Curso de Magia

 

J.R.R.ABRAHÃO

Este livro é dedicado à memória de FRANZ BARDON, que o inspirou. Possa sua Luz nos guiar no caminho certo

Primeira Parte – Teoria

Segunda Parte – Prática

 

 

 

Postagem original feita no https://mortesubita.net/alta-magia/curso-de-magia/

Signos (parte 2)

Por: Colorado Teus

Satisfação,

este texto é a continuação do texto Breve Introdução à Magia (parte 1), no qual foi definido o que é Magia e falado um pouco sobre a capacidade de inovação do ser humano aliada à Coragem. O texto foi reeditado, coloquei as imagens que estavam faltando e fiz alguns ajustes e complementos, vale a pena dar uma conferida. Para continuar a falar sobre magia, é preciso definir um vocabulário específico, especialista, para esta área de conhecimento.

Quando se vai explicar qualquer coisa para outras pessoas, é necessário o uso de ferramentas que funcionem como uma ponte para que as ideias de um cheguem às cabeças dos outros. São exemplos dessas ferramentas: palavras, desenhos, sons etc. Apesar de eu não gostar muito desta definição (uma palavra sendo definida por outra que foi gerada dela mesma), vou utilizá-la aqui: “Em uma língua, signo é todo elemento portador de significado. Assim, toda peça que usamos para nos expressar é um signo: sons, palavras, gestos, símbolos, figuras, cores, notas musicais, desenhos etc.”

No meio magístico, existem signos bem específicos para aquilo que os magos precisam para estabelecer a comunicação entre os diferentes mundos, são como “termos técnicos”. Nesta série de textos irei falar bastante sobre os termos ‘símbolo’, ‘fórmula mágica’, ‘ritual’ e ‘sistema mágico’, mas precisarei utilizar outros signos, que definirei de maneira bem básica neste capítulo do texto, são eles os “Quatro Elementos”.

Para chegar aos Quatro Elementos, partimos da ideia da primeira divisão que foi citada na parte 1, Yin e Yang, Terra e Fogo, Passivo e Ativo, Ausência e Presença, etc., que pode ser aplicada a muita coisa neste universo, há quem diga que a tudo.

Se esta é uma forma elementar de dividir (lembrem-se, a palavra razão vem de divisão, que é a maneira como dividimos nossos pensamentos e os organizamos) vamos utilizá-la para dividir essa primeira divisão. Esta ideia é uma noção que os orientais já tinham há muitos anos, podemos notar na figura acima que existe um Yin dentro do Yang (a pequena bolinha preta, que é chamada de Pequeno Yin) e um Yang dentro do Yin (a bolinha branca, que é chamada de Pequeno Yang) na figura 5.

Tal definição, contudo, fica um pouco complicada de se tirar qualquer conclusão e fazer uso(tentem entender o que é “contração da contração”, “contração da expansão” etc.). Por isso, vamos utilizar a analogia com as propriedades naturais de cada elemento para uma explicação mais esclarecedora.

Os Alquimistas utilizavam os 4 elementos básicos do planeta Terra para a comparação, partindo da primeira divisão que era Fogo e Terra e propunham a seguinte correlação: Grande Yang é o Fogo, Pequeno Yin é a Água (a parte densa do fogo), Pequeno Yang é o Ar (a parte sutil da terra) e Grande Yin é a Terra. Assim, temos as propriedades básicas:

Quente: Energia, vivacidade, voluntariosidade, natureza imediata e impulsiva, decisão, valor, iniciativa, espírito empreendedor.

Frio: Imobilização, contração, retraimento, retenção, reserva e paralisia das substâncias, dos corpos e da psique.

Úmido: Extensão ou alargamento, plasticidade, receptividade, relaxamento, apaziguamento e fluidez.

Seco: Resistência e tensão, enrijecimento, endurecimento e constrangimento.

Sendo assim, temos:

Fogo: Quente e seco

Água: Frio e úmido

Ar: Quente e úmido

Terra: Frio e seco

Fogo: O fogo é quente e seco, representa o estado cinético da matéria, é o querer fazer alguma coisa, o Tesão, aquilo que queremos fazer mesmo que não ganhemos nada em troca. Uma ideia interessante é que o fogo queima até acabar o combustível, então ou ele se expande para outro lugar ou ele se extingue, o que dá a ideia de sua necessidade de movimento. É representado pela vareta, a mesma que citamos na parte 1 desta série, de quando o homem foi dominar o fogo pelas primeiras vezes. É possível encontrá-lo na filosofia representado por um Leão.

São características do fogo: Revelar algo, se mostrar, imprimir Paixão, elevar, manter-se em movimento, aquecer, etc.

Gosto muito destes vídeos que comparam os elementos a estilos de Kung Fu, em referência ao desenho Avatar, a lenda de Aang:

Dobra de Fogo

Água: A água é fria e úmida, representa a versatilidade pois consegue tomar qualquer forma de espaço não preenchido, como as emoções que variam e se adaptam para cada pessoa. Versatilidade humana geralmente remete a sabedoria, que é a capacidade de utilizar seu conhecimento nos mais diferentes tipos de situação, no caos. O instrumento usado para o domínio da água é o cálice, que é um recipiente pelo qual manuseamos os líquidos. Pode ser encontrado na filosofia representado pelo próprio ser humano, aquele que conseguiu se adaptar aos diferentes climas e situações do planeta em que vive.

São características da Água: Hidratar, transportar, purificar, refrescar, diluir, proteger, refletir, etc.

Dobra de Água

Ar: O ar é quente e úmido, representa a liberdade, é a ousadia para fazer alguma coisa. O ar, até mesmo dentro de um recipiente fechado continua se movimentando bastante, é praticamente impossível pará-lo. O símbolo que representa o domínio do Ar é a espada (símbolo de domínio do conflito), pois quando duas coisas livres e ousadas se aproximam, as chances de se ocorrer um conflito (atrito) é alta. Pode ser encontrado na filosofia representado por uma águia, aquela que domina os céus e enxerga longe.

Características do Ar: Transmitir, conectar, oxigenar, energizar, mobilizar, tornear, misturar, etc.

Dobra de Ar

Terra: A Terra é o elemento mais denso, mais duro, mais difícil de se destruir. Densidade é proporcional à massa, que é uma medida de inércia, representando então a inércia quanto a alguma coisa (a resistência para começar ou parar um movimento). O instrumento que representa o domínio da terra é a moeda, que é resultado de um grande trabalho em um material denso como o metal, que para ser feito exige muita paciência. Pode ser encontrado na filosofia representado pelo Touro, que lembra a imagem de um trabalhador incansável que não contesta o que é pedido e faz o que tem que ser feito.

Características da Terra: Firmar, manter, formar, construir, conter, limitar, produzir, nutrir, aperfeiçoar, etc.

Dobra de Terra

Grande parte desta série de textos depende destas definições, se fôssemos compará-la a um DNA de seres humanos, os Quatro Elementos seriam o ACTG de sua construção.

O que é interessante deste sistema de classificação é que estas palavras funcionam como fractais (frações de um todo que podem ser usadas para representar o todo), assim, posso utilizar a palavra Terra para classificar um tipo de comportamento, por exemplo conservador, posso utilizá-la para classificar um tipo de função, como guardião, um tipo de inteligência, como administrativa, e muitas outras coisas. O que seria equivalente a falar que a pessoa tem um comportamento típico de Terra, exerce uma função de Terra ou possui inteligência de Terra.

Em textos posteriores falarei sobre a ‘precisão’ dos sistemas de classificação, que está totalmente atrelada à capacidade do homem de perceber as diferenças entre as coisas. Por enquanto paramos por aqui, fica como lição de casa – para quem quiser fazer – um exercício de Auto-conhecimento, que é utilizar os 4 elementos para classificar os diferentes padrões de comportamento que se pode notar no dia a dia. Qual a ordem de presença que cada elemento exerce na sua vida, no seu comportamento?

Vai dar certo!

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/signos-parte-2

Umbanda e Magia: o que são os Tronos Divinos – Com Alfonso Odriozola

Bate-Papo Mayhem 160 – Com Alfonso Odriozola – Umbanda e Magia: o que são os Tronos Divinos

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/9oj1oKo-vMY

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/umbanda-e-magia-o-que-s%C3%A3o-os-tronos-divinos-com-alfonso-odriozola

Psicodelias, Relâmpagos e Catedrais

Continuando nossa série histórica a respeito das origens dos Cavaleiros Templários, dividimos nosso arco histórico em três facções: de um lado, a Igreja Católica e a história de seus papas, até chegar em Urbano II “Porque Deus quis” pode ser lida AQUI, AQUI, AQUI e AQUI. Do outro lado, a história paralela dos Construtores do Templo, as guildas de maçons detentores do conhecimento da geometria sagrada, preservado desde as pirâmides egípcias até os templos romanos (e até os dias de hoje).

Justamente quando estava escrevendo esta coluna, li um texto postado pelo amigo Kentaro a respeito de um estudo feito por cientistas a respeito de padrões psicodélicos encontrados em neurônios em curto-circuito. Por coincidência, acabei de ler um livro chamado “Girando a Chave de Hiram” onde o autor relaciona justamente estas conexões e a ritualística templária e maçônica. Nesta semana, traçarei a relação entre psicotrópicos, mantras, orgasmos, meditações, relâmpagos, limiares da dor, religião, da falta de sono e até mesmo experiências de pós-morte e sua conexão com o Plano Astral e com a estrutura das primeiras catedrais européias.

Antes de mais nada, vamos ao texto original:

Psicodelia explicada por neurônios em curto
“Está cheio de estrelas”, disse o astronauta Bowman enquanto era absorvido pelo Monolito Negro em “2001 – Uma Odisséia no Espaço”. Uma sucessão de imagens psicodélicas (criadas com fotografia slit-scan) representavam então um contato com o Divino, ou o que quer que fosse, já que o próprio Kubrick nunca deixou claro o que diabos aquele final significava. Mas era algo grande, místico, mesmo religioso.
Imagens espirais e túneis de luz afins emergem repetidamente em experiências com drogas alucinógenas, e talvez não por mera coincidência, em iconografias religiosas resultantes de “visões”, como mandalas, arte islâmica ou catedrais cristãs. Não apenas isso, surgem também em experiências de “quase-morte”, alucinações de sinestésicos, cefaléias, epilepsia, distúrbios psicóticos, sífilis avançada, distúrbios do sono, tontura e mesmo em pinturas rupestres de milhares de anos.
Esta universalidade parece indicar algo maior, quiçá contato com planos superiores, ainda que cefaléias, sífilis avançada ou distúrbios psicóticos como meio de se aproximar de deus pareça um tanto bizarro. A neurociência aliada à matemática sugere uma explicação um pouco mais mundana. Porque a ciência já anda investigando o tema.
Nos anos 1920, o neurologista alemão Heinrich Klüver dedicou-se com afinco a estudar os efeitos da mescalina (peyote), e notou como tais padrões geométricos eram repetidamente relatados por diferentes sujeitos (incluindo ele mesmo, mas esta é outra história). Os padrões acabaram classificados no que ele chamou de “constantes de forma”, de quatro tipos: (I) túneis, (II) espirais, (III) colméias e (IV) teias.

Pois estudos recentes, aliando descobertas sobre o funcionamento do córtex visual a modelos do funcionamento de neurônios sugerem que tais padrões podem surgir simplesmente de uma espécie de curto-circuito no cérebro. Perturbações simples no córtex visual, quando mapeadas ao correspondente que o sujeito perceberia, podem gerar padrões notavelmente similares às constantes de forma psicodélicas.

À esquerda, a representação da alucinação de um maconhado. Ao lado, a simulação da percepção gerada pela perturbação do córtex visual. Simples assim. Nada de enxergar deus, e sim um produto da forma como nossos neurônios processam imagens, e como reagem assim a perturbações em seu funcionamento. “Está cheio de estrelas”, mas todas em seu cérebro.
Ou não tão simples, é preciso ressalvar. Neurocientistas, cientistas que são, admitem que ainda não conseguem explicar todas as alucinações relatadas. O próprio exemplo acima envolve uma complexidade maior do que os modelos usados, e a simulação envolve mais especulação. Mesmo o modelo utilizado para simular a percepção dos sujeitos frente às perturbações em seu córtex visual é, ainda, rudimentar, envolvendo diversas simplificações. É uma área ainda em exploração, mas pelo visto, extremamente promissora. Explicaria bem porque tanto religiosos em transe quanto drogados e sifilíticos em estado avançado poderiam partilhar as mesmas alucinações visuais. São seres humanos partilhando a mesma estrutura cerebral submetida a alguma perturbação.

By Kentaro Mori no 100Nexos.

Espirais, Relâmpagos e Teias de Aranha
Uma das sete leis de Hermes Trismegistrus diz que “Todas as coisas se movimentam e vibram com seu próprio regime de vibração. Nada está em repouso”.
Das galáxias às partículas sub-atômicas, tudo é movimento. Todos os objetos materiais são feitos de átomos e a enorme variedade de estruturas moleculares não é rígida ou imóvel, mas oscila de acordo com as temperaturas e com harmonia. A matéria não é passiva ou inerte, como nos pode parecer a nível material, mas cheia de movimento e ritmo. Ela dança.

Os primeiros contatos com o Divino muito provavelmente aconteceram por causa dos relâmpagos. Robert Lomas, em seu livro “Girando a Chave de Hiran” conta que, certa vez, estava passando de automóvel quando quase foi atingido por um raio. O raio havia passado tão perto que, por alguns segundos, não apenas a parte elétrica de seu carro teve problemas, mas ele teve uma “visão de Deus”. Naqueles pequenos instantes, que para ele pareceram uma enternidade, Lomas teve o contato direto com o Cósmico, fundindo-se ao todo, na sensação que os ocultistas chamam de Samadhi ou “pequeno mergulho no Nirvana”. O contato com Kheter.
Durante o livro, com a ajuda de diversos neurocientistas britânicos, ele traça paralelos experimentais entre o “curto-circuito” que experimentou graças ao raio e as descrições de êxtase religioso encontradas em diversas literaturas, bem como experiências de neurocientistas como Michael Persinger, Andrew Newberg e Eugene D´Aquili envolvendo o comportamento do cérebro humano.

Mas voltando aos trovões e relâmpagos… é muito provável que desde os tempos mais remotos, muitos homens tenham passado pela mesma experiência que Lomas. Este “curto circuito” e posterior expansão da mente do indivíduo pelo Cósmico certamente resultariam em uma experiência transcedental, divina. O contato com o TODO, o Grande Arquiteto do Universo. Não é de se estranhar, então, que alguns dos deuses mais importantes de todas as mitologias faziam uso do trovão como arma (Zeus fulminando seus adversários na mitologia grega, por exemplo). Ao quase ser alvejado por um raio e sobreviver, o indivíduo ou grupo de indivíduos passava a ter um legítimo contato com a divindade cósmica, e traduzia esta sensação indescritível com o melhor que seu vocabulário pudesse conceber. Enquanto isso, no plano material, os neurônios e sinapses expostos a campos elétricos causariam a sensação que Walter Leslie Wilmshurts chamou de “Consciência cósmica”. Não é de se estranhar que os antigos construtores de catedrais, trabalhando em campanários e outros locais elevados, sob tempo ruim, invocavam a ajuda de Santa Bárbara.

Tantra e Chakras
A experiência divina não é exclusividade do contato com raios e trovões. Paralelamente a isso, os iniciados conheciam técnicas de magias sexuais derivadas do tantra para atingir o MESMO estado de iluminação, ou Samadhi. Através de orgasmos cada vez mais fortes e intensos, e do fluxo de energias despertando cada um dos chakras dos amantes, através da Kundalini, os iniciados conseguem experimentar o mesmo estado divino descrito pelas experiências acima. Da mesma forma, outros exercícios de meditação, contemplação e masturbação têm sido utilizados para o mesmo fim. A energia canalizada durante este “curto circuito” é muito utilizada na chamada Magia do Caos, desenvolvida por Peter J. Carroll no começo do século XX e não é muito diferente das antigas magias sexuais celtas ou egípcias.
Aposto minhas adagas ritualísticas que, se os neurocientistas medissem o padrão do córtex visual em um casal de sacerdotes durante o Hieros Gamos ou de um casal iniciado tântrico durante o Maythuna, eles encontrariam o mesmo padrão descrito por Heinrich Klüver.

Meditação, Mantras e Mandalas
Outro caminho conhecido para se atingir este estado de “curto circuito” é através da meditação. Exercícios de “desligamento da mente” zen e técnicas envolvendo mandalas, mantras ou orações repetitivas, normalmente trabalhando em um padrão espiral, fazendo com que os sentidos objetivos sejam cada vez mais neutralizados, até que haja o travamento das faculdades objetivas e, como conseqüência, a conexão com os planos superiores.
O mesmo processo explica claramente porque muitos fiéis cristãos, ao envolverem-se demasiadamente com as orações (especialmente no terço, que é uma derivação do japamala budista), entram neste “curto-circuito” durante as orações e chegam ao mesmo estado de consciência. A diferença é que, para estas pessoas, por desconhecerem o que está acontecendo, acreditam que “Jesus falou com elas”, pois não são capazes de explicar este contato com o Cósmico e, assim como os selvagens nas cavernas, tentam explicar ao mundo o que sentiram através de seu vocabulário limitado.
Novamente, se estes padrões cerebrais fossem medidos, teríamos o mesmo padrão, tanto que eles se repetem nos desenhos das mandalas, só que de uma forma invertida. Nas experiências com psicotrópicos, o usuário enxerga os padrões depois de entrar em contato com a droga; nas mandalas, o iniciado procura os padrões ANTES de causar o “curto-circuito”.
Qual padrão é a causa e qual é a consequência?

O limiar da dor
Também é conhecido que estes padrões são encontrados em cefaléias, epilepsia, distúrbios psicóticos, sífilis avançada e outras situações do limiar da dor extrema. Estes estados mentais também causam o “curto-circuito”, resultando os mesmos padrões descritos acima. Isto deu origem a uma série de rituais de iniciação e ritos religiosos envolvendo perfurações e suspensões por meio de ganchos, até os famosos faquires e devotos hindus, capazes de atravessar pregos pelo nariz, anzóis pela pele e ganchos por todo o corpo. Examine o córtex deles e teremos o mesmo padrão.
Este culto à dor pela iniciação existe até os dias de hoje, tanto em iniciações que envolvam suportar a dor, como o ritual de Gkol nas tribos de Vanuatu, que consiste em se jogar do alto de uma árvore ou penhasco amarrado em cipós como prova de iniciação da puberdade para a maioridade até talhar os próprios dentes para deixá-los pontudos ou perfurar a pele com piercings e anzóis, além das flagelações.

Durante a idade Média, existiram muitas ordens monásticas que cultuavam a auto-flagelação. Açoites e chicotes como forma de penitência foram trazidos para a Igreja católica dos templos hindus, que por sua vez traziam este costume da maneira a conectar-se com o divino através da penitência.
Podemos ver resquícios desta ritualística até mesmo no cilício, instrumento composto de espinhos que são amarrados na coxa e apertados de acordo com a vontade do usuário, causando uma dor contínua e muito forte. O cilício ainda é muito utilizado na Opus Dei e em outras ordens religiosas monásticas.

Sexo e a Dor
Os Etruscos possuíam templos destinados a ritos sexuais que envolviam prazer e dor (o mais conhecido é a Tombe de la Fustigazione), que deram origem à Lupercália romana e, mais tarde, ao dia de São Valentino (o “dia dos namorados” gringo). Até os dias de hoje, existem dentro de ordens do caminho da mão esquerda rituais de BDSM até o limiar da dor e do êxtase, onde se consegue chegar ao mesmo “curto circuito” da meditação zen. E aposto meu pantáculo saturnino que quando a iniciada estiver em êxtase, encontraremos nela os mesmos padrões descritos por Heinrich Klüver.

As drogas e os psicotrópicos
Outro aspecto muito comum nas iniciações é o uso de psicotrópicos e libertadores da consciência. Drogas como o haxixe, ópio, peyote, mescalina, folha de coca, LSD ou até mesmo o Santo Daime têm a finalidade de desligar os sentidos objetivos e abrir as portas da percepção. Como foi colocado acima, o efeito resultante no Plano Material é o mesmo das outras experiências. Da mesma maneira, Sinestetas enxergam sons, escutam cheiros, sentem cores e algumas delas (acabei de perguntar a uma amiga sinesteta pelo msn) enxergam espirais e estrelas no momento de um orgasmo. “Mas só dos mais fantásticos” segundo palavras dela. O que comprova nossa teoria a respeito dos orgasmos tântricos e curtos circuitos.

Dança de Roda
Outra maneira de se atingir este “curto circuito” é através da dança ou das artes marciais. Danças sagradas de roda e danças ritualísticas existem em todas as culturas e religiões, muitas das quais com extremos aspectos místicos. Entre as principais eu vou citar os Dervishes, do ocultismo muçulmano (epa, eu escutei certo? Ocultismo muçulmano? Sim crianças… chegaremos aos sufis e dervishes em breve) e suas danças de roda. Note como eles estão em estado de transe. Aposto meu cálice de prata que se você medir os padrões do córtex deles, obterá os MESMOS resultados supracitados.
Também posso citar as dançarinas de dança do ventre ou dança dos sete véus ritualística e, claro, os praticantes de kung fu ou tai chi (especialmente tai chi).

A Árvore da Vida
Dentro da Kabbalah, na Árvore da Vida (diagrama que mapeia todos os estados de consciência do ser humano, do mais mundano até o divino), este processo é o caminho que conecta a décima esfera Malkuth (o mundo da matéria) à nona esfera Yesod (o mundo astral, ou intuitivo e acausal), representado pela letra hebraica “Tav”, que também é o símbolo da Ordem dos Franciscanos. O Tau ou Tav representa a imaginação e todos os processos decorrentes da libertação da mente intuitiva da mente objetiva, que incluem todos os processos criativos e visionários. É o primeiro passo para a iluminação. Não é por acaso que todos os deuses representados em Yesod trabalhem com a intuição e com a conexão com a Consciência superior.

A Geometria Sagrada e os Rituais
Muitos dos Construtores de Templos conheciam as propriedades da geometria sagrada de induzir e promover estes estados psíquicos nos iniciados durante os rituais. Desde as proporções na Pirâmide, nos Templos Gregos e Romanos até chegarmos às catedrais cristãs e, posteriormente, às mesquitas muçulmanas e aos Castelos Templários.
Este conhecimento também permanece na África (o povo sempre se esquece que o Egito fica na África! Quando os muçulmanos tomam o Cairo e Alexandria, eles absorvem muito do conhecimento que estava disponível nas Escolas e bibliotecas), trazendo a geometria sagrada para a Arábia. Com as expansões, levam este conhecimento para o sul da Espanha também.

Mas isso já é outra história…

#ICAR

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/psicodelias-rel%C3%A2mpagos-e-catedrais

Thelema, Dança, Oráculos e Magia – Dacia Sibylla

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Jesse Puga e Robson Belli) conversam com Com Dacia Sibylla sobre Thelema, Dança, Oráculos e Magia

https://projetomayhem.com.br/

Morte Súbita inc.

https://www.enochiano.com.br/

https://eb.4gsanctuary.com/

https://www.espelhodecirce.com.br/

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

Faça parte do Projeto Mayhem aqui:

Site do Projeto Mayhem – https://projetomayhem.com.br/

Siga a gente no Instagram: https://www.instagram.com/projetomayhem/

Livros de Hermetismo: https://daemoneditora.com.br/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/thelema-dan%C3%A7a-or%C3%A1culos-e-magia-dacia-sibylla

Hellboy

Hellboy é jovem em relação a outros quadrinhos e, apesar disso, conseguiu muito destaque e fama.

O gênio por traz dele é Mike Mignola , que fez algo totalmente original , colocando um ser que sempre é ligado ao “mal” (demônio) fazendo o “bem” , tendo uma vida dedicada a ser herói e resolver casos ligados ao sobrenatural ao redor do mundo.

A história começa em 1944 , Hellboy era um pequeno demônio , filho de um dos príncipes do inferno com uma bruxa , ele veio para terra quando o Monge Rasputin abriu um portal para o inferno perto do final da Segunda Guerra Mundial , com o objetivo de dar início ao projeto Ragnarock para usar magia negra para ganhar a guerra.

Metade demônio e metade criança , com cauda , pequenos chifres , pele vermelha e um braço direito enorme a pequena criaturinha é encontrada pelos aliados nas ruínas de um local longe do ritual dos nazistas e ganha o nome de Hellboy.

Mesmo sendo “diferente” é adotado pelo professor Trevor Bruttenholm , estudioso de paranormalidade , membro da sociedade paranormal britânica e conselheiro de assuntos desse tipo do presidente Roosevelt.

Por ser um demônio ele se tornou adulto rápido e depois se torna um agente da Bureau de Pesquisas e Defesa Paranormal , organização do governo fundada pelo Professor Trevor na mesma época em que Hellboy é encontrado , o objetivo era combater os planos dos nazistas ocultistas e posteriormente resolver casos paranormais ao redor do mundo.

Lá ele trabalha com diversos agentes , alguns bem singulares como Abe Sapien um homem anfíbio com poderes telepáticos , Liz Sherman uma mulher que possui a capacidade de produzir fogo , Roger o homúnculo e Johann Kraus um homem que possui apenas o corpo ectoplasmico.

Mas chega de spoiler né???

Mike Mignola escreve um tanto devagar o que faz existir uma quantidade não muito grande de edições de Hellboy e no Brasil menos ainda , mas uma quantidade até razoável , algumas bem curtas, fora as histórias solo da Bureal.

Cada edição é uma obra de arte , principalmente as capas , fora os traços de Mignola um estilo muito original.

As histórias de Hellboy giram em torno de contos , lendas urbanas ou não , folclores , mitologias , fatos históricos e ocultismo , tudo isso de várias partes do mundo .

Hellboy também é um “Ocultista Fodão” pois nem sempre resolve as coisas com porrada , mas também com magia.

Como foi dito essa hq envolve fatos históricos , como ter como personagem o monge Rasputin que realmente existiu entre outras personagens.

Baba Yaga , bruxa do folclore russo aparece em algumas histórias , também aparecem lobisomens , vampiros , zumbis , demônios , humúnculos , fantasmas , dragões e outros diversos tipos de criaturas.

Além disso também temos um assunto muito explorado , os nazistas e ocultismo , a sociedade Thule(que realmente existiu/existe) e que Hitler patrocinava pesquisas relacionadas a ocultismo.

Também explorando lendas urbanas como foi dito por exemplo a existência de uma área do governo especializada em assuntos paranormais , uma base militar estilo área 51.

Misturando suspense , aventura , terror e ficção científica Mike Mignola cria Hellboy , mostrando que ele entende de ocultismo também.

Também não podemos esquecer os dois filmes dirigidos Guillhermo del Toro (Labirinto do Fauno) ,Hellboy e Hellboy II e o Exército Dourado e também tem animações e aparentemente o terceiro filme está sendo produzido.

Quem interpretou Hellboy foi Ron Perlman , uma escolha muito boa e quem interpretou Abe Sapien foi Doug Jones que também se encaixou muito bem no papel.

#HQ

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/hellboy