“I have a Dream inside a Dream”

O filme “A Origem” (Inception – 2010) é muito interessante, bem planejado e nos dá uma dimensão nova, um novo paradigma, uma nova forma de pensar. Mas devemos ponderar qual seria a aplicação disso nos estudos do magista. “I have a dream inside a dream I’m more awake the more I sleep, you’ll understand when you’re dead” (Marilyn Manson). O que resultaria de uma projeção dentro de uma projeção astral?

Primeiro analisemos o contexto de Inception. Num futuro próximo, a ciência criaria uma máquina capaz de colocar uma consciência em contato com outra em estado de sono (inconsciente). Bem, o magista já sabe como fazer isso sem precisar de aparato nenhum. É comum mandarmos mensagens quando em meditação (estado alpha) para outra pessoa, e esta possivelmente recebe-la de forma intuitiva ou em seus sonhos. Essa é uma forma básica de telepatia bem fácil de dominar e inclusive amplamente ensinada pela conscienciologia (www.iipc.org). Então vamos pular essa parte.

The Inception, a inserção, consistiria de uma difícil técnica de inserir uma idéia na mente de outra pessoa, objetivando uma mudança de comportamento baseada na influência dessa idéia na vida da pessoa, e um ponto de grande importância seria que a pessoa acreditaria que essa idéia seria sua, originalmente, nascida de seu próprio livre-arbítrio e meditação sobre sua vida. Pois bem, uma vez que se pode entrar em contato com o inconsciente de uma pessoa enquanto ela dorme – isso seria uma projeção astral consciente indo de encontro com a consciência adormecida de uma outra pessoa – é possível influenciar o inconsciente da mesma, plantando idéias, que podem ser aceitas ou rejeitadas dependendo da personalidade do indivíduo (quanto mais oposta à personalidade da “vítima”, mais difícil seria plantar a idéia). Nada ético e tenho a dizer que possivelmente nunca será visto um magista sério a praticar esse tipo de comportamento, principalmente porque fere a mais alta idéia de se ser um magista, que é a preservação do livre-arbítrio. Mas é possível.

Se várias das idéias do filme são possíveis de serem executadas através da aplicação de nossas disciplinas e técnicas, seriam outras idéias trazidas a tona pelo filme possíveis de serem executadas? No filme vemos que além do mundo real, dentro do sonho, são mostradas quatro camadas, e além destas está o Limbo, onde a noção de realidade daquele que está projetando-se, perde-se dentro de si mesma, ou de outras, pois é algo que não fica muito claro, pois todos que caem no Limbo acabam nos mesmos locais e Cobb mostra a Ariadne o que ele construiu enquanto dentro do Limbo, e o local onde Saito está é o mesmo criado para ele por Arthur. Logo o Limbo seria uma “área coletiva” de todos os sonhos, onde o sonhador se perde, onde a consciência se dilui no todo, não desejando retornar.

Quanto mais fundo o indivíduo vai no sonho, mais tempo ele tem, algumas horas no físico simbolizam dias ou semanas dentro dos níveis do sonho. Isso pode ser explicado e até comprovado através dos experimentos de projeção, sendo que muitos dos que o praticam, acabam relatando ter perdido a noção de tempo a uma certa altura. Certa vez quando questionado sobre como era o reino dos Céus, Jesus teria afirmado que no Reino do Pai não há tempo. Até algumas décadas atrás o tempo era considerado uma constante, porém com a Teoria da Relatividade de Einstein esse pensamente foi totalmente descartado, tendo ele provado que o tempo, assim como o espaço, são relativos e não constantes, podendo variar imensamente dependendo da situação e onde estamos aplicando é muito possível, sendo que não há massa física no astral, o tempo corre de forma diferente, sendo mais rápido lá, e demorando a passar no físico.

A Organização Mundial de Saúde (OMS – www.who.int ) define o ser humano como um ser multidimensional, sendo ao mesmo tempo um ser bio-psico-socio-espiritual, sendo assim englobando quatro aspectos, físico, mental, social e espiritual. Essa história de quatro formas é um tanto conhecida pelos místicos antigos, sendo cada parte, cada ser ou corpo dentro do ser humano relacionado a um dos elementos – terra, ar, água e fogo, respectivamente. Ao realizar a projeção astral o magista tira seu foco do plano material, libertando-se dele temporariamente e vagando pelo astral, onde pode ter certa liberdade e podendo realizar grandes feitos. Ele muda seu foco do elemento Terra, associado ao material e concentra-se no próximo nível de nosso ser, num corpo mais sutil. Uma vez no plano astral, aqueles que já praticaram a projeção e todos os que realizam exercícios de mentalização e visualização sabem que no astral para que algo “se torne real” é importante um bom bocado de força de vontade e o mais importante, sentir como se fosse real, estimular os sentidos, visualizando, sentindo seu peso, sua textura, seu cheiro e seu gosto (quando aplicável), sendo que o tempo de vida de uma mentalização é determinado pela quantidade de energia que foi despendida em sua criação e a quantidade de sentimentos associada a ela. E essa é a palavra chave do astral, sentimento, sendo este associado ao elemento Água.

Agora entramos no tema de nosso post, e quanto a ter “um sonho dentro de um sonho”, uma projeção dentro de outra, seria possível? Sim, é possível, porém muito difícil. Existem poucas pessoas que conseguiram libertar-se, alterando o foco para o próximo nível, assumindo um corpo mais sutil que o anterior, sendo esse o plano mental, associado ao Ar. Os poucos que alcançaram esse nível conseguiram mantê-lo por curtos períodos de tempo, relatando grande dificuldade para alcançá-lo novamente, alguns só conseguindo uma vez em sua existência. Porém as impressões relatadas são maravilhosas e de grande valia para nossos estudos. Sensações de paz, tranqüilidade, a ausência de tempo, espaço ou forma, sendo que as consciências passaram a sentir tudo, saber tudo, como se fossem o tudo, um toque na onisciência de Deus. A maior parte não consegue lembrar de tudo que viu ou absorveu neste plano – como das primeiras vezes que se pratica projeção astral – porém quando retornam (sempre com um baque, como o “coice” usado para acordar em Inception) demonstram habilidades e conhecimentos que não tinham antes desse contato. E já que estamos associando com filmes, porque não associar essa experiência com o atravessar do Portão da Verdade do desenho Fullmetal Alchemist? Sim, seria como no desenho, quando se faz a transmutação humana e se têm acesso ao Portão da Verdade, onde o indivíduo tem acesso a todo conhecimento, porém não consegue retê-lo ao retornar ao corpo, mas vemos que depois de atravessá-lo e voltar os alquimistas conseguem realizar seus feitos sem necessidade de traçar seus diagramas místicos. Não se sabe exatamente o que há no Plano Mental ou como é, os relatos são deveras vagos, mas repletos de significados e sensações.

Mas espere! Inception mostra mais um sonho, e além deste o Limbo! Claro que mostra, pois só passamos por três dos elementos! Porém é aí que a base experimental acaba. Além do plano mental teoricamente está o plano representado pelo elemento Fogo. Mas como seria ou o que ele traria, nunca conheci nenhum magista que tenha estado por lá, nenhum relato. Se teorizarmos que o Plano Mental é um toque na onisciência de Deus, talvez o que esteja além seja a onipresença ou onipotência, vai saber… Não estou escrevendo este texto com o objetivo de ser um guia para a projeção dentro da projeção, muito pelo contrário, sou um pesquisador, um alquimista, um cientista como todos os buscadores, o que estou propondo é uma nova forma de ver a multidimensionalidade humana, estou propondo um novo paradigma, uma nova forma de ver essa questão e recolocando em pauta o Inception, e o Fullmetal Alchemist. E talvez essa nova possibilidade abra uma porta a todos os buscadores que tentam um contato com a Divindade e a descoberta de sua própria espiritualidade.

Só um adendo, quanto ao Limbo, o que vemos em todas as características deste, seria como uma experiência da Morte, algo libertador, acolhedor, de onde o indivíduo não quer retornar. Não a morte do corpo, mas a Morte Final, o diluir da consciência no todo que é Deus, sendo que a consciência do Ser deixa de existir e passa a ser apenas parte do todo que é Deus. Além disso não esqueçamos que falamos dos Quatro Elementos da alquimia, porém os magistas mais experientes sabem que traçamos o Pentagrama pois cada ponta representa um elemento, todas elas abaixo do Espírito que está em tudo, forma tudo é tudo e o princípio ao qual tudo está subjugado, em suma Deus.

PS: Se alguém tiver algum relato sobre os planos mais sutis como o Plano Mental ou o que esteja além dele, estou sempre aberto a novas possibilidades, e aguardo novas experiências para descobrirmos as maravilhas da Criação de Deus.

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O Paradigma Divino é um blog de autoria de Saulo Henrique Alves (Ketalel) e orgulhosamente faz parte do Project Mayhem, com artigos sobre ciência e espiritualidade. Agradeço o espaço no Teoria da Conspiração para difundirmos a cultura e espiritualidade no mundo atual.

#Filmes #PlanoAstral

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/i-have-a-dream-inside-a-dream

A Espiritualidade Queer no Vodu, na Santería e no Candomblé

A HISTÓRIA CULTURAL QUEER DA DIÁSPORA AFRICANA:

Durante o tráfico atlântico de escravos, os europeus transportaram mais do que os africanos de suas terras nativas para as plantações das Américas. Eles transportaram culturas, visões de mundo e crenças religiosas milenares. Por autopreservação e pressão de seus mestres cristãos anticristãos, os filhos da diáspora africana disfarçaram suas tradições espirituais nativas sob o disfarce do catolicismo místico. Ao longo dos séculos, as religiões se misturaram para criar novas fés únicas que espelhavam as crenças tradicionais de escravos e senhores, embora com uma corrente dominante de práticas da África Ocidental. Três em particular ganharam grande destaque e podem contar entre eles legiões de adoradores abertamente LGBT+: o Vodu, a Santería e o Candomblé.

O VODU:

Entre bonecos com alfinetes nos olhos, zumbis e associações com o macabro, o Vodu (alternadamente escrito Vodou, Vodum, Voodoo ou Vodoun) é uma das religiões mais sensacionalistas ao redor. A maioria de seus tons mórbidos vem do fato de ser uma religião ancestral, porque reverenciar os ancestrais envolve reverenciar os mortos. Existem diferentes tipos de Vodu, como o Vodu haitiano, o Vodu da Louisiana e o Vodu ainda praticado na África, mas em geral as versões do Novo Mundo são descendentes crioulos das religiões tribais da África Ocidental e do catolicismo francês.

Por si só, o Vodu é muito acolhedor para a comunidade queer, e em algumas culturas caribenhas onde o sentimento anti-LGBT+ é socialmente forte, a prática do Vodu funciona como um espaço seguro e acolhedor para as pessoas queer serem elas mesmas. Não há proteções legais para pessoas LGBT+ na capital Vodu do Haiti, e na outra Meca Vodu da Louisiana, as proteções são mínimas e muitas vezes não são aplicadas fora de Nova Orleans. Nessas geografias onde o Vodu é mais praticado, ser aparentemente queer muitas vezes corre o risco de repercussões que vão desde ser demitido de seu emprego até ser vítima de vários graus de crimes de ódio. A comunidade Vodu, no entanto, é um oásis tolerante e tolerante em um mar de discriminação, e muitas vezes é o único lugar onde haitianos gays e louisianos podem ser eles mesmos.

Por causa disso, muitas pessoas LGBT+ são atraídas pela natureza inclusiva do Vodu; consequentemente, o Vodu tem um número desproporcionalmente alto de praticantes abertamente queer em comparação com outras religiões. [73]  A sexualidade e a expressão de gênero de uma pessoa nunca são julgadas por padrões morais, pois há um entendimento inerente de que você é como o Divino o fez, e a perfeição inerente do Divino significa que o Divino não comete erros. Portanto, você — como quer que seja — não é um erro. Além disso, a procriação não é um ponto focal da religião como é no catolicismo puro, o que significa que todas as formas de sexo não procriativo não são tabu nem vistas como não naturais. Pelo contrário, até as próprias divindades Vodu têm prazer em atos homoeróticos de sexualidade, mas falaremos mais sobre isso daqui a pouco. [74]

Uma das partes mais conhecidas do Vodu envolve a invocação de um espírito (conhecido como lwa) no próprio corpo. Isso geralmente é feito durante um tipo fortemente rítmico de ritual de dança de forma livre, e às vezes um lwa de um gênero habitará o corpo de um humano do gênero oposto. Nesse ponto, o dançarino possuído começa a pensar, se comportar e agir como o lwa dentro dele. Um homem masculino habitado por um loa efeminado começará a agir de forma efeminada, uma mulher afeminada habitada por um loa masculino passará a agir de forma masculina, e nunca a sexualidade pessoal e a identidade de gênero do homem ou da mulher são questionadas porque naquele momento, através da êxtase da dança, o lwa está no controle; o corpo humano é apenas um vaso. Como nota lateral, é importante saber que o Vodu não rotula seu lwa com rótulos LGBT+, embora os humanos geralmente reconheçam traços LGBT+ em seu caráter.

Nem todos, mas vários praticantes de Vodu também acreditam em uma forma de reencarnação em que o corpo é efêmero, mas a alma é eterna. Para eles, a alma é uma coisa sem gênero, e cada pessoa, independentemente de sua sexualidade e gênero atual, tem sido muitas coisas de muitas vidas passadas. Um homem homossexual branco flamejante hoje pode ter sido uma mulher asiática heterossexual Kinsey 1 em um ponto ou talvez uma mulher negra bissexual ou mesmo uma tribo pansexual de gênero fluido nas selvas de Papua Nova Guiné. Assim, a aparência externa, rótulos e desejos pessoais não definem a verdadeira alma de uma pessoa, tornando-os nulos e vazios nas conversas sobre o certo e o errado. São apenas fatos da vida, todos sujeitos a mudanças durante a próxima transmigração da alma.

A LIÇÃO DO VODU:

 

A INVOCAÇÃO DE DIVINDADES DE GÊNEROS OPOSTOS:

A prática Vodu de possessão espiritual é uma óbvia atividade mágica de lição ou conclusão. Agora, até que você aprenda mais sobre as tradições do Vodu ou já tenha um relacionamento com elas, não vá invocar lwa Vodu de maneira Vodu. Comece com sua própria tradição mágica. Especificamente, se sua fé envolve um panteão de divindades de gêneros diferentes, invoque uma divindade do gênero oposto ao qual você se identifica pessoalmente. Mas faça isso, é claro, à maneira de sua própria tradição com a qual você está familiarizado.

Uma coisa é falar, agir e simpatizar com outros gêneros, mas perder totalmente o controle e permitir que outro gênero tome as rédeas e faça você pensar, sentir e agir como eles é outra coisa. Então, para sua próxima atividade mágica, faça um ritual de invocação de uma divindade que seja o epítome estereotipado do gênero oposto ao seu. Experimente, veja como é e, em vez de apenas entrar em contato com outro gênero, permita que esse outro gênero entre em você.

A SANTERÍA:

A Santería é semelhante, mas muito diferente do Vodu de várias maneiras. Eles são semelhantes no sentido de que ambos são de origem caribenha, criados a partir da mistura de catolicismo colonial e religiões tradicionais da África Ocidental, e acreditam em um panteão de seres espirituais que muitas vezes são chamados a possuir um devoto durante a dança ritual. Suas diferenças predominantes, no entanto, vêm de ramos específicos de suas raízes religiosas, das quais suas outras diferenças evoluíram naturalmente. Especificamente, enquanto o Vodu é mais uma mistura de catolicismo francês e espiritualidade africana da tradição do Daomé, a Santeria é mais uma mistura de catolicismo espanhol e espiritualidade africana da tradição iorubá.

Em vez do lwa do Vodu, os espíritos de Santería são conhecidos como orishas. Os escravos iorubás que antes viviam sob o domínio colonial espanhol no Caribe disfarçavam seus orishas de santos católicos, fazendo com que cada orisha correspondesse a um santo específico. Ao longo dos anos, os traços, mitologias e esfera de domínio espiritual que cada orisha e santo possuíam se misturaram para formar a tradição espiritual única conhecida hoje como Santería, que ainda é popular em seus países caribenhos de língua espanhola, bem como nos EUA. e cidades latino-americanas com grandes populações de imigrantes hispano-caribenhos.

Do lado de fora, Santería tem todas as armadilhas do sensacionalismo: adivinhação com ancestrais falecidos, possessão, uso pesado de rituais de dança de tambores, transes e, mais notoriamente, sacrifício de animais. Soma-se a tudo isso o fato de que a Santería também possui uma porcentagem estatisticamente grande de praticantes LGBT+ em comparação com outras tradições religiosas. O raciocínio para isso é muito semelhante ao raciocínio para o mesmo fenômeno social encontrado no Vodu: a Santería coloca uma ênfase maior na alma sem gênero de uma pessoa, em vez de seu corpo físico ou apetites corporais. Isso permite uma atitude não julgadora e acolhedora para permear a fé. Além disso, a comunidade queer dentro da maior sociedade cultural machista caribenha/católica das ilhas encontra refúgio em sua comunidade religiosa da Santería porque eles podem ser eles mesmos com segurança e abertamente, encontrar outros como eles e conhecer outras pessoas de mente aberta. A identidade queer também é encontrada nos mitos e tradições de seus orishas.

Um exemplo disso é a história de origem da própria homossexualidade da Santería. Segundo a lenda, ela se desenvolveu naturalmente entre dois orishas masculinos em resposta à tentativa de sua mãe de esconder sua própria vergonha. Conforme a história, Yemaya (a orisha da lua, do oceano, dos mistérios femininos e a divindade mãe de todos os orishas) foi enganada para fazer sexo com seu filho Shango (orisha do trovão, raio, fogo e guerra) na frente de seus dois irmãos Abbatá e Inlé (os orishas da cura e da profissão médica). Envergonhada e horrorizada por alguém descobrir isso, ela baniu Abbatá e Inlé para viver no fundo do mar, longe do resto do mundo, e só para garantir ela fez Abbatá ficar surdo e cortou a língua de Inlé. Apesar de sua incapacidade de se comunicar um com o outro, eles ainda eram capazes de se entender com empatia. E juntos, em sua mútua solidão e sofrimento, os dois desenvolveram um vínculo profundo que se transformou em paixão romântica e sexual, dando origem à homossexualidade no mundo. [76]

Além da óbvia história de origem, esse mito também contém reflexões muito mais profundas da sociedade gay. Os laços de ser pária, rejeitado por sua família, sua incapacidade de se expressar plenamente e punição por ações além de seu controle são temas comuns na vida da comunidade queer como um todo. Além disso, também sugere a empatia natural das pessoas LGBT+ por outras pessoas que sofrem. A outra conexão está no símbolo de Abbatá de serpentes entrelaçadas, que, embora tenha associações com o caduceu médico, também tem fortes tons homoeróticos. O papel espiritual de Abbatá como enfermeiro de Inlé também tem uma tendência gay, devido aos estereótipos de enfermeiros do sexo masculino serem gays. No entanto, as especificidades desses dois amantes variam dependendo da preferência do praticante individual. As preferências variam de pessoas que veem Inlé como um ser andrógino a pessoas hetero-normalizando seu relacionamento ao ver Abbatá como uma mulher completa. [77]

Segundo alguns praticantes da Santería, não se pode ser um praticante solitário. Para eles, e para muitos, a Santería é uma religião comunal. Devido à grande porcentagem de praticantes queer na Santería, a exposição a eles permite que a maioria não-LGBT+ interaja com eles e passe a ver a comunidade queer como pessoas boas e comuns como eles. Isso cria um efeito de bola de neve social em que mais e mais pessoas se tornam cada vez mais receptivas e, por sua vez, criam seus filhos para serem mais socialmente liberais, levando a uma aceitação ainda maior dentro da Santería. Além disso, muitos líderes dentro da Santería são abertamente queer; como líderes, eles direcionam o curso da religião para se tornar ainda mais receptivo e de mente aberta. [78]

No entanto, como a maioria das religiões, a Santería está longe de ser um ideal utópico de aceitação perfeita. Apesar de cerca de 30-50 por cento dos praticantes serem indivíduos LGBT+ e a maioria de todos os praticantes serem mulheres, a estrutura hierárquica da Santería impede que pessoas e mulheres queer (na maioria das linhas) alcancem os mais altos cargos de liderança como o Babalawo (o mais alto- nível de classificação no sacerdócio). Além disso, os homens gays são proibidos de tocar os tambores sagrados conhecidos como batá. Por fim, a religião mantém uma estrita divisão de trabalho entre os sexos, e quando a orientação sexual, expressão e identidade de uma pessoa não se alinham com os papéis convencionais de gênero, seu lugar hierárquico dentro da religião pode se tornar complicado e sujeito ao arbítrio de autoridades regionais. Liderança. Mas apesar dessas limitações, a comunidade LGBT+ é geralmente muito aceita dentro de Santería e experimenta muito mais liberdade do que em muitas outras religiões em nosso mundo moderno.

A LIÇÃO DA SANTERÍA:

 

A SACRALIDADE DA COMUNIDADE:

A Santería é uma fé muito comunal, e o aspecto de união é altamente reverenciado. Mais do que apenas ajudar uns aos outros e estar sempre lá um para o outro, a comunidade da Santería considera sagradas suas interações comuns uns com os outros. Então, para sua próxima atividade mágica, vá lá e ajude sua comunidade. Intenções mágicas, palavras e correspondências são ótimas, mas o que elas significam se não agirmos de acordo com elas? Seja voluntário, envolva-se no ativismo, ajude um vizinho literal. Quanto mais interagimos com a sociedade de forma positiva e benéfica, mais a sociedade nos vê como positivos e benéficos. Afinal, uma mão amiga é muitas vezes o trabalho de feitiço mais poderoso que se pode fazer para um bem maior.

O CANDOMBLÉ:

Para completar nosso tour pelas religiões da diáspora africana, vamos velejar para fora do Caribe e atracar na nação sul-americana do Brasil, que tem a dupla desonra dúbia de não ser apenas o destino número um para a maioria dos escravos africanos levados para no Novo Mundo (cerca de 40% do total do comércio de escravos), mas também foi a última nação do Hemisfério Ocidental a abolir completamente a escravidão. O grande número de escravos combinado com a extensa linha do tempo da escravidão legalizada criou uma fusão espiritual e cultural única e duradoura entre o povo brasileiro. Atualmente, o Brasil é um país com uma das maiores populações de afrodescendentes, perdendo apenas para a Nigéria. [80]

De todas as tradições espirituais ecléticas que emergem dessa história única, o Candomblé é uma das maiores e mais conhecidas. Ele compartilha características semelhantes com seus primos do norte, o Vodu e a Santería, mas o Candomblé é mais o resultado das tradições da África Ocidental misturadas com o Catolicismo Português e as várias religiões nativas encontradas no Brasil Aborígene. Como o Vodu e a Santería, no entanto, o Candomblé também coloca grande ênfase em um panteão espiritual de orixás (sua grafia de orishas), bem como tambores ritualísticos, dança de forma livre e possessão de espíritos. Ele também tem um seguimento queer muito forte.

É importante notar que o Candomblé nem sempre aceitou a comunidade queer. Originalmente, suas regras e hierarquias rígidas impunham limitações severas e preconceituosas a qualquer pessoa LGBT+. Mas no início de 1900, um ramo separado da religião conhecido como caboclo se desenvolveu e rapidamente ganhou popularidade devido à sua preferência por orixás mais obscenos e irreverentes e falta de restrições para seus membros LGBT +. Consequentemente, o aumento da popularidade do caboclo forçou o Candomblé mais popular a se tornar menos rígido e mais aberto aos seus adeptos queer. Ainda assim, porém, o ramo caboclo da religião, devido à sua história, é conhecido como a versão “queer” do Candomblé e o próprio título carrega consigo uma nuance compreendida da natureza/ser queer (queerness). [81]

A popularidade moderna do Candomblé entre a comunidade queer é muito semelhante à afinidade da comunidade pelo Vodu e pela Santería. É um lugar acolhedor e tolerante para expressar seu verdadeiro eu em uma sociedade cultural intolerante e discriminatória, sua identidade sexual e expressão de gênero são refletidas tanto na mitologia quanto nas divindades espirituais, e não há moralidade percebida sobre orientação ou identidade sexual.

No Candomblé não existe a dualidade comum do bem e do mal. Em vez disso, cada pessoa está inserida em seu próprio destino pessoal a cumprir, e o destino de uma pessoa pode exigir um código moral diferente do destino de outra. Claro, isso é temperado pela crença adicional de reciprocidade cósmica de que o que você faz aos outros acabará por voltar para você, então isso não é de forma alguma uma tradição espiritual que tolera um tipo de mentalidade do tipo “para o inferno com as consequências”. Mas, em suma, há uma atmosfera de não julgamento entre os fiéis, enfatizando a importância de deixar as pessoas se expressarem da maneira mais correta para elas, que incluem sexualidade e identidade de gênero. É verdade que nem todos os membros são tolerantes, mas como um todo o Candomblé é muito menos intolerante do que muitas das principais religiões do mundo moderno. [82]

Os praticantes do Candomblé Queer costumam ser membros de uma “casa”. Essas casas são semelhantes às casas de drag queen, onde todos se reúnem e formam um vínculo familiar próximo, muitas vezes sob a liderança de uma “mãe” ou “pai” mais experiente. Na sociedade brasileira, essas casas de candomblé têm estado na vanguarda dos movimentos pelos direitos LGBT+ tanto na advocacia quanto na mobilização. Eles são conhecidos até mesmo por se esforçarem para implementar campanhas de prevenção ao HIV/AIDS e ajudar os já infectados, fornecendo referências e informações sobre o tratamento. Por causa de seus esforços, o Brasil hoje tem algumas das proteções legais mais progressistas para a comunidade queer no mundo, embora culturalmente ainda exista uma tremenda discriminação e intolerância.[83]

Além das casas, o Candomblé se destaca em outro pilar gay altamente evoluído: a leitura, como na leitura de uma companheira rainha para a sujeira (chamar a atenção de forma abrangente para as falhas de alguém, isto é, arrastar o nome de alguém com falhas para a lama). De fato, na década de 1980, o antropólogo gay Jim Wafer estudou a cultura gay dos adeptos do candomblé, e ficou particularmente fascinado com sua própria forma de abuso verbal estilizado e lúdico entre si que eles chamam de baixa. Os praticantes do candomblé têm duas formas distintas de baixa; uma forma é usada em ambientes públicos seculares e a outra é usada apenas em rituais privados durante os festivais. A principal diferença está no vocabulário e nos tipos de leitura que se faz. A versão secular é semelhante à leitura comum como a conhecemos na cultura gay contemporânea, mas a versão religiosa faz uso proposital de orixás, piadas internas de rituais e menções à política doméstica. Embora semelhantes, cada tipo de baixa desenvolveu seu próprio fluxo rítmico e forma de arte falada que são distintas umas das outras. Wafer faz uma nota final sobre a baixa, afirmando que é uma coisa muito gaycêntrica, uma vez que é mutuamente compreendida entre gays brasileiros e aqueles que conhecem a comunidade. [84]

A LIÇÃO DO CANDOMBLÉ:

 

A SACRALIDADE DA COMUNIDADE QUEER:

Agora, eu sei o que você está dizendo: “Mas Tomás, essa foi a atividade de algumas páginas atrás.” E sim, é, mas com um foco diferente: essa é a sacralidade de nossa própria comunidade queer. Você vê, a Santería fez grandes avanços na sociedade hispano-caribenha ao reunir as comunidades queer e não-queer, derrubando barreiras e mostrando como todos podemos nos dar bem. Mas o que nossos irmãos e irmãs do Candomblé fazem muito bem é agir para apoiar sua própria comunidade queer sagrada. Através de seu estabelecimento de acolhimento de fugitivos para formar casas, ativismo de HIV/AIDS e desenvolvendo suas próprias formas de comunicação verbal, eles estão aproximando a comunidade queer brasileira e cuidando uns dos outros.

Como pessoas LGBT+, muitas vezes lançamos a palavra “comunidade” como se quiséssemos, mas dando uma olhada ao redor, fragmentação e luta interna estão em toda parte. É bom dizer que somos uma comunidade e, em seguida, todos aparecem juntos em um evento do Orgulho, mas como estamos prestando homenagem à nossa sagrada comunidade queer nas outras cinquenta e uma semanas do ano? Não apenas diga, mostre.

Então, para sua próxima atividade mágica, ajude sua tribo queer. Seja voluntário em seu centro LGBT+ local, inicie um grupo de apoio queer no Facebook, escreva em um blog sobre sua experiência como feiticeiro queer; as opções são infinitas. Independentemente de como você faz isso, mostre sua devoção mágica à comunidade através da ação, porque se tudo o que você está fazendo é acender uma vela e enviar boas intenções para sua tribo queer, em que você é diferente daqueles que, em resposta a um pedido de ajuda, dizer coisas como “meus pensamentos e orações estão com você”? Lembre-se, a ação direta obtém satisfação; como um grupo minoritário global, precisamos ajudar uns aos outros com ações, não apenas palavras. Mãos que ajudam são mais sagradas do que lábios que oram.

AS DIVINDADES E AS LENDAS QUEER:

 

BABALÚ-AYÉ:

Conhecido como Babalú-Ayé na Santería e como Obaluaiê no Candomblé, ele é o orixá da doença e da cura. Além de ser muito temido e muito respeitado, é um dos orixás mais populares devido aos inúmeros relatos de suas milagrosas intercessões de cura. Embora não necessariamente considerado uma entidade queer em si mesmo, desde o nascimento da epidemia de HIV/AIDS ele foi adotado pela comunidade LGBT+. Para muitos na comunidade, Babalú-Ayé é visto como o orixá proeminente para pessoas que sofrem de HIV/AIDS, e as petições específicas para ele por seus poderes de cura são numerosas. E embora ele seja um orixá, ele também sofre de claudicação física e um corpo doente. Esse sofrimento concede uma compreensão de solidariedade entre ele e os mortais, pois, diferentemente de outras divindades, ele pode simpatizar diretamente com sua doença e dor.

Além da conexão com HIV/AIDS, a comunidade LGBT+ o considera especialmente sagrado por sua bondade para com os marginalizados do mundo. As lendas contam como ele é o orixá que vai ajudar os isolados por doenças contagiosas e transmissíveis quando ninguém mais o faria por medo de se infectar. Sua cor sagrada também é roxa, que tem conexões internacionalmente compreendidas dentro da comunidade queer. [85]

A oferta mais comum para ele são grãos, e ele tem fortes correspondências com o elemento terra. Ao usar um recipiente para apresentar ou guardar oferendas, porém, é tradicional que a tampa do recipiente tenha furos, simbolizando a impossibilidade de se proteger para sempre da doença. Além disso, seus navios nunca são deixados parados. Eles são tradicionalmente mantidos em movimento para vários locais de acordo com as histórias mitológicas de Babalú-Ayé, onde o movimento e a atividade são ensinados como as melhores formas de cura porque evitam a estagnação e mantêm o corpo saudável, evitando que o corpo fique doente em primeiro lugar. No trabalho de feitiços, os devotos oram a ele para curar os entes queridos de doenças e punir seus inimigos com doenças. [86]

BARON SAMEDI:

Baron Samedi é indiscutivelmente um dos mais conhecidos lwa do Vodu na cultura pop graças à sua personalidade excêntrica e representação caricaturizada em filmes populares como o Dr. Facilier no filme A Princesa e o Sapo, da Disney, e como o apropriadamente chamado Barão Samedi no clássico de James Bond: Com 007 Viva e Deixe Morrer. Como patrono da morte, sepulturas, cemitérios, cura, fumo, bebida e obscenidades, ele é uma das divindades mais transgressoras de qualquer religião.

Em termos de aparência, ele é frequentemente descrito como tendo uma estrutura magra como um esqueleto, com um copo de rum ou um charuto na mão enluvada e vestindo uma elegante sobrecasaca roxa e cartola. Ele às vezes complementa isso adicionando à mistura alguns itens essenciais femininos, como saia e sapatos de salto alto. Particularmente, ele é conhecido por seu desrespeito ao tato e decoro, bem como por sua devassidão lasciva, mas ele faz tudo com um ar urbano de suavidade.

Às vezes ele é visto como um lwa transgênero, mas sempre com uma preferência descarada pelo sexo anal. Sua capacidade fluida de ir além do binário homem/mulher, hétero/gay, masculino/feminino, terra/submundo, vivo/morto o torna um lwa popular para a comunidade queer e para aqueles que sentem a necessidade de transgredir fronteiras sem vergonha ou que sentem que não se encaixam em uma categoria singular de rótulos. [87]

Na devoção, os cemitérios são lugares sagrados para ele, e muitas vezes ele pede que seus devotos usem as cores preta, branca ou roxa. Para oferendas, ele tem preferência por coisas esfumaçadas pesadas, como café preto, nozes grelhadas, charutos e rum escuro. Ele é solicitado principalmente por feitiços e magia prejudicial, mas também é solicitado para a prevenção da morte durante doenças com risco de vida, durante momentos perigosos e em resposta a ser fatalmente enfeitiçado. Segundo a tradição, diz-se que só se pode morrer se o Barão Samedi cavar a sua cova. Porque ele é um tipo de personalidade caprichosa e impulsiva, ele pode optar por não cavar sua cova, deixando você viver o que está acontecendo com você, se solicitado a fazê-lo, ou se ele simplesmente não o fizer. Não tenho vontade de cavar sua cova por qualquer motivo. [88]

ERZULIE FRÉDA & ERZULIE DANTOR:

Erzulie é uma família de lwa do Vodu, da qual dois membros às vezes estão diretamente associados à comunidade queer: Erzulie Freda e Erzulie Dantor. Erzulie Fréda pode ser mais comparada à deusa grega Afrodite e é a lwa do amor, beleza, joias, dança, luxo, flores e homossexuais masculinos. Diz-se que os gays estão sob sua proteção divina, e não é incomum que os homens afirmem que sua orientação sexual foi diretamente o resultado de ter invocado Erzulie Fréda para possuí-los durante a dança ritualística. Ela também é conhecida por ser muito paqueradora com todos os gêneros, e alguém de quem ela possui muitas vezes será visto flertando com outras pessoas, independentemente de sua orientação sexual regular. Condizente com uma divindade do amor, seu símbolo sagrado é o de um coração, sua cor sagrada é rosa e ela prefere oferendas românticas, como perfumes, sobremesas, joias e destilados com sabor doce. [89]

Erzulie Dantor, em comparação, é a lwa das mulheres, crianças e lésbicas. Ela é frequentemente retratada como uma Virgem Maria de pele negra com cicatrizes no rosto e um seio bem dotado, segurando uma criança de pele negra semelhante a Jesus. Suas cores sagradas geralmente são azul e dourado, enquanto suas ofertas preferidas são água da Flórida, carne de porco, rum e, especialmente, licor de chocolate. [90]

REFERÊNCIAS:

[73]. International Gay and Lesbian Human Rights Commission and SEROvie, The Impact of the Earthquake, and Relief and Recovery Programs on Haitian LGBT People, 2011, https://www.outrightinternational.org/content/impactearthquake-and-relief-and-recoveryprograms-haitian-lgbt-people (accessed Oct. 28, 2016).

[74]. Elizabeth A. McAlister, Rara! Vodou, Power, and Performance in Haiti and Its Diaspora (Berkeley: University of California Press, 2002).

[75]. Rev. Severina K. M. Singh, “Haitian Vodou and Sexual Orientation,” in The Esoteric Codex: Haitian Vodou, ed. Garland Ferguson (Morrisville: Lulu Press, Inc., 2002), 50-53.

[76]. Randy P. Conner, “Gender and Sexuality in Spiritual Traditions,” in Fragments of Bone: Neo-African Religions in a New World, ed. Patrick Bellegarde-Smith (Champaign: University of Illinois Press, 2005).

[77]. From https://www.viejolazaro.com/en/ (accessed Nov. 1, 2016) and http://agolaroye.com/Inle.php (accessed Nov. 1, 2016).

[78]. Scott Thumma and Edward R. Gray, Gay Religion (Walnut Creek: Altamira Press, 2004).

[79]. Salvador Vidal-Ortiz, “Sexual Discussions in Santería: A Case Study of Religion and Sexuality Negotiation,” Journal of Sexuality Research & Social Policy 3:3 (2006), http://www.academia.edu/1953070/Sexuality_discussionsJn_Santer%C3%ADa_A_case_study_o (accessed Nov. 1, 2016).

[80]. Nicolas Bourcier, “Brazil Comes to Terms with Its Slave Trading Past,” The Guardian, Oct. 23, 2012, https://www.theguardian.com/world/2012/oct/23/brazil-struggle-ethnic-racial-identity (accessed Nov. 2, 2016).

[81]. Roscoe, Queer Spirits.

[82]. “Candomble at a Glance,” British Broadcasting Corporation, Sept. 15, 2009, http://www.bbc.co.uk/religion/religions/candomble/ataglance/glance.shtml (accessed Nov. 2, 2016).

[83]. Andrea Stevenson Allen, Violence and Desire in Brazilian Lesbian Relationships (New York: Palgrave Macmillan, 2015).

[84]. Jim Wafer, The Taste of Blood: Spirit Possession in Brazilian Candomble (Philadephia: University of Pennsylvania Press, 1991).

[85]. “Babalu Aye,” Association of Independent Readers & Rootworkers, June 20, 2017, http://readersandrootworkers.org/wiki/Babalu_Aye (accessed Aug. 18, 2017).

[86]. David H. Brown, Santería Enthroned: Art, Ritual, and Innovation in an Afro-Cuban Religion (Chicago: University of Chicago Press, 2003).

[87]. Tomas Prower, La Santa Muerte: Unearthing the Magic & Mysticism of Death (Woodbury: Llewellyn, 2015).

[88]. “Baron Samedi—A Loa of the Dead,” Kreol Magazine, http://www.kreolmagazine.com/arts-culture/historyand-culture/baron-samedi-a-loa-the-dead/dead/(accessed June 12, 2017).

[89]. Des hommes et des dieux, directed by Anne Lescot and Laurence Magloire (2002, Port-au-Prince: Digital LM, 2003), DVD.

[90]. From http://ezilidantor.tripod.com (accessed Oct. 28, 2016).

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Fonte:

Queer Magic: LGBT+ Spirituality and Culture from Around the World © 2018 by Tomás Prower.

COPYRIGHT (2018) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/queer/a-espiritualidade-queer-no-vodu-na-santeria-e-no-candomble/

Matrix – o Deserto do Real

Para começarmos a entender Matrix, é fundamental que façamos a pergunta essencial do filme: O que é a Matrix? Nas telas do cinema, Matrix é um mundo de sonhos gerado por computador, o qual, por meio de uma realidade virtual, simula o nosso mundo como é hoje.

O fenômeno Matrix pode ser compreendido, se considerarmos as influências dos temas que aparecem, direta ou indiretamente, no roteiro do filme. Citarei alguns exemplos: distopia, esperança, filosofia, 1984 de George Orwell, artes marciais, cybercultura, agentes secretos, conspirações, romance, Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll, messianismo, mitologia grega e céltica, Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, ficção científica e assim por diante.

Poderia começar pelo messianismo — crença na vinda do Salvador, Jesus, Messias, Buda, Krishna, Noé, rei Artur… Mas começarei pela Filosofia, que, segundo o Aurélio: Filosofia 1. é o estudo que visa a compreensão da realidade, no sentido de aprendê-la na sua totalidade; 2. Razão; Sabedoria.

Vamos a Matrix! Morpheus tem aspectos diferentes; algumas vezes o relaciono com o “Mestre” da Grande Fraternidade Branca, que tem de ensinar o seu discípulo, Neo, a vencer a ilusão (Maya) para, desta forma, enfrentar a Matrix. Para que isso aconteça, Neo tem de transformar-se em Mestre. E é por meio dos softwares (programas) que começa seu aprendizado.

Por outro lado, Morpheus é um deus da mitologia grega, filho da noite e do sono, deus dos sonhos, filho de Hypnos. Deus que proporciona o repouso necessário ao homem fatigado para que este possa, por meio dos sonhos, libertar o adormecido de seus pesares.

Em sua missão, Morpheus leva Neo para conhecer o “Oráculo”, que logo lhe mostra a frase “Conhece-te a ti mesmo”, que no Templo de Delfos assim aparece inscrito: “Conhece-te a ti mesmo e conhecerás o Universo e os deuses.”.

Pítia (ou pitonisa) era um “título” muito antigo e designava a sacerdotisa de Apolo que, no Oráculo de Delfos, entrava em transe para receber as profecias e as respostas do deus. O nome, talvez relacionado ao antigo nome de Delfos, Pitô, remonta, provavelmente, à época em que o oráculo era consagrado à Gaia e guardado pela serpente Píton, morta por Apolo.

No interior do santuário, a pergunta do consulente era então transmitida à Pítia que, sentada sobre a trípode sagrada e com um ramo de loureiro (um dos atributos de Apolo) nas mãos, inalava os vapores de uma fenda, entrava em êxtase e transmitia a resposta de Apolo. A profecia, sempre enigmática e ambígua, era registrada pelos demais sacerdotes, interpretada por eles entre versos hexâmetros.

A cidade de Delfos fora consagrada a princípio à Terra, em seguida a Têmis (justiça), depois a Febe (a Lua mediadora), por fim a Apolo, o deus solar, o verbo solar, a palavra universal, o grande mediador, o Vishnu dos hindus, o Mithras dos persas, o Hórus dos egípcios, o Logos da Teosofia.

Aliás, Logos significa “espírito”, “razão” ou “linguagem”. Na Bíblia, o Logos aparece no Evangelho de João, no qual é traduzido como “Verbo”, e é um dos atributos de Deus: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus”. Os gnósticos interpretavam o Logos como uma denominação do verdadeiro Deus. Durante uma visão, o líder gnóstico Valentino viu o Logos sob a forma de um menino não muito diferente do órfão que fala a Neo a respeito da colher em Matrix. No Gnosticismo, o Arquiteto assemelha-se ao Demiurgo, um deus falso. Os gnósticos acreditavam que todos viviam em um mundo material e que despertaríamos para a realidade verdadeira.

Matrix também nos faz lembrar de Sócrates, esse sábio que mudou o panorama da Filosofia e da humanidade, fundador da ética ou filosofia moral. Por sua causa, as pessoas passaram a se interessar e a estudar, não apenas a realidade exterior, mas a interior.

Sócrates, em sua época, também procurou o “Oráculo”, e este vaticinou ser ele o homem mais sábio dos homens. Todas as pessoas achavam isso, menos Sócrates. No filme, todos acham que Neo é o “Escolhido”, menos ele.

Para Sócrates, a sabedoria consiste no reconhecimento da própria ignorância, o que envolve o abandono de idéias preconcebidas. Isso tem uma profundidade imensa. As pessoas não questionam, são ignorantes (não conhecem). Elas buscam um caminho um tanto controverso, sem nenhum fundamento, baseiam-se em livros sem começo e sem fim, de autoria desconhecida e com traduções duvidosas.

Em Matrix, algumas coincidências com as religiões são fáceis de serem percebidas. A ligação de Neo com o Messias é óbvia, tanto em sua ressureição como nas profecias da vinda do Salvador, que é preparada por Morpheus (na Bíblia, por João Batista); Nabucodonosor é a nave com o mesmo nome do rei babilônico responsável pela destruição do Templo de Jerusalém; na nave de Matrix existe a inscrição Mark III nº 11, em referência ao Evangelho de Marcos 3:11, que diz: “E quando os espíritos impuros o viam, se jogavam gritando: ‘Tu és o Filho de Deus’”.

Já que mencionei o número 11, voltemos ao início do filme, quando deixa gravado na tela por alguns instantes o número 506, que em sua soma tem como resultado o número 11. Este é considerado um número “mestre”.

O 11 é o despertador para a consciência Divina, um portal dimensional, o fogo sagrado presente em nosso ser. Este número está associado à carta “força” do Tarô, que representa a vitalidade, a força e o brilho de todos os seres. Indica energia transbordante. O 11 é o número de Nuit (Deusa da Noite).

Os maçons representam esse número com o Hexagrama Pentáfico, o pentagrama inscrito no Hexagrama. Para a tradição chinesa, o 11 é o número pelo qual se constitui, na sua totalidade, o caminho do Céu e da Terra, Tcheng. É o número do Tao. No hebraico, está relacionado à letra Teth, que significa serpente. É o asilo do homem, seu escudo e proteção. No caminho cabalístico, a letra Teth une e equilibra Chesed (a misericórdia) com Gueburah (a severidade). É a ponte que integra a polaridade da construção e da destruição. Diz Robert Wang: “É o caminho em que o fogo se torna Luz”. Sua atribuição astrológica é leão, signo do fogo e regido pelo sol.

No Sepher Yetzirah está escrito: “O décimo-primeiro é o número da consciência desejada e procurada (Sephel Hachafutz VeHaMevukash), e é assim chamado porque recebe o influxo Divino para outorgar sua bênção a tudo o que existe”.

Podemos ainda relacionar o número 11 a Lúcifer, o portador da Luz, phosphóros (= do grego), Vênus, a estrela matutina e vespertina, a luz mais brilhante.

No Hinduísmo, a figura da mulher é supervalorizada e há a união entre o masculino e o feminino, o yin e o yang. Na Antiguidade, a figura feminina era ligada à Deusa. Era à mulher que os deuses faziam as revelações (como à Pítia, por exemplo). Em Matrix, temos a figura de Trinity, que representa o número 3 e que, em português, significa Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo — Brahma, Vishnu e Shiva, e assim por diante. Existe aqui, portanto, um outro ponto, um tanto menos masculino. Trinity é uma mulher e representa a Grande Mãe-Filha e o Espírito Santo. Outra vez o filme faz menção à Grande Fraternidade Branca, na qual a mulher é representada pela Mãe-natureza.

Segundo o pitagorismo, a essência de todas as coisas é o número, ou seja, as relações matemáticas, que afirmam poder explicar a variedade do mundo mediante o concurso dos opostos, que são: o limitado e o ilimitado, o par e o ímpar, o perfeito e o imperfeito.

Como a filosofia da natureza, assim a astronomia pitagórica representa um progresso sobre a jônica; afirmam a esfericidade da Terra e dos demais corpos celestes, denominando o conceito de harmonia, logicamente conexo com a filosofia pitagórica, e as práticas ascéticas e abstinenciais com relação à metempsicose e à reencarnação das almas.

“Simbolismo dos Números Pitagóricos: um é a razão, dois a opinião, quatro a justiça, cinco o casamento, dez a perfeição, etc. Um é o ponto, dois é a linha, três é a superfície, quatro é o volume. Cosmogonia. O Universo e os Planetas esféricos. A Harmonia das Esferas.”

Existem muitas divergências a respeito da verdadeira nacionalidade de Pitágoras, pois uns afirmam ter sido ele de origem egípcia; outros, síria ou, ainda, que ele seja natural de Tiro. Porém, o mais aceito por todos que estudam sua vida é que Pitágoras nasceu em Samos, entre 520 e 570 antes de nossa era. Na mesma época de Gautama — Buda, Zoroastro (Zaratustra), Confúcio e Lao Tse.

Seus Mestres foram Hermodamas de Samos, até os 18 anos; depois, Ferécides de Siros; foi aluno de Tales, em Mileto, e ouvinte das conferências de Anaximando. Foi discípulo de Sanchi, sacerdote egípcio, tendo também conhecido o assírio Zaratustra, na Babilônia, quando de sua estada na Metrópole da Antiguidade.

O hierofante Adonai aconselhou-o a ir ao Egito, recomendado ao faraó Amon, onde foi iniciado nos Mistérios Egípcios, no Santuário de Mênfis, Dióspolis e Heliópolis.

Eis o significado do nome Pitágoras (Píton = serpente; Ágora = espaço aberto onde os gregos se reuniam para conversar e mercadejar). A Serpente representa sabedoria e Ágora a “boca”. Em resumo, seu nome significa a “Voz da Sabedoria”.

Pitágoras ostentava em sua coxa esquerda uma grande marca dourada que os céticos julgavam ter sido um sinal de nascença, mas os iniciados sabem que se trata do sinal de Apolo.

“A ciência dos números e a arte da vontade são as duas chaves da magia, diziam os sacerdotes de Mênfis; elas abrem todas as portas do Universo.”

“O sono, o sonho e o êxtase são as três portas abertas do além, de onde nos vêm a ciência da alma e da arte da adivinhação. A evolução é a lei da vida. O número é a lei do Universo. A unidade é a lei de Deus.”

Não poderíamos falar em Matrix sem mencionarmos a figura de Icarus, um havercrafts que, como Nabucodonosor, de Morpheus, percorre os túneis subterrâneos em busca de um local para transmitir um sinal pirata para dentro da Matrix. Na mitologia grega, Ícaro era filho de Dédalo, o artesão que construiu o Labirinto do Minotauro em Creta, aquele com corpo de homem e cabeça de touro, que devorava os prisioneiros do rei. Dédalo e seu filho foram vítimas dessa prisão e sabiam que só conseguiriam sair dali se fosse pelo alto. Dédalo, então, confeccionou asas para ambos, coladas com cera de abelha, e conseguiram fugir. Mas Ícaro se embriagou pela sensação de voar e aproximou-se demais do Sol, que derreteu a cera de suas asas fazendo com que ele se despedaçasse de encontro ao solo. Os gregos passaram a ter Ícaro como símbolo do pior pecado que um humano possa cometer, Hybris, a tentação de igualar-se aos deuses.

A magnífica obra 1984, de George Orwell, escrita em 1948, fala de um mundo dominado pelo socialismo stalinista em 1984 (o inverso dos números do ano em que foi escrita). Em um mundo onde o Estado domina e nada é de ninguém, mas tudo é de todos, tudo o que resta de privado são os poucos centímetros quadrados do cérebro. E é aí que a batalha se desenvolve, entre o indivíduo e o Estado, lutando na tentativa de controlar a mente.

“Obediência não é o suficiente. A não ser que uma pessoa esteja sofrendo, como você pode ter certeza de que ela está obedecendo à sua vontade e não à dela? O poder está em infringir dor e humilhação. O poder está em rasgar mentes humanas em pedaços e colocá-las juntas de volta em novas formas escolhidas por você mesmo. Você começa a enxergar agora o tipo de mundo que estamos criando? (…) Não haverá lealdade, a não ser lealdade ao partido. Não haverá amor, a não ser amor ao Grande Irmão. Não haverá riso, apenas o riso de triunfo sobre um inimigo derrotado. Não haverá arte, literatura ou ciência. Quando formos onipotentes, já não haverá mais necessidade de ciência. Não haverá distinção entre a beleza e a falta dela. Não haverá mais curiosidade nem alegria no processo da vida. Todos os prazeres competitivos serão destruídos. Mas sempre – não se esqueça disso, Winston – sempre haverá a intoxicação do poder, sempre aumentando e sempre crescendo sutilmente. Sempre, a cada momento, haverá o tremor da vitória, a sensação de pisar num inimigo que já está sem esperança. Se você quer uma imagem do futuro, imagine uma bota pisando num rosto humano – para sempre.”

Lembro-me, também, de Aldous Huxley e sua obra-prima, Brave New World (Admirável Mundo Novo), escrita durante quatro meses, no ano de 1931. Os temas nela abordados remontam grande parte de suas preocupações ideológicas como a liberdade individual em detrimento ao autoritarismo do Estado.

“A sobrevivência da democracia depende da capacidade de grandes maiorias de fazer escolhas de um modo realista, à luz de uma informação suficiente.”

É uma forma diferente de criticar a substituição das pessoas por máquinas: substituindo o lado humano, os sentimentos e emoções por sensações pré-programadas. Os seres humanos são produzidos em linhas de montagem (criadas por Henry Ford, no início deste século), como os produtos genéricos, e condicionados a aceitar uma série de dogmas sociais; são padronizados e, no entanto, continuam presos a dogmas, embora estes mudem de uma sociedade para outra, sendo atribuídos de formas diferentes: por um lado, por meio da educação infantil e, por outro, pelo condicionamento hipnopédico (em outras palavras, adestramento).

Quando Trinity beija Neo, ele revive (ressurreição) e, pelo amor, é feita a penetração do fluído sutil. Vemos que não há nada mais poderoso que o Amor. Sua ressonância dissolve toda ilusão, bem como o véu da separação; sua pureza cura todas as experiências passadas e mágoas profundas, formando um invencível campo de Luz.

Na grande maioria, nas iniciações das Ordens Secretas (entenda-se como secreta aquilo que não é público, não tem registro físico, jurídico, etc.), o neófito morre para o mundo profano e renasce “Iniciado”. Antigamente era normal batizá-lo com nome iniciático.

Na Maçonaria, isso era comum também, mas os céticos, intitulados historiadores, tentam todos os dias diminuir o universo oculto e místico que estão presentes na Ordem Maçônica. Que me desculpem os Irmãos que pensam diferente, mas contra fatos não há argumentos. Nossos Templos estão lotados de alegorias e símbolos, nossos rituais não são a respeito de política, nosso livro da Lei não está ali apenas para os nossos juramentos, enfim, faço questão de lembrá-los dos Mistérios Persas e Hindus; Mistérios Egípcios; Mistérios Gregos, de Ceres ou Deméter; Mistérios Judaicos de Salomão; Mistérios Gregos de Orfeu; de Pitágoras; dos Essênios e dos Mistérios Romanos. E ainda querem argumentar…

Assim como os Mistérios de Ísis, os Mistérios de Elêusis, na Grécia Antiga, também exerceram uma enorme influência no surgimento do Gnosticismo. Dedicados à deusa grega Deméter, os rituais de Elêusis rememoravam a peregrinação dessa divindade pelo mundo em busca da filha Perséfone, seqüestrada por Hades, o Senhor das Almas, que a levou para o mundo subterrâneo e tomou-a por esposa. Foi da filha de Deméter que a mulher de Merovíngio emprestou seu nome, o que faz do próprio Merovíngio um equivalente do Hades grego. O mundo subterrâneo, onde se localizava o Hades, por sua vez, remete ao mundo subterrâneo onde se localiza a cidade de Zion, em Matrix. Outra coisa que nos chama a atenção no filme é Zion — Sião em português. Poderíamos ir pelo caminho do Santo Graal, pois a cidade de Zion está situada no centro da Terra, ou até mesmo citar Júlio Verne em sua obra Viagem ao Centro da Terra.

Há aqui outra referência a respeito do mundo subterrâneo. O mundo de Jina ou de Duat, Agartha e Shamballah, que são reflexos do seio da terra dos três mundos superiores, esquematizado no Hexágono, o seis, o vau (arcano deste número).

Hermes Trismegisto diz: “O que está em cima é como o que está embaixo e o que está embaixo é como o que está acima, para a realização dos mistérios da causa única”.

O significado do nome de Hermes Trismegisto é: Hermes = o intérprete – Trismegisto = 3 megas = 3 vezes grande, ou o que possui os 3 reinos de sabedoria: mineral, vegetal e animal. Sua existência é atribuída no ano de 1900 a.C.; Hermes é o mesmo Thoth dos egípcios, e sua existência acompanha a vida religiosa do Egito.

Voltando à Agartha, foi para lá que Noé conduziu seu povo, a fim de salvá-lo do dilúvio. E podemos dizer ainda que seria a cidade submergida de Atlântida, a mesma de Platão.

Segundo Saint-Yves d’Alveydre, que viveu entre 1842 e 1909 e teve contato com seres desse lugar, é um verdadeiro mundo a quatro dimensões. Chamado de Venerável Mestre do G.O. (Governo Oculto) por seus discípulos, Saint-Yves, dentre suas obras, Mission dês Souverains, Mission dês Juifs e Mission de l’Inde, deixou uma de maravilhosa magnitude, O Arqueômetro, lançamento da Madras Editora.

O nome “sinarquia”, pela sua etimologia grega, pressupõe a realização de uma ordem sagrada num equilíbrio perfeito, de uma harmonia completa, que seria o reflexo das leis cósmicas. Está associado a uma das mais misteriosas sociedades secretas modernas de governantes invisíveis, tendo sido introduzido pelo grande esotérico Alexandre Saint-Yves. Ele recebeu do papa o título de Marquês de Alveydre e, por isso, tornou-se conhecido como Saint-Yves d’Alveydre. Viu-se, então, escolhido pelos governantes invisíveis do mundo para executar seus planos. Saint-Yves apregoava o ideal de uma sinarquia universal, a Sinarquia do Império, e não restam dúvidas de que manteve contato direto com os mais altos governantes secretos.

Na obra Animais, Homens e Deuses, Ferdinando Ossendowsky nos fala do Rei do Mundo, chefe supremo de todas as Ordens Secretas, conhecido na Índia como Jagrat-Dwipa. Na bíblia hebraica, o rei Melkitsedek é um ser mais enigmático que o próprio Apolônio de Tiana; no Tibete, é chamado de Rigden-Jyepo.

Os iniciados chineses da Ordem do Dragão de Ouro faziam referências a Agartha com Salem — A cidade Luz das tradições hebraicas e de vários povos.

René Guénon cita em sua obra, O Rei do Mundo, que Agartha é o centro oculto durante a Kali-Yuga (Idade Negra) de todos os movimentos filosóficos e espiritualistas na Terra. Na mitologia hindu, Kali, também conhecida como Durga, é a deusa-mãe, representada sob o duplo aspecto de nutridora (como aquela que dá a vida) e devoradora (a morte, destruidora de todas as coisas). Seu nome principal, Durga, em sânscrito significa “a que é difícil de abordar, a inacessível”, e na cosmogonia brahmânica, especialmente na filosofia de Sri Ramakrishna, ela é considerada uma personificação do real que se oculta por detrás do mundo das aparências. A palavra Kali, por sua vez, deriva do sânscrito kala, que quer dizer “tempo”. Sob seu aspecto negativo, Kali é a padroeira da Kali Yuga, a quarta e última etapa pela qual o mundo deve passar antes que, de acordo com o Hinduísmo, ele seja reabsorvido em sua origem Divina. Durante a Kali Yuga, o mundo ¬ mergulha quase que completamente nas trevas da ilusão (Maya), uma descrição bastante apropriada ao universo de Matrix. Cabe também ressaltar que Kali é tida como o lado feminino de Shiva, o Senhor da destruição e da renovação; pai de Ganesh, Senhor que remove os obstáculos de nossos caminhos.

Já nos antigos manuscritos indianos, a verdade das revelações globais estava contornada, como se vê da promessa do Espírito da Verdade quando, pela boca de KRISHNA, este diz a seu discípulo Arjuna, no Bhagavad-Gita, profecia que mais uma vez somos obrigados a repetir:

“Todas as vezes, ó filho de Bharata! que Dharma (a lei justa) declina, e Adharma (a lei injusta) se levanta, Eu me manifesto para a salvação dos bons e destruição dos maus. Para restabelecimento da lei, Eu nasço em cada Yuga (idade).”

Blavatsky confirmou que estamos passando por mudanças cíclicas, com as seguintes palavras:

“Em breve, chegaremos ao fim do ciclo. Os cataclismos se sucedem. Grandes forças estão sendo acumuladas, para esse fim, em diversos lugares.”

Com Jeoshua Ben Pandira, o Cristo, retificou-se a antiga tradição: “Eu não vim destruir a Lei, mas dar-lhe cumprimento”, reestabelecendo o Sanctum Santorum, a Grande Assembléia Universal, como a mansão do amanhecer, Cidade de Cristal, Agartha-Shamaballah.

Para conhecer mais a respeito de sociedades ocultas, sugiro a leitura da obra As Forças Secretas da Civilização, de Vitor M. Adrião, Madras Editora.

Sempre houve um elo profundo que unia, na Antiguidade, a adivinhação aos solares. O culto ao Sol é a chave de ouro de todos os mistérios ditos mágicos. Lembre-se de que, no filme, os Mamíferos (seres humanos) destruíam o Sol. Na verdade, o Sol é a fonte de Luz, de calor e de vida. Os sábios hindus viam-no como forma de Agni, o fogo universal que penetra em todas as coisas. Mitras é o fogo masculino e Mitra, a luz feminina. Para o iniciado de Mitras, o Sol é apenas um reflexo grosseiro da luz inteligível. Os egípcios iniciados procuravam o mesmo Sol sob o nome de Osíris. Hermes também reconhece, nas ondas etéreas, uma luz deliciosa. No Livro dos Mortos do Antigo Egito (Madras Editora), as almas vagam a duras penas para essa luz na barca de Ísis. Moisés também adotou essa doutrina na Gênese. “Elohim disse: ‘Que se faça a Luz, e a Luz se fez’”. Zoroastro está de acordo com Heráclito, Pitágoras, São Paulo, os cabalistas e Paracelso, que definem a luz que reina em toda a parte.

Quando Smith e seus agentes capturam Neo, colocam nele um chip. Acerca desse assunto, daria para escrever um livro, mas vou simplesmente pincelar, assim como os demais temas, para não deixar de comentá-lo.

Percebam que o chip se transforma numa espécie de crustáceo (que lembra um camarão) que faz a sua penetração pelo umbigo, que, por sua vez, está relacionado ao chacra abdominal (umbigo, plexo solar, o dom da razão). Sua cor é o amarelo, que no nível físico é uma cor quente, muito boa para entrar em contato com o seu próprio Poder. Mas o mais importante é que, segundo os espíritas, o cordão espiritual está ligado diretamente ao umbigo, ou seja, quando seu espírito sai de seu corpo (viagem astral), fica ligado ao umbigo físico por um cordão invisível.

Em Matrix Reloaded, conhecemos o Arquiteto como o criador da Matrix (Deus dos humanos). Vestido todo de branco, menciona que os seres humanos são anomalias e que estamos numa mistura entre Matrix e Zion. Primeiro fomos colocados na Matrix, e a maioria vive nela, representando um papel a cada encarnação, trocando de “nick” para esquecer-se do que são. Outros poucos encontram-se em Zion, onde todos acreditam que tudo é uma ilusão, onde não existe bem ou mal — uma sociedade alternativa…

Dá para perceber que houve um grande arrependimento desse deus ter criado os seres humanos.

Vários aspectos aqui nos chamam a atenção. Nosso Arquiteto de branco, como o chefe dos anjos, não é aquele ser barbudo nem seu coração está transbordando de amor pelas suas criaturas e muito menos perdoando-as de seus “pecados”. Que horror!

Buda, ao atingir seu estado de iluminação, Nirvana, libertou-se das ilusões do sansara, e falou: “Apanhei-te, Arquiteto. Nunca mais tornarás a construir”. De acordo com a filosofia budista, ele estava referindo-se ao ego, criador da pseudo-realidade em que vivemos.

Não comentei nada sobre Cypher, o traidor, o Judas. Mesmo sabendo que tudo era uma ilusão, ele quer retornar à Matrix e afirma: “A ignorância é maravilhosa”. Mas em Matrix Reloaded existe Haman, que foi um traidor do povo judeu. Na Bíblia, Haman é o grande vilão do Livro de Ester; ele odiava os judeu e tramava secretamente contra o povo, a fim de exterminá-lo. Mas seu plano foi descoberto por Ester, que o denunciou ao rei. Na festa judaica do Purim, é comemorada a derrota de Haman. Também confeccionam bonecos, como fazem os cristãos na malhação de Judas.

Um dos maiores heróis da religião hindu é o Senhor Rama, protagonista do poema épico Ramayana. Rama-Chandra é o sétimo avatar do deus Vishnu, um dos integrantes da Trindade Suprema (Brahma, Vishnu e Shiva), que periodicamente descia encarnado sob forma humana à Terra para libertar os humanos da ilusão.

Gostaria de poder escrever muito mais a respeito desta obra, na qual William Irwin compilou com maestria as diversas visões referentes a Matrix, elaboradas pelos respeitáveis acadêmicos: Barry Smith, Carolyn Korsmeyer, Charles I. Griswold, Cynthia Freeland, Daniel Barwick, David Mitsuo Nixon, David Rieder, David Weberman, Deborah Knight, George McKnight, Gerald J. Erion, Gregory Brassham, James Lawler, Jason Holt, Jennifer L. McMahon, Jonathan J. Sanford, Jorge J. E. Gracia, Martin A. Danahay, Michael Brannigan, Sarah E. Worth, Slavoj Zizek, Theodore Schick Jr. e Thomas S. Hibbis. Espero, entretanto, que com essas poucas palavras, tenha contribuído para que muitas pessoas não apenas vejam os filmes novamente, mas também “acordem” e procurem saber mais a respeito da fonte na qual os irmãos Wachowski foram saciar sua sede. Ou teria a fonte vindo até eles?

Por Wagner Veneziani Costa.

Introdução do livro “Matrix – Benvindo ao Deserto do Real”, da Editora madras.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/matrix-o-deserto-do-real

A Conspiração Mundial Luciferiana

“A manifestação do ímpio37 será acompanhada, graças ao poder de satanás, de toda sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de TODAS AS SEDUÇÕES do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor a verdade que os teria podido salvar. Por isso DEUS lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal.” (2 Ts. 2, 9- 12)

Transcreveremos a seguir, praticamente na íntegra (90%), uma das obras literárias do Almirante William Guy Carr, da Marinha do Canadá, cujo título original, editado no referido País, chamou-se: “The Conspiracy to Destroy all existing governaments and Religions” (“A Conspiração para destruir todos os governos e Religiões existentes”.)

O texto que apresentamos foi traduzido para o português da versão francesa. Observamos que o autor, mais preocupado com a difusão da verdade, do que com os ganhos, jamais registrou um “copyright” dos seus livros. Agradecemos e cumprimentamos a Editora Resistência, de Brasília – D.F., pelo belíssimo trabalho. (Título no Brasil, “A Conspiração Mundial”).

A partir daqui tem início o texto do livro:

 

O AUTOR

As duas últimas obras do Comodoro (Almirante) William Guy Carr (1895 –1959) foram publicadas após sua morte. A primeira, e a mais modesta delas, é o presente trabalho que data de 1958[1].

O Alte. Carr teve uma carreira naval exemplar. Suas análises profundas da história e da geopolítica, auxiliadas por um espírito penetrante, coroaram de sucesso suas tentativas implacáveis de remontar os acontecimentos até suas fontes, antes de sacar suas últimas conclusões.

A “Conspiração” não se destina ao indivíduo politicamente inculto, seja ou não produto da universidade… É um assunto destinado aos homens já conscientes do fato de que assistimos a uma corrida da nossa civilização ocidental para o abismo, devido a um grande número de influências que agem coordenadamente. E o acaso não conta… Ao escrever para tais homens, William Carr não demonstrou qualquer rancor, sentimento que caracteriza certos patriotas. Carr preconiza, ao contrário, o amor e a paciência.

“Sereis julgados – declara – pelo esforço consagrado a este trabalho, não pelos resultados obtidos. Não deveis imputar-vos a culpa. Usai a paciência, e não a força. Demonstrai bom-senso, e não denigrais. Sede amáveis e refletidos, em vez de rixentos e agressivos. Fazei com que as pessoas pensem, e deixai-as refletir sobre a questão por si mesmas”.

Não é, pois, de admirar que os livros de William Guy Carr tenham sido bem acolhidos. Algumas de suas obras têm sido reeditadas várias vezes.
(O autor também prestou serviços à Inteligência do Império Britânico – n.J.B. Klein.)

A CONSPIRAÇÃO

John Robinson, professor de filosofia natural e secretário da Sociedade Real de Edimburgo, na Escócia, publicou, em 1796, certos documentos que recebeu dos Iluminados da Baviera de Adam Weishaupt, quando viajava pela Europa. Isto se passou bem antes que a Revolução Francesa de 1789 explodisse.

Robinson era um maçom de grau elevadíssimo. Por isto lhe foram confiados documentos secretos. Ele, no entanto, os pôs de lado por algum tempo, antes de lê-los… Quando acabou a leitura, soube que tinha nas mãos um exemplar – revisto por Weishaupt -, da Velha Conspiração Luciferina. Esse documento explica como Weishaupt iria utilizar os Membros da Ordem e Seita dos Iluminados – Os Illuminati -, a fim de conquistar o objetivo final, isto é, a constituição, depois o controle do Primeiro Governo Mundial, estabelecido sob a férula da ideologia luciferiana, imposta à raça humana por meio do Satanismo Despótico.

A obra de John Robinson teve por título: “Prova de uma Conspiração para Destruir todas as Religiões e Governos na Europa”.

As informações que ela continha apenas confirmavam aquelas que o Governo Bávaro publicara em 1786, sob o título: “Os Escritos Originais (Protocolos) da Ordem e Seita dos Iluminados”, que Zwach tinha, igualmente, publicado sob o título: “Einige Original Schriften” (Alguns Escritos Originais). O Governo Bávaro tinha remetido exemplares do Plano de Weishaupt – que visava a utilizar esses Illuminati, recentemente organizados-, para destruir todas as autoridades da Igreja e do Estado, antes da eclosão da Revolução Francesa de 1789. Porém, a advertência foi ignorada… O fato de que os Illuminati tenham conseguido guardar em segredo sua identidade, e sua intenção de escravizar a Raça Humana, de corpo e alma, permitiu aos conspiradores levar o complô até seu estágio semifinal.

O propósito deste opúsculo é explicar como a Conspiração foi posta em execução, de 1789 até os nossos dias. Revelaremos, também, os detalhes do projeto executado pelo General Albert Pike, entre 1850 e 1886, visando à sua conclusão.

Weishaupt era professor de Direito Canônico na Universidade de Ingolstadt quando revisou e modernizou a Velha Conspiração Luciferina, destinada a impedir à Raça Humana de cumprir o Plano de Deus sobre a Criação. Seu objetivo era impor, em última instância, a ideologia luciferina à massa dos Goyim (bestas humanas), por meio do Satanismo Despótico. De 1770 a 1776, a Casa Rothschild, recém-estabelecida, financiou Weishaupt, assim como hoje os dirigentes dos Illuminati são financiados, da mesma maneira, pelas “Tax Exempt Foundations” – As fundações isentas de impostos -, constituídas voluntariamente por multibilionários, tais como Rockefeller (Stein[au] er, do seu verdadeiro nome), Carnegie e Ford.

O Governo Bávaro descobriu a Conspiração de Weishaupt quando, em 1785, Deus fez cair (permitiu – n.J.B. Klein) um raio sobre um dos seus correios – o padre apóstata Lanz -, e o matou, enquanto cavalgava de Ratisbona a Paris. A polícia do Eleitor da Baviera encontrou com ele um exemplar da versão revisada da Conspiração, destinada aos membros dos Illuminati que tinham recebido ordem de fomentar a Grande Revolução Francesa. Este primeiro projeto de importância, daquilo que deveria conduzir à destruição final de todos os governos e religiões, deveria se realizar, segundo seus planos, em 1789!

O Plano de Weishaupt era extremamente simples. Em primeiro lugar, ele organizou os Iluminados, e constituiu, em seguida, as Lojas do Grande Oriente, para nelas infiltrar os Iluminati na Maçonaria Azul, ou Maçonaria Européia, usando as lojas como quartéis-generais secretos. Os conspiradores poderiam operar, assim, sob a máscara da filantropia. Weishaupt considerou, sempre, que somente os maçons especialmente selecionados, aqueles dos Altos Graus, deveriam conhecer o “Grande Segredo”. Somente os maçons para sempre dissuadidos de Deus Todo-Poderoso foram iniciados nos Altos Graus das Lojas do Grande Oriente, e sabiam que os Iluminados formavam uma organização secreta tendo por único fim constituir, de algum modo, um Governo Mundial Único, do qual tinham a intenção de usurpar, em seguida, os poderes, de modo a impor seu culto à humanidade: a adoração de Lúcifer.

Weishaupt afirmava que sua ação asseguraria paz e prosperidade permanentes. Somente os iniciados dos últimos graus, sabiam, então, que a ideologia luciferina seria imposta à Raça Humana por meio do despotismo satânico.

Provaremos que somente os adeptos dos últimos graus são iniciados como Grandes Sacerdotes da Sinagoga de Satanás. Eles adoram Lúcifer, o príncipe oposto ao nosso Deus, ao qual chamam de “Adonai”.

O plano que os Iluminados tinham em vista previa a utilização da corrupção pelo dinheiro e pelo sexo, e, pôr em ação pessoas influentes caídas sob seu controle. Essas pessoas serviriam, em seguida, como peões nas estratégias secretas dos Iluminati. Ele mandava, igualmente, que jovens pertencentes a boas famílias, ligadas ao internacionalismo, fossem recrutadas e, depois, enviadas a escolas particulares, onde os Iluministas os endoutrinariam nas idéias internacionalistas, e os formariam, de maneira que eles pudessem ocupar, na política e na religião, os postos de “Especialistas”, “Peritos” e “Conselheiros”.

Os Iluminati – é preciso que se saiba -, usam a riqueza, o poder, e a influência dos seus membros para colocar seus “Agentes” em postos chaves nos bastidores de todos os governos, quer seja no domínio das finanças, da indústria, da educação, ou da religião. Eles adaptam, então, as políticas governamentais, para que elas coincidam com o Plano Luciferiano que visa a promover guerras e revoluções numa escala cada vez maior. Weishaupt estipulava que os Iluminati deveriam organizar, financiar, dirigir e controlar o Comunismo e, mais tarde, o Nazismo e o Sionismo Político, a fim de facilitar sua tarefa, dividindo a população mundial em partidos opostos, cada vez mais numerosos.
A política de auto-eliminação deverá ser perseguida até que só o Comunismo[2] e a Cristandade sejam as potências mundiais sobreviventes.
Quando essa fase da Conspiração for atingida, os Iluminati provocarão o maior cataclisma social que o mundo jamais viu… Os goyim, controlados pelos comunistas ateus, e aqueles outros que professam o Cristianismo, se massacrarão às dezenas de milhões, e se deixará que o façam. Não esqueçamos de que é durante as guerras mundiais que o demônio recolhe suas mais ricas colheitas de almas. Esse massacre geral se produzirá enquanto os Iluminati, seus amigos bilionários, cientistas, e seus agentes, repousarão, com toda segurança, e no luxo, nos “santuários” escolhidos e equipados com antecedência (Flórida do Sul, Índias Ocidentais, Ilhas do Caribe), e isto enquanto os dois partidos estejam sendo, literalmente, sugados e exauridos, física e economicamente[3]. Eles não terão, então, outra alternativa senão aceitar um Governo Mundial, sua única esperança. Os Iluminati usurparão, em seguida, os poderes desse Governo e coroarão seu déspota-rei do mundo inteiro. (o anticristo – n.J.B. Klein)

Será somente nesse momento que a Sinagoga de Satanás – que sempre controlou, e ainda controla, todas as organizações subversivas -, dará a conhecer, através de uma manifestação universal, pela primeira vez, a verdadeira luz da pura doutrina luciferina, e imporá a ideologia luciferiana ao que restar da Raça Humana, por meio do despotismo satânico. Constatamos, assim, que o objetivo final não é temporal e materialista como gostariam de nos fazer crer os que dirigem a Conspiração. Estamos implicados no movimento contínuo da revolta luciferina contra o poder supremo e a autoridade de Deus Todo – Poderoso, que os luciferianos chamam de Adonai.

Ensinaram-nos a bondade infinita do nosso Deus, mas nos mantiveram na ignorância do fato de que a revolta luciferiana começou no mundo celeste, que chamamos o Céu (paraíso).

Lúcifer contestou, e pôs em jogo, a supremacia de Adonai (Deus – n.J.B. Klein), sob o pretexto de que seu plano de direção do Universo era inconsistente e impossível de ser posto em prática, porque se baseia na afirmação de que todos os seres inferiores têm a obrigação de conhecê-lo, amá-lo e serví-lo por causa das suas perfeições infinitas. Lúcifer proclamou que a única maneira de dirigir o universo inteiro seria estabelecer uma ditadura totalitária, e fazer respeitar, à força, a vontade do Ditador, graças ao seu despotismo Absoluto. A palavra Universo como a emprega aqueles que têm aceitado a ideologia luciferina, no mundo celeste ou nos outros, significa: “A totalidade das coisas existentes, inclusive a Terra, os corpos celestes e tudo que pode se encontrar no espaço”..

Não se pode compreender esse importante assunto, na sua totalidade, se não se conhece a verdade inteira. É preciso conhecermos, portanto, a ideologia luciferina tão bem quanto a história escriturística do combate que se tem perpetuado em todas as épocas, neste mundo, entre Deus e Lúcifer, a fim de decidir qual dos planos sobre a criação será, finalmente, aplicado.

A menos que saibamos a inteira verdade não poderemos decidir, pelo uso dos dons divinos da inteligência e da vontade livre, se aceitamos o plano e o amor de Deus, se nós O serviremos e obedeceremos por toda a eternidade, ou, se iremos, literalmente, para o Diabo (Lúcifer).
O desiderato daqueles que dirigem a Conspiração Luciferiana é impedir que as massas – os Goyin, as bestas humanas, não conheçam toda a verdade, porque sabem que isto as fariam aceitar, automaticamente, o plano de Deus. Em conseqüência, os luciferianos contam com o seu gênio para mentir e enganar àqueles que têm a intenção de escravizar os corpos e as almas, e fazer-lhes crer, não importa o quê, exceto a verdade. Assim, compreendem melhor porque Cristo referiu-se à Sinogaga de Satanás, que dirige a Conspiração Luciferina nesta terra: “Vós sois os filhos do diabo, e cumprem a sua vontade. Ele é um homicida desde o princípio. Não possui a verdade porque a verdade não está nele” (Jo. 7,44). Devemos nos lembrar, igualmente, que as palavras “Sinagoga de Satanás” não caracterizam, unicamente, os judeus (conspiradores – n.J.B. Klein), porque Cristo fez saber, claramente, que incluem, também, “aqueles que se dizem judeus, mas não o são, e mentem”[4].

A Sinagoga de Satanás se compõe, na verdade, de homens e mulheres de um grande número de nacionalidades, que remontam a Caim, filho de Eva. Adquiri meu conhecimento sobre a “fé” luciferina lendo tudo o que pude encontrar, e, também, lendo e estudando as traduções das obras de S. E. o Cardeal Caro Y Rodriguez, de Santiago, arcebispo – primaz do Chile. Eu vos transmito estas informações para que possais decidir sobre a marcha dos acontecimentos, num ou noutro sentido.

A “fé” luciferina ensina que Lúcifer era o espírito mais brilhante do Exército Celeste. Seu poder e influência eram tão fortes que ele acabou pondo em questão o poder e a supremacia de Deus – “Adonai”, e provocou a deserção de um grande número de espíritos celestes das altas hierarquias. Estes, deixaram Deus e seguiram o Príncipe dos Anjos caídos. Dentre os traidores estava Satanás, o “filho mais velho de Adonai”.

De acordo com a crença luciferina, o arcanjo São Miguel é irmão de Satanás, bem como o filho mais moço de Adonai. A doutrina luciferina reconhece que São Miguel infligiu uma derrota aos anjos que tinham optado pela causa luciferina, no Céu. Dessa época, data a inimizade eterna entre Satanás e São Miguel.

Ainda de acordo com os ensinamentos luciferinos, a palavra “inferno” é utilizada para designar o mundo celeste para o qual Deus baniu Lúcifer e os espíritos celestes mais inteligentes, que seguiram o Príncipe do Inferno por sua livre vontade. Deus – Adonai -, decidiu, então, dar outra chance a essas criaturas, considerando que elas tinham sido enganadas ao adotar a revolta luciferina. Ele criou, em conseqüência, outros mundos, entre os quais a Terra, e os povoou com os anjos menos culpados dentre aqueles que tinham se separado dele, no Céu, quando da revolta. Ele os fez à sua imagem e semelhança; foram dotados de corpos, nos quais insuflara a luz espiritual da graça santificante. A aparência destes era semelhante à do Cristo que Pedro, Tiago e João contemplaram na transfiguração. Deus pôs esses anjos caídos nos mundos, através de um processo de nascimentos que os privou do conhecimento das suas existências anteriores, dotando-os, no entanto, de inteligência, e concedendo-lhes a vontade livre. Seus espíritos foram feitos de maneira que pudessem receber inspirações do mundo celeste, tanto daqueles espíritos que permanecerem fiéis a Deus, quanto dos espíritos que tinham abraçado a causa luciferina. Os mais fracos desejam, geralmente, receber tais inspirações, usando a sua própria inteligência. O corpo age de acordo com as decisões do espírito; todas as ações do corpo devem ser ou positivas (boas) ou negativas (más). Toda ação pneumática (espiritual) é registrada no “Livro da Vida”. O indivíduo decide com conhecimento do seu futuro eterno, e, através das suas ações pneumáticas, demonstrando se aceita o plano de Deus para o Universo, ou plano de Lúcifer. O resultado é o “Bem” ou o “Mal”. Segundo a fé luciferina, Lúcifer, fez de Satanás o “Príncipe deste Mundo” quando da criação. O objetivo deste era incitar nossos primeiros pais a separar-se de Deus – “Adonai” -, e impedir que seus descendentes realizassem o Plano de Deus para a criação. Essa “Fé” ensina, igualmente, que Deus, no Jardim do Éden –  o paraíso -, acompanhava nossos primeiros pais, instruindo-os sobreseu plano e sua concepção de vida.

(…) Os luciferianos ensinam – aos iniciados dos graus inferiores do Rito Paládico Novo, fundado por Albert Pike – que Deus – “Adonai” é um Deus ciumento e egoísta, que impediu nossos primeiros pais de conhecer os prazeres das relações sexuais, – o segredo da procriação -, porque deseja reservar-se tais prazeres! Podeis constatar a abominação, uma mentira difícil até de se qualificar, o tanto que é assustadora! Deus, simplesmente tinha deixado para depois a revelação da procriação, a fim de primeiro provar a honestidade, a integridade e a obediência dos nossos primeiros pais. Ele queria estar certo do poder contar com eles antes de confiar-lhes o segredo, de sabê-los dignos de poder cumprir essa função santa e sagrada, que daria a outros a oportunidade de aceitar seu plano sobre a criação. Os luciferianos contam, aos iniciados no Rito Paládico Novo, que Satanás gratificou a “Raça Humana com o dom mais importante, quando iniciou Eva nos prazeres das relações sexuais, fazendo com que ela descobrisse o segredo da procriação. As Santas Escrituras nos ensinam que Satanás incitou Eva a desobedecer a Deus: “Da árvore do Bem e do Mal não comerás” -, prometendo-lhe que se ela aceitasse sua sugestão, Adão e ela se tornariam iguais a Deus em Poder, e nunca morreriam. Em outras palavras, Satanás revelou a Eva a ideologia relativa ao sexo e às relações sexuais, o “conhecimento da carne”, que está em total oposição com a vontade de Deus: o ato de procriação deve ser realizado por um homem e uma mulher, unidos por toda a vida pelos laços do casamento. Um ato realizado na mais restrita intimidade, fundamentado em sentimentos profundos, expressões mútuas de alegria, estima, devotamento e reconhecimento, devendo o summum ser atingido pelo desejo espiritual dos dois seres, consistindo na promoção do Plano de Deus, isto é, o povoamento do mundo, a fim de viver-se eternamente com Ele, na felicidade.

A conquista de Eva por Satanás foi de um gênero totalmente diferente, pois reproduziu o Rito da Missa Adonaicida, a Missa Negra. Segundo o ritual dessa “missa”, os atos amorosos de Satanás foram calculados de modo a excitar as paixões animais de Eva, até o ponto em que a satisfação da excitação sexual se põe acima de qualquer outra consideração. Satanás aconselhou-a a amar a volúpia mais do que a modéstia. (…) De acordo com o Satanismo, é perfeitamente normal empregar qualquer meio que seja a fim de satisfazer o desejo sexual, seja ele animal ou humano! O Talmude da Babilônia, – que se baseia nos ensinamentos cabalísticos dos promotores da Conspiração Luciferina -, ensina que é perfeitamente normal que um “homem” abuse de crianças com idade de 3 anos, a fim de satisfazer suas diabólicas paixões animais! A “fé” luciferina proclama, além disso, que Caim nasceu da união de Eva com Satanás!

(…) Quando se compreende isto, pode-se, facilmente, alcançar como a Conspiração Luciferina, permanente, se desenvolveu nesta Terra com o objetivo de escravizar, de corpo e alma, os sobreviventes da Conspiração dos Illuminati. Isto explica, igualmente, o dilúvio quotidiano de sexualidade na mídia, os filmes pornográficos, as exibições impúdicas da mulher, a canção sexy, o ritmo “Elvis Presley”, o Rock’n Roll[6].
Voltaire escreveu que, para levar as massas a uma nova servidão, os Illuminati deveriam mentir-lhes, como o próprio Diabo, não timidamente, ou por um certo tempo, mas descarada e permanentemente. Ele expunha aos seus companheiros Iluministas: “Devemos fazer-lhes promessas levianas, e empregar frases extravagantes… e poderemos fazer, a seguir, o contrário do que prometemos… isto não terá conseqüências”.

Mas, o fato mais esclarecedor de todos é o conhecimento da terrível e espantosa influência do satanismo na conduta de certos homens – os que foram admitidos como Grandes Sacerdotes da fé luciferina -, que se emasculam, ou pedem aos seus médicos que os castrem, a fim de impedir que as considerações sexuais intervenham na sua determinação de estabelecer a Ditadura Totalitária Luciferina sobre a Terra.
Segundo fontes confiáveis, Janos Kadar é um desses homens. Uma revista das mais importante da América, publicou, em fins de 1956, a história da maneira com que Kadar tomou o poder da Hungria, e pôs fim à rebelião. O autor afirma que Kadar foi emasculado por seus inimigos, quando esteve preso. Tal declaração é mentirosa. Kadar foi castrado por seu cirurgião, e a seu pedido. Ele desejava tornar-se um adepto perfeito da causa luciferina. Kadar era de tal maneira fanático que, depois de ter reprimido a Revolta Húngara, ordenou que fossem emasculados 45.000 jovens húngaros que tinham caído prisioneiros. Em seguida, os enviou a campos especiais, onde foram treinados para se tornarem agentes dos Illuminati, e serem empregados no auxílio a Conspiração Luciferina, na sua última fase. Tudo isto é essencialmente horrível, mas é a verdade. “News behind the News” [7], afirmou, em 1956, que a Revolução Húngara tinha sido tramada pelos Illuminati, do exterior, e que tinha como objetivo testar, na prática, a realização do plano Pike: provocar o cataclisma social último, implicando povos controlados pelos comunistas ateus, e, povos que professam o cristianismo. As provas recebidas posteriormente estabelecem, formalmente, que tínhamos absoluta razão nas afirmações.

A “fé” luciferina ensina que a Conspiração progrediu em tal rapidez que Deus decidiu enviar S.Miguel à Terra, na pessoa de Jesus Cristo (!), a fim de acabar com a Sinagoga de Satanás e dispensar seus sicários. Ensina, também, que S. Miguel, – o Cristo -, falhou na sua missão*.
Pike elaborou o ritual da missa adonaicida baseado na sedução de Eva por Satanás; na vitória luciferina sobre Cristo; e, na sua morte instigada pelos Illuminati. Cristo veio para nos resgatar e liberar das correntes com as quais Satanás nos havia sujeitado. Pike “ensina” que Satanás tinha obtido o controle de todos aqueles que exerciam funções importantes nos governos, religiões, ciências, e demais atividades humanas. O nascimento de Cristo num estábulo nos ensina que, se querermos cumprir o Plano de Deus, devemos começar pelos mais humildes, a fim de educar a maioria da humanidade. Cristo nos deu conhecimento, da maneira a mais clara possível, que era inútil e vão começar pela cúpula. Se tivéssemos aprendido a lição, teríamos uma “revolução” espiritual! Cristo nos ensinou, também, que só há uma maneira de pôr fim à Conspiração Luciferina: ensinar a verdade inteira, interessando no problema os povos de todas as nações. Ele nos assegurou que, se fizermos conhecer a verdade, e explicarmos às massas que a ideologia luciferina é má, a opinião pública se tornaria uma força imensa incontrolável pela Sinagoga de Satanás.

Weishaupt e Pike reconheceram essa verdade. Insistiram no fato de que todo agente iluminista, suspeito de traição, deveria ser executado. Weishaupt, escreveu que se um só homem pudesse divulgar[8] seu segredo, seu plano recuaria 3.000 anos, ou seria definitivamente adiado. Weishaupt, serviu-se de Thomas Jefferson para transferir à América sua conspiração luciferiana revisada.

Jefferson integrava o grupo dos financistas, políticos, economistas, cientistas, industriais, profissionais liberais, e religiosos, que tinha a idéia de um Governo Mundial, dirigido por homens de cabeça (os iluministas). Esta seria a única maneira de pôr fim às guerras e revoluções.

Jefferson ocupava uma posição tão elevada nos conselhos executivos dos Illuminati, que estes impuseram, secretamente, a impressão da insígnia da seita no verso do Grande Selo da América, festejando antecipadamente sua posse no governo. Como essa informação tem chocado a maioria dos cidadãos americanos, citaremos documentos autênticos e acontecimentos históricos, cuja existência foi cuidadosamente ocultadas ao grande público do Canadá e Estados Unidos.

Em 1789[9], o altíssimo iniciado maçom, John Robinson, confirmou que os Illuminati tinham se infiltrado nas lojas maçônicas americanas.
Em 19 de julho de 1789, David A. Pappen, presidente da Universidade de Harvard, preveniu seus alunos quanto à influência do Iluminismo na política americana, bem como na religião (imaginamos o que ele diria da Harvard de hoje, se ainda estivesse vivo!).

No dia de Ação de Graças, de 1789, Jedediak Morse pregou contra o Iluminismo. Advertiu sua congregação, e o povo americano, de que os Iluministas dissimulavam seu verdadeiro objetivo ao se infiltrarem nas lojas maçônicas, cobrindo suas ações subversivas, bem como suas intenções, com a máscara da filantropia.

Em 1799, John Cosens Ogden revelou o fato de que os Iluministas da Nova Inglaterra se consagravam, infatigavelmente, à destruição da religião e do governo da América, fingindo preocupar-se com a sua proteção.

Em 1800, John Quincy Adams se opôs a Jefferson na eleição à presidência americana. Adams tinha organizado as lojas maçônicas da Nova Inglaterra. Ele escreveu três cartas ao coronel W. L. Stone, expondo as atividades subversivas de Jefferson. As informações contidas nessas cartas permitiram a Adams ganhar as eleições. As cartas, às quais nos referimos, estão, – ou estavam -, expostas na Biblioteca Rittemburg Square, na Filadélfia.

Em 1800, o Capitão William Morgan sentiu-se no dever de informar aos demais franco – maçons sobre os propósitos, e o modo com que os Illuminati usavam suas lojas com objetivos subversivos. Os Illuminati, delegaram a um dos seus membros, Richard Howard, a incumbência de executar o “traidor” Morgan. Esse tentou fugir para o Canadá, mas não conseguiu[10]. Em 1829[11], uma Iluminista chamada “Fanny” Wright, fez uma conferência para um grupo cuidadosamente selecionado de Iluministas, no novo templo maçônico de New York. Ela explicou a ideologia luciferina quanto ao “amor livre” e à “liberdade sexual”. Informou, igualmente, aos Iluministas americanos sobre o fato de que estava previsto organizar e financiar o Comunismo ateu, com o objetivo de prosseguir no cumprimento dos seus planos secretos, conforme sua visão do mundo. Dentre os homens que contribuíram para implementar essa fase da Conspiração Luciferina, encontramos Clinton Roosevelt (um ancestral direto de Franklin Delano Roosevelt), Horage Greeley e Charles Dana.

Em 1834, a fim de dissimular seu verdadeiro propósito, as pessoas citadas organizaram o “Partido Loco-Foco”.

Em 1835, mudaram seu nome para “Partido Whig”, e o empregaram na coleta dos fundos que financiaram Mordecai Mark Levi (isto é, Karl Marx) quando este escreveu “O Manifesto Comunista”, junto com Engels[12], e “O Capital”, em Soho (Londres).

Essas duas publicações foram redigidas sobre o controle direto dos Illuminati. Destinavam-se a organizar o Comunismo ateu, como exigia o plano de Adam Weishaupt elaborado em 1766.

Em 1834, os Illuminati fizeram de Giuseppe Mazzini[13] seu “Diretor de Ação Política”. Esse título significava, na realidade, “Diretor de Atividades Revolucionárias”. Léon de Poncins, em “As Forças Secretas da Revolução” (p.65), confirma o que publiquei a respeito em “Pawns in the Game” e “Red Fog Over América”: Mazzini mantinha relações estreitas com dirigentes ocultos, e conduzia atividades revolucionárias em diferentes países. Mazzini conheceu o General Albert Pike pouco depois que o presidente Jefferson Davis dissolveu as tropas indígenas auxiliares, sob o pretexto de que tinham cometidos atrocidades durante a guerra.

Em 1850, com 41 anos de idade, Albert Pike se infiltrou na Maçonaria, e foi iniciado na loja Western Star, de Little Rock, no Arkansas. Apoiado pelos Illuminati, fez uma carreira fulgurante.

Em 02 de janeiro de 1856, Pike foi eleito Soberano Grande Comendador do Conselho Supremo da Jurisdição Sul dos Estados Unidos. Ligou-se, estreitamente, a um luciferiano chamado Moses Holbrock, que ocupava um cargo maçônico correspondente, em Charleston, na Carolina do Sul. Juntos, elaboraram o ritual de uma versão modernizada da “Missa Negra” luciferiana, baseada na doutrina cabalística. Holbrock morreu, e Pike introduziu a “Missa Adonaicida”, que deveria ser celebrada pelos iniciados admitidos no segredo integral, e no último grau do Rito Paládico Novo. Esse ritual preconiza, ao celebrante, iniciar a sacerdotisa que desempenha o papel de Eva nos prazeres do sexo, assim como Satanás os ensinou a ela. Assim, a memória de Eva é perpetuada, e se lembra aos presentes como se utiliza, ainda, o sexo, para obrigar as pessoas que desejam controlar, a se afastarem de Deus[14]. O ritual exige a imolação de uma vítima humana, animal, ou mesmo uma ave. O sacrifício é oferecido a Lúcifer, para comemorar a vitória da Sinagoga sobre Cristo. Faz-se circular e beber, em pequenos goles, o sangue da vítima, e comer pedaços da carne, tudo isso para ridicularizar Cristo que ensinava: “Aquele que come minha carne e bebe meu sangue terá a vida eterna”[15].

O celebrante profana, a seguir, uma hóstia consagrada por um padre da Igreja Católica Romana[16]. Este ato é realizado para demonstrar aos presentes que Deus – “Adonai” não é todo poderoso. Isto indica, também, a determinação de destruir todas as outras religiões. Aliás, todas as Missas Adonaicidas terminam com uma orgia de comidas, bebidas e sexo. Pike declarou que: “para que um adepto dos altos graus seja perfeitamente senhor de suas paixões, que deixam a nu tantos corações, seria preciso usar mulheres com freqüência, mas sem paixão, a fim de dominar seus desejos, e sujeitar as mulheres”. Pike escreveu, igualmente, que “as lojas de irmãos, que não têm uma loja de irmãs anexa, são incompletas”. Remetemo-nos à página 578 do livro “A Mulher e a Criança – Maçonaria Universal”, de A. C. de La Rive, que trata, precisamente, das lojas de adoção, usadas para introduzir mulheres nos ritos paládicos[17].

Por causa do seu apoio incondicional à causa luciferina, Pike foi eleito Soberano Pontífice da Franco – Maçonaria Universal, e, enquanto tal, foi assistido por dez anciãos da Suprema Loja do Grande Oriente de Charleston, na Carolina do Sul. Pike ocupava a residência magistral que mandou construir em Little Rock, em 1840. Foi ali que elaborou o Plano das Fases Terminais da Conspiração Luciferiana. Como provaremos a seguir, o último cataclisma social deverá produzir-se no embate entre as massas controladas pelos comunistas ateus, e aquelas que reconhecem a religião cristã[18]. É esse plano diabólico que justifica a definição da palavra “Goyn”: “gado humano preparado para o massacre”. A fim de pôr em execução esse plano, diabolicamente inspirado, Pike organizou o “Rito Paládico Novo”, e ordenou a Mazzini que estabelecesse Conselhos Supremos em Roma e Berlim, para operar em ligação com o quartel-general que ele tinha estabelecido em Charleston. O Supremo Conselho de Roma era responsável pela “Ação Política”, enquanto que o de Berlim constituía o “Diretório Dogmático”. Os três Supremos Conselhos tinham por missão dirigir as atividades subversivas de 23 outros conselhos, que Pike erigiu em posições estratégicas na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África e Oceania[19].

Para provar que “O Supremo Segredo” só é revelado aos adeptos dignos de receber a iniciação do último grau do rito paládico, que os entroniza como membros da “Grande Loja Branca” e “Grandes Sacerdotes da Fé Luciferina”, citaremos uma carta de Mazzini ao Dr. Breidenstein, antes deste receber o último grau: “Construímos uma irmandade espalhada por todos os pontos do mundo. Gostaríamos de quebrar todos os jugos. Entretanto, há um, invisível, o qual se pode apenas sentir, e que pesa sobre nós. Donde vem? Onde está? Ninguém sabe… ou não quer dizer. Essa sociedade é secreta até mesmo para nós, os veteranos das sociedades secretas”.

Tendo em vista provocar o último cataclisma social, entre comunistas e cristãos, Pike deveria colocar Iluministas nos postos de controle do Estado do Vaticano. Para facilitar a infiltração, Pike ordenou que Mazzini suscitasse, na Europa, um clima “antivaticano”, até que – como o sabemos -, a integridade física das pessoas, no interior do Vaticano, fosse posta em perigo. Karl Rothschild[20], filho de Mayer Amschel Rothschild, que financiou os Iluminados da Baviera de Weishaupt, interveio, então, em favor do Estado Pontifical, sob o pretexto de que desejava impedir uma inútil efusão de sangue. Foi assim que um dos membros mais altos dos Illuminati obteve o reconhecimento e a estima do Papa, e dos Altos Funcionários do Vaticano. Então, ele aproveitou para introduzir agentes da seita, como peritos, conselheiros financeiros[21] e políticos… Estes cumpriram, de modo preciso, a diretriz de Weishaupt, que orgulhosamente escreveu: “Nos infiltraremos nesse lugar – o Vaticano- , e quando estivermos lá dentro, não sairemos jamais. Nós o minaremos até que reste, apenas um coquinho vazio!… Depois que os Iluminati se infiltraram no Vaticano, a Conspiração Luciferina fomentou duas guerras mundiais, que dividiram a Cristandade em exércitos opostos. Os cristãos, de todas as confissões, se mataram uns aos outros aos milhões, com a conseqüência de que as massas, controladas pelo Comunismo ateu, tornaram-se uma potência equivalente ao que resta na Cristandade. O curso dos acontecimentos, até os nossos dias, está estritamente conforme as prescrições de Weishaupt e da sua Conspiração Luciferina. O modo com que isso ocorreu indica que o plano de ação, elaborado por Albert Pike, entre 1850 a 1886, na sua residência de Little Rock, foi escrupulosamente seguido. Não esqueçam de que os arquivos secretos do Vaticano são os mais completos do mundo, mais do que todos os outros! Imaginamos qual não teria sido o curso da História se os Iluminati não tivessem conseguido estabelecer uma conspiração do silêncio, cobrindo todos os governos, sejam eles políticos ou religiosos. Possuo numerosas cartas de padres que viveram em Roma, e estudaram no Vaticano. Elas comprovam que o Santo Padre é uma espécie de prisioneiro, no interior do Vaticano[22]; assim como o presidente dos Estados Unidos é um prisioneiro na Casa Branca; a rainha da Inglaterra, no Palácio de Buckingham; e, Khrouchev, no Kremlin. Uma só vez, nesses últimos anos, a vigilância constantemente exercida sobre o Papa foi relaxada. Foi quando se pensou que Sua Santidade estava à morte. Sabemos que ele se encontrava de tal maneira debilitado que somente um milagre pôde dar-lhe as forças necessárias para convocar uma personalidade oficial, com a qual podia contar. Ele deu ordem para que se enviasse um apelo a todos os católicos romanos, pedindo-lhes “rezar pela Igreja do Silêncio”. [Pio XII]. Pike limitou a iniciação ao Rito Paládico Novo aos homens e mulheres que já tinham se afastado, definitivamente, de Deus, vendendo suas almas à Satanás, em troca da realização material e dos prazeres carnais. Mas, a astúcia e a inteligência dos mestres da Sinagoga de Satanás são tais que, mesmo os iniciados nesse rito, não podem ser admitidos no supremo segredo, antes de serem testados a fundo.

A maneira como a “Grande Loja Branca” – Sacerdotes da Fé Luciferiana,
guarda seu segredo foi perfeitamente revelada quando Deus fez com que
os documentos ultra-secretos, emitidos por Albert Pike, caíssem em
mãos diferentes daqueles às quais se destinavam.
Mazzini morreu em 1872, Pike designou, então, Adriano Lemmi para sucedê-lo como Diretor de Ação Política. Este, já iniciado no Rito Paládico Novo, era um satanista. Pike revelou-lhe o supremo segredo. Explicou-lhe que Lúcifer é o único Deus, além de Adonai, e que o objetivo final da conspiração em marcha consiste em impor a ideologia luciferina à Humanidade[23]. Os fatos referentes a essa nomeação foram relatados no livro de Domenico Margiotta: “Adriano Lemmi, Chefe Supremo dos Franco – Maçons”.

O fato de somente alguns dos iniciados dos Altos Graus dos rito Paládico estarem de posse do supremo segredo, foi outra vez provado quando Pike julgou necessário remeter a carta, com as instruções que transcrevemos, aos Iluministas que tinham sido escolhidos para dirigir os 23 conselhos, estabelecidos no mundo inteiro.

Um exemplar dessa carta, datada de 14 de julho de 1889[24] também foi desviado… O “correio” é citado por A.C. de La Rive, na p. 587 do seu livro: “La Femme et L’Enfant dans la Franc – Maçonnerie Universelle”. Citamos o parágrafo:

“Eis o que devemos dizer às massas: nós adoramos um Deus, mas trata-se do Deus que se adora sem superstição… A Religião Maçônica deveria ser, por todos nós, iniciados dos Altos Graus, mantida na pureza da Doutrina Luciferina… Se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai, cujos atos na sua totalidade atestam sua crueldade, perfídia, ódio ao homem, barbaria, e repulsa à ciência, – se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai e seus padres o caluniariam? Sim! Lúcifer é Deus. E, infelizmente, Adonai também é Deus, porque a lei eterna exige que não exista esplendor sem sombra, beleza sem feiúra, branco sem negro. O absoluto não pode existir senão enquanto duplo elemento (Deuses)… Donde, a doutrina do Satanismo é uma heresia. A verdadeira, e pura religião filosófica, é a crença em Lúcifer, igual a Adonai, mas Lúcifer Deus de luz e Deus do Bem, lutando pela Humanidade contra Adonai, Deus das Trevas e Deus do Mal”. A História nos ensina, que, desde 1776, a Conspiração tem-se desenvolvido exatamente como Adam Weishaupt previu, simplesmente porque os dirigentes dessa empresa demoníaca têm sido capazes de guardar o segredo do seu objetivo final, isto é, a escravização, de corpo e alma, do que restar da Raça Humana. Vamos, agora, desvelar os planos que os Illuminati têm a intenção de seguir, até o completo arremate.

Weishaupt, depois Pike, tinham necessidade de que o Sionismo Político fosse organizado, financiado, e controlado pelos Illuminati, de

maneira que pudessem utilizá-lo, inicialmente, para a criação de um Estado soberano que veria o coroamento do seu Déspota-Rei, Senhor do Universo, o que lhes permitiria, a seguir, fomentar a Terceira Guerra Mundial.

O Sionismo Político foi organizado por Herzl, em 1897. Uma pessoa dotada de inteligência, – essa faculdade dada por Deus-, pode negar o fato de que essa fase do complô já está se desenrolando no Oriente Médio[26] (e, também, no Próximo) nos nossos dias? Se deixarmos a 3ª G.M. eclodir, o Sionismo e o mundo muçulmano serão varridos do mapa, e as nações restantes serão eliminadas, enquanto potências mundiais. Restarão, entre os Illuminati e seu objetivo, somente o COMUNISMO ATEU E O CRISTIANISMO.

Numa carta que escreveu a Mazzini, em 15 de agosto de 1871, Albert Pike explica como chegar à Terceira Guerra Mundial. Um exemplar dessa carta se encontra, ou se encontrava, na Biblioteca do Museu Britânico Imperial de Londres:

“Nós, os Illuminati, soltaremos os Niilistas e Ateus, e provocaremos um formidável cataclisma social que mostrará às nações, em todo o seu horror, o efeito do ateísmo absoluto, origem de toda selvageria e das desordens as mais sangrentas. Os cidadãos serão obrigados a se defender, por toda parte, contra a minoria dos revolucionários, e exterminarão esses destruidores da civilização….

A multidão, desiludida com o Cristianismo, cujo, espírito deísta estará, sem qualquer direção nesse momento, buscará um ideal, mas, não sabendo onde e a quem render adoração, receberá a verdadeira luz, pela manifestação universal da pura doutrina de Lúcifer. Essa manifestação será, enfim, revelada ao povo; ela resultará do movimento reacionário geral que seguirá, de perto, a destruição do Cristianismo e do Ateísmo, ambos conquistados e destruídos no mesmo instante”.

Se acaso algum dos nossos leitores ainda duvide da verdade que afirmamos, que nos permita ressaltar que S.E. o Cardeal Caro y Rodriguez, primaz do Chile tentou advertir os católicos, e até mesmo os franco-maçons[27], do destino planejado para eles.

Quando Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos, estava absolutamente certo de que a Conspiração alcançaria seus objetivos finais ainda durante sua vida. Em conseqüência, [aceitou o conselho e] mandou imprimir, em 1933, no verso das notas de 1 dólar, a insígnia dos Illuminati – que Jefferson já tinha feito cunhar secretamente no verso do Grande Selo Americano.

Estava, portanto, notificado aos Iluministas do mundo inteiro, que os Illuminati estavam em condições de exercer um controle absoluto sobre as finanças, a política e as ciências sociais da América. Roosevelt deu o nome de “New Deal” (Plano do Governo Americano para o Restabelecimento Econômico e a Segurança Social) a essa iniciativa.

Na política exterior, Roosevelt apoiou o Comunismo ateu, de maneira que este, em todos os pontos, se tornasse equivalentes em força, à Cristandade. Roosevelt estava de tal maneira convencido de que seria o primeiro Déspota-Rei, que teve a audácia de declarar, em 1942, a Winston Churchill, “que tinha chegado o momento do Império Britânico ser dissolvido no interesse da paz mundial”. Este incidente ocorreu em Vallentia Harbour, Terra Nova, quando se encontraram para tratar da questão da OTAN. A que espécie de paz Roosevelt se referia? A uma paz sob a férula de uma ditadura luciferina? É mais que provável! Vamos, agora, mostrar como os Illuminati se infiltraram na Casa Real Britânica. Desde 1942, o Almirante Louis Mountbatten era a “eminência parda” na Grã-Bretanha. Foi sob sua influência e direção que a Índia, e numerosas outras regiões do Império Britânico, “adquiriram a independência”, modo elegante de dizer que elas foram seccionadas da Coroa Britânica. O que a opinião pública tomava como sendo, apenas, desejos da parte de Roosevelt, tornaram-se, rapidamente, realidade. Roosevelt não ignorava o que os Illuminati tinham programado. Sua língua solta, durante a conversa com Churchill, confirmou o velho provérbio: “In vino verítas” [Quando se bebe o vinho, a verdade transpira].

De fato, em menos de cinqüenta anos, o Império Britânico foi reduzido, de maior potência da terra, a uma potência de terceira classe. Por outro lado, a Rainha da Inglaterra desposou o sobrinho do Almirante Mountbatten. O príncipe Philippe foi “adotado” pelo Almirante quando era menino. Todos sabem que o Príncipe Philippe tem uma visão extremamente liberal, mas poucas pessoas sabem que ele foi educado privadamente, por decisão do seu tio, em Gordonstoun, na Escócia, pelo Dr. Kurt Hahn, um Iluminista que (…) (vivia na – n.J.B. Klein) Alemanha.

O Dr. Kurt Hahn era, indiscutivelmente, um agente dos Illuminati. Ele serviu, na Alemanha, no Comitê Executivo do Partido Comunista, mas não era um ateu. Dirigiu a política comunista na Alemanha, de maneira que os Illuminati pudessem fomentar a 2ª Guerra Mundial. De qualquer modo, o príncipe foi entregue a um subversivo perfeitamente informado, altamente treinado e experimentado. A Escola de Gordonstoun é uma das três estabelecidas de acordo com o Plano de Weishaupt, que preconizava aos Illuminati endoutrinar e treinar jovens pertencentes a famílias bem situadas, com espírito internacionalista, a fim de fazê-los agentes da sua seita. As duas outras escolas fundadas pelo Dr. Kurt. Hahn, encontram-se em Salem, na Alemanha, e Anavryta, na Grécia.

Queremos deixar bem claro que os jovens assim treinados não tinham, todos, consciência da finalidade para a qual foram formados. E. H. Norman foi um desses jovens que teve um triste fim… E assim foi com muitos outros, porque não passaram de “PEÕES NO TABULEIRO DE XADREZ” dos Illuminati.

A Rainha Elizabeth é, igualmente, Chefe da Igreja Protestante na Inglaterra. O Cônego C.E. Raven, por imposição de forças que ela não pôde controlar, foi nomeado “conselheiro espiritual” da Casa Real. Este anglicanista casou-se três vezes. Sua terceira esposa professava o ateísmo, e era conhecida como “Heroína da Resistência Francesa”.

Uma coisa é certa: depois dessa nomeação, Sua Majestade nunca mais se referiu a Deus Todo-Poderoso, nas suas mensagens de Natal ao povo. O mais significativo ocorreu na sua última alocução: empregou o jargão dos Illuminati. Entre outras coisas, declarou: “A reação em cadeia das Potências da Luz, a fim de Iluminar a nova era (Nova Ordem) que chega”.

O poderio dos Illuminati é tamanho que instruíram um outro dos seus agentes, canadense, mas alemão de nascimento, chamado Hahn, para que celebrasse a ascensão da Rainha Elizabeth ao trono, modificando a foto que Sua Majestade tinha aprovado para as notas dos bancos canadenses. Hahn dissimulou, com habilidade, a carantonha de Satanás no penteado da Rainha.

No simbolismo iluminista, isto significa “Agora, temos o ‘ouvido da Rainha’. Nossos agentes estão tão próximos da sua pessoa que ela nem percebe sua presença”.

“News behind the News”, levou esse atentado ao conhecimento da Câmara dos Comuns do Canadá, na pessoa do Sr. John Blackmore. Em conseqüência, foram fabricados novos clichês e novas cédulas. Tentamos informar o marido da Rainha do verdadeiro objetivo dos Illuminati, mas sem grande sucesso, pareceu-nos.

Depois da morte de Roosevelt, a política exterior americana, e da ONU, têm sido decidida pelos Iluminados do Conselho de Relações Exteriores – C F R, que se instalou no Ed. Harold Pratt, em Nova York. Esse quartel-general da intriga internacional foi estabelecido, e é financiado, pelas fundações Rockefeller, Carnegie e Ford. Aliás, isentas de impostos.

Desde o início do século [XX], os Rockefellers tomaram dos Rothschilds a direção da Conspiração. Sua política visa conter o Comunismo, mas não destruí-lo. Com certeza, o Comunismo Internacional deve ser guardado em reserva, com um poderio equivalente ao da Cristandade inteira, senão o Plano diabólico de Albert Pike, para o último cataclisma social, não poderá ser executado.

Essa política, aparentemente desconcertante, nos explica porque Mac Arthur não foi autorizado a destruir o Comunismo, durante a Guerra da Coréia. Foi, ainda, essa mesma política que incitou a ONU a exigir, da França e da Grã-Bretanha, que retirassem as tropas pára-quedistas lançadas em Suez, para pôr fim às atividades subversivas de Nasser no Egito e no Oriente Médio. Quando Mac Arthur persistiu na intenção de destruir o Comunismo, foi destituído. Quando Antony Eden mandou tropas ao Egito, foi igualmente cassado. Por quais motivos verdadeiros? – Insubordinação ao “diktats” dos Illuminati? Desde a época de Jefferson, os cidadãos dos Estados Unidos têm sido gradualmente condicionados para o dia em que os Illuminati decidirem tomar o poder. O mesmo ocorre na Canadá [28].

Saberemos que a hora da escravização terá soado quando o presidente dos Estados Unidos, e o Primeiro Ministro do Canadá, declararem “Estado de Emergência”, e constituírem uma ditadura militar sob o pretexto de que tal medida é necessária para proteger o povo de uma agressão comunista[29]. Os Partidos Comunistas dos dois países são “contidos”, porque os Illuminati têm a intenção de utilizá-los para levar ao “Estado de Emergência” (parece que hoje a maneira mais operacional é o terrorismo). Afinal, teria o velho e doente Bin Laden, de dentro de uma caverna nas montanhas áridas do Afeganistão, capacidade para planejar, executar e controlar o atentado contra o World Trade Center, mais o Pentágono e, talvez, a Casa Branca? É preciso não esquecer que o governo Roosevelt sabia, com precisão, do ataque japonês a Pearl Harbor, e deixou acontecer, com mortos e feridos, além dos danos materiais.

(…) Aliás, o FBI e a Polícia Montada Canadense poderiam neutralizar, em 48 horas, os comunistas e todas as forças subversivas, se tivessem permissão. Os chefes do FBI, e da Polícia Montada, sabem quem são as Potências Secretas. Somente o apoio generalizado da população liberaria esses órgãos das correntes com as quais – nós inclusive, somos todos imobilizados.

Quando os comunistas receberem a ordem de se revoltar, serão autorizados a massacrar todos aqueles cujos nomes constam das listas de liquidação dos Illuminati. Os agentes dos Illuminati aparecerão, então, em cena, e tomarão o controle, sob o falacioso pretexto de salvadores do povo. Lênin se gabava de que “quando os tempos chegarem, os Estados Unidos cairão nas suas mãos, – as do Illuminati-, como frutos maduríssimos”.

O plano com o qual os Illuminati pretendem tomar o poder aos comunistas está pronto. O pessoal selecionado para arrematar os seus detalhes recebe treinamento num imóvel de Chicago denominado o “Treze Treze” (THIRTEEN THIRTEEN), Rua 60ª, uma propriedade da Universidade de Chicago. Esse centro de treinamento Iluminista é financiado pelas mesmas fundações que financiam o Conselho de Relações Exteriores – CFR, de N. York. Os Iluministas, engajados nesse projeto, estão infiltrados nos “Serviços da Administração Pública”, pretensamente para melhorar os serviços sociais, bem como o governo. Na realidade, eles treinam seus agentes selecionados para ocupar posições-chaves, em todos os níveis do governo.

Diplomados em Administração Pública já estão devidamente colocados como “especialistas”, “experts” e “conselheiros”, pelos Illuminati, nos seguintes órgãos:

-Am. Publica Works Assn. Municipal Finance Officers Assn; Public Personal Assn.; [seguem-se duas dezenas de outras organizações].
A política dos dirigentes dos serviços de Administração Pública, no “Treze Treze”, consiste em fazer nomear agentes treinados para os postos importantes dos Municípios. Estes, indicam outros diplomados pelo “treze treze” para chefiar os diferentes serviços civis, até que tenham controlado a Administração Municipal. Eles se propõem a trabalhar com eficiência, no interesse da organização. Na verdade, nada mais fazem que usurpar os poderes do eleitorado.

Dade County, Miami e Chicago já passaram ao controle dos diplomados pelo “Treze Treze”. (…) No caso de Miami, seria necessário estabelecer esse controle imediatamente; o Sul da Flórida constitui um dos “santuários” dos Illuminati, que planejam reunir e proteger lá os seus, excluindo todos aqueles que não forem de alguma utilidade, sobretudo quando o “Estado de Emergência” for declarado. É verdade, os Iluministas de Chicago e Miami controlam a Administração Civil, mas não o povo. [Por enquanto não foram aplicadas todas as novas medidas que o combate ao terrorismo impõe].

No interior do “Treze Treze”, os agentes do Illuminati recebem uma formação que lhes ensina como assumir o controle dos governos municipais, dos parlamentos de cada Estado, e como subjugar os “Goyins” (gado humano), assim que receberem a ordem. São ensinados, também, e antes de tudo, a como se apresentar sob o disfarce de “salvador do povo”, cuja missão seria preservar as massas das perseguições mais importantes da parte dos comunistas. São ensinados como retirar as massas da opressão comunista, para colocá-las sob nova sujeição, aos Illuminati. Esta, caros leitores, é a organização e seu funcionamento. Para outras informações sobre o “Treze Treze”, dirijam-se a Time for Truth Press, P.O. box 2233, Palm Beach, USA.

Nossa finalidade, ao escrever este opúsculo, era provar que os Illuminati foram bem organizados por Weishaupt, para dirigir a Conspiração Luciferina até seu objetivo final, mas, também, que são controlados, na cúpula, pela Sinagoga de Satanás. Esta, por sua vez, está colocada sob o controle de alguns indivíduos que são, de fato, os grandes sacerdotes da “fé” luciferina, conhecidos, também, sob o nome de “Grande Loja Branca”.

Tentamos provar que o objetivo encoberto da hierarquia luciferina consiste em impedir o estabelecimento do Plano de Deus para a Sua Criação, e que a vontade de Deus seja feita, assim na Terra como no Céu. Seu objetivo é impor a ideologia luciferina à humanidade, bem como suas decisões, pela força, graças ao despotismo satânico. A fim de enganar as populações, referem-se à ditadura totalitária luciferina com a denominação de “Nova Ordem Mundial”.

A ideologia luciferina exige da “Nova Ordem Mundial” uma divisão da humanidade em duas classes: os mestres (senhores) e os escravos. Os mestres, e seus governadores, serão os grandes sacerdotes dessa “fé”, seus Illuminati, e terão, como agentes de alto nível, alguns bilionários, cientistas, economistas, e profissionais liberais devotados à causa luciferina. Mas, haverá, também, uma polícia e um exército, em número suficiente, para obrigar os Goyim a obedecer.

Todos os outros seres humanos serão reduzidos a uma espécie de “conglomerado”, feito pela mestiçagem de brancos, negros, amarelos e vermelhos. A mestiçagem será rapidamente obtida pela inseminação artificial. As mulheres serão cientificamente selecionadas, e utilizadas como chocadeiras humanas, e, os machos que as fecundarão, serão cuidadosamente escolhidos [leia-se “O Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, uma visão romanceada do projeto dos Illuminati, por esse parente muito próximo de Altos Iniciados (n.d.t. brasileiro)].
Por outro lado, a taxa de natalidade será estritamente limitada às necessidades do Estado [experiências de controle de população são feitas no mundo todo, especialmente na China, donde nos chegam notícias de que os “médicos” abortadores vendem os fetos a U$ 10,00, para serem comidos numa sopa altamente valorizada nos meios mais satanizados (idem)].

Está escrito no plano diabólico dos Illuminati: quando obtivermos o controle, o próprio nome de Deus será apagado no Livro da Vida. No jargão dos Illuminati isto significa uma lavagem cerebral, cientificamente aplicada, a fim de lavar os espíritos dos escravos humanos de todo o conhecimento de Deus Todo-Poderoso: “Adonai”. Os Iluministas têm intenção de transformar em zumbis todos aqueles para os quais não tenham uma destinação particular.

Uma última advertência: as guerras, sejam elas ofensivas ou defensivas, as revoluções – mesmo que sejam chamadas de contra-revoluções-, a intolerância racial, a intolerância religiosa[32], o fanatismo religioso [é o caso das seitas, não devemos aceitar o rótulo que nos quer impor a Maçonaria!], a perseguição e o ódio, não darão solução ao nosso problema.

Será apenas conhecendo toda a verdade que poremos fim à Conspiração Luciferiana. Se continuarmos a guardar silêncio, por causa dos riscos, a Conspiração progredirá até o último cataclisma mundial, quando os Goyim se massacrarão as dezenas de milhões [ou bilhões?] com bombas atômicas e gás tóxico dos nervos, enquanto os Illuminati, e seus amigos, se aquecerão nas praias ensolaradas dos seus “santuários”, gozando do luxo.

Quem desejar resistir, e combater por Deus contra Lúcifer, não precisa de armas, de dinheiro. Tudo o que é necessário está exposto claramente nas Santas Escrituras. Que meditem sobre a Epístola aos Efésios, cap. VI, versículos 10 a 17:

“Quanto ao mais, irmãos, fortificai-vos no Senhor e sua força toda-poderosa. Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às ciladas do diabo. Porque não é contra a carne e o sangue que vamos combater, mas contra os principados e as potestades, os senhores desse mundo das trevas, os maus espíritos espalhados pelos ares. Por isso, vesti a armadura divina, para poder resistir aos tempos terríveis, e, cumprido o dever, poder permanecer de pé. Tenhais, pois, os rins cingidos com a verdade, revestida da couraça da justiça; que vossos pés sejam calçados pelo zelo pelo anúncio do Evangelho da paz; tendo sempre à mão o escudo da fé, contra o qual se quebram os dardos inflamados dos mentirosos, Portai, ainda, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” Poderia haver algo de mais completo e claro? (…) Se rompermos a
 Conspiração do Silêncio, se insistirmos com nossos representantes para que não façam o jogo da política, mas que trabalhem para o estabelecimento do Plano de Deus para a Criação, aí então, Deus intervirá em favor daqueles que provaram sua vontade de figurar entre seus eleitos. Esta alternativa nos é oferecida. Cabe-nos decidir: se, de todo coração desejamos viver, para toda a eternidade, segundo o Plano de Deus, a única maneira de provar nossa sinceridade é trabalhar pela realização do Seu Plano para a Terra. O plano de Deus está revelado nas Santas Escrituras. Ele não está, evidentemente, de acordo com a Carta das Nações Unidas, a ONU, ou com a ideologia dos mundialistas. Postai, ou distribui exemplares desta brochura às pessoas com as quais vos preocupais. Os resultados obtidos são maravilhosos quando os exemplares caem em boas mãos… Se estiverdes convencidos do que revelamos, então é vosso dever transmitir estas informações ao maior número de pessoas que possais contactar. Algumas, – muito poucas -, aceitarão o conhecimento da verdade. Outras a rejeitarão. Não será por vossa culpa! Sereis julgados pelos esforços consagrados ao trabalho, e não pelos resultados que tiverdes obtido. Usai da paciência, sem nada impordes, mormente pela força! Dai provas de bom senso-senso, sem nunca denegrir! Sede amáveis e reflexivos, não sejais polemizadores ou agressivos! Levai as pessoas a pensar, e, depois, deixai-as refletir por si mesmas sobre a questão. Os escravos, que estão a serviço dos Iluminados, gastam todo o tempo disponível, – noite e dia-, a serviço da sua causa. Podemos fazer por menos, se desejamos obter nossa recompensa eterna?

Necessitamos da cooperação do clero de todas as nações que ensinam a crença em Deus e o combate a Lúcifer. Temos necessidade, particularmente, do apoio ativo de todos os ministros da Religião Cristã. Se pudermos persuadi-los a prestar mais atenção, a romper a conspiração do Silêncio, e ensinar toda a verdade aos seus fiéis, os Illuminati não poderão completar seu Plano e fomentar a Terceira Guerra Mundial, bem como o cataclisma social. Os padres de Deus assumem uma responsabilidade muito pesada quando recebem o sacramento da Ordem. É seu dever, sejam quais forem as conseqüências, e nisto está empenhada sua honra, revelar aos seus rebanhos a inteira verdade! Se não aceitam fazê-lo, entregam à própria sorte inocentes vítimas, nas mãos de criminosos que buscam tomar posse das suas almas imortais!

Conclusão: proponho aos 900.000.000 de católicos, espalhados pelo mundo inteiro, a seguinte questão: se aquilo que expliquei nestas páginas não é verdade, por que rezais assim no final de cada missa[33]:

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso escudo contra as maldades e ciladas do demônio. Cordeiro de Deus, instantemente vos pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás, e a todos os espíritos malignos que andam pelos ares para perder as almas”[34]

Ou bem o que revelamos é verdade, ou bem as palavras da oração acima são absurdas!

Sei quem compôs esta grande prece35. Já disse porque a compôs. Estou certo de que Deus está pronto a ouvir nossas preces, desde que tenhamos provado – pela ação refletida -, que somos dignos da sua intervenção[36]!

William Guy Carr

“Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra DEUS, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo[38] e os habitantes do Céu. Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação, e hão de adorá-la[39] todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos desde a origem do mundo no livro da vida do Cordeiro imolad. Quem tiver ouvidos, ouça!”
(Ap. 13,6-9)
(A citação Bíblica foi inclusão nossa: J. B. Klein)


NOTA FINAL DA EDIÇÃO FRANCESA

A CONSPIRAÇÃO MUNDIAL

Aqueles que têm dificuldade em aceitar que os Estados Unidos e o mundo sejam alvo de conspirações políticas e econômicas, não estão preparados para a leitura deste livro, que trata da Conspiração num nível muito alto. O homem comum não está familiarizado com a história e a documentação que expusemos aqui. Ocorre, também, que nunca lhe disseram que as potências do mal são tão reais quanto as potências do bem.

Neste trabalho, o leitor se confronta com a revelação de documentos secretos do Pe. Robinson, e com outras mais recentes e numerosos. Em seguida, o autor transporta o leitor através da história, remontando à Conspiração desde suas origens mais remotas. De repente, o leitor se dá conta de que está entendendo o que se passa com o Governo Mundial, que trata de usurpar os poderes dos demais governos legítimos. É coisa muito diferente do simples governo que a maior parte dos Cristãos espera do Senhor.

Os conspiradores têm um conhecimento profundo da natureza humana. São conscientes do fato de que Deus criou a terra, e nos colocou nela por meio de um processo de nascimentos; que nos dotou de uma inteligência, que pode receber inspirações boas ou maléficas. Assim, gratificado com uma vontade livre, o homem teria que ser posto à prova nesta terra, posto que seu corpo material executa as decisões do seu espírito, num sentido positivo ou negativo.

Os conspiradores tomaram muito cuidado para assegurar-se de que seus planos não seriam, jamais, revelados. Principalmente, pela imposição de juramentos (secretos) terríveis, e usando da zombaria, ou do assassinato…

Seus objetivos verdadeiros não devem ser revelados, até que sua organização tenha imposto um despotismo absoluto. Estamos sendo informados , aqui, que se trata de uma Conspiração, tão implacável quanto diabólica, cujo objetivo é amputar a liberdade do homem, dada por Deus, usando, para isto, a mentira, o crime e a força.

A Sinagoga de Satanás recorre a todos os expedientes baixos. Ela mesma diz “As massas devem ser endeusadas com louvores exagerados, e promessas extravagantes. A seguir, poderemos fazer o contrário do que prometemos… Não há nenhuma importância!”…

William Carr aconselhava, freqüentemente, postar ou distribuir exemplares desta brochura às pessoas das nossas relações, porque os resultados são maravilhosos quando caem em boas mãos. Ele estava persuadido de que a verdade será, um dia, vitoriosa.

( A seguir inclusões nossas: J.B. Klein)

NOTA 1:

Republicaremos o artigo do Jornal Folha de São Paulo, de 02 de novembro de 2000, originado na sucursal do Rio de Janeiro, pois após passaram-se QUARENTA e DOIS (42) ANOS, são confirmadas plenamente as informações e os alertas do Almirante Canadense William Guy Carr, transcritos aqui:

MANIFESTO GRUPO REÚNE CIVIS E MILITARES

Criado por militares da reserva e por civis, o “Movimento para restituir o Brasil aos Brasileiros”, acaba de lançar o “Manifesto à Nação”, que aponta um suposto “Governo Mundial”, que já se encontra em gestação.

Essa administração mundial, afirma o documento, tem como objetivo estabelecer-se em um patamar “hierarquicamente superior a todos os Estados – Nações que hoje existem sobre a terra”.

Escrito em 14 páginas e dividido em 5 capítulos, o manifesto sustenta a estratégia desse “Grupo obcecado pelo poder mundial”, que já está definida e em execução.

Fariam parte da estratégia do grupo para controlar o mundo, o estímulo a movimentos separatistas, a desativação de indústrias nacionais, o corte de verbas para o setor de ciência e tecnologia, e à adoção do dólar como moeda fora dos EUA.

Esse plano, se não for detido, levará o domínio da violência, da destruição e da morte, em uma escala nunca vista anteriormente; uma verdadeira tragédia de alcance mundial, afirma o texto.

Em relação ao Brasil, o manifesto dia que o País “ainda não foi destruído de forma irreversível, e pode dizer não, aqueles que querem destruí-lo”.

O movimento foi criado este ano por quarenta e dois civis e militares. Seu coordenador-geral é o Brigadeiro Eércio Braga, 64 anos, da reserva da Aeronáutica.

“Queremos o Brasil como o Brasil, e não como uma espécie de colônia”, disse Braga.

NOTA 2:

O CATÓLICO NÃO PODE SER MAÇOM
DECLARAÇÃO DA SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, RELACIONADA COM A ACTA APOSTOLICAE SEDIS 73, DE 17 DE FEVEREIRO DE 1981

Declaração sobre as associações maçônicas

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja à respeito da maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico ela não vir expressamente mencionada como no código anterior (imagine se a maçonaria eclesiástica não iria agir? – n.J.B. Klein).

Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.

Permanece portanto inalterado o parecer negativo da Igreja à respeito das Associações Maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a Doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem as associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da sagrada comunhão.

Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a Declaração desta Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cfe. AAS 73, 1981, p. 240-241).

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.

Roma, da sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.

Obs. Final: Não esqueçamos disto em nenhum momento de nossas vidas: “O lívre arbítrio DEUS nos concedeu, mas pelas conseqüências de todas as nossas decisões, responderão nossas almas, eternamente…” Colaboração de João Batista Klein, Porto Alegre-RS, em 04.03.2005
www.portalanjo.com

 

NOTAS GERAIS:

1 A segunda é “Satanás, Príncipe deste Mundo”, editada em 1997 nos Estados Unidos, por enquanto não traduzida em português nem francês.

2 Na época o autor não precisou, e não era fácil prever, que o Comunismo mudaria de forma exterior. Aliás, é da sua natureza disfarçar-se de acordo com as circunstâncias históricas. Não é de admirar que hoje, o Comunismo tome a forma de Socialismo Democrático.
Para bem compreender a natureza cambiante do Comunismo, ler o livro de Jean Daujat: “Conheça o Comunismo”.

3 Atualmente, parece que os Illuminati fixaram sua escolha no Deserto Australiano e na Patagônia, como testemunham os extratos da imprensa que deixamos à sua meditação:

a) Marcel Renoulet, diretor do jornal libertário “L’ Homme Libre” citou a seguinte advertência (10.11.94): “Ignoro se a guerra vaieclodir. Um fato muito me preocupa: Rockefeller, e uma dezena dos maiores bilionários americanos compraram um território quase tão grande quanto a Bélgica, em pleno centro do Deserto Australiano, e ali estão construindo palácios enterrados.

. O território é cercado de arame farpado, e vigiado por um exército provado. Muito mau, muito mau sinal… Esses senhores conhecem o futuro… Já que são eles que o decidem…”.

Acrescentamos, no que se refere à Austrália, que de 21 de outubro a 9 de novembro de 1993, ocorreu uma “Grande Reunião de Luciferianos” em Wollongong, cidade situada na costa oriental australiana, próxima a Sidnei, mas também nas proximidades de uma grande zona desértica…

Os testemunhos de ex-satanistas revelaram que a elite dos chefes do culto satânico do mundo inteiro lá se encontrava… Esse encontro, projetado há vários anos, teve lugar nas montanhas vizinhas à cidade, na mata densa. Ali muitos rituais foram praticados. O objetivo desse encontro em Wollongong foi reunir todos os adeptos do aniquilamento do “anjo da morte”, um personagem cristão que Deus teria chamado para combatê-los! O fim do Mistério da Iniqüidade seria em breve? Na perspectiva da guerra anticristã posta em marcha, a coligação entre a Alta França Maçônica Luciferiana, e os círculos satânicos, já está estabelecida”.

b) No seu número 481, de maio de 1997, página 60, a revista “Lectures Françaises” cita a seguinte informação: “Buenos Aires. Território caro ao coração de Jean Raipail, a Patagônia está em vias de se tornar a terra dos bilionários. Ted Turner, o riquíssimo magnata da cadeia de televisão CNN, comprou 5.000 hectares de magníficas paisagens. Sylvester Stallone propôs a compra de um lago, e mais 14.000 hectares. Alfredo Yabran, amigo do Pres. Menem, acusado de ser o chefe da máfia local, os imitou. Pode se encontrar outros bilionários seduzidos pelos grandes espaços ainda intactos: a família Benneton possui 850.000 hectares destinados à criação de ovelhas e bovinos. Georges Soros não fica atrás: é proprietário de 350.000 hectares, comprados de antigas famílias em dificuldades financeiras.

Muitos políticos argentinos responsáveis criticam esta corrida à Patagônia, transformada em reserva ecológica. Acusam o Governo de entregar a região a preço de banana. “Mas nada poderão fazer, por causa das razões que agora sabem; ainda mais que a maioria desses “privilegiados” faz parte do “Povo Eleito”…
(n.d.t. francês)

4 Queiram estudar, lápis à mão, a “extraordinária” questão dos Khazars, povo mongol-asiático convertido ao Judaísmo nos séculos VIII-IX D.C. Os judeus “ashkenazim” são os descendentes dos Khazars, logo não-semitas. Quando se sabe que 82% dos judeus do mundo inteiro são “ashkenazim”, pode-se avaliar as dimensões da impostura indizível que constitui o suposto anti-semitismo… A única obra relativamente “séria” que se pode procurar sobre esse assunto é La Treiziéme Tribu, do judeu Arthur Koestler, publicada em 1976 por Calmann-Lévy, encontrada, também em edição de bolso em “Presses Pocket” nº 2546. Curiosamente, esta obra é raramente citada nos outros livros de Koestler, na relação das obras do mesmo autor, e estranhamente, A. Koestler morreu subitamente, após a publicação desse livro muito desconcertante para certas pessoas… Uma obra que pode ser lida com prudência: “Le Dictionnaire Khazar”, de Milorad Pavic, editado por Belfond, em 1988 (n.d.t. francês).

6 Sobre as origens demoníacas do Rock in ‘Roll, consultar as seguintes obras:

a) Pe. O’Connor, O.P.: “La Guerre de Satan Contre nos Enfants”;

b) Jean – Paul Régimbalt: “Le Rock’n ‘roll, Viol de la Conscience par les messages sublimimaux” (preferível a edição canadense, que saiu sem cortes da “censura”) A parte suprimida na Suíça, p.e,. é o capítulo: “Quem financia o rock?”

c) Mons. Corrado Balducci: “Adorateurs du Diable et Rock Satanique”, Tequi, Paris.
Todas estas obras estão disponíveis nas Ed. D. F. T, BP 28, 35370 Argentré-du – Plessis, França. Quanto à pornografia e suas sombrias origens, ver o livro de Désiré Dutonnerre: “Lá Marée Noire de La Pornographie”, publicada pelas Ed. De Chiré, BP.1, 86190 Chire-em-Montreuil 
(n.d.t. francês).

Não nos esqueçamos de que, em pleno regime militar no Brasil, carimbado pelos comunistas de “ditadura militar fascista”, a partir do Governo Geisel, por obra do seu auxiliar mais importante, o general Golbery do Couto e Silva, maçom dos altos graus, foi liberada a pornografia nos cinemas, teatros e revistas, o que tinha sido proibido no Governo Médici. Golbery alegava que era preciso haver “válvula de escape”, como se a Educação Moral e Cívica, e a censura vigentes, fossem sufocantes e antinaturais. O sociólogo laureado (e muito lido, ao contrário do “príncipe dos sociólogos”, Fernando Henrique), o professor russo naturalizado americano, Pitrim Sorokim, escreveu a magistral obra “A Revolução Sexual Americana”, que trata dos efeitos na erotização na sociedade americana”. 
(n.d.t. brasileiro).

7 “News Behind the News” (N.B.N): “Notícias por trás das Notícias”, boletim informativo sobre os bastidores da política mundial, com ênfase no papel dos Illuminati, fundado por William Guy Carr, não é mais publicado. Esse boletim completava, com muita utilidade, suas notáveis obras .
(n.d.t. francês)

* Esta heresia é ensinada pela seita “Testemunhas de Jeová”, cujo fundador era maçom de alto grau e Illuminati. Outras seitas de origem protestante foram fundadas pelos Iniciados.

8 S.S. o Papa Leão XIII, declarou na sua inspirada encíclica “Humanum Genus” (1884), sobre a Maçonaria, que é preciso “arrancar a máscara dessa seita a fim de mostrá-la tal como é”. Obedecemos de bom grado a essa diretriz papal, porque o inimigo deve ser combatido sem quartel
(n.d.t. francês).

9 1789, ano da Rev. Francesa e da inconfidência Mineira dos maçons brasileiros. Em 1889, a Maçonaria brasileira comemorou o 1º centenário desses eventos com a Proclamação da República, e, o 2º centenário, com a promulgação, em 1988, da “Constituição Cidadã” que institucionalizou, no Brasil, o Código dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Rev. Francesa. Ainda em 1889, planejaram um atentado a D.Pedro II, comemorativo ao 1º centenário da Rev. Francesa, que deveria ocorrer exatamente no dia 17 de julho, data da “tomada da Bastilha”, quando o monarca deveria ir ao teatro. Como não foi naquele dia, só o fazendo alguns poucos dias depois, o atentado, realizado por um maçom português, foi adiado. O tiro nem acertou a carruagem, o conspirador foi preso, banido, e o fato, esquecido.
(n.d.t. brasileiro).

10 Ver “O Gnosticismo e a Franco-Maçonaria”, de Eduard Haus, p. 190
(n.d.a).

11 Bem antes de 1917!

12 Vejam que atribuem a Engels o financiamento do seu parceiro, numa tentativa de cobrir a ação do Illuminati. 
(n.d.t. brasileiro).

13 Ele dirigia os Carbonari (braço armado da Maçonaria), e a famosa “Mão Negra”, cujos membros assassinaram o arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo (dando início à 1ª Guerra Mundial)

14 Existem, com certeza, várias datas no calendário luciferiano nas quais se realizam missas negras e sacrifícios humanos. Atualmente, através de Halloween, assistimos à penetração do rito satânico nas escolas. O ano novo do calendário dos bruxos é comemorado no dia 31 de outubro. A “World Book Encyclopedia” afirma que se trata do começo de tudo o que é “frio, escuro e morto”. Sabemos que, ainda nos nossos dias, os satanistas praticam sacrifícios humanos, à noite, nos Estados Unidos e na Austrália. (A pedofilia, rito iniciático satânico, termina, geralmente, com o assassinato de crianças. Os membros dos altos cargos da União Européia, p. ex., são obrigatoriamente, pedófilos). 
(n.t.d. brasileiro).



15 A polícia de Chicago conduziu inquéritos sobre três crimes rituais recentemente (n.d.a.), a imprensa americana publicou notícias sobre o sumiço e morte ritual de cerca de 600 pessoas por ano, de todas as idades. O escândalo só poderia ser abafado com outro maior: o caso Mônica “gate” (uma agente do Mossad) envolvendo o Pres. Bill Clinton. No Brasil, o julgamento (2003) mais importante do caso do assassinato e retirada dos órgãos genitais de alguns rapazes, em Altamira, no Pará: Apenas dois médicos e um policial foram condenados a altas penas, e a bruxa mandante dos crimes, foi absolvida, por falta de provas! 
(n.d.t. brasileiro).

16 Recentemente, agentes dos Illuminati roubaram o tabernáculo de uma Igreja Católica Romana, em N. Jersey, para obter hóstias consagradas (n.d.a.).

Atualmente, elas podem ser fornecidas pelos próprios padres e bispos pedófilos. Aliás, a própria criança, submetida aos abusos, senão assassinada, já é uma hóstia. São mártires de uma categoria especial. Daí o empenho (de membros da maçonaria eclesiástica dentro -n.J.B. Klein) da “Igreja” em dar a comunhão na mão. 
(n.d.t. brasileiro).

17 Uma certa Wilma Montesi morreu, depois de ter sido utilizada como sacerdotisa de uma Missa Adonaicida. Ela tinha participado de uma maratona sexual. Morreu de esgotamento físico, e também, de uma overdose de drogas, numa praia próxima a Nápoles. O escândalo envolveu altas personalidades da Igreja e do Estado… 
(n.d.a.).

A laicíssima revista História, no seu nº especial 430-bis, página 86, informa que um certo Bernard Oudin falou sobre a operação “abafa” para apagar o caso Montesi. Os Illuminati fazem tudo o que é possível para limpar os traços dos seus crimes. W. Carr estava muito melhor informado do que esse pobre jornalista. Sabemos que hoje em dia muitos outros corpos de moças seqüestradas são, depois, encontrados numa praia, ou num outro lugar qualquer. 
(n.d.t. francês)

18 No livro “L’ Église Eclipsée?”, ou autores mostram que o inimigo conseguiu seu Papa da Revolução, e que este realiza o plano da conspiração luciferina, implementando o projeto do rabino E. Benamozegh, o qual previu a instalação da religião noachida, no Sinai, no final do Séc. XX, ou nos primeiros anos do XXI, como trampolim para a religião luciferina. É curiosa à significação de Har Sinai, no talmude: Monte Sinai é a montanha donde irradia sina, o ódio contra todos os povos do mundo (Talmud, Schabbath, 89).

19 Os membros executivos desses conselhos reuniram-se, secretamente, na Geórgia, no Hotel King & Prince, na Ilha St. Simon, de 14 a 17 de fevereiro de 1957. Os fatos são relatados no número de maio de “News Behind the News”. 
(n.d.a).

20 Esse Karl Rothschild, o Rothschild de Nápoles, era o célebre “Piccolo Tigre” dos documentos da Alta Venda Romana, que Crétineau-Joly revelou no seu trabalho fundamental “A Igreja em face de Revolução”. 
(n.d.t. francês).

21 O escândalo da loja “P2” e do Banco Ambrosiano, no início dos anos 80, na Itália, ilustra bem o assunto. (n.t. francês).

22 Lembramos que se trata do Vaticano de 1957-58, i.e, dos tempos de Pio XII. O leitor compreenderá bem essas crises lendo “L’Église Eclipsée”, D.P.F. 
(n.d.t. francês).

23 Lembremo-nos da importância do Halloween, atualmente festejado em todas as escolas, um meio escolhido para iniciar as crianças no rito satânico, mandando-as aos lares da sua cidade pedir doces. Antigamente, as feiticeiras, quando lhes recusavam uma “esmola, lançavam pragas na casas dos não-doadores”. Lembremo-nos também, que a data do Halloween visa a abafar a comemoração do Dia de Todos os Santos, como acontece com outras datas do calendário católico: Dia das Mães, competindo com o de Nossa Senhora; Dia dos Namorados, Dia dos Pais; retirando recursos destinados as comemorações católicas, e desviando os corações. O Natal, no Uruguai, p. ex., virou “Dia da Família”, e o personagem homenageado é, sempre, o Papai Noel, símbolo do liberalismo, e, nunca, o Menino Jesus. Os cartões de Natal – Papai Noel transmitem mensagens afetuosas e sentimentos humanos fraternos, sem alusão ao Divino Infante, etc. 
(n.d.t. brasileiro).

24 Atenção para a data: exatamente o 1º centenário da “Queda da Bastilha”, data máxima da Rev. Francesa, que é a revolução modelo.

26 Também não escapam à inteligência, de qualquer pessoa mediamente instruída, os seguintes fatos, estimuladores da entrada na guerra dos Estados Unidos, cujo povo é, tradicionalmente, isolacionista:

– afundamento (torpedo) da Lusitania, navio americano à 1ª G.M;

– ataque japonês a Pearl Harbor à 2ª G.M;

– ataque ao “World Trade Center”, Pentágono e, presumivelmente, à Casa Branca

– à 3ª G.M. Se ainda não estamos na 3ª G.M, já assistimos seus prenúncios: Yuguslavia x OTAN; Afeganistão x Índia.

– Bush pai e Bush filho já se lançaram contra o Iraque. Ambos são formados na sociedade secreta “Skull and Bones”, são maçons de alto grau, e seguem o plano de Weishaupt-Pike. Bush falou sobre a Nova Ordem Mundial, e o filho sobre a “Novíssima Ordem Mundial”, quando, aparentemente, afrontou a ONU para atacar o Iraque, contra a opinião pública mundial. Enquanto isso, os ashkenazins, descendentes dos Kahzars, um povo mongol-asiático que migrou para as estepes russas e se converteu ao Judaísmo no séc. VII-VIII D.C, disputam com os sefardins a eleição do Rei do Mundo. Os ashkenazins são os mais numerosos (82%), mas os sefardins são os mais ricos (Rothschild, Rockfeller). É um problema para os Illuminati resolverem antes de deflagrarem a 3ª Guerra Mundial.

… Recomendamos meditar sobre:

- O fato de que o Comunismo foi planejado, desencadeado, sustentado, e controlado pelos Illuminati, e ainda o é. Gorbatchev é um deles, fez a lição de casa direitinho, deu nome até a uma Fundação e investe, atualmente, na “Nova Religião Mundial”, Dalai Lama, Rochefeller, etc, como figuras de proa;

- um ensaio desse cataclisma social foi executado durante a Rev. Espanhola de 35, com loucos e criminosos soltos, como na Revolução Francesa de 1789, matando e roubando indiscriminadamente, enquanto grupos fanáticos, bem treinados, seqüestravam pessoas constantes de uma relação pré-preparada.(…) 
(n.d.t. brasileiro)



27 Os maçons, na sua quase totalidade, são uns bobos que os “Altos Graus” manobram, como o manipulador que puxa os cordões das marionetes. A esses maçons idealistas, que acreditam estar sendo, como a pedra, polidos, e contribuem para a realização da grande Obra da Fraternidade Universal, ou aqueles mais avançados na iniciação, que pensam serão os quadros, os tecnocratas de uma nova civilização, baseada na supressão do:

– erro, pela abolição das leis;

- pecado, pela abolição da idéia de Deus;

– miséria, pela abolição [física] dos miseráveis;

Tudo levando à PAZ, sob uma Nova Ordem Mundial, de liberdade, igualdade e fraternidade, que ponham as barbas de molho. Para eles, os “irmãos” desconhecidos preparam um suicídio coletivo, já testado na Guiana, com o esquecido (por quê?) Jim Jones. Maçom amigo (porque devemos amar até mesmo os inimigos): não se iluda! Você foi treinado para obedecer cegamente a fim de que, cumprido seu papel (sujo, por sinal) seja eliminado com prioridade: pelo bem da Humanidade, irmão, você deverá se matar! 
(n.d.t. brasileiro).

28 O livro de W. Carr, “Pawns in the Game” está, agora, censurado no Canadá, bem como outras obras “não-conformistas”. É essa a liberdade de expressão que as diversas Declarações de Direitos Humanos não cessam de zumbir nas nossas orelhas. O inimigo não pode suportar a verdade, e usa de todos os meios para impedir que seus planos sejam revelados. 
(n.d.t. francês)

29 A revista americana “The New American”, da direita (cuidado, é direita da Maçonaria), tem alertado sobre a crescente quebra das liberdades e da privacidade dos cidadãos daquele país, outrora modelo de nação livre, sob o pretexto de impedir o terrorismo. Após o 11 de setembro, atentado que destruiu as torres gêmeas de N.York, os cidadãos têm sofrido uma série de restrições e controles. Um sistema de escuta-gravação permite monitorar todos os telefones, faxes, correios eletrônicos, telefones digitais do país e do mundo inteiro.

Já está desenvolvido também, o sistema de identificação pessoal na base de um microchip implantado nas costas da mão, contendo todos os dados do indivíduo, permitindo localizá-lo em qualquer lugar do planeta, inclusive em subterrâneos. Cogita-se também em acabar com o dinheiro e passar a comprar e vender apenas com microchip (“a marca da besta”!). Informações recentes dão conta de que a Motorola já tem fabricado, em Campinas, cerca de 200 milhões de microchips, para implantar nos brasileiros. Faz algum tempo transpirou uma notícia que passou despercebida do grande público: o presidente John Kennedy teria sido morto porque, após ter assinado um decreto ultra-secreto, que lhe daria poderes ditatoriais, em caso de “Estado de Emergência”, decidiu revogá-lo publicamente em cadeia de televisão “costa a costa”… Não viveu para isso. 
(n.d.t. brasileiro).


32 Ler, a respeito, a doutrina correta da Igreja, exposta magistralmente pelo Pe. Pie (depois cardeal) em três sermões magníficos. A verdade é, sim, intolerante quanto a erro. 
(n.d.t. brasileiro).

33 Esta oração foi suprimida na “Liturgia Conciliar”… Pois bem, esta oração, dita 400.000 vezes por dia, ao redor do globo, constituía uma barragem de metralhadoras incrível, contra a ação diabólica. Os manipuladores desertaram, os demônios podem passar!… De qualquer modo, é preciso não esquecer que existe uma mulher, “mais terrível que um exército em ordem de batalha”, que esmagará sua cabeça, como anunciou em Fátima, em 1917!

34 Uma instrução recente, vinda do Vaticano (da maçonaria eclesiástica – n.J.B. Klein) , proíbe que essa oração seja rezada pelos fiéis, ao final das Missas, e, até mesmo dizerem amém! Alegam que se trata de um exorcismo e, como tal, não pode ser dito por leigos… Numa outra instrução, proíbe o Vaticano (a maçonaria eclesiástica – n.J.B. Klein) que se ofenda Lúcifer – Satanás com palavras, etc. Deve ser referido, apenas como “Príncipe do Mal”. Ao tratar Satanás, o diabo, como Príncipe do Mal, estaremos concedendo- lhe o status de Deus, que os satanistas desejam, porque não existe um princípio do mal. Deus não criou o mal, apenas o bem, nem poderia fazê-lo, porque Ele é o Bem! Ele, Deus, sim, é o princípio. Lúcifer – Satanás é a criatura, e o mal é apenas, deficiência do bem, aquilo que falta à Criação para que ela seja, inteiramente, o bem. A Igreja já condenou essa heresia professada pelos maniqueístas e, depois, outras seitas vinculadas a essa doutrina falsa. O escândalo é que agora ela volta, oriunda do próprio Vaticano (por ação dos maçons lá encastelados – n.J.B. Klein). Que prova maior podemos ter de que os luciferianos – satanistas ocupam a Sé de Pedro? Professam, abertamente, a doutrina dos Illuminati, e querem impô-la aos Católicos. Quantos bispos, padres e religiosos, sem contar a multidão de leigos, por causa de uma obediência mal compreendida, a uma autoridade que declara não mais encarná-la, vão perder suas almas? Vade retro Satanás!
 (n.d.t. brasileiro).

35 S.S. O Papa Leão XIII teve uma visão apavorante da ação tenebrosa, de Satanás e seus anjos, sobre o mundo. Isto o estimulou a compor esta prece exorcística! No que concerne ao “Grande Exorcismo de Leão XIII”, consultar a pequena brochura editada pela Editora Ste. Jeanne D’ Arc, (“Les Guillots”, 18260 Vilegaignon), que contém um bom número de informações históricas; dentre outras, sobre os golpes sombrios que foram praticados, no começo do século (XX), sobre esse Grande Exorcismo, pelos inimigos infiltrados na mais alta cúpula da Igreja. Dispomos, pois, do texto integral desse “Grande Exorcismo”…
(n.d.t. francês).

36 Aconselhamos a leitura de “La Bataille Préliminaire”, de Jean Vaquié. Ele detalha o que é preciso fazer-se na espera da intervenção divina.

37 anticristo

38 EUCARISTIA

39 A fera (o anticristo)

por William Guy Carr

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-conspiracao-mundial-luciferiana/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-conspiracao-mundial-luciferiana/

A Deusa das Neves

Para os alpinistas ambiciosos , os altos picos da cordilheira dos Andes sempre se constituíram num desafio à coragem e perícia dos escaladores e um convite à aventura. Foram estes os motivos que levaram os japoneses Joshifuma Takeda e Iukishuga Hariuchi a virem para o Ocidente em busca das emoções da conquista de montanhas invioláveis até mesmo para o condor , a ave da cordilheira que mais alto voa.

Eles conheciam os relatos por outros andinistas sobre as dificuldades. Obstáculos que exigiriam uma técnica apurada para escalar montes que atingem 6 e 7 mil metros de altitude como os que existem na cordilheira Real que avança desde a Bolívia e estende-se por todo o oeste peruano . Aí estão os grandes monarcas do Peru, desafiadores e temíveis , como os vulcões Misti , Chacani, Pichu-Pichu e Coropuna, este tão alto quanto o Aconcágua — o Teto das Américas — que alcança 7.040 metros sobre o nível do mar . todos coroados por imensos mantos de neve eterna e geleiras que descem pelos seus flancos em direção aos estreitos vales e que tornam sua escalada ainda mais exigente e emocionante.

Antes de movimentar e seus acampamentos , os japoneses fizeram um vôo de reconhecimento. Enquanto sobrevoavam as cordilheiras , levantando em mapas os caminhos mais acessíveis para a escalada , iam fotografando os abismos , penedos , cornijas e encostas. Mais tarde , escolheram um dos dificeis picos ao lado do Coropuna para conquista-lo e registrar a façanha no livro de ouro dos alpinistas, pois essa culminância andina ainda não tinha sido palmilhada por pés humanos. Os japoneses conseguiram sucesso e regressaram para suas casas. Revelaram os filmes feitos e descobriram , surpresos, que sobre um dos cumes , a mais de 6 mil metros de altitude , haviam documentado a existência de uma cidadela de muralhas inexpugnáveis. As construções pareciam suspensas na beira do abismo , igual a cidadela de Machu Pichu, no vale do Urubambo , descoberta por Hiram Birgham no começo do século.

Levadas para o jornal Asahi , do Japão , este publicou as fotos dos dois alpinistas , junto com um texto que falava de uma nova cidade perdida dos incas encontrada por acaso. O periódico citava o inexplorado cume do Pichu-Pichu como o local da descoberta segundo descrição feita pelos fotografos. A noticia espalhou-se pelo mundo , fazendo com que uma onda de excitação percorresse arqueólogos , escaladores , aventureiros e, sobretudo, despertasse a cobiça dos huaqueiros como são conhecidos no Peru os que se dedicam à pilhagem de tesouros quase sempre existentes nestes achados espetaculares.

Os cientistas mostravam-se surpresos e incrédulos: Machu Pichu foi construída, depois de um trabalho que desafia toda a técnica arquitetônica conhecida , numa altura de 2.600 metros. As muralhas fotografadas pelos japoneses, no entanto , ao se aceitar sua localização no Pico Pichu-Pichu, deveria estar a mais de 5 mil metros de altitude . Simone Waisnbard, autora do livro Tiahuanaco, 10.000 anos de Enigmas Incas, que relata em sua obra como se processou esta descoberta , encontrava-se em Lima quando as fotos foram divulgadas . Como aconteceu com os cientistas do Peru, Waibard correu para verificar a documentação que havia chegado a uma instituição arqueológica peruana , mandada pelos dois alpinistas . Nuvens que cobriam o monte dificultavam a vegetação . Ao serem examinadas mais cuidadosamente , foi possível distinguir com clareza uma pirâmide megalítica comdegraus escalonados e voltados para os declives vertiginosos da cratera do vulcão em repouso.

Para constatar o achado , organizou-se uma expedição para tomar de assalto o Pichu-Pichu , apesar dos esforços sobre-humanos que essa tarefa exigia . Nada foi encontrado, porém , Simone Waisbard conta que o diretor do museu da cidade de Arequipa , próxima ao local indicado da descoberta , voou com o fotografo Carlos Zarate Sandoval , num velho Stinson Fawcett , por sobre a cratera e os flancos do vulcão adormecido , num dia de muito sol e pouca névoa em torno dos altos picos , retornando desconsolados : também nada tinham visto.

Soube-se depois que os japoneses enganaram-se de cume ; não era no Pichu-Pichu mas sim no Coropuna , local onde as tradições incaicas situam um magnifico templo do Sol que as fotos tinham sido feitas . Esta nova localização , contudo , também seria desmentida a seguir pelo acaso .

Em 1963 — Simone Waisbard quem relata o caso em seu livro — alguns andinistas subiram ao Coronado Grande , nas redondezas daqueles outros montes , para colocarem a efígie de San Martin de porras , santo peruano , no ponto mais alto da montanha . Durante a subida , os peregrinos começaram a avistar sinalizações estranhas , gravadas nas rochas que emergiam das duras capas de gelo. Cinco dos andinistas , ao cabo de algumas horas , deixaram num ponto abrigado das montanhas os companheiros de peregrinação que demonstravam não ter mais forças para completar a escalada e incumbiram-se de prosseguir a piedosa missão de conduzir a efígie do santo ao seu destino.

Enfrentando dificuldades sem conta e mal podendo respirar devio a extrema rarefação do ar nessa grande altitude , ao procurar o melhor caminho para conquistar o cume , eles observaram que haviam outras figuras geométricas , igualmente gravadas m pontas de rochas que se salientavam de uma compacta lamina de gelo e que pareciam ser indicações para se seguir adiante, pois este era , realmente, o melhor caminho. Intrigados , constataram que a vereda mais segura em direção ao alto era a que os sinais pareciam indicar.

Estes desenhos repetiram-se em outras pontas de rochas , na medida em que subiam , nas cotas de 4.790 metros e de vinte em vinte metros. Ao atingir os 5.350 metros , eles não puderam prosseguir pelo caminho assinalado e bem mais suave para a escalada: houve um desmoronamento que bloqueou a senda, evidentemente provocado pelos frequentes terremotos que abalam a região e sacodem estes gigantes da cordilheira.

Dando uma grande volta para transpor o obstáculo, os escaladores retomaram o mesmo caminho , um pouco acima . Repentinamente , encontraram-se defronte a uma escada de lajes trabalhadas na rocha viva, com largura de 2 metros . Compreenderam que estavam no limiar de uma grande descoberta, ou então , que uma surpresa os aguardava mais acima. Movidos por um súbito entusiasmo, prosseguiram e deram com uma pascana , denominação indígena dada a um lugar para repouso e abrigo nas montanhas . Havia , no mesmo lugar, uma pirka ou circulo de pedras empilhadas , erguidas pelos índios em louvor aos espíritos das montanhas . Carlos Zarate , o fotografo que voou com o diretor do museu de Arequipa e que participava desta outra expedição , teve a intuição de enfiar uma sonda no centro da pirka para ver qual a sua profundidade, pois suspeitava que ela emergia de uma cova muito profunda e subia acima da superfície . Poderia ser um túmulo. A sonda penetrou como ele esperava, mostrando não ter atingido o fundo . Os andinistas começaram a escavar o lugar , iniciando pela demolição da pirka e removendo suas pedras da superfície. Em pouco tempo encontraram um túmulo inca , repleto de cerâmicas , objetos de cobre e ouro , tecidos , fragmentos de conchas e madeira trabalhada com entalhes de baixo relevo.

Os jornais , mais tarde, encarregaram-se de divulgar os outros achados feitos pelos escaladores. Estes não tinham ainda se refeito da surpresa causada pela descoberta do túnel pré-colombiano naquelas alturas — o que fez com que se esquecessem das canseiras — quando , olhando para o alto , viram um mirante de sentinelas . Indo até ele , verificaram que o posto permitia controlar todas as passagens ou veredas que levavam ao lugar. Presumiram que se encontravam no umbral de uma nova descoberta ainda mais importante.

Um posto de sentinelas só podia significar que deveria existir uma cidade ou uma construção importante. Subindo , a expedição deu com um passadiço largo , com 7 metros de comprimento e cruzado por grandes portadas de pedra trabalhada . Estupefatos , olharam em redor e sentiram desolação. A cidadela em que penetravam estava recoberta de cinzas vulcânicas. Era uma pequena Pompéia dos Andes e eles compreenderam que sob suas botas seguramente estariam enterrados homens , mulheres e crianças que deviam estar naquelas alturas quando foram surpreendidos pelo súbito despertar do vulcão. Lembram-se que a região, ao longo dos anos , sempre foi sacudida por violentas erupções.

Os andinistas resolveram erguer acampamento no lugar para continuar fazendo escavações. Trabalhando com suas picaretas de escaladores , abriram grossas chapas de gelo e romperam as crostas de lava para para encontrar uma entrada. Foi assim que deram com o mausoléu da cidadela . Em seu interior, os compartimentos construídos com pedras alinhadas, segundo a tradicional engenharia incaica e que formavam as habitações para guardar múmias, tinham resistido à catástrofe. Eles avistaram em seu interior não só as múmias como uma infinidade de objetos preciosos que estavam com elas e que os focos de suas lanternas iam revelando. Durante um período relativamente longo eles se dedicaram a inventariar o achado.

A bagagem funerária das múmias era das mais variadas e em grande quantidade. Encontraram oferendas feitas aos mortos para satisfazer sua alma na vida além-túmulo, como folhas de coca e preparados de lipta — uma mistura de cal virgem e cinzas da raiz da quinoa que permitem separar a cocaína das folhas — vasos com alimentos secos e outros destinados a conter fumo e bebidas. A descoberta mais surpreendente ainda estava para ser feita.

Examinando as múmias , seguiram pelos vários compartimentos da necrópole até sair num local onde encontraram quarenta crânios humanos que se alinhavam em circulo ao redor de um ídolo de ouro puro da Deusa das Neves, para a qual tinham sido exigidos sacrifícios humanos , como vieram a saber mais tarde.

Os arqueólogos do museu de Arequipa estimam que a Deusa das Neves tenha mais de 3 mil anos de existência. Segundo eles, seu culto parece ter se originado nos rituais dos antigos povos kollas e puquinas, os quais antecederam aos incas no altiplano.

O encontro feito pelos expedicionários do Coronado Grande , porém, reavivou o interesse sobre a tradição da deusa e novas pesquisas começaram a ser feitas, principalmente devido ao fato de ter sido encontrada uma de suas mais antigas imagens, Essas pesquisas concentraram-se na coleta de informações através da tradição oral transmitida de geração em geração entre os yatiris ou chefes feiticeiros de clãs dos índios. Soube-se que naquele tempos remotos, todos os anos , em datas fixadas pelos sábios amautas que detinham vastos conhecimentos e sabiam ler os astros , organizavam-se sacrifícios humanos.

Nessas ocasiões , o povo ataviava-se com suas melhores vestes e jías e integrava uma longa procissão que partia do sopé daquela montanha dirigindo-se lentamente ao seu cume, a mais de 5 mil metros de altura. Como é de se supor , eles faziam a subida mascando a coca para aliviar a fadiga da ascensão e criar um clima de euforia que os hinos religiosos entoados pela multidão tornavam ainda mais estimulantes . Eles carregavam as suas oferendas para serem entregues ao vulcão e a Deusa das Neves , rogando aos grandes espíritos da montanha e a divindade branca para aceitarem os presentes e retribuir com os favores de melhores colheitas , proteção contra ataques de invasores e, sobretudo , dando-lhe felicidade.

Vasos de cerâmica foram examinados e neles os pesquisadores encontraram pinturas revelando detalhes dessa procissão. Nessa fila dos crentes, logo após os sacerdotes e outros altos dignitários que iam na frente , seguia a liteira carregada nos ombros pelo povo e que conduzia adolescentes que seriam sacrificados à deusa. Outro exame no local da descoberta do altar do espirito das neves e ainda por desenhos em cerâmica , encontrados em vasos religiosos, verificou-se que os adolescentes que eram sacrificados com freqüência eram colocados numa espécie de arca cavada numa pedra ou, então, encontrados numa das paredes do rochedo. Esses jovens, ao que tuo indicava , eram previamente drogados com infusões de folhas de coca e de outras ervas alucinógenas que os índios conhecem tão bem desde a mais remota antigüidade , com o propósito evidente de nada sofrerem durante o ato do sacrifício . Aos és dos que seriam sacrificados , os seguidores do culto da deusa colocavam suas mais preciosas oferendas , bem como os alimentos e as bebidas necessárias para a derradeira viagem que seria empreendida pelos jovens escolhidos para agradar a divindade.

Ao redor deles eram colocados , também , os incensórios e as pequenas vasilhas com defumadores. A vitima, dopada e adormecida, encostada num penedo ou sentada na urna megalítica , após as cerimonias religiosas das oferendas , das preces e dos rituais propiciatórios, era aí deixada sob o frio da altitude, para que a deusa a congelasse e recolhesse seu espirito para servi-la em seus domínios , como os adolescentes e as virgens eram empregados nos templos dos homens.

Em outros vulcões onde ocorreram atos de sacrifício semelhantes , encontraram-se cadáveres congelados e conservados sob duras placas de gelo. Eles foram desenterrados de suas sepulturas congeladas e levados para museus , para exames. Não demonstravam na face quaisquer rictos ou sinais de sofrimento causados pela morte pelo frio. Ao contrário; esses rostos mantém ainda com perfeição uma fisionomia serena , às vezes parecendo sorrir. Evidentemente por efeito das drogas ingeridas que os dopavam e tornavam insensíveis a qualquer dor.

De qualquer maneira, isso não descarta a possibilidade de algumas outras vitimas humanas sacrificadas à Deusa das Neves não terem sido mortas por congelamento e depois atiradas para dentro do vulcão ou até — quem sabe? — ainda vivas mas adormecidas, terem sido lançadas para a eternidade no fundo das crateras.

O culto da Deusa das Neves e os sacrifícios extremos que exigia difundiram-se entre todos os povos do altiplano andino. Na maioria dessas cerimonias , contudo , são poucos os casos de morte violenta ou de que as pequenas vitimas tenham acordado subitamente, despertadas pelo instinto de conservação e tentado escapar do terrível sacrifício, debatendo-se ou morrendo com a face crispada pelo terror . Algumas múmias das regiões de Cuzco e de Arequipa, contudo, foram achadas com sinais de violência no alto de cumes nevados.

Entre estas, relaciona-se a que foi encontrada pela missão arqueológica do alemão Dietrich Disselhof ao Pichu-Pichu. Este monte fica próximo do Coronado Grande, portanto , perto do local onde foi encontrado o primitivo ídolo da Deusa das Neves. Além de um cadáver , o arqueólogo encontrou um crânio e duas vértebras cervicais pertencentes a uma jovem de quinze anos presumíveis . Havia uma ampla perfuração no lado direito do osso parietal e, também , vestígios de glóbulos vermelhos intactos , evidencias bastante seguras de que houve um sacrifício por morte súbita e violenta.

Quando as antigas culturas do altiplano foram subjugadas pelo Império inca, no inicio deste nosso milênio, seus novos senhores impuseram sua civilização e o tipo de sociedade comunitária que utilizavam em todos os seus domínios , bem como a religião incaica que venerava o Deus Sol. Eles não conseguiram , porém, fazer com que o culto da Deusa das Neves e de outros espíritos que se encarnam nos montes, lagos , rios , arvores ou pedras e que eram seguidos por aqueles povos cessasse.

O culto, por sinal, não só sobreviveu ao Império Inca quando ele foi desmantelado por Francisco Pizarro como teria influenciado aos próprios povos incaicos , os quais viviam nos sopés de vulcões que também esculpiram ídolos da divindade, oferecendo-lhes as mesmas honrarias dos sacrificios exigidos pelos amautas. A verdade é que a tradição ainda vive entre os índios aimarás e quíchuas de hoje, embora não se tenha noticia de nenhuma oferenda humana.

O sacrifício de animais caseiros como o lhama , alpaca , vicunha ou cordeiro tomaram o lugar do homem nas aras erguidas nas altitudes nevadas. Igualmente hoje segue-se a tradição das cerimonias religiosas em honra da deusa , como a procissão que sobe aos elevados vulcões entoando cânticos sagrados acompanhados por músicos que sopram as zamponhas ou a flauta quena , dedilham as cordas de suas arpas indígenas e tocam seus tambores.

No século 20 , não há índio boliviano ou peruano que não tema e não renda homenagem ritualisticas a Pachama-ma , a deusa das alturas , que parece ser uma derivação , nos tempos atuais da Deusa das Neves.

Extraído de um texto de Durval Ferreira – 1976

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-deusa-das-neves/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/a-deusa-das-neves/

Aprendendo a contar até 21

“Se a vida te dá limões,
cheque a estratégia básica.”                                                                                                                – LöN Plo

Como Jack Torrance deixou claro certa vez, um pouco antes de sair perseguindo sua mulher e filho com um machado pelos corredores desertos do Hotel Overlook: “Muito trabalho sem diversão faz de qualquer um, um bobão!” Assim vamos deixar os estudos e a teoria chata de lado e nos divertir um pouco.

País: Espanha.
Cidade: Alcalá de Henares – talvez.
Data: entre 29 de setembro de 1547 e 23 de Abril de 1616.

Quem?

Miguel de Cervantes Saavedra. O poeta, dramaturgo, novelista e maior gênio vivo do mundo – pelo menos de acordo com ele próprio. Cervantes como todos sabem teve uma vida muito agitada, entre uma prisão e outra geralmente estava fugindo de alguém ou sendo refém por alguém. Se você acha uma merda perder as chaves do carro, imagine o que ele achou quando, em 1571, perdeu a mão esquerda. Não que ele não a tenha visto mais, ela continuava ali, grudada no braço, só não funcionava mais. Em 1605 escreveu a primeira parte de Don Quixote, dez anos depois publicou a segunda parte da história e em 22 de abril de 1616 morreu. No dia seguinte o enterraram e acabaram marcando a data da morte como sendo o dia do enterro, um costume da época na Espanha.

Don Quixote foi uma obra fantástica, em todos os sentidos, tão grande que hoje se você pergunta para alguém “o que foi mesmo que Miguel de Cervantes escreveu?”, vão te responder: “Don Quixote” – os mais metidinhos dirão algo como Don Quixote de La Mancha ou outras variações do gênero. Isso ocorre porque Miguel de Cervantes sofria do que ficou conhecido – ou está sendo conhecido a partir de agora – como Síndrome de Camões. A Síndrome de Camões faz com que a pessoa seja escritora, perca uma parte do corpo em batalha, seja originário da Península Ibérica, tenha vivido muito tempo atrás, tenha sido constantemente preso, tenha se alistado, tenha ido para o oriente e se torne porta voz de sua língua.

Cervantes passou por tudo isso, com um bônus! Aqueles que sofrem da Síndrome de Camões também, não importam o quanto tenham escrito, ficam conhecidos por uma única obra, muitas vezes acredita-se que ele só tenha escrito essa obra. Assim como Camões não escreveu apenas os Lusiadas, Cervantes não escreveu apenas Quixote, muito pelo contrário, nas palavras do próprio:

“Minha genialidade e minha inclinação, me levam a este tipo de escrita, tanto mais que eu considero (verdadeiramente) que sou o primeiro a ter escrito novelas na língua espanhola, mesmo que até o momento muitas delas tenham surgido entre nós, todas são traduções de escritores estrangeiros. Mas estas são de minha autoria, não foram imitadas nem roubadas de ninguém; minha genialidade as engendrou, minha pena as trouxe à vida e elas estão crescendo, nos braços da prensa.”

Sendo de fato o primeiro novelista espanhol ou não, ele engendrou mesmo muitas obras. Além de Quixote ele escreveu dentre outras, Novelas Ejemplares, em 1613. Novelas ejemplares consiste de uma série de 12 contos curtos, apesar de tecnicamente poderem ser considerados contos curtos longos. Um deles nos interessa em particular: Rinconete y Cortadillo.[1]

Não há como dizer se esta história nasceu do amor que Cervantes tinha pelo jogo, ou se pelo amor que seu pai tinha pelo jogo, mas ela narra as aventuras de dois jovens trapaceiros que, vivendo em uma época de miséria em Sevilha, abandonam seus lares em busca de liberdade e aventuras sempre guiados por seu amor ao dinheiro, sendo especialistas no jogo de ventiuna. No conto, Cervantes descreve que o objetivo deste jogo é conseguir atingir 21 pontos somando-se valores atribuidos às cartas de baraja, ele também fala que o Ás vale 1 ou 11. Além de uma leitura muito agradável esse conto nos mostra que o jogo de 21 já era conhecido e praticado quase exatamente como o fazemos hoje em dia desde o século XVII; a diferença era que a baraja espanhola da época consistia do Ás, das cartas 2,3,4,5,6,7,10,11 e 12, pulando o oito e o nove e tinha o 10 como o valete. Além disso elas pareciam mais um jogo de tarô extra-awesome do que um desses maços de baralho que temos hoje.

Apesar do 21 não possuir uma origem definida, os cassinos franceses também estavam familiariazados com jogos de cartas como o “Chemin de Fer” e o “French Ferme”, e lá pelo século XVII também se tornou popular o “Vingt-et-Un”. Assim o jogo viajou pela Europa até que no século XIX chegou aos Estados Unidos, onde ficou conhecido como Twenty-One, ou Vinte Um. Para atrair mais apostadores para um jogo que não possuia o glamour do Poker muitos cassinos criaram jogadas de bônus, como por exemplo se um jogador conseguisse um Ás de espadas e um valete negro, fosse qual fosse o naipe, e ganhasse da banca, ele teria sua aposta multiplicada por dez. Essa mão em especial ficou conhecida como Black Jack (Valete Negro) e acabou re-batizando o jogo. Hoje nos Estados Unidos qualquer mão que totalize 21 composta de um Ás e qualquer carta de valor 10 é chamada de Black Jack.

Uau. Começamos com Jack Torrance e terminamos com Black Jack. Da Espanha para o Velho-Oeste, passando por alguns cabarés franceses de má reputação em alguns instantes, e nossa diversão está apenas começando.

O 21 é um jogo simples, fácil de se jogar e altamente viciante, talvez por ser bem simples e fácil de se jogar. As regras não mudaram muito desde a época de Rinconete e Cortadillo. Tecnicamente não importa quantas pessoas estejam participando do jogo, uma partida de 21 é sempre um duelo. Se houver uma pessoa na mesa ou sete, a partida será sempre entre cada indivíduo e a casa, representada pelo croupie – a pessoa que está distribuindo as cartas. Esse é um ponto importante do jogo, se lembre dele.

No jogo, que é realizado de maneira profissional com seis ou oito maços de baralho[2], cada carta tem o valor que traz estampado, a carta 2 vale dois, a carta 5 vale cinco, etc. O 10 e as cartas da corte, ou macacos como são curiosamente chamados por alguns asiáticos, valem 10 e o Ás pode valer 1 ou 11. Esse é outro ponto importante, tente se lembrar dele.

Cada jogador recebe do croupie 2 (duas) cartas, em alguns jogos as cartas são viradas para cima em outros para baixo, depende do cassino, do país, do grau de embriaguêz do croupie. O croupie então distribui duas cartas para si mesmo, uma virada para cima, outra para baixo. Esse é o ponto importante número três.

As apostas são feitas antes de você receber as cartas, e você joga antes do croupiê. Esse é o penúltimo fato importante do momento.

Em todo cassino profissional, o croupie é um robô sem vontade nenhuma. NENHUMA. Esse é o fato importante final. Agora pare para recapitular todos eles. É isso ai, chegou o momento em que você vai aprender a se tornar um campeão do 21, uma guerreira das cartas. Vai descobrir como impressionar as pessoas e ficar com tanta grana que a palavra “dinheiro” vai te enjoar. Vai aprender maneiras de ser expulso de um cassino e nunca mais poder voltar de tanto que vai ganhar. Mas antes alguns fatos:

1- Estamos no Brasil, onde esse tipo de jogo não é legalizado.

2- Esse jogo se trata de um jogo de probabilidade com memória, as cartas se lembram do que fizeram.

3- Ninguém abre um Cassino ou uma instituição semelhante por ser caridoso. Nem para ser justo com seus companheiros humanos. Quando alguém abre um Cassino ele sabe que as pessoas vão pagar dinheiro para ganhar dinheiro, ou seja, estão vendendo dinheiro e querem um lucro. Colocando isso de forma clara, quando você vai para um Cassino está indo pagar R$ 6,50 reais em uma nota de R$ 5,00 reais. E nunca pense o contrário.

4- Existe uma maneira de se contornar o sistema de forma que você peguer uma nota de R$ 5,00 reais, pague por ela R 6,50 reais e consigua um troco de R$ 23.000,00 reais; e não estou falando de roubo, trapaças ou qualquer coisa divertida do gênero. É como colocar uma cereja dentro do forno, ligar ele e tirar uma torta de cerejas quentinha de lá.

Fechem os zípere, coloquem de volta os soutiens e preparam-se para pular para dentro do abismo.

NOTA PRÉ-PULO
{Num outro dia nos aventuraremos por lugares como “Definindo uma Aposta Justa” ou “Retorno à Média” ou mesmo “Probabilidade Avançada do Caos”, mas por hora é apenas o recreio, então os termos técnicos serão quase que suprimidos e eu falarei com você como se você fosse uma criatura que sofre de algum retardo.}


Em primeiro lugar as regras básicas. Uma rodada de 21 começa com cada jogador fazendo uma aposta. O croupie então dará para cada jogador, iniciando com o primeiro à esquerda dele mesmo, e para si mesmo 2 cartas. Na grande maioria dos jogos as cartas dos jogadores ficam com os números para cima e as dos croupie sempre ficam uma à mostra e outra virada para baixo, para facilitar as coisas vamos chamar a carta que podemos ver o número como carta “Aberta” e a virada para baixo de a carta “No Buraco”. Cada jogador então pode pedir uma nova carta, pode desistir ou pode parar, de acordo com a soma dos valores mostrados. Bem simples não? Se os pontos do croupie forem mais altos do que o dos outros jogadores da mesa ele ganha.

Sempre que você ganhar dele você recebe como prêmio a mesma quantia que apostou, ou seja se você aposta R$ 10,00 e ganha, pega de volta os seus R$ 10,00 e ganha do homem mais R$10,00. Se você ganha com um 21, você tem um bônus, o prêmio geralmente é de 3 para 2, ou seja, se apostou R$10,00 e de cara tira um Ás e um Valete, por exemplo, pega seus R$10,00 de volta e recebe mais R$15,00 reais – isso se o courpie também não tiver outro Ás e uma carta 10. Alguns lugares pagam 6 para 5, sempre que virem isso saia, não vale a pena jogar nessa mesa.

Agora, como eu entendo que você tem algum tipo de retardo mental, vou te confidenciar algo que a maioria das pessoas não entende: “muita gente acha que o objetivo do jogo é chegar o mais perto de 21 sem estourar – passar de 21. BESTEIRA!!! O objetivo do jogo é simplesmente vencer do croupie, sem que para isso você ultrapasse os 21 pontos. Se você somar 18 e ele 17, você ganha. Se você somar 12 e ele estourar em 22 pontos ou mais você ganha. Lembre-se o nome do jogo engana, você pode passar uma noite vencendo não somando mais do que 12 pontos em cada mão.”

CENÁRIO MENTAL

Você está com a bunda em um banquinho incômodo. Na sua frente uma moça de uniforme distribuindo cartas. Você faz sua aposta e recebe duas cartas, um 5 e um 3. Vocêentão pede outra carta, um 6. Sua soma é de 14 pontos. Ai você pára para pensar se pede mais uma carta ou não, afinal qualquer carta com valor maior do que 7 significa que você perdeu.

FIM DO CENÁRIO MENTAL

Vamos voltar ao momento logo após ter feito sua aposta e ter recebido suas cartas. Você olha para sua mão e tem então as seguintes opções para jogar:

Parar – Se estiver satisfeito com a sua mão você pára.

Hit – Se você deseja uma nova carta, você pede, e continua pedindo até ficar satisfeito e Parar.

Dobrar – Caso você ache que com mais uma carta vai conseguir chegar a 21 ou muito próximo e resolva tirar proveito da situação, você pode dobrar sua aposta. Assim que dobrar você recebe mais uma carta e apenas uma. Isso significa que obrigatoriamente vai receber a carta. Se estiver com uma mão ótima e não quiser mais cartas não pode fazer isso. Sim a vida do jogador é injusta.

Separar – Se as suas duas primeiras cartas tiverem o mesmo valor, sejam dois 3, dois 7 ou duas cartas que valham 10, você pode separá-las e é como se estivesse jogando com duas mãos. Quando faz isso você tem que fazer uma aposta do mesmo valor que fez para começar a jogar para essa segunda mão, então se antes de jogar apostou R$50,00 e receber dois 8, pode dobrar acrescentando mais R$50,00 na banca de apostas. Você recebe duas novas cartas, uma para cada 8 que tinha e cada nova mão é compsota do 8 e de uma das duas novas cartas. Se as novas cartas formarem um novo par, por exemplo mais um ou dois 8′s, você pode dividir novamente, jogando 3 ou 4 mãos paralelas. Alguns Cassinos permitem que depois de uma separação você Dobre a aposta, outros não.

Arregar – Alguns cassinos permitem que você se acovarde e decida mostrar ao mundo como é cagão ou cagona. Nesses cassos quando desiste você acaba deixando metade da aposta que fez na mesa.

Além disso os cassinos inventaram duas coisas muito bacanas. Bacanas para eles, se chamam respectivamente Seguro (ensurance) e Dinheiro Igual (Even Money). Elas são tão legais que a única coisa que direi a respeito de tais táticas é: NUNCA CAIA NELAS. Nem perderei tempo explicando para que se algum dia você entre em um cassino e pare para pensar se eram coisas boas ou ruim. Evite, não use, ignore. Só estão lá para levar seu dinheiro, por mais que não pareça.

No final, quando você estiver satifeito e parar, se não estourar, o croupie soma os pontos dele e pára ou continua pegando novas cartas até que passe de 16 pontos ou estoure.

Agora você já conhece o básico.

Enquanto digere isso vamos falar um pouco de história.

Em 1956 quatro técnicos do exército americano, Roger Baldwin, Wilbert Cantey, Herbert Maisel e James McDermott publicaram um artigo no Journal of tha American Statistical Association. O artigo foi entitulado The optimum strategy in Blackjack[3] – A melhor estratégia em Blackjack – e se iniciava da seguinte forma:

“Este artigo discute o jogo de cartas Blackjack como ele é jogado nos cassinos de Las Vegas. As regras básicas do jogo são descritas em detalhes. Os problemas estratégicos são analizados com o objetivo de se encontrar uma estratégia que maximize suas expectativas matemáticas.”

Isso pode ser traduzido como: vamos ensinar você a não ter que pensar para jogar bem este jogo!

Com o tempo esta “melhor estratégia” ficou conhecida como Estratégia Básica – E.B.. Algo que você vai descobrir é que matemáticos tem uma atração doentia quase perversa para jogos de azar, e vário costumam devotar muito tempo de estudo se maravilhando com conjuntos de dados, gráficos estatísticos de resultados, fórmulas para calcular probabilidades e muito mais. Este talvez não tenha sido exatamente o caso dos quatro matemáticos acima, já que sua “curiosidade matemática” fez com que no ano seguinte, em 1957, publicassem o livro Playing Blackjack to Win – Jogando Blackjack para Vencer. Este livro até hoje é um clássico entre apostadores e estudiosos, mesmo que seus métodos tenham se tornado um pouco defasados e hoje existam técnicas mais precisas. Um de seus pontos altos é o capítulo sobre “partial casing” – cobertura parcial – que eu considero como sendo a primeira publicação de um sistema de contagem de cartas válido, mais para frente veremos um certo Sr. Thorp, que acabou ficando famoso como o inventor da contagem de cartas no 21, mas o quarteto que ficou conhecido como os Quatro Cavaleiros, fez um trabalho muito bom.

Este primeiro artigo e livro desenvolveram uma idéia muito interessante, eles traziam métodos não apenas para se apostar, mas para se jogar de maneira consciente, não apenas apostando na sorte. Claro que sempre houve maneiras de se trapacear, como o Pastposting[4], mas este material mostrava como se criar uma estratégia que se seguida poderia render algum lucro para o jogador, ou ao menos remediar um grande mal criado pelos cassinos.

Como dissemos acima, ninguém abre um cassino por caridade, e para aqueles que desejam simplesmente jogar dinheiro fora a opção de prostitutas viciadas em crack sempre parece mais divertida, assim ao entrar em um cassino saiba que cada nota de dinheiro que você tem, automaticamente perde parte do valor.

“Como assim?” você, minha doce criança com algum tipo de retardo, me pergunta com a saliva escorrendo pelo queixo?

O jogo de 21 foi projetado, por exemplo, para que a casa tenha uma vantagem imediata de que varia entre aproximadamente 2% e 5% sobre cada aposta feita. Isso significa que ao se sentar em uma mesa de Blackjack, cada nota de 1 dólar que você colocar na mesa vale, instantaneamente 98 ou 95 centavos de dólar. Parece mágica não? Por isso vou falar isso de um jeito diferente e me movendo bem devagar.

Um cassino normal costuma ter uma margem de lucro sobre qualquer quantia apostada de mais ou menos 5%. Esse lucro é uma média, cada jogo tem uma margem diferente de lucro mas todos tem algo em comum, essa margem de lucro é para o cassino, nunca para você. Claro que isso não significa que se você apostar 1 dólar vai receber 95 centavos de volta, e ai está a magia da matemática: se você aposta 1 dolar ou você perde 1 dólar inteiro, ou ganha mais dólares inteiros. Como acontece então esse ganho do cassino?

Imagine a seguinte cena:

Meu nome é Bond, Jeimesh Bond!

Sir Mr. Bond entra no Cassino de Monte Carlo com 100.000 euros em notas de 100. Ele as troca por fichas e joga a noite toda. Ele joga com calma, calculando cada movimento, flertando com as mulheres, bebendo martinis e na manhã seguinte sai quebrado de lá, sem um puto no bolso.

Se você estava no Cassino, não importa quanto o Sir Mr. Bond tenha ganho ou perdido durante a noite, você sai com a ilusão de que ele perdeu 100% do dinheiro. Que merda de papo é esse de lucro só de 5% pro cassino?

Essa ilusão de ganhar ou perder 100% do dinheiro apostado acontece porque a margem de lucro da casa tem a ver com a quantidade de dinheiro APOSTADA, não a quantidade de dinheiro que VOCÊ LEVOU PARA O CASSINO. Imagine agora que depois de assistir a Mr. Bond jogar você toma o lugar dele. Você tem 100 euros no bolso e resolve apostar 5 euros por partida de roleta. Um giro de roleta costuma levar mais ou menos 2 minutos, o que significa que em uma hora você apostou aproximadamente 150 euros, isso mesmo que você tenha levado apenas 100 euros com você, sabe por que? Porque eventualmente você ganha algumas partidas – ganhando ou recuperando algum dinheiro – e você torna a apostar esse dinheiro – que poderia ser originalmente seu ou não – na mesa. Suas apostas então são compostas dos 100 que você levou mais o dinheiro que você eventualmente ganha. Assim depois de 13 horas jogando direto – se você não quebrar antes -, você apostou 1950 euros (150 euros por hora x 13 horas de jogo), isso não significa que você ganhou esse dinheiro, e sim que suas apostas somam esse valor. Agora pegue a calculadora e calcule 5% de 1950. O resultado será 97.50. Que são quase os seus 100 euros iniciais. Ainda não entendeu? Vou tentar ser mais simples.

Ao invés de chegar e jogar todos os seus 100 euros no 17 e esperar a roda da fortuna parar, você vai apostando 5 euros ou na cor preta ou na vermelha – sim roletas tem essa opção. A chance da bolinha cair na cor preta é exatamente a de cair na cor vermelha, que é quase 50%, se você não esquecer que existe a opção de cair no 0, que é verde. Assim, mesmo que ignoremos o 0, as chances seriam de 50% de você ganhar e 50% de você perder. Durante uma noite de apostas, apostando-se de forma consciente, o seu dinheiro segue a probabilidade do jogo (de você ganhar 50% das vezes), se jogar por muito tempo seus ganhos e perdas vão tender a se enquadrar na probabilidade que é de você ganhar metade das vezes e perder metade das vezes. Claro que se você jogar uma moeda para o alto 4 vezes, não significa que vão cair duas caras e duas coroas, mas se você jogar uma moeda para o ar 4.000.000 de vezes vai ver que com o tempo, mesmo que consiga 38 coroas seguidas, a tendência é que a probabilidade de 50/50 fale mais alto e o resultado chegue muito próximo de 2.000.000 de caras e 2.000.000 de coroas. No cassino, isso significa que se você jogar muito no jogo que possa simplesmente escolher entre preto e vermelho, no fim de muitas partidas vai ter o dinheiro relativo ao prêmio de 50% de vitórias MENOS a taxa de 5% do cassino.

Ou seja, essa vantagem do cassino não vem de jogares individuais, mas de todo o dinheiro sendo apostado naquele momento. ou seja, esses 1950 euros apostados não querem dizer que você esteja com 1950 na carteira, você pode apostar esse valor e sair com 110 euros na carteira, assim, mesmo apostando quase 2000 euros, o seu lucro líquido foi o de 10 euros. Se da mesma forma apostar e sair da mesa com 90 euros, quer dizer que lidou, naquela noite, com quase 2000 euros e perdeu 10 para o cassino.

Assim, voltamos ao 21.

Antes de prosseguir vamos determinar uma pequena regra de comunicação: existem várias combinações de cartas que somam 21 pontos. Mas existe apenas uma que dá uma vantagem: uma carta valor 10 + Ás. Essa combinação de 21 com apenas 2 cartas recebe muitos nomes: “Blackjack”, “Natural”, “Vinte Um do Cacete”, etc. Para não haver confusões mais adiante, sempre que falarmos de um 21 desse tipo, o chamarei de “Natural“.

Se você tiver muito dinheiro e muito tempo, pode fazer um teste. Faça uma aposta constante na mesa, digamos U$10,00 dólares, e jogue umas 100.000 partidas. No final dos anos que gastar jogando, vai ver que somando o dinheiro que ganhou e subtraindo o que perdeu vai acabar se aproximando de uma perda de 2%. Se tiver U$1.000.000,00 de dólares para realizar a experiência, vai notar que após 100.000 jogadas estará com aproximadamente U$980.000,00 na conta, ou seja, depois de meses e anos jogando você acaba perdendo aproximadamente a margem de lucro do cassino.

O material desenvolvido por Baldwin & Cia mostravam como reduzir essa margem de ganho do cassino. Um jogador imbecil, que senta na mesa e sai apostando esperando a sorte lhe sorrir, em uma partida de 21, estará enfrentando uma margem que varia entre 6% e 5% a favor da casa. Um jogador que jogue a sério mas de maneira cega, usando apenas o bom senso, estará enfrentando uma margem de lucro a favor da casa de aproximadamente 2%. Agora caso você aplique a E.B. de forma correta consegue diminuir a margem de lucro da casa de 2% para 0,5%. E isso já é uma grande vantagem para o apostador, mas uma vantagem para minimizar suas perdas, ou de brecar a desvalorização instantânea do seu dinheiro.

Voltemos à história.

Alguns anos depois da publicação do livro de Baldiwn o professor Edward Oakley Thorp – lembra-se do nome? – resolveu dar uma olhada na estratégia básica descrita ali. Se utilizando de um IBM 704 e do critério de Kelly[4] ele investiu um tempo em aprender a programar em Fortran e passou a desenvolver equações que formassem um modelo teórico básico de pesquisa para probabilidades de se vencer no jogo de 21. Sua pesquisa foi cuidadosa e extensa e com o tempo ele chegou a uma conclusão lógica: se você apenas reduz sua margem de perda não quer dizer que ganhe algo, além de uma estratégia boa você precisa de uma vantagem que a casa não tenha. Ele começou a desenvolver então métodos de contagem de cartas que afetariam as chances do jogador lhe dando essa vantagem.

Lembra-se quando disse que os 4 Cavaleiros eram responsáveis por um primeiro sistema de contagem de cartas? Isso é porque como disse lá para trás, o 21 é um jogo com memória. Quando você joga uma moeda a chance de cair cara é de 50%, ou seja probabilisticamente falando, a cada duas jogadas a chance é de se ter uma cara e uma coroa. Mas vimos que na prática isso não funciona assim, isso é por causa da aleatoriedade. Mas a aleatoriedade influencia a probabilidade de um evento? Não. Se por algum motivo maluco, depois de passar a tarde jogando uma moeda você conseguir tirar 72 caras consecutivas, sabe qual a chance da sua septuagésima terceira jogada ser outra cara? Exatos 50% Isso porque a moeda não sabe que já caiu 72 vezes com a cara pra cima, ela não escolheu sair com a cara virada para cima. Assim a próxima jogada pode ser tanto cara quanto coroa. A moeda não tem memória. Mas no jogo de 21 isso muda. Muda porque o croupie pega todas as cartas, embaralha, as coloca no sapato [5] e começa a tirar carta por carta, sem parar para embaralhar tudo de novo quando acaba a partida. Assim se na primeira distribuição de cartas sai um Valete, um 7, um 5, um 8, um 9, um 4, um 2, um 8, um 3, essas cartas não voltam para o baralho. Elas não tem como voltar para a sua mão. O jogo “se lembra” das cartas que saíram. Assim, se você souber que uma carta já saiu, sabe que ela não pode sair novamente, se sabe que o jogo conta com apenas um maço de cartas e que já saíram 4 Áses, sabe que não é possível que ninguém mais faça um natural, nem você, nem o croupie. E isso dá ao jogador uma vantagem, como veremos mais para frente.

Assim, depois de muito labutar, Thorp decidiu que era hora de por a teoria em prática e munido de U$10.000,00 dólares que ganhou como investimento por parte de dois amigos milhonários, partiu para Reno para visitar os cassinos. Em um fim de semana conseguiu ganhar U$11.000,00 dólares e

não… ele não chegou com dez mil e saiu com onze mil. Ele chegou com dez mil e saiu com vinte e um mil dólares. Bem… como eu dizia

resolveu partir para outros cassinos. Em 1962 ele praticamente não podia jogar mais, os cassinos conheciam ele e não deixava que se aproximasse das mesas de 21, porque ele sempre ganhava. Como ninguém sabia como ele ganhava apenas o proibiam de jogar, e o intimidavam um pouco no processo, assim ele decidiu publicar o livro Beat the Dealer[6] – Vença o Croupie – revelendo seus métodos e sistemas. Com esse livro, o jogador não apenas reduziria a margem de lucro da casa – se utilizando das estratégias básicas – como inverteria o jogo, dando ao apostador uma margem de lucro. E assim em apenas 6 anos, 5 matemáticos literalmente foderam com os cassinos. Como se não bastasse, um ex funcionário da IBM desenvolveu um programa utilizando o mainframe da própria IBM para rodá-lo, com a única função simular cenários de E.B.; assim Julian Brown desenvolveu novas estratégias tanto para a E.B. quanto para a contagem de cartas, seu trabalho foi publicado na segunda edição do Beat the Dealer[6].

Logo após a publicação do livro de Thorp os cassinos tiveram que mudar as regras do 21 e desenvolveram métodos para dificultar a contagem de cartas. A idéia era diminiur qualquer oportunidade que o jogador tivesse de ter alguma vantagem e devolver a margem de lucro para a casa, foi nessa época que as máquinas de embaralhar automáticas entraram em cena, assim como os primeiros jogos eletrônicos de 21.

Vamos deixar de história um pouco e voltar para a matemática. O que esses primeiros “pioneiros” em tentar vencer o sistema através de estatísticas fizeram foi, de forma resumida, provar que em um jogo de 21, quando o baralho tem muitas cartas baixas – 2′s, 3′s, 4′s, 5′s, 6′s – o jogo favorece o cassino. Quando o baralho tem muitas cartas altas – Ases e cartas que valem 10 pontos – o jogo favorece o apostador. Tanto a E.B. e a contagem de cartas lidam com isso. Quando os cassinos ficaram sabendo dessas vantagens que o apostador poderia desenvolver começaram a usar mais de um maço de baralho em cada mesa, hoje variam geralmente entre 6 e 8 maços, a começaram a embaralhar as cartas antes delas chegarem no final, muitos também mudaram o pagamento, em caso de vitória do jogador com um Natural ao invés de pagarem 3 para 2, começaram a pagar 5 para 6. Além disso regras como começar a apostar em um jogo já começado era proibido, além de outras coisas.

O que torna o jogo vantajoso para a casa é o fato de você apostar antes de saber o que tem na mão e pedir cartas antes de saber que jogo o croupie tem. A mágica está ai. Agora você tem que se lembrar que o objetivo do jogo não é fazer 21 pontos e sim fazer mais pontos do que o croupie sem ultrapassar 21. Outra coisa que você deveria saber já, como ordenei lá em ciama que o fizesse, é que o corupiê não é um ser humano. Ele pode suar, ter seios, ter aquele volume nas calças justas que te fazem querer acreditar que ele tem um salame dentro da cueca. Ele conversa, xinga, chora… mas não é humano, é um robô super-avançado e qualquer imbecil hoje sabe que robôs normais agem de acordo com 3 leis bem definidas, conhecidas como as Três Leis da Robótica:

1ª lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por omissão, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª lei: Um robô deve obedecer as ordens que lhe sejam dadas por seres humanos, exceto nos casos em que tais ordens contrariem a Primeira Lei.

3ª lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.

Um croupie, por ser super-avançado, age de acordo com 5 leis bem definidas, as Três Leis da Robótica e mais duas leis conhecidas como as Leis do Cassino para Croupies de BlackJack:

4ª lei: O Crupie pede mais cartas no 16.

5ª lei: O Crupie pára no 17.

Isso significa que se, ao se virar a carta Do Buraco, a soma dos valores for igual OU INFERIOR a 16 o croupie VAI PEDIR MAIS CARTAS até chegar a 17 ou passar. Da mesma forma se a soma das duas cartas for igual ou superior a 17 ele NUNCA VAI PEGAR MAIS CARTAS.

Na prática o croupie sempre sabe contra qual número está jogando. Você não. Se você chegar a 15 pontos e parar, o croupie vai virar cartas até ter mais do que 16 ou chegar a 17. Suponha que você está com um 7 e um 8. O croupie tinha um 3 Aberto e um Ás no Buraco. Se o baralho tiver uma sequência de cartas pequenas ele pode ir tirando cartas até passar o seu total. Por outro lado, se o baralho tiver só cartas altas, ele tem um 3 para cima e um 10 no Buraco, ele obrigatoriamente vai virar outra carta. Se for um outro 10 ele perde. Sacou a idéia geral? Imagine diferente: você tem duas cartas, um 2 e um 6, e por algum motivo secreto decide não pedir nenhuma. O croupie tem um 9 Aberto e assim que abre a carta do Buraco descobre um 6. Ele já tem mais pontos do que você, mas é obrigado a seguir a regra da casa, e VAI tirar mais uma carta. Suponha que no baralho só restaram cartas de valor 10, o que acontece assim que ele virar a próxima, MESMO JÁ TENDO UM JOGO MAIOR QUE O SEU? Eu não sei quanto a você, mas no meu livro 25 é muito além de 21, o que significa que ele estourou e perdeu. Você ganhou com um 8.

A E.B. trabalha de forma a você saber se deve pedir mais cartas, parar, dobrar o jogo, separar jogos ou mesmo arregar baseando-se nas regras da casa (quantos maços estão sendo usados, se o croupie pára em qualquer 17 ou se apenas em 17′s engessados – veremos o que é isso – se você pode dobrar depois de separar o jogo, se o Natural paga 3:2 ou 5:6, etc.), nas suas cartas e na carta Aberta do croupie. Isso faz com que você reduza a margem de lucro do cassino. A contagem de cartas faz com que você saiba qual as cartas que ainda restam no baralho. Isso combinado com um simples bom senso faz com que o jogo de 21 se transforme em um Lapdance para você.

Aposte uma mesma quantia sempre e depois de um tempo a sua perda ou ganho tende a atingir a média prevista. Se um sistema te dá uma chance de ganhar de 5% sobre a casa, isso significa que em 100.000 jogadas você pode tranformar U$10.000,00 dólares em U$10.500,00. Obvio que isso não parece muito, e na prática não é mesmo. É por isso que além da E.B. e da contagem de cartas você precisa da tática de guerrilha. Se você joga com a E.B. fazendo seu dinheiro não desvalorizar tanto e conta cartas, quando perceber que o baralho ficou favorável para você, você aposta alto, muito alto, descaradamente alto. Quando percebe que o baralho “esfriou” novamente, você volta a apostar baixo. Outro detalhe é que quanto mais no final das cartas você estiver quando a contagem ficar “Quente” melhor para você, já que uma contagem alto muito no começo do maço tende a diminuir mais para o fim, e você não tem como saber naquele momento a ordem das cartas altas e baixas, assim mesmo estando Quente, o baralho pode te dar cartas de valor baixo.

Claro que os cassinos não são bobos, nós já vimos que quando o livro do Thorp saiu ele se adaptaram tornando o 21 praticamente inganhável. E assim que perceberam que pessoas podiam contar cartas eles estudaram como elas faziam isso (afinal havia um livro publicado sobre o assunto) e passaram então a estudar os padrões de apostas dos apostadores. Se alguém só aposta alto quando ganha e aposta baixo quando perde eles sacam que você está contando cartas e te chutam para fora – contar cartas não é ilegal nem trapaça, mas como cassinos são propriedades particulares eles podem te expulsar quando você começa a ganhar muito dinheiro, isso porque eles não gostam que você ganhe muito dinheiro.

De fato a vida de um apostador realmente não é justa.

Bem, agora nossa brincadeira muda, e eu vou usar a E.B. e contagem de cartas para pessoas com algum retardo mental para te tranformar num autista que faria Dustin Hofman chorar e cagar nas cuecas boxer que ele comprava no Wallmart. Tudo o que você precisa é de pelo menos quatro maços de cartas de baralho, pode ser do bem barato, desses de 3 reais que vende em padaria da marca 1001. Se quiser investir pesado compre 8 maços, mas para começo de conversa quatro bastarão.

Antes de começar, mais uma tecnicalidade, mãos “engessadas” são as que não tem Ases, mãos “suaves” são as que contém um Ás – isso porque o Ás dá uma certa liberdade de você não estourar mais de 21 pontos de cara, um Ás e um 9 podem tanto valer 10 quanto 20.

Hoje, décadas depois das publicações de Playing Blackjack to Win e Beat the Dealer, existem centenas de tabelas com informações sobre a E.B., aparentemente qualquer pessoa que saiba usar uma calculadora descobre um E.B. que deixa todas as outras para trás; mas para facilitar no começo eu reduzi todas a três conjuntos de regra. Você deve ir para casa e durante uma hora jogar 21 com seu maço. Jogue primeiro sozinho/a, e sinta o jogo, tire duas cartas para você e então tire mais duas, uma virada para baixo e outra para cima, primeiro jogue com as suas cartas e então com as cartas do “croupie”, use feijões como fichas de aposta para notar seu desenvolvimento, no início não use qualquer estratégia básica, e se lembre que como croupie deve ir comprando sempre que tiver menos do que 16 pontos e parar sempre que tiver ou chegar a 17 ou mais. Então durante 21 dias, sem trocadilhos, pratique uma hora por dia o seguinte conjunto de regras.

1- E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. – Mão Engessada

Caso nenhuma de suas duas cartas seja um Ás, siga esta E.B.

Primeiro Passo

Olhe para a carta Aberta do Croupie.

Segundo Passo

Olhe para as suas duas cartas.

Terceiro Passo

Se você tiver 8 ou menos, SEMPRE peça outra carta.

Quarto Passo

Se VOCÊ tiver 9 e o cropie de 3 a 6 (na carta Aberta, ou seja um 3, um 4, um 5 ou um 6), Dobre.
Se VOCÊ tiver 9 e o cropie qualquer outro número (Ás, 2 ou de 7 Abertos), peça outra carta.

Quinto Passo

Se VOCÊ tiver 10 e o cropie de 2 a 9 (na carta Aberta), Dobre.
Se VOCÊ tiver 10 e o cropie qualquer outro número (Ás ou qualquer carta 10),  peça outra carta.

Sexto Passo

Se VOCÊ tiver 11 e o croupie qualquer carta menos um ÁS (de 2 a 10) Dobre.
Se VOCÊ tiver 11 e o croupie um Ás, peça outra carta.

Sétimo Passo

Se VOCÊ tiver 12 e o croupie 4 a 6, Pare.
Se VOCÊ tiver 12 e o croupie tiver qualquer outra carta (Ás, 2 ou 3 e de 7 Abertos) peça outra carta.

Oitavo Passo

Se VOCÊ tem de 13 a 16 pontos e o croupie tem um 2 ou um 3, Pare.
Se VOCÊ tem de 13 a 16 pontos e o croupie tem um Ás ou de 7 para cima, peça outra carta.

Nono Passo

Se VOCÊ tem de 17 a 21, SEMPRE pare.

Dicas:

  1. Lembre-se que nos casos de dobrar você ganhará mais 1 carta.
  2. Se não for possível Dobrar, apenas peça mais uma carta e pare.
  3. Não dê ouvidos para palpites, seus ou de quem for, siga as regras, haja como alguém que tem algum tipo de retardo.
  4. Quando estiver jogando com mais pessoas, cague e ande para a maneira como jogam.
  5. Repare que os passos começam com o seu valor para a carta. Nos casos em que você não dobra (e tem que parar obrigatoriamente) trate cada nova pontuação como a estratégia manda. Se você tem 10, por exemplo, e a carta Aberta é um 10, peça outra, caso a nova seja um 2, haja como a estratégia manda para 12 pontos.

2- E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. – Mão Suave

Caso uma de suas duas cartas seja um Ás, siga esta E.B.

Primeiro Passo

Olhe para a carta Aberta do Croupie.

Segundo Passo

Olhe para a sua mão que tem pelo menos um Ás.

Terceiro Passo

Se você tiver um Ás/2 ou um Ás/3: Dobre caso o croupie tenha um 5 ou um 6, se não tiver, peça outra carta.

Quarto Passo

Se você tiver um Ás/4 ou um Ás/5: Dobre caso o croupie tenha de 4 a 6, se não tiver, peça outra carta.

Quinto Passo

Se você tiver um Ás/6: Dobre caso o croupie tenha de 3 a 6, se não tiver, peça outra carta.

Sexto Passo

Se você tiver um Ás/7: Pare caso o croupie tenha um 2, um 7 ou um 8; Dobre caso ele tenha de 3 a 6, se tiver um Ás ou de 9 Abertos, peça outra carta.

Sétimo Passo

Se VOCÊ tem Ás/8 ou Ás/9, SEMPRE pare.

Dicas:

  1. Jogue mãos Suaves até que se tornem mãos Engessadas, lembre-se que se estourar com um Ás ele passa a valer 1, então volte para as regras de Mão Engessada e as siga.
  2. Com Mãos Suaves ou Engessadas, você só pode dobrar sua aposta quando tem duas cartas, lembrando-se que isso significa que irá ganhar uma terceira.
  3. Se tiver um Ás/10 você fez 21, se tiver Ás/Ás espere chegar na nossa E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. 3, que lida com pares.
  4. Se não puder Dobrar, peça mais uma carta.

3- E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. – Pares

Lembre-se que sempre que tiver duas cartas iguais pode tranformar o seu jogo em dois jogos e assim em diante. Vejamos como agir nestes casos.

Primeiro Passo

Olhe para a carta Aberta do Croupie.

Segundo Passo

Olhe para o par na sua mão.

Terceiro Passo

Se VOCÊ tiver um par de Ases ou 8′s, SEMPRE divida.

Quarto Passo

Se VOCÊ tiver um par de 2′s ou 3′s, Divida se o croupie tiver de 2 a 7, se não tiver, peça outra carta.

Quinto Passo

Se VOCÊ tiver um par de 4′s, Divida se o croupie tiver um 4 ou um 5, se não tiver, peça outra carta.

Sexto Passo

Se VOCÊ tiver um par de 5′s, Divida se o croupie tiver de 2 a 9, se não tiver, peça outra carta.

Sétimo Passo

Se VOCÊ tiver um par de 6′s, Divida se o croupie tiver de 2 a 6, se não tiver, peça outra carta.

Oitavo Passo

Se VOCÊ tiver um par de 7′s, Divida se o croupie tiver de 2 a 7, se não tiver, peça outra carta.

Nono Passo

Se VOCÊ tiver um par de 9′s, Divida se o croupie tiver de 2 a 6 ou um 8 ou um 9, Pare se o croupie tiver um 7, um 10 ou um Ás.

Décimo Passo

Se VOCÊ tiver um par de 10′s (ou cartas que valem 10), SEMPRE pare.

Dicas:

  1. Sempre que dividir, siga a E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. 1.
  2. Alguns cassinos permitem que se Dobre depois de se Dividir, outros não, preste atenção e aplique a E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. adequada para as novas combinações que fizer com suas novas cartas.

Então vamos recapitular, pegue seus 4 ou mais maços de baralho e jogue sozinho/a. Pratique muito sem usar a E.B., use algo como feijões, botões, fichas, moedas, o que for, para apostar. Para tornar tudo mais interessante adote uma unidade (um feijão, uma ficha, uma moeda, etc.) como unidade de aposta mínima, e 20 unidades como aposta máxima, não pode apostar mais do que a máxima.

Depois pratique uma hora por dia cada uma dessas estratégias, uma semana cada. Caso esteja na primeira semana e tenha um Ás na mão trate-o como 1.

Em algum tempo você conseguirá se familiarizar com a E.B. e verá que de fato não precisa mais pensar para jogar. Quando isso acontecer começa a fase 2.

Dica:

Uma pessoa que se dedique mesmo a algumas horas todos os dias com a E.B. apresentada aqui, em uma semana pode estar muito confortável com a jogada. Tire notas de quanto ganha e perde sem usar a E.B. e depois a utilizando. Lembre-se que até este ponto seu objetivo é conseguir jogar por reflexo, sem ter que pensar, apenas reagindo a suas cartas e à carta Aberta do croupie.

FASE 2

Cassinos possuem regras: eles não gostam de perder. Então você nunca demonstra que está contando cartas. Este é “O” pecado capital.

.                                                                                                                                  – Charlie Bobbit

Se você já assistiu Rain Man, Quebrando a Banca, Se Beber Não Case ou Jurastic Park então sabe como entreterimento barato e idiota pode abrir os olhos de nossa mente para um universo de possibilidades. Por exemplo, os três primeiros citados filmes nos mostram como pessoas desesperadas por dinheiro descobrem uma farta mina de ouro para garimpar apenas para terminar sem os seus ganhos. Outra coisa que os três filmes nos mostram é a como contar cartas. E como contar cartas por te deixar Filthy Ritch – nas palavras do professor Micky “Spacey” Rosa. Jurastic Park nos mostra que velociraptors são criaturas matreiras na hora de caçar, uma te distrai enquanto outras chegam pelos lados e te atacam sem dó.

A primeira impressão que você pode ter ao assistir esses filmes é que dinossauros são malvados pra cacete e que contar cartas é algo ao mesmo tempo fácil e impossível. Deixando os dinossauros de lado por um instante a impressão que temos é de que basta ler um livro, ser autista ou ter memória matemática fotográfica e você está feito em Vegas. Na vida real a coisa é exatamente o oposto: contar cartas é bem difícil, mas facilmente realizável. Você não precisa ser um gênio da matemática, não precisa ter memória fotográfica, nem precisa ser autista, basta saber contar até 20 e conseguir somar 1 e subtrair 1. Qualquer zé mané dedicado – de qualquer sexo – consegue se tornar um bom contador de cartas. Está se sentindo mané?

Bem, até agora, você deve ter aprendido a estratégia básica, ou pelo menos deveria estar estudando ela ou se preparando para estudá-la. Mesmo que ainda não tenha tido tempo de começar a trabalhar com ela deve, ou deveria, ter notado que ela se baseia nas cartas de valor 10. Para entender o porque disso agora vamos fazer um exercício.

EXERCÍCIO 1

Imagine agora uma pessoa que tenha um apelo sexual ao qual você jamais conseguiria resistir. Pense em cada detalhe. Trabalhe no sexo dessa pessoa, na aparência, nas proporções e na depravação, ou não, que você gostaria que ela tivesse. Pronto?

Agora imagine mais 51 variantes dessa pessoa. Podem ser de raças, tamanhos e cores diferentes. Podem ter gostos ou especialidades diferentes, podem inclusive ter sexos diferentes, a única constante é que olhando para qualquer uma dessas 52 pessoas (a primeira e essas 51 novas) você tenha um impulso irresistível de devorar ou se devorado/devorada por cada uma delas.

Vamos às regras do exercício.

O grupo todo está dividido aleatóriamente em 2 tipos de personalidade: as pessoas “saidinhas” e as “conservadoras”. Imagine que em uma semana você fique preso/a em uma ilha deserta com esse exército sedutor e sensual. A idéia é: você pode chegar para qualquer uma das pessoas e perguntar se ela quer se imiscuir com você. Se a pessoa escolhida for do tipo “saidinha”, ela vai realizar cada desejo seu por quanto tempo você aguentar. Se ela for do tipo “conservadora” ela vai sorrir para você e quebrar um dos seus dedos.

Você toparia brincar com elas? Tenha em mente que sempre que perguntar para uma se ela quer ir para as trincheiras com você, depois de ou cair de cara ou de quebrar um dos seus dedos, ela sai da ilha, deixando uma a menos.

Você toparia brincar com ela?

E se eu disser que pela proporção de personalidades, a média é de que a cada 3 pessoas que recebam o seu pedido, ao menos 1 será “saidinha”? É garantido!

Toparia brincar agora?

Se masturbe pensando nisso.

FIM DO EXERCÍCIO

Agora veja, um baralho normal, por alguma coincidência bizarra, tem o mesmo número de cartas do que haviam de pessoas na sua ilha fictícia, cinquenta e duas cartas. Essas cartas estão divididas em quatro naipes. Cada naipe tem exatamente 13 cartas: Ás, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, V(alete), D(ama) e R(ei). No jogo de 21, 4 dessas cartas tem valor 10. Façamos as contas:

13 cartas/4 cartas”10″ = 3.25

Isso significa que se você pegar um maço de baralho de 52 cartas, 16 serão cartas “10″.

52/16= 3.25

Não é louco isso? O mesmo resultado da porcentagem de 10′s que aparece em apenas um naipe! Curiasamente isso implica que a cada 3 cartas que você tire, uma será uma carta “10″! Eu sei! Por coincidência a mesma chance de uma das pessoas da sua Ilha da Perversão não quebrar um dedo seu, a menos que você peça.

Aprenda: quando trabalhamos com matemática estamos entrando em um mundo onde parcialmente tudo o que descobrirmos é uma coincidência.

Voltemos para a EB. Como um terço do baralho é compostos de 10′s, a chance de sair um 10 é maior do que a de sair qualquer outra carta. Com isso em mente basta parar para pensar: como eu jogaria sabendo que a próxima carta que eu pedir pode ser um 10 e como eu jogaria assumindo que a carta do Buraco do croupie é um 10? A partir dai a coisa fica fácil, siga a tabela e verá que ela segue esta lógica e de quebra o seu dinheiro desvalorizará apenas modestos 0,5% – o que significa que se jogar muito, MUITO tempo, você perderá apenas 0,5% do dinheiro que tinha originalmente.

Claro que isso pode fazer uma pessoa conservadora se questionar: se eu sei que vou perder, pouco, mas ainda assim perder, porque eu pararia para jogar 21?

Aqui vão as respostas:

1- Porque essa perda apenas se concretiza ao longo de um tempo longo, ou seja. Até que você atinja uma quantidade desumana de partidas essa espectativa de perda varia. E varia para os dois lados. Sabendo apostar você pode capitalizar uma maré de “sorte” e ganhar uma boa grana, e então parar de jogar. Isso fará com que você não sofra o retorno à média e perca o dinheiro de volta para casa. É como chamar alguém para brincar de “dar o murro mais forte”, e logo depois de você dar o murro falar que tem que sair e encerrar a brincadeira, isso pode parecer sacanagem, mas não existem regras que te obriguem a jogar uma certa quantidade de vezes depois de ter começado. Tire vantagem disso.

2- Porque diminuindo a margem de lucro da casa, você pode jogar por mais tempo e, dependendo de quanto estiver apostando, vai gastar menos em uma mesa de 21 em 2 horas do que gataria indo ver um filme chato e depois comendo em um restaurante sem graça, e teria muito mais emoção.

3- Porque se você souber quantas cartas de valor 10 ainda existem no baralho você pode virar o jogo e fazer a margem de lucro passar do cassino para você, e combinando isso a uma estratégia de apostas agressiva pode encher o seu cú de fichas de cassino, que mais tarde podem ser trocadas por dinheiro.

Sim, eu sei que lá atrás eu falei que por causa do livro do Thorp os cassinos mudaram as regras de forma a tornar quase impossível que você conseguisse tirar qualquer vantagem no jogo. Isso de fato aconteceu, muitos disseram que Thorp foi um retardado de publicar o livro, e como Kirk Lazarus já disse:

“Todo mundo sabe que você nunca pode ficar completamente retardado. É só dar uma olhada por ai. Dustin Hoffman, ‘Rain Man’, parecia um retardado, agia como um retardado, mas não era retardado. Contava palitos, trapaceava no jogo de cartas. Autismo puro, não um retardado. Você conhece ‘Forrest Gump’ com o Tom Hanks. Devagar, de fato. Retardado? Talvez. Aparelho nas pernas. Mas ele encantou o presidente Nixon e ganhou um campeonato de ping-pong. Isso não é retardado. ‘Muito além do Jardim’ com Peter Sellers. Infantil? Sim. Retardado? Não. […] Você não pode ficar completamente retardado. Não acredita? Pergunta pro Sean Penn. Em 2001 fez ‘Uma Lição de Amor’, se lembra? Ele ficou completamente retardado, voltou pra casa de mãos vazias…”

Exato! Ouça sempre o que Kirk tem a dizer. Você não pode NUNCA ficar completamente retardado, se não fica de mãos vazias. Quando os cassinos mudaram as regras eles ficaram completamente retardados, e as pessoas pararam de jogar, já que não conseguiam ganhar. Então Las Vegas pos os rabos entre as pernas e desfez as mudanças, ao menos a grande maioria delas, deixando apenas algumas modificações como usar de 6 a 8 maços por partida. Usar embaralhadores automáticos, embaralhar mais vezes sem deixar que o sapato chegue no fim e outras coisinhas não importantes agora.

Assim, voltando ao que eu dizia, se você souber quantos 10 já saíram e quantos estão para sair, você pode dar um belo prejuízo ao cassino. E para saber quantos 10 já saíram e quantos ainda estão no sapato você só precisa contar as cartas.

Meditemos.

Contar cartas é algo que qualquer criança não autista de 7 anos consegue fazer, e agora você conseguirá também.

Abra todas as cartas do baralho na sua frente – ou na sua mente – e as divida em três conjuntos. O primeiro tem as cartas 2,3,4,5 e 6. O segundo as cartas 7,8 e 9. O terceiro as cartas “10″ (10,V,D e R) e o Ás. Cada carta do primeiro grupo vale exatamente +1. Cada carta do segundo grupo vale 0. Cada carta do terceiro grupo vale exatamente -1. A idéia então é: assim que o croupie embaralha as cartas e vai começar a distribuir, o sapato tem um valor inicial 0. Conte o valor de cada carta que ele for distribuindo para todos na mesa e para ele mesmo.

EXEMPLO:

Existem 4 pessoas jogando, contanto com você, mais o croupie.

Pessoa 1: recebe um 3 e um 5.
Pessoa 2: recebe um 7 e uma Dama.
Você: recebe um 3 e um 9.
Pessoa 4: recebe dois 7′s.

Croupie: tem um 2 aberto e uma carta no buraco.

Até agora as cartas que sairam foram:

3, 5, 7, D, 3, 9, 7, 7, 2, !?

A contagem então está em:

+1 +1 +0 -1 +1 +0 +0 +0 +1 ?! = +3 ou um 3 positivo.

Os jogadores então começarão a jogar, pedir cartas, talvez dividir os 7′s, etc. e no final o croupie fará o jogo dele. Da mesma forma que você contou a primeira vez conte essa segunda rodada e veja o resultado. Duas coisas que neste momento você deve ter em mente:

1- Das 52 cartas de baralho:

20 valem +1
12 valem 0
20 valem -1

Então quando contar um maço inteiro, o resultado tem que ser 0. Quando contar 8 maços inteiros o resultado tem que ser 0. Isso é bom porque quando você estiver praticando se o resultado final for positivo ou negativo, você se enganou na conta.

2- De acordo com a nossa E.B.P.P.C.A.T.D.R.M. – para jogos com a mão engessada, sétimo passo, se você tem um total de 12 e o croupiê tem uma carta aberta 2, você pede mais cartas.

Treinando a contagem de cartas você pode ver se um sapato está quente ou fria, quente quanto tem uma pontuação muito alta, como 8 ou 9 positivos, ou mesmo pelando, quando está com 15 ou 16 positivos. Isso significa que saíram mais cartas baixas e que existem muitos 10 ainda para sair. Isso mostra também que quanto maior a pontuação perto do fim do sapato melhor para você, isso acontece porque se o croupie acabou de embaralhar os maços e saem 12 cartas de valor +1, a contagem está alta, mas existem ainda muito mais cartas baixas lá. Se o sapato está no fim e a contagem é alta, a chance de ainda haverem cartas baixas de valor +1 é muito pouca. Caso queira parecer inteligente e usar isso em uma conversa de bar para tentar conseguir uma “troca de óleo” – eu estou falando de sexo com alguém – use o termo correto: PENETRAÇÃO! – não, não estou falando de sexo com alguém.

PENETRAÇÃO é o quanto o croupiê usa do baralho antes de embaralhá-lo novamente. Se dos 8 maços ele joga com 7 antes de embaralhar dizemos que a mesa tem uma PENETRAÇÃO muito boa. Se com 8 maços ele embaralha a cada rodada, então ele não tem PENETRAÇÃO. E sem penetração você não consegue contar cartas. Mas a maioria dos cassinos permite um número grandes de mãos antes do re-embaralho. Vide que hoje em dia, em um jogo com 6 maços, os contadores de cartas consideram uma boa PENETRAÇÃO se apenas 1.25 maço é deixado sem uso (depois de sete maços distribuídos o croupie re-embaralha as cartas), uma PENETRAÇÃO meia boca se 1.5 maço é deixado sem uso, e uma PENETRAÇÃO de merda de dois ou mais maços são deixados sem uso.

Claro que você não pode ser completamente retardado ou retardada de decidir contar cartas em um jogo já começado. Tem SEMPRE que esperar o croupie embaralhar todas as cartas e começar a contar do começo. E também, é claro, existe uma pegadinha.

Imagine que você está contando cartas, e consegue um 17 positivo. De cara parece que só sobraram 10′s no baralho. Você aposta alto e se fode. Mas se fode e a contagem aumento, de 17 positivo, pula para 22 positivo. Você aposta ainda mais alto e se fode. Por que isso? Porque se você estiver jogando com 4, 6 ou 8 maços, toda a contagem que conseguir será uma contagem “geral”, para se ter a contagem “REAL”, você deve dividir o número pela quantidade de maços usados. Assim em um jogo com 6 maços o seu 22 positivo se torna um 3 lambão positivo. o que é uma contagem baixa ainda.

Então se prepare. Assim que estiver com a estratégia básica decorada. Pegue um maço de baralho e comece a virar as cartas para cima em uma mesa, e vá contando 0, +1, +1, -1, -1, 0, 0, -1, -1, 0, +1, +1, etc… quando chegar ao fim das cartas o resultado deve ser zero.

Quando terminar faça de novo.

Quando terminar faça de novo.

Quando terminar faça de novo.

Quando terminar faça de novo.

Quando terminar faça de novo.

Quando terminar faça de novo.

Como eu disse, contar cartas não é impossível, e a teoria é simples, mas você tem que praticar. MUITO.

Assim que estiver contando porcamente, acesse ou alugue, ou ache em algum canal de tv a cabo, um filme pornô. Tente contar cartas assistindo ao filme. Quando estiver contando porcamente, dividindo a atenção com um filme pornô, escolha uma música qualquer que você goste ou não e comece a contar ouvindo a música repetidamente. Quando estiver contando porcamente enquanto consegue cantar a música junto você estára pronto/a para parar de contar porcamente e começar a contar cartas.

Em um cassino, existem centenas de distrações. E cassinos não gostam de contadores de cartas. E para ser um bom contador você tem que lidar com todas as distrações sem parecer que está contando. Tem que conseguir conversar com alguém sem perder a conta. Tem que ser capaz de interagir com o mundo sem parecer que está contando. Quando conseguir isso você pode se considerar um contador, ou contadora de cartas.

Ai basta procurar algum site de 21 na internet, de preferência algum que te deixe jogar com dinheiro de mentirinha e comece a praticar.

E antes que me esqueça. Existem os velociraptors, não vamos nos esquecer de Jurrassic Park.

Este texto é um exercício para se aprender Estratégia Básica e a contar cartas, isso porque esses dois dons serão muito úteis mais para frente em nossa caminhada matemática. Mas claro que haverão aqueles que decidirão usar este poder para o mal. E isso é perfeitamente compreensível e louvável. Muitos ainda sonham em ser Robin Hoods modernos, tirando o dinheiro de cassinos e distribuindo para mães solteiras que tem que viver fazendo strip tease em clubes de quinta categoria mundo afora. Se esse for o seu caso lembre-se, a jogatina não é liberada no Brasil, mas em muitos países próximos ela é.

Existem cassinos na Argentina, no Perú, em Cuba, etc… e o melhor é que em alguns casos, como Argentina e Perú, você nem precisa de um passaporte para viajar, é possível entrar nesses países apenas com um r.g. nacional.

Então trace o seu plano, procure pela internet os cassinos mais próximos, e descubra de ante-mão que regras eles tem, se jogam com um maço ou oito, se pagam 3:2 no caso de um natural ou 6:5. Quando for jogar tenha em mente que a porcentagem de ganho ou perda tem a ver com as quantias apostadas e não com quanto você leva, por isso mesmo com margens baixas você pode perder todo o seu dinheiro.

Apenas decorando a estratégia básica você já jogará, automaticamente, melhor do que 80% dos jogadores da mesa. Isso é um fato. Contando cartas você pode conseguir uma margem de lucro generosa para você. Para isso você tem que ter um caixa fundo, geralmente 100x o valor da aposta que pretende fazer. Se pretende ficar na aposta mínima de 10 pesos argentinos, leve pelo menos 1000 pesos para o cassino. Com a Argentina em crise isso não é difícil, a última vez que chequei com R$400,00 reais você poderia comprar mais de 1000 pesos argentinos, mas para calcular, descubra quais as apostas mínimas nesses cassinos.

E ai, se lembre dos arqueólogos.

A grande parte dos livros de estratégia de se vencer no 21 dedicam uma parte do texto a explicar como cassinos ficam PUTOS com contadores de cartas. A estratégia básica é conhecida e aceita numa boa por eles, você pode inclusive levar impresso a sua tabelinha e ir consultando abertamente na mesa, desde que não diminua o ritmo do jogo. Mas contar cartas, apesar de não ser trapaça nem ilegal, deixa eles putos, muito putos. Assim as dicas são para aprender a se contar cartas da maneira mais casual o possível, nunca fazer apostas loucas quando o sapato está quente e voltar a apostas baixas antes das cartas baixas voltarem a sair. Uma dica é: com um baralho quente, só aumente o valor da sua aposta depois de ganhar uma mão, e só diminua depois de perder uma mão. Finja que é um ser humano normal que não entende do jogo. As apostas de um jogador refletem o que ele sabe, suas apostas indicam que você está contando ou não cartas, e você pode ser expulso do cassino. Por isso saiba procurar os velociraptors, ao entrar no lugar tente encontrar os funcionários do cassino responsáveis pela sessão onde você vai jogar. Além de jogar a estratégia básica e contar cartas de forma casual você deve ficar de olho na movimentação desse pessoal. Quando surgem pessoas muito sortudas ele tendem a começar a rodeá-las e a analisá-las por câmeras, estudando as jogadas e as apostas e então tendem a partir para o ataque. Geralmente quando um deles chega e pede para conversar com você é porque outros dois estão vindo, um de cada lado, para te cercar enquanto você está tentando se explicar com o chefão.

Nesse caso, se notar que está chamando a atenção, caia fora do cassino, troque suas fichas, troque de roupa, e parta para o cassino mais próximo, planeje com antecedência um roteiro para tirar o maior proveito do maior número de cassinos que conseguir.

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Notas

[1] Para aqueles que gostam de literatura, ou estão entendiados no escritório ou faculdade, o texto original em espanhol pode ser baixado aqui.

[2] Na verdade existem muitas formas nas quais é praticado de maneira “profissional”. Depois dos livros que começaram a surgir a partir da década de 1950, os cassinos começaram a praticar o jogo com mais maços. Hoje os jogos com apenas um maço pagam o prêmio de 6:5, o que é, estatísticamente uma merda. Evite a todo custo jogos que pagam 6:5. O mais comum é que se encontre jogos com 6 ou 8 maços inteiros de baralho.

[3] Caso tenha alguma curiosidade ou nostalgia em relação a isso, você pode baixar aqui o texto original em formato PDF.

[4] Past posting é também conhecido como “aposta tardia”, e se resume em fazer uma aposta quando as apostas não podem mais ser feitas. O nome past posting se originou nos hipódromos, quando uma sirene soava para chamar todos para os “postos” – call to the post. A sirene também dizia que nenhuma aposta poderia ser feita, já que a corrida iria começar. Qualquer aposta feita depois disso era uma aposta tardia, past posting. Claro que esse tipo de aposta é uma trapaça, já que as apostas são encerradas antes de qualquer informação que indique o resultado do evento apostado possa ser adquirida. Se você espera a corrida começar para ver quais os cavalos que estão na frente, tem uma vantagem enorme sobre todas as apostas feitas sem essa informação.

Em outras modalidades de apostas, o past posting segue o mesmo princípio. Suponha que você vá apostar em um jogo de roleta. Quando o girador de roleta diz que as apostas encerraram e solta a bolinha, todos tem a mesma informação sobr eo resultado, ou seja, um palpite. Se você espera a bolinha cair em um número e então aposta você apostou com a informação do resultado. Claro que isso é trapaça, mas entre os trapaceiros essa é uma ferramenta muito popular, e exige muita prática, prática que deixaria muitos mágicos de palco com inveja.

No caso do 21, suponha que você aposta U$50,00 dólares e pede as cartas, ao perceber que tem um 21 você casualmente empurra mais U$150,00 dólares em fichas para a mesa, o croupie que não fica memorizando cada aposta feita em cada mão jogada simplesmente conta as fichas e paga o prêmio proporcional de U$225,00 dólares. Claro que se pegam a pessoa fazendo isso vão sodomizar o karma dela até ela chorar pelos buracos novos que vão abrir no corpo dela.

[5] John Larry Kelly, Jr. foi um cientista que trabalhou no Bell Labs nas décadas de 1940 e 1950. Durante sua vida ele fez duas grandes contribuições para o mundo que acabaram por imortalizá-lo.

Em 1956, publicou em uma edição do The Bell SYstem Technical Journal o seu Critério de Kelly, um algorítimo criado para calcular a melhor maneira de se investir dinheiro. Logo que foi anunciado tanto investidores quanto apostadores começaram a testar o critério que, de forma simplificada, funciona da seguinte maneira para uma aposta simples com 2 possibilidades:

F* = (B x Q – Q)/ B

onde:

F* – % do seu dinheiro sendo apostado
B – quota da aposta
P – probabilidade de ganhar
Q – probabilidade de perder (ou seja, 1-P)

Assim, mediante o montante da banca em cada momento, basta usar a determinação da probabilidade para calcular o valor ótimo para a aposta.

Colocando em prática:

Saldo – R$50,00 Reais

caso: apostar na cor vencedora da roleta paga 1.90 por acerto.

Probabilidade: existem três opções, preto, vermelho e o verde (0 e 00), para simplificar vamos definir que a probabilidade é de 50% descartado o verde.

Assim:

F* = (1.90 x 0,5 -0,5) / 1.90 = 0,236842… (vamos arredondar para 0,24)

Ou seja, valor ótimo para se apostar são seus R$50,00 reais vezes o Fator descoberto, 0,24, que totaliza R$12,00 reais.

Para o uso correto do Fator de Kelly é crucial que se saiba calcular com precisão a probabilidade de ganhar, já que o restante do trabalho é feito pela fórmula. Neste caso eu aproximei de forma tosca a probabilidade da roleta, pois deixei o verde de fora.

Caso queira estudar o Critério você pode baixar aqui o PDF no original em inglês.

A outra contribuição de Kelly para o mundo ocorreu em 1962, quando usando um computador IBM 704, o mesmo usado por Thorp para fazer os cálculos que originaram o sue livro Beat The Dealer, criou o primeiro sintetizador de voz, e para testar o aparelho ele fez a máquina recriar a música Dasy Bell. Graças a um capricho da Deusa Arthur C. Clarke decidiu ir visitar um de seus amigos e colegas, John Pierce no Bell Labs em Murray Hill, e calhou de assistir à demonstração de Kelly. Ele ficou tão desconcertado com o que presenciou que transformou o sintetizador de fala de Kelly nisto!

[6] Um sapato de cartas ou o sapato do croupie é, ao contrário do que possa parecer, um aparato de jogatina, e não algo que se ponha no pé. Seu propósito é o de segurar múltiplos maços de cartas, permitindo que mais mãos sejam jogadas acelerando o ritmo do jogo.

Antes de 1961 todos os jogos de 21 jogados em Las Vegas eram jogos de apenas um maço de cartas, foi quando um sujeito de nome John Scarne, se dirigiu para o Departamento de Controle de Jogo de Nevada com uma sugestão interessante: passarem uma lei que depterminasse que todos os jogos de carta, como o 21 por exemplo, obrigatoriamente usassem um sapato de onde as cartas seriam distribuídas.

A proposta de John era interessante por vários motivos: primeiro ele era um mágico que adorava jogos de carta, e por ser um mágico ele adorava manipular cartas, então ele tinha conhecimento de causa de sugerir um aparato que dificultasse que outros jogadores, ou o croupie, trapaceassem. Além disso, ele sabia que cassinos que usassem mais de um maço em jogos como o de 21 aumentariam a seu favor a margem de lucro e um sapato poderia segurar múltiplos maços. E talvez o mais interessante é que ele tenha sido o inventor da engenhoca.

A lei em si nunca foi aprovada, mas a grande parte dos cassinos de Vegas passaram a distribuir as cartas em seus jogos de um sapato com multiplos maços. Como Scarne se tornou o conselheiro de jogos no Havana Hilto, ele também conseguiu introduzir o sapato nos cassinos de Porto Rico e Cuba.

A engenhoca foi batizada de sapato porque suas primeiras versões eram muito parecidas com um sapato feminino de salto alto, e vinha em duas cores vermelho e preto.

É comum que uma carta plástica em branco de cores vivas, seja introduzida pelo croupie em algum ponto do baralho, isso serve para dizer que assim que a carta colorida surge, este é o último jogo antes do baralho ser embaralhado. Lembre-se disso quando pensar em PENETRAÇÃO. O objetivo disso, obviamente, é complicar a vida de contadores de carta, já que uma porção do baralho não vai ser usada no jogo.

Por LöN Plo

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/aprendendo-a-contar-ate-21/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/aprendendo-a-contar-ate-21/

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Shirlei Massapust

Em mandarim yāo (妖) significa um monstro, geralmente de origem exógena, com corpo formado de ectoplasma modelável, como o ātman (आत्म) do hinduísmo. Este termo passou para o nihongo como prefixo de palavras tais como yōkai (妖怪) ou monstro misterioso, yōma (妖魔) ou monstro mágico, yōtō (妖刀) ou kataná monstruosa, etc. Menos frequentemente yāo pode designar um humano que se tornou feiticeiro ou até um fantasma. Geralmente os imaginamos com má aparência, embora a partícula ocorra também em termos venturosos como yōen (妖艶), que designa uma personagem encantadora, sensual. A palavra utilizada para traduzir o inglês faery (fada) é geralmente yāojing (妖精), em mandarim, yojeong (요정) em hangul e yōsei (妖精) em nihongo.

Um ponto leva a outro. Pelas sílabas de yōkai (妖怪) obtemos os sinônimos yōbutsu (妖物) e kaibutsu (怪物), designando poder de mutação; algo que nos leva em trilha semântica ao bakemono (化け物), um ser com poder de metamorfose, apto a assumir ao menos duas formas distintas. Outras combinações do superlativo honorífico o (お) com bake (化け, mudando, corrompendo)[1] e o substantivo mono (物, objeto) dão-nos as variantes sinônimas obake (お化け) e obakemono (お化け物).[2]

No Japão uma casa mal assombrada é uma bakemono-yashiki (化物屋敷). No folclore oriental o ser humano tem ki (氣), uma força vital que nos sustenta e se espalha pelo meio-ambiente do mesmo modo que deixamos fios de cabelo, células mortas, fragmentos de unhas, suor, etc., para traz. Enquanto nossos restos matérias atraem ácaros que produzem fezes, nossos restos de carga atraem yōkai que, por sua vez, recarregam o ambiente com rastros de sua potência mutagênica e vivificante.

Casas repletas de mobília antiga e objetos que nunca são renovados acumulam carga até as coisas entrarem num estado de existência animista[3] indicativo da corrupção ou mudança, chamado de tamashī (魂), reikon (靈魂), konpaku (魂魄) e hakurei (魄霊)[4] em diferentes épocas. Isto que hoje conhecemos por bakemono é um corpo material (objeto, animal ou pessoa) que prodigiosamente muda daquilo que era antes para algo que vem a ser. Um exemplo: No templo budista Mannenji, localizado em Iwamizawa, Hokkaido, existe uma boneca chamada Okiku (お菊人形), antiga e já bastante erodida.

A tradição oral revela que este item foi comprado por Eikichi Suzuki, um rapaz de dezessete anos, no ano 1918, em Tanuki-Koji, na ilha Sapporo. Eikichi Suzuki deu Okiku à sua irmã de três anos, chamada Kikuko ou Kiyoko. A menina amou o presente e não se separou da boneca até morrer de virose no ano seguinte. Após a cremação do corpo da menina, Okiku foi posta no oratório da família bem ao lado da urna funerária. Com o passar do tempo o corte de cabelo em estilo okappa, antes nos ombros, alongou visivelmente. A família interpretou a mudança como sinal de que a sombra da morta penetrou naquele objeto por osmose, vivificando-o.

Em 1938 a família Suzuki se mudou para Sakhalin e doou Okiku ao templo, onde permanece exposta até hoje, junto à urna contendo as cinzas da falecida. Todos os anos romeiros participam duma cerimônia em memória de Okiku. Dizem que os olhos da boneca causam sensação de vigilância real. Dizem que sua boca abriu e que cabelos continuam a crescer. Graças à boneca, este templo acabou virando atração turística.[5]

É triste quando o bonequeiro, ningyōshi (kanji 人形師, kana にんぎょうし), fabrica o boneco, ningyō (kanji 人形, kanaにんぎょう), com propósitos artísticos e o item acaba na fogueira porque alguém julgou aquele objeto como algo capaz de absorver a moléstia e curar uma criança adoentada quando posto no leito onde ela dorme.

No Japão as bonecas não são apenas brinquedos infantis e muitas vezes representam símbolo da história dos costumes do país. Elas são chamadas de ningyō e ao longo de toda a história do Japão foram sofrendo pequenas modificações. As primeiras referências de bonecos são os haniwa, estatuetas de barro encontradas em tumbas pré-históricas, onde o que menos contava era o apelo decorativo. No período Heian (794-1185) eram usados para afastar demônios.

Inicialmente as bonecas eram muito simples, moldadas em palha ou papel sendo que as primeiras serviam para afastar epidemias e eram colocadas nas fronteiras das antigas aldeias. E para purificar corpo e alma, se usavam bonecas feitas de papel que depois eram jogadas no rio para levar embora os maus fluídos. (…) Durante o fechamento do país para o mundo, no período Edo (1603-1868), o país desenvolveu uma cultura própria. Neste período as bonecas ainda carregavam uma forte superstição pois muitas pessoas as tinham como amuleto para afastar pragas de plantações ou para garantir um bom parto. Mas foi em meio a esta mentalidade que surgiram as karakuri, bonecas que tocavam instrumentos e dançavam através de um sistema simples de cordas retorcidas, roldanas e fios.[6]

Noutro artigo já mencionamos a lenda da yōtō (妖刀), espada de uso bélico que se apega à sua função social, tem sede de sangue e induz qualquer usuário a continuar matando mesmo em tempos de paz. Outros artefatos de uso militar também podem ganhar vida, conforme narrativas folclóricas e artísticas. O abumi-guchi (鐙口) é o estribo de hipismo, utilizado por um comandante militar, que com o tempo se transforma numa criatura peluda.[7] Certa vez Ozamu Tezuka preencheu uma página do gibi Dororo (どろろ) com um único quadro onde equinos sem cabeça, de pescoços flamejantes, galopam assustando o protagonista. Parecem com a mula-sem-cabeça do folclore brasileiro.

Não é normal num gibi que o desenhista gaste uma página inteira com apenas um quadro, especialmente contendo uma cena desprovida de pertinência temática com o roteiro. Na página seguinte o menino sonha com o passado, lembrando de como ele se tornou um órfão predestinado à vida de ladrão.[8] Seriam aqueles cavalos de guerra decapitados anunciadores de pesadelos?[9] Na esperança de obter mais informações procurei pela primeira versão animada de Dororo (どろろ; 1969) cuja música da abertura e encerramento é pausada pela recitação de poemas por uma voz feminina. Na primeira interrupção ela fala sobre as posses do samurai moeru yoroini (燃えるよろいに) ou “armadura flamejante” e moeru uma (燃える馬) ou “cavalo flamejante”:

赤い夕日に照り映えて

燃えるよろいに燃える馬

天下めざしてつきすすむ

 

No crepúsculo vermelho

Armadura em chamas, cavalo em chamas

Correndo veloz, galopando pelo mundo[10]

Na abertura do remake de Dororo (どろろ; 2019) vemos a cena do quadrinho onde vários cavalos sem cabeça galopam numa fração de segundo e não tornam a aparecer no seriado em si, assim como nunca vemos a cena da putrefação do cadáver do protagonista igualmente presente naquela amostragem.

Nossa energia impregna num animal doméstico mimado em excesso do mesmo modo que entra em objetos estimados. Por isso a forma primária dum bakemono pode ser um ser vivo, como o bakeneko (化け猫, gato metamorfo). Um animal selvagem que atinge idade avançada para muito além do normal também se transforma, como o bake-danuki (化け狸, tanuki metamorfo). Isso é o contrário das lendas ocidentais de homens que viram animais (lobisomem, capelobo, etc.) pois no caso nipônico é o gato, o tanuki, a raposa, etc., que vira gente temporariamente ou reencarna como gente.

Quando itens domésticos ganham vida e senciência eles ainda estão apegados aos velhos usos e atuam de modo obsessivo compulsivo. Sendo assim, na China uma zhǒu shén (箒 神), chamada no Japão de wawakigami (ははきがみ), é uma vassoura que, descontroladamente, varre sozinha as folhas que caem em dias de vento frio.[11]

Objetos domésticos de uso regular só se tornam agressivos quando passionais, podendo buscar vingança contra pessoas que os inutilizaram ou os jogaram no lixo. Por conta disso, alguns santuários oferecem o serviço de “consolar” objetos quebrados ou que não são mais usados.[12] Muitos países como a Tailândia, por exemplo, constroem templos para alguns objetos com fama ou origem sobrenatural.[13] No Japão cerimônias de consolação são realizadas em templos budistas e xintoístas. Por exemplo, existe o festival hari kuyō (針供養), celebrado em 8 de fevereiro na região de Kanto, mas em 8 de dezembro nas regiões de Kyoto e Kansai, onde as costureiras levam suas agulhas quebradas para agradecer os préstimos antes do descarte.[14] Assim elas não as furam.

Ningyō kuyō (人形供養) é um serviço de memorial para bonecas antigas, com presença de gueixas e monges, onde as famílias agradecem os préstimos dos objetos que cumpriram sua função social fazendo companhia e protegendo suas crianças, mas que perderam a utilidade e foram entregues à cremação. Isto ocorre desde sempre no templo zen-budista Hōkyō-ji (宝慶寺), em Kyoto, conhecido como Templo dos Bonecos devido ao seu acervo de peças imperiais coletadas e acumuladas durante séculos.[15] Posteriormente o mesmo costume foi introduzido no templo Kiyomizu Kannon-dō (清水観音堂), em Tokyo, e virou matéria da revista Superinteressante (agosto de 1992).

No Japão, até hoje as duas definições (boneca e ídolo) se misturam tanto quanto se misturavam entre romanos e gregos. Há pelo menos 900 anos, todo dia 3 de março, as meninas reverenciam a casa imperial reunindo suas bonecas prediletas numa grande festa. Uma a uma, todas as bonequinhas são visitadas, apresentadas às amigas e, durante o chá, têm o privilégio de serem servidas em primeiro lugar. (…) Para os japoneses, bonecas têm espírito. (…) Ainda hoje, muitos japoneses acreditam que, colocada no leito de uma criança doente, a boneca pode levar a moléstia embora. Se presenteadas no dia do casamento, são consideradas símbolo de prosperidade e felicidade conjugal para o jovem casal. Há pouco mais de vinte anos, o sindicato dos fabricantes e comerciantes de Tóquio aproveitou a deixa dessa crença para promover um grande lance comercial chamado ningyō kuyō. Tradução: “consolo da alma das bonecas”, ritual de cremação que se tornou tradicional na capital japonesa. Todo dia 25 de setembro, as mulheres estéreis que obtiveram a graça de ter um filho levam uma boneca para ser cremada no templo Kiyomizu-Kannon-dō. A ideia é que, queimando a boneca, seu espírito carregado do desejo de maternidade vai embora com a fumaça e a criança pode crescer em paz. Vai-se o espírito infantil, fica o comercial.[16]

Na antologia de poemas Ise monogatari (伊勢物語), seção 63, datada do século IX, lemos a palavra tsukumogami (つくも髪) referente aos cabelos brancos, kami (髪), duma idosa. Setecentos anos depois o autor-ilustrador do pergaminho Tsukumogami emaki (付喪神絵巻) explicou que o intraduzível prefixo tsukumo na palavra tsukumogami (desta vez 付喪神) também poderia ser escrito com o kanji 九十九, que significa um período de noventa e nove anos. Sendo assim uma ferramenta ou utensílio doméstico desenvolveria um espírito evoluído após a passagem de noventa e nove anos. Mas há um problema: A truncagem de kami (髪, cabelo) por kami (神, divindade) sugere que ele não entendia o sentido original de tsukumogami ou formulou um homônimo homófono.            Segundo o pergaminho do século XVI, à época as pessoas descartavam objetos antes de completarem o período chamado de susu-harai (煤払い). Conforme exposto, se demorassem mais a ferramenta “mudaria e adquiriria um espírito, e enganaria o coração das pessoas”. Tal ensinamento constaria no livro Onmyō Zakki (陰陽雑記), livro que também informaria sobre a coisa vivificada que assume aparência humana, tanto masculina quanto feminina, tanto idosa quanto jovem; bem como “a semelhança de chimi akki” (aparência de oni) e “a forma de korō yakan” (forma de animais), entre outras. Seu aspecto após a mutação é referido com palavras como youbutsu (妖物).[17]

Há dúvidas sobre se o susu-harai é, de fato, um período de exatos noventa e nove anos porque tsukumo (九十九) pode se referir literalmente a um número ou, menos precisamente, a uma hipérbole no sentido de muito tempo. A boneca Okiku só precisou de um ano para adquirir uma natureza espiritual pois isso representou um terço da vida de sua dona, que a amou com intensidade, agonizou e morreu com ela. No primeiro volume do romance gráfico Tokyo Babylon (東京BABYLON), do grupo CLAMP, editado pela Shinshokan, em 1990, uma personagem adoece e apresenta comportamentos estranhos após comprar uma jaqueta numa liquidação de roupas. Subaru descobre que a jaqueta ficou carregada de energia negativa por conta da competição da clientela por aquele objeto, ao ponto de aquilo necessitar de exorcismo.[18]

Papéis encantados

No Japão, em templos da religião xintó, são vendidos ofuda (御札), que são amuletos de papel produzidos por monges para atrair o amor, a saúde, a prosperidade financeira e até proteger contra mal olhado e fantasmagorias. Do mesmo modo, no taoísmo e noutras religiões chinesas, existe o jufu (呪符) ou gofu (護符), amuleto de papel ou madeira produzido para finalidades que mudam conforma a inscrição.

Os ofuda tem efeito imediato porque o monge xintó é competente para canalizar a energia dos kami (神) aos quais ele presta culto. Porém existem métodos para o leigo carregar papel com os eflúvios energéticos de origem humana, de modo voluntário ou involuntário. Hoje há todo um ritual construído em torno da tradição de confeccionar, expor e descartar o washi ningyō (和紙人形); um ningyō (人形) ou boneco feito de washi (和紙), tipo de papel artesanal feito a partir das cascas das árvores das amoreiras.

Livro de arte com fotografias de washi ningyō produzidos pela artesã japonesa Eika Ito.[19]

Dizem que o washi ningyō teria o poder de remover a dor quando posto no leito dum enfermo que dorme. Logo depois, o boneco descartável carregado pela energia da enfermidade deve ser cremado ou levado para longe e dissolvido em água.

Fotos: 1) washi ningyō produzidos pela fábrica Kyugetsu representando Shinzo Abe, o Primeiro Ministro do Japão, e Caroline Kennedy, Embaixatriz dos Estados Unidos no Japão. (Foto © 2014, The Japan Times). 2) Monges levando um barco cheio de bonecos para o rio.

Com o passar dos séculos este rito individual originou uma festa coletiva. Hina-ningyō (雛人形) é um washi ningyō introduzido no festival Hinamatsuri (雛祭り), o “Dia das Meninas”, realizado anualmente por japoneses e italianos descendentes de japoneses. Neste festival inúmeros bonecos são expostos sobre carpete vermelho.

Bonecos de papel ou palha representando a corte imperial, com roupinhas em estilo antigo, são levados para templos onde ficam expostos ao público desde meados de fevereiro até o dia três de março. Depois o excesso é cremado pelos monges. Contudo, muitos ainda chegam ao fim do procedimento onde as pequenas figuras humanas são postas para navegar à deriva em barquinhos de madeira, empurrados pela correnteza dos rios ou pelo movimento das ondas.  Estes se tornam hina-nagashi (雛流し), bonecos flutuantes, que levam as doenças e problemas com eles para longe.

No Brasil existe um costume parecido onde, no dia do Réveillon, os umbandistas pulam sete ondas na Praia de Copacabana e enviam oferendas para Iemanjá dentro de réplicas de barcos em miniatura que podem ou não conter uma imagem da santa.

No Japão até um maço de papel pode ser imbuído de poder mágico. Kyōrinrin ( 経凛々) é um bakemono resultado da transmutação de pergaminhos, livros, etc., que foram negligenciados e deixados sem leitura[20] por bastante tempo. Antigamente o papel branco era produzido com fibras da planta chamada asa (麻) ou o (苧), conhecida em botânica como Cannabis sativa. Havia grandes campos de plantações destinadas a este fim. Na ausência de nanquim a tinta era obtida de materiais biológicos, como gema de ovo e sangue animal. Segundo Aline Ribeiro, durante o shogunato de Tokugawa (1853-1867) os samurais eram submetidos a um rito de passagem:

A lealdade tinha certos rituais muito profundos, como um “contrato” firmado entre o guerreiro e seu daimyō. O documento era escrito com o sangue do próprio samurai, assinado e, logo em seguida, queimado. As cinzas eram dissolvidas em água e bebidas, fazendo com que se criasse um laço eterno entre a linhagem do samurai e a do senhor.[21]

Coisas estranhas acontecem quando um papel impregnado de energia aleatória não é cremado nem exposto aos elementos. Muitos acreditam que o shōji – tipo de porta deslizante feita de papel de arroz, – assim como as fechaduras e outras benfeitorias necessárias do lar, se transmutam em mokumokuren (目目連) e tendem a criar muitos olhos quando deteriorados e esburacados pelo tempo ou pela má conservação.[22]

A lanterna chōchin (提灯お), feita de bambu ou papel de seda, é um objeto de grande beleza, onipresente na decoração nipônica. O yóuzhǐ sǎn (油纸伞), um guarda chuva de papel em estilo chinês, é estruturalmente semelhante ao kasa (傘), o guarda-chuva comum, porém se trata dum item decorativo que os noivos carregam na cerimônia de casamento. Se alguém decidir guardar estes apetrechos perecíveis e descartáveis, em algumas décadas eles se tornarão os monstros folclóricos chōchin-obake (提灯お化け) e kasa-obake (傘おばけ)[23]. Assim como um gato doméstico muito mimado pode se tornar um bakeneko (化け猫), um tanuki eventualmente evolui para bake-danuki (化け狸) e outros animais da fauna local se convertem nas mais variadas fantasmagorias.

Um kasa-obake não precisa necessariamente evoluir de um yóuzhǐ sǎn, mas suponhamos que assim seja. Como todo bakemono ele é um objeto imbuído da força vital projetada por alguém que congelou sentimentos experimentados à época de sua posse. Quem não deseja mudar de atitude ou de opinião faria bem em ter um bakemono amigo. As emoções impregnadas na memorabilia nupcial carregariam e vivificariam o objeto de estimação que transmuta a haste de sua alma artificial num corpo sutil e abre as asas na forma do animal que lhe é mais semelhante: Um elegante morcego.

Este quiróptero etéreo promoveria a união do casal evocando a lembrança daqueles momentos felizes. Enquanto o objeto existisse, ele faria tudo para não deixar seus proprietários se separarem, brigarem ou pararem de desejar um ao outro. Contudo, se fosse jogado fora ou acabasse nas mãos de outrem, por herança ou mero acaso, tumultuaria a vida alheia tentando controlar sua vontade para realizar sua função social. Enfim, o novo dono viraria um mulherengo, um libertino, ou se apressaria a casar.

Ilustração de Hokusai representando um chōchin-obake (1826/1837) e detalhe de uma ilustração de Yoshitoshi (1839-1892) figurando um provável kasa-obake ou morcego associado ao guarda-chuva. Ele pode ser a alma do objeto porque, em nihongo, uma das palavras sinônimas tanto de quirópteros quanto de guarda-chuvas é kōmori (コウモリ ou こうもり), por causa dos dedos e estruturas que suportam tecidos esticados. Cesar Gordon observou que em mebêngôkre, o idioma dos indígenas Kayapó, os guarda-chuvas também são chamados de morcegos (njêp).[24]

No início não havia nenhuma padronização da aparência de objetos mutantes na arte nipônica. E nem seria lógico se houvesse; afinal, eles têm poder de mutação. Hoje, contudo, a variação na aparência depende do tipo de item que os originou, assim como as condições de como o objeto estava. [25] Imagens da lanterna chōchin-obake (提灯お化け), do guarda-chuva kasa-obake (傘おばけ), do chinelo de palha bakezōri (化け草履) e doutros objetos que viram obake muitas vezes os mostram fazendo careta, com língua de fora, certamente por influência do padrão iconográfico estabelecido na era Kanei (1848-1853) pelo bonequeiro Hikoshichi Nishijinya (西陣屋彦七), natural da cidade Kumamoto, criador do boneco mecânico obake no Kinta (おばけの金太).

Arte em de papel machê: 1) Cabeças vermelhas e outros brinquedos obake no Kinta que exibem as línguas na Loja de Bonecos Atsuga (厚賀人形店), em Kumamoto, Japão.[26] 2) Máscara “O Linguarudo” representando o diabo, produzia por Dionísio (1909-2007), em Niterói, RJ, Brasil.

Este brinquedo folclórico tem aspecto duma cabeça humana ou animal de papel machê, fixada sobre haste de bambu, com engrenagens internas que permitem mover os globos oculares, abrir a boca e mostrar a língua quando puxamos uma corda.[27] Os descendentes de Hikoshichi Nishijinya ainda fabricam o brinquedo e explicam que seu nome era Kinta, porém alguém se assustou com o movimento e supôs ser um obake.

Oposição entre valores morais e pecuniários

Uma antiga lenda diz que Bodhidharma () atingiu o nirvana meditando durante nove anos numa caverna. Durante esse exercício meditativo ele permanecia imóvel, observando fixamente o vazio numa posição chamada bìguān (壁觀) ou “olhar perene” até suas pupilas ficarem reduzidas ao tamanho mínimo. Depois que o fundador do zen-budismo na China se mumificou em vida, os chineses começaram a esculpir santos e brinquedos verdadeiros sem pupilas em sua homenagem, transmitindo a tradição aos japoneses que hoje fabricam o boneco-amuleto Darumá (だるま).

Diz a lenda que Bodhidharma meditou em uma caverna por 9 anos sem nem ao menos piscar. Sua persistência foi tão forte, que ele continuou sem parar mesmo depois de seus braços, pernas e pálpebras caírem. Essa lenda (…) é a origem do formato redondo do Darumá. Os Darumás possuem mais peso na parte inferior para que fiquem de pé, não importa quantas vezes sejam derrubados.[28]

Na tradição zen-budista japonesa o devoto compra o Darumá cego, pinta uma pupila no olho esquerdo e faz um desejo. Quando o Bodhidharma atende este desejo o devoto retribui concedendo a visão do olho direito, desenhando a pupila que falta. Esses são bonecos inarticulados, humildes, feitos de materiais baratos, geralmente vendidos em feiras e festivais religiosos, mas também em lojas de souvenir. Ao fim de um ano é preciso devolver o Darumá para qualquer templo, onde ele será queimado num ritual, liberando o seu espírito. Esse ritual pode ser individual ou coletivo. Em razão da enorme demanda, desde 1954 o templo budista Nishiarai Daishi (西新井大師) promove o festival Darumá kuyō (だるま供養) onde milhares de exemplares são queimados juntos.

No Japão, China e Coréia do Sul é comum encontrar bonequeiros e vidraceiros produtores de olhos para bonecos de Resina PU com opções de íris monocromática, sem pupilas, disponíveis inclusive em cores fantasia como salmão e vermelho vivo. A artesã chinesa Heise Jin Yao (黑色禁药) é uma entre os muitos comerciantes de olhos para BJD que parodiam a iconografia do Darumá. Porém seus bonecos não são santos conservadores e ninguém os queimaria em sã consciência, pois hoje cada um chega a valer mil dólares americanos. Eles são personagens fantásticos de novelas de temática BDSM. Um deles, Huika (毁卡), teve o nome inspirado por Huìkě (慧可), discípulo de Bodhidharma, segundo patriarca da escola de zen-budismo na China, historicamente conhecido por haver sido um nobre de pouca virtude, pouca sabedoria, coração raso e mente arrogante, descendente direto de Sidarta Gautama.

O filme de horror coreano The Doll Master (인형사; 2004), dirigido por Yong-ki Jeong, foi patrocinado pela Ai Dolls, atual Custom House. Imagine como seria se a indústria estadunidense Mattel, produtora da boneca Barbie, patrocinasse um filme protagonizado por uma Bárbie assassina. Foi exatamente isto que a Custom House fez com seus preciosos produtos! Estariam decretando a obsolescência e recomendando aos proprietários que cremem todos os modelos antigos, a serem substituídos pela nova coleção? No Brasil juristas formulariam hipóteses de crime contra a economia popular; pois, se não destruir, papões com mãos geladas puxarão seus pés para baixo da cama!

Verificamos que o filme The Doll Master retrata fielmente a antiquíssima crença oriental de que certos objetos inanimados podem prejudicar seus donos quando tratados de modo irregular. Ou seja, que “se você se apegar a um objeto e andar sempre com ele a coisa pode formar uma alma”, e que objetos inanimados “como uma rocha, uma boneca ou uma casa” pela qual alguém se apega desmesuradamente, obsessivamente, acabam carregados de sentimentos deletérios que eles reproduzem e irradiam.

Esta obra de ficção apresenta vários resultados para o que acontece quando objetos feitos de Resina PU desenvolvem alma por culpa de seus donos: Damian, um boneco articulado por elásticos internos (BJD), foi adotado e transportado pela mesma pessoa durante dezenove anos, sete meses e vinte e oito dias. Esta mulher tímida se tornou ouvidora de vozes e dialogava com a coisa. Virou uma excluída social. No mesmo filme uma designer de bonecos encontrou um manequim sentado sobre um túmulo. O espírito vingativo do manequim passou para o corpo da mulher e começou a perseguir todos os descendentes do assassino do seu criador. A artesã possessa disse:

Eu acredito que meu trabalho da vida aos objetos inanimados. (…) Você nunca possuiu coisas às quais era apegado? Você já ficou triste após perder aquelas coisas? Eu penso que quando os objetos perdem seus donos, eles ficam tristes também. Você sabia que quando algo está perdido, há algumas ocasiões em que parece que ele nunca desapareceu do seu local de origem? Eles retornam para os seus antigos donos.

Mina, outra BJD, ganhou alma quando sua dona sofreu um acidente. Com o tempo a menina enjoou da boneca e jogou fora, mas a boneca não enjoou da menina. Mina passou a perseguir sua dona, inconformada com o descarte e esquecimento. A boneca era capaz de projetar seu espírito em forma humana diante da antiga proprietária, fazendo-a acreditar que dialogava com uma menina de verdade enquanto os outros a viam falar sozinha. Por isso aquela mulher deixou de ser uma modelo desinibida e bem sucedida. Ela acabou igualmente rotulada como louca.

O exemplo da BJD Mina, de The Doll Master, é idêntico ao da pequena boneca de porcelana Mary, que aparece no episódio 11 do anime Histórias de Fantasmas (学校の怪談; Japão, 2000), Mary reencontrou o caminho de casa e voltou, querendo brincar, mas só achou a filha órfã da sua falecida dona, que era bastante madura e não gostava de bonecas. O brinquedo problemático assombrou a adolescente até ser entregue a um templo budista onde um monge explicou que o certo teria sido cremar os pertences da falecida junto ao corpo na data do óbito. Enfim, nestas obras de ficção as almas dos brinquedos amados sempre requerem mais amor e as dos brinquedos maltratados devolvem a violência às pessoas. Assim todos continuam absorvendo energia alheia.

Propaganda da microempresa sul-coreana HyperManiac, onde são comercializados personagens da designer de bonecos Ka-Hyun.

No sexto episódio da série Witch Hunter Robin (2002), criada por Sunrise e pelo diretor de animação Shūkō Murase, uma jovem bruxa diagnosticada com transtorno de personalidade múltipla transfere suas personalidades para várias bonecas até restar só uma delas em sua mente.  No seriado Another (アナザー; 2012) a filha duma bonequeira extrai um olho tomado pelo câncer e equipa um olho de vidro, um olho de boneca, que transmuta e lhe dá capacidade de ver o mundo sob a perspectiva de um bakemono.

No segundo episódio da primeira versão do seriado Vampire Princess Miyu (吸血姫美夕; 1988), de Narumi Kakinouchi e Toshiki Hirano, algumas pessoas foram transformadas em bonecos articulados por uma criatura de mesma espécie que lhes prometeu beleza eterna. A energia emitida pelos embonecados sustentava o bakemono, porém a Princesa Miyu nada obteve ao mordiscar um aparentemente saboroso menino de plástico. No meio de tudo um personagem coadjuvante se recusou a comprar um brinquedo para sua filha: “Você não acha que as bonecas japonesas são assombradas? O folclore diz que o cabelo das bonecas cresce, e outras coisas deste tipo”.

No desenho animado Dantalian no Shoka (ダンタリアンの書架), sexto capítulo Funsho kan (焚書官), que foi ao ar no Japão pelo canal TV Tokyo, em 19/08/2011, os personagens protagonistas descobrem que todos os coadjuvantes moradores duma cidade misteriosa são bonecos articulados transformados por meios mágicos em shikigami (式神) para servirem de receptáculo das almas dos mortos.[29]

Isto parece uma versão em roteiro de horror da história real da aldeia Nagoro, situada na ilha de Shikoku, Japão, onde a artesã Tsukimi Ayano (月見綾乃) enfeitou áreas públicas e prédios vazios com centenas de bonecos de pano forrados com palha, jornal, etc., para combater a solidão, de modo que sua arte ocupa hoje os lugares dos mortos e dos moradores abduzidos pelo êxodo rural. Esses bonecos são mantidos limpos e substituídos quando se deterioram. Quando a quantidade de falsas pessoas superou a população humana na proporção de dez para um, agências de turismo passaram a chamar Nagoro de Kakashi No Sato (かかしの里), a Vila dos Espantalhos.[30]

Bonecos para um vampiro

Na primeira vez em que assisti ao filme Higanjima (彼岸島; Japão, 2010) pensei que Miyabi (雅) fosse um baquemono tsukumogami pois este personagem, interpretado pelo ator e modelo fashion Louis Kurihara (栗原 類), têm uma presença estética bastante diferenciada da dos demais vampiros. O seu nome significa elegância, refinamento ou cortesania, podendo designar um metrossexual, um destruidor de corações. Enfim, ele parece um boneco e foi achado num templo repleto de bonecos. Além do mais, o jogo Ragnarök Online apresenta uma versão da futa-kuchi-onna (二口女) chamada Miyabi Ningyō (雅人形) vivendo num mapa que obviamente inspirou a criação do labirinto que aparece no capítulo 295 do primeiro romance gráfico da outra franquia.

Miyabi (Louis Kurihara) em Higanjima (彼岸島; Japão, 2010).

Porém tudo se explica no capítulo 39 do romance gráfico, com roteiro e desenho de Kōji Matsumoto (松本 光司).[31] Uma mutação genética ocorrida numa família nobre criou os vampiros. Miyabi foi aprisionado num frigorífico. Durante os cinquenta e sete anos em que esteve preso os ilhéus oraram e construíram ao seu redor. Fizeram um altar para oferendas de alimentos e prosseguiram com as benfeitorias até o local virar um templo ornamentado com estantes de bonecos representando vampiros. No exterior erigiram um torii[32], uma escadaria e tudo que um templo tem direito. Enfim, tentou-se de tudo para apaziguar o vampiro exceto deixa-lo escapar do confinamento.  Foi assim até que um turista desinformado e curioso cometeu o erro de abrir a prisão.

Às vezes os seres humanos imaginam que deuses abstratos precisam de olhos e corpos para representação. O mesmo acontece com fantasmas. Em Chihuahua, México, uma loja de roupas chamada La Popular se transformou em atração turística por ostentar a mesma manequim na vitrine desde 25 de março de 1930. Esta manequim com olhos de vidro está sempre vestida de noiva e foi chamada de Pascualita por parecer com Pascuala Esparza, filha da primeira proprietária da loja, que morreu envenenada pela picada duma aranha viúva negra bem no dia do seu casamento.

Desde o início as pessoas espalharam a lenda urbana de que Pascualita observa os clientes da loja e muda de posição à noite. No Japão, a desenhista Naoko Takeucki parodiou uma lenda urbana semelhante: Até 1992 existia uma loja de vestidos de noiva num shopping de Minami Aoyama, que, para chamar atenção, posava uma manequim prestes a pular da janela do terceiro andar. Muitos transeuntes se assustaram pensando ser uma suicida e contaram estórias. Na versão fictícia do quinto ato do romance gráfico Sailor Moon esta noiva manequim[33] foi animada pela yōma (妖魔) do corpo redivivo do avatar dum shitenōu (四天王) controlado por poderes das trevas e pulava da sacada à noite procurando noivos para extrair energia (精力) e, com isso, nutrir o Dark Kingdom[34].

O sepultamento da cultura

Na vida real enquanto milhares de pessoas comparecem ao Darumá kuyō, dispondo peças para consolação e cremação, e bastante gente leva washi ningyō ao festival Hinamatsuri, como deve ser, somente poucas dezenas participam do ningyō kuyō. E mesmo assim a maioria leva washi ningyō, evitando o desapego de bens duráveis e dispendiosos que são o verdadeiro foco desta bonita cerimônia religiosa.

Fica óbvio que japoneses têm dó de entregar qualquer item superior a bichos de pelúcia. Coisas boas são revendidas, pois a maioria entende que o ideal é cremar no templo aquilo que se faz pelo templo e para o templo. Ou então os próprios monges preservam brinquedos seletos para a não-cremação conforme critérios misteriosos.

Se o problema ainda não ficou claro observem o polêmico artesão chinês Ryo Yoshida (吉田 凌) cremando duas bonecas de terracota que ele mesmo esculpiu, numa ilustração da monografia Articulated Doll, Anatomy of the Ball-Jointed Maiden (2007). Tenha em mente que seis bonecas articuladas, em tamanho humano, esculpidas por Ryo Yoshida entre os anos 1986 e 1999 constam na exposição permanente 球体関節人形展・Dolls of Innocence, do Museu Nacional do Japão.[35] Estando o artista vivo e atuante, o valor mínimo para essa categoria de arte gira em torno do equivalente a quatro mil dólares americanos. Então são pelo menos oito mil dólares em obras de arte com qualidade de museu crepitando no fogo. (Pense no Coringa queimando dinheiro).

O que acontece quando monges pedem para cremar uma categoria de bonecos que custa vários salários mínimos? O homem médio obedece ou questiona? Um artista consagrado como Ryo Yoshida pode se dar ao luxo de capitalizar a religião vendendo livro e postais com foto do rito secular, porém os colecionadores guardam itens valiosos mesmo que sejam objetos agourentos. Geralmente, quando solicitado, o colecionador leva qualquer treco dizendo “este é meu boneco”, os monges educadamente fingem que foram enganados e os bonequeiros se divertem desconstruindo o dogma.

A ideia duma dimensão espiritual intrinsecamente relacionada à produção de bonecos aparece ludicamente sugerida nos nomes-fantasia de microempresas sul-coreanas e chinesas, surgidas no século XXI, fabricantes de peças em Resina PU, a exemplo da Loong Soul (龙魂人形社; alma de dragão), Immortality of Soul (imortalidade da alma), Resin Soul (alma de resina), Souldoll (boneca com alma), Angel Studio (fábrica de anjos), Illusion Spirit (espírito ilusório), etc. No catálogo da Souldoll o nome do modelo Kagel vem de kage (影, sombra) e ele existe nas versões humano e vampiro.

O ateliê chinês ★ANother Secret★ produz cabeças para montagem de bonecos e possui uma coleção chamada Hyakki Yakō (百鬼夜行) que leva o nome duma folclórica parada onde uma centena de yōkai percorre as ruas à noite, aterrorizando os humanos.

Esses bonecos orientais de Resina PU destinados ao nicho do hobby específico já não são tão enormes e dispendiosos quanto as peças de terracota e porcelana fria em escala 1/1, mas ainda são maiores que a escala 1/6 adotada perlo padrão ocidental, custando em média de trezentos a setecentos dólares, salvo casos excepcionais.

Por que os bonequeiros do século XXI descontroem e subvertem a religiosidade popular? Quem fabrica peças para consumo em território nacional e internacional são predominantemente mulheres vivendo em países onde a lei e os costumes estabelecem salário diferenciado para o sexo masculino, a fim de assegurar a posição hierárquica do homem como arrimo de família. A existência de artistas de sexo feminino ganhando mais do que o homem médio nas indústrias de publicação de mangás shoujo e josei, nas fábricas de bonecos, etc., quebra todos os tabus. Elas chefiam os seus negócios.

A classe conservadora se mostra hostil às mulheres trabalhadoras e seus iguais, que retribuem com deboche e – no caso das bonequeiras – chegam a utilizar o ônus do folclore como propaganda indireta ao promover produções de horror, como The Doll Master (2004) e Rozen Maiden – Träumend (2005). Afinal, já dizia o velho bordão: “falem mal, mas falem de mim”. Entretanto, não podemos descartar a possibilidade de às vezes estarmos importando objetos feitos por algumas pessoas que sinceramente acreditam na tradição local e tiveram a intenção de nos vender seus receptáculos de programação energética sujeitos ao ganho de vida artificial.

Resumo geral: fluxo e refluxo energético

A queima de artefatos não é uma realidade apagada no ocidente. No Brasil, nos Estados Unidos e noutros lugares onde organizações religiosas cristãs possuem grande influência no ambiente cultural, existe uma ostensiva propaganda de “batalha espiritual” ordenando o exorcismo de pessoas e a queima de determinados objetos passíveis de canalizar a possessão demoníaca (normalmente brinquedos, revistas em quadrinhos, filmes, discos de vinil, camisetas com estampa de banda musical, livros de biologia lecionando sobre os princípios da seleção natural e da ancestralidade comum, etc.).

Isso é diferente do que acontece no oriente porque o cristão queima os objetos proscritos com desdém, em nome Jesus, lutando contra o Diabo, enquanto o zen-budista crema com respeito. O bakemono do folclore nipônico não é um objeto possuído por anjo rebelde. Ele ficou impregnado de energia desprendida por um ou mais humanos e fixou-a como uma espécie de programação, passando então a reproduzi-la e irradiá-la. Ou seja, qualquer objeto pode adquirir o poder de congelar sentimentos havidos à época de seu uso. Por isso quando qualquer coisa absorve um malefício o prejuízo se torna parte da coisa e ela precisa ser destruída, mesmo que seja uma estátua de santo.

A sabedoria oriental aconselha a consolar e cremar, como se morto fosse, quase tudo que vira bakemono porque não é possível transformar tantas coisas em artigos de devoção. Se uma coisa dessas for doada para caridade ou jogada no lixo ela continuará amando e sofrendo, ficará ressentida e retornará ao usuário, podendo expressar desejo de vingança. Depois, em caso de morte do usuário, a herança buscará os herdeiros.

O ser humano exala grandes quantidades de energia durante momentos de angústia, stress, paixão, etc. A energia exalada por um estressado, por exemplo, ficaria impregnada na casa como a poeira que se acumula atrás dos móveis. Isso faria com que os objetos inanimados se transformassem em verdadeiros depósitos de stress. Visitas que sentassem num sofá estressado perderiam a alegria e ficariam estressadas em decorrência da contaminação. Nem o proprietário da coisa conseguiria melhorar e mudar de humor, pois ele continuaria a absorver e exalar o seu próprio baixo astral.

Todos nós conhecemos contos folclóricos sobre imóveis que influenciam novos habitantes porque, no passado, houve ali algum crime violento ou alguém morreu de doença grave, em intensa agonia. Antigos hospícios enlouquecem visitantes. Antigas prisões e cemitérios geralmente são mal assombrados. Museus também. Todavia nem todos as coisas são tão grandes ou carregam experiências tão intensas. A diferença entre uma boneca carregada, uma memorabilia nupcial e uma espada de guerra é que a boneca quer brincar, a memorabilia quer presenciar o amor e a espada quer matar.

Várias narrativas descrevem coisas dotadas de pouca inteligência, emotividade excessiva e inclinação ao cometimento de crimes passionais. Quem descarta algo que foi um dia muito amado deixa a coisa saudosa, indignada, ciumenta e enraivecida.  Um bakemono criado a partir dum objeto superestimado será intensamente passional. Quando um homem vive intensamente a paixão por uma companheira ele está feliz, mas quando o sentimento acaba e a mulher rejeitada demonstra um ciúme doentio, ela o persegue e o faz infeliz. Com bakemono é a mesma situação.

Um objeto dotado de espírito precisa ser consolado em sinal de agradecimento e, depois, diluído em água corrente ou cremado para que descanse em paz após a prestação de serviços. Depois que um item não descartável promove uma cura absorvendo um malefício por osmose, a energia negativa absorvida se torna parte da coisa e o objeto precisa receber limpeza espiritual para não causar um refluxo, um efeito reverso, contaminando o ambiente.

Quem não deseja mudar de atitude ou opinião não precisa cremar o bakemono. Ele é literalmente sua alma gêmea (a menos que esteja possuído por um yōkai). Tem gente que programa cristais para catalisar a energia canalizada pelo Eu superior na intenção de auxiliar a si mesmo a manter o foco no serviço ou num objetivo a ser alcançado. Tudo bem se você se apaixonar por um brinquedo, permanecer com ele durante setenta anos e alguém depositar isto no seu túmulo. Provavelmente vocês serão felizes para sempre. O problema não existirá até que você deixe de ter prazer na interação com algo que passou a lhe causar vergonha e incômodo, que te deixa infeliz e escraviza como um vício. Desse jeito este velho amigo pode paralisar a vida do dono.

Não importa se o folclore alerta sobre a possibilidade de o espírito do vampiro de brinquedo sair do baú à noite para penetrar nos seus sonhos e mordiscar seu pescoço. As vezes a carga mitológica só agrega valor ao item de estimação, assim como histórias de fantasmas incitam a curiosidade sobre prédios históricos. Certa vez, no programa Trato Feito, o proprietário duma estátua de cavalo forjada no velho oeste estadunidense ficou feliz por encontrar nela um furo porque no que diz respeito às antiguidades do velho oeste “buracos de bala sempre deixam a coisa interessante”.

Bibliografia recomendada:

AMBROSIUS, Mario. 球体関節人形展・Dolls of Innocence. Tokyo, Nippon Television Network Corporation, 2004. 152p.

ITO, Eika (伊藤 叡香). Washi ningyō o tsukuru和紙人形を創る」. Japão, MPC (エムピーシー), 01/06/2002. 140p

YOSHIDA, Ryo. Articulated Doll, Anatomy of the Ball-Jointed Maiden.解体人形 吉田良人形作品集」. Japão, Editions Treville, 2007. 152p.

Notas:

[1] O termo bake (化け), “transformando”, é a forma ren’yōkei (連用形), correspondente ao nosso gerúndio, do verbo bakeru (化ける), “transformar” ou “mudar”.

[2] Todos os catálogos virtuais de folclore escritos em idiomas ocidentais classificam o bakemono dentro da categoria ontológica yōkai (妖怪). Porém na série Natsume Yūjinchō (夏目友人) o protagonista explica que existem diferenças entre bakemono e yōkai. “Se você conseguir beber sem se embebedar, você deve ser um bakemono…”.

[3] O animismo é a cosmovisão em que entidades não humanas possuem uma essência espiritual.

[4] WIKTIONARY, verbete 「霊魂」. URL: <https://en.wiktionary.org/wiki/%E9%9C%8A%E9%AD%82>. Acessado em 19/04/2022 14h16.

[5] TRAVI, Mauricio. A misteriosa lenda da boneca japonesa Okiku. Em: DANJOU, publicado em 08/06/2018. URL: <https://www.danjou.com.br/post/2018/06/08/a-misteriosa-lenda-da-boneca-japonesa-okiku>.

[6] NINGYOO – BONECAS. © 2003 Aliança Cultural Brasil Japão de Joinville. Texto salvo do Geocities em outubro de 2009. Acessado em 28/04/2022 às 19h. <URL: http://www.oocities.org/br/japaojoinville/ningyoo.htm>.

[7] ABUMI-GUCHI. Em: Yōkai Wiki. Acessado em 14/05/2022. URL: <https://yokai.fandom.com/wiki/Abumi-Guchi>.

[8] TEZUKA, Osamu. 無残帖Cruel. Em: TEZUKA, Osamu. Dororo: Volume 2. São Paulo, New Pop, 2011, p 07.

[9] Talvez não seja inútil mencionar o MMORPG coreano Ragnarök Online onde os avatares do jogador combatem cavalos pegando fogo chamados “pesadelos sombrios”.

[10] DORORO WIKI, verbete Dororo no Uta. URL: <https://dororo.fandom.com/wiki/Dororo_no_Uta#English>. Acessado em 18/04/2022 16h02.

[11] TUZI. Tsukumogami: yōkai de objetos antigos. Publicado na Radio Hero em 18/03/2021, 01h23. URL: <https://radiojhero.com/tsukinousagi/2021/03/tsukumogami-yokai-de-objetos-antigos/>.

[12] PAN. O que são os Tsukumogami: Os Objetos Possuídos. Publicado no blog Suco de Manga em 31/10/2021. URL: <https://sucodemanga.com.br/saiba-o-que-sao-os-tsukumogami-os-objetos-possuidos/>.

[13] TUZI. Tsukumogami: yōkai de objetos antigos. Publicado na Radio Hero em 18/03/2021, 01h23. URL: <https://radiojhero.com/tsukinousagi/2021/03/tsukumogami-yokai-de-objetos-antigos/>.

[14] TSUKUMO-GAMI: OS ESPÍRITOS ZOMBETEIROS DE ANTIGOS ARTEFATOS JAPONESES. Publicado em Caçadores De Lendas, 06/2013. URL: <https://cacadoresdelendas.com.br/japao/tsukumo-gami-espirito-de-artefato/>.

[15] DAVE, Ronin. Japanese Doll Memorial with Geisha in Kyoto – Ningyo Kuyo 人形供養. Publicado no canal do autor no Youtube em 16/10/2015. URL: <https://www.youtube.com/watch?v=JwiDg7mMU5Q>.

[16] A MAGIA DAS BONECAS. Em: Super Interessante. Publicado em 31/07/1992, 22h00. Atualizado em 31/10/2016. URL: <Leia mais em: https://super.abril.com.br/historia/a-magia-das-bonecas/>.

[17] WIKIPEDIA, verbete Tsukumogami. URL: <https://en.wikipedia.org/wiki/Tsukumogami>. Acessado em 27/04/2022 17h06.

[18] PAN. O que são os Tsukumogami: Os Objetos Possuídos. Publicado no blog Suco de Manga em 31/10/2021. URL: <https://sucodemanga.com.br/saiba-o-que-sao-os-tsukumogami-os-objetos-possuidos/>.

[19] ITO, Eika (伊藤 叡香). Washi ningyō o tsukuru和紙人形を創る」. Japão, MPC (エムピーシー), 01/06/2002, p 30-31.

[20] Tsundoku (積ん読) é o hábito de comprar livros e deixá-los de lado sem ler.

[21] RIBEIRO, Aline. Guia Conhecer Fantástico Extra: Samurai & Ninja. São Paulo, OnLine, 2015, p 31.

[22] TUZI. Tsukumogami: yōkai de objetos antigos. Publicado em Rádio Hero, em 18/03/2021, 01h23. URL: <https://radiojhero.com/tsukinousagi/2021/03/tsukumogami-yokai-de-objetos-antigos/>.

[23] Um Kasa Obake (傘お化け) é também chamado Karakasa Obake (唐傘お化け) ou Karakasa Kozo (唐傘小僧).

[24] GORDON, Cesar. Economia selvagem: Ritual e mercadoria entre os índios Xikrin – Mebêngôkre. São Paulo SciELO – Editora UNESP, 2006, p 356-357.

[25] TSUKUMO-GAMI: OS ESPÍRITOS ZOMBETEIROS DE ANTIGOS ARTEFATOS JAPONESES. Publicado em Caçadores De Lendas, 06/2013. URL: <https://cacadoresdelendas.com.br/japao/tsukumo-gami-espirito-de-artefato/>.

[26] SHIRAISHI, Yuta (白石雄太). Kumamoto no kyōdo omocha “obakenokinta” (熊本の郷土玩具「おばけの金太」). Publicado em Story Nakagawa, 27/08/2019. URL: <https://story.nakagawa-masashichi.jp/104515>.

[27] OBAKE NO KINTA お化けの金太 KINTA THE GHOST. Publicado na Daruma Pedia, em 26/05/2015. URL: <https://darumapedianews.blogspot.com/2015/05/mingei-kyushu-obake-no-kinta.html>.

[28] NISISHIMA, Leandro. A surpreendente história do boneco Daruma. Em: GO! GO! NIHON, 12/01/2022. URL: <https://gogonihon.com/pt/blog/boneco-daruma/>

[29] ANIME REVIEW: DANTALIAN NO SHOKA – 6. Publicado no blog Population GO, no Tumblr, em 24/08/2011. URL: <https://populationgo.tumblr.com/post/9338032459/anime-review-dantalian-no-shoka-6>.

[30] CONHEÇA NAGORO, A VILA JAPONESA ONDE BONECOS SUBSTITUEM OS MORTOS. Publicado no portal de notícias Mega Curioso. Acessado em 18/05/2022. URL: <https://www.megacurioso.com.br/artes-cultura/114824-conheca-nagoro-a-vila-japonesa-onde-bonecos-substituem-os-mortos.htm>.

[31] Higanjima (彼岸島) foi originalmente publicada na antologia de quadrinhos Shukkan Young Magazine (週刊ヤングマガジン), pela editora Kōdansha (講談社), desde 04/04/2003 até 06/12/2010.

[32] Um torii (鳥居) é um portão tradicional japonês encontrado na entrada ou dentro de um santuário xintoísta, onde simbolicamente marca a transição do mundano para o sagrado.

[33] NAVOK, Jay e RUDRANATH, Sushil K. Warriors of Legend: Reflections of Japan in Sailor Moon. South Carolina, BookSurge, 2006, p 51

[34] TAKEUCHI, Naoko. コードネームはセーラーV— 1. Japão, Kodansha Comics, 1993, ato 5, p 172-173.

[35] AMBROSIUS, Mario. 球体関節人形展・Dolls of Innocence. Tokyo, Nippon Television Network Corporation, 2004, p 66-71.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/almas-vintage/

10 casos relevantes para o estudo da ufologia

Muita gente acredita em discos voadores. Mas também tem muita gente que não acredita. Claro que nem tudo que parece ser disco voador, realmente é. Mas é inegável que tem certos casos onde é muito mais improvável a hipótese cética do que admitir que ufos voam por aí. Muita gente me pergunta: Ah, mas o que faria um ET sair lá da PQP pra vir aqui na Terra? Só olhar? E por que eles não entram logo em contato. Pra essa pergunta, existem dezenas de respostas que vão da mais simples à s conjecturas mais complicadas, envolvendo antropologia, sociologia, política, etc.

Mas a resposta que eu mais gosto é a que estabelece um paralelo com nosso mundo.

“É legal ir ao jardim zoológico para olhar os animais, e nem por isso tentamos falar com o hipopótamo.”

Como é praticamente impossível provar a existência dos ufos de uma maneira completamente irrefutável, dada a inconstância e erraticidade do fenômeno, a solução é continuar catalogando as ocorrências e tentando documentá-las da maneira que for possível para um cruzamento de informações e estabelecimentos de hipóteses.

São eles:

  1. A noite Oficial dos Ufos
  2. Vôo 169 da VASP
  3. Caso Villas Boas
  4. Operação Prato
  5. Caso Saliut 6 – contato no espaço
  6. Caso Baependi
  7. Caso Travis Walton
  8. Caso Thomas Mantell
  9. Caso Westendorff
  10. Caso Crixás

Vamos ver um por um…

A noite oficial dos UFOS

 

Este caso foi escolhido para encabeçar a minha lista porque: Até hoje não conseguiram explicação melhor que discos voadores. ( e olha que tentaram apaixonadamente imaginar soluções malucas)

Está registrado fartamente. Os militares registraram tudo em video. Os ufos foram detectados e registrados em mais de 50 radares. O ministro em pessoa assumiu a existência dos ufos na Tv.

Em 19 de maio de 1986 nada menos que 23 UFOS invadiram o espaço aéreo nacional. Isso tumultuou e interrompeu o tráfego aéreo em alguns lugares do país. Os ufos ficaram registrados em várias estações de radares das regiões sobrevoadas e até o Cindacta, em Brasília (DF) – captou os objetos. Diante da gravidade da situação, por ordem expressa a aeronáutica, três caças Mirage e dois caças F-5E decolaram para interceptar aqueles UFOs. O que se seguiu nos céus do Brasil era digno dos momentos finais do filme Independence Day:

Os UFOs saltaram de 250 km/h para algo em torno de 1.500 km/h em menos de um segundo. em alguns momentos os ufos chegaram a fazer curvas de 90 graus a 3600 km/h Eles também mudavam constantemente de cor e de trajetória – faziam curvas em ângulos retos, sem reduzir a velocidade. Eram extremamanete manobráveis. Eles subiam, desciam, sumiam instantaneamente do radar e apareciam em outro lugar. O caça F-5E, chegou a ser seguido por 13 UFOs. Para escapar ele tentou uma manobra evasiva padrão e fez um “looping”, mas para a surpresa do piloto do caça, os ufos entraram com ele no looping, frustrando a intenção do piloto com a manobra.

Um dos objetos veio em alta velocidade e, repentinamente, parou, de forma que ficou em rota de colisão eminente com um dos aviões e deixando o piloto completamente apavorado. Mas, logo em seguida, o artefato disparou em alta velocidade, saindo da rota de colisão iminente.
Os ufos eram muito brilhantes e tinham o tamanhs variados um deles pelos registros do radar do caça tinha a dimensão de um avião jumbo. Haviam também outros menores, com 8 e 10 metros.
Os ufos foram perseguidos até que o combustível dos jatos chegou no limite e eles tiveram que voltar para a base aérea.
Os ufos voaram segundo os registros, por cerca de 8 horas.
A situação era tão esdrúxula que obrigou o próprio Ministro da Aeronáutica na época, o então Brigadeiro Otávio Júlio Moreira Lima, a se pronunciar na imprensa, organizando inclusive uma coletiva onde os próprios pilotos ficaram disponíveis para dar entrevistas. Um fato histórico para a Ufologia brasileira: pela primeira vez, oficialmente, era admitido publicamente que vários UFOs invadiram o espaço aéreo do Brasil.
Chegou-se a levantar a hipótese de ser um engano e até idiotices foram ditas, como os pilotos terem perseguido reflexos e até mesmo o planeta Vênus. É bom lembrar que os objetos ficaram registrados em diferentes radares, totalizando mais de 50 radares. Sobretudo nos radares internos dos Caças. E que os pilotos são treinados. Além disso o tempo estava bom e limpo. Sem nuvens. E planetas e reflexos não aparecem em radar.
Levantou-se a hipótese de falhas nos instrumentos. Porém considerando que mais de 50 radares registraram a mesma coisa, então uma falha dessas proporções é algo ainda mais bizarro que ufos voando pelo céu.

Vôo 169 da VASP

Este é um outro caso documentado e registrado oficialmente. Está aqui não só por ser bem legal mas pelo fato número de testemunhas oculares que produziu. (mais de 150 pessoas.)

Na madrugada do dia 8 de fevereiro de 1982, quando os passageiros e a tripulação de um Boeing 727/200 da VASP tiveram a chance de observar um OVNI por mais de uma hora, num vôo de Fortaleza para São Paulo, com escala na cidade do Rio de Janeiro. No total, aproximadamente 150 pessoas participaram da experiência.

Segundo o piloto, Gerson Maciel de Britto, o vôo teve início com a decolagem por volta das 2 horas da madrugada, da cidade de Fortaleza. O céu estava limpo, apresentando visibilidade total, condições que seriam mantidas durante toda a rota. Cerca de uma hora depois da decolagem, quando sobrevoavam a cidade de Petrolina, já no Estado de Pernambuco, o comandante percebe então pela primeira vez a presença de um objeto luminoso à esquerda do avião, semelhante inicialmente aos faróis de um outro avião. A partir daquele momento Britto passa a monitorar com atenção o OVNI, para verificar a trajetória que o objeto seguiria em relação à rota de seu avião, pensando na segurança do vôo que comandava. Neste momento, o avião estava justamente sobre a região onde temos um entroncamento de aerovias, relacionado ao tráfego aéreo proveniente da Europa. Naquele momento o comandante do vôo ainda pensava na possibilidade do envolvimento de um outro avião comercial.

Com o passar dos minutos, Britto percebeu que aquela fonte luminosa mantinha a mesma distância de seu Boeing, com uma trajetória paralela, sem se aproximar. Em seguida, percebe então já uma mutação de cor no objeto, como se ele estivesse girando em torno de si, ionizando gases de nossa atmosfera, apresentando uma coloração alternadamente avermelhada, cor de abóbora e azulada. Em seguida o comandante do vôo entra em contato com a jurisdição de tráfego aéreo de Recife, para saber se existia algum tráfego especial da Força Aérea Brasileira na região, já que não havia sido informado previamente, como é normal quando do início do vôo de qualquer vôo comercial, que pudesse explicar o que ele e os demais tripulantes estavam observando. Em resposta, “Recife” comunica – através do rádio – que desconhecia qualquer vôo militar na área, e que não tinham também informações sobre qualquer outro tráfego comercial naquele momento na região.

A partir da confirmação que não se tratava de um tráfego aéreo convencional o comandante Britto passa a observar ainda com mais atenção o objeto, já definido de maneira definitiva com um OVNI, mantendo seu avião na rota normal, já que o objeto não identificado não apresentava qualquer risco para o vôo, mantendo-se a uma distância segura, apresentando uma velocidade próxima à mantida pelo próprio Boeing, que voava a um pouco mais de 900km/h. Depois de vários minutos acompanhando o avião, o OVNI começou a apresentar deslocamentos surpreendentes. Segundo Britto, em frações de segundo o aparelho se deslocava dezenas de milhas, se posicionando bem mais à frente do avião, para depois retroceder à posição anterior, demonstrando um potencial tecnológico muito além da nossa compreensão. Estas variações de velocidade e posição ocorreram várias vezes, e foram observadas tanto visualmente como através do radar de bordo. Quando o vôo chegou à jurisdição do CINDACTA Brasília (Centro Integrado de Defesa Aeroespacial e Controle de Tráfego Aéreo), Britto entrou em contato com o mesmo, reportando todos os detalhes sobre o que estava acontecendo. Para sua surpresa, o centro de controle informou que não estava detectando nenhum eco-radar na região.

O comandante do vôo solicitou então, a seguir, sabendo que podiam existir outros aviões no mesmo setor, que os controladores do órgão indagassem se outras tripulações estavam observando o mesmo fenômeno. O CINDACTA entrou então em contato com um jumbo da Aerolíneas Argentinas, e o comandante do avião confirmou que estava também observando o fenômeno. Em seguida a tripulação de um vôo da Transbrasil, de Brasília para o Rio de Janeiro, confirmou que estava já observando as evoluções do objeto durante muito tempo, descrevendo os deslocamentos impressionantes que o OVNI realizava. O CINDACTA continuava sem dar nenhuma instrução de alteração de rota para o vôo 169. Diante desta situação o comandante Britto continuava a manter a mesma proa, nível e velocidade, mantendo a observação constante do aparelho não-identificado.

Quando o vôo já estava nas proximidades da cidade de Belo Horizonte, aquele objeto – que mantinha desde o início uma distância razoável do Boeing – começou a se aproximar de maneira definitiva, e o CINDACTA entrou em contato finalmente com a tripulação reportando que estavam detectando um eco-radar na posição nove horas, ou seja, bem à esquerda, a uma distância de 8 milhas náuticas. (detalhe: O CINDACTA estava registrando o ufo o tempo todo e deram a “desculpa padrão” até quando a coisa pareceu que “ia ficar feia”. Este comportamento é assim até hoje, como pessoalmente me confirmou um controlador aéreo)

O comandante Britto estranhou o comportamento do CINDACTA, pois só quando começou a se materializar uma situação de conflito de tráfego aéreo os operadores do órgão resolveram assumir que o OVNI estava realmente em suas telas. O foco luminoso cada vez ficava maior com sua aproximação do Boeing. Segundo Britto, ele já conseguia observava uma estrutura discoidal em meio àquela intensa luminosidade, com o tamanho equivalente a dois aviões jumbos juntos.

A partir deste momento, o comandante do vôo – já entendendo que se tratava realmente de uma nave extraterrena que, de alguma forma, estava tentando entrar em contato – deixou o seu lado mais humano surgir, mentalizando uma mensagem de boas-vindas aos tripulantes do objeto, e em seguida teve a idéia de convocar o restante da tripulação – já que até aquele momento apenas a tripulação da cabine vinha acompanhando o fenômeno – e os próprios passageiros para partilharem aqueles momentos especiais. O avião foi inundado por uma luminosidade intensa de coloração azulada, e os passageiros, de maneira tranqüila e ordeira, foram se revezando nas janelas do lado esquerdo para observarem o fenômeno. Com exceção de Don Ivo Lonchaider e um outro religioso que o acompanhava, que não desejaram observar o OVNI (temendo provavelmente serem transformados em testemunhas), todos os outros passageiros tiveram a oportunidade de observar o fenômeno, que continuou a manter aquela distância de 16 milhas até o início do procedimento de descida, quando o avião já estava próximo da cidade de Barra do Piraí, no interior do estado do Rio de Janeiro.

Britto pôde observar ainda, quando já sobrevoava as serras nas proximidades do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o OVNI por trás de uma formação nevoenta que existia sobre a região. Com a chegada do avião ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, os passageiros que desceram começaram a divulgar o ocorrido, e a mesma coisa aconteceu pouco tempo depois já em São Paulo, chamando a atenção do plantão de imprensa no local. Ao terminar o histórico vôo, Britto recolheu-se às dependências da VASP, ainda no Aeroporto, com a finalidade de elaborar o relatório sobre o vôo para o departamento de operações da empresa, como é de praxe.

Em seguida foi informado por um dos diretores do departamento que havia já uma multidão de repórteres de jornais, revistas, rádios e televisões, tentando – via o serviço de imprensa da companhia – entrevistas com o comandante do vôo, que desejavam saber todos os detalhes do encontro com o OVNI. O comandante Gerson Maciel de Britto, depois de ser liberado pela própria empresa para falar abertamente sobre o incidente, levou sete hora e meia atendendo aos jornalistas. Em poucas horas a história era apresentada para o Brasil de norte ao sul. Como costuma acontecer em casos ufológicos de repercussão, surgiram, com o passar dos dias, as mais absurdas explicações visando desqualificar a realidade da presença de uma nave extraterrestre. ( como sempre com as mais estrambúlicas possibilidades. De balões meteorológicos ao já manjado planeta Vênus)

Caso Villas Boas – O cara que transou com a ET

Este caso está aqui por razões óbvias. É um incrível relato de abdução de cunho genético. Escolhi este caso por ser um dos mais legais e emblemáticos casos de abdução ufológica no país.

Em 1957 o então jovem Antônio Villas Boas estava arando a terra num trator. Era o turno noturno e Antônio trabalhava duro na fazenda, localizada em São Francisco de Salles, em Minas Gerais quando notou que havia uma estrela com brilho incrívelmente intenso no céu.

Antes disso porém, Villas boas já tinah estado às voltas com estranhas luzes potentes por duas vezes. A primeira foi quando abriu a janela do quarto em função do calor e viu uma etsranha luz voar para próximo da janela. A tal luz foi testemunhada pelo irmão de Antônio, e deu a volta na casa, iluminando -a através das frestas do telhado.
A segunda ocorrência se deu quando ele e o irmão aravam a terra e a luz surgiu muito forte no céu. Antônio correu para a direção da luz, e o ufo pareceu fugir indo para outra direção e estacionando. Ficou parado por um tempo emitindo flashes e depois deslocou-se para o alto tão rapidamente que pareceu apagar.

Mas naquela fatídica noite, Antônio Villas Boas estava sozinho arando a terra. Por volta da uma hora da madrugada, Villas Boas viu uma estrela vermelha. No entanto, logo percebeu que não se tratava de uma simples estrela, pois aumentava progressivamente de tamanho e parecia se aproximar velozmente dele. Dentro de alguns poucos instantes, a estrela se revelou um objeto brilhante, com o formato de um ovo, que se dirigia na direção de Villas Boas com uma velocidade incrível. Sua aproximação era tão veloz que já estava sobre o trator antes de Villas Boas ter qualquer reação. De repente, o objeto parou a uma altura estimada pelo protagonista como em torno de uns 50 metros, e bem acima de sua cabeça. O trator e o campo ficaram iluminados como se fosse de dia. Essa situação durou uns dois minutos e Villas Boas, hesitante e sem saber o que fazer, ficou paralisado.

Finalmente, a luz tornou a se deslocar e parou a uns 10 a 15 metros à frente de seu trator, para então pousar no solo lentamente. Nesse momento já era possível distinguir nitidamente os contornos da máquina: era parecida com um ovo alongado, apresentando três picos, um no meio e um de cada lado. Os picos eram metálicos, de ponta fina e base larga. Villas Boas não pôde distinguir sua cor por causa da forte luz vermelha que o objeto emitia. Em cima havia algo girando a alta velocidade que, por sua vez, emitia uma luz vermelha fluorescente.

De repente, a parte debaixo do objeto se abriu e deles saíram três suportes metálicos… e isso aterrorizou Villas Boas, que previa que algo iminente iria acontecer com ele. Não disposto a esperar para ver do que se tratava, Villas Boas pôs o pé no acelerador, desviou-o do objeto voador e tentou escapar. Porém, após avançar alguns metros, o motor parou e os faróis se apagaram. Aterrorizado, ele tentou dar a partida, mas o motor não pegou mais. Em vista disso, Villas Boas pulou do trator, que estava atrás do objeto, e correu desesperadamente. Mas um minúsculo ser estranho, que mal chegava a altura dos seus ombros, pegou em seu braço. Chocado, Villas Boas aplicou-lhe um golpe que o fez perder o equilíbrio, largar o seu braço e cair para trás. Novamente, tentou correr quando, instantaneamente, três outros seres pegaram-me por trás e pelos lados, segurando seus braços e pernas. Villas Boas perdeu o equilíbrio, caindo no chão, e acabou ficando totalmente dominado pelas criaturas.

Os seres o levantaram do solo, sem que ele pudesse esboçar sequer o menor gesto. Tomado pelo mais completo desespero, Villas Boas tentou se livrar das criaturas, mas os seres o seguravam firme e não deixaram-no escapar.

Neste momento, Villas Boas gritou por socorro e xingou as criaturas exigindo que soltassem-no, mas nada adiantou. As criaturas o levaram então para sua nave que estava pousada sobre suportes metálicos. Na parte traseira do objeto voador havia uma porta, que se abria de cima para baixo, e assim servia de rampa. Na sua ponta havia uma escada de metal, do mesmo metal prateado das paredes da máquina, e que descia até o solo. Os seres estavam com a situação completamente dominada e só tiveram dificuldade em fazer Villas Boas subir pela escada, que só dava para duas pessoas, uma ao lado da outra, e não era firme, mas móvel, balançando fortemente a cada uma das tentativas de Villas Boas se livrar dos seus raptores. De cada lado havia um corrimão, com a espessura de um cabo de vassoura, no qual Villas Boas agarrou para não ser levado para cima – o que fez com que as criaturas tivessem de parar, a fim de desprender a força as suas mãos do corrimão.

Por fim, os seres conseguiram arrancar as mãos de Villas Boas do corrimão e leva-lo para o interior da nave. Logo em seguida, deixaram Villas Boas em um pequeno recinto quadrado. A luz brilhante do teto metálico refletia-se nas paredes de metal polido. Ela era emitida por numerosas lâmpadas quadradas, embutidas debaixo do teto, ao redor da sala. Logo em seguida, a porta de entrada, junto com a escada recolhida, levantou-se e se fechou. O que impressionou Villas Boas é que, uma vez a porta fechada, ela se integrava à parede de tal forma que era impossível percebê-la. Um dos cinco seres presentes apontou com a mão para uma porta aberta e fez Villas Boas compreender que deveria segui-lo para aquele recinto. Cansado, estressado e vendo que não tinha qualquer outra alternativa, Villas Boas obedeceu a criatura. Dentro desse recinto, os únicos móveis existentes eram uma mesa de desenho estranho e várias cadeiras giratórias parecidas com as nossas cadeiras de balcão de bar. Todos os objetos eram de metal. A mesa e as cadeiras tinham um só pé no centro.

Os seres continuavam segurando firmemente Villas Boas e pareciam conversar entre si numa linguagem completamente estranha e incompreensível – pareciam estar discutindo. Quando finalmente deu a entender que as criaturas tinham chegado a uma decisão, os cinco pararam de falar entre si e começaram a tirar as roupas de Villas Boas. Claro que Villas Boas não gostou nada da idéia de ficar nu. Imediatamente ele reagiu e começou a tentar se defender de todas as formas, inclusive debatendo-se, gritando e xingando os seres. Não adiantou: Villas Boas ficou completamente nu. Uma das criaturas se aproxima de Villas Boas segurando algo que parecia ser uma espécie de esponja, com a qual passou um líquido em todo o seu corpo. Era uma esponja bem macia e o líquido era bem claro e inodoro, porém mais viscoso do que a água. Num primeiro momento, Villas Boas pensou que fosse um óleo, mas chegou a conclusão que não era porque a sua pele não ficou oleosa, nem gordurosa. Quando passaram aquele líquido no corpo de Villas Boas, ele sentiu um frio intenso, e tremeu muito. No entanto, logo o líquido secou e Villas Boas já não sentia mais nada.

Então, três das criaturas levaram Villas Boas para uma porta que fica do lado oposto daquela pela qual eles haviam entrado no interior da nave. Um deles tocou em algo bem no centro da porta que, em seguida, se abriu para os dois lados, como uma porta de encaixar de bar feita de uma só folha, do piso ao teto. Em cima, havia uma espécie de inscrição com letreiros luminosos de cor vermelha. Os efeitos da luz deixaram aqueles letreiros salientes, destacados da porta em um ou dois centímetros. Eram totalmente diferentes de quaisquer dos símbolos ou caracteres conhecidos. Villas Boas tentou gravá-los em sua memória, mas não conseguiu.

Em companhia de dois seres, Antônio Villas Boas ingressou em uma pequena sala quadrada, iluminada como os demais recintos, e a porta se fechou atrás deles. De repente, a parede tornou a se abrir e pela porta entraram mais dois seres. As criaturas levavam nas mãos dois tubos de borracha vermelha, bastante grossos, cada um medindo mais de um metro. Uma das pontas do tubo estava ligada a um recipiente de vidro em forma de taça. Na outra ponta havia uma peça de embocadura, parecida com uma ventosa, que colocaram sobre a pele de Villas Boas, debaixo de seu queixo. O ser comprimiu o tubo de borracha fortemente com a mão, como se dele quisesse expelir todo o ar. Logo no início, Villas Boas não sentiu dores nem comichão, mas notou apenas que sua pele estava sendo sugada. Em seguida, Villas Boas sentiu uma ardência e teve vontade de coçar no local. Neste momento a taça se encheu lentamente de sangue até a metade. Logo em seguida, retiraram o tubo de borracha e substituíram-no por outro. Villas Boas sofre nova sangria, só que dessa vez no outro lado do queixo. Nesta segunda sangria as criaturas encheram a taça de sangue. Depois essa operação, os seres se retiraram do recinto e deixaram Villas Boas sozinho.

Por mais de meia hora, Antônio Villas Boas ficou a sós na sala. Na sala não existiam móveis, exceto uma espécie de cama sem cabeceira nem moldura. Como estava se sentido cansado, Villas Boas sentou-se naquela cama. No mesmo instante, começou a sentir um odor forte, estranho e que lhe causou náuseas. Villas Boas teve a impressão de estar inalando uma fumaça grossa, cortante, que o deixou quase asfixiado. Talvez fosse isso mesmo que estivesse acontecendo, pois quando examinou a parede da sala com mais atenção, notou uma quantidade de pequenos tubos metálicos embutidos na parede, à altura da sua cabeça. Semelhantes a um chuveiro, os tubos apresentavam múltiplos furinhos, pelos quais saia uma fumaça cinzenta, que se dissolveu no ar. Villas Boas estava preso na sala e as criaturas estavam aplicando um gás lá. Sentido-se bastante mal e com ânsia de vômito, Villas Boas foi para um canto da sala e acabou vomitando. Em seguida, pôde respirar sem dificuldades, porém continuava a se sentir mal com aquele cheiro.

Até aquele momento, Antônio Villas Boas não fazia a menor idéia de como era a aparência dos seres que haviam raptado-lhe. Os cinco usavam macacões bem colantes, de um tecido grosso, cinzento, muito macio e colado com tiras pretas. Cobrindo a cabeça e o pescoço, usavam um capacete de mesma cor, mas de material mais consistente, reforçado atrás, com estreitas tiras de metal. Esse capacete cobria toda a cabeça deixando à mostra somente os olhos que Villas Boas pôde distinguir através de algo parecido com um par de óculos redondos. Acima dos olhos, o capacete tinha duas vezes a altura de uma testa normal.

A partir do meio da cabeça, descendo pelas costas e entrando no macacão, à altura das costelas, Villas Boas notou três tubos redondos de prata, dos quais não soube dizer se eram de borracha ou metal. O tubo central descia pela coluna vertebral. Na esquerda e na direita desciam os dois outros tubos, que iam até uns 10 centímetros abaixo das axilas. As mangas do macacão eram estreitas e compridas. Os punhos continuavam em luvas grossas, de cinco dedos e com a mesma cor. Nenhum dos macacões tinham bolsos ou botões. As calças eram compridas e colantes e continuavam numa espécie de bota. Todavia, a sola dos sapatos deles era de quatro a sete centímetros de espessura. Era bem diferente dos nossos sapatos. Nas pontas, os sapatos eram levemente encurvados para cima.

Depois de um longo tempo que Villas Boas não soube precisar, começou um ruído na direção da porta. Villas Boas virou-se naquela direção e deparou-se com uma moça aproximando-se lentamente. Estava totalmente nua e descalça. Seus cabelos eram macios e louros, quase cor de platina – como que esbranquiçados – e lhe caíam na nuca, com as pontas viradas para dentro. Usava o cabelo repartido ao meio e tinha grandes olhos azuis amendoados. Seu nariz era reto. Os ossos da face, muitos altos, conferiam às suas feições uma aparência heterogênea, deixando o rosto bem largo e com o queixo pontudo, que ficava quase triangular. Tinha os lábios finos, pouco marcados, e suas orelhas eram exatamente como a de nossas mulheres comuns. Segundo Villas Boas, ela tinha um corpo lindo e com os seios bem formados. Sua cintura era fina. Os seus quadris eram largos, as coxas compridas, os pés pequenos, as mãos finas e as unhas normais. Ela era de estatura bem baixa – mal chegava nos ombros de Villas Boas.

Essa criatura se aproximou de Villas Boas, em silêncio, e fitou-lhe com seus olhos grandes – não deixando dúvidas para com suas intenções. De repente, ela abraçou Villas Boas e começou a esfregar seu rosto e corpo contra o dele. A porta tornou a se fechar e Villas Boas ficou a sós com aquela criatura. Considerando a situação em que se encontrava, isso parece um tanto improvável… mas Villas Boas acredita que a excitação pode ter sido resultado do líquido que passaram por todo o seu corpo. De qualquer forma, Villas Boas não conseguiu mais refrear seu apetite sexual e acabaram tendo várias relações sexuais. Depois, a criatura ficou cansada e começou a respirar ofegantemente. Segundo Villas Boas, ele ainda estava excitadíssimo – o que demonstra que não era um estado de excitação sexual comum e natural. Antônio até tentou transar mais, mas ela recusou continuar com o sexo. No momento da recusa, Villas Boas percebeu que queriam ele apenas como um reprodutor para algum tipo de experiência. Apesar disso, segundo seu próprio depoimento, ele tomou o cuidado para não deixar que percebessem a sua irritação. Afinal, ele se encontrava nu, num lugar estranho, com seres estranhos, completamente sem chance de fuga e, sendo assim, não seria muito prudente e inteligente demonstrar qualquer tipo de hostilidade.

Pouco depois de seus corpos terem se separado, a porta se abriu e um dos seres chamou a moça com gestos. Antes de sair da sala, ela virou-se para Antônio Villas Boas e apontou primeiro para sua barriga, depois, com uma espécie de sorriso, para o próprio Villas Boas e, por último, para o alto – como se quisesse dizer que Villas Boas iria ser pai de uma criança que iria viver no espaço.

Logo em seguida, um dos seres voltou com as roupas de Villas Boas e ele, por sua vez, se vestiu. Segundo Villas Boas, as criaturas lhe devolveram tudo, menos um isqueiro que tinha em um dos bolsos (apesar de cogitar a possibilidade de que ele possa ter caído no chão no momento da luta na hora que estavam capturando-no). Quando Villas Boas terminou de se vestir, os seres o levaram de volta para o mesmo recinto que estava antes de ter entrado naquela sala.

Chegando lá, três dos tripulantes estavam sentados nas cadeiras giratórias, grunhindo um para o outro. Aquele que veio buscar Villas Boas juntou-se a eles e deixaram-no sozinho. Enquanto eles “falavam entre si”, Villas Boas tentou gravar na memória todos os detalhes ao seu redor e observava minuciosamente tudo. Assim, reparou que dentro de uma caixa com tampa de vidro que estava sobre uma mesa havia um disco parecido com um mostrador de relógio: havia um ponteiro e, no lugar dos números 3, 6 e 9, uma marcação negra. No lugar em que normalmente está o número 12, havia quatro pequenos símbolos negros, um do lado do outro.

Naquele momento, já bem mais calmo, Antônio Villas Boas teve a idéia de pegar aquela coisa e levá-la consigo – a título de ter uma prova concreta de sua inacreditável aventura de abdução. Imaginando que se os seres percebessem seu interesse por aquele objeto e talvez acabassem presenteando-lhe com o mesmo, tratou de se aproximar dele, aos poucos e, quando os seres não olhavam, puxou-o da mesa com as duas mãos. Villas Boas estimou que aquele objeto pesava, pelo menos, uns dois quilos. Porém, as criaturas não deram tempo para que Villas Boas olhasse o objeto de mais perto pois, com a rapidez, um dos seres acabou empurrando Villas Boas para o lado, tirou a caixa de suas mãos e, aparentemente furioso, tornou a colocá-la no lugar. Intimidado com a ação do alienígena, Villas Boas recuou até a parede mais próxima e ficou parado lá, imóvel.

Enfim, depois de vários minutos, uma das criaturas se levantou e fez um sinal para que Villas Boas o seguisse. Assim, atravessaram a pequena ante-sala, até a porta de entrada, já aberta e com a escada descida. No entanto, ainda não desceram, mas o ser fez Villas Boas compreender que devia acompanha-lo até a rampa que havia em ambos os lados da porta. Ela era estreita, mas permitiu dar uma volta completa ao redor da nave. Primeiro foram para frente e lá Villas Boas viu uma protuberância metálica sobressaindo da nave. Na parte oposta havia essa mesma protuberância.

O ser também apontou para os picos de metal na parte frontal. Os três estavam firmemente ligados à nave. O protuberância do meio estava ligada diretamente com a parte dianteira. As três esporas tinham a mesma forma, base larga, diminuindo para uma ponta fina e sobressaindo horizontalmente. Elas brilhavam como metal incandescente, mas não irradiavam nenhum calor. Um pouco acima da esporas metálicas havia luzes vermelhas, sendo duas laterais, que eram pequenas e redondas, e uma na da parte dianteira de grande tamanho. Eram os possantes faróis. Acima da rampa, ao redor da nave, estavam dispostas inúmeras lâmpadas quadradas, embutidas no casco. Seu brilho vermelho refletia na rampa, a qual, por sua vez, terminava em uma grande placa de vidro grosso, que entrava fundo no revestimento de metal. Como não existiam janelas em parte alguma, Villas Boas julgou que aquela vidraça serviria para olhar para fora, mesmo que não fornecesse uma boa visão pois, visto de fora, o vidro parecia bastante turvo.

Após a vistoria da parte frontal da máquina, o ser levou Villas Boas para a parte traseira (que apresentava uma curvatura bem mais pronunciada do que a da dianteira) mas, antes disso, pararam mais uma vez, quando a criatura apontou para cima, onde estava girando a imensa cúpula em forma de prato. Ao girar lentamente, mergulhava numa luz esverdeada, cuja fonte não era possível detectar. Simultaneamente, emitia um som parecido com assobio. Quando, mais tarde, a máquina decolou, as rotações da cúpula aceleraram progressivamente, até desaparecer por completo, e, em seu lugar, permanecer apenas um brilho de luz vermelho-clara. Ao mesmo tempo, o ruído cresceu para um estrondoso uivo. Depois de ter mostrado toda a parte externa da nave para Villas Boas, o ser o levou para a escada metálica e deu a entender que ele estava livre para ir embora. Ele apontou primeiro para si próprio, depois para Villas Boas e, finalmente, para o quadrante sul no céu. Em seguida, fez sinal de que ia recuar e desapareceu no interior da nave.

A escada metálica foi se recolhendo e a porta da nave se fechou. As luzes da esporas metálica do farol principal e da cúpula ficaram progressivamente mais intensas com o aumento das rotações. Lentamente, a máquina subiu, em uma linha vertical, recolhendo, ao mesmo tempo, seu trem de pouso. O objeto subiu devagar, até uns 30 a 50 metros de altura. Lá parou por alguns segundos, enquanto sua luminosidade se tornava mais intensa. O ruído de uivo tornou-se mais forte, a cúpula começou a girar com uma velocidade enorme, ao passo que sua luz foi se transformando progressivamente, até ficar vermelho-clara. Naquele instante, a nave inclinou-se ligeiramente para o lado, ouviu-se uma batida rítmica e, repentinamente, desviou-se para o sul, desaparecendo de vista uns poucos segundos depois.

Finalmente, Villas Boas voltou para o seu trator. Era 01:15 horas quando foi levado para o interior da nave e retornou somente às 05:30 horas da madrugada – por mais de quatro horas ficou sob tutela daqueles inusitados seres. Com o passar do tempo, Villas Boas formou-se em Direito, casou-se e teve quatro filhos. Esse caso foi minuciosamente investigado pelo Dr. Olavo Fontes. Um dos elementos mais impressionantes na experiência de Villas Boas são as marcas escuras que começaram a surgir em seu corpo, cujas investigações indicaram como possível causa de um processo de intoxicação radioativa.

A Operação Prato

Um dos bem documentados e inacreditáveis casos envolvendo ufos hostis, militares e mortes suspeitas é o caso da Operação Prato. Não só por isso, mas porque eu tenho aqui em casa cópia dos relatórios oficiais desta operação. É um dos mais ricos e irrefutáveis casos ufológicos do país. Ao lado da Noite oficial dos ufos, eu acho que a Operação Prato é o mais emblemático retrato da condição militar-social-ufológica no país. ( sob todos os aspectos) A operação Prato foiuma missão inédita da Aeronáutica realizada entre setembro e dezembro de 1977 para monitorar atividades extraterrestres na Amazônia, mais especificamente no Pará, onde em várias cidades um raio de luz vindo do céu atacava os moradores até mesmo dentro das próprias casas. Essa luz (apelidade de chupa-chupa pela população ribeirinha) provocava queimaduras que necrosavam na mesma hora e deixavam dois orifícios, geralmente no peito esquerdo. De cada 10 pessoas atacadas, aproximadamente 8 eram mulheres. Para esta missão foi escolhido o – até então – cético e descrente capitão Uyrangê Hollanda. Ele comandou a famosa e polêmica Operação Prato por determinação do comandante do 1º Comando Aéreo Regional (COMAR), de Belém (PA).

Para este trabalho, Hollanda estruturou, organizou e colheu os espantosos resultados desse que foi o único projeto do gênero de que se tem notícia em nosso país – e provavelmente um dos poucos no mundo.O volume de dados obtido surpreendeu até o mais incrédulo dos militares da época. Para obter os mais de 500 fotogramas dos ufos, Hollanda levou consigo o que havia de mais moderno em equipamentos óticos, cameras, gravadores, lunetas, etc. Ele usou filmes especiais para diferentes comprimentos de onda. Infravermelho e ultravioleta. Ele organizou vigílias militares em turnos e sistematizou completamente o movimento ufológico da região. Inicialmente um descrente dos discos voadores, o comandando Hollanda chegou a temer pela própria vida ao dar de cara com ufos de diferentes tipos e tamanhos.

Vinte anos depois, já reformado, o agora Coronel Hollanda veio a público falar sobre o assunto. Logo após conceder uma histórica entrevista à Revista UFO, antes mesmo de vê-la publicada, o militar se suicidou coma corda do roupão em circunstâncias estranhas, mas que talvez não tenham a ver com o fato dele ter liberado informações confidenciais à imprensa.

O programa de Tv ” Linha direta” fez uma das edições com o Caso da operação Prato, usando a computação gráfica para reconstruir de maneira espetacular cenas que Hollanda vivenciou.

A entrevista é fantástica, e é suportada por depoimentos das (poucas) testemunhas que se atrevem a quebrar o silêncio, como os moradores do local, o então prefeito de Colares, uma médica que cuidou dos feridos, e de documentos sigilosos da aeronáutica que “vazaram” e mostraram que a operação existiu de fato. TUDO foi filmado e fotografado, mas a Aeronáutica não libera esses vídeos por se tratar de material classificado e a legislação não permite a liberação a menos que se mude a lei.
Recentemente um grupo de ufólogos conseguiu acesso a dois documentos da Aeronáutica, através do movimento UFO: Liberdade de informação já. Um deles são partes da Operação Prato, com algumas páginas de relatório e 500 fotografias. Mas é apenas uma fração do material que eles têm e não podem mostrar ainda, pois precisam mudar as leis do país, e é pra isso que o Movimento está lutando.
O documentário do Linha direta não mostra todo o caso, afinal foram muitas aventuras e perigos. Mas se você não viu, vale a pena ver.

Contato com alienígenas no espaço

 

Eu escolhi este caso por ser incrível,além de se tratar de um contato imediato de segundo grau no espaço, além do fato de que envolve um oficial russo que confirma o contato.

Em maio de 1981 a estação orbital russa Salyut-6 teve um contato com uma nave extraterrestre durante 4 dias. O evento envolveu astronautas da Salyut-6 e três ETS que tripulavam o OVNI, descrito como esférico e com cerca de oito metros de diâmetro. Os cosmonautas russos tiveram condições de rodar um vídeo de 45 minutos sobre o encontro, onde se vê claramente o OVNI a apenas 40 metros de distância da estação orbital russa. Esse vídeo permanece muito bem guardado e confidencial em algum porão governamental de Moscou. Um mês depois do avistamento do OVNI junto a Salyut-6, o Ministério de Planejamento da extinta União Soviética convocou uma reunião extraordinária que reuniu especialistas em ÓVNIS, cosmonautas e autoridades soviéticas, inclusive militares. Essa história só chegou ao público recentemente, quando fontes decidiram contar tudo.

Depois de estarem trabalhando em experiências científicas por 75 dias a bordo da Salyut-6, dois dos astronautas russos observaram um objeto esférico surgindo repentinamente, a cerca de um quilômetro deles. Vladmir Kovalyonok, um dos astronautas, apanhou uma câmera e começou a rodar os primeiros minutos do que se tornaria um documento secreto russo. Com a ajuda de binóculos, Kovalyonok percebeu que havia portinholas no OVNI, que por 24 horas permaneceu em posição estacionária em frente a Salyut-6, sem demonstrar a existência de tripulantes em seu interior. No outro dia, o objeto estava mais próximo, a menos de 100 metros de distância. Ela se movera sem usar jatos, impulsos ou quaisquer outros recursos visíveis aos astronautas russos, que contaram uma série de 24 janelas, em três níveis. Em três das janelas, foram avistadas cabeças parecidas às humanas. Os ETS usavam capacetes leves com visores que mostravam parcialmente seus rostos. O que mais impressionou os cosmonautas foram os olhos dos seres – enormes, azuis – fixos neles, sem demonstrar o menor sinal de emoção. Mais tarde, como as criaturas se mostraram amistosas, os cosmonautas pediram permissão a Terra para tentar estabelecer contato com elas. Um dos astronautas abriu um grande mapa celeste em frente a si mesmo, mostrando nosso Sistema Solar ao centro. O mapa foi colocado junto a uma escotilha da Salyut-6. Kovalyinok se emocionou quando um dos ETS da outra nave puxou seu próprio mapa, que mostrava nosso Sistema Solar de um lado e alguns astros ainda desconhecidos da humanidade em outro. Ainda emocionado, Kovalyonok, fez um sinal com o dedo polegar para cima, que foi retribuído pelo estranho E.T. de modo mecânico.

Em seguida, o OVNI se afastou a uma velocidade tal que pareia varrida do céu, como se os ETs quisessem mostrar sua manobrabilidade.

Na órbita seguinte, ele estava de volta. Usando uma lanterna potente Kovalyonok tentou se comunicar em russo pelo código Morse, sinalizando: “Cosmonautas soviéticos saúdam visitantes a Terra”. Os estranhos não entenderam. Tentou a mesma mensagem em inglês, também sem resposta. Decidiu então usar uma figura matemática, usando uma luz breve para o ZERO e uma longa para UM. Sinalizou o número 101101. Logo depois veio um sinal luminoso em resposta, que não só era uma repetição da cifra, como acabou decifrada como um logaritmo da base que Kovalyonok utilizou nos sinais. Isso prova que, pelo menos em Matemática, Humanos e E.T.s falam a mesma língua.
No outro dia, os ETS fizeram um passeio pela superfície de seu veículo esférico, usando os mesmos trajes vistos quando estavam no seu interior. Quatro dias depois do primeiro contato, o OVNI desapareceu. Por alguma razão, os cosmonautas Kovalyonok e Savinitkh tinham se acostumados àqueles seres estranhos silenciosos e antiemotivos. Tinham sentido uma amizade sutil que deixou como lembrança à certeza de que não estamos sós no Universo.

CASO BAEPENDI

 

Eu acho este caso muito peculiar, porque ele reflete as conseqüências da falta de cultura do brasileiro. Neste caso, alienígenas amistosos surgem para um capiau e tentam instruí-lo com um audiovisual sobre a sua tecnologia, de onde eles vem e seus interesses. Sabe o que o sujeito conseguiu entender? Nada.

O ano era 1971. Um agricultor semi-analfabeto da cidade de Três Corações (MG) chamado Arlindo Gabriel dos Santos saiu para caçar tatu.

Arlindo estava caçando com dois amigos e, quando eles estavam a uns seis quilômetros de distância da sede de sua fazenda, decidiram se separar. Cada qual teria tomado um rumo diferente.

Depois de um pequeno tempo, Arlindo avistou um objeto estranho descer no chão e que, inevitavelmente, o deixou cismado. Curiosos, decidiu se aproximar para observar melhor o objeto. Pelas suas descrições, o objeto tinha um formato cilíndrico com 50 centímetros de largura e 1,5 metros de comprimento, uma base circular escura e uma esfera na sua parte superior de cores branca e vermelha.Arlindo tinha levando uma câmera fotográfica que estava embrulhada em um embornal de pano e, sendo assim, teve a oportunidade de fotografar o objeto por uma vez, até que o mesmo desapareceu inexplicavelmente. Logo em seguida, desceu um outro objeto que tinha o formato ovóide e com uma haste na sua parte inferior. Essa haste parecia uma espada e, na parte superior, tinha algo que parecia ser uma espécie de hélice. Arlindo tirou uma foto do objeto até que o mesmo começou a emitir um ruído e, logo em seguida, se transformado numa névoa – que logo desapareceu.

Depois dessas duas aparições súbitas e seus respectivos desaparecimentos, Arlindo voltou a andar mais um pouco e, de repente, desceu um terceiro objeto. Este tinha a forma de um barril de um metro de altura e era listrado nas cores branco e vermelho. Este objeto também parecia ter uma espécie de hélice na sua parte superior. Arlindo não hesitou: também fotografou o inusitado aparelho. Tal qual os dois anteriores, o objeto desapareceu logo em seguida sem que Arlindo pudesse reparar como isso aconteceu.

Arlindo então andou uns dez metros na direção do local onde o objeto estava antes de desaparecer. Sua intenção era ver se conseguia encontrar alguma coisa que lhe indicasse o que estaria acontecendo e como aqueles objetos teriam sumido. E é exatamente neste momento que um enorme OVNI com o formato de um ovo e todo branco desce diante de Arlindo – numa distância de apenas um metro. Conforme a descrição da testemunha, o objeto tinha um ruído parecido com o de um motor de carro afogado. O aparelho tnha no mínimo uns dez metros de diâmetro e uns oito metros de altura e, antes de ele pousar no chão, saiu uma espécie de trem de pouso que consistia em quatro hastes pequeninas – algo como uns seis ou sete centímetros de largura. Arlindo tentou fotografar este UFO, porém ele emitiu um feixe de luz em sua direção que provocou uma dor em seus olhos. Imediatamente, Arlindo largou todas as suas coisas no chão e saiu correndo, temendo o que poderia acontecer com ele.Para seu desespero, Arlindo mal conseguiu se distanciar uns dez metros do UFO, pois o objeto disparou uma espécie de relâmpago que o atingiu em cheio – Arlindo ficou totalmente paralisado após ser atingido. Sem compreender o que lhe estava prendendo, Arlindo tentou olhar para trás e viu dois alienígenas que pareciam ser iguais a nós. Os seres estavam usando roupas que cobriam todo o seu corpo, além de capacetes justos que cobriam quase toda as suas cabeças. Eles também estavam usando luvas. Só era possível ver os rostos das criaturas, pois os capacetes tinham vidros transparentes na frente. Os dois alienígenas foram até Arlindo e o pegaram, sendo que um foi no seu lado direito e o outro do lado esquerdo. Nesse momento, Arlindo suplicou: “Pelo amor de Deus, me soltem!”. Neste exato momento ele ouviu uma resposta de um dos alienígenas que, inclusive, mexeu a boca para falar: “Em nome de Deus, nós todos somos irmãos”. O interessante é que o som não parecia sair de sua boca e sim de uma caixa que estava pendurada nas costas dos alienígenas. Desta caixa saia uma espécie de tubo que estava conectado no capacete deles. O outro alienígena falou logo em seguida: “Não fazemos mal a ninguém, apenas queremos uma informação”. E assim eles levaram Arlindo em direção do OVNI.

Quando chegaram diante da nave, Arlindo pode ver que este tinha uma porta com uma escada de quatro degraus e, ainda, havia outro alienígena parado ali, esperando-os. Esta criatura perguntou para Arlindo se ele não tinha visto uma “zurca” ali por perto. Arlindo disse que não e perguntou o que é uma “zurca”. Então o alienígena explicou que era um aparelho que eles transmitiram de lá para cá.

O ser perguntou para Arlindo se ele “tinha inteligência”. Arlindo respondeu negativamente ao aparente chefe da nave. Este então fez um sinal e finalmente os seres pegaram Arlindo e levaram-no para o interior do UFO. Ainda quando estava do lado de fora, Arlindo reparou que nas proximidades da porta de entrada da nave a temperatura estava mais baixa que no ambiente do local. Quando entraram, Arlindo percebeu que a temperatura era bem mais fria que do lado de fora. Era como se houvesse um ar condicionado no interior da nave. Outro detalhe interessante é que, além de frio, ele reparou um cheiro que julgou ser parecido com o de poeira. Além dos três alienígenas que Arlindo viu ainda do lado de fora, dentro da nave havia outros três, sendo que um deles era do sexo feminino. Ao entrar, imediatamente Arlindo viu outros dois seres que estavam sentados numa espécie de cadeira. Ambos estavam usando capacetes como os outros. A impressão que Arlindo teve é que – segundo suas próprias palavras – “eles estariam batendo máquina” (Arlindo comparou a atividade dos tripulantes com datilografia). Talvez tal julgamento fosse motivado em função do barulho que fazia enquanto os seres estavam mexendo nos dispositivos internos da nave. No entanto, ao entrarem, logo as criaturas pararam e conversaram com os três que foram lá fora capturar Arlindo. Inclusive ele reparou que eles chacoalhavam a cabeça em alguns momentos. Arlindo não entendeu absolutamente nada do que os seres alienígenas conversavam entre si.

De repente apareceu uma moça, que teria vindo de outro compartimento do UFO, e que não estaria usando capacete. Ela era loira e de rosto rosado. Ela estava usando um aparelho no ouvido com o que Arlindo comparou com um “ouvidor de telefone”. Inicialmente, a alienígena conversou com os outros seres, na qual foi impossível para Arlindo entender uma única palavra. Logo em seguida, a criatura e um dos alienígenas masculinos levaram Arlindo para um outro cômodo da nave, na qual tinha um aparelho parecido com uma geladeira.

A “moça” pegou uma espécie de varinha enquanto o outro ser começou a mexer nos botões deste aparelho que Arlindo comparou com uma geladeira. O aparelho tinha um monitor e, assim que apareceu uma imagem, a alienígena feminina usava a varinha para apontar para os objetos que apareciam nesse monitor. Segundo Arlindo, essa criatura aparentemente fêmea começou a explicar detalhes sobre sua civilização, a forma que eles conseguiam vencer as distâncias astronômicas e outras várias informações importantíssimas – que, infelizmente, não foi possível se resgatar nada em seus depoimentos devido a limitação cultural de Arlindo. Ele não entendeu nada e não se interessou em perguntar para a criatura o que não conseguia entender. É lógico que Arlindo poderia estar se sentindo intimidado ou mesmo, em função da situação incomum – um seqüestro alienígena – não estava em condição de raciocinar normalmente.

Depois que a criatura lhe passou diversas informações, Arlindo foi levado para o cômodo anterior e percebeu que um dos seres também tinha tirado o capacete. Segundo Arlindo, eles eram muito parecidos conosco, sendo que ele só reparou uma pequena diferença: a testa deles era um pouco diferente – embora Arlindo foi incapaz de dizer exatamente qual era a diferença no sentido anatômico. Já a boca Arlindo descreveu que parecia um corte com lábios bem fininhos.

Neste momento, as criaturas teriam lhe dito que: “Nós somos da mesma matéria, do mesmo sangue e vivemos o mesmo trabalho”. Depois disso, Arlindo foi levado para fora da nave e os seres ainda lhe avisaram: “Proteja a vista, que o aparelho condena a vista”. Os alienígenas conduziram Arlindo até a saída e Arlindo, por sua vez, desceu sozinho as escadas. O interessante é que Arlindo não conseguiu olhar para traz, pois ele se sentia meio “preso” – um efeito que ele nunca conseguiu explicar. Talvez isso ainda fosse alguma influência dos extraterrestres sobre Arlindo.

Depois de tudo isso, Arlindo teve de andar de volta um bom “pedaço” até que encontrasse seus dois amigos que tinham ido caçar com ele. Arlindo se sentia enjoado e com um pouco de tontura – sensações que duraram bastante tempo. No momento do contato com os alienígenas, Arlindo tinha deixado suas coisas caídas no chão e, quando retornou para procurar, ele acabou não achando nada. Porém reparou que o trem de pouso da nave tinha deixado marcas profundas no terreno.

Logo a notícia de sua experiência com os alienígenas se tornou a grande sensação da cidade de Baependi. E, inevitavelmente, acabou chegando nos ouvidos da imprensa que deu todo um tratamento sensacionalista ao incidente com manchetes de grande apelo público nos jornais. Obviamente este caso logo chegou também ao conhecimento do ufólogo Ubirajara Franco Rodrigues, que tratou de entrar em contato com Arlindo Gabriel dos Santos. Levado até o local onde teria se dado o incidente pelo próprio Arlindo, Ubirajara Rodrigues fez moldes de gesso das marcas do trem de pouso e, ainda, eles acharam o embornal que Arlindo tinha perdido no momento do contato.

A princípio Arlindo ficou em dúvida se aquele era mesmo o seu embornal, pois o mesmo estava com várias figuras desenhadas que pareciam uma espécie de escrita. O embornal de Arlindo era liso e não tinha qualquer figura pintada nele.Depois de alguma análise descobriu-se que a linguagem estranha no embornal parciea ser hebraico arcaico. Como os textos do Pergaminhos do Mar Morto.

Com relação às supostas fotografias obtidas por Arlindo, infelizmente as fotos não mostravam as supostas três sondas que tinham descido antes do pouso da nave tripulada. Verificado por Ubirajara Franco Rodrigues, a câmera acabou sofrendo uma grave avaria: a chapa interna de proteção do filme estava queimada e coberta de fuligem. É possível que isto tenha acontecido no momento que Arlindo tentou tirar uma fotografia do OVNI e este, por sua vez, emitiu um feixe de luz que acabou lhe paralisando e também, como conseqüência do feixe, estragou sua câmera fotográfica. A fuligem que cobria a placa interna do sistema de disparo pode ter sido provocada por uma reação química em função de uma exposição ao calor ou uma grande energia luminosa. Mas sem dúvida, o “ponto alto” deste caso seria as estranhas pinturas do embornal de Arlindo.

O que está escrito em hebraico no embornal?

TRADUÇÃO DE PAULO STEKEL
Hebraico e o aramaico bíblico, recorrendo a técnica cabalística quando o léxico não ajudava:

“Que aquele que oprime a erva nova a umedeça, faça-a nascer, para que seja concluída e domine a matéria para que a sua palavra realize o destino da beleza que a conserva perfeita. Pois aquele que a protege da palavra inútil e impura tem um escudo que reforça seu jardim. Caso contrário, sobre o que recairá a ruína? Sobre a força natural da vida. Agora é o momento para a evolução de sua forma e de sua consciência ordinária, pois consciência natural é como o ouro puro, como uma chapa superior, como a síntese da existência e do conhecimento. Defeito violento é à força da consciência objetiva, que é um movimento evolutivo, sem nenhum amor, usada apenas para conservar o domínio. Cada broto desta erva possui um sublime poder. A erva é como uma árvore de ouro puro, capaz da dissolução do mal, mesmo que no princípio seja apenas uma insignificante semente”.

TRADUÇÃO DE RICARDO FERREIRA ARANTES
Usou uma imagem invertida (como visto pelo reflexo do espelho) e baseou-se nos alfabetos fenício, hebraico e aramaico. Preferiu deixar sete frases sem tradução em função dos borrões:

“(Oh) quando está determinado;
Calamidades seis vezes;
Vermelho desolado;
Nem a beleza das terras mais longínquas será preservada na nuvem;
Escutai mensageiro, a dor (dos que foram) destruídos pelo clarão;
Livrai-nos da maldição (de ter) o corpo consumido;
Fazei saber (que) a ira de Deus cresce e se aproxima silenciosamente”.

CASO TRAVIS WALTON

Se você já viu aquele filme FOGO NO CÉU saberá do que se trata este caso. Esta é a história da mais famosa abdução do mundo. Um caso que abalou a opinião pública americana e é uma das mais fortes evidências da presença alienígena e das abduções no planeta. Considerado um clássico da ufologia mundial, o Caso Travis Walton reproduz as principais características comuns das abduções alienígenas. Por volta das 18:00 horas da tarde, do dia 05 de novembro de 1975, uma caminhonete de cabine dupla do Serviço Florestal voltava da Floresta Nacional Sitgraves, Arizona, (Estados Unidos), levando sete lenhadores: Michael Rogers, Ken Peterson, Travis Walton, Allen Dallis, John Goulete, Duane Smith e Stephen Pierce. Todos eles tinham menos de trinta anos e voltavam para casa depois de um longo dia de trabalho.

Travis Walton, na época com apenas 22 anos, reparou uma luminosidade amarelada por trás de uns pinheiros, do lado direito do caminhonete, e comentou com os companheiros. A caminhonete seguia sua rota normal, mas, ao chegar em uma clareira, viram um enorme disco de uns cinco metros de diâmetro que estava flutuando a cerca de seis metros de altura.

Chocado, Travis pediu que parassem a caminhonete e, imediatamente, saiu do veículo. Acreditando que ao se aproximar o objeto se afastaria, Travis Walton começou a caminhar em direção do OVNI. O disco começou a emitir um ruído alto e movimentar-se lentamente. O motorista da caminhonete, Mike Rogers, tomado pelo pânico, gritou para que Travis voltasse, mas ele estava absorvido na contemplação daquele objeto que, agora, já estava bem acima de sua cabeça. Subitamente, o OVNI emitiu um feixe de luz verde-azulado que atingiu em cheio o peito de Travis, jogando-o para trás. Ao cair, Travis Walton estava desmaiado.

Todas os outros trabalhadores que estavam na caminhonete ficaram em pânico e Mike, o motorista, imediatamente deu partida no veículo e se afastou, deixando para trás Travis caído próximo ao UFO. A alguma distância do local, quando todos comprovaram que o objeto não lhes perseguia, pararam a caminhonete e discutiram nervosamente se deveriam ou não voltar para socorrer Travis. Finalmente chegaram a algum entendimento e voltaram para o local, porém nem Travis e nem o UFO estavam mais lá.

Os seis trabalhadores decidiram ir então à delegacia de Navajo Country, que era o posto policial mais próximo. Foram atendidos pelo tenente Chuck Allison que, após ouvir toda a história, decidiu ir até o local dos fatos, às 21:30 horas daquele mesmo dia, levando junto mais três testemunhas para investigar. Não encontraram absolutamente nada. No dia seguinte, os seis trabalhadores passaram a ser suspeitos de assassinato. Ninguém acreditava na história contada por eles e a polícia passou a considerar a hipótese de que eles tinham matado Travis Walton e escondido o corpo. Depois inventaram a história do “disco voador” para justificar o sumiço de Travis.

Durante os três dias seguintes, foi realizada uma super operação “pente-fino” na floresta em busca do corpo de Travis Walton. Essa operação foi composta por um pouco mais de uma centena de homens, vários cães e um helicóptero – no entanto não obtiveram qualquer êxito. Durante toda essa operação de procura pelo corpo de Travis Walton, os investigadores responsáveis pelo caso ficaram surpreendidos ao ver que os seis lenhadores não hesitaram em passar pelo detector de mentiras. Durante o teste do detector de mentiras, foram tomadas todas as medidas para não dar vazão a qualquer possibilidade de dúvida. Entre as medidas estava a presença de C. Gibson, especialista em poligrafia. E para surpreender mais ainda as autoridades responsáveis pelo caso, todos eles passaram pelo detector sem que fosse detectada uma única mentira sequer. A partir daí, somando com o fato de não se ter encontrado o corpo ou qualquer vestígio do mesmo, a história dos lenhadores passou a ser levada a sério por toda a comunidade.

Seis dias depois do desaparecimento de Travis , no dia 11 de novembro, seu irmão recebe uma ligação telefônica na qual reconhece, imediatamente, que era o próprio Travis do outro lado da linha. Travis pede para que venham buscá-lo e é encontrado no chão de uma cabine telefônica, no posto de gasolina de Heber – cerca de 80 quilômetros de distância de Snowflake. Travis apresentava visíveis sinais de esgotamento e desidratação, tinha náuseas e estava completamente desorientado. Mas o mais surpreendente de tudo é que Travis Walton não acreditava que tinha sumido por vários dias. Para ele tinham se passados algumas poucas horas apenas desde que foi atingido pelo UFO.

Imediatamente, a família de Travis Walton o levou para um hospital. O doutor Howard Kandell certificou que Travis estava bem, mas tinha perdido um pouco de peso devido à desidratação. A única coisa estranha encontrada em Travis era uma marca no seu braço esquerdo, claramente produzida por uma agulha ou um outro instrumento pungente. As análises de sangue comprovaram que Travis Walton não era usuário de drogas – coisa que a própria família dele garantiu para o médico.

O passo seguinte das investigações foi submeter Travis Walton a uma sessão hipnótica para averiguar o que tinha acontecido realmente. Neste processo, os doutores Harder e Rosenbaum (presidente da Associação Psicanalítica do Sudeste) ficaram no controle da sessão hipnótica, além da presença de mais três médicos que assistiram tudo na qualidade de supervisores. Em transe hipnótico, Travis Walton relembrou de vários momentos de sua abdução. Quando foi atingido pelo feixe de luz do disco, tudo escureceu. Mas quando abriu os olhos, estava numa espécie de mesa num quarto fortemente iluminado. Inicialmente ele pensou que estava em um hospital mas, quando olhou para os lados, viu seres horripilantes, de um metro e meio de altura e com grandes olhos negros. Suas faces não tinham cor e suas testas eram inchadas. Seus longos dedos não tinham unhas. Travis Walton os comparou com “fetos muito desenvolvidos”.

Aquelas criaturas tinham colocado um aparelho sobre seu tórax que lhe causava uma dor persistente e o impedia de respirar normalmente. Travis entrou em pânico imediatamente e, se debatendo, conseguiu tirar o aparelho de seu peito. Também tentou afastar os alienígenas com empurrões, no entanto, as criaturas continuavam tentando dominá-lo. Somente quando Travis pegou um tubo transparente na mão, que estava numa mesa ao lado, e ameaçou agredir as criaturas, os seres se afastaram e saíram da sala marchando por uma porta. Travis não teve dúvidas: optou por ir embora dali por uma outra porta que existia na sala.

Travis Walton chegou então num corredor e começou a caminhar. Viu outra porta e entrou. Era uma sala onde havia um sofá com vários botões nos braços. Na frente do sofá havia uma tela enorme, quase do tamanho da parede, e que tinha uma imagem típica do espaço: fundo negro com muitas estrelas. Ao apertar os botões no braço do sofá, as estrelas da imagem na tela se mexiam. Nesse exato momento entrou um ser humanóide idêntico a nós que, através de sinais, indicou que Travis devia acompanhá-lo. Travis se levantou do sofá e tentou falar com a criatura, que usava um capacete transparente, mas não obteve qualquer resposta – o ser apenas sorria de forma tolerante.

Sem opção e desconcertado, Travis Walton acompanhou aquele ser. Eles saíram do UFO, por uma rampa, e Travis viu que estavam em um hangar onde havia várias naves iguais a que eles estavam. Entraram, logo em seguida, num túnel que os levou a um pequeno quarto. Neste recinto se encontravam três pessoas, sendo dois homens e uma mulher. Subitamente uma mão colocou uma máscara no rosto de Travis e ele, por sua vez, perdeu os sentidos. A próxima lembrança de Travis Walton é ele acordando caído na estrada perto de Heber. Ele olhou para cima e viu uma nave se afastando – inusitadamente não parecia ser a mesma nave que lhe teria abduzido.

Tal qual foi feito com os outros lenhadores, Travis passou pelo detector de mentiras sem que fosse detectada qualquer fraude em seu relato. Infelizmente, hoje Travis Walton se recusa a fazer outras sessões de hipnose regressiva para tentar resgatar o que poderia estar perdido em sua memória. Ele alega ter medo de saber mais detalhes da experiência traumática que passou. O Caso Travis Walton foi amplamente divulgado e causou grande comoção na comunidade ufológica.

 

O CASO MANTHELL

 

Nem só de abdução vive o lado obscuro da ufologia. Existem casos impressionantes envolvendo mortes, desaparecimentos e violência. Este é um dos mais famosos deles.

Nas primeiras horas da tarde do dia 07 de janeiro de 1948, centenas de pessoas viram um objeto que definiram como “um sorvete de casquinha com a parte superior vermelha”, que se dirigia lentamente e a baixa altitude rumo a Fort Knox, Estado de Kentucky. O Fort Knox é uma zona de alta segurança usada para guardar as reservas de ouro dos Estados Unidos. Seu espaço aéreo é proibido e constantes rondas de caças acontecem. Os mais sofisticados radares vasculham, 24 horas por dia, nos 365 dias do ano, toda a região. Em torno das 14:30 horas, os radares acusaram um gigantesco OVNI se deslocando vagorosamente sobre Fort Knox. Imediatamente o comando militar responsável pela segurança do Campo Godman providenciou uma interceptação aérea do intruso. O Campo Godman é uma base militar que está baseada – convenientemente – ao lado de Fort Knox.

Justamente nesse momento, uma esquadrilha composta de 4 caças P-51 Mustang estava chegando de uma ronda aérea. A esquadrilha em questão era liderada pelo capitão Thomas Mantell que, devido ao seu desempenho em combate durante a Guerra, ele tinha várias condecorações e era uma espécie de ídolo das Forças Armadas. O que se seguiu naquela fatídica tarde de 07 de janeiro de 1948 marcou “a fogo” a vaidade militar norte-americana.

Imediatamente a esquadrilha foi acionada para realizar a interceptação. Dos 4 aviões da esquadrilha, foram apenas 3, pois um deles já estava com o combustível “na reserva”. Inicia-se a perseguição ao OVNI e, logo em seguida, um segundo avião se vê obrigado a abandonar a perseguição por seu painel apresentar problemas eletrônicos. Mal ele teve tempo de sair da formação para que o terceiro avião, por sua vez, também tivesse que abandonar a interceptação aérea por falta de oxigênio. Poucos minutos após o início da perseguição, o capitão Mantell ficou sozinho. Vale ressaltar que o avião do capitão Thomas Mantell deveria estar, como os outros, com o combustível e oxigênio acabando.

O fato é que Mantell continuou obstinadamente a caçar o OVNI mesmo sabendo de suas limitações em termos de combustível e oxigênio. Por volta das 14:45 horas, ele se comunica com a base informando que já conseguia avistar o intruso a olho nu. Foram vários comunicados descrevendo um objeto metálico, com a forma de um cone e de proporções gigantescas. Finalmente, por volta das 15:15 horas, se ouve pela última vez a voz de Mantell no rádio: “O objeto está adiante e acima de minha posição, movimentando-se à mesma velocidade de meu avião ou um pouco mais. Se eu não conseguir me aproximar mais vou desistir”.

Enquanto tentativas desesperadas de comunicação aconteciam, o avião de Mantell fazia círculos no ar para, logo em seguida, iniciar o megulho fatal ao chão. Maior que o impacto do avião do capitão Thomas Mantell foi o causado com a notícia de sua morte para todo o contingente das Forças Armadas dos Estados Unidos. Como isso poderia ter acontecido se os Estados Unidos era a maior força militar planeta? A explicação inical da USAF foi que Mantell perseguiu o planeta Vênus, até que ficou sem oxigênio e desmaiou. Sequer ele teria morrido com o impacto da queda, pois, provavelmente, o capitão Mantell teria morrido de anoxia (falta de oxigênio), já que estava a cerca de 20.000 pés. Obviamente, parece um absurdo que um piloto experiênte, condecorado, tivesse confundido o planeta Vênus ( olha o planeta Vênus aí, gente!) com uma nave desconhecida – sem mencionar o absurdo que é supor que o planeta Vênus seja detectado pelo radar.

Para tentar acabar com os boatos relacionando este caso com UFOs, a USAF acionou o projeto Blue Book para assumir as investigações. O capitão Edward Ruppelt, responsável pelo Blue Book, concluiu que Thomas Mantell havia perseguido um balão sonda meteorológico lançado pelo projeto “Skyhook”. A armada norte-americana criou um balão gigantesco capaz de ascender até 70.000 pés (cerca de 21.000 metros) de altitude, para recolher informação sobre a alta atmosfera. O gigantesco balão tinha forma de pêra próximo à Terra, mas se convertia numa esfera, de trinta metros de diâmetro, quando estava a grande altura.

Muitos ufólogos não concordaram com a explicação oficial e outros, como Jacques Vallée, aceitaram e deram o caso como encerrado. Já a imprensa, como sempre, fez sua glória com todo tipo de sensacionalismo possível.

CASO WESTENDORFF

 

A maioria dos avistamentos se dá com ufos chamados ufos standard. São as naves menores, para poucos tripulantes. Eventualmente uma nave grande, cahamada convenientemente de “Nave-Mãe” é vista. Este caso é emblemátoco pois uma dessas foi vista em pleno vôo por um piloto brasileiro, que deu voltas ao redor dela. E só se afastou quando ela liberou um ufo standard.

Haroldo Westendorff, empresário gaúcho, administrava uma empresa de beneficiamento de arroz, uma transportadora e uma fábrica de rações. Nas horas de folga costumava pilotar o seu próprio avião monomotor Tupi. Foi num desses momentos de lazer que o empresário viveu uma experiência intrigante.Às nove horas, logo depois de tomar o café da manhã, ele decolou do aeroporto de Pelotas para mais um passeio. Às 10h15, quando sobrevoava a ilha de Saragonha, na Lagoa dos Patos, a cerca de 15 quilômetros do aeroporto, Westendorff deparou-se com um imenso objeto aéreo não identificado. O susto foi enorme. Até a gagueira de infância voltou a afetar-lhe por alguns segundos. Recuperada a fala, o empresário conseguiu levar o monomotor a até muito próximo do objeto, onde permaneceu por mais de dez minutos.

Piloto desde os anos 70, Haroldo afirma que o objeto tinha uma base do tamanho de um estádio de futebol, com cerca de 100 metros de diâmetro, e de 50 a 60 metros de altura. Diz ainda que tinha a forma de um cone, com os vértices arredondados. Por 12 minutos, o empresário permaneceu voando ao redor do OVNI, a uma distância de aproximadamente 100 metros. Deu três voltas ao redor da nave e pôde observar seus detalhes. Era feita de algo parecido com metal, com a parte inferior lisa e oito vértices, que tinham cada um três saliências, como bolhas. A nave girava em torno de si própria e se deslocava em direção ao mar. Durante o tempo em que a testemunha permaneceu ao redor do OVNI não percebeu nenhum movimento da nave que pudesse indicar uma reação hostil. De repente, a parte superior do OVNI se abriu, bem na ponta, e dali saiu um disco voador na vertical, que em seguida se inclinou 45 graus e disparou para cima numa velocidade impressionante. Assustado, Haroldo se afastou da nave. Nesse momento, aquele objeto enorme subiu na vertical, numa velocidade fora do comum, sem fazer vento, sem ruído de explosão e sem nenhuma reação física.

O fato, ocorrido na manhã de 5 de outubro, impressiona não só pela riqueza dos detalhes descritos por um piloto com mais de 20 anos de experiência como pelo número e qualificação das testemunhas que asseguram ter avistado a mesma nave.

Westendorff, durante a segunda volta ao redor da nave, usou o rádio do avião para informar a sala de controle da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), do aeroporto de Pelotas, sobre o que estava ocorrendo. Perguntou ao operador da Infraero, Airton Mendes da Silva, o que ele via no setor Leste na direção da pista 15/33. “Olhei para fora e vi no horizonte um objeto, na forma de um triângulo acinzentado, com as bordas arredondadas”, conta o operador. Estavam com ele os auxiliares de serviços portuários Gilberto Martins dos Santos e Jorge Renato S. Dutra, que tentaram juntos identificar o objeto voador.

Westendorff também se comunicou com o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta II), em Curitiba, no Paraná, responsável por vigiar os céus do Sul do Brasil. A resposta recebida foi a de que não havia nenhum registro anormal nos radares, embora pudessem detectar a presença do monomotor.

O Ministério da Aeronáutica mantém uma investigação sigilosa sobre a nave avistada por Westendorff. Um sargento da Base Aérea de Canoas viajou a Pelotas para colher o depoimento do empresário e de funcionários da Infraero. O sargento pede para não ser identificado, mas passou uma tarde no aeroclube de Pelotas, ouviu os relatos e tomou conhecimento de um “desenho falado” de todo o episódio.

Sem dúvida, o Caso Westendorff é um dos relatos ufológicos com mais precisão de detalhes. Será que a testemunha viu mesmo uma nave? E será que esta nave tinha procedência extraterrestre?

Referência: Revista ISTOÉ

O Caso Crixás

Infelizmente nem só de coisas curiosas e estranhas vive a ufologia. Há situações de conflito direto entre humanos e humanóides, com a corta arrbentando do lado mais fraco. Este caso ilustra os ( vários) episódios de violência envolvendo humanos e aliens.

O Caso Crixás. Ocorrido no dia 13 de agosto de 1967, na cidade de Crixás, Goiás, o caso Crixás envolveu o capataz Inácio de Souza e sua esposa. Na ocasião, Inácio de Souza voltava para casa, na fazenda Santa Maria, cidade de Crixás, por volta das 16:00 horas. Ao chegar, foi calorosamente recebido por sua mulher do lado de fora. Ambos ainda não haviam percebido nada de anormal, até dirigirem o olhar para o pasto próximo da casa, que é cortado por uma pista de pouso de aviões. No fim da pista de pouso havia um estranho objeto que foi descrito por Inácio como sendo uma bacia invertida. Mas, num primeiro momento, Inácio e sua esposa realmente não deram muita atenção. O fato é que o proprietário da fazenda, o senhor Ibiracy de Moraes, era um fazendeiro realmente rico e poderia estar testando algum tipo de veículo novo para o Exército brasileiro – o que, se fosse o caso, não seria a primeira vez. Só para se ter uma idéia, entre os cargos que o senhor Ibiracy de Moraes já ocupou está a presidência do Banco do Brasil. Mas logo o casal percebeu que algo estranho estava acontecendo.

Mesmo estando a uma distância razoável, o casal percebeu que havia “três crianças” aparentemente nuas em volta do objeto. Isso teria indignado Inácio que classificava tal ato como uma afronta para a sua esposa. Inácio passou a caminhar diretamente na direção daquelas “crianças”. Mas, ao se aproximar um pouco mais, levou um susto: não estavam nuas, mas sim vestidas com uma roupa inteiriça colada no corpo e de cor amarela. Todas eram calvas e tinham uma aparência bastante incomum. Só que naquele momento as criaturas também perceberam o casal e um deles apontou diretamente para Inácio e sua esposa. Imediatamente, os três seres começaram a correr em suas direções, ficando claro que iriam abordá-los.

Quase que como uma ação reflexiva movida pelo terror, Inácio pegou sua espingarda, que sempre carregava no ombro, e se posicionou para disparar, mirando diretamente para a testa de uma das criaturas. Em seguida pediu para a sua mulher entrar correndo em casa e se trancar. Inácio dispara e acerta em cheio a cabeça de um dos seres que, segundo sua estimativa, deveria estar a um pouco mais de sessenta metros de distância. Inácio era conhecido na região por ser um atirador exímio. Ele acertava qualquer coisa com extrema precisão a uma distancia de até cem metros. O próprio proprietário da fazenda, o Sr. Ibiracy de Moraes, comentou que Inácio acertava uma pomba em pleno vôo a várias dezenas de metros de distância. No momento que Inácio atirou, o ser atingido caiu no chão. E naquele mesmo instante, o UFO disparou um raio de luz verde que atingiu o agricultor no ombro esquerdo. Inácio caiu imediatamente desacordado.

Desesperada com a cena do marido caído no chão, a esposa de Inácio, que acompanhava tudo pela janela da cozinha, saiu da casa correndo na direção do marido desmaiado. Ela pegou a arma e se colocou na frente de Inácio, para protegê-lo. Imediatamente apontou a arma na direção dos alienígenas. No entanto os seres haviam parado e pegado o que tinha sido atingido por Inácio, sendo que eles já estavam entrando no disco carregando o ser baleado. Logo em seguida, o disco começou a emitir um forte zumbido e ganhar altura lentamente em sentido vertical.

Inácio foi levado às pressas para o hospital. Ele passou a apresentar náuseas, formigamento e adormecimento por todo o corpo. Suas mãos sempre estavam trêmulas. Infelizmente, no dia 11 de outubro de 1967, cerca de cinqüenta e nove dias depois do incidente, Inácio veio a falecer. Ele tinha 41 anos e era pai de cinco filhos. No ombro esquerdo onde ele foi atingido tinha ficado uma espécie de mancha. Esta mancha evoluiu e acabou por se espalhar por todo o seu braço esquerdo e pescoço. No atestado de óbito, o médico colocou como causa da morte leucemia. Por recomendação do próprio Inácio ainda em vida, a sua esposa queimou todas as coisas dele após a sua morte, incluindo o colchão onde dormiam.

É interessante notar que nesse caso houve uma clara situação de confronto. No entanto, é difícil afirmar que se trate de uma hostilidade extraterrestre gratuita. Fica patente nesse caso que o raio que atingiu Inácio no ombro pode ter sido uma resposta imediata ao comportamento hostil de Inácio que, num primeiro momento, baleou uma das criaturas. Se por um lado é complicado tentar analisar o comportamento extraterrestre, por outro lado temos uma característica humana facilmente detectável: a nossa xenofobia.

Numa analogia rápida à questão, os primeiros contatos dos irmãos Villas Boas com os índios xavantes foi drástico e complicado, pois os xavantes atacaram o seu avião – um UFO para eles – com flechas, conforme foi fotografado e documentado na época. Infelizmente percebemos que o homem, independentemente de ser mais ou menos civilizado, tem uma tendência inata de atacar o desconhecido, pois teme tudo o que não compreende. Não é a toa que filmes como “Signs”, “Independece Day” e “Alien – O Oitavo passageiro” proporcionam grandes bilheterias, pois atingem nossas causas emotivas básicas, como o medo do desconhecido. E essa característica pode ser um desencadeador de confrontos com o fenômeno.

A situação de agressão do caso Crixás também nos leva a uma outra constatação: os extraterrestres parecem não hesitar em responder com hostilidade quando são atacados. Grande parte da casuística ufológica demonstra que o fenômeno é esquivo, evitando um maior contato. Mas em algumas situações extremas, parecem realmente dispostos a responder uma agressão de forma também violenta.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/10-casos-de-ufologia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/10-casos-de-ufologia/

do Vampiro Histórico

Primeiro artigo de uma série sobre vampirismo, intercalado aos outros assuntos do blog, começando com uma breve história do vampirismo no imaginário popular.

O mito do Vampiro assombra e fascina a mente humana desde tempos imemoriais, estando presente em diversas culturas e em seus respectivos folclores sob as mais variadas formas, mas com certos pontos em comum, como sendo mortos-vivos que retornam de seus túmulos e alimentando-se de sangue humano, tendo sua maior expressão na mitologia da Idade Média na Europa Cristã. Apresento aqui um breve resumo, do Vampiro histórico, ao Vampiro Literário e sua presença no cinema moderno:

-Pré História – Crenças e mitos sobre vampiros emergem nas culturas do mundo inteiro.

-1047 – Primeiras aparições, na forma escrita, da palavra Upir (forma primitiva da palavra que mais tarde se tornaria “vampiro”) num documento se referindo a um príncipe russo como “Upir Lichy”, ou Vampiro Perverso.

-1190 – De Nagis Curialium, de Walter Map, inclui relatos de seres vampíricos na Inglaterra.

-1196 – Chronicles, de Willian de Newburgh, registram diversas histórias de fantasmas vampíricos na Inglaterra.

-1428/29 – Nasce Vlad Tepes, filho de Vlad Dracul.

-1436 – Vlad Tepes se torna príncinpe da Wallachia e se muda para Tirgoviste.

-1442 – Vlad Tepes é aprisionado com seu pai pelos turcos.

-1443 – Vlad Tepes se torna refém dos turcos.

-1447 – Vlad Dracul é decapitado.

-1448 – Vlad conquista brevemente o trono da Wallachia. Destronado, vai para a Moldávia e se torna amigo do príncipe Stefan.

-1451 – Vlad e Stefan fogem para a Transilvânia.

-1455 – Queda de Constantinopla.

-1456 – John Hunyadi ajuda Vlad Tepes a conquistar o trono da Wallachia. Vladislav Dan é executado.

-1458 – Mathias Corvinus sucede a John Hunyandi como rei da Hungria.

-1459 – Massacre dos boiardos na Páscoa e reconstrução do Castelo de Drácula. Bucareste é estabelecida como o segundo centro do governo.

-1460 – Ataque sobre a cidade de Brasov, na Romênia.

-1461 – Campanha bem-sucedida contra os agrupamentos turcos ao longo do Danúbio. Retirada, no verão, para Tirgoviste.

-1462 – Após a batalha no Castelo de Drácula, Vlad foge para a Transilvânia. Vlad inicia período de treze anos na prisão.

-1475 – Guerras de Verão na Sérvia contra os turcos. Novembro: Vlad retoma o trono de Wallachia.

-1476/77 – Vlad é assassinado.

-1560 – nasce Elizabeth Bathory.

-1610 – Bathory é presa por ter matado centenas de pessoas e ter nadado em seu sangue. Julgada e condenada, é sentenciada à prisão perpétua.

-1614 – Elizabeth Bathory morre.

-1645 – Leo Allatius acada de escrever o primeiro tratado moderno sobre os vampiros, De Graecorum hodie quirundam opinationabus.

-1657 – Fr. Françoise Richard escreve Relation de ce qui s’est passé à Sant-Erini Isle de l’Archipel ligando o vampirismo à bruxaria.

-1672 – Onda de histeria vampírica varre Istra.

-1679 – Philip Rohr escreve De Masticatione Mortuorum, um texto alemão sobre os vampiros.

-1710 – A histeria do vampiro varre a Prússia oriental.

-1725 – A histeria do vampiro volta à Prussia oriental.

-1725/30 – A histeria do vampiro continua na Hungria.

-1725/32 – A onda da histeria do vampiro na Sérvia austríaca produz os famosos casos de Peter Plogojowitz e Arnold Paul (Paole).

-1734 – A palavra vampyre entra para a língua inglesa traduzida de relatos alemães sobre as ondas de histeria vampíricas européias.

-1744 – O Cardeal Giuseppe Davanzati publica seu tratado Dissertazione sopre I Vampiri.

-1746 – Dom Augustin Calmet publica seu tratado sobre os vampiros, Dissertations sur les Apparitions des Anges, des Démons et des Esprits, et sur les revenants, et Vampires de Hundrie, de Bohême, de Moravie, et Silésie.

-1748 – É publicado o primeiro poema moderno de vampiros, “Der Vampir”, por Heinrich August Ossenfelder.

-1750 – Outra onda de histeria vampirica ocorre na Prússia oriental.

-1755 – A Imperatriz Maria Theresa, da Áustria, instaurou leis contra a exumação de corpos na região eslava e na Áustria.

-1756 – A histeria do vampiro atinge o pico na Wallachia.

– 1765 – O naturalista francês Louis Lecrerc de Buffon batizou uma espécie de morcego do Novo Mundo de ‘vampiro’ em seu livro Histoire Naturelle ao descobrir sua alimentação à base de sangue, e a sua habilidade de chupar o sangue de pessoas e animais sem acordá-los associando assim o morcego pela primeira vez ao mito do vampiro.

-1772 – A histeria do vampiro ocorre na Rússia.

-1797 – Publicação do poema de Goethe “Bride of Corinth” (poema concernente ao vampiro).

-1780/1800 – Samuel Taylor Coleridge escreve “Christabel”, considerado hoje como o primeiro poema sobre vampiros em inglês.

-1800 – I Vampiri, ópera de Silvestro de Palma, estréia em Milão, Itália.

-1801 – “Thalaba”, de Robert Southey, é o primeiro poema a mencionar a palavra vampiro, em inglês.

-1810 – Circulam no norte da Inglaterra reatos de ovelhas com a juguar cortada e o sangue drenado. Publicação de “The Vfampyre”, de John Stagg, um dos primeiros poemas sobre vampiros.

-1813 – O poema de Lord Byron, “The Giaour”, inclui o encontro de um herói com um vampiro.

-1819 – The Vampyre, de John Polidori, a primeira história de vampiros em inglês, é publicada na edição de Abril do New Monthly Magazine. Esta obra é considerada por muitos a origem do Vampiro na Ficção moderna. John Keats compõe “The Lamia”, um poema calcado em antigas lendas gregas.

-1820 – Lord Ruthwen, ou Les Vampires, de Cypren Berard, é publicado anonimamente em paris, em 13 de junho; Le Vampire, a peça de Charles Nodier, estréia no héatre de la Pore Saint-Martin, em Paris; agosto: The Vampire/ or The Bride os the Isles, uma tradução da peça de James R. Planché, estréia em Londres.

-1829 – Março: a ópera de Heinrich Marshner, Der Vampyr, baseada na história de Nodier, estréia em Leipzig.

-1841 – Alexey Tolstói publica seu conto, “Upyr”, quando morava em Paris. É a primeira história moderna sobre vampiros escrita por um Russo.

-1847 – Nasce Bram Stoker. Começa a longa seriação de Varney the Vampire.

-1851 – A ultima obra dramática de Alexandre Dumas, Le Vampire, estréia em Paris.

-1854 – O caso do vampiro na familia Ray, de Jewett, Connecticut, é publicado nos jornais locais.

-1872 – Sheridan Le Fanu escreve “Carmilla”. Vincenzo Verzeni, na Itália, é condenado por assassinar duas pessoas e por ebber seu sangue.

-1874 – Relatos de Ceven, na Irlanda, informam que ovelhas tiveram o pescoço cortado e o sangue drenado.

-1888 – Editado o Land Beyond the Forest, de Emily Gerard. Vai se tornar a principal fonte de informações sobre a Transilvânia para o Dracula, de Bram Stoker.

-1894 – O conto de H. G. Wells, “The Flowering of the Strange Orchild”, é o precursos das histórias de ficção científica sobre vampiros.

-1897 – Dracula, de Bram Stoker, é publicado em Londres. “The Vampire”, de Rudyard Kipling, se torna uma inspiração para a criação do vampiro como um personagem estereotipado no palco e na tela.

-1912 – The Secret of House nº 5, possivelmente o primeiro filme sobre vampiros, é produzido na Grã-Bretanha.

-1913 – É publicado Dracula’s Guest, de Stoker.

-1920 – Dracula, o primeiro filme baseado no livro, é produzido na Russia. Não há copias.

-1921 – Cineastas Húngaros produzem uma versão de Drácula.

-1922 – Nosferatu, um filme mudo alemão, é produzido pela Prana Films, é a terceira tentativa de filmar Drácula.

-1924 – A versão de Dracula para o palco, de Hamilton Deane, estréia em Derby. Fritz Haarmann, de Hanover, Alemanha, é preso, julgado e condenado por matar mais de vinte pessoas numa orgia criminal vampirica. Sherlock Holmes tem seu único encontro com um vampiro em “The Case of the Sussex Vampire”.

– 1927 – 14 de fevereiro: versão para o palco de Dracula estréia no Little Theatre de Londres. Outubro: a versão americana de Dracula, estrelando Bela Lugosi, estréia no Fulton Theatre de New York. Tod Browning dirige Lon Chaney em London After Midnight, o primeiro longa-metragem sobre vampiros.

– 1928 – A primeira edição do influente trabalho de Montague Summers, The Vampire: His Kith and Kin, aparece na Inglaterra.

-1929 – O Segundo livro de Montague Summers, The Vampire in Europe, é pulicado.

-1931 – Janeiro: avant-première da versão espanhola Dracula. Fevereiro: versão americana para o cinema, Drácula, com Bela Lugosi, estréia em Roxy Theatre, em New York. Peter Kiirten, de Diisseldorf, Alemanha, é executado após ser julgado culpado de assassinar várias pessoas numa orgia vampirica.

-1932 – Lançado o altamente aclamado filme Vampyr, dirigido por Carl Theodor Dreyer.

-1936 – Lançado o filme Dracula’s Daughter, pela Universal Pictures.

-1942 – “Asylum”, a primeira história sobre um vampiro alienígena, de A.E.Van Gogt.

-1943 – Son of Dracula (Universal Pictures) com Lon Chansey Jr., como Drácula.

-1944 – John Carradine interpreta Drácula pela primeira vez em Horror of Frankenstein.

-1953 – Dracula Istanbula, um filme turco adaptado de Dracula, é lançado. Série nº 8 inclui a primeira história em quadrinhos adaptada de Dracula.

-1954 – O Código das Histórias em Quadrinhos bane os vampiros. I Am Legend, de Richard Matheson, apresenta o vampirismo que altera o corpo.

-1956 – John Carradine interpreta Drácula na primeira adaptação para a televisão no programa Matinee Theater. Kyuketsuki Ga, o primeiro filme japonês sobre vampiros é lançado.

– 1957 – O primeiro filme Italiano sobre vampiros, I Vampiri, é lançado. O produtor americano Roger Corman faz o primeiro filme de ficção científica sobre o vampiro, Not of This Earth. El Vampiro, com German Robles, é o primeiro de uma série de filmes mexicanos sobre vampiros.

-1958 – A Hammer Films, da Grã-Bretanha, inicia uma nova onda de interesse pelos vampiros com o seu primeiro filme Dracula, lançado nos Estados Unidos como The Horror of Dracula filme que lançou Christopher Lee no papel de Drácula, interpretando o mesmo como um conde violento, dinâmico e fisicamente poderoso, apresentando a peculiaridade que se seguiria nos romances de vampiros: caninos afiados. O primeiro número de Famous Monsters of Filmland assinala um novo interesse pelos filmes de horror nos Estados Unidos.

-1959 – Plan 9 from Outer Space é o último filme de Bela Lugosi.

-1961 – The Bad Flower é a primeira adaptação coreana de Dracula.

-1962 – Fundação da Count Dracula Society, em Los Angeles, por Donald Reed.

-1964 – The Munsteers e A Familia Addams, duas comédias de horror com personagens vampiricos, abrem a temporada de outono na televisão.

-1965 – Jeanne Youngson funda The Count Dracula Fan Club. The Munsters, baseado na série de TV do memso nome, é a primeira série de histórias em quadrinhos que destaca um personagem vampirico.

-1966 – Dark Shadows estréia na rede ABC, na programação da tarde.

-1967 – Abril: no episódio 210 de Dark Shadows, o vampiro Barnabas Collins faz sua primeira aparição.

-1969 – O primeiro número de Vampirella, a história em quadrinhos de maior duração até hoje, é lançado. Denholm Elliot fazz o papel-titulo na série Dracula, produção televisiva da BBC. Does Dracula Realy Suk? (Dracula and the Boys) é lançado como o primeiro filme a apresentar um vampiro gay.

-1970 – Christopher Lee estrela em El Conde Dracula, adaptação espanhola de Drácula. Sean Manchester funda The Vampire Research Society.

-1971 – A Marvel Comics lança a primeira cópia de um livro sobre vampiros pós-Código das Histórias em Quadrinhos, The Tomb of Dracula. Morbius, o Vampiro Vivo, é o primeiro novo personagem introduzido após a revisão do Código, que permitiu o reaparecimento de vampiros em histórias de quadrinhos.

-1972 – The Night Stalker, com David McGavin, se torna o filme de TV mais visto até essa data. Vampire Kung-fu é lançaod em Hong Kong como o primeiro de uma série de filmes de artes marciais vampíricos. In Search os Dracula, de Raymond T. McNally e Radu Florescu, introduz Vlad, o Empalador, o Drácula Histórico, ao mundo dos fãs do vampiro contemporâneo. A dream of Dracula, de Leonard Wolf, complementa o trabalho de McNally e de Florescu ao chamar a atenção para a lenda do vampiro. True Vampires os History, de Donald Glut, é a primeira tentativa de juntar as histórias de todas as figuras históricas de vampiros. Stephen Kaplan funda The Vampire Research Center.

-1973 – A versão de Dracula, da Can Curtis Productions, apresenta o ator Jack Palance num filme feito para a TV. Vampires, de nancy Garden, inicia uma onda de literatura juvenil para crianças e jovens.

-1975 – Fred Saberhagen propõe que se veja Dracula mais como um herói do que como vilão em The Dracula Tape. The World of Dark Shadows é fundada como a primeira fanzine Dark Shadows.

-1976 – Publicaçãod e Interview With the Vampire, de Anne Rice. Stephen King é recomendado para o World Fantasy Award por seu romance Salem’s Lot. Shadowcon, a primeira covnenção nacional Dark Shadows, é organizada pelos fãs de Dark Shadows.

-1977 – Uma nova e dramática versão de Dracula estréia na Broadway, com Frank Langella. Louis Jordan faz o papel principal em Count Dracula, uma versão de três horas do romance de Bram Stoker, na TV BBC. Martin V. Riccardo funda o Vampire Studies Society.

-1978 – O livro Hotel Transylvania, de Chealsea Quinn Yarbro, junta-se aos voumes de Fred Saberhagen e Anne Rice como um terceiro grande esforço para iniciar uma reavaliação do mito do vampiro durante a década. Eric Held e Dorothy Nixon fundam o Vampire Information Exchange.

-1979 – Baseado no sucesso da nova produção da Broadway, a Universal Pictures refilma Dracula (1979), com Frank Langella. A gravação pela banda Bauhaus de “Bela Lugosi’s Dead” torna-se o primeiro sucesso do novo movimento de rock gótico. Shadowgram é fundada como uma fanzine Dark Shadows.

-1980 – A Bram Stoker Society é fundada em Dublin, na Irlanda. Richard Chase, conhecido como o Drácula Assassino de Sacramento, Califórnia, comete suicídio na prisão. A World Federation of Dark Shadows Clubs (atualmente Dark Shadows Official Fan Club) é fundada.

-1983 – Na edição de dezembro de Dr Strange, o ás ocultista da Marvel Comics mata todos os vampiros do mundo, banindo-os assim da shistórias em quadrinhos pelos seis anos seguintes. É fundado o Dark Shadows Festival para anfitriar a convenção anual de Dark Shadows. Hunger, filme baseado no romance de Whitley Streiber (1981).

-1985 – Publicação do livro The Vampire Lestat, de Anne Rice, que alcança a lista dos best-sellers. Lançamento do filme Fright Night (A Hora do Espanto).

-1987 – O filme Lost Boys;

-1989 – A derrubada do ditador romeno Nicolae Ceaucescu abre a Transilvânia para os fãns de Dracula. Nancy Collins ganha o Bram Stoker Award por seu romance Sunglass After Dark.

– 1991 – Lisa Jane Smith lança o livro de terror e romance Diários do Vampiro, The Vampire Diaries no original, sobre a vida de uma garota chamada Elena Gilbert que se vê ás voltas com dois irmãos vampiros. Dark Reunion, segundo livro da série, lançado em 1992, e após 16 anos lança a primeira parte dos novos títulos, intitulado The Vampire Diaries – The Return: Nightfall, publicado em 10 de feveriero de 2009. Vampire: The Masquerade, o mais bem-sucedido role-playing game, ou RPG, é lançado por White Wolf.

-1992 – Estréia Bram Stoker’s Dracula, dirigido por Francis Ford Coppola, considerado uma das melhores adaptações do filme para o cinema, com Gary Oldman no papel de Dracula e Winona Rider no papel de Mina Murray. Andrei Chikatilo, da Rússia, é condenado á morte após matar e vampirizar cerca de 55 pessoas. É lançado também o Romance Lost Souls, de Poppy Z. Bright. É Lançado também o filme Buffy, a Caça-Vampiros, dirigido por fran Rubel Kuzui.

-1994 – A versão cinematográfica de Interview With the ampire (entrevista com Vampiro), de Anne Rice, estréia com Tom Cruise no papel do Vampiro Lestat e Brad Pitt como Louis.

-1995 – Em maio, a International Transylvania Society of Dracula promove a Wrold Dracula Conference na Romênia.

-1996 – Os membros de um “culto” ao vampiro, liderados por Rod Ferrell, são presos pelo assassinato de duas pessaos na Flórida. Eles foram em seguida julgados e condenados por assassinato. Lançado Santanico Pandemonium (Um Drink no Inferno).

-1997 – O centenário de publicação do romance Dracula, de Bram Stoker, provoca um surto de atividades durante 1997 e 1998, incluindo o lançamento de diversos livros comemorativos, muitos programas para televisão e a criação de selos (no Canadá, na Irlanda, no Reino Unido e nos Estados Unidos). De 13 a 15 de junho, ocorreu em Whitby, na Inglaterra, o evento “Dracula the Centenary”, patrocinado pela Whitby Dracula Society. Em 13 de agosto, o serial killer Ali Reza Khoshruy Juran Kordiyeh, conhecido como “o vampiro de Teerã”, é executado publicamente no Irã. De 14 a 17 de agosto, ocorreu em Los Angeles a Dracula’ 97: A Centennial Celebration, o maior de todo os eventos que comemoraram o centésimo aniversário de publicação de Dracula. O evento foi patrocinado pelas divisões americana e canadense da Transylvania Society of Dracula e pelo Count Dracula Fan Club.

-1998 – Lançamento de Balde, Caçador de Vampiros, com Wesley Snipes no papel principal.

-2002 – Lançamento de Blade II, continuação da história do meio-vampiro Negro Blade.

-2004 – Blade Trinity, o terceiro filme da série é lançado.

-2005 – 5 de outubro: Stephenie Meyer publica: Twillight, adaptado ao cinema em 2008 sob o titulo Crepusculo, no Brasil;

-2006 – Lançado Blade: A nova Geração, e o seriado para TV Blade: The Series. 6 de setembro: Lança New Moon, segundo titulo da série Twillight, lançado no Brasil em 27 de setembro de 2008 e adaptado ao cinema em 20 de novembro de 2009.

-2007 – 7 de agosto: Lançado em inglês o livro Eclipse, da Saga Twillignt, em 16 de Janeiro, adaptado ao cinema em 30 de Junho de 2010, dirigido por David Slade.

-2008 – lançado em inglês o titulo breaking Dawn, da série Twillight em2 de agosto, e no Brasil em 26 de junho de 2009; a adaptação do livro será dividido em dois filmes: a primeira parte tem previsão de lançamento para 18 de novembro de 2011 e a segunda para 16 de novembro de 2012. Em 7 de Setembro estréia a Série de TV True Blood pela HBO, estreando no Brasil em 5 de Janeiro de 2010. Lançado o Filme “Deixa Ela Entrar”, onde a jovem Eli chamou a atenção do público ao mesclar tanto o lado existencial dos vampiros quanto o sanguinolento.

– 2009 – Lançado no Brasil o primeiro volume da série Vampire Diaries, chamado ‘O Despertar’, em novembro foi lançado o segundo volume, sob o nome de ‘O Confronto’, em março de 2010 foi lançado A Fúria, e em agosto de 2010 o Reunião Sombria. A nova trilogia O Retorno teve seu primeiro livro lançado em Dezembro de 2010, sob o titulo: Anoitecer.

Essa é uma breve explanação sobre a figura do Vampiro no ideário medieval, sua influência na literatura e no cinema até os dias de hoje, em breve falarei sobre poderes e fraquezas associadas ao vampiro literário, e a presença do Vampiro no Ocultismo, revisado e atualizado.

Fontes:

Wikipédia, no nomes de pesquisadores e consulta d lançamento dos livros e filmes citados

-O Livro dos Vampiros – A Enciclopédia dos Mortos-Vivos” – MELTON, J, Gordon, Makron Books, São Paulo, 1996.

-Enciclopédia dos Vampiros – Edição Compacta – MELTON, J. Gordon, M. Books do Brasil, São Paulo, 2008

#Filosofia #Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/do-vampiro-hist%C3%B3rico

 Hellraiser é moderno, descaradamente Queer e te engancha

Por Rachel Shatto.

Hellraiser sempre ocupou um lugar especial no coração dos fãs de terror, mas especialmente das pessoas queer. Embora o filme original de 1987 nunca tenha sido expressamente queer, era de nascença assim. Nascido da mente de Clive Barker e dirigido por ele, o filme foi inspirado em parte por seu tempo trabalhando como garoto de aluguel e visitando bares de couro de Londres durante sua juventude. Foi também uma saída para suas ansiedades sobre o custo de se assumir, que ele canalizou para a novela Hellbound Heart, na qual o filme é baseado. Ele aparece em cada quadro. Da estética dos cenobitas, tirada literalmente da cultura queer, pingando couro e modificação corporal, à busca de prazeres proibidos de Frank, ela gritava, não sussurrava, sua natureza queer para quem tivesse ouvido e experiência de vida para ouvir.

Apesar de ter sido lançado em vídeo e não nos cinemas na época, rapidamente ganhou status de cult e gerou uma sequência que enriqueceu a mitologia, um terceiro filme que tentou transformar seu Hell Priest (Sacerdote do Inferno) em um personagem brincalhão ao estilo de Freddy Kruger e um quarto filme que levou esse personagem central, também conhecido como Pinhead (Cabeça de Prego), para o espaço. Além disso, é melhor não falarmos das outras seis sequências.

Portanto, foi com grande expectativa (e algum pavor) que os fãs aguardaram o novo Hellraiser. Embora os detalhes da trama tenham sido cuidadosamente mantidos em sigilo antes do lançamento do filme, havia algumas informações que os fãs poderiam pesar contra suas ansiedades. O diretor desta versão “reimaginada” é David Bruckner, cujo filme anterior, The Ritual (O Ritual, 2017), atestou sua capacidade de criar um filme de monstro aterrorizante, e The Night House (A Casa Sombria, 2020), um horror psicológico profundamente ressonante, provou que ele era um mestre da tensão. Juntos, parecia que ele poderia ser a pessoa certa para elevar a franquia caída à sua antiga glória.

Enquanto alguns temiam que este seria um remake simples, o filme é muito mais uma reimaginação da mitologia e inspiração da novela, bem como dos dois primeiros filmes. Ele se concentra em um jovem viciado chamado Riley (Odessa A’zion) que acaba de posse de uma caixa de quebra-cabeça, que funciona como um canal para convocar os Cenobitas para punições e, na opinião deles, recompensas. Sem perceber as apostas, ela começa a desbloqueá-lo e logo ela está cara a cara com Pinhead.

Outro ponto de discórdia para muitos era que Doug Bradley, que originou o papel de Pinhead, não estaria mais vestindo o manto preto e os alfinetes. Em vez disso, o vilão icônico seria interpretado pela atriz trans Jamie Clayton. Os fãs da novela imediatamente reconheceram o que Bruckner estava fazendo, pois, no livro, Pinhead era um ser de gênero ambíguo.

Foi um risco, mas a aposta de Bruckner para escalar Clayton em um papel originado por Bradley compensa. Clayton traz uma ameaça erótica que está faltando muito na franquia desde suas duas primeiras entradas. Ela é vigorosa (literalmente) e sensual, irradiando uma sensação de maldição e curiosidade em igual medida. Ela é requintada em desempenho e aparência.

Os Cenobitas sempre foram ladrões de cena, mas inteligentemente o filme leva seu design em uma direção nova e horripilante. Longe vão os vestidos de couro preto; em seu lugar é simplesmente carne, torturada, torcida e esculpida. É grotesco em sua beleza e muito de acordo com o espírito do filme original.

É também uma nova forma de transgredir, como era a intenção do diretor. “Bruckner falou muito sobre isso no processo de design”, disse Adam Faison, que interpreta Colin (namorado do irmão de Riley, Matt, interpretado por Brandon Flynn) no filme, ao PRIDE. “Ele disse, ‘há algo com nossa cultura, especialmente na América, com nosso fascínio, mas também como um sentimento de tabu sobre nudez. Nós temos um [desconforto] com isso, então ele disse: ‘Eu gostaria de brincar com o que se eles estivessem completamente nus, é meio que exibicionismo disso e como isso acaba para as pessoas.’”

Embora seja uma experiência maravilhosamente desviante na tela, pode ser um pouco assustadora pessoalmente. “E você ficaria tipo, Uau, oh meu Deus! Às vezes… você não sabia se podia ou não olhar para eles porque eles estavam nus. E… eles são tão reais, que é quase como se pudessem olhar para todos vocês?” ri Faison.

Sua dor prova ser nosso prazer; o que poderia ser mais a propósito de Hellraiser do que isso?

Embora o design dos Cenobitas leve o filme a uma nova direção, não é a única maneira pela qual essa versão moderniza a história.

O filme original foi lançado em 1987, em uma época em que os elementos LGBTQ+ tinham que permanecer subtextuais, mas felizmente não em 2022. Essa releitura é descaradamente queer, o que foi particularmente significativo para Faison, que é identificado como LGBTQ+.

Antes de ler o roteiro, foi repetidamente prometido para ele que os personagens queer eram de fato centrais para o enredo e pessoas plenamente realizadas. Ainda assim, ele estava preocupado. “Você fica tipo, eu vou ser tratado como outro personagem gay simbólico, isso é como uma piada? E então eles são mortos de alguma forma engraçada. Já vimos isso tantas vezes e é meio cansativo”, compartilha Faison. No entanto, ele ficou aliviado ao descobrir que podia confiar no diretor para criar um filme não apenas fiel aos elementos de terror da história de Barker, mas também aos queer. “Bruckner não é queer, mas ele foi muito colaborativo com Brandon, eu e Jamie e todos nós sobre sermos realmente específicos e matizados com isso e acho que isso é muito raro”, diz ele. “Sabe às vezes, especialmente os héteros, ficavam tipo, você sabe, preciso cumprir um checkbox. Mas, como Bruckner era uma aliança total.”

Em última análise, parece de acordo com o tipo de filme que o próprio Barker poderia ter feito se a época em que ele estava dirigindo fosse tão aberta a temas e personagens queer. Ele estava fortemente envolvido com esta versão (ao contrário de muitas de suas outras sequências). É transgressivo, queer e perverso, mas também fala com uma sensibilidade mais moderna que pergunta e se sua garota ideal fosse realmente gay?

Sim, é um Grand Guignol de sangue e horror corporal, mas que felizmente mais uma vez tem algo a dizer além do espetáculo (por mais monstruosamente belo que seja), enriquecendo-o tematicamente. Embora a história em si possa não ser muito complexa, mas em camadas há uma série de cenários impressionantes que chocam e excitam, e talvez ainda mais importante, é uma celebração do mundo que Barker criou. Tanto em Riley quanto em Colin, o filme apresenta novos personagens para torcer e construir uma franquia, se assim o desejarem. E, claro, a Pinhead de Clayton é uma vilã de primeira linha para uma nova geração que gostaríamos de ver convocada de volta à tela o mais rápido possível.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/hellraiser-e-moderno-descaradamente-queer-e-coloca-seus-ganchos-em-voce/