As Colunas do Templo – Primeira Coluna

Não é Conhecimento. Há, por esse mundo fora, muito analfabeto mais sabedor que muito doutor.

Não é também Cultura. Há por aí muito intelectual superculto que, apesar da pose, destila muita erudição, mas demonstra muito pouca sabedoria.

Não é ainda Inteligência. Há à nossa volta muito bem dotado de células cinzentas que esbanja as suas capacidades com uma ingenuidade arrepiante.

Sabedoria é um pouco de tudo isso, com um nada de aquilo e um pó de aqueloutro, para ser muito mais do que tudo isso.

Sabedoria é a capacidade de fazer o que se deve, quando se deve. A virtude de tomar a decisão certa, na hora adequada, para a situação asada.

Sabedoria é intuir quando é hora de aguardar e quando é o momento de agir.

Sabedoria é sentir quando se deve elogiar e quando se impõe criticar.

Sabedoria é concordar com naturalidade e discordar com elegância.

Sabedoria é prudência corajosa temperada com arrojo medido, misturada com acerto racional envolvido em intuição educada.

O objectivo do maçon é pautar todos os seus actos, dotar todas as suas obras, da virtude da Sabedoria. É um equilíbrio difícil de atingir, para o timorato e para o arrojado, para o novo e para o velho, para o intelectual e para o prático.

Para conseguirmos dotar as nossas decisões de Sabedoria, temos de estar constantemente alerta e no uso de todas as nossas capacidades. Em cada momento é mister temperarmos o nosso impulso com a razão, mas não abafando a nossa intuição, antes completando-a com o resultado de nossa análise.

Agir com Sabedoria não é ganhar sempre; é, por vezes, saber perder, porque a nossa derrota é menos prejudicial do que a vitória sobre outrem; é entender que é preciso conceder a vitória a outrem hoje para vencer amanhã.

Actuar de modo sabedor é lograr atingir, em cada situação, o maior Bem possível, causando o menor Mal que se puder.

Procurar praticar a Sabedoria é uma tarefa de hoje, sempre e durante toda a vida.

Não se é sabedor. Procura-se conseguir agir sabiamente em cada instante.

É uma tarefa de vida. Mas quando se consegue executá-la com êxito, vislumbra-se uma poalha do brilho da Divina Perfeição.

Só procurando utilizar todas as nossas capacidades e todo o nosso esforço no sentido de agir com Sabedoria somos dignos da nossa Humanidade.

Eis porque a Sabedoria é uma das colunas de suporte do nosso Templo Interior!

por Rui Bandeira

Postagem original feita no https://mortesubita.net/sociedades-secretas-conspiracoes/as-colunas-do-templo-primeira-coluna/

Curso de Kabbalah e Astrologia em SP

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

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22/01 – Kabbalah – SP

23/01 – Astrologia Hermética – SP

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Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-e-astrologia-em-sp

Fundação da Civilização do Tempo

O segredo do tempo foi queimado em 12 de julho de 1562 na Cidade do México.

Diego de Landa, monge franciscano encarregado de reprimir a heresia nas provincias de Yucatan e da Guatemala, recentemente conquistadas por Sua Muito Católica Majestade de Espanha, condenou a destruição na fogueira a parte essencial dos manuscritos maias que continham os segredos do tempo.

As testemunhas narram que no inicio o fogo se recusou a pegar. Acreditou-se por uminstante que a multidão de indigenas reunidos ao redor do auto-de-fé iria intervir. Os soldados ameaçaram atirar , os indios recuaram e o fogo pegou. Desde então , alguns traços da civilização maia foram redescobertos pelas pesquisas modernas, especialmente as pesquisas soviéticas puderam lançar alguma luza sobre ela. Mas o principal segredo do tempo desapareceu.

Sabemos tão-somente que os maias não consideravam o tempo homogeneo. Certas partes do tempo possuiam certas propriedades, outras não. Um pouco como a superstição popular, que considera determinados dias nefastos, como a sexta-feira 13 , e outros não.

Para os maias, o tempo não possuía dois vetores , o passado e o futuro, porém seis. Vemos surgir aqui , de novo , as “ramificações” do tempo notadas pelo I Ching e que nos servirão para eliminar os paradoxos temporais das viagens no tempo.

Não nos restam muitas fontes para reconstituir os segredos mais. Apenas tres manuscritos.

O primeiro , que parece mais com um inventário que a um de nossos livros, e que tem sessenta e quatro páginas , se encontra em Dresde. O segundo está em Madri; possui cento e doze páginas, mas faltam visivelmente o príncipio e o fim. Enfim, vinte e quatro páginas em mau estado redescobertas por Léon de Rony nos arquivos da Biblioteca Nacional em Paris.

Um jovem russo talentoso, Yuri Knorozov, deu os primeiros passos em direção a decifração .
Isso lhe assegurou a oposição feroz dos especialistas oficiais, para os quais os maias constituiam exclusividade, em especial Eric Thompson. Entretanto, o cientista soviético reuniu indicações concludentes, as quais mostravam que a escrita maia se compõe de hieróglifos, isto é, que ela não é inteiramente alfabética, como a escrita egipcia. Foi com muita reserva que apresentou o resultado de suas pesquisas em 1950 diante duma comissão universitária para o certificado que corresponde entre nós ao mestrado. A comissão era claramente superior ao nivel requeridode mestrado, e lhe concedeu sem qualquer hesitação o titulo de doutor em ciencias e ciencias humanas.

O talento foi reconhecido em vida, o que é raro. É verdade que nesse ponto os academicos soviéticos tem o espirito claramente mais aberto que seus colegas ocidentais. Os poucos elementos que podemos tirar das decifrações soviéticas , e , por outro lado , a leitura dum certo número de estrelas que não trazem senão notações numéricas, embora bem interessantes, permitem representar uma civilização que procurava subjugar o tempo mais que o espaço.

À origem dos tempos, observa-se uma data zero, data em que o homem aparece na Terra. Segundo uma inscrição de 3113 A.C. , essa data se estabelece no ano 5041738 , número que corresponde de muito perto àquele dado pelas mais avançadas pesquisas de antropologia.

Durante muito tempo acreditou-se que os maias dispunham as datas ao acaso, mas mesmo os cientistas oficiais começam a admitir que os maias detinham o dominio do tempo. Assim, utilizando-se dos trabalhos soviéticos, o Professor Charles H. Smiley, da Universidade Brown , publicou no Journal of the Royal Astronomical Society of Canadá a decifração duma parte do manuscrito de Dresde. Essa parte encerra primeiramente a relação dos oitentas eclipses solares observáveis no mundo inteiro durante o primeiro milênio antes da nossa era. Em seguida, previsões de eclipses que deveriam suceder nos anos 42 e 886 de nossa era . Tais previsões são exatas e foram confirmadas pelos fatos. Isso implica ou que os maias empregavam telescópios – e que eles não os possuiam – e lidavam com ciências matemáticas avançadas – o que não parece ser o caso – , ou que detinham o domínio do tempo para exploração e observações diretas, o que parece próprio de sua civilização.

É o mesmo domínio do tempo que encontramos no livro sagrado de Chilam Balam , que prediz com dez séculos de antecipação e minunciosamente a chegada dos espanhóis ao continente americano. Diego de Landa tinha trinta e oito anos quando cometeu seus crimes . Sua crueldade atemorizou até mesmo os espanhóis e ele foi intimado a comparecer a um tribunal da ordem dos franciscanos na Espanha. Contudo, sua defesa foi tão hábil que foi absolvido e voltou ao México como bispo.

Deixou suas memórias escritas em 1616 e redescobertas em 1863 . Seu manuscrito contém um alfabeto maia. Diego de Landa afirma que a escrita maia era alfabética e fornece transcrições de letras. Foi esse erro e essa falsa transcrição que retardaram as pesquisas durante muitos séculos. Mais tarde, o célebre lingüista Benjamin Lee Wort tentou mostrar que a escrita maia se compunha de hieróglifos , mas Eric Thompson o votou ao silêncio. Foi necessário Knorozov para demosntrar que a escrita maia era hieroglífica. Felizmente , o poder de Eric Thompson não se estendia até a União Soviética.

Quem foram os maias?

Vieram do norte , não se sabe quando. Na lingüa deles a mesma palavra designa o “norte” e o “passado” . De acordo com as últimas pesquisas , eram anteriores aos Olmeques e estão situados cronológicamente ao menos, dez mil anos da nossa era. Talvez mais.

Por volta do ano 1.000 de nossa era , abandonaram suas cidades , não se sabe por que. Algumas de suas cidades foram
descobertas na selva, outras esperam ainda que alguem as descubra . A fotografia aérea e a fotografia por satélite revelaram no Yucatan e na Guatemala dezenas de milhares de pirâmides ainda inexploradas. As cidades descobertas e parcialmente exploradas colocam estranhos problemas. Palenque por exemplo.

Encontramos lá um calendário lunar, que atribui ao mês lunar uma duração de 29, 53059 dias . Precisão fantástica . Os números mais modernos, obtidos graças a um relógio atômico , apresentam com esse número um erro de 0,00027 por dia. E esse resultado foi obtido por um povo que não possuia nem telescópio e nem computador. Depois disso, hesita-se afirmar que as datas obtidas com tal sistema numérico sejam imaginárias , ou hipotéticas.

No alto de uma piramide imensa , em Palenque, encontra-se o Templo das Inscrições . Uma dessas inscrições evoca
singularmente um painel. Com mostradores e botões de acionamento , certamente. Quis-se a todo custo nesse “painel” a
reprodução dum painel de astronave. Tal hipótese criou celebridade e fortuna para Erich von Daniken.

Num certo número de inscrições desse mesmo tempo trata-se de nove mundos subterraneos. Num deles reina o deus Hun Ahav , o qual segundo uma inscrição reina também no planeta Venus. Compreenda quem puder. . .

Parece que deciframos de maneira satisfatória o sistema de numeração maia. Os maias empregavam o zero , representando em seus calculos por um signo em forma de astronave munida de vigias. Derivavam seu calendário de um sistema de numeração de base vintem. Nesse calendário, a mesma data não podia se repetir a não ser de cinquenta e dois em cinquenta e dois anos. O ano começava a 23 de dezembro , no solstício do inverno e continha os seguintes meses: sol novo , poço, semeaduras, branco , cervo, extensão do fogo, sol amarelo, tambor, grande chuva, barulho da tempestade, deus desconhecido , rãs , deus da caça , morcego, deus desconhecido, mês final.

Fundando-se numa extensão média do dia , os maias podiam perscrutar longuíssimos periodos de tempo, até sessenta e quatro mil anos atrás. Entretanto, se o texto precisa que não se pode remontar a mais de 5.041.738, é sem dúvida porque não se pode explorar o tempo antes do aparecimento dos homens. O tempo é marcado por sua cor, a qual não é a mesma a cada mês. Uma data retornando cinquenta e dois anos depois não tem forçosamente a mesma cor. Certas cores do tempo são boas, outras más.

E quando nos colocamos no fluxo do tempo para considerá-lo, percebemos não somente o passado e o futuro , mas também quatro outras direções. Os heróis lendários dos maias , especialmente Quetzalcoatl , que é branco e possui um nariz semita , vêm não se sabe de onde.

O simbolo de Quetzalcoatl é a serpente emplumada que invadiu o império maia em 1208 de nossa era. Sua chegada é prevista, tanto quanto suas vitórias. Ainda se fala disso nas tradições maias, pois a lingua maia , contrariamente , por exemplo, ao sumeriano ou o hitita , é ainda falada nos nossos dias. Procura-se ademais agora comparar a tradição maia com o pouco que conservamos de texto escritos. Trascrições em espanhol dessa tradição são constantemente descobertas. Assim, em 1942 , encontrou-se em Marida um fragmento perfeitamente desconhecido do livro de Chilam Balam. Porém , mesmo nos nossos dias , a gramática maia permanece extremamente difícil. Por exemplo , os verbos indicam simultaneamente o objeto e o sujeito de uma ação , e a tradução exata é totalmente impossivel. Yuri Knorosov traduziu para o russo um dos livros de Chilam Balam, diretamente do maia. Ele afirma que é mais fácil traduzir para o russo que para a lingua ocidental, mas que entretanto essa tradução não é senão aproximativa. O livro de Chilam Balam descoberto em 1942 , o último em data , contém profecias e narrativas históricas em forma épica. Defini-lo como uma combinação de Ilíada e da Biblia não é deformar muito a verdade. Os maias ainda são vivos ; até mesmo sua população aumenta. Eles tiveram a sorte de sobreviver porque entre 1519 e 1605 os espanhóis massacraram mais de vinte e três milhões de maias. Os sobreviventes conhecem muitos segredos, escondidos por medo da repressão espanhola .
Lentamente, os documentos saem dos seus esconderijos. Locais de cidades são pouco a pouco revelados. Um dia todo o segredo ser-nos-á apresentado.

A cidade mais rica das que foram descobertas até o presente é Bonampak. Possui um templo suntuoso, com três peças imensas cobertas de afrescos que já nos ensinaram muito e muito nos têm ainda para ensinar.

Bonampak significa em maia : “paredes recobertas de quadros”. A cidade é relativamente recente , do ano 800 de nossa era . É inacabada. As mesmas razões que levaram os maias a abandonar as outras cidades interromperam sua construção. Os afrescos de Bonampak mostram-nos as multidões maias , a guerra que reina nessa época e símbolos do tempo.

A cidade foi descoberta, por acaso , em 1946. De seus afrescos imensos acha-se geralmente que constituem uma obra coletiva , realizada sob a direção dum homem de gênio. Um tanto à mesma maneira que funcionavam os ateliês da Renascença. Esse gênio desconhecido parece ter traçado ele próprio o desenho dos afrescos com tinta negra , deixando aos seus colaboradores em seguida o cuidado de colori-los.

Parece que Bonampak foi iniciada durante o período desatroso em que as outras cidades eram abandonadas, depois continuada durante a invasão de Quetzalcoatl , procedendo do norte e destruindo em nome da serpente emplumada a primeira civilização maia a fim de edificar a segunda . E que esses dois fenomenos foram previstos. Por que então começar a construir uma cidade quando se sabia não poder termina-la? Mais uma vez se coloca a questão da fatalidade, e do sentido das previsões .

Notemos que em Bonampak, como em outras cidades , afrescos foram destruidos , estátuas quebradas , estrelas derrubadas , a ponta profundamente enterrada no solo. Aparentemente, não se desejava que os invasores que penetrassem a cidade após seu abandono aprendessem demasiado!

Os livros de Chilam Balam insistem no fato dos sacerdotes maias preverem não somente as invasões, mas também as catastrofes naturais, particularmente os ciclones e as correntes violentas das marés. Essas previsões eram consideradas marcadas pelo selo da fatalidade e não podiam em caso algum mudar um destino inelutável.

É necessário observar que os livros de Chilam Balam foram redigidos por homens perseguidos que não conheciam a escrita maia e registravam sofrivelmente em espanhol tradições orais . São os livros maias que seria necessário que encontrassemos e decifrassemos . Talvez ainda existam, enterrados numa dessas inumeráveis cidades que conhecemos somente através de fotos de satélites.

Em que consistia exatamente a técnica usada pelos sacerdotes maias para explorar o tempo?

Arriscarei uma hipóteses.

Por volta de 1965 descobriu-se em Nova York dois gêmeos de vinte anos, mentalmente muito equilibrados – seus quocientes de inteligencia eram inferiores a 50 – mas possuíam um do extraordinário : domínio total do tempo aritmético.

Quando se perguntava a um deles : que dia foi 4 de fevereiro de 1648 ? o outro respondia imediatamente : sexta-feira . E quando se perguntava ao outro que dia seria 11 de fevereiro de 2003 , o primeiro respondia : quarta-feira.

Verificações demonstraram que não se enganavam jamais. Várias pesquisas científicas foram efetuadas então e em vão , e um médico eminente acabou por admitir num artigo do jornal Le Monde :

“A ciencia não dispõe de resposta para esse problema . Mas isso não é razão para apelar para ‘O Despertar dos Mágicos’.”

Com o risco de contrariar os cientistas oficiais , apelarei para o método de ‘O Despertar dos Mágicos’
, isto é , para hipóeteses intuitivas baseadas em fatos verdadeiros, o que chamo de realismo fantástico.
não atribuimos importancia demais ao fato de que quando se interrogava um dos gêmeos era o outro que respondia. Pode haver explicações para essa telepatia de pouco alcance , e nem todas telepáticas, aliás.

Os gêmeos possuiam o dominio do tempo aritmético. Certos observadores notaram neles um domínio de um tempo bastante curto. Assim, os gêmeos pareciam jamais ter ouvido falar de exploração do espaço. Mas quando lhes foi perguntado : “E quanto ao Sputnik ?” não apenas responderam com a data de 4 de outubro de 1957 como também, recitaram de cor os vários artigos de jornais do Sputinik. Tudo como se pudessem voltar no tempo para se informarem.

Essa faculdade particular deve ser devida a uma anomalia do cérebro dos gemeos.

Sabemos que os sacerdotes maias operavam os cérebros de outros sacerdotes . Instrumentos de trepanação e cranios trepanados foram descobertos. Daí me parece possivel imaginar que os sacerdotes maias conhecessem uma operação da cirurgia cervical suscetivel de conceder o domínio do tempo.

No caso dos dois gêmeos nova-iorquinos , o fenômeno foi provavelmente devido a uma mutação no nascimento. Estou convencido que os sacerdotes maias sabiam provocar tais mutações e que os individuos particularmente bem sucedidos podiam fornecer ensinamentos sobre o passado e o futuro , percebiam o tempo em sua realidade múltipla e não abstratamente e segundo duas dimensões , como nós o fazemos.

Talvez certos sacerdotes em que a operação tivesse obtido total exito pudessem até mesmo se deslocar no tempo. O material escrito é realmente demasiado vago e raro para que possamos ter certeza disso. Esse domínio do tempo proporcionava portanto não unicamente o conhecimento do passado e do porvir como também o conhecimento individual da estrutura do tempo. Parece que esse fenomeno é único na história da humanidade.

Do mesmo modo que um homem no deserto ou no mar pode ao despertar circunvagar o horizonte e atentar segundo os quatros pontos cardeais , norte, sul, leste e oeste, para tentar vislumbrar uma caravana ou uma vela , um sacerdote maia podia cincunvagar seis direções do tempo , ver sua cor nesse momento, concluir se era boa ou má e entrever eventos situados à perpindicular do eixo do tempo.

Aí estava o grande segredo que destruiu o monge Diego de Landa.

E aqules que o conhecem ainda guardam-no ciosamente. Por volta do inicio do século XX , descobriu-se no Yucatan dentro dum jarro um outro manuscrito maia, o quarto, até então desconhecido. Contudo , antes que pudesse ser copiado ou fotografado foi incinerado por desconhecidos.

Parece que no momento das invasões os sacerdotes maias davam instruções precisas e tais instruções são ainda respeitadas . Os espanhóis , certamente destruiram muita coisa . E a epidemia de varíola que se seguiu à invasão espanhola matou ainda mais maias que os espanhóis ( Foi esta epidemia que deu a Wells a idéia da destruição dos marcianos por meio de micróbios em “A Guerra dos Mundos”). Mas nem tudo foi destruído.

Já a chegada dos espanhóis – prevista há muito – precauções tinham sido tomadas. Assim, o templo localizado no alto da pirâmide de Uxmal não oferecia acesso senão por meio duma escada cujos degraus eram da altura de um homem. Para subir por tal escada era necessário um treinamento especial que só os sacerdotes dispensavam.

Recentemente o cientista russo Vladimir Alexandrovitch Kuzmitzeff conseguiu subir ao alto da pirâmide de Uxmal . Narrou o seguinte:

“Sob o efeito da claridade implacável do sol tropical , minha visão foi subitamente turvada . Meu coração batia
descompassadamente , uma fadiga como jamais experimentara na vida tomava conta de mim . Parecia-me que a escada não tinha
fim. Compreendi porque acreditava-se que ela conduzia ao céu.”

Bem no alto da escada encontrava-se uma figura de pedra não-humana que observava com olhar feroz os visitantes. Ao lado , vasos enormes deviam em princípio receber o fogo do sacrificio. Todos os documentos dos templos no alto de pirâmides descobertos por Diego de Landa foram queimados por ele. Entretanto ainda restam as piramides e mesmo cidades inteiras desconhecidas . E existem documentos ocultos em galerias subterrâneas.

O governo mexicano preocupa-se com essa questão e tenta deter ao máximo o contrabando de antiguidades maias. Nada nos impede de pensar que um dia encontraremos um documento que nos permitará conhecer a operação que faculta o dominio do tempo.

Caso adimitamos a hipótese da existencia de tal intervenção cirúrgica , uma questão então se coloca: como os sacerdotes maias eram capazes de executar uma operação que somos absolutamente incapazes de executar?

Mesmo com nossos métodos de anatomia para estudo do cérebro através de radioisótopos , mesmo com nossos
eletroencefalogramas seriamos incapazes de proceder a tal operação. Como os maias , que acabavam de emergir do neolítico , a descobriram?

A unica hipoteses possível é a que sustenta que eles não a descobriram , mas sim a aprenderam.

De quem? Dos Mestres Secretos do Tempo que ali viajavam e ali faziam suas experiencias. Trata-se duma hipoteses tão plausivel quanto a dos extraterrestres, a qual aliás não é excluida por ela.

E manterei tal hipotese até me mostrarem um eletroencefalograma descoberto numa tumba maia.

Nota :

O que eu ( J. Bergier ) disse neste capitulo a respeito da trepanação dos maias poderá parecer extraordinário ao leitor . Acrescentarei aqui um extrato de um excelente estudo realizado pelo Professor Marcel Homet e aparecido no nº 4 da revista Khadat , consagrada às civilizações desaparecidas. Os Chimus constituiam um império na costa do Peru , muito estreitamente ligado ao dos maias. Alguns acham que os Chimus constituiram a base do império maia, outros que eles formaram uma colonia deste; seja como for, as técnicas médicas deviam ser as mesmas .

Eis o que escreveu o Professor Homet:

“Numa cerâmica, um homem se debruça sobre um individuo de crânio raspado e que com uma grande quantidade de folhas na boca parece adormecido. O homem de pé tem à mão uma faca em forma de T ligeiramente curvo . Pode-se pensar que ele está na iminencia de operar aquele que, deitado , foi insensibilizado por aquele maço de folhas de coca que mascou. Então o cirurgião abre um orificio na caixa craniana ; delicadamente ele retira o tumor que sabe ali existir , fecha o orifício e cauteriza. Tal coisa pode parecer extraordinária pois para isso é necessário conhecer perfeitamente a anatomia do cérebro. E deste modo os médicos atuais estudaram os cranios trepanados de Cuzco , estão de acordo acerca do seguinte ponto: muitos pacientes dos cirurgiões chimus foram trepanados diversas vezes e todos eles sobreviveram.”

Extraido do livro Os Mestres Secretos do Tempo de J. Bergier – Hemus – 1974

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/fundacao-da-civilizacao-do-tempo/

A Magia no Mundano: 5 Maneiras Fáceis de Tornar Todos os Dias Mágicos

Por Emma Kathryn

Tornar todos os dias mágicos parece um pouco clichê, não é? Mas, como todos os clichês, há um pedacinho de verdade no centro, como o grão no centro de uma pérola. E quem não quer viver uma vida cheia de magia? Na verdade, a magia anda de mãos dadas com a vida.

O problema de querer viver um pouco mais magicamente é saber por onde começar. Como podemos tornar nossas vidas mais mágicas? O que podemos fazer para centralizar nossas práticas de bruxaria em nossas vidas cotidianas reais? Para viver uma vida autenticamente mágica?

É uma boa ideia passar algum tempo explorando as coisas que estão entre você e sua vida mágica ideal, e como você sem dúvida descobrirá, não há uma única resposta, mas sim os problemas podem ser pegos um no outro e emaranhados até simplesmente não sabemos por onde começar a desvendá-los.

Um dos maiores fatores que podem afetar nossa prática mágica diária é o tempo, ou mais precisamente, a falta dele. A verdade é que todos levamos vidas cada vez mais ocupadas. Quantos de nós temos que conciliar trabalho, família, cuidados infantis, tarefas domésticas e tempo de qualidade com aqueles que você ama – e isso é tudo antes mesmo de pensar em comer e dormir. Todos nós temos diferentes restrições e pressões em nosso tempo que muitas vezes significam que acabamos adiando nossa prática diária. Dizemos a nós mesmos que faremos este ritual ou aquela viagem amanhã ou no dia seguinte. A próxima lua cheia. O próximo sabá. E antes que você perceba, você perdeu muito!

Mas o tempo não é o único fator. E se você ainda não saiu do armário de vassouras, como diz o ditado? Pode ser difícil, então, ter prática diária simplesmente pelo fato de você ser limitado no sentido prático, ainda mais se você compartilhar seu espaço de vida com outras pessoas. A lista de razões pelas quais podemos adiar o desenvolvimento de uma prática diária pessoal é longa e variada, mas também é válida. É importante que consideremos essas questões para que possamos começar a buscar soluções e aplicá-las. Não é à toa que às vezes pode parecer impossível forjar uma prática de bruxaria consistente e regular!

A pandemia do Covid-19 forçou muitos de nós, inclusive eu, a realmente olhar e refletir sobre a vida que levamos. Para mim, isso culminou em meu último livro, Witch Life: A Practical Guide to Making Every Day Magical (A Vida Bruxa: Um Guia Prático para Fazer Cada Dia Mágico). Witch Life foi escrito durante o primeiro bloqueio em 2020, logo após o momento em que percebi que minha prática de bruxaria realmente se tornou uma fonte de força e inspiração para mim. Percebi que muitas vezes eram as pequenas coisas que faziam a maior diferença e que me permitiam desenvolver e fortalecer a minha prática diária.

Começar a viver um pouco mais magicamente é mais fácil do que você imagina, e aqui vou compartilhar minhas cinco principais dicas sobre como trazer um pouco mais de magia para sua vida. Os passos são pequenos e práticos, e você pode escolher, escolher e adaptar essas dicas e sugestões para se adequar à sua prática e estilo de vida.

1.      CONSTRUA UMA CONEXÃO COM A TERRA ONDE VOCÊ MORA:

Isso é muito mais fácil do que parece! Construir uma conexão com a terra e, portanto, com a natureza é uma ótima maneira de adicionar um pouco de magia ao seu dia a dia, e todos podem fazê-lo. Você não precisa de nenhum equipamento especial e não custa nada além de tempo e vontade.

Como animista, vejo o mundo natural imbuído de espírito, e isso é algo que alimenta minha prática de bruxaria e também minha vida cotidiana. Construir uma conexão com a terra pode ser tão simples quanto caminhar todos os dias ou pelo menos ficar do lado de fora por alguns minutos no mesmo horário todos os dias, mas com o objetivo de mergulhar totalmente na experiência. Entregue-se completamente a isso. Observe as plantas e árvores, os pássaros, insetos e outras criaturas que você encontra. Observe a sensação do lugar, onde o sol brilha e a sombra cai.

E, quanto mais você se acostuma com o simples ato de ganhar tempo e dar a si mesmo o espaço para fazer essa conexão inicial, mais fácil é levá-la adiante. Cuide da terra ao seu redor, arrume-a, recolha o lixo, torne-se um administrador desse lugar e sua prática de bruxaria será melhor para isso!

2.      CULTIVE PLANTAS:

Agora, devo confessar, sou uma espécie de colecionador de plantas, então você deve acreditar em mim quando digo que qualquer um pode cultivar e cuidar de plantas – é verdade!

Existe uma planta para os assassinos de plantas mais prolíficos por aí, e uma vez que você tenha o básico sobre os cuidados com as plantas, você ficará viciado.

Em termos de bruxaria, as plantas têm tantos usos e cultivar e cuidar de suas próprias plantas significa que elas serão mais potentes quando se trata de usá-las em sua magia. E, novamente, como animista, trabalhar com plantas e construir esse relacionamento com elas acabará por beneficiar sua magia.

Há algumas coisas que você precisa considerar. Em primeiro lugar, o que você vai cultivar? Talvez você goste da ideia de cultivar ervas. Eles são uma ótima maneira de aproveitar ao máximo o seu espaço, pois a maioria das ervas pode ser cultivada dentro de um parapeito quente e ensolarado. O bônus é que você pode usá-los em sua culinária e em sua bruxaria.

Ou talvez você tenha mais espaço e deseje cultivar um jardim de bruxas, talvez com plantas que você usará para fazer incenso e loções, ou talvez você cultive plantas para homenagear uma divindade específica com a qual trabalha. O melhor de cultivar, cuidar e usar plantas é que há tantas opções que haverá algo certo para você!

3.      FAÇA SUAS PRÓPRIAS FERRAMENTAS MÁGICAS:

Agora que estamos em alta, por que parar de cultivar e usar suas próprias plantas – por que não fazer suas próprias ferramentas mágicas também?

Aqui está a coisa: todos nós sabemos que as ferramentas não são necessárias para que a magia e a bruxaria aconteçam. No entanto, eles podem tornar as coisas mais fáceis, principalmente no início, quando podemos precisar de mais ajuda para direcionar nossa vontade e intenção. E além disso, às vezes, nós só queremos coisas, especialmente quando essas ferramentas são tão lindamente feitas por artistas e artesãos bruxos.

Fazer suas próprias ferramentas significa que o tempo, o esforço e a concentração necessários para fazê-lo se refletirão nelas, tornando-as mais poderosas e potentes quando você as usar. Você também pode fazer coisas de acordo com seus próprios gostos estéticos.

Coletar itens naturais durante as caminhadas é uma ótima maneira de combinar a construção de conexões com a terra e a natureza com a criação de suas próprias ferramentas. Madeiras diferentes têm propriedades diferentes quando se trata de criar varinhas, hastes e cajados. Penas de pássaros diferentes terão significados e usos diferentes. Pedras interessantes e outros itens são boas exibições de altar.

E se artesanato não é a sua praia, então por que não se tornar um caçador de tesouros? Confira os mercados de pulgas, lojas de segunda mão, lojas de antiguidades e feiras para ótimos itens individuais que você pode usar em sua bruxaria – copos de cristal dão bons cálices, uma faca de prata para um athame – você entendeu.

Comprar em segunda mão é ótimo para o meio ambiente e, novamente, contribui para a construção de uma conexão com a terra e a natureza, vivendo de forma mais ética e reduzindo a quantidade de lixo que vai para o aterro.

4.      TOME SUA BEBIDA DA MANHÃ FORA DE CASA:

Há algo em sentar no jardim embrulhado em um cobertor quente ou aconchegado em um suéter ou vestido grosso, com o ar frio em seu rosto e uma caneca fumegante de seu elixir matinal nas mãos.

Eu acordo cedo na maioria das manhãs e faço exatamente isso, e você ficaria surpreso com o quão mágico é esse momento. O canto matinal dos melros é melódico e claro, perfurando o ar quieto e parado. Se for a estação certa e eu acordar bem cedo, pegarei o ouriço quando ele retornar de seu passeio noturno, voltando para sua casa nas profundezas da hera ou talvez na pilha de toras para dormir durante o dia.

A questão é que, ao criar espaço, você adquire o hábito de passar o tempo lá fora em silêncio, simplesmente sendo, assim como o melro está simplesmente sendo. Você percebe o quão conectados estamos com tudo ao nosso redor, que somos parte da natureza e não separados dela.

Essa percepção é realmente mágica e, embora a princípio possa parecer um pouco de esforço, principalmente nas manhãs frias, em breve você colherá os benefícios de reservar um tempo para simplesmente estar na natureza, assim como deveríamos. .

5.      SIGA A LUA, SAÚDE O SOL:

O culto ao sol e à lua, ou mesmo apenas trabalhar com as energias em diferentes pontos dos ciclos desses corpos celestes, sempre teve uma forte ligação com a bruxaria. Não há dúvida de que a lua é pura magia e inextricavelmente ligada à bruxaria. Existem muitas divindades lunares de culturas de todo o mundo, novamente sugerindo a magia da lua. Os rituais da lua são realmente muito divertidos, pungentes e poderosos, mas exigem tempo e planejamento. Se você não tem tempo, ou não se sente confiante o suficiente para realizar seu próprio ritual, ou mesmo se esquece que é lua cheia, não importa! Nada disso o impedirá de usar as fases da lua para adicionar magia ao seu dia a dia.

Um bom lugar para começar é fazer um esforço para passar um pouco de tempo fora todas as noites. Observe a fase da lua e marque-a em um calendário. Passe alguns minutos absorvendo as energias lunares, mesmo naquelas noites em que a lua se perde atrás das nuvens.

As meditações da lua cheia são uma boa maneira não apenas de marcar a lua cheia a cada mês, mas também de adquirir o hábito de reservar um tempo a cada mês para um propósito específico.

Assim como a lua está cheia de magia, o sol também está, e assim como podemos trabalhar com a lua para trazer um pouco mais de magia para nossas vidas mundanas, também podemos trabalhar com o sol. Saudações ao sol são uma boa maneira de criar hábitos e também um bom método de aproveitar o poder do sol em diferentes momentos em sua passagem pelo céu.

Para uma saudação ao nascer do sol, o mais próximo possível do nascer do sol, participe de uma atividade de visualização em que você visualiza o sol nascendo em uma paisagem que inspira maravilha e beleza dentro de você. Sinta a energia do nascer do sol preenchendo você com a energia de um novo dia, de possibilidades e novos começos e oportunidades. Faça o mesmo ao meio-dia e ao pôr do sol, novamente o mais próximo possível dessas ocorrências reais para ancorar a prática no mundo real e mundano.

E aí está – minhas cinco principais dicas sobre como tornar todos os dias um pouco mais mágicos. Afinal, somos bruxas, e de fato vivemos essa vida de bruxa!

***

Fonte: Magic in the Mundane: 5 Easy Ways to Make Every Day Magical, by Emma Kathryn.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/paganismo/a-magia-no-mundano-5-maneiras-faceis-de-tornar-todos-os-dias-magicos/

O Caminho do Meio

Há muitos anos havia no oriente um velho mestre que morava em um local de difícil acesso. Ele vivia em uma caverna que ficava atrás de um imenso lago de água extremamente salgada e de tonalidade bastante escura. A única forma de chegar até ele era atravessando o lago, pois atrás da caverna havia um profundo abismo.

Como a fama de sua sabedoria já havia corrido o mundo, inúmeros candidatos vinham até o velho mestre, pedindo que ele os aceitasse como discípulos. Embora o velho estivesse disposto a ensinar, sentia que para alcançar a sabedoria, seria necessário que o candidato provasse sua dignidade. A prova por ele estabelecida era a seguinte: o candidato deveria atravessar o lago, sem utilizar nenhum tipo de embarcação, trazendo nas mãos uma flor de acácia. Se a flor lhe fosse entregue sem murchar, o candidato seria aceito.

Durante anos, muitos tentaram sem obter sucesso, porque devido à alta salinidade do lago, os candidatos sempre acabavam por deixar que a flor perecesse. A maioria deles tentava ir bem próximo às margens, pois acreditavam ser esse o melhor caminho. Entretanto, tal trajeto só fazia aumentar o percurso, que por si só já era bastante longo.

Certo dia foi até ele um jovem chamado Ovídio, também disposto a vencer o desafio. Ovídio era um jovem inteligente e suas intenções eram sinceras e o mestre desejou, em seu coração, que o rapaz fosse mais feliz que os demais na execução da tarefa.

Ovídio já havia visto muitos de seus amigos tentarem a travessia sem sucesso, e sendo bom observador, percebeu que eles sempre tentavam nadar pela beirada próxima à margem. Decidiu então fazer um caminho diferente; resolveu seguir sua intuição e tentar o caminho do meio. Foi uma decisão bastante difícil, pois estando no meio de um lago tão extenso não seria possível retornar caso algo não corresse bem, mas sua decisão estava tomada, e ele não pretendia voltar atrás.

Pegou a mais bela flor de acácia que encontrou e dirigiu-se para o centro do lago. Nadou uns poucos metros e, então, percebeu que o lago parecia ser bem mais raso no centro. Arriscou ficar em pé e logo viu que podia fazê-lo com facilidade. A partir daí caminhou, tranquilamente, até a outra margem, onde o mestre já o aguardava, com um sorriso nos lábios.

Ao chegar, Ovídio entregou a flor intacta ao mestre, que a recebeu com alegria dizendo:

– Hoje você teve sua primeira lição. Na vida, assim como você percebeu ao atravessar o lago, o melhor caminho é sempre o Caminho do Meio. Em tudo o que fizermos na vida deve haver equilíbrio e moderação. Devemos ser moderados no comer, no beber, etc. É importante dar um passo de cada vez, sem pressa e sem pular etapas.

Ovídio passou muitos anos como discípulo e, mais tarde, tornou-se ele próprio um mestre, o que aconteceu naturalmente, sem pular etapas e seguindo sempre pelo Caminho do Meio.

Retirado da Sociedade das Ciências Antigas (SCA)

#Cristianismo #oalvorecer #hermetismo #espiritualismo #Martinismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caminho-do-meio

H.P. Lovecraft: Visionário do Vazio

“As ciências cada uma se esforçando em sua própria direção, tem nos atrapalhado um pouco; mas um dia todas as peças dessa sabedoria dissociada juntas abrirão algumas visões terríveis da realidade, e da nossa verdadeira posição ali, dai poderemos enlouquecer com a revelação ou fugir da luz fatal para a paz e a segurança de uma nova idade das trevas”.

-H.P. Lovecraft, o Chamado de Cthulhu

 

Howard Philips Lovecraft (1890 – 1937) retratava os acontecimentos mais bizarros da sua vida através da ficção. Colin Wilson tipifica-o como um ‘intruso’, e não há muita informação biográfica para apoiar este ponto de vista. Lovecraft certamente sentiu-se como um ‘intruso’, na América do início do século XX. Tendo perdido seus pais em tenra idade, ele foi criado por duas tias solteironas, que o incentivaram a não sair de casa, dizendo-lhe que ele era “horrível”. Ele retirou-se para o mundo da ficção, tornando-se um leitor prodigioso de fantasias.

Lovecraft gostava de ver a si mesmo como um “cavalheiro Inglês” – uma persona que se tornou tão fixa que influenciou grande parte de sua atitude para com a vida diária. Ele sentia-se muito fora de sintonia com o ritmo da América moderna – o que possivelmente explica por que muitos de seus protagonistas são estudiosos de antiguidades ou reclusos. Os principais temas subjacentes no restante do trabalho de Lovecraft não são focados nos medos claustrofóbicos tradicionais de morte e decadência, assombrações fantasmagóricas, etc.; mas sim no medo agorafóbico de abismos incomensuráveis ​​no espaço; os infinitos abismos escuros do cosmos, onde a mente humana, de repente, percebendo muito espaço, é esticada ao limite até que se encaixe . A sensação de estar sozinho em um vasto deserto de dimensão cósmica é encapsulada na afirmação de Lovecraft de que a humanidade é “uma ilha em um mar de caos – e não estava destinada a navegar tão longe.” O biógrafo de Lovecraft, L.Sprague de Camp, chamava essa ideia de pessimismo cósmico de Lovecraft. “Futilitarismo’ , na filosofia pessoal de Lovecraft, como em seus Mitos de Cthulhu , a humanidade era totalmente insignificante no grande esquema do cosmos”.

A inspiração de Lovecraft para seus escritos vinha de seus sonhos, e suas cartas (ele mantinha uma volumosa correspondência com alguns colegas escritores) mostram que ele teve um pesadelo cada noite de sua vida. No seguinte extrato de uma carta, ele descreve um pesadelo sobre Nyarlathotep, um dos Grandes Antigos:

“Enquanto eu era tirado do abismo, emitia um grito retumbante e a imagem cessou. Eu estava com muita dor – testa batendo e zumbido nos ouvidos – eu tinha apenas um impulso automático – para escrever e preservar a atmosfera de medo sem precedentes; e antes que eu percebesse, eu já tinha puxado a luz e estava rabiscando desesperadamente. … Quando totalmente acordado lembrei-me de todos os incidentes, mas havia perdido a emoção requintada de medo -. A sensação real da presença hedionda do desconhecido”

Os escritos de Lovecraft apareciam regularmente nas paginas da revista Weird Tales, editada por Farnsworth Wright. Weird Tales publicou também muitos dos trabalhos de amigos correspondentes de Lovecraft, como Robert E. Howard, (o criador de Conan o bárbaro) Frank Belknap Long, and Clark Ashton Smith.  Estes, e outros escritores foram se correspondendo com Lovecraft, comentando os trabalhos uns dos outros, e o desenvolvimento de mecanismos ficcionais uns dos outros e o desenvolvimento de dispositivos ficcionais uns dos outros. Logo outros seres e conceitos foram sendo adicionados ao conjunto original de seres Cthulhuoides de Lovecraft.

A biblioteca mitológica de “livros proibidos” estava se expandindo – Clark Ashton Smith escreveu o ‘O Livro de Eibon’, por exemplo.

 

Os Grandes Antigos

 

No Panteão de Entidades Mitológicas de Lovecraft, Os Grandes Antigos, são os seres pan-dimensionais de pesadelo que continuamente ameaçam a Terra com destruição. Eles estão imersos “no sonho de morte” selados no fundo do oceano, ou além das estrelas. Eles podem ser invocados , quando as estrelas “estão alinhadas”, e pode entrar no mundo humano através de uma série de portais – pontos de poder, lentes mágicas, ou, como no caso de “O Horror de Dunwich”, através de ritos de congresso sexual entre aliens & Humanos.

Os Grandes Antigos são servidos por várias seitas humanas e não- humanas, em lugares selvagens e desolados, desde degenerados moradores do pântano , até os inumeráveis incestos de Whateley da região fictícia de Dunwich. Esses cultos estão continuamente se preparando tanto para trazer Antigos de volta, como para silenciar quem tropeçar em todo o terrível segredo da existência dos Antigos. O retorno dos Antigos envolve, como Wilbur Whateley coloca em O Horror de Dunwich, a “limpeza” da Terra, ou seja, a destruição da humanidade, exceto de alguns adoradores e escravos. Esta referência apocalíptica pode ser afirmada como metafórica, ou como se referindo a uma real catástrofe física – holocausto nuclear, talvez? Talvez Lovecraft quisesse enfatizar que os Grandes Antigos não dariam mais atenção a aniquilar humanos do que poderíamos dar para limpar água sobre uma mesa. Exatamente por isso os Antigos nunca desejam retornar para a Terra é claro, mas pode-se supor que, para eles, a Terra está perto dos bares e convenientemente nas rotas dos ônibus!

Lovecraft é cuidadoso ao apontar que muitos dos antigos são, de fato burros, ou “deuses idiotas”. Somente aqueles que já são loucos ou degenerados pode adorá-los com sinceridade. Apenas a Nyarlathotep, o Caos Rastejante, é dada uma aparência humana de inteligência. Os Grandes Antigos não formam um panteão distinto, e no original de Lovecraft , não correspondem á elementais ou á qualquer noção de bem contra o mal – essas modificações da Mitologia vieram de August Derleth. Em resumo, os Grandes Antigos são enormes, horríveis, e famintos. Pouco se sabe sobre eles, uma vez que uma boa olhada é geralmente mais do que qualquer ser humano pode suportar, e a maioria dos encontros são inevitavelmente terminais na ficção de Lovecraft – para o protagonista e inocentes transeuntes (a quem as criaturas muitas vezes consomem como aperitivo, antes de fazer do narrador o prato principal).

Os críticos do estilo de Lovecraft se queixaram de que seus narradores parecem ser um pouco densos, quando se trata de reconhecer o que está acontecendo ao seu redor. Eles leem as cartas de parentes desaparecidos, ou talvez o Necronomicon, enquanto à sua volta, seres monstruosos estão caçando desordenadamente pelo distrito e comendo pessoas, e depois rondando a casa do narrador causando efeitos estranhos que ele geralmente descarta como subsidência, ou anomalias atmosféricas. Depois de ler alguns contos, o leitor sabe o que esperar, e pode facilmente tornar-se impaciente com o narrador. Mas esta é uma fórmula realista do comportamento humano. Quando confrontado com a possível realidade de existirem monstros que estão lá fora à espera para nos comer, em seguida, assumir a nossa aparência, quem pode não procurar explicações alternativas? O pobre ocultista que salta e diz: “é tudo o trabalho dos sapos do lodo venusiano” será no mínimo taxado de ridículo, se não for internado num hospício, deixando os sapos lodo venusianos para realizar seus planos malignos.

Diante do exposto anteriormente, não é surpreendente que os ocultistas contemporâneos tenham se interessado pelos Mitos de Cthulhu .Os Rituais lovecraftianos serviram de inspiração para escritores como Anton LaVey (os rituais satânicos), Michael Aquino (chefe do Templo de Set), e Peter Carroll (Illuminates of Thanateros). Kenneth Grant, em sua progressão de obras ‘Typhoniana’ fez muito uso das imagens de Lovecraft em suas interpretações da obra de Aleister Crowley e de Austin Osman Spare. Michael Bertiaux, chefe do La Coulvoire Noir, a ordem de Voodoo-gnóstico, também incorporou elementos dos Mitos de Cthulhu em sua obra. Após a tentativa de August Derleth para condensar os Mitos de Cthulhu em uma cosmologia identificável, vários ocultistas (nomeadamente Kenneth Grant) tentaram classificar os Grandes Antigos em um sistema de “identificação” de um tipo ou de outro.

Embora tais tentativas exibam a propensão dos ocultistas ocidentais para a edificação metaestruturas simbólicas , sinto que tal sistematização dos Grandes Antigos é um desvio do sentido original que Lovecraft deu á eles . Sua própria natureza  eles são “primais e indimensionaveis ” – eles mal podem ser percebidos e para sempre ‘espreitam’ na borda da consciência . As energias mais potentes são aqueles que não podem ser nomeadas – isto é, elas não podem ser claramente apreendidas ou concebidas . Eles permanecem intangíveis e tênues. Muito parecido com a sensação de despertar de um pesadelo aterrorizado, mas incapaz de se lembrar o porquê. Lovecraft entendeu isso muito bem, provavelmente porque a maioria de seus escritos  evoluiu a partir de seus sonhos. Lovecraft Negou o significado objetivo dos sonhos , incluindo o seu próprio ,  a maioria dos estudiosos de sua obra sugeriram  que não há fundamento nas reivindicações exóticas feitas pelos intérpretes Ocultistas da obra de Lovecraft – e para ser justo, Lovecraft negou positivamente crença nas doutrinas irracionalistas com a qual ele era associado por ocultistas e místicos .

Os Grandes Antigos ganharam seu poder pela indefinição e intangibilidade . Uma vez que eles são formalizados em símbolos e sistemas  e relacionados com metasistemas intelectuais, algo de sua intensidade primal é perdida. William Burroughs coloca desta forma :

“Assim que você nomeia algo, retira o seu poder … Se você pudesse olhar a morte de frente ela perderia o poder de matá-lo. Quando você pergunta a morte por suas credenciais, seu passaporte é por tempo indeterminado.”

 

O Lugar dos Caminhos Mortos

 

Uma forte ocorrência ao longo da escrita de Lovecraft é a rejeição da modernidade. Muitas vezes existe um conflito de crença entre cidadãos “civilizadas” que desconsideram a superstição e folclore, e camponeses que estão mergulhados na sabedoria dos Grandes Antigos, mas de alguma forma degenerados e decadentes. Lovecraft alude continuamente a natureza ‘degenerada’ dos adoradores de Cthulhu, provavelmente refletindo suas atitudes à raça e realização intelectual. Mas há também uma consciência de que a degeneração das práticas de culto com a influência dos Antigos diminui no mundo, devido à propagação do materialismo e a decadência das comunidades rurais. Alguns comentaristas acusaram Lovecraft de atitudes racistas, mas eu sinto que seria mais correto dizer que na ficção de Lovecraft, nenhum indivíduo ou grupo pode escapar de sua sensação de desgraça; cientistas, em algum momento se deparam com os segredos terríveis do universo, enquanto camponeses, eslavos e ilhéus  vão  se degenerar em mutantes não-humanos. Feiticeiros que convocam os Grandes Antigos, em algum momento pagam o preço da sanidade ou morte. Todo mundo tem como premio a loucura terrível do “o que está lá fora, esperando” á apenas um passo de distância. Depois de ter passado para a esfera dos Antigos, não há como voltar atrás…

Não há espaço para conceitos dualistas de “bem” e “mal” na mitologia de Lovecraft. Não há ‘“forças da luz “, que podem ser invocadas para nos salvar do horror dos Antigos. Eles podem, ocasionalmente, serem enganados, mas isso é mais uma questão de pura sorte do que qualquer habilidade ou capacidade da parte dos seres humanos. Mesmo se um dos protagonistas de Lovecraft sobreviver a um encontro com os Grandes Antigos, ele carregará para sempre  o conhecimento do que se esconde “lá fora”.

Alguns intelectuais, entusiasmados pelas visões de Lovecraft, tentaram colocar seus mitos dentro de uma perspectiva Nietzschiana – dizendo que os Grandes Antigos representam as forças do Super homem que se destaca para além do bem e do mal, consciente apenas dos desejos primitivos e paixões. Lovecraft deixa claro que os Grandes Antigos não são meramente um reflexo da moralidade tradicional – que eles têm sobre tanto interesse em nós, quanto temos pelos bovinos. Mais cedo ou mais tarde, mesmo um adorador devoto de Cthulhu será dobrado sob a faca.

A visão de Lovecraft, seu “futilitarianismo” – é particularmente apropriado para a nossa época atual, em que os pensadores pós-modernistas afirmam ter destruído o futuro e saqueado o passado em uma busca incessante de ‘chutes’ de um tipo ou outro. Cada vez mais, estamos ecoando a declaração de Hassan I Sabbah que “nada é verdadeiro” – ou, talvez mais precisamente, nada pode ser confiável. Vivendo como nós, em uma sociedade que está rapidamente transformando-se por meio de computadores, filmadoras e TV a cabo; em que os homens podem andar na Lua, enquanto outros vendem seus filhos para os traficantes de órgãos; onde os mistérios da vida são detectados durante a manipulação de DNA e as realidades da morte de outras pessoas servidas no horário nobre da televisão, é fácil ser cínico, e difícil, para qualquer conceito de verdade,  permanecer inviolável e essencial.

Em uma cultura onde as bordas da atualidade estão desmoronando no futuro a uma taxa que é muitas vezes difícil de compreender, o senso de conexão com o tempo histórico é vaga, para dizer o mínimo. As contradições do pós-capitalismo fragmentaram realidade consensual a um ponto onde a alienação e impotência são endêmicos em nossa cultura. Ocultismo oferece uma alternativa: um senso de conexão, talvez, para o tempo histórico em que o mundo era menos complicado, em que os indivíduos eram mais ’em contato’ com o seu ambiente, e, tinham maior controle sobre suas vidas. Os subgêneros ocultos mantém-se um espelho da realidade consensual.

Os ocultistas prontamente zombam das religiões escravagistas e depois entram êxtase na compra de um genuíno conjunto de meias que pertenceram á Aleister Crowley. Fala-se muito do mago como um rebelde perigoso ou anarquista da alma por pessoas que tomam por “legítima” a sua posição, acenando com suas patentes, certificados e copyrights.

 

 

por Phil Hine – Trad. Giuliana

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/h-p-lovecraft-visionario-do-vazio/

A iluminação é um caminho

Eu já não me interesso mais. Rafael Arrais se tornou desimportante, transbordou para olhares alheios, de transeuntes e andarilhos, de toda a gente que passa, dos que se hospedam aqui por alguns dias, algumas vidas, ou dos que somente acenam da estrada, e até dos que sequer me viram.

Não me interessa ser visto, mas ver. Contemplar as pétalas douradas que pairam pelo ar, deslizando suavemente, viajantes das copas das alturas, capazes de embelezar as raízes mais grotescas.

Não que meus bosques também não escondam monstros ocultos nas folhagens, e abominações a se esgueirar no lodo dos lagos e no fundo das cavernas. Mas eu já não me interesso mais.

Me interessa mesmo é perceber até onde se aventura essa luz que vem do Alto, e reflete em pequenos espelhos, perpassando olhares e sorrisos e lágrimas. Todo homem e toda mulher é um espelho. Cada poema, cada conjunto de cascas deste sentimento antigo, nada disso é realmente meu: me interessa a reflexão da luz, Rafael Arrais se tornou desimportante.

Não me interessa ser visto, mas ver. Já singrei por este mundo muitas e muitas vezes, trafegando dentre olhares que nada veem, nada sentem, nada imaginam… Já sangrei por dentro e cheguei a crer que a Criação não tinha mais salvação. Mas tudo isso perdeu a importância no momento em que saí de mim, em que transbordei, em que sangrei e gargalhei e dancei com o Tudo…

Um dia acreditei que entraríamos no céu de mãos dadas, mas agora, vendo toda esta cena do Alto, creio que chegaremos dançando e cantando, celebrando a Alvorada, e é precisamente esta música que irá atrair a todos os demais. A sua melodia e a sua luz ecoará em todos os territórios, e vencerá até mesmo os seres mais acinzentados e entediados. Me interessa é ouvir esta canção de chamamento! Vem, seja você um idólatra ou adorador do fogo, vem assim mesmo…

É verdade que a iluminação é um caminho, não um ponto de chegada. Nesta estrada há muitas vidas e muitas noites, é certo, mas também há muitos archotes a indicar a próxima estalagem, muitos faróis a indicar a próxima ilha. Me interessa é esta procissão galáctica. Não sou o guia de ninguém, somente o mensageiro.

Eu já não me interesso mais. E de tanto me desinteressar de mim, acabei rodopiando junto com tudo o que vibra, tudo o que jamais esteve parado, nem sequer por um piscar de olhos. E foi precisamente aqui, nesta dança em turbilhão, neste movimento eterno em direção a Fonte, é que cheguei a estas palavras:

Rafael Arrais, você que é todo o amor do mundo, você que é o Uno em Tudo, o centro de gravidade deste giro, diga: Eu sou você.

raph’16’A.’.A.’.SG

***

Nota: Este texto trata essencialmente sobre aquilo que nos conecta a todos numa imensa rede de almas. Você pode muito bem ler este texto substituindo o nome “Rafael Arrais” pelo seu próprio nome, não faz diferença, ele apenas chegou por mim.

Crédito da imagem: Irmãos Hildebrandt (Lothlorien)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

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#Contos #Espiritualidade #sufismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-ilumina%C3%A7%C3%A3o-%C3%A9-um-caminho

Asclépio (da biblioteca de Nag Hamadhi)

“E se você (Asclépio) deseja ver a realidade deste mistério, então você deve ver a maravilhosa representação da relação sexual que ocorre entre o homem e a mulher. Pois quando o sêmen atinge o clímax, ele salta para fora. Nesse momento, a fêmea recebe a força do macho; o macho, por sua vez, recebe a força da fêmea, enquanto o sêmen o faz.

“Portanto, o mistério da relação sexual é realizado em segredo, para que os dois sexos não se desgracem diante de muitos que não vivenciam essa realidade”. Para cada um deles (os sexos) contribui com sua (própria parte na) iniciação. Pois se isso acontece na presença daqueles que não compreendem a realidade, (é) risível e inacreditável. E, além disso, são mistérios sagrados, tanto de palavras quanto de obras, porque não só não são ouvidos, mas também não são vistos.

“Portanto, tais pessoas (os incrédulos) são blasfemadores. Eles são ateus e impiedosos. Mas os outros não são muitos; ao contrário, os piedosos que são contados são poucos. Portanto, a maldade permanece entre (os) muitos, já que o aprendizado a respeito das coisas que são ordenadas não existe entre eles. Pois o conhecimento das coisas que são ordenadas é verdadeiramente a cura das paixões da matéria. Portanto, o aprendizado é algo derivado do conhecimento.

“Mas se há ignorância, e o aprendizado não existe na alma do homem, (então) as paixões incuráveis persistem nela (a alma)”. E um mal adicional vem com elas (as paixões), sob a forma de uma ferida incurável. E a ferida rói constantemente a alma, e através dela a alma produz vermes do mal, e fede. Mas Deus não é a causa destas coisas, pois Ele enviou aos homens o conhecimento e o aprendizado.

“Trismegisto, Ele as enviou aos homens sozinho?”
“Sim, Asclépio, Ele os enviou a eles sozinho. E é justo que lhe digamos por que ele concedeu aos homens sozinhos o conhecimento e a aprendizagem, a distribuição de seu bem.

“E agora escutem! Deus e o Pai, mesmo o Senhor, criou o homem depois dos deuses, e ele o tirou da região da matéria. Como a matéria está envolvida na criação do homem, de […], as paixões estão nela. Portanto, elas fluem continuamente sobre seu corpo, pois esta criatura viva não teria existido de outra forma, a não ser que ele tivesse tomado este alimento, pois ele é mortal. É também inevitável que desejos inoportunos, que são prejudiciais, habitem nele. Pois os deuses, desde que nasceram de uma matéria pura, não precisam de aprendizagem e conhecimento. Pois a imortalidade dos deuses é aprendizado e conhecimento, já que eles surgiram de uma matéria pura. Ela (imortalidade) assumiu para eles a posição de conhecimento e de aprendizagem. Por necessidade, ele (Deus) estabeleceu um limite para o homem; ele o colocou no aprendizado e no conhecimento.

“A respeito destas coisas (aprendizagem e conhecimento) que mencionamos desde o início, ele (Deus) as aperfeiçoou para que por meio destas coisas pudesse conter as paixões e os males, de acordo com sua vontade. Ele trouxe sua existência (do homem) mortal à imortalidade; ele (homem) se tornou bom (e) imortal, assim como eu disse. Pois ele (Deus) criou (a) uma natureza dupla para ele: o imortal e o mortal.

“E aconteceu assim por causa da vontade de Deus de que os homens sejam melhores que os deuses, já que, de fato, os deuses são imortais, mas os homens sozinhos são tanto imortais quanto mortais”. Portanto, o homem se tornou semelhante aos deuses, e eles conhecem os assuntos um do outro com certeza”. Os deuses conhecem as coisas dos homens, e os homens conhecem as coisas dos deuses. E estou falando dos homens, Asclépio, que alcançaram o aprendizado e o conhecimento. Mas (sobre) aqueles que são mais vaidosos do que estes, não é apropriado que digamos nada de base, pois somos divinos e estamos introduzindo assuntos sagrados.

“Já que entramos na questão da comunhão entre os deuses e os homens, saiba, Asclépio, aquilo em que o homem pode ser forte! Pois assim como o Pai, o Senhor do universo, cria deuses, assim também o homem, este ser vivo, mortal, terreno, aquele que não é como Deus, também ele mesmo cria deuses”. Ele não só se fortalece, mas também se fortalece. Ele não só é deus, mas também cria deuses. Você está surpreso, Asclépio? Você mesmo é outro incrédulo como muitos?”.

“Trismegisto, eu concordo com as palavras (faladas) para mim. E eu acredito em você enquanto fala. Mas também fiquei surpreso com o discurso sobre isso. E decidi que o homem é abençoado, já que ele desfrutou deste grande poder”.

“E o que é maior que todas essas coisas, Asclépio, é digno de admiração. Agora está claro para nós a respeito da raça dos deuses, e nós a confessamos juntamente com todos os outros, que ela (a raça dos deuses) surgiu de uma matéria pura. E seus corpos são apenas cabeças. Mas o que os homens criam é a semelhança dos deuses. Eles (os deuses) são da parte mais distante da matéria, e ela (o objeto criado pelos homens) é do exterior (parte) do ser dos homens. Não somente eles (o que os homens criaram) são cabeças, mas (eles são) também todos os outros membros do corpo, e de acordo com sua semelhança. Assim como Deus quis que o homem interior fosse criado de acordo com sua imagem, da mesma forma, o homem na Terra cria deuses de acordo com sua semelhança”.

“Trismegisto, você não está falando de ídolos, está?”.
“Asclépio, você mesmo está falando de ídolos”. Você mesmo, Asclépio, é também um descrente do discurso. Você diz sobre aqueles que têm alma e amplitude, que são ídolos – estes que trazem estes grandes eventos. Vós dizeis daqueles que dão profecias de que são ídolos – daqueles que dão doenças e cura aos homens que […] eles.

“Ou você é ignorante, Asclépio, que o Egito é (a) imagem do céu? Além disso, ele é a morada do céu e de todas as forças que estão no céu. Se é próprio para nós falar a verdade, nossa terra é (o) templo do mundo. E é próprio de vocês não ignorarem que um tempo virá (nossa terra, quando) os egípcios parecerão ter servido à divindade em vão, e toda sua atividade em sua religião será desprezada. Pois toda divindade deixará o Egito, e fugirá para o céu. E o Egito ficará viúvo; será abandonado pelos deuses. Pois os estrangeiros entrarão no Egito, e eles o governarão. Egito! Além disso, os egípcios serão proibidos de adorar a Deus. Além disso, eles entrarão no castigo final, especialmente quem entre eles for encontrado adorando (e) honrando a Deus.

“E naquele dia, o país que era mais piedoso do que todos os países se tornará impiedoso”. Não estará mais cheio de templos, mas estará cheio de túmulos”. Tampouco estará cheio de deuses, mas (estará cheio de) cadáveres. Egito! O Egito se tornará como as fábulas. E seus objetos religiosos serão […] as coisas maravilhosas, e […], e se suas palavras forem pedras e forem maravilhosas. E o bárbaro será melhor que você, egípcio, em sua religião, seja (ele é) um cita, ou os hindus, ou algum outro deste tipo.

“E o que é isto que eu digo sobre o egípcio? Pois eles (os egípcios) não vão abandonar o Egito. Pois (no) tempo (quando) os deuses abandonaram a terra do Egito, e fugiram para o céu, então todos os egípcios morrerão. E o Egito será feito um deserto pelos deuses e pelos egípcios. E quanto a você, River, haverá um dia em que você fluirá com mais sangue do que água. E os cadáveres serão (empilhados) mais altos do que as represas. E aquele que está morto não será lamentado tanto quanto aquele que está vivo. De fato, este último será conhecido como egípcio por causa de sua língua no segundo período (de tempo). – Asclépio, por que você está chorando? – Ele parecerá como (a) estrangeiro em relação aos seus costumes. O Egito divino sofrerá males maiores do que estes. O Egito – amante de Deus, e morada dos deuses, escola de religião – se tornará um exemplo de impiedade.

“E naquele dia, o mundo não será maravilhado […] e imortalidade, nem será adorado […], pois dizemos que não é bom […]. Não se tornou nem uma única coisa nem uma visão. Mas está em perigo de se tornar um fardo para todos os homens. Portanto, será desprezada – o belo mundo de Deus, o trabalho incomparável, a energia que possui a bondade, a visão formada pelo homem. A escuridão será preferida à luz, e a morte será preferida à vida. Ninguém olhará para o céu. E o homem piedoso será considerado louco, e o homem ímpio será homenageado como sábio. O homem que tiver medo será considerado como forte. E o homem bom será punido como um criminoso.

“E quanto à alma, e às coisas da alma, e às coisas da imortalidade, juntamente com o resto do que eu vos disse, Tat, Asclépio e Ammon – não só serão considerados ridículos, mas também serão considerados como vaidade. Mas acreditem (quando eu digo) que pessoas deste tipo estarão em perigo pelo perigo final para sua alma. E uma nova lei será estabelecida … (faltando 2 linhas) … eles … (falta uma linha) …. boas. Os anjos maus permanecerão entre os homens, (e) estarão com eles, (e) os conduzirão a coisas más imprudentemente, bem como ao ateísmo, guerras e saques, ensinando-lhes coisas contrárias à natureza.

“Naqueles dias, a terra não será estável e os homens não navegarão pelo mar, nem conhecerão as estrelas no céu”. Toda voz sagrada da palavra de Deus será silenciada, e o ar ficará doente”. Tal é a senilidade do mundo: o ateísmo, a desonra e o desprezo pelas palavras nobres.

“E quando estas coisas aconteceram, Asclépio, então o Senhor, o Pai e Deus do único primeiro deus, o criador, quando olhou para as coisas que aconteceram, estabeleceu seu desígnio, que é bom, contra a desordem. Ele tirou o erro, e cortou o mal. Às vezes, ele o submergiu em uma grande enchente; outras vezes, ele o queimou em um fogo abrasador; e outras vezes ainda, ele o esmagou em guerras e pragas, até que ele trouxe … (faltando 4 linhas) … do trabalho. E este é o nascimento do mundo.

“A restauração da natureza dos piedosos que são bons acontecerá em um período de tempo que nunca teve início. Pois a vontade de Deus não tem começo, mesmo como sua natureza, que é sua vontade (não tem começo). Pois a natureza de Deus é a vontade. E a sua vontade é o bem”.

“Trismegisto, é propósito, então, (o mesmo que) vontade?”.
“Sim, Asclépio, já que a vontade está (incluída) no conselho”. Pois <ele> (Deus) não quer o que tem de deficiente”. Já que ele está completo em cada parte, ele quer o que (já) tem plenamente. E ele tem todo bem. E o que ele quer, ele quer. E ele tem o bem que quer. Portanto, ele tem tudo. E Deus quer o que ele quer. E o mundo bom é uma imagem do Bem”.

“Trismegisto, o mundo é bom?”
“Asclépio, é bom, como eu vos ensinarei”. Pois assim como … (faltam 2 linhas) … da alma e da vida […] do mundo […] surgem na matéria, os que são bons, a mudança do clima, a beleza, a maturação dos frutos, e as coisas semelhantes a tudo isso. Por causa disso, Deus tem o controle sobre as alturas do céu. Ele está em todos os lugares, e ele olha por todos os lugares. E (em) seu lugar não há nem céu nem estrela. E Ele está livre do (o) corpo.

“Agora o criador tem o controle no lugar que está entre a terra e o céu”. Ele é chamado de ‘Zeus’, ou seja, ‘Vida’. Zeus Plutônio é senhor da terra e do mar. E ele não possui o alimento para todos os seres vivos mortais, pois (é) a Coroa que dá o fruto. Estas forças são sempre poderosas no círculo da terra, mas as dos outros são sempre d’Ele-quem-é.

“E os senhores da terra se retirarão”. E se estabelecerão em uma cidade que está em um canto do Egito e que será construída em direção ao pôr-do-sol”. Todos os homens entrarão nela, quer venham no mar ou na costa”.

“Trismegisto, onde serão instalados agora?”
“Asclépio, na grande cidade que está na montanha líbia… (faltam 2 linhas) … assusta […] como um grande mal, na ignorância do assunto. Pois a morte ocorre, que é a dissolução do trabalho do corpo, e o número (do corpo), quando ela (morte) completa o número do corpo. Pois o número é a união do corpo. Agora o corpo morre quando não é capaz de sustentar o homem. E isto é a morte: a dissolução do corpo e a destruição da sensação do corpo. E não é necessário ter medo disso, nem por causa disso, mas por causa do que não se sabe, e não se acredita (é um medo)”.

“Mas o que não se sabe, ou se não se acredita”.
“Escute, Asclépio! Existe um grande demônio. O grande Deus o designou para ser supervisor ou juiz sobre as almas dos homens. E Deus o colocou no meio do ar, entre a terra e o céu. Agora, quando a alma sai do (do) corpo, é necessário que ela se encontre com este daimon. Imediatamente, ele (o daimon) cercará este (masc.), e o examinará em relação ao caráter que ele desenvolveu em sua vida. E se ele descobrir que realizou piedosamente todas as suas ações pelas quais veio ao mundo, este (o daimon) lhe permitirá … (falta uma linha) … transformá-lo […]. Mas se ele vê […] neste […] ele trouxe sua vida em más ações, ele o agarra, ao fugir para cima, e o joga para baixo, de modo que ele fica suspenso entre o céu e a terra, e é punido com um grande castigo. E ele será privado de sua esperança, e estará em grande sofrimento.

“E essa alma não foi colocada nem na terra nem no céu, mas entrou no mar aberto do ar do mundo, o lugar onde há um grande fogo, e água cristalina, e sulcos de fogo, e um grande tumulto. Os corpos são atormentados (em) vários (modos). Às vezes são lançados no fogo, a fim de que ele possa destruí-los. Agora, não vou dizer que esta é a morte da alma, pois ela foi libertada do mal, mas é uma sentença de morte.

“Asclépio, é necessário acreditar nestas coisas e temê-las, para que não as encontremos. Pois os incrédulos são impiedosos e cometem pecados. Depois, eles serão obrigados a acreditar, e não ouvirão somente de boca em boca, mas experimentarão a própria realidade. Pois eles continuam acreditando que não suportariam estas coisas. Nem apenas … (falta uma linha). Primeiro, Asclépio, todos os da terra morrem, e aqueles que são do corpo cessam […] do mal […] com estes do gênero. Pois aqueles que estão aqui não são como aqueles que estão lá. Assim, com os daimons que […] homens, eles apesar de […] estarem lá. Portanto, não é a mesma coisa. Mas, na verdade, os deuses que estão aqui punirão mais quem quer que o tenha escondido aqui todos os dias”.

“Trismegisto, qual é o caráter da iniquidade que existe?”
“Agora você pensa, Asclépio, que quando alguém leva algo em um templo, ele é impiedoso. Pois esse tipo de pessoa é um ladrão e um bandido. E este assunto diz respeito aos deuses e aos homens. Mas não compare aqueles aqui com aqueles do outro lugar. Agora quero falar-lhes este discurso confidencialmente; nenhuma parte dele será acreditada. Pois as almas que estão cheias de muito mal não virão e irão no ar, mas serão colocadas nos lugares dos daimons, que estão cheios de dor, (e) que estão sempre cheios de sangue e abate, e sua comida, que é chorar, lamentar e gemer”.

“Trismegisto, quem são estes (daimons)?”.
“Asclépio, são aqueles que são chamados de ‘estranguladores’, e aqueles que rolam almas sobre a terra, e aqueles que os açoitam, e aqueles que lançam na água, e aqueles que lançam no fogo, e aqueles que provocam as dores e calamidades dos homens. Pois estes não são de uma alma divina, nem de uma alma racional do homem. Ao contrário, eles são do mal terrível”.

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Fonte:

<http://gnosis.org/naghamm/asclep.html>.

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/asclepio/

Anatomia Oculta

Olá, jovens aprendizes Padawan. Eu trouxe este texto que originalmente deveria ser postado no Blog mês que vem. Mas já que estava me coçando para colocá-lo no ar (ou na web) trouxe ele pra cá. Devo logo avisar que o texto a seguir não tem embasamento na ciência ortodoxa, e sim na ciência oculta. Ou seja, aquele que quiser buscar realmente não deve ficar apenas nos textos desta ou de outras colunas ou do site inteiro. Pergunte, discorde, busque por si só. O verdadeiro cientista ocultista não aprende na teoria, e sim na prática. Não lemos em periódicos para termos “certeza”. Lemos para ter uma base e depois seguirmos a partir dela. Aproveitem o texto. 🙂

Luz, energia, matéria. Há muito tempo o Universo foi criado segundo a imagem do Criador. Sobre a idéia da Criação se formou tudo o que era a Idéia do Criador.

O homem, imagem microcósmica da Criação compartilha dos atributos de Deus, de uma maneira limitada. Porém desta forma limitada ele já erigiu grandes templos, construiu cidades suntuosas, monumentos faraônicos. Sobre a égide da raça humana o Universo observável tem se desvelado ante nossos singelos olhares admirados. Ainda assim, é pouco…

A capacidade humana é muito superior ao que observamos até agora. Para vermos o potencial que nos foi concedido com bilhões de anos de evolução temos que recorrer à sabedoria oculta. Para descobrir o que o corpo humano, tão perfeito, ainda precisa trabalhar, precisamos prestar mais atenção. E para isso que existe a anatomia oculta.

O homem naturalmente já se deu conta de que possui um corpo rígido de carne, pele, ossos e sangue. Que suas terminações nervosas são o que faz com que sinta as sensações. E que todo o aparato deste maravilhoso organismo. Porém sem seus componentes mais sutis este esplêndido maquinário não passa de um simples corpo inerte. Mineral. O corpo físico (ou denso) é como que a unidade de processamento onde os outros componentes serão instalados para o funcionamento da máquina humana. Ou seja, o computador é apenas um computador.

Da jornada do espírito até a matéria densa, adquirimos a capacidade de operar nos corpos mais sutis, em seguida nos mais densos, até que agora estamos cegos em relação aos anteriores.

Os quatro corpos que possuímos para iterarmo-nos do Cosmo são: o corpo denso, o corpo vital (ou energético), o corpo de desejos (ou astral) e a mente. Esta última ainda não passa de uma pequena nuvem branca que fica pairando ao redor da cabeça, como os clarividentes podem atestar. Quanto ao corpo denso, não falarei dele neste post, pois apesar de possuir muitos segredos, seria muito imprudente falar dele sem um conhecimento prévio do funcionamento dos outros. O que posso dizer é que ele, em algumas Tradições é confundido com o corpo vital. Pois se diz que ele tem uma matriz astral que o forma a sua imagem e semelhança. Mas esta matriz nada mais é que o corpo vital.

O corpo vital é constituído de quatro éteres. O éter químico, o éter de vida, o éter refletor e o éter de luz. Cada qual está em conformidade com a sabedoria oculta e os quatro elementos dos antigos. Começaremos com o Éter Químico.

O éter químico, que é o responsável pela assimilação e excreção de componentes químicos no corpo. Naturalmente ele funciona por dois polos, um positivo e outro negativo. O polo positivo é o responsável pelo crescimento e manutenção do corpo físico através da obtenção de elementos químicos e agregação dos mesmos no nosso corpo denso. O polo negativo do éter químico é responsável pela excreção das substâncias que não são nutrientes e se mantidas se tornariam um veneno para o nosso corpo. A urina e fezes são a forma que nosso corpo tem de evacuar estas substâncias sob a direção do éter químico em seu polo negativo. Por vezes, se há uma disfunção ou um desequilíbrio em seu funcionamento, estas substâncias são mal eliminadas ou mantidas no corpo denso. Muitas vezes este caso de desequilíbrio das funções do éter químico é o responsável por algumas doenças relacionadas ao mantenimento destas substâncias em nosso organismo.

Assim como o éter químico, o éter de vida é responsável por funções inerentes ao corpo físico. E também é dividido em dois polos funcionais. Positivo e negativo. Este éter é o responsável mela manutenção da forma individual. E também é responsável pela propagação da espécie, fazendo assim o trabalho de manter sempre veículos para a manifestação no Mundo Físico. O polo positivo deste éter é o responsável por trabalhar na gestação, capacitando a fêmea ao trabalho positivo da construção do corpo para um novo ser. Já o polo negativo deste éter, é o responsável pela produção dos gametas masculinos (pólen nas plantas e espermatozoides nos animais) nas mais variadas espécies. Durante a concepção dos seres nas esferas, vegetal, animal e hominal de manifestação, o polo positivo deste éter que torna um ser masculino da união nos gametas. O inverso, ou seja, o polo negativo é que gera fêmeas.

O éter de luz possui também dois polos de manifestação. Seu polo positivo é o que torna os animais superiores e o homem capazes de gerar calor do seu próprio sangue, fazendo com que cada um seja uma fonte individual de calor e energia. Nos animais de sangue frio, o polo positivo é responsável apenas pela função de fazer circular o sangue pelo seu corpo. Já o polo negativo é o responsável pelos sentidos passivos de percepção visão, audição, tato, paladar e olfato. Ele também é responsável pela geração dos olhos (ou de outros meios de percepção equivalentes em seres que não os possuam). Nas plantas, o polo positivo do éter de luz é o responsável pela circulação da seiva . Portanto, no inverno, ou quando a planta se encontra ausente da presença da luz solar, sua seiva para de fluir. Já o polo negativo é responsável pela clorofila nas plantas e pela regulação de melanina no reino animal. Este é também um dos motivos que a ausência de sol torna a tez das pessoas mais clara. A adaptação ao meio pelas espécies fez com que em lugares onde há menos sol os seres são mais claros e o contrário em lugares onde a luz solar predomina.

O éter refletor está relacionado diretamente com a ligação que o pensamento tem com nosso corpo físico e a memória. Para saber como funciona a mente eu recomendo este post. O éter refletor está ligado diretamente coma Região Etérica do Mundo Físico (em outro artigo falarei sobre ela). Lá é onde você pode ver imprecisamente o que houve no passado e o que acontece no presente em qualquer lugar. É imprecisa pois está manifestada demais no mundo físico, e sofre influência das emoções, tanto suas, quanto alheias. Pode-se dizer que é uma memória coletiva. Ainda assim não é a Memória da Natureza, que muitas Tradições chamam de Arquivos Akáshicos, já que estes se encontram na subdivisão mais elevada da Região do Pensamento Concreto (que também falarei num post futuro).

O corpo de desejos é um veículo do Mundo do Desejo. Também chamado de Plano astral. Este corpo é regido por duas forças. A Força de Repulsão e a de Atração. Logo mais falarei delas. O corpo de desejos é o responsável pelas nossas emoções. Impelido para o bem, faz com que tenhamos a vontade de crescermos e evoluirmos segundo nossa vontade, muitas vezes de modo egoísta, pois este corpo está totalmente ligado as emoções. Impelido para o mal, este corpo se entrega as paixões mais insalubres para satisfação e prazer. Geralmente estas paixões estão ligadas a estados de consciência alterados, e a maioria envolve o vício por sensações e experiências fora do normal. As forças antes citadas são responsáveis por colocar em ação (Atração) ou ignorar (Repulsão) algum pensamento que tenha vindo a ser lançado neste veículo. O corpo etérico, assim como o corpo físico, possuem órgãos já bem formados. Já o corpo de desejos não possui órgãos. Está mais para um emaranhado de centros de energia em matéria formada pelo seu plano correspondente. Ele tem a forma oval (nas pessoas mais equilibradas) e é feito de cores fantásticas. Quanto mais “sujos” são os desejos de uma pessoa, mais estas cores são opacas. O corpo astral de um santo ou de um grande adepto possui cores espetaculares e de um brilho arrasador. Existem casos da aura (exteriorização de energia do corpo etérico reflexa ao corpo de desejos) ser imensa nesses seres iluminados.

A Mente, ou corpo mental, é um foco onde o espírito projeta suas vontades para que suas ações sejam executadas. Ele se assemelha a uma pequena nuvem branca pairando ao redor da cabeça das pessoas. Apenas os seres humanos possuem mente. Animais vão até o corpo de desejos, plantas só possuem o corpo denso e vital e os minerais apenas o corpo denso. Para o funcionamento da mente ser melhor entendido, veja o post recomendado anteriormente.

Acima destes corpos em elevada vibração, existem mais três veículos que não podem ser chamados de corpos, tal sua sutileza. Seria muita informação falar deles por agora. Por hoje ficamos com isso.

Que as vossas Rosas floresçam na Tua Cruz.

Créditos da imagem: Magic Budha by Ezschneider (Divulgação)

Sérvio Túlio é estudante de Letras, membro do Projeto Mayhem e autor do blog Jedi Teraphim.

#Alquimia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/anatomia-oculta

Levi, Crowley, Moore e a magia nos dias atuais

Neste vídeo damos prosseguimento ao que já foi dito sobre a magia no canal, desta feita focando na definição de prática mágica dos tempos modernos, afinal o xamanismo já não é mais o mesmo após dezenas de milhares de anos! Assim, tentaremos uma vez mais desvendar os mistérios e segredos da Arte, com a ajuda de grandes magistas: Éliphas Lévi, Aleister Crowley e, não menos importante, Mr. Alan Moore… Também tentarei explicar algumas diferenças entre os sistemas mais tradicionais de magia e o sistema mais pop dos dias atuais: a magia do caos! Fiquem até o fim para ver minhas indicações de podcasts, canais no YouTube e livros sobre o tema.

Se gostaram, não esqueçam de curtir, compartilhar e se inscrever no canal!

#AleisterCrowley #Ocultismo #Magia #AlanMoore #MagiadoCaos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/levi-crowley-moore-e-a-magia-nos-dias-atuais