Arcano 13 – A Morte – Nun

Esta carta, comumente designada como “Morte”, não tem nome algum inscrito no tarô de Marselha, nem em suas variantes mais significativas.

Um esqueleto revestido por uma espécie de pele tem uma foice nas mãos. Do chão negro brotam plantas azuis e amarelas, e diversos restos humanos. O fundo não está colorido.

No primeiro plano, à esquerda, uma cabeça de mulher; à direita, uma cabeça de homem com uma coroa.

Um pé e uma mão aparecem também no chão; outras duas mãos – uma mostrando a palma e outra as costas – brotam atrás, ultrapassando a linha do horizonte.

O esqueleto está representado de perfil e parece dirigir-se para a direita. Maneja a foice, sobre a qual apóia as duas mãos. Em algumas variantes, seu pé direito não está visível.

Para o iniciante, mostra-se como a carta mais temível, mas os estudos simbólicos ajudam a entender um outro sentido no plano da evolução humana.

Significados simbólicos

Grandes transmutações e novos espaços de realização.

Dominação e força. Renascimento, criação e destruição.

Fatalidade irredutível. Fim necessário.

Interpretações usuais na cartomancia

Fim de uma fase. Abandono de velhos hábitos.

Profundidade, penetração intelectual, pensar metafísico. Discernimento severo, sabedoria drástica. Resignação, estoicismo, dom para enfrentar situações difíceis. Indiferença, desapego, desilusão.

Mental: Renovação de idéias, total ou parcial, porque algo vai intervir e tudo transformar; como um fenômeno catalisador ou um corpo novo que modifica totalmente a ação do corpo atual.

Emocional: Afastamento, dispersão. Destruição de um sentimento, de uma esperança.

Físico: Morte, perdas, imobilidade. Completa transformação nos negócios ou atividades.

Sentido negativo: Do ponto de vista da saúde, estagnação de enfermidade ou processo. A morte poderá ser evitada, mas em troca de uma lesão incurável. Segundo sua posição, pode significar a morte, em seus múltiplos matizes, mas também maus acontecimentos, más notícias.

Prazo fatal. Xeque-mate inevitável, mas não provocado pela vítima.

Ânimo baixo, pessimismo, perda de coragem. Suspensão de um processo para começar de modo diametralmente oposto.

História e iconografia

E provável que a alegoria da morte representada como um esqueleto com a foice, seja original do Tarô; se isto for verdade, trata-se de uma das contribuições fundamentais feitas pelas cartas à iconografia contemporânea, considerando a ampla popularidade desta metáfora macabra.

Van Rijneberk divide o estudo deste arcano em três aspectos: o número treze, o esqueleto, a foice. Como emissário de uma premonição sombria, o treze tem seu antecedente cristão nos comensais da Última Ceia, de onde a tradição extraiu um conto bastante popular da Idade Média: quando treze pessoas se sentam à mesa, uma delas morrerá em breve.

Esta superstição seria herdeira de outras versões mais antigas: Diodoro da Sicília, contemporâneo do imperador Augusto, explica desse modo a morte de Filipe da Macedônia, cuja estátua havia sido colocada junto as dos 12 deuses principais, dias antes de ser assassinado.

Simbolicamente, o 13 é a unidade superadora do dodecadenário, ou seja, a morte necessária de um ciclo completo, que implica também – ainda que este aspecto tenha sido esquecido na transmissão popular – a idéia conseqüente de renascimento.

Na arte cristã primitiva não há traços deste simbolismo durante os primeiros séculos, o que não parece estranho se considerarmos as idéias centrais dos catecúmenos: a morte entendida como pórtico de uma vida melhor, a confiança na proximidade do Juízo Final (e a conseqüente ressurreição da carne); a absoluta falta de medo frente a um estado transitório.

O esqueleto propriamente dito só aparece em todo o seu esplendor nas Danças da morte, disseminadas pelos cemitérios e claustros europeus, quase que simultaneamente, e com certeza não antes do séc. XV.

O tema das composições desse período mostra-se idêntico em todos os lugares: o esqueleto se apodera (o matiz está apenas no grau de violência ou gentileza) de criaturas humanas de ambos os sexos, de qualquer idade e condição.

Outro elemento que as Danças da morte têm em comum é que todas são posteriores ao Tarô, de cuja popularidade puderam extrair o encanto de suas imagens.

Nestas danças, no entanto, não há esqueletos com foices, mas sim com diversos objetos (uma espada, um arado, um par de tesouras, um arco e flechas) que se referem em geral ao ofício da pessoa que será levada pela morte.

Em Joel (4,13), Mateus (13,39), Marcos (4,29) e no Apocalipse (14,14-20) podem ser encontradas metáforas bíblicas em que se fala da foice como instrumento de justiça empunhado por Jeová, pelo Filho do Homem e, mais tarde, pelos anjos: como derivação deste princípio moral.

Os esotéricos não vêem a morte como falha ou imperfeição: as formas se dissolvem, variam de aparência quando se tornam incapazes de servir ao seu destino. Desse modo, entre o Imperador e a Morte (primeiros termos do segundo e do quinto ternário, respectivamente), há apenas uma diferença de matizes: ao esplendor máximo do poder e da matéria sucede sua extinção, que é uma conseqüência lógica e também uma necessidade. Como parábola do processo iniciático em oposição à vida corrente, é talvez o arcano mais explícito: “O profano deve morrer – lembra Wirth – para que renasça a vida superior que a Iniciação concede”.

A morte guarda relações simbólicas com a terra, com os quatro elementos, e com a gama de cores que vai do negro ao verde, passando pelos matizes terrosos. Também é associada ao esterco, menos pelo que este tem de desagradável do que pelo processo de transmutação material que representa.

Por Constantino K. Riemma
http://www.clubedotaro.com.br/

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Mapa Astral de Malba Tahan

Júlio César de Mello e Souza (Rio de Janeiro, 6 de maio de 1895 — Recife, 18 de junho de 1974), mais conhecido pelo heterônimo de Malba Tahan, foi um escritor e matemático brasileiro. Através de seus romances foi um dos maiores divulgadores da matemática no Brasil.

Ele é famoso no Brasil e no exterior por seus livros de recreação matemática e fábulas e lendas passadas no Oriente, muitas delas publicadas sob o heterônimo/pseudônimo de Malba Tahan. Seu livro mais conhecido, O Homem que Calculava, é uma coleção de problemas e curiosidades matemáticas apresentada sob a forma de narrativa das aventuras de um calculista persa à maneira dos contos de Mil e Uma Noites. Monteiro Lobato classificou-a como: “… obra que ficará a salvo das vassouradas do Tempo como a melhor expressão do binômio ‘ciência-imaginação.’” Júlio César, como professor de matemática, destacou-se por ser um acerbo crítico das estruturas ultrapassadas de ensino.

O Mapa de Malba Tahan mostra Sol e Mercúrio em Touro, Ascendente em Gêmeos, Lua em Libra e Caput Draconis em Peixes. Júpiter e Marte em Câncer-Gêmeos (Rainha de Copas, as energias de contadores de histórias) e Saturno em Escorpião. Seu Planeta mais forte é Sol em Touro, com 5 Aspectações.

Seu mapa indica uma pessoa voltada para administração e gerenciamento de bens com uma facilidade enorme para trabalhar com linguagem, códigos ou símbolos (5 planetas com influências diretas ou indiretas geminianas, somadas com a “Lua dos Escritores” em Libra). Sua escolha foi a matemática (expressão máxima dos códigos e símbolos), que defendeu com paixão em mais de 120 livros publicados.

Seu caput Draconis indicava que, uma vez dominada esta vocação, seu trabalho no final da vida seria dedicado à espiritualidade e assistência ao próximo. Malba Tahan tinha especial apreço pelos hanseníacos, dedicando grante tempo e recursos para auxiliá-los. Júlio César foi um enérgico militante pela causa dos hanseníacos. Por mais de 10 anos editou a revista Damião, que combatia o preconceito e apoiava a humanização do tratamento e a reincorporação dos ex-enfermos à vida social . Deixou, em seu testamento, uma mensagem de apoio aos hanseníacos para ser lida em seu funeral (esta é uma expressão bem típica das oitavas altas de Saturno em Escorpião – observei muito esta combinação em pessoas com cargos de gestoras e diretoras de hospitais e asilos; de maneira diferente das cancerianas, que cuidam, as escorpianas brigam pelos direitos e garantias dos que não as possuem).

Minha homenagem a este grande escritor, cuja coleção de livros foi uma das primeiras que li na vida e que me despertou, junto com monteiro Lobato, o gosto pela leitura e pela ciência.

#Astrologia #Biografias

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Entrevistas e Palestras de Agosto/2020

Bate-Papo Mayhem #049 – Com Franz Meier – Kimbanda Malei
https://youtu.be/_EYT_pw_Gy8

Bate-Papo Mayhem #050 – Com Aluisio Cabianca (IFD) – A História do Martinismo
https://youtu.be/DYpaVzV5AkI

Bate-Papo Mayhem #051 – Com Claudio Ramos – A História da Bruxaria Moderna: Gardner, Doreen e Alexanders
https://youtu.be/OV8Efkub66Q

Bate-Papo Mayhem #052 – Com Samuel Souza de Paula – Espiritualidade Xamânica
https://youtu.be/-izFiFfhaGs

Bate-Papo Mayhem #053 – Com Vinicius de Mello Rosa – Todas as Magias são Magia do Caos
https://youtu.be/pOMG6yyYCqk

Bate-Papo Mayhem #054 – Com Anderson Silvério – Os Cavaleiros Templários e seu legado na Maçonaria
https://youtu.be/gCgPv-4sL1k

Bate-Papo Mayhem #055 – Com Frater Iskuros – A História da Ordo Saturni: O Caminho Saturniano
https://youtu.be/N22Bnbdgzss

Bate-Papo Mayhem #056 – Com Mario Filho – A Convivência de dois Mundos: Islamismo e a Umbanda Omoloko
https://youtu.be/kNHYJ44NtJ4

Bate-Papo Mayhem #057 – Com Samuel Aguilare Ibarra – Serenissimo Gran Maestro – Esoterismo e Maçonaria no México
https://youtu.be/JMJc5NGyp8Q

Bate-Papo Mayhem #058 – Com Chrystian Revelles – Saint Martin, Jacob Boehme: O Martinismo e a Alma do Mundo
https://youtu.be/deXzAtOPECU

Bate-Papo Mayhem #059 – Com Waldir Persona – Umbanda de Raiz
https://youtu.be/MZRDjpOQOLI

Bate-Papo Mayhem #060 – Com Cesar Mingardi – As Origens da Maçonaria na Vertente Inglesa
https://youtu.be/dr1lWmIOYLA

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A Alquimia de Francis Bacon

Francis Bacon (1561-1626) foi um dos mais conhecidos e influentes rosacruzes e também um alquimista, tendo ocupado o posto mais elevado da Ordem Rosacruz, o de Imperator.

Estudiosos apontam como sendo o real autor dos famosos manifestos rosacruzes, Fama Fraternitatis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (1616).

Bacon interessava-se por astrologia e tentou formular uma ciência empírica baseada na co-relação das conjunções astrológicas e os fatos históricos. Se tivesse levado a cabo esse projeto, a ciência hoje seria completamente diferente. Mas, pressões acadêmicas da época forçaram-no a abandonar a empreitada.

A produção intelectual de Bacon foi vasta e variada. De modo geral, pode ser dividida em três partes: jurídica, literária e filosófica.

As obras filosóficas mais importantes de Bacon são Instauratio magna (Grande restauração) e Novum organum. Nesta última, Bacon apresenta e descreve seu método para as ciências. Este novo método deverá substituir o Organon aristotélico.

Seus escritos no âmbito filosófico podem ser agrupados do seguinte modo:

1) Escritos que faziam parte da Instauratio magna e que foram ou superados ou postos de lado, como: De interpretatione naturae (Da interpretação da natureza), Inquisitio de motu (Pesquisas sobre o movimento), Historia naturalis (História natural), onde tenta aplicar seu método pela primeira vez;

2) Escritos relacionados com a Instauratio magna, mas não incluídos em seu plano original. O escrito mais importante é New Atlantis (Nova Atlântida), onde Bacon apresenta uma concepção do Estado ideal regulado por idéias de caráter científico. Além deste, destacam-se Cogitationes de natura rerum (Reflexões sobre a natureza das coisas) e De fluxu et refluxu (Das marés);

3) Instauratio magna, onde Bacon procura desenvolver o seu pensamento filosófico-científico e que consta de seis partes:

(a) Partitiones scientiarum (Classificação das ciências), sistematização do conjunto do saber humano, de acordo com as faculdades que o produzem;

(b) Novum organum sive Indicia de interpretatione naturae (Novo método ou Manifestações sobre a interpretação da natureza), exposição do método indutivo, trabalho esse que reformula e repete o Novum organum;

(c) Phaenomena universi sive Historia naturalis et experimentalis ad condendam philosophiam (Fenômenos do universo ou História natural e experimental para a fundamentação da filosofia), versa sobre a coleta de dados empíricos;

(d) Scala intellectus, sive Filum labyrinthi (Escala do entendimento ou O Fio do labirinto), contém exemplos de investigação conduzida de acordo com o novo método;

(e) Prodromi sive Antecipationes philosophiae secundae (Introdução ou Antecipações à filosofia segunda), onde faz considerações à margem do novo método, visando mostrar o avanço por ele permitido;

(f) Philosophia secunda, sive Scientia activa (Filosofia segunda ou Ciência ativa), seria o resultado final, oragnizado em um sistema de axiomas.

Fama Fraternitatis Rosae Crucis (Fama fraternitatis Roseae Crucis oder Die Bruderschaft des Ordens der Rosenkreuzer), ou simplesmente Fama Fraternitatis, é um manifesto rosacruciano publicado em 1614 na cidade alemã de Kassel.

Fama Fraternitatis foi dirigido às autoridades políticas e religiosas, bem como aos cientistas da época. Ao mesmo tempo em que fazia um balanço talvez negativo da situação geral na Europa, revelou a existência da Ordem da Rosa+Cruz através da história alegórica de Christian Rosenkreutz (1378-1484), desde o périplo que o levara pelo mundo inteiro antes de dar vida à Fraternidade Rosacruz, até à descoberta de seu túmulo. Esse Manifesto já fazia apelo a uma Reforma Universal. Continha a história, a constituição e as Leis da Ordem. A confissão da Fraternidade da Rosa-Cruz dava 37 razões para sua existência, definindo seus objetivos e os meios para alcançá-los.

Confessio Fraternitatis (Confessio oder Bekenntnis der Societät und Bruderschaft Rosenkreuz), ou simplesmente Confessio Fraternitatis, é um manifesto rosacruciano publicado em 1615 na cidade alemã de Kassel.

Confessio Fraternitatis completou o primeiro Manifesto, por um lado insistindo na necessidade do ser humano e a sociedade se regenerarem e, por outro lado, indicando que a Fraternidade dos Rosacruzes possuía uma ciência filosófica que permitia realizar essa Regeneração. Nisso ela se dirigia antes de tudo aos buscadores desejosos de participar nos trabalhos da Ordem e promover a felicidade da Humanidade. O aspecto profético desse texto intrigou muito os eruditos da época.

Núpcias Alquímicas de Christian Rozenkreuz (Chymische Hochzeit Christiani Rosencreutz anno 1459), ou simplesmente Núpcias Alquímicas (ou Químicas) de Christian Rozenkreuz, é um manifesto rosacruciano publicado em 1616 na cidade alemã de Estrasburgo (anexada à França em 1681).

O Casamento Alquímico de Christian Rosenkreutz, num estilo bastante diferente dos dois primeiros Manifestos, relatou uma viagem iniciática que representava a busca da Iluminação. Essa viagem de sete dias se desenrolava em grande parte num misterioso castelo onde deviam ser celebradas as bodas de um rei e de uma rainha. Em termos simbólicos, o Casamento Alquímico descrevia a jornada espiritual que leva todo Iniciado a realizar a união entre sua alma (a esposa) e Deus (o esposo).

Texto publicado originalmente pela Lupy no excelente blog Ponte Oculta

#Alquimia

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Mapa Astral de Charlie Chaplin

Sir Charles Spencer Chaplin, (Londres, 16 de abril de 1889 — Corsier-sur-Vevey, 25 de dezembro de 1977), foi um ator, diretor, produtor, comediante, dançarino, roteirista e músico britânico. Chaplin foi um dos atores mais famosos da era do cinema mudo, notabilizado pelo uso de mímica e da comédia pastelão.

Charlie Chaplin atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes, sendo fortemente influenciado por um antecessor, o comediante francês Max Linder, a quem ele dedicou um de seus filmes. Sua carreira no ramo do entretenimento durou mais de 75 anos, desde suas primeiras atuações quando ainda era criança nos teatros do Reino Unido durante a Era Vitoriana quase até sua morte aos 88 anos de idade. Sua vida pública e privada abrangia adulação e controvérsia. Juntamente com Mary Pickford, Douglas Fairbanks e D. W. Griffith, Chaplin co-fundou a United Artists em 1919.

O Mapa Astral de Chaplin mostra Sol em Áries (Áries-Touro), Ascendente e Lua em Escorpião, Mercúrio em Áries, Vênus e Marte em Touro, Júpiter em Capricórnio e Saturno em Leão. Seu Caput Draconis em câncer e o Planeta mais forte no Mapa é Marte (com 6 Aspectações, praticamente empatado com Urano em Libra).

A configuração básica do mapa mostra uma pessoa “gente-que-faz”. A combinação entre Áries e Touro carrega consigo, em suas oitavas mais altas, pessoas pioneiras e arrojadas; ao mesmo tempo trabalhadoras e persistentes. O correspondente hermético é o Cavaleiro de Moedas (ou “signo do estagiário”, como brincamos às vezes).

Sua Lua (e Ascendente) em Escorpião mostram que esta tendência ao trabalho iria se convergir gradativamente para grande poder e influência ao longo de sua vida, na área que ele escolhesse, atingindo um número muito grande de pessoas (Júpiter em Capricórnio em Sextil de 1grau com a Lua em Escorpião indica um espírito quase militar quando se trata de galgar postos e títulos). No final de sua vida, o Caput Draconis em Câncer nas Casas 8-9 indicam um potencial para tomar conta dos sentimentos dos outros em um nível acadêmico. Às vezes quando vemos descrições mais simplificadas como essa fica difícil descrever para a pessoa que nos pergunta que tipo de coisas ela poderia realizar… vendo a quantidade de prêmios que Charlie Chaplin ganhou com sua capacidade de expressão, eu diria que ele atingiu a perfeição nesta energia.

Uma curiosidade adicional é que o mapa de Chaplin possui Aspectação de 0,01 grau entre Urano em libra e Plutão em Gêmeos (algo que ocorre durante alguns meses a cada dois séculos). Ross Duncan descreveu como “Está ligada à renovação social e tecnológica que transforma a consciência mundial. Se esta influência se tornar pessoal em sua vida por aspectos ligados aos planetas pessoais em seu horóscopo, você o encontrará no outro mundo sob a forma de grupos revolucionários ou estranhos ou lidando com mudanças tecnológicas de mudanças radicais. Também tem talento para criar mudanças revolucionárias em grandes organizações”. Esse espírito revolucionário encontraria eco no Mercúrio tecnológico ariano.

De sua característica materialista e extremamente prática, li em algum lugar que Chaplin era ateu, mas não consegui confirmar… faria muito sentido com Vênus e Marte em Touro (só gostar do que pudesse tocar, sentir com os 5 sentidos, é uma combinação encontrada em vários ateus materialistas).

E outra curiosidade sobre Saturno em Leão. Normalmente eu falo para os meus alunos que pessoas com esta características tendem a ser tímidas, como reflexo do exagero com a preocupação com a imagem. Minha recomendação é que façam teatro para vencer esta limitação e transformar a timidez em trabalhar responsavelmente com a imagem. Mas e em pessoas geniais? como isso se manifesta?

Apesar dos filmes “falados” tornarem-se o modelo dominante logo após serem introduzidos em 1927, Chaplin resistiu a fazer um filme assim durante toda a década de 1930. Ele considerava o cinema uma arte essencialmente pantomímica. a preocupação com a Imagem acima de tudo

#Astrologia #Biografias

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Preparem seus Filhos para a Vida

Pais são criaturas esquisitas. A maioria é completamente despreparada pra cuidar de um filho. Não estou falando de prover educação, sustento, carinho, mas da parte metafísica mesmo, que é a formação de um ser humano, que vai atuar (e mudar) o mundo no qual vivemos. É um ser humano, com suas nuances psicológicas e muitas vezes uma maturidade que supera (dada as devidas proporções) até mesmo a dos próprios pais!

E como eles lidam isso? Minha experiência têm mostrado dois tipos de pais: Os “superatenciosos” – que ficam escrutinando cada passo dos filhos, botando rédeas, proibindo, criando regras – e os que “não estão nem aí”. Geralmente os superatenciosos (e isso não é um elogio) tiveram uma educação rígida, típica das famílias dos anos 30 ou 50, e não perceberam que o mundo mudou “um pouquinho” nos últimos 50, 70 anos… Tentam segurar os filhos junto a eles pelo simples fato de serem pais (ou seja, não tentam CATIVAR o filho) e invadem arbitrariamente o mundo deles pra extrair informações (ao invés de PARTICIPAR do mundo dos filhos). Quanto mais tendem a apertar o filho, mais ele vai escapar entre os dedos, como areia. E a tendência é que em casa o pai tenha um filho, e na rua outro totalmente diferente. Essa falta de contato com o VERDADEIRO filho pode levar a desagradáveis surpresas, como ter de buscar o rebento na delegacia, ou descobrir que ele está a quilômetros de distância de onde ele tinha dito que ia…

O oposto disso são os pais que não estão nem aí. Geralmente vieram da geração “anos 70”, porralouca, que brigaram no passado com os pais retrógrados e agora se vêem na situação deles… Muitos nem queriam ter filhos, mas aconteceu, e aí? O jeito é criar, e de preferência do jeito que eu gostaria de ter sido criado… Como eles foram muito pressionados, isso significa dar uma total liberdade de criação. Dependendo das companhias que o filho tenha, isso pode resultar na mesma surpresa dos pais superatenciosos: de ter de pegar o filho na delegacia, ou mesmo no IML…

Nos dois casos de pais temos uma tendência em comum: superproteção. No primeiro caso, a superproteção é para que o filho tenha os valores familiares que ELES tiveram (não importando se o Muro de Berlim caiu, ou se o Homem foi ao espaço), como voltar pra casa cedo, trazer o namorado pra almoçar no domingo, etc, ou para que os filhos sofram as mesmas pressões que eles sofreram dos seus pais (ou seja, repetem o esteriótipo do pai durão, da sogra chata, etc). Vão assim propagando a Matrix, de forma que eles nem mais sabem de onde surgiram tais comportamentos (transformados que são em dogmas).

No caso dos pais “nem aí”, a superproteção revela-se mais como uma fuga das responsabilidades, ou seja: “eu te dou tudo o que você quiser, só não me perturbe”. Mimam os filhos com os melhores brinquedinhos que a tecnologia pode comprar, criando assim “marias-mole”, pessoas despreparadas para os desafios da vida. É tenebroso sair na rua e ver pessoas que não conseguem andar um quarteirão sem que seja de carro!! Gastam fortuna em academias, batem perna nos shoppings, mas não conseguem andar na rua! São mentalmente incapacitados para encarar situações adversas, porque elas SEMPRE tiveram o que queriam, quando queriam! Será que os pais não pensam nisso?

Um aviso a quem tenha se aventurado por estas linhas e tenha (ou venha a ter) filhos: Se inspirem na personagem de Sarah O’Connor, do filme O Exterminador do Futuro II, e criem seus filhos como combatentes. Não com armas, mas com INFORMAÇÃO. O futuro é negro, quem conhece a história sabe que a aparente calmaria antecede a tempestade, e as nuvens que estão se delineando apontam para um futuro de transição, no qual não teremos as mordomias às quais estamos nos acostumando, e onde será preciso CRIATIVIDADE para criar as novas ferramentas e superar os obstáculos. Nossas vidas são atualmente baseadas no silício e no petróleo. Todas as tentativas de sair desse modelo são suprimidas ou desmotivada$. Iraque e Afeganistão foram só o começo. Quanto mais o preço do barril subir, mais acirrada irá ficar a disputa… e, num mundo globalizado, com certeza sofreremos as consequências do nosso despreparo.

#Filosofia

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Os Níveis do Ser Humano

Há alguns anos, um buscador aproximou-se de um Mestre da Arte Real (um verdadeiro Místico) e perguntou-lhe:

– Mestre, gostaria muito de saber por que razão os seres humanos guerreiam-se e por que não conseguem entender-se, por mais que apregoem estar buscando a Paz e o entendimento, por mais que apregoem o Amor e por mais que afirmem abominar o Ódio.

– Essa é uma pergunta muito séria. Gerações e gerações a têm feito e não conseguiram uma resposta satisfatória, por não se darem conta de que tudo é uma questão de nível evolutivo. A grande maioria da Humanidade do Planeta Terra está vivendo atualmente no nível 1. Muitos outros, no nível 2 e alguns outros no nível 3. Essa é a grande maioria.

Alguns poucos já conseguiram atingir o nível 4, pouquíssimos o nível 5, raríssimos o nível 6 e somente de mil em mil anos aparece algum que atingiu o nível 7.

– Mas, Mestre, que níveis são esses?

– Não adiantaria nada explicá-los, pois além de não entender, também, logo em seguida, você os esqueceria e esqueceria também a explicação.

Assim, prefiro levá-lo numa viagem mental, para realizar uma série de experimentos e aí, então, tenho certeza, você vivenciará e saberá exatamente o que são esses níveis, cada um deles, nos seus mínimos detalhes.

Colocou, então, as pontas de dois dedos na testa do consulente e, imediatamente, ambos estavam em um outro local, em outra dimensão do Espaço e do Tempo.

O local era uma espécie de bosque, e um homem se aproximava deles. Ao chegar mais perto, disse-lhe o Mestre:

– Dê-lhe um tapa no rosto.

– Mas por quê? Ele não me fez nada…

– Faz parte do experimento. Dê-lhe um tapa, não muito forte, mas dê-lhe um tapa!

E o homem aproximou-se mais do Mestre e do consulente. Este, então, chegou até o homem, pediu-lhe que parasse e, sem nenhum aviso, deu-lhe um tapa que estalou.

Imediatamente, como se fosse feito de mola, o desconhecido revidou com uma saraivada de socos e o consulente foi ao chão, por causa do inesperado do ataque.

Instantaneamente, como num passe de mágica, o Mestre e o consulente já estavam em outro lugar, muito semelhante ao primeiro e outro homem se aproximava. O Mestre, então comentou:

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 1. Não pensa. Age mecanicamente. Revida sem pensar. Aprendeu a agir dessa maneira e esse aprendizado é tudo para ele, é o que norteia sua vida, é sua “muleta”. Agora, você testará da mesma maneira, o nosso companheiro que vem aí, do nível 2.

Quando o homem se aproximou, o consulente pediu que parasse e lhe deu um tapa. O homem ficou assustado, olhou para o consulente, mediu-o de cima a baixo e, sem dizer nada, revidou com um tapa, um pouco mais forte.

Instantaneamente, já estavam em outro lugar muito semelhante ao primeiro.

– Agora, você já sabe como reage um homem do nível 2. Pensa um pouco, analisa superficialmente a situação, verifica se está à altura do adversário e aí, então, revida. Se se julgar mais fraco, não revidará imediatamente, pois irá revidar à traição. Ainda é carregado pelo mesmo tipo de “muleta” usada pelo homem do nível 1. Só que analisa um pouco mais as coisas e fatos da vida. Entendeu? Repita o mesmo com esse aí que vem chegando.

A cena repetiu-se. Ao receber o tapa, o homem parou, olhou para o consulente e assim falou:

– O que é isso, moço?… Mereço uma explicação, não acha? Se não me explicar direitinho por que razão me bateu, vai levar uma surra!

Estou falando sério!

– Eu e o Mestre estamos realizando uma série de experimentos e este experimento consta exatamente em fazer o que fiz, ou seja, bater nas pessoas para ver como reagem.

– E querem ver como reajo?

– Sim. Exatamente isso…

– Já reparou que não tem sentido?

– Como não? Já aprendemos ótimas lições com as reações das outras pessoas. Queremos saber qual a lição que você irá nos ensinar…

– Ainda não perceberam que isso não faz sentido? Por que agredir as pessoas assim, gratuitamente?

– Queremos verificar – interferiu o Mestre – as reações mais imediatas e primitivas das pessoas. Você tem alguma sugestão ou consegue atinar com alguma alternativa?

– De momento, não me ocorre nenhuma. De uma coisa, porém, estou certo: – Esse teste é muito bárbaro, pois agride os outros. Estou, realmente, muito assustado e chocado com essa ação de vocês, que parecem pessoas inteligentes e sensatas. Certamente, deverá haver algo menos agressivo e mais inteligente. Não acham?

– Enfim – perguntou o buscador – como você vai reagir? Vai revidar?

Ou vai nos ensinar uma outra maneira de conseguir aprender o que desejamos?

– Já nem sei se continuo discutindo com vocês, pois acho que estou perdendo meu tempo. São dois malucos e tenho coisas mais importantes para fazer do que ficar conversando com dois malucos. Afinal, meu tempo é precioso demais e não vou desperdiçá-lo com vocês. Quando encontrarem alguém que não seja tão sensato e paciente como eu, vão aprender o que é agredir gratuitamente as pessoas. Que outro, em algum outro lugar, revide por mim. Não vou nem perder meu tempo com vocês, pois não merecem meu esforço… São uns perfeitos idiotas… Imagine só, dar tapas nos outros… Besteira… Idiotice… Falta do que fazer… E ainda querem me convencer de que estão buscando conhecimento… Picaretas! Isso é o que vocês são! Uns picaretas! Uns charlatães!

Imediatamente, aquela cena apagou-se e já se encontravam em outro luar, muito semelhante a todos os outros. Então, o Mestre comentou:

– Agora, você já sabe como age o homem do nível 3. Gosta de analisar a situação, discutir os pormenores, criticar tudo, mas não apresenta nenhuma solução ou alternativa, pois ainda usa as mesmas “muletas” que os outros dois anteriores também usavam. Prefere deixar tudo “pra lá”, pois “não tem tempo” para se aborrecer com a ação, que prefere deixar para os “outros”. É um erudito e teórico que fala muito, mas que age muito pouco e não apresenta nenhuma solução para nenhum problema, a não ser a mais óbvia e assim mesmo, olhe lá… É um medíocre enfatuado, cheio de erudição, que se julga o “Dono da Verdade”, que se acha muito “entendido” e que reclama de tudo e só sabe criticar. É o mais perigoso de todos, pois costuma deter cargos de comando, por ser, geralmente, portador de algum diploma universitário em nível de bacharel (mais uma outra “muleta”) e se pavoneia por isso. Possui instrução e muita erudição. Já consegue ter um pouquinho mais de percepção das coisas, mas é somente isso. Ainda precisa das “muletas” para continuar vivendo, mas começa a perceber que talvez seja melhor andar sem elas. No entanto, por “preguiça vital” e simples falta de força de vontade, prefere continuar a utilizá-las. De resto, não passa de um medíocre enfatuado que sabe apenas argumentar e tudo criticar. Vamos, agora, saber como reage um homem do nível 4. Faça o mesmo com esse que aí vem.

E a cena repetiu-se.

O caminhante olhou para o buscador e perguntou:

– Por que você fez isso? Eu fiz alguma coisa errada? Ofendi você de alguma maneira? Enfim, gostaria de saber por que motivo você me bateu. Posso saber?

– Não é nada pessoal. Eu e o Mestre estamos realizando um experimento para aprender qual será a reação das pessoas diante de uma agressão imotivada.

– Pelo visto, já realizaram este experimento com outras pessoas. Já devem ter aprendido muito a respeito de como reagem os seres humanos, não é mesmo?

– É… Estamos aprendendo um bocado. Qual será sua reação? O que pensa de nosso experimento? Tem alguma sugestão melhor?

– Hoje, vocês me ensinaram uma nova lição e estou muito satisfeito com isso e só tenho a agradecer por me haverem escolhido para participar deste seu experimento. Apenas acho que vocês estão correndo o risco de encontrar alguém que não consiga entender o que estão fazendo e revidar à agressão. Até chego a arriscar-me a afirmar que vocês já encontraram esse tipo de pessoa, não é mesmo? Mas também se não corrermos algum risco na vida, nada, jamais, poderá ser conseguido, em termos de evolução. Sob esse ponto de vista, a metodologia experimental que vocês imaginaram é tão boa como outra qualquer. Já encontraram alguém que não entendesse o que estão a fazer e igualmente reações hostis, não é mesmo? Por outro lado, como se trata de um aprendizado, gostaria muito de acompanhá-los para partilhar desse aprendizado. Aceitar-me-iam como companheiro de jornada? Gostaria muito de adquirir novos conhecimentos. Posso ir com vocês?

– E se tudo o que dissemos for mentira? E se estivermos mal-intencionados? – perguntou o Mestre – Como reagiria a isso?

– Somente os loucos fazem coisas sem uma razão plausível. Sei, muito bem, distinguir um louco de um são e, definitivamente, tenho a mais cristalina das certezas de que vocês não são loucos. Logo, alguma razão vocês deverão ter para estarem agredindo gratuitamente as pessoas. Essa razão que me deram é tão boa e plausível como qualquer outra. Seja ela qual for, gostaria de seguir com vocês para ver se minhas conjecturas estão certas, ou seja, de que falaram a verdade e, se assim o for, compartilhar da experiência de vocês. Enfim, desejo aprender cada vez mais, e esta é uma boa ocasião para isso. Não acham?

Instantaneamente, tudo se desfez e logo estavam em outro ambiente, muito semelhante aos anteriores. O Mestre assim comentou:

– O homem do nível 4 já está bem distanciado e se desligando gradativamente dos afazeres mundanos. Já sabe que existem outros níveis mais baixos e outros mais elevados e está buscando apenas aprender mais e mais para evoluir, para tornar-se um sábio. Não é, em absoluto um erudito (embora até mesmo possa possuir algum diploma universitário) e já compreende bem a natureza humana para fazer julgamentos sensatos e lógicos. Por outro lado, possui uma curiosidade muito grande e uma insaciável sede de conhecimentos. E isso acontece porque abandonou suas “muletas” há muito pouco tempo, talvez há um mês ou dois. Ainda sente falta delas, mas já compreendeu que o melhor mesmo é viver sem elas. Dentro de muito pouco tempo, só mais um pouco de tempo, talvez mais um ano ou dois, assim que se acostumar, de fato, a sequer pensar nas muletas, estará realmente começando a trilhar o caminho certo para os próximos níveis. Mas vamos continuar com o nosso aprendizado. Repita o mesmo com este homem que aí vem, e vamos ver como reage um homem do nível 5.

O tapa estalou.

– Filho meu… Eu bem o mereci por não haver logo percebido que estavas necessitando de ajuda. Em que te posso ser útil?

– Não entendi… Afinal, dei-lhe um tapa. Não vai reagir?

– Na verdade, cada agressão é um pedido de ajuda. Em que te posso ajudar, filho meu?

– Estamos dando tapas nas pessoas que passam, para conhecermos suas reações. Não é nada pessoal…

– Então, é nisso que te posso ajudar? Ajudar-te-ei com muita satisfação pedindo-te perdão por não haver logo percebido que desejas aprender. É meritória tua ação, pois o saber é a coisa mais importante que um ser humano pode adquirir. Somente por meio do saber é que o homem se eleva. E se estás querendo aprender, só tenho elogios a te oferecer. Logo aprenderás a lição mais importante que é a de ajudar desinteressadamente as pessoas, assim como estou a fazer com vocês, neste momento. Ainda terás um longo caminho pela frente, mas se desejares, posso ser o teu guia nos passos iniciais e te poupar de muitos transtornos e dissabores. Sinto-me perfeitamente capaz de guiar-te nos primeiros passos e fazer-te chegar até onde me encontro. Daí para diante, faremos o restante do aprendizado juntos. O que achas da proposta? Aceitas-me como teu guia?

Instantaneamente, a cena se desfez e logo se viram em outro caminho, um pouco mais agradável do que os demais, e o Mestre assim se expressou:

– Quando um homem atinge o nível 5, começa a entender que a Humanidade, em geral, digamos, o homem comum, é como uma espécie de adolescente que ainda não conseguiu sequer se encontrar e, por esse motivo, como todo e qualquer bom adolescente, é muito inseguro e, devido a essa insegurança, não sabe como pedir ajuda e agride a todos para chamar atenção sobre si mesmo e pedir, então, de maneira velada e indireta, a ajuda de que necessita. O homem do nível 5 possui a sincera vontade de ajudar e de auxiliar a todos desinteressadamente, sem visar vantagens pessoais. É como se fosse uma Irmã Dulce, um Chico Xavier ou uma Madre Teresa de Calcutá da vida. Sabe ser humilde e reconhece que ainda tem muito a aprender para atingir níveis evolutivos mais elevados. E deseja partilhar gratuitamente seus conhecimentos com todos os seres humanos. Compreende que a imensa maioria dos seres humanos usa “muletas” diversas e procura ajudá-los, dando-lhes exatamente aquilo que lhe é pedido, de acordo com a “muleta” que estão usando ou com o que lhes é mais acessível no nível em que se encontram. A partir do nível 5, o ser humano adquire a faculdade de perceber em qual nível o seu interlocutor se encontra. Agora, dê um tapa nesse homem que aí vem. Vamos ver como reage o homem do nível 6.

E o buscador iniciou o ritual. Pediu ao homem que parasse e lançou a mão ao seu rosto. Jamais entenderá como o outro, com um movimento quase instantâneo, desviou-se e a sua mão atingiu apenas o vazio.

– Meu filho querido! Por que você queria ferir-se a si mesmo? Ainda não aprendeu que agredindo os outros você estará agredindo a si mesmo? Você ainda não conseguiu entender que a Humanidade é um organismo único e que cada um de nós é apenas uma pequena célula desse imenso organismo? Seria você capaz de provocar, deliberadamente, em seu corpo, um ferimento que vai doer muito e cuja cicatrização orgânica e psíquica vai demorar e causará muito sofrimento inútil?

– Mas estamos realizando um experimento para descobrir qual será a reação das pessoas a uma agressão gratuita.

– Por que você não aprende primeiro a amar? Por que, em vez de dar um tapa, não dá um beijo nas pessoas? Assim, em lugar de causar-lhes sofrimento, estará demonstrando Amor. E o Amor é a Energia mais poderosa e sublime do Universo. Se você aprender a lição do Amor, logo poderá ensinar Amor para todas as outras células da Humanidade, e tenho a mais concreta certeza de que, em muito pouco tempo, toda a Humanidade será um imenso organismo amoroso que distribuirá Amor por todo o planeta e daí, por extensão, emitirá vibrações de Amor para todo o Universo. Eu amo a todos como amo a mim mesmo. No instante em que você compreender isso, passará a amar a si mesmo e a todos os demais seres humanos da mesma maneira e terá aprendido a Regra de Ouro do Universo: – Tudo é Amor! A vida é Amor! Nós somos centelhas de Amor! E por tanto amar você, jamais poderia permitir que você se ferisse, agredindo a mim. Se você ama uma criança, jamais permitirá que ela se machuque ou se fira, porque ela ainda não entende que se agir de determinada maneira perigosa irá ferir-se e irá sofrer. Você a amparará, não é mesmo? Você deverá aprender, em primeiro lugar, a Lição do Amor, a viver o Amor em toda sua plenitude, pois o Amor é tudo e, se você está vivo, deve sua vida a um Ato de Amor. Pense nisso, medite muito sobre isso. Dê Amor gratuitamente. Ensine Amor com muito Amor e logo verá como tudo a seu redor vai ficar mais sublime, mais diáfano, pois você estará flutuando sob os influxos da Energia mais poderosa do Universo, que é o Amor. E sua vida será sublime…

Instantaneamente, tudo se desfez e se viram em outro ambiente, ainda mais lindo e repousante do que este último em que estiveram. Então o Mestre falou:

– Este é um dos níveis mais elevados a que pode chegar o Ser Humano em sua senda evolutiva, ainda na Matéria, no Planeta Terra. Um homem que conseguiu entender o que é o Amor, já é um Homem Sublime, Inefável e quase Inatingível pelas infelicidades humanas, pois já descobriu o Começo da Verdade, mas ainda não a conhece em toda sua Plenitude, o que só acontecerá quando atingir o nível 7. Logo você descobrirá isso. Dê um tapa nesse homem que aí vem chegando.

E o buscador pediu ao homem que parasse. Quando seus olhares se cruzaram, uma espécie de choque elétrico percorreu-lhe todo o corpo e uma sensação mesclada de amor, compaixão, amizade desinteressada, compreensão, de profundo conhecimento de tudo que se relaciona à vida e um enorme sentimento de extrema segurança encheram-lhe todo o seu ser.

– Bata nele! – ordenou o Mestre.

– Não posso, Mestre, não posso…

– Bata nele! Faça um grande esforço, mas terá que bater nele! Nosso aprendizado só estará completo se você bater nele! Faça um grande esforço e bata! Vamos! Agora!

– Não, Mestre. Sua simples presença já é suficiente para que eu consiga compreender a futilidade de lhe dar um tapa. Prefiro dar um tapa em mim mesmo. Nele, porém, jamais!

– Bate-me – disse o Homem com muita firmeza e suavidade – pois só assim aprenderás tua lição e saberás finalmente, porque ainda existem guerras na Humanidade.

– Não posso… Não posso… Não tem o menor sentido fazer isso…

– Então – tornou o Homem – já aprendeste tua lição. Quem, dentre todos em quem bateste, a ensinou para ti? Reflete um pouco e me responde.

– Acho que foram os três primeiros, do nível 1 ao nível 3. Os outros apenas a ilustraram e a complementaram. Agora, compreendo o quão atrasados eles estão e o quanto ainda terão que caminhar na senda evolutiva para entender esse fato. Sinto por eles uma compaixão muito profunda. Estão de “muletas” e não sabem disso. E o pior de tudo é que não conseguem perceber que é até muito simples e muito fácil abandoná-las e que, no preciso instante em que a s abandonarem, começarão a progredir. Era essa a lição que eu deveria aprender?

– Sim, filho meu. Essa é apenas uma das muitas facetas do Verdadeiro Aprendizado. Ainda terás muito que aprender, mas já aprendeste a primeira e a maior de todas as lições. Existe a Ignorância! – volveu o Homem com suavidade e convicção – Mas ainda existem outras coisas mais que deves ter aprendido. O que foi?

– Aprendi, também, que é meu dever ensiná-los para que entendam que a vida está muito além daquilo que eles julgam ser muito importante – as suas “muletas” – e também sua busca inútil e desenfreada por sexo, status social, riquezas e poder. Nos outros níveis, comecei a entender que para se ensinar alguma coisa para alguém é preciso que tenhamos aprendido aquilo que vamos ensinar. Mas isso é um processo demorado demais, pois todo mundo quer tudo às pressas, imediatamente…

– A Humanidade ainda é uma criança , mal acabou de nascer, mal acabou de aprender que pode caminhar por conta própria, sem engatinhar, sem precisar usar “muletas”. O grande erro é que nós queremos fazer tudo às pressas e medir tudo pela duração de nossas vidas individuais. O importante é que compreendamos que o tempo deve ser contado em termos cósmicos, universais. Se assim o fizermos, começaremos, então, a entender que o Universo é um organismo imenso, ainda relativamente novo e que também está fazendo seu aprendizado por intermédio de nós – seres vivos conscientes e inteligentes que habitamos planetas disseminados por todo o Espaço Cósmico. Nossa vida individual só terá importância, mesmo, se conseguirmos entender e vivenciar, este conhecimento, esta grande Verdade: – Somos todos uma imensa equipe energética atuando nos mais diversos níveis energéticos daquilo que é conhecido como Vida e Universo, que, no final das contas, é tudo a mesma coisa.

– Mas sendo assim, para eu aprender tudo de que necessito para poder ensinar aos meus irmãos, precisarei de muito mais que uma vida. Ser-me-ão concedidas mais outras vidas, além desta que agora estou vivendo?

– Mas ainda não conseguiste vislumbrar que só existe uma única Vida e tu já a estás vivendo há milhões e milhões de anos e ainda a viverás por mais outros tantos milhões, nos mais diversos níveis? Tu já foste energia pura, átomo, molécula, vírus, bactéria, enfim, todos os seres que já apareceram na escala biológica. E tu ainda és tudo isso. Compreende, filho meu, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.

– Mas mesmo assim, então, não terei tempo, neste momento atual de minha manifestação no Universo, de aprender tudo o que é necessário ensinar aos meus irmãos que ainda se encontram nos níveis 1, 2 e 3.

– E quem o terá jamais, algum dia? Mas isso não tem a menor importância, pois tu já estás a ensinar o que aprendeste, nesta breve jornada mental. Já aprendeste que existem 7 níveis evolutivos possíveis aos seres humanos, aqui, agora, neste Planeta Terra. O Autor deste conto conseguiu transmiti-lo, há alguns milênios, através da Tradição Oral, durante muitas e muitas gerações. O Autor deste trabalho, ao ler esse conto, há muitos anos atrás, também aprendeu a mesma lição e agora a está transmitindo para todos aqueles que vierem a lê-lo e, no final, alguns desses leitores, um dia, ensinarão essa mesma lição a outros irmãos humanos. Compreendes, agora, que não será necessário mais do que uma única vida como um ser humano, neste Planeta Terra, para que aprendas tudo e que possas transmitir esse conhecimento a todos os seres humanos, nos próximos milênios vindouros? É só uma questão de tempo, não concordas, filho meu?

Agora, se quem deste aprendizado tomar conhecimento e, assim mesmo, não desejar progredir, não quiser deixar de lado as “muletas” que está usando ou não quiser aceitar essa verdade tão cristalina, o problema e a responsabilidade já não serão mais teus. Tu e todos os demais que estão transmitindo esse conhecimento já cumpriram as suas partes. Que os outros, os que dele estão tomando conhecimento, cumpram as suas. Para isso são livres e possuem o discernimento e o livre-arbítrio suficientes para fazer suas escolhas e nada tens com isso. Entendeste, filho meu?

@MDD – Lição de Casa – relacionar os Níveis do ser humano com o desenvolvimento dos chakras.

#Fábulas #Rosacruz

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/os-n%C3%ADveis-do-ser-humano

A Magia e a Mídia

As diversas formas de mídia atuais nos proporcionam momentos de prazer, de euforia, de espanto e de tensão, entre tantos outros. Todos eles podem ser encarados como reações que temos no momento em que entramos em contato com essas mídias, trazendo certas emoções, sensações ou pensamentos no âmbito de nossa psique.

Magia nada mais é do que a arte de causar mudanças. Se as mídias com as quais entramos em contato causa mudanças no nosso humor e comportamento, então, pode-se dizer que as mídias são veículos de Magia.

Presencia-se essa Magia todos os dias, o tempo todo. No ato de se ligar um aparelho de som, ou de se assistir a um filme, ou ao ver uma foto inspiradora, ou ainda contemplar uma bela obra de arte, seja ela uma escultura ou uma ilustração… causa-nos uma ou todas as características supra-citadas (emoções, sensações, pensamentos). Nossas mentes, por livre associação, lembrarão conceitos relacionados à arte que estamos experimentando. Por exemplo, se estamos ouvindo uma orquestra sinfônica a tocar em uma apresentação pública, poderá despertar-nos a sensações de leveza, de relaxamento, de harmonia, etc. Perceba que, nesse pequeno exemplo, já ocorreram três sensações disparadas por essa experiência.

Ora, se Magia é a Arte de causar mudanças, então, ao passarmos pela experiência acima, e esta música mudar nosso estado psíquico anterior para algo diferente, então é certo dizer que você foi alvo de um ato mágico, embora não intencional. Você foi transformado pela magia da música, magia essa que acabou por mudar seu humor e seu comportamento, modificando as interações conseguintes. Se você estava nervoso, acabou ficando mais calmo. Você estará mais tolerante e amigável a partir desse momento, melhorando as relações interpessoais que por um acaso venham a ocorrer nos momentos seguintes.

Passar por essa modificação depende unicamente da sua sensibilidade (não uso essa palavra aqui com uma conotação melodramática (vulgo emo), mas sim como algo que possui o senso, ou o sentido, a faculdade de se aperceber daquela mensagem que está sendo transmitida). Pessoas muito sensíveis para sons e música poderão até mesmo chorar diante da carga sensitiva-emocional de uma bela melodia, pois as vibrações enviadas por ela entram em ressonância com o padrão vibratório dessa pessoa[1]. Na Física, quando algo entra em ressonância, sua vibração aumenta infinitamente, até que uma das fontes vibratórias cesse seu movimento, ou o material em ressonância se modifique (ou quebre). Nesse caso, em se tratando dos nossos corpos físicos e psíquicos, a única saída seria desligar a música, ou deixar transbordar suas sensações e seus sentimentos através do choro, sendo essa a derradeira válvula de escape para o montante de energia acumulada.

Cada pessoa possui, portanto, mídias (ou sentidos) que as atingem mais facilmente, transformando seus estados psíquicos mais rapidamente do que outras. Há aquelas que preferem fotos inspiradoras. Ilustrações (ou símbolos) dos mais variados tipos, cores e padrões. Há também aquelas pessoas que preferem assistir a um bom filme. Com sua capacidade introspectiva e “de se colocar no lugar do outro”, essas pessoas conseguem se colocar na pele da personagem durante a história, e vivenciar os acontecimentos como se estivessem ocorrendo com ela própria. Conseguem realmente sentir toda a ação, as emoções e pensamentos, pois podem compreender a personagem profundamente. Dessa forma, modificam seu estado de humor e seu comportamento eficazmente. Isso nos remete à invocação de deuses, praticada desde os tempos mais remotos até os dias atuais.

Colocando-se em prática esse conhecimento, permanecendo mais alerta com os diversos estados mentais que estamos despertando ao longo do dia, de acordo com as mídias com as quais travamos contato, só trará benefícios. Aqueles que não cultivam essa atitude são largamente explorados por campanhas publicitárias (o poder da propaganda!), através de sons, imagens e cores marcantes, bombardeando-os com mensagens psíquicas para que compremos tal ou qual produto; isso ocorre tão automaticamente que mal percebemos quando e como essas mensagens são disparadas e absorvidas por nós. Mas com a prática e com a vigilância, podemos exercer um maior controle sobre nossa psique. Podemos escolher quais emoções, sensações ou pensamentos queremos ativar em determinado momento. Para tanto, faz-se necessário adquirir a disciplina e o respeito próprio para obtermos mais paz e mais foco dos nossos objetivos diários, sem nos dispersarmos tanto com o que vem de fora. Esse policiamento é essencial para que evitemos o stress e o esgotamento. Cultivando mídias de melhor qualidade, que entrem mais em ressonância (e harmonia) com os estados psíquicos que desejamos manter a maior parte do tempo, teremos maior qualidade de vida, mais felicidade, serenidade e, principalmente, individualidade.

Notas:

[1] Padrão vibratório pessoal: os átomos, que são os “tijolos”, segundo a Física clássica, que formam nossa realidade perceptiva, são formados por partículas que se mantém em constante movimento. Esse movimento causa uma propagação de ondas em todas as direções, pois o movimento vai sendo passado para os átomos dos arredores por indução. Como é em essência um movimento de oscilação ou vibração, daí o nome para o termo.

#Arte #cultura #Magia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-magia-e-a-m%C3%ADdia

Mapa Astral da Madonna

Madonna Louise Veronica Ciccone (Bay City, 16 de agosto de 1958), mais conhecida como Madonna, é uma cantora, compositora, atriz, dançarina, empresária e produtora musical e cinematográfica norte-americana. Ela se mudou para Nova Iorque em 1977 para seguir a carreira na dança moderna.

Após se apresentar nos grupos musicais Breakfast Club e Emmy, ela lançou seu álbum de estreia em 1983. Em seguida, uma série de álbuns bem sucedidos a trouxeram popularidade, quebrando as barreiras do conteúdo lírico da música popular tradicional e da imagem em seus videoclipes, que se tornaram constantemente exibidos na MTV. Ao longo de sua carreira, várias de suas canções se tornaram bastante lembradas e executadas, entre elas “Like a Virgin”, “Papa Don’t Preach”, “Like A Prayer”, “Vogue”, “Frozen”, “Music”, “Hung Up” e “4 Minutes”. Madonna tem sido elogiada pela crítica por suas produções musicais diversificadas que servem ao mesmo tempo como meio de chamar atenção para controvérsias religiosas e sexuais.

Mapa Astral

O Mapa de Madonna possui Sol em Leão; Lua, Mercúrio e Ascendente em Virgem; Vênus em Leão-Câncer; Marte em Touro; Júpiter e Caput Draconis em Libra e Saturno em Sagitário. Seu Planeta mais forte é Júpiter em Libra.

Apesar da Madonna passar a imagem de porra-louca transgressora, pode-se perceber que ela é extremamente organizada, metódica e pé-no-chão. Sua imagem é cuidadosamente construída para chocar o suficiente para se manter sempre no estrelato.

Madonna possui Sol em Leão; Mercúrio e Ascendente em Virgem; característico de pessoas que nasceram para serem líderes. No caso dela, com estes planetas na Casa 12 (Espiritualidade) ela demonstraria vocação para se tornar uma líder religiosa… como assim?

A palavra “religião” tem sido muito mal utilizada tanto por crentes quanto por ateus. Entendendo “Religião” como “filosofia de vida”, desvinculando-se de deus ou deuses ou dogmas ou falta deles, pode-se dizer com boa dose de acerto que a Madonna foi uma criadora e organizadora de tendências, influenciando centenas de milhares de pessoas com sua maneira de ser. Vênus em Leão-Câncer (Cavaleiro de Bastões) na Casa 11 (grupos, amigos, pessoas) ajudou bastante a moldar esta característica de “carregar bandeiras” que ela possui e a facilidade enorme de entender o outro (Júpiter em Libra).

Agora que está mais velha, abraçou sua vocação mais espiritualista através da Cabalá.

#Astrologia #Biografias

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/mapa-astral-da-madonna