O Estranho Caso do Forte Itaipu

Um dos casos mais comoventes de ferimentos causados por UFO de que se tem noticia , ocorreu no Forte Itaipu. Os chefes militares brasileiros ficaram tão perturbados que pediram uma investigação confidencial . Embora isso tenha acontecido em 1957, o caso não foi encerrado.

O caso do Forte Itaipu sucedeu numa época de grande excitação mundial. Pouco antes dos russos terem lançado o Sputinik I , o primeiro satélite feito pelo homem , a circular na órbita da Terra. Ele foi seguido logo depois pelo Sputinik II. Como prova do interesse dos alienigenas pelo nosso primeiro passo no espaço, as aparições de UFOSs aumentaram imediatamente. Na zona de provas de foquetes de White Sands, desceu um aparelho em formato de disco , em uma curta aterrissagem. Ele foi visto pela policia do exército, porém decolou antes que se pudesse chegar perto. Logo depois outros policiais em White Sand viram um segundo UFO pairando a cinquenta pés do solo. Ele foi descrito em um comunicado oficial do Exército, como sendo um aparelho dirigido, e com mais de 200 pés de comprimento.

Em meio a agitação , a censura começou a ceder. Foram noticiadas numerosas aparições pelos pilotos militares e comerciais , por operadores de torres de aeroportos , um engenheiro de foguetes e outros observadores de gabarito.

Para aumentar esta tensão, as autoridades estrangeiras publicaram comunicados semelhantes na América do Sul, Canadá, Austrália, Europa e Africa do Sul. Porém, não houve noticias de ferimentos — até esse estranho caso do Forte brasileiro , no dia 4 de novembro de 1957.

Eram cerca de 2 horas da madrugada , quando duas sentinelas do Forte Itaipu viram uma luz brilhante sobre eles. De início pensaram que fosse uma estrela com o brilho aumentado por motivo desconhecido. Depois, perceberam que era um objetodescendo a tremenda velocidade, diretamente sobre o Forte. Cerca de mil pés acima deles, o UFO reduziu de repente a velocidade. Depois, desceu lentamente , sem fazer ruido.

A essa altura, as sentinelas amendrontadas podiam ver a forma do objeto , devido ao brilho alaranjado ao seu redor. Ele eracircular, com um minimo de 100 pés de diametro, e estava evidentemente sob um controle preciso. Ainda silencioso, o estranho aparelho parou a cerca de 150 pés acima do Forte. Iluminadas por aquela luz amarela, as sentinelas ficaram para lisadas de medo. Cada um deles estava armado com uma sub-metralhadora, porém nenhum pensou em atirar no UFO ou fazer soar um alarme.

A essa altura , podia-se ouvir um forte zumbido, igual ao de um gerador, dentro do disco parado sobre o Forte. De repente, uma onda de calor atingiu os dois soldados. Ela veio de repentecom toda a intensidade, sem chama e sem nenhum raio visível.

As sentinelas aterrorizadas ficaram com a farda em chamas. Uma delas , vencida pelo intenso calor , caiu de joelhos e desmaiou. O outro soldado, gritando de dor e de medo, lançou-se embaixo de um canhão, para se abrigar. Os seus gritos despertaram as tropas da guarnição, mas antes que qualquer deles pudesse sair, todas as luzes se apagaram. Apenas um calor moderado penetrou no interior do Forte, porém isso, junto com a escuridão total, era suficiente para provocar pânico.

Após um minuto, o calor cessou , e instantes depois as luzes se acenderam. Alguns soldados, correndo para os seus postos de combate, viram o UFO brilhante, se afastando rumo ao céu.

As sentinelas queimadas foram levadas para o interior do Forte e receberam tratamento médico. A seguir, o comandante do Forte enviou uma mensagem urgente para o quartel-general do Exército Brasileiro. Logo depois disso, os pilotos da Força Aérea brasileira foram colocados em patrulhas especiais. O caso do Forte Itaipu foi mantido em segredo.

Uma vez que os EUA possuiam maior conhecimento sobre os UFOs , as altas autoridades brasileiras pediram auxilio à embaixada americana, em suas investigações. No menor prazo possivel, oficiais do Exército e da Força Aérea americana voaram para o Forte, acompanhados por investigadores da Força Aérea brasileira.

As sentinelas queimadas continuavam em estado grave, mas eram capazes de falar de vez em quando. Após darem detalhes sobre a aproximação do UFO e o estranho calor , os investigadores quiseram saber o mais importante:

— Por que foram atacadas as sentinelas?

Na busca de um motivo , um oficial da Força Aérea americana relembrou o comunicado do Projeto Sign. Alguns membros desse projeto acreditavam que a Terra tem sido observada periódicamente por uma raça adiantada, e suas opiniões foram registradas:

— Tal civilização poderia observar que na Terra nós possuimos agora bombas atomicas e estamos aperfeiçoando rapidamente os foguetes espaciais. Em vista da história pregressa da humanidade — guerra frequentes mostrando uma raça humana beligerante — eles devem ter ficado alarmados. Nós deveríamos portanto esperar nessa época principalmente, receber tais visitas. De acordo com isso, o principal objectivo dos alienigenas seria vigiar os nossos aperfeiçoamentos espaciais, temendo que possamos nos tornar uma ameaça para outros planetas. Se essa hipotese for exata , ela pode ser ampliada para ligar o lançamento dos Sputiniks com o ataque ao Forte Itaipu. Porém, isso pareceu absurdo para todos os investigadores. Significaria que os alienigenas estariam preocupados com os nossos primeiros passos no espaço, e por espaçonaves pequenas tão primitivas que pareceriam uma canoa comparada com um transatlântico. Isso significaria também que aquelas queimaduras tinham a finalidade de demonstrar as armas superiores que eles poderiam usar contra os exploradores agressivos vindos da Terra. Porém, nós estavamos ainda longe do vôo espacial tripulado, até mesmo para a Lua. Pela lógica humana , nós não poderiamos ameaçar uma nave espacial superior — agora e nem depois.

Mesmo que os alienigenas acreditassem em advertencias bem antecipadas, por que escolher o Forte Itaipu para a demonstração? Por que não a base soviética de lançamento dos Sputiniks, ou as zonas de provas de foguetes dos americanos?

Um investigador sugeriu que a intenção fora apenas uma demonstração inofensiva. Nesse caso, as sentinelas poderiam ter se queimado por um aumento acidental no grau de calor. Porém, esse pensamento otimista ainda não explicaria a escolha de um forte isolado em um país não relacionado com as experiencias de viagem espacial.

Nenhuma resposta pode ser achada — tudo isso parece não ter sentido.

Extraido do livro A Verdade sobre os Discos-Voadores de Donald E. Keyhoe – Ed. Global – 1977

Postagem original feita no https://mortesubita.net/ufologia/o-estranho-caso-do-forte-itaipu/

Religiões dogmáticas e Moral

Texto de Desidério Murcho

A ideia de que a religião deve estar firmemente separada da ciência levou algum tempo a afirmar-se; mas é hoje um lugar-comum — infelizmente só depois de muitos cientistas terem sido silenciados ou até assassinados pela Igreja. A ideia de que a religião deve estar firmemente separada do Estado é ainda uma luta que países mais atrasados, como Portugal, têm de travar. Mas há uma outra separação que urge aprofundar e defender: a separação entre a religião e a moral.

A ideia errada de que a moral ou a ética tem qualquer coisa a ver com a religião dogmática está patente no modo como se enfrenta no nosso país as questões éticas, como o aborto ou a eutanásia. Quando se pensa em discutir estas questões pensa-se em convidar padres ou pessoas profundamente ligadas à religião para exporem as suas ideias. Mas isto é tão absurdo como convidar um padre ou uma pessoa ligada à religião quando se discute a origem do universo.

Do mesmo modo que o pensamento religioso confundiu e impediu o desenvolvimento da ciência, também o desenvolvimento do pensamento moral e ético fica castrado e confuso quando a religião se intromete. A confusão começa logo nisto: um católico, ou um muçulmano, defendem um código moral específico, mas não são de modo algum especialistas em ética, nem têm nada a dizer às pessoas que não professam a sua religião. Por que razão hei-de ouvir as opiniões de um padre sobre a eutanásia ou o aborto se ele baseia a sua posição na ideia de que a vida foi dada por Deus? E por que razão há-de o padre pensar que os seus argumentos religiosos contra o aborto ou contra a eutanásia têm um carácter universal? Mas se não têm um carácter universal, o padre não deve fazer mais do que explicar aos seus fiéis as razões pelas quais eles, e só eles, não devem praticar o aborto nem a eutanásia; mas aqueles que não são seus fiéis nada têm a aprender com os seus ensinamentos.

A ética secular, a ética filosófica, é uma ética para todas as pessoas e não apenas para as que professam determinadas crenças. Claro que as pessoas que professam essas crenças, religiosas ou para-religiosas, merecem todo o nosso respeito. Mas também as pessoas que não professam essas crenças merecem o nosso respeito. E legislar como se todas as pessoas fossem crentes é uma injustiça. É por esta razão que, se os únicos argumentos que os padres têm contra o aborto e a eutanásia é o facto de estas práticas violarem a ideia de que a vida é sagrada, tanto uma prática como outra devem ser permitidas, pois muitas pessoas não acreditam, pura e simplesmente, na existência do sagrado, tal como não acreditam na água benta. Num país com uma legislação permissiva relativamente ao aborto ou à eutanásia, as pessoas com crenças religiosas que não queiram praticar abortos nem eutanásia, têm toda a liberdade de o não fazer. Tal como as mulheres cristãs têm toda a liberdade de não tomar a pílula; mas proibir a pílula a toda a gente só porque os padres acham que a pílula viola um qualquer código moral cristão seria injusto.

A religião é um obstáculo ao desenvolvimento de um pensamento ético livre. A religião desnorteia o pensamento ético normal das pessoas, tal como desnorteia o pensamento científico normal das pessoas. Qualquer pessoa razoável diria, perante as provas de Galileu: a Terra move-se. Mas as pessoas de formação religiosa disseram o contrário. Qualquer pessoa razoável percebe que a eutanásia é um direito humano inalienável, ou que o direito à escolha da sexualidade é também inalienável. Mas as pessoas de formação religiosa, não.

Nas pessoas de formação religosa verifica-se a síndrome da proibição: o ponto de partida do pensamento moral religioso é a proibição, mesmo que do inócuo, como o facto de uma pessoa ter relações sexuais com pessoas do seu sexo. Esta atitude confunde o verdadeiro pensamento moral, tornando-o uma caricatura. Pelo contrário, o verdadeiro pensamento moral procura o bem comum e não a defesa de dogmas religiosos que só são aceitáveis para os respectivos fiéis.

#ICAR

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/religi%C3%B5es-dogm%C3%A1ticas-e-moral

A Respeito das Tradições da ONA

Por um longo tempo, as tradições eram divulgadas em uma base individual – do Mestre ou Senhora ao iniciado. Uma ‘Ordem’ não existira. Havia somente, alguns adeptos que ensinaram alguns pupilos sobre um longo período de tempo.

Não se realizava até a sexta década deste século atual com a mudança deste padrão. Até aqui, a tradição foi secreta e reservada, e os pupilos em perspectiva eram sujeitos aos testes e as severas provações, de uma natureza física, mental e magicka. As tradições eram orais, com uma ou duas exceções. Estas que estão sendo concernidas com determinados rituais magickos e canto esotérico. Mas mesmo estes foram escritos no código ou nos certificados simbólico/magickos planejados para escondê-los dos não iniciados.

A própria tradição concerniu: a) determinados ritos e cerimônias de ‘Magia Negra’ – por exemplo: A Cerimônia do Sacrifício; A Chamada Sinistra; Os Ritos dos Nove Ângulos [Nota: Estes são uns títulos mais atrasados para o que era sem título]; b) determinadas crenças/legendas que se relacionam aos Deuses Escuros; c) determinados métodos que foram acreditados para ser necessários à realização de recebimento de adeptos [por exemplo, o que se tornou mais tarde conhecido como os ‘Rituais de Grau’]; d) determinado conhecimento esotérico por exemplo Canto Esotérico, o sistema septenário de correspondência; e) determinadas práticas de uma natureza sinistra [descrito em MSS tal como ‘Seleção’; ‘Linhas de Guia para teste dos opfers’].

Havia também uma opinião que se tornasse mais tarde sabida como ‘A Sinistra Dialética da História’ – uma tentativa de compreender Aeons e os rudimentos de o que se transformou mais tarde Magicka Aeonica.

Ocasionalmente, os rituais cerimoniais foram empreendidos para as finalidades específicas em que a maioria, se não todos, aqueles que pertenceram à tradição participarem dentro. Às vezes, este era assim pouco que outro teve que ser recrutado, assunto aos testes usuais e assim por diante. Mas este ‘recrutamento’ era para uma finalidade específica, e não era a política geral.

Na sexta década deste século atual isto, entretanto, mudou – sob a orientação da Senhora que representou até então a tradição. Ela deu forma a diversos grupos cerimoniais, todos autônomos. Estes, entretanto, não eram grandes, e o número combinado de pessoas nestes grupos nunca excedeu dos trinta. Alguns dos indivíduos assim que recrutados vieram de grupos existentes do trajeto de Magia Negra ou Caminho da Mão Esquerda (como o OTP, o Templo do Sol, e a Ordem Negra). Devido a esta mudança, alguma estrutura foi dada à tradição – e um nome, além àqueles já existentes que serviram para identificar os aderentes desta tradição. Os nomes descritivos existentes eram ‘ Satanismo Tradicional, o Sistema Septenário, e hebdomadária. O novo nome, adotado pela Senhora, foi Ordem dos Nove Ângulos. Os grupos autônomos adotaram também seus próprios nomes, como sub-Templos secundários dentro da ordem. Um destes era ‘Camlad’; outro era ‘Templo do Sol’ (quase todos os membros que tinham sido chamados por este nome tinham se juntado a ONA).

Alguns anos seguintes, os sunedriões da ordem foram prendidos, e as iniciações cerimoniais foram empreendidas. Isto continuou por mais alguns anos, após a Senhora ter-se retirado. Sua decisão era o resultado de uma estratégia sinistra – para empreender atos específicos da magicka sinistra de um tipo cerimonial; para aumentar o número de adeptos genuínos e para criar formulários temporais para dirigir determinadas energias magickas e para provocar assim determinadas mudanças, preparando o caminho para o estágio seguinte.

Entretanto, a realidade era um tanto diferente da teoria. Alguma qualidade tinha sido perdida. Havia uma concentração nos aspectos externos da magicka em contraste com o interno e o aeonico. Conformemente, após alguns anos mais, a pessoa que representou então a ordem dispersou os grupos, e retornou aos métodos tradicionais. Os métodos foram refinados e estendidos, e transformou-se a prática para que os Adeptos Externos dêem forma e controlem a seu próprio Templo, com liberdade completa. Mais, uma decisão foi feita exame para fazer gradualmente disponível todas as tradições da ordem junto com as técnicas novas desenvolvidas. As novas técnicas incluem ‘O Jogo da Estrela’. Os Rituais de Grau da classe foram revisados, e uns métodos mais adicionais foram desenvolvidos, junto com um sistema teórico detalhado ao explicar a natureza verdadeira dos métodos e da magicka própria. Assim, um sistema puramente prático do treinamento foi criado, para receber adeptos e as classes além de disponível a qualquer um. Este sistema foi chamado ‘O Caminho do Septenário’ [mais tarde ‘O Caminho Sinistro Septenário’]. A base deste sistema foi descrita em um MS da ordem intitulado ‘Naos’.

De acordo com a tradição, as tradições herdadas pelo Grande Mestre atual da Senhora que o iniciou, foram ditas ser uma sobrevivência de o que foi chamado ‘O Terceiro Caminho da Magicka’; uma sobrevivência da civilização que floresceu em Albion. Estas tradições foram limitadas a alguma área geográfica. Isto foi limitado no norte pelo Stiperstones; no oeste pelo longo Mynd; no leste por esse caminho neolítico sabido agora como o kerry Ridgway; e no sul pelo rio Clun.

Esta, entretanto, é somente uma tradição, com nenhuma evidência direta para suportá-la.

 

Tal, momentaneamente, é a ‘história’ da ONA. No presente, a função da ordem é:

(a) indivíduos apropriados de guia para e além de receber adeptos; (b) trabalhar a Magicka Aeonica em acordo com a estratégia sinistra; (c) executar, via várias táticas, essa estratégia.

Uma excessiva tática usada passados poucos anos, está fazendo a tradição se tornar accessível, como bem os desenvolvimentos novos que estenderam e refinaram essa tradição, dando forma ao sistema prático mencionado acima.

ONA 1990 eh
———

[Nota Editorial: Eu sei que a história dos sixties atrasados, como explicados acima, é factual, desde que eu participei nela. A respeito de o que foi antes – por exemplo, entregar a tradição de Mestre/Senhora ao pupilo sobre um período de tempo longo, e a associação da área mencionada com a tradição – Eu tenho somente a palavra da Senhora que me iniciou. Quando eu for ainda inclinado, depois de todos os anos de intervenção, para aceitar sua palavra, não remanescem lá nenhuma prova, ou ao menos nenhuma de que eu estou ciente. Tudo que eu sei é que me ensinou muito conhecimento esotérico, indisponível naquele tempo em todos os livros publicados ou manuscritos accessíveis. Este conhecimento inclui o Canto Esotérico (qv. ‘Naos’), o sistema septenário de correspondência, e os ensinamentos divulgados no MSS ‘Seleção – Um Guia ao Sacrifício’; ‘Linhas Guia para Teste dos Opfers’; ‘Um Presente para o Príncipe’ etc.**

Cada pessoa deve fazer sua própria avaliação.

AL

O outro conhecimento dado incluiu os mitos dos Deuses Escuros (como explicado no MS ‘Os Deuses Escuros’ e ‘HP Lovecraft e os Deuses Escuros’), o significado esotérico dos Nove Ângulos (como explicado no MS ‘Os Segredos dos Nove Ângulos’ – o MS ‘Nove Ângulos – Significativos esotéricos’ dá uma recente extensão do simbolismo), e alguns ritos cerimoniais (explicado em ‘O Livro Negro de Satan’).

– Order of Nine Angles –

Tradução: Frater Maximus Noctulius

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-respeito-das-tradicoes-da-ona/

O Mistério das Trombas

As trombas são as tempestades espetacularmente localizadas. A sua zona de destruição é muito limitada em comparação com a de um furacão ou de um ciclone . Embora uma tromba só utilize uma parte fraca da energia duma grande tempestade, esta energia é perfeitamente dirigida sobre uma zona bem determinada, que pode ter apenas umas centenas de metros de largura ao longo da sua progressão.

Mas a descrição que o capitão R. Taplin faz de uma tromba , ao largo da costa da Nova Guiné, é bastante eloquente: “A medida que avançava, deslizando a trinta quilometros por hora, víamos a agua esguichar e subir num jato continuo e uniforme até a nuvem. Cerca de duas milhas a noroeste do nosso navio, a tromba apresentou-se de súbito sob uma forma fantástica e extraordinária;
alongou-se  consideravelmente, balançando-se e ondulando como uma serpente. Depois de ter descrito um arco completo  –  um
dos espetáculos mais magnificos que jamais vi durante a minha carreira de homem do mar  –  desapareceu em poucos segundos,
tão completamente como se nunca tivesse existido”.

O movimento da agua em redemoinho sugada atá a nuvem lembra um aspirador gigantesco em funcionamento, manejado por um pescador que apanha assim nas suas redes toneladas de peixes duma vez só . . . A imagem é audaciosa, mas flagrante o seu realismo.

Se formos mais longe , uma manifestação destas poderá acaso estar na origem da estranha precipitação que se verificou na Louisiana , onde, depois duma tempestade, tombou uma chuva de escamas de peixe em numero prodigioso? Foram encontradas escamas em dezoito quilometros ao longo das margens do Mississipi! Uma tromba que pesca milhões de peixes e vai lançar as escamas rejeitadas um pouco mais longe!

Por outro lado, no momento em que a tromba acima referida se apresentou sob um angulo fantástico, depois de se ter alongado consideravelmente , não terá efetuado como que um movimento destinado a evitar o obstáculo representado por um navio que se encontra no seu caminho?  Parece que deve ter-se alongado para melhor o contornar .  .  . Um tromba que, com obstáculo à vista , toma as suas disposições para o evitar e contornar. . .

Claro que, com um bom molho de fantasia , o mais simples fato pode carregar-se de mistério. Mas esta breve analise só se desenvolve a partir de elementos conhecidos e reais. As trombas podem , se o desejarem evitar um obstáculo contornando-o  ou sobrevoando-o . . . Frequentemente, uma curiosa forma de inteligencia parece animar a natureza , e não somos os unicos a pensá-lo.

Segundo teorias bem fundamentadas, a chaminé duma tromba desce duma nuvem, pois duas correntes de ar vindas de direções opostas provocariam o movimento giratório resultante do seu encontro.

Existem trombas que pendem simplesmente do céu, como cordas prestes a agarrar à sua passagem todos os objetos de
interesse. . .

O aviso da aproximação duma tromba possui caracteristicas que não enganam nunca. O céu torna-se francamente escuro no setor donde ela vem; nuvens de cores “estranhas”giram rapidamente no céu. Esta coloração vai do negro de tinta ao esverdeado ou púrpura , ou então nota-se uma “estranha palidez”, na maior parte das vezes de mistura com cinzento ou branco-vaporoso. Pela sua violencia e poder de destruição, uma tromba não pode comparar-se a um aguaceiro e a sua força temivel é um dos mistérios da natureza que os sábios ainda não desvendaram.

Mas o que é que desce e sobe na chaminé das trombas?

Na Monthly Weather Review , uma publicação oficial do Gabinete de Meteorologia dos Estados Unidos, encontramos o caso rarissimo duma observação do interior duma tromba feita por Will Keder, um proprietário do Kansas.

“(. . .) Levanto a cabeça e mergulho o olhar em pleno centro da tromba. A abertura hiante da chaminé , que está completamente
vazia , e na qual sobe e desce o que me parece uma “nuvem isolada” , mede entre quinze e trinta metros de diametro e eleva-se a
uma altura  de pelo menos oitocentos metros . As paredes são formadas por nuvens em rotação.”

A tromba avançou para o local onde se encontrava a testemunha, saltou por cima da sua casa , como para evita-la, para ir por fim destruir uma granja mais adiante . . . Acaso? Duvidamos , pois o fato tem-se produzido muitas vezes.

Por outro lado , a aludida “nuvem isolada” é duma consistencia bastante estranha pois as “paredes formadas de nuvens em
rotação” deveria arrasta-la  no seu movimento. A menos que não se trate duma nuvem , mas de qualquer coisa sólida que provoca o redemoinho, subindo e descendo na chaminé . Srá impossivel?

Se pegarmos num pião atravessado por uma haste de metal segundo o seu eixo , para lhe imprimir , por ação de uma mola, movimento de rotação  –  existem brinquedos assim  –  , o ar que o rodeia é arrastado por esse movimento. Se, além disso, o pião projetar vapor branco bastante denso, criará assim uma espécie de turbilhão. Se dirigirmos este pião eletronicamente, como os aviões miniaturas telecomandados, produziremos uma tromba em miniatura. . .

Como as trombas são transparentes, pode distinguir-se no interior da sua chaminé essa coisa estranha que parece ser ou água ou uma mat’ria vaporosa branca ou escura que sobe e desce. Que espécie de aberração fisicaé esta? Nào estamos longe de pensar que este “nucleo sólido“, branco ou escuro , está na verdadeira origem das trombas , produz o seu movimento , imprime-lhe a direção e a velocidade .  .  .

Um aspirador imenso saído do fantástico . . .

O ruido que se ouve quando uma tromba faz a sua aparição é assustador . É geralmente comparado ao rugir duma esquadrilha de aviões a jacto , ou ao fragor de cem comboios a rodarem a toda a velocidade.

Mas o mais curioso é que ainda não tenha sido possivel determinar as causas desse ruido , como, de resto, acontece com o do trovão. Pensa-se apenas que no fenomeno devem intervir velocidades supersonicas , mas provocadas por que?

Uma nuvem que sobe e desce . . .

Mas pondo de parte estes aspectos , uma tromba teria por acaso o poder de fazer desaparecer navios inteiros , com ou sem a sua tripulação?

Frank Lane transcreve uma citação de Hurd: “Um enorme dragão negro desce das nuvens e mergulha a cabeça na agua; a sua
cauda parece ligada ao céu ; e este dragão bebe a água com tanta sofreguidão que engole ao mesmo tempo todos os barcos que
encontra na sua passagem , tripulações e cargas, por muito pesadas que sejam . . .

Nenhuma testemunha nos contou casos destes, que, no entanto , consideramos possiveis . Uma tromba possui um poder de aspiração tal que lhe deve ser fácil um barco de pesca , um naviozimho de madeira, mas de modo algum um quatro-mastros ou um iate, não falando em couraçados.

Os navios podem ser afundados por uma tromba , como sucedeu em 1885 no porto de Tunes, mas ficam sempre destroços , vestigios. De resto , o paquete Aquitaine, que foi atingido em 1933 por um ciclone , não se afundou . . . Parece que a potencia desta tromba chega apenas para engolir na manga de sua chaminé objetos relativamente leves , ou para deslocar veículos de algumas toneladas. . .

Visto que, em principio, uma tromba não possui suficiente poder de aspiração para sugar embarcações de grande tonelagem, deveria ser-lhe possivel raptar um homem , até mesmo vários, e isso confirmaria em parte a hipotese formulada pelos investigadores.

Na realidade , muitas pessoas foram levantadas do solo e depostas mais adiante: sairam dessa aventura sem outros danos que não fossem arranhões ou ferimentos. Algumas vítimas imprudentes tiveram um fim mais triste , mas nenhum desapareceu definitivamente.

Houve o caso , bastante estranho , de homens , cavalos e gado terem sido levantados por trombas, em 1815, durante a erupção do Tamboro. Com efeito, não é raro que certos cataclismas naturais sejam acompanhados do fenomeno de trombas quando, anteriormente, nada deveria supor uma correlação entre eles.

Um professor duma escola rural na Virginia , que vivia numa casa de madeira, conta o seu próprio caso: “Estava no vestibulo quando vi o que me pareceu ser um turbilhão que subia do vale. Tombou sobre a escola . A primeira coisa de que me lembro a
seguir foi encontrar-me com água até aos joelhos, no meio dum charco de vinte e cinco metros , no local onde ficava a escola. . .”

Perguntamos como é que a tromba evitou arrastar consigo aquele homem, quando da escola nada restou? Teria sido “efetuada uma escolha” entre a casa e o homem que a habitava?

Uma tromba que evita um navio e o contorna . . . Uma nuvem “solida”, desafiando as leis  da física, que anima as chaminés da trombas . . . Nuvens de cores estranhas . . . Um fenomeno que escolhe as suas vitimas, rejeita outras, pesca toneladas de peixes, ruge como um esquadrilha de aviões , avalia o peso dos objectos que encontra . . .!

O mais inacreditável reside sem dúvida na observação doutra testemunha , que, normalmente , devia ter sido tragada com o seu navio perante o assalto de uma multidão de trombas . . . As trombas aparecem por vezes em conjunto , no mesmo momento e no mesmo local; podem multiplicar-se até as dezenas.

Mas deixemos Frank Buck contar: “O céu estava dum negro de tinta e, de repente , o navio foi rodeado por trombas. Devia haver
pelo menos uma cinquenta visiveis ao mesmo tempo. A mais próxima, a oitocentos metros , girava e elevava-se a uma altura
inacreditável, e o seu cimo parecia perder-se nas grandes nuvens escuras”   O navio onde ele se encontrava nem sequer foi aflorado por uma delas . . . Que prodigio é este?

No que respeita às trombas , muitas observações fizeram nascer dúvidas no espirito de alguns sábios e amadores quanto à origem da sua formação puramente atmosférica  . . . Finley cita casos de observações de dezenas de trombas com aspecto de “objetos sólidos envolvidos em nuvens”. Refere que, quando, em 1881 , na Georgia , apareceu a “tromba de Americus” , a nuvem emitia um estranho vapor de enxofre . . . O fenomeno é também descrito como “um estranho vapor sulfuroso, ardente e enjoativo para todos os que se aproximaram o suficiente para o aspirar”. . .

Uma tromba pode também tomar a forma duma bola ou duma ampulheta, e foi vista mesmo uma que “unia duas nuvens sem ponto de contato com o mar”. . . A que transferência fantasticas procederiam elas?

Numerosas testemunhas viram duas massas nebulosas encontrarem-se, uma vinda de sudoeste , outra de nordeste: “Chocaram uma com a outra no meio dum ruido horroroso. como se fossem projetadas por peças de artilharia. Por vezes preciptavam-se no
solo , donde saltavam para o céu como foguetões gigantescos”.

Em outubro de 1972, a poucos quilometros de Grasse , no Var , um agricultor descobriu num pinhal um espaço de cem metros quadrados devastados como se “uma poderosa aspiração tivesse sido feita de cima”, torcendo ou seccionando pinheiros de quarenta centimetros de diametro. . . Isto faz recordar o que aconteceu ao largo de Etreat, no mês de Novembro de 1958: cinco bolas de fogo, seguindo-se com poucos segundos de intervalo , desencadearam uma mini-tromba. Esta relação de causa e efeito é-nos bastante conhecida dessas nuvens de trombas que aparecem como “objetos envolvidos num vapor nevoento“. . .
Extraido do livro Desaparições Misteriosas de Patrice Gaston – Livraria Bertrand

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/o-misterio-das-trombas/

Como se Lembrar dos Sonhos

Convide, não persiga

Seus sonhos podem ser esquivos. NÃO pense nos sonhos como algo a ser perseguido, capturado ou controlado. Se você o fizer, você terá a sensação de estar tentando pegar a própria sombra. Quanto mais rápido você correr atrás deles, mais rápido eles fugirão de você. CONVIDE-os a se aproximarem de você ao invés de segui-los. Tente imaginá-los como um amigo ou um aliado que gostaria de ensiná-lo algo se você permitir ou encorajá-lo a isto. Cultive essa atitude de “anfitrião” e amigo dos seus sonhos.

Plante uma semente

Antes de ir dormir, diga a si mesmo que irá sonhar. Mantenha uma atitude positiva de convite. Pense e anote (1) os assuntos importantes que ocuparam a sua mente durante o dia e (2) os tipos de coisas que você gostaria que seus sonhos abordassem. Leia novamente o que você escreveu. Procure manter essas idéias em mente quando cair no sono. Não analise ou pense muito profundamente sobre isso, apenas o mantenha sem pressão na sua mente.

Volte ao sonho

Quando você acordar de um sonho (no meio da noite ou pela manhã), continue deitado apenas por um momento e volte sua atenção para dentro, procurando por um sonho em sua memória. Chame os vários fragmentos do seu sonho de volta para você. Seja paciente. Pode levar algum tempo para que as diferentes partes venham à superfície e reúnam-se umas às outras. Mesmo se somente fragmentos retornarem à sua lembrança, tudo bem. Não fique tenso tentando se lembrar. Relaxe o seu ânimo. Deixe os pedaços flutuarem por si mesmos. A reprodução suave e contínua do sonho em sua mente pode trazer porções dele à superfície.

Escreva tudo em um rascunho

Depois que você tiver ponderado sobre o seu sonho e tudo indicar que você recordou tanto quanto foi possível, escreva tudo o que você se lembrou! Não confie na sua memória. Você às vezes pode pensar: “Oh, eu definitivamente me lembrarei DESTE sonho! Ele foi esplêndido!” Mas existe um risco que você não deve correr. Os sonhos são esquivos. Tenha papel e lápis à mão. Talvez até uma lanterna também (a luz do quarto não perturbará ninguém). O uso de um gravador é uma outra possibilidade. Qualquer que seja o método que você escolha, anote as seguintes informações:

Qualquer coisa que se lembrar dos sonhos, mesmo que seja um fragmento.

Pequenos detalhes, mesmo que pareçam insignificantes.

Os sentimentos e as sensações que você sentiu durante o sonho.

Eventos da sua vida que vêm à sua mente enquanto você pensa a respeito de algum sonho (mesmo se você não tiver certeza de como estes eventos estão relacionados a ele).

O que você pensava antes de cair no sono.

Quaisquer outros pensamentos, sentimentos, lembranças ou sensações que aparecem como reflexos no sonho.

Se você se lembrar apenas de fragmentos de um sonho, escreva-os sem se preocupar em como ordená-los. A princípio, não se preocupe muito com a gramática, ortografia ou a coerência do que você escreve nesses “rascunhos”. Essas notas podem formar, de fato, uma espécie de “livre associação”.

O seu diário de sonhos

Manter um diário de sonhos permanente pode ser um bom meio de se estimular a recordação dos sonhos. Quanto mais atenção você voltar para eles, mais sua vida onírica “abrir-se-á” para você. Enquanto os rascunhos formam a sua recordação e as reações imediatas aos seus sonhos, o diário pode ser um lugar para maiores detalhes, maior profundidade, para pensamentos e explorações. Use os rascunhos como combustível ou trampolim para idéias que você investigará no diário. Use-o também para experimentar várias técnicas de trabalho com sonhos.

Lembranças durante o dia

Às vezes a lembrança de um sonho pode espontaneamente surgir durante o dia. Tente escrevê-la tão cedo quanto possível.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/como-se-lembrar-dos-sonhos/

Ser Gente Nunca Sai de Moda

A necessidade de andar na moda, a aflição inconsciente de estar em sintonia com o que se imagina ser moderno, revela uma busca por identificação e aceitação, uma vontade, em geral não percebida, de encontrar um lugar para se viver em paz. A moda nasce da necessidade cultural das pessoas de entender quem são e aonde caminham. Roupas, acessórios, carros, ideias enlatadas, maneiras de agir e falar tentam desesperadamente rotular o ser na tentativa de fazê-lo acreditar que pela casca se reconhece o valor da fruta. Em vão.

Perde-se a beleza de inventar a si próprio e a força de ser único. A moda traz consigo o perigo de projetar um suposto ideal que com certeza não somos.

O limite da forma estabelece fronteiras. Qualquer modelo pronto a ser usado rouba a originalidade do indivíduo, a beleza dos voos solos em altitudes inimagináveis, onde, só então, se defrontará com mundos e possibilidades apenas acessíveis a quem ousa ir além da normalidade e das permissões mundanas. O exercício da criatividade desenvolve as asas da liberdade.

Nada contra a indústria de consumo, como roupas, carros ou entretenimento que precisa produzir e vender para gerar riqueza e empregos que movimentam o planeta. Beleza e conforto, quando atingidos e usufruídos de maneira digna, são bem-vindos. Para ser feliz não é preciso ser um asceta no sentido original da palavra. Porém, há que se entender o limite de todas as coisas e o sentido da busca de cada um.

A moda costuma servir de referência para o sujeito se situar em determinado grupo social seja atrás de aceitação ou destaque. Um jeito ingênuo de imaginar quem é ou gostaria de ser, um lugar na tribo que admira, na tentativa de se impor e encontrar o seu canto no mundo. Em suma, a moda tenta acomodar nos porões da mente as mitológicas indagações de quem somos e para aonde vamos. Mas de que adianta um espelho se não se quer ver? De que serve mapa e bússola se não se sabe para aonde ir? Pode a forma ganhar mais importância do que a essência?

Inconscientemente a moda ilude o consciente, vendendo o que não pode entregar.

Ainda que não esteja claramente decodificado no entendimento de cada indivíduo, caminhamos, invariavelmente, em busca da plenitude do ser, onde, só então, conseguiremos encontrar toda a paz que precisamos e, em análise honesta, é o que importa. Entretanto, chegar até esse paraíso é a pergunta que não se cala.

Por ainda não terem decodificado o processo, muitos ainda procuram desesperadamente na moda signos de identificação, na ilusão de não se sentirem perdidos, como se a felicidade estivesse disponível na vitrine ou na prateleira das lojas ao alcance do cartão de crédito. É bem mais simples e confortável trabalhar a forma do que a essência. Porém, o resultado nunca será o mesmo. Trocar de vestido não cicatriza as feridas do coração; o brilho de uma jóia não ilumina os vãos escuros da tristeza; um belo e caro carro pode despertar admiração dos outros e te levar a um confortável passeio, mas as angústias mal resolvidas te acompanharão por toda a parte; o acesso as modernas tecnologias não te dão resposta às questões profundas da alma. Adiar o mergulho no autoconhecimento é ficar sentado na estação vendo passar o trem da plenitude. É necessário coragem de se ver e entender quem realmente é, encarar as próprias dores e frustrações, assumir as responsabilidades, lamber as feridas para curá-las. E, então, se transformar. A busca é árdua, mas o encontro é mágico. Extrair e vivenciar o que há de melhor em si, como diamante que precisa lapidar o cascalho até refletir perfeita luz, define a sua roupa.

Na medida que vamos nos conhecendo e transmutando sombras em luz, trocamos o paletó da inteligência, o vestido do coração, o guarda-roupa da alma. Saber quem somos é fundamental para entender os outros e o mundo. Se a vida oferece andrajos ou prêt-à-porter, lembre-se que somos os nossos próprios alfaiates. Cabe a cada um escolher os tecidos do amor, costurar com as linhas da compaixão, abotoar com sabedoria, vestir com a paciência da eternidade. Depois basta distribuir os lenços da alegria por onde passar, a qualquer um, sem distinção. Encontrar brilho na trajetória de todas as pessoas revela a luz que há em ti. A beleza de suas novas vestes vai encantar inimagináveis passarelas e todos desejarão estar por perto, desfilar ao seu lado, independente da cor da calça, do modelo do carro ou da marca do sapato. A elegância não está na grife, porém no estilo.

Não é o que se usa, mas um jeito de ser.

Ser gente nunca sai de moda.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/06/26/ser-gente-nunca-sai-de-moda/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ser-gente-nunca-sai-de-moda

Seria o TdC uma Sociedade Secreta?

cebola

Com o projeto do livro de Kabbalah Hermética chegando em sua reta final, sinto que também está na hora de dar um passo adiante com o Blog também. Nestes últimos 9 meses eu estive bastante ausente em termos de escrever textos de ensinamentos aqui, embora, na verdade, estava extremamente ocupado escrevendo textos de ensinamentos para o Livro! Depois de mais de 8 anos publicando textos sobre praticamente TUDO o que se pode imaginar dentro do Hermetismo, Alquimia, Maçonaria, Umbanda, Rosacruz e trocentos outros assuntos, chega uma hora que a maioria das perguntas do tipo “onde eu acho algo sobre X?” já foi respondido em algum post dentro dos 3.000 publicados.

Então, vou tentar uma nova fórmula que acho que deve ser bacana e, ao mesmo tempo, me forçará a escrever novamente com constância. Usar o Blog como “Blog”, contando causos, debatendo sobre assuntos aleatórios relacionados ao Hermetismo, Cultura Pop, resenha de filmes que tenham assuntos iniciáticos e coisas assim… e vocês me ajudam sugerindo tópicos nos comentários ou nas postagens do Facebook.

Hoje vou falar um pouco sobre um tema que bombou na lista de debates do facebook: Afinal, o TdC está caminhando para se tornar uma Sociedade Secreta?

A Resposta mais honesta seria: Talvez sim. Mas não do jeito que você imagina.

A verdade é que existem inúmeros Círculos de Compreensão dentro do Hermetismo e que de uma certa maneira, eu preciso ser capaz de conversar com cada um destes Círculos de maneira diferente. Geralmente, quanto maior o Círculo, mais leigas são as pessoas e mais diluída precisa ser a mensagem, senão a quantidade de chorume ignorante que vai chover sobre os textos nos comentários não está no gibi. Comecemos com dois exemplos bons:

O Mundo profano

1 – Quando eu vou em algum programa tipo “Superpop”, sempre aparece algum idiota para xingar “Ah, mas olha lá o deldebbio no Superpop! Nenhum mago sério toparia ir naquele programa que só tem abobrinha”… o que é de certa maneira um espelho do próprio preconceito e arrogância de quem diz esse tipo de coisa. Programas populares de auditório escolhem pautas XYZ por causa da popularidade, depois buscam no google se tem algum expert para falar sobre aquilo. Se o cara diz “não”, eles ligam pro próximo, e pro próximo, e pro próximo, ATÉ ALGUÉM ACEITAR. Muitos idiotas da net acham que bastaria falar “não” que o programa não aconteceria e que poderíamos escapar desta exposição, mas simplesmente não é verdade. Então eu prefiro mil vezes ir em um programa do Superpop, ou Regina Casé, ou Faustão ou o que seja para falar sobre Hermetismo do que deixar que eles escolham algum tosco fantasiado de dr. Estranho ou Constantine pra falar besteiras. Eu sei que eu me garanto e que, em vinte anos de entrevistas, já tenho tarimba para sacanear quem acha que vai nos sacanear. E cada programa destes atinge 400.000 famílias (é gente pra caramba!) e, se eu articular direito e levantar a curiosidade da maneira certa, aqueles que tem um QI maior que o de um funkeiro vão buscar algo no Google… e não são poucos! Lembro que da última vez que fui no Superpop, fui reconhecido até por caixa de supermercado uma semana depois do programa! É uma chance de ouro de defender o hermetismo nas grandes massas.

2 – Quando eu escrevo ou publico algo no mundo geek/nerd, geralmente entrevistas relacionadas com RPG ou cinema, procuro ficar mais nos assuntos de mitologia, ou utilizar elementos da magia dos universos de fantasia para trazer aqueles com QI maior que o de um orc para dentro do blog. Apesar de ser um círculo mais fechado, ainda tem muito retardado com o ego de crianças de 12 anos no meio Rpgístico e que se melindra com qualquer coisa, ainda mais nestes tempos pós-modernxs. Ao longo de quase 20 anos, jogos como Arkanun, Trevas, Anjos e Demônios atraíram muita gente para o hermetismo. Pessoas que começaram a jogar com 10-15 anos e que hoje possuem 35-40 anos, já estão em ordens iniciáticas e/ou estudando.

Estes são os exemplos mais distantes das cascas da cebola, públicos onde a imensa maioria é composta de leigos, palpiteiros e “achadores” de egos imensos, mas é a primeira filtragem. Em seguida, temos o próprio Blog do TdC, que começou como uma Coluna no site Sedentário e Hiperativo (uns 8 anos atrás, hoje o foco do site são vídeos e memes). Nos tempos do Sedentário cada postagem na Coluna chegava a 40.000 visualizações, o que ainda é um número gigantesco, porém mais afinado com a egrégora.

Podcasts e Entrevistas
Outro método excelente de abrir as portas aos buscadores é através de entrevistas e bate-papos em podcasts, sites e youtubers. Um vídeo como a palestra sobre A Kabbalah e os Deuses de Todas as religiões já foi visto mais de 80 mil vezes. Aqui tem uma lista com as melhores. Fora os excelentes podcasts do Descontrole (aliás, fica o convite: se você possui um podcast sobre qualquer assunto que seja e quiser bater papo comigo, é só me mandar um email ou mensagem no Facebook e marcamos). Estas conversas atingem públicos às vezes muito diversos do habitual e serve como porta de entrada para os textos do site. Acho que os livros e textos em PDF (especialmente o “Grande Computador Celeste” também ajudaram muita gente a chegar até as portas do Labirinto).

No TdC ocorre o que gosto de chamar de “Porta de Entrada”. São cerca de 10 mil visitantes por dia, cerca de 7 mil no post principal e 3 mil espalhados pelo que chamamos de “cauda longa”, que é movimentado principalmente pelos Sites de Busca e pelo alto Pagerank do TdC. Por ter material original e bem cotado, o Blog está sempre entre os primeiros sites (tirando os patrocinados e os esquisotéricos de portais gigantescos) e conseguimos manter um bom diálogo com a galera e começar a redirecioná-los para círculos mais específicos…

Os Primeiros Círculos costumam ser os Grupos de Hermetismo no Facebook, antigamente (em tempos de Orkut) tínhamos o Projeto Mayhem, mas com o tempo, a praticidade do Facebook fez com que o pessoal naturalmente migrasse de uma plataforma para outra. Nossos grupos de Facebook são moderados e bem cuidados. Não permitimos fakes nem trolls e qualquer problema com babacas gera advertência e banimento. Assim, conseguimos manter a qualidade mesmo dentro de um dos maiores grupos do Facebook do tema. E dentro destes Grupos, temos grupos menores relacionados à Kabbalah, Astrologia Hermética, Runas, Tarot e outros assuntos. Grupos mais fechados e mais selecionados, porque o nível dos debates também é mais complexo. Nestes grupos chegamos a 300, 400 pessoas no máximo.

Finalmente, temos nossos próprios grupos de estudo, onde você pode estudar sozinho e fazer os exercícios práticos em casa. São Monografias e relatórios, cada lição resolvida abre as portas para a próxima Monografia… Apesar de parecer simples e mais de 8 mil pessoas já terem pedido para entrar, menos de 10% sequer consegue chegar ao grau de Probacionista, onde a jornada começa. Aqui já temos uma Egrégora bem forte protegendo aqueles que resolveram se dedicar ao estudo da Alquimia, Hermetismo e busca pela Verdadeira Vontade.

Nesta caminhada, temos cursos presenciais de Hermetismo e, para os que não possuem finais de semana livre ou tempo disponível ou moram longe de São Paulo, estruturamos os Cursos de Hermetismo À Distância no Excelente site da Daemon Editora. o Conteúdo é rigorosamente o mesmo dos cursos presenciais e faço acompanhamento com apostilas e plantão de dúvidas. Aos poucos, fazemos o que está ao nosso alcance para ajudar, mas a Caminhada até o Santo Graal deve ser feita pelo Buscador.

Então, a conclusão é que depois de 22 milhões de pessoas visitando nosso site ao longo de 8 anos, cada uma destas pessoas ultrapassou o que conseguiu do próprio abismo. Muitas abriram, leram e entenderam tudo ao contrário e vão sair falando merda; muitas leram alguma coisa, mataram a curiosidade e retornaram às suas vidas; muitas leram alguns posts, até gostaram do que viram mas ficaram com preguiça de continuar e retornaram para as vidas normais; outros começaram a estudar alguma coisa; outros resolveram aprofundar os estudos; alguns entraram em ordens iniciáticas (muitas e muitas e muitas diferentes para poder citá-las todas aqui) e uma parte realmente avançou dentro destas ordens. Hoje tenho a felicidade de encontrar leitores do Arkanun/Trevas entre médicos, advogados, engenheiros, artistas, administradores; temos amigos dentro dos maiores graus de todas as Ordens no Brasil e em vários outros países…

O que nos leva à resposta do título: SIM, praticamente somos uma Ordem Secreta enraizada dentro da Cultura Pop, das Ordens Iniciáticas e de profissionais que estão no caminho para se tornarem os melhores profissionais que puderem ser. O quanto você pretende avançar na Árvore da Vida só depende de você!

Certo homem saiu para semear. Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram. Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa pois a terra não era funda, mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes.

Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram. Uma outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo 30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado. Quem pode ouvir, ouça.

– Matheus, 13

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/seria-o-tdc-uma-sociedade-secreta

Magia Sexual: uma visão caótica

Phil Hine

Para começar, algumas definições:

“Magia Sexual tenta unificar paixão com consciência.”

“Magia Sexual é Amor sob o direcionamento da Vontade.”

Ambas as definições foram retiradas do trabalho do Dr. Christopher S. Hyatt, que combina prática mágica com psicoterapia e técnicas de trabalho corporal.

“O aproveitamento da própria experiência sexual com intencionalidade, para trazer a vontade da mudança.”

Esta terceira definição é minha tentativa inicial de encapsular as características essenciais da magia sexual. No mais, todas as três definições colocam a ênfase na Vontade. Dr. Hyatt salienta a importância do Amor e da Paixão, considerando a minha forma de ampliar todos os aspectos da nossa experiência sexual. Então, para resumir, magia sexual se trata de explorar e utilizar a própria consciência e a experiência da sexualidade com o intuito de provocar mudanças, de acordo com a vontade. Isto ajuda, se você for capaz de se apaixonar, em todos os sentidos da palavra, por todo este processo, pois sem o Amor é difícil haver mudanças.

Isto implica muito mais do que a simples ondulação de varinhas, bastões, taças e as rosas que alguns autores ocultistas sugerem. A decisão de manter o celibato por um tempo pode ser tanto um ato de magia sexual quanto qualquer ritual de cópula ou o ato da masturbação. Há uma tendência entre os magistas modernos em enxergar a magia 148sexual apenas como um meio ‚mais poderoso‛ de entrar em transe (gnose) na intenção de provocar mudanças. É mais ou menos como diz Zachary Cox em Aquarian Arrow ,  usar um computador como peso de porta.

Além disso, é muito fácil ficar preso em uma definição estreita, ou limitar as impressões do que a magia sexual envolve. Uma das invocações mais intensas de‚tensão erótica‛ que eu já participei aconteceu em uma sala lotada de pessoas festejando. Tudo começou com olhares se trocando pela sala. Nós seguramos o olhar de cada um por longas rajadas. Esta ‚dança‛ de estímulos não-verbais progrediu lentamente, com o estudo das mudanças corporais, grifos vocais de palavras significativas, um não-muito-toque dos dedos,até que a tensão sexual na sala começasse a aumentar, até a maioria das pessoas começarem a se afagar, de alguma maneira, que a atmosfera se tornou propícia, e então eles foram embora.Entre nós foi ‚levantada‛ uma intensa atmosfera erótica, ‚altamente carregada‛, sem que qualquer coisa sexual tivesse acontecido. Visto que nós todos tínhamos dividido um mesmo amante no passado (sem que as pessoas na sala soubessem), nós pudemos fazer isso como um jogo lúdico, reconhecendo o poder de sedução um do outro, mas confortavelmente por saber que não tínhamos a intenção de transar. Isto, para mim, é um ato de magia sexual tanto quanto copular enquanto se recita um mantra ou se concentra em um sigilo.

Sexo é poderoso e perigoso. É um dos aspectos mais intimidadores da experiência humana e, assim como um cavaleiro inexperiente que monta em um cavalo arisco, nós sentimos com freqüência que nossa sexualidade pode, de repente, deslizar do nosso controle e nos carregar, engasgados, para o caos do desconhecido.Às vezes, a  sexualidade pode ser tão escorregadia como uma enguia –justamente quando pensamos que entendemos tudo sobre isso, ela se reviravolta e nos surpreende. A sexualidade é caótica de forma que poucas pessoas são capazes de admitir. Afinal de contas, a cultura ocidental é obcecada pela ordem –experiências lineares e tudo cuidadosamente etiquetado. Mas o caosnos énatural, incluindo, é claro, a nossa própria natureza intrínseca,que nos cantos é bagunçada e meio ‚blobby‛. Nossa sexualidade pode, aparentemente e a qualquer momento, se tornar borbulhante, sem limites,mesmo quando tentamos contê-la –instituições sociais, preferências de gênero e teorias psicológicas. Vamos encarar que a Sexualidade é uma coisa esquisita. Magia é uma coisa esquisita.Portanto, quando damos início à Magia Sexual, a dose é dupla.Sexo e mágica são experiências entrelaçadas –sexo é um tipo de magia (e pode se tornar ainda mais mágico ao não se preocupar com o sexo-mágico toda hora), e a magia, enquanto erótica e excitante,não precisa sernecessariamente sexual do modo como entendemos isto. Há uma crença comumente aceita de que aqueles que praticam magia sexual incluem a si mesmos em ritos orgásticos selvagens emqualquer oportunidade que surgir. Isto é raramente o caso. Depois de tudo isso, se você precisar passar por toda essa baboseira ocultista apenas pra transar, então a sua vida é um pouco triste, não é? Ea subcultura ocultista é abarrotada de pessoas TRISTES, desesperadas pra conseguir transar eque tentamtransformar a magia sexual em um último recurso pra isso

Nesta última metade do século XX, houve um aumento pelo interesse em magia sexual. Isto tem conseqüências negativas e positivas. Sim, um interesse renovado em magia sexual significa que haverá uma nova geração de livros e escritores, saindo dos velhos clichês e explorando tabus, mas isto também significa que o sexo-mágicko se torna algo como um tendência, e tendências tendem a se tornar, em algum ponto, trivializadas. Disciplinas esotéricas resumiam-se em oficinas de final de semana. Tudo tinha o rótulo ‚Xamânico‛ –travestis eram‚ xamãs‛, rainhas do couro eram ‚xamãs‛, qualquer um com mais de um piercing era um ‚xamã‛–até que o termo ‚xamã‛ se desassociou do seu significado, e,pior ainda, as pessoas começaram a pensar que tudo que eles precisavam fazer para ganhar o respeito e o status de um xamã era ter um par de piercing e usar um vestido. Pat Califia ilustrou espirituosamente, na revista Skin Two, onde esta situação poderia chegar:

“Onde está o Altar? Vocês nunca me deram tempo para meditar antes de me amarrarem. Podemos fazer uma respiração tântrica e cantar juntos antes de começar a brincar? É o Equinócio Primaveril, sabe. As velas deveriam ser amarelas e azuis… Se você vai me mumificar, você deve colocar cristais sobre os meus chakras. E se você vai me bater, eu realmente gostaria de dedicar a minha dor à Kali, porque ela é minha deidade tutelar durante este ciclo lunar. Isto são grampos de plástico? Eu nunca vou deixar plástico tocar o meu corpo. Madeira absorve a vibração aural muito melhor. Espera, deixe-me olhar pra tatuagem no seu braço. Ó. Não tem muito, bem, a aparência de tribal, não é mesmo?”

Não se deve nunca esquecer que a magia sexual é uma disciplina, e qualquer coisa que venha da exploração das técnicas de magia sexual surge como conseqüência da sua disciplina.Deveria ser óbvio que para chegar a qualquer lugar com magia sexual, você deve praticar com todos os outros aspectos da obra mágicka.

PORQUE FAZER MAGIA SEXUAL?

Há uma suposição comum de que todos os magistas realizam práticas indizíveis por trás das portas fechadas. Mas só por isto ser uma crença popular não a torna verdadeira, nãoé? Quando as pessoas começam a manifestar interesses pela magia sexual, eu costumo questioná-la do ‚Por quê?‛. Geralmente, assume-se que todo mundo está interessado em magia sexual, do mesmo modo como se assume que todo mundo está extremamente curioso e interessado sobre sexo. Assim, todos os magistas sexuais precisam ser magistas, mas nem todo magista precisa ser um magista sexual.

PONTOS GERAIS A SEREM CONSIDERADOS

A)Você está ‚fazendo‛ magia sexual quando você começa a entender e explorar seus próprios sentimentos e comportamentos sexuais a partir de uma perspectiva mágica.

B)Você está ‚fazendo‛ magia sexual quando você começa a desembaraçar as suas atitudes, hábitos e projeções sobre suas experiências sexuais com outras pessoas.

C)Magia sexual se preocupa tanto com a aprendizagem do ‚deixar ir‛ como com a do ‚controlar‛.

D) Se você não pode praticar magia sexual com você mesmo, então provavelmente não se sairá bem com um parceiro.

E) Você é o responsável por suas próprias emoções.

F) Assim como qualquer outro tipo de magia, a sexual pode, em alguns casos, ser inapropriada, entediante ou não ser o melhor método para alcançar o intento.

G) Cuidado com os Adeptos ou Bruxas-Rainhas que fazem ofertas para acordar o seu Kundalini, elas podem atiçar seus chakras ou borrar sua aura!

H) Nunca faça magia sexual com alguém mais louco do que você mesmo.

Muito bom

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/magia-sexual-uma-visao-caotica/

O Necronomicon e a Antiga Magia Árabe

Os relatos de HPL do Necronomicon fornecem um número de paralelos dramáticos com mitos árabes verdadeiros e técnicas mágicas (Magick). Estes paralelos são muito específicos e detalhados para serem considerados um caso de coincidência. Muito do material nesta seção NÃO estava disponível em livros publicados em inglês antes de 1930. Isso parece significar que ou a informação foi dada à Lovecraft por alguém iniciado em tradições mágicas árabes ou Lovecraft tinha uma fonte escrita de informação sobre mitos e magia árabes não publicamente disponível. A segunda opção é um tanto plausível já que Lovecraft era um bibliófilo extraordinariamente erudito que amava mitologia árabe quando jovem.

Lovecraft quase que certamente tinha um livro não publicado, provavelmente raro, sobre mitos e magia árabes. Esta é a explicação mais econômica de como informações TÃO OBSCURAS sobre magia árabe podem ter aparecido em suas histórias. Lovecraft provavelmente possuiu um livro muito parecido com o Al Azif (Necronomicon) em conteúdo se não no título. Para algumas pessoas isto pode soar uma declaração difícil de se aceitar sem provas. Eu sou este tipo de pessoa. O motivo de eu estar fazendo esta declaração é porque eu sinto que é bem comprovada. Eu espero que você tenha esse sentimento quando terminar de ler este texto. Eu vou agora detalhar algumas destas raras informações, referidas acima, que conectam os relatos de HPL do Necronomicon e seus mitos com tradições místicas árabes reais.

HPL escreveu que o Necronomicon foi escrito por Abdul Alhazred, que era chamado de “Poeta Louco”. Alhazred visitou a cidade perdida “Irem dos Pilares” (o centro ou o culto de Cthulhu) e lá encontrou muitas coisas estranhas e mágicas. Lovecraft localizou Irem em Rub al Khali. Quando velho, Alhazred registrou o que ele lembrava em seu livro de poesia “Al Azif” (depois renomeado como Necronomicon).

Irem é muito importante para a magia árabe. “Irem Zhat al Imad” (Irem dos Pilares) é o nome da cidade em árabe. É popularmente acreditado pelos árabes que Irem foi construída pelo Jinn sob a direção de Shaddad, Senhor da tribo de Ad. A tribo de Ad, de acordo com a lenda, foi uma raça aproximadamente equivalente aos “Nefilins” (gigantes) hebraicos. Em uma versão deste mito Shaddad e o Jinn construíram Irem antes da época de Adão. Os Muqarribun (magos árabes) tem crenças importantes a respeito de Irem e seu significado. Os Muqarribun, cujas tradições pré-datam o Islamismo, acreditam que Irem é um local em outro nível de realidade, em vez de um lugar físico como Nova York ou Tóquio. (Porquê Irem é tão importante para os Muqarribun e como eles a usam será melhor explicado logo). Os pilares em “Irem dos Pilares” têm um significado secreto. Entre os místicos árabes, “pilar” é um nome-código para “ancião” ou “antigo”. Deste modo “Irem dos Pilares” é na verdade “Irem dos Antigos” (é digno de nota que vários estudiosos de Lovecraft erroneamente afirmam que HPL criou Irem, assim como dizem que ele criou o Necronomicon, como parte de sua ficção).

Nas lendas árabes, Irem está localizado em Rub al Khali assim como HPL disse que estaria. Para os Muqarribun, o Rub al Khali tem um significado “secreto” (incidentemente a arte de codificar e decodificar significados “secretos” na escrita árabe mística ou mágica é chamada de Tawil). Rub al Khali se traduz como “Quarteirão VAZIO”. Neste caso “Vazio” se refere à VAZIO como em AIN nas tradições cabalísticas. Rub al Khali é a porta “secreta” para o Vazio nas tradições mágicas árabes. É o exato equivalente árabe para DAATH na Cabala. Para os Muqarribun, o Rub al Khali é o portal (Daath) secreto para o Vazio (Ain) no qual se encontra a “cidade dos Antigos”. Isto é incrivelmente próximo de Lovecraft, que fez muitas referencias a um portal de conexão com os “Antigos”. Mais, Lovecraft, afirma que os Antigos vieram do Exterior (outra dimensão de realidade) e os ligou ao “vazio infinito”. Ao fazer essas afirmações a respeito dos “Antigos” e conectá-los ao Irem e ao Rub al Khali penetrou na justa essência de uma quase desconhecida (porém importante) área da antiga magia árabe. O que faz disso ainda mais interessante é que não há forma de saber sobre o significado “secreto” de Irem, a não ser que você faça alguma pesquisa séria sobre tradições místicas e mágicas árabes.

Desta forma Lovecraft ou fez uma das suposições mais sortudas da história ou de fato fez alguma pesquisa sobre os aspectos mais profundos das tradições mágicas dos Muqarribun (pelo que eu saiba não havia nenhum livro publicamente disponível com esta informação na época de Lovecraft). O “Rub al Khali” (não o deserto físico, mas o equivalente árabe de Daath) foi penetrado em um estado alterado de consciência pelos Muqarribun. Irem representa aquela parte do “Quarteirão Vazio” que age como uma conexão para O Vazio. É desse lugar (Irem) que a comunhão com o Vazio e no que ele habita acontece. Os “monstros da morte” e espíritos protetores que Lovecraft menciona são os Jinns (veja abaixo). O Muqarribun pode interagir com essas entidades quando ele está no “Rub al Khali” ou “Irem”. Quando o Muqarribun passa através de Irem para o Vazio ele alcança a Aniquilação (fana). Aniquilação é a suprema realização nos misticismos Sufi e Muqarribun. Durante a Aniquilação, o ser inteiro do mago é devorado e absorvido para dentro do Vazio. O “eu” ou a “alma” (nafs i ammara) é totalmente e completamente destruída no processo. Essa é provavelmente a fonte de histórias à respeito de demônios comedores de alma (associados à Irem) nas lendas árabes. Isso deve ser comparado à Lovecraft em “Through the Gates of the Silver Key” no qual Irem é um tipo de portal para o Exterior. Uma comparação próxima desta história com as idéias dos Muqarribun, discutidas acima, mostrará novamente que HPL tinha um conhecimento de magia árabe não disponível publicamente. Agora vamos considerar o título designado à Alhazred. HPL escreveu que o título de Alhazred era “Poeta Louco”. “Louco” é normalmente escrito como “majnun” em árabe. Majnun significa “louco” atualmente. Entretanto, no século oitavo (época de Alhazred) significava “Possuído por Jinn”. Ser chamado de Louco ou Possuído por Demônios era altamente ofensivo para um muçulmano ortodoxo. Os Sufis e os Muqarribun consideravam “Majnun” um título lisonjeiro. Eles até chegavam a ponto de chamar certos heróis Sufi de “Majnun”.

Os Jinns eram criaturas poderosas dos mitos árabes. Os Jinns, de acordo com a lenda, desceu do paraíso (o céu) antes do tempo de Adão. Portanto, eles existiram antes da humanidade e conseqüentemente são chamados de “Pré-adamitas”. “Pagãos gentios” veneravam estes incrivelmente poderosos seres. Os Jinns podem “gerar filhos com a humanidade”. Os Jinns são comumente invisíveis aos homens normais. Eles aparentemente querem grande influência na Terra. Muita da magia praticada concerne os Jinns (feitiços para se proteger deles, ou feitiços para chamá-los). Os Jinns são deste modo virtualmente idênticos aos Antigos de Lovecraft. Vamos analisar o título “Poeta Louco” um pouco mais. Os Jinns inspiram poetas nos mitos árabes populares. Por isso que Maomé foi tão veemente em negar que ele era um poeta. Ele queria sua revelação fosse compreendida como vinda de “Deus” e não dos Jinns. Então o título “Poeta Louco” indica que Alhazred fez “Contato” com os Jinns (Os Antigos).

Isso também sugere que seus escritos foram diretamente inspirados por eles. Isso é inteiramente consistente com o que Lovecraft escreveu sobre Alhazred. Qualquer um que não está familiarizado com magia e misticismo árabes não poderia saber o significado de “O Poeta Louco” em árabe. Isso de novo parece indicar que Lovecraft provavelmente teve uma fonte de informações raras sobre magia árabe. Lovecraft escreveu que o Necronomicon de Alhazred era um livro de poesia originalmente intitulado “Al Azif”. Isto também mostra uma conexão profunda com magia e misticismo árabes que não seriam aparentes à alguém não familiarizado com estes assuntos. Al Azif traduzido é “o livro dos uivos dos Jinns”. Este título é notavelmente consistente com o significado de “Poeta Louco” em árabe (Aquele Possuído pelos Jinn e Cujas Escritas São Inspiradas Pelos Jinns). É também importante que o Al Azif foi dito ser escrito em verso poético. O Necronomicon (Al Azif) dizia a respeito de assuntos religio-mágicos e místicos. Quase todos o livros em árabe sobre religião ou misticismo foram escritos como poemas. Isso inclui trabalhos ortodoxos (como o Alcorão) assim como escritos Sufistas e Muqarribun. O nome Cthulhu provê um paralelo importante e fascinante com a prática mágica árabe. Cthulhu é muito parecido com a palavra árabe Khadhulu (também soletrada “al quadhulu”). Khadhulu (al qhadhulu) é traduzido como “Desertor” ou “Abandonador”. Muitos Sufis e Muqarribun fazem uso deste termo (Abandonador). Em escritos Sufistas e Muqarribun, abandonador refere ao poder que estimula as práticas de Tajrid “separação externa” e Tafrid “solidão interior”. Tajrid e Tafrid são formas de “yoga” mental, usados em sistemas árabes de magia, para ajudar o mago a livrá-lo (abandonar) da programação imposta por sua cultura. Nos textos Muqarribun, Khadhulu é o poder que faz as práticas do Tafrid e Tajrid possíveis para o mago. Apesar de eu estar familiarizado com o uso de “abandonador” nos escritos árabes místicos e mágicos, eu não sabia que (até dois anos atrás) que Khadhulu aparece no Alcorão. Eu devo o conhecimento de que Khadhullu aparece no Alcorão à William Hamblin. No Alcorão, cápitulo 25 verso 29 (“Porque me desviou da Mensagem, depois de ela me ter chegado. Ah! Satanás mostra-se aviltante para com os homens!”), está escrito. “Humanidade, Shaitan é Khadhulu”. Este verso tem duas interpretações ortodoxas.

A primeira é que Shaitan vai abandonar os homens. A outra interpretação ortodoxa é que Shaitan causa os homens à abandonarem o “caminho correto do Islão” e aos “bons” costumes de seus ancestrais. O muçulmano ortodoxo veria esquecer a cultura Islâmica como algo pecaminoso e afrontoso. Entretanto, os Muqarribun e os Sufis, como já discutido, sentem que abandonar sua cultura é vital para o crescimento espiritual. A identificação de Shaitan da tradição Islâmica é muito importante. No tempo em que Maomé escrevia, Shaitan era chamado de “a Velha Serpente (dragão)” e o “Senhor das Profundezas”. A Velha Serpente ou Velho Dragão é, de acordo com especialistas como E.A. Budge e S.N. Kramer, Leviatã. Leviatã é Lotan. Lotan é ligado até Tietan. Tietan, como nos é falado pelas autoridades em mitologia do Antigo Oriente, é uma forma tardia de Tiamat. De acordo com especialistas o Dragão das Profundezas chamado Shaitan é o mesmo Dragão das Profundezas chamado Tiamat. Estudiosos especializados em mitologia do Antigo Oriente já declararam isso dessa vez e novamente. Porque isso é importante? Sua importância jaz no fato de que HPL descreveu Cthulhu como uma criatura draconiana e que está dormindo nas profundezas (oceano). Leviatã/Tiamat é também falado estar dormindo ou hibernando. A identificação de Shaitan, o Senhor Dragão das Profundezas, com Khadhulu no Alcorão é deste modo um paralelo muito fascinante com Lovecraft. A conexão de o “Abandonador” com o Dragão é um tanto fortalecido por uma linha do “Book of Anihilation”, um texto em árabe sobre magia. Esta linha traduz “o dragão é um abandonador pois ele abandona tudo que é sagrado. O dragão vai para lá e para cá sem pausa.” Enquanto esta linha é obviamente simbólica (provavelmente se refere à prática do Tafrid) ela de fato serve para estabelecer uma conexão entre o mito do Dragão do Antigo Oriente e Khadhulu na magia árabe. O antigo dragão das profundezas (Tiamat) tem origens que chegam até à Suméria. Suméria foi a mais antiga civilização que se saiba ter existido.

Se Khadhulu do misticismo árabe é sinônimo do Dragão da mitologia (cuja evidência sugere que possa ter sido) então Khadhulu foi venerado por um longo tempo. O numerosos paralelos entre Cthulhu e Khadhulu dos Muqarribun são fortes o bastante para sugerir que Lovecraft expandiu-se nos mitos árabes para criar sua divindade Cthulhu. Existem outras informações interessantes relacionadas ao Dragão das Profundezas (que se originou na Suméria) e Khadhulu. Esta informação possivelmente é uma simples coincidência. Por outro lado, pode não ser coincidência; simplesmente não há como confirmar ainda. É sobre um dos títulos do Dragão, nomeado Senhor das Profundezas. O título Senhor das Profundezas traduzido para o sumério é “Kutulu”. Kutu significa “Submundo” ou “Profundezas” e Lu é sumério para “Senhor” ou “Pessoa de Importância”. Vamos considerar isto por um momento: o Kutulu sumério é bem similar ao Khadhulu em árabe. Khadulu é associado com o Dragão em textos mágicos árabes.

Khadhulu também é identificado com o Antigo Dragão (Shaitan) no Alcorão. Um dos títulos deste Dragão (Senhor das Profundezas) é Kutulu em sumério. A palavra Kutu (“profundezas” ou “abismo”) é conectada com o dragão da mitologia suméria. De fato, o governante das Profundezas (kutu) na Suméria era o Antigo Dragão Mumu-Tiamat. Existe, como deve parecer, um bocado de conexão aqui e talvez isso indique que Kutulu e Khadhulu estejam na mesma categoria. Eu fiquei ciente pela primeira vez da similaridade “Porque me desviou da Mensagem, depois de ela me ter chegado. Ah! Satanás mostra-se aviltante para com os homens!” de Cthulhu e “Kutulu” lendo uma publicação de L.K. Barnes. Eu estava um pouco cético no começo, mas não descartei a informação. Em vez disso, eu pesquisei até eu conseguir confirmar todas as informações acima, relacionadas á palavra Kutulu. O fato de que a informação acima sobre Kutulu é exata e bastante sugestiva não PROVA nada. Isso, entretanto, por via de regra APÓIA a idéia que Kutulu /Khadhulu fez parte das tradições mágicas do Antigo Oriente por um longo tempo. A única coisa que poderia ser aceita como prova seria a descoberta, em um texto sumério, de uma menção direta do nome ou palavra Kutulu no contexto discutido. Até onde eu saiba, isso ainda não aconteceu. Até que aconteça (se acontecer) a equivalência Kutulu/Khadhulu terá que permanecer como tentativa.

Vamos examinar melhor o material sobre magia árabe.

Eu acredito isso leva a uma conclusão. Lovecraft tinha acesso à material raro sobre magia e mitos árabes. Ignorando a possível equivalência coincidente de Kutulu e Khadhulu, ainda existem evidências esmagadoras que sustentam essa proposta. Lovecraft empregou Irem de uma maneira que forma paralelos com o modo como os Muqarribun a empregavam antes desta informação estar geralmente disponível. O Rub al Khali (Roba al Khalye) é de verdadeira importância para os Muqarribun. Os Jinns são as exatas parelhas dos “Antigos”. A descrição de Lovecraft de Alhazred é BEM consistente com o significado árabe de “Poeta Louco” mesmo isso sendo geralmente desconhecido nos anos 1930. O Al Azif (o uivado dos Jinns) é obviamente relacionado ao título de Alhazred: “Aquele que é Possuído pelos Jinns e Cujos Escritos São Inspirados Pelos Jinns”. Al Azif sendo um livro de poesia é consistente com o fato de que quase todo escrito árabe místico ou profético eram poesias. A associação de Khadhulu com o adormecido Dragão das Profundezas é MUITO próxima do Cthulhu e Lovecraft que se deita Sonhando nas Profundezas (oceano). Até aonde eu sei, não havia nada disponível (impresso) sobre Khadhulu em inglês nos anos 1930. Tudo isso parece indicar que Lovecraft tinha uma fonte de informação sobre magia e mitos árabes não comumente acessível.

Parece que HPL se expandiu nesse material, dessa fonte, em sua ficção. Por favor, note que isso de jeito algum diminui sua considerável criatividade. As histórias de HPL são ótimas não por causa de poucos elementos isolados mas por causa do modo como Lovecraft pode juntar pedaços individuais em um só. Em adição do material acima, existem numerosas outras instâncias em que Lovecraft apropria-se das mitologias Árabe e do Antigo Oriente. Lovecraft provavelmente se expandiu sobre mitos Árabes e orientais quando criou seus Profundos e Dagon. Mitos árabes mencionam misteriosos homens-peixe vindos do mar de Karkar. Estes homens-peixe são provavelmente derivados dos mitos relacionados com o real deus do Antigo Oriente, Dagon. Dagon é a divindade filistina que se apresenta como um gigante homem-peixe. Dagon é a versão posterior do Oannes babilônio. Oannes (Dagon) era o dirigente de um grupo de homens-peixe divinos. O zoótipo do homem-peixe ainda tem um grande papel em alguns sistemas mágicos. Claramente Dagon e os Profundos são expansões diretas das mitologias Árabe e orientais que eram familiares à Lovecraft.

O Ghoul é outro óbvio exemplo de mitologia árabe inserida na ficção de Lovecraft. O Ghoul é derivado do Ghul árabe. O Ghul é uma criatura humanóide com traços faciais monstruosos. Habitam lugares desertos e desolados como cemitérios. Os Ghuls que habitam cemitérios se banqueteiam de cadáveres do local. Isso obviamente é a fonte dos Ghouls de Lovecraft. Até este dia o Ghoul comedor de cadáveres tem um papel dinstinto em práticas mágicas dos Árabes e outros.

A Cabra Negra dos Bosques com Mil Jovens pode ser traçada até o antigo Egito e Suméria. Enquanto tanto Egito como Suméria tiveram cultos à bodes, provavelmente a versão egípcia foi a mais influente. A então chamada Cabra de Mendes era uma encarnação “negra” de Asar. O culto era baseado na fertilidade. Aspectos destes cultos caprinos foram absorvidos por sistemas mágicos árabes. Por exemplo, a tribo Aniz era designada como a Cabra Anz. (Anz e Aniz são cognatos). Os Aniz eram chamados de Cabra porque seu fundador praticava magia baseada na fertilidade. O Símbolo deste culto é uma tocha entre dois chifres de Cabra. Este símbolo se torno importante para tradições mágicas ocidentais.

Texto Parker Ryan, Tradução A. Valente

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/o-necronomicon-e-a-antiga-magia-arabe/

9 Verdades e 1 Mentira sobre Seitas

Aquele sorriso amigável, aquela promessa de uma vida melhor, o sonho de, enfim, estar em paz com o Deus Todo Poderoso… Essa ânsia humana em ser feliz faz com que procuremos respostas, e nessa busca, nos submetamos às mais diversas situações, sem nos darmos conta em que “furada” nos enfiamos. De grupos evangélicos a pseudo-feministas, de justiceiros sociais a neonazistas bolsomitos, todos estes grupos seguem a cartilha das Qlipoth; as cascas da Árvore da Morte.

Abaixo, algumas dicas. Daí, você responde: você está envolvido em uma seita?

Descubra quais afirmações são verdadeiras e qual é a falsa!

CONTROLE DE PENSAMENTO – Não é permitido ler material ou falar com pessoas que tenham ideias contrárias às do grupo. Em alguns casos, a vítima é geograficamente isolada da família e dos amigos. Podem atacar membros do grupo que falem com pessoas que tenham idéias diferentes ao grupo e nunca escutam opiniões divergentes.

HIERARQUIA RÍGIDA – São criados modos uniformizados de agir e pensar, desenvolvidos para parecer espontâneos. A vítima é convencida da autoridade absoluta e do caráter especial- às vezes, sobrenatural – do líder empoderado. São criados modelos de pensamento no qual todos os membros do grupo devem copiar.

MUNDO DIVIDIDO – O mundo é dividido entre “bons”(o grupo) e “maus”(todo o resto). Não existe meio-termo. É preciso se policiar e ser policiado para agir de acordo com o padrão de comportamento “ideal”. É preciso engolir todo o “pacote”. Não é possível concordar com algumas partes e discordar de outras. Ou você aceita tudo, ou faz parte do “lado mau”.

DELAÇÃO PREMIADA – Qualquer atitude errada, ainda que cometida em pensamento, deve ser reportada ao líder. Também se deve delatar os erros alheios. Isso acaba com o senso de privacidade e fortalece o líder empoderado . Deve-se criar maneiras de expor e atacar qualquer pessoa que pense de maneira diferente.

OCUPAÇÃO – O grupo tenta interferir e ocupar todo e qualquer espaço disponível, mesmo fora de sua alçada. Atacar e destruir qualquer tipo de pensamento diferente é a regra em todas as instâncias.

VERDADE VERDADEIRA – O grupo explica o mundo com regras próprias, vistas como cientificamente verdadeiras e inquestionáveis. A vítima acredita que sua doutrina é a única que oferece respostas válidas para tudo e todos e não aceita nada que não venha de seus líderes. Mesmo quando os líderes são presos ou desmascarados, continuam pregando que a culpa é da “mídia do mau” e dos “inimigos” do grupo e que os líderes são inquestionáveis em sua lacração.

CÓDIGO SECRETO – O grupo cria termos próprios para se referir à realidade, muitas vezes incompreensíveis e sem sentido para as pessoas de fora. Uma linguagem muito específica ajuda a controlar os pensamentos e as ideias dos escravos do grupo.

MEU MUNDO E NADA MAIS – O grupo passa a ser a coisa mais importante – se bobear, a única, na vida da pessoa. Nenhum compromisso, plano ou sonho fora daquele ambiente é justificável. A vítima se sente presa, pois não pode imaginar uma vida completa e feliz fora do grupo. Isso pode ser usado por políticos e militares para justificar execuções ou por grupos menores para justificar linchamentos virtuais sem provas ou acusações mentirosas e boatos. Tudo é válido contra os “inimigos”.

INCOERÊNCIA – Muitos dos líderes do grupo fazem o oposto do que pregam. Se pregam a paz, atacam viciosamente quem se opõe a eles, se pregam castidade, geralmente são pegos em condutas inapropriadas, se dizem lutar contra o racismo, são pegos cometendo atrocidades contra pessoas de raças diferentes, tudo justificado pelos dogmas da seita

A TERRA É PLANA – e o homem nunca pisou na lua, que também é plana.

Adaptado de um texto que saiu publicado na Superinteressante (março/2009)

#Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/9-verdades-e-1-mentira-sobre-seitas