Mapa Astral de Aleister Crowley

Aleister Crowley (12 de Outubro de 1875 – 1 de Dezembro de 1947), nascido Edward Alexander Crowley, foi um influente ocultista inglês, responsável pela fundação da doutrina Thelema. Ele é conhecido hoje em dia por seus escritos sobre magia, especialmente o Livro da Lei, o texto sagrado e central da Thelema, apesar de ter escrito sobre outros assuntos esotéricos como magia cerimonial e a cabala.

Libriano com Lua em Peixes, Ascendente em Leão e Caput Draconis em Áries. Uma pessoa que possui uma percepção dos outros e o íntimo em estreito contato com o Plano astral, que gosta de aparecer e de se mostrar e ao final de sua vida, terá se tornado um líder.

O gosto de Crowley pelo oculto vem da combinação forte de Júpiter em conjunção a Mercúrio (em Escorpião), que indica não apenas que a mente de Crowley procurava buscar o que há de mais profundo nos mistérios como seu facilitador natural também o impulsionava para tal. Mercúrio em Escorpião é a mente daqueles que desejam desvendar mistérios, encontrada tanto em céticos quanto em ocultistas.

O Planeta mais forte do Mapa de Crowley é Plutão (em Touro), que indica uma pessoa voltada para experimentar tudo o que a vida pode oferecer. Sua combinação com a Lua em Peixes (em sextil de 0,2 graus) faz com que ele canalize estas experiências para o Plano Astral e escapismo da realidade. Esta combinação é comum em viciados em jogos ou drogas (o caso do Crowley). Some-se esta energia com sua curiosidade e facilidade para buscar o que há de experiências mais profundas (Mercúrio e Júpiter em escorpião) e você tem um mapa de alguém que está disposto a testar todos os limites da experimentação.

Marte é o Planeta que mostra como a pessoa briga, planeja e executa suas ações. Marte em Capricórnio é o guerreiro-planejador-estratégico, muito encontrado em militares de carreira e também em jogadores de xadrez ou outros esportes que exijam calma, planejamento e disciplina (alpinismo, por exemplo).

Uma Aspectação interessante no Mapa de Crowley é a Oposição Urano em Leão (facilidade em exibir-se para os outros) e Saturno em Aquário (facilidade para organizar/controlar/estar responsável por grupos de pessoas). Com Sol e Vênus em Libra (diplomacia), fica fácil entendermos como Aleister conseguiu mesclar e utilizar todos estes recursos e se tornar “o homem mais perverso do mundo” segundo os jornais sensacionalistas…

Engraçado notar que, ao contrário de outros ocultistas como Arthur Waite (que tinha Marte/Vênus em Virgem) ou este que vos escreve (Marte/vênus em Virgem) que abordam o ocultismo de uma maneira mais enciclopédica (pesquisar, anotar, comparar, catalogar…) Crowley era um verdadeiro porra-louca, que precisava experimentar e testar tudo em sua própria pessoa para obter o conhecimento direto em primeira mão.

Acabou quebrado e falido, mas deixou seu legado para toda a posteridade.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-de-aleister-crowley

Curso de Tarot e História da Arte – Dezembro

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

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Cursos de Hermetismo de Dezembro:

– Arcanos Maiores – 02/12 (Sábado) das 10h às 18h

– Arcanos Menores – 03/12 (Domingo) das 10h às 18h

– Magia Prática – 10/12 (Domingo) das 10h as 18h

No Curso de Tarot fazemos o estudo de 12 decks diferentes, comparando a simbologia de cada um dos Arcanos ao longo da História da Arte; desde os trionfi do século XIV até os mais modernos como o Rider-Waite, Thoth (Aleister Crowley) e Mitológico, passando por Marselha, Oswald Wirth, Tarô dos Boêmios, Tarô alquímico e Egípcio (Kier).

Informações e reservas: marcelo@daemon.com.br

#Cursos #Tarot

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/curso-de-tarot-e-hist%C3%B3ria-da-arte-dezembro

Neil Gaiman

Por Yuri Motta

Neil Gaiman é muito conhecido no mundo dos quadrinhos, ele é pai de Sandman, uma das suas maiores obras. A maioria dos leitores do Teoria já deve conhecê-lo, mas esta coluna é dedicada a quem não entende lhufas de quadrinhos e não sabe nem por onde começar: o básico dos básicos.

Além de Sandman ele já escreveu: Hellblazer, Livros de Magia, American Gods, Orquídea Negra, Monstro do Pântano, 1602 , Wesley Dodds (Da qual Sandman foi baseado) , Fumaça e Espelhos , O Livro do cemitério , Criaturas da Noite e vários outros títulos de muito sucesso.

Podemos resumi-lo em uma palavra: “Fabulista”. Mas Gaiman não faz apenas quadrinhos, como também livros, filmes, séries de TV e músicas. Além de também ter sido jornalista e escrito parte do roteiro do filmes Beowulf e Stardust e também Coraline.

Ele abandonou sua carreira como jornalista e entrou no mundo dos quadrinhos e desde então começou a fazer muito sucesso , ele fez parte da revolução da qual chamamos de amadurecimento do mundos dos quadrinhos nos anos 80.

Gaiman tem uma boa relação com escritores de quadrinhos, como por exemplo, Alan Moore (que em breve ganhará uma postagem aqui e que é o dono do rosto da imagem da coluna) e de outros escritores de quadrinhos famosos.

Constantine foi criação de Alan Moore em Monstro do Pântano, mais Gaiman foi um dos quem o deixou famoso.

Também dizem que o famoso Harry Potter, tem um pouco do Neil Gaiman, já que em sua série Livros de Magia o personagem principal é idêntico ao Harry, porém criado em 1991, e tem até uma coruja. Gaiman disse que a ideia de jovem bruxo é comum na literatura, e não acusou J.K Rowling de plágio, para a tristeza de muitos jornalistas.

Ele tem muito conhecimento no campo de ocultismo, magia e mitologia. Em relação à mitologia, podemos perceber facilmente lendo Sandman ou Livros de Magia, por exemplo.

Gaiman queria ser escritor desde pequeno. Ele teve contato com livros como As Crônicas de Nárnia, Alice no país das maravilhas, e mais tarde também leu os livros de JRR Tolkien e HP Lovecraft, da qual podemos ver um pequeno fio de semelhança no estilo próprio, que na maior parte tem universos mágicos e ricos em simbologias.

Na maior parte das vezes Gaiman fazer a história caminhar de um modo inesperado de modo a prender a atenção do leitor.

Outra coisa que marca presença são as ilustrações. Gaiman não é ilustrador, mas consegue tirar o máximo dos ilustradores que trabalham em suas obras.

Eu recomendo Gaiman para quem goste de mitologia, aventuras, sagas épicas, universos paralelos e até quem sabe um pouco de filosofia e até para quem não goste de nada disso mas goste de ler algo de qualidade. Em breve vou trazer alguns textos relacionados a alguns títulos famosos dele. Portanto, aguardem!

A ideia principal dessa postagem, foi apenas fazer uma breve apresentação do Neil Gaiman a vocês, assim, quem se interessar pode se inteirar melhor sobre ele. Não citei todas as obras dele, mas boa parte vai aparecer aqui!

Para finalizar aqui, algumas das frases mais legais que selecionei para vocês, e que mostram um pouco da personalidade dele:

“Até onde sei, todo o motivo para tornar-se escritor se deve a não ter que acordar cedinho.”

“Os autores sabem que não se deve nunca escrever um livro engraçado, pois livros engraçados não ganham prêmios. Revistas em quadrinhos nunca ganham prêmios.”

“Sempre me sentia muito aliviado por ninguém querer publicar algo que eu tivesse escrito.”

“Os astros de Rock se dão muito melhor nas turnês do que os escritores.”

“Eu queria colocar uma referência à masturbação em um dos scripts de Sandman. Eu fui imediatamente cortado pela editora [Karen Berger]. Ela me disse: “Não há masturbação no Universo DC.” A minha reação foi: “Bem, isso explica muita coisa sobre o Universo DC”

“A estratégia número um é que eu sempre, ou quase sempre, tenho pelo menos duas ou três coisas diferentes que estou escrevendo ao mesmo tempo.”

Obs.: Quando perguntado como é sobreviver como escritor.

Optei por fazer uma coluna relacionada a quadrinhos, ao invés de fazer uma relacionada ao meu blog, devido ao fato de que os quadrinhos ainda são pouco explorados em relação ao ocultismo.

Na coluna, vou apresentar a vocês, autores e obras. Alguns famosos e outros não, só com o propósito de divulgar esse meio alternativo de conhecimento, que algumas vezes não é valorizado.

#HQ #NeilGaiman

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/neil-gaiman

A Alquimia da Magia

Magia não é um objeto de estudo acadêmico – é essencialmente prático. Também requer auto-disciplina e treino – adquirir habilidades. Nenhum livro ou professor pode lhe ensinar magia, ela só pode ser aprendida na prática, pela tentativa e erro vindo da experiencia. O máximo que todos os livros e professores podem fazer é guiar rumo a experiencia relevantes e oferecer algumas explicações para a causa, efeito e o que está além do causal.

Similarmente, a auto-expressão intencional será na maioria das vezes contra-produtiva. O que é requerido do noviço e Iniciado é uma auto-disciplina e o insight que surge da conquista e adversidade. Entretanto, a vida moderna, fez essas coisas difíceis. É fácil ser presunçoso, aceitar os confortos da vida moderna e a falta de auto-disciplina, tal como os “métodos” modernos e “idéias” sobre “magia” fazem parecer que a compreensão e a realização em magia são fáceis: tudo que é necessário são livros/manuais de graus/informações relevantes e uma mente/atitude/abordagem caótica

Não há e nunca irá haver um substituto para o auto-aprendizado através da experiencia. O verdadeiro aprendizado em magia, ocorre somente pelo noviço individual: trabalho em grupo e experiencia em grupo meramente confirma o aprendizado e ampliam as técnicas, as formas que são usadas. Isso é porque a verdadeira magia é interna – uma alquimia de mudança psíquica. As técnicas são externas. Por exemplo, magia sexual é uma técnica de magia – não é magia ou “mágico” por si só – da mesma maneira que um ritual cerimonial é uma técnica. Todas as técnicas são formas que estão dormentes – elas precisar ser animadas, trazidas a vida: elas necessitam serem inspiradas com o ‘sopro da vida’. Essa vivificação da magia e sua realização é individual, ou seja, não se baseia na forma – nos mínimos detalhes da performance ou técnica. Algumas vezes essa vivificação é compartilhada – ex: entre dois indivíduos realizando um rito sexual ou um grupo se reunindo para uma cerimonia.

Por um longo período as técnicas foram consideras mágicas por si só, guiando a um desentendimento completo da magia – como, por exemplo, por Crowley e seus seguidores e por adeptos das técnicas de “caos” recentes. Magia está além da técnica – técnicas e formas meramente presenciam a magia no causal, e para acessar as energias mágicas, certas habilidades são necessárias. Algumas vezes, essa habilidade é interna e pode ser como uma atitude mental. É “mover com” as energias mágicas como essas energias são, em si – não é uma abordagem indireta e frouxa, uma aceitação caótica, mas uma direção equilibrada e fina: não uma perda de percepção consciente/entendimento, mas um novo tipo de percepção. É como correr longas distancias: a habilidade inata pode ajudar, mas requer treino, uma percepção das limitações nascidas das experiencias prévias, uma auto-disciplina para alcançar a distancia no tempo delimitado – e então o correr, que quando bem sucedido é um ‘fluir’ com o corpo e a mente…

Na magia, o desejo faz a energia – uma vez acessada pelo individuo – presenciada na forma/técnica escolhida. Esse desejo é geralmente intencionado – ou seja, tem um certo objetivo causal (como por exemplo uma magia externa). A forma ou técnica escolhida pode estimular em algum alcance a produção de energias mágicas – mas é o individuo que deve abrir o portal (ou nexion) e dirigir as energias que residem além dele. O que as formas e as técnicas geralmente fazem é parecer o nexion real e acessível – geralmente ‘provocando’ dentro do individuo a consciência necessária para abrir o nexion e presenciar as energias.

Por causa disso, os rituais cerimoniais (ou qualquer ritual onde dois ou mais estão presentes e envolvidos) precisam de direção ou controle – das imagens/formas/padrões invocados e o presenciar de tal no causal. Essa direção é sempre para o causal (isso é, para um objetivo especifico ou na psique de um individuo ou indivíduos) por causa da natureza das energias – sempre há um ‘fluxo’. Se nenhum controle é realizado (ou a direção está confusa por que mais que uma tentativa para controlar o fluxo – talvez inconscientemente) então uma mudança causal irá ocorrer (e deve ocorrer) através de vias provavelmente desapercebidas pelos envolvidos – isso é o que geralmente acontece quando alguns indivíduos reúnem e tentam um ato de magia – e geralmente resulta no rompimento psíquico de um ou mais desses indivíduos.

A alquimia da magia é um aprendizado em controlar o acesso as energias, e sendo capaz de produzir mudanças através de presenciar o que é acessado: internamente (dentro de da própria psique), externamente (em outros e nas coisas do dia-a-dia) e aeonicamente (dentro e além dos confins de aeonica). Há portanto um aprendizado sobre os vários tipos de energias mágicas (que podem ser ditas ou diferenciadas por como eles presenciam o causal) – e seus usos. Em resumo, a obtenção de habilidades individuais e compreensão. Para alcançar isso, certas maneiras – certas guias devem ser seguidas. Há um compromisso sério – não um hobby, não uma reunião de algumas pessoas de mesma mentalidade como e quando em um agradável gratificação do ego pesquisando ‘o oculto’, e certamente não para ‘rizadas’ ou entretenimento. Há uma intensidade, uma auto-disciplina, algumas vez até mesmo dificuldade – e esses prazeres que estão além dos meros mortais. Em resumo, novas maneiras de viver.

Por mais que a alquimia da magia esteja agora acessível a todos (devido a obras como “Naos”), é improvável que muitos irão renunciar as suas fáceis formas de viver atuais por um desafio.

Tradução de AShTarot Cognatus

Fonte: PanDaemonAeon

– Ordem dos Nove Ângulos –

ONA (Retirado do Hostia I, 1991eh)


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[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-alquimia-da-magia/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/satanismo/a-alquimia-da-magia/

As Muralhas de Paraúna em Goiás

Ruínas de paredes colossais nas faldas de uma serra, uma muralha com cerca de 15 quilômetros , toda construída com paralelepípedos de pedra-ferro, um sistema de túneis com seções de 4 metros de diâmetro, cavados no interior de uma rocha, esculturas zoomorfas e antropomorfas e uma gruta repleta de símbolos das civilizações clássicas do Oriente Médio de há quatro ou cinco mil anos; por incrível que pareça , todas essas coisas existem em Paraúna , no Sudeste de Goiás! O acervo arqueológico existente neste município , transcende toda e qualquer formulação hipotética porque a complexidade dos seus elementos embaraça o observador que procure situa-los no tempo ou no espaço.

O estilo da “grande muralha” possui conotações com alguns aspectos das edificações pré-incaicas do rio Santa no litoral peruano . As esculturas da serra da Arnica lembra certas formas estilísticas, enquanto a gruta do rio ribeirão Encanado apresenta desenhos e relevos que nada tem a ver com qualquer civilização pré-colombiana da América, e sim , com a simbólica das tradições egípcias e judaica!

A muralha de Paraúna se encontra no vale da serra da Portaria , a 35 quilômetros da sede do município. Construída com paralelepípedos de pedra-ferro, ela se desenvolve num alinhamento retilíneo, avançado do paredão principal da serra até o altiplano situado no outro lado do vale. Em alguns pontos, apresenta uma média de 4 a 4,5 m de altura , o que é coerente para a sua largura média que não ultrapassa 1,30 m. Nestes trechos , constata-se pela relação altura-largura que a edificação se encontra intacta , o que não ocorre em outros pontos onde só podemos observar o seu afloramento rente ao solo.

Como o terreno da região é arenoso, não se sabe se a superfície aflorada corresponde ao alicerce ou se se trata do topo , onde o corpo da muralha se encontra soterrado pela sedimentação. Escavações sistemáticas precisariam ser feitas para que se pudesse chegar a uma conclusão definitiva . Os blocos retangulares de pedra , empregados na construção , se apresentam nitidamente trabalhados com encaixes e entalhamentos que traduzem com uma elevada técnica de arquitetura lítica , fato que vem derrubar frontalmente o conceito de que no Brasil pré-histórico , nunca existiram povos construtores em pedra.

A serra da Portaria é um tabuleiro de arenito que apresenta paredões abruptos de 100 ou 120 metros de altura . Seu nome deriva justamente da presença de estranhos portais em vários pontos da escarpa que se encontram como que lacrados com blocos de outros tipos de rocha . Um desses portais , entretanto , não está bloqueado e a sua forma oval se destaca no cenário com uma enorme janela. Aproximando do local , verificamos que se trata de uma abertura de iluminação que converge para um túnel vertical que liga o topo da montanha a uma enorme galeria cavada no interior do rochedo . Desta galeria , tem origem um terceiro túnel obliquo ( mais ou menos 60º de inclinação zenital ) que vai terminar também no platô da grande elevação . Um notável portal , cerca de 25 metros abaixo da “janela de iluminação” completa o conjunto que parece corresponder a um sistema decorredores que suscita analogia com os que existem nas pirâmides egípcias.

Situada a mais ou menos 20 quilômetros do local onde se encontram a muralha e os túneis , existe a “cidadela da serra da Arnica” , assim por nós denominada em face da incrível multiplicidade de remanescentes arquitetônicos concentrados numa área inferior a um hectare.

Enormes blocos de pedra se acham sobrepostos dando a nítida impressão de ruínas de ciclônicas construções . Numa delas , constatamos o delineamento de uma incrível figura zoomorfa, um grande felino ou talvez uma esfinge. outras esculturas também surpreendem , como a “cabeça de touro” onde se notam detalhes como olhos e orelha e que se encontram em um grande pedestal trabalhado. Uma cabeça humana em estilo maia domina o panorama de um dos paredões, sugerindo mesmo uma possível relação entre as singularidades ali existentes e os magníficos tesouros daquela civilização centro-americana.

Na serra da Arnica também existem curiosas colinas como que “feitas de escamas” , muito parecidas com formações encontradas em Sete Cidades no Piauí.

Nos contrafortes da serra dos Caiapós, na fronteira de Parauna com o município de Ivolândia, existe um monumento estranhíssimo que melhor do que sob um prisma arqueológico deve ser apreciado pelo angulo mágico. Uma pequena caverna em um bloco de arenito . Uma pequena caverna em um bloco de arenito vermelho, aparentemente sem nenhuma importância e que no entanto encerra um enigma colossal: toda uma simbologia hermético-cabalistica em pleno sertão brasileiro!

Seria inútil a tentativa de qualquer explicação “racional” para o fato. As imagens ali registradas não oferecem a mínima possibilidade de estarem relacionadas com qualquer índice cultural que se quisesse propor para “um possível povo que tivesse habitado a região”. O conjunto simbólico agrupado num painel situado no teto da gruta surpreende e intriga porque as imagens apresentam traços clássicos e o cinzelamento dos relevos retratam elementos numismáticos do antigo Egito e símbolos cosmo lógicos da Alta Cabala hebraica!

Daí não se poder abordar o enigma com as armas habituais no nosso convencionalismo cultural. No “painel mágico” de Paraúna estão desenhadas as quatro formas da esfinge, o homem , o leão , a águia e o touro e por mais absurdo que possa parecer , todas as 22 figuras do Tarô, algumas exatamente de acordo com as descrições de Eliphas Levy no seu Dogma e Ritual da Alta Magia. Mais do que isto : imagens da demonologia tal como foram concebidas e classificadas pelos magistas da Idade Média.

Curiosamente , debaixo do teto onde se encontra o painel , existe um cavalo , uma espécie de pilão que apresenta as paredes polidas , como que vitrificados e onde se pode anotar a presença dos “florões cabalísticos” , semi-esferas simetricamente em seu interior.

Os elementos existentes nesta gruta podem , com toda a certeza , representar indícios experimentais de uma realidade supranormal, um ponto de partida para uma revisão supranormal, um ponto de partida para uma revisão conceptual sobre o comportamento da natureza em certos locais , pois nos parece , sinceramente, que as figuras desta caverna são naturais , frutos de um processo fenomenal que escapa ao entendimento da ciência moderna e que no entanto se constituía na remota antigüidade como fato sobejamente conhecido e destrinçado pelos iniciados.

A força do conjunto de imagens não possibilita de modo algum qualquer juízo em que se faça um apelo para o termo “coincidência”. Não se pode considerar a existência de dezenas de figuras conhecidas simbolicamente , todas agrupadas num mesmo sistema, como o capricho de uma casualidade . . . Concordamos que é mais provável que os desenhos e os relevos não tenham sido elaborados por mãos humanas, porém , se o fenômeno é natural , não o é num sentido em que a natureza se comportou de maneira exaltada , revelando particularidades insólitas pertencentes a um outro angulo da sua realidade , “criações” não cogitadas pela chamada “Ciência Oficial”, porém , perfeitamente conceptíveis pelos que estão familiarizados com os temas do naturalismo esotérico.

As referencias do ocultismo sobre “o trabalho dos espíritos elementais” muito tem a ver com os traços e o cinzela mento da gruta de Paraúna , mas é provável que em virtude do fantástico simbolismo ali existente , haja algo mais profundo e mais importante.

Depois de observar , comparar e constatar minuciosamente as relações de cada símbolo com as representações hieráticas e mitológicas da antigüidade , nos ocorreu a idéia de que os pentáculos mágicos , tão zelosamente ocultados pelos responsáveis do Santuário da Certeza , talvez tenham sido compilados diretamente de certas revelações espontâneas da natureza , tal como ocorre em Paraúna.

Neste caso , não seria absurdo estabelecer-se também uma relação entre estes símbolos naturais e os “símbolos inerentes” da concepção de Carl Jung sobre as imagens do inconsciente coletivo e os seus afloramentos nos estados oníricos.

Quem sabe se a natureza em sua sabedoria e em seu mutismo não se coloca em intima relação com a subconsciencia humana através de um “método ” ideográfico, atualmente perdido , e que no remoto passado se estabelecia como ponto de partida de todos os oráculos?

Quem sabe se o simbolismo clássico das tradições mágicas outra coisa não é senão as próprias formas criadoras de uma ponte entre a inteligência humana e a inteligência das causas segundas?

Em meados do século 18 , um ocultista francês chamado Oswaldo Crólio lançou a obra O Livro das Assinaturas , em que, com rara originalidade, desenvolveu a tese de que em todos os aspectos da criação , desde as formas de uma constelação às reentrâncias do mais singelo calhau , o principio criador deixou os traços indeléveis do seu pensamento; em outras palavras : interpretando toda a sabedoria da ciência dos magos , Oswaldo Crólio admitia que nada escapa a um sentido teleológico ( de finalidade ) e que em todos os objetos e em todas as formas , existem os sinais de uma correspondência cosmotelúrica.

De acordo com as suas observações ,toda a realidade seria absolutamente clara e precisa para o entendimento humano e o que hoje consideramos como mistério não seria mais do que a conseqüência de uma ausência : a perda da linguagem espontânea da natureza que fez com que o homem precisasse trilhar os caminhos da especulação dedutiva, para , de outro modo , reencontrar a luz.

A natureza não se comportaria segundo as conceituações mecanicistas da nossa cosmovisão “racional” ; para Crólio , nem mesmo uma folha que cai ou uma lasca de pedra , que se desprende do bloco rochoso , teria um sentido arbitrário : tudo acontece de forma integrada e em todos os acontecimentos existe a revelação do aspecto sensível e inteligente da natureza , para ele o “egrégoro planetário” ou “o espirito da Terra”,

Gaffarel , célebre astrólogo , também francês desenvolveu por sua vez a mesma questão com outra obra notável : De Como Observar o Oculto , em que , com uma linguagem menos clara porém mais profunda do que a de entre as formas de certas constelações e os traços de certas rochas e as nervuras de certas folhas com caracteres ideográficos e fonéticos do antigo alfabeto hebraico , base simbológica da cabala clássica.

Para Gaffarel , a origem das letras sagradas teria sido a compilação de sinais da natureza por parte de mestres de incomparável intuição , mestres que teriam visto naqueles sinais os fundamentos de uma linguagem que facultava ao homem o dialogo com a natureza em nível consciente ; da inteligência para inteligência , de ente sensível para ente sensível .

E Gaffarel completou afirmando que “uma vez de posse da compreensão sintética desses sinais e com o consequente alargamento da clarividência simbológica , tudo deixa de ser oculto e incompreensível ; a natureza se abre como o botão que se transforma em flor e se identifica com o iniciado na mesma proporção com que está identificado com o pensamento divino”.

Extraído de um texto de Alódio Továr – cartógrafo, escritor e jornalista – 1976

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/as-muralhas-de-parauna-em-goias/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/realismo-fantastico/as-muralhas-de-parauna-em-goias/

Música, Fibonacci e o Diabo

Um dos meios para expandir a consciência e modificar e transformar o indivíduo em seu aspecto psicomental e espiritual é a música. Na prática da Magia e da Filosofia a música tem sido utilizada de diversas maneiras, e na Via Draconiana ela é especialmente importante em seus aspectos mais ocultos.

A música sempre esteve presente em todas as culturas e épocas do mundo e foi se desenvolvendo ao longo do tempo, sendo usada para diversas finalidades. Os antigos povos de quase todos os lugares pensavam que a música fosse um presente dos deuses, e, especialmente para os gregos, um presente das deusas: as musas, e mais especificamente a musa Euterpe.

Agora, se a musa da música é quem estruturou todos os elementos musicais, ninguém sabe ao certo… Mas como se sabe, a música é caracterizada basicamente pelos seguintes elementos: melodia, harmonia e ritmo. Melodia pode ser definida como uma sequência de notas dentro de uma escala, uma após a outra (são os solos instrumentais e as linhas vocais ou instrumentais); harmonia é a combinação de notas que são vibradas simultaneamente; e ritmo é marcação do tempo e o que faz a melodia e a harmonia fluírem. Além desses, a boa música ainda apresenta dinâmica (volume e intensidade dos sons), timbres, etc. Para que uma música possa ser diferente da outra, esses elementos característicos devem ser compostos e arranjados de modos diferentes e com o feeling e a “pegada” pessoal de cada músico/compositor/instrumentista. E essas características e elementos apresentam certa variedade: diversos modos/tonalidades de escalas) que são a base para as harmonias (acordes de diferentes tipos); e diversos modos rítmicos.

E o que Fibonacci tem a ver com isso? Bom, toda essa variedade dentro da música, que existe essencialmente na matemática, está relacionada à sequência numérica de Fibonacci, que também está relacionada a diversas áreas do conhecimento. Fibonacci, ou Leonardo de Pisa, foi um matemático italiano da Idade Média (1170-1240) que descobriu uma sequência numérica em que o número seguinte é sempre a soma dos dois anteriores, assim: 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8… Na música, essa sequência está presente nos intervalos musicais, ou seja, na relação entre duas notas, formando as escalas que são a base para as melodias e para os acordes (harmonia). Esses intervalos procedem em graus a partir da primeira nota ou tônica. Por exemplo, a escala básica e simples é formada por intervalos de terça (3º grau), quinta (5º grau) e oitava (8º grau) a partir da tônica (1º grau), ou seja, a sequência Fibonacci: 3, 5, 8. Essa sequência na escala natural, de tonalidade dó maior (ou C, em notação cifrada), apresentará, então, as notas mi (3º grau), sol (5º grau) e dó (8º grau) a partir da tônica dó (1º grau) – em cifras, E, G e C, respectivamente.

Entretanto, há outros números na série Fibonacci, antes e depois dos números 3 e 8. O número zero obviamente “expressa” pausa (ou silêncio), usada na música; o número 1 é a tônica; o outro número 1 é o uníssono, quer dizer, dó e dó, de mesmo grau e altura (ou frequência). Os números depois de 8 apresentam outros intervalos com notas da escala natural (no caso de dó maior) que entram na formação de outros acordes dessa tonalidade, repetindo as notas em oitavas, infinitamente. Quando se tratar de outras tonalidades/escalas, os mesmos intervalos são transpostos para a tonalidade em questão, mantendo-se a série Fibonacci inalterada.

Mas as músicas compostas com a escala natural (dó maior) e suas transposições para outras tonalidades que sempre estarão nos intervalos correspondentes à série Fibonacci em geral são bastante consonantes, “agradáveis”, estáveis em sua vibração, como a grande parte das composições musicais fáceis de digerir pela maioria das pessoas. Músicas ou meros sons consonantes são literalmente harmônicos, segundo o conceito geral e senso comum predominante. Refletem a harmonia comum e “perfeição” do mundo como ele deveria se manifestar para a grande maioria dos seres humanos e segundo o que esses humanos pensam sobre o que é harmonia. Os sons consonantes expressam, de modo geral, a harmonia universal segundo os padrões rígidos de estética, beleza e, até mesmo, alguns tipos de religiosidade. As escalas e intervalos consonantes e a série Fibonacci seguem padrões tradicionais que refletem um mundo/universo organizado segundo regras relativamente restritas. Mas, certamente, existem muitas obras musicais relativamente consonantes excelentes e realmente inspiradas, em diversos gêneros, e que podem levar o ouvinte a um grau de êxtase.

Agora, o que o capeta tem a ver com tudo isso? Simples. Antigamente, quando a religião mandava no mundo ocidental, controlando até mesmo a produção cultural, certos tipos de combinações de notas musicais, ou intervalos, eram proibidos e categorizados como coisas do Diabo. O mais famoso desses intervalos era conhecido como diabolus in musica, que era um intervalo dissonante de quarta aumentada (4º grau mais meio tom, a partir da tônica dó, por exemplo, que resulta na combinação entre as notas dó e fá sustenido) ou de quinta diminuta, ou seja, dó e sol bemol, sendo o sol bemol igual ao fá sustenido. Esse intervalo também era chamado de trítono porque era feito de três tons inteiros. No nosso exemplo, contando-se do dó (C) e indo até o fá sustenido (F#), temos três intervalos inteiros: 1) dó ao ré; 2) ré ao mi; e 3) mi ao fá sustenido. Não seria trítono se a partir da nota dó o intervalo fosse apenas fá natural; do mi ao fá natural há meio tom e não um tom inteiro. Logo, o “maldito” intervalo diabolus in musica é dó com fá sustenido, podendo ainda ser combinado com outros intervalos que podem ou não estar na série Fibonacci. É claro que esse e outros intervalos dissonantes são bastante usados em diversos gêneros musicais, mas apreciado somente por uma minoria se comparada às grandes populações ao redor do globo. Está claro que os intervalos dissonantes “perturbam” a ordem das coisas, se o leitor já estiver entendendo…

Note que o “som do capeta”, o intervalo de quarta aumentada, não faz parte da série Fibonacci! Quando se quebra a consonância com a dissonância, abre-se um outro universo musical (e não somente musical), mais rico e multifacetado; quando essa sequência numérica sofre alteração, a harmonia estável das coisas é quebrada e a “rebelião” é instalada na ordem das coisas, advêm as transformações, as mudanças, o progresso, novas regras (ou ausências de regras), novas experiências, novas percepções, novos mundos… E esses mundos, na Filosofia Oculta, são aqueles que as pessoas comuns, das consonâncias demasiadamente açucaradas e das regras restritas, não se atrevem a explorar. As dissonâncias subvertem as tradições e as regras inúteis e restritivas e provocam a inquietação do espírito, geram inquietudes pelo crescimento, por descobertas, pela evolução psicomental e espiritual. A dissonância na música é equivalente ao surrealismo, nas artes plásticas; à poesia “maldita” e romântica e aos poemas sem métricas exatas, na literatura; aos sabores “estranhamente” condimentados, agridoces e apimentados, na gastronomia; etc.

Se um intervalo trítono subverte as escalas comuns de sete notas – correspondentes aos sete planetas “tradicionais” e às sete cores –, a dissonância, na Via Draco-Luciferiana, subverte os sistemas mágico-ocultistas tradicionais (e os sistemas sociorreligiosos dogmáticos), obviamente, propiciando ao magista experiências sinestésicas, psicomentais e espirituais incomuns e gratificantes. A música dissonante em contextos filosófico-ocultos pode trazer experiências muito além do que se vive cotidianamente. Som, cor e sabor se fundem numa única entidade que “encarna” a essência de determinada vibração, e comunicações podem ser feitas. O som funde-se ao indivíduo, e este pode literalmente sentir o sabor de uma combinação de notas, pode ver o som em cores correspondentes às notas em suas progressões dinâmicas dentro de uma escala. As notas se mostram como entidades vivas e inteligentes e como som musical sem palavras, mas que podem se tornar palavras inteligíveis. O diabolus in musica pode trazer à tona atavismos da subconsciência e resolver problemas psicológicos – ou piorá-los, dependendo da vontade, compreensão e discernimento de cada um –, pois cada tonalidade, cada modo de escala, cada tipo de ritmo e cada tipo e timbre de instrumento tem suas características psicomentais e espirituais.

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Como mencionado, as notas estão relacionadas aos planetas da tradição oculta e alquímica e às cores, como seguem:

 

  • Saturno/nota si/cor preta;
  • Júpiter/nota dó/cor azul;
  • Marte/nota ré/cor vermelha;
  • Sol/nota mi/cor amarela;
  • Vênus/nota fá/cor verde;
  • Mercúrio/nota sol/cor laranja;
  • Lua/nota lá/cor violeta.

Os antigos egípcios sabiam disso e faziam invocações musicais para convocar esses sete planetas (na Filosofia Oculta, o Sol e a Lua são considerados planetas). Assim, uma sinfonia cósmica consonante é a conjunção e o ritmo próprio desses planetas, formando harmonias que alguns consideravam celestes. Uma conjunção entre Júpiter e Vênus faz um intervalo musical entre dó e fá, por exemplo. Quando uma dissonância surge nessa harmonia cósmica plácida e estável (e estabilidade demais provoca monotonia e tédio), os planetas revelam seu lado oculto, sombrio, sinistro, impetuoso e impulsivo, porém necessário para as transformações do universo, assim como conhecer o subconsciente (considerado “demoníaco”) é essencial para o crescimento e evolução espiritual de alguém. A dissonância faz brilhar as cores das notas sobre o fundo negro das trevas, pois sem esse contraste não é possível “extrair” a luz e o conhecimento. Quando o diabolus in musica se manifesta na experiência do indivíduo, com a nota “intrusa” “quebrando” a sequência da escala convencional, a dissonância faz uma ruptura, um buraco negro na sequência Fibonacci, e as notas dó e fá sustenido (em nosso exemplo aqui) abrem um portal para o qual a consciência é “sugada”, entrando assim na dimensão aberta sinistra e rica de Júpiter, conhecida na Via Draconiana como a qlipha jupiteriana (“concha”). De um modo geral, se a combinação de notas for maior, a experiência e expansão da consciência também se ampliarão.

Todos os planetas do sistema setenário planetário da Filosofia Oculta têm seu lado escuro, mais oculto e secreto que pode ser acessado por meio de seus trítonos. A nota tônica de cada planeta com sua quarta aumentada gera o vórtice energético para o lado oculto, para o “lado negro da força” planetária, para a qlipha correspondente ao plano planetário da nota tônica; a quarta aumentada é que cria a fenda para o “Outro Lado” (Sitra Ahra). Além disso, o intervalo de quarta justa (4J), em cada tonalidade, vibra os quatro elementos (Ar, Fogo, Água e Terra) no planeta correspondente a determinada tônica. A quarta aumentada “demoníaca” (4+), portanto, vibra o Espírito oculto e sombrio sobre esses elementos, a Sombra (junguiana) inacessível e secreta do Logos individual.

Assim, temos os trítonos de cada planeta, de cada vibração espiritual e frequência consciencial:

 

Nota tônica (1º grau) Quarta aumentada (#4º ou 4+) Qlipha planetária
Si (B) Mi sustenido = fá (E#=F) Saturno
Dó (C) Fá sustenido (F#) Júpiter
Ré (D) Sol sustenido (G#) Marte
Mi (E) Lá sustenido (A#) Sol
Fá (F) Si (B) Vênus
Sol (G) Dó sustenido (C#) Mercúrio
Lá (A) Ré sustenido (D#) Lua

 

Em termos práticos, e num contexto apropriado e em conjunto com outras “ferramentas”, a vibração sustentada e não resolvida dos trítonos deve ser feita de maneira correta e de acordo com a natureza de cada planeta/plano de consciência, por meio de certos procedimentos, concentração e vontade. Esse som dissonante juntamente com o ritmo sincopado é o buraco negro do universo mágico, aberto na superfície da consciência comum. Basicamente, a síncope é um deslocamento do tempo normal, da nota do acento rítmico para a batida fraca, que pode se prolongar até a batida forte (acento rítmico), abrindo um buraco no andamento rítmico (como um deslocamento de ar, ou o deslocamento da mente para outro “mundo”). A síncope “quebra” o ritmo, causando a sensação de vazio e de queda, e de queda no vazio; nesse “vazio”, o diabo in musica vibra e um portal pode ser aberto para a consciência. Quando a síncope e o trítono são contextualmente aplicados numa prática meditativa ou ritualística (simples ou complexa), pode-se atingir certo grau de êxtase correspondente à vibração planetária em questão. Se o êxtase for demais, o indivíduo pode ele mesmo ter uma síncope, ou seja, “apagar” temporariamente, com a consciência “vazia”.

Pelo que precede, o “diabo intruso” é o guardião do portal para a senda da autoconsciência expandida. O intervalo de quarta aumentada e a síncope vão além do conceito “tradicional”, comum e corrente do que seja divino (o que é muito relativo no próprio nível da vida cotidiana). O trítono sincopado rompe a tal “harmonia divina” para ir mais além da ordem estabelecida e das muitas regras inúteis da existência, para mais além do cosmos como é manifestado, para o “Outro Lado” (Sitra Ahra), para o Universo B, além de nosso universo pretensiosamente conhecido.

Pois é, parece que Fibonacci e o Diabo viviam em desarmonia antigamente, em tempos terríveis de dominação dogmática quando a Inquisição via o mal em tudo e categorizava coisas, animais e pessoas como sendo obras do Diabo, segunda sua visão distorcida, tendenciosa e realmente perversa. Tendo a música autêntica e honesta sido inspirada pela musa ao longo da história, fica evidente sua relação com feminino e sua forte influência. A musa Euterpe era também considerada a doadora dos prazeres, dos deleites e da alegria. Daí o controle da produção musical (e de todos os prazeres do povo) pelas instituições sociorreligiosas repressoras e opressoras, já que a religião/estado também controlava, perseguia e eliminava o feminino por essas e outras infinitas e estupidamente absurdas razões…


Adriano
Camargo Monteiro
é escritor de Filosofia Oculta, Draconismo, Mão Esquerda e é estudioso de simbologia e mitologia comparadas. É membro de diversas Ordens e possui diversos livros publicados. Escreve também para a Revista Universo Maçônico, para o Jornal Madras, para o Projeto Morte Súbita, para o Zine Lucifer Luciferax e para blogs pertinentes.

Contatos:

http://adrianocamargomonteiro.blogspot.com

http://www.geocities.ws/imaginariusarte

Por Adriano C. Monteiro

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/musica-fibonacci-e-o-diabo/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/mindfuckmatica/musica-fibonacci-e-o-diabo/

Afeição e sexualidade

Uma das principais causas da diminuição do entusiasmo é a sensação de que não nos querem, enquanto o sentir-se amado, ao contrário, aumenta o entusiasmo mais do que tudo. Um homem pode ter a sensação de que não lhe querem bem pelas mais diversas razões. Consegue, por exemplo, considerar-se uma pessoa tão horrível que ninguém poderia amá-lo; talvez em sua infância tenha sido obrigado a acostumar-se a receber menos amor do que outras crianças; e pode realmente tratar-se de uma pessoa a quem ninguém ama. Mas, neste último caso, o motivo provavelmente é a falta de confiança em si, devido a uma infância infeliz.

O homem que não se acha querido pode, em conseqüência disso, adotar várias atitudes. Pode fazer esforços desesperados para ganhar o afeto dos outros, possivelmente atos de excepcional amabilidade. É quase certo que não se saia bem quanto a isso, pois os beneficiários percebem facilmente o motivo de tanta bondade, e é típico da condição humana estar mais disposta a conceder seu afeto àqueles que menos o solicitam. Assim, o homem que se propõe comprar afeto com atos benévolos fica desiludido ao comprovar a ingratidão humana. Nunca lhe ocorre que o afeto que está tentando comprar tem muito mais valor que os benefícios materiais que oferece como pagamento e, no entanto seus atos se baseiam nesta convicção. Outro homem, ao dar-se conta de que não é amado, pode querer vingar-se do mundo, provocando guerras e revoluções, ou molhando sua pena no amargor, como [Jonathan] Swift. Esta é uma reação heróica à desgraça, que requer força de caráter suficiente para que um homem se atreva a enfrentar o resto do mundo. Poucos são capazes de alcançar tais alturas; a grande maioria, tanto homens como mulheres, quando se acredita não querida, afunda em uma tímida desesperação, só aliviada por ocasionais centelhas de inveja e malícia. Como regra geral, essas pessoas vivem muito concentradas em si mesmas, e a falta de afeto lhes dá uma sensação de insegurança de que procuram instintivamente escapar, deixando que os hábitos dominem por completo suas vidas. As pessoas que são escravas de uma rotina invariável costumam agir assim por medo do frio mundo exterior e porque sentem que não tropeçarão se continuarem trilhando o mesmo caminho que fazem todos os dias.

Aqueles que enfrentam a vida com sensação de segurança são muito mais felizes do que os que enfrentam com insegurança, desde que a sensação de segurança não os conduza ao desastre. E, em muitos e muitos casos, embora não em todos a própria sensação de segurança ajuda-os a escapar de perigos a que outros sucumbiram. Se alguém caminha sobre um precipício por uma tábua estreita, terá mais possibilidade de cair, caso sinta medo, do que se não o sentir. E o mesmo se aplica a nosso comportamento na vida. Positivamente, o homem sem medo pode deparar-se de imediato com o desastre, mas é quase certo que saia incólume de várias situações difíceis, nas quais um tímido se arranharia. Como é natural, esse tipo tão útil de autoconfiança geral é, sobretudo, conseqüência de estarmos acostumados a receber o afeto de que precisamos. É deste hábito mental, considerado uma fonte de entusiasmo, que desejo falar neste capítulo.

O que causa esta sensação de segurança é o afeto recebido, não o afeto dado, embora na maior parte dos casos costume ser o carinho recíproco. Em termos estritos, não é apenas o afeto, mas a admiração, o que produz mais resultados. As pessoas que, por profissão, precisam ganhar a admiração do público, como os atores, pregadores, oradores e políticos, dependem cada vez mais do aplauso. Quando recebem o ansiado prêmio da aprovação pública, suas vidas se repletam de entusiasmo; quando não o recebem, vivem descontentes e compenetrados. A simpatia difusa de uma multidão é para eles o que é, para os outros, o carinho concentrado de uns poucos. A criança cujos pais a querem bem aceita o afeto deles como lei da natureza. Pouco pensa nisso, nas aventuras que lhe vão acontecendo e naquelas ainda mais maravilhosas que ocorrerão quando for mais velha. Por trás de todos esses interesses externos se acha a sensação de que o amor de seus pais a protegerá contra qualquer desastre.

Já a criança que, por alguma razão, não pode contar com o amor parental, reúne muitas possibilidades de tornar-se tímida e retraída, cheia de medos e autocompaixão, e já não é capaz de enfrentar o mundo com o espírito da alegre exploração. Tais crianças começam a refletir cedo sobre a vida, a morte e o destino humano. A princípio, são introvertidas e melancólicas, mas com o tempo buscam o consolo irreal de algum sistema filosófico ou teológico. O mundo é um lugar muito confuso, que contém coisas agradáveis e coisas desagradáveis misturadas ao acaso. E o desejo de encontrar um rumo ou um sistema inteligível é, no fundo, conseqüência do medo. De fato, é uma agorafobia, ou medo dos espaços abertos. Entre as quatro paredes de sua biblioteca, o estudante tímido sente-se a salvo. Se lhe acontece convencer-se de que o universo é igualmente ordenado, mostrará a mesma quando tiver que aventurar-se pelas ruas. Caso essas crianças houvessem recebido mais carinho, seu medo do mundo seria menor e não teriam que inventar um mundo ideal para substituir o real em suas mentes.

Nem todo carinho tem esse efeito de incentivar a aventura. O afeto dado deve ser forte, não tímido, e objetivar a excelência do ser amado mais do que sua segurança, embora, naturalmente, não devamos ser indiferentes à segurança. A mãe ou babá medrosas, que estão sempre avisando às crianças dos desastres que podem lhes ocorrer, que acham que todos os cães mordem e que todas as vacas são touros, podem inculcar-lhes apreensões iguais às suas, fazendo-as sentir que nunca estarão a salvo se saírem da barra de suas saias. Uma mãe extremamente possessiva pode achar bastante agradável essa sensação por parte do filho: interessa-lhe mais que o menino dependa dela do que da própria capacidade para enfrentar o mundo. Neste caso, a longo prazo, certamente, a criança cresce pior do que se não a houvessem amado.

Os hábitos mentais adquiridos nos primeiros anos de vida tendem a persistir durante todo o tempo. Muitas pessoas, quando se apaixonam, buscam nisso um pequeno refúgio contra o mundo, onde possam estar seguras de ser admiráveis, e elogiadas, embora não sejam dignas de elogios. Para muitos homens, o lar é um refúgio contra a verdade: o que procuram é uma companheira com o qual possam descansar de seus medos e apreensões. Procuram na esposa o que obtiveram de uma mãe tola e, ainda assim, surpreendem-se quando as esposas os consideram crianças grandes.

Definir o melhor tipo de caminho não é em nada fácil, visto que, evidentemente, sempre haverá nele algum elemento protetor. Não somos indiferentes às dores das pessoas a quem amamos. Creio que a apreensão ou o temor da desgraça – que não deve ser confundida com a solidariedade quando realmente aconteceu alguma desgraça – deve desempenhar o menor papel possível no carinho. Ter medo por outros é pouco melhor que termos medo por nós próprios. E, além disso, quase sempre é apenas uma camuflagem dos sentimentos possessivos. Ao infundir temor no outro, pretendemos adquirir um domínio mais completo sobre ele. Esta, naturalmente, é uma das razões porque os homens gostam de mulheres tímidas, já que, ao protegê-las, sentem que as possuem. A quantidade de solicitude de que uma pessoa pode ser objeto sem sair arranhada depende de seu caráter: uma pessoa forte e aventureira agüenta o bastante sem ser prejudicada, mas, a pessoa tímida deve ser encorajada a esperar pouco nesse sentido.

O afeto recebido cumpre uma função dupla. Até agora falei do tema em relação à segurança, mas na vida adulta ele tem um propósito biológico ainda mais importante: a procriação. Ser incapaz de inspirar amor sexual é uma grande desgraça para qualquer homem ou mulher, já que os priva das maiores alegrias que a vida pode oferecer. É quase certo que, mais cedo ou mais tarde, tal privação venha a lhes destruir o entusiasmo e conduzi-los à introversão. O mais freqüente é que a infância infeliz ocasione defeitos de caráter que são a causa da incapacidade de inspirar amor mais adiante. Certamente isso afeta mais os homens do que as mulheres, já que, em geral, as mulheres amam os homens por seu caráter, ao passo que estes amam as mulheres por sua aparência. Devemos dizer que, neste aspecto, os homens se mostram inferiores às mulheres, uma vez que as qualidades que estes acham agradáveis nas mulheres são, em seu conjunto, menos desejáveis do que aquelas que as mulheres acham agradáveis nos homens. Não estou certo de que seja mais fácil adquirir bom caráter do que adquirir boa aparência. Seja como for, as medidas necessárias para conseguir esta última são mais conhecidas, e as mulheres se esforçam mais nisso do que os homens se esforçam para adquirir bom caráter.

Até agora falei do carinho que uma pessoa recebe. Agora me proponho a falar do carinho que uma pessoa dá. Neste caso, existem também dois tipos diferentes: um deles traduz-se possivelmente na manifestação mais importante do entusiasmo pela vida, ao passo que o outro é uma manifestação de medo. O primeiro me parece inteiramente admirável, enquanto o segundo é, na melhor das hipóteses, um simples consolo. Se, em um belo dia de sol, estamos fazendo um passeio de barco, ao longo de um formoso litoral, admiramos suas praias e isso nos causa prazer. O prazer decorre completamente desse gesto de olhar para fora e nada tem a ver com qualquer necessidade premente que possamos ter. Mas se o barco vira e precisamos nadar até a praia, isso nos inspira um novo tipo de afeto: o da segurança contra as ondas – e a beleza e a feiúra do local deixam, então, de ser importantes. O melhor tipo de afeto é equivalente à sensação do homem cujo barco se acha seguro; o menos bom corresponde ao do náufrago que se vê obrigado a nadar. O primeiro desses dois tipos de afeto só é possível quando a pessoa se acha segura ou indiferente aos perigos que a cercam; o segundo tipo, ao contrário, é causado pela sensação de insegurança.

A sensação gerada pela insegurança é muito mais subjetiva e egocêntrica do que a outra, já que a pessoa amada é valorizada pelos serviços prestados e não por suas qualidades intrínsecas. Não tenho a intenção se afirmar que este tipo de afeto não desempenhe um papel legítimo na vida. Com efeito, quase todo afeto real combina algo de ambos os tipos e, se o afeto cura realmente a sensação de insegurança, o homem se vê livre para sentir novamente este interesse pelo mundo que se anula nos momentos de perigo e de medo. Entretanto, mesmo reconhecendo o papel que este tipo de afeto desempenha na vida, persisto em sustentar que não é tão bom quanto o outro tipo, porque depende do medo, e ter medo é ruim e, além do mais, é um sentimento egocêntrico. O melhor tipo de afeto faz com que o homem espere uma nova felicidade e não o escape de uma antiga infelicidade.

O melhor tipo de afeto é reciprocamente revitalizador. Cada qual recebe carinho com alegria e o oferece sem esforço, e ambos acabam por achar o mundo mais interessante, como conseqüência dessa felicidade recíproca. Mas existe uma outra modalidade, que não é rara, na qual uma pessoa suga a vitalidade da outra. Uma recebe o que a outra dá, mas não oferece quase nada em troca. Alguma pessoas de extrema vitalidade pertencem a esse tipo vampírico. Extraem a energia vital se uma vítima após a outra, mas, enquanto prosperam e se tornam cada vez mais interessantes, as pessoas de onde tiram sua vitalidade vão ficando apagadas e tristes. Essas pessoas utilizam os outros para os seus próprios fins e nunca os consideram como um fim em si. Na verdade, não lhes interessam as pessoas que julgam amar em cada momento; só lhes interessam o estímulo para suas próprias atividades, que podem ser do tipo muito impessoal. Com certeza, isso se deve a algum tipo de defeito de caráter, mas seu diagnóstico e sua cura não são fáceis. É uma característica que costuma estar associada com uma grande ambição – e que eu diria que se baseia numa opinião exageradamente unilateral daquilo que constitui a felicidade humana.

O afeto, no sentido de autêntico interesse recíproco de duas pessoas – e não apenas como um meio para que cada qual obtenha benefícios, mas sim como um ajuste com vistas ao bem comum -, é um dos elementos mais importantes da autêntica felicidade, e o homem, cujo ego se encontra de tal forma encerrado entre muros de aço que não o deixa expandir, perde o que melhor a vida pode oferecer, por maior que seja o êxito de sua carreira. A ambição que não inclui o afeto em seus planos costuma ser conseqüência de algum tipo de ressentimento ou ódio à raça humana, provocado por uma infância infeliz, por injustiças sofridas posteriormente ou por qualquer das causas que conduzem à mania de perseguição. Um ego demasiadamente forte é uma prisão da qual o homem deve escapar se quiser desfrutar plenamente o mundo. A capacidade de sentir afeto autêntico é um dos sinais de que alguém conseguiu escapar desse cárcere de ego. Receber afeto não é o bastante; o afeto que este alguém recebe deve liberar o afeto que deve ser dado em retribuição e só quando ambos existem em igual medida é que tornam realidade suas melhores possibilidades.

Os óbices psicológicos e sociais que inibem o florescimento do afeto recíproco são um grave mal de que o mundo tem padecido. As pessoas resistem a conceder seus afetos com medo de equivocar-se; e sentem dificuldade em dar amor, com medo de que a pessoa amada as faça sofrer, ou mesmo com medo de que o mundo lhes seja hostil. Alimentamos a cautela, tanto em nome da moral quanto em nome da sabedoria profana, e o resultado é que procuramos evitar a generosidade e o espírito aventureiro nas questões afetivas. Tudo isto tende a produzir timidez e ira contra a humanidade, já que muitas pessoas ficam privadas durante toda a sua vida de uma necessidade fundamental que, para 90% delas, é condição indispensável à felicidade e à possibilidade de uma atitude aberta para com o mundo. Não devemos supor que as pessoas consideradas imorais sejam superiores às outras nesse aspecto.

Nas relações sexuais quase nada há que possamos chamar de autêntico afeto; muitas vezes existe mesmo uma hostilidade básica. Cada qual procura não se integrar, tenta manter sua solidão fundamental, por pretender manter-se intacto e, por isso, o afeto não frutifica. Tais experiências não tem nenhum valor fundamental. Não digo que devam ser evitadas, já que as medidas que precisariam ser tomadas para isso interfeririam também nas ocasiões em que poderia crescer um afeto mais valioso e profundo. Mas teimo em que as relações sexuais que possuem autêntico valor são aquelas em que não há reticências, em que as personalidades de ambas as pessoas se fundem em uma nova e única personalidade. Entre todas as formas de cautela, a cautela no amor é, possivelmente, a mais letal para a autêntica felicidade.

[…] Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/afeicao-e-sexualidade/ […]

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-sexual/afeicao-e-sexualidade/

O que aprendemos com Rafael Chiconeli?

– Por que você estuda magia?

– Porque estou em busca da Verdadeira vontade.

– então você está em busca de uma verdade.

– Sim

– Quando a gente busca a verdade, é normal as mentiras caírem pelo caminho.

Em 2000, uma figuraça apareceu na mídia nacional alegando, aos 99 anos, falar 33 idiomas e 72 dialetos. Omar Kayan dizia ter 107 títulos de doutor e três indicações ao Prêmio Nobel.

Ninguém no país tinha ouvido falar nesse detentor de tanta sapiência. Mesmo assim, o senhor com ares de profeta enganou todo mundo direitinho. Deu entrevistas para os grandes jornais e chegou a ocupar dois blocos do Programa do Jô Soares. Khayam na verdade se chamava Alexandre Selva, tinha 62 anos, e não era doutor coisíssima nenhuma. Tratava-se de um charlatão que se fazia passar por gênio para dar palestras e faturar dinheiro. Um estelionatário de marca maior.

Recentemente, tivemos um caso semelhante aqui no Brasil. Rafael Chiconeli, a.k.a. Raphael Chiconelli, a.k.a. Rafael Ithzaak, a.k.a. Rafael Moura Pessoa Freire, se passava por rabino, cabalista e rav para dar cursos e se aproveitar das alunas seduzidas com seu papo mole de “alma gêmea”. Chegou a palestrar no mais importante Simpósio de Hermetismo da América do Sul e até escreveu posts para este blog. Mas nem judeu ele é. Como ele conseguiu chegar tão longe? e como foi descoberto?

Tivemos o desprazer de conhecer esta figura uma semana antes do Simpósio de Hermetismo. Para quem não o conhece, ele é extremamente simpático e de uma cara de pau inacreditavel. Coisa de psicopata mesmo.

Quando o encontrei pela primeira vez, ele foi extremamente simpático e conversamos durante umas duas horas e vi que ele sabia o básico da cabalá judaica. Não aprofundamos porque ele era indicado de pessoas conhecidas do RJ, então não tínhamos a menor razão para desconfiar dele.

[Update 2013] – as pessoas no RJ o recomendaram sem o conhecer pessoalmente, com base em seu blog, que depois verificamos ser apenas um amontodado de plágios de blogs de cabalistas famosos. quando denunciado, Rafael Moura tentou deletar o blog, mas mantivemos uma cópia no Internet Archive.

No Simpósio, tanto sua palestra sobre a Cabalá quanto o ritual conduzido no final da palestra foram bem executados ([Update] O ritual e a palestra são recortes de palestras dadas no Kabbalah Centre). A pedidos, ele começou a ministrar o módulo de Cabala I em São Paulo também ([update] O curso de “cabala iniciática” – nomenclatura que ele INVENTOU e que não existe em nenhum lugar, é uma colcha de retalhos montada com material do Kabbalah Centre também, como alguns alunos relataram posteriormente). Perdi contato com ele até as vésperas do Sefirat ha Omer. Nesse meio tempo, conseguiu fazer diversos contatos nas lojas de maçonaria mista e espaços holísticos com pouca seriedade.

Quando ele quis começar a palestrar na Maçonaria regular, fiz o pedido de praxe: número do CIM e Loja na qual foi iniciado. E ele começou a me enrolar. Logo em seguida, dois fatos ocorreram em menos de uma semana para terminar de desmascará-lo.

O primeiro foi ele ter falhado com o Sefirat ha Omer e, de quebra, ferrado o exercício de quase quinhentas pessoas que estavam “seguindo o rabino” ao invés das orientações do Blog, pois ele disse que só poderia haver uma fonte. Mas a melhor veio pelo Facebook.

[Update] Rafael Moura tentou duas vezes entrar na Maçonaria depois dos ocorridos, e foi rejeitado em ambas as tentativas. Descobrimos que ele fingia ser maçom desde 2010.

Uma moça que estava em recuperação pela Narcóticos Anônimos tinha como um dos passos buscar a espiritualidade e acabou na cabala judaica, com o “mestre” que lhe garantiu que já havia cuidado de vários casos assim e que precisaria vê-la pessoalmente. Depois do encontro, do qual não teve tratamento cabalistico nenhum, o rabino se dizia apaixonado, que ela era a alma gêmea dele e que iriam se casar. E, uma semana depois, desapareceu sem dar explicações e, quando confrontado, disse que ela era louca e que tudo era imaginação dela. O que ele não contava é que a guria estava pensando em se suicidar e que, quando foi conversar com uma psicóloga, por essas “coincidências” dos deuses, foi parar justamente em uma amante do rabino, que já estava tendo um caso com ele há quase um ano e também achava que era a alma gêmea do “mestre”.

Com as duas garotas muito putas da vida, decidiram investigar o caso a fundo e acharam quase uma dezena de alunas na mesma situação… em SP e RJ… cada uma achando que era a alma gêmea dele e que iria se casar e ter filhos koshers. Uma delas, uma senhora, planejava fazer uma viagem a Israel acompanhada do rav. E ai a novela chega aos ouvidos deste que vocês escreve.

[update] Pelo menos 8 casos com o mesmo modus operandi.Escolhe mulheres fragilizadas emocionalmente e usa de manipulação e lábia para prometer casamento, dizendo serem almas gêmeas. apesar do papo mole de don juan, ele é CASADO. Casou-se com Márcia Chiconeli para adotar o sobrenome dela (no Brasil, que homem adota o sobrenome da mulher?) pouco antes de tentar processar o autor deste blog pelas denúncias feitas.

Primeira lição: Coerência

A Primeira coisa que se aprende em uma Ordem Iniciática séria, no grau de Zelator, é o Caminho da Terra. O Caminho da Terra ensina a Coerência, ou seja, que devemos agir de acordo com o que pregamos. Não faz o menor sentido criticar o Vaticano por ficar remanejando padres pedófilos e ao mesmo tempo passar a mão na cabeça de um suposto rabino que abusava da confiança das alunas pelo seu cargo. Aqui no TdC, cortamos a própria carne se precisar.

Como somos justos, tentamos entrar em contato de todas as formas para perguntar o que estava acontecendo e dar a ele amplo direito de defesa. Porém, algumas das almas gêmeas já haviam contado a ele sobre o caso e ele desapareceu. Nesse meio tempo, procurando por telefones e meios de contato, descobrimos que “Rafael Chiconeli” simplesmente não existia. Nenhum RG, nenhum CPF, nenhum telefone, nenhum registro… um fantasma. E como ele chegou até o Aya? Excelente pergunta.

Em 2011 ele começou a dar os cursos de Cabalá no RJ, no espaço da mãe, em uma empresa fantasma sem CNPJ ou endereço e seduziu algumas alunas como o papo mole de alma gêmea. Uma delas o apresentou a organização da Mystic Fair RJ. E lá ele conheceu outra palestrante, que se tornou aluna e alma gêmea e o trouxe para espaços em São Paulo. Ele teve problemas no primeiro espaço que conseguiu, com absurdos do tipo andar de cuecas na casa da pessoa que o acolheu, deixar camisinhas jogadas pelo espaço e causar brigas entre alunas apaixonadas pelo don juan cabalístico, um completo absurdo… ([update] conforme fomos levantando material dele para o processo, mais e mais absurdos apareciam…) e levou o que restou da turma que ainda não sabia dos escândalos para o novo espaço.

Segunda Lição: Conhecimento não traz caráter

Ele teria sido descartado de cara pelo Leo, por mim ou pelo frater Alef se não tivesse um grande conhecimento. E de onde diabos veio isso? ao investigarmos a vida do sujeito, descobrimos que tudo era uma fraude. Ele nunca pisou em Israel, a historinha do pai diplomata era outra mentira ([update] o pai é um sargento aposentado da marinha com segundo grau completo, nunca nem abriu um livro de cabala na vida); a história da avó ser uma judia milionária dona de imóveis também é uma farsa ([update] a família toda de Rafael Moura mora no subúrbio do RJ, na Vila Sulacap) e ele tentou ser iniciado na maçonaria, mas foi rejeitado, e nunca esteve nem perto de uma Yeshiva ou de um rabino de verdade.

A resposta veio de uma namorada do tempo de adolescente: ele estuda por livros e fez uns módulos do Kabbalah Centre. E, segundo ela, já tinha essa mitomania de falar que era judeu desde sempre. Tentou aplicar os primeiros golpes como Rafael Ithzaak (o sobrenome de um rabino famoso) e depois de 2010, Chiconeli (sobrenome de uma tal de Márcia, que vive com ele e para uns diz que é irmã, para outros diz que é esposa ([update] Márcia Chiconeli é esposa dele desde 2013, quando ele assumiu o nome dela para posteriormente tentar processar o autor deste blog)).

O que, para mim, é o mais triste dessa história toda: a necessidade dele inventar toda essa maluquice doente. Não há nada de errado em se ter estudado a cabalá judaica no Kabbalah Center e ter adquirido esse conhecimento pelo esforço próprio. Foi essa psicopatia e necessidade de enganar as pessoas e abusar das mulheres que fez com que ele fosse banido do cenário sério do ocultismo brasileiro, sendo relegado a ficar como uma barata se juntando com outros lixos para enganar quem ainda não o conhece.

[update] Hoje ele ainda tenta se vender como “cabalista”, em espaços de quinta categoria e acompanhado de “simbologistas” e “cientistas quanticos” e “sagrado masculinos” em uma invencionice pior que a outra para angariar quem ainda não o conhece.

Você é responsável por sua própria queda, Rafael.

#cabala #Fraudes

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-que-aprendemos-com-rafael-chiconeli

Chamadas enochianas adaptadas segundo pronúncia

Frater Ozymandias

Reunidas aqui estão as principais invocações enochianas já adaptadas conforme a pronúncia para a língua portuguesa sugerida por Frater Goya. O presente documento inclui assim as palavras do Mantra da Chave, do Banimento  do Anjo Alegere, do Banimento do Pentagrama e das 19 chamadas enochianas. Em todos os casos foram incluídos links para artigos onde cada invocação é explicada com mais detalhes.

Mantra da Chave

ODe CeHISe DieS TA ZodACARe BAGeLE MADe SOBA SAMeRANe LAPe ODO QAA

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Banimento Enochiano

(Frater Goya)

LONeSA AMeMA OI NETAABe.

OLe LeVeSeDI INeSI BeLANeSe NOMIGe OAI OReSe OIADe INeSI DeLeVeGARe OLeLORe RIORe EOPeHANe

OIADe INeSI NANAEELe OI NOBeLOHe ODe NOROMI I DAReBeSe

OIADe PONe GAHe ZodAHe

AMeMA NOASeMI OI MONASeCI ODe OI ADOIANe TONeVeGe AREPT BAMPOI MADACHE (repetir 3x)

OIADe AMeMA LONeCeHO OBeZodA NOSeTOAHe OI MADe GEMEGANeZodA NOASeMI

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Ritual do Enochiano do Pentagrama

NONeCeFe KeHYSe
ADOHY
LONeSA
BUSeDYRe
YOYADe

YAYDONe
GE-YADe
ENAY
MONASeKY

LUKALe Y YKeZodHHKALe
BABAGE Y EDeLePeReNAA
RA-ASe Y BATAYVAH
ODe SOBOLeNe Y RAAGYSOLe
MYKeMA VeNALe YALePORe OYVEAE
DieS BYAH ASePeSe O NOKO

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Chaves Enochianas

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1º CHAMADA

Ole sonefe vorese-ge goho lade balete, laneseh calezod vonepehu; sobera zodole roreita nazodpesade, ode gereaa ta maleperege, dies holeqe qaa notehoa zodimezod ode comemah ta nobeloh zodiene; soba tehile genonepe perege aledi, dies urebese oboleh ge-resame; casareme ohorela taba pire, dies zodonerenesege cabe ereme jadenah. Pilah farezodme zodnera adena gono ladepile dies home toh soba [iaode] ipame lu ipamise; dies loholo vepe zodomede poamale, ode bogepa aai ta piape piamose ode vaoame. Ca zosacare ode zamerame! Odo cicele qaa zosorege lape zosiredo noco made, hoateh zodaida.

2º CHAMADA

Adegete upaah zodonege ome faaipe salede, viu le? Sobane laleperege izodazodazod piadepeh; casarema aberamege ta taleho paraceleda qe-ta loreseleqe turebese oogo baletoh givi cehise lusede oreri ode micalepe cehis bia ozodonegone; lape noane terofe corese ta ge oqe manine laidone. Torezodu gohe-l! Zodacare, ca ce-noqode! Zodamerane micalezoso, ode ozodazodme userelpe, lape zodire loiade.

3º CHAMADA

Micema, goho piade, zodire comeseleh a-zodiene biabe ose lonedoh; norezod cehise otehile gigipah; unedele cehise ta puime qe mosepeheh teloceh; quiine toletorege cehise i-cehise-ge me ozodiene dies-te beregeda ode torezodule. Ie-li eoi balezodarege ode aala tehilene ose netaabe deluga, vomesarege lonesa capemiali vorese cela, homile cocasebe, fafene izodizodope ode miinoage de ge-netaabe, vaune nanaeel, panepire malepiregi caosege pilede. Noane unalah balete ode vooane. Dooiape nade, goholore, gohuse micema, iehusozod cacacome, ode dooaine noare micaolezod aaiome; casaremege gohia ziodacare unigelage ode imevamare pugo pelapeli ananaele qaane.

4º CHAMADA

Otehile lasedi barebage, ode dorepeha, gohole, gecehisege avavago coremepe pede, de-sonefe viu diu? Caesaremi oali mapeme sobame age coremepo cerepe-le casaremege cerodezodi cehise ode ugege; dies-te capimali cehise capimaone ode lonesehine cehise ta lo cela. Toregu, nore quasahi, ode fe caosega bagele zodirena iade, dies-i ode apila. Dooaio qaale, zodacare ode zodamerane obelisonege resete-ele
aafe nore-molape.

5º CHAMADA

Sapah zodimii de diu ode noase ta qaanise aderoceh, dorepehale [ulecinina] caosege, ode faonetese [lucifetiase] peripesole ta beliore. Casareme amipezodi nazod-areteh afe, ode delugare zodizodope zodlida caosegi tole- toregi; ode zodcehise esiaseceh lta viu ode iaode tehilede, dies perale [pilede] hubare peoale, soba coremefa cehise ta
la, velese, ode qe-cocasebe. Ca niise ode darebese qaase; fe eteharezodi ode beliora. Iaiale edenase cicelese. Bagele? Geiade i-le.

6º CHAMADA

Gah se diu eme, micalezodo pilezodine; sobame ele harege mire babalone ode obeloce samevelege, delugare maleperege are caosegi, ode acame canale, sobolezodare fe-beliarede caosegi, ode cehise anetabe ode miame ta vive ode de. Daresare solepeteh bieme! Berita ode zodacame ge-micalezodo sobeha-ateh teriane luiahe ode ecerine made qaaone.

7º CHAMADA

Raase i-salemane paradizod oecerimi aao ialepiregah quiine enay butemone, ode i-noase ni paradiale casaremege ugeare cehirelane; ode zodonace lucifetiane, corenese ta vaule zodirene tole-hami. Soba lodoh ode miame cehise ta de ode ese, umadea ode pi-beliare otehile-rite ode miame. Ce noquole rite, zodacare zodamerane, oecerimi qadah ode omicaolezod aai-ome. Bagele papenore idelugame lonesehi, ode umepelife ugegi bigeliade.

8º CHAMADA

Bazodme, lo le ta [de] piripesone olene nazode-a-vabeh oxe, casaremege urane cehise ugege; dies aberamege baletoha, goho lade; soba miame teriane ta lolecisevovin e abai ode azodiagiere riore. Ieregile cehise da dies paaoxe busede caosego, dies cehise ode ipe-urane teloah, cacerege oi-salemane loneceho ode vovina carebafe! Niiso! Bagele avavago gohone! Niiso! Bagele momao siaione ode mabezoda jadoiasemomare poilepe! Niise, zodamerane ciaofi caosego, ode beliorese, ode coresi ta aberamige.

9º CHAMADA

Micaoli beranesege peregele napeta ialepore dies berine efafafe pe vonepeho olani anede obezoda; sobecah upaah cehise tatane ode teranane balye, alare luseda sobolene, ode cehise holeqe ce-noqeuodi ciale. Unale aledone mome caosego ta lase olelore genay limelale. Amema cehiise sobeca maderide zod-cehise! Ooanoane cehise aviny derilepi caosegine, ode butemoni pareme zumevi cenila. Dazodise etehamezod a-cehiledao, ode mirece ozodole cehise pidiai colelale. Ulecinine a-sobame ucime. Bagele? Ladebaletoh cehirelane pare. Niiso! Ode ipe ofafafe! Bagele a-cocasebe i-corese-ta unige beliore.

10º CHAMADA

Coraxo cehise coremepe ode belanese lucale azodiazodore paebe, soba lilonone cehise vireqe ope eopehane ode racelire maasi bagele caosegi, dies ialepone dosige ode basegime, ode oxexe dazodise siaterise ode saleberoxe cynexire faboane.

Unale-cehise conesete dies daoxe cocasebe ole oanio yore eorese vohime gizodyaxe ode matebe cocasebe pelosi molevi dies page-ipe larage ome derolene matorebe cocasebe. Emena l pateralexe yoleci matebe nomige mononese olora genay anegelarede. Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio! Ohio!

Noibe ohio caosegone, bagele maderide, i, zodirope cehiso derilepa. Niiso! Ceripe ipe nidali!

11º CHAMADA

Oxiayale holedo ode zodirome o coraxo dies zodiledare raasy, ode vabezodire cameliaxe ode bahale. Niiso! [ode aledone ode noase] salemane teloceh, casaremane holeqe, ode te-i ta zod-cehise soba coremefe i ga. Niisa! Bagele aberanege nonecepe! Zodacare ca ode zamerane. Odo cicele qaa zodorege, lape zodiredo noco made, hoateh laida.

12° CHAMADA

Noneci de-sonefe babage, ode cehise obe, hubaio tibibepe; alelare ateraah ode efe. Derixe fafene miane, are enay ovofe, soba dooaine aai le vonepeh. Zodacare gohuse ode zodamerane. Odo cicele qaa. Zodorege lape zodiredo noco made, hoateh laida.

13° CHAMADA

Napeai babagene, dies-brine vexe ooaona lerinege vonepeh doalime eoline oleloge oreseba, dies cehise afefa. Micema isero made ode lonesehi-toxe, dies i-umede aai gerosebe. Zodacare odo zodamerane. Odo cicele qaa. Zodorege lape zodiredo noco made, hoateh laida.

14° CHAMADA

Noromi bagie, pasebese  oiade, dies terinete  mirece ole tehile dodese tolehame caosego homine;   dies   berine oroceh quare;  micema biale oiade. Airesero toxe dies-i-ume aai [bagiele] qe balefime. Zodacare ode zodamerame. Odo cicele qaa. Zodorege lape zodiredo noco made, hoateh laida.

15° CHAMADA

Ilese tabaane lialeperete, casaremane upaahi cehise darege, dies oado caosegi oresecore, dies omaxe monaseci baeovibe ode emetegise iaiadixe. Zodacare ode zodamerane. Odo cicele qaa. Zodorege lape zodiredo noco made, hoateh laida.

16º CHAMADA

Ielese viu-ialeperete, salemane balete, dies berine aceroodezodi busede, ode belioraxe balite; dies-inesi caosege lusedane emode dies-ome ode teliobe hami; derilepa geh ilese madezododilodarepe. Zodacare ode zodamerane. Odo cicele qaa. Zodorege lape zodiredo noco made, hoateh laida.

17º CHAMADA

Ielese de-ialeperete, soba upeaah cehise nameba zodixelay dodesih, ode berinete faxese hubaro tusetaxe ylesi; soba lade i vonepo-unepeh; aledone daxile ode toatare! Zodacare ode zodamerane. Odo cicele qaa. Zodorege lape zodiredo noco made, hoateh laida.

18º CHAMADA

Ielese micaolezod oleperite ode laleperege beliorese, dies odo busedire oiade ovoarese caosego, casaremege laiade [vaoane] erane berinetese cafafame, dies iumede a-qe-loadohi mozod, ode maoafefese; bolepe como-beliorete pamebete. Zodacare ode zodamerane. Odo celicele qaa zodorege lape zodiredo noco made hoateh laida

19º CHAMADA – Aethyrs

Maderiax dies-perafe (nome do Æthyr’s ) cehise micaolezod saanire caosego, ode fisise balezodizoderase laida.

Noneca gohulime: micema adoiane made, iaode beliorebe, soba ooaona cehise lucifetiase piripesole, dies aberaasesa nonecefe netaaibe caosego, ode tilebe adepehahte damepelozod, tooate nonecefe gemicalezod oma lrasede tofelego marebe yarery idoigo, ode torezodulepe iaodafe golule; caosega, tabaorede saanire, ode ceriseteose yrepoile tiobele, busedire tilebe noalene paide oreseba ode doderemeni zodulena; elezodapetilebe, pareme-gi peripesax, ode ta qurelesete booapise.

Le-nibeme, ouceho symepe, ode cehriseteose age-toletorene lele mirece tone paomebede, dilezodmo o asepiane, ode cehriseteose age le toretorene paraceh a-symepe; coredezodizod, dodepale ode fifalezod le- semenade; ode faregete, bamese omaoase; conisebera ode avavox, tonuge; oreseca-tebele, naosemi tabegese levitehmonege; unecehi omepe-tilebe orese.

Bagele? Moooah ole-coredezodizod. Le capimao ixomaxipe, ode ca- cocasebe gosaa; bagelene pi-i tianeta ababalonede ode faoregete telocevovime.

Maderiiax, torezodu! Oaderiax oroceha aboaperi. Tabaori periazod are-tabase; aderepane corese-ta dobix; yolecame periazodi are-coazodiore, ode qeuasebe qetinege.

Ripire paaoxte saga-core; umele ode peredezodare cacerege aoiveae coremepete.

Torezodu! Zodacare ode zodamerane asepete sibesi butemona, dies surezodase tia baletane; odo cicele qaa, ode ozodazodma pelapeli iadenamade.


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Postagem original feita no https://mortesubita.net/enoquiano/chamadas-enochianas-adaptadas-segundo-pronuncia/

Enteogenos e Magia – Vinicius Rosa

Bate-Papo Mayhem 233 – 14/09/2021 (Terça) 21h30 Com Vinicius Rosa – Enteogenos e Magia

Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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