A Superioridade Ilusória

Antes de pensar no seu chefe ou formar uma imagem mental daquele chato que sempre conta vantagem em tudo, saiba que superioridade ilusória não é a mesma coisa que complexo de superioridade.

A superioridade ilusória é uma viés cognitivo que faz com que as pessoas superestimem suas habilidades positivas e subestimem suas qualidades negativas, em relação aos outros.

Antes de prosseguirmos uma breve pausa lexicômica.

Ilusões positivas são descritas como as atitudes positivas absolutamente e totalmente irrealísticas que os humanos tem em relação a si mesmos. Existem hoje basicamente três categorias diferentes e bem abrangentes de ilusões positivas:

1- a avaliação exagerada de nossas próprias capacidades;
2- o otimismo irreal sobre o futuro;
3- a ilusão de controle.

Fim da pausa.

A superioridade ilusória é uma ilusão positiva que vem sendo estudada de forma extensiva dentro da psicologia social e costuma ser referida em termos leigos como o Efeito Acima da Média. O Efeito Acima da Média faz as pessoas terem uma imagem própria mais positiva e menos negativa do que a imagem que as pessoas que a cercam tem dela.

Mas e o que eu posso ter remotamente a ver com isso tudo?

Todo mundo, e eu digo TODO MUNDO MESMO, desenvolve opiniões baseadas em comparações. Se não houvesse algo com o que se comparar não saberíamos se uma coisa é redonda ou quadrada, doce ou salgada, não haveria como formar uma escala de bom e ruim e o mundo seria possivelmente um lugar ainda mais sem graça de se viver.

Muitas pessoas, e eu digo MUITAS PESSOAS MESMO, formam suas opiniões tomando como base comparações sociais. Essas comparações podem ser baseadas no seu desempenho acadêmico, nos seus ambientes de trabalho ou em seu ambiente social – ou seja em qualquer lugar que não seja debaixo da sua cama ou dentro do seu lavabo[1].

Paralelo a isso, durante a vida uma pessoa tem uma visão bem específica a respeito de sua popularidade, sua honestidade, sua confiança e outros atributos que possa julgar desejáveis.

Agora como esses dois fatores se combinam para termos nossa ilusão positiva?

[Todo mundo precisa de um comparativo] + a grande parte das pessoas faz comparativos sociais] x [cada um de nós tende a ser mais otimista do que pessimista a nosso próprio respeito] = nem fodendo eu vou fazer papel de idiota, só porque aquele cara é formado não quer dizer que eu seja pior do que ele!

Assim, observe uma pessoa sem diploma de medicina, tentando discutir um diagnótico com um médico. Ou alguém que não sabe nada de mecânica tentando discutir com um mecânico na oficina. Ou tende reparar nos argumentos que um possível cliente usa para diminuir ainda mais o orçamento que você pediu para fazer determinado trabalho. A idéia não é querer mostrar que o outro está errado, mas que você – ou a pessoa – está em pé de igualdade, mas tem uma visão mais clara. Acaba funcionando quase como um sistema imunológico mental.

Já foi registrado que pessoas com um QI mais baixo possuem um senso de Superioridade Ilusória muito forte. Mas por que isso acontece? Em um mundo que tem Darwin como um de seus pilares não deveria favorecer os mais preparados? Por que os menos preparados são os que geralmente tem uma sensação de superioridade mais forte?

Em 1999 Justin Kruger e David Dunning realizaram uma série de experimentos que mostraram que quando falamos de habilidades como compreensão de leitura, operação de veículos motorizados, e jogar xadrez ou tênis, a “ignorância, com mais freqüência do que o conhecimento, gera confiança”. Analisando os resultados de seus estudos, dada uma habilidade típica que humanos possam possuir em maior ou menor grau, eles propuseram quatro hipóteses interessantes:

1. Indivíduos incompetentes tendem a superestimar seu próprio nível de habilidade;

2. Indivíduos incompetentes não reconhecem habilidade genuína em outros;

3. Indivíduos incompetentes não reconhecem o grau extremo de sua inadequação;

4. Se treinados substancialmente para melhorar seu nível de habilidade, estes indivíduos serão capazes de reconhecer e admitir sua prévia falta de habilidade.

Isso pode ser resumido da seguinte forma, a não ser que uma pessoa sem nenhuma habilidade passe por um treinamento e condicionamento extensivo, ela permanecerá tomando más decisões e chegando a conclusões errôneas e como bônus, sua incompetência lhes impedirá de apreciar e aprender com seus erros.

Ok, agora parece que estamos falando do seu chefe, mas se atente à sutileza. Em um estudo realizado em 2006, tentaram determinar o grau de inacuidade das pessoas em relação às suas reais habilidades como motoristas, como resultado, os testes mostraram que os motoristas sempre se qualificavam superiores à concorrência em mais de 18 ítens que tinham relação com sua habilidade de dirigir, claro que eles não sabiam qual era a finalidade do teste, que foi apresentado como um teste para determinar a percepção que cada um tinha de perigos no trânsito.

Outro efeito da superioridade ilusória é se criar uma ilusão que envolve sua capacidade de jogar e apostar. Por alguma razão as pessoas pensam com frequência que podem levar uma vantagem sobre jogadores profissionais de poker, deixando de lado qualquer bom senso relacionado às estatísticas sobre perdas e experiência, e claro que quando os jogos terminam, a culpa sempre recai sobre alguma falha externa ou algo que sua expertize não previu.

Tenha sempre em mente que provavelmente você não é tão esperto ou esperta quanto seu cérebro diz que você é. A humildade afinal pode ser a melhor maneira de hackear seu cérebro e não ser enganado por ele.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/psico/a-superioridade-ilusoria/

H.P. Lovecraft: Visionário do Vazio

“As ciências cada uma se esforçando em sua própria direção, tem nos atrapalhado um pouco; mas um dia todas as peças dessa sabedoria dissociada juntas abrirão algumas visões terríveis da realidade, e da nossa verdadeira posição ali, dai poderemos enlouquecer com a revelação ou fugir da luz fatal para a paz e a segurança de uma nova idade das trevas”.

-H.P. Lovecraft, o Chamado de Cthulhu

 

Howard Philips Lovecraft (1890 – 1937) retratava os acontecimentos mais bizarros da sua vida através da ficção. Colin Wilson tipifica-o como um ‘intruso’, e não há muita informação biográfica para apoiar este ponto de vista. Lovecraft certamente sentiu-se como um ‘intruso’, na América do início do século XX. Tendo perdido seus pais em tenra idade, ele foi criado por duas tias solteironas, que o incentivaram a não sair de casa, dizendo-lhe que ele era “horrível”. Ele retirou-se para o mundo da ficção, tornando-se um leitor prodigioso de fantasias.

Lovecraft gostava de ver a si mesmo como um “cavalheiro Inglês” – uma persona que se tornou tão fixa que influenciou grande parte de sua atitude para com a vida diária. Ele sentia-se muito fora de sintonia com o ritmo da América moderna – o que possivelmente explica por que muitos de seus protagonistas são estudiosos de antiguidades ou reclusos. Os principais temas subjacentes no restante do trabalho de Lovecraft não são focados nos medos claustrofóbicos tradicionais de morte e decadência, assombrações fantasmagóricas, etc.; mas sim no medo agorafóbico de abismos incomensuráveis ​​no espaço; os infinitos abismos escuros do cosmos, onde a mente humana, de repente, percebendo muito espaço, é esticada ao limite até que se encaixe . A sensação de estar sozinho em um vasto deserto de dimensão cósmica é encapsulada na afirmação de Lovecraft de que a humanidade é “uma ilha em um mar de caos – e não estava destinada a navegar tão longe.” O biógrafo de Lovecraft, L.Sprague de Camp, chamava essa ideia de pessimismo cósmico de Lovecraft. “Futilitarismo’ , na filosofia pessoal de Lovecraft, como em seus Mitos de Cthulhu , a humanidade era totalmente insignificante no grande esquema do cosmos”.

A inspiração de Lovecraft para seus escritos vinha de seus sonhos, e suas cartas (ele mantinha uma volumosa correspondência com alguns colegas escritores) mostram que ele teve um pesadelo cada noite de sua vida. No seguinte extrato de uma carta, ele descreve um pesadelo sobre Nyarlathotep, um dos Grandes Antigos:

“Enquanto eu era tirado do abismo, emitia um grito retumbante e a imagem cessou. Eu estava com muita dor – testa batendo e zumbido nos ouvidos – eu tinha apenas um impulso automático – para escrever e preservar a atmosfera de medo sem precedentes; e antes que eu percebesse, eu já tinha puxado a luz e estava rabiscando desesperadamente. … Quando totalmente acordado lembrei-me de todos os incidentes, mas havia perdido a emoção requintada de medo -. A sensação real da presença hedionda do desconhecido”

Os escritos de Lovecraft apareciam regularmente nas paginas da revista Weird Tales, editada por Farnsworth Wright. Weird Tales publicou também muitos dos trabalhos de amigos correspondentes de Lovecraft, como Robert E. Howard, (o criador de Conan o bárbaro) Frank Belknap Long, and Clark Ashton Smith.  Estes, e outros escritores foram se correspondendo com Lovecraft, comentando os trabalhos uns dos outros, e o desenvolvimento de mecanismos ficcionais uns dos outros e o desenvolvimento de dispositivos ficcionais uns dos outros. Logo outros seres e conceitos foram sendo adicionados ao conjunto original de seres Cthulhuoides de Lovecraft.

A biblioteca mitológica de “livros proibidos” estava se expandindo – Clark Ashton Smith escreveu o ‘O Livro de Eibon’, por exemplo.

 

Os Grandes Antigos

 

No Panteão de Entidades Mitológicas de Lovecraft, Os Grandes Antigos, são os seres pan-dimensionais de pesadelo que continuamente ameaçam a Terra com destruição. Eles estão imersos “no sonho de morte” selados no fundo do oceano, ou além das estrelas. Eles podem ser invocados , quando as estrelas “estão alinhadas”, e pode entrar no mundo humano através de uma série de portais – pontos de poder, lentes mágicas, ou, como no caso de “O Horror de Dunwich”, através de ritos de congresso sexual entre aliens & Humanos.

Os Grandes Antigos são servidos por várias seitas humanas e não- humanas, em lugares selvagens e desolados, desde degenerados moradores do pântano , até os inumeráveis incestos de Whateley da região fictícia de Dunwich. Esses cultos estão continuamente se preparando tanto para trazer Antigos de volta, como para silenciar quem tropeçar em todo o terrível segredo da existência dos Antigos. O retorno dos Antigos envolve, como Wilbur Whateley coloca em O Horror de Dunwich, a “limpeza” da Terra, ou seja, a destruição da humanidade, exceto de alguns adoradores e escravos. Esta referência apocalíptica pode ser afirmada como metafórica, ou como se referindo a uma real catástrofe física – holocausto nuclear, talvez? Talvez Lovecraft quisesse enfatizar que os Grandes Antigos não dariam mais atenção a aniquilar humanos do que poderíamos dar para limpar água sobre uma mesa. Exatamente por isso os Antigos nunca desejam retornar para a Terra é claro, mas pode-se supor que, para eles, a Terra está perto dos bares e convenientemente nas rotas dos ônibus!

Lovecraft é cuidadoso ao apontar que muitos dos antigos são, de fato burros, ou “deuses idiotas”. Somente aqueles que já são loucos ou degenerados pode adorá-los com sinceridade. Apenas a Nyarlathotep, o Caos Rastejante, é dada uma aparência humana de inteligência. Os Grandes Antigos não formam um panteão distinto, e no original de Lovecraft , não correspondem á elementais ou á qualquer noção de bem contra o mal – essas modificações da Mitologia vieram de August Derleth. Em resumo, os Grandes Antigos são enormes, horríveis, e famintos. Pouco se sabe sobre eles, uma vez que uma boa olhada é geralmente mais do que qualquer ser humano pode suportar, e a maioria dos encontros são inevitavelmente terminais na ficção de Lovecraft – para o protagonista e inocentes transeuntes (a quem as criaturas muitas vezes consomem como aperitivo, antes de fazer do narrador o prato principal).

Os críticos do estilo de Lovecraft se queixaram de que seus narradores parecem ser um pouco densos, quando se trata de reconhecer o que está acontecendo ao seu redor. Eles leem as cartas de parentes desaparecidos, ou talvez o Necronomicon, enquanto à sua volta, seres monstruosos estão caçando desordenadamente pelo distrito e comendo pessoas, e depois rondando a casa do narrador causando efeitos estranhos que ele geralmente descarta como subsidência, ou anomalias atmosféricas. Depois de ler alguns contos, o leitor sabe o que esperar, e pode facilmente tornar-se impaciente com o narrador. Mas esta é uma fórmula realista do comportamento humano. Quando confrontado com a possível realidade de existirem monstros que estão lá fora à espera para nos comer, em seguida, assumir a nossa aparência, quem pode não procurar explicações alternativas? O pobre ocultista que salta e diz: “é tudo o trabalho dos sapos do lodo venusiano” será no mínimo taxado de ridículo, se não for internado num hospício, deixando os sapos lodo venusianos para realizar seus planos malignos.

Diante do exposto anteriormente, não é surpreendente que os ocultistas contemporâneos tenham se interessado pelos Mitos de Cthulhu .Os Rituais lovecraftianos serviram de inspiração para escritores como Anton LaVey (os rituais satânicos), Michael Aquino (chefe do Templo de Set), e Peter Carroll (Illuminates of Thanateros). Kenneth Grant, em sua progressão de obras ‘Typhoniana’ fez muito uso das imagens de Lovecraft em suas interpretações da obra de Aleister Crowley e de Austin Osman Spare. Michael Bertiaux, chefe do La Coulvoire Noir, a ordem de Voodoo-gnóstico, também incorporou elementos dos Mitos de Cthulhu em sua obra. Após a tentativa de August Derleth para condensar os Mitos de Cthulhu em uma cosmologia identificável, vários ocultistas (nomeadamente Kenneth Grant) tentaram classificar os Grandes Antigos em um sistema de “identificação” de um tipo ou de outro.

Embora tais tentativas exibam a propensão dos ocultistas ocidentais para a edificação metaestruturas simbólicas , sinto que tal sistematização dos Grandes Antigos é um desvio do sentido original que Lovecraft deu á eles . Sua própria natureza  eles são “primais e indimensionaveis ” – eles mal podem ser percebidos e para sempre ‘espreitam’ na borda da consciência . As energias mais potentes são aqueles que não podem ser nomeadas – isto é, elas não podem ser claramente apreendidas ou concebidas . Eles permanecem intangíveis e tênues. Muito parecido com a sensação de despertar de um pesadelo aterrorizado, mas incapaz de se lembrar o porquê. Lovecraft entendeu isso muito bem, provavelmente porque a maioria de seus escritos  evoluiu a partir de seus sonhos. Lovecraft Negou o significado objetivo dos sonhos , incluindo o seu próprio ,  a maioria dos estudiosos de sua obra sugeriram  que não há fundamento nas reivindicações exóticas feitas pelos intérpretes Ocultistas da obra de Lovecraft – e para ser justo, Lovecraft negou positivamente crença nas doutrinas irracionalistas com a qual ele era associado por ocultistas e místicos .

Os Grandes Antigos ganharam seu poder pela indefinição e intangibilidade . Uma vez que eles são formalizados em símbolos e sistemas  e relacionados com metasistemas intelectuais, algo de sua intensidade primal é perdida. William Burroughs coloca desta forma :

“Assim que você nomeia algo, retira o seu poder … Se você pudesse olhar a morte de frente ela perderia o poder de matá-lo. Quando você pergunta a morte por suas credenciais, seu passaporte é por tempo indeterminado.”

 

O Lugar dos Caminhos Mortos

 

Uma forte ocorrência ao longo da escrita de Lovecraft é a rejeição da modernidade. Muitas vezes existe um conflito de crença entre cidadãos “civilizadas” que desconsideram a superstição e folclore, e camponeses que estão mergulhados na sabedoria dos Grandes Antigos, mas de alguma forma degenerados e decadentes. Lovecraft alude continuamente a natureza ‘degenerada’ dos adoradores de Cthulhu, provavelmente refletindo suas atitudes à raça e realização intelectual. Mas há também uma consciência de que a degeneração das práticas de culto com a influência dos Antigos diminui no mundo, devido à propagação do materialismo e a decadência das comunidades rurais. Alguns comentaristas acusaram Lovecraft de atitudes racistas, mas eu sinto que seria mais correto dizer que na ficção de Lovecraft, nenhum indivíduo ou grupo pode escapar de sua sensação de desgraça; cientistas, em algum momento se deparam com os segredos terríveis do universo, enquanto camponeses, eslavos e ilhéus  vão  se degenerar em mutantes não-humanos. Feiticeiros que convocam os Grandes Antigos, em algum momento pagam o preço da sanidade ou morte. Todo mundo tem como premio a loucura terrível do “o que está lá fora, esperando” á apenas um passo de distância. Depois de ter passado para a esfera dos Antigos, não há como voltar atrás…

Não há espaço para conceitos dualistas de “bem” e “mal” na mitologia de Lovecraft. Não há ‘“forças da luz “, que podem ser invocadas para nos salvar do horror dos Antigos. Eles podem, ocasionalmente, serem enganados, mas isso é mais uma questão de pura sorte do que qualquer habilidade ou capacidade da parte dos seres humanos. Mesmo se um dos protagonistas de Lovecraft sobreviver a um encontro com os Grandes Antigos, ele carregará para sempre  o conhecimento do que se esconde “lá fora”.

Alguns intelectuais, entusiasmados pelas visões de Lovecraft, tentaram colocar seus mitos dentro de uma perspectiva Nietzschiana – dizendo que os Grandes Antigos representam as forças do Super homem que se destaca para além do bem e do mal, consciente apenas dos desejos primitivos e paixões. Lovecraft deixa claro que os Grandes Antigos não são meramente um reflexo da moralidade tradicional – que eles têm sobre tanto interesse em nós, quanto temos pelos bovinos. Mais cedo ou mais tarde, mesmo um adorador devoto de Cthulhu será dobrado sob a faca.

A visão de Lovecraft, seu “futilitarianismo” – é particularmente apropriado para a nossa época atual, em que os pensadores pós-modernistas afirmam ter destruído o futuro e saqueado o passado em uma busca incessante de ‘chutes’ de um tipo ou outro. Cada vez mais, estamos ecoando a declaração de Hassan I Sabbah que “nada é verdadeiro” – ou, talvez mais precisamente, nada pode ser confiável. Vivendo como nós, em uma sociedade que está rapidamente transformando-se por meio de computadores, filmadoras e TV a cabo; em que os homens podem andar na Lua, enquanto outros vendem seus filhos para os traficantes de órgãos; onde os mistérios da vida são detectados durante a manipulação de DNA e as realidades da morte de outras pessoas servidas no horário nobre da televisão, é fácil ser cínico, e difícil, para qualquer conceito de verdade,  permanecer inviolável e essencial.

Em uma cultura onde as bordas da atualidade estão desmoronando no futuro a uma taxa que é muitas vezes difícil de compreender, o senso de conexão com o tempo histórico é vaga, para dizer o mínimo. As contradições do pós-capitalismo fragmentaram realidade consensual a um ponto onde a alienação e impotência são endêmicos em nossa cultura. Ocultismo oferece uma alternativa: um senso de conexão, talvez, para o tempo histórico em que o mundo era menos complicado, em que os indivíduos eram mais ’em contato’ com o seu ambiente, e, tinham maior controle sobre suas vidas. Os subgêneros ocultos mantém-se um espelho da realidade consensual.

Os ocultistas prontamente zombam das religiões escravagistas e depois entram êxtase na compra de um genuíno conjunto de meias que pertenceram á Aleister Crowley. Fala-se muito do mago como um rebelde perigoso ou anarquista da alma por pessoas que tomam por “legítima” a sua posição, acenando com suas patentes, certificados e copyrights.

 

 

por Phil Hine – Trad. Giuliana

Postagem original feita no https://mortesubita.net/lovecraft/h-p-lovecraft-visionario-do-vazio/

Asclépio (da biblioteca de Nag Hamadhi)

“E se você (Asclépio) deseja ver a realidade deste mistério, então você deve ver a maravilhosa representação da relação sexual que ocorre entre o homem e a mulher. Pois quando o sêmen atinge o clímax, ele salta para fora. Nesse momento, a fêmea recebe a força do macho; o macho, por sua vez, recebe a força da fêmea, enquanto o sêmen o faz.

“Portanto, o mistério da relação sexual é realizado em segredo, para que os dois sexos não se desgracem diante de muitos que não vivenciam essa realidade”. Para cada um deles (os sexos) contribui com sua (própria parte na) iniciação. Pois se isso acontece na presença daqueles que não compreendem a realidade, (é) risível e inacreditável. E, além disso, são mistérios sagrados, tanto de palavras quanto de obras, porque não só não são ouvidos, mas também não são vistos.

“Portanto, tais pessoas (os incrédulos) são blasfemadores. Eles são ateus e impiedosos. Mas os outros não são muitos; ao contrário, os piedosos que são contados são poucos. Portanto, a maldade permanece entre (os) muitos, já que o aprendizado a respeito das coisas que são ordenadas não existe entre eles. Pois o conhecimento das coisas que são ordenadas é verdadeiramente a cura das paixões da matéria. Portanto, o aprendizado é algo derivado do conhecimento.

“Mas se há ignorância, e o aprendizado não existe na alma do homem, (então) as paixões incuráveis persistem nela (a alma)”. E um mal adicional vem com elas (as paixões), sob a forma de uma ferida incurável. E a ferida rói constantemente a alma, e através dela a alma produz vermes do mal, e fede. Mas Deus não é a causa destas coisas, pois Ele enviou aos homens o conhecimento e o aprendizado.

“Trismegisto, Ele as enviou aos homens sozinho?”
“Sim, Asclépio, Ele os enviou a eles sozinho. E é justo que lhe digamos por que ele concedeu aos homens sozinhos o conhecimento e a aprendizagem, a distribuição de seu bem.

“E agora escutem! Deus e o Pai, mesmo o Senhor, criou o homem depois dos deuses, e ele o tirou da região da matéria. Como a matéria está envolvida na criação do homem, de […], as paixões estão nela. Portanto, elas fluem continuamente sobre seu corpo, pois esta criatura viva não teria existido de outra forma, a não ser que ele tivesse tomado este alimento, pois ele é mortal. É também inevitável que desejos inoportunos, que são prejudiciais, habitem nele. Pois os deuses, desde que nasceram de uma matéria pura, não precisam de aprendizagem e conhecimento. Pois a imortalidade dos deuses é aprendizado e conhecimento, já que eles surgiram de uma matéria pura. Ela (imortalidade) assumiu para eles a posição de conhecimento e de aprendizagem. Por necessidade, ele (Deus) estabeleceu um limite para o homem; ele o colocou no aprendizado e no conhecimento.

“A respeito destas coisas (aprendizagem e conhecimento) que mencionamos desde o início, ele (Deus) as aperfeiçoou para que por meio destas coisas pudesse conter as paixões e os males, de acordo com sua vontade. Ele trouxe sua existência (do homem) mortal à imortalidade; ele (homem) se tornou bom (e) imortal, assim como eu disse. Pois ele (Deus) criou (a) uma natureza dupla para ele: o imortal e o mortal.

“E aconteceu assim por causa da vontade de Deus de que os homens sejam melhores que os deuses, já que, de fato, os deuses são imortais, mas os homens sozinhos são tanto imortais quanto mortais”. Portanto, o homem se tornou semelhante aos deuses, e eles conhecem os assuntos um do outro com certeza”. Os deuses conhecem as coisas dos homens, e os homens conhecem as coisas dos deuses. E estou falando dos homens, Asclépio, que alcançaram o aprendizado e o conhecimento. Mas (sobre) aqueles que são mais vaidosos do que estes, não é apropriado que digamos nada de base, pois somos divinos e estamos introduzindo assuntos sagrados.

“Já que entramos na questão da comunhão entre os deuses e os homens, saiba, Asclépio, aquilo em que o homem pode ser forte! Pois assim como o Pai, o Senhor do universo, cria deuses, assim também o homem, este ser vivo, mortal, terreno, aquele que não é como Deus, também ele mesmo cria deuses”. Ele não só se fortalece, mas também se fortalece. Ele não só é deus, mas também cria deuses. Você está surpreso, Asclépio? Você mesmo é outro incrédulo como muitos?”.

“Trismegisto, eu concordo com as palavras (faladas) para mim. E eu acredito em você enquanto fala. Mas também fiquei surpreso com o discurso sobre isso. E decidi que o homem é abençoado, já que ele desfrutou deste grande poder”.

“E o que é maior que todas essas coisas, Asclépio, é digno de admiração. Agora está claro para nós a respeito da raça dos deuses, e nós a confessamos juntamente com todos os outros, que ela (a raça dos deuses) surgiu de uma matéria pura. E seus corpos são apenas cabeças. Mas o que os homens criam é a semelhança dos deuses. Eles (os deuses) são da parte mais distante da matéria, e ela (o objeto criado pelos homens) é do exterior (parte) do ser dos homens. Não somente eles (o que os homens criaram) são cabeças, mas (eles são) também todos os outros membros do corpo, e de acordo com sua semelhança. Assim como Deus quis que o homem interior fosse criado de acordo com sua imagem, da mesma forma, o homem na Terra cria deuses de acordo com sua semelhança”.

“Trismegisto, você não está falando de ídolos, está?”.
“Asclépio, você mesmo está falando de ídolos”. Você mesmo, Asclépio, é também um descrente do discurso. Você diz sobre aqueles que têm alma e amplitude, que são ídolos – estes que trazem estes grandes eventos. Vós dizeis daqueles que dão profecias de que são ídolos – daqueles que dão doenças e cura aos homens que […] eles.

“Ou você é ignorante, Asclépio, que o Egito é (a) imagem do céu? Além disso, ele é a morada do céu e de todas as forças que estão no céu. Se é próprio para nós falar a verdade, nossa terra é (o) templo do mundo. E é próprio de vocês não ignorarem que um tempo virá (nossa terra, quando) os egípcios parecerão ter servido à divindade em vão, e toda sua atividade em sua religião será desprezada. Pois toda divindade deixará o Egito, e fugirá para o céu. E o Egito ficará viúvo; será abandonado pelos deuses. Pois os estrangeiros entrarão no Egito, e eles o governarão. Egito! Além disso, os egípcios serão proibidos de adorar a Deus. Além disso, eles entrarão no castigo final, especialmente quem entre eles for encontrado adorando (e) honrando a Deus.

“E naquele dia, o país que era mais piedoso do que todos os países se tornará impiedoso”. Não estará mais cheio de templos, mas estará cheio de túmulos”. Tampouco estará cheio de deuses, mas (estará cheio de) cadáveres. Egito! O Egito se tornará como as fábulas. E seus objetos religiosos serão […] as coisas maravilhosas, e […], e se suas palavras forem pedras e forem maravilhosas. E o bárbaro será melhor que você, egípcio, em sua religião, seja (ele é) um cita, ou os hindus, ou algum outro deste tipo.

“E o que é isto que eu digo sobre o egípcio? Pois eles (os egípcios) não vão abandonar o Egito. Pois (no) tempo (quando) os deuses abandonaram a terra do Egito, e fugiram para o céu, então todos os egípcios morrerão. E o Egito será feito um deserto pelos deuses e pelos egípcios. E quanto a você, River, haverá um dia em que você fluirá com mais sangue do que água. E os cadáveres serão (empilhados) mais altos do que as represas. E aquele que está morto não será lamentado tanto quanto aquele que está vivo. De fato, este último será conhecido como egípcio por causa de sua língua no segundo período (de tempo). – Asclépio, por que você está chorando? – Ele parecerá como (a) estrangeiro em relação aos seus costumes. O Egito divino sofrerá males maiores do que estes. O Egito – amante de Deus, e morada dos deuses, escola de religião – se tornará um exemplo de impiedade.

“E naquele dia, o mundo não será maravilhado […] e imortalidade, nem será adorado […], pois dizemos que não é bom […]. Não se tornou nem uma única coisa nem uma visão. Mas está em perigo de se tornar um fardo para todos os homens. Portanto, será desprezada – o belo mundo de Deus, o trabalho incomparável, a energia que possui a bondade, a visão formada pelo homem. A escuridão será preferida à luz, e a morte será preferida à vida. Ninguém olhará para o céu. E o homem piedoso será considerado louco, e o homem ímpio será homenageado como sábio. O homem que tiver medo será considerado como forte. E o homem bom será punido como um criminoso.

“E quanto à alma, e às coisas da alma, e às coisas da imortalidade, juntamente com o resto do que eu vos disse, Tat, Asclépio e Ammon – não só serão considerados ridículos, mas também serão considerados como vaidade. Mas acreditem (quando eu digo) que pessoas deste tipo estarão em perigo pelo perigo final para sua alma. E uma nova lei será estabelecida … (faltando 2 linhas) … eles … (falta uma linha) …. boas. Os anjos maus permanecerão entre os homens, (e) estarão com eles, (e) os conduzirão a coisas más imprudentemente, bem como ao ateísmo, guerras e saques, ensinando-lhes coisas contrárias à natureza.

“Naqueles dias, a terra não será estável e os homens não navegarão pelo mar, nem conhecerão as estrelas no céu”. Toda voz sagrada da palavra de Deus será silenciada, e o ar ficará doente”. Tal é a senilidade do mundo: o ateísmo, a desonra e o desprezo pelas palavras nobres.

“E quando estas coisas aconteceram, Asclépio, então o Senhor, o Pai e Deus do único primeiro deus, o criador, quando olhou para as coisas que aconteceram, estabeleceu seu desígnio, que é bom, contra a desordem. Ele tirou o erro, e cortou o mal. Às vezes, ele o submergiu em uma grande enchente; outras vezes, ele o queimou em um fogo abrasador; e outras vezes ainda, ele o esmagou em guerras e pragas, até que ele trouxe … (faltando 4 linhas) … do trabalho. E este é o nascimento do mundo.

“A restauração da natureza dos piedosos que são bons acontecerá em um período de tempo que nunca teve início. Pois a vontade de Deus não tem começo, mesmo como sua natureza, que é sua vontade (não tem começo). Pois a natureza de Deus é a vontade. E a sua vontade é o bem”.

“Trismegisto, é propósito, então, (o mesmo que) vontade?”.
“Sim, Asclépio, já que a vontade está (incluída) no conselho”. Pois <ele> (Deus) não quer o que tem de deficiente”. Já que ele está completo em cada parte, ele quer o que (já) tem plenamente. E ele tem todo bem. E o que ele quer, ele quer. E ele tem o bem que quer. Portanto, ele tem tudo. E Deus quer o que ele quer. E o mundo bom é uma imagem do Bem”.

“Trismegisto, o mundo é bom?”
“Asclépio, é bom, como eu vos ensinarei”. Pois assim como … (faltam 2 linhas) … da alma e da vida […] do mundo […] surgem na matéria, os que são bons, a mudança do clima, a beleza, a maturação dos frutos, e as coisas semelhantes a tudo isso. Por causa disso, Deus tem o controle sobre as alturas do céu. Ele está em todos os lugares, e ele olha por todos os lugares. E (em) seu lugar não há nem céu nem estrela. E Ele está livre do (o) corpo.

“Agora o criador tem o controle no lugar que está entre a terra e o céu”. Ele é chamado de ‘Zeus’, ou seja, ‘Vida’. Zeus Plutônio é senhor da terra e do mar. E ele não possui o alimento para todos os seres vivos mortais, pois (é) a Coroa que dá o fruto. Estas forças são sempre poderosas no círculo da terra, mas as dos outros são sempre d’Ele-quem-é.

“E os senhores da terra se retirarão”. E se estabelecerão em uma cidade que está em um canto do Egito e que será construída em direção ao pôr-do-sol”. Todos os homens entrarão nela, quer venham no mar ou na costa”.

“Trismegisto, onde serão instalados agora?”
“Asclépio, na grande cidade que está na montanha líbia… (faltam 2 linhas) … assusta […] como um grande mal, na ignorância do assunto. Pois a morte ocorre, que é a dissolução do trabalho do corpo, e o número (do corpo), quando ela (morte) completa o número do corpo. Pois o número é a união do corpo. Agora o corpo morre quando não é capaz de sustentar o homem. E isto é a morte: a dissolução do corpo e a destruição da sensação do corpo. E não é necessário ter medo disso, nem por causa disso, mas por causa do que não se sabe, e não se acredita (é um medo)”.

“Mas o que não se sabe, ou se não se acredita”.
“Escute, Asclépio! Existe um grande demônio. O grande Deus o designou para ser supervisor ou juiz sobre as almas dos homens. E Deus o colocou no meio do ar, entre a terra e o céu. Agora, quando a alma sai do (do) corpo, é necessário que ela se encontre com este daimon. Imediatamente, ele (o daimon) cercará este (masc.), e o examinará em relação ao caráter que ele desenvolveu em sua vida. E se ele descobrir que realizou piedosamente todas as suas ações pelas quais veio ao mundo, este (o daimon) lhe permitirá … (falta uma linha) … transformá-lo […]. Mas se ele vê […] neste […] ele trouxe sua vida em más ações, ele o agarra, ao fugir para cima, e o joga para baixo, de modo que ele fica suspenso entre o céu e a terra, e é punido com um grande castigo. E ele será privado de sua esperança, e estará em grande sofrimento.

“E essa alma não foi colocada nem na terra nem no céu, mas entrou no mar aberto do ar do mundo, o lugar onde há um grande fogo, e água cristalina, e sulcos de fogo, e um grande tumulto. Os corpos são atormentados (em) vários (modos). Às vezes são lançados no fogo, a fim de que ele possa destruí-los. Agora, não vou dizer que esta é a morte da alma, pois ela foi libertada do mal, mas é uma sentença de morte.

“Asclépio, é necessário acreditar nestas coisas e temê-las, para que não as encontremos. Pois os incrédulos são impiedosos e cometem pecados. Depois, eles serão obrigados a acreditar, e não ouvirão somente de boca em boca, mas experimentarão a própria realidade. Pois eles continuam acreditando que não suportariam estas coisas. Nem apenas … (falta uma linha). Primeiro, Asclépio, todos os da terra morrem, e aqueles que são do corpo cessam […] do mal […] com estes do gênero. Pois aqueles que estão aqui não são como aqueles que estão lá. Assim, com os daimons que […] homens, eles apesar de […] estarem lá. Portanto, não é a mesma coisa. Mas, na verdade, os deuses que estão aqui punirão mais quem quer que o tenha escondido aqui todos os dias”.

“Trismegisto, qual é o caráter da iniquidade que existe?”
“Agora você pensa, Asclépio, que quando alguém leva algo em um templo, ele é impiedoso. Pois esse tipo de pessoa é um ladrão e um bandido. E este assunto diz respeito aos deuses e aos homens. Mas não compare aqueles aqui com aqueles do outro lugar. Agora quero falar-lhes este discurso confidencialmente; nenhuma parte dele será acreditada. Pois as almas que estão cheias de muito mal não virão e irão no ar, mas serão colocadas nos lugares dos daimons, que estão cheios de dor, (e) que estão sempre cheios de sangue e abate, e sua comida, que é chorar, lamentar e gemer”.

“Trismegisto, quem são estes (daimons)?”.
“Asclépio, são aqueles que são chamados de ‘estranguladores’, e aqueles que rolam almas sobre a terra, e aqueles que os açoitam, e aqueles que lançam na água, e aqueles que lançam no fogo, e aqueles que provocam as dores e calamidades dos homens. Pois estes não são de uma alma divina, nem de uma alma racional do homem. Ao contrário, eles são do mal terrível”.

***

Fonte:

<http://gnosis.org/naghamm/asclep.html>.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares

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Postagem original feita no https://mortesubita.net/jesus-freaks/asclepio/

Os 10 Mandamentos dos Trambiqueiros

Morbitvs Vividvs

Nem sempre as vítimas merecem a nossa simpatia. Acontece que, por vezes, a infâmia roça o artístico e é-nos muito mais simpática do que a vítima. É legítima a prática da infâmia quando ela é só amoral e se abate sobre o idiota útil.” – Manuel S. Fonseca em ‘O Conde Lustig’

Veja esta imagem a direita. Este senhor ao lado, com cara respeitável é um dos maiores golpistas de todos os tempos. Um charlatão, um picareta, um enganador que entrou para a história. O “Conde” Victor Lustig foi um dos mais famosos e bem sucedidos trambiqueiros do século XX. Nascido em Bohemia, em local hoje conhecido como república Checa.

Antes de morrer Victor Lustig era procurado por cerca de 45 agências de inteligências policiais ao redor do mundo. Ele possuía pelo menos 25 identidades falsas (incluindo algumas famílias) e falava 5 linguas diferentes.

Um de seus golpes mais célebres é o golpe da “caixa de dinheiro”. Uma impressora primitiva que ele apresentava aos criminosos de cada cidade por onde passava com a qual conseguia imprimir em seis horas uma nota de cem dólares. Os clientes chegavam a pagar 30 mil dólares por esse milagre da falsificação. E de fato nas próximas duas horas a máquina soltava mais duas notas de cem. Doze horas eram o bastante para o Conde já estar bem longe e os criminosos perceberem que a máquina era apenas uma enganação. As vítimas, é claro, nunca procuravam a polícia.

Sua biografia é repleta de outras façanhas do gênero, entre elas a de conseguir se passar por um oficial do governo francês e literalmente vender a Torre Eiffel a um homem de negócios. Este golpe deu tão certo que ele vendeu a Torre Eiffel cinco vezes na mesma semana. Outro golpe digno de nota foi o de ter enganado ninguém menos que o poderoso Al Capone, em um golpe de alguns milhares de dólares.

 

Os 10 Mandamentos do Trapaceiro

No livro ‘Fakes, Frauds & Other Malarkey’ de Marc Manus encontramos os dez mandamentos deixados por Victor aos poucos amigos que acumulou durante a vida:

1. Seja um bom ouvinte (ouça suas vítimas falarem mais do que você).

2. Nunca pareça entediado.

3. Espere para a outra pessoa revelar suas opiniões políticas, e então concorde com ela.

4. Deixe a outra pessoa revelar sua visão religiosa, e então mostre ter a mesma.

5. Tenha uma linguagem implicitamente sexual. Mas não faça avanços a não ser que a pessoa demonstre forte interesse.

6. Nunca fale sobre doenças, ao menos que alguma preocupação especial seja demonstrada.

7. Nunca questione diretamente sobre assuntos pessoais. (eles lhe dirão tudo uma hora ou outra)

8. Nunca se vanglorie. Apenas deixe sua importância ser silencionamente evidente.

9. Nunca esteja desarrumado.

10. Nunca fique bêbado.

Influência no Satanismo

Como satanista acho difícil ler estes conselhos do Conde e não lembrar de alguns dos escritos básicos de LaVey, em especial das ‘Onze Regras Satânicas da Terra’ e dos ‘Nove Pecados Satânicos.’ O primeiro ponto lembra a versão laveyana de “Não dê opiniões a menos que alguém os peça.”. O sexto mandamento remete ao “Não conte seus problemas aos outros a menos que você esteja certo de que os outros querem ouvi-los.”. Enfim, esta quase tudo ai, mas a influência geral que permeia tudo é muito maior do que qualquer comparação que possa ser pontuada. É verdade que o Conde sugere uma hipocrisia maior, dizendo que devemos moldar nossas opiniões políticas e religiosas segundo o nosso meio, enquanto LaVey era enfático em suas posições. Contudo devemos lembrar que LaVey ganhava dinheiro com seu satanismo e Victor fez sua fortuna graças a sua hipocrisia.

Sabemos que LaVey também gostava de um trambique e que trabalhou um bom tempo como fotógrafo policial, sendo culto como era acho muito difiícil ele nunca ter ouvido falar de Victor Lustig. Aposto ainda, mas não posso provar, que ele foi uma grande influência ao pai do satanismo moderno· Não acho contudo que LaVey tenha plagiado o Conde com o é costume acusa-lo quando encontramos uma referência mais antiga do que sua obra. Acho sim que foi uma parte importante da formação de sua ética pessoal e que ferve no mesmo caldeirão onde ele jogou Ayn Rand, Nietzsche, Jung e tantos outros.

Isso tudo são apenas conjecturas. O que temos de prático aqui é que estes 10 mandamentos podem ser um reforço ou um anexo interessante a prática do satanismo, especialmente na questão da Baixa Magia e manipulação interpessoal. Aos que querem tirar proveito da vida neste mundo digo aquilo que o Rev. Obito sempre diz ao ganhar no poker: “Se você for um bom trapaceiro, não precisa ser bom em mais nada.”

O Mandamento Zero

Dito isso, pode ser proveitoso aprender ainda com os erros de Lustig. Apesar de ser um gênio do crime ele foi preso em 1935 em Nova Yorque por ter cometido o maior erro que um homem pode cometer: confiar demais em alguém. Uma de suas amantes Billy May, que sabia de seus golpes ficou com ciúme de um outro relacionamento que ele cultivava e usou toda informação que tinha para traí-lo. Ela combinou com a polícia federal americana uma cilada que resultou em sua prisão. Ele andava sempre com uma maleta contendo apenas roupas caras e limpas, mas em sua carteira havia uma chave. Lustig se recusou a responder de onde era a chave mas Billy Man sabia que ela abria um armário público da estação Times Square de metrô. No armário havia 51 mil dólares em notas falsas e as placas modelos para falsificação. O Conde foi preso e após uma fuga bem sucedida 27 dias depois ele foi recapturado e transferido para a ilha prisão de Alcatraz onde morreu em 1947.

Isso nos leva a pensar que os 10 mandamentos dos charlatões deveria possuir um mandamento de número zero: “Não confie em ninguém”.

Morbitvs Vividvs é autor de Lex Satanicus: O Manual do Satanista e outros livros sobre satanismo.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/baixa-magia/os-10-mandamentos-dos-trambiqueiros/

A Maçonaria e a Revolução Filipina

Texto do ir.’. Tales de Azevedo

Os pilares filosóficos e progressistas da maçonaria fizeram com que, durante os séculos, esta se aproximasse por demais dos grandes movimentos sociais que alteraram os rumos da história.

Se essa aproximação, por vezes, não acontecia pela instituição em si, acontecia na forma da preparação dos seus atores, oriundos desta ordem.

Em diversos processos de independências, de diferentes países, maçons de diferentes grupos contribuíram em maior ou menor grau para a realização do processo, da forma mais acertada o possível. Algumas vezes haviam disputas entre os irmãos sobre o modo de operação ao qual o processo deveria ocorre (vide o caso brasileiro, na disputa entre os grupos de Bonifácio e de Gonçalves Ledo). Essas contendas entretanto, serviram mais para balizar o caráter plural e progressista da ordem do que para mostrar uma falha entre seus membros.

É certo que poucas vezes a instituição maçônica soube se desdobrar de uma maneira tão complexa e articulada como a que ocorreu na última década do século XIX, nas Filipinas. Na época, esse país se encontrava em um processo de assentamento de uma cultura e identidade nacional, assim como vivia sobre ação de diversos grupos reformistas que buscavam melhores condições nas relações coloniais com a Espanha, país colonizador das ilhas.

Alguns anos antes, as autoridades espanholas observavam com receio um movimento iniciado por um jovem, chamado José Protasio Rizal Mercado y Alonso Realonda. Formado em medicina na Espanha, José Rizal trabalhava exaustivamente nas Filipinas, não apenas no exercício de sua profissão de salvar vidas, mas também como um missionário à frente da difícil tarefa de formar uma identidade para o povo Filipino.

Antes da chegada dos espanhóis, as Filipinas nada mais eram do que um aglomerado de mais de 7000 ilhas, divididas em diversos reinos e povos. A união sob uma única bandeira era artificial, criada pelo dominador europeu. Nem mesmo a língua se fazia como um elo comum, pois o espanhol era pouco falado entre os populares, que se utilizavam de diversos dialetos existentes nas ilhas. Dentro do regime colonial não havia o indivíduo “filipino”, apenas o “índio”, cidadão de segunda categoria.

As práticas coloniais eram de constante degradação para com o “índio”. Dentre as leis publicadas nos códigos das ilhas, haviam aquelas que obrigavam ao “índio” a retirar o seu chapéu toda a vez que cruzasse com um espanhol na rua. Da mesma maneira, era terminantemente proibido ao “índio” se sentar na mesma mesa que um europeu, ainda que seja dentro de sua propriedade. No mais, todos os nomes e sobrenomes precisavam ser escolhidos dentro de uma códex elaborado pelo governador, não sendo de livre escolha do indivíduo.

Rizal procurou criar, através de obras artísticas, comícios, jornais, criação de centros sociais e culturais, o senso de coletividade entre todos as pessoas, de modo a acabar com a ideia de inferioridade então existente. Sob as palavras de Rizal, os populares deixavam de ser “índios” e passavam a ser “filipinos”.

Tal o poder de suas palavras, que em 1892, ao fundar uma associação chamada “A Liga Filipina”, o governador geral das ilhas ordenou que o mesmo fosse exilado imediatamente. Tal busca de Rizal era reflexo do conhecimento por ele recebido no seio da família maçônica. Sim, Rizal foi maçom, iniciado na Loja La Solidariedad, em Madri, em 1890.

A maçonaria como instituição, chegou as ilhas filipinas em 1856, com a fundação da Loja La Primera Luz Filipina, filiada ao Grande Oriente Lusitano. Com o passar dos anos, novas lojas foram criadas, dentre as principais Balagtas nr 149, Taliba nr 165, Pilar nr 203 e Bagong Buhay nr 291. Essas, porém optaram por se filiar ao Grande Oriente Espanhol.

Anos ainda haveriam de se passar, antes que fosse fundado um Grande Oriente nas Filipinas. De qualquer maneira, a escolha pelo Grande Oriente Espanhol, ao invés do Lusitano, se devia principalmente à questões tanto do sistema colonial, quanto ao fato de a presença de maçons filipinos na Espanha era comum; inclusive haviam lojas exclusivas de filipinos, sendo as principais as lojas Revolucion, em Barcelona, e La Solidaridad, em Madri.

A expulsão de Rizal ocorreu então no dia 7 de julho de 1892. Naquela mesma noite, alguns homens, entre eles Andres Bonifacio, Valentim Diaz, Teodoro Plata e Ladislao Diwa, se reuniram em uma casa na avenida Claro M Recto, para dar início a uma audaciosa organização, que tinha por objetivo livrar as ilhas do laço colonial. Essa associação recebeu o nome de Kataastaasan Kagalang-galang na Katipunan nang manga Anak nang Bayan, que significava Suprema e Venerável Associação dos Filhos do Povo, mais comumente chamada de Katipunan, que significava simplesmente Associação. Todos os homens reunidos na fundação do Katipunan possuiam uma coisa em comum: todos eram maçons, pertencentes as lojas existentes nas Filipinas, principalmente a Taliba.

Na Espanha, muitos maçons de origem filipina, já haviam sido acusados de tramar contra a coroa, principalmente os pertencentes a Loja Revolução – fato negado a exaustão pelos irmãos desa oficina. De qualquer maneira, o governo desconfiado obrigou o fechamento da loja alguns anos após sua fundação.

Assim, para que os planos pudessem ser elaborados sem o risco de interferência pelo governo, os fundadores optaram por manter a estrutura maçônica oculta dentro do Katipunan, dividindo os associados em 3 graus, que se reuniriam em grupos, subordinados a um órgão chamado Supremo Conselho do Katipunan, ou Kataastaasang Sanggunian.

O ingresso de novos membros ao Katipunan ocorria por indicação de um dos associados. Após sindicância, o iniciado passava por um ritual, baseado nos ritos de iniciação maçônicos. Estando ao final apto, este então recebia o primeiro grau da associação, chamado Katipon. Os associados a esse grau utilizavam um capuz negro nas reuniões, com um triângulo branco que trazia as letras Z. Ll. B.. O Katipunan se utilizava de um alfabeto próprio, criado para impedir que estranhos tivessem acesso aos documentos do Katipunan. Assim, tais letras convertidas para o Alfabeto latino eram iguais a A ng. B, que eram a sigra de Anak ng Bayan, ou Filho do Povo, que era por sua vez a palavra passe desse grau.

Ao ser admitido no segundo grau do Katipunan, o associado recebia o título de Kawal, ou soldado, passando então a utilizar um capuz verde, que trazia um triângulo de linhas brancas, com as letras Z, Ll. B. Em cada um dos vértices. O Kawal também portava uma fita no pescoço, com uma medalha, que trazia encrustado a letra K, no antigo alfabeto tagalog, posto à frente de uma espada cruzada com uma bandeira. A palavra passe desse grau era Gom-Bur-Za, que era uma abreviação para Gomez, Burgos e Zamora, homens que haviam sido executados anos antes pela coroa espanhola, ao lutar nos primeiros movimentos pela independência.

O último grau recebia o nome de Bayani, ou patriota. O associado desse grau usava um capuz vermelho, com faixas de cor vermelha, simbolizando a coragem e a esperança. A parte frontal da máscara possuía bordas brancas, que formavam um triângulo com a letra K preenchendo o mesmo, tendo Z Ll B como base, formando o seguinte desenho. A palavra passe desse grau era Rizal.

Havia um único toque no Katipunan, utilizado para quando os membros se encontravam em locais públicos. Ele era feito pondo a mão direita sobre o peito, para em seguida se apertar as mãos, pressionando a base do polegar com um dos dedos.

O Supremo Conselho havia ditado 10 leis, aos quais todos os membros do Katipunan deveriam obrigatoriamente seguir. Essas leis expunham principios como amar a Deus, a terra e a fraternidade entre os irmãos; guardar segredo sobre o KKK (uma das siglas utilizadas pelo Katipunan) e manter constante alerta sobre sua responsabilidade pessoal.

Além das regras, havia uma cartilha com 13 itens, com virtudes ao qual todo membro do Katipunan deveria trabalhar para disseminar entre o povo. Essa cartilha pregava lições para evitar o preconceito e a discriminação entre homens e mulheres da sociedade filipina, assim como a valorização do país e da luta ao qual o Katipunan se punha a lutar.

A bandeira do associação trazia o Sol, juntamente com o olho que tudo vê. Anos mais tarde, durante a confecção da bandeira do estado filipino, a bandeira do Katipunan viria a servir como base. Embora o olho tenha sido retirado, a o sol foi mantido, estando até hoje no símbolo máximo daquele país.

Um detalhe curioso, é que no século XIX, a existência de lojas maçônicas mistas era comumente aceito pelo Grande Oriente Espanhol. Muitas mulheres espanholas e filipinas, como Romualda Lanuza, Josefa Rizal, Marina Dizon, Sixta Fajardo entre outras, chegaram a ser iniciadas em Lojas regulares. Como tradicionalmente, as antigas sociedades das ilhas, não distinguiam cargos e poderes entre os sexos, nada mais natural que o Katipunan acabasse por se tornar uma sociedade mista.

Durante alguns anos, o Katipunan agiu em segredo, promovendo valoroso golpes contra a coroa espanhola. Sua decadência ocorreu em 1896, quando uma das associadas, Honoria Potiño, falhou ao guardar seu segredo, deixando que seu irmão Teodoro descobrisse sobre a sociedade. Este então denunciou a mesma ao governador geral, que passou a agir rapidamente contra o Katipunan.

A coroa passou então a atacar os cabeças da sociedade. O próprio Rizal foi feito prisioneiro e trazido de volta das Filipinas para ser executado. Diante desse cenário, os membros do Katipunan passaram então a trabalhar executar o mais rápido possível todos os planos que haviam sido arquitetados durante os anos anteriores.

A estrutura da sociedade estava tão bem assentada, que mesmo com a morte de diversos líderes, os planos continuavam a transcorrer normalmente, trazendo muitos problemas para o governo espanhol – que nessa época se encontrava em guerra contra os Estados Unidos, devido a existência das colônias espanholas na América. Assim em 1898, a Espanha, após sucessivas baixas contra o Katipunan, se deu por vencida e abandonou as Filipinas. O povo, e os antigos membros da sociedade puderam então respirar aliviados por alguns meses. Ficou ao cargo do general Emilio Agnaldo, a tarefa de organizar a administração do país, agora livre as amarras espanholas. Agnaldo também era maçom, membro da loja Pila nr 203.

Infelizmente aqueles meses de paz não durariam muito tempo. Ao final daquele ano, antes que o novo governo pudesse vir a trabalhar em busca de reconhecimento internacional da sua independência, os Estados Unidos invadiram as ilhas, tomando-as como espólio da guerra contra a Espanha. Começaria então uma nova guerra, que se prolongaria até 1906, com a derrota dos nativos, e o assentamento das Filipinas enquanto protetorado americano. Em 1908, um outro maçom Manuel Quezon, da loja Sinukuan nr 272, se destacaria no meio político nacional, se tornando um ícone nas relações entre Estados Unidos e Filipinas, em um processo que resultaria na independência total do país ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Referência Bibliográfica

History Of The Filipino People. Teodoro A Agoncillo

Understading The Filipino. Tomas Andres e Pilas Ilada.

Filipino Martial Culture. Mark Wiley

Endereços na Internet

A Formação da Nação Filipina

http://www.cavtemplarios.com.br/livro4.htm

Filipino Masons.

http://filipinomasons.blogspot.com/2007_08_01_archive.html

Famous Filipino Masons.

http://www.glphils.org/famous-masons

The Legacy Of Freemasons In the Phillipines History.

http://www.pinoyfraternity.com/index.php?showtopic=926

Publicado originalmente em:

http://kali-rio.blogspot.com:80/2011/06/katipunam-maconaria-e-revolucao.html

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-ma%C3%A7onaria-e-a-revolu%C3%A7%C3%A3o-filipina

As três Estrelas de Sete

De: Ícaro Aron Soares <icaroaronpaulinosoaresdireito@gmail.com>
Assunto: As Três Estelas de Seth

Corpo da mensagem:
As Três Estelas de Seth

A revelação de Dositheos sobre as três estelas de Seth, pai da raça viva e inabalável.  Ele se lembrou do que viu, entendeu e leu, e o deu aos escolhidos, assim como foi escrito ali.
Muitas vezes eu me uni com os poderes, e fui considerado digno pelas imensuráveis majestades.
As estelas são as seguintes:

A PRIMEIRA ESTELA DE SETH

Eu o louvo, pai Geradamas,
Eu, seu filho Emmacha Seth,
que você produziu sem geração
para o louvor de nosso deus.

Eu sou seu filho
e você é minha mente, ó meu pai.

Eu semeei e produzi,
mas você já viu as majestades
e se mantiveram de pé infinitamente.

Eu o louvo, pai.

Louvado sejas, pai.

Por sua causa, eu sou,
por causa de deus que você é,
por sua causa, eu estou com ele.
Você é leve e você vê luz.

Você revelou a luz.

Você é um Mirotheas,
vocês são meus Mirotheos.

Eu vos louvo como deus,
Eu louvo sua divindade.

Ótimo é o bom, autoconcebido, que ficou de pé,
o deus que foi o primeiro a ficar de pé.

Você veio em bondade,
você apareceu
e você revelou bondade.

Eu direi seu nome,
você é um nome primário.

Você está por nascer,
você apareceu para revelar o eterno.

Você é quem é,
assim você revelou aqueles que realmente são.

Você é pronunciado por uma voz,
mas, por pensamento, você é glorificado.

Você é poderoso em todos os lugares
Assim, o mundo dos sentidos também o conhece,
por causa de você e de sua semente.

Vocês são misericordiosos
e de outra raça,
e é colocado sobre outra raça.

Agora, você é de outra raça,
e é colocado sobre outra raça.

Você é de outra raça,
você é diferente.

Você é misericordioso,
você é eterno.

Você é colocado sobre uma raça,
você fez todos esses aumentos
por causa da minha semente,
e você sabe que ela é colocada em geração.

Mas eles são de outras raças,
eles são diferentes.

Eles são colocados sobre outras raças,
eles são colocados na vida.

Você é um Mirotheos.
Eu louvo seu poder que me foi dado.

Você que fez as masculinidades
que são realmente três vezes masculinos,
que foram divididos em cinco,
que nos foram dados em triplo poder,
que foram concebidos sem geração,
que veio do superior
e para o inferior entrou no meio,
você é um pai através de um pai,
uma palavra de um comando.

Nós o elogiamos, triplo macho,
unificou todos através de todos eles,
você nos capacitou.

Você nasceu de Um,
de Um você veio.
Você chegou ao Um.

Você salvou,
que você salvou,
você nos salvou,
você que é coroado e coroa.

Nós vos louvamos eternamente,
nós o elogiamos,
nós que estamos salvos,
que são seres perfeitos,
que são perfeitos por sua causa,
que se tornaram perfeitos com você.

Vocês que estão completos,
que completam,
que são perfeitos através de tudo isso,
que são semelhantes em todos os lugares,
triplo macho,
você está de pé,
você foi o primeiro a ficar de pé.
Você foi dividido em todos os lugares,
você permaneceu um.

A quem você desejou
que você salvou,
e você deseja
que todos os que são dignos sejam salvos.

Vocês são perfeitos,
você é perfeito,
você é perfeito.

A SEGUNDA ESTELA DE SETH:

Grande é o primeiro reino eterno,
virgem masculina Barbelo,
a primeira glória do pai invisível.

Você que é chamado de perfeito
primeira serra
que aquele que realmente préexiste
não é.
A partir daí e através dele
você nasceu em primeiro lugar e para sempre,
você que não existe de Um, o poder indivisível e triplo.
Você é um poder triplo,
você é um grande de um puro.
Você é um Superior,
primeira sombra do santo pai,
luz da luz.
Nós o elogiamos,
criador da perfeição,
doador de reinos eternos.
Você viu que aqueles que são eternos
são de uma sombra.
Você conferiu multiplicidade,
você encontrou e permaneceu Um,
enquanto ainda confere multiplicidade através da divisão.
Você é uma réplica tripla,
realmente você é replicado três vezes.
Você é Um, do Um,
e você é da sua sombra.
Você está escondido,
você é um mundo de conhecimento,
você sabe que aqueles que são do Um são da sombra.
E eles são seus no seu coração.
Por causa deles, você fez o eterno ser,
você fez a divindade viver,
você fez bem o conhecimento,
em bem-aventurança você fez as sombras fluir a partir do Um.
Você fez uma em compreensão;
você fez outro na criação.
Vocês fizeram o igual e o desigual,
os semelhantes e os diferentes.
Vocês têm poder de geração e formação,
por aquilo que é, para outros …
. . e geração.
Você deu essa força,
escondido no coração,
e você veio até eles e deles.
Você está dividido entre eles
e se tornar uma grande mente masculina de primeira aparição.

Deus Pai,
criança divina,
multiplicador,
na divisão de todos aqueles que realmente são,
você revelou a todos eles uma palavra.
Vocês os possuem a todos sem nascimento,
eternamente, de forma imperecível.
Por sua causa, a salvação chegou até nós,
de você vem a salvação.
Você é sábio,
você é conhecimento,
você é a verdade.
Por sua causa é a vida,
de sua vida.
Por causa de você é a mente,
de sua mente.
Você é a mente,
você é um mundo de verdade.
Você é um triplo poder,
você é uma réplica tripla,
realmente você é replicado três vezes,
o reino eterno dos reinos eternos.
Só você vê puramente os primeiros, imortais, não nascidos
e as primeiras divisões, como foram divididas.
Unifica-nos como você foi unificado.
Ensina-nos o que você vê.
Dê-nos forças para que possamos ser salvos para a vida eterna.
Nós somos uma sombra de você. . .
como você é uma sombra daquele primeiro preexistente.
Ouça-nos primeiro.
Nós somos eternos.
Ouçam-nos como seres perfeitos.
Vocês são o reino eterno dos reinos eternos,
o todo-perfeito, que é estabelecido.
Você já ouviu falar,
você já ouviu falar.
Você salvou,
que você salvou.
Nós agradecemos,
louvamos sempre,
nós o glorificaremos.

A TERCEIRA ESTELA DE SETH;

Nós nos regozijamos
nós nos regozijamos
nos regozijamos.
Nós vimos
nós vimos
vimos o que realmente préexiste,
que realmente é
e é o primeiro eterno.
Você, ainda por nascer,
de vocês vêm os eternos
e reinos eternos,
os mais perfeitos, que são estabelecidos,
e os seres perfeitos.
Nós o louvamos, o não-ser,
realidade diante das realidades,
primeiro ser antes dos seres,
pai da divindade e da vida,
criador da mente,
doador de bondade,
doador de bênçãos.
Todos nós o elogiamos,
você que sabe,
com elogios glorificadores,
você, por causa de quem são todos esses …
que se conhecem por si só.
Não há nada ativo diante de você.
Você é espírito, só e vivo.
Você conhece o Escolhido,
que não podemos falar deste aqui,
que é sua em todos os lugares.
Sua luz nos ilumina.
Comanda-nos para vê-lo
para que possamos ser salvos.
O conhecimento de vocês é a nossa salvação.
Comandante!
Se você comandar,
fomos salvos.

Verdadeiramente estamos salvos
Nós o vimos através da mente.
Vocês são todos estes
e salvá-los a todos,
você que não será salvo
nem foram salvas por eles.
O senhor nos comandou.
Vocês são Um,
você é Um,
como se poderia dizer,
você é Um.
Você é um espírito único e vivo.
Como devemos dar-lhe um nome?
Não temos nenhum.
Você é a existência deles,
você é a vida deles,
você é a mente deles.
Em você eles se regozijam.
Você os mandou salvar
através de sua palavra . . .
a única glória, na frente,
O oculto, abençoado Senaon, que se concebeu a si mesmo,
Asineus
Mephneus
Optaon
Elemaon, o grande poder
Emouniar
Nibareus
Kandephoros
Aphredon
Deiphaneus
você que é meu Armedon
seu gerador de poderes
Thalanatheus
Antitheus.

Você está em você,
você está diante de você,
e depois de você não ter vindo para agir.
Como devemos elogiá-lo?
Não podemos,
mas agradecemos a vocês,
nós que somos inferiores.
Para você nos comandou,
você que é nosso superior,
para glorificá-lo
o melhor que pudermos.
Nós o elogiamos porque estamos salvos
e nós sempre o glorificamos.
Agora nós o glorificaremos
que sejamos salvos para a salvação eterna.
Nós o elogiamos
pois nós podemos.
Fomos salvos.
Você sempre desejou
para fazermos isso.
Nós o fizemos. . . .

Quem se lembra disso e sempre glorifica, será perfeito entre os perfeitos e livre de sofrimento além de todas as coisas. Todos elogiam estes, individual e coletivamente, e depois disso ficarão em silêncio.

Conforme designado, eles ascendem. Depois do silêncio, eles descem do terceiro. Louvam o segundo, e depois o primeiro. O caminho da ascensão é o caminho da descida.
Portanto, entendam, como aqueles que estão vivos, que tiveram sucesso. Vocês se ensinaram sobre coisas infinitas. Maravilhem-se com a verdade dentro deles, e com a revelação.

As Três Estelas de Seth

Este livro pertence à paternidade.
É o filho que o escreveu.
Abençoa-me, ó Pai. Eu abençoo
tu, ó Pai, em paz.
Amém.

***

Fonte: <http://www.gnosis.org/naghamm/steles-meyer.html>.

***

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

 

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O Relógio Sintetizador de Personalidade de LaVey

Anton Szandor LaVey

Excertos de “The Satanic Witch”

Para analisar ou avaliar adequadamente um indivíduo que você planeja enfeitiçar, é imprescindível que você entenda certas regras. Para fins de feitiçaria, deve-se entender que cada pessoa tem duas personalidades – aquela que mostra para todos e aquela que ele carrega dentro de si. Na verdade, essas duas personalidades podem ser divididas em três camadas – a camada externa é a “capa do livro” pela qual os outros costumam “contar a história” e a camada interna que no entanto, que é tristemente negligenciada – mas está sempre lá e sempre aparente. A razão pela qual não é prontamente notada é a mesma razão do porque ignoramos as árvores quando olhamos para a floresta. A terceira personalidade representa o núcleo interno, a “reversão ao tipo”, e é um reflexo direto da caracterização que é mostrada na superfície, ou primeira camada.

Vamos, portanto, considerar a primeira e a terceira camadas como iguais, com uma grande camada de preenchimento entre elas que compõe a segunda. Esta segunda camada é o “outro lado” de nossa natureza, a mulher dentro do homem, o alter-ego, a “sombra” de nossa natureza, etc. É também a parte da personalidade que você deve aprender a reconhecer em cada pessoa que você planeja enfeitiçar. A Figura 1 mostra o que pode ser comparado, por exemplo, em um homem baixo e gordo.

Como você pode ver no diagrama, a camada número dois assume a forma de uma mulher alta, esbelta e de quadris finos. Se nosso homem baixo e gordo tivesse um melhor amigo, seria outro homem alto e esbelto com uma personalidade totalmente diferente da sua. Coloque uma peruca e um vestido no amigo alto e magrelo e você terá uma boa dica de como será a esposa ou namorada do homem gordo.

Você já notou como o melhor amigo de um homem sempre será seu oposto na aparência? A mulher que você sempre teve como melhor amiga foi sempre oposta a sua própria aparência, não foi? Se você é extremamente bonita, seu melhor amiga sempre foi aquela que você se viu tentando convencer os outros a aceitarem como bonita, mesmo que eles não pudessem fazê-lo. Se você for um tipo ativo, atrairá pessoas quietas. Se você for quieta, gravitará em direção aos tipos energéticos. Em suma, a razão pela qual os opostos se atraem é porque precisamos desses opostos para nos tornarmos inteiros.

Por mais que precisemos desse oposto de nós mesmos, sempre haverá uma vitória sobre nossa camada interior 2 conta as camadas 1 e 3 de nossa personalidade.

Esse grande desequilíbrio, que chamarei de “Eu Majoritário”, é aquela personalidade que  sempre ocorrerá quando o jogo estiver valendo. É a “reversão ao tipo”, aparência, personalidade e impressão geral que apresentamos aos outros à primeira vista. Para resumir, AO TRATAR COM HOMENS E MULHERES COMO REGRA GERAL VOCÊ PODE JULGAR UM LIVRO PELA CAPA.

Na prática da feitiçaria e sedução, no entanto, você deve apelar para a necessidade do outro de expressar e exercitar a segunda camada de sua personalidade. Este é o lado de sua natureza que raramente é satisfeito e, portanto, sempre faminto. Uma velha frase, uma vez popular nos círculos do submundo é: “Trate uma vagabunda como uma dama, e uma dama como uma vagabunda”. Tudo isso é muito bom e pode ser considerado uma simplificação profunda do que venho dizendo, mas é só metade da fórmula, como descobriram muitos gigolôs indigentes e reformadores altruístas.

A razão pela qual esse vulgarismo é apenas uma meia verdade é porque, em última análise, no final a dama vai recuperar seu decoro e se tornar tolamente indignada, e a puta será descoberta em um dos quartos do andar de cima – com seu o vestido Dior levantado em seus quadris, um convidado em cima dela, e mais dois esperando do lado de fora da porta.

Uma variante completa do clichê anterior para as bruxas satânicas lembrarem é: “Trate um mendigo como um príncipe, e um príncipe como um mendigo – um garotinho como um grande homem, e um grande homem como um garotinho – um professor como um lutador de boxe, e um lutador de boxe como um professor; mas nunca deixe o vagabundo esquecer que ele é um vagabundo – o príncipe que é um príncipe – o garotinho, que é um garotinho, etc.

Quando iniciar um encantamento, sempre se aproxime de sua presa com seu eu demoníaco em mente. Isso significa que você pode tanto abordá-lo como um “estranho”, que o tratará da maneira que seu Eu Minoritário deseja, como também você pode ser este Eu Minoritário, em uma forma feminina!

Voltando à nossa fórmula anterior, em vez de tratar o vagabundo como um príncipe e se preocupar em manter seu ego no nível adequado para controle, deixe seu Eu Majoritário como está e você aparecerá como uma princesa. Se o seu alvo é um empreendedor de sucesso, um importante financista, ou um grande editor de jornal – você deve surgir como uma doméstica, uma balconista, uma dançarina. Se ele é um Casper Milquetoast (N.T Personagem de quadrinhos de fala mansa que sempre acaba apanhando) com um trabalho modesto, apareça como uma mulher de negócios eficiente e dê a impressão de que tudo gira em torno de você no escritório. Se o seu alvo é um acadêmico altamente intelectual, apresente-se como uma potranca bastante atrevida e chamativa com mais coração do que cérebro. Se ele for um verdadeiro playboy com terno italiano de seda e um livro de endereços gordo, surja como um bibliotecária de cidade pequena curiosa, mas ingênua. Pegou a ideia? Esse Eu Minoritário, que você deve representar, não se limita aos tipos de personalidade, mas é facilmente observável no próprio físico e nos movimentos de sua presa.

Para ser uma bruxa de sucesso, é preciso aprender a reconhecer essas coisas, mas primeiro você deve conhecer a si mesma.

Para que você possa conhecer a si mesma e aos outros, devemos estabelecer um guia. Eu criei um sistema de análise de caráter, utilizando as melhores ideias de muitas fontes. Pesquisadores como Sheldon e Kretschmer ajudaram muito por suas classificações de tipos de corpo e personalidade. Sheldon definiu o físico humano em três categorias básicas: Ectomorfo, ou magro, cerebral e reto para cima e para baixo; Mesomorfo, ou em forma de cunha, prático e de ombros largos; e Endomorfo, ou rechonchudo, social e de quadril largo. A partir dessas classificações básicas, Sheldon definiu literalmente centenas de subclassificações, todas variantes dos três tipos. Kretschmer usou a mesma tipagem fundamental, exceto que os chamou de “Leptosômico”, “Atlético” e “Picnico”.

O método que usei por conveniência ao longo deste livro (N.T The Satanic Witch) chamo de “Sintetizador de Personalidade LaVey”. Ao estudar as áreas quase ilimitadas do comportamento humano e das correspondências, cheguei a certas capsulizações da personalidade humana. Além dos pesquisadores mencionados anteriormente, observei a maioria dos meus “sujeitos de pesquisa” em seu habitat natural. Minhas coletas foram obtidas, não como psicólogo ou sociólogo credenciado, mas como advogado do diabo, que passou a maior parte de sua vida profissional em salas de concerto, bares, trabalho policial, carnavais, treinamento de animais selvagens, com fotografia, hipnose clínica , caça de fantasmas, shows burlescos, parques de diversões, estúdios de arte, reuniões de avivamento e avançando a causa do satanismo e simplesmente olhando!

Conduzi o que os sociólogos podem chamar de “projeto de pesquisa sem financiamento”. Muito do que sintetizei em minhas buscas às vezes excessivamente dispersas, para muitos leitores, parecerá totalmente louco, ridículo e ultrajante. Muito se baseia na avaliação científica de outros. Talvez ainda sejam condenados por não terem “nenhuma base científica conhecida ou credenciada”. Processe-me. Tudo o que sei é que funciona. E se funcionar, estou certo. Se algumas das  teorias “malucas” que você ler funcionarem para você, você está à frente do jogo. Eu as apresento apenas pelo que descobri que podem fazer quando aplicados.

O Sintetizador de Personalidade de LaVey

Cada tipo humano tem seus traços de personalidade correspondentes e, como você pode ver, ocupa uma posição no círculo que pode aproximar os números do relógio. Para simplificar as coisas, usaremos este sistema de numeração de relógio quando nos referirmos aos tipos que discutiremos ao longo deste livro. Portanto, se for feita menção a um “tipo duas horas”, você saberá que a pessoa está a meio caminho entre um tipo mesomorfo e um tipo ectomorfo. Não estou aderindo completamente ao sistema de tipagem de Kretschmer e Sheldon, porque isso eliminaria muitas das oportunidades de longo alcance para uma análise rápida e fácil que este método permitirá.

Antes de prosseguirmos, a regra mais importante no uso desse método de análise deve ser declarada: o elemento demoníaco de todas as pessoas se manifesta na escolha de um parceiro. DEPOIS DE ENCONTRAR A PESSOA QUE DESEJA ENFEITIÇAR NO RELÓGIO, VOCÊ DEVE FAZER O MÁXIMO PARA RETRATAR A PESSOA DIRETAMENTE OPOSTA AO SEU ALVO

Você pode testar a autenticidade do gráfico simplesmente observando a escolha de um parceiro das pessoas que conhece . Onde quer que as pessoas encontrem um relacionamento difícil entre duas pessoas – especialmente de sexos opostos – você notará que elas estão próximas demais ou na mesma posição no relógio, e não opostas. As classificações que podem ser definidas são limitadas apenas pela miopia da bruxa. Usando este sistema, pode-se dizer mais sobre uma determinada pessoa do que com qualquer outro método já inventado.

As doze horas representam a contraparte masculina pura das seis horas femininas. Visto que esses tipos podem ser comparados a Adão e Eva, o sátiro e a ninfa, etc., (N.T: Anima e Animus) muito poucos indivíduos se encontrarão exatamente nessas marcas. Como se verá, não julgaremos tanto por três classificações básicas, mas por aproximações aos quatro quartos do círculo: doze, três, seis e nove.
Ao empregar essa síntese, descobrir-se-á que quanto mais ela for usada, mais elementos estritamente relacionados da personalidade serão vistos correndo concomitantemente com cada tipo no relógio.

Esses quatro pontos têm afinidades de personalidade com os elementos fogo, água, ar e terra, e suas cores: vermelho, azul, verde e amarelo. A forma do relógio tem sido usada de forma eficaz em muitas áreas onde a gradação é exigida de natureza contínua. Como a roda de cores, que empregaremos em conjunto com ela, o relógio permite gradações sutis, mas facilmente reconhecíveis.

Tipos Masculinos e Femininos

Se você nasceu mulher e está no extremo superior do relógio, isso indica que você é dominante em sua natureza e seu “Núcleo” assume a forma de um homem em vez de uma pessoa feminina. Aqui é onde nos deparamos com um problema se permitirmos que ele exista. A mesma situação, ao contrário, ocorre em homens que caem na metade inferior extrema do relógio. Digamos que a metade superior representa o Core masculino “ideal”, enquanto a metade inferior representa o Core “ideal” em uma mulher. Assim, as três camadas de personalidade em uma mulher ao meio-dia se pareceriam com seguinte figura:

Para simplificar, podemos dizer que a mulher das doze horas procurará (ou melhor, será procurada por) um homem das seis, e invariavelmente acabará com um, quer ela o queira ou não. O fato de ela ainda estar carregando um corpo de mulher exige uma busca ainda maior por um homem que seja mais forte do que ela, para que ela possa realmente “sentir-se como uma mulher”. Naturalmente, este é um pedido muito grande a ser feito, pois ela já está ocupando uma posição de doze horas no relógio.

Se uma mulher do meio-dia, acostumada a homens passivos bajulando-a, escolhe um homem extremamente dominante – um que é ainda mais dominante do que ela -, ela não pode esperar que tal homem se apaixone por ela, apesar de sua necessidades temporais para tal homem, porque para que essa mesma passividade temporal fosse satisfeita, o homem dominante, por natureza, a rejeitaria! Então, a garota do meio-dia geme e lamenta que o homem mais dominante do que ela não está correspondendo ao seu amor furioso! Ela é muitas vezes estúpida demais para perceber que a própria rejeição dele indica seu domínio sobre ela, sem o qual, não poderia haver atração por ele em primeiro lugar. Assim, ela não seria mais dependente de seu homem mais forte, mas estaria no controle da situação – como é seu padrão habitual ao lidar com seus pretendentes ofegantes. Se, no entanto, ela puder se afastar temporariamente de seus desejos cegos e perceber que suas necessidades de “sofrer” correm concomitantemente com a rejeição que ela experimenta de seu objeto de amor “brutal” e “insensível” – então, e só então, ela se tornará auto-realizada.

O paralelo a esta situação é o homem das seis horas (figura acima), que secretamente deseja uma mulher em quem possa mandar. Quando ele finalmente encontra tal pet, ela é tão totalmente parecida com ele em personalidade e tipo físico que ele não consegue se entusiasmar com ela, mas continua ansiando pelo domínio sobre uma “garota dos seus sonhos”, que, como você pode suspeitar, é de um tipo totalmente despreparado para ver quaisquer qualidades dominantes em tal homem! Pelo contrário, sua “garota dos sonhos” sempre será a mulher mais dominante que o mantém escravizado – não um tipo idêntico a ele, mas ainda mais subserviente! Então ele se vê amarrado e escravizado, como sempre, pelo tipo de mulher que ele lamenta não poder mandar. Mal sabe esse homem ignorante que é seu próprio padrão deixar-se dominar por uma mulher, e quando essa mulher deixar de dominá-lo, ele automaticamente se desviará para uma nova amante do chicote que possa fazê-lo!

Aqui discutimos dois tipos de seres humanos, que, geralmente desconhecendo sua verdadeira natureza, passam a vida reclamando de seu amor não correspondido – invariavelmente para ninguém menos que indivíduos que se tornam os objetos às vezes desdenhosos de seus desejos. Infelizmente, se seus latidos forem longos e altos o suficiente, e seus objetos de amor são bons o suficiente, mesmo que dominantes por natureza, um fenômeno muito curioso se desenvolve. O objeto de amor dominante, ao tentar “manter a paz” e desviar de graves traumas por parte de seu pretendente, torna-se literalmente vampirizado pela pessoa “mais fraca”! Assim, torna-se uma situação em que o mestre se encontra rapidamente se tornando o escravo – mas sem os benefícios de tal arranjo, já que o “escravo” recém-desenvolvido não baseou sua escolha de um “mestre” em qualquer natureza sexual ou atrações psicológicas!

Temperamento

Voltando ao relógio do sintetizador quando começamos à uma hora, encontramos a pessoa que é dominante por natureza, didática e com uma mente inquiridora, tornando-se ainda mais mental à medida que as duas horas se aproximam. Com dois, no entanto, algumas das afabilidades sociais diminuem, e no momento em que três são alcançados, encontramos uma inclinação para a arrogância e o cinismo. Essas pessoas são as menos agradáveis ​​quando se trata de aceitar qualquer coisa pelo valor aparente e e raramente são “sociaveis”. Como são pensadores, e não praticantes, há poucos absolutos em suas vidas. Conseqüentemente, esses tipos de três e quatro horas são os mais místicos e abstratos em seus pensamentos. Se seu elemento demoníaco puder se expressar, no entanto, através de um veículo não humano, como poesia, música, arte – grandes obras podem ser realizadas com mais frequência do que qualquer outra, e o típico “cabeça de ovo” é um puro quatro o ‘ relógio.

Os tipos de cinco horas são menos abstratos e mais práticos e têm a qualidade de poder ficar com as coisas desde que as coisas não fiquem muito difíceis. Por esta razão, eles são admiravelmente adequados para funções de escritório e trabalho clerical. Firmes e confiáveis, eles têm a flexibilidade necessária para continuar dia após dia.

Ainda mais consistente é a pessoa das seis horas. Na verdade, ele é o mais consistente no relógio. A devoção à causa e ao dever é a marca registrada do tipo das seis horas, e ele se orgulha muito de sua prontidão. Esses são os homens que ficam tanto tempo no emprego que tudo na empresa depende de sua presença. Estas são as mulheres que ficam com maridos que outras mulheres no relógio descartariam. Se um homem das seis horas se afasta de sua esposa, você pode ter certeza de que a responsável é outra mulher – invariavelmente uma do topo do relógio.  As pessoas das sete horas retêm muito das qualidades das seis, mas com mais inclinação social, e quando chega às oito, a ênfase está no fazer em vez de pensar.

Os tipos das oito e nove horas têm pouca utilidade para debates minuciosos e provavelmente farão um comentário bem-humorado sempre que as coisas ficarem muito sérias. Os oitos e noves mais agradáveis ​​e socialmente simpáticos cedem algumas dessas qualidades ao tipo dez horas, mas ainda têm o monopólio. No momento em que é alcançado, o temperamento assertivo da metade superior do relógio é trazido à tona. A necessidade de dominar se apresenta, e a afabilidade é muitas vezes sacrificada. O tipo dez horas não entende os “cabeças de ovo”, mas ironicamente seu melhor amigo é provavelmente um quatro horas ligeiramente pálido, cuja introspecção é “esquecida” pelas dez horas. Da mesma forma, sua esposa é provavelmente uma garota de quatro horas esbelta não muito doméstica, que pensa por ele.

Onze horas são os “He-Men” estereotipados cujas naturezas autoritárias só são superadas pelas doze horas, que deve ser o chefe em tudo o que faz, constantemente ou pelo menos periodicamente. Assim, os cargos de autoridade são preenchidos por doze horas que, por necessidade de serem notados, são sempre os pioneiros em qualquer nova empreitada. O que quer que eles comecem, cabe aos bons homens das seis horas manter funcionando.

Tradução Morbitvs Vividvs

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De Mysteriis Dom Sathanas, Mayhem

Quando o vocalista da sua banda comete suicídio talvez este seja um indício de que as coisas não estejam indo bem. Quando isso aconteceu com a banda Mayhem nos anos 1990, o guitarrista Necrobutcher, abandonou o barco, mas todos os outros integrantes resolveram ignorar este aviso. Mais do que isso, colocaram no lugar Varg Vikernes, envolvido com uma série de incêndios criminosos em igrejas. O clima nas gravações era tão pesado que em agosto de 1993 o baixista matou o guitarrista com duas facadas na cabeça, cinco no pescoço e dezesseis no resto do corpo. Mesmo alegando legítima defesa, Varg Vikernes foi preso em seguida e ‘De Mysteriis Dom Sathanas ‘tornou-se’ o único álbum da história da música onde assassino e assassinado tocam juntos.

Independente das tragédias envolvidas no seu nascimento, ‘De Mysteriis Dom Sathanas’, que significa literalmente, ‘Os Mistérios do Senhor Satanás” é clamado hoje como a grande obra prima do Black Metal. Sua musicalidade tenebrosa, sua estética satânica e suas letras compostas por um suicida são freqüentemente considerados fontes de inspiração para diversos outros grupos grandiosos posteriores como Behemoth, Vader, Enslaved e Cradle of Filth.

Deve entretanto ficar sumamente claro, que o satanismo proposto por esta obra é completamente distindo do satanismo filosófico moderno, mas guarda com ele uma raiz comum, de aceitaçao e expressão da natureza trevosa e/ou depressiva do ser humano. Embora historicamente exista uma dívida Norueguesa com a Califórnia, pois foi a Church of Satan que estabeleceu a deflagração satânica nos anos 1960, todos os membros do inner circle norueguês são enfáticos em dizer que nada têm haver com seus irmãos mais velhos da América.

Para o chamado Satanismo Tradicional, a via tenebrae deve ser algo inerentemente proibido, mal e secreto. Algo que as pessoas vulgares não tenham nem coragem nem acesso de participar.  Nas palavras irônicas de Count Grishnack: “Na América você abre uma lista telefônica e pode ler: Igreja de Deus, igreja de Jesus, Igreja de Satã. Você liga e uma mulher responde: “Igreja de Satã, posso ajudá-lo?” E você então para e pensa: isso não pode ser satanismo. O mistério foi arruinado.”

Na busca para retomar este lado oculto e tenebroso, os satanistas tradicionais do Mayhem propõem outra via de exploração. Seu equivalente na literatura são as obras da Order of Nine Angles, que desdobrou o satanismo em ângulos que a própria Igreja de Satã não conseguiu acompanhar, e tornou-se a grande tocha do satanismo no final dos anos 90 e começo do século XXI. O modo de vida dos satanistas vanguardistas pode soar tão estranho para um satanista moderno quanto a música de De Mysteriis Dom Sathanas soa estranha para alguém que vem de um cenário de Heavy Metal tradicional. Seja na música ou nas práticas severas da ordem a mensagem é a mesma: as vezes o auto-aperfeiçoamento humano exige que se abandone a humanidade. Novamente nas palavras de Vikernes:

“Pessoas pensam em satanismo como outra palavra para individualismo. Eu não quero ser comparado com estas pessoas. Eu realmente não gosto de cristãos, o que faz de mim uma espécie de satanista, mas eu prefiro ser chamado de Demonolatra quando falo com outras pessoas. Eu nao gosto da palavra satanista porque hoje temos uma imensidão de bandas estúpidas fazendo desta uma palavra estúpida. Bandas como Bathory e Venom. Eu gosto destas bandas, mas elas fazem pouco do Satanismo, todas estas bandas como Slayer que dizem ser satânicos mas se portam como idiotas hard-core. Nós somos aquilo que Venom e Bathory apenas dizem ser. Nós acreditamos no que eles fingem acreditar.”

De Mysteriis Dom Sathanas

Welcome!

To the elder ruins again
The wind whispers beside the deep forest
Darkness will show us the way

The sky has darkened thirteen as
We are collected woeful around a book
Made of human flesh
Heic Noenum Pax
Here is no peace
De Grandae Vus Antiquus Mulum Tristis
Arcanas Mysteria Scriptum

The books blood written pages open
Invoco Crentus Domini De Daemonium
We follow with our white eyes
The ceremonial proceeding

Rex Sacriticulus Mortifer
In the circle of stone coffins
We are standing with our black robes on
Holding the bowl with unholy water

Heic Noenum Pax
Bring us the goat
Psychomantum Et Precr Exito Annos Major
Ferus Netandus Sacerdos Magus

Mortem Animalium

Tradução de De Mysteriis Dom Sathanas

Bem Vindo!
Às velhas ruinas novamente
O vento sopra na profunda floresta
A escuridão nos mostrara o caminho “Aqui não há paz”
Aqui não há paz
O céu tinha escurecido treze vezes
Nós tinhamos coletamos angustias em volta de um livro
Feito de carne humana
“De grandaevus antiquus mulum tristis”
Misterio da escritura arcana
O livro escrito com sangue esta com as paginas abertas
Invoco o imperio do demonio
Nós seguimos com nossos insignificantes olhos
A cerimonia procede-se
“Aqui não há paz” Traga nos o bode
Guie o sacrificio mortifero
No circulo dos caixões de pedra
Nós estamos posicionados com nossas capas pretas
Segurando o vaso com a agua profana
“Psychomantum et prec’r exito annos major”
“Ferus netandus sacerdos magus. Mortem animalium”

 

Nº 10 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes de todos os tempos

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/de-mysteriis-dom-sathanas-mayhem/

Aleister Crowley e o Deus Oculto (Resenha)

Aleister Crowley e o Deus Oculto – Resenha

Essa boa resenha de Aleister Crowley and the Hidden Gods (Aleister Crowley e o Deus Oculto) foi recentemente enviada para o site da Starfire Publishing. Tendo sido originalmente publicada na edição de Maio/2013 da Revista Australiana ‘Living Traditions’

 

É difícil para muitos magistas modernos de qualquer tradição pensar no que havia antes de Kenneth Grant.

 

Thelema antes da publicação de The Magical Revival, em 1972, era uma “balaio de gatos” muito diferente. Grant transformou a face da magick, não só consolidando a sua própria reputação como o magista mais inovador de todos os tempos, mas revolucionando a nossa compreensão de Qabalah, Tantra e a relação entre o oriente e o ocidente. Olhando para trás, é difícil explicar a radical mudança que o trabalho de Kenneth Grant trouxe para Thelema e a magick em geral. Suas obras são agora itens necessários em qualquer biblioteca de magistas e ainda, sua abordagem ofereceu uma visão muito diferente de Thelema com sua exploração de magia sexual e a natureza do lado negro causando  muita polêmica.

 

Aleister Crowley and the Hidden Gods explora ainda mais os temas das tendências mais obscuras da magick focando sobre a natureza da magia sexual. A capacidade de Grant de oferecer uma síntese abrangente do Vama Marga e do Culto da Mulher Escarlate ainda é uma das mais perspicazes já oferecidas. Seu trabalho sobre magia dos sonhos tem continuado a influenciar praticantes hoje; eu, particularmente, vejo sua ressonância e requinte no tradicional Cultus Sabbati do já falecido Andrew Chumbley.

 

Grant oferece um resumo da vida e dos ensinamentos de Aleister Crowley e investiga os seus significados esotéricos e tântricos em comparação com os Tantras e outras tradições. Grant também explora os significados mais profundos das técnicas mágicas utilizadas na Golden Dawn e outras ordens ocultistas.

 

Um dos elementos-chave de Aleister Crowley and the Hidden Gods é a fórmula de Babalon ou a Mulher Escarlate e o uso sagrado do sexo e fluidos corporais ou Kalas, do qual Grant revela a existência de um ciclo de 16 tipos. Essa sequência está relacionada ao verdadeiro significado do poder da serpente ou Kundalini. Embora muitos tenham visto o Liber Al vel Legis (o Livro da Lei), só como um texto espiritual, Grant lhe confere profundidade especial pela transmissão recebida tal como um Tantra. É a mesma coisa com a O.T.O. que a maioria via como uma estrutura administrativa ou ritual simples, mas que Grant revela manter intenso e profundo o significado tântrico.

 

Controle de Sonho tem uma longa história, incluindo dentro das seitas do Budismo Tibetano e do Hinduísmo; Dion Fortune e Austin Osman Spare também tinham suas próprias técnicas e métodos. Grant explora em detalhes o controle do sonho através da magia sexual. A singularidade do método tântrico ensinado por Crowley é que tem o potencial para ser ligada a terra e, portanto, efetivamente transformar a realidade.

 

Estendendo-se daí esta é uma verdadeira compreensão do Sabbat das bruxas e da natureza secreta da bruxaria como encontrado no uso da magia sexual e do poder da Kundalini.

 

Algumas explorações continuam a ter um efeito de caminho além de Thelema dentro da Bruxaria Tradicional e aqueles que buscam uma abordagem mais profunda para a Arte. Como este trabalho perspicaz continua Grant a explorar como o microcosmo e o macrocosmo são inter-relacionados e os mistérios que se encontram no corpo, planetas e forças além do espaço e tempo.

 

Esta é uma soberba nova edição de uma obra importante, que ainda é relevante hoje, quando muitos têm criticado a visão de Grant, mas ninguém tem se aproximado o suficiente e oferecido uma alternativa viável para esse assunto que fosse uma crítica realmente válida.

 

Embora muitos textos sobre Tantra Hindu e Budista tenham sido publicados desde os anos de 1970, especialmente no campo da Vajrayana, nenhum invalidou a exposição de Tantra sexual de Grant, simplesmente forneceu mais detalhes.

 

Aleister Crowley and the Hidden Gods foi novamente diagramado, erros corrigidos a partir da própria cópia de Kenneth Grant do livro e incluídas novas imagens e algumas das gravuras antigas foram agora reproduzidas a cores.

A permissão para reproduzir esta resenha é dada , em parte ou na íntegra, desde que “Living Traditions” seja creditado como a fonte e o endereço do site seja incluído.

©Tradução de Lília Palmeira – 2013
©Revisão de Cláudio César de Carvalho – 2013
Postado por SOCIEDADE LAMATRONIKA® @ maio 05, 2013

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Fonte: Kenneth Grant, O Homem, O Mito & O Magista
Aleister Crowley and the Hidden Gods – Resenha
http://kennethgrant.blogspot.com/2013_05_05_archive.html

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Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Nova Edição da Starfire (2013)

A republicação tão esperada deste título inicial por Kenneth Grant será finalmente publicada em Fevereiro de 2013, e já está disponível para encomenda antes da publicação.

Aleister Crowley and The Hidden God por Kenneth Grant é um atrativo, livro de capa dura costurado, formato oitavo, 246 páginas, com uma sobrecapa colorida, e limitada a 1500 cópias. Está incluído uma seção de dezesseis páginas de pranchas a cores e de meio-tom, um frontispício, guardas personalizadas impressas em preto e branco, e desenhos ao longo do texto, bem como um Glossário, Bibliografia e Índice.

A edição padrão é encadernado em tecido preto e custa £ 30.00. Há um adicional para postagem e embalagem £ 5.00 no Reino Unido, £ 7.00 na Europa e £ 12.00 para outros lugares. Para os clientes que estão no Canadá e EUA, a edição padrão deve ser encomendada a partir da Holmes Publishing, nossos distribuidores lá. Para todos os clientes não estejam no Canadá ou nos EUA, os pagamentos podem ser feitos diretamente pelo Paypal para starfire.books@btinternet.com (em Libra Esterlina apenas) ou via o link http://www.starfirepublishing.co.uk/Aleister_Crowley_and_the_Hidden_God_paypal_standard.htm

O pagamento também pode ser feito (mais uma vez, em Libra Esterlina apenas) por um cheque dirigido a um banco do Reino Unido, ou por Ordem de Pagamento Internacional ou Ordem de Transferência Bancária. Cheques, ordens de pagamento ou transferências devem ser nominais à ‘Starfire Publishing Ltd.’ e enviado para Starfire Publishing Ltd., BCM Starfire, Londres WC1N 3XX, Reino Unido.

A edição de luxo estará disponível apenas pelos editores em março de 2013. Limitada a 111 exemplares, e reservas podem ser feitas agora. As capas são costuradas a mão, papel com um couro adicional através da lombada. O livro possui uma caixa, com sobrecapa colorida, e vem com as guardas personalizadas impressas em preto e branco, e com bandas do topo a cauda na encardenação. Cada cópia é numerada à mão e assinadas por Steffi Grant. O preço é de  £ 130.00. Há um adicional na postagem e embalagem de £ 7.00 para o Reino Unido, £ 15.00 para Europa e £ 18.00 para outros lugares. Pagamentos podem ser feitos diretamente pelo Paypal para starfire.books@btinternet.com (em Libra Esterlina apenas) ou através do

link http://www.starfirepublishing.co.uk/Aleister_Crowley_and_the_Hidden_God_paypal_deluxe.htm

O pagamento também pode ser feito (novamente, em Sterling apenas) por um cheque dirigido a um banco do Reino Unido, ou por Ordem de Pagamento Internacional ou Ordem de Transferência Bancária. Cheques, ordens de pagamento ou transferências devem ser nominais à “Starfire Publishing Ltd.’ e enviada para Starfire Publishing Ltd., BCM Starfire, Londres WC1N 3XX, Reino Unido.

Mais detalhes sobre o livro pode ser encontrado no site da publicação Starfire seguindo o link de http://www.starfirepublishing.co.uk/Aleister_Crowley_and_the_Hidden_God_moredetails.htm

Michael Staley,

Starfire Publishing Ltd.

admin@starfirepublishing.co.uk

Fonte: Kenneth Grant, O Homem, O Mito & O Magista
©Por Henrik Bogdan – 2006
©Tradução e revisão de Cláudio César de Carvalho – 2012
Revisão final Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/aleister-crowley-e-o-deus-oculto-resenha/

Fins do Mundo, o Guia Definitivo

Ligia Cabús

O mundo já acabou! Em maio de 2008! Isto para os seguidores da seita cristã Verdadeira Igreja Ortodoxa, liderada pelo russo Peter Kuanersov. O mundo vai acabar! Em 2012, segundo uma antiga profecia maia. O mundo já devia ter acabado! para os profetas apocalípticos medievais. O mundo já acabou! Muitas vezes, antes e depois do Dilúvio bíblico, e ainda vai acabar outras tantas vezes, afirmam as doutrinas esotéricas, como a Doutrina Secreta dos teósofos, por exemplo.

“Os continentes perecem pelo fogo e pela água, alternadamente: ora por terremotos e erupções vulcânicas, ora por submersão e em virtude de um grande deslocamento das águas. Os nossos continente deverão perecer pela primeira espécie de cataclismos. Os constantes terremotos podem ser um sinal.”  – BLAVASTKY, A Doutrina Secreta, p 345

Ao longo da História, as expectativas do fim do mundo é uma constante. A razão desta idéia fixa certamente reside no fato de que a transitoriedade de tudo o que existe na Natureza física é uma evidência que há muito se impõe na consciência dos homens. Seja pela finitude inevitável de suas próprias vidas, seja pelos testemunhos ancestrais de grandes catástrofes que exterminaram tantos povos, impérios, civilizações.

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Para Saber Mais/Bibliografia:

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__________________ A Doutrina Secreta, vol III Antropogênese. {trad. Raymundo Mendes Sobral]. São Paulo: Pensamento, 2001.
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Rússia: Seita Espera o Fim do Mundo ─ por Ligia Cabús | Mahajah!ck, IN Rastablog acessado em 23/02/2008
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por Ligia Cabús

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/fins-do-mundo-o-guia-definitivo/