Cursos de Hermetismo – Carnaval 2016

160206 - kabbalah

Como já se tornou uma tradição aqui no TdC, o pessoal que odeia Carnaval e quer tirar os 4 dias para Estudar pode fazer os Cursos de Hermetismo agora neste final de semana.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, começando dia 06/02 teremos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética e o Curso de Astrologia Hermética em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, mas que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

06/2 – Kabbalah

07/2 – Astrologia Hermética

08/2 – Runas e Magia Rúnica

09/2 – Magia Pratica (pre-requisitos Kabbalah e Astrologia)

Horário: Das 10h00 as 18h00

próximo ao metrô Vila Mariana.

Informações sobre os Cursos de Carnaval.

Reservas e Valores: marcelo@daemon.com.br

KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

RUNAS

O tradicional oráculo nórdico. A palavra Runa quer dizer: segredo.

As runas são pequenas pedras que têm gravadas sobre a sua superfície desenhos que representam as letras de um antigo alfabeto germânico. Através delas, os antigos faziam previsões, falavam com os deuses e sondavam as profundezas da alma humana. O curso Inclui:

– História da mitologia Nórdica.

– Yggdrasil, a Árvore da Vida.

– Explicação detalhada das 24 runas (normais e invertidas).

– Posicionamento de cada Runa dentro da Árvore da Vida.

– Métodos: 1 pedra, 3 pedras, Leitura associada às Casas Astrológicas

– Leitura tradicional: Freyir, Heimdall, Odin e 9 Pedras.

– Tela Rúnica.

– Alfabeto Rúnico e Escrita Rúnica para ritualística.

Total: 8h de curso.

MAGIA PRÁTICA

Pré-requisitos: Astrologia Hermética I e Kabbalah.

O curso aborda aspectos da Magia Prática tradicional, desde suas tradições medievais até o século XIX, incluindo os trabalhos de John Dee, Eliphas levi, Franz Bardon e Papus. Engloba sua utilização no dia-a-dia para auto-conhecimento, ritualística e proteção. Inclui os exercícios de defesa astral indispensáveis para o iniciado.

– O que é Magia.

– O que é o Mago.

– Advertancias a respeito da Magia.

– Qualidades do Mago.

– Os instrumentos do Mago.

– Os planos e suas vibrações.

– Sobre o Astral.

– O Magnetismo.

– Os chakras.

– Horas magicas.

– Lunario Magico.

– Os sete planetas e seus espiritos de influência.

– Os pantaculos e os quadrados magicos.

– Sobre a purificação.

– Disciplina corporal e mental.

– A visualização.

– A viagem astral.

– Obsessão, possesão, larvas e exorcismos.

– Exercicios de Proteção.

– Os mantras e a oração.

– Ritual Menor do Pentagrama.

– Exercicio da pilastra mediana.

– A sigilação.

– Como fazer água lustral.

– Consagrações.

Total: 8h de curso.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-carnaval-2016

Curso de Kabbalah Hermética em EAD

A Daemon abriu esta semana o curso de Kabbalah Hermética e o Curso de Geomancia, ambos começando na semana que vem.

Se você está querendo se aprofundar nos estudos do Hermetismo, a Kabbalah é a base organizada para praticamente TODOS os sistemas iniciáticos, religiosos e magísticos do Ocidente.

Em 2007 os leitores do blog me convenceram a adaptar o curso de Kabbalah Hermetica, Astrologia e outros que eu ministrava nas Ordens Maçônicas e Rosacruzes para que os iniciantes ao hermetismo também pudessem fazê-los.

Confesso que fui reticente em relação a organizar estes cursos, pois achava que esse tipo de conhecimento “deveria ficar restrito às Ordens Iniciáticas” e que “abrir este conhecimento para profanos seria como jogar pérolas aos porcos”. Felizmente, grandes irmãos como o Frater Alef, Sérgio Pacca, Carlos Conte, Roberto Ramalho, Mozart Rosa, Jayr Miranda, Alfonso Odriozola, Alexandre Cumino, Fernando Maiorino, Leo Lousada e muitos outros me convenceram de que tudo depende do Professor para expandir o conhecimento com qualidade e que, se o trabalho fosse bem feito, haveria apenas expansão, sem perda do conteúdo maravilhoso que o Hermetismo possui.

A idéia deu muito certo e em pouco tempo haviam núcleos de alunos em SP, RJ, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Belo Horizonte, Aracaju, Fortaleza e até mesmo em Rio Branco. Mas, ao mesmo tempo em que as pessoas interessadas em expandir a consciência e aprender mais sobre Hermetismo aumentavam, o tempo disponível para ministrar estes cursos ficava cada vez mais escasso.

A Experiência com o EAD foi fantástica. O PH me convenceu que era possível ter acesso a muitas vantagens que o curso presencial não tem, como por exemplo:

– O Curso de 8h (que na verdade ficou com quase 9h porque eu fui me empolgando nas gravações) foi dividido em 4 Aulas de 2h cada, subdividido em 8 blocos com aproximadamente 15 minutos, detalhando cada parte do curso. Desta maneira, além de ter o conteúdo integral do curso presencial (na verdade, tem mais conteúdo), o aluno faz seu próprio horário em casa, podendo estudar à noite, de tarde ou pela manhã, organizando os blocos de estudo de acordo com suas necessidades. Também pode repetir qualquer parte que não entendeu e pausar para fazer anotações ou consultar a apostila durante o curso.

– Facilidade para ser assistido em celulares ou ipads.

– Graças ao Chroma-Key, pudemos incluir imagens, gráficos e desenhos conforme vou explicando cada parte do curso, tornando a experiência muito mais visual e interativa.

– Conseguimos manter os mesmos valores dos cursos presenciais (e, para quem mora longe dos locais de curso, a economia com passagens, hospedagem e alimentação ficou enorme).

Conteúdo do Curso

Aula 01 – Kabbalah Hermética, Introdução

1.1 – O que é a Kabbalah Hermética

1.2 – Diferenças entre a Cabalá Judaica e a Kabbalah Hermética

1.3 – Estrutura da Árvore da Vida e Nomenclaturas

1.4 – O Yin e o Yang

1.5 – Terra e Fogo

1.6 – Ar e Água

1.7 – Números: 1, 2, 3, 4, 5 e 6

1.8 – Números: 7, 8, 9 e 10

Aula 02 – Os 7 Planetas e as 10 Esferas

2.1 – A História de Lilith

2.2 – Terra, Lua, Mercúrio e Vênus

2.3 – Sol, Marte, Júpiter e Saturno

2.4 – Urano, Netuno e Plutão

2.5 – Malkuth

2.6 – Yesod

2.7 – Tav, Hod, Shin, Resh

2.8 – Netzach

Aula 03 – A Árvore

3.1 – Qof, Tzaddi, Peh

3.2 – Tiferet

3.3 – Ayin, Samekh, Nun

3.4 – Geburah

3.5 – Mem, Lamed

3.6 – Chesed

3.7 – Kaph, Yod, Teth

3.8 – Daath

Aula 04 – A Árvore

4.1 – Binah

4.2 – Cheth, Zain

4.3 – Hochma

4.4 – Vav, Heh, Daleth

4.5 – Kether

4.6 – Gimmel, Beit, Aleph

4.7 – Correlações de Caminhos entre diversos Autores

4.8 – Considerações Finais

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-kabbalah-herm%C3%A9tica-em-ead

A Equipe por trás do Projeto Thelema

93!

Na Contagem regressiva para começar o Financiamento Coletivo dos Livros Sagrados de Thelema. Dia 5/Fevereiro começará no Catarse o Projeto para trazer ao Brasil os livros mais importantes da Thelema, escritos por Aleister Crowley. Hoje falarei sobre a equipe que está responsável pela tradução e edição:

Frater Iskuros (tradutor) tem mais de 30 anos de envolvimento com a corrente telêmica. Admitido na A.’. A.’. em 1992, foi o único brasileiro a passar pelo Ritual DCLXXI (ThROA) – Austin, Texas, 1998. Foi também o primeiro brasileiro a ser sistematicamente iniciado em todos os graus da Ordo Templi Orientis, tendo sido recebido no Soberano Santuário da Gnose (IXº) em 1999, em Manchester, Inglaterra. Foi, ainda, apontado cossucessor e detentor do IXº da Ordem dos Cavaleiros de Thelema pelo saudoso Euclydes Lacerda de Almeida (Frater Aster) em dezembro de 2000. Atualmente, é membro do círculo mais interno da Fraternitas Rosicruciana Antiqua, Conselheiro da Sociedade Novo Æon e representante do Grão-Mestre da Ordo Saturni no Brasil.

Johann Heyss (tradutor) é escritor, tradutor e músico. Thelemita desde o início dos anos 1990, quando conheceu Euclydes Lacerda de Almeida, seu instrutor na A.’. .A.’. e seu mestre na O.T.C.T. No momento não está ligado a nenhuma ordem ou organização iniciática. Lançou em 2000 o primeiro livro sobre o Tarô de Thoth e em 2010 a primeira biografia sobre Aleister Crowley por autor brasileiro. Suas músicas, romances e poemas frequentemente abordam temas relacionados a Thelema.

Leo Holmes (tradutor) é estudante de ocultismo há mais de vinte anos e autor publicado internacionalmente, tendo contribuído com um punhado de artigos para períodicos Europeus, mais conhecido no entanto pelo seu livro LeMulgeton – Goetia and the Stellar Tradition, publicado na Europa em 2013. Especialmente interessado nas correntes Tifoniana e Saturniana, foi membro da sueca Dragon Rouge, é membro convidado da Esoteric Order of Dagon e, juntamente com Frater Iskuros, é um dos membros fundadores da Ordo Saturni no Brasil.

Marcia Seabra (revisora) é historiadora, taróloga e professora especializada na simbologia do Tarot de Thoth há 28 anos. Seu primeiro contato com Thelema foi através do Livro de Thoth no final na década de 80, na França. Em seu retorno ao Brasil foi iniciada na OTO, onde aprofundou ainda mais seu conhecimento nos ritos e na simbologia de Thelema. Atualmente é membro da Ordo Saturni do Brasil e, juntamente com Frater Iskuros, administra os trabalhos ritualísticos dessa Ordem.

Frater Thoth (Editor) Iniciou seus estudos no Hermetismo em 1989, em Farnham, Inglaterra. Mestre Instalado Maçom, Coordenador do site TdC desde 2007; autor da Enciclopédia de Mitologia e do livro Kabbalah Hermética, uma das mais importantes obras de referência no Brasil. Foi Grande Marechal da Ordem Templária no Brasil em 2011-2012 e ocupa atualmente o cargo de Grande Secretário de Ritualística no Arcanum Arcanorum.

Quem apoiar com apoio “Minerval” (os 3 livros + nome nos agradecimentos) ou maior (“Templario”, “Tarot”, “Biblioteca do Alquimista” ou “Loja Patrocinadora”), nas primeiras 48h receberá uma réplica em mdf da “Stele of Ankh-ef-en-Khonsu” (Stella of Revealing).

Dia 5/fev, apoie nas primeiras 48hs e faça parte da história da Thelema no Brasil!

Livros Sagrados de Thelema

93, 93/93

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-equipe-por-tr%C3%A1s-do-projeto-thelema

Arcano 1 – Beth – O Mago

O Mago - Marselha Grimaud (1760)

O título francês desta carta, Le Bateleur, pode ser traduzido também como Prestidigitador, Malabarista, Pelotiqueiro, Bufão, Acrobata ou Cômico. O termo Prestidigitador talvez fosse o mais adequado ao simbolismo dinâmico do personagem, mas é comum que seu nome seja traduzido do inglês Magician (Mágico ou Mago).

Um prestidigitador, de pé, frente à mesa onde coloca os seus instrumentos, segura uma esfera ou um disco amarelo entre o polegar e o indicador da mão direita, enquanto com a mão esquerda aponta obliquamente para o chão uma vareta curta.

O personagem é representado de frente, com o rosto voltado para a esquerda. [Nas referências aos protagonistas de cada carta, será considerada sempre a esquerda e a direita do leitor]. Usa um chapéu cuja forma lembra o símbolo algébrico de infinito e seus cabelos, em cachos louros, escapam desse curioso chapéu. Veste uma túnica multicolorida, presa por um cinto amarelo.

Sobre a mesa, da qual se veem apenas três pernas, há diversos objetos: copos, pequenos discos amontoados, dados, uma bolsa e uma faca com a lâmina descoberta ao lado de sua bainha.

O prestidigitador está só, no meio de uma campina árida com três tufos de erva; no horizonte, entre as pernas da figura, uma árvore se desenha contra o céu incolor.

Significados simbólicos

Arcano da relação entre o esforço pessoal e a realidade espiritual. Domínio, poder, autorrealização, capacidade, impulso criador, atenção, concentração sem esforço, espontaneidade.

O ser, o espírito, o homem ou Deus; o espírito que se pode compreender; a unidade geradora dos números, a substância primordial. Ponto de partida. Causa primeira. Influência mercuriana.

Interpretações usuais na cartomancia

Destreza, habilidade, finura, diplomacia, eloquência, capacidade para convencer, espírito alerta, inteligência rápida, homem inquieto nas suas atividades e negócios.

Mental: Facilidade de combinar as coisas, apropriação inteligente dos elementos e dos temas que se apresentam ao espírito.

Emocional: Psicologia materialista; tende para a busca das sensações, do vigor, da qualidade criativa. Generosidade unida a cortesia. Fecundidade em todos os sentidos.

Físico: Muita vitalidade e poder sobre as enfermidades de ordem mental ou nervosa, neuroses e obsessões. Esta Carta indica uma tendência favorável para questões de saúde, mas não assegura a cura. Para conhecer o diagnóstico é necessário considerar outras cartas.

Sentido negativo: Charlatão persuasivo, sugestivo, ilusionista, intrigante, politiqueiro, impostor, mentiroso, explorador de inocentes. Agitação vã, ausência de escrúpulos. Discussões, brigas que podem se tornar violentas, dado o vigor do personagem. Mau uso do poder, orientação defeituosa na ação, operações inoportunas. Tendência à dispersão nas ações, falta de unidade nos processos e atividades. Duvida. Indecisão. Incerteza frente aos acontecimentos.

História e iconografia

Desde a antiguidade clássica são bem conhecidos esses personagens que ganhavam a vida com suas habilidades. Seu ofício se combinava frequentemente com a dança e o charlatanismo – passavam o seu tempo a vagabundear pelas feiras.

Não há muitas marcas literárias de sua passagem pela cultura europeia, mas, em compensação, foi um personagem de prestígio nas artes gráficas desde os primeiros tempos. As gravações medievais costumam mostrá-lo no desempenho de suas mágicas frente a um grupo de espectadores absortos.

O Tarô suprime as testemunhas e acrescenta detalhes originais (a mesa de três pernas, a posição das pernas e dos braços do protagonista, entre outros), mas o seu parentesco com os registros sobre as feiras é evidente.

Pode-se acrescentar que, no mundo islâmico, o Prestidigitador foi também um personagem de vasta popularidade.

Num sentido mais geral, o Prestidigitador é símbolo da atividade originária e do poder criador existente no homem. Como ponto de partida do Tarô, é também o primeiro passo iniciático, a vontade básica no caminho para a sabedoria, a matéria primordial dos alquimistas, o barro paradisíaco do qual será obtido o Adão Kadmon.

“Se o mundo visível não passa de ilusão – pergunta-se Oswald Wirth – o seu criador não será o ilusionista por excelência?”

Neste plano, o Prestidigitador identifica-se com a materialidade do ser criado, até que o demiurgo e a criatura tornam-se o mesmo: certamente há aqui um sentido psicológico, para o qual a identidade é produto da experiência pessoal (o homem é o resultado das suas próprias ações). Desta maneira, pode-se interpretar a supressão da quarta perna da mesa como representativa do ternário humano no mundo (espírito-psique-corpo).

Uma das especulações em torno do personagem do Arcano I pode ser estabelecida a partir da sua atividade intensa, de seu dinamismo sem repouso (produto de seu caráter de intermediário entre o sensível e o virtual), atributo que o relaciona de modo estreito ao simbolismo de Mercúrio.

Nesse sentido, a vareta que traz na mão esquerda seria a simplificação do caduceu, assim como seu estranho chapéu corresponde quase exatamente ao capacete alado da divindade. Seu nome grego significaria “intérprete, mediador”, o que confirmaria essa hipótese.

Muito já se estudou sobre o papel fundamental desempenhado por Hermes Trimegisto na história do ocultismo; os alquimistas desenvolveram boa parte de suas sutis investigações em torno do simbolismo de Mercúrio; não é absurdo, portanto, supor que o Tarô tenha sido colocado sob sua invocação.

O arcano do Mago é também relacionado ao Aleph, do alfabeto hebraico, e pode ser associado à ideia de princípio e também ao primeiro som articulável ( a ) que, segundo a tradição “expressa a força, a causa, a atividade, o poder” e seria o paradigma do homem em sua relação com as demais criaturas.

Por Constantino K. Riemma –

http://www.clubedotaro.com.br/

Nota MDD – Este último parágrafo está errado. A associação entre Mago e aleph foi feita por Eliphas Levi em seu livro “Rituais e Dogmas da Alta Magia” onde ele associou o arcano à letra porque a posição dos braços do mago lembra o desenho da letra, mas ao estudarmos a Kabbalah, vemos claramente que o Mago conecta Binah a Keter, sendo, portanto, representado pela letra Beth.

#Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/arcano-1-beit-o-mago

Psicodelias, Relâmpagos e Catedrais

Continuando nossa série histórica a respeito das origens dos Cavaleiros Templários, dividimos nosso arco histórico em três facções: de um lado, a Igreja Católica e a história de seus papas, até chegar em Urbano II “Porque Deus quis” pode ser lida AQUI, AQUI, AQUI e AQUI. Do outro lado, a história paralela dos Construtores do Templo, as guildas de maçons detentores do conhecimento da geometria sagrada, preservado desde as pirâmides egípcias até os templos romanos (e até os dias de hoje).

Justamente quando estava escrevendo esta coluna, li um texto postado pelo amigo Kentaro a respeito de um estudo feito por cientistas a respeito de padrões psicodélicos encontrados em neurônios em curto-circuito. Por coincidência, acabei de ler um livro chamado “Girando a Chave de Hiram” onde o autor relaciona justamente estas conexões e a ritualística templária e maçônica. Nesta semana, traçarei a relação entre psicotrópicos, mantras, orgasmos, meditações, relâmpagos, limiares da dor, religião, da falta de sono e até mesmo experiências de pós-morte e sua conexão com o Plano Astral e com a estrutura das primeiras catedrais européias.

Antes de mais nada, vamos ao texto original:

Psicodelia explicada por neurônios em curto
“Está cheio de estrelas”, disse o astronauta Bowman enquanto era absorvido pelo Monolito Negro em “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. Uma sucessão de imagens psicodélicas (criadas com fotografia slit-scan) representavam então um contato com o Divino, ou o que quer que fosse, já que o próprio Kubrick nunca deixou claro o que diabos aquele final significava. Mas era algo grande, místico, mesmo religioso.
Imagens espirais e túneis de luz afins emergem repetidamente em experiências com drogas alucinógenas, e talvez não por mera coincidência, em iconografias religiosas resultantes de “visões”, como mandalas, arte islâmica ou catedrais cristãs. Não apenas isso, surgem também em experiências de “quase-morte”, alucinações de sinestésicos, cefaléias, epilepsia, distúrbios psicóticos, sífilis avançada, distúrbios do sono, tontura e mesmo em pinturas rupestres de milhares de anos.
Esta universalidade parece indicar algo maior, quiçá contato com planos superiores, ainda que cefaléias, sífilis avançada ou distúrbios psicóticos como meio de se aproximar de deus pareça um tanto bizarro. A neurociência aliada à matemática sugere uma explicação um pouco mais mundana. Porque a ciência já anda investigando o tema.
Nos anos 1920, o neurologista alemão Heinrich Klüver dedicou-se com afinco a estudar os efeitos da mescalina (peyote), e notou como tais padrões geométricos eram repetidamente relatados por diferentes sujeitos (incluindo ele mesmo, mas esta é outra história). Os padrões acabaram classificados no que ele chamou de “constantes de forma”, de quatro tipos: (I) túneis, (II) espirais, (III) colméias e (IV) teias.

Pois estudos recentes, aliando descobertas sobre o funcionamento do córtex visual a modelos do funcionamento de neurônios sugerem que tais padrões podem surgir simplesmente de uma espécie de curto-circuito no cérebro. Perturbações simples no córtex visual, quando mapeadas ao correspondente que o sujeito perceberia, podem gerar padrões notavelmente similares às constantes de forma psicodélicas.

À esquerda, a representação da alucinação de um maconhado. Ao lado, a simulação da percepção gerada pela perturbação do córtex visual. Simples assim. Nada de enxergar deus, e sim um produto da forma como nossos neurônios processam imagens, e como reagem assim a perturbações em seu funcionamento. “Está cheio de estrelas”, mas todas em seu cérebro.
Ou não tão simples, é preciso ressalvar. Neurocientistas, cientistas que são, admitem que ainda não conseguem explicar todas as alucinações relatadas. O próprio exemplo acima envolve uma complexidade maior do que os modelos usados, e a simulação envolve mais especulação. Mesmo o modelo utilizado para simular a percepção dos sujeitos frente às perturbações em seu córtex visual é, ainda, rudimentar, envolvendo diversas simplificações. É uma área ainda em exploração, mas pelo visto, extremamente promissora. Explicaria bem porque tanto religiosos em transe quanto drogados e sifilíticos em estado avançado poderiam partilhar as mesmas alucinações visuais. São seres humanos partilhando a mesma estrutura cerebral submetida a alguma perturbação.

By Kentaro Mori no 100Nexos.

Espirais, Relâmpagos e Teias de Aranha
Uma das sete leis de Hermes Trismegistrus diz que “Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso”.
Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento. Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo. Ela dança.

Os primeiros contatos com o Divino muito provavelmente aconteceram por causa dos relâmpagos. Robert Lomas, em seu livro “Girando a Chave de Hiran” conta que, certa vez, estava passando de automóvel quando quase foi atingido por um raio. O raio havia passado tão perto que, por alguns segundos, não apenas a parte elétrica de seu carro teve problemas, mas ele teve uma “visão de Deus”. Naqueles pequenos instantes, que para ele pareceram uma enternidade, Lomas teve o contato direto com o Cósmico, fundindo-se ao todo, na sensação que os ocultistas chamam de Samadhi ou “pequeno mergulho no Nirvana”. O contato com Kheter.
Durante o livro, com a ajuda de diversos neurocientistas britânicos, ele traça paralelos experimentais entre o “curto-circuito” que experimentou graças ao raio e as descrições de êxtase religioso encontradas em diversas literaturas, bem como experiências de neurocientistas como Michael Persinger, Andrew Newberg e Eugene D´Aquili envolvendo o comportamento do cérebro humano.

Mas voltando aos trovões e relâmpagos… é muito provável que desde os tempos mais remotos, muitos homens tenham passado pela mesma experiência que Lomas. Este “curto circuito” e posterior expansão da mente do indivíduo pelo Cósmico certamente resultariam em uma experiência transcedental, divina. O contato com o TODO, o Grande Arquiteto do Universo. Não é de se estranhar, então, que alguns dos deuses mais importantes de todas as mitologias faziam uso do trovão como arma (Zeus fulminando seus adversários na mitologia grega, por exemplo). Ao quase ser alvejado por um raio e sobreviver, o indivíduo ou grupo de indivíduos passava a ter um legítimo contato com a divindade cósmica, e traduzia esta sensação indescritível com o melhor que seu vocabulário pudesse conceber. Enquanto isso, no plano material, os neurônios e sinapses expostos a campos elétricos causariam a sensação que Walter Leslie Wilmshurts chamou de “Consciência cósmica”. Não é de se estranhar que os antigos construtores de catedrais, trabalhando em campanários e outros locais elevados, sob tempo ruim, invocavam a ajuda de Santa Bárbara.

Tantra e Chakras
A experiência divina não é exclusividade do contato com raios e trovões. Paralelamente a isso, os iniciados conheciam técnicas de magias sexuais derivadas do tantra para atingir o MESMO estado de iluminação, ou Samadhi. Através de orgasmos cada vez mais fortes e intensos, e do fluxo de energias despertando cada um dos chakras dos amantes, através da Kundalini, os iniciados conseguem experimentar o mesmo estado divino descrito pelas experiências acima. Da mesma forma, outros exercícios de meditação, contemplação e masturbação têm sido utilizados para o mesmo fim. A energia canalizada durante este “curto circuito” é muito utilizada na chamada Magia do Caos, desenvolvida por Peter J. Carroll no começo do século XX e não é muito diferente das antigas magias sexuais celtas ou egípcias.
Aposto minhas adagas ritualísticas que, se os neurocientistas medissem o padrão do córtex visual em um casal de sacerdotes durante o Hieros Gamos ou de um casal iniciado tântrico durante o Maythuna, eles encontrariam o mesmo padrão descrito por Heinrich Klüver.

Meditação, Mantras e Mandalas
Outro caminho conhecido para se atingir este estado de “curto circuito” é através da meditação. Exercícios de “desligamento da mente” zen e técnicas envolvendo mandalas, mantras ou orações repetitivas, normalmente trabalhando em um padrão espiral, fazendo com que os sentidos objetivos sejam cada vez mais neutralizados, até que haja o travamento das faculdades objetivas e, como conseqüência, a conexão com os planos superiores.
O mesmo processo explica claramente porque muitos fiéis cristãos, ao envolverem-se demasiadamente com as orações (especialmente no terço, que é uma derivação do japamala budista), entram neste “curto-circuito” durante as orações e chegam ao mesmo estado de consciência. A diferença é que, para estas pessoas, por desconhecerem o que está acontecendo, acreditam que “Jesus falou com elas”, pois não são capazes de explicar este contato com o Cósmico e, assim como os selvagens nas cavernas, tentam explicar ao mundo o que sentiram através de seu vocabulário limitado.
Novamente, se estes padrões cerebrais fossem medidos, teríamos o mesmo padrão, tanto que eles se repetem nos desenhos das mandalas, só que de uma forma invertida. Nas experiências com psicotrópicos, o usuário enxerga os padrões depois de entrar em contato com a droga; nas mandalas, o iniciado procura os padrões ANTES de causar o “curto-circuito”.
Qual padrão é a causa e qual é a consequência?

O limiar da dor
Também é conhecido que estes padrões são encontrados em cefaléias, epilepsia, distúrbios psicóticos, sífilis avançada e outras situações do limiar da dor extrema. Estes estados mentais também causam o “curto-circuito”, resultando os mesmos padrões descritos acima. Isto deu origem a uma série de rituais de iniciação e ritos religiosos envolvendo perfurações e suspensões por meio de ganchos, até os famosos faquires e devotos hindus, capazes de atravessar pregos pelo nariz, anzóis pela pele e ganchos por todo o corpo. Examine o córtex deles e teremos o mesmo padrão.
Este culto à dor pela iniciação existe até os dias de hoje, tanto em iniciações que envolvam suportar a dor, como o ritual de Gkol nas tribos de Vanuatu, que consiste em se jogar do alto de uma árvore ou penhasco amarrado em cipós como prova de iniciação da puberdade para a maioridade até talhar os próprios dentes para deixá-los pontudos ou perfurar a pele com piercings e anzóis, além das flagelações.

Durante a idade Média, existiram muitas ordens monásticas que cultuavam a auto-flagelação. Açoites e chicotes como forma de penitência foram trazidos para a Igreja católica dos templos hindus, que por sua vez traziam este costume da maneira a conectar-se com o divino através da penitência.
Podemos ver resquícios desta ritualística até mesmo no cilício, instrumento composto de espinhos que são amarrados na coxa e apertados de acordo com a vontade do usuário, causando uma dor contínua e muito forte. O cilício ainda é muito utilizado na Opus Dei e em outras ordens religiosas monásticas.

Sexo e a Dor
Os Etruscos possuíam templos destinados a ritos sexuais que envolviam prazer e dor (o mais conhecido é a Tombe de la Fustigazione), que deram origem à Lupercália romana e, mais tarde, ao dia de São Valentino (o “dia dos namorados” gringo). Até os dias de hoje, existem dentro de ordens do caminho da mão esquerda rituais de BDSM até o limiar da dor e do êxtase, onde se consegue chegar ao mesmo “curto circuito” da meditação zen. E aposto meu pantáculo saturnino que quando a iniciada estiver em êxtase, encontraremos nela os mesmos padrões descritos por Heinrich Klüver.

As drogas e os psicotrópicos
Outro aspecto muito comum nas iniciações é o uso de psicotrópicos e libertadores da consciência. Drogas como o haxixe, ópio, peyote, mescalina, folha de coca, LSD ou até mesmo o Santo Daime têm a finalidade de desligar os sentidos objetivos e abrir as portas da percepção. Como foi colocado acima, o efeito resultante no Plano Material é o mesmo das outras experiências. Da mesma maneira, Sinestetas enxergam sons, escutam cheiros, sentem cores e algumas delas (acabei de perguntar a uma amiga sinesteta pelo msn) enxergam espirais e estrelas no momento de um orgasmo. “Mas só dos mais fantásticos” segundo palavras dela. O que comprova nossa teoria a respeito dos orgasmos tântricos e curtos circuitos.

Dança de Roda
Outra maneira de se atingir este “curto circuito” é através da dança ou das artes marciais. Danças sagradas de roda e danças ritualísticas existem em todas as culturas e religiões, muitas das quais com extremos aspectos místicos. Entre as principais eu vou citar os Dervishes, do ocultismo muçulmano (epa, eu escutei certo? Ocultismo muçulmano? Sim crianças… chegaremos aos sufis e dervishes em breve) e suas danças de roda. Note como eles estão em estado de transe. Aposto meu cálice de prata que se você medir os padrões do córtex deles, obterá os MESMOS resultados supracitados.
Também posso citar as dançarinas de dança do ventre ou dança dos sete véus ritualística e, claro, os praticantes de kung fu ou tai chi (especialmente tai chi).

A Árvore da Vida
Dentro da Kabbalah, na Árvore da Vida (diagrama que mapeia todos os estados de consciência do ser humano, do mais mundano até o divino), este processo é o caminho que conecta a décima esfera Malkuth (o mundo da matéria) à nona esfera Yesod (o mundo astral, ou intuitivo e acausal), representado pela letra hebraica “Tav”, que também é o símbolo da Ordem dos Franciscanos. O Tau ou Tav representa a imaginação e todos os processos decorrentes da libertação da mente intuitiva da mente objetiva, que incluem todos os processos criativos e visionários. É o primeiro passo para a iluminação. Não é por acaso que todos os deuses representados em Yesod trabalhem com a intuição e com a conexão com a Consciência superior.

A Geometria Sagrada e os Rituais
Muitos dos Construtores de Templos conheciam as propriedades da geometria sagrada de induzir e promover estes estados psíquicos nos iniciados durante os rituais. Desde as proporções na Pirâmide, nos Templos Gregos e Romanos até chegarmos às catedrais cristãs e, posteriormente, às mesquitas muçulmanas e aos Castelos Templários.
Este conhecimento também permanece na África (o povo sempre se esquece que o Egito fica na África! Quando os muçulmanos tomam o Cairo e Alexandria, eles absorvem muito do conhecimento que estava disponível nas Escolas e bibliotecas), trazendo a geometria sagrada para a Arábia. Com as expansões, levam este conhecimento para o sul da Espanha também.

Mas isso já é outra história…

#ICAR

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Conexão da Semana: O Perdão

A porção da torá desta semana, muito bonita por sinal, fala do re-encontro de José com os irmãos e com o pai, com quem ele não tinha contato há 22 anos. José tinha motivos de sobra para não perdoar os irmãos, que o haviam vendido como escravo. No entanto, ele prefere ver a mesma situação como um presente divino. Afinal, somente após ter passado por tudo que passou que ele pode se tornar governante do Egito e assim acabar salvando a própria família da seca e da fome.

Que possamos nos imbuir do espírito de José, e descobrir a luz por trás da escuridão. Assim poderemos perdoar. Afinal, como poderemos construir uma nova consciência se carregados de ressentimentos?

Nessa semana abre-se uma nova porta. Que possamos aproveitar o momento para desfazer todas as mágoas acumuladas por um passado que não existe mais. A melhor forma de se fazer isso é viver a cada dia mais no presente: Aqui, Agora.

Shalom!!!!

Ian Mecler

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Curso de Kabbalah em Salvador-BA

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Informações sobre o curso de Kabbalah em Salvador:

Data: 05/12 (sábado) – Kabbalah

Local: Offices Premium (bairro Comércio)

Horário: Das 9h00 as 18h00

Kabbalah

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.
– A Cabalá Judaica e a Kabbalah Hermética
– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah
– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).
– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.
– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).
– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.
– O Rigor e a Misericórdia.
– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.
– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

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RPGQuest Dungeon, o maior Financiamento Coletivo de Boardgames no Brasil em 2018

No Diversão Offline deste ano foram anunciados os maiores Financiamentos Coletivos de Boardgames (Jogos de Tabuleiro) de 2018 e, pelo segundo ano consecutivo, o RPGQuest ficou em primeiro lugar.

2018 foi um ano com muitas novidades e muitos candidatos de grande porte concorrendo. Em ano de Copa do Mundo e Eleições, tivemos jogos de temática de futebol e dois jogos de política na parada, além de pesos pesados de marketing e um cardgame zoeira nos mesmos moldes do Pequenas Igrejas, Grandes Negócios participando.

O RPGQuest foi lançado inicialmente em 2006 como um RPG de Banca de Jornal, no final da Era de Ouro do RPG e até hoje ainda possui uma rede enorme de fãs, em um dos grupos mais ativos de projetos no Facebook. Muitos deles apoiaram o jogo para jogar com seus filhos. O RPGQuest serve como uma excelente porta de entrada para o universo dos RPGs.

Para quem não ficou sabendo do Financiamento Coletivo à tempo, os Jogos de Tabuleiro do RPGQuest podem ser comprados na Loja da Editora Daemon

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Fundamentos da Magia(k) – Com Sérgio Bronze

Bate-Papo Mayhem #097 – 03/11/2020 (Terça) Com Sérgio Bronze – Fundamentos da Magia(k)

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

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Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

#Batepapo #hermetismo #Thelema

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Por quê Kether e Malkuth estão sobrepostos?

Olá Crianças,
Muitos de vocês já viram os desenhos tradicionais das Árvores da Vida conectadas, onde o Kether da Árvore de Baixo se conecta com um Malkuth de uma Árvore acima e assim por diante, mas você já parou para pensar o que isso significa? A explicação que encontramos nos livros tradicionais é a de que 10=1+0= 1 e, portanto, 10=1, mas isso é apenas uma simplificação do que representa esta “junção” de Árvores e de como esta união das infinitas Árvores da Vida forma o que chamamos de Sexta Dimensão.

Em diversas mitologias, os estudiosos compararam o tecido da realidade a um tecido de pano, que pode ser costurado, fiado e cortado por entidades como as Moiras, Parcas, Erínias e outras… não por coincidência todas representações de Daath, o CONHECIMENTO. Hoje vamos compreender o que isto realmente significa na prática.

Se já entendemos que cada pessoa é uma Árvore da Vida Completa, que envolve todos os atos de sua vida e todas as suas realizações, e que pode ser enxergada tanto VERTICALMENTE como a Jornada do Herói Pessoal no qual começamos como profanos em Malkuth e nos iniciamos nos estudos herméticos em Yesod, desenvolvemos nossa razão e emoção em Hod e Netzach até encontrarmos nossa Verdadeira Vontade em Tiferet; realizamos nossa Grande Obra até nos tornarmos Magos, a “Casa de Deus”, Beit, no qual realizamos em terra a vontade dos céus… mas também podemos enxergar o Caminho da Pomba, no qual temos uma idéia em Kether, escolhemos qual das infinitas maneiras de retratar esta idéia faremos em Hochma e Binah; estudaremos todo o Planejamento e orçamento e recursos desta idéia em Chesed e Geburah até termos a IDÉIA PERFEITA em Tiferet. a partir disto, realizamos o melhor racional e emocionalmente em Netzach/Hod até gestarmos o produto em Yesod e o apresentarmos como matéria em Malkuth…

Este último parágrafo deve ter dado um nó em quem ainda não foi meu aluno ou está aguardando ansiosamente o Livro de Kabbalah Hermética, mas garanto que assim que você conseguir compreender o quebra-cabeça que estas duas Árvores representam, você enxergará o Universo com novos olhos!

Retornando ao raciocínio e utilizando este texto de internet como exemplo: Eu, Marcelo Del Debbio, depois de 40 anos acumulando todo tipo de vivência únicas e pessoais, formei toda uma Árvore da Vida completa que pode ser chamada de “Marcelo Del Debbio”. TODO este entendimento de como enxergo o mundo está em BINAH, no MEU BINAH, que representa a “cerca” que limita todo o meu entendimento do universo, que é algo único (por exemplo, eu não sei absolutamente NADA a respeito de parto de elefantes, motor de carro de fórmula 1, escalação de times de futebol, enredo de novelas ou perfuração de poços de petróleo no Ártico…) são coisas que existem em HOCHMA, na Totalidade, mas que apenas fragmentos mínimos dessa Sabedoria chegam até dentro da minha cerca (eu sei que a gestação de elefantes possui semelhanças a humana e de outros mamíferos, como aprendi na escola; eu sei que motores de carros de F-1 funcionam por explosão e o princípio básico, mas não sei consertar um radiador furado… sei que são 11 jogadores e os reservas e cada time usa um uniforme diferente no futebol, e que existem campeonatos… já vi imagens de perfuradores de petróleo e por ai vai…) temos VISLUMBRES de Hochma dentro de nossa “cerca” de Binah.

Dentro desta minha seleção de Entendimentos da Realidade, eu decidi escrever um texto no blog a respeito de Kabbalah. Planejei em Chesed e medi quanto isso ia me tomar em tempo e trabalho em Geburah e cheguei a idéia de como este texto ficaria perfeito (Tiferet). Sentei agora de tarde na frente do laptop e digitei todas estas palavras que você está lendo, gestando este texto em Yesod e finalmente, quando terminei de apertar a tecla [Publicar], este Texto está em MALKUTH…. chamamos este processo de “Árvore Horizontal”, porque apesar de ser uma árvore COMPLETA, eu, com mais de 20 anos como escritor, já produzi centenas e centenas de textos no blog. CADA Texto no Blog obedeceu EXATAMENTE este diagrama dentro da minha Árvore Pessoal.

Continuando o raciocínio, podemos entender que eu, Marcelo Del Debbio, escritor cuja Verdadeira Vontade é escrever sobre Kabbalah, possuo dentro da minha Árvore milhares e milhares e milhares de pequenas Árvores… algumas boas, algumas uma porcaria, algumas excelentes, algumas qliphoticas… mas cada trabalho gerado cria sua própria Árvore e tem seu próprio MALKUTH.

Agora vamos olhar para você, leitor ou leitora que está com os olhos neste parágrafo agora. Você é sua própria Árvore da Vida, resultado das suas vivências únicas e pessoais, que possui sua própria “cerca” no seu próprio BINAH de limitações (talvez você seja um veterinário e saiba fazer um parto de um elefante, ou seja um mecânico e saiba desmontar e montar um motor de F-1 ou talvez saiba a escalação completa de todos os times do campeonato paulista!). Sua cerca de realidade é obviamente MUITO diferente da minha. Quanto maior nossas cercas, maior as áreas que conseguiremos nos fazer entender. Quando você lê estas palavras, todo o conhecimento que passei neste texto se torna SABEDORIA (Hochma) onde o meu Malkuth (este texto) encontra o seu Kether (seu cérebro) e você tenta interpretar este texto.

Ai temos o ABISMO.

Eu acredito que só uns 10% dos leitores nesta altura do campeonato consigam entender realmente tudo o que escrevi acima. Mas não tem problema, este texto é realmente mais complexo do que os que eu normalmente coloco por aqui. Entender este texto requer o conhecimento do que seja cada Esfera e do que elas representam. Se você acabou de começar a estudar kabbalah, palavras como “Geburah” ou “Tiferet” soam alienígenas e incompreensíveis. Tendo o Aleph-Beit (alfabeto) correto, você conseguirá fazer a passagem da Sabedoria de Hochma para o ENTENDIMENTO do seu Binah pessoal… tudo o que você não conhecer ficará para trás no Abismo de Daath.

Isto posto, podemos concordar que se você imprimir este texto e mostrar para 100 pessoas na rua, cerca de 99 não terão a menor idéia do que você está mostrando para elas; algumas nem entenderão a gramática ou o que o texto quer dizer. Uma fração minúscula atravessará a “cerca” do Binah destas pessoas… por outro lado, se você levar este texto a uma sinagoga, 100% dos rabinos vão entender (mas vão falar para você que esse negócio de “kabbalah hermética” não existe, que só eles que sabem a verdade). Se você levar este mesmo texto para um grupo de estudos de kabbalah no facebook, uma quantidade bem maior de gente terá as chaves para entender o que está escrito aqui, e assim por diante… de um fazendeiro no interior de Minas Gerais ao Aleister Crowley, CADA pessoa diferente do planeta que ler este texto entenderá uma porcentagem diferente dele, de uma maneira diferente.

Então temos uma conexão infinita de Árvores da Vida! Meu texto (este MESMO texto que todos vocês estão lendo!) será interpretado milhares de vezes e passará por milhares de filtros até o final do dia… Meu Malkuth se tornará a fagulha de Kether que entrará na Árvore de milhares de pessoas em Hochma (inclusive você, que está lendo isso agora) e, ao mesmo tempo, só no decorrer deste dia, você entrará em contato com centenas de Malkuths de centenas de pessoas diferentes (filmes, livros, músicas… tudo isso é o Malkuth da produção de diversos profissionais que estão em suas jornadas por suas próprias Árvores também). Este entrelaçamento é chamado de Wyrd, ou o “Tecido”. E assim conseguimos entender a razão pela qual é DAATH que traz a representação das Nornes que lidam com esta dimensão.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/por-qu%C3%AA-kether-e-malkuth-est%C3%A3o-sobrepostos