O Verdadeiro Eu, por Alan Moore

Se no budismo não existe um “Eu”, ainda assim é importante desenvolver sua pessoa (seu aglomerado que se identifica com um “Eu”) para transcender os limites impostos pela ilusão. No ocidente, onde acreditamos numa alma imortal, enfrentamos um desafio semelhante; No caso, o corpo e as formas materiais nos embotam a consciência (bloqueando as “portas da percepção”) e nos “afastam” do contato com nosso verdadeiro “Eu”, a alma. Mas engana-se se pensam que a alma é sempre um gasparzinho com sua imagem e semelhança, dentro de seu corpo de carne. Por isso vamos dar a palavra ao Alan Moore, no documentário The Mindscape of Alan Moore:

“Quando cumprimos a vontade de nosso verdadeiro Eu, nós estamos inevitavelmente cumprindo com a vontade do universo. Na magia ambas as coisas são indistinguíveis. Cada alma humana não é, de fato, UMA alma humana: é a alma do universo inteiro. E, enquanto você cumprir a vontade do universo, é impossível fazer qualquer coisa errada.

Muitos dos magos como eu entendem que a tradição mágica ocidental é uma busca do Eu com “E” maiúsculo. Esse conhecimento vem da Grande Obra, do ouro que os alquimistas buscavam, a busca da Vontade, da Alma, a coisa que temos dentro que está por trás do intelecto, do corpo e dos sonhos. Nosso dínamo interior, se preferir assim. Agora, esta é particularmente a coisa mais importante que podemos obter: o conhecimento do verdadeiro Eu.

Assim, parece haver uma quantidade assustadora de pessoas que não apenas têm urgência por ignorar seu Eu, mas que também parecem ter a urgência por obliterarem-se a si próprias. Isto é horrível, mas ao menos vocês podem entender o desejo de simplesmente desaparecer, com essa consciência, porque é muita responsabilidade realmente possuir tal coisa como uma alma, algo tão precioso. O que acontece se a quebra? O que acontece se a perde? Não seria melhor anestesiá-la, acalmá-la, destruí-la, para não viver com a dor de lutar por ela e tentar mantê-la pura. Creio que é por isso que as pessoas mergulham no álcool, nas drogas, na televisão, em qualquer dos vícios que a cultura nos faz engolir, e pode ser vista como uma tentativa deliberada de destruir qualquer conexão entre nós e a responsabilidade de aceitar e possuir um Eu superior, e então ter que mantê-lo.

Tenho estudado a escola da história do pensamento mágico e o ponto em que começou a dar errado. No meu entender, o ponto em que começa a dar errado é com o monoteísmo. Quero dizer, se olhar a história da magia, verá suas origens nas cavernas, verá suas origens no xamanismo, no animismo, na crença de que tudo o que te rodeia, cada árvore, cada rocha, cada animal foi habitado por algum tipo de essência, um tipo de espírito com o qual talvez possamos nos comunicar. E ao centro você tinha um xamã, um visionário, que seria o responsável por canalizar as idéias úteis para a sobrevivência. No momento em que você chega às civilizações clássicas, verá que tudo isto foi formalizado até certo grau. O xamã atuava puramente como um intermediário entre os espíritos e as pessoas. Sua posição na aldeia ou comunidade, imagino, era a de um “encanador espiritual”. Cada pessoa no grupo devia ter seu papel: A melhor pessoa durante uma caçada tornava-se o caçador, a pessoa que era melhor pra falar com os espíritos, talvez porque ele ou ela estivesse um pouco louco, um pouco separado do nosso mundo material normal, eles tornavam-se os xamãs. Eles não seriam mestres de uma arte secreta, mas sim os que simplesmente espalhariam sua informação pela comunidade, porque se acreditava que isto era últil para todo o grupo. Quando vemos o surgimento das culturas clássicas, tudo isso se formalizou para que houvesse panteões de deuses, e cada um destes deuses tinha uma casta de sacerdotes, que até certo ponto atuariam como intermediários, que te instruiriam na adoração a estes deuses. Então, a relação entre os homens e seus deuses, que pode ser vista como a relação entre os humanos e seus “Eus” superiores, não era todavia de um modo direto.

Quando chega o cristianismo, quando chega o monoteísmo, de repente tem uma casta sacerdotal movendo-se entre o adorador e o objeto de adoração. Tem uma casta sacerdotal convertendo-se em uma espécie de gerência intermediária entre a humanidade e a divindade que está se buscando. Já não se tem mais uma relação direta com os deuses. Os sacerdotes não têm necessariamente uma relação com Deus. Eles só têm um livro que fala sobre gente que viveu há muito tempo atrás que teve relação direta com a divindade. E assim está bom: Não é preciso ter visões milagrosas, não é preciso ter deuses falando contigo. Na verdade, se você tem algo disto, provavelmente está louco. No mundo moderno, essas coisas não acontecem; as únicas pessoas as quais se permite falar com os deuses, e de um modo unilateral, são os sacerdotes. E o monoteísmo é, pra mim, uma grande simplificação. Eu quero dizer, a Cabala tem uma grande variedade de deuses, mas acima da escala, da Árvore da Vida, há uma esfera que é o Deus Absoluto, a Mônada. Algo que é indivisível, você sabe. E todos os outros deuses, e, de fato, tudo mais no universo é um tipo de emanação daquele Deus. E isto está bem. Mas, quando você sugere que lá está somente esse único Deus, a uma altura inalcançável acima da humanidade, e que não há nada no meio, você está limitando e simplificando o assunto.

Eu tendo a pensar o paganismo como um tipo de alfabeto, de linguagem. É como se todos os deuses fossem letras dessa linguagem. Elas expressam nuances, sombras de uma espécie de significado ou certa sutileza de idéias, enquanto o monoteísmo é só uma vogal, onde tudo está reduzido a uma simples nota, que quem a emite nem sequer a entende”.

#hermetismo #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-verdadeiro-eu-por-alan-moore

A importância do ocultismo em ‘Frankenstein’ de Mary Shelley

Irving H. Buchen

As civilizações não podem evoluir mais até que o “oculto” seja dado como certo no mesmo nível da energia atômica.
(Colin Wilson, O Oculto [1971])

Há períodos na história em que os extremos se tornam normas. O interesse pelo passado se converte em uma preocupação apaixonada com o antigo. A especulação sobre o que está por vir se transforma na descontinuidade do futurista. Quando tais contrários coexistem com igual força e defesa, o presente parece alternadamente pronto para uma regressão intensa ou um salto quântico adiante. A cultura, por sua vez, se esforça para dar sentido às suas contracorrentes históricas. Uma investigação sobre como tudo começou está inextricavelmente entrelaçada com como tudo pode terminar; e perfeição e catástrofe aparecem como versões igualmente viáveis ​​uma da outra. Tais preocupações com gênese e término muitas vezes convergem utopia e distopia, uma imagem não imprecisa de Frankenstein que simboliza um modo híbrido que sacrifica a cura catártica da tragédia pelos insights cósmicos da blasfêmia. Não é por acaso que no processo o oculto vem à tona para registrar o alcance e a profundidade da fissura, pois o oculto é sintomático da ausência de unidade ou da quebra do círculo. Certamente, o ocultismo muitas vezes é revivido em parte por um desejo desesperado de substituir a liberdade da confusão pela clareza do determinismo externo; mas também é chamado genuinamente a redescobrir as forças essenciais do universo e a trazer harmonia à infinita multiplicidade. No processo, defensores e detratores da manobra oculta se posicionam historicamente.

Os devotos do ocultismo sustentam que ele foi co-presente com a criação original e ocupa uma linha histórica ininterrupta de períodos pré-registrados no passado até uma extensão inacabada no futuro distante. Em outras palavras, os mistérios sagrados são eternos e o ocultismo expressa o inconsciente coletivo do cosmos. Além disso, sua longevidade e sua preocupação com o segredo dos segredos ao longo dos tempos defendem sua universalidade e justificam sua pretensão de obter um status igual ao da ciência teórica. Acima de tudo, o ocultismo traz à ciência o que lhe falta – a estrutura do ritual – e assim fornece a religião e a arte da ciência. Oponentes ou céticos reconhecem livremente as origens antigas do ocultismo e ainda admitem que então – mas só então – ele de fato gozava do status de ciência. Mas as artes obscuras passaram a ser cada vez mais contestadas por praticamente todas as grandes religiões como espúrias ou heréticas e, como resultado, o ocultismo foi forçado a se tornar basicamente um movimento subterrâneo ou periférico cuja longa história de fracassos sensacionais e enganos escandalosos exigia o obscurecimento de uma série de gerações antes que pudesse ser ressuscitado com alguma credibilidade.

Como uma declaração geral das alegações e contra-alegações, o que foi dito acima talvez seja um resumo tão preciso das atitudes predominantes em relação ao ocultismo no tempo de Mary Shelley quanto hoje.[1] Mas o que é instrutivo é que tal formulação é totalmente rejeitada por Mary. Shelley em pelo menos três maneiras principais. Primeiro, nem o ocultismo nem a ciência são favorecidos por Mary Shelley. Através de uma elaborada série de polarizações ela aplica tanto a carícia quanto o porrete para ambos os lados, e através da educação de Victor Frankenstein toma a medida de ambos para indicar os elementos essenciais que faltam a cada um. Em outras palavras, o que fica eminentemente claro mesmo em uma pesquisa superficial é que o romance não aceita, mas procura ir além da oposição como uma posição final. Em segundo lugar, Mary Shelley introduz o mito de Prometeu por uma série de razões,[2] uma das quais é transmitir ao sonho alquímico de animar o inanimado as dimensões míticas de uma história da criação. De fato, sem mito, que goza da facilidade especial de síntese ou transcendência, é questionável se Mary Shelley poderia de fato ir além de uma mera afirmação de polarização. Terceiro, Victor Frankenstein, como seu colega mais jovem, Robert Walton, o explorador polar, anseia rapsodicamente por uma relação metafísica e religiosa com o cosmos em um momento em que a religião e a ciência parecem desprovidas de qualquer alcance ou fogo metafísico. Assim, pelo menos para Victor Frankenstein, a alquimia preenche um vazio da alma; e qualquer outra coisa que ele acrescente ou subtraia, o que Mary Shelley parece estar sugerindo é que o ocultismo é ressuscitado periodicamente ao longo da história sempre que as ideologias reinantes se tornam excessivamente voltadas para dentro ou presas à terra.[3]

A atitude de Mary Shelley em relação ao oculto, portanto, não parece ser nem de endosso nem de condenação, mas de profunda hesitação. Para ela, a questão não é que os alquimistas estejam certos e os cientistas errados ou vice-versa. De fato, perceber a situação nesses termos é perder o pivô diagnóstico-chave inerente a todas as condições de contracorrentes históricos. Em vez disso, o conflito – se é que pode ser chamado assim – assemelha-se ao de uma conquista trágica: um conflito de direitos. Por seu lado, o ocultismo é sempre presunçosamente total e mítico em seu escopo. A obsessão por essências unificadoras está no auge de suas três atividades favoritas: a pedra filosofal, o elixir vitae e a animação da natureza inanimada.

Necromantes consistentemente imitaram o exagero de Prometheus, entregando sua própria versão do fogo à humanidade. Em suma, há regularmente sobre o oculto uma insistência fanática de que nada menos que a essência será suficiente – um absolutismo ideológico que inevitavelmente é desafiador e potencialmente sempre blasfemo. Por seu lado, a ciência é gradual e cumulativa. O objetivo de suas metodologias precisas é produzir resultados verificáveis. A ciência assume que o mundo é ordenado e compreensível; se não fosse, não poderia haver ciência, e o mundo teria permanecido nas mãos de primitivos que celebram mistérios. Assim, a ciência cresce por acréscimo – peça por peça é meticulosamente colocada em prática, mas, de acordo com Frankenstein e pelo menos um de seus professores, com tamanha miopia que poucos percebem que o limiar para um salto quântico pode ter sido alcançado. Em suma, o fogo que a ciência oferece foi domado em etapas para ser manejável e utilizável, mas no processo nunca é oferecido como dom de Deus. Dito de outra forma, se Victor Frankenstein tivesse percebido o conflito entre o ocultismo e a ciência como um conflito entre o certo e o errado, ele nunca teria percebido a possibilidade de que cada um possuísse o que faltava ao outro, e tentou casar as visões da alquimia com o metodologia da ciência. Certamente, ao longo do romance, muitas vezes é levantada a questão de saber se essa aliança é profana e os resultados imorais. Mas a resposta a essa pergunta envolve a distinção se os resultados terríveis são culpa da convergência inicial da alquimia e da ciência ou, mais precisamente, da divergência subsequente de outros contrários. E essa resposta depende do reconhecimento de que o romance é realmente dois romances.

O que é razoavelmente claro, então, é que o que Shelley procurou explorar não é a oposição, mas a relação entre alquimia e ciência. Isso, por sua vez, seria seguido por um exame das consequências dessa relação na e na sociedade humana. O romance, portanto, tem como questão maior a relação entre mito e história – entre a natureza de uma força criativa cósmica e uma força evolutiva humana. Como resultado, há duas histórias principais no romance e não uma. A primeira gira em torno de Victor Frankenstein e constitui uma história de criação em que a ênfase está na fusão mítica da alquimia e da ciência e sua marca na natureza humana. A segunda gira em torno do ser criado e constitui uma história evolutiva em que a ênfase está nos arquétipos do desenvolvimento humano. Os gênios que presidem a história da criação são os alquimistas, Cornelius Agrippa, Paracelsus e Albertus Magnus, e os cientistas, Newton, Davy, Galvani e Erasmus Darwin; o da história evolucionária, Locke, Rousseau, Mary Wollstonecraft e Godwin.[4]

Estruturalmente, Frankenstein é sustentado pela simetria. Ele se divide em dois contos principais; o primeiro sobre Victor Frankenstein, o segundo sobre sua criação. O último terço do romance, que como um todo estruturalmente está em desacordo com as partições ditadas pelo comercial de três andares,[5] une os dois personagens principais, mas em uma atuação sombria e mecanizada por vingança, retaliação e perseguição. Cada conto principal, por sua vez, está ligado a um subconto apropriado. A história de Victor é misturada e estendida com a de Robert Walton, que em virtude de estar envolvido em um empreendimento de intensa auto-absorção, é o alter ego mais jovem de Victor e preserva por todo o romance a virtude redentora de uma advertência moral. A história da criatura envolve significativamente as fortunas da família DeLacey que, como uma imagem da família humana, fornece à criatura um modelo crucial para imitar.

O denominador comum em que todos os contos maiores e menores giram variações é a fome de conclusão. No caso de Victor e da criatura, a busca paralela toma um rumo destrutivo e vingativo: cada um mata o companheiro do outro. Espera-se que Robert Walton seja poupado de tal destino ao encontrar um amigo como Henry Clerval ou ao se casar; e apesar da pobreza, o jovem Felix DeLacey finalmente se reencontra com sua amada noiva árabe. De qualquer forma, o tema do casamento liga o romance ao Ancient Mariner de Coleridge, especialmente a ênfase no convidado do casamento e os terrores do isolamento polar; assim como o Paraíso Perdido de Milton e a preocupação de Adão em ter uma Eva. Mas o rendimento crucial da estrutura é a extensão em que as numerosas dualidades dramatizam abismos em vez de vínculos. Mais dramaticamente, há a lacuna estrutural entre as duas histórias principais, que assume uma penúltima forma no abismo permanente entre criatura e criação, à medida que estão trancadas no que parece, por causa da paisagem, ser uma busca eterna.

A incessante estrutura dualista da separação repousa em uma suposição filosófica crucial que Victor Frankenstein torna explícito em uma conversa inicial com Robert Walton. Walton acaba de confessar seu isolamento e sua apaixonada necessidade de um amigo. Victor reconhece o desejo e explica: “‘somos todos criaturas fora de moda, mas meio feitas…’”6 [Carta 4.7]. Como seu marido, especialmente em Epipschychidion, Mary Shelley sustenta que os seres humanos, ao contrário dos deuses, nascem incompletos. A necessidade do outro é de fato a expressão de nossa humanidade e nos impele a buscar nossa alteridade, nosso gêmeo, nossa alma gêmea. Isso, claro, é a doutrina platônica básica e, como tal, poderia ter sido adquirida diretamente ou sob a influência de Percy, como parece mais provável. Mas a distinção de Mary Shelley e de seu romance aparece nas permutações metafísicas e históricas dessa noção de incompletude humana, especialmente no que diz respeito à personalidade e à educação de Victor Frankenstein.

A primeira observação a fazer sobre Victor Frankenstein é que ele já tem o que todos os outros personagens anseiam. Ele já possui um amigo querido e próximo, Henry Clerval; e está noivo de uma mulher que ama. O que assim fica rapidamente claro é que a condição de inacabado pode ser satisfeita de diferentes maneiras e em diferentes níveis. Em outras palavras, parece haver uma hierarquia de conclusões possíveis. Robert Walton, Henry Clerval, Felix DeLacey e até mesmo a criatura têm fontes mais básicas de conclusão. Tampouco são apenas egocêntricos, pois Walton e Clerval têm fortes compromissos em beneficiar a humanidade. Ironicamente, nesse contexto, as esperanças da criatura são as mais modestas e rústicas. Mas Victor sozinho também busca uma realização metafísica – um fechamento mítico de proporções prometéicas que tem precedência sobre o humano e o histórico. Em outras palavras, o que é crucial ressaltar é que para Victor a alquimia é ciência metafísica – ela, mais do que ciência, liga a terra ao cosmos. Além disso, em sua obsessão por causas e princípios primários, somente a alquimia fornece a Victor o mesmo acesso puro aos primórdios e mistérios das coisas que estão no centro de suas sondagens nas origens de sua própria alma. Em suma, a alquimia é a outra metade de Victor; é o meio pelo qual ele busca alcançar a completude individual e cósmica. Apesar de todas as suas devoções a Henry Clerval, seu pai, noiva e família, uma vez que Victor se compromete com a criação de uma pessoa artificial, ele fica tão absorto que parece não precisar de ninguém. Não é que eles não sejam importantes, mas sim em sua própria hierarquia de completude eles não ocupam o ápice. Nesse sentido, é extremamente significativo que, dos três objetivos alquímicos clássicos, ele escolha a animação em vez de transformar metais comuns em ouro ou descobrir o elixir da imortalidade. A pedra filosofal participa de um certo tipo de utilidade manipuladora; e a imortalidade é mais extensão quantitativa. Somente a criação, não a produção ou a extensão, evidentemente pode fornecer a Victor o tipo adequado de alteridade para simular a auto-suficiência ou servir como substituto para realizações mais obviamente humanas ou históricas. Em outras palavras, na percepção de Victor, a criação sozinha, quaisquer que sejam seus resultados e recepção, é essencialmente focada no criador, não na criatura – no que ela oferece a Victor, não em sua criação.

Para Mary Shelley, então, o apelo do oculto não é necessariamente peculiar ou exótico. Certamente, sua linguagem e seus modos podem ser estranhos, mas ele fala da condição humana básica de incompletude, e fornece, reconhecidamente, a alguns indivíduos especiais em épocas históricas especiais a possibilidade de alcançar a totalidade cósmica – um estado de misticismo científico. Tais estados de consciência inebriantes e prometeicos não impedem a realização de versões humanas de perfeição na Terra, embora claramente compitam com elas e as coloquem em perigo. De fato, a perspectiva de substituição é intensificada quando a ânsia pelo estado mais alto de completude é amparada por uma situação histórica que fornece a correspondência e o alcance dessa presunção. É a convergência da educação de Victor com o Zeitgeist que ocupa o foco de Shelley.

Em nenhum momento da educação de Victor Frankenstein ele endossa totalmente a alquimia. De fato, o que Mary Shelley estabelece é que em relação ao oculto, a ciência assumiu o papel de ceticismo anteriormente desempenhado pela religião. Assim, embora a primeira introdução de Victor ao ocultismo evoque rapidamente a forte desaprovação de seu pai, o que já levou ao seu descontentamento foi sua medida cientificamente aplicada de que os meios necessários para alcançar visões nobres eram mesquinhos e beiravam o hocus-pocus da magia. Especificamente, o que o levou a essas conclusões foi ironicamente o que o levaria de volta à alquimia – sua compreensão básica dos princípios do galvanismo e da eletricidade. Essa primeira exposição assumiu a forma de um conflito de certo e errado; e a ciência emergiu como correta. O segundo encontro se assemelhava ao primeiro, mas aqui o confronto foi tão ultrajante que dramatizou a necessidade de síntese.

Na Universidade de Ingolstadt, Victor encontra duas posições extremas: a do professor Krempe que exalta as virtudes da ciência, mas ridiculariza as pretensões dos alquimistas; e a do professor Waldman que exalta as virtudes da ciência, mas elogia as visões dos alquimistas. A situação é, portanto, diferente. Primeiro, tanto Krempe quanto Waldman são cientistas, não alquimistas. Em segundo lugar, Waldman elogia as visões alquímicas, mas não seus meios. Terceiro, Victor está aprendendo as metodologias básicas da ciência, os meios. Em outras palavras, o que Victor gradualmente percebe é um conflito de direitos que é acompanhado pelo reconhecimento de que, enquanto a ciência era analítica e básica, não era holística e cósmica. A necessidade de curar a divisão, bem como a forma que ela pode tomar, surge na decisão que Victor tomou para seu projeto.

Victor elege das três opções a animação da matéria inanimada. Ele então debate sobre que tipo de criação, e decide criar um “ser humano”. A decisão de não criar nem uma criatura inferior nem uma criatura superior (seu tamanho maior foi apenas uma concessão à manipulação de partes microscópicas e intrincadas) é crucial para a compreensão da natureza do casamento de alquimia e ciência de Victor e da condição histórica particular do dia dele. Victor procura não substituir, mas contornar Deus. O objetivo não é montar um experimento humilhante para criar um robô nem um experimento arrogante para criar um super-homem. Em vez disso, ao contornar o natural para o alquímico-científico e eliminar o papel de uma mulher (ou do outro) na criação de um novo ser, Victor Frankenstein está presidindo aquela transição crucial do século XIX de induzida pela natureza para induzida pelo homem. criação e evolução. Erasmus Darwin havia esboçado o que Charles Darwin mais tarde conquistaria: a saber, que, exceto por alguns pequenos detalhes, a evolução física humana estava essencialmente completa; apenas uma mutação importante e abrupta poderia alterar isso e, mesmo assim, seriam necessárias várias gerações para determinar se a mutação ocorreu. De qualquer forma, o que foi enfatizado foi o domínio da evolução cultural e social como a direção futura da história humana. Mary Shelley valorizou esse último foco futuro, mas o abordou, por assim dizer, de frente e não de trás – antes e não depois do fato. Sua perspectiva sobre a evolução não era retroativa ou reativa, mas criativa. Especificamente, através de Victor Frankenstein, ela buscou identificar um ponto seminal para explorar uma intervenção no processo criativo que por sua vez reiniciaria e tornaria mais disponível para exame o processo evolutivo subsequente. Mas o ponto central de seu foco não era mera repetição; não há evidências que indiquem que seu trabalho serviria como uma versão literária daquele dos Darwins. Em vez disso, no cerne de seu esforço estava o reconhecimento de que um ponto de virada havia sido alcançado no início do século XIX, e que o Prometeísmo moderno tinha como razão e novo ponto de partida a consciência de que o homem não deveria mais ser percebido única ou principalmente como um objeto de evolução. A ciência gradualmente forneceu os meios para uma mudança de objeto para sujeito, mas não tinha a vontade nem a visão de tornar possível o sonho alquímico da intervenção criativa. Assim, a fusão de alquimia e ciência de Victor Frankenstein produziu um todo cósmico que, por um lado, forneceu um análogo metafísico à condição básica da incompletude humana; e isso, por outro, sinalizava a independência do homem em relação à Natureza, um exagero que encontrou sua contrapartida apenas no desafio de Prometeu aos deuses. No momento em que a criatura ganhou vida, a história humana atravessou uma divisão histórica de proporções míticas.

No processo, esse ato ousado de autonomia ignorou não apenas Deus, mas também um parceiro humano, uma mulher. Em termos de busca de alteridade, essa substituição, por sua vez, conferiu a toda a aventura as dimensões potencialmente diabólicas da autocriação em que Frankenstein aparece como o pai de si mesmo. Certamente, é este último exagero que leva à ruína de Victor e à criação da segunda história do romance. Significativamente, ali os alquimistas e cientistas estão dramaticamente ausentes, uma desapropriação que ironicamente significa sua miopia. Igualmente impressionante é a quase total ausência de figuras maternas ao longo de todo o romance. A mãe de Victor Frankenstein morre cedo; Elizabeth é órfã; Clerval fala apenas de seu pai; apenas o pai está vivo na família DeLacey; e Robert Walton escreve apenas para sua irmã. Mas talvez a versão mais sensacional desse mundo sem mãe apareça logo após o recuo de Victor da primeira visão do olho lacrimejante amarelo da criatura. Victor tem um pesadelo em que ele beija sua noiva apenas para que suas feições de repente mudem com o tom da morte. E então, para seu horror, ele se vê segurando, quase à maneira de Poe, o cadáver em decomposição de sua mãe morta em seus braços. Quaisquer que sejam os elementos sexuais ou edipianos que possam ou não estar em ação aqui, o que está claro é que Victor está reagindo ao seu próprio ato de criação como aquele que desapropria a mulher-mãe de todo o processo. O sonho é, portanto, potencialmente profético e constitui um aviso que Victor ignora.

O eclipse da figura mulher-mãe constitui um pecado histórico de omissão e estigmatiza a fusão de alquimia e ciência de Frankenstein como tendo ocorrido em um vácuo histórico. O mito original da criação foi seguido pela expulsão de Adão e Eva, mas eles foram expulsos para a história e, assim, receberam um futuro de duração. Não tão a criatura de Frankenstein. Em outras palavras, embora Mary Shelley nunca questione Victor Frankenstein como criador, ela enfatiza severamente suas falhas pós-criação. Basicamente, são dois. A primeira é o desgosto de Frankenstein por sua criação. Ele imaginou algo glorioso ou obediente ou transcendente. Em vez disso, ele criou uma criatura com necessidades; isto é, ele criou uma criatura que era como todos os seres humanos – inacabada. Ironicamente, seu sucesso foi maior do que ele imaginava. Com certeza, o tamanho enorme da criatura o impedia de reconhecer que havia criado uma criança, dependente dele para o desenvolvimento humano e até mesmo competindo com ele por atenção. Em outras palavras, a limitação de Victor deriva da concepção de que sua criação inicial foi um ato final. A criatura era percebida como uma criação terminal – um ser autônomo – e, portanto, absolvida de uma versão recorrente da doutrina da incompletude: as crianças não nascem, mas são educadas para serem humanas.

O segundo fracasso se origina do primeiro, mas é ironicamente voltado para a ênfase prometéica na premeditação. Ao não antecipar as consequências de seu ato, Victor Frankenstein, sem saber, deu origem ao mito da criação de um Frankenstein e assim resumiu o que é agora o dilema clássico da ciência: as consequências imprevistas e não examinadas de certos tipos de investigação científica. Muitos exemplos poderiam ser citados, mas o que mais se assemelha ao problema com o qual Mary Shelley se preocupa e que ultimamente tem despertado considerável controvérsia e até proibição é a experimentação genética, especialmente com DNA. Isso, como o experimento de Frankenstein, representa a mesma preocupação com um ponto de acesso para intervir e direcionar a evolução humana. Além disso, para que a falha de antecipação não seja perdida por meio de avisos vagos, Mary Shelley documenta em grande detalhe até que ponto os modernos Prometheans falham em ministrar às suas criações. No processo de criação de uma segunda história da criação – a evolução da criatura em ser humano – Mary Shelley fornece o compromisso maternal e feminista que falta na história da primeira criação.

Apesar da reação de Frankenstein, o monstro no momento do nascimento não é um monstro. Esta não é uma distinção pequena, pois nela repousa todo o impulso da segunda história do romance. Como muitos antes e depois dela, Mary Shelley ficou claramente fascinada pela questão de qual era a natureza essencial da natureza humana. O que era inato e o que era adquirido? O que era original com o Adão original? O homem era basicamente bom ou mau, altruísta ou egoísta? A diferença dramática da investigação de Mary Shelley é sua estrutura científica. Seu ponto de partida não é um nobre selvagem em um país distante, mas uma pessoa artificial colocada em um laboratório fictício para explorar sob condições controladas e observáveis ​​o desenvolvimento de uma criatura como uma versão individual da raça humana. A documentação do processo passo a passo pelo qual o mobiliário da mente é construído e a tabula rasa é escrita é apresentada, por um lado, com todo o cuidado de um experimento clínico e, por outro, com toda a abrangência de um modelo arquetípico. No processo, Mary Shelley indica que a criatura – na verdade, todos os seres humanos e civilizações – passam por três estágios principais.

O primeiro estágio, embora primariamente instintivo e primitivista, surpreendentemente envolve uma resposta inata à beleza (p. 99). Mas essa sensibilidade estética não é acompanhada por um desejo igualmente inato de companhia humana. De fato, Mary Shelley ressalta escrupulosamente a ausência da faculdade do tato neste primeiro estágio. O que emerge então é a evolução limitada de um animal humano que existe apenas no selo hermético de sua individualidade dentro de um ambiente natural, não humano, e cujas emoções, exceto por respostas ocasionais a belas “formas radiantes” [2.3.3], são natimortos. O segundo estágio apresenta a família DeLacey, cujas relações emocionalmente carregadas desbloqueiam as da criatura. O que Mary Shelley deixa claro então é que o desenvolvimento humano depende do exemplo humano. O processo de humanização, diferentemente do processo de sobrevivência da primeira etapa, é bilateral, não unilateral. A descoberta da fala humana e da palavra escrita são percebidas pela criatura como o meio estético e até mesmo divino pelo qual as emoções são compartilhadas e os relacionamentos são estabelecidos. A etapa final que eleva o processo humanizador ao processo civilizatório começa com o aparecimento de Safie. O que a criatura descobre é que o único antídoto para a mortalidade é o amor, e a única salvação é o conhecimento de “todas as várias relações que unem um ser humano a outro em laços mútuos” (p. 115). Agindo pateticamente nessa esperança, a criatura procura efetuar precisamente essa relação com a família DeLacey. Quando esse esforço falha, a criatura fica perigosamente equilibrada entre o ser humano e o monstro.

Frankenstein não criou um ser humano; ele criou um ser que tinha o potencial de ser humano. Mary Shelley documenta a realização desse potencial nas mãos da Natureza e dos DeLaceys e, no processo, estabelece que o próprio processo de humanização é uma ponte de dois mundos – o da Natureza e do instinto e o da sociedade e relacionamentos humanos. Somente a fusão de ambos resulta na criação de um indivíduo que depende de outros para se completar. Se a família DeLacey tivesse aceitado a criatura, a história teria tomado a direção diferente e não mítica de criar um estranho homem-criança. Ou se a família DeLacey não estivesse disponível como exemplo, a criatura teria aguçado seus instintos e vivido exclusivamente na selva ocasionalmente atacando aldeias. Mas, em ambos os casos, ele não teria chegado ao ponto de ser capaz não apenas de ler o Paraíso Perdido, mas também de reconhecer até que ponto sua criação divergia da de Adão. Adão, embora sozinho, pelo menos foi criado perfeito e teve a atenção do ser superior que o criou (p. 124). Mas a criatura está tão desprovida de um senso de paternidade, família e humanidade que sente pela primeira vez no romance um parentesco maior com Satanás do que com Adão. Em última análise, então, a criatura sozinha apresenta a acusação mais mordaz de seu criador. Além disso, neste ponto a criatura passou do ponto sem retorno. Apenas dois caminhos estão abertos para ele: aceitar a identificação de Satanás e tornar-se mau ou persuadir Frankenstein a criar uma companheira para ele. As alternativas são sugestivas: a ausência de um companheiro cria a condição para o demoníaco.

Nesta conjuntura, o que deve ser observado é o que geralmente é negligenciado: ou seja, o próprio Victor Frankenstein não é estático, mas também evolui. Além disso, a direção e o estágio dessa evolução contrapõem a da criatura ao ponto em que os dois se tornam cada vez mais imagens espelhadas um do outro. De fato, traçar o desenvolvimento de Frankenstein, às vezes paralelamente ao da criatura, fornece a pedra de toque mais abrangente e perspicaz para compreender a última parte do romance.

O desenvolvimento de Victor Frankenstein até e incluindo a criação da criatura foi singularmente obsessivo ao ponto, como observado, onde ele parecia ser uma lei e um mundo para si mesmo. Mas seu desenvolvimento depois de deixar Inglostadt e retornar a Genebra é caracterizado por uma série múltipla de compromissos e uma mistura de estados de degradação e nobreza. A primeira delas ocorre após a morte de William e Justine. Uma distinção deve ser feita aqui. Enquanto ele é indiretamente responsável pela morte de William, ele é diretamente responsável pela morte de Justine, que é injustamente considerada culpada e morta pelo assassinato de William. Seus gritos de piedade são, portanto, suspeitos, pois, ao não falar e confessar o que suas mãos fizeram, ele é culpado de cumplicidade na morte de Justine. Como resultado, há uma terrível simetria: a criatura é responsável pela morte de William, Frankenstein é responsável pela morte de Justine.

Quando a criatura subitamente confronta Frankenstein e lhe implora para ouvir sua história, Frankenstein evidencia uma atitude paterna totalmente ausente antes: “Pela primeira vez, também, senti quais eram os deveres de um criador para com sua criatura, e que eu deveria para torná-lo feliz antes que eu reclamasse de sua maldade” (p. 97). Depois que Frankenstein ouve a história da criatura, ele conclui “que a justiça devida tanto a ele quanto a meus semelhantes exigia de mim que eu cumprisse seu pedido” (p. 141). Pela primeira vez, Frankenstein confessa que a justiça existe do lado de sua criação; e pela primeira vez reconhece que também tem uma dívida com o bem-estar e a segurança da sociedade. Além disso, ele adia o casamento com Elizabeth até que possa completar a tarefa de criar uma companheira para acompanhar a criatura no exílio, um reconhecimento das necessidades comuns que cada um compartilha.

Se alguém concorda ou discorda com a decisão posterior de Frankenstein de não criar o companheiro, o que é crucial notar é que todas as razões que ele fornece são evidências de um tipo de premeditação que ele deixou de exercer antes. Ele contempla a perspectiva de que a fêmea não esteja vinculada ao juramento que a criatura jurou; ela pode vir a odiar a criatura e abandoná-lo e causar estragos nos outros; eles podem ter filhos que, por sua vez, podem se recusar a permanecer no exílio; etc. Em suma, a capacidade prometéica o faz tremer pelo futuro da humanidade, e ele destrói sua segunda criação. Nesse momento, Frankenstein e sua criação estão presos em destruição comum. A criatura agora chama Frankenstein de seu escravo e afirma que, embora ele tenha sido seu criador, o monstro agora é seu mestre (p. 160). Tendo destruído a companheira do monstro, o monstro põe em movimento a destruição de Clerval e, finalmente, de Elizabeth. A imagem final do romance é, portanto, ironicamente substitutiva, pois, presos na busca eterna, os dois agora servem como companheiros um do outro, as duas metades de um todo que nunca será unido, exceto em aniquilação mútua.

Um pós-escrito — principalmente para Mary Shelley. A criação de Victor Frankenstein é uma realização incrivelmente brilhante e em nenhum momento da primeira parte do romance Mary Shelley questiona a substância e o significado dessa conquista singular. Sua acusação final – se é que pode ser chamada assim – não é que Frankenstein presumiu ser mais do que deveria ser, mas que ele não presumiu o suficiente – ele prematuramente deixou de ser homem e mulher, cientista e humanista , divino e humano. Ele curou uma brecha, mas abriu outra. Ele uniu eternidade e tempo com o mito da criação, mas falhou em vincular eternidade à história com o arquétipo do desenvolvimento humano. Indiretamente, Mary Shelley forneceu o modelo para aqueles que no futuro aspirariam a ser deuses inexperientes. Visto de outra maneira, no entanto, as limitações de Victor Frankenstein acentuam a abrangência de Mary Shelley, pois através de sua criação romanesca ela sozinha abrangeu e ministrou as duas esferas. No processo, ela aceitou a inevitável persistência das aspirações alquímicas e científicas, mas também reconheceu que até que mito e história se unam, até que o ato de criação seja acompanhado pelo processo de humanização, o resultado final será a expropriação de um ser humano e centro holístico por extremos polares, quer o drama se desenrole na Terra ou no espaço sideral.

Notas
1. Na edição de 29 de maio de 1976 da Science News, apareceu um artigo sobre pseudociência, paraciência e o estabelecimento de um grupo científico para analisar criticamente as alegações paranormais de ocultistas de várias convicções. O próprio artigo, juntamente com a forte e extensa resposta do leitor, geralmente seguiu as linhas de conflito descritas aqui (ver Science News, 109 [19 de junho de 1976], 397-98).
2. A diferença mítica é enfatizada particularmente por Harold Bloom “Frankenstein, or the Modern Prometheus” PR, 32 (1965), 611-18; e por Irving Massey The Gaping Pig: Literature and Metamorphosis (1976).

3. De acordo com Robert Philmus, as aspirações de Victor Frankenstein fazem parte da síndrome faustiana geral (Into the Unknown: The Evolution of Science Fiction from Francis Godwin to H. G. Wells [1970]).

4. A esta última lista deve ser acrescentado Thomas Paine, de acordo com M. A. Goldberg “Moral and Myth in Mrs. Shelley’s Frankenstein”, K-SJ, 8 (1959), 27-38.

5. O volume I termina com o capítulo 7 e a morte de Justine, um ponto prematuro, pois não inclui os restantes elementos cruciais da história de Victor; O Volume II termina com a promessa de fazer uma companheira para a criatura; e o Volume III conclui o conto.

6. Todas as referências de página são para a edição de 1831 produzida por Henry Colburn e Richard Bentley em formato de um volume, e agora facilmente disponível na edição da New American Library (1965) com um “posfácio” de Harold Bloom. James Rieger reproduziu recentemente o texto original de 1818, que geralmente não está disponível, juntamente com várias leituras variantes. O excelente esforço de Reiger presta atenção especial à extensão e substância das contribuições de Percy Shelley e conclui que seu papel foi mais importante na preparação e produção final do trabalho do que até agora foi reconhecido. Escolhi seguir a edição de 1831 por dois motivos: primeiro, é aquela que incorpora as revisões posteriores de Mary Shelley, não Percy Shelley; e segundo, todas as citações diretas que usei e todas as passagens que considerei centrais, quando comparadas com a edição de Rieger, mostram pouca ou nenhuma dívida para com Percy Shelley. Em suma, é minha opinião que o romance é essencialmente o trabalho de Mary, não Percy, uma noção que é confirmada quando colocada no contexto de suas outras obras (ver especialmente Charles E. Robinson, ed., Mary Shelley: Collected Contos e Histórias [1976]). Finalmente, sem ceder à psicanálise, acredito que uma compreensão da biografia de Mary Shelley e uma análise de suas cartas sugerem que suas acusações dos fracassos de Victor como figura paterna não são uma referência muito disfarçada a Percy, embora indiretamente também possa se aplicar a Godwin.

7. Um caso sensacional de desenvolvimento humano interrompido ocorreu em 1800, quando Mary Shelley era jovem; e embora não seja possível reivindicar conhecimento direto, é tentador pensar que Mary Shelley pode ter lido algo sobre o assunto e que, por sua vez, influenciou a segunda parte do romance. Em 1800, Jean-Marc, um médico francês de 26 anos, foi convidado a tratar de um menino de 13 anos que foi encontrado vagando nu nas florestas de Aveyron. O menino não podia falar, às vezes parecia surdo, comia apenas nozes e batatas, era indiferente à atenção solidária e era dado a acessos de raiva violentos. A história inteira recentemente foi compilada por Harlan Lane, The Wild Boy of Aveyron (1976).

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/maryshelley/

A Filosofia do Dr. Sapo: Um Olhar Sobre as Limitações de Nossa Mente e Sentidos

por Drutakarma dasa.

A Filosofia do Dr. Sapo – Saltar para as Conclusões: Um Olhar Sobre as Limitações de Nossa Mente e Sentidos.

Era uma vez uma comunidade de sapos que vivia em um poço perto do Oceano Atlântico. Nenhum deles tinha saído do poço, então não sabiam nada do mundo exterior.

Então, um dia, um jovem sapo particularmente atlético conseguiu saltar do poço. Ele começou a explorar. Quando chegou à praia e viu o mar, ficou espantado. Ele nunca tinha visto nada parecido e correu de volta ao poço para relatar sua descoberta.

De volta ao poço, o jovem sapo pediu animadamente para ver o sapo mais culto da comunidade. Esse sapo sênior sabia tudo o que havia para saber sobre sociologia, história e geografia do mundo-em-um-poço. Ele era um verdadeiro repositório de conhecimento de sapos. Vamos chamá-lo de Dr. Sapo.

“Onde você esteve?” perguntou o Dr. Sapo ao jovem explorador. “O que você viu?”

“Vi uma vasta massa de água”, respondeu o jovem sapo.

“Quão vasto? Era o dobro do tamanho do nosso poço?” E o Dr. Sapo inchou um pouco em apreciação de um corpo de água tão grande.

“Não, não, senhor. É muito maior do que isso. Você vê-”

“Era quatro vezes o tamanho do nosso poço?” O Dr. Sapo inflou-se um pouco mais.

“Não, não, senhor. Muito, muito maior.”

“Dez vezes o tamanho do nosso poço?” Dr. Sapo bufou prodigiosamente.

“Não, não, você não entende.” E com isso o Dr. Sapo inchou um pouco mais e explodiu.

* * *

Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada, o fundador e guia espiritual do movimento Hare Krishna, às vezes contava essa história para ilustrar as limitações do método científico quando aplicado a questões fundamentais como a origem do universo ou a existência e natureza do Deus.

E os próprios cientistas admitem essas limitações. Em 1980, Kenneth E. Boulding, presidente da Associação Americana para o Avanço da Ciência, disse isso durante um discurso na convenção anual da organização: “A Cosmologia . . . é provável que seja muito insegura, simplesmente porque estuda um universo muito grande com uma amostra muito pequena e tendenciosa. Estamos olhando para ele com cuidado por uma fração muito pequena de seu período total de tempo, e conhecemos intimamente uma fração ainda menor de seu período total no espaço.”

A crítica de Srila Prabhupada ao conhecimento material ecoa o que encontramos na literatura védica, o grande corpo de escritos filosóficos da Índia. Milhares de anos atrás, os sábios védicos analisaram as razões pelas quais o conhecimento adquirido através dos sentidos materiais e da mente é defeituoso. Em primeiro lugar, os próprios sentidos são limitados e imperfeitos. Em segundo lugar, facilmente nos tornamos iludidos. Terceiro, cometemos erros. E quarto, temos a tendência de trapacear, de reivindicar a posse da verdade quando os fundamentos de nosso conhecimento são instáveis.

Vejamos mais de perto esses impedimentos ao conhecimento materialmente adquirido.

SENTIDOS IMPERFEITOS:

O primeiro problema que enfrentamos ao tentar obter informações precisas sobre o mundo externo é que nossos sentidos têm limites fisiológicos, ou “limiares de percepção”. Veja os olhos, por exemplo. Podemos ver apenas uma pequena fração do espectro eletromagnético total. Uma onda eletromagnética pode variar de um quadrilionésimo de metro até 100 milhões de metros de comprimento. E dessa imensa gama de energia, podemos ver apenas as ondas entre 400 e 750 milimícrons de comprimento. (Um milimícron é um bilionésimo de um metro.) O violeta cai em torno de 400 milimícrons, azul em torno de 450, verde em torno de 500, amarelo em torno de 600 e vermelho em torno de 700. Qualquer coisa fora dessa faixa fina é invisível para nós.

Nossa audição é limitada da mesma maneira. As ondas sonoras são medidas em hertz, ou ciclos por segundo. A audição humana se estende de 20 hertz até 20.000 hertz. Somos surdos a qualquer vibração acima ou abaixo dessa faixa.

Se examinarmos cada um dos nossos sentidos restantes, vamos encontrá-los igualmente limitados.

Portanto, nossos sentidos são imperfeitos. Mas e os instrumentos científicos? Eles não podem nos ajudar a obter um conhecimento mais perfeito? Na verdade, não. Eles apenas complicam as coisas. O físico vencedor do Prêmio Nobel Eugene Wigner aponta: “Mesmo se fotografarmos as estrelas, devemos eventualmente ‘absorver’ por nossos sentidos o que a fotografia mostra. Além disso, sem nossos sentidos, não poderíamos lidar com uma câmera fotográfica. Claramente, todo conhecimento chega até nós, em última análise, através de nossos sentidos.”

Assim, mesmo se amplificado ou refinado por instrumentos, qualquer conhecimento que baseamos na percepção sensorial não é mais perfeito do que nossos sentidos imperfeitos.

ILUSÃO:

Nossos olhos muitas vezes nos pregam peças. As duas barras da figura a. são de igual altura. O triângulo branco na figura b. não está realmente ali. O desenho do “tridente” na figura c. confunde nossa mente e nossos olhos com sua perspectiva impossível. E as linhas diagonais na figura d. são paralelas.

Nosso segundo defeito é que estamos sujeitos à ilusão. Muitos de nós tiveram a experiência de dirigir pela estrada em um dia quente e ver o que parece ser água à frente, apenas para descobrir que não há nenhuma lá. Portanto, mesmo que o Dr. Sapo pudesse ter saído de seu poço e visto o oceano, seus problemas de percepção não teriam terminado. “É possível que eu esteja errado que a mancha azul de aparência molhada aparentemente seja o mar”, diz o Dr. R.L. Gregory, diretor do Laboratório de Cérebro e Percepção da Universidade de Bristol, Inglaterra. “Eu posso estar sonhando ou drogado. Isso pode ser improvável, mas é possível; então minhas percepções não são certas.”

Psicólogos e outros estudiosos da percepção fizeram muitas pesquisas sobre a ilusão, particularmente no campo da visão.

O sentido do tato também é altamente suscetível à ilusão. Se nossa mão foi aquecida o suficiente, a água “quente” parecerá fria. Se a mão foi resfriada, a água “fria” parecerá quente. Este fenômeno leva a situações em que podemos perceber a mesma água como simultaneamente fria e quente! Se provarmos uma laranja depois de provarmos o açúcar, a laranja terá um sabor azedo. Mas depois de um limão, uma laranja tem um sabor doce. As ilusões auditivas também são comuns, como a arte do ventriloquismo demonstra claramente.

Mas há outra maneira pela qual a percepção comum nos ilude: os objetos de nossos sentidos mudam constantemente de momento a momento. Eles não são características estáveis ​​da realidade. Essa dificuldade torna-se particularmente evidente quando tentamos rotular esses objetos. Em The Social and Psychological Distortion of Information (A Distorção Social e Psicológica da Informação), Charles K. West, professor de psicologia educacional da Universidade de Illinois, diz: aparência temporária, existindo temporariamente no tempo e no espaço”.

A mesma observação foi feita há cinquenta séculos no Srimad-Bhagavatam, um clássico tratado filosófico védico. O Bhagavatam descreve a manifestação cósmica como “o mundo dos nomes”. Em seu comentário sobre esta passagem, Srila Prabhupada explica: “Toda a criação material é apenas um malabarismo de nomes; na verdade, nada mais é do que uma desconcertante criação de matéria como terra, água e fogo. Os edifícios, móveis, carros, bangalôs, moinhos, fábricas, indústrias, paz, guerra, ou mesmo a mais alta perfeição da ciência dos materiais, a saber, energia atômica e eletrônica, são simplesmente nomes desconcertantes dos elementos materiais com suas reações concomitantes.

ERROS:

Ainda outra dificuldade com a percepção sensorial é que todos cometemos erros. Dr. Gregory (o especialista em cérebro de Bristol) diz: “A ciência, com todos os seus sucessos dramáticos, desde o início também gerou relatos totalmente incorretos: estrelas como alfinetes em um globo de cristal, eletricidade e calor como fluidos, o cérebro como um órgão para esfriar o sangue… Esses são desvios dramáticos do que agora vemos como verdade; e quando inventados eram desvios do que então parecia verdadeiro.”

Um exemplo recente de tal erro diz respeito ao brontossauro, o mais conhecido dos dinossauros, geralmente retratado como um gigante de nariz arrebitado e dentes rombos. Falando do esqueleto no Carnegie Institute, o curador assistente David Berman admite: “Ele está com a cabeça errada. Existem outros quatro museus que exibem esqueletos de brontossauros, e todos eles têm as cabeças erradas.”

Acontece que o brontossauro realmente tinha um focinho comprido e dentes pontiagudos. A confusão aparentemente começou em 1881, quando um respeitado paleontólogo de Yale usou o esqueleto de um brontossauro escavado no Colorado para montar a primeira foto do enorme réptil. Berman diz: “Ele realmente usou uma cabeça que foi encontrada a três ou quatro milhas de distância do esqueleto, mas ninguém sabia”. O colega de Berman, o professor da Wesleyan University, John McIntosh, diz: “Ele adivinhou. Ele geralmente adivinhava coisas assim, mas desta vez não.

Em outro caso, três astrônomos descobriram recentemente um erro significativo na Constante de Hubble, uma equação usada como medida cósmica para medir distâncias enormes no universo. A Constante de Hubble – nomeada em homenagem ao astrônomo Edwin P. Hubble – passou por tantas correções desde que a formulou pela primeira vez que muitos astrônomos agora a chamam de “variável de Hubble”.

Claramente, com nossos sentidos imperfeitos e nossa mente propensa a ilusões, os erros são inevitáveis.

FRAUDES:

Errar é humano, diz o ditado, mas infelizmente os humanos às vezes vão além do erro inocente e propagam deliberadamente inverdades. Os cientistas não estão imunes a essa deficiência.

Por muitos anos, livros didáticos sobre evolução citaram rotineiramente o Homem de Piltdown como evidência de que os seres humanos descendem de um ancestral simiesco. Em 1912, os arqueólogos escavaram um crânio humanoide e uma mandíbula simiesca de um poço de cascalho em Piltdown, nas Ilhas Britânicas. Os ossos foram considerados partes da mesma criatura, que foi devidamente reconstruída na íntegra e colocada no Museu Britânico como exemplo de uma fase de transição entre o antigo macaco e o homem moderno. Em 1953, no entanto, os investigadores descobriram que o maxilar do Homem de Piltdown era na verdade de origem muito recente e havia sido simplesmente manchado para parecer um fóssil. Além disso, alguém havia lixado os dentes para mudar sua aparência. Em outras palavras, o Homem de Piltdown era uma fraude, aparentemente projetada por um dos descobridores originais.

Mais recentemente, comitês do Congresso dos EUA têm investigado alegações de que cientistas que trabalham sob subsídios federais de pesquisa falsificam rotineiramente dados experimentais para manter o dinheiro do subsídio chegando. O Los Angeles Times relatou: “Em uma das sessões do Congresso. O Dr. John Long admitiu em depoimento juramentado que havia falsificado resultados de pesquisa em um experimento que conduziu sobre a doença de Hodgkin no renomado Massachusetts General Hospital em Boston. Ele também admitiu ocultar de seus colegas de trabalho as descobertas de que as células que ele descrevia há anos como células cancerígenas humanas eram, na verdade, células de um macaco-esquilo”.

Tais incidentes estão causando grande consternação entre os líderes da comunidade científica, que temem que a crescente desconfiança do público resulte em cortes de financiamento. No entanto, os cientistas ainda parecem desfrutar de um reservatório bastante substancial de confiança do público. Em seu livro sobre a distorção da informação, o Dr. Charles West diz: “Acredita-se que a informação científica não seja afetada pelas armadilhas intelectuais e emocionais que influenciam as pessoas comuns. Apenas usar a palavra científica significa para muitas pessoas que a informação é altamente significativa, indiscutível, desapaixonada, objetiva, irrepreensível, livre de dogmas e altamente racional”. Mas nem sempre é assim. Como o Dr. West observa tão astutamente, “os cientistas veem o mundo em termos de suas necessidades, atitudes, valores, interesses, conceitos e estruturas como qualquer outra pessoa, e suas observações e descobertas são influenciadas por esses fatores”.

Um problema é que quase todos os cientistas são empregados por grandes instituições, geralmente uma grande universidade, uma grande corporação ou o governo. Assim, além de ser prejudicado por todas as imperfeições da percepção sensorial, o cientista está sob constante pressão para modificar suas descobertas para atender às necessidades da instituição para a qual trabalha. Como observa o Dr. West, “os controles operam em todas as etapas da pesquisa, que incluem seleção de problemas, articulação de problemas, análise de dados, formação de hipóteses e solução; ou articulação de achados”.

O CONHECIMENTO PERFEITO:

Levando tudo isso em consideração, devemos ter muitas dúvidas sobre a imagem do universo que nos é dada pela ciência natural, o que falar de suas ideias sobre questões últimas como a origem da vida e a existência de Deus.

Isso significa, no entanto, que nunca podemos esperar respostas para tais perguntas? Não, mas significa que temos que encontrar outro método de obtê-los.

De acordo com a literatura védica, o caminho para receber o conhecimento perfeito sobre essas questões fundamentais é chamado de avaroha-pantha, o caminho descendente do conhecimento. Está em contraste com o caminho ascendente da ciência material, o método de pesquisa especulativa com a mente e os sentidos imperfeitos. Como vimos, esse caminho ascendente nunca pode levar a um conhecimento certo. Mas no caminho descendente, aceitamos o conhecimento de uma fonte perfeita, além dos quatro defeitos. Só assim podemos contornar esses impedimentos e alcançar o conhecimento de Deus.

Considere a situação de um homem que não sabe quem é seu pai porque o pai saiu de casa antes de ele nascer. Como o filho pode saber com certeza a identidade de seu pai? Uma alternativa seria o filho entrevistar pessoalmente milhões de homens – obviamente um esforço tedioso e provavelmente infrutífero. Este é o caminho ascendente do conhecimento. Outra alternativa é o homem se aproximar de sua mãe e perguntar quem é seu pai. Este método, o único método com alguma esperança de certeza, é o caminho descendente do conhecimento.

O problema, é claro, é encontrar uma fonte de conhecimento perfeito — uma fonte que não esteja sujeita aos quatro defeitos descritos acima. Tal fonte é especialmente necessária quando estamos procurando respostas para perguntas sobre a origem da vida e da matéria ou a existência e natureza de Deus – em outras palavras, a Verdade Absoluta.

Os devotos do Senhor Krishna reconhecem a literatura védica como a fonte primária do conhecimento perfeito sobre a Verdade Absoluta. É certo que é necessária uma certa quantidade de fé para embarcar no processo de realização da verdade contida no conhecimento védico, um processo conhecido como bhakti-yoga, ou serviço devocional. Mas essa fé não é diferente da fé que um calouro em um curso universitário de química deve ter para iniciar seus estudos. Ele não pode ter certeza de que os experimentos funcionarão ou que as informações nos livros didáticos são precisas (na verdade, como vimos, algumas delas provavelmente não são), mas ele tem fé em seu professor, um especialista em química, e em todos aqueles que vieram antes dele, completaram o curso e confirmaram para sua própria satisfação que o corpus do conhecimento padrão é verdadeiro. Da mesma forma, quando alguém assume o serviço devocional, fica sob a tutela de um mestre espiritual, um especialista em serviço devocional que ensina o conhecimento contido na literatura védica e que realizou pessoalmente a Verdade Absoluta. O devoto neófito também encontra outros que estão mais adiantados no curso de bhakti-yoga e que perceberam a Verdade Absoluta até certo ponto. E ele mesmo começa a perceber o conhecimento transcendental enquanto continua servindo ao Senhor.

Assim, o conhecimento derivado da prática de bhakti-yoga, embora fora do alcance dos sentidos materiais e da mente, é tão científico – ou mais – do que o que comumente aceitamos como fato científico.

A literatura védica nos diz que o conhecimento perfeito se origina com a Suprema Personalidade de Deus, que é o criador e controlador de toda a manifestação material. Se quisermos entender o significado último de uma pintura, devemos nos aproximar do artista que a pintou. Ele é a melhor fonte de conhecimento sobre sua própria criação. Da mesma forma, o Senhor Supremo é a melhor fonte de conhecimento sobre o universo. Ele não é prejudicado pelos defeitos dos seres humanos comuns. Seus sentidos são perfeitos e ilimitados, e Ele está completamente livre da propensão a se iludir, cometer erros e trapacear.

No início da criação, o Senhor Krishna transmitiu o conhecimento védico perfeito a Brahma, o primeiro ser criado no universo. Brahma então repetiu o mesmo conhecimento perfeito para seu filho e discípulo Narada. Narada, por sua vez, falou para o sábio Vyasa, que o repetiu para seu filho e discípulo Sukadeva Gosvami. E da mesma forma o conhecimento védico chegou até os dias atuais através de uma cadeia de sucessão discipular. Em certo ponto, os ensinamentos védicos foram comprometidos com a escrita.

Os textos védicos mais essenciais, como o Bhagavad-gita, contêm as palavras diretas da Suprema Personalidade de Deus. Em contraste com outras escrituras, que dão apenas os relatos mais rudimentares da criação, a literatura védica fornece relatos detalhados da origem da manifestação cósmica, desde o átomo até as variedades de sistemas planetários.

A melhor maneira de atingir o conhecimento perfeito, então, é aproximar-se de um mestre espiritual genuíno na linha de sucessão discipular descendente da Suprema Personalidade de Deus, e estudar a literatura védica sob sua direção. O Bhagavad-gita aconselha: “Apenas tente aprender a verdade aproximando-se de um mestre espiritual. Pergunte a ele com submissão e preste serviço a ele. As almas auto-realizadas podem transmitir conhecimento a vocês porque viram a verdade.” E o Mundaka Upanisad afirma: “Para aprender a ciência transcendental, deve-se abordar um mestre espiritual que faz parte de uma genuína sucessão discipular e que está fixado na Verdade Absoluta”. A ligação com o mestre espiritual é tão importante que o discípulo tradicionalmente ora: “Ofereço minhas respeitosas reverências ao meu mestre espiritual, que, com a tocha do conhecimento, abriu meus olhos, que estavam cegos pela escuridão da ignorância”.

Assim, aceitando o conhecimento transcendental que desce através da cadeia de devotos puros de Krishna, pode-se elevar-se acima dos defeitos da mente e dos sentidos materiais e alcançar uma compreensão científica da Verdade Absoluta. A alternativa é a filosofia do Dr. Sapo – que em última análise leva à uma explosão de fracasso.

***

Fonte:

The Philosophy of Dr. Frog – Jumping to Conclusions, by Drutakarma dasa.

From: Back To Godhead, April, 1983.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/yoga-fire/a-filosofia-do-dr-sapo-um-olhar-sobre-as-limitacoes-de-nossa-mente-e-sentidos/

A Aura Púrpura do Vampiro

Shirlei Massapust

Existem pessoas que enxergam auras humanas. Eu, por exemplo, as vejo. E também vejo chuviscos coloridos dispersos em toda parte, o tempo todo. Ao consultar oftalmologistas disseram-me que não há nada em meus globos oculares que justifique tal coisa. Para a psiquiatria isto é uma variedade de fenômeno alucinatório visual. Para a parapsicologia a clarividência se justifica por si só e, para o espiritualismo, é um traço de mediunidade. Ursula Roberts propôs a seguinte técnica de observação:

A primeira coisa que se deve fazer é observar as pessoas. Isto não significa ter de olhar fixamente para elas, ou para as suas roupas ou para o tipo de maquilagem. Se você conseguir posicionar os seus amigos de forma a observa-los contra um fundo plano, isso será de grande ajuda. Uma parede com pintura a têmpera ou coberta com um tecido liso, preto ou branco, será o fundo mais adequado. Se você olhar um pouco para o lado da pessoa, será possível detectar a aura interior na forma de um contorno fraco e confuso sobre o fundo… Notei que posso ver muito bem as auras quando o aposento está bem iluminado, mas não posso vê-las com tanta clareza quando estou em local aberto, especialmente se os raios de sol estiverem muito fortes. Costumo vê-las quando o sol está se pondo, ou em dias nublados. Disso concluí que, no meu caso, certas luzes favorecem a visão das auras.[1]

Algumas vezes pedi a céticos e crédulos para testarem este método e muitos daqueles que não se declararam clarividentes conseguiram ver uma luminosidade ao redor dos que ficaram de pé, em frente a uma parede branca; todavia concordamos que que um voluntário trajando roupa vermelha tem aura vermelha. Sendo roupas amarelas a aura fica amarela, etc. A excessão são roupas pretas que não emanam auras pretas.

Por essa razão os observadores mais céticos questionaram se auras podem ser o reflexo da luz ambiente nas roupas e na pele dos observados. (Embora as auras dos indivíduos de pele negra nos pareçam iguais às dos indivíduos de pele branca). Já os mais crédulos teorizaram que, se a cromoterapia influencia o humor das pessoas, é esperado que as cores das roupas modifiquem temporariamente as cores das auras.

Embora exista consenso entre os autores de bibliografia especializada sobre o fato de as cores das auras possuírem significados, ninguém concorda com o que cada cor significa. Por exemplo, enquanto o amarelo-ouro indica “forte intelectualidade”[2] na classificação de C. W. Leadbeater, exposta no livro pioneiro Man, Visible and Invisible (1920), a mesmíssima cor sugere “forças telúricas, preguiça, ciúmes, calúnia”[3] na tabela de Colette Tiret, publicada na obra posterior, Auras humaines et ordinateur (1976), onde o autor teve o cuidado de objetivar suas conclusões em respostas de questionários que utilizam o método de Guilford-Zimmermann, emprestado da psicologia diferencial.

Durante quatorze meses Colette Tiret se reuniu com outros seis clarividentes e todos observaram inúmeros voluntários, de modo a concluir que “os belos tons pálidos são mais raros do que as cores fortes”[4]. Já eu nunca encontrei cores fortes em ninguém. Todas as auras me pareceram quase invisíveis, mais ralas do que a luz de um arco-íris. Menos um finíssimo fio dourado que circunda pessoas e coisas. Esse tem a cor tão forte que quase parece sólido. De qualquer modo, para um clarividente, depois que aprende a ver e interpretar, as auras humanas são todas muito parecidas. Colette Tiret observou:

Ante a objeção de que certas leituras de auras parecem semelhantes e pouco originais, responderemos isto: “Cada um julga viver uma história muito pessoal, única em seu gênero. Ora, graças às nossas pesquisas, pareceu-nos que cada um vive quase sempre a mesma história humana. Mas nossa atitude vaidosa – ou orgulhosa – faz-nos pensar que somos únicos em nosso comportamento interior”.[5]

Assim como dois ouvidores de vozes não escutam as mesmas vozes se reunidos num mesmo cômodo, dois clarividentes geralmente não experimentam vivências iguais. C. W. Leadbeater via imensas auras multicoloridas, de formato ovalado, as quais ele desenhou e interpretou. A clarividente Ursula Roberts, autora do livro The Mystery of the Human Aura (1950), definiu a aura humana como um campo magnético de vibração que circunda todas as pessoas, da mesma forma que a luz envolve uma vela acesa ou o perfume envolve uma flor.[6] A aura se assemelharia a uma cebola com camadas sobrepostas, uma envolvendo a outra. Os clarividentes distinguem a primeira camada com mais frequência, pois esta segue o contorno exato do corpo humano.

A segunda camada é mais extensa do que a primeira e muitas vezes parece ter uma estrutura dupla “porque revela os sentimentos da pessoa”.[7] A terceira camada é a maior e se irradia por cerca de 60 cm, na pessoa comum, apresentando coloração variável de acordo com o humor.[8] Contudo, numa “pessoa altamente desenvolvida”, a luz ao seu redor pode se estender à distância de 90 cm, de 120 cm ou de 150 cm.[9]

Na minha experiência frequentemente observo até duas pequenas camadas, mas nunca vi uma terceira e ampla camada em ninguém. As cores são combinações binárias ou ternárias. Certo dia pulei um obstáculo diante de três clarividentes e todos alegaram haver visto a minha aura emitir longos pseudópodes ou tentáculos que se apoiaram no chão, prevenindo uma queda. Eu mesma nunca vi nada parecido.

C. W. Leadbeater acreditava que o homem tem sete corpos, incluindo o corpo físico. O que o clarividente vê para além da matéria densa do corpo físico é o corpo astral; popularmente conhecido como aura em razão da semelhança com as aureolas de luz que adornam as cabeças, as mãos e algumas vezes também os corpos dos santos na iconografia medieval.

A propósito, existe uma teoria exotérica sobre por que Ursula Roberts via mais do que eu e C. W. Leadbeater via mais do que Ursula Roberts. Acontece que ele enxergava o conjunto completo dos sete corpos. Cada um desses corpos é adaptado a um plano da natureza, sendo constituído pela matéria de seu plano correspondente.  Sendo assim o ser humano pode servir-se de seu corpo astral para receber impressões e registrar as observações do mundo astral que o rodeia, e da mesma maneira pode servir-se de seu corpo mental para explorar o plano mental e obter informações desse plano.[10] Os graus superiores de matéria sucedem em ordem metódica, de modo que, mesmo considerando cada plano como um mundo, o conjunto de todos estes planos constitui um mundo ainda maior, que só pode ser visto por “almas muito adiantadas”.[11]

Segundo C. W. Leadbeater, um clarividente “é apenas alguém que desenvolve a faculdade de responder à outra oitava dessa prodigiosa escala de possíveis vibrações, e capacita-se desse modo a ver o mundo que nos rodeia, antes que possam vê-lo os dotados de percepção mais limitada”.[12] Embora C. W. Leadbeater nunca haja visto um vampiro pessoalmente, e relutasse em admitir sua crença, ele sugeriu noutros escritos que mortos-vivos, se existissem, só teriam três dos sete corpos.

Descrições de um estranho padrão impossível

À época em que trabalhava como músico integrante da banda Bell, Book & Candle, o clarividente estadunidense Konstantinos foi convidado por outro membro da banda a ir numa reunião social organizada por sua mãe. Lá ele viu uma determinada pessoa capaz de esvaziar uma sala limitando-se a estar nela durante algum tempo. A observação de seu corpo astral lhe impressionou tanto que ele julgou tal incidente como algo digno de registro em seu segundo livro, Vampires. The Occult Truth (1996).

Tinha tido um dia muito longo e, quando me sentei, tive a sensação de que entrava num estado de consciência levemente alterado como resultado da minha leve fadiga. Quando olhei em volta do, aparentemente, ainda mais cheio salão, notei que M. ainda não se havia movido do seu sofá. No entanto, por qualquer razão desconhecida, toda a gente se havia afastado dessa parte do salão.

Achei isso estranho, e no meu estado descontraído de leve aborrecimento, deixei que meu olhar caísse sobre ela. O que vi chocou-me deveras, em grande parte por ser tão inesperado. A senhora parecia-se de certo modo como uma aranha humana! Soube que aquilo que estava a ver não era físico, mas uma visão astral como resultado do meu estado alterado. Depois do choque inicial se ter desvanecido e de ter visto que ninguém estava a olhar para mim, deixei que o meu olhar se fixasse nela mais uma vez. Mais uma vez tive a mesma visão horrível.

Encontrava-se rodeada de uma aura púrpura escuro que emanava atingindo uma distância de cerca de sessenta centímetros do corpo. Para as extremidades, a aura parecia escurecer, tornando-se quase negra, embora a área escurecida não me impedisse de ver através dela na direção da área púrpura. Da parte escura da aura sobressaíam tentáculos negros e finos que se moviam na direção dos convidados da festa. Observei, por um período que não excedeu os quinze ou vinte segundos, quando ela se voltou e olhou para mim. Sem ter a certeza daquilo que poderia fazer limitei-me a sorrir para ela. Ela devolveu-me o sorriso. Enquanto via os tentáculos continuarem a ondular, convenci-me de que ela não tinha a menor ideia do que estava a fazer naquele momento. Devo ter parecido confuso porque ouvi o meu amigo chamar-me repetidamente, perguntando-me o que eu tinha.[13]

Konstantinos teorizou que, após repetidas “alimentações” por osmose, através do toque, o corpo astral de um vampiro inconsciente se torna capacitado a desenvolver novas técnicas, começando a formar pseudópodes ou “tentáculos astrais”, variando em comprimento desde alguns centímetros a vários decímetros. “Através dos tentáculos astrais, um vampiro psíquico poderia entrar em contato com quem quer que se encontrasse próximo e continuar a alimentar-se por osmose ou, estando consciente das suas ações, poderia dirigir mentalmente os tentáculos para um determinado alvo e alimentar-se por inalação da respiração. É fácil de imaginar que um vampiro que tenha estado ativo por um período razoável de tempo, possa criar vários desses tentáculos e alimentar-se de muitos indivíduos que se encontram no mesmo compartimento”.[14]

O curioso nisto tudo é que houve consenso entre alguns clarividentes a respeito do modo singular como a aura ou corpo astral de alguém se modifica quando tal pessoa se habitua a absorver campos energéticos de outrem. Depois que a neuropsiquiatra Shafica Karagulla (1914-1986) se desligou de suas funções para realizar pesquisa independente sobre pessoas com dons de Sentido de Percepção Superior (S.P.S.), ela passou a entrevistar e andar na companhia de clarividentes. No livro Breakthrough to Creativity (1967) lemos sobre observações de “solapadores” por seus convivas:

Foi de Diane que obtive a melhor descrição do que acontece quando um “solapador” extrai energia de sua vítima. Laura e Kay, cada uma separadamente, fizeram observações semelhantes. Os sensitivos descrevem uma abertura bastante ampla na área do plexo solar do corpo vital do “solapador”. Em torno dos bordos desta abertura fitas ou tentáculos parecem projetar-se para fora e enganchar-se no campo de um indivíduo que esteja bastante próximo. O “solapador” parece desejar tocar a pessoa de quem drena a energia, ou então estar o mais junto possível a ela. Há todo um grupo de “solapadores” que drenam outras pessoas, simplesmente mantendo-se junto a elas.[15]

Quem conta um conto aumenta um ponto. Após uma conversa com o francês Michel Sokoloff, o jornalista e editor brasileiro Luis Pellegrini discriminou dez perfiz de vampiros psíquicos, cujo melhor exemplo seria, para ele, o caso dum egocêntrico e eloquente projetor de tentáculos de energia luminosa, observado pela própria Shafica Karagulla durante uma reunião social em Londres.[16] Ora pois, imagino que o exemplar do livro lido por Luis Pellegrini, se existe, deve ter sido importado de algum universo paralelo onde tudo acontece de modo levemente diverso, porque naquele que eu comprei numa livraria a neuropsiquiatra não tem dons de S.P.S., como seus voluntários.

De qualquer modo é importante ressaltar o que a verdadeira Shafica Karagulla escreveu sobre os vórtices, que funcionariam como órgãos do corpo astral.

Já que esse fenômeno produz um efeito nítido na energia física, eu pedi que os sensitivos observassem os vórtices de energia que eles veem no corpo físico. Foi notado que a extração da energia se faz, geralmente, através do vórtice mais fraco da vítima. Um indivíduo que apresenta perturbações no vórtice de energia na área do coração, perde energia por esse vórtice. Um indivíduo cujo vórtice na área da garganta apresenta fraqueza ou perturbação, revela um esvaziamento de energia através do canal do vórtice da garganta.[17]

O jovem Konstantinos não menciona obras de Shafica Karagulla na bibliografia de seu livro temático de modo que não aparenta haver lido a descrição compatível com a sua, – endossada por Diane, Laura e Kay – publicada vinte e nove anos antes. Voltando ao relato de Konstantinos, sobre a reunião social onde visualizou a aura púrpura duma senhora, lemos que a anfitriã conduziu o músico a um cômodo isolado e relatou um caso de paralisia do sono acompanhada de fenômeno alucinatório visual:

B. contou-me que, na noite imediatamente antes da festa, havia tido aquilo que ela considerou como um pesadelo horrível estando acordada. Nas primeiras horas da manhã (não tinha certeza, lembrando-se apenas de que ainda estava escuro), B. acordou descobrindo que não se podia mexer (…). De acordo com o que B. me contou, sentia a cabeça “inchar e latejar devido a qualquer tipo de vibração estranha” e sentia uma impressão no peito como se alguém “fizesse pressão para baixo na coberta”.

Continuou dizendo-me que havia ficado imóvel durante alguns segundos, coberta de suor e aterrorizada. Foi então que, de repente, teve consciência de um som que se assemelhava ao som grave do vento. Julgando que era o seu marido que se levantava, tentou chama-lo, mas não lhe saiu qualquer som da boca, e o seu marido não se havia mexido. Dentro de alguns segundos o som de vento aumentou e começou a notar uma luz púrpura ondulando sobre ela. (…) A luz púrpura adquiriu uma forma que B. reconheceu imediatamente. Era uma serpente enrolada no peito dela. Nessa altura, o seu terror era tão grande, contou-me ela, que conseguia ouvir o bater do coração e conseguia sentir a dor do grito que não se escapava. A pressão no peito aumentou por momentos e a serpente abriu a boca. No momento em que isso se deu, a sua cabeça desvaneceu-se e foi substituída por uma esfera negra. Nessa esfera, B. viu nitidamente o rosto de M. Não havia qualquer expressão no rosto fantasmagórico e os seus olhos encontravam-se fechados.

Alguns segundos mais tarde, toda a visão se desvaneceu, fazendo com que também desaparecessem a pressão e o som que B. havia experimentado. O sentimento de terror imediato passou igualmente, mas B. disse que ainda se sentia aterrada quando pensava nisso. Ver M. na festa, fez-lhe regressar o seu medo e, por qualquer razão, não era capaz de afastar “aquilo que deve ter sido um sonho” e de passar algum tempo com a mulher moribunda, como sempre fazia. Na festa, tinha o sentimento de que alguma coisa não estava certa a respeito de M., pelo menos ultimamente.[18]

Segundo Ursula Roberts, “quando abandonamos o corpo físico, a consciência continua dentro do corpo áurico”.[19] Presumimos que, considerando esta perspectiva, se o corpo áurico for anômalo este atuará conforme sua anomalia enquanto existir. Ou seja, se a moribunda M. efetivamente batesse as botas ela seria promovida em definitivo ao status de assombração… Isso catapultaria os impopulares e capengas vampiros de energia inconscientes a outro nível de interesse no ocultismo.

Mas não se animem. Quatro clarividentes confirmando um padrão recorrente é uma coincidência notável, não uma unanimidade na matéria. Ursula Roberts observou que os idosos, os doentes e as pessoas com distúrbios mentais “tendem a sugar energia da aura interior de pessoas mais jovens e saudáveis”.[20] Entre as pessoas que drenam quem passa por perto, “pouquíssimas fazem isso intencionalmente, mas os egoístas o fazem, pois as irradiações de suas auras voltam-se um pouco para dentro; em vez de irradiarem para fora”.[21] Ou seja, desta vez, nada de tentáculos preto-púrpura.

Eu vi uma aura preto-púrpura somente uma vez na vida. Em abril de 2017 assisti à peça VAMP onde obtive um assento especialmente bom, no centro, à frente da parte alta da arquibancada. Os efeitos especiais em geral eram aqueles que se poderiam esperar duma peça teatral bem produzida. Teve cenários de clima sombrio, efeitos drásticos de luz e sombras e até fumaça de gelo seco fervido em água quente. Num dado momento, Claudia Ohana estava cantando quando passou a projetar algo como uma aura de energia preta com tons roxos. Eu pensei, “Como fizeram isso?”

Claudia Ohana saiu do palco e sua silhueta em negativo ficou pairando por todo o tempo em que demorou para começar a próxima cena que, talvez por coincidência, começou justamente quando o resquício de impressão da luz na retina se desvaneceu.

Na verdade, o truque era relativamente simples. Havendo um sólido à frente duma luz direta voltada na direção dos olhos de alguém, ao apagar as luzes fica uma imagem negativa pairando no ar. Todos já vimos isso antes. Só não vimos um fantasma ilusório de tal monta atuando no papel de espírito de “Eugênia Queiroz” deixando o corpo da sua médium “Natasha”. Um espirito impalpável que não pode ser filmado, fotografado nem reflete em espelhos, embora seja perfeitamente visível por todos.

E o tom púrpura? Provavelmente era só eu vendo coisas, e aquele detalhe em especial era a “aura” dela mesmo… Enfim, demorou para cair a ficha. Todo mundo viu os flashes das luzes laterais, mas só eu vi algo para além do que foi mostrado.

Bibliografia

PELLEGRINI, Luis. Ladrões de Energia. Em: Criativa, Ano IX, nº 99, Editora Globo, Julho 1997, p 38-42.

PELLEGRINI, Luis. O Decálogo dos Vampiros. Em: Planeta, edição 284, Editora Três, Junho de 1996, p 44-50.

KARAGULLA, Dra. Shafica. O Destino Criativo do Homem: Seu sentido de percepção superior. Trad. Dr. J. Treiger. Niterói, Fundação Cultural Avatart, 1982, capítulo VI, p 134-141.

KONSTANTINOS. Vampiros: A verdade oculta. Trad. Joaquim Antônio Nogueira Gil. Lisboa, Editorial Estampa, 1997. 200p.

Notas

[1] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 69-70.

[2] LEADBEATHER, C. W. O Homem Visível e Invisível. Trad. Joaquim Gervásio de Figueiredo. SP, Pensamento, I.

[3] TIRET, Colette. Auras Humanas: Onde o abstrato se cruza com o concreto. Trad. Álvaro Lorencini e Sidney Barbosa. São Paulo, Pensamento, 1993, p 30.

[4] TIRET, Colette. Auras Humanas: Onde o abstrato se cruza com o concreto. Trad. Álvaro Lorencini e Sidney Barbosa. São Paulo, Pensamento, 1993, p 29.

[5] TIRET, Colette. Auras Humanas: Onde o abstrato se cruza com o concreto. Trd. Álvaro Lorencini e Sidney Barbosa. São Paulo, Pensamento, 1993, p 33.

[6] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 9.

[7] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 66.

[8] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 35.

[9] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 67.

[10] LEADBEATHER, C. W. O Homem Visível e Invisível. Trad. Joaquim Gervásio de Figueiredo. SP, Pensamento, p 25.

[11] LEADBEATHER, C. W. O Homem Visível e Invisível. Trad. Joaquim Gervásio de Figueiredo. SP, Pensamento, p 26.

[12] LEADBEATHER, C. W. O Homem Visível e Invisível. Trad. Joaquim Gervásio de Figueiredo. SP, Pensamento, p 28.

[13] KONSTANTINOS. Vampiros: A verdade oculta. Trad. Joaquim Antônio Nogueira Gil. Lisboa, Editorial Estampa, 1997, p 160-161.

[14] KONSTANTINOS. Vampiros: A verdade oculta. Trad. Joaquim Antônio Nogueira Gil. Lisboa, Editorial Estampa, 1997, p 147-148.

[15] KARAGULLA, Dra. Shafica. O Destino Criativo do Homem: Seu sentido de percepção superior. Trad. Dr. J. Treiger. Niterói, Fundação Cultural Avatart, 1982, p 140-141.

[16]  Luis Pellegrini escreveu: “Cheio de charme e inteligência, o vampiro, sentado diante de sua vítima, falava sem parar. A vítima o escutava embevecida, numa atitude completamente passiva diante daquela torrente de palavras sedutoras que chegavam a seus ouvidos. Abrindo sua clarividência, a doutora Karagulla pôde ver o que realmente ocorria: como um tentáculo, um canal energético saíra da região do plexo solar do vampiro e se instalara diretamente no centro do plexo solar da vítima. Por esse canal, o vampiro sugava com avidez. Pouco a pouco (…) o corpo sutil da vítima perdeu brilho e intensidade, ao mesmo tempo em que ela começou a empalidecer e a bocejar”. (PELLEGRINI, Luis. O Decálogo dos Vampiros. Em: Planeta, edição 284, Editora Três, Junho de 1996, p 50). Onze meses depois Luis Pellegrini voltaria a rememorar e recontar o caso: “Ela estava numa festa, sentada numa poltrona. No sofá bem em frente, havia um casal. O homem, um tipo até bem-apessoado, falava sem parar de si mesmo, exibindo-se como um pavão de cauda aberta. A mulher colocara-se na posição de receptora passiva, fitando o sujeito com olhar lânguido, totalmente entregue ao seu palavrório. De repente, tentáculos de energia luminosa saíram da região do umbigo do homem – do seu plexo solar – e se lançaram em direção à mesma região da mulher. Fixaram-se ali, e Shafika Karagulla pôde perceber claramente o que acontecia: por aqueles canais sutis a energia da mulher começou a ser drenada em direção ao interlocutor. Até que a pobre, no início dona de uma aura luminosa e brilhante, ficou reduzida a um trapo energético. Sua aura tomou-se débil e opaca, olheiras escuras tinham se formado em seu rosto, e sua expressão agora era a de uma pessoa bem mais idosa e cansada. Mas o homem parecia um sol radiante. Bem-disposto e feliz da vida, despediu-se da vítima, levantou-se e foi gastar com outros participantes da festa toda a vitalidade que roubara”. (PELLEGRINI, Luis. Ladrões de Energia. Em: Criativa, Ano IX, nº 99, Editora Globo, Julho 1997, p 38-39).

[17] KARAGULLA, Dra. Shafica. O Destino Criativo do Homem: Seu sentido de percepção superior. Trad. Dr. J. Treiger. Niterói, Fundação Cultural Avatart, 1982, capítulo VI, p 137.

[18] KONSTANTINOS. Vampiros: A verdade oculta. Trad. Joaquim Antônio Nogueira Gil. Lisboa, Editorial Estampa, 1997, p 161-162.

[19] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 37.

[20] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 86.

[21] ROBERTS, Ursula. O Mistério da aura Humana. Trad. Sueli Mayumi Okutani. São Paulo, Pensamento, 1997, p 84.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/a-aura-purpura-do-vampiro/

A Abdução de Betty e Barney Hill Alien

Por Philip J. Imbrogno.

O caso Hill é sem dúvida um dos mais intrigantes da história dos OVNIs, já que pode ser uma das únicas abduções de OVNIs que envolveu uma nave espacial de porcas e parafusos de outro sistema estelar. A história de Barney e Betty Hill foi publicada em outro livro de John G. Fuller chamado The Interrupted Journey (A Viagem Interrompida).

Em 1986, conheci Betty Hill (Barney passou em fevereiro de 1969) em uma convenção de OVNIs em North Haven, Connecticut, na qual ambos éramos oradores. Enquanto eu jantava com Betty, ela me contou sua experiência, algo que ela lembrou tão vividamente quanto o dia em que ela aconteceu. A seguir, um breve relato deste caso mais interessante. A informação foi obtida através de várias sessões com Betty que, apesar de ter muitos críticos, ainda estava convencida de que ela e seu marido tinham contato com alienígenas de outro mundo enquanto dirigiam através das Montanhas Brancas em New Hampshire, durante setembro de 1961.

A História de Betty:

Ao dirigir para o sul na US Highway 3 pouco depois das 22h00 do dia 19 de setembro de 1961, as Colinas notaram uma estrela brilhante no céu que parecia segui-los por muitos quilômetros. A luz então mudou de rumo e parecia estar se dirigindo diretamente para eles, ficando cada vez mais brilhante a cada momento que passava. Betty mencionou que era um OVNI, mas Barney, um pouco cético, disse a sua esposa: “Não seja tolo”. Provavelmente é uma aeronave ou um satélite”. Quando a luz continuou a seguir, Betty pegou os binóculos do banco de trás para dar uma olhada nesta misteriosa luz no céu. Betty disse que viu um objeto que tinha uma fila dupla de luzes à sua volta.

O objeto continuou a se aproximar do carro de Hills, e depois parou acima de um número de árvores a menos de cem metros de distância. Barney então parou o carro e saiu para dar uma olhada nele mesmo. Ele descreveu o que via como um objeto grande e brilhante em forma de panqueca, e naquele momento ele tinha certeza de que era algum tipo de aeronave militar ultrassecreta. Como Barney continuou a olhar, ele disse a Betty: “Que interessante”. O piloto da nave está olhando para mim”. Ele então viu outros três também olhando para ele do que parecia ser janelas ao redor da borda do objeto. Barney ficou aterrorizado, pensando que essas pessoas poderiam querer machucá-las porque ele viu uma arma militar ultrassecreta, então as Colinas voltaram para o carro e correram para longe. Então eles ouviram um estranho som sonoro, o que os fez sentir muito sonolentos. A próxima coisa que eles se lembraram foi ouvir mais uma vez o som do bip e ficar totalmente alerta. Eles ficaram surpresos e depois confusos ao notar que estavam agora a vários quilômetros ao sul de onde viram o OVNI. Eles esperavam chegar em casa às três da manhã, mas descobriram que era depois das cinco da manhã; de alguma forma, de alguma forma, eles haviam perdido duas horas de tempo consciente.

Círculos Estranhos e Brilhantes:

No dia seguinte, Betty saiu para o carro e descobriu mais de uma dúzia de círculos brilhantes espalhados no porta-malas. Cada círculo tinha cerca de uma polegada de diâmetro e era perfeitamente redondo. Quando uma bússola foi colocada perto de cada ponto, a agulha girava de forma selvagem, indicando um forte campo magnético. As Colinas então preencheram um relatório com a Base da Força Aérea Pease em Portsmouth, apenas trinta e seis horas após o incidente.

Pouco depois do encontro, Betty ficou obcecada por OVNIs e tentou ler o máximo de material que podia para entender melhor o que havia acontecido com eles. As Colinas começaram a experimentar efeitos psicológicos e físicos logo após o encontro. Betty tinha pesadelos quase todas as noites sobre ser levada para fora do carro e levada a bordo de uma nave espacial por seres alienígenas pequenos, semelhantes aos humanos, com cabeças grandes. Barney começou a sofrer de hipertensão arterial, úlceras e uma estranha erupção circular, que surgiu em torno de sua virilha. Ambos Hills foram submetidos a extensos exames médicos e acabaram sendo encaminhados ao Dr. Benjamin Simon, um respeitado psiquiatra e neurologista com formação em terapia de hipnose regressiva.

O Doutor:

Betty me disse que ela e Barney estiveram em terapia durante vários meses às custas do próprio Hills. Sob hipnose, eles contaram histórias idênticas sobre como seu carro parou e foram cercados por um número de homenzinhos humanoides vestidos com uniformes apertados. Em seguida, foram levados a bordo de uma nave e ambos foram submetidos a exames físicos por um ser estranho que ela chamou o doutor. Barney estava assustado, então o ser o tornou dócil com algum tipo de tranquilizante, e após seu exame pelo “doutor”, Betty foi levada para um breve passeio pela nave. Quando ela perguntou de onde eles eram, foi-lhe mostrado um mapa estelar. Betty foi então informada de que eles não se lembrariam de terem sido levados a bordo da nave, e o casal foi liberado de volta ao carro.

A última coisa de que Betty se lembra conscientemente é de ver o OVNI se afastando alto no céu, aparecendo finalmente como uma brilhante bola de fogo vermelho-alaranjada. O encontro de Hills era conhecido apenas por um pequeno número de pessoas na época, mas isso logo mudaria quando, em 1966, a revista Look publicou um trecho em duas partes de The Interrupted Journey, de John Fuller. Por causa da publicidade da revista, o livro se tornou um best-seller. Eu li pela primeira vez a história de Hills em Look, e embora eu tivesse apenas cerca de dezesseis anos de idade, ela alimentou ainda mais meu interesse por OVNIs.

Extraído do Interdimensional Universe (Universo Interdimensional), por Philip Imbrogno.

***

Fonte:

The Betty and Barney Hill Alien Abduction, by Philip J. Imbrogno.

https://www.llewellyn.com/journal/article/1721

COPYRIGHT (2008) Llewellyn Worldwide, Ltd. All rights reserved.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/a-abducao-de-betty-e-barney-hill-alien/

Qual a origem da Alquimia?

por Anderson Domingues Corrêa

A origem da alquimia se perde no tempo, sendo mais antiga do que a história da humanidade. Seu verdadeiro início é desconhecido e envolto em obscuridade e mistério. Assim, seu surgimento confunde-se com a origem e evolução do homem sobre a Terra.

A utilização e o controle do fogo separou o animal irracional do ser humano. Nos primórdios, não se produzia o fogo, porém ele era controlado e utilizado para aquecer, iluminar, assar alimentos, além de servir para manejar alguns materiais, como a madeira. Bem mais tarde conseguiu-se produzir e manufaturar materiais com metal, a partir de metais encontrados na forma livre e posteriormente partindo dos minérios.

Muitos associam a origem da alquimia a herança de conhecimentos de uma antiga civilização que teria sido extinta. Na Terra, já teriam existido inúmeras outras civilizações em diversas épocas remotas, dentre elas várias eram mais evoluídas que a nossa. Estas civilizações tiveram uma existência cíclica, com o nascimento, desenvolvimento e morte ocorrida provavelmente por meio de grandes catástrofes, como a queda de um grande meteoro, inundações, erupções vulcânicas, dentre outras que acabavam por reduzir grandes civilizações a um número ínfimo de sobreviventes ou mesmo por dizimá-las, fazendo com que uma nova civilização brotasse das cinzas. Os conhecimentos sobre a alquimia estariam impregnados no inconsciente coletivo de todas as civilizações até hoje ou poderiam ter sido transmitidos pelos poucos sobreviventes, desta maneira a alquimia teria resistido ao tempo.

Os textos chineses antigos se referem as “ilhas dos bem aventurados” que eram habitadas por imortais. Acreditava-se que ervas contidas nestas três ilhas após sofrerem um preparo poderiam produzir a juventude eterna, seria como o elixir da longa vida da alquimia.

No ocidente, o Egito é considerado o criador da alquimia. O próprio nome é de origem árabe (Al corresponde ao artigo o), com raiz grega (elkimyâ). Kimyâ deriva de Khen (ou chem), que significa “o país negro”, nome dado ao Egito na antigüidade. Outros acham que se relaciona ao vocábulo grego derivado de chyma, que se relaciona com a fundição de metais.

Os alquimistas relacionam a sua origem ao deus egípcio Tote, que os gregos chamavam de Hermes (Hermes Trimegisto). Alguns alquimistas o considerava como um rei antigo que realmente teria existido, sendo o primeiro sábio e inventor das ciências e do alfabeto. Por causa de Hermes a alquimia também ficou conhecida como arte hermética ou ciência hermética.

Os relatos mais remotos de doutrinas que utilizavam os preceitos alquímicos, remontam de uma lenda que menciona o seu uso pelos chineses em 4.500 a.C. Ao que parece ela teria aflorado do taoísmo clássico (Tao Chia) e do taoísmo popular, religioso e mágico (Tao Chiao). Porém os textos alquímicos começaram a surgir na dinastia T’ang, por volta de 600 a.C. Na China, o mais famoso alquimista foi Ko Hung (cujo nome verdadeiro era Pao Pu-tzu, viveu de 249-330 d.C.) que acreditava que com a alquimia poderia superar a mortalidade. Atribui-se a ele a autoria de mais de cem livros sobre o assunto, dos quais o mais famoso é “O Mestre que Preserva sua Simplicidade Primitiva”. Teria aprendido a alquimia por volta de 220 d.C com Tso Tzu. O tratado de Ko Hung, além da alquimia trata também da ciência da alma e das ciências naturais. Sua obra trata tanto do elixir da longa vida bem como da transmutação dos metais. Até então a alquimia chinesa era puramente espiritual e foi Ko Hung que introduziu o materialismo, provavelmente devido a influências externas. Ela foi influenciada também pelo I Ching “O livro das Mutações”. Posteriormente seguiu a escola dos cinco elementos, que mesmo assim permaneceu quase que completamente mental-espiritual.

Na China a alquimia também ficou vinculada à preparação artificial do cinábrio (minério do qual se extraía o mercúrio – sulfeto de mercúrio), que era considerado uma substância talismânica associada a manutenção da saúde e a imortalidade. A metalurgia, principalmente o ato da fundição, era um trabalho que deveria ser realizado por homens puros conhecedores dos ritos e do ofício. A transformação espiritual era simbolizada pelo “novo nascimento”, associada a obtenção do metal a partir do minério (cinábrio e mercúrio).

A filosofia hindu de 1000 a.C. apresentava algumas semelhanças com a alquimia chinesa, como por exemplo o soma cujo conceito assemelhava-se ao do elixir da longa vida.

No Egito a alquimia teria surgido no século III d.C. e demonstrava uma influência do sistema filosófico-religioso da época helenística misturando conhecimentos médicos com metalúrgicos. A cidade de Alexandria era o reduto dos alquimistas. O alquimista grego mais famoso foi Zózimo (século IV), que nasceu em Panópolis e viveu em Alexandria, escreveu uma grande quantidade de obras. Nesta época, várias mulheres dedicavam-se a alquimia, como por exemplo Maria, a judia, que inventou o um banho térmico com água muito utilizado nos laboratórios atualmente, o “banho-maria”, Kleopatra que possivelmente não seria a Rainha Cleópatra, Copta e Teosébia. Os persas conheciam a medicina, magia e alquimia. A alquimia possuía um pouco da imagem da população de Alexandria, era uma mistura das práticas helenísticas, caldaicas, egípcias e judaicas.

Alexandre “o Grande” foi quem teria disseminado a alquimia durante suas conquistas aos povos Bizantinos e posteriormente aos Árabes. Os árabes, sob a influência dos egípcios e chineses, trouxeram a alquimia para o ocidente ao redor do ano de 950, inicialmente para a Espanha. Construíram-se escolas e bibliotecas que atraiam inúmeros estudiosos. Conta-se que o primeiro europeu a conhecer a alquimia foi o teólogo e matemático monge Gerbert que mais tarde tornou-se papa, no período de 999/1003, com o nome de Silvestre II. Na Itália Miguel Scott, astrólogo, escreveu uma obra intitulada De Secretis em que a alquimia estava constantemente presente.

No século X, a alquimia chinesa renunciou a preparação de ouro e se concentrou mais na parte espiritual. Ao invés de fazerem operações alquímicas com metais, a maioria dos alquimistas realizavam experimentos diretamente sobre seu corpo e espírito. Esta retomada a uma ciência espiritual teve como ponto culminante no século XIII com o taoísmo budaizante, com as práticas da escola Zen.

A alquimia deixou muitas contribuições para a química, como subproduto de seus estudos, dentre eles podemos citar: a pólvora, a porcelana, vários ácidos (ácido sulfúrico), gases (cloro), metais (antimônio), técnicas físico-químicas (destilação, precipitação e sublimação), além de vários equipamentos de laboratório. Na China produzia-se alumínio no século II e a eletricidade era conhecida pelos alquimistas de Bagdá desde o século II a.C.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/qual-a-origem-da-alquimia

A Conspiração Mundial Luciferiana

“A manifestação do ímpio37 será acompanhada, graças ao poder de satanás, de toda sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de TODAS AS SEDUÇÕES do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor a verdade que os teria podido salvar. Por isso DEUS lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro. Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal.” (2 Ts. 2, 9- 12)

Transcreveremos a seguir, praticamente na íntegra (90%), uma das obras literárias do Almirante William Guy Carr, da Marinha do Canadá, cujo título original, editado no referido País, chamou-se: “The Conspiracy to Destroy all existing governaments and Religions” (“A Conspiração para destruir todos os governos e Religiões existentes”.)

O texto que apresentamos foi traduzido para o português da versão francesa. Observamos que o autor, mais preocupado com a difusão da verdade, do que com os ganhos, jamais registrou um “copyright” dos seus livros. Agradecemos e cumprimentamos a Editora Resistência, de Brasília – D.F., pelo belíssimo trabalho. (Título no Brasil, “A Conspiração Mundial”).

A partir daqui tem início o texto do livro:

 

O AUTOR

As duas últimas obras do Comodoro (Almirante) William Guy Carr (1895 –1959) foram publicadas após sua morte. A primeira, e a mais modesta delas, é o presente trabalho que data de 1958[1].

O Alte. Carr teve uma carreira naval exemplar. Suas análises profundas da história e da geopolítica, auxiliadas por um espírito penetrante, coroaram de sucesso suas tentativas implacáveis de remontar os acontecimentos até suas fontes, antes de sacar suas últimas conclusões.

A “Conspiração” não se destina ao indivíduo politicamente inculto, seja ou não produto da universidade… É um assunto destinado aos homens já conscientes do fato de que assistimos a uma corrida da nossa civilização ocidental para o abismo, devido a um grande número de influências que agem coordenadamente. E o acaso não conta… Ao escrever para tais homens, William Carr não demonstrou qualquer rancor, sentimento que caracteriza certos patriotas. Carr preconiza, ao contrário, o amor e a paciência.

“Sereis julgados – declara – pelo esforço consagrado a este trabalho, não pelos resultados obtidos. Não deveis imputar-vos a culpa. Usai a paciência, e não a força. Demonstrai bom-senso, e não denigrais. Sede amáveis e refletidos, em vez de rixentos e agressivos. Fazei com que as pessoas pensem, e deixai-as refletir sobre a questão por si mesmas”.

Não é, pois, de admirar que os livros de William Guy Carr tenham sido bem acolhidos. Algumas de suas obras têm sido reeditadas várias vezes.
(O autor também prestou serviços à Inteligência do Império Britânico – n.J.B. Klein.)

A CONSPIRAÇÃO

John Robinson, professor de filosofia natural e secretário da Sociedade Real de Edimburgo, na Escócia, publicou, em 1796, certos documentos que recebeu dos Iluminados da Baviera de Adam Weishaupt, quando viajava pela Europa. Isto se passou bem antes que a Revolução Francesa de 1789 explodisse.

Robinson era um maçom de grau elevadíssimo. Por isto lhe foram confiados documentos secretos. Ele, no entanto, os pôs de lado por algum tempo, antes de lê-los… Quando acabou a leitura, soube que tinha nas mãos um exemplar – revisto por Weishaupt -, da Velha Conspiração Luciferina. Esse documento explica como Weishaupt iria utilizar os Membros da Ordem e Seita dos Iluminados – Os Illuminati -, a fim de conquistar o objetivo final, isto é, a constituição, depois o controle do Primeiro Governo Mundial, estabelecido sob a férula da ideologia luciferiana, imposta à raça humana por meio do Satanismo Despótico.

A obra de John Robinson teve por título: “Prova de uma Conspiração para Destruir todas as Religiões e Governos na Europa”.

As informações que ela continha apenas confirmavam aquelas que o Governo Bávaro publicara em 1786, sob o título: “Os Escritos Originais (Protocolos) da Ordem e Seita dos Iluminados”, que Zwach tinha, igualmente, publicado sob o título: “Einige Original Schriften” (Alguns Escritos Originais). O Governo Bávaro tinha remetido exemplares do Plano de Weishaupt – que visava a utilizar esses Illuminati, recentemente organizados-, para destruir todas as autoridades da Igreja e do Estado, antes da eclosão da Revolução Francesa de 1789. Porém, a advertência foi ignorada… O fato de que os Illuminati tenham conseguido guardar em segredo sua identidade, e sua intenção de escravizar a Raça Humana, de corpo e alma, permitiu aos conspiradores levar o complô até seu estágio semifinal.

O propósito deste opúsculo é explicar como a Conspiração foi posta em execução, de 1789 até os nossos dias. Revelaremos, também, os detalhes do projeto executado pelo General Albert Pike, entre 1850 e 1886, visando à sua conclusão.

Weishaupt era professor de Direito Canônico na Universidade de Ingolstadt quando revisou e modernizou a Velha Conspiração Luciferina, destinada a impedir à Raça Humana de cumprir o Plano de Deus sobre a Criação. Seu objetivo era impor, em última instância, a ideologia luciferina à massa dos Goyim (bestas humanas), por meio do Satanismo Despótico. De 1770 a 1776, a Casa Rothschild, recém-estabelecida, financiou Weishaupt, assim como hoje os dirigentes dos Illuminati são financiados, da mesma maneira, pelas “Tax Exempt Foundations” – As fundações isentas de impostos -, constituídas voluntariamente por multibilionários, tais como Rockefeller (Stein[au] er, do seu verdadeiro nome), Carnegie e Ford.

O Governo Bávaro descobriu a Conspiração de Weishaupt quando, em 1785, Deus fez cair (permitiu – n.J.B. Klein) um raio sobre um dos seus correios – o padre apóstata Lanz -, e o matou, enquanto cavalgava de Ratisbona a Paris. A polícia do Eleitor da Baviera encontrou com ele um exemplar da versão revisada da Conspiração, destinada aos membros dos Illuminati que tinham recebido ordem de fomentar a Grande Revolução Francesa. Este primeiro projeto de importância, daquilo que deveria conduzir à destruição final de todos os governos e religiões, deveria se realizar, segundo seus planos, em 1789!

O Plano de Weishaupt era extremamente simples. Em primeiro lugar, ele organizou os Iluminados, e constituiu, em seguida, as Lojas do Grande Oriente, para nelas infiltrar os Iluminati na Maçonaria Azul, ou Maçonaria Européia, usando as lojas como quartéis-generais secretos. Os conspiradores poderiam operar, assim, sob a máscara da filantropia. Weishaupt considerou, sempre, que somente os maçons especialmente selecionados, aqueles dos Altos Graus, deveriam conhecer o “Grande Segredo”. Somente os maçons para sempre dissuadidos de Deus Todo-Poderoso foram iniciados nos Altos Graus das Lojas do Grande Oriente, e sabiam que os Iluminados formavam uma organização secreta tendo por único fim constituir, de algum modo, um Governo Mundial Único, do qual tinham a intenção de usurpar, em seguida, os poderes, de modo a impor seu culto à humanidade: a adoração de Lúcifer.

Weishaupt afirmava que sua ação asseguraria paz e prosperidade permanentes. Somente os iniciados dos últimos graus, sabiam, então, que a ideologia luciferina seria imposta à Raça Humana por meio do despotismo satânico.

Provaremos que somente os adeptos dos últimos graus são iniciados como Grandes Sacerdotes da Sinagoga de Satanás. Eles adoram Lúcifer, o príncipe oposto ao nosso Deus, ao qual chamam de “Adonai”.

O plano que os Iluminados tinham em vista previa a utilização da corrupção pelo dinheiro e pelo sexo, e, pôr em ação pessoas influentes caídas sob seu controle. Essas pessoas serviriam, em seguida, como peões nas estratégias secretas dos Iluminati. Ele mandava, igualmente, que jovens pertencentes a boas famílias, ligadas ao internacionalismo, fossem recrutadas e, depois, enviadas a escolas particulares, onde os Iluministas os endoutrinariam nas idéias internacionalistas, e os formariam, de maneira que eles pudessem ocupar, na política e na religião, os postos de “Especialistas”, “Peritos” e “Conselheiros”.

Os Iluminati – é preciso que se saiba -, usam a riqueza, o poder, e a influência dos seus membros para colocar seus “Agentes” em postos chaves nos bastidores de todos os governos, quer seja no domínio das finanças, da indústria, da educação, ou da religião. Eles adaptam, então, as políticas governamentais, para que elas coincidam com o Plano Luciferiano que visa a promover guerras e revoluções numa escala cada vez maior. Weishaupt estipulava que os Iluminati deveriam organizar, financiar, dirigir e controlar o Comunismo e, mais tarde, o Nazismo e o Sionismo Político, a fim de facilitar sua tarefa, dividindo a população mundial em partidos opostos, cada vez mais numerosos.
A política de auto-eliminação deverá ser perseguida até que só o Comunismo[2] e a Cristandade sejam as potências mundiais sobreviventes.
Quando essa fase da Conspiração for atingida, os Iluminati provocarão o maior cataclisma social que o mundo jamais viu… Os goyim, controlados pelos comunistas ateus, e aqueles outros que professam o Cristianismo, se massacrarão às dezenas de milhões, e se deixará que o façam. Não esqueçamos de que é durante as guerras mundiais que o demônio recolhe suas mais ricas colheitas de almas. Esse massacre geral se produzirá enquanto os Iluminati, seus amigos bilionários, cientistas, e seus agentes, repousarão, com toda segurança, e no luxo, nos “santuários” escolhidos e equipados com antecedência (Flórida do Sul, Índias Ocidentais, Ilhas do Caribe), e isto enquanto os dois partidos estejam sendo, literalmente, sugados e exauridos, física e economicamente[3]. Eles não terão, então, outra alternativa senão aceitar um Governo Mundial, sua única esperança. Os Iluminati usurparão, em seguida, os poderes desse Governo e coroarão seu déspota-rei do mundo inteiro. (o anticristo – n.J.B. Klein)

Será somente nesse momento que a Sinagoga de Satanás – que sempre controlou, e ainda controla, todas as organizações subversivas -, dará a conhecer, através de uma manifestação universal, pela primeira vez, a verdadeira luz da pura doutrina luciferina, e imporá a ideologia luciferiana ao que restar da Raça Humana, por meio do despotismo satânico. Constatamos, assim, que o objetivo final não é temporal e materialista como gostariam de nos fazer crer os que dirigem a Conspiração. Estamos implicados no movimento contínuo da revolta luciferina contra o poder supremo e a autoridade de Deus Todo – Poderoso, que os luciferianos chamam de Adonai.

Ensinaram-nos a bondade infinita do nosso Deus, mas nos mantiveram na ignorância do fato de que a revolta luciferiana começou no mundo celeste, que chamamos o Céu (paraíso).

Lúcifer contestou, e pôs em jogo, a supremacia de Adonai (Deus – n.J.B. Klein), sob o pretexto de que seu plano de direção do Universo era inconsistente e impossível de ser posto em prática, porque se baseia na afirmação de que todos os seres inferiores têm a obrigação de conhecê-lo, amá-lo e serví-lo por causa das suas perfeições infinitas. Lúcifer proclamou que a única maneira de dirigir o universo inteiro seria estabelecer uma ditadura totalitária, e fazer respeitar, à força, a vontade do Ditador, graças ao seu despotismo Absoluto. A palavra Universo como a emprega aqueles que têm aceitado a ideologia luciferina, no mundo celeste ou nos outros, significa: “A totalidade das coisas existentes, inclusive a Terra, os corpos celestes e tudo que pode se encontrar no espaço”..

Não se pode compreender esse importante assunto, na sua totalidade, se não se conhece a verdade inteira. É preciso conhecermos, portanto, a ideologia luciferina tão bem quanto a história escriturística do combate que se tem perpetuado em todas as épocas, neste mundo, entre Deus e Lúcifer, a fim de decidir qual dos planos sobre a criação será, finalmente, aplicado.

A menos que saibamos a inteira verdade não poderemos decidir, pelo uso dos dons divinos da inteligência e da vontade livre, se aceitamos o plano e o amor de Deus, se nós O serviremos e obedeceremos por toda a eternidade, ou, se iremos, literalmente, para o Diabo (Lúcifer).
O desiderato daqueles que dirigem a Conspiração Luciferiana é impedir que as massas – os Goyin, as bestas humanas, não conheçam toda a verdade, porque sabem que isto as fariam aceitar, automaticamente, o plano de Deus. Em conseqüência, os luciferianos contam com o seu gênio para mentir e enganar àqueles que têm a intenção de escravizar os corpos e as almas, e fazer-lhes crer, não importa o quê, exceto a verdade. Assim, compreendem melhor porque Cristo referiu-se à Sinogaga de Satanás, que dirige a Conspiração Luciferina nesta terra: “Vós sois os filhos do diabo, e cumprem a sua vontade. Ele é um homicida desde o princípio. Não possui a verdade porque a verdade não está nele” (Jo. 7,44). Devemos nos lembrar, igualmente, que as palavras “Sinagoga de Satanás” não caracterizam, unicamente, os judeus (conspiradores – n.J.B. Klein), porque Cristo fez saber, claramente, que incluem, também, “aqueles que se dizem judeus, mas não o são, e mentem”[4].

A Sinagoga de Satanás se compõe, na verdade, de homens e mulheres de um grande número de nacionalidades, que remontam a Caim, filho de Eva. Adquiri meu conhecimento sobre a “fé” luciferina lendo tudo o que pude encontrar, e, também, lendo e estudando as traduções das obras de S. E. o Cardeal Caro Y Rodriguez, de Santiago, arcebispo – primaz do Chile. Eu vos transmito estas informações para que possais decidir sobre a marcha dos acontecimentos, num ou noutro sentido.

A “fé” luciferina ensina que Lúcifer era o espírito mais brilhante do Exército Celeste. Seu poder e influência eram tão fortes que ele acabou pondo em questão o poder e a supremacia de Deus – “Adonai”, e provocou a deserção de um grande número de espíritos celestes das altas hierarquias. Estes, deixaram Deus e seguiram o Príncipe dos Anjos caídos. Dentre os traidores estava Satanás, o “filho mais velho de Adonai”.

De acordo com a crença luciferina, o arcanjo São Miguel é irmão de Satanás, bem como o filho mais moço de Adonai. A doutrina luciferina reconhece que São Miguel infligiu uma derrota aos anjos que tinham optado pela causa luciferina, no Céu. Dessa época, data a inimizade eterna entre Satanás e São Miguel.

Ainda de acordo com os ensinamentos luciferinos, a palavra “inferno” é utilizada para designar o mundo celeste para o qual Deus baniu Lúcifer e os espíritos celestes mais inteligentes, que seguiram o Príncipe do Inferno por sua livre vontade. Deus – Adonai -, decidiu, então, dar outra chance a essas criaturas, considerando que elas tinham sido enganadas ao adotar a revolta luciferina. Ele criou, em conseqüência, outros mundos, entre os quais a Terra, e os povoou com os anjos menos culpados dentre aqueles que tinham se separado dele, no Céu, quando da revolta. Ele os fez à sua imagem e semelhança; foram dotados de corpos, nos quais insuflara a luz espiritual da graça santificante. A aparência destes era semelhante à do Cristo que Pedro, Tiago e João contemplaram na transfiguração. Deus pôs esses anjos caídos nos mundos, através de um processo de nascimentos que os privou do conhecimento das suas existências anteriores, dotando-os, no entanto, de inteligência, e concedendo-lhes a vontade livre. Seus espíritos foram feitos de maneira que pudessem receber inspirações do mundo celeste, tanto daqueles espíritos que permanecerem fiéis a Deus, quanto dos espíritos que tinham abraçado a causa luciferina. Os mais fracos desejam, geralmente, receber tais inspirações, usando a sua própria inteligência. O corpo age de acordo com as decisões do espírito; todas as ações do corpo devem ser ou positivas (boas) ou negativas (más). Toda ação pneumática (espiritual) é registrada no “Livro da Vida”. O indivíduo decide com conhecimento do seu futuro eterno, e, através das suas ações pneumáticas, demonstrando se aceita o plano de Deus para o Universo, ou plano de Lúcifer. O resultado é o “Bem” ou o “Mal”. Segundo a fé luciferina, Lúcifer, fez de Satanás o “Príncipe deste Mundo” quando da criação. O objetivo deste era incitar nossos primeiros pais a separar-se de Deus – “Adonai” -, e impedir que seus descendentes realizassem o Plano de Deus para a criação. Essa “Fé” ensina, igualmente, que Deus, no Jardim do Éden –  o paraíso -, acompanhava nossos primeiros pais, instruindo-os sobreseu plano e sua concepção de vida.

(…) Os luciferianos ensinam – aos iniciados dos graus inferiores do Rito Paládico Novo, fundado por Albert Pike – que Deus – “Adonai” é um Deus ciumento e egoísta, que impediu nossos primeiros pais de conhecer os prazeres das relações sexuais, – o segredo da procriação -, porque deseja reservar-se tais prazeres! Podeis constatar a abominação, uma mentira difícil até de se qualificar, o tanto que é assustadora! Deus, simplesmente tinha deixado para depois a revelação da procriação, a fim de primeiro provar a honestidade, a integridade e a obediência dos nossos primeiros pais. Ele queria estar certo do poder contar com eles antes de confiar-lhes o segredo, de sabê-los dignos de poder cumprir essa função santa e sagrada, que daria a outros a oportunidade de aceitar seu plano sobre a criação. Os luciferianos contam, aos iniciados no Rito Paládico Novo, que Satanás gratificou a “Raça Humana com o dom mais importante, quando iniciou Eva nos prazeres das relações sexuais, fazendo com que ela descobrisse o segredo da procriação. As Santas Escrituras nos ensinam que Satanás incitou Eva a desobedecer a Deus: “Da árvore do Bem e do Mal não comerás” -, prometendo-lhe que se ela aceitasse sua sugestão, Adão e ela se tornariam iguais a Deus em Poder, e nunca morreriam. Em outras palavras, Satanás revelou a Eva a ideologia relativa ao sexo e às relações sexuais, o “conhecimento da carne”, que está em total oposição com a vontade de Deus: o ato de procriação deve ser realizado por um homem e uma mulher, unidos por toda a vida pelos laços do casamento. Um ato realizado na mais restrita intimidade, fundamentado em sentimentos profundos, expressões mútuas de alegria, estima, devotamento e reconhecimento, devendo o summum ser atingido pelo desejo espiritual dos dois seres, consistindo na promoção do Plano de Deus, isto é, o povoamento do mundo, a fim de viver-se eternamente com Ele, na felicidade.

A conquista de Eva por Satanás foi de um gênero totalmente diferente, pois reproduziu o Rito da Missa Adonaicida, a Missa Negra. Segundo o ritual dessa “missa”, os atos amorosos de Satanás foram calculados de modo a excitar as paixões animais de Eva, até o ponto em que a satisfação da excitação sexual se põe acima de qualquer outra consideração. Satanás aconselhou-a a amar a volúpia mais do que a modéstia. (…) De acordo com o Satanismo, é perfeitamente normal empregar qualquer meio que seja a fim de satisfazer o desejo sexual, seja ele animal ou humano! O Talmude da Babilônia, – que se baseia nos ensinamentos cabalísticos dos promotores da Conspiração Luciferina -, ensina que é perfeitamente normal que um “homem” abuse de crianças com idade de 3 anos, a fim de satisfazer suas diabólicas paixões animais! A “fé” luciferina proclama, além disso, que Caim nasceu da união de Eva com Satanás!

(…) Quando se compreende isto, pode-se, facilmente, alcançar como a Conspiração Luciferina, permanente, se desenvolveu nesta Terra com o objetivo de escravizar, de corpo e alma, os sobreviventes da Conspiração dos Illuminati. Isto explica, igualmente, o dilúvio quotidiano de sexualidade na mídia, os filmes pornográficos, as exibições impúdicas da mulher, a canção sexy, o ritmo “Elvis Presley”, o Rock’n Roll[6].
Voltaire escreveu que, para levar as massas a uma nova servidão, os Illuminati deveriam mentir-lhes, como o próprio Diabo, não timidamente, ou por um certo tempo, mas descarada e permanentemente. Ele expunha aos seus companheiros Iluministas: “Devemos fazer-lhes promessas levianas, e empregar frases extravagantes… e poderemos fazer, a seguir, o contrário do que prometemos… isto não terá conseqüências”.

Mas, o fato mais esclarecedor de todos é o conhecimento da terrível e espantosa influência do satanismo na conduta de certos homens – os que foram admitidos como Grandes Sacerdotes da fé luciferina -, que se emasculam, ou pedem aos seus médicos que os castrem, a fim de impedir que as considerações sexuais intervenham na sua determinação de estabelecer a Ditadura Totalitária Luciferina sobre a Terra.
Segundo fontes confiáveis, Janos Kadar é um desses homens. Uma revista das mais importante da América, publicou, em fins de 1956, a história da maneira com que Kadar tomou o poder da Hungria, e pôs fim à rebelião. O autor afirma que Kadar foi emasculado por seus inimigos, quando esteve preso. Tal declaração é mentirosa. Kadar foi castrado por seu cirurgião, e a seu pedido. Ele desejava tornar-se um adepto perfeito da causa luciferina. Kadar era de tal maneira fanático que, depois de ter reprimido a Revolta Húngara, ordenou que fossem emasculados 45.000 jovens húngaros que tinham caído prisioneiros. Em seguida, os enviou a campos especiais, onde foram treinados para se tornarem agentes dos Illuminati, e serem empregados no auxílio a Conspiração Luciferina, na sua última fase. Tudo isto é essencialmente horrível, mas é a verdade. “News behind the News” [7], afirmou, em 1956, que a Revolução Húngara tinha sido tramada pelos Illuminati, do exterior, e que tinha como objetivo testar, na prática, a realização do plano Pike: provocar o cataclisma social último, implicando povos controlados pelos comunistas ateus, e, povos que professam o cristianismo. As provas recebidas posteriormente estabelecem, formalmente, que tínhamos absoluta razão nas afirmações.

A “fé” luciferina ensina que a Conspiração progrediu em tal rapidez que Deus decidiu enviar S.Miguel à Terra, na pessoa de Jesus Cristo (!), a fim de acabar com a Sinagoga de Satanás e dispensar seus sicários. Ensina, também, que S. Miguel, – o Cristo -, falhou na sua missão*.
Pike elaborou o ritual da missa adonaicida baseado na sedução de Eva por Satanás; na vitória luciferina sobre Cristo; e, na sua morte instigada pelos Illuminati. Cristo veio para nos resgatar e liberar das correntes com as quais Satanás nos havia sujeitado. Pike “ensina” que Satanás tinha obtido o controle de todos aqueles que exerciam funções importantes nos governos, religiões, ciências, e demais atividades humanas. O nascimento de Cristo num estábulo nos ensina que, se querermos cumprir o Plano de Deus, devemos começar pelos mais humildes, a fim de educar a maioria da humanidade. Cristo nos deu conhecimento, da maneira a mais clara possível, que era inútil e vão começar pela cúpula. Se tivéssemos aprendido a lição, teríamos uma “revolução” espiritual! Cristo nos ensinou, também, que só há uma maneira de pôr fim à Conspiração Luciferina: ensinar a verdade inteira, interessando no problema os povos de todas as nações. Ele nos assegurou que, se fizermos conhecer a verdade, e explicarmos às massas que a ideologia luciferina é má, a opinião pública se tornaria uma força imensa incontrolável pela Sinagoga de Satanás.

Weishaupt e Pike reconheceram essa verdade. Insistiram no fato de que todo agente iluminista, suspeito de traição, deveria ser executado. Weishaupt, escreveu que se um só homem pudesse divulgar[8] seu segredo, seu plano recuaria 3.000 anos, ou seria definitivamente adiado. Weishaupt, serviu-se de Thomas Jefferson para transferir à América sua conspiração luciferiana revisada.

Jefferson integrava o grupo dos financistas, políticos, economistas, cientistas, industriais, profissionais liberais, e religiosos, que tinha a idéia de um Governo Mundial, dirigido por homens de cabeça (os iluministas). Esta seria a única maneira de pôr fim às guerras e revoluções.

Jefferson ocupava uma posição tão elevada nos conselhos executivos dos Illuminati, que estes impuseram, secretamente, a impressão da insígnia da seita no verso do Grande Selo da América, festejando antecipadamente sua posse no governo. Como essa informação tem chocado a maioria dos cidadãos americanos, citaremos documentos autênticos e acontecimentos históricos, cuja existência foi cuidadosamente ocultadas ao grande público do Canadá e Estados Unidos.

Em 1789[9], o altíssimo iniciado maçom, John Robinson, confirmou que os Illuminati tinham se infiltrado nas lojas maçônicas americanas.
Em 19 de julho de 1789, David A. Pappen, presidente da Universidade de Harvard, preveniu seus alunos quanto à influência do Iluminismo na política americana, bem como na religião (imaginamos o que ele diria da Harvard de hoje, se ainda estivesse vivo!).

No dia de Ação de Graças, de 1789, Jedediak Morse pregou contra o Iluminismo. Advertiu sua congregação, e o povo americano, de que os Iluministas dissimulavam seu verdadeiro objetivo ao se infiltrarem nas lojas maçônicas, cobrindo suas ações subversivas, bem como suas intenções, com a máscara da filantropia.

Em 1799, John Cosens Ogden revelou o fato de que os Iluministas da Nova Inglaterra se consagravam, infatigavelmente, à destruição da religião e do governo da América, fingindo preocupar-se com a sua proteção.

Em 1800, John Quincy Adams se opôs a Jefferson na eleição à presidência americana. Adams tinha organizado as lojas maçônicas da Nova Inglaterra. Ele escreveu três cartas ao coronel W. L. Stone, expondo as atividades subversivas de Jefferson. As informações contidas nessas cartas permitiram a Adams ganhar as eleições. As cartas, às quais nos referimos, estão, – ou estavam -, expostas na Biblioteca Rittemburg Square, na Filadélfia.

Em 1800, o Capitão William Morgan sentiu-se no dever de informar aos demais franco – maçons sobre os propósitos, e o modo com que os Illuminati usavam suas lojas com objetivos subversivos. Os Illuminati, delegaram a um dos seus membros, Richard Howard, a incumbência de executar o “traidor” Morgan. Esse tentou fugir para o Canadá, mas não conseguiu[10]. Em 1829[11], uma Iluminista chamada “Fanny” Wright, fez uma conferência para um grupo cuidadosamente selecionado de Iluministas, no novo templo maçônico de New York. Ela explicou a ideologia luciferina quanto ao “amor livre” e à “liberdade sexual”. Informou, igualmente, aos Iluministas americanos sobre o fato de que estava previsto organizar e financiar o Comunismo ateu, com o objetivo de prosseguir no cumprimento dos seus planos secretos, conforme sua visão do mundo. Dentre os homens que contribuíram para implementar essa fase da Conspiração Luciferina, encontramos Clinton Roosevelt (um ancestral direto de Franklin Delano Roosevelt), Horage Greeley e Charles Dana.

Em 1834, a fim de dissimular seu verdadeiro propósito, as pessoas citadas organizaram o “Partido Loco-Foco”.

Em 1835, mudaram seu nome para “Partido Whig”, e o empregaram na coleta dos fundos que financiaram Mordecai Mark Levi (isto é, Karl Marx) quando este escreveu “O Manifesto Comunista”, junto com Engels[12], e “O Capital”, em Soho (Londres).

Essas duas publicações foram redigidas sobre o controle direto dos Illuminati. Destinavam-se a organizar o Comunismo ateu, como exigia o plano de Adam Weishaupt elaborado em 1766.

Em 1834, os Illuminati fizeram de Giuseppe Mazzini[13] seu “Diretor de Ação Política”. Esse título significava, na realidade, “Diretor de Atividades Revolucionárias”. Léon de Poncins, em “As Forças Secretas da Revolução” (p.65), confirma o que publiquei a respeito em “Pawns in the Game” e “Red Fog Over América”: Mazzini mantinha relações estreitas com dirigentes ocultos, e conduzia atividades revolucionárias em diferentes países. Mazzini conheceu o General Albert Pike pouco depois que o presidente Jefferson Davis dissolveu as tropas indígenas auxiliares, sob o pretexto de que tinham cometidos atrocidades durante a guerra.

Em 1850, com 41 anos de idade, Albert Pike se infiltrou na Maçonaria, e foi iniciado na loja Western Star, de Little Rock, no Arkansas. Apoiado pelos Illuminati, fez uma carreira fulgurante.

Em 02 de janeiro de 1856, Pike foi eleito Soberano Grande Comendador do Conselho Supremo da Jurisdição Sul dos Estados Unidos. Ligou-se, estreitamente, a um luciferiano chamado Moses Holbrock, que ocupava um cargo maçônico correspondente, em Charleston, na Carolina do Sul. Juntos, elaboraram o ritual de uma versão modernizada da “Missa Negra” luciferiana, baseada na doutrina cabalística. Holbrock morreu, e Pike introduziu a “Missa Adonaicida”, que deveria ser celebrada pelos iniciados admitidos no segredo integral, e no último grau do Rito Paládico Novo. Esse ritual preconiza, ao celebrante, iniciar a sacerdotisa que desempenha o papel de Eva nos prazeres do sexo, assim como Satanás os ensinou a ela. Assim, a memória de Eva é perpetuada, e se lembra aos presentes como se utiliza, ainda, o sexo, para obrigar as pessoas que desejam controlar, a se afastarem de Deus[14]. O ritual exige a imolação de uma vítima humana, animal, ou mesmo uma ave. O sacrifício é oferecido a Lúcifer, para comemorar a vitória da Sinagoga sobre Cristo. Faz-se circular e beber, em pequenos goles, o sangue da vítima, e comer pedaços da carne, tudo isso para ridicularizar Cristo que ensinava: “Aquele que come minha carne e bebe meu sangue terá a vida eterna”[15].

O celebrante profana, a seguir, uma hóstia consagrada por um padre da Igreja Católica Romana[16]. Este ato é realizado para demonstrar aos presentes que Deus – “Adonai” não é todo poderoso. Isto indica, também, a determinação de destruir todas as outras religiões. Aliás, todas as Missas Adonaicidas terminam com uma orgia de comidas, bebidas e sexo. Pike declarou que: “para que um adepto dos altos graus seja perfeitamente senhor de suas paixões, que deixam a nu tantos corações, seria preciso usar mulheres com freqüência, mas sem paixão, a fim de dominar seus desejos, e sujeitar as mulheres”. Pike escreveu, igualmente, que “as lojas de irmãos, que não têm uma loja de irmãs anexa, são incompletas”. Remetemo-nos à página 578 do livro “A Mulher e a Criança – Maçonaria Universal”, de A. C. de La Rive, que trata, precisamente, das lojas de adoção, usadas para introduzir mulheres nos ritos paládicos[17].

Por causa do seu apoio incondicional à causa luciferina, Pike foi eleito Soberano Pontífice da Franco – Maçonaria Universal, e, enquanto tal, foi assistido por dez anciãos da Suprema Loja do Grande Oriente de Charleston, na Carolina do Sul. Pike ocupava a residência magistral que mandou construir em Little Rock, em 1840. Foi ali que elaborou o Plano das Fases Terminais da Conspiração Luciferiana. Como provaremos a seguir, o último cataclisma social deverá produzir-se no embate entre as massas controladas pelos comunistas ateus, e aquelas que reconhecem a religião cristã[18]. É esse plano diabólico que justifica a definição da palavra “Goyn”: “gado humano preparado para o massacre”. A fim de pôr em execução esse plano, diabolicamente inspirado, Pike organizou o “Rito Paládico Novo”, e ordenou a Mazzini que estabelecesse Conselhos Supremos em Roma e Berlim, para operar em ligação com o quartel-general que ele tinha estabelecido em Charleston. O Supremo Conselho de Roma era responsável pela “Ação Política”, enquanto que o de Berlim constituía o “Diretório Dogmático”. Os três Supremos Conselhos tinham por missão dirigir as atividades subversivas de 23 outros conselhos, que Pike erigiu em posições estratégicas na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África e Oceania[19].

Para provar que “O Supremo Segredo” só é revelado aos adeptos dignos de receber a iniciação do último grau do rito paládico, que os entroniza como membros da “Grande Loja Branca” e “Grandes Sacerdotes da Fé Luciferina”, citaremos uma carta de Mazzini ao Dr. Breidenstein, antes deste receber o último grau: “Construímos uma irmandade espalhada por todos os pontos do mundo. Gostaríamos de quebrar todos os jugos. Entretanto, há um, invisível, o qual se pode apenas sentir, e que pesa sobre nós. Donde vem? Onde está? Ninguém sabe… ou não quer dizer. Essa sociedade é secreta até mesmo para nós, os veteranos das sociedades secretas”.

Tendo em vista provocar o último cataclisma social, entre comunistas e cristãos, Pike deveria colocar Iluministas nos postos de controle do Estado do Vaticano. Para facilitar a infiltração, Pike ordenou que Mazzini suscitasse, na Europa, um clima “antivaticano”, até que – como o sabemos -, a integridade física das pessoas, no interior do Vaticano, fosse posta em perigo. Karl Rothschild[20], filho de Mayer Amschel Rothschild, que financiou os Iluminados da Baviera de Weishaupt, interveio, então, em favor do Estado Pontifical, sob o pretexto de que desejava impedir uma inútil efusão de sangue. Foi assim que um dos membros mais altos dos Illuminati obteve o reconhecimento e a estima do Papa, e dos Altos Funcionários do Vaticano. Então, ele aproveitou para introduzir agentes da seita, como peritos, conselheiros financeiros[21] e políticos… Estes cumpriram, de modo preciso, a diretriz de Weishaupt, que orgulhosamente escreveu: “Nos infiltraremos nesse lugar – o Vaticano- , e quando estivermos lá dentro, não sairemos jamais. Nós o minaremos até que reste, apenas um coquinho vazio!… Depois que os Iluminati se infiltraram no Vaticano, a Conspiração Luciferina fomentou duas guerras mundiais, que dividiram a Cristandade em exércitos opostos. Os cristãos, de todas as confissões, se mataram uns aos outros aos milhões, com a conseqüência de que as massas, controladas pelo Comunismo ateu, tornaram-se uma potência equivalente ao que resta na Cristandade. O curso dos acontecimentos, até os nossos dias, está estritamente conforme as prescrições de Weishaupt e da sua Conspiração Luciferina. O modo com que isso ocorreu indica que o plano de ação, elaborado por Albert Pike, entre 1850 a 1886, na sua residência de Little Rock, foi escrupulosamente seguido. Não esqueçam de que os arquivos secretos do Vaticano são os mais completos do mundo, mais do que todos os outros! Imaginamos qual não teria sido o curso da História se os Iluminati não tivessem conseguido estabelecer uma conspiração do silêncio, cobrindo todos os governos, sejam eles políticos ou religiosos. Possuo numerosas cartas de padres que viveram em Roma, e estudaram no Vaticano. Elas comprovam que o Santo Padre é uma espécie de prisioneiro, no interior do Vaticano[22]; assim como o presidente dos Estados Unidos é um prisioneiro na Casa Branca; a rainha da Inglaterra, no Palácio de Buckingham; e, Khrouchev, no Kremlin. Uma só vez, nesses últimos anos, a vigilância constantemente exercida sobre o Papa foi relaxada. Foi quando se pensou que Sua Santidade estava à morte. Sabemos que ele se encontrava de tal maneira debilitado que somente um milagre pôde dar-lhe as forças necessárias para convocar uma personalidade oficial, com a qual podia contar. Ele deu ordem para que se enviasse um apelo a todos os católicos romanos, pedindo-lhes “rezar pela Igreja do Silêncio”. [Pio XII]. Pike limitou a iniciação ao Rito Paládico Novo aos homens e mulheres que já tinham se afastado, definitivamente, de Deus, vendendo suas almas à Satanás, em troca da realização material e dos prazeres carnais. Mas, a astúcia e a inteligência dos mestres da Sinagoga de Satanás são tais que, mesmo os iniciados nesse rito, não podem ser admitidos no supremo segredo, antes de serem testados a fundo.

A maneira como a “Grande Loja Branca” – Sacerdotes da Fé Luciferiana,
guarda seu segredo foi perfeitamente revelada quando Deus fez com que
os documentos ultra-secretos, emitidos por Albert Pike, caíssem em
mãos diferentes daqueles às quais se destinavam.
Mazzini morreu em 1872, Pike designou, então, Adriano Lemmi para sucedê-lo como Diretor de Ação Política. Este, já iniciado no Rito Paládico Novo, era um satanista. Pike revelou-lhe o supremo segredo. Explicou-lhe que Lúcifer é o único Deus, além de Adonai, e que o objetivo final da conspiração em marcha consiste em impor a ideologia luciferina à Humanidade[23]. Os fatos referentes a essa nomeação foram relatados no livro de Domenico Margiotta: “Adriano Lemmi, Chefe Supremo dos Franco – Maçons”.

O fato de somente alguns dos iniciados dos Altos Graus dos rito Paládico estarem de posse do supremo segredo, foi outra vez provado quando Pike julgou necessário remeter a carta, com as instruções que transcrevemos, aos Iluministas que tinham sido escolhidos para dirigir os 23 conselhos, estabelecidos no mundo inteiro.

Um exemplar dessa carta, datada de 14 de julho de 1889[24] também foi desviado… O “correio” é citado por A.C. de La Rive, na p. 587 do seu livro: “La Femme et L’Enfant dans la Franc – Maçonnerie Universelle”. Citamos o parágrafo:

“Eis o que devemos dizer às massas: nós adoramos um Deus, mas trata-se do Deus que se adora sem superstição… A Religião Maçônica deveria ser, por todos nós, iniciados dos Altos Graus, mantida na pureza da Doutrina Luciferina… Se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai, cujos atos na sua totalidade atestam sua crueldade, perfídia, ódio ao homem, barbaria, e repulsa à ciência, – se Lúcifer não fosse Deus, será que Adonai e seus padres o caluniariam? Sim! Lúcifer é Deus. E, infelizmente, Adonai também é Deus, porque a lei eterna exige que não exista esplendor sem sombra, beleza sem feiúra, branco sem negro. O absoluto não pode existir senão enquanto duplo elemento (Deuses)… Donde, a doutrina do Satanismo é uma heresia. A verdadeira, e pura religião filosófica, é a crença em Lúcifer, igual a Adonai, mas Lúcifer Deus de luz e Deus do Bem, lutando pela Humanidade contra Adonai, Deus das Trevas e Deus do Mal”. A História nos ensina, que, desde 1776, a Conspiração tem-se desenvolvido exatamente como Adam Weishaupt previu, simplesmente porque os dirigentes dessa empresa demoníaca têm sido capazes de guardar o segredo do seu objetivo final, isto é, a escravização, de corpo e alma, do que restar da Raça Humana. Vamos, agora, desvelar os planos que os Illuminati têm a intenção de seguir, até o completo arremate.

Weishaupt, depois Pike, tinham necessidade de que o Sionismo Político fosse organizado, financiado, e controlado pelos Illuminati, de

maneira que pudessem utilizá-lo, inicialmente, para a criação de um Estado soberano que veria o coroamento do seu Déspota-Rei, Senhor do Universo, o que lhes permitiria, a seguir, fomentar a Terceira Guerra Mundial.

O Sionismo Político foi organizado por Herzl, em 1897. Uma pessoa dotada de inteligência, – essa faculdade dada por Deus-, pode negar o fato de que essa fase do complô já está se desenrolando no Oriente Médio[26] (e, também, no Próximo) nos nossos dias? Se deixarmos a 3ª G.M. eclodir, o Sionismo e o mundo muçulmano serão varridos do mapa, e as nações restantes serão eliminadas, enquanto potências mundiais. Restarão, entre os Illuminati e seu objetivo, somente o COMUNISMO ATEU E O CRISTIANISMO.

Numa carta que escreveu a Mazzini, em 15 de agosto de 1871, Albert Pike explica como chegar à Terceira Guerra Mundial. Um exemplar dessa carta se encontra, ou se encontrava, na Biblioteca do Museu Britânico Imperial de Londres:

“Nós, os Illuminati, soltaremos os Niilistas e Ateus, e provocaremos um formidável cataclisma social que mostrará às nações, em todo o seu horror, o efeito do ateísmo absoluto, origem de toda selvageria e das desordens as mais sangrentas. Os cidadãos serão obrigados a se defender, por toda parte, contra a minoria dos revolucionários, e exterminarão esses destruidores da civilização….

A multidão, desiludida com o Cristianismo, cujo, espírito deísta estará, sem qualquer direção nesse momento, buscará um ideal, mas, não sabendo onde e a quem render adoração, receberá a verdadeira luz, pela manifestação universal da pura doutrina de Lúcifer. Essa manifestação será, enfim, revelada ao povo; ela resultará do movimento reacionário geral que seguirá, de perto, a destruição do Cristianismo e do Ateísmo, ambos conquistados e destruídos no mesmo instante”.

Se acaso algum dos nossos leitores ainda duvide da verdade que afirmamos, que nos permita ressaltar que S.E. o Cardeal Caro y Rodriguez, primaz do Chile tentou advertir os católicos, e até mesmo os franco-maçons[27], do destino planejado para eles.

Quando Franklin Delano Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos, estava absolutamente certo de que a Conspiração alcançaria seus objetivos finais ainda durante sua vida. Em conseqüência, [aceitou o conselho e] mandou imprimir, em 1933, no verso das notas de 1 dólar, a insígnia dos Illuminati – que Jefferson já tinha feito cunhar secretamente no verso do Grande Selo Americano.

Estava, portanto, notificado aos Iluministas do mundo inteiro, que os Illuminati estavam em condições de exercer um controle absoluto sobre as finanças, a política e as ciências sociais da América. Roosevelt deu o nome de “New Deal” (Plano do Governo Americano para o Restabelecimento Econômico e a Segurança Social) a essa iniciativa.

Na política exterior, Roosevelt apoiou o Comunismo ateu, de maneira que este, em todos os pontos, se tornasse equivalentes em força, à Cristandade. Roosevelt estava de tal maneira convencido de que seria o primeiro Déspota-Rei, que teve a audácia de declarar, em 1942, a Winston Churchill, “que tinha chegado o momento do Império Britânico ser dissolvido no interesse da paz mundial”. Este incidente ocorreu em Vallentia Harbour, Terra Nova, quando se encontraram para tratar da questão da OTAN. A que espécie de paz Roosevelt se referia? A uma paz sob a férula de uma ditadura luciferina? É mais que provável! Vamos, agora, mostrar como os Illuminati se infiltraram na Casa Real Britânica. Desde 1942, o Almirante Louis Mountbatten era a “eminência parda” na Grã-Bretanha. Foi sob sua influência e direção que a Índia, e numerosas outras regiões do Império Britânico, “adquiriram a independência”, modo elegante de dizer que elas foram seccionadas da Coroa Britânica. O que a opinião pública tomava como sendo, apenas, desejos da parte de Roosevelt, tornaram-se, rapidamente, realidade. Roosevelt não ignorava o que os Illuminati tinham programado. Sua língua solta, durante a conversa com Churchill, confirmou o velho provérbio: “In vino verítas” [Quando se bebe o vinho, a verdade transpira].

De fato, em menos de cinqüenta anos, o Império Britânico foi reduzido, de maior potência da terra, a uma potência de terceira classe. Por outro lado, a Rainha da Inglaterra desposou o sobrinho do Almirante Mountbatten. O príncipe Philippe foi “adotado” pelo Almirante quando era menino. Todos sabem que o Príncipe Philippe tem uma visão extremamente liberal, mas poucas pessoas sabem que ele foi educado privadamente, por decisão do seu tio, em Gordonstoun, na Escócia, pelo Dr. Kurt Hahn, um Iluminista que (…) (vivia na – n.J.B. Klein) Alemanha.

O Dr. Kurt Hahn era, indiscutivelmente, um agente dos Illuminati. Ele serviu, na Alemanha, no Comitê Executivo do Partido Comunista, mas não era um ateu. Dirigiu a política comunista na Alemanha, de maneira que os Illuminati pudessem fomentar a 2ª Guerra Mundial. De qualquer modo, o príncipe foi entregue a um subversivo perfeitamente informado, altamente treinado e experimentado. A Escola de Gordonstoun é uma das três estabelecidas de acordo com o Plano de Weishaupt, que preconizava aos Illuminati endoutrinar e treinar jovens pertencentes a famílias bem situadas, com espírito internacionalista, a fim de fazê-los agentes da sua seita. As duas outras escolas fundadas pelo Dr. Kurt. Hahn, encontram-se em Salem, na Alemanha, e Anavryta, na Grécia.

Queremos deixar bem claro que os jovens assim treinados não tinham, todos, consciência da finalidade para a qual foram formados. E. H. Norman foi um desses jovens que teve um triste fim… E assim foi com muitos outros, porque não passaram de “PEÕES NO TABULEIRO DE XADREZ” dos Illuminati.

A Rainha Elizabeth é, igualmente, Chefe da Igreja Protestante na Inglaterra. O Cônego C.E. Raven, por imposição de forças que ela não pôde controlar, foi nomeado “conselheiro espiritual” da Casa Real. Este anglicanista casou-se três vezes. Sua terceira esposa professava o ateísmo, e era conhecida como “Heroína da Resistência Francesa”.

Uma coisa é certa: depois dessa nomeação, Sua Majestade nunca mais se referiu a Deus Todo-Poderoso, nas suas mensagens de Natal ao povo. O mais significativo ocorreu na sua última alocução: empregou o jargão dos Illuminati. Entre outras coisas, declarou: “A reação em cadeia das Potências da Luz, a fim de Iluminar a nova era (Nova Ordem) que chega”.

O poderio dos Illuminati é tamanho que instruíram um outro dos seus agentes, canadense, mas alemão de nascimento, chamado Hahn, para que celebrasse a ascensão da Rainha Elizabeth ao trono, modificando a foto que Sua Majestade tinha aprovado para as notas dos bancos canadenses. Hahn dissimulou, com habilidade, a carantonha de Satanás no penteado da Rainha.

No simbolismo iluminista, isto significa “Agora, temos o ‘ouvido da Rainha’. Nossos agentes estão tão próximos da sua pessoa que ela nem percebe sua presença”.

“News behind the News”, levou esse atentado ao conhecimento da Câmara dos Comuns do Canadá, na pessoa do Sr. John Blackmore. Em conseqüência, foram fabricados novos clichês e novas cédulas. Tentamos informar o marido da Rainha do verdadeiro objetivo dos Illuminati, mas sem grande sucesso, pareceu-nos.

Depois da morte de Roosevelt, a política exterior americana, e da ONU, têm sido decidida pelos Iluminados do Conselho de Relações Exteriores – C F R, que se instalou no Ed. Harold Pratt, em Nova York. Esse quartel-general da intriga internacional foi estabelecido, e é financiado, pelas fundações Rockefeller, Carnegie e Ford. Aliás, isentas de impostos.

Desde o início do século [XX], os Rockefellers tomaram dos Rothschilds a direção da Conspiração. Sua política visa conter o Comunismo, mas não destruí-lo. Com certeza, o Comunismo Internacional deve ser guardado em reserva, com um poderio equivalente ao da Cristandade inteira, senão o Plano diabólico de Albert Pike, para o último cataclisma social, não poderá ser executado.

Essa política, aparentemente desconcertante, nos explica porque Mac Arthur não foi autorizado a destruir o Comunismo, durante a Guerra da Coréia. Foi, ainda, essa mesma política que incitou a ONU a exigir, da França e da Grã-Bretanha, que retirassem as tropas pára-quedistas lançadas em Suez, para pôr fim às atividades subversivas de Nasser no Egito e no Oriente Médio. Quando Mac Arthur persistiu na intenção de destruir o Comunismo, foi destituído. Quando Antony Eden mandou tropas ao Egito, foi igualmente cassado. Por quais motivos verdadeiros? – Insubordinação ao “diktats” dos Illuminati? Desde a época de Jefferson, os cidadãos dos Estados Unidos têm sido gradualmente condicionados para o dia em que os Illuminati decidirem tomar o poder. O mesmo ocorre na Canadá [28].

Saberemos que a hora da escravização terá soado quando o presidente dos Estados Unidos, e o Primeiro Ministro do Canadá, declararem “Estado de Emergência”, e constituírem uma ditadura militar sob o pretexto de que tal medida é necessária para proteger o povo de uma agressão comunista[29]. Os Partidos Comunistas dos dois países são “contidos”, porque os Illuminati têm a intenção de utilizá-los para levar ao “Estado de Emergência” (parece que hoje a maneira mais operacional é o terrorismo). Afinal, teria o velho e doente Bin Laden, de dentro de uma caverna nas montanhas áridas do Afeganistão, capacidade para planejar, executar e controlar o atentado contra o World Trade Center, mais o Pentágono e, talvez, a Casa Branca? É preciso não esquecer que o governo Roosevelt sabia, com precisão, do ataque japonês a Pearl Harbor, e deixou acontecer, com mortos e feridos, além dos danos materiais.

(…) Aliás, o FBI e a Polícia Montada Canadense poderiam neutralizar, em 48 horas, os comunistas e todas as forças subversivas, se tivessem permissão. Os chefes do FBI, e da Polícia Montada, sabem quem são as Potências Secretas. Somente o apoio generalizado da população liberaria esses órgãos das correntes com as quais – nós inclusive, somos todos imobilizados.

Quando os comunistas receberem a ordem de se revoltar, serão autorizados a massacrar todos aqueles cujos nomes constam das listas de liquidação dos Illuminati. Os agentes dos Illuminati aparecerão, então, em cena, e tomarão o controle, sob o falacioso pretexto de salvadores do povo. Lênin se gabava de que “quando os tempos chegarem, os Estados Unidos cairão nas suas mãos, – as do Illuminati-, como frutos maduríssimos”.

O plano com o qual os Illuminati pretendem tomar o poder aos comunistas está pronto. O pessoal selecionado para arrematar os seus detalhes recebe treinamento num imóvel de Chicago denominado o “Treze Treze” (THIRTEEN THIRTEEN), Rua 60ª, uma propriedade da Universidade de Chicago. Esse centro de treinamento Iluminista é financiado pelas mesmas fundações que financiam o Conselho de Relações Exteriores – CFR, de N. York. Os Iluministas, engajados nesse projeto, estão infiltrados nos “Serviços da Administração Pública”, pretensamente para melhorar os serviços sociais, bem como o governo. Na realidade, eles treinam seus agentes selecionados para ocupar posições-chaves, em todos os níveis do governo.

Diplomados em Administração Pública já estão devidamente colocados como “especialistas”, “experts” e “conselheiros”, pelos Illuminati, nos seguintes órgãos:

-Am. Publica Works Assn. Municipal Finance Officers Assn; Public Personal Assn.; [seguem-se duas dezenas de outras organizações].
A política dos dirigentes dos serviços de Administração Pública, no “Treze Treze”, consiste em fazer nomear agentes treinados para os postos importantes dos Municípios. Estes, indicam outros diplomados pelo “treze treze” para chefiar os diferentes serviços civis, até que tenham controlado a Administração Municipal. Eles se propõem a trabalhar com eficiência, no interesse da organização. Na verdade, nada mais fazem que usurpar os poderes do eleitorado.

Dade County, Miami e Chicago já passaram ao controle dos diplomados pelo “Treze Treze”. (…) No caso de Miami, seria necessário estabelecer esse controle imediatamente; o Sul da Flórida constitui um dos “santuários” dos Illuminati, que planejam reunir e proteger lá os seus, excluindo todos aqueles que não forem de alguma utilidade, sobretudo quando o “Estado de Emergência” for declarado. É verdade, os Iluministas de Chicago e Miami controlam a Administração Civil, mas não o povo. [Por enquanto não foram aplicadas todas as novas medidas que o combate ao terrorismo impõe].

No interior do “Treze Treze”, os agentes do Illuminati recebem uma formação que lhes ensina como assumir o controle dos governos municipais, dos parlamentos de cada Estado, e como subjugar os “Goyins” (gado humano), assim que receberem a ordem. São ensinados, também, e antes de tudo, a como se apresentar sob o disfarce de “salvador do povo”, cuja missão seria preservar as massas das perseguições mais importantes da parte dos comunistas. São ensinados como retirar as massas da opressão comunista, para colocá-las sob nova sujeição, aos Illuminati. Esta, caros leitores, é a organização e seu funcionamento. Para outras informações sobre o “Treze Treze”, dirijam-se a Time for Truth Press, P.O. box 2233, Palm Beach, USA.

Nossa finalidade, ao escrever este opúsculo, era provar que os Illuminati foram bem organizados por Weishaupt, para dirigir a Conspiração Luciferina até seu objetivo final, mas, também, que são controlados, na cúpula, pela Sinagoga de Satanás. Esta, por sua vez, está colocada sob o controle de alguns indivíduos que são, de fato, os grandes sacerdotes da “fé” luciferina, conhecidos, também, sob o nome de “Grande Loja Branca”.

Tentamos provar que o objetivo encoberto da hierarquia luciferina consiste em impedir o estabelecimento do Plano de Deus para a Sua Criação, e que a vontade de Deus seja feita, assim na Terra como no Céu. Seu objetivo é impor a ideologia luciferina à humanidade, bem como suas decisões, pela força, graças ao despotismo satânico. A fim de enganar as populações, referem-se à ditadura totalitária luciferina com a denominação de “Nova Ordem Mundial”.

A ideologia luciferina exige da “Nova Ordem Mundial” uma divisão da humanidade em duas classes: os mestres (senhores) e os escravos. Os mestres, e seus governadores, serão os grandes sacerdotes dessa “fé”, seus Illuminati, e terão, como agentes de alto nível, alguns bilionários, cientistas, economistas, e profissionais liberais devotados à causa luciferina. Mas, haverá, também, uma polícia e um exército, em número suficiente, para obrigar os Goyim a obedecer.

Todos os outros seres humanos serão reduzidos a uma espécie de “conglomerado”, feito pela mestiçagem de brancos, negros, amarelos e vermelhos. A mestiçagem será rapidamente obtida pela inseminação artificial. As mulheres serão cientificamente selecionadas, e utilizadas como chocadeiras humanas, e, os machos que as fecundarão, serão cuidadosamente escolhidos [leia-se “O Admirável Mundo Novo”, de Aldous Huxley, uma visão romanceada do projeto dos Illuminati, por esse parente muito próximo de Altos Iniciados (n.d.t. brasileiro)].
Por outro lado, a taxa de natalidade será estritamente limitada às necessidades do Estado [experiências de controle de população são feitas no mundo todo, especialmente na China, donde nos chegam notícias de que os “médicos” abortadores vendem os fetos a U$ 10,00, para serem comidos numa sopa altamente valorizada nos meios mais satanizados (idem)].

Está escrito no plano diabólico dos Illuminati: quando obtivermos o controle, o próprio nome de Deus será apagado no Livro da Vida. No jargão dos Illuminati isto significa uma lavagem cerebral, cientificamente aplicada, a fim de lavar os espíritos dos escravos humanos de todo o conhecimento de Deus Todo-Poderoso: “Adonai”. Os Iluministas têm intenção de transformar em zumbis todos aqueles para os quais não tenham uma destinação particular.

Uma última advertência: as guerras, sejam elas ofensivas ou defensivas, as revoluções – mesmo que sejam chamadas de contra-revoluções-, a intolerância racial, a intolerância religiosa[32], o fanatismo religioso [é o caso das seitas, não devemos aceitar o rótulo que nos quer impor a Maçonaria!], a perseguição e o ódio, não darão solução ao nosso problema.

Será apenas conhecendo toda a verdade que poremos fim à Conspiração Luciferiana. Se continuarmos a guardar silêncio, por causa dos riscos, a Conspiração progredirá até o último cataclisma mundial, quando os Goyim se massacrarão as dezenas de milhões [ou bilhões?] com bombas atômicas e gás tóxico dos nervos, enquanto os Illuminati, e seus amigos, se aquecerão nas praias ensolaradas dos seus “santuários”, gozando do luxo.

Quem desejar resistir, e combater por Deus contra Lúcifer, não precisa de armas, de dinheiro. Tudo o que é necessário está exposto claramente nas Santas Escrituras. Que meditem sobre a Epístola aos Efésios, cap. VI, versículos 10 a 17:

“Quanto ao mais, irmãos, fortificai-vos no Senhor e sua força toda-poderosa. Revesti-vos da armadura de Deus para poder resistir às ciladas do diabo. Porque não é contra a carne e o sangue que vamos combater, mas contra os principados e as potestades, os senhores desse mundo das trevas, os maus espíritos espalhados pelos ares. Por isso, vesti a armadura divina, para poder resistir aos tempos terríveis, e, cumprido o dever, poder permanecer de pé. Tenhais, pois, os rins cingidos com a verdade, revestida da couraça da justiça; que vossos pés sejam calçados pelo zelo pelo anúncio do Evangelho da paz; tendo sempre à mão o escudo da fé, contra o qual se quebram os dardos inflamados dos mentirosos, Portai, ainda, o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus.” Poderia haver algo de mais completo e claro? (…) Se rompermos a
 Conspiração do Silêncio, se insistirmos com nossos representantes para que não façam o jogo da política, mas que trabalhem para o estabelecimento do Plano de Deus para a Criação, aí então, Deus intervirá em favor daqueles que provaram sua vontade de figurar entre seus eleitos. Esta alternativa nos é oferecida. Cabe-nos decidir: se, de todo coração desejamos viver, para toda a eternidade, segundo o Plano de Deus, a única maneira de provar nossa sinceridade é trabalhar pela realização do Seu Plano para a Terra. O plano de Deus está revelado nas Santas Escrituras. Ele não está, evidentemente, de acordo com a Carta das Nações Unidas, a ONU, ou com a ideologia dos mundialistas. Postai, ou distribui exemplares desta brochura às pessoas com as quais vos preocupais. Os resultados obtidos são maravilhosos quando os exemplares caem em boas mãos… Se estiverdes convencidos do que revelamos, então é vosso dever transmitir estas informações ao maior número de pessoas que possais contactar. Algumas, – muito poucas -, aceitarão o conhecimento da verdade. Outras a rejeitarão. Não será por vossa culpa! Sereis julgados pelos esforços consagrados ao trabalho, e não pelos resultados que tiverdes obtido. Usai da paciência, sem nada impordes, mormente pela força! Dai provas de bom senso-senso, sem nunca denegrir! Sede amáveis e reflexivos, não sejais polemizadores ou agressivos! Levai as pessoas a pensar, e, depois, deixai-as refletir por si mesmas sobre a questão. Os escravos, que estão a serviço dos Iluminados, gastam todo o tempo disponível, – noite e dia-, a serviço da sua causa. Podemos fazer por menos, se desejamos obter nossa recompensa eterna?

Necessitamos da cooperação do clero de todas as nações que ensinam a crença em Deus e o combate a Lúcifer. Temos necessidade, particularmente, do apoio ativo de todos os ministros da Religião Cristã. Se pudermos persuadi-los a prestar mais atenção, a romper a conspiração do Silêncio, e ensinar toda a verdade aos seus fiéis, os Illuminati não poderão completar seu Plano e fomentar a Terceira Guerra Mundial, bem como o cataclisma social. Os padres de Deus assumem uma responsabilidade muito pesada quando recebem o sacramento da Ordem. É seu dever, sejam quais forem as conseqüências, e nisto está empenhada sua honra, revelar aos seus rebanhos a inteira verdade! Se não aceitam fazê-lo, entregam à própria sorte inocentes vítimas, nas mãos de criminosos que buscam tomar posse das suas almas imortais!

Conclusão: proponho aos 900.000.000 de católicos, espalhados pelo mundo inteiro, a seguinte questão: se aquilo que expliquei nestas páginas não é verdade, por que rezais assim no final de cada missa[33]:

“São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, sede nosso escudo contra as maldades e ciladas do demônio. Cordeiro de Deus, instantemente vos pedimos, e vós, Príncipe da Milícia Celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás, e a todos os espíritos malignos que andam pelos ares para perder as almas”[34]

Ou bem o que revelamos é verdade, ou bem as palavras da oração acima são absurdas!

Sei quem compôs esta grande prece35. Já disse porque a compôs. Estou certo de que Deus está pronto a ouvir nossas preces, desde que tenhamos provado – pela ação refletida -, que somos dignos da sua intervenção[36]!

William Guy Carr

“Abriu, pois, a boca em blasfêmias contra DEUS, para blasfemar o seu nome, o seu tabernáculo[38] e os habitantes do Céu. Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação, e hão de adorá-la[39] todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos desde a origem do mundo no livro da vida do Cordeiro imolad. Quem tiver ouvidos, ouça!”
(Ap. 13,6-9)
(A citação Bíblica foi inclusão nossa: J. B. Klein)


NOTA FINAL DA EDIÇÃO FRANCESA

A CONSPIRAÇÃO MUNDIAL

Aqueles que têm dificuldade em aceitar que os Estados Unidos e o mundo sejam alvo de conspirações políticas e econômicas, não estão preparados para a leitura deste livro, que trata da Conspiração num nível muito alto. O homem comum não está familiarizado com a história e a documentação que expusemos aqui. Ocorre, também, que nunca lhe disseram que as potências do mal são tão reais quanto as potências do bem.

Neste trabalho, o leitor se confronta com a revelação de documentos secretos do Pe. Robinson, e com outras mais recentes e numerosos. Em seguida, o autor transporta o leitor através da história, remontando à Conspiração desde suas origens mais remotas. De repente, o leitor se dá conta de que está entendendo o que se passa com o Governo Mundial, que trata de usurpar os poderes dos demais governos legítimos. É coisa muito diferente do simples governo que a maior parte dos Cristãos espera do Senhor.

Os conspiradores têm um conhecimento profundo da natureza humana. São conscientes do fato de que Deus criou a terra, e nos colocou nela por meio de um processo de nascimentos; que nos dotou de uma inteligência, que pode receber inspirações boas ou maléficas. Assim, gratificado com uma vontade livre, o homem teria que ser posto à prova nesta terra, posto que seu corpo material executa as decisões do seu espírito, num sentido positivo ou negativo.

Os conspiradores tomaram muito cuidado para assegurar-se de que seus planos não seriam, jamais, revelados. Principalmente, pela imposição de juramentos (secretos) terríveis, e usando da zombaria, ou do assassinato…

Seus objetivos verdadeiros não devem ser revelados, até que sua organização tenha imposto um despotismo absoluto. Estamos sendo informados , aqui, que se trata de uma Conspiração, tão implacável quanto diabólica, cujo objetivo é amputar a liberdade do homem, dada por Deus, usando, para isto, a mentira, o crime e a força.

A Sinagoga de Satanás recorre a todos os expedientes baixos. Ela mesma diz “As massas devem ser endeusadas com louvores exagerados, e promessas extravagantes. A seguir, poderemos fazer o contrário do que prometemos… Não há nenhuma importância!”…

William Carr aconselhava, freqüentemente, postar ou distribuir exemplares desta brochura às pessoas das nossas relações, porque os resultados são maravilhosos quando caem em boas mãos. Ele estava persuadido de que a verdade será, um dia, vitoriosa.

( A seguir inclusões nossas: J.B. Klein)

NOTA 1:

Republicaremos o artigo do Jornal Folha de São Paulo, de 02 de novembro de 2000, originado na sucursal do Rio de Janeiro, pois após passaram-se QUARENTA e DOIS (42) ANOS, são confirmadas plenamente as informações e os alertas do Almirante Canadense William Guy Carr, transcritos aqui:

MANIFESTO GRUPO REÚNE CIVIS E MILITARES

Criado por militares da reserva e por civis, o “Movimento para restituir o Brasil aos Brasileiros”, acaba de lançar o “Manifesto à Nação”, que aponta um suposto “Governo Mundial”, que já se encontra em gestação.

Essa administração mundial, afirma o documento, tem como objetivo estabelecer-se em um patamar “hierarquicamente superior a todos os Estados – Nações que hoje existem sobre a terra”.

Escrito em 14 páginas e dividido em 5 capítulos, o manifesto sustenta a estratégia desse “Grupo obcecado pelo poder mundial”, que já está definida e em execução.

Fariam parte da estratégia do grupo para controlar o mundo, o estímulo a movimentos separatistas, a desativação de indústrias nacionais, o corte de verbas para o setor de ciência e tecnologia, e à adoção do dólar como moeda fora dos EUA.

Esse plano, se não for detido, levará o domínio da violência, da destruição e da morte, em uma escala nunca vista anteriormente; uma verdadeira tragédia de alcance mundial, afirma o texto.

Em relação ao Brasil, o manifesto dia que o País “ainda não foi destruído de forma irreversível, e pode dizer não, aqueles que querem destruí-lo”.

O movimento foi criado este ano por quarenta e dois civis e militares. Seu coordenador-geral é o Brigadeiro Eércio Braga, 64 anos, da reserva da Aeronáutica.

“Queremos o Brasil como o Brasil, e não como uma espécie de colônia”, disse Braga.

NOTA 2:

O CATÓLICO NÃO PODE SER MAÇOM
DECLARAÇÃO DA SAGRADA CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ, RELACIONADA COM A ACTA APOSTOLICAE SEDIS 73, DE 17 DE FEVEREIRO DE 1981

Declaração sobre as associações maçônicas

“Foi perguntado se mudou o parecer da Igreja à respeito da maçonaria pelo fato de que no novo Código de Direito Canônico ela não vir expressamente mencionada como no código anterior (imagine se a maçonaria eclesiástica não iria agir? – n.J.B. Klein).

Esta Sagrada Congregação quer responder que tal circunstância é devida a um critério redacional seguido também quanto às outras associações igualmente não mencionadas, uma vez que estão compreendidas em categorias mais amplas.

Permanece portanto inalterado o parecer negativo da Igreja à respeito das Associações Maçônicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a Doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem as associações maçônicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da sagrada comunhão.

Não compete às autoridades eclesiásticas locais pronunciarem-se sobre a natureza das associações maçônicas com um juízo que implique derrogação de quanto foi acima estabelecido, e isto segundo a Declaração desta Congregação, de 17 de fevereiro de 1981 (cfe. AAS 73, 1981, p. 240-241).

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou a presente declaração, decidida na reunião ordinária desta Sagrada Congregação, e ordenou a sua publicação.

Roma, da sede da Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, 26 de novembro de 1983.

Obs. Final: Não esqueçamos disto em nenhum momento de nossas vidas: “O lívre arbítrio DEUS nos concedeu, mas pelas conseqüências de todas as nossas decisões, responderão nossas almas, eternamente…” Colaboração de João Batista Klein, Porto Alegre-RS, em 04.03.2005
www.portalanjo.com

 

NOTAS GERAIS:

1 A segunda é “Satanás, Príncipe deste Mundo”, editada em 1997 nos Estados Unidos, por enquanto não traduzida em português nem francês.

2 Na época o autor não precisou, e não era fácil prever, que o Comunismo mudaria de forma exterior. Aliás, é da sua natureza disfarçar-se de acordo com as circunstâncias históricas. Não é de admirar que hoje, o Comunismo tome a forma de Socialismo Democrático.
Para bem compreender a natureza cambiante do Comunismo, ler o livro de Jean Daujat: “Conheça o Comunismo”.

3 Atualmente, parece que os Illuminati fixaram sua escolha no Deserto Australiano e na Patagônia, como testemunham os extratos da imprensa que deixamos à sua meditação:

a) Marcel Renoulet, diretor do jornal libertário “L’ Homme Libre” citou a seguinte advertência (10.11.94): “Ignoro se a guerra vaieclodir. Um fato muito me preocupa: Rockefeller, e uma dezena dos maiores bilionários americanos compraram um território quase tão grande quanto a Bélgica, em pleno centro do Deserto Australiano, e ali estão construindo palácios enterrados.

. O território é cercado de arame farpado, e vigiado por um exército provado. Muito mau, muito mau sinal… Esses senhores conhecem o futuro… Já que são eles que o decidem…”.

Acrescentamos, no que se refere à Austrália, que de 21 de outubro a 9 de novembro de 1993, ocorreu uma “Grande Reunião de Luciferianos” em Wollongong, cidade situada na costa oriental australiana, próxima a Sidnei, mas também nas proximidades de uma grande zona desértica…

Os testemunhos de ex-satanistas revelaram que a elite dos chefes do culto satânico do mundo inteiro lá se encontrava… Esse encontro, projetado há vários anos, teve lugar nas montanhas vizinhas à cidade, na mata densa. Ali muitos rituais foram praticados. O objetivo desse encontro em Wollongong foi reunir todos os adeptos do aniquilamento do “anjo da morte”, um personagem cristão que Deus teria chamado para combatê-los! O fim do Mistério da Iniqüidade seria em breve? Na perspectiva da guerra anticristã posta em marcha, a coligação entre a Alta França Maçônica Luciferiana, e os círculos satânicos, já está estabelecida”.

b) No seu número 481, de maio de 1997, página 60, a revista “Lectures Françaises” cita a seguinte informação: “Buenos Aires. Território caro ao coração de Jean Raipail, a Patagônia está em vias de se tornar a terra dos bilionários. Ted Turner, o riquíssimo magnata da cadeia de televisão CNN, comprou 5.000 hectares de magníficas paisagens. Sylvester Stallone propôs a compra de um lago, e mais 14.000 hectares. Alfredo Yabran, amigo do Pres. Menem, acusado de ser o chefe da máfia local, os imitou. Pode se encontrar outros bilionários seduzidos pelos grandes espaços ainda intactos: a família Benneton possui 850.000 hectares destinados à criação de ovelhas e bovinos. Georges Soros não fica atrás: é proprietário de 350.000 hectares, comprados de antigas famílias em dificuldades financeiras.

Muitos políticos argentinos responsáveis criticam esta corrida à Patagônia, transformada em reserva ecológica. Acusam o Governo de entregar a região a preço de banana. “Mas nada poderão fazer, por causa das razões que agora sabem; ainda mais que a maioria desses “privilegiados” faz parte do “Povo Eleito”…
(n.d.t. francês)

4 Queiram estudar, lápis à mão, a “extraordinária” questão dos Khazars, povo mongol-asiático convertido ao Judaísmo nos séculos VIII-IX D.C. Os judeus “ashkenazim” são os descendentes dos Khazars, logo não-semitas. Quando se sabe que 82% dos judeus do mundo inteiro são “ashkenazim”, pode-se avaliar as dimensões da impostura indizível que constitui o suposto anti-semitismo… A única obra relativamente “séria” que se pode procurar sobre esse assunto é La Treiziéme Tribu, do judeu Arthur Koestler, publicada em 1976 por Calmann-Lévy, encontrada, também em edição de bolso em “Presses Pocket” nº 2546. Curiosamente, esta obra é raramente citada nos outros livros de Koestler, na relação das obras do mesmo autor, e estranhamente, A. Koestler morreu subitamente, após a publicação desse livro muito desconcertante para certas pessoas… Uma obra que pode ser lida com prudência: “Le Dictionnaire Khazar”, de Milorad Pavic, editado por Belfond, em 1988 (n.d.t. francês).

6 Sobre as origens demoníacas do Rock in ‘Roll, consultar as seguintes obras:

a) Pe. O’Connor, O.P.: “La Guerre de Satan Contre nos Enfants”;

b) Jean – Paul Régimbalt: “Le Rock’n ‘roll, Viol de la Conscience par les messages sublimimaux” (preferível a edição canadense, que saiu sem cortes da “censura”) A parte suprimida na Suíça, p.e,. é o capítulo: “Quem financia o rock?”

c) Mons. Corrado Balducci: “Adorateurs du Diable et Rock Satanique”, Tequi, Paris.
Todas estas obras estão disponíveis nas Ed. D. F. T, BP 28, 35370 Argentré-du – Plessis, França. Quanto à pornografia e suas sombrias origens, ver o livro de Désiré Dutonnerre: “Lá Marée Noire de La Pornographie”, publicada pelas Ed. De Chiré, BP.1, 86190 Chire-em-Montreuil 
(n.d.t. francês).

Não nos esqueçamos de que, em pleno regime militar no Brasil, carimbado pelos comunistas de “ditadura militar fascista”, a partir do Governo Geisel, por obra do seu auxiliar mais importante, o general Golbery do Couto e Silva, maçom dos altos graus, foi liberada a pornografia nos cinemas, teatros e revistas, o que tinha sido proibido no Governo Médici. Golbery alegava que era preciso haver “válvula de escape”, como se a Educação Moral e Cívica, e a censura vigentes, fossem sufocantes e antinaturais. O sociólogo laureado (e muito lido, ao contrário do “príncipe dos sociólogos”, Fernando Henrique), o professor russo naturalizado americano, Pitrim Sorokim, escreveu a magistral obra “A Revolução Sexual Americana”, que trata dos efeitos na erotização na sociedade americana”. 
(n.d.t. brasileiro).

7 “News Behind the News” (N.B.N): “Notícias por trás das Notícias”, boletim informativo sobre os bastidores da política mundial, com ênfase no papel dos Illuminati, fundado por William Guy Carr, não é mais publicado. Esse boletim completava, com muita utilidade, suas notáveis obras .
(n.d.t. francês)

* Esta heresia é ensinada pela seita “Testemunhas de Jeová”, cujo fundador era maçom de alto grau e Illuminati. Outras seitas de origem protestante foram fundadas pelos Iniciados.

8 S.S. o Papa Leão XIII, declarou na sua inspirada encíclica “Humanum Genus” (1884), sobre a Maçonaria, que é preciso “arrancar a máscara dessa seita a fim de mostrá-la tal como é”. Obedecemos de bom grado a essa diretriz papal, porque o inimigo deve ser combatido sem quartel
(n.d.t. francês).

9 1789, ano da Rev. Francesa e da inconfidência Mineira dos maçons brasileiros. Em 1889, a Maçonaria brasileira comemorou o 1º centenário desses eventos com a Proclamação da República, e, o 2º centenário, com a promulgação, em 1988, da “Constituição Cidadã” que institucionalizou, no Brasil, o Código dos Direitos do Homem e do Cidadão, da Rev. Francesa. Ainda em 1889, planejaram um atentado a D.Pedro II, comemorativo ao 1º centenário da Rev. Francesa, que deveria ocorrer exatamente no dia 17 de julho, data da “tomada da Bastilha”, quando o monarca deveria ir ao teatro. Como não foi naquele dia, só o fazendo alguns poucos dias depois, o atentado, realizado por um maçom português, foi adiado. O tiro nem acertou a carruagem, o conspirador foi preso, banido, e o fato, esquecido.
(n.d.t. brasileiro).

10 Ver “O Gnosticismo e a Franco-Maçonaria”, de Eduard Haus, p. 190
(n.d.a).

11 Bem antes de 1917!

12 Vejam que atribuem a Engels o financiamento do seu parceiro, numa tentativa de cobrir a ação do Illuminati. 
(n.d.t. brasileiro).

13 Ele dirigia os Carbonari (braço armado da Maçonaria), e a famosa “Mão Negra”, cujos membros assassinaram o arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo (dando início à 1ª Guerra Mundial)

14 Existem, com certeza, várias datas no calendário luciferiano nas quais se realizam missas negras e sacrifícios humanos. Atualmente, através de Halloween, assistimos à penetração do rito satânico nas escolas. O ano novo do calendário dos bruxos é comemorado no dia 31 de outubro. A “World Book Encyclopedia” afirma que se trata do começo de tudo o que é “frio, escuro e morto”. Sabemos que, ainda nos nossos dias, os satanistas praticam sacrifícios humanos, à noite, nos Estados Unidos e na Austrália. (A pedofilia, rito iniciático satânico, termina, geralmente, com o assassinato de crianças. Os membros dos altos cargos da União Européia, p. ex., são obrigatoriamente, pedófilos). 
(n.t.d. brasileiro).



15 A polícia de Chicago conduziu inquéritos sobre três crimes rituais recentemente (n.d.a.), a imprensa americana publicou notícias sobre o sumiço e morte ritual de cerca de 600 pessoas por ano, de todas as idades. O escândalo só poderia ser abafado com outro maior: o caso Mônica “gate” (uma agente do Mossad) envolvendo o Pres. Bill Clinton. No Brasil, o julgamento (2003) mais importante do caso do assassinato e retirada dos órgãos genitais de alguns rapazes, em Altamira, no Pará: Apenas dois médicos e um policial foram condenados a altas penas, e a bruxa mandante dos crimes, foi absolvida, por falta de provas! 
(n.d.t. brasileiro).

16 Recentemente, agentes dos Illuminati roubaram o tabernáculo de uma Igreja Católica Romana, em N. Jersey, para obter hóstias consagradas (n.d.a.).

Atualmente, elas podem ser fornecidas pelos próprios padres e bispos pedófilos. Aliás, a própria criança, submetida aos abusos, senão assassinada, já é uma hóstia. São mártires de uma categoria especial. Daí o empenho (de membros da maçonaria eclesiástica dentro -n.J.B. Klein) da “Igreja” em dar a comunhão na mão. 
(n.d.t. brasileiro).

17 Uma certa Wilma Montesi morreu, depois de ter sido utilizada como sacerdotisa de uma Missa Adonaicida. Ela tinha participado de uma maratona sexual. Morreu de esgotamento físico, e também, de uma overdose de drogas, numa praia próxima a Nápoles. O escândalo envolveu altas personalidades da Igreja e do Estado… 
(n.d.a.).

A laicíssima revista História, no seu nº especial 430-bis, página 86, informa que um certo Bernard Oudin falou sobre a operação “abafa” para apagar o caso Montesi. Os Illuminati fazem tudo o que é possível para limpar os traços dos seus crimes. W. Carr estava muito melhor informado do que esse pobre jornalista. Sabemos que hoje em dia muitos outros corpos de moças seqüestradas são, depois, encontrados numa praia, ou num outro lugar qualquer. 
(n.d.t. francês)

18 No livro “L’ Église Eclipsée?”, ou autores mostram que o inimigo conseguiu seu Papa da Revolução, e que este realiza o plano da conspiração luciferina, implementando o projeto do rabino E. Benamozegh, o qual previu a instalação da religião noachida, no Sinai, no final do Séc. XX, ou nos primeiros anos do XXI, como trampolim para a religião luciferina. É curiosa à significação de Har Sinai, no talmude: Monte Sinai é a montanha donde irradia sina, o ódio contra todos os povos do mundo (Talmud, Schabbath, 89).

19 Os membros executivos desses conselhos reuniram-se, secretamente, na Geórgia, no Hotel King & Prince, na Ilha St. Simon, de 14 a 17 de fevereiro de 1957. Os fatos são relatados no número de maio de “News Behind the News”. 
(n.d.a).

20 Esse Karl Rothschild, o Rothschild de Nápoles, era o célebre “Piccolo Tigre” dos documentos da Alta Venda Romana, que Crétineau-Joly revelou no seu trabalho fundamental “A Igreja em face de Revolução”. 
(n.d.t. francês).

21 O escândalo da loja “P2” e do Banco Ambrosiano, no início dos anos 80, na Itália, ilustra bem o assunto. (n.t. francês).

22 Lembramos que se trata do Vaticano de 1957-58, i.e, dos tempos de Pio XII. O leitor compreenderá bem essas crises lendo “L’Église Eclipsée”, D.P.F. 
(n.d.t. francês).

23 Lembremo-nos da importância do Halloween, atualmente festejado em todas as escolas, um meio escolhido para iniciar as crianças no rito satânico, mandando-as aos lares da sua cidade pedir doces. Antigamente, as feiticeiras, quando lhes recusavam uma “esmola, lançavam pragas na casas dos não-doadores”. Lembremo-nos também, que a data do Halloween visa a abafar a comemoração do Dia de Todos os Santos, como acontece com outras datas do calendário católico: Dia das Mães, competindo com o de Nossa Senhora; Dia dos Namorados, Dia dos Pais; retirando recursos destinados as comemorações católicas, e desviando os corações. O Natal, no Uruguai, p. ex., virou “Dia da Família”, e o personagem homenageado é, sempre, o Papai Noel, símbolo do liberalismo, e, nunca, o Menino Jesus. Os cartões de Natal – Papai Noel transmitem mensagens afetuosas e sentimentos humanos fraternos, sem alusão ao Divino Infante, etc. 
(n.d.t. brasileiro).

24 Atenção para a data: exatamente o 1º centenário da “Queda da Bastilha”, data máxima da Rev. Francesa, que é a revolução modelo.

26 Também não escapam à inteligência, de qualquer pessoa mediamente instruída, os seguintes fatos, estimuladores da entrada na guerra dos Estados Unidos, cujo povo é, tradicionalmente, isolacionista:

– afundamento (torpedo) da Lusitania, navio americano à 1ª G.M;

– ataque japonês a Pearl Harbor à 2ª G.M;

– ataque ao “World Trade Center”, Pentágono e, presumivelmente, à Casa Branca

– à 3ª G.M. Se ainda não estamos na 3ª G.M, já assistimos seus prenúncios: Yuguslavia x OTAN; Afeganistão x Índia.

– Bush pai e Bush filho já se lançaram contra o Iraque. Ambos são formados na sociedade secreta “Skull and Bones”, são maçons de alto grau, e seguem o plano de Weishaupt-Pike. Bush falou sobre a Nova Ordem Mundial, e o filho sobre a “Novíssima Ordem Mundial”, quando, aparentemente, afrontou a ONU para atacar o Iraque, contra a opinião pública mundial. Enquanto isso, os ashkenazins, descendentes dos Kahzars, um povo mongol-asiático que migrou para as estepes russas e se converteu ao Judaísmo no séc. VII-VIII D.C, disputam com os sefardins a eleição do Rei do Mundo. Os ashkenazins são os mais numerosos (82%), mas os sefardins são os mais ricos (Rothschild, Rockfeller). É um problema para os Illuminati resolverem antes de deflagrarem a 3ª Guerra Mundial.

… Recomendamos meditar sobre:

- O fato de que o Comunismo foi planejado, desencadeado, sustentado, e controlado pelos Illuminati, e ainda o é. Gorbatchev é um deles, fez a lição de casa direitinho, deu nome até a uma Fundação e investe, atualmente, na “Nova Religião Mundial”, Dalai Lama, Rochefeller, etc, como figuras de proa;

- um ensaio desse cataclisma social foi executado durante a Rev. Espanhola de 35, com loucos e criminosos soltos, como na Revolução Francesa de 1789, matando e roubando indiscriminadamente, enquanto grupos fanáticos, bem treinados, seqüestravam pessoas constantes de uma relação pré-preparada.(…) 
(n.d.t. brasileiro)



27 Os maçons, na sua quase totalidade, são uns bobos que os “Altos Graus” manobram, como o manipulador que puxa os cordões das marionetes. A esses maçons idealistas, que acreditam estar sendo, como a pedra, polidos, e contribuem para a realização da grande Obra da Fraternidade Universal, ou aqueles mais avançados na iniciação, que pensam serão os quadros, os tecnocratas de uma nova civilização, baseada na supressão do:

– erro, pela abolição das leis;

- pecado, pela abolição da idéia de Deus;

– miséria, pela abolição [física] dos miseráveis;

Tudo levando à PAZ, sob uma Nova Ordem Mundial, de liberdade, igualdade e fraternidade, que ponham as barbas de molho. Para eles, os “irmãos” desconhecidos preparam um suicídio coletivo, já testado na Guiana, com o esquecido (por quê?) Jim Jones. Maçom amigo (porque devemos amar até mesmo os inimigos): não se iluda! Você foi treinado para obedecer cegamente a fim de que, cumprido seu papel (sujo, por sinal) seja eliminado com prioridade: pelo bem da Humanidade, irmão, você deverá se matar! 
(n.d.t. brasileiro).

28 O livro de W. Carr, “Pawns in the Game” está, agora, censurado no Canadá, bem como outras obras “não-conformistas”. É essa a liberdade de expressão que as diversas Declarações de Direitos Humanos não cessam de zumbir nas nossas orelhas. O inimigo não pode suportar a verdade, e usa de todos os meios para impedir que seus planos sejam revelados. 
(n.d.t. francês)

29 A revista americana “The New American”, da direita (cuidado, é direita da Maçonaria), tem alertado sobre a crescente quebra das liberdades e da privacidade dos cidadãos daquele país, outrora modelo de nação livre, sob o pretexto de impedir o terrorismo. Após o 11 de setembro, atentado que destruiu as torres gêmeas de N.York, os cidadãos têm sofrido uma série de restrições e controles. Um sistema de escuta-gravação permite monitorar todos os telefones, faxes, correios eletrônicos, telefones digitais do país e do mundo inteiro.

Já está desenvolvido também, o sistema de identificação pessoal na base de um microchip implantado nas costas da mão, contendo todos os dados do indivíduo, permitindo localizá-lo em qualquer lugar do planeta, inclusive em subterrâneos. Cogita-se também em acabar com o dinheiro e passar a comprar e vender apenas com microchip (“a marca da besta”!). Informações recentes dão conta de que a Motorola já tem fabricado, em Campinas, cerca de 200 milhões de microchips, para implantar nos brasileiros. Faz algum tempo transpirou uma notícia que passou despercebida do grande público: o presidente John Kennedy teria sido morto porque, após ter assinado um decreto ultra-secreto, que lhe daria poderes ditatoriais, em caso de “Estado de Emergência”, decidiu revogá-lo publicamente em cadeia de televisão “costa a costa”… Não viveu para isso. 
(n.d.t. brasileiro).


32 Ler, a respeito, a doutrina correta da Igreja, exposta magistralmente pelo Pe. Pie (depois cardeal) em três sermões magníficos. A verdade é, sim, intolerante quanto a erro. 
(n.d.t. brasileiro).

33 Esta oração foi suprimida na “Liturgia Conciliar”… Pois bem, esta oração, dita 400.000 vezes por dia, ao redor do globo, constituía uma barragem de metralhadoras incrível, contra a ação diabólica. Os manipuladores desertaram, os demônios podem passar!… De qualquer modo, é preciso não esquecer que existe uma mulher, “mais terrível que um exército em ordem de batalha”, que esmagará sua cabeça, como anunciou em Fátima, em 1917!

34 Uma instrução recente, vinda do Vaticano (da maçonaria eclesiástica – n.J.B. Klein) , proíbe que essa oração seja rezada pelos fiéis, ao final das Missas, e, até mesmo dizerem amém! Alegam que se trata de um exorcismo e, como tal, não pode ser dito por leigos… Numa outra instrução, proíbe o Vaticano (a maçonaria eclesiástica – n.J.B. Klein) que se ofenda Lúcifer – Satanás com palavras, etc. Deve ser referido, apenas como “Príncipe do Mal”. Ao tratar Satanás, o diabo, como Príncipe do Mal, estaremos concedendo- lhe o status de Deus, que os satanistas desejam, porque não existe um princípio do mal. Deus não criou o mal, apenas o bem, nem poderia fazê-lo, porque Ele é o Bem! Ele, Deus, sim, é o princípio. Lúcifer – Satanás é a criatura, e o mal é apenas, deficiência do bem, aquilo que falta à Criação para que ela seja, inteiramente, o bem. A Igreja já condenou essa heresia professada pelos maniqueístas e, depois, outras seitas vinculadas a essa doutrina falsa. O escândalo é que agora ela volta, oriunda do próprio Vaticano (por ação dos maçons lá encastelados – n.J.B. Klein). Que prova maior podemos ter de que os luciferianos – satanistas ocupam a Sé de Pedro? Professam, abertamente, a doutrina dos Illuminati, e querem impô-la aos Católicos. Quantos bispos, padres e religiosos, sem contar a multidão de leigos, por causa de uma obediência mal compreendida, a uma autoridade que declara não mais encarná-la, vão perder suas almas? Vade retro Satanás!
 (n.d.t. brasileiro).

35 S.S. O Papa Leão XIII teve uma visão apavorante da ação tenebrosa, de Satanás e seus anjos, sobre o mundo. Isto o estimulou a compor esta prece exorcística! No que concerne ao “Grande Exorcismo de Leão XIII”, consultar a pequena brochura editada pela Editora Ste. Jeanne D’ Arc, (“Les Guillots”, 18260 Vilegaignon), que contém um bom número de informações históricas; dentre outras, sobre os golpes sombrios que foram praticados, no começo do século (XX), sobre esse Grande Exorcismo, pelos inimigos infiltrados na mais alta cúpula da Igreja. Dispomos, pois, do texto integral desse “Grande Exorcismo”…
(n.d.t. francês).

36 Aconselhamos a leitura de “La Bataille Préliminaire”, de Jean Vaquié. Ele detalha o que é preciso fazer-se na espera da intervenção divina.

37 anticristo

38 EUCARISTIA

39 A fera (o anticristo)

por William Guy Carr

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-conspiracao-mundial-luciferiana/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-conspiracao-mundial-luciferiana/

Pitágoras e Buda, professores de Jesus

Hoje falaremos sobre os antigos ensinamentos de Yeshua, o Jesus histórico real. Já falamos sobre como, onde e quando ele nasceu, mas o que ele pregava? Quais as lições que ele passou, tão opostas a Roma e ao Vaticano para que sua história tenha sido apagada, distorcida e adulterada dos registros “oficiais”? Para começarmos a entender a maneira como Yeshua e seus apóstolos pensavam, precisaremos retornar cerca de 6 séculos no passado e conhecer o trabalho de outro grande ocultista, Pitágoras. Recomendo que antes de ler este texto você leia estes textos AQUI e AQUI, sobre a vida de Yeshua.

Pythagoras de Samos nasceu entre 580 e 572 AC e foi um filósofo e ocultista, fundador da Escola Pitagórica. Reverenciado pela massa cética como o pai da matemática, Pitágoras foi, como muitos outros cientistas, muito mais do que isso. Com o conhecimento adquirido nas iniciações nas Pirâmides, Pitágoras foi considerado um dos maiores homens de seu tempo, equivalente a Leonardo DaVinci durante o Renascimento.

Antes de mais nada, vamos estudar a origem de seu nome, Pyth-agor, ligado ao Oráculo de Delfos. Antes de ser chamado Delfos, este famoso oráculo era conhecido como Pythia e foi fundado no século 8 AC, embora o local tenha sido usado para práticas xamânicas desde o século 11 AC, ou seja, no mesmo período em que Salomão construía seu Templo. É importante ressaltar que o Templo do Oráculo de Delfos possuía as mesmas medidas sagradas da Câmara dos Reis e do Templo de Salomão. Certamente uma coincidência.

A história mitológica deste Templo dizia que no local vivia uma gigantesca serpente chamada Pythia (que deu origem ao nome Píton) e que Apolo, o deus solar, havia dominado e derrotado esta serpente e, a partir do corpo dela, construiu o oráculo.

A simbologia desta história é óbvia. A serpente Pythia, assim como em todas as outras culturas, representa a kundalini sendo dominada pelo aspecto Crístico-Solar (Tiferet, na Kabbalah), resultando em um estado de consciência elevado (“Conhece a ti Mesmo” ).

O nome Pythein (apodrecida, em grego) representava os vapores exalados de um caldeirão (qualquer semelhança com as bruxas celtas NÃO é mera coincidência, como veremos mais para a frente), que colocavam as sacerdotisas iniciadas do templo lunar, chamada Pitionísias (Pythia), em um estado de transe onde recebiam instruções de mestres de outros planos vibracionais (assim como médiuns de hoje em dia recebem mensagens provenientes dos espíritos). Quem assistiu ao filme “300 de Esparta” viu uma representação de como funcionavam estes oráculos.

O nome destas possessões era Venter Loquis (ou a “voz que vem do ventre”), pois os antigos já sabiam que os espíritos utilizavam-se do chakra Manipura, ou Plexo Solar, para obterem energia para estas manifestações (muito tempo depois, no século XVI, charlatões utilizavam truques mundanos de projeção de voz para imitar estas manifestações, dando origem ao que se conhece hoje por Ventriloquismo).

O nome iniciático de Pitágoras significa “aquele que fala (Agor-) a verdade das Pythias (Pyth-)” ou seja, Pyth-Agor. Assim como muitos outros sábios, seu nascimento foi profetizado por outras Pythias e ele nasceu de uma virgem. Seus ensinamentos nada mais eram do que os mesmos ensinados pelos Egípcios em suas Escolas dos Mistérios.

Os pitagóricos estudavam a fundo a matemática, filosofia, a geometria sagrada, proporções áureas, o pentagrama, a ligação entre religião e ciência, numerologia, astrologia, reencarnação, vegetarianismo e a música. A associação entre música e magia é muito antiga e poderosa, e estou devendo um post só sobre isso com exemplos ainda este ano.

O símbolo dos Pitagóricos é o Pentagrama, ou Pentemychos. Eu poderia passar horas explicando as propriedades notáveis do Pentagrama, mas achei este vídeo produzido por Walt Disney (que era Rosacruz) em 1959 chamado Mathmagic, então deixarei “Espírito da Aventura” e o Pato Donald explicarem para vocês AQUI .

O Pentagrama também possui uma relação especial com o Planeta Vênus. Observando o céu e anotando a posição da “Estrela Matutina” durante 8 anos, o traçado do chamado “período sinódico” de Vênus forma um Pentagrama (período sinódico é o tempo que um planeta leva para retornar a uma mesma posição em relação ao sol por um observador na Terra – observe o desenho abaixo).

Portanto, desde sempre o Pentagrama representou o Planeta Vênus, ou seja, a Estrela Matutina, ou seja, Prometeus, ou seja, Lúcifer. O Planeta Vênus também está ligado ao sagrado feminino, às deusas celtas e aos Templos Lunares (Vênus-Afrodite, a deusa arquetipal feminina). Não é muito difícil imaginar como a Igreja Católica chegou a associações toscas entre “satanismo” e “pentagrama” e “adoradores do diabo” e “sacerdotisas/bruxas” e “queimem as bruxas”, não é mesmo?

Não podemos esquecer que o próprio nome Yeshua vem do Pentagrama: Yod-He-Shin-Vav-He.

Pitágoras e a Sociedade Pitagórica viveram através de seus discípulos ilustres como Sócrates, Platão (que, não por coincidência, foi quem primeiro citou a Atlântida, lar de todo o conhecimento ocultista, em seus textos Critias e Timaeus), Aristóteles e finalmente Alexandre, o Grande.

Pitágoras recrutava jovens “Livres e de Bons Costumes” para serem seus estudantes. A palavra “Livre” para os pitagóricos não tinha conotação de escravo/liberto, mas sim de “Livres-pensadores”. Uma das frases mais importantes de Pitágoras é “Nenhum homem que não controla a própria vida pode ser considerado livre”.

Gauthama Buddha

Em 563 AC nascia de Mahamaya (“Rainha Maya”) uma pessoa muito especial, chamada Siddharta Gautama. Mahamaya, a mãe de Buda, era certamente uma sacerdotisa especialmente preparada para a recepção de um Avatar na Terra, que os escritores costumam colocar com o termo “virgem” (apesar dela, assim como todas as outras virgens, terem tido relações sexuais ritualísticas para conceber os Avatares). Segundo a história do Budismo, Maya não teve filhos durante 20 anos de casamento com o rei Suddhodana. Certo dia, ela sonhou com um elefante branco e no dia seguinte, acordou grávida. Desta gravidez nasceu Siddartha.

Após um período de peregrinações e estudos, acompanhado de alguns seguidores, Buda atingiu a iluminação com a idade de 35 anos, após passar um período de 49 dias meditando.

[Vou abrir um parênteses aqui, pois estes 49 dias meditando são os mesmos 49 dias que Moisés passou meditando no deserto antes de receber os 10 mandamentos, no período que os judeus chamam de Sefirat HaOmer, um exercício de Kabbalah que é contado todos os anos pelos judeus. Mais para a frente, quando chegar perto deste período, farei um post só sobre isto].

Os sacerdotes e iniciados chamavam-se de Theravada e pregavam os ensinamentos de Buda. Segundo eles, qualquer pessoa que conseguisse despertar do “sono da ignorância” (olha outra conexão do filme “Matrix” nestes ensinamentos) poderia ser chamado de Buda. De acordo com estes ensinamentos, houveram muitos Budas antes de Gautama e haveriam muitos Budas depois… Yeshua inclusive.

Os budistas estudam a fundo os fatos e leis que regem nossa realidade, como Reencarnação, Karma e Dharma, além de desenvolvimento de toda a estrutura de chakras dos iniciados, tal qual os antigos Indianos e os Egípcios. O objetivo desta iluminação é despertar os sete chakras, chegando ao estado de Nirvana, ou a comunhão com o cósmico. Os Theravada pregavam também o desapego às coisas materiais, o assistencialismo e a caridade, realizando curas com suas habilidades iniciáticas.

Durante o século 3 AC, os Theravada chegaram ao Egito (narrado através do encontro do embaixador Ashako na corte de Ptolomeu II em 250 AC) e de lá partiram para as terras dos judeus e para a Grécia. Ali ficaram conhecidos como Therapeutae (de onde se origina a palavra “terapeuta”). Os Therapeutae eram considerados médicos sagrados, estudiosos e filósofos e muitos de seus iniciados trocaram conhecimentos com os membros das outras ordens secretas pitagóricas.

Os Essênios

Os Therapeutae que viviam na região de Nazaré e especialmente próximos de Quram eram chamados de Essaioi, do aramaico Yssyn (“terapeutas” ou “médicos”) ou, como nós os conhecemos: Essênios.

Os Essênios trouxeram consigo todos os ensinamentos iniciáticos da Escola Pitagórica somados aos ensinamentos budistas. No período em que Yeshua pregava, estima-se que haviam cerca de 4.000 essênios espalhados pela Palestina, além de suas famílias e seguidores.

Os Essênios pregavam o desapego aos bens materiais, uma vida vegetariana e voltada para o lado espiritual. Viviam em comunidades grandes e comunais, com camponeses, estudiosos, filósofos e matemáticos. Seus mestres eram chamados de “Mestres Carpinteiros”.
João Batista foi um dos Essênios mais conhecidos de todos os tempos. Padroeiro de todas as Ordens Templárias, fazia as iniciações aprendidas no Egito no Rio Jordão.

Com isso podemos traçar uma linha de conhecimento que se ocultou desde o Egito até Jerusalém, passando por Moisés, Davi, Salomão, Pitágoras, Platão, Aristóteles, Orfeu, Dionísio, os Terapeutas, as Ordens Essênias e, finalmente, o Buda judeu.

Jesus pregava a RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL (a responsabilidade pelas sua própria vida, pensamentos e atos – o que não deixa de ser irônico que é justamente o que a Igreja de Satã do Anton la Vey prega hoje em dia). Jesus também pregava os mesmos ensinamentos sobre Reencarnação, Karma e Dharma ensinados nas Escolas de Mistérios e nas filosofias orientais, que nada mais são do que as leis que regem nossa realidade material, tão palpáveis quanto a Lei da Gravidade. Conhecendo a si mesmo (através da astrologia, kabbalah e outros estudos iniciáticos), as pessoas conseguem descobrir quais suas missões e trabalhar em suas oitavas mais altas para o desenvolvimento e eventual escape da Roda de Sansara ou Ciclo de Reencarnações, tornando-se um iluminado (“Eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta que ninguém pode fechar” – Apocalipse 3:8). Desta forma, Jesus pregava que QUALQUER pessoa poderia se tornar Buda, ou Iluminado, bastando para isso seguir os seus passos.

Muitas pessoas irritadas com a Igreja Católica atacam a imagem de Jesus dizendo que a Igreja roubou os ensinamentos de Buda para colocá-los como sendo de Jesus, como “Amar ao outro como a ti mesmo” ou “oferecer o amor para acabar com a guerra” que virou “oferece a outra face” e outros, mas isso é apenas mais uma das falhas que Constantino e seu “Jesus-Apolo” forjado esqueceram de tapar. Os ensinamentos de Yeshua/Jesus são iguais aos de Buda não porque a Igreja os copiou, mas sim porque Yeshua era discípulo das tradições budistas theravada! Lembrem-se do que eu falei sobre Empilhamentos.

Note que isto é o total oposto a uma igreja DOMINADORA, que quer mandar no que você faz ou deixa de fazer, nos seus pecados, no seu dinheiro e na sua vida.

Agora podemos ter uma idéia do porquê os ensinamentos de Yeshua irritavam tanto as “otoridades” da época e também a Roma, que começa a mandar matar os cristãos (mas veremos isso mais para a frente… não vamos colocar o carro na frente dos bois… ). Mas basta pensar o seguinte: se você fosse um ditador religioso que prega que todos devem te obedecer e te dar dinheiro ou ir para o Inferno e aparece um barbudo falando que todo o seu gado é livre para fazer o que bem quiser e tomar responsabilidade pelas suas ações, o que você faria? Mandava matar o desgraçado, isso sim!

Na próxima coluna: “Se você encontrar o Buda em Jerusalém, Mate-o”.

Marcelo Del Debbio

#Essênios #Gnose

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/pit%C3%A1goras-e-buda-professores-de-jesus

O Símbolo do Sol

Por Hamal

O papel do Sol na natureza e na manutenção da vida na Terra sempre foi algo intrigante aos homens com um maior nível de sensibilidade perante ao mundo que o cerca. Por sua função de dar vida e segurança através do seu calor e luz, ainda é o principal objeto de adoração por todo o mundo, por todas as Eras, tornando esse o objeto mais adorado de todos os tempos.

Criaram-se Religiões cujo personagens espirituais possuem atribuições simbólicas a função do Sol, como trazer a luz e dar segurança no caminho da vida. Assim os sacerdotes realizam Rituais de adorações e comunhão com esse guia que eram tidom como o próprio Sol encarnado, que veio nos iluminar e guiar mais de perto, nos livrando do sofrimento.

Tanto nos textos Esoterismo no DeMolay e no Esoterismo na Maçonaria vimos que os Iniciados são guiados nos seus rituais a compreenderem toda a Natureza e o Universo através do conceito Macro e Microcosmo que é um dos Princípios Herméticos, portanto todas essas características do Sol devem ser interpretadas num plano simbólico. Esse Princípio é a chave para o estudo do simbolismo e a chave de como devemos encontrar significados e semelhanças dos símbolos existentes ao redor do planeta. E o simbolo solar, devido a sua importância global, é muito explorado em nossas Ordens.

O símbolo solar carrega uma variedade imensa de interpretações e significados, vamos começar a explorá-lo entendo como seu papel e função podem ser (e como foram) transformados em símbolos através das Eras.

SIMBOLO SOLAR

Dia após dia o Sol ergue-se no oriente e deita no ocidente em um ciclo infinito a nossa perspectiva. Seu símbolo é quase o ponto central dentro da Ordem DeMolay e Maçônica, e seus principais rituais reproduzem essa jornada do Sol no céu. Mas isso não é uma característica individual Maçônica e DeMolay, essa é a tradição mais antiga da humanidade. Podemos até afirmar que os primeiros mistérios já reproduziam em seus rituais essa jornada.

Durante todas as eras, as Religiões simbolizaram o Sol em seus mitos através de diversas alegorias. É impossível datar historicamente quando o culto solar teve inicio, mas vamos tomar um ponto de partida que explica muito bem esse símbolo, o Hinduísmo. Segundo essa tradição o inicio do culto solar teve inicio por volta de 5000 anos atrás e quem o trouxe foi o herói solar Krishna.

KRISH em sânscrito significa “atração à essência divina”, NA significa “prazer espiritual”; krish unido com na é a palavra que guia o homem a “Suprema Verdade Absoluta”, Krishna. O Bhagavad-Gita é um livro que relata seu mito e que segundo a tradição oral foi passado por Krishna.

Krishna, assim como muitos outros personagens, refere-se ao aspecto de Deus que encarna, o Filho, para nos mostrar o caminho que podemos voltar a Unidade de Deus, ou encontrar a Verdade Absoluta. A esses “filhos de Deus” atribui-se nomes como Filho do Sol, Ungido (Khristós em grego), Desperto (Buddha em sânscrito), Iluminado, Mestre da Sabedoria ou Herói.

Esses Iluminados são representados em suas histórias acompanhados com símbolos solares, como Krishna e Jesus de exemplo nas imagens. O simbolo do Sol é o circulo com um ponto no meio, o circulo como vimos no Simbolo e Liberdade Religiosa é um simbolo para representar a ideia de Deus sem inicio e sem fim, e nas imagens tanto de Jesus como de Krishna estão no ponto central desse circulo.

A ideia do hermetismo é que não é necessário acreditar que Krishna ou qualquer outro personagem solar foi uma pessoa que existiu de fato. Krishna possui um significado, que é Suprema Verdade Absoluta, e num campo simbólico Krishna e sua história representam ensinamentos e etapas da vida que todos teremos de passar ao percorrer o caminho espiritual para se tornar assim o próprio Krishna, Khristós ou Buddha. Acreditar ou não em uma pessoa que existiu e cultuá-la é a crença pessoal de cada um. Quando lidamos com a ideia de que os mitos representam metáforas e nem sempre fatos, ampliamos nossa consciência em ensinamentos, sem limitações dogmáticas e preconceitos.

Utilizamos o exemplo de Krishna e Jesus pois são símbolos que carregam ideias muito semelhantes ao do Sol e daquilo que procuramos fazer dentro do Capítulo e da Loja: se livrar do que avilta a essência do homem e caminhar em direção as virtudes, ou a Luz.

O Sol é a representação de uma consciência elevada que podemos definir como “supraconsciência” (consciência superior), algo que vai além do que é ordinário e comum aos homens. É o maior o nível de consciência que o homem pode alcançar encarnado, quando vence os obstáculos que o ligam as ilusões do mundo. Esse estado de consciência é descrito de muitas maneiras no ocultismo, como a pessoa que “alcançou o conhecimento de si mesmo”, “despertou o seu Sagrado Anjo Guardião”, “conversa com o seu Eu Divino ou Eu Sou”, “se reconectou com Deus”, entre outros termos.

É por esse motivo que nos mitos esses personagens Iluminados tem tantas semelhanças entre si e com a interpretação esotérica do Sol. São histórias de personagens que encontraram a Suprema Verdade Absoluta (Krishna), tornaram-se Despertos (Buddha) e Ungidos (Khristós).

Se você acha que estamos tratando de verdades ou inverdades religiosas é bom rever alguns conceitos já explícitos, mas se você está enxergando a verdade por trás do simbolo, está no caminho correto.

Essa é a essência do símbolo solar, mas ele também possui um importante aspecto na Geometria Sagrada que acabou refletindo na Maçonaria e na Ordem DeMolay que possuem seu Templo e Sala Capitular orientados de Leste a Oeste, assim como muitas Catedrais, Pirâmides e templos ao redor do mundo, entre muitas outras referências dentro do ritual que estudaremos em seu devido momento cada uma delas.

#Alquimia #Demolay

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-s%C3%ADmbolo-do-sol

O Mito da Fênix

A Fênix é um pássaro da mitologia grega que quando morria entrava em auto-combustão e passado algum tempo renascia das próprias cinzas. Outra característica da Fênix é sua força que a faz transportar em vôo cargas muito pesadas, havendo lendas nas quais chega a carregar até elefantes.

A Fênix nas tradições germânicas é a deusa Gullweig.

Teria penas brilhantes, douradas, e vermelho-arroxeadas, e seria do mesmo tamanho ou maior do que uma águia. Segundo alguns escritores gregos, a Fênix vivia exatamente quinhentos anos. Outros acreditavam que seu ciclo de vida era de 97.200 anos. No final de cada ciclo de vida, a Fênix queimava-se numa pira funerária. A Fênix, após erguer-se das cinzas, levava os restos do seu pai ao altar do deus Sol na cidade egípcia de Heliópolis (Cidade do Sol). A vida longa da Fênix e o seu dramático renascimento das próprias cinzas transformaram-na em símbolo da imortalidade e do renascimento espiritual.

Os gregos provavelmente copiaram dos egípcios a idéia da Fênix. Esses últimos adoravam “benu”, uma ave sagrada semelhante à cegonha. O “benu”, assim como a Fênix, estava ligada aos rituais de adoração do Sol em Heliópolis. As duas aves somente representavam o Sol, que morre em chamas toda tarde e emerge a cada manhã.

Segundo a uma antiga versão russa tinha o nome de pássaro de fogo,na qual vivia em chamas.

A Fênix, o mais belo de todos os animais fabulosos, simbolizava a esperança e a continuidade da vida após a morte. Revestida de penas vermelhas e douradas, as cores do Sol nascente, possuía uma voz melodiosa que se tornava triste quando a morte se aproximava. A impressão que a sua beleza e tristeza causava em outros animais, chegava a provocar a morte deles.

Segundo a lenda, apenas uma Fênix podia viver de cada vez. Hesíodo, poeta grego do século VIII a.C., afirmou que esta ave vivia nove vezes o tempo de existência do corvo, que tem uma longa vida. Outros cálculos mencionaram até 97.200 anos.

Quando a ave sentia a morte aproximar-se, construía uma pira de ramos de canela, sálvia e mirra em cujas chamas morria queimada. Mas das cinzas erguia-se então uma nova Fênix, que colocava piedosamente os restos da sua progenitora num ovo de mirra e voava com eles à cidade egípicia de Heliópolis , onde os colocava no Altar do Sol. Dizia-se que estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto. O devasso imperador romano Heliogábalo (204-222 d. C.) decidiu comer carne de Fênix, a fim de conseguir a imortalidade. Comeu uma ave-do-paraíso, que lhe foi enviada em vez de uma Fênix, mas foi assassinado pouco tempo depois.

Atualmente os estudiosos crêem que a lenda surgiu no Oriente e foi adaptada pelos sacerdotes do Sol de Heliópolis como uma alegoria da morte e renascimento diários do astro-rei. Tal como todos os grandes mitos gregos, desperta consonâncias no mais íntimo do homem. Na arte cristã, a Fênix renascida tornou-se um símbolo popular da ressurreição de Cristo.

Curiosamente, o seu nome pode dever-se a um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.. Na sua descrição da ave, ele pode tê-la erroneamente designado por Fênix (phoenix), a palmeira (phoinix em grego) sobre a qual a ave era nessa época representada.

A crença na ave lendária que renasce das próprias cinzas existiu em vários povos da antiguidade como gregos, egípcios e chineses. Em todas as mitologias o significado é preservado: a perpetuação, a ressurreição, a esperança que nunca têm fim.

Para os gregos, a Fênix por vezes estava ligada ao deus Hermes e é representada em muitos templos antigos. Há um paralelo da Fênix com o Sol, que morre todos os dias no horizonte para renascer no dia seguinte, tornando-se o eterno símbolo da morte e do renascimento da natureza.

Os egípcios a tinham por “Benu” e estava sempre relacionada a estrela “Sótis”, ou estrela de cinco pontas, estrela flamejante, que é pintada ao seu lado.

Na China antiga a fénix foi representada como uma ave maravilhosa e transformada em símbolo da felicidade, da virtude, da força, da liberdade, e da inteligência. Na sua plumagem, brilham as cinco cores sagradas.

No ínicio da era Cristã esta ave fabulosa foi símbolo do renascimento e da ressurreição. Neste sentido, ela simboliza o Cristo ou o Iniciado, recebendo uma segunda vida, em troca daquela que sacrificou pela humanidade.

Registros históricos

“Existe outro pássaro sagrado, também, cujo nome é fénix. Eu mesmo nunca o vi, apenas figuras dele. O pássaro raramente vem ao Egito, uma vez a cada cinco séculos, como diz o povo de Heliópolis. É dito que a fénix vem quando seu pai morre. Se o retrato mostra verdadeiramente seu tamanho e aparência, sua plumagem é em parte dourado e em parte vermelho. É parecido com uma águia em sua forma e tamanho. O que dizem que este pássaro é capaz de fazer é incrível para mim. Voa da Árabia para o templo de Hélio (o Sol), dizem, ele encerra seu pai em um ovo de mirra e enterra-o no templo de Hélio. Isto é como dizem: primeiramente molda um ovo de mirra tão pesado quanto pode carregar, então abre cavidades no ovo e coloca os restos de seu pai nele, selando o ovo. E dizem, ele encerra o ovo no templo do Sol no Egito. Isto é o que se diz que este pássaro faz.” – “E a fénix, ele disse, é o pássaro que visita o Egito a cada cinco séculos, mas no resto do tempo ela voa até a Índia; e lá podem ser visto os raios de luz solar que brilham como ouro, em tamanho e aparência assemelha-se a uma águia; e senta-se em um ninho; que é feito por ele nas primaveras do Nilo. A história do Aigyptos sobre ele é testificada pelos indianos também, mas os últimos adicionam um toque a história, que a fénix enquanto é consumida pelo fogo em seu ninho canta canções de funeral para si” – Apolônio de Tiana,[2]

“Estas criaturas (outras raças de pássaros) todas descendem de seus primeiros, de outros de seu tipo. Mas um sozinho, um pássaro, renova e renasce dele mesmo – a Fénix da Assíria, que se alimenta não de sementes ou folhas verdes mas de óleos de bálsamo e gotas de olíbano. Este pássaro, quando os cinco longos séculos de vida já se passaram, cria um ninho em uma palmeira elevada; e as linhas do ninho com cássia, mirra dourados e pedaços de canela, estabelecida lá, inflama-se, rodeada de perfumes, termina a extensão de sua vida. Então do corpo de seu pai renasce uma pequena Fénix, como se diz, para viver os mesmos longos anos. Quando o tempo reconstrói sua força ao poder de suportar seu próprio peso, levanta o ninho – o ninho que é berço seu e túmulo de seu pai – como imposição do amor e do dever, dessa palma alta e carrega-o através dos céus até alcançar a grande cidade do Sol (Heliópolis, no Egito), e perante as portas do sagrado templo do Sol, sepulta-o” –

A Fênix, símbolo de ressurreição.

A Fênix representa a ave legendaria que vivia na Arábia. Segundo a tradição, era consumida por acção do fogo a cada 500 anos, e uma nova e jovem fênix surgia das suas cinzas.

Na mitologia egípcia, a ave fênix representava o Sol, que morria à noite e renascia pela manhã.

#Mitologia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mito-da-f%C3%AAnix