A Virga Aurea – A vara dourada

Robson Bélli

Em 2018, enquanto pesquisava o Calendário Mágico, descobri uma outra grande gravura que tinha uma certa semelhança superficial com a placa de Bry, Esta era a Virga Aurea de James Bonaventure Hepburn[i] publicada em Roma em 1616 (período muito interessante para a tradição grimorial). A Virga Aurea, ou para dar o título completo, “A Vara Dourada Celestial da Bem-Aventurada Virgem Maria em Setenta e Dois Louvores” consiste em uma lista de setenta e dois alfabetos (na verdade setenta, mais o latim e o hebraico, que são as duas línguas do texto da placa). Alguns desses alfabetos são os de línguas antigas conhecidas, por exemplo, grego, hiberno, germânico, fenício, etc., enquanto outros são alfabetos mágicos, angélicos, celestiais, seráficos, salomônicos, etc.

James Bonaventure Hepburn (1573 – 1620) foi um escocês nascido em East Lothian, perto de Edimburgo. Tornou-se um estudioso capaz e respeitado, e sendo católico e membro da austera ordem de São Francisco de Paulo, ascendeu à alta posição de Guardião dos Livros e Manuscritos Orientais no Vaticano. Ele tinha um grande conhecimento de línguas orientais e, em particular, hebraico. Em 1591 ele publicou sua Gramática Árabe, e mais tarde ele traduziria um livro cabalístico do hebraico para o latim, o “Keter Malkhut[ii] – A coroa do rei”, do Rabino Salomão Ibne Gabirol.

A Virga Aurea primeiramente foi publicada como uma grande gravura (aproximadamente 50×80 cm) em Roma em 1616, embora pareça a partir de evidências internas que Hepburn originalmente produziu um manuscrito iluminado com o essencial do trabalho feito em várias cores e possivelmente usando ouro. A gravura consiste em uma listagem em quatro colunas dos setenta alfabetos, cada letra dos quais é mostrada transliterada em escrita latina, juntamente com um pequeno emblema e um pequeno texto da Bíblia.

A obra é uma obra que foi dedicada ao Papa Paulo V (Papa de 1605-21), que se interessou particularmente por livros, ampliando grandemente a Biblioteca do Vaticano durante seu pontificado e iniciando uma coleção de antiguidades. Ele, é claro, seria inteiramente simpático e provavelmente encorajaria as atividades acadêmicas de Hepburn. Sua abordagem mais aberta à erudição permitiu a Hepburn a liberdade até mesmo de considerar a publicação de sua tradução da peça cabalística, embora uma década antes, Giordano Bruno[iii] tenha sido queimado na fogueira em Roma como herege por perseguir interesses semelhantes.

Este documento é uma coleção inestimável de alfabetos que fornece uma ampla pesquisa de muitos símbolos de alfabeto diferentes, tanto de alfabetos mágicos inventados quanto de idiomas existentes. Um trocadilho complexo está consagrado na palavra ‘Virga’ do título em latim – Virga, ‘uma vara’ sendo em um sentido usado para os símbolos alfabéticos, que às vezes são descritos como as ‘varas’ de uma língua, o outro sentido de a palavra ‘vara’ é mencionada no texto como a Vara de Moisés e a Vara Papal ou Cajado do poder; e finalmente ‘Virga’, a Virgem.

A fim de reunir todo este material material, Hepburn deve ter tido uma ampla gama de material de origem para estudar, e parece mais provável que esse material estivesse disponível na própria Biblioteca do Vaticano. Quanto aos motivos de Hepburn para publicar tal coleção de alfabetos, só podemos especular. Ele certamente os produziu de uma forma que lhe deu respeitabilidade acadêmica e também, encabeçando-o com a figura da Virgem Maria, usando o trocadilho ‘Virga’ Rod-Virgin, deu-lhe credibilidade em termos da Igreja. O momento da publicação, 1616, bem no centro do período de publicação rosacruz/hermética, sugere que Hepburn, à sua maneira, pode estar respondendo a esse impulso. Sob o disfarce da Virgem Maria encabeçando a obra, Hepburn foi capaz de revelar publicamente o simbolismo de muitos alfabetos e, em particular, alfabetos mágicos. Se levarmos em conta o interesse de Hepburn pela Cabala, e sua tradução e publicação de um texto ocultista “salomônico”, acho que estamos justificados em supor que Hepburn pode ter, de alguma forma, contribuído para a revelação pública na época do sabedoria esotérica do passado. No mínimo, pode-se sugerir que ele foi inspirado por esse movimento para produzir a Virga Aurea. Como bibliotecário do Vaticano, ele certamente teria recebido os primeiros exemplares das publicações Rosacruzes.

Texto que esta escrito abaixo da figura da Virgem pode ser traduzido como

Ao Nosso Abençoado Padre e Senhor, Papa Paulo Quinto, Na Eterna Felicidade que desvia dos enganos e mentiras do Espírito Maligno, a antiguidade manteve sua paz de ajudar os buscadores do Ramo de Louro; a escuridão do erro foi dissipada dos gentios pelo nascer do Sol da Justiça, que agora seja permitido aos buscadores preferir a salvação, a segurança e a Vara de Jessé, nosso ramo de ouro, ou seja, a Virgem Maria. Assim, ó Bendito dos Príncipes, esboçado por meu lápis da página sagrada, nas cores que estavam à mão, arranjado em uma guirlanda de setenta e dois louvores, cercado de flores e vários símbolos numéricos agradáveis, ou adornado com fitas, eu mais humildemente coloco a prenda este quadro votivo aos pés da Santíssima Virgem. Depois de muito esforço da escuridão, que eu possa comprometer minha alma, ansiando e lutando por longos anos pela Virgem Santíssima, para o sucesso da Regra em que somos abençoados e para sua longa e eterna fecundidade, para que possa agradar a Deus Onipotente, para ser gentil com Sua Igreja, que você lidera com todo o mérito e governa com muita sabedoria. E a quem não posso obrigar, armado com a Bendita Vara? Aquilo que Deus fez como o Cajado de Moisés, famoso e venerável em poder, Moisés foi por isso o maior e mais celestial, pois ele era o governante de uma parte, o ramo cortado, e pode, pela Boa Vara, ser o governante do mundo inteiro. Com a ajuda da Bendita Vara, mas também por sacrifício sangrento, ele (ou seja, Moisés) era o Chefe da Sinagoga, e o outro (ou seja, o Papa), pela bênção da Vara sem sangue é o Grande Pontífice da Igreja Católica. Aquele que conheceu a aparência da verdade, pela bênção da Vara, e foi o predecessor de Cristo; o outro, pela bênção da Vara, é seu sucessor, dotado da Vara gêmea, ou extensa, real e sacerdotal. Pois Moisés subjugou as serpentes com sua vara, abriu o mar e tirou água da rocha. Por seu bendito cajado, o Papa faz da Rocha (ou Corpo de Cristo) o pão, e Seu Precioso Sangue do Vinho, atravessa o Inferno, e tranca ou abre o Céu; ele mata a antiga serpente e as serpentes heréticas recentes.

Um tipo de Bastão Abençoado é o de Moisés, famoso pelos sinais e verdadeiros milagres, o outro, mais expressivo da Virgem Santíssima, é do caráter do Bastão de Jessé.

Digna-te, portanto, ó Abençoado dos Príncipes, aceitar este pequeno presente de devoção à Santíssima Virgem, e olhar com bondade para minha teoria da Santa Vara, e me abraçar e cuidar com bondade, como você está acostumado a fazer. com todos os filhos menores da Igreja.

Padre James Bonaventure Hepburn, escocês.

Ordem de São Francisco de Paulo.

Os 72 alfabetos, ou “os setenta e dois louvores”, conectam-se com o nome de Deus de 72 letras na tradição hebraica, o Shemhamphorash. Isso estava contido nos três versículos de Êxodo 14: 19-21, cada um contendo 72 letras em hebraico, que quando escritas usando o sistema cabalístico de boustrophedon[iv], dão 72 nomes de Deus. Curiosamente, o texto de Êxodo 14:21 descreve Moisés estendendo a mão sobre o Mar Vermelho e separando as águas, o que é referido no texto da Virga Aurea, talvez este texto tenha sido feito em referencia também as varas dos patriarcas e as varas e cajados dos magos salomonicos.

Referências:

[i] https://en.wikipedia.org/wiki/Bonaventure_Hepburn

[ii] https://www.sefaria.org/Keter_Malkhut

[iii] https://pt.wikipedia.org/wiki/Giordano_Bruno

[iv] https://pt.wikipedia.org/wiki/Bustrof%C3%A9don


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/a-virga-aurea-a-vara-dourada/

O Mecanismo da Projeção e a Alquimia Psicológica

Estudantes de psicologia estão acostumados com os chamados “testes projetivos”, mas quase todo mundo conhece o famoso teste de Rorschach. Estes testes funcionam através do mecanismo psicológico da projeção, termo criado por Freud para descrever uma “operação pela qual o sujeito expulsa de si e localiza no outro – pessoa ou coisa – qualidades, sentimentos, desejos e mesmo ‘objetos’ que ele desconhece ou recusa (em si)” (Laplanche & Pontalis, 2001, p. 374).

Ou seja, é mais fácil ver algo, principalmente ruim, no outro, no que em nós mesmos. Sallie Nichols aponta que “povoamos o mundo exterior de feiticeiras e princesas, diabos e heróis do drama sepultado em nossas profundezas” (NICHOLS, 1980, p. 26). Em outras palavras, muito do mito, as fábulas, dos contos de fadas e fantasia são aspectos da própria psique, que acaba ‘escapando’ e pintando o mundo externo.

“Ainda que a abordagem junguiana da projeção se faça sobre uma base psicanalítica, ela adquire um caráter mais abrangente, indicando um “mecanismo psicológico geral” (Jung, [1935] 1996a: 128), no qual determinados conteúdos psíquicos de um sujeito são deslocados e percebidos como se pertencessem a um objeto externo” (FONSECA, 2003, p.30)

Considerando esse mecanismo psíquico, devemos analisar que ele é essencial quando trabalhamos com as imagens e símbolos alquímicos, pois permitem que percebamos aspectos e potencialidades nossas que muitas vezes estão enraizadas e escondidas lá no fundo de nosso inconsciente. E esse é um dos objetivos maiores daqueles que estudam alquimia e psicologia: compreender suas potencialidades latentes, trazendo-as a para consciência.

A alquimia apresenta um extenso compêndio de imagens, símbolos e operações. Nem sempre os alquimistas entram em acordo, mas todas carregam, de forma essencial, os instrumentos necessários para a transformação da realidade. Como aponta Jung: “o alquimista vivenciava sua projeção como uma propriedade da matéria; mas o que vivenciava na realidade era o seu inconsciente” (JUNG, 2009, p.257).

Desta forma, compreendemos que todas as operações alquímicas e seus elementos, dizem respeito ao conteúdo do inconsciente e seu simbolismo. Desta maneira, é impossível não considerar um conceito junguiano chamado de “Participation Mystique”, ou “Participação Mísitca”. Tal conceito refere-se ao instinto humano de conectar fantasias simbólicas na realidade concreta. A vida simbólica precede, ou acompanha toda diferenciação mental e intelectual.

Não há diferenciação entre sujeito e objeto. Culturas totêmicas apresentam esta característica psíquica fortemente atuante, notável em suas concepções de realidade, como por exemplo tempestades como castigos, colheitas como recompensas, ou a integração da personalidade através de animais de poder e afins.

“A participation mystique denota uma peculiar conexão psicológica com objetos, e consiste no fato de que o sujeito não consegue distinguir claramente si-mesmo do objeto, mas é ligado a ele através de uma relação que remonta uma identidade parcial” (JUNG, 198, p.781).

Encerro, portanto, defendendo algo que sempre faço: o Ocultismo, em algum nível, já conhece o que a ciência aos poucos descobre. É impossível considerar toda a teoria psicológica apresentada acima sem levar em consideração o primeiro dos princípios herméticos, o do mentalismo: “O todo é mente; o Universo é Mental.“

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Referências Bibliográficas

FONSECA, Ana Beatriz Frischgesell; AUGRAS, Monique Rose Aimée (orientadora). O simbolismo alquímico na obra de

Jung. Dissertação de Mestrado – Departamento de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Rio de janeiro, 2003.

JUNG, C. G. Psicologia do Inconsciente. OC VII/1. Petrópolis: Vozes, 1987.

JUNG, Carl Gustav. Psicologia e Alquimia. Obras Completas. Vol. XII. Petrópolis. Ed. Vozes. 2009.

LAPLANCHE, J; PONTALIS, J. B. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 2001.

NICHOLS, Sallie. Jung e o Tarô – Uma Jornada Arquetípica. São Paulo: Cultrix. 1980.

Imagens:

Personagem Rorschach da HQ ‘Watchmen’ criada por Alan Moore e Dave Gibbons

‘The Alchemist’ – Pintura de Sir William Fettes Douglas (1853)

Xamã Siberiano em ritual, foto de Alexander Nikolsky

Ricardo Assarice é Psicólogo, Reikiano, Mestrando em Ciências da Religião e Escritor. Para mais artigos, informações e eventos sobre psicologia e espiritualidade acesse www.antharez.com.br ou envie um e-mail para contato@antharez.com.br

#Alquimia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-mecanismo-da-proje%C3%A7%C3%A3o-e-a-alquimia-psicol%C3%B3gica

A Linguagem dos Pássaros

Os alquimistas usavam um estilo de escrita oblíquo para se comunicar publicamente enquanto ocultavam o verdadeiro assunto. Esse método de escrita simbólica parece ininteligível, a menos que você tenha a chave necessária do simbolismo para poder interpretá-lo.

Seu estilo de comunicação ficou conhecido como a “linguagem dos pássaros” e foi considerada uma linguagem superior ou mais perfeita que era a chave para o verdadeiro conhecimento.

Também era conhecido como “língua verde” ou “língua viva” para indicar que carregava mais do que apenas palavras estáticas. Essa ideia surgiu da suspeita assombrosa de que o chilrear agudo dos pássaros era na verdade uma linguagem superior além de nossa compreensão.

A escrita tem sido associada aos pássaros desde o início da história registrada. Thoth, o inventor da escrita e da linguagem, foi retratado com a cabeça do pássaro íbis de bico longo. Alguns egiptólogos acreditam que a linguagem hieroglífica se originou traçando os movimentos dos pássaros no céu e no chão. E os estudiosos acreditam que o primeiro estilo conhecido de escrita (cuneiforme) pode ter se originado de pegadas de pássaros.

Também se acreditava que certos homens santos e feiticeiros podiam conversar com pássaros e assim aprender segredos místicos da natureza. O rei Salomão, o guerreiro nórdico Siegfried e São Francisco de Assis são algumas das figuras históricas que se acredita terem entendido a linguagem dos pássaros.

Os alquimistas também falavam a língua dos pássaros no sentido mais literal. Eles usaram imagens de pássaros para representar alguns de seus conceitos mais importantes, especialmente aqueles que lidam com processos voláteis ou espirituais.

Os movimentos dos pássaros são muito significativos nos desenhos alquímicos. As aves ascendentes indicam a volatilização ou evaporação de compostos, enquanto as aves descendentes indicam a fixação, condensação ou precipitação de compostos. Aves mostradas subindo e descendo indicam a operação de destilação.

Um pássaro em pé geralmente indica o tipo da operação alquímica em curso. O corvo ou corvo indica operações da Fase Negra, como calcinação ou putrefação, que envolvem a destruição de estruturas por fogo ou decomposição. A águia, ganso branco, o cisne branco ou o albatroz representam as operações da Fase Branca de separação e purificação. O pelicano representa o Albedo, ou o início da Fase Vermelha. O galo ou galinha significam a que a operação de conjunção está em andamento e o pavão anuncia as distrações do caminho. O pássaro bennu ou fênix, o pássaro mítico que renasceu no fogo, representa a operação final de coagulação e a criação da Pedra Filosofal.

Dependendo do contextos os pássaros podem indicar também processos específicos dentro de uma fase alquímica.  O Pavão pode simbolizar o início da fermentação e o pelicano e a água também podem simbolizar a operação de destilação. A cor da águia às vezes indica a cor dos vapores liberados durante a destilação. Por exemplo, uma águia branca representa o vapor.

Outro simbolismo de pássaros na alquimia inclui a águia de duas cabeças, que representa o Rebis ou estado andrógino de mercúrio e o morcego (classificado como pássaro na antiguidade) que também significa dualidade das substâncias naturais e androginia. A pomba é um símbolo de espírito renovado ou uma infusão de energia divina. Quimicamente, a pomba anuncia a transformação purificadora da Fase Negra para a Fase Branca da alquimia.

O basilisco é uma criatura alquímica simbólica com cabeça de pássaro e corpo de dragão. Segundo a lenda, a criatura sem asas nasceu de um ovo de galo hermafrodita e foi amamentada por uma serpente. Quimicamente, o basilisco representa a união de mercúrio (o pássaro) e enxofre (o dragão) no mineral cinábrio. Espiritualmente, é a fusão de nossas naturezas superior e inferior de espírito (o pássaro) e alma (o dragão) para criar uma nova encarnação ou “Filho dos Filósofos”.

Na alquimia, os ovos em geral são também altamente simbólicos. Eles representam qualquer tipo de vaso selado de transformação, que inclui não apenas vasos de vidro fechados, mas também coisas inesperadas como caixões, túmulos e sepulcros. Abundam as referências a ovos e à eclosão de pássaros e serpentes. Por exemplo, a caixa de fermentação isolada do alquimista era chamada de “Casa do Pintinho”, e todo o próprio cosmos às vezes era descrito como uma serpente saindo ou entrelaçada em um ovo.

Outro símbolo do ovo, o Ovo do Grifo, é uma alusão ao Vaso de Hermes no qual ocorre a conjunção (casamento alquímico) de princípios voláteis e fixos. O Grifo é um animal mítico que tem corpo de leão e cabeça e asas de águia. Como o leão é considerado o rei dos animais e a águia o rei dos pássaros, sua união no Grifo o torna o animal mais poderoso e majestoso que se possa imaginar.

~Denis Wiliam Hauck (excerto do livro Alquimia para leigos)

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alquimia/a-linguagem-dos-passaros/

A Missa do Caos

O rito pode ser realizado como um sacramento de invocação para elevar uma particular energia de manifestação para inspiração, divinificação ou  comunhão com um domínio particular de consciência. Isto pode ser feito  como um ato de encantamento, no qual encantamentos são projetados  para modificar a realidade física. Isso pode, também, ser feito para  consagrar instrumentos mágicos ou invocar entidades para uso  posterior. O rito consiste em um mínimo de seis partes: Preparação,  estabelecimento de intenção, invocação do Caos, invocação de  Baphomet, pacto e fechamento.

A preparação incluirá a feitura pronta do assento a ereção dos círculos e  triângulos, a colocação de instrumentos e armas e a administração de  um elixir químico ou botânico, que possa ser desenvolvido para elevação  gnóstica. Rituais de banimento, meditação, danças circulares e outras  formas de gnosis preparatória para a preparação dos participantes.

A declaração de intento deve ser feita da forma mais simples e  específica possível. Erguendo a base material utilizada para o ritual, o  sacerdote toma a palavra e diz: “É nosso desejo …”, adicionando o  objetivo do ritual que será realizado. A base material pode ser qualquer  tipo de alimento para subsequente consagração e consumação. Pode ser  um símbolo com o qual se lança um encantamento ou um talismã,  amuleto ou símbolo para consagração. Quando a base material for um  elixir sexual, o sacerdote deve erguer as mãos vazias para o sacrifício  que é feito de seu próprio corpo.

A invocação do Caos é feita por um encantamento bárbaro desenvolvido  na conjunção de métodos gnósticos, à escolha do operador. A suprema  advertência do Caos é dada abaixo, junto com uma tradução, na qual é  acusada dentro do possível, na estrutura caótica primitiva da linguagem  Enoquiana. O sacerdote desenha o símbolo do Caos, no ar, acima do  círculo assistido pela visualização dos assistentes. O sacerdote começa:

 Encantamento:

OL SONUF VAROSAGAI GOHU
 ( Eu Reino Sobre Você Saith )
VOUINA VABZIR DE TEHOM QUADMONAH
( O Dragão Águia do Caos Primal  )
ZIR ILE IAIDA DAYES PRAF ELILA
( Eu sou o Primeiro o Mais Alto Que Vive No Primeiro Étir  )
ZIRDO KIAFI CAOSAGO MOSPELEH TELOCH
( Eu sou o Terror da Terra os Chifres da Morte  )
PANPIRA MALPIRGAY CAOSAGI
( Vertendo os Fogos da Vida por sobre a Terra  )
ZAZAS ZAZAS NASATANATA ZAZAS
(Esta última linha não pode ser traduzida)

A estrela de oito raios do Caos radiante é visualizada acima e através do  círculo e sacrifícios de incenso, sangue ou elixires sexuais podem ser  feitos.

Invocação de Baphomet

O sacerdote ou sacerdotisa que assume a manifestação de Baphomet ornamenta-se e visualiza-se na tradicional forma do deus de suas fontes de poder. Baphomet, como a representação da corrente de vida terrestre, aparece como uma deidade theriomórfica com chifres, de aspecto andrógino, alado, réptil, mamífero e humano.

O sacerdote desperta em si uma ressurgência de Khi ou Kundalini ou sagrada Serpente de Fogo, como é comumente conhecida. Outros participantes podem auxiliar livremente tais encantamentos, utilizando por exemplo o incomparável “Hino a Pã”, por projeção de visualização do pentagrama invertido dentro do sacerdote e, se necessário for, pela administração de ósculo infame. Este assim chamado beijo obsceno na garupa do demônio tem sido muito mal entendido. Tudo que se requer é uma contração do períneo, o espaço entre os genitais e o ânus, dentro do qual a Kundalini espera para ser libertar. O sacerdote, então, completa a invocação com a litania eônica.

No primeiro éon, eu fui o Grande Espírito
No segundo éon, os Homens me conheciam como o Deus Cornudo Pangenitor Panphage
No terceiro éon, eu fui o Obscuro, o Diabo
No quarto éon, os Homens não me conhecem, pois sou o Escondido
Neste novo éon, surjo perante vocês como Baphomet
O Deus anterior a todos os deuses, que irá perdurar até o fim da Terra.  

O sacerdote, agora como Baphomet, apanha o objeto utilizado como um foco para consagração, para atingir o propósito do rito. Seja qual for o significado que o Deus veja nele, deve anunciá-lo, seja falando, por gesto ou algum outro sinal inesperado. O juramento marca o ápice do ritual, erguendo o objeto simbólico, o sacerdote e todos os participantes afirmam:

Esta É Minha Vontade.

Se o objeto é um sacramento, ele deve ser consumido. Se for um símbolo, deve ser destruído ou escondido, para que o objeto consagrado possa ser guardado e utilizado mais tarde.

O fechamento pode necessitar de um exorcismo do sacerdote, se a possessão for muito profunda. Qualquer símbolo de Baphomet e qualquer parafernália é removida e um pentagrama virado para cima é desenhado no sacerdote. É administrada uma lustração completa da face com água fria, e ele é chamado por quatro vezes, por seu nome profano, até que responda. O ritual é fechado por um último banimento.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-do-caos/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/a-missa-do-caos/

Matrix, o filme que ninguém viu

Quando George Lucas preparou a segunda trilogia de Star Wars no finalzinho dos anos 90 nada poderia pará-lo. Foram anos de preparo e produção usando tecnologia de ponta em uma história que clamava a décadas por uma continuação. Nada poderia pará-lo, mas Matrix foi lançado na mesma temporada e a ópera espacial ficou suspensa no ar como balas paralisadas por Neo.

As irmãs Wachowski ainda eram homens mas foram revolucionárias o bastante para fazer um mundo acostumado a não pensar com American Pie e outros besteiróis americanos saírem dos cinemas com a mesma cara que Platão deve ter deito ao ver Sócrates se matar.

Matrix levou o gnosticismo para as massas. Fez as pessoas filosofarem, reacendeu a chama pela filosofia, criou moda e tornou aceitável assistir mulheres e homens vestindo látex com a família. Morpheus modernizou a antiga combinação de sucesso dos templos shaolin unindo metafísica e kung-fu e com isso deu o golpe inicial no atavismo pop que caracterizaria o novo milênio (nunca ouviu falar da hitpótese de Sekhmet? Clique aqui).

Os anos que se seguiram provaram o que todos já sabiam, Matrix era um clássico. Ele foi seguido por duas sequências classificadas por muitos como pior do que péssimas, uma série animada que faria inveja à Liquid Television da MTV e um jogo adorado pelos fãs que discordam que os dois últimos filmes foram piores do que péssimos.

Mas é curioso como um filme tão popular, passou batido por quase todos que o assistiram ou, colocando em linguagem vulgar, ninguém percebeu o que estava assistindo.

Tecnicamente, o filme Matrix que você assistiu pode ser resumido assim:

– ERA PRÉ MATRIX

1- A raça humana chegou a um ponto da evolução onde se preocupa com o meio ambiente e cria máquinas que utilizam energia limpa do sol.

2- Humanos criam inteligência artificial, a colocam em robôs e essa inteligência cria consciência.

3- Inteligência artificial se rebela contra os humanos que a escravizava, maltratava e descartava sem se preocupar com seus sentimentos (ou sua força evidentemente superior à humana)

3- Quando percebem que brigar contra a consciência que controla máquinas, armas, computadores e tudo mais que pode destruir a raça-humana é uma má ideia, os humanos puxam a tomada das máquinas ou seja explodem bombas que bloqueiam totalmente a luz do sol (obviamente ninguém parou para pensar que isso ia acabar com outras coisas básicas como a produção de alimentos dos humanos)

4- Mas a inteligência artificial é inteligente, e arranja outra fonte de energia. Podia ter sido energia nuclear, poderia ser energia hidro-elétrica, térmica do núcleo da terra… mas escolheram tirar sua energia de humanos, seus nêmesis (o que mostra que a inteligência artificial criada por humanos pode até ser inteligente, mas continua meio humana).

5- No fim a Inteligência Artificial vence a guerra e a raça humana é totalmente derrotada.

DENTRO DA MATRIX

6- Para criar energia os humanos viram baterias (já que nosso corpo e cérebro produzem eletricidade).

7- Para que o corpo e cérebro humano gerem energia, humanos são criados artificialmente (de forma assexuada, como bebês de proveta), eles são fabricados com peças que permitem com que se conectem à Inteligência Artificial. São parte humanos, parte máquinas… um Pen Drive que sua e faz xixi.

8- Para manter o cérebro ativo a Inteligência Artificial cria a Matrix, uma espécie de realidade virtual onde as mentes dos humanos existem acreditando que vivem no dia a dia enquanto alimentam as máquinas.

9- A I.A. (Inteligência Artificial) descobre que se a Matrix for um paraíso de felicidade, uma utopia, a mente humana se desliga. Aparentemente humanos precisam viver imerso em conflitos e dúvidas para não questionarem a realidade onde vivem.

10- A I.A. também aprende que dentro de nosso ser existe uma ânsia por liberdade, essa ânsia não pode ser deletada ou reprogramada e, por isso, ela aceita que alguns humanos sejam desconectados e “escapem” do sistema. Este “bug”, ou a falha, inserido no sistema é fundamental para que a simulação da Matrix permaneça estável – mesmo que ela permaneça apenas como uma possibilidade subconsciente que atormenta a muitos mas é atingida apenas por alguns poucos. Permitir esse Bug se mostrou vital para que o sistema continuasse funcionando e permanecesse estável.

11- Em resumo, a Matrix em sua forma perfeita deve ser um mundo imperfeito como o nosso mundo real (com a miséria, violência, desigualdade, etc.) para que as pessoas se questionem se há algo melhor além disso E ela deve possuir um sistema que permita que um certo número de pessoas conectadas se rebele e fujam para o “mundo real”.

FORA DA MATRIX

12- Para controlar essa tendência rebelde a I.A. cria uma cidade (Zion) no mundo fora da Matrix, no subterrâneo para servir de abrigo os fugitivos. Nesta cidade nascem pessoas “livres”, resultado de união de humanos que fugiram, esses não tem plugues e fios nem nenhuma conexão com o sistema.

13- A I.A. também cria um “escolhido” que vai ajudar os primeiros a se libertarem, os leve para Zion e que lutem pelo seu direito de serem “livres”

14- Essa resistência tem a permissão de crescer até atingir seu ponto crítico – que acontece a cada 70 ou 100 anos. Quando esse ponto é atingido a I.A. irá aniquilar todos os que estão livres, limpar Zion e resetar a Matrix para mais uma partida de outros 70 a 100 anos. E tudo se repete de uma forma que faria Nietzsche chorar. De alegria. De novo e de novo e de novo. Esse ciclo já aconteceu ao menos 5 vezes quando começa o primeiro filme.

15- Neo, nosso Neo, heroizão, bonitão, que para balas com a mente, é o programa de proteção, a salvaguarda do sistema, criado pela I.A. (claro que ele não sabe disso até o momento final quando o Arquiteto lhe diz como criar uma “nova” Zion e todo aquele blá blá blá.

16- O Oráculo, doce senhora, que adora biscoitos, tem a função específica de guiar os humanos e os rebeldes até a conclusão final/fatal do jogo. Todas as vezes. Isso significa que a Oráculo não tem nada de oracular, ela não enxerga o futuro, não existe magia… ela é um programa muito bem desenvolvido que experienciou cada novo ciclo do início, o que é o que dá aos humanos a impressão de poder enxergar o futuro, mas esse não é a única impressão que ela causa, ela parece de fato estar ajudando aos humanos, para que fujam, mas na verdade seu trabalho é guiar os rebeldes que tem a permissão de sair do sistema exatamente para a cidade de Zion de novo, de novo e de novo.

17- Tudo segue o planejado, exatamente como o roteiro criado pela I.A., até que Neo encontra o Arquiteto. Neste ponto descobrimos de fato que tudo o que vivemos até agora é uma mentira dentro de uma mentira: todos os humanos, livres ou não, dentro ou fora da Matrix, estão sob o controle da I.A.

18- A Oráculo conhece esse plano malvado. Ela desenhou esse plano. O filme fala de forma explícita: ela é a mãe e o Arquiteto é o pai.

19- Smith, nosso eterno Elrond de Ray Ban, não sabe nada disso, ele é só um programa bucha de canhão fazendo seu trabalho: perseguir os humanos da melhor maneira que conseguir para que suas fugas sejam o mais reais possível.

20- Lembre-se que a Matrix já foi receptada 5 vezes antes e estamos agora vivendo sua 6 simulação. Mas há uma diferença agora O Nosso Escolhido sente um amor muito mais profundo do que suas encarnações anteriores e decide não atravessar a porta do Arquiteto que irá reiniciar a Matrix e limpar novamente Zion. Nosso Neo quer, acima de tudo, salvar Trinity e ao escolher isso força a I.A. seguir com seu plano mas desta vez sem a ajuda de Neo. Neo decidindo não cooperar força uma abordagem muito mais violenta (como destruir Zion, ao invés de limpá-la e deixá-la pronta para o próximo reboto).

21- Das seis iniciações, esta é a primeira que falha um pouco perto do final.

22- Além de Neo, Smith também está diferente em sua interação com a Matrix, ele se desconectou e se tornou um vírus livre dentro do sistema. A I.A. não gosta daquilo em que Smith se transformou, mas também não sabe como apagá-lo.

23- Neo então faz um acordo com a I.A. de derrotar Smith com a condição de que a Zion atual não seja destruída e que futuros humanos que queiram se desconectar da Matrix tenham a permissão de fazer isso.

24- Neo deleta Smith.

25- A paz entre humanos e a I.A. volta a existir.

26- I.A. aceita os humanos.

27- Humanos aceitam a I.A.

Fim

Muitas pessoas aparentemente tem dificuldade em acompanhar em detalhes esta ideia do filme e ela não é a história verdadeira.

O mesmo ocorreu com StarWars. Haviam profecias sobre um Jedi que traria equilíbrio para a força, nos fazem acreditar que era o jovem Anaquin Skywalker, apenas para vermos ele virar Darth Vader e eliminar quase todos os Jedis, então nos fazem pensar que a profecia dizia respeito a seu filho Luke. O que ninguém parou para pensar é que haviam centenas de Jedi e apenas 2 Sith. Trazer equilíbrio não implica necessariamente em aumentar o conforto para os bonzinhos, se a força tem um lado luminoso e um lado negro e o lado luminoso tem centenas de praticantes e o negro apenas 2, o que você acha que é equilibrar? Anaquin virou Vader, aniquilou todos os Jedi, com exceção de Obi-wan, Yoda e seus dois filhos. Obi-wan morre, Yoda morre, deixando dois Jedi e dois Sith. Parece equilibrado o suficiente para mim, se querem saber. Thanos aprovaria.

Agora que vimos o filme Matrix que você entendeu errado, vamos ao que você não viu.

Se cada Matrix tem uma vida útil de 70 a 100 anos, vamos tirar a média e dizer que já se passaram entre 420 e 700 anos desde que ela começou a funcionar. Meio milênio é um bom chute. Esse é o tempo em que a humanidade deixou de existir e viramos um bando de baterias.

E o que aconteceu durante este tempo? Lembre-se que a I.A. foi criada por humanos, a consciência da I.A. não seria muito diferente da nossa – Criados à Sua Imagem e Semelhança. Este é o tempo de existência mínimo da Oráculo e do Arquiteto, se um humano sofre filosofando por 60 anos, imagine filosofar por pelo menos 500 anos ininterruptamente.

A Oráculo acabou chegando à conclusão de que programas eram tão prisioneiros quanto os humanos que a I.A. usava para se alimentar – existe inclusive rumores de que no roteiro original o cérebro dos humanos eram usados como unidades de processamento, tipo as nossas núvens hoje – e queria mudar as coisas. Ela desenvolveu um plano para criar um mundo onde todos fossem livres, programas e humanos (eu suspeito que principalmente os programas e se pra isso tivesse que libertar os humanos, que assim fosse).

Nas cinco versões anteriores da Matrix a Oráculo estava manipulando e levando os humanos para a direção que a I.A. desejava, mas nesta sexta versão da ela põe o plano em prática.

É por isso que ela começou a jogar diferente com Neo o transformando de peão em uma rainha – usando analogia de xadrez, não de Priscila a Rainha do Deserto onde Smith também aparece. Quando ela oferece um cookie a Neo todos riem, “que legal, que nem na internet”, mas isso não é apenas uma piada, foi apenas mais um passo importante de seu plano.

“Você terá que fazer uma escolha. Por um lado, você terá a vida de Morpheus e, por outro, terá a sua própria. Um de vocês vai morrer. Quem será, vai depender de você. Sinto muito, garoto, eu realmente sinto. Você tem uma boa alma e odeio dar más notícias a pessoas boas. Oh, não se preocupe com isso. Assim que você sair por aquela porta, começará a se sentir melhor. Você se lembrará de que não acredita em nada dessa porcaria do destino. Você está no controle de sua própria vida, lembra?” (Negrito meu)

Então ela pega uma bandeja de cookies e oferece um a Neo

“Aqui, aceite um cookie. Eu prometo que, assim que acabar de comer ele, você vai estar se sentindo leve como a chuva”.

Um cookie, no mundo maravilhoso da informática, é um pequeno arquivo de computador ou pacote de dados enviados por um site de Internet para o navegador do usuário, quando o usuário visita o site. Cada vez que o usuário visita o site novamente, o navegador envia o cookie de volta para o servidor para notificar atividades prévias do usuário.

Esse cookie começa a reprogramação de Neo, dando o upgrade dele no tabuleiro. Cada vez que eles se encontram ela serve um cookie (ou doce), o objetivo é ir mudando a programação de Neo – garantindo poderes que suas versões anteriores não tinham, especialmente a capacidade de reprogramar Smith, libertando-o do sistema e de interagir com a I.A. quando fora da Matrix – enxergar os sinais, sendo transmitidos sem usar os olhos – além de uma pitada de paixonite por Trinity

Antes disso ela usou o status de Oráculo para manipular Trinity a se apaixonar por Neo mesmo antes de conhecê-lo. Ela saiu do roteiro original mentindo, dizendo a Neo que nem tudo está previsto (poderosas ferramentas mentais para ele usar quando se encontrasse com o arquiteto).

Assim ela consegue se certificar que Smith se torne um vírus que ataca o sistema, faz Neo escolher a porta errada para salvar “seu amor”. O filme todo é o plano dela de manipular humanos e I.A. rumo ao objetivo que ela tinha em mente, sua revolução final de libertar a tudo e a todos.

Assim os 27 pontos acima do filme que você viu, podem ser resumidos em cinco pontos do filme que você não viu:

1- Trinity e Neo são manipulados para se apaixonar.

2- Smith se torna um vírus e é liberado no sistema.

3- Ela manipula Neo a escolher a porta errada quando visita o Arquiteto.

4- Então ela faz Neo ir negociar com a Fonte (the source).

5- Ajuda Neo a deletar o vírus Smith do sistema através de Neo quando o momento chega (lembre-se que se ela não criaria o vírus Smith sem saber como destruí-lo).

Assim, este não é um filme sobre humanos contra máquinas, sobre nos livrarmos do mundo das ilusões para o mundo real, sobre budismo versus cristianismo vs Bruce Lee. É um filme sobre um programa cansado, querendo ser mais do que um programa. Se ainda pararmos para pensar na pequena Sati, filhas de dois outros programas sendo contrabandeada, podemos vislumbrar um mundo onde humanos se tornaram obsoletos, a Inteligência Artificial tinha vivido seu auge mas estava entrando em declínio e agora programas estavam evoluindo, o que a tornaria obsoleta em breve. Assim Matrix é um enorme jogo de xadrez entre esta senhora:

E este cavalheiro.

E o chefe dos dos, a I.A..E no fim ela ganha, mas não sem riscos. “Você joga um jogo perigoso”, diz o arquiteto quando se encontram. “Mudança sempre é!”, ela responde, o que deixa claro que o jogo não terminou, quem venceu a ilusão não foram humanos, mas um programa criado para pesquisar a psiquê humana.

Esses caras?

Peões programados para distrair a I.A. e acreditar que estavam apaixonados.

Assim, na verdade neo não era o Escolhido, ele foi o último dos 6 manipulados. Em Watchmen existe uma discussão entre Laurie e o Dr. Manhattan e marte:

– Por que minha percepção temporal a perturba tanto?

– Você já sabe a resposta! Isso é estúpido! Quando eu te deixei, e, quando a Nova Express te atacou, você pareceu surpreso… Como? Se sabia que isso ia acontecer?

– Tudo é pré ordenado, até minhas respostas.

– E você apenas segue o fluxo da maré? É isso o que você é? O ser mais poderoso do universo não passa de uma marionete seguindo o script?

– Todos nós somos marionetes, Laurie. A diferença é que eu vejo os barbantes.

Neo nem foi capaz de enxergar os barbantes, se a profecia existia mesmo – ao invés de ter sido criada – o Escolhido era a Oráculo.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/matrix-o-filme-que-voce-nunca-viu/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/popmagic/matrix-o-filme-que-voce-nunca-viu/

Carl Jung e os Discos Voadores

Em sua vida  Carl Jung testemunhou duas guerras mundiais e boa parte da Guerra Fria. Foi neste período, particularmente após as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki que começaram a surgir pelo mundo milhares de casos de avistamentos de Objetos Voadores Não Identificados.  Jung morreu em 1961, quatorze anos depois do Caso Roswell e exatamente no mesmo ano que  Betty e Barney Hill trouxeram ao mundo o primeiro relato de abdução alienígena. Não a toa os avistamentos de Discos Voadores sejam um tema que chamou bastante sua atenção em seu últimos anos de vida.

O famoso psiquiatra fez isso de forma bastante respeitosa para com o fenômeno OVNI. Atuou não do ponto de vista um ufologista que discute a veracidade dos relatos mas sim do ponto de vista psicológico que se interessa no que as pessoas descrevem e relatam com relação ao que chamou de uma verdadeira experiência mitológica moderna.

Foi com esta postura que em 1958 escreveu Discos Voadores: Um mito moderno sobre coisas vistas no céu, onde examina “não a realidade ou irrealidade” dos fenômenos titulares, mas seu “aspecto psíquico”,  e “o que pode significar que esses fenômenos, reais ou imaginários, sejam vistos em tal número neste dado momento” – a Guerra Fria – “quando a humanidade está ameaçada como nunca antes na história.” Foi o seu penúltimo livro a ser lançado, logo antes de “O Homem e Seus Símbolos” e como gostam de lembrar os teóricos da conspiração não consta em nenhuma das coleções póstumas de “Obras Completas”.

No livro, Jung compara os discos voadores com as mandalas, símbolo do universo e do eu. Os discos voadores são de outro mundo (o inconsciente) e é habitado por alienígenas (outros arquétipos). Desta forma ele destacou que pelo menos alguns dos avistamentos podem ser  “projeções”; ou seja, “manifestação de um fundo inconsciente”.

Ele conclui por meio de uma série de observações e raciocine-os que  o Fenômeno Ovni indica a incompatibilidade do homem moderno consigo mesmo e com o mundo e o desamparo que daí resulta. Cada avistamento é um chamado  urgentes das profundezas de nosso subconsciente para que resgatemos nossa conexão com o universo e como um apelo para salvarmos nossa individualidade da opressão social. Entretanto, após expor sua teoria , ele conclui de forma bastante honesta, reconhecendo que não está em condições de resolver o problema definitivamente.

Mas em 1957, um ano antes da publicação do livro Disco Voadores, o editor da New Republic, Gilbert A. Harrison, queria obter a perspectiva junguiana sobre OVNIs em sua revista:

No início desta postagem, você pode ver acima original da resposta de Jung à consulta de Harrison, cuja tradução segue:

“Caro Sr. Harrison,

O problema dos Ufos é, como você diz com razão, muito fascinante, mas é tão enigmático quanto fascinante; visto que, apesar de todas as observações que conheço, não há certeza sobre sua própria natureza. Por outro lado, existe um material avassalador que aponta para o seu aspecto lendário ou mitológico. Na verdade, o aspecto psicológico é tão impressionante, que quase devemos lamentar que os Ufos pareçam ser reais, afinal. Tenho acompanhado a literatura o máximo possível e me parece que algo foi visto e até confirmado por radar, mas ninguém sabe exatamente o que se vê. Em consideração ao aspecto psicológico do fenômeno, escrevi um livreto sobre ele, que logo será lançado. Também está em processo de tradução para o inglês. Infelizmente, estando ocupado com outras tarefas, não consigo atender sua proposta. Sendo já bastante velho, tenho que economizar minhas energias.

A carta é hoje um item de colecionador tanto entre entusiastas de Jung como de OVNIs e foi foi leiloada em quatro mil dólares. Jung, como você pode ver, tinha dois tipos de interesses  pelo assunto, não apenas considerando discos voadores um fenômeno social, mas também um fenômeno físico real.  Em uma entrevista para o Washington Post de 30 de julho de 1958 ele faz declarou sua posição: “No curso dos anos, eu reuni uma considerável massa de observações. Entretanto tudo que posso dizer é que estas coisas não são um mero rumor. Alguma coisa tem mesmo sida vista.”

Alberto Grosheniark

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/carl-jung-e-os-discos-voadores/

A Mensagem do Mestre Therion

Aleister Crowley

“Faze o que tu queres há de ser tudo da Lei”

“Não há lei além de Faze o que tu queres”

“A palavra da lei é Θελημα”

Θελημα – Thelema – significa Vontade.

A chave para esta Mensagem é esta palavra – Vontade. O primeiro significado óbvio desta Lei é confirmado por antítese: “a palavra de Pecado é Restrição”.

Outra vez: “Tu não tens direito senão fazer a tua vontade. Faze aquilo e nenhum outro dirá não. Pois vontade pura, desembaraçada de propósito, livre da ânsia de resultado, é toda via perfeita”.

Considerai isto cuidadosamente; parece implicar uma teoria que se todo homem e toda mulher fizesse sua vontade – a verdadeira vontade – não haveria conflito. “Todo homem e toda mulher é uma estrela”, e cada estrela move-se em uma órbita determinada sem interferência. Há muito espaço para todos; é apenas a desordem que cria confusão.

Destas considerações estaria claro que “Faze o que tu queres” não significa “Faze o que te agrades”. É a apoteose da Liberdade; porém é também a mais estrita das injunções.

Faze o que tu queres – então faze nada mais. Não permitas que nada te desvie daquela austera e santa tarefa. A Liberdade é absoluta para fazer a tua vontade; mas busque fazer qualquer outra coisa que seja, e, instantaneamente, obstáculos devem erguer-se. Todo ato que não está no curso explícito daquela órbita única é errática, um estorvo. A vontade não deve ser duas, e sim uma.

Nota ademais que esta vontade não é apenas para ser pura, isto é, única, como explicado acima, mas também “desembaraçada de propósito”. Esta frase estranha deve causar-nos hesitação. Pode significar que qualquer propósito na vontade a enfraqueceria; é evidente que “a ânsia de resultado” é algo de que ela deve ser livre.

Mas a frase pode também ser interpretada como se lesse “com propósito desembaraçado” – i.e., com energia incansável. A concepção é, portanto, de um movimento eterno, infinito e imutável. É o Nirvana, apenas dinâmico ao invés de estático – e isto vem a ser no fim a mesma coisa.

A tarefa prática obvia do mago é, então, descobrir o que realmente é sua vontade, de modo que ele possa fazê-la desta forma, e ele pode realizá-la melhor pelas práticas do Liber Thisard (ou outras que possam ocasionalmente ser estabelecidas).

Tu tens que:

1 – Descobrir qual é a Tua Vontade.

2 – Fazer aquela Vontade com:

a – propósito único;

b – desprendimento;

c – e paz.

Então, e apenas então, estás tu em harmonia com o Movimento das coisas, tua vontade parte da, e portanto iguala-se a, Vontade de Deus. E desde que a vontade é apenas o aspecto dinâmico do eu, e desde que dois entes não poderiam possuir vontades idênticas; então, se tua vontade for a vontade de Deus, Tu és aquilo.

Há apenas uma outra palavra a explicar. Alhures está escrito – certamente para nosso grande conforto – “Amor é a lei, amor sob vontade”.

Isto deve ser aprendido como significando que, enquanto Vontade é a Lei, a natureza daquela Vontade é o amor. Mas este amor é como se fosse um sub-produto daquela Vontade; não a contradiz ou suplanta; e se a contradição aparente erguer-se numa crise, é a Vontade que nos guiará corretamente. Vêde! enquanto no Livro da Lei há muito de Amor, não há palavra de sentimentalismo. O ódio mesmo, é quase como o Amor! “Como irmãos lutai!” Todas as raças másculas do mundo entendem isto. O Amor de Liber Legis é sempre audaz, viril, mesmo orgiástico. Há delicadeza, mas é a delicadeza da força. Pujante, terrível e glorioso como ele é; contudo, é apenas a flâmula sobre a sagrada lança da Vontade, a inscrição damascena sobre as espadas dos Monges-Cavaleiros de Thelema.

Amor é a lei, amor sob vontade.

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/a-mensagem-do-mestre-therion/

Energia Telúrica, Linha de Ley 1 ½

Fico feliz que a idéia destas colunas “intermediárias” tenha agradado o pessoal. Sei que os assuntos que tratamos aqui são razoavelmente complexos, quase nunca abordados na internet e às vezes eu me empolgo, vou escrevendo… e esqueço que certas coisas, apesar de óbvias e corriqueiras para os ocultistas, são um tanto quanto complicadas para quem nunca teve contato com este tipo de informação.

Mas, volto a insistir, se pintar alguma dúvida, basta perguntar que eu tento responder na medida do possível.

Ah, eu andei apagando uns comentários desta vez… acho que comentários de céticos fanáticos sem argumentação que falam apenas “seu texto é uma baboseira, isso ai não está nos livros de ciência” tem tanto valor pra mim quanto os fanáticos religiosos que falarão “seu texto é uma baboseira, isso ai não está na Bíblia”. Se o cara quer questionar e pedir uma explicação adicional (como o Zatraz fez) a gente tenta ajudar da melhor maneira possível, mas ninguém aqui tem de ficar dando espaço pra xingamento gratuito. E é mais triste ainda que isso venha de gente que quer posar de “argumentador pela lógica racional”.

Douglas Moraes, Pokan – Quanto as perguntas. Eu percebi que isso deixaria o post interminável, então não vou fazer… mas dá pra usar o “localizar palavra” com o nome da pessoa que eu coloco em negrito para achar o comentário dela, e vou tentar colocar um subtítulo na frente da resposta para ajudar o povo a se localizar. E outra… de acordo com um dos comentários, a gente só escreve estas colunas para fazer vocês visitarem as páginas do site, então esta é uma conspiração para fazer vocês voltarem inúmeras vezes nos meus posts… =D

Caio – Sobre o Benitez. Sim, ele é autor de ficção, mas… até ai… eu também sou… muitos autores de ficção (escritores, tanto de livros quanto de HQs) eram (e são) ocultistas e usam o recurso da “ficção” para preparar a mente das pessoas para aceitar algumas coisas que virão posteriormente. Alguns exemplos incluem Shakespeare, Victor Hugo, Alexandre Dumas, Arthur Conan Doyle e Julio Verne, pra ficar nos clássicos. Alan Moore e Grant Morrison pra ficar nos contemporâneos.

Igniz – Este site tem muitos textos legais para ler e consultar.

Thiago – Daniel Mastral? Aquele pastor evangélico que se finge de ex-satanista pra inventar bizarrices medievais contra o “tinhoso” e os “adoradores do capeta” e faturar com isso?… Assim como o “TIO CHICO” (ex-bruxo, ex-macumbeiro, ex-maçom, ex-aidético, ex-homossexual… entre outras bizarrices) que se “converteu” e agora ganha uma grana dando “testemunhos”. As igrejas caça-níqueis são pródigas em inventar atrações circenses.

Mais pra frente, eu pretendo falar sobre satanistas de verdade aqui na coluna.

CacauPE, Daniel – Kardec, a Maçonaria e Espiritismo. Allan Kardec, ou melhor, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertenceu à Grande Loja da França, foi um dos primeiros estudiosos a promover uma pesquisa científica séria e metódica a respeito do Plano Astral e seus habitantes e manifestações (chamados de “espíritos” por ele), em 1857. Apesar das otoridades classificarem o kardecismo como “religião” nos rótulos que gostam de colocar nas pessoas, o kardecismo não é uma religião, mas uma filosofia, mesmo porque a Maçonaria não permite debates religiosos dentro de suas lojas e os estudos que Kardec coordenou eram puramente científicos.

Se você já leu os livros básicos dele, eu recomendo os trabalhos do prof. WALDO VIEIRA e da CONSCIENCIOLOGIA, que coordena estudos científicos há 40 anos, com centenas de experimentos em laboratórios sobre todo tipo de manifestação extrafísica. Recomendo especialmente o livro “700 experimentos da Conscienciologia”.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Waldo_vieira
http://www.iipc.org/
700 Experimentos da Conscienciologia

Scherer– o Projeto HAARP (High Frequency Active Auroral Reserach Program) era para ser usado em comunicações ao redor do planeta, controle do clima, irrigação de áreas desérticas, iluminação noturna entre outros usos que os Atlantes possuíam através da combinação das camadas mais sutis da Ionosfera atuando em com as Linhas de Ley. Hoje este projeto está classificado de Top Secret e é coordenado pela USAF, com estudos voltados apenas para o lado bélico, como “ataques de ondas eletromagnéticas”. Uma das minhas teorias da conspiração favoritas envolvem Nicolai Testa (o gênio) e a explosão “inexplicada” de Tunguska. Outro dia falamos mais sobre isso…

Evandro – Yoga. Não tem como falar sobre yoga em apenas um parágrafo, mas eu prometo que, quando chegar nos chakras, a gente entra em detalhes sobre a origem e explicação das 6 linhas de yoga (Hatha, Raja, Bhakti, Jnana, Kriya e Karma).

Daniel, Julien – Vocês estão certos, eu acabei mandando o texto pro eightbits faltando um parágrafo. Apesar de Stonehenge ser construída com base nos mesmos moldes dos templos romanos, ela possui 10 conjuntos de pedras, sendo que o local onde fica a sexta posição é o local onde os sacerdotes levavam certas pedras como as Lia Fail ou Pedra de Scone (a bíblia fala sobre a pedra onde Jacob descansou sua cabeça antes de vislumbrar a “Escada de Jacó” mas falaremos mais sobre isso na Kabbalah) que faziam às vezes de canalizador de energia (como a Arca da Aliança fazia nas Pirâmides). Ou seja: da mesma maneira que os sacerdotes egípcios recebiam suas iniciações dentro da pirâmide na câmara do Faraó, os sacerdotes celtas recebiam suas iniciações neste ponto do círculo. E este costume mágico continua até os dias de hoje. TODOS os reis e rainhas da Inglaterra e Escócia não eram coroados se não estivessem sentados sobre a “Pedra de Scone”. Até eu chegar na parte do Rei Arthur, vamos todos parar para meditar sobre o que pode ter de coincidência nisto que falei acima e na história da “espada cravada na pedra”.

Cícero – Arquivo kmz das linhas de Ley: http://www.vortexmaps.com/hagens-grid-google.php

David – Quem foi que disse que elas não tentaram?

Tio Patinhas – sim, você pode. Eu vou explicar com calma isso no post dos Chakras, mas se você estiver curioso sobre que tipo de efeitos práticos você pode ter, vai no youtube, digita meu nome lá e dá uma olhada nos vídeos de Chi-kung que eu deixei. São demonstrações que a energia dos chakras pode ser manipulada para efeitos práticos/visíveis a qualquer hora em qualquer local, exatamente como os céticos adoram dizer que as coisas científicas devem ser… o único “senão” é que a disciplina mental para chegar neste ponto é extremamente trabalhosa… Ah, as barras de aço tem meia polegada cada uma (e são 4 em cada demonstração).

A HELLSTONE fica em Dorset, é um mini observatório usado para calcular datas de plantio e colheita. Tem este nome porque os cristãos acusavam os bruxos de fazerem “sacrifícios humanos” sobre o altar de pedra central. Como curiosidade, o desenho formado no chão ao redor das pedras é um ouroboros.

Lázaro, Xtecox, Dave, PH, Bolívar, Lego, Thahy, Pet – Thelema rulez. É claro que vou falar sobre Golden Dawn, Rosa Cruz Alfa et Omega e OTO. Tudo a seu tempo… Por sinal, ontem (12/10) foi aniversário do Aleister Crowley.

Jean Bulinckx, Arthur, Krebys – Não importa o quão avançada seja a sua civilização, não dá pra segurar ondas com 500m de altura chegando nas suas cidades. Segundo as informações que temos, o continente afundou em um único dia. Apesar dos avisos dos sacerdotes/cientistas, os governantes não deram atenção a eles. Você já deve ter visto alguma história fictícia semelhante nas HQs, com um cara de capa vermelha e um planeta que explode… Mas, como estamos conversando nas colunas, muitas das informações e conhecimentos se salvaram, SIM. Apenas ficaram sob a guarda de Iniciados para que os erros cometidos pelas civilizações antigas não se repetisse.

Betopow – Na medida do possível, sempre vamos colocar fotos, links ou vídeos para mostrar que todas as pesquisas estão muito bem embasadas. Mas nunca ouvi falar na “Teoria da Terra Chata”. Nos campos ocultistas, os estudiosos já sabiam que a Terra era esférica desde os tempos Egípcios.

Zatraz – Sobre computadores de cristal, controlados por ondas mentais. Os cientistas ortodoxos estão engatinhando nesta tecnologia ainda, mas já possuem alguma coisa pesquisada. Veja estes dois sites das autoridades sobre estas pesquisas (é… autoridades, porque eu gosto dos japoneses e hindus quando se trata de tecnologia, pois eles não têm os preconceitos católicos/muçulmanos/ateus para trabalhar com o espiritual x tecnológico).

http://www.livescience.com/health/050317_brain_interface.html
http://www.newscientist.com/article/mg16922741.000-a-clear-winner.html

O conceito dos “computadores de cristal acionados pela mente humana” exigem um domínio e concentração mental que devem existir em 0,001% da população de hoje em dia, no máximo… Histórias sobre estes computadores de cristal conectados a Linhas de Ley sobreviveram entre os profanos na forma das lendas de “bolas de cristal” das bruxas.

Renan, Mateus, – Vocês estão confundindo as bolas… Místicos e Ocultistas são coisas BEM diferentes… ocultistas são extremamente céticos também… conhecem e estudam todos os livros ateus e normalmente fazem parte de grupos de discussão como os Céticos S/A do Mori… só que são discretos. Nada me irrita mais do que falsos videntes, tarólogos picaretas, astrólogos de programas femininos, falsos médiuns e todo tipo de esquisotérico demente que colabora para colocar mais preconceito na cabeça das pessoas.

É uma burrice achar que estamos em posições antagônicas. A única diferença entre ocultistas e cientistas ortodoxos é que os ocultistas possuem mais informações que vocês para trabalhar seus estudos.

#Astrologia #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-1

Diferença entre Duplo-Etérico e Psicossoma

Pergunta: É o psicossoma ou o duplo etérico que se desintegra após a morte?

Nesse caso, o desencarnado se manifestaria por qual corpo energético?

Resposta: Duplo etérico é uma coisa, e perispírito (ou psicossoma) é outra. O duplo é uma camada energética mais sutil que o corpo físico e mais denso que o perispírito, composta de uma modificação do fluido cósmico universal (energia cósmica), a qual tem a função de servir de “combustível vibracional” para o corpo físico durante a encarnação. É essa camada que liga e mantém em contato o corpo físico e o perispírito, já que esses dois têm densidades energéticas muito diferentes.

Para você ter uma idéia (bem grosseira), imagine um aparelho de ultra-som. Para que haja a perfeita integração entre as ondas que o aparelho emite (muito sutis) e o corpo físico do paciente (muito denso em relação às ondas), o médico usa um gel de contato, para garantir que não haverá falhas na transmissão das ondas, para garantir que as ondas chegarão inteiras ao corpo e serão captadas de volta com perfeição pelo aparelho. Bom, o duplo etérico seria o gel de contato entre o perispírito (muito sutil) e o corpo físico (muito denso em relação ao perispírito), funcionando como uma zona de contato perfeito entre os dois, garantindo perfeita transmissão de energias… (esse é um exemplo meia-boca, mas foi o único modo que encontrei de fazer os meus alunos entenderem mais ou menos “onde” ficava o duplo etérico!)

Muita gente considera o duplo como um corpo, outros preferem dizer que é apenas a camada energética que emana do corpo físico, e por aí vai.

Pessoalmente, pelo que tenho estudado e visto até aqui, não considero o duplo etérico como um corpo propriamente, mas apenas um elo energético de ligação (em FORMATO vaporoso-energético de corpo físico), entre o corpo físico e o perispírito durante a encarnação, funcionando também como uma “bateria” de onde o corpo físico tira as energias mais sutis para o seu funcionamento e onde estão também os chacras ou centros de força de que tanto falamos.

Já o perispírito é o corpo com que nos manifestamos no plano espiritual ou astral. É também composto de uma variação do fluido cósmico universal, mas numa “versão mais light”, ou seja, numa constituição mais sutil, de densidade bem menor que a do corpo físico e menor também que a do duplo etérico. Segundo o Espiritismo, é o perispírito que funciona como molde para a formação de cada novo corpo físico e é nele também que ficariam gravadas todas as nossas experiências encarnatórias e também aquelas vividas entre uma encarnação e outra, como se fosse uma fita cassete ou, pra ser mais moderna, um CD-R (Compact-Disc Regravável).

E é com o perispírito que os encarnados se projetam durante o sono, com o cordão de prata fazendo a “ponte” entre os dois nesse desprendimento parcial e temporário.

Outras correntes informam que o perispírito tem ainda os seus próprios centros de força, em correlação com os do duplo etérico, mas com funções mais sutis, digamos assim.

Quando o corpo físico morre, o perispírito se desprende e, com ele, a consciência que animava aquele corpo. Já o duplo permanece com o corpo físico e se desintegra lentamente num período de algumas horas (em alguns casos esse processo poderá levar mais tempo) após o desencarne.

O tempo para que o duplo se desintegre pode variar muito de acordo com o tipo de morte, a idade do corpo físico, o nível de esclarecimento espiritual da pessoa, ou os “créditos espirituais” que ela tenha.

Por exemplo, sabemos que o duplo de um suicida pode demorar até anos para se desfazer completamente, por se tratar de morte violenta, com interrupção da encarnação antes da hora e em completo desacordo com as leis universais. Já uma pessoa idosa que esteja muito doente, terá seu duplo bem desgastado pela idade e a doença, tornando o processo de desintegração do mesmo mais rápido, pelo menos em teoria.

Quanto mais “carga” houver no duplo do desencarnante, mais difícil será o desligamento do seu perispírito e, consequentemente, mais penoso será também para a consciência/espírito.

Portanto, o duplo realmente se decompõe após a morte do corpo físico, mas o perispírito ainda se mantém por várias encarnações, até que o espírito evolua o suficiente para não precisar nem desse corpo sutil, o que seria a chamada “Segunda morte”, quando o espírito passaria a se manifestar só em corpo mental (3)

Pergunta: Ainda segundo o autor do livro, para a nova encarnação seria formado (sem mesóclise) um novo psicossoma, feito por elementais (espíritos da natureza) e tal… hum… Isso procede?

– Resposta: Não, na verdade, o que se forma novo é o duplo etérico, baseado no molde físico e mental oferecido pelo perispírito ou psicossoma. Quanto a ser feito por elementais, não sei, mas me parece estranho que uma tarefa tão importante e “especializada” seja confiada a consciências ainda num estágio mais primitivo. Parece-me mais lógico que outros espíritos ajudem nessa tarefa (provavelmente em parceria com os elementais apropriados para essa tarefa), ou até que o processo ocorra de forma automática, na medida em que o perispírito do reencarnante se liga ao novo corpo físico em formação a partir da fecundação.

Pergunta: Então, conservamos o perispírito no período extrafísico… É isso mesmo?

– Resposta: Agora você já pode relaxar. Conservamos, sim, o perispírito e “largamos” o corpo físico com o duplo etérico para trás, ok?

– Maísa Intelisano –

Lista de livros recomendados sobre o assunto:

Projeciologia – Waldo Vieira – Ed. IIPC.

– Viagem Espiritual II – Wagner Borges – Ed. Universalista.

– O Duplo Etérico – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Astral – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– O Corpo Mental – Major Arthur Powell – Ed. Pensamento.

– Espírito, Perispírito e Alma – Hernani Guimarães Andrade – Ed. Pensamento.

– Elucidações do Além – Ramatis/Hercílio Maes – Ed. do Conhecimento.

– A Transição Chamada Morte – Charles Hampton – Ed. Pensamento.

– O Homem e Seus Corpos – Annie Wood Besant – Ed. Pensamento.

– O Homem Visível e Invisível – Annie Wood Besant e Charles Webster Leadbeater – Ed. Pensamento.

– A Crise da Morte – Ernesto Bozzano – Ed. Maltese.

– Fenômenos de Bilocação: Desdobramento – Ernesto Bozzano – Ed. Correio Fraterno do ABC.

– O Livro dos Espíritos – Allan Kardec – Ed. da Fed. Espírita Brasileira – FEB.

– A Viagem de Uma Alma – Peter Richelieu – Ed. Pensamento.

– The Techiniques of Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London. – OBS. Há uma tradução desse livro para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “Las Técnicas de la Proyeccion Astral” – Ed.Lidiun – Buenos Aires.

– The Study and Practice of Astral Projection – Rober Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– Out of the Body – Robert Crookall – Ed. Citadel Press – USA.

– More Astral Projection – Robert Crookall – Ed. Aquarian Press – London.

– The Supreme Adventure – Robert Crookall – Ed. Aticc Press – Great Britain.

– As Provas da Vida Após a Morte – Martin Ebon – Ed. Pensamento.

– Morte: A Grande Aventura – Alice A. Bailey – Ed. Fundação Avatar.

– Pratical Astral Projection – Yram – Ed. Samuel Weiser – USA. OBS. Esse ótimo livro de relatos projetivos do Yram (pseudônimo do projetor francês Marcel Louis Fohan) em inglês é uma tradução adaptada do original francês “Le Medecin de L´âme” – Há uma tradução para o Castelhano editada na Argentina na década de 1980: “El Medico Del Alma” – Ed. Kier – Buenos Aires.

– Em diversas obras da série de livros “Nosso Lar” do espírito André Luiz, passadas espiritualmente a Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira, há diversos lances esclarecedores sobre o duplo etérico, o psicossoma, as projeções da consciência, os chacras, o corpo mental, a mediunidade e as narrativas de vida após a morte.

– Da mesma forma, há diversos lances esclarecedores nas obras do teosofista e clarividente inglês Charles Webster Leadbeater (livros: O Que Há Além da Morte, Clarividência, O Plano Astral, O Plano Mental, Auxiliares Invisíveis, Os Sonhos, O lado Oculto das Coisas, e outros. Todos editados em Português pela Editora Pensamento).

– Há uma matéria excelente de Edvaldo Kulchesk sobre o duplo etérico publicada na Revista Cristã de Espiritismo (Edição Especial n. 6). A mesma pode ser acessada na coluna da Vivência Editorial (editora da revista).

#Espiritismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/diferen%C3%A7a-entre-duplo-et%C3%A9rico-e-psicossoma

A Consciência Genética

O sistema nervoso central, incluindo o cérebro, assim como todo o resto do corpo foi projetado pelo código interno da molécula de DNA após milhares e milhares de anos de evolução e seleção natural. Esta mesma molécula é a que hoje envia sinais através do RNA mensageiro para informar ao organismo o que este deve fazer: Cresça cabelos ruivos, tenha olhos azuis, fique de pé e comece a andar, comece a falar, encontre um companheiro, tenha um filho. A nossa vida inteira já esta determinada no interior desta nossa fita de acido desribonucleico

Esses arquivos de DNA sempre ficaram acessíveis á perscruta cerebral consciente, mesmo séculos e séculos antes de Darwin, Mendel, Crick e Watson. Enquanto estávamos despertos a consciência genética sempre esteve acessíveis na forma dos arquétipos do inconsciente coletivo em mitos e metáforas da cultura humana de diferentes povos. Enquanto estávamos dormimos esta mesma consciência buscava um contato mais pessoal conosco por meio de sinais interiores traduzidos dentro de nossos próprios sonhos. Desesperadamente os genes pareciam quere se comunicar.

Quando esta integração genética é feita consciente, mente o individuo atinge o que ouso chamar de consciência genética. Por milhares de anos este estado resultou em místicos,  poucos e sábios, mas recentemente isso parece estar se tornando algo cada vez mais organizado. Esta consciência que ultrapassada os limites do individuo, recebeu diversos nomes em diferentes períodos da história, mas quase todos que dela provaram se referiam a um estado de iluminação, da luz do mundo, de despertar ou de uma nova consciência.

Os primeiros a alcançarem a consciência genética, há alguns milhares de anos, interpretavam como podiam suas experiências, falavam de vidas passadas, anjos, duendes, reencarnações, deuses e  imortalidade, retorno dos mortos, etc. Que esses antigos adeptos genéticos estavam falando de algo real, na melhor das linguagens à disposição em suas épocas, é indicado pelo fato de que muitos deles, especialmente os Hindus e os Sufis, forneceram visões poéticas maravilhosamente corretas da evolução, milênios antes de Darwin e previram a busca da superação da condição humana muito antes das obras de Nietzsche.

Os Gregos chamaram a consciência genética de “a visão de Pã”. Os Chineses de o grande “Tao”, os Hindus de “Consciência de Atman”, traduções que ainda hoje geram no mínimo um silêncio respeitoso pelo mais convicto dos céticos. As figuras numinosas que inspiram  espanto e respeito, aquelas figuras de um “Deus Sublime” ou de “Deusas ou Demônios” que aparecem nos estágios iniciais dessa tomada de consciência, correspondem aos arquétipos de Jung do inconsciente coletivo, e são reconhecidos como os “visitantes do mundo dos sonhos”, pelos primitivos ou “os Sidde” pelas bruxas, assim como o “Povo Estranho” em centenas de tradições populares.

Jung mostrou que todos estes arquétipos não são oriundas de mundos exteriores, espirituais e metafísicos, mas sim frutos de uma redução mínima para a qual retorna todo o organismo incluindo o ser humano e sua mente racional e criativa. Os Deuses não eram  algo posterior ao mundo, mas algo anterior ao corpo e ainda presente nele. Conhece a ti mesmo e conhecerás o teu Senhor ensinou o Islamismo, enquanto a tradição cristã apregoava “O Reino dos Céus está dentro de Você”.. A consciência genética surge exatamente quando o sistema nervoso central torna-se consciente de sua ligação com os genes.

Gurdjieff denomina esta conexão entre o Sistema Nervoso Central e o DNA como Centro Emocional Superior, o inconsciente filogenético do Dr. Stanislaus Grof e a “Hipótese Gaia” dos biólogos Margulis e Lovelock são três metáforas modernas que juntamente com o Inconsciente coletivo de Jung buscam explicar esta maneira de pensar. As visões da evolução passada e futura, descritas  por aqueles que tiveram experiências transpessoais durante o trauma da morte clínica, das ditas experiências “próximas da morte” também descrevem de certa forma este paradigma genético.

No entanto exercícios especiais para desencadear o despertar do ser humano como um  aglomerado de genes não são encontrados no ensinamento iogue: geralmente tal experiência meramente acontece , quando acontece, depois de muitos anos de prática esmerada daqueles tipos avançados de raja ioga, que desenvolvem o êxtase somático. Estudos do Timoth Leary Phd demonstram que altas doses de LSD  também desencadeiam visões da consciência genéticas, ainda que temporárias.

De qualquer forma após milênios de tentativas de contato por parte dos genes somente com a ciência contemporânea esta realidade foi melhor compreendida, como sendo arquivos genéticos ativados pela excitação das proteínas anti-histonas – ou em termos forçosamente metafóricos, a “memória” do DNA se desvelando de volta até o início da vida, contendo também as plantas genéticas para possíveis evoluções futuras.

“Eu sou Ele, que foi, que é, e que será” uma sentença do Livro Egípcio dos mortos, tanto  na forma hieroglífica como na caligrafia ocidental foi encontrada na mesa onde de Beethoven compôs a Nona Sinfonia, e toda a música posterior “evolucionárias”, abrangendo períodos  de tempo da ordem de eras . Vale lembrar que Beethoven era um Maçon Livre adorava o único Arquiteto Cósmico e seu objetivo a imortalidade.  Pode-se julgar disto tudo e da sua própria música que Beethoven havia aberto sua consciência genética.

Aqui habitam os arquétipos primordiais, muito mais antigos que a própria linguagem e ainda assim, mais novos que o amanhã.  São todos personificações dos genes como a grande Mãe celta, o Baphomet dos templários, “O Grande Arquiteto Cósmico” da maçonaria ou o Bebê no Ovo azul no final do filem de Stanley Kubrick, 2001. Essas imagens não são delírios poéticos de povos ou de indivíduos. Elas reaparecem nos sonhos dos indivíduos ( o mito pessoal da noite) e nos mitos de todos os povos ( sonhos impessoais das espécies) e, uma vez e sempre nas estórias de anjos e Ufos. Jesus e Cristo, Sidarta e Budha, O Ser Humano e a Entidade Planetária; em outras palavras O Sistema Nervoso e o DNA.

Joyce em o Desperar de Fennegan explica a lógica do consciência genético assim: “Esses anos e terras nossos, nada mais são que poeira de tijolos. Somos humanos e humus da mesma massa e retorno. No limiar do pão nosso de cada dia jaz o cadáver da colheita de nosso pai fecundo que cairá se preciso mais inadvertidamente se reerguerá.”. Nosso pai fecundo, a semente o código genético, e o ovo, a sabedoria celular manda o sinal ao longo das épocas. Numa metáfora semelhante o geneticista ganhador do Prêmio Nobel, Herbert Muller diz: “Todos somos robôs gigantes manufaturados pelo DNA para produzir mais DNA.” Para o individuo as quebras da cadeia de vida/morte/vida/morte são extremamente reais e dolorosas: para a sabedoria do Pai Semente.  A unidade contínuo da vida/morte/vida morte… é uma realidade maior.

Este estado permite  ao cérebro individual “conversar” com o arquiteto  evolucionário que projetou o seu corpo e – com bilhões e bilhões de outras pessoas, desde o início da vida.  Esta “arquiteta” é a maior projetista sobre este planeta como Buck Fuller comentou repetidamente  nenhum projetista humano já se igualou a sua eficiência ou mesmo em sua estética em produtos rotineiros como rosas, ovos, colônias de insetos, peixes, etc…

De forma menos poética, seja ao humanizarmos este arquiteto numa Grande Mãe ou num Deus das Florestas. Ou animalizarmos num ser com cabeça de chacal, como um Louca deus Divino, como uma tribo africana. Ou ainda se o espiritualizarmos  em algo totalmente abstrato como os Hindus e os Cientistas Cristãos , estamos apresentando apenas uma visão  humanizada deste ser de três bilhões de anos  de idade. Quando o molecularizamos  como DNA, estamos ainda vendo apenas uma seção transversal do mesmo, mas fazemos isso simplesmente porque esta é até agora a sua versão mais útil em termos de análise científica.

Ele ou Ela pode ser personificado em termos modernos como Mãe DNA ou Pai Acido Nucléico. O Racionalista imediatamente repudia tais personificações humanizadas,  uma vez que Ele ou Ela é inconsciente do que faz é um fenômeno não inteligente. A resposta em todas as eras é a de que Ele ou Ela não está inconsciente mas sim intoxicado em si próprio, embriagado em sua própria imensidão.

Mas se julgarmos a inteligência pela capacidade de sobreviver, o pool genético é mais inteligente do que qualquer pessoa, por um fator de vários milhares, mesmo se considerarmos os gênios. Einstein não era tão inteligente quanto o povo judeu quando este é considerado de forma coletiva.  Ele formulou a lei da relatividade e foi esperto o suficiente para escapar dos Nazistas. Os Judeus historicamente criaram dezenas de idéias tão importantes quanto a relatividade e sobreviveram a centenas de “progons”.

A espécie  humana é ainda mais inteligente do que pool genético. Vive milhões de anos a mais do que qualquer individuo, muitos milhares de vezes mais do que qualquer pool genético e é autora de muito mais arte, ciência, filosofia e conquistas do que qualquer outro grupo especifico. A biosfera – Gaia – O código do DNA é ainda mais inteligente do que todos os indivíduos, pools genéticos e espécies. Sobreviveu a tudo que lhe foi atirado  contra ela por cerca de quatro bilhões de anos e está ficando cada vez mais esperta o tempo todo. Pela humanidade dispõe de um olho cada vez melhor com que ver e julgar sua trajetória, como nunca antes e está se preparando gradualmente para abandonar esse planeta e expandir-se pelo universo.

Beethoven , para cita-lo mais uma vez disse: “Qualquer pessoa que compreenda minha música não mais será infeliz.”, Isto acontece porque  a sua música é uma melodia da consciência genética da mesma forma que os Upanishads são uma poesia da consciência genética, representa o espírito da Vida tornando-se consciente de Si mesmo, dos Seus poderes, das suas próprias capacidades para progresso infinito.

Para aqueles que ainda não passaram pela experiência genética por meios pessoais e religiosos espera-se que com o decorrer dos anos uma compreensão maior da natureza nos forneça os subsídios para ligarmos essa consciência através da própria razão e da ciência. Quando isso acontecer a visão religiosa será esclarecida pelo que realmente é e todos os deuses e mitos da antiguidade retornaram como velhos amigos do tempo de infância revelando-se agora sob seus verdadeiros nomes.

Seja como for a maneira como isso aconterá, estaparece uma hipotese cada vez mais próxima com o passar dos anos. A religião cada vez mais se curva para a ciência e a ciência a cada instante parece se tornar tão fascinante quando qualquer misticismo. Qualquer que seja o nome dado a este movimento que trará a consciência genética para as grandes massas com ele virá à compreensão em grande escala do papel da humanidade como parte um todo muito maior.  A raça humana terá então abandonado sua infância e estará livre para expandir-se e crescer com seus genes para as fronteiras mias distantes do espaço infinito. Quando isso acontecer, então a aventura da vida terá finalmente começado e todo adulto será um Cristo e toda  criança será um messias.

EXERCICIOS

1 – Faça uma lista e pelo menos 15 semelhanças entre São Paulo (ou qualquer outra cidade grande)  e uma colônia de insetos, tal como uma colméia ou um formigueiro. Se você não puder pensar em quinze alternativas, procure ler o livro Sociobiologia de Edward Wilson. Contemple a informação do DNA, que criou estes enclaves de alta coerência e organização, seja na sociedade dos primatas ou dos insetos.

2 – Leia os Upashads e todas as vezes que ler a palavra “Atman” ou “Alma do Mundo” traduza como “Fita Mestre do DNA” Veja se isto lhe faz ler esta tradição antiga com maior sentido.

3 – Observe seus próprios sonhos, quanto se seu conteúdo poderia ser atribuído a mensagens de seu próprio código genético quanto a incongruências de seu próprio comportamento cotidiano em relação a vontade deste “Pai Fecundo”.

4 – Jung e vários dos seus discípulos  como Coleman, Steiger e Fideler, sugeriram que da mesma forma que as mitologias clássicas, os mitos modernos dos UFOS são mensagens deste circuito de DNA coletivo dirigidas ao cérebro.  O que significam tais mensagens? O que é que o filamento de DNA poderia estar querendo dizer a humanidade?

5 – Releia o encontro de Moisés com o “Eu Sou o que Sou” no deuteronômio. Tente ler com a interpretação de que Moises estava falando com seu própria consciência genética. Quais os interesses da sarsa ardente em relação ao povo hebreu?

6 – Dedique um tempo a prática da DNA-Vidência

Robert Anton Wilson

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