As Conexões das Árvores da Vida

Olá Crianças,

Muitos de vocês já viram os desenhos tradicionais das Árvores da Vida conectadas, onde o Kether da Árvore de Baixo se conecta com um Malkuth de uma Árvore acima e assim por diante, mas você já parou para pensar o que isso significa? A explicação que encontramos nos livros tradicionais é a de que 10=1+0= 1 e, portanto, 10=1, mas isso é apenas uma simplificação do que representa esta “junção” de Árvores e de como esta união das infinitas Árvores da Vida forma o que chamamos de Sexta Dimensão.

Em diversas mitologias, os estudiosos compararam o tecido da realidade a um tecido de pano, que pode ser costurado, fiado e cortado por entidades como as Moiras, Parcas, Erínias e outras… não por coincidência todas representações de Daath, o CONHECIMENTO. Hoje vamos compreender o que isto realmente significa na prática.

Se já entendemos que cada pessoa é uma Árvore da Vida Completa, que envolve todos os atos de sua vida e todas as suas realizações, e que pode ser enxergada tanto VERTICALMENTE como a Jornada do Herói Pessoal no qual começamos como profanos em Malkuth e nos iniciamos nos estudos herméticos em Yesod, desenvolvemos nossa razão e emoção em Hod e Netzach até encontrarmos nossa Verdadeira Vontade em Tiferet; realizamos nossa Grande Obra até nos tornarmos Magos, a “Casa de Deus”, Beit, no qual realizamos em terra a vontade dos céus… mas também podemos enxergar o Caminho da Pomba, no qual temos uma idéia em Kether, escolhemos qual das infinitas maneiras de retratar esta idéia faremos em Hochma e Binah; estudaremos todo o Planejamento e orçamento e recursos desta idéia em Chesed e Geburah até termos a IDÉIA PERFEITA em Tiferet. a partir disto, realizamos o melhor racional e emocionalmente em Netzach/Hod até gestarmos o produto em Yesod e o apresentarmos como matéria em Malkuth…

Este último parágrafo deve ter dado um nó em quem ainda não foi meu aluno ou está aguardando ansiosamente o Livro de Kabbalah Hermética, mas garanto que assim que você conseguir compreender o quebra-cabeça que estas duas Árvores representam, você enxergará o Universo com novos olhos!

Retornando ao raciocínio e utilizando este texto de internet como exemplo: Eu, Marcelo Del Debbio, depois de 40 anos acumulando todo tipo de vivência únicas e pessoais, formei toda uma Árvore da Vida completa que pode ser chamada de “Marcelo Del Debbio”. TODO este entendimento de como enxergo o mundo está em BINAH, no MEU BINAH, que representa a “cerca” que limita todo o meu entendimento do universo, que é algo único (por exemplo, eu não sei absolutamente NADA a respeito de parto de elefantes, motor de carro de fórmula 1, escalação de times de futebol, enredo de novelas ou perfuração de poços de petróleo no Ártico…) são coisas que existem em HOCHMA, na Totalidade, mas que apenas fragmentos mínimos dessa Sabedoria chegam até dentro da minha cerca (eu sei que a gestação de elefantes possui semelhanças a humana e de outros mamíferos, como aprendi na escola; eu sei que motores de carros de F-1 funcionam por explosão e o princípio básico, mas não sei consertar um radiador furado… sei que são 11 jogadores e os reservas e cada time usa um uniforme diferente no futebol, e que existem campeonatos… já vi imagens de perfuradores de petróleo e por ai vai…) temos VISLUMBRES de Hochma dentro de nossa “cerca” de Binah.

Dentro desta minha seleção de Entendimentos da Realidade, eu decidi escrever um texto no blog a respeito de Kabbalah. Planejei em Chesed e medi quanto isso ia me tomar em tempo e trabalho em Geburah e cheguei a idéia de como este texto ficaria perfeito (Tiferet). Sentei agora de tarde na frente do laptop e digitei todas estas palavras que você está lendo, gestando este texto em Yesod e finalmente, quando terminei de apertar a tecla [Publicar], este Texto está em MALKUTH…. chamamos este processo de “Árvore Horizontal”, porque apesar de ser uma árvore COMPLETA, eu, com mais de 20 anos como escritor, já produzi centenas e centenas de textos no blog. CADA Texto no Blog obedeceu EXATAMENTE este diagrama dentro da minha Árvore Pessoal.

Continuando o raciocínio, podemos entender que eu, Marcelo Del Debbio, escritor cuja Verdadeira Vontade é escrever sobre Kabbalah, possuo dentro da minha Árvore milhares e milhares e milhares de pequenas Árvores… algumas boas, algumas uma porcaria, algumas excelentes, algumas qliphoticas… mas cada trabalho gerado cria sua própria Árvore e tem seu próprio MALKUTH.

Agora vamos olhar para você, leitor ou leitora que está com os olhos neste parágrafo agora. Você é sua própria Árvore da Vida, resultado das suas vivências únicas e pessoais, que possui sua própria “cerca” no seu próprio BINAH de limitações (talvez você seja um veterinário e saiba fazer um parto de um elefante, ou seja um mecânico e saiba desmontar e montar um motor de F-1 ou talvez saiba a escalação completa de todos os times do campeonato paulista!). Sua cerca de realidade é obviamente MUITO diferente da minha. Quanto maior nossas cercas, maior as áreas que conseguiremos nos fazer entender. Quando você lê estas palavras, todo o conhecimento que passei neste texto se torna SABEDORIA (Hochma) onde o meu Malkuth (este texto) encontra o seu Kether (seu cérebro) e você tenta interpretar este texto.

Ai temos o ABISMO.

Eu acredito que só uns 10% dos leitores nesta altura do campeonato consigam entender realmente tudo o que escrevi acima. Mas não tem problema, este texto é realmente mais complexo do que os que eu normalmente coloco por aqui. Entender este texto requer o conhecimento do que seja cada Esfera e do que elas representam. Se você acabou de começar a estudar kabbalah, palavras como “Geburah” ou “Tiferet” soam alienígenas e incompreensíveis. Tendo o Aleph-Beit (alfabeto) correto, você conseguirá fazer a passagem da Sabedoria de Hochma para o ENTENDIMENTO do seu Binah pessoal… tudo o que você não conhecer ficará para trás no Abismo de Daath.

Isto posto, podemos concordar que se você imprimir este texto e mostrar para 100 pessoas na rua, cerca de 99 não terão a menor idéia do que você está mostrando para elas; algumas nem entenderão a gramática ou o que o texto quer dizer. Uma fração minúscula atravessará a “cerca” do Binah destas pessoas… por outro lado, se você levar este texto a uma sinagoga, 100% dos rabinos vão entender (mas vão falar para você que esse negócio de “kabbalah hermética” não existe, que só eles que sabem a verdade). Se você levar este mesmo texto para um grupo de estudos de kabbalah no facebook, uma quantidade bem maior de gente terá as chaves para entender o que está escrito aqui, e assim por diante… de um fazendeiro no interior de Minas Gerais ao Aleister Crowley, CADA pessoa diferente do planeta que ler este texto entenderá uma porcentagem diferente dele, de uma maneira diferente.

Então temos uma conexão infinita de Árvores da Vida! Meu texto (este MESMO texto que todos vocês estão lendo!) será interpretado milhares de vezes e passará por milhares de filtros até o final do dia… Meu Malkuth se tornará a fagulha de Kether que entrará na Árvore de milhares de pessoas em Hochma (inclusive você, que está lendo isso agora) e, ao mesmo tempo, só no decorrer deste dia, você entrará em contato com centenas de Malkuths de centenas de pessoas diferentes (filmes, livros, músicas… tudo isso é o Malkuth da produção de diversos profissionais que estão em suas jornadas por suas próprias Árvores também). Este entrelaçamento é chamado de Wyrd, ou o “Tecido”. E assim conseguimos entender a razão pela qual é DAATH que traz a representação das Nornes que lidam com esta dimensão.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-conex%C3%B5es-das-%C3%A1rvores-da-vida

História do RPG no Brasil

Parte 1 – O início do RPG no Brasil. A “Geração xerox” e os primeiros RPGs. Dos primeiros encontros na Forbidden Planet até a organização da Uspcon, primeiro evento de RPG do Brasil. A Gibiteca Henfil, a Dragão Brasil e as adaptações de desenhos, filmes e HQs. Arkanun e Trevas, dois dos mais importantes jogos de RPG do Brasil, baseados em hermetismo e kabbalah, que concorriam em igualdade com os principais jogos importados. 3D&T, o sistema mais jogado do país, graças à distribuição em bancas de jornal.
https://www.youtube.com/watch?v=Lf0UZsnJR_I

Parte 2 – Anos 1995-2000 – A era de Ouro do RPG: Eventos para 30 mil pessoas no Martcenter, patrocínio de grandes empresas como Coca-Cola, Banco do Brasil e prefeituras. O Crime de Ouro preto em 2001, falsamente atribuído ao RPG e as consequências negativas que quase quebraram o mercado. Boicotes de distribuidoras e o fim do Encontro Internacional de RPG. A “Era de Prata” e a ascensão dos eventos de Anime. Publicação do AnimeRPG, único RPG brasileiro escrito por uma mulher, que vendeu 20 mil exemplares. A explicação de como funciona o ciclo de vida do mercado de RPG.
https://www.youtube.com/watch?v=-qYw6f8iHWM

Parte 3 – Final dos anos 2007-2008, a morte do RPG? RPGQuest e stands na Bienal do Livro e nas escolas; o fim da Dragão Brasil e o renascimento dos RPGs indies através de impressões de 100-200 exemplares e a mudança de público no mercado. Os novos livros da Daemon em sistema aberto e os mais de 500 netbooks gratuitos. Como a pirataria manteve o Sistema Daemon como um dos mais jogados até os dias de hoje. O renascimento tímido do mercado através dos Financiamentos Coletivos e o novo mercado dos Boardgames.
https://www.youtube.com/watch?v=_KQAjX39ZxQ

Parte 4 – Pequenas Igrejas, Grandes Negócios: a história de um dos cardgames mais engraçados e ao mesmo tempo mais polêmicos que já foram lançados, batendo todos os recordes de Financiamento Coletivo de 2014, que virou até matéria na revista Playboy; da procura pelas notícias bizarras aos processos e ameaças de morte. Dois mil exemplares esgotados e material para três novas edições só com as barbaridades que os pastores criam a cada dia…
https://www.youtube.com/watch?v=DHLbNudzdMg

#Entrevista #RPG

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/hist%C3%B3ria-do-rpg-no-brasil

O Lobisomem no Folclore Brasileiro

Shirlei Massapust

Nunca vi rastro de cobra
Nem couro de lobisomem
Se correr o bicho pega
Se ficar o bicho come
~ Ney Matogrosso, Homem com H.

Doente de amor

Como se cura um Lobisomem? Na maior parte dos filmes importados, somente uma bala de prata no coração poderá eliminar o problema. Porém, no folclore brasileiro, há mais de uma forma de tratar o fado sem sacrificar o homem.

No livro Estórias e Lendas do Brasil o poeta Décio Gonçalves transcreveu relatos compilados pelo palhaço Arrelia durante uma excussão, junto a várias crianças, que tinha por objetivo ensiná-las sobre o folclore e costumes das diversas regiões do Brasil.

Na parte final, o grupo chega a uma fazenda no interior do Estado de São Paulo onde um empregado, Nhô Zico, assegura que existe um modo de desencantar um lobisomem: Na hora em que o dito começa a se transformar novamente em homem – coisa que só acontece no cemitério, na madrugada de sexta feira – a rapariga que o ama deve espetá-lo com o espinho de uma laranjeira que tenha sido plantada numa sexta-feira à meia noite.[1] Durante o tempo que viver o desencantador, ele não mais se transformará em bicho.[2]

A escolha desta planta para o desencantamento traduz curiosa metáfora das núpcias, pois, tanto em Portugal quanto no Brasil, a noiva tecia sua grinalda com flores de laranjeira para usar no dia do casamento.

Em Assombrações do Recife Velho (1955), Gilberto Freyre descreve outra forma de cura:

Também se diz, no Recife, do lobisomem, que chupa sangue: Sangue de moça e sangue de menino. Sangue de moça bonita e sangue de menininho cor de rosa. (…) Em Berberibe, contam os antigos que há muitos anos houve um lobisomem assim, velhote de família conhecida e famoso pelo perfil nobremente aquilino. Família aparentada com a de um presidente da República e com mais de um barão do tempo do Império. (…) Era o velhote branco como um fantasma inglês que nunca tivesse visto o sol do Brasil. (…) Sua brancura dava nojo. (…) Vinha espojar-se nas areias do Salgadinho e até nas lamas de Tacaruna. (…) Desse lobisomem se conta que se curou mamando leite de mulher. Leite de cabra-mulher. Uma mulata de peito em bico e de filho novo teria sido seu remédio. Montou o velhote casa para a cabra-mulher que lhe dava leite de peito como a um filho. O homem foi ganhando cor até deixar de correr o fado. Branco exagerado não deixou de ser nunca. Mas perdeu o ar de chuchado de bruxa e os traços do seu rosto dizem que voltaram a ser os de brasileiro fidalgo e bom. Tudo graças ao leite da mulata mamado no próprio peito da mulher de cor.[3]

Em obra datada de 1956, Viriato Padilha narra a estória de seu camarada, Cândido, colega de Juca Bembém, residente de Iguassu ou Itaguaí, que testou com sucesso uma fórmula mais agressiva para desencantar certo Joaquim Pacheco, um dos sete filhos varões do velho Pacheco, negociante de secos e molhados em Maripicu. Em sua concepção o lobisomem é “o dízimo do Diabo”. Se uma mulher tiver sete filhos machos “pode ter certeza que um deles vira lobisomem”. E, sendo sete meninas, uma, mais cedo ou mais tarde, vira Bruxa.[4] Cândido sempre trazia no pescoço “uma oração que é mesmo um porrete bendito para tudo quanto é coisa má”.[5] Mas Juca Bembém foi mais corajoso e enfrentou o bicho na luta corporal. “É crença geral que fazendo-se sangue na pessoa, quando ela se acha transformada nesse animal fantástico, o Diabo vem lamber o sangue, considera-se pago do seu dízimo, e a pessoa isenta-se do seu sombrio fadário[6]”.

Fios no dente

Apesar do aspecto amarelo pálido, Joaquim Pacheco “era um rapaz sem defeitos e com um começo de fortuna[7]”. Casou-se num sábado com Cecília, filha de Basílio Moura. Ela estranhou o fato do esposo sair toda sexta feira, à meia noite, e retornar muito alterado em fisionomia e modos.[8] Cecília o seguiu, testemunhou a transformação, deixou escapar um grito e ele a perseguiu:

Era noite de lua cheia e tudo estava claro. (…) Dez minutos durou a perseguição, e de uma vez o porco chegou a deitar-lhe os dentes no roupão de lã que se rompeu com o esforço empregado pela moça. Afinal dona Cecília, sem afrouxar a carreira, chegou à beira de um regato que atravessava o caminho e o transpôs de um salto. O mostro ia-lhe ainda ao encalço, mas ao ver a água estacou e retrocedeu, sempre batendo os dentes.[9]

No dia seguinte o sogro encontrou fiapos do roupão de lã cinzenta da sua filha nos dentes do genro lobisomem. Fiapos de pano constituem a prova clássica fartamente repetida no folclore brasileiro. Por exemplo, Nhô Zico narrou igualmente ao palhaço Arrelia sobre como uma jovem da região descobriu que o segredo do namorado:

Imaginem a surpresa da moça quando um bicho enorme saiu do mato, os dentes arreganhados que dava medo. Embora a Ritinha nunca tivesse visto aquilo, não teve dúvida: Era um lobisomem. Quis fugir, mas o bicho mordeu-lhe o braço. Sorte que pegou somente o pano da sua blusa vermelha. O pano rasgou, e a Ritinha conseguiu fugir. (…) No dia seguinte (…) a moça havia notado um fio de sua blusa entre os dentes do Arlindo.[10]

Parece que os lobisomens nunca acertam o alvo e não escovam os dentes! O sogro de Joaquim Pacheco enviou Juca Bembém para tomar providências. Quando o penitente se transformou novamente ele recebeu um golpe na orelha e foi curado, mas não gostou de ter uma parte do corpo amputada. Ao invés de agradecer Joaquim voltou com uma espingarda carregada, disparou contra seu benfeitor e fugiu para os sertões de Minas ou de Goiás. O imóvel onde residia permaneceu abandonado, sendo apelidado de “Casa do Lobisomem[11]”. Anos depois Viriato Padilha se admirou ao “ver em tal estado de abandono uma morada que parecia oferecer regular conforto, quando miseráveis palhoças, esburacadas e mal cobertas, achavam-se atulhadas de gente[12]”.

A proteção da Rainha do Mar

A sugestão da atividade sexual aparece na famosa música de Zé Ramalho, Mistérios da Meia Noite, em cujo enredo, ambientado nos “impérios de um lobisomem”, uma menina desamparada se entrega ao seu amor, “seu professor”, porque não quis ficar como os beatos… Os escravos e seus descendentes temiam os brancos a ponto de imaginar que uns e outros eram inumanos. Outro relato compilado por Gilberto Freyre foi narrado por volta de 1930, por uma negra idosa chamada Josefina Minha-Fé, atacada por “um lobisomem doutor” no Poço da Panela, numa noite escura e chuvosa de Sexta-feira.

Josefina era então negrota gorda e redonda de seus 13 anos. E não se chamava ainda Minha-Fé. Ao contrário: Havia quem a chamasse “Meu Amor” e até “Meus Pecados” — Josefina Meus Pecados — arranhando com a malícia das palavras sua virgindade de moleca de mucambo. E quem assim a chamava não se pense que era homem à toa, porém mais de um doutor. (…) Lobisomem era assombração. E assombração parecia a Josefina, já menina moça, conversa de negra velha e feia, de que negra nova e bonita não devia fazer caso. (…) Seguia assim Josefina para a venda, quase sem medo de lobisomem nem de fantasma, quando, no meio do caminho, sentiu de repente que junto dela parava um não-sei-quê alvacento ou amarelento, levantando areia e espadanando terra; um não-sei-quê horrível; alguma coisa de que não pode ver a forma; nem se tinha olhos de gente ou de bicho. Só viu que era uma mancha amarelenta; que fedia; que começava a se agarrar como um grude nojento ao seu corpo. Mas um grude com dentes duros e pontudos de lobo. Um lobo com a gula de comer viva e nua a meninota inteira depois de estraçalhar-lhe o vestido. (…) Ela gritava de desespero. (…) O que salvou Josefina foi ter gritado pela Senhora da Saúde, da qual o lobisomem, amarelo de todas as doenças e podre de todas as mazelas, tinha mais medo do que do próprio Nosso Senhor. Aos gritos da negrota, acudiram os homens que estavam à porta da venda. Inclusive, o português que, não acreditava em bruxas, passou a acreditar em lobisomem. A negra foi encontrada com o vestido azul-celeste em pedaços. Metade do corpo de fora. Os peitos de menina-moça arranhados.[13]

A mãe de Josefina era escrava dos Baltar. Foi ela quem encontrou pedaços do vestido azul da filha enquanto lavava a roupa de um doutor de “cartola, croisé, pince-nez e rubi no dedo magro” que “dizia ter mais raiva de negro do que de macaco”. O doutor era tão branco que chegava a ser pálido “de um amarelo de cadáver velho[14]”. Vivia tomando “remédio de botica e remédio do mato, feito por mandingueiro ou caboclo” para ganhar sangue e cor de gente viva.[15] Uma vez identificado, o bacharel pálido tornou-se o terror da gente pobre, moradora nos mucamos daquelas margens do Capibaribe. Mesmo admitindo não haver visto quem atentou contra seu pudor no escuro, Josefina confia e confirma as descrições das lendas onde o lobisomem é um pecador terrível que saí a correr pelos matos, pelos caminhos desertos, pelos ermos: “Tomava forma de cão danado, mas tinha alguma coisa de porco. Toda noite de Sexta-feira estava (…) cumprindo seu fado nas encruzilhadas. Espojando-se na areia, na lama, no monturo. Correndo como um desesperado. Atacando com o furor dos danados a mulher, o menino e mesmo o homem que encontrasse sozinho e incauto, em lugar deserto[16]”.

Chafurdando na lama

É comum dizer-se que o mito do lobisomem chegou ao Brasil trazido da Europa pelos colonizadores portugueses, pois não há lobos em nosso país. Porém o mito naturalizou-se de tal forma que acabou transmutado numa coisa à parte. Todo lobisomem brasileiro apresenta a mesma palidez amarelada de um enfermo de ancilostomíase. Por isso ele também é chamado pelo nome popular da doença “amarelão”. Somente aqui é possível curar um lobisomem fornecendo uma mulher para lhe exaurir o ímpeto sexual enquanto ele possuir forma humana. Em nenhum outro lugar a besta precisará rasgar todas as roupas de cor azul antes de fazer o que tem de fazer caso a vítima grite pelo nome de Iemanjá. Conforme conceituado por N. A. Molina, lobisomens “são homens que à meia noite das sextas-feiras se transformam em lobos e saem à procura de gente para sugar-lhe o sangue”, com ou sem lua cheia.[17] Nhô Zico complementa:

Quando é sexta-feira, à meia-noite, ele procura uma encruzilhada, atira-se ao chão e começa a rolar na poeira. Logo se transforma em lobisomem. (…) Faz lembrar um enorme cachorro e tem as unhas muito grandes. (…) Como ele precisa de sangue, depois que se transforma em lobisomem anda a cata de algum leitãozinho, cachorro novo e até criança de colo. Em último caso ataca mesmo gente grande. Antes de amanhecer, o lobisomem sempre procura um cemitério e lá consegue voltar à forma humana.[18]

Se houvesse espaço geográfico disponível “o encantado corria sete freguesias, e das sete os cemitérios delas, em igual número, quando encantado estava, de noite. Antes do amanhecer retornava ao ponto de partida onde, de novo, virava gente[19]”. A necessidade de chafurdar na lama é outra peculiaridade do folclore brasileiro. De acordo com a tese defendida pela professora Maria do Rosário de Souza Tavares de Lima perante a banca examinadora na Escola de Folclore de São Paulo, antes de assumir a forma de animal “o condenado chafurda num lugar sujo, como um chiqueiro ou o chão de um galinheiro[20]”. Na narrativa de Viriato Padilha, por exemplo, quando Cecília Pacheco seguiu o marido até o chiqueiro ela testemunhou coisa extraordinária:

Dirigiu-se lento, cabisbaixo e muito triste na direção de um telheiro onde dormiam os porcos; e ao aproximar-se dele começou a emitir os singulares grunhidos que tanto haviam apavorado a moça. (…) Sempre grunhindo, Quincas Pacheco aproximou-se do telheiro e os porcos ao pressentirem-no levantaram-se e fugiram. Então Quincas Pacheco tirou a roupa, e atirando-se na poeira que servia de leito aos bacorinhos, espojou-se durante longo tempo, sempre grunhindo ferozmente. (…) Viu Quincas Pacheco erguer-se, não sob a figura humana, porém sim transformado em um grande porco, de cerdas eriçadas e presas salientes, o qual pôs-se logo de pé e começou a bater os dentes e a abanar as orelhas de uma maneira horrível! Os olhos dessa coisa monstruosa luziam como brasas, a dentição branca, cerrada e pontiaguda destacava-se no negrume dos pêlos.[21]

Pormenores específicos parecem análogos àqueles de criaturas similares de outras partes do planeta, como o Witiko ou Wendigo de origem algonquiana (povo índio da América do Norte), que é um índio canibal transformado em ente fabuloso. “O Witiko não usa roupas. (…) Tem o hábito de se coçar, como os animais, contra os abetos e outras coníferas resinosas. Depois de coberto de resina e de goma, rola na areia[22]”. Um hábito similar é atribuído aos Chenoo de Passamaquoddy, que se esfregam inteiramente com resina odorífera de pinheiro para em seguida rolar sobre o solo, de tal forma que tudo se adere a seu corpo. “Este hábito faz pensar fortemente nas armaduras de pedra dos Iroqueses, gigantes canibais sedentos de sangue, que se cobriam diligentemente com breu e rolavam em seguida na areia ou nas encostas das dunas[23]”.

Impossível não lembrar do oneroso banho de lama em fontes termais incorporado aos costumes dos brancos ricos de todo o mundo desde que o pioneiro Samuel Brannan, na época da corrida do ouro, mergulhou nos ancestrais banhos de lama da tribo Wappo:

Hoje muitos dos melhores spas oferecem o serviço de banhos de lama em luxuosas banheiras para esfoliar e rejuvenescer a pele… Mas na falta da lama limpa destas termas especiais o lobisomem rola sobre a areia da praia, lama comum, poeira de estrada, esterco ou qualquer outra coisa capaz de formar uma crosta sobre seu corpo, dificultando o reconhecimento por parte dos transeuntes que eventualmente o vejam andando nu.

Curioso notar que o sujeito será chamado de lobisomem (macho), mulher lobo (fêmea) ou lobanil (macho ou fêmea) mesmo que se transforme num porco ou num monstro de forma híbrida indefinida. Não existe consenso sobre como surge o lobisomem. Geralmente ele é o sétimo filho homem nascido após seis meninas ou seis outros meninos. “O lobisomem é o sétimo filho de um casal: O caçula[24]”. Mas há variantes dessa superstição onde ele pode ser qualquer um dos sete filhos varões e não necessariamente o último a nascer.[25] Outra versão assegura que “se uma família tiver 13 filhos, todos homens, o último será lobisomem, e sairá de casa todas as sexta feiras à meia-noite[26]”. Segundo a folclorista Maria do Rosário, “homens chamado Bento ou Custódio, batizados pelo irmão mais velho, seriam os mais sérios candidatos à maldição[27]”.

Nos romances gráficos do gênero terror quem é mordido por um lobisomem sempre vira lobisomem. Para melhor explicar isto ele é normalmente um monstro hematófago, como um vampiro, pois se fosse carnívoro e devorasse a vítima não sobraria muita coisa para converter em novo monstro… No romance O Coronel e o Lobisomem (1964) de José Cândido de Carvalho o personagem principal, coronel Ponciano de Azeredo Furtado, resolve contar histórias de assombrações para meter medo em seu amigo Juca Azeredo:

Desencovei um livro de São Cipriano que vivia amedrontado no fundo do gavetão dos meus charutos. (…) Puxei o lobisomem do livro de São Cipriano para dentro dos ouvidos dele. Uma assombração danada de um cristão lidar com ela. Uivava de cortar o coração mais de pedra. Digo que fiz chicana de doutor velho, pois não segui tintim por tintim o que a letra de forma estipulava. Pulei, misturei, inventei em favor do lobisomem maldade de arrepiar. Juquinha amarelou e no fundo da cadeira mais parecia um rato assustado. E eu no serviço do mal-assombrado. Quando, lá para as tantas, fiz a apresentação do amaldiçoado em tamanho natural, olho em brasa e dente cerrado, o parceiro Juquinha não agüentou. Pregou na testa o sinal-da-cruz e mergulhou o corpanzil no corredor.[28]

Ponciano continou a fazer chacota do “tal lobisomem do livro de São Cipriano” até a besta aparecer numa noite de sexta feira para tirar vingança do coronel trocista que, apesar de tudo, saiu vitorioso da luta corporal… O que pouca gente sabe é que, ironicamente, o livro verdadeiro citado neste texto fictício repreende a credulidade excessiva, informando que “há lugares onde se fala tão-só da existência de bichos, como se a menção da palavra lobisomem fosse bastante para delimitar o aparecimento de um. Alias, é crença muito espalhada entre camponeses que não se deve chamar as doenças nem o demônio pelo nome certo, pois aquele que pronunciar o nome de uma doença poderá contraí-la e aquele que pronunciar o nome do diabo está convidando-o a aparecer para fazer das suas. Daí o recorrem os campônios a várias palavras para indicar o diabo e as doenças, contanto que não digam o nome correto. Aplica-se o mesmo raciocínio para o lobisomem, e talvez para outras entidades[29]”.

Qual a causa remota do fado?

Se o lobisomem é um penitente ele paga promessa ou purga exatamente o que? Não pode ser algum pecado cometido em vida posto que antes de nascer o sétimo filho já estava condenado. Tampouco tratar-se-ia de maldição hereditária visto que os pais do lobisomem não são necessariamente lobisomens! Herbnerto Sales solucionou o mistério num engenhoso conto onde a personagem D.ª Aninha vê frustrada sua pretensão de ter um filho homem. Embora seja uma católica praticante, deus não atendeu suas preces, pondo em risco a continuidade do sobrenome da família sem um herdeiro varão. Após conceber sete meninas indesejáveis a matriarca resolve ter esse filho “nem que seja com a ajuda do Diabo[30]”. Consultou Honorina, uma negra velha que jogava búzios, e escutou que o próximo rebento a nascer seria filho homem, mas teria de cumprir um fado, “que é o fado de todo filho homem nascido depois de sete filhas[31]”.

Homem-bicho, bicho-homem, lobisomem. (…) Quando o menino completasse 13 anos, o fado ia se cumprir. Era um encanto, que estava nas mãos da mãe quebrar, tirando sangue do encantado, pelo meio que ela quisesse ou pudesse, na hora. Vigiasse na Quaresma, de Sexta para Sábado, e preparada ficasse; ela, a mãe, melhor que ninguém, embora qualquer pessoa pudesse fazer a mesma coisa. Com faca, ou pau (…), ou mesmo com um simples alfinete, enfim: Com o que pudesse servir para tirar sangue do encantado, sem risco de morte, na hora do encanto.[32]

O menino cresceu perrengue, amarelo e tristonho. “Era aquela cor de opilado”. Não havia mezinha ou remédio que o animasse. Acabou se transformando às doze badaladas da meia-noite numa sexta feira após a data marcada.

[D.ª Aninha] viu o vulto do filho sair pela janela do quarto e vir andando, meio agachado, até o lugar onde o jumento se espojara. (…) O filho chegou a tirar a roupa; e quando ela pensou que ele ia ficar assim nu, como tinha nascido, ele vestiu de novo a roupa, pelo avesso. Depois, se deitou no chão, bem na espojadura do jumento, e começou a se espojar, igualzinho ao dito animal (…) rolando para cá e para lá, na areia. (…) O filho ela não mais viu, naquele lugar; mas um bicho, menor que um bezerro e maior que um cachorro, os dois misturados no feitio, animal esquisito e orelhudo. Um sopro ela ouviu, que nem de fole, mas sendo de bicho resfolegando, continuado e feroz. (…) E assim, no assopro, saiu o filho andando, de quatro, em bicho já transformado.[33]

Mãe e filho travaram luta corporal até ela conseguir sangrá-lo enfiando um espeto de pau “na altura da perna direita do bicho” e, assim, curá-lo do fadário ao qual ela mesma deu causa ao solicitar auxílio das artes negras para a concepção de um herdeiro varão. “Mal o sangue saiu, escorrendo perna abaixo, o dito bicho, com um gemido, estrebuchou-se, rápido e todo, como para tirar de cima de si uma coisa incômoda, um peso. E lobisomem já não sendo, por efeito do sangue derramado, tornou a virar gente, de novo feito em filho, tal e qual como era em antes[34]”.

Um mito em mutação

A arte nacional soube aproveitar o mito. No filme Quem Tem Medo de Lobisomem? (1974) os personagens confundem o lobisomem com um vampiro e, a partir de então, muitos romances gráficos desenvolveram a mesma idéia. Dentre os maiores sucessos gravados por Ney Matogrosso consta as músicas O Vira (composta por João Ricardo, em 1973) e Homem com H (de Antônio Barros, 1981), contendo menções ao lobisomem.

A busca pelo lobisomem que assustava os habitantes da fictícia cidade de Asa Branca, ao som da música Mistérios da Meia Noite, de Zé Ramalho, foi uma das atrações da telenovela Roque Santeiro; escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva, produzida e exibida pela Rede Globo de 24 de junho de 1985 a 22 de fevereiro de 1986. No último capítulo a identificação e transformação do professor Astromar Junqueira (Ruy Resende) marcou o pico de audiência do horário nobre. Posteriormente o ator Ruy Resende lançou o livro Um Lobisomem Passado a Limpo, narrando sua experiência na novela. (Atualmente o pastor Jorge Val, dito ex ialorixá e babalorixá Jorge de Oxossi, tem incluído em seu testemunho durante as pregações a afirmação de haver interpretado o lobisomem na novela Roque Santeiro, na qualidade de duble, sem apresentar nenhum meio de prova).

Em 2009, o ator Paulo Silvino criou e interpretou o personagem Lobichomem para um quadro semanal no programa de comédia Zorra Total, exibido na Rede Globo. Sempre que consegue conquistar uma linda mulher o machão vê a lua cheia, sente “aquela coceirinha particular” e se transforma num lobisomem gay sedento por carne masculina. Quando volta ao normal percebe que sua mulher fugiu e não entende o que aconteceu, pois ele não se lembra de nada.

Com a proclamação da república e subseqüente ascensão dos partidos políticos populistas as famílias nobres praticamente deixaram de existir. Enquanto isso os vampiros e lobisomens da ficção e folclore foram empobrecendo vez mais. Em 1989 a antropóloga Sheila Maria Doula defendeu a tese A Metamorfose do Humano em seu trabalho de pós-graduação na Universidade de São Paulo (USP), onde tenta mostrar que os lobisomens de hoje são representados por seres humanos desajustados:

O novo lobisomem continua vivo, mas não é mais o mesmo, afirma Sheila. O lobisomem de agora, além de ser uma pessoa desajustada, está ausente da comunidade, não tem família, trabalho nem moradia. É pouco sociável e sofre de uma profunda apatia e indisposição. A cor amarelada e os olhos profundos talvez sejam os únicos vestígios que restam do lobisomem de outrora. Os lobisomens do século 20 percorrem as ruas das cidades mendigando um pedaço de pão.[35]

As lendas falam em outras características, como magreza, palidez, tristeza, orelhas grandes, nariz levantado.[36] Muitos homens possuem bastante cabelo no corpo. (Desde que o peludo ator Tony Ramos começou a atuar, seu nome passou a ser citado como exemplo de forma cômica quase sempre quando o assunto é lobisomem). As pessoas mais visadas são as que moram sozinhas, evitam o contato humano, mostram sinais de problemas mentais e tem pouco cuidado com a aparência pessoal.

Atitudes como deixar as unhas crescerem e desprezar cuidados corporais pode fazer com que um indivíduo adquira uma aparência e um cheiro animalesco. Acresça o habito de andar sorrateiramente pelo matagal ou cemitério, um temperamento agressivo, etc., e semelhante figura assustará mesmo quem nunca acreditou em lobisomem!

 Notas:

[1] RIBEIRO, Gonçalves. Estórias e Lendas do Brasil. Brasil, Formar, década de 70, Vol 5, p 36.

[2] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 26.

[3] FREYRE, Gilberto. Assombrações do Recife Velho. Rio de Janeiro, Record, 1974, p 104-105.

[4] PADILHA, Viriato. O Livro dos Fantasmas. Rio de Janeiro, Spiker, 1956, p 45.

[5] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 45.

[6] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 54.

[7] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 46.

[8] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 47.

[9] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 50-51.

[10] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 33.

[11] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 45.

[12] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 43.

[13] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 48-50.

[14] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 51.

[15] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 51.

[16] FREYRE, Gilberto. Obra citada, p 48.

[17] MOLINA, N. A. Antigo Livro de São Cipriano: O Gigante e Verdadeiro Capa de Aço. Rio de Janeiro, Editora Espiritualista, p 216.

[18] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 26.

[19] SALES, Herberto. O Lobisomem. Rio de Janeiro, Edições de Ouro, p 21.

[20] GOLDEFEDER, Sônia e LEITE, Mário. Pobres Vampiros. Em: Globo Ciência, ano 4, nº 40. Rio de Janeiro, Globo, novembro de 1994, p 53.

[21] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 50-51.

[22] GUINARD, Reverendo Joseph E. O Witiko entre os Cabeças-redondas. Em: Primitive Man, nº 3, 1930. Citado por: BERGIER, Jacques. O Livro do Inexplicável. Trad. Francisco de Souza. São Paulo, Hemus, 1973, p 150.

[23] COOPER, John M. A Psicose Cree do Witiko. Em: Primitive Man, nº 6, 1933. Citado por: BERGIER, Jacques. Obra citada, p 150-151.

[24] RIBEIRO, Gonçalves. Obra citada, p 26.

[25] PADILHA, Viriato. Obra citada, p 45.

[26] KLOETZEL, Kurt. O Que é superstição. São Paulo, Brasiliense, 1990, p 7.

[27] GOLDEFEDER, Sônia e LEITE, Mário. Pobres Vampiros. Em: Obra citada, p 53.

[28] CARVALHO, José Cândido de. O Coronel e o Lobisomem. Rio de Janeiro, Livraria José Olympio Editora, 1983, p 38.

[29] MOLINA, N. A. Obra citada, p 217.

[30] SALES, Herberto. Obra citada, p 19.

[31] SALES, Herberto. Obra citada, p 19.

[32] SALES, Herberto. Obra citada, p 20-21.

[33] SALES, Herberto. Obra citada, p 24.

[34] SALES, Herberto. Obra citada, p 25.

[35] LOBISOMEM: AINDA EXISTE? Em: FERREIRA, Fernando Mendes (editor). Axé. Brasil, Ninja, 1989, nº 1, p 38-39.

[36] GOLDEFEDER, Sônia e LEITE, Mário. Pobres Vampiros. Em: Obra citada, p 53.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/o-lobisomem-no-folclore-brasileiro/

Thanatos – I see dead people

Publicado no S&H dia 11/jun/2008,

Durante nossa última matéria, falamos sobre Matrix, o Plano Astral e as diversas maneiras de se interagir com a esfera de Yesod, o estado de consciência representado pelo Mundo Subterrâneo nas antigas mitologias. Falamos sobre os Psychopompos (os famosos “condutores de almas”) das mitologias antigas e o que eles realmente representam e finalmente fizemos cinco anotações em nossos cadernos, que passaremos a utilizar nesta coluna.
Hoje falaremos sobre fantasmas, espíritos, vampiros e outros habitantes do Plano Astral. Assim que completarmos estas explicações, voltamos para a desmistificação dos Demônios, Encostos e afins. Logo em seguida, começamos a série “Queima ele Jesus!” sobre as cruzadas e os Cavaleiros Templários.

Os Ancestrais e os Planos vibratórios
Em todas as mitologias de todos os povos do planeta, sem exceção, existem contos e textos descrevendo o encontro de seres do Plano Material com seres do Plano Astral. Chamados pelos profanos de Fantasmas, Assombrações, Espíritos, Encostos, Poltergeists, Kamis, Veneráveis, Ancestrais e outros infindáveis nomes, estes seres são basicamente pessoas EXATAMENTE como nós; apenas estão em outra faixa de vibração, indetectável para a maioria das pessoas. Entendendo este princípio simples, fica muito fácil de explicar todos os fenômenos ditos “paranormais” ou “sobrenaturais”…

Para entender como todo este processo de Diferentes Vibrações funciona, vamos fazer uma analogia simples, Analisando nossos cinco sentidos: Em nossa visão, detectamos uma faixa de vibrações do espectro que vai do vermelho ao violeta. Abaixo desta faixa, temos o chamado Infravermelho e acima o Ultravioleta, cores que existem, mas somos incapazes de detectar. O primeiro aparelho capaz de detectar infravermelho foi construído a menos de dois séculos, mas graças às telecomunicações, esta é uma das áreas da ciência ortodoxa que mais avançamos nos últimas décadas.

Nos sons, temos uma faixa audível para o ser humano entre 20Hz e 20kHz. Abaixo deste valor temos os chamados Infrasons e acima disto os chamados Ultrassons, que os seres humanos não são capazes de detectar.
Nos gostos, além dos 4 sabores tradicionais (salgado, doce, azedo e amargo), os cientistas descobriram um quinto sabor, já conhecido há muito tempo pelos orientais com o nome de Umami e recentemente cientistas descobriram que alguns ratos são capazes de sentir um sexto tipo de sabor. Ainda há muito debate sobre isso e os cientistas não chegaram a nenhum acordo a respeito disso, mas sabe-se que existem sabores que não são detectados pelo paladar humano, apenas por alguns animais.
Nos cheiros, existem odores que o ser humano consegue captar e outros que não consegue detectar (chamados ferormônios). O estudo nesta área ainda está engatinhando e mal se projetam aparelhos capazes de detectar odores para uso prático, como detectar explosivos, drogas e outros aparelhos. Nos dias de HOJE, o melhor aparelho para se detectar explosivos continua sendo um cachorro. Ou seja, a ciência ortodoxa não é capaz de detectar com precisão nem ao menos odores ou gostos, quanto mais matéria sutil como a Luz Astral e o Pensamento.
Finalmente chegamos ao tato. Sabemos através de Eisntein que a matéria é energia, coisa que os antigos ocultistas conheciam há milênios (apenas usavam palavras diferentes para expressar a mesma idéia). Todos os objetos considerados “sólidos” são, na verdade, grandes vazios eletromagnéticos compostos de cargas positivas e negativas, que por estarem no mesmo plano de vibração, seus campos eletromagnéticos as repelem, causando a sensação de “físico” que possuímos ao tocar em um objeto “sólido”. Mesmo assim, existem partículas que são tão pequenas que nossos instrumentos não são capazes de pesar, como os Neutrinos (e somos bombardeados o tempo todo por milhões deles por segundo, vindos do Sol).

Os Sete Corpos
Para os ocultistas, os seres humanos possuem sete corpos. A saber: O Corpo Físico (este de carne e osso), o Duplo Etérico (que possui uma infinidade de nomes, de acordo com a tradição estudada: perispírito, campo etérico, corpo vital, biossoma, corpo ódico, corpo bioplasmático, prânamâyakosha, Veículo de Prana, etc). O Duplo etérico faz a ligação entre nossos corpos mais sutis e o nosso corpo físico, adotando a mesma forma que nosso corpo físico. Estudar o duplo-etérico é extremamente importante para compreendermos a maioria das lendas a respeito de fantasmas e assombrações.
Depois dele vem o Corpo Astral propriamente dito. Aquele que se desdobra nas projeções astrais e que permanece ligado ao físico pelo chamado cordão de prata. Os espíritas chamam este corpo de “alma”, os gregos chamavam de Psique.
O Quarto corpo é chamado Corpo Mental. Aqueles que supõe que a mente é o cérebro estão totalmente equivocados. A mente é energética, pode permanecer independente da matéria densa, pois é um corpo à parte, constituído de matéria mental. A mente elabora os pensamentos que se expressam por meio de cérebro. Pensamentos, mente e cérebro são três coisas totalmente distintas. Como o Kentaro demonstrou em uma coluna antiga, entre o ato de se desejar um movimento e o corpo físico efetivamente se movimentar, há um pequeno intervalo de tempo, necessário para se passar a informação da mente para o corpo astral, para o duplo etérico e finalmente para o corpo físico. O cientista Benjamin Libet chamou isso de “potencial pré-motor”.

Desta maneira, a razão converte a mente em um campo de batalha. O processo de racionalização extremada acaba rompendo as delicadas membranas do corpo mental, aprisionando-os no corpo físico (ver texto sobre Hod). Segundo a filosofia oriental e gnóstica, o pensamento deve fluir silencioso sereno e integralmente, sem o batalhar das antíteses (ver Netzach).
O corpo mental pode viajar através do tempo e do espaço, independentemente do cérebro físico. Em um determinado processo do estudo esotérico, o discípulo aprende a se desdobrar em corpo astral. Já em corpo astral, aprende a abandonar este corpo e a ficar no corpo mental. De acordo com a Teosofia, o corpo mental da raça humana encontra-se no início de sua evolução, estando quase que completamente desorganizado (chamado corpo mental lunar).
O Corpo Causal (ou da Vontade) é o chamado quinto corpo e vem a ser o veículo da alma humana. No ser humano comum, este corpo ainda não está formado, tendo encarnado dentro de si mesmo apenas uma fração da alma humana. Tal fração é denominada “essência” e no zen budismo japonês “Budhata”. É a Lua dos Alquimistas, a princesa dos contos de fadas, que precisa ser libertada dos castelos do Mundo Material.
Podemos e devemos estabelecer diferença entre o seu corpo da vontade de seres humanos comuns e correntes, do tipo lunar e o corpo da vontade consciente de um Mestre. O legítimo corpo da vontade permite ao adepto realizar ações nascidas da vontade consciente e determinar circunstâncias. O Corpo Causal é a tal “força de vontade” que os leigos tanto apregoaram em filmes como “o Segredo”. É através deste corpo que materializamos nossas “telas mentais” para a realização de desejos.
O sexto corpo é chamado de ” Budhi ” ou Alma Divina. É um corpo totalmente radiante que todo ser humano possui, porém, ao qual ainda não está intimamente ligado. É Tiferet na Kabbalah, o “Espírito Crístico” de Jesus, o deus-solar dos Antigos e o Sol do Casamento alquímico dos hermetistas. É o cavaleiro de Armadura Brilhante dos contos de fadas. Quando desenvolvido plenamente, faz com que nos tornemos verdadeiramente iluminados.
O sétimo corpo é chamado Átmico, Atman ou Atmã. Chamado também de o Deus interno, o real ser, o íntimo de cada um, o EU SOU.
Atman, em si mesmo é o ser inefável, o que está além do tempo e da eternidade. Não morre e nem se reencarna, é absolutamente perfeito. Atman se desdobra na alma espiritual, esta se desdobrando na alma humana, a alma humana se desdobra na essência e essa essência se encarna em seus quatro veículos (corpo físico, etérico, astral e mental), se veste com eles.

Isto colocado, podemos entender o primeiro deus Psycopompo: Thanatos, o Deus dos Mortos. O Plano Astral é a morada daqueles que ainda não encarnaram ou que estão em fase intermediária entre duas encarnações.
Quando uma pessoa morre (ou “desencarna”, ou “passa para o oriente eterno”, como preferirem), ela abandona seu corpo material e permanece no Astral com seus seis corpos sutis, na forma que seu duplo-etérico (perispírito) possuía quando faleceu. Neste ponto de nossa trama, existem MUITAS histórias e possibilidades. Estas pessoas são chamadas de “Espíritos” pelos kardecistas e são eles que se comunicam na maioria das vezes em sessões mediúnicas. Eles também formam os “encostos”, “assombrações”, “fantasmas” e outros.
Após algum tempo no Astral, os mortos abandonam seu duplo etérico, que se dissolve, e permanecem apenas com seu Corpo Astral, que vai para Planos de Consciência mais sutis, onde recebe outro duplo-etérico na ocasião de um novo nascimento. Quanto mais evoluído é o espírito, menos tempo ele passa na forma de seu Perispírito.

Cascões Astrais
quando o duplo-etérico é abandonado, ele pode resultar nos chamados cascões astrais, que são formas vazias possuidoras da imagem de alguém que faleceu recentemente. Muitas vezes estes cascões astrais podem ser habitados temporariamente por elementais (muitas vezes as imagens projetadas em centros espíritas não são na realidade a pessoa falecida, mas apenas o cascão astral dela, animado por um elemental). Os ocultistas chamam estes seres de Doppelgangers.

“Eles se movem por ai, como pessoas normais. Vêem o que querem ver, e não enxergam uns aos outros”
No Plano Astral, o duplo etérico funciona EXATAMENTE como nosso corpo físico, limitado apenas pelo nosso subconsciente. Se uma pessoa acredita que a parede é sólida, então ela se torna sólida para ele. Se é um iniciado e sabe que pode atravessar uma parede, então ele assim o fará (mas como veremos a seguir, a imensa maioria dos habitantes do astral é tão ignorante quanto suas contrapartes do Plano Físico). A Vontade (Thelema) é o que realmente comanda dentro dos Planos sutis. As pessoas que sabem como Yesod funciona rapidamente se tornam “chefes” das massas ignorantes de espíritos.

I see dead people
No Astral, as pessoas enxergarão aquilo que estiver na mesma freqüência de vibração que elas; muitas vezes não saberão sequer que estão mortos. Já tive experiências de resgate em que as pessoas simplesmente não acreditavam que haviam morrido. A senhora havia falecido durante o sono e achava que seus netos e filhos apenas não prestavam mais atenção a ela…
Alguns animais (gatos especialmente) são capazes de sentir estas vibrações. Crianças e sensitivos também enxergam dentro de algumas faixas do Astral. O nome que se dá para as pessoas que possuem estas faculdades é Clarividente (antigamente chamados de médiuns-videntes) embora existam também Clariaudientes (que escutam), olfativos (que sentem cheiros) e táteis (que sentem impressões). Hoje em dia termos como “videntes” não são muito utilizados, pois acabaram se tornando associados a charlatões e vigaristas.
Importante ressaltar que estas faculdades não estão necessariamente conectadas entre si: Um médium pode incorporar (usando a psicografia, psicofonia e etc) e não ter clarevidência nenhuma, por exemplo.
Problemas de esquizofrenia são frequente em médiuns ostensivos, que possuem a capacidade física da mediunidade. A glândula pineal manda toda essa carga de informações para o hipotálamo e afins, assim surgindo vários problemas. O médium treinado recebe essas informações pelo lobo-pré frontal, o a parte cerebral que lida com a ética humana (Dr. Sérgio Felipe de Oliveira).

Enxergar o Astral, exige um misto de habilidade nata e treino. Há pessoas que nascem com este dom (assim como pessoas nascem daltônicas, ou seja, enxergam menos cores no espectro, outras nascem clarividentes e enxergam uma gama maior de frequencias vibratórias) enquanto outras precisam treinar por anos a fio para desenvolver estas faculdades.
Existem alguns facilitadores para despertar estes processos. Um deles é o vegetarianismo. Limpar o corpo das impurezas energéticas contidas na carne facilita o despertar destes sentidos; não beber, não fumar e manter o corpo sem relações sexuais por alguns dias também vai facilitar o processo (não apenas disso, mas de projeções astrais também).

Fantasmas, Vampiros e Aparições
Antigamente, as pessoas se alimentavam com comidas mais limpas, sem toxinas, agrotóxicos, venenos, sabores artificiais e conservantes químicos, e possuíam mais propensão ao contato mediúnico. A explicação ridícula que se ouve por ai é que as pessoas de antigamente eram mais burras ou supersticiosas, ou esquizofrênicas, por isto acreditavam em fantasmas. Como já foi demonstrado e provado inúmeras vezes, a maioria dos casos de “loucura” nada mais é do que mediunidade exacerbada somada a ignorância cética. Os astrólogos de antigamente chamavam a casa 12 no Mapa Astral de “Casa dos Loucos” porque constatavam que a grande maioria dos internos dos institutos de psiquiatria possuíam muitos planetas no signo de Peixes nesta casa.
No campo, onde a alimentação e o ar eram mais saudáveis, estes efeitos de contato entre o Material e o Astral eram mais freqüêntes e algumas pessoas conseguiam enxergar os espíritos obsessores agindo. Destes contatos surgiram as lendas dos vampiros, lobisomens e bruxas voadoras.
Vamos explicar algumas das características dos vampiros de maneira científica:
1) Obsessores são entidades astrais que se conectam à pessoas vivas com o objetivo de sugarem fluidos sutis. Um corpo astral não é capaz de fumar, nem de obter prazer a partir da ingestão de nicotina, mas pode se “encostar” em uma pessoa e, através do chakra Umeral (um chakra que fica na parte de trás da nuca), absorver as sensações de prazer que o fumante possui quando traga um cigarro. Este processo de fluidificação é o mesmo usado pelos kimbas (espíritos trevosos) para absorver o sangue de um sacrifício ou a comida de um despacho de macumba (explicarei sobre isso mais para a frente). Obsessores também se “alimentam” de sensações: alegria, tristeza, dor, saudade, raiva… boa parte dos casos de DEPRESSÃO nada mais são do que obsessores que incitam estas sensações na pessoa para depois se alimentarem delas.
Por precisarem estar literalmente acoplados energeticamente em suas vítimas, os kardecistas os chamaram de “espíritos obsessores”, os espiritualistas chamam de “espíritos encostados” e os toscos dos evangélicos adaptaram a expressão para “encostos”. Da posição de “sugar o pescoço” surgiu a lenda que vampiros mordem o pescoço de suas vítimas.
2) Estas entidades existem apenas no Plano Astral. Quando um vidente as enxergava diante do espelho, via apenas a criatura, mas não seu reflexo (pois o espelho reflete apenas o Plano Material). Disto vem a lenda de que os Vampiros não possuem reflexo em espelhos.
3) as entidades mais baixas são constuídas de miasmas astrais (restos energéticos que compõem os cascões usados por estes seres para se manifestar no Astral, de maneira semelhante ao duplo-etérico) e a luz solar dissolve estes miasmas. Disto surgiu a lenda que vampiros queimam no sol, pois seus cascões astrais são literalmente DISSOLVIDOS pela luz solar (você nunca reparou que pessoas depressivas evitam ao máximo a luz solar?).
4) Água Lustral também é outro material que afeta o Plano Astral. Água Lustral é feita a partir de sal marinho e água (água do mar também serve). É o motivo pelo qual os Orixás recomendam tanto banhos de mar para ajudar em problemas espirituais, além de ser um dos locais mais fortes para despachos. Surfistas, nadadores, mergulhadores e pessoas que trabalham com o mar também concordam com a sensação de limpeza que o mar traz quando se lida com ele. A Igreja Católica, que tudo copia, também apoderou-se da água lustral, só que a chama de “Água Benta”. Ao utilizarmos água lustral em nossos rituais, dissolvemos as miasmas astrais. Disto resultou na lenda de que vampiros são afetados por água benta. Ela literalmente corrói a “pele” dos obsessores e cascões astrais. Também explica a lenda de que os vampiros não podem cruzar água corrente.
5) símbolos religiosos, assim como a baqueta ou “varinha mágica”, são canalizadores da Vontade (Thelema) do ocultista. Através dele, podemos forçar nossa vontade a dissolver o miasma dos cascões astrais e forçar a entidade para fora do cascão que está acoplado na pessoa (esta é uma das bases do Exorcismo, que explicarei em posts mais adiante). Já sabendo disso, estas entidades se afastam da presença do mago. Por isto que se diz nas lendas que “a cruz só funciona com quem acredita nela”. A Baqueta, quando atravessada no cascão astral, também dissolve completamente o miasma. Por isso dizem que vampiros tem medo do crucifixo. A baqueta de madeira atravessando o corpo do obsessor também é a origem da “estaca” matando vampiros.
6) Igrejas e Templos (rosacruzes, maçônicos, thelemitas…) normalmente possuem egrégoras e rituais especiais que impedem a presença deste tipo de criatura. Dizemos que o templo “está coberto” contra a presença destas entidades. Por esta razão, as lendas dizem que demônios, assombrações e vampiros não podem pisar “solo sagrado”.
7) Obsessores e obsediados mantém uma relação de harmonia vibratória entre eles. Um espírito obsessor só consegue permanecer em um local onde haja uma afinidade emocional ou vibracional, caso contrário eles não serão capazes de acoplar ou serão mantidos afastados. Disto surgiu a lenda de que vampiros só podem entrar em um local se forem convidados.

Uma das coisas mais interessantes sobre as lendas dos vampiros é que Bram Stoker, o escritor que imortalizou o Drácula, era membro da Golden Dawn, uma ordem iniciática muito conhecida no começo do século XIX. Quando ele colocou estas características em seu romance, ele sabia muito bem sobre o que estava escrevendo.

Ainda existem MUITAS coisas para serem ditas a respeito do Plano Astral. Na próxima coluna, falarei sobre comunicação entre médiuns e espíritos, mas gostaria de um favor: como o assunto é por demais extenso, gostaria que desta vez vocês fizessem perguntas apenas sobre Espíritos e o Plano Espiritual/Astral. Ignorarei todas as perguntas que não forem pertinentes ao tema e responderei as pertinentes no próprio corpo do comentário, para formar uma espécie de FAQ sobre o assunto.

#Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thanatos-i-see-dead-people

Entrevista com Goddess Rosemary Sahjaza

Goddess Rosemary é uma bruxa, ocultista, artista de belas artes, modelo, empresária, pioneira da computação gráfica e matriarca da dinastia Sahjaza. Em 1976 fundou Black Rose Coven, grupo que se tornou referência dentro do mundo vampyrico. Conforme a organização evoluiu adotou outros nomes como Castle Cloud e Z/n Society nos anos 80’s e House Sahjaza nos anos 90’s. Em 2007 o grupo se estabeleceu como Temple House Sahjaza e, apesar da multiplicidade de nomes, a sociedade criada por Goddess Rosemary é reconhecida hoje como a mais longeva organização do seu tipo dentro do ocultismo.

Sahjaza vem do sânscrito “Nascidos Juntos”, um termo que denota como o lado diurno, a “Realidade Empírica” e o lado noturno, a “Realidade Transcendental” não são coisas independentes, mas coexistem desde o momento em que nascemos. Do despertar para o estado Sahjaza deriva o  equilíbrio entre os opostos, entre o “Zênite” e “Nadir”, o lado diurno e o noturno em todos os aspectos da vida.

Goddess descreve o Temple House Sahjaza como “um grupo explícito de indivíduos artísticos, criativos e literários interessados ​​em ciência e artes”, a maioria de seus ensinamentos contudo são privados e permanecem um mistério para aqueles não iniciados. No grupo se reúnem poetas, músicos, escritores, fotógrafos, dançarinos, performers e outros tipos criativos que optaram por se dedicar ao crescimento tanto místico como pragmático de si mesmos na medida em que promovem um terreno mútuo no qual esse crescimento pode ocorrer.

Em 2008 Goddess Rosemary escreveu o “The Sahjaza Book of Secrets” onde compilou as partes dos ensinamentos do Temple House Sahjaza que podem ser levadas ao grande público. Em 2019 foi formada a Academy of Gray Mystics onde divulga seus ensinamentos de auto-espiritualidade, poder pessoa e equilíbrio.

No Brasil a dinastia Sahjaza está presente por meio das muitas iniciativas de redevampyrica.com e do trabalho de Lord. A.’. e Xendra Sahjaza. A entrevista abaixo foi concedida a Dave Wolff, no Azine em setembro de 2016.

Você se descreve como uma Bruxa Eclética e uma Bruxa do Jardim, e parece ter um amplo conhecimento da Arte, do Deus e da Deusa e do Caminho Pagão. Retorne às origens do seu caminho e nos conte seu desenvolvimento ao longo dos anos…

Comecei meu interesse pelo ofício muito jovem, ou pode-se dizer que o ofício me encontrou. Eu sou uma bruxa nata; o ofício não é algo que você apenas aprende, é um caminho que você vive. Há muitos aspectos diferentes do ofício que exploro: adivinhação, incluindo o Tarot mais popular e mais conhecido até a menos conhecida adivinhação de nuvens e adivinhação de velas que temos na magia das velas. A magia em si está toda interconectada, então é difícil colocar um rótulo no que qualquer bruxa faz ou não faz. No Templo Sahjaza minha vida foi entrelaçada com Sahjaza, e antes disso no Temple of the Goddess como Z/n Society onde pude falar de Sahjaza como uma entidade viva, pois nos parece que talvez seja a melhor maneira de descrevê-la, pois é sempre um reflexo de seus membros em um determinado momento, bem como um vislumbre ou glamour da essência de quem atravessou as paredes da realidade ou à distância ao longo do acúmulo de anos desde sua concepção formal em 1976. Nós ainda estávamos descobrindo o que eramos em 1975 e nos tornamos um Coven formal em 1976. As origens do meu caminho estão no meu sangue, desde as eras em meus genes e em meu coração; é um caminho e é um chamado. Fiz pausas ao longo dos anos, mas sempre volto ao mesmo lugar. Está no meu estilo de vida, na minha arte e na minha decoração na decoração do meu ambiente no meu cenário e direção de arte assim como na minha jardinagem. Eu sempre soube que esse era o meu chamado antes mesmo de saber qual era. Não houve despertar, houve apenas iluminação. Meu próprio caminho pessoal é muito mais visual do que descrito em uma escrita formal. Não é o que eu faço, embora eu também escreva o pensamento livre mais canalizado meu forte é o visual, e mesmo meus trabalhos com o ofício e criação de rituais é uma forma muito visual de participar do ofício ou de ser uma bruxa praticante.

Conheço algumas pessoas que disseram que eram bruxas naturais. Qual é a sua definição pessoal de uma bruxa natural? Quão jovem você era quando descobriu as origens de seu caminho em sua linhagem? Que pesquisa você fez sobre essa descoberta?

Você nasce com “os dons”. Eles são uma parte natural do seu código genético, ou se preferir, você reteve essas informações passadas ao longo das eras e tem agora a habilidade natural de explorar isso. Você então passa o resto de sua vida trabalhando com métodos aperfeiçoados de ler essas informações ou procurando por outras pessoas que tenham esses mesmos dons compartilhados ou outros empatas que a ajudem a entender a si mesma e possam ensinar algo sobre seus dons e como usá-los. Há muita pesquisa para começar a mencionar; é o caminho e a jornada de uma vida.

Você foi atraída pelas várias formas de adivinhação que agora explora enquanto percorre seu caminho? Qual é a extensão de seus estudos no campo da adivinhação? Existem baralhos de tarô específicos que você acha que produzem os melhores resultados para você?

Eu uso o deck Waite Rider na maior parte. Eu tenho alguns outros, mas fico com o que tenho mais tempo e que funciona para mim. Quando não os uso, uso o que criei para mim. A adivinhação é um dom natural e você o tem na forma de premonição, P.E.S. ou outros aspectos de sua vida. Esta é uma progressão natural de dons como “a vidência”.

Você mencionou ser uma musa e artista sombria. Quais são as suas formas de arte e de ser uma artista e uma musa sombria, e como seu interesse nessas formas de arte coincidiu e progrediu com seu interesse na Arte e no Caminho Pagão?

Este é um modo de ser, um modo de pensar, pois tendo usado meu corpo para criar arte na fotografia e na dança, é lógico que evolui para me tornar uma musa sombria das artes e da própria feminilidade. Alguém é uma musa natural se abraça a própria feminilidade e todas as suas facetas, artimanhas e selvagerias. A sexualidade é algo que se esconde ou se abraça e energia sexual é energia artística para mim, e eu sou uma artista. Também faço fotografia e belas artes com canetas coloridas, lápis, acrílico, caneta e tinta, além de muitos outros meios. Não tenho um gênero que pinto; qualquer coisa está aberta para minhas telas ou criações.

Vejo que você é amiga da Goddess Sky Claudette da dança de fogo Eros Fire, que entrevistei para a edição 16 da AEA. Você é amiga íntima de Sky e seu parceiro Vlad Marco há algum tempo? Vocês colaboraram em algum projeto juntos?

Sou amigo de Sky Claudette e Vlad Marco há décadas. Ao mesmo tempo fui vizinha deles. Morávamos a um quarteirão de distância um do outro e muitas vezes eu via a limusine deles desfilar pelas ruas do Lower East Side. Compartilhamos alguns projetos e momentos criativos há muitos anos e sempre fomos próximos. Quando o Playboy Channel pediu que eu trabalhasse em um filme especial para eles eu sabia que Sky era a minha escolha para enfeitiçar olhos com sua beleza e encantos. Seja na Playboy ou qualquer outro evento artístico você sempre pode contar com eles para estar lá e serem profissionais. Eles estão muito envolvidos em Chiller, bem como em seus eventos  incêndiários, que são algo que ninguém deve perder. Sky, Vlad e eu compartilhamos o amor pela cidade de Nova York e lamentamos o jeito que está. Também compartilhamos o amor pelos animais e animais de estimação. Fomos apresentados em muitos clubes em Gotham City, bem como em eventos privados compartilhados. Seus fogos de artifício são impressionantes e eles compartilham um belo relacionamento único que se deve admirar. Eles são o tipo de amigos para mim onde eu sei os nomes de seus animais de estimação como se conhecesse os nomes de outras crianças e vice-versa. Vlad lia cartas de tarô, incluindo as minhas, durante as noites do clube e era cartomante nos dias dos primeiros eventos góticos da contracultura, bem como nas primeiras festas pagãs de vampiros.

Cite os outros clubes onde você e o Eros Fire estiveram envolvidos em funções públicas e privadas? Como eram aquelas festas de contracultura gótica e de vampiros? Descreva como foi o segmento de Sky no especial da Playboy Channel com Sky e Vlad… Discutimos em particular os clubes de Manhattan Vault e Hellfire. Houve eventos especiais que você organizou lá?

Me pediram para criar uma peça para o Playboy Channel que eu ia coreografar e sabia que a Sky seria perfeita nesse papel e então incluí a Sky na coreografia de uma peça de dança e arte performática que fizemos para o show deles em Sexettera. Sky e Vlad foram apresentados em outra parte desse mesmo segmento. Eu também montei e organizei a cenografia dos atores e aqueles que apareceriam nesta parte deste segmento, dirigi minha parte deste segmento que era um pedaço de um trabalho maior no show chamado Sexettera. Foi muito divertido com um elenco de personagens, incluindo Jerico of the Anglos, Sky, Vlad e outros. Minha boa amiga, a escritora Katherine Ramsland, também estava nesse segmento. Ela foi entrevistada em uma cadeira que montei projetada para apresentá-la em uma cadeira de encosto alto com luz de velas. Juntei-me a Katherine Ramsland no Chelsea Hotel, onde ela estava trabalhando no livro Ghost. Gostei da minha amizade e aventuras de caça aos fantasmas e vampiros com Katherine Ramsland. Estou em uma seção do livro Ghost, bem como em alguns de seus outros livros; Piercing The Darkness na edição de bolso, e alguns de seus outros trabalhos em que gostei de aparecer. Vivendo na cidade de Nova York ao longo dos anos, vi os clubes mudarem durante nossos anos no Limelight, o Saint, o Palladium, o Bank, o Clit Club que se tornou o Mothers e muito mais. Lembro-me de Vlad lendo cartões no Banco. Dei festas e eventos sob o rótulo de Z/n Society, por exemplo como o meu “Cirque De Erotique” que realizamos no clube The Vault e no Hellfire Club também. Eu costumava usar esses dois clubes que davam boas-vindas ao nosso entretenimento de suas multidões e tinham muito espaço, eram maravilhosos anfitriões para nossa criatividade e exploração na arte performática. Também fizemos alguns trabalhos no clube Paddles que estava aberto ao uso de suas instalações para eventos. Eu continuo grata a eles por sua hospitalidade para comigo.

Como você sente que tantos clubes que acolheram a contracultura fecharam desde o final dos anos 90 até o presente? Ainda existem clubes que compreendem uma cena gótica saudável e de vampiros hoje?

A gentrificação da cidade de Nova York destruiu a contracultura com suas leis “anti-ruído”, o aumento dos aluguéis e a queda de pequenos teatros e comércio. A “limpeza” da cidade também varreu os artistas e performers e aqueles que usavam pequenos orçamentos para criar. Como os artistas deixaram a cidade devido ao custo dos aluguéis subindo repentinamente com aqueles que antes preferiam os subúrbios se mudarem para a cidade de Nova York, eles se mudaram e a plataforma mudou, o clima mudou e a perda de tantos locais pequenos, bem como a a repressão ao ruído mudou para sempre a cena em tantos níveis e em todos os formatos de contracultura. Não tenho certeza de que nunca mais será o mesmo. Eu apenas me considero sortuda por ter estado lá “no passado”.

Você é a Alta Sacerdotisa Matriarca de Sahjaza no Templo Sahjaza. Este é um coven privado ou aberto? Descreva como você chegou a ser Alta Sacerdotisa.

Como o criadora do Templo, eu evoluí à medida que evoluímos. Ficou claro em algum momento que eu seria a Suma Sacerdotisa tendo sido a primeira Sacerdotisa sem nenhuma Suma Sacerdotisa acima de mim. Sou mais frequentemente abordada pelo meu título Goddess Rosemary ou apenas Goddess, como sou conhecida desde o final dos anos 1980. Eu me tornei a Alta Sacerdotisa quando outras Sacerdotisas entraram no Templo; era apenas a ordem natural. Como tem sido o caminho da minha vida, fica claro para mim que nasci para esta posição, e a posição me encontrou. Passei a maior parte da minha vida me dedicando ao Templo que evoluiu através de várias mudanças de nome; seja Sahjaza ou não. É um reflexo direto do que qualquer um de nós e todos nós colocamos nele. Nós somos as bruxas-vampiras vivas e cada uma de nós cria seu próprio caminho e papel dentro de um todo. Somos uma família com toda a dinâmica familiar. Temos uma política de adesão exclusiva, mas temos amigos do Sahjaza em todos os lugares. A Madame Webb se tornará Alta Sacerdotisa e estará na fila para essa posição quando eu não estiver mais administrando Sahjaza e assim nossa ordem continuará. Ela é uma líder maravilhosamente habilidosa e provou isso muitas vezes quando eu não consegui fazê-lo ao longo dos anos. Ela é de longe uma das mulheres mais interessantes e espiritualmente e intelectualmente poderosas que já conheci, e seu conjunto de habilidades fornece a ela todas as ferramentas necessárias para levar isso adiante para as gerações futuras. Ela é minha Nadja (aluna) há mais de uma década e como sua Adra (professora) sempre fico impressionada com seus trabalhos únicos e iluminados. É bom saber que o que começamos há tanto tempo continuará sob a orientação de Madame Webb, com a ajuda dos outros; há muitos para citar aqui neste artigo.

Enquanto no Temple Sahjaza você é conhecida como Goddess Rosemary, no Facebook atendepelo nome de SilkyRose…

Meu nome que eu uso no meu dia a dia é Goddess Rosemary ou Goddess. O nome SilkyRose é um pseudônimo que tenho usado na comunidade pagã por muitos anos escrevendo e ensinando o ofício. Eu também usei o nome Silky ao longo dos anos para uma variedade de projetos de dança e outros projetos artísticos.

Quais são alguns dos projetos artísticos para os quais você participou sob o nome de Silky Rose? Fotos ou clipes deles podem ser vistos na internet em qualquer lugar?

Tínhamos sites com mais de 10.000 membros no MSN, e quando os grupos foram removidos sem aviso prévio pelo MSN a maioria ou nossos anos e décadas de materiais foram perdidos. Estamos no processo de reconstruir o que perdemos. Os sites eram conhecidos como SistersAvalon, AvalonsWitches, Webwitch e Sahjaza. Estamos trabalhando para reconstruir décadas de informações, plataformas e contatos perdidos. Retornaremos e enviaremos um comunicado quando isso acontecer. Teremos isso em funcionamento no próximo ano, pois tivemos que trabalhar toda a nossa plataforma de baixo para cima. Teremos o painel completo de mídias sociais e eventos interativos, além de informações e muito mais sobre uma ampla variedade de questões que dizem respeito à nossa comunidade de bruxas vampiras pagãs e artistas, além de anúncios, conversas e informações sobre uma ampla variedade de assuntos e muito de surpresas na loja também. Incluindo leituras de tarô e cartomancia feitas pelo Elder Fae Sahjaza, bem como outros leitores. Então fique atento, em breve estaremos online novamente. Os anúncios serão postados nas páginas do Facebook com o mesmo nome; Templo (House) Sahjaza e vampytarot.com.

Descreva a política de associação do Temple Sahjaza e as responsabilidades que ela implica.

Somos uma sociedade secreta. Nossa associação não está aberta ao público; nem nossos detalhes. No entanto, nossos membros trabalham para criar um nível mais alto de consciência e nível de vibração, bem como nossa própria excelência individual e equilíbrio entre o lado noturno e o lado diurno. Somos uma plataforma para artistas, pensadores e outros se juntarem, discutirem e criarem, assim como uma verdadeira família, por isso apoiamos e encorajamos uns aos outros de todas as maneiras em todos os momentos.

O que é a Regra de Equilíbrio Sahjaza, de acordo com as crenças e práticas do Templo Sahjaza? Como essa regra surgiu e como ela é seguida pelos membros do coven?

O que é a Regra de Equilíbrio Sahjaza? É simples e complexa; o que antes era complexo torna-se simples com a prática com trabalho duro com perseverança. Com equilíbrio nunca se está muito escuro ou muito claro; há um ponto médio que se mantém no caminho certo. Garantir que seu lado diurno seja tão forte quanto seu lado noturno é o conceito básico de Z/n, o equilíbrio dos opostos. É o nosso jeito e nosso estilo de vida; um forte lado diurno cria um forte lado noturno.

No seu perfil do Facebook você tem muitas fotos que podem ser consideradas fotos de modelagem, em várias pastas diferentes. Essas fotos são tiradas principalmente profissionalmente ou em nível amador? Em que locais foram tiradas algumas das fotos. E de todas as fotos do seu perfil, quais você considera suas favoritas?

Minha página no Facebook é apenas minha página pessoal. Sou modelo fotógrafica há mais de vinte anos. Fiz uma série de imagens em velhas cidades fantasmas em Nevada viajando de uma ponta a outra do estado com o fotógrafo Bligh em um jipe ​​vermelho com um cachorro preto velho dele, de Lama Reade, de mim com minha limosine branca e o World Trade Center ao fundo. Fotos foram tiradas de mim ao redor do mundo; alguns com fotógrafos com quem trabalhei por mais de vinte anos, alguns apenas uma vez. São uma história em fotos que tenho, pois tenho mais de 80.000 fotografias em minha coleção e uma grande variedade de lugares, eventos e aventuras em fotos. Fui fotografada por Eric Kroll e estou no livro Fetish Girls By Kroll, assim como Alan Whitney, e adoro trabalhar com Tony Knighthawk, que exibe minhas fotos em seus eventos fotográficos e muito mais, pois estão incluídas em seu corpo de trabalhos. Fui fotografada por fotógrafos que vão desde Annie Sprinkle, Baird Jones e Andy Warhol, fui modelo de fotógrafos e modelo de arte na NYU e SVA em NYC e muito mais. Muitos outros artistas usaram minha imagem para pintar, incluindo Will Kramer, que criou a peça usando-me como modelo de vida chamado She Calls Ravens. muitos outros artistas que usaram minha imagem são Gunther Knop, Rex RexRode e Barbra Adleman. Barbra fez sua tese de mestrado em arte, que era um livro de arte e imagens minhas e da minha vida naquela época, e está em algum lugar no catálogo da Biblioteca de Referência em Nova York apenas no formato original. O meu perfil do Facebook tem algumas das minhas imagens favoritas e como a página é a minha página pessoal; um lugar para meus amigos pessoais virem e se encontrarem, conversarem comigo sobre os tempos antigos e compartilharem eventos atuais; há imagens que alguns dos meus amigos não viram antes ou podem não ter visto de um evento que compartilhamos, ou podem não ter visto há anos ou podem ter sido tiradas, pois muitos dos fotógrafos estão na minha página ou podem não as ter visto antes.

Quando eu estava olhando suas fotos, um nome que não parava de aparecer era Lady Ophelia. Ela é atriz ou modelo? Há quanto tempo você é amiga dela e em quais atividades você se envolveu com ela?

Sim Lady Ophelia, ela é minha Filha Espiritual; ela é uma Sacerdotisa Sahjaza e Mradu (guerreira), do Templo Sahjaza, você teria que perguntar a ela o que de sua vida ela desejava revelar (sorri). Por que você pergunta? As rotas e caminhos subsequentes foram introduzidos pela primeira vez na Sociedade Z/n, em 1985, pelo Élder DarkeRaven. Há “níveis”, como um caminho de trabalho e de foco e função de energia dentro de uma Família. cultura sob os nomes atuais de Mradu, (guerreiro), Ramkht e Kitra, e caminhos como Escriba Sagrado e Mestre de Runas. Temos muitos membros que estão conosco há tanto tempo que, à medida que evoluíram, o templo também evoluiu, como Marc / Violet e, como mencionei DarkeRaven, há outra geração que está conosco há muito tempo que começou a escrever formalmente nossos rituais e formas incluindo; A Madame Webb, Black Raven, Priestess Oscura, Lady Eden, Priestess Dahlia, Lady Ophelia, Elder Lord A Sahjaza e muitos mais. Há muitos membros ativos da nossa família Sahjaza que você verá por aí como; DarkeRaven Sahjaza, Akira Sahjaza, Lady Azraelina Sahjaza, Blues lady Sahjaza, Corvo Sahjaza, Pythia Truthseeker Sahjaza, Lucilla Sangmoreaux Sajhaza Amazon Victoira Sapphire, Elder Fae Hedgewitch e outros procuram por eles e eles estarão lá. Nós estamos em todo lugar. Apoiamos o Tribunal de Lázaro, muitos de nossos membros vão lá para seus eventos e são Cidadãos do Tribunal, assim como muitas outras organizações dignas de escolha de nossos membros.

O que você pode nos revelar sobre o Vampire Theatre e o projeto de filme intitulado Bloodlust que notei entre suas fotos?

O filme Bloodlust está em um cofre agora, pois os dois parceiros que fazem este filme de ação me apresentando como uma vampira estão em uma discussão entre os dois produtores e, portanto, permanece lá neste momento. Um dos sócios é Eric que criou a primeira arte para a personagem de quadrinhos conhecida como Lady Death. Quanto ao teatro de vampiros, acho que você deveria entrevistar meu bom amigo e membro do Z/n Sahjaza, o músico, escritor e dramaturgo Tony Sokol. La Commedia del Sangue: Vampyr Theatre (1992–1997) foi uma série de peças sobre o tema dos vampiros, apresentada pela primeira vez na cidade de Nova York. Foi iniciado pelo dramaturgo Tony Sokol. Às vezes o elenco tinha os mesmos atores e o público nunca sabia se os “verdadeiros vampiros” estariam na peça ou entre eles no teatro. A primeira apresentação do Vampyr Theatre foi no Le Bar Bat em maio de 1992. À medida que as peças foram elogiadas no New York Times e em outras publicações por seus diálogos nervosos e grande uso de adereços e truques de truques visuais de Tony Knighthawk, Sokol colocou algo da direção nas mãos do dramaturgo e cineasta Troy Acree, que é o talento sedento de sangue do Conde Orloc que divertiu e horrorizou o público. Tony Sokol tinha um anúncio na parte de trás da New York Press perguntando: “Você é um vampiro?” Assim, eventualmente, ele se tornou o líder mundial para vampiros e vampiros, bem como um dos principais especialistas em como encontrar as figuras culturais subterrâneas, pois passou muito tempo entrevistando centenas de vampiros autoproclamados. Eu tenho certeza de que alguns de nós estão em suas obras. Eu sei que sim, e algumas dessas entrevistas tornaram-se forragem para o sangue e a diversão das treze peças que ele escreveu para La Commedia del Sangue. Lamento o fim desta corrida e espero que um dia eles com um bom orçamento por trás voltem à vida mais uma vez. Por isso espero porque eles são dignos de uma peça de longa duração no formato de palco ou teatro de jantar. La Commedia del Sangue significava A Comédia de Sangue, e havia sangue com os maravilhosos efeitos especiais criados pelo fotógrafo e mágico Tony Knighthawk. Cada um deles é um talento que vale a pena explorar, foi necessária uma equipe inteira para criar essas peças e eles criaram seguidores e imprensa que não eram como nada antes ou depois neste local do Teatro Vampyr. Espero que algum dia haja apoio financeiro para ver essas peças preencherem a escuridão da noite mais uma vez.

Você escreveu um artigo de tributo sobre o falecido Herman Slater, o Sumo Sacerdote Wiccano e renomado autor ocultista que era o proprietário de uma loja de ocultismo em Nova York, a Magickal Childe. Conte aos leitores como você o conhecia e o que o levou a escrever o artigo comemorando sua vida.

Ele foi um dos primeiros personagens da contracultura que conheci quando vim para Nova York para viver como adulta. Ele era um pato estranho, mas ele era meu amigo. Muitas das primeiras pessoas da minha juventude já se foram, que eram todas minhas amigas maravilhosas e queridas; Reb Rebel Stout, David Aaron Clark, Andy Warhol, Alan Whitney, Baird Jones, Regent D’Drennan, Lenny Waller, Designer Kenny O’Brian, que criou uma jaqueta de couro e cristal uma para mim uma para a cantora de Blondie que ainda tenho. Houve tantos que nos deixaram, e tantos mais. Nós éramos uma multidão pré-internet, então há pequenos rastros de nós na rede ou na web, mas ainda estamos aqui e por aí. Aqueles que fizeram parte desse movimento clandestino abriram o caminho para que aqueles expressassem livremente que inauguramos na década de 1980.

Você também escreveu um poema ou dois em seu tempo. Discuta alguns deles que representam seu melhor trabalho.

Os primeiros trabalhos eram principalmente lamentos de energia artística reprimida, depois foi canalizada a espiritualidade ou apenas o pensamento e a consciência livres. Há seções do que eu gosto, há o lado diurno e o lado noturno ou talvez meu trabalho abranja ambos os lados da escrita, assim como minha arte. O assunto da maior parte da minha arte é criar uma resposta de melodia física de algum antigo acorde interno ou invocar a ideia ou ambiente de ritual, como o trabalho de galeria interativa que fiz na Galeria Andros no Carnage Hall chamado ‘minha web’ (que não se referia ao computador). Eu gosto tanto do escuro quanto do claro, então não tenho certeza se existe um “melhor trabalho”.

Que paixões de vida fora de Sahjaza e do Temple Sahjaza você perseguiu e continua perseguindo?

Minhas paixões incluem animais e arte. Estou muito envolvida na conservação de animais e afastando as pessoas do uso de produtos artificiais e químicos em seus gramados. Estou convencido de que esses produtos estão sujando nossa terra e as vias navegáveis ​​são responsáveis ​​pela alta contagem de câncer de pâncreas e outros, bem como altas taxas de câncer de pulmão e asma. Estou muito envolvida em arrecadar dinheiro para os habitats dos morcegos, pois cada um deles consomem 10.000 mosquitos por noite e mais de 200 podem ser alojados em uma única unidade da BatBox custando 300,00 com o poste sendo 150,00 e uma taxa simples de manutenção duas vezes por ano para limpar qualquer lixo que esteja entupindo as caixas. As defesas naturais serão encontradas como a única maneira eficaz de combater o Nilo Ocidental e outras doenças transmitidas por mosquitos, além de ser o controle natural de pragas. Os morcegos são nossos freios e contrapesos naturais para esses e outros insetos, assim como sapos, rãs e libélulas. Precisamos confiar mais na natureza para limpar a natureza. Não seríamos tão obesos se saíssemos para o gramado em uma noite quente de verão como eles faziam nos anos 50 para puxar as ervas daninhas do gramado com as próprias maos, limpássemos e o mantivéssemos livre de produtos químicos como uma unidade familiar. Quando os dentes-de-leão se tornaram o inimigo? Os seres humanos sobreviveram a eles em tempos difíceis e viveram para contar isso devido a essas plantas antioxidantes muito poderosas. Uma xícara de chá de dente-de-leão é uma ajuda poderosa para uma vida longa. Não venha e peça nenhum dos meus se você borrifou todos os seus com veneno. Estou envolvida no resgate de animais há anos e sou um grande fã do Facebook como uma ferramenta para conscientização de abrigos e apresentação de animais que seriam perdidos no sistema. É uma plataforma maravilhosa. Alguns estão salvos, muitos ainda estão perdidos, mas para aqueles que saem desses buracos infernais, se mesmo um só escapar vale a simples ação de pressionar um botão de compartilhar no Facebook. Sem essa ferramenta, tantos animais saudáveis ​​e vibrantes que de outra forma não teriam nome e rosto teriam perecido foram salvos devido ao compartilhamento desses animais com a criação da tecnologia. Antes do Facebook havia o Yahoo onde os animais eram resgatados e transportados via 5013c como Truckers-N-Paws, Pilots-N-Paws, Roads Of Hope e inúmeros voluntários que trabalham incansavelmente para salvar e levá-los para seus novos lares ou santuários em organizações de resgate ou lares adotivos. Castre e esterilize seus animais de estimação, pare o abate de todos esses animais indesejados. Não deixe seus animais se juntarem a esta lista de animais de estimação indesejados; faça sua parte para manter os números baixos sendo donos responsáveis ​​de animais de estimação. Precisamos renovar o sistema de abrigos neste país; se formos julgados pela forma como tratamos os animais, obteremos uma pontuação muito baixa. Acho que nem preciso dizer o quanto sou contra a caça ao lobo; se você o matar e pegar um animal, agradeça ao espírito do pássaro, peixe ou animal, e então use cada pedacinho dele. Muitas vezes me pergunto para onde foi nosso couro, usamos a mesma quantidade, se não mais, de gado no sistema alimentar, mas você não consegue mais encontrar um cinto de couro real. Para onde exatamente nosso couro está indo agora? Essas são as coisas que eu fico pensando até tarde da noite, e mais (risos).

Vivo como artista em todas as coisas que estou criando. Independentemente do que estou fazendo, é meu catalisador e minha motivação para criar. Em projetos grandes ou pequenos, gosto de criar atmosfera e explorar a estética, seja uma simples mesa ou um plano extenso para um jardim com gazebos, lareiras, treliças e caminhos ou cantaria. O impulso para o artístico está no meu sangue e é a minha paixão em tudo o que faço. Eu sou a arte e a arte sou eu. Adoro fazer filmes, pois nunca há espaço suficiente em qualquer tela para criar tudo o que procuro expressar como vejo através das lentes do artista. Eu adorava a direção de arte para filmes e usei minhas habilidades para criar o reino onde a ação aconteceria. Espero que esta entrevista sirva como um catalisador para que outros saiam e criem. Criatividade gera criatividade.

Quando começou seu interesse pela conservação animal e onde você pesquisou mais sobre os tópicos discutidos acima, sobre controles naturais e equilíbrio e os produtos químicos que colocam em risco o equilíbrio da natureza? Quais fontes da internet você recomendaria para as pessoas adquirirem mais informações sobre esses assuntos?
Esta é talvez uma questão multifacetada. Eu me interessei pela conservação de animais, começando com a observação na Cordilheira dos Andes do Peru, observando uma lagoa de girinos eclodindo aos sete ou oito anos. Eu gosto muito de ciência e animais, então a observação e observação deles veio naturalmente. Eu também estou no estudo do antigo, então eles estão todos ligados em um fio comum. Eu adoro animais de todos os tipos e tive muitos “animais de estimação” para contar, ou você poderia dizer que eles me tiveram. Atualmente estou levantando fundos para caixas de morcegos em toda a América para combater o vírus do Nilo Ocidental e outros problemas de mosquitos. Se você deseja doar para uma caixa de morcegos, pergunte-me sobre este projeto digno. Crie tais projetos e fundos em seu bairro. Temple Sahjaza tem informações sobre planos para construir e criar caixas de morcegos, bem como algumas dicas e truques para colocar os morcegos em suas caixas e manter uma caixa saudável.

Em relação à questão da obesidade desenfreada nos Estados Unidos, assisti a alguns documentários (como Food, Incorporated) sobre como o consumo em massa de animais em supermercados e redes de fast food contribuiu para o problema, que é chamado de epidemia em algumas áreas. Eu sou um daqueles consumidores que compram nas seções orgânicas dos supermercados e evitam os fast food agora. Quais são seus pensamentos pessoais sobre isso?

Não tenho certeza se a seção orgânica é melhor do que qualquer outra e é por isso: considere se nosso solo já está contaminado como o ar e eles pulverizam no campo próximo a essa cultura quem é que pode dizer se é realmente orgânico ou apenas mais caro? Quando pudermos escolher entre uma maçã com uma ou dois pesticidas ou uma com um buraco de minhoca que você mesmo cortou, seremos realmente orgânicos novamente. Não vejo nenhum produto “orgânico”, e você?
A obesidade é afetada por uma grande variedade de coisas. Nossos hormônios não estão funcionando direito devido à inatividade desde o ponto de partida. Nem toda pessoa com excesso de peso está comendo demais e eu fico cansada de ouvir que o peso é um distúrbio alimentar quando é genético e hormonal, bem como afetado por nossos alimentos. Não é algo que todas as pessoas possam mudar e superar; há pessoas que têm ossos grandes e a genética diz que sempre serão grandes. Nossa sociedade está muito focada na aparência, tanto na imagem corporal e na imagem do rosto, quanto no gênero e na idade. A obesidade pode ser afetada por alterações genéticas, herbicidas e pesticidas, além de injeções hormonais adicionadas à alimentação, não tanto pela alimentação e pela falta de capacidade física para malhar ou caminhar. Temos uma nação de shoppings, sem cidades centrais em todo o país. Precisamos sair e arrancar as ervas daninhas, não pulverizá-las. As ruas seguras estão desaparecendo na maioria das partes para as crianças poderem correr e brincar. A obesidade começa cedo, há muita atividade sedentária e pouca brincadeira imaginária lá fora. O fato de nossa cultura estar ligada agora às mídias sociais aumentará essa questão/problema nos próximos anos. Precisamos de saídas criativas para jovens e adultos. As academias são muito caras e clichês.

E você realmente tem que ter cuidado para levar em conta a genética e a construção do corpo, existem pessoas simples que são maiores que outras, é a maneira como seu corpo é criado, elas são tão bonitas quanto aquelas que são magras e cada um de nós tem um corpo diferente e poder ser saudável e feliz com o próprio peso normal é muito importante, assim como boas escolhas alimentares saudáveis ​​ou moderação. Eu hesito em chamar qualquer um na categoria de obesidade, pois existem alguns indivíduos que são apenas maiores, independentemente do que comem ou do quanto trabalham, não vão mudar a estrutura óssea. Este é um tema de discussão no País neste momento, mas devemos ter muito cuidado para não rotular cruelmente os indivíduos e olhar para o que é normal para eles.
Precisamos de alguns lugares onde possamos sair como fazíamos nos primeiros anos da juventude: clubes de dança, patins e clubes onde há música ao vivo real, além de horas de DJ. Volte para a nossa dança e movimento, faça um movimento, volte no tempo quando apenas dançávamos com bandas ao vivo. Naquela época eu estava na melhor forma. Eu vejo um pouco da obesidade simplesmente como tédio; precisamos libertar nossas mentes e nosso corpo.
Nossos Anciãos costumavam ser reverenciados e valorizados. Podemos aprender muito conversando e procurando os mais velhos em nossa comunidade e a população em geral. Não os deixe passar ou perca a oportunidade de aprender e aproveite o tempo para ouvir os Anciãos do mundo. Eu vejo esta sociedade como um ritmo acelerado e perdendo oportunidades, passando por elas enquanto ziguezagueamos quando realmente precisamos zaguear. Por exemplo, nossa capacidade de fornecer serviços básicos, como escolas de comércio e educação, nos forneceria isso e em breve não teremos ninguém que saiba como consertar coisas como um cano quebrado básico, porque todos estarão esperando por algum trabalho de tecnologia já que as habilidades básicas foram perdidas. A máquina conserta a máquina; onde você ouviu isso antes? Talvez o Google irá lembrá-lo.

Quais são alguns outros alimentos naturais que você recomendaria às pessoas para consumir de forma mais saudável e ajudar a preservar a natureza no processo?

Estou em tomar vitaminas específicas. Eu tomo um multivitamínico uma vez por semana, mas gosto de saber o que e quanto estou tomando e aprendi o que funciona para mim. Estou muito atrás de manter vitaminas sem receitas, o que é mega importante para mim, e equilibro tudo com exercícios, dança, artes marciais, ioga ou alongamento. Há um grande programa PBS chamado Sit And Be Fit. Você pode incorporar diretamente em seu escritório se não puder sair para malhar ou fazer muito durante uma pausa para o almoço no escritório. Use-os antes de comer e entre seus brainstorms no computador e ande ande ande; deixe o carro em casa e corra. Eu uso muito alho, gengibre e endro, bem como mel, limão e hortelã para evitar resfriados e gripes. Eu adoraria ter todos os alimentos rotulados, incluindo os pontos de origem. Tudo e qualquer coisa com moderação; ouça seu corpo e aproveite a vida.

Quais organizações de resgate de animais você atualmente apoia e divulga no Facebook e na internet, além de Truckers-N-Paws, Pilots-N-Paws e Roads Of Hope?

Você precisa encontrar lugares que visitou ou conhece para apoiar. Eu pessoalmente apoio e confio no Truckers-N-Paws (encontrado em grupos do Yahoo), Pilots-N-Paws, Roads Of Hope (por favor, use o site, não a página do Facebook) e um projeto especial 5013c chamado Animal Ark of Grangeville, Idaho . Existem outras organizações de resgate locais que você pode localizar em sua própria área.
O Facebook tem sido uma ferramenta para salvar animais individuais de abrigos de matança, que talvez seja a melhor ferramenta de internet que eu já vi. Não desconsidere o sucesso que tivemos com os grupos do Yahoo, porque eles fizeram milagres para animais desesperados, além de fornecer transporte para eles pelo país. Tenha cuidado com quem você confia em um transporte, use associações confiáveis, porque animais que são valorizados desaparecem ao longo da rota de transporte se você não estiver usando meios de transporte testados e comprovados. Cuidado, pois há pessoas por aí que procuram particularmente cães ou gatos que ainda não foram alterados. Uma das melhores maneiras de garantir que você não seja vítima de roubo do criador durante o transporte é usar métodos testados e honestos de transporte, como os que mencionei acima, e ter o animal castrado e esterilizado antes do transporte, se puder dar-lhes um pouco de tempo de descanso. Se o transporte não for muito longo e difícil mas isso, é claro, dependerá da condição inicial do animal, do seu meio de transporte e da distância que você está indo. Será necessário um exame veterinário. Nesta economia visite seu resgate local 5013c; você pode perguntar no seu abrigo local, ir visitá-los ou ligar para eles e perguntar o que está na lista de desejos deles, seja comida, suprimentos ou outros itens que você pode doar. Pode não haver resgate em sua área; trabalhe para obter as informações de cada animal do abrigo e mantenha as informações atualizadas e atualizadas, se você deseja criar o perfil de seu novo melhor amigo lá no Facebook.

Eu compartilho muitas páginas de animais de vários abrigos de todo o país que mantêm suas páginas atualizadas e as informações atualizadas, pois compartilhar no Facebook é uma maneira conhecida de divulgar histórias e rostos de animais individuais, bem como acolhimento e adoção de animais que estão em corredor da morte. Não apoio abrigos para matar; há muito poucos deles hoje. Há alguns animais vivem nestes lugares por muitos anos; considere procurar seu próximo animal de estimação lá. Um exemplo é o de Yonkers, NU

Quanto às instituições de caridade que a Sahjaza apoia, um dos nossos eventos oficiais de caridade é o DOV ou Dia dos Vampiros. O DOV começou no Brasil como um jogo de palavras. Isso está crescendo para se tornar um projeto mundial unificado de doação de sangue sincronizado que ocorre anualmente em 13 de agosto para retribuir à sua própria comunidade local e se divertir um pouco. O tema do vampiro é que você está vestido e todos vão juntos para doar sangue enquanto vestem fantasias ou vestem sua personalidade noturna. O Dia dos Vampiros é um projeto de sucesso e dever cívico um dia em que as almas criativas retribuem à comunidade vestidas com fantasias, por que retribuir à sua comunidade. Pergunte-nos sobre a criação de um Dia dos Vampiros em sua comunidade, podemos fornecer informações sobre a criação e coincidir seu evento com os outros que estão ocorrendo e ao redor do mundo. Este evento de sucesso foi criado anos atrás, criado pela renegada atriz de filmes de terror no Brasil Liz Marins e auxiliado por nosso próprio Elder Lord A. Sahjaza e Srta Xendra Sahjaza, (Elder Lord A. Sahjaza pode ser encontrado no Facebook como Axikerzus Sahjaza no Facebook ou pelo site https://redevampyrica.com/). Esta é uma causa tão digna, e como um de nossos atos oficiais de caridade, o que se trata é que todos se vestem com fantasias ou sua personalidade pessoal ou roupas noturnas e doam sangue para o banco de sangue local ou para a cruz vermelha. Este evento foi criado no Brasil e onde atualmente são cerca de 100 fortes todos os anos em Sahjaza Brasil guiado lá pelo Elder Lord A Sahjaza. Você pode encontrar seus eventos postados nas páginas do Temple Sahjaza no Facebook e mais sobre esses eventos pergunte-nos se você deseja criar um desses eventos consecutivamente em sua área, pois podemos ajudá-lo em como esse evento é feito. Eu apoio totalmente este evento, assim como Sahjaza. Meu primo de sangue Steven é um receptor de transplante de fígado e rim e eu sei como o dom da vida pode afetar a vida de uma família e indivíduos e o sangue que ele usou durante esta cirurgia tornou possível a doação de órgãos para realizar esta cirurgia complexa. Meu primo é um sobrevivente em sua nova vida há 3 anos e 3 meses agora agradeço ao meu Deus e Deusa todos os dias que ele sobrevive pelo dom da vida que foi dado a ele. Considere esta causa nobre ao criar seus planos para eventos. Podemos ajudá-lo a coordenar este evento. Deixe suas dúvidas em nossa página do Facebook Temple Sahjaza. Lord A está no twitter e pode ser contatado pela nossa página no Facebook.

Falando em caça ao lobo, li que atrizes como Ashley Judd se manifestaram contra a prática; ela muitas vezes foi contra a política Sarah Palin por seu apoio à caça ao lobo. Você acompanhou esse debate entre eles e está envolvido em alguma organização que se oponha à prática da caça ao lobo?

Eu acho que caçar lobos é nojento. Não sou a favor de nenhum tipo de manejo de lobos em relação à caça e encorajo todos a entrar em contato com seu Congresso e autoridades locais para desencorajar essa prática vulgar. Como é que gastamos dinheiro para repovoar só para matar depois. Quanto a este tópico, como podemos nos dar ao luxo de financiar países que nos odeiam e cortar orçamentos para jogar um pouco de feno de inverno para nossos próprios mustang selvagens americanos? Se você olhar para a literatura de Yellowstone, o parque está em um equilíbrio muito mais saudável após a introdução de matilhas de lobos no parque e as mudas uma vez pastadas estão retornando para criar um parque mais saudável para todos. O ecossistema está muito mais equilibrado; a informação está na ciência.

Nomeie os projetos artísticos e as atividades ambientais/de direitos dos animais que você planeja realizar no futuro? Qual a importância da criatividade nos próximos anos?

Tenho muitos projetos para nomear. Eu sou uma artista viva. Minha vida é uma tela como eu sou a vampira viva e a bruxa natural. Minha vida é arte como artista não há distinção entre o que é arte e o que é artista; estão todos combinados. Eu estaria totalmente perdida sem criatividade, porém as fontes de inspiração mudam e evoluem com o passar do tempo e dos tempos. Eu posso ser inspirada por qualquer coisa, desde algo simples até algo complexo. Meu filme The Elegant Spanking, que eu dirigi, coreografei, escrevi e fiz cenografia e, claro, estrelei, era tudo sobre arte e sonhos dentro de sonhos. Era a minha versão do banho, o antigo ritual que mostrava duas mulheres entre a aristocrata e a dona da casa, a deusa e a sacerdotisa. Este filme ganhou muitos prêmios ao redor do mundo em seu original, cuidadosamente editado para mostrar imagens fetichistas, e é atemporal, embora vários adereços venham de uma variedade de tempos diferentes não é uma peça de época, mas pode ser de qualquer momento. São minhas imagens artísticas em preto e branco de fetiche e fantasia, a relação entre níveis de elenco, a velha roda dentro da roda e um pouco do sonho dentro do sonho enquanto eles passam pelo antigo ritual. Eu gosto do uso de imagens em preto e branco como usei neste projeto. Vou lançar um livro de fotos de mesa de centro para o meu filme em algum momento deste ano.

Acabei de ajudar um pouco em alguns projetos de filmes, sendo um deles com meu bom amigo, escritor e cineasta Troy Acree, e estou ansioso para poder contar mais sobre esses projetos em breve. Agora eu não tenho a liberdade de revelá-los ainda.

Espero fazer uma exposição de arte em Nova York em algum momento no futuro próximo, talvez neste verão. Estou conversando com Behind the Blue Door sobre as possibilidades, o furacão Sandy interrompeu alguns de nossos trabalhos, por eu fazer algumas coisas no outono passado em Nova York e fui impedida por elas pelo clima, minhas orações ainda estão com aqueles que perderam tanto nesta tempestade. Estamos trabalhando na criação de projetos de financiamento para comunidades específicas, bem como para indivíduos específicos. Em seguida, há eventos virtuais e compras no futuro e muitas viagens são planejadas em conjunto com estas para uma cidade pitoresca nos EUA remotos e nevados. Há também viagens para NOLA, Toronto e, claro, para casa, Nova York.

Algumas palavras para encerrar?

Chegando no ano da Serpente, vemos o círculo de que tudo é eterno e, no entanto, tudo muda, cada passo na vida é um processo de iniciação. Temos pequenas mortes e renascimentos todos os dias. O velho eu morre e o novo e mágico eu renasce, remodela-se ou começa de novo. O mundo e todos nós nele estamos em um período de crescimento e transição. Para mim, cada dia é um rito de autodedicação ao Templo Sahjaza, ao meu eu espiritual, às minhas obrigações mundanas e, claro, à minha amada família. Viver dessa maneira em um fluxo de ritos de autodescoberta, criatividade e autodedicação requer um compromisso e dedicação ao caminho, meu próprio caminho que escolho compartilhar com os outros através de meus esforços de arte e espiritualidade. A arte é minha vida, como eu sou a arte, e como um sonho dentro de um sonho vivo como arte dentro da arte. Como Deusa Rosemary ou SilkyRose, Artista.

Procure TempleSahjaza.com que deve estar pronto e funcionando em breve e lá você encontrará mais notícias, ou encontre o Temple House Sahjaza no Facebook.

Fonte: https://www.tapatalk.com/groups/obsidiansylph/azine-interview-with-goddess-rosemary-sahjaza-by-d-t225.html

2 de setembro de 2016

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/entrevista-com-goddess-rosemary-sahjaza/

Homens de Preto, Os verdadeiros MIB

O lançamento dos filmes Men in Black em 1997, e das seqüência Men in Black II em 2002 e Men in Black 3D de 2012 trouxeram a cultura pop a estranha, mas divertida figura dos Homens de Preto; agentes de um grupo Supra-governamental dedicado a  “Proteger a Terra da escória do Universo”.  Com seus “desneuralizador” e seres intergalácticos pouco convencionais eles ganharam uma legião de fãs. Mas talvez poucos destes fãs saibam que os Homens de Preto realmente existem, pelo menos como parte de algumas teorias da conspiração bem mais antigas e certamente bem menos engraçadas.

O primeiro relato dos Homens de Preto

O mais antigo relato oficial de quem se tem notícia está em uma edição de 30 de março de 1905 do jornal Galês “Barmouth Adveriser” que trazia a história de uma moça tradicional família camponesa que por três noites seguidas recebeu a visita de um “anônimo homem de preto”. As visitas aconteceram durante um caso de histeria religiosa na região envolvendo a a parição de luzes misteriosas. A figura transmitiu a ela informações que as deixou em choque, mas também com medo de contar as demais pessoas. A moça em seguida teria se reunido com as lideranças da paróquia e desde então as luzes não apareceram mais.

Conexão OVNI

Apesar do caso narrado pelo jornal Galês, e outras histórias de menor importância, a ligação dos Homens de Pretos com o fenômeno ufológico só aconteceu definitivamente em 1953. Nesta época havia um forte e influente grupo de pesquisa internacional chamado Serviço Internacional de Discos Voadores (IFSB, em inglês). Este grupo, chefiado por Albert K. Bender, se dedicava em reunir e verificar a validade dos crescentes casos de discos voadores que iam sendo relatados. Até que em 1953, sem nenhum aviso prévio, encerrou suas atividades e fechou seus contatos no mundo todo.

Na última edição da Space Review, a revista oficial da IFSBV, Bender deixou uma misteriosa declaração de que as atividades do grupo foram terminadas por “determinação superior” e também exortava  “muito cuidado às pessoas envolvidas com estudos dos discos voadores.”. Pressionado por Gray Barket, um dos investigadores chefes do IFSB, Bender confessou que três homens vestidos de preto tinham ido visitá-lo com intenção clara de intimidá-lo e ameaçá-lo com o fim de fechar as portas da organização . Esta foi uma experiência tão traumática que Gray Barker ficou gravemente doente. Antes de morrer conseguiu escrever um livro assustador, talvez o primeiro sobre os Homens de Preto: They  Knew Too Much about Flying Saucers ( Eles sabiam demais sobre Discos Voadores) de 1956.

Alguns relatos de Homens de Preto

mib homens de pretoAlguns anos depois na década de 1960, a lenda dos Homens de Preto ganhou nova força com a publicação de dois livros do escritor de novayorquino John A. Keel. “UFOS: Operation Trojan Horse” e “The Mothman Prophecies”. Ambos os livros relatam episódios sobre testemunhas que foram assediadas por MIB`s em diversas localidades incluindo um relato próprio que o motivou a escrever.

“Tive encontros com Cadillacs Pretos em Long Island, mas, quando eu os seguia, eles sumiam de repente mesmo em becos sem saída… Quando achei que não os perderia de vista então perdi a consciência e acordei dois dias depois retomando consciência no hospital e nunca mais vi meu carro.”.

Segundo as pesquisas de Keel os homens de preto tinham interagido com diversas figuras históricas como Júlio César, Thomas Jefferson, Napoleão até o então recente Malcolm X.

Os relatos dos MIB não apareceram apenas nos livros de Keel, e nem mesmo estavam confinados apenas aos Estados Unidos. Por volta da década de 80 os casos eram tão numerosos  que chamaram a atenção do Journal of American Folklore que graças a seu editor Peter M. Rojcewicz, dedicou algumas edições especiais ao assunto relacionando-as com antigos relatos de aparições demoníacas.  Para alegria dos teóricos da conspiração, o próprio  Rojcewicz relatou mais tarde ter tido um encontro pessoal com a lenda. Em meio a uma pesquisa sobre OVNI numa biblioteca teria sido abordado por um estranho homem de terno , que não piscava e tinha um leve sotaque.  O teor  exato da conversa nunca foi divulgado por Peter.

 

O Modo de Agir dos Homens de Preto

Todos os relatos envolvendo os Homens de Preto  descrevem sempre um mesmo modo de agira,  como se seguisse uma espécie de protocolo simples e repetitivo.  Eles aparecem pouco antes ou pouco depois de algum evento de natureza sobrenatural ou ufológica. Se identificam como alguma autoridade local ou nacional. Fazem perguntas estranhas ou grosseiras e em alguns casos utilizam algum tipo de técnica hipnótica. Por fim partem tão inexplicavelmente quanto apareceram. Apesar de raramente serem violentos possuem um comportamento brusco como se não tivessem ou não pudessem expressar nenhum tipo de emoção.

Quem são os homens de Preto

A natureza exata dos Homens de Preto, é indefinida e por motivos óbvios alvo de muita especulação.  A maioria dos teóricos da conspiração está dividida entre dizer que os MIB são membros do governo dedicado a ocultar o fenômeno ovni ou declarar que são, eles mesmos, membros de alguma  inteligência alienígena. Entre outras teorias existentes estão a de que são seres pertencentes a uma  civilização intraterrena e a de que  trabalhem para banqueiros internacionais. Talvez eles sejam humanos, talvez já tenham sido humanos um dia. E não podemos esquecer as teorias de cunho religioso que os definem hora como anjos hora como demônios. Para o escritor o John A. Keel citado acima, Os MIB não são nem  seres humanos, nem alienígenas, mas entidades artificiais criadas com a forma humana pelos extraterrestres para diversas missões entre os humanos.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/homens-de-preto-os-verdadeiros-mib/

Morte Súbita inc entrevista Denílson Earhart

Denílson Earhart Ricci é talvez o maior entusiasta da obra de H.P.Lovecraft no Brasil. Hoje aos 34 anos e morando em Jundiaí-SP ele concedeu ao projeto Morte Súbita inc a seguinte entrevista onde explora um pouco seu fascínio e fala sobre seu atual trabalho de promoção do universo fantástico criado por este gênio do horror e da fantasia.

Conte um pouco sobre seu envolvimento com a obra de H.P Lovecraft. Como começou e como isso tem mudado como tempo.

Conheci a obra de H.P. Lovecraft em meados de 2003, quando ao fuçar no baú de um avô falecido de uma antiga amiga, descobri o primeiro livro de Lovecraft publicado no Brasil. Um exemplar raro editado pelo lendário Gumercindo Rocha Dórea: O que sussurrava nas Trevas, de 1966 – Editora GRD. A partir daí comecei a me interessar pela obra do escritor, embora na época era muito difícil encontrar suas obras a venda, mesmo em alfarrábios.

Fale um pouco sobre seu trabalho de divulgação da obra de Lovecraft. Acha que ele seria tão conhecido hoje pelos leitores de lingua portuguesa se não fosse seu esforço?

No início era difícil encontrar obras de Lovecraft a venda, mesmo em sebos. Então comecei a me informar em poucos e incompletos sites no começo efetivo da internet no Brasil. Aí, com algum esforço, visando reunir tudo o que se conhecia sobre o autor eu criei o www.sitelovecraft.com que com o tempo e inúmeras contribuições se tornou um grande portal de informações. Esta foi uma primeira etapa da divulgação de sua obra no Brasil. A outra etapa foi a ideia do livro ‘O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft’, que após anos de desenvolvimento está prestes a se tornar realidade. Sou suspeito para falar, mas muitos livros que hoje são lançados sofreram influência desse livro mesmo ele não ter sido ainda publicado (será em janeiro de 2013), pois divulgamos muita informação sobre ele ainda no prelo, visando a arrecadação de fundos para sua publicação, umas vez que foi baseado em iniciativas individuais.

Porque os ‘Mitos de Cthulhu’ fascinam tanto?

Por ser uma espécie particular de ficção de horror. Não aquela comum baseada em sustos, mas algo muito mais profundo e certos aspectos muito comuns nesse tipo de história, como a questão investigativa, prendem muito a atenção do leitor.

Os Grandes Antigos… Ficção ou realidade?

Os Grandes Antigos, são criaturas míticas da parte mais importante dos contos de Lovecraft: Os Mitos de Cthulhu. Certamente se baseiam nos seus pesadelos e imaginação extraordinária, mas quem somos nós para afirmar categoricamente que algo assim, ou parecido, não exista ou nunca existiu?

O que você tem a dizer sobre as pessoas que levam ao extremo esse fascínio, buscando rituais ou alguma forma de conexão com os Grandes Antigos?

Acho que cada um tem o direito de proferir a crença que lhe aprouver. Certamente não os chamo de malucos! Sendo o universo tão místico e cheio de enigmas, não seria estranho nos depararmos num futuro com um livro de segredos inomináveis como o nefasto Necronomicon, por exemplo. Aí a ficção viraria realidade. E se pensarmos por essa lógica, as vezes a realidade não é muito mais estranha que a ficção?

Como surgiu a ideia de produzir o livro “O MUNDO FANTÁSTICO DE H.P. LOVECRAFT”?

A ideia desse livro nasceu da insatisfação da maioria dos leitores com os péssimos livros lançados no Brasil com a obra de Lovecraft. Caindo o livro em domínio público ficou falicitada a concretização desse sonho, um livro com um bom formato, capa bem trabalhada, grande quantidade de páginas, revisão exaustiva, etc…

Quais os critérios utilizados para decidir que histórias entrariam na antologia?

A ideia foi a de fazer uma antologia. Um pouco de tudo: retratar o mito de Cthulhu, as Dreamlands (outra parte interessante da obra de Lovecraft), bem como poesias e escritos não ficcionais. Ou seja, um livro tanto para o leitor que não conhece nada sobre o assunto como para o leitor que já leu Lovecraft. Com farto material em notas, traduções excelentes e revisão ampla, esperamos que mesmo o antigo fã de Lovecraft redescubra algo novo na leitura desse livro.

Qual seu conto favorito, e porque?

Meu conto favorito é ‘O Chamado de Cthulhu’, pois condensa tudo, ou quase tudo, da mitologia criada pelo autor. Além de ter uma grande dose de terror aliado a investigação, prende a atenção do leitor do início ao fim…

Qual seu filme favorito das obras de Lovecraft?

Certamente o cinema ainda não descobriu Lovecraft. Embora alguns diretores com o famoso Guillermo Del Toro, em muitos de seus filmes trás referências a obra do escritor e tem como seu principal objetivo uma superprodução baseada em ‘Nas Montanhas da Loucura’, mas ainda hoje Del Toro não achou patrocinadores para o longa. Fora Del Toro, gosto muito dos filmes do diretor Stuart Gordon, e acho que ele se superou no filme Dagon – A Seita do Mar. O filme tem o clima perfeito do conto ‘A Sombra sobre Innsmouth’, além do que a caracterização de personagens ficou muito bem feita! Obrigatório para qualquer admirador do autor e de bons filmes de horror…

Quais seus planos para o futuro?

O que começou com uma simples brincadeira, ganhou forma e breve vamos lançar esse livro por uma editora própria a EDITORA CLOCK TOWER. Como esse livro ‘O Mundo Fantástico de H.P. Lovecraft’, vendeu apenas em pré-venda em torno de 600 exemplares, esperamos muito suscesso para quando sairem outras edições. E com isso, pretendemos, quem sabe, um especial sobre o conto ‘Nas Montanhas da Loucura’ que como ‘O Chamado de Cthulhu’, é obrigatório para qualquer admirador do autor. Essa novela não está presente no livro atual, pois é uma novela muito longa, embora nosso livro fosse grande se ele estivesse presente a ideia de antologia teria que ser abandonada… Então quem sabe um livro especial e muito bem cuidado com essa novela no futuro, ou mesmo coletâneas de contos de outros autores famosos do passado! Tudo vai depender da recepção que esse livro terá efetivamente ao ser lançado e mesmo de sua pré-venda limitada!

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/morte-subita-inc-entrevista-denilson-earhart/

Mapa Astral de Stephen King

Quase que eu deixei passar…

Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor estadunidense, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema.

Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações), Eclipse Total, Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre.

O Mapa de Stephen King traz Sol e Vênus em Virgem-Libra; Mercúrio e Netuno em Libra; Lua em Sagitário; Ascendente cravado em Câncer-Leão (Cavaleiro de Bastões); Marte em Câncer, Júpiter em Escorpião, Saturno em Leão e Caput Draconis em Touro-Gêmeos (Rei de Espadas).

O Mapa indica alguém que tem uma facilidade enorme em entender o semelhante, em escrever e vender qualquer idéia sob o ponto de vista de outra pessoa. Esta facilidade é ampliada pela Lua em Sagitário, indicando uma sede de conhecimentos em ambiente acadêmico ou dentro de qualquer carreira que escolhesse. Sua facilidade para trabalhar com emoções e criatividade o levou para escrever romances (mas ele seria com certeza um excelente publicitário com estas características) e, desenvolvendo sua Verdadeira Vontade, se aproxima cada vez mais do “Rei das Palavras” (Rei de Espadas).

Bem interessante a maneira como ele enxerga a vida e trabalha seus contos de maneira virginiana (suas descrições minuciosas e precisas, bem como sua maneira particular de trabalhar as palavras).

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-stephen-king

Então você quer virar um vampiro?

Os vampiros são uma raça de seres inconformados com a morte. o sentimento deles em relação ao fim da matéria orgânica é tão forte que acaba por criar um novo metabolismo corporal através de evocações místicas. É essa transformação que torna os vampiros imortais. No entanto, para chegar à imortalidade , é necessário morrer para depois assumir a forma de Nosferatu (morto-vivo). Contaminado pelo vírus do vampyr , o iniciado terá diversas opções para seguir o culto, sendo que a maioria pode acarretar muito sofrimento e solidão. A eternidade plena só é conseguida com muita sabedoria,  e quase sempre através de um processo espiritual, e não corporal. Por isso muitos que conseguiram a preservação d matéria corpórea através dos ritos vampirescos acabaram encontrando um vazio inexpurgável. Estes enlouqueceram e conheceram horrores capazes de gelarem a alma. A solidão fortalece quando é controlada. É como as Drogas que abrem as portas da Percepção para se penetrar por novas portas, mas quando se tornam a razão da vida, são a morte sem fim.  Nesse sentido, vale citar as palavras do mestre Gíacomo, que define a morte sem fim como um dos piores momentos que um humano ou ex-humano pode conhecer “QUEM PERSEGUE OS TÊNUES FIOS DA IMORTALIDADE TEM QUE ESTAR CONSIENTE DOS MOTIVOS E PROPÓSITOS DA PROCURA. SE FOR POR PURA VAIDADE O PREÇO SERÁ MUITO ALTO. ”

INICIAÇÃO 

Aqueles que forem escolhidos para seguir a trilha imortal devem se dedicar a encontrar os sinais que revelam os mistérios proibidos. O primeiro passo é encontrar os santuários espalhados pelo planeta , onde se podem fazer os rituais de transposição d morte prematura. Esses locais normalmente estão escondidos por entre as montanhas mais altas do mundo e guardam forças energéticas vitais intocadas pelo tempo finito. O encontro sempre acontece num momento de silêncio profundo. O reconhecimento se dá de maneira natural: todos os sentidos avisarão que o lugar tem fluidos para o ritual. A melhor maneira de fazê-lo é deixar fluir a energia procurando os caminhos da iluminação, para que os processos sejam livres e culminem num estado de positividade. Para se encontrar condições de realizar o ritual, no entanto deve se imunizar contra os desejos sórdidos proporcionados apenas pela vaidade. Aquele que anseiam demasiadamente a transformação apenas pelo gosto do sangue e de poder certamente encontrarão os seus santuários para rituais em locais mortos , como cemitérios , igrejas abandonadas , encruzilhadas etc. estes carregarão pela eternidade uma ansiedade de destruição que os aprisionará a mais terrível das solidões.

Quem se deixar morrer na podridão viverá uma sangrenta existência atormentada pelos séculos e só encontrará libertação nas chamas de uma fogueira ou na corrente de um rio. Mesmo assim, poderá ser evocado por outros homens malévolos sedentos de poder. O caminho dos rituais profanos na verdade é estéril porque não há renascimento, apenas a morte.

Por outro lado , os que tiverem uma iniciação iluminada , procurando as tradições que formam uma iluminada raça de homens revolucionários ,  serão chamados de magos e terão uma imortalidade que pode evoluir até a plenitude , alcançando níveis de compreensão que beneficiarão outros da espécie. Quem segue por esses caminhos poderá voar e não terá que se esconder da luz quando ela se prenunciar no horizonte. Tornar-se á um mestre e encontrará novos homens e mulheres para serem iniciados de acordo com os desígnios do destino.

Nada terá a temer, pois será um ponto de concentração de força e de vida que se espelhará e se renovará constantemente. Como se vê, a imortalidade não está ligada apenas ao vampirismo. Não apenas os que se alimentam de sangue podem contemplar a passagem do tempo.

Só que na questão do vampiro de sangue a preservação essencial é puramente da casca que protege o espírito,

um vazio; por isso suas imagens não são refletidas no espelho. Quem no entanto trilha o caminho á transformação através da sensibilidade aprenderá segredos mágicos só alcançáveis pela iluminação divina.

A pergunta que fica no ar seria: Não serão os magos então também vampiros? Sim! É Por isso que os vampiros iluminados ficaram conhecidos como magos, sábios, filósofos, poetas, artistas; enquanto os vampiros das Trevas se tornaram malditos renegados pela luz , detentores apenas dos poderes profanos proibidos que tornam as suas existências uma eterna solidão

Tanto os Vampiros de Sangue como os Vampiros Astrais são seres eminentes noturnos , pois é nesse período que os canais de transferência energética estão livres para que o mal transite livremente . Por isso que dificilmente uma pessoa que desperta com o sol e repousa durante a noite terá poder para beber na fonte da eternidade . Isso não quer dizer que não possa sair de dia. Mas sim que não terá os mesmos privilégios ex :

Um vampiro Astral pode sair de dia porem alem de se sentir fraco dificilmente conseguirá se alimentar de energia diferente da noite , por isso escolherão a noite pra viver ; nesse péridod, podem estudar os meios que lhe garantam a sobrevivência. È comum ver as pessoas saírem à noite , que evitam o contato com o sol e , quando o fazem se protegem com óculos escuros para que sua pupila não se influencie com as cores do brilho solar. Na casa de um vampiro , as luzes ficam acesas até altas horas da madrugada e só se apagam com o esaparecimento da estrela da manhã. Dorme enquanto os outros  seres trabalham para garantir sua sobrevivência .

Seus hábitos são diferentes dos das pessoas comuns. Gostam de comer carne crua ou quase crua, é estudiosos e prolixos quando desejam seduzir alguém ou conseguir alguma vantagem. Possuem um aguçado sentido para saberem quando estão em perigo e são rápidos para escaparem de confusões. Sabem o momento certo de aparecem num local e o momento de desaparecer  quando necessário, gostam de conversar olhando fixamente o interlocutor para poder enxergar um pouco além da massa que reveste o corpo (aura) gostam de bebe álcool, mas já mais  são vistos embriagados. Alem disso possuem um desejo cego pelo poder . Normalmente vampiros são pessoas cultas e de famílias tradicionais .

No caso  também dos vampiros de sangue utilizam sempre um caixão com terra do seu país de origem para  locomoção para se sentirem em casa , o nomadismo é uma característica de um ser morto vivo , ambos os vampiros  tanto de sangue como o astral não pode entrar numa casa sem serem convidados , não ligam para cruzes etc… Se bem que num lugar sagrado também só pode entrar se for convidado isso não vale para o vampiro astral.

Aqui você saberá um pouco sobre os vampiros, segundo o autor desse Site ao qual vos escreve , pode ser que as informações que contenham aqui você já os tenha tido ou está num nível superior e conheça até mais porem é bons relembrar que poucos sabe tudo . Com o decorrer de uma existência é que tu és beneficiado com o poder da  sapiência quanto mais sabedoria  muito melhor será ao convívio de um novo Millennium procurando a tão inalcançável Eternidade. Dês dos Primórdio até os tempos atuais fala-se sobre o floucore dos Vampiros.

Eles existem ?  Já existiram ? Ou nunca existiu ?  E tudo foi inventado por um louco irlandês chamado Brain Stocker. ? Pois aqui daremos algumas explicações ! É bom lembrar que o Objetivo desse site é de informatização as pessoas que buscam o conhecimento sobre o ocultismo. A qual hoje em dia é tão procurado. E também  a outros amigos vampiros a qual procuram preencher o vazio de encontrar  alguém semelhante . Pois a você caro amigo é bom lembrar  que você não está mais sozinho. Não somos muitos é verdade mas estamos em todos os lugares e a procura de outros que nos entendam. Iremos por parte!

1º Não direi tudo! mas quase tudo que você viu em Filmes é uma grande mentira , coisas inventadas por débil mentais as quais  além de atrapalharem acabam a esconderem a verdade sobre o vampirismo. Cruzes , Água benta etc… é tudo piada em relação ao vampirismo.

2º Lamentavelmente  com informações erradas  assistindo a filmes ou estórias ou coisas escritas em livros apenas pra ganhar dinheiro às pessoas acabam se identificando com o vampirismo e acham que já nascerão ou são vampiros, isso é muito errado não é tão simples quanto parece. Desculpe me se com essas coisas que estou lhe contando  e vou ainda  lhe contar ,tirar uma possível esperança de ser um vampiro, mas infelizmente a vida é cheia de desilusões e é melhor a verdade do que você viver numa mentira e acabar ficando louco. mas os objetivos dessa Hp são bem claros! Infelizmente existem pessoas que são solitárias , pessoas mal  compreendidas pela família, pela sociedade , por todos, mas isso não significa que você é um Vampiro o Vampirismo é muito mais que isso envolve coisas e valores a qual você vive  e acredita. Por isso eu lhes digo ser vampiro além de não ser fácil é triste , agora você que Quer mexer com o Vampirismo.  CUIDADO!!!! existem portas a qual você não deve abrir, pois depois de abertas não se fecham mais . Eu costumo a dizer que antes de fazer uma viagem saiba onde ela vai acabar .novamente eu digo e insisto  CUIIDADO!!! POIS VOCÊ PODE PERDER A SUA ALMA. uma coisa eu lhe digo e juro. JURO por tudo que é mais sagrado nessa vida o Mal existe. Já pude comprovar isso. O mal é grande, perigoso, injusto, falso, mentiroso, invejoso e tudo de mais negro e podre que existe. Mas se existe o MAL, e que é uma grande força também sei agora que existi o BEM. e que se existe o DEMONIO que é forte ,traiçoeiro ,existe um DEUS justo e que é 100.000 vezes mais forte . tudo isso que lhe conto me foi roubado por uns tempos  mas que hoje em dia acredito que foi recuperado. estava descrente de minha fé e de tudo mas nunca é tarde pra se arrepender  e pra sair dessa .

Bom ! levei a coisa por um lado um pouco pessoal né !! Mas é bom comentar pra que você use o vampirismo pras coisas boas e não pras coisas ruins pode até parecer estranho mas existe pra tudo um lado bom. agora voltemos  ao assunto!

3º Existem dois tipos de vampiros . Os Vampiros  de Sangue (clássico de filmes) mas que como aqui já mencionados não tem nada  haver com ficção. se alimentam de sangue a essência da vida . e existem os

Vampiros Astrais  a qual sobrevivem de Energia .

VAMPIROS DE SANGUE 

Houve uma época  em que existiram em até certa quantidade muito mais radicados na Europa a quais fizeram mais semelhantes e construíram famílias  eram devotos do mal idealizavam Satanás como seu deus e radicavam o vampirismo ao culto da Serpente Velha.  muitos estudiosos dizem ser essas Serpentes as das  Torres de SET

pra quem  nunca ouviu falar  teve um tempo em que essas Torres das serpentes de SET invadiram as grandes cidades  de todo o mundo eram fanáticos que devoravam crianças, controlavam a mente de outras pessoas, e sacrificavam virgens tinham vários Templos. Devo confessar a vocês duas coisas : 1º A brilhante história do Empalador Vlad Tepes da Romênia ao qual o Lunático Brain Stocker depois de saber sobre a cultura das regiões mais remotas da antiga Europa juntou a história do vampirismo com o empalador e sanguinário Vlad  Tepes também conhecido por todos como Vlad Dracúla ou somente Dracula o vampiro mais conhecido dos cinemas ao qual inspirou muita gente que se acha vampiro. Pois Bem ! Vlad Tepes era sim um sanguinário como há registro na história do mundo antigo porem ele era sanguinário porque além de ser um excelente guerreiro era um Empalador. adorava matar seus inimigos e estripados em uma estaca enfiada na terra por isso era chamado de Vlad o Empalador defendeu a Romênia Cristã contra os bárbaros Turcos que eram Mulçumanos. dentre muitos registros  na história podemos destacar dois deles :

Uma vez Vlad depois de terrível batalha contra seus inimigos os empalou na frente de seu castelo para quem quase se admirar o grande feito . Enquanto isso ele se deleitava num glorioso e farto banquete com convidados

com muito vinho e vários tipos de carne.

Numa outra oportunidade ele convidou varias pessoas pobres  para um grande banquete em seu castelo enquanto os pobres coitados comiam ,no meio da refeição Vlad Tepes saiu e ordenou ao capitão de sua guarda para que queimassem todos vivos. Como ordens são ordens o capitão o fez  enquanto as pessoas morriam lentamente queimadas Vlad tepes se acabava numa imensa Gargalhada. Todas essas histórias estão devidamente registradas . Como vimos Vlad Tepes(dracula) era realmente mau mas jamais houve qualquer indicio ou suspeita de praticar vampirismo principalmente de sangue . Por tanto o irlandês Brain Stocker juntou as histórias de vampirismo da idade média e da antiga Europa e os juntou com a fascinante história de Vlad Tepes escrevendo a famosa Estória de Conde Dracula. Agora você já sabe tudo sobre a ficção e um pouco da verdadeira história  dos vampiros.

A segunda coisa que eu iria confessar é que até agora em toda  minha vida nunca encontrei um VAMPIRO de SANGUE sei que já existiram mas numa experiência que eu tive muito forte em minha vida ao qual não quero passar nunca mais  me foi dito que além de não existir mais tal criatura jamais eles voltariam a existir.

Sobre essa  Experiência que tive irei contar numa outra oportunidade mas devo adiantar que foi dai que vi que além do mal existir também podia vender e perder a minha Alma.

Bom  continuando , um amigo meu vampiro me disse que o maximo que um vampiro de sangue chegou perto de nosso país “Brasil” foi  na  Argentina. Ele me contou isso antes de eu ter essa experiência, quando me contou eu acreditei pois sei de suas intenções sei que jamais iria mentir pra mim pois somos iguais somos vampiros, mas depois dessa experiência me convenci do que sei e doque escrevi a respeito disso. A muito mais a escrever sobre Vampiros de sangue mas por hora  chega!

VAMPIRISMO ASTRAL 

O vampiro astral se alimenta das Energias de outras pessoas, se deleita com o esgotamento de energia de uma pessoa para além de lhe roubar suas energias e  emoções se fortalecer.

Você já tentou ler através do espelho o seu próprio rosto ? Existem mistérios dentro de nós  que não ousamos revelar nem para nós mesmos. Todos os dias saímos à procura de alguma coisa para saciar nossas ansiedades, e este é um processo que se realiza ao preço da nossa sanidade mental , ou , quem sabe , da insanidade. Nessa busca , sugamos energias e nos deixamos ser sugados, num metabolismo que às vezes escapa a nosso controle.

Procuramos fontes para nos alimentarmos de sabedoria , sexo , sonhos , esperanças , vida. Por mais que um suicida deseje a morte , oque está procurando é um meio de libertar-se dos marasmos causados pela sua ansiedade. Então na verdade , ele não quer morrer , mas saciar-se com a vida , e para isso é capaz de qualquer atitude , chegando ao extremo de matar-se por desespero , sem saber que é justamente nela que está a fonte que lhe permitiria a autopreservação diante da morte. A ação do tempo envelhece a matéria , tornando a realidade da morte cada vez mais próxima ; o objetivo do vampiro astral é conseguir vencer esse círculo tomando a energia de outros , para aumentar sua beleza física e seus dotes intelectuais, ampliando o fascínio que as outras pessoas terão por ele. Para isso não mede esforços , e procura  sugar tudo que possa  converter sua força para realizar a travessia através do inexorável círculo do tempo.

Normalmente esses vampiros são atraentes de alguma forma ou são muito bonitos ou tem um charme muito especial e sabem formar teias com as palavras , capazes de aprisionarem para sempre  o coração de um incauto

Seus olhos irradiam a sedução de fogo dos infernos , despertando em sua s vítimas o ardente desejo de conhecer os mistérios que domina. Nos movimentos transmite  a sabedoria adquirida pela experiência.

O vampirismo astral acontece em todos  os níveis de relações humanas , tanto no social como no físico.

O empresário de uma grande  empresa alimenta-se do trabalho dos seus operários, e por isso pode pagar tratamentos de luxo que lhe preservam a juventude por mais tempo. Já os operários, exauridos , em pouco tempo se transformam em esqueletos , devido às dificuldades que enfrentam no dia-a-dia

Já na relação entre duas mulheres é necessário que uma beba o sêmen da outra para alimentar a sua beleza e sua força masculina capaz de quebrar as barreiras que se colocam à sua frente . O Lesbianismo o mais autêntico caso de vampirismo astral assim como toda relação homossexual. Porque na verdade um vampiro não liga para o sexo em si e sim para a troca de energia .  O mesmo ocorre com um vampiro de sangue. No sexo aquela que esta sendo possuída tem a sensação de estar se entregando a mil serpentes que eleva o seu gozo ao mais louco êxtase. A essência que flui nesse orgasmo é imediatamente absorvida e transformada em vitalidade. Numa relação heterossexual também pode ocorrer o vampirismo astral apartir que um possui o outro . A mulher absorve o esperma para transformá-lo em energia  viva , e o homem por sua vez domina a fêmea porém vale lembrar que numa relação homossexual o vampirismo Astral  fica evidente no mínimo dez vezes mais. Era muito comum no Império Romano às esposas dos poderosos convocarem muitos escravos para se masturbarem diante de uma banheira , onde era recolhido o esperma para seus banhos de embelezamento. O líquido saído das entranhas dos escravos era um eficiente creme contra as rugas, e deixava a pele macia , num nítido desejo de fugir da ação do tempo outro caso famoso foi o da  Condessa Elizabeth barthory , que recolhia centenas de camponesas no interior de seu castelo na  Itália prometendo-lhes uma vida mais confortável e depois de realizar todos os tipos de libertinagem com as moças . passava todas elas  a espadas para depois  na madrugada tomar orgíacos banhos de sangue. Quando presa e interpelada pelas autoridades sobre o porquê da necessidade do sangue , ela confessou que temia ficar velha , e o sangue das jovens lhe restituía a mocidade perdida. com um vampiro astral acontece à mesma coisa porem sem o envolvimento de sangue e sim de energia.

Os detalhes do ‘como’ e do ‘porque’ alguém pode se tornar um vampiro

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/entao-voce-quer-virar-um-vampiro/

Homens de Preto – A Realidade por trás da Ficção

“Queimando discos, queimando livros, Soldados sagrados, visual nazista” – Holy Smoke, Iron Maiden

 “Não os temais, pois; porque nada há de escondido que não venha à luz, nada de secreto que não se venha a saber.” – Mateus 10:26

Homens de preto e Ufologia

 

Milhões de pessoas ao redor do mundo assistiram ao filme “Homens de Preto” e suas sequências, mas poucas sabem de onde foi tirada a inspiração para fazê-los. Como muitos filmes, ele foi baseado numa HQ, e esta num livro escrito em 1956 pelo estadunidense Gray Barker, intitulado “Eles Sabiam Demais sobre Discos Voadores” . Livro este no qual pela primeira vez o mundo ouve falar dos Homens de Preto, um grupo que “sugere” a indivíduos silenciar sobre suas incomuns experiências. Sua alcunha deve-se não apenas a cor que trajam, mas a seu estranho e total anonimato: não revelariam seus nomes, de onde vieram ou por quem foram enviados, daí nenhuma outra forma de referir-se a eles ou descrevê-los. Os carros que dirigem, contudo, teriam aparência oficial.

Antes de escrever este que foi seu primeiro livro, Barker já escrevia artigos do gênero para a revista Space Review, publicada por Albert K. Bender e seu Escritório Internacional de Discos Voadores. Em 1953, Bender abruptamente dissolveu sua organização, alegando que não poderia continuar a escrever sobre OVNIs devido a “ordens de fonte superior”. Após ser pressionado por Barker a revelar maiores detalhes, Bender relatou seus supostos encontros com os Homens de Preto, o que teria motivado Barker a escrever seu livro. É claro que tudo pode não ter passado de um conluio entre os dois, dizem até que o próprio Barker não acreditava no que escrevia, só queria ganhar dinheiro. Mas isto também pode não passar de um boato forjado e espalhado pelos Homens de Preto.

Seja qual for a verdade, isto foi no meio do século passado, época onde a informação sobre tais assuntos deveria ser escassa em relação a hoje, e a Internet apenas uma utopia para a população global. Então, se os Homens de Preto queriam ocultar da humanidade este tipo de relato, podemos dizer que neste âmbito falharam miseravelmente, pois hoje abundam livros e sites sobre o tema. Perante este fato, é claro que muitos vão pensar algo do tipo: “Bem, se isso aconteceu, estes Homens de Preto não devem existir, pois não teriam permitido.” Mas, ora, se existissem, não seria exatamente isto que iriam querer que você pensasse?

Uma hipótese que não podemos esquecer é que a coisa pode não ter acontecido com a permissão deles; talvez eles simplesmente não puderam controlá-la. Eles podem ser poderosos, mas não invencíveis – e certamente teriam alguns inimigos. Isso sem falar que, entre aqueles que conhecem um segredo, às vezes há os que querem revelá-lo. Além disso, como se pode deduzir o trabalho deles teria sido fácil por muito tempo, portanto talvez não estivessem preparados para enfrentar as novas armas na difusão do conhecimento que surgiram junto com os tempos modernos: a invenção da imprensa[1], fotografia (pois esta também reproduz texto), a já citada Internet, etc. Para não falar na TV, é claro. Ao redor de todo o globo, muitos telejornais e diversos programas já apresentaram relatos de avistamentos, abduções, etc. Mas não se pode hipnotizar, drogar ou matar praticamente um país inteiro (pois através da hipnose ou drogas pode-se causar amnésia, mas logicamente não de modo seguro e matematicamente exato como o prático flash do filme).

Então, perante este quadro, nada restaria aos Homens de Preto e seus superiores senão negar e ridicularizar tais testemunhos, esperando assim desacreditá-los – pois uma das coisas que o homem comum mais teme, além da morte, é cair no ridículo, a opinião alheia importa-lhe mais que a própria. Ademais, o governo e a Aeronáutica dos países onde OVNIs são avistados só poderiam negar mesmo, seria grande ingenuidade esperar que admitissem tal coisa. Que governo assumiria ser incapaz de proteger sua população de incontroláveis e desconhecidos invasores? Afinal, boa parte dos impostos pagos destina-se exatamente a este fim. A única razão de existir da Aeronáutica é proteger o espaço aéreo de seu respectivo país, então ela não pode assumir que não consegue cumprir sua tarefa plenamente, que há invasores contra os quais nada pode fazer. Seria como o zelador de um prédio dizer que há um tipo especial de pessoa a qual ele não pode impedir de entrar e sair ao seu bel-prazer. Também não podemos esquecer a hipótese dos OVNIs não serem nada mais que aeronaves ultra-sofisticadas de determinados países. Qualquer um sabe, por exemplo, que os EUA gastam zilhões de dólares em tecnologia militar, então não seria nenhuma surpresa se eles tivessem coisas que nem imaginamos nesse campo (e tudo indica que tenham, vide Área 51). Nesse caso, alguns se perguntariam por que manter secreta a existência destas fabulosas armas e, ao mesmo tempo, algo com que poderia-se inclusive lucrar muito. Bem, a resposta é simples: para que seus vizinhos não sintam-se ameaçados e tentem desenvolver coisa parecida. Não é preciso ser Maquiavel ou Sun Tzu para perceber que só se deve permitir o acesso a uma arma quando já se dispõe de uma arma superior. E no caso dos OVNIs serem aeronaves comandadas por humanos, admitir uma invasão contra a qual nada pode se fazer seria ainda mais vergonhoso – para ambas as partes.

Portanto, apesar de tantos mistérios e dúvidas, um fato ergue-se e permanece indiscutível: os OVNIs, seja lá o que forem, realmente existem. Aliás, vários pilotos de avião já relataram tê-los avistado. Desnecessário dizer, estes são pessoas instruídas que deveriam saber identificar qualquer coisa que surja nos céus (e astrônomos mais ainda). Alguns destes relatos, é claro, permanecem confidenciais, pois são de pilotos militares. Falando nisso, a edição de setembro de 2013 da revista Super Interessante traz uma matéria de capa sobre a abertura de arquivos no Brasil. Então, já sabemos que OVNIs existem, mas não o que são (ou não teriam esse nome, afinal). A pergunta que fica é: Existirá alguém querendo impedir que saibamos o que são? No caso deles terem origem humana, como na hipótese recém explanada acima, obviamente que sim. E se sua origem não for humana, restam-nos duas hipóteses: ou o homem ainda é simplesmente incapaz de descobrir e explicar o que são os OVNIs, ou alguns descobriram mas não quiseram (ou foram impedidos de) revelar ao mundo.

Quanto a extraterrestres, talvez uma pergunta interessante a ser feita seja: Se eles existem, será que iriam querer que soubéssemos? Provavelmente não, ou já teríamos provas disso.

Mas agora vamos mudar de assunto, pois essa é  só a ponta do iceberg.

 

Escondendo mais do que você imagina… Homens de Preto e outros Segredos

“Existe uma história escrita para gente comum, e outra invisível aos olhos do povo, escrita por nós, que fizemos a história acontecer. Assim é a vida, assim somos nós e vocês: os que fazem a história e os que a aprendem com obediência, como nós desejamos.” – Serrano Suner em “A Fórmula da Eterna Juventude e outros Experimentos Nazistas”, de Carlos Nápoli

“Somente os pequenos segredos precisam ser guardados; os grandes, ninguém acredita.” – Herbert Marshall

De qualquer forma, quer extraterrestres existam ou não, não se pode, como nos mostra a própria História, negar a existência de grupos – interligados ou não – cujo objetivo é suprimir e/ou monopolizar o conhecimento (este, definitivamente, ainda não é e nunca foi livre). Assim, extraterrestres podem até não existir, mas creio que o mesmo não pode ser dito, como veremos a seguir, dos Homens de Preto. “Mas então, o que eles escondem de nós?” Bem, se eu soubesse seria um deles, mas não é preciso ter uma imaginação de Julio Verne para fazer algumas suposições.

Só para citar alguns exemplos, Mussolini assim como Hitler tinha seus conselheiros místicos, e sob ordens de dois deles, em 1944 foram queimados 80.000 (sim, 80 mil, mas espere até ler sobre Alexandria) livros e manuscritos da Sociedade Real do Saber de Nápoles, visando impedir que documentos mágicos importantes caíssem nas mãos dos Aliados. Entre eles, encontravam-se manuscritos inéditos de Leonardo Da Vinci, como também documentos apreendidos de Aleister Crowley na sua abadia em Cefalu, Sicília. Todos já ouviram falar da famosa Biblioteca de Alexandria, segundo a Wikipédia “ela continha praticamente todo o saber da Antiguidade em cerca de 700.000 rolos de papiros e pergaminhos” – também não é para menos, pois seu lema era “adquirir um exemplar de cada manuscrito existente na face da Terra”. Mas ao contrário do que tantos pensam, ela não foi destruída por acidente em decorrência de batalhas. Ela continha inúmeros documentos alquímicos que foram roubados ou destruídos, não só pela cobiça e avareza como também pelo fanatismo religioso dos arábes, que seguiam as absurdas máximas “não há necessidade de outros livros senão O Livro (Alcorão)” e “o livro de Deus é-nos suficiente”. Mas isto, é claro, pode ter sido apenas um pretexto. Afinal, é fácil entender o medo, ou mesmo desespero, dos poderosos perante a Alquimia. Se todos pudessem fabricar ouro em casa, obviamente ele perderia o seu valor e, assim, impérios ruiriam. Portanto, não é difícil entender por que a Igreja Católica combateu tão fortemente a Alquimia. (Sobre a Magia de modo geral, poderia-se dizer que ela supostamente permitiria ao homem comandar a Natureza e seu próprio destino, e às vezes o dos outros também, assim “brincando de deus”.) Em 1897, herdeiros de Stanislas de Guaita foram ameaçados de morte se não destruíssem quatro manuscritos inéditos do autor que versavam sobre “Magia negra”, assim como todo seu arquivo. A instrução foi cumprida.

Em 1971, um russo radicado na França, Jacques Bergier[2] escreveu “Os Livros Malditos”, no qual relata não só os casos acima descritos como também outros semelhantes, e diz estar convencido da existência de uma antiga sociedade secreta destinada a ocultar certos conhecimentos da humanidade. Bergier refere-se a ela como – adivinhe? – “os Homens de Preto”. De sua existência (ou, pelo menos, de algo parecido) há muitos indícios e estou inclinado a concordar com Bergier. A História está cheia de exemplos de livros ou documentos que são censurados ou mesmo avidamente procurados, e a cujos proprietários às vezes acontecem estranhos acidentes – daí também o adjetivo “malditos” para descrever os livros que Bergier aborda em cada capítulo. Parafraseando o próprio, é preciso ler “Os Livros Malditos”, assim, não me estenderei muito sobre seu conteúdo aqui.

Num mundo ignorante como o nosso, certamente será taxado de paranóico ou esquizofrênico quem alegue existir um grupo de homens cujo principal objetivo é esconder certas coisas da humanidade. Mas há uma enorme prova, a qual todos conhecem só não se apercebem, de que um tal grupo, pelo menos, existiu: A Inquisição. E infelizmente, não se pode negar que ainda existe coisa semelhante, pois é bem sabido que os Arquivos do Vaticano contém inúmeros documentos secretos e únicos. E tal supressão do conhecimento é ainda mais evidente em certos cantos mais atrasados do mundo, que parecem continuar na Idade das Trevas ou coisa até pior, chegando ao extremo de proibir as mulheres de aprender a escrever e estudar – às vezes, até de falar. Perante estes fatos, é difícil refutar a existência de uma espécie de “fraternidade negra” inimiga da luz do conhecimento – os místicos e ocultistas chamam-na “a loja negra”. Mas, num mundo feito de cegos, aqueles que enxergam são taxados de loucos.

Veja onde o homem chegou, já querem enviar pessoas a Marte – o que não muito tempo atrás, também seria loucura. Agora considere, por um momento, que nossa civilização tenha sido de alguma forma aniquilada, mas alguns poucos tiveram a sorte – ou o azar, pelas condições em que o mundo se encontraria – de sobreviver (sim, exatamente como naquela imbecil dinâmica de grupo. Aliás qual não é?) Suponha que, com alguma sorte e muito sexo, estes poucos remanescentes tenham conseguido dar continuidade à raça humana. Seus descendentes nasceriam num mundo devastado, onde as coisas que consideramos mais triviais tornariam-se as mais incríveis lendas: televisores, automóveis, aviões, computadores, telefones, armas de fogo e qualquer outro tipo de máquina ou tecnologia. Os primeiros, os que sobreviveram à catástrofe, saberiam que tais coisas um dia existiram e contariam a seus filhos, dos quais talvez alguns acreditariam, outros não. E se ninguém fosse capaz de recriar estas coisas um dia (ou se fossem recriadas mas mantidas em segredo), tais “lendas” passariam de geração em geração tornando-se cada vez mais desacreditadas, podendo até mesmo caírem no esquecimento. E se eles encontrassem qualquer um de nossos “misteriosos artefatos”, não saberiam como nem para que foram feitos – hei, isso não parece familiar? Tal descrição se aplica, por exemplo, aos Crânios de Cristal

Então, quem pode nos garantir que já não aconteceu coisa semelhante?

Ou melhor, e se eu lhe disser que há provas de que existiu uma prodigiosa ciência perdida?

Provas estas, aliás, muito grandes e concretas que todos conhecem.

Do que eu estou falando?

Das Pirâmides do Egito. (Não disse que eram grandes e concretas?)

Mas por que as Pirâmides do Egito seriam provas de que um dia houve uma ciência perdida?

Ora, por uma razão muito simples: curiosamente é um fato pouco divulgado, mas ao menos por enquanto é impossível reproduzí-las com perfeita exatidão. Ainda mais pelo mesmo método, qualquer que tenha sido. Existem variadas teorias sobre como foram construídas as pirâmides, mas nenhuma delas plenamente satisfatória – não à toa, não há nem sombra de consenso. Ou seja, atualmente, o homem é incapaz de repetir um feito de milhares de anos atrás, porque o conhecimento necessário para tal se perdeu (ou foi preservado em segredo). Como se isso não bastasse, também não se sabe POR QUE elas foram construídas, isto é, sua verdadeira finalidade. Não, não foi para servirem de tumba ou cofre de tesouros, como surpreendentemente veremos a seguir. Àqueles interessados em maiores detalhes, recomendo a leitura dos textos de Marcelo Del Debbio sobre o assunto (além daqueles citados aqui, o divertido “A Pirâmide do Faraó Del Debbio I”). Todavia, alguns destes detalhes são tão impressionantes que não poderei deixar de citá-los. É bem conhecida e justificada a predileção dos mais céticos por números, então vamos a eles:

(Dentro das aspas, coloquei meus comentários ou cortes do texto entre colchetes, aqueles entre parênteses são do próprio Del Debbio)

“A base da pirâmide [de Queops] é perfeitamente plana, com desnível de apenas 0,075cm/100m (para quem não é arquiteto ou engenheiro esses números não dizem muita coisa, mas para ter uma idéia comparativa do quão preciso foi o nivelamento das pirâmides, basta dizer que edifícios modernos de alta tecnologia chegam a 15-20cm/100m em desnível). As 3 pirâmides alinham-se com a constelação de Órion [3 Marias] com margem de erro de 0,001% quando comparadas com a posição destas estrelas no céu em 10.500 AC.” – Extraído do texto “Pirâmides, Pirâmides… – parte II”

“Assim como são ‘coincidências’ […] as pirâmides encontradas na China alinharem perfeitamente com a constelação de Gêmeos, os Templos astecas de Tecnochtitlan estarem alinhados com a constelação de Urso, Angkor Wat (aqueles templos que a Lara Croft explora no Cambodja) estarem alinhados com a constelação do Dragão e assim por diante…” – Extraído do texto “Pirâmides Submersas no Japão – parte 1”

“E eu nem comecei ainda a falar sobre a Câmara do Rei, cuja configuração e proporção das pedras do chão refletem as medidas/translações dos seis primeiros planetas do Sistema Solar (Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno). […] apesar de todo este cuidado milimétrico de projeto da pirâmide, o ‘sarcófago’ é PEQUENO DEMAIS para caber uma pessoa deitada dentro dele. […] As otoridades egípcias afirmam que a pirâmide é a tumba de um faraó. Embora NUNCA se tenha encontrado sequer uma múmia em NENHUMA das 111 pirâmides catalogadas. Também nunca foram encontrados NENHUM tesouro de faraó algum. Todas as múmias foram encontradas em cemitérios localizados aos pés das pirâmides ou em templos adequados para tal (Mastabas). Todos os tesouros encontrados estavam nos templos e antecâmaras, mas nunca dentro das estruturas. A explicação oficial é que ‘ladrões de tumbas’ saquearam todos os tesouros e as múmias. Embora, voltando a Khufu [nome egípcio de Queops], os exploradores tiveram de DINAMITAR a passagem para entrar, e nada encontraram lá dentro. Ou seja, se houvessem ‘ladrões de tumba’ eles entraram, levaram TUDO (tudo tudo tudo) e ainda tiveram a paciência de recolocar todas as pedras na entrada de modo a deixá-la do mesmo modo que ela estava antes deles chegarem, com direito a mesma precisão milimétrica dos encaixes.” – Extraído do texto “Pirâmides, Pirâmides… – parte II”

“As medidas internas oficiais [do sarcófago] são 1,68m x 68,1cm x 87,4cm. A menos que o faraó fosse bem anãozinho, não poderia ser colocado junto com seu ‘chapéu de faraó’ e ‘ornamentos de faraó’ dentro de um sarcófago tão pequeno. Teriam nossos amigos escravos egípcios, que empurraram tantas pedras tão pesadas ladeira acima e construíram uma pirâmide com erro de 58mm em 230m, errado tão idiotamente logo no ‘coração’ da tumba?” – Extraído do texto “Pirâmides parte III – A Câmara dos Reis”

Embora o complexo de templos Abu Simbel não tenha nada a ver com as pirâmides, eu também não poderia deixar de citar o estranho caso de sua “mudança” aqui, pois talvez o método usado no transporte de seus blocos tenha sido o mesmo das pirâmides. Se você acha que as coisas não podem ficar mais estranhas, prepare-se para o gran finale:

“…existia um enorme complexo de templos chamados Abu Simbel no Egito. As otoridades precisavam construir uma grande barragem e uma mega-hiper operação mundial foi organizada para desmontar e transportar o templo de Abu Simbel para uma montanha a salvo das águas da barragem. Pois bem. A grande maioria das pedras esculpidas no templo de Ramsés II foi retirada das pedreiras de Assuã, distantes cerca de 120km do templo, incluindo a cabeça do faraó, que foi transportada e esculpida em UM ÙNICO bloco de pedra. Quando os técnicos e engenheiros suíços e alemães foram transportar estes blocos para o local seguro, apesar dos GUINDASTES e HELICÓPTEROS envolvidos na operação, tiveram de fragmentar diversas estátuas e blocos de construção do templo para transportá-los. Vamos escrever mais devagar para os que não entenderam: blocos de pedra que os egípcios (os ‘escravos seminus de 6.000 anos atrás’ haviam conseguido manobrar, esculpir e encaixar intactos) tiveram que ser divididos, pois a tecnologia do século XX não conseguiu repetir o feito.” – Extraído do texto “Dilúvio, Pirâmides e Stonehenge”

As implicações disto são tão óbvias quanto espantosas: ou eles dispunham de guindastes e helicópteros de maior capacidade que os atuais, ou… ou o quê? Que dizer diante disto?

Perante estes fatos, a introdução do misterioso “Livro da Perdição” da O.A.I. já não parece mais tão fantástica:

“1.1. Eons atrás, muito antes da humanidade vagar por este planeta, existe uma irmandade de feiticeiros.

1.2. Eles são mestres em sabedoria, ciência e conhecimento até então ignorado pela história da humanidade.”

Para os mais céticos, é claro que a palavra “feiticeiros” pode ser substituída por “cientistas”. Afinal, que é a ciência aos olhos da ignorância, senão feitiçaria? A Igreja Católica que o diga. “Feitiçaria”, “Magia” e etc. nada mais são do que palavras inventadas para descrever aquilo que não conseguimos compreender COMO e POR QUE acontece, entretanto todo efeito tem sua causa, mesmo que oculta e ignorada. Um homem primitivo, ao ver você apertar uma tecla e acender uma lâmpada consideraria isto Magia, porque ele não compreende e ignora o porquê da lâmpada acender-se. Assim é com todas as coisas. Para produzir determinado efeito, é preciso saber como causá-lo, e os que não sabem consideram-no “mágico” por parecer inexplicável. Mas como todo efeito tem sua causa, não existe NADA realmente inexplicável, apenas coisas cuja explicação desconhecemos.

Laurence Gardner, em seu instigante livro “Os Segredos Perdidos da Arca Sagrada – Revelações Surpreendentes sobre o Incrível Poder do Ouro” alega que o ouro monoatômico, um pó extraído do ouro, possibilita tornar objetos mais leves, dentre outras propriedades especiais, e seria a verdadeira Pedra Filosofal. (No filme Alone In The Dark, é dito que a humanidade já não se lembra mais do real motivo que torna o ouro tão valioso. Ao contrário do que se comumente pensa ele até tem utilidade prática, não só ornamental, mas nada que justifique seu exacerbado valor aos olhos do bom senso. Outros metais, muito mais úteis e necessários, não deveriam valer mais?)

Antes de prosseguirmos, uma incômoda e desconcertante questão merece ser posta:

Se não há uma espécie de conspiração destinada a esconder estes surpreendentes fatos sobre as pirâmides, por que eles são tão pouco divulgados? Se eles não forem dignos de menção, então eu não sei o que é. Não é o tipo de coisa que deveria inclusive ser ensinado nas escolas?

Somos ensinados que aqueles que habitaram o globo antes de nós eram primitivos, selvagens e ignorantes. Mas este parece ser apenas um lado da História – o que querem que conheçamos. Afinal, nada impede que dois ou mais grupos com diferentes graus de evolução (tanto científica como moral) co-habitem o planeta. Ficou complicado? Não tem problema, Tamosauskas descomplica em “A Improvável História do Macaco que Virou Gente”:

“Quando os Tasmanianos foram contatados pelos europeus no século XVI eles não tinham descoberto o fogo, não tinham escrita, crenças, nem qualquer conceito de música. Era cerca de 1600 depois de Cristo, mas isolados do resto do mundo eles não tinham sequer desenvolvido ferramentas feitas de pedras. E eles tinham o mesmo cérebro e corpo que o nosso e muitas, muitas pedras.”

Este tipo de situação discrepante é uma realidade ainda hoje. Da mesma forma, alguns dos antigos poderiam ser muito evoluídos, mais do que podemos imaginar, e tudo indica que tenham sido mesmo. Aparentemente, e em alguns casos comprovadamente, eles já sabiam de coisas que o homem só descobriu recentemente, ou nem descobriu ainda. No capítulo de “Os Livros Malditos” que aborda o livro “A Dupla Hélice”, Bergier nos chama a atenção para uma coincidência que, não considero exagero descrever como espantosa: A grande semelhança entre a molécula do DNA e o caducéu de Hermes, antigo símbolo da Medicina (anterior ao bastão de Asclépio).

 

(Interessante lembrar que a descoberta do DNA possibilita a engenharia genética, motivo pelo qual segundo algumas lendas Atlântida foi castigada. Alguns chegam a dizer que o porco, animal muito semelhante ao ser humano, foi resultado de experiências deste tipo. Isto também explicaria, é claro, quaisquer seres híbridos da mitologia.)

As duas serpentes representam as forças opostas (embora eu prefira o termo complementares) do Universo em equilíbrio. Afinal, uma pilha com dois pólos positivos ou negativos não funciona, sem vida não haveria morte e sem morte não haveria vida, sem trevas não haveria luz e assim por diante. Não obstante, alguns devem estar se perguntando por que tal figura foi adotada como símbolo da Medicina. A estes respondo com outra pergunta: Não poderíamos dizer que saúde é, numa palavra, equilíbrio?

No caso, o equilíbrio dos elementos presentes em nosso corpo.

Ainda, devido ao fato de trocar de pele, a serpente era considerada um símbolo do rejuvenescimento e saúde. Como as coisas mudam, não? De símbolo da saúde a símbolo do mal, infelizmente parece que Goebbels estava certo: “Uma mentira contada mil vezes torna-se verdade.” Por isso devemos sempre nos questionar e procurar conhecer a verdade por nós mesmos, ao invés de aceitar tudo que nos empurram goela abaixo como verdadeiro. Claro que isto pode soar paranóico, mas talvez a paranóia ainda seja preferível à ignorância. Aliás, não é exatamente isto que os formadores de opinião desejam que se pense? Ainda sobre a injustiçada serpente, é engraçado como não enxergamos o que está bem embaixo de nosso nariz; poucos notam, mas a serpente é também o símbolo de um famosíssimo herói bastante vigoroso e, digamos, com uma “saúde de aço”:

Alguns podem ter se lembrado da Kundalini, a energia adormecida no chakra mais baixo que, se despertada eleva-se como uma serpente ao longo da coluna vertebral e concederia poderes paranormais ao Iniciado. Talvez isso explique por que os Faraós eram considerados deuses e tinham a cabeça adornada por uma serpente.

E falando nisso, é também extremamente semelhante à molécula do DNA a posição dos canais Ida e Pingala, presentes em nosso corpo sutil segundo a sabedoria oriental:

 

A também extrema semelhança entre o caducéu de Hermes – uma representação do equilíbrio universal – e os três principais nadis, como são chamados estes canais da ilustração, lembra-nos da máxima “o que está acima é como o que está abaixo”. E também da afirmação de que o homem foi criado “à imagem e semelhança de deus”, sendo deus, neste caso, apenas outra palavra para designar o Universo.

Outra coisa que suscita a existência de um antigo saber são os chamados “ooparts”, sigla de Out Of Place Artifacts, artefatos fora de lugar ou época. Há bastante controvérsia sobre eles, mas talvez possamos dizer que o mais famoso e legítimo seja a Máquina de Anticítera (ilha grega), capaz de prever com precisão o movimento de astros e apontada como o primeiro computador do mundo. Sua datação foi estimada em 87 a.C.. Utilizando-se tal máquina, seria possível prever eclipses, então não é preciso muita imaginação para perceber que ela poderia ser usada pela classe dominante para convencer o povo de que ela “conversa com os deuses”. O fato de só ter sido encontrado até hoje apenas UM exemplar da Máquina de Anticítera torna a questão ainda mais embaraçosa. O que eu disse antes sobre Ciência e Magia se aplica muito bem aqui. Enquanto ignoramos como se dá determinado processo, ele permanece (na verdade aparenta ser) simplesmente mágico. Uma arma de fogo, por exemplo, certamente também seria vista como “mágica” por um homem de outra época, ainda mais porque ninguém é capaz de enxergar uma bala percorrendo o ar no momento do disparo. Então você pode imaginar a reação e espanto das pessoas. Você não seria visto como um grande feiticeiro… seria visto como um DEUS. Afinal, como alguém poderia inflingir dor ou mesmo matar alguém a metros de distância sem nem tocá-lo?! Na verdade, poderia alguma coisa ser mais espantosa, assustadora e mágica do que isso? Quem sabe um Theremin, um instrumento musical que emite som sem que seja necessário contato físico direto com ele. Não, você não entendeu errado:

“Obra do Diabo!” Podemos rir da ignorância de nossos antepassados, mas provavelmente também rirão de nós daqui alguns milhares de anos, ou talvez menos. Provavelmente temos “certezas” tão erradas como a de que a Terra era plana.

Mas o exemplo recém exposto nos leva à uma conclusão curiosa, e talvez a própria razão da existência dos Homens de Preto. Quando o conhecimento é compartilhado (no caso o conhecimento de como fabricar e usar uma arma), advém a igualdade. Mas quem disse que a igualdade é sempre boa? Imagine um mundo onde todos tivessem uma arma, e estou falando de uma arma igual (e com munição infinita, para tornar o jogo mais divertido). Será que nesse mundo haveria mais respeito pelo próximo ou mais violência e caos? Disto concluímos algo simples e evidente: A manutenção da ordem depende da desigualdade de poder, esta infelizmente parece ser um mal necessário. Mas aqui nos deparamos com outro sério problema. Se para manter a ordem é preciso que o poder esteja nas mãos de uns em detrimento de outros, o ideal seria que apenas os bons e justos detivessem o poder. Mas são estes que governam o mundo? Ninguém é estúpido o suficiente para crer nisso. Os detentores do poder deveriam usá-lo para defender os desprotegidos que não o possuem, fazer justiça e manter a ordem. Entretanto, o que mais vemos é ele ser usado apenas em benefício próprio, escravizando os mais fracos – às vezes sutilmente, como no caso do dinheiro, a mais poderosa arma de dominação em massa projetada pela mente humana. Disto não há maior exemplo do que o próprio capitalismo, pois seu único objetivo é o aumento do próprio poder, o que não pode ser feito sem tirar de outrem. Para que uns tenham mais, é preciso que outros tenham menos, para um lado da balança subir o outro tem que descer. Talvez até possa ser dito que Cristo profetizou o capitalismo ao dizer que “os ricos ficarão mais ricos e os pobres mais pobres”. A palavra “capital” deriva do latim “caput” que significa “cabeça”, ou seja, capital é aquilo que comanda todo o resto. E como sabemos, capital é apenas um eufemismo para dinheiro, ou seja, o dinheiro comanda o mundo, isto é, aqueles que o possuem em maior quantidade. O que move este mundo é o dinheiro – literalmente, se não fosse por ele as pessoas não sairiam de casa todos os dias para ir ao trabalho. Como diria David Icke com toda razão, a melhor tirania é a invisível, a menos que ela queira ser derrubada.

De qualquer forma, infelizmente alguns seres humanos só respeitam o que temem, o que pode lhes causar dano e é mais poderoso do que eles. Enquanto isto continuar, a desigualdade de poder também continuará extremamente necessária para o bem geral, pois os maus nada respeitam senão a ameaça de uma força maior. Mas o que fazer quando os maus estão no poder? Uma luta desigual vale a pena ser lutada?

Mas dilemas morais à parte, se houve um saber antigo em alguns aspectos igual ou mesmo superior ao atual, como ele se perdeu?

Bem, temos de admitir que nem só de mentiras é feita a Bíblia; pois já foram encontradas o que podemos chamar de provas que o dilúvio, se não total então parcial, realmente aconteceu. Já foram encontradas pirâmides submersas no Japão e próximas à Cuba. Lembremos que certas profundidades do oceano, devido à alta pressão, ainda são inacessíveis para o homem ou qualquer máquina, então talvez ainda haja muito mais lá – Cthullu, você está aí? Veja só como somos ignorantes, não conhecemos nem nossa própria casa por completo. Mas como se isto não bastasse, lembremos que o dilúvio está presente na “mitologia” de muitos povos que nunca tiveram nenhum contato entre si. A Wikipédia nos fornece até mesmo uma “lista de dilúvios”:

  • Dilúvio sumério
  • Dilúvio africano
  • Dilúvio hindu
  • Dilúvio grego
  • Dilúvio mapuche
  • Dilúvio pascuenses
  • Dilúvio maia
  • Dilúvio asteca
  • Dilúvio inca
  • Dilúvio uro

Esqueceram de incluir também o dilúvio nórdico, no qual todas as criaturas choram pela morte do mais amado e belo dos deuses, Balder (ou Baldur). Ainda segundo a Wikipédia:

“Antropólogos dizem que há mais de 1.000.000 (isso mesmo, um milhão!) de narrativas do dilúvio em povos e culturas diferentes do mundo e todas elas, coincidentemente ou não, são no início destas civilizações.”

Agora, se houve uma Ciência de alguma forma superior à nossa, terá ela se perdido por completo ou tido alguns resquícios preservados? Vejamos o que nos diz Del Debbio:

“…a Bíblia deve ser lida de maneira alegórica. Quando escrevemos que Noé levou dentro da Arca dois elefantes, queremos dizer que ‘os conhecimentos da civilização hindu foram preservados’, quando escrevemos que ele levou duas girafas, quer dizer que ‘os conhecimentos da civilização africana’ foram preservados e assim por diante. Não existe e nem nunca existiu barquinho algum. A ‘Arca’ de Noé é a mesma ‘Arca’ da Aliança, a fuga das águas e a fuga do Egito são apenas metáforas diferentes para a mesma situação: a preservação do conhecimento oculto.” – Extraído do texto “Dilúvio, Pirâmides e Stonehenge”

Ainda segundo ele:

“…o ato de imergir o corpo do candidato dentro de um rio ou banheira com água em uma iniciação (‘Baptizem’ em grego) representa simbolicamente que, apesar das águas terem coberto toda a civilização antiga e destruído tudo, sempre haverá alguém – o iniciado – para guardar e proteger estes segredos. Além disto, está ligado intimamente aos ritos de morte e renascimento (as doutrinas da reencarnação)…”

Mas… por que guardar esse conhecimento em segredo?

Como explanarei a seguir, suspeito de outras nem tão nobres, mas Bergier aponta-nos a possibilidade de uma boa razão:

“…se outras civilizações existiram antes da nossa e foram destruídas por abusos dos poderes da ciência e da técnica, a lembrança delas e de sua morte podem inspirar uma conspiração que visaria evitar que tais catástrofes tornassem a reproduzir-se. Uma ideologia dessa natureza pode, talvez, ser encontrada sem dificuldade nos escritos de Joseph de Maistre, Saint-Yves d’Alveydre ou René Guénon. Tal ideologia consiste em admitir a existência de uma Tradição mais antiga que a História, de centros detentores dessa Tradição e poderosamente protegidos; para ela, a ciência, as técnicas e os conhecimentos de toda natureza constituem um perigo permanente.”

Conclusão – As Duas Faces da Moeda

“…loucos jogam com palavras e fazem todos dançarem sua música
Afinada com milhões de famintos, para criar um tipo melhor de arma
(…) Enquanto os responsáveis pelo massacre cortam sua carne e lambem o molho
Lubrificamos os dentes da máquina de guerra e a alimentamos com nossos filhos” – 2 Minutes To Midnight, Iron Maiden

“Estou persuadido de que é possível escrever cinco linhas apenas que bastariam para destruir a civilização.” – Fred Hoyle, Os Homens e as Galáxias

Portanto, apesar de todos os pesares, devemos enxergar o quadro todo, isto é, ser imparciais e até mesmo fazer o papel de “advogado do Diabo” ou, no caso, dos Homens de Preto. Pois o conhecimento por si só não é mau nem perigoso, mas as pessoas que se apoderam dele podem sê-lo, assim como seu uso ou abuso. Infelizmente, podemos dizer que Hoyle estava certo: é possível “varrer” todo o planeta com armas nucleares, e o número de armas nucleares existentes já é suficiente para fazer isso até mais de uma vez. Então, dizer que o homem pode deflagar o Apocalipse[3] não é uma afirmação simbólica ou exagerada. Isto demonstra o lamentável grau de evolução em que o homem se encontra: ele já inventou algo capaz de fazer o mal a todos, mas ainda não inventou nada que possa beneficiar toda a humanidade (será que um dia inventará?). Mas mais assustador e preocupante do que o fato do homem ter desenvolvido uma arma capaz de aniquilar a si mesmo, é o fato de que ele tende, mais ou cedo ou mais tarde, a utilizar as armas que desenvolve. Uma civilização cujo grau de evolução científica é muito superior a seu grau de evolução moral talvez esteja fadada à auto-destruição. O ideal seria que caminhassem juntas, mas não é o que vemos. A corrida armamentista é um perigoso círculo vicioso onde, uma vez dado o pontapé inicial, não há mais volta. Uma vez que seu semelhante tenha desenvolvido determinada arma, é preciso pelo menos ficar em pé de igualdade para defender-se e não ser subjugado. E quando o conhecimento é usado para subjugar ao invés de beneficiar a todos, talvez ele deva mesmo ser proibido. Bergier também aborda esta importante questão em “Os Livros Malditos”:

“…o problema da aplicação das ciências e das técnicas para a guerra continua. A maior parte dos congressos científicos chegam cada vez mais à conclusão de que é preciso esconder certas descobertas e adotar atitude semelhante a dos antigos alquimistas; senão o mundo perecerá.” (Lembrem-se que isto foi escrito em 1971.)

Logo a seguir, ele vai ainda mais longe:

“Do mesmo modo, é evidente que os segredos da Alquimia não possam ser divulgados. Se é possível fabricar uma bomba de hidrogênio em um forno a gás, o que creio possível, pessoalmente, é preferível que o processo de fabricação não seja dado a público. (…) Não esqueçamos que em nossos dias qualquer um pode, com investimentos mínimos, construir um laboratório que Curie ou Pasteur teriam invejado. Pessoas já fabricam, em suas casas, o LSD ou a fenilciclidina, droga ainda mais perigosa. Se qualquer um, hoje, conhecesse o segredo de Filippov, poderia certamente encontrar no comércio todas as peças necessárias para construir o aparelho e, sem nenhum risco pessoal, fazer explodir, a muitos quilômetros de distância, pessoas (ou coisas) que lhe desagradassem.”

Cientista russo, em 1903 Filippov foi “encontrado morto em seu laboratório. (…) A polícia apreendeu todos os trabalhos do sábio, notadamente o manuscrito de um livro que deveria ser sua 301ª publicação. O Imperador Nicolau II examinou, ele mesmo, o processo, depois o laboratório foi completamente destruído e os papéis queimados.”

Então, quando nos lembramos do quão maligno o homem pode ser (ou, no fundo, é) fica difícil não dar pelo menos um pouco de razão aos Homens de Preto. O que é uma lástima, pois diz-se que tudo tem dois lados, e o conhecimento/poder também é uma faca de dois gumes: pode ser usado em prol do bem geral, ou para escravizar. O mesmo se aplicaria à descoberta de Filippov:

“Gorki publicou uma entrevista que teve com Filippov, e o que marcou o escritor foi a possibilidade de transmitir a energia à distância e industrializar, dessa forma, mais depressa o país que precisasse disso. Glenn Seaborg, presidente da comissão americana de energia atômica, evocou, o ano passado (1970), possibilidades análogas: uma energia que viria do céu sobre um feixe de ondas e que permitiria industrializar quase instantaneamente um país em vias de desenvolvimento, isto sem criar nenhuma poluição.”

Mas, se o conhecimento é uma faca de dois gumes, seu ocultamento também o é. O que nos deixa com a pergunta:

Através da ocultação do conhecimento somos mais protegidos ou dominados? Serão os Homens de Preto protetores da humanidade ou tiranos inescrupulosos que visam o monopólio do conhecimento e, assim, do poder? Talvez um pouco de cada, pois, parafraseando um amigo de Bergier, a porcentagem de cretinos talvez seja a mesma em todos os lugares.

A questão acima lembra-nos do significado de um famoso símbolo frequentemente mal interpretado como “satânico”, o Olho na Pirâmide. Como nos ensina o sábio Sr. Meias: “O cume é a elite, esclarecida pelo olho da consciência que tudo vê, e domina uma base cega feita de tijolos idênticos, que seria a população.” (O que também lembra-nos, é claro, de uma famosa canção de rock progressivo.)

Quem guardará os guardiões?

Para finalizar, é importante deixar claro que o termo “Homens de Preto” não refere-se a um grupo específico, mas é absolutamente genérico designando qualquer grupo cujo objetivo seja suprimir qualquer conhecimento. E agora tome cuidado, porque o Sr. J e o Sr. K podem bater à sua porta. E como nos ensina o Teste de Fidelidade, não confie em ninguém.

Notas:

[1] Na verdade a imprensa (máquina) é mais antiga do que muitos imaginam: segundo a Wikipédia, foi inventada em 1439 pelo alemão Gutenberg. Contudo, a impressão em escala industrial só surgiu no séc. XIX, possibilitada pela substituição da imprensa operada manualmente por prensas rotativas inicialmente movidas a vapor.

[2] Nascido Yakov Mikhailovich Berger, Bergier é mais conhecido por sua obra em parceria com Louis Pauwels, “O Despertar dos Magos”.

[3] Para outras possibilidades apocalípticas, leia “Projeto HAARP: A Máquina do Apocalipse”

Por Fenix Konstant

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/homens-de-preto-a-realidade-por-tras-da-ficcao/