A Flauta Mágica e a Kabbalah

Dedicada aos mistérios de Ísis e Osíris, a Flauta Mágica, ópera de Wolfgang Amadeus Mozart, é uma das obras mais ricas em conteúdo iniciático da história da música. Escrita para crianças de 9 a 90 anos, não por acaso o próprio Johann Wolfgang Goethe afirmou: “O grande público encontrará deleite ao assistir o espetáculo, enquanto que, ao mesmo tempo, seu alto significado não escapará aos Iniciados”.

Malkuth: Representado por Papageno, metade homem, metade pássaro, vive numa floresta sob os domínios da Rainha da Noite. Seu trabalho é caçar pássaros e entregá-los às Três Damas em troca de guloseimas. Seu nome deriva de uma palavra grega que significa “engendrar, gerar”, pois o personagem encarna a multiplicidade dos desejos perante a unidade espiritual de Tamino. Uma alusão a Papegeai, papagaio, designação de um grau elementar da Ordem dos Iluminados. Preso ao materialismo, Papageno só pensa em tagarelar, fugir, comer, beber e encontrar sua Papagena.

Yesod: Cobertas com véu preto e armadas com uma azagaia de prata, representando o ato certo no momento certo, as Três Damas são as sacerdotisas da Lua. Residem no templo da Rainha da Noite e simbolizam a purificação do corpo físico, do corpo de desejos e da mente, seus véus pretos referem-se à Ísis Velada . Elas salvam Tamino da serpente e lhe oferecem a flauta mágica, símbolo dos poderes latentes do espírito, da divindade adormecida no homem.

Hod: Os três Gênios, os três seres de luz, os três Reis Magos, os dois Vigilantes e o Guardião da Maçonaria. Estes guiam Tamino, ajudam-no em suas escolhas e atitudes. São crianças, pois representam a pureza do Eu Superior.

Netzach: Pamina representa a natureza espiritual do ser humano, a “musa inspiradora” de Tamino. É com ela que Tamino realiza o Casamento Alquímico. “A imagem é bela e fascinante, como olho algum jamais viu antes… Será amor tal sensação? Sim, amor! Não outra emoção” (Tamino ao ver Pamina pela primeira vez)

Tiferet: De origem nobre, Tamino representa os Iniciados que realizam a Grande Obra, a Magnus Opus. No início da ópera Tamino é perseguido por uma serpente, símbolo dos desejos inferiores, representa a sua sexualidade, sua libido. As três Damas matam a serpente indicando que Tamino alcançou a vitória sobre a natureza inferior.  Disposto a lutar, a enfrentar desafios, a fim de conquistar a fraternidade e o amor, Tamino encarna a via longa da alquimia, semeada de provas.

Geburah: Monostatos, além de traidor e perverso, é um escravo forte e rude. Quem assistiu a ópera com atenção verá em Monostatos a exata representação de alguém que faz o mal uso da energia agressiva de Marte.

Chesed: Os três Sacerdotes são os principais guias de Tamino. São eles que propõem o Isolamento, a Solidão e o Silêncio, cobrem o seu rosto com um capuz e o conduzem a iniciação.

Binah: Representante da força das trevas, a Rainha da Noite manipula sua filha Pamina, para assassinar Sarastro, e posteriormente destruir seu templo.

Hochma: Sarastro governa o templo da Sabedoria. Sábio, humilde e servidor, seu personagem é uma referência clara a Zoroastro.

Kether: Templo do Sol ou Templo da Luz, local sagrado onde ocorrem as iniciações e as transmutações, onde Tamino e Pamina são purificados pelos quatro elementos e realizam o Casamento Alquímico, a Grande Obra.

O Tarot

 Coro dos Sacerdotes

“Glória aos iniciados! Da noite, vencedores! A Ísis e Osíris Graças e louvores! A força triunfou, E por prêmio, abençoa O Saber e a Beleza com eterna coroa”

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-flauta-m%C3%A1gica-e-a-kabbalah

As Táticas da Magick

“O cérebro humano opera evidentemente de acordo

      com alguma variação do princípio enunciado em

 The Hunting of the Snark: ” O que eu te disser

 três vez é verdade” é verdade”.

Norbert Wiener, Cybernetics

 

A ideia mais importante do Livro da Magia Sagrada de Abra-Melin o Mago é a fórmula aparamente simples “Invo­car muitas vezes.”

Na Teoria do Comportamento, de Pavlov, Skinner, Wolpe. etc., a forma mais conseguida de tratamento para as chamadas doenças mentais pode muito bem ser resumida em três palavras semelhante: “Reforçar muitas.” (Para to­dos os efeitos práticos, “reforçar” significa aqui o mesmo que o termo do leigo “recompensar”) A essência da Teoria do Comportamento é recompensar o comportamento; a medida que se sucedem as recompensas, o comportamento de­sejado começa ocorrer com cada vez maior frequência, “como por magia.”

Como todos sabem, a publicidade baseia-se no axioma “Repetir muitas vezes.”

Aqueles que se consideram “materialistas,” e que julgam que o que o “materialismo” lhes exige a negação de todos os factos não conformes com a sua definição de “matéria”, sentem-se naturalmente relutantes em admitir a lista extensa e bem documentada de indivíduos que foram curados de doen­ças graves por essa forma de magick tão vulgar e absurda conhecida por ciência cristã. Não existe nenhuma diferença essencial entre a magick a Terapia do Comportamento, a publi­cidade e a ciência crista. Todas elas podem ser condensadas na fórmula simples de Abra-Melin, “Invocar muitas vezes.”

A realidade é termo-plástica e não termo-estável. Ela não totalmente disparatada, corno o senhor Paul Krassner certa vez afirmou, mas encontra-se omito mais perto disso do que geralmente supomos Se nos disserem vezes suficientes que “Budweiser a rainha das cervejas,” a Budweiser aca­bará por saber um nadinha melhor e talvez mesmo multo melhor do que antes desse encantamento ter sido lançado. Se um terapeuta do comportamento a soldo dos comunistas o recompensar de cada vez que você repetir um slogan comu­nista. você começará a repeti-lo mais veres, passando a apro­ximar-se do mesmo tipo de crenças que os cientistas cristãos usam para os seus mantras. E se um cientista cristão repetir para si próprio todos os dias que a sua úlcera lá desaparecer, ela desaparecerá mais rapidamente do que sucederia se ele nunca se tivesse enjeitado a esta campanha caseira de publici­dade. Finalmente, se um mágico evocar vezes suficiente o Grande Deus Pã, o Grande Deus Pã acabará por surgir, do mesmo modo como o comportamento heterossexual a surgir em homossexuais que estejam a ser tratados (alguns diriam maltratados) através da terapia do comporta­mento.

O oposto e recíproco de “Invocar muitas vezes” é “Banir muitas vezes”

O mágico que deseje uma manifestação de Pã não apenas invocará Pã directa e verbalmente, como também cria­rá ambientes de Pã no seu tempo, reforçando as associações com Pã em todos os seus gestor, e usando peças de mobiliário, cores e perfumes associados com Pã, etc.; mas também bani­rá verbalmente todos os outros deuses, através da remoço das mobílias, cores e perfumes associados com eles. e banindo-os também de todos os outros modos possíveis. O terapeuta do comportamento chama a este procedimento de “reforço negativa” e, ao tratar um doente com, a fobia dos elevadores, não apenas reforçará (recompensará) todas as situações era que o paciente andar de elevador sem evidenciar terror, como tam­bém reforçará negativamente (castigará) todas as indicações de terror evidenciadas pelo doente. Evidentemente, o cientista cristã usa rnantras ou encantamentos que, simultaneamen­te, reforçam a saúde e reforçam negativamente (afastam) a doença. Dum modo semelhante, um anuncio publicitário não apenas motiva o consumidor para o produto do patrocinante, como desencoraja também o interesse por todos os “falsos deuses,” reduzindo-os à desprezada e desprezível Marca X.

O hipnotismo, o debate e inúmeros outros jogos apre­sentam todos o mesmo mecanismo: Invocar muitas vezes e Banir muitas vezes.

O leitor que estiver interessado em alcançar uma com­preensão mais profunda desta questão poderá consegui-la aplicando na prática estes princípios. Faça esta experiência muito simples. Durante quarenta dias e quarenta noites, comece cada dia invocando e glorificando o mundo como se ele fos­se uma expressão das divindades egípcias. Recite de madrugada:

Abençoo Ra, o brilhante e quente sol

Abençoo Isis-Luna na noite

Abençoo o ar, o falcão de Hórus

Abençoo esta terra em que caminho

Repita ao nascer da Lua. Prossiga durante os quarenta dias e quarenta noites. Garantimos sem quaisquer reservas que, no mínimo, o leitor se sentirá mais contente e mais em casa neste canto da galáxia (e compreenderá também melhor a ati­tude dos índios americanos para com o nosso planeta); no má­ximo, obterá recompensas muito para além das suas expectati­vas, convertendo-se ao uso deste mantra para o resto da sua vi­da. (Se os resultados forem excepcionalmente bons, poderá mesmo começar a acreditar nas antigas divindades egípcias.)

Uma selecção de técnicas mágycas incapazes de ofen­der a razão de qualquer materialista pode ser encontrada em You Are Not the Target (que poderoso mantra é este título!) de Laura Archera Huxley, Gestalt Therapy de Perls, Hefferline e Goodman, e Mind Games de Masters e Houston.

Evidentemente, tudo isto se resume à programação da nossa própria realidade através da manipulação de aglomera­dos apropriados de palavras, sons, imagens e energia emocional (prajna). Mas a faceta da magick que mais desconcerta, espanta e escandaliza a mentalidade moderna é aquela em que, agindo á distância, o operador programa a realidade de outra pessoa. Para este tipo de mentalidade, a afirmação de que seria possí­vel programar uma dor de cabeça para o presidente dos Esta­dos Unidos pareceria incrível e insultuosa. Pessoas assim pode­riam aceder em que essa manipulação de energia fosse possível caso o presidente estivesse informado dos nossos propósitos, mas nunca aceitariam que o feitiço funcionasse também se o seu receptor não se encontrasse consciente da maldição.

Sendo assim, o materialista afirmará então que todos os casos em que, nestas condições, a magia parece resultar, não passam de ilusões, enganos, alucinações, “coincidências,” má compreensão, “sorte,” acidente ou pura fraude.

Ao tomar esta atitude, o materialista não parece com­preender que ela equivale a afirmar que, afinal, a realidade é mesmo termo-plástica – pois está a admitir que muitas pessoas vivem em realidades diferentes da sua. Mas em vez de o deixar­mos debatendo-se com esta auto-contradição, sugerimo-lhe que consulte Psychic Discoveries Behind the Iron Curtain, de Óstrander e Schroeder – e especialmente o capítulo 11, “Dos Animais à Cibernética: A Procura duma Teoria da Psi.” Poderá então perceber que, quando a matéria acabar por ser totalmen­te compreendida, não existe nada que um materialista precise de rejeitar na acção mágica á distância, que está a ser ampla­mente explorada por cientistas afectos à rígida causa do mate­rialismo dialéctico.

Aqueles que têm mantido vivas as antigas tradições da magick, como a Ordo Templi Orientalis, compreenderão que o segredo essencial é sexual, e que podemos encontrar mais luz nos escritos do Dr. Wilhelm Reich do que nas actuais pesquisas soviéticas. Mas o Dr. Reich foi encarcerado como tolinho pelo governo americano e não nos passaria pela cabeça pedir aos nossos leitores que considerem a hipótese do governo america­no alguma vez se haver enganado.

Qualquer psicólogo adivinhará imediatamente os si­gnificados simbólicos mais prováveis da Rosa e da Cruz; mas nenhum psicólogo dedicado à pesquisa psi parece ter alguma vez aplicado esta chave na decifração dos textos mágicos tradi­cionais. A mais antiga referência à franco-maçonaria em inglês surge em “Muses Threnody” de Anderson, 1638:

Porque nós somos irmãos da Cruz Rosada

Nós temos a Palavra Maçónica e a segunda visão (1)

mas nenhum parapsicólogo seguiu ainda a pista evidente conti­da nesta conjunção da rosa vaginal, a cruz fálica, a palavra da invocação e o fenómeno da projecção do pensamento. Parte desta cegueira pode ser explicada pelos tabus contra a sexuali­dade que ainda se encontram latentes na nossa sociedade; sen­do a outra parte o medo de abrir a porta ás formas de paranóia mais insidiosas e subtis. (Se a magick pode funcionar à distân­cia, diz o pensamento reprimido, qual de nós se encontra segu­ro?) Um estudo profundo e objectivo da histeria anti-LSD na América iluminará melhor os mecanismos de evitamento aqui discutidos.

O racionalista descobrirá evidentemente ainda outras ofensas e afrontas no estudo mais aprofundado da magick. To­dos sabemos, por exemplo, que as palavras não passam de con­venções arbitrárias sem nenhuma ligação intrínseca com as coisas que simbolizam. No entanto, a magick utiliza as palavras de tal modo que parece implicar a existência de alguma co­nexão, ou mesmo identidade, deste tipo. Se o leitor se encon­trar disposto a analisar alguns exertos de linguagem geralmen­te não considerados como mágicos, poderá conseguir descobrir parte da resposta. Por exemplo, o padrão 2 + 3 do “lo Pan! lo Pan Pan!” de Crowley não difere muito do 2 +3 de “Santa Ma­ria, Mãe de Deus.” Assim, quando um mágico nos diz que. no momento mais intensamente emocional da evocação, devemos gritar “Abracadabra” e nenhuma outra palavra, ele está a exa­gerar; poderíamos utilizar outras palavras; mas faremos abor­tar os resultados se nos afastarmos muito do ritmo pentatónico de “Abracadabra.”

O que nos trás de volta à teoria mágica da realidade.

Escreve o Mahatma Guru Sri Paramahansa Shivaji em Ioga para Tolinhos:

 

Consideremos um pedaço de queijo. Dizemos que ele tem certas qualidades, como forma, estrutura, cor, so­lidez, sabor, cheiro, consistência e outras mais; mas a investigação demonstrou que elas são todas ilusórias. Onde se encontram então estas qualidades? Não no queijo, pois observadores diferentes farão descrições delas muito diferentes. Em nós também não, pois não as sentimos na ausência do queijo.

Que qualidades serão então essas sobre as quais nos sentimos tão certos? Elas não existiriam sem os nos­sos cérebros; não existiriam sem o queijo. São o resul­tado da união, isto é, do Ioga, daquilo que vê e daqui-lo que é visto, do sujeito e do objecto…

Um físico moderno não encontraria aqui motivo para discórdia; e esta é a teoria mágica do universo. O mágico assu­me que a realidade sentida – o conjunto de impressões filtra­das pelos sentidos e processadas pelo cérebro – é radicalmente diferente da chamada “realidade objectiva.” Como dis­se William Blake, “O louco não vê a mesma árvore que o sábio vê.” Sobre a realidade supostamente “objectiva” pouco mais podemos fazer do que especular ou elaborar teorias que, se formos muito cuidadosos e subtis, não contradirão nem a ló­gica nem os relatos dos sentidos. Esta falta de contradição é a lógica; existem sempre algumas divergências entre a teoria e a lógica, ou entre a teoria e os dados dos sentidos. Por vezes pas­sam-se séculos sem essas divergências serem descobertas (por exemplo, o afastamento de Mercúrio em relação ao cálculo newtoniano da sua órbita). E, mesmo quando é alcançada, esta falta de contradição prova apenas que a teoria não é totalmen­te falsa. Em caso algum prova que a teoria é totalmente verda­deira – pois, a partir dos dados disponíveis em determinada al­tura é possível construir um número indefinido de teorias. Por exemplo, as teorias de Euclides, de Gauss e Riemann, de Lobachevski e de Fuller resultam todas razoavelmente bem na superfície da Terra. Quanto ao espaço interestelar, não se tem ainda a certeza se o sistema que resulta melhor é o de Gauss­-Riemann ou o de Fuller.

Ora, se dispomos assim de tanta liberdade para esco­lher as nossas teorias sobre a “realidade objectiva,” seremos ainda mais livres no aspecto da decifração da realidade sentida. A pessoa média vê como foi ensinada a ver – isto é, como foi programada pela sociedade. O mágico é um auto-programador. Usando a invocação e a evocação – que, como mostramos aci­ma, são funcionalmente idênticas ao auto-condicionamento, à auto-sugestão e à hipnose – ele selecciona ou orquestra, co­mo um artista, a realidade sentida. (É evidente que, inconscien­temente, todos procedemos assim; ver o parágrafo sobre o queijo. O mágico, agindo conscientemente, controla esse processo.)

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Nota:

(1) N. do T. – No original, “For we be brethren of the Rosey Cross / We have the Mason Word and second sight.”

Bibliografia: Robert Anton Wilson, O Livro dos Illuminati.
Editora Via Óptima, Porto, 1º edição, Dezembro de 1985.

Robert Anton Wilson

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/as-taticas-da-magick/

Pacto com Lucifugo Rofocale

Venha Participar de um ritual de Alta Magia que tem por objetivo abrir os portais da Riqueza e da Prosperidade para o praticante. Este é um ritual sério que nada tem a ver com Pactos Demoníacos e entidades maléficas.

@MDD – antes de comentar o resto do Spam, uma pergunta: Se o Lucifugo Rocambole é o maior mestre em distribuir riquezas no planeta, por que vocês ainda não estão ricos nem prósperos?

Sabemos que existem muitos mitos que rodeiam sobre rituais de Alta Magia e Pactos e que assim povoam o consciente da maioria das pessoas com pensamentos assustadores e tenebrosos. Não são medos infundados, pois desde a Inquisição muitas estórias foram inventadas para colocar medo naqueles que ousassem desobedecer as ordens da Igreja Romana. Além disso, são comuns em nossos tempos, pessoas praticarem ritos absurdos com entidades do plano inferior oferecendo a própria alma em troca de poucos anos de riqueza.

Nosso Ritual não tem nada a ver com isso!

@MDD – ufa… fico feliz. quase me convenceu…

Trata-se de um ritual sério, bonito, fundamentado em conhecimento, não na fé cega. Nosso Ritual não ofende a nenhuma religião, não blasfema contra nenhum Deus, não é um ritual de cunho sexual, não há nudismo, não há venda de almas e nem sacrifícios de sangue. E, além disso, funciona melhor que qualquer outro ritual que se possa ter notícias. Simplesmente porque não há nenhuma entidade superior à do nosso ritual na função de distribuir riquezas em nosso planeta ? Nosso Ritual é para Reis ? Venha Reinar Conosco!

@MDD – Aqui entra uma dúvida… Se o tal “ritual de prosperidade para Reis” funciona, por que vocês precisam ficar mendigando pessoas através de SPAM para fazer o ritual? Por que o tal lucifugo simplesmente não faz vocês ricos e resolve o problema?

O ritual é realizado individualmente em nosso Castelo (de forma secreta), ou seja, sem que ninguém mais necessite saber que vós realizou o ritual (isso será entre você e os Mestres Magos possuidores do Rito (e somente com tal discrição existirá o retorno esperado ? não prossiga sem total discrição)

@MDD – “Vós realizou”? “Mestre magos”? “castelo”? Pode isso, Arnado?

\’Para obter algo que você nunca teve, precisa fazer algo que nunca fez\’. Através desse ritual, nós vos apresentamos à uma Poderosa Entidade Espiritual, incumbindo-lhe a missão de trazer-lhe riquezas e bens materiais. Você obterá também aumento da percepção, da influência, do poder e fortuna pessoal.

@MDD – eu tomei a liberdade de perguntar qual seria a bagatela do “pacto” e descobri que pode chegar a três mil Dilmas… Daí, novamente, pergunto: se a entidade é tão poderosa assim, bem que ela poderia deixar as pessoas pagarem DEPOIS de fazer o pacto, ne? ou, melhor ainda, já dar direto para os “mestres dos magos” toda essa riqueza… só perguntando…

O nosso Rito possui alta tensão mágicka e não meras formalidades teatrais ou simbólicas. O que pode ser descrito (é bem limitado, pois não deve ser exposto). Em sua iniciação você passará por algumas preparações fundamentais, que seguem toda uma tradição ritualística, essa cerimônia é individual e realizada somente com sua presença em nosso Castelo, na região de Xxxxxxxx/Pr; em data específica, com absoluto sigilo. Seu corpo astral receberá \”marcas\” que serão reconhecidas por outros seres astrais, além do recebimento de alguns \”itens\” (que não podemos descrever aqui)

.

@MDD – “alta tensão mágicka” uia! “Marcas no corpo astral”… da alta tensão mágicka eu não sei, mas as marcas no corpo astral eu aposto que as pessoas receberão rsrsrs

Para participar do ritual é preciso antes fazer o Curso Preparatório e também uma preparação pessoal antes do rito. Além disso, nós temos que confeccionar a jóia ritualística, os utensílios mágickos, vestimenta e pergaminho sagrado que será usado por vós na realização do ritual.

@MDD – que custa cerca de 30-40 Dilmas. Meio miserável para um demônio que diz que vai dar riqueza, ne? 30,00 é troco de pinga. Essa história toda está meio suspeita…

*Existem diversos custos que envolvem esse forte ritual e portanto esse custo é repassado ao interessado(a) que também deve contribuir com o Xxxxxx Xxxxxx, assim sendo, a taxa de participação é um investimento único de R$3.000,00 (Três Mil Reais) = um único investimento para uma nova vida de absoluto sucesso.

@MDD – Esse Lucifugo Rocambole trabalha com Telexfree também? Porque me falaram que é muito bom e vai me deixar rico também, e nem precisa trabalhar. Pode parcelar no cartão de crédito?

*pagamento no valor acima à vista e antecipado ao agendamento do ritual.

*consulte opções de parcelamento da taxa ? com cheque ? valor diferenciado.

O nosso ritual é um rito de Alta Magia somente para os Reis!

@MDD – Sem querer ser chato mas já sendo… “Reis” já são prósperos e não precisam de pactos picaretas. Quem está ferrado e precisa de dinheiro não tem os três mil dilmas… no final das contas, vocês acabam pegando os trouxas que querem ser espertos, o que acaba me deixando pensativo se eu deveria ou não avisar as pessoas sobre picaretagens desse tipo. É para se meditar…

Os Reis são aqueles que tem a mente aberta e têm coragem de encarar o mundo como ele realmente é!

Os Reis são aqueles que se responsabilizam pelos seus atos ao invés de compadecer-se de suas próprias dôres!

@MDD – Se os reis se responsabilizam por seus atos, por que deixar sua prosperidade nas mãos do Lucifugo? não seria mais lógico se as próprias pessoas conquistassem a prosperidade?

Os Reis compreendem que não ser escravo da matéria não significa viver na pobreza e sim possuir e dominar todo o qualquer bem que vier a desejar. Os Reis reinarão sobre todas as coisas materiais. E os escravos servirão!

@MDD – Ai chegamos a um consenso: “os escravos servirão!”

Se você realmente tem interesse e está preparado para vir reinar conosco;

***NÃO RESPONDA ESSE EMAIL***

SE VÓS TIVER REAL INTERESSE ENVIE EMAIL PARA:

@MDD – “Vós tiver” doí os olhos… sério mesmo… aprende a conjugar verbos quando quiser falar difícil.

*** Ligar ou enviar email somente se vós tiver real interesse, discrição e condições de realizar o ritual em Xxxxxxxxxxx/PR.

@MDD – Eu não sou muito discreto, mas fiz um jabá de vocês aqui.

#Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/pacto-com-lucifugo-rofocale

Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (AMORC)

O livro “O Domínio da Vida” distribuído pela AMORC aos seus candidatos apresenta a Ordem como tendo nascido a quase 3.500 anos, no Egito. Nesta época o velho Egito atingiu um grau elevado da sua evolução, a religião e os conhecimentos científicos se fundiram. Para preservar esses conhecimentos foram criadas as escolas-de-mistérios, administrada pelos sacerdotes. A primeira reunião teria ocorrido no dia 1º de abril de 1489 a.C., no Templo de Kanark. A partir desta data, passaram a se reunir todas as quintas-feiras subseqüentes. A princípio, não foi usado nenhum nome parecido ou derivado da palavra rosacruz. A Ordem Rosacruz apenas tem suas raízes na antiga Fraternidade.

O faraó Ahmose I (1580 a.C.), foi o primeira a dirigir essa classe, antes governada pelos altos sacerdotes do Egito. É tido como fundador da Ordem o Faraó Tutmés III, da XVIIIª dinastia, por volta de 1350 a.C. Teria o Faraó fundado uma fraternidade secreta, com o objetivo de estudar os mistérios da vida, assim como as tradições osirianas. Tutmés III usava sua insígnia pessoal, um escaravelho, que se tornou selo da ordem e hoje é usado pelos rosacruzes. Após A morte deste faraó, seu filho Amenhopet II passa a reger e assume os encargos do pai na fraternidade em setembro de 1448 a.C.. Em 1420 a.C. foi sucedido por seu filho, Thutmose IV, e este por Amenhopet III, que finalmente foi sucedido por seu filho Amenófis IV (ou Akhenaton – XVIII Dinastia), que particularmente é importante na história da Ordem Rosacruz. Considerado o primeiro Grande Mestre da Ordem, seu reinado é marcado pela instauração aos poucos do conceito monoteísta, a crença em um Deus único, criador de tudo o que existe. Esse deus chamava-se Aton, e acabou dando um novo nome ao faraó; Akhenaton (Devoto de Aton) [leia sua biografia na nossa área de Biografia dos Grandes Ocultistas]. Seu pai construíra o templo de Luxor, dedicado a fraternidade.

Foi Akhenaton quem construiu uma nova capital em El Amarna e um templo em forma de cruz dedicado à Aton. Neste templo vivia cerca de 236 Frates em regime monásticos. Eles usavam um cordão na cintura e viviam com a cabeça coberta. O sacerdote vestia um sobrepeliz de linho e tinha um corte de cabelo circular na cabeça. Akhenaton introduziu a cruz e a rosa como símbolos e adotou a CRUZ ANSATA Como emblema a ser usado por todos os mestres da ordem.

Com a morte de Akhenaton , terminou a primeira fase da Fraternidade. E os sacerdotes contrariados retomam o culto politeísta para agradar ao povo.

Não se pode esquecer que Moisés, filho da tribo de Levi, foi criado no Egito como filho de faraó Amenhotep, recebeu a educação de um herdeiro, freqüentou as escolas egípcias e provavelmente as escolas-de-mistérios, onde adquiriu o dogma de Monoteísmo. O dogma do “Deus Único”, era interpretação da Fraternidade Egípcia e constituía ensinamentos do Faraó Akhenaton que fundara a primeira religião monoteísta conhecida pelo homem.

Com a queda do império egípcio, cabe às Escolas de Mistério gregas perpetuarem os segredos.

Segundo os escritos da AMORC, durante o século XII, ela se desenvolveu na Alemanha, mas era secreta e inativa em suas manifestações externas. Este período de inatividade duraria cerca de 108 anos. Segundo muitos historiadores a fraternidade funcionava em períodos de atividades e outro de inatividade alternadamente e cada período duraria cerca de 108 anos, porém não se sabe porque esses ciclos foram adotado. Parece que a cada novo ciclo a Ordem renasce e sem ligações com os ciclos anteriores., sabe-se também que a diferença nos ciclos de atividade e inatividade, variava de país para país. Por isso quando a Fraternidade estava ativa na Alemanha, ela estava inativa na França. Esta falta de coincidências dos ciclos dificulta muito os estudos históricos para determinar a origem exata da Fraternidade em cada país.

O novo ciclo teve início no ano de 1915 (em 2007 teremos 92 anos de atividade), nos Estados Unidos, com Harvey Spencer Lewis primeiro Imperator sendo ele mesmo seu representante perante a FUDOSI, uma federação independente de ordens esotéricas. No início a sede da AMORC era na cidade de Nova Iorque, tendo lojas em São Francisco e Tampa, no estado da Flórida. A sede da Suprema Grande loja foi deslocada em 1927 para San José, na Califórnia. Em 1990, a sede foi transferida para a Cidade de Quebec, no Canadá.

O Dr. Lewis teria sido iniciado na tradição rosacruciana na Europa, em Toulouse, na Ordre Rose-Croix, por Emille Dantine. Como parte desse iniciação, foi ortogado ao Dr. Lewis cartas de autorização para fundar a AMORC como um novo corpo rosacruciano nos Estados Unidos. Através de seus inúmeros contatos europeus, o Dr. Lewis se associou à Madame May Banks-Stacy, uma das últimas sucessores da colônia original de rosacruzes que migraram para a América nos fins do século XVII. Já no final dos anos 20, ele se tornou uma figura notável e muito conhecida no mundo esotérico. Harvey Spencer Lewis morreu em 1939 e lhe sucedeu no cargo de Imperator seu filho, Ralph Maxwell Lewis, quem lhe servia anteriormente de Grande Secretário. Gary L. Stewart foi apontado para o cargo de Imperator para susceder Ralph Maxwell Lewis em 1987. O atual Imperator é Christian Bernard, que foi eleito para o cargo de Imperator em 1990.

A Ordem também é conhecida por seu nome em Latim, Antiquus Mysticusque Ordo Rosæ Crucis ( = Antiga e Mística Ordem Rosa-Cruz, de onde temos a sigla AMORC). Esta denominação é a simplificação de “Antiga e Arcana Ordem da Rosa Vermelha e da Cruz Dourada”.A AMORC é a maior fraternidade rosa-cruz existente, em número de membros e de países em que possui membros ativos. Hoje, essa sociedade possui lojas em mais de 50 países.

A AMORC considera que provavelmente foi filósofo e ensaísta inglês Sir Francis Bacon (1501-1626) o autor do Fama Fraternitas e de outros trabalhos que reavivaram a Ordem na Alemanha. O livro “The New Atlantis”, escrito por ele, parece indicar esta conexão, segundo a Ordem.

A Segunda Grande Guerra Mundial teve um impacto devastador sobre os membros de muitas ordens esotéricas, já que tais ordens passaram para ilegalidade sob as leis nazistas de Adolf Hitler. Várias lideranças conhecidas foram presas, perseguidas, e em alguns casos, assassinadas pela GESTAPO. Outros ainda encontraram seu triste fim em campos de concentração, como prisioneiros comuns. A AMORC, estando protegida de tais perseguições, estando bem fundada nos Estados Unidos, cresceu imensamente nesse duro período. Após a destruição causada pela guerra, muitas ordens encontraram a apoio necessário na AMORC para retomarem seus trabalhos. Eventualmente, muitas ordens foram incorporadas pela administração da AMORC, em San José, como é o caso da Ordre Rose-Croix e da Ordre Martiniste Traditionnel (Tradicional Ordem Martinista – TOM).

A hierarquia da AMORC compreende 12 graus.

A Ordem Rosacruz-AMORC apresenta-se oficialmente com o símbolo do Sol Alado tendo acima a palavra “AMORC” e abaixo “Ordem Rosacruz”, Segundo a Ordem, através da história um número proeminente de pessoas no campo da ciência e das artes foram associados com o movimento Rosa Cruz, como Leonardo da Vinci (1452-1519), Francoix Rabelais (1494-1553), René Descartes (1596-1650), Blaise Pascal (1623-1662), Baruch Spinoza (1632-1677), Isaac Newton (1642-1727), Gottfried Wilhelm Leibnitz (1646-1716), Benjamin Franklin (1632-1677), Thomas Jefferson (1743-1826), Claude Debussy (1862-1916), Erik Satie (1866-1925) e Edith Piaf (1915-1952).

A Grande Loja do Brasil da Ordem Rosacruz implantada em 1956 no Rio de Janeiro, foi transferida para Curitiba em 1960. O templo faz parte de um conjunto arquitetônico de 06 edifícios em estilo egípcio em homenagem aos seus primeiros membros que (supostamente) se reuniam nas câmaras secretas da grande pirâmide. Nos outros edifícios funcionam a administração geral, o auditório “H. Spencer Lewis”, um memorial com pirâmide e a Loja Curitiba, onde funcionam a biblioteca e o museu com reproduções de peças egípcias de várias dinastias, inclusive papiros e múmias.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/antiga-e-mistica-ordem-rosa-cruz/

A estrutura do medo e seu efeito na psique

A premissa fundamental da sociedade é a moral e consequentemente a lei. A moral, sendo a causa primaria, configura a lei e e então cria socialmente o certo e o errado. Em todos os meios sociais do mundo, por mais estranhos que suas estruturas morais possam ser, ambas mantem consigo uma padronização e um efeito subsequente do caminho do erro – a culpa.

A moral como em tudo em que se está na mente humana muda de acordo com os tempos. A escravidão assim como o holocausto, as barbaridades de guerra foram todas justificáveis dentro de seus contextos pelos seus líderes. Hoje em dia as mesmas são abominavelmente repudiadas e o sentimento de culpa não somente guarda a geração que gerou como também se perpetua em seus descendentes.

Segundo Anton Szandor LaVey, a culpa é a forma que a mente usa para se castigar. LaVey dá um passo adiante e afirma que, qualquer ato magicko com sentimento de culpa é o suficiente para fazer o ato voltar contra si. Spare em seus Zos Kia flagrava a mesma ideia, afirmando que uma magia sob efeito peculiar da culpa é um tiro pela culatra. Mas precisamos entender, de onde vem essa culpa?

A magia é um efeito secundário da mente humana. É necessário ter claro em mente que quando se faz magia, você está apenas afirmando para sua cabeça que está em um ritual, mas esse efeito não se limita a ritualística. Qualquer ato de vontade é um ato com potencial de causar efeitos na realidade. Quando se aprende magia deve-se entender dois paradigmas bases para manter-se no jogo:

a) sua mente é maior que sua consciência, portanto sua consciência e sua mente não são a mesma coisa, mas partes de uma estrutura.
b) o que sua consciência jogar para dentro da sua mente, vai refletir nela.

Usarei duas metáforas para explicar os dois paradigmas da mente x consciência:

Metáfora A

Imagine um copo de cerveja. A parte branca, a espuma, é a sua consciência. A parte amarela, a cerveja em si, é a sua mente. Embora ambas sejam “cerveja” as duas partes não se misturam. A consciência, é o que experimenta os lábios tocando a borda do copo e é a primeira a adentrar na boca do mundo experimental. Logo em seguida, a cerveja – mente – é absorvida pelo mundo experimental. Ambas experimentando a salvia do mundo experimental, porém a saliva do mundo fica misturada na mente – cerveja – não na espuma – consciência.

Metáfora B

Se qualquer coisa cair no copo de cerveja – algum petisco que o mundo experimental está comendo ao mesmo tempo que bebe você – cerveja – essa coisa vai ultrapassar sua consciência e então ficar no fundo no copo, na cerveja, sua mente. E por um efeito secundário, isso pode refletir no gosto da cerveja. Pervertendo a cerveja, consequentemente perverte o paladar do mundo experimental e acontece o efeito de repulsão.

 

O efeito de Repulsão

Quando a sua mente absorve qualquer tipo de anomalia, ela começa a se refletir na sua consciência. E então, começa a expandir para qualquer um que entrar em contato com você. E de três, uma:
a) Você apodrece o seu redor.
b) Você é expulso de onde estava.
c) você atrai pessoas com o mesmo estado de deterioração.

Os mais sortudos podem ter mais de um efeito ou os três ao mesmo tempo. Mas em magia entramos em um ponto em que, a mente se castiga. A mente humana precisa de uma conduta. Crowley quando percebeu isso, estabilizou a Lei de Thelema. E antes que você dignifique a filosofia como um caráter do comunismo ( o que eu torço para que não) afirmamos: uma mente que não tem seu sistema estabilizado de moralidade incutido como um sub sistema religioso, se torna uma mente regida pela moral social vigente.

Por isso que é o trabalho sumo do magista é fortalecer a própria ideologia em seu subconsciente. Quando Hitler criou uma saudação, uma bandeira, um símbolo, qualquer ato feito contrario ao senso comum era automaticamente perdoado pela nova regência moral. Eliphas Levi, em seu dogma e ritual da alta magia, afirmou sobre as correntes magicas.
Mas o que acontece quando uma mente completamente caótica, sem nenhum fundamento, interage com magia para fins nocivos?
A mesma se auto destrói. E destrói o magista.
A destruição não é um ato imediato. Nenhum magista é condenado um dia após fazer seu ritual contra um desafeto.Ela se aprofunda na mente até ser diluída e então, quando o ato está diluído/esquecido, apodrece a mente. O primeiro sintoma disso é como a pessoa se porta. O comportamento é profundamente afetado por causa disso e então os efeitos subsequentes começam a agir. Lei tríplice? Karma? Retorno?
Todos esses conceitos foram elaborados a partir desse efeito. A nomenclatura obviamente, fez com que seus escritores contemporâneos buscassem vários significados a mais, muitas vezes vulgares para os mesmos. O que nós agora estamos chamando de “efeito repulsa” é simplesmente quando você faz algo que sua mente sabe que está errado e então insiste. A partir dessa premissa você começa a se destruir. A moral judaico cristã impede muitas pessoas de se darem bem na magia e de fato é um empecilho. Mas desvincular-se da mesma foi parte integrante de todos as formas de magia atuais.
Seja um esbá wicca mensalmente celebrado, ou missas negras, ou rituais de adoração ao sol dos thelemitas, tudo visa apenas reestruturar a sua mente para que ela não sofra repulsa. É muito comum no meio magicko ouvirmos falar “ ah minha vida deu tudo errado porque comecei a mexer com magia” e similares. Nada disso vem exatamente da magia, mas sim da própria mente. E a consciência, distorcida pela forma que a mente enxerga a magia, acaba mutilando a vida do buscador.
Mas isso não é tudo. Ainda há um jeito da magia destruir a própria pessoa, independente do quão profundo ela já esteja ligada a outro sistema/filosofia e desligada do cristianismo.

Cérebros Suicidas: como reconhecer

Quando praticamos magia tendemos a sentir-nos deuses. É de fato uma filosofia comum hoje em dia, aonde o magista é seu próprio deus. Essa premissa que muito ajuda em trabalhos cabalísticos pode ser a passagem direta para a guilhotina. Uma cabeça tola cava a própria cova. Por sermos animais, nosso instinto de sobrevivência costuma falar alto demais. Nós buscamos profundamente satisfazer nossas necessidades básicas como referidas na piramide de Maslow, mas também as satisfações do ego. E isso inclui:

a) vinganças

b) ambição/luxuria desenfreada
c) confusão mental
Viver pelo próprio ego tem um contra efeito aonde a pessoa busca satisfações de desejos mínimos e indulgencia muito mais fácil seus erros que os dos outros. Afinal, apontar é mais fácil que corrigir. Esse tipo de mente, quando apegada a cada detalhe de si próprio, e perdido em sua egolatria destrói a sua própria magia e a si próprio. E é fácil reconhecer: eles querem se vingar de tudo e de todos. Eles querem destruir tudo e todos. Eles querem no fundo, somente ser destruídos. Eles redirecionam as falhas de si próprios para os outros e então, cada alvo vira uma parte de si que renega e teta destruir.
Qualquer mestre megalomaníaco em magia que exija extremo respeito sob ameaça está em queda livre nessa condição. Esses cérebros suicidas são totalmente vulgares e sua magia se volta contra eles mesmos e eles não percebem.  Porem e se isso de fato estiver afetando você?
Magia sem auto analise, não é magia, é vulgaridade, macumba, ou qualquer outra palavra bizarra que quiser se referir. Magia endorsa uma base solida de auto analise, que constantemente indica o caminho para o magista seguir. Se teu cérebro está cego o suficiente para se analisar, preste atenção nas palavras que fala: se houver mais destruir que construir, tenha certeza que você está em caminho errado.

por King e Morbitvs

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-estrutura-do-medo-e-seu-efeito-na-psique/

Evolucionismo, o Conto de Fadas de Darwin

Todos nós fomos presos em uma fábula sem saber. Todos vivemos um conto de fadas sem nos atentarmos a isso, acreditamos que ele seja real. Sempre que…

Ok, você já leu o título do artigo, na verdade clicou nele para chegar aqui, vamos deixar o melodrama introdutório de lado. Na verdade, ao contrário do que possa parecer, este texto não tem como objetivo mostrar como Darwin está errado, como seus seguidores levaram o naturalismo ao patamar de uma religião e como os evolucionistas querem dominar o mundo. Este texto está sendo escrito apenas para mostrar como Darwin e o Darwinismo não estão certos.

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOHHHHHHHH!

Breque sua mente agora. Antes que qualquer idéia de Deus não existe, Monstro do Espaguete Voador, Eles Vs Nós continue a se desenvolver. A genética é uma ciência séria e bem desenvolvida. Milhões e mais milhões de dinheiros são gastos a todo o instante com ela para provar. Existem centenas e milhares de terabytes de códigos genéticos armazenados em arquivos de computadores e graças a ela você pode dizer hoje que o seu segundo dedo do pé ser maior do que o seu dedão é uma lembrença de seus antepassados egípcios. Mas o que muitos se esquecem é que a genética é uma ferramenta, apenas isso, não uma verdade final e nem algo que nos ajude a descobrir algo sobre o surgimento da vida, que parece ser o uso que estão dando para ela nos dias de hoje, a genética e a biologia sendo usadas como forma de confirmar o evolucionismo, e isso é engraçado, já que não existem provas de que a evolução exista.

Agora acredito que podemos começar com o texto de fato, e assim sendo vamos começar estabelecendo uma base comum para podermos dialogar; vamos, por assim dizer, nos familiarizar com alguns termos e conceitos para tentar eliminar o máximo possível de futuros desentendimentos. Se você é um “cético-ateu-materialista” já devo ter ganhado seu ódio a essa altura do texto. Mas como você ainda está lendo, há esperança. Comporte-se e no final ganhará uma banana.

 

Religião Vs Ciência, o vencedor é…

 

Acredito que uma das maiores frustrações dos ateus brasileiros é não haver por aqui o fundamentalismo religioso que existe em outras partes do mundo (Especialmente nos países mais primitivos como Estados Unidos e Afeganistão). Nestes lugares a religião ou tem o posto de política ou faz parte do cerne político. Aqui no Brasil não. Claro que terá gente gritando “COMO NÃO? VOCÊ NÃO ASSISTE TELEVISÃO? NÃO LÊ JORNAL?”. Respondo que não, prefiro estragar meu cérebro com algo mais saudável, como fumar meio quilo de metanfetamina por dia, do que com nossa mídia privada[1], e então novamente respondo que mesmo tendo evangélicos se elegendo deputados, tendo a igreja pressionando leis anti-aborto, religiosos pedófilos e romarias a Nossa-Senhora Aparecida todo ano no aniversário de Aleister Crowley, nossa religião é como nosso carnaval, um bando de bundões pra cima e pra baixo. Eymael, o democrata cristão tenta se eleger ha décadas, ele até mudou o jingle de sua campanha agora. Mas o máximo que temos são religiosos que de vez em quando falam que homossexualismo é doença, que roubam sem parar aqueles que querem ser roubados e que fazem passeatas pela paulista. Por Deus, pare para pensar que neste país, a pessoa que se diz a encarnação de Jesus Cristo é um senhor que aparece na televisão jogando boliche e sinuca, ele não está construindo o maior Templo religioso do mundo, nem pedindo para enviarem dinheiro para ele. Se parar para ver ele inclusive fala mal do que hoje os ateus consideram ser o cristianismo.

Assim a igreja aqui é mulata, tem seus altos e baixos, mas como toda empresa que não quer perder sua fatia do mercado. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem regiões conhecidas como Cinturões da Bíblia – Bible Belts – onde o protestantismo é levado a ferro e fogo. O filme Footloose aqui pode ser uma prova de que Kevin Bacon talvez dance melhor do que atue, lá isso é realidade. Aqui quando dizem que vão obrigar escolas a ter uma bíblia não se compara com o que acontece lá quando falam que vão tirar biologia do currículo escolar. Como no caso de Galileu, e mais para frente vamos voltar a isso, aqueles que de fato foram contra a sua idéia não foram os religiosos, foram os outros cientistas de sua época. Nos EUA, quando descem uma lei religiosa não é a igreja se impondo, são os cidadãos pedindo. Aqui uma playboy de uma bela mulher nua carregando um crucifixo pode deixar pessoas bravas, no Irã um livro sem imagens pode causar uma ordem política de morte do escritor. Nos EUA, em contra partida, as pessoas acham divertido queimar livros sagrados para mostrar como a religião está ultrapassada no melhor estilo nazista, Deus pode não existir para ficar bravo com eles, mas Hitler, se estivesse vivo, com certeza ficaria orgulhoso.

Desta forma, ser ateu no brasil é meio sem graça, da mesma forma que foi ser um hippie aqui nos anos 1960 e 1970, a tropicália podia ser boa, mas nunca foi um Woodstock. Hoje alguém dizer, por aqui, que é discriminado por ser ateu é um berro por atenção. E não digo isso da boca para fora. Já fui contratado em empresas grandes e tradicionais mesmo afirmando que era Satanista na entrevista de emprego. Se ateus sofrem discriminação, imaginem satanistas. Mas não aconteceu nada. É por isso que campanhas atéias em ônibus neste país nunca passarão de mera curiosidade. Assim, a primeira coisa que os ateus devem fazer é ter em mente que seu ateísmo deveria afetar apenas a si mesmos. Ser agressivos em relação à religião apenas torna uma crença que deveria ser arreligiosa em uma crença religiosa – “Minha fé é que Deus não existe”.

Por outro lado, religião não é catolicismo, cristianismo e islamismo. Os judeus se deram bem nessa porque uma pessoa que fale do judaísmo da mesma forma que se costumam falar de suas duas religiões irmãs é tachada de anti-semita e isso é muito feio hoje em dia. No Brasil de fato é pior ser anti-semita assumido do que ateu assumido, nessa os nazistas levaram a melhor, eles tem uma discriminação real em cima deles. A religião é simplesmente o meio que um indivíduo tem de se re ligar ao que considera sagrado. A própria palavra religião de deriva de religare.

Mas esse sagrado é Deus?

No caso dos Judeus, Cristãos, Mulçumanos, Rastafaris, Bahais, etc. sim. No caso do paganismo esse sagrado é uma mulher. No caso dos Satanistas esse sagrado é seu próprio ego satânico. No caso do Budismo é a iluminação interior. Para os Xintoistas são os antepassados, a natureza e várias deidades. No caso dos pitagóricos eram números, no caso de alguns é a música, de outros é a matemática. No caso do Morbitvs é aquela coisa que ele esconde naquela caixinha preta. Nem toda religião precisa de um Deus, e nem todo Deus é um senhor de barbas que fica bravo cada vez que você se masturba. Einsten disse certa vez que “todo aquele que está seriamente envolvido na busca da ciência se torna convencido de que um espírito está manifesto nas leis do universo, um espírito muito superior ao do homem, um espírito diante do qual nós, com nossos modestos poderes, devemos nos sentir humildes”.

Da mesma maneira que é fácil confundir religião com “Deus”, é fácil se confundir ciência com método científico. Enquanto o método científico é uma série de procedimentos pelo qual uma experiência é repetida na busca de um resultado – se depois de vários experimentos o resultado se repete então a experiência comprova ou desprova algo. O método científico necessita rigor, um rigor tão fundamental e sério que muitos cientistas acabam forjando resultados para conseguir comprovar idéias, conseguir fundos, ou mais fundos para suas pesquisas e fama. Neste aspecto cientistas não são diferentes de pastores evangélicos, independente de alguma coisa que queiram vender para os outros, também podem fazer de tudo para encher suas cuecas de dinheiro.

Já a ciência representa o conhecimento. Assim como religião se deriva de uma palavra latina, neste caso scientia. A ciência é o meio que um indivíduo tem de se ligar a uma fonte de conhecimento. E assim como os protestantes afirmam que os católicos são o diabo, que os mulçumanos juraram acabar com os infiéis cristãos e que todo mundo já tentou dar um fim ao judaísmo, as diferentes áreas da ciência adoram se atacar umas às outras. A alopatia desdenha a homeopatia, os físicos tiravam sarro de quem defendia que o universo era formado por cordas, os astrônomos gritam que ufologia é a maior fraude de todas e nenhum cientista sério leva os estudos parapsicológicos a sério. Para cada Aiatolá mulçumano que condena escritores à morte em nome da religião temos um doutor Menguele injetando tinta nos olhos de pessoas despertas em nome da ciência. Isso nos mostra que nem todo mundo sabe de fato o que é religião nem ciência, assustadoramente que nem aqueles que hoje representam a religião e a ciência parecem saber o que significa aquilo que representam.

Assim da mesma forma que é mister que se compreenda que a religião não está dentro de uma igreja e sim a igreja está dentro da religião, a ciência não está dentro de um laboratório, o laboratório está dentro da ciência. E já que Einstein foi citado uma vez, citê-mo-lo mais uma:

“Ciência sem religião é manca. Religião sem ciência é cega.”

Hoje um encontro dos mais estimados porta-vozes de ambos os lados não passa de um confronto de gente que não anda direito com gente que não sabe pra que lado deve xingar. Mas as coisas estão começando a mudar.

 

Evolucionismo Vs Criacionismo, o vencedor é…

Existe uma expressão muito interessante que, embora usada raramente em português, é bem popular nos países de língua inglesa: Cuidado para não jogar fora o bebê junto com a água do banho. O termo em inglês “Throw out the baby with the bath water” chegou a ser usado por Martin Luther em seus discursos, mas ele é ainda mais popular entre os alemães como Johannes Kepler, Johann Wolfgang von Goethe, Otto von Bismarck, Thomas Mann and Günter Grass já mostraram. A expressão deriva-se de um provérbio alemão “das Kind mit dem Bade ausschütten” e tem sua versão impressa mais antiga no livro Narrenbeschwörung de Thomas Murner, publicado em 1512. O livro de Murner traz uma ilustração de uma mãe jogando fora uma criança junto com a água suja do banho[2].

Essa expressão sugere que devemos nos livrar de erros onde algo bom é eliminado com algo supérfluo, ou pior: onde algo essencial é descartado enquanto o supérfluo é mantido. Ambas as sugestões se encaixam como uma luva aqui. A discussão de Evolucionismo Vs Criacionismo deixou o objetivo de tentar se chegar ao conhecimento sobre a vida (sua origem e seu desenvolvimento) e se tornou um braço de ferro para se provar se Deus existe ou não!

Novamente o Brasil ficou parcialmente de fora dessa discussão, que teve seu campo de batalha em solo estadunidense e se espalhou para as terras de sua antiga senhora, a Inglaterra tomando as dores da antiga colônia. Toda vez que esse assunto surge no Brasil ele é mostrado como um ignorante discutindo com um alucinado, esse assunto dificilmente encontra solo cultural para se desenvolver aqui, mas os religiosos-mirins e os pseudo-céticos adoram discuti-lo como se fosse a bolacha mais saborosa do pacote.

Na prática o que acontece é que nos EUA os religiosos e os cientistas entraram em guerra e se perderam nos detalhes, deixando o assunto principal para trás. O nome de Darwin é usado como exemplo de um herói, mesmo seu Darwinismo tendo sido revisado e corrigido até se tornar algo diverso do que ele havia proposto da mesma forma que Deus é evocado na esperança de lavar a terra dos pagãos com um novo dilúvio – ignorando que no capítulo da Bíblia que descreve como Ele criou a vida, Ele era retratado como uma presença física que fazia barulho quando caminhava e tinha uma presença real como a das árvores.

Tecnicamente o que ambas as teorias defendem são coisas diferentes. Uma defende que a vida não surgiu no planeta como resultado de acasos químicos e elétricos, a outra defende que a vida uma vez presente se adapta ao meio ambiente. Na verdade as duas poderiam se complementar, mas como todo mundo tem um lado racista esperando um motivo para brotar, os defensores de ambas as filosofias se atacam e consideram a existência do oponente um crime contra a própria fé.

Agora vejamos o centro da discussão:

“Hoje eu existo, e acesso a internet. Existem outros como eu que também acessam. Meu cão não acessa a internet nem tem diploma. Um macaco pode acessar a internet e jogar pac-man, mas ele fede mais do que eu e é mais peludo. Me convenço que existem criaturas inferiores a mim e como sou eu que estou pensando não admito nenhuma superior. De onde veio isso tudo?”

No início, milhares e milhares de anos atrás, as pessoas não possuíam a nossa tecnologia mas possuíam nossa curiosidade. Tentando explicar a vida diferentes povos chegavam a diferentes conclusões.

Os Antigos Egípcios diziam que no início havia apenas trevas e a água primordial Num, uma espécie de oceano, que continha todos os germes da vida. Surgiu então a forma suprema Khepera, que se criou a sim mesmo pronuncinado o próprio nome, Atum. Dele vieram o Ar Seco e o Ar Úmido, que deram origem ao céu e às águas, surgiram então a Terra Seca e o Céu. O mundo e a vida teriam surgido da união do céu com a terra.

Os Gregos diziam que no início havia o Caos, dele surgiu Ébero, a parte mais profunda do submundo, e Nyx a noite. Deles vieram o Ar e o Dia. Veio Gaia, a terra, que seria a base em que todas as coisas vivas tem sua origem. Urano, o céu, se casou com Gaia, a terra e deram origem a todas as criaturas.

O mito Abrahâmico diz que no princípio Deus criou o céu e a terra. A terra era sem forma e vazia e havia trevas sobre a face do abismo. O espírito de Deus se movia sobre as águas. Deus diz Faça-se a Luz e houve a luz. Então houve a separação das águas, criando o firmamento e os oceanos. Dos oceanos veio a terra seca. Da terra seca veio a vida.

Essas e incontáveis outras idéias pré século XVII acabam, em sua maioria, apontando para um princípio antes do princípio onde reinava o Caos, as Trevas, a Escuridão. De lá um princípio criador se fez, alguns o identificam com um princípio masculino, outros feminino, alguns como um casal e ainda aqueles que dizem que esse princípio era impessoal. Dai houve uma separação, as águas do céu e as águas da terra, e das águas da terra surgiram as porções de terreno seco. E da união do céu e da terra veio a vida.

Em alguns casos, antes do surgimento da matéria propriamente dita há uma explosão, um fogo insuportável, uma luz. E então tudo surge. Lembre-se que essas idéias tem sua origem há mais de 2000 anos atrás, quando espectrômetros, radares, medidores de microondas ainda não existiam – se vamos acreditar nos antropólogos e arqueólogos de plantão.

E então no século XX surge uma nova idéia que curiosamente se originou dos trabalhos de um padre católico. Em 1927 Georges Lemaitre, trabalhando com as equações de campo de Einstein chegou a algumas equações interessantes que mostravam que os desvios espectrais observados em nebulosas se deviam a uma expansão do universo. Se o universo estava se expandido algo devia ter acontecido, como uma grande explosão. Mas o que teria explodido? Um átomo primordial foi a resposta. Dois anos depois Edwin Hubble forneceu bases observacionais para a teoria de Lamaitre.

De acordo com a crença do Big-Bang, não há como se descrever o que havia antes, acredita-se que nem espaço nem tempo. Então algo explodiu, talvez uma uma concentração de matéria e energia extremamente densa e quente, e então essa explosão cria nuvens de matéria que se tornam densas. Se separam da matéria mais esparsa do universo formando estrelas e planetas. Os planetas se solidificam, e no caso da terra, assim que a massa gasosa se torna uma esfera sólida, ela se cobre de água e nuvens de vapor, com o tempo surge a terra seca desse oceano primevo e a vida surge no planeta. Hoje o Big-Bang evoluiu para novas teorias como a teoria que o nosso universo é criado quando duas membranas se chocam e energia vira energia + matéria e a história segue dai.

Todas essas histórias são ótimas para explicar o surgimento do universo, dos planetas e daquilo que nos cerca. Mas todas falham ao chegar no cerne da questão: o surgimento da vida!

O criacionismo, em sua pluralidade, afirma que a vida não brota do nada, ela precisa de um princípio criador para surgir.

O evolucionismo, proposto por Darwin, aponta que a vida evolui, mas não tem nada a ver com a origem da vida, a não ser em um aspecto distante e filosófico: se seres complexos evoluem de seres mais simples, qual teria sido o primeiro ser?

Assim os estudos científicos da origem da vida acabam envolvendo mais de uma área da ciência: química, biologia, física, astronomia e geologia. Grande parte dos evolucionistas acabam sendo os biólogos. Por algum motivo a ciência tropeçou na religião que tropeçou na ciência que tropeçou na religião e criou-se um debate que perdura hoje, principalmente nos EUA, praticamente por birra. Em teoria, enquanto o evolucionismo afirma que no momento em que a vida surge ela evolui, o criacionismo defende que um princípio criador é necessário para que se haja vida. Na prática o que acontece é que protestantes radicais ficam trocando insultos com ateus radicais e ninguém nunca chegará a lugar nenhum. Mancos tentando alcançar cegos que não sabem para que lado correr.

 

 

Surge a vida – e uma vaga idéia sobre mudança

 

Ninguém sabe como a vida surgiu. Para sermos sinceros ninguém sabe o que é a vida e como classificar um ser vivo. A vida em si é um conceito que admite mais de uma definição. Podemos dizer que vida é o período entre o nascimento e a morte de um organismo ou então aquilo que torna um ser vivo algo vivo. Mesmo na biologia há confusão, se considerando algo como “ser vivo” se esse algo demonstra pelo menos uma vez durante sua existência os seguintes fenômenos:

– Crescimento, produção de novas células;
– Metabolismo, consumo, transformação e armazenamento de energia e massa; crescimento por absorção e reorganização de massa; excreção de desperdício;
– Movimento, quer movimento próprio ou movimento interno;
– Reprodução, a capacidade de gerar entidades semelhantes a si própria;
– Resposta a estímulos, a capacidade de avaliar as propriedades do ambiente que a rodeia e de agir em resposta a determinadas condições.

O problema com essas definições é que existem exemplos que as tornam insatisfatórias:

– Um fungo é um ser vivo

Se adicionarmos o requisito de limitação espacial, através da presença de alguma estrutura que delimite a extensão espacial do ser vivo, como por exemplo a membrana celular. O problema com isso é que surgem novos problemas na definição de indivíduo em organismos como a maioria dos fungos e certas plantas herbáceas.

– As estrelas são seres vivos

Por motivos semelhantes aos do fungo.

– O fogo é um ser vivo.

Por motivos semelhantes a estrelas. O fogo nasce, cresce, se reproduz assexuadamente, possui um metabolismo (oxida), tem movimento e responde a estímulos externos. Como um rato ou um rapper ele até mesmo morre se você tira seu ar. Na verdade em alguns momentos da história (como na Pérsia Antiga) as pessoas tinham até fogo de estimação.

– Vírus e afins não são seres vivos porque não crescem e não se conseguem reproduzir fora da célula hospedeira

Mas muitos parasitas externos, que são considerados seres vivos, levantam problemas semelhantes.

Assim não há como saber exatamente o que podemos considerar algo vivo e, assim sendo, não há como apontarmos se a vida pode se originar de matéria sem vida ou não. Mas do momento em que a vida surge ela passa a se comportar de uma maneira previsível, ou não.

O evolucionismo sugere apenas uma resposta para algumas perguntas interessantes: De onde viemos? Por que existe tanta variedade de coisas no mundo? Por que uma pessoa é tão diferente de um coelho, embora tenham tanto em comum?Tecnicamente tudo o que o evolucionismo afirma é que as espécies podem sofrer transformações ao longo do tempo. Ele é um conto de fadas como todos os outros que temos e até que tenhamos alguma evidência da origem da vida continuará assim. Para entender isso vamos mergulhar na história da evolução.

A teoria da evolução das espécies teve seu primeiro defensor em um senhor que ficou conhecido por suas longas barbas, sua cabeça calva e suas roupas exóticas. Ele viveu do outro lado do oceano no século VI antes de Cristo e se chamava Anaximandro. Em sua época ele defendeu que os organismos vivos se transformam gradualmente a partir da água graças à ação do calor até que se formam as formas mais complexas e que o Homem tem a sua origem em animais de outro tipo. Demócrito, outro grego clássico, defendeu no século V antes de Cristo que as formas de vida mais simples tinham origem no “lodo primordial”.

Essa idéia voltou a surgir mais de dois mil anos depois nos trabalhos de George-Louis Leclerc no século XVIII, que permitiram o surgimento da ideia de “Transformismo”, onde se admite que as diferentes espécies derivam uma das outras por degeneração num processo lento e progressivo, existindo espécies intermediárias até surgirem as formas atuais. Leclerc afirmava que as condições ambientais a que as espécies estavam sujeitas eram fundamentais ao processo de degeneração, criando a necessidade da noção de tempo geológico em suas idéias. Outro europeu do século XVIII que trabalhou com a idéia do transformismo foi Pierre Louis Maupertuis, que acreditava que as espécies resultavam de uma seleção provocada pelo meio ambiente resultando na infinidade de seres vivos existentes.

Ainda no século XVIII outra área da ciência surge para influenciar a visão da evolução da vida. Em 1778, James Hutton publica o livro Theory of the Earth, Teoria da Terra, um tratado sobre os fenômenos geológicos onde estabelece uma idade para a Terra, bastante superior àquela admitida até então, e defende que as forças naturais de hoje são as mesmas desde sempre, isto é, os fenômenos geológicos repetem-se ao longo da história da Terra. No século XIX Charles Lyell, um geólogo britânico, desenvolve o trabalho de Hutton concluindo que:

  • as leis naturais são constantes no espaço e no tempo;
  • a maioria das alterações geológicas dá-se de forma lenta e gradual.

O que Lyell fez foi lançar a idéia de que a natureza avançava, mudava, de forma gradual e assim, mesmo contra a sua vontade, sua teoria acabou servindo de mais combustível para a discussão sobre a evolução biológica.

E assim se abrem as portas para Lamark, Wallace e Darwin.

 

Surge Darwin

 

Charles Darwin nasceu em Shrewsbury, Inglaterra, em 12 de fevereiro de 1809, pertencente à proeminente e abastada família Darwin-Wedgwood e à elite intelectual da época. Desde jovem mostrou interesse por história natural, antes de se tornar um naturalista famoso atendeu a um curso de medicina, que abandonou por causa da brutalidade médica da época – e a um de teologia. Terminado o curso de Teologia Darwin não desejou ser ordenado imediatamente, desejando conhecer o mundo antes. Foi então que embarcou em sua famosa viagem de 5 anos a bordo do Beagle, as anotações e estudos que fez à época lhe trouxeram reconhecimento como geólogo e fama como escritor. As observações da natureza que coletou durante a vida, até então, ao estudo da diversificação das espécie.

Darwin tinha plena consciência de que outros antes dele haviam publicado idéias que sugeriam que a vida evoluia e se adaptava, e todos haviam sido punidos de forma severa por defender aquele tipo de idéia, por isso ele apenas compartilhou suas hipóteses com amigos próximos e continuou a desenvolver suas pesquisas tentando antecipar possíveis ataques de críticos a suas idéias. Em 1859 publica A Origem das Espécies, onde introduz a idéia de evolução a partir de um ancestral comum graças ao mecanismo da seleção natural. E então o mundo enlouqueceu.

Hoje muito se discute sobre a posição religiosa de Darwin, como ele pulou de um brilhante estudante de teologia para um ateu que não via mais sentido na bíblia ou em Deus. Supostamente seus estudos eram tão contundentes de que a vida não precisava de um Deus que isso acabou com a tolice que era sua religião. Outros dizem que com a morte de sua filha ele ficou recentido com um Criador capaz de algo tão mesquinho quanto a morte de uma criança inocente.

Tudo isso, é claro, é totalmente irrelevante para sua teoria da evolução. Se algo é verdade, não importa o mensageiro que distribui a mensagem, a mensagem é que se torna relevante. O que é de fato relevante é que Darwin tinha em mãos as ferramentas de sua época para realizar suas pesquisas, o que ele fazia como um cientista “bona fide”. Vejamos então no que consiste o trabalho que ele desenvolveu.

Darwin não criou uma teoria, ele trabalhou com várias. Suas teorias consistiam de sete hipóteses principais, sendo apenas duas e meia originais:

– Transmutação das Espécies

– Luta pela Sobrevivência

– Descendência Comum

– Especiação Biogeográfica

– Seleção Natural

– Seleção Sexual

– Hereditariedade – Uso e Desuso e Pangênesis

  • 1. Transmutacionismo (também chamado de Descendente Modificado por Darwin)Na Grécia antiga, se formulou a idéia de que espécies eram entidades fixas, imutáveis. Platão, observando as variações dentro das espécies, concluiu que estas eram imperfeições, e o imutável seria a essência do organismo, idêntica para todos membros de uma mesma espécie. Erasmus Darwin (o avô) escreveu alguns ensaios sobre suas teorias transformistas, que foram lidas por Charles Darwin na adolescência, sendo relembrados assim que teve sua primeira idéia de que as espécies pudessem se transformar em outras.

 

  • 2. Luta Pela ExistênciaEste aspecto abordado frequentemente na teoria de Darwin dizia respeito à competição inter e intra espécies. As primeiras idéias sobre o tema veio da leitura do ensaio de Malthus (1838), Principle of Population, onde se falava que em breve o mundo teria mais pessoas do que a quantidade de comida produzida. Se nascessem mais pessoas do que pudessem sobreviver, isto geraria uma alta competição na espécie humana.
  • 3. Descendência comum (ancestralidade)Lamarck apresentou sua teoria em 1809, na qual apareciam as primeiras idéias de origem das espécies, mas estas eram restritas a determinados grupos de animais e plantas, que no princípio eram derivados de diferentes eventos de geração espontânea. Richard Owen utilizou anatomia comparada e introduziu os princípios de Homologia e Analogia. Asas de patos e colibris seriam homólogas, mas no entanto as asas de morcegos e borboletas seriam análogas a estas primeiras. Von Baer publicou sua “Teoria da Recapitulação” em 1832 onde o desenvolvimento do embrião recapitulava os estágios anteriores das histórias das espécies. Então os arcos branquiais dos embriões de mamíferos seriam resquícios de sua vida aquática. Ernest Haeckel (após a publicação de Darwin) renovou a “Teoria da Recapitulação” dizendo estar esta totalmente de acordo com os princípios de Darwin, publicando a chamada Lei Biogenética – Ontogenia recapitula a Filogenia.Durante as viagens a bordo do Beagle, Darwin leu atentamente as obras do grande geologista e criacionista Charles Lyell. Incorporando a teoria do “uniformitarismo”, o qual a Terra estava em constante mudança, Darwin sincronizou a mudança geológica com a biológica, e passou a observar os fósseis como possíveis ancestrais dos organismos modernos.

 

  • 4. Especiação BiogeográficaAlguns precursores, tais como Bufon e Gmelin, hipotetizaram múltiplos centros de criação das espécies no mundo e estas eram produto das condições da região onde se originavam. Uma série de zoologistas da época de Darwin acreditava que as espécies se distribuíam a partir de um ponto de origem. Esta distribuição, quando interrompida por uma barreira geográfica, levou Darwin a propor um modo de especiação alopátrica. No entanto Darwin parecia dar mais peso aos modos de especiação simpátrica, sem necessidade de isolamento geográfico.Darwin, assim como Alfred Russel Wallace, utilizara-se de extensa informação advinda de suas coletas de material biológico de diferentes regiões: América do Sul e Galápagos durante a viagem do Beagle por Charles Darwin e na Amazônia e Arquipélago Malaio por A.R. Wallace. Os dois independentemente descobriram os princípios de especiação geográfica e seleção natural.
  • 5. Seleção naturalLamarck apontava duas causas para a mudança evolutiva: direcionamento à perfeição (progresso) e capacidade de adaptação do organismo (uso e desuso). A primeira parte foi inteiramente discordante da teoria de Darwin, mas a possibilidade de influência do ambiente na herança foi também evidenciada na obra de Darwin. Na verdade, os mecanismos de herança não eram conhecidos, e se imaginava que as chamadas gêmulas pudessem captar sinais do ambiente e transferi-los às próximas gerações.No entanto, Darwin atribuiu como causa principal de mudança evolutiva, a seleção natural, que se baseava na ação do ambiente sobre variações previamente existentes, geradas aleatoriamente. A seleção natural, parecida com a que Darwin publicara, foi abordada brevemente em alguns ensaios por Patrick Mathew, em 1831, e Charles Wells, em 1813, este último trabalhando sobre “raças” humanas. Darwin deu um sentido global, abrangente a todos os organismos, para o papel da Seleção Natural. Além disto, Darwin didaticamente, fez analogias entre os métodos de seleção artificial de animais domésticos e o princípio da seleção natural.
  • 6. Seleção sexualAparentemente não houve precursores a abordarem este tema, mas Darwin e Wallace exploraram bastante o tópico para explicar a plumagem diferencial de machos e fêmeas em alguns pássaros. No entanto, Wallace não concordava com Darwin a respeito da escolha da fêmea se relacionar com a plumagem mais colorida dos machos, e somente considerava que estas eram selecionadas assim para proporcionar camuflagem.
  • 7. HereditariedadeO princípio das gêmulas de Hipócrates foi reformulado por Darwin com a Pangênese para explicar o mecanismo de herança por mistura de caracteres que poderia envolver algum direcionamento ambiental, tal como Lamarck sugeria. No entanto a maior parte da variabilidade de acordo com Darwin teria uma origem alheia ao ambiente, sendo este apenas o fator direcionador de características relacionadas à adaptabilidade do indivíduo que foram geradas ao acaso.

A Herança por Mistura, uma crença comum na época, dizia que em geral os filhos herdavam caracteres que seriam a média daqueles dos pais. Deste modo a variabilidade ia se perdendo a cada geração como muitos argumentavam, e em contrapartida Darwin sugeria que talvez o ambiente fizesse com que novas variações aparecessem em alguns casos, aumentando a variação que era perdida pela mistura. No entanto esta variação seria ainda gerada ao acaso e não sendo para um determinado propósito como Lamarck sugeria.

Após a sétima edição do “Origem das espécies” a Pangênese recebeu maior ênfase, o que hoje é visto como resultado da perplexidade de Darwin em não conseguir explicar a hereditariedade e seu papel na Evolução, que apesar de ter sido explicada por Gregor Mendel em 1865, não foi reconhecida e divulgada até o ano de 1900. Para muitos, Darwin se tornou um pouco “Lamarckiano” com o passar dos anos. No entanto, apesar do desconhecimento de Darwin acerca da hereditariedade, os princípios evolutivos e o mecanismo de seleção natural se mostraram compatíveis com a moderna visão da genética, o que levou a uma fusão das duas que teve início em 1930, com estudos de genética das populações na chamada Síntese Evolutiva.

Dessas a Transmutação das Espécies já havia sido estudada por Lamarck e por Erasmus Darwin – o avô de Darwin – e já havia sido explorada nos escritos anti lamarck de Lyell. A Luta pela Sobrevivência já vinha sendo debatida desde a época de Heráclito, e já havia sido estudada e publicada em obras e inúmeros cientistas, como Malthus, contemporâneo e conhecido de Darwin. Já a  Descendência Comum, apesar de ter sido tratada por outros cientistas como von Baer, Owen e Maupertuis, foi usada pela primeira vez para sugerir a existência de um único ancestral por Darwin. Especiação Biogeográfica também já era um assunto conhecido, Wallace, Gmelin, von Buch eram alguns de seus estudiosos. A Seleção Natural foi um dos insights de Darwin, ela chegou a ser proposta de maneira independente por Wallace, e Wells já a havia discutido, mas nunca como um dos mecanismo que torna a evolução possível. A Seleção Sexual também já era discutida desde a antiguidade, mas foi com Lamark que se desenvolveu na época de Darwin. A Hereditariedade foi outra das inovações originais de Darwin.

Desde que começou a trabalhar em sua obra, nos momentos livres, Darwin temia publicar sua teoria. Não pelo fato de suas idéias serem bombásticas, mas temendo a crítica que poderiam receber. Em sua época ele não era o primeiro a se embrenhar com a origem do homem e das espécies mas todos aqueles que se arriscavam a publicar suas idéias eram duramente criticados, especialmente o trabalho de Jean-Baptiste Lamarck, que não penas haviam sido consistentemente rejeitadas pela comunidade científica britânica como também foram associadas à noção de radicalismo político. Outra publicação sobre o assunto, a “Vestígios da História Natural da Criação” – Vestiges of the Natural History of Creation- editada de forma anônima em 1844, foi novamente alvo de críticas, inclusive de muitos amigos e conhecidos de Darwin, e novamente associada a idéias de radicalismo político.

Antes de prosseguirmos é interessante notar que Darwin sempre foi uma pessoa extremamente fragilizada, alguns estudiosos, cínicos e não, chegaram a sugerir que fosse homossexual, como se homossexualismo fosse sinônimo de fragilidade. Independente de suas preferências eróticas, Darwin durante sua vida sofreu inúmeras crises de saúde, que o obrigavam a buscar tratamentos que às vezes duravam meses. Essa natureza também fazia com que ele buscasse evitar conflitos e atritos com as autoridades, eclesiásticas ou não. O tratamento que os “evolucionistas” de sua época vinham recebendo lhe dava a entender que nenhum cientista de reputação iria querer estar associado com tais ideias.

Em um de seus retiros para tratar a saúde em 1849 Darwin conheceu um jovem naturalista e livre pensador chamado Tomas Huxley. Huxely nos próximos anos teria um papel funcamental para a aceitação da Teoria da Evolução, não como pesquisador ou como biólogo, mas como defensor de Darwin.

Assim que Darwin começou a anunciar suas idéias, as mencionando em algumas resenhas que escrevia, ela atraiu pouca atenção. Muitos apenas a encaravam como mais uma dentre as várias teorias evolutivas independentes que existiam na época. Mas então a saúde da Darwin piora novamente e ele precisa de um novo retiro de 13 meses. Incentivado por amigos, Darwin escreveu um resumo de seu trabalho, que foi publicado por Lyell e Murray. Este primeiro livro, resumido, tinha o título de “Sobre a origem das espécies por meio de seleção natural” – On the Origin of Species by Means of Natural Selection – e assim que foi colocado à venda teve sua tiragem de 1250 cópias esgotada. Na época muitas pessoas associavam palavras como “evolução” com uma criação sem a participação de Deus, por isso Darwin tentou evitá-la sempre que possível. Outro cuidado que Darwin tomou foi o de escrever de forma um tanto sutil sobre a idéia de que os seres humanos, a não apenas os animais, deveriam evoluir.

Na mesma época, começavam a surgir outros trabalhos que também lidavam com a evolução da vida, como o escrito por Walace. Lyell então começou a pressionar Darwin para que publicasse logo sua teoria na íntegra. Em 1857 o próprio Wallace, ciente das teorias de Darwin e do projeto da publicação de suas idéias, perguntou ao naturalista se ele pretendia se aprofundar na questão das origens do homem, Darwin respondeu: “Eu acho que irei evitar completamente este assunto, uma vez que ele é rodeado de preconceitos, embora eu admita que este é o maior e mais interessante problema para um naturalista […] não há observações boas e originais sem especulação”.

Sua teoria, assim que publicada, deu início a uma controvérsia que foi acompanhada avidamente por Darwin. Apesar de ter sido extremamente cauteloso em teorizar qualquer coisa sobre a origem do homem, os críticos de sua obra foram rápidos em apontar as implicações que Darwin tentara deixar de fora: os seres humanos também evoluíam, e o homem deveria então ter o macaco como antepassado! Homens evoluíam dos macacos!

Houve críticas e resenhas favoráveis a Darwin e foi ai que suas amizades lhe prestaram o que talvez tenha sido seu maior e mais importante auxílio. Huxley, dentre todos, se tornou um defensor incansável de Darwin, servindo não apenas de entusiasta de sua teoria, mas também de escudo para os contra-ataques. O próprio Darwin não defendia suas ideias em público, se restringindo a fazer comentários através de cartas e correspondência, o “trabalho sujo” ficou a cargo de seu círculo central de amigos cientistas – Huxley, Hooker, Charles Lyell e Asa Gray – que colocavam seu trabalho em discussão nos palcos científico e públicos, defendendo-o de seus muitos críticos e ajudando-o a ganhar respeito.

Foi nesta época que começaram a surgir boatos de um debate acalorado entre Wilberforce, o bispo de Oxford, e huxley onde tendo sido questionado por Wilberforce se ele descendia de macacos por parte de pai ou de mãe, Huxley murmurou: “O Senhor o deixou em minhas mãos” e respondeu que “preferia ser descendente de um macaco que de um homem educado que usava sua cultura e eloquência a serviço do preconceito e da mentira”. Huxley dizia que preferia ser um macaco a um bispo.

A teoria de Darwin, que lhe valeu a medalha Copley da Royal Society em 1864, acabou com o tempo, eliminando a distinção que entre homem e animais. Contrário à sua vontade, sua teoria também foi usada como base para vários movimentos da época ajudando a criar e fortalecer inúmeros movimentos políticos, um dos maiores exemplos sendo o trabalho de Francis Galton, o primo de Darwin, que aplicou as idéias evolucionistas à sociedade, de forma a promover o conceito de “melhorias hereditárias”. Darwin concordava com Galton que “talento” e “genialidade” em humanos eram provavelmente herdados. Em 1883, depois da morte de Darwin, Galton começou a chamar a sua filosofia social de Eugenia, uma idéia que ganhou muitos admiradores na alemanha Nazista que não pouparam esforços para de alcançar a “pureza” racial.

 

Onde o Darwinismo Peca

 

Se o objetivo de Darwin era de fato criar uma ferramenta anti-religiosa ou não, não há como afirmar, talvez nem ele mesmo soubesse responder isso.

Como vimos há forte evidência de que a história da perda gradual de fé do velho britânico seja um pouco exagerada, que talvez desde o princípio a única preocupação de Darwin fosse apenas a resposta do meio científico e nunca tenha tido nada a ver com a igreja. Mas o fato é que hoje se os ateus fossem criar uma bandeira para o seu movimento – que eles juram não ser uma nova religião – provavelmente seria um triângulo com a foto de darwin no meio e um LIBERTAS QUAE SERA TAMÉN ao redor e um padre chorando fora do triângulo. O evolucionismo se tornou um dos argumentos contra a religião, a fé religiosa e, em última instância, contra a existência de Deus, e isso o transformou, ironicamente, em uma nova vaca sagrada, ou bezerro dourado, ou dogma se prefirir, tente não concordar com ele e automaticamente você receberá um rótulo e o que disser não será mais levado a sério, não importa o que seja.

Dizer que Darwin errou é apenas uma afirmação do óbvio. Darwin estava errado, independente da religião ou não religião de quem debate esta questão. Praticamente tudo o que ele escreveu foi reescrito nessas últimas décadas. Da mesma forma que Newton estava errado – a relatividade e a física quântica estão ai para provar isso. O argumento de Darwin apenas faz sentido no mesmo âmbito que o de Newton, para explicar superficialmente uma idéia a uma pessoa que não perderá tempo se aprofundando nela.

As idéias de Darwin sofreram mutações, em alguns casos foram substituídas por outras completamente diferentes e viraram o evolucionismo contemporâneo. Esse novo evolucionismo, como qualquer outra idéia tida por pessoas, é falho e cheio de lacunas, mas como ele calhou de se tornar uma arma anti-religiosa, essas falhas e lacunas são completamente ignoradas. Vamos nos atentar a algumas delas:

 

1- Evolucionismo não pode ser provado cientificamente

 

O evolucionismo como é defendido nos dias de hoje combina duas idéias diferentes: Variação e Mudanças em novas espécies. Uma dessas idéias é real e pode ser observada, a outra não.

Variação, que podemos chamar de micro evolução, é o que muda o formato e tamanho de bicos de pássaros, cores de penas, formato de asas, etc.

A variação acontece da seguinte forma: em seu material genético você tem a informação de como seu corpo irá se formar – dois braços, duas pernas, etc. Essa informação traz características principais e características que estão presentes mas que não serão impressas em você, são recessívas. Por exemplo a cor dos seus olhos. Uma pessoa de olhos azuis pode ter um filho de olhos castanhos, e essa criança pode, mesmo fazendo sexo com outra pessoa de olhos castanhos, ter uma criança de olhos claros. Existe uma variação possível na cor dos olhos.

Agora algo que o público em geral não tem muita idéia é que existem limites para essa variação. Biólogos sempre tentam aperfeiçoar animais, criar vacas que ocupam menos espaço e dão mais leite, abelhas que produzam um mel mais doce, aranhas com teias mais resistentes, etc. Uma coisa que todos esses biólogos sabem, graças à suas experiências, é que essa variação tem um limite. Se você tenta ir além desse limite começa a criar um bando de animais estéreis. Todo criador de animais e plantas sabe disso. Chega um momento que a manipulação cria um beco sem saída, onde os seres não poderão mais procriar e levar essas características adiante.

Um exemplo conhecidíssimo disso são as mariposas da Inglaterra. Séculos atrás as mariposas eram de uma coloração clara, mas com o advento da Revolução Industrial todo o meio ambiente foi bombardeado com grande emissão de poluentes e os troncos das árvores ficaram mais escuros. As mariposas podiam ser vistas mais facilmente, se tornando alvo fácil para predadores. Por causa disso, essa mudança no meio ambiente, as mariposas tiveram que evoluir para sobreviver e se tornaram mais escuras.

Esse é um dos estudos de caso dos evolucionistas para mostrar como a seleção natural acontece e como a evolução pode ser acompanhada e estudada. Mas essa conclusão é um erro, e um erro conhecido hoje em dia.

Com o desenvolvimento da genética, hoje podemos afirmar que qualquer mudança de característica em uma espécie só pode ocorrer se seu material genético o permitir, e essa mudança, essa variação, apenas ocorre nos limites permitidos pela carga genética do indivíduo. As mariposas não mudaram de cor, apenas começaram a nascer mariposas mais escuras dentre aquelas que tinham em seu DNA uma variação genética para a cor escura. Assim como continuaram a nascer mariposas claras, dentre aquelas cujo DNA ditava a cor clara. Mas eram todas mariposas, e da mesma espécie. Não houve o surgimento de uma nova espécie.

Suponha que Hitler houvesse vencido a II Guerra Mundial e que criasse programas de eugenia para todo o mundo. Depois de 100 anos a população de pessoas que não se enquadrassem em seu ideal ariano teriam sido exterminadas. O mundo seria como uma versão maior da Suécia, todos de pele clara e cabelos claros. Isso significa que o ser humano teria evoluído? Ou apenas que a nova leva de pessoas teria sido selecionada? Provavelmente de quando em quando nasceriam crianças de olhos escuros. Isso mostra uma seleção, mas não uma evolução.

E esse é um dos problemas. Nós temos como observar as micro evoluções – uma mudança dentro da própria espécie – mas não há como observar as macro evoluções.

O evolucionismo depende da idéia de que as espécies de hoje, todas elas em sua enorme variedade, se derivam de uma única origem. O homem e o macaco evoluíram de um mesmo ancestral, os pássaros evoluíram dos dinossauros (répteis), os répteis dos peixes, os peixes das algas e as algas das bactérias.

Só que isso não apenas não é observável como também não pode ser testado, e todas as experiências feitas para se procurar a macro evolução, o surgimento de uma nova espécie, deram resultados negativos.

Evolucionistas afirmam que nós não podemos observar a evolução acontecendo porque ela é muito lenta. Uma geração humana leva, em média, 20 anos para nascer e poder ter filhos. A crença evolucionista é que foram necessárias dezenas de milhares de gerações para que os humanos se tornassem uma raça diferente da dos outros símios. E mesmo então a população de novos seres era composta por algumas centenas ou milhares de indivíduos.

A idéia é simples: um ancestral X, através da evolução e da seleção natural teve descendentes que viraram macacos e descendentes que viraram nós. Duas espécies diferentes vindo de um mesmo indivíduo, depois de dezenas de milhares de gerações. De fato não temos como acompanhar esse tipo de evolução, mas podemos acompanhar outro tipo: o de bactérias.

Diferente de seres humanos um geração de bactérias leva de 12 minutos a 24 horas para crescer – dependendo da bactéria e do ambiente onde é criada. Hoje existem mais bactérias no mundo do que grãos de areia nas praias – a grande maioria desses grãos, inclusive, está coberto de bactérias.

Bactérias existem em praticamente qualquer ambiente, frio quente, seco, úmido, alta pressão, baixa pressão, pequenos grupos, colônias imensas, isoladas, onde há abundância de alimento, onde não há alimento, onde há oxigênio, não há oxigênio, em gases tóxicos, em químicos tóxicos, etc.

Existe hoje uma enorme variedade de bactérias catalogada. Existe também um número enorme de mutações – acreditasse hoje que quanto menor for o organismo maior a taxa de mutação. Mas nunca se ouviu falar de uma bactéria se transformando em algo diferente. Em um ano é possível se criar mais de 26.000 gerações de um grupo de bactérias e mesmo assim elas permanecem bactérias.

Moscas de fruta. Muito mais complexas do que bactérias, uma geração leva 9 dias para se desenvolver. Elas são testadas sob todas as condições imaginadas. Existem muitas variações de moscas de fruta. Existem muitas mutações. Mas elas nunca viram uma nova espécie. Elas permanecessem moscas de fruta.

Décadas de estudos em incontáveis gerações de moscas de frutas, bactérias e tudo mais o que você possa imaginar e a evolução nunca foi observada. Temos mudanças, mas não a evolução em novas espécies.

 

2- A Seleção Natural é um mecanismo anti-evolução

 

De acordo com os evolucionistas a evolução ocorre através de um mecanismo que foi batizado: seleção natural. A seleção natural explica que as características favoráveis que são hereditárias tornam-se mais comuns em gerações sucessivas de uma população de organismos que se reproduzem, e que características desfavoráveis que são hereditárias tornam-se menos comuns.

O primeiro problema ao lidarmos com seleção natural é que ela também não pode ser observada, apenas seus resultados. Como no caso das mariposas visto acima. A mudança no meio foi “artificial” – o aumento de poluentes sujando os troncos de árvore – e a seleção “favoreceu” os indivíduos escuros. Isso é o mesmo que depois de um terremoto dizermos que a evolução natural “favoreceu” os sobreviventes, ou que um meteoro que caiu na terra há milhões de anos matando quase toda a vida “favoreceu” o surgimento da raça humana.

Logo que Darwin concluiu seu texto sobre a evolução das espécies ele usou o termo a sobrevivência do mais apto – the survival of the fitest – para explicar como uma espécie nova evolui. O problema com isso é que não há como dizer quem é o mais apto. Seriam os indivíduos mais fortes, mais rápidos, mais ociosos, mais inteligentes, mais burros? Apenas podemos observar quem sobreviveu e dizer que eles foram os mais aptos, seja qual for o motivo. É como dizer que a seleção natural favorece o sobrevivente. A máxima de Darwin poderia ser alterada para A Sobrevivência do Sobrevivente.

Curiosamente a seleção natural, se a tomamos como algo ativo e não apenas uma constatação, vai contra a evolução. Ela seria a responsável pela sobrevivência dos seres em uma ambiente que muda – troncos ficam escuros as mariposas ficam escuras.

Agora, à medida que a seleção natural possibilita a predominância das características consideradas mais vantajosas ou superiores em um determinado meio, isso torna os indivíduos que variaram mais parecidos entre si e não mais diferentes. Um estudo recente inclusive diz que no futuro todas as pessoas do mundo serão brasileiras.

Assim podemos ver que em um meio onde a seleção natural opera ela funciona como uma força conservadora, evitando a diferenciação, já que qualquer diferença que não reflita a característica mais vantajosa, é prejudicial ao ser. A seleção natural preveniria o surgimento de novas espécies, isso porque seu mecanismo se mostra antagônico ao mecanismo proposto pela evolução.

Suponha que um réptil desenvolva asas. As asas só lhe seriam úteis, ou seja, ele apenas se beneficiaria das asas quando elas fossem práticas. Agora, asas não brotam prontas em uma espécie, elas teriam que evoluir ao longo do tempo. Só que nesse tempo entre começo de desenvolvimento e as asas serem minimamente utilizáveis, elas seriam prejudiciais. Por que a seleção natural iria favorecer um animal com um órgão em formação? Essa característica nova, essa asa em formação não apenas deixou de cumprir as funções da estrutura original como ainda não desempenha sua própria função, já que ainda está “evoluindo”.

Assim como poderíamos explicar a evolução de peixes em anfíbios, anfíbios em répteis e répteis em mamíferos e aves? Imagine um peixe que começa a desenvolver-se. A converter suas nadadeiras em patas. Nas primeiras gerações ele não conseguiria nadar tão bem quanto os outros peixes – que teriam suas nadadeiras evoluídas de forma mais vantajosa – nem conseguiriam se locomover, por suas patas estariam ainda rumo à forma mais vantajosa. A seleção acabaria eliminando esse peixe capenga.

 

3- Seres Imunes à Evolução

 

Os foraminíferos e radiolários são seres unicelulares, que tiveram sua presença confirmada em rochas sedimentárias datadas do período Pré-Cambriano e existem até os dias de hoje. Curiosamente, mesmo depois de tantos milênios eles permanecem animais unicelulares, não evoluíram para seres pluricelulares. Por que?

Esses animais não são o único mistério evolutivo, o elo perdido que liga os seres humanos aos macacos é fichinha se comparado ao elo perdido que liga bactérias unicelulares a seres pluricelulares. Não se sabe como seres pluricelulares simples começaram a desenvolver órgãos novos, como um núcleo protegido por membrana e todas as organelas celulares. O evolucionismo prega que houveram mutações que criaram esses novos seres, mas isso é complicado. Esses órgãos foram criados, não simples variações do que havia antes. Muitos estudiosos hoje afirmam que os novos seres não foram resultado de evolução e sim de simbiose. Um exemplo claro disso é a nossa mitocôndria, uma das organelas mais importantes de nossas células. Basicamente é ela que produz a energia da célula. E ninguém sabe de onde veio ou como surgiu, apenas que parece ser alienígena a nosso organismo e que no passado criou uma relação simbiótica e está ai até hoje. Todos temos hoje mitocôndrias, mas não a evoluímos.

Como vimos anteriormente, o estudo com milhares de bactérias não causou em nenhum momento o surgimento de uma nova forma de vida, apenas de bactérias diferentes. Como explicar a evolução de um ser unicelular em nós?

Além disso existem seres mais complexos que também não mostram sinais de evolução, como o celacanto.

O celacanto é um peixe que aparece em estratos geológicos com mais de 300 milhões de anos. Os registros fósseis mais recentes desse animal datam de 60 milhões de anos atrás. Pensava-se que era uma espécie extinta até que em 1938 vários espécimes vivos e saudáveis foram encontrados no Oceano Índico.

Temos então hoje um exemplo de um animal que possui mais de 300 milhões de anos de existência que, apesar das variações, não evoluiu. Durante esse tempo os evolucionistas afirmam que peixes se tornaram anfíbios, esses se tornaram répteis, que se tornaram mamíferos, mas o celacanto não se tornou nada, permaneceu um peixe. É como se a evolução ignorasse certas criaturas.

4- O Silêncio Paleontológico

A Paleontologia é o ramo da ciência que estuda a vida do passado da Terra e o seu desenvolvimento ao longo do tempo geológico, bem como os processos de integração da informação biológica no registro geológico, os fósseis.

O objeto imediato de estudo da Paleontologia são os fósseis, pois são eles que, na atualidade, encerram a informação sobre o passado geológico do planeta Terra, mas oo contrário do que se pode imaginar as grandes durações da história geológica e seu registro, ao invés de favorecer as especulações evolucionístas, fornecem objeções a elas.

Quando paramos para estudar a documentação fóssil existente hoje fica evidente uma sucessão hierárquica das formas de vida ao longo do tempo – quanto mais antigos os estratos fósseis, menos complexas são as espécies da escala biológica.

O evolucionismo olha para essa sucessão e deduz que então as formas mais complexas surgem das formas menos complexas.

Antes de prosseguirmos é interessante entender o porque disso. Toda a discussão que envolve a vida neste planeta tem como fundo a busca em responder a questão: de onde ela surgiu?

A terra é, supostamente, um sistema fechado. Não temos naves alienígenas, ou portais dimensionais se abrindo e jogando aqui novos tipos de seres de tempos em tempos. Pelo menos não de forma que possamos observar. Nós temos a vida que existe ao nosso redor e que podemos observar diretamente e registros, tanto fósseis quanto artificiais[3]. Agora o problema surge quando os registros mostram que em determinada época não havia determinada espécie de vida no planeta e logo depois ela surgiu. A lógica do evolucionismo é simples e direta: se antes não havia mastodontes e depois eles surgiram e não chegaram aqui em um disco voador vindo de vênus, eles devem ter sido criados aqui. Agora como eles foram criados? Não havia laboratórios de manipulação genética, não havia cientistas ou criadores que manipulassem as espécies, logo esse novo tipo de animal deve ter acontecido naturalmente. E como ele aconteceu? Se a teoria diz que a vida evolui de forma simples para mais complexas ele deve ter vindo de uma forma de vida mais simples!

Essa é uma idéia simples e bonita, mas nem tudo o que acontece vem de algo simples e bonito. Só estamos aqui porque os dinossauros foram varridos para fora do planeta por um evento, não porque somos o próximo passo evolutivo natural.

Mas então como uma nova espécie como o mastodonte surge? A tentação da evolução como causa é grande. Tão grande quanto a tentação da explicação de um Deus que resolveu criar um mastodonte para ver como ele seria.

O evolucionismo vê os registros de seres menos complexos para os mais complexos, e, depois de os enfileirar, enxerga um padrão evolutivo, como se eles indicassem um filão genealógico da primeira bactéria em uma ponta e a Michelle Pfifer na outra.

O problema com essa visão é: se uma ameba evoluiu ao longo da história genealógia, até se tornar um ser mais complexo, criando no processo uma vastidão de criaturas diferentes, haveria o registro das milhares de formas intermediárias do primeiro ser até os seres atuais, mas o que existem são milhares de lacunas, todas batizadas de “o elo perdido” entre espécies. Como vimos, não existe um experimento que mostre um ser eucarionte se tornando um ser procarionte, ou um ser unicelular se tornando um ser pluricelular. Cientificamente essa evolução não passa de uma hipótese não confirmada, não pode nem ser chamada de teoria, pelos padrões do próprio processo científico.

E o próprio Darwin sabia dessas lacunas, ele chegou a afirmar que essa descontinuidade no registro fóssil ““talvez fosse a objeção mais óbvia e mais séria” à sua teoria. Assim a confirmação da hipótese evolucionista ficou dependendo de se encontrarem esses elos perdidos. Dois séculos após o apelo de Darwin e nenhum foi encontrado.

Mas isso não significa que o registro de novas espécies não exista, ou que sua existência seja especulativa. Os fósseis dessas novidades existem, e em abundância, mas de uma forma curiosa.

No livro “Dopo Darwin. Critica all’ evoluzionismo”, o doutor G. Sermont, especialista em genética dos microorganismos, diretor da Escola Internacional de Genética Geral e professor da Universidade de Peruggia e R. Fondi, professor de paleontologia da Universidade de Siena, afirmam que:

“é se constrangido a reconhecer que os fósseis não dão mostras de fenômeno evolutivo nenhum… Cada vez que se estuda uma categoria qualquer de organismos e se acompanha sua história paleontológica… acaba-se sempre, mais cedo ou mais tarde, por encontrar uma repentina interrupção exatamente no ponto onde ‘segundo a hipótese evolucionista’ deveríamos ter a conexão genealógica com uma cepa progenitora mais primitiva. A partir do momento em que isso acontece, sempre e sistematicamente, este fato não pode ser interpretado como algo secundário, antes deve ser considerado como um fenômeno primordial da natureza.”

Isso porque sempre que vemos o aparecimento de novidades evolutivas, ou seja, o aparecimento de novos grupos de plantas e animais, isso ocorre como um estrondo, de forma abrupta. Não há evidências de que haja ligações entre esses novos grupos e seus antecessores. Até porque, em alguns casos, esses animais estão separados por grandes intervalos de até mais de 100 milhões de anos.

O exemplo mais gritante de descontinuidade no registro fóssil é o que encontramos na passagem do Pré-Cambriano (primeira era geológica), para o Cambriano. No primeiro encontramos uma certa variedade de microorganismos: bactérias, algas azuis etc. Já no Cambriano, repentinamente, o que surge é uma infinidade de invertebrados, muito complexos: ouriços-do-mar, crustáceos, medusas, moluscos… Esse fenômeno é tão extraordinário que ficou conhecido como “explosão cambriana”.

Susume Ohno, em seu livro “The Notion of the Cambrian Pananimalia Genome, afirma:

“Segue daí que 6 a 10 milhões de anos na escala de tempo evolutiva não é mais do que um piscar de olhos. A explosão cambriana, demonstrando o quase simultâneo aparecimento de virtualmente todos os animais no espaço de 6 a 10 milhões de anos não pode ser explicada por divergências de mutações em funções genéticas individuais.”

O próprio Richard Dawkins, ao tratar da “explosão cambriana” em seu livro “O Relojoeiro Cego” afirma que a fauna deste período:

“já está em estado avançado ou evoluído, no mesmo momento em que surge. É como se eles tivessem sido simplesmente plantados lá, sem qualquer histórico evolutivo”.

Pois bem, se a evolução fosse uma realidade, o surgimento dessa enorme variedade de espécies mais complexas do período Cambriano deveria imprescindivelmente estar precedida de uma série de formas de transição entre os seres unicelulares do Pré-Cambriano e os invertebrados do Cambriano. Nunca foi encontrado nada no registro fóssil. Esse é, aliás, um ponto que nenhum evolucionista ignora.

Isso nos levanta a primeira dúvida: onde estão os registros dos elos perdidos? Das seres intermediários? Por que não existem registros fósseis deles?

Outra questão interessante é: os organismos registrados de uma era, permanecem sempre os mesmos, desde quando surgem até se extinguirem. De fato apresentam variações, como já vimos, mas não mudanças que caracterizariam o início de uma mudança que acarretaria em uma nova espécie. Assim, mesmo que o fóssil de um animal mostre que ele possui características que pertençam a dois grupos diferentes de seres, ele não pode ser tratado como um elo perdido enquanto não surgirem os registros dos outros estágios intermediários de sua “evolução”.

Outro ponto que serve como peso contra a idéia da evolução é que sempre que surge um suposto elo perdido, ligando duas espécies, não se passa muito tempo antes que provem que esse elo era uma falsificação. Um dos mais recentes foi o caso do archeoraptor, a criatura que supostamente seria o elo perdido entre os dinossauros e as aves e que descobriram não passar de uma construção mal-feita de diferentes fósseis criado com o único intuito de dar “uma mãozinha a uma idéia que acreditam ser real”. O mesmo acontece sempre que surge um elo perdido entre primatas e humanos. Passa-se um tempo e se descobrem ser apenas uma montagem feita por alguém que queria por um motivo ou outro criar provas da evolução.

Essa inclusive é uma das questões mais perturbadoras levantadas pelo evolucionismo: de onde vem os humanos?

Existem inúmeras hipóteses, como a hipótese de que nos desenvolvemos na África e então nos debandamos de lá nos espalhando ao redor do mundo, tomando o lugar de outras espécies humanóides que porventura vivessem no lugar. Mas essa não é a única hipótese existente, existem outras que afirmam que na verdade os humanos modernos evoluíram de diferentes tipos arcaicos de humanóides ao redor do globo, que habitavam diferentes regiões.

Independente de nossa origem evolutiva, o evolucionismo não consegue explicar questões mais práticas, como por exemplo:

  • Por que nosso cérebro cresceu tanto?Evolutivamente isso seria um desperdício de energia – um órgão que possui apenas 2% da massa do corpo e consome mais de 20% de nossa energia. Isso seria um acidente de apenas uma espécie? Não existem outros com um cérebro como o nosso, se existe mesmo uma vantagem evolutiva em ter cérebros como os nossos, por que somos os únicos a te-los?
  • Por que andamos sobre duas pernas?Nossos ancestrais, de acordo com a teoria evolutiva, desenvolveram a postura erguida muito antes de desenvolver o cérebro diferenciado dos humanos, ou seja, começamos a andar como andamos hoje quando ainda não éramos diferentes de outros símios. Por que então nos tornar bípedes se todas as outras espécies se viravam e continuam se virando usando os quatro membros para se locomover?
  • O que aconteceu com os pêlos de nosso corpo?

Por que outros humanóides não votam para presidente hoje? Por que outras espécies de homo se extinguiram? Hoje temos diferentes espécies de cães, de pássaros, de peixes, de cetáceos, mas apenas uma espécie de humanos que sofrem variações regionais e culturais.

 

5- O problema das mutações

Tudo isso acaba levando o evolucionismo a buscar apoio em sua última grande cartada. As mutações!

Em muitos casos, afirmam, essas mudanças são o resultado de mutações genéticas. É curioso ver o papel que a mutação teve na cultura popular e pseudo científica através dos meios de cultura em massa a partir das décadas de 1940 e 1950. Os filmes, livros e quadrinhos de ficção científica da época mostravam criaturas e pessoas ganhando poderes extraordinários. Animais radioativos davam super-poderes àqueles que picavam ou mordiam, a radiação era usada para se criar híbridos horripilantes. Raios cósmicos transformavam pessoas comuns em seres com habilidades jamais vistas. Com o tempo, é claro, esses mitos foram negados pelos cientistas, mas servem para nos mostrar como a visão de mutação acaba nos dando a idéia errada dos rumos que a vida pode tomar.

Ao contrário do que muitos fãs de X-Men acreditam, mutações não costumam ser tão positivas. O problema é que o evolucionismo, apesar de saber disso, parece fingir que não sabe.

Vejamos como a crença nas mutações se comporta: 

Em raras ocasiões surge uma mutação no DNA de uma criatura – a mutação ocorre em indivíduos em uma primeiro momento e não em uma espécie. Essa mutação aumenta a habilidade dessa criatura de sobreviver, sendo assim é muito provável que ela seja passada adiante quando essa criatura se reproduzir. Essa seria então uma das ferramentas mais importantes – se não a única como vimos até agora – da evolução para se criar novas espécies.

E essa mutação poderia ser benéfica se ela ocorresse em apenas um gene e ele fosse o único e exclusivo responsável pela habilidade aumentada. O problema começa quando começamos a estudar genética. O corpo de qualquer criatura, por mais simples que seja, é construído de uma forma bem mais complexa do que essa. Não existe apenas um botão que controle apenas uma função do corpo, na verdade o corpo é muito mais intrincado do que isso, é necessário que todos os seus componentes estejam funcionando para que o todo esteja em ordem.

Além disso uma mutação não ocorre como forma de adaptação, ela é um processo completamente aleatório. Uma mutação é um erro de leitura de um DNA quando ele está sendo copiado. A mutação só acontece se a alteração no DNA modificar o organismo. Em geral esses erros não provocam nenhum resultado porque o código genético está engendrado de modo tão formidável, que torna neutras as mutações nocivas. Mas quando geram efeitos, eles são quase que sempre negativos, quando não o são acabam se revelando neutros.

Em seres humanos, por exemplo, existem mais de 6 mil doenças genéticas catalogadas como o melanoma maligno, a hemofilia, o alzheimer e anemia falciforme, para citar apenas quatro delas. Essas doenças – e grande parte das catalogadas – foram localizadas nos genes correspondentes. Desta forma as mutações acabam tento um peso negativo na “evolução” da vida.

Para que um novo ser surgisse seria necessário que ele fosse acometido de inúmeras mutações específicas de forma que nenhuma causasse algum traço degenerativo e que todas elas ocorressem pelo mero acaso. Isso é como o famoso exercício de colocar centenas de chimpanzés datilografando centenas de páginas aleatoriamente para depois de algum tempo ver que um deles havia criado uma peça de Sheakespeare.

Com efeito, não há registro de mutações benéficas e a possibilidade delas existirem é tão reduzida que pode ser descartada, ainda mais se pensarmos que milhares ou milhões delas deveriam acontecer cada vez que surge uma explosão com novas formas de vida. As experiências de T. Morgan com a mosca da fruta atestam isso. Ele nos mostrou que as mutações, em geral, mostram deterioração, desgaste ou desaparecimento geral de certos órgãos, nunca o surgimento de um órgão novo ou uma função/habilidade nova. A maioria das mutações provoca alterações em caracteres secundários tais como cor dos olhos e pelos, sendo que, quando provocavam maiores modificações, eram sempre letais. Os mutantes criados que poderiam ser comparados à mosca normal, no que diz respeito ao vigor são uma minoria e, mutantes que tenham sofrido um desenvolvimento realmente valioso na organização normal, em ambientes normais, são desconhecidos. Ou seja, houve mutações, várias delas, mas nenhuma foi passada adiante e a experiência acabou se chocando com os limites da variação permitida pelos genes.

 

E Por Que a Insistência?

 

Inúmeras respostas poderiam ser dadas tentando se explicar porque uma idéia acaba sendo adotada por um grupo como verdade a ponto de cegar o próprio grupo, mas na verdade a única que faz sentido é: porque as pessoas são humanas, e os humanos preferem estar juntos a estar certos.

Richard Dawkins escreveu no prefácio da edição de bolso de seu livro Deus um Delírio que:

“O verdadeiro cientista, por mais apaixonadamente que ‘acredite’ na evolução, sabe exatamente o que é necessário para fazê-lo mudar de opinião: evidências. Como disse J. B. S. Haldane, quando questionado sobre que tipo de evidência poderia contradizer a evolução: ‘Fósseis de coelho no Pré-cambriano’. Cunho aqui minha própria versão contrária ao manifesto de Kurt Wise: ‘Se todas as evidências do universo se voltarem a favor do criacionismo, serei o primeiro a admiti-las, e mudarei de opinião imediatamente. Na atual situação, porém, todas as evidências disponíveis (e há uma quantidade enorme delas) sustentam a evolução. É por esse motivo, e apenas por esse motivo, que defendo a evolução com uma paixão comparável à paixão daqueles que a atacam. Minha paixão baseia-se nas evidências. A deles, que ignora as evidências, é verdadeiramente fundamentalista.”

Uma opinião muito sensata, mas curiosamente em uma sessão do livro cujo o objetivo não é analisar algo e sim atacar algo.

Desde o momento em que passou a ser usado como arma anti-religiosa, o evolucionismo acabou criando novos monstros, como as novas teorias de design inteligente e outras ainda mais esdrúxulas, e passou a atacar todas como se elas tivessem se originado na religião como forma de atacar a ciência. O Dr. Frankestein passou a ser perseguido pelo monstro que ele mesmo criou.

Nenhuma das duas hipóteses – criacionista e evolucionista – são verdades absolutas, deveriam parar de se comportar como candidatas a uma única vaga. É claro que uma filosofia não sai andando por conta própria na rua, ela precisa de hospedeiros humanos para poder crescer, se desenvolver e se multiplicar. É curioso notar como muito do material escrito hoje não busca desenvolver nenhuma das idéias que defende e sim tenta atacar a idéia alheia geralmente atacando as pessoas que a defende e não pontos fortes e fracos da própria hipótese. Dawkins afirmou que “Se todas as evidências do universo se voltarem a favor do criacionismo, serei o primeiro a admiti-las, e mudarei de opinião imediatamente. Na atual situação, porém, todas as evidências disponíveis (e há uma quantidade enorme delas) sustentam a evolução. É por esse motivo, e apenas por esse motivo, que defendo a evolução com uma paixão comparável à paixão daqueles que a atacam. Minha paixão baseia-se nas evidências”, o problema começa justamente quando essas evidências começam a se manifestar, juntamente com a falta das evidências que deveriam haver.

Acredita-se hoje que a vida surgiu há 3,5 bilhões de anos, na forma de bactérias e pouco depois algas. Mariscos e Moluscos surgiram posteriormente, por volta de 500 milhões de anos. Mais alguns anos de evolução e surgiram peixes e logo depois anfíbios. Os répteis só apareceram no planeta a 360 milhões de anos, quando os dinossauros se espalharam pelo Planeta Terra. Seu domínio extende-se até aproximadamente 65 milhões de anos atrás, quando eles desapareceram repentina e misteriosamente. Os mamíferos, por sua vez, teriam surgido somente por volta de 3 milhões de anos atrás. A humanidade, como civilização, teria apenas 45 mil anos, segundo a Ciência da Arqueologia.

Mas… em 1882, prisioneiros da cadeia da cidade de Carson descobriram acidentalmente pegadas fossilizadas, com aproximadamente 55,88 centímetros cada uma. Logo surgiram outras descobertas no mesmo local. Todas as marcas identificadas eram de pés calçados, e datavam de 5 milhões de anos.

Em 26 de maio de 1910, foram descobertos alguns fósseis em um granito na região de Gravelbourg, Saskatchwan, no Canadá. Investigações de especialistas indicaram que o fóssil, um conjunto de pegadas humanas, teria vários milhões de anos de idade.

Em 1919, o cientista Wilhelm Freudenberg descobriu “possíveis pegadas humanas” impressas no começo do período Plioceno, entre 4 e 7 milhões de anos atrás. A descoberta ocorreu nas proximidades de Meuleken, na Antuérpia, Bélgica.

Em 1938, o geologista Wilbor G. Burroughs, anunciou ter descoberto dez pegadas humanas perfeitas, com cinco dedos semelhantes aos pés humanos atuais. Elas mediam 23,73×10,25 cm e foram encontradas ao norte de Mount Vernon, nos Estados Unidos. A descoberta dataria do período Carbonífero, cerca de 250 milhões de anos atrás. Pegadas semelhantes foram descobertas em Jackson County, e também nos Estados da Pensilvânia e Missouri, todos no Estados Unidos. Arqueologistas e geologistas estão divididos quanto à  origem destas pegadas. Em Mount Victória, também nos Estados Unidos, foram descobertas pegadas humanas gigantes medindo 59 x 18 cm, indicando um peso de 250 kg. As pegadas são reais. Não são fraudes ou marcas de erosão.

Em 1959, o cientista chinês, Dr. Tschu Myn Tschen e sua equipe (Tschau Ming Tschen/Chow Mingchen) descobriram uma pegada com idade estimada em 15 milhões de anos. Trata-se de uma marca produzida por um calçado com sola.

Em 3 de junho de 1968, William Meister e Francis Shape descobriram pegadas calçadas em Antelope Springs, próximo a Delta, no estado de Utah, (EUA). Elas mediam 32,5 x 11,25 cm. O interessante destas pegadas é que elas esmagaram um trilobite, no momento em que foram impressas, sendo que o trilobite está extinto a 240 milhões de anos!

Na primavera de 1983, uma expedição do Instituto de Geologia do Turcomenistão descobriu mais de 1500 pegadas de dinossauros na região sudeste da república. O chefe da expedição, Dr. Kurban Amanniyazov, declarou ao jornal Moscow News que “nós temos descoberto pegadas semelhantes à  pegadas humanas, mas até o momento falhamos em determinar, com metodologia cientifica, à  quem elas pertencem. É claro, se nós pudermos provar que elas pertencem à  um hominídio, isto causaria uma revolução na ciência humana. A humanidade vai ficar 150 milhões de anos mais velha”.

Em 1987, o paleontologista Jerry MacDonald descobriu várias pegadas fossilizadas de diferentes espécies de animais, incluindo seres humanos, em uma camada de rocha originada no período Siluriano, uma época entre 290 e 248 milhões de anos atrás.

Além dessas na localidade de Navalsaz, em Soria, na Espanha, mais de 500 pegadas de Tiranossaurus rex foram descobertas. Junto destas pegadas haviam pegadas humanas produzidas na mesma época em que o resto do conjunto de pegadas foram produzidas, a aproximadamente 70 milhões de anos atrás.

O paleontologista Dr. C.N. Dougherty descobriu possíveis pegadas humanas de aproximadamente 140 milhões de anos. Segundo a ciência nessa época, os dinossauros dominavam a Terra e o ser humano ainda não existia. A descoberta de Paluxy, se comprovada, poderia causar uma revolução na ciência pois ela seria a prova de que a humanidade seria muito mais antiga do que se supõe e teria coexistido com os dinossauros. Neste local encontram-se pegadas de aproximadamente 54 cm no seu eixo maior. Em 1986, o pesquisador Glen J. Kuban descobriu que as marcas de dedos presentes na pegada apresentam coloração diferente do resto das marcas. Isso sugere, segundo os cientistas, uma possível manipulação nas marcas. Na verdade esta é uma explicação simplista utilizada pelos cientistas para explicar aquilo que eles não podem explicar. Se houvesse manipulação nas marcas, a estranha coloração seria encontrada em todas as marcas impressas pelo pé humano, e não apenas na região dos dedos. Além disso, a pegada humana é mais profunda e estreita que a do dinossauro. Esta estranha coloração pode ser explicada pela presença de um rio nas proximidades que poderia lixiviar os sedimentos próximos à superfície da rocha.


Pegada Delk: foi descoberta em um afluente do Rio Paluxy, cerca de
meia milha rio acima dos limites do parque.  

Homens caminhando junto com dinossauros é algo ainda mais estranho, paleontologicamente se falando, do que coelhos no Cambriano, mas o evolucionismo se tornou tão arraigado e mecânico, que esse tipo de evidência quando surge é automaticamente descartada como fraude ou como ilusão. O que nos faz lembrar Nietzsche que nos avisava para nos acautelarmos quando lutássemos contra monstros, para que nãos nos tornássemos monstros também.

“Minha paixão baseia-se nas evidências. A deles, que ignora as evidências, é verdadeiramente fundamentalista.”

Notas:

[1] Lembre-se, ingênuo leitor ou leitora, vivemos em uma sociedade onde existe a privatização de imprensa e não a liberdade de imprensa. Só porque não há mais linhas pretas cobrindo textos nos jornais, como na época da ditadura, não quer dizer que sua informação não está sendo censurada ou adulterada. Vivemos em um mundo de ignorantes e esses ignorantes não são apenas aqueles que lêem jornais, mas a maioria dos que os escreve também.

[2] Tenha em mente que nossos costumes de higiene de hoje em dia não são os mesmos de séculos atrás, especialmente os europeus. Há uns 400 anos, por exemplo, o banho diário não era costume, e não haviam chuveiros e duchas. Semanalmente juntava-se uma quantidade de água numa grande bacia e toda a família tomava banho naquela água. Primeiro entrava o chefe da família seguido pelos homens, por idade, então era a vez das mulheres ordenadas também por idade e por último, caso houvesse, os bebês. Imagine então a situação da água no fim da semana, era costume se pegar a bacia e a virar para fora para mandar aquele líquido escuro rua a fora para tornar a enchê-la para a próxima semana.

[3] Existem muitas espécies hoje extintas que foram registradas por pessoas na época que existiam, o pássaro Dodô é um exemplo.

Lon Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/evolucionismo-o-conto-de-fadas-de-darwin/

Mapa Astral de Israel Regardie

Francis Israel Regudy, mais conhecido como Israel Regardie (nasceu em 17 de novembro de 1907 em Londres, Inglaterra; faleceu em 10 de março de 1985 em Sedona, Arizona) foi um dos mais significativos ocultistas do século XX e um renovador da literatura oculta, especialmente no que concerne à Hermetic Order of the Golden Dawn.

Regardie emigrou para os Estados Unidos aos 14 anos de idade, e estudou arte em Washington, DC; e Filadélfia, PA. Com um tutor hebreu ele obteve o conhecimento linguístico que provaria ser inestimável em seus posteriores estudos de Kabbalah Hermética.

Com fácil acesso à biblioteca do Congresso, ele lia muito, e tornou-se interessado por teosofia, filosofia hindu e yoga; também juntou-se aos rosa-cruzes nesta época. Após ler a Parte I do Magick (O Livro Quatro) pelo ocultista Aleister Crowley, iniciou uma correspondência que o levaria a voltar para a Inglaterra, aos 21 anos, a convite de Crowley, para tornar-se seu secretário em 1928. Os dois dividiram companhia até 1932.

Em 1934, entrou para a Stella Matutina, uma organização “sucessora” da Ordem Hermética da Aurora Dourada. Quando o grupo se dissolveu, Regardie adquiriu documentos da Ordem e compilou o livro “A Golden Dawn”, que lhe deu a inimizade de outros membros antigos e a reputação de ser um quebrador de juramentos por causa da informação revelada. No entanto, o livro transformou o trabalho da Ordem em um inteiro ramo da Tradição Ocultista Ocidental.

Conforme Regardie observou em seu A Garden of Pomegranates, “…é essencial que o sistema completo devesse ser publicamente exposto de tal forma que ele não pudesse ser perdido pela humanidade. Pois ele é a herança de todo homem e toda mulher – seu direito de nascência espiritual”. As diversas organizações ocultas clamando descendência da Golden Dawn original e os sistemas de magia praticados por eles devem a continuidade de sua existência e a sua popularidade ao trabalho de Regardie.

Em 1937, aos 30 anos, Regardie voltou para os EUA, entrando para o Chiropractic College em New York. Além disso, estudou psicanálise com o Dr. E. Clegg and Dr. J. L. Bendit, e psicoterapia com o Dr. Nandor Fodor. Abriu um escritório de quiropraxia e ensinou psiquiatria – Freudiana, Reichiana e Jungiana – aposentando-se em 1981 aos 74, quando então mudou-se para Sedona, AZ.

Ele faleceu de um ataque cardíaco na presença de amigos próximos durante um jantar em um restaurante em Sedona, Arizona, em 10 de Março de 1985, aos 77 anos de idade.

Mapa Astral

O Mapa de Regardie possui Sol e Mercúrio em Escorpião na Casa 8; Lua em Áries na Casa 1; Ascendente e Saturno em Peixes; Vênus em Sagitário; Marte em Aquário e Júpiter em Leão na casa 6.

Sol e Mercúrio em Escorpião indicam uma pessoa de pensamentos profundos, que não se contenta apenas em examinar uma situação, mas em estudá-la com a maior profundidade e seriedade possível; é o chamado “Mercúrio dos céticos”, muito encontrado em psiquiatras e psicanalistas (Regardie foi psicanalista).

O Ascendente em Peixes levou seus estudos e sua curiosidade e pesquisa para o campo espiritual (e Saturno apenas ampliou esta seriedade e responsabilidade com estes estudos, especialmente na área de ritualística); Mercúrio (seu Planeta mais forte, com 8 Aspectações)na Casa 8 também indica facilidade para a Magia e Marte em aquário deve ter auxiliado sua inclinação para assuntos considerados tabus ou muito fora da academia (magia, por exemplo).

Sua Lua em Áries mostra uma pessoa com ímpeto e liderança, o que também deve ter ajudado em sua busca pelo desconhecido e pelo oculto.

Júpiter em Leão na casa do trabalho o auxiliou a empreender grandes projetos; o Trígono com a Lua em áries facilitou os aspectos de liderança dentro deste projeto (Golden Dawn)

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-israel-regardie

Os 7 Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

– Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

– Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria. Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

– Mas, Mestre, que níveis são esses?

– Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

– Dê-lhe um tapa no rosto.

– Mas por quê? Ele não me fez nada…

– Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.

Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

– O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!

Estou falando sério!

– Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

– E querem ver como reajo?

– Sim. Exatamente isso…

– Já reparou que não tem sentido?

– Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

– Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

– Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

– De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

– Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar?

Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

– Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

– Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

– Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

– Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

– Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

– É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

– Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

– E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

– Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

– O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

– Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

– Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

– Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

– Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

– Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

– Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

– Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

– Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

– Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

– Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.

E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

– Bata nele! – ordenou o Mestre.

– Não posso, Mestre, não posso…

– Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

– Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

– Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

– Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

– Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

– Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

– Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

– Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

– A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

– Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

– Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

– Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

– E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas”  que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?

#Fábulas #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-7-n%C3%ADveis-do-ser-humano

A Lei das Bruxas

A Lei foi escrita e decretada pelos antigos. 2A Lei foi feita para os Wicca, para aconselhá-los e ajudá-los em seus problemas. 3Os Wicca devem prestar justa adoração aos Deuses e obedecer sua vontade, que é por eles decretada, pois isso é feito para o bem de Wicca assim como a adoração dos Wicca é boa para os Deuses. Pois os Deuses amam os Irmãos de Wicca.

Apropriadamente preparados

4Assim como o homem ama a mulher dominando-a, 5os Wicca devem amar os Deuses sendo dominados por eles. 6E é necessário que o Círculo, que é o templo dos Deuses, seja verdadeiramente invocado e purificado. E que assim seja um local apropriado para os Deuses entrarem. 7E os Wicca devem estar apropriadamente preparados e purificados para estar na presença dos Deuses. 8Com amor e adoração em seus corações, eles devem criar retirar poder de seus corpos para dar poder aos Deuses. 9Assim foi ensinado pelos antigos.

Atribuições da Alta Sacerdotisa   10Pois apenas desta maneira os homens podem ter comunhão com os Deuses, pois os Deuses não podem auxiliar os homens sem o auxílio do homem. 11E a Alta Sacerdotisa deve comandar seu Coven como representante da Deusa. 12E o Alto Sacerdote deve auxiliá-la como representante do Deus. 13E a Alta Sacerdotisa devem escolher quem ela desejar, sendo ele de grau suficiente, para ser seu Alto Sacerdote. 14Pois, como o próprio Deus beijou seus pés na saudação quíntupla, depositando todo seu poder nos pés da Deusa por causa de sua juventude e beleza, sua doçura e gentileza, sua sabedoria e justiça, sua humildade e generosidade.15Assim ele submeteu todo seu poder a ela.16Mas a Alta Sacerdotisa deve sempre ter em mente que todo o poder vem dele. 17Ele é apenas emprestado, para ser usado sábia e justamente. 18E a maior virtude de uma Alta Sacerdotisa é a de reconhecer que a juventude é necessária à representante da Deusa. 19Assim ela irá graciosamente se retirar em favor de uma mulher mais jovem se o Coven assim decidir em conselho. 20Pois uma verdadeira Alta Sacerdotisa reconhece que ceder graciosamente seu honroso posto é uma das maiores virtudes. 21E desta maneira era retornará a seu honroso posto em outra vida, com maior poder e beleza.

Discrição
22Nos dias antigos, quando os bruxos eram numerosos, éramos livres e adorávamos em todos os grandes templos. 23Mas, nestes dias infelizes,nós devemoa celebrar nossos sagrados mistérios em segredo. 24Assim seja decretado, que ninguém além dos Wicca possa ver nossos mistérios, pois nossos inimigos são muitos e a tortura afrouxa a língua do homem. 25Assim seja decretado que nenhum Coven deve saber onde o outro se reúne. 26Ou quem são seus membros, salvo apenas o Sacerdote e Sacerdotisa e mensageiro. 27E não deve haver comunicação entre eles, salvo através do mensageiro dos deuses, ou o invocador. 28E apenas se for seguro os Covens podem reunir-se em algum lugar seguro para os grandes festivais. 29E enquanto lá estiverem, ninguém deve saber de onde o outro veio ou quais são seus nomes reais. 30Pois assim, qualquer um que seja torturado não dirá nada em sua agonia, pois nada sabe. 31Assim seja decretado que ninguém deve dizer a ninguém que não é da Arte que se é de Wicca, nem dar quaisquer nomes ou onde se reúnem, ou de maneira alguma dizer algo que possa denunciar um de nós a nossos inimigos. 32Nem ninguém deve dizer onde se localiza o Covendom. 33Ou o Covenstead. 34Ou onde as reuniões sejam. 35E se alguém quebrar essas leis, mesmo sob tortura, QUE A MALDIÇÃO DA DEUSA ESTEJA SOBRE ELE, e que assim ele nunca renasça na Terra e que permaneça onde é seu lugar, no inferno dos cristãos.

Discussões no Coven

36Que cada Alta Sacerdotisa governe seu Coven com justiça e amor, com a ajuda e o conselho do Alto Sacerdote e dos Sábios, sempre seguindo o conselho do mensageiro dos Deuses, se ele vier. 37Ela irá considerar todas as queixas de todos os Irmãos e se esforçará para eliminar todas as diferenças entre eles. 38Mas deve ser reconhecido que sempre haverão pessoas que se empenharão em obrigar os outros a fazer o que eles quiserem. 39Eles não são necessariamente maus. 40E eles muitas vezes têm boas idéias e tais idéias devem ser tratadas em conselho. 41Mas se eles não concordarem com seus Irmãos, ou se eles disserem: 42‘eu não vou trabalhar sob o comando desta Alta Sacerdotisa’, 43existiu sempre a Antiga Lei para ser conveniente à Irmandade e evitar disputas.

Formação de Novos Covens
44Qualquer um de terceiro pode requisitar a fundação de um novo Coven porque eles vivem mais de uma légua do Covendom, ou porque ele o quer fazer. 45Qualquer um vivendo nos limites do Covendom e desejando formar um novo Coven deverá dizer aos Sábios a sua intenção, e no mesmo instante mudar-se de residência e dirigir-se ao novo Covendom. 46Membros do antigo Coven podem juntar-se ao novo quando este estiver formado. Mas, se o fizerem, devem evitar definitivamente o antigo Coven. 47Os Sábios do novo e do antigo Coven devem encontrar-se em paz e amor fraternal para decidirem as novas fronteiras. 48Aqueles da Arte que residem foram de ambos Covendoms podem juntar-se a qualquer um deles, mas não a ambos, 49embora todos possam, se os Sábios concordarem, encontrar-se para os grandes festivais se for realmente em paz e amor fraternal, 50mas romper um Coven significa discórdia, e para tal essas Leis foram feitas pelos Antigos, e que A MALDIÇÃO DA DEUSA ESTEJA EM QUEM DESCONSIDERÁ-LAS. Que assim seja decretado.

O Livro das Sombras

51Se fores manter um livro, que seja com sua própria caligrafia. Deixe que irmãos e irmãs copiem o que desejarem, mas nunca deixe o livro sair de suas mãos, e nunca guarde os escritos de outro.52Pois se estes forem encontrados com sua caligrafia, eles poderão ser presos e processados. 53Que cada um guarde seus escritos e destrua-os quando qualquer perigo ameaçá-los. 54Aprenda o máximo que puder de cabeça e, quando o perigo passar, reescreva seu livro, se for seguro. 55Por essa razão, se alguém morrer, destrua seu livro se ele não o pôde fazer. 56Pois, se for encontrado, será uma prova clara contra ele. 57E nossos opressores sabem bem que ‘Não poderás ser um bruxo sozinho’. 58E então todos nossos amigos e Irmãos estarão em perigo de tortura, 59então destrua tudo que não for necessário. 60Se o seu livro for encontrado em suas mãos, será prova clara contra sua pessoa, e poderás ser processado.
Tortura e Interrogatórios

61Mantenha todos os pensamentos da Arte fora de sua mente. 62Se a tortura for muito forte para suportar, diga, ‘Eu confesso. Não posso suportar esta tortura. O que querem que eu diga ?’ 63Se eles tentarem fazê-lo falar da Irmandade, não o faça. 64Mas se eles tentarem fazê-lo falar de coisas impossíveis como voar pelos ares, relacionar-se com um demônio cristão ou sacrificar crianças, ou comer carne humana, 65para obter alívio da tortura diga, ‘Eu tive um sonho mau, eu estava fora de mim, estava enlouquecido’. 66Nem todos os juízes são maus, e, se tiverem uma desculpa, eles podem demonstrar misericórdia. 67Se confessaste antes, negue depois, diga que estavas alucinando sob tortura, diga que não sabias o que falava.

A Morte

68Se fores condenado, nada tema. 69A Irmandade é poderosa e o ajudará a escapar se tiveres mantido-te impassível, mas se tiveres cometido traição não haverá esperança para ti nesta vida ou na que virá. 70Esteja certo, se fores resoluto para a pira, drogas lhe serão oferecidas, e nada sentirás. Irás para a morte e para o que vem depois, o êxtase da Deusa.

Os Instrumentos Mágicos

71Para evitar descobertas, faça com que os instrumentos de trabalho sejam comuns, coisas que qualquer um teria em casa. 72Que os pentáculos sejam de cera para que sejam imediatamente quebrados ou derretidos. 73Não tenha uma espada a menos que sua posição o permita. 74E ela não terá nem nomes nem símbolos em nada. 75Escreva os nomes e símbolos nela com tinta antes de consagrá-la, e lave-a imediatamente após. 76 Que a cor do punho identifique qual é qual. 77Não grave nada nela, pois pode facilitar a descoberta.

Dissimulação

78Sempre lembre-se que somos as crianças escondidas da Deusa, portanto nunca faça algo que possa desonrar-nos ou a Ela. 79Nunca conte vantagens, nunca ameace, nunca diga que queres o mal de ninguém. 80Se alguma pessoa que não é do Círculo falar da Arte, diga, ‘Não fale-me disto, pois me assusta e traz má sorte’. 81Por estas razões, os cristãos têm seus espiões em todos os lugares. Eles falam como se fossem atraídos por nós, e como sentem por não irem em nossas reuniões, dizendo ‘Minha mãe adorava os Antigos. Como eu gostaria de fazê-lo também’. 82Para os que são assim, sempre negue qualquer conhecimento. 83Mas aos outros, sempre diga, ‘Estes homens tolos falam de bruxos voando pelos céus. Para fazer isso eles deveriam ser leves como cardo. E os homens dizem que as bruxas são todas velhas caolhas, então que prazer existiria num encontro de bruxos como os que o povo conta ?’ 84E diga, ‘Muitos homens sábios agora dizem que não há tais criaturas’. 85Sempre faça disso uma piada, e talvez em algum tempo futuro a perseguição morra e possamos adorar nossos Deuses em segurança novamente. 86Que todos nós rezemos por este dia feliz.

87Que as bênçãos da Deusa e do Deus esteja em todo aquele que mantenha estas leis assim como foram decretadas.

As Funções dentro do Coven
88Se o Coven possuir algum equipamento, que todos ajudem a guardá-lo e a mantê-lo limpo e bom para a Arte. 89E que todos justamente guardem todas as riquezas do Coven. 90E se algum Irmão verdadeiramente tiver os escrito, tem direto a seu pagamento, e que seja justo. Isso não é receber dinheiro pela Arte, mas por bom e honesto trabalho. 91Mesmo os cristãos dizem, ‘O trabalhador merece seu pagamento’, mas se algum Irmão quiser de vontade própria trabalhar para a Arte sem receber pagamento, que assim seja para sua grande honra. Que assim seja decretado.

Disputas e Desentendimentos

92Se houver alguma disputa ou desentendimento entre a Irmandade, a Alta Sacerdotisa deve imediatamente convocar os Sábios e inquiri-los no assunto, e eles devem ouvir ambos os lados, primeiro sozinhos e então juntos. 93E então eles decidirão justamente, sem favorecer um lado ou outro. 94Mesmo reconhecendo que há pessoas que nunca aceitarão trabalhar sob o comando de outros. 95Mas, da mesma maneira, há algumas pessoas que não conseguem comandar com justiça. 96Para aqueles que querem sempre comandar, há só uma resposta. 97Saia do Coven ou procure outro, levando com você aqueles que quiserem ir. 98Para aqueles que não o podem, a resposta deve ser simplesmente, ‘Aqueles que não podem aceitar seu comando sairão com você’. 99Pois ninguém deve vir a encontros com aqueles com quem estão em desacordo. 100Assim, todos irão concordar, daqui para frente, pois a Arte deve sempre sobreviver , e que assim seja decretado.

A Loucura dos Cristãos
101Nos dias antigos, quando tínhamos poder, nós podíamos usar a Arte contra qualquer um que intentasse mal contra a Irmandade. Mas nestes dias malditos nós não o podemos fazer. Pois nossos inimigos criaram uma fossa ardente de fogo eterno onde afirmam que seu deus lança todos que o adoram, exceto os poucos que são libertados por seus padres, orações e missas. E isso é feito principalmente dando-se riquezas e presentes valiosos para receber seu favor, pois seu grande deus está sempre precisando de dinheiro. 102Mas como nossos Deuses precisam de nossa ajuda para que o homem e a colheita sejam férteis, assim o deus dos cristãos está sempre precisando da ajuda dos homens para ajudá-lo a nos encontrar e nos destruir. Seus padres sempre lhes dizem que qualquer um que receber nossa ajuda está amaldiçoado a este inferno para todo o sempre, e os homens enlouquecem com o terror disto. 103Mas eles fazem os homens acreditarem que para escapar deste inferno eles precisar dar vítimas aos torturadores. Por esse motivo, todos estão sempre espionando, pensando, ‘Se eu capturar apenas um destes Wicca, eu escaparei da fossa ardente’. 104Por essa razão nós possuímos nossos esconderijos, para que os homens procurem muito e nada encontrem, e digam, ‘Não existe nenhum desses Wicca, e, se existir, estão nalguma terra distante’. 105Mas quando um de nossos opressores morre, ou até apenas adoece, sempre há o grito, ‘Isto é trabalho de bruxos’, e a caçada recomeça. E embora eles chacinem dez de seu povo para cada um de nós, mesmo assim eles não se importam. Eles são incontáveis milhares. 106Enquanto nós somos poucos. Que assim seja decretado.

 

Mais Considerações sobre os Cristãos
107Que ninguém faça uso da Arte de maneira a causar mal a alguém. 108Não importa quanto eles nos ferirem, não prejudique ninguém. E hoje em dia, muitos crêem que nós não existimos. 109Enquanto esta Lei estiver nos ajudando em nossas dificuldades, ninguém, não importa quão grande injúria ou injustiça houver recebido, deve usar a Arte para prejudicar ou causar mal a alguém. Mas pode-se, depois de um grande Conselho entre todos Wicca, usar a Arte para impedir cristãos de ferir nossos Irmãos, mas apenas para impedí-los, nunca para puní-los. 110Pois assim os homens dirão, ‘Aquele se diz um poderoso caçador, um perseguidor de mulheres velhas que ele diz serem bruxas, mas ninguém lhe fez mal, e isto é uma prova de que elas não têm poder ou que na verdade não há mais nenhuma’. 111Pois todos sabem muito bem que muitas pessoas morreram porque alguém os invejava, ou foram perseguidas porque tinham dinheiro ou bens para serem divididos, ou porque nada possuíam para subornar os caçadores. E muitas morreram por serem velhas rabugentas. Tantas destas morreram que os homens hoje dizem que apenas velhas são bruxas. 112E que isto seja nossa vantagem e que afaste as suspeitas de nós.

Manter a Lei

113Na Inglaterra e na Escócia já faz mais de um ano desde que um bruxo morreu a morte. Mas qualquer uso errôneo do poder pode reiniciar a perseguição. 114Por isso, nunca quebre essa Lei, por mais tentado que te sintas, e nunca permita que ela seja quebrada. 115Se souberes que ela está sendo quebrada, deves trabalhar fortemente contra isto. 116E qualquer Alta Sacerdotisa ou Alto Sacerdote que consentir com sua ruptura deve ser imediatamente deposto, pois é o sangue da Irmandade que eles estão arriscando.

117Faça tudo de maneira segura, e apenas se for realmente seguro. 118E mantenha estritamente a Antiga Lei.

Dinheiro

119Nunca aceite dinheiro pelo uso da Arte, pois o dinheiro sempre mancha aquele que o recebe. Há magos e sacerdotes e os padres dos cristãos que aceitam dinheiro pelo uso de suas artes. E vendem indultos para que os homens livrem-se de seus pecados. 120Não seja como estes. Se você não aceitar dinheiro, estará livre da tentação de usar a Arte para propósitos malignos.

O Uso da Arte

121Todos podem usar a Arte em vantagem própria ou para vantagem dos Irmãos apenas se houver a certeza de que não irá prejudicar ninguém. 122Mas permita sempre que o Coven debata este assunto o quanto desejar. Apenas se todos concordarem que ninguém vai ser prejudicado, a Arte poderá ser usada. 123Se não for possível atingir seu objetivo de uma maneira, provavelmente a meta pode ser atingida de outro modo sem ainda prejudicar ninguém. QUE A MALDIÇÃO DA DEUSA ESTEJA SOBRE QUALQUER UM QUE QUEBRAR ESTA LEI. Que assim seja decretado.

Ética
124 Foi julgado lícito se alguém da Arte precisar de uma casa ou terra e ninguém desejar vender, orientar a mente do proprietário de maneira que ele queira vender, contanto que ele não seja de maneira alguma prejudicado e que o preço seja pago sem barganhas. 125Nunca barganhe ou tente baixar o preço de algo se você o estiver comprando para a Arte. Que assim seja decretado.

A Antiga Lei

126Esta é a Antiga Lei e a mais importante de todas as leis: que ninguém faça qualquer coisa que ponha em risco qualquer membro da Arte, ou que coloque-o em contato com as leis da região ou quaisquer perseguidores. 127Se houver qualquer disputa entre a Irmandade, ninguém deve invocar nenhuma lei além destas da Arte. 129Ou nenhum tribunal além daquele formado por Sacerdotisa, Sacerdote e Sábios.

Mais Regras de Dissimulação e Discrição

129Não é proibido dizer como dizem os cristãos, ‘Há bruxaria neste lugar’, pois há muito nossos opressores classificaram como heresia não crer em bruxaria, e um crime tal como negá-la pode colocá-lo sob suspeita. 130Mas sempre diga, ‘Eu nunca ouvi falar disso por aqui, talvez eles devam existir mas muito longe, não sei onde’. 131Mas sempre fale de nós como velhas ranzinzas, concubinando-se com o demônio e voando pelos ares. 132E sempre diga, ‘Mas como elas podem voar pelos ares se não são leves como cardo’. 133Mas que a maldição da Deusa esteja em qualquer um que lançar suspeitas sobre alguém da Irmandade. 134Ou falar sobre algum verdadeiro local de encontro onde nós nos reunimos.

Livro das Sombras e Liber Umbrarum
 

135Que a Arte mantenha livros com os nomes de todas as ervas que são boas, e todas os remédios, para que assim todos possam aprender. 136Mas mantenha outro livro com todas as Leis e Rituais e que apenas os Sábios e outras pessoas de confiança possuam este conhecimento. Que assim seja decretado. 138E que as bênçãos dos Deuses estejam em todos que mantêm essas Leis, e que tanto a maldição do Deus quanto a da Deusa esteja em quem as desrespeitá-las.
 

A Sabedoria da Humildade

138Lembre-se que a Arte é o segredo dos Deuses e que deve ser usado apenas de maneira respeitosa e fervorosa, e nunca para exibir-se ou vangloriar-se. 139Magos e cristãos podem escarnecer de nós dizendo,’Vocês não têm poder, mostre-nos seu poder. Faça magia diante de nossos olhos, e apenas assim acreditaremos’, tentando nos obrigar a trair a Arte perante eles. 140Não lhes dê ouvidos, pois a Arte é sagrada e deve apenas ser usada quando for necessária, e que a maldição dos Deuses esteja em quem quebrar esta Lei.
Alta Sacerdotisa: renúncia, abandono e sucessão
 

141Sempre foi assim com as mulheres, e com os homens também, que eles sempre buscam novos amores. 142Não devemos reprová-los por isso. 143Mas isto pode ser um desvantagem para a Arte. 144Mais de uma vez aconteceu de um Alto Sacerdote ou uma Alta Sacerdotisa, impelida por amor, ir embora com seu amado. Isto é, eles deixaram o Coven. 145Agora, se a Alta Sacerdotisa quer renunciar, ela deve fazê-lo em uma reunião com o Coven completo. 146 E esta renúncia é válida. 147Mas se ela fugir sem renunciar, quem garante que não voltará em poucos meses ? 148Assim, a Lei é, se uma Alta Sacerdotisa deixar seu Coven, ela deve ser trazida de volta para que tudo seja como era antes. 149Enquanto isso, se ela tem uma auxiliar, esta auxiliar agirá como Alta Sacerdotisa enquanto a Alta Sacerdotisa não estive presente. 150Se ela não retornar em um ano e um dia, então o Coven deve eleger uma nova Alta Sacerdotisa. 151A menos que haja uma boa razão para que isso não ocorra. 152A pessoa que fez o trabalho deve receber o benefício de sua recompensa, donzela e auxiliar da Alta Sacerdotisa.

O Vínculo
153Foi visto que a prática da Arte causa uma forte ligação entre aspirante e tutor, e isto é o motivo de melhores resultados se assim o for. 154E se por alguma razão isto não for desejado, pode facilmente ser evitado por ambas as pessoas colocando firmemente em suas mentes que são como irmão e irmã, ou pai e filho. 155E por esta razão um homem pode apenas ser ensinado por uma mulher e uma mulher por um homem, e mulher e mulher não devem tentar estas práticas juntas. Que assim seja decretado.

Julgamento de Transgressões

156Ordem e disciplina devem ser mantidas. 157Uma Alta Sacerdotisa ou um Alto Sacerdote pode, e deve, punir todas as transgressões. 158 Assim, todos da Arte devem receber sua correção de boa vontade. 159Todos apropriadamente preparados, o culpado deve ajoelhar-se, sua transgressão relatada e sua sentença pronunciada. 160A punição deve ser seguida por algo agradável. 161O culpado deve reconhecer a justiça de sua punição beijando a mão ao receber a sentença e novamente quando a punição for cumprida. Que assim seja decretado.

Por: ALEX SANDERS. Tradução k-Ouranos 333

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-lei-das-bruxas/

Uma Introdução Inicial aos Mistérios Matemágicos – que são muito interessantes

Não vos percais com os preceitos da Ordem
– O LIVRO DO ÚTERO 1:5

NO PRINCÍPIO

Olhe para o céu em um dia ensolarado, sem núvens e diga o que vê. Se conseguir descrever algo é porque está olhando para o lugar errado. Procure no céu algo que perturbe o olhar, é uma forma esférica e luminosa, quando a encontrar, olhe diretamente para ela e diga o que vê. É o Caos. A Maçã da Discórdia em sua forma mais pura. É o sorriso da Deusa. Os macacos chamam esse Glorioso Explendor simplesmente de sol, ou ainda estrela, ou ainda astro, numa tentativa cada vez maior de enterrar Sua Sorriso Esquisofrenicamente Belo. Mas para poder compreender os macacos, temos que falar sua língua, e assim nós começamos nosso mergulho.

Macacos, perdão, cientistas, acreditam que o sol, e outras estrelas, mas vamos nos focar apens no sol, nada mais é do que uma bola gigante de gás. Mas não bastando acreditar nisso eles foram além, eles acreditam que os gases que formam essa bola ficam no lugar por causa do próprio peso. De cara já percebemos que existem duas palavras que não se encaixam em um descritivo de uma dama: bola e peso. Mesmo assim, continuemos.

Cada parcela do sol é atraída para todas as parcelas restantes pela força da gravidade[1], se precisar de uma imagem para conseguir entender isso, pense na atmosfera da terra sendo atraída para a terra. Agora, se temos uma quantidade discretamente chamativa, de gases sendo forçados em direção a um único ponto, o lógico seria que o sol fosse do tamanho da cabeça de um alfinete, certo? Isso poderia ser o caso, caso não fosse por outra força.

Imagine que está em um show. Imagine que é um show do AC/DC e você quer chegar perto da banda para vê-los tocar. Você tem duas opções:

A) Chega cedinho, assim que abrem os portões corre para a grade perto do palco, abraça a grade e espera.

B) Chega minutos antes da banda entrar, com o estádio lotado e força caminho rumo a grade.

Estou falando por experiência própria. Num show cheguei cedo e fui para a grade. A Banda entrou. Em dois minutos estava sendo pisoteado e meu braço estava sendo quebrado. Foi um show do cacete. No outro cheguei logo antes da banda entrar, forçando passagem consegui assistir a tudo a menos de 3 metros de distância do palco. Qual a licão que tirei dessas duas experiências?

No jogo da vida é melhor ser o gás sendo levado rumo ao centro do sol do que o gás que está no centro e não tem por onde sair.

Para o sol não desmontar sobre si mesmo a pressão em seu interior cresce de acordo com a força pela qual os gases são atraídos para o centro. Isso faz com que no centro a temperatura seja mais alta, a pressão maior, o número de coisas ocorrendo ao mesmo tempo loucamente incalculável. Faz com que quem está fora queira entrar e quem está dentro comece a desejar não estar naquele miolo. O sol de fato é muito semelhante a um show do AC/DC. Todo astrofísico deveria realizar este experimento para se aproximar daquilo que estuda de longe.

Aumente a pressão de algo, a temperatura aumenta, e qualquer pessoa que já esqueceu uma panela de pressão no fogão ligado conhece um dos fatos básicos da vida: você pode estar cercado de alumínio, pode estar cercado por ferro, pode estar cercado por uma liga metálica criada pela NASA, quando o calor resolve sair, ele sai. Assim essa energia que existe dentro do sol de pressão empurrando pra fora, gravidade puxando para dentro resulta, num primeiro momento em luz e calor. Mas num segundo momento resulta em muito mais.

Para resumir uma longa e chata história esse ciclo é cíclico, muito gás, muito peso, muita pressão no núcleo, essa pressão empurra tudo para fora, onde o peso faz voltar para o núcleo, etc… Mas afirmarmos que o sol é feito de gás é um erro, e como já demos várias explicações científicas desde o começo do texto vamos corrigí-la. O calor dentro do sol é tão descomunal e a pressão tão fodasticamente forte que, como no show do AC/DC, qualquer coisa lá no meio não tem forma. Se não possui uma forma básica que seja composta de alguma coisa menor não podemos nem dizer que aquilo é um gás. Por isso usam o nome plasma ou, trocando em miudos, aquilo que quando for deixado em paz vai virar a base para se formar átomos. O centro do sol é uma enorme sopa de energia nem em estado líquido, nem gasoso, nem sólido.  Quando se afastam do centro essas partículas começam a se formar e do meio do Caos surge a primeira forma, poderíamos chamar de a primeira informação. Só que essas partículas estão alucinadas, como se tivessem passado o dia numa fissura atrás de crack e tivesse acabado de cheirar meio quilo de cocaína cada uma. Isso faz com que essas partículas recém formadas já saiam para bater cabeça umas com as outras, novamente, como no show. Quando partículas sub atômicas batem uma de frente com a outra numa velocidade grande o bastante o que acontece?

Bem, poderíamos dizer agora que Chernobyll foi não um acidente, mas uma homenagem à Deusa.

O núcleo do sol é como um reator nuclear boiando no espaço. Mas nem tudo é simplesmente bate cabeça. Quanto mais distantes do núcleo, mas as formas aparecem. Eventualmente várias partículas fogem do núcleo do sol, vários prótons e neutrons e elétrons, assim que a força do núcleo diminui um pouco sobre eles, graças à distância as forças nucleares fortes e fracas e o eletromagnetismo entra em ação e voilá, um elétrom fica preso na órbita de um prótom e ai você tem seu primeiro átomo da tabela periódica, o Sr. Hidrogênio. Quando eventulamente as estrelas entram em colapso, suas áreas cheias de hidrogênio são esmagadas em cima de si mesmas, o sol explode e nisso começa a fabricar hélio, que tem dois prótons e dois elétrons, e a coisa continua, cada vez que uma estrela entra em colapso ela começa a fazer os átomos que a constituem se fundir em átomos mais pesados, chegando no urânio que é a baleia dos átomos e serve pra fazer bombas. Eventualmente esses átomos são cuspidos para longe das estrelas quando elas explodem e vão para o universo, onde sob certas condições começam a se combinar em moléculas, e as moléculas se combinam em coisas maiores e logo logo surgem gases, líquidos e minérios. Por isso, sim! A culpa de você estar sem ter o que fazer na frente do computador é do sol – isso do ponto de vista do macaco. Do ponto de vista correto isso significa que todos viemos d’Ela, cada micro parte de nosso ser, vomitado por suas maçãs espalhadas pelos cosmos.

Esse processo explica como um bando de matéria solta se une, forma uma estrela e começa a cuspir átomos que viram outras coisas como gasosas, planetas e você ou eu. Acredita-se que no início do universo havia apenas hidrogênio e hélio, por um lado esses dois elementos partiram de uma sopa violenta de energia, que só existia por causa do Caos e por outro esses dois elementos, depois de milhões e milhões de anos de abuso, foram transformados em outros elementos. Como a Deusa sorri para sua criação de todos os ângulos que podemos perceber não é surpresa descobrir que isso vem acontecendo pelos últimos 17 bilhões de anos.

Se chegou até aqui ótimo, você acabou de me ver explicando dois processos interessantes:

1- Fusão Nuclear

2- Matemática

APÓS O PRINCÍPIO

Resolvi sair na rua e brincar um pouco. Escolhi a rua porque ela fica mais longe da wikipedia do que a casa e locais de trabalho dos outros. Também escolhi a rua porque vivemos em uma sociedade onde as pessoas tendem a despirocar quando aparece dentro de suas casas e locais de trabalho uma pessoa estranha. E assim sai pelas calçadas com uma prancheta na mão, um crachá no bolso do paletó e meu melhor sorriso de vendedor de carros usados perguntando para as pessoas coisas como nome, número do rg, endereço, idade, telefone, grau de escolaridade e o que é matemática. Descobria algumas coisas interessantes com isso.

Primeiramente descobri que mesmo vivendo em uma sociedade onde as pessoas despirocam quando aparece dentro de suas casas e locais de trabalho uma pessoa estranha, elas não tem problemas para dar seus dados para uma pessoa estranha se ela está segurando uma prancheta e sorrindo para elas.

Segundamente descobri que quanto mais velhas e supostamente instruidas, mais estúpidas ficam as pessoas. Vejam, as pessoas mais velhas e com maior grau de instrução respondiam que a matemática é O ESTUDO DOS NÚMEROS. As mais jovens e com menos instrução respondiam que a matemática é A CIÊNCIA DOS NÚMEROS. As crianças de até 7 anos que responderam a pesquisa afirmaram que NÃO SEI O QUE É MATEMÁTICA, mesmo quando o responsável presente insistia em querer contaminar a jovem mente com a idiotice da maturidade.

Ponto para as crianças. Não há como explicar o que é a matemática.

Cientistas são por definição pessoas preguiçosas. Sempre que vão fazer estudos com animais perdem anos ensinando a eles como se comunicar de forma humana para tentar entender o que os bichos pensam ao invés de simplesmente aprender a línguagem dos bichos e experienciar o que eles pensam. Tente ler Finnegan’s Wake do Joyce em qualquer tentativa de tradução e logo vai entender o problema com essa preguiça científica.

Para evitar cair no mesmo erro eu dediquei horas e dias aprendendo a linguagem dos macacos e transcrevo aqui exatamente o que eles pensam sem traduções grosseiras.

O Dogma Simiesco afirma que:

“É fato sabido que a espécie humana já conhece os números abstratos há cerca de 8.000 anos. A matemática formal, simbólicam com equações, teoremas e provas, tem pouco mais de 2.500 anos. O cálculo infinitesimal foi desenvolvido no século 17; os números negativos passaram a ser usados comumente no século 18, e a álgebra abstrata moderna, onde símbolos como x,y e z denotam entidades arbitrárias, tem apenas 150 anos.”

O macaco que disse isso não é um macaco qualquer, ele é Keith Devlin, um macaco que atingiu o cargo de diretor executivo do Centro de Estudos de Linguagem e Informação, além de professor do Departamento de Matemática da Universidade de Stanford, assim como pesquisador da Universidade de Pittsburgh, nas horas vagas ele é membro da American Association for the Advencement of Science. Como eu disse, parece qu equanto mais velha e instruída, mais estúpidas ficam as pessoas.

Nosso amigo prossegue com uma rápida linha do tempo da matemática que tenta explicar do que ela se trata:

Até 500 a.C. a matemática era algo que tratava de números. A matemática do antigo Egito, Babilônia e China consistia quase que inteiramente em aritmética. Era largamente utilitária e de uma variedade bem do tipo “livro de receitas” (Faça isso e aquilo com um número e você terá a resposta).

– Entre 500 a.C. e 300 d.C. a matemática se expandiu além do estudo dos números. Os matemáticos da antiga ©récia se preocupavam mais com a geometria. Na verdade eles viam os números de uma perspectiva geométrica, como medidas de comprimento, e quando descobriram que havia comprimentos aos quais não correspondiam seus números (chamados comprimentos irracionais), o estudo do assunto praticamente estancou. Para os gregos, com sua ênfase em geometria, a matemática era números e forma. Foi somente com os gregos que a mamtemática realmente passou de um conjunto de técnicas para se medir, contar e calcular para uma disciplina acadêmica, que tinha tanto elementos estéticos quanto religiosos.

– Depois dos gregos, embora a matemática progredisse em diversas partes do mundo – notavelmente na Arábia e na China -, sua natureza não mudou até meados do século 17, quando sir Isaac Newton (na Inglaterra) e Gottfried Leibniz (na Alemanha) inventaram, independentemente, o cálculo infinitesimal. O cálculo infinitesimal, em essência, é o estudo do movimento e da mudança. A matemática tornou-se o estudo dos números, da forma, do movimento, da mudança e do espaço.

– A partir de 1750 houve um interesse crescente na teoria matemática, não apenas em suas aplicaçnoes, à medida que os matemáticos procuravam compreender o que estava por trás do enorme poder do cálculo infinitesimal. Ao final do século 19, a matemática havia se transformado no estudo dos números, forma, movimento, mudança, espaço e das ferramentas matemáticas que são usadas nesse estudo. Este foi o início da matemática moderna.

Bem, vocês sentiram esse cheiro? Parece comida digerida, descolorada e largada ao vento? Aquele cheiro fresco de merda?

SIM!!! É chegado o momento do selo.

Como qualquer um pode ver, toda essa exposição é uma grande pilha de merda. Mas não há motivos para nos chatearmos. Qualquer jardineiro sabe que é na merda que crescem as flores.

Vejamos que flores podemos colher dai.

1ª Flor

No post anterior vimos que números são coisas sinistras, vamos expandir aqui essa noção baseadas em fatos. Números são invenção de nossas mentes, a matemática, como veremos, não precisa em absoluto de números para ser conduzida.

2ª Flor

Não houve um período em que a matemática adquiriu elementos religiosos, ela teve sua origem na religião, como veremos.

3ª Flor

Essa evolução da matemática parte de um ponto de vista técnico e não natural. Veja porque agora.

Muitos construtores, fossem arquitetos, engenheiros, agrimensores, artesãos, perceberam que para se fazer qualquer coisa é preciso se trabalhar com proporções. Para se erguer uma coluna de tantos metros precisamos de pedras de tal tamanho. Para se fazer uma ponte assim e assado, precisamos de tanta madeira e tanta corda. Para se construir pássaros metálicos autômatos que cantam sozinhos, precisamos de tanta água e tanto metal, e as coisas precisam ser montadas de tal forma para que o sopro do ar imite o canto dos pássaros.

Logo eles descobriram que a matemática tinha uma forma de fazer essas proporções se tornarem perceptíveis e maleáveis, e passarma a usá-la como ferramenta de trabalho, da mesma forma que a Igreja Católica passou a usar Deus e Jesus e Maria como ferramentas de trabalho.

Assim não é de se espantar que quando Newton e Leibnitz começaram a brincar de cálculo que os cientistas da época resolvessem criar uma modinha de se usar matemática pra tudo. Como a física era o ramos da ciência que mais dava status, todos queriam ser físicos, e assim a matemática, coitada, ficou presa à física. Veja que na época quase tudo que era considerado matemática tinha a ver com a física. Depois disso ela evoluiu e tomou outros rumos, como matemática pura por exemplo, que descarta a necessidade de um mundo para a ciência existir.

Por isso, sempre que procuramos uma história da matemática, quase sempre encontramos uma descrição de seu desenvolvimento e evolução do ponto de vista que vai do primitivo e supersticioso, e também inteiramente prático até o século XVII e XVIII, e ai se torna uma arte física, e a partir dai o quanto ela se distancia da física. Assim temos uma noção primitiva e mística/supersticiosa de matemática, temos a criação da matemática moderna por homens brancos e religiosos e depois temos a evolução da matemática nas mãos desses homens brancos e religiosos que agora gostam de se intitular de Ateus para poder dizer que eles inventam a matemática, e não algum Deus de barbas brancas.

Bom, em um ponto esses homens brancos acertaram, a matemática não veio de um Deus de barbas brancas, veio de uma Deusa com sérios problemas bipolares – como toda deusa que se preze tem que ter.

4ª Flor

E talvez a mais importante. Por mais cavalhereisco que você seja, nunca foda com um alemão que inventa uma forma nova de se usar a matemática. Ele com certeza vai descobrir onde sua mãe mora. A fama nem sempre vale o preço que estamos dispostos a pagar.

Amarrando nosso lindo buquê

Temos então a visão clara de que grande parte do estudo matemático e da história da matemática é racista e chauvinista. Mas não se preocupe, vamos começar a corrigir isso agora.

Já vimos que um dos efeitos colaterais de nosso sistema nervoso, isso para não dizer da vida, é a capacidade de reconhecer pequenos grupos e notar pequenas diferenças de mudanças nesses grupos. Essa capacidade é aquilo que evoluindo se torna a capacidade de contar. Essa capacidade de reconhecer grupos e mudanças é facilmente confundida não apenas com contagem como com uma persepção ou senso de números. Vejamos alguns experimentos interessantes realizados com bebês e pessoas acidentadas.

Em 1967 Jacques Mehler e Tom Bever decidiram brincar com crianças. Não de uma forma suja e bizarra, mas cientificamente. Até então muitas pessoas não sabiam se bebês podiam contar ou tinham uma mínima noção de grandezas. Até então não havia testes que pudessem dar respostas claras do que os bebês achavam ou pensavam. Até os dois supracitados cientistas perceberem algo.

Eles reuniram crianças entre dois e quatro anos, e apresentaram para elas dois grupos de doces. Ao invés de testes onde haveria qualquer necessidade de comunicação a coisa foi resolvida da seguinte maneira. Na frente de cada criança colocavam dois grupos de doces, um com seis M&Ms, agrupados juntos e outro com quatro M&Ms espaçados. A idéia era criar um grupo de aparência menor, com mais docês e um que ocupasse mais espaço e tivesse menos doces. Então diziam para as crianças escolherem qual grupo de doces queriam. A grande maioria das crianças não pensava duas vezes antes de atacar o grupo mais compacto porém com mais doces.

Em 1980 resolveram ir além e testar crianças ainda mais novas. Prentice Starkey, na Universidade da Pensilvânia, fez um teste com 72 bebês com idades variando entre 16 e 30 semanas de vida. Ela colocou os bebês no colo da mãe e ambos na frente de um monitor. Sem avisar o bebê, como se ele estivesse em uma pegadinha do Mallandro, Prentice filmava os olhos dos bebês para poder cronometrar o tempo que ele investia observando algo. A lógica é muito boa, simples e muito MUITO boa. Se um bebê encara algo por muito tempo está prestando atenção – da forma que bebês prestam atenção – se os olhos ficam vagando de um lado para outro é porque perderam o interesse.

Nas telas exibiam slides, sempre que os olhos do bebê perdiam o interesse um novo slide era mostrado. E o que era mostrado era o seguinte: uma tela com dois pontos dispostos mais ou menos horizontalmente. Assim que o olhar mudava de direção surgia um novo slide com dois pontos em direções diferentes. Ela notou que a cada novo slide o tempo de atenção era menor. De repente, sem aviso, mostravam três pontos. Imediatamente o bebê voltava a se interessar, encarando o monitor por um período grande de tempo de 1.9 segundos, subia para 2.5 segundos.

A mesma experiência era feita ao contrário. Três pontos em posições aleatórias eram mostrados, sendo detectada uma crescente falta de interesse. Assim que era substituído por dois pontos o interesse voltava.

Algum tempo depois foram feitos experimentos que comprovaram que bebês com 2 ou 3 dias de vida conseguiam descriminar mudanças em no tamanho de conjuntos.

Essas e inúmeras outras experiências do tipo provaram que bebês conseguem lidar com mudanças em conjuntos que contenham 1, 2 ou 3 objetos. As crianças com menos de um ano parecem não saber distinguir 4 objetos de qualquer número maior. Mas o interessante é que essa habilidade não é exclusividade de crianças e bebês, em experimentos onde adultos tem que responder quantos pontos, arranjados de maneira aleatória, aparecem em uma tela, o tempo necessário para darem a resposta quando surgem um ou dois pontos é praticamente idêntico, para reconhecer três pontos levam pouco mais de meio segundo, mas quando o número de pontos ultrapassa o três o tempo de reconhecimento começa a subir, e conforme o número de pontos cresce o número de erros cresce também. Isso deixa claro que as respostas são resultados de dois processos cerebrais completamente diferentes. Até três nós reconhecemos imediatamente a quantidade, além de três nós contamos quantos objectos estão presentes. Quando o número de pontos nos slides aumenta, o tempo requerido para que a cobaia cuspa o resultado também aumenta. Linearmente. Ou seja, demora mais porque está contando, e números maiores precisam de mais tempo para serem contados. Duvida? Conte até 10 mentalmente. Que número chega antes? o 7 ou o 3?

1, 2 e 3 são “valores”, “quantidades”, “padrões” que reconhecemos instintivamente. Sem pensar. Da mesma forma que a vespa talvez não fique imaginando que precisa arranjar a raiz quadrado de 25 lagartas para deixar com seus ovos. Isso me faz crer que 1, 2 e 3 não sejam números de fato. Numeração começa além do quatro. Se preferir podemos inverter e eu afirmo que os únicos números que existem em nosso cérebro são o 1, o 2 e o 3, e a partir do 4 são outra coisa qualquer. Desenvolverei essa ideia com o tempo.

Bem, além de preguiçosos, cientistas e homens da razão em geral tem uma diversão depravada curiosa: adoram passar décadas reinventando a roda.

Releia os experimentos antes de prosseguir. Para facilitar a compreensão vamos seguir certa ordem cronológica.

1- A moda hoje é afirmar que o Antigo Testamento foi escrito na época do rei Salomão, que afirmam ter sido por volta de 1009a.C. a 922 a.C. No livro Gênesis 1:26-27 (negritos meus)

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra.

E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.

E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.

2- Lao-tsé, em seu Tao-te king, escreveu, na China, no ano 500 a.C:

“Tau a Razão criou Um. Este Um tornou-se Dois, e o Dois produziu o Três, e o Três produziu todos os outros seres”.

3- Platão, que viveu entre os anos 427 a.C. e 348 a.C. (dando ou tirando um ou dois anos), escreveu:

“O ser humano foi criado no início com o homem e a mulher não formando mais do que um só corpo.

Cada corpo tinha quatro braços e quatro pernas. Os corpos eram redondos e rolavam por toda parte, servindo-se dos braços e pernas para se mover. Acabaram por desafiar os deuses. Um deus disse então: “Matemo-los, pois são muito perigosos‖! Um outro disse: “Não, tenho uma idéia melhor.

Vamos dividi-los em dois; assim não terão mais que dois braços e duas pernas; não serão mais redondos. Não poderão rolar; sendo dois oferecerão o dobro de sacrifícios e, o que é mais importante, cada metade estará tão ocupada procurando a outra que não terão tempo para nos desafiar”.

4- Manava Dharma Sastra, antigo livro hindu datado do século 1 a.C. traz o seguinte texto:

“No começo só existia o infinito, chamado aditi. No infinito se encontrava A U M, razão pela qual deve preceder toda prece ou invocação”.

O Livro de Manu, antiga obra hindu, diz: “A sigla A U M significa terra, céu e paraíso”.

5- Uma tábua de argila encontrada por William Niven no México datadas de ?! e batizada como tábua número 150, lemos uma lenda Nacal de como a terra foi povoada:

“O Criador criou Um, Um se tornou Dois”.
“Dois produziram três”.
“Destes três descende toda a humanidade”.

digo datadas de ?! porque alguns entusiastas do impossível chegam a datar as tábuas de mais de 12.000 anos atrás. Investigaremos isso a fundo e talvez coloquemos a data correta.

Ainda entre os Nacals existe o seguinte símbolo:

Ele é um dos três símbolos formando um parágrafo que significa:

O criador é Uno. Ele é dois em um, Lahun. Esses dois formam o Filho – o Homem Mehen.

Este gráfico é chamado também de “o texto misterioso”, porque de qualquer maneira em que seja lido, começando-se de qualquer ponto do triângulo formado pelos símbolos, o significado permanece o mesmo: um, dois,
três.

6- Em 1967 John Lennon compôs uma epifania musical, que se inicia com:

I am he as you are he as you are me and we are all together.

Para ilustrar melhor eu costumo dividir em:

|I am he| as |you are he| as |you are me| and |we are all| to get her!

Agora tentem notar alguma similaridade entre aquilo que foi descoberto com crianças e esses textos citados.

Alguém?

Nos diz muito a respeito de nosso cérebro como podemos pensar “que coincidência a religião e a filosofia tratarem de trindades e termos uma capacidade inata de distinguir grupos de três” mas não achamos coincidência que os isótopos de ferro que são cuspidos por super-novas como isótopos radioativos de níquel e cobalto nas proporções exatas que encontramos no ferro usado para fazer martelos aqui na terra.

Em um primeiro momento essa conexão pode parecer estranha. Mas vamos analisar outras coisas que não tem nada a ver com isso por hora.

Dê uma olhada com calma na figura abaixo. Me diga o que acha que ela é.

O engraçadinho que respondeu que isso se parece com o raio X da mochila de alguma senhora  embarcando para o Paraguai terá a cabeça sodomizada mais tarde. Isso é um Mattang, um mapa. Ele é confeccionado com fibras de palmeira, gravetos ou qualquer coisa que possa ser usada para traçar linhas e curvas.

Para dar uma idéia do que exatamente é uma dessas coisas chamaremos Pablo.

PABLO! TRAGA O MATTANG!

Como podem ver, o Mattang de cima é uma versão do que Pablo, nosso Travesti de estimação segura. Espere.

PABLO! SUA BESTA, VIRE ELE!

Pronto, agora dá pra reconhecer aquele padrão de folha na parte superior direita, as duas retas paralelas no centro e as linhas curvas na esquerda em baixo.

Falemos sobre mattangs agora.

Os ilhéus do pacífico costumavam navegar bastante de uma ilha para outra. Vai ver eles se enchiam das pessoas presas com eles na própria ilha, vai ver eles ouviam sobre festas nas ilhas visinhas. Algumas das ilhas eram próximas umas das outras, algumas estavam distantes centenas de quilómetros. Esses ilhéus eram o que você provavelmente chamaria hoje de “índios”, ou seja, suas viagens eram realizadas em pequenos barcos e sem a ajuda de qualquer  instrumentos de navegação moderno. Por serem “índios” eles não dispunham de bússolas, sextantes, ou mesmo de cartas de navegação. Latitude e longitude deveriam soar como marcas concorrentes de refrigerante para eles. Mesmo assim, eles pegavam seus barquinhos de “índio” e se metiam no mar para ir atrás das outras ilhas. E acredite, eles chegavam onde queriam.

Na falta de civilização para os entreter, esses ilhéus se ocupavam com outras coisas que estavam por perto, como por exemplo o mar. Na verdade o mar não estava apenas por perto, ele estava em volta, se estendia até o infinito e em algumas épocas também estava por cima. Com o tempo esses ilhéus aprenderam a reconhecer o padrão formado pelas ondas. Não apenas as que rebentavam em suas praias, mas as ondas no meio do caminho. Pelo movimento das águas na superfície do mar, mesmo que não houvesse qualquer vestígio de terra à vista, eles sabiam exatamente onde estavam por saber que desenho as ondas se formavam lá.

Como eles dependiam da navegação para muitas coisas, eles tinham “escolas de índios” que ensinavam os jovens a reconhecer esses padrões. Um dos “livros didáticos de índios” que eles usavam eram os mattangs. No mattang eles colocavam a posição de onde estavam, dos desenhos das ondas ao redor, no meio e no final dos vários percursos. Também contavam com a ajuda do sol e das constelações, além de pássaros, mas o mattang era o simulador de vôo que eles dispunham.

Agora pense no seguinte. Se o mar fosse sempre o mesmo, nós seríamos estúpidos de não nos guiar por seus padrões, mas ele não é o mesmo. Para começar ele é feito de água, e água, diferente de concreto, costuma ter uma natureza muito mais maleável e insconstante. Além disso se venta um dia num canto, ou tem um tsunami do outro lado do mundo, as ondas são afetadas e mudam de forma certo? Como conseguir se guiar por padrões que estão constantemente sujeitos a mudanças? Como gravar esses padrões em muttangs para que eles pudessem ser ensinados a jovens e crianças para que eles os reconhecessem quando os vissem? Se o mar muda o tempo todo, como um navegador índio da Oceania consegue saber onde está, a qualquer momento, apenas olhando para o mar?

Deixemos os índios de lado, vamos voltar para a civilização pelo momento. Claramente vocês se lembram de eu ter citado “pessoas acidentadas” mais acima. Vamos a elas.

Esta é Signora Gaddi. Ela sofreu um derrame. Mas males o menor e o derrame deixou sua faculdade de fala e de rascioncíneo, mas fudeu completamente com sua capacidade de reconhecer números. Ela literalmente não conseguia determinar ou avaliar o número de objetos em qualquer conjunto. Ela também só conseguia repetir os “nomes” dos números até o 4, e assim só conseguia contar os elementos de um grupo de quatro ou menos objetos.

Esta é Frau Huber. Ela teve que fazer uma operação. Enquanto a maioria das mulheres de hoje opera para tirar um pouco de gordura ou colocar muito silicone, Frau Huber queria retirar uma parte de seu lobo pariental esquerdo; não era exatamente vaidade, ela tinha um tumor lá. Depois da cirurgia, sua inteligência e capacidade de falar pareciam ter permanecido bastante boas, mas os números não. Ela também conseguiu foder sua capacidade de reconhecer números. Ela não conseguia somar nem multiplicar nem mesmo usando os dedos. Ela repetia a tabuada de multiplicação, mas era como se estivesse recitando um poema, nada daquilo fazia sentido. Ela continuava capaz de aprender que a soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa, mas apenas como você consegue decorar que a energia é a massa vezes a velocidade da luz ao quadrado. Não fazia sentido nenhum, se mostrasse um triIangulo retângulo de catetos igual a 3 e 4 e pedisse para dizer quanto media a hipotenusa ela repetiria a fórmula, mas não saberia calcular ou dizer ou entender aquilo.

Em Paris, algum tempo atrás, uma pessoa que vamos identificar aqui como “o paciente” sofreu um acidente. Sim, ele deve ter recebido flores. Sim, ele deve ter usado um daqueles aventais de hospital que deixa a bunda de fora. Não ele não morreu. Na verdade para deixar mais misterioso nem vou dizer se O Paciente é ele ou ela. Ao invés de morrer seu cérebro sofreu uma lesão que deixou o cérebro basicamente intacto, a não ser por sua capacidade de contar. Ele conseguiu foder sua capacidade de reconhecer números. Isso não significa que O Paciente não conseguia somar 2 mais 2. Isso significa que se você colocasse cinco objetos na frente d’Ele, Ele não saberia dizer quantos eram. Se colocasse dez objetos a mesma coisa. Curiosamente quando 3 pontos eram mostrados para ele em um slide ele conseguia repetir corretamente o número de pontos.

Claro que apenas usar acidentados para conseguir ibope pode parecer de mal gosto. Vamos ver pessoas que não precisaram foder sua capacidade de reconhecer números, elas já nasceram com a capacidade fodida.

Este é Charles. Ele é um jovem muito inteligente. Ele é graduado em psicologia. Ele precisa de uma calculadora para somar 2+2. Vejam, ele é de fato inteligente. Ele se graduou em psicologia e não em frentistologia, e ele não consegue somar 5+8. Isso não quer dizer que ele não consiga, ele usa a calculadora, lembra-se? Ele consegue usar a calculadora para fazer as contas e percebe o resultado, mas nada do que ele digita nela ou ela lhe mostra faz sentido algum. Quando a conta é simples e ele tem tempo ele usa os dedos, conhece os nomes dos números, mas não os enxerga. Dê dois números a ele como 20 e 2, ou 14 e 10.937.498 e pergunte qual o maior. Ele não saberá dizer, ele começa a contar nos dedos e vê qual chega primeiro, esse, logicamente, é o menor. Em um teste ele levou oito segundos para somar 8 e 6, em outro levou doze segundos para subtrair 2 de 6. Ele não conseguiu realizar contas mais complexas como 7+5 e 9+4. Obviamente ele levou mais tempo do que seus amigos para se formar, mas se formou.

Aquela ao lado de Charles é Julia. Não eles não tem qualquer parentesco, nem se conhecem. Como Charles, Julia também se graduou e não apenas isso, ela fez pós graduação. Como Charles ela também só conseguia contar usando os dedos e quando os números iam além do 10 ela suava frio e sentia os olhos se encherem de lágrimas, quando os dedos terminavam, também terminava a contagem. Frações para ela eram algo incompreensível, apesar dela ser capaz de cortar um bolo de aniversário em pedaços. Ela não consegue contar de 3 em 3, a não ser na mão, um a um e enfatizando cada terceiro nome: um, dois, TRÊS, quatro, cinco, SEIS, sete, oito, NOVE, etc., etc., ETC. Diferente de Charles, Julia conseguia dizer se um número era maior do que outro.

Que lições podemos tirar disso? Em primeiro lugar parece que um daltonismo para números é possível. Depois que chamamos pessoas que não percebem cores, pessoas que não percebem números, pessoas que não percebem dor de deficientes, mas pessoas que não percebem a Deus de Ateus, e por algum motivo esses “ateus” parecem se colocar em um grupo acima ao dos daltônicos, das pessoas com deficiência no senso numérico e das pessoas acometidas de Alopecia.

Há uma terceira lição que pode ser interessante. As pessoas lesionadas ou que não tem esse senso de número mostram que aquilo que chamamos de números parecem parasitar uma área específica do cérebro. Uma área diferente da parasitada pela linguagem. Dito isso podemos também afirmar que… ok, bando de covardes.

Dito isso eu afirmo que a matemática, assim como a linguagem, possuem circuitos próprios que já vem instalados em nosso sistema nervoso. Quando essas placas de circuito se quebram deixamos de contar ou de falar. Isso separa a matemática de nós, de cara. Nós somos equipados com o hardware, mas o software não vem de nós, nós apenas a descobrimos. E digo mais. Não precisamos de números para realizar matemática. E vou além! Aquilo que chamamos de números, não são o que você acha que são.

Caso você ainda pense que a matemática é inventada ou criada pela mente superior do homem moderno, pense nisso antes de dormir: se o teorema dos quadrados dos catetos não tivesse sido “inventado” antigamente para você calcular uma hipotenusa, ele eventualmente seria inventado em algum ponto da história, exatamente igual. O mesmo para teoremas e fórmulas mais complexas. Se um teorema ou fórmula não depende da mente superior de um “homem” específico para vir a existir como a compartilhamos? Se a matemática é uma invenção da mente, de quem é a mente que a cria?


eis sua MÃO!!!

Por LöN Plo

Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/uma-introducao-inicial-aos-misterios-matemagicos-que-sao-muito-interessantes-2/