]”.

Qual a causa remota do fado?

Se o lobisomem é um penitente ele paga promessa ou purga exatamente o que? Não pode ser algum pecado cometido em vida posto que antes de nascer o sétimo filho já estava condenado. Tampouco tratar-se-ia de maldição hereditária visto que os pais do lobisomem não são necessariamente lobisomens! Herbnerto Sales solucionou o mistério num engenhoso conto onde a personagem D.ª Aninha vê frustrada sua pretensão de ter um filho homem. Embora seja uma católica praticante, deus não atendeu suas preces, pondo em risco a continuidade do sobrenome da família sem um herdeiro varão. Após conceber sete meninas indesejáveis a matriarca resolve ter esse filho “nem que seja com a ajuda do Diabo[30]”. Consultou Honorina, uma negra velha que jogava búzios, e escutou que o próximo rebento a nascer seria filho homem, mas teria de cumprir um fado, “que é o fado de todo filho homem nascido depois de sete filhas[31]”.

Homem-bicho, bicho-homem, lobisomem. (…) Quando o menino completasse 13 anos, o fado ia se cumprir. Era um encanto, que estava nas mãos da mãe quebrar, tirando sangue do encantado, pelo meio que ela quisesse ou pudesse, na hora. Vigiasse na Quaresma, de Sexta para Sábado, e preparada ficasse; ela, a mãe, melhor que ninguém, embora qualquer pessoa pudesse fazer a mesma coisa. Com faca, ou pau (…), ou mesmo com um simples alfinete, enfim: Com o que pudesse servir para tirar sangue do encantado, sem risco de morte, na hora do encanto.[32]

O menino cresceu perrengue, amarelo e tristonho. “Era aquela cor de opilado”. Não havia mezinha ou remédio que o animasse. Acabou se transformando às doze badaladas da meia-noite numa sexta feira após a data marcada.

[D.ª Aninha] viu o vulto do filho sair pela janela do quarto e vir andando, meio agachado, até o lugar onde o jumento se espojara. (…) O filho chegou a tirar a roupa; e quando ela pensou que ele ia ficar assim nu, como tinha nascido, ele vestiu de novo a roupa, pelo avesso. Depois, se deitou no chão, bem na espojadura do jumento, e começou a se espojar, igualzinho ao dito animal (…) rolando para cá e para lá, na areia. (…) O filho ela não mais viu, naquele lugar; mas um bicho, menor que um bezerro e maior que um cachorro, os dois misturados no feitio, animal esquisito e orelhudo. Um sopro ela ouviu, que nem de fole, mas sendo de bicho resfolegando, continuado e feroz. (…) E assim, no assopro, saiu o filho andando, de quatro, em bicho já transformado.[33]

Mãe e filho travaram luta corporal até ela conseguir sangrá-lo enfiando um espeto de pau “na altura da perna direita do bicho” e, assim, curá-lo do fadário ao qual ela mesma deu causa ao solicitar auxílio das artes negras para a concepção de um herdeiro varão. “Mal o sangue saiu, escorrendo perna abaixo, o dito bicho, com um gemido, estrebuchou-se, rápido e todo, como para tirar de cima de si uma coisa incômoda, um peso. E lobisomem já não sendo, por efeito do sangue derramado, tornou a virar gente, de novo feito em filho, tal e qual como era em antes[34]”.

Um mito em mutação

A arte nacional soube aproveitar o mito. No filme Quem Tem Medo de Lobisomem? (1974) os personagens confundem o lobisomem com um vampiro e, a partir de então, muitos romances gráficos desenvolveram a mesma idéia. Dentre os maiores sucessos gravados por Ney Matogrosso consta as músicas O Vira (composta por João Ricardo, em 1973) e Homem com H (de Antônio Barros, 1981), contendo menções ao lobisomem.

A busca pelo lobisomem que assustava os habitantes da fictícia cidade de Asa Branca, ao som da música Mistérios da Meia Noite, de Zé Ramalho, foi uma das atrações da telenovela Roque Santeiro; escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, produzida e exibida pela Rede Globo de 24 de junho de 1985 a 22 de fevereiro de 1986. No último capítulo a identificação e transformação do professor Astromar Junqueira (Ruy Resende) marcou o pico de audiência do horário nobre. Posteriormente o ator Ruy Resende lançou o livro Um Lobisomem Passado a Limpo, narrando sua experiência na novela. (Atualmente o pastor Jorge Val, dito ex ialorixá e babalorixá Jorge de Oxossi, tem incluído em seu testemunho durante as pregações a afirmação de haver interpretado o lobisomem na novela Roque Santeiro, na qualidade de duble, sem apresentar nenhum meio de prova).

Em 2009, o ator Paulo Silvino criou e interpretou o personagem Lobichomem para um quadro semanal no programa de comédia Zorra Total, exibido na Rede Globo. Sempre que consegue conquistar uma linda mulher o machão vê a lua cheia, sente “aquela coceirinha particular” e se transforma num lobisomem gay sedento por carne masculina. Quando volta ao normal percebe que sua mulher fugiu e não entende o que aconteceu, pois ele não se lembra de nada.

Com a proclamação da república e subseqüente ascensão dos partidos políticos populistas as famílias nobres praticamente deixaram de existir. Enquanto isso os vampiros e lobisomens da ficção e folclore foram empobrecendo vez mais. Em 1989 a antropóloga Sheila Maria Doula defendeu a tese A Metamorfose do Humano em seu trabalho de pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP), onde tenta mostrar que os lobisomens de hoje são representados por seres humanos desajustados:

O novo lobisomem continua vivo, mas não é mais o mesmo, afirma Sheila. O lobisomem de agora, além de ser uma pessoa desajustada, está ausente da comunidade, não tem família, trabalho nem moradia. É pouco sociável e sofre de uma profunda apatia e indisposição. A cor amarelada e os olhos profundos talvez sejam os únicos vestígios que restam do lobisomem de outrora. Os lobisomens do século 20 percorrem as ruas das cidades mendigando um pedaço de pão.[35]

As lendas falam em outras características, como magreza, palidez, tristeza, orelhas grandes, nariz levantado.[36] Muitos homens possuem bastante cabelo no corpo. (Desde que o peludo ator Tony Ramos começou a atuar, seu nome passou a ser citado como exemplo de forma cômica quase sempre quando o assunto é lobisomem). As pessoas mais visadas são as que moram sozinhas, evitam o contato humano, mostram sinais de problemas mentais e tem pouco cuidado com a aparência pessoal.

Atitudes como deixar as unhas crescerem e desprezar cuidados corporais pode fazer com que um indivíduo adquira uma aparência e um cheiro animalesco. Acresça o habito de andar sorrateiramente pelo matagal ou cemitério, um temperamento agressivo, etc., e semelhante figura assustará mesmo quem nunca acreditou em lobisomem!

 Notas:

[1] RIBEIRO, Gonçalves. Estórias e Lendas do Brasil. Brasil, Formar, década de 70, Vol 5, p 36.

[2] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 26.

[3] FREYRE, Gilberto. Assombrações do Recife Velho. Rio de Janeiro, Record, 1974, p 104-105.

[4] PADILHA, Viriato. O Livro dos Fantasmas. Rio de Janeiro, Spiker, 1956, p 45.

[5] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 45.

[6] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 54.

[7] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 46.

[8] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 47.

[9] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 50-51.

[10] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 33.

[11] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 45.

[12] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 43.

[13] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 48-50.

[14] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 51.

[15] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 51.

[16] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 48.

[17] MOLINA, N. A. Antigo Livro de São Cipriano: O Gigante e Verdadeiro Capa de Aço. Rio de Janeiro, Editora Espiritualista, p 216.

[18] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 26.

[19] SALES, Herberto. O Lobisomem. Rio de Janeiro, Edições de Ouro, p 21.

[20] GOLDEFEDER, Sônia e LEITE, Mário. Pobres Vampiros. Em: Globo Ciência, ano 4, nº 40. Rio de Janeiro, Globo, novembro de 1994, p 53.

[21] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 50-51.

[22] GUINARD, Reverendo Joseph E. O Witiko entre os Cabeças-redondas. Em: Primitive Man, nº 3, 1930. Citado por: BERGIER, Jacques. O Livro do Inexplicável. Trad. Francisco de Souza. São Paulo, Hemus, 1973, p 150.

[23] COOPER, John M. A Psicose Cree do Witiko. Em: Primitive Man, nº 6, 1933. Citado por: BERGIER, Jacques. Obra citada, p 150-151.

[24] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 26.

[25] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 45.

[26] KLOETZEL, Kurt. O Que é superstição. São Paulo, Brasiliense, 1990, p 7.

[27] GOLDEFEDER, Sônia e LEITE, Mário. Pobres Vampiros. Em: Obra citada, p 53.

[28] CARVALHO, José Cândido de. O Coronel e o Lobisomem. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1983, p 38.

[29] MOLINA, N. A. Obra citada, p 217.

[30] SALES, Herberto. Obra citada, p 19.

[31] SALES, Herberto. Obra citada, p 19.

[32] SALES, Herberto. Obra citada, p 20-21.

[33] SALES, Herberto. Obra citada, p 24.

[34] SALES, Herberto. Obra citada, p 25.

[35] LOBISOMEM: AINDA EXISTE? Em: FERREIRA, Fernando Mendes (editor). Axé. Brasil, Ninja, 1989, nº 1, p 38-39.

[36] GOLDEFEDER, Sônia e LEITE, Mário. Pobres Vampiros. Em: Obra citada, p 53.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/o-lobisomem-no-folclore-brasileiro/

Fo Hi

Fo-Hi, o imperador imortal da China, não está sujeito a datas precisas .Pertencia ao reino Xia. O grande e único historiador da ciência chinesa , Joseph Needham , sustenta a princípio que o reino Xia é imaginário. Posto que se estabelece por volta de 2.000 a.C. ?!

Na verdade , cada vez que se trata dum acontecimento transcendente , a localização precisa no tempo é praticamente impossivel, não podendo ser senão aproximativa. A projeção das realidade transcendentes no eixo do tempo é movel e é preciso manejar com prudencia nossa noção de data.

Também é dificil tomar ao pé da letra as crônicas chinesas , as quais nos dizem que Fo-Hi nasceu duma virgem, no caso dele, sem intervenção divina . A tal virgem , indo tomar banho, encontrou uma flor presa em suas roupas , e a comeu. Em seguida concebeu o Mestre do Tempo . A tradição chinesa situa esse nascimento em datas que variam entre 50.000 e 3.000 a.C.

De acordo com certas tradições , Fo-Hi veio do céu, acompanhado de extraterrestres munidos de trompas de marfim, sendo que esses extraterrestres deixaram baixos-relevos que os sábios chineses datam de 50.000 anos a.C. Infelizmente não se conhece na Europa um meio para datar um objeto desprovido de carbono que tivesse cinquenta mil anos . Certos sistemas de datação são eficientes mesmo quando se trata de bilhões de anos , porem a datação através de carbono 14 não vai além de 30.000 anos , perdendo além disso sua precisão à medida que nos aproximamos de tal limite. De modo que não se sabe bem como os sábios chineses chegaram a essa idade de 50.000 anos para seus baixos-relevos.

Em contra-partida – e estamos seguros quanto a isso porque os objetos existem – há certos seixos que podemos datar de entre menos de quarenta mil anos e menos de cinquenta mil anos. Aliás, não se trata aqui de pedras separadas, mas de seixos descobertos na China em camadas geológicas datáveis.

Esses seixos trazem três linhas – geralmente duas linhas continuas e uma linha quebrada – as quais não são devidas ao acaso ou à natureza. A tradição chama tais linhas de trigramas. Afirma a tradição: “Fo-Hi governava todas as coisas sob o céu . Ele olhou para o alto e contemplou as constelações cintilantes formadas pelas estrelas , em seguida olhou para baixo e considerou as formas que via sobre a Terra. Observou as marcas que decoravam as aves e as feras e, mais próximo de si , examinou seu proprio corpo onde descobriu igualmente marcas cósmicas. A partir de tudo isso ele aplicou os oito trigramas essenciais de modo a desvelar os fenomenos celestes que se desenvolvem na natureza , e tudo compreender”( Observar-se-a a que ponto a filosofia do Imperador se aproxima da idéia de Jorge Luis Borges em A Escrita de Deus , onde se pode deduzir todas as leis do universo a partir das manchas dum leopardo!)

Esses trigramas compreendem duas linhas fundamentais : a linha contínua representa o yang ( céu) e a linha quebrada representa o yin ( terra). Agrupando essas linhas em três obtém-se oito combinações , que são os oito trigramas do Imperador imortal, o Mestre do Tempo.

Este e os mandarins-cientistas, os quais estariam a seu serviço, poderiam muito bem ter descoberto, e mais cedo do que pensam os historiadores racistas da ciência, as leis fundamentais do universo. Era essa , sem dúvida, a opinião de Einstein , que escreveu em 1953 a um dos seus correspondentes californianos, J. E. Switer:

“Caro Senhor,

O desenvolvimento da ciencia ocidental teve por base duas grandes realizações , a invenção dum sistema lógico-formal ( na geometria euclideana) pelos filósofos gregos e a descoberta da possibilidade de encontrar relações acusais por ume experiencia sistemática ( no Renascimento). Na minha opinião , não há razão para se espantar pelo fato dos sábios chineses não term dado os mesmos passos. O que é de espantar é simplesmente o fato dessas descobertas terem sido feitas.

Sinceramente , seu

Albert Einstein”

Gostariamos de saber exatamente o que FO-HI fez desde essa primeira aparição, pois houve outras. Na verdade , constata-se a aparição do Imperador imortal em momentos de gravidade . Crença espantosa num país onde não se crê na imortalidade fisica. A tradição registra que no fim de sua vida ele se retirou para longe , para um lugar celeste ou para uma ilha , segundo as variações. Não envelhece e as vezes sai de seu retiro.

Cada uma de suas reaparições era acompanhada do fenomeno apavorante do “quangao”, a censura vinda do céu. Foi ele que o trouxe aos homens , e foi uma dessas censura, no século XIV de nossa era, que parece ter detido a expansão da tecnologia chinesa.

O que é certo , em todo caso – e todos os estudos históricos o mostram – é atribuir-se ao imperador Fo-Hi o único meio que está até o presente à disposição dos homens para navegar, por assim dizer, nas ramificações do tempo, e basear seu comportamento nas informações provenientes de alhures ( ou do mais profundo do inconsciente coletivo).

Trata-se do I Ching ou Livro da Mutações.

A teoria de base do I Ching que, veremos, é tambem a da física moderna, tal como ressalta dos trabalhos de Everest , de Wheeler e de Cooper , é a seguinte: a cada ponto de seu percurso, o tempo se separa em ramificações diferentes das quais podemos dispor à vontade.

E o Livro da Mutações fornece orientações para a escolha certa desta ou daquela decisão, o emprego desta ou daquela ramificação do tempo. Históricamente , eis o que sabemos do I Ching.

Apareceu em 1143 A. C. . Um chines nobre , o duque Wen, foi posto na prisão pelo imperador por tentativa de rebelião . Na prisão , ele se pôs a estudar os trigramas do Imperador Imortal. Combinou-os em sessenta e quatro hexagramas, dando para cada um deles uma explicação. Pleno dessa ciência, acabou saindo da prisão , votou ao imperador uma guerra sanguinolenta que lhe proporcionou a vitória após quinze anos. Contudo, morreu pouco antes da vitória definitiva e foi nomeado rei postumamente.

O filho dele, Tan, depois de ter executado o imperador, foi nomeado Duque de Chou. Quarenta anos mais tarde , restabelecido a paz civil, retomou o trabalho de seu pai , sistematizou-o e publicou o Livro das Mutações, que chamamos também de o Livro de Chou.

Confuncio o estudará com sofreguidão, a ponto de utilizar três exemplares . Leibniz se servirá dele para descobrir o cálculo binário, lançando assim as bases das matemáticas modernas e do sistema de computadores.

C. G. Jung , após ter tido contato com ele concluiu que constitui um meio para obter de algo conselhos valiosos. O almirantado japonês se servirá do I Ching para preparar o ataque a Pearl HArbour. É um perito em estratégia do Serviço de Inteligencia, Blofeld , sabendo que os chinese fazem uso do I Ching, pôde prever todo o desenrolar da guerra sino-indiana de 1962, inclusive a pausa do exercito chinês, que desconcentrou todas as estratégias.

Atualmente nos Estados Unidos, médicos utilizavam o I Ching para diagnosticar e tratar certas doenças mentais. No plano experimental , o I Ching sem dúvida funciona. Num outro plano , constitui a primeira conquista do tempo pelo homem. O I Ching se apresenta como uma obra que contem sessenta e quatro hexagramas e suas interpretações.

Quando somos colocados na vida diante de uma decisão ou opção , a primeira coisa a fazer é determinar qual o hexagrama conveniente à circunstancia. Lança-se então ao ar moedas, pequenos bastões ou, tradicionalmente, certos talos vegetais.

De acordo com Jung, não é o espirito humano que influencia a sorte e permite , graças à combinação dos objetos , escolher o hexagrama. Mas há sincronização entre a queda dos objetos indicadores e a situação na qual está colocado aquele que indaga. Trata-se da célebre teoria da sincronicidade, exposta simultaneamente por Jung e pelo grande físico Wolfgang Pauli, prêmio Nobel.

Seria trair essa teoria não empregar matemática para expô-la . Vamos entretanto tenta-lo. Ao longo do fluxo temporal, do passado ao futuro, certos eventos se influenciam. É a causualidade determinista clássica, ou probabilistica, conforme as teorias.

Porém determinados eventos se influenciam também perpendicularmente a esse fluxo temporal , como as ondas produzidas na água por um navio podem perturbar outros navios ou as ondas que estes provocam. Tentemos deixar isto mais claro através duma história.

Em 1951, C.G.Jung recebeu um paciente que lhe disse ter dor de garganta . Jung achou que tal dor fosse simplesmente psicossomática, mas aconselhou de qualquer modo que seu paciente fizesse um check-up completo. Meia hora após a partida desse paciente Jung recebeu um telefonema de sua esposa( do paciente). Estava prestes a elouquecer, pois pássaros se reuniram em grande número à sua janela, fenomeno que já se produzira logo que seu avô , depois seu pai, tinham morrido. Jung a tranquilizou da melhor forma que pode. Entretanto, no momento dessa conversa ao telefone, o paciente já se encontrava morto: um enfarte o matou logo que chegava a pé em casa.

Pela lógica comum , não se pode dizer que o agrupamento dos pássaros causou a morte nem que a morte provocou o agrupamento dos pássaros. Os dois eventos foram sincronos. Perpendicularmente ao fluxo do tempo , eles se influenciaram. Do mesmo modo , segundo Jung, a queda dos objetos indicadores que se interroga e a situação daquele que interroga são sincronizadas.

O I Ching constitui de certo modo uma flecha perpendicular ao eixo do tempo , e mostra entre as diversas bifurcações do tempo aquela que convém escolher . Em suma, um painel de sinalização. Essa interpretação foi dada por Shao Yung no anos 1060 de nossa era. Foi ele igualmente que expôs partindo do I Ching a numeração binária , a qual Libniz reinventou em 1679. Ë essa numeração , que emprega apenas os numeros 1 e 0 , que possibilitou os computadores. Shao Yung vivia numa época que seguiu de perto uma reaparição do Imperador Imortal Fo-Hi, uma época em que a ciência chinesa deu um grande salto à frente . Certos livros dessa época foram redescobertos pelo governo chinês atual , em especial os “Ensaios sobre a fonte do sonho” de Shen Gua.

Descreve a invenção , em 1045 de nossa era , da imprensa em tipos móveis por Bi Sheng. Por volta da mesma época , os chineses enviaram às Indias Orientais uma expedição científica para estudar as constelações do hesmifério austral a 20 º do pólo celeste sul. Essa expedição estudou igualmente as estrelas “Novas” , e os radioastronomos modernos empregam ainda listas de Novas estabelecidas pelos chineses, agora que a ciência grega não serve mais para nada. Pela mesma época, no século XI , os chineses inventaram a pólvora de canhão . A fórmula escrita que chegou a nós data de 1044. Os chineses serviram-se da pólvora tanto para a fabricação de armas quanto para utilização militar como para aplicações cientificas.

Nesse mesmo ano, 1044, decididamente bem rico, apareceu a bússola magnética , que não provém nem duma ciência , nem duma experimentação, mas duma magia cósmica revelada pelo Imperador Fo-Hi em ocasião de sua reaparição por volta do ano 1.000.

Na mesma época ainda , apareceu um aparelho adequado para a medição da intensidade e a indicação da direção dos tremores de terra. Trata-se dum vaso cheio de esferas , de onde saem quatro cabeças de dragões. Os impactos do tremor de terra fazem sair as esferas por uma das cabeças, a qual indica a direção. A distância percorrida pelas esferas fora do vaso permite medir a intensidade. É um instrumento ao mesmo tempo muito poético e bastante preciso.

A industria química apareceu na mesma época. No século XI , uma obra intitulada “O fundo borbulhante do mar” trata da industria do sal e de suas aplicações. O aço apareceu na mesma época , com diversos usos.

Os chineses agora exploravam o planeta . Entre 1100 e 1450 de nossa era , a frota deles é a mais poderosa do mundo; certos navios podem transportar mil homens, que desembarcam em Madagascar ou em Kamtchatka. No século XIV , dezoito expedições chinesas desembarcam na Africa a fim de a explorar.

Em seguida tudo se detém . Depois de uma reaparição do Imperador Imortal que manifesta seu descontentamento. As explicações racionais que se dá dessa súbita interrupção são pouco satisfatórias.

Joseph Needham , que conhece admiravelmente a ciência chinesa , apresenta a seguinte razão : não havia uma China de verdadeiro proletariado e a luta de classes é o verdadeiro motor do progresso: daí a interrupção do desenvolvimento científico na China. Mas tal explicação me parece indigna dum marxista e tão pouco cientifico quanto possivel.

Entretanto , existe uma outra explicação que não me satisfaz também . Foi-me dada por um amigo chinês. Disse-me ele: “No século XV de vossa era , as pontes com os Imortais foram cortadas”. Gostaria de saber de mais alguma coisa.

Houve uma misteriosa expansão na China . É preciso observar que foram os chineses que descobriram a Europa , e não o contrário . Tal descoberta foi devida ao explorador Zhang Quian , cuja viagem durou de 138 a 126 a.C. . A ciência chinesa incluía também as ciências secretas, como a alquimia , que começou em 140 a.C. com os trabalhos de Wei Bo Yang e seu manual “A União dos Três Principios”

É dessas ciencias secretas que procederam a bússola magnética , a acunpuntura e as narrativas de combates com seres não-humanos registrados pelas lendas. Alguns desses seres são chamados de “sacos vazios”, o que não corresponde a nada que conhecêssemos. . .

Desde a alvorada dos tempos , O Imperador Fo-Hi parece ter feito recuar esses “sacos vazios”, “e eles retornaram”. Aonde? A tradição não o diz.

É igualmente no quadro dessas ciências secretas que é necessário colocar as pesquisas de Xu Lu Zhai (1029-1081), que guiado pelo I Ching tentou datar a origem da civilização chinesa. Ele remonta a 129.600 anos de nossa era . Por que esse número? Gostaríamos de dispor de precisões quanto a essa longa cronologia , particularmente precisões arqueológicas. À falta de tais provas , podemos supor que o Mestre do Tempo viajou não apenas no seu passado , como também no seu futuro , e que essa data de 129600 anos representa o limite último que ele pôde atingir.

O que é certo é que ele trouxe dessa expedição e do passado , o conhecimento dos fósseis , conhecimento que data para nós do século XIX com Boucher de Perthes. Acham-se entre as informações sagradas fornecidas pelo Imperador Fo-HI consignadas nos documentos chinese desde o ano 1000 de nossa era descrições e explicações a respeito de fósseis .

Bem mais cedo ainda , por volta de 260 a.C. , a literatura chines encerrava descrições de objetos neolíticos , em especial uma vasilha de metal pintada de vermelho e negro. Needham observa com muita propriedade:

“É absolutamente estranho que ninguem associou nem estudou desse ponto de vista todas as passagens , que encontramos nas literaturas Zhou, Qin e Han, no que concerne à antiguidade mais remota.”

Seria com efeito interessante no mais alto grau conhecer o que foi a pré-história na China , tanto quanto as datas das reaparições do Imperador Fo-HI no periodo histórico. Ë absolutamente possível , ademais , que trabalhos sobre esse assunto tenham sido executados , mas que não tenham chegado até a nós.

Conviria saber , especialmente , se as aparições do Imperador Imortal coincidem com outros fenomenos não-periódicos e imprevisíveis que os chineses consignaram cuidadosamente; por exemplo, a aparição do que eles poéticamente chamavam de “As estrelas em visita”, isto é as Novas.

Saber também se as diversas aparições de visitantes vindos de outras partes , bastante numerosas nas cronicas chinesas , correspondem às passagens do Imperador Fo-Hi. O importante , de qualquer modo, é que a civilização estabelecida originalmente por Fo-Hi e que se manteve por cinco milênios era uma civilização do tempo e não do espaço. Tanto assim que os chinese nunca inventaram a geometria, mesmo a euclidiana. Esta eles a tomaram dos missionários ocidentais. Suas ciencias matemáticas , bastante avançadas, eram exclusivamente algébricas. Em contrapartida, desde o primeiro século da era cristã , colocaram em cena um movimento de relojoaria , e desde então não cessaram de descobrir outros meios engenhosos para medir o tempo .

Com efeito, o tempo evidentemente lhes interessa mais que o espaço. Alguma de sua teorias , as quais datam de mais de três mila anos, mas que os sábios chinese no ponto extremo da modernidade retomam atualmente, afirmam que o espaço não existe e que os objetos podem atuar uns sobre os outros a distancias absolutamente fantásticas. Needham escreve:

“Encontra-se, desde a época dos San guo, enunciados notáveis a respeito da ação à distancia, efetuando-se sem contato físico , a enormes intervalos de espaço”

Talvez por não lhe concederem importancia os chinese achavam fácil neutralizar o espaço , enquanto o tempo lhes parecia fundamental. No I Ching como nos extraordinários dispositivos da relojoaria chinesa , percebe-se a marca duma atenção extrema ao tempo. É o que confirma os comentários de Wang Bi ao I Ching, que datam do ano 240 de nossa era:

“A significação geral do Tao de Gwan – escreve ele – é que não se deveria governar graças a punições , nem graças a coações jurídicas ; mas se deveria , perscrutando o porvir, exercer-se uma influencia e intervir de maneira a mudar tudo que não opera bem.”

Prever e dominar o futuro, subjugar o tempo , eis os objetivos que surgem desde o início da civilização chinesa.Interessa-se , em contrapartida , muito pouco com o Cosmo. O que faz com que seja ainda mais curioso o fato dos chinese serem nesse domínio muito avançados. Sabe , desde o ano 1000 a.C. , que , contrariamente ao que se acreditavam os gregos , não existe esfera cristalina ao redor da Terra, que o espaço se estende ao infinito e contém provavelmente outros astros habitados.

Entretanto, mesmo lançando foguetes na atmosfera a fim de estudar uma propriedade por volta do ano 1000 da nossa era, os chinese não parecem interessados absolutamente na exploração do Cosmos, nem na colonização de outros astros.

Nos seus escritos há pouca referência a esse respeito, enquanto que, desde 1909, descrevem um relógio astronomico com uma tal profundidade de detalhes que não nos é possivel depois reproduzir tal descrição inteiramente. Os chineses possuíam certamente mapas do céu e um sistema de coordenadas espaciais , mas o interesse deles pelo espaço não era nada comparado ao interesse que tinham pelo tempo.

Extraido do livro Os Mestres Secretos do Tempo de J. Bergier – Hemus – 1974


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Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/fo-hi/

A Cornucópia

Do latim cornu copiae ou “corno da abundância”, de cornu ou “chifre” e copiae ou “abundância, muitos recursos, posses”.

Cornucópia é um símbolo representativo de fertilidade , riqueza e abundância . Na mitologia greco-romana era representada por um vaso em forma de chifre , com uma abundância de frutas e flores se espalhando dele. Hoje, simboliza a agricultura e o comércio. Na culinária , designa um bolo pequeno feito em geral com massa folhada, em forma de cone e recheado com creme.

A versão principal da origem da cornucópia é semelhante tanto na mitologia grega quanto na mitologia romana , na qual o rei dos deuses, depois de ter acidentalmente quebrado o chifre do bode místico em um jogo, prometeu que o chifre nunca iria esvaziar os frutos de seu desejo. O chifre foi, posteriormente, entregue para os cuidados de Abundantia.

Em outra versão mitologia greco-romana o seu significado provém da cabra Amaltéia que amamentou Zeus/ Júpiter enquanto bebé.

Instrumento Religioso

O próprio chifre é um símbolo fálico , representante do sagrado masculino . E, como a cornucópia remete a um chifre, é uma das representações mais utilizadas do Deus Cornífero nas religiões pagãs e neopagãs .

Entretanto, o seu interior simboliza o útero – representado assim a Deusa -, que quando cheio de alimentos simboliza a generosidade da terra fértil, representando o sagrado feminino.

A cornucópia é o símbolo mais utilizado para representar o equinócio de outono (no sabá Mabon), onde é cheio de frutas, grãos, moedas, folhas, castanhas, cartas de tarô , e diversos outros símbolos da fartura e do paganismo, de forma que eles sejam derramados sobre o altar.

#MagiaPrática #Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-cornuc%C3%B3pia

Cifras Illuminati e a Nota de 1 Dólar

Estive recentemente a estudar várias cifras, em especial a “NAEQ” (New Aeon English Qabalah) e as Cifras dos Illuminati e as suas em várias ‘sociedades secretas’ e até os EUA (os quais curiosamente foram criados no mesmo ano dos Iluminados da Baviera, com uma diferença de apenas 64 dias), e encontrei algo que poderá ser interessante para algumas pessoas.

De acordo com várias fontes, em especial o livro de 1797 do Abade Barruel, “Memórias ilustrando a História do Jacobinismo”, a primeira cifra apresentada aos Noviços Illuminati era uma em que as letras eram substituídas por números, da seguinte forma:

A=12    B=11    C=10     D=9     E=8
F=7      G=6      H=5       I/J=4    K=3
L=2      M=1      N=13     O=14   P=15
Q=16   R=17     S=18     T=19    U/V=20
W=21   X=22    Y=23      Z=24

De seguida, com esta cifra em meu poder, comecei a estudar a simbologia da nota de 1 Dólar e todos seus símbolos illuminati/maçónicos (Olho que Tudo Vê, Pirâmide, Águia/Fénix, o número 13 – 13 listas na bandeira, 13 degraus na pirâmide, 13 estrelas acima da águia, 13 barras no escudo, 13 folhas e 13 bagas no ramo de oliveira, e 13 setas), tentando obter alguma “mensagem” através do estudo dos lemas na nota, usando a Cifra Illuminati.

Surpreendentemente, a cifra parece resultar (!!!):

  • O lema “ANNUIT COEPTIS” tem 13 letras e soma 169 (13×13);
  • O lema “E PLURIBUS UNUM” tem 13 letras e soma 169 (13×13);
  • A frase “NOVUS ORDO SECLORUM” soma 229 (2+2+9 = 13).

Mais algumas curiosidades:

  • “One Dollar” [Um Dólar] = 91 (13×7);
  • “Mason” [Maçon] = 58 (5+8 = 13);
  • USA” [EUA] = 50 (o número de estados nesse país);
  • Illuminati = 81 (9×9) = “Phoenix” [Fénix] = “Pyramid” [Pirâmide] = “Triangle” [Triângulo].

Espero que tenham gostado deste pequeno pedaço de informação! Qualquer outra descoberta sobre isto será obviamente bem-vinda 🙂

OBS: Como um pequeno à-parte, reparem que “Annuit” soma 81 (=Illuminati) e “Coeptis” soma 88 (=Bavaria), e que “Novus Ordo Seclorum” tem 17 letras, tal como “Illuminati Bavaria”.

Alektryon

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/cifras-illuminati-e-a-nota-de-1-dolar/

As escolas brasileiras de parapsicologia

A parapsicologia como ciência, teve inicio estudando os fenômenos paranormais: acontecimentos que extrapolam o convencional, o comum ou o normal. Esses fenômenos existiram em todos os tempos e todas as épocas da história da humanidade. O Brasil é apontado como o maior celeiro de Paranormais no mundo, por ser um País subdesenvolvido (sofrimento) e onde as pessoas vivem com mais liberdade. 

Observa-se a presença marcante de três grandes centros ou correntes, de pesquisa em Parapsicologia. Todos em busca de entendimento para os mistérios da vida, na tentativa de libertar-se do medo do desconhecido e satisfazer a perene necessidade de segurança. Todas buscam fundamentar cientificamente suas análises e conclusões: 

a) Escola Católica de Parapsicologia;

b) Escola Espírita de Parapsicologia;

c) Escola Científica e Independente de Parapsicologia

Escola Católica de Parapsicologia 

Tem como objetivo combater a expansão do espiritismo, a umbanda, a macumba e outros ritos africanos, que ameaçavam a estabilidade da Fé Cristã do maior país católico do mundo – o Brasil. Destacam-se o IBRAP – Instituto Brasileiro de Parapsicologia, mantido pelos franciscanos no Rio de Janeiro., e o CLAP – Centro Latino-Americano de Parapsicologia, em São Paulo, sendo o seu principal líder o Padre Quevedo. Sua tenacidade, brilhante inteligência, como um pesquisador sério, levantou um documentário riquíssimo sobre os fenômenos paranormais. 

Escola Espírita de Parapsicologia 

O Engenheiro Hernani Guimarães Andrade fundou em São Paulo o IBPP – Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, objetivando provar através da Parapsicologia, que as teses espíritas (Mediunidade) têm fundamento científico. Um grande defensor do espiritismo e com reconhecimento nos EUA e Europa.   

Escola Científica e Independente de Parapsicologia 

Foi o Dr. Osmard Andrade Faria quem fundou a escola, com o objetivo de formarem profissionais e instituições despreocupados com a “polêmica moral-ideológica” entre espíritas e católicos e descobrir efetivamente como funcionam os fenômenos paranormais.  

Destacam-se → Inst. Internacional de Kirliangrafia – Newton Milhomens, Brasil e Portugal;  

IPAPPI – SISTEMA GRISA, o mais importante e atual Instituto de Parapsicologia Independente da América do Sul. Fundado em 1984, em Florianópolis – SC, o IPAPPI – Instituto de Parapsicologia e Potencial Psíquico, cumpre a missão de transmitir os conhecimentos científicos da parapsicologia, resultados de anos de estudos e pesquisas, realizadas sob a direção do Dr. Pedro Antonio Grisa. 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/as-escolas-brasileiras-de-parapsicologia/