Pequenas Mortes

Durante muitos séculos o conteúdo de nosso crânio foi percebido com algo relativamente sem importância. Quando mumificavam os mortos, os egípcios antigos lhes retiravam o cérebro e os jogavam fora, mas preservavam com todo cuidado o coração. O filósofo grego Aristóteles acreditava que o cérebro fosse um radiador para esfriar o sangue. René Descartes, filósofo e cientista francês, dedicou ao órgão um pouco mais de respeito, concluindo que ele era um tipo de antena pela qual o espírito poderia se comunicar com o corpo. Apenas agora se percebe toda a maravilha do cérebro.

A função básica do cérebro é manter o restante do corpo vivo. Porém, ele é também o órgão que nos possibilita ter a consciência de que estamos vivos, e que eventualmente iremos morrer.

Para os céticos, a morte compreende o cessar da consciência, exatamente quando o cérebro deixa de executar suas funcionalidades. Para os religiosos e espiritualistas em geral, a morte representa apenas uma passagem para um outro mundo, ou uma outra forma de existência, a qual muitos chamam de mundo espiritual. De qualquer forma, existe um sentimento que une a grande maioria de nós, do cético mais pragmático ao crente mais devoto: o medo da morte.

Há esta distinta idéia de retorno à escuridão, ao nada

Onde tudo o que construímos nessa longa estrada

Da vida, nada restará: não há homem são

Que não trema, com um assombro no olhar

Ante tal nefasto pensamento, uma existência inteira

A navegar pelo oceano à beira, tudo em vão,

Tudo perdido neste derradeiro momento:

Da água do mar ficará apenas o gosto amargo do sal

Do mundo, apenas uma brisa, uma curiosidade,

Uma ansiedade por saber de seu final [1]

Entretanto, poucos se dão conta de que morremos já por todos os dias de nossas vidas.

Sto. Agostinho, o grande filósofo dos primórdios do cristianismo, já havia chegado a uma curiosa conclusão acerca do tempo: se o futuro ainda não existe e o passado já deixou de existir, o único tempo em que vivemos é o presente, ainda que não possamos medi-lo de forma alguma, já que o próprio ato de medir o presente, ou de pensar e refletir sobre o assunto, já o coloca em nosso passado. Todo o tempo que dispomos é este momento, aqui e agora. É aqui que a consciência opera, embora possa nos trazer lembranças do passado e expectativas do futuro, nós estamos sempre num incessante presente.

Há quem tenha se angustiado com tal pensamento, mas isso é uma outra história. O importante é que esta idéia, se bem analisada, pode nos trazer uma bela compreensão acerca da morte, e no mínimo aliviar um pouco nosso medo do Grande Nada. Ora, eis que, se a morte é o cessar da consciência, no momento presente, nós morremos toda vez que vamos dormir, e renascemos toda vez que nossa consciência volta à tona, ao acordarmos. Todos os dias de nossas vidas, além de nossas células que morrem e se renovam com o tempo, também nossa consciência opera pequenas mortes, e passamos praticamente 1/3 da vida “mortos”.

Porque então gostamos tanto de descansar, mas abominamos a idéia de morrer? Talvez porque a morte nada mais seja do que uma idéia, que de concreto não tem nada, a não ser no derradeiro momento em que passamos para o outro lado do véu.

O célebre filósofo grego Sócrates, ao ser condenado a morte pela ingestão de veneno, avisou a seus injustos acusadores de que não se poderia saber quem iria para um lugar melhor: ele, ou aqueles que permaneceriam em Atenas. Já Epicteto, o espírito iluminado do estoicismo grego, dizia que deveríamos viver sempre prontos para quando a embarcação ancorasse no porto e nos chamasse para a próxima viagem: não havia razão para nos digladiarmos com nosso medo da morte, pois que tudo o que está fora do alcance de nossa vontade não deveria sequer ser levado em consideração. Era melhor se preocupar com a vida.

Nossa tendência de evitar a mudança a todo custo é o principal foco de angústias ao longo da vida. É como tentar tapar o raio de sol com a peneira: não adianta, a natureza sempre vence, tudo vibra, tudo muda a todo momento. As células que constituem nosso corpo na idade avançada não são as mesmas células que o constituíam em nossa adolescência, absolutamente nenhuma delas – todas morreram. E quando perdem a capacidade de se renovar, também nosso relógio biológico avisa ao cérebro, o grande comandante: está na hora da próxima viagem.

E existem aqueles que crêem que isso é apenas o fim permanente da consciência. Mas mesmo entre os céticos há alguns mais poéticos, como Carl Sagan, que dizia que “viver na mente e no coração daqueles que nos amam, é viver para sempre”.

Mas não é possível viver para sempre. Graças à natureza, graças à evolução constante e incessante do Cosmos. Absolutamente tudo precisa seguir adiante, se renovar, por caminhos e mecanismos belíssimos e elegantes. A natureza faz com que tudo o que há navegue sempre em direção ao próximo farol, a próxima parada, e não podemos saber ainda aonde tudo isso vai desaguar.

Que se façam novas todas às coisas.
Assim sempre foi e sempre será.

***
[1] Trecho do meu poema, “O assombro no olhar“.

Crédito das fotos: [topo] Wikipedia, [ao longo] Gustave Doré (a morte de Abel).

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

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#estoicismo #biologia #Filosofia #Tempo #morte

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/pequenas-mortes

Linha do Tempo dos Vampiros

1407 – A palavra “upir” ,em suas primeiras aparições que mais tarde se tornaria “Vampiro” num documento que se refere ao príncipe russo como “Upir Lichy”.

1428 – Nasce o tão famoso Vlad Tepes, filho de Vlad Dracul.

1436 – Vlad Tepes se torna o príncipe da Wallachia e vai para Tirgoviste.

1442 – Vlad Tepes e seu pai são aprisionados pelos turcos.

1447 – Vlad Tepes (pai) é decapitado.

1448 – Vlad conquista por um breve tempo o trono da Wallachia, porém destronado se dirige à Moldávia, onde se torna amigo do príncipe Stefan.

1451 – Vlad e Stefan fogem para a Transilvânia.

1456 – Uma pessoa de nome John Hanyadi ajuda Vlad a ter o trono da Wallachia, mas Vladislav Dan é executado.

1458 – Aparece Mathias Corvinus que sucede a John Hanyadi como o rei da Hungria.

1459 – Massacre dos boiardos na Páscoa e a reconstrução do Castelo de Drácula. E Bucareste é estabelecida como o segundo centro de governo.

1460 – Ataque sobre a cidade de Brasov, Romênia.

1462 – Após a batalha no Castelo de Drácula, Vlad vai para a Transilvânia. E inicia um período de 13 anos na prisão.

1475 – As guerras de verão na Sérvia são contra os turcos e em novembro : Vlad retoma o trono da Wallachia.

1476 – Vlad é assassinado.

1560 – Nasce Elizabeth Bathory.

1610 – Bathory é presa por Ter matado centenas de pessoas e de ter nadado em seu sangue. Ela é julgada e condenada recebendo a sentença de prisão perpétua.

1614 – Elizabeth Bathory morre.

1645 – Leo Allatius escreve o 1° Tratado moderno sobre os Vampiros; “De graecorum hodie quirudam opinatio nabus”.

1657 – Fr. Françoise Richard associa o vampirismo à bruxaria quando escreve “Relation de ce s’est passé à Sant-Erini Isle de L’Archipel “.

1672 – Uma terrível onda de histeria varre Istra.

1679 – Philip Rohr escreve um texto alemão sobre Vampiros de título : “De Masticatione Mortuorum “.

1710 – A histeria do Vampiro varre a Prússia oriental.

1725 – A histeria do Vampiro volta à Prússia oriental.

1725/30 – A histeria do Vampiro continua na Hungria.

1725/32 – A onda da histeria do Vampiro na Sérvia austríaca produz os famosos casos de Peter Plogojo Witz e Arnold Paul (Paole).

1734 – A palavra vampyre entra para a língua inglesa traduzida de relatos alemães sobre as ondas de histeria vampírica européias.

1744 – O Cardeal Giuseppe Davanzati publica seu tratado Dissertazione sopre I Vampiri.

1746 – Dom Augustin Calmet publica seu tratado sobre os Vampiros, Dissertations sur les Apparitions des Anges, des Démons et des Espirits, et sur les revenants, et Vampires de Hundrie, de Bohême, de Moravie, et de Silésie.

1748 – É publicado o primeiro poema moderno de Vampiros, “Der Vampir”, por Heinrich August Ossenfelder.

1750 – Outra onda de histeria vampírica ocorre na Prússia oriental.

1756 – A histeria do Vampiro atinge o pico na Wallachia.

1772 – A histeria do Vampiro ocorre na Rússia.

1797 – Publicação do poema de Goethe “Bride of Corinth” (poema concernente ao Vampiro).

1780-1800 – Samuel Taylor Coleridge escreve “Christabel”, considerado hoje como o primeiro poema sobre Vampiros em inglês.

1800 – I Vampiri, ópera de Silvestro de Palma, estréia em Milão, Itália.

1801 – “Thalaba”, de Robert Southey, é o primeiro poema a mencionar a palavra Vampiro, em inglês.

1810 – Circulam no norte da Inglaterra relatos de ovelhas com a jugular cortada e o sangue drenado. Publicação de “The Vampyre”, de John Stagg, um dos primeiros poemas sobre Vampiros.

1813 – O poema de Lord Byron, “The Giaour”, inclui o encontro de um herói com um Vampiro.

1819 – The Vampyre, de John Polidori, a primeira história de Vampiros em inglês, é publicada na edição de abril do New Monthly magazine. John Keats compõe “The Lamia”, um poema calcado em antigas lendas gregas.

1820 – Lord Ruthwen ou Les Vampires, de Cyprien Berard, é publicado anonimamente em Paris, em 13 de junho; Le Vampire, a peça de Charles Nodier, estréia no Théâtre de la porte Saint-Martin, em Paris; agosto: The Vampire; or the Bridge of the Isles, uma tradução da peça de James R. Planché, estréia em Londres.

1829 – Março: a ópera de Heinrich Marshner, Der Vampyr, baseada na história de Nodier, estréia em Leipzig.

1841 – Alexey Tolstói publica seu conto, “Upyr”, quando morava em Paris. É a primeira história moderna sobre Vampiros escrita por um russo.

1847 – Nasce Bram Stoker. Começa a longa seriação de Varney the Vampire.

1851 – A última obra dramática de Alexandre Dumas, Le Vampire, estréia em Paris.

1854 – O caso do Vampiro na família Ray, de Jewett, Connecticut, é publicado nos jornais locais.

1872 – Sheridan Le Fanu escreve “Carmilla”. Vincenzo Verzeni, na Itália, é condenado por assassinar duas pessoas e por beber seu sangue.

1874 – Relatos de Ceven, na Irlanda, informam que ovelhas tiveram seus pescoços cortados e seu sangue drenado.

1888 – Editado o Land Beyond the Forest, de Emily Gerard. Vai se tornar a fonte principal de informações sobre a Transilvânia para o Drácula, de Bram Stoker.

1894 – O conto de H. G. Wells, “The Flowering of the Strange Orchid”, é o precursor das histórias de ficção científica sobre Vampiros.

1897 – Drácula, de Bram Stoker, é publicado em Londres. “The Vampire”, de Rudyard Kipling, se torna uma inspiração para a criação do Vampiro como um personagem estereotipado no palco e na tela.

1912 – The Secret of House N° 5, possivelmente o primeiro filme sobre Vampiros, é produzido na Grã-Bretanha.

1913 – É publicado Drácula’s Guest, de Stoker.

1920 – Drácula, o primeiro filme baseado no livro, é produzido na Rússia. Não há cópias.

1921 – Cineastas húngaros produzem uma versão de Drácula.

1922 – Nosferatu, um filme mudo alemão, é produzido pela prana Films, é a terceira tentativa de filmar Drácula.

1924 – A versão de Drácula para o palco, de Hamilton Deane, estréia em Derby. Fritz Haarmann, de Hanover, Alemanha, é preso, julgado e condenado por matar mais de vinte pessoas numa orgia criminal vampírica. Sherlock Holmes tem seu único encontro com um Vampiro em “The case of the Sussex Vampire”.

1927 – 14 de fevereiro: versão para o palco de Drácula estréia no Little Theater de Londres. Outubro: a versão americana de Drácula, estrelando Bela Lugosi, estréia no Fulton Theater de New York. Tod Browning dirige Lon Chaney em London After Midnight, o primeiro longa-metragem sobre Vampiros.
1928 – A primeira edição do influente trabalho de Montague Summers, The Vampire: His Kith and Kin, aparece na Inglaterra.

1929 – O segundo livro de Montague Summers, The Vampire in Europe, é publicado.

1931 – Janeiro: avant-première da versão espanhola Drácula. Fevereiro: versão americana para o cinema, Drácula, com Bela Lugosi, estréia no Roxy Theater, em New York. Peter Kürten, de Dusseldorf, Alemanha, é executado após ser julgado culpado de assassinar várias pessoas numa orgia vampírica.
1932 – Lançado o altamente aclamado filme Vampyr, dirigido por Carl Theodor Dreyer.

1936 – Lançado o filme Drácula’s Daughter, pela Universal Pictures.

1942 – “Asylum”, a primeira história sobre um Vampiro alienígena, de A. E. Van Vogt.

1943 – “Son of Dracula” (Universal Pictures) com Lon Chansey, Jr., como Drácula.

1944 – John Carradine interpreta Drácula pela primeira vez em Horror of Frankenstein.

1953 – Drakula Istanbula, um filme turco adaptado de Drácula, é lançado. Eerie N° 8 inclui a primeira história em quadrinhos adaptada de Drácula.

1954 – O código das histórias em quadrinhos bane os Vampiros. I Am Legend, de Richard Matheson, apresenta o vampirismo como uma doença que altera o corpo.

1956 – John Carradine interpreta Drácula na primeira adaptação para a televisão no programa Matinee Theater. Kyuketsuki Ga, o primeiro filme japonês sobre Vampiros, é lançado.

1957 – O primeiro filme italiano sobre Vampiros, “I Vampiri”, é lançado. O produtor americano Roger Corman faz o primeiro filme de ficção científicas sobre o Vampiro, “Not of This Earth”. “El Vampiro”, com German Robles, é o primeiro de uma série de filmes mexicanos sobre Vampiros.

1958 – A Hammer Films, da Grã-Bretanha, inicia uma nova onda de interesse pelos Vampiros com o seu primeiro filme Drácula, lançado nos Estados Unidos como The Horror of Drácula. O primeiro número de Famous Monsters of Filmland assina um novo interesse pelos filmes de Horror nos Estados Unidos. 1959 – “Plan 9 From Outer Space” é o último filme de Bela Lugosi.

1961 – “The Bad Flower” é a primeira adaptação coreana de Drácula.

1962 – Fundação da Count Drácula Society, em Los Angeles, por Donald Reed.

1964 – “Parque de juegos” é o primeiro filme sobre Vampiros produzido na Espanha. “The Munsters” e “A Família Addams”, duas comédias de horror com personagens vampíricos, abrem a temporada de outono na televisão.

1965 – Jeanne Youngson funda The Count Dracula Fan Club, The Munsters, baseado na série de TV do mesmo nome, é a primeira série de histórias em quadrinhos que destaca um personagem vampírico.

1966 – Dark Shadows estréia na rede ABC, na programação da tarde.

1967 – Abril: No episódio 210 de Dark Shadows, o Vampiro Barnabas Colins faz sua primeira aparição.

1969 – O primeiro número de Vampirella, a história em quadrinhos de maior duração até hoje, é lançado. Denholm Elliott faz o papel-título na série Drácula, produção televisiva da BBC. “Does Dracula Really Suck? (Drácula and the Boys)” é lançado como o primeiro filme a apresentar um Vampiro gay.

1970 – Christopher Lee estrela em “El Conde Drácula”, adaptação espanhola de Drácula. Sean Manchester funda the Vampire Reserarsh Society.

1971 – A Marvel Comics lança a primeira cópia de um livro sobre Vampiros pós-Código das histórias em quadrinhos, The Tomb of Drácula. Morbius, o Vampiro Vivo, é o primeiro novo personagem introduzido após a revisão do código que permitiu o reaparecimento de Vampiros em histórias de quadrinhos.
1972 – The Night Stalker, com Davis McGavin, se torna o filme de TV mais assistido até essa data. “Vampire Kung-Fu” é lançado em Hong Kong como o primeiro de uma série de filmes de artes marciais vampíricos. “In Search of Drácula”, de Raymond T. McNally e Radu Florescu, introduz Vlad, o Empalador, o Drácula histórico, ao mundo dos fãs do Vampiro contemporâneo. “A Dream of Drácula”, de Leonard Wolf, complementa o trabalho de McNally e de Florescu ao chamar atenção para a lenda do Vampiro. “True Vampire of History”, de Donald Glut, é a primeira tentativa de juntar as histórias de todas as figuras históricas de Vampiros. Stephen Kaplan funda The Vampire Research Center.

1973 – A versão Drácula, da Dan Curtis Productions, apresenta o ator Jack Palance num filme feito para a TV. “Vampires”, de Nancy Garden, inicia uma onda de literatura juvenil para crianças e jovens.

1975 – Fred Saberhagen propõe que seja Drácula mais como herói do que como vilão em “The Drácula Tape”. The world of Dark Shadows é fundada como a primeira fanzine Dark Shadows.

1976 – Publicação do livro Interview with Vampire, de Anne Rice. Stephen King é recomendado para o world Fantasy Award por seu romance Salem’s Lot. Shadowcon, a primeira convenção nacional Dark Shadows, é organizada pelos fãs de Dark Shadows.

1977 – Uma nova e dramática versão de Drácula estréia na Broadway, com frank Langella. Lois Jordan faz o papel principal em Count Drácula, uma versão de três horas do romance de Bram Stoker, na TV BBC. Martin V. Riccardo funda o Vampire Studies Society.

1978 – O livro Hotel Transylvania, de Chelsea Quinn Yarbro, junta-se aos volumes de Fred Saberhager e Anne Rice como um terceiro grande esforço para iniciar uma reavaliação do mito do Vampiro durante a década. Eric Held e Dorothy Nixon fundam o Vampire Information Exchange.

1979 – Baseado no sucesso da nova produção de Broadway, a Universal Pictures refilma Drácula (1979), com Frank Langella, A gravação pela banda Bauhaus de “Bela Lugosi’s Dead”, torna-se o primeiro sucesso do novo movimento de rock gótico. Shadowgram é fundada como uma fanzine Dark Shadows.

1980 – A Bran Stoker Society é fundada em Dublin, na Irlanda. Richard Chase, conhecido como o Drácula assassino de Sacramento, Califórnia, comete suicídio na prisão. A world Federation of Dark Shadows Clubs (atualmente Dark Shadows Official Fan Clubs) é fundada.

1983 – Na edição de dezembro de Dr. Strange, o ás ocultista da Marvel Comics mata todos os Vampiros do mundo, banindo-os assim das histórias em quadrinhos pelos seis anos seguintes. É fundado o Dark Shadows Festival para anfitriar a convenção anual de Dark Shadows.

1985 – Publicação do livro The Vampire Lestat, de Anne Rice, que alcança a lista dos best-sellers.

1989 – A derrubada do ditador romeno Nicolae Ceaucescu abre a Transilvânia para os fãs de Drácula . Nancy Collins ganha o Bram Stoker Award por seu romance Sunglasses After Dark.

1991 – Vampire: The Masquerade, o mais bem sucedido role-playing game, ou RPG, é lançado pela White Wolf.

1992 – Estréia Bram Stoker’s Drácula, dirigido por Francis Ford Coppola. Andrei Chikatilo, da Rússia, é condenado à morte após matar e vampirizar cerca de 55 pessoas.

1994 – A versão cinematográfica de “Interview with Vampire”, de Anne Rice, estréia com Tom Cruise no papel do Vampiro Lestat e Brad Pitt como o Vampiro Louis.

1997 – Inicio da série Buffy, a Caça-Vampiros

1998 – Filme, Blade, O Caçador de Vampiros

2008 – Inicio da Saga Crepúsculo The Twilight

2008 – Inicio da série True Blood

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/linha-do-tempo-dos-vampiros/

O Cubo do Dr. Gurlt

Há alguns anos , o célebre jornalista cientifico soviético G. N. Ostroumov se apresentou no Museu de Salzburgo, disposto a examinar um cubo , ou melhor, um paralepípedo, descoberto no século XIX pelo Dr. Gurlt em uma mina de carvão. Para muitos pesquisadores do século XIX, este objeto, encontrado em uma camada de carvão, de vários milhões de anos, teria sido feito a máquina.

O jornalista não pode ver o cubo e parece que as autoridades do museu o receberam muito mal. Elas lhe declararam que o objeto provavelmente fora perdido antes da Segunda Grande Guerra e que nem havia provas de sua existencia.

Ostroumov retirou-se furiosos e publicou em seguida artigos nos quais afirmava que as descrições desse objeto pareciam um logro. Desde que possuimos publicações indiscutiveis , surgidas no século XIX, sobre o cubo do Dr. Gurlt, os anatemas do jornalista soviético são manifestamente exagerados. Entretanto, seria certamente muito interessante examinar o achado do Dr. Gurlt através de meios modernos; com efeito , não se sabe seguramente de civilizações industriais, na Terra, há alguns milhões de anos.

Nós veremos na exposição que se segue que existe um certo numero de objetos deste genero, uns cilindricos, outros com arestas; e que , embora se tenha uma explicação sobre a existencia destes objetos cilindricos os que apresentam arestas parecem ter sido deixados na Terra por visitantes extraterrenos. Mas antes de chegar lá, contemos em detalhes dois incidentes pouco conhecidos, mas de cuja autenticidade não se pode duvidar.

Primeiro incidente : no outono de 1868, em uma mina de carvão perto de Hammondsville, Ohio , EUA , pertencente ao Capitão Lassy, um mineiro de nome James Parssonsestava trabalhando relativamente perto da superfice. Bruscamente , uma grande quantidade de carvão cai de uma vez no poço de mina, revelando um muro de ardósia recoberto de inscrições. Uma multidão rapidamente se formou. Estudiosos do país constataram uma certa semelhança entre estas inscições e os hieroglifos egípcios .

Levando-se em conta a idade do veio de carvão, essas inscrições datam de pelo menos dois milhões de anos. As inscrições oxidaram-se rápido demais para os peritos , vindos de grandes cidade americanas , pudessem decifra-las em tempo . Hoje em dia , elas seriam rapidamente pulverizadas e protegidas por uma fina película de matéria plástica. Infelizmente, esta técnica não era conhecida há cem anos.

Segundo incidente: a 2 de fevereiro de 1958, em uma mina de urânio do Estado de Utah, EUA, Tom North , Charles North , Charles North Jr. e Ted MacFarland, quatro mineiros , iam dinamitar uma arvore fossilizada que se encontrava no meio de um veio de minério de urânio de alto teor. A explosão destruiu o tronco de arvore, descobrindo uma cavidade e, no interior desta cavidade , um sapo vivo!

O sapo ainda viveu vinte e oito horas. Estava muito magro, mas para uma criatura de alguns milhões de anos , ele se encontrava muito bem. É aos milhares que se contam incidentes dessa natureza , perfeitamente autênticos . O que prova que a explosão mineira reserva por vezes a possibilidade de descobertas tão importantes , quem sabe mais importantes que a exploração arqueológica. Entre estas descobertas, figuram , nos Estados Unidos, na Inglaterra , na Alemanha , na Itália , na França , um grande número de objetos metálicos, alguns cilindricos, outros que possuem arestas, parecendo ser de ferro. No que concerne aos objetos cilindricos, o problema parece ter sido resolvido há alguns anos passados na URSS. Este fato se produziu em circunstancias curiosas, que exigem explicação prévia.

Na União Soviética , a tese deste livro se inclui na categoria das teses utilizadas para combater a religião . Explica-se pela ação dos Pricheltzy – assim chamados em russo os visitantes cósmicos – todo o tipo de fenomenos inexplicados. O governo , mantendo tais explicações , combate a religião . O que se pode discutir : não é evidente que assim não se faça mais do que reforça-la . Entretanto , esta tese permitiu ( novembro de 1969 ) que Boris Zaitezev conquistasse o Diploma de Estudos Superiores com o tema : “Jesus Cristo era extraterreno”. Eu a acrescentaria a minha lista de intervenções exteriores , mas me é realmente dificil crer nisto. Em todo caso , esta posição sensibilizou a opinião de grandes massas de trabalhadores com respeito ao problema das intervenções de extraterrenos em nosso planeta.

Eis porque, quando se encontrou em 1969, em Ural , enterrado em um veio de carvão de milhões de anos , um objeto cilindrico de ferro, a Academia de Ciencias foi imediatamente avisada. Os mineiros que haviam feito a descoberta puseram o objeto cuidadosamente de lado sem o danificar, preveniram a liga local contra a religião, que avisou logo a Academia. O objeto foi levado à Universidade de Moscou com tantos cuidados como se tivesse vindo da Lua.

Foi examinado . Era inteiramente de ferro e completamente cilindrico.Mas estudos detalhados em cortes realizados por meio de uma serra diamantada, mostraram que de fato se tratava de um ramo petrificado de árvore, no qual micróbios haviam transformado o cálcio em ferro.

Esta explicação pode parecer decepcionante , mas é incontestável. Ela prova, ao menos, que o caso foi estudado seriamente e segundo um ponto de vista cientifico. É melhor procurar explicações deste genero, do que cair na armadilha de uma credulidade excessiva.
A descoberta do Ural parece, contudo fornecer a explicação de objetos cilindricos . Infelizmente , nenhum objeto com arestas foi submetido a semelhante exame. Estes objetos pertencem muito frequentemente a colecionadores que se recusam a confiá-los a cientistas. E , na falta de um estudo demonstrando o contrário, pode-se admitir até agora que estes objetos com arestas vieram do exterior e não foram fabricados na Terra . Esta é a hipotese que eu( Jacques Bergier ) defendo neste capitulo.

Que podem ser estes objetos? Por que foram eles depositados em nosso planeta na época em que as plantas , que depois se transformaram em carvão , estavam ainda em desenvolvimento? A resposta à primeira questão fornecerá a da segunda. A meu ver , trata-se de coletores de informação do mesmo tipo das fitas magnéticas, mas muito mais aperfeiçoados . Foram feitos calculos precisos e detalhados sobre as possibilidades de um coletor de informação feito de ferro, com a capacidade de um dérebro humano . Os resultados são estonteantes.

Se se admite um rendimento de 100 % na acumulação e na restituição de informações, é preciso , para reproduzir o conteudo de um cerebro humano , um cubo de ferro de 2 x 10^10 átomos . Isto faz um cubo com arestas longas de 5.000 atomos, isto é , um cubo de um milésimo de milimetro , menor que a cabeça de um alfinete. E os cubos ou paralepipedos de muitas centenas de centimetros de lado puderam recolher com mínimos detalhes informações sobre tudo o que se passou sobre nosso planeta nos ultimos dez milhões de anos.

Estas informações podem ser dadas a esses coletores por radiações ignoradas por nós e que explorariam nosso planeta como um radar . E um dia , estes objetos desaparecerão dos nossos museus como desapareceu o cubo de Salzburgo: terão sido recuperados pelas Inteligências que os colocaram na Terra.

Escrevendo isto, não tenho de nenhum modo a impressão de estar escrevendo ficção cientifica . Parece–me estar seguindo uma linha logica de raciocinio. Se a vida sobre a Terra foi modificada artificialmente , a experiencia deve ser acompanhada e, de tempos em tempos , devem ser recuperados os coletores que foram colocados na Terra durante os setenta milhões de anos que nos separam da experiencia e que coletaram informações. Seria muito interessante acompanhar pelo rastro todos os objetos de arestas descobertos nas minas de carvão e notar os que misteriosamente desaparecerem.

Infelizmente não tenho meios de fazer tal pesquisa mas espero que, um dia , seja recuperado um destes objetos e que se encontre nos “dominios magnéticos” , os quais constituem a informação acumulada sobre épocas anteriores ao aparecimento do homem. A existencia de tais registradores , sobre a Terra ou na sua vizinhança , em satélites artificiais construidos por outros que não o homem , mais antigos que o homem, parece-me quase certa.

Há pouco menos de um século , a vida sobre a Terra pode ser detectada graças às ondas de rádio que ela emite e que devem ter agora atingido outras civilizações . Antes disso, os acontecimentos da Terra não podiam ser acompanhados senão por meio de instrumentos analogos ao radar, e é bastante tentador crer que os resultados de uma tal exploração são registrados sobre a propria Terra , sendo os registradores recuperados em seguida.

Mentes equilibradas pensam que o famoso pilar de Delhi poderia ser um registrador desta espécie, mas de grande tamanho. Acho esta hipotese assaz plausível; as diversas explicações que foram emitidas a respeito deste pilar que não oxida nunca, mesmo nas estações chuvosas, são absolutamente insuficientes. Dizer que o pilar foi fabricado utilizando-se a metalurgia a pó a meu ver mostra uma completa ignorancia das técnicas desta metalurgia. Para fabricar por aglomeração de metais em pó, por fusão pastosa, seguida de resfriamento um objeto deste porte , seriam necessários moldes e fornos de tratamento que ultrapassariam, por suas dimensões, os que até aqui já foram construidos . É muitodificil crer que instalações deste tamanho pudessem ser construidas no passado. Ainda mais dificil de crer é que não reste nenhum traço da sua existencia.

Para ter um exemplo preciso daquilo que se passou , voltemos à história do Cubo do Dr. Gurlt, e sigamo-la como se fosse um caso policial. Em 1885, o Dr. Gurlt encontrou esse cubo em uma mina de carvão na Alemanha , profundamente incrustrado numa camada datada do Terciário. Ali se encontrava havia dezena de milhões de anos , sem duvida desde o fim dos dinossauros. Em 1886 , o Dr. Gurlt publicou seu trabalho Meteorito Fóssil encontrado no Carvão , C. Gurlt , Nature . 35 ; 36 , 1886.

Muitos outros trabalhos apareceram sobre o mesmo assunto, notadamente nas justificações da Academia de Ciências. O objeto era quase um cubo , com duas de suas faces opostas ligeiramente arrendondadas . Media 67 mm por 47 mm , sendo esta ultima medida tomada entre as duas faces arredondadas. Pesava 785 gramas . Uma incisão muito profunda o circundava , ao meio de sua altura. Sua composição era a do aço duro com niquel e carbono. Não continha enxofre , e assim não era constituido de pirita , minério natural que pode tomar formas geométricas. Certos especialistas da época , inclusive o proprio descobridor , afirmaram se tratar de um meteorito fóssil. Outros, que se tratava de um meteorito que tinha sido retrabalhado, mas por quem? Pelos dinossauros?

Alguns peritos , enfim, afirmaram que o objeto seria de fabricação artificial, o que coincide com a minha opinião . Foi transportado para o Museu de Salzburgo e falou-se cada vez menos dele. Entre as duas Guerras Mundiais , a direção do Museu, sem duvida exasperada pelo numero de indagações feitas sobre o assunto, não respondeu mais. Depois da Segunda Grande Guerra , percebeu-se que mesmo o relatório correspondente ao periodo 1886-1910 , periodo em que o cubo estava no Museu , havia desaparecido É curioso . E tanto mais curioso quanto há muitas centenas de aventuras deste tipo. A Scientific American está cheia delas.

Citando uma , voltemos ao surgimento desta importante revista (volume 7 , pg.298 , junho de 1851 ) . Segundo o relato que a revista faz , encontrou-se , ao dinamitar uma rocha sólida , cinco metros abaixo do nivel do solo , um objeto metálico em forma de sino , com altura de quatro polegadas e meia , largura de seis e meia na base , de duas e meia na parte superior e com a espessura de um oitavo de polegada. O objeto era metálico, de um metal que parecia zinco, mas soava como uma liga de prata . Uma investigação a esse proposito revelou uma antiguidade considerável: a rocha dinamitada tinha muitos milhões de anos. O objeto circulou de museu em museu e desapareceu. Nunca mais foi encontrado.

Pode-se perguntar quais razões da presença de um objeto artificial no interior de uma rocha . Se a rocha se formou em torno dela, pode-se lhe atribuir um numero respeitável de milhões de anos. Há muitas descrições de objetos deste genero para que se possa negar que objetos metalicos desta especie , fabricados , são encontrados em rochas muito antigas e em veios de carvão . Pode-se ainda insistir no fato destes objetos desaparecerem misteriosamente.

Segundo as definições do capitulo anterior ( A Estrela que destruiu os Dinossauros ) , a hipotese da presença destes objetos é , para mim, uma hipotese de trabalho, mas a sua desaparição misteriosa é uma hipotese de conversação. Isso porque se conhece bem o habito dos museus de enterrar os objetos que lhes parecem não coincidir com as teorias em curso , ou que não são belos . Foi o que aconteceu em Bagdá quando se encontraram os famosos pilares.

Aqueles que conhecem bem o célebre Museu Smithsonian nos Estados Unidos afirmam que seus porões estão repletos de objetos estranhos que ninguem estuda. O mesmo fenomeno se observa em outros museus , notadamente no Museu da Pré-historia de Saint-Germain-en-Laye. Mais frequentemente , esses objetos metálicos misteriosos não são trazidos à luz do dia , porque se encontram no fundo do mar, no Antártico, ou em lugares onde ninguem faz escavações, por exemplo, no bosque de Bolonha.

Na época em que o Dr. Gurlt descobriu o cubo , acreditava-se não ser possivel registrar informações em uma liga magnética de metais , como a que constituia o cubo. Outros objetos deste genero estão sem duvida simplesmente na natureza e não chamam a atenção. Seus proprietários podem , sem dúvida, recuperá-los a grande distancia por meio de um magnetometro, já que os objetos, quando recebem um certo sinal, devem poder emitir por ressonancia magnética um sinal de resposta que indique sua posição precisa.

Há outras formas de se registrar informações além do registro magnético. E , embora não sejam atualmente comercializadas, são , entretanto, estudadas. Especialmente os registros em cristais. A sociedade americana Carson Laboratories de Bristol ( Conecticut, EUA ) foi bem sucedida ao tentar reduzir , por fotografia, oitenta e cinco mil vezes a imagem de uma pagina de revista , colocar esta imagem num cristal e, depois , recupera-la . Outros pesquisadores tentam realizar, nos cristais , registros por camadas sucessiveis , como as paginas de um livro , superpostas.

Fala-se ainda de obter o registro de de cem mil livros de dimensão média em um cristal do tamanho de um grão de açucar. Não é totalmente excluida a hipotese de que certas pedras preciosas contenham registros destinados , um dia, a serem recuperados , sendo submetidas desde já muitas vezes à informação retrieval ( recuperação total de informação ).

É, de outro lado, provável que um certo número de estes registradores esteja em órbita em torno da Terra , no espaço. Tem-se o direito de perguntar: como o sabe? A resposta é simples . Estes registradores captam uma mensagem de rádio e a retransmitem , com um certo atraso, para uma receptora desconhecida.

Esta idéia , que já defendi num livro intitulado À Escuta dos Planetas , é agora totalmente difundida. O eminente cientista Roland Bracewell, diretor de pesquisas cientificas do governo australiano em radiotécnica , e numerosos outros cientistas , observaram nas emissões de rádio desde 1926 e nas de televisão , após 1950, ecos anormalmente retardados . Recebem-se emissões da televisão a partir de estações que não funcionam há três ou quatro anos. Recebem-se , como ecos no tempo , emissões de rádio muitos dias depois de transmitidas . Este fenomeno foi observado desde 1930 por Stüner e Van Der Pol. Bracewell fez disso um estudo detalhado . Ele pensa que veículos automáticos , semelhantes às nossas sondas , registram nossos sinais e emissões , para retransmiti-las a um destino esconhecido , quando as condições para isso forem favoraveis.

Não se vê nenhuma outra explicação cientifica para esses ecos retardados . Não há nenhum objeto no espaço sobre o qual as ondas pudessem se refletir e voltar minutos, meses ou anos após . Nada conhecido sobre a estrutura do tempo nos permite acreditar que este retenha as ondas eletromagnéticas como em uma armadilha e as restitua. (Se tal fenomeno fosse possivel explicaria muito mais coisas além dos ecos retardados , mas isto é uma outra história .)

Observado este curioso fenomeno , é , entretanto , certo que a maior parte dos registradores estão sobre a Terra . Nós os encontramos por acaso nas minas de carvão ou de uranio , ou durante as dinamitações de rochas . É muito possivel que todos os analisadores e registradores disseminados sobre o planeta não estejam dentro do carvão. Devem encontrar-se à superfice.

Eles tem sido encontrados até na superfice e são encerrados em cofres, no fundo dos porões de instituições cientificas , recobertos por outros cofres e por espessas camadas de pó. Eu estou disposto a visitar museus deste genero como todo leitor cético . Evidentemente, os objetos que contradizem as teorias estabelecidas da arqueologia são os primeiros a serem relegados ao porão . E só escapam a isso por mero acaso.

Foi num porão que o eminente cientista ingles Brewster encontrou , no ‘seculo XIX , uma lente proveniente das ruinas de Ninive . E esta lente havia sido feita a maquina . Ela inda existe ainda hoje , assim como a descrição feita por Brewster . Ela fazia parte , provavelmente, de um instrumento ótico aperfeiçoado , mais aperfeiçoado que os instrumentos da época de Brewster , e , certamente , mais que os existentes em Nínive.

Parece-me certo que uma exploração sistemática dos porões de diversos museus e um reexame metódico dos objetos etiquetados como “objetos de artes” , “objetos de culto” ou “objeto não-identificado” , nos dariam numerosas indicações e seriam , sem dúvida, mais rentáveis que muitas expedições arqueológicas feitas com tantos gastos. A maioria desses misteriosos objetos é de aço inoxidável ou matéria plástica.

Existe uma literatura considerável que trata de objetos aparentemente metálicos, mas que desaparecem diante dos olhos do espectador. Este fenomeno data de antes dos lançamentos espaciais. Os fragmentos de satélites ou de foguetes portadores que caem não se volatilizam. ( Uma lenda sempre encontrada, diz que estes fragmentos, notadamente os do Sputinik IV e de certos Discoverer , teriam perdido a metade do seu peso, conservando o mesmo volume e a mesma massa. O mesmo teria ocorrido com objetos caídos em 14 de setembro de 1960 na relva de uma vila em Woodbridge, EUA. O maior era do tamanho de uma ervilha . Colocado em um recepiente , ele começava a perder peso. Depois , foram confiscados pelo governo norte-americano . Se isto é verdade, é muito interessante. Mas será verdade? )

Fica-se tentado a pensar em certos registradores , uma vez que a informação foi extraída, desaparecem.

Seria interessante saber se os satélites indicam sinais de origem desconhecida, proveniente da Terra . Recentemente , os satélites da série Explorer detectaram uma radiação deste tipo: ela provinha da Terra mas não se podia explica-la por um fenomeno naturalconhecido e ela não se originou de nenhuma fonte artificial: radio, televisão, radar , etc. Esta radiação aproxima-se da que emite a mancha vermelha de Jupiter , estudada desde 1954 sem resultado ou conclusão. Teorias as mais complicadas atribuem anergia à mancha vermelha de Jupiter.

Como a Terra não possue mancha vermelha , é muito dificil aplicar estas explicações , geralmente teoricas , à radiação terrestre. A radiação de Jupiter é modulada e pode-se dizer que esta modulação é produto de seres inteligentes. Pode-se dizer ainda que esta modulação é devida à interrupção periódica da radiação de Jupiter pela passagem do satelite Io. Tudoi isto, entretanto , não se aplica 1a radiação terrestre , que não parece modulada. Não se sabe se ela provém da terra , se é emitida pela alta atmosfera terrestre ou pelos cinturões de particulas ( eletricamente carregadas ) que rodeiam o globo. Até nova ordem , não se proíbe a hipotese de que ela provém de um registrador assinalando sua posição.

Não é impossivel a hipotese de que estudos mais perfeitos levarão os satélites a descobrir outras radiações emitidas pelos registradores . Seria preciso, para isso, que os datélites fossem dotados de outros detectores além dos que funcionamsegundo o princípio do rádio. Detectores em órbita em torno da terra, capazes de detectar ondas gravitacionais , os neutrinos e eventualmente, os Tachyons, mostrarão provavelmente que os registradores funcionam um pouco em todo o globo. Talvez se chegue a localiza-los.

É preciso esperar que o próximo objeto com arestas a ser descoberto seja cuidadosamente “cortado em pedaços”e estes examinados por detectores , para tentar chegar aos sinais.

Diversos estudos sobre a América Central e América do Sul citam objetos esféricos de grande s dimensões , algumas vezes esferas de três metros de diametro , colocadas num pedestal. Nenhuma lenda local trata dessas esferas , que parecem mais antigas que o homem nesses paises.

É evidentemente possivel que se trate de registradores de outro tipo, colocados sobre pedestais por alguma raça totalmente esquecida . Embora seja fácil imaginar um processo natural produzindo uma esfera, é impossivel conceber um que possa talhar um pedestal e sobre ele colocar uma esfera . trata-se , evidentemente , de objeto fabricado. Mas de que natureza? Atualmente ninguem o sabe . Nós estamos disnte deste objetos como um selvagem hoje emdia , ou como um cientista do século XIX diante de um cristal utilizado na fabricação de um transistor. Seria interessante transportar uma dessas esferas para um país avançado e fazer uma análise.

Mencionamos de passagem , porque é agradavel uma anedota sobre registradores cuja explicação é tão natural e complexa:

Em 13 de setembro de 1961 , sobre o telhado da pequena casa de um trabalhador das PTT de Karachi (Paquistão ) , um aparelho extremamente complicado visivelmente eltronico , caiu de pára-quedas . Foi feita uma pesquisa longa e minunciosa. Finalmente , foi descoberto que este aparelho, destinado a medir pressão atmosférica e a rapidez do vento, havia sido lançado dos EUA , num balão, em 1959. Normalmente , o balão deveria explodir, no máximo , dois dias depois de atingir trinta quilometros de altitude. Mas não explodiu, e flutuou nos ares durante dois anos e um mês , indo , por fim, aterrisar no Paquistão. Os teóricos demonstraram que esta viagem seria totalmente impossivel. Infelizmente, ela se realizou.

Em outros caso, os objetos não são identificados . A policia americana os recolhe, muito frequentemente, e eles desaparecem nos porões do Museu Smithsoniano ou dos serviços secretos americanos. Foi assim que , em setembro de 1962 , um objeto de aço de dez quilos caiu em uma rua em Manitowock, Wiscosin. Tratava-se visivelmente de um fragmento de uma maquina. Em muitos postos da sua superfice, o aço estava fundido. O objeto foi transportado para o Museu Smithsoniano , que disse se tratar de um objeto fabricado; depois, o silêncio. O objeto em questão desapareceu na poeira do museu.

Na mesma época , um outro objeto desapareceu completamente só. Tinha caído num lago a vista de um pescador, o Sr. Grady Honeucutt, Harriburg, Carolina do Norte. Segundo ele, o objeto parecia uma bola de futebol, recoberta de “antenas” “como um ouriço de metal”. Quando a policia chegou , o objeto tinha começado a se decompor e parecia uma massa de fios metalicos enovelados. Naquele momento, o objeto desapareceu e os mergulhadores não acharam os traços dele. O objeto fora recuperado ou então voltara da mesma maneira como tinha ido.

O ano seguinte foi assinalado pela presença de um objeto semelhante , em Dungannon, Irlanda. Este só tinha quatro hastes de metal – sem dúvida uma variante pobre do anterior – mas era incandescente. A armada inglesa o recuperou e não se falou mais dele.

Pode-se, evidentemente , pensar que se trata de fragmentos de satélites-espiões; entretanto , recolhem-se objetos tais desde o surgimento da humanidade , e bem antes do aparecimento dos satélites espiões.

Se estes objetos provêm de engenhos de espionagem , estes não foram fabricados pelo homem. Seria interessante fazer uma coleção de objetos análogos. Tais coleções existem, parece, nos Estados Unidos , mas seus proprietários não autorizam seu exame. É pena!

Alguma organizações fazem coleções de estudos sobre esses objetos , e de fotografias . A mais interessante é a organização americana INFO, o que significa Informação Fortiniana ;esta organização foi fundada em homenagem a Charles Fort, o grande especialista do desconhecido. Info publica a cada trimestre uma excelente revista sob este titulo.

Na Russia , a revista Technika Molodeji publica a cada mês um estudo sobre o problema dêste genero, frequentemente ilustrado com fotografias, mais uma discussão sobre o assunto , feita por especialistas.

Notas sobre o Pilar de Delhi

Não é desprovido de interesse o voltar ao pilar de Delhi, que oferece um problema singular. O Objeto mede seis metros de altura, cinquenta centimetros de diametro. Quer dizer que ele é muito volumoso para ter sido fabricado por aglomeração de metais em pó, por fusão. Foi escrito recentemente que se este objeto não se corrói “isto decorre simplesmente do fato de ele ser recoberto por uma fina camada e transparente de sílica”. Ora se o autor desta genial sugestão encontrou o meio de revestir os metais ferrosos com uma camada de silica transparente , eu (Jacques Bergier) aconselho a registrar e explorar sua descoberta . Garantido lhe é um bilhão de francos novos por ano, o que não representa senão uma pequena parcel dos gastos e perdas que a corrosão ocasiona no mundo.

O pilar tem uma inscrição: um epitáfio do rei Chandragupta II , morto em 413 da era cristã. Segundo o que se sabe , o pilar já era muito velho nessa época. ë verdade que as técnicas de fabricação do aço já exitiam na Ïndia . Um dos principes de Punjab ofertou a Alexandre, o Grande , um lingote de aço de duzentos e cinquenta quilos, quantidade considerável na época. De outro lado, a alquimia era bastante desenvolvida e o ferro era o metal essencial dos alquimistas.

Portanto . . .

E, portanto , considerando a extraordinária qualidade do metal de que é feito o pilar , considerando que ele se conserva indefinidamente , eu me pergunto se não seria ele um registrador gigante. Eu daria muito para poder tirar-lhe um pedaço e submete-lo à analise magnética. Porém, quando se leva em conta o valor sacro atribuído ao pilar , a experiencia se torna impossivel.

Extraido do livro Os Extraterrestres na História de Jacques Bergier – Editora Hemus – 1970

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/o-cubo-do-dr-gurlt/

Echelon: o sistema de espionagem mundial

Talvez você não saiba, mas tudo o que você fala pelo telefone ou transmite pela Internet é controla­do, em tempo integral, via satélite, pelo Sistema Echelon, uma sofisticada máquina cibernética de espionagem, cria­da e mantida pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos, com a participação direta do Reino Unido, do Canadá, da Austrália e da Nova Zelândia.

Com suas atividades iniciadas nos anos 80, o Echelon tem, como embrião histórico, o Pacto denominado Ukusa, firmado secretamente pela Grã-Bretanha e pelos EUA, no início da Guerra Fria.

Destinado à coleta e troca de informações, o Pacto Ukusa resultou, nos anos 70, na instalação de estações de rastrea­mento de mensagens enviadas desde e para a Terra por satélites das redes Intelsat (International Telecommunica­tions Satellite Organisation) e Inmarsat.

— Outros satélites de observação foram enviados ao es­paço para a escuta das ondas de rádio, de celulares e para o registro de mensagens de correios eletrônicos.

Além disto, já sob o guarda-chuva do Echelon, são cap­tadas as mensagens de telecomunicações, inclusive de ca­bos submarinos e da rede mundial de computadores, a lnternet. Em linguagem técnica, o objetivo dessa rede (ne­twork) é o de captar sinais de inteligência, conhecidos como sigint.

O segredo tecnológico do Echelon consiste na interco­necção de todos os sistemas de escuta. A massa de infor­mações é espetacular e, para ser tratada, requer uma tria­gem pelos serviços de espionagem dos países envolvidos, por meio de instrumentos da inteligência artificial.

“A chave da interpretação — afirma Nicky Hager; pes­quisador do tema — reside em poderosos computadores que perscrutam e analisam a massa de mensagens para delas extraírem aquelas que apresentam algum interesse. As estações de interceptação recebem milhões de mensa­gens destinadas às estações terrestres credenciadas e utili­zam computadores para decifrar as informações que con­têm endereços ou textos baseados em palavras-chaves pré-programadas”.

Estas palavras-chave resumem os alvos principais dos serviços de inteligência dos Estados Unidos e de seus só­cios no Echelon. Integram os chamados “dicionários”, que são produzidos e trocados, sistematicamente, entre esses organismos. Entre essas palavras encontram-se, por exemplo, os nomes de Fidel Castro, Saddam Hussein e Hugo Chávez e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Incluem, também, expressões como terrorismo, guerrilha, narcotráfico e ajuda ao Terceiro Mundo.

O acesso a alguns desses “dicionários” só tornou-se possível graças à colaboração de ex-agentes — sobretudo australianos e neo-zelandeses — com pesquisadores liga­dos a ONGs defensoras das liberdades públicas e do direi­to à privacidade. Os megacomputadores da NSA são capazes de reco­nhecer automaticamente a identidade dos interlocutores, numa conversação telefônica.

Além de palavras-chave, o código do Echelon também inclui cifras-chave. 5.535 representa as comunicações diplomáticas japonesas; 8.182 indica a troca de tecnologias criptográficas. Os documentos resultantes das pesquisas recebem símbolos distintivos: Moray (secreto), Spoke (ul­tra-secreto), Gamma (interceptação de comunicações rus­sas, mesmo no pós-Guerra Fria).

O megapoder da NSA

A agência de inteligência norte-americana mais conhe­cida é a CIA. No entanto, de acordo com os pesquisadores nessa arca, a mais poderosa é a NSA. Ela possui, hoje, cer­ca de 20 mil funcionários em Fort Meade, seu quartel-ge­neral. São, principalmente, analistas de sistemas, engenhei­ros, físicos, matemáticos, linguistas, oficiais de segurança e administradores de empresas, entre outros especialistas de alto padrão.

A NSA foi criada em 1952 por meio de um decreto se­creto do presidente Harry Truman para cuidar de espionagem e contra-espionagem, dentro e fora dos Estados Unidos. Seu organograma (conhecido publicamente, pela primeira vez, em 18 de dezembro de 1998, graças à lei co­nhecida como Freedom Information Act), demonstra que seus serviços cobrem praticamente todo o universo das tecnologias da informação.

Com base nessa massa crítica, os EUA adiantaram-se no tempo para assegurar s???? ?o?ua hegemonia mundial no sé­culo 21. Em novembro de 1997, o chefe do Estado-Maior da Força Aérea norte-americana fez palestra na Câmara de Representantes, em Washington e afirmou: “No primei­ro trimestre do próximo século, seremos capazes de locali­zar, seguir e mirar — praticamente em tempo real — qual­quer alvo importante em movimento, na superfície da Ter­ra

Ao refletir sobre o que chama de televigilância global, o filósofo e urbanista francês Paul Vinho afirma que o fenômeno histórico que leva à mundialização exige cada vez mais luz, cada vez mais iluminação. E assim que se desenvolve hoje uma televigilância global que não reco­nhece qualquer premissa ética ou diplomática. A atual glo­balização das atividades internacionais torna indispensá­vel uma visão ciclópica ou, mais precisamente, uma visão cyber-ótica… Com essa dominação do ponto de vista orbi­tal, o lançamento de uma infinidade de satélites de obser­vação tende a favorecer a visão globalitária. Para “dirigir” a vida, não mais se trata de observar o que acontece diante de si. A dimensão zenital prevalece, de longe ou mais alto, sobre a horizontal e não se trata de um assunto de pouca importância porque o “ponto de vista de Sirius” apaga toda perspectiva”. (em Le Monde Diplomatique, agosto de 1999, pgs.4e 5).

Confirmação Oficial do Parlamento Europeu

Em 18 de Maio de 2001, veio a conhecimento público o informe, elaborado pela Comissão Provisória, nomeada pelo Parlamento Europeu, para investigar o Echelon, em que confirmaram:

“A existência de um sistema global de interceptação das comunicações em que cooperam os Estados Unidos, o Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, já não pode ser colocado em dúvida.(…) O que resulta importante é que seu propósito é interceptar comunicações privadas e comerciais, e não comunicações militares.” (NAVARRO, 2001: 50)

Sem dúvida, mais do que um sistema de espionagem, este sistema é uma grave violação ao nosso direito de privacidade. Qualquer dia nem os sites de Internet escaparão à censura total. O relatório completo do parlamento europeu pode ser facilmente encontrado na internet.


O Brasil no Echelon

De forma totalmente extralegal, a NSA utilizou a rede Echelon para espionar todos os movimentos do Greenpe­ace por ocasião dos protestos contra os ensaios nucleares franceses, no Atol de Mururoa, no Pacífico Sul. O Brasil também participa da história secreta do siste­ma: por meio da rede, o governo norte-americano inter­ceptou as negociações entre o governo FHC, no primeiro mandato, e a empresa francesa Thomson, para a compra dos equipamentos de vigilância da Amazônia, através do Sivam.

Com base nos dados coletados, a Casa Branca e o com­plexo industrial estadunidense conseguiram derrubar Thomson e, finalmente, a empresa norte-americana Raytheon acabou ganhando a concorrência internacional. As comunicações dos países e dos cidadãos latino-ame­ricanos são processadas na estação de Sabana Seca, em Porto Rico. Na Inglaterra, o órgão governamental associa­do à NSA é a GCHQ (Britain’s Government Communica­tions Headquarters).

A maior base eletrônica de espionagem no mundo é a Field Station F83, da NSA e se situa em Menwith Hill, Yorkshire, nos EUA.

Lista de palavras buscadas pelo projeto Echelon

A lista de palavras pesquisadas pelo projeto Echelon é imensa e atualizada conforme a realidade geopolítica se altera. Abaixo uma lista aproximada de dezembro de 2008. Vale lembrar que a única forma conhecida de combater este sistema é a vulgarização dos unitermos de todas as formas, sites em e-mails possíveis.

Rewson, SAFE, Waihopai, INFOSEC, ASPIC, MI6, Information Security, SAI, Information Warfare, IW, IS, Privacy, Information Terrorism, Terrorism, Defensive Information, Defense Information Warfare, Offensive Information, Offensive Information Warfare, The Artful Dodger, NAIA, SAPM, ASU, ASTS, National Information Infrastructure, InfoSec, SAO, Reno, Compsec, JICS, Computer Terrorism, Firewalls, Secure Internet Connections, RSP, ISS, JDF, Ermes, Passwords, NAAP, DefCon V, RSO, Hackers, Encryption, ASWS, CUN, CISU, CUSI, M.A.R.E., MARE, UFO, IFO, Pacini, Angela, Espionage, USDOJ, NSA, CIA, S/Key, SSL, FBI, Secert Service, USSS, Defcon, Military, White House, Undercover, NCCS, Mayfly, PGP, SALDV, PEM, resta, RSA, Perl-RSA, MSNBC, bet, AOL, AOL TOS, CIS, CBOT, AIMSX, STARLAN, 3B2, BITNET, SAMU, COSMOS, DATTA, Furbys, E911, FCIC, HTCIA, IACIS, UT/RUS, JANET, ram, JICC, ReMOB, LEETAC, UTU, VNET, BRLO, SADCC, NSLEP, SACLANTCEN, FALN, 877, NAVELEXSYSSECENGCEN, BZ, CANSLO, CBNRC, CIDA, JAVA, rsta, Active X, Compsec 97, RENS, LLC, DERA, JIC, rip, rb, Wu, RDI, Mavricks, Baha’u’llah, BIOL, Meta-hackers, ^?, SADT, Steve Case, Tools, RECCEX, Telex, Aldergrove, OTAN, monarchist, NMIC, NIOG, IDB, MID/KL, NADIS, NMI, SEIDM, BNC, CNCIS, STEEPLEBUSH, RG, BSS, DDIS, mixmaster, BCCI, BRGE, Europol, SARL, Military Intelligence, JICA, Scully, recondo, Flame, Infowar, FRU, Bubba, Freeh, Archives, ISADC, CISSP, Sundevil, jack, Investigation, JOTS, ISACA, NCSA, ASVC, RRF, 1071, Bugs Bunny, Verisign, Secure, ASIO, Lebed, ICE, NRO, Lexis-Nexis, NSCT, SCIF, FLiR, JIC, bce, Lacrosse, Flashbangs, HRT, IRA, EODG, DIA, USCOI, CID, BOP, FINCEN, FLETC, NIJ, ACC, AFSPC, BMDO, site, SASSTIXS, NAVWAN, NRL, RL, NAVWCWPNS, NSWC, USAFA, AHPCRC, ARPA, SARD, LABLINK, USACIL, SAPT, USCG, NRC, ~, O, NSA/CSS, CDC, DOE, SAAM, FMS, HPCC, NTIS, SEL, USCODE, CISE, SIRC, CIM, ISN, DJC, LLNL, bemd, SGC, UNCPCJ, CFC, SABENA, DREO, CDA, SADRS, DRA, SHAPE, bird dog, SACLANT, BECCA, DCJFTF, HALO, SC, TA SAS, Lander, GSM, T Branch, AST, SAMCOMM, HAHO, FKS, 868, GCHQ, DITSA, SORT, AMEMB, NSG, HIC, EDI, benelux, SAS, SBS, SAW, UDT, EODC, GOE, DOE, SAMF, GEO, JRB, 3P-HV, Masuda, Forte, AT, GIGN, Exon Shell, radint, MB, CQB, TECS, CONUS, CTU, RCMP, GRU, SASR, GSG-9, 22nd SAS, GEOS, EADA, SART, BBE, STEP, Echelon, Dictionary, MD2, MD4, MDA, diwn, 747, ASIC, 777, RDI, 767, MI5, 737, MI6, 757, Kh-11, EODN, SHS, ^X, Shayet-13, SADMS, Spetznaz, Recce, 707, CIO, NOCS, Halcon, NSS, Duress, RAID, Uziel, wojo, Psyops, SASCOM, grom, NSIRL, D-11, DF, ZARK, SERT, VIP, ARC, S.E.T. 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Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/echelon-o-sistema-de-espionagem-mundial/

A Religião Mais Poderosa do Mundo

Anton Szandor LaVey

1997, publicado na revista The Cloven Hoof, nº 127 

A religião é aquilo que for a coisa mais importante na vida de uma pessoa. Se trenzinhos elétricos são a coisa mais relevante para alguém, essa é a religião dele. Qualquer coisa pode ser uma religião, se for algo que signifique muito. Se sua religião atual não é a coisa mais importante em sua vida, descarte-a. Encontre o que mais o anime e faça disso a sua religião. 

As religiões são fáceis de inventar. A maioria das religiões tradicionais têm pouco ou nada a ver com a realidade, dependem de ofuscação, interpretação, culpa e fé irracional – algumas mais que outras. Como o satanismo é essencialmente uma religião do eu, ele sustenta que o indivíduo e suas necessidades pessoais vêm em primeiro lugar. Se isso significa brincar com trens ou sapatos de salto alto ou cantar na banheira, esses são seus sacramentos e devoções. Fazer um inventário da sua coleção de histórias em quadrinhos antigas é como contar contas em um rosário, cada livro sendo uma estação da cruz. 

Antes de codificar o satanismo, permitindo-me integrar tudo de significância pessoal em uma forma adequada, primeiro considerei a religião do cachorrismo. O sistema de crenças fazia sentido, mas era muito limitado. O cachorrismo defende que, se você não pode comê-lo e não fodê-lo; mije nele. Por mais que eu respeite os cães e seus deuses, eu poderia me identificar mais com o gatismo, a principal religião dos gatos. Os cinco mandamentos do gatismo são: 

  1. Não corra, se você pode andar. 
  1. Não ande, se você pode ficar. 
  1. Não fique de pé se você pode sentar. 
  1. Não sente se você pode deitar, e 
  1. Não fique acordado se você pode tirar uma soneca.

O gatismo aconselha: “Aquele que dorme o dia todo / vive para dormir outro dia”, ou “Respeite o amigo que traz sua comida, pois ele foi sua escolha  ou vá e pegue você mesmo e mie mais alto, ”Entre outras homilias. 

O “princípio do prazer” de Freud deve ser o grande motivador de qualquer religião. O significado de qualquer fetiche é um parâmetro para sua prioridade. Quando um fetiche transcende todo o resto, incluindo as necessidades de sobrevivência, o resultado é o fanatismo religioso. Quando o equipamento de áudio tem prioridade sobre a música, a maneira como a música soa é mais importante que o som da música. O ato de se apaixonar pode ser mais importante do que a escolha de um companheiro. Se o tamanho de uma tela é mais importante do que o que está nela e o hardware e software mais recente ofusca a qualidade do produto inserido, o resultado é o fetichismo. 

Toda atividade que nos consome, portanto, deve ser reconhecida como religiosa e fetichista. Um satanista cujo hobby ou fetiche é o satanismo per se, não é mais um satanista do que aquele que, percebendo as indulgências defendidas pelo satanismo, aceita o nome. A diferença entre o homem ou a mulher que é satanista praticante, e o de uma identidade satanista é que o satanista praticante se apega a foto, enquanto a identidade satanista se apega ao porta-retrato. 

Aqueles que menosprezam e desdenham a Church of Satan também revelam em grau obsessivo seu fetiche. Na realidade e na prática, por seu interesse consumidor, eles revelam sua verdadeira religião – a Church of Satan Caso contrário, eles se virariam, se afastariam e se recusariam a se sujeitar àquilo de que não precisavam. Claramente, eles precisam de nós. Nós não precisamos deles. 

Nunca subestime os corolários sexuais ao fetichismo / religião. É muito fácil (e conveniente) descartar a excitação secreta. Assim como houve fetichistas de pés que trabalham em lojas de sapatos, existem escritores e artistas masturbacionistas que não têm nada a dizer e não escrevem nada que valha a pena ler. Sua produção equivale ao auto-prazer erótico se esfregando linha por linha, usando suas máquinas de escrever ou computadores como brinquedos sexuais. Isso pode levar à dependência sexual do computador. Complicado? As coisas mudaram desde que os monges tinham seus êxtases a luz de velas com seus  manuscritos. 

Às variedades da experiência religiosa podem ser tão interessantes quanto variedades de fetichismo. Embora possa haver muitas classificações, no geral, cada discípulo tem seu conjunto rígido de devoções preferidas e obrigatórias. Cada um tem palavras pessoais de poder como resultado desta destilação. Todos os caminhos levam a Roma para o praticante sério. É o princípio de redução de Spare, o sino de Pavlov. O católico devoto faz o sinal da cruz e murmura “valei-me os santos”. Os pentecostais gritam “Aleluia!” O judeu diz “Mazeltov”. Uma manifestação mais potente é possível quando se considera a verdadeira natureza da religião. Em vez disso, eles podem dizer: “Eu preciso de uma bebida”, “Um garota com uma bunda boa”, “Alguém pode me dar umas palmadas?” Todo fetichista/religioso tem palavras de ordem sagradas: “Cócegas”, “Mustang Cherry ’65 “, “Meias fedorentas” e milhões de outras mais. Os fetiches sexuais são provavelmente a preferência mais epicurista do animal humano. O menor detalhe é de grande importância e há pouca margem para erro. De fato, há menos espaço para desvio, do que em qualquer outro empreendimento humano. 

Se certas palavras e frases continuam aparecendo, é porque elas nunca são cansativas, sempre novas. A composição de jazz favorita do tio Louie pode ser a mesma velha música antiga para os outros, mas para o tio Louie, ela melhora com a idade – o que é mais do que se pode dizer do tio Louie É a sua Ave Maria. 

O satanismo é a única religião que serve para incentivar e aprimorar as preferências individuais, desde que haja admissão honesta dessas necessidades. Assim, a religião pessoal e indelével de uma pessoa (a imagem) é integrada em um porta-retrato perfeito. É uma celebração da individualidade sem hipocrisia, da solidariedade sem falta de espírito, da subjetividade objetiva. Não precisa haver desvio desses princípios. Eles devem negar sumariamente as contendas e discussões internas. Quaisquer tentativas de “reforma” satânica devem ser vistas pelo que são: criação de problemas onde não existem. Não deveria haver lugar em nenhuma religião para reformadores cuja própria religião é o fetiche da reforma. Existe até um lugar e um título para dissidentes compulsivos, e se eles podem usar o manto, são bem-vindos. Eles se iludirem como revolucionários. Em nossa casa o chamamos de “masoquistas”. 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-religiao-mais-poderosa-do-mundo-2/

O Livro Que Leva À Loucura: Excalibur

No momento em que escrevemos, um iate luxuosíssimo percorre os oceanos do globo. Traz bandeira que não é de nenhum país conhecido ou desconhecido. Tem a bordo um certo número de guardas armados, pois muitas vezes tentou-se forçar o cofre-forte do capitão; esse cofre-forte contém um livro muito perigoso cuja leitura torna louco o que lê e se chama Excalibur.

Para que essa história seja compreensível, é preciso referir-se à vida do proprietário do iate, um americano chamado Lafayette Ron Hubbard, e à suas duas descobertas, a dianética e a cientologia. A história de Hubbard foi, geralmente, contada de forma humorística por Martin Gardner no livro “Os mágicos desmascarados” e por mim mesmo em “Rir com os Sábios”. Mas um certo número de fatos novos, aparecidos no curso dos dois últimos anos, tendem a fazer admitir que tal história não é apenas extravagante. Tentarei contá-la de maneira a mais neutra possível.

Lafayette Ron Hubbard é, indiscutivelmente, um explorador e um oficial da marinha americana, extremamente corajoso. Foi também – não escreveu muito no gênero – um dos melhores autores americanos de ficção científica e do fantástico. Entre seus romances traduzidos em francês, citamos Le bras droit de la mort (Hachette).

A melhor parte de sua obra, no que concerne à ficção científica e ao fantástico, foi escrita antes da guerra de 1940. durante essa guerra, em virtude de um ferimento que recebeu num combate com os japoneses, Hubbard sofreu a experiência da morte clínica. Foi reanimando, mas parece ter-se conscientizado que não o fora por vias normais, e ter tido percepções e sensações que nunca pôde suficientemente explicar.

Assim é que, depois da guerra, ele passou a meditar, sistematicamente, sobre o sistema nervoso humano. Acabou concebendo uma nova teoria que batizou de dianética, que comunicou a John Campbell, célebre editor de ficção-científica.

A dianética era uma espécie de psicanálise própria para seduzir os americanos. Estes são, com efeito, ávidos pelo “Faça você mesmo”, e a dianética permitia exercer seus talentos sobre qualquer um, sem necessidade de qualquer prévio estudo.

A teoria geral da dianética admite, como Freud, um inconsciente, mas enquanto o inconsciente freudiano é extremamente astucioso – era copiado do diabo – o inconsciente de Hubbard é sobretudo estúpido. Ele nos obrigava a fazer as piores asneiras, pois era totalmente literal e incapaz de transcender o significante, e composto de registros ou engramas (Hubbard usa esse termo científico num sentido que não lhe é dado normalmente).

O inconsciente de Hubbard forma muito cedo, notadamente durante a vida do feto. E basta, sempre segundo Hubbard, que se diga à uma mulher gestante “você se obstina em andar à esquerda” para que a criança, tornada adulta, cai, sem resistência, para um esquerdismo extremado!

Se chegássemos a desembaraçar um cérebro de todos esses significantes, anuncia triunfalmente Hubbard, produziríamos um sujeito perfeitamente “claro”. Esse sujeito “claro”, desprovido de qualquer complexo, inteiramente são espiritualmente, constituiria o embrião de uma espécie humana nova, próxima ao sobre-humano. Isto poderia ser conseguido através de simples conversa com o sujeito, utilizando técnicas que Hubbard descrevia em seus artigos de “Astounding Science-Fiction” ou em seu livro “Dianetices”, que, imediatamente aparecido, se tornou um best-seller.

Hubbard começou por tratar sua mulher. Logo que se tornou “clara”, ela pediu o divórcio, o que obteve. Tratou, em seguida, de um amigo, que logo que ficou “claro”, matou sua mulher e se suicidou. Então, a popularidade da dianética tornou-se imensa. Por volta de 1955, os americanos que se tratavam pela dianética eram milhares. Os resultados não foram tão sensacionais como no começo, mas esse pequeno jogo de salão fez logo concorrência à psicanálise.

A psicanálise tem, evidentemente, a vantagem de aplicar-se aos animais. Há nos Estados Unidos psicanalistas para cães, e não se conhecem técnicos da dianética para cães. A dianética, ao contrário, tem a vantagem de ser rápida, pouco custosa, e de apresentar a “psique” humana, não em termos complicados, mas segundo diagramas bastante iguais àqueles que permitem a qualquer um instalar em casa uma campainha elétrica. E antes de tudo, é mais reconfortante.

Certos psicanalistas foram também tratados, e sem tornar-se absolutamente “claros”, reconheceram que a tal dianética lhes fazia bem. Quando se lê Hubbard, não se tem a impressão de que ele é mais louco que Reich ou Ferenczi. Talvez menos. E no que concerne às lembranças formadas durante a vida do feto, Hubbard parece ter razão. O fenômeno parece ter sido clinicamente verificado, e põe um problema que não foi resolvido: como o feto, que não tem ainda um sistema auditivo, pode entender o que se diz ao seu redor? No entanto, ele o faz, isto é certo.

O que quer que seja, não se pode dizer que a dianética seja mais ou menos louca que a psicanálise. Todas as duas “caminham” menos bem que os métodos do sacerdote budista primitivo, mas caminham. Há em todo psíquico um tal esforço para o equilíbrio, que não importa qual a técnica usada para amenizar provisoriamente um psiquismo defeituoso. Tal amenização, evidentemente, não é durável, só os métodos químicos realmente podem curar.

A dianética parecia destinada a ser apenas um desses métodos curiosos como existem tantos, e foi assim que todos a consideraram. Somente que a história só estava começando. Tendo refletido sobre os defeitos da dianética, Hubbard chegou à conclusão de que esta não tratava senão das cicatrizes psíquicas devidas aos acontecimentos dessa vida terrestre, e em nenhum caso as feridas adquiridas em vidas anteriores. Criou uma nova disciplina: a cientologia.

A dianética foi um fogo de palha, mas a cientologia, com um desenvolvimento lento e progressivo, conheceu um crescimento constante que fez com que, em 1971, o movimento cientologista constituísse uma força mundial que inquietou muita gente. Tal movimento tem muito dinheiro, não se sabe de que fonte. As partes de Hubbard no trabalho original lhe trouxeram uma riqueza enorme, fala-se em dezenas de milhões de dólares.

Hubbard escreveu outros livros além de “Scientology”. Notou pela informação de amigos próximos, algumas lembranças de suas vidas anteriores. Tais lembranças, segundo ele, provinham de uma grande civilização galáctica da qual somos uma colônia perdida.

Reuniu essas lembranças num livro chamado Excalibur, que deu a ler a alguns voluntários. Estes ficaram loucos e estão, segundo o que sei, internados.

Nem a dianética, nem a psicanálise, nem a cientologia, nem mesmo os medicamentos que se conhece puderam fazer algo por eles. Hubbard continuou a navegar nos oceanos e a tomar notas, enquanto desconhecidos tentavam forçar seu cofre e ler o Excalibur. Durante esse temo, a cientologia desenvolveu-se a um ponto tal que chegou a inquietar. Foi assim que Charles Manson, assassino de Sharon Tate, declarou que era o representante local da cientologia. Os cientólogos negaram e Hubbard mesmo afirmou que denunciara Manson ao FBI como sendo um perigoso diabolista. Os cientólogos são acusados de dominar pessoas, de controlá-las, de teleguiá-las e de visar, com isso, à possessão do mundo.

Respondem com calma, que se dizia a mesma coisa dos primeiros cristãos.

São extremamente numerosos, sem que se possam citar cifras. Mas em 1969, uma associação inglesa que lutava por uma medicina mais racionalista e por uma condenação mais severa às medicinas paralelas, denunciou-os logo todos os cientólogos ingleses se inscreveram na associação e ficaram sendo a maioria rapidamente. O que prova serem eles bastante numerosos.

Certos países falam em proibir a cientologia, mas, pelo que sei, isto nunca foi feito em parte alguma. Os meios materiais enormes de que dispõem os cientólogos lhes permitem inundar literalmente o mundo de jornais, revistas, documentos. A inscrição em um curso de cientologia não é onerosa e não é isto que dá recursos ao movimento. O conselho administrativo da sociedade que, em diversos países, é registrado conforme as leis locais, reconhece que é um bom negócio. Mas sem precisar exatamente como funciona esse bom negócio.

Um dos dirigentes da cientologia inglesa declarou à imprensa: “Se alguém procura atacar-nos, investigamos sobre ele, e encontraremos algo de desfavorável que traremos ao conhecimento público”. Isto efetivamente se produz, o que significa que a cientologia ou possui excelentes recursos de espionagem, ou meios para utilizar as melhores agências de detetives privados.

A cientologia não parece ser política, se bem que se denuncie, periodicamente, tal organismo como um novo nazismo ou, pelo menos, como uma variedade do rearmamento moral. Isto não parece estar provado. O que parece certo é que a cientologia drena para si clientes não somente de cultos marginais e pequenas seitas ocultas, mas de religiões tão bem estabelecidas, como o cristianismo, ou do marxismo. Ela está em progresso no plano do número e no plano do poder. Os que zombaram de Hubbard, e eu me coloco entre esses, estão, talvez, rindo muito cedo. O fenômeno da cientologia é muito curioso, e não foi ainda suficientemente estudado.

A cientologia atraiu muitos escritores de ficção-científica, mormente Van Vogt (autor do famoso best-seller “Le Monde des Ô) que, durante certo tempo, abandonara a ficção-científica para se ocupar, exclusivamente, da cientologia. Esta não renega a dianética, mas acrescenta um conteúdo suplementar que não se pode qualificar senão como visionário. E evidentemente Hubbard, sob seu aspecto exterior de aventureiro positivo e de engenheiro instruído, é um visionário. Parece que teve uma visão quando esteve sob morte clínica, e que teve outras depois. Infelizmente, não disse grande coisa sobre os dirigentes da cientologia, que parecem acolher no movimento homens de negócios, mas também outros personagens.

Ao nível do contato com o público, ao nível, igualmente, do ensinamento elementar da cientologia, encontram-se pessoas extremamente convencidas e, ao que parece, sinceras. Não saberia dizer exatamente o que se passa em nível superior. Em conseqüência da filosofia de Max Weber, chama-se geralmente “efeito carismático” a influência de um ser humano sobre outro. A cientologia agrupa pessoas que possuem efeito carismático muito elevado.

O que quer que seja, a reunião de membros de um grupo de cientologia ao redor de seu chefe, e por causa de cientologia geral, é de uma natureza fanática. A tal ponto que muitas queixas apareceram contra os grupos.

Contrariamente à Golden Dawn, a cientologia tornou-se uma central de energia que exerce um poder real passavelmente inquietante. O que não aconteceu com a dianética. Qualquer coisa foi injetada na estrutura de um movimento que estava declinando e que parecia uma seita dissidente e simplificadora da psicanálise; e esse movimento foi transformado em instrumento utilizado para fins que não sabemos ainda. O período da diversão acabou e podemos perguntar o que foi introduzido na dianética para criar um movimento assim tão dinâmico como é a cientologia.

Como no início de todas as religiões há um Livro, a esta cabe o livro Excalibur que, ao invés de ser difundido, é cuidadosamente guardado como o talismã secreto da nova religião. O fenômeno é curioso, pois em casos análogos como os Mórmons ou os Babistas, o livro-base – livro de Joseph Smith para os Mórmons, Profecias de Bab para os Babistas – foi largamente difundido. No que concerne à cientologia, assiste-se, ao mesmo tempo a um esforço extremamente moderno de propaganda e a uma organização que esconde um livro secreto que se poderia dizer maldito. Não se sabe o que aconteceu às pessoas que o leram: tornaram-se loucos simplesmente lendo-o, ou tentaram certas experiências?

(Respondo aqui à uma questão que me é feita com freqüência: por que não tentei transformar o movimento nascido do “Despertar dos Mágicos” e de “Planète” numa espécie de pára-religião? Responderia simplesmente que num estado de ignorância total da dinâmica dos grupos humanos, pareceu-me extremamente perigoso lançar novos movimentos pára-religiosos. Numa admirável novela de Catherine Mac Lean, “O efeito bola de neve”, que traduzi para o francês para o “Nouveau Planète nº 2”, vê-se um grupo de senhoras que se ocupam, numa pequena vila americana, de coletar vestimentas, arrumá-las e dá-las aos pobres. Sociólogos imprudentes lançaram a esse grupo uma estrutura dinâmica que acabou virando uma bola de neve que foi pegando outros grupos. E esse microcorpúsculo acabou conquistando o mundo… Esse tipo de coisa é, ao meu ver, inteiramente possível, e por isso cuidadosamente cortei qualquer tentativa de formação de uma pára-religião a partir do movimento Planète.)

Ao nível do público, o ensinamento cientológico parece-me bastante com a dianética primitiva, sob uma forma mais razoável. Pretende-se aumentar a intensidade da consciência em pessoas tratadas, e talvez o consiga. Isto não acontece sempre. Por exemplo, o autor de ficção-científica americano Barry Malzberg conta no início de 1971 como tendo visto no metrô de New York, cartazes de propaganda de cientologia, decidiu tomar lições. Isto não o levou adiante, mas talvez não tivesse boas vibrações iniciais…

O que é ensinado em nível superior, ignoro-o. A literatura de promoção diz respeito a informações provenientes de épocas em que a Terra não era ainda uma colônia perdida, mas fazia parte da humanidade galáctica. Isto parece ficção-científica, mas a bomba de hidrogênio e a viagem à Lua pareciam também. Seria preciso ver a coisa mais de perto.

É interessante notar igualmente que a cientologia se declara perseguida por pessoas bastante análogas no fundo, àquelas que chamo Homens de Preto, cuja existência postulo neste livro.

Deixando de lado Hubbard, que parece fora de circuito, voluntariamente ou não, não se sabe muito bem o que está atrás da cientologia. Cai-se num paradoxo bastante curioso: por que os homens e mulheres da Golden Dawn, tão brilhantes e por vezes geniais, não chegaram a criar um centro de energia? E por que os indivíduos anônimos da cientologia conseguiram isto?

Pode-se tirar razões da dinâmica dos grupos. Não se pode, talvez, formar um grupo juntando gente de personalidade poderosa. É preciso, quem sabe, uma hierarquia que parece existir na cientologia e que não parece ter existido de maneira marcante na Golden Dawn.

Pode-se dizer ainda, com certa ironia, que a Golden Dawn dirigia-se a uma elite muito limitada de pessoas excepcionais, enquanto que a cientologia se dirige a pessoas medianas.

Os membros dos grupos cientologistas me sugerem uma terceira resposta: para eles, a cientologia se mantém porque é científica, enquanto a Golden Dawn era um amontoado de superstições e práticas mágicas.

É-me difícil considerar esta resposta válida, pois a leitura de documentação que a própria cientologia difunde, mostra que não se trata de uma ciência, ao menos no sentido habitual do termo. É uma mística análoga ao freudismo. Como o freudismo, é preciso aceitar sem discutir afirmações das quais não se tem nenhuma prova. Ademais, enquanto a Golden Dawn parece ter resolvido o grande mistério do despertar, não se vê nada análogo na cientologia. E, contudo, esta prospera e prospera, segundo uma estrutura que parece aquela pra a qual tendia a Golden Dawn.

Como na Golden Dawn, trata-se de um apelo às forças profundas e desconhecidas que existem nos domínios que a psicologia corrente, mesmo aperfeiçoada por Jung, não pode alcançar e dos quais nega a existência. Para a Golden Dawn, eram os “planos superiores” existentes acima do despertar. Para a cientologia, trata-se de um super-hiper-inconsciente estendendo-se ao passado até épocas que nenhum código genético razoável pode dar conta. Certos documentos cientológicos falam de setenta e dois milhões de anos. Parece muito.

Evidentemente, é fácil taxar esse tipo de idéia de aberração, o que estou tentado a fazer. Entretanto, a existência do fenômeno não é duvidosa, e pode-se perguntar até onde se desenvolverá.

A dinâmica marxista da História não tem mais base científica como o Prêmio Nobel Jacques Monod acaba de mostrar pela nona vez no “O Acaso e A Necessidade”. O que não impede que um homem, em cada dois, viva em regimes marxistas.

Numa mesa-redonda sobre as viagens à Lua, ouvi um erudito do Islão dizer que a Lua era habitada. A viagem lunar não o provou, mas isto não abalou o Islão.

Uma vez que um grupo humano tenha começado a fazer bola de neve sob o efeito de forças dinâmicas das quais tudo ignoramos, é extremamente difícil, e talvez impossível, pará-la. Não está, em todo caso, excluído que a cientologia dá a uma certa juventude o que o esquerdismo e o LSD não puderam dar, e não se vê expandir-se eventualmente sustentada pelas armas.

Por isso, essa questão de saber o que existe exatamente do Excalibur, de saber até que ponto a doutrina secreta da cientologia, se há uma, deriva de um livro maldito, merece ser examinada. E não penso que se possa elucidar esse gênero de problema dizendo simplesmente que Deus está morto, e que é preciso qualquer coisa ou alguém que o substitua. Penso que houve químicos, antes que se descobrisse o átomo e a teoria exata da química baseada sobre a mecânica ondulatória.

Da mesma maneira, estou persuadido de que há praticantes da dinâmica de grupo, incapazes de explicar o que fazem, no entanto obtém resultados, enquanto que um sociólogo médio seria incapaz de eleger-se numa vila de cinqüenta habitantes.

Penso que Hitler ou Hubbard fazem parte desses sociólogos amadores que obtém de maneira empírica resultados espantosos.

No meu entender, entretanto, esses praticantes só podem funcionar se atrás deles houver um grupo de organizadores ou de planificadores. Sabemos muito bem qual o grupo que se encontrava atrás de Hitler, ignoramos tudo sobre o grupo que se encontra atrás de Hubbard, e notadamente sobre o financiamento das operações, e seus objetivos definitivos. Se há, realmente, atrás de Hubbard um livro maldito, seria desejável que ele tivesse feito dele muitas fotocópias e que as tivesse colocado em lugar seguro, espalhando-as pelo mundo. Se não, eu não ficaria surpreso se um dia o seu iate sofresse um acidente.

A teoria de Hubbard é falsa certamente, mas dá, talvez, resultados justos. Não é a primeira vez que esse tipo de coisa acontece.

Não se fez, ainda, estudo sociológico sobre as pessoas atraídas pela cientologia. A dianética, como a psicanálise, atraiu principalmente loucos. Freud mesmo, numa primeira fase de sua carreira, ao que indica, parece ter ficado louco furioso: praticava a numerologia, e acreditava nas piores superstições. Diz-se que ele ficou são em sua segunda fase, depois que fez sua auto-análise, mas tenho dúvidas.

Como diz, justamente, G. K. Chesterton: “O louco não é aquele que perdeu a razão; o louco é aquele que perdeu tudo, menos a razão”. A cientologia começou a entrar numa fase em que atrai em massa pessoas que poderíamos chamar de normais? Em que proporção? Isto seria interessante saber.

Gostaria muito, correndo os devidos riscos e perigos, de dar uma olhada no Excalibur.

por Jacques Bergier

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/o-livro-que-leva-a-loucura-excalibur/

Padrões Universais (Parte 7)

Por: Colorado Teus

Esta é uma série de textos que começou com Breve introdução à Magia, depois definimos nossos termos técnicos em Signos, falamos sobre a precisão das divisões entre os planos em A Percepção e a Evolução e como isso pode ser organizado em em Rituais, depois mostramos como a simples mistura de sistemas mágicos pode ser um fracasso para pesquisas em Análise de sistemas mágicos para então chegarmos à transformações que ocorrem com as informações que saem do plano emocional e vai para o intelectual em Sonhos.

No último capítulo falamos dos sistemas simbólicos que permeiam as culturas, se referindo a um espaço-tempo específico. Porém, alguns desses padrões podem ser encontrados em todas as culturas deste nosso planeta, o que denominamos “padrões universais” ou Arquétipos. Eles existem, como uma experiência subjetiva, em todas as pessoas, culturas e períodos da história. Tente achar algum padrão nas imagens abaixo, referentes a líderes político-religiosos de diferentes culturas:

Em todas as figuras podemos notar algum símbolo na cabeça da figura, algo que se parece com um fogo, uma luz cristalizada em um objeto físico. Um símbolo que representa um Arquétipo é chamado de Imagem Arquetípica (trocando em miúdos, a imagem como um grupo de pessoas identifica um Arquétipo).

Podemos citar vários arquétipos pelos quais qualquer pessoa passa nos diferentes momentos da vida, vou tomar alguns dados no livro “O Tarot Mitológico”, de Juliet e Liz Greene:

– O nascimento é real em um nível concreto, qualquer coisa que exista precisa nascer. Mas também é uma experiência psicológica de espécie arquetípica, pois sempre que iniciamos algo novo, ou entramos em uma nova fase da vida, há um sentido de nascimento. Nascimento também implica outros estados subjetivos, porque nascer significa abandonar as reconfortantes e serenas águas do útero materno, tanto em nível físico quanto psicológico.

– A morte, todos nós um dia morreremos. Da mesma forma a morte também é psicológica, porque a vida muda, como nós também mudamos; todas as vezes que há um final de qualquer espécie, uma separação ou o fim de uma fase da vida, há um sentido de morte.

– A puberdade, a passagem da infância para a adolescência, também pode ser entendida como um arquétipo de maneira psicológica. Toda vez que paramos de olhar para algo de uma maneira infantil e passamos a tentar compreendê-lo de forma a integrar à vida de uma maneira mais real, estamos nos defrontando com esse arquétipo.

São inúmeros esses padrões, o que os classificam como padrões universais são suas características fractais. Um fractal é algo que olhado em diferentes escalas (maiores e menores, mais profundas ou rasas etc.) é composto por partes que formam algo semelhante ao conjunto de todas essas partes (lembram-se que o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus? Assim, o homem é um fractal de Deus, “o que está em cima é como o que está embaixo”, “assim na terra como no céu”). Um exemplo típico de fractal é o Mandelbrot:

Note que suas pequenas partes são idênticas ao todo. Este é um exemplo perfeito, contudo, abstrato; temos um exemplo bem mais próximo de nós, que é comparar nossas células ao nosso corpo todo. Cada uma de nossas células possui suas organelas, assim como nosso corpo possui seus órgãos, cada célula possui sistema de entrada e saída de energia, cada célula tem sua parte responsável pela manutenção da energia, tem sua parte responsável pela harmonização e equilíbrio de todas suas partes, tem suas partes responsáveis pela sincretização da energia etc., e esses mesmos padrões o corpo humano possui, assim como qualquer outro ser vivo (salvo algumas exceções), em suas variadas escalas.

Tendo esta noção, chegamos no que já citamos no texto anterior e foi chamado de “Inconsciente Coletivo”, que é o depósito de todas as imagens arquetípicas (signos, símbolos etc.) que nasceram de Arquétipos e, sendo assim, qualquer pessoa deste mundo é capaz de entendê-lo pois já os vivenciou de alguma forma, basta ter o devido cuidado ao analisar. Existem muitos nomes dados a esse inconsciente. Paulo Coelho, por exemplo, chama isso de Linguagem Universal e diz que seres humanos que pertencem a culturas diferentes e não falam a mesma língua conseguem se comunicar ainda assim, vide O Alquimista.

Retomando o exemplo do corpo e das células, uma célula não precisa saber que existe um cérebro enviando comandos até ela para que faça o que deve fazer, pois o comando passa por muitas outras células antes de chegar até ela, o que importa é ela fazer o que tem que fazer. Se é uma célula muscular, que ela produza movimento e sustentação; se for uma neuronal, que ela repasse o comando para suas vizinhas; se for uma célula óssea, que ela dê sustentação; se for uma epitelial, que ela dê proteção etc. O que importa é que se cada uma fizer sua parte, o todo sobrevive, e se o todo sobrevive, cada uma recebe o que precisa para continuar fazendo sua parte dele.

“The tune will come to you at last

When all are One and One is all!” Stairway to Heaven, Led Zeppelin

Note que se qualquer célula “resolver” não fazer sua função e tentar desempenhar outras funções, o todo é prejudicado e pode morrer, assim, elas morrem consequentemente, pois é um sistema mutuamente interdependente; da mesma forma a célula só sobrevive se suas organelas desempenharem suas devidas funções e as organelas se a célula estiver em bom funcionamento.

Com o Coletivo a ideia é a mesma, enquanto cada pessoa não desempenhar aquilo que faz de melhor e não estiver no lugar para que foi designada a ocupar ao ser criada, Ele também terá problemas; mas note que se a pessoa tenta fazer aquilo que nasceu para fazer, ela também terá aquilo que precisa para fazer; no nosso mundo isso é traduzido em felicidade, conforto, alimentos, dinheiro etc., quanto mais trabalhamos em prol desta harmonia do todo, mais recebemos o que precisamos receber para buscarmos nossos sonhos. Aquele que escreve uma série de textos como esta que você está lendo, por exemplo, representa para esse Todo o que uma célula neuronal – que transmite mensagens/comandos – representa para um corpo físico; neste caso são noções de Magia Prática.

Apesar de tudo, é difícil saber quando estamos fazendo exatamente aquilo que devemos fazer, uma indicação é o que foi citado sobre receber tudo que precisamos para fazer, mas nem sempre tudo que nos é dado é tão óbvio quanto trabalhar e receber o salário combinado. Um exemplo de caso menos óbvio é quando uma pessoa está em dúvida se deve ou não continuar fazendo alguma coisa, anda pelas ruas e enxerga num Outdoor a palavra “continue…”; a pessoa passava por ali todos os dias mas nunca tinha dado atenção para aquela palavra, mas justamente no dia que precisava de uma resposta sobre “continuar ou parar” ela percebeu a palavra – como se sua atenção tivesse sido magneticamente atraída para ela. O que muitos dizem (isso é muito bem exemplificado no livro Xamã Urbano, de Serge Kahili) é que quando nossa atenção é puxada desta forma a algo assim, é porque o Todo está tentando falar conosco (como se aquilo que está no nosso subconsciente fosse atraído magneticamente para o signo, este conceito será muito mais trabalhado em materiais mais avançados de Magia Prática que faremos).

Quando pensamos em “justamente no dia”, “justamente na hora” etc., estamos falando de sincronicidade, ou eventos que possuem uma relação de significado dada pelo Tempo (quarta dimensão) e não exatamente por Ação e Reação, e essa é uma das formas do Coletivo se comunicar conosco e avisar se estamos no “tempo-espaço que deveríamos”, caminhando em direção a Ele ou nos afastando. Trazendo para mais próximo o que é sincronicidade, notem que a beleza de um “nado sincronizado” é justamente quando os nadadores fazem todos movimentos iguais e ao mesmo tempo, isso é o que mostra a harmonia entre os nadadores.

Esta forma que citei é uma das formas de como o Todo fala conosco no mundo físico, porém, Ele pode enviar mensagens por via de visões e sonhos (por exemplo sonhos harmônicos ou pesadelos, belas artes ou desenhos horríveis, que seria no plano astral, do Ar) ou sentimentos (por exemplo, felicidade ou tristeza, entusiasmo e depressão, que seria no plano emocional, da Água). É aqui que chegamos, por fim, no último plano de abordagem desta apostila, Atziluth, ou o mundo do Fogo, mundo dos Arquétipos e padrões universais.

Quando conseguimos interpretar todos esses sinais do plano físico, astral e emocional, podemos nos harmonizar com esse Todo. A palavra Thelema (que para alguns significava “Vontade de Deus” e outros “Vontade do Homem”) teve seus significados unidos e foi utilizada por Aleister Crowley para representar essa harmonização, essa sincronicidade perfeita, dizendo que a primeira parte da evolução do homem é descobrir qual é sua Thelema, o que muitos sistemas chamam de Iluminação ou Illuminati Capite. Há muitos termos utilizados para representar essa ideia, como “descobrir sua Lenda Pessoal”, “transformar o Chumbo em Ouro”, “descobrir sua Verdadeira Vontade”, “conversar com seu corpo Búdico”, “desenvolver a consciência Khrística” quando se referir a Krishna ou Crística quando se refere a Jesus (hoje em dia é o “eu vi Jesus”), “procurar o Santo Graal”, “estabelecer contato com seus Orixás Ancestre, adjuntó e juntó” na Umbanda e etc.

Para terminar este texto e esta série, proponho um exercício de Auto-Conhecimento que pode nos ajudar a ter uma primeira noção sobre nossa Thelema. Escreva, em um caderno especial para isso, de preferência que nunca tenha utilizado, suas respostas mais sinceras para as perguntas abaixo:

À partir do momento da Iluminação, tudo conspira à favor da pessoa para fazer aquilo que precisa fazer (não significa que será fácil, e sim que as portas que precisamos que se abram, abrirão) e, então, o sucesso naquilo que fizer é a única possibilidade caso não saia de seu campo de atuação, ou, como eu costumo dizer:

Vai dar certo!

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/padr%C3%B5es-universais-parte-7

Nove Anos do Teoria da Conspiração!

Hoje, 10/08, exatamente nove anos atrás, em 10/08/2007, era postado o primeiro texto do Teoria da Conspiração no Sedentário: A Santa Ceia e os Símbolos Astrológicos. Lembrando as palavras de um Exu amigo, “Quando vai ver, já foi!”.

Nos dias de hoje, onde qualquer estudante de primeiro ano de filosofia pode inventar para si um titulo pomposo e criar um blog esotérico para tentar impor suas verdades, e dezenas de blogs de magias e pactos e ordens e curiosos de todos os calibres esquisotéricos surgem a cada dia na internet, como podemos saber se determinado autor é confiável?

Eu me fiz essa pergunta dez anos atrás, quando encontrei com o Del Debbio pela primeira vez em uma loja Maçônica, em uma palestra sobre “Kabbalah Hermética” (que vocês ja devem ter assistido pelo menos alguma versão dela. São todas iguais, mas todas diferentes. Só assistindo duas para ver. Para quem não viu, tem um link de uma delas no youtube Aqui). Adoro essa palestra porque sempre os judeus tradicionais se arrepiam todo quando ele faz as correlações da árvore das vidas com outras religiões. E este, talvez, seja o maior legado que ele deixará na história do Hermetismo.

Mas o que o gabarita para fazer estas afirmações?

Talvez porque a história do MDD dentro das Ordens iniciáticas seja única. A maioria de nós, estudiosos do ocultismo pré-internet, começávamos pela revista Planeta, depois comprávamos os livros da editora Pensamento, entrávamos na Maçonaria, em alguma ordem rosacruz e seguíamos pela senda sem nunca travarmos contato com outras vertentes. Quem é da macumba, caia em um terreiro escondido no fundo de algum quintal e ficava por lá décadas, isolado. Cada um com suas verdades…

O DD começou em 1989 lá na Inglaterra. E ainda teve sorte (se é que alguém aqui ainda acredita que existam coincidências) de cair em um craft tradicional de bruxaria, com a parte magística da coisa (que inclui incorporações) e contato com o pessoal da SRIA, do AA e de outros grupos rosacruzes. Quando voltou para o Brasil, talvez tivesse ficado trancado em seu quarto estudando e nunca teríamos este blog… mas ele também foi um dos primeiros Jogadores de RPG aqui no Brasil. (RPG é a sigla de um jogo que significa “role playing games” ou jogos de teatro). Em 1995 publicou um livro que utilizava o cenário medieval de mitologias reais em um jogo que foi um dos mais vendidos da história do RPG no Brasil (Arkanun). Por que isso é importante?

Porque ele se tornou uma espécie de subcelebridade pop. E isso, como veremos, foi de importância vital para chegarmos onde estamos hoje (vai anotando as coincidências ai…).

Bem, o DD se graduou em arquitetura e fez especializações em história da arte, semiótica e história das religiões comparadas. De um trabalho de mais de dez anos de pesquisas, publicou a Enciclopédia de Mitologia, um dos maiores trampos sobre o assunto no Brasil.

Com a faculdade veio a maçonaria e aqui as coisas começam a ficar interessantes. Por ser um escritor famoso, ele conheceu o Grande Secretário de Planejamentos do GOB, Wagner Veneziani Costa, um dos caras mais importantes e influentes dentro da maçonaria, editor da Madras, uma das pessoas mais inteligentes que eu conheço e fundador da loja maçônica Madras, que foi padrinho do Del Debbio. E aqui entra o ponto que seria crucial para a história do hermetismo no Brasil, a LOJA MADRAS.

No período de 2004 a 2008, a ARLS Madras contou entre seus membros com pessoas como Alexandre Cumino (Umbanda), Rubens Saraceni (Umbanda Sagrada), Johhny de Carli (Reiki), Cláudio Roque Buono Ferreira (Grão Mestre do GOB), Sérgio Pacca (OTO, Thelemita e fundador da ARLS Aleister Crowley), Mario Sérgio Nunes da Costa (Grão Mestre Templário), Adriano Camargo Monteiro (LHP, Dragon Rouge), José Aleixo Vieira (Grande Secretário de Ritualística), Severino Sena (Ogan), Waldir Persona (Umbanda e Candomblé), Carlos Brasilio Conte (Teosofia), Alfonso Odrizola (Umbanda, diretor da Tv espiritualista), Ari Barbosa e Cláudio Yokoyama (Magia Divina), Marco Antônio “Xuxa” (Martinismo), Atila Fayão (Cabalá Judaica), César Mingardi (Rito de York), Diamantino Trindade (Umbanda), Carlos Guardado (Ordem da Marca), Sérgio Grosso (CBCS), entre diversos outros experts em áreas de hermetismo e ocultismo. Agora junte todos estes caras em reuniões quinzenais onde alguém apresentava uma palestra sobre um tema ocultista e os outros podiam questionar e debater sobre o assunto proposto com seus pontos de vista e você começará a ter uma idéia do que isso representou em termos de avanço do conhecimento.

Entre diversas contribuições para a maçonaria brasileira, trouxeram o RER (Rito Escocês Retificado), O Rito Maçônico-Martinista, para o Brasil, fundando a primeira loja do rito, ARLS Jerusalem Celeste, em SP, e organizaram as Ordens de Aperfeiçoamento (Marca, Nauta, Arco Real, Templários e Malta). O Del Debbio chegou a ser Grande Marechal Adjunto da Ordem Templária em 2011/2012.

Em paralelo, tínhamos a ARLS Aleister Crowley e a ARLS Thelema, onde se estudava magia prática e que era formada por membros da OTO, Astrum Argentum, Arcanum Arcanorum, AMORC, TOM e SRIA, e trocávamos conhecimento com a OTO no RJ (Loja Quetzocoatl, com minha querida soror Babalon) e a Ordem dos Cavaleiros de Thelema (que, dentre outros, tivemos a honra de poder conversar algumas vezes com Frater Áster – Euclydes Lacerda – antes de seu falecimento em 2010). Além disso, tínhamos acesso a alguns dos fundadores do movimento Satanista em São Paulo e Quimbandeiros (cujos nomes manterei em segredo para minha própria segurança kkkkk). A ARLS Crowley era tão engajada que até o Padre Quevedo palestrou uma vez sobre demonologia lá.

Palestra no evento de RPG “SANA”, em 2006. Eu avisei que ele era subcelebridade, não avisei? Bem… nesse meio tempo, o MDD já estava bem conhecido dentro das ordens Iniciáticas, dando diversas palestras e cursos fechados apenas para maçons e rosacruzes. De dia, popstar; de noite, frequentando cemitérios para desfazer trabalhos de magia negra com a galera do terreiro. Fun times!

Ok, mas e a Kabbalah Hermética?

O lance de toda aquela pesquisa sobre Mitologia e suas correlações com a Cabalá judaica o levou a estudar a Torah e a Cabalá com rabinos e maçons do rito Adonhiramita por 5 anos, tendo sido iniciado na Cabalá Sefardita em um grupo de estudos iniciáticos. Apesar da paixão e conhecimento pela cultura judaica, ele escolheu não se converter (segundo palavras do próprio “Não tem como me converter ao judaísmo; como vou ficar sem filé à Parmigiana?“). Seus estudos se intensificaram entre os textos de Charles “Chic” Cicero via suas publicações na Ars Quatuor Coronatorum, nas Lojas Inglesas e os textos de Tabatha Cicero via Golden Dawn.

A idéia da Kabbalah associada aos princípios alquímicos, unificando tarot, alquimia e astrologia sempre levantou uma guerra com os judeus ortodoxos, que consideram a Cabalá algo profundamente vinculado à sua religião (por isso costumamos grafar estas duas palavras de maneira diferente: Kabbalah e Cabalá.

Em 2006, Adriano Camargo publica o “Sistemagia”, um dos melhores guias de referência de Kabbalah Hermetica, onde muitas das correlações debatidas em loja foram aproveitadas e organizadas.

No meio de todos estes processos de estudos, chegamos em 2007 em uma palestra na qual estava presente o Regis Freitas, mais conhecido como Oitobits, do site “Sedentário e Hiperativo”, que perguntou a ele se gostaria de ter um blog para falar de ocultismo. O nome “Teoria da Conspiração” foi escolhido pelo pessoal do S&H e em poucas semanas atingiu 40.000 leitores por post.

Del Debbio se torna a primeira figura “pública” dentro do ocultismo brasileiro a defender uma correlação direta entre os orixás e suas entidades com as Esferas da Árvore das Vidas e as entidades helênicas evocadas nos rituais de Aleister Crowley. “Apenas uma questão de máscaras que a entidade espiritual escolherá de acordo com a egrégora em que estiver trabalhando” disse uma vez em uma entrevista.

Estes trabalhos em magia prática puderam ser feitos graças ao intercâmbio de conhecimentos na ARLS Madras, pois foi possível que médiuns umbandistas estudassem hermetismo, kabbalah e cabalá em profundidade e, consequentemente, as entidades que trabalham com eles pudessem se livrar das “máscaras” africanas e trabalharem com formas mais adequadas, como alquimistas, templários e hermetistas. Com a ajuda dos terreiros de Umbanda Sagrada, conseguimos trabalhar até com judeus estudiosos da cabalá que eram médiuns, cujas entidades passaram grandes conhecimentos sobre correspondências dos sistemas judaico e africano, bem como de sua raiz comum, o Egito. A maioria deste conhecimento ainda está restrito ao AA, ao Colégio dos Magos e a outros grupos fechados mas, aos poucos, conforme instruções “do lado de lá”, estão sendo gradativamente abertos.

Em 2010, conhece Fernando Maiorino, diretor da Sirius-Gaia e ajuda a divulgar o I Simpósio de Hermetismo, onde participam também o Frater Goya (C.I.H.), Acid (Saindo da Matrix), Carlos Conte (Teosofia), Renan Romão (Thelema) e Ione Cirilo (Xamanismo). Na segunda edição, em 2011, participam além dos acima o monge Márcio Lupion (Budismo Tibetano), Mário Filho (Islamismo), Alexandre Cumino (Umbanda), Adriano Camargo (LHP), Gilberto Antônio (Taoísmo) e Lázaro Freire (projeção Astral).

A terceira edição ampliou ainda os laços entre os pesquisadores, chamando Felipe Cazelli (Magia do Caos), Wagner Borges (Espiritualista), Claudio Crow (Magia Celta) e Giordano Cimadon (Gnose).

O Blog do “Teoria da Conspiração” também cresce, agregando pensadores semelhantes. Além de textos de todos os citados neste post, também colaboram estudiosos como Jayr Miranda (Panyatara, FRA), Kennyo Ismail (autor do blog “No Esquadro” e um dos maiores pesquisadores contemporâneos sobre maçonaria), Aoi Kwan (Magia Oriental), Raph Arrais (responsável pelas belíssimas traduções da obra de Rumi), o Autor do blog “Maçonaria e Satanismo” (cujo nome continua em segredo comigo!), Tiago Mazzon (labirinto da Mente), Fabio Almeida (Música e Hermetismo), Danilo Pestana (Satanismo), Bruno Cobbi (Ciganos), PH Alves e Roe Mesquita (Adeptus), Frater Alef (Aya Sofia), Jeff Alves (ocultismo BR), Yuri Motta (HQs e Ocultismo), Djaysel Pessoa (Zzzurto), Leonardo lacerda e Hugo Ramirez (Ordem Demolay).

A ARLS Arcanum Arcanorum, braço maçônico da Ordem de Estudos Arcanum Arcanorum, que trabalha em conjunto com a SOL (Sociedade dos Ocultistas Livres), o Templo Aya Sofia, o Colégio dos Magos e o Teoria da Conspiração.

E os frutos desse trabalho se multiplicaram. Com o designer Rodrigo Grola, organizou o Tarot da Kabbalah Hermética, possivelmente um dos melhores e mais completos tarots que existem, além dos pôsteres de estudo. Hoje seus alunos estão desenvolvendo HQs, Livros, Músicas, dando aulas e até mesmo produzindo um Seriado de TV baseado nos estudos da Kabbalah Hermética.

E agora esta em financiamento coletivo para um livro que deve elevar todos os paradigmas de Kabbalah hermética para outro patamar. O Livro bateu todos os recordes de arrecadação no Catarse e ainda há mais de um mês pela frente.

Quando sair publicado, o estudo de mitologias comparadas, kabbalah e astrologia hermética nunca mais será o mesmo. Isso se chama LEGADO.

E ai temos a resposta que tive para a pergunta do início do texto: Como saber se um autor é confiável? Oras, avaliando toda a história dele e quais são suas bases de estudo, quem são seus professores, quais as pessoas que o ajudam e quem são seus inimigos. Quais são os caras que ele pode perguntar alguma coisa quando tem dúvida? e quais são os caras que tentam atrapalhar o seu trabalho?

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Pronto. Aqui está o texto que eu tinha prometido sobre os nove anos de Blog. Parabéns, Frater Thoth, já passou da hora de alguém começar a organizar uma biografia decente sobre os seus trabalhos.

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/nove-anos-do-teoria-da-conspira%C3%A7%C3%A3o

As Forças Invisíveis – Parte 2

Série Plano Astral e Fenômenos Psíquicos: 1. O Plano Astral e o Hermetismo…

A maioria dos estudantes de ocultismo tem uma única meta em mente: o manejo das forças ocultas, invisíveis. Além disso, querem chegar de forma rápida e sem perigos a aquisição de tais “poderes”. Uns querem praticar viagens astrais, outros impor a sua vontade aos outros e há ainda os que desejam soltar bolas de fogo, curar doenças até então incuráveis ou ressuscitar os mortos através de algumas palavras. Podemos ainda acrescentar ao nosso Ocultismo atual as brigas acadêmicas, as invejas individuais, os pequenos golpes baixos íntimos, as verdades absolutas e inúmeras outras paixões que agitam este meio.

As forças invisíveis existem? Será que realmente o homem pode manejar as forças ocultas da natureza ou de sua própria constituição? O manejo ocorre de forma igual para todos os homens? Basicamente, neste segunda parte da série sobre o Plano Astral, é o que iremos buscar refletir e discutir.

Existe realmente uma força invisível? Pensemos bem. Estamos sobre a Terra. Ao nosso redor temos as árvores, os vegetais, os animais, a água, o solo, o ar, dentre diversas outras coisas. No céu, os astros se movem. O Sol passa através do Zodíaco, a Lua gira à nossa volta, os planetas também seguem seu curso no céu e vemos as constelações levantarem e descerem. A Terra gira em torno do Sol e este também, com sua comitiva de planetas, em torno do centro de nossa galáxia. Além disto, temos as forças físicas e os fenômenos químicos… Enfim, há lugar para uma força invisível no Universo?

O Ocultismo ensina que sim. Todos os seres contem  forças motrizes invisíveis aos olhos físicos  e apresentam outros caracteres além das forças visíveis e perceptíveis por manifestações sensoriais externas.

O Universo então pode ser visto, sob aparências físicas, como banhado por uma luz solar/estelar. Esse é o domínio da luz física, com seu cortejo de forças exteriores, simbolizado pelos antigos como “mundo de fogo”.

Quando o físico desaparece, o mundo apresenta uma espécie de luz interior, que anima todos os astros e todos os seres vivos; essa luz ainda não é conhecida pela ciência atual. Tudo o que podemos dizer é que essa luz constitui a essência da vida e dos sentimentos em todos os planos; é ela que estala repentinamente nas manifestações do amor entre todos os seres vivos. Esta força foi denominada pelos ocultistas da escola de Paracelso como luz astral.

Existe ainda uma terceira família de forças. São as força inteligentes e espirituais, encarregadas de individualizar cada ser, cada coisa, dando-lhe um número, um nome, um peso ou uma medida. É a força divina (embora todas as forças também o sejam), que chamaremos de luz verbal, cujo centro secreto é o Verbo. O Cristo foi sua manifestação em nossa humanidade.

As forças são, portanto, cada vez mais interiores. Podemos representá-la por meio de três círculos concêntricos. O círculo exterior é formado pelos mundos físicos com a luz física como mecanismo de ação, o “Lux” de São João. O segundo círculo, interior, é formado pelos mundos astrais, com seus meios de propulsão e manifestação vital, a “Vita” de São João. E, por fim, o terceiro círculo, o núcleo interior e verdadeiramente divino,o “Verbum” de São João.

Espero que tenham entendido que é dentro, e não fora, de cada ser que deve ser procuradas as forças realmente vivas e atuantes, e se existir no Universo um centro verdadeiramente único, é o Verbo, que será encontrado com seu simbolismo na cruz. Sendo assim, dando nomes aos bois, os fatos psíquicos são resultado do manejo da luz astral e a Teurgia (ou a união com o divino) é a consequência da submissão voluntária à ação da luz verbal.

Agora, mudando um pouco de assunto e voltando de onde paramos na parte anterior, imaginemos a alma encarnada mergulhada neste meio que impregna todo o planeta, o plano astral. O órgão central de nossa constituição (Ruá, Kama ou Khi) é capaz de absorver e emitir com a mesma eficácia toda a produção etérea, vibração ou condensação. Ele é o órgão de emissão e de recepção do astral terrestre; graças a ele somos penetrados especialmente por uma assimilação verdadeiramente nutritiva, já que ele espalha igualmente seus eflúvios na alma animal e no corpo astral. Vitalizantes ou vampiros, os micróbios astrais entram em todo o nosso organismo através dele, corporal e anímico, trazendo a vida ou deixando aí o veneno de encantamento. É através dele que o terapeuta nos enche com eflúvios vivificantes tirados nas fontes benéficas da natureza e é também por ele que o mago negro nos assassina covardemente com a surpresa das forças inimigas invisíveis. É ainda por este mesmo órgão magnético que entram em nós uma multidão de desejos, de paixões ávidas de fatos, espalhando-se pela alma passional até o fundo de nossa alma espiritual para a perturbar com as suas inquietações e a subjugar com suas determinações. Aí está a nossa alma humana (Nechama, Manas, Thân) solicitada à ação de três direções diferentes que correspondem aos três mundos onde nós vivemos ao mesmo tempo.

As sensações do mundo físico percebidas por nosso corpo produzem aí uma atitude que pode penetrar pelo intermédio da alma animal até a vontade e a determinar poderosamente apresentando-lhe, por assim dizer, tudo preparado para a ação reflexa do gesto solicitado. A sugestão hipnótica pela atitude é apenas a produção experimental e exagerada deste efeito.

No polo oposto, a efervescência da nossa imaginação, cheia de formas etéreas que criam nossas emoções e mesmo as intuições vindas dos mundos superiores, é transmitida para a alma animal e o corpo astral até às nossas forças vitais para provocá-los. Os eflúvios emocionais recebidos de fora pelo centro magnético repercutem-se em cada um de nossos outros centros para neles gerar outras forças e outras virtudes em busca de sua realização.

Eis aí contra que ardores o poder da nossa mônada diretora, da nossa vontade, que é o nosso único eu verdadeiro, deve lutar constantemente regulando por sua vez as suas desordens, comandando as resistências ou os consentimentos, impondo sua soberania aos  poderes de todas as mônadas que formam o seu império.

Mas como essa soberania pode ser exercida utilmente? Como pode triunfar sobre todas as revoltas, comandar particularmente o astral interno ou externo? Não o sabemos muito bem. Somos com maior frequência mais um joguete das nossas emoções do que seu mestre: a maioria dos nossos atos não passam de reflexos e muitas vezes não temos nem mesmo consciência deles, tal é o domínio que exercem sobre nossas forças etéreas, enfraquecendo-nos.

Sempre é a vontade a mônada principal que comanda o ato, mas raramente é a nossa própria; quase sempre obedecemos a um poder estranho. Para que o nosso domine, falta-lhe um acréscimo de energia que Schopenhauer, em sua linguagem sutil, esclarece ao dizer que nós sempre queremos um ato, mas é preciso saber se nós queremos querer. Ele conclui afirmando que é a vontade universal que quer em nós.

É verdade que a vontade universal, quer dizer Deus, é quem quer em nós quando o nosso eu comando todo o inferior. Mas é preciso acrescentar que isto acontece com o nosso consentimento, com a nossa permissão e somente com ela. De outra forma, dizer nossa vontade, quando ela se exerce realmente, cai por terra o instrumento da vontade divina, e reciprocamente, ela não pode comandar outros desejos senão sob a condição de ser uma com a vontade divina, de ser a boa vontade.

Aí está a nossa lei suprema. O nosso fim, a razão de ser do homem terrestre, é de colaborar no planeta para a grande obra de vivificação do nada cumprindo em sua esfera, como toda outra mônada, a vontade divina, para a elevação dos seres inferiores. Está parecendo contraditório com toda operação mágica, não é? Não, pois notemos que operações mágicas de ordem inferior só acontecem quando abondamos a nossa vontade a outros poderes e que operações de ordem superior acontecem quando somos cooperadores do divino (Teurgia). Somente o homem, ao contrário das vontades que o precedem na cadeia evolutiva, é livre para aceitar este papel sublime ou recusá-lo, unicamente sob a condição de que sua sorte depende desta escolha. Se recusa a própria escolha, pretendendo seu poder particular e capaz de tudo, cai então numa falta imperdoável. Deve ceder ou desaparecer! Nestas duas recusas está a fonte de todo o mal terrestre.

Mas vejamos quais os detalhes do funcionamento da luta, na qual a alma humana é o palco, entre os instintos cegos da natureza, do nada em desejo de poder imediato, e as solicitações providenciais para os esforços definitivos de sua libertação. O prêmio é a imortalidade.

A maioria de nós vive ainda por instinto, preguiçosamente embalada pelos apelos da providência. Mesmo entre estes que têm alguma consciência, especialmente os que sentem as influências astrais, existem poucos que sabem aproveitar ou compreendê-las. Esses últimos se dividem em quatro classes: duas ativas ou masculinas, e duas passivas ou femininas; em cada uma dessas duas categorias se distingue uma classe particularmente sensível às forças superiores ou às forças inferiores.

Todos se distinguem do comum por uma superabundância de fluido etérico em suas constituições. Uns são aptos para reter consigo este excesso e usá-lo quando quiserem. Outros deixam-n o escapar constantemente em ondas, sem direção especial para dar lugar a novos eflúvios. Seus desejos excedem a suas faculdades de concentração. Em vez de projetar o éter ambiente, como os antecedentes, eles  aspiram para compensar suas perdas irremediáveis. Estes são os médiuns de todas as espécies que podem vaticinar, tornarem-se poetas e profetas, mesmo se pertencerem a uma esfera muito elevada para atrair o éter dinamizado pelas forças superiores.

Esses, os antecedentes, são os magnetizadores se os fluidos que eles concentram e projetam são os das forças corporais e iniciados (ou, logicamente, adeptos) se são capazes de recolher o éter elaborado pelos poderes anímicos e de ordem superior.

Em suma:

PASSIVO (absorvendo e desperdiçando)

Médiuns (principalmente de efeitos físicos) -> Forças inferiores

Médiuns Psíquicos (adivinhos, poetas, profetas) -> Forças superiores

ATIVO (concentrando e emitindo)

Magnetizadores (curandeiros, etc.) -> Forças inferiores

Iniciados e Adeptos (terapeutas, alquimistas, Teurgos) -> Forças superiores

Estas distinções não são supérfluas; elas nos permitem compreender o que devem e o que podem ser os contatos do homem com o astral.

Para o entendimento das realizações permitidas à constituição humana por contato com o astral, é preciso se lembrar que o nosso aparelho magnético (Ruá, Kama ou Khi) é um órgão essencialmente central, capaz de se expandir pelo corpo ou pela alma podendo modificar o equilíbrio da nossa constituição até transformá-la completamente.

Esta força, espécie de reserva geral, está à disposição da mônada principal ou o eu. Entretanto, por causa de sua extrema mobilidade, ela escapa facilmente a este domínio, seja sob a influência de poderes mais fortes ou por defeito da constituição, conforme mostrado no esquema acima.

Em seus movimentos, este órgão etéreo arrasta sempre uma parte ou porção de um dos outros dois elementos extremos do corpo espiritual (o fantasma, Nefeque, Linga Sarira, Than, e a alma ancestral, Nechama, Manas ou Thân) e mesmo de todos os dois. Este deslocamento para a alma, para o corpo, ou para fora, depende em quantidade e direção da vontade do eu ou de uma força exterior. Assim, por exemplo, é agindo diretamente sobre o centro de gravidade do organismo que o magnetizador produz em seu objeto todos os fenômenos conhecidos: curativos, se ele dirige a reserva sobre a força vital à qual ele pode acrescentar uma parte da sua; fascinantes e estupefacientes se congestiona a alma ancestral através do fantasma.

Munidos desta chave dupla: a distinção das diversas espécies de constituição onde excedem o fluido etéreo, e o jogo do centro magnético dirigível, compreendemos e classificaremos facilmente os fenômenos que o invisível produz. Porém isto será efeito apenas na terceira parte de nossa série.

Antes de encerrar, lembrando que falamos sobre o manejo da luz astral como a razão dos fenômenos psíquicos, temos uma advertência a fazer.

O manejo de luz astral apresenta grandes perigos e também grandes meios de evolução espiritual, pois, quando se recorre a este campo de forças invisíveis, arrisca-se não só à vida física, o que seria pouca coisa, mas também a vida espiritual, o que é bem mais grave.  A este propósito, é bom reler com atenção a história do Doutor Fausto, tal como foi admiravelmente resumida pelo imortal Goethe.

O grande perigo no manejo da luz astral é que o princípio inteligente que habita o centro desta força é um ser de origem divina, porém revoltado contra o seu centro de criação. A vertigem das ilusões do poder material, a antiga nahash de moisés, origem de todos os shanahs ou ciclos anuais de todos os tempos, que ainda está aí. Não estando acobertado por uma proteção vinda do centro verbal, sereis rapidamente arrastado pela força setenária, e como aconteceu outrora com nosso princípio comum, Adão, vossa imaginação vos fará crer que a vontade é mais forte que as forças divinas, e sereis mergulhado nas trevas da magia e da inversão espiritual. Uma vez entendida esta advertência, sabei superar todas as provas, sabeis que é necessário cravar a espada no coração do touro, como nos mostra a imagem mitríaca, é necessário atravessar a serpente e, num ímpeto de verdadeira fé, chamai vosso anjo guardião sob o nome de Cristo, o próprio Deus vindo em pessoa.

Nesse momento, abrir-se-á para vós a via mística, a única que pode afastar-vos dos perigos, a única que domina o implacável carma, quando a Virgem celeste coloca o pé sobre o dragão astral, isto é, quando o apelo da súplica do vosso coração esmaga a cabeça da serpente, cuja pálida luz circula em nós e em todo o Universo.

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Na próxima parte:

– Médiuns (temperamento passivo)

– Magnetizadores, iniciados e adeptos (temperamento ativo)

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Texto retirado e adaptado das obras:

– ABC do Ocultismo (Papus)

– Tratado Elementar de Ciências Ocultas (Papus)

#psiônica #PlanoAstral #Magia #Martinismo #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/as-for%C3%A7as-invis%C3%ADveis-parte-2

O Sexo e a Morte

Ao contrário do que uma análise superficial possa dar a entender, muitas são as relações entre o sexo e a morte. Para começar, na história da vida, eles nasceram praticamente juntos: até 1 bilhão de anos atrás, só existia vida na Terra na forma de organismos unicelulares, o que vale dizer, não existia sexo nem morte, pois um organismo unicelular se reproduz sem necessidade de uma cópula, apenas dividindo-se em dois, e ao fazê-lo, ele “morre” como indivíduo, e as duas células em que se dividiu constituem sua descendência.

Parece prático, mas atravanca a evolução, que, como se sabe, depende da rápida transmissão aos descendentes das mutações “boas”, assim consideradas por significarem adaptações evolutivas. É do interesse da espécie, portanto, que a linhagem dos portadores das adaptações evolutivas prospere o quanto antes. Mas como cada célula dá origem uma linhagem única e específica, cada uma delas é como uma gota no oceano. Até que os portadores das mutações “boas” se tornem majoritários, decorrerá um tempo imenso.

Foi então que surgiu o sexo e a morte. Agora, para haver reprodução, não basta que cada organismo faça cópias de si mesmo, ad infinitum. É necessário haver, não uma cópia, mas uma combinação, e é justamente isto o que oferece a reprodução sexuada. A cada cópula bem-sucedida, embaralham-se novamente os genes, produzindo uma variedade de resultados. Tal como no pôquer, teremos jogos bons e maus. Um único exemplar masculino, oriundo de um jogo “bom”, pode transmitir suas boas cartas a uma variedade de fêmeas, dando origem, não a uma única, mas a várias linhagens. E depois? Bom, aí que entra a morte. É do interesse da espécie que as gerações novas, por serem portadoras das adaptações evolutivas, tornem-se majoritárias o quanto antes. Mas se os exemplares das gerações antigas, ainda mal adaptadas, tiverem um tempo de vida demasiado longo, eles passarão a fazer concorrência aos jovens, retardando-os em seu percurso. É necessário que os velhos desapareçam – e é para isto que há a morte [1].

Na verdade, o que a visão estritamente materialista nos traz – no sentido de tratar apenas da evolução física das espécies – é esta lição ancestral de que, sem sexo e sem morte, não haveria tamanha evolução de seres tão complexos quanto praticamente qualquer animal que vemos a olho nu, e inclusive o próprio homo sapiens. Em suma, para a natureza, o sexo e a morte se complementam, o primeiro atuando como agente potencializador da evolução, o último atuando como agente renovador.

Mas eis que surge a consciência e com ela tantas e tantas perguntas sem resposta. Se somos a forma do Cosmos conhecer a si mesmo, por vezes tememos que nada em todo Cosmos fosse capaz de aplacar nossa angústia perante a existência… Por isso não é de surpreender que tenha surgido nossa distinta visão espiritual do mundo, evento talvez exclusivo do homo sapiens, o que o destaca definitivamente de todos os outros seres terrestres na árvore da vida.

No ato do sexo profundo, realizado não somente com o corpo, mas também com alma, há um momento de êxtase onde a consciência é subitamente alterada, em muitos casos perdida ou esquecida… Nas tradições espiritualistas do Oriente, o sexo profundo é também chamado de pequena morte. Existe uma relação interessante entre ambos, a nível de processo de consciência e não apenas físico e material: ambos são uma espécie de encontro – no sexo encontramos o amor presente em outro ser afim; na morte, encontramos o amor presente no eterno renovar da vida. Pois que seria a vida, afinal, que não um supremo ato de amor, de criação? E o que seriam o sexo e a morte, senão os mecanismos pelos quais a vida segue o seu rumo?

Mas há que se ter uma visão equilibrada entre tais polos aparentemente opostos, para se conquistar um conhecimento abrangente em relação a existência, uma distinta paz de espírito própria dos sábios de outrora, das mais diversas tradições espiritualistas, que souberam tratar o sexo e a morte como dois lados da mesma moeda, como componentes sagrados da própria vida…

Sem tal equilíbrio, a sociedade se vê envolta em uma “esquizofrenia do politicamente correto”. Desde o advento do cristianismo até poucas décadas atrás, o Ocidente – e este é só um exemplo, pois os polos se alternam – passou por um longo período de aversão a exposição pública do sexo. Tal qual bonobos arrependidos, os homens e mulheres certamente continuaram a fazer sexo, e bastante, mas precisavam ocultá-lo da sociedade, e por vezes confessá-lo, em extrema vergonha, ao deus do confessionário. Interessante de se notar, entretanto, que nessa época a morte não era algo abominável – pelo contrário, era bastante comum a família toda, inclusive as crianças, se reunirem em torno de um parente moribundo, em sua própria casa, em sua própria cama, para se despedirem. O sexo era sujo, mas a morte era a promessa de purificação na vida eterna.

Após tanta supressão do sexo, a polaridade havia de se inverter. Então veio o pós-modernismo, o rock and roll e a revolução sexual do Ocidente. Desta feita, o sexo e o prazer eram exaltados e cada vez mais expostos a toda a sociedade – não importa se alguns não estavam tão interessados, era a época do advento da mídia de massa. E todos precisavam ver os exuberantes corpos nus de homo sapiens, a se admirar e se roçar tal qual bonobos ferozes: todos precisavam experimentar. Ser virgem era subitamente o mais novo pecado!

Mas, se o sexo era agora algo tão belo e prazeroso, a morte por sua vez tornara-se medonha e obscura. Até mesmo o envelhecimento haveria de ser mascarado. Era preferível morrer jovem, por alguma overdose sensorial, do que sequer imaginar habitarmos um corpo envelhecido e decrépito. E eis que a própria morte em si deveria ser algo disfarçado, “resolvido” e esquecido o quanto antes. Não se trazia mais os moribundos para morrerem em casa, mas os mantinham até onde fosse possível nos hospitais. As CTIs se tornaram o purgatório, e a cerimônia do velório um ritual macabro, do qual todos haviam de comparecer com certo asco, e fugir o mais breve possível, e daí esquecer…

Então, como diria o Dalai Lama, passamos a viver como se jamais fossemos morrer, e a morrer como se não tivéssemos vivido. Que nessa anestesia mental, ora ignoramos o sexo, ora ignoramos a morte. Mas nada parece ter resolvido nossa angústia: nem a espiritualidade superficial das religiões de barganha, nem a ciência superficial do modernismo tecnológico que pretende que seres sejam máquinas. Que não é pelo pagamento de orações, pelo recitar repetitivo de dogmas esquecidos, ou pela insistência em reconstruir nosso corpo, na esperança que pareça “eternamente jovem”, que encontraremos a solução.

A solução está tão somente em pensar, em abrir os olhos e ver, e assim melhor viver… E vivendo, conhecer a si próprio, o próprio corpo e cada uma de suas rugas, a própria mente e cada um de seus medos, o próprio espírito e cada uma de suas sombras. E quem sabe nalgum dia compreender, como os sábios de outrora, e de hoje, que desde épocas imemoriais, desde muito antes do despertar de nossa consciência, tudo já era assim: não existe propriamente nem o sexo nem a morte, mas antes de tudo, apenas o amor a gerar esse oceano de vida, em constante renovação.

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[1] Boa parte dos três primeiros parágrafos foi retirada de um artigo do escritor Pedro Mundim.

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-sexo-e-a-morte