Biografias: Theodore Reuss

No post anterior tive a oportunidade de divulgar algo sobre a pouco conhecida biografia de Carl Kellner, um industrial austríaco às vezes erroneamente citado como o fundador da Ordo Templi Orientis. Agora, apresentarei também um pouco a respeito da vida do verdadeiro fundador dessa Ordem, o angloalemão Theodor Reuss.

De imediato, a leitura de ambos esboços biográficos deixará algo muito claro: se aquele era reconhecidamente um notável praticante de yoga, alguém brilhante, além de homem extraordinário e leal, quanto a este o quadro se mostra bastante diferente. Ao mesmo tempo, se vários dos assuntos relacionados a esta Ordem ainda têm a propriedade de causarem divergências, não deixa de ser curiosamente notável verificar que as inúmeras referências historiográficas acerca tanto do caráter quanto do comportamento de Reuss convirjam para uma espécie de ponto comum, uma vez que elas têm se mostrado surpreendentemente parecidas.

Filho de pai alemão e mãe inglesa, Reuss nasceu na cidade de Augsburgo, em 28 de junho de 1855. Pouco depois de completar 21 anos, já residindo em Londres, por indicação de um amigo ex-maçom chamado Heinrich Klein (?-1912) Reuss foi recebido e iniciado como Aprendiz na Loja Maçônica Peregrino nº 238, Loja esta que abrigava em seus quadros apenas maçons de ascendência alemã (Howe & Möller, 1979:28).(1)

Considerado um sujeito esquisito, Reuss por vezes se posicionava como um enfático militante da causa comunista (King, 1987:78), característica esta que logo após a sua chegada a Londres o levou a solicitar ingresso na Liga Socialista daquela cidade. Para ser aceito, ele se apresentou disfarçado sob o pseudônimo de Charles Theodore (tradução inglesa de seu nome alemão de batismo) e, querendo se passar como um homem profundamente envolvido nas atividades da extrema esquerda, falsamente se declarou membro de uma associação socialista internacional de trabalhadores dedicada à educação. Deste modo, uma vez admitido na Liga e, de certa forma, graças à inicial credulidade suscitada por sua pompa exibicionista, Reuss foi apontado como uma espécie de secretário de educação, passando a ensinar Inglês aos seus camaradas alemães. Na época, ele também costumava se ostentar como um preclaro cantor lírico, inclusive se dizendo amigo pessoal do extraordinário compositor Richard Wagner (1813-1883). Tão amigos eram que, segundo o próprio Reuss, aquele o havia pessoalmente escolhido para cantar na primeira apresentação pública da ópera Parsifal, ocorrida em 1882 (Howe & Möller, 1979:29).

Em 1887, agora como escritor, Reuss publica seu primeiro ensaio literário sob o sugestivo título The Matrimonial Question from an Anarchistic Point of View. Neste breve texto, ele abertamente se declara comunista (apesar do título do ensaio mencionar anarquista), defensor da revolução social e da total igualdade entre os sexos, bem como se posiciona em defesa da liberdade sexual das mulheres. Numa análise superficial, o texto parece bem interessante, ousado e profundamente vanguardista, mas em última forma ele apenas se mostra como fruto de uma fraude intelectual: mais da metade deste pequenino ensaio assinado por Reuss não passa de uma literal tradução de um capítulo da, esta sim polêmica, obra do crítico social húngaro Max Nordau (1849-1923) intitulada As Mentiras Convencionais da nossa Sociedade, originalmente publicada 4 anos antes, em 1883 (Howe & Möller, 1979:30). Em palavras mais claras, a “ousada obra” de Reuss nada mais era senão um crasso plágio.

Em seguida, o cantor, professor, farmacêutico, escritor, “anarquista comunista” e membro da Liga Socialista Theodor Reuss acabaria por ser o pivô de um pequeno escândalo: ao cantar em um dos muitos encontros da Liga, ele acabou por provocar a desconfiança e a indignação justamente de Eleanor Marx (1855-1898) – filha caçula de Karl Marx (1818-1883) – pois ela, além de achá-lo um cantor de qualidades duvidosas, considerou a canção escolhida de péssimo gosto e bastante ordinária para quem se dizia tanto. A desconfiança de Eleanor fez com que a Liga abrisse uma investigação para saber quem era, na verdade, aquele mau cantor. Após um brevíssimo inquérito, a Liga publicou um violento artigo onde Reuss era desmascarado e exposto como espião (King, 2002:99).

Deste modo, agora enfurecida pelo que julgava serem as reais intenções de Reuss, Eleanor logo viria a sumariamente expulsá-lo da Liga, sob a alegação de que ele a haveria traído e fornecido informações tanto para um governo estrangeiro equanto para a imprensa burguesa (Howe & Möller, 1979:29). Embora hoje seja voga afirmar que Reuss, naquela ocasião, exercia secretamente a atividade de espião, sendo um agente pago pelo departamento de inteligência da polícia secreta prussiana para investigar as atividades londrinas da família de Karl Marx (King, 1976:69), as evidências contra Reuss jamais passaram de circunstanciais, não havendo prova conclusiva de que ele realmente fosse qualquer tipo de espião ou agente policial secreto (Howe & Möller, 1979:30). Porém, de certa forma, é correto concluir que nesse período Reuss possuía uma verdadeira obsessão pela família Marx, muito embora isto não signifique que ele tenha sido – propriamente dito – um espião infiltrado. Longe disso, especula-se que uma das principais razões de Reuss para pedir sua admissão na Liga Socialista era a esperança de ingressar na família Marx, através de um bem sucedido casamento com Eleanor, e não meramente para melhor exercer algum tipo de eficaz militância comunista, fazer espionagem ou qualquer outra coisa. Contudo, a grande antipatia da filha de Marx em relação a ele (simplesmente, Eleanor achava Reuss um homem vulgar), logo o faria desistir dessa ideia (King, 2002:99).

Excluído da Maçonaria, expulso da Liga Socialista e definitivamente privado do convívio com a família Marx, com fama de espião e traidor, Reuss, também percebendo que sua carreira de cantor não teria futuro algum,(2) seguiu como escritor, mas também exercendo outras atividades tais como jornalismo ou atuando como publicitário de eventos teatrais.

Considerado por alguns como um jovem rico de modos rude e apressado, que não era mesquinho quando se tratava de apoiar propaganda revolucionária, Reuss, de forma evasiva e sem muitos detalhes, dizia que sua fortuna vinha de uma bem favorecida esposa londrina, embora pouco se saiba sobre este seu suposto casamento. Por outro lado, conforme alguns registros, Reuss teria ganhado bastante dinheiro negociando patentes maçônicas (Koenig, 1999:13). A má fama de espião, contudo, forçou-o a deixar Londres (Koenig, 1993:189). Assim, em 1889, Reuss se mudou para Berlim, onde continuou com suas atividades como jornalista e professor de Inglês. Depois, conforme o próprio Reuss alega, quando de sua permanência nesta cidade, ele teria sido um importante delegado do ramo alemão da Sociedade Teosófica,(3) tendo conhecido pessoalmente sua famosa fundadora, a russa Helena P. Blavatsky (Howe & Möller, 1979:30).

Talvez este tivesse sido o início da carreira de Reuss como ocultista o que viria, mais tarde, levá-lo a conhecer o também ocultista, praticante de hipnotismo, espiritualista e ator Leopold Engel (1858-1931)(4) e, principalmente, o industrial Carl Kellner. Com aquele, Reuss pretendeu dar novo alento a Ordem dos Iluminados (a Ordo Illuminati),(5) organização criada por volta de 1776 por Adam Weishaupt (1748-1830), e, a partir do contato com Kellner, Reuss ingressou em um pequeno círculo de praticantes de yoga, cujos ensinamentos o levaram, logo após a morte do austríaco, a idealizar e fundar a sua Ordo Templi Orientis. Entretanto, a amizade com Engel não duraria muito. Por volta de 1901, este acusaria Reuss de ser um completo farsante e romperia qualquer vínculo com o mesmo (Koenig, 1993:188).

Além destas duas Ordens, a partir de 1902, Reuss também fundaria uma fantástica série de outras Ordens esotéricas e pseudomaçônicas, muitas das quais apenas existiram como um nome a ser citado. Ao mesmo tempo, ele iniciou uma série de contatos, visando a promoção das Ordens as quais dizia ter representação, patenteando e sendo patenteado por diversas personalidades do mundo ocultista europeu e americano. Ocupando a posição de líder supremo e vitalício da O.T.O., bem como de uma série de outras organizações místicas, Reuss assim seguiu, até 1923, quando veio a falecer, sem designar explicitamente qualquer nome como herdeiro legítimo da sua principal criação, a Ordo Templi Orientis.

Ás conexões amplamente questionáveis de Reuss, suas preferências políticas suspeitas, desconfiança de espionagem, comércio de patentes, fama de plagiador, criação indiscriminada de supostas Ordens ocultas, seu comportamento dissimulado quando perguntado sobre si mesmo e a tendência rocambolesca de criar falsas notícias, tudo isso acabou por construir nele a imagem de alguém simplesmente a ser evitado. De modo seco e quase que exaustivamente repetitivo, Reuss é, de modo direto, descrito pela historiografia como réles empresário do oculto (Webb, 1989:98), pessoa pouco confiável (Howe & Möller, 1979:29), meramente alguém a ser taxado como um pitoresco ocultista alemão, maçom marginal e aventureiro (McIntosh, 1988:173), negociante de graus (Gilbert, 1996:135) ou até mesmo rotulado como maçom charlatão que presumivelmente usava a Maçonaria apenas para seus próprios fins, vivendo às custas da credulidade alheia (cit. Howe & Möller, 1979:44). Até mesmo Aleister Crowley considerava Reuss um sujeito de temperamento incerto e não confiável (cit. Scriven, 2001: 220), que no final de sua vida emitia patentes, a torto e a direito, a qualquer um que se dispusesse a pagar por elas (cit. Koenig, 1994b:43).

Resumidamente, esse era Theodor Reuss, o fundador da Ordo Templi Orientis.

Registre-se que, atualmente, devido unicamente aos fatos pertinentes a sua biografia, tão fortemente questionável é a não convincente personalidade de Reuss, que os membros da O.T.O. simplesmente tendem a citá-lo an passant, ora como um maçom de altíssimo grau ora como um dos líderes que haveriam pertencido a uma espécie de “fase maçônica” da Ordem. Concomitantemente, graças à débil confiança gerada pelo seu caráter, há hoje a nítida tendência dos membros da O.T.O. de desviarem a fundação da Ordem do nome de Theodor Reuss, associando-a a um nome de maior respeitabilidade como o de Carl Kellner. No entanto, ante a imperiosa dificuldade de sustentá-lo como fundador, a alternativa tem sido imputar a Kellner a gasosa condição de “Pai Espiritual” da Ordem.

Finalmente, registre-se também o inglório esforço de se construir em Reuss a imagem de alguém a se idolatrar. Não por menos que os membros da O.T.O. citam-no como um “Santo” (Scriven, 2001: 218), ou seja, alguém a quem se deve adoração.

Texto do meu querido irmão Carlos Raposo, publicado originalmente no blog Orobas.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/biografias-theodore-reuss

Memes para reflexão (parte final)

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De que adianta ser um mestre?

Há uma ideia recorrente de uma visão superficial do misticismo que vê o mestre espiritual como um grande ser iluminado, digno de toda reverência, cujos ensinamentos praticamente não podem ser questionados… Mas em quê exatamente isso auxilia o cominho dos discípulos do mestre, e do próprio mestre?

Nenhum mestre chamaria a si mesmo de mestre, pois sabe que, se chegou aonde chegou, foi não somente pelo auxílio dos caminhantes de outrora, como pela lenta lapidação de si mesmo, da própria alma, um pensamento de cada vez, um passo de cada vez.

E, se aceita que outros lhe chamem assim, “mestre”, é porque sabe muito bem que houve época em sua andança espiritual em que ele mesmo também teve a necessidade de crer que existia algum guru espiritual que o pegaria pela mão e caminharia junto dele, sem que houvesse necessidade de ir a fundo de si mesmo, e encarar a própria sombra, os próprios medos, as próprias culpas, inteiramente só…

Mas então, depois que descobriu que não existem mestres, e que cada um só pode mesmo ser o mestre de si, também passou, quase que na mesma passada, a compreender que o único mestre é o amor:

Pois o amor é paciente, o amor é gentil. Ele não é ciumento, nem invejoso, nem soberbo, nem rancoroso. Ele sempre aguarda; ele sempre confia; ele sempre persiste; e ele jamais acaba. (Paulo de Tarso, Carta aos Coríntios)

É assim que podemos conhecer a fundo toda exegese bíblica, uma centena de mantras hindus, todas as nobres verdades de Buda e tudo o que se comentou sobre elas ao longo dos séculos, toda a filosofia grega, toda a simbologia do tarô, toda a história da ciência moderna, e muito mais, mas, sem a vivência de tais conhecimentos, sem a conexão com a essência da realidade, sem o mergulho íntimo nesse amor eterno, o que seríamos? Seríamos realmente mestres de alguma coisa?

É assim que chegamos a este meme de Yoda, um mestre jedi que também não chama a si mesmo de mestre, e que é a própria imagem da força espiritual: ela vem de dentro, não de fora. Ela é oculta, não aparente. E ela jamais acaba…

Pertencer a uma Ordem Iniciática não faz de você uma pessoa melhor;
ter muitos conhecimentos magísticos não faz de você uma pessoa melhor;
estar em uma religião não faz de você uma pessoa melhor;
ser uma pessoa melhor faz de você uma pessoa melhor.
(Frater Alef)

O que pode ser mudado

Recentemente surgiu nas redes sociais uma espécie de movimento filosófico que prega o “ficar de boas”, ou seja, o “estar em paz com a vida”. Ele foi chamado, como muitos devem saber, deboísmo.

O que nem todos devem saber, no entanto, é que o sucesso do deboísmo se deve em grande parte a sua similaridade com outra corrente filosófica muito mais antiga, o estoicismo:

Este mundo é uma única cidade, a substância da qual ele é feito é una e, necessariamente, existe uma revolução periódica, os seres cedem lugar uns aos outros, uns se dissolvem enquanto outros aparecem, uns estão fixos e outros em movimento. Tudo está repleto de amigos, antes de tudo os deuses, em seguida os homens que a natureza uniu intimamente uns aos outros. Uns são dados a viver juntos, outros a se separar; é preciso regozijar-se por estar juntos, e não se afligir por dever se separar. O homem, além de sua grandeza natural e de sua faculdade de desprezar o que não depende da sua escolha, possui ainda esta propriedade de não criar raízes e de não estar amarrado à terra, mas de ir de um lugar a outro, seja pressionado pelas necessidades, seja simplesmente para poder contemplar. (Discursos de Epicteto, III, 24)

A condição principal para a pacificação da alma, tanto no estoicismo como em diversas outras correntes filosóficas e/ou religiosas, é justamente a compreensão de que somos apenas pequenos atores em uma peça teatral cujo roteiro supera em muito a nossa atual compreensão. Não nos cabe querer dirigir o que não compreendemos, e ademais seria inútil tentar: há sim muitas coisas que escapam ao nosso controle, a nossa decisão, ao nosso poder.

Mas é justamente nesse “deixar levar” das coisas que não temos realmente controle que nós passamos a voltar nosso foco mental, nossa atenção, para aquilo que é realmente importante, aquilo que podemos mudar: a nossa reação interna, a forma como interpretamos o mundo; em suma, cada um de nossos pensamentos que surge, genuinamente, de nossa mente, de nossa alma, e que “não veio de fora para nos importunar”.

E é precisamente nesse entendimento, nessa compreensão do que pode e do que não pode ser mudado, que iniciamos finalmente na via da sabedoria; e então, se a total pacificação da alma pode ainda se encontrar distante, fato é que a cada passo neste caminho nos tornamos mais confiantes, mais tranquilos, mais “deboas”…

As coisas se dividem em duas: as que dependem de nós e as que não dependem de nós. Dependem de nós o que se pensa de alguma coisa, a inclinação, o desejo, a aversão e, em uma palavra, tudo o que é obra nossa. Não dependem de nós o corpo, a posse, a opinião dos outros, as funções públicas, e, numa palavra, tudo o que não é obra nossa. O que depende de nós é, por natureza, livre, sem impedimento, sem contrariedade, enquanto o que não depende de nós é fraco, escravo, sujeito a impedimento, estranho. (Manual de Epicteto, I)

Deuses dançarinos

Uma vez Friedrich Nietzsche, o grandioso bigodudo da filosofia alemã, disse que “só poderia crer num Deus que soubesse dançar”.

O que o alemão criticava não era a religiosidade, tampouco a espiritualidade poética de deuses dançarinos, mas antes a sisudez e a ortodoxia do cristianismo de sua época, em que os fiéis se abstinham quase que totalmente de suas experiências místicas, de suas danças sagradas, para reler os relatos antigos das experiências dos outros, de muitos séculos atrás.

Fato é que o cristianismo, de lá para cá, acabou realmente se tornando menos sisudo, menos ortodoxo, e mais carismático, em muitos sentidos, e talvez isso agradasse Nietzsche… Ele certamente preferiria dançar ao lado de Jesus do que ouvir a uma missa, se levantando, sentando e gesticulando junto com os demais, em momentos pré-estabelecidos.

No fundo, o que este e os demais memes quiseram lhes trazer é tão somente uma reflexão bem humorada acerca de tais assuntos transcendentes. Levar a vida muito a sério, sem dançar de vez em quando, não parece ser o caminho mais eficiente para a espiritualidade…

***

Crédito das imagens: Raph/Google Image Search

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Cristianismo #memes #Nietzsche

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/memes-para-reflex%C3%A3o-parte-final

Abertura Ritualística pela Torre de Vigia

Que o Mago esteja de frente para o Leste

Palmas: /// //// ///

“HEKAS, HEKAS ESTE BEBELOI!”

Palmas: /

Faça o Ritual Menor do Edital do Pentagrama

Palmas: //

Faça o Ritual Menor do Hexagrama

Palmas: /// /// ///

Vá para a estação Sul

SUL

Visualize um fogo radiante partindo da vara de comando, Balançando-a três vezes (esquerda, direita, centro), então erga-a acima da cabeça, diga:

“Veja, todos os espectros desapareceram,
e eu vejo aquele Fogo sagrado sem forma;
o Fogo que flameja e consome
as profundezas ocultas do Universo,
e eu escuto a Voz do Fogo.”

Trace no ar um grande circulo dourado no sentido horário. Em seu centro trace o Pentagrama invocante do fogo. Dentro dele o Signo de Leo (Querubim do fogo).

Aponte a vara de comando para o centro e vibre:

“OIP TEAA PDOKE”

Pronuncia: Oh-ii-peh Teh-ah-ah Peh-doh-keh).

Levante a vara no ar e diga:

“Pelos nomes e letras do Grande Quadrante do Sul, eu vos invoco, anjos da Torre do Sul.”

Sinta os anjos da Torre de Vigia do Sul manifestando-se dentro de você.

Retorne a vara no altar e mova-se para o Oeste.

OESTE

Tome a taça, borrife água (esquerda, direita, centro), sustente a taça acima da cabeça e diga:

“Agora então, eu, um Sacerdote do Fogo,
asperjo Água Lustral do mar,
e ouço a ira das ondas sob a orla;
a voz da água, agora e para sempre”.

Com a taça trace no ar um grande circulo dourado no sentido horário. Em seu centro trace o Pentagrama invocante da água. Dentro dele o Signo de Scorpio (Querubim da água).

Aponte para o centro e vibre:

MPH ARSL GAIOL

Pronuncia: Em-peh-heh Ar-ess-el Gah-ii-oh-leh)

Segure a taça ao alto e diga:

“Pelos nomes e letras do grande Quadrante do Oeste, eu vos invoco, anjos da Torre Oeste”.

Sinta a pura energia elemental da água vinda do Oeste e sinta os anjos da Torre de Vigia do Oeste manifestando-se dentro de você.

Recoloque a taça no altar e mova-se para o Leste.

LESTE

Tome o athame, golpeie o ar três vezes (esquerda, direita e centro). Segure-o acima da cabeça e diga:

“Minha mente estende-se através dos Reinos do ar,
no ar sem forma vem a visão e a voz;
flamejando, saltando, revolvendo
expandindo-se e uivando alto.”

Trace no ar um grande circulo dourado no sentido horário. Em seu centro trace o Pentagrama invocante do ar. Dentro dele o Signo de Aquarius (Querubim do ar).

Vibre:

ORO IBAH AOZPI

Pronuncia: Oh-roh ii-bah Ah-oh-zod-pii.

Segure o athame ao alto e diga:

“Pelos nomes e letras do Grande Quadrante do Leste, eu vos invoco, vós anjos da Torre do Leste.”

Observe a energia elemental pura do poder do ar.

Recoloque o athame e circunvagueie no sentido horário até o Norte.

NORTE

Tome o pentáculo pela parte preta e bata três vezes (esquerda, direita e centro). Segure-o acima da cabeça e diga:

“Eu desci em um mundo de escuridão,
onde Hades se encobre nas trevas,
deleitando-se em imagens sem sentido;
um abismo negro em eterno movimento,
uma voz muda e vazia”.

Trace no ar um grande circulo dourado no sentido horário. Em seu centro trace o Pentagrama invocante da Terra. Dentro dele o Signo de Touro (Querubim da Terra).

Aponte o pentáculo para o centro e vibre:

MOR DIAL HKTGA

Pronuncia: Moh-ar Di-ah-leh Heh-keh-teh-gah).

Segure o pentáculo acima da cabeça e diga:

“Pelos nomes e letras do Grande Quadrante do Leste, eu vos invoco, vós anjos da Torre do Leste.”

Recoloque o pentáculo no altar e circunvagueie no sentido horário até o Leste por detrás do Altar

LESTE

Trace o Pentagrama Ativo e o Passivo do Espírito enquanto diz:

EXARP – BITOM – NANTA – HKOMA

Pronuncia: Eh-kza-rah-pe Bi-tom Nan-ta He-ko-mah

“Pelos nomes e letras da Mística Tábua da União, eu vos invoco, vós anjos que são forças divinas do espirito da Vida”.

Faça o “Sinal da Abertura do Véu” sobre a Tábua da União e diga:

Oel sonuf vaoresaji, goho iad balata

Vibre:

ELEXARPH COMANU TABITOM
zodacare, eca, od zodameranu!
do cicale qaa: piap piamoel od vaoan!

Vibre os quatro nomes dos elementos:

“EXARP – BITOM – NANTA – HKOMA”

Sinta os anjos do Tábua da União manifestando-se dentro de você.

Então diga:

“Eu vos invoco, anjos das esferas celestiais, os quais moram no invisível.
Vós sois os guardiões dos Portões do Universo.
Sejais vós também Guardiões desta esfera mística.
Mantenha longe o mal e o desequilíbrio.
Me inspire e me dê forças, de modo que eu preserve a pureza desta morada dos mistérios.
Faça minha esfera ser pura e santa
Que eu possa entrar e me tornar parte dos segredos da Luz.”

Sinta e equilibre os quatro elementos mágicos no centro do círculo e também todos os anjos das Torres e a Tábua da União……..

Nordeste

Diga:

“O Sol visível é o doador de Luz para a Terra.
Que eu então forme um vórtex nesta câmara
Que o Sol invisível do espírito possa brilhar aqui e acima”.

Pegue a vara de comando, e circunvagueie três vezes ao redor do círculo. Cada vez que passar pelo Leste, faça o “Sinal do Entrante” no sentido do giro, sem deter os passos.

(Visualize e sinta a formação de um poderoso Vórtex de energia).

Após o terceiro giro, vá para o Sul e encare o Leste.

Dê o “Sinal do Entrante”, e diga:

“Eu sou o Senhor do Universo”.

“Sinal do Entrante”.

“Eu sou Aquele o qual a Natureza não formou”.

“Sinal do Entrante”.

“Eu sou o Vasto e Todo-Poderoso,
Senhor da Luz e da Escuridão,
Senhor e Rei da Terra”.

Dê o “Sinal do Silêncio” (Bata o pé esquerdo no chão enquanto leva o dedo indicador esquerdo aos lábios)

Veja a si mesmo envolto pelas forças espirituais do Universo.

**** RITUAL ENCAPSULADO ****

Fechando pela Torre de Vigia

Quando o Trabalho Mágico estiver por terminar, encare o Leste.

(opcional)

“Junto a Vós, o Único Sábio, o Único Eterno e Piedoso, estarão as preces e as glórias para sempre. Aquele que permitiu apresentar-me humildemente diante de Vós adentrar até aqui no santuário dos mistérios. Não por mim, mas pela glória do Teu nome. Que as influências de Tua divindade recaiam sobre minha cabeça, e ensine-me o valor do auto-sacrifício para que eu não me diminua na hora do julgamento, mas que meu nome possa ser escrito em Luz e meu gênio figure na presença dos Sagrados”.

Circunvagueie três vezes no sentido anti-horário, dando o “Sinal do Entrante”, toda vez que passar pelo Leste (enquanto isso sinta as energias dissipando-se)

Faça o Ritual Menor do Hexagrama

Faça o Ritual Menor de Banimento do Pentagrama

Diga:

“Eu agora libero qualquer espirito que possa estar aprisionado por esta cerimônia. Partam em paz para sua moradas e habitações , com as graças de (seu nome mágicko), minhas bênçãos”.

Palmas: /// //// ///

“Eu agora declaro este Templo devidamente fechado”.

Palmas: /

Tradução: Frater Baal; revisão Soror Mahareth

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/abertura-ritualistica-pela-torre-de-vigia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/abertura-ritualistica-pela-torre-de-vigia/

A Árvore da Vida: Um Clássico Mágico Renascido para o Século XXI

Por Llewellyn.

Numa época em que a magia era vista pela maioria como suspeita na melhor das hipóteses e perigosamente má na pior, Israel Regardie via a magia como uma disciplina científica precisa, bem como um modo de vida altamente espiritual. Aos 24 anos, ele assumiu a enorme tarefa de torná-la acessível a uma ampla audiência de ávidos buscadores espirituais. Regardie queria apontar os princípios fundamentais comuns a toda magia, independentemente de qualquer tradição específica ou caminho espiritual.

O resultado foi o livro A Árvore da Vida, que apresenta uma enorme quantidade de material diversificado em um todo notavelmente unificado. Desde o dia em que foi publicado pela primeira vez, este livro permaneceu em alta demanda por sua habilidosa combinação de sabedoria antiga e experiência mágica moderna.

Esta obra-prima agora foi meticulosamente editada por dois Adeptos Sênior da Ordem Hermética da Golden Dawn (Aurora Dourada) que trabalharam pessoalmente com Regardie. O material foi esclarecido com anotações, comentários e notas explicativas. Há uma nova introdução, glossário, bibliografia e índice e uma riqueza de novas ilustrações.

“A Árvore da Vida é um livro que seria difícil elogiar demais; será um dos clássicos do ocultismo.”

Essa foi a opinião de Dion Fortune, uma respeitada autoridade nos círculos esotéricos, cujo artigo “Cerimonial Magic Unveiled (Magia Cerimonial Revelada)”, impresso na edição de janeiro de 1933 da The Occult Review, foi uma enorme ajuda para a carreira mágica do jovem Israel Regardie – uma carreira tão bem sucedida e influente que Regardie mais tarde se tornaria conhecido como o homem que removeu o sigilo excessivo que velava o ocultismo moderno e tornou as práticas mágicas da Ordem Hermética da Golden Dawn acessíveis a todos os buscadores espirituais. Antes de sua morte em 1985, “Francis” Israel Regardie foi considerado por muitas pessoas como um dos principais zeladores da tradição da Golden Dawn, uma corrente de magia e disciplina espiritual que atraiu muitos ocultistas proeminentes do final do século XIX e início do século XX. incluindo o Dr. William W. Westcott, Samuel L. MacGregor Mathers, Arthur Edward Waite, William Butler Yeats e Aleister Crowley.

A Árvore da Vida é considerada por muitos como um dos textos mais abrangentes sobre magia já escritos. Ao mesmo tempo, é uma excelente introdução ao assunto. Crowley também tentou escrever livros mágicos que fossem fáceis de ler e fáceis de compreender, mas ele nunca foi realmente capaz de fazer isso. O texto de Regardie, por outro lado, é muitas vezes considerado indispensável para a compreensão dos escritos mais obscuros de Crowley. De acordo com Francis King e Isabel Sutherland em The Rebirth of Magic (O Renascimento da Magia):

“[Crowley] escreveu com grande clareza e simplicidade sobre ioga, mas seus escritos puramente mágicos são em grande parte incompreensíveis para o leitor não equipado com um conhecimento detalhado do sistema cabalístico de Mathers, os ritos da Golden Dawn e até mesmo os eventos da própria vida de Crowley.”

“O aluno teve sucesso onde o mestre falhou. Em 1932, Regardie publicou dois livros, A Árvore da Vida e Um Jardim de Romãs, que muitos consideram pequenas obras-primas ocultas.” Temos o prazer de apresentar esta nova edição comentada e ilustrada do texto clássico de Regardie, A Árvore da Vida. Os títulos dos capítulos foram adicionados por nós para conveniência do leitor. Todas as notas finais também são nossas. Embora as edições anteriores de A Árvore da Vida contivessem um pequeno número de ilustrações, muitas outras foram adicionadas a esta nova edição. Também incluímos uma bibliografia, um glossário abrangente e um índice.

A Árvore da Vida apresenta ao leitor uma extensa pesquisa das práticas da tradição mágica ocidental, bem como uma visão panorâmica da teoria por trás dessas práticas. Em sua introdução à segunda edição, Regardie escreveu que: “Este livro tem um significado especial para mim que nenhum de meus outros escritos jamais teve”. Concordamos plenamente com esta opinião, pois A Árvore da Vida também tem um significado especial para nós. De todos os seus livros, este texto em particular parece expressar aquela rara qualidade de escrita que passamos a valorizar da caneta de Regardie – seu desejo de tocar o leitor com inspiração, seu amor pela poesia mística e invocações sagradas, seu senso de a alegria na busca espiritual pela união com o divino e, acima de tudo, seu desejo altruísta de compartilhar com os outros o que descobriu. A Árvore da Vida é uma joia de livro que tornará o leitor mais rico em espírito.

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Fonte:

The Tree of Life: A Magical Classic Reborn for the 21st Century, by Lllewellyn.

https://www.llewellyn.com/journal/article/91

COPYRIGHT (2001) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/a-arvore-da-vida-um-classico-magico-renascido-para-o-seculo-xxi/

Biografia de alguns ocultistas do Século XVIII

Antoine Court de Gebelin (1719-1784)
Martinez de Pasqually (1727-1779)
Jean Baptiste Willermoz (1730-1824)
Franz Anton Mesmer (1734-1815)
Jean-Baptiste Alliette (1738 – 1791)
Louis Claude de Saint-Martin (1743-1803)
Samuel Hahnemann (1755-1843)
William Blake (1757-1827)
Francis Barret (1765-1825)
John Dalton (1766-1844)
Marie Laveau (1794-1881)

Você saberia dizer o que cada um deles fez de importante?

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/biografia-de-alguns-ocultistas-do-s%C3%A9culo-xviii

Al-Ghazali

Abu Hamid al-Ghazali, também conhecido como Al-Ghazzali ou Algazel (1058-1111) foi um dos mais famosos intelectuais muçulmanos da Idade Média, ele escreveu importantes obras sobre misticismo islâmico, teologia e filosofia que tiveram um efeito duradouro no pensamento religioso muçulmano medieval.

Al-Ghazali nasceu na cidade de Tus, no Irã, onde recebeu seus primeiros estudos antes de se mudar para Nishapur, um importante centro iraniano de aprendizado sunita nos séculos XI e XII.

Entre seus professores mais famosos em Nishapur estava al-Juwayni (m. 1085), um renomado estudioso da teologia Ashari e da jurisprudência islâmica (Fiqh).

Al-Ghazali permaneceu em Nishapur até a morte de al-Juwayni.

Depois, ele se juntou ao círculo de estudiosos patronizados por Nizam al-Mulk (m. 1092), o poderoso vizir turco seljúcida do Império Abássida.

Al-Ghazali logo se tornou um dos principais estudiosos de Bagdá, e em 1091, foi um dos primeiros professores nomeados para integrar o corpo docente da nova Faculdade de Nizamiyya (madrasa), onde ensinou a lei Shafii.

Há informações de que algumas de suas palestras atraíram até 300 alunos, um número invulgarmente grande para uma escola medieval.

O sucesso público de Al-Ghazali como acadêmico e professor o levou a questionar seus motivos e a sinceridade de sua fé, de modo que em 1095, ele se viu incapaz de falar ou de continuar com seu trabalho.

Esta crise espiritual levou-o a renunciar ao cargo, deixando sua família e partindo em um período sabático de 11 anos na Síria.

Durante este tempo, suas explorações se concentraram nos caminhos e ensinamentos do Sufismo.

Em sua autobiografia espiritual, Al-Ghazali escreveu sobre o que ele descobriu durante este longo retiro:

De todas as várias escolas de religião no Islã, “eu sabia com certeza que os Sufis são exclusivamente aqueles que seguem o caminho para o Deus Altíssimo, seu modo de vida é o melhor de todos, seu caminho o mais direto, e sua ética a mais pura” (Al-Ghazali, 56).

Ele voltou a ensinar brevemente na madrasa de Nishapur e fundou um hospício sufi (khanqah) em sua cidade natal, Tus, onde passou seus últimos dias.

Al-Ghazali adquiriu um profundo conhecimento de muitas áreas do pensamento religioso islâmico e abordou seus assuntos de forma sistemática.

Os estudiosos o identificaram como autor de cerca de 60 livros.

Seu livro mais famoso é O Renascer das Ciências Religiosas (ca. 1097), uma obra abrangente que busca casar a prática islâmica com as verdades teológicas e místicas.

Escrito durante seu longo retiro, o livro está organizado em quatro partes:

1) os Cinco pilares do Islã e seu significado espiritual;

2) como conduzir moralmente os assuntos diários – tais como práticas alimentares, casamento, trabalho, viagens e ouvir música – de modo a aproximar-se de Deus;

3) como disciplinar o eu para eliminar as fraquezas humanas tais como desejo, calúnia, inveja e ganância que levam à condenação; e

4) como purificar a alma humana e buscar o caminho para Deus e a salvação.

A última parte também inclui descrições vívidas da morte e do pós-vida, o destino final de todos os humanos.

Dois outros livros bem conhecidos, A Incoerência dos Filósofos (ca. 1095) e O Libertador do Erro (ca. 1108), mostram o saber-fazer de Al-Ghazali – tanto das tradições teológicas e filosóficas de seu tempo como dos diferentes pontos de vista dos estudiosos e dos homens de religião.

Nessas obras, ele procurou demonstrar logicamente o que ele pensava serem as falácias e os erros dos filósofos e teólogos dos Ismaili, isto é, dos xiitas ismaelitas.

Defendendo a escola de teologia ashari à qual ele pertencia, ele sustentou que as verdades religiosas pertencentes a Deus, à criação e à alma não poderiam ser adequadamente sondadas pela mente racional, a não ser pela revelação.

Na opinião de Al-Ghazali, os argumentos de filósofos muçulmanos como Al- Farabi (m. 950) e Ibn Sina, Avicena (m. 1037) contra a existência de almas individuais e a crença em uma ressurreição corporal estavam em conflito com as verdades do Alcorão, assim como sua posição sobre a eternidade do mundo.

A principal crítica de Al-Ghazali aos Xiitas Ismaelitas, que representavam uma séria ameaça à hegemonia sunita durante os séculos XI e XII, era a de que eles davam demasiada autoridade aos seus Imãs.

Os crentes só tinham que reconhecer a existência de Deus e aderir à Umma (a Comunidade Islâmica) de Muhammad para conduzir suas vidas.

Além disso, Al-Ghazali advertiu contra permitir que os plebeus se engajassem em especulações teológicas ou filosóficas, pois isso prejudicaria suas chances de salvação.

Ele também criticou as reivindicações exageradas dos místicos sufistas, que falavam do conhecimento divino e da completa aniquilação do eu em Deus.

Somente Deus pode se conhecer plenamente, escreveu ele, e a aniquilação, se alcançada, é apenas temporária.

As contribuições de Al-Ghazali para a história do pensamento e do misticismo islâmico ainda hoje estão sendo debatidas.

Muitos reconhecem que seus escritos ajudaram a dar um novo significado às práticas muçulmanas, unindo-as aos valores e entendimentos sufistas.

O uso de argumentação lógica em seus escritos teológicos estabeleceu um padrão a ser seguido pelos teólogos muçulmanos posteriores.

As críticas ousadas de Al-Ghazali aos filósofos muçulmanos ecoaram em todo o mundo intelectual muçulmano e obrigaram Ibn Rushd (m. 1198), o filósofo e jurista andaluz, a escrever uma réplica intitulada A Incoerência da Incoerência.

No lado negativo, Al-Ghazali pode ter contribuído para o declínio da reflexão filosófica islâmica pela força de seus argumentos baseados teologicamente contra muitos dos seus principais princípios.

Leitura adicional:

– Massimo Campanini, “Al-Ghazzali.” In History of Islamic Philosophy, edited by Seyyed Hossein Nasr and Oliver Leaman, 258–274 (London: Routledge, 1996);

– Abu Hamid al-Ghazali, Al-Ghazali’s Path to Sufism: His Deliverance from Error, al-Munqidh min al-dalal. Translated by R. J. McCarthy (Louisville, Ky.: Fons Vitae, 2000);

– W. Montgomery Watt, The Faith and Practice of al-Ghazali (London: George Allen & Unwin, 1953).

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Fonte:

Encyclopedia of Islam

Copyright © 2009 by Juan E. Campo

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/biografias/al-ghazali/

A Magia Maior e a Magia Menor no Satanismo

Magia Maior e Magia Menor (conhecida também como Alta e Baixa Magia ou coletivamente Magia Satânica), dentro do Satanismo LaVeyano, designa tipos de crenças com o termo maior magia aplicada à prática ritual significada como catarse psicodramática para focar as emoções para um propósito específico e magia menor aplicado à prática de manipulação por meio de psicologia aplicada e glamour (ou “astúcia e malícia”) para dobrar um indivíduo ou situação à sua vontade.

TEORIA E DEFINIÇÃO:

 “A magia branca é supostamente utilizada apenas para propósitos bons ou altruístas, e a magia negra, nos dizem, é usada apenas por razões egoístas ou “más”. O satanismo não traça tal linha divisória. Magia é magia, seja usada para ajudar ou atrapalhar. O satanista, sendo o mago, deve ter a habilidade de decidir o que é justo, e então aplicar os poderes da magia para atingir seus objetivos.” – Anton LaVey.

Delineado na Bíblia Satânica, LaVey definiu a magia como “a mudança em situações ou eventos de acordo com a vontade de alguém, que, usando métodos normalmente aceitos, seria imutável”. Esta definição incorpora dois tipos amplamente distintos de magia: maior e menor. De acordo com LaVey, um dos objetivos da magia ritual é “isolar a suprarrenal dissipada e outras energias emocionalmente induzidas, e convertê-la em uma força dinamicamente transmissível”. LaVey definiu magia menor como “astúcia e astúcia obtidas através de vários dispositivos e situações inventadas, que quando utilizadas, podem criar mudanças de acordo com a vontade de alguém”. Dentro deste sistema de magia, os termos feiticeiro e bruxa são mais comumente usados ​​e para se referir a praticantes masculinos e femininos, respectivamente.

LaVey defendia a visão de que havia uma realidade objetiva para a magia, e que ela dependia de forças naturais que ainda não haviam sido descobertas pela ciência. Em vez de caracterizá-los como sobrenaturais, LaVey expressou a visão de que eles faziam parte do mundo natural. Ele acreditava que o uso bem-sucedido da magia envolvia o mago manipular essas forças naturais usando a força de sua própria força de vontade. LaVey também escreveu sobre “o fator de equilíbrio”, insistindo que quaisquer objetivos mágicos deveriam ser realistas. LaVey recusou qualquer divisão entre magia negra e magia branca, atribuindo essa dicotomia puramente à “hipocrisia presunçosa e autoengano” daqueles que se autodenominavam “magos brancos”. Tal neutralidade se correlaciona com a visão filosófica de LaVey de um universo impessoal e, portanto, amoral.

LaVey explica suas razões para escrever A Bíblia Satânica em um pequeno prefácio. Ele fala com ceticismo sobre os volumes escritos por outros autores sobre o assunto da magia, descartando-os como “nada mais do que fraude hipócrita” e “volumes de desinformação e falsas profecias”. Ele reclama que outros autores não fazem mais do que confundir o assunto. Ele zomba daqueles que gastam grandes quantias de dinheiro em tentativas de seguir rituais e aprender sobre a magia compartilhada em outros livros de ocultismo. Ele também observa que muitos dos escritos existentes sobre magia e ideologia satânicas foram criados por autores do “caminho da mão direita”. Ele diz que a Bíblia Satânica contém verdade e fantasia, e declara: “O que você vê pode nem sempre agradar a você, mas você verá!” Muitas das ideias de LaVey sobre magia e ritual são descritas na Bíblia Satânica. LaVey explica que alguns dos rituais são simplesmente psicologia aplicada ou ciência, mas que alguns contêm partes sem base científica. Os Rituais Satânicos, publicado por LaVey em 1972, descreve os rituais com mais precisão. O terceiro livro da Bíblia Satânica descreve rituais e magia. De acordo com Joshua Gunn, estes são adaptados de livros de magia ritual, como Magick de Crowley: Teoria Elementar, mais conhecido como o Liber ABA.

A MAGIA MENOR

 “O significado antiquado de ‘glamour’ é bruxaria. O trunfo mais importante para a bruxa moderna é sua capacidade de ser sedutora, de utilizar o glamour. A palavra ‘fascinação’ tem uma origem similarmente oculta. Fascinação era o termo aplicado ao mau-olhado. Fixar o olhar de uma pessoa, em outras palavras, fascinar, era amaldiçoá-la com o mau-olhado. Portanto, se uma mulher tinha a capacidade de fascinar os homens, ela era considerada uma bruxa.” – Anton LaVey.

A Magia Menor, também conhecida como magia “cotidiana” ou “situacional”, é a prática de manipulação por meio da psicologia aplicada. LaVey escreveu que um conceito-chave na magia menor é o “comando para olhar”, que pode ser realizado utilizando elementos de “sexo, sentimento e admiração”, além da utilização de aparência, linguagem corporal, aromas, cores, padrões , e odor. LaVey escreveu que os termos “fascínio” e “glamour” têm origens no mundo da magia “coercitiva”. A palavra “fascinação” vem da palavra latina “fascinare”, que significa “lançar um feitiço sobre”. Este sistema encoraja uma forma de dramatização manipulativa, em que o praticante pode alterar vários elementos de sua aparência física para ajudá-lo a seduzir ou “enfeitiçar” um objeto de desejo.

LaVey desenvolveu “O Relógio Sintetizador”, cujo objetivo é dividir os humanos em grupos distintos de pessoas com base principalmente na forma do corpo e nos traços de personalidade. O sintetizador é modelado como um relógio, e baseado em conceitos de somatótipos. O relógio destina-se a ajudar uma bruxa a se identificar, posteriormente auxiliando na utilização da “atração de opostos” para “encantar” o objeto de desejo da bruxa, assumindo o papel oposto. Diz-se que a aplicação bem-sucedida da magia menor é construída sobre a compreensão de seu lugar no relógio. Ao encontrar sua posição no relógio, você é encorajado a adaptá-la como achar melhor e aperfeiçoar seu tipo harmonizando seu elemento para melhor sucesso. LaVey explica que, para controlar uma pessoa, é preciso primeiro atrair sua atenção. Ele dá três qualidades que podem ser empregadas para esse propósito: apelo sexual, sentimento (fofura ou inocência) e admiração. Ele também defende o uso de odor.

Dyrendal se referiu às técnicas de LaVey como “Erving Goffman conhece William Mortensen”. Extraindo insights da psicologia, biologia e sociologia, Petersen observou que a magia menor combina ocultismo e “ciências rejeitadas de análise corporal e temperamentos”.

  • No MorteSubita.net há uma seção dedicada a Baixa Magia com diversas informações a respeito.

A MAGIA MAIOR:

Da esquerda para a direita: Karla LaVey, Diane Hegarty e Anton LaVey ritualizando na Casa Negra, a sede original da Igreja de Satã.

A Magia Maior é um ritual realizado para concentrar a energia emocional de uma pessoa para um propósito específico. Esses ritos são baseados em três grandes temas psicoemotivos, incluindo compaixão (amor), destruição (ódio) e sexo (luxúria). Esses rituais são frequentemente considerados atos mágicos, com o satanismo de LaVey incentivando a prática da magia para ajudar os fins egoístas. Muito do ritual satânico é projetado para um indivíduo realizar sozinho; isso ocorre porque a concentração é vista como a chave para a realização de atos mágicos. O ritual é referido como uma “câmara de descompressão intelectual”, onde o ceticismo e a descrença são voluntariamente suspensos, permitindo assim que os magos expressem plenamente suas necessidades mentais e emocionais, não retendo nada em relação aos seus sentimentos e desejos mais profundos. LaVey listou os componentes-chave para um ritual bem-sucedido como: desejo, tempo, imaginação, direção e “O Fator de Equilíbrio” (consciência das próprias limitações). Os rituais LaVeyanos às vezes incluem blasfêmias anticristãs, que se destinam a ter um efeito libertador sobre os participantes. Em alguns dos rituais, uma mulher nua serve de altar; nestes casos, fica explícito que o próprio corpo da mulher se torna o altar, em vez de tê-la simplesmente deitada sobre um altar existente. Não há lugar para orgias sexuais no ritual LaVeyano. Nem animais nem sacrifícios humanos acontecem. As crianças são proibidas de participar desses rituais, com a única exceção sendo o Batismo Satânico, que é especificamente projetado para envolver bebês.

Detalhes para os vários rituais satânicos são explicados no Livro de Belial, e listas de objetos necessários (como roupas, altares e o símbolo de Baphomet) são fornecidas. LaVey descreveu uma série de rituais em seu livro, Os Rituais Satânicos; estas são “performances dramáticas” com instruções específicas sobre a roupa a ser usada, a música a ser usada e as ações a serem tomadas. Esta atenção aos detalhes na concepção dos rituais foi intencional, com sua pompa e teatralidade pretendendo envolver os sentidos e os sentidos estéticos dos participantes em vários níveis e aumentar a força de vontade dos participantes para fins mágicos. LaVey prescreveu que os participantes do sexo masculino devem usar túnicas pretas, enquanto as mulheres mais velhas devem usar preto, e outras mulheres devem se vestir de forma atraente para estimular os sentimentos sexuais entre muitos dos homens. Todos os participantes são instruídos a usar amuletos do pentagrama virado para cima ou da imagem de Baphomet. De acordo com as instruções de LaVey, no altar deve ser colocada uma imagem de Baphomet. Isso deve ser acompanhado por várias velas, todas, exceto uma, devem ser pretas. A única exceção é uma vela branca, usada em magia destrutiva, que é mantida à direita do altar. Também deve ser incluído um sino que é tocado nove vezes no início e no final da cerimônia, um cálice feito de tudo menos ouro, e que contém uma bebida alcoólica simbolizando o “Elixir da Vida”, uma espada que representa a agressão, uma falo modelo usado como aspersório, gongo e pergaminho no qual os pedidos a Satã devem ser escritos antes de serem queimados. Embora o álcool fosse consumido nos ritos da Igreja, a embriaguez era desaprovada e o consumo de drogas ilícitas era proibido.

O livro final da Bíblia Satânica enfatiza a importância da palavra falada e emoção para a magia eficaz. Uma “Invocação a Satã” bem como três invocações para os três tipos de ritual são dadas. A “Invocação a Satã” ordena que as forças das trevas concedam poder ao invocador e lista os nomes Infernais para uso na invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da luxúria” é usada para atrair a atenção de outro. As versões masculina e feminina da invocação são fornecidas. A “Invocação empregada para a conjuração da destruição” comanda as forças das trevas para destruir o sujeito da invocação. A “Invocação empregada para a conjuração da compaixão” solicita proteção, saúde, força e a destruição de qualquer coisa que aflija o sujeito da invocação. O resto do Livro de Leviatã é composto pelas Chaves Enoquianas, que LaVey adaptou do trabalho original de Dee. Elas são dados em enoquiano e também traduzidas para o inglês. LaVey fornece uma breve introdução que credita Dee e explica um pouco da história por trás das Chaves Enoquianas e da linguagem. Ele sustenta que as traduções fornecidas são um “desenvernizamento” das traduções realizadas pela Ordem Hermética da Golden Dawn (Aurora Dourada) em 1800, mas outros acusam LaVey de simplesmente mudar as referências ao cristianismo com as de Satã.

Ao projetar esses rituais, LaVey baseou-se em uma variedade de fontes mais antigas, com o estudioso do satanismo Per Faxneld observando que LaVey “montou rituais de uma miscelânea de fontes históricas, literárias e esotéricas”. LaVey brincou abertamente com o uso da literatura e da cultura popular em outros rituais e cerimônias, apelando assim ao artifício, pompa e carisma. Por exemplo, ele publicou um esboço de um ritual que ele chamou de “Chamado a Cthulhu”, que se baseava nas histórias do deus alienígena Cthulhu, de autoria do escritor de terror americano H. P. Lovecraft. Neste rito, programado para acontecer à noite em um local isolado perto de um turbulento corpo de água, um celebrante assume o papel de Cthulhu e aparece diante dos satanistas reunidos, assinando um pacto entre eles na linguagem da ficção de Lovecraft “Old Ones (Os Antigos)”.

  • O Morte Súbita inc tem uma seção inteiramente dedicada a Baixa Magia

RITUAIS E RITOS CERIMONIAIS:

No Livro de Belial, ele discute três tipos de rituais: rituais de luxúria que trabalham para atrair outra pessoa, rituais de destruição para destruir outra pessoa e rituais de compaixão para melhorar a saúde, inteligência e sucesso. Rituais de luxúria são projetados para atrair o parceiro romântico ou sexual desejado e podem envolver a masturbação, com o orgasmo como objetivo. Rituais de destruição são projetados para prejudicar os outros e envolvem a aniquilação simbólica de um inimigo através do uso de sacrifício humano “vicário”, muitas vezes envolvendo uma efígie personalizada representando a vítima pretendida que é então submetida a fogo ritual, esmagamento ou outra representação de obliteração . Os rituais de compaixão são projetados com a intenção de ajudar as pessoas (incluindo a si mesmo), para evocar um sentimento de tristeza ou tristeza, e o choro é fortemente encorajado.

Nos Rituais Satânicos, LaVey faz uma distinção entre o ritual e a cerimônia, afirmando que os rituais “… são direcionados para um fim específico que o performer deseja”, e que as cerimônias são “… evento, aspecto da vida, personagem admirado, ou declaração de fé (…) um ritual serve para atingir, enquanto uma cerimônia serve para sustentar”. LaVey enfatizou que em sua tradição, os ritos satânicos vinham em duas formas, nenhuma das quais eram atos de adoração; em sua terminologia, os “rituais” tinham a intenção de provocar mudanças, enquanto as “cerimônias” celebravam uma ocasião particular.

Um batismo satânico é uma cerimônia para uma criança que se destina a ser um reconhecimento simbólico da criança como tendo nascido satanista e só deve ser realizada para menores de quatro anos, pois LaVey afirmou que além dessa idade, a criança já começou a ser influenciado por ideias “alienígenas”. Os batismos de adultos servem como uma declaração de “fé”, onde “falsidades, hipocrisia e vergonha do passado” são simbolicamente rejeitadas. Em 1967, LaVey realizou o primeiro batismo satânico registrado publicamente na história para sua filha mais nova, Zeena, que ganhou publicidade mundial e foi originalmente gravado no LP, The Satanic Mass (A Missa Satânica). Os Batismos Satânicos foram escritos por LaVey e publicados em Os Rituais Satânicos.

Em fevereiro de 1967, LaVey oficiou o primeiro casamento satânico, o casamento muito divulgado de Judith Case e o jornalista John Raymond. O primeiro funeral satânico foi para o mecânico-reparador naval dos EUA, de terceira classe e membro da Igreja de Satã, Edward Olsen. Foi realizado por LaVey a pedido da esposa de Olsen, completo com uma guarda de honra com capacete cromado. Ambas as cerimônias foram escritas por LaVey, mas nunca foram publicadas oficialmente até 2007, quando As Escrituras Satânicas lançou ao público uma versão adaptada delas pelo atual Sumo Sacerdote da Igreja, Peter H. Gilmore.

Junto com as cerimônias de casamento e funeral, As Escrituras Satânicas de Gilmore também publicou um rito menor de dedicação de objetos cerimoniais, que satiriza os rituais de ‘limpeza’ de outras religiões, e o Ragnarök Rite (Rito do Ragnarök), um ritual escrito por Gilmore na década de 1980 inspirado no o antigo mito nórdico do Ragnarök pretendia expurgar seus participantes da angústia e do ódio despertados após serem vítimas do fanatismo religioso.

A MISSA NEGRA:

LaVey também desenvolveu sua própria Missa Negra, que foi concebida como uma forma de descondicionamento para libertar o participante de quaisquer inibições que desenvolvessem ao viver na sociedade cristã. Ele observou que ao compor o rito da Missa Negra, ele se baseou no trabalho de Charles Baudelaire e Joris-Karl Huysmans.

SIMBOLISMO:

Os Quatro Príncipes Coroados do Inferno:

LaVey utilizou o simbolismo dos Quatro Príncipes Herdeiros do Inferno na Bíblia Satânica, com cada capítulo do livro sendo nomeado após cada Príncipe. O Livro de Satã: A Diatribe Infernal, O Livro de Lúcifer: A Iluminação, O Livro de Belial: Domínio da Terra, e O Livro do Leviatã: O Mar Furioso. Esta associação foi inspirada na hierarquia demoníaca do Livro da Magia Sagrada de Abra-Melin, o Mago.

  • Satã (hebraico) “O Senhor do Inferno”:

O adversário, representando a oposição, o elemento fogo, a direção do sul e o Sigilo de Baphomet durante o ritual.

  • Lúcifer (romano) “A Estrela da Manhã”:

O portador da luz, representando orgulho e iluminação, o elemento ar, a direção do leste e velas durante o ritual.

  • Belial (hebraico) “O Sem Mestre”:

A baixeza da terra, independência e autossuficiência, o elemento terra, a direção do norte e a espada durante o ritual.

  • Leviatã (hebraico) “A Serpente do Abismo”:

O grande dragão, representando o segredo primordial, o elemento água, a direção do oeste e o cálice durante o ritual.

Frases:

Hail Satan (Salve Satã)” uma saudação comum e termo ritual na Igreja de Satã, tanto em sua forma inglesa, Hail Satan, bem como na versão original em latim, Ave Satanas. Quando Ave Satanas é usado, muitas vezes é precedido pelo termo Rege Satanas (“Satã Reina”). (Rege Satanas pode ser ouvido no vídeo de um casamento amplamente divulgado da Igreja de Satã realizado por LaVey em 1º de fevereiro de 1967.) A combinação “Rege Satanas, Ave Satanas, Hail Satan!” é encontrado como uma saudação na correspondência inicial da Igreja de Satã, bem como em sua gravação de 1968, The Satanic Mass (A Missa Satânica) e, finalmente, em seu livro de 1969, A Bíblia Satânica. A frase é usada em algumas versões da Missa Negra, onde muitas vezes acompanha a frase Shemhamforash e é dita no final de cada oração. Este rito foi realizado pela Igreja de Satã aparecendo no documentário Satanis em 1969.

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Principais fontes:

Aquino, Michael (2002). The Church of Satan.

Barton, Blanche (1992). The Secret Life of a Satanist: The Authorized Biography of Anton Lavey. Feral House. p. 86. ISBN 978-0-922915-12-5.

Gilmore, Peter H. (2007). The Satanic Scriptures. Baltimore (MD): Scapegoat Publishing. pp. 131–182.

Gunn, Joshua (2005). “Prime-time Satanism: rumor-panic and the work of iconic topoi”. Visual Communication. 4 (1): 93–120. doi:10.1177/1470357205048939. S2CID 144737058.

LaVey, Anton (1969). The Satanic Bible. Avon.

LaVey, Anton, The Satanic Mass, LP (Murgenstrumm Records, 1968)

Melech, Aubrey (1985). La Messe Noire (PDF). London: Sui Anubis. p. 52. ISBN 0-947762-03-5.

Mortensen, William; Dunham, George (2014). The Command to Look: A Master Photographer’s Method for Controlling the Human Gaze. p. 203.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/a-magia-maior-e-a-magia-menor-no-satanismo/

14 sabedorias de Joseph Campbell

por André Camargo

Joseph Campbell é o cara que criou aquela história da ‘Jornada do Herói’. É também o cara daquele documentário incrível, ‘O Poder do Mito’. Já ouviu falar?

Eu gosto muito. 🙂

Sabe aquela pilha de livros que você morre de vontade de ler, mas nunca dá tempo? Essa pilha só cresce, né?

Imagina que o cara tava lá, contrariado com as exigências arbitrárias do doutorado, e resolveu largar a coisa toda. Aí, alugou um casebre no meio do mato e passou ali, sozinho, os cinco anos seguintes.

Fazendo o quê?

Lendo.

9 horas por dia, todos os dias.

Segundo ele, o período de estudo e recolhimento foi a base de toda sua vida futura, assim como do conjunto de seu pensamento.

O cara leu todos os livros que ele queria, do jeito que ele queria, no tempo dele.

Uau.

Essa é uma passagem emblemática na biografia do cara. Como você verá, o pensamento de Joseph Campbell é um monumento à coragem de viver a vida nos próprios termos.
[Sugestão de Consumo] Vá com calma. Leia cada citação pelo menos duas vezes, antes de seguir em frente.

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(1) “A gente precisa se dispor a abrir mão da vida que planejamos a fim de encontrar a vida que espera por nós.”
Deixar-se guiar pelo próprio coração — e não por planos. Abrir mão do desejo de controle. Destemor e confiança. Abertura. Permitir que o que é vivo em nós se manifeste e nos direcione.

(2) “Qualquer que seja seu destino, o que quer que aconteça, diga: “Isso é o que eu preciso”. Pode parecer devastador, mas olhe para aquilo como uma oportunidade, um desafio. Se você trouxer amor para aquele momento — não desencorajamento — perceberá que existe força naquilo.”
Essa é a filosofia do Amor Fati, de Nietzsche. A Força que vem da aceitação incondicional; render-se incondicionalmente à Vida. Requer uma alta dose de desapego. E, de acordo com a sabedoria oriental, premia com a maior das liberdades.

(3) “Você é o herói (ou heroína) da própria história.”
Na real, acho que a maior parte das pessoas, hoje, vive como coadjuvante da própria história. O que é muito triste e não tem nada de heroico. O desafio é sair da periferia da vida, da posição de vítima das circunstâncias, e tomar a vida nas próprias mãos. O que te faz herói ou heroína é tornar-se a um tempo autor/a e protagonista da própria história.

(4) “A caverna em que você teme penetrar guarda o tesouro que você busca.”
A noite escura da alma, que, dizem, precede o despertar de uma nova consciência. Na linguagem da Jornada do Herói, passamos pela Provação Suprema, o encontro com a Sombra, antes de podermos encontrar o Elixir que cura todas as dores.

(5) “Não acredito que as pessoas estejam buscando pelo sentido da vida, tanto quanto pela experiência de se sentirem vivas.”
O sentido da vida, para ele, não é um tipo de enigma a ser solucionado; o sentido da vida é estar vivo. Estar plenamente vivo dá sentido à existência.

(6) “Siga o que enche seu coração de alegria e o universo abrirá portas onde antes só existiam muros.”
Follow your Bliss. Essa frase é considerada a quintessência do pensamento de Campbell. E bliss é uma palavra danada. Ninguém consegue traduzir direito. Então, eu optei por uma expressão: ‘bliss’ = ‘o que enche seu coração de alegria’. A origem do termo, segundo Campbell, é o sânscrito: ‘ananda’. Que significa êxtase, beatitude ou felicidade suprema.

(7) “O maior privilégio da vida é ser quem você é.”
Sócrates ecoa o Oráculo de Delfos: “Conhece a ti mesmo”. Já ouviu isso? Para os gregos antigos, cumprimos nosso destino humano ao amadurecer as sementes de realização que se manifestam por meio de nossos dons e talentos únicos. Nietzsche reformula: “Torna-te quem tu és”.

(8) “A vida não tem sentido. Cada um de nós tem sentido e nós o atribuímos à vida. É bobagem fazer a pergunta quando você é a resposta.”
Essa é matadora! A vida tem o sentido que a gente dá. Nós mesmos somos a resposta para a questão do sentido da vida… Basta se encarar no espelho.

(9) “A vida é como chegar atrasado ao cinema, ter de sacar o que tava rolando sem perturbar todo mundo com um monte de perguntas, e aí ser inesperadamente chamado de volta antes de descobrir como o filme acaba.”
Adoro essa imagem! Uma metáfora da condição humana simplesmente… cinematográfica.

(10) “O objetivo da vida é sintonizar a batida do seu coração com a batida do universo, sintonizar sua natureza com a Natureza.”
Isso é muito lindo. Como o coração do bebê, que bate no mesmo ritmo que o coração da mãe. Assim é. Assim é.

(11) “Se você de fato segue o que enche seu coração de alegria, você se coloca em um tipo de caminho que sempre esteve lá, à sua espera, e a vida que você deveria estar vivendo é a vida que você está vivendo.”
Como uma semente caída no asfalto. Pode ficar um bom tempo ali, congelada. Se, no entanto, alguma força externa a conduz até um punhado de terra fértil, ela naturalmente se reconecta com a verdade de seu Ser, seu potencial de realização. Ela desabrocha, cresce, floresce, frutifica. Pois aquele solo sempre esteve lá, à sua espera, e a nova vida que ela passa a viver é de fato a vida que ela deveria estar vivendo.

(12) “De repente, você é atirado/a na situação de estar vivo. E a vida é dor, e a vida é sofrimento, e a vida é horror, mas — meu Deus — você está vivo, e isso é espetacular.”
Para Joseph Campbell (assim como na maior parte das filosofias orientais), faz mais sentido substituir a ânsia por saber, essa busca ansiosa por respostas, pela experiência de deslumbramento, de arrebatamento, de assombro e deleite diante do mistério.

(13) “O mundo sem espírito é uma terra devastada. As pessoas têm a ideia de salvar o mundo mudando as coisas de lugar, mudando as regras, e quem está em cima e assim por diante. Não, não! Qualquer mundo é um mundo válido se está vivo. A coisa a fazer é trazer vida a ele, e a única forma de fazer isso é encontrar em si mesmo onde a vida está e tornar-se vivo você mesmo/a.”
A aridez de viver apartado de si! Lembro bem. Sempre me pergunto: como colocar meus dons e talentos, minha pulsação, para fortalecer o que serve à vida —  em qualquer situação?

(14) “Não podemos curar o mundo de seus pesares, mas podemos escolher viver com alegria.”
Um antídoto para a onipotência. Acho que a única maneira de, verdadeiramente, salvar o mundo é salvar a nós mesmos primeiro. Um ser humano plenamente realizado é a mais profunda inspiração para cada um de nós.

#Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/14-sabedorias-de-joseph-campbell

A Alta Magia e o Santuário do Silêncio

Por Lyam Thomas Christopher

“O propósito do silêncio”, diz o famoso Cabalista Z’ev ben Shimon Halevi, “é harmonizar todos os aspectos díspares da psique” (Halevi 94). Mas como isto é assim? Por que o adepto é notado tanto por sua calma quanto por sua magia? De fato, um dos símbolos mais marcantes e enigmáticos dos mistérios ocidentais é o gesto de trazer o dedo indicador para os lábios. Na superfície, esta postura comunica a necessidade do sigilo. E, num nível mais profundo e oculto, demonstra um segredo de verdadeiro poder.

A Nova Era é conhecida pelo poder mágico: cura energética, projeção astral, adivinhação, proteção psíquica, afirmações que mudam a vida. Estes temas surgem das lendas dos místicos e magos famosos pelos estranhos fenômenos que os rodeavam. O exame da vida destes homens e mulheres, no entanto, revelará que eles não desenvolveram intencionalmente tais poderes externos. Em vez disso, eles praticaram a disciplina de mergulhar em um lugar secreto dentro de si, na verdadeira natureza do Eu. Foi apenas por acaso que, ao penetrarem neste santuário oculto, várias habilidades se manifestaram. Eles começaram a se lembrar de vidas passadas. Eles podiam projetar seus corpos astrais. Seus ambientes começaram a cooperar com eles, cumprindo suas intenções sem nenhum esforço de sua parte. Eles podiam ver outros lugares nos olhos da mente e alegadamente faziam todo tipo de façanhas estranhas, como caminhar sobre a água, aparecer em dois lugares ao mesmo tempo, e viver por centenas de anos.

Muitos desses mestres alertaram seus alunos para não valorizar o trabalho espiritual por seus efeitos especiais, mas as pessoas ainda hoje perseguem poderes mágicos como tantos cachorros enamorados com suas próprias caudas. A ânsia por resultados de todos os seres humanos, infelizmente para eles, é contrária à disciplina espiritual que produz tais resultados. A preocupação com as manifestações de poder “ruidosas” para fora serve apenas para afastar o estudante de magia do próprio poder que ele procura, cuja fonte está escondida na quietude.

Quando o estudante começa a estudar magia na tradição Golden Dawn (Aurora Dourada), a primeira série em que entra ensina-lhe o mais poderoso de todos os gestos rituais: o Sinal do Silêncio. Para realizá-lo, o aluno se levanta de pé, leva seu dedo indicador esquerdo aos lábios e carimba seu pé esquerdo com suavidade e firmeza. Este ato ritual tem a tendência, mesmo em um estudante não acostumado a trabalhar com a aura, de recolher e assentar qualquer energia psíquica que possa estar vagando por aí.

A tendência natural da mente média movida pelo corpo é a de projetar sua preciosa energia para fora em direção a objetos em seu campo perceptual. Obedecendo aos instintos de sobrevivência do corpo, a mente típica é mantida cativa por uma obsessão em mostrar a si mesma um filme de seu próprio conteúdo. Este tipo de projeção é uma faculdade útil para os animais, pois condiciona a mente a ser atraída pela comida e a fugir dos predadores. No entanto, manter um mundo de fantasia povoado de qualidades atraentes e repulsivas desperdiça uma grande quantidade de energia mental que poderia ser usada para fins mais elevados. Ele mantém a pessoa comum fechada em um mundo de sonhos enervante, no qual objetos externos parecem possuir disposições boas e más. Por exemplo, ele pode guardar rancor para um colega de trabalho na medida em que, não importa o que o colega faça, as expressões faciais parecem demoníacas e maneirismos ameaçadores. Seu inimigo percebido pode até mesmo sorrir para ele, mas ele acaba percebendo o ato como lascivo ou sarcástico. Ou, um homem pode ter uma esposa cruel que o faz lembrar de sua mãe. Não importa o quanto ela o trate mal, ele projeta sobre ela imagens de segurança e de segurança. Ele fica preso em uma ilusão, apaixonado por alguém que ele não suporta. Neste cativeiro onírico, ele não reconhece mais o medo e o desejo como autogerados. Ele permite que eles emanem de objetos externos. Quando uma pessoa deixa de assumir a responsabilidade por suas próprias percepções, quando não se reconhece mais como sua fonte, ela se torna subserviente às circunstâncias e presa por seu ambiente.

O humano moderno, no entanto, evoluiu e está se libertando da necessidade do mecanismo de sobrevivência da projeção – isto apesar do fato de que o mecanismo ainda está ligado ao seu sistema nervoso. Projeções de medo e desejo ainda paira sobre ele, governando suas ações, mesmo quando ele se torna vagamente consciente da possibilidade de crescer além da necessidade desses fantasmas parentais desgastados. Diante do potencial para uma vida livre de ilusões externas, ele deve ter a coragem de seguir em frente. Tendo vislumbrado a irrealidade dos demônios que o impulsionam, ele não pode mais, em boa consciência, submeter-se a eles. É tarefa do estudante de alta magia, portanto, tornar-se consciente desta faculdade de projeção – aproveitá-la, chamá-la de lar, e eventualmente dedicá-la a um propósito superior. O silêncio é uma ferramenta que ajuda a este despertar.

A prática ritual do Sinal do Silêncio ajuda a retirar quaisquer correntes de projeção que você esteja jogando fora no momento. Ao executá-lo, imagine-se voltando ao seu lugar ou “fervilhando”. Pat Zalewski acrescenta uma visualização do Sinal do Silêncio em seu livro Z-5: Ensinamento Secreto da Golden Dawn: “Imagine um vapor aquoso que o rodeia. Este é o refluxo da corrente” (Zalewski 176).

Os estudantes que se tornam gradualmente mais hábeis em conter suas projeções notarão que seus ambientes deixam de ser intimidadores. O medo começa a dissolver-se. Eles crescem mais e mais seguros dentro de si mesmos e menos reativos. Estas experiências são bons sinais de progresso.

O oficial do templo conhecido como Kerux dá uma lição chave sobre o silêncio no ritual Neófito da Golden Dawn. Ele conduz o neófito a uma mesa e lhe mostra dois pratos de líquido transparente. Ele entrega um ao neófito e despeja o conteúdo do outro dentro dele. Os dois produtos químicos reagem e ficam vermelhos no sangue:

“Que isto te lembre, ó Neófito, quão facilmente por uma palavra descuidada ou impensada, você pode trair aquilo que jurou guardar em segredo e pode revelar o conhecimento oculto que te foi transmitido, e implantado em seu cérebro e em sua mente. E que o matiz do sangue te lembre que se falhares neste juramento de segredo, teu sangue poderá ser derramado e teu corpo quebrado…(Regardie 130)”

Anos mais tarde, quando o Neófito tiver alcançado uma nota mais alta, esta lição passará de um aviso sobre o sigilo para um bom conselho sobre a verdadeira natureza do poder mágico. A capacidade de manter um juramento de sigilo é simbólica de uma magia mais profunda que o estudante ainda não descobriu. Em algum momento, o estudante se tornará mais sensível às dimensões superiores e à energia bruta que anima seu corpo físico. Em algum momento, ele se tornará capaz de sentir o mal-estar energético da traição – a sensação de quebrar, romper ou derramar que surge em seu instinto quando ele acidentalmente revela algum detalhe íntimo de seu trabalho mágico a um estranho. Em algum momento, então, ele conhecerá a sensação de integridade danificada, o desequilíbrio e o vazamento de energia, como o sangue de uma ferida.

Por que este tipo de autocontenção é importante? O trabalho ritual diário de um estudante do Golden Dawn estabelece um recipiente selado, no qual pode ocorrer o Grande Trabalho de autotransformação. Este recipiente invisível deve ser cuidadosamente alimentado com silêncio e privacidade. Misturar os detalhes de suas duas vidas diferentes, sua persona pública e sua persona mágica, colocará em risco este ponto focal interno de poder potencial. As palavras faladas a outra pessoa devem ser cuidadosamente monitoradas, pois compreendem um ato ritual que pode sugar a energia de uma área da vida para outra. É melhor então empregar o silêncio como uma barreira, que mantém as delicadas energias formativas de seu trabalho mágico diário isoladas e nutridas das multidões ciumentas. Não seja como o sonhador brincalhão que perde tempo e energia falando de seus sonhos e deixando de agir sobre eles. Seja antes como o artista que não expõe seu trabalho enquanto ele está em meio à criação.

A ideia por trás disto é que a energia bruta generativa, cuidadosamente contida e concentrada, incubará e cultivará energia quintessencial para produzir esclarecimento. A centelha divina que caiu na matéria na criação do universo primordial só germinará quando ela for bem cuidada. E quando o trabalho diário do estudante tiver sucesso, essa centelha florescerá no mundo, expressando a divindade nas circunstâncias de sua vida.

Esta ideia não é realmente nada de novo para a disciplina espiritual. Outras tradições também a ensinam. Na yoga taoísta, o estudante usa a respiração, a visualização, várias posturas de equilíbrio e concentração para aproveitar a energia volátil generativa e acumulá-la para produzir um “embrião espiritual”. Cuidado adequadamente através do silêncio, autocontenção e reclusão, este embrião amadurece e se torna um corpo imortal de luz, capaz de explorar a natureza interior do universo e reencarnar em quaisquer circunstâncias que ele requeira para novas aventuras. O Mestre Zen Kuoan do século XII descreve um processo semelhante em uma série de poemas sobre a criação de bois (Loori xv). O boi que ele gosta da tendência volátil, errante e neurótica da mente. A tarefa do monge zen é domar o boi e montá-lo em casa – sendo “casa” a iluminação. Para realizar este processo ele pratica Zazen, uma espécie de meditação sentada na qual se requer total quietude e centralidade. Nas tradições ocidentais, a Alquimia propõe mais uma versão deste processo, afirmando que o Mercúrio volátil (mente inquieta), às vezes representado por uma serpente, deve ser crucificado (contido e domesticado), para que uma transmutação possa ocorrer. A aplicação de enxofre (concentração) a este Mercúrio fixo faz com que a pedra filosofal mágica se cristalize. Estas diferentes abordagens sugerem uma fórmula universal: Para que o poder mágico se manifeste, a mente deve ser contida, domada e concentrada, de modo que algum tipo de transformação possa ocorrer.

A pedra filosofal é vista simbolicamente como um diamante prismático ou esmeralda. Ela refrata e focaliza a luz. Isto sugere que a energia bruta do corpo pode ser contida e concentrada, criando algo análogo a uma lente. Há muitos magos por aí que se orgulham muito de sua capacidade de controlar essa energia generativa. Eles a empregam para “curar” outros, ou para manipulá-los hipnoticamente. Alguns até mostram sua capacidade de gerar uma carga estática quando entregam um aperto de mão. Mal sabem eles como desperdiçam este precioso recurso quando poderiam estar temperando-o e concentrando-o em silêncio para agir como uma lente para outro tipo de energia, a ilimitada luz espiritual dos Mundos superiores.

A disciplina humilde e alternativa da alta magia requer claramente autocontenção e foco, e isso significa que as filosofias estereotipadas da Nova Era não servirão. A Nova Era muitas vezes confunde moralidade com magia. Ela mistura a tolerância politicamente correta da diversidade com a disciplina espiritual. Consequentemente, isto produz um caldo caótico de técnicas conflitantes, misturando e combinando panteões incompatíveis de deuses e aplicando erroneamente símbolos divergentes de modelos mutuamente exclusivos do universo. Estudantes que vão do yoga ao espiritualismo e à Magia Enochiana acabam não chegando a lugar nenhum rapidamente. Alguns acabam desenvolvendo obsessões e neuroses que beiravam a esquizofrenia. Quando você está tentando alcançar a iluminação, você deve se concentrar em um sistema e uma prática particular, de preferência sob a orientação de um adepto. Para romper a crosta de ilusão do ego, é melhor cavar um todo profundo em vez de muitos outros superficiais.

Quando o estudante é capaz de se conter e centralizar de maneira consistente, o que ele descobre? Tem havido muitas tentativas para descrevê-lo. Alguns o chamam de porta de entrada. No budismo é chamado de “gateless gate” (porta sem porta). No cristianismo, Jesus se refere a ela como o “olho da agulha” pelo qual um homem rico não pode passar. A Golden Dawn representa este portão através dos dois pilares do templo.

Os pilares preto e branco, Jachin e Boaz, representam os opostos em manifestação, as forças contendas entre as quais o espectro de sensação do arco-íris é possível. A maioria das pessoas que olham para o mundo veem apenas a dualidade preto e branco dos dois pilares e o jogo do cabo de guerra entre eles. Elas acreditam que as coisas acontecem no mundo por causa de causa e efeito, porque um pilar inicia uma ação e o outro reage a ela. E assim por diante, para frente e para trás, preto e branco, o bem e o mal. Tais pessoas ludibriadas em seu carma, tipicamente gostam de declarações da Nova Era como “O que acontece, acontece” ou “O que você envia, você recebe três vezes para trás”. Embora haja uma certa realidade nestas declarações em um nível, o mago da alta magia alcança um estado além da causa e do efeito, além da roda da morte e do renascimento, e além das paredes do tempo e da morte.

O que a maioria das pessoas não vê é que, entre os pilares preto e branco, em meio a este espectro de ação e reação, o poder imerge de uma dimensão superior. Ela se manifesta dentro do drama das forças em confronto. Os pilares preto e branco não operam em um vácuo. Eles são dois atores em um drama presidido por uma força que é invisível, além e acima da arena de ação limitada pelo tempo. Há um poder que surge no mundo material que não vem de nada iniciado no próprio mundo material. Ele flui através deste portal invisível. O oficial do templo chamado de Hierofante representa este poder oculto. Ele vem simbolicamente em auxílio do Neófito vendado, passando entre os pilares preto e branco de ação e reação. Ele representa o Eu Superior do neófito e uma alternativa à vida que está enredada no refluxo e fluxo da natureza.

Este é um ponto muito importante, pois demonstra que a mudança é possível através de outros meios que não o esforço físico. Ele aponta a possibilidade do verdadeiro poder mágico que surge através do silêncio de nenhum esforço. Na alquimia, a simples presença da pedra filosofal é suficiente para transformar metais de base em ouro. A mera presença do adepto, da mesma forma, sem esforço, faz com que a mudança se manifeste independentemente das leis de causa e efeito.

O mago não manipula necessariamente o mundo. Ele meramente se transforma no meio da mudança, tornando-se uma fonte de transformação. Alguém observou cinicamente que, mais cedo ou mais tarde, todos os magos desistem da magia e se voltam para o misticismo. Mas, se esses estudantes de magia tivessem sido místicos devotados desde o início, eles se teriam encontrado, sem tentar, no papel de mago.

Obras Citadas:

Halevi, Z’ev ben Shimon. The Work of the Kabbalist. York Beach, ME: Samuel Weiser, 1985.

Zalewski, Pat. Z-5 Secret Teachings of the Golden Dawn/Book I: The Neophyte Ritual 0=0. St. Paul, MN: Llewellyn, 1991.

Regardie, Israel. The Golden Dawn. 6th ed. St. Paul, MN: Llewellyn, 1992.

Loori, John Daido. Riding the Ox Home. Boston: Shambhala, 1999.

***

Fonte:

High Magic and the Sanctuary of Silence, by Lyam Thomas Christopher.

https://www.llewellyn.com/journal/article/1266

COPYRIGHT (2006) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-alta-magia-e-o-santuario-do-silencio/

2112, Rush

Esse disco talvez deveria estar entre os Top 10, mas talvez Rush ainda não tenha entre os satanistas brasileiros o devido valor que mereça. O primeiro motivo que por sí só bastaria para justificar este nobre lugar na lista dos álbuns máis satânicos de todos os tempos é que simplesmente a 2112 do Rush devemos a existência do Venom. Não acredita? Pois ouça/leia as palavras do senhor Conrad Lant, mais conhecido pela alcunha de Cronos:

“Eu tinha 14 anos de idade e estava mais ligado na onda punk, o que era natural naquela época, mas então eu vi aquela capa, aquele pentagrama sinistro, e quando ouvi o disco, era como se tivesse sido levado para uma outra dimensão, muito além da minha consciência, algo que para um garoto 14 anos, foi sublime. Foi meu primeiro contato com o Satanismo do qual pratico hoje, largamente inspirado em Ayn Rand.”

Depois dessa crianças, façam um favor a si mesmos: comprem, emprestem, baixem, roubem esse disco e ouçam até estarem completamente doutrinados pelas idéias genias da profeta do egoísmo materialista, nossa grande musa Ayn Rand.

Rush ( 2112 )

 

“I lie awake, staring out at the bleakness

of Megadon. City and sky become one, merging

into a single plane, a vast sea of unbroken

grey. The Twin Moons, just two pale orbs as

they trace their way across the steely sky.

I used to think I had a pretty good life here,

just plugging into my machine for the day,

then watching Templevision or reading a Temple

Paper in the evening. My friend Jon always

said it was nicer here than under the atmospheric

domes of the Outer Planets. We have had peace

since 2062, when the surviving planets were

banded together under the Red Star of the Solar

Federation. The less fortunate gave us a few new

moons. I believed what I was told. I thought it

was a good life, I thought I was happy.

Then I found something that changed it all…”

Anonymous, 2112

I. Overture 0:00

“And the meek shall inherit the earth.”

II. Temples of Syrinx

… “The massive grey walls of the Temples

rise from the heart of every Federation city.

I have always been awed by them, to think that

every single facet of every life is regulated

and directed from within! Our books, our music,

our work and play are all looked after by the

benevolent wisdom of the priests…”

We’ve taken care of everything

The words you hear the songs you sing

The pictures that give pleasure to your eyes.

It’s one for all and all for one

We work together common sons

Never need to wonder how or why.

We are the Priests of the Temples of Syrinx

Our great computers

Fill the hallowed halls

We are the Priests of the Temples of Syrinx

All the gifts of life

Are held within our walls

Look around this world we made

Equality our stock in trade

Come and join the Brotherhood of Man

Oh what a nice contented world!

Let the banners be unfurled

Hold the Red Star proudly high in hand.

We are the Priests, of the Temples of Syrinx

Our great computers

Fill the hallowed halls

We are the Priests, of the Temples of Syrinx

All the gifts of life

Are held within our walls

III. Discovery

… “Behind my beloved waterfall, in the

little room that was hidden beneath the cave,

I found it. I brushed away the dust of the years,

and picked it up, holding it reverently in my

hands. I had no idea what it might be, but it

was beautifulu201d…

… “I learned to lay my fingers across the wires,

and to turn the keys to make them sound differently.

As I struck the wires with my other hand, I produced

my first harmonious sounds, and soon my own music!

How different it could be from the music

of the Temples!

I can’t wait to tell the priests about it! …”

What can this strange device be?

When I touch it, it gives forth a sound

It’s got wires that vibrate and give music

What can this thing are that I found?

See how it sings like a sad heart

And joyously screams out its pain

Sounds that build high like a mountain

Or notes that fall gently like rain.

I can’t wait to share this new wonder

The people will all see its light

Let them all make their own music

The Priests praise my name on this night.

IV. Presentation

… “In the sudden silence as I finished playing,

I looked up to a circle of grim, expressionless faces.

Father Brown rose to his feet, and his somnolent voice

echoed throughout the silent Temple Hall.u201d…

… “Instead of the grateful joy that I expected,

they were words of quiet rejection! Instead of praise,

sullen dismissal. I watched in shock and horror as Father

Brown ground my precious instrument to splinters

beneath his feet…”

I know it’s most unusual

To come before you so

But I’ve found an ancient miracle

I thought that you should know

Listen to my music

And hear what it can do

There’s something here as strong as life

I know that it will reach you.

Yes, we know it’s nothing new

It’s just a waste of time

We have no need for ancient ways

The world is doing fine

Another toy will help destroy

The elder race of man

Forget about your silly whim

It doesn’t fit the plan.

I can’t believe you’re saying

These things just can’t be true

Our world could use this beauty

Just think what we might do.

Listen to my music

And hear what it can do

There’s something here as strong as life

I know that it will reach you.

Don’t annoy us further

We have our work to do.

Just think about the average

What use have they for you?

Another toy will help destroy

The elder race of man

Forget about your silly whim

It doesn’t fit the plan.

V. Oracle: The Dream

… “I guess it was a dream, but even now it all

seems so vivid to me. Clearly yet I see the

beckoning hand of the oracle as he stood at the

summit of the staircaseu201d…

… “I see still the incredible beauty of the

sculptured cities and the pure spirit of man revealed

in the lives and works of this world. I was overwhelmed

by both wonder and understanding as I saw a completely

different way to life, a way that had been crushed

by the Federation long ago. I saw now how meaningless

life had become with the loss of all these things…u201d

I wandered home though the silent streets

And fell into a fitful sleep

Escape to realms beyond the night

Dream can’t you show me the light?

I stand atop a spiral stair

An oracle confronts me there

He leads me on light years away

Through astral nights, galactic days

I see the works of gifted hands

That grace this strange and wondrous land

I see the hand of man arise

With hungry mind and open eyes

They left the planet long ago

The elder race still learn and grow

Their power grows with purpose strong

To claim the home where they belong

Home, to tear the Temples down…

Home, to change.

VI. Soliloquy

… “I have not left this cave for days now, it has

become my last refuge in my total despair. I have only

the music of the waterfall to comfort me now. I can

no longer live under the control of the Federation,

but there is no other place to go. My last hope is

that with my death I may pass into the world of my

dream, and know peace at last.”

The sleep is still in my eyes

The dream is still in my head

I heave a sigh and sadly smile

And lie a while in bed

I wish that it might come to pass

Not fade like all my dreams

Just think of what my life might be

In a world like I have seen

I don’t think I can carry on

Carry on this cold and empty life

Oh…no.

My spirits are low in the depths of despair

My lifeblood spills over.

VII. The Grand Finale

Attention all Planets of the Solar Federation

Attention all Planets of the Solar Federation

Attention all Planets of the Solar Federation

We have assumed control.

We have assumed control.

We have assumed control.

………………………………………………………………..

Tradução de 2112

“Eu deito acordado, olhando fixamente para a frieza de Megadon.

Cidade e céu tornam-se um, fundindo-se em um único plano, um vasto mar de contínuo cinza.

As Luas Gêmeas, apenas dois corpos pálidos enquanto traçam seus caminhos pelo céu de aço.

Eu pensava que eu tinha uma vida muito boa aqui, conectando em minha máquina durante o dia,

depois assistindo Templovisão ou lendo um Templo Jornal a noite.”

Meu amigo Jon sempre disse que era mais legal aqui

do que sob as cúpulas das atmosferas dos Planetas de Fora.

Temos tido paz desde 2062,

quando os planetas sobreviventes foram unidos sob a Estrela Vermelha da Federação Solar.

O menos afortunado nos deu algumas luas novas.

Eu acreditei no que me contaram.

Eu pensei que era uma boa vida, eu pensei que era feliz.

Então eu encontrei algo que mudou isto tudo…”

I. Abertura

“E os humildes devem herdar a terra…”

II. Templos de Siringe

… “As muralhas cinzas e maciças dos Templos erguem-se do coração de cada cidade da Federação.

Eu sempre fui amedrontado por elas, para pensar que cada atividade de cada vida é regulada e dirigida do seu interior!

Nossos livros, nossa música, nosso trabalho e diversão

são todos cuidados pela sabedoria benevolente dos sacerdotes…

Nós temos tomado conta de tudo

As palavras que vocês ouvem as canções que cantam

As imagens que dão satisfação aos seus olhos.

É um por todos e todos por um

Nós trabalhamos juntos, filhos da mesma terra

Nunca precisamos perguntar como ou por quê.

Nós somos os Sacerdotes dos Templos de Siringe

Nossos grandes computadores preenchem os salões sagrados.

Nós somos os Sacerdotes dos Templos de Siringe

Todas as dádivas de vida são mantidas dentro de nossas muralhas.

Olhe em volta para este mundo que fizemos

Igualdade é o nosso lema

Venha e junte-se a Fraternidade de Homens

Oh, que mundo lindo e feliz

Deixe as bandeiras se estenderem

Segure a Estrela Vermelha orgulhosamente ao alto.

Nós somos os Sacerdotes dos Templos de Siringe

Nossos grandes computadores preenchem os salões sagrados.

Nós somos os Sacerdotes dos Templos de Siringe

Todas as dádivas de vida são mantidas dentro de nossas muralhas.

III. Descobrimento

…”Atrás da minha querida cascata, no pequeno quarto que era escondido abaixo da gruta, eu o encontrei.

Eu esfreguei a sujeira de anos e o peguei, segurando com honra em minhas mãos.

Eu não tinha idéia do que poderia ser, mas era bonito”…

…”Eu aprendi a acomodar meus dedos pelas cordas e a girar as chaves para fazê-las soarem de forma diferente.

Conforme eu batia nas cordas com minha outra mão, eu produzi meu primeiro som harmônico, e logo minha própria música!

Quão diferente ela poderia ser das músicas dos Templos! Não posso esperar para contar aos sacerdotes sobre isto!…”

O que pode ser este estranho aparelho?

Quando eu o toco, ele emite um som

Ele tem cordas que vibram e geram música

O que pode ser esta coisa que encontrei?

Veja como ele canta como um coração triste

E alegremente grita seu sofrimento

Sons que se formam altos como uma montanha

Ou notas que caem suaves como chuva.

Não posso esperar para compartilhar esta nova maravilha

As pessoas todas verão a sua luz

Deixá-las todas fazerem suas próprias músicas

Os sacerdotes louvarão meu nome nesta noite.

IV. Apresentação

…”No silêncio repentino, assim que terminei de tocar, olhei para um círculo de repugnância, rostos sem expressões.

Padre Brown levantou-se e sua voz sonolenta ecoou pelo silencioso Salão do Templo.”…

…”Ao invés do alegre agradecimento que eu esperava, houve palavras de rejeição!

Ao invés de elogios, dispensa mau-humorada. Eu assisti chocado e horrorizado quando Padre Brown triturou meu precioso instrumento em pedaços sob seus pés…”

Eu sei que isto é muito incomum

Vir perante vocês assim

Mas eu encontrei uma maravilha antiga

Pensei que vocês deveriam conhecer

Ouçam minha música

E escutem o que ela pode fazer

Há algo aqui tão forte como a vida

Eu sei que ela tocará vocês.

Sim, nós conhecemos, não é nada de novo

É só perda de tempo

Nós não precisamos de coisas antigas

Nosso mundo está indo bem.

Outra ninharia ajudará a destruir

A raça antiga do homem

Esqueça sua fantasia boba

Ela não se encaixa no plano.

Não posso acreditar no que vocês estão dizendo

Estas coisas não podem ser verdade

Nosso mundo poderia usar esta beleza

Pense no que poderemos fazer.

Ouçam minha música

E escutem o que ela ela pode fazer

Há algo aqui tão forte como a vida

Eu sei que ela tocará vocês.

Não nos incomode mais!

Temos nosso trabalho à fazer.

Pense nos prejuízos

Que utilidade eles têm para você?

Outra ninharia ajudará a destruir

A raça antiga do homem

Esqueça sua fantasia boba

Ela não se encaixa no plano!

V. Oráculo: O Sonho

…”Eu acho que foi um sonho, mas mesmo agora tudo parece tão nítido para mim.

Claramente ainda vejo a mão do oráculo acenando quando parado no topo da escadaria”…

…”Ainda vejo a inacreditável beleza das cidades esculpidas e o espírito puro do homem manifestado nas vidas e atividades deste mundo.

Eu fui oprimido por ambos, desejo e juízo quando eu vi uma forma completamente diferente de viver, uma forma que foi arrasada pela Federação há muito tempo.

Eu vi agora quão insignificante a vida se tornou com a perda de todas estas coisas…”

Eu vaguei para casa por ruas em silêncio

E caí em um sono profundo

A saída para reinos além da noite

Sonho, você não pode me mostrar a luz?

Eu paro no alto de uma escada espiral

Um oráculo me encontra lá

Ele me guia por anos-luz distantes

Por noites astrais, dias galácticos

Vejo os trabalhos de mãos talentosas

Que encantam esta estranha e maravilhosa terra

Eu vejo a mão do homem levantar

Com a mente faminta e olhos abertos

Eles deixaram o planeta há muito tempo

A raça antiga ainda aprende e cresce

Sua força cresce com um forte propósito

De reivindicar o lar ao qual pertencem

Voltar para romper com os Templos…

Voltar para mudar!

VI. Solilóquio

…”Eu não deixo esta gruta faz dias, ela se tornou meu último abrigo no meu desânimo total.

Eu tenho apenas a música da queda d’água para confortar-me agora.

Não posso mais viver sob o controle da Federação, mas não há outro lugar para ir.

Minha última esperança é que com minha morte eu possa passar para o mundo do meu sonho, e conhecer a paz afinal.”

O sono ainda está em meus olhos

O sonho ainda está em minha cabeça

Eu suspiro e sorrio triste

E deito um instante na cama

Quisera que isto pudesse acontecer

Não sumir como todos meus sonhos…

Pense que minha vida poderia ser

Em um mundo como eu vi!

Não acho que posso suportar…

Suportar esta vida fria e vazia

Minhas vitalidades estão baixas nas profundezas do desânimo

Meu sangue…

…derrama…

VII. O Grande Final

Atenção todos Planetas da Federação Solar

Atenção todos Planetas da Federação Solar

Atenção todos Planetas da Federação Solar

Nós assumimos o controle.

Nós assumimos o controle.

Nós assumimos o controle.

Nº 81 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes de todos os tempos

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/2112-rush/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/2112-rush/