Resultados da Hospitalaria – Agosto 2013

Em Agosto, tivemos 26 mapas e 19 sigilos, além de 8 doações de sangue. Entidades ajudadas este mês:

– Sociedade Protetora dos Animais – São Paulo

– Medicos sem Fronteiras

– FÊNIX – Associação Descalvadense de Apoio aos Portadores de Câncer

– CACC – Casa de Apoio a Criança com Câncer

– Abrigo dos Bichos

– Assistência Casa do Caminho

– Centro Espírita Nosso Lar – Casas André Luiz
http://www.andreluiz.org.br

– Doação de 19 cestas para a Associação JESSE de Araçatuba.

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-agosto-2013

Religiões e Seitas

Uma religião se caracteriza por seis aspectos básicos. O primeiro é a autoridade, a qual não se refere a uma autoridade divina, mas a pessoas com talentos e dons acima da média em questões de espiritualidade; suas opiniões serão buscadas e seus conselhos serão geralmente seguidos pelos seus adeptos. O lado institucional e organizado da religião requer órgãos administrativos e pessoas que ocupem posições autoritárias, cujas decisões carregam o peso da influência, as quais (ao menos deveriam ser) são os talentosos inicialmente citados.

O segundo aspecto é o ritual, o berço da religião. A religião surge do júbilo e da consternação, os quais pedem expressão coletiva. Quando esmagados pela perda, ou quando nos sentimos exuberantes, queremos interagir com as pessoas, tornando esta interação mais do que a soma das partes para que alivie o nosso isolamento. Além disso, aprendemos dos egípcios que a encenação dramática de princípios que facilitam o aprendizado dos mesmos. Repleto de simbolismos, os psicodramas são ferramentas que informam e inspiram para que possamos despertar o nosso espiritual. Isto remonta ao terceiro aspecto da religião, a especulação, já que as dúvidas são necessárias no contexto religioso – Para onde vamos? Por que estamos aqui? De onde viemos? E, obviamente, conserva-se tudo o que as gerações passadas aprenderam e legaram ao presente, como parâmetros para ação, formando um quarto aspecto da religião, a tradição.

O quinto aspecto é a crença. Embora muitas vezes a palavra religião seja usada como sinônimo de fé e crença, ela não é. Tanto uma pessoa religiosa quanto um cético ou um ateu possuem suas crenças. Afirma-se na religião, muitas vezes tão difícil de sustentar tal afirmação perante os fatos, que a Realidade está ao nosso lado, que o Universo é amigável, as melhores coisas são as mais eternas, etc. Por fim, a religião lida com o mistério, já que a mente humana não consegue sondar o Infinito pelo qual é atraída.

O que atualmente chamamos de religião está mais para o conceito de seita, que é uma reunião de pessoas que são separadas de um tronco comum e que seguem um chefe carismático sectário. Sempre que temos desacordos em determinados pontos de princípios morais, por exemplo, pode-se haver uma ruptura de um grupo de indivíduos e este vir a criar uma seita. Existem também seitas criadas por membros com iniciativa própria, mas não nos alongaremos nelas aqui. Desta forma, ao menos nesta linha de conceituação, as igrejas evangélicas e protestantes são seitas, ao invés de religiões.

As seitas rompem os seus adeptos da sociedade e os faz romper com a mesma. Surge aquele aspecto que os membros são especiais e os restantes são do mundo, porém o mundo pode ser salvo… As crenças de uma seita são inatingíveis, verdades absolutas, imutáveis.

Então, definindo aspectos para as mesmas, assim como fizemos com a religião, temos: sujeição mental (os membros são sujeitos às verdades do guru, às imutáveis “leis divinas”), exigências financeiras (pagam quantias exorbitantes que são o ganha-pão da instituição) e ruptura (acham pertencer a uma elite especial e que os outros, de seu ambiente de origem, estão sujeitos a uma ilusão ou dominados por alguma espécie de entidade, por exemplo, fazendo com que fiquem fora da sociedade). Além disso, temos danos psicológicos e físicos aos seus adeptos, brigas por cargos, disputas de egos e tentativas de alterar o poder público para beneficiar os líderes do grupo sectário.

Por fim, temos as Ordens Iniciáticas, que visam conduzir seus membros à evolução moral, intelectual e espiritual, à Reintegração, através do aprendizado e da prática de princípios místicos universais. Por incrível que possa parecer, só se diferenciam das ordens verdadeiramente religiosas pelo caráter esotérico de seus ensinamentos (agora é hora de pensar – será que o que eu entendo por religião é de fato uma religião?).

Ordens Iniciáticas não são seitas, já que não são criadas de cismas, não seguem gurus, estimulam seus membros a serem livres-pensadores, respeitam a liberdade individual, estimulam a fraternidade, não possuem metas políticas e orientam ao progresso espiritual, intelectual e moral da humanidade como um todo.

Agora creio que devam entender o porquê do vídeo no início do texto e, ao menos espero, que na próxima vez que forem discutir religião, não discutam sobre seitas…

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/religi%C3%B5es-e-seitas

As Forças Invisíveis – Parte 2

Série Plano Astral e Fenômenos Psíquicos: 1. O Plano Astral e o Hermetismo…

A maioria dos estudantes de ocultismo tem uma única meta em mente: o manejo das forças ocultas, invisíveis. Além disso, querem chegar de forma rápida e sem perigos a aquisição de tais “poderes”. Uns querem praticar viagens astrais, outros impor a sua vontade aos outros e há ainda os que desejam soltar bolas de fogo, curar doenças até então incuráveis ou ressuscitar os mortos através de algumas palavras. Podemos ainda acrescentar ao nosso Ocultismo atual as brigas acadêmicas, as invejas individuais, os pequenos golpes baixos íntimos, as verdades absolutas e inúmeras outras paixões que agitam este meio.

As forças invisíveis existem? Será que realmente o homem pode manejar as forças ocultas da natureza ou de sua própria constituição? O manejo ocorre de forma igual para todos os homens? Basicamente, neste segunda parte da série sobre o Plano Astral, é o que iremos buscar refletir e discutir.

Existe realmente uma força invisível? Pensemos bem. Estamos sobre a Terra. Ao nosso redor temos as árvores, os vegetais, os animais, a água, o solo, o ar, dentre diversas outras coisas. No céu, os astros se movem. O Sol passa através do Zodíaco, a Lua gira à nossa volta, os planetas também seguem seu curso no céu e vemos as constelações levantarem e descerem. A Terra gira em torno do Sol e este também, com sua comitiva de planetas, em torno do centro de nossa galáxia. Além disto, temos as forças físicas e os fenômenos químicos… Enfim, há lugar para uma força invisível no Universo?

O Ocultismo ensina que sim. Todos os seres contem  forças motrizes invisíveis aos olhos físicos  e apresentam outros caracteres além das forças visíveis e perceptíveis por manifestações sensoriais externas.

O Universo então pode ser visto, sob aparências físicas, como banhado por uma luz solar/estelar. Esse é o domínio da luz física, com seu cortejo de forças exteriores, simbolizado pelos antigos como “mundo de fogo”.

Quando o físico desaparece, o mundo apresenta uma espécie de luz interior, que anima todos os astros e todos os seres vivos; essa luz ainda não é conhecida pela ciência atual. Tudo o que podemos dizer é que essa luz constitui a essência da vida e dos sentimentos em todos os planos; é ela que estala repentinamente nas manifestações do amor entre todos os seres vivos. Esta força foi denominada pelos ocultistas da escola de Paracelso como luz astral.

Existe ainda uma terceira família de forças. São as força inteligentes e espirituais, encarregadas de individualizar cada ser, cada coisa, dando-lhe um número, um nome, um peso ou uma medida. É a força divina (embora todas as forças também o sejam), que chamaremos de luz verbal, cujo centro secreto é o Verbo. O Cristo foi sua manifestação em nossa humanidade.

As forças são, portanto, cada vez mais interiores. Podemos representá-la por meio de três círculos concêntricos. O círculo exterior é formado pelos mundos físicos com a luz física como mecanismo de ação, o “Lux” de São João. O segundo círculo, interior, é formado pelos mundos astrais, com seus meios de propulsão e manifestação vital, a “Vita” de São João. E, por fim, o terceiro círculo, o núcleo interior e verdadeiramente divino,o “Verbum” de São João.

Espero que tenham entendido que é dentro, e não fora, de cada ser que deve ser procuradas as forças realmente vivas e atuantes, e se existir no Universo um centro verdadeiramente único, é o Verbo, que será encontrado com seu simbolismo na cruz. Sendo assim, dando nomes aos bois, os fatos psíquicos são resultado do manejo da luz astral e a Teurgia (ou a união com o divino) é a consequência da submissão voluntária à ação da luz verbal.

Agora, mudando um pouco de assunto e voltando de onde paramos na parte anterior, imaginemos a alma encarnada mergulhada neste meio que impregna todo o planeta, o plano astral. O órgão central de nossa constituição (Ruá, Kama ou Khi) é capaz de absorver e emitir com a mesma eficácia toda a produção etérea, vibração ou condensação. Ele é o órgão de emissão e de recepção do astral terrestre; graças a ele somos penetrados especialmente por uma assimilação verdadeiramente nutritiva, já que ele espalha igualmente seus eflúvios na alma animal e no corpo astral. Vitalizantes ou vampiros, os micróbios astrais entram em todo o nosso organismo através dele, corporal e anímico, trazendo a vida ou deixando aí o veneno de encantamento. É através dele que o terapeuta nos enche com eflúvios vivificantes tirados nas fontes benéficas da natureza e é também por ele que o mago negro nos assassina covardemente com a surpresa das forças inimigas invisíveis. É ainda por este mesmo órgão magnético que entram em nós uma multidão de desejos, de paixões ávidas de fatos, espalhando-se pela alma passional até o fundo de nossa alma espiritual para a perturbar com as suas inquietações e a subjugar com suas determinações. Aí está a nossa alma humana (Nechama, Manas, Thân) solicitada à ação de três direções diferentes que correspondem aos três mundos onde nós vivemos ao mesmo tempo.

As sensações do mundo físico percebidas por nosso corpo produzem aí uma atitude que pode penetrar pelo intermédio da alma animal até a vontade e a determinar poderosamente apresentando-lhe, por assim dizer, tudo preparado para a ação reflexa do gesto solicitado. A sugestão hipnótica pela atitude é apenas a produção experimental e exagerada deste efeito.

No polo oposto, a efervescência da nossa imaginação, cheia de formas etéreas que criam nossas emoções e mesmo as intuições vindas dos mundos superiores, é transmitida para a alma animal e o corpo astral até às nossas forças vitais para provocá-los. Os eflúvios emocionais recebidos de fora pelo centro magnético repercutem-se em cada um de nossos outros centros para neles gerar outras forças e outras virtudes em busca de sua realização.

Eis aí contra que ardores o poder da nossa mônada diretora, da nossa vontade, que é o nosso único eu verdadeiro, deve lutar constantemente regulando por sua vez as suas desordens, comandando as resistências ou os consentimentos, impondo sua soberania aos  poderes de todas as mônadas que formam o seu império.

Mas como essa soberania pode ser exercida utilmente? Como pode triunfar sobre todas as revoltas, comandar particularmente o astral interno ou externo? Não o sabemos muito bem. Somos com maior frequência mais um joguete das nossas emoções do que seu mestre: a maioria dos nossos atos não passam de reflexos e muitas vezes não temos nem mesmo consciência deles, tal é o domínio que exercem sobre nossas forças etéreas, enfraquecendo-nos.

Sempre é a vontade a mônada principal que comanda o ato, mas raramente é a nossa própria; quase sempre obedecemos a um poder estranho. Para que o nosso domine, falta-lhe um acréscimo de energia que Schopenhauer, em sua linguagem sutil, esclarece ao dizer que nós sempre queremos um ato, mas é preciso saber se nós queremos querer. Ele conclui afirmando que é a vontade universal que quer em nós.

É verdade que a vontade universal, quer dizer Deus, é quem quer em nós quando o nosso eu comando todo o inferior. Mas é preciso acrescentar que isto acontece com o nosso consentimento, com a nossa permissão e somente com ela. De outra forma, dizer nossa vontade, quando ela se exerce realmente, cai por terra o instrumento da vontade divina, e reciprocamente, ela não pode comandar outros desejos senão sob a condição de ser uma com a vontade divina, de ser a boa vontade.

Aí está a nossa lei suprema. O nosso fim, a razão de ser do homem terrestre, é de colaborar no planeta para a grande obra de vivificação do nada cumprindo em sua esfera, como toda outra mônada, a vontade divina, para a elevação dos seres inferiores. Está parecendo contraditório com toda operação mágica, não é? Não, pois notemos que operações mágicas de ordem inferior só acontecem quando abondamos a nossa vontade a outros poderes e que operações de ordem superior acontecem quando somos cooperadores do divino (Teurgia). Somente o homem, ao contrário das vontades que o precedem na cadeia evolutiva, é livre para aceitar este papel sublime ou recusá-lo, unicamente sob a condição de que sua sorte depende desta escolha. Se recusa a própria escolha, pretendendo seu poder particular e capaz de tudo, cai então numa falta imperdoável. Deve ceder ou desaparecer! Nestas duas recusas está a fonte de todo o mal terrestre.

Mas vejamos quais os detalhes do funcionamento da luta, na qual a alma humana é o palco, entre os instintos cegos da natureza, do nada em desejo de poder imediato, e as solicitações providenciais para os esforços definitivos de sua libertação. O prêmio é a imortalidade.

A maioria de nós vive ainda por instinto, preguiçosamente embalada pelos apelos da providência. Mesmo entre estes que têm alguma consciência, especialmente os que sentem as influências astrais, existem poucos que sabem aproveitar ou compreendê-las. Esses últimos se dividem em quatro classes: duas ativas ou masculinas, e duas passivas ou femininas; em cada uma dessas duas categorias se distingue uma classe particularmente sensível às forças superiores ou às forças inferiores.

Todos se distinguem do comum por uma superabundância de fluido etérico em suas constituições. Uns são aptos para reter consigo este excesso e usá-lo quando quiserem. Outros deixam-n o escapar constantemente em ondas, sem direção especial para dar lugar a novos eflúvios. Seus desejos excedem a suas faculdades de concentração. Em vez de projetar o éter ambiente, como os antecedentes, eles  aspiram para compensar suas perdas irremediáveis. Estes são os médiuns de todas as espécies que podem vaticinar, tornarem-se poetas e profetas, mesmo se pertencerem a uma esfera muito elevada para atrair o éter dinamizado pelas forças superiores.

Esses, os antecedentes, são os magnetizadores se os fluidos que eles concentram e projetam são os das forças corporais e iniciados (ou, logicamente, adeptos) se são capazes de recolher o éter elaborado pelos poderes anímicos e de ordem superior.

Em suma:

PASSIVO (absorvendo e desperdiçando)

Médiuns (principalmente de efeitos físicos) -> Forças inferiores

Médiuns Psíquicos (adivinhos, poetas, profetas) -> Forças superiores

ATIVO (concentrando e emitindo)

Magnetizadores (curandeiros, etc.) -> Forças inferiores

Iniciados e Adeptos (terapeutas, alquimistas, Teurgos) -> Forças superiores

Estas distinções não são supérfluas; elas nos permitem compreender o que devem e o que podem ser os contatos do homem com o astral.

Para o entendimento das realizações permitidas à constituição humana por contato com o astral, é preciso se lembrar que o nosso aparelho magnético (Ruá, Kama ou Khi) é um órgão essencialmente central, capaz de se expandir pelo corpo ou pela alma podendo modificar o equilíbrio da nossa constituição até transformá-la completamente.

Esta força, espécie de reserva geral, está à disposição da mônada principal ou o eu. Entretanto, por causa de sua extrema mobilidade, ela escapa facilmente a este domínio, seja sob a influência de poderes mais fortes ou por defeito da constituição, conforme mostrado no esquema acima.

Em seus movimentos, este órgão etéreo arrasta sempre uma parte ou porção de um dos outros dois elementos extremos do corpo espiritual (o fantasma, Nefeque, Linga Sarira, Than, e a alma ancestral, Nechama, Manas ou Thân) e mesmo de todos os dois. Este deslocamento para a alma, para o corpo, ou para fora, depende em quantidade e direção da vontade do eu ou de uma força exterior. Assim, por exemplo, é agindo diretamente sobre o centro de gravidade do organismo que o magnetizador produz em seu objeto todos os fenômenos conhecidos: curativos, se ele dirige a reserva sobre a força vital à qual ele pode acrescentar uma parte da sua; fascinantes e estupefacientes se congestiona a alma ancestral através do fantasma.

Munidos desta chave dupla: a distinção das diversas espécies de constituição onde excedem o fluido etéreo, e o jogo do centro magnético dirigível, compreendemos e classificaremos facilmente os fenômenos que o invisível produz. Porém isto será efeito apenas na terceira parte de nossa série.

Antes de encerrar, lembrando que falamos sobre o manejo da luz astral como a razão dos fenômenos psíquicos, temos uma advertência a fazer.

O manejo de luz astral apresenta grandes perigos e também grandes meios de evolução espiritual, pois, quando se recorre a este campo de forças invisíveis, arrisca-se não só à vida física, o que seria pouca coisa, mas também a vida espiritual, o que é bem mais grave.  A este propósito, é bom reler com atenção a história do Doutor Fausto, tal como foi admiravelmente resumida pelo imortal Goethe.

O grande perigo no manejo da luz astral é que o princípio inteligente que habita o centro desta força é um ser de origem divina, porém revoltado contra o seu centro de criação. A vertigem das ilusões do poder material, a antiga nahash de moisés, origem de todos os shanahs ou ciclos anuais de todos os tempos, que ainda está aí. Não estando acobertado por uma proteção vinda do centro verbal, sereis rapidamente arrastado pela força setenária, e como aconteceu outrora com nosso princípio comum, Adão, vossa imaginação vos fará crer que a vontade é mais forte que as forças divinas, e sereis mergulhado nas trevas da magia e da inversão espiritual. Uma vez entendida esta advertência, sabei superar todas as provas, sabeis que é necessário cravar a espada no coração do touro, como nos mostra a imagem mitríaca, é necessário atravessar a serpente e, num ímpeto de verdadeira fé, chamai vosso anjo guardião sob o nome de Cristo, o próprio Deus vindo em pessoa.

Nesse momento, abrir-se-á para vós a via mística, a única que pode afastar-vos dos perigos, a única que domina o implacável carma, quando a Virgem celeste coloca o pé sobre o dragão astral, isto é, quando o apelo da súplica do vosso coração esmaga a cabeça da serpente, cuja pálida luz circula em nós e em todo o Universo.

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Na próxima parte:

– Médiuns (temperamento passivo)

– Magnetizadores, iniciados e adeptos (temperamento ativo)

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Texto retirado e adaptado das obras:

– ABC do Ocultismo (Papus)

– Tratado Elementar de Ciências Ocultas (Papus)

#psiônica #PlanoAstral #Magia #Martinismo #Rosacruz

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Tarot da Kabbalah Hermética 2a Edição

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Tarot da Kabbalah Hermética 2a edição é um poderoso instrumento de trabalho magístico e oracular. O HKT2 contém todas as informações para a utilização dos Arcanos como PORTAIS, a serem usados no Altar Pessoal do Mago e para trabalhos envolvendo Anjos cabalísticos e Demônios Goéticos. Ele é o deck oficial do Arcanum Arcanorum e pode ser usado também como Guia de estudos da Árvore da Vida, Correspondências Cabalísticas e, claro, como Oráculo. Preço R$75,00

E pensando nos presentes de natal, fizemos uma sessão de Combos especiais que incluem o HKT2 + Posters do TdC (O Tarot e mais os posters da Árvore da Vida e do Lamen Rosacruz). O combo Enciclopédia de Mitologia + HKT2 inclui o livro (autografado!) e o tarot. Ou, melhor ainda… o Kit completo de estudos com a Enciclopédia + HKT2 + os Posters! E a Loja ainda divide no cartão…

#KabbalisticTarot #Tarot

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O Sexo e a Morte

Ao contrário do que uma análise superficial possa dar a entender, muitas são as relações entre o sexo e a morte. Para começar, na história da vida, eles nasceram praticamente juntos: até 1 bilhão de anos atrás, só existia vida na Terra na forma de organismos unicelulares, o que vale dizer, não existia sexo nem morte, pois um organismo unicelular se reproduz sem necessidade de uma cópula, apenas dividindo-se em dois, e ao fazê-lo, ele “morre” como indivíduo, e as duas células em que se dividiu constituem sua descendência.

Parece prático, mas atravanca a evolução, que, como se sabe, depende da rápida transmissão aos descendentes das mutações “boas”, assim consideradas por significarem adaptações evolutivas. É do interesse da espécie, portanto, que a linhagem dos portadores das adaptações evolutivas prospere o quanto antes. Mas como cada célula dá origem uma linhagem única e específica, cada uma delas é como uma gota no oceano. Até que os portadores das mutações “boas” se tornem majoritários, decorrerá um tempo imenso.

Foi então que surgiu o sexo e a morte. Agora, para haver reprodução, não basta que cada organismo faça cópias de si mesmo, ad infinitum. É necessário haver, não uma cópia, mas uma combinação, e é justamente isto o que oferece a reprodução sexuada. A cada cópula bem-sucedida, embaralham-se novamente os genes, produzindo uma variedade de resultados. Tal como no pôquer, teremos jogos bons e maus. Um único exemplar masculino, oriundo de um jogo “bom”, pode transmitir suas boas cartas a uma variedade de fêmeas, dando origem, não a uma única, mas a várias linhagens. E depois? Bom, aí que entra a morte. É do interesse da espécie que as gerações novas, por serem portadoras das adaptações evolutivas, tornem-se majoritárias o quanto antes. Mas se os exemplares das gerações antigas, ainda mal adaptadas, tiverem um tempo de vida demasiado longo, eles passarão a fazer concorrência aos jovens, retardando-os em seu percurso. É necessário que os velhos desapareçam – e é para isto que há a morte [1].

Na verdade, o que a visão estritamente materialista nos traz – no sentido de tratar apenas da evolução física das espécies – é esta lição ancestral de que, sem sexo e sem morte, não haveria tamanha evolução de seres tão complexos quanto praticamente qualquer animal que vemos a olho nu, e inclusive o próprio homo sapiens. Em suma, para a natureza, o sexo e a morte se complementam, o primeiro atuando como agente potencializador da evolução, o último atuando como agente renovador.

Mas eis que surge a consciência e com ela tantas e tantas perguntas sem resposta. Se somos a forma do Cosmos conhecer a si mesmo, por vezes tememos que nada em todo Cosmos fosse capaz de aplacar nossa angústia perante a existência… Por isso não é de surpreender que tenha surgido nossa distinta visão espiritual do mundo, evento talvez exclusivo do homo sapiens, o que o destaca definitivamente de todos os outros seres terrestres na árvore da vida.

No ato do sexo profundo, realizado não somente com o corpo, mas também com alma, há um momento de êxtase onde a consciência é subitamente alterada, em muitos casos perdida ou esquecida… Nas tradições espiritualistas do Oriente, o sexo profundo é também chamado de pequena morte. Existe uma relação interessante entre ambos, a nível de processo de consciência e não apenas físico e material: ambos são uma espécie de encontro – no sexo encontramos o amor presente em outro ser afim; na morte, encontramos o amor presente no eterno renovar da vida. Pois que seria a vida, afinal, que não um supremo ato de amor, de criação? E o que seriam o sexo e a morte, senão os mecanismos pelos quais a vida segue o seu rumo?

Mas há que se ter uma visão equilibrada entre tais polos aparentemente opostos, para se conquistar um conhecimento abrangente em relação a existência, uma distinta paz de espírito própria dos sábios de outrora, das mais diversas tradições espiritualistas, que souberam tratar o sexo e a morte como dois lados da mesma moeda, como componentes sagrados da própria vida…

Sem tal equilíbrio, a sociedade se vê envolta em uma “esquizofrenia do politicamente correto”. Desde o advento do cristianismo até poucas décadas atrás, o Ocidente – e este é só um exemplo, pois os polos se alternam – passou por um longo período de aversão a exposição pública do sexo. Tal qual bonobos arrependidos, os homens e mulheres certamente continuaram a fazer sexo, e bastante, mas precisavam ocultá-lo da sociedade, e por vezes confessá-lo, em extrema vergonha, ao deus do confessionário. Interessante de se notar, entretanto, que nessa época a morte não era algo abominável – pelo contrário, era bastante comum a família toda, inclusive as crianças, se reunirem em torno de um parente moribundo, em sua própria casa, em sua própria cama, para se despedirem. O sexo era sujo, mas a morte era a promessa de purificação na vida eterna.

Após tanta supressão do sexo, a polaridade havia de se inverter. Então veio o pós-modernismo, o rock and roll e a revolução sexual do Ocidente. Desta feita, o sexo e o prazer eram exaltados e cada vez mais expostos a toda a sociedade – não importa se alguns não estavam tão interessados, era a época do advento da mídia de massa. E todos precisavam ver os exuberantes corpos nus de homo sapiens, a se admirar e se roçar tal qual bonobos ferozes: todos precisavam experimentar. Ser virgem era subitamente o mais novo pecado!

Mas, se o sexo era agora algo tão belo e prazeroso, a morte por sua vez tornara-se medonha e obscura. Até mesmo o envelhecimento haveria de ser mascarado. Era preferível morrer jovem, por alguma overdose sensorial, do que sequer imaginar habitarmos um corpo envelhecido e decrépito. E eis que a própria morte em si deveria ser algo disfarçado, “resolvido” e esquecido o quanto antes. Não se trazia mais os moribundos para morrerem em casa, mas os mantinham até onde fosse possível nos hospitais. As CTIs se tornaram o purgatório, e a cerimônia do velório um ritual macabro, do qual todos haviam de comparecer com certo asco, e fugir o mais breve possível, e daí esquecer…

Então, como diria o Dalai Lama, passamos a viver como se jamais fossemos morrer, e a morrer como se não tivéssemos vivido. Que nessa anestesia mental, ora ignoramos o sexo, ora ignoramos a morte. Mas nada parece ter resolvido nossa angústia: nem a espiritualidade superficial das religiões de barganha, nem a ciência superficial do modernismo tecnológico que pretende que seres sejam máquinas. Que não é pelo pagamento de orações, pelo recitar repetitivo de dogmas esquecidos, ou pela insistência em reconstruir nosso corpo, na esperança que pareça “eternamente jovem”, que encontraremos a solução.

A solução está tão somente em pensar, em abrir os olhos e ver, e assim melhor viver… E vivendo, conhecer a si próprio, o próprio corpo e cada uma de suas rugas, a própria mente e cada um de seus medos, o próprio espírito e cada uma de suas sombras. E quem sabe nalgum dia compreender, como os sábios de outrora, e de hoje, que desde épocas imemoriais, desde muito antes do despertar de nossa consciência, tudo já era assim: não existe propriamente nem o sexo nem a morte, mas antes de tudo, apenas o amor a gerar esse oceano de vida, em constante renovação.

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[1] Boa parte dos três primeiros parágrafos foi retirada de um artigo do escritor Pedro Mundim.

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#Espiritualidade #biologia #amor #sexo #morte

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Signos do Ar

GÊMEOS: Os gêmeos constituem o primeiro signo de ar e, como tal, se expandem ao longo do ano. Regidos por mercúrio, são dois redemoinhos de vento que se unem num ponto, manifestando a imobilidade e a evolução. Os análogos se atraem e se repelem e, nessa constante dança cósmica, as coisas se reproduzem de maneira natural.

LIBRA: Aporta em sua balança o segredo do equilíbrio. Regido por Vênus, seu ar é um sopro contínuo, uma brisa temperada e conservadora. No entanto é versátil, e o menor influxo pode fazê-la mudar. Reta na intenção, chega às vezes ao desequilíbrio, para voltar a se harmonizar.

AQUÁRIO: Se o ar se estabilizou, pode, no entanto, transformar-se repentinamente num redemoinho, num ciclone ou num Furacão. O vento do signo do Aguador é criador, e dele surgem as possibilidades germinais de outras realidades. Passados os efeitos do furacão, a terra nasce como nova e beneficiada.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/signos-do-ar

Avatar e a Kabbalah

Um dos melhores desenhos de todos os Tempos, “Avatar: The Last Airbender”, é carregado de referências Hermetistas. Como não poderia deixar de ser, como todo grande projeto de contar uma história, Avatar se utiliza da Jornada do Herói, ancorada pesadamente na Kabbalah Hermética. Os Principais Personagens seguem os grandes Arquétipos das Sephiroth e os personagens menores oscilam entre os Caminhos e as correspondências entre as Esferas, formando uma história fabulosa em 61 episódios e 3 Temporadas. Tentarei ser o mais sucinto possível para não dar nenhum grande Spoiler, mas recomendo que vocês assistam à série antes de ler o post a seguir.

AVISO: Contém Spoilers. Não abra se não assistiu à série ainda.

Malkuth: Toph tem 12 anos e é uma excelente dobradora de terra. Apesar de ser cega, Toph está longe de ser uma menina inútil e frágil, pois é a pessoa mais forte (no sentido de força física) do grupo. Seus pais não acreditam que ela é forte, o que faz ela duvidar se eles realmente a amam. Aprendeu a dobrar terra com as toupeiras dobradoras, consideradas as primeiras dobradoras de terra do planeta. Como ela mesma diz, apesar de ter nascido cega nunca teve problemas para ver, pois com a dobra de terra, seus “pés podem enxergar” qualquer vibração à sua volta através das ondas transmitidas pelo solo. Desde que fugiu de casa para se juntar ao grupo, Toph ensina a Dobra de Terra a Aang. A garota é uma típica baderneira e tem um gênio muito forte, entrando em conflito com Katara várias vezes. Seu senso de humor é parecido com o de Sokka e parece ter uma queda pelo mesmo. Ela também inventou a dominação de metal, quando descobriu que há partículas de terra no metal.

Yesod: Katara é a última Dobradora da Tribo da Água do Sul. No começo de suas aventuras com Aang ela era apenas uma amadora na Dobra de Água, mas, após sair do Polo Norte, Katara atingiu o nível de mestra na Dobra de Água. Ela quem ensina Aang a dobra d’água. O temperamento de Katara é um pouco maternal, porém instável, irritando-se com facilidade. Ela é muito caridosa, prestativa e responsável, uma vez que teve que assumir o comando de sua família após a morte de sua mãe (apesar de estarem com a avó). Ao final da trama, corresponde ao amor de Aang, que foi se apaixonando por ela ao longo da história.

Hod: Sokka é o irmão mais velho de Katara. Ele era o único guerreiro que havia sobrado na Tribo da Água do Sul depois que seu pai e as suas tropas saíram da tribo. Sokka não pode dobrar nada, mas é muito inteligente e também é um bom guerreiro. Ele é muito engraçado, mas a maior parte da graça do garoto advém do fato dele ser extremamente sarcástico. Utiliza um bumerangue como arma, além de sua espada negra, feita de um meteoro. Se apaixonou pela Princesa Yue, que foi sua primeira namorada; e também por Suki, na qual fica com ele no final. É o estrategista de todo o grupo e planeja a Invasão ao Reino do Fogo.

Netzach: Suki é uma jovem e bonita garota que mora na Ilha de Kyoshi, que conheceu Aang e seus amigos, e desde lá, nutre fortes sentimentos por Sokka. Ela saiu da Ilha de Kyoshi com suas guerreiras e foi lutar na guerra contra a Nação do Fogo. É capturada, e levada a prisão da mais alta segurança da Nação do Fogo por ser a líder das Guerreiras de Kyoshi. Nos últimos episódios do terceiro livro é libertada por Sokka, que acreditava que seu pai estivesse em tal prisão, mas encontra Suki acidentalmente. Apesar de esperar encontrar seu pai, Sokka, ficou tremendamente feliz por ter finalmente re-encontrado sua amada (a libertação da Princesa da Masmorra). No final, os dois ficam juntos.

Tiferet: Aang é um típico garoto de 12 anos de idade (tempo em que conviveu com o mundo. Na realidade são 112, já que passou 100 anos congelado em um iceberg), exceto pelo fato de ele ser o Avatar. Ele é o último remanescente dos dobradores de ar, e foi descoberto depois de passar cem anos aprisionado em um iceberg. Aang nunca quis ser o Avatar, mas sim uma criança normal. Não obstante, ele é muito importante para restaurar a paz do mundo e seu destino é derrotar o senhor do fogo Ozai, ele entende isso e sempre segue o que lhe foi ensinado no Templo do Ar onde cresceu, que inclui o princípio de que “toda vida é sagrada”. Contudo, apesar dele ser o Avatar, ele tenta sempre que possível realizar brincadeiras para afastá-lo de sua enorme responsabilidade. É apaixonado por Katara.

Geburah: Príncipe Zuko. “Eu vou capturar o Avatar, e restaurar minha honra!” Essa era a fixação do Príncipe Zuko, que frequentemente tentava capturar o Avatar para que ele pudesse ser de novo aceito como príncipe da Nação do Fogo. Sob o manto de sua fúria, Zuko é um jovem que foi privado do amor de seu pai, que marcou seu rosto com uma enorme cicatriz, o que o levava a fazer qualquer coisa para agradá-lo, tornando suas decisões confusas e impensadas, mas seu pai nunca deu nenhum sinal da afeição. Mesmo depois que seu tio e ele foram banidos da Nação do Fogo, ele ainda tentou realcançar sua “honra” para ser aceito de volta pelo pai, ajudando sua irmã a dominar o Reino da Terra. Não obstante, após voltar para sua casa e ser aceito por seu pai, Zuko percebeu o quão errado ele havia sido em sua vida e decidiu se juntar a Aang e seus amigos para ensinar ao Avatar a Dobra de Fogo. Apesar de ser um tanto quanto sarcástico e impulsivo, Zuko é uma pessoa bondosa e justa.

Chesed: Iroh. Conhecido “O Dragão do Oeste”, Iroh é um general aposentado. Ele é o irmão mais velho do Senhor do Fogo Ozai, e acompanha Zuko em todos os lugares em que ele vai. Seu filho, Lu Ten, morreu quando ele realizava um cerco na cidade de Ba Sing Se. Desde então, considera Zuko como seu próprio filho. Tem com uma de suas principais características sua apreensão por chás, sendo o “Chá de Jasmin” o seu favorito. Iroh é uma pessoa calma e muito sábia, e é também o maior Dobrador de Fogo existente, e era até mesmo considerado um dos orgulhos da Nação do Fogo em tempos antigos. Ele adora jogar Pai Sho, uma espécie de jogo de tabuleiro, a qual se refere “não sendo apenas um jogo”. Iroh tem uma elevada posição na secreta Ordem da Lótus Branca, ordem essa qual os participantes se identificam por meio do Pai Sho. Iroh seria o Senhor do Fogo atual, mas com a morte do filho acabou ficando sem herdeiros, e o seu irmão Ozai assumiu o seu lugar.

Daath: Senhor do Fogo Ozai. É um líder tirano e com imensa sede de poder que faz de tudo para poder ganhar a guerra e controlar todas as nações.

Binah, Hochma e Kether: Os Avatares passados. Aang possui a habilidade de se conectar a todas as suas vidas anteriores, representadas principalmente por Avatar Kyoshi (Binah/Terra) e Avatar Roku (Hochma/Fogo). Ao longo de seu treinamento, conforme Aang avança no domínio dos chakras, mais próximo fica de atingir a Forma-Deus (Kether) onde possui o poder reunido de todos os Avatares que vieram antes dele.

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#Arte #Kabbalah

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/avatar-e-a-kabbalah

Resultados da Hospitalaria – Setembro 2013

Em Setembro, tivemos 43 mapas e 26 sigilos, além de 6 doações de sangue. Entidades ajudadas este mês:

– Sociedade Protetora dos Animais – São Paulo

– Medicos sem Fronteiras

– Assistência Casa do Caminho

– Casa da criança de Ribeirao Preto

– GRAAC

– AVA Associação Voluntariado de Apoio à Oncologia

– JESSE

– Casa da Dona Jane – RJ

– Cruz Vermelha Brasileira

E continuamos com o projeto de Hospitalaria. Quem estiver a fim de participar, é só seguir as instruções e pegar seu Mapa Astral ou Sigilo Pessoal via o TdC.

#Hospitalaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/resultados-da-hospitalaria-setembro-2013

Análise das Religiões

Acredita-se que ela (a religião) consiste em um sistema de idéias, exprimindo, mais ou menos adequadamente, um sistema de coisas. Mas esta característica da religião não é a única nem a mais importante. Antes de tudo, a religião supõe a ação de forças sui generis, que elevam o indivíduo acima dele mesmo, que o transportam para um meio distinto daquele no qual transcorre sua existência profana, e que o fazem viver uma vida muito diferente, mais elevada e mais intensa. O crente não é somente um homem que vê, que conhece coisas que o descrente ignora: é um homem que pode mais.

(Durkheim, 1977)

Não é novidade nenhuma que a religião tem um papel transformador nas pessoas, que vencem desafios impostos pela classe social com dignidade e obstinação. Isso é chamado resilência, e pode ser conferido in loco por quem for ao Coque, uma enorme comunidade marginalizada pela violência, onde a ONG Neimfa (Núcleo Educacional dos Irmãos Menores de Francisco de Assis) se instalou e, através das religiões (católica, evangélica, espírita, budista, hinduísta e umbandista) e da ciência (psicólogos, médicos, professores), fornece suporte físico, psicológico e espiritual para mais de 300 famílias, com resultados visíveis.
Max Weber (1864-1920) tem uma visão mais pragmática e funcional da religião, imaginando-a não como um sistema de crenças, mas sim “sistemas de regulamentação da vida que reúnem massas de fiéis”, voltando-se para o sentido que o ethos religioso atribui à conduta. Em seus textos Weber visa expor como as religiões geram ou constituem formas de ação e disposições gerais, relacionadas a determinados estilos de vida. Na análise do protestantismo, por exemplo, vemos essa relação, quando Lutero usa a palavra Beruf tanto pra se referir à vocação religiosa como ao trabalho secular (embora o autor diga que a afinidade do protestantismo com o espírito do capitalismo e do progresso como o entendemos hoje só remonta ao início do séc. XVIII). Assim, o pedreiro passa a servir a Deus construindo casas, o padeiro, fazendo pães, o comerciante, vendendo e comprando. Nessa linha, Deus não solicitava mais imagens ou templos ornados, mas determinada disposição em relação à vida cotidiana, à inserção e ao trabalho no mundo secular; trata-se do ascetismo intramundano, que nos lembra um pouco a filosofia zen budista de procurar estar dentro do mundo (não procurando algo fora dele), praticando sua religiosidade através das ações (mesmo as mais mundanas).

A ética protestante representa uma ruptura em relação à ética católica tradicional. A negação da devoção aos santos e seus milagres, a recusa a certos sacramentos e uma nova perspectiva de relação com o sagrado e com as ascese configuraram uma religiosidade menos ritualista e mágica e mais intelectualizada. O fiel protestante, racional, disciplinado e, fundamentalmente, previsível, é também o operário capitalista, necessariamente previsível e disciplinado. Assim, Weber busca articular o ethosreligioso com o ethos econômico no decurso da história. Segundo ele, pra cada formação religiosa há tipos específicos de “comunalização religiosa” e de “autoridade”. Dois tipos formulados por Weber são a “igreja” e a “seita”. A igreja implica um certo projeto universalista, que a coloca para além de laços tribais, familiares ou étnicos, assim como um corpo sacerdotal profissional, dogmas e cultos fundamentados em escrituras sagradas que se racionalizam e se institucionalizam progressivamente. Já a “seita” diz respeito a tipos de associações voluntárias de fiéis, que se caracterizam por uma certa ruptura com a sociedade mais geral. Os fiéis não seguem “profissionais religiosos”, mas autoridades carismáticas. Interessante notar como a Igreja católica entrou num movimento de reafirmação onde está cada vez mais distante da sociedade geral, admoestando os “católicos de fim de semana” e procurando valorizar os dogmas dentro de um núcleo doutrinário, excluindo o aculturamento… Quase uma seita.

Weber também se preocupa com as relações entre religiosidade e os diferentes grupos sociais. Assim, para as classes oprimidas politica, social ou economicamente, as crenças preferidas estariam relacionadas à possibilidade de “redenção” ou “compensação”, enquanto as classes privilegiadas e dominantes buscam formas de religiosidade que permitam “legitimação” das relações sociais estabelecidas. O espiritismo cumpriu muito bem ambos os papéis no Brasil quando, em plena ditadura militar, foi bem aceito pelos dois lados (militares e a população oprimida pela ditadura).
Peter Berger (1985) acredita que os homens são congenitamente forçados a impor uma ordem sinificativa à realidade, e aí entra o sentido da religião, como um escudo contra o terror.

Em um certo nível, o antônimo de sagrado é o profano (…) Em um nível mais profundo, todavia, o sagrado tem outra categoria oposta, a do caos. (…) A oposição entre o cosmo e o caos é frequentemente expressa por vários mitos cosmogônicos. (…) Achar-se em uma relação “correta” com o cosmos sagrado é ser protegido contra o pesadelo das ameaças do caos.Pode-se dizer que a religião desempenhou uma parte estratégica no empreendimento humano da construção do mundo. (…) A religião supõe que a ordem humana é projetada na totalidade do ser. Ou por outra, a religião é a ousada tentativa de conceber o universo inteiro como humanamente significativo.

Sigmund Freud (1856-1939) vê a religião como uma ilusão infantil, um sistema de defesa socialmente contruído com o qual o homem lida com sua condição fundamental de desamparo e sentimentos ambíguos em relação à figura paterna. Freud, assim, ignora o sentimento de transcendência e resilência que a religião aparentemente proporciona, preferindo colocar a experiência religiosa de eternidade e fusão como o Todo como um sentimento que não teria origem transcendental, mas sim algo intelectual/afetivo, como um retorno à experiência primeva do bebê, fundido com sua mãe. Embora Freud reconheça a religiosidade como vivência humana importante, tende a considerá-la derivada de outras experiências, não sendo, assim, uma experiência primária. Já a relação do Homem com Deus é apenas a projeção da relação com o pai (aimago paterna). Daí as relações intensas e ambíguas que surgem, como o Pai/Deus poderoso, dominante, protetor, onipresente, punitivo, odiado, vítima do ódio dos filhos e redentor.

Já Erik Erikson (1902-1994) relaciona a religião com a imago materna, ou seja, a experiência primeva com a mãe, a separação e a tentativa sempre recorrente de reencontro.
Carl Gustav Jung (1875–1961), como sempre, vai além do seu mestre e postula a religiosidade como elemento natural do psiquismo humano, uma parte constitutiva e essencial da natureza do próprio homem. Dessa forma, a religiosidade seria, por assim dizer, um instinto. Mas isso não quer dizer que as representações de Deus e dos elementos sagrados de cada cultura não sejam fenômenos socialmente construídos, mas sim baseadas num fundamento religioso humano universal.

Quando, por exemplo, a psicologia se refere à concepção da virgem, trata apenas do fato de que existe essa idéia, mas não da questão de estabelecer se essa idéia é verdadeira ou falsa em determinado sentido. A idéia é psicologicamente verdadeira na medida mesma em que existe.O pressuposto da existência de deuses e demônios invisíveis é, na minha opinião, uma formulação do inconsciente psicologicamente adequada, embora se trate de uma projeção antropomórfica. (…) tudo quanto se acha fora, quer seja de caráter divino ou demoníaco, deve retornar à alma, ao interior desconhecido do homem, de onde aparentemente saiu.Não é Deus que é um mito (como podem sugerir as ciências), mas o mito que é a revelação de uma vida divina no homem. Não somos nós que inventamos o mito, é ele que nos fala como Verbo de Deus.

Mas, para Jung, nem tudo na religiosidade é expressão dos recônditos da alma humana. Determinadas crenças, dogmas e ritos podem ser, de fato, recursos sociais protetores contra a experiência religiosa originária, imediata e, potencialmente, avassaladora:

A experiência imediata do arquétipo da divindade representa um impacto tão violento que o ego corre o perigo de desintegrar-se. Com os meios de defesa face a esses poderes, a essas existências mais fortes, o homem criou os rituais. Poucos são aqueles capazes de aguentar impunemente a experiência do numinoso. As cerimônias religiosas coletivas originam-se de necessidades de proteção, funcionam como anteparos entre o divino e o humano, isto é, entre o arquétipo da imagem de Deus – presente no inconsciente coletivo – e o ego.

Como vimos, a religião cumpre os mais diversos (e importantes) papéis na humanidade. Ela é social, é psíquica, é estruturadora, reguladora, é instintiva, projetiva, espelhada, transformadora, é cultural, espiritual, etc. Todos os pensadores acima não conseguiram englobar a multitude de aspectos da religião em uma teoria, mas a soma deles nos dá uma boa idéia de como precisamos encarar com respeito a religiosidade, não no aspecto do outro, mas de nós mesmos (que aspecto dela estamos trabalhando em nós nesse momento?).

#Religiões

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Dogma e Ritual de Alta Magia, de Eliphas levi – Raph Arrais

O Boteco do Mayhem (Marcelo Del Debbio, Thiago Tamosauskas, Rodrigo Elutarck, Ulisses Massad, Jesse Puga, Barbara Nox, Tales de Azevedo e Robson Belli) conversam com Raph Arrais sobre Dogma e Ritual de Alta Magia, de Eliphas levi

Raph Arrais – https://raph.com.br/

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Morte Súbita inc.

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Os bate-Papos são gravados ao vivo todas as 3as, 5as e sábados com a participação dos membros do Projeto Mayhem, que assistem ao vivo e fazem perguntas aos entrevistados. Além disto, temos grupos fechados no Facebook e Telegram para debater os assuntos tratados aqui.

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