A linguagem hermética dos alquimistas

A cripto linguagem utilizada pelos alquimistas tem objetivos bem claros. O primeiro deles é confundir os impuros de coração. Quem se aproxima da grande arte com fins poucos ambiciosos, terminará fervendo líquidos tóxicos e lustrando pedras sem valor. O segundo motivo é histórico, pois pretendia proteger os alquimistas de figuras de autoridade ou da ignorância da massa, que não queriam ou sequer podiam entender os objetivos maiores do alquimistas.

Animais normalmente tem um significado especial, como por exemplo, a representação dos quatro elementos. O unicórnio ou o veado representam a terra, peixes a água, pássaros o ar e a salamandra o fogo. O corvo simboliza a fase de putrefação do processo, que fica da cor negra. Enquanto que um tonel de vinho representa a fermentação.

A caverna representa a fase de dissolução, quando a matéria se aprofunda, se racha e se abre. Em muitos textos os metais estão representados pelos planetas correspondentes (veja os sete metais) pois eram preparados elixires de outros metais, além do ouro e da prata. A balança representa o ar, a sublimação, as proporções naturais. A figura de um andrógino ou de Adão e Eva, representam a matéria prima, composta do mercúrio e do enxofre.

O anjo simboliza a água – “Espírito da Pedra” A matéria-prima, bem como o próprio alquimista, podem ser representados pelo bobo, pelo peregrino ou pelo viajante. A imagem de uma rocha, cavernas, montanhas e outras representações de grandes blocos de pedra, sob o qual encontram-se tesouros. A cena ainda pode conter uma árvore, uma nascente, um dragão montando guarda, mineiros trabalhando, isto tudo evoca a matéria-prima, que também é comparada à virgem, pois ainda não recebeu o princípio masculino, ou com uma prostituta que é capaz de receber todos os princípios masculinos, comparando assim a matéria-prima com a facilidade de unir-se aos metais. Ë capaz de abrigar dentro de si todos os metais, apesar de não ser metálica. Os alquimistas também chamavam a matéria-prima de lobo cinzento.

Uma mendiga ou uma velha representa o aspecto desprezível e repulsivo da matéria-prima ou raiz metálica. O leite da virgem designa o mercúrio comum ou primeiro mercúrio por fluir sem cessar de uma coisa a outra, alimentar tudo e passando de um ser a outro, até mesmo da vida para a morte e vice-versa. O eixo do mundo ou o eixo do trabalho do alquimista é representado pela árvore em que a matéria-prima constitui a raiz.

Uma luta entre o dragão alado contra o dragão áptero, de um cão com uma cadela ou da salamandra com a rêmora, representam o combate entre o volátil e o fixo, o feminino e o masculino, ou o mercúrio e o enxofre, os dois princípios que estão contidos na matéria. Enquanto que a união entre estes dois princípios é representada pelo casamento do rei e da rainha, do homem de vermelho com a mulher de branco, do irmão com a irmã (pois eles provém de uma mesma matéria mãe), de Apolo e Diana, do sol e da lua ou juntar a vida à vida. Normalmente a este casamento precede morte e tristeza.

Apanhar um pássaro significa fixar o volátil. O leão verde normalmente é associado ao sal. A pessoa iniciável ou a substância inicial (matéria-prima) pode ser representada pelo filho mais jovem de uma viúva (que representa Ísis) ou de um rei, um soldado que já cumpriu o serviço militar, um aprendiz de ferreiro, um jovem pastor, o filho de um rei em idade de se casar e outros casos semelhantes. O abismo, um recife e outros perigos de uma viagem representam os cuidados ou os perigos que o fogo conduzido inadequadamente podem causar.

O dissolvente universal tanto é associado ao sal como ao mercúrio normalmente é representado por uma fonte, leão verde, água da vida ou da morte, água ígnea, fogo aquoso, água que não molha as mãos, água benta, vento, espada, lanterna, cervo, um velho, um servidor, o peregrino, o louco, mãe louca, dragão, serpente, Diana, cão, dentre outros. Os alquimistas utilizam também alfabetos secretos, codificados, anagramas e criptografia. Além de simples sinais que identificam uma operação, substância ou objeto.

A alquimia além do aspecto espiritual, constituí uma verdadeira ciência que tem como finalidade compreender a matéria e o cosmo, ou seja, o microcosmo e o macrocosmo, além de tentar reproduzir de forma mais rápida o que a natureza leva milênios para conseguir. Como em qualquer área de conhecimento, a alquimia possuía uma linguagem própria. Para tentar transmitir conhecimentos que não haviam palavras específicas para expressar eles utilizaram termos conhecidos, que transmitia uma idéia rudimentar de algum evento. Assim utilizavam os termos Água, Terra, Ar e Fogo para explicar os quatro elementos, correlacionando-os respectivamente com o estados líquido, sólido, gasoso e a energia. O fogo simbolizava todos os tipos de energia, inclusive a energia imaterial dos corpos, o “éter”, ou estado “etéreo”. O conceito de estado gasoso não ficou conhecido pelo ocidente até o século XVIII com as pesquisas de Lavoisier. Isto demonstra o quanto os Alquimistas estavam adiantados em relação aos sábios de seu tempo.

Água – penetrante, dissolvente e nutritiva Terra – solidez que estabiliza a matéria, suporte para o líquido Ar – gasoso, expansivo, volátil Fogo – energia que acelera o processo, aquece, ilumina A Quintessência – Éter – equilibra e penetra nos corpos, é a força viva A terra e a água constituem estados visíveis, enquanto o fogo e o ar são estados invisíveis.

Os quatro elementos porém não eram suficientes para expressar todas as características e assim os alquimistas adotaram os termos Enxofre, Mercúrio e o Sal para expressar os três princípios e, da mesma maneira que os quatro elementos, não representavam as substâncias mencionadas em si, mas sim as suas propriedades materiais que poderiam ser retiradas ou acrescentadas as substâncias, possivelmente por reações químicas ou transmutações.

Enxofre – princípio fixo – representa as propriedades ativas – combustibilidade, a ação corrosiva, o poder de atacar os metais, e também o princípio ativo ou masculino, o movimento, a forma, o quente. É considerado o embrião da pedra e alimentado pelo mercúrio, pois está contido em seu ventre. Também é considerado a energia animadora e constitui o objetivo da Grande Obra.

Mercúrio – princípio volátil – representava as propriedades passivas – maleabilidade, brilho, fusibilidade, a fraca tensão de vapor, o escorregadio que toma várias formas e o fugidio. Além de designar a matéria, designa também outros aspectos como: o princípio passivo ou feminino, o inerte, o frio. O mercúrio também pode designar a matéria-prima, é considerado a mãe dos metais ou a água primitiva que deu origem a todos eles. Este é o mercúrio segundo, mercúrio filosófico ou mercúrio duplo que contém os dois princípios, o mercúrio e o enxofre. O primeiro mercúrio ou mercúrio comum também é chamado de dissolvente universal.

O mercúrio é ao mesmo tempo o caminho e o andarilho, com a Grande Obra representando uma viagem. Estes dois princípios possuem as propriedades contrárias e a mistura de propriedades contrárias é muito importante na alquimia, ou seja, o dualismo enxofre-mercúrio de todas as coisas.

O mercúrio também é chamado de sal dos metais. Na realidade o mercúrio no final da obra adquire a tríplice qualidade. Sal – também conhecido por arsênico – é o meio de união entre as propriedades do Mercúrio e as do Enxofre, como uma força de interação, muitas vezes associado a energia vital, que une a alma ao corpo. No ser humano, o enxofre seria o corpo físico; o mercúrio, a alma e o sal, o espírito mediador. Esse sal normalmente é relatado como sendo um fogo aquoso ou uma água ígnea e é obtido a partir do mercúrio comum em conjunção com o fogo, obtendo assim a chamada “água que não molha as mãos”. Assim como o mercúrio, o sal também é relatado como sendo o dissolvente universal. Na verdade o fixo e o volátil nunca podem estar separados, não existe mercúrio que não contenha o enxofre, por isso, as vezes o sal aparece com o nome de um deles dependendo da fase da operação. O sal protege os metais para que no processo não sejam totalmente destruídos e reste assim a semente, que por seu intermédio nascerá algo novo.
Os sete metais:

Na natureza, a terra contém “sementes” que dão origem aos metais por um processo de evolução e aperfeiçoamento. Todos os metais, com o tempo, transformar-se-ão em ouro que contém o equilíbrio perfeito dos quatro elementos. Na alquimia não existe matéria morta e todas as substâncias, animal, vegetal ou mineral, são dotadas de vida e movimento, ou seja, possuem suas energias características.

Ouro – representado pelo Sol.

Prata – representado pela Lua.

Mercúrio – representado pelo planeta Mercúrio.

Estanho – representado por Júpter.

Chumbo – representado por Saturno, por ser considerado pesado e lento.

Cobre – representado por Vênus, maleabilidade, sossego, beleza e prazer.

Ferro – representado por Marte.

Laboratorio do Alquimista

A prática alquímica, de maneira extremamente resumida, consiste em pegar a prima materia (matéria-prima primordial) eliminar as suas impurezas (morte e renascimento), separar seus componentes (mercúrio e enxofre) e reuni-los novamente (por intermédio do sal) fixando os elementos voláteis, formando assim a pedra filosofal. Seria como “libertar o espírito por meio da matéria e a própria matéria por meio do espírito”, ou ainda, fazer do fixo, volátil e do volátil,o fixo, onde não se pode fazer cada etapa independentemente.

O alquimista é uma peça fundamental nos experimentos e não somente um simples observador. O experimento e o experimentador constituem uma única coisa na alquimia. Este ponto de vista do experimentador como participante está agora sendo retomado pela física quântica, alterando o termo observador para participante. Portanto, mesmo tendo o conhecimento prático do processo, se tiver perdido a pureza do espírito, a Grande Obra não poderá ser concluída.

Vários alquimistas relatam doze processos, em três etapas ou três obras, para a realização da Grande Obra que, contudo, não correspondem literalmente aos nomes conhecidos. São eles: Calcinação – constitui a purificação do primeiro material pelo fogo, sem contudo diminuir seu teor de água. Solução ou dissolução – a parte sólida é dissolvida na água, porém é relatado que esta água não molha a mão. A água pode ser o próprio mercúrio. Esta é uma “dissolução filosófica” em que o solvente mata os metais, portanto esta fase é um símbolo da morte para os três reinos.

Separação – o mercúrio é separado do enxofre. Fornecendo um calor externo adequado, o mercúrio que contém o enxofre interno coagula a si mesmo graças a um artificio que constitui um segredo, o secretum secretorum, que é uma marca divisória entre a alquimia e a química. Este artifício consiste, metaforicamente, em capturar um raio de sol, condensá-lo, aprisioná-lo em um frasco hermeticamente fechado e alimentá-lo com o fogo. A terra fica em baixo enquanto o espírito sobe. Esta etapa completa a primeira obra e quando concluída corretamente pode se ver a formação de uma estrela dentro do frasco. Conjunção – o mercúrio e o enxofre são novamente unidos. Toda a operação deve ser realizada no mesmo recipiente, sendo que nesta fase o frasco é hermeticamente fechado.

Putrefação – o calor mata os corpos e a putrefação ocorre. Aparece uma coloração escura, enegrecida. Congelamento – nesta fase aparece uma coloração esbranquiçada, um calor brando é quem promove esta mudança. Cibação – à matéria seca deve ser adicionado os componentes necessários para alimentá-la.

Sublimação – fase em que o corpo torna-se espiritual e o espírito corporal, ou seja, volatilizar o fixo e fixar o volátil, sendo que um processo depende do outro e não é possível fixar um sem volatilizar o outro. Para esta fase é relatado uma duração de quarenta dias. Porém, todo esse processo que se encerra com a sublimação teve início na conjunção e constitui a segunda obra. Fermentação – adiciona-se ouro para tornar o já existente mais ativo.

Exaltação – processo semelhante a sublimação, seria uma ressublimação. Multiplicação – uma quantidade maior de energia é acrescida nesta etapa, porém não é necessariamente a matéria que aumenta. Projeção – teste final da pedra em seus usos normais, como a transmutação. O agente da dissolução é convertido em paciente que sofre a operação na fase da coagulação. Por isso a operação é comparada a brincadeira de criança de “pular carniça” em que ora um pula o outro e ora é pulado.
A matéria-prima:

Esta primeira matéria que dará origem a pedra filosofal constitui um dos grandes segredos da alquimia. Normalmente é descrita como algo desprezado, inferior e sem valor. Pode ser encontrado em todos os lugares, é conhecido por todos, é varrido para fora de casa, as crianças brincam com ele, porém possui o poder de derrubar soberanos.

Dentre os não iniciados, cada um aposta em um tipo de material tanto do reino animal, vegetal como mineral. ários utilizaram minérios (especialmente os de chumbo, o cinabre que contém enxofre e mercúrio, o stibine um raro mineral sulfuroso, a galena que é magnética), cinzas, fezes, barro, sangue, cabelos. A maioria deles emprega a própria terra, recolhida em local preservado. A terra estaria impregnada de energia cósmica, com a água que contém.

Esta matéria não está somente no reino do psiquismo, como afirmava Jung, ela tem também sua expressão no reino material através de um mineral que possui propriedades vegetativas. Descobrir a matéria-prima não é o principal, mas sim erguê-la a um ponto privilegiado para as operações subseqüentes. Esta abordagem só será conseguida quando o alquimista deixa de lado a fronteira fictícia entre os elementos constitutivos de sua personalidade (física e espiritual) e o universo.

Ela normalmente é relacionada ao caos da gênese, a base de todo o processo, que tanto é material como imaterial. Para descobrir a matéria-prima mineral o operador e o objeto, observador e o observado, devem estar unidos. Isto significa se abstrair da visão lógica e desenvolver uma visão intuitiva. Esta visão pode aparecer após um longo período de reflexão sobre os impasses insolúveis da alquimia, após um estímulo externo como o barulho do vento, das ondas do mar, do trovão e outros. Caso contrário ela permanecerá escondida por uma roupagem ou uma casca como o ovo.
O orvalho:

O orvalho normalmente é utilizado para umedecer (banhar e nutrir) a matéria-prima. Como se condensa lentamente e desce da atmosfera está impregnado da energia cósmica. A melhor época de recolher o orvalho vai do equinócio de primavera ao solstício de verão, pois possui uma maior energia. Normalmente é recolhido com lençóis estendidos sobre vegetação rasteira sem, no entanto, tocá-la.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-linguagem-hermetica-dos-alquimistas/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-linguagem-hermetica-dos-alquimistas/

Criação de Sistemas na Chaos Magick

Peço desculpas por lançar um livro de caoísmo tão seguido do outro. Quis aproveitar que eu estava com tempo para escrevê-lo, e também porque achei importante acrescentar neste informações que não constavam no meu primeiro livro de MC: Agracamalas, O Grimório das Casas.

Em Agracamalas eu apresento um sistema mágico criado por mim, que possui diversas aplicações, especialmente visualizações que promovem efeitos mágicos diversos. Já a proposta do Grimório da Insolência é ser um guia para que você mesmo crie o seu sistema. Afinal, a Magia do Caos é sobre isso: que você mesmo desenvolva seus próprios feitiços e mundos (o que é diferente da magia eclética, que mistura sistemas preexistentes).

E como se faz? Primeiro é bom você ter alguma base de magia tradicional, embora, como diz Phil Hine, você possa encontrar inspiração mágica em muitos outros lugares. Ele mesmo afirma que aprendeu mais sobre magia em outros tipos de livros do que propriamente em livros de ocultismo. Aqui vai um pensamento interessante de Hine:

“Há um equívoco comum de que antes de praticar magia apropriadamente, você tem que ter lido um monte de livros. Enquanto não há nada errado em ler amplamente sobre magia, isso pode levar a problemas. Um deles é que você passa tanto tempo lendo que nunca chega a tentar nada por si mesmo. Outro é que você pode inconscientemente adquirir todos os tipos de opiniões/limitações sobre o que você pode ou não pode fazer a partir deles”

Na MC você é incentivado a realizar suas próprias experiências e anotar os resultados, utilizando o que funciona para você e descartando o que não lhe serve. Para descobrir isso, nenhum livro será melhor do que a experiência própria. E para atuar livremente com uma magia totalmente sua, nada melhor do que desenvolver um sistema mágico fortemente seu do que utilizar algo já pronto.

Eis uma boa colocação de Stephen Mace:

“Nós trabalhamos como deuses para criar nossos próprios universos, de acordo com nossas vontades, ao invés de brincar com os detalhes da criação de Outro Alguém, numa patética tentativa de ganhar um pouco de vantagem”.

A criação de sistemas trabalha com alguns truques da mente humana para promover resultados deliciosos, muitas vezes difíceis de alcançar com sistemas já prontos. Você realiza os ajustes, tornando-se o arquiteto do seu universo.

Alguns leitores do Agracamalas estranharam a proposta exótica do livro e seu formato incomum, repleto de metáforas artísticas. No Grimório da Insolência prezamos uma maior clareza e objetividade de informações, apresentando importantes conceitos da Magia do Caos, que prometem agradar tanto caoístas iniciantes como avançados. Por ser um livro pequeno, foquei-me nas dicas para você montar os seus sistemas, mostrando apenas alguns exemplos. Em compensação, comento brevemente alguns outros escritos meus, que pretendem demonstrar essa aplicação criativa de forma mais intensa e abrangente.

Quem quiser saber mais sobre Magia do Caos ou busca dicas de livros de caoísmo para ler, sugiro checar algumas resenhas que fiz nesse link.

Não é fácil escrever um livro de ocultismo e lidar com as críticas. Tenho a certeza de que esse livro não está perfeito, nunca irei chegar à perfeição e não a busco. No entanto, eu espero que este livro possa ajudar algumas pessoas e torço para que muitos continuem apoiando a produção nacional de material de caoísmo, para que possamos ter cada vez mais escritores dessa linha de magia no nosso país.

Confira também o Liber PPP de Ian Morais, mais um livro brasileiro de Magia do Caos!

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cria%C3%A7%C3%A3o-de-sistemas-na-chaos-magick

A Missa do Caos H

Este curto rito pode ser usado como uma ferramenta de aterramento para encerrar algum trabalho mágico pesado. O seu objetivo é promover o riso expondo os perigos de se achar o ban-ban-ban.

Os discordianos há muito tempo identificaram Harpo Marx como um avatar contemporâneo de Harpócrates, o Deus do Silêncio. Harpo é o Senhor do Silêncio, Trikster (N. do t.: Malandro, Bufão), e Palhaço Sagrado. (N. do T.: HARPO não fala)

Harpo MarxPreparação:

O Sacerdote (MT) que manifestará HARPO poderá ser adornado com uma peruca colorida (de carnaval), cartola e uma buzina. Quaisquer outros adereços para uso do Deus poderão ser colocados no altar, tais como um espanador de pó ou uma vareta para cutucar os outros. (& bombinhas :D)

Declaração de Intento:

“É nossa Vontade invocar HARPO, o Louco Sagrado e Lorde do Escárnio Silencioso, para que todo o glamour da magia seja disperso, e que a Anarquia Gargalhante preencha nossos corações”

Rito:

Sacerdote: “Que a pomposidade comece!”

Os participantes começam a se pavonear pela sala, fazendo declarações importantes sobre si próprios e acerca dos caminhos “sérios” e “sagrados” da magia, e afirmar em alto e bom tom que como magos, devem ser adorados e respeitados por todos.

Enquanto isso, o Sacerdote (MT), no centro da sala, começa a se admirar e girar em volta de si enquanto faz gestos e caretas apropriadas (se visualizando como Harpo, um bufão sagrado) até que o avatar, atraído até esse espaço de tamanha pomposidade e prestígio, escolha se manifestar.

Quando o Sacerdote (MT) sentir o avatar incorporando, ele eleva a buzina e começa a litania:

Honk, Honk, Honk, Honk (ad infinitum)

Quando os participantes escutarem a buzina, devem congelar em estátuas de pompa e vaidade. HARPO então tem o domínio da cena para realizar quaisquer brincadeiras e sacanagens que quiser, com o objetivo de provocar a gargalhada em geral. Uma forma de fazer isso é assim que uma pessoa começar a rir, se juntar ao Palhaço e tentar puxar os outros para a gargalhada.

O Rito pode terminar aqui, ou Harpo pode escolher dar um sacramento (Torta na cara?) aos participantes de algum jeito. Se um banimento for necessário, o Sacerdote (MT) deverá tirar os adereços e passar do silêncio à fala.

Phil Hine. Tradução e Adaptação: Laurent Gabriel

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-do-caos-h/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-do-caos-h/

O Círculo Mágico

Todos autores de livros que lidam com magia cerimonial que dão relatos sobre conjuração e invocação de seres de qualquer espécie apontam que o círculo mágico tem nisto o mais importante papel. Centenas de instruções podem ser encontradas de como fazer círculos mágicos para alcançar os mais variados objetivos, por exemplo com Albertus Magnus, na Clavícula Salomonis, na Goethia, em Agripa, na Magia Naturalis, na Magia Naturalis de Fausto e nos velhos grimórios. É dito em todos lugares que quando invocando ou chamando um ser, deve-se ficar dentro do círculo mágico. Mas uma explicação do simbolismo esotérico do círculo mágico é raramente dada. Conseqüentemente eu tenho a intenção de dar ao estudioso e ao mago impaciente uma descrição completa e satisfatória do círculo mágico de acordo com as leis e analogias universais.

Um verdadeiro círculo mágico representa o layout simbólico do macrocosmo e do microcosmo, ou seja, do homem perfeito. Ele fica para o início e o fim como para o alfa e o Omega, assim como para a eternidade, que não tem início nem fim. O círculo mágico, conseqüentemente, é um diagrama simbólico do infinito, da divindade em todos seus aspectos, e pode ser compreendida pelo microcosmo, i. e. pelo adepto verdadeiro, o perfeito mago.

Desenhar um círculo mágico significa simbolizar o divino na sua perfeição, para obter contato com ele. Acontece, acima de tudo , no momento que o mago está no centro do círculo mágico, pois por este ato o contato com a divindade está demonstrada graficamente. É o contato do mago com o microcosmo em seu “maior passo” de consciência Conseqüentemente, do ponto de vista da magia verdadeira, é muito lógico que ficar no centro do círculo mágico é equivalente a ser, na consciência de quem fica, em unidade com a divindade universal. Disto pode-se ver claramente que um círculo mágico não é somente um diagrama para proteção de influências negativas não desejadas, mas segurança e inviolabilidade são trazidas através desta consciência e contato espiritual com o altíssimo.

O mago que fica no centro do círculo mágico é protegido de qualquer influência, não importa que seja má ou boa, pois ele próprio está, de fato, simbolizando o divino no universo. Adicionalmente, por permanecer no centro do círculo mágico, o mago também representa a divindade no microcosmo e controla e governa os seres do universo em um modo totalitário.

A essência esotérica do mago que permanece no centro do círculo mágico é, conseqüentemente, muito diferente da qual os livros de evocação usualmente mantém. Se um mago que está no centro do círculo mágico não estiver consciente do fato que ele está, no momento, simbolizando Deus, o divino e o infinito, ele não estará apto a praticar qualquer influência em qualquer ser de qualquer espécie. O mago é, naquele momento, uma perfeita autoridade mágica a quem todos poderes e seres devem obedecer de modo inquestionável, definitivo e completo.

Sua vontade e as ordens que ele dá a seres e poderes são equivalentes à vontade e ordens do infinito, do Divino, e devem conseqüentemente ser incondicionalmente respeitada por todos os seres e poderes que o mago conjurou.

Se o mago, durante tais operações, não tiver a atitude correta sobre seus atos, ele degrada a si mesmo para um feiticeiro, um charlatão, que simplesmente gesticula e não tem contato verdadeiro com o mais elevado. A autoridade do mago, em tal caso, seria certamente duvidosa.

Além disto, ele estaria em perigo de perder seu controle sobre tais seres e poderes, ou , o que seria pior, ser zombado por eles, não falando das outras surpresas não desejadas e previstas e dos fenômenos acompanhantes que ele estaria exposto, principalmente se forças negativas estiverem envolvidas. O modo no qual o círculo mágico é formado depende do grau de maturidade e da atitude individual do mago. O diagrama, que é o desenho pelo qual a divindade é expressa no círculo, é sujeito aos conceitos religiosos do Mago.

O procedimento seguido por um mago oriental quando forma um círculo mágico não tem utilidade para um mago ocidental, porque suas idéias de divino e infinito são bem diferentes daquelas de um mago do Oeste. Se um iniciado ocidental desenha um círculo mágico de acordo com instruções orientais, com todos nomes divinos correlatos a este sistema, se tornaria inefetivo e completamente deficiente de seu propósito.

Um mago cristão nunca deve desenhar um círculo mágico de acordo com os indianos ou quaisquer outras religiões se ele quer salvar a si mesmo de um esforço desnecessário. A construção do círculo mágico depende, desde o princípio, das idéias e crenças individuais e da concepção individual das qualidades da Divindade, que deve ser simbolizada graficamente por este círculo. Este é o motivo pelo qual um mago autêntico nunca desenhará um círculo, procederá com rituais, ou seguirá instruções sobre magia cerimonial com as quais ele próprio não esteja identificado em sua prática individual. Isto seria semelhante a vestir roupas orientais no ocidente.

Conduzindo-se com estes fatos em mente, torna-se natural que o círculo mágico deve ser desenhado em completa concordância com os pontos de vista e maturidade do mago. O iniciado que está consciente da harmonia do universo e sua hierarquia exata irá, certamente, fazer uso de seu conhecimento quando estiver desenhando o círculo mágico.

Tal mago pode, se desejar, e se a circunstancia permitir, desenhar dentro de seu círculo mágico diagramas representando a inteira hierarquia do universo e assim entrar em contato (acordando sua consciência do fato) com o universo muito mais rapidamente.

Ele é livre para desenhar, se necessário, muitos círculos a uma certa distância um do outro de modo a usá-lo para representar a hierarquia do universo na forma dos nomes divinos, gênios, príncipes, anjos e outras potências.

Deve-se, com certeza, meditar apropriadamente e levar o conceito dos aspectos divinos em questão na consideração quando do desenho do círculo. O mago verdadeiro deve conhecer que os nomes divinos são designações simbólicas das qualidades e poderes divinos.

Isto é devido ao motivo de que enquanto desenha o círculo e entra os nomes divinos o mago deve também considerar as analogias correspondentes ao poder em questão, tais como cor, número e direção, se ele não quiser permitir que uma brecha em sua consciência venha à existência devido a ele não apresentar o universo em sua completa analogia.

Cada círculo mágico, não importando se um desenho simples ou um complicado, sempre servirá ao seu propósito, dependendo, claro, na faculdade do mago de trazer sua consciência individual em completa concordância com a universal, à consciência cósmica. Mesmo um largo barril de madeira faria o trabalho, com a condição de o mago ser capaz de encontrar o relevante estado mental e estar completamente convencido que o círculo em cujo centro ele está permanecendo representa o universo, o qual é em conseqüência, uma representação de Deus.

O mago irá perceber que quanto mais extensas suas leituras, maior sua capacidade intelectual e maior sua bagagem de conhecimento será, mais complicado seu ritual e seu círculo mágico será de modo a construir o suporte suficiente para sua consciência espiritual, a qual então tornará possível uma conexão mais facilitada do microcosmo e do macrocosmo no centro do círculo. Para os círculos propriamente ditos, eles podem ser desenhados de vários modos para adequar-se às circunstancias, à situação prevaleceste, ao propósito, as possibilidades, não importando se eles são simples ou se eles seguem um complicado sistema hierárquico.

Quando trabalhando ao ar livre, uma arma mágica, adaga ou espada deve ser usada para desenhar o círculo no chão. Quando trabalhando em uma sala, o círculo pode ser desenhado no chão com um pedaço de giz. Uma grande folha de papel pode ser usada para o círculo. O circulo mais ideal, entretanto, é o bordado ou costurado em um pedaço de tecido, flanela ou seda, pois tal círculo pode ser posto no chão de uma sala ou fora da casa. Os círculos desenhados em papel tem a desvantagem que o papel logo irá gastar-se e rasgar-se em pedaços.

De qualquer modo, o círculo deve ser largo o suficiente para habilitar o mago mover-se nele livremente.

Quando desenhar o círculo, o estado mental apropriado e completa concentração são essenciais. Se um círculo fosse desenhado sem a concentração necessária, o resultado seria um círculo sem dúvida, mas não seria mágico.

O círculo mágico que foi feito em um pedaço de tecido ou seda deve ser redesenhado simbolicamente com o dedo ou bastão mágico, ou com outra arma mágica; não esquecendo a necessária concentração, meditação e estado mental. O mago deve, em tal caso, estar totalmente consciente do fato que não é a arma mágica em uso que desenha o círculo, mas as faculdades divinas simbolizadas por aquele instrumento mágico. Além disso, ele deve estar ciente que não é ele que está desenhando o círculo mágico no momento de concentração, mas o Espírito Divino que está realmente guiando sua mão e instrumento para desenhar o círculo.

Entretanto, antes de desenhar o círculo mágico, um contato consciente com o todo poderoso, com o infinito, tem de ser trazido à tona pelo auxílio da meditação e identificação.

O mago treinado, tendo um comando através dos exercícios práticos da primeira carta de taro, como explicado em meu primeiro trabalho “Iniciação ao hermetismo”, aprendeu durante os passos daquele livro como se tornar totalmente consciente do espírito e como agir conscientemente como um espírito.

Não é difícil para ele imaginar que não foi ele, mas o espírito divino em todos seus aspectos elevados que está realmente desenhando o círculo mágico que ele deseja ter. O mago tem conseqüentemente aprendido também que no mundo do invisível não é o mesmo embora duas pessoas possam estar fazendo fisicamente o mesmo, pois um feiticeiro, que não possui a maturidade necessária, nunca estará apta a desenhar um verdadeiro círculo mágico.

O mago que está também familiarizado com Cabala pode desenhar outro círculo assemelhado a uma cobra dentro do círculo interior e dividi-lo em 72 campos, dando a cada um destes o nome de um gênio. Estes nomes de gênios, juntamente com suas analogias, deve ser desenhado magicamente através da pronúncia correta.

Se estiver trabalhando com um círculo bordado em um pedaço de tecido, os nomes inseridos nos vários campos devem também estar em latin ou hebreu. Eu deverei dar detalhes exatos sobre os gênios e suas analogias, uso e efeito no meu próximo trabalho chamado “A chave para a verdadeira cabala”.

Um círculo bordado tem a vantagem de que pode ser facilmente estendido e dobrado novamente sem ter que ser desenhado e carregado novamente cada vez que deve ser usado.

A cobra presente no centro não é somente a cópia de um círculo interior, mas acima disto, é o símbolo da sabedoria. Além disto, outros significados podem ser atribuídos a este símbolo da cobra, por exemplo, a força de uma cobra, o poder da imaginação, etc. Não é possível dar uma completa descrição disto, pois iria muito além do objetivo deste livro. Um mago budista desenhando sua mandala, colocando suas cinco deidades na forma de figuras ou diagramas no topo da emanação relevante, está, no momento, meditando sobre cada deidade única cuja influência ele está tentando evocar. Esta cerimônia mágica é também em nossa opinião equivalente ao desenhar um círculo mágico, embora realmente seja uma oração autêntica às divindades budistas.

Dizer mais sobre este assunto neste livro é certamente desnecessário pois material suficiente já foi publicado na literatura oriental sobre este tipo de práticas mágicas, tanto em manuscritos exotéricos ou secretos.

Um círculo mágico pode servir a muitos propósitos. Pode ser utilizado para evocações de seres ou como meio protetivo contra influências invisíveis. Não é necessário em todos os casos que seja desenhado ou posto no chão. Pode ser desenhado no ar com uma arma mágica, como a espada mágica ou bastão mágico, sobre a condição de que o mago esteja completamente consciente da qualidade universal de proteção, etc. Se nenhuma arma mágica estiver à mão, o círculo pode também ser efetuado com o dedo ou com a mão somente, considerando que isto é feito com o espírito reto, em concordância com Deus. É mesmo possível formar um círculo mágico através da mera imaginação.

O efeito de tal círculo no plano mental ou astral, indiretamente e também neste mundo material depende, neste caso, no grau e força de tal imaginação. A força agregante do círculo é geralmente conhecida na magia magnética. Além disso, um círculo mágico pode ser produzido pela acumulação de elementos ou pela condensação de luz. Quando praticando evocação ou invocação de seres, é desejável desenhar dentro do círculo em que se deve ficar outro círculo menor ou pentagrama com uma de suas pontas para cima, o símbolo que representa o homem. Isto é então o simbolismo do pequeno mundo, do homem como mago autêntico.

Os livros que lidam com a construção do círculo mágico claramente sustentam que durante o ato de invocação o mago nunca deve deixar o círculo, o qual, em seu senso mágico, significa nada mais do que a consciência ou contato com o Absoluto (i. e . o macrocosmo) não deve ser interrompida.

Desnecessário dizer que o mago, durante sua operação mágica com o auxílio do círculo mágico e com os seres ficando em pé em sua frente, não deve pisar fora do círculo com seu corpo físico ao menos que ele tenha terminado seu experimento e dispensado o ser relevante.

Tudo isto claramente mostra que o verdadeiro círculo mágico é realmente o melhor para praticar magia cerimonial. O mago irá sempre descobrir que o círculo mágico é, em cada aspecto particular, o mais elevado símbolo à mão.

É dificilmente necessário mencionar que o specimen de um círculo mágico, desde que cada mago irá agora saber do que o que eu disse acima como ele tem que proceder, e é agora por sua conta fazer uso das instruções dadas aqui.

Ainda ele nunca deve esquecer o principal, que é a orientação que ele precisa quando trabalha com um círculo mágico, pois somente se ele alcançou o contato cósmico necessário através da meditação e imaginação, i.e. a conexão pessoal com seu deus, estará ele qualificado para entrar no círculo e começar a trabalhar dentro dele.

Franz Bardon

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-c%C3%ADrculo-m%C3%A1gico

Thantifaxath

Olá crianças,

Eu dificilmente falo de Qlipoth aqui no Blog, mas as manifestações populares desta semana (@MDD – Semana de protestos durante a Copa do mundo na postagem original) levantaram uma excelente oportunidade para exemplificar o que vem a ser uma qlipha e como elas se manifestam.

Thantifaxath é a contraparte nefasta de Tav, o 32o caminho da Árvore da Vida.

Tav conecta Malkuth a Yesod; é regido por Saturno e representa as portas do Templo. A Imaginação, a Criatividade e a Expressão são suas principais características, combinando a transposição do Reino Material (Malkuth) para o Subconsciente (Yesod). Entre suas inúmeras representações, temos a “Ponte Bifrost” (Arco Íris), protegida por Heimdall, na mitologia Nórdica; a lenda do tesouro no fim do arco-Íris, protegido por Leprechauns, o Caminho de Persefone entre a Grécia e Hades e o passeio do Barqueiro Caronte.

Muitas vezes chamada de “Portal”, Tav é o Caminho da Iniciação.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thantifaxath

Carta de Brasília

Ao final do Fórum de Brasília, foi redigida a “Carta de Brasília”, um documento onde os ufólogos dão como certa a existência de discos voadores, sua origem extraterrestre, bem como sua atividade no planeta Terra desde os primórdios da humanidade. Nesta carta, os participantes do fórum afirmam ter conhecimento dos programas secretos do governo brasileiro de pesquisa de Objetos Voadores Não Identificados e solicitam a abertura ao público dos arquivos oficiais brasileiros sobre o tema.

Brasília (DF), Brasil, 14 de dezembro de 1997

Os ufólogos brasileiros e estrangeiros, de 19 nações, de todos os continentes, reunidos no Primeiro Fórum Mundial de Ufologia, no período de 07 a 14 de dezembro de 1997, no Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, Parlamundi da LBV, em Brasília, Brasil, vêm à presença do Ministro da Aeronáutica Brasileira apresentar os seguintes fatos:

1 – Que é de conhecimento geral que o Fenômeno UFO, representado pelas constantes visitas de veículos espaciais ao nosso Planeta Terra, é genuíno e assim tem sido confirmado independentemente por ufólogos civis e autoridades militares de todo o mundo, nos últimos 50 anos.

2 – Que tal fenômeno já teve sua origem plenamente identificada como sendo extraterrestre e que os veículos que nos visitam tão insistentemente provêm de civilizações tecnologicamente mais avançadas que a nossa, mas que coexistem conosco no Universo.

3 – Que tais civilizações encontram-se num processo contínuo de aproximação da Terra e de nossa civilização planetária. Igualmente, essas civilizações, em suas manobras, na maioria absoluta das vezes, não demonstram hostilidade para conosco.

4 – Que as visitas de tais civilizações extraterrestres à Terra têm aumentado, gradativamente, nos últimos anos, segundo comprovam as estatísticas nacionais e internacionais, tanto em quantidade quanto em profundidade e intensidade.

5 – Que é urgente que se estabeleça um programa oficial de conhecimento, pesquisa e respectiva divulgação pública do assunto, de forma a esclarecer a população brasileira a respeito da inegável e cada vez mais crescente presença extraterrestre na Terra.

Assim, considerando atitudes assumidas em vários momentos da História, por países que já reconheceram a extensão do problema, como por exemplo o Chile, há algumas semanas, respeitosamente recomendamos que o Ministério da Aeronáutica da República Federativa do Brasil, ou algum de seus organismos, a partir deste instante, formule uma política apropriada para se discutir o assunto, nos ambientes, formatos e níveis considerados necessários.

A comunidade ufológica brasileira, neste ato representada pelos estudiosos nacionais abaixo assinados, com total apoio da comunidade ufológica mundial, também signatária deste documento, deseja oferecer voluntariamente seus conhecimentos, seus esforços e sua dedicação para que tal procedimento venha a tornar-se realidade e que tenhamos o reconhecimento imediato do Fenômeno UFO.

Como marco inicial deste processo, que simbolize uma ação positiva por parte de nossas autoridades, a comunidade ufológica brasileira respeitosamente solicita que o referido Ministério abra seus arquivos referentes a pelo menos dois episódios específicos e marcantes de nossa pesquisa ufológica:

(a) a Operação Prato, conduzida pelo Primeiro Comando Aéreo Regional (Comar), de Belém (PA), entre setembro e dezembro de 1977, que resultou em volumoso compêndio que documentou com mais de 500 fotografias e inúmeros filmes a movimentação de UFOs sobre a Região Amazônica, da forma como foi confirmado pelo coronel Uyrangê Bolívar Soares de Hollanda Lima;

(b) a maciça casuística ufológica ocorrida em maio de 1986, sobre os Estados do Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, em que mais de 20 objetos voadores não identificados foram observados, radarizados e perseguidos por caças a jato de nossa valorosa Força Aérea, segundo afirmou o próprio ministro da Aeronáutica à época, brigadeiro Octávio Moreira Lima.

Absolutamente conscientes de que nossas autoridades civis e militares jamais se descuidaram da situação, que tem sido monitorada com maior ou menor grau de interação ao longo das últimas décadas, sempre no interesse da segurança nacional, julgamos que a tomada da providência acima referida solidificará o início de uma próspera e proveitosa parceria.

Atenciosamente,

Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU)
Ademar José Gevaerd

Centro Brasileiro de Pesquisas de Discos Voadores (CBPDV)
Claudeir Covo

Instituto Nacional de Investigação de Fenômenos Aeroespaciais (INFA)
Marco Antonio Petit

Associação Fluminense de Estudos Ufológicos (AFEU)
Rafael Cury

Núcleo de Pesquisas Ufológicas (NPU)
Reginaldo de Athayde

Centro de Pesquisas Ufológicas (CPU)
Ubirajara Franco Rodrigues

Instituto Ubirajara Rodrigues S/C (IUR)

Comunidade Ufológica Brasileira

Ademar Eugênio de Mello (SP)
Ana Maria dos Santos (BA)
Antonio Faleiro(MG)
Basílio Baranoff (SP)
César Pereira Vanucci (MG)
Chica Granchi (RJ)
Cláudio Pamplona(CE)
Edwaldo Gomes Silva Jr. (SP)
Elias Seixas (RJ)
Emanuel Paranhos (BA)
Eustáquio Andréa Patounas (SC)
Geraldo Simão Bichara (MG)
Haroldo Westendorff (RS)
Hernán Mostajo (RS)
Irene Granchi(RJ)
José Luiz L. Martins (PA)
Luciano Stancka e Silva (SP)
Manoel Gilson Mitoso (AM)
Oscar Alberto Romero (BA)
Pedro Paulo Cunha Filho (DF)
Ricardo Varela Corrêa (SP)
Roberto Affonso Beck (DF)
Romio Cury (PR)
Wilson G. de Oliveira (DF)

Comunidade Ufológica Internacional

Alexandr Balandine (Rússia)
Barry Chamish (Israel)
Boris Chourinov (Rússia)
Budd Hopkins (Estados Unidos)
Colin Andrews (Inglaterra)
David Jacobs (Estados Unidos)
Derrel Sims (Estados Unidos)
G.C. Shellhorn (Estados Unidos)
Gábor Tarcali (Hungria)
Gildas Bourdais (França)
Giorgio Bongiovanni (Itália)
Glennys Mackay (Austrália)
Graham Birdsall (Inglaterra)
Jaime Maussan (México)
James Courant (Estados Unidos)
James Hurtak (Estados Unidos)
Jesse Marcel Junior (Estados Unidos)
Jorge Alfonso Ramirez (Paraguai)
Leonard Sprinkle (Estados Unidos)
Mário Dussuel Jurado (Chile)
Maurizio Baiata (Itália)
Michael Hesemann (Alemanha)
Michael Lindemann (Estados Unidos)
Pablo Villarrubia Mauso (Espanha)
Roberto Pinotti (Itália)
Rodrigo Fuenzalida (Chile)
Sun-Shi Li (China)
Timo Koskeniemmi (Finlândia)
Wendelle Stevens (Estados Unidos)
Yvonne Smith (Estados Unidos)

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carta-de-brasilia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carta-de-brasilia/

Memes para reflexão (parte 4)

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Sois deuses

Este meme foi de longe o que causou a maior polêmica, como era de se esperar…

Todos devem saber que a Igreja Católica deve muitíssimo ao imperador romano Constantino, que ao final da vida se converteu ao cristianismo e, o que é mais importante, o estabeleceu como a religião oficial do Império Romano.

Há quem creia que foi ele próprio quem examinou todos os textos religiosos cristãos da época e decidiu quais deles formariam o Novo Testamento da bíblia cristã, juntamente com os textos judaicos mais antigos. Ora, ainda que Constantino fosse o maior especialista em cristianismo do seu tempo, e não um governante imperial com inúmeras responsabilidades, ele sozinho jamais teria dado conta de tal seleção, organização e edição monumentais.

De fato, ele jamais participou desse processo. É bem provável que ao instaurar o cristianismo como nova religião, tenha contado com uma vasta equipe de monges e escribas para escolher os livros que mencionavam a vida de Jesus. Segundo a história oficial da Igreja, no entanto, a versão final do Novo Testamento só ficou pronta entre os concílios de Hipona, em 393, e de Cartago, em 397, mais de meio século após a morte de Constantino.

Muita gente no dia de hoje questiona se os ensinamentos de Jesus não se perderam em tantas seleções, edições e traduções. Outros, ainda, sequer creem que Jesus de fato existiu… Ora, ao meu ver, é bem provável que Jesus de Nazaré tenha de fato existido, mas a possibilidade de sua vida ter sucedido exatamente como foi descrita na bíblia, em cada ponto e vírgula, já é consideravelmente mais remota.

No entanto, uma das descobertas mais extraordinárias do século passado foram os chamados “evangelhos apócrifos”, encontrados em jarros enterrados no deserto, em Nag Hammadi, na região do Alto Egito, em 1945. Tais textos pertencem inequivocamente ao período do cristianismo primitivo, e alguns deles, particularmente o Evangelho de Tomé, mencionam muitos ensinamentos de Jesus que casam ou se assemelham enormemente com as parábolas do Novo Testamento. Apesar de Jesus não haver sido crucificado nesse texto (nem, obviamente, ter ressuscitado), fato é que a sua existência é um dos maiores indícios modernos de que “existiu algum Jesus”.

Porém, ainda que não tenha existido, o que importa no final das contas é a mensagem bíblica, e a junção do que Jesus diz em João 10:34-35 e 14:12 é, no meu entendimento, um dos seus ensinamentos mais essenciais, que conseguiu sobreviver ao tempo, as edições e as traduções: Sois deuses, e dia virá que farão tudo o que tenho feito, e ainda muito mais.

O “sois deuses” a que Jesus se refere também se encontra nos Salmos do Antigo Testamento (Sl 82:6-7) e até mesmo em antigos ensinamentos do misticismo egípcio e do orfismo grego, como na célebre frase, “Eu também sou da raça dos deuses”… De fato, a ideia de que somos “deuses em formação”, cujo potencial é incalculável, está presente em diversas doutrinas espiritualistas, mas a ideia passa longe de querer significar que seremos como que “rivais de Deus”, o que seria uma ideia absurda.

Da mesma forma, seria absurdo considerar que um ser humano, por mais iluminado e sábio que seja, possa ser “Deus encarnado”… Daí a extrema importância desse belo resumo que o próprio Jesus faz de sua vida, e do sentido do seu ensinamento. Ora, se “um dia faremos tudo o que ele fez, e muito mais”, isto significa obviamente que o seu anseio não era que “substituíssemos algum deus”, mas que, através da nossa fé e do nosso amor ao Deus que paira acima de todas as coisas, chegássemos a amar da mesma forma que o Rabi da Galileia amava – que este sim, seria o maior dos milagres, e o objetivo mais grandioso de uma vida religiosa.

O cientista que estudava de tudo
Sir Isaac Newton é reverenciado como um dos maiores pensadores da ciência moderna, com contribuições inestimáveis para a física clássica e a matemática.

Ora, certamente muitos terão ouvido dizer que, além de cientista e astrônomo, ele também foi alquimista, teólogo e grande estudioso bíblico… O que muitos não devem saber, no entanto, é que ele dedicou mais tempo aos estudos bíblicos e esotéricos do que propriamente as suas célebres equações.

Mas, e o que isso quer dizer em termos práticos, puramente científicos? Absolutamente nada!

Quando criei este meme, a minha intenção não era “forçar adiante” alguma ideia de que as descobertas científicas de Newton surgiram da bíblia ou da voz de algum anjo celeste ou demônio infernal, claro que não, as suas ideias, como aliás todas as ideias do mundo, surgiram dos momentos de inspiração.

E, para vivermos inspirados, precisamos estar sempre buscando realizar aquilo que amamos. Newton certamente amava a física e a matemática, mas a sua grande motivação era “descrever a obra divina”. Não fosse a sua religiosidade, jamais teria sido cientista (ou filósofo da natureza, como eles se auto intitulavam em sua época).

Dessa forma, é preciso tomar cuidado com a “demonização” moderna de todo e qualquer pensamento dito “anticientífico” associado a alguém que faz ciência. Você pode não saber ou não acreditar, mas fato é que é perfeitamente possível ser cientista e religioso, ou cientista e filósofo, ao mesmo tempo, e mesmo assim praticar ciência genuína. Quer alguns exemplos?

(a) A própria ciência moderna deve muito ao hermetismo, que é uma ciência ocultista. A questão da Igreja com o heliocentrismo de Copérnico e Galileu tinha muito mais a ver com um embate religioso do que científico, tanto que o único que foi para fogueira de fato era um monge reformista, Giordano Bruno. Não é essa a “história oficial” nem da Igreja nem da Academia, mas todos que conhecem a fundo a história do hermetismo sabem muito bem qual foi o real motivo da sentença de Bruno.

(b) Albert Einstein, para além de ser o grande continuador da obra de Newton, foi também um profundo admirador da religiosidade latente da Ética de Benedito Espinosa, e jamais escondeu isso de ninguém.

(c) Alfred Russel Wallace, cocriador da teoria da evolução, juntamente com Charles Darwin, ao longo da vida se tornou um grande entusiasta do espiritismo, e é mesmo óbvio que o seu interesse pela evolução também se dava no âmbito espiritualista, particularmente no que tange a reencarnação. Pelo mesmo motivo, foi relegado as notas de rodapé da história da ciência, embora seja no mínimo tão responsável pela teoria da evolução quanto Darwin (há quem diga que até muito mais).

(d) Niels Bohr, Werner Heisenberg e Erwin Schrödinger, todos grandes cientistas do século passado, tinham o Bhagavad Gita, a maior obra espiritual do hunduísmo, como livro de cabeceira. Alguns deles chegaram a der relatos de que muitas vezes se inspiraram diretamente em seus conceitos para alcançarem algumas de suas descobertas.

(e) Richard Feynman, o célebre físico americano, gostava muito de desenhar e tocar bongos!

Tudo bem, este último caso foi mais para exemplificar o que quero dizer: não é que os Vedas, os textos herméticos ou as sessões espíritas tenham servido de inspiração direta para descobertas científicas, mas todos eles têm o mérito de terem mantido todos esses grandes cientistas ativos e curiosos em mais de um campo de conhecimento.

O que seria de Feynman sem as sessões de bongos? Teria sido o mesmo cientista?

Talvez, quem sabe… Mas certamente não traria aquele enorme sorriso no rosto, tampouco aquele brilho peculiar no olhar, toda a vez em que falava sobre a inefável natureza da Natureza!

» Em breve, + memes!

***

Crédito das imagens: Raph/Google Image Search

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Ciência #Cristianismo #memes #Ocultismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/memes-para-reflex%C3%A3o-parte-4

Explicando o Tarot dos Vampiros

O Tarot dos Vampiros, publicado no Brasil pela editora Madras, traz uma visão interessante sobre os Arcanos do tarot. Ele parte da proposta de como seriam os arcanos se eles tivessem sido criados por vampiros. Lorde A, organizador da “RedeVamp”, me convidou para explicar simbolicamente cada um dos Arcanos.

Vale a pena assistir, especialmente quem já fez os cursos de Tarot, para acompanhar as nuances de cada modificação feita por Davide Corsi.

O Encontro do Tarô dos Vampiros, desde 2011 é um evento mensal que congrega apreciadores do Tarô, de vampiros na cultura pop e também no Fashionismo e Cosmovisão. A entrada é a doação de 1kg de ração de cão ou gato que são doadas para ongs que cuidam de animais abandonados no centro velho de SP.

#Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/explicando-o-tarot-dos-vampiros

A Ordem Illuminati

A Ordem Illuminati é uma associação animada por dois princípios: igualdade e justiça. Toda manifestação é baseada nestas duas premissas que são geradoras de luz para a humanidade.

A Ordem se propõe a levar o mundo a uma Nova Ordem Mundial e para isso conta com as forças motrizes da sociedade como um todo, independente de ideologias e religiões. Nossa união é baseada nos mais puros princípios morais, sem esquecer os ensinamentos dos grandes mestres de todos os tempos. Todo iluminado é formado de modo a oferecer o máximo de si, para todos. Sua única vinculação é com a verdade inscrita no templo chamado Natureza.

O mundo em sua atual conjuntura está moralmente falido e socialmente desajustado. Nestas condições somente pode haver guerra, terrorismo e fome, pois os valores fundamentais foram esquecidos. O mundo antes de tudo precisa de ajuda. Não é aceitável que seres humanos assemelhen-se a animais. Os fatores obsoletos desse mundo antigo e decadente devem ser destruídos. Os iluminados podem ajudar e o querem. A felicidade de todos é sua meta, independente de raças ou religiões.

A política, a religião e o estado devem estar a serviço do homem. Não é o homem servo do estado ou da religião; é a religião e o estado servos do homem. A máquina pública deve estar a serviço da igualdade. Justiça e governo devem se equilibrar para gerar a sociedade perfeita. O poder deve ser gerido com responsabilidade, ele é recebido do povo. Numa sociedade igualitária poder a autoridade são sinonimos de pessoas que servem.

A prosperidade deve ser estendida a todos, e todos devem ter acesso aos avanços sociais e tecnológicos. É necesário agir nesta justa distribuição. As palavras nada valem quando não acompanhadas da ação. A ação deve se ajustar as leis universais, ser sua colaboradora. Equilíbrio e igualdade são leis.

Unindo-nos, realizaremos mais. Os grupos que trabalham pela mudança são realmente iluministas num lato sentido de palavra. São focos de luz; geram a luz e trabalham na luz. Nada no tempo e no espaço é inútil. Avançar é preciso. Todos trabalhando, juntos ou individulamente, podemos muito. Todo trabalho é importante, seja a nível científico, nas lutas sociais, políticas ou economicas.

Confiamos na Humanidade e nos seus valores tradicionais, como família, caráter e honra. Seguiremos amparados pelos fatores elevados da luz, e pela nossa crença na vitória do bem. Levaremos adiante nosso projeto de sociedade perfeita. O mundo segue a ação e despreza a inércia. Atingiremos por essa ação e pesquisas um alto grau desenvolvimento espiritual e material. O novo mundo nasce. A Nova Ordem é estabelecida.

História

A Ordem Illuminati foi fundada por Gabriel López de Rojas em Barcelona (Espanha), na primavera de 1995, após contatar em 1994 com dois membros dos Illuminati dos Estados Unidos.

A Grande Loja de Barcelona ergueu colunas em outubro do mesmo ano, após uma viagem ao País Cátaro do fundador e de Rosa Hernández (Soror África). Na viagem, foram comprados objetos e vestimentas ritualísticas para o trabalho na Grande Loja de Baphomet.

Os primeiros anos de existência da Ordem Illuminati (1995-1999) serviram para que seu fundador elaborasse o Rito Operativo dos Iluminados de Baviera e tendo em vista melhorar a infraestrutura da organização. Em julho de 1999, a Ordem Illuminati tinha alguns poucos afiliados na Espanha, em Barcelona, Madrid, Valladolid e Santa Cruz de Tenerife.

Em junho de 1999, a Ordem Illuminati e a OTO se viram envoltas em uma montagem do Poder conservador espanhol repleto de mentiras, recorrendo aos meios de comunicação.

Ainda que, a principio, tudo parecia indicar que os conservadores podiam conseguir o objetivo de causar danos à Ordem Illuminati e à outra ordem, a publicidade que os meios de comunicação deram à montagem e a prisão do fundador da Ordem Illuminati provocaram que ocorresse tudo o contrário e que a Ordem Illuminati se estendesse e incrementasse espetacularmente seu número de afiliados na Europa, América e África, durante os anos seguintes.

Entre os anos 2000 e 2004, a Ordem Illuminati iniciou um crescimento rápido a nível internacional, chegando aos seguintes países: Portugal (março de 2001), Equador (maio de 2001), Bolívia (maio de 2001), Brasil (maio de 2001), Porto Rico (maio de 2001), Honduras (junho de 2001), Estados Unidos (junho de 2001), México (julho de 2001), Colômbia (dezembro de 2001), Chile (fevereiro de 2002), Cuba (maio de 2002), Uruguai (maio de 2002), Panamá (maio de 2002), Venezuela (junho de 2002), Guatemala (julho de 2002), Perú (agosto de 2002), Argentina (outubro de 2002), Alemanha (Novembro de 2002), Itália (março de 2003), Inglaterra (março de 2003), Costa de Marfil (novembro de 2003).

Hoje, a Ordem Illuminati tem mais de 250 membros em todo o mundo, uma central internacional em Barcelona (Espanha), assim como diversos capítulos (lojas) em vários continentes. Ademais, possui uma editora de livros (Ediciones G), uma revista especializada (Baphomet) e o reconhecimento de outras muitas instituições e organizações internacionais.

O Rito

A Ordem Illuminati é uma ordem paramaçônica, herdeira dos Illuminati de Baviera de Adam Weishaupt, fundada em 1º de maio de 1776. Denomina-se paramaçônica, porque não assume os Landmarks (normas) conservadoras da Maçonaria atual, porém tem uma tradição maçônica.

Os Landmarks da Ordem Illuminati são seus Mandamentos e o Liber Zion, revelado por Baphomet a Gabriel López de Rojas nos anos 1999-2000.

A Ordem Illuminati transmite seus ensinamentos e iniciações por meio do Rito Operativo dos Iluminados de Baviera de treze graus, elaborado por Gabriel López de Rojas no período 1995-2000. O Rito ou Sistema de treze graus da Ordem Illuminati se nutriu dos graus do Rito dos Iluminados de Baviera, elaborado por Adam Weishaupt e Adolf von Knigge no século XVIII; do Rito Escocês Antigo e Aceito de 33 graus; e da experiência iniciática de López de Rojas em várias vias tradicionais de iniciação como a Cabala.

Os treze graus do Rito Operativo dos Iluminados de Baviera são:

– Noviciado (Iº);

– Iluminado Minerval (IIº);

– Iluminado Menor e Iluminado Maior (IIIº);

– Cavaleiro Maçom (Aprendiz IVº, Companheiro Vº e Mestre VIº);

– Iluminado Dirigente (Soberano Príncipe da Rosacruz VIIº, Cavaleiro Kadosh VIIIº e Soberano Grande Inspetor Geral IXº);

– Sacerdote Iluminado (Xº)

– Príncipe Iluminado (XIº);

– Mago Filósofo (XIIº)

– Homem Rei (XIIIº).

O Rito Operativo dos Iluminados de Baviera dá importância aos pilares fundamentais da iniciação (vontade, coerência, ordem, despertar da consciência e o Deus Interior); às vias tradicionais de iniciação (Yoga, Tantra, Cabala, Simbolismo, Alquimia), com as quais se culmina a mesma; e à capacidade dos iniciados, nos altos graus, de transformar a si mesmos na própria divindade, no andrógino divino e alquímico, para assim poder transformar toda a realidade que os envolve, sempre buscando um mundo mais justo e livre.

Em dito Rito ou Sistema, ademais, é importante a figura do Deus da Luz, Baphomet. Sobre ele, devemos ter uma idéia básica: somente com Baphomet a iniciação é completa. Com os deuses escravisadores e seus “grilhões”, o trabalho iniciático está “castrado” e a iniciação completa não é possível.

Essa ordem existe hoje? Por o que mais vemos são divulgação de Iluminattis no facebook e se existe qual a séria e como fazer contato com ela? Ela prioriza os ricos?

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-ordem-illuminati/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/a-ordem-illuminati/

Big Bang, outra mera crença

Enquanto o darwinismo ainda cria polêmica entre criacionistas e ateus, o Big Bang tornou-se um ponto de encontro entre céticos e crentes. Os primeiros veem nesta grande explosão primordial uma resposta verdadeiramente científica que torna Deus obsoleto, os segundos enxergam o Big Bang como o “Faça-se a Luz” do seu Deus semita. Como veremos, para variar, ambos estão errados. Considere o seguinte texto de Carl Sagan:

– Um dragão que cospe fogo pelas ventas vive na minha garagem.

– Mostre-me – você diz. Eu o levo até a minha garagem. Você olha para dentro e vê uma escada de mão, latas de tinta vazias, um velho triciclo, mas nada de dragão.

– Onde está o dragão? – você pergunta.

– Oh, está ali – respondo, acenando vagamente. – Esqueci de lhe dizer que é um dragão invisível.

Você propõe espalhar farinha no chão da garagem para tornar visíveis as pegadas do dragão.

– Boa idéia – digo eu –, mas esse dragão flutua no ar.

Então você quer usar um sensor infravermelho para detectar o fogo invisível.

– Boa idéia, mas o fogo invisível é também desprovido de calor.

Você quer borrifar o dragão com tinta para tomá-lo visível.

– Boa idéia, só que é um dragão incorpóreo e a tinta não vai aderir…

O trecho acima refere-se a infame falácia Ad Hoc. A falácia Ad Hoc é a tentativa de explicar uma observação após ela ter ocorrido de modo que todo novo fato seja encaixado na teoria já que ela sozinha sempre falha em acertar qualquer tipo de previsão. Ela acontece quando alguém quer tanto que uma crença seja aceita que para isso encontra uma nova explicação para cada novo fato observável que inicialmente a refutava. Essa tática é usado por homeopatas para defender a homeopatia, por espíritas para defender o espiritismo e por “céticos” para defender o Big Bang.

A hipótese do universo em expansão depende de pelo menos dois pressupostos não confirmados: Em primeiro lugar que a força da Gravidade, a mais fraca de todas as forças elementares do universo, é quem determina a estrutura e o comportamento dos astros. Só a título de comparação a força eletromagnética é um trilhão de trilhão de trilhão de vezes mais forte que a gravidade. Se acha isso motivo de espanto basta pegar um pequeno ímã e uma moeda. Coloque o ímã logo acima da moeda e veja como você conseguiu presenciar uma força muito mais forte do que a da gravidade. Pense nisso um pequeno imã venceu toda a força gravitacional do planeta Terra… Mas quando Issac Newton lançou as bases da astrofísica James Maxell estava longe de nascer. Talvez se Newton tivesse empinado a pipa de Benjamin Franklin nossa visão de mundo não estaria hoje tão estagnada.

O segundo pressuposto arbitrário dos defensores do Big Bang é que o Desvio para o Vermelho implica que as galáxias estão se afastando.

O Desvio para o Vermelho

O problema não é o desvio em si, mas assumir que ele implica em distânciamento. Ele ocorre realmente. Mas não ocorre sempre da forma homogênia necessária a um universo em expansão. Alguns astros inclusive apresentam desvios para o azul, ou seja, estão se aproximando. Tudo começou em 1929 quando Hubble observou o desvio pela primeira vez. Essa descoberta lançou as bases da hipótese do Big Bang, afinal se as galáxias estão se afastando elas devem ter estado juntas algum tempo atrás. Contudo Hubble era muito mais cauteloso que seus continuadores. Em um artigo chamado “The Problem of the Expanding Universe,” Hubble escreveu para a American Scientist: ““Parece improvável que o desvio para o vermelho seja devido a um universo em expansão e muitas das especulações sobre a estrutura do universo devem ser re-examinadas.”

Entretanto o consenso se estabeleceu de que o desvio ocorre por conta do “Efeito Doppler” – no qual objetos afastando-se do observador esticam as ondas luminosas emitidas por eles. Isso permitiria aos astrónomos calcular a velocidade dos corpos celestes e descobrir suas distâncias em relação a Terra. E como as galáxias estariam se afastando elas devem ter estado juntas no início e assim dataram o Big Bang como tendo ocorrido a 13.7 bilhões de anos atrás. A teoria era linda, mas tinha um problema. Os matemáticos esqueceram de avisar o Universo sobre ela.

O primeira cientista que apontou que o rei estava nú foi Halton Arp. Ele constatou inicialmente que uma série de objetos conectados fisicamente e interagindo entre si possuem desvios diferentes e segundo a teoria deveriam estar a milhões de anos luz de distância. Seu exemplo mais gritante seja talvez o dos quasares, que baseados no desvio para o vermelho deveriam ser os objetos mais distantes de nós de todo universo visível, mas que nos telescópios aparecem na frente de galáxias vizinhas. No exemplo abaixo temos  a NGC 7319 de desvio 0.0225 e um quasar de desvio 2.114. Segundo a teoria padrão o quasar deveria estar muito mais distante e não na frente da galáxia:

Outro exemplo típico do trabalho de Arp é o caso das galáxias NGC 3808A e NGC 3808B, duas galáxias espirais em colisão. O fato de existirem galáxias colidindo em um universo onde supostamente todas as galáxias estão se afastando umas das outras já é algo que precisa de explicação. Mas o problema nem é esse. O que ocorre é que a NGC 3808A apresenta um desvio para o vermelho bem diferente da NGC 3808 B. Ou seja, embora vejamos as galáxias colidindo a teoria do desvio nos diz que elas estão separadas por milhares de anos luz de distância. (foto abaixo)

Outro exemplo gritante é o testemunho dado pelos aglomerados de galáxias do tipo globular..  Segundo os teóricos do Big Bang o universo tem cerca de 13,73 bilhões de anos de idade. A parte embaraçosa é que se pressupomos que o desvio para o vermelho é uma medida de distância temos que admitir que os aglomerado de galáxias globulares tem mais de 16 bilhões de anos. Ou seja, cerca de 5 bilhões de anos mais velhas que o próprio universo. Como agora os matemáticos não pode mudar a data do Big Bang senão suas contas não fecham, a resposta padrão é que este é um “erro de observação.” Na época foi dito que Hubble estava velho e suas lentes gastas. Contudo, quando novas medições feitas em 1999 pioraram a situação, tornando as galáxias 10 bilhões de anos mais velhas que o próprio cosmos onde estão. {(1999), Nature 399, 539-541 e (1999); Sky&Tel. 98 (Oct.), 20.}

Para finalizar, existem inclusive galáxias com desvios para o azul, o que nos obrigada a artificialmente distribuir os clusters de galáxias como linhas, ironicamente chamadas por alguns astronomos de “os dedos de Deus”, apontando para a Terra como se fossemos o centro do universo. Isso porque os aglomerados visíveis incluem muitos corpos com desvios diferentes fazendo com que os teoricos do universo em expansão tenham que forçosamente espalhá-los gradualmente, conforme se afastam de nós observadores.

Halon Arp preparou em 1966 um atlas com estes e outros exemplos de anomalias num total de 338 “galáxias que não deveriam estar lá“. Ninguém, entretanto, balança o status quo impunemente, especialmente quando tantas pesquisas baseadas no universo em expansão são financiadas com dinheiro público. Assim o California Institute of Technology  recompensou Arp por suas descobertas cortando suas horas de uso do telescópio. O boicote ao seu trabalho o obrigou a finalmente abandonar os Estados Unidos e ir trabalhar no Instituto Max Planck, na Alemanha, talvez a Caltech não tenha se recuperado até hoje dos experimentos de Jack Parsons realizados lá décadas atrás.

Radiação de Fundo

Quando o satélite COBE apresentou a medida da “Radiação Cósmica de Fundo em Micro-ondas” – RCFM – como sendo de 2.7 Kelvin em 1992 a notícia foi alardeada pela mídia como uma confirmação da teoria do Big Bang. Mas o resultado de medição realmente corrobora o modelo padrão? A verdade não alardeada é que as previsões feitas por físicos que não se basearam na hipótese do Big Bang chegaram muito mais perto dos dados coletados pelo satélite.

Em 1896, Charles Eduard Guillaume previu que o próprio calor das estrelas daria um RCFM de 5.6K e Arthur Eddington refinou estes calculos em 1926 e chegou a 3K. Isso, é claro, antes sequer da hipótese do Big Bang ser lançada. Em 1933 Eric Regener estimou uma radiação de fundo de 2.8K e em 1941 Andrew McKellar calculou que a RCFM seria de  2.3K, nenhum dos dois apoiava o modelo de universo em expansão. Na verdade os defensores do Big Bang foram os que fizeram as piores previsões. O primeiro deles foi Robert Dicke que baseado na idéia do universo inflacionário sugeriu em 1946 um RCFM de 20K. Em um trabalho posterior ele corrigiu esse número para 45K. Em 1961 George Gamow estimou uma temperatura de fundo de 50K. Agora, compare estes números com o que foi realmente revelado (2.7K) pelo COBE e responda se isso pode ser usado como prova para alguma coisa. Enquanto Regener chegou à cifra assustadoramente próxima de 2.8K, o grande pai do Big Bang esperava uma temperatura 12 mil vezes maior do que a que foi encontrada.  O que realmente acontece é que apenas em 1992, com os novos dados consolidados da Radiação Microondas de Fundo, os cálculos dos teóricos do Big Bang foram refeitos para bater com o que estava sendo descoberto.

Sem tempo para se explicar

Sem poder negar que existem aglomerados de galáxias lá fora (que deveriam ter sido espalhadas pelo Big Bang) os defensores do modelo atual dizem que esses acúmulos de matéria são formados pela mera ação da gravidade. Ok, vamos admitir que essa explicação faz sentido. O problema é que temos encontrados acúmulos que são grandes demais e que demorariam um período de tempo para ser formado que excede em muito a própria idade do universo.

Os dados recolhidos pelo satélite ROSAT em 2003 são um ótimo exemplo. Uma investigação por meio de raios-x encontrou um cluster de matéria tão grande que equivale a 120.000 Via Lácteas. Seus 12 bilhões de anos luz de extensão só poderiam ser formados pelo processo de aproximação gravitacional em um período de tempo muito maior do que aquele que nos separa do Big Bang. Simplesmente não tivemos tempos para isso, pois uma formação deste tamanho demoraria 300 bilhões de anos  para se formar, enquanto que todo universo sem apenas cerca de 10 a 20 bilhões de anos segundo o modelo do Big Bang.

O fator tempo também mostrou-se um problema quando em 2004  uma reunião da American Astronomical Society mostrou que o universo observável é muito parecido em suas várias partes, seja nas com alto ou baixo desvio para o vermelho, que supostamente indicariam áreas mais antigas e mais recentes. Em outras palavras, as estruturas de grande porte que existem hoje também existem nas áreas onde o desvio para o vermelho corresponderiam a três bilhões de anos após a data hipotética do Big Bang. Tais regiões teriam apenas um quarto do tempo para crescer e formar praticamente as mesmas estruturas, com uma distribuição similar de idades estelares e uma quantidade similar de elementos químicos produzidos por suas estrelas. 

Se o Big Bang realmente tivesse acontecido, quando olhássemos para o passado, em regiões das quais a luz está chegando apenas agora, estas regiões deveriam se aparecer com um universo mais jovem, com poucos metais pesados e em sua maioria recheado de jovens estrelas. Em vez disso, eles se parecem exatamente como as que temos hoje. Um grande problema para uma teoria que defende que o universo era muito diferente quando criança.

 

Os Invisíveis ao resgate

A refeitura dos cálculos da RCFM indica o comportamento padrão de quem quer defender uma teoria – é o chamado Dragão na Garagem mencionado no começo do artigo. A própria existência de aglomerados de galáxias é um desafio para o modelo padrão. Outro desafio é responder porque as galáxias em si não se fragmentam já que a força da gravidade não bastaria para mantê-las unidas em um universo em expansão. Para isso foi inventada a “Matéria Escura”‘ um tipo de matéria que não pode ser observada de forma alguma, mas que permitiria as galáxias não se fragmentarem. E já que elas não se fragmentam a Matéria Escura deve estar lá, dizem os defensores do Big Bang. Totalmente invisível, sem deixar pegadas ou rastros, desprovida de calor e incorpórea.

Você entendeu bem, a “Matéria Escura” só existe porque sem ela teríamos que abandonar o modelo atual de como o universo funciona.

Assim desde 1932/1933 quando a idéia surgiu pela primeira vez basta adicionar Matéria Escura sempre que fosse necessário salvar o modelo padrão contra o testemunho das estrelas.

Mais tarde quando foi observado o comportamento de certas supernovas, os cosmologistas foram forçados à desconfortavel conclusão de que o universo estaria além de expandindo, acelerando esta expansão. O problema é que com a Matéria Escura engrossando o caldo do universo, sua massa gravitacional deveria estar desacelerando esta expansão. Então, o problema causado por um amigo invisível foi solucionado por outro amigo invisível. Nasceu assim a “Energia Escura”, um tipo de energia igualmente não detectável, mas que fazia as contas baterem novamente e, mais importante, salvava as bolsas de pesquisa dos físicos teóricos.

Assim enquanto ridicularizam outras teorias e crenças mais antigas, os defensores do Big Bang não percebem que eles mesmos moram em um castelo de cartas. Estas abstrações de matéria e energia escuras feitas para salvar um modelo que não se sustenta diante das observações criou um universo onde 95% de tudo o que existe não pode ser visto, medido, detectado ou mesmo entendido. Não é de se admirar que os astronomos de hoje prefiram olhar para seus modelos computadorizados do que para os céus. Eles sabem que quando olharem para cima serão surpreendidos novamente.

A Ciência como uma putinha

Mas qual o problema com isso, você se pergunta? A ciência, diferente da religião que se baseia na fé, é isenta de dogmas e fanatismo. Se algo se mostra diferente do que foi observado, ela muda para abraçar essa mudança! Mas será mesmo? Vamos fingir que diferentes dos outros seres humanos, cientistas são criaturas puras, desprovidas de ego e vaidade e que são movidas pela curiosidade e atraídas pela Verdade, com V maiúsculo. Apesar de não parecer, nem para mim nem para você, a ciência é algo caro. Muito caro. Nós que temos a comodidade de um PC ou de um Laptop na nossa frente não imaginamos que ainda hoje a hora de uso de um supercomputador seja algo extremamente caro. Peguemos o exemplo do LHC – o Large Hedron Colider – construído na Europa. Em 10 anos foram gastos mais de 4.75 bilhões de dólares em sua construção. Mas uma vez construído o LHC não faz dinheiro, ele continua gastando dinheiro, na busca do Boson de Higgs apenas, o custo ultrapassa os 5.5 bilhões de dólares por ano. Apenas o uso dos computadores para analisar os dados coletados custa 286 milhões de dólares por ano. A conta de eletricidade dos caras ultrapassa os 23.5 milhões de dólares por ano. O gasto com seres humanos, produtos de limpeza, cafezinho e outras trivialidades ultrapassa os 1 bilhão de dólares anuais. Tenha em mente que eles já estão funcionando há 4 anos. Tirando algumas falhas e pausas para corrigir falhas já foram gastos mais de 13.25 bilhões de dólares na busca da tal partícula de Deus.

Agora imagine o que acontece com qualquer pessoa que de repente surja do “nada” dizendo que possue evidências de que a tal partícula não existe. Claro que quando você pára para pesar os avanços militares, médicos e tecnológicos que o LHC pode trazer, 13.25 bilhões de dólares se torna uma barganha, mas as pessoas tendem a começar a ficar tensas quando surge a possibilidade de estarem gastando rios de dinheiro com algo que não existe. No caso do Big Bang, a busca por esse algo não dura apenas 4 anos, e sim alguns séculos. Agora pegue aquele cientista hipotético que discutimos e coloque nele algumas pitadas de egoismo, vaidade e orgulho. Consegue imaginar o que uma reviravolta como essa faria no meio científico?

No final das contas a maneira com a qual os cientístas fazem dinheiro é idêntica a dos pastores neo-pentecostais. Quanto mais as pessoas acreditarem na sua crença, mas dinheiro você vai fazer.


Bibliografia

 

 

Tamosauskas

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/big-bang-outra-mera-crenca/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/big-bang-outra-mera-crenca/