O Dharma e a Base da Vida Humana

(*) Publicado na edição de Nov/Dez de 1984 da revista “Vedanta Kesari”

(Cedo ou tarde o homem descobre que os prazeres que os sentidos trazem a ele são extremamente transientes e até contra-produtivos. É o Dharma que o coloca em contato com o mundo supra-sensório da Realidade e o eleva da existência do bruto para a vida Divina. Swami Paratparananda, dirigente do Ramakrishna Ashrama, Argentina (**) e um ex-editor da “Vedanta Kesari”, explica como Sri Ramakrishna enfatiza que o principal ingrediente do Dharma ou disciplina religiosa é a renúncia – externa, se possível, mas interna, categoricamente).

(**) de 1973 a 1988.

Vários são os significados deste termo sânscrito, Dharma. Por exemplo, retidão, a natureza inata de algo, deveres devido ao nascimento e posição na vida, são alguns deles. Nós lidaremos aqui com o mencionado em primeiro lugar, isto é, retidão, retitude ou religião como é algumas vezes definido. É claro que na Índia a religião inclui deveres de acordo com varna e âsrama (nascimento e posição na vida) apesar de que estes são conceitos não tão rigidamente praticados hoje em dia. Religião ou Dharma é algo mais do que a mera conformidade com obrigações sociais, restrições ou regras; mais do que meros dogmas e credos. Regras sociais e códigos morais podem e realmente mudam de acordo com a época e lugar. Por exemplo, o que é considerado como imoral em alguns países pode ser aceito como totalmente normal ou natural em outros, etc. Mas mera moralidade não é a meta e finalidade do homem. É apenas o meio para atingir algo superior, algo eterno e este algo é o sujeito da religião ou Dharma. Pode-se chamar este sujeito como Deus ou Espírito ou por qualquer outro nome.

A questão que surge na mente do homem moderno é: que papel pode a religião desempenhar na atual era de ciência e tecnologia? Poderá ela sobreviver aos ataques destas forças? Devemos lembrar que a ciência e a tecnologia lidam com a matéria, coisas perecíveis e não eternas. A matéria, por mais que possa durar, um dia se destrói; ela não pode durar para sempre, não pode ser permanente. Tendo sido composta de elementos, deve retornar mais cedo ou mais tarde aos seus elementos; e aquilo que não é permanente não pode dar felicidade duradoura. O homem nunca consegue felicidade duradoura. O homem nunca se satisfaz com a riqueza. Quanto mais ele tem, mais ele deseja. Assim também é o caso com os prazeres dos sentidos. O corpo pode ficar fraco, mas o desejo por eles não deixa o homem. Habilmente Bhartrihari disse no seu Vairagya Sataka: bhogâ na bhuktâ vayam eva bhuktâh, “Os prazeres mundanos não foram desfrutados por nós; pelo contrario nós mesmos temos sido devorados”. E ele continua: trsnâ na jirnâ vayam eva jirnâh, “O desejo não é enfraquecido, apesar de que nós mesmos nos debilitamos”. E mais: valibhir mukham âkrântam pâlitena ankitam sirah, gâtrâni sithilâyante trsnaikâ tarunâyate, “A face está coberta por rugas, a cabeça pintada de branco (por causa dos cabelos grisalhos), os membros se tornaram fracos, apesar de que apenas o desejo é sempre rejuvenescido”. Esta é a condição do homem entregue à satisfação dos sentidos. A ciência e a tecnologia ainda não descobriram métodos de parar ou prevenir este declínio ou deterioração das forças físicas e mentais do homem nem trazer a ele a satisfação que pode durar mesmo sob circunstâncias adversas como enfermidade e senilidade, etc.

Contudo, nós não dizemos que não existam pessoas que ignorem as realidades da vida e tentem desfrutar dos prazeres. Como o avestruz, que quando caçado, se diz, corre tanto quanto pode e enfia sua cabeça na areia e acredita que não há mais perigo ou inimigos. Para estas pessoas este mundo é tudo quanto existe.

No Kathopanishad, Yama diz: “O além nunca aparece diante das pessoas tolas, enganadas pela ilusão da riqueza. Aqueles que pensam: ‘Este é o único mundo e não há nenhum outro’, caem sob meu domínio inúmeras vezes”. Swami Vivekananda diz: “Somente os tolos correm atrás dos gozos dos sentidos. É fácil viver nos sentidos. É mais fácil andar pelo velho caminho com o piso batido, comendo e bebendo, mas o que estes modernos filósofos querem dizer a você é que peguem estas idéias confortáveis e coloquem o selo da religião nelas. Tal doutrina é perigosa. A morte jaz nos sentidos. A vida no plano do Espírito é a única vida, a vida em qualquer outro plano é apenas a morte”. Aqui nós encontramos a resposta também para aqueles que querem fazer da religião algo confortável, adaptada ao plano sensório.

O homem busca a felicidade e acha que pode obtê-la nos objetos dos sentidos; mas, tristemente, ele descobre que a felicidade que estes objetos podem dar é de muito pouca duração e que ele tem que ganhá-la a um custo muito elevado. Ele começa com tremendo otimismo, mas quando fica velho, gradualmente torna-se um pessimista. Swami Vivekananda declara: “A felicidade real não está nos sentidos, mas acima dos sentidos e está em todos os homens. O tipo de otimismo que vemos no mundo é o que levará até a ruína através dos sentidos.”

Novamente, por mais que o homem tenda a ignorar o fato de que o sofrimento, físico e mental é inevitável no plano sensório e mergulhe completamente nele, um dia chegará quando ele perguntará a si mesmo: “É isto tudo? Será a meta da vida viver como plantas e animais por alguns anos e morrer?” Isto é um imperativo, pois enquanto o homem retiver a faculdade do raciocínio, ele não pode deixar de colocar estas questões para si mesmo quando deparar com terríveis e insuperáveis circunstâncias. E este raciocínio deveria levá-lo a auto-análise e gradualmente à Religião, pois tendo sofrido no plano dos sentidos ele não tem outra alternativa além de tentar conseguir consolo de algo superior e não perecível.

Agora vamos ver o que a Religião realmente significa e o que ela pode fazer por nós. Religião é um sistema de disciplinas que traz uma penetração intuitiva na natureza real do mundo espiritual, pelo controle dos sentidos e a conquista da mente. Com esta penetração intuitiva, nós chegamos a conhecer o propósito real da vida humana, como também sobre a vacuidade do mundo sensual. Swami Vivekananda afirma: “Este nosso universo, o universo dos sentidos, racional, intelectual, está cercado de ambos os lados pelo ilimitado, o não-conhecível, o sempre desconhecido. Nisto está a busca, nisto estão as investigações, aqui estão os fatos; disto vem a luz que é conhecida para o mundo como religião. A Religião pertence ao Supra-sensório e não ao plano sensório. Está além de todo raciocínio e não está no plano do intelecto. É uma visão, uma inspiração, um mergulho no desconhecido e não-conhecível, fazendo o não-conhecível mais do que conhecido, pois ele jamais poderá ser conhecido.” Isto parece ser um paradoxo, à uma primeira leitura, mas se nós pararmos e refletirmos, poderemos ser capazes de compreender a verdade por detrás desta afirmação. A mente humana em sua forma impura pode conhecer apenas coisas apresentadas a ela pelos cinco sentidos e nada mais. É por isso que o Espírito é chamado de não-conhecível; mas quando esta mesma mente se livra de sua impureza, seu apego e desejos, ela é capaz de perceber o não-conhecível, fazendo-o mais do que conhecido. Pergunta Yajnavalkya: “Com o quê você conhecerá o Conhecedor”- vijnataram are kena vijaniyat. Este desconhecido pode ser percebido somente através de uma mente pura, afirma o Kathopanishad: manasaivedam aptavyam, “Somente pela mente isto será realizado.”

O melhor testemunho com relação à vida interior é daqueles que mergulharam profundamente nela e eles são os homens capazes de falar sobre o assunto. Vamos ver o que Swami Vivekananda diz sobre a necessidade desta buscado que está além: “A vida será um deserto, a vida humana será em vão, se nós não pudermos conhecer o que está além. É muito bom dizer: Contente-se com as coisas do presente. As vacas e os cães estão e estão também todos os animais e isto é o que os faz animais. Portanto se o homem contenta-se com o presente e abandona toda busca do que está além, a humanidade terá que voltar ao plano animal de novo.

É a religião, a investigação do que está além que faz a diferença entre um homem e um animal”. Respondendo à uma pergunta sobre o que a religião pode fazer por nós, ele afirma: “A salvação não consiste na quantidade de dinheiro que em seu bolso ou na roupa que você veste ou na casa em que você vive, mas na riqueza do pensamento espiritual em seu cérebro. Isto é o que promove o progresso humano, esta é a fonte de todo progresso material e intelectual, o poder motivador atrás do entusiasmo que empurra a humanidade para a frente.”

Além disto, a Religião pode nos dar a vida eterna, trazer-nos a Luz que jamais falha e a paz e tranqüilidade constantes. Contudo a religião não deveria ser julgada do ponto de vista das posses ou coisas materiais. Swami Vivekananda comenta: “Várias vezes você escuta esta objeção levantada: ‘Pode ela retirar a pobreza dos pobres?’ Suponha que ela não possa, isto provaria a inverdade da religião? Suponha que uma criança se levante entre vocês quando você está tentando demonstrar um teorema astronômico e diz, ‘Isto vai me dar biscoitos de gengibre?’ ‘Não, isto não vai dar’, você responde. ‘Então’, diz a criança, ‘não serve para nada’. Crianças julgam o universo inteiro de seu ponto de vista, de produzir biscoitos de gengibre; e assim também fazem as crianças do mundo. Nós não devemos julgar as coisas superiores de um baixo ponto de vista… A Religião interpenetra toda a vida do homem, não apenas o presente, mas o passado, presente e futuro… É lógico medir seu valor por sua ação sobre cinco minutos da vida humana?” Ele continua: “A Religião fez do homem o que ele é e fará deste humano animal um Deus. Isto é o que a religião pode fazer. Tire a religião da sociedade humana e o que restará? Nada além de uma floresta de brutos.”

Do que foi dito nós vemos como a religião está inerentemente absorvida na estrutura da existência humana, mais ainda, a própria existência do homem depende dela. E é por isso que o Senhor se encarna sempre que houver o declínio de Dharma e o crescimento de Adharma, como Ele mesmo diz no Bhagavad Gita. Agora nós veremos quais são as disciplinas que a religião recomenda para atingir o supremo estado da Eterna Bem-aventurança que ela promete. A primeira e mais importante destas disciplinas é a renúncia, sem ela o homem não pode avançar em direção à meta. Pode-se perguntar: são todas as pessoas capazes de renunciar ao mundo? Certamente que não. Então a salvação que a religião promete é para uns poucos? Se for assim, por que deveria a maioria da humanidade ter interesse nela? Sri Ramakrishna responde: “Não é possível adquirir a renúncia de forma repentina. O fator tempo deve ser levado em consideração. Mas também é verdade que um homem deveria escutar sobre ela. Quando a hora certa chegar, ele dirá a si mesmo: ‘Ó, sim, eu escutei sobre isto.’ Você deve também se lembrar de outra coisa. Constantemente ouvindo sobre a renúncia, o desejo pelos objetos do mundo gradualmente se desvanece”. Sri Ramakrishna aconselha aos chefes de família a cultivarem a renúncia interna e amor por Deus, a serem desapegados as coisas do mundo e a buscarem a companhia de pessoas santas. Mas ele categoricamente diz que sem a renúncia, pelo menos a interna, não se pode atingir a Meta.

#Budismo

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II Simpósio Brasileiro de Hermetismo

O II Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas, que será realizado nos dias 23, 24 e 25 de junho de 2011, tem por objetivo trazer estudos mais aprofundados à Ciência Hermética. Com apoio da Associação Educacional Sirius-Gaia e do Projeto Mayhem, o evento tem como tema geral a discussão sobre as práticas ocultistas.

A Programação deste ano será composta de Palestras e Workshops com alguns dos mais importantes estudiosos de Hermetismo, Ordens Iniciáticas e Magia no Brasil.

PROGRAMAÇÃO
23/jun/2011

08:30 – 08:50 – Abertura Oficial

08:50 – 10:50 – Astrologia Hermética – Marcelo Del Debbio

11:00 – 12:45 – Umbanda, Xamanismo e Magia – Alexandre Cumino

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 16:00 – O Tarot de Crowley e a Magia Sexual Thelemica – Frater Goya

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – Magia no Islamismo – Mário Alves da Silva Filho

18:00 – 20:00 – Xamanismo: O Arquétipo do Animal de Poder – Fernando Maiorino

20:00 – Jantar de Confraternização

24/jun/2011

09:00-11:00 – Arquitetura Sagrada: Simbologia, Geometria e o Ser – Márcio Lupion

11:10 – 12:40 – I Ching, do Xamanismo ao Computador – Gilberto Antônio Silva

12:40 – 13:50 – Almoço

13:50 – 15:50 – Magia Egípcia: O Novo Equinócio dos Deuses – Frater Goya

15:50 – 16:10 – Coffe Break

16:10 – 18:10 – Escolas iniciáticas da Kabbalah: Judaica, Cristã, Hermética, Maçônica e Mágica – Edmundo Pellizzari

18:15 – 20:15 – Mesa Redonda – O lado místico das religiões: Sufismo, Hinduismo, Cristianismo e Judaísmo

25/jun/2011

09:00 – 11:00 – A Felicidade segundo a ótica da Magia Cerimonial – André Calladan

11:10 – 12:45 – Magia do Budismo Esotérico – Renan Romão

12:45 – 14:00 – Almoço

14:00 – 14:55 – Visão da Teosofia sobre os 7 raios – Carlos B. Conte

15:00 – 16:00 – As 7 raças humanas – Carlos B. Conte

16:00 – 16:30 – Coffe Break

16:30 – 18:00 – LHP – O Caminho da Mão Esquerda – Adriano Camargo

18:00 – 19:30 – Projeção Astral – Lázaro Freire

PALESTRANTES
Adriano Camargo – Autor do “Sistemagia” e “Cabala Draconiana”, membro da Dragon Rouge e um dos pouquíssimos caras sérios em LHP no Brasil.

Alexandre Cumino – autor de “A História da Umbanda” e editor do “Jornal da Umbanda Sagrada”. Um dos sacerdotes mais respeitados no Brasil.

Carlos Basílio Conte – Membro da Sociedade Teosófica e Secretário de Cultura da Maçonaria, autor dos livros: “Magia Cerimonial” e “Pitagoras- Ciencia e Magia na Antiga Grecia”.

Edmundo Pellizzari – Prof. Edmundo Pellizzari é teologo (BD, BTh, OCR) com formação em estudos biblicos e judaicos.

Durante trinta anos estudou a Mistica Judaica (Kabalah) em institutos internacionais e com mestres tradicionais. E membro da Order of Corporate Reunion, da Order of Christian Renewal e da Apostolic Church of the Divine Mysteries.

Fernando Maiorino – Fundador e Presidente da Associação Educacional Sírius-Gaia (AESG). Orientador Espiritual em Umbanda Natural, vertente filosófica trazida por seus Guias Espirituais há uma década.

Frater Goya – Mais conhecido nos meios internéticos, é o fundador do Círculo Iniciático de Hermes (CIH). Já postei entrevistas com ele.

Gilberto Antônio Silva – Estudioso de filosofias e culturas orientais desde 1977, pesquisou e analisou com profundidade a cultura e o modo de pensar oriental, especialmente o Taoísmo. É atual Coordenador Editorial da revista Medicina Chinesa Brasil e Editor-responsável do jornal Saúde & Longevidade.

Marcelo Del Debbio – Arquiteto com especializações em Semiótica, História da Arte e História das Religiões Comparadas. Autor da Enciclopédia de Mitologia e coordena o blog “Teoria da Conspiração” e o Projeto Mayhem. É autor da Wikipedia de Ocultismo, com cerca de 5.000 verbetes.

Márcio Lupion – Discipulo da Maha Yoga Chegada ao Ramana Ashram do Brasil Swami Sri Maha Krishna – Aprende as 4 yogas, Bakti, Raja, Jnana e Karma Yoga. Iniciado no budismo tibetano com Chagdud Tulku Rinpoche, Templo Odsal Ling, São Paulo, SP.

Mário Alves da Silva Filho – Pratica e estuda o Sufismo ha mais de 15 anos, tendo sido membro das seguintes Ordens Sufis (Turuq): Attasiyya (foi o representante – Muqadam – para o Brasil), Khalwatiyya al-Jerahiyya e Ahmadiyya at-Tijaniyya (é membro desta atualmente). Viajou pela Turquia, Irã, Iraque e Arábia Saudita entrando em contato com diversos Shaykhs da Tradição do Tasawwuf (Sufismo), aprendendo com eles. Dirige o Centro de Estudos Filosóficos e Espirituais Caminho do Oriente (CEFECO). É membro do Grupo de Pesquisas CERAL- Centro de Estudo de Religiões Alternativas de Origem Oriental, Setor de Pós-Graduação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP.

Renan Romão – Graduando em Psicologia e Letras (FFLCH-USP), estuda Magia e Misticismo atraves de diversas tradicoes ocidentais e orientais sob a luz do Iluminismo Cientifico. Maçom, membro da ARLS “Estrela do Brasil” n°4321 GOB/GOSP, representante do CALEN/SP e membro-fundador da Confraria de Estudos Antigos.

Informações e inscrições:
http://www.simposiohermetismo.com.br/

#Mayhem #Palestras #SiriusGaia

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IV Simpósio Brasileiro de Hermetismo

Simposio-hermetismo

A Filosofia Hermética é base de tradições milenares, perpetuadas através dos diversos métodos adotados nos diferentes Círculos Iniciáticos, que permitem aos praticantes a expansão da consciência através do autoconhecimento, seu desenvolvimento enquanto indivíduo (e consequentemente do mundo que o cerca) e a superação das fronteiras do ordinário.

As Ciências Ocultas unem o conhecimento místico à ciência e procuram desvendar de forma clara e compreensível aquilo que é “extra ordinário” ou, em outros termos, aquilo que vai além do “conhecimento ortodoxo”, a ciência convencional.

Esta sabedoria antiga durante muito tempo permaneceu restrita às diversas Ordens ou Escolas de Mistérios, guardadas do acesso do público em geral, não apenas por seu caráter “secreto”, mas porque sua linguagem simbólica encontra-se além da visão objetiva ou dos interesses da maioria das pessoas, permanecendo “oculta” para estes.

“Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os encher de sabedoria” (O Caibalion).

O Simpósio Brasileiro de Hermetismo e Ciências Ocultas é realizado pela Associação Educacional Sirius-Gaia (AESG) e, neste ano, será realizada sua quarta edição, com objetivo de promover e sustentar o debate a respeito de diversas práticas ocultistas e filosóficas, reunindo no mesmo evento diferentes correntes e Escolas Ocultistas para compartilhar sua visão e sua prática.

Em 2015 o evento ocorrerá na cidade de São Paulo, nos dias 20, 21 e 22 de novembro, no Espaço Federal, na avenida Paulista, 1776, primeiro andar (próximo ao metrô Trianon-Masp).

Visite nossa programação e veja como se inscrever.

#hermetismo #Simpósio

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Magic without fears

Bate-Papo Mayhem 175 – Com Frater RC – Magic without fears

O vídeo desta conversa está disponível em: https://youtu.be/6jft4nRcugo

Bate Papo Mayhem é um projeto extra desbloqueado nas Metas do Projeto Mayhem.

Todas as 3as, 5as e Sabados as 21h os coordenadores do Projeto Mayhem batem papo com algum convidado sobre Temas escolhidos pelos membros, que participam ao vivo da conversa, podendo fazer perguntas e colocações. Os vídeos ficam disponíveis para os membros e são liberados para o público em geral três vezes por semana, às terças, quartas e quintas feiras e os áudios são editados na forma de podcast e liberados duas vezes por semana.

Faça parte do projeto Mayhem:

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Princípios da Alquimia

A transmutação de qualquer metal em ouro, o elixir da longa vida são na realidade coisas minúsculas diante da compreensão do que somos. A Alquimia é a busca do entendimento da natureza, a busca da sabedoria, dos grandes conhecimentos e o estudante de alquimia é um andarilho a percorrer as estradas da vida. O verdadeiro alquimista é um iluminado, um sábio que compreende a simplicidade do nada absoluto. É capaz de realizar coisas que a ciência e tecnologias atuais jamais conseguirão, pois a Alquimia está pautada na energia espiritual e não somente no materialismo e a ciência a muito tempo perdeu este caminho. A Alquimia é o conhecimento máximo, porém é muito difícil de ser aprendida ou descoberta. Podemos levar anos até começarmos a perceber que nada sabemos, vamos então começar imediatamente pois o prêmio para os que conseguirem é o mais alto de todos.

O ideal alquimista não constitui a descoberta de novos fenômenos, ao contrário do que procura cada vez mais intensamente a ciência moderna, mas sim reencontrar um antigo segredo, que ainda é inacessível e inexplicado para a maioria. Ela não é constituída somente de um caminho material, como por exemplo a transmutação de qualquer metal em ouro. Antes de tudo a alquimia é uma arte filosófica, uma maneira diferente de ver o mundo.

Não podemos, no entanto, separar o material do espiritual, uma vez que na Terra estamos encarnados em um corpo, onde um sofre influência do outro, pois na realidade tudo é uma coisa só, uma unidade, o ser humano. Na alquimia ocorre a transmutação da matéria e do espírito ao mesmo tempo. O alquimista adquire conhecimentos irrestritos da natureza, se pondo em um ponto especial de observação, vendo tudo de maneira diferente. Seria como se uma pessoa pudesse ver tanto o aspecto físico nos mínimos detalhes bem como as energias associadas a este corpo. O alquimista estaria em contato total com o universo, enquanto que para todos nós este contato é apenas superficial.

Na realização da Grande Obra, o alquimista consegue obter a pedra filosofal e modificar sua aura eliminando a cobiça e a avidez. Descobre que o ouro material não tem grande valor quando comparado ao ouro interno, ou seja, o caminho espiritual é infinitamente mais importante que as coisas materiais. Todos deveriam se contentar com o básico para sobrevivência do corpo e se dedicar por inteiro a busca de um aperfeiçoamento espiritual. Somente os homens de coração puro e intenções elevadas serão capazes de realizar a Grande Obra.

A corrida atômica se intensificou durante a Segunda guerra mundial, onde vários cientistas desenvolveram a bomba atômica que viria a ser a maior ameaça para a sobrevivência da Terra. Se os alemães tivessem tido acesso a estes conhecimentos antes, não teria sobrado muita coisa em nosso planeta. Portanto se os cientistas tivessem mais consciência e um maior conhecimento das conseqüências de suas descobertas, não teriam divulgado muitas coisas. Os alquimistas já conheciam o poder e os perigos da energia atômica a muito tempo e não divulgaram em função dos riscos inerentes de uma má utilização destes conhecimentos.

Por isso existe um grande segredo em torno da alquimia. A ciência na atualidade se especializou tanto que cada vez mais os cientistas estudam uma parte menor de determinada área. Acreditam que com isso podem avançar muito mais em determinada direção. Assim, perdem a visão do todo, tornando-se menos conscientes da utilização de tais pesquisas, quer seja para o bem ou para mal.

Os cientistas estão mais preocupados com a fama e dinheiro do que com o próprio sentido da ciência. Eles podem ser comparados a empresários capitalistas pois para a maioria o caminho é unicamente material. Quando pensam no aspecto espiritual este se encontra dissociado de tudo o quanto mais acreditam. Eles são os sopradores modernos.

O alquimista é o estudante assíduo da alquimia, aquele que busca o caminho para a iluminação. O soprador é um mercenário que só se interessa pelo ouro que ele poderá produzir e o Adepto é o alquimista que realizou a Grande Obra, ou seja um iluminado.

A alquimia é a mais antiga das ciências e influenciou todas as demais. Tem como principal objetivo compreender a natureza e reproduzir seus fenômenos para conseguir uma ascensão a um estado superior de consciência. Os alquimistas, em suas práticas de laboratório, tentavam reproduzir a pedra filosofal a partir da matéria prima primordial. Com uma pequena parte desta pedra é possível obter o controle sobre a matéria, transformando metais inferiores em ouro e também o Elixir da Longa Vida, que é capaz de prolongar a vida indefinidamente.

O ouro é considerado o mais perfeito dos metais pois dificilmente se oxida, não perde o brilho e acredita-se que todos os outros metais evoluem naturalmente até ele no interior da terra. Portanto, a transmutação é considerada um processo natural. Os alquimistas somente aceleram este processo, realizando as transmutações em seus laboratórios. Este tipo de conhecimento ficou sendo o mais cobiçado, não pelos alquimistas, mas pelos não iniciados, os sopradores como eram chamados. Eles buscavam a pedra filosofal, que lhes confeririam poderes como a invisibilidade, viagens astrais, curas milagrosas, etc.

Esta pedra filosofal não se constituía necessariamente de um objeto, mas sim energia que pode ser adquirida e controlada. Este conjunto pedra e alquimista são responsáveis dos poderes alcançados. Um não iniciado poderia possuir a pedra e dela não desfrutar toda a sua potencialidade conseguindo, quando muito transformar uma pequena quantidade de chumbo em ouro. A transformação da matéria-prima na pedra filosofal, juntamente com a transformação do indivíduo constitui a Grande Obra.

No laboratório, com experimentos e constantes leituras e releituras, o alquimista nas várias etapas da transformação da matéria, vai gradativamente transformando a própria consciência. Antes do ouro metal, o alquimista deverá encontrar o ouro espiritual dentro de si.

Os ideais e poderes pretendidos pelos alquimistas, nos faz correlacioná-los aos poderes de Cristo, que foi capaz de transmutar água em vinho, multiplicar os pães, andar sobre a água, curar milagrosamente, dentre outros. Ele sempre dizia: “aquele que crê em mim, fará tudo que eu faço e ainda fará coisas maiores”.

Os alquimistas buscavam esta pureza e compreensão espiritual, conseguindo assim, realizar estas obras. Portanto, o exemplo de Cristo, além do exemplo espiritual, constitui-se em um meio de descobrir o poder sobre a matéria. Muitos alquimistas consideram Cristo a pedra filosofal. Encontrar a pedra filosofal significa descobrir o segredo da existência, um estado de perfeita harmonia física, mental e espiritual, a felicidade perfeita, descobrir os processos da natureza, da vida, e com isso recuperar a pureza primordial do homem, que tanto se degradou na Terra. Portanto, a Grande Obra eleva o ser a mais alta perfeição: purifica o corpo, ilumina o espírito, desenvolve a inteligência a um ponto extraordinário e repara o temperamento.

A pedra filosofal era gerada a partir da matéria prima primordial, além de outros compostos, no Ovo Filosófico que é um recipiente redondo de cristal onde todos estes compostos vão sendo transformados, em várias etapas, sempre utilizando o forno. Este processo freqüentemente é comparado a uma gestação da pedra filosofal. Isto seria como reproduzir o que a Natureza fez no princípio, quando só existia o caos, porém de maneira mais rápida, dando melhores condições para que ocorram as transformações. Portanto, a conclusão da Grande Obra, ou seja, o entendimento dos segredos alquímicos, significa adquirir os conhecimentos das leis universais e penetrar em uma dimensão espaço-tempo sagrada, diferente da do cotidiano de todos.

A unidade da matéria e do universo:

O mundo é como um grande organismo (macrocosmo), enquanto que o homem é um pequeno mundo (microcosmo), esta é uma das interpretações da frase: “O que está em cima é como o que está em baixo”. O próprio laboratório do alquimista é um microcosmo onde ele tenta reproduzir de maneira mais acelerada um processo semelhante ao da criação do mundo.

Toda matéria (por matéria fica entendido tudo que existe no universo, até mesmo a energia pode estar revestida pela matéria) é constituída de uma mesma unidade comum a todas as substâncias. A partir desta “semente” pode-se produzir infinitas combinações e infinitas substâncias. O símbolo alquímico do ouroboros, que é a figura de uma serpente mordendo a própria calda formando um círculo, representa estas constantes transformações em que nada desaparece nem é criado, tudo é transformado como o princípio da conservação de energia, ou primeira lei da termodinâmica, postulado muito tempo depois.

Portanto, esta unidade da matéria é única e a mesma para todas as coisas, podendo combinar-se produzindo uma variedade infinita de substâncias e energias. Matéria e energia provém de uma mesma entidade. Einstein unificou a interconversão entre matéria e energia, na equação E=m.c2 (E = energia liberada; m = matéria transformada e c = velocidade da luz).

Os alquimistas procuram reduzir a matéria à unidade comum, que não são os átomos, para assim poderem reestruturá-la, tornando possível a transmutação. Esta unidade da matéria constitui tudo que existe, desde os átomos que se combinam para formar as moléculas e estas irão formar outras substâncias mais complexas, os organismos até os planetas que formam os sistemas e galáxias. Portanto, todas as coisas possuem a mesma unidade fundamental, este é o postulado fundamental da alquimia “Omnia in unum” (Tudo em Um).

O caos primordial que deu origem ao universo é comparado no reino mineral à matéria-prima, que é uma massa em estado de desordem que dará origem à pedra filosofal.

Deus – o mundo celeste e o terreno:

Tudo o que existe material ou espiritual constitui uma única unidade. O divino é expresso como sendo “o círculo cujo centro está em toda parte e a circunferência em parte alguma”. Portanto, todas as coisas surgiram do mesmo Criador, o mundo terreno é constituído pelos mesmos componentes que o mundo celeste.

Um dos grandes problemas de compreensão dos fundamentos da alquimia consiste na interpretação do espírito que só pode ser compreendido remontando a uma memória muito antiga, da época em que todos os seres do mundo celeste e do mundo terreno se comunicavam e o espírito circulava livremente entre todos os seres.

Muitos alquimistas foram grandes profetas como Nostradamos, Paracelso, dentre outros e todos eles acreditavam que em breve, no fim de mais um ciclo terrestre, haveria uma grande catástrofe que seria um novo começo para a humanidade. Restaria uma consciência coletiva, a mesma que deu origem a alquimia em outros ciclos.

O dualismo sexual:

A energia original é criada pela junção dos princípios masculino e feminino (sol e lua). Muitos alquimistas constituem casais na busca da Grande Obra, porém para que ocorra uma perfeita união alquímica este casal, ou seja, estas duas metades devem ser complementares formando um único ser (como a figura alquímica do andrógino). Contudo é muito difícil encontrar um par que produza uma união tão perfeita.

O Cosmo:

O cosmo é visto como um ser vivo sendo que seus constituintes tem espírito e propósito definido. As estrelas exalam um campo de energia que pode ser sentido e utilizado pelo homem e assim obter as transformações.

A vida:

Existe uma crença na alquimia da criação artificial de um ser humano, o homúnculo ou Golem, porém estes relatos de alguns alquimistas célebres poderia referir-se de forma figurada ao processo de fabricação da pedra filosofal, onde o homúnculo representaria a matéria prima para a fabricação da pedra ou então uma fase da iniciação em que o homem ressurge após a morte do outro já degradado.

Na concepção alquímica tudo o que existe é vivo, até mesmo os minerais. Os metais vivem, crescem, reproduzem-se e evoluem. Portanto qualquer metáfora sobre seres vivos podem estar referindo-se também ao reino mineral. A natureza e todos os seus constituintes devem ser respeitados para que a harmonia perfeita possa ser mantida. Esta consciência opõe-se claramente a forma de encarar a natureza até hoje, em que esta deve ser explorada o máximo possível e ainda consideram isto a evolução da humanidade. Reaprender a ver, sentir e ouvir a natureza, significa incorporar-se a ela, para relembrar o remoto passado quando fazíamos parte dela integralmente.

O amor:

Todo o conhecimento alquímico está alicerçado no amor e por isso inacessível aos processos científicos atuais. A união pelo amor está sempre presente em qualquer obra alquímica representando uma energia que une dois princípios ou dois materiais, tornado-os um só. De forma figurada é descrita como o casamento do Sol e da Lua, do enxofre e do mercúrio, do Rei e da Rainha, do Céu e da Terra ou do irmão e da irmã, por terem vindo da mesma raiz ou mesma substância.

Astrologia:

Na alquimia a astrologia exerce um papel fundamental desde a escolha do momento certo para o início da obra, da colheita dos materiais utilizados, até o momento mais propício para o alquimista trabalhar.

Retirado do Site:

http://mortesubita.net/

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Palestra sobre Kabbalah na Loja Teosófica Liberdade

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

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Sexta feira, 23/12, às 20h, palestra com Marcelo Del Debbio “A Kabbalah e os Deuses de Todas as Mitologias” na Loja Teosófica Liberdade, Rua Anita Garibaldi, 29 – 10ºandar – Centro – São Paulo.

Evento gratuito, recomendo chegar 30min antes.

Cursos de Dezembro/2012

01/12 – Kabbalah – SP-Vergueiro

02/12 – Astrologia Hermética – SP-Vergueiro

08/12 – Runas, Talismãs e Magia Nórdica – SP-Vergueiro

09/12 – Chakras, Kundalini e Magia Sexual – SP-Vergueiro

10/12 e 17/12 – Kabbalah – Templo AyaSofia (das 20h às 23h)

11/12 e 18/12 – Astrologia Hermética – Templo AyaSofia (das 20h às 23h)

16/12 (domingo) – Astrologia Hermética II – SP-Templo AyaSofia

Informações: marcelo@daemon.com.br

#Cursos #Palestras

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Human

O cineasta Yann Arthus-Bertrand passou 3 anos coletando histórias reais de mais de 2 mil pessoas em 60 países. Estes relatos pessoais com suas emoções, suas lágrimas e sorrisos, unem a todos nós. Em Human, um documentário monumental de mais de 4 horas, tais relatos são expostos numa determinada sequência que a princípio parece aleatória, mas depois, com o tempo, percebemos que segue um certo “fio da meada”, e este fio nos conecta a todos, pelo coração…

Para além dos relatos intensos, profundos, e por vezes extremamente emocionais, tanto de anônimos quanto de famosos, ainda somos presenteados com belíssimas imagens aéreas de nosso planeta, que parecem dividir o documentário em pequenos capítulos próprios. De fato, uma boa forma de encarar essas mais de 4 horas é assistir tais trechos um por um, interrompendo a exibição após o final de uma sequência de imagens aéreas (se estiver logado, o YouTube salva o momento aproximado em que você interrompeu o vídeo):

Human, vol. 1

» Assistir a Human, vol. 2

» Assistir a Human, vol. 3

“Eu sonhei com um filme em que a força das palavras ampliasse a beleza do mundo. As pessoas me falaram de tudo; das dificuldades de crescer, do amor e da felicidade. Toda essa riqueza é o centro do filme Human. Esse filme representa todos os homens e mulheres que me confiaram suas historias. O filme se tornou um mensageiro de todos eles.”

Yann Arthus-Bertrand

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Crédito da imagem: Human/Divulgação

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

» Comprar livro impresso, PDF, ou versão para Amazon Kindle

#Videos

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Dia de Maria Madalena

Antiga celebração de Maria Madalena, na França.

Nesta data mulheres de todos os lugares peregrinavam a uma gruta e, diante de um altar, pediam à Santa que lhes ajudasse a arrumar namorados ou maridos.

Segundos os evangelhos Gnósticos, Maria Madalena era a companheira de Jesus, conhecida como Maria Lúcifer, na acepção correta deste nome (Lúcifer como doador da luz). Após a morte de Jesus, Maria Madalena tornou-se a líder dos Gnósticos, competente e respeitada, até que o Apóstolo Paulo proibiu a participação das mulheres na Igreja para liderar, oficiar ou ensinar, transformando a igreja aberta de Jesus em uma instituição patriarcal e exclusiva.

Madalena foi morar na França, perto de Marselha.

Lá se estabeleceu em uma gruta, levando uma vida eremita, curando e ajudando pessoas.

A gruta onde Maria Madalena morava costumava abrigar antigos rituais de fertilidade dedicados à Deusa

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Iniciação no Novo Aeon: Abrace o Mundo

3) Adote do Mundo

Nota: originalmente escrito em 14 de abril de 2009

“Aprecie todas as coisas do sentido e do êxtase …” – Liber AL vel Legis II: 22

Descobrimos que o Eu Verdadeiro com o qual nos identificamos na Iniciação está além da dualidade de Vida e Morte (parte 1), bem como da dualidade do Bem e do Mal (parte 2). Agora unimos ainda outra divisão, com um abraçar do mundo físico, “mundano”. Outra dicotomia comum (pelo menos no Ocidente) que dividiu a psique do homem é Espírito versus Matéria, ou Sagrado versus Profano.

No mundo antigo e medieval, a concepção predominante do universo era a de uma terra abaixo e os céus acima. As pessoas concebiam a lei dos Céus como perfeita e a [da] Terra como degradada. Isaac Newton foi uma das principais figuras que ajudou a preencher a lacuna entre o Céu e a Terra. Ele afirmou que a força que faz com que os objetos caiam na Terra é a mesma força que faz com que os objetos celestes se movam em suas órbitas: a gravidade. Simbólica e literalmente, Newton disse que os céus e a terra não têm leis separadas, mas, sim, que obedecem a uma lei. Além disso, agora sabemos que os céus não estão acima de nós, mas que nos cercam por todos os lados. Não há separação entre a Terra “mundana” e os “Céus espirituais”: a Terra está literalmente imersa nos Céus.

No Novo Aeon, afirmamos que “[t]odo homem e toda mulher é uma estrela” (Liber AL I: 3). No nível físico, todos nós somos literalmente feitos de algo de estrelas (ou “pó estelar[nt:stardust]”), como Carl Sagan gostava de notar, mas há um significado mais importante aqui. Nuit – que diz de si mesma “Eu sou o Céu” (Liber AL I: 21) – é um símbolo do Espaço Infinito no qual estamos todos imersos. Cada estrela – cada indivíduo – é o centro de autoconsciência e de expressão do Céu na Terra. Crowley escreve: “Saiba firmemente, ó meu filho, que a verdadeira Vontade não pode errar, porque este é o vosso curso designado no Céu, em cuja ordem está a Perfeição” (Liber Aleph, “De Somniis [delta]”). Em um sentido importante, isso afirma que nós também estamos em um curso perfeito através do Céu, assim como as estrelas celestiais estão. No Novo Aeon há um “desvelamento da companhia do céu” (Liber AL I: 2): cada homem e cada mulher. Cada um de nós é Deus, Estrela percorrendo seus Caminhos únicos no Céu. Crowley comenta: “[O] Panteísmo de AL: [o] Livro da Lei mostra todas as coisas como Deus” (“Comentário de Djeridensis”) e “[a] ‘companhia do céu’ é a Humanidade, e sua ‘desvelação’ é a afirmação da Divindade independente de cada homem e cada mulher!” (A Lei é Para Todos).

A partir de todas estas considerações é fácil ver que no Novo Aeon, não só o Verdadeiro Ser transcende a dualidade Céu e Terra/Espiritual e Mundano, como não há, essencialmente, nenhuma distinção entre eles. A Terra não é uma prisão, mas um Templo onde o sacramento da Vida pode ser decretado; o corpo não é corrupto, mas um vaso pulsante e próspero para a expressão da Energia; o sexo não é pecaminoso, mas um condutor misterioso de prazer e poder, bem como uma Imagem da natureza extática de toda a Experiência.

Na verdade, o adotar o mundo, e até mesmo um abraçar extático, naturalmente vem da perspectiva cosmológica do Novo Aeon. “A existência é pura alegria” (Liber AL II: 9) no Novo Aeon (e não pura tristeza como alguns senhores hipocondríacos e muitos pessimistas têm sugerido). Também nos é dito, “a Verdade do universo é deleite” (A Visão e a Voz, 17 Aethyr). Isto é porque a Imagem Cosmológica do Novo Aeon é que todas as Experiências são atos de Amor entre Formas Infinitas (“Nuit”) e Forças Infinitas (“Hadit”).

“Hadit, que é o complemento de Nuit [‘o infinito no qual todos nós vivemos, nos movemos e temos nosso ser’] (…) é energia eterna, o Movimento Infinito das Coisas, o centro absoluto de todo ser. O Universo manifesto surge do casamento de Nuit e Hadit; sem isso, nada poderia existir. Esse eterno, essa festa de casamento é, então, a natureza das próprias coisas; e, portanto, tudo o que é, é uma cristalização do êxtase divino. (“Liber DCCCXXXVII: The Law of Liberty”)

Assim, no Novo Aeon vemos cada experiência como a união alegre entre Forma e Força, Espaço Infinito e Movimento Infinito. O próprio mundo é uma expressão da Divindade e, portanto, não há razão para se retirar dele na Iniciação do Novo Aeon. Assim como devemos transcender as dualidades de Vida e Morte e Bem e Mal, devemos transcender a dualidade do Céu e Terra, Sagrado e Profana. Fomos informados no 19º Aethyr da Visão e da Voz: “Adorai todas as coisas; pois todas as coisas são igualmente necessárias ao Ser do Todo”. Esta idéia de adorar todas as coisas, e não fazer uma distinção entre” espiritual “e” mundano”, leva à Fórmula da Mulher Escarlate.

“A Fórmula da Mulher Escarlate” refere-se a uma certa atitude para com o mundo. A Mulher Escarlate é tradicionalmente associada à imagem de uma prostituta, que simbolicamente representa “aquela que permite qualquer coisa e tudo em si mesma”. A imagem oposta é a de uma mulher casta que se fecha e não permite qualquer contato íntimo com qualquer coisa ao redor de si. Crowley escreve: “O Inimigo é este Fechamento de coisas. Fechar a Porta é impedir a Operação de Mudança, isto é, o Amor (…). É este ‘fechamento’ que é horrível, a imagem da morte. É o oposto de Devir, que é Deus” (A Lei é Para Todos). A prostituta é uma imagem de Mudança e um abraçar de todas as coisas sem distinção; a mulher casta é uma imagem de Estagnação e a separação de todas as coisas. A mulher casta também é, portanto, uma imagem do ego que se recusa a desistir de sua pretensão de ser “Rei da Montanha” (o Verdadeiro Eu é o “Rei” por direito e o ego seu ministro, mas o ego insiste em reivindicar este [primeiro] título). Assim como uma mulher casta não se permite ter relações íntimas com os outros, o ego não se permitirá dissolver-se no não-ego, no resto do mundo, para que o indivíduo se torne Um (além de dualidades). Como mencionado na parte 1, (…) “o trabalho de cada pessoa é a liberação da identificação com o ego e a consequente identificação com Hórus, Aquele que transcende a vida e a morte (e todas as dualidades)”. Somos, então, uma “mulher casta” se recusamos a liberar a identificação com o ego e se insistimos em um mundo de divisão (isto é, um mundo de ego versus mundo ou não-ego). Este é outro exemplo do simbolismo “avesso” ou “sinistro”, que é frequentemente usado no Novo Aeon: o símbolo da estagnação é uma mulher casta (sendo a castidade uma “virtude” nos Velhos Aeons) e o símbolo de crescimento e mudança é uma prostituta (promiscuidade/sensualidade sendo um “vício”/”pecado” nos Aeons Antigos). Em resumo: a Fórmula da Mulher Escarlate se aplica a todo indivíduo (não apenas às mulheres) e refere-se à atitude de aceitar todas as coisas em si mesmo, recusando nada e crescendo por meio de sua assimilação. Crowley escreve: “Este é um conselho para aceitar todas as impressões; é a fórmula da mulher Escarlate; mas nenhuma impressão deve ter permissão para dominá-lo, apenas para frutificá-lo; assim como o artista, vendo um objeto, não o adora, mas cria uma obra-prima a partir dele” (The Book of Lies, capítulo 4). Portanto, aceitamos todas as coisas, mas nem por isso nos tornamos um recipiente passivo e sem vida que é golpeado por forças externas; ao contrário, devemos permitir que todas as coisas “nos frutifiquem”. Todos nós aceitamos todas as coisas, mas também transformamos essas coisas para a realização de nossas Vontades. Aqui está uma ilustração deste ponto: um compositor musical não negligencia um dó sustenido em trítono(famoso diabolus in musica) como “profano” ou “não digno”, mas aceita todas as notas como dignas e bonitas em si mesmas, mas isso não significa que sua música consistirá em bater todas as teclas em uma vez. Pelo contrário, ele seleciona [algumas] entre as possíveis notas, organiza-as de acordo com sua visão e produz uma composição particular. A mesma idéia é verdadeira para a Mulher Escarlate, pois a Fórmula da Mulher Escarlate é a aceitação de todas as coisas, não importa se elas são “impuras” ou “mundanas”. Crowley enfatiza: “Eu exorto-o a ter cuidado com o orgulho do espírito, do pensamento de qualquer coisa como mau ou imundo. Faça com que todas as coisas te sirvam na tua Magia [causando Mudança em conformidade com a Vontade] como armas” (“Comentário de Djeridensis”).

Em suma, no Novo Aeon, não evitamos as coisas do mundo ou o próprio mundo com medo de ser “não-espiritual”, “profano” ou “mundano”. Pelo contrário, cada indivíduo está imerso no Céu, como uma Estrela entre Estrelas. No Novo Aeon, cada indivíduo proclama: “Todas as coisas são sagradas para mim” (“Liber A’ash, linha 29), e decreta “a Fórmula da Mulher Escarlate”, recusando nada e aceitando tudo. Assim, cada indivíduo vem a encarnar a união (e [seus] frutos) entre Céu e Terra.

“Vede! Estes que são graves mistérios; pois também existem [os dos] meus amigos que são eremitas. Agora não penseis em encontrá-los na floresta ou na montanha; mas em camas de púrpura, acariciados por magníficas mulheres selvagens com grandes membros, e fogo e luz em seus olhos, e massas de cabelo flamejante ao seu redor; lá vós os encontrareis. Vós os vereis no comando, em exércitos vitoriosos, em todo o prazer; ehaverá neles um prazer um milhão de vezes maior que este. ”

– Liber AL vel Legis, II:24

Amor é a Lei amor sob vontade

Link original: https://iao131.com/2010/08/16/new-aeon-initiation-embrace-of-the-world/

#Thelema

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Curso de Tarot e História da Arte – Jan/2013

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No curso de Arcanos Maiores, utilizamos 18 tarots diferentes, do século XIV aos taros mais importantes do século XX. Estudamos cada um dos 22 Caminhos da Árvore da Vida e sua correlação simbólica e imagética com cada Arcano do Tarot. Observe as 5 figuras acima, do Mago. O que elas têm de semelhante? no que diferem? por quê? O que representam estes objetos? e as cores?

Começamos pelo Visconti-Sforza, do século XIV, que une a simbologia dos Trionfi renascentistas à estrutura da Árvore da Vida. Em seguida, tarots das escolas italianas e francesas do século XV e XVI, que resultaram no tradicional Tarot de Marselha (1560), Rider Waite (1909), Golden Dawn (duas versões), Tarot de Papus (Boêmios), Tarot Egípcio, Tarot Alquímico e Tarot de Thoth (Crowley). Isto nos dá uma noção muito clara de como os Arcanos se desenvolveram ao longo da história da magia e quais são as principais escolas; suas diferenças e semelhanças.

Também estudamos o Tarot Mitológico, Sephiroth Tarot (cabalístico) e mais quatro ou cinco tarots modernos que eu vario de curso para curso para exemplificar a visão de outras culturas (celta, africano, dos orixás, etc). Somente com esta visão de conjunto é possível compreender a magnitude do tarot e as maneiras como ele pode ser utilizado em rituais e no seu altar pessoal.

Eu também ensino a fazer a leitura do Tarot tradicional, pelo método da Cruz Celta, mas normalmente quando se chega nessa parte do curso, a maioria dos alunos já percebeu que existem usos bem mais interessantes e poderosos do tarot do que apenas o de fazer leituras.

Arcanos Menores

No curso de Arcanos Menores, eu recomendo que a pessoa tenha feito Kabbalah primeiro e, se possível, Astrologia Hermética, pois os Arcanos Menores são praticamente um curso intermediário destas matérias.

É possível fazê-lo sem ter estes pré-requisitos, mas como CADA Arcano Menor é a representação de uma Sephira de um Elemento (10 esferas x 4 elementos = 40 Arcanos menores) e ao mesmo tempo a combinação de um Planeta em um Signo, a compreensão de todo o conjunto da obra hermética, alquimista e astrológica se faz com os 3 cursos (ex. O “Dois de Bastões” é Hochma na Árvore do Fogo/Marte em Áries e os Arcanos da Corte são as energias intermediárias do Zodíaco: Áries-Touro é o Cavaleiro de Moedas, Escorpião-Sagitário é o Rei de Bastões/Ofiúco, e assim por diante, totalizando 12 Arcanos + as 4 Princesas/Pagens, que são as energias elementais puras).

Como a maioria dos tarots utiliza a representação literal nos menores, eu utilizo cinco decks para o Curso de Arcanos Menores (Marselha, Rider-Waite, Mitológico, Crowley e Sephiroth).

Local: R. vergueiro, 2949 – prox. ao metro Vila Mariana

Datas: 26/01 – Arcanos Maiores

27/01 – Arcanos Menores

Das 10h as 18h

Não possuem pré-requisitos.

Valores: R$ 160,00 (um curso), R$300,00 (dois cursos)

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

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