Resultados da Hospitalaria – Fevereiro 2012

Em Janeiro tivemos 17 Mapas e 13 Sigilos.

Entidades auxiliadas:

– Casa de Repouso Batel

– Cruz Vermelha da França

– Sociedade Protetora dos Animais de Curitiba

– Médicos Sem Fronteiras: www.msf.org.br

– Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

e 6 doações de sangue.

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-fevereiro-2012

O Livre Pensar não é só Pensar

Por Yoskhaz

As piores prisões são as que não têm grades. A ilusão da liberdade é o mais cruel dos cárceres por não te permitir a consciência dos limites da suas escolhas, de não perceber que suas fronteiras estão cada vez mais estreitas e, ao contrário do que parece, apenas limita o tamanho e empalidece as cores do seu mundo. O livre pensar, a autonomia das ideias, o espaço para aceitar o diferente exige esforço, ousadia e coragem, mercadorias raras nas prateleiras dos corações e mentes.

O mundo sempre olhou esquisito para vozes e atitudes dissonantes que atrapalham a administração, controle e negócios daqueles que pensam que os outros não estão ali para dividir, mas para servir. Quem não se adequa fica à margem do mundo, são marginais.

Não falo dos que confundem coragem com violência, dos que enveredam pelas raias da criminalidade por ignorância ou covardia. Refiro-me aos homens mais sábios e corajosos da História, aqueles que tiravam o sono de generais sem desferir um único tapa ou mesmo palavra agressiva. Jesus foi o melhor exemplo, porém temos outros mais contemporâneos como Martin Luther King. Mahatma Gandhi colocou o poderoso Império Britânico de joelhos tendo como armas a sabedoria de pensar diferente, a ousadia de desobedecer, concomitante com o amor de caminhar pelos trilhos da não violência. Arrebatou multidões, pois tocou em seus corações e mentes. Emprestou cores às suas almas.

O convívio social cria a falsa sensação de que para ser aceito é necessário pertencer a alguma tribo, pois, além de cômodo, facilita o controle da administração ao te encaixar em modelos já estabelecidos e com limites definidos. E existem várias já preestabelecidas. Você escolhe uma e faz uma espécie de contrato de adesão, tácito e inconsciente, igual a esses que já estão prontos para operadoras de telefonia ou TV a cabo, aceitando os conceitos e preconceitos, ideias formatadas e enlatadas, definindo certo e errado, o permitido e o proibido. Veste-se como eles, passa a usar um vocabulário próprio e frequentar os mesmos lugares. Você até mesmo pensa que é feliz e encontrou o seu lugar. Um processo de uniformização, homogeneização e, pior, pasteurização. Você abre mão do seu melhor para ser aceito sem problemas no grupo e supostamente feliz. Assim, abre mão de você mesmo. Lembrou de Fausto? Pois é, guardadas as devidas proporções é exatamente isso. Você abdica do livre pensar em troca de aceitação e pseudo-felicidade. A administração agradece.

Homens livres pensam globalmente, são cidadãos planetários, são solidários, mas sabem que cada qual é único. Não há outro igual a você. E existe beleza em cada um de nós, cada qual do seu modo, do seu jeito, como peças distintas que compões um maravilhoso mosaico.

O afã das muitas novidades de cgada dia te fazem esquecer o novo. O verdadeiro novo é o que de fato é diferente, capaz de provocar transformações estruturais e não apenas mudanças aparentes das novidades.

Na verdade a História nos mostra que foram aqueles que acreditaram que tudo pode ser diferente e melhor, deram a cara a tapa – afinal a administração não gosta de ser incomodada – que transformaram o mundo, pois eram o exemplo vivo da mudança. Usaram suas próprias vidas como matéria-prima de uma obra de arte maior. E desmoronaram os alicerces do status quo, fazendo com que o mundo avançasse. Essas pessoas fazem a diferença porque ousam a pensar diferente. Transformam-se em heróis pelo simples fato de não aceitarem o papel de figurante, os limites que lhe foram impostos, as amarras que lhe impediam de voar. Por vezes somos como a lagarta que se maravilha com a beleza e voo da borboleta sem saber que também temos asas.

Será que não está na hora de passar a limpo todos os seus conceitos e ideias? Transformar-se no protagonista da sua vida? Você tem este poder. Uma insurreição no seu modo de pensar, uma análise cuidadosa do que de fato é seu e o que te foi imposto sem que você percebesse. Pondere principalmente sobre o que te faz agir por automatismo e pense se faz realmente sentido. Se, do fundo do coração, você de fato concorda com essas ideias ou apenas as acompanha por simples comodidade ou medo de rejeição social.

Um bom truque é perceber se o seu jeito de pensar e agir traz dor e sofrimento aos outros. Se trouxer, está na hora de mudar. Semear a alegria por onde passar é uma maneira inteligente tê-la dentro de nós.

Durante esse processo você vai se conhecer melhor e, apesar das flores e espinhos que fazem parte de todo caminho, é maravilhoso. Afinal você é a sua melhor companhia. Não estranhe se as pessoas começarem comentar sobre um brilho estranho nos seus olhos. É pura luz!

Seja o herói da sua própria revolução, da transformação da sua alma. A única maneira de mudar o mundo é mudando a si próprio.

Publicado originalmente em http://yoskhaz.com/pt/2015/05/23/o-livre-pensar-nao-e-so-pensar-2/

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-livre-pensar-n%C3%A3o-%C3%A9-s%C3%B3-pensar

Luz no Caminho, a obra-prima de Mabel Collins

As Edições Textos para Reflexão desta vez trazem a você a obra-prima da teosofista Mabel Collins, Luz no Caminho.

Não foi por acaso, quem sabe, que o grande poeta português Fernando Pessoa escolheu a dedo esta preciosa obra para realizar sua primorosa tradução do inglês. Muitos devem saber que Pessoa foi um místico relutante, e a carta que trazemos na Introdução, endereçada ao seu amigo Sá-Carneiro, nos dá uma bela ideia de como os textos teosóficos o impactaram; e este, talvez mais do que todos os outros. Somente quem já deu seus primeiros passos no Caminho, quem anda devagar porque já teve pressa, quem traz um sorriso porque já chorou demais, poderá aproveitar completamente o teor deste pequeno mistério em forma de palavras.

Disponível em e-book na Amazon e na Saraiva:

» Comprar eBook (Amazon Kindle)

» Comprar eBook (Saraiva Lev)

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À seguir, trazemos os vídeos do canal Nova Acrópole no YouTube, onde a professora Lúcia Helena Galvão faz uma análise minuciosa desta obra inefável (até onde é possível explicá-la por palavras, é claro):

» Comentários dos degraus exotéricos, 1 a 7

» Comentários dos degraus exotéricos, 8 a 16

» Comentários dos degraus exotéricos, 17 a 21 + esotéricos 1 a 3

» Comentários dos degraus esotéricos, 4 a 12

» Comentários dos degraus esotéricos, 13 a 21 (FINAL)

#FernandoPessoa #Ocultismo #Teosofia #misticismo #eBooks

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/luz-no-caminho-a-obra-prima-de-mabel-collins

A guerra dos 50 anos

» Parte 2 da série “Intoxicados” ver parte 1

Parece cocaína, mas é só tristeza… Muitos temores nascem do cansaço e da solidão; Descompasso, desperdício – herdeiros são agora da virtude que perdemos… (Legião Urbana)

Se você quer afastar seu filho, filha, ou algum familiar querido, ou amigo, das drogas, fará bem em começar por desiludi-los da lenda de que as drogas fazem sempre mal… Não é verdade, obviamente: se fosse assim, na primeira dose de cachaça um adolescente iria cuspir aquele terrível gosto amargo no chão e nunca mais pensaria em beber novamente. Porém, se esta fosse à regra, não haveriam bebidas alcoólicas sendo vendidas quase como água pelo mundo afora. Pode ser amargo no início, mas depois fica doce, e depois, se exagerarmos na dose, fica amargo de novo; Só que uma amargura muito mais triste – a amargura que anestesia a alma.

Outras drogas podem ser doces desde a primeira dose, gerando “grandes viagens psíquicas” que já chegaram até a inspirar alguns grandes artistas, contanto que sejam usadas com parcimônia – o que raramente é o caso. Você pode subir no pedestal da moralidade e avisar aos desavisados: “Tomem muito cuidado, pois o caminho das drogas é doce somente no início, depois provoca grande tristeza!” – Mas, devemos considerar que há alguns seres civilizados e cultos da pós-modernidade, assim como muitos miseráveis e oprimidos, que, de uma forma ou de outra, constataram que na vida só existe tristeza – Se pelo menos nas drogas conseguem um pouco de doçura aqui e ali, ainda estarão saindo no lucro… São essas tais máquinas tristes, com tendências suicidas, que não veem nenhum problema em se suicidar aos poucos, uma bala, uma cheirada, uma seringa de cada vez.

O vício em drogas produz verdadeiros zumbis psíquicos, incapazes de sentir quase nada de realmente profundo (ou seja, capaz de lhes tocar a alma) no transcorrer de sua fase viciada. Pode parecer terrível, mas ainda assim conseguem o que queriam desde o princípio: não sentir mais aquela melancolia, aquela angústia de terem de cuidar das próprias almas… Ainda que assim também se abstenham de sentir felicidade, está tudo bem: podem então “viajar” nas drogas, até que sua viagem pela vida, uma viagem que não veem muito sentido de ser, em todo caso, finalmente chegue ao fim.

Porém, o mais incrível em toda essa história é o fato de que alguns dos maiores governos do mundo, influenciados ou não pelas grandes doutrinas religiosas, acreditem até hoje que a repressão é o melhor caminho para se resolver o problema, deixando o tratamento dos zumbis em (décimo) segundo plano, como que se eles fossem efetivamente zumbis, e não mais seres; Não mais pessoas em busca de alguma doçura real nessa vida; Não mais almas atormentadas, mas que podem ainda ser curadas.

A chamada lei seca total entrou em vigor nos EUA em 1920, promulgada durante o segundo mandato de Woodrow Wilson. Seu cumprimento foi amplamente burlado pelo contrabando e fabricação clandestina de bebidas alcoólicas. A lei seca foi abolida em 1933, já no primeiro mandato de Roosevelt. Permaneceu ativa por quase 14 anos… Enquanto esteve efetiva, veio contribuir para o aumento das fortunas de vários mafiosos, dos quais o mais conhecido é, sem dúvida, Al Capone. A sua revogação veio ajudar a débil recuperação econômica (devido ao “crash” da Bolsa em 1929), mas essencialmente contribuiu para o final do período de ouro da máfia norte-americana. Esta década e meia de proibição do álcool em uma sociedade capitalista – e que preza a liberdade – nos ensinou muito acerca da natureza humana, e de sua propensão para a ilegalidade e violência, se for o caso, para conseguir chegar aos seus objetos de desejo ou, pelo menos, aos seus anestesiadores de almas…

No Corão (5:91) é dito que “Satã apenas deseja suscitar a inimizade e o ódio entre vós com intoxicantes e jogo, e impedir-vos de lembrardes de Alá e da prece. Sendo assim, não ireis vos abster?”; Não chega a ser uma proibição cabal, mas uma espécie de aconselhamento… Mesmo assim, ainda que as bebidas alcoólicas tenham sido largamente consumidas no mundo islâmico (e principalmente no período de ouro do Islã, em Al-Andalus), ainda hoje há inúmeros países islâmicos que punem o tráfico de entorpecentes mais pesados, como cocaína e heroína, com a pena de morte. Aparentemente funciona: com a pena de morte em estados totalitários, o tráfico de drogas ilegais é quase nulo nos países do Islã. A questão é que não apenas os traficantes são punidos e perseguidos, mas também os usuários. Aqui está a solução: matar todos os zumbis (que, em todo caso, já buscam a morte)… E então estaremos supostamente seguindo o desejo de algum deus estranho. Para os islâmicos, parece ter resolvido, ou pelo menos enquanto mantém sua população sob o jugo totalitário de seus estados teocráticos. Até que venham as primaveras árabes.

Mas, estranho de se pensar, a grande diversão dos bares islâmicos é fumar narguilé enquanto conversamos com os amigos… Lá, na terra onde quase todos os entorpecentes são proibidos, fuma-se tabaco (e outras especiarias) com essa espécie de cachimbo d’água, à vontade… Então, talvez nem lá, nem lá a questão esteja totalmente resolvida. Hoje a ciência sabe que o tabaco é bem mais prejudicial à saúde do que, por exemplo, a cannabis, entretanto a cannabis é ilegal em quase todo mundo, e a grande fonte de renda dos traficantes de drogas ilegais, enquanto que o tabaco é perfeitamente aceito (com algumas ressalvas) em todo o mundo, inclusive no islâmico…

Segundo a AVAAZ, nos últimos 50 anos as políticas atuais de combate às drogas falharam em toda a América Latina, mas o debate público está estagnado no lodo do medo, da corrupção e da falta de informação. Todos, até o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, que é responsável por reforçar essa abordagem, concordam – organizar militares e polícia para queimar plantações de drogas em fazendas, caçar traficantes, e aprisionar pequenos traficantes e usuários – tem sido completamente improdutivo. E ao custo de muitas vidas humanas – do Brasil ao México, e aos Estados Unidos [1], o negócio ilegal de drogas está destruindo nossos países, enquanto as mortes por overdose continuam a subir.

Enquanto isso, países com uma política menos severa – como Suíça, Portugal, Holanda e Austrália – não assistiram à explosão no uso de drogas que os proponentes da guerra às drogas predisseram. Ao invés disso, eles assistiram à redução significativa em crimes relacionados a drogas, e são capazes de focar de modo direto na destruição de impérios criminosos.

Lobbies poderosos impedem o caminho da mudança, inclusive militares, polícias e departamentos prisionais cujos orçamentos estão em jogo. E políticos de toda nossa região temem ser abandonados por seus eleitores se apoiarem abordagens alternativas. Mas pesquisas de opinião mostram que cidadãos de todo o mundo sabem que a abordagem atual é uma catástrofe.

Parece complexo, mas pode ser simples como uma partida de futebol: em time que esta ganhando não se mexe, mas em time que está perdendo ou, no máximo, amargando um empate em 0 a 0 ou 1 a 1, devemos pensar em mudanças, nem que sejam provisórias, nem que sejam apenas para que ganhemos o primeiro jogo deste longo campeonato… Se pararmos de dar murro em prego nos próximos anos, a guerra de 50 anos do combate às drogas no mundo ocidental poderá ficar conhecida por nossa história como a primeira tentativa, mas que não deu certo, e nos levou as próximas. Mas, se não pararmos para reavaliar a situação, poderemos chegar a um século de guerra inútil, com máquinas tristes cada vez mais tristes, grandes cidades cada vez mais violentas, playboys cada vez mais alienados, e zumbis cada vez mais aterrorizantes… Para um filme de horror, não está nada mal.

Nós pedimos que vocês acabem com a guerra às drogas e o regime de proibição, e movam-se em direção a um sistema baseado em descriminalização, regulamentação, saúde pública e educação. Essa política de 50 anos falhou, abastece o crime organizado violento, devasta vidas e está custando bilhões. É hora de uma abordagem humana e efetiva (AVAAZ; Manifesto endereçado a ONU, que neste momento conta com mais de 650 mil assinaturas online).

» Na continuação – um passeio pelo Inferno.

***
[1] Recentemente, até mesmo os EUA, o país que iniciou a malfadada “guerra as drogas”, se rendeu a política de legalização da maconha, a grande responsável pelos lucros dos traficantes (em alguns países, chega a representar 80% do mercado):

“Por muito tempo – décadas – outros países corretamente entenderam que seriam criticados pelos EUA se tomassem medidas para liberalizar as suas leis. Mas no caso do Uruguai, os EUA se deram conta de que não estão na posição de criticar abertamente o governo uruguaio, e de fato não criticaram.”

– trecho de artigo da BBC Brasil

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» Veja também o post Intoxicados: o fim da guerra, que complementa esta parte da série.

Crédito da foto: Mauricio Abreu/JAI/Corbis

O Textos para Reflexão é um blog que fala sobre espiritualidade, filosofia, ciência e religião. Da autoria de Rafael Arrais (raph.com.br). Também faz parte do Projeto Mayhem.

Ad infinitum

Se gostam do que tenho escrito por aqui, considerem conhecer meu livro. Nele, chamo 4 personagens para um diálogo acerca do Tudo: uma filósofa, um agnóstico, um espiritualista e um cristão. Um hino a tolerância escrito sobre ombros de gigantes como Espinosa, Hermes, Sagan, Gibran, etc.

» Comprar livro impresso, PDF, ou versão para Amazon Kindle

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» Ver todos os posts da coluna Textos para Reflexão no TdC

» Veja também nossa página no Facebook

#Islamismo #Drogas #Medicina #política #Economia

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-guerra-dos-50-anos

20 Milhões de Conspiradores!

20milhoes

Acabamos de chegar à marca de 20 milhões de Pageviews neste blog… Nada mal para um blog de hermetismo e espiritualismo no país do carnaval … Como de costume, para quem gosta dos números ou estava procurando pelos links de tudo o que fazemos, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 2.933 posts publicados e 48.230 comentários. Temos 4.780 followers no twitter , 20k subscribers no Facebook e até mesmo uma Conta no Instagram onde publico pequenas dicas de magia prática e estamos quase chegando a 2.211 followers.

Post sobre como tudo começou.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando perfeitamente e passamos de 5 mil mapas astrais, 3 mil sigilos e 1.200 Mapas Sephiroticos (aproximadamente 14.500 cestas básicas ou equivalente distribuídas em 8 anos).

O Projeto Mayhem está com 4.552 membros. A Wikipedia de Ocultismo conta atualmente com 5.219 verbetes e 2.082 imagens e, de quebra, virei pop-star no Astrotheme, com direito até a página em francês…

O Arcanum Arcanorum conta com mais de 8 mil que passaram por seus atrios e 250 que chegaram ao grau de Probacionista, além de uma Loja Maçônica (ARLS Arcanum Arcanorum, 4269 – GOB), três Terreiros irmãos e agora um Capítulo Arcanum Arcanorum na Ordem Demolay, o que nos coloca como uma das egrégoras mais fortes dentro das Ordens Iniciáticas aqui no Brasil. Em janeiro de 2016 inauguramos nosso próprio Templo.

Ao longo destes sete anos (incluindo o TdC S&H que completou 8 anos em 7/Agosto/15), perdi a conta de quantas pessoas conseguimos iniciar nos estudos da Kabbalah, Astrologia, Tarot, Runas e Magia Prática, sem contar os leitores que se filiaram à FRA, AMORC, Lectorium, OKRC, CALEN, AA, SCA, CIH, Demolay, Eubiose, Circulo Egregore, Casa do filósofo, Pró-Vida, Sirius-Gaia, Gnose, Martinismo ou Maçonaria graças ao blog.

O Raph Arrais editou o Grande Computador Celeste que contém os 70 primeiros textos do TdC, distribuido em pdf gratuito ou versão impressa, e o PH gravou comigo um Curso Básico gratuito de Exercícios Herméticos. Não tem desculpa para não começar a estudar e praticar!

Fazemos anualmente uma das maiores correntes de meditação no Sefirat Ha Omer aqui no Brasil, três Encontros do Blog, ajudamos em quatro Simpósios Brasileiros de Hermetismo (o V Simpósio ja confirmado para 2016) e temos conseguido organizar cursos presenciais pelo menos uma vez por mês. No início de 2015 começamos o primeiro Curso de Kabbalah em Ensino à Distância, logo em seguida, com o resultado do primeiro curso, gravamos o curso de Astrologia Hermética, Geomancia e o Curso Completo de Tarot, levando os estudos de Hermetismo a quem mora longe dos grandes centros urbanos.

E, como se não bastasse, reimprimimos o Tarot da Kabbalah Hermetica, feito em parceria por mim e pelo talentoso artista Rodrigo Grola, a nova impressão da Enciclopédia de Mitologia e os Posteres do Lamen e da Árvore da Vida.

Emplacamos um cardgame de protesto Pequenas Igrejas, Grandes Negócios! que foi notícia até na Playboy, Folha e Gizmodo e três Livros de Hermetismo para crianças, As Aventuras de Lilith, “As Aventuras de Isis” e “As Aventuras de Hércules”.

Em Abril, começaremos o Financiamento Coletivo do Livro de Kabbalah Hermética, com quase 700 páginas coloridas sobre tudo o que você puder imaginar a respeito de hermetismo, kabbalah e ocultismo.

Nada disso seria possível sem vocês.

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/20-milh%C3%B5es-de-conspiradores

Yom Kipur

Yom Kipur, o dia do perdão, é o dia mais sagrado no calendário judaico. Trata-se de um dia de jejum, introspecção e autoanálise, durante o qual confessamos nossos pecados e oramos por um ano bom e doce.

Leis relacionadas com Yom Kipur

Costuma-se fazer caparot – abate de um galo, para um homem, e de uma galinha, para uma mulher, no dia 9 de Tishrei de madrugada, por um shochet qualificado. Também é possível cumprir este costume com dinheiro, doando-o para tzedacá.

É proibido jejuar no dia que precede Yom Kipur, mesmo se este jejum por Taanit Halom. É, ao contrário, uma mitzvá fazer uma refeição adicional. A refeição que antecede o jejum deve ter pão e pratos de fácil digestão e ser concluída 20 minutos antes do pôr-do-sol. Bebidas alcoólicas são proibidas.

As mulheres devem acender as velas antes de ir à sinagoga, dizendo a bênção “Lehadlik Ner Shel Shel Shabat Veshel Yom HaKipurim”. Se a mulher quiser locomover-se de automóvel ou usar o elevador antes do início de Yom Kipur, deverá, antes de acender as velas, fazer uma ressalva dizendo que não está recebendo Yom Kipur com o ato de acendimento das velas. É, porém, necessário antecipar o recebimento de Yom Kipur para antes do pôr-do-sol.

É costume os pais abençoarem os filhos, pedindo que estes sejam selados no Livro da Vida e que, em seus corações, permaneça sempre o amor a D’us. Convém também ir à sinagoga antes do pôr-do-sol, para poder participar do Kol Nidrei, a “anulação dos votos”.

Restrições durante Yom Kipur

Yom Kipur é o Shabat dos Shabatot e, portanto, todo trabalho profano deve cessar e todas as leis do Shabat devem ser respeitadas. Assim como no Shabat, é proibido carregar sobre si qualquer objeto durante Yom Kipur. Além de observar as leis do Shabat, em Yom Kipur outras cinco restrições são acrescidas:

“Não comer, não beber, não trabalhar, não se lavar e nem massagear a pele (perfumes, cremes etc.), não calçar couro, não ter relações conjugais”.

O jejum diz respeito tanto aos homens quanto às mulheres, mesmo grávidas ou amamentando. Só em caso de doença ou onde haja algum perigo à vida, o jejum pode ser suspenso (consulte seu rabino). As crianças de 9 a 10 anos podem jejuar algumas horas, e, a partir dos 11 anos, conforme avaliação dos pais, podem jejuar o dia todo. Mas o jejum torna-se obrigatório aos 12 anos, para meninas, e aos 13, para meninos.

O uso de sapato, sandálias ou tênis de couro é proibido tanto para homens como para mulheres. As crianças também devem ser orientadas neste sentido.

Ao término de Yom Kipur, a Havdalá deve ser feita sem bessamim, e a Bênção da Luz deve ser feita sobre uma vela que permaneceu acesa desde o dia anterior.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/yom-kipur

Resultados da Hospitalaria – Junho 2010

Em Junho, tivemos 20 mapas e 10 sigilos.

Entidades auxiliadas este mês:

– Lar Escola Dr. Leocádio José Correia (Curitiba)

– ONG Colméia (Ribeirão Preto)

– Sociedade Espírita Paz e Fraternidade

– Casa de Saúde de Santos

– Caixa de AMRA da AMORC Santana

– Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

– Instituição “Asas Brancas”
http://adhemaralmeida.sites.uol.com.br/asasbrancas/

e 4 doações de Sangue.

E pretendemos continuar o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

O dinheiro arrecadado durante Julho será destinado às vítimas das enchentes em Pernambuco.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-junho-2010

Teoria da Magia – parte I

E essas mudanças, ocorrem aonde, em que Esfera ou Plano?

Segundo o mesmo Aleister Crowley, elas ocorrem no mundo material, portanto, no plano físico. Segundo Dion Fortune, uma das mais conhecidas ocultistas britânicas deste século, porém, essas mudanças ocorrem na consciência individual do Mago.

De qualquer corrente que abracemos, temos três coisas distintas e de suma importância:

Não importa qual definição usada para “Magia”, o resultado real é o mesmo;

O resultado obtido é de aparente mudança no mundo material, pouco importando se a mudança ocorreu no mundo material ou somente na psique do operador;

Magia funciona.

Para se ter uma idéia mais ampla do que exprime a palavra “Magia”, devemos separá-la da feitiçaria ou bruxaria. E como fazê-lo? Simples. Na feitiçaria/bruxaria, não se compreende a forma de operação dos Elementos da natureza, não se busca desenvolver adequadamente e de forma equilibrada o conjunto de qualidades herméticas do homem (e da mulher), além do que se busca nos elementos materiais mais densos (pedras, folhas, fogo material, etc.) a essência dos Elementos dos quais emanam. Quer dizer, usa-se uma fogueira para atrair a energia do Elemento Fogo, e assim por diante.

Para termos a Magia bem definida, deveremos compreender que a mesma não se divide simplesmente em “branca” ou “negra”, egoísta ou altruísta, e outras definições de cunho moral: divide-se, isto sim, em DOGMÁTICA e PRAGMÁTICA.

DOGMÁTICA é a forma de Magia que faz uso de símbolos alheios aos pessoais, simbologia essa díspar daquela pertencente ao sub-consciente do operador.

É a forma de Magia ensinada nas obras tradicionais do assunto, e nas Escolas idem.

PRAGMÁTICA é a que faz uso apenas dos símbolos pessoais, do fator de ressurgência atávica, do simbolismo presente no sub-consciente do operador.

Muitas Escolas de Magia têm-se mantido no sistema Dogmático, enquanto as mais modernas buscam no sistema Pragmático uma saída inteligente. Entre estas, podemos citar os seguidores dos Mestres FRANZ BARDON, PASCAL BEVERLY RANDOLPH, AUSTIN OSMAN SPARE e ALEISTER CROWLEY. Entre os seguidores de Aleister Crowley, que se auto-denominam “THELEMITAS” ou seguidores de Thélema (Vontade), há os que não entenderam bem seus ensinamentos, criando sistemas Dogmáticos. Há, porém, os que seguem de forma inteligente seus ensinamentos, pois ser Thelemita é ter sua própria “religião”, seu próprio Deus, posto que Aleister Crowley dizia “não existe Deus senão o homem”. Entre os mais brilhantes seguidores dos citados Mestres acima, destaco um grupo que se denomina “Círculo do Caos” ou I.O.T. (Illuminates of Thanateros, Iluminados de Thanateros), fundado pelo meu amigo Peter James Carroll, com a colaboração de outras cabeças especiais como Isaac Bonewitz, Adrian Savage, Frater U.: D.:, entre tantos outros.

Creio firmemente que a Magia Pragmática permitirá o resgate completo da “Ciência Sagrada”.

Os dois tipos de Magia, Dogmática e Pragmática, podem estar presentes em quaisquer dos Níveis Operacionais de Magia, como veremos abaixo:

1) Os “Cinco Atos Mágicos Clássicos”:

A) Evocação;

B) Divinação;

C) Encantamento;

D) Invocação;

E) Iluminação.

Os “Cinco Atos Mágicos Clássicos” podem estar presentes nos “Cinco Níveis de Atividade Mágica”:

2) Os “Cinco Níveis de Atividade Mágica”:

A) Feitiçaria;

B) Shamanismo;

C) Magia Ritual;

D) Magia Astral;

E) Alta Magia.

Para definir melhor o que foi dito nos dois itens acima, vejamos a seguir breves definições de ambos: (versão livre do “Liber KKK”, contido na obra “Liber Kaos”, de autoria de Peter James Carroll).

“Nível de Feitiçaria”

– Evocação – o Mago cria, artesanalmente, uma imagem, uma escultura, um assentamento; as funções podem ser as mais diversas, definidas pelo Mago; o fetiche é tratado como um ser vivo; pode ou não conter elementos do Mago.

– Divinação – um modelo simples do universo é preparado pelo Mago, para usá-lo como ferramenta divinatória; Runas parecem adequadas; Geomancia é o ideal; I-Ching e Tarot são bons também; usar bastante, em todas as situações, mantendo um diário com todos os resultados obtidos sendo anotados.

– Encantamento – para essa função pode-se utilizar uma série de instrumentos, mas em especial deve-se obter uma ferramenta especial, de significado distinto para o Mago; para fazer o encantamento, o Mago faz uma representação física do objeto do desejo, usando as ferramentas mágicas para realizar a teatralização do ato; por exemplo, o bonequinho representando a pessoa, é batizado ou coisa que o valha, depois roga-se pragas sobre o mesmo, então se espeta ele todo com alfinetes, representando ferimentos na vítima.

– Invocação – aqui o Mago testa os limites de sua habilidade de criar mudanças arbitrárias causadas por modificações estudadas do ambiente e de comportamento; por exemplo, decorar todo o Templo como se fosse um Templo de um Deus Egípcio, vestir-se como tal Deus, personificando-o durante determinado período de tempo. É o que os iniciados fazem quando “incorporam” seu Orixá.

– Iluminação – aqui o Mago busca a eliminação das fraquezas e o concomitante fortalecimento de suas virtudes. Algo como uma introspecção deve ser realizada, para conhecer as próprias qualidades e os próprios defeitos.

“Nível Shamânico”

– Evocação – o Mago busca estabelecer uma visualização de uma entidade por ele projetada, para realizar seus desejos; muitas vezes, pode-se visualizar a mesma Entidade que se “assentou” no nível de feitiçaria. Pode-se interagir com essas entidades em sonho, donde se tira o conceito do “parceiro astral”.

– Divinação – consiste, basicamente, em visões respondendo a questões específicas; o Mago interpreta a visão de acordo com seu simbolismo pessoal.

– Encantamento – o Mago tenta imprimir sua vontade no mundo exterior por uma visualização simbólica ou direta do efeito desejado.

– Invocação – aqui o Mago retira conhecimento e poder do atavismo, em geral do atavismo animal; para isso, o Mago deve ser “tomado” por alguma forma de atavismo animal. A imitação da atitude do animal em questão ajuda muito esta operação.

– Iluminação – o Mago visualiza sua própria morte, seguido do desmembramento de seu corpo; então, deve visualizar a reconstrução de seu corpo e a seguir seu renascimento. É a chamada “jornada” dos Shamãns.

“Nível de Magia Ritual”

– Evocação – o Mago pode evocar a Entidade já trabalhada nos dois níveis anteriores, ou então qualquer outra. Em geral, um sigilo desenhado em papel, simbolizando a Entidade evocada, é o que basta para criar o vínculo necessário entre a mente do Mago e a Entidade que se deseja evocar.

– Divinação – qualquer instrumento de divinação serve, mas o Mago deve, antes da prática, sacralizar os instrumentos da divinação, por meio de algum tipo de prática. Métodos complexos servem tão bem quanto os simples, mas uma atitude da mente, mantendo um estado de consciência algo alterado, é imprescindível.

– Encantamento – aqui entram em ação as “Armas Mágicas”, que variam de acordo com o Mago, dentro, é claro, de um simbolismo universal. A concentração deve ser no ritual, ou no sigilo, ao invés de na realização do desejo; o sigilo é traçado com a ferramenta mágica, no ar, e a mente é levada a um estado alterado de consciência. Assim, entra em ação a mente inconsciente, mais poderosa nessas operações.

– Invocação – o Mago busca saturar seus sentidos com as experiências correspondentes a, ou simbólicas de, alguma qualidade particular que busca invocar; no caso, pode ser dos Arquétipos Universais, através da decoração do Templo e de sua pessoa com côres, aromas, símbolos, pedras, plantas, metais e sons correspondentes aquele Arquétipo desejado. O Mago tenta ser “possuído” pela Entidade em questão; as clássicas Formas-Divinas ou Posturas-Mágicas tem uso aqui; antes de qualquer Evocação Mágica, o Mago deve Invocar Deus, tornando-se ele.

– Iluminação – tem a característica de buscar (e encontrar) esferas de poder dentro de nós mesmos; aqui cabe o sistema de iniciação hermética ensinado por Franz Bardon em seu “Initiation Into Hermetics”.

“Nível de Magia Astral”

Todas as operações deste nível são idênticas a todas as praticadas nos três níveis anteriormente descritos, exceto que são realizadas apenas em âmbito mental, isto é, na mente do Mago. Portanto, tudo ocorre nos planos interiores do Mago, desde a construção de seu Templo, até as OPERAÇÕES mais práticas.

“Nível de Alta-Magia”

As operações neste nível são elevadas, devendo ser praticadas somente por quem já seja um Iniciado pelo sistema de Franz Bardon; as OPERAÇÕES neste nível são as cobertas pelos três trabalhos subseqüentes de Franz Bardon (Frabato The Magician; The Practice Of Magical Evocation, The Key To The True Quabbalah).

Se quisermos definir como o “Fluído Vital” emana e donde emana, permitindo a materialização das Energias Mágicas, deveremos estudar as três únicas formas de produzí-lo:

1) Emanação individual do Fluído Vital;

2) Sacrifício Vital;

3) Orgasmo Sexual.

E para compreender o alcance da Magia, poderemos definir sua envergadura de poder:

1) Microcosmos Interno – visando provocar transformações no próprio operador;

2) Microcosmos Externo – visando transformações em outros seres vivos;

3) Macrocosmos – visando transformações sociais ou globais (Cosmos, meio-ambiente, comportamento de grupos de animais ou de vegetais, coletividades, etc.).

Retirado do Site: http://www.mortesubita.org

autor: J. R. R. Abraão

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/teoria-da-magia-parte-i

TOT – The One Tarot

Existe uma regra não escrita na Hod Studio que é a seguinte: “Nós Criamos e Oferecemos Aquilo que Gostaríamos de Ter”.

Ou seja, cada curso, aplicativo, ou material de qualquer natureza que fazemos, existe porque para nós mesmos aquilo precisava existir, seja por necessidade pessoal, para solucionar um problema ou por comodidade.

Um exemplo clássico é o próprio HTK o Hermetic Kabbalah Tarot, ele existe, pois, é um copilado pessoal feito pelo Rodrigo Grola dos cursos e materiais que ele obteve aprendendo com o Marcelo Del Debbio e pelo seu próprio caminho e lógica. Em um determinado momento as tabelas e anotações foram dispostas em um formato de facilitação visual. Nascia um tarô.

O curso Tarô: Mitos Modernos e a Cultura Pop idealizado e realizado pelo Grola e este que vos escreve, segue a mesma regra. Particularmente, detesto um curso que poderia ser um pdf ou um vídeo de 30 minutos, conteúdo de curso para mim precisa ter sustância. A mesma lógica está no Runologia, a experiência e vivência rúnica bolada pelo Cussa Mitre, onde ele responde à pergunta “como eu gostaria de ter sido introduzido às runas?” assim nasce um projeto.

Essa forma de pensar e agir estende-se aos boardgames, aos materiais de estudo, poster, apostilas, facilitações gráficas, grupos de estudo e troca, conteúdo do Lupus in Fabula nosso canal no youtube, e por aí vai.

Logicamente que nossos aplicativos não seriam diferentes. A Sephirat Ha Omer, o app desenhado pelo Cris Dornelles antes mesmo do ingresso dele na Hod Studio – e posteriormente redesenhado com pitaco de todo mundo – surgiu como uma forma de organizar e facilitar a consulta dos textos, reflexões e compreender melhor a peculiar lógica de horário e tempo de meditação deste período devocional. É uma ferramenta que nós queríamos.

E como nós queríamos o TOT.

Ter sempre um meio oracular a mão é uma facilitação incrível, muita gente inclusive tem versões portáteis de tarô, carregam as runas e pedras geomânticas no cinto ou na bolsa. A ideia de ter essa facilidade no celular não é uma novidade nem uma inovação. Mas nós queríamos algo bem específico, então fizemos.

A ideia do TOT não é modesta, o código do Cris e as muitas – MUITAS – horas dedicadas a ele são a prova disso. Queríamos não só um app de tarot, mas o melhor possível dentro das nossas necessidades e exigências.

Por exemplo: particularmente compreendo o tarot como uma forma de exercício também da criatividade, e criatividade precisa de espaço. Não conhecia nenhum app que me permitia a liberdade e construir sistemas de leitura (as famosas tiragens) de maneira livre, sem estar preso a uma só carta, ou três ou cruz celta, precisava de algo que emulasse a minha mesa e o meu tarô, posicionando as cartas como e onde quero. Ou ainda que fizesse uso do método europeu com um arcano maior e um menor por posição, meu método preferido de leitura.

A solução foi seguir o mesmo caminho que sempre caminhamos. O The One Tarot, ainda está em construção e provavelmente vai estar por um tempo, melhorando e incorporando novas liberdades e possibilidades, ele é vivo e está em constante evolução, temos planos brilhantes para o futuro deste aplicativo, fazê-lo ser aquilo que gostaríamos de ter.

Esse é o TOT.

E ele também é seu.

Baixe o TOT The One Tarot em:

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/tot-the-one-tarot

A Maturidade, a Religião e os Iniciados

Há ocultistas e iogues entoando mantras demais e vivendo de menos. Tentam o despertar da Kundalini, mas não se preocupam tanto com o despertar do coração.

Elaboram rituais variados e seguem “cartilhas iniciáticas”. Contudo, enrolam-se no mais simples: Viver!

Trajam indumentárias iniciáticas ou mantos de renúncia, mas não se vestem com a luz da modéstia.

Mortificam o corpo físico, através da repressão sexual, jejuns forçados ou perfurando-o com objetos exóticos. No entanto, o corpo mental (morada da consciência, o eu real) e o corpo espiritual (o verdadeiro corpo de luz), continuam obscurecidos pela falta de discernimento e compaixão.

Praticam um misticismo exacerbado e costumam apresentar credenciais e títulos iniciáticos, que, na verdade, não provam grau de espiritualidade alguma, mas sim grande grau de vaidade.

Gostam de usar senhas esotéricas (herméticas), mas não notam que a própria vida é amplamente exotérica (aberta, clara, explícita).

Almejam o samadhi, mas o seu corpo físico lhes reclama a justa atenção: são obrigados a ir ao banheiro todos os dias.

Falam muito em união espiritual e consciência cósmica. No entanto, muitos são nacionalistas ferrenhos. Alguns, inclusive, são racistas. Apesar desse absurdo, dizem que estão trilhando a senda da luz.

É por essas e outras que o meu amigo espiritual, Rama, disse certa vez: “A grande iniciação não é realizada dentro de nenhum obscuro templo esotérico, mas sim dentro do templo luminoso do coração, onde mora o maior mestre de todos: o amor!”

Geralmente o fanático religioso quer impor a sua doutrina a ferro e fogo aos outros. Perante o seu olhar turvo de radicalismo, ele só vê infiéis a serem convertidos. Não admite a liberdade de expressão do pensamento alheio e, se precisar, é capaz até de brigar para impor o seu ponto de vista.

O fanatismo leva geralmente à intolerância, e esta, fatalmente ao combate.

O fanatismo nada tem a ver com Jesus, Krishna e Buda, pois esses mestres ensinaram o “amai-vos uns aos outros” (Jesus), a alegria de viver (Krishna) e o respeito pelos outros (Buda).

O fanático demonstra pela sua própria postura agressiva que a compreensão não é o seu forte. Aliás, é curioso o estranho paradoxo em que vive o fanático religioso: se por um lado ele prega a compaixão, a união, o respeito e a religiosidade, por outro lado ele ameaça, ataca, excomunga e até briga com aqueles que não partilham seu ponto de vista.

É de se perguntar então:

– Há algo em comum entre amor e excomunhão? Entre respeito e intolerância? Entre liberdade de expressão e doutrinação repressiva?

“Ide e pregai“, como ensinava o apóstolo, não significa “ide e ameaçai”, como faz o fanático.

“Amai-vos uns aos outros” não significa amai uns e não a outros.

Na etimologia do termo “religião“, vemos que a sua origem vem de “religar-se“, que significa “religar” o homem ao seu Criador. Em outras palavras, “Unir“!

Infelizmente, parece que o fanático não entende assim. O seu radicalismo o torna ácido, antipático e chato ao extremo. Já não lhe importa tanto religar, ele quer mesmo é converter o infiel, não importa o quanto isso custe.

É por essas e outras que se diz por aí que o fanático não tem discernimento, pois se tivesse, não seria fanático, mas sim um livre pensador. Ou seja, uma pessoa interessante e criativa no mundo.

Ainda agora, dando uma olhadinha no material desse curso, fiquei pensando se esses escritos guardados há sete anos seriam interessantes para reflexões ponderadas de outros estudantes espiritualistas. De todo modo, serve como exercício de discernimento no estudo espiritual e também de alerta consciencial sadio.

Inclusive, há um texto excelente da pesquisadora italiana Angela Maria La Sala Batä que foi entregue aos alunos do curso citado como correspondência do tema “Maturidade consciencial”. Reproduzo-o logo abaixo como excelente complemento dos temas aqui escritos.

“Ouvi dizer que maturidade é o conhecimento, cada vez maior, de não sermos nem tão extraordinários nem tão incapazes como antes acreditávamos”.
“Maturidade significa saber conciliar aquilo que é com aquilo que poderá ser”.
“A maturidade não é uma meta, mas sim uma estrada”.
“O nível da maturidade de cada criatura é avaliado pelos limites das possibilidades que ela apresenta no momento”.
“O melhor método para se alcançar a maturidade ainda é a espiritualização do homem”.
“Um dos sinais fundamentais que distinguem o homem maduro é que ele não é fixo, não é estático, mas continua a crescer, a caminhar para frente, qualquer que seja a sua idade”.
“Não se pode definir a maturidade porque ela não é um ponto fixo, não é um ponto estático, mas é, antes de tudo, uma atitude interior”.
“Não se pode falar de homem maduro se ele é unilateral, fechado num único setor da vida e falho sob alguns aspectos”.
“Uma das maiores imaturidades do ser humano é a presunção (ou senso crítico de superioridade) que nasce do fato, quase inevitável, de que com o desenvolvimento do intelecto vem acentuar-se o senso do eu pessoal e da auto-afirmação. O senso de superioridade também gera o criticismo e a separatividade”.
“Dar não significa ‘privar-se’ de qualquer coisa, mas significa expandir-se, irradiar a própria energia, expressar a si mesmo, romper o muro da separação e da solidão que circunda os outros seres, vivificando-os com a força do próprio amor”.
“Que coisa alguém dá quando ama? Dá a si mesmo, aquilo que possui de mais precioso, dá uma parte de sua vida… Dá a própria alegria, o seu próprio bom humor, a própria tristeza, todas as expressões e manifestações daquilo que possui de mais vital”.

Texto de Wagner Borges

Veja também, no blog O Alvorecer:

– Diferenças entre Ricos e Pobres

– A História de uma Folha

– A Força da Vida

– Pesquisa revela energia liberada pelas mãos

– Acarajé não é de Jesus, é de Iansã

#Espiritualidade #oalvorecer

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-maturidade-a-religi%C3%A3o-e-os-iniciados