Thelema e o Número 11

Outra questão que me chega constantemente diz respeito ao valor simbólico do numeral 11, cujos mistérios possuem tremenda relevância dentro do Sistema de Iniciação proposto por Aleister Crowley. O estudo e a análise deste Undécimo Arcano, sob o ponto de vista thelêmico, muito trará para a consciência do Adepto ou do Estudante do Ocultismo, principalmente quando este for capaz de não se deter ou limitar antes as extravagantes ressalvas a ele atribuídas. Que fique claro, contudo, que o exposto abaixo segue uma linha de entendimento particular, totalmente em concordância com o Aprendizado e o Conhecimento Thelêmico. Portanto, aqui, fornecerei alguns elementos iniciais para que os thelemitas, ou quaisquer interessados, possam meditar a respeito e daí começar a tirar suas próprias conclusões.

Sobre o numero 11, alguns ocultistas, como Dion Fortune e seus seguidores, por exemplo, o associam há alguns aspectos pouco luminosos da criação, visto seu relacionamento com a assim chamada “não esfera”, o “excesso” além da Criação de Deus. Tal rígida interpretação tem nas bases do fundamentalismo cristão a sua provável raiz. Até mesmo no julgamento de Santo Agostinho encontraremos referências ao numeral 11 como sendo um estandarte dos excessos humanos, o “Brasão do Pecado”, dizia o pai da teologia cristã. O argumento que sustenta este ponto de vista sobre o 11 é curioso: se o número 10 compreende a totalidade da Criação de Deus, representando o Universo propriamente dito, aquilo que vier imediatamente após este número estará fora do Plano Divino, além da Vontade que tudo rege. Neste caso, o 11 aparece como sendo o ser humano integral e não mais como simples servo de Deus. Ele surgirá na forma de “algo” que excedeu os limites da Criação, que saiu do Paraíso perfeito e que agora caminha por vontade própria.

Sob o ponto de vista da religião thelêmica, inicialmente, o número 11 comporta indica o total de batidas (ou silabas) da frase inglesa “Do what thou wilt shall be the whole of the Law”, máxima central do Universo Thelêmico. A tradução mais próxima do original que conhecemos é: “Faze o que queres há de ser o todo da Lei”. Embora nesta tradução haja a perda do ritmo das 11 batidas, a frase mantém o ritmo Quádruplo e Sétuplo da sentença original. Mas, passemos para alguns outros mistérios.

Como todos sabem, a primeira letra do alfabeto hebreu, “Aleph”, equivale a letra “A” latina. Seu valor Gemátrico é 1. Assim, não fica difícil, por substituição, relacionar a Ordem criada por Crowley, de nome A.’.A.’. ao número 11. Os graus dessa Ordem somam um total de 11 graus principais (se considerarmos o estado de Probação 0=0 um Grau), classificados de 1=10, 2=9, 3=8 etc., até 10=1. Curiosamente, se somamos os números de qualquer uma dessas classificações, (1+10 ou 2+9 ou etc.) chegaremos a 11.

Nuit, entendida pelo nome da Deusa Egípcia Nu, possui valor igual a 56, segundo a Gematria. Note que 5 + 6 = 11. Logo, temos um dos principais aspectos femininos thelêmicos relacionados com o número 11. Mas essa relação não se limita somente a Nuit. Para tal, basta lembra-nos do Trunfo XI (Arcano 11 do “Livro de Thoth, mais conhecido como “Tarot de Crowley)), batizado como “Lust”, com uma marcante representação de Babalon, para vermos a relação direta desse outro aspecto feminino com o numero 11.

Falamos do 6 e do 5. Todos devem conhecer aquela simbologia da relação entre o Macrocosmos & Microcosmos, o Universo & o Homem, o Hexagrama & o Pentagrama, etc. & etc. Pois bem, em thelema, este símbolo ganha proeminência pois (isso fica claro na antiga imagem de um pentagrama dentro do hexagrama, 5 + 6) a soma resultante é 11, numero, como estamos vendo, de grande relevância dentro da Magick. Porém, mesmo sendo esse símbolo de grande significado para thelema, ele está carregado de fundamentos do Eon de Osíris. Assim, Crowley, em suas manias de inventar símbolos novos, para representá-lo, tirou fora o Hexagrama (que é um símbolo judaico, estando associada ao velho Eon) e pós a sua Estrela Unicursal de Seis Pontas e, do mesmo modo, ele substituiu o Pentagrama (também um símbolo associado ao Velho Eon), que havia no interior da estrela de seis pontas por um Trevo de Cinco Pétalas. Resumindo: Este símbolo, a Estrela Unicursal de Seis Pontas, com um Trevo de Cinco Pétalas nela inserido, é a visão thelêmica – segundo concebida por Crowley – da relação entre Macro e Microcosmos, que também é 11.

O Trevo, deve estar posicionado com uma pétala para cima, pois esse é o símbolo do Homem, do Microcosmos (isso não tem nada a ver com os conceitos de Bem e Mal). Na capa do Liber ABA (Magick), por exemplo, na qual há o Signo de To Mega Therion (são varias estrelas, inclusive o Hexagrama Unicursal com o Trevo em seu centro), ele está corretamente posicionado, com uma Pétala para cima.

11 também é o número da Magick, propriamente dita. O Eon de Hórus é representado no Tarot de Thoth pelo Trunfo XX, o Eon da Criança, que faz um dos principais gestos da Arte, o Sinal de Silêncio. Note que o Eon (XX) somado a Magick (11) é igual a 31 (AL), Liber AL; mas também, o mesmo Arcano 20, vezes a Magick (11) é igual a 220, ou, o numero de versículos do Livro da Lei de Crowley, (Liber AL).

Falamos acima em “Magick”. Crowley quando começou a escrever “Magic”, preferiu adotar a forma do inglês elizabethano, o arcaico “Magick”, para diferenciar das formas ditas normais de magia (magic).

Mais tarde o “k” adicional foi interpretado como sendo o indicativo do tipo de magia adotada e a natureza dos trabalhos propostos. Falamos acima sobre o aspecto feminino do 11. Pois bem, o “k” alem de ser a undécima letra do alfabeto inglês, também o é no hebraico (kaph) e no grego (kappa), também sendo a primeira letra da palavra “kteis”, que significa “vagina”, em grego.

Mencionamos o Signo de To Mega Therion. Mas qual seria a relação do 11 com o To Mega Therion ou 666? Aqui já mostramos a relação do número 11 com o Arcano associado a Babalon, o Trunfo XI. A estrela de Babalon é aquela unicursiva de 7 Raios, sendo a Gematria de Babalon de valor 156. Este numero, 156 é representado pela seguinte formula (77 + (7 + 7)/7 + 77). Ou seja, através de 7 números 7 escrevemos 156, ou, como dito, Babalon. Seguindo nesse raciocínio encontramos 7 x 7=49, e 4 x 9 = 36. E o número místico de 36 (1+2+3+…+35+36) é o próprio numero da Besta, 666. Por fim (por enquanto), a partir do numero 11 também chegamos ao 666, de um outro modo: O numero místico de 11 (somatório de 11) é 66. Desse duplo número do Sol, 6, chegamos ao 36 (6 x 6). Já foi mencionado aqui que o numero místico de 36 (o somatório de 36) é igual a 666.

Ainda como complemento adicional, não podemos deixar de mencionar que o numero místico de 11 (o já citado 66) também é o valor da palavra KHAM (20+5+1+40), cujas iniciais nos indicam as Cidades apresentadas no Ritual de Minerval da Ordo Templi Orientis, a saber: Korinto, Heliópolis, Atenas e Metilene.

Finalizando, vale sempre lembrar que “todo número é infinito”!

Por Carlos Raposo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thelema-e-o-n%C3%BAmero-11

Elementais, os Espíritos da Natureza

Na literatura ocultista, a mais compreensível e lúcida exposição sobre a pneumatologia oculta – ramo dedicado as  substâncias espirituais — encontra-se no trabalho de Philippus Aureolus Paracelsus de Paracelso, príncipe do alquimistas e dos filósofos Herméticos, verdadeiro mestre do Segredo Real – A Pedra Filosofal e o Elixir da Vida. Paracelso acreditava que cada um dos quatro elementos primários conhecidos dos antigos — terra, fogo, ar e água, era constituído de um dois princípios: um sutil, vaporoso e metafísico; outro, de substância corporal grosseira e material.

O Ar possui dois aspectos: sua natureza tangível, atmosférica, e sua natureza intangível, o substratum, a essência viva  volátil que pode ser denominado Ar Espiritual ou, ainda, Espírito do Ar. O Fogo é visível e invisível, discernível e indiscernível: espiritual, flama etérea manifestando-se através da chama material, substancial. Seguindo a mesma analogia, a água é, ao mesmo tempo, um fluido denso e uma potência essencial de natureza fluídica. Também a terra é um Ser fixo, terreno, imóvel, em um plano inferior da realidade; em plano superior, a terra possui um Espírito rarefeito, móvel, virtual.

O termo elemento tem sido, então, aplicado aos aspectos inferiores, físicos dos quatro princípios primários. O termo elemental, é aplicado às essências invisíveis, à constituição espiritual que, de fato, anima os quatro elementos. Minerais, plantas, animais e homens vivem e experimentam, normalmente, a realidade mais grosseira, meramente física, tangível dos quatro elementos… e das várias combinações destes elementos constroem seus organismos físicos.

Henry Drummond, em Natural Law in the Spiritual World, descreve o seguinte processo: “Se analisarmos o ponto material no qual começa a Vida, encontraremos uma estrutura clara, uma substância gelatinosa, albuminosa de albumina:proteína de alto valor biológico presente na clara do ovo, no leite e no sangue, como clara de ovo. Esta substância elementar na formação da vida é feita de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio.

É o protoplasma; não apenas a unidade estrutural fundamental para o surgimento da vida em todos os corpos de todos os viventes, mas também, a substância que os constitui em si mesmo. Segundo Huxley, ‘Protoplasma, simples ou nucleado, é a forma básica de toda a vida. É a argila do vaso’”. O elemento ao qual os antigos denominavam, genericamente, ÁGUA, a moderna ciência chama de Hidrogênio; o AR, tornou-se Oxigênio; o FOGO, Nitrogênio e a TERRA, Carbono.

Assim como a Natureza visível é habitada por um infinito número de criaturas vivas, de acordo com Paracelso, também o Invisível, contraparte espiritual da Natureza Visível composto de tênues princípios dos elementos visíveis é habitado por seres peculiares chamados Elementais ou Espíritos da Natureza. Paracelso divide estes seres em quatro grupos: gnomos — ondinas — silfos e salamandras. Paracelso assegura que são entidades viventes.

Em suas formas, muitas lembram seres humanos. Seus mundos são distintos do mundo humano, ainda que coexistentes. O homem não percebe a dimensão existencial destes seres porque seus sentidos, sua percepção física é insuficiente ou não adequada à percepção da realidade metafísica — além ou, ainda, outra, que não é a realidade física.

Povos antigos, como os Gregos, Egípcios, Chineses, Indianos, acreditaram na existência de sátiros, duendes, fadas, demônios. Seus mares eram povoados de sereias; os rios e fontes abrigavam ninfas; fadas no ar; Lares e Penates no fogo, faunos, dríades e hamadríades* na terra.  Espíritos da Natureza eram tidos em alta conta e  rituais propiciatórios eram oferecidos a eles. Ocasionalmente, como resultado de condições atmosféricas ou pela sensibilidade especial de um devoto, podiam tornar-se visíveis. Vários estudiosos acham que muitos dos deuses pagãos foram/eram Elementais.

Os gregos davam o nome de dæmon a alguns desses elementais, especialmente de ordens superiores; estes, eram venerados. Provavelmente, o mais famoso desses dæmons é o misterioso espírito instrutor de Sócrates, ao qual o grande filósofo se referiu com freqüência. Aqueles que estudam a constituição invisível do homem acreditam que o dæmon de Sócrates e/ou o anjo de Jacob Böheme foram, não eram elementais; antes, foram reflexos da natureza divina ou Eu Superior dos próprios filósofos. …

A idéia de que entidades, seres invisíveis envolvam e interpenetrem o mundo coexistindo com os seres vivos e inteligentes, pode parecer ridícula para a mente prosaica da contemporaneidade. Ainda assim, essa doutrina,da existência dos Elementais, é aceita por alguns notáveis intelectos do mundo. Os silfos de Facius Cardin, o filósofo de Milão; a salamandra observada por Benvenuto Cellini; o Pan de Santo Antônio; e o Pequeno Homem Vermelho, possivelmente um gnomo, de Napoleão Bonaparte; são figuras que têm seu lugar nas páginas da História.

A Literatura também tem perpetuado a idéia e a crença nos Espíritos da Natureza. Em Sheakesppeare, o malígno Puck, personagem de Sonho de uma noite de verão; os Elementais do poema rosacruciano de Pope, The rape of the lock; as misteriosas criaturas do Zanoni de Lord Lytton. O folclore e a mitologia de todos os povos possuem suas lendas sobre estas “figurinhas” que assombram velhos castelos, guardam tesouros nas profundezas da terra e constroem suas casas embaixo das grandes raízes das árvores e das orelhas de sapo* que brotam largas às margens dos lagos. As fadas, que encantam as crianças, já seduziram mentes notáveis que acreditaram em sua existência e ainda está aberta a questão sobre a crenças de Platão, Sócrates e Jâmblico nestas criaturas mágicas.

Paracelso, descrevendo as substâncias constituintes dos corpos dos elementais, distinguiu duas qualidades de matéria carnal: a primeira é aquela que todos os seres humanos herdaram de Adão. Essa é visível, a carne corpórea humana. A segunda qualidade de matéria carnal não procede de Adão; é mais tênue e não está sujeita às limitações da forma. O corpos dos elementais são feitos de uma carne trans-substancial. Paracelso diz que existe enorme diferença entre os corpos humanos e os corpos dos Espíritos da Natureza; tanto quanto diferem a matéria e o espírito.

Ainda, segundo Paracelso, “os Elementais não são espíritos porque eles têm carne, sangue e ossos; vivem e se reproduzem; eles falam, agem, dormem, acordam e, conseqüentemente não podem ser chamados, propriamente, espíritos. Estes seres ocupam um lugar entre Homens e Espíritos, são semelhantes a ambos; lembram homens e mulheres em sua organização e forma e lembram espíritos na rapidez de sua locomoção” – Philosophia Occulta, traduzido por Franz Hartman.

O ocultista chama essas criaturas de composita, referindo-se à composição, mistura de espírito e matéria. Paracelso faz analogia com a mistura de cores para explicar sua idéia. A mistura de azul e vermelho resulta em violeta ou roxo; o violeta não nem azul nem vermelho. É uma outra cor. No caso dos Espíritos da Natureza, eles combinam espírito e matéria resultando em um Ser que não é nem  espírito nem matéria. São compostos de uma substância que pode ser chamada matéria espiritual ou o ether dos ocultistas e dos filósofos.

Paracelso explica, ainda, que enquanto o homem é constituído de diferentes corpos inter-agentes, cada um pertencente a um plano da Natureza, espírito, alma, mente, corpo — o Elemental possui apenas um princípio ou corpo, o corpo etérico, feito de éter, no qual ele vive. O éter ou ether, em ocultismo, é uma essência espiritual; nos quatro Elementos, o ether é a essência. Existem muitos ethers assim como há distintas famílias de Espíritos da Natureza dos Elementos.

As famílias existem em completo isolamento em seu próprio elemento sem intercurso com os habitantes de outros ethers; mas, tal como o Homem possui, dentro de seus próprios centros de consciência, sensibilidade para perceber manifestações e impulsos de todos os outros quatro ethers, é possível, para qualquer Reino Elemental comunicar-se com o Homem em condições apropriadas.

Os Espíritos da Natureza não podem ser destruídos por elementos físicos, como o fogo material, a terra, o ar, a água, isto porque sua existência se mantém e se caracteriza por um nível de vibração superior àquela vibração própria das substância terrenas. Sendo compostos por somente um elemento, o ether no qual funcionam, eles não têm ou não são espíritos imortais. Ao morrer, seu Ser simplesmente desintegra-se e retorna ou é reabsorvido no todo do Elemento no qual o Ser havia, originariamente, tomado uma forma individualizada.  Nenhuma consciência individual sobrevive porque não havia ali consciência nem veículo para abrigar uma.

Sendo feito de uma só substância, o ether, os Elementais não sofrem a fricção e não sofrem de conflito, atrito, dialética… entre veículos; por isso, em termos práticos, os Elementais sofrem pouco desgaste do corpo ao longo do tempo; suas funções biológicas têm poucas possibilidades de danos a sofrer; por isso, vivem muito, alcançam idades avançadas. Os que vivem menos são aqueles compostos de ether da terra; os mais longevos são os Elementais do Ar.

A média de vida destes Seres está situada entre 300 e 1000 anos. Apesar destas diferenças, Paracelso afirma que os Elementais vivem em condições ambientais semelhantes àquelas experimentadas no mundo físico e estão sujeitos a adoecer. Em geral, são considerados incapazes de desenvolvimento espiritual mas, muitos deles, parecem ter demonstrado um elevado caráter moral.

Observações Gerais

Muitos antigos, diferentes de Paracelso, partilharam a opinião de que havia querelas, batalhas entre os Reinos Elementais e reconheciam essas batalhas nos fenômenos mais violentos da Natureza, que seriam o resultado dos conflitos entre os Elementais. Quando um relâmpago incidia em uma rocha, partindo-a, acreditavam que Salamandras estavam atacando Gnomos. Como os elementais não podem atacar um ao outro no plano de sua essência etérica peculiar [em seus ambientes], isso, devido ao fato de que não existe correspondência vibratória entre os quatro ethers dos quais cada um dos Reinos é composto, eles têm de atacar indiretamente a um denominador comum:  a substância material do universo físico, [essa substância, fundamento atômico-molecular do ar bem como da pedra/terra, água, fogo/luz/calor], sobre a qual eles [os elementais] podem exercer certo poder.

As guerras também acontecem entre elementais do mesmo elemento, como Gnomos contra Gnomos. Os pensadores antigos, poder-se-ia dizer, até primitivos, explicaram fenômenos da Natureza aparentemente inexplicáveis e/ou incontroláveis, individualizando e personalizando as forças naturais, atribuindo a estas forças humores, temperamento, emoções semelhantes àquelas que assolam a alma humana.

O quatro signos fixos do Zodíaco eram assinalados pelos quatro Reinos Elementais [tal como os pontos cardeais]: aos Gnomos, corresponde o signo de Touro; às Ondinas, a natureza de Escorpião; às Salamandras, a constituição de Leão; os Silfos, receptores da emanações de Aquário.

A doutrina cristã dos primeiros apóstolos, evangelistas e Papas, reuniu todas as entidades Elementais sob o título, genérico, demon — demônios. Essa denominação errônea tem conseqüências de longo alcance, associando para sempre, no ocidente, a palavra demon à idéia de coisa do mal. No entanto, os Espíritos da Natureza, essencialmente, não são malévolos; não mais ou menos do que os minerais, as plantas, os animais. Muitos dos primeiros padres da Igreja asseguraram ter encontrado e travado debates com Elementais.

Já foi estabelecido que os Espíritos da Natureza não são imortais; não obstante, alguns filósofos afirmam que, em casos isolados, a imortalidade pode ser conferida a um elemental por um Adepto Iniciado que domine certos princípios sutis do mundo invisível. Tal como a desintegração dos corpos acontece no mundo físico, processo análogo ocorre no mundo etérico. Em condições normais, na morte, um Espírito da natureza simplesmente retorna, reabsorvido na primária essência da qual um dia emergiu individualizado.

Qualquer que seja o desenvolvimento evolucionário do Ser ele pertence unicamente à consciência da essência primária da qual o ser foi originado. Desprovidos de componentes humanos, veículo espiritual e veículo material, os Espíritos da Natureza são sub-humanos no aspecto da inteligência racional mas, por suas funções, limitadas a um elemento, resulta que se especializam em determinado tipo de inteligência superior à humana no que diz respeito ao Elemento que habita.

Os Espíritos Elementais

 

Sobre os ethers nos quais vivem os Espíritos da Natureza, escreve Paracelso: “Eles habitam os quatros elementos:

1. Nymphæ (Ninfas), na água;

2. Silfos, no ar;

3. Pygmies (Anões), da terra;

4. Salamandras, no fogo.

São também chamados respectivamente: Ondinas, Silvestres, Gnomos e Vulcanos. Cada espécie somente pode habitar [se mover] no Elemento ao qual pertence e nenhum pode subsistir fora do Elemento apropriado. O Elemento está, para o Elemental, como a atmosfera está para o Homem; como a água para os peixes e nenhum deles sobrevive em elemento pertencente a outra classe. Para o Ser Elemental o Elemento no qual ele vive é transparente, invisível e respirável, como a atmosfera para nós mesmos”  – Philophia Occulta, traduzido por Franz Hartman.

É preciso atenção para não confundir os Espíritos da Natureza com as verdadeiras hordas vivas nos evolvendo nos mundos invisíveis. Enquanto os Elementais são compostos somente de substância etherica, os anjos, arcanjos e outras entidades superiores e transcendentais possuem organismos compostos, constituídos de uma natureza espiritual e uma estrutura de veículos que expressam o Ser destas entidades, diferente daquele Ser dos Homens, porque não inclui o corpo físico e suas limitações.

A filosofia oculta dos Espíritos da Natureza é considerada um conhecimento de origem Oriental, mais especificamente Bramânica e, portanto, indiana ou hinduísta. Paracelso assegura que seu próprio conhecimento sobre os Elementais veio do Oriente; ele os adquiriu durante suas viagens em busca de conhecimento. Egípcios e Gregos obtiveram suas informações da mesma fonte. Os quatro tipos principais de Espíritos da Natureza podem, agora, ser estudados separadamente, de acordo com os ensinamentos de Paracelso, Abbé de Villars e alguns outros poucos autores, entre os poucos que tratam deste tema.

FONTE: The Elements and Their Inhabitants by  THE SECRET TEACHINGS OF ALL AGES

Manly P. Hall, 1928. Trad. adapt. & pesquisa: Ligia Cabús do Nascimento

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/elementais-os-espiritos-da-natureza/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/elementais-os-espiritos-da-natureza/

A Física Moderna e o Shamir

Por Paul Goldstein.

É o sonho de todos os judeus ajudar na construção do Terceiro (e último) Templo. Para isso, as pedras devem ser esculpidas. Mas estaríamos fazendo isso da mesma forma que o rei Salomão fez, ou estaríamos apenas construindo um edifício? Um elemento essencial na construção do Templo de Salomão foi o milagroso shamir cortador de pedra. Ao nos instruir sobre como fazer o altar permanente a D’us, a Torá diz: “não o construa de pedra lapidada” (Êxodo, 20:22). Rashi comenta neste versículo que o ferro, o material das armas mortais, não deve ser usado para moldar as pedras do Templo, cuja essência é a paz.

A NATUREZA DO SHAMIR:

O shamir (de shamira em aramaico, que significa “como uma pedra de pederneira”) era um organismo sobrenatural. A palavra “shamir” no hebraico bíblico era usada em dois sentidos: a) uma ponta de caneta feita de uma substância dura (Jeremias 17:1); ou b) espinhos afiados (Isaías 5:6).

Cada uso está relacionado à capacidade do shamir de perfurar superfícies duras. O “olhar” do shamir sobrenatural poderia esculpir grandes pedras. O Talmude e os grandes rabinos posteriores descreveram como a passagem do shamir ao longo da superfície de uma pedra faria com que ela se partisse perfeitamente em dois pedaços.

O shamir era mineral, vegetal ou animal? Em uma lenda abissínia, supõe-se que o shamir tenha sido uma espécie de madeira ou erva. Maimônides, no entanto, e Rashi, o consideravam um animal vivo. O Talmude diz que o “olhar” de uma criatura viva fez madeira e pedra se partirem. Uma obra pseudoepígrafa, o Testamento de Salomão, no entanto, considera o shamir como uma pedra verde talvez semelhante à pitda colocada no peitoral do Sumo Sacerdote representando a tribo de Simeão.

Pequeno como um grão de cevada (menos de um centímetro), o shamir não tinha uma aparência física inspiradora. Sua essência sobrenatural veio de ter sido criada no crepúsculo da primeira véspera do Sabbath durante os Seis Dias da Criação. De acordo com R’ Bachiya no Talmude, o shamir foi usado pela primeira vez na época da construção do Tabernáculo para gravar os nomes das tribos nas joias preciosas do peitoral do Sumo Sacerdote.

Por segurança, o shamir não poderia ser colocado diretamente em qualquer tipo de recipiente de metal, incluindo ferro, que seria dividido. Foi mantido envolto em lã, colocado num cesto de chumbo cheio de farelo de cevada (Talmude, Sota 48b). A escolha destes materiais foi específica, uma vez que nenhum outro material foi capaz de resistir ao seu poder de penetração.

Os governantes dos cananeus e de outras nações perceberam o valor do shamir, mas nunca conseguiram localizá-lo. O Midrash conta que mesmo o Rei Salomão não tinha ideia de onde encontrar o shamir, embora soubesse que precisava dele para construir o Templo. Salomão fez um grande esforço para obter o shamir, até o ponto de contatar demônios. Também criados no crepúsculo da véspera do Sabbath dos Seis Dias da Criação, esses seres tiveram alguma relação com o shamir e os outros fenômenos sobrenaturais criados neste crepúsculo excepcional. O Midrash relata que Salomão consultou o rei dos demônios, que não o tinha, mas sabia que o anjo do mar havia dado o shamir ao pássaro poupa (dukhifat, Levítico, 11:19), um tipo de ave que precisava dele para sobreviver. No final, o rei Salomão capturou o shamir da poupa.

O shamir foi usado pelo homem apenas na construção do Tabernáculo e do Templo. Seres sobrenaturais criados por D’us para funções específicas não existem para sempre. A Mishná (Sota 9:12) afirma que o shamir existiu até a destruição do Segundo Templo. Tosafot (Gittin 68a) diz que o shamir existiu na Era Comum. De acordo com o Tosefta, o shamir desapareceu após a destruição do Templo, já que não era mais necessário. Da mesma forma, o tachash, que havia sido criado para que sua pele pudesse ser usada para o Tabernáculo, desapareceu depois que o Tabernáculo foi concluído. Considerado um animal kosher, o tachash era semelhante a um unicórnio com um único chifre na cabeça (Shabat 28b).

Outra criatura, a alcaparra, compartilhava características com o shamir e, portanto, foi confundida com o shamir. Mas porque o surto de alcaparras existia na Idade Média (1000 d.C.), os rabinos argumentam que os dois não eram idênticos.

O QUE CAUSAVA O “OLHAR” PENETRANTE?

Por definição, uma criatura sobrenatural feita por D’us para realizar milagres específicos não pode ser explicada racionalmente. No entanto, abundam teorias na ciência que correlacionam os fenômenos naturais com o sobrenatural. Nesse espírito, o “olhar” do shamir que poderia rachar madeira e pedra pode ser explicado por: 1) a produção de ondas de alta ou baixa frequência que podem ressoar a estrutura molecular dos materiais e perturbá-los, 2) a produção de ondas confluentes raios de luz como um “raio de laser”, ou 3) a radioatividade.

A essência do “olhar” permanece especulativa, mas o falecido Immanuel Velikovsky [1], um especialista nos tempos de Salomão, e Frederic Jueneman [2], um estudioso notável, sugeriram que o shamir era uma substância radioativa. Eles argumentam que uma caixa de chumbo seria o meio mais lógico para sabiamente conter um radionucleotídeo tão altamente energético. Assim, o “olhar” do shamir pode ter sido radiação alfa. A radiação alfa é uma partícula de alta energia, que pode destruir ou descolorir tudo o que está exposto a ela. O enfraquecimento relatado dos poderes do shamir no decorrer do tempo até o ponto de inatividade possivelmente indica decaimento radioativo e meia-vida de sua antiga potência radioativa.

Se o shamir fosse um mineral, poderia ter sido qualquer uma das várias pedras verdes nativas. Pode ter vindo dos locais de cobre na Armênia ou Chipre – ou das próprias minas do rei Salomão no Sinai, onde malaquita ou verdete também teriam sido encontrados no corpo de minério original. De fato, Jueneman cita escritos antigos de Zósimo, o Panopolitano (também chamado de Tebano), afirmando que a malaquita é um “inimigo do topázio, nublando sua cor e estragando seu brilho”. Um material altamente valorizado para objetos ornamentais, a malaquita, no entanto, também era conhecida por produzir feridas nos intestinos e inflamar os olhos – dois sintomas conhecidos hoje como efeitos característicos da exposição à radiação. A malaquita de hoje (ou crisocola como era conhecida pelos antigos) não é radioativa, mas poderiam ter existido exceções quando combinadas com outros minerais. A calcolita (ou torbenita), por exemplo, um fosfato de uranila de cobre verde, exibe radioatividade.

ESCULPINDO AS PEDRAS:

O Talmude diz que a precisão necessária para gravar os nomes das tribos nas joias preciosas do peitoral do sumo sacerdote sem perder nenhum material não era humanamente possível. Usando um composto radioativo (seguindo a linha de pensamento de F. Jueneman), isso não seria difícil de realizar. Os tufos de lã e farelo de cevada embalando o shamir seriam transparentes à sua radiação, enquanto o recipiente de chumbo seria impenetrável. Se a tinta usada para escrever nas pedras contivesse chumbo, uma descoloração graduada seria destacada nas gemas após a exposição ao shamir. A posterior retirada da tinta deixaria tal caligrafia contrastada com o fundo, dando também a aparência de profundidade à escrita. A maioria dos minerais preciosos, como diamantes, safiras, esmeraldas ou topázios, são descoloridos pela radioatividade. Outras gemas, como as opalas, são silicatos contendo água de cristalização. A exposição à radiação alfa desintegra esses cristais liberando a água quimicamente ligada, que volatiza sem deixar resíduos. Isso significa que nem uma lasca seria perdida, deixando uma textura turva ou granular.

A “VERDADEIRA” ESSÊNCIA DO SHAMIR:

A Mishná (Avot 5:6) relata que o shamir foi criado no Sexto Dia da Criação, no crepúsculo da véspera do Sabbath. O Maharal elabora o significado deste ponto: Todo o mundo físico criado durante os Seis Dias é governado pelas leis da natureza. Não tendo sido criado exatamente dentro desse prazo, o shamir é, portanto, sobrenatural.

Os outros fenômenos excepcionais criados durante o primeiro crepúsculo da véspera do Sabbath relacionam-se, de alguma forma, com o shamir. Eles incluem os demônios, o carneiro que Abraão sacrificou no lugar de Isaque, o primeiro par de tenazes, que foram então usados ​​para fazer outros instrumentos, o cajado de Moisés, as roupas de Adão e Eva, o fogo, a boca da jumenta de Balaão, a Coluna de Fogo e a Coluna de Nuvens que conduziram os Filhos de Israel pelo deserto, e o vaso em que o maná foi preservado no Santo dos Santos no Templo.

A criação, existência e função do shamir e dos organismos que o guardavam eram todos milagrosos. O Midrash relaciona o conceito de que uma substância mais macia pode ter a capacidade de perfurar uma mais dura. Por exemplo, a pedra que Davi atirou em Golias perfurou o capacete do gigante e o matou (Samuel I 17:49). O shamir também não tinha limitações físicas. Podia penetrar sem esforço nos materiais mais duros e, no entanto, foi preservado em uma cesta de chumbo (um metal macio), atestando sua origem não natural.

Embora, por definição, os milagres não precisem ser explicados como fenômenos cientificamente observáveis, o milagroso shamir que cortou as pedras para o Templo do Rei Salomão corresponde à descrição da radiação alfa.

Adaptado do artigo original e reimpresso com a gentil permissão de B’Or HaTorah vol. X (1997), pp. 173-176.

NOTAS DE RODAPÉ:

1. Immanuel Velikovsky, Ramses II and his Time (Garden City, NY: Doubleday, 1978).

2. Frederic Jueneman, “The Stone of the Shamir ” in R & D Magazine (September 1990) page 45.

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Fonte:

Modern Physics and the Shamir.

We have lost an important instrument for the building of the Temple.

By Paul Goldstein.

https://www.chabad.org/kabbalah/article_cdo/aid/380303/jewish/Modern-Physics-and-the-Shamir.htm

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-fisica-moderna-e-o-shamir/

Da Guerra de von Klauzewitz

Karl von Klauzewitz

As pessoas interessadas em estratégia acabam sempre estudando a Arte da Guerra e inevitavelmente acabam lendo Sun Tzu e outros mestres orientais. Entretanto ironicamente dificilmente prestam atenção a Karl von Klauzewitz, grande teórico bélico ocidental. Para aguçar a curiosidade foram selecionadas algumas anotações da leitura da obra prima deste autor: “Da Guerra” (Vom Kriege):

A guerra é a mãe de todas as coisas.

A guerra não é uma questão sobrenatural, mas antes um acontecimento submetido a leis definidas.

Os progressos da técnica moderna aumentaram as possibilidades de estabelecer planos para a guerra.

Todavia, uma elaboração de planos completos e estáveis é difícil porque a certeza na guerra é de facto muito limitada e momentânea.

A guerra é um todo indivisível, cujas partes (os resultados subordinados) não têm qualquer valor, excepto na sua relação com o todo.

Na guerra nada se obtém senão pelo cálculo.

Na guerra querem-se ideias simples e precisas.

Toda a guerra deve ser metódica, porquanto toda a guerra deve ser conduzida consoante os princípios e as regras da arte e com uma finalidade; ela deve ser feita com forças proporcionais aos obstáculos que se prevêem.

A decisão pelas armas, em todas as operações, grandes ou pequenas, de uma guerra, é como o pagamento em dinheiro em transacções comerciais.

As nossas guerras serão de facto travadas antes mesmo de se travarem as operações militares.

A táctica é a teoria da utilização das forças militares em combate. Estratégia é a teoria da utilização dos combates para alcançar o objectivo da guerra.

Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.

Os elementos da arte da guerra são, primeiro, a noção de espaço, segundo, a apreciação das quantidades; terceiro, os cálculos; quarto, as comparações, e, quinto as possibilidades de vitória.

Há cinco pontos conducentes a operações militares: primeiro, a busca da fama; segundo, a luta por vantagens; terceiro, a acumulação de animosidades; quarto, a desordem interna; quinto, a fome.

Para abater um inimigo, é necessário quebrar o seu equilíbrio, introduzindo no campo das operações um factor psicológico ou económico que o coloque em posição de inferioridade, antes de poder ser lançado contra ele um ataque com hipóteses de sucesso definitivo.

Não poderia haver terror sem uma encenação da tragédia, sem romantismo da morte.

Não realizamos nenhuma acção que não seja com a certeza e a decisão de alcançar o êxito previsto.

A guerra é um jogo, tanto objectiva, como subjectivamente.

O absoluto, o matemático, como é chamado, em nenhum lugar encontra uma base segura nos cálculos da arte da guerra.

A política, pois, está entrelaçada em toda a acção da guerra, e deve sobre ela exercer uma influência contínua, na medida em que a natureza das forças por ela libertada o permita.

A guerra é uma mera continuação, por outros meios, da política.

A guerra são os meios.

A eficácia superior não pertence aos meios, mas ao fim, e estamos apenas a comparar o efeito de um propósito realizado com o outro.

É um conflito de grandes interesses que é resolvido com derramamento de sangue e só nisso é diferente dos outros. Em vez de a comparar com qualquer arte, seria melhor assemelhá-la a uma competição de negócios, o que também é um conflito de interesse e actividades humanas; e é ainda mais parecido com a política do Estado que também, por seu lado, pode ser considerada como uma espécie de competição de negócios em grande escala. Além disso, a política do Estado é o ventre onde a guerra se desenvolve, onde o seu contorno jaz encoberto num estado rudimentar, tal como as qualidades das criaturas vivas nos seus germes.

Qualquer meio que uma vez prove ser eficaz na guerra, logo é repetido.

Todo o método de conduzir a guerra está dependente dos instrumentos utilizados;

Estratégia é a utilização da batalha para ganhar o fim da guerra;

A estratégia forma o plano da guerra;

Os possíveis combates, por causa dos seus resultados devem ser considerados como reais. A mera possibilidade de uma batalha produzir resultados deve, pois, ser classificada entre os acontecimentos efectivos.

 

As forças morais estão entre os mais importantes sujeitos na guerra.

Desistir do homem e passar para o papel que lhe designaram para desempenhar na guerra, isso é a capacidade militar no indivíduo.

Uma nação só pode esperar ter uma posição forte no mundo político se o seu carácter e prática em guerra efectiva mutuamente se ocuparem em constante acção recíproca.

Qualquer guerra pressupõe a fraqueza humana e é contra ela que é dirigida.

A guerra e a paz são ideias que, no seu fundamento, não podem ter gradações; (…).

As actuais alterações da arte da guerra são a consequência de alterações na política.

A luta de dois conceitos imateriais não pode cessar senão quando os defensores de um dos dois não tiverem mais capacidade de resistência.

Se uma coisa é boa para um adversário, será inevitavelmente má para outro.

Existirá sempre uma acção concreta – material ou verbal – que provoca a sequência de paradas e respostas.

Tipicamente a causa imediata de uma crise é a tentativa de um actor coagir outro pela ameaça, explícita ou implícita da força.

Normalmente, as forças militares são apenas o pano de fundo com que se ameaça à situação de guerra, e as movimentações militares efectuadas procuram aumentar a credibilidade da ameaça e a iminência da sua concretização.

Em teoria, desde que seja necessário para atingir o fim, é legítimo o uso ilimitado da força

A guerra é a luta de classes levada a efeito com meios físicos violentos e organizados.

Todas as guerras são inseparáveis dos sistemas políticos que engendram

A guerra é a forma suprema de luta entre nações e Estados, entre classes ou grupos políticos.

Força desmedida ou aparência de força desmedida é a unica forma de usar a força na Guerra.

Também a guerra em acto é “paixão”, a mais intensa e febril, é um momento da vida política, é a continuação, sob outras formas, de uma determinada política.

Assim a guerra envolve o todo social, quando eclode é um estado específico de toda a sociedade e não apenas daqueles que praticam a luta armada.

A paz não é mais do que a continuação da guerra por outros meios.

A guerra pode ser feita: obedecendo a certos constrangimentos ou regras; sem obediência a constrangimentos ou regras.

A guerra é um processo inventado pelo homem que lhe permite resolver conflitos para os quais ainda não encontrou outro processo de solução.

Numa guerra actuam homens, grupos, nações; obedecendo ou não a certas limitações.

A guerra irracional é aquela a que uma política racional, mas teórica, normalmente conduz.

(…) As guerras da era contemporânea são guerras integrais no sentido de modificação.

Nenhum Estado pode estar certo de que é a racionalidade para o outro.

Despreza, pois, as teorias pacifistas e internacionalistas. O pa-triotismo e o amor à guerra nada têm a ver com a ideologia: são princípios de higiene, sem os quais só há decadência e morte.

Consideramos ultrapassada e ultrapassável a hipótese de fusão amigável dos povos, e só admitimos para o mundo uma única higiene: a guerra.

Queremos glorificar a guerra – única higiene do mundo -, o militarismo, o patriotismo, o gesto destruidor dos anarquistas, as belas Ideias que matam, e o desprezo pela mulher.

A guerra não é apenas um confronto de populações ou de homens, é um assalto de tecnologias.

É necessário visar para matar. Aquilo que mata é o olhar, a designação.

A guerra é uma questão de opinião.

Depois de uma batalha perdida, a diferença entre o vencido e o vencedor é pequena.

Não é um incidente quem deve governar a política, mas sim a política que deve governar os incidentes.

A arte da guerra consiste em ganhar tempo quando se tem forças inferiores.

A reputação das armas na guerra é tudo e equivale às forças reais.

Um dos primeiros princípios da guerra é exagerar as suas forças e não diminuí-las.

Negai-vos a parlamentar, são meios de que os nossos inimigos sempre se serviram contra nós.

Quando se conhecem os fins a atingir, com um pouco de reflexão, os meios vêm facilmente.

Como leis de condução da guerra a estratégia e a táctica constituem a arte de nadar no oceano da guerra.

Numa palavra, a guerra não deve, nem por por um só momento, ser separada da política.

Pode portanto dizer-se que a política é guerra sem derramamento de sangue, e a guerra, política sangrenta.

A guerra é uma competição de forças que, no próprio decorrer da guerra, se vão modificando com relação ao que eram no início.

Antes do estalar a guerra, toda a organização e toda a luta têm o fim de preparar a guerra.

A guerra só pode abolir-se com a guerra.

O que é a estratégia? A palavra designa originalmente a arte de fazer evoluir um exército sobre um teatro de operações até ao momento em que ele entra em contacto com o inimigo.

A eficácia militar está dependente da determinação política.

A táctica situando-se no contacto visual do inimigo, a estratégia sendo de dimensões mais vastas e situando-se para além dos olhares e dos golpes.

A táctica e a estratégia correspondem a duas atitudes de espírito distintas, a duas essências de pensamento e de acção guerreiras.

A estratégia e a táctica formam um todo indissociável da arte da guerra.

O pensamento estratégico de uma dada época é a expressão do estado das técnicas.

A nossa estratégia é um contra dez enquanto que a nossa táctica é dez contra um.

A estratégia permanece implicada pela evolução científica e técnica, a tecnologia é um teatro de operações, um verdadeiro campo de batalha.

Doravante, já não existe estratégia; apenas crises a gerir.

Um estado de vigilância permanente e global, para adquirir sempre mais informações, e não atacar senão pela certa, com o melhor rendimento político possível.


Clareza de Objetivos

Podemos considerar a destruição completa ou parcial do inimigo como o único objectivo de todos os combates.

A destruição da força militar do inimigo é o princípio básico da guerra e o caminho directo para o objectivo em todo o campo da acção positiva.

A guerra é uma luta de vontades. o objectivo da guerra e na guerra (…) é dominar a vontade do adversário.

O essencial é que o inimigo tenha baixas e prejuízos materiais e morais que o enfraqueçam.

Por isso, a guerra é um acto de violência com que se pretende obrigar o nosso oponente a obedecer à nossa vontade.

A guerra de uma comunidade sempre começa a partir de uma condição política e vai em frente por um motivo político.

A destruição do poder de luta do inimigo é sempre o meio de alcançar o objectivo do combate.

A solução sangrenta da crise, o esforço para a destruição das forças do inimigo, é o filho primogénito da guerra.

Combate significa luta, e nesta o objectivo é a destruição ou conquista do inimigo, e o inimigo, em combate particular, é a força armada que se coloca em oposição a nós.

A guerra nada mais é que um processo mútuo de destruição

O objectivo da guerra moderna é o de procurar o exército do inimigo, centro da sua força e aniquilá-lo numa batalha.

O objectivo da guerra é destruir as forças militares

Os beligerantes formulam os objectivos da guerra. a natureza destes objectivos políticos tem um impacto decisivo no conteúdo e na conduta da guerra.

Quando se conhecem os fins a atingir, com um pouco de reflexão, os meios vêm facilmente.

Não fazemos grande coisa enquanto não soubermos concentrar-nos inteiramente num objecto e caminhar através dos contratempos para atingir um mesmo fim.

É necessário classificar os objectivos a atingir segundo a sua importância e ter a esse respeito uma ideia bem clara.

O Princípio Fundamental da guerra consiste em conservar as próprias forças e aniquilar as do inimigo.

Quando os obstáculos são removidos e o objectivo político atingido, a guerra termina.

O objectivo de alguém que quer fazer a guerra é o de ser capaz de batalhar com qualquer inimigo no campo e de ser capaz de ganhar o dia.

Sobre a Liderança

 

Quem comanda as forças armadas comanda o pais.

Um exército não é nada, senão pela cabeça.

Na guerra, o primeiro princípio do general-em-chefe é esconder o que faz.

Porque esse general considera os seus homens como crianças e eles marcharão a seu par até aos mais profundos vales. Trata-os como filhos amados e eles morrerão a seu lado.

É obrigação do general manter-se sereno e inescrutável, imparcial e com autodomínio.

Deve manter os oficiais e homens no desconhecimento dos seus planos.

Muda os seus métodos e altera os seus planos para que ninguém saiba o que está fazendo.

Encarrega as tropas das respectivas tarefas sem lhes revelar os seus objectivos. Fá-las ganhar vantagens sem lhes apontar os perigos.

A imprensa é a arma mais poderosa do arsenal do chefe de guerra moderno.

A guerra tem princípios invariáveis que têm por fim, principalmente, garantir os exércitos contra o erro dos chefes sobre a força do inimigo; erro que, do maior ao menor, tem sempre lugar.

O sucesso da guerra depende da prudência, da boa condição e da experiência do general.

Fazei poucas proclamações e evitai mandar pôr nos jornais os vossos actos que sejam de pura administração.

A sorte de uma batalha é o resultado de um instante, de um pensamento.

Fazer apreciações erradas ou ser apanhado de surpresa pode significar a perda da superioridade e da iniciativa.

Os homens que desejam levar a cabo uma tarefa devem primeiro preparar-se com cuidado para que quando a oportunidade surja sejam capazes de concretizar aquilo a que se propuseram.

Não deve jamais, portanto, levantar o pensamento deste exercício da guerra, e deve na paz exercitar-se mais do que na guerra; o que pode fazer de dois modos: um com as obras, outro com a mente.

No que se refere ao exercício mental, deve o cabeça do exército ler as histórias, e nelas considerar as acções dos homens excelentes, ver como se portaram na guerra, examinar os motivos das suas vitórias e derrotas, a fim de poder fugir a estas e imitar aquelas.

 

Sobre a ação e o momento decisivo da batalha:

 

Mas sabemos que o curso da acção na guerra raramente, ou nunca, tem esta continuidade sem quebra, e que houve muitas guerras em que a acção ocupou, por longe, a mais pequena parte do tempo utilizado, sendo o resto consumido em inacção.

 

(Há) uma ampla diferença entre a guerra na realidade e a sua concepção original.

 

O perigo na guerra pertence à sua fricção.

 

A fricção é a única concepção que, de um modo geral, corresponde àquilo que distingue uma guerra real de uma guerra no papel.

 

O combate é a verdadeira actividade guerreira, tudo o mais é só auxiliar (…).

 

(…) Tudo está sujeito a uma lei suprema: que é a decisão pelas armas.

 

Na arte da guerra, como na mecânica, o tempo é o grande elemento entre a força e a potência.

 

Quando próximo, simule-se o afastamento; quando afastado, aparente-se a proximidade.

 

Portanto, na guerra é de suprema importância atacar a estratégia do inimigo.

 

A invencibilidade está na defesa: a possibilidade de vitória está no ataque.

 

O cúmulo da perfeição na disposição de tropas está em fazê-lo de modo que não seja compreensível. Nem os melhores espiões a entenderão, nem os sabedores poderão elaborar planos contra ti.

 

Em campanha sê veloz como o vento (…).

 

O ponto mais alto das operações militares consiste em simular-se a aceitação dos desígnios do adversário.

 

(…) E porque a nossa resposta tem sido e será: olho por olho, dente por dente.

 

Contra a surpresa o inimigo nada pode opor e, desta maneira, fica perplexo e aniquilado.

 

(…) Sermos nós que escolhemos o lugar e a hora do ataque, quem fixa a sua duração e quem estabelece os objectivos. O inimigo está na ignorância de tudo.

 

A emboscada causa desgaste ao inimigo e provoca-lhe nervosismo, insegurança e medo.

 

(…) Sempre está implicado no conceito de guerra que todos os efeitos manifestados têm a sua raiz no combate.

 

(…) A solução sangrenta da crise, o esforço para a destruição das forças do inimigo, é o filho primogénito da guerra.

 

(…) O actuante na guerra continuamente encontra as coisas diferentes das suas expectativas.

 

A actividade na guerra é movimento em meio antagónico.

 

A guerra no seu sentido literal é lutar.

 

Portanto, a arte da guerra, no seu sentido próprio é a arte de utilizar os meios dados (…).

 

Portanto, a condução da guerra é a formação e condução da luta.

 

A táctica é a teoria da utilização das forças militares em combate.

 

A guerra é o choque de duas forças opostas em colisão uma com a outra (…).

 

(…) Todas as forças disponíveis e destinadas a um objectivo estratégico deveriam ser-lhe aplicadas em simultâneo (…).

 

Combate significa luta, e nesta o objectivo é a destruição ou conquista do inimigo, e o inimigo, em combate particular, é a força armada que se coloca em oposição a nós.

 

(…) Qualquer acto estratégico pode ser identificado com a ideia de um combate porque é a utilização da força militar e, na raiz desta, sempre está a ideia de luta.

 

Não pode travar-se nenhuma batalha que não seja por consentimento mútuo (…).

 

Que é uma batalha? (…): é um conflito em que pesam todas as nossas forças, para que se alcance uma vitória decisiva.

 

A batalha pode pois ser considerada como a guerra concentrada.

 

A batalha é a mais sangrenta via de solução. É verdade que não é apenas uma mortandade recíproca, (…) mas o sangue sempre será o preço, e o morticínio o seu carácter e o seu nome (…).

 

A vitória não se pode obter senão com o preço do sangue.

 

(…) Aquilo que importa é dispôr da superioridade no ponto crítico e no momento do ataque.

 

A desordem máxima era precisamente o nosso equilíbrio.

 

O nosso objectivo era tornar a acção numa série de combates singulares.

 

É necessário atacar lá onde o inimigo não se encontra.

 

(…) A réplica aos ataques de surpresa, (…), é ser mais móvel que o atacante.

 

É bom sinal quando o inimigo nos ataca.

 

A guerra significa a passagem das partes a um diverso tipo de interacção.

 

A arte da guerra é dispôr as tropas de maneira que elas estejam por toda a parte ao mesmo tempo.

 

A simplicidade é a primeira condição de toda todas as boas manobras.

 

Toda a arte da guerra consiste numa defensiva bem ponderada, extremamente circunspecta e numa ofensiva audaciosa e rápida.

 

A passagem da ordem defensiva à ordem ofensiva é uma das operações mais delicadas da guerra.

 

A primeira condição de um campo de batalha é não ter desfiladeiros à sua rectaguarda.

 

Defendei com afinco e nunca abandoneis de ânimo leve a vossa linha de operação.

 

Tanto nos batemos a tiro de canhão como a soco.

 

Quando estamos em posição de acertar o alvo, é preciso não nos deixarmos desviar por manobras contrárias.

 

Não é dispersando as tropas e separando-as que se chega a um resultado

 

A arte é hoje atacar tudo o que se nos depara, a fim de bater o inimigo em particular e enquanto ele se organiza.

 

Na guerra de guerrilhas, a necessidade de conseguir uma decisão rápida é muito grande (…).

 

“Concentrar uma grande força para golpear uma pequena força do inimigo” continua a ser um dos princípios da acção militar (…).

 

Qualquer exército que, perdendo a iniciativa, se vê forçado a manter-se numa posição passiva, deixa de ser livre e corre o perigo de exterminação ou derrota.

 

(…) A iniciativa não é qualquer coisa já feita, mas sim algo cuja obtenção requer um esforço consciente.

 

Dispersão, concentração e deslocação são os três caminhos para uma utilização flexível das forças (…).

 

Devem usar-se constantemente estratagemas para enganar, engodar e confundir o inimigo (…).

 

A ofensiva é o único meio de destruir o inimigo e o principal meio de conservar as próprias forças (…).

 

O ataque tem como objectivo imediato a destruição do inimigo (…). A defesa tem como objectivo imediato a conservação das próprias forças (…).

 

A guerra tomará forma de guerra de movimento já que o seu conteúuma ofensiva de decisão rápida (…).

 

É preciso pois que o inimigo avance, razão por que não devemos lamentar a perda temporária e parcial do nosso território.

 

Dum modo geral, a guerra de movimento realiza a tarefa de aniquilamento, a guerra de posições cumpre a tarefa de desgaste e a guerra de guerrilha cumpre as duas simultaneamente.

 

Dispersar as tropas para levantar as massas, concentrar as tropas para bater o inimigo.

 

O inimigo avança, nós recuamos, o inimigo imobiliza-se, nós hostilizamo-lo, o inimigo esgota-se, nós golpeamos, o inimigo retira, nós perseguimos.

 

A táctica é a arte de utilizar o melhor possível os meios militares, ela diz respeito ao domínio do combate.

 

Já não é necessário dispôr de uma potência excessiva para atenuar a imprecisão do tiro.

Leia aqui o documento original na íntegra

 

Karl von Klauzewitz

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/da-guerra-de-von-klauzewitz/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/da-guerra-de-von-klauzewitz/

A Virga Aurea – A vara dourada

Robson Bélli

Em 2018, enquanto pesquisava o Calendário Mágico, descobri uma outra grande gravura que tinha uma certa semelhança superficial com a placa de Bry, Esta era a Virga Aurea de James Bonaventure Hepburn[i] publicada em Roma em 1616 (período muito interessante para a tradição grimorial). A Virga Aurea, ou para dar o título completo, “A Vara Dourada Celestial da Bem-Aventurada Virgem Maria em Setenta e Dois Louvores” consiste em uma lista de setenta e dois alfabetos (na verdade setenta, mais o latim e o hebraico, que são as duas línguas do texto da placa). Alguns desses alfabetos são os de línguas antigas conhecidas, por exemplo, grego, hiberno, germânico, fenício, etc., enquanto outros são alfabetos mágicos, angélicos, celestiais, seráficos, salomônicos, etc.

James Bonaventure Hepburn (1573 – 1620) foi um escocês nascido em East Lothian, perto de Edimburgo. Tornou-se um estudioso capaz e respeitado, e sendo católico e membro da austera ordem de São Francisco de Paulo, ascendeu à alta posição de Guardião dos Livros e Manuscritos Orientais no Vaticano. Ele tinha um grande conhecimento de línguas orientais e, em particular, hebraico. Em 1591 ele publicou sua Gramática Árabe, e mais tarde ele traduziria um livro cabalístico do hebraico para o latim, o “Keter Malkhut[ii] – A coroa do rei”, do Rabino Salomão Ibne Gabirol.

A Virga Aurea primeiramente foi publicada como uma grande gravura (aproximadamente 50×80 cm) em Roma em 1616, embora pareça a partir de evidências internas que Hepburn originalmente produziu um manuscrito iluminado com o essencial do trabalho feito em várias cores e possivelmente usando ouro. A gravura consiste em uma listagem em quatro colunas dos setenta alfabetos, cada letra dos quais é mostrada transliterada em escrita latina, juntamente com um pequeno emblema e um pequeno texto da Bíblia.

A obra é uma obra que foi dedicada ao Papa Paulo V (Papa de 1605-21), que se interessou particularmente por livros, ampliando grandemente a Biblioteca do Vaticano durante seu pontificado e iniciando uma coleção de antiguidades. Ele, é claro, seria inteiramente simpático e provavelmente encorajaria as atividades acadêmicas de Hepburn. Sua abordagem mais aberta à erudição permitiu a Hepburn a liberdade até mesmo de considerar a publicação de sua tradução da peça cabalística, embora uma década antes, Giordano Bruno[iii] tenha sido queimado na fogueira em Roma como herege por perseguir interesses semelhantes.

Este documento é uma coleção inestimável de alfabetos que fornece uma ampla pesquisa de muitos símbolos de alfabeto diferentes, tanto de alfabetos mágicos inventados quanto de idiomas existentes. Um trocadilho complexo está consagrado na palavra ‘Virga’ do título em latim – Virga, ‘uma vara’ sendo em um sentido usado para os símbolos alfabéticos, que às vezes são descritos como as ‘varas’ de uma língua, o outro sentido de a palavra ‘vara’ é mencionada no texto como a Vara de Moisés e a Vara Papal ou Cajado do poder; e finalmente ‘Virga’, a Virgem.

A fim de reunir todo este material material, Hepburn deve ter tido uma ampla gama de material de origem para estudar, e parece mais provável que esse material estivesse disponível na própria Biblioteca do Vaticano. Quanto aos motivos de Hepburn para publicar tal coleção de alfabetos, só podemos especular. Ele certamente os produziu de uma forma que lhe deu respeitabilidade acadêmica e também, encabeçando-o com a figura da Virgem Maria, usando o trocadilho ‘Virga’ Rod-Virgin, deu-lhe credibilidade em termos da Igreja. O momento da publicação, 1616, bem no centro do período de publicação rosacruz/hermética, sugere que Hepburn, à sua maneira, pode estar respondendo a esse impulso. Sob o disfarce da Virgem Maria encabeçando a obra, Hepburn foi capaz de revelar publicamente o simbolismo de muitos alfabetos e, em particular, alfabetos mágicos. Se levarmos em conta o interesse de Hepburn pela Cabala, e sua tradução e publicação de um texto ocultista “salomônico”, acho que estamos justificados em supor que Hepburn pode ter, de alguma forma, contribuído para a revelação pública na época do sabedoria esotérica do passado. No mínimo, pode-se sugerir que ele foi inspirado por esse movimento para produzir a Virga Aurea. Como bibliotecário do Vaticano, ele certamente teria recebido os primeiros exemplares das publicações Rosacruzes.

Texto que esta escrito abaixo da figura da Virgem pode ser traduzido como

Ao Nosso Abençoado Padre e Senhor, Papa Paulo Quinto, Na Eterna Felicidade que desvia dos enganos e mentiras do Espírito Maligno, a antiguidade manteve sua paz de ajudar os buscadores do Ramo de Louro; a escuridão do erro foi dissipada dos gentios pelo nascer do Sol da Justiça, que agora seja permitido aos buscadores preferir a salvação, a segurança e a Vara de Jessé, nosso ramo de ouro, ou seja, a Virgem Maria. Assim, ó Bendito dos Príncipes, esboçado por meu lápis da página sagrada, nas cores que estavam à mão, arranjado em uma guirlanda de setenta e dois louvores, cercado de flores e vários símbolos numéricos agradáveis, ou adornado com fitas, eu mais humildemente coloco a prenda este quadro votivo aos pés da Santíssima Virgem. Depois de muito esforço da escuridão, que eu possa comprometer minha alma, ansiando e lutando por longos anos pela Virgem Santíssima, para o sucesso da Regra em que somos abençoados e para sua longa e eterna fecundidade, para que possa agradar a Deus Onipotente, para ser gentil com Sua Igreja, que você lidera com todo o mérito e governa com muita sabedoria. E a quem não posso obrigar, armado com a Bendita Vara? Aquilo que Deus fez como o Cajado de Moisés, famoso e venerável em poder, Moisés foi por isso o maior e mais celestial, pois ele era o governante de uma parte, o ramo cortado, e pode, pela Boa Vara, ser o governante do mundo inteiro. Com a ajuda da Bendita Vara, mas também por sacrifício sangrento, ele (ou seja, Moisés) era o Chefe da Sinagoga, e o outro (ou seja, o Papa), pela bênção da Vara sem sangue é o Grande Pontífice da Igreja Católica. Aquele que conheceu a aparência da verdade, pela bênção da Vara, e foi o predecessor de Cristo; o outro, pela bênção da Vara, é seu sucessor, dotado da Vara gêmea, ou extensa, real e sacerdotal. Pois Moisés subjugou as serpentes com sua vara, abriu o mar e tirou água da rocha. Por seu bendito cajado, o Papa faz da Rocha (ou Corpo de Cristo) o pão, e Seu Precioso Sangue do Vinho, atravessa o Inferno, e tranca ou abre o Céu; ele mata a antiga serpente e as serpentes heréticas recentes.

Um tipo de Bastão Abençoado é o de Moisés, famoso pelos sinais e verdadeiros milagres, o outro, mais expressivo da Virgem Santíssima, é do caráter do Bastão de Jessé.

Digna-te, portanto, ó Abençoado dos Príncipes, aceitar este pequeno presente de devoção à Santíssima Virgem, e olhar com bondade para minha teoria da Santa Vara, e me abraçar e cuidar com bondade, como você está acostumado a fazer. com todos os filhos menores da Igreja.

Padre James Bonaventure Hepburn, escocês.

Ordem de São Francisco de Paulo.

Os 72 alfabetos, ou “os setenta e dois louvores”, conectam-se com o nome de Deus de 72 letras na tradição hebraica, o Shemhamphorash. Isso estava contido nos três versículos de Êxodo 14: 19-21, cada um contendo 72 letras em hebraico, que quando escritas usando o sistema cabalístico de boustrophedon[iv], dão 72 nomes de Deus. Curiosamente, o texto de Êxodo 14:21 descreve Moisés estendendo a mão sobre o Mar Vermelho e separando as águas, o que é referido no texto da Virga Aurea, talvez este texto tenha sido feito em referencia também as varas dos patriarcas e as varas e cajados dos magos salomonicos.

Referências:

[i] https://en.wikipedia.org/wiki/Bonaventure_Hepburn

[ii] https://www.sefaria.org/Keter_Malkhut

[iii] https://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno

[iv] https://pt.wikipedia.org/wiki/Bustrof%C3%A9don


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-virga-aurea-a-vara-dourada/

A Música na Umbanda

Um dos mais importantes fundamentos na umbanda é o ponto cantado e as cantigas em louvor aos Orixás. Estes pontos funcionam de maneira análoga aos mantras que evocam determinadas energias, entre diversas finalidades, servem tanto para trazer as entidades como para se despedir delas. As pessoas responsáveis por isso recebem o título de Curimba, eles “defendem” a gira com uma série de pontos corretamente selecionados, purificam o ambiente e auxiliam o médium na incorporação.

De origem africana, o atabaque é um instrumento Sagrado, Consagrado e Firmado por Orixás e Guias. Constituído por couro animal, madeira e ferragens, essas três partes correspondem as seguintes regências: O couro pertence ao Caboclo que dá força ao atabaqueiro para tocá-lo, a madeira a Pai Xangô que dá ao atabaque a condição de justiça para não ser utilizado para o mal, a ferragem aos Exús que não permitem que eles sofram demandas. “É na verdade o caminho e a ligação entre o homem e seus orixás, os toques são o código de acesso e a chave para o mundo espiritual“
Existem três tipos de atabaques:
Rum (grave) – É o primeiro atabaque, onde fica o chefe da Curimba. Ele lidera todos os outros curimbeiros que se seguem. Geralmente é quem dá início aos cânticos e o toque. Estes deverão ter conhecimentos mais aprofundados sobre a doutrina umbandista e música.
Rumpi (médio) – Neste fica o segundo curimbeiro que auxilia “puxando” e cantando os pontos, podendo também iniciar o toque.
Lê (agudo) – O terceiro curimbeiro realça o toque e acompanha o canto. Nestes últimos atabaques, geralmente são colocadas pessoas amadoras com relação ao conhecimento musical e doutrina umbandista.
O uso do atabaque na Umbanda também ajuda no processo de sincronização do ritmo cardíaco de todas as pessoas no terreiro, tornando possível que tanto pessoas muito agitadas, como muito sonolentas tenham seu ritmo cardíaco normalizado.
Em suma, os atabaqueiros transmitem a vibração da espiritualidade superior através dos atabaques, criando um campo energético favorável à atração de determinados espíritos, são como mensageiros entre nós e o mundo espiritual.
Sabemos que, grosso modo, a comunicação entre os planos espiritual e material, efetua-se através da sintonização de frequências. Cantar e bater palmas juntos, faz com que a vibração das pessoas entre na mesma faixa de freqüência do trabalho que será realizado, afastando maus espíritos, diluindo miasmas, larvas astrais e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais.
No plano espiritual, antes de dar início no processo de incorporação, os guias aguardam nossa vibração equilibrar-se com a vibração deles, desta forma, quando começamos a cantar os pontos dos guias que trabalharão na gira, estamos avisando os guias que estamos prontos. Uma só melodia, ritmo cardíaco igualado, foco em um mesmo objetivo, tudo isso fortalece os trabalhos dentro de uma egrégora e facilita a aproximação das entidades.
Os cantos, quando vibrados de coração (assim como nos mantras indianos é a vibração do osso esterno, localizado logo a frente do coração), atuam diretamente nos chakras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando-os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chakras inferiores, criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.
“Ah, como é lindo o batuque do Tambor
Ah, como é lindo o batuque do Tambor
Na Umbanda linda de Nosso Senhor
Na Umbanda linda de Nosso Senhor
É a mensagem que enaltece os Orixás
É a oração que elevo ao senhor
É a vibração que nos faz incorporar
Sem batuque na Umbanda não se pode trabalhar
Eu não sabia, mas agora aprendi
Que o canto faz a gira de Umbanda
Quem canta, encanta a vida dos Orixás
É uma benção divina que emana muita paz”
(Louvação aos Atabaqueiros)
Referências
MATTOS, Sandro da Costa O livro Básico dos Ogans.
ORPHANAKE, João Edson A umbanda às suas ordens.
http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/umbanda2.htm
http://www.umbandacomamor.com.br/aumbanda/elementos/atabaques.html
https://www.daemon.com.br/wiki/index.php?title=Umbanda

Fabio Almeida

Fabio Almeida

#Arte #Música #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-m%C3%BAsica-na-umbanda

A Linguagem dos Pássaros

Os alquimistas usavam um estilo de escrita oblíquo para se comunicar publicamente enquanto ocultavam o verdadeiro assunto. Esse método de escrita simbólica parece ininteligível, a menos que você tenha a chave necessária do simbolismo para poder interpretá-lo.

Seu estilo de comunicação ficou conhecido como a “linguagem dos pássaros” e foi considerada uma linguagem superior ou mais perfeita que era a chave para o verdadeiro conhecimento.

Também era conhecido como “língua verde” ou “língua viva” para indicar que carregava mais do que apenas palavras estáticas. Essa ideia surgiu da suspeita assombrosa de que o chilrear agudo dos pássaros era na verdade uma linguagem superior além de nossa compreensão.

A escrita tem sido associada aos pássaros desde o início da história registrada. Thoth, o inventor da escrita e da linguagem, foi retratado com a cabeça do pássaro íbis de bico longo. Alguns egiptólogos acreditam que a linguagem hieroglífica se originou traçando os movimentos dos pássaros no céu e no chão. E os estudiosos acreditam que o primeiro estilo conhecido de escrita (cuneiforme) pode ter se originado de pegadas de pássaros.

Também se acreditava que certos homens santos e feiticeiros podiam conversar com pássaros e assim aprender segredos místicos da natureza. O rei Salomão, o guerreiro nórdico Siegfried e São Francisco de Assis são algumas das figuras históricas que se acredita terem entendido a linguagem dos pássaros.

Os alquimistas também falavam a língua dos pássaros no sentido mais literal. Eles usaram imagens de pássaros para representar alguns de seus conceitos mais importantes, especialmente aqueles que lidam com processos voláteis ou espirituais.

Os movimentos dos pássaros são muito significativos nos desenhos alquímicos. As aves ascendentes indicam a volatilização ou evaporação de compostos, enquanto as aves descendentes indicam a fixação, condensação ou precipitação de compostos. Aves mostradas subindo e descendo indicam a operação de destilação.

Um pássaro em pé geralmente indica o tipo da operação alquímica em curso. O corvo ou corvo indica operações da Fase Negra, como calcinação ou putrefação, que envolvem a destruição de estruturas por fogo ou decomposição. A águia, ganso branco, o cisne branco ou o albatroz representam as operações da Fase Branca de separação e purificação. O pelicano representa o Albedo, ou o início da Fase Vermelha. O galo ou galinha significam a que a operação de conjunção está em andamento e o pavão anuncia as distrações do caminho. O pássaro bennu ou fênix, o pássaro mítico que renasceu no fogo, representa a operação final de coagulação e a criação da Pedra Filosofal.

Dependendo do contextos os pássaros podem indicar também processos específicos dentro de uma fase alquímica.  O Pavão pode simbolizar o início da fermentação e o pelicano e a água também podem simbolizar a operação de destilação. A cor da águia às vezes indica a cor dos vapores liberados durante a destilação. Por exemplo, uma águia branca representa o vapor.

Outro simbolismo de pássaros na alquimia inclui a águia de duas cabeças, que representa o Rebis ou estado andrógino de mercúrio e o morcego (classificado como pássaro na antiguidade) que também significa dualidade das substâncias naturais e androginia. A pomba é um símbolo de espírito renovado ou uma infusão de energia divina. Quimicamente, a pomba anuncia a transformação purificadora da Fase Negra para a Fase Branca da alquimia.

O basilisco é uma criatura alquímica simbólica com cabeça de pássaro e corpo de dragão. Segundo a lenda, a criatura sem asas nasceu de um ovo de galo hermafrodita e foi amamentada por uma serpente. Quimicamente, o basilisco representa a união de mercúrio (o pássaro) e enxofre (o dragão) no mineral cinábrio. Espiritualmente, é a fusão de nossas naturezas superior e inferior de espírito (o pássaro) e alma (o dragão) para criar uma nova encarnação ou “Filho dos Filósofos”.

Na alquimia, os ovos em geral são também altamente simbólicos. Eles representam qualquer tipo de vaso selado de transformação, que inclui não apenas vasos de vidro fechados, mas também coisas inesperadas como caixões, túmulos e sepulcros. Abundam as referências a ovos e à eclosão de pássaros e serpentes. Por exemplo, a caixa de fermentação isolada do alquimista era chamada de “Casa do Pintinho”, e todo o próprio cosmos às vezes era descrito como uma serpente saindo ou entrelaçada em um ovo.

Outro símbolo do ovo, o Ovo do Grifo, é uma alusão ao Vaso de Hermes no qual ocorre a conjunção (casamento alquímico) de princípios voláteis e fixos. O Grifo é um animal mítico que tem corpo de leão e cabeça e asas de águia. Como o leão é considerado o rei dos animais e a águia o rei dos pássaros, sua união no Grifo o torna o animal mais poderoso e majestoso que se possa imaginar.

~Denis Wiliam Hauck (excerto do livro Alquimia para leigos)

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-linguagem-dos-passaros/

A Mensagem do Mestre Therion

Aleister Crowley

“Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei”

“Não há lei além de Faze o que tu queres”

“A palavra da lei é Θελημα”

Θελημα – Thelema – significa Vontade.

A chave para esta Mensagem é esta palavra – Vontade. O primeiro significado óbvio desta Lei é confirmado por antítese: “a palavra de Pecado é Restrição”.

Outra vez: “Tu não tens direito senão fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita”.

Considerai isto cuidadosamente; parece implicar uma teoria que se todo homem e toda mulher fizesse sua vontade – a verdadeira vontade – não haveria conflito. “Todo homem e toda mulher é uma estrela”, e cada estrela move-se em uma órbita determinada sem interferência. Há muito espaço para todos; é apenas a desordem que cria confusão.

Destas considerações estaria claro que “Faze o que tu queres” não significa “Faze o que te agrades”. É a apoteose da Liberdade; porém é também a mais estrita das injunções.

Faze o que tu queres – então faze nada mais. Não permitas que nada te desvie daquela austera e santa tarefa. A Liberdade é absoluta para fazer a tua vontade; mas busque fazer qualquer outra coisa que seja, e, instantaneamente, obstáculos devem erguer-se. Todo ato que não está no curso explícito daquela órbita única é errática, um estorvo. A vontade não deve ser duas, e sim uma.

Nota ademais que esta vontade não é apenas para ser pura, isto é, única, como explicado acima, mas também “desembaraçada de propósito”. Esta frase estranha deve causar-nos hesitação. Pode significar que qualquer propósito na vontade a enfraqueceria; é evidente que “a ânsia de resultado” é algo de que ela deve ser livre.

Mas a frase pode também ser interpretada como se lesse “com propósito desembaraçado” – i.e., com energia incansável. A concepção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e imutável. É o Nirvana, apenas dinâmico ao invés de estático – e isto vem a ser no fim a mesma coisa.

A tarefa prática obvia do mago é, então, descobrir o que realmente é sua vontade, de modo que ele possa fazê-la desta forma, e ele pode realizá-la melhor pelas práticas do Liber Thisard (ou outras que possam ocasionalmente ser estabelecidas).

Tu tens que:

1 – Descobrir qual é a Tua Vontade.

2 – Fazer aquela Vontade com:

a – propósito único;

b – desprendimento;

c – e paz.

Então, e apenas então, estás tu em harmonia com o Movimento das coisas, tua vontade parte da, e portanto iguala-se a, Vontade de Deus. E desde que a vontade é apenas o aspecto dinâmico do eu, e desde que dois entes não poderiam possuir vontades idênticas; então, se tua vontade for a vontade de Deus, Tu és aquilo.

Há apenas uma outra palavra a explicar. Alhures está escrito – certamente para nosso grande conforto – “Amor é a lei, amor sob vontade”.

Isto deve ser aprendido como significando que, enquanto Vontade é a Lei, a natureza daquela Vontade é o amor. Mas este amor é como se fosse um sub-produto daquela Vontade; não a contradiz ou suplanta; e se a contradição aparente erguer-se numa crise, é a Vontade que nos guiará corretamente. Vêde! enquanto no Livro da Lei há muito de Amor, não há palavra de sentimentalismo. O ódio mesmo, é quase como o Amor! “Como irmãos lutai!” Todas as raças másculas do mundo entendem isto. O Amor de Liber Legis é sempre audaz, viril, mesmo orgiástico. Há delicadeza, mas é a delicadeza da força. Pujante, terrível e glorioso como ele é; contudo, é apenas a flâmula sobre a sagrada lança da Vontade, a inscrição damascena sobre as espadas dos Monges-Cavaleiros de Thelema.

Amor é a lei, amor sob vontade.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/

Energia Telúrica, Linha de Ley 1 ½

Fico feliz que a idéia destas colunas “intermediárias” tenha agradado o pessoal. Sei que os assuntos que tratamos aqui são razoavelmente complexos, quase nunca abordados na internet e às vezes eu me empolgo, vou escrevendo… e esqueço que certas coisas, apesar de óbvias e corriqueiras para os ocultistas, são um tanto quanto complicadas para quem nunca teve contato com este tipo de informação.

Mas, volto a insistir, se pintar alguma dúvida, basta perguntar que eu tento responder na medida do possível.

Ah, eu andei apagando uns comentários desta vez… acho que comentários de céticos fanáticos sem argumentação que falam apenas “seu texto é uma baboseira, isso ai não está nos livros de ciência” tem tanto valor pra mim quanto os fanáticos religiosos que falarão “seu texto é uma baboseira, isso ai não está na Bíblia”. Se o cara quer questionar e pedir uma explicação adicional (como o Zatraz fez) a gente tenta ajudar da melhor maneira possível, mas ninguém aqui tem de ficar dando espaço pra xingamento gratuito. E é mais triste ainda que isso venha de gente que quer posar de “argumentador pela lógica racional”.

Douglas Moraes, Pokan – Quanto as perguntas. Eu percebi que isso deixaria o post interminável, então não vou fazer… mas dá pra usar o “localizar palavra” com o nome da pessoa que eu coloco em negrito para achar o comentário dela, e vou tentar colocar um subtítulo na frente da resposta para ajudar o povo a se localizar. E outra… de acordo com um dos comentários, a gente só escreve estas colunas para fazer vocês visitarem as páginas do site, então esta é uma conspiração para fazer vocês voltarem inúmeras vezes nos meus posts… =D

Caio – Sobre o Benitez. Sim, ele é autor de ficção, mas… até ai… eu também sou… muitos autores de ficção (escritores, tanto de livros quanto de HQs) eram (e são) ocultistas e usam o recurso da “ficção” para preparar a mente das pessoas para aceitar algumas coisas que virão posteriormente. Alguns exemplos incluem Shakespeare, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Arthur Conan Doyle e Julio Verne, pra ficar nos clássicos. Alan Moore e Grant Morrison pra ficar nos contemporâneos.

Igniz – Este site tem muitos textos legais para ler e consultar.

Thiago – Daniel Mastral? Aquele pastor evangélico que se finge de ex-satanista pra inventar bizarrices medievais contra o “tinhoso” e os “adoradores do capeta” e faturar com isso?… Assim como o “TIO CHICO” (ex-bruxo, ex-macumbeiro, ex-maçom, ex-aidético, ex-homossexual… entre outras bizarrices) que se “converteu” e agora ganha uma grana dando “testemunhos”. As igrejas caça-níqueis são pródigas em inventar atrações circenses.

Mais pra frente, eu pretendo falar sobre satanistas de verdade aqui na coluna.

CacauPE, Daniel – Kardec, a Maçonaria e Espiritismo. Allan Kardec, ou melhor, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertenceu à Grande Loja da França, foi um dos primeiros estudiosos a promover uma pesquisa científica séria e metódica a respeito do Plano Astral e seus habitantes e manifestações (chamados de “espíritos” por ele), em 1857. Apesar das otoridades classificarem o kardecismo como “religião” nos rótulos que gostam de colocar nas pessoas, o kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia, mesmo porque a Maçonaria não permite debates religiosos dentro de suas lojas e os estudos que Kardec coordenou eram puramente científicos.

Se você já leu os livros básicos dele, eu recomendo os trabalhos do prof. WALDO VIEIRA e da CONSCIENCIOLOGIA, que coordena estudos científicos há 40 anos, com centenas de experimentos em laboratórios sobre todo tipo de manifestação extrafísica. Recomendo especialmente o livro “700 experimentos da Conscienciologia”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldo_vieira
http://www.iipc.org/
700 Experimentos da Conscienciologia

Scherer– o Projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Reserach Program) era para ser usado em comunicações ao redor do planeta, controle do clima, irrigação de áreas desérticas, iluminação noturna entre outros usos que os Atlantes possuíam através da combinação das camadas mais sutis da Ionosfera atuando em com as Linhas de Ley. Hoje este projeto está classificado de Top Secret e é coordenado pela USAF, com estudos voltados apenas para o lado bélico, como “ataques de ondas eletromagnéticas”. Uma das minhas teorias da conspiração favoritas envolvem Nicolai Testa (o gênio) e a explosão “inexplicada” de Tunguska. Outro dia falamos mais sobre isso…

Evandro – Yoga. Não tem como falar sobre yoga em apenas um parágrafo, mas eu prometo que, quando chegar nos chakras, a gente entra em detalhes sobre a origem e explicação das 6 linhas de yoga (Hatha, Raja, Bhakti, Jnana, Kriya e Karma).

Daniel, Julien – Vocês estão certos, eu acabei mandando o texto pro eightbits faltando um parágrafo. Apesar de Stonehenge ser construída com base nos mesmos moldes dos templos romanos, ela possui 10 conjuntos de pedras, sendo que o local onde fica a sexta posição é o local onde os sacerdotes levavam certas pedras como as Lia Fail ou Pedra de Scone (a bíblia fala sobre a pedra onde Jacob descansou sua cabeça antes de vislumbrar a “Escada de Jacó” mas falaremos mais sobre isso na Kabbalah) que faziam às vezes de canalizador de energia (como a Arca da Aliança fazia nas Pirâmides). Ou seja: da mesma maneira que os sacerdotes egípcios recebiam suas iniciações dentro da pirâmide na câmara do Faraó, os sacerdotes celtas recebiam suas iniciações neste ponto do círculo. E este costume mágico continua até os dias de hoje. TODOS os reis e rainhas da Inglaterra e Escócia não eram coroados se não estivessem sentados sobre a “Pedra de Scone”. Até eu chegar na parte do Rei Arthur, vamos todos parar para meditar sobre o que pode ter de coincidência nisto que falei acima e na história da “espada cravada na pedra”.

Cícero – Arquivo kmz das linhas de Ley: http://www.vortexmaps.com/hagens-grid-google.php

David – Quem foi que disse que elas não tentaram?

Tio Patinhas – sim, você pode. Eu vou explicar com calma isso no post dos Chakras, mas se você estiver curioso sobre que tipo de efeitos práticos você pode ter, vai no youtube, digita meu nome lá e dá uma olhada nos vídeos de Chi-kung que eu deixei. São demonstrações que a energia dos chakras pode ser manipulada para efeitos práticos/visíveis a qualquer hora em qualquer local, exatamente como os céticos adoram dizer que as coisas científicas devem ser… o único “senão” é que a disciplina mental para chegar neste ponto é extremamente trabalhosa… Ah, as barras de aço tem meia polegada cada uma (e são 4 em cada demonstração).

A HELLSTONE fica em Dorset, é um mini observatório usado para calcular datas de plantio e colheita. Tem este nome porque os cristãos acusavam os bruxos de fazerem “sacrifícios humanos” sobre o altar de pedra central. Como curiosidade, o desenho formado no chão ao redor das pedras é um ouroboros.

Lázaro, Xtecox, Dave, PH, Bolívar, Lego, Thahy, Pet – Thelema rulez. É claro que vou falar sobre Golden Dawn, Rosa Cruz Alfa et Omega e OTO. Tudo a seu tempo… Por sinal, ontem (12/10) foi aniversário do Aleister Crowley.

Jean Bulinckx, Arthur, Krebys – Não importa o quão avançada seja a sua civilização, não dá pra segurar ondas com 500m de altura chegando nas suas cidades. Segundo as informações que temos, o continente afundou em um único dia. Apesar dos avisos dos sacerdotes/cientistas, os governantes não deram atenção a eles. Você já deve ter visto alguma história fictícia semelhante nas HQs, com um cara de capa vermelha e um planeta que explode… Mas, como estamos conversando nas colunas, muitas das informações e conhecimentos se salvaram, SIM. Apenas ficaram sob a guarda de Iniciados para que os erros cometidos pelas civilizações antigas não se repetisse.

Betopow – Na medida do possível, sempre vamos colocar fotos, links ou vídeos para mostrar que todas as pesquisas estão muito bem embasadas. Mas nunca ouvi falar na “Teoria da Terra Chata”. Nos campos ocultistas, os estudiosos já sabiam que a Terra era esférica desde os tempos Egípcios.

Zatraz – Sobre computadores de cristal, controlados por ondas mentais. Os cientistas ortodoxos estão engatinhando nesta tecnologia ainda, mas já possuem alguma coisa pesquisada. Veja estes dois sites das autoridades sobre estas pesquisas (é… autoridades, porque eu gosto dos japoneses e hindus quando se trata de tecnologia, pois eles não têm os preconceitos católicos/muçulmanos/ateus para trabalhar com o espiritual x tecnológico).

http://www.livescience.com/health/050317_brain_interface.html
http://www.newscientist.com/article/mg16922741.000-a-clear-winner.html

O conceito dos “computadores de cristal acionados pela mente humana” exigem um domínio e concentração mental que devem existir em 0,001% da população de hoje em dia, no máximo… Histórias sobre estes computadores de cristal conectados a Linhas de Ley sobreviveram entre os profanos na forma das lendas de “bolas de cristal” das bruxas.

Renan, Mateus, – Vocês estão confundindo as bolas… Místicos e Ocultistas são coisas BEM diferentes… ocultistas são extremamente céticos também… conhecem e estudam todos os livros ateus e normalmente fazem parte de grupos de discussão como os Céticos S/A do Mori… só que são discretos. Nada me irrita mais do que falsos videntes, tarólogos picaretas, astrólogos de programas femininos, falsos médiuns e todo tipo de esquisotérico demente que colabora para colocar mais preconceito na cabeça das pessoas.

É uma burrice achar que estamos em posições antagônicas. A única diferença entre ocultistas e cientistas ortodoxos é que os ocultistas possuem mais informações que vocês para trabalhar seus estudos.

#Astrologia #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-1

Diferença entre Duplo-Etérico e Psicossoma

Pergunta: É o psicossoma ou o duplo etérico que se desintegra após a morte?

Nesse caso, o desencarnado se manifestaria por qual corpo energético?

Resposta: Duplo etérico é uma coisa, e perispírito (ou psicossoma) é outra. O duplo é uma camada energética mais sutil que o corpo físico e mais denso que o perispírito, composta de uma modificação do fluido cósmico universal (energia cósmica), a qual tem a função de servir de “combustível vibracional” para o corpo físico durante a encarnação. É essa camada que liga e mantém em contato o corpo físico e o perispírito, já que esses dois têm densidades energéticas muito diferentes.

Para você ter uma idéia (bem grosseira), imagine um aparelho de ultra-som. Para que haja a perfeita integração entre as ondas que o aparelho emite (muito sutis) e o corpo físico do paciente (muito denso em relação às ondas), o médico usa um gel de contato, para garantir que não haverá falhas na transmissão das ondas, para garantir que as ondas chegarão inteiras ao corpo e serão captadas de volta com perfeição pelo aparelho. Bom, o duplo etérico seria o gel de contato entre o perispírito (muito sutil) e o corpo físico (muito denso em relação ao perispírito), funcionando como uma zona de contato perfeito entre os dois, garantindo perfeita transmissão de energias… (esse é um exemplo meia-boca, mas foi o único modo que encontrei de fazer os meus alunos entenderem mais ou menos “onde” ficava o duplo etérico!)

Muita gente considera o duplo como um corpo, outros preferem dizer que é apenas a camada energética que emana do corpo físico, e por aí vai.

Pessoalmente, pelo que tenho estudado e visto até aqui, não considero o duplo etérico como um corpo propriamente, mas apenas um elo energético de ligação (em FORMATO vaporoso-energético de corpo físico), entre o corpo físico e o perispírito durante a encarnação, funcionando também como uma “bateria” de onde o corpo físico tira as energias mais sutis para o seu funcionamento e onde estão também os chacras ou centros de força de que tanto falamos.

Já o perispírito é o corpo com que nos manifestamos no plano espiritual ou astral. É também composto de uma variação do fluido cósmico universal, mas numa “versão mais light”, ou seja, numa constituição mais sutil, de densidade bem menor que a do corpo físico e menor também que a do duplo etérico. Segundo o Espiritismo, é o perispírito que funciona como molde para a formação de cada novo corpo físico e é nele também que ficariam gravadas todas as nossas experiências encarnatórias e também aquelas vividas entre uma encarnação e outra, como se fosse uma fita cassete ou, pra ser mais moderna, um CD-R (Compact-Disc Regravável).

E é com o perispírito que os encarnados se projetam durante o sono, com o cordão de prata fazendo a “ponte” entre os dois nesse desprendimento parcial e temporário.

Outras correntes informam que o perispírito tem ainda os seus próprios centros de força, em correlação com os do duplo etérico, mas com funções mais sutis, digamos assim.

Quando o corpo físico morre, o perispírito se desprende e, com ele, a consciência que animava aquele corpo. Já o duplo permanece com o corpo físico e se desintegra lentamente num período de algumas horas (em alguns casos esse processo poderá levar mais tempo) após o desencarne.

O tempo para que o duplo se desintegre pode variar muito de acordo com o tipo de morte, a idade do corpo físico, o nível de esclarecimento espiritual da pessoa, ou os “créditos espirituais” que ela tenha.

Por exemplo, sabemos que o duplo de um suicida pode demorar até anos para se desfazer completamente, por se tratar de morte violenta, com interrupção da encarnação antes da hora e em completo desacordo com as leis universais. Já uma pessoa idosa que esteja muito doente, terá seu duplo bem desgastado pela idade e a doença, tornando o processo de desintegração do mesmo mais rápido, pelo menos em teoria.

Quanto mais “carga” houver no duplo do desencarnante, mais difícil será o desligamento do seu perispírito e, consequentemente, mais penoso será também para a consciência/espírito.

Portanto, o duplo realmente se decompõe após a morte do corpo físico, mas o perispírito ainda se mantém por várias encarnações, até que o espírito evolua o suficiente para não precisar nem desse corpo sutil, o que seria a chamada “Segunda morte”, quando o espírito passaria a se manifestar só em corpo mental (3)

Pergunta: Ainda segundo o autor do livro, para a nova encarnação seria formado (sem mesóclise) um novo psicossoma, feito por elementais (espíritos da natureza) e tal… hum… Isso procede?

– Resposta: Não, na verdade, o que se forma novo é o duplo etérico, baseado no molde físico e mental oferecido pelo perispírito ou psicossoma. Quanto a ser feito por elementais, não sei, mas me parece estranho que uma tarefa tão importante e “especializada” seja confiada a consciências ainda num estágio mais primitivo. Parece-me mais lógico que outros espíritos ajudem nessa tarefa (provavelmente em parceria com os elementais apropriados para essa tarefa), ou até que o processo ocorra de forma automática, na medida em que o perispírito do reencarnante se liga ao novo corpo físico em formação a partir da fecundação.

Pergunta: Então, conservamos o perispírito no período extrafísico… É isso mesmo?

– Resposta: Agora você já pode relaxar. Conservamos, sim, o perispírito e “largamos” o corpo físico com o duplo etérico para trás, ok?

– Maísa Intelisano –

Lista de livros recomendados sobre o assunto:

Projeciologia – Waldo Vieira – Ed. IIPC.

– Viagem Espiritual II – Wagner Borges – Ed. Universalista.

– O Duplo Etérico – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Astral – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Mental – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– Espírito, Perispírito e Alma – Hernani Guimarães Andrade – Ed. Pensamento.

– Elucidações do Além – Ramatis/Hercílio Maes – Ed. do Conhecimento.

– A Transição Chamada Morte – Charles Hampton – Ed. Pensamento.

– O Homem e Seus Corpos – Annie Wood Besant – Ed. Pensamento.

– O Homem Visível e Invisível – Annie Wood Besant e Charles Webster Leadbeater – Ed. Pensamento.

– A Crise da Morte – Ernesto Bozzano – Ed. Maltese.

– Fenômenos de Bilocação: Desdobramento – Ernesto Bozzano – Ed. Correio Fraterno do ABC.

– O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. da Fed. Espírita Brasileira – FEB.

– A Viagem de Uma Alma – Peter Richelieu – Ed. Pensamento.

– The Techiniques of Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London. – OBS. Há uma tradução desse livro para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “Las Técnicas de la Proyeccion Astral” – Ed.Lidiun – Buenos Aires.

– The Study and Practice of Astral Projection – Rober Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– Out of the Body – Robert Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– More Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London.

– The Supreme Adventure – Robert Crookall – Ed. Aticc Press – Great Britain.

– As Provas da Vida Após a Morte – Martin Ebon – Ed. Pensamento.

– Morte: A Grande Aventura – Alice A. Bailey – Ed. Fundação Avatar.

– Pratical Astral Projection – Yram – Ed. Samuel Weiser – USA. OBS. Esse ótimo livro de relatos projetivos do Yram (pseudônimo do projetor francês Marcel Louis Fohan) em inglês é uma tradução adaptada do original francês “Le Medecin de L´âme” – Há uma tradução para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “El Medico Del Alma” – Ed. Kier – Buenos Aires.

– Em diversas obras da série de livros “Nosso Lar” do espírito André Luiz, passadas espiritualmente a Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, há diversos lances esclarecedores sobre o duplo etérico, o psicossoma, as projeções da consciência, os chacras, o corpo mental, a mediunidade e as narrativas de vida após a morte.

– Da mesma forma, há diversos lances esclarecedores nas obras do teosofista e clarividente inglês Charles Webster Leadbeater (livros: O Que Há Além da Morte, Clarividência, O Plano Astral, O Plano Mental, Auxiliares Invisíveis, Os Sonhos, O lado Oculto das Coisas, e outros. Todos editados em Português pela Editora Pensamento).

– Há uma matéria excelente de Edvaldo Kulchesk sobre o duplo etérico publicada na Revista Cristã de Espiritismo (Edição Especial n. 6). A mesma pode ser acessada na coluna da Vivência Editorial (editora da revista).

#Espiritismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/diferen%C3%A7a-entre-duplo-et%C3%A9rico-e-psicossoma