Religiões e Seitas

Uma religião se caracteriza por seis aspectos básicos. O primeiro é a autoridade, a qual não se refere a uma autoridade divina, mas a pessoas com talentos e dons acima da média em questões de espiritualidade; suas opiniões serão buscadas e seus conselhos serão geralmente seguidos pelos seus adeptos. O lado institucional e organizado da religião requer órgãos administrativos e pessoas que ocupem posições autoritárias, cujas decisões carregam o peso da influência, as quais (ao menos deveriam ser) são os talentosos inicialmente citados.

O segundo aspecto é o ritual, o berço da religião. A religião surge do júbilo e da consternação, os quais pedem expressão coletiva. Quando esmagados pela perda, ou quando nos sentimos exuberantes, queremos interagir com as pessoas, tornando esta interação mais do que a soma das partes para que alivie o nosso isolamento. Além disso, aprendemos dos egípcios que a encenação dramática de princípios que facilitam o aprendizado dos mesmos. Repleto de simbolismos, os psicodramas são ferramentas que informam e inspiram para que possamos despertar o nosso espiritual. Isto remonta ao terceiro aspecto da religião, a especulação, já que as dúvidas são necessárias no contexto religioso – Para onde vamos? Por que estamos aqui? De onde viemos? E, obviamente, conserva-se tudo o que as gerações passadas aprenderam e legaram ao presente, como parâmetros para ação, formando um quarto aspecto da religião, a tradição.

O quinto aspecto é a crença. Embora muitas vezes a palavra religião seja usada como sinônimo de fé e crença, ela não é. Tanto uma pessoa religiosa quanto um cético ou um ateu possuem suas crenças. Afirma-se na religião, muitas vezes tão difícil de sustentar tal afirmação perante os fatos, que a Realidade está ao nosso lado, que o Universo é amigável, as melhores coisas são as mais eternas, etc. Por fim, a religião lida com o mistério, já que a mente humana não consegue sondar o Infinito pelo qual é atraída.

O que atualmente chamamos de religião está mais para o conceito de seita, que é uma reunião de pessoas que são separadas de um tronco comum e que seguem um chefe carismático sectário. Sempre que temos desacordos em determinados pontos de princípios morais, por exemplo, pode-se haver uma ruptura de um grupo de indivíduos e este vir a criar uma seita. Existem também seitas criadas por membros com iniciativa própria, mas não nos alongaremos nelas aqui. Desta forma, ao menos nesta linha de conceituação, as igrejas evangélicas e protestantes são seitas, ao invés de religiões.

As seitas rompem os seus adeptos da sociedade e os faz romper com a mesma. Surge aquele aspecto que os membros são especiais e os restantes são do mundo, porém o mundo pode ser salvo… As crenças de uma seita são inatingíveis, verdades absolutas, imutáveis.

Então, definindo aspectos para as mesmas, assim como fizemos com a religião, temos: sujeição mental (os membros são sujeitos às verdades do guru, às imutáveis “leis divinas”), exigências financeiras (pagam quantias exorbitantes que são o ganha-pão da instituição) e ruptura (acham pertencer a uma elite especial e que os outros, de seu ambiente de origem, estão sujeitos a uma ilusão ou dominados por alguma espécie de entidade, por exemplo, fazendo com que fiquem fora da sociedade). Além disso, temos danos psicológicos e físicos aos seus adeptos, brigas por cargos, disputas de egos e tentativas de alterar o poder público para beneficiar os líderes do grupo sectário.

Por fim, temos as Ordens Iniciáticas, que visam conduzir seus membros à evolução moral, intelectual e espiritual, à Reintegração, através do aprendizado e da prática de princípios místicos universais. Por incrível que possa parecer, só se diferenciam das ordens verdadeiramente religiosas pelo caráter esotérico de seus ensinamentos (agora é hora de pensar – será que o que eu entendo por religião é de fato uma religião?).

Ordens Iniciáticas não são seitas, já que não são criadas de cismas, não seguem gurus, estimulam seus membros a serem livres-pensadores, respeitam a liberdade individual, estimulam a fraternidade, não possuem metas políticas e orientam ao progresso espiritual, intelectual e moral da humanidade como um todo.

Agora creio que devam entender o porquê do vídeo no início do texto e, ao menos espero, que na próxima vez que forem discutir religião, não discutam sobre seitas…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/religi%C3%B5es-e-seitas

Oferendas nas Encruzilhadas para os Escravos Fugitivos é história para boi dormir.

Por Marcelino Conti.
Antropólogo UFF

Em meios aos ataques de racismo religioso, (as centenas de casos de intolerância somada as centenas de leis municipais equiparando as oferendas como lixo, e a tentativa de criminalizar o sacrifício de animais em rituais das religiões de matriz africana) surge a estória pra boi dormir: a “macumba” surgiu das oferendas deixadas nas encruzilhadas para que os escravos fugitivos pudessem se alimentar para aguentarem a fuga.

Como a estória esta mal contada ela começa dizendo que um “Professor Leandro”, que ninguém sabe o sobrenome, foi quem contou a grande novidade histórica, demonstrando total desconhecimento de coisas básicas das religiões de Matriz Africana.
O Candomblé, umbanda, batuque, tambor de mina, e todas as outras ricas em diversidade, com uma variedade de ritos e denominações locais, combinadas com a tradição africana da qual procedem, que não podem ser generalizadas como “macumba”.

O termo Macumba, originariamente dá nome a uma espécie de árvore africana e também um instrumento musical utilizado em cerimônias de religiões afro-brasileiras. Na primeira metade do século 20, as igrejas cristãs e em especial as neopentecostais numa estratégia de desqualificar essas religiões que consideravam profana, começaram a chama-las genericamente de macumba como uma forma pejorativa.

Dentro desta mesma lógica, os despachos( trabalhos, ebós) na encruzilhada ganharam fama de “macumba” porque são uma das expressões mais visíveis dessas religiões fora dos templos, ilês, terreiros e roças.

As oferendas de acordo com a “estória” contada é profana, nada tem de axé, nada tem de santo, são homens dando comidas pra outros homens. tenta apagar a HISTORIA que esses negros africanos expatriados, oriundos de diversos pontos da África, faziam parte dos de nações, possuíam culturas e língua propria , além, claro, das suas divindades e formas de culto, e que trouxeram as suas crenças, as suas praticas religiosas e as receitas das oferendas, bem como os lugares que estas deveriam ser oferecidas aos orixás.

A natureza sempre foi o local para as oferendas, as matas, florestas, cachoeira, rio, lagoa e praias, os saberes trazidos de África , associava cada um dos orixás a um local, uma cor, um dia da semana e determinados tipos de comida.

As oferendas nos caminhos e nas encruzilhadas, portanto nada tem haver com as fugas de negros, esses lugares representam simbolicamente a passagem entre dois mundos. O ponto de encontro entre o Profano e Sagrado, é um espaço de liminaridade, onde não se é uma coisa e nem outra, é o encontro das partes, o inicio e o fim no mesmo ponto.

Essa estória da carochinha, tem motivos subliminares, destaco um dentre outros, nos fazer acreditar que as oferendas foram criadas por um motivo profano, hoje como não existem mais fugitivos, poderemos trata-las como lixo, criminaliza-las ficará mais fácil.
Continuenos a reverenciar aos nossos ancentrais e a nos ‘religare’ com os nossos orixas.
ASÈ

#Fraudes #Umbanda

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/oferendas-nas-encruzilhadas-para-os-escravos-fugitivos-%C3%A9-hist%C3%B3ria-para-boi-dormir

Trago a mulher amada em 7 dias!!!

Recebi um SPAM tosco no último de um desses pais-de-santo picaretas que infestam a net. Normalmente eu costumo deletar, mas dessa vez postarei o SPAM aqui no blog com comentários…

TRABALHO DE AMARRAÇÃO E UNIÃO

é a forma através da magia de se conseguir quem se ama de volta ou conquistar a pessoa que deseja.

Trazer de volta a pessoa amada

– De Pai Rxxxxxx de ogum Babalorixas Responde

Trabalhos de amarração união amorosa feitiços e magias do amor de volta

1- Todo o ritual de amarração é feito pelo Centro ou eu precisaria me envolver em alguma etapa do trabalho?

Re: Todo o trabalho e ritual e feito por nos assim que você nos autorizar a faz você não tem que fazer nada somente nos que vamos fazer para você.

2- Em quanto tempo após efetuar o pagamento a consulta ou o trabalho a amarração poderá ser feito?

Re: Imediatamente assim que for localizado o deposito faremos no mesmo dia.

3– Estou em outro estado tem como fazer a consulta ou trabalho?

RE: Sim independente do local que você estiver podemos lhe ajudar.

4- Caso seja necessário desfazer, é possível?

RE: Sim quando você quiser basta nos comunicar que desfazemos o trabalho para você, ate hoje ninguém pediu para desfazer não todos pede para continuar com os trabalhos.

@MDD – Com esta base, sabemos que nosso hiper-ultra-super-fantástico amigo pai de santo é capaz de fazer amarrações de qualquer pessoa SEM TER SEQUER UMA CONEXÂO com a pessoa. Amarrações são feitas, sem exceção, com vínculos de conexão (fios de cabelo, roupas, objetos pessoais, etc). Como este picareta pretende fazer qualquer coisa à distância e sem nem ter noção de quem seja a pessoa a ser amarrada. Isso já dispara o alarme anti-picaretas no defcon2

5- Você falou em trabalho de MAGIA NEGRA… Gostaria de saber se esses rituais envolvem sacrifícios de animais?

Re: De hipótese alguma e permitido algum membro ou médium do centro espírita Rxxxxxx de ogum fazer este tipos de rituais com animais ou sacrifícios isto para nos e hediondo e não trabalhamos com este tipo de trabalho.

6- Esse trabalho de amarração pode trazer algo negativo para as pessoas envolvidas?

RE: De forma alguma, pois ele e um trabalho natural qual não tem efeitos negativos a ninguém muitos menos a você ou para pessoa que você estiver fazendo, ou seja, a ninguém.

7- O fato de eu já ter feito outros trabalhos pode interferir em alguma coisa?

RE: Independente do que você já fez ou mandou fazer não vai atrapalha o que tivermos fazendo para você, ou seja, não atrapalha em nada.

@MDD – Ou seja, não é feito nenhum trabalho. Se fosse mesmo um trabalho de magia negra, envolveria alguma fonte de energia para alimentar o egun/kiumba. e se fosse MESMO feito, a pessoa que encomendou receberia TODA a carga karmica pelo trabalho. Em terceiro lugar, se força alguém a ficar com um fulano contra o livre-arbítrio, como é que esse idiota fala que “não tem efeito negativo a ninguem”?

8- Em quanto tempo eu tenho o resultado do trabalho após eu ter feito tudo que o médium me orientou a fazer?

RE: Obs. O efeito ocorre após 24 horas depois do trabalho feito podendo você alcança seu objetivo sejam eles quais forem a qualquer momento.

@MDD – O pior de tudo são estes estelionatários usarem o termo “médium”. Depois os céticos vão cair de pau em quem? Esse tipo de bandido como esse Rxxxxxxx de Ogum, que nem no google aparece, é que atrapalha mais os espiritualistas do que crentes ou céticos.

9-Posso fazer a consulta pelo MSN?

RE: A consulta não e feita através do MSN após você nos conta seu problema e entendermos o que esta se passando com você e já tivemos em mãos seu nome e dados para consulta após termos confirmado seus dados e eles serem verídico será encaminhado ao médium responsável que juntos as entidades fará uma consulta em busca da solução do seu problema e assim que pronta a consulta lhe enviaremos por e-mail, se desejar basta ligar para os números que se encontra a sua disposição no site que lhe passamos sua consulta com todos os detalhes.

Não atendemos ou respondemos perguntas pelo MSN antes de você fazer a consulta atendimento por MSN e exclusivo a pessoa que esta fazendo consulta ou trabalho conosco.

Para você ser atendida (o) o mais rápido nos envia um e-mail contanto seu problema melhor e mais rápido você terá sua resposta sobre o que procura e ajuda para resolver seu problema.

@MDD – Quem mandar um problema falso e conseguir a melhor resposta (do antigo Cocadaboa) vai ganhar uma amarração grátis do pai Del Debbio de Exú Mirim. [Deletei o email pq em 2020 de cada 2 que vão rir tem 10 que vão lá rastejar e pedir amarração]

10- Sou homo sexual tem algum problema vocês me atentem assim mesmo pode me ajudar?

RE: Sim claro independente da sua opção sexual você e bem vinda (o) o centro espírita sândalo não tem preconceito não ver raça ou cor todos e bem vindos e vamos ajudar você da melhor forma possível.

11- Eu freqüento outra religião isto pode me atrapalha em alguma coisa?

RE: Não de forma alguma o fato de você esta procurando ajuda para resolver seu problema através da magia espírita não vai alterar seu perfil ou mudar sua religião muito pelo contrario o que pode ocorrer e a melhora simultânea da sua vida podendo você continuar a freqüenta a religião que você achar que lhe convém.

@MDD – “Magia espírita”… Chico Xavier se revirando no túmulo…

12- Quero fazer mais tenho muito medo tenho alguma conseqüência ou isto pode me trazer algum problema futuro ou algo de ruim?

RE: Não mesmo por que você não estará praticando algo ruim tudo que envolve amor e bom e traz consigo bom resultado futuros, a magia não faz mal a você, mesmo porque não praticamos rituais macabros ou sacrifícios. Tudo que praticamos aqui e sempre com a permissão de Deus acima de todas as coisas.

@MDD – Bullshit. Qualquer magia que faça algo contra o livre-arbítrio de outra pessoa é magia negra e recai em problemas kármicos, sem exceção.

13- A pessoa que eu quero esta com outra mesmo assim e possível?

RE: Sim independente da situação ou a forma que hoje se encontra temos como ajudar você a ser feliz.

@MDD – vamos é levar o seu dinheiro, seu trouxa.

14- A pessoa que eu quero mora em outro estado (MESMO ASSIM) e possível fazer algo?

RE: Sim independente do local que se encontra a pessoa que você ama e possível fazer a magia.

Qual a melhor forma de entrar em contato com médium?

15-RE: Através dos telefones de contatos que se encontra a sua disposição no site ou por e-mail ou se você e usuário 55 22 9828xxxx

16- Serão mantidos em sigilo os dados por mim fornecidos a vocês para consulta ou trabalho?

RE: Sim garantimos que toda e qualquer informação fornecida em consultas e nos Trabalhos será ABSOLUTAMENTE MANTIDA EM TOTAL SIGILO, como nome, endereços e finalidade; somente terá acesso à informação o interessado e o Médium responsável pela execução do Trabalho.

@MDD – mesmo porque quem vai querer aparecer no jornal como o corno trouxa que perdeu 700,00 pra um pai de santo picareta em troca de nada? e ainda passar vergonha na frenta da mulher amada, que com certeza trocou o fulano por alguem mais esperto (e rico, já que o otário ficou 700,00 mais pobre nessa pataquada).

17- O pagamento precisa ser antecipado? Ou pode ser feito após o resultado? Como é feito o pagamento?

RE: A consulta e cobrada e somente e feita mediante comprovante de pagamento ou numero do comprovante de deposito ou da transferência, escolha o banco que fica mais fácil para você fazer o deposito ou transferência no

Banco Itaú ag xxxx

c/c xxxxx-3 valor 690,00

@MDD – seiscentos e noventa pilas !!! pagamento antecipado e adiós pro seu dinheiro.

Uma amarração faz uma pessoa ficar com outra, ou faz ela voltar, faz ela desejar e não conseguir deixar de pensar nessa outra pessoa. Por isso, como mais abaixo é explicado, o trabalho de amarração acaba abrindo uma porta. Pai Rxxxxxxx de ogum Babalorixa Guru a 21 anos fazendo milhares de casais felizes atraves da magia do amor amarraçao

Mesmo você tenha cometido uma falha que atualmente ele/a não perdoe. Esteja onde estiver, nada o/a poderá deter de voltar para tí (nem a distância geográfica ).Basta de amantes e traições !!! Ele/a não quer assumir a relação ? – Com este Ritual, nem ele ou ela, terão poder para dizer “Não”. A sua Vontade prevalecerá! Seja sexy e dominador(a) nas suas aventuras amorosas – O Fogo da Paixão acenderá o desejo ardente em qualquer pessoa que você deseje. Não seja derrotista ! – Vença tudo e todos os que se opuserem à sua vontade A família dele ou dela intrometem-se na relação ? – Lute pelos seus ideiais e não cruze os braços, senão, eles vencerão. Ele ou ela têm a mania que são os melhores e são arrogantes ? – Dê-lhe uma lição e faça ele/a vir implorar o seu perdão e amor. Querem roubar o seu amor ? – Dê uma lição na/o outra/a mesmo sem conhecer a pessoa. Não permita que lhe vençam!!!

@MDD – Como diz o ditado, “enquanto existirem burros, São Jorge não anda a pé”.

Quem tem seu nome como alvo de um trabalho de amarração não consegue realizar nem mesmo ações mais simples. Como comer, divertir-se, dormir e trabalhar sem pensar e desejar a pessoa que solicitou o trabalho. Mesmo que antes do trabalho feito ela sentisse desprezo, raiva, mágoa ou indiferença. Todos os sentimentos negativos são arrancados de sua mente e coração dando lugar a uma nova realidade repleta de apego, desejo incontrolável de estar ao lado e desejo sexual ardente.

INVEJA – Sim, inveja ! Todas as pessoas que são mal amadas e/ou solitárias, tornam-se invejosas e mesquinhas. Quantas e quantas pessoas, com menos atributos físicos ou socias, têm sucesso no amor e no sexo? Acha que é por acaso ou porque nasceram com uma estrelinha na testa ? Muitas dessas pessoas conhecem a magia da amarração certa para triunfarem. Nada é por acaso!

CIÚME – A maior parte dos casais sofrem com brigas de ciúmes (fundados ou infundados) por causa de terceiros. Outras pessoas têm os amores, da vida delas, mansos, humildes e obedientes como “carneirinhos”. Acha que é por acaso?

SOFRIMENTO MENTAL – A solidão afetiva MATA , lentamente, como que corroesse a alma. Muitas pessoas, que apesar de serem bonitas e simpáticas, não têm sorte no amor e – muitas das vezes – parecem que são ínvisiveis aos olhos das pessoas. Acha normal? O mais provável é que tenha algum “trabalho feito” para fechar os caminhos do amor ou, então, têm alguma maldição.

ABANDONO – Acreditem ou não mas, muitas pessoas vivem uma vida amorosa, com o seu/sua companheiro(a), como estivessem num sonho de fadas. De repente, começam as brigas, agressões verbais e físicas e, por fim, a indesejada ruptura. Acham que o amor termina assim, de uma hora para a outra ? Ou será que foi “trabalho feito” ?

Bem, CHEGA DE RECLAMAR, pois, « Para grandes males, grandes remédios» e JÁ ESTÁ AÍ!

Existe um Ritual de Amarração que anula, todos, esses e quaisquer outros sentimentos e situações desagradáveis. Não pense que são meras “simpatias” ou resinhas caseiras. Aqui, você vai entrar no MUNDO DA ALTA MAGIA DA AMARRAÇÃO. Ninguém o(a) poderá deter !!!

@MDD – “Mundo da alta magia de amarração” HAUAHAUAHAUAHA… só não fico com pena dos trouxas que caem neste tipo de estelionato porque também têm sua parcela de culpa, querendo dominar alguém contra a vontade. A lei do karma é justa, porque é um picareta enganando outro.

Com este RITUAL DE ALTA AMARRAÇÃO terá o poder de:

Acabar com a solidão afetiva – encontrando a pessoa amada (mesmo que seja do mesmo sexo, se assim quiser)

Amarrar a pessoa amada – evitando, assim, um possível divórcio e/ou ruptura Dominar a pessoa amada – podendo fazer dele ou dela “gato e sapato” e fazendo a pessoa amada obedecer só a ti.

@MDD – Ei… Não era magia do amor??

#Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/trago-a-mulher-amada-em-7-dias

Não Existe Almoço Grátis

Olá crianças,

Outro dia eu vi no Facebook uma propaganda de “perfumes mágicos” vindo de fachada de uma dessas Ordens pseudo-Satanistas da vida. Os anúncios eram bem parecidos com os que poderíamos encontrar nas revistinhas Wiccas. Os produtos incluíam perfumes milagrosos que prometiam “serenar a alma”, “acalmar a mente preocupada”, “proteger de pesadelos”, “proteção” e outras coisas mil feitos sob medida mediante nome, data de nascimento e foto.

A sorte (ou intuição) é que me fez cair na charlatã que é dona dessa página antes que ela fosse lançada para o público e pude perceber o engodo de vampirização dessa porcaria (não era uma lojinha wicca, mas uma página gerenciada por um terreiro de kiumbanda satanista de vampirização e matança de animais, do tipo mais escroto que existe).

Antes de explicar como funciona o golpe em detalhes, vou contar outro causo:

Por volta de 1999 circulou pelas internets um livro chamado XXXX, que seria “o Super-Duper livro de como se tornar um super-master satanista de Orkut”, com segredos que foram “vazados” de uma Ordem Satânica hipster (segundo a história mirabolante deles, já eram satanicos antes do anton lavey inventar o satanismo) e que, apesar de terem caído nas internets, continham segredos miraculosos e satânicos de poder…

Hauahauahauahau

Era quase uma versão moderna do Livro de São Cipriano capa de Kriptonita kkkk
[UPDATE] De uns anos para cá, a tal ordem liberou oficialmente o tal livro, numa excelente jogada de marketing.

Na época, um grupo de estudos daqui de SP do qual eu faço parte quis analisar o tal livro para ver que tipo de coisas ele poderia ter de útil. Qual não foi nossa surpresa quando os Exus do grupo descobriram que as evocações realmente funcionavam!!! Só que ao contrário!!!

Os rituais haviam sido propositadamente criados com o intuito de abrir pequenos portais de vampirização, que eram acentuados pelo fato dos moleques que faziam o ritual terem de se cortar, passar tempos em jejum, caminhar por horas e horas na estrada e outros métodos de exaurir qualquer tipo de vontade. Desta maneira, o processo não dava a eles a experiência de entrar em contato com o “Sagrado Demônio Guardião” (olha a merda…), mas sim, mandava para eles um “Sagrado Egun Vampirizador” que ficava ali de butuca chupando energia do moleque e alimentando uma egrégora secreta.

Essa Ordem é uma organização secreta satanista que realmente existe, formada inicialmente no Reino Unido, tendo se mostrado ao publico em geral nos anos de 1980 e 1990, com uma estória fantasiosa medieval. Mas acaba por ai. Não tenho dúvidas que exista realmente um núcleo central de magos negros em algum lugar da Europa, servindo a algum grupo de eguns que absorvem toda essa energia… convenhamos que não é grandes coisas, porque geralmente os satanistas de Orkut não servem para muito e dão no máximo uma pilha ray-o-vac. Mas o segredo é a quantidade.

O livro foi “vazado” para a Internets e milhares de idiotas graciosamente fizeram os rituais, achando que eram muito espertos, e acabaram engrossando as fileiras dos pilhas e escravos energéticos da egrégora. O plano é sensacional… porque um satanista de Orkut nunca vai admitir que é um trouxa energético… eles SEMPRE vão se achar os fodões, já que a grande base dos satanistas de internet é a insegurança total com quem a pessoa é e com o que é capaz de fazer… como Crowley bem disse “Os escravos servirão!”.

Se alguém falar que o tal livro é um portal de vampirização e roubo de energia e poder e que a pessoa está sendo vampirizada/roubada, os satanistas ainda irão brigar com você! (qualquer semelhança com Igrejas Evangélicas _NÃO_ é mera coincidência). Afinal de contas, o fulano quer posar de malvadinho e vai admitir que é um otário astral? Sobram no orkut e Facebook, então, duas castas de satanistas… os que “organizam” grupos, tentando escalar a pirâmide de trambicagem, e os que “querem entrar para ter vários poderes” que constitui o grosso dos vampirizados.

Quando eu digo que não existe almoço de graça, é preciso entender que nenhuma entidade, seja ela qual for, consegue se manter muito tempo no Mundo Físico incorporada ou manifestada sem uma fonte de energia. E toda guerra tem de ser financiada. Normalmente são os médiuns. Nos terreiros sérios, com entidades e médiuns preparados, existe toda uma estrutura de firmezas, preparações e técnicas que ajudam nestas manifestações, mas mesmo assim trabalhos prolongados vão acabar exaurindo os membros da casa.

Terreiros que trabalham dentro da Lei, ou seja, que contam com grandes Egrégoras protetoras, possuem redes de “compartilhamento energético” através dos rituais que alimentam esta Egrégora e permite que seus Guardiões trabalhem… podemos citar a Maçonaria, Ordem Demolay, AMORC, FRA, Ordens Rosacruzes, Ordens Martinistas, Arcanum Arcanorum, Templos Budistas, e outras fraternidades. Estes Guardiões trabalham EM CONJUNTO com o Sagrado Anjo Guardião de cada membro… desta maneira, todos os membros doam energia (lembre… não existe almoço grátis) e as entidades compartilham estas energias em uma grande defesa astral, formando uma rede.

Em outros lugares, como em Igrejas evangélicas, TAMBÉM existem estes Guardiões de Proteção da Egrégora, porém, eles estão mais preocupados em proteger A EGRÉGORA do que os idiotas que vão alimentá-la.

O Conceito de Lei e Fora-da-Lei

Nosso Sistema Solar possui a finalidade de EVOLUÇÃO. Esta é a Lei. Todas as Egrégoras que trabalham na Lei visam a evolução de seus membros através do descobrimento e realização da Verdadeira Vontade de cada um. É simples de entender isso na Ordem Rosacruz, nas Ordens de Estudo, na Essência da Maçonaria, na Essência da Thelema, em terreiros de Umbanda, em centros Kardecistas, em Ordens que permitam que a pessoa questione e amplie seus horizontes cada vez mais.

Os Fora-da-Lei trabalham na Involução. Elas trabalham de maneira que os membros sirvam de alimento energético (e monetário, e emocional) para uns poucos vampiros. Também é muito fácil entender isso na estrutura de qualquer Igreja Evangélica ou Católica ou Satânica da vida. Também é muito fácil entender este funcionamento em Ordens de mão esquerda de internet, pontos de venda de drogas, em bares, em prostíbulos…

Um Egun, ou um espírito fora-da-lei, é uma espécie de “agiota” no Astral… alguém que quer se manter presente no Planeta e que precisa negociar esta energia com a galera. Alguns os chamariam de vampiros, kiumbas, obsessores, etc, mas ele é apenas um ser que quer a SUA energia para sobreviver!

A melhor maneira deles sobreviverem é criando um grupo para que possa roubar a energia um pouco de cada um, de modo que nenhum deles eventualmente morra ou fique muito imprestável. Existem diversos tipos de eguns, mas os mais conhecidos alimentam-se da energia gerada através do sexo, de sacrifícios e de “doações energéticas”. Geralmente são agressivos e tendem a tomar o controle da mente de seus membros, tornando-os fanáticos e dóceis aos comandos dos líderes (qualquer semelhança com política e governos ditatoriais não é mera coincidência… lembre-se que o que vale aqui vale lá).

Ai temos o grupinho inicial ou os magos ou a grã-sacerdotisa loira ou qualquer porcaria que o valha. O grupo fará o possível para atrair e acorrentar o maior número de trouxas (sem trocadilho) que conseguir em busca de sua energia (astral e monetária) sem dar nada em troca. A sacada destes grupos é que eles sempre falam que você é “especial”…

Quando o egun consegue se estabelecer, ele passa a fingir que é um Exu e assume títulos pomposos como Maioral, Rei, Barão, Duque, Satanás-não-sei-das-quantas e por ai vai e busca dar algum poder para o grupinho inicial para incentivá-los… faz umas amarrações, faz umas macumbinhas, dá um dinheiro (no caso de Igrejas, dá um carro novo, um salário de pastor… veja como os mundos são espelhados!) e protege aqueles escravos principais, que são os que lhe trarão mais energia/dinheiro, em uma espécie de Esquema de Pirâmide Astral.

Claro que, nesse submundo, ocorrem guerras astrais o tempo todo… pastores tiram fiéis do vício de drogas, de prostituição, pegam bandidos na cadeia e trazem para dentro da Igreja. Satanistas e quimbandeiros recrutam bandidos, donos de bocas de fumo e políticos corruptos, que passam lá para fazer suas macumbas em tempo de eleição.

E, eventualmente, Eguns são recrutados pelas falanges da Lei, tornando-se Exús de baixa hierarquia. Normalmente quando algum ataque destes vem contra mim ou contra ordens estabelecidas, aprisionamos e direcionamos os eguns para o trabalho em centros.

Então retornamos aos “perfumes mágicos”… que tipo de coitado idiota daria seu nome, foto e data de nascimento para ser usado como pilha energética por demônios? Alguém que não soubesse do esquema, claro. Vendo a página podemos perceber um padrão: produtos com ar de picareta que prometem curas mágicas para depressão, fraqueza, preocupação, pesadelos, etc…

Estes produtos pegam infelizes que:

1) acreditam em fórmulas milagrosas, portanto, possuem baixa defesa mental/astral

2) possuem obsessores causando depressão, fraqueza, preocupação, pesadelos…

Então pegam nome, data de nascimento e foto da pessoa… (deviam pedir mecha de cabelo também kkk). O leitor mais esperto já percebeu que essa armadilha é um DISK EGUN… uma forma de “recrutamento” de escravos Obsessores desgarrados, certo? O otário manda foto, nome, data de nascimento e indicação de que fraqueza possui… tudo que os satanistas precisam fazer é abrir os portais, escravizar o obsessor desgarrado e vampirizar o mané… gênio!

Isso é, no fundo, um bom sinal… sinal que a egrégora está fraca e desorganizada, precisando desesperadamente de novos “recrutas” astrais (por que será? andaram destruindo todo o grupo? Kkkkk)

Tomem muito cuidado com lojinhas nas internets prometendo muambas milagrosas, especialmente as que pedem foto, nome e data de nascimento com a desculpa de serem “feitos sob medida”… vai custar bem caro essa brincadeira…

#Fraudes #LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/n%C3%A3o-existe-almo%C3%A7o-gr%C3%A1tis

Necronomicon: da origem até nossos dias

O Necronomicon (literalmente: “Livro de Nomes Mortos”) foi escrito em Damasco, por volta de 730 d.C., sendo sua autoria atribuída a Abdul Alhazred. Ao contrário do que se pensa vulgarmente, não se trata de um grimoire (ou grimório), livro mágico de encantos, mas de um livro de histórias. Escrito em sete volumes no original, chegou à cerca de 900 páginas na edição latina, e seu conteúdo dizia respeito à coisas antigas, supostas civilizações anteriores à raça humana, numa narrativa obscura e quase ilegível.

Abdul Alhazred nasceu em Sanaa, no Iêmen, tendo feito várias viagens em busca de conhecimento, dominando vários idiomas, vagou da Alexandria ao Pundjab, na Índia, e passou muitos anos no deserto despovoado ao sul da Arábia. Embora conhecido como árabe louco, nada há que comprove sua insanidade, muito embora sua prosa não fosse de modo algum coerente. Alhazred era um excelente tradutor, dedicando-se a explorar os segredos do passado, mas também era um poeta, o que lhe permitia certas extravagâncias na hora de escrever, além do caráter dispersivo. Talvez isso explique a alinearidade do Necronomicon.

Alhazred era familiarizado com os trabalhos do filósofo grego Proclos (410-485 d.C.), sendo considerado, como ele, um neo-platônico. Seu conhecimento, como o de seu mestre, inclui matemática, filosofia, astronomia, além de ciências metafísicas baseadas na cultura pré-cristã de egípcios e caldeus. Durante seus estudos, costumava acender um incenso feito da mistura de diversas ervas, entre elas o ópio e o haxixe. As emanações desse incenso, segundo diziam, ajudavam a “clarear” o passado. É interessante notar que a palavra árabe para loucura (majnum) tem um significado mais antigo de “djinn possuído”. Djilms eram os demônios ou gênios árabes, e Al Azif, outra denominação para o livro de Alhazred, queria dizer justamente “uivo dos demônios noturnos”.

Como Determinar o Limite Entre a Loucura e a Sabedoria?

Semelhanças entre o Ragnarok, mito escandinavo do Apocalipse, e passagens do Al Azif sugerem um vínculo entre ambos. Assim como os djinns árabes e os anjos hebraicos, os deuses escandinavos seriam versões dos deuses antigos. Ambas as mitologias falam de mundos sendo criados e destruídos, os gigantes de fogo de Muspelhein equivalem aos anjos e arcanjos bíblicos, ou aos gênios árabes, e o próprio Surtur, demônio de fogo do Ragnarok, poderia ser uma corruptela para Surturiel, ou Uriel, o anjo vingador que, como Surtur, empunha uma espada de fogo no Juízo Final. Da mesma forma, Surtur destrói o mundo no Ragnrok, quando os deuses retornam para a batalha final. Embora vistas por alguns com reservas, essas ligações tornam-se mais fortes após recentes pesquisas que apontam o caminho pelo qual o Necronomicon teria chegado à Escandinávia. A cidade de Harran, no norte da Mesopotâmia, foi conquistada pelos árabes entre 633 d.c. e 643 d.c. apesar de convertidos ao islã, os harranitas mantiveram suas práticas pagãs, adorando a Lua e os sete planetas então conhecidos. Tidoa como neo-platônicos, escolheram, por imposição, da religião dominante, a figura de Hermes Trimegisto para representa-los como profeta. Um grupo de harranitas mudou-se para Bágdá, onde mantiveram uma comunidade distinta denominada sabinos. Alhazred menciona os sabinos. Era uma comunidade instruída, que dominava o grego e tinha grande conhecimento de literatura, filosofia, lógica, astronomia, matemática, medicina, além de ciências secretas relativas às culturas árabe e grega. Os sabinos mantiveram sua semi-independência até o século XI, quando provavelmente foram aniquilados pelas forças ortodoxas islâmicas, pois não se ouve mais falar deles à partir do ano 1000. No entanto, por volta de 1041, o historiador Miguel Psellus conseguiu salvar uma grande quantidade de documentos pertencentes aos sabinos, recebendo-os em Bizâncio, onde vivia. Quem levou esses documentos de Bagdá para Bizâncio permanece um mistério, mas é certo que o fez tentando preservar uma parte da cultura dos sabinos da intolerância religiosa da época. Psellus, que além de historiador era um estudioso de filosofia e ocultismo, juntou o material recebido num volume denominado “Corpore Hermeticum”. Mas haviam outros documentos, inclusive uma cópia do Al Azif, que ele prontamente traduziu para o grego.

Por essa época, era costume os imperadores bizantinos empregarem guarda-costas vikings, chamados “varanger”. A imagem que se tem dos vikings como bárbaros semi-selvagens não corresponde à realidade, eram grandes navegadores que, já no ano mil, tinham dado inicio a uma rota comercial que atravessaria milhares de quilômetros, passando pela Inglaterra, Groenlândia, América do Norte e a costa atlântica inteira da Europa, seguindo pela Rússia até Bizâncio. Falavam grego fluentemente e sua infantaria estava entre as melhores do mundo.

Entre 1030 a 1040, servia em Bizâncio como varanger um viking chamado Harald. Segundo o costume, sempre que o imperador morria, o varanger tinha permissão para saquear o palácio. Harald servia à imperatriz. Zoe, que cultivava o hábito de estrangular os maridos na banheira. Graças a ela, Harald chegou a tomar Varie em três saques, acumulando grande riqueza. Harald servia em Bizâncio ao lado de dois companheiros, Haldor Snorrason e Ulf Ospaksson. Haldor, filho de Snorri, o Padre, era reservado e taciturno. Ulf, seu oposto, era astuto e desembaraçado, tendo casado com a cunhada de Harald e tornado-se um grande 1íder norueguês. Gostava de discutir poesia grega e participava das intrigas palacianas. Entre suas companhias intelectuais preferidas estava Miguel Psellus, de quem Ulf acompanhou o trabalho de tradução do Al Azif, chegando a discutir o seu conteúdo como historiador bizantino. Segundo consta, foi durante a confusão de uma pilhagem que Ulf apoderou-se de vários manuscritos de Psellus, traduzidos para o grego. Ulf e Haldor retornaram à Noruega com Harald e, mais tarde, Haldor seguiu sozinho para a Islândia, levando consigo a narrativa do Al Azif. Seu descendente, Snorri Sturluaaon (1179-1241), a figura mais famosa da literatura islandesa, preservou essa narrativa em sua “Edda Prosista”, a fonte original para o conhecimento da mitologia escandinava. Sabe-se que Sturlusson possuía muito material disponível para suas pesquisas 1ítero-históricas e entre esse materia1certamente estava o Al Azif, que se misturou ao mito tradicional do Ragnarok.

Felizmente, Psellus ainda pôde salvar uma versão do Al Azif original, caso contrário, o Necronomicon teria sido perdido para sempre. Ao que se sabe, não existe mais nem um manuscrito em árabe do Necronomicon, o xá da antiga Pérsia (atual Irã) levou à cabo uma busca na Índia, no Egito e na biblioteca da cidade santa de Mecca, mas nada encontrou. No entanto, uma tradução latina foi feita em 1487 por um padre dominicano chamado Olaus Wormius, alemão de nascença, que era secretário do inquisidor-mor da Espanha, Miguel Tomás de Torquemada, e é provável que tenha obtido o manuscrito durante a perseguição aos mouros. O Necronomicon deve ter exercido grande fascínio sobre Wormius, para levá-1o a arriscar-se em traduzí-lo numa época e lugar tão perigosos. E1e enviou uma cópia do livro a João Tritêmius, abade de Spanhein, acompanhada de uma carta onde se lia uma versão blasfema de certas passagens do Livro de Gênese. Sua ousadia custou-lhe caro. Wormius foi acusado de heresia e queimado numa fogueira, juntamente com todas as cópias de sua tradução. Mas, segundo especulações, ao menos uma cópia teria sido conservada, estando guardada na biblioteca do Vaticano.

Seja como for, traduções de Wormius devem ter escapado da Inquisição, pois quase cem anos depois, em 1586, o livro de Alhazred reapareceria na Europa. O Dr. John Dee, famoso mago inglês, e seu assistente Edward Kelley, estavam em Praga, na corte do imperador Rodolfo II, traçando projetos para a produção de ouro alquímico, e Kelley comprou uma cópia da tradução latina de um alquimista e cabalista chamado Jacó Eliezer, também conhecido como, “rabino negro”, que tinha fugido da Itália após ser acusado de práticas de necromancia. Naquela época, Praga havia se tornado um ímã para mágicos, alquimistas e charlatões de todo tipo, não havia lugar melhor para uma cópia do Necronomicon reaparecer.

John Dee (1527-1608), erudito e mago elisabetano, pensava estar em contato com anjos e “outras criaturas espirituais”, por mediação de Edward Kelley. Em 1555, já fora acusado, na Inglaterra, de assassinar meninos ou de deixá-los cegos por meio de mágica. É certo que Kelley tinha grande influência sobre as práticas tenebrosas de Dee, os anjos com os quais dizia comunicar-se, e que talvez só existissem em sua cabeça, ensinaram a Dee um idioma até então desconhecido, o enoquiano, além de outras artes mágicas. Se tais contatos, no entanto, foram feitos através do Necronomicon, é coisa que se desconhece. O fato é que a doutrina dos anjos de Dee abalou a moral da época, pois pregava entre outras coisas, o hedonismo desenfreado. Em 1583, uma multidão enfurecida saqueou a casa de Dee e incendiou sua biblioteca. Após tentar invocar um poderoso espírito que, segundo o vidente, lhes traria grande sabedoria, Dee e Kelley se separaram, talvez pelo fracasso da tentativa. Em 1586, Dee anuncia sua intenção de traduzir o Necronomicon para o inglês, à partir da tradução de Wormius. Essa versão, no entanto nunca foi impressa, passando para a coleção de Elias Ashmole (1617-1692), estudioso que transcreveu os diários espirituais de Dee, e finalmente para a biblioteca de Bodleian, em Oxford.

Por cerca de duzentos e cinquenta anos, os ensinamentos e escritos de Dee permaneceram esquecidos. Nesse meio tempo, partes do Necronomicon foram traduzidas para o hebreu, provavelmente em 1664, circulando em forma de manuscritos e acompanhados de um extenso comentário feito por Nathan de Gaza. Nathan, que na época contava apenas 21 anos, era um precoce e brilhante estudante da Torah e Talumud. Influenciado pelas doutrinas messiânicas judaicas vigentes na época, ele proclamou como o messias esperado a Sabbatai Tzavi, um maníaco depressivo que oscilava entre estados de transcendência quando se dizia que seu rosto parecia reluzir, e profunda frustração, com acessos de fúria e crueldade. Tais estados de ânimo eram tidos como o meio pelo qual Sabbatai se comunicava com outros planos de existência, como um Cristo descendo aos infernos, ou Orfeu, numa tradição mais antiga. A versão hebraica do Al Azif era intitulada Sepher há’sha’are ha-Da’ath, ou o “Livro do Portal do Conhecimento”. Tratava-se de um comentário em dois capítulos do livro de Alhazred. A palavra para conhecimento, Da’ath, foi traduzida para o grego na Bíblia como gnosis, e na Cabala tem o significado peculiar de “não-existência”, sendo representada às vezes como um buraco ou portão para o abismo da consciência. Seu aspecto dual parece indicar uma ligação entre o mundo material, com sua ilusão de matéria física e ego, e o mundo invisível, obscuro, do conhecimento, mas que seria a fonte da verdadeira sabedoria, para aqueles que pudessem suportá-la. Isso parece levar ao Astaroth alquímico e à máxima da magia, que afirma que o que está em cima (no céu) é como o que está em baixo (na terra). A ligação entre os dois mundos exigiria conhecimento do Abismo, abolição do ego e negação da identidade. De dentro do Abismo, uma infinidade de portões se abre. É o caos informe, contendo as sementes da identidade.

O propósito de Nathan de Gaza parece ter sido ligar o Necronomicon à tradição judaica da Cabala, que fala de mundos antigos primordiais e do resgate da essência sublime de cada ser humano, separada desses mundos ou submergida no caos. Ao lado disso, criou seu movimento messiânico, apoiado em Sabbatai Tzevi, o qual criou cisões e conflitos na comunidade judaica, conflitos que persistiram por pelo menos um século. Há quem afirme que uma cópia do Sha’are ha-Da’ath ainda existe, em uma biblioteca privada, mas sobre isso não há qualquer evidência concreta.

O ressurgimento do Necronomicon é constantemente atribuído ao escritor Howard Phillip Lovecraft, que fez do livro a base de sua obra literária. Mas não se explica como Lovecraft teve acesso ao livro de Alhazred. O caminho mais lógico para esse ressurgimento parece indicar o mago britânico Aleister Crowley (1875-1947). Crowley tinha fama de charlatão, proxeneta, toxicômano, promíscuo insaciável e bissexual, além de traidor da pátria e satanista. Tendo se iniciado na Ordem do Amanhecer Dourado em 1898, Crowley aprendeu práticas ocultas no Ceilão, na Índia e na China. Mais tarde, ele criaria sua própria ordem, um sistema mágico e uma nova religião, da qual ele seria o próprio messias. Ao que tudo indica, essa religião denominada “Lei de Thelema” se baseava nos conhecimentos do “Livro da Lei”, poema em prosa dividido em três capítulos aparentemente ilógico, que segundo ele, lhe havia sido ditado em 1904 por um espírito chamado Aiwass.

Sabe-se que Crowley pesquisou os documentos do Dr. John Dee em Bodleian. Ele próprio se dizia uma reencarnação de Edward Kelley, o que explica em parte, seu interesse. Apesar de não mencionar a fonte de seus trabalhos, é evidente que muitas passagens do Livro da Lei foram plagiadas da tradução de Dee do Necronomicon. Crowley já era conhecido por plagiar seu mestre, Allan Bennett (1872-1923), que o iniciou no Amanhecer Dourado, mas há quem sustente que tais semelhanças foram assimiladas inconscientemente seja como for, em 1918 Crowley viria a conhecer uma modista chamada Sônia Greene. Aos 35 anos, judia, divorciada, com uma filha e envolvida numa obscura ordem mística, Sônia parecia ter a qualidade mais importante para Crowley naquele momento: dinheiro. Eles passaram a se ver durante alguns meses, de maneira irregular.

Em 1921, Sônia Greene conheceu H.P. Lovecraft. No mesmo ano, Lovecraft publicou o seu primeiro romance “A Cidade Sem Nome”, onde menciona Abdul Alhazred. Em 1922, no conto “O Cão de Caça”, ele faz a primeira menção ao Necronomicon. Em 1924, ele e Sônia Greene se casam. Nós só podemos especular sobre o que Crowley contou para Sônia Greene, e não sabemos o que ela contou a Lovecraft, mas é fácil imaginar uma situação onde ambos estão conversando sobre uma nova história que ele pretende escrever e Sônia comenta algumas idéias baseadas no que Crowley havia lhe contado, sem nem mesmo mencionar a fonte. Seria o bastante para fazer reluzir a imaginação de Lovecraft. Basta comparar um trecho de “O Chamado de Cthulhu” (1926) com partes do Livro da Lei, para notar a semelhança.

«Aquele culto nunca morreria… Cthulhu se ergueria de sua tumba e retomaria seu tempo sobre a Terra, e seria fácil reconhecer esse tempo, pois os homens seriam livres e selvagens, como os “antigos”, e além do bem e do mal, sem lei ou moralidade, com todos gritando e matando e rejubilando-se em alegria. Então os “antigos” lhes ensinariam novos modos de gritar e matar e rejubilar-se, e toda a Terra arderia num holocausto de êxtase e liberdade» (O Chamado de Cthulhu).

«Faz o que tu queres, há de ser tudo da lei… Todo homem e toda mulher é uma estrela… Todo homem tem direito de viver como quiser, segundo a sua própria lei… Todo homem tem o direito de matar quem se opuser aos seus direitos… A lei do forte, essa é a nossa lei e alegria do mundo … Os escravos servirão»(Lei Thelemita).

Não há nem uma evidência que Lovecraft tenha visto o Necronomicon, ou até mesmo soube que o livro existiu. Embora o Necronomicon que ele desenvolveu em sua obra esteja bem próximo do original, seus detalhes são pura invenção. Não há nem um Yog-Sothoth ou Azathoth ou Nyarlathotep no original, por exemplo. Mas há um Aiwass…

O Que é o Necronomicon:

O Necronomicon de Alhazred trata de especulações antediluvianas, sendo sua fonte provável o Gênese bíblico e o Livro de Enoch, além de mitologia antiga. Segundo Alhazred, muitas espécies além do gênero humano tinham habitado a Terra, vindas de outras esferas e do além. Alhazred compartilhou da visão de neoplatoniatas que acreditavam serem as estrelas semelhantes ao nosso Sol, cada qual com seus próprios planetas e formas de vida, mas elaborou essa visão introduzindo elementos metafísicos e uma hierarquia cósmica de evolução espiritual. Aos seres das estrelas, ele denominou “antigos”. Eram sobre-humanos e podiam ser invocados, desencadeando poderes terríveis sobre a Terra.

Alhazred não inventou a história do Necronomicon. Ele elaborou antigas tradições, inclusive o Apocalipse de São João, apenas invertendo o final (a Besta triunfa, e seu número é 666). A idéia de que os “antigos” acasalaram com os humanos, buscando passar seus conhecimentos para o nosso plano de existência e gerando uma raça de aberrações, casa com a tradição judaica dos nephilins (os gigantes de Gênese 6.2-6.5). A palavra árabe para “antigo” deriva do verbo hebreu para “cair” (os anjos caídos). Mas o Gênese é só um fragmento de uma tradição maior, que se completa, em parte, no Livro de Enoch. De acordo com esta fonte, um grupo de anjos guardiões enviados para observar a Terra viu as filhas dos homens e as desejou. Duzentos desses guardiões formaram um pacto, saltando dos ares e tomando as mulheres humanas como suas esposas, gerando uma raça de gigantes que logo se pôs a pecar contra a natureza, caçando aves, répteis e peixes e todas as bestas da Terra, comendo a carne e bebendo o sangue uns dos outros. Os anjos caídos lhes ensinaram como fazer jóias, armas de guerra, cosméticos, encantos, astrologia e outros segredos. O dilúvio seria a consequência das relações entre os anjos e os humanos.

«E não vi nem um céu por cima, nem a terra firme por baixo, mas um lugar caótico e horrível. E vi sete estrelas caírem dos céus, como grandes montanhas de fogo. Então eu disse: “Que pecado cometeram, e em que conta foram lançados?” Então disse Uriel, um dos anjos santos que estavam comigo, e o principal dentre eles: “Estes são os números de estrelas do céu que transgrediram a ordem do Senhor, e ficarão acorrentados aqui por dez mil anos, até que seus pecados sejam consumados”».(Livro de Enoch).

Na tradição árabe, os jinns ou djinns seriam uma raça de seres sobre-humanos que existiram antes da criação do homem. Foram criados do fogo. Algumas tradições os fazem sub-humanos, mas invariavelmente lhes são atribuídos poderes mágicos ilimitados. Os djinns sobrevivem até os nossos dias como os gênios das mil e uma noites, e no Corão eles surgem como duendes e fadas, sem as qualidades sinistras dos primeiros tempos. Ao tempo de Alhazred, os djinns seriam auxiliares na busca de conhecimento proibido, poder e riquezas.

No mito escandinavo, hoje bastante associado à história do Necronomicon, os deuses da Terra (aesires) e o gênero humano (vanas) existiam contra um fundo de poderes mais velhos e hostis, representados por gigantes de gelo e fogo que moravam ao norte e ao sul do Grande Girnnunga (o Abismo) e também por Loki (fogo) e sua descendência monstruosa. No Ragnarok, o crepúsculo dos deuses, esses seres se ergueriam mais uma vez num combate mortal. Por último, Siurtur e ou gigantes de fogo de Muspelheim completariam a destruição do mundo.

Essa é essencialmente a profecia de Alhazred sobre o retorno dos “antigos”. É também a profecia de Aleister Crowley sobre o Àeón de Hórus. Os gigantes de fogo de Muspelheim não diferem dos djinns, que por sua vez se ligam aos anjos hebraicos. Como Surtur, Uriel carrega uma espada de fogo, e sua sombra tanto pode levar à destruição quanto a um renascimento. Assim, tanto os anjos e seus nephilins hebraicos quanto os “antigos” de Alhazred poderiam ser as duas faces de uma mesma moeda.

Como os Antigos São Invocados

É inegável que o sistema enochiano de Dee e Kelley estava diretamente inspirado em partes do Necronomicon, onde há técnicas de Alhazred para a invocação dos “antigos”. Embora o Necronomicon fosse basicamente um livro de histórias, haviam algums detalhes práticos e fórmulas que funcionavam quase como um guia passo a passo para o iniciado entrar em contato com os seres sobre-humanos. Dee e Kelley tiveram que preencher muitas lacunas, sendo a 1inguagem enochiana um híbrido que reúne, basicamente, um alfabeto de 21 letras, dezenove “chaves” (invocações) em linguagem enochiana, mais de l00 quadros mágicos compostos de até 240l caracteres além de grande quantidade de conhecimento oculto. É improvável que esse material lhes tivesse sido realmente passado pelo arcanjo Uriel. Bulwer Lytton, que estudou a tradução de Dee para o Necronomicon, afirma que ela foi transcrita diretamente do livro original, e se eram ensinamentos de Uriel, o mais provável é que ele os tenha passado a Alhazred.

A ligação entre a linguagem enochiana e o Livro de Enoch parece óbvia. Como o livro de Enoch só foi redescoberto no século XVII, Dee só teria acesso à fragmentos do mesmo citados em outros manuscritos, como o Necronomicon de Alhazred, o que mais uma vez reafirma sua provável fonte de origem. Não há nenhuma dúvida que Alhazred teve acesso ao livro de Enoch, que só desapareceria no século IX d.C., sendo até então relativamente conhecido. Outra pista para essa ligação pode ser a chave dos trinta Aethyrs, a décima nona das invocações enochianas. Crowley chamava-a de “a maldição original da criação”. É como se o próprio Deus a enunciasse, pondo fim à raça humana, à todas as criaturas e ao mundo que ele próprio criara. Isso é idêntico ao Gênese 6.6, onde se lê: “E arrependeu-se o Senhor de ter posto o homem sobre a Terra, e o lamentou do fundo de seu coração”. Esse trecho segue-se à descrição dos pecados dos nephilins, que resulta na destruição do mundo pelo dilúvio. Crowley, um profundo conhecedor da Bíblia, reconheceu nisso a chave dos trinta Aethyrs, estabelecendo uma ligação. Em resumo, a chave (ou portão) para explorar os trinta Aethyrs é uma invocação no idioma enochiano, que segundo Dee seria o idioma dos anjos, e esta invocação seria a maldição que lançou os nephilins (ou “antigos”) no Abismo. Isto se liga à práticas antigas de magia negra e satanismo: qualquer meio usado pelo mago no passado para subordinar uma entidade pode ser usado também como um método de controle. Tal fórmula existe em todo grimoire medieval, em alguns casos de forma bastante explícita. A entrada no trigésimo Aethyr começa com uma maldição divina porque esse é um dos meios de afirmar controle sobre as entidades que se invoca: o nephilin, o anjo caído, o grande “antigo”. Isso demonstra, além de qualquer dúvida, que o sistema enochiano de Dee e Kelley era idêntico, na prática e em cadência, ao sistema que Alhazred descreveu no Necronomicon.

Crowley sabia disso. Uma das partes mais importantes de seu trabalho mágico (registrou-o em “A Visão e a Voz”) era sua tentativa de penetrar nos trinta Aethyrs enochianos. Para isso, ele percorreu o deserto ao norte da África, em companhia do poeta Winner Neuberg. Ele já havia tentado fazê-lo no México, mas teve dificuldade ao chegar ao 28º Aethyr, e decidiu reproduzir a experiência de Alhazred o mais proximamente possível. Afinal, Alhazred levou a cabo seus estudos mais significativos enquanto vagava pela região de Khali, uma área deserta e hostil ao sul da Arábia. O isolamento o ajudou a entrar em contato com os Aethyrs. Para um plagiador como Crowley, a imitação é o primeiro passo para a admiração, não é surpresa essa tentativa, além do que ele também pretendia repetir os feitos de Robert Burton, explorador, aventureiro, escritor, lingüista e adepto de práticas obscuras de magia sexual. Se obteve sucesso ou não, é desconhecido pois jamais admitiu suas intenções quanto à viagem, atribuindo tudo ao acaso.

Onde o Necronomicon Pode Ser Encontrado:

Em nenhum lugar, com certeza, seria a resposta mais simples, e novamente somos forçados a suspeitar que a mão de Crowley pode estar metida nisto. Em 1912 ele conheceu Theodor Réuss, o 1íder da Ordo Templi Orientis alemã (O.T.O.) e trabalhou dentro daquela ordem por dez anos, até ser nomeado sucessor do próprio Réuss. Assim temos Crowley como líder de uma loja maçônica alemã. Entre 1933-1938, desapareceram algumas cópias conhecidas do Necronomicon. Não é segredo que Adolf Hitler e pessoas do alto escalão de eu governo tinham interesse em ocultismo, e provavelmente apoderaram-se dessas cópias. A tradução de Dee desapareceu de Bodleiam, roubada em 1934. O Museu Britânico também sofreu vários saques, sendo a edição de Wormius retirada de catálogo e levada para um depósito subterrâneo, em Gales, junto com as jóias da Coroa, onde permaneceu de 1939 a 1945. Outras bibliotecas simplesmente perderam cópias desse manuscrito e hoje não há nenhuma que apresente em catálogo uma cópia, seja em latim, grego ou inglês, do Necronomicon. O paradeiro atual do Al Azif original, ou de suas primeiras cópias, é desconhecido. Há muitas fraudes modernas, mas são facilmente desmascaradas por uma total falta de imaginação e inteligência, qualidades que Alhazred possuía em abundância. Mas há boatos de um esconderijo dos tempos da 2º Guerra, que estaria localizado em Osterhorn, uma área montanhosa próxima à Salzburgo, onde haveria uma cópia do manuscrito original, escrita pelos nazistas e feita com a pele e o sangue de prisioneiros de campos de concentração.

Qual o motivo para o fascínio em torno do Neconomicon? Afinal, é apenas um livro, talvez esperemos muito dele e ele não possa mais do que despejar um grão de mistério no abismo de nossos anseios pelo desconhecido. Mas é um mistério ao qual as pessoas aspiram, o mistério da criação, o mistério do bem e do mal, o mistério da vida e da morte, o mistério das coisas que se foram. Nós sabemos que o Universo é imenso, além de qualquer limite da nossa imaginação, mas o que há lá fora? E o que há dentro de cada um de nós? Seria o Universo um espelho para nós mesmos? Seriam os “antigos” apenas uma parte mais profunda de nosso subconsciente, o ego definitivo, o mais autêntico “eu sou”, que no entanto participa da natureza divina?

Sábios e loucos de outrora já se fizeram essas perguntas, e não temeram tecer suas próprias respostas, seus mitos, imaginar enfim. A maioria das pessoas, porém, prefere criar respostas seguras, onde todos falam a mesma língua, cultivam os mesmos hábitos, respeitam a diversidade,cada qual em sua classe. O Necronomicon, porém, desafia nossas certezas, pois não nos transmite qualquer segurança acerca do Universo e da existência. Nele, somos o que somos, menos que grãos de pó frente à imensidão do Cosmo e muitas coisas estranhas, selvagens e ameaçadoras estão lá fora, esperando pelo nosso chamado. Basta olhar em qualquer tratado de Astronomia ou Astrofísica, basta ler os jornais. Isso é para poucos, mas você sabe que é verdade.

Método Utilizado Por Nostradamus Para Ver o Futuro:

Recolha-se à noite em um quarto fechado, em meditação, sozinho, sentando-se diante de uma bacia posta sobre um tripé e cheia de água. Acenda uma vela sob a bacia, entre as pernas do tripé, e segure um bastão mágico com a mão direita, agitando-o sobre a chama do modo como se sabe, enquanto toca a água com a mão esquerda e borrifa os pés e a orla de seu manto. Logo ouvir-se-á uma voz poderosa, que causa medo e tremor. Então, esplendor divino; o Deus senta ao seu lado.

Incenso de Alhazred:

– Olibanum, storax, dictamnus, ópio e haxixe.

À partir de que momento uma pessoa deixa de ser o que ela própria e todos os demais acreditam que seja? Digamos que eu tenha que amputar um braço. Posso dizer: eu mesmo e meu braço. Se fossem as duas pernas, ainda poderia falar da mesma maneira: eu mesmo e minhas duas pernas. Ou os dois braços. Se me tirarem o estômago, o fígado, os rins, admitindo-se que tal coisa seja possível, ainda poderia dizer: eu mesmo e meus órgãos. Mas se cortassem a minha cabeça, ainda poderia falar da mesma maneira? O que diria então? Eu mesmo e meu corpo ou eu mesmo e minha cabeça? Com que direito a cabeça, que nem mesmo é um membro, como um braço ou uma perna, pode reivindicar o título de “eu mesmo”? Porque contém o cérebro? Mas existem larvas, vermes e muitas outras coisas que não possuem cérebro. O que se pode dizer a respeito de tais criaturas? Será que existem cérebros em algum outro lugar, para dizerem “eu mesmo e meus vermes”?

Por Daniel Low

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/necronomicon-da-origem-ate-nossos-dias/

O Diabo que Caminha

Na manhã do dia 16 de fevereiro de 1855, os moradores de londres leram no jornal The Times of London a seguinte materia:

“Uma grande comoção foi causada nas cidades de Topsham, Lympstone, Exmouth, Teignmouth e Dawlish, ao sul de Devon, por causa da descoberta de um vasto número de pegadas estranhas e misteriosas. Os superticiosos chegam ao ponto de crer que são as pegadas de Satã em pessoa; e a grande comoção causada nas pessoas de todas as classes pode ser julgada pelo fato do assunto ter chegado aos púlpitos locais.

Parece que na noite de quinta-feira houve uma grande nevasca na região de Exeter e no sul de Devon. Na manhã seguinte os habitants dessas cidades foram surpreendidos pela descoberta de rastros de um animal estranho e misterioso, embuído da capacidade de onipresença, já que as pegadas foram encontradas em muitos lugares inacessíveis – no telhado de casas, no alto de muros muito estreitos, em jardins e praças cercados por paredes e muros altos ou cercas fechadas assim como em campo aberto. Era raro um jardim em Lympstone onde as pegadas não estivessem presentes.

A julgar pelas trilhas, elas teriam sido causadas mais provavelmente por um animal bípede e não quadrúpede e o espaçamento entre os passos era de aproximadamente 20 centímetros. As impressões das pegadas se assemelhavam muito às das ferraduras de um jumento e mediam de 4 a 5 centímetros de uma ponta a outra. Aqui e ali elas tomavam a aparência de cascos fendidos, mas na sua maioria a forma de ferradura era constante e, pela neve acumulada no centro, apenas mostrando os contornos exteriores, as pegadas eram côncavas.

A criatura parece ter se aproximado das portas de inúmeras casas e então ter se afastado, mas ninguém foi capaz de descobrir os pontos de partida ou chegada do visitante misterioso. No ultimo domingo o reverendo Mr. Musgrave citou o ocorrido em um de seus sermões, e sugeriu a possibilidade das pegadas terem sido causadas por um canguru; mas isso dificilmente seria o caso, já que foram encontradas de ambos os lados do estuário de Exe.

Até o momento o acontecido permanence um mistério, e muitas pessoas supersticiosas que habitam as cidades já citadas estão realmente com medo de sair de suas casas depois que escurece.”

Essa material comenta os fatos ocorridos na madrugada do dia 7 para o dia 8 de fevereiro daquele ano. Essa material, entretanto, não mostrava todos os detalhes que foram enviadas para os jornais, como o Illustrated London News, pelos habitants da região.

Os fatos como foram experienciados seguem:

Levantando-se na manhã do dia 8 de fevereiro de 1855, os habitants de uma vasta região do sul do condado de Devon, na Inglaterra, constataram que, sobre a neve que cobria o solo, entrecruzavam-se um número enorme de rastros estranhos, pequenos e assemelhando-se a cascos de um animal e de uma incrível multiplicidade. Havia, provavelmente, mais de 160 km de rastros.

Os desenhos a seguir são reproduzidos daqueles publicados no Illustrated London News, no dia 3 de março de 1855, página 214. As pegadas mediam cada uma cerca de 10 centímetros de comprimento, por 7 centímetros de largura e estavam regularmente separadas de 20 a 22 centímetros.

Quem as tinha feito? Surgiram todo tipo de explicações: de cangurus a passarinhos (sem deixar de lado o eventual alienígena de passagem por nosso planeta).

Existem alguns pontos relativos ao problema de identificação de quem ou o que deixou essas pegadas, que não foram suficientemente ressaltados nos relatos já publicados. Merecem atenção:

1- Se as pegadas forem atribuídas a um animal terrestre qualquer (e aqui incluímos os pássaros), o elemento mais difícil de explicar é a sua colocação fantástica: “O misterioso visitante passou de modo geral apenas uma vez em cada local e o fez em quase todas as casas de numerosas partes das diferentes cidades, assim como nos ranchos isolados. Essa pista regular, passando em certos casos por sobre os tetos das casas ou por sobre os palheiros, ou por sobre muros muito altos (um com cerca de 4 metros e meio de altura), sem deslocar a neve nem de um lado nem do outro e sem modificar as distâncias entre as pegadas, como se o obstáculo não fosse absolutamente incômodo. Os jardins cercados de sebes altas ou de muros e com portas fechadas foram visitados, assim como aqueles que não tinha obstáculos nem eram fechados.”

Um cientista afirmou ter seguido uma mesma pista através de um campo até um palheiro. A superfície deste palheiro estava totalmente virgem de qualquer marca mas, do lado oposto, numa direção correspondente exatamente à pista traçada até aquele ponto, as pegadas recomeçavam.

O mesmo fato foi observado de um lado e de outro de um muro. Dois outros habitantes da mesma coluna seguiram uma linha de pegadas durante três horas e meia, passando sob um bosque de groselheiras e de árvores frutíferas em renques; perdendo em seguida o rastro e reencontrando-o sobre o teto de casas nas quais sua busca haviam começado.

O artigo publicado no Illustrated London News, 24 de fevereiro de 1855, página 187, indica igualmente que as pegadas passavam por uma “abertura circular de 30 cm de diâmetro” e em um “dreno de 15cm”. As pegadas pareciam atravessar um estuário de quase 3,5 Km de largura (não existe documentação hoje sobre o rio para confirmar se sua superfície se encontrava congelada ou não).

De nada serve atribuir a mais de um animal estes rastros, porque isto não explica como, qualquer que seja o animal e qualquer que seja seu número, possa “passar pelos muros” ou subir aos tetos como se eles não oferecessem nenhum obstáculo; e, também, ter capacidade de passar por pequenas valas de 30 cm de largura. É igualmente digno de nota que os rastros não pareciam voltar para trás e nem circular aleatoriamente.

2- Muitas pessoas que se interessaram pelo caso, propuseram como solução para o mistério um fenômeno natural da atmosfera sobre as marcas – que seriam rastros não tão fantásticos, que devido ao clima teriam mudado e ficado com aquela aparência, mas como seria possível que a atmosfera afetasse uma marca e não a outra? Na manhã em que elas foram observadas, a neve apresentava pegadas frescas de cães e gatos, coelhos, pássaros e homens, nitidamente definidas. Por que então um rastro ainda mais nitidamente definido – tão nitidamente que a fenda do meio de cada casco podia ser dicernida – por que então este traço em particular seria, somente ele, afetado pela atmosfera e todas as outras marcas deixadas como eram? Ademais, a circunstância mais singular levantada a esse respeito era a de, onde quer que aparecesse essa marca, a neve estava completamente revolta, como se tivesse sido talhada com diamante ou marcada com ferro quente, como se a neve tivesse sido tirada, e não pisada.

Em um caso, esta pista entrou num celeiro coberto onde a atmosfera não podia afetá-la e atravessou saindo por uma brecha na parede oposta. O autor desses registros (no mesmo artigo no Illustrated London News) passou cinco meses de inverno nas florestas do interior do Canadá e tem uma longa experiência em rastros de animais e de pássaros sobre a neve. Ele assegurou que “jamais viu uma pista tão nitidamente definida e nem uma pista que parecesse tão pouco afetada pela atmosfera”.

Estas circunstâncias são desconcertantes; os rastros são feitos por pressão e mostram sinais nítidos de compressão na neve que envolve cada pegada. Mas se elas são feitas por revolvimento da neve, como explicar esse fato?

3- Um outro pormenor, notado por Charles Fort, mas que não foi encontrado em nenhuma outro lugar, é que segundo uma descrição (se bem que feita 35 anos após o acontecimento), as pegadas do condado de Devon alternavam-se por “intervalos enormes, mas regulares, que pareciam ser marcas da ponta de um bastão” (O Livro dos Danados, capítulo 28). O que isso pode significar permanence extremamente problemático.

4- Charles Fort, Rupert T. Gould, Bernard Heuvelmans e Eric Franck Russel mencionaram descrições curiosamente similares provenientes de regiões muito afastadas geograficamente. Segue a lista dos incidentes relatados:

– Escócia, 1839-1840 (London Times, 14 de marco de 1840)

– Ilha Kerguelen, Oceano Índico 1840 (Viagem de descoberta e pesquisa dos mares do Sul e Oceano Antártico, Cap. Sir James Clark Ross)

– Polônia perto de 1855 (Illustrated London News, 17 de março 1855)

– Bélgica, 1945

– Brasil, data anterior a 1954

Os autores se referem a casos que podem ser ou não pertinentes. Um deles diz: “Após o sismo de 15 de julho de 1757, nas praias de Penzance, na Cornualha, numa zona de uma centena de metros quadrados, foram encontrados vestígios semelhantes a de cascos, salvo que estes não eram em crescente” (notar a proximidade do condado de Devon. Os vestígios do Brasil não eram em forma de crescente – esses rastros foram atribuídos à criatura conhecida como pé de garrafa). Uma menção, ainda mais obscura, diz respeito a um extrato dos anais chineses que se relaciona com o caso do condado de Devon: “Da corte de um palácio […] habitants do palácio, levantando-se uma manhã, encontraram o patio marcado com rastros, parecendo pegadas de um boi […] supuseram que o demonio os tivesse feito”. Convém notar que alguns desses depoimentos não falam de neve, mas de rastros encontrados na areia ou na lama.

O Diabo Passeia Novamente

Em 1957 o To Morrow publicou um caso sob o título de “O Diabo passeia novamente?”

O artigo estava assinado por Eric. J. Dingwall, o erudito autor ingles, que foi um dos colaboradores do Dr. Alfred Kinsey, bem conhecido por seus trabalhos antropológicos e suas pesquisas sexopsicológicas. “Entre todas as histórias estranhas que ouvi, escreve o Dr. Dingwall, esta foi uma das mais esquisitas e inexplicáveis.”

A história foi contada por um tal “Sr. Wilson”. Inglês de nascimento, Wilson veio rapazola para a América e prosperous em seus negócios em Nova York. Na quebra da Bolsa, perdeu muito dinheiro. Retornou para a Inglaterra onde se instalou em um vilarejo e montou, em pouco tempo, um bom negócio comercial.

Um dia, numa revista britânica, leu um artigo sobre “os rastros do Diabo”, em 1855, em Devon. Como o nome do Dr. Dingwall foi mencionado no artigo, Wilson escreveu-lhe uma carta. Até então ele estava tão dominado por sua aventura, que havia contado somente a três amigos de confiança.

O Dr. Dingwal visitou Wilson para uma entrevista. Wilson apareceu-lhe como um homem de alta estatura, solidamente constituído, de espírito prático. Não era “evidentemente um sonhador que imaginasse histórias inacreditáveis”.

Conta Wilson que, em outubro de 1950, ele decidira tirar ferias numa pequena cidade da costa oeste de Devon, onde passara a juventude. No ultimo dia de sua permanência, foi ver a antiga casa de sua família e a praia onde havia brincado quando criança. Esta praia era inteiramente orlada de falésias abruptas. Penetra-se nela por uma passagem estreita entre sob dois rochedos, cuja entrada é barrada por uma alta grade de ferro. No verão, as pessoas que vão a esta praia pagam uma taxa para entrar na caverna. Mas naquela tarde triste de outono a grade já estava fechada para o inverno.

A casa da infância do Sr. Wilson estava próxima. Lembrou-se que seria possível chegar até à praia passando pelo jardim, utilizando uma outra passagem. Tomou esse caminho e cedo se encontrava sobre a areia da praia deserta. O mar atingira a parte mais elevada da praia, porem quando ele chegou a mare era vazante, deixando a areia tão lisa como vidro. Foi então que Wilson fez sua apavorante descoberta.

Uma série de pegadas começava no alto da praia, bem abaixo de uma falésia vertical, e atravessava a praia em linha reta até o mar. Estavam extremamente nítidas “como se fossem esculpidas por um objeto cortante”. Espaçadas em cerca de 1,80m, elas pareciam ser os vestigios do casco de um bípede e assemelhando-se muito com o de uma forte pônei não-ferrado. Não eram fendidas e eram mais profundas que as pegadas feitas por Wilson, que pesava 80 quilos.

Um pormenor perturbou especialmente Wilson: a areia não havia sido “escavada”na borda das pegadas – “dir-se-ia que cada pegada havia sido recortada na areia com ferro quente”. Tentou compará-las com as suas, andando ao lado delas, depois tentou saltar de uma marca à outra, mas o passo era maior que o dele, ainda que fosse um homem de alta estatura e longas pernas. Não havia marcas regressando do mar e a estreita praia era limitada em cada extremo por pontas rochosas.

O Dr. Dingwal fez então algumas perguntas que ficaram sem resposta: Qual a criatura possível, terrestre ou marinha, capaz de deixar aquelas marcas? De que tamanho podia ser ela para possuir um passo tão longo? Se fosse animal marinho, por que teria cascos? Se fosse animal terrestre por que teria entrado no mar? Ou teria então asas?

O Sr. Wilson declarou que os rastros eram frescos e que a mare vazante estava justamente além da última pegada da pista. Que teria visto se chegasse um pouco antes? O Dr. Dingwal assinala que semelhantes sinais foram vistos em 1908, nos Estados Unidos, ao longo da costa de Nova Jersey, entre Newark e o cabo May. Elas foram atribuídas ao “Diabo de Jersey”. Ele acrescenta: “Existem ainda descrições de marcas como as do casco de um pônei na neve espessa e, também, as pegadas saltam cercas para depois continuarem do outro lado, mesmo quando as barreiras estavam a apenas polegadas umas das outras”.

O Dr. Dingwall conclui dizendo que quanto mais se fazem perguntas, mais o mistério se torna desconcertante.

Desta vez, um responsável

Em uma noite de Janeiro de 1909 E.P. Weeden acordou abruptamente quando ouviu alguém tentando arrombar a porta de sua casa. Ele fazia parte do concelho da cidade de Trenton, Nova Jersey, EUA. Assustado com o intruso ele correu para o andar de cima de sua casa para olhar o que estava acontecendo. Além do som das investidas contra a porta ele podia ouvir também o som de asas grandes batendo. Ao olhar pela sua janela ele não conseguiu ver o intruso, mas o que viu o apavorou: o que quer que fosse que tentava entrar em sua casa havia deixado um rastro na neve do telhado, e o que quer que a coisa alada fosse ela possuía cascos.

Na mesma noite, “aquilo” deixou pegadas na neve no Arsenal Estadual em Trenton, Nova Jersei. E logo depois John Hartman, na Center Street, conseguiu ver finalmente o responsável pelas pegadas circulando por seu quintal e então desaparecendo na noite. Os residentes de Trenton que viviam perto do rio Delaware foram assustados por sons altos, parecidos com o grito de um gato gigante, e ficaram em casa, com medo de sair para as ruas.

A diferença entre esse caso e os dois relatados anteriormente, é que desta vez a criatura responsável pelas pegadas misteriosas foi avistada, a semelhança é que novamente foram ligadas ao diabo.

O Diabo de Jersey, também conhecido como o Diabo Leeds (Leeds Devil), é uma criatura que muitos acreditam habitar a região de Pine Barrens ao sul de Nova Jersey. A criatura geralmente é descrita como um bípede voador, com cascos, mas além disso as descrições variam, como os seguintes registros mostram:

Russ Muits, Franklinville, NJ.

“Ele andava em suas patas traseiras e estava agaixado. As costas tinham pelo menos 1,20m de altura. Sua cor era cinza escuro, e os pêlos lembravam os de rato. Sua cauda parecia com a de um macaco e tinha pelo menos 60 centímetros de comprimento. Eu não consegui ver sua cabeça.”

Em 1909 surgem alguns avistamentos como o de George Snyder, em Moorestown, NJ. no dia 20 de janeiro.

“Ele tinha 90 centímetros de altura, pelos longos e escuros por todo o corpo, braços e mãos como as de um macaco, sua face lembrava a de um cão e possuia cascos fendidos, e uma causa com 30 centímetros de comprimento.”

E então Lewis Boeger, em Haddon Heights, NJ. no dia 21.

“No geral sua aparência lembra a de uma girafa… possui um pescoço longo, e a inpressão que tive ao vislumbrar a sua cabeça era a de traços horríveis. Ele possui asas de um bom tamanho, e no escuro, obviamente pareciam ser negras. Suas pernas são longas e de certa forma bem definidas e ficavam na mesma posição que as patas de um ganso quando ele voa… ele parecia ter 1,20m de altura.”

Apesar das descrições variarem, vários aspectos se mantém constantes, como o longo pescoço, as asas e os cascos. Muitos dizem que a criatura possui uma cabeça e cauda parecidas com a de um cavalo, sua altura varia de 90 cm a 2,10m, e claro muitos afirmam que a criatura possui olhos vermelhos que brilham e são capazes de paralizar um homem. Além disso ela solta gritos agudos, que parecem gritos de queixa como se algo a machucasse.

 

Origens da Lenda

Existem muitas origens possíveis para a lenda do Diabo de Jersey. As mais antigas vem do folclore nativo americano. As tribos Lenni Lenape sempre se referiram à área que cerca Pine Barrens como “Popuessenig”, que significa o “Lugar do Dragão”, mais tarde exploradores suecos batizaram a região com o nome de Drake Kill, Drake sendo a palavra sueca para dragão, e kill significando canal ou braço de água (rio, córrego, etc.).

Curiosamente, as histórias nativas que existiam foram substituídas por uma que se tornou muito popular entre os americanos ligando o Diabo com uma figura histórica conhecida como Mãe Leeds, e ela segue da seguinte forma:

Dizem que quando Mãe Leeds teve seu décimo segundo filho afirmou que se tivesse mais um seria o próprio diabo. E chega o ano de 1735 e Mãe Leeds entrava em trabalho de parto. Era uma noite chuvosa e ao redor dela estavam amigas ajudando no trabalho de parto. Supostamente, Mãe Leeds era uma bruxa e dizem que o pai da criança era o diabo em pessoa. Dizem que a criança nasceu normal, com a aparência de um bebê comum, mas então sua forma mudou. O recém nascido se transformou em uma criatura com cascos, uma cabeça de cavalo e uma cauda fendida, o monstro então rosnou e gritou; matou a própria mãe na frente de todos e depois correu para a chaminé por onde fugiu voando. Depois de circular a vila três vezes tomou o rumo do Pines. Em 1740 um clérigo exorcizou o diabo por 100 anos e ele não foi visto de novo até 1890.

Alguns historiadores identificam a Mãe Leeds como Deborah Leeds, esposa de Japhet Leeds. Essa identificação ganhou certo crédito graças ao testamento de Japhet, que deixou registrado em 1736, o nome de doze filhos. Temos então o sobrenome Leeds ligado a 12 descendentes, o décimo terceiro, que não constaria no documento seria a criatura.

Identificando o Diabo

Vários céticos acreditam que o demônio de Jersey não passa de uma manifestação da criatividade dos colonos ingleses. O local de Pine Barrens era evitado pela maioria dos colonos por ser desolado e ameaçador. Por ser relativamente isolado, o Barrens era um refugio natural para aqueles que desejavam permanecer escondidos como era o caso de dissidentes religiosos, traidores, fugitivos e desertores militares da época colonial. Um local denominado Barren é um região inóspita e estéril que não produz nada e evitada por todos, tida como desagradável. Tais indivíduos formavam grupos solitários chamados pejorativamente de “pineys”, dos quais muitos se tornaram bandidos notórios conhecidos como ladrões de pine. Os Pineys foram demonizados ainda mais quando dois estudos de eugenia no início do século XX os mostrou como idiotas congênitos e criminosos. É fácil imaginar o surgimento de contos de monstros horríveis surgindo da combinação dos relatos de animais reais como ursos, a atividade dos pineys e o medo do local.

Um caso curioso é o do naturalista Tom Brown Jr, que passou várias estações vivendo nos arredores de Pine Barrens. Ele conta as várias ocasiões quando caminhantes apavorados o confundiam com o Diabo de Jersey, depois de cobrir o corpo de lama para se proteger dos insetos.

Não é de se surpreender que a lenda do Diabo de Jersey continue a crescer a cada dia, alimentada por um sem número de relatos de testemunhas de reputação, que dizem ter encontraod a criatura, que vão da era colonial até os dias de hoje.

Muitas especialistas no Diabo de Jersey acreditam que ele pode se tratar de uma espécie rara e não classificada que instintivamente tem medo de humanos e por isso tenta evitá-los ao máximo. Os elementos que suportariam essa teoria incluem a similaridade geral da aparência da criatura (cabeça de cavalo, pescoço e cauda longos, asas de membrana, cascos fendidos e o grito de gelar o sangue), excetuando-se o tamanho e cor. Outro fator que suporta a teoria criptozoológica é o fato de que uma espécie poderia existir por um longo período de tempo, ao contrário de um indivíduo apenas que dificilmente teria uma espectativa de vida beirando os 500 anos.

Além deles existem aqueles que acreditam que muitas pessoas podem observar algum animal nativo e levadas pelo medo ou pela imaginação acabam confundindo-o com a figura mítica.

Algumas pessoas acreditam que o Grou Canadense é a criatura que serve de base para as histórias do Diabo de Jersey. O pássaro tem uma envergadura de asas que chega a alcançar 2,10m.

As descrições físicas do Diabo de Jersey parecem ser mais consistentes com alguma espécie de pterossauro como o dimorphodon, cujo nome significa ” Dentes de duas formas ” era um pterossauro que viveu durante o período Cretáceo há aproximadamente 105 milhões de anos atrás na Inglaterra, caçando insetos velozmente pelos ares, provavelmente viviam em grupos enormes para se protegerem melhor e obterem melhores êxitos nas caçadas.

Ainda existem aqueles que o associam com o Hypsignathus monstrosus, uma espécie de morcego da família Pteropodidae. Pode ser encontrada na África Ocidental e Central. Conhecidos também como cabeça-de-martelo, esses morcegos habitam florestas próximas de rios, pântanos e territórios semelhantes para habitar. O problema é que apesar de certa semelhança, o morcego apresenta um tamanho reduzido, variando entre 15 e 20 centímetros de envergadura de asa. Os machos, que são os maiores na espécie alcançam a média de 25 centímetros. Apesar de ser o maior morcego nativo da África, ainda é um animal pequeno se comparado com as descrições de um animal que pode ultrapassar 1,20 metros.

Mesmo assim, sendo real ou uma confusão criada pelos afoitos, muitas pessoas registram encontros com a criatura.

Encontros

Aqui vão alguns dos inúmeros registros de encontros com o Diabo de Jersey através da história:

Em 1778, o comodoro Stephen Decatur, um herói naval, visitou o Hanover Iron Works nos Barrens para fazer testes de disparos de canhão, onde ele supostamente avistou uma criatura voando acima no céu acima de onde estava. Usando um dos canhões Decatur supostamente atingiu a asa da criatura, rompendo a membrana, mas ela continuou voando, para a surpresa dos observadores. O problema com este relato é que Decatur nasceu no ano de 1779, e se este incidente de fato ocorreu deve ter sido entre 1816 e 1820, quando Decatur era o Comissário Naval responsável pelos testes dos equipamentos usados na construção dos novos navios de batalha.

Em 1840 o Diabo foi acusado de ser o responsável pela matança de vários animais de rebanhos. Ataques similares foram registrados em 1841, acompanhados de rastros estranhos e gritos sobrenaturais. Em 1859 o Diabo fez uma aparição em Haddonfield. Bridgeton foi testemunha de uma séria de avistamentos durante o inverno de 1873. Mais ou menos em 1887 o Diabo de Jersey foi avistado próximo de uma casa e apavorou uma criança, que chamou o Diabo de “aquilo”; ele também foi avistado nas florestas logo depois deste episódio, e assim como aconteceu no encontro de Decatur, ele foi alvejado na asa direita, mas continuou voando.

Em 1820, o irmão mais velho de Napoleão Bonaparte, Joseph, supostamente avistou a criatura enquanto caçava.

Agora, foi no mês de Janeiro de 1909 que houve o maior número de avistamentos do Diabo jamais registrado. Milhares de pessoas disseram ter sido testemunhas da existência da criatura na semana dos dias 16 ao 23. Jornais do pais todos acompanhavam as histórias e publicavam os relatos:

Sábado, dia 16 – A criatura foi avistada voando sobre Woodbury.

Domingo, dia 17 – Em Bristol, na Pensilvânia, várias pessoas viram a criatura e rastros foram encontrados na neve no dia seguinte.

Segunda-Feira, dia 18 – Burlington amanheceu coberta de rastros estranhos que pareciam desafiar a lógica; alguns foram encontrados em telhados, enquanto outros começavam e terminavam abruptamente, aparentemente sem uma origem ou destino. Pegadas semelhantes foram encontradas em várias outras cidades.

Terça-Feira, dia 19 – Nelson Evans e sua esposa, em Gloucester, disseram ver a criatura do lado de fora de sua janela, as 2:30 da manhã.

O registro do acontecido, dado por Evans é o seguinte: “Aquilo tinha aproximadamente 2,40m, a cabeça parecia a de um cão collie e tinha cara de cavalo. Um pescoço longo, asas com 60 centímetros de comprimento e suas pernas traseiras pareciam com a de um grou e tinha cascos como os de um cavalo. Andava em suas patas traseiras e tinha duas patas menores, como pequenos braços, com patas nas extremidades. Aquilo se movia sem o auxilio das patas dianteiras. Minha esposa e eu estávamos apavorados, eu lhes digo, mas eu consegui abrir a janela e gritei “XÔÔÔÔÔÔ!”, entào aquilo se virou para mim, latiu e voou para longe.

Dois caçadores de Gloucester seguiram os rastros da criatura por mais de trinta quilómetros, as pegadas pareciam pular por cima de cercas e se espremer por vãos de 20cm. Trilhas similares foram encontradas em várias outras cidades.

Quarta-Feira, dia 20 – Em Haddonfield e Collingswoow organizaram grupos para encontrar o Diabo. Eles supostamente viram a criatura voar em direção de Moorestown, onde foi avistada depois por mais duas pessoas.

Quinta-Feira, dia 21 – A criatura atacou um bondinho em Haddon Heights, mas foi afugentada. Bondes em várias outras cidades começaram a contratar o serviço de guardas armados, e vários fazendeiros encontraram suas galinhas mortas. Existe um registro que indica que o Diabo se chocou com um trem elétrico em Clayton, mas não foi morto. Um operador de telégrafo, próximo a Atlantic City disse que atirou no Diabo apenas para vê-lo fugir mancando e se embrenhar na floresta. Aparentemente a criatura não foi posta de ação e continuou sua marcha através da Filadélfia, Pensilvânia e West Collingswood, Nova Jersei (onde supostamente foi atingido por jatos d’água atirados pelo departamento de bombeiros local). O Diabo parecia pronto para atacar qualquer um que se aproximasse, as pessoas se defendiam atirando qualquer objeto que tivessem à mão contra ele. A criatura então subitamente fugiu voando – e foi avistada então em Camden onde feriu um cachorro, arrancando um pedaço da bochecha do animal, que foi salvo pelo dono ao espantá-la. Este foi o primeiro registro de um ataque do Diabo a uma criatura viva.

Sexta-Feira, dia 22 – O último dia dos avistamentos. Muitas cidades estavam em pânico, com muitas lojas e escolas fechadas por medo da criatura.

Durante este período o Zoológico da Filadélfia ofereceu uma recompensa de U$ 1.000.000 de dólares para quem capturasse a criatura. A proposta criou um sem número de fraudes, inclusive um canguru com asas artificiais. A recompensa está disponível até os dias de hoje.

Além desses encontros a criatura foi avistada voando sobre várias outras cidades. Desde a semana do terror em 1909 os avistamentos se tornaram muito menos frequentes.

Em 1951 houve um novo pânico em Gibbstown, Nova Jérsei, depois que alguns garotos afirmaram ter visto um monstro humanóide que gritava.

Uma carcaça bizarra em decomposição que lembrava vagamente as descrições do Diabo de Jérsei foi encontrada em 1957, fazendo muitas pessoas acreditarem que a criatura havia morrido. Entretanto desde aquele ano surgiram novos relatos de encontros e avistamentos.

Em 1960, os comerciantes de Camden ofereceram uma recompensa de U$10.000 dólares pela captura da criatura, chegando a oferecer a criação de uma jaula especial para guardar e exibi-la quando fosse capturada. Esta recompensa permanece até os dias de hoje.

Em 1991 um entregador de pizzas em Edison, Nova Jérsei, descreveu um encontro com uma criatura branca com características equinas.

Em Freehold, no ano de 2007, uma mulher supostamente avistou uma criatura enorme, com asas semelhantes às de um morcego, próxima de sua casa. Em Agosto do mesmo ano um jovem dirigindo para casa, perto da divisa estadual de Mount Laurel e Moorestown, em Nova Jérsei, registrou um encontro semelhante, dizendo que vi uma “criatura semelhante a uma gárgula com asas de morcego parcialmente abertas” enormes, pousada em árvores perto da estrada.

Em 23 de Janeiro de 2008 o Diabo de Jérsei foi visto novamente, desta vez em Litchfield, na Pensilvânia, por um residente local que afirma ter visto a criatura sair voando do telhado de seu celeiro.

No dia 18 de Agosto de 2008 surgiram rumores sobre o avistamento do Diabo na Ebenezer Church Road em Rising Sun, Maryland. Três adolescentes em um carro observaram a criatura passar voando perto do parabrisa e pousando a alguns metros de distância no campo de uma fazenda.

Existem hoje inúmeros sites e revistas como a NJ Devil Hunters  e Weird NJ que catalogam os avistamentos do Diabo.


Freak Show

Existe um termo em inglês nos circos, feiras e shows de beira de estrada usado para designar um item falso, usado pelo mestre de picadeiro para atrair pessoas para a barraca do show de aberrações. O termo é gaff, é um objeto manipulado, um falsificação taxidermista ou um objeto trabalhado para iludir as pessoas.

O Diabo de Jérsei e os gaffs andaram juntos por muito tempo. Um exemplo é o que ocorreu a mais de cem anos atrás na Filadélfia.

Em 1906 Norman Jefferies, gerente de publicidade do C.A. Brandenburg’s Arch Street Museum, na Filadélfia, encontrou um antigo livro que mencionava o filho curioso de Mãe Leeds e teve uma idéia.

Ele era um showman e o público para seus espetáculos estava diminuindo. Jefferies estava procurando a algum tempo por algo que trouxesse a multidão de volta. Infelizmente para ele os jornais da Filadélfia já o conheciam, e sabiam de suas propaganda um tanto exageradas e não iriam cooperar com ele. Então ele plantou a seguinte história em um periódico de uma cidadezinha ao sul de Jersei:

“O “Diabo de Jersei”, que não foi visto por essas partes em quase cem anos, surgiu novamente em suas andanças. A Sra. J. H. Hopkins, esposa de um fazendeiro digno de nosso condado, viu, sem sombra de dúvidas, a criatura, próxima do celeiro no Sábado passado e chegando ao celeiro examinou seus rastros na neve.”

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A matéria causou uma enorme comoção. Em todos os cantos do estado homens e mulheres começaram a andar olhando por cima dos ombros e passaram a trancar portas e janelas. Embora se mostrassem céticos em relação à nota, os habitantes de Jersei não queriam correr riscos.

E se o monstro fosse de fato real? Um “expert” da Smithsonian Institute não havia afirmado que “possuia uma teoria há muito estimada de que existem ainda, em cavernas escondidas e esconderijos secretos, lá dentro, no interior da terra, sobreviventes daqueles animais pre-históricos dos quais apenas fósseis restaram na superfície…”? O expert tinha certeza que o Diabo se tratava de um piterodáctilo.

Pouco tempo depois o animal foi capturado por um grupo de fazendeiros. Depois de se certificar que todos os jornais tivessem publicado a notícia, Jefferies levou o Diabo consigo para a Filadélfia e o colocou em uma exibição no Arch Street Museum. A multidão, enorme e sem um senso crítico, olhavam maravilhadas a coisa capturada – que de fato era um canguru com asas de bronze presas nas costas e listas verdes pintadas pelo corpo.

Jefferies confessou em 1929 que ele comprou o animal de um negociante em Buffalo, Nova Iorque, e que depois o soltou em uma floresta no sul de Jersei, onde certamente seria apanhado sem dificuldades.

O Woodbury Daily Times também acabou participando da história, publicando no dia 25 de Dezembro que o fazendeiro “William Hyman” matou um animal desconhecido depois que ele invadiu seu galinheiro. “Hyman descreve a fera”, dizia a notícia “como sendo tão grande quanto um Airedale adulto, sua pelagem negra parecia com lã; Pulava como um canguru, com as patas traseiras muito maiores do que as dianteiras e andava ereto, com uma postura corcunda e suas patas traseiras possuiam quatro dedos ligados por uma membrana de pele.

Herman Flegenheimer Jr.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/o-diabo-que-caminha/

Monstro do Lago Ness

O lago Ness (Loch Ness) é um lago de água doce localizado nas Highlands da Escócia, de forma estreita e alongada com cerca de 37 quilómetros de comprimento. O lago ocupa uma área de cerca de 56,4 km² e tem uma profundidade máxima de 226 metros. A superfície do lago de encontra a 15,8 metros acima do nível do mar e a visibilidade da água é extremamente reduzida devido ao teor de turfa dos solos circundantes, que é trazida para o lago através das redes de drenagem. A turfa é um material de origem vegetal, parcialmente decomposto, encontrado em camadas, geralmente em regiões pantanosas e também sobre montanhas (turfa de altitude). É formada principalmente por Sphagnum (esfagno, grupo de musgos) e Hypnum, mas também de juncos, árvores, etc. Sob condições geológicas adequadas, transformam-se em carvão, através de emanações de metano vindo das profundezas e da preservação em ambiente anóxico. É utilizada como combustível para aquecimento doméstico. Pensa-se que o lago Ness tenha sido modelado pelas geleiras da última era glacial, aproximadamente 20.000 anos atrás.

O lago Ness se conecta ao sul com o rio Oich e através de uma sessão do canal Caledônio com o lago Oich. A extremidade norte se liga ao estreito Bona que se abre no lago Dochfour, que desagua no rio Ness e uma sessão do canal para a cidade de Inverness. Ele faz parte de uma série de lagos e rios interconectados da Escócia e é o segundo maior lago escocês em superfície, perdendo apenas para o lago Lomond, mas graças a sua profundidade é o maior em volume de água. Sua profundidade só não é maior do que a do lago Morar, o lago Ness contém mais água fresca do que todos os lagos da Inglaterra e Wales combinados e é o maior corpo de água da Grande Falha de Glen que vai de Inverness, ao norte, até Fort William, no sul. Este tipo de lago, conhecido como loch, é caracterizado por grandes profundidades e morfologia alongada de acordo com a direcção da falha que os modela.

As águas do Loch Ness são bastante frias, devido principalmente à sua latitude e à sua profundidade, apesar disso, o lago nunca se congela. Por causa de seu grande volume de água, mesmo quando as temperaturas caem a baixo de zero graus, abaixo de 30 metros da superfície a temperatura da água se mantém a 6 graus estáveis, e isso causa com que muita névoa se forme na superfície do lago. O seu litoral é bastante pitoresco, com castelos como o de Eilean Donan, onde foi filmada a cena inicial do filme Highlander, ou ruínas de castelos, como o de Urquhart, em Drumnadrochit.

As principais espécies que vivem no lago são enguias (Anguilla anguilla), lúcio europeu (Esox lucius), esgana gata (Gasterosteus aculeatus), lampréia de riacho (Lampetra planeri), salmão (Salmo salar), trutas (Salmo trutta), peixes como o Salvelinus alpinus e o Phoxinus phoxinus, e, a partir de maio de 1933, nessie (Nessiteras rhombopteryx), uma criatura que muitos acreditam poder ser um plessiossáuro, uma enguia gigante e já foi chamado inclusive de foca de pescoço grande.

O termo “monstro” foi usado publiamente no dia 2 de maio de 1933, por Alex Campbell, um reporter do Inverness Courier. No dia 4 de agosto do mesmo ano, o Courier trouxe uma matéria falando de um homem chamado George Spicer, que em companhia de sua esposa, algumas semanas antes, estiveram “O mais perto de um dragão ou animal pre-histórico que eu já estive em toda a minha vida”, o animal estava atravessando a estrada, indo em direção ao lago, carregando “um animal” na boca. O animal passou a metros de distância do carro dirigido pelo casal.

Um mês depois, o jornal recebe uma carta de um estudante de veterinária relatando um encontro semelhante enquanto dirigia de noite. Em pouco tempo essas histórias alcançaram a imprensa nacional e internacional e todos começaram a falar de um “peixe monstro”, “serpente marinha”ou “dragão” que parecia habitar o lago Ness. No dia 6 de dezembro, de 1933, é publicada a primeira foto do Monstro do Lago Ness, como ficou popularmente conhecido. O fotógrafo se chamava Hugh Gray, e graças à sua foto o monstro recebeu o reconhecimento oficial do Secretário de Estado da Escócia, que enviou ordem para a polícia local evitar ataques à criatura.

Outras cartas começaram a surgir no Courier, a maioria enviadas por pessoas que não se identificavam, com relatos sobre encontros em terra ou avistamentos aquáticos com o animal, esses relatos descreviam encontros do próprio escritor ou de algum conhecido ou membro da família. Em 1934 o interesse do mundo pelo monstro atingiu proporções nunca imaginadas, graças ao que ficou conhecido na história como a Fotografia do Cirurgião (Surgeon’s Photograph).

Agora diferente do que muitos imaginam, os registros de aparição do Monstro do Lago Ness não são tão recentes, datando da década de 1930, existem muitos relatos na região que possuem mais de 1500 anos de idade que falam sobre uma criatura gigantesca vivendo, se alimentando e se escondendo nas águas do lago.

Muitos moradores que vivem ao redor do lado tem o costume antigo já, de contar para suas crianças histórias para assustá-las e evitar que chegassem perto das águas escuras do lago. Essas histórias, que fazem parte do folclore da angústia infantil da região, falam de uma fera assustadora que vivia no lago e quando ficava faminta saia de seu lar aquático e em terra assumiria a forma de um lindo cavalo, que esperaria até que um viajante desavisado o montasse, e então partia em disparada para o lago onde devoraria o cavaleiro. Apesar de uma história dessas de fato conseguir assustar crianças, nunca impediu que os moradores pescassem salmões e trutas no lago. O que mostra mais uma preocupação em assustar as crianças do que um medo enraizado no lago por parte da população.

O primeiro registro de avistamento da criatura data de 565 e.C.. O livro A Vida de São Columba, escrito por Adamnan foi escrito no século VII, e descreve como em 565, Columba salvou a vida de um picto que estava sendo atacado por um monstro dentro do lago.

Um dia, viajando perto do rio Ness, Columba encontrou um grupo de moradores locais enterrando um conhecido que havia entrado no rio para apanhar um bote que havia se soltado das cordas que o prendiam à margem e foi atacado pela fera. Vendo aquilo, Columba falou para que um dos presentes entrasse no rio e fosse buscar a pequena embarcação, e assim que entrou na água, o monstro surgiu do lago com um grande rugido e o atacou, então:

“…(Columba) ergueu sua mão sagrada enquanto todos que o cercavam, pagãos e desconhecidos, estavam petrificados pelo terror, e, invocando o nome de Deus, desenhou o símbolo da salvação, um cruz, no ar, e comandou o monstro feroz dizendo: “Tu não se aproximarás, nem tocará o homem; se afaste a toda velocidade”. Ouvindo a voz do santo o monstro se encheu de temor e, mesmo estando a alguns metros apenas de Lugne, se afastou mais rápido do que se estivesse sendo arrastado com cordas.”

São Columba (7 de Dezembro de 521 a 9 de Junho de 597) também conhecido como Columba de Iona, ou, em Gaélico, Colm Cille ou Columcille (“pomba da Igreja”), foi a grande figura missionária da Escócia que reintroduziu o Cristianismo entre os Pictos medievais. Existem muitas histórias de encontros entre ele e outras entidades, naturais ou sobrenaturais, que acabam servindo de ferramenta para mostrar sua fé no poder de Deus ou ainda conseguir converter os povos pagãos que assistiam suas proezas.

Esses e outros detalhes, como o ataque tendo acontecido no rio Ness e não no lago, depõe contra o relato como podendo de fato ser uma prova da existência do monstro num período tão afastado da história. Um fato que lembra a lenda do monstro que se transforma em cavalo é o do monstro nunca ter ataca ninguém, o que talvez explique porque os adultos ainda que assustando as crianças continuem a pescar na região, possivelmente sabendo da docilidade da criatura.

Em 1650 surge outro relato. Nesta época o exército inglês estava tentando ganhar maior controle sobre os clãs escoceses, e para conseguir isso um enorme navio foi construído em Inverness e então levado para o lago. O objetivo deles era usar o navio para transportar suprimentos e homens pelo lago antes que qualquer desentendimento com eles tomasse proporções de uma batalha. A bordo do navio estava um escritor chamado Richard Franck, membro do Exército do Lorde Protetor da Inglaterra (Oliver Cromwell). Ele escreveu a respeito do lago e de suas conhecidas ilhas flutuantes, sobre como eram formadas de emaranhados de vegetação, se movendo pelo lago, mas que graças à turfa que se encontra na água, muito pouca vegetação cresce em suas margens e a luz do sol pode penetrar apenas alguns centímetros além da superfície.

Em 1871 surgem relato de um homem chamado Mackenzie, que disse ter visto algo que se movia lentamente sob as águas e então mudava de direção à toda velocidade, esses avistamentos ocorreram em mais de um ponto do lago.

E voltamos a abril de 1933, com o Sr. e Sra. Mackay dirigindo pelas margens do lago, vindo de Inverness para sua casa em Drumnadrochit. Apesar da existência de inúmeros outros relatos que datam desde a época de São Columba, foi a experiência do casal que trouxe a criatura para o interesse de pesquisadores e caçadores de monstros. Em determinado momento da viagem, o carro do casal foi bloqueado por um “animal extraordinário” que atravessou a estrada bem na frente do veículo. Eles o descreveram como um animal grande, um corpo de um metro de altura e oito metros de comprimento, e um pescoço comprido e mais fino, um pouco mais grosso do que a tromba de um elefante e com o comprimento de três a três metros e meio, o pescoço possuía inúmeras ondulações. Eles não foram capazes de enxergar os membros do animal por causa de uma vala na estrada que ocultava a parte inferior de seu corpo. O animal atravessava a estrada em direção ao lago, a uns vinte metros de distância, deixando apenas um rastro por onde passava.

Em agosto de 1933 um motociclista chamado Arthur Grant disse que quase colidiu com a criatura quando se aproximava de Abriach, na margem oriental do lago, às 01:00 da manhã, numa noite iluminada pela lua. Grant viu uma pequena cabeça ligada ao enorme pescoço, a criatura o viu e voltou correndo para dentro do lago, Grant a seguiu, mas quando chegou na margem viu apenas ondas na água.

Ainda em 1933 uma jovem criada chamada Margaret Munro, observou a criatura por aproximadamente 20 minutos. Eram 6:30 da manhã do dia 5 de Junho, quando ela a viu na margem, a uma distância de aproximadamente 180 metros. Ela descreveu o animal como tendo uma pele parecida com a de um elefante, um longo pescoço com uma pequena cabeça e duas patas frontais curtas como nadadeiras. A criatura, depois de um tempo, retornou para dentro da água.

Durante a Segunda Guerra Mundial, em maio de 1943, CB Farrel, da Tropa de Observação Real avistou a criatura a uma distância de 230 metros, ele a descreveu como uma criatura esguia, de olhos grandes, com um corpo que chegava a 9 metros de comprimento e um pescoço de um metro e meio, que estava fora da água.

Finalmente em dezembro de 1954 surge o primeiro registro em sonar da criatura, feito pelo pesqueiro Rival III. A tripulação do navio observaram leituras no sonar de um objeto grande que acompanhou a embarcação a uma profundidade de 146 metros. Eles a mantiveram no sonar por uma distância de 800 metros antes de perderem e voltarem a estabelecer contato.

O registro mais conhecido de Nessie, como foi apelidada na década de 1950 pelas pessoas da região (da gaulês Niseag), é a Fotografia do Cirurgião, que era considerada a maior evidência de sua existência. O que chamou atenção na foto era a presença do “pescoço e cabeça” do animal, enquanto todas as outras fotos eram apenas de distúrbios na superfície do lago ou apenas lombadas surgindo apra fora da água. Em 1994 essa fotografia foi declarada uma fraude.

A foto havia sido tirada, supostamente, por Robert Kenneth Wilson, um ginecologista londrino, e foi publicada no Daily Mail no dia 21 de abril de 1934. A foto geralmente é cortada, para centralizar o monstro e fazê-lo parecer maior. Na foto original, inteira, mostra a outra margem do lago e o monstro, aparentando ser bem menor nadando no centro. As ondulações formadas possuem o padrão circular de ondas pequenas, e não grandes como seria de se esperar caso a foto fosse tirada de perto. Análises na foto sem cortes, levantaram ainda mais dúvidas. Um ano antes da fraude ser descoberta, os produtores do documentário Loch Ness Discovered, do Discovery Channel, analizaram a imagem original e encontraram um objeto branco em todas as cópias da foto, o que mostrava que ele deveria estar no negativo original. “[o objeto] parece ser a causa das ondas na água, é como se o objeto estivesse sendo rebocado por algo. Mas analises complementares da foto mostram que os estudos científicos não podem descartar que tenha sido causado por uma falha no negativo”. Mais análizes da foto, revelaram que o objeto não teria mais do que 90 centímetros.

Em 1979 muitos afirmavam que a foto era de um elefante, com a tromba saindo da água. Outros céticos discutiam que a foto provavelmente mostrava um pássaro mergulhando, mas depois que Christian Spurling confessou que a foto não passava de um submarino de brinquedo com uma cabeça esculpida colada na ponta.

Christian confessou que essa foto foi feita como vingança ao jornal que havia ridicularizado publicamente seu sogro, Marmaduke Wetherel, o Daily Mail. Marmaduke contou com a ajuda de Chris Spurting (um escultor), seu filho, Ian Marmaduke, que comprou o material para criar a falsa Nessie, e Maurice Chambers, um agente de seguros, que ligaria para o cirurgião Robert Kenneth Wilson e pediria apra que ele oferecesse as fotos para o Daily Mail. Uma das questões que aqueles que ainda defendem que a foto é real é o fato de nunca terem desmentido a farsa na época do jornal para desmoralizá-lo.

Alastair Boyd, um dos pesquisadores que descobriu a farsa afirma que o Monstro do Lago Ness é real, e que o fato da foto não ser legítima não tira a validade de todos os relatos de testemunhas, nem as outras evidências de Nessie.

Em 1960, Tim Dinsdale filmou uma lombada atravessando a água do lago e fazendo um grande rastro atrás de si, como um barco. O JARIC (O Centro Nacional De Estudos de Imagens, parte do Grupo Da Inteligência de Coleta, da Inteligência de Defesa do Reino Unido) declarou que o objeto era “provavelmente animado”. Outros céticos diziam que a probabilidade da “lombada” ser um bote, não podia ser descartada, que que era possível enxergar a figura de um homem nesse bote podia ser vista quando o contraste da imagem era aumentado.

Em 1993 o documentário Loch Ness Discovered melhorou a definição do filme e um dos experts em computadores que trabalho no filme, notou uma sombra no negativo que não era muito obvia no filme revelado. Ao melhorar a qualidade e sobrepor os frames, ele descobriu o que parecia ser a parte traseira, as nadadeiras traseiras e uma ou duas lombadas a mais de um corpo semelhante a um plessiossauro. Ele disse que “Antes de ver o filme, eu achava que o Monstro do Lago Ness era só um monte de historias furadas. Depois de trabalhar com o filme, eu não tenho mais certeza”.

Dia 26 de maio de 2007, Gordon Holmes, capturou em vídeo o que ele disse ser: “uma coisa negra, de 14 metros de comprimento, se movendo rapidamente dentro da água”. Adrian Shine, um biólogo marinho do centro Loch Ness 2000, em Drumnadrochit, assistiu ao video e o analisou. Shine disse que o vídeo está entre os melhores que ele jamais viu. Dia 29 de maio de 2007 a BBC escocesa transmitiu o video, um dia antes a emissora STV levou ao ar o programa News’ North Tonight onde mostrava o video junto com uma entrevista com Holmes. No mesmo programa Adrian Shine também foi entrevistado, mas disse que o video poderia estar mostrando uma foca ou mesmo um pássaro aquático.

A credibilidade de Holmes foi posta em dúvida por um artigo no site Cryptomundo, que declara que ele tem um histórico de registrar encontros com criaturas criptozoólogas e que vende um livro e um dvd editados por ele mesmo que dizem provar que a existência de fadas é real.

Apesar da dificuldades de provas substanciais da existência de Nessie, durante todas essas décadas a possibilidade da existência de um animal desconhecido em um local como o lago Ness atraiu muitos pesquisadores e caçadores para a região.

Depois de ler o livro escrito por Goud, Sir Edward Moutain decidiu financiar uma operação para conseguir provas da existência do monstro em 1934. Ele equipou 20 homens com binóculos e câmeras e os posicionou ao redor do lago. Por cinco semanas os homens iniciavam a observação às 9 da manhã e aguardava coletando informações até as dezoito horas. Neste período foram tiradas 21 fotografias, mas nenhuma foi considerada conclusiva. O capitão James Fraser foi contratado como supervisor do grupo, e permaneceu no lago após o fim da empreitada, conseguindo gravar um filme que se perdeu com o tempo no dia 15 de setembro. Quando foi analisado por zoólogos e professores de história natural o veredito foi de que o objeto filmado era uma foca, possivelmente uma foca cinzenta.

Em 1962 foi fundada no Reino Unido o Bureau de Investigação do Fenômeno de Loch Ness (Loch Ness Phenomena Investigation Bureau – LNPIB), com o intuito de estudar o lago Ness e identificar a criatura conhecida como o Monstro do Lago Ness ou conseguir apontar que fenômenos causavam tantos relatos de avistamentos. Algum tempo depois mudarma o nome para Bureau de Investigação de Loch Ness, e foi fechada em 1972. De acordo com os registros do grupo, em 1969 eles contavam com 1030 membros, muitos voluntários que se dedicavam a viajar até o lago e de pontos de observação privilegiado esperar para registrar Nessie.

Em 1968, o professor D.G. Tucker, um dos docentes do Departamento de Engenharia Elétrica e Eletrônica da Universidade de Birmingham, Inglaterra, se voluntariou como especialista em sonar e no Lago Ness. O gesto foi parte de um esforço conjunto com a LNPIB que envolveu a colaboração entre voluntários amadores e profissionais em vários campos de atividade. Tucker escolheu o lago Ness como local de teste para um protótipo de um sonar transdutor com um alcance de 800 metros. O aparelho foi fixado debaixo da água em Temple Pier, na baia Urquhart e foi apontado para a margem oposta do lago, criando uma rede acústica que detectaria qualquer coisa que atravessasse o lago por aquele ponto. Durante o teste, que durou duas semanas, captaram inúmeros animais que mediam até 6 metros ascendendo do fundo do lago ou mergulhando para ele. As análises dos mergulhos descartaram a possibilidade de animais que precisassem respirar, porque os alvos nunca chegavam na superfície. Um breve press release por parte da LNPIB, com base no resultado da experiência dizia: “A resposta para a questão sobre a existência de fenômenos estranhos no lago Ness, Escócia, e, caso existam, qual a sua possível natureza, está um passo mais próxima de ser respondida, graças ao resultado das experiências com sonar, realizadas em 1968, pelo professor D. Gordon Tucker e seu time de cientistas… O professor Tucker disse que seu sonar, fixado na margem do lago, registrou objetos grandes, alcançando velocidades de até 19 km/h. Ele concluiu que os objetos são claramente animais e descartou a possibilidade de serem peixes comuns. Ele declarou:’O grande grau de ascensão e queda mostram que a chance de serem peixes é muito pequena, e os biólogos que consultamos não conseguiram dizer que tipo de peixe poderia ser. É uma tentação supor que eles possam ser os fabulosos monstros do lago Ness, agora observados pela primeira vez em suas atividades sub aquáticas.’”

 

Em 1969 Andrew Carrol, pesquisador de campo para o Aquário de Nova Iorque, Estados Unidos, propôs uma nova operação com sonar no lago. O projeto foi fundado pela fundação Griffis, essa foi talvez a melhor operação da LNPIB envolvendo submersíveis com arpões de biópsia. Em outubro fizeram uma varredura do lago que encontrou um eco animado muito forte que durou aproximadamente 3 minutos. A identidade do contato permanece um mistério, análises posteriores determinaram que o eco recebido, vindo de uma região ao norte de Foyers, era duas vezes maior do que a de uma baleia piloto, que o animal que o emitiu deveria ter pelo menos 6 metros de comprimento.

As primeiras buscas submarinas no lago produziram poucos resultados elusivos. Com o patrocínio da World Book Encyclopedia, o piloto Dan Taylor levou o Viperfish para o lago no dia 1 de junho de 1969. Seus mergulhadores tiveram muitos problemas técnicos e não conseguiram nenhuma informação nova. O Deep Star III, construído pela General Dynamics e um submergível de dois homens, construído pela Westinghouse se programaram para navegar no lago, mas nunca foram lançados. Foi somento quendo o Piscies chegou ao lago que a LNPIB conseguiu novas informações. Propriedade da Vickers, Ltd., o submergível foi alugado para a produção de um filme de Sherlock Holmes. O filme incluia um monstro falso que durante as filmagens se soltou do submarino e foi parar no fundo do lago, a Vickers resolveu então tranformar a perda em ganho, captalizando a perde e a febre do monstro, permitindo que o sub realizasse uma pequena exploração. Durante uma dessas excursões, o Piscies captou em seu sonar um objeto grande a uma distância de 60 metros, a 15 metros de distância do fundo do lago. Lentamente o piloto se aproximou da fonte do sinal, mas o eco se moveu rapidamente e saindo do alcance do sonar, desapareceu.

Durante aquela que ficou conhecida como “A Grande Expedição” de 1970, Roy Mackal, um biólogo que lecionou por 20 anos na Universidade de Chicago, desenvolveu um sistema de hidrofones (microfones que gravariam debaixo da água) e os usou em intervalos em várias locações do lago. No início de agosto o hidrofone foi submerso na baia Urquhart e colocado a uma profundidade de 215 metros. Dois hidrofones foram colocados a 90 e 180 metros. Depois de duas noites de gravação a fita (selada dentro de um tambor de aço juntamente com os outros componentes sensíveis do sistema) foi retirada e tocada diante de um grupo excitado da LNPIB. Silvos como o de pássaros foram gravados e a intensidade desses silvos sugeriam que eles foram produzidos em uma profundidade ainda maior do que a onde o equipamento se localizava.

Em outubro, pancadas e cliques foram gravados por outro hidrofone na baia Urquhart, indicando uma ecolocação. Esses sons foram seguidos de um movimento e turbulência, que sugeria o movimento da cauda de um animal aquático grande. As batidas, cliques e turbulência foram creditados a um animal que utilizava o próprio sonar para localizar sua presa através do som do eco e então se movendo para apanhá-la. Os sons paravam por completo sempre que uma embarcação passava pela superfície do lago perto do hidrofone, e depois reiniciavam quando a embracação atingia uma distância segura.

 

Em experimentos prévios, foi notado que a intensidade dessas “chamadas” eram maiores em profundidades maiores do que 30 metros. Os membros da LNPIB decidiram então se comunicar com o que quer que fosse que as estivesse produzindo. Tocaram então as gravações e usaram os hidrofones para registrar os resultados, que foram inúmeros. Em algumas ocasiões os padrões e intensidades das respostas variavam, mas outras vezes não havia nenhuma diferença entre gravação e resposta. Mackal notou que não haviam similaridades entre as gravações e as centenas de sons conhecidos produzidos por animais aquáticos. “Mais especificamente”, ele disse “as autoridades competentes afirmam que nenhuma das espécies aquáticas conhecidas no lago Ness possuem anatomia para serem capazes de produzir tais sons.”.

No início da década de 1970, um grupo de pessoas lideradas por Robert H. Rines, conseguiu algumas fotos sub aquáticas. Duas eram imagens vagas, mostravam talvez nadadeiras (apesar de muitos terem afirmado que a imagem mostrava bolhas de ar ou peixes). A suposta nadadeira foi então fotografada em diferentes posições, e as fotos indicaram movimentos. Com base nessas fotografias, o naturalista britânico Peter Scott anunciou em 1975 que o nome científico do monstro seria a partir de então Nessiteras rhombopteryx (a forma grega para O Monstro de Ness com barbatanas em forma de diamante). Scott disse que o objetivo dele era permitir que Nessie fosse adicionada no registro britânico de espécies oficialmente protegidas. Mas Nicholas Fairbairn, um político escoces, notou que o nome também era um anagrama para “Monster Hoax by Sir Peter S.” (Fraude Monstruosa por Sir Peter S.)

As fotos sub aquáticas foram conseguidas após minuciosos exames das profundezas do lago, com o auxílio de sonares em busca de atividades incomuns encontradas. Uma câmera submarina com uma potente lanterna (necessária para conseguir se enxergar na escuridão das águas) foi utilizada para se conseguirem tirar as fotos abaixo da superfície. Muitas das fotografias, apesar da opacidade da água, conseguiram capturar um animal que de fato se parecia com um plessiossauro, em diferentes posições e sob diferentes focos de luz. Uma das fotografias parecia mostrar uma cabeça, pescoço e parte superior do torso de um animal semelhante a um plessiossauro. Uma fotografia rara, que quase não foi divulgada, mostrava dois corpos semelhantes a plessiossauros. Outra foto mostrava uma cabeça semelhante à de um gárgola medieval com chifres, imagem muito semelhante aos inúmeros relatos de avistamentos do monstro. (muitos hoje acreditem que essa última foto mostra na verdade um toco de tronco de árvore)

Alguns closes do que aparenta ser a nadadeira em forma de diamante (losango) da criatura foram tirados de diferentes ângulos com a criatura se movendo, mas a fotografia da nadadeira recebeu muitos retoques. A foto original existe no Museu das Fraudes, onde Charlie Wyckoff afirmou que alguém retocou a imagem original para destacar a nadadeira, e que a foto original, sem o tratamento mostra uma nadadeira muito menor. Ninguém hoje, tem certeza de como a foto original recebeu esse tratamento.

Em 2001, a Academia Robert Rine de Ciência Aplicada (Robert Rines’ Academy of Applied Science – AAS), fez a exibição de uma grande onda em forma de V atravessando a superfície da água em um dia calmo. A AAS também filmou um objeto no fundo do lago que se parecia com uma carcassa que continha conchas de animais marinho e um fungo dificilmente encontrado em lagos de água doce, de acordo com a AAS isso mostra que o lago de alguma forma é conectado com o oceano e que essa conexão talvez seja a rota de entrada e saída do lago usada por Nessie.

 

Em 1993, a Discovery Communications deu início a uma pesquisa sobre a ecologia do lago. O estudo não foi focado exclusivamente no monstro, mas nos nematodes (inclusive com a descoberta de uma nova espécie) e peixes do lago. Esperando encontrar uma pequena população de peixes no lago os pesquisadores se assustaram ao retirar da água vinte peixes com apenas uma tentativa, o que aumentou em 9 vezes a estimativa da quantidade de peixes.

 

Usando um sonar a equipe encontrou um tipo de distúrbio sub aquático (chamado de seiche), causado por energia potencial, isso ocorre por causa do desequilíbrio entre as camadas de água quente e fria do lago. No dia seguinte, quando revisavam as impressões do evento registrado, eles encontraram o que pareciam ser três contatos no sonar, cada um seguido de um poderoso distúrbio. Esses acontecimentos foram mostrados no programa chamado Loch Ness Discovered, juntamente com a foto do cirurgião e os vídeos melhorados de Dinsdale, a foto do cirurgião e a foto da nadadeira de Rines.

Dossiê de Criptozoologia de Herman Flegenheimer Jr.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/monstro-do-lago-ness/

Fotografia Kirlian

Rubellus Petrinus

A fotografia Kirlian foi descoberta por Semyon Davidovitch Kirlian. Semyon Kirlian que nasceu em 25 de Fevereiro de 1898 na cidade de Krasnodar, no Sul da Rússia. Semyon Kirlian pode ter sido inspirado e ter tomado interesse no estudo do invulgar e natural fenómeno por Nikola Tesla que visitou Yekaterinodar antes da revolução de 1917 onde deu uma conferência. Kirlian assistiu a essa conferência e ficou muito impressionado.

Semyon Kirlian usou as experiências e erros para verificar a correcção das suas ideias, e seu obstinado e laborioso método de trabalho, provou sucesso com a criação de um aparelho para fotografia e observação visual por meio de correntes de alta frequência.

A sua esposa e camarada, Valentina Chrisanfovka, foi educada em humanísticas e trabalhou como assistente literária para um comité de uma rádio local.

Depois do seu casamento com Semyon Kirlian em 1930, Valentina Kirlian, também de natureza criativa, tomava parte nas investigações do seu marido e gradualmente começou a ler literatura específica. Marido e mulher diferiam nos seus confrontos no estudo do fenómeno natural, mas estas diferenças unia-os mais que separava.

Semyon Kirlian estava mais interessado em matérias técnicas tais como equipamento ou investigando as características de metais e não condutores. Valentina Kirlian, por outro lado, era mais preocupada com o estudo dos processos da vida.

Em 1939, reparando equipamento de medicina usado no tratamento de Arsonval, Kirlian descobriu que uma descarga eléctrica entre um eléctrodo vitrificado e partículas de pele humana, mudou de cor. Tentando descobrir a causa disto, fotografou a descarga eléctrica sem o uso de uma câmara, isto é, expondo directamente a película fotográfica.

Esta experiência levou-o à invenção de um sistema para fotografia de alta frequência.

Durante dez anos de trabalho em sua casa e na oficina onde reparava equipamento de medicina e outros tipos de equipamentos eléctricos, Semyon e Valentina Kirlian obtiveram repetivamente sucesso fotografando por meio de corrente de alta frequência.

Eles montaram um aparelho simples não standardizado e em 1949 receberam um certificado de autor (patente soviética) por “Um método de fotografar por meio de corrente de alta frequência”.

O seu aparelho simples e o método produzia fotografia por meio de alta frequência de qualidade nunca conseguida pelos seus antecessores.

Semyon e Valentina, consequentemente, receberam centenas de cartas de cientistas e de Instituições de todas as partes da União Soviética.

Semyon Kirlian

A fotografia Kirlian são imagens electrónicas, mais precisamente imagens criadas por “emissão fria de electrões”. O método Kirlian permite registar não só os diversos estados biológicos de plantas e animais, mas também o estado psíquico dos seres humanos.

Isto produziria resultados, por exemplo, em áreas como o estudo do fenómeno parapsicológico onde os tradicionais métodos de investigação muitas vezes tinham sido impotentes.

As dificuldades encontradas no estudo do efeito Kirlian não são somente limitadas ao fenómeno electrónico. Semyon e Valentina Kirlian deram grande importância ao fenómeno de ressonância na fotografia de alta frequência.

O “fantasma” da folha no qual Semyon Kirlian recusou acreditar, está também ligado ao fenómeno de ressonância.

Victor Adamenko, seu assistente, descobriu o efeito da “fantasma” da folha em 1966 e Valentina Kirlian felicitou-o pela descoberta do novo fenómeno, mas Semyon Kirlian recusou-se terminantemente a acreditar na realidade da fotografia.

Foi somente no último ano que começou a inclinar-se para a ideia de que o “fantasma” da folha era uma realidade e Adamenko teve uma conversa com ele sobre este assunto.

Em 1962, com o apoio de Valentina Kirlian venceu o cepticismo de Semyon Kirlian sobre o estudo do fenómeno psíquico e só em 1967 Semyon e Valentina examinaram as mãos do curandeiro Alekxei Kivorotov usando o seu método. Este foi o primeiro objectivo de investigação da cura psíquica na USSR.

Na União Soviética o efeito Kirlian foi sendo estudado individualmente por uma variedade de cientistas e grupos de investigadores não ainda reunidos em nenhuma organização.

Várias centenas de entusiastas desde estudantes do ensino superior a professores, estão agora estudando fotografia Kirlian na USSR.

Uma associação internacional de estudo de efeito Kirlian uniu muitos cientistas de diferentes países, e o vasto desenvolvimento deste novo ramo da ciência que poderá levar a uma mudança da maneira de ver o mundo e nós próprios, seria um apropriado memorial para aqueles humildes mas perseverantes exploradores do desconhecido mundo extra-sensorial – Semyon e Valentina Kirlian.

Extraído de: Memories of Semyon Kirlian by Dr. Victor G. Adamenko, Ph. D., International Journal of Paraphysics, vol. 13, 1979.

Parte 2

O que é, então, a fotografia Kirlian? Sob o ponto de vista técnico, a fotografia Kirlian é a impressão em película a preto e branco ou a cores, ou ainda directamente sobre papel fotográfico a preto e branco, do efeito de “coroa” provocado por uma descarga de alta tensão induzida no sujeito através de uma placa de exposição isolada.

Actualmente, sabe-se que todos os organismos vivos possuem campos eléctricos e, por consequência, campos electromagnéticos de natureza muito complexa. Todos os processos biológicos correspondem a acções electromagnéticas recíprocas.

Se o campo bioenergético do sujeito estiver alterado, o efeito de “coroa” manifesta na fotografia essa alteração da configuração da “coroa”. Assim, fotografando esse efeito quer em plantas ou no ser humano, pode verificar-se qualquer alteração existente no seu campo bioenergético.

No ser humano, fotografando o efeito de “coroa” nos dedos dos pés e das mãos a nível dos respectivos pontos terminais de acupunctura pode ver-se se existe neles alguma alteração bioenergética.

Isto é o que actualmente se faz a nível de fotografia Kirlian com vista ao diagnóstico de doenças que mais adiante explicaremos.

Mas voltemos umas dezenas de anos atrás. Tivemos pela primeira vez conhecimento da fotografia Kirlian ainda estávamos em Angola, por intermédio de um grande amigo que, como nós, era técnico de telecomunicações. Tínhamos alguns interesses comuns. Ambos éramos radioamadores, fazíamos caça submarina juntos e, inclusivamente, construímos equipamento electrónico para escuta dos primeiros satélites artificiais americanos como o Echo I, do qual ainda possuímos, como recordação, uma fita magnética com a gravação dos sinais emitidos na sua passagem pelo céu de Angola.

Infelizmente o nosso amigo já não se encontra no mundo dos vivos porque foi bárbara e traiçoeiramente morto à catanada sem razão aparente que não fosse uma vingança racial.

Este nosso amigo, como tinha muitos contactos internacionais, deve ter sabido algo sobre a existência da fotografia Kirlian e construiu um gerador Tesla para fazer experiências. Solicitámos-lhe o diagrama electrónico e nós construímos também um gerador idêntico que ainda guardamos como recordação.

Naquela altura e para mais em África, não possuíamos a informação técnica necessária que nos permitisse avaliar por meio das fotografias o diagnóstico que hoje se faz, mas nem por isso deixámos de fazer experiências muito interessantes.

Para aqueles que não sabem o que é um gerador Tesla diremos que ele é constituído fundamentalmente por um transformador de alta tensão de 1000 V ou mais (T1) , uma bobine primária com cerca de 10 espiras de fio grosso isolado (L1), outra bobine secundária maior que a primária com milhares de espiras de fio esmaltado muito fino (L2), um condensador de mica de 0.001uf isolado a 5000 V (C), um faiscador e uma placa de exposição (P).

A intensidade da “corona” está em relação directa com a tensão aplicada e a qualidade e espessura do dieléctrico usado na placa.

Na imagem abaixo podereis ver o referido gerador construído por nós há mais de 30 anos e com que fizemos as primeiras fotografias Kirlian que vos iremos mostrar.


Gerador Tesla

Muita gente confunde o efeito de”corona” com a “aura” tal como ela é referida por muitos autores místicos e até de uma maneira mais científica pelo Dr. Walter J. Kilner, no seu livro The Human Aura, The Citadel Press, Secaucus, New Jersey, USA.

A fotografia Kirlian, como dissemos, é provocada por uma descarga de alta tensão a baixa corrente de apenas uns microamperes. O gerador Testa que vos mostramos na imagem gera cerca de 100.000 V.

Para fazer fotografia Kirlian o operador e o sujeito têm de estar numa câmara escura iluminada por uma luz vermelha adequada para não velar a película fotográfica que, neste caso, deverá ser obrigatoriamente ortocromática.

A película é colocada sobre a placa de exposição e sob o sujeito a fotografar. Seguidamente, liga-se o gerador e se não estiver nada sobra a placa de exposição vê-se um fluxo enorme de faíscas muito finas que saem do topo da bobine para o centro, provocando um cheiro muito acentuado a ozono.

Se colocardes um sujeito na placa de exposição como, por exemplo, uma folha de árvore ou os dedos das mãos, verificareis uma “coroa” de faíscas azuis à volta do sujeito. Esta luminosidade irá impressionar a película que depois de exposta durante o tempo adequado, será revelada de imediato. Só depois de fixada, a película poderá “ver” a luz caso contrário ficará velada.

No laboratório devereis colocar tudo facilmente ao vosso alcance como as cuvetes do revelador, água e fixador pois, com uma luz vermelha escuro a visibilidade não é a melhor. Nunca retireis mais que uma película da caixa e voltai a fechá-la de imediato, porque se vos esquecerdes de a fechar quando ligardes a luz branca velareis todo o vosso material fotográfico. Normalmente o lado da película menos brilhante é a parte sensibilizada que deverá ficar virada para cima.

Depois da película impressionada e revelada podereis passá-la para positivo em papel fotográfico onde o que na película se vê a negro no papel ficará a branco. Esta operação para fins de diagnóstico não é necessária.

Parte 3

Tendo montado o gerador Tesla e, como fotógrafo amador, tínhamos por isso, todo o material disponível à mão. Começámos de imediato as nossas experiências nesse fascinante e desconhecido campo. Estávamos ansiosos por ver a tal “aura” de que tanto ouviramos falar e líamos nos nossos livros sobre parapsicologia.

O primeiro objecto que nos ocorreu fotografar foi uma lâmina de barbear, a qual anteriormente tínhamos usado em experiências com uma pirâmide feita de “plexiglass” pois, sendo um objecto inanimado, teria inevitavelmente, uma “aura” (coroa) característica.

Depois de a submetermos durante uns breves segundos à descarga eléctrica, revelámos de imediato a película fotográfica, ainda molhada, a qual trouxemos para o exterior da câmara escura improvisada na casa de banho.

Ficámos um pouco decepcionados porque talvez esperássemos mais. Via-se nitidamente o campo energético à volta da lâmina mas nada nos dizia; era apenas interessante.

Pensámos noutro objecto que tivesse energia e por isso, a “coroa” talvez fosse diferente.

Para isso, como técnico, ocorreu-nos imediatamente à mente um imã permanente. Encontrámos nos nossos “spares” (peças) um pequeno imã permanente tipo ferradura que nos pareceu o ideal para a experiência.

Fomos de imediato para a improvisada câmara escura e fotografámos o imã. Revelada e fixada a película, em menos de 15 minutos estávamos cá fora a observar os resultados.

Oh! Decepção das decepções! Toda a gente sabe que entre os polos de um imã em ferradura existe um forte campo magnético podendo ser vista a sua configuração colocando o imã por baixo de uma folha de cartão e nela espalhardes limalha fina de ferro.

Eram essas linhas de força magnética que nós contávamos ver na fotografia, afinal não eram energia? Mas não, tal como na lâmina de barbear só se via uma “corona” luminosa envolvendo os polos do imã não se tocando, embora muito mais intensa do que na lâmina, dada a sua menor superfície. Então onde estava o campo magnético? Deveria ser imune à radiação e por isso não era mostrado na fotografia.

Uma vez que a “coroa” nos polos do imã era individual em cada um, ocorreu-nos fotografar duas moedas de metais diferentes. A mais pequena de bronze e a outra uma liga de níquel e prata. Dois metais, um mais electronegativo em relação ao outro.

Nova decepção! Via-se nitidamente a cunhagem das moedas mas as respectivas “coroas” mantinham a mesma uniformidade nas duas apenas com uma diferença. Como as moedas tinham ficado quase juntas as respectivas “coroas” repeliam-se, porque?

Até agora só tínhamos fotografado objectos inanimados. Por isso, o passo seguinte, seria fotografar algo com vida. Deveríamos começar pelo reino vegetal e, só depois, fotografaríamos o reino animal.

Infelizmente em Angola não pudemos prosseguir com as nossas experiências porque, entretanto, deu-se a dita “descolonização” e tivemos de enviar à pressa para o nosso país de origem (Portugal) tudo o que pudemos, inclusivamente o gerador Tesla que não seria de qualquer utilidade para aquela gente a não ser, para com o seu suporte em madeira alimentar uma fogueira.

O nosso querido amigo teve menos sorte que nós, porque além de todos os seus haveres e equipamento técnico, deixou lá também a sua vida!

Parte 4

De regresso a Portugal estivemos alguns anos sem nos podermos debruçar sobre Fotografia Kirlian enquanto não conseguimos estabilidade económica.

Trabalhávamos numa firma de telecomunicações em parte-time, porque fomos praticamente obrigados a aposentar-nos das funções que exercêramos em Angola para o Estado Português.

Entretanto, conhecemos outras pessoas com interesses comuns com quem trocávamos impressões frequentemente. Além disso, como entusiasta pela parapsicologia e tudo quanto se relacionasse com as energias subtis, mandámos vir dos EUA livros específicos que nos permitiram aprofundar conhecimentos sobre diversos temas, inclusivamente na Fotografia Kirlian.

Para nos inteirarmos do que se fazia no mundo sobre fotografia Kirlian adquirimos alguns livros da especialidade como The Kirlian Aura, Edited by Stanley Kripner and Daniel Rubin, Anchor Press/Doubleday, Garden City, New York, 1974, The Body Electric, Thelma Moss, Ph.D. J.P.Tarcher, Inc. Los Angeles, 1979.

Em 1978, subscrevemos também uma revista da especialidade IKA, The International Kirlian Research Association publicada nos E.U.A, onde nos foi permitido conhecer diversas investigações feitas nesse campo como adiante veremos.

Informações sobre o que se fazia na Rússia ou nos países “satélites” em fotografia Kirlian era impossível obter, a não ser pela revista International Journal of Paraphysics, publicada na Inglaterra, que traduzia alguns textos que saiam para o exterior trazidos por investigadores autorizados a visitar algumas universidades onde se procedia à investigação sobre fotografia Kirlian.

Como tínhamos trazido de Angola o nosso gerador Tesla, pudemos prosseguir, então, com as experiências mas agora no reino vegetal.

Mesmo à frente da nossa residência existem algumas árvores da família dos choupos. Tirámos uma folha de uma delas e de imediato fizemos a primeira fotografia de uma folha.

A primeira fotografia é de uma folha recentemente colhida. A “corona” é radiante inclusivamente no pecíolo.

Decorridas 12 horas fizemos a segunda fotografia. A radiação é menor e já se vêem pontos de deterioração, principalmente onde foi aplicado o eléctrodo para a fotografar. A “coroa” é mais esbatida inclusivamente no pecíolo.

Como estávamos no Verão, pensámos que isto era divido à falta de humidade retida na folha. Para comprovar esta suposição deixámos secar mais a folha e depois colocámo-la dentro de água para a humedecer convenientemente convencidos de que iríamos obter uma fotografia pelo menos semelhante à segunda.

Como podeis observar, não é a humidade que faz com que a “coroa” seja brilhante tal como a da primeira folha mas sim a bioenergia nela latente. A foto que podeis observar é apenas uma mancha branca embora estivesse completamente humedecida.

Não restam dúvidas de que a “coroa” é provocada pela bioenergia latente no reino vegetal. Depois desta experiência, repetimo-la várias vezes sempre com os mesmos resultados.

Tentámos várias vezes obter o tal “fantasma” de que Semyon Kirlian duvidava e que foi depois conseguido pelo doutor Victor Adamenko como dissemos no início.

Experiências feitas nos E.U.A por Robert M. Wagner, da universidade do estado da Califórnia em Long Beach em 29 de Abril de 1975, mostram o tal “efeito fantasma” raramente obtido. O autor fez mais de 539 tentativas antes de conseguir a almejada fotografia!

A folha recentemente colhida foi exposta 0,7 segundos a uma tensão de 50kV a 330kHz. Estes parâmetros foram sempre os mesmos para cada fotografia.

A primeira fotografia foi feita com a folha recém colhida. Na segunda, a folha foi amputada e, como se pode observar, não se vê nenhum fantasma. Na terceira, à folha foi-lhe amputada a ponta e depois colocada uma régua de plexiglass opaca à frente da parte amputada. A folha inteira nunca tinha estado em contacto com o filme daí se excluir a hipótese de ela ter deixado alguns traços de humidade.

Pelo que nos foi dado verificar, não há duvida que se trata do verdadeiro “efeito fantasma”. Já vimos muitas fotografias cujos autores dizem ser do “fantasma” (ghost) mas são fraudes fáceis de detectar por quem conhece os princípios da fotografia Kirlian.

Tentámos várias vezes fotografar folhas recentemente colhidas e amputadas mas nunca tivemos a sorte de conseguir o “efeito fantasma” como o que podereis observar na terceira fotografia.

O resultado que conseguimos foi sempre o da segunda. Verificámos, também, que é fácil fazer uma fotografia imitando o efeito “ghost”. Para isso, basta expor por uns breves instantes uma folha inteira e depois amputar-lhe a ponta. Em seguida expõe-se por mais tempo.

Esta fraude muito vulgar, é fácil de detectar por um “expert” porque se nota mesmo atenuada a “coroa” correspondente à parte cortada.

Parte 5

Depois de termos feito centenas de fotografias a preto e branco de folhas para ver se obtíamos o almejado “fantasma” nunca o conseguimos. Em boa verdade também não tivemos a paciência de fazer tantas fotos como o autor americano para o conseguir.

Era, então, a altura de começarmos a experimentar fotografar seres vivos principalmente o ser humano.

Tivemos conhecimento que houve investigadores que construíram geradores que permitiam fotografar o corpo humano inteiro. Isso estava fora do nosso alcance e, por isso, começámos por fotografar os dedos das mãos.

Facto curioso foi o que vimos numa revista da especialidade. Uma fotografia a preto e branco tirada quando uma casal se beijava. A corona da fotografia dos dedos das mãos atraia-se. Experimentámos vezes sem conta fazer uma fotografia nessas condições mas as coronas tal como nos casos anteriores repeliam-se tal como podereis observar na fotografia seguinte.

O gerador Tesla não se mostrava muito prático para trabalhar dado o seu tamanho. Como fabricávamos outros aparelhos como o de electroacupunctura, biofeedback e outros e dada a grande procura que havia de aparelhos Kirlian que na altura eram importados, decidimos fabricar um aparelho portátil, funcional, que permitisse fazer fotografias de qualidade a um preço razoável.

Vimos alguns projectos em revistas internacionais da especialidade e decidimos construir um muito simples de manejar mas que tivesse características técnicas necessárias para fazer boas fotografias.

Entretanto, conhecemos alguns aparelhos que nos foram mostrados por alguns dos nossos clientes e que tinham sido obtidos no estrangeiro. Um deles caríssimo feito por uma firma conceituada no campo da electrónica para a aviação e outros mais simples e até de certa maneira “toscos” electronicamente.

Dada a nossa grande experiência nesse ramo da electrónica concebemos um aparelho simples, fácil de manejar e resistente como já era nosso habito com os outros aparelhos.

Para nosso espanto lemos há pouco tempo numa URL internacional em língua portuguesa sobre fotografia Kirlian, em que o autor dizia que havia três padrões de aparelhos. Um alemão, outro Brasileiro e ainda outro Italiano.

Francamente não sabemos a que padrões o autor se refere porque não existem padrões de espécie alguma. Os aparelhos trabalham todos baseados no mesmo princípio, uns mais elaborados que outros conforme o background técnico de quem os projecta.

O aparelho que fabricámos para maior simplicidade Tem apenas um parâmetro variável: o tempo de exposição. Os outros são todos fixos de acordo com a sua finalidade, para fotografia a cor ou para preto e branco.

Basicamente o aparelho é um gerador de Alta Tensão de 6 kV para fotografia a cor e 20 kV para preto e branco. Este e a frequência são os parâmetros fixos apenas o tempo se exposição, como é óbvio, terá de ser variável.

Tal como no antigo aparelho começámos por fazer uma fotografia de um imã e de uma moeda. O efeito é semelhante ao obtido com película a preto e branco só que neste caso se distinguem duas cores fundamentais. Uma magenta e outra azul.

 Seguidamente fizemos uma fotografia de um dedo das mãos. Repetia-se o mesmo efeito das cores.

No inicio isto intrigou-nos porque lemos num livro de um autor brasileiro que essas cores correspondiam o azul ao Yin e o magenta ao Yang. Estranhamos a veracidade de tal afirmação porque em qualquer objecto que se fotografasse a cor apareciam invariavelmente as mesmas cores básicas e outras que mais adiante veremos.

Fizemos centenas de fotografias a cor dos dedos das mãos com vista a fazer um diagnóstico que nos permitisse dar um mínimo de credibilidade ao sistema que já era muito usado em Portugal importado do Brasil, mas que não nos satisfazia tecnicamente.

Lemos sobre alguns trabalhos de pesquisa efectuada no Brasil nesse campo mas também não nos satisfez por não vermos nele um sistema tecnicamente credível e baseado em teorias aceitáveis nos meios médicos.

Os naturopatas que usavam o sistema a cor nas fotografias dos dedos das mãos para diagnóstico, faziam-no de forma “empírica” e, por isso, não tinha credibilidade técnica nos meios médicos dada a sua limitação de diagnóstico.

O que lemos sobre os trabalhos feitos no Brasil limitavam-se, na altura, a diagnósticos no campo da parapsicologia e psicologia por isso, era necessário um sistema de diagnóstico credível que finalmente encontrámos num livro publicado na Europa pelo Dr. Peter Mandel, Energy Emission Analysis, New Application of Kirlian Photography for Holistic Healt, Synthesis Publishing Company Siegmar Gerken, Lutterbecks Busch 9, D-4300 Essen 1, W. Germany.

Este sistema de diagnóstico é, fundamentalmente, baseado na Acupunctura de Vol.

Parte 6

Como dissemos anteriormente, o problema principal da fotografia Kirlian é a sua interpretação. Aqui sim, existem vários métodos de interpretação mas o que nos pareceu mais fiável e que é actualmente mais praticado na Europa, é o método descrito pelo Dr. Peter Mandel, baseado nos pontos de acupunctura terminais dos pés e das mãos pelo sistema Vol. É precisamente, este método que iremos ver mostrando-vos as respectivas fotografias em alguns casos específicos.

É evidente que teremos de nos limitar apenas ao essencial de forma que possais fazer apenas uma ideia do sistema de diagnóstico.

O livro é muito extenso, tem cerca de 200 páginas e nem nos seria permitido fazer uma descrição mesmo sumária do sistema de diagnóstico. O Dr. Peter Mandel considera quatro tipos de fenómenos básicos a saber: Emissão normalDeficiência ou insuficiência num órgão ou sistema, Agressão num sector ou infecção e intoxicação e Degeneração.

Para o ilustrar o autor vale-se de uma topografia baseada na acupunctura de Vol para cada dedo das mãos e dos pés. Para fazerdes uma ideia dessa topografia representamos apenas a topografia respeitante ao dedo indicador da mão esquerda que é igual ao da mão direita.

Cada dedo das mãos e dos pés tem uma topografia específica que permite identificar numa fotografia dos dedos a zona respectiva com deficiência nos órgãos correspondentes aos meridianos em causa.

Este sistema parece-nos racional e tem certa lógica não se limitando a especulações mais ou menos dúbias referidas noutros sistemas de análise praticamente empíricos.

O Dr. Peter Mandel não trabalha com fotografia a cor, porque no seu entender e também no nosso, não é fiável. Verificámos num laboratório fotográfico profissional que as fotografias feitas com uma película Agfa profissional com maior espessura da de um filme normal usado nas câmaras fotográficas usuais as cores eram completamente diferentes vendo-se apenas uma corona azulada.

No início, fabricámos diversos geradores para fotografia a cor porque o mercado o exigia pela ausência de informação técnica do que se fazia na Europa e baseado nos trabalhos feitos no Brasil muito divulgados nessa altura no nosso país.

As quatro fotografias a cor seguintes bem como as a preto e branco representam, na sua sequência, os quatro fenómenos básicos: Emissão normalDeficiência, Agressão e Degeneração.

Desde o momento em que os terapeutas portugueses foram tomando conhecimento do sistema do Dr. Peter Mandel, deram preferência à fotografia a preto e branco, não só pela sua simplicidade operativa porque o trabalho de revelação pode ser feito logo a seguir à exposição pelo próprio operador, numa pequena câmara escura adjacente ao consultório, como também pela facilidade de fotografar simultaneamente todos os dedos de uma mão e do pé. Além disso, o diagnóstico por esse sistema é mais fiável e completo porque há órgãos que só estão representados nos dedos dos pés.

Estas condições não serão possíveis com a fotografia a cor não só porque o sistema não se coaduna com isso por ter sido projectado para fazer uma foto da cada vez dos dedos das mãos. Além disso, o filme depois de exposto, terá de ser entregue a uma casa da especialidade para o revelar.

Na nossa opinião de técnico com muita experiência neste sistema, poderemos dizer-vos que o diagnóstico não é nada fácil. Exige muita prática e conhecimentos inclusivamente do sistema de acupunctura de Vol.

Por isso, sugerimos a todos aqueles que desejaram trabalhar neste campo, estudar profundamente o livro do Dr. Peter Mandel e, sobretudo, praticar muito.

Como em tudo, os conselhos de um terapeuta experiente neste campo ser-vos-ão de grande utilidade.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/espiritualismo/fotografia-kirlian/

Como fazer o Verdadeiro Pacto com Lúcifer

“Nasce um otário a cada minuto”

– P.T. Barnum, 1890; Lúcifer, 2018.

Toda semana eu recebo pelo menos uns dois emails de completos idiotas que pagaram uma grana preta por um “pacto pactorum da felicidade e prosperidade” ou fizeram pactos com lucifer, diabo, lucifugo rocambole, maioral, belial, astaroth, sergulath, ONA, marmaduke, Hecate Regina, bafomet, andy panda, OFS, sacerdote edison, halelucifer, dissipulo eder, ze pilintra e o que mais a imaginação dos charlatões inventar. Em matéria de arrancar dinheiro de trouxas, só perdem para os pastores evangélicos. De R$30,00 a R$3.200,00… o inferno é o limite! e cada um se diz o “único e verdadeiro escolhido” e avisam para tomar cuidado com os outros “falsos sacerdotes”. Em quem confiar a sua alma? quem poderá nos defender?

Eu já havia comentado sobre Pactos com Lucifer e sobre Pactos com o Diabo, Perfumes mágicos de Templo, mas o povo das internets é muito retardado. Então explicarei mais uma vez como funciona o Pacto com Lúcifer.

Na menos pior da hipóteses, será apenas um charlatão roubando seu dinheiro sem dar nada em troca, como o “pai Bruno”, que prometia a pessoa amada em 3 horas e, depois que o idiota pagava, dizia que o novo namorado/namorada da fulana havia feito uma amarração poderosa e que seria necessário mais grana pra resolver e, quando a vítima pagava, ele dizia que o novo namorado lá havia se irritado e feito um trabalho de destruição contra o mané, e dá-lhe dinheiro…

Em uma hipótese mais pior, o charlatão faz parte de algum grupo de kiumbanda ou satanismo que serve de x-burguer de algum egun fora-da-lei, que precisa de energia para se manter invisível das forças dos Exús e com algum poder na egrégora. Estes oferecem algum tipo de “poder” para seus “sacerdotes” em troca de sacrifícios, sangue, novos adeptos na pirâmide, etc, em uma espécie de Amway ou Herbalife do Capiroto.

E, obviamente, o otário que está fazendo o pacto é a base da pirâmide e não vai receber nada em troca do seu dinheiro… que vai para a sacerdotisa/sacerdote como pagamento; este sim merecido, por ter trazido mais um x-burguer para o egun. E, uma vez que o zé ruela entra nessa roubada, dando sangue, nome, data de nascimento, etc, já era…

Vejam o email que recebi:

Vou ser direta ,fui para XXXXXX paguei r$3.000 fiz o pacto com XXXXXXXX XXXXXXXX com direito a dedo espetado. baqueta e invocacao com umas 9 pessoas em janeiro o pacto dura vinte anos e todo ano preciso dar 9.000 ou levar tres pessoas que equivalem a esse valor.Nao posso fazer nehum outro ritual de prosperidade porque quebro o pacto nao posso falar para ninguem porque quebro o pacto. Nao posso ir contra meus (mestres)porque quebro o pacto. quer dizer

me ferrei?desde janeiro minha vida financeira virou uma bagunca ate protestada eu ja fui, meu negocio esta quase falindo.

Ai você que está lendo isso e que já fez um pacto, me pergunta “e ai? como eu saio dessa?” e faremos a seguinte analogia: Suponha que você tenha pego R$20.000,00 com um agiota e, depois que pegou o dinheiro, é assaltado por pessoas que você poderia jurar que trabalham para ele e fica sem nada, ou seja, não usufrui do que pegou emprestado. E ainda tem a dívida com o agiota. Vai reclamar com ele e ele diz que você é que não se protegeu direito, que ele não tem nada com isso e quer ser pago… Como é que você sai dessa?

A resposta é: se fudeu. Não adianta me mandar email que eu não vou te ajudar com a SUA dívida. Não adianta ficar bravinho comigo porque eu não vou ajudar… fique bravo com o 171 que levou seu dinheiro. Se o Pica-Pau tivesse ido à polícia, nada disso teria acontecido.

Ir a outro charlatão só vai deixar as coisas “mais pior ainda” (como diria o Pai Jacob). A solução é: procure um terreiro decente ou casa kardecista (em último caso) e passe a frequentar, cortando todo tipo de laço com os agiotas. A imensa maioria dos eguns que trabalham com os picaretas são espíritos fora-a-lei e os Exús dos terreiros acabarão dando cabo deles, se você tiver merecimento. NEM PENSE em ir a uma Igreja Evangélica da vida… é trocar um bandido pelo outro, e ainda ter de pagar dízimo em cima. Ai você terá de me perdoar pela sinceridade, mas você merece ser feito de trouxa.

Você pode aprender também o seguinte e repassar para seus amigos satanistas criados pela avó, vindo de alguém que já deu bastante porrada em maiorais, demônios, eguns e shaitanins de todos os tipos:

1) Demônios não tem discipulos, eles têm ESCRAVOS;

2) Demônios não precisam da sua alma, a não ser como paçoca, e não vão te dar nenhum poder em troca de nada.

3) Qualquer tipo de Evocação Goetica ou Qlipothica é um duelo de VONTADES e ganha quem tiver mais. E se você não é um mago treinado em LVX, as chances são que você será a putinha do demônio e não vice-versa.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-fazer-o-verdadeiro-pacto-com-l%C3%BAcifer

Como fazer o Pacto com Lúcifer

“Nasce um otário a cada minuto”

– P.T. Barnum, 1890; Lúcifer, 2012.

Toda semana eu recebo pelo menos uns dois emails de completos idiotas que pagaram uma grana preta por um “pacto pactorum da felicidade e prosperidade” ou fizeram pactos com lucifer, diabo, lucifugo rocambole, maioral, belial, astaroth, sergulath, ONA, marmaduke, Hecate Regina, bafomet, andy panda, OFS, sacerdote edison, halelucifer, dissipulo eder, ze pilintra e o que mais a imaginação dos charlatões inventar. Em matéria de arrancar dinheiro de trouxas, só perdem para os pastores evangélicos. De R$30,00 a R$3.200,00… o inferno é o limite! e cada um se diz o “único e verdadeiro escolhido” e avisam para tomar cuidado com os outros “falsos sacerdotes”. Em quem confiar a sua alma? quem poderá nos defender?

Eu já havia comentado sobre Pactos com Lucifer e sobre Pactos com o Diabo, Perfumes mágicos de Templo, mas o povo das internets é muito retardado. Então explicarei mais uma vez como funciona o Pacto com Lúcifer.

Na menos pior da hipóteses, será apenas um charlatão roubando seu dinheiro sem dar nada em troca, como o “pai Bruno”, que prometia a pessoa amada em 3 horas e, depois que o idiota pagava, dizia que o novo namorado/namorada da fulana havia feito uma amarração poderosa e que seria necessário mais grana pra resolver e, quando a vítima pagava, ele dizia que o novo namorado lá havia se irritado e feito um trabalho de destruição contra o mané, e dá-lhe dinheiro…

Em uma hipótese mais pior, o charlatão faz parte de algum grupo de kiumbanda ou satanismo que serve de x-burguer de algum egun fora-da-lei, que precisa de energia para se manter invisível das forças dos Exús e com algum poder na egrégora. Estes oferecem algum tipo de “poder” para seus “sacerdotes” em troca de sacrifícios, sangue, novos adeptos na pirâmide, etc, em uma espécie de Amway ou Herbalife do Capiroto.

E, obviamente, o otário que está fazendo o pacto é a base da pirâmide e não vai receber nada em troca do seu dinheiro… que vai para a sacerdotisa/sacerdote como pagamento; este sim merecido, por ter trazido mais um x-burguer para o egun. E, uma vez que o zé ruela entra nessa roubada, dando sangue, nome, data de nascimento, etc, já era…

Vejam o email que recebi:
Vou ser direta ,fui para XXXXXX paguei r$3.000 fiz o pacto com XXXXXXXX XXXXXXXX com direito a dedo espetado. baqueta e invocacao com umas 9 pessoas em janeiro o pacto dura vinte anos e todo ano preciso dar 9.000 ou levar tres pessoas que equivalem a esse valor.Nao posso fazer nehum outro ritual de prosperidade porque quebro o pacto nao posso falar para ninguem porque quebro o pacto. Nao posso ir contra meus (mestres)porque quebro o pacto. quer dizer me ferrei?desde janeiro minha vida financeira virou uma bagunca ate protestada eu ja fui, meu negocio esta quase falindo.

Ai você que está lendo isso e que já fez um pacto, me pergunta “e ai? como eu saio dessa?” e faremos a seguinte analogia: Suponha que você tenha pego R$20.000,00 com um agiota e, depois que pegou o dinheiro, é assaltado por pessoas que você poderia jurar que trabalham para ele e fica sem nada, ou seja, não usufrui do que pegou emprestado. E ainda tem a dívida com o agiota. Vai reclamar com ele e ele diz que você é que não se protegeu direito, que ele não tem nada com isso e quer ser pago… Como é que você sai dessa?

A resposta é: se fudeu. Não adianta me mandar email que eu não vou te ajudar com a SUA dívida. E não adianta ficar bravinho comigo porque eu não vou ajudar… fique bravo com o 171 que levou seu dinheiro. Se o Pica-Pau tivesse ido à polícia, nada disso teria acontecido.

Ir a outro charlatão só vai deixar as coisas “mais pior ainda” (como diria o Pai Jacob). A solução é: procure um terreiro decente ou casa kardecista (em último caso) e passe a frequentar, cortando todo tipo de laço com os agiotas. A imensa maioria dos eguns que trabalham com os picaretas são espíritos fora-a-lei e os Exús dos terreiros acabarão dando cabo deles, se você tiver merecimento. NEM PENSE em ir a uma Igreja Evangélica da vida… é trocar um bandido pelo outro, e ainda ter de pagar dízimo em cima. Ai você terá de me perdoar pela sinceridade, mas você merece ser feito de trouxa.

Você pode aprender também o seguinte e repassar para seus amigos satanistas criados pela avó, vindo de alguém que já deu bastante porrada em maiorais, demônios, eguns e shaitanins de todos os tipos:

1) Demônios não tem discipulos, eles têm ESCRAVOS;

2) Demônios não precisam da sua alma, a não ser como x-burguer, e não vão te dar nenhum poder em troca de nada.

3) Qualquer tipo de Evocação Goetica ou Qlipothica é um duelo de VONTADES e ganha quem tiver mais. E se você não é um mago treinado em LVX, as chances são que você será a putinha do demônio e não vice-versa.

#Fraudes #LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/como-fazer-o-pacto-com-l%C3%BAcifer