Contos de Fadas e as Crianças

“Nos verdadeiros contos de fada (como os dos Irmãos Grimm) há uma lei impecável: “a recompensa do bem e o castigo do mal”. Esta lei forma a base na alma infantil. Mais tarde, verificamos que surgiu, no íntimo do homem a faculdade de discernir entre o bem e o mal que nos dá uma clareza na consciência e nos ajuda nos momentos de decisão; trata-se de um profecia, solução de problemas, de mantermos no caminho certo da verdade, do bem, da compaixão, do sentimento nobre e muitos tesouros para a vida em comunidade.”

Muitos pais se perguntam se deve ou não contar contos de fadas para a criança. Os preocupa se lhe fará mal tal ou qual passagem horrenda, pois no conto se relatam acontecimentos cruéis que poderiam perturbar a inocência da criança. Muitas vezes pensando assim se decide eliminar tais contos. Em conseqüência, se priva a criança do melhor alimento para a alma, porque nos verdadeiros contos de antigamente estão contidos acontecimentos da alma, que têm suas raízes nas forças construtivas da humanidade. Os antigos sabiam disso e relatavam de forma tradicional os contos aos seus filhos. Dando-lhes vida aos contos de fadas ao relatá-los novamente, avivavam as crianças com a variedade dos acontecimentos narrados, avivando assim ao mesmo tempo suas próprias almas de adultos.

Uma boa narrativa comove ativamente a alma; dá asas aos sentimentos, ativa uma sã vontade e estimula a mente num entre jogos de pensamentos.

Com o conto de fadas bem narrado ativa-se e intensifica-se toda uma série de experiências na criança: passam por sua alma, uma atrás da outra, compaixão, crítica, tensão, alívio, tristeza, alegria, medo, coragem, etc.

Tais emoções não fazem mal à criança se a narrativa se constitui claramente de causa e efeito e prevalecer no final o sentido de justiça tão almejado pela criança que quer ver o mal sendo castigado e o bem recompensado. Fortalecendo assim na criança sua confiança no trunfo da bondade, fortifica-se também sua confiança na vida. Tudo isso estimula também as funções orgânicas e age benignamente. Contribui também a que aprenda a frear sua eventual inquietude e que não se perca nos anos posteriores num sentimentalismo barato por coisas superficiais.

Se conseguimos ainda, respeitando-a guiar sua vontade sem quebrá-la, dispor de forças suficientes para reparar (superar o grave, o sangrento, o cruel dos contos de fada sem impressionar-se mais do que o devido; e essa capacidade será transformada, mais tarde, numa fonte permanente de novas forças. (O Dr. Brun Bettlheim afirma que “os contos de fadas são a chave para ajudar as pessoas a desembaraçar os mistérios da realidade”).

Quanto mais a privamos destes contos de dragões e bruxas, etc, tanto mais fraca resultará sua alma de adulto. Mais tarde, quando as asperezas e as durezas da vida golpearem, lhe faltará o valor e a firmeza de haver aprendido através dos acontecimentos dos contos de fadas; seu comportamento será como um barco sem leme, açoitado pelas ondas da vida. Se os pais e os professores lhes proporcionaram esse “valor e coragem” destacados nos acontecimentos dos contos, se estas qualidades foram semeadas qual semente de força moral em sua alma, manejará o leme de sua sorte (destino) com a mão direita e segura, e estará preparado e armado contra as provas da vida, contra a intriga, o engano e o ódio, contra a sedução e o sofrimento.

Com o passar dos anos, quando ressurgem do fundo da alma as experiências obtidas de escutar com atenção os contos de fadas na nossa infância, as impressões que recebemos nos abrem e apresentam um aspecto bastante diferenciado; entendemos melhor seu conteúdo com a base adquirida na própria experiência; nos servem para dar-nos solidez interior e lucidez na crítica.

Nos verdadeiros contos de fada (como os dos Irmãos Grimm) há uma lei impecável: “a recompensa do bem e o castigo do mal”. Esta lei forma a base na alma infantil. Mais tarde, verificamos que surgiu, no íntimo do homem a faculdade de discernir entre o bem e o mal que nos dá uma clareza na consciência e nos ajuda nos momentos de decisão; trata-se de um profecia, solução de problemas, de mantermos no caminho certo da verdade, do bem, da compaixão, do sentimento nobre e muitos tesouros para a vida em comunidade.

As profundas impressões vividas na infância mantém sua força. Quando o príncipe circundado de luz vence o dragão, quando esse ia devorar a bela princesa, a criança se identifica com essa coragem triunfal que mais tarde, do fundo de seu ser surge e ajuda a trazer luz na escuridão da vida, impulsionada por essa recordação.

Por esta razão não devemos eliminar nenhum dos contos de fadas tradicionais. Gradualmente temos de contar os contos colecionados pelos Irmãos Grimm e Bechstein. Não devemos selecionar nem adaptar, abreviar ou trocar nada por “algo” que nos pareça melhor. Devemos começar com os contos simples e logo mais tarde aos 5 anos mais ou menos até os 6 continuar com alguns mais complicados, cheios de interessantes e emocionantes acontecimentos. São benfeitores, e mais tarde darão frutos como forças protetoras ante as vicissitudes e obstáculos que se apresentam no caminho da criança nos seus anos vindouros.

#Arte #Contos

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O Chapéu na Maçonaria

Por Kennyo Ismail

Qual a origem do chapéu na maçonaria, usado pelo Venerável Mestre nas reuniões de Aprendiz e Companheiro e por todos os Mestres nas reuniões de Mestre Maçom?

Uma das obras de José Castellani declara que herdamos o chapéu preto dos judeus ortodoxos, e que o chapéu em Loja é a “coroa maçônica”, influência da realeza européia, usada pelo Venerável como símbolo de sua posição de liderança.

Afinal de contas, herdamos dos judeus ou dos reis europeus? E os judeus ortodoxos, usam o chapéu preto porque se consideram reis? Não há como misturar uma coisa com a outra, chapéu de judeu com coroa de europeu. Mas Castellani e muitos outros irmãos tentaram.

Se herdamos o chapéu dos judeus ortodoxos, será que não deveríamos adotar também a circuncisão? Ou talvez as tranças nas orelhas e a barba longa?

Na verdade, o uso do chapéu na Maçonaria é praticamente inverso ao uso do chapéu pelos judeus! Os judeus utilizam o chapéu obrigatoriamente durante as orações e cerimônias religiosas, em sinal de temor a Deus. Já o maçom utiliza durante toda a reunião e retira o chapéu exatamente nos momentos de orações, em sinal de respeito! Dessa forma, fica claro que o uso do chapéu pelos maçons não tem nenhuma relação com o uso do chapéu pelos judeus ortodoxos, como pensava Castellani.

Já a teoria do chapéu ser um símbolo da “coroa maçônica”, influenciada pelo símbolo de liderança que distingue o rei dos demais, seria mais plausível, afinal de contas, o Venerável Mestre representa o Rei Salomão, não é mesmo? Porém, porque o Venerável não utilizaria uma verdadeira coroa em Loja? Uma coroa de louros, ou flores, ou de metal? Porque seria um chapéu preto de abas caídas (REAA) ou mesmo uma cartola (Rito de York)? E por que todos os Mestres usariam em reuniões de Mestre, se o representante do rei Salomão é apenas o Venerável?

Na Grécia Antiga o chapéu era símbolo de sabedoria e liberdade. O famoso escritor maçom Oliver comenta sobre o mesmo significado para os romanos, tendo sobrevivido na maçonaria desde as Guildas Romanas. Sua relação com a sabedoria permaneceu na Idade Média, como os chapéus dos magos denunciavam, os quais foram adaptados para cartolas pelos mágicos. O chapéu representa proteção. Se na prática o chapéu protege a cabeça do dono contra o sol, simbolicamente, o chapéu é como um elmo que confirma e protege a sabedoria que se encontra na cabeça do Venerável Mestre. Assim sendo, o chapéu do Venerável Mestre pode realmente ser interpretado como uma coroa representativa de sua autoridade. Porém, uma autoridade com base na Sabedoria, assim como a de Salomão. E é por serem detentores da sabedoria maçônica que todos os Mestres utilizam o chapéu nos ritos originados na França.

O costume do uso de chapéu pelo Venerável Mestre era um costume na maçonaria inglesa até a fusão que originou a Grande Loja Unida da Inglaterra. Após a fusão, os antigos costumes foram “reformulados” para agradar ambas as partes, e a tradição do chapéu simplesmente foi descartada. O único ritual na Inglaterra que mantém o uso do chapéu pelo Venerável Mestre é o Bristol. Mas por uma ironia do destino, essa tradição permaneceu viva nos EUA. E os ritos de origem francesa também mantiveram esse antigo costume, tão presente no Brasil.

#Maçonaria

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Podcast sobre Ordens Iniciáticas

ordens-secretas-marcelo-de-debbio

Mestres secretos de tempos imemoriais guardam e passam o bastão para os ocultistas modernos. Sociedades secretas, magos, entidades e ideias que a muito tempo foram consideradas hereges e jogadas no obscurantismo da humanidade. Será que saber mais do que se deve pode prejudicar? O Ocultismo está aí, para quem quiser ver.

O investigador Andrei convida o ocultista e pesquisador Marcelo Del Debbio para bater um papo sobre os conhecimentos ocultos e Podcast sobre Ordens Iniciáticas.

#Podcast

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A harmonia dos opostos

Retirado do Tao Te Ching (*)

Todos neste mundo reconhecem a beleza do que é Belo

e, desta forma, reconhecem também a feiura.

Todos neste mundo reconhecem a habilidade dos Habilidosos

e, desta forma, desejam desenvolver tal habilidade.

Da mesma forma, a existência e a não-existência

geram uma a outra.

E assim o longo e o curto se delimitam entre si,

o alto e o baixo surgem de seu próprio contraste,

as notas musicais se harmonizam na própria melodia,

e aquele que veio antes demarca o que veio após.

Com este conhecimento,

o sábio executa suas tarefas sem agir

e ensina sem nada dizer.

Todas as coisas fluem sem timidez.

Elas crescem, e nenhuma interfere no fluxo natural.

Sem expectativas nem orgulho,

elas realizam o que devem realizar.

É a sua falta de apego ao mérito da realização

que faz com que sua energia jamais as abandone.

***

Reflexão

Um leão é grandioso para um rato, mas pequenino para um elefante. Seria o leão grandioso ou pequenino? Quando exatamente deixa de estar calor e começa a fazer frio? Um brasileiro e um islandês poderiam concordar sobre quando está frio e quando está calor? Não há Algo por detrás de todo calor e todo frio, anterior a majestade dos leões? Não há Algo de onde tudo flui? Os peixes no fundo do mar acaso veem letreiros a anunciar a Grande Igreja do Oceano?

***

Todo mês traremos mais uma passagem do Tao Te Ching para uma interpretação e reflexão conjunta…

(*) Nesta tradução exclusiva do Tao Te Ching a partir da tradução clássica de James Legge para o inglês, Rafael Arrais (autor do blog Textos para Reflexão) usa do auxílio precioso das interpretações do ocultista britânico Aleister Crowley e do filósofo brasileiro Murillo Nunes de Azevedo para compor uma visão moderna da antiga sabedoria de Lao Tse.

» Versão impressa

» eBook (Kindle)

» eBook (Kobo)

» eBook (Saraiva)

#Tao

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A Linguagem e o Pensamento

Infelizmente, não tive tempo para traduzir este artigo, então vou postar em inglês mesmo. Ele começa a trabalhar a importância da linguagem simbólica na maneira com que ela molda o universo de cada pessoa. Extremamente importante no ocultismo, na astrologia e na psicologia.

HOW DOES OUR LANGUAGE SHAPE THE WAY WE THINK?

By Lera Boroditsky

Humans communicate with one another using a dazzling array of languages, each differing from the next in innumerable ways. Do the languages we speak shape the way we see the world, the way we think, and the way we live our lives? Do people who speak different languages think differently simply because they speak different languages? Does learning new languages change the way you think? Do polyglots think differently when speaking different languages?

These questions touch on nearly all of the major controversies in the study of mind. They have engaged scores of philosophers, anthropologists, linguists, and psychologists, and they have important implications for politics, law, and religion. Yet despite nearly constant attention and debate, very little empirical work was done on these questions until recently. For a long time, the idea that language might shape thought was considered at best untestable and more often simply wrong. Research in my labs at Stanford University and at MIT has helped reopen this question. We have collected data around the world: from China, Greece, Chile, Indonesia, Russia, and Aboriginal Australia. What we have learned is that people who speak different languages do indeed think differently and that even flukes of grammar can profoundly affect how we see the world. Language is a uniquely human gift, central to our experience of being human. Appreciating its role in constructing our mental lives brings us one step closer to understanding the very nature of humanity.

I often start my undergraduate lectures by asking students the following question: which cognitive faculty would you most hate to lose? Most of them pick the sense of sight; a few pick hearing. Once in a while, a wisecracking student might pick her sense of humor or her fashion sense. Almost never do any of them spontaneously say that the faculty they’d most hate to lose is language. Yet if you lose (or are born without) your sight or hearing, you can still have a wonderfully rich social existence. You can have friends, you can get an education, you can hold a job, you can start a family. But what would your life be like if you had never learned a language? Could you still have friends, get an education, hold a job, start a family? Language is so fundamental to our experience, so deeply a part of being human, that it’s hard to imagine life without it. But are languages merely tools for expressing our thoughts, or do they actually shape our thoughts?

Most questions of whether and how language shapes thought start with the simple observation that languages differ from one another. And a lot! Let’s take a (very) hypothetical example. Suppose you want to say, “Bush read Chomsky’s latest book.” Let’s focus on just the verb, “read.” To say this sentence in English, we have to mark the verb for tense; in this case, we have to pronounce it like “red” and not like “reed.” In Indonesian you need not (in fact, you can’t) alter the verb to mark tense. In Russian you would have to alter the verb to indicate tense and gender. So if it was Laura Bush who did the reading, you’d use a different form of the verb than if it was George. In Russian you’d also have to include in the verb information about completion. If George read only part of the book, you’d use a different form of the verb than if he’d diligently plowed through the whole thing. In Turkish you’d have to include in the verb how you acquired this information: if you had witnessed this unlikely event with your own two eyes, you’d use one verb form, but if you had simply read or heard about it, or inferred it from something Bush said, you’d use a different verb form.

Clearly, languages require different things of their speakers. Does this mean that the speakers think differently about the world? Do English, Indonesian, Russian, and Turkish speakers end up attending to, partitioning, and remembering their experiences differently just because they speak different languages? For some scholars, the answer to these questions has been an obvious yes. Just look at the way people talk, they might say. Certainly, speakers of different languages must attend to and encode strikingly different aspects of the world just so they can use their language properly.

Scholars on the other side of the debate don’t find the differences in how people talk convincing. All our linguistic utterances are sparse, encoding only a small part of the information we have available. Just because English speakers don’t include the same information in their verbs that Russian and Turkish speakers do doesn’t mean that English speakers aren’t paying attention to the same things; all it means is that they’re not talking about them. It’s possible that everyone thinks the same way, notices the same things, but just talks differently.

Believers in cross-linguistic differences counter that everyone does not pay attention to the same things: if everyone did, one might think it would be easy to learn to speak other languages. Unfortunately, learning a new language (especially one not closely related to those you know) is never easy; it seems to require paying attention to a new set of distinctions. Whether it’s distinguishing modes of being in Spanish, evidentiality in Turkish, or aspect in Russian, learning to speak these languages requires something more than just learning vocabulary: it requires paying attention to the right things in the world so that you have the correct information to include in what you say.

Such a priori arguments about whether or not language shapes thought have gone in circles for centuries, with some arguing that it’s impossible for language to shape thought and others arguing that it’s impossible for language not to shape thought. Recently my group and others have figured out ways to empirically test some of the key questions in this ancient debate, with fascinating results. So instead of arguing about what must be true or what can’t be true, let’s find out what is true.

Follow me to Pormpuraaw, a small Aboriginal community on the western edge of Cape York, in northern Australia. I came here because of the way the locals, the Kuuk Thaayorre, talk about space. Instead of words like “right,” “left,” “forward,” and “back,” which, as commonly used in English, define space relative to an observer, the Kuuk Thaayorre, like many other Aboriginal groups, use cardinal-direction terms — north, south, east, and west — to define space.1 This is done at all scales, which means you have to say things like “There’s an ant on your southeast leg” or “Move the cup to the north northwest a little bit.” One obvious consequence of speaking such a language is that you have to stay oriented at all times, or else you cannot speak properly. The normal greeting in Kuuk Thaayorre is “Where are you going?” and the answer should be something like ” Southsoutheast, in the middle distance.” If you don’t know which way you’re facing, you can’t even get past “Hello.”

The result is a profound difference in navigational ability and spatial knowledge between speakers of languages that rely primarily on absolute reference frames (like Kuuk Thaayorre) and languages that rely on relative reference frames (like English).2 Simply put, speakers of languages like Kuuk Thaayorre are much better than English speakers at staying oriented and keeping track of where they are, even in unfamiliar landscapes or inside unfamiliar buildings. What enables them — in fact, forces them — to do this is their language. Having their attention trained in this way equips them to perform navigational feats once thought beyond human capabilities. Because space is such a fundamental domain of thought, differences in how people think about space don’t end there. People rely on their spatial knowledge to build other, more complex, more abstract representations. Representations of such things as time, number, musical pitch, kinship relations, morality, and emotions have been shown to depend on how we think about space. So if the Kuuk Thaayorre think differently about space, do they also think differently about other things, like time? This is what my collaborator Alice Gaby and I came to Pormpuraaw to find out.

To test this idea, we gave people sets of pictures that showed some kind of temporal progression (e.g., pictures of a man aging, or a crocodile growing, or a banana being eaten). Their job was to arrange the shuffled photos on the ground to show the correct temporal order. We tested each person in two separate sittings, each time facing in a different cardinal direction. If you ask English speakers to do this, they’ll arrange the cards so that time proceeds from left to right. Hebrew speakers will tend to lay out the cards from right to left, showing that writing direction in a language plays a role.3 So what about folks like the Kuuk Thaayorre, who don’t use words like “left” and “right”? What will they do?

The Kuuk Thaayorre did not arrange the cards more often from left to right than from right to left, nor more toward or away from the body. But their arrangements were not random: there was a pattern, just a different one from that of English speakers. Instead of arranging time from left to right, they arranged it from east to west. That is, when they were seated facing south, the cards went left to right. When they faced north, the cards went from right to left. When they faced east, the cards came toward the body and so on. This was true even though we never told any of our subjects which direction they faced. The Kuuk Thaayorre not only knew that already (usually much better than I did), but they also spontaneously used this spatial orientation to construct their representations of time.

People’s ideas of time differ across languages in other ways. For example, English speakers tend to talk about time using horizontal spatial metaphors (e.g., “The best is ahead of us,” “The worst is behind us”), whereas Mandarin speakers have a vertical metaphor for time (e.g., the next month is the “down month” and the last month is the “up month”). Mandarin speakers talk about time vertically more often than English speakers do, so do Mandarin speakers think about time vertically more often than English speakers do? Imagine this simple experiment. I stand next to you, point to a spot in space directly in front of you, and tell you, “This spot, here, is today. Where would you put yesterday? And where would you put tomorrow?” When English speakers are asked to do this, they nearly always point horizontally. But Mandarin speakers often point vertically, about seven or eight times more often than do English speakers.4

Even basic aspects of time perception can be affected by language. For example, English speakers prefer to talk about duration in terms of length (e.g., “That was a short talk,” “The meeting didn’t take long”), while Spanish and Greek speakers prefer to talk about time in terms of amount, relying more on words like “much” “big”, and “little” rather than “short” and “long” Our research into such basic cognitive abilities as estimating duration shows that speakers of different languages differ in ways predicted by the patterns of metaphors in their language. (For example, when asked to estimate duration, English speakers are more likely to be confused by distance information, estimating that a line of greater length remains on the test screen for a longer period of time, whereas Greek speakers are more likely to be confused by amount, estimating that a container that is fuller remains longer on the screen.)5

An important question at this point is: Are these differences caused by language per se or by some other aspect of culture? Of course, the lives of English, Mandarin, Greek, Spanish, and Kuuk Thaayorre speakers differ in a myriad of ways. How do we know that it is language itself that creates these differences in thought and not some other aspect of their respective cultures?

One way to answer this question is to teach people new ways of talking and see if that changes the way they think. In our lab, we’ve taught English speakers different ways of talking about time. In one such study, English speakers were taught to use size metaphors (as in Greek) to describe duration (e.g., a movie is larger than a sneeze), or vertical metaphors (as in Mandarin) to describe event order. Once the English speakers had learned to talk about time in these new ways, their cognitive performance began to resemble that of Greek or Mandarin speakers. This suggests that patterns in a language can indeed play a causal role in constructing how we think.6 In practical terms, it means that when you’re learning a new language, you’re not simply learning a new way of talking, you are also inadvertently learning a new way of thinking. Beyond abstract or complex domains of thought like space and time, languages also meddle in basic aspects of visual perception — our ability to distinguish colors, for example. Different languages divide up the color continuum differently: some make many more distinctions between colors than others, and the boundaries often don’t line up across languages.

To test whether differences in color language lead to differences in color perception, we compared Russian and English speakers’ ability to discriminate shades of blue. In Russian there is no single word that covers all the colors that English speakers call “blue.” Russian makes an obligatory distinction between light blue (goluboy) and dark blue (siniy). Does this distinction mean that siniy blues look more different from goluboy blues to Russian speakers? Indeed, the data say yes. Russian speakers are quicker to distinguish two shades of blue that are called by the different names in Russian (i.e., one being siniy and the other being goluboy) than if the two fall into the same category.

For English speakers, all these shades are still designated by the same word, “blue,” and there are no comparable differences in reaction time.

Further, the Russian advantage disappears when subjects are asked to perform a verbal interference task (reciting a string of digits) while making color judgments but not when they’re asked to perform an equally difficult spatial interference task (keeping a novel visual pattern in memory). The disappearance of the advantage when performing a verbal task shows that language is normally involved in even surprisingly basic perceptual judgments — and that it is language per se that creates this difference in perception between Russian and English speakers.

When Russian speakers are blocked from their normal access to language by a verbal interference task, the differences between Russian and English speakers disappear.

Even what might be deemed frivolous aspects of language can have far-reaching subconscious effects on how we see the world. Take grammatical gender. In Spanish and other Romance languages, nouns are either masculine or feminine. In many other languages, nouns are divided into many more genders (“gender” in this context meaning class or kind). For example, some Australian Aboriginal languages have up to sixteen genders, including classes of hunting weapons, canines, things that are shiny, or, in the phrase made famous by cognitive linguist George Lakoff, “women, fire, and dangerous things.”

What it means for a language to have grammatical gender is that words belonging to different genders get treated differently grammatically and words belonging to the same grammatical gender get treated the same grammatically. Languages can require speakers to change pronouns, adjective and verb endings, possessives, numerals, and so on, depending on the noun’s gender. For example, to say something like “my chair was old” in Russian (moy stul bil’ stariy), you’d need to make every word in the sentence agree in gender with “chair” (stul), which is masculine in Russian. So you’d use the masculine form of “my,” “was,” and “old.” These are the same forms you’d use in speaking of a biological male, as in “my grandfather was old.” If, instead of speaking of a chair, you were speaking of a bed (krovat’), which is feminine in Russian, or about your grandmother, you would use the feminine form of “my,” “was,” and “old.”

Does treating chairs as masculine and beds as feminine in the grammar make Russian speakers think of chairs as being more like men and beds as more like women in some way? It turns out that it does. In one study, we asked German and Spanish speakers to describe objects having opposite gender assignment in those two languages. The descriptions they gave differed in a way predicted by grammatical gender. For example, when asked to describe a “key” — a word that is masculine in German and feminine in Spanish — the German speakers were more likely to use words like “hard,” “heavy,” “jagged,” “metal,” “serrated,” and “useful,” whereas Spanish speakers were more likely to say “golden,” “intricate,” “little,” “lovely,” “shiny,” and “tiny.” To describe a “bridge,” which is feminine in German and masculine in Spanish, the German speakers said “beautiful,” “elegant,” “fragile,” “peaceful,” “pretty,” and “slender,” and the Spanish speakers said “big,” “dangerous,” “long,” “strong,” “sturdy,” and “towering.” This was true even though all testing was done in English, a language without grammatical gender. The same pattern of results also emerged in entirely nonlinguistic tasks (e.g., rating similarity between pictures). And we can also show that it is aspects of language per se that shape how people think: teaching English speakers new grammatical gender systems influences mental representations of objects in the same way it does with German and Spanish speakers. Apparently even small flukes of grammar, like the seemingly arbitrary assignment of gender to a noun, can have an effect on people’s ideas of concrete objects in the world.7

In fact, you don’t even need to go into the lab to see these effects of language; you can see them with your own eyes in an art gallery. Look at some famous examples of personification in art — the ways in which abstract entities such as death, sin, victory, or time are given human form. How does an artist decide whether death, say, or time should be painted as a man or a woman? It turns out that in 85 percent of such personifications, whether a male or female figure is chosen is predicted by the grammatical gender of the word in the artist’s native language. So, for example, German painters are more likely to paint death as a man, whereas Russian painters are more likely to paint death as a woman.

The fact that even quirks of grammar, such as grammatical gender, can affect our thinking is profound. Such quirks are pervasive in language; gender, for example, applies to all nouns, which means that it is affecting how people think about anything that can be designated by a noun. That’s a lot of stuff!

I have described how languages shape the way we think about space, time, colors, and objects. Other studies have found effects of language on how people construe events, reason about causality, keep track of number, understand material substance, perceive and experience emotion, reason about other people’s minds, choose to take risks, and even in the way they choose professions and spouses.8 Taken together, these results show that linguistic processes are pervasive in most fundamental domains of thought, unconsciously shaping us from the nuts and bolts of cognition and perception to our loftiest abstract notions and major life decisions. Language is central to our experience of being human, and the languages we speak profoundly shape the way we think, the way we see the world, the way we live our lives.

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NOTES

1 S. C. Levinson and D. P. Wilkins, eds., Grammars of Space: Explorations in Cognitive Diversity (New York: Cambridge University Press, 2006).

2 Levinson, Space in Language and Cognition: Explorations in Cognitive Diversity (New York: Cambridge University Press, 2003).

3 B. Tversky et al., “ Cross-Cultural and Developmental Trends in Graphic Productions,” Cognitive Psychology 23(1991): 515–7; O. Fuhrman and L. Boroditsky, “Mental Time-Lines Follow Writing Direction: Comparing English and Hebrew Speakers.” Proceedings of the 29th Annual Conference of the Cognitive Science Society (2007): 1007–10.

4 L. Boroditsky, “Do English and Mandarin Speakers Think Differently About Time?” Proceedings of the 48th Annual Meeting of the Psychonomic Society (2007): 34.

5 D. Casasanto et al., “How Deep Are Effects of Language on Thought? Time Estimation in Speakers of English, Indonesian Greek, and Spanish,” Proceedings of the 26th Annual Conference of the Cognitive Science Society (2004): 575–80.

6 Ibid., “How Deep Are Effects of Language on Thought? Time Estimation in Speakers of English and Greek” (in review); L. Boroditsky, “Does Language Shape Thought? English and Mandarin Speakers’ Conceptions of Time.” Cognitive Psychology 43, no. 1(2001): 1–22.

7 L. Boroditsky et al. “Sex, Syntax, and Semantics,” in D. Gentner and S. Goldin-Meadow, eds., Language in Mind: Advances in the Study of Language and Cognition (Cambridge, MA: MIT Press, 2003), 61–79.

8 L. Boroditsky, “Linguistic Relativity,” in L. Nadel ed., Encyclopedia of Cognitive Science (London: MacMillan, 2003), 917–21; B. W. Pelham et al., “Why Susie Sells Seashells by the Seashore: Implicit Egotism and Major Life Decisions.” Journal of Personality and Social Psychology 82, no. 4(2002): 469–86; A. Tversky & D. Kahneman, “The Framing of Decisions and the Psychology of Choice.” Science 211(1981): 453–58; P. Pica et al., “Exact and Approximate Arithmetic in an Amazonian Indigene Group.” Science 306(2004): 499–503; J. G. de Villiers and P. A. de Villiers, “Linguistic Determinism and False Belief,” in P. Mitchell and K. Riggs, eds., Children’s Reasoning and the Mind (Hove, UK: Psychology Press, in press); J. A. Lucy and S. Gaskins, “Interaction of Language Type and Referent Type in the Development of Nonverbal Classification Preferences,” in Gentner and Goldin-Meadow, 465–92; L. F. Barrett et al., “Language as a Context for Emotion Perception,” Trends in Cognitive Sciences 11(2007): 327–32.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-linguagem-e-o-pensamento

Podcast Mayhem – 13 – Os Quatro Elementos da Magia

Neste Podcast, Frater Qos, Soror Tiamat, Marcelo Del Debbio e Rodrigo Grola conversam sobre os Quatro Elementos tradicionais do Hermetismo: Terra, Fogo, Água e Ar. O que são? qual sua origem simbólica? o que representam? quais as classificações dos elementos nas diversas vertentes? Existem variações sobre quais as atribuições de cada elemento na ritualística? aproveitamos o bate papo para falar um pouco sobre as ferramentas magísticas de cada Elemento e sobre o altar pessoal, um dos mais importantes instrumentos de um mago.

Podcast do Projeto Mayhem

E aproveite para escutar os outros 12 episódios também!

Faça parte do Projeto Mayhem!

#MagiaPrática #Podcast

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E não pisquem os olhos!

Dizem que os alquimistas queriam transformar chumbo em ouro. Há um certo mistério nesta transformação: segundo Lavoisier, “na Natureza nada se perde ou se cria, apenas se transforma”; então, poderíamos pensar, como diabos uma substância se torna outra?

Do que, afinal, é feita a Natureza? O que forma a realidade (ou o que conseguimos perceber da realidade)?

Segundo Aristóteles, a realidade nada mais é do que uma relação entre substância e estrutura. Para ele, nada existe que não seja uma combinação entre elas. A substância sem estrutura é o caos (o que, no pensamento grego, equivalia ao “nada” de onde surgiu o mundo); já a estrutura sem substância é mero fantasma do ser… Mas será mesmo?

Normalmente se diz que um espiritualista crê em “espíritos e coisas imateriais”, enquanto que um cientista materialista crê “somente na matéria”. Quando analisamos sob este ponto de vista, fica parecendo que os primeiros creem em coisas etéreas, e que os últimos creem em coisas sólidas. Entranho de pensar: foi exatamente a ciência moderna que minou completamente toda e qualquer ideia de “solidez da matéria”.

Hoje se sabe que num simples aperto de mão, se alguma parte de nossos átomos realmente se chocasse com os átomos de quem cumprimentamos educadamente, teríamos um drástico incidente nuclear do qual certamente não escaparíamos com vida. No fim das contas, somos formados por pequenos pedaços flutuantes de matéria que em realidade estão simplesmente “flutuando por aí”. A única coisa que os mantém juntos é a estrutura determinada pelas leis naturais… Mas, e quanto a substância?

Em 1844, Michael Faraday, observando que a matéria só podia ser reconhecida pelas forças que atuam sobre ela, indagou-se: “Que razão teríamos para supor que ela realmente existe?” [1]

No início do século XX a física descobriu que os próprios átomos, até então verdadeiros “arautos da solidez intrínseca da realidade”, eram, em essência, espaço vazio. Não muito tempo depois a mecânica quântica revelou ante a cientistas extremamente espantados que os constituintes subatômicos – elétrons, prótons e nêutrons, que formam os átomos – se comportavam mais como aglomerados de propriedades abstratas do que como usualmente são vislumbrados por nós leigos: pequeníssimas bolas de bilhar.

A cada nova casca da realidade desvelada pela ciência ficava mais claro que a cebola cósmica era formada por pura estrutura, enquanto que a substância em si foi se tornando cada vez mais teórica e cada vez menos empírica e observável. Segundo a teoria das cordas, a matéria poderia ser formada praticamente por pura geometria – mas uma “geometria” que tampouco pode ser detectada atualmente.

Em seu nível mais fundamental, a ciência descreve os elementos da realidade de um ponto de vista puramente relacional e estrutural, ignorando, em realidade, se existe ou não uma substância no final das contas. Ela pode nos dizer, por exemplo, que um elétron tem certa massa e certa carga, mas tudo o que isto nos informa é que o elétron tem a propensão de sofrer a ação de outras partículas e forças naturais de determinadas maneiras. Ela pode nos dizer que a massa equivale a energia, mas não nos informa efetivamente o que diabos é a energia senão uma quantidade numérica que, calculada da forma correta, se conserva igual através de todos os processos físicos do universo.

Conforme observou o filósofo Bertrand Russell em Análise da matéria (1927), “as entidades que constituem o mundo físico são como peças num jogo de xadrez: o importante é o papel de cada peça num sistema de regras que determinam como ela pode se mover, e não do que é feita tal peça”.

Talvez tenha sido John Wheeler, um físico americano, quem melhor descreveu a essência da realidade: uma cadeia estrutural de pura informação. Para se explicar melhor, ele cunhou a expressão “o it que vem do bit”. Em suas palavras: “Cada it – cada partícula, cada campo de força e até mesmo o próprio continuum espaço-tempo – deriva inteiramente sua função, seu significado, sua própria existência – mesmo que em alguns contextos indiretamente – de respostas induzidas por equipamento a perguntas sim ou não, escolhas binárias, bits. O it que vem do bit simboliza a ideia de que cada item do mundo físico tem no fundo – bem no fundo, na maioria dos casos – uma fonte e uma explicação imateriais; que aquilo que chamamos de realidade vem em última análise da colocação de perguntas sim-não, e do registro de respostas evocadas por equipamento; em resumo, que todas as coisas físicas são informacional-teóricas na origem.” [2]

Mas se as mentes mais racionais e científicas de nossa história recente nos dizem que em sua essência a realidade não passa se um fluxo de estruturas em constante mutação, sem qualquer substância subjacente, onde exatamente se encontra a antiga solidez do materialismo clássico? Onde existe, afinal, alguma substância?

Ora, a despeito de toda a metafísica presente na física moderna, há ainda uma parte do universo em que a sua explicação para a realidade ainda não penetra inteiramente: algo que se situa, ao menos em teoria, bem entre as nossas orelhas…

Para que a realidade pudesse ser explicada somente em termos de informação, seria necessário que nossa consciência e nossa subjetividade também o fossem. Dizem que os cientistas da computação estão muito próximos de criar simulações computacionais de processos mentais complexos, como “sentir dor com uma martelada no dedão” ou “sentir prazer com a vermelhidão e o perfume de uma rosa”. O filósofo John Searle, entretanto, se pergunta “porque alguém na plena possa de suas faculdades racionais suporia que uma simulação de processos mentais em computador de fato tivesse processos mentais?”.

Esta é uma longa discussão, mas o que sabemos atualmente é que a consciência e a subjetividade humanas permanecem absolutamente misteriosas, além do alcance da linguagem e de uma descrição puramente informacional… A consciência não se limita ao mero processamento de informações, a mera computação. Há algo mais, algo que utilizamos principalmente na leitura de poesia ou na contemplação de grandes peças de teatro, obras de arte, shows musicais ou, simplesmente, na observação de um jardim: a interpretação da Natureza.

Se o mundo não pode ser descrito somente por este ponto de vista absolutamente abstrato e metafísico da ciência moderna, há que se buscar onde há exatamente uma substância “palpável” por detrás de tanta teoria.

Ora, se em toda a vasta quantidade de informação do universo tudo o que se encontrou foi estrutura, é possível que a substância esteja, afinal, na própria mente que observa toda essa imensidão estrutural. Neste caso, é possível que toda a realidade – subjetiva e objetiva – seja constituída da mesma substância básica. Parece uma hipótese simples e atraente, além de maluca… Foi exatamente a esta hipótese que Bertrand Russell chegou em sua Análise da matéria. O mesmo disse Arthur Eddington (outro “Sir”) em The Nature of the Physical World (1928): “a substância do mundo é uma substância mental”.

É precisamente neste ponto que grandes cientistas e filósofos da modernidade se alinham novamente com o misticismo antigo, muito antigo, ainda que muitos sequer se deem conta disso.

Há milhares de anos houve um homem (ou talvez um mito, ou quem sabe um deus, o que neste caso não faz tanta diferença), chamado Hermes Trimegisto, que disse que “o Todo é mental”. Não foi a única coisa que disse que casa perfeitamente com a ciência moderna. Segundo ele, “o que está em cima é como o que está embaixo” – querendo dizer que as leis que regem o que está no alto do céu eram as mesmas que regem o que está aqui no solo onde pisamos; e “tudo vibra, nada está parado” – querendo dizer que, a despeito do que nossos sentidos nos dizem a todo momento, não há um só pedaço do seu corpo que esteja realmente parado no mesmo lugar. Quantos chutes e quantos acertos para Hermes, não?

A lição que parece restar disto tudo é que não importa, no final das contas, se queremos descrever a realidade através da filosofia de Aristóteles, da física de partículas aliada a mecânica quântica, ou do hermetismo antigo. O que importa é que estamos tentando descrever o que temos contemplado, espantados, há muitas e muitas eras. Que existe aí alguma substância, seja onde for, e ela não é o Nada, pois não existe o Nada.

Dizem os teístas que Deus criou o mundo à partir do Nada. Mas isto não é possível, nem mesmo para Deus – no fim, uma substância jamais se tornou outra, e Deus sempre foi o mesmo. Nunca houve a possibilidade da existência do Nada, nunca houve “0”, apenas “1”. Flutuações quânticas no vácuo não são o Nada; o tecido espaço-temporal ou o campo de Higgs não são o Nada; mesmo um espaço perfeitamente vazio, exatamente por estar “vazio” e “poder ser preenchido” não é o Nada. Não importa se ainda tateamos em meio a névoa metafísica de um universo puramente informacional onde catalogamos e computamos estrutura, sem jamais chegar a capturar qualquer substância: o fato é que existe Algo, e não Nada.

Seremos capazes de, algum dia, com toda nossa filosofia, ciência e espiritualidade, completar este tortuoso caminho de religação a esta tal substância? Seremos capazes de algum dia abrir os olhos e ver não os fótons de luz que refletem a estrutura da realidade, mas ver efetivamente a substância que faz com que ela exista?

Seja como for, neste dia, neste momento dourado, estejam atentos e não pisquem os olhos… Contemplem a substância que sempre aí esteve, que sempre existiu, estruturada de maneiras inefáveis e infinitas, dando forma a toda a vastidão informacional do Cosmos através de todo espaço e todo tempo… Contemplem com os olhos da alma, seja ela o que for…

E não pisquem os olhos!

***
[1] Esta e outras citações deste artigo foram retiradas de Por que o mundo existe?, de Jim Holt (Ed. Intrínseca).
[2] Citado em O universo inteligente, de James Gardner (Ed. Pensamento). O livro de Wheeler, de onde foi extraída a citação, é intitulado At home in the universe.

Um bit de informação equivale a menor unidade computacional que pode ser medida, ela pode assumir somente dois valores, tais como “0” ou “1”, “verdadeiro” ou “falso”, etc. Não confundir com bytes, que são conjuntos de bits (normalmente, 8 bits).

Crédito da foto: ever-look

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Caronte – Auto da Barca do Inferno

Publicado no S&H dia 17/jul/2008

There Chairon stands,
who rules the dreary coast –
A sordid god: down from his hairy chin
A length of beard descends,
uncombed, unclean;
His eyes, like hollow furnaces on fire;
A girdle, foul with grease,
binds his obscene attire

Dando continuidade ao quinto e último Psycopompo (Deus condutor das almas nos textos da Grécia Antiga), falarei brevemente sobre Caronte, o condutor das almas. Para quem pegou o barco andando, os outros quatro deuses que possuem livre trânsito no Reino Subterrâneo de Hades e representam interações do Plano Material com o Astral são: Thanatos, Hecate, Hermes e Morpheus.

Começarei esta matéria com um texto de um colega chamado Fernando Kitzinger, sobre a figura mitológica de Caronte.

Os gregos e romanos da antiguidade acreditavam que essa era uma barca pequena na qual as almas faziam a travessia do Aqueronte, um rio de águas turbilhonantes que delimitava a região infernal. O nome desse rio veio de um dos filhos do Sol e da Terra, que por ter fornecido água aos titãs, inimigos de Zeus (Júpiter), foi por ele transformado em rio infernal. As suas águas negras e salobras corriam sob a terra em grande parte do seu percurso, donde o nome de rio do inferno, que também lhe davam.

Caronte era um barqueiro velho e esquálido, mas forte e vigoroso, que tinha como função atravessar as almas dos mortos para o outro lado do rio. Porém, só transportava as dos que tinham tido seus corpos devidamente sepultados e cobrava pela travessia, daí o costume de se colocar uma moeda na boca dos defuntos. Segundo o mitólogo Thomas Bulfinch, ele “recebia em seu barco pessoas de todas as espécies, heróis magnânimos, jovens e virgens, tão numerosos quanto as folhas do outono ou os bandos de ave que voam para o sul quando se aproxima o inverno. Todos se aglomeravam querendo passar, ansiosos por chegarem à margem oposta, mas o severo barqueiro somente levava aqueles que escolhia, empurrando o restante para trás”.

Segundo a lenda, o barqueiro concordava apenas com o embarque das almas para as quais os vivos haviam celebrado as devidas cerimônias fúnebres, enquanto as demais, cujos corpos não haviam sido convenientemente sepultados, não podiam atravessar o rio, pois estavam condenadas a vagar pela margem do Aqueronte durante cem anos, para cima e para baixo, até que depois de decorrido esse tempo elas finalmente pudessem ser levadas.

A região onde o poeta latino Virgílio (70 -19 a.C.) situa a entrada da caverna que leva às regiões infernais, é um trecho vulcânico perto do vulcão Vesúvio, na Itália, todo cortado de fendas por onde escapam chamas impregnadas de enxofre, enquanto do solo se desprendem vapores e se levantam ruídos misteriosos vindos das entranhas da terra. Por outro lado, o rio Aqueronte, que desaguava no mar Jônio, tinha suas nascentes localizadas no pântano de Aquerusa, charco próximo a uma das aberturas que os antigos acreditavam conduzir aos infernos.

Também chamado Barqueiro dos Mortos ou Barqueiro dos Infernos, Caronte não é mencionado nem por Hesíodo nem por Homero, mas as referências que os mitólogos fazem a seu respeito geralmente o apresentam como um deus idoso, mas imortal, de olhos vivos, o rosto majestoso e severo; sua barba é branca, longa e espessa, e suas vestes são de uma cor sombria, porque manchadas do negro limo dos rios infernais. A representação mais comum que os pintores antigos dele fizeram, é de pé sobre a sua barca, segurando o remo com as duas mãos. Um mortal nela não podia entrar, a não ser que tivesse como salvo-conduto um ramo de acácia de uma árvore fatídica consagrada a Proserpina, divindade que raptada por Plutão, tornou-se rainha das regiões das sombras. A Sibila (profetisa) de Cumas deu um desses ramos a Enéias, herói lendário, quando este quis descer aos infernos para rever seu pai. Pretende-se que Caronte foi punido e exilado durante um ano nas profundezas do Tártaro, por ter dado passagem a Hércules na sua barca, sem que esse herói tivesse o magnífico e precioso ramo em seu poder.

O estudo das sepulturas gregas do século IV a.C. revela a existência de uma crença na vida além túmulo. As pinturas nos vasos mortuários mostram os vivos voltando ao túmulo para enfeitar a lápide com fitas, untá-la de óleo ou então para depositar oferendas como frutas, vasinhos de argila, coroas de louros. Algumas vezes os vivos estão conversando com o morto, enquanto este toca algum instrumento distraidamente. Estes vasos pintados mostram ainda a famosa barca de Caronte, divindade encarregada de transportar para o mundo subterrâneo as almas daqueles que já haviam morrido.

Caronte representa as Viagens Astrais ou Projeção da Consciência, a quinta maneira de interação entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos.
Projeção da Consciência é a capacidade que todo ser humano tem de projetar a sua consciência para fora do corpo físico. Essa experiência tem recebido diversas nomenclaturas, dependendo da doutrina ou corrente de pensamento que a mencione: Viagem Astral (Esoterismo), Projeção Astral (Teosofia), Experiência Fora do Corpo (Parapsicologia), Desdobramento, Desprendimento Espiritual ou Emancipação da Alma (Espiritismo), Viagem da Alma (Eckancar), Projeção do Corpo Psíquico ou Emocional (Rosacruz), Projeção da Consciência (Projeciologia), etc.
É sabido, desde a mais remota antigüidade, que a “Experiência Fora do corpo ” é um fato, envolvendo técnicas nítidas de cunho científico. Porém, devido ao desconhecimento sobre o assunto, grupos desinformados geraram fantasias sobre os “perigos” que envolveriam o processo, aliás inexistentes.

Desse desconhecimento advieram reservas e idéias errôneas, ficando o assunto restrito à uma minoria com pseudo controle e domínio de suas técnicas e conseqüências. Hoje, a “Projeciologia” insere-se na Parapsicologia como ciência adstrita, digna do maior crédito, contando com pesquisadores de vulto como Wagner Borges, Waldo Vieira, Sylvan Muldoon, Hereward Carington, Robert A. Monroe, entre tantos outros nacionais e internacionais, em vasta bibliografia.

A viagem astral (projeção astral ou projeção da consciência) consiste na exteriorização da consciência para fora do corpo físico ou definindo de outra forma, sair do corpo físico utilizando com veículo da consciência, o perispírito ou Duplo-Etérico.
Durante a noite, todos nós passamos, conscientemente ou não, por esta experiência. Dormir é necessário não somente para restaurar a vitalidade física como também para restaurar a vitalidade do corpo astral. O sono representa a desunião dos corpos astral e físico com a finalidade de “liberar” o duplo ou corpo astral, de modo que ele possa coletar energia e vitalidade de fontes astrais. Todos nós, quando dormimos, deixamos os nossos casulos físicos, e saímos em nossos corpos astrais . Os sinais e sensações desta saída do corpo você talvez já conheça. Uma sensação de entorpecimento, sensação de vibrações pelo corpo, ruídos estranhos que você escuta na hora de dormir, sensação de flutuar ou de aumento corporal. Lembra daquela sensação de queda que te acordou de repente, como se estivesse escorregando na cama? Quem ainda não teve o sonho vívido de voar? Quem de nós alguma vez já não sonhou que via um amigo distante, e logo depois recebia notícias suas, um telefonema ou uma carta do mesmo, que “coincidentemente” se lembrara de nós naquela mesma ocasião?
Será que você mesmo não se lembra daquela experiência aterradora em que se sentiu paralisado e pensou que havia morrido?

Estes são apenas uns poucos exemplos de fenômenos que estão ligados à Viagem Astral. Trata-se de um fenômeno absolutamente natural, que faz parte das capacidades inerentes a todo ser humano. Se você quiser também pode aprender a fazer viagens astrais conscientes.

Viagem Astral e Mitologia
A viagem astral é conhecida desde o início da nossa história. Ela faz parte da mitologia de muitas sociedades primitivas e relatos da mesma podem ser encontrados em todas as formações sociais. Provavelmente devido à perseguição religiosa, manteve-se oculta durante a Idade Média, sendo estudada e pesquisada em sociedades secretas, quadro que se manteve até o século XIX. Foi só em 1905 que, com a divulgação das projeções conscientes de Vincent Newton Turvey, na Inglaterra, pôde a viagem astral vir à público e se tornar matéria de estudos por pesquisadores do mundo inteiro. Mesmo assim ainda permanece muita ilusão à respeito do tema. Há quem pense que a capacidade de sair conscientemente do corpo seja uma capacidade restrita a seres altamente espiritualizados. Felizmente, nos dias atuais, o estudo da projeção astral não mais se restringe à nenhuma religião ou crença. Em qualquer livraria encontramos centenas de títulos dedicados ao tema (infelizmente a maioria lixo), mas a sua discussão pública tem permitido que um número cada vez maior de pessoas desenvolvam suas capacidades anímicas para realizá-la.

Psicossoma ou Duplo-Etérico
O Duplo-Etérico pode ser definido como contraparte extrafísica do corpo físico, ao qual se assemelha e com o qual coincide minuciosamente, parte por parte. É uma réplica exata do corpo físico em toda a sua estrutura. O Duplo-Etérico é constituído de matéria astral, que vibra numa freqüência mais sutil e é infinitamente mais refinada do que a matéria física que constitui o corpo físico. É normalmente invisível e intangível ao olhar e toque físicos. O Duplo-Etérico coincide com o corpo físico durante as horas em que a consciência está totalmente desperta. Mas, no sono, os laços que mantêm os veículos de manifestação unidos se afrouxam e o Duplo-Etérico se destaca do corpo físico. Essa separação é que constitui o fenômeno da projeção astral.
Normalmente, o Duplo-Etérico, quando projetado além do físico, mantém a forma daquele corpo, de modo que o projetor é facilmente reconhecido por aqueles que o conhecem fisicamente. Ele também é denominado de corpo astral, perispírito, duplo astral, corpo fluídico, etc.
O Duplo-Etérico é ligado ao corpo físico por um apêndice energético conhecido como cordão de prata.

Cordão de Prata
O Duplo-Etérico é ligado ao corpo físico por um apêndice energético conhecido como cordão de prata, através do qual é transmitida a energia vital para o corpo físico, abandonado durante a projeção. Em contrapartida, o cordão de prata também conduz energia do corpo físico para o Duplo-Etérico, criando um circuito energético de ida-e-volta. Esse interfluxo energético mantém os dois veículos de manifestação em relação direta, independentemente da distância em que o Duplo-Etérico estiver projetado. Enquanto os dois corpos estão próximos, o cordão é como um cabo grosso. À medida que o Duplo-Etérico se afasta das imediações do corpo físico, o cordão torna-se cada vez mais fino e sutil.
O cordão de prata também tem recebido diversas denominações: cordão astral, cordão fluídico, fio de prata, teia de prata, cordão luminoso, cordão vital, cordão energético, etc.
Um dos medos básicos do iniciante é o de que o cordão energético venha a se partir durante a projeção, acarretando, assim, a morte do corpo físico. Tal medo é infundado, pois isso não acontece. Por mais longe que o projetor estiver, o cordão de prata sempre o trará de volta para dentro do corpo físico. Também é impossível o projetor se perder fora do corpo ou não querer voltar ao físico. Para voltar, basta pensar firmemente no seu corpo físico e o retorno se dará automaticamente. É nesse instante que muitos projetores têm a sensação de queda e acordam assustados no corpo físico. É o famoso “sonhar que está caindo” que todos vocês já devem ter experimentado alguma vez.

O cordão de prata é um feixe de energias, um emaranhado de filamentos energéticos interligados. Quando ocorre a projeção, esses filamentos energéticos, que estavam embutidos em toda a extensão do corpo físico, projetam-se simultaneamente de todas as partes dele e se reúnem, formando o cordão de prata. Os principais filamentos energéticos são aqueles que partem da área da cabeça.

Como acontece
A Projeção pode ser involuntária ou voluntária.
Na projeção involuntária, a pessoa sai do corpo sem querer e não entende como isso aconteceu. Geralmente, a pessoa se deita e adormece normalmente. Quando desperta, descobre que está flutuando fora do corpo físico na proximidade deste ou à distância, em locais conhecidos ou desconhecidos. Em alguns casos, a projeção ocorre antes mesmo da pessoa adormecer. Na maioria das projeções involuntárias, a pessoa projetada observa seu corpo físico deitado na cama e fica assustada, imaginando que está desencarnada. Alguns projetores ficam tão desesperados que mergulham no corpo físico violentamente na ânsia de escapar daquela situação estranha. Outros pensam que estão vivendo um pesadelo e procuram, desesperadamente, acordar seu corpo físico. Entretanto, outras pessoas que se projetam involuntariamente se sentem tão bem nessa situação que nem se questionam sobre que fato é aquele, como ocorreu e porquê. A sensação de liberdade e flutuação é tão boa que nada mais importa para elas. Ao despertar no corpo físico, algumas imaginam que aquela vivência era um sonho bom. Muitos sonhos de vôo e de queda estão relacionados diretamente com a movimentação do Duplo-Etérico durante a projeção.
Existem as projeções voluntárias, nas quais a pessoa tenta sair do corpo pela vontade e consegue. Nesse caso, o projetor comanda o desenvolvimento da experiência e está totalmente consciente fora do corpo; pode observar seu corpo físico com tranqüilidade; viajar à vontade para lugares diferentes no plano físico ou extrafísico; encontrar com outros projetores ou com entidades desencarnadas. Pode voar e atravessar objetos físicos, entrando no corpo físico à hora que desejar.
Na projeção voluntária, a pessoa tem pleno conhecimento do que ocorre e procura desenvolver o processo à sua vontade. Na projeção involuntária, a pessoa não tem conhecimento do que ocorre e, por isso, tem medo da experiência. Esse medo está na razão direta da falta de conhecimento das pessoas sobre o fato em questão.

Sintomas
Ocasionalmente, o projetor pode sentir uma paralisia dos seus veículos de manifestação, principalmente dentro da faixa de atividade do cordão de prata. Essa paralisia é chamada de catalepsia projetiva ou astral. Não deve ser confundida com a catalepsia patológica, que é uma doença rara. Catalepsia projetiva pode ocorrer tanto antes quanto após a projeção.
Geralmente, ela acontece da seguinte maneira: a pessoa desperta durante a noite e descobre que não pode se mover. Parece que uma força invisível lhe tolhe os movimentos. Desesperada, ela tenta gritar, mas não consegue. Tenta abrir os olhos, mas também não obtém resultado.
Alguns criam fantasias subconscientes imaginando que um espírito lhe dominou e tolheu seus movimentos. Essa catalepsia é benigna e pode produzir a projeção se a pessoa ficar calma e pensar em flutuar acima do corpo físico. Ela não apresenta nenhum risco, pelo contrário, é totalmente inofensiva. Portanto, se você se encontrar nessa situação em uma noite qualquer, não tente se mover. Fique calmo e pense firmemente em sair do corpo e flutuar acima dele.
Não tenha medo nem ansiedade e a projeção se realizará. Caso não pretenda se arriscar e deseje recuperar o controle de seu corpo físico, basta tentar com muita calma mover um dedo da mão ou uma pálpebra, que imediatamente, readquirirá o movimento. Além da catalepsia projetiva, podem ocorrer pequenas repercussões físicas no início da projeção, principalmente nos membros. Muitas pessoas, quando estão começando a adormecer, têm a sensação de estar “escorregando ” ou caindo por um buraco e despertam sobressaltadas. Isso ” acontece devido a uma pequena movimentação do Duplo-Etérico no interior do corpo físico.

Estado vibracional
São vibrações intensas que percorrem o Duplo-Etérico e o corpo físico antes da projeção. Algumas vezes, essas vibrações se intensificam e formam anéis energéticos que envolvem os dois corpos. Ocasionalmente, o estado vibracional pode produzir uma espécie de zumbido ou ruído estridente que incomoda o projetor. Na verdade, essas vibrações são causadas pela aceleração das partículas energéticas do Duplo-Etérico, criando assim um circuito fechado de energias. Essas energias são totalmente inofensivas e têm como finalidade a separação dos dois corpos.

Tipos de Projeção
PROJEÇÃO CONSCIENTE – É aquela na qual o projetor sai do corpo e mantém a sua consciência lúcida durante todo o transcurso da experiência extra-corpórea.
PROJEÇÃO SEMICONSCIENTE – É aquela na qual a lucidez da consciência é irregular e o projetor fica sonhando fora do corpo, totalmente iludido pelas idéias oníricas.
PROJEÇÃO INCONSCIENTE – É aquela na qual o projetor sai do corpo totalmente inconsciente. É um sonâmbulo extrafísico. Infelizmente, a maioria dos encarnados está nessa situação. Em toda a projeção, os amparadores estão presentes assistindo e orientando o projetor, mesmo que ele não os perceba. Na maioria das vezes, eles ficam invisíveis e intangíveis ao projetor. A projeção em que o amparador ajuda o projetor a sair do corpo é denominada de Projeção Assistida.
PROJEÇÃO E SONHO – Muitas pessoas confundem projeção com sonho. Outras confundem sonho com projeção. As diferenças entre sonho e projeção são bem óbvias:
* No sonho, a consciência não tem domínio sobre aquilo que está vivenciando. É totalmente dominada pelo onirismo.
* Na projeção, a consciência tem pleno domínio sobre si mesma.
* No sonho, não há coerência.
* Na projeção, a consciência mantém o seu padrão normal de coerência, ou até mais ampliado.
* No sonho, a capacidade mental é reduzida.
* Na projeção, a capacidade mental é ampliada.

Benefícios da Projeção
* O projetor, fora do corpo, observa eventos físicos e extrafísicos, independentemente do concurso dos seus sentidos físicos.
* Nas horas em que o seu corpo físico está adormecido, o projetor observa, trabalha, participa e aprende fora do corpo.
* O projetor constata, através da experiência pessoal, a realidade do mundo espiritual.
* Pode encontrar com espíritos desencarnados, comprovando assim, para si mesmo, “in loco”, a sobrevivência da consciência além da morte.
* Pode substituir a crença pelo conhecimento direto, através da experiência pessoal.
* Pode ter a retrocognição extrafísica, isto é, lembrando de suas vidas anteriores e comprovando, realmente, por si mesmo, a existência da reencarnação.
* Pode prestar assistência extrafísica através de exteriorização de energias fora do corpo, para doentes desencarnados e encarnados.
* Pode fazer a desobsessão extrafísica.
* Pode encontrar com pessoas amadas fora do corpo.
* Pode adquirir conhecimentos, diretamente, com amparadores fora do corpo.

#ICAR

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/caronte-auto-da-barca-do-inferno

Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento

O Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento (CECP) é a primeira ordem esotérica estabelecida no Brasil, cujo propósito é estudar as forças ocultas da natureza e do homem e promover o despertar das energias criadoras latentes no pensamento humano. Desde sua fundação, a Entidade adotou como lema os princípios de Harmonia, Amor, Verdade e Justiça. Esses potentes ideais constituem as quatro colunas mestras que sustentam a filosofia de nossa Ordem e objetivam constituir a tônica de suas atividades.

Seguindo as normas traçadas desde a sua fundação, o Círculo Esotérico compõe-se de filiados sem qualquer discriminação de raça, credo, cor ou nacionalidade, os quais acham-se espalhados pelos mais diversos rincões de nosso país e do estrangeiro, e em grande parte agrupados em Centros de Irradiação Mental, ou Tattwas, sediados nas principais cidades do pai, todos se propugnando os mesmos ideais. Os seus associados se reúnem em obediência ao Ritual do Círculo, em sessões exotéricas todas as segundas-feiras e em sessões e em sessões esotéricas todo dia 27 de cada mês.

Da mensagem inicial que o patrono-fundador da Ordem dirigiu a todos os sócios e esoteristas cumpre destacar as seguintes palavras salutares:

“ Sendo o homem alguma coisa mais do que um simples animal que traja roupas, ele não é um joguete da causalidade, mas uma potência; é o criador e o destruidor da casualidade. Por meio de sua energia interior, o homem vencerá a indolência e entrará no Reino da Sabedoria. Então ele sentirá amor por tudo quanto vive e se constituirá num poder inexaurível para o bem de seu próximo. Oferecemos a energia que liberta a mente da ignorância, do preconceito e do erro.Queremos incutir valor para que se busque a verdade de todos os modos; amor pelo socorro mútuo; paz que sempre chega à mente iluminada e ao coração aberto, e a consciência de uma vida imortal”

O Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento:

Antonio Olívio Rodrigues, o idealizador e fundador do Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento, nasceu em Portugal a 7 de outubro de 1879, de origem humilde veio para o Brasil em 1890, quando tinha apenas 11 anos de idade. Trabalhando em várias profissões humildes com baixos salários, dedicava as poucas horas livres para melhorar seu grau de instrução escolar e também dedicava-se ao estudo do espiritualismo, magnetismo, astronomia, filosofia, etc.

Em 1902, com 23 anos, já havia constituído família. Uma certa noite, descansava após um dia de trabalho quando de súbito aflorou na mente uma luminosa inspirada em seus estudos espirituais. A princípio era apenas uma tímida idéia, mas ela foi crescendo e tornando-se cada vez mais nítida e consciente.

Nesta época as pesquisas psíquicas haviam acendido na França e em meados do século XIX irradiava seus clarões por toda Europa e América. As notáveis conferências pronunciadas pelo grande Vivekananda e por outros luminares no congresso das Religiões realizado em Chicago em 1893, a par das obras ocultistas de H.P.Blavatsky divulgadas desde 1877, foram logo traduzidas para o espanhol, o que as tornou mais acessíveis a A.O.R (Antonio Olívio Rodrigues) e outros estudiosos e pesquisadores.

PATRONOS:

Antonio Olívio Rodrigues, Prentice Mulford, Swami Vivekananda e Eliphas Levi.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/c%C3%ADrculo-esot%C3%A9rico-da-comunh%C3%A3o-do-pensamento

A Caixa de Fósforos de Prata

Tradução pelo V. Ir. Luiz Carlos de Mello

Em 22 de Outubro de 1897, o Ir. Major R.L.S. Badham, que estava ocupando a Cadeira (de VM na Emulation Lodge of Improvement), trabalhou o segundo grau de um modo descrito como, exemplar, pelo então Membro Sênior do Comitê (diretivo da Emulation Lodge of Improvement), o Ir. Robert Clay Sudlow, que atuava como Preceptor* naquela ocasião. Sudlow subsequentemente presenteou-o com uma caixa de fósforos de prata para marcar o êxito; ele também — às suas próprias expensas até que o restante do Comitê decidiu que ele deveria ser aliviado do ônus — deu presentes similares a outros Irmãos que chegaram à semelhante padrão. Em poucos anos isto se tornou um costume estabelecido, e um Irmão que trabalha uma cerimônia na Cadeira ( do Venerável Mestre) “sem a necessidade de auxilio ou correção” recebe uma caixa de fósforos de prata, com seu nome gravado na frente e atrás tendo por cabeçalho “E. L. OF I.” e abaixo a cerimônia trabalhada, junto com o ano (p.ex. “2º Grau & T.D. 1975”).

Se o Irmão posteriormente trabalhar uma cerimônia diferente sem correção, será igualmente gravada, e se ele trabalhar as quatro cerimônias sem correção, as palavras “COMPLETE RECORD” é adicionada ao final da lista. O requisito para qualificação é que a cerimônia deve ser trabalhada pelo Mestre sem quaisquer erros quer em
palavras quer em ações.

Até o momento, 355 Irmãos receberam a caixa de fósforos, dos quais 120 obtiveram o registro completo.

Não há dúvida de que durante anos muitos Irmãos foram motivados a trabalhar na Emulation Lodge of Improvement com vistas a receber esta honra incomum. Entretanto, eles não devem ignorar que a caixa de fósforos é apenas uma indicação estrita de precisão; ela nada diz sobre a qualidade ou solenidade da cerimônia. Muitas cerimônias de
fraseado perfeito podem apenas ser descritas como sem imaginação, enquanto por outro lado muitos Irmãos cuja obtenção da caixa de fósforos foi questionada até o final de seus dias na Emulation Lodge trabalharam cerimônias inspiradoras das quais qualquer um poderia com justiça se orgulhar.

* Preceptor é um Irmão Past Master com muita experiencia e conhecimento do Ritual, que atua instruindo e corrigindo os Irmãos que estão trabalhando no ensaio ou Loja de Instrução.

Referencias bibliográficas.
– SISTEMA DE EMULAÇÃO ATUALIZADO pelo V. Ir. G.F. REDMAN. 1ª Edição – 2007.

http://emulationloi.org/silvermatchbox/

#Maçonaria

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/a-caixa-de-f%C3%B3sforos-de-prata