O espírito no tempo

» Parte 1 da série “Para ser um médium” ver a introdução

O homem, as gerações humanas, morrem no tempo. Mas o espírito não. O tempo é o campo de batalha e que os vencidos tombam para ressuscitar. Quem poderia deter a evolução do espírito no tempo? (J. Herculano Pires)

Ernesto Bozzano foi um pesquisador e intelectual italiano com grande interesse em antropologia, sociologia, evolução e as origens da mediunidade no palco obscuro da pré-história. Num de seus livros ele inicia suas exposições dizendo que “se consultarmos as obras dos mais eminentes antropólogos e sociólogos, notamos que todos concordam em reconhecer que a crença na sobrevivência do espírito humano se mostra universal”. Na época em que Bozzano publicou seus primeiros livros, no final do século XIX, falar abertamente sobre “espírito” ainda não era tão escandaloso na Academia. Os espiritualistas europeus daquela época, muitos influenciados pelas ideias expostas nos livros de Allan Kardec, eram igualmente grandes entusiastas da teoria de Darwin-Wallace… Mas, enquanto esta se ocupava exclusivamente da evolução física das espécies, alguns espiritualistas – dentre eles o próprio Wallace – se interessavam em tentar elucidar a evolução espiritual, particularmente em como o espírito humano havia evoluído através do tempo.

Se saltarmos diretamente para a época em que os primeiros hominídios surgiram no tempo, podemos nos aproveitar de uma bela, simples e elegante teoria proposta pelo arqueólogo Steven Mithen, conforme exposta em A pré-história da mente: Mithen acreditava que algumas potencialidades da mente eram suficientemente conectadas entre si para que pudessem ser agrupadas conceitualmente em módulos mentais… A inteligência geral foi herdada das outras espécies das quais os hominídios evoluíram, e é responsável pelos processos básicos de instinto e sobrevivência; A inteligência naturalista desenvolveu-se ao longo da persistente guerra da fome – o conhecimento do terreno em sua volta, a análise dos rastros de presas livres deixados no solo, o cuidado para evitar plantas venenosas, etc.; A inteligência técnica permitiu o manuseio de objetos e até mesmo a elaboração de ferramentas, como pedras pontiagudas que facilitam o corte da carne das presas abatidas; E, finalmente, a inteligência social evoluiu desde que nossos ancestrais reconheceram que caminhar pelo mundo em bandos era mais seguro do que enfrentar as caçadas sozinho.

Mithen acreditava que o que nos separava definitivamente dos outros hominídios de inteligência primitiva era a interseção entre tais módulos mentais, que parece ter ocorrido de forma mais abrangente no homo sapiens. Subitamente, os dentes de animais caçados, que antes eram descartados, se tornaram decoração de colares; Colares estes que também serviam para demonstrar para outros membros (e mulheres, quem sabe) da mesma tribo quão bons eram os caçadores que os ostentavam; Da mesma forma, as pegadas deixadas na terra pelas presas tornaram-se também símbolos que demonstravam o tamanho e a direção em que o animal se deslocou; E logo tanto símbolos naturais quanto animais quanto os próprios homens se fundiram em pictogramas pintados em cavernas profundas – registros da história de um povo que se reconheceu como povo; Talvez ao mesmo tempo, surgiram os mitos, as forças naturais tornadas meio-homem, meio-animal, meio-espírito, meio-deus – a religião ancestral surgia em meio ao animismo e ao xamanismo, juntamente com a consciência de nossa vida e nossa mortalidade.

A teoria de Mithen não têm absolutamente nada de espiritualista, como podemos ver, mas a sorte de sermos espiritualistas é que não precisamos ignorar as teorias daqueles que não creem em espíritos. Se alguns sentem-se escandalizados com a possibilidade do espírito ter surgido antes do homem, e ser formado por matéria fluida, parte dos 96% da matéria cósmica que não interage com a luz, e que vêm habitando corpos das mais variadas espécies, desde organismos unicelulares até os hominídios e animais com cérebro adequado para comportar um espírito em processo de individualização consciente, numa odisseia multimilenar que caminha lado a lado com a evolução descrita por Darwin e Wallace, deixem estar: lembremos que boa parte de nossa compreensão espiritual se baseia em experiências subjetivas, e que a matéria fluida, espiritual, ainda não foi detectada em laboratório.

Ainda assim, nos anais da pré-história humana, e das primeiras tribos e civilizações, permanece a dúvida objetiva: como podem tantas comunidades isoladas terem chegado a crenças tão parecidas? Em realidade, as crenças nem são tão próximas quanto às atividades místicas em si: a mediunidade, esta sim, conecta de forma definitiva todos os povos primitivos da Terra, sem exceção.

Define-se religião primal como um “sistema de crenças anterior às grandes religiões mundiais”. As religiões primais seguidas por povos tão distintos quanto os inuítes da América do Norte e os aborígenes australianos são variadas, mas com amplas similaridades. Os adeptos ainda hoje vivem quase sempre isolados e privados das comodidades modernas. Enfrentam rigores climáticos, escassez de comida e desastres naturais. Suas crenças lhes dão suporte para lidar com esses problemas. Seus milhares de espíritos ou divindades os ajudam a lidar com as forças naturais, e suas práticas religiosas variam desde experiências místicas e extáticas, normalmente guardadas aos médiuns ativos, até coisas bem mais práticas, como perguntar a um espírito qual a região próxima mais apropriada para a caçada de amanhã…

Muitos chamam tais médiuns ancestrais de xamãs, mas este é um termo surgido na Sibéria, e significa algo como “aquele que enxerga no escuro” na língua local. Mas sejam xamãs, ou pajés, babalorixás, iogues, curandeiros, feiticeiros, etc., todos são em essência médiuns, e suas práticas de comunicação com espíritos, sejam os seus próprios, sejam os de fora, são, estas sim, a grande prática universal que os conecta a todos, e assim conecta a humanidade como um todo, desde sua origem. Conforme disse o Chefe Seattle em sua carta ao presidente americano: “Todas as coisas são interligadas, como o sangue que nos une. O homem não tece a teia da vida – ele é apenas um fio dela. O que fizer à teia, fará a si mesmo.”

Como por vezes é complexo identificar como exatamente tantas sociedades primitivas chegaram a ideias e símbolos tão elaborados e “fora da realidade”, muitos antropólogos preferem deixar tudo a cargo das experiências psicodélicas induzidas por alucinógenos naturais. Por exemplo, há escritos do hinduísmo, que é reconhecidamente uma das religiões mais antigas do globo, que louvam a soma, uma planta alucinógena. No Brasil muitos já conhecem o Santo Daime, que é uma doutrina religiosa totalmente baseada nos costumes de povos da grande floresta amazônica, que consomem o chá de ayahuasca a fim de desencadearem experiências místicas… Esta explicação, porém, é incapaz de dar conta de todas as experiências mediúnicas, pois sabemos melhor do que ninguém que a mediunidade hoje pode ser praticada sem o consumo de qualquer tipo de substâncias alucinógenas, e, de fato, esta é a recomendação da grande maioria das doutrinas espiritualistas de hoje em dia. Não há a menor razão para crermos que na pré-história todos os médiuns usavam substâncias do tipo – na verdade, há razões para crer que eles eram minorias localizadas em algumas regiões do globo onde era possível extrair tais substâncias da natureza. Não haviam cogumelos alucinógenos em todas as partes do planeta.

Talvez a religião primal que mais intrigue os antropólogos materialistas seja a religião nativa do Japão que, a despeito do país ter se tornado um verdadeiro polo tecnológico e comportar provavelmente a sociedade mais moderna do mundo, continua plenamente ativa. O xintoísmo, ou “o caminho dos deuses”, foi o título dado à religião nativa do Japão aproximadamente em 720 d.C., poucas décadas após a chegada do budismo na ilha. A questão é que se trata de uma religião pré-histórica, que só foi nomeada em razão de diferencia-la do budismo, recém chegado. Antes o xintoísmo era apenas “a religião”. O xintoísmo reconhece diversos seres divinos chamados kami, supostamente infinitos, que preenchem tudo o que exibe poder ou força vital. Para os japoneses, a natureza é literalmente divina.

Como sabemos, a natureza não é somente divina, como potencialmente viva. Nos dias atuais, presos em nossas selvas de concreto, talvez tenhamos esquecido de como um pequeno galho partido é apenas a parte morta de uma árvore, mas que irá se decompor e formar novamente coisas vivas… Ou que mesmo uma pedra abriga tanto parte da matéria que forma nossos corpos, como parte da matéria que formará espíritos das eras vindouras, embora hoje estejam confortavelmente dormindo no ventre sagrado da Mãe Terra, esperando o chamado do Pai Céu…

Termos antigos, conhecimento antigo, intuição antiga. Certamente tinham uma compreensão precária, parcial, da natureza à volta. Mas, estariam todos eles errados em tudo o que perceberam? Talvez a essência daquilo que viram e sentiram em suas experiências mais sagradas seja exatamente aquilo que falte hoje no mundo moderno. Alguns japoneses o sabem, e também alguns xamãs em meio ao frio do norte, alguns aborígenes, alguns indígenas, alguns poetas, alguns médiuns… Talvez você possa ser um deles, talvez já o seja. Esta é a nossa história, a história do espírito no tempo. Caberá a você escrever os próximos capítulos.

» A seguir, loucura e normalidade…

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Leitura recomendada: O espírito e o tempo, de J. Herculano Pires (Paidéia). Religiões, de Philip Wilkinson (Zahar, Guia Ilustrado).

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Crédito das imagens: [topo] Edward S. Curtis/Corbis (indígena da ilha de Nunivak, no Alasca – EUA, com sua máscara cerimonial); [ao longo] Rainer Hackenberg/Corbis (um torii, símbolo xintoísta, em Kyoto – Japão)

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

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#Antropologia #Espiritismo #Mediunidade

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-esp%C3%ADrito-no-tempo

Livro Enochiano do Mochileiro dos Éteres

TRADUZIDO E ADAPTADO

POR ROBSON BÉLLI

março de 2022

Sumário

Origem deste material

Este material tem origem no livro “The Enochian workbook” dos autores Gerald & Betty schueller, obra recomendadíssima para aqueles que desejam entender mais sobre o assunto aqui apresentado, foram usadas inúmeras outras referencias tanto pelos autores quanto por mim (Robson Bélli) para a composição deste material.

Este material se refere a pratica da magia neo-enochiana, não sendo usado em outras vertentes, quaisquer outras duvidas pergunte no grupo, estamos sempre prontos em melhor aconselhar o grupo em suas praticas.

*produzido para o grupo enochiano do site  Enoquiano.com.br (Instagram)

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Os 30 Aethyrs

Junto com as Torres de Vigia, existe uma série de 30 regiões sutis no Universo Mágico entre nossa Terra física e as regiões espirituais mais elevadas da divindade. Estes são chamados de Aethyrs ou Aires. O mais baixo é o 30º, chamado TEX. O mais alto é o primeiro, chamado LIL.

Os Aethyrs e seus Governadores

Numero Nome Significado Governadores
30 TEX Aethyr em quatro partes TAOAGLA, GEMNIMB

ADUORPT, DOZIAAL

29 RII Céu VASTRIM, ODRAXTI, GMOTZIAM
28 BAG Duvida TABNIXP, FOKLSNI, OXLOPAR
27 ZAA Solidão SAZIAMI, MATHVLA, KORPANIB
26 DES Aceitação POPHAND, NIGRANA, BAZHIIM
25 VTI Mudança MIRZIND, OBVAORS, RANGLAM
24 NIA Viagem ORAKAMIR, KHIASALPS, SOAGEEL
23 TOR Trabalho RONOAMB, ONIZIMP, ZAXANIN
22 LIN Vazio OZIDAIA, KALZIRG, LAZDIXR, PARAOAN
21 ASP Reação KHLIRZPA, TOANTOM, VIXPALG
20 KHR Roda ZILDRON, PARZIBA, TOTOKAN
19 POP Divisão TORZOXI, ABRAIOND, OMAGRAP
18 ZEN Sacrifício NABAOMI, ZAFASAI, VALPAMB
17 TAN Sacrifício SIGMORF, AYDROPT, TOKARZI
16 LEA Equilíbrio KUKUARPT, LAUAKON, SOKHIAL
15 OXO Self TAHAMDO, NOKIABI, TASTOXO
14 VTA Dança TEDOAND, VIVIPOS, VOANAMB
13 ZIM GEKAOND, LAPARIN, DOKEPAX
12 LOE Gloria TAPAMAL, GEDOONS, AMBRIOL
11 IKH Tensão MOLPAND, VSNARDA, PONODOL
10 ZAX Abismo LEXARPH, KOMANAN, TABITOM
09 ZIP Sem ego ODDIORG, KRALPIR, DOANZIN
08 ZID Deus interior ZAMFRES, TODNAON, PRISTAK
07 DEO Amor OPMAKAS, GENADOL, ASPIAON
06 MAZ Aparências SAXTOMP, VAUAAMP, ZIRZIRD
05 LIT Ímpio LAXDIXI, NOKAMAL, TIARPAX
04 PAZ Manifestação THOTANF, AXZIARG, POTHNIR
03 ZOM auto-conhecimento SAMAPHA, VIRLOLI, ANADISPI
02 ARN Preenchimento DOAGNIS, PAKASNA, DIAIVOIA
01 LIL O primeiro Aethyr OKKODON, PASKOMB, VALGARS

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O Corpo de Luz

Você tem um corpo que é feito de luz, não de carne. Você pode sair do corpo de carne e depois retornar a ele. Como mago, você deve aprender a fazer isso à vontade. Assim como o corpo de carne vive no mundo físico, o Corpo de Luz vive no Universo Mágico. Assim como o corpo de carne tem sentidos para agir e reagir no mundo físico, o Corpo de Luz tem sentidos para agir e reagir no Universo Mágico. O Corpo de Luz é invisível aos olhos físicos, mas pode ser visto com a visão interior (tela mental). É em forma de ovo e permeia o corpo de carne que se projeta em todas as direções.

A doutrina do Corpo de Luz é muito antiga. Era bem conhecido, por exemplo, no antigo Egito. É um termo geral para o corpo sutil que na verdade é composto de um corpo divino, um corpo espiritual, um corpo causal, um corpo mental, um corpo astral e um corpo etérico. A Tabela  mostra as principais partes do Corpo de Luz da pessoa usadas na Magia Enoquiana com a Magia Egípcia e a Teosofia moderna para comparação.

O Corpo de Luz

Enochiano Egípcio Teosofia
Eterico Khaibit Linga-sarira
Astral Ka Kama
Mental Ba Mana inferior
Causal Sahu Mana superior
Espiritual Khu Buddhi
Divino Khabs Atma

Como entrar no corpo de luz? Na forma Deus, como desenvolver e fortalecer seu corpo de luz? Ritual do pilar do meio.

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Como Assumir as Formas de Deus

Seu Corpo de Luz é plástico e pode assumir qualquer forma de acordo com sua vontade.

Isso permite que um mago ou iogue assuma a forma de qualquer deus ou deusa enquanto viaja no Universo Mágico.

Você deve selecionar uma entidade enoquiana apropriada e assumir sua forma ao entrar em seu Corpo de Luz. Então seu Corpo de Luz naturalmente reterá esta forma durante toda a operação.

A fim de ajudar na construção de uma forma deus apropriada para os Anjos Maiores e Menores das Torres de Vigia, cada letra em seu nome tem as correspondências mostradas na Tabela.

Letras enochianas

Correspondências Telesmáticas

A                     Macho             espiritual, asas

B                     Macho             ativo

C, K                Macho             grande, forte

D                     Femea             Bonito, atrativo

E                     Femea             feroz, bravo

F                      Macho             pesado, desajeitado

G                     Femea             bonito, diferente

H                     Femea             indefinido

I, J, Y             Femea             delicado

L                     Femea             gracioso

M                    Femea             reflexivo, sonhador

N                     Macho             negro, determinado

O                     Macho             mecanico

P                      Femea             feroz, resoluto, forte

Q                     Femea             introspectivo, inteligente

R                     Macho             pesado

S                      Macho             orgulhoso, dominante

T                     Macho             feroz, ativo

U, V, W          Macho             escuro

X                     Macho             expressivo, magro

Z                     Macho             magro, inteligente

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Objetivos de aprendizado

Este material contém quatro lições sobre como vivenciar as Torres de Vigia e os Aethyrs. Duas técnicas mágicas são apresentadas. A primeira é como olhar o cristal (como praticar videncia); a segunda é viajar na Visão do Espírito ou viagem astral. Você deve começar com a contemplação do cristal, que é fácil e sem perigo. Instruções detalhadas são dadas para que você possa entrar nas Torres de Vigia e Aethyrs, descritos pela Magia Enoquiana, e ver essas regiões sutis e seus habitantes por si mesmo. Ao concluir a leitura, você deverá ser capaz de:

  • Como olhar o cristal
  • Viajar na Visão do Espírito
  • Procure ou visite as Torres de Vigia
  • Esquadrinhar ou visitar os Aethyrs

Como olhar o Cristal

A palavra skrying significa “vidência”. Quando você olha para uma bola de cristal ou QUALQUER OUTRA SUPERFICIE REFLEXIVA, você está tentando ver alguma coisa. Tradicionalmente, a skrying tem sido usada para adivinhação – para ver o futuro. A bola de cristal tornou-se estereotipada como uma ferramenta do cigano ou cartomante. No entanto, Dee e Kelly usaram a técnica para examinar as Torres de Vigia e Aethyrs da Magia Enochiana com grande sucesso.

Existem muitas formas de skrying. Por exemplo, a Hidromancia está mergulhando na água; leconomia é skrying em óleo que é derramado na água; catoptromancia é espiar em um espelho, e assim por diante.

A pedra de demonstração de Dee, que ele chamava de “pedra angelical”, era do tamanho de um ovo.

Antes de começar a praticar skrying, você deve comprar seu próprio cristal de quartzo. Um cristal de quartzo claro ou rosa também pode funcionar bem. Idealmente, você deve experimentar vários tipos até encontrar um que funcione melhor para você.

Não há regras rígidas para olhar cristal. Pode ser segurado em suas mãos, ou colocado em um suporte à sua frente, ou simplesmente colocado em uma mesa, desde que não role.

Ao adicionar detalhes ao processo de skrying, deve fazer isso com cuidado. Por exemplo, William Lilly tinha um cristal em um suporte de prata com os nomes dos anjos gravados nele. No entanto, você não quer adicionar tantos detalhes que se tornem uma distração. Por exemplo, você pode queimar velas, ou usar uma mesa redonda com uma cobertura apropriada, ou queimar incenso. Você pode querer realizar um ritual de purificação apropriado de antemão para ajudá-lo a focar sua mente no objetivo desejado. Todos esses detalhes podem ser úteis, mas não deixe que eles o distraiam.

Qualquer que seja sua preparação e equipamento, a operação real é muito simples – apenas olhe para o cristal e observe o que você vê lá, se é que vê alguma coisa. Isso parece bastante fácil, mas você pode não ver nada, ou pode ver as coisas erradas. A ilusão e o engano abundam nos planos astral e mental e é por isso que as atalaias de sinalização são tão necessárias. Enquanto olha para o cristal, concentre-se nos simbolos conhecidos de onde você quer ver/ir. Isso ajudará a direcionar sua mente para o lugar certo.

A maioria dos observadores de cristal bem-sucedidos relatam que seus cristais aparecem primeiro nublados ou enevoados. Então eles detectam movimento – como nuvens sendo sopradas pelo vento. À medida que a névoa recua, uma visão aparece. Essas visões podem variar de um sentimento abstrato a uma imagem clara.

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Viagem na visão do Espírito

A técnica mágica conhecida como “viagem na visão espiritual” é mais avançada do que a simples clarividência ou visão psíquica. Depois de dominar como olhar o cristal, você deve estar pronto para avançar para a viagem na visão espiritual.

Basicamente, a diferença é esta: ao contemplar o cristal, seu Corpo de Luz permanece dentro de seu corpo físico. Ao fazer viagem na visão espiritual, sua consciência deixa o corpo físico e entra em seu Corpo de Luz, que então vai para o local desejado. Viajar na Visão Espiritual é idêntico à viagem astral. O processo é como adormecer, exceto que você permanece consciente e retorna ao seu corpo físico com a memória completa de suas experiências.

Como vimos, a Magia Enoquiana ensina que um mundo invisível nos cerca. Não podemos ver este mundo com nossos olhos físicos, mas podemos vê-lo mais ou menos claramente com nossa visão astral ou visão interior (tela mental).

Somos mais do que apenas um corpo físico. Cada um de nós tem sete corpos ou “bainhas”. O sétimo, o mais grosseiro, é o nosso corpo físico. Dentro do corpo físico existe um corpo etéreo que contém o prana do Yoga e o chi da acupuntura. Isso é chamado de corpo etérico. Dentro do corpo etérico, há outro menos denso. Este é o corpo astral, o corpo de nossos sentimentos e emoções. Dentro do corpo astral há outro menos denso. Este é o corpo mental, o corpo dos nossos pensamentos. Dentro do corpo mental está o corpo causal que está dentro do corpo espiritual que, por sua vez, está dentro do nosso corpo divino.

A Tabela adiante mostra todos os sete corpos. Cada corpo é composto de elementos de um plano diferente, e cada corpo funciona com um conjunto completo de sentidos nesse plano.

Assim, o corpo astral tem sentidos astrais que funcionam no plano astral. O corpo mental tem sentidos psíquicos que funcionam no plano mental, e assim por diante.

Observe que o corpo e os nomes dos planos ocultos padrão são idênticos.

Observe que apenas cinco planos enoquianos são dados. O plano físico não tem equivalente enoquiano especial simplesmente porque é nosso mundo físico normal. O plano mais alto, correspondente ao Divino, também não é mencionado na Magia Enoquiana. Este plano era considerado alto demais para falar em palavras e geralmente era mantido em segredo.

Os corpos e planos

Corpo do Plano Cósmico

Corpo Ocultismo Enochiano
Físico Físico
Etérico Etérico Torre da terra
Astral Astral Torre da agua
Mental Mental Torre do ar
Causal Causal Torre do fogo
Espiritual Espiritual Tablete da união
Divino Divino

A Tabela anterior nos fornece a base teórica para a vidência na Magia Enochiana.

O objetivo é experimentar, em algum grau, os mundos das Torres de Vigia.

A Magia Enochiana também ensina que existem 30 estados especiais, nestes planos internos, chamados Aethyrs ou Aires. Conforme mostrado na Tabela do inicio deste material, estes variam desde o mais baixo e mais denso, chamado TEX, até o mais alto e mais espiritual, chamado LIL. O mago enoquiano aprende a praticar videncia nos Quadrados das Torres de Vigia e nos Aethyrs.

A principal razão para fazer isso é aprender em primeira mão a verdade sobre você e seu universo.

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Skrying visitando as Torres de Vigia

As quatro Torres de Vigia e 30 Aethyrs da Magia Enochiana são planos e subplanos dentro do Universo Mágico. São regiões do espaço interior. Eles podem ser visitados por você em seu Corpo de Luz. Para entrar nas Torres de Vigia, você pode praticar videncia usando um cristal ou viajar com seu Corpo de Luz. Em geral, skrying é mais fácil e seguro e, portanto, é o procedimento recomendado para iniciantes.

O seguinte é um esboço de como um mago enoquiano entraria nas Torres de Vigia:

PASSO 1.

Recite a Chamada ou Chamadas apropriadas.

PASSO 2.

Vibre os Nomes de Poder apropriados.

PASSO 3.

Olhe para uma superfície reflexiva ou bola de cristal ou entre em seu Corpo de Luz da seguinte forma:

  1. Corpo etérico para a Torre de Vigia da Terra
  2. Corpo astral para Torre de Vigia da Água
  3. Corpo mental para A Sentinela do Ar
  4. Corpo causal para A Sentinela de Fogo
  5. Corpo espiritual para Tabela da união

PASSO 4.

Faça o Sinal do abrir o Véu para entrar em um Quadrado.

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Comentários.

Entre nas Torres de Vigia em ordem serial. Sempre entre primeiro na Terra, depois na Água, depois no Ar, depois no Fogo e só então na Tábela da União. A Chamada correta a ser usada para as Torres de Vigia depende da atalaia que está sendo visitada.

Use os Chamados para a divindade da atalaia a ser visitada. Depois que o sucesso for obtido e você tiver adquirido prática suficiente nas Torres de Vigia, você descobrirá que apenas pensar no Chamado terá o mesmo efeito que recitá-lo.

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Ritual de Vigilância do Quadrado “O” de “OPNA” na Terra da Terra

Agora vamos juntar todas as diferentes técnicas mágicas que aprendemos e realizar um ritual que nos permitirá praticar a “viagem” (viagem na visão mental) o subquadrante Terra da Terra na Torre de Vigia da Terra. Visitaremos a atalaia Menor O da OPNA.

Você pode encontrar este Quadrado na Figura a seguir: Comece no canto inferior esquerdo da Torre de Vigia, conforme mostrado na Figura a seguir, e conte quatro fileiras para cima, contando a fileira de baixo como a primeira.

O mesmo Quadrado, desenhado como uma pirâmide truncada, pode ser encontrado no subquadrante. Terra da Terra. Como mostrado, a pirâmide truncada tem quatro lados, três de Terra e um de Fogo.

PASSO 1.

Comece desenhando um círculo mágico para trabalhar (não consagre ainda). Coloque um altar (uma mesa com uma cobertura apropriada serve) no centro. Coloque um cristal ou superfície reflexiva (taça de agua, espelho, etc…) em um pano preto no altar. Além disso, coloque duas velas (de preferencia) pretas no altar atrás do cristal. Faça uma pirâmide truncada (veja o final do material, temos um modelo lá), para o Quadrado O, e coloque-a atrás do cristal e entre as duas velas.

PASSO 2.

Consagre o círculo conduzindo o Ritual de Invocação do Pentagrama. Ao conduzir o ritual de invocação, use a mão para traçar os pentagramas.

PASSO 3.

Recite a Chamada apropriada. Você vai praticar videncia no subquadrante Terra da Terra. De acordo com as regras das chamadas, você só precisa recitar a Quinta Chamada.

PASSO 4.

Vibre os Nomes de Poder apropriados, conforme aprendido no “Livro das entidades enochianas”.

Vibre cada um dos seguintes nomes na ordem mostrada:

IKZHIKAL

LAIDROM

AKZINOR

LZINOPO

ALHKTGA

AHMLLKV

LIIANSA

ABALPT

ARBIZ

NRONK

RONK

PASSO 5.

Faça o Sinal do abrir o Véu (mostrado anteriormente). Olhe para o seu cristal e imediatamente após a experiência registre o que você vê ou ouve.

PASSO 6.

Se você tiver sucesso neste ponto, deverá ver algo como um vulcão ou chamas ardentes saindo do chão. Agora vamos olhar para alguns dos sinais para esta região. A divindade egípcia é Hórus, o deus do crescimento e da manifestação física com cabeça de falcão. A esfinge será uma vaca com pernas e cauda de leão. O Arcanjo é TOPNA que é muito semelhante a Hórus.

TOPNA veste um manto laranja. Ele é muito forte e terrível de se olhar. Ele carrega uma flecha e a usa para apontar para as chamas de seus processos alquímicos.

O anjo aqui é OPNA. Ele também usa um manto laranja. Tanto o TOPNA quanto o OPNA se movem rapidamente, com pequenas asas nos pés. O Demônio neste Quadrado é TOP. As forças primárias que atuam nesta região são criativas, tendo a ver com a manifestação física da vida. Mas, enquanto um vulcão é, em última análise, criativo ao fazer mais terra, a curto prazo é altamente destrutivo e perigoso. As forças astrológicas de Câncer operam nesta Quadratura, mas são opostas ou complementadas pelas forças da morte, que também estão aqui (sugeridas pelo elemento Fogo, mas também pela letra N (ver Tabela das letras das correspondências telesmaticas) nos nomes dos Anjos.

PASSO 7.

Encerre realizando o Ritual de Banimento do Pentagrama. Verifique seus resultados em relação às atalaias conhecidas.

Planilha de exemplo para Skrying visitando as Torres de Vigia

Primeira entrada:

Encontro: Data:
Tempo: Lugar:
Torre de Vigia visitada:
Praça da Torre de Vigia pretendida:
Atalaia de sinalização conhecida:
Método (Marque um):
A Espionagem através de cristal
B Visitando via Corpo de Luz
Resultados:  

 

 

 

 

 

Comentários:  

 

 

 

 

 

 

 

Segunda entrada:

Encontro: Data:
Tempo: Lugar:
Torre de Vigia visitada:
Praça da Torre de Vigia pretendida:
Atalaia de sinalização conhecida:
Método (Marque um):
A Espionagem através de cristal
B Visitando via Corpo de Luz
Resultados:  

 

 

 

 

 

Comentários:  

 

 

 

 

 

 

 

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Skrying visitando os Aethyrs

O seguinte é um esboço de como um mago enoquiano entraria nos Aethyrs:

PASSO 1. Recite a Chamada apropriada.

PASSO 2. Invoque os Governadores apropriados.

PASSO 3. Entre em seu Corpo de Luz para uma visita ou olhe para uma pedra de cristal para observação.

PASSO 4. Concentre-se nas Atalaia de sinalização conhecidas.

PASSO 5. Faça o Sinal do abrir do Véu para entrar no Aethyr.

Comentario.

Entre nos Aethyrs em ordem serial. Sempre insira TEX primeiro, depois RII e assim por diante.

Entrando no TEX

  1. Fique de frente para o oeste — a Torre de Vigia da Água contém os quatro governadores do TEX.
  1. Recite o Chamado para TEX: “Os Céus que estão no Trigésimo Aethyr, TEX, são poderosos nessas regiões do universo…”.
  1. Vibre os dois nomes a seguir:

MPH-ARSL-GAIOL

RAAGIOSL

  1. Vibre o nome TAOAGLA e trace seu sigilo no ar diante de você. Visualize o sigilo na cor azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é bondoso e justo.
  1. Vibre o nome GEMNIMB e trace seu sigilo no ar diante de você (conforme a figura adiante). O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é muito crítico, mas seus julgamentos são muitas vezes temporários e podem ser alterados.
  1. Vibre o nome ADUORPT e trace seu sigilo no ar diante de você. O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador tem uma natureza feminina e passiva como a lua.

Figura dos sigilos dos quatro Governadores do TEX

  1. Vibre o nome DOZIAAL e trace seu sigilo no ar diante de você (veja a Figura acima). O sigilo deve ser azul, a cor da Torre de Vigia da Água. Este Governador é muito emotivo e pode conceder prazer ou dor, alegria ou tristeza.
  1. Concentre-se no TEX, região dividida em quatro partes:

TAOAGLA governa o Ocidente.

A ADUORPT governa o Sul.

DOZIAAL governa o Oriente.

GEMNIMB governa o Norte.

  1. Observando seu cristal ou entre em seu Corpo de Luz. Tente se ver no Aethyr. Se necessário, Se você ainda tiver problemas, faça o Sinal de Rasgar o Véu como indicado.

Resumo

A palavra skrying significa “videncia”. Quando você observa uma bola de cristal ou superfície reflexiva, você está tentando ver alguma coisa. Tradicionalmente, a skrying tem sido usada para adivinhação.

Existem muitas formas de skrying. A hidromancia é feita com espelhos de água;

leconomia é skrying em óleo que é derramado na água; catoptromancia é com um espelho, e assim por diante.

Não há regras rígidas para essa observação do cristal. Pode ser segurado em suas mãos, ou colocado em um suporte à sua frente, ou simplesmente colocado em uma mesa, desde que não role.

Adicionar detalhes ao processo de skrying pode ser útil no foco, mas deve ser adicionado com cuidado.

A ilusão e o engano abundam nos planos astral e mental e é por isso que as atalaias de sinalização são tão necessárias.

A técnica mágica conhecida como “viagem na visão espiritual” é mais avançada do que a simples clarividência ou visão psíquica. Ao observar o cristal, seu Corpo de Luz permanece dentro de seu corpo físico. Ao fazer viagem na visão espiritual, sua consciência deixa o corpo físico e entra em seu Corpo de Luz, que então vai para o local desejado.

Viagem na Visão Espiritual é idêntico à viagem astral. O processo é como adormecer, exceto que você permanece consciente (acordado) e retorna ao seu corpo físico com a memória completa de suas experiências.

Um mundo invisível nos cerca que só podemos ver com nossa visão astral ou visão interior.

Cada um de nós tem sete corpos ou “revestimentos”: o corpo físico, o corpo etérico, o corpo astral, o corpo mental, o corpo causal, o corpo espiritual e o corpo divino. Cada corpo é composto de elementos de um plano diferente, e cada corpo funciona com um conjunto completo de sentidos nesse plano. O corpo astral tem sentidos astrais que funcionam no plano astral. O corpo mental tem sentidos psíquicos que funcionam no plano mental, e assim por diante.

Enquanto as escolas ocultistas tradicionais listam sete planos e corpos, a magia enoquiana lista apenas cinco. O plano físico não tem equivalente enoquiano especial simplesmente porque é nosso mundo físico normal. O plano mais alto, correspondente ao Divino, também não é mencionado porque era considerado muito elevado para falar em palavras e geralmente era mantido em segredo.

O objetivo da skrying é experimentar os mundos dos Aethyrs da Torre de Vigia.

A principal razão para fazer isso é aprender em primeira mão a verdade sobre você e seu universo.

As quatro Torres de Vigia e 30 Aethyrs da Magia Enochiana são planos e subplanos dentro do Universo Mágico. São regiões do espaço interior. Eles podem ser visitados no Corpo de Luz. Para entrar nas Torres de Vigia, você pode praticar videncia usando um cristal ou visitar em seu Corpo de Luz. Em geral, skrying é mais fácil e seguro e, portanto, é o procedimento recomendado para iniciantes.

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O que fazer agora

  1. Tente entrar em um dos Quadrados Menores da Terra usando um cristal de quartzo. Registre seus resultados na ficha.
  1. Tente viajar na visão espiritual para um dos Quadrados Menores da Terra da Terra.

Registre seus resultados na ficha. Compare os resultados da visão espiritual com a contemplação do cristal.

  • Usando uma das duas técnicas mágicas que você aprendeu neste material (ou seja, vidência de cristal ou entrar em seu Corpo de Luz), visite o primeiro Aethyr TEX e registre seus resultados.

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Teste de conhecimento

  1. Múltipla escolha: A palavra “skrying” significa
  2. sabedoria.
  3. visão.
  4. cálculo.
  5. vôo.
  1. Verdadeiro ou Falso: Hidromancia é a técnica de skrying na água.
  1. Verdadeiro ou Falso: O cristal usado por John Dee era do tamanho de um ovo.
  1. Por que as atalaias de sinalização são necessários ao viagem as Torres de Vigia e os Aethyrs.
  1. Qual é a diferença entre olhar cristal e viajar na Visão do Espírito?
  1. Qual corpo sutil corresponde à Torre de Vigia do Ar.? A Sentinela de Fogo.?
  1. Verdadeiro ou Falso: Você pode observar as Torres de Vigia e Aethyrs olhando para uma tigela de água.
  1. Verdadeiro ou Falso: Entrar em seu Corpo de Luz e viajar em sua Visão Espiritual é tão fácil quanto observar o cristal.
  1. Verdadeiro ou Falso: Ao entrar em um Aethyr, você não precisa recitar uma Chamada.
  1. Verdadeiro ou Falso: Ao entrar em um Aethyr, você não precisa se dirigir aos Governadores.
  1. Quantos Governadores estão no TEX.? Quais são os nomes deles.?
  1. Qual é o primeiro Aethyr que todo aluno deve entrar primeiro:
  • Qual é a primeira Sentinela que todo estudante deve tentar entrar primeiro?

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Adendo

PARA VIAJAR PELOS “ARES” (da Clavícula de Salomão de Iroe o Mago)

 

– ATHA, MILECK, NIGHELIONA, ASSERMALOCH, BASSAMOIN, EYES, SARA MAMACHIN, BAAREL, EMOD, EGUEN, SERNOS. A vós espíritos invisíveis e intangíveis que percorreis o firmamento sem cessar os invoco nesta hora solene para que me presteis vossas poderosas asas para que eu possa ir com a velocidade do vento a… [nome do lugar].

RITUAL DO PILAR DO MEIO (adaptado do Círculo Iniciático de Hermes e de Donald Michael Kraig)

  1. Preparação.

Volte-se para o leste e faça um exercício de relaxamento.

Realize o Ritual Menor do Pentagrama banindo.

Imagine-se em um templo. Visualize o Pilar Negro da Severidade à esquerda, o Pilar Branco da Misericórdia à direita e você ao centro no Pilar do Equilíbrio.

  1. Pilar do Meio.

Eleve sua atenção até Kether. Imagine uma esfera de luz que brilha intensamente acima de sua cabeça sem tocá-la.

Contemple esta luz por alguns instantes. Sinta a energia que emana desta esfera enquanto vibra:

– Eheieh.

Desta esfera a luz se projeta para baixo até formar uma segunda esfera de luz na região da nuca. A luz de Kether flui para Daath. Sinta sua energia enquanto vibra:

– IHVH Elohim.

A luz se projeta desta esfera para formar uma terceira esfera de luz na região do coração. A luz de Daath flui para Tiphereth.

Sinta sua energia enquanto vibra:

– IHVH Eloah Ve Daat.

A luz projeta-se desta esfera para formar a próxima esfera de luz na região dos órgãos sexuais. A luz de Tiphereth flui para Iesod. Sinta a energia desta esfera enquanto vibra:

– Shadai El Chai.

A luz projeta-se desta esfera para formar uma nova esfera de luz nos pés. A luz de Iesod flui para Malchut. Visualize esta esfera de luz e sinta sua energia enquanto vibra:

– Adonai Ha Aretz.

Visualize o Pilar do Meio formado por suas esferas de luz alinhadas ao longo de seu corpo.

  1. Circulação do Corpo de Luz.

Volte sua atenção para Kether, a esfera acima da cabeça, e visualize-a absorvendo energia do Ain Soph Aur, da Luz Ilimitada, e transmitindo esta energia para as outras esferas. A cada expiração sinta a energia descer da esfera do topo da cabeça até a esfera dos pés pelo lado esquerdo do corpo. Ao inspirar sinta a energia subir da esfera dos pés até a esfera do topo da cabeça passando pelo lado direito do corpo. Repita este exercício por várias vezes. Visualize, então, a energia descer pela frente do corpo enquanto o ar é exalado e subir pelas costas enquanto o ar é inspirado. Repita exte exercício por várias vezes. Visualize este processo e sinta este processo de forma profunda e real.

Visualize as esferas de luz em seu corpo que formam o Pilar do Meio. Leve sua atenção à esfera dos pés e, ao inspirar, sinta e visualize a energia desta esfera subir pelo corpo como uma corrente de energia espiralada até o topo da cabeça. Ao exalar sinta e visualize esta energia sendo derramada por todo o seu corpo retornando à esfera de luz situada nos pés. Repita este exercício várias vezes.

GRANDE TABELA E OS SIGILOS

ATALAIA DO AR

ATALAIA DO FOGO

ATALAIA DA TERRA

ATALAIA DA AGUA

ATALAIA DA TABELA DA UNIÃO (CRUZ CENTRAL)

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Bibliografia

  1. Enochian workbook, The, Gerald & Betty Schueler, Llewellyn.
  2. Enciclopédia de Cristal, Gem e Metal Magic de Cunningham. Scott Cunningham, Llewellyn.
  3. Segredos da adivinhação cigana. Raymond Buckland, Llewellyn,
  4. Cristal Iluminismo. Catarina Raphaell, Aurora.
  5. Consciência Cristal. Catherine Bowman, Llewellyn.
  6. Crystal Power., Michael G. Smith, Llewellyn.
  7. Projeção Astral, Magia e Alquimia. Ed por Francis King, Weiser.
  8. De Vigiar e Viajar na Visão do Espírito. Papel da Aurora Dourada encontrado em Golden Dawn de Regardie, Vol 4, Llewellyn.
  9. As Confissões de Aleister Crowley. John Symonds e Kenneth Grant, Bantam.
  10. O Guia Prático de Llewellyn para: Projeção Astral. Denning & Phillips, Llewellyn.
  11. Autodefesa Psíquica e Bem-Estar. Denning & Phillips, Llewellyn.
  12. O Guia Interno de Llewellyn para Estados Mágicos de Consciência. Denning & Phillips, Llewellyn.
  13. O Guia Prático de Llewellyn: O Desenvolvimento de Poderes Psíquicos. Denning & Phillips, Llewellyn.
  14. The Golden Dawn. Vol 10, Israel Regardie, Llewellyn.
  15. The Vision and the Voice. Aleister Crowley.
  16. LiberLXKXIX vel Chanokh. Aleister Crowley.
  17. The Enochian Evocation of Dr. John Dee. Ed. & Trans by Geoffrey James,Heptangle.
  18. Enochian Magic: A Practical Manual. & B. Schueler, Llewellyn.
  19. An Advanced Guide to Enochian MagicG. Schueler, Llewellyn.
  20. Enochian Physics. G. Schueler, Llewellyn.
  21. Enochian Yoga. G. & B. Schueler, Llewellyn.
  22. Enochian Tarot. G. & B. Schueler, Llewellyn.
  23. Golden Dawn Enochian Magic. Pat Zalewski, Llewellyn.
  24. Mysteria Magica. Denning & Phillips, Llewellyn.
  25. The Enochian Tarot Card Deck. G. & B. Schueler & Sallie Ann Glassman, Llewellyn
  26. A True and Faithful Relation of What Passed For Many Years Between Dr.
  27. John Dee and Some Spirits. Meric Casaubon, Askin.
  28. The Complete Enochian Dictionary. Donald C. Laycock, Askin.
  29. Astral Projection, Magic, andAlchemy. S. L. MacGregor Mathers and others, Ed. by Francis King, Destiny Books.

Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/guia-enochiano-do-mochileiro-dos-eteres/

As Chaves Maiores e as Clavículas de Salomão

por Eliphas Levi Zahed

EDIÇÃO, ORGANIZAÇÃO, COMENTARIOS E TRADUÇÃO por Robson Belli

Creio ser de fundamental importância a tradução comentada deste material, por trazer uma visão magística diferenciada de um de seus grandes autores contemporâneos, Eliphas Levi um dos mais importantes autores da alta magia, e a sua visão de um dos principais grimórios medievais, as “Clavículas de Salomão”.

O fato desta obra ainda não ter uma tradução para o português em pleno ano de 2022, nos mostra o pouco ou nenhum interesse do nosso mercado editorial de nos servir com obras ótimas, e com as diferentes visões do mesmo tomo, estamos exaustos de ver traduções das clavículas traduzidas por Samuel Lidel “McGregor” Mathers, que apesar de ser um ótimo trabalho, expõe apenas uma visão embasada em algumas poucas fontes dos manuscritos das conhecidas Clavículas de Salomão que juntos somam mais do que 144 tomos manuscritos diferentes, só considerando os tomos das chaves maiores, tendo uma miríade muito maior quando consideramos as chaves menores.

Portanto não espere encontrar aqui os tradicionais pantáculos, este livro não é mais do mesmo, e justamente por isso vem a ser a minha primeira clavícula traduzida e publicada, a fim de quebrar os paradigmas impostos a esse tomo.

Muitos talismãs para invocação das forças celestiais estão descritos aqui, contudo é importante mencionar, que além de invocar estes poderes, nos sagrados e poderosos 72 nomes de Deus, esta clavícula nos ensina trabalhar também repelindo as forças malignas de nossas vidas, sendo, portanto, uma das mais puras clavículas no sentido de chamar para si a atenção do divino e do sagrado, afastando de si as forças negativas.

Este não é em definitivo, um tomo para membros do caminho da mão esquerda, este livro é para aqueles que entendendo que devem se ligar aos poderes elevados e aos nomes divinos, o fazem para expurgar de si os poderes das trevas, que apenas atrasam seu desenvolvimento enquanto ser humano e magista.

Este livro não pede sua aceitação ou concordância, ele apenas o é como deveria ser, peço apenas ao leitor a compreensão de obras como “Dogma e ritual da alta magia” e o livro “O grande arcano”, ambos de Levi, para entender melhor que este aqui é o livro referenciado na obra citada e não, as obras que Eliphas Levi considerava espúrias e impuras que visam chamar demônios para si, profanando assim o ideal Cabalístico de evolução do ser.

Esta é na opinião de Levi, a clavícula de Salomão retificada a sua gloria original, dentro de uma proposta muito mais próxima a ideia da cabala, e mesmo que tenha símbolos nos amuletos, a força deles provem na realidade dos nomes divinos e dos números gravados nos mesmos, sendo não um livro de evocação e dialogo com estas forças, este é um livro de magia talismanica, tal qual as Chaves Maiores de Salomão mais conhecidos do grande público, contudo faz uso dos 72 anjos ou 72 nomes divinos para atrair para si estes poderes benignos e afastar de si os 72 demônios, uma clara contra posição ao “Ars Goétia” do “Lemegeton” que Eliphas provavelmente considerou impuro e pagão, um livro corrompido.

Visão que pode ser bem compreendida por aqueles que adentram ao estudo da Cabala judaica, mesmo em seus níveis mais superficiais, creio ter bem referenciado o porquê desta obra ser o que é, e por que Eliphas Levi tentou retificar a tradição Salomônica escrevendo este livro.

Infelizmente este livro não se popularizou tanto quanto suas outras obras, mas finalmente chega agora ao leitor brasileiro que, espero sinceramente faça um maravilhoso uso desta obra a tanto tempo deixada de lado.

~Robson Bélli

23 de maio de 2022.

ADVERTENCIA

Este livro é uma reprodução fiel do manuscrito escrito e desenhado por Eliphas Levi para seu discípulo e amigo, Barão Spedalieri, que, de acordo com o desejo do Mestre, foi posteriormente entregue a J. Charrot, que o entregou a L. Chamuel para ser editado. A primeira edição apareceu em 1895; que está esgotado e raro.

Hoje, o número crescente de discípulos póstumos de Eliphas Levi nos obriga a reimprimi-lo.

As Clavículas de Salomão são um retorno da Doutrina Cabalística em sua pureza primitiva; baseado no Grande Nome Incomunicável, descrevendo com precisão e simplicidade setenta e dois ramos. Eles incluem as figuras de trinta e seis talismãs e os trinta e dois Caminhos da Sabedoria (os dez números e vinte e duas letras hebraicas); finalmente, o ritual é completado com instruções teúrgicas, profecias e um cânone para o uso das Clavículas.

Estas Clavículas são explicadas e discutidas através da correspondência do Mestre com o Barão Spedalieri.

Esta edição foi revisada e atualizada de acordo com o manuscrito original.

~P. Chacornac.

A COMPOSIÇÃO E O USO DESSAS CLAVÍCULAS

Estas clavículas, reestabelecidas em sua pureza original, e desenhadas pela primeira vez por mim, Eliphas Lévi, em 1860, se realizam em sua pureza e sem mescla de símbolos samaritanos ou egípcios, só com ajuda das cifras, dos símbolos hieroglíficos e dos números.

Os hebreus tinham horror ao uso de figuras em imagens sagradas, e é por este motivo que as imagens do Zohar são em sua maioria, quase todas traçadas apenas com letras.

O complemento perfeito deste livro é o jogo de Tarô italiano, cujos talismãs de Salomão explicam e resumem os símbolos.

Os talismãs podem, cada um em particular, servir de instrumento (magico) magnético e representar uma vontade análoga ao nome divino cuja explicação se encontra sob cada talismã.

É preciso observar que as dezenas que se encontram no tarô não são desenhadas nos talismãs porque, sendo a dezena a síntese da unidade, está contida virtualmente na unidade de cada número.

As imagens dos talismãs podem ser gravadas em sete metais ou desenhadas em pergaminho virgem, depois consagradas e magnetizadas segundo uma intenção muito precisa.

Desta forma, serão criados focos de luz astral, perfumados com os perfumes do ritual e mantidos em seda ou em recipientes de vidro para que não percam sua força.

Eles não devem ser emprestados ou dados, a menos que tenham sido feitos em nome de outra pessoa e de acordo com ela.

Servem para afastar ilusões e miragens de luz. Os espíritos errantes estremecem diante deles porque são símbolos fixos, personagens do verbo que é por si mesmo e que comanda vitoriosamente todos os espíritos.

Mas, para usar essas chaves corretamente, é necessário manter uma grande lucidez de espírito e uma grande pureza de coração. Caso contrário, eles se tornariam os instrumentos de uma maldição da qual o operador imprudente ou culpado seria a primeira vítima.

AS CHAVES MAIORES E CLAVÍCULAS

A TAU SAGRADA OU CHAVE UNIVERSAL.

COMENTARIO A RESPEITO DA CHAVE UNIVERSAL

Este símbolo de Levi vem aqui expor algumas questões importantes que podem ajudar ao leitor elucidar algumas ideias que Levi tinha a respeito das clavículas, em seu nível simbólico direto vemos as letras Yod, He, Vav, He, do tetragrama divino expostas cada uma em uma direção, com elementos mágicos bem conhecidos do público atual tanto pelo taro quando pela magia cerimonial.

Yod acima e ao lado da Baqueta representação do fogo e da autoridade divina do comando, o mundo de Aziluth ou ainda o mundo dos arquétipos, e graças a Taça que representa o elemento agua, sabemos que a ponta direita é a sequência e representa o mundo de Briah do mundo formativo ou da criação,  a próxima letra na sequência é Vav ao lado da espada que é um naipe e ferramenta mágica do ar, que também representa o mundo de Yetzirah, o mundo formativo e por fim nos temos ultimo He ao lado da moeda ou Pantáculo que são relacionados ao elemento terra, a realização material, ou ainda o muito material.

A cruz tau para Eliphas Levi estava associada ao Universo, sendo o seu criador (através do seu nome impronunciável) e principio e o universo o fim ou a sua manifestação material, Alfa e Ômega, sendo o magista então uma representação do próprio Deus que o criou sua imagem e semelhança, para dominar todas as coisas, por conta da representação dos quatro elementos que são todas estas coisas.

A seguir e a esquerda vemos um símbolo que parece uma cruz com um P e do seu lado na parte inferior a letra Alfa e Ômega, este símbolo chama-se Tau Rho que é um dos dois monogramas de cristo, sendo o Tau Rho a imagem de Moises com seus braços estendidos e o alfa e o ômega a representação do cristo ajudando o homem, vemos ao mesmo tempo um X pontilhado dando a ideia da transformação do estaurograma (sacrifício) no  cristograma (redenção) também conhecido por Chi Rho, que é o símbolo mais conhecido como monograma do Cristo.

Do lado direito da cruz Tau vemos o símbolo geomantico de conjunctio e dentro dele escrito Bara-Taish ( ) que é uma expressão cabalística que alude a baphometh ou o iniciado, o desperto e conhecedor dos mistérios ou ainda Bereshit ( ) que alude as primeira palavras do início do livro de gênesis “No princípio”, mas essa expressão aos judeus, que por sua vez alude ao bode que foi levado para ser sacrificado pelo patriarca Abraão e está ligada a uma ideia de lascívia (luxuria) divina em sua criação.

O SHEM HA MEPHORASH[1]

Toda a ciência está numa palavra e toda a força num nome.

A inteligência deste nome é a ciência de Salomão e a luz de Abraão.

Ninguém conhece Deus em sua essência, a não ser ele mesmo.

Mas a Ciência absoluta está no conhecimento dos nomes divinos que são todos formados a partir de um único nome.

Esta ciência é o que ela chama, o Shem Há Mephorasch ou nome explicado.

O Esquema ou nome incomunicável é composto de quatro letras.

  • Todo o poder (força) está em um, Yod.
  • Seu reflexo está em outro, He.
  • É explicado pelo terceiro. Vav.
  • É fertilizado pelo quarto. He

É formado com vinte e quatro pontos que são as vinte e quatro alegorias antigas de São João.

  • Cada ponto tem três linhas.
  • Há então sessenta e dois traços.

Sessenta e dois nomes são formados, que são escritos dois a dois em trinta e seis talismãs.

OS TRINTA E SEIS TALISMÃS

Estude cuidadosamente os hieróglifos e as letras sagradas dos trinta e seis talismãs e escreva ao redor de cada um deles um versículo bíblico de sua escolha, aquele que melhor expressa para você[2] a virtude das letras e dos nomes (números).

Esses talismãs fixam o espírito, fortalecem o pensamento e servem de sacramento à (verdadeira) vontade.

Os espíritos de todas as hierarquias estão em comunhão com aquele que entende e usa corretamente esses sinais.

TALISMÃ 01 – O PRIMEIRO PRINCIPIO

01 VEHUIAH/ 04 ELEMIAH [3]

[4]

TALISMÃ 02 – AJUDA DO SALVADOR

02 JELIEL / 05 MAHASIAH

TALISMÃ 03 – ESPERANÇA DIVINA

03 SITAEL / 06 LELAHEL

TALISMÃ 04 – QUATRO VEZES PAI

07 ACHAIAH / 10 ALADIAH

TALISMÃ 05 – RAZÃO DE CULTO

08 CAHETEL / 11 LAOVIAH[5]

TALISMÃ 06 – CONSOLO DIVINO

09 HAZIEL / 12 HAHAIAH

TALISMÃ 07 – BASE DE TODA A GRANDEZA

13 YESALEL[6] / 16 HEKAMIAH[7]

TALISMÃ 08 – PROVIDENCIA

14 MEBAHEL/ 17 LAUVIAH[8]

TALISMÃ 09 – CONSOLADOR

15 HARIEL / 18 CALIEL

TALISMÃ 10 – O AMOR

19 LEUVIAH[9]/ 22 IEIAIEL[10]

TALISMÃ 11 – A SALVAÇÃO

20 PAHALIAH / 23 MELAHEL

TALISMÃ 12 – A BONDADE

21 NELCHAEL / 24 HAHEUIAH[11]

TALISMÃ 13 – A FORÇA DO BEM

25 NITH-HAIAH[12] / 28 SEHEIAH

TALISMÃ 14 – O ARCANO DO AMOR

26 HAAIAH / 29 REYEL[13]

TALISMÃ 15 – PACIENCIA

27 IERATHEL[14] / 30 OMAEL

TALISMÃ 16 – CIENCIA DO AMOR

31 LECABEL / 34 LEHAHIAH

TALISMÃ 17 – AMOR DO JUSTO

32 VASAHIAH[15] / 35 CHAVAKIAH

TALISMÃ 18 – HIERARQUIA DO AMOR

33 IEHUIAH[16] / 36 MENADEL

TALISMÃ 19 – FORÇA QUE FECUNDA

37 ANIEL / 40 IEIAZEL[17]

TALISMÃ 20 – EQUILIBRIO POLITICO

38 HAAMIAH / 41 HAHAHEL[18]

TALISMÃ 21 – PAZ UNIVERSAL

39 REHAEL / 42 MIKAEL[19]

TALISMÃ 22 – IMPERIO DO VERBO

43 VEULIAH[20] / 46 ARIEL[21]

TALISMÃ 23 – A NOVA JERUSALEM

44 YELAIAH[22] / 47 ASALIAH[23]

TALISMÃ 24 – HARMONIA

45 SEALIAH[24] / 48 MIHAEL[25]

TALISMÃ 25 – VITORIA

49 VEHUEL / 52 IMAMAIAH[26]

A PARTIR DESTE PONTO O LIVRO PÁSSA A SER UMA RECONSTRUÇÃO, POIS ESTA PARTE É AUSENTE NO ORIGINAL OS SIGILOS SÃO OS MESMOS USADOS NO LIVRO “the kabbalistic and occult tarot of eliphas levi” E EM “The Science of the Kabbalah” de Lazare Lenain

TALISMÃ 26 – O SEGREDO DO VEICULO

50 DANIEL / 53 NANAEL

TALISMÃ 27 – O SEGEDO DA CRIAÇÃO

51 HAHASIAH / 54 NITHAEL

TALISMÃ 28 – O MAIS SAGRADO

55 MEBAHIAH / 58 IEIALEL

TALISMÃ 29 – OS ANEIS DA ALIANÇA

56 POIEL / 59 HAHAEL

TALISMÃ 30 – OS TRES ANEIS LUMINOSOS

57 NEMAMIAH / 60 MITZRAEL

TALISMÃ 31 – VONTADE

61 UMABEL / 64 MEHIEL

TALISMÃ 32 – SABER

62 IAH-HEL / 65 DAMABIAH

TALISMÃ 33 – OCULTISMO

63 ANAUEL / 66 MANAKEL

TALISMÃ 34 – REALIZAÇÃO

67 AYEL / 70 YABAMIAH

 

TALISMÃ 35 – EQUILIBRIO

68 HABUHIAH / 71 HAIAIEL

TALISMÃ 36 – FORÇA CONTRA OS TERRORES DA MORTE

69 ROCHEL / 72 MUMIAH

A partir deste ponto o este livro volta a ser uma tradução fiel ao original.

AS LETRAS SAGRADAS

Correspondem as figuras simples do Tarô

(O rei de paus, o Pai)

(O rei de copas, o esposo da mãe)

(O rei de espadas, O principe do amor)

(O rei de ouros, o pai de criação)

(A rainha de paus, a esposa de seu pai)

(A rainha de copas, a mulher que é dona de si mesma)

(A rainha de espadas, A princesa do amor)

(A Rainha de ouros, a mãe dos seus filhos)

(O cavaleiro de paus, Conquistador de poder)

(O cavaleiro de Copas, o conquistador da felicidade)

(O cavaleiro de espadas, o conquistador do amor)

(O cavaleiro de ouros,  o conquistador de obras)

(O valete de paus, escravo do homem)

(O valete de copas, o escravo da mulher)

(O valete de espadas, escravo do amor)

(O valete de ouros, o escravo das crianças)

OS NÚMEROS SAGRADOS

Comentário: Eliphas Levi coloca algumas atribuições que para nós estudantes atuais de cabala são completamente estranhas, tal como o Sol e Kether, Chockmah a esquerda sendo a Lua, e Binah a direita sendo Vênus, e isso pode nos causar tamanha estranheza, contudo é exatamente o que está descrito aqui.

AS LETRAS SAGRADAS OU AS CHAVES MAIORES

Os dez nomes e as vinte e duas letras formam trinta e dois caminhos da ciência universal.

A LETRA ALEPH

(Hieróglifo- o menestrel)

(O PENTACULO DO EDEN, PROTOTIPO DAS LETRAS SAGRADAS)

A LETRA BEITH
(A alta sacerdotisa)

(o binário é o primeiro número, é a unidade somada a ela mesma[27])

A LETRA GUIMEL
(O Terciário —  a mãe (gravida) — a geração)

(O primeiro grande número sagrado.

O triangulo de Jeová.
O mercúrio dos sábios.)

A LETRA DALETH

(O quaternario – a quadratura)

(O número do ciclo perfeito.
A cruz filosófica.
O fogo Elemental dos sábios.)

A LETRA HE
(Número cinco das letras e quinze dos caminhos)

(O número da ciência do bem e do mal.
A letra da mulher da religião.
O pentagrama angelico ou diabolico.)

A LETRA VAV
LINGHAM
(A flecha do amor — O lingham[28])

(O número do antagonismo e da liberdade. A união. O trabalho. Semana da criação)

A LETRA ZAÏN
(O septenio sagrado)

(O número completo da cabala. O espirito e a Forma. As três potencias do Ternário e suas quatro relações)

A LETRA HETH
(O equilíbrio universal)

(O tetragrama com seu reflexo. A estaca dupla. O quaternário multiplicado pelo binário)

A LETRA TETH
(O número da hierarquia)

(Nove

O número do iniciado.
o grande número magico.)

A LETRA JOD

(O número da criação do reino)

(Malkuth. O reino de Deus. O universo visível. O princípio natural das coisas sobrenaturais)

A LETRA KAPH
(O número da força)

(A unidade sintética
o homem feito.
A virilidade.
A idade da razão.)

A LETRA LAMED
(O número do ciclo perfeito)

(A realização.
O sacrifício
A consumação.
A crucificação.
O espirito que se desprende da matéria.)

A LETRA MEM
(O número treze, a morte)

(O renascimento
A imortalidade pela mudança.
A transmutação.)

A LETRA NUN
(Os afetos — As misturas)

Fig112

(Formas temperadas pelo equilíbrio.
A harmonia das misturas.)

A LETRA SAMEKH

(O número quinze — a serpente astral)

(A vida física e mortal.
O movimento continuo. O grande agente magico.)

A LETRA GNAYN
(O número dezesseis, o grande equilíbrio)

(Destruição pelo antagonismo.
Equilíbrio dos grandes poderes.)

A LETRA PHE
(O número dezessete)

(A natureza imortal e uma em sua diversidade.
A fecundidade eterna.)

A LETRA TSADE
(O número dezoito)

(Distribuição hierárquica da luz.
O ocultismo.
O dogma.
Os misterios.
O esoterismo.)

A LETRA COPH

(O numero dezenove)

(A verdadeira luz.
A verdade.
A cidade santa.
O ouro filosófico.)

A LETRA RESCH
(O número vinte)

(O reconhecimento de todo o grande arcano da vida eterna.)

A LETRA SCHIN
(nenhum número)

(A fatalidade. A cegueira o louco. A matéria abandonada a si mesma)

A LETRA TAV
(O número vinte um)

(tres vezes o sete, o absoluto, o resumo de toda a ciencia universal.)

OS ESPIRITOS E AS CONJURAÇÕES

OS ESPÍRITOS

Os espíritos são as inteligências secundarias, ou seja, criadas. Eles são de três tipos, fixos, errantes e mistos. Os fixos são puros espíritos libertos das leis que regem a matéria. Os andarilhos são os que flutuam na luz astral. Os mistos são os andarilhos que trabalham e conseguem se fixar em parte. Entre os fixos, pode-se distinguir os muito puros, os mais puros e os mais puros.

Entre os mistos: os dominantes, os militantes e os dominados. Entre os andarilhos: os motoristas, os inconstantes e os animados.

Os fixos são os anjos.

Os mistos” são os homens inteligentes.

Os andarilhos são os homens brutos.

Os espíritos se atraem e se governam hierarquicamente.

Eles estão ligados por correntes e círculos. Entrar em um círculo é jurar com os espíritos do círculo. Ao conjurar espíritos superiores, você não os atrai para você, você se eleva até eles. A conjuração por evocações só pode ser exercida em relação a espíritos inferiores. Para conjurar os espíritos superiores é preciso dar-se a eles, para conjurar os espíritos inferiores por evocação, é preciso constrangê-lo. Para nos dar.

Os Espíritos superiores são evocados fazendo-lhes sacrifícios, ou melhor, comprometendo-se assim a nos evocar. Os espíritos inferiores são evocados ao lisonjear suas avidezes ou suas atrações. As palavras nada mais são do que fórmulas que servem para fixar à vontade.

Os espíritos inferiores ao homem são os elementais e os andarilhos de última ordem. Os antigos teurgistas os chamavam de demônios. Esses demônios são mortais e tentam viver às nossas custas, procuram o esperma e as efusões de sangue, o vapor da carne e temem a ponta e o fio das espadas.

A hierarquia dos espíritos é infinita. Rila começa em Deus que não tem começo em nada – ou seja, ela não começa. As estrelas têm almas astrais, os sóis têm almas solares, e os universos são governados pelos Elohim vivos, os deuses que estão em Deus. A vida dos espíritos é uma contínua ascensão e mutação, sobem e descem na grande escala simbólica de Jacó.

Os anjos, governantes espirituais das estrelas, ascendem ao governo dos sóis e são substituídos pelo chefe das almas.

As cabeças das almas são os sucessivos reis da humanidade. O chefe das almas da terra leva o nome de Métatron Sarpanim, que significa príncipe das luzes. O chefe das almas não morre, ele sobe vivo para o rio. Enoque foi, em tempos após a criação de Moisés, o primeiro elevado ao posto de Metatron Sarpanim.

Depois de Enoque, reinou Moisés.

Depois de Moisés, Elias.

Depois de Elias, Jesus.

Todos os Metatrons devem ter dois reinados, eles retornam à terra depois de passar por todas as esferas do nosso sistema solar. É por isso que o retorno de Enoque e Elias precederá a segunda vinda de Jesus.

Em seu primeiro advento, Jesus se revelou como sumo sacerdote. Em seu segundo advento, ele se revelará como Rei.

Ele era o Cristo.

Ele deve ser o Messias que os judeus têm razão para esperar. Foi Enoque quem, no Sinai, deu a lei divina a Moisés. Moisés e Elias, no Tabor, ensinaram a Jesus os grandes mistérios da revelação cristã. Jesus transmitiu a iniciação a São João Evangelista e é por isso que este apóstolo deve permanecer até o segundo advento de seu mestre. Em tempos de decomposição, os espíritos inferiores se manifestam como vermes em cadáveres.

Eles são evocados pela corrupção e sendo devorados por eles. Estes são os vampiros de almas insalubres. Essas decomposições sempre precedem e anunciam a chegada à terra de um espírito regenerador na pessoa do Metatron Solar. As mesas falantes e os espíritos se debatendo anunciaram o retorno de Enoque. Ele virá quando o papado perder sua autoridade no mundo e os cabalistas brilharem. O advento de Elias seguirá de perto o de Enoque e então Jesus, o Salvador do mundo, virá à terra pela segunda vez.

Ele será precedido pelo Anticristo, cuja missão será preparar o grande império temporal do revelador do Evangelho.

A luz astral formiga nos espíritos elementais, pois uma nova criação está sendo preparada. As chaves de Salomão são encontradas e os mistérios da alta Maçonaria são explicados.

Uma escola, cujos primórdios são ainda mais obscuros e quase invisíveis, será formada no império eslavo, na Alemanha e na França. Em um século, esta escola terá sete mil seguidores e seu último Grão-Mestre será Enoque.

Enoque aparecerá no ano dois mil do mundo cristão. Depois e! O messianismo fiel que ele será o precursor, florescerá na terra por mil anos. Essas previsões são o resumo de todas as profecias e de todos os cálculos cabalísticos… elas devem ser mantidas em segredo para não expor as mais respeitáveis ​​obras do gênio humano e da ciência divina às profanações da ignorância.

Terminou no dia quinze de novembro, o décimo sétimo das calendas de dezembro, o último mês do ano sagrado.

ELIPHAS LEVI

Paris, 1860.

 Notas

Copiado para uso exclusivo e pessoal do Sr. Barão de Spedalieri, em outubro e novembro de 1861.

[1] Eliphas Levi aqui comente um erro estranho a alguém tão letrado em cabala e diz que o shem do inicio do shem há mephorash significa esquema (schem).

[2] Foram usados os versículos originais dos salmos que compõe os nomes dos 72 nomes divinos em cada um dos talismãs, o significado e uso de cada um dos 36 talismas esta no apêndice no final do livro.

[3] Eliphas levi escreve este nome como Chalamiah

[4] Todos os amuletos devem ser feitos dupla face, e são para serem usados no pescoço, são talismãs e não sigilos evocatórios.

[5] Eliphas levi grafa este nome de maneira errada como:

[6] EZALEL segundo Levi

[7] HACKAMIAH segundo Levi

[8] LOVIAH segundo levi

[9] LEVIVIAH segundo Levi

[10] JEJAHEL segundo Levi

[11] HAHUIAH segundo Levi

[12] NITHAIAH segundo Levi

[13] REJAJEL segundo Levi

[14] JERATHEL segundo Levi

[15] VASARIAH segundo Levi

[16] JEHUJAH segundo Levi

[17] JEJAZEL segundo Levi

[18] HAHAEL segundo Levi

[19] MICHAEL segundo Levi

[20] VAVALIAH segundo Levi

[21] NGARIEL segundo Levi

[22] JELAIAH segundo Levi

[23] AZALIAH segundo Levi

[24] SEATHIAH segundo Levi

[25] MEHIEL segundo Levi

[26] IMAMIAH segundo Levi

[27] Em francês falava-se sobre multiplicação, mas no desenho vemos uma adição.

[28] Não encontrei o significado dessa palavra


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

As Chaves Maiores e as Claviculas de Salomão (pdf)

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/as-chaves-maiores-e-as-claviculas-de-salomao/

Introdução ao Shintoismo

O Shinto ou shintoísmo, a religião nacional do Japão, denominada mais corretamente pelos japoneses “Kami-no Michoi”, que significa “o caminho dos deuses”. Traduzida esta frase para o chinês, temos Shin-tao, cuja abreviação é Shinto, seu nome popular mesmo no Japão.

Muitas pessoas que são religiosas gostam de negar isso. “Eu? Não sou religioso”, dizem, “sigo o Jesus, Nosso Senhor… Mas isso não é religioso, é um fato histórico”. Assim dizem. E os xintoístas também são particularmente improváveis ​​de ver seu comportamento como sendo “religioso”. Eles podem ter seu carro purificado, podem ter pedido boa sorte ao deus local antes de seus exames de admissão na universidade ou fazer investimentos, provavelmente vão a um santuário todos os anos no dia de Ano Novo. Eles podem até pedir ajuda espirituais com empréstimos se precisarem de algum dinheiro. Mas se perguntados se eles são religiosos, eles dirão: “Quem eu? Isso não é religião. Isso é apenas um costume. Apenas, bem, a coisa normal a se fazer”.

Para verificar o fato de que os praticantes xintoístas não veem seu comportamento como religioso, realizei uma pesquisa perguntando aos visitantes de um santuário xintoísta “Você acredita em Deus?”, “Você é religioso?” e ​​”Quanto dinheiro eu daria tenho que pagar para você ir para casa hoje sem ter orado?”. Enquanto aqueles que responderam “sim” às duas primeiras perguntas foram a minoria, à terceira pergunta, todos, exceto um dos 40 entrevistados, responderam “Eu não iria para casa sem orar, não importa quanto dinheiro você me desse”. Era evidente que alguns dos alguns dos entrevistados ficaram levemente ofendidos por serem questionados. O único entrevistado que teria dispensado o dinheiro para ir para casa sem orar se definiu como cristão.

A partir disso, fica claro que: aqueles que praticam o xintoísmo não o consideram uma religião, mas também não consideram seu comportamento totalmente secular e mundano. As razões pelas quais o xintoísmo não é visto como religião são várias. Principalmente, a imagem de uma religião mantida por muitos japoneses é a de uma organização à qual se filia e que estipula várias maneiras de se comportar de acordo com algum tipo de ensinamento ou escritura.

Se o xintoísmo já teve uma organização, hoje não tem mais. Ao xintoísmo sempre faltou uma escritura além dos mitos que explicam a origem do Japão, mas não são proscritivos de forma alguma. As escrituras japonesas compõem-se de duas secções: o Kojiki ou “Registros de Assuntos Antigos”, e o Nihon-gi, as “Crônicas do Japão”, elaborada no oitavo século de nossa era.

Além de mitos e lendas desse tipo, o xintoísmo quase não tem tradição oral. Sem uma organização e qualquer formulação linguística de como se deve se comportar, o xintoísmo é particularmente transparente. Tudo o que o xintoísmo parece possuir é uma tradição corporal – um vê o corpo do outro, imita e a prática é transferida. A oração é uma questão de movimento – diante de Deus a pessoa se curva duas vezes, bate palmas duas vezes e se curva novamente. As festas xintoístas estão predominantemente ligadas ao calendário – a festa do ano novo, a festa da colheita – e, portanto, não parecem exigir qualquer justificação pela escritura ou como evento comemorativo.

Embora o xintoísmo seja muito diferente das religiões judaicas e até mesmo do budismo indiano, na minha opinião ele contém pontos em comum suficientes para permitir que seja comparado a eles e seja chamado de religião. No xintoísmo há oração e adoração a algo transcendente, que não faz parte do mundo físico mundano. E mais do que isso, o xintoísmo como o cristianismo e outras religiões do mundo tem, acredito, uma estrutura que firma a sociedade japonesa e em particular a família, da mesma forma que a “filosofia” do cristianismo estrutura as sociedades do ocidente cristão.

Totemismo Geográfico

A religião popular venera a sagrada montanha, Fuji-Yama. Religião e patriotismo acham-se tão intimamente entrelaçados, que vários governantes têm sido considerados praticamente deuses. Nas casas xintoístas existe em geral um pequeno altar consagrado aos deuses locais, o kamidana. Em cima deste altar encontra-se muitas vezes um amuleto oriundo do santuário local, do Grande Santuário de Ise e em alguns casos. Para encurtar a história, acho que o xintoísmo pode ser melhor entendido como uma forma de totemismo geográfico. Como mencionado acima, o sagrado no xintoísmo está quase invariavelmente ligado a uma determinada localização geográfica. No xintoísmo, Deus é algo que você pode apontar, está “lá”. O santuário ou “jinja” contém ou consagra uma coisa, mas também é um local sagrado. O corpo divino do santuário pode ser uma montanha, uma árvore, uma rocha ou outra característica natural, mas o mais importante será a coisa naquele lugar. E esse lugar cria uma atmosfera particular. O deus ou deuses que residem lá podem ter certas qualidades para conceder certos benefícios. Mas, acima de tudo, a característica fundamental de um santuário é o ponto geograficamente definido no espaço. Todos os aspectos do local sagrado: sua abordagem, seus limites, suas camadas são todos delineados de forma a enfatizar sua localização. Ao entrar na fronteira lava-se as mãos e a boca. A pessoa entra no santuário com o pé esquerdo primeiro e antes de sair se curva. De um modo geral, tradicionalmente se adora apenas o deus ou deuses do santuário localizado na proximidade geográfica de sua casa. E o mais importante, considera-se filho daquele santuário, daquele local.

É uma coisa impressionante acreditar ser filho de um local. Freud e Durkheim consideravam uma forma semelhante de “totemismo geográfico” como a mais “primitiva”, ou seja, a mais antiga forma de religião encontrada na sociedade humana, uma vez que, nas sociedades da Austrália central, os membros das tribos negavam a existência da paternidade. Aqui eu não considerarei as possíveis conexões entre o culto a um lugar e a ausência da crença na paternidade, exceto para notar que a paternidade também foi muitas vezes dita ter sido fraca ao longo da história japonesa (além do período Meiji e pré-guerra) e até mesmo ” ausente” no atual Japão. Em vez disso, concentro-me simplesmente na natureza localizada do xintoísmo e mostro como isso reflete, e pode-se dizer, que teve um efeito profundo na sociedade japonesa.

Sociedade Japonesa e Lugar

O título do livro tremendamente popular de Nakane Chie sobre a sociedade japonesa “Tateshakai no Ningen Kankei” (Relações humanas em uma sociedade verticalmente orientada) parece descrever o Japão como uma hierarquia – um equívoco que Nakane se esforçou para corrigir em suas publicações subsequentes. Ele fez as seguintes duas afirmações. O alicerce fundamental da sociedade japonesa não é o indivíduo no sentido ocidental, mas o pequeno grupo. A característica distintiva dos pequenos grupos japoneses é que eles contêm o elemento essencial de um espaço, um lugar onde são fundados. Alguns exemplos de como uma importância dada aos lugares são os seguintes:

O casamento foi descrito como “Vai ser uma noiva” no sentido de que não era um arranjo entre o marido e a esposa, nem mesmo entre a esposa e a família do marido, mas um movimento físico pelo qual uma pessoa entra e se torna um membro da família de outro espaço doméstico. Pode-se descrever o marido ou a esposa como “uchi no hito” a pessoa da minha casa.

Os casamentos japoneses são entre casas no sentido que só se mantêm na Grã-Bretanha pela aristocracia. A linhagem da família japonesa é por vezes descrita como sendo uma linhagem dupla (com linhas de descendência matrilinear e patrilinear) mas na verdade é mais correcto dizer que a família japonesa é, como um estudioso japonês a descreve, “linear segundo a casa” – ou seja, a linha de descendência é determinada por quem mora na casa.

A família japonesa ainda mantém a antiga tradição japonesa de manter um “honseki” ou registro de onde as pessoas são originárias. Agora que este registro foi assumido pelo sistema legal estadual, é possível mover o registro, mas o casamento ainda significa mover fisicamente a documentação para o registro de outra família. Este não é simplesmente o local de nascimento de um agrupamento social geograficamente definido que se poderia chamar de “lugar de família”.
Não se pergunta a alguém “Em qual empresa você trabalha” mas “Onde (é a) empresa em que você trabalha”

Todos os grupos, sejam eles clubes universitários ou grupos de pesquisa, sentem-se carentes, a menos que tenham um lugar, um ponto de apoio, algum lugar onde possam chamar de lar.

Os japoneses são muito sensíveis ao lugar e ao comportamento apropriado em relação a esse lugar. O comportamento aceitável em um local é inaceitável em outro. No local de trabalho, a pessoa é encorajada a se comportar de maneira altamente respeitosa em relação ao seu chefe. Depois do trabalho, enquanto estiver no local de trabalho, a situação não muda. Mas assim que alguém se muda para o bar, a maneira de comportamento provavelmente mudará radicalmente na medida em que a distinção entre patrão e trabalhador pode se dissolver. As regras são limitadas ao local.

Exemplos mais extremos são a tolerância japonesa de distritos da luz vermelha e sindicatos do crime. Se o bordel é uma certa parte da cidade, então é aceitável. Se o sindicato do crime organizado colocar uma placa dizendo “estamos aqui”, desde que todos saibam onde estão, até eles são aceitáveis.

Por outro lado, aqueles que não são aceitáveis ​​na sociedade japonesa, por exemplo, o burakumin (um nome que quando traduzido literalmente significa as pessoas nômades) são novamente confinados a um lugar. Diz-se que os burakumin são párias por causa de seu envolvimento com o abate de gado e tratamento de couro e outras atividades consideradas impuras pelo budismo japonês. Mas eles também são impuros em virtude de onde eles vêm. Eles vêm do lugar impuro. Eles são delineados do resto da sociedade precisamente por onde eles vêm.

O sumô, esporte nacional do Japão, consiste em uma batalha pela defesa de um espaço, que é sagrado. Este ano, foi recusada ao major de Oosaka permissão para entrar no ringue de sumô, pois, como mulher, ela é considerada impura. Mas isso é outra história.

Em suma, podemos chegar a dizer que no Japão, devido à natureza politeísta geograficamente localizada de sua religião xintoísta, não há deus universal nem regras universais. Em vez disso, existem normas de comportamento definidas localmente.

Xintoísmo e a Família Japonesa

A conexão entre essas características da sociedade japonesa e o xintoísmo deve ser clara. A adoração de locais sagrados estimula os japoneses a terem certos valores e certas formas de ver a organização – principalmente em termos espaciais. As pessoas são vistas como unidas pelo fato de compartilharem o mesmo ambiente, a mesma atmosfera, o mesmo espaço. A manutenção desses espaços e ambientes é considerada importante. A religião xintoísta fomentou essa forma de perceber o mundo. E essa forma de perceber o mundo encorajou o povo japonês a manter a religião xintoísta. No caso específico da família, os membros da família são definidos e vinculados à família por sua atitude compartilhada em relação ao lar. São pessoas que voltam para casa em um determinado lugar e se esforçam para manter e melhorar as condições nele. Ao fazê-lo, eles acreditam que viverão felizes e harmoniosamente de acordo com sua natureza. Isso é simplesmente, do ponto de vista xintoísta, o que os humanos fazem. Ou melhor, isso é simplesmente o que é natural para os humanos japoneses, ou seja, humanos que são da região geográfica Japão. O conceito de “humano” é um conceito não espacialmente limitado e, portanto, sob essa visão de mundo, um tanto falso. Os americanos, que cresceram em um ambiente diferente, são diferentes.

Defini o xintoísmo como uma forma de totemismo geográfico e, por sua vez, como espaço-centrismo ou orientação para o lugar. Mas isso é suficiente? De que estrutura precisa uma sociedade? Os princípios do cristianismo são bastante simples. Os seres humanos são todos filhos de um deus e todos eles têm o mesmo “amor” é são considerados uma unidade até mesmo com o próprio deus). Esta fórmula é simples e, no entanto, suficiente para organizar as sociedades de uma forma muito diferente do Japão. Sob o princípio do amor, homens e mulheres ocidentais podem ser unidos em casamento sob a presunção de ter o mesmo objetivo cristão.

Do ponto de vista japonês, esse suposto objetivo do cristianismo é falso, visto que homens e mulheres são vistos como tendo objetivos diferentes. Assim como do ponto de vista cristão é falso pensar que os humanos têm a propensão natural para criar e delinear lugares sagrados.

Xintoismo Hoje

O decorrer da história impôs ao povo japonês a revisão de seu credo. Nos últimos cinqüenta anos o facilismo que distinguira o shinto por tanto tempo, tem sido suprimido em grande parte. A partir do século sexto, o confucionismo e o taoísmo vieram da China. Na mesma época o budismo chegou ao país via Coréia, quando o rei de Paekche enviou uma estátua do Buda e cópias das suras ao imperador japonês.  Os xintoístas não viam conflito entre suas práticas e estas filosofias e logo todas foram liberalmente mescladas.

Com o tempo o budismo se sobressaiu, mas a religião tradicional não despareceu.

No século dezoito ocorreu uma grande revivificação do xinto, sob os auspícios dum grupo de intelectuais, que logrou restaurar em grande parte a religião nativa.. Nessa reformulação os  budas foram interpretados como kami encarnados, que assim deixavam o seu estado original para descerem à terra em benefícios das pessoas. Durante a era Meiji floresceu uma ideologia profundamente nacionalista e escolha de uma religião oficial recaiu sobre o xintoísmo, já antes aclamado como a religião nacional e desde então considerada pelo regime como superior a todas os outras. Aos poucos o xintoísmo de Estado promoveu uma laicização do xintoísmo, tornando um dever cívico de reverência ao Estado e ao imperador.

O xintoísmo estatal durou várias décadas e ainda reflete na cultura nacional. Em 1946, foi proclamada a nova constituição e o imperador foi destituído de todas as prerrogativas divinas e de todo o poder político, tornando-se apenas símbolo da unidade nacional.   Neste mesmo ano foi fundada em Tóquio a Associação dos Santuários (Jinja honchó) e desde então o xintoísmo tem experimentado um retorno as bases locais.

Contudo esta época assistiu também o retorno de religiões estrangeiras, incluindo agora as religiões ocidentais como o cristianismo. A tendência liberal dos shintonistas para com outras  doutrinas, converteu-se recentemente num movimento ambicioso visado fazer do shinto uma religião universal, compreendendo não só o budismo, confucionismo e taoísmo, como também os credos de Muhamad e Jesus. O Xintoísmo hoje pensa globalmente mas continua agindo localmente. Isso é possível porque existem “oitocentas miríades” de deuses, ou seja tantos quanto existem famílias, comunidades e locais sagrados espalhados pelo planeta. Como disse Madre Teresa: “Se você deseja mudar o mundo, vá para casa e ame a sua família.”

Fonte: http://www.nihonbunka.com/shinto/

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/introducao-ao-shintoismo/

A Kabbalah Hermética e todos os Sistemas

Olá Crianças,

João está conduzindo seu carro a 90km/h. Junto dele, Pedro está pilotando a 20m/s. Maria viaja a 50 milhas por hora; Sargento Rock está a 55 clicks/hora, Crowley viaja 123.910 cubitos reais egipcios por hora; a Alex está a 200.000.000.000 angstrom/seg. Frater Alef dirige seu porshe a 583 estádios espanhóis/hora; John está a 328.083 pés/hora e Arcturus a 337.837 pés romanos por hora; Capitão Barbossa veleja a 17.8 ligas nauticas enquanto John Dee trafega a 20,30 leguas espanholas pré 1568 por hora. Ashtar Sheron junta-se à turma a 1.0577248072e-11 anos-luz/hora. Após algumas horas de viagem, como sabemos onde cada um deles está?

A resposta é simples: Podemos escolher um Sistema qualquer e converter os outros para ele e recalcular a posição de cada um dos veículos a cada determinado instante, porque Sistemas nada mais são do que modelos de reprodução da realidade, mesmo entre 300 sistemas métricos existentes!

Na Magia, não tem como ser diferente, visto que Sistemas Magísticos nada mais são do que a tentativa de reprodução da realidade astral dentro de contextos culturais-temporais. Assim sendo, existe uma Realidade independente de Sistemas e os diversos nomes que as pessoas foram dando para estas entidades, manifestações e eventos ao longo da história do Planeta.

Encontrando-se as chaves, encontram-se as correspondências. No começo do século XX, quem começou a estruturar estas correspondências foi a Golden Dawn. Hoje em dia, aqui no Brasil, temos continuado este trabalho de uma maneira muito mais prática, em aliança com a Umbanda e com Guias Espirituais que possuem uma facilidade muito maior que a nossa para enxergar e traduzir estas energias para um Sistema que seja compreensível. O Arcanum Arcanorum e o Projeto Mayhem têm sido pioneiros nestas pesquisas, tendo gerado Lamens e Tabelas de correspondência que estão muito à frente de qualquer coisa existente em outras Ordens. E este material está disponível gratuitamente na net. Nosso propósito é expandir o conhecimento para quem quiser nos ajudar a avançar mais. Eu poderia ter chamado isso de “Kabbalah do Arcanum Arcanorum”, já que fizemos a maior parte do trabalho de conversão e pesquisa, mas nosso ego não é tão grande assim, então preferimos chamar de Kabbalah Hermética, ou Árvore da Vida. Uma estrutura capaz de organizar e correlacionar todos os Deuses, Arquétipos e Sistemas Magísticos da História da Humanidade.

É claro que estamos organizando uma estrutura que existe em 5D ou 6D para uma tabela 2D, talvez 3D ou no máximo 4D e sempre teremos de fazer ajustes… Ogum não é Marte, que não é Thor e nem Ares ou Hefestos ou a Ira, o Rigor ou o Han Solo… cada um deles possui uma faceta espaço-tempo-cultural do Arquétipo de GEBURAH, que é a soma de todas estas energias e panteões. Como observar uma jóia através de cada uma de suas facetas esculpidas e compreender um pouco do todo. Alguém que gasta seu tempo querendo “provar” que “Ogum não é Marte” deveria gastar este mesmo tempo estudando mais…

Existem várias maneiras de se medir uma Onda
Isso é um trabalho enorme, pois se uma entidade está em um médium e se apresenta como “Exú tranca-Rua” ela poderia ser um Anjo Cabalístico, um Demônio da Goécia, um Kami ou mesmo um Anjo Enochiano e nem saber disso! Inclusive, em outro terreiro, ele poderia ser chamado de “Ogum de Lei” ou “Ogum de Ronda” ou ainda ser classificado como “Caboclo” e ainda ser a mesma energia. Conheci mais de uma Cabocla de Nanã que, ao chamá-las por seus nomes em grego, me foi permitido conversar com elas a respeito dos rituais na Grécia Pitagórica, pois possuía as chaves para esses estados de consciência. Já vi um rabino, de posse dos nomes de um exú, preparar um selo cabalístico que aprisionou a entidade em um círculo, demonstrando que a energia é a mesma, apenas se manifesta por nomes diferentes. Conheci uma entidade cigana cuja forma verdadeira é “música”… música consciente…

Recentemente, tenho visto muita baboseira no Facebook e em blogs thelemitas por ai defendendo que os Sistemas Magísticos são impossíveis de serem correlacionados entre si. Que Cabalá Judaica, Umbanda, I-ching, Enochiano, Runas e outros métodos não possuem correlação nenhuma e não podem ser tabelados. Uma idiotice maior que a outra… sinal de dogmatismo, total falta de pesquisa e preconceito com os sistemas que não conhecem; de egos inchados que querem falar “o sistema que eu estudo é único e diferente do dos outros” (pra não usar a palavra “melhor”, que eu também já li por ai algumas vezes…)

Outros acham que conhecer vários sistemas é fazer “mistureba” dos sistemas… (ok, talvez isso seja válido na Magia do Caos) e usam de Espantalhos para criticar o que não existe. Um mago deve ter domínio de Runas, Tarot, I-ching e Enochiano, mas não vai escrever os Hexagramas na Pirâmide porque não é assim que o ritual de evocação é feito. Um dia escrevo sobre as três conversas com Anjos Enochianos que já tive e o detalhamento do processo para vocês verem como funciona passo a passo.

Fazendo uma analogia simples, eu treinei 14 anos de kung fu, 3 anos de capoeira e 5 anos de karate, intercalando estas práticas com 10 anos de maçonaria, rosacruz, martinismo, templarismo e 20 anos de bruxaria inglesa. Não me lembro uma única vez de ter ido de kimono em uma cerimônia maçônica ou de ter usado meu avental maçônico ou roupa templária em um treino de kung-fu (e olhe que tem espada nos dois rituais! Como fazer para não confundir?) Também nunca confundi as roupas de treino de capoeira com kung-fu com karate, nem os equipamentos nem as armas ou demonstrações, por mais parecidos que alguns fossem!

Alguém pode alegar que eu tenho 151 de QI e que pessoas normais vão se confundir o tempo todo, mas a verdade é que eu NUNCA vi NENHUM maçom em toda a minha vida entrar em um templo vestindo roupas de kung-fu ou alguém praticando capoeira com roupas da rosa-cruz… por mais que alguns thelemitas gostem de acreditar nisso, mesmo pessoas comuns não misturam rituais em sua vida e não vão se confundir quando aprenderem sistemas diferentes de magia, se tiverem um bom professor que as instrua nisso.

Uma pena eu ter de gastar meu tempo para postar este texto cujas conclusões já são óbvias para qualquer estudioso de magia, porque esse pensamento caipira de separatismo e misticismo em relação a alguns sistemas (em especial I-ching e Enochiano) acaba atrasando e atrapalhando ainda mais as pesquisas, criando birras, dissidências e os famosos “campeonatos de Mestres”, nos quais os fanáticos, ao invés de aprenderem com dois mestres e sistemas diferentes, ficam tentando medir quem é o “mais poderoso” e o “mais sábio” e o “mais único” dos Sistemas…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-kabbalah-herm%C3%A9tica-e-todos-os-sistemas

Como montar um altar Xintoísta (Kamidana) – 神棚

Por Robson Bélli

No xintoísmo, um Kamidana (literalmente “prateleira de deuses”) é um santuário doméstico em miniatura para um kami doméstico ou um kami externo (de longe), como da cidade natal de alguém. Aqui está como montar um. (nota editorial: Confira o link ao lado para uma Introdução ao Shintoismo)

Consulte o clérigo xintoísta local. Ele pode abençoar sua casa e aconselhá-lo a obter e estabelecer um Kamidana. No entanto, já que você está lendo este artigo, assumimos que consultar um clérigo não é uma opção viável.

Selecione um local para o Kamidana em sua casa. Na maioria das casas japonesas, ele é colocado em uma prateleira no alto da parede, bem perto do teto. Deve ser a prateleira mais alta da sala. O Kamidana deve ficar de frente para o sul ou leste, e não estar em um banheiro. Se você  tiver um butsudana (altar budista), certifique-se de não colocar o Kamidana de frente para ele.

Adquira o Kamidana. Se você estiver no Japão, isso pode ser tão simples quanto comprar em uma loja de departamentos local. Se você não estiver no Japão, isso pode ser feito através de sites como amazon ou mercado livre. Eles custam de 5.000 a 40.000 ienes.

Compre os acessórios.

Os acessórios geralmente incluem dois pequenos pires, uma tigela com tampa, dois heishi (potes de saquê com tampa), um Gautama (jarro de água com tampa), dois vasos e, às vezes, dois castiçais. Com exceção dos castiçais, estes são geralmente de cerâmica branca. Os castiçais são geralmente de metal preto. Há também frequentemente dois vasos de cerâmica de estilo chinês e/ou um espelho em um suporte de madeira.

Reúna as oferendas.

Isso geralmente inclui dois raminhos de sakaki, sal, arroz, água e saquê. Você também pode querer velas brancas para o santuário.

Obtenha um kamifuda.

Um ofuda é um talismã inscrito com a essência de um kami. Lembre-se de que “você não deve fazer isso sozinho”, e eles devem ser obtidos em um santuário. Alguns santuários enviam para o exterior.

Coloque o ofuda dentro das portas abertas do Kamidana.

Coloque as essências da vida.

Na frente das escadas, coloque um dos pires. Encha-o com sal. À esquerda coloque o outro pires. Recheie com arroz seco. À esquerda, coloque a tigela de água com tampa. Encha-o com água. Estes são os três fundamentos da vida que você está oferecendo aos kami.

Coloque os outros acessórios.

Em ambos os lados da escada central, coloque primeiro o heishi, depois os vasos chineses e, finalmente, os vasos. Sake é derramado no “heishi, e raminhos de sakaki são colocados nos vasos brancos altos. Coloque os castiçais na frente do Kamidana. Velas podem ser colocadas neles. Seu Kamidana agora está pronto.

Outras opções para o Kamidana.

Muitos Kamidana são colocados dentro de uma caixa de madeira ou metal, muitas vezes com portas de vidro para protegê-la. Uma cortina, muitas vezes de bambu ou tecido roxo estampado com um mitsudomoe branco, pode ser colocada na frente do Kamidana. Uma shimenawa (corda de palha de arroz) pode ser pendurada bem na frente. Shide (tiras dobradas de papel branco), muitas vezes embrulhadas dentro do shimenawa, marcam a área do Kamidana como pura.

Adore o deus fazendo suas orações exaltando aquilo que o Deus escolhido em questão faz de melhor, ou ajoelhe-se frente ao Kamidana (ou curve-se, reverencie) enquanto faz essa exaltação e seu pedido. As ofertas devem ser alteradas todos os dias.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/asia-oculta/como-montar-um-altar-xintoista-kamidana-%e7%a5%9e%e6%a3%9a/

Chisaku

Robson Belli

Chisaku é um dos 63 germes assustadores escritos em Harikikigaki , um livro de conhecimento médico escrito em 1568 por um morador desconhecido de Osaka. Aparece no estômago após uma doença grave.

Pode ser controlado aplicando shukusha.

 No Harikigaki

O Museu Nacional de Kyushu, no Japão, possui uma cópia do Harikikigaki – um texto médico do século 16 de autoria desconhecida que afirmava que as doenças eram causadas por pequenos insetos que rastejavam para dentro do corpo. O Harikikigaki aconselha o uso de acupuntura e ervas para lidar com os germes.

A crença

Bem na Era Moderna (final do século 19), os japoneses acreditavam que a doença era transmitida por kami malignos chamados yakubyogami. A princípio, pensava-se que esses deuses tomavam forma humana, mas depois, influenciados pelo pensamento em textos da China , algumas pessoas passaram a pensar neles como pequenas criaturas pequenas o suficiente para entrar no corpo. O Harikikigaki, escrito em 1568, é principalmente sobre acupuntura, no entanto, este texto raro inclui 63 representações coloridas dos vários mushi (germes) que se acredita causarem doenças.


Robson Belli, é tarólogo, praticante das artes ocultas com larga experiência em magia enochiana e salomônica, colaborador fixo do projeto Morte Súbita, cohost do Bate-Papo Mayhem e autor de diversos livros sobre ocultismo prático.

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/criptozoologia/chisaku/

A Hierarquia Angelical

Serafins

 

 

São considerados os mais velhos (responsáveis). Constituem do 1º ao 8º gênio, cujo príncipe é METRATON. Para estar em contato chamam-lhe a atenção: livros e limpeza.

 

Os serafins são oito: 1-VEHUIAH, 2-JELIEL, 3-SITAEL, 4-ELEMIAH, 5-MAHASIAH, 6-LELAHEL, 7-ACHAIAH, 8-CAHETHEL


Querubins

 

 

 

São considerados os bebês. Constituem do 9º ao 16º gênio, cujo príncipe é RAZIEL. Para estar em contato chamam-lhe a atenção: doces e crianças.

 

Os querubins são oito: 9-HAZIEL, 10-ALADIAH, 11-LAOVIAH, 12-HAHAHIAH, 13-YESALEL, 14-MEBAHEL, 15-HARIEL, 16-HEKAMIAH

 

Tronos

 

 

 

São considerados os jovens. Constituem do 17º ao 24º gênio, cujo príncipe é TSAPHKIEL(Auriel). Para estar em contato chamam-lhe a atenção: música.

 

Anjos da qualidade trono: 17-LAUVIAH, 18-CALIEL, 19-LEUVIAH, 20-PAHALIAH, 21-NELCHAEL, 22-IEIAIEL, 23-MELAHEL, 24-HAHEUIAH

 

Dominações

 

 

 

São considerados dominantes. Constituem do 25º ao 32º gênio, cujo príncipe é TSADKIEL (Uriel). Para estar em contato chamam-lhe a atenção: velas e oráculos.

Anjos da qualidade das dominações: 25-NITH-HAIAH, 26-HAAIAH, 27-IERATHEL, 28-SEHEIAH, 29-REYEL, 30-OMAEL, 31-LECABEL, 32-VASARIAH

 

Potências

 

 

São considerados guardiões dos animais de qualidade potência. Constituem do 33º ao 40º gênio, cujo príncipe é CAMAEL. Para estar em contato chamam-lhe a atenção: animais.

Anjos da qualidade da potência: 33-IEHUIAH, 34-LEHAHIAH, 35-CHAVAKIAH, 36-MENADEL, 37-ANIEL, 38-HAAMIAH, 39-REHAEL, 40-IEIAZEL

 

Virtudes

 

 

 

São considerados orientadores das pessoas. Constituem do 41º ao 48º gênio, cujo príncipe é RAPHAEL. Para estar em contato chamam-lhe a atenção: aromas.

 

Anjos da qualidade das virtudes: 41-HAHAHEL, 42-MIKAEL, 43-VEULIAH, 44- YELAIAH, 45-SEALIAH, 46-ARIEL, 47-ASALIAH, 48-MIHAEL


Principados

 

 

 

São considerados responsáveis pelos estados, países e reinos; também protegem o reino mineral, a fauna e a flora. Constituem do 49º ao 56º gênio, cujo príncipe é HANIEL. Para estar em contato chamam-lhe a atenção: cristais.

 

Anjos da qualidade dos principados: 49-VEHUEL, 50-DANIEL, 51-HAHASIAH, 52-IMAMAIAH, 53-NANAEL, 54-NITHAEL, 55-MEBAHIAH, 56-POIEL

 

Arcanjos

 

 

São considerados responsáveis pela transmissão de mensagens importantes. Constituem do 57º ao 64º gênio, cujo príncipe é MIKAEL (Miguel). Para estar em contato chamam-lhe a atenção: flores.

 

Anjos da qualidade arcanjos: 57-NEMAMIAH, 58-IEIALEL, 59-HARAHEL, 60-MITZRAEL, 61-UMABEL, 62-IAH-HEL, 63-ANAUEL, 64-MEHIEL

 

Anjos

 

São considerados responsáveis pelos milagres dos quais Deus mais utiliza. Constituem do 65º ao 72º gênio,cujo príncipe é GABRIEL. Para estar em contato chamam-lhe a atenção: frutas.

 

Anjos: 65-DAMABIAH, 66-MANAKEL, 67-AYEL, 68-HABUHIAH, 69-ROCHEL, 70-YABIMIAH, 71-HAIAIEL, 72-MUMIAH

 

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/a-hierarquia-angelical/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/demonologia/a-hierarquia-angelical/

Migração de Almas

O que leva um povo a ser o que ele é? Cultura, tradições? Por que certas gerações dão um salto qualitativo em um país e depois desaparecem ser deixar vestígios? O que é a Grécia de hoje senão um pálido reflexo do seu passado glorioso? E onde estão os ousados navegadores portugueses e espanhóis de outrora? Como uma nação medíocre (adequadamente representados na figura do seu presidente atual) atinge o nível de única potência mundial?

Em um capítulo do livro A caminho da Luz Emmanuel nos fala das transmigrações de povos, que seriam a mudança da coletividade de almas de um país para outro, obedecendo aos desígnios do Alto, para que se cumpram as obrigações kármicas coletivas e a evolução da humanidade como um todo.

Assim, vimos nos últimos séculos os antigos fenícios reencarnarem na Espanha e em Portugal, entregando-se de novo às suas predileções pelo mar. Em Paris estava a alma ateniense nas suas elevadas indagações filosóficas e científicas, abrindo caminhos claros ao direito dos homens e dos povos. Na Alemanha e na Rússia reencarnou o belicoso grupo espiritual de Esparta, cuja educação defeituosa e transviada construiu o espírito detestável do pangermanismo na Alemanha e o atraso do Socialismo na União Soviética.

Abro aqui um imenso parêntese para falar mais do fenômeno de guerra alemão. Não através do meu ponto de vista, mas do de alguém que esteve no comando da resistência inglesa contra o avanço germânico, alguém que não era nenhum santo (nem poderia sê-lo) e a quem todos os povos livres devem a sua liberdade:

Certamente não caberá a esta geração pronunciar o veredicto final sobre a Grande Guerra. O povo alemão merece explicações melhores do que a versão leviana de que ele estava solapado pela propaganda inimiga… No entanto, os registros humanos não contêm nenhuma manifestação igual à erupção do vulcão alemão

(Winston Churchill)

Em seu livro sobre a primeira guerra, Churchill analisa a beligerância alemã:

Durante quatro anos, a Alemanha combateu e desafiou os cinco continentes do mundo por terra, mar e ar. Os exércitos alemães sustentaram seus vacilantes confederados, intervieram com êxito em todos os teatros de guerra, resistiram em toda parte no território conquistado e infligiram aos inimigos mais do dobro do derramamento de sangue que sofreram. Para lhes dominar a força e a técnica e para lhes refrear a fúria, foi necessário levar todas as maiores nações da humanidade ao campo de batalha contra eles. Populações imensas, recursos ilimitados, sacrifício incomensurável, o bloqueio marítimo não conseguiram triunfar durante cinqüenta meses. Estados pequenos foram calcados no conflito; um poderoso Império foi demolido em fragmentos irreconhecíveis; e quase vinte milhões de homens pereceram ou derramaram seu sangue antes que a espada fosse arrancada daquela terrível mão.

Na Inglaterra ficou a nata dos antigos fundadores romanos, com a sua educação e a sua prudência, retomando de novo as rédeas perdidas do Império Romano, para beneficiar as almas que aguardaram, por tantos séculos, a sua proteção e o seu auxílio.

Isso foi em 1938, quando foi escrito o livro A caminho da Luz. Mas Emmanuel já profetizava uma mudança de forças, com o crescimento da importância das Américas no cenário mundial:

“Embora compelida a participar das lutas próximas, pelo determinismo das circunstâncias de sua vida política, a América está destinada a receber o cetro da civilização e da cultura, na orientação dos povos porvindouros. Condenada pelas sentenças irrevogáveis de seus erros sociais e políticos, a superioridade européia desaparecerá para sempre, como o Império Romano, entregando à América o fruto das suas experiências, com vistas à civilização do porvir. Vive-se agora, na Terra, um crepúsculo, ao qual sucederá profunda noite; e ao século XX compete a missão do desfecho desses acontecimentos espantosos.”

Ao menos esse foi o “plano” da espiritualidade. Os norte-americanos agarraram a oportunidade e se tornaram um Império. O Brasil (que deveria ser o celeiro do mundo e a pátria do evangelho) não. Talvez tenha sido melhor, afinal os EUA são hoje a representação decadente do Império Romano, mantendo consigo seus símbolos (capitólio, águia, etc) e seu espírito belicoso e puramente explorador, entrando novamente em combate com os “bárbaros”.

Mas como toda ação gera uma reação em sentido contrário, no mundo árabe vemos o surgimento dos grupos suicidas (coisa impensável para quem segue o Alcorão, que é claramente contra o suicídio). De onde esses jovens fanáticos vieram? Que grupo espiritual alimentaria um ódio recente pelos EUA a ponto de encarnar num país apenas pela oportunidade de vingança? Como em tudo na vida, discernimento é fundamental, e devemos levar em consideração todos os fatores políticos e sociológicos, mas, como estamos falando exclusivamente da parte espiritual, podemos perceber claramente traços do espírito guerreiro japonês da segunda guerra no modus operandi desses terroristas. Morrer para matar o inimigo (mesmo que não se cumpra nenhum grande objetivo, a não ser vingança) é morrer com honra, e em 1944, nos combates do Pacífico, os Norte-americanos viram tal pensamento se materializar como um pesadelo (seja na luta ferrenha pra defender uma ilha já cercada, seja nos aviões kamikaze, ou nas bombas-oka, torpedos-humanos, etc). O ataque final do filme O último samurai não é uma licença poética: está plenamente de acordo com o espírito japonês que persistia até há pouco (hoje em dia os japoneses são umas moças, em comparação com seus ancestrais).

#Espiritualidade

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/migra%C3%A7%C3%A3o-de-almas