A Canção Perdida, Fraternitas Saturni e a Coroa do Equinox

Três livros essenciais para a biblioteca thelêmica

Começou hoje o Financiamento Coletivo para publicação destas três obras fantásticas sobre thelema e hermetismo. faremos uma campanha de apenas 30 dias para que os livros possam estar na gráfica no começo de novembro.

https://www.catarse.me/fraternitas_saturni

FRATERNITAS SATURNI

Figuras envoltas em mantos de seda preta com capuz desaparecem através de portas vigiadas, e guardas armados com espadas garantem que nenhum intruso entre. Esta noite, um ritual será realizado na Loja Fraternitas Saturni, uma das ordens mágicas ocultas mais antigas da Alemanha – e o que acontece atrás de suas portas é um segredo.

Um ar de silêncio solene permeia o espaço, enquanto os membros se preparam para o ritual na antecâmara e os iniciados encontram seus lugares indicados na sala principal da loja. Velas são acesas quando os aprendizes começam a se reunir no lado esquerdo da sala. Os companheiros mestres podem ser encontrados à direita, e o mestre da cadeira reivindica o espaço atrás do altar na frente. Depois que todos os membros se reuniram no átrio principal, eles formam uma cadeia mágica de fraternidade, realizando um exercício de respiração rítmica enquanto se preparam para convocar a energia de Saturno. Um martelo bate na porta três vezes.

“A Loja está aberta!” o Segundo Diretor declara.

Música, possivelmente uma composição clássica da Flauta Mágica de Mozart , toca enquanto o Primeiro Diretor se dirige aos irmãos e irmãs da ordem, convidando-os a meditar antes que o incenso seja queimado em toda a sala.

O Mestre de Cerimônias começa a entoar:

“A serpente primitiva

O grande dragão

Quem era e quem é

E quem vive por eras de eras

Ele está com o seu espírito! ”

Três velas pretas de Saturno são acesas, e o Mestre de Cerimônias usa uma adaga mágica para traçar o sigilo do planeta – que se parece com dois Vs que se cruzam divididos ao meio com uma linha reta – três vezes no ar para começar o trabalho mágico. A sala se enche de sons de cânticos e do bater constante de um gongo, e os irmãos e irmãs eventualmente tomam seus assentos e começam a trabalhar para transmitir mentalmente a energia de Saturno aos membros que não estão fisicamente presentes…

Apresentando o trabalho mais aprofundado em inglês sobre a Fraternitas Saturni, Stephen Flowers examina a história da Ordem de meados da década de 1920 ao final da década de 1960, quando a Ordem foi fundamentalmente reformada. Ele detalha seu caminho de iniciação, doutrinas secretas, práticas rituais e fórmulas mágicas e oferece biografias dos membros mais proeminentes da Ordem, incluindo o fundador Gregor A. Gregorius, Karl Spiesberger (Frater Eratus), Albin Grau (Mestre Pacitius) e Franz Saettler (Dr. Musallam). Explorando os princípios orientadores da Fraternidade, ele mostra que no cerne da ideologia de Saturno está a ideia de Saturno-Gnose: a interação de forças opostas no universo levando à realização do eu individual como uma entidade divina.

A CANÇÃO PERDIDA

Comemorando os noventa anos de nascimento de Marcelo Ramos Motta, realizamos a “Canção Perdida” dele: uma coletânea de Rituais, instruções e ensaios que visam dessa vez um acerto de contas inédito com o pensamento daquele que foi o pioneiro de Thelema no Brasil.

A COROA DO EQUINOX

O Equinócio (subtítulo: The Review of Scientific Illuminism ) era um periódico que servia como órgão oficial da A∴A∴ , uma ordem mágica fundada por Aleister Crowley (embora o material seja frequentemente importante para sua organização irmã, Ordo Templi Orientis ocultismo e magia , enquanto várias edições também continham poesia, ficção, peças de teatro, obras de arte e biografias. Foi publicado de 1909 até 1913.

Em mais de 800 páginas, David Shoemaker, Mestre da Loja 418 e sucessor da Soror Meral, também fundador do Templo da Estrela de Prata, selecionou os textos mais importantes para o Estudante Probacionista da A∴A∴.

The Equinox

Præmonstrance (2021)

Notas do Tradutor

Editoriais (1909-1919)

1. A∴A∴

Liber Causæ

Uma Estrela à Vista

Um Relato da A∴A∴

Liber Graduum Montis Abiegni

Liber Viarum Viæ

Cartões Postais para Probacionistas

Liber Collegii Sancti

2. Magia

Liber O vel Manus et Sagittæ

Liber A vel Armorum

Liber Resh vel Helios

Liber Israfel

O Rubi Estrela

A Safira Estrela

A Missa da Fênix

Liber Pyramidos

Liber V vel Reguli

Liber Samekh Theurgia Goetia Summa

Cabala

Liber Chanokh

Uma Descrição das Cartas do Tarô

Liber Gaias

3. Misticismo

Liber E vel Exercitiorum

Os Perigos do Misticismo

O Soldado e o Corcunda: ! e ?

Liber Ru vel Spiritus

Liber Astarté vel Berylli

Liber III vel Jugorum

Liber HHH

Liber Turris vel Domus Dei

Liber Yod

Liber Os Abysmi vel Daath

Liber תישארב Viæ Memoriæ

Liber Βατραχοφρενοβοοκοσμομαχια

Liber Libræ

Ciência e Budismo

4. Thelema

A Lei da Liberdade

A Mensagem do Mestre Therion

De Lege Libellum

Liber OZ

O Dever

Khabs Am Pekht

Liber Had

Liber Nu

A Visão e a Voz

#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-can%C3%A7%C3%A3o-perdida-fraternitas-saturni-e-a-coroa-do-equinox

Livro Brasileiro de Magia do Caos

Um livro pequeno, com apenas cem páginas, mas que trata de um grande número de tópicos, com linguagem acessível. Minha proposta foi apresentar um plano dimensional com casas de cura para diferentes males mentais. Ou seja: se em algum momento de sua vida sua mente parecer desordenada como um galho torto, basta acessar esse plano de consciência para tentar desentortá-la.

E isso dá certo? Bem, nem sempre! Nenhuma magia é 100% efetiva, e nossa solução é lidar com os fracassos mágicos com bom humor. Por isso os habitantes da Cidade Sucinta (os magos que moram nesse plano mental do qual falamos) jogam o Jogo de Agracamalas para passar o tempo. O objetivo desse jogo não é vencer, mas falhar. Em outras palavras: ganha o jogo quem envelhece, fica doente e morre mais rapidamente…

E para que serve um jogo tolo como esse? Não para te convencer a falhar, mas para te mostrar que nem sempre estamos no controle, e que isso não é realmente ruim. Quando você começa a analisar os lados bons do fracasso, passa a entender que até quando algo não dá certo, existe algo a ganhar. E mesmo quando ganha, há algo a perder.

Ou, como diriam os sucintos: “Quando você morre, você não perdeu o jogo. Apenas trocou de tabuleiro”. Que tal tentar realizar algumas formas de “magias reversas” para desafiar a sua mente? Se você falha, você vence. E se vence, ganha um brinde de consolação: um baú mágico com uma surpresa astral, que pode ser agradável ou desagradável, conforme o lado do tabuleiro no qual se encontra.

Com O Grimório das Casas você aprenderá diferentes formas de acessar a dimensão mental da Cidade Sucinta (por intermédio da visualização, evocação, divinação, dentre outros meios ainda mais improváveis) e descobrirá como realizar feitiços úteis ou completamente inúteis (dependendo do ponto de vista, ou da versão do jogo) do Jogo das Casas.

Mas não fique muito animado, pois o jogo ocorre dentro de um labirinto (a complexidade de sua mente). Como diria Peter J. Carroll: “Cada nova forma de libertação está destinada a eventualmente se tornar outra forma de escravidão”. Na Religião do Labirinto Sem Fim, praticada pelos sucintos, é impossível achar a saída do labirinto. A Casa da Saúde ou a Casa do Prazer podem parecer saídas. Até mesmo a Casa da Morte está disfarçada de libertação, mas todas elas apenas te levam a novos labirintos.

O que fazer quando sua mente está presa? Vamos pegar outra sugestão de Carroll: “Crie, destrua, aproveite, IO CAOS!”. Para quem enjoou de jogar o Jogo de Agracamalas ou o acha muito chato, há outras opções interessantes. Aprenda a criar diferentes formas de sigilos e servidores, convocar animais mágicos, montar sociedades secretas ou até transformar em magia os exercícios aparentemente mais banais (como estourar plástico-bolha). E se até isso soar entediante, te daremos uma receita simpática de como construir novos planos mentais, Deuses e mundos. E a magia mais fantástica (e mais difícil): construir uma nova mente.

Eu poderia citar dois livros que foram fontes de inspiração para a escrita de Agracamalas, embora não se pareça com eles. Quando eu li Macunaíma, de Mário de Andrade, apaixonei-me pela forma deliciosamente irreverente e genuinamente brasileira da obra (brasileira na maneira que apresenta variados aspectos de nossa multiplicidade cultural), escrita com uma linguagem repleta de informalidades e gírias. E após a leitura de O Jogo das Contas de Vidro, de Hermann Hesse (Hesse conquistou o Prêmio Nobel de Literatura com essa obra), decidi que eu queria inventar um jogo com um objetivo diametralmente oposto.

O Jogo de Avelórios de Hesse é um jogo extremamente complexo realizado com contas de vidro (muito popular em mosteiros beneditinos), utilizando linguagem oculta e que exige conhecimentos avançados de diversas ciências e artes, especialmente matemática, astronomia e música. Esse livro é evidentemente uma crítica aos intelectuais alienados que se dedicam à “beleza vazia dos saberes superiores”. A seguir, alguns trechos do livro de Hermann Hesse:

“– Devemos dar importância aos sonhos? – perguntou José. – Podemos decifrar seu significado?

O Mestre fitou-o nos olhos e disse concisamente:

– Devemos dar importância a tudo, porque tudo pode ser decifrado”

“A vida em seu conjunto, tanto sob o aspecto físico quanto espiritual, é um fenômeno dinâmico de que o Jogo de Avelórios no fundo só apreende o lado estético, e aliás o apreende de preferência na imagem dos processos rítmicos”.

“Quem chegasse a ter a vivência completa do sentido do Jogo não seria mais jogador, não estaria mais dentro da multiplicidade, e não lhe seria possível sentir prazer em nenhuma descoberta, nenhuma construção e combinação, porque ele conheceria uma espécie bem diversa de prazer e de alegria”.

Sendo assim, o Jogo de Avelórios buscava uma espécie de “sabedoria superior” ou “prazer superior” que ia se distanciando tanto do corpo e do mundo que chegava ao ponto de se afastar da própria vida. Uma espécie de beleza inexistente e inalcançável.

Decidi que o Jogo de Agracamalas devia ser o exato oposto: você não pode ser inteligente demais para jogá-lo ou começará a fazer muitas perguntas e elucubrações complexas, e esse ato faz com que você perca a essência do jogo, que é o sentir, o devir. Em vez do acúmulo de conhecimentos, valorizamos o esquecer (como quem esquece um sigilo e se ocupa de outras coisas, ou quem muda constantemente de paradigma) para que cada momento seja uma nova descoberta. E, finalmente, a meta não é o conhecimento e sim uma alegria despreocupada; não a seriedade, mas o riso.

Não o encaixar das artes, mas o desmontar delas, como num labirinto sem saída, mas repleto de surpresas mágicas e possibilidades infinitas.

Há muitas magias no grimório que são obviamente piadas. Mas a piada maior é que elas são possíveis de usar, contanto que você as leve a sério o suficiente para dar certo, mas não tão a sério a ponto de… usá-las de novo ou contar para alguém que você realmente fez isso.

Esperamos que o Grimório das Casas seja de seu interesse. Enquanto isso, você pode conferir algumas histórias minhas de graça no Wattpad. Também há contos espalhados pelo grimório, para sua inspiração e reflexão.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/livro-brasileiro-de-magia-do-caos

Controle do Corpo, Respiração Diafragmática e Relaxamento

Continuando as sugestões de exercícios, temos agora exercícios extremamente básicos – Controle do Corpo, Respiração Diafragmática e Relaxamento. Boas práticas!

1. Controle do Corpo (por Prophecy)

A prática de controle do corpo é muito importante para o mago, porque exerce sua dominância mental sobre seu domínio físico mais imediato. Se você não consegue se sentar parado, é muito difícil regular a sua mente. Se você não pode controlar a sua mente, então toda a magia se torna muito difícil.

Assuma uma postura que você gostaria de usar como sua postura de meditação. Ela poderia ser Siddhasana, Padmasana, sentar de pernas cruzadas, ou sentar com suas costas retas numa cadeira, sendo essas as escolhas mais comuns. Em todos os casos, as suas costas devem ser as mais retas possíveis, o seu queixo deveria estar levantado, a sua respiração deveria estar inteiramente controlada, e seu corpo deveria estar parado. Segure essa postura primeiro por cinco minutos, e concentre-se inteiramente em seu corpo. Tente sentir cada centímetro de sua carne. Sinta toda perturbação possível, incluindo até o cabelo em seus braços e cabeça. Foque-se em cada sensação de coceira, cada agitação, e supere-as. Permaneça totalmente parado, com apenas a sua respiração sendo a fonte de movimento no peito. Quando você conseguir fazer isso por cinco minutos sem sentir o desejo de se levantar e fazer outra coisa, ou sem os seus pensamentos viajando, estenda a prática para 10 minutos por dia. Alguns precisarão pratica mais, e você deveria ser o seu próprio juiz se você não tiver a instrução de um professor. Nunca hesite para praticar o tempo que você precisa, ou como o seu professor lhe instrui. Para a maioria das pessoas, 10 minutos duas vezes por dia serão o bastante para um progresso firme com uma rotina diária abarrotada.

O domínio dos obstáculos do corpo é um grande passo para a capacidade de se fazer meditação. Quando você pode parar completamente o corpo, ele se torna calmo e mais frio, e a energia interna chamada prana flui suavemente através dos canais de energia do corpo. Quando a tensão é deixada e a mente se torna calma, todos os bloqueios em seus circuitos internos de energia são removidos. Embora, no início, a prática possa ser difícil e fazer com que você se sinta desconfortável, deve-se persistir até que se sinta completamente confortável, até de certa forma feliz, em sua asana. Depois de dez minutos de prática, você não deveria nem querer se mover. Deveria-se sentir como se estivesse dentro de uma concha quente, mas você não é a própria concha. Quando isso é alcançado, você estará fazendo bom progresso e deveria avançar ao julgamento de um professor ou ao seu próprio.

Quando você consegue controlar o corpo físico da maneira descrita acima, você pode ser instruído na execução de certas asanas físicas. Essas são melhor aprendidas por um professor que possa executá-las, porque a forma correta e a técnica são muito importantes. Muitas asanas, através de um profundo conhecimento do sistema de energia inteiro, forçam certos movimentos de prana que são vantajosos para a evolução espiritual e para a saúde. Elas conseguem dar clareza mental, pureza astral, e saúde físicaem abundância. Algumas delas até trabalham para o objetivo de despertar da Kundalini, e podem ajudar grandemente na realização de Samadhi. Como uma forma simples de prática de controle do corpo, a asana deveria ser executada com total controle sobre cada centímetro do corpo. Nada pode passar despercebido, nem a preguiça pode ser permitida. Durante a prática da asana física, que pertence à prática da hatha yoga, a mente flui para fora dos músculos e controla o fluxo da energia interna. A inteireza de concentração descansará ou sobre a postura física exata, o fluxo de prana interna ou um certo mantra.

Embora cada postura ofereça um benefício diferente, a meta última de uma rotina inteira de asana é o equilíbrio do elétrico com o magnético, ou o solar com o lunar. Isso faz com que amente se torne parada e a aura se torne equilibrada e saudável. Alguém que pratica ativamente asanas físicas radia saúde. Seu corpo tem uma espécie de brilho, ele manterá sua juventude até os anos posteriores. Frequentemente, até se ele tiver 60 anos de idade, ele parecerá estar no fim dos 30 ou no início dos 40.

2. Respiração Diafragmática (por Paul Tuitéan e Estelle Daniels, no livro “Wicca Essencial”)

Passo 1: Primeiro, fique de pé, deite de costas ou sente-se relaxadamente com a coluna reta. Coloque uma das mãos sobre o estômago, logo acima do umbigo, e a outra sobre o peito, na altura do coração; encoste a língua no céu da boca.

Passo 2: Inspire lentamente pelo nariz. Sinta com a mão o estômago elevar-se, mas procure não levantar o peito. Não queira encher os pulmões completamente, fazer o que se chama de grande respiração. Apenas procure levar o ar para as camadas mais profundas dos pulmões. A isso se dá o nome de respiração profunda.

Passo 3: Em seguida, contraia os lábios como se fosse assobiar, mantendo a língua no céu da boca. Expire lentamente pela boca, pressionando o estômago com a mão. Novamente, não deixe o peito subir ou descer.

Passo 4: Continue respirando assim, ritmicamente. Esse padrão deve criar um ritmo agradável, mas regular, de Inspiração (inspire pelo nariz e dirija o ar para as camadas mais profundas dos pulmões), Retenção (mantenha o fôlego enquanto se sentir bem), Expiração (expire pela boca o mais suavemente possível) e Retenção (mantenha os pulmões vazios pelo tempo que conseguir).

Seguindo a sugestão de Scott Cunningham, adote uma contagem de 3, 4 ou 5, o que for mais confortável. Por exemplo: inspire contando até 4, retenha o ar contando até 4, expire contando até 4, mantenha os pulmões vazios contando até 4, inspire contando até 4. Durante a respiração, mantenha sua atenção total e completamente focada na respiração.

Repita a seqüência durante 10 minutos, pelo menos.

Como você estará substituindo o dióxido de carbono (que a maioria das pessoas armazena no fundo dos pulmões) por oxigênio numa quantidade considerável, você poderá induzir a hiperventilação. Por isso, tome cuidado, pois poderá ficar inconsciente. Nem pense em deixar de fazer esse exercício só porque ficou com medo de respirar! Alguns sinais que mostram que o ritmo não está adequado ao corpo (talvez você esteja respirando muito rápido ou muito lentamente) são tosse, bocejo ou tontura.

Ao acostumar-se com esta técnica, você pode aplicá-la em qualquer situação_ correndo, caminhando, deitado e em qualquer lugar. Ela é uma técnica de meditação excelente, e pode ser-lhe útil sempre que tiver de enfrentar uma dificuldade física ou psíquica, pois ela centra e focaliza automaticamente a sua mente num padrão de comportamento que relaxa o corpo e o prepara para a ação.

3. Relaxamento (por Starhawk, no livro A Dança Cósmica das Feiticeiras)

(Este exercício pode ser feito sozinho, em grupo ou ou com um parceiro. Comece deitando de costas. Não cruze braços ou pernas. Afrouxe qualquer roupa que estiver causando algum tipo de compressão.)

“A fim de conhecermos o relaxamento, em primeiro lugar, devemos experimentar a tensão. Vamos tensionar todos os músculos do corpo, um por um, e mantê-los tensos até relaxarmos todo o nosso corpo em uma só respiração. Não aperte os músculos para que não tenha cãibra, somente retese-os ligeiramente.

“Comece com os dedos do pé. Tensione os dedos do pé direito… e, agora, do pé esquerdo. Tensione o pé direito… e o pé esquerdo. O calcanhar direito… e o calcanhar esquerdo…

(Continue passando por todo o corpo, parte por parte. De vez em quando, relembre o grupo para que tensione quaisquer músculos que deixaram soltos.)

“Agora, tensione seu couro cabeludo. Todo seu corpo está tenso… sinta a tensão em cada parte. Tensione quaisquer músculos que estejam afrouxados. Agora, respire fundo… aspire… (pausa)… expire… e relaxe!

“Relaxe completamente. Você está completa e totalmente relaxado.” (Em tom de melopéia:) “Os dedos de sua mão estão relaxados e os dedos do seu pé estão relaxados. Suas mãos estão relaxados e seus pés estão relaxados. Seus pulsos estão relaxados e seus calcanhares estão relaxados.”

(E assim por diante, por todo o corpo. Periodicamente, pare e diga:)

“Você está completa e totalmente relaxado. Completa e totalmente relaxado. Seu corpo está leve; como se fosse água, como se estivesse desmanchando na terra.

“Permita-se ser levado e vagar tranqüilamente em seu estado de relaxamento. Se quaisquer preocupações e ansiedades perturbarem a sua paz, imagine-as escoando do seu corpo como água e fundindo-se à terra. Sinta-se sendo purificado e renovado.”

(Permaneça em estado de relaxamento profundo por uns 10 ou 15 minutos.É bom praticar esse exercício diariamente, até que seja capaz de relaxar completamente só pela razão de deitar-se e soltar-se, sem necessidade de passar por todo o processo. Pessoas que têm dificuldade para dormir verificarão a eficácia desse exercício. No entanto, não se permita adormecer. A sua mente está sendo treinada para ficar relaxada mas alerta. Posteriormente, você utilizará esse estado para trabalhos de transe, que é muito mais difícil se você não tem o hábito de permanecer acordado. Se você pratica à noite, antes de dormir, sente-se, abra os olhos, e, conscientemente, termine o exercício antes de dormir.)

#meditação #oalvorecer

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/controle-do-corpo-respira%C3%A7%C3%A3o-diafragm%C3%A1tica-e-relaxamento

Energia Telúrica, Linha de Ley, Pirâmides e Círculos

Na semana passada falamos sobre as LINHAS DE LEY. Hoje vamos complementar este texto combinando as energias do planeta com as construções de civilizações muito antigas e sábias. Espero que tenha ficado bem claro o conceito de linhas de energia.

Além dos nodos, existe uma segunda classe de linhas energéticas que correm pelo planeta, chamadas “Linhas Telúricas”. ENERGIA TELÚRICA é uma corrente elétrica de baixa freqüência e que percorre grandes áreas do planeta, que se movimenta debaixo da terra e nos oceanos, já fartamente comprovada pelos cientistas (você pode ver o vídeo de uma demonstração de uma BATERIA DE TERRA simples AQUI) mas quase totalmente inexplorada por falta de interesse das otoridades. Afinal de contas, para quê investir em energia gratuita para a população quando se pode cobrar por ela? Nicolai Tesla, um dos maiores gênios que já pisou este planeta, que o diga.

A junção dos centros energéticos das Linhas de Ley com o fluxo das linhas telúricas produz enormes quantidades de energia, que podem ser manipuladas e controladas através de determinados monumentos. A geometria sagrada das pirâmides e dos círculos de pedra é capaz de canalizar e focar todas estas energias para usos específicos, da mesma maneira como as agulhas de acupuntura são utilizadas nos centros energéticos em um ser humano para acionar determinados tipos de energia em nossos corpos.

Estas energias são captadas e projetadas dentro dos círculos, nas câmaras das pirâmides ou dentro de certas cavernas, através de ajustes “fechando” determinados circuitos (lembram-se quando eu expliquei que a Câmara dos Reis podia ser REGULADA?) para gerar campos eletromagnéticos muito fortes e harmônicos, que vibram em ressonância com determinados chakras nos seres humanos, abrindo-os totalmente e desenvolvendo certas faculdades.

O tipo de ressonância era escolhido de acordo com a necessidade ou ritual – no caso das pirâmides e do ritual de iniciação de um faraó ou sacerdote, as forças envolvidas naquele “mergulho” nas águas primordiais em ressonância com a pirâmide em determinadas datas abria totalmente os chakras Anja e Sahashara, despertando no iniciado poderes de clarividência, telepatia, intuição, projeção astral e muitos, muitos outros.

Nós dizemos que os círculos e pirâmides eram observatórios espaciais, mas a verdade é que, dentro de certos campos energéticos gerados nestes locais, os sacerdotes possuíam uma visão astral tão desenvolvida que as visões e cálculos que faziam em transe eram tão avançadas e precisas quanto os melhores observatórios astronômicos do século XX. Isto permitiu a eles construírem tabelas de relações entre planetas, períodos e signos precisas o suficiente para fundamentar a ciência da Astrologia, conforme eu já expliquei em matérias antigas.

Claro que os círculos, pirâmides e cavernas também possuíam funções ritualísticas e de celebrações. Faziam às vezes das igrejas e templos de encontro nas vilas.

Graças ao estudo e conhecimento do O Grande Computador Celeste, das projeções astrais e das rodas astrológicas, os antigos conseguiam prever com exatidão as reencarnações de seus reis, líderes espirituais e Avatares. Preste atenção no que eu disse neste parágrafo e anote com cuidado estas palavras, pois serão muito importantes algumas colunas mais para frente!

Aqui eu preciso fazer um parêntesis. Quando eu digo que os antigos possuíam uma tecnologia sensacional, com VIMANAS, engenharia genética, supercomputadores e tudo mais, você pode se perguntar “mas e os homens das cavernas? E os primitivos?” e a resposta é: a Terra sempre está povoada por regiões de evolução mental, espiritual e cultural MUITO distintas… enquanto os atlantes e lemurianos tinham toda esta tecnologia ao seu dispor, em outras regiões do planeta estavam quase-macacos venerando o sol e a lua como se fossem deuses. Se você achar tão difícil assim compreender este cenário, compare a Noruega com a Serra Leoa nos dias de hoje, século XXI.

Dizem que estes cristais ainda estão por aí, a maioria submersos, mas alguns chegaram até a gente através dos incas, maias, astecas e um ou outro tesouro templário, mas nos falta tecnologia para ativá-los, pois estes cristais não são ativados por aparelhos, mas por ondas mentais específicas que ainda temos de evoluir um tanto para atingir estes patamares…

Hoje em dia, cristais podem ser usados para regular nossa energia. Colocando-os sobre os nossos chakras e fazendo certas respirações e meditações, conseguimos ativar (através das freqüências de nossos pensamentos pela meditação) algumas das características destes cristais. O grande problema é que a imensa maioria das pessoas não tem a disciplina mental necessária para ativar corretamente estes cristais através da visualização (que é uma técnica que existe em praticamente TODAS as ordens iniciáticas – é o be-a-bá da magia) então os resultados são algo muitas vezes falhos e imprevisíveis, o que dá margem pra charlatanismo e especulações, colocando em total descrédito estas técnicas (como trocentas outras coisas sérias que foram estragadas pelos humanos estúpidos).

Mas o que diabos são chakras?

Eu pensei que fosse gastar umas dez páginas para explicar o que é um chakra, mas esta explicação da wikipedia está ótima para que é totalmente iniciante no assunto:

A palavra chakra vem do sânscrito e significa roda, disco, centro, plexo. Nesta forma eles são percebidos por videntes como vórtices (redemoinhos) de energia vital, espirais girando em alta velocidade, vibrando em pontos vitais de nosso corpo. Os chakras são pontos de interseção entre vários planos e através deles nosso corpo etérico se manifesta mais intensamente no corpo físico.

Bom… expliquei sobre os cristais, linhas energéticas, pirâmides e suas relações com os chakras do Planeta Terra (as Linhas de Ley) e os monumentos ressonando com os chakras dos seres humanos (mais uma vez: “tudo o que está em cima é igual ao que está embaixo”). Somente quando os cientistas perceberem que TUDO está em sincronicidade e passarem a estudar o planeta como um único e gigantesco mecanismo perfeito é que podemos pensar em “evolução”. Até lá, acupuntura, feng-shui, cristais e astrologia são “pseudo-ciências”, linhas de ley, energias telúricas, triângulo das bermudas e círculos de pedra são “coisas inexplicáveis”, pirâmides são “tumbas do faraó”… e nada disso está relacionado!

Neste ponto eu imagino que vocês já descobriram que a “Arca da Aliança” nada mais é do que algum tipo de fonte de energia altamente poderosa, a ponto de derrubar cidades apenas com “o som de trombetas”. Isto explica porque tantas pessoas, incluindo o tio Adolf Hitler e Cia, tentaram (e tentam) colocar as mãos nela.

Semana que vem eu falo mais detalhadamente sobre os Chakras e começo Árvore da Vida, Arca da Aliança e Templo de Salomão… e porque todas estas coisas estão ligadas com tudo o que eu disse até agora.

Como curiosidade, segue um link com o Mapa da Inglaterra e a maioria dos Círculos de Pedra cadastrados.

Até a semana que vem.

93,93/93

Marcelo Del Debbio

#Astrologia #LinhasdeLey #Pirâmides

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/energia-tel%C3%BArica-linha-de-ley-pir%C3%A2mides-e-c%C3%ADrculos

Keeper of the Keys: Art, Crafts and Magic – Com Carrie Mikell Leitch

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/jgP3eaizSAM

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/keeper-of-the-keys-art-crafts-and-magic-com-carrie-mikell-leitch

A Cor Vermelha

A cor vermelha é predominante no oriente. Seja no Japão ou na China, sempre encontramos elementos tradicionais que marcam suas culturas pintados com essa cor. Os templos xintoístas geralmente são vermelhos; os nós chineses são preferencialmente atados com fio de seda vermelho, e no Feng Shui, três moedas chinesas amarradas com fio vermelho atraem prosperidade. O que significa a cor vermelha para os chineses e japoneses?

O fundamento vem da tradição taoísta, que posteriormente permeou as tradições japonesas do onmyoudou e do xintoísmo, eventualmente espalhando-se para outras escolas.

O vermelho é a cor do quadrante sul, regido por Zhu Qiao (ou Suzaku, em japonês), o Pássaro Vermelho do Sul, a região quente e luminosa na qual os seres percebem-se uns aos outros, correspondente ao Verão e ao movimento Fogo. Na Sequência do Céu Posterior, o trigrama do sul é Li, o Fogo. Por isso, os sábios se voltavam para o sul quando escutavam o sentido do universo, e os governantes sentavam em direção ao sul quando davam suas audiências, pois isso significa que governavam voltados para a Luz.

O princípio luminoso é o princípio Yang, o ativo, o gerador. O Sol brilhando no céu é uma das imagens do trigrama Li, e é também uma das representações da energia Yang.

Dessa forma, possui a cor vermelha, por conseguinte, a mesma capacidade calorosa e ativa, e o mesmo princípio forte, luminoso e gerador.

A título de curiosidade, especificamente no Japão, as crianças costumam pintar o sol em seus desenhos como uma grande bola vermelha, igual ao retratado na bandeira do Japão. Ademais, o vermelho, além de ser uma cor do sol e do fogo, da força da vida, e muito utilizada em talismãs e amuletos para afastar o mal, também é utilizado para designar recém nascidos e crianças muito pequenas. Para os que conhecem o idioma, “vermelho” em japonês é “akai”. As crianças, então, são chamadas de “aka-chan”.

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Originalmente publicado no blog Magia Oriental em 01/03/2012

Aoi Kuwan é autora do blog Magia Oriental, dedicado à divulgação das tradições e sistemas de magias orientais, especialmente daqueles ligados ao Japão.

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#MagiaOriental

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-cor-vermelha

Casamento em Beltane

O Sabbat de Beltane é celebrado no Hemisfério Norte em 1º de Maio e no Hemisfério Sul no dia 31 de Outubro e marca a união da Deusa e do Deus. É a união entre os princípios masculino e feminino da criação, a união dos meios de todos os poderes que trazem vida a todas as coisas.

Representa a fertilidade dos animais e as colheitas do próximo ano. Comemora-se a fertilidade, o amor que dá forças à tudo e o retorno do Sol com toda a sua intensidade.

A palavra Beltane vem do nome do Deus céltico Bel, Deus Celta do Sol e do Fogo, que era o senhor da vida, da morte e do mundo dos espíritos. Com grandes chifres, ao contrário dos dias de hoje, é sinônimo de poder, de masculinidade e de força. Tinne é uma palavra céltica que significa fogo. Assim, Beltane quer dizer Fogo de Bel.

Beltane é o tempo de fertilizar, nutrir e encorajar aquilo que plantamos em Ostara, que são nada mais nada menos que os nossos próprios desejos.

Essa é uma época propícia para as magias que celebrem a fertilidade e a sexualidade. Inúmeros encantamentos para a cura, amor e a prosperidade eram feitos nesta noite, colhendo e utilizando plantas sagradas como o espinheiro branco e preto e o salgueiro, purificando os campos e os animais. Celebra-se a vida, a paixão, a sensualidade e a fertilidade em todos os sentidos – seja a do solo, a do corpo, a das idéias, do dinheiro, etc.

É um ritual onde impera a excitação, a alegria e a volta da luz e do Sol.

Casamento de Um Ano e um Dia

Todo ano me perguntam como funciona esse lance de “casar uma vez por ano”. Os homens, desesperados com a fortuna que gastaram na Igreja, festa e buffet e que mal aproveitaram, não conseguem imaginar “todo esse pesadelo uma vez por ano”; já as mulheres, ficam mais preocupadas em “como vão conseguir segurar os maridos por mais de um ano?” pois, na concepção profana, “casou, tá casado… não precisa mais se esforçar…é até que a morte os separe”.

Casar em Beltane implica em conquistar a pessoa amada todos os dias e manter o casamento interessante o suficiente para que a outra pessoa queira casar com você novamente no ano seguinte. É um casamento verdadeiramente profundo, em uma cerimônia simples, porém extremamente simbólica e poderosa em termos de magia.

Coroas, Taças e Adagas

As guirlandas simbolizam, desde tempos antiqüíssimos, a eterna Roda do Ano e seus ciclos ininterruptos. Elas são utilizadas em Beltane como coroas estilizadas.

Esse costume é remanescente das celebrações de Beltane da Europa Antiga, quando o melhor dançarino era homenageado com uma coroa de folhagens (representando o Deus) e a donzela mais bonita era coroada com uma guirlanda de flores e homenageada como a Rainha das celebrações de Beltane (representando a Deusa).

Essa tradição continua até hoje e é por isso que em Beltane todos os participantes são ornados com guirlandas.

Depois de acabada a decoração das coroas, chegou o momento da coroação. Os casais passavam em frente a fogueira de mãos dadas e coroavam-se um ao outro.

A celebração é linda, As mulheres se vestem de preto e os homens de branco. Perto da fogueira, as mulheres seguram uma taça de vinho, que representa o receptáculo feminino e o sangue da criação da nova vida. Os homens seguram um punhal, que representa a força e o orgão sexual masculino.

Então o homem evoca o Deus sol e se entrega a mulher, colocando o punhal dentro da taça de vinho. A mulher evoca a Deusa Lua, recebe o homem e bebe o vinho, simbolizando a fecundação. Então o sacerdote, no caso, o Mestre, une as mãos dos noivos com fitas, representando a união feita pelo amor e pela vontade.

Os convidados, em seguida, pegam flores dos diversos buquês que estão espalhados pelo local (lembrem-se que ao mesmo tempo é a celebração de Beltane, então todo o altar e templo estão cheios de flores de todos os tipos), com rosas, margaridas, tulipas, damas-da-noite, ervas, ciprestes e todo tipo de flores do ritual e vão passando por entre os noivos dando flores de presente e desejando seus votos de felicidade. Cada noiva vai montando, assim, seu próprio buquê de casamento que é único e construído a partir dos desejos sinceros dos amigos e parentes.

Depois, todos, noivos e convidados fazem uma roda em volta da fogueira e dançam ao som de uma música celta.

O casamento tem duração de um ano e um dia e em cada Beltane é feito a renovação dos votos. O casal fica unido pelo amor e pela vontade.

#Sabbat

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/casamento-em-beltane

O Caos dos Iluminados

Magia+do+Caos

Dentre outros assuntos, são abordados: o Caminho da Mão Direita e o Caminho da Mão Esquerda (e onde a MC cabe no meio disso tudo? Isso tem mesmo “cabimento”?).

Magia antiga, moderna, pós-moderna e contemporânea. Magia, ciência e religião. Será que a matéria é mesmo inferior à mente ou ao espírito? Por que alguns magistas buscam efeitos materiais na magia e outros se focam na busca espiritual? E o que o neoplatonismo tem a ver com isso? Será que hierarquias são úteis? O que é o Slow Chaos? E o que a biologia tem a nos dizer sobre o suposto sentido da vida? Como disse Peter Carroll recentemente: “Precisamos talvez pensar como biólogos do que como físicos quando se trata de sistemas complexos”. Curiosa essa tendência de aplicar a Teoria da Evolução de Darwin para tudo; como se a ciência estivesse realmente evoluindo ou o espírito evoluísse cada vez mais. Que tal valorizar cada teoria e etapa dentro de seu modelo em vez de apenas dividi-las em “verdadeira” e “falsa”? Afinal, Lamarck não estava realmente errado, como nos mostra as atuais teorias sobre epigenética.

Não tive nem de longe a intenção de esgotar os assuntos quentes de magia ou de fornecer respostas definitivas. No entanto, após essa leitura espero que você possa se divertir com reflexões diversas, como essa: por que a Magia do Caos surgiu, qual foi a sua importância nos anos 70 e por que ela continua relevante até hoje. A intenção do caoísmo não é provar que está certo e nem mesmo questionar definitivamente se existe uma verdade, mas mostrar a utilidade de trabalhar olhando para a realidade com modelos e hipóteses, semelhante à abordagem do método científico. Ao mesmo tempo sugerindo que nem mesmo o método científico, popular em nossa época e com um status quase divino, é livre de falhas.

Ele foi criado por Descartes alguns séculos atrás com base na lógica e na matemática, que também seriam meramente invenções humanas; sistematizações grosseiras de algo que supomos perfeito e regulado, pois é realmente decepcionante descobrir que o código genético parece menos engenhoso (e com repetições desnecessárias) do que códigos intrincados criados pela matemática. Até nos darmos conta que algumas repetições de códigos para aminoácidos podem ser úteis para evitar mutações danosas… ou podem estar lá como um apêndice que não serve mais! O pensamento de que algo pode estar ali simplesmente aleatoriamente nos dá uma grande agonia, já que nossa mente tem a mania de buscar sentidos ou padrões, como se só aquilo que se encaixa possuísse beleza ou verdade.

É importante lembrar que somos produto do tempo em que vivemos. Muitos acham hoje que uma magia “real” deve ter efeitos práticos mensuráveis e que depois da morte não há nada; só a matéria seria real. Contudo, esses pensamentos são somente um reflexo das visões dominantes de hoje (sejam elas capitalismo, materialismo ou qualquer outra que fique na moda). Então logo surge uma visão de reação a essa afirmando que o foco deve ser o espírito, que há uma verdade “maior”. É o nosso desejo por hierarquia: algo sempre tem que ser maior ou melhor. Por que as diferentes visões não podem ser conciliadas e coexistir? Até mesmo a visão de que as coisas não podem ser conciliadas pode ser conciliada (por mais paradoxal que pareça), se considerarmos que ela é verdadeira, mas somente dentro de seu respectivo paradigma.

A princípio, uma solução mais pragmática do que lógica. E por que não? Ser escravo do pensamento só é engraçado quando a bola rola e o jogo continua.

Que esses parágrafos fiquem como uma prévia do livro “O Caos dos Iluminados”. É uma obra pouco ambiciosa, um material curto, que não clama um direito de estar certa, mas somente de falar e existir, mesmo que por um breve instante. Talvez seja meramente um desejo de formar um replicador mais eficaz que os genes (os memes de Dawkins), mas achamos que nem mesmo isso é necessário e que mais divertido que espalhar um replicador de longa vida é cuspir uma piada ruim que não faz sentido, não se encaixa, logo se apaga e é esquecida. Afinal, também não há beleza nisso? Na falta de beleza e de sentido.

CAOS. Por favor, só mais uma segunda taça.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caos-dos-iluminados

15 Milhões de Conspiradores!

Acabamos de chegar à marca de 15 milhões de Pageviews neste blog (e virei celebridade no Astrotheme, com direito até a página em francês)… Nada mal para um blog de hermetismo e espiritualismo no país do Templo de Salomão… Como de costume, para quem gosta dos números, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 2.519 posts publicados e 45.550 comentários. Temos 4.400 followers no twitter , 15.011 subscribers no Facebook.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando perfeitamente e passamos de 3.400 mapas astrais e 2.400 sigilos (aproximadamente 9.200 cestas básicas ou equivalente distribuidas).

O Projeto Mayhem está com 3.849 membros. A Wikipedia de Ocultismo conta atualmente com 5.219 verbetes e 2.082 imagens.

O Arcanum Arcanorum já conta com 5.725 membros que passaram por seus atrios e 130 que chegaram ao grau de Probacionista, além de uma Loja Maçônica (ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 – GOB), o projeto SOL, que já realizou 35 palestras públicas e três Terreiros irmãos, o que nos coloca como uma das egrégoras mais fortes dentro das Ordens Iniciáticas aqui no Brasil.

Ao longo destes seis anos (incluindo o TdC S&H que completou 7 anos em 7/Agosto/14), perdi a conta de quantas pessoas conseguimos iniciar nos estudos da Kabbalah, Astrologia, Tarot, Runas e Magia Prática, sem contar os leitores que se filiaram à FRA, AMORC, Lectorium, OKRC, CALEN, AA, SCA, CIH, Demolay, Eubiose, Circulo Egregore, Casa do filósofo, Pró-Vida, Sirius-Gaia, Gnose, Martinismo ou Maçonaria graças ao blog.

O Raph Arrais editou o Grande Computador Celeste que contém os 70 primeiros textos do TdC, distribuido em pdf gratuito ou versão impressa,

Fazemos anualmente uma das maiores correntes de meditação no Sefirat Ha Omer aqui no Brasil, três Encontros do Blog, ajudamos em três Simpósios Brasileiros de Hermetismo e temos conseguido organizar cursos pelo menos uma vez por mês e agora em dezembro começaremos o primeiro Curso de Kabbalah em Ensino à Distância.

E, como se não bastasse, publicamos o Tarot da Kabbalah Hermetica, feito em parceria por mim e pelo talentoso artista Rodrigo Grola, cuja primeira edição está praticamente esgotada, a nova impressão da Enciclopédia de Mitologia e agora os Posteres do Lamen e da Árvore da Vida.

E agora emplacamos o cardgame de protesto Pequenas Igrejas, Grandes Negócios!

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/15-milh%C3%B5es-de-conspiradores

A Estrela Luciférica

Por Adriano Camargo Monteiro

Pentagrama é a estrela de cinco pontas e cinco linhas (“penta” = cinco; “grama” = linha), e não simplesmente um decágono em forma de estrela. Além de simplesmente representar os cinco Elementos da Alquimia – Ar, Fogo, Água e Terra, e a quintessência, o Espírito –, o pentagrama sempre foi, desde a Antiguidade, um símbolo da deusa Vênus e do planeta de mesmo nome; o outro símbolo estelar de Vênus é o heptagrama.

Os elementos associados ao pentagrama, que também são os elementos da Alquimia, estão relacionados às suas manifestações no iniciado, como segue, resumidamente:

– Ar ? inteligência, mente expandida, intelecto;

– Fogo ? animus, amor e ódio impetuosos, impulso sexual;

– Água ? anima, emoções, sentimentos, instintos;

– Terra ? corpo físico, força, resistência, veículo que carrega e suporta todas as consequências da inteligência (e também da inépcia que pode levar ao aprendizado pela dor indesejável), do amor, do ódio, das emoções caudalosas e dos sentimentos mais profundos;

– Espírito ? a Individualidade, o Eu Superior que assimila todas as experiências do indivíduo iniciado e sem sempre “se iniciando”.

O pentagrama também se tornou conhecido como um dos selos do lendário rei Salomão, pois sua mitologia o mostra como um fenício politeísta que cultuava Vênus (Ashtart), entre outros diversos deuses e deusas. Assim como muitos sacerdotes e “feiticeiros” do período mitológico de Salomão, os reis, que se consideravam filhos e esposos de Ashtart, também a cultuavam para se obter as dádivas da fertilidade (em seu sentido amplo), prosperidade para o povo, riquezas, ascensão social e êxito no amor, além de marcar as fases do ano, as celebrações e de empreender rituais de morte e renascimento – na Árvore cabalística do Conhecimento do Bem e do Mal o Túnel da Morte liga a qlipha (“concha”) A’Arab Zaraq (os “Corvos da Dispersão” de Odin) a Thagirion (o Sol Negro, o “Instigador”); na Árvore da Vida, o Caminho da Morte liga a sephira (esfera) Netzach/Vitória (Vênus) a Tiphareth/Beleza (Sol). Essa ligação entre Vênus e Sol ficará mais clara, a seguir.

Na grande Mesopotâmia e Oriente Médio, Vênus era conhecida por diversos outros nomes, tais como Asherah, Baalat, Ishtar, Shekinah, Baalat, Inanna, Anat e Astaroth e Ashtart.

Como planeta, Vênus é o terceiro corpo sideral mais brilhante no céu visto da Terra, tendo um albedo de 79 % (o “Portador da Luz”, Lúcifer), e aparece de manhã, ao leste, antes do nascer do Sol, sendo, portanto, chamado de Estrela da Manhã, Estrela d’Alva ou Estrela Matutina. Nos templos maçônicos, por exemplo, essa estrela flamejante deveria ficar ao leste, de fato (esse ponto cardeal pode ser facilmente localizado nos templos), contextualizando o selo de Salomão pentagramático e representando a luz do crepúsculo da manhã, a luz da Estrela Matutina, ou seja, o planeta Vênus-Eósforo que surge antes do Sol.

Desde a Antiguidade, Vênus tem sido observado e seu movimento estudado. O percurso que faz em sua órbita para formar conjunções com a Terra e o Sol descreve o pentagrama a partir do ponto inicial da primeira conjunção com a Terra; cada ponto de conjunção é uma ponta do pentagrama. E a cada oito anos um pentagrama invertido se forma no espaço sideral, com as conjunções entre Vênus, Terra e Sol, demonstrando uma relação “sexual” metafísica em nível astronômico. É claro que isso tudo pode ser “aproveitado” em trabalhos ritualísticos específicos.

As conjunções de Vênus

Do ponto de vista prático, algumas observações importantes sobre os pentagramas parecem ser necessárias, já que existe uma grande confusão sobre sua utilização e significado. Mas este texto será breve, pois há outros que abordam diferentes aspectos de tal questão pentagramática.

Antes, porém, será esclarecida brevemente a diferença entre pentáculo e pantáculo, já que confundir os dois é tão comum e corrente que até mesmo esse erro aparece em livros, etc., sem que ninguém note. “Penta” nos remete ao número cinco; “pan”, à ideia do todo e do completo (“pan” e “pantos”). Assim, pentáculo se refere apenas a um pentagrama inserido em um círculo (pois, para fins operativos, há uma diferença importante entre o pentagrama rodeado por um círculo e o pentagrama sem o círculo). Pantáculo é qualquer objeto de natureza talismânica, geralmente circular, no qual podem estar quaisquer símbolos, sigilos, selos, assinaturas, letras, números e diversas outras inscrições de modo contextualizado e pertinentes a determinados trabalhos, rituais, filosofias mágico-ocultistas, etc. Um pentáculo pode estar inserido em um pantáculo e pode ser um pantáculo, mas um pantáculo jamais significa pentáculo nem pentagrama.

É preciso compreender que não existe um pentagrama “do bem” e um pentagrama “do mal”, etc. e tal. Tanto o pentagrama invertido como o outro são dispostos e usados segundo a perspectiva do operador. Se, por exemplo, desenhado e colocado na soleira da porta com uma ponta voltada para fora, o pentagrama parecerá invertido aos olhos de quem está chegando, de quem está do lado de fora do aposento, e parecerá “de pé” para quem está do lado de dentro. Em um caso tal, onde estará então o pentagrama “do mal” e o pentagrama “do bem”? Percebe-se que esses conceitos dicotômicos e maniqueístas de fato são ridículos. Quando traçado um caminho “oculto” da esfera/sephira de Binah (Compreensão) a Chesed (Misericórdia) e da esfera de Chokmah (Sabedoria) a Geburah (Severidade) na Árvore cabalística, poder-se-á notar que o desenho forma um pentagrama invertido (e isso na Árvore da Vida “convencional”); na Árvore do Conhecimento, ou da Morte, quer dizer, das Qliphoth, o mesmo também ocorre.

Ambos os pentagramas podem ser utilizados para qualquer propósito predeterminado. Só depende da Corrente com a qual esteja trabalhando, ou seja, Nox ou Lux, e não “do bem” e “do mal”, pois a ideia estereotipada de que as trevas são o mal e a luz é o bem absoluto é completamente equivocada, estúpida e ilusória. Por exemplo, os dois pentagramas (o invertido e o “normal”) podem ser usados para se trabalhar com as quatro principais forças da Corrente Draconiana, a saber: Lúcifer, Vênus, Samael e Lilith.

E essas forças arquetípicas não são maléficas, malignas, malévolas, malevolentes, malfazejas, malfeitoras, malditas, do mal, ou qualquer asneira semelhante, mas sim elas são mal-entendidas, intencionalmente ou não, por mentes maledicentes e maldosas. Essas são forças arquetípicas inerentes à vida e à evolução, são forças da inteligência, da razão, das emoções, do amor, do ódio, das paixões, dos instintos e dos prazeres sensoriais, materiais e psicomentais, tudo o que é necessário à vida, ao aprendizado e à evolução, especialmente a evolução deliberada e por livre vontade. O mal, como as pessoas o categorizam, só existe na mente humana maligna, malévola, malevolente, malfazeja, etc., e nada mais. Usar no pescoço ou no anel um pentagrama invertido ou “de pé” não tem qualquer conotação moral ou dogmática com relação ao que é “do mal” ou “do bem”. Alguns dizem que o pentagrama convencional protege contra magia negra. Isso parece um tanto incoerente, já que a magia não tem cor, não existe magia negra nem magia branca. Tanto o pentagrama convencional como o pentagrama invertido podem banir e resguardar o operador de forças intrusas, perturbadoras e inconvenientes ao trabalho que será empreendido, mas não necessariamente contra “forças do mal”, como a maioria das pessoas imagina. O próprio indivíduo tem em si elementos indesejáveis, ruins e nocivos aos outros e a ele mesmo, só que ninguém quer admitir isso.

Um exemplo da “isenção moral” do pentagrama está no sigilo ou selo de Astaroth, um espírito da Goécia, supostamente um “demônio”, mas que de fato era uma das deusas mesopotâmicas. Seu sigilo é formado por, entre outros símbolos, um pentagrama “convencional” e não por um pentagrama invertido. Já o pentagrama invertido é também a estrela de Set (Shiva, Samael, etc.), o deus arquetípico egípcio primordial representado pela estrela Sírius, o que indica sua relação metafísica com os mais altos níveis de manifestação “caósmica” e de consciência, muito além da vida comum e corrente.

Por outro lado, em nível mais próximo da realidade prosaica do ser hamano, o pentagrama invertido pode ser usado também em trabalhos que visam a objetivos materiais (afinal, estamos todos encarnados na matéria, e nem só de espírito é possível se viver neste mundo).

O pentagrama invertido traçado no ar significa que forças venusianas estão sendo invocadas para a Terra, que influências astrais e siderais de Vênus estão sendo “puxadas” para o nosso plano físico, para o magista e para o templo, para atuarem em seus rituais, especialmente de magia sexual, um elemento importante da filosofia oculta afrodisiana (ou venusiana). O pentagrama invertido pode ser traçado na direção dos quatro quadrantes e os nomes são vibrados devidamente e não simplesmente falados de qualquer jeito (cada nome tem sua vibração e pronúncia corretas, de acordo com o quadrante do Elemento), com concentração mental e comoção emocional, sentindo a vibração em si. O pentagrama invertido tem seu traçado de acordo com os quatro Elementos também. Quando se faz o pentagrama invertido traçando-o pelo Elemento Terra, o indivíduo estará também invocando a força da Terra (e tudo o que ela representa) e daqueles poderes arquetípicos para o seu real Ser encarnado na Terra, fazendo-os se manifestarem em si mesmo e na obra que se realizará, e não simplesmente banindo. Nos trabalhos de magia sexual o pentagrama invertido é particularmente usado para invocar a Serpente do Sexo e o Dragão de Sabedoria, além dos objetivos materiais (e o sexo, a princípio, não é realizado material e sensoriamente no plano físico?).

Como mencionado, o pentagrama invertido está associado à deusa Vênus (e ao planeta), à fertilidade, ao amor e ao sexo, além de representar de forma bastante estilizada os órgãos sexuais femininos.

No contexto da Filosofia Oculta e da Magia, a estrela luciférica é também um símbolo da Sabedoria e do Amor, pois Sophia é Vênus, a deusa do Amor e esposa/irmã do filósofo Portador da Luz, Lúcifer – Fósforo e Héspero. Aliás, consta que, entre os gregos, foi o sábio Pitágoras quem primeiro observou que Fósforo e Héspero eram o mesmo planeta, pois se acreditava que fossem planetas distintos, um surgindo pela manhã e o outro, à tarde.

A sabedoria sempre foi o ideal dos filósofos, e, novamente entre os gregos, foi Pitágoras quem cunhou o termo “filósofo”, referindo-se a si mesmo como um “amante da sabedoria”, ou de Vênus, em toda sua significância, incluindo, principalmente, a prática de magia sexual com a esposa-sacerdotisa que encarna Sophia-Vênus no ritual. Além disso, sua Escola Pitagórica, iniciática e semissecreta, tinha como símbolo o pentagrama, considerado como a representação da perfeição, do microcosmo (ser humano), da harmonia entre as forças opostas (homem e mulher, luz e trevas, positivo e negativo) e da natureza. Todos esses significados do pentagrama se justificam, pois ele próprio apresenta em suas medidas a razão áurea que está presente em tudo (Pan)…

Portanto, use e abuse dos abusadamente famosos pentagramas, mas com conhecimento e discernimento, logicamente. E para aqueles que sabem ler nas entrelinhas, aqui há alguns segredos operativos…

#LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-estrela-lucif%C3%A9rica