21 Milhões de Conspiradores e o Primeiro Ciclo!

21-milhoes

Acabamos de chegar à marca de 21 milhões de Pageviews neste blog… Nada mal para um blog de hermetismo e espiritualismo no país das olimpíadas … Como de costume, para quem gosta dos números ou estava procurando pelos links de tudo o que fazemos, ao todo, nesta caminhada desde 7/5/2008, foram exatos 3.000 posts publicados e 48.500 comentários. Temos 4.787 followers no twitter , 20k subscribers no Facebook e até mesmo uma Conta no Instagram onde publico pequenas dicas de magia prática.

Post sobre como tudo começou.

Nosso Projeto de Hospitalaria está funcionando perfeitamente e passamos de 5 mil mapas astrais, 3 mil sigilos e 1.200 Mapas Sephiroticos (aproximadamente 14.500 cestas básicas ou equivalente distribuídas em 8 anos).

O Primeiro Ciclo do Blog está para ser finalizado, com a publicação de um dos mais importantes livros de Kabbalah Hermética em língua portuguesa. E fechando este ciclo, informo que em algum tempo estarei encerrando o Mayhem para dar início a outro fórum mais fechado de discussões. O Projeto Mayhem nasceu com o TdC e era um fórum aberto onde qualquer um poderia se inscrever e conversar sobre Hermetismo. Para esta segunda etapa do Blog, teremos um fórum mais restrito, para quem já tem uma base de conhecimentos no assunto. Deixaremos o Grupo do Facebook para assuntos mais gerais.

Ao longo destes sete anos (incluindo o TdC S&H que completou 8 anos em 7/Agosto/15), perdi a conta de quantas pessoas conseguimos iniciar nos estudos da Kabbalah, Astrologia, Tarot, Runas e Magia Prática, sem contar os leitores que se filiaram à FRA, AMORC, Lectorium, OKRC, CALEN, AA, SCA, CIH, Demolay, Eubiose, Circulo Egregore, Casa do filósofo, Pró-Vida, Sirius-Gaia, Gnose, Martinismo ou Maçonaria graças ao blog.

O Raph Arrais editou o Grande Computador Celeste que contém os 70 primeiros textos do TdC, distribuido em pdf gratuito ou versão impressa, e o PH gravou comigo um Curso Básico gratuito de Exercícios Herméticos. Não tem desculpa para não começar a estudar e praticar!

Fazemos anualmente uma das maiores correntes de meditação no Sefirat Ha Omer aqui no Brasil, três Encontros do Blog, ajudamos em quatro Simpósios Brasileiros de Hermetismo (o V Simpósio ja confirmado para 2016) e temos conseguido organizar cursos presenciais pelo menos uma vez por mês. No início de 2015 começamos o primeiro Curso de Kabbalah em Ensino à Distância, logo em seguida, com o resultado do primeiro curso, gravamos o curso de Astrologia Hermética, Geomancia e o Curso Completo de Tarot, levando os estudos de Hermetismo a quem mora longe dos grandes centros urbanos.

E, como se não bastasse, reimprimimos o Tarot da Kabbalah Hermetica, feito em parceria por mim e pelo talentoso artista Rodrigo Grola, a nova impressão da Enciclopédia de Mitologia e os Posteres do Lamen e da Árvore da Vida.

Emplacamos um cardgame de protesto Pequenas Igrejas, Grandes Negócios! que foi notícia até na Playboy, Folha e Gizmodo e três Livros de Hermetismo para crianças, As Aventuras de Lilith, “As Aventuras de Isis” e “As Aventuras de Hércules”.

E agora iniciamos um novo ciclo, com mais novidades…

Sucesso é a Única Possibilidade!

#Blogosfera

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/21-milh%C3%B5es-de-conspiradores-e-o-primeiro-ciclo

Jesus no Pé de Goiaba e o Tao

Por Gilberto Antônio Silva

Há pouco tempo vimos com assombro a repercussão negativa de um desabafo da então futura Ministra de Mulheres, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, contando sua infância sofrida e a salvação pro meio de uma experiência mística. Aos seis anos de idade ela foi estuprada por um pastor, que prosseguiu no ato repetidamente por dois anos. Outro abusou sexualmente dela, mais tarde. Aos 10 anos ela resolveu se matar e subiu em uma goiabeira onde costumava ir chorar para ninguém ver. Estava com “chumbinho”, veneno de ratos. Nesse momento ela viu Jesus e o saquinho de veneno caiu de suas mãos.

Um relato trágico que, no entanto, foi motivo de chacota pelas redes sociais por conta de sua visão de Jesus. Algumas pessoas, quando souberam a história inteira, se calaram e passaram a respeitar a dor dessa corajosa mulher nordestina, que apesar dessa dor que ainda sente, não cala seu relato de modo a trabalhar em prol das crianças que sofreram o mesmo tipo de abuso e a evitar futuros casos.

Outras preferiram ignorar a história dessa mulher e focar apenas na visão de Jesus, considerada por ela como um “amigo imaginário” de sua infância, como prova de problemas mentais e fanatismo religioso. Sim, ela é cristã e evangélica, logo deve ter um “parafuso solto” e estar pronta para “oprimir o povo”. Sim, eu tive que ler essas coisas. Além de ter tido a visão e ser cristã/evangélica, ela será ministra do Presidente Bolsonaro, um pecado superior a todos os demais.

Notei, especialmente no meio acadêmico, especial rejeição à experiência da futura ministra. Um de meus colegas de universidade postou o seguinte comentário, ao saber dos abusos:

Agora faz sentido o relato histérico dela sobre Jesus. Deve ser estresse pós traumático devido ao abuso. Ela precisa de ajuda.

Outros compartilharam da ideia de que uma experiência religiosa é apenas “alucinação” ou “viagem”. Nada de novo, por certo. A visão acadêmica materialista que domina o meio intelectual se choca terminantemente com qualquer tipo de ação ou conhecimento que não se origine do mundo físico, palpável, facilmente escrutinado com os cinco sentidos ordinários. Mas possuir essa percepção materialista e cética, no sentido coloquial, do mundo é a atitude mais fácil e confortável. Ora, é muito simples que se admita apenas o que podemos perceber diretamente e que se ignore (ou se negue) a possibilidade de existência de alguma coisa fora disso. Um peixe pode enxergar o mundo dessa forma.

Essa percepção parte de outra ideia fixa, a de que a ciência é a única maneira real de se conhecer o mundo, o que é inteiramente falso. É apenas uma delas. O interessante é que um dos argumentos mais utilizados para demonstrar a superioridade da ciência é que ela pode ser provada por ser precisa. Ora, a ciência é precisa justamente porque é limitada, opera dentro de uma caixa de leis e regulamentos. Dentro dessa caixa ela é soberana e procura explicar tanto qualitativamente quanto quantitativamente o que nos cerca. Mas não explica tudo.

Outro modo de se conhecer o mundo são as religiões, incluindo e destacando as de cunho oriental que são alicerçadas em uma filosofia própria com sustentação na experiência e na percepção pessoal. E aí se afigura um dos grandes problemas com esse conhecimento: as experiências são PESSOAIS. Uma pessoa precisa estudar e praticar determinados exercícios e meditações, muitas vezes por décadas, até que se comece a adquirir essa faculdade de contato com o que eu chamo de “invisível” (escrevi alguns artigos sobre isso anteriormente).

Se um desses céticos chegar a um Yogue que teve uma experiência com o divino e exigir “prove!”, ele será direcionado a estudar e executar as mesmas práticas que o Yogue fez para tentar obter a mesma experiência. Mas poucos estão propensos a fazer isso e mais: de mente aberta. Essa é uma condição inegociável. Mesmo assim, podem não chegar à mesma experiência que o Yogue ou ter uma outra inteiramente diferente. Porque essa relação com o invisível é PESSOAL.

Então a Ministra Damares teve uma mera alucinação? É possível. Ela teve uma experiência transcendente verdadeira? É possível também. O problema é que a ciência não consegue separar os dois casos, pois tanto a alucinação quanto as visões verdadeiras estão situadas em uma mesma região do córtex cerebral, responsável pela capacidade visual. Daí as pessoas “verem” Buda, Jesus, Laozi, Nossa Senhora, etc. O mecanismo visual é o mesmo que usamos na vida cotidiana.

Esse tipo de experiência transcendente é bastante comum em religiosos, profetas e grandes líderes espiritualistas.

O Cristianismo está repleto de relatos deste tipo, como as famosas visões em Fátima. Mesmo na China, uma visão de Nossa Senhora aterrorizou grupos armados que queriam destruir uma igreja católica em 1900, preservando a construção e seus fiéis. No Islamismo, Muhammad recebeu revelações de Deus (Allah) através da visão do Arcanjo Gabriel, que foram depois transcritas por seus discípulos no texto conhecido como Quran, que é o texto central do Islã.

Zhang Daoling, estudioso do Taoismo, teve uma visão divina no ano de 142. Laozi apareceu para ele como a divindade Taishang Laojun, que lhe passou o Zhengyi Meng Wei (“Doutrina da Poderosa Comunidade da Unidade Ortodoxa”). Zhang assumiu o título de Mestre Celestial e fundou o ramo Zhengyi do Taoismo religioso, a primeira vez em que o Taoismo assumia caráter de religião. Esse ramo taoista ainda existe hoje e é um dos principais, tendo o atual Mestre Celestial radicado em Taiwan.

Embora esse tipo de experiência possa ser de grande valor, nem sempre é indicativo de elevação espiritual, como atestam mestres indianos, chineses e japoneses. Conta-se que um discípulo Zen obteve uma visão de Buda durante uma meditação. Correu a contar ao seu Mestre, acreditando tratar-se de grande avanço no caminho. O Mestre olhou com condescendência para o discípulo e comentou: “Continue meditando, isso passa”. A perspectiva de que algumas dessas experiências sejam consideradas como uma distração do Caminho e não um conhecimento real mostra a seriedade e o domínio desse tipo de conhecimento nas escolas orientais. Mas é necessário ter passado pela mesma experiência ou outra similar para poder orientar outros a respeito de sua validade.

Esse tipo de experiência muitas vezes envolve a fé, que nada mais é do que uma forma de conhecimento. Fé não é mera crença, como entendem os céticos e materialistas. Você pode acreditar ou não em Papai Noel, em Disco Voador ou no Saci Pererê. Mas fé é CERTEZA. Essa é a força da fé: ela não parte de mero conhecimento superficial, mas começa quando se apreende uma Verdade completamente, com o corpo e o espírito. Falamos, obviamente, de fé verdadeira e não do mero autoengano que não passa de conhecimento superficial. A fé parte de dentro, do coração, de algo maior e inunda todo o seu ser.

Paramahansa Yogananda afirmou certa vez: “a fé significa ampliar a sua percepção intuitiva da presença de Deus dentro de você e não contar com a razão como a sua principal via de conhecimento”. Vemos que fé é conhecimento além da razão, o que não significa que não faça sentido, mas que não pode ser compreendida apenas com o intelecto. Por conta disso, não pode ser explicada racionalmente, assim como as visões e contatos com o Divino. É um conhecimento que compreendemos perfeitamente, mas que não podemos explicar apenas através do intelecto.

Laozi solta essa bomba logo nas primeiras linhas do primeiro capítulo do Daodejing:

“O Tao que pode ser expresso não é o Tao constante

O nome que pode ser enunciado não é o Nome constante”

O Tao é o nome do inominável, é algo muito além do plano intelectual, que possui as limitações do mundo físico. Não significa que não pode ser compreendido, mas que não pode ser explicado de modo racional-analítico. Mais ainda: se você puder explicar, não é o Tao! É necessário que se apreenda esse conhecimento diretamente, a partir de fontes não materiais.

Diante disso tudo, percebemos que não podemos efetuar um julgamento intelectual ou moral da visão de Damares, mas apenas analisar o resultado disso – sua sobrevivência para lutar por outras crianças nas mesmas condições. Acredito que toda experiência transcendente deve ser analisada pelo seu resultado, e não se prender apenas na discussão de sua autenticidade visto que é uma experiência pessoal não acessível ou reproduzível por outros. Sabemos o que aconteceu com as visões de Fátima, de Muhammed e de Zhang Daoling. O conhecimento transmitido ainda hoje impacta nosso mundo de maneira profunda. Não é algo que pode ser menosprezado.

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Gilberto Antônio Silva é Parapsicólogo, Terapeuta e Jornalista. Como Taoista, é um dos mais importantes pesquisadores e divulgadores no Brasil dessa fantástica cultura chinesa através de cursos, palestras e artigos. É autor de 14 livros, a maioria sobre cultura oriental e Taoismo. Sites: www.taoismo.org e www.laoshan.com.br

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/jesus-no-p%C3%A9-de-goiaba-e-o-tao

Chakras, Kundalini e Tantra parte 3 ½

Em primeiro lugar, queria agradecer as visitações e os links que vocês estão colocando para cá em seus blogs. Coloquei um título mais complicado para ver quanto estavam atraídos apenas pelas “pirâmides e atlantes” e quantos estavam dispostos a acompanhar a coluna a sério e me surpreendi. Agradeço também o pessoal que começou a comentar os textos em seus blogs e debater com os amigos os textos que encontram aqui.

Fiquei impressionado por ter visto esta mencionada coluna até em um blog de surfe! Aliás, queria comentar para este leitor que SIM, a sensação que você tem quando sai do mar depois de surfar, de “paz profunda” em relação ao oceano, é a mesma que os fiéis têm após sair de um culto, os monges após meditarem ou as dançarinas após suas grandes apresentações. É o contato com seu Deus Pessoal, o seu “religare” atuando.

Outra coisa: A coluna desta semana está incompleta. Consegui responder uns 60% das perguntas mas o tempo livre no final de semana foi praticamente zero. As pessoas sempre me perguntam como é fazer parte ativamente de várias ordens iniciáticas. Bem… normalmente dá pra conciliar tudo, exceto em Solstícios e Equinócios. E este final de semana foi Beltane.

Ph, L8cant, Zatraz, Zek, Darkshi – De novo a questão das “provas materiais para os espíritos”? hehehe sério… já deve ser a terceira ou quarta semana seguida… qual parte vocês ainda não entenderam do “esta coluna não possui a necessidade de convencer ninguém de nada”? Eu SEI perfeitamente que estou prejudicado em relação a arrumar “provas” de muitas coisas que escrevo aqui, porque a maioria dos fenômenos envolvendo estas N dimensões não pode ser reproduzido ao bel prazer em quaisquer condições e muitas outras coisas eu estou impedido de comentar.

Quer acreditar acredita, não quer, azar o seu…

Sempre que se fala nesse tipo de fenômeno e suas medições, é necessária a colaboração de um grupo no Plano Material com alguém (ou alguma entidade) no Astral/Extrafísico disposto a colaborar. É muito diferente de jogar uma moeda e ver ela cair para testar a gravidade. Para fazer uma mesa flutuar é necessário que haja alguém “do outro lado” para empurrá-la para cima e fazer com que esta força atue no plano material (não é porque a cadeira “flutua” que as leis da física deixaram de valer!!! Alguém EMPURRA a cadeira para cima no astral e faz esta força ser transferida para o Plano Material). Para fazer com que um médium psicografe uma carta, é obrigatório que haja alguém “do outro lado” para se conectar aos seus chakras e escrever a carta e assim por diante.

Vamos fazer uma brincadeira hipotética. Suponha que o Darkshi e o Zek morram hoje. De acordo com as minhas teorias (que não são “minhas”; elas já existem há 10.000 anos… mas enfim… ), você vão permanecer no seu estado astral/mental mantendo a MESMA forma física que possuíam, mas agora em um estado de vibração que os aparelhos da ciência moderna não são capazes de detectar, vagando por ai (vulgo “fantasmas”).

Como vocês mantém suas inteligências questionadoras, imagino que a primeira coisa que vocês vão fazer quando perceberem esta nova realidade é pensar “caraca, o DD estava certo!” e começar a estudar a sua nova condição. Talvez tentar mexer alguma coisa, conversar com alguém (e não vão conseguir, a menos que tenham a sorte de encontrar alguém com mediunidade próximo de vocês), então o que vocês fariam em seguida?

Boa parte do gado quando morre faz o que adoraria fazer quando descobre que são intangíveis e invisíveis… vão aos motéis espionar as pessoas (é… estou falando sério… vocês não tem noção como estes ambientes são podres astralmente). Outros ficam rondando as igrejas, outros ficam rondando os entes queridos, visitando boates, controlando as ex-namoradas, tentando se vingar dos que aprontaram com ele… etc.

Mas vocês são questionadores… cientistas… então provavelmente procurariam uma maneira de passar as experiências que vocês adquiriram para outros cientistas (estou lembrando que, para vocês, esta vai ser a “novidade científica mais importante que vocês já descobriram” ) mas… como fazer isso?

Mais cedo ou mais tarde, vocês vão lembrar das coisas que aquelas pessoas que vocês ridicularizavam falavam e vão ter de se dirigir até algum centro espírita ou rosacruz (se vocês foram até uma Igreja evangélica, é possível que acabem até apanhando dos pastores no desencapetamento… definitivamente não é uma boa idéia).

Em um centro kardecista, vocês conseguirão encontrar algum médium e ele pode até psicografar uma carta de vocês… mas o que vocês escreveriam? Coisas pessoais para não deixar dúvidas que são vocês que estão escrevendo… endereçadas para uma irmã que seja espírita ou alguém que vai “acreditar”, afinal, de nada vai adiantar mandar estas cartas para o Kentaro ou para o Zatraz ou para os céticos S/A, pois eles vão achar que é algum truque dos “espiritualistas picaretas”. Você até pode convencer sua mãe ou sua irmã, mas o resto da humanidade vai continuar achando que elas são loucas de acreditar nessas besteiras.

Eventualmente algum laboratório rosacruz ou kardecista ou teosófico no astral vai achar vocês e convida-los para estudar estes fenômenos junto com outros cientistas desencarnados. E as informações que vocês tiverem (já que, como céticos, vocês se dedicaram MUITO mais aos detalhes da física do que alguém como eu, que sou ocultista, por exemplo) vão ser úteis para os trabalhos deles. Em algum tempo, vocês estarão trabalhando junto com os membros das ordens secretas, só que “do outro lado” hehehe.

Supondo por hipótese que vocês mantenham suas consciências e inteligências após sua morte, eu narrei alguma coisa absurda? Vocês fariam algo diferente do que eu disse acima?

Bom… este médium AQUI psicografou cerca de 15.000 cartas nestas mesmas condições que eu descrevi, com centenas de testes grafológicos atestando a identidade dos espíritos. O Chico Xavier eu não faço idéia de quantas cartas ele já psicografou e o Waldo Vieira e suas equipes também escreveram outra tonelada de cartas nas mesmas condições, só para ficar em 3 exemplos (entre milhares)… E engraçado que MESMO assim eles não possuem credibilidade nos ditos “meios científicos”. Somando tudo podemos passar fácil de 100.000 experimentos documentados que foram IGNORADOS… cem mil experimentos!!!

Parafraseando Richard Dawkin, “Books about reencarnation are believed not because they are holy. They are believed because they present overwhelming quantities of mutually buttressed evidence”. E, assim como Richard Dawkins, “We believe in reencarnation because the evidence supports it, and we would abandon it overnight if new evidence arose to disprove it”.

A pergunta realmente importante que vocês deveriam estar se fazendo é… POR QUE as “otoridades” insistem em tratar estes assuntos como crendices, absurdos, alucinações, charlatanismo e seitas? A resposta chama-se CONTROLE DO GADO… E não pense que são apenas os ocultistas que são ferrados pelas “otoridades”. Se os céticos tivessem um mínimo de poder, você acha mesmo que coisas como “ensinar criacionismo nas escolas” seriam debatidas da maneira como são?

Entendem por que eu não dou a mínima se vocês acreditam no que eu estou escrevendo ou não?

Porque não faz diferença. Mais cedo ou mais tarde, vocês estarão do meu lado.

E o mais divertido é que em nenhum caso eu vou precisar convencer ninguém de nada…

Se vocês tiverem grana, eu recomendo este livro: 700 experimentos em Conscienciologia, de Waldo Vieira, com mais de mil páginas documentando e comentando muitos dos experimentos que eles realizaram ao longo de 40 anos (que totalizam mais de 100.000 páginas de material documentado disponíveis nas bibliotecas do IPPC). Se você está mesmo disposto a se questionar, este livro é muito mais indicado, pela abordagem científica que ele possui. Caso contrário, vai continuar subestimando os ocultistas e cair no mesmo erro babaca de 99,99% dos ateus/céticos que acham que o espiritualismo parou no século XIX com Kardec.

E, para os outros leitores, peço que evitem comentários agressivos contra eles, pois tanto o Zatraz quanto o Zek e o Darkshi têm mantido a educação e defendido de maneira racional e objetiva o ponto de vista deles… se mesmo depois de toda a argumentação, eles não acreditarem em uma vírgula do que eu escrevi, É UM DIREITO DELES e, como eu disse, não faz a menor diferença para mim.

Darkshi – Sobre o auxílio dos ocultistas para a paz e harmonia. É impossível ajudar quem não quer ser ajudado. Um exemplo simples: estes dois exercícios que eu passei abaixo, especialmente o dos chakras. Se eles fossem feitos pelas crianças das escolas públicas e particulares todos os dias, antes das aulas, elas estariam equilibradas física, mental e espiritualmente e os rendimentos acadêmicos (concentração, imaginação, retenção do que foi estudado) aumentariam consideravelmente. Elas também estariam muito menos sujeitas à doenças e stress (o que significa menos faltas, menos gastos com remédios e melhor disposição física para brincar), diminuição da agressividade e uma visão mais harmoniosa do universo ao seu redor. Tudo isso em troca de menos de 10 minutos de meditação (já comprovados por 5.000 anos de uso na China e Índia).

Mas… todos nós sabemos o que aconteceria se alguém propusesse estes exercícios nas escolas, não é mesmo?

Bolívar – Sim, este SITE que você recomendou também é bem legal sobre projeções astrais conscientes.

Cristian – o problema em fornecer mais links da internet é que são muito poucos os confiáveis. A imensa maioria (pra não dizer tudo) que eu pesquiso para esta coluna vem dos livros, não da net. Quando eu coloco um link, é porque já fucei no site e o conteúdo considerei decente, mas na medida do possível, o que der pra colocar de referências eu estou colocando.

Rodrigo, Spyke, Danilo – Maçonaria, Kabbalah… Chegaremos lá. Mais um pouco de paciência.

Kid Heinrich – Oitavas – Você está na oitava que você quer estar. “Subir” nas oitavas depende exclusivamente do seu empenho em autoconhecimento e sua vontade de evoluir moralmente e espiritualmente. Mas claro que isso exige uma boa dose de autocrítica, humildade e vontade de corrigir e melhorar o seu EU interior… esse é o trabalho da Alquimia… lapidar sua pedra bruta até que o chumbo do ego se torne o ouro da essência.

Numlock – As barras são de aço CA50, com meia polegada de diâmetro, usado em armaduras para concretagem de lajes e colunas. Você compra com 12m e manda cortar em 6 barras com 2m de comprimento.

Chitão – Proporção Áurea – chegaremos nisso com os Pitagóricos.

#Chakras #Tantra

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/chakras-kundalini-e-tantra-parte-3

Símbolos, Fórmulas Mágicas e Rituais (Parte 4)

Por: Colorado Teus

Esta é uma série de textos que começou com Breve introdução à Magia, depois definimos nossos termos técnicos em Signos e então falamos sobre a precisão das divisões entre os planos em A Percepção e a Evolução.

No capítulo passado sugeri uma experiência de organização e consagração do mundo físico, de modo a alterar o mundo das ideias, o mundo formativo, ou Yetzirah. Fazendo uso da capacidade do ser humano em perceber diferentes padrões, modificamos o ambiente de maneira a estabelecer um padrão que, sempre que entrarmos em tal ambiente, nossa consciência será levada a ele, de certa forma começamos a ter um domínio sobre nossos pensamentos utilizando o mundo físico para modificá-los.

Separei um trecho do livro “O Poder do Mito”, que é uma entrevista com Joseph Campbell, um dos melhores pesquisadores que o mundo já teve na área de mitologia comparada, para poder terminar de esclarecer sobre o ponto do experimento do último capítulo:

“MOYERS: Como transformamos nossa consciência?

CAMPBELL: Depende do que você esteja disposto a pensar a esse respeito. E é para isso que serve a meditação. Tudo o que diz respeito à vida é meditação, em grande parte uma meditação não intencional. Muitas pessoas gastam quase todo o seu tempo meditando de onde vem e para onde vai o seu dinheiro. Se você tem uma família para cuidar, preocupa-se com ela. Essas são todas preocupações muito importantes, mas, na maior parte dos casos, têm a ver apenas com as condições físicas. Como você pode transmitir uma consciência espiritual às crianças se você não a tem para você mesmo? Como chegar a isso? Os mitos servem para nos conduzir a um tipo de consciência que é espiritual.

Apenas como exemplo: eu caminho pela Rua 51 e pela Quinta Avenida, e entro na catedral de St. Patrick. Deixei para trás uma cidade muito agitada, uma das cidades economicamente mais privilegiadas do planeta. Uma vez no interior da catedral, tudo ao meu redor fala de mistérios espirituais. O mistério da cruz – o que vem a ser, afinal? Vejo os vitrais, responsáveis por uma forte atmosfera interior. Minha consciência foi levada a outro nível, a um só tempo, e eu me encontro num patamar diferente. Depois saio e eis-me outra vez de volta ao nível da rua. Ora, posso eu reter alguma coisa da consciência que tive quando me encontrava dentro da catedral? Certas preces ou meditações são concebidas para manter sua consciência naquele nível, em vez de deixá-la cair aqui, o tempo todo. E, afinal, o que você pode fazer é reconhecer que isto aqui é apenas um nível inferior ao daquela alta consciência. O mistério expresso ali está atuando no âmbito do seu dinheiro, por exemplo. Todo dinheiro é energia congelada. Creio que essa é a chave de como transformar a sua consciência.”

Bom, se temos o mundo físico modificando o mundo das ideias, podemos também utilizar o mundo das ideias para modificar o mundo físico. A base desse raciocínio é a de que as atitudes que tomamos no mundo físico são baseadas no nosso processo cognitivo; uma definição para cognição pode ser “O conjunto dos processos mentais usados – no pensamento – na classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas. De uma maneira mais simples, podemos dizer que cognição é a forma como o cérebro percebe, aprende, recorda e pensa sobre toda informação captada através dos cinco sentidos.”

É aqui que entra o axioma mágico “Fake until you make it”, ou “Finja até ser/fazer de fato”. Fazendo alguma coisa repetidas vezes, programamos nosso cérebro a adotar aquele padrão como uma fórmula a ser seguida no nosso dia a dia ou em situações específicas.

Um exemplo simples: repita (falando com sua voz, não somente em pensamentos) consigo mesmo “Vai dar certo!” antes de fazer qualquer coisa que julgue relativamente difícil e que já tenha feito antes, para sentir a diferença em seus pensamentos (bom para acabar com bloqueios e travas, não deixa vir o famoso “branco” que te impede de lembrar de algo que você sabe).

Este tipo de repetição é ótimo para homogeneizar algum tipo de comportamento e deixá-lo mais consistente. No caso aqui do blog utilizo o nome “Colorado Teus” para escrever, não meu nome do mundo físico. Até hoje ninguém que não soubesse antecipadamente que eu era o “Colorado Teus” conseguiu descobrir sozinho, isto porque o estado de consciência que fico ao escrever para este blog é muito diferente do meu eu natural. No começo era puro fingimento, eu fingia ser Colorado Teus e tentava sempre tomar cuidado com alguns defeitos que meu eu do dia a dia tinha, que poderiam vir para os textos contra minha vontade. Depois de muito treinamento e repetição, estes defeitos escolhidos já nem chegam perto da minha mente enquanto estou escrevendo.

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” Gênesis 1:1

No princípio “Coloradoteus” era uma palavra, e Colorado Teus estava Comigo, e Colorado Teus era Eu.

Esta é uma fórmula mágica de criação e transformação ensinada na Bíblia. Vamos a mais uma definição:

“Uma fórmula mágica é um enunciado de como um fato ou teoria cosmológica é percebido. Uma fórmula mágica se desenvolve a partir de outra mais antiga, do mesmo modo como aumenta a habilidade humana de perceber a si mesmo e o Universo. Uma mudança na consciência torna necessária uma alteração na fórmula mágica. Isso não significa que a velha fórmula nunca mais funcione, mas apenas que a nova se revela muito melhor.” DUQUETTE, Lon Milo. 2007. A Magia de Aleister Crowley – Um manual dos Rituais de Thelema. São Paulo: Madras.

Ou seja, alguém consegue chegar num certo nível de consciência e, então, após ter o devido entendimento de como chegou até este nível, cria uma fórmula mágica que pode ajudar outras pessoas a chegarem também. Basicamente, é assim que funciona a magia a ritualística, os rituais são formados através da mistura de fórmulas mágicas, de modo que um padrão seja atingido com a pessoa alterando seu nível de consciência através das falas e encenações.

Um tipo de fórmula mágica que vale a pena ser frisada é o Símbolo. A palavra ‘símbolo’ vem do Grego e significa “Aquilo que une” (enquanto ‘diábolo’ significa “Aquilo que separa”). É um tipo específico de signo, geralmente transmite mais ideias do que as óbvias; vem de uma prática muito comum que é criar uma imagem para representar a ideia que une um grupo de pessoas ou empresa, feito com o intuito de que toda vez que estas pessoas olharem para ele, se lembrarão dos princípios e ideais que levaram à criação do grupo e como estão conectadas a esta criação, sendo assim este signo recebe a qualidade de símbolo.

Um exemplo prático, uma aliança de casamento é um ‘símbolo’, pois representa o que une duas pessoas, enquanto uma carta de divórcio é um ‘diábolo’, pois representa o que separa duas pessoas.

No processo de iniciação em uma ordem iniciática, a pessoa recebe uma introdução à base simbólica dela, de modo que a pessoa começa a aprender como aquele grupo pensa e o que os torna um grupo. Com o devido aprendizado a pessoa começa a conseguir alterar sua consciência com os símbolos da ordem e tornar seu corpo de ideias mais próximo ou harmonizado com o dos outros membros; o problema aqui é que aprender sobre um símbolo não é apenas ler em um livro sobre o que falaram dele, mas o aprendizado também está no plano dos sentimentos – aprender sobre que emoções aquele símbolo pode causar – que é o plano logo acima do plano das ideias, como foi dito na parte 3. Portanto, para se conectar concisamente com um grupo desses é necessário passar por uma série de estudos, experiências e rituais, de maneira que só assim a mudança será concisa e a pessoa será digna de falar e agir em nome do grupo e de seu trabalho.

É exatamente por isso que muitas ordens são fechadas e exigem certo nível de compreensão sobre alguma coisa antes do pretendente ser iniciado, caso a pessoa não tenha este tipo de compreensão os objetivos dos símbolos podem ser deturpados e isso pode atrapalhar futuros membros que ainda não tiveram a devida explicação, o que possivelmente provocará uma mudança de sentido no grupo ou fatalmente o destruirá, como já aconteceu com diversas ordens. Para tentar evitar isso, a maioria das ordens ensina os significados de maneira gradual, ou seja, cada pessoa ocupa um grau e vai aprendendo e experimentando os estados de consciência de acordo com seu merecimento; uma vez que chegam nos últimos graus terão grande possibilidade de atingir um grau de consciência similar ao que os criadores da ordem intencionavam que os membros atingissem.

Aliás, o nome “membros” vem exatamente daí, cada grau da ordem (o corpo todo) te ensina sobre o funcionamento de um pedaço do corpo e, incorporando os fundamentos de todos, você se torna este corpo.

Na fala de Joseph Campbell citada no começo deste capítulo, ele se pergunta sobre o mistério da Cruz, o que é este símbolo para um cristão? A cruz os lembra, toda vez que olham para ela, de um ato de compaixão, que é doar sua própria vida ou se arriscar por quem ama. A compaixão é tida como uma qualidade muito importante para manter um grupo de pessoas unidas, ou até mesmo uma sociedade, sendo um dos alicerces de grande parte dos grupos aqui no Brasil. Assim, sempre que alguma pessoa entra em contato com uma cruz, caso tenha sido iniciada em tal mistério, seu corpo de ideias é relembrado da ideia e ela consegue tomar decisões tendo aquilo em mente.

Para concluir este texto, vamos a um novo experimento: Atuando em um ritual.

Como aqui no TdC o Marcelo já fez um post só sobre o Ritual Menor dos Pentagramas, vou deixar o link aqui embaixo e propor, para quem quiser experimentar, que comentem sobre as reações e sensações que se tiverem durante e após a ‘encenação’. Um alarde sobre rituais: não brinquem com eles, forças que vocês nem imaginam que existem podem te ouvir e fazer com que o intencionado dê certo… a reação é obviamente sua!

A ideia do RMP é que a pessoa se coloque como Deusa e, após firmar isso em sua cabeça, movimente energias com a finalidade de alterar padrões específicos em sua consciência. No próximo texto comento um pouquinho mais sobre isso, com o aprofundamento em cada uma das fórmulas mágicas aqui utilizadas, o ritual também terá maior efeito. Então segue o link que explica como fazer o RMP:

Ritual Menor dos Pentagramas

Lembre-se, você é um Deus, possui o poder de criar com o verbo, então, Abrahadabra!

#MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/s%C3%ADmbolos-f%C3%B3rmulas-m%C3%A1gicas-e-rituais-parte-4

Ritual de Aniversário

A Origem deste Ritual remota o Antigo Egito. Ele é realizado por magistas em todo o mundo (e imitado praticamente por todas as pessoas do Planeta, sem que estas tenham conhecimento do que poderiam realizar se soubessem o que estão fazendo).

Durante cerca de 15 minutos por ano, o Sol entra em Conjunção Perfeita (zero graus) com o Sol do Mapa de cada pessoa da Terra. Isto ocorre no dia do aniversário de cada um e é o período mais forte do ano para a realização deste ritual de transmutação.

Para ampliar ainda mais o poder do magista para este ritual, neste dia ele reúne seus melhores amigos que, através de presentes (que normalmente são pequenos objetos feitos pelas mãos de quem presenteia, de maneira a serem receptáculos da emanação da Thelema de cada um dos convidados) emprestam sua energia pessoal para que o magista realize uma evocação.

Os presentes funcionam como transmissores da energia daquela pessoa para o magista (objetos ficam impregnados com as intenções de quem os tocam), mas podem ser substituídos por abraços (com intenção magística). O importante é que cada convidado saiba o que está fazendo; que a INTENÇÃO e vontade seja sincera.

No instante da conjuração, imbuído da energia emprestada de TODOS os convidados, o Magista poderá “fazer os seus pedidos” (evocar um Elemental do Fogo que, durante o próximo ano, tentará realizar o desejo expresso pelo magista no melhor de suas habilidades).

Esta conjuração é feita acendendo uma vela (magia do elemento fogo)e expressando o desejo do mago, da maneira tradicional. A vela não deve ser apagada e é removida para o altar ou para algum outro local na residência e deixada queimar até o final.

Após este pedido, o Magista devolve a energia emprestada aos convidados, através do verbo (sopro), para o bolo ou pão que será repartido entre eles (é a origem das comemorações envolvendo bolos e velas, com a diferença que não é a vela que se deve assoprar, mas o bolo). Esta parte do ritual chama-se “ágape”.

Todo o processo é um fluxo de energia vindo de todos os convidados para o Magista; usada na evocação e depois a devolução desta energia repartida entre todos os convidados.

Claro que hoje em dia praticamente todo este significado está perdido… presentes viraram meras formalidades, compradas sem nenhuma intenção ou amor ou amizade, mais como obrigação do que como desejo de prosperidade para a pessoa; a comemoração propriamente dita virou uma algazarra e a vela é assoprada no final, para que desejo seja apagado junto com o elemental (que nem chega a ser invocado, já que quem acende a vela não faz a menor idéia do que está fazendo ali ou do por quê está acendendo aquela vela).

O bolo também virou apenas um evento gastronômico, sem nenhuma meditação ou entendimento do que está sendo feito naquele momento entre todas aquelas pessoas ou que energias poderiam ser trabalhadas ali.

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/ritual-de-anivers%C3%A1rio

Contando Meus Gêneros: Uma Visão Neo-Cabalística Queer da Contagem do Ômer

Pela Rabi Jane Rachel Litman.

Um comentário sobre a contagem do ômer. A autora explica as sefirot cabalísticas (emanações de Deus) para contar o ômer. Cada sefira tem uma identidade sexual e de gênero complicada, explicada pelo autor. A neocabalística queer nos ensina que através da contemplação das possibilidades de gênero/eróticas das sefirot durante o Ômer, alcançamos um crescimento pessoal e moral diferente, mas igualmente importante.

Torah Queeries

Feriado: Contando o Ômer

Levítico 23:15-16, Contando o Ômer

“Como eu te amo? Deixe-me contar os caminhos.”

A Torá ensina (Levítico 23:15) que é uma mitsvá contar cada dia das sete semanas entre a Páscoa e Shavuot. Em termos agrícolas, este é o período de amadurecimento da colheita do trigo. Em termos míticos, é o tempo da jornada entre o Êxodo de Mitzrayim – a libertação da escravidão e constrição – e o Sinai, a revelação da Torá. As semanas são antecipatórias, tanto da colheita do campo como da colheita da alma.

Os cabalistas, místicos judeus, deram novos significados à contagem diária do Ômer. De acordo com a Cabalá, o universo foi criado através de 10 sefirot, emanações de Deus, atributos sagrados que conectam as esferas físicas e transcendentes da existência. As três “emanações superiores” estão um pouco além da plena compreensão humana. As sete sefirot inferiores, no entanto, são particularmente manifestadas durante as sete semanas do Ômer, então os cabalistas fazem uma prática espiritual meditar nesses atributos divinos durante o Ômer.

Por favor, tenha paciência comigo enquanto explico este sistema bastante complexo: de acordo com os cabalistas, cada uma das sete semanas do Ômer está associada a uma sefirah específica ou atributo divino. As sete sefirot/atributos inferiores são as seguintes: chesed/bondade amorosa; gevurah/coragem ou julgamento; tiferet/harmonia; netzach/triunfo ou conquista; hod/glória; yesod/fundação; malchut/soberania. Cada um dos sete dias de cada semana também está associado a uma sefirá específica. Assim, cada dia dos quarenta e nove dias do Ômer está associado tanto à sua sefirá/atributo semanal quanto à sua sefirah/atributo diário. Ou seja, o primeiro dia do Ômer, que este ano foi sexta-feira, 14 de abril, foi um dia em que os Cabalistas contemplaram a natureza e as implicações da pura bondade amorosa, uma vez que chesed/bondade amorosa era o atributo semanal e diário.

Este shabbat, 20 de maio, é o trigésimo sétimo dia do Ômer. A sefirah sagrada semanal é yesod/fundação e o atributo diário é gevurah/coragem. Muitos cabalísticos associam yesod com o profundo senso do eu ou com o apego ou vínculo interpessoal básico. Assim, os cabalistas deste shabbat refletirão sobre os aspectos do eu e do vínculo que requerem coragem, julgamento e autodisciplina. Você também pode se tornar um meditador do Omer. Há vários livros, artigos e calendários maravilhosos (alguns dos quais podem ser encontrados na Web) que tratam da meditação cabalística espiritual durante o período do Ômer.

Agora vem a parte interessante: além de seu aspecto espiritual, cada sefirah tem uma complicada identidade de gênero e sexualidade! As sefirot estão conectadas umas às outras em uma grade, ou “árvore” de cabeça para baixo, com suas raízes no céu. O lado direito da árvore é masculino (o que quer que isso signifique). Chesed/bondade amorosa e netzach/realização ficam deste lado da árvore. O lado esquerdo da árvore é feminino. Gevurah/coragem e hod/glória ficam deste lado da árvore. Assim, em termos das sefirot, a bondade amorosa é masculina e a coragem é feminina, uma contra-perspectiva interessante para as suposições de nossa sociedade. O meio da árvore, tiferet/harmonia, yesod/fundação e malchut/soberania, são equilibrados entre tendências masculinas e femininas. Essas sefirot são tweeners (“interpoladores”, podem assumir tanto um papel masculino como feminino). MAS… também depende da relação das sefirot dentro da árvore. Em relação a chesed/bondade amorosa, netzach/realização transita para ser feminino, uma vez que chesed está situado diretamente acima de netzach na árvore. E… cada sefirah também possui um “gênero” individual (principalmente masculino) que não está relacionado à sua posição na árvore ou a qualquer outra sefirah.

Muitas das imagens sexuais mais óbvias na Cabala refletem a união de homem e mulher. Mas as relações das sefirot não são tão simples ou heterossexuais. Como aprendemos, durante o Ômer, cada dia está associado aos valores espirituais das sefirot específicas e sua relação entre si, como a relação deste shabbat entre yesod/fundação e gevurah/coragem. Cada dia também traz uma nova e diferente constelação de gênero/sexualidade de sefirah! Assim, por exemplo, neste shabbat, o casal de sefirot é yesod e gevurah. Yesod é um tweener (interpolador) e gevurah é uma mulher. No domingo, as sefirot são yesod e tiferet. Tiferet é um tweener (interpolador) e acoplado a tiferet, yesod muda de gênero de tweener (interpolador) para feminino, sugerindo assim novas complexidades para ambas as sefirot. De muitas maneiras, as sefirot são mais criativas e fluidas em termos de gênero do que uma parada do Orgulho Gay! Através do Ômer, as relações de gênero/sexuais em mudança diária das sefirot oferecem uma ampla gama de possibilidades contemplativas.

Os cabalistas nos ensinam que através da contemplação dos valores morais das sefirot durante o Ômer, alcançamos crescimento pessoal e moral. À medida que nos aproximamos de Shavuot, nos tornamos mais humanos e buscamos o melhor de nós mesmos. A neocabalística queer nos ensina que através da contemplação das possibilidades de gênero/eróticas das sefirot durante o Ômer, alcançamos um crescimento pessoal e moral diferente, mas igualmente importante. Tornamo-nos mais humanos, mais abertos, mais receptivos a nós mesmos e aos outros e, assim, alcançamos o melhor de nós mesmos.

O Omer tem um começo – deixando Mitzrayim, nossos lugares de estreiteza e constrição. Tem um destino – chegar ao Sinai, nosso senso de Deus e o propósito de Deus para nós. Há muito o que pensar ao longo do caminho.

***

Fonte:Counting My Genders: A Neo-kabbalistic view of the Omer (Counting the Omer), by Rabbi Jane Rachel Litman.

Texto adaptado, revisado e enviado por Ícaro Aron Soares.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/cabala/contando-meus-generos-uma-visao-neo-cabalistica-queer-da-contagem-do-omer/

Crises mágickas, ordens, desordens, Linces e lobos solitários

por 999 Choronzon (1991)

Tradução Leonardo Gracina

Senti-me muito feliz uma década ou mais atrás para ser rotulado como um mágico de “crise”. A caracterização definitiva, de acordo com Peter J. Carroll, é que de um indivíduo que dedica maior parte de suas energias a atividades diárias normais, recorrer apenas para “A Varinha em tempos de crise”. O melhor de meu conhecimento, Carroll nunca foi publicado sobre o assunto, mas de seu tom pejorativo quando conversar sobre um assunto pode reunir esse tal de ‘modus operandi’ é pensado como impróprio para um sério praticante de ocultismo. Pessoalmente, eu iria contrastar a vida relativamente ordenada de muitos ocultistas que recorrem a táticas praeter-naturais somente em casos de extrema emergência, com a experiência de muitos mágicos habituais cujas vidas parecem balançar inexoravelmente de um cenário grotesco para outro. Talvez o tempo esteja suficientemente maduro para uma redefinição!

Consumidores regulares de meus artigos e palestras podem reconhecer aqui algum desenvolvimento de ideias que introduziu nos meus documentos “So-Called Magick”, “Fraud or Bullshit” e “The History and Development of Secret Societies”, chamada “Magick, ou fraude ou besteira” e “a história e desenvolvimento das sociedades secretas”, bem como uma atualização sobre questões levantadas em “Magical Conflict – The Corporate Adversary.” “Conflito mágico – o adversário corporativo”, não proponho perder tempo, considerando se magick funciona ou não, ou o que é, mas sim para examinar as maneiras indescritíveis em que pode trabalhar, para olhar para o tipo de relações associativas que praticantes de ocultismo podem formar entre si e as vantagens e desvantagens da participação em tais grupos de trabalho mágico.

“Ordens” e “Transtornos” neste contexto são diferentes espécies de agrupamentos estruturados ou não, dos mágicos, enquanto Linces (Lynxs) é a contraparte feminina dos “Lobos solitários”. (Sim, eu sei que existem lobos femininos, mas se um diz “Lone Wolf”, no sentido de um praticante mágico que prefere trabalhar sozinho, a percepção do público poderia interpretar o termo que se aplica exclusivamente para o gênero masculino).

A BUSCA SOLITÁRIA

Em culturas ocidentais muitos praticantes mágicos começam em, ou gastam uma parte importante de sua carreira oculta no modo “Lince” ou “Lobo solitário”. Os indivíduos desenvolvem um interesse inicial em magia, geralmente como resultado de uma experiência pessoal, ou porque algum livro, ou mesmo um registro, parece estar dizendo algo a eles que significa mais do que os dogmas hipócritas da moralidade ortodoxa e religião. Claro, pode haver alguma influência de um amigo, um parente ou até mesmo um professor, mas um período solitário, que muitas vezes assume a forma de algo pessoal pela “busca da verdade”, é uma característica dos anos de formação na maioria dos ocultistas.

Algumas pessoas se contentam com esse estado de solidão filosófica, embora muitos simplesmente sintam que eles são as únicas pessoas no mundo que veem as coisas de uma forma particular, ou que já foram um objeto de uma experiência absolutamente única, que, se ele contasse para outras pessoas, o chamariam de louco. A este respeito as famílias frequentemente são percebidas como sendo adversas, ou, em casos extremos, francamente hostis. Abertura de espírito para opiniões e pontos de vista infantis da vida nunca foi uma característica importante da vida familiar, na nossa cultura, não importa quantos anos a criança pode vir a ter!

Outros praticantes comprometidos com o caminho solitário são aqueles que tenham trabalhado mais e sidos roubados por alguns falsos cultos ou “gurus”, e que sobreviveram à “programação” e/ou “conversão” para alguma outra suposta revelação da verdade suprema. Tais experiências resultam em uma atitude poderosamente aversiva e bastante compreensível, com grupos de ocultismo em geral e, em casos de sorte, podem engendrar o cepticismo profundo enraizado que é absolutamente essencial isso se a petição falida ao pai como um pedinte dentro de um pote, integrante de um sistema auto consistente ou uma hipótese irrefutável. Qualquer pessoa motivada pelo cepticismo para evitar todos os grupos religiosos, o ocultismo tem meu apoio incondicional e sincero que é uma inteiramente honrosa posição e para o qual tenho simpatia considerável.

O verdadeiro Cepticismo, porém, exige um grau de abertura de espírito, e não estender o elogio acima para incluir aqueles fanáticos neo-fóbicos da instituição científica que transformaram o modelo determinístico do universo em uma religião em seu próprio direito, e que buscam reforçar essa estrutura de crença escolhendo examinar apenas tais provas como suporta sua preconcebida não da maneira como as coisas deveriam ser. Para essas autoridades digo “estudar as provas ou fatos dos teoremas de Godel, e se você não compreendê-los, aconselho a ficar calado até você entendê-los!”

MOTIVAÇÕES PARA O ESTUDO MÁGICO

A multiplicidade de razões que as pessoas possam ter para embarcar em um programa de estudos mágicos parecem-me ser livremente em três temas básicos:

  1. A vontade desse modo de ganhar alguma questão pessoal “iluminação espiritual”.
  2. A vontade ganhar poder para influenciar os acontecimentos externos.
  3. A vontade ganhar poder sobre outras pessoas.

No caso de qualquer indivíduo determinado, muitas vezes haverá algum componente de cada uma dessas motivações primárias exibidas.

No entanto, no nebuloso conceito de “iluminação espiritual” pode ser, para pessoas quem a sua realização fornece a motivação dominante frequentemente levou à crença de que melhor podem ser fornecido por outra pessoa que já alcançaram tal estado. Esta convenientemente fornece para aqueles que desejam ganhar poder sobre outras pessoas com uma fonte pronta dos sujeitos, e não é nenhuma surpresa encontrar pessoas em quem tais motivações dominam juntas. Nas relações de mestre/aluno e, em maior número, em hierarquia estrutural rígida, dentro do qual tanto buscadores e mestres derivam um cumprimento de sua motivação, mas onde as maquinações internas dentro da relação ou estrutura frequentemente substituem a intenção original.

Poder de influenciar os acontecimentos externos, sugiro, é algo diferente, não menos porque há um componente de objetividade envolvida. Um telecomando para um televisor concede algum poder objetivamente para transformar a realidade externa; e John Dee, Agrippa ou até mesmo Isaac Newton, sendo apresentados com tal dispositivo pode bem ser classificado entre artefatos mágicos. O ponto é que uma técnica ou tecnologia que pode fazer algo tão aparentemente simples como cruzar um pequeno pedaço de metal em uma superfície lisa, ou algo tão devastador como induzindo a combustão espontânea em cima de alguém que causou a ofensa. Tais técnicas também funcionam ou não; (no âmbito de um universo estocástico), há uma maior ou menor probabilidade de um resultado eficaz perceptível ocorrendo que acordos com a intenção original.

A dificuldade é que na prática, raramente se trata com qualquer efeito tão claramente demonstrável como realmente sendo capaz para assistir a um objeto mover-se de um lugar para outro, ou aplaudir enquanto alguns conseguem acender como um maçarico. Onde magia é encontrada para trabalhar mais eficazmente, é no Reino da manipulação de coincidência, onde o resultado final pode ter vindo aproximadamente como uma questão de puro acaso.

A vida se torna ainda mais confusa quando se percebe que aqueles que procuram o objetivo nebuloso ou desconhecido de “iluminação espiritual” não têm como objetivo o meio de julgar as qualificações daqueles que possivelmente seriam capazes de ensinar ou concedê-la. No entanto supõe-se que aqueles que realizam a prática avançada “espiritual” têm a capacidade de realizar atos “milagrosos” (a Igreja Católica ainda faz com que tais performances num pré-requisito essencial para canonização de alguém como um Santo), e o campo é, portanto, aberto para carismáticos, com pessoas e fraudadores para entregar até sensacionalistas fenômeno-ilusionistas para convencer os ingênuos para pagar parte com seu dinheiro. Em alguns casos, o que é perpetrado é pouco mais do que um jogo do pseudo- metafísico de “Encontrar a dama”.

Não é difícil ver porque muitas pessoas com um interesse pelo ocultismo mantem-se  eles mesmos e seguem seus próprios caminhos e experiências com essas técnicas sentem que funciona melhor para eles pessoalmente.

O problema com essa abordagem individual em um contexto mais amplo é que não é provável que consiga avançar as fronteiras do conhecimento humano, muito bem. Dado que a matéria em apreço tem a aparência de uma espécie de desdobramento ciência e/ou tecnologia, alguns avanços importantes nas disciplinas ao longo dos anos foram feitos por indivíduos trabalhando totalmente sozinho. A fertilização cruzada de ideias e experiências que inevitavelmente resulta de trabalhar em conjunto com outros membros de uma equipe é um componente importante na produção de saltos quânticos em compreensão e percepção que caracterizam os grandes avanços. Assim, há alguma motivação adicional para aqueles profissionais que se tornam convencidos, de sua própria experiência, que efeitos “mágicos” têm algum fundamento na realidade, a aliar-se com outros indivíduos como o espírito e de formar grupos a fim de reunir conhecimentos e combinar seus esforços.

CONTEMPORÂNEO DE IGREJAS, CULTOS E GRUPOS MÁGICOS

A maioria das igrejas, cultos e grupos mágicos aderiram a algum tipo de estrutura de crença que apresenta sua organização como os guardiões da “Verdade final”. Em alguns casos, esta “verdade” deriva de tradição histórica, como com, digamos, do grosso da população segue cristianismo ou Maçonaria, em outros casos a nascente é totalmente moderna (como com a base racionalista na ‘Energia Nuclear Dogma’), ou consiste em uma reinterpretação moderna do material de origem mais antiga.

maioria dessas religiões, para em um sentido ou outro, isso é o que são, publica sua hipótese irrefutável de domínio público, então que ele pelo menos está disponível para adeptos e buscadores (praticantes ou leigos) a considerar e discutir abertamente. Uma minoria, sobretudo entre as organizações orientadas mais ocultas, apresentar um conceito de uma “verdade” que é tão maravilhoso ou fantástico que tem que ser ocultado o “profano” (ou seja, pessoas de fora) e em alguns casos restringidos para os mais altos escalões de uma estrutura hierárquica, com divulgação proibida por juramentos de sigilo.

Uma única categoria de persuasão oculta, o mágico de caos, de uma filosofia e um ponto de vista matemático, tem objetivo de argumentar que “não pode haver nenhuma verdade suprema” e tratar a “crença” como um expediente técnico que pode ser temporariamente útil na realização de objetivos particulares dos mágicos.

Desde o início da magia do caos, foi uma forma moderna na década de 1970, houve um debate considerável entre seus adeptos relativos à estrutura coletiva mais adequada para o desenvolvimento da filosofia e técnicas mágicas associadas e perseguição.

ORDENS E DESORDENS

Quem estiver interessado em magia cerimonial/ritual em Londres na década de 1970, onde tinha pouca alternativa para seguir o caminho do lobo solitário. O músico de blues Graham Bond tinha feito uma tentativa de introduzir uma marca thelêmica. Maçonaria para jovens membros da subcultura Notting Hill no final dos anos 60, mas qualquer vestígio morreu com ele em 1974, enquanto os maçons mainstream, na medida em que eles estavam recrutando, estava concentrando-se em escola pública, associações de Old Boy (reformatórios) e seus campos de caça usuais na polícia e outros serviços públicos, informados se qualquer das ordens cerimoniais de antes da guerra, a Golden Dawn, a OTO, A.’. A.’., M.’. M. ‘., ou Aurora Dourada ainda existisse, em seguida, sua associação de envelhecimento era manter um perfil baixo. Livros de Crowley estavam fora de catálogo, difíceis de encontrar e muito caro; de fato o único sistema publicado por auto iniciação mágico foi a edição de McGregor Mathers “A sagrada magia de Abra-Melin o mago”, que, embora talvez eficaz, não foi popular devido à sua polarização masculina e exigência por meses de abstinência sexual. Reimpressões ocasionais de Austin O Spare, trabalhos foram avistados, principalmente de terceira geração de  fotocópias.

Se você queria envolver-se em trabalhar com um grupo que foi até as teosofistas, Antroposofia de Rudolph Steiner, White Eagle Lodge ou os Rosacruzes da AMORC, em tudo o que “sexo, drogas e rock and roll” foram definitivamente desaprovadas. Alternativamente havia Cientologia, do Guru Maharaji ‘Luz divina’, Maharishi Mahesh Yogi Meditação Transcendental e Hare Krishna, que foram todos amplamente sentidos para serem referências de um tipo ou outro.

Neste terreno mágico de Londres em novembro de 1974, foi onde de repente projetou o agora famoso anúncio de classificados na revista Time Out:

MAGIA. Estudante sério de ocultismo tem acesso a Golden Dawn Records e desejos a sociedade semelhantes de forma mais adequada para as tendências atuais – mas talvez reter muitas das notas da Ordem e iniciação de processos. Convida para escrever e discutir o projeto mais plenamente aberto a todos com um mais do que passar o interesse em cerimônias mágicas e instruções práticas, está disponível para o novato ou iniciante. Por favor, sinta-se livre para escrever o que quer que sua interpretação da verdade essencial. O estudo combinado de magia para o bem comum só pode ser benéfico para a humanidade. Caixa 247/20.

Cerca de 20 lobos solitários (todos masculinos) responderam e ficaram desapontados ao descobrirem que o anunciante não era o que eles pretendiam, e que ele tinha pouco interesse em organizar uma ordem reconstituída da Golden Dawn. Numa reunião dos entrevistados, porém, vários deles, incluindo Peter J. Carroll e eu, decidiram reunirem-se regularmente e contribuírem com ideias para o ritual que outros participantes conseguissem unir-se em trabalho.

O grupo nunca teve um nome formal do trabalho ao tempo – o arquivo correspondência original está marcado “Grupo de estudo mágico” -, mas chegou a ser referida como “Stoke Newington Sorcerors” (SNS), desde que a maioria das reuniões teve lugar em uma casa em algum lugar de Londres.

Embora houvessem muitas discussões sobre instituir algum tipo de estrutura formal, geralmente resistiu, em parte porque nenhum dos membros originais estava disposto a ceder a superioridade de qualquer um dos outros, e apesar de chegadas mais tarde tentaram usurpar um papel de liderança, habitualmente receberam pouca atenção. Um núcleo de membros do SNS eventualmente acabou morando nas proximidades durante 1977/8 na casa do notório Speedwell (em Deptford, sudeste de Londres) onde eles se tornaram entrelaçados na anarquia nascente da explosão da moda ‘Punk’. Os nomes mágicos de rua “Cred” como Frater Autonemesis e Frater Choronzon data deste período, e, em termos de estilo de vida, o caos era rei; a dimensão filosófica desenvolvida a partir desse ponto.

Peter Carroll e eu ambos escrevíamos para a, de circulação pequena, revista “novo Equinox” que estava sendo publicada por Ray Sherwin fora Morton East Yorkshire, e foi nesta época que Pete produziu um mágico currículo baseado em exercícios que ele estava usando-se e que foram extraídas em parte de fontes de yoga, bem como tendo alguma influencia de Crowley, Reposição e Castañeda. A essência do trabalho do próprio Carroll havia em despir as besteiras e as técnicas mais úteis em um livreto de não mais que 7, encapsulando digitado em folhas A4, intituladas “LIBER MMM” em classe “A” publicação da ordem mágica do IOT – sendo as instruções iniciais no controle da mente, metamorfose e magia para os candidatos para o IOT.”

IOT é claro, “Iluminação de Thanateros”; o nome em si, talvez devido uma dívida de inspiração não só para reposição, mas também para Robert Shea e Anton Wilson, cuja trilogia teórica da conspiração “Illuminatus” tinha beneficiado de uma medida de aclamação, juntamente com seu estágio de adaptação. Devido à natureza de curto prazo do domicílio do Speedwell, casa e a exigência para os candidatos ao trabalho “Liber MMM” pelo menos seis meses antes de submeter um registro mágico para a consideração, o endereço de correspondência foi o de “Morton Press” de Ray Sherwin. O imprimatur mesmo é para ser encontrado nas primeiras edições do primeiro livro de Carroll “Liber Null”, que inclui “Liber MMM” como o capítulo de abertura.

Existem algumas interessantes características sobre as primeiras versões do “Liber MMM” que são relevantes para as questões discutidas neste artigo, em primeiro lugar, o IOT é apresentado como uma ordem de mágica. Em segundo lugar, não há nenhuma menção de todo do caos; e, em terceiro lugar, sob o título “Estrutura”, Carroll afirma “Não há nenhuma hierarquia no muito”. Embora que ele passa a delinear “uma divisão da atividade baseado na capacidade”, com funções para os alunos, iniciados, adeptos e mestres sendo detalhados. Destaco aquelas características do conceito original porque pequenas alterações foram feitas em versões posteriores do “Liber MMM” e porque o preâmbulo que inclui o material sobre “Estrutura” desapareceu da seção na edição posterior Weiser do “Liber Null e Psychonaut” combinados.

O ponto-chave sobre essa fase inaugural na história de todos é que IOT, embora ela foi apresentada como uma ordem, a estrutura (como a do SNS antes) era uma desordem não -hierárquica, apesar de que não havia nenhuma referência explícita ao caos.

Durante os cinco anos, mais ou menos depois da demolição da casa do Speedwell, “Liber Null” foi seguido por “Psychonaut” e o locus da magia do caos mudou-se para West Yorkshire. Apareceu uma tradução alemã e algum contato foi estabelecido com alguns indivíduos resistentes que tinha trabalhado através do programa “Liber MMM” e quem apresentaram os honrosos registros de suas experiências.

Eventualmente em 1986, a primeira edição do “Caos internacional” apareceu sob a editoria de polícia de Brown e Ray Sherwin. Um olhar sobre o primeiro Editorial mostra que a postura anti hierárquica de magia do caos tinha sobrevivido intacta desde os primeiros dias de IOT. O extrato seguinte faz a posição filosófica naquele momento bastante claro:

“Hierarquia falha por várias razões, não menos do que é que é eminentemente corruptível. Do ponto de vista mágico, hierarquia, exceto quando seus líderes têm verdadeiramente os interesses de seus aspirantes no coração, é sufocante e inercial, o desenvolvimento de indivíduos tendo quarto lugar para poder jogar, política interna e das finanças. ”

Por esta altura a magia do caos estava sendo comercializada com entusiasmo em países de língua alemãs da Europa continental através dos esforços de Ralph Tegtmeier, que tinha publicado as traduções da obra de Carroll. Algum ímpeto estava construindo, em grande parte da moeda, para o muito a reestruturação de uma forma mais formal e eventualmente no Outono de 1987, “Caos internacional” questão #3 realizados dois artigos por Peter Carroll respectivamente intitulado “O Pacto” e “The Magical pact of The Iluminato of Thanateros” que estabelecem um sistema de graus formais que intimamente correspondeu a “divisões de atividade” do parágrafo “Estrutura” na recensão de Speedwell casa original de “Liber MMM”; embora com a adição do post do Mago Supremo grau 0. (Estes artigos são reimpressos, mais ou menos textualmente, sob o título geral ‘Liber Pactionis’ como parte do apêndice ao livro mais recente de Carroll ‘Liber Kaos, The Psychonomicon’.)

Talvez para aplacar os sentimentos do Inglês falando a seguinte passagem de anti-hierarquia foi incluído com destaque:

“As funções principais da estrutura de classe são para fornecer um mecanismo para a exclusão de certos misanthropes psicóticas e neuróticos velhacos que às vezes são atraídos para as referidas empresas e garantir que que precisa organizar que devidamente atendidos.”

As principais características de um pensamento cuidadosamente acordo são discerníveis. Em particular um “escritório de insubordinado” é introduzido para forçar “um fluxo constante de feedback negativo para surgir pela institucionalização rebelião.” O objetivo de contornar um dos mais notórios inconvenientes de hierarquia onde “aqueles no topo estão condenados para cair nas enganosas reflexões de suas próprias expectativas e emitir diretivas ainda mais inapropriadas. Esse gabinete é compreendido para ter algum precedente em Amerindian e outras sociedades xamânicas (referencia Neonfaust – carta em caos internacional #4).

Que havia algumas dúvidas sobre a ideia de uma ‘ordem’ dedicada ao ‘Caos’ entre os profissionais de destaque é claro o artigo de Ray Sherwin que imediatamente segue aqueles por Carroll em caos internacional #3. Sob o título “Filosófico e prático objeções a hierárquicas estruturas em Magick”, ele escreve: “Hierarquias são abertas a abusos” e, ecoando o editorial no “Caos internacional #1”, “mesmo se eles são criados com as melhores intenções são eminentemente corruptível e inevitavelmente corrompidas por razões de poder pessoal ou ganância”.

Sherwin, em seguida, faz uma distinção clara entre ordens mágicas e consenso baseado em grupos mágicos:

“Trabalhando em um meio de base de consenso que os indivíduos não competir com os outros como eles são mais propensos a fazer dentro de uma estrutura hierárquica, muitas vezes lutando por um outro para títulos e privilégios, e rankings, tendo precedência sobre magia e sobre as outras pessoas em causa. A emissão de cartas, no pior dos casos, é simplesmente uma extensão do presente – os requerentes de poder em busca de grupos, ao invés de indivíduos.”

Na mesma peça Sherwin carrega para fazer pontos válidos sobre a feiúra de hierarquias para as fêmeas, e ele comenta que “sem mulheres, magick perde 50% de seu potencial”. Ele conclui: “Se você está interessado em magia, mas não quer se envolver em estruturas hierárquicas, ‘Caos desorganizado’ podem ser de seu interesse” e refere-se a leitores para um endereço de contato noutros países a revista.

O debate continua em questão #4 de ‘Caos internacional’ que apareceu na Primavera de 1988 carregando uma carta a partir de um ‘ Nefasto eu ‘ quem proclama-se como 1º grau IOT da Alemanha Ocidental. Ele introduz o assunto assim:

“Enquanto eu vejo a Ray Sherwin ponto em geral, ainda acho que sua oposição filosófica e prática para estruturas hierárquicas em magia é puramente de fato os argumentos de um infiltrado trabalhando dentro de um grupo bem estabelecido.”

Este é um fato – Sherwin foi um dos membros mais proeminentes da originária, a Internet das coisas!

‘Neonfaust’ continua:

“Trabalhando em semelhante linhas, por um lado, mas ativamente participantes em uma ordem mágica altamente e hierarquicamente estruturada, bem, eu sinto que ele não fez a hierarquia completa justiça. Por um lado, hierarquia é basicamente estrutura e como tal pode ser uma das armas mais fortes contra as muitas armadilhas de magia que tem sido, eu concederei, altamente superestimado no passado, mas que estão aí para ser enfrentada, no entanto. ”

Entre os exemplos de tais armadilhas, ‘Neonfaust’ dá destaque as “auto ilusão” e “megalomania individualista”.

Pode ser, quando o ‘a Saga do gelo’ é enviado para análise crítica semelhante, que a iluminação é convertida na medida em que o abuso de poder hierárquico serviu para mascarar a realidade que este indivíduo foi realmente chafurdar aquelas armadilhas muito ele tanta precisão identifica.

Há, eu sinto, uma desvantagem para o estabelecimento de uma estrutura hierárquica, que não é mencionada em qualquer material fonte citado aqui. A estrutura constante no ‘Liber Pactionis’ pode funcionar bem se visto como um ambiente de processual estabelecido em curso para o trabalho mágico. O que ele não cobre adequadamente é o processo para a criação da hierarquia em primeiro lugar.

Minhas dúvidas sobre hierarquias são geradas em parte porque eu me sinto não necessariamente restringir informações sobre trabalho mágico útil sendo realizado. No ambiente social prevalecente, sobrecarregado, como estamos com uma imprensa intrusiva procuram qualquer desculpa para publicar histórias sensacionais de ‘ocultistas’, estou completamente de acordo com a necessidade de preservar o sigilo sobre as identidades das pessoas envolvidas no trabalho mágico privado. Eu não sinto que este segredo necessariamente deve ser alargado para o trabalho em si – especialmente se avanços significativos no conhecimento e/ou técnicas que estão sendo feitos. Por essa razão, eu fiz um hábito de conduzir uma parte significativa do meu trabalho mágico fora dos limites das definições formais do templo, se não sempre completamente em domínio público. Vejo tais atividades como uma extensão lógica do tipo de trabalho que estava fazendo quando outros escolheram caracterizar-me como um mágico de crise.

UMA VEZ UM MÁGICO DE CRISE – SEMPRE UM MÁGICO DE CRISE

Se se enfrenta alguns terríveis fatais de emergência, em termos físicos, o corpo produz uma descarga de adrenalina que pode conceder um impulso físico para capacitar um para sair da situação. Este tipo de circunstância vai ser familiar para qualquer um que já tenha sido em um arranhão estranho enquanto pote-buraco, por exemplo. Minha forte impressão é que algo semelhante acontece quando um aplica-se uma solução mágica para alguma circunstância de prensagem, ameaçando a vida e a segurança ou a de uns seus dependentes. Se um trabalho tão mágico se torna necessário, é a minha experiência, que é sempre bem-sucedido – Gnose através da crise.

Com o sucesso recente de uma longa e complexa legal e mágico operação contra um Golias de um adversário corporativo, pode fazer essa afirmação categoricamente.

Já não vou tolerar ser arrancado ou trabalhado junto a grandes corporações, que consideram que eles têm algum direito na lei natural se comportar assim, simplesmente por causa de seu tamanho. Tenho que permitir que a situação de proceder a um ponto onde minha posição torna-se suficientemente perigosa que a vaga de ‘adrenalina mágica’ lacra o resultado, mas funciona no final. Essa é a essência da magia de crise.

NO SENTIDO DE PRECISÃO EM MAGIA

Na minha recente análise do livro de Peter Carroll ‘Liber Kaos, o Psychonomicon’, eu era solicitado a estabelecer uma comparação entre o progresso no entendimento dos chamados ‘magia’ e a história da compreensão da radiação eletromagnética pela ciência do século XIX. O físico dinamarquês Hans Oersted notou em 1820 que uma faísca de alta tensão gerada através de uma abertura em um loop metálico poderia induzir uma faísca semelhante, embora menor, ocorrem através de uma abertura em um loop semelhante do outro lado de sua oficina. Você pode observar que o mesmo tipo de efeito no trabalho hoje, quando você está tentando gravar alguma coisa fora do rádio, e seu vizinho começa a trabalhar com sua antiga furadeira elétrica, faíscas causam emissões de rádio de “ruído branco” em toda a inteira gama de frequências. Foi cerca de vinte anos antes de Faraday começar a chegar a um entendimento coerente do que estava acontecendo e não até 1865 que James Clark Maxwell apresentou suas famosas equações de onda que descreveu o processo em termos matemáticos precisos. Depois de mais de 30 anos, Marconi construiu o primeiro conjunto de rádio confiável que pode enviar e receber informações coerentes carregando sinais em comprimentos de onda discretos.

Minha opinião é que, em termos de magia, estamos passados da fase de ‘Oersted’, no qual podemos fazer coisas simples – o equivalente de transmissão faísca indiferenciadas – em uma base razoavelmente consistente e quantificável. Agora, as primeiras tentativas estão sendo feitas para propor um modelo quantitativo de Carroll “equações de magia” no ‘Liber Kaos’, e pode ser que essas equações, em tempos vindouros, irão assumir tanta importância na ciência emergente e tecnologia de ‘magia’, como aqueles de Maxwell feito em engenharia de rádio.

Se nós somos agora, em comparação, apenas um pouco mais adiante do que ser capaz de enviar faíscas de um gerador de Van Der Graaf, acho que o que poderia ser realizado quando os análogos ‘mágicos’ de comprimentos de onda separados, modulação de frequência e/ou tecnologia de radar vem a ser compreendido. Sinto que não é razoável afirmar que talvez estejamos no limiar de alguma grande descoberta, e felizmente para todos nós, o estabelecimento científico/técnico é olhar para o lado por causa de sua crença servil em um universo determinístico e sua recusa em aceitar a realidade de quaisquer fenômenos que ameaçam essa crença – e isto apesar de teoremas de Godel, tendo sido publicadas há meio século!

A chave para o progresso, a meu ver, é se esforçar para alcançar maior precisão em ações mágicas, com cada vez mais precisas declarações de intenções, possivelmente sigilizadas para diagramas de sistemas de mapeamento detalhado de efeitos. Por exemplo, se você se sentir comovido mágisticamente a agir contra um banco para, digamos deduzindo as despesas bancárias de sua conta sem aviso e então saltando um cheque apresentado por seus advogados (que podem ser muito embaraçoso); então você deseja garantir que a maldição é eficaz contra todos os elevadores em sua sede e não todas as suas máquinas de multibanco em um raio de 6,66 milhas; especialmente se o trabalho tiver sido realizado publicamente. Alternativamente, em um nível mais pessoal, você quer ter a certeza de que é o Gerenciador de ofender quem sofre o ajuste de vômitos projétil e não o Secretário infeliz que chances de abrir a carta com as runas desenhadas sob o selo postal.

Aconteça o que acontecer, nunca deixe a vida ficar em cima de você – sempre mantenha a varinha e o raio útil em tempos de crise.

Postagem original feita no https://mortesubita.net/magia-do-caos/crises-magickas-ordens-desordens-linces-e-lobos-solitarios/

Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei

O dicionário Webster classifica religião como “o serviço e veneração a Deus ou ao sobrenatural; um conjunto de leis ou um sistema institucionalizado de atitudes religiosas, crenças e práticas; a causa, princípio ou sistema de crenças efetuada com ardor e fé”. Ele também coloca a palavra Ritual como sendo “uma forma estabelecida de cerimônia; um ato ou ação cerimonial; qualquer ato formal ou costumeiro realizado de maneira seqüencial”.

Porém, nenhum dicionário vai conseguir dar a vocês a verdadeira definição de Magia. Magia é um processo deliberado no qual eventos do desejo do Mago acontecem sem nenhuma explicação visível ou racional. Os católicos/evangélicos chamam estes eventos de Milagres quando são produzidos por eles e de “coisas do demônio” quando são produzidos por outras pessoas. As religiões ortodoxas acabaram presas em uma armadilha que elas mesmas criaram a respeito dos rituais e da magia. Embora a Igreja Católica (e as Evangélicas por extensão, com seus óleos sagrados, águas do rio Jordão e círculos de 318 pastores) use e abuse de rituais de magia baixa em seus cultos, o mero comentário que seus fiéis estejam usando rituais de magia pode te arrumar confusão.

Então… como os magos definem magia? Um Ritual de Magia é apenas e tão somente a canalização de energias de outros planos de existência, através de pensamentos, gestos, ações e vocalizações específicas, em uma forma manifestada no Plano Físico. O nome que se dá a isso é Weaving (tecer), de onde se originam as palavras Witch (bruxa) e Wiccan (bruxo). Não confundir com a baboseira new age que se difundiu no Brasil e que chamam de “wicca” por aí. Estou falando de coisas sérias.

A idéia por trás da magia é contatar diversas Egrégoras (chamadas de Deuses ou Deusas) que existem em uma dimensão não material. Os magos trabalham deliberadamente estas energias porque as Egrégoras adicionam um poder enorme ao Mago para a manifestação de sua vontade (Thelema, em grego).

O primeiro propósito de um ritual é criar uma mudança, e é muito difícil realizá-las apenas com a combinação dos arquétipos e de nossa vontade solitária. Para isto, precisamos da assistência destas “piscinas de energia” que chamamos de Divindades.

Tudo o que é usado durante a ritualística é um símbolo para uma energia que existe em outro plano. O que define se o contato irá funcionar ou não depende do conhecimento que o Mago possui destas representações simbólicas usadas no Plano Material. O estudo e meditação a respeito da simbologia envolvida nas ritualísticas é vital para o treinamento de um mago dentro do ocultismo.

Para conseguir trazer estas energias das Egrégoras para o Plano Físico, os magos precisam preparar um circuito de comunicação adequado, de maneira a permitir o fluxo destas energias. Isto é feito através da ritualística, do uso de símbolos, da visualização e da meditação.

Para manter este poder fluindo em direção a um objetivo, é necessário criar um Círculo de Proteção ao redor da oficina de trabalho. Este circuito providencia uma área energética neutra que não permitirá que a energia trabalhada escoa ou se dissipe. Este círculo pode ser imaginário, traçado, riscado ou até mesmo representado por cordas (como a famosa “corda de 81 nós” usadas nas irmandades de pedreiros livres na Idade Média).

O círculo de proteção também pode ser usado para limpar um ambiente, para afastar energias negativas ou entidades astrais indesejadas.

Para direcionar este controle e poder, o mago utiliza-se de certas ferramentas de operação, para auxiliar simbolicamente seu subconsciente a guiar os trabalhos no plano mental e espiritual. É por esta razão que a maioria das escolas herméticas utiliza-se dos mesmos instrumentos, como taças, moedas, espadas, adagas, incensos, caldeirões, ervas e velas. O uso de robes e roupas consagradas especialmente para estas cerimônias também é necessário para influenciar e preparar a canalização das energias destas egrégoras.

Para contatar corretamente cada egrégora, o Mago necessita da maior quantidade possível de símbolos para identificar e representar corretamente a divindade, poder ou arquétipo que deseja. Apenas despertando sua mente subconsciente o Mago conseguirá algum resultado prático em seus experimentos. E como o subconsciente conversa apenas através de símbolos, somente símbolos podem atrair sua atenção e fazer com que funcionem adequadamente.

Podemos fazer uma analogia destas egrégoras como sendo cofres protegendo vastas somas de recursos, cujas portas só podem ser abertas pela chave correta. Rezas, orações, práticas mágicas e venerações “carregam” estes cofres e rituais específicos “abrem” estes cofres. Cada desenho, imagem, vela, cor, incenso, plantas, pedras, símbolo, gestos, movimentos e vocalização adicionam “dentes” para esta chave, como um verdadeiro chaveiro astral (qualquer semelhança com o Keymaker do filme Matrix NÃO é mera coincidência). De posse da simbologia correta do ritual e da realização precisa de cada passo da ritualística, o Mago é capaz “girar a chave”, contatar a egrégora e acessar estes recursos.

Ao final do ritual, estes deuses ou formas arquetipais são liberados para que possam manifestar o desejo para qual foram chamados durante o ritual e também permite que o Mago volte a funcionar no mundo normal. Manter os canais de conexão com os poderes ativos após o ritual ter sido completado tornaria impossível para uma pessoa viver uma vida normal.

Os magos enxergam o universo como um organismo infinito no qual a humanidade o moldou à sua imagem. Tudo dentro do universo, incluindo o próprio universo, é chamado de Deus (Keter). Por causa desta interação e interpenetração de energias, os iniciados podem estender sua vontade e influenciar o universo à sua volta.

Para conseguir fazer isto, o iniciado precisa encontrar seu próprio Deus interior (chamado pelos orientais de atmã e pelos ocidentais de EU SOU, ou seja, o seu verdadeiro EU). Este é o verdadeiro significado da “Grande Obra” para a qual nós, alquimistas, nos dedicamos. Tornar-se um mestre da Grande Obra pode demorar uma vida inteira, ou algumas vidas.

A magia ritualística abre as portas para sua mente criativa e para o seu subconsciente. Para conseguir realizar apropriadamente os rituais de magia, o magista precisa desligar o seu lado esquerdo do cérebro (chamado mente objetiva ou consciente, que lida com o que os limitados céticos chamam de realidade) e trabalhar com o lado direito (ou criativo) do cérebro. Isto pode ser conseguido através de meditação, visualização e outras práticas religiosas ou ocultistas para despertar.

O lado esquerdo do cérebro normalmente nos domina. Ele está conectado com a mente objetiva e lida apenas com o mundo material denso (chamado de Malkuth pelos cabalistas). É o lado do cérebro que lida com lógica, matemática e outras funções similares e também o lado do cérebro responsável pela culpa e por criticar tudo o que fazemos ou pretendemos fazer. Na Kabbalah chamamos este estado de consciência de Hod.

O lado criativo do cérebro pertence ao que chamam de “imaginação”. É artístico, visualizador, criativo e capaz de inventar e criar apenas através de uma fagulha de pensamento. Com o desequilíbrio entre as energias da Razão e da Emoção, o indivíduo pode pender tanto para o lado “cético-ateu” quanto para o lado “fanático religioso”. Os verdadeiros ocultistas são aqueles que dominam ambas as partes de sua consciência.

Uma das primeiras coisas que alguém que pretende enveredar por este caminho precisa fazer é aprender a eliminar qualquer sensação de falha, insatisfação ou crença materialista no chamado “mundo real”. Esta é a esfera do gado e dos rebanhos.

Diariamente, todos nós somos bombardeados com estas mensagens negativas na forma de “essas coisas não existem”, “imaginação é faz-de-conta”, “só acredito no que posso tocar”, “magia é coisa de filme”” e outras baboseiras, condicionando o gado desde pequeno a se comportar desta maneira. Esta é a razão pela qual amigos e companheiros devem ser escolhidos cuidadosamente, não importa a idade que você tenha. Diga-me com quem andas e te direi quem és.

Idéias a respeito de limitações ou falhas devem ser mantidas no nível mínimo e, se possível, eliminadas completamente. Para isto, existem certas técnicas de meditação que ensinarei nas colunas futuras.

Desligando o lado esquerdo

Durante um ritual, o lado esquerdo do cérebro é enganado para sua falsa sensação de domínio pelos cantos, gestos, ferramentas, velas e movimentações. Ele acredita que nada ilógico está acontecendo ou envolvido e se torna tão envolvido no processo que esquece de “fiscalizar” o lado direito. Ao mesmo tempo, as ferramentas se tornam os símbolos nas quais nosso lado direito trabalhará.

Existem diversas maneiras de se treinar para “desligar” a mente objetiva durante uma prática mágica. Os mais simples são a meditação, contemplação, rezas e mantras, mas também podemos usar a dança, exercícios físicos até a beira da exaustão, atividades sexuais e orgasmos, rodopios, daydreaming, drogas alucinógenas ou até mesmo bebedeira até o estado de semi-inconsciência. O exercício da Vela que eu passei em uma das primeiras matérias é um ótimo exercício para treinar este desligamento da mente objetiva.

Emoções

O lado esquerdo do cérebro não gosta de emoções (repare que a maioria dos fanáticos céticos parecem robozinhos, ao passo que os fanáticos religiosos parecem alucinados), pois emoção não é lógica. Mas as emoções são de vital importância na realização dos rituais. A menos que você esteja REALMENTE envolvido de maneira emocional e queira atingir os resultados, eu recomendo que você feche este browser e vá procurar uma página com mulheres peladas, porque não vai atingir nenhum resultado prático na magia. Emoções descontroladas também não possuem lugar na verdadeira magia, mas emoções controladas são VITAIS para a realização correta de rituais. O segredo é soltar estas emoções ao final da cerimônia (eu falarei sobre isso mais para a frente).

O primeiro passo para realizar magias é acreditar que você pode fazer as coisas mudarem e acontecerem. A maioria do gado do planeta está tão tolhido de imaginação e visualização que não é capaz nem de dar este primeiro passo, pois acreditam que “estas coisas não existem”. Enquanto você não conseguir quebrar a programação que as otoridades colocaram em você desde criança, as manifestações demorarão muito tempo para acontecer.

É o paradoxo do “eu não acredito que aconteça, então não acontece”.

Para começar a fazer as mudanças que você precisa, é necessário matar hábitos negativos. Falarei sobre a Estrela Setenária e os Sete defeitos capitais da alquimia (ou “sete pecados” da Igreja) mais para a frente. Conforme você for mudando seus hábitos, descobrirá que você gostará mais de você mesmo e os resultados mágicos começarão a fluir.

Esta é a origem dos famosos “livros de auto-ajuda” que nada mais são do que a aplicação destes princípios místicos travestidos de explicações científicas. O livro “O segredo” nada mais é do que uma compilação de ensinamentos iniciáticos desde o Antigo Egito. Ele não funciona para a maioria dos profanos simplesmente porque o gado não possui a disciplina mental, a imaginação e a vontade (Thelema) para executar o que deve ser executado.

O Bem e o Mal

Algumas Escolas iniciáticas, religiões judaico-cristãs e filosofias de botequim irão te dizer que realizar magias para você mesmo é egoísta e “magia negra”. Esqueça estas besteiras… se você não é capaz de operar e manifestar para você mesmo, você nunca conseguirá manifestar nada para os outros.

Não existe “magia branca” ou “magia negra”. O que existe é a INTENÇÃO. A magia é uma ferramenta, como um martelo. Você pode usá-lo para construir uma casa ou para abrir a cabeça de um inocente a pancadas. Quando Aleister Crowley disse “Faze o que tu queres há de ser o todo da Lei”, ele disse isso para iniciados que já tinham total noção do que deviam ou não fazer dentro da Grande Arte, não para um zé mané iniciante. Cansei de ver misticóides do orkut interpretando esta frase como sendo “vou fazer o que minhas paixões de gado me dizem para fazer”, usando as palavras do grande Crowley para justificar suas imbecilidades.

O Karma é uma Lei Imutável. Assim como a Lei da Gravidade, a Lei do Karma não dá a mínima se você acredita nela ou não, ela simplesmente existe: você sofrerá suas ações. Ponto final.

Por esta razão, é essencial pensar nisso quando se fala em magia. Normalmente, utilizar este tipo de conhecimento para causar o mal gratuito não vale o preço kármico a se pagar depois. Simples assim.

Willpower, baby

A força de vontade humana é uma força real e muito poderosa. Ela é possível de ser disciplinada e produzir o que a uma primeira vista parecem resultados sobrenaturais. A força de vontade é direcionada pela imaginação, que é o domínio do lado direito do cérebro. O universo não é aleatório. “Tudo o que está em cima é igual ao que está embaixo”. Ele é constituído de padrões e conexões, como um fractal multidimensional de ações. Através das correspondências, do conhecimento dos padrões e da força de vontade, você será capaz de utilizar as forças arquetipais para seus próprios propósitos, sejam eles bons ou malignos.

Os deuses, demônios, devas, elementais, anjos enochianos, djinns, exús, emanações divinas, qlipoths e entidades astrais são amorais. O poder simplesmente está lá. COMO você vai utilizá-lo é que se torna responsabilidade dos magos. Tanto a magia branca quanto a magia negra trazem resultados, mas no final das contas, todos teremos de nos acertar com a Balança de Anúbis e os preços devem ser pagos. Infelizmente, a maioria das pessoas tem esta idéia errada de que Karma significa “punição” ou “recompensa”. Isto vem de um sincretismo com as religiões judaico-cristãs. Karma significa apenas que cada ação traz uma reação de igual força. E que as pessoas são responsáveis por aquilo que fazem.

A simbologia dos deuses per se são apenas estímulos para serem usados pela humanidade como catalisadores para uma elevação da consciência e a melhoria do ambiente ao redor do mago. Os rituais, em seu senso mais puro, lidam com transformações no mundo. O conhecimento destas ações é o motivo pela qual as Ordens (a maioria delas) trabalha em ações globais além das ações locais. E esta também é a razão pela qual as otoridades tanto temem e perseguem os magos, bruxos e membros de ordens secretas. Eles não querem que o status quo se modifique, pois perderiam todo o poder e o controle sobre o rebanho que possuem.

Carl Jung disse que experiências espirituais são diferentes de experiências pessoais, sendo que a segunda estaria em um nível mais elevado. Isto acontece porque normalmente nem todos em um grupo possuem a concentração ou a dedicação necessária para elevar todo o grupo ao mesmo patamar de consciência (uma corrente é tão forte quanto o mais fraco de seus elos). ESTA é a razão pela qual as ordens secretas (especialmente as invisíveis, já que as discretas já estão sendo contaminadas faz um tempo pelo gado de avental) escolhem com tanto cuidado seus membros.

Muita gente choraminga a respeito do porque as Ordens Iniciáticas serem tão fechadas, e do porquê este conhecimento ficar preso nas mãos de poucas pessoas, mas a verdade é que pessoas perturbadas ou cujo grau de consciência não esteja no mesmo nível do grupo acabarão agindo como sifões de energia ou criarão caos suficiente para estragar a egrégora das oficinas.

Meditação

O conceito de participar de um ritual ou entrar em um templo sagrado (seja ele um círculo de pedra, uma pirâmide ou uma igreja católica) é o de atingir um estado de consciência conhecido na Índia como “a outra mente”. Durante um ritual, todos os participantes são ao mesmo tempo atores e platéia, ativando áreas da mente que não são usadas durante o dia-a-dia. Através deste jogo, conseguimos libertar nossas mentes e espíritos destes grilhões e alcançar que está além.

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#Thelema

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/faze-o-que-tu-queres-h%C3%A1-de-ser-o-todo-da-lei

O Hexagrama

Figura composta de dois triangulos equiláteros superpostos, um com a ponta para cima, outro com a ponta para baixo, formando assim a figura de uma estrela de seis pontas, com um hexágono regular em sua interceção, é um dos simbolos mais universais. É um símbolo mandálico chamado satkona Yantra ou sadkona Yantra encontrado nos antigos templos hindus do Sul indiano construído há milhares de anos. A tradição indiana vê no hexagrama a união de Xiva e Xácti, ou seja, o hierograma fundamental. Ele simboliza a Nara-Narayana, na meditação é o estado de perfeito equilíbrio entre o homem e Deus, e caso se mantenha alcança-se “moksha“, ou “Nirvana“.

Entre os Hebreus e , cristãos e muçulmanos é conhecido como Selo de Salomão, Escudo Supremo de Salomão, ou, na transliteração do hebraico: Magen David, onde Magen significa broquel, defesa, governante, homem armado. O Substantivo Magen refere-se a um objeto que proporciona cobertura e proteção ao corpo durante o combate.

Há uma teoria sobre a origem da forma é que se trata simplesmente de 2 a 3 letras no nome David: hebraico, na sua grafia, David é transliterados como ‘DW-D ». Na bíblia hebraica, a letra “D” (Dalet) foi escrito em uma forma muito mais como um triângulo, semelhante à letra grega “Delta” (?). O símbolo pode ter sido uma simples família crista formada por justaposição e lançando os dois mais proeminentes letras no nome.

Alguns pesquisadores têm teorizado que o hexagram representa o gráfico astrológico no momento do nascimento de David ou anointment* como rei. O hexagram também é conhecido como o “Rei da Estrela” nos círculos astrológicos.

No campo da psicologia, na escola de Jung, essa união de contrários simboliza a ‘união dos mundos pessoal e temporal do Eu com o mundo nõa-pessoal e intemporal do não-Eu’. É em definitivo a união da alma com Deus, alvo de todas as religiões.

Entre as muitas obras de Aleister Crowley, há o chamado Hexagrama Unicurso, ao contrário do hexagrama tradicional, traçado pelo desenho de dois triangulos, este é traçado, como seu nome já diz, com uma unica linha, podendo ser desenhado sem retirara caneta do papel.

Também chamados hexagramas – figuras completamente diferentes – certos simbolos chineses típicos. Estão todos reunidos em um livro, o I-Ching, conhecido sob o nome de O Livrod as Mutações. Os hexagramas são compostas de seis traços cada uma, sendo esses traços ou linhas podendo ser contínuos ou descontínuos. Representam um tao ou princípio universal, que rege a ordem. São formados por dois trigramas, compostos cada um de três linhas, simbolizando o homem entre o céu e a terra. São ao todo 8 trigramas, e suas combinações resultando em 64 hexagramas.

Fonte:
Ocultura – Hexagrama
CHEVALIER, Jean, Dicionário de Símbolos

Leia também:
Do Coração do Magista
Suástica
Coelestium
Histórico Vampirico
O Muro de Cristal

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-hexagrama

O Miasma e a Katarsis

Miasma significa poluição, mas não no sentido que hoje lhe damos. Miasma é toda a sujidade associada ao mundano, a sujidade que este gera: quando corremos e transpiramos estamos a criar miasma, quando sangramos temos miasma, se caímos numa poça de lama geramos miasma.

Mas o miasma não se limita à sujidade física, incluindo também a sujidade espiritual, ética e mental. Assim, quando matamos algo de forma injusta criamos miasma, se ofendemos alguém também é miasma, se cometemos um crime aos Deuses fizemos miasma, os próprios pensamentos geram miasma.

Em suma, o miasma resulta da actividade humana. Situações especiais que geram miasma são o contacto com a morte, quer sejamos nós a matar ou morra alguém próximo de nós, um familiar ou amigo, e o sexo e nascimento. De realçar que nem o nascimento nem o sexo são considerados menos sagrados, mas quando acontecem as pessoas envolvidas ficam fisicamente sujas, pelo que é necessário um banho.

No caso do nascimento e da morte são também efectuados rituais especiais porque ambos representam as duas transições mais importantes da vida e, como tal, podem comportar forças que geram poluição.

De referir ainda que o miasma e as actividades que o geram não são consideradas negativas, profanas ou más, antes pelo contrário, há Deuses que estão directamente envolvidos nelas e muitos participam nelas e tanto o nascimento como a morte são simultaneamente as maiores geradoras de miasma e duas das coisas consideradas mais sagradas. O que se passa é que ir limpo a um ritual é uma espécie de etiqueta e os Deuses podem ficar ofendidos se desrespeitamos a etiqueta, porque isto mostra que os desrespeitamos a eles.

Finalmente, para as mulheres, a gravidez e a menstruação não são consideradas miasma, pelo que não há qualquer restrição nessas alturas – apenas se deve realizar a katarsis normal, incluindo um banho para remover a sujidade física que se acentua nessas ocasiões se não forem tomadas precauções.

Katarsis são todas as acções rituais que realizamos para nos livrarmos do miasma, quer seja porque vamos a um templo ou ritual e, portanto, não queremos desrespeitar os Deuses, quer porque apanhámos uma dose muito grande e queremos livrar-nos dela. Por vezes o miasma que temos é tão grande que é transmitido a outras pessoas, como acontece com os assassinos, e, por isso, devem realizar-se rituais para nos livrarmos dele.

Mas a katarsis não é apenas uma forma de remover a sujidade, ela também prepara a nossa mente e o nosso espírito, para além do corpo e do espaço, para um ritual, focando os nossos pensamentos e distinguindo a situação ritual de outras.

Ir a um ritual sem katarsis é um enorme desrespeito: seria como ir a um casamento sujo, ou a uma reunião de escritório com calções de banho e bikini. Tanto a sujidade como os calções de banho e o bikini não são negativos em si – é a sua presença em determinado contexto que os torna negativos, que os torna miasma. Realizarmos a katarsis, nestes exemplos, seria tomar banho e vestir roupas lavadas para o casamento e vestir algo formal para a reunião.

Por outro lado, se um dos noivo nos encontrar no dia a dia e nós formos mecânicos não se ofenderá da sujidade, do mesmo modo que um chefe que encontre o subordinado na praia não tomará por ofensa ele estar com fato de banho: até é provável que ele mesmo esteja.

Também os Deuses não se ofendem se no dia a dia os contactarmos com preces ou devoções espontâneas e tivermos miasma, mas em rituais a situação é mais distinta pelo que devem ser tomadas precauções.

Antes do Ritual

Limpeza da Pessoa

Antes de ir para o ritual devem-se efectuar acções específicas para se purificar a si mesmo, numa espécie de transição do mundano para o ritual. A principal acção é o banho, a limpeza física da pessoa através da água e, no caso moderno, dos sabonetes, champôs, géis de banho, perfumes, etc. Para festivais e grandes rituais é sempre necessário que a pessoa se arranje, tomando banho e perfumando-se e também vestindo roupas limpas ou especiais. Para devoções mais pequenas convém sempre lavar as mãos e a cara e os dentes, enquanto que para simples preces no momento não é necessário tomar qualquer destas atitudes.

Relativamente às roupas, estas podem ser especiais para nós, quer sejam roupas que só usamos em ocasiões especiais, ou mesmo exclusivas para os rituais, quer sejam gregas, latinas, ou modernas. Roupas normais também servem, desde que nos esmeremos para causar “boa impressão” é suficiente. O único requisito é que, tal como a pessoa, as roupas sejam limpas: não serve a roupa com que andámos no dia anterior, por exemplo.

Actualmente muitos helenistas gostam de acrescentar outras formas de preparação para o ritual que não eram praticadas na antiguidade, mas que preparam melhor a mente e acalmam o espírito, permitindo que nos foquemos apenas no ritual e nos Deuses. Refiro-me, é claro, a meditações. Estas são inteiramente opcionais, mas na minha opinião acrescentam muito valor e profundidade a um ritual.

Na antiguidade existiam muitas formas de katarsis, incluindo o jejum, total ou parcial, purificação pelo sangue, purificação pelo fogo, banhos no mar ou rios, purificação pelos cereais, entre outras, quer realizadas antes quer depois do ritual, mas não vou referir-me a elas mais neste artigo.

Limpeza do Espaço

A limpeza do espaço antes do ritual era efectuada pelo neokoros que mantinha o templo sempre limpo, literalmente, varrendo-o e esfregando-o. Antes de um grande ritual a divisão deve sempre ser meticulosamente limpa, mas para rituais normais basta a limpeza normal, não é preciso que a divisão esteja “um brinco”. Para além disso, existem técnicas de limpeza rituais, hoje praticadas pela pessoa que efectuará o ritual.

Várias horas antes efectua-se a fumigação com enxofre. Esta consiste em queimar enxofre e deixar que este encha o ar, purificando-o. Pode ser feita uma prece a Apolo, Deus da purificação. Pessoalmente, quase nunca uso enxofre porque os meus rituais são de manhã e não dá tempo para que o cheiro do enxofre desapareça completamente, isto para além de os fumos serem tóxicos e se entranharem, especialmente em sofás ou camas. Eu prefiro usar o incenso, deixando o quarto completamente às escuras com vários paus de incenso acesos para que o encham completamente, abandonando-o depois das acções rituais para que fique numa espécie de incubação, que é o método porque Apolo mais se manifesta. O quarto permanece assim, completamente fechado, sem que nada nem ninguém lá entre antes do ritual, e a luz só volta aquando do ritual, nomeadamente da segunda acção purificante antes do ritual, para que se possa ver o que se faz, quer seja através de luz solar, de lâmpadas ou de velas.

Antes dos convidados chegarem, ou antes de entrar no quarto com as oferendas para fazer o ritual, a pessoa entra carregando consigo o khernips, uma taça com água. Então acende-se a chama sagrada e prepara-se o khernips, tornando a água sagrada. As formas de o fazer são muito variadas, pois não se conhece a forma usada na antiguidade, e não estão no propósito deste artigo. Após acender a chama e se preparar o khernips, coloca-se este à entrada para que todos os participantes se limpem antes de entrar.

Em rituais solitários costumo sair com o khernips, após o ter usado para me limpar a mim e ao espaço ritual, em sentido oposto ao do ponteiro dos relógios, e salpico todas as oferendas, deixando depois o khernips fora do quarto e entrando com as oferendas. No caso de rituais colectivos é normal que o khernips seja salpicado sobre os outros pela pessoa que o preparou e também sobre as oferendas, sendo depois novamente depositado fora do local do ritual, já que absorveu todas as impurezas e miasma e convém que esteja fora do espaço e das pessoas agora sagrados.

Durante o Ritual

Limpeza da Pessoa

A limpeza da pessoa durante o ritual propriamente dita é efectuada por ela mesma antes de entrar no espaço sagrado e pelo sacerdote, que a salpica novamente com khernips. Depois a pessoa é que se deve esforçar por manter os pensamentos centrados no ritual e por dar o melhor de si.

Limpeza do Espaço

Quando as pessoas entram no espaço sagrado, percorrem-no no sentido oposto ao ponteiro dos relógios, às vezes sob a forma de uma dança, que demarca claramente o espaço sagrado. Depois dá-se a oferta inicial de grão, em que cada pessoa tira um pouco de grão do cesto onde a faca sacrificial se encontra escondida, e segurando o grão todos o atiram para o chão, ficando em completo silêncio. O efeito é demarcar claramente o começo do sagrado e é fantástico, principalmente se foi antecedido por música e depois só se ouve o salpicar dos grãos que gradualmente é substituído por silêncio.

Então, o ritual propriamente dito começa.

Depois do Ritual

Quando o ritual acaba o espaço fica cheio de grão no chão e com as ofertas. Caso seja numa floresta deixa-se a área e o ritual está concluído. Mas quando o ritual se dá em espaços do interior convém que o espaço seja limpo, algumas horas depois, para que os Deuses possam apreciar totalmente as ofertas antes de as retirarmos. As ofertas perecíveis e libações são deixadas numa floresta ou parque, sendo as ofertas enterradas. Quando não há hipótese de o fazer podem ser simplesmente deitadas fora, mas embrulhadas num saco em separado.

Outras ofertas podem ficar no local por mais tempo, como por exemplo flores, estátuas, jóias, entre outras.

Lista

E aqui fica uma pequena lista para verificar antes do ritual:

– Fumigação do Espaço

– Ocasião especial (morte e nascimento) = purificação especial (jejum, ritual, entre outros)

– Banho e roupas novas/especiais

– Outras formas de preparação: meditação

– Khernips e Chama Sagrada

– Circumbalação

– Purificação por cereais e silêncio

Texto retirado do site:

http://www.portuskale.org/pratica/purificacao.html

Está em Português de Portugal, mas é muito bom. Espero que não tenham problemas em entender.

#Rituais

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-miasma-e-a-katarsis