Então você quer virar um vampiro?

Os vampiros são uma raça de seres inconformados com a morte. o sentimento deles em relação ao fim da matéria orgânica é tão forte que acaba por criar um novo metabolismo corporal através de evocações místicas. É essa transformação que torna os vampiros imortais. No entanto, para chegar à imortalidade , é necessário morrer para depois assumir a forma de Nosferatu (morto-vivo). Contaminado pelo vírus do vampyr , o iniciado terá diversas opções para seguir o culto, sendo que a maioria pode acarretar muito sofrimento e solidão. A eternidade plena só é conseguida com muita sabedoria,  e quase sempre através de um processo espiritual, e não corporal. Por isso muitos que conseguiram a preservação d matéria corpórea através dos ritos vampirescos acabaram encontrando um vazio inexpurgável. Estes enlouqueceram e conheceram horrores capazes de gelarem a alma. A solidão fortalece quando é controlada. É como as Drogas que abrem as portas da Percepção para se penetrar por novas portas, mas quando se tornam a razão da vida, são a morte sem fim.  Nesse sentido, vale citar as palavras do mestre Gíacomo, que define a morte sem fim como um dos piores momentos que um humano ou ex-humano pode conhecer “QUEM PERSEGUE OS TÊNUES FIOS DA IMORTALIDADE TEM QUE ESTAR CONSIENTE DOS MOTIVOS E PROPÓSITOS DA PROCURA. SE FOR POR PURA VAIDADE O PREÇO SERÁ MUITO ALTO. ”

INICIAÇÃO 

Aqueles que forem escolhidos para seguir a trilha imortal devem se dedicar a encontrar os sinais que revelam os mistérios proibidos. O primeiro passo é encontrar os santuários espalhados pelo planeta , onde se podem fazer os rituais de transposição d morte prematura. Esses locais normalmente estão escondidos por entre as montanhas mais altas do mundo e guardam forças energéticas vitais intocadas pelo tempo finito. O encontro sempre acontece num momento de silêncio profundo. O reconhecimento se dá de maneira natural: todos os sentidos avisarão que o lugar tem fluidos para o ritual. A melhor maneira de fazê-lo é deixar fluir a energia procurando os caminhos da iluminação, para que os processos sejam livres e culminem num estado de positividade. Para se encontrar condições de realizar o ritual, no entanto deve se imunizar contra os desejos sórdidos proporcionados apenas pela vaidade. Aquele que anseiam demasiadamente a transformação apenas pelo gosto do sangue e de poder certamente encontrarão os seus santuários para rituais em locais mortos , como cemitérios , igrejas abandonadas , encruzilhadas etc. estes carregarão pela eternidade uma ansiedade de destruição que os aprisionará a mais terrível das solidões.

Quem se deixar morrer na podridão viverá uma sangrenta existência atormentada pelos séculos e só encontrará libertação nas chamas de uma fogueira ou na corrente de um rio. Mesmo assim, poderá ser evocado por outros homens malévolos sedentos de poder. O caminho dos rituais profanos na verdade é estéril porque não há renascimento, apenas a morte.

Por outro lado , os que tiverem uma iniciação iluminada , procurando as tradições que formam uma iluminada raça de homens revolucionários ,  serão chamados de magos e terão uma imortalidade que pode evoluir até a plenitude , alcançando níveis de compreensão que beneficiarão outros da espécie. Quem segue por esses caminhos poderá voar e não terá que se esconder da luz quando ela se prenunciar no horizonte. Tornar-se á um mestre e encontrará novos homens e mulheres para serem iniciados de acordo com os desígnios do destino.

Nada terá a temer, pois será um ponto de concentração de força e de vida que se espelhará e se renovará constantemente. Como se vê, a imortalidade não está ligada apenas ao vampirismo. Não apenas os que se alimentam de sangue podem contemplar a passagem do tempo.

Só que na questão do vampiro de sangue a preservação essencial é puramente da casca que protege o espírito,

um vazio; por isso suas imagens não são refletidas no espelho. Quem no entanto trilha o caminho á transformação através da sensibilidade aprenderá segredos mágicos só alcançáveis pela iluminação divina.

A pergunta que fica no ar seria: Não serão os magos então também vampiros? Sim! É Por isso que os vampiros iluminados ficaram conhecidos como magos, sábios, filósofos, poetas, artistas; enquanto os vampiros das Trevas se tornaram malditos renegados pela luz , detentores apenas dos poderes profanos proibidos que tornam as suas existências uma eterna solidão

Tanto os Vampiros de Sangue como os Vampiros Astrais são seres eminentes noturnos , pois é nesse período que os canais de transferência energética estão livres para que o mal transite livremente . Por isso que dificilmente uma pessoa que desperta com o sol e repousa durante a noite terá poder para beber na fonte da eternidade . Isso não quer dizer que não possa sair de dia. Mas sim que não terá os mesmos privilégios ex :

Um vampiro Astral pode sair de dia porem alem de se sentir fraco dificilmente conseguirá se alimentar de energia diferente da noite , por isso escolherão a noite pra viver ; nesse péridod, podem estudar os meios que lhe garantam a sobrevivência. È comum ver as pessoas saírem à noite , que evitam o contato com o sol e , quando o fazem se protegem com óculos escuros para que sua pupila não se influencie com as cores do brilho solar. Na casa de um vampiro , as luzes ficam acesas até altas horas da madrugada e só se apagam com o esaparecimento da estrela da manhã. Dorme enquanto os outros  seres trabalham para garantir sua sobrevivência .

Seus hábitos são diferentes dos das pessoas comuns. Gostam de comer carne crua ou quase crua, é estudiosos e prolixos quando desejam seduzir alguém ou conseguir alguma vantagem. Possuem um aguçado sentido para saberem quando estão em perigo e são rápidos para escaparem de confusões. Sabem o momento certo de aparecem num local e o momento de desaparecer  quando necessário, gostam de conversar olhando fixamente o interlocutor para poder enxergar um pouco além da massa que reveste o corpo (aura) gostam de bebe álcool, mas já mais  são vistos embriagados. Alem disso possuem um desejo cego pelo poder . Normalmente vampiros são pessoas cultas e de famílias tradicionais .

No caso  também dos vampiros de sangue utilizam sempre um caixão com terra do seu país de origem para  locomoção para se sentirem em casa , o nomadismo é uma característica de um ser morto vivo , ambos os vampiros  tanto de sangue como o astral não pode entrar numa casa sem serem convidados , não ligam para cruzes etc… Se bem que num lugar sagrado também só pode entrar se for convidado isso não vale para o vampiro astral.

Aqui você saberá um pouco sobre os vampiros, segundo o autor desse Site ao qual vos escreve , pode ser que as informações que contenham aqui você já os tenha tido ou está num nível superior e conheça até mais porem é bons relembrar que poucos sabe tudo . Com o decorrer de uma existência é que tu és beneficiado com o poder da  sapiência quanto mais sabedoria  muito melhor será ao convívio de um novo Millennium procurando a tão inalcançável Eternidade. Dês dos Primórdio até os tempos atuais fala-se sobre o floucore dos Vampiros.

Eles existem ?  Já existiram ? Ou nunca existiu ?  E tudo foi inventado por um louco irlandês chamado Brain Stocker. ? Pois aqui daremos algumas explicações ! É bom lembrar que o Objetivo desse site é de informatização as pessoas que buscam o conhecimento sobre o ocultismo. A qual hoje em dia é tão procurado. E também  a outros amigos vampiros a qual procuram preencher o vazio de encontrar  alguém semelhante . Pois a você caro amigo é bom lembrar  que você não está mais sozinho. Não somos muitos é verdade mas estamos em todos os lugares e a procura de outros que nos entendam. Iremos por parte!

1º Não direi tudo! mas quase tudo que você viu em Filmes é uma grande mentira , coisas inventadas por débil mentais as quais  além de atrapalharem acabam a esconderem a verdade sobre o vampirismo. Cruzes , Água benta etc… é tudo piada em relação ao vampirismo.

2º Lamentavelmente  com informações erradas  assistindo a filmes ou estórias ou coisas escritas em livros apenas pra ganhar dinheiro às pessoas acabam se identificando com o vampirismo e acham que já nascerão ou são vampiros, isso é muito errado não é tão simples quanto parece. Desculpe me se com essas coisas que estou lhe contando  e vou ainda  lhe contar ,tirar uma possível esperança de ser um vampiro, mas infelizmente a vida é cheia de desilusões e é melhor a verdade do que você viver numa mentira e acabar ficando louco. mas os objetivos dessa Hp são bem claros! Infelizmente existem pessoas que são solitárias , pessoas mal  compreendidas pela família, pela sociedade , por todos, mas isso não significa que você é um Vampiro o Vampirismo é muito mais que isso envolve coisas e valores a qual você vive  e acredita. Por isso eu lhes digo ser vampiro além de não ser fácil é triste , agora você que Quer mexer com o Vampirismo.  CUIDADO!!!! existem portas a qual você não deve abrir, pois depois de abertas não se fecham mais . Eu costumo a dizer que antes de fazer uma viagem saiba onde ela vai acabar .novamente eu digo e insisto  CUIIDADO!!! POIS VOCÊ PODE PERDER A SUA ALMA. uma coisa eu lhe digo e juro. JURO por tudo que é mais sagrado nessa vida o Mal existe. Já pude comprovar isso. O mal é grande, perigoso, injusto, falso, mentiroso, invejoso e tudo de mais negro e podre que existe. Mas se existe o MAL, e que é uma grande força também sei agora que existi o BEM. e que se existe o DEMONIO que é forte ,traiçoeiro ,existe um DEUS justo e que é 100.000 vezes mais forte . tudo isso que lhe conto me foi roubado por uns tempos  mas que hoje em dia acredito que foi recuperado. estava descrente de minha fé e de tudo mas nunca é tarde pra se arrepender  e pra sair dessa .

Bom ! levei a coisa por um lado um pouco pessoal né !! Mas é bom comentar pra que você use o vampirismo pras coisas boas e não pras coisas ruins pode até parecer estranho mas existe pra tudo um lado bom. agora voltemos  ao assunto!

3º Existem dois tipos de vampiros . Os Vampiros  de Sangue (clássico de filmes) mas que como aqui já mencionados não tem nada  haver com ficção. se alimentam de sangue a essência da vida . e existem os

Vampiros Astrais  a qual sobrevivem de Energia .

VAMPIROS DE SANGUE 

Houve uma época  em que existiram em até certa quantidade muito mais radicados na Europa a quais fizeram mais semelhantes e construíram famílias  eram devotos do mal idealizavam Satanás como seu deus e radicavam o vampirismo ao culto da Serpente Velha.  muitos estudiosos dizem ser essas Serpentes as das  Torres de SET

pra quem  nunca ouviu falar  teve um tempo em que essas Torres das serpentes de SET invadiram as grandes cidades  de todo o mundo eram fanáticos que devoravam crianças, controlavam a mente de outras pessoas, e sacrificavam virgens tinham vários Templos. Devo confessar a vocês duas coisas : 1º A brilhante história do Empalador Vlad Tepes da Romênia ao qual o Lunático Brain Stocker depois de saber sobre a cultura das regiões mais remotas da antiga Europa juntou a história do vampirismo com o empalador e sanguinário Vlad  Tepes também conhecido por todos como Vlad Dracúla ou somente Dracula o vampiro mais conhecido dos cinemas ao qual inspirou muita gente que se acha vampiro. Pois Bem ! Vlad Tepes era sim um sanguinário como há registro na história do mundo antigo porem ele era sanguinário porque além de ser um excelente guerreiro era um Empalador. adorava matar seus inimigos e estripados em uma estaca enfiada na terra por isso era chamado de Vlad o Empalador defendeu a Romênia Cristã contra os bárbaros Turcos que eram Mulçumanos. dentre muitos registros  na história podemos destacar dois deles :

Uma vez Vlad depois de terrível batalha contra seus inimigos os empalou na frente de seu castelo para quem quase se admirar o grande feito . Enquanto isso ele se deleitava num glorioso e farto banquete com convidados

com muito vinho e vários tipos de carne.

Numa outra oportunidade ele convidou varias pessoas pobres  para um grande banquete em seu castelo enquanto os pobres coitados comiam ,no meio da refeição Vlad Tepes saiu e ordenou ao capitão de sua guarda para que queimassem todos vivos. Como ordens são ordens o capitão o fez  enquanto as pessoas morriam lentamente queimadas Vlad tepes se acabava numa imensa Gargalhada. Todas essas histórias estão devidamente registradas . Como vimos Vlad Tepes(dracula) era realmente mau mas jamais houve qualquer indicio ou suspeita de praticar vampirismo principalmente de sangue . Por tanto o irlandês Brain Stocker juntou as histórias de vampirismo da idade média e da antiga Europa e os juntou com a fascinante história de Vlad Tepes escrevendo a famosa Estória de Conde Dracula. Agora você já sabe tudo sobre a ficção e um pouco da verdadeira história  dos vampiros.

A segunda coisa que eu iria confessar é que até agora em toda  minha vida nunca encontrei um VAMPIRO de SANGUE sei que já existiram mas numa experiência que eu tive muito forte em minha vida ao qual não quero passar nunca mais  me foi dito que além de não existir mais tal criatura jamais eles voltariam a existir.

Sobre essa  Experiência que tive irei contar numa outra oportunidade mas devo adiantar que foi dai que vi que além do mal existir também podia vender e perder a minha Alma.

Bom  continuando , um amigo meu vampiro me disse que o maximo que um vampiro de sangue chegou perto de nosso país “Brasil” foi  na  Argentina. Ele me contou isso antes de eu ter essa experiência, quando me contou eu acreditei pois sei de suas intenções sei que jamais iria mentir pra mim pois somos iguais somos vampiros, mas depois dessa experiência me convenci do que sei e doque escrevi a respeito disso. A muito mais a escrever sobre Vampiros de sangue mas por hora  chega!

VAMPIRISMO ASTRAL 

O vampiro astral se alimenta das Energias de outras pessoas, se deleita com o esgotamento de energia de uma pessoa para além de lhe roubar suas energias e  emoções se fortalecer.

Você já tentou ler através do espelho o seu próprio rosto ? Existem mistérios dentro de nós  que não ousamos revelar nem para nós mesmos. Todos os dias saímos à procura de alguma coisa para saciar nossas ansiedades, e este é um processo que se realiza ao preço da nossa sanidade mental , ou , quem sabe , da insanidade. Nessa busca , sugamos energias e nos deixamos ser sugados, num metabolismo que às vezes escapa a nosso controle.

Procuramos fontes para nos alimentarmos de sabedoria , sexo , sonhos , esperanças , vida. Por mais que um suicida deseje a morte , oque está procurando é um meio de libertar-se dos marasmos causados pela sua ansiedade. Então na verdade , ele não quer morrer , mas saciar-se com a vida , e para isso é capaz de qualquer atitude , chegando ao extremo de matar-se por desespero , sem saber que é justamente nela que está a fonte que lhe permitiria a autopreservação diante da morte. A ação do tempo envelhece a matéria , tornando a realidade da morte cada vez mais próxima ; o objetivo do vampiro astral é conseguir vencer esse círculo tomando a energia de outros , para aumentar sua beleza física e seus dotes intelectuais, ampliando o fascínio que as outras pessoas terão por ele. Para isso não mede esforços , e procura  sugar tudo que possa  converter sua força para realizar a travessia através do inexorável círculo do tempo.

Normalmente esses vampiros são atraentes de alguma forma ou são muito bonitos ou tem um charme muito especial e sabem formar teias com as palavras , capazes de aprisionarem para sempre  o coração de um incauto

Seus olhos irradiam a sedução de fogo dos infernos , despertando em sua s vítimas o ardente desejo de conhecer os mistérios que domina. Nos movimentos transmite  a sabedoria adquirida pela experiência.

O vampirismo astral acontece em todos  os níveis de relações humanas , tanto no social como no físico.

O empresário de uma grande  empresa alimenta-se do trabalho dos seus operários, e por isso pode pagar tratamentos de luxo que lhe preservam a juventude por mais tempo. Já os operários, exauridos , em pouco tempo se transformam em esqueletos , devido às dificuldades que enfrentam no dia-a-dia

Já na relação entre duas mulheres é necessário que uma beba o sêmen da outra para alimentar a sua beleza e sua força masculina capaz de quebrar as barreiras que se colocam à sua frente . O Lesbianismo o mais autêntico caso de vampirismo astral assim como toda relação homossexual. Porque na verdade um vampiro não liga para o sexo em si e sim para a troca de energia .  O mesmo ocorre com um vampiro de sangue. No sexo aquela que esta sendo possuída tem a sensação de estar se entregando a mil serpentes que eleva o seu gozo ao mais louco êxtase. A essência que flui nesse orgasmo é imediatamente absorvida e transformada em vitalidade. Numa relação heterossexual também pode ocorrer o vampirismo astral apartir que um possui o outro . A mulher absorve o esperma para transformá-lo em energia  viva , e o homem por sua vez domina a fêmea porém vale lembrar que numa relação homossexual o vampirismo Astral  fica evidente no mínimo dez vezes mais. Era muito comum no Império Romano às esposas dos poderosos convocarem muitos escravos para se masturbarem diante de uma banheira , onde era recolhido o esperma para seus banhos de embelezamento. O líquido saído das entranhas dos escravos era um eficiente creme contra as rugas, e deixava a pele macia , num nítido desejo de fugir da ação do tempo outro caso famoso foi o da  Condessa Elizabeth barthory , que recolhia centenas de camponesas no interior de seu castelo na  Itália prometendo-lhes uma vida mais confortável e depois de realizar todos os tipos de libertinagem com as moças . passava todas elas  a espadas para depois  na madrugada tomar orgíacos banhos de sangue. Quando presa e interpelada pelas autoridades sobre o porquê da necessidade do sangue , ela confessou que temia ficar velha , e o sangue das jovens lhe restituía a mocidade perdida. com um vampiro astral acontece à mesma coisa porem sem o envolvimento de sangue e sim de energia.

Os detalhes do ‘como’ e do ‘porque’ alguém pode se tornar um vampiro

Postagem original feita no https://mortesubita.net/vampirismo-e-licantropia/entao-voce-quer-virar-um-vampiro/

Ataque e Defesa Astral

Marcelo Ramos Motta

Postagem original feita no https://mortesubita.net/thelema/ataque-e-defesa-astral/

O Caminho Sinistro – Parte 2

Continuação do Post: O Caminho Sinistro – Parte 1

Preparação

Saudações, leitor. Já a partir deste, você encontrará similaridades com o artigo anterior. Nossa caminhada seguirá um padrão monográfico, para otimizar a compreensão e os processos cognitivos envolvidos. Em “Preparação” serão abordados temas introdutórios, ou uma explicação retrospectiva, para que você tenha tempo de abandonar o que estava fazendo anteriormente e conectar-se ao conteúdo. Em “Meta-Percepção” serão abordados jogos e exercícios intuitivos para aprimorar sua capacidade perceptiva no que se refere a coisas que são ditas em um padrão diferente da linguagem direta. Meta-percepção é a habilidade de perceber que está percebendo alguma coisa. E, finalmente, em “Considerações” será proposta uma ideia a ser trabalhada até o próximo passo n’O Caminho Sinistro, além de feitas, se necessárias, observações e explicações pertinentes.

Desde a publicação do primeiro artigo, pessoas próximas têm me perguntado por que optei por uma abordagem tão básica, e a resposta é simples: porque ninguém o faz. A senda sinistra é muito mais complexa do que o satanismo e o luciferianismo jamais serão juntos e há interpretações errôneas e tabus suficientes para induzir o mais atento dos adeptos ao erro. O objetivo desta caminhada inicial é encher os pulmões com uma nova golfada de ar para galgar uma colina, onde poderemos secar o suor à ilharga do braseiro, mas acima de tudo aproveitar a vista privilegiada. Preparado?

Meta-Percepção

Antes de qualquer coisa pare e se pergunte por que você está aqui, lendo isso.

Se você leu atentamente a primeira parte d’O Caminho Sinistro, deve saber que essa pergunta não tem uma resposta correta sequer, apesar de ter várias.

Não se trata da resposta, mas da pergunta, caro leitor.

Há uma máxima contemporânea que diz que feliz é aquele que sabe o que procura, pois o que não sabe, não vê o que encontra. Ao se deparar com a necessidade de saber o motivo de estar aqui, lendo isso, onde você busca os recursos para preencher a lacuna? Há mesmo uma lacuna a ser preenchida? Você “percebe” que a única pessoa a quem precisa realmente responder essa pergunta é a si mesmo? Percebe como isso muda completamente o contexto da pergunta e o universo de respostas? Percebe que, mesmo com a mudança de paradigma, a pergunta ainda carece de resposta?

Talvez a decomposição da proposta simplifique-a: “você está aqui”?

É chamada de propriocepção a capacidade de reconhecer, sem auxilio visual, seu posicionamento no espaço e esta funciona mesmo em nível inconsciente. Quando seu corpo é inclinado lateralmente, o cerebelo ativa o reflexo corretivo, fazendo com que você incline a cabeça para que sua linha de visão se alinhe novamente com o horizonte. Você não apenas está no espaço, como tenta inconscientemente se harmonizar com ele. Da próxima vez que isso acontecer você vai, provavelmente, tentar assumir o controle. Este é um exemplo mais complexo, mas funciona com qualquer função orgânica que normalmente façamos automaticamente, como respirar, contrair ou relaxar um músculo, piscar os olhos e assim por diante. No momento em que você assume o controle consciente de uma função orgânica e pensa ativamente sobre isso, você ganha ciência sobre o espaço que ocupa e começa a ter lapsos sobre como funciona sua própria consciência. Você percebe ativamente que está aí?

Antes de prosseguir pare e se pergunte por que você está aqui, lendo isso.

Panchamakara

No texto anterior conhecemos de forma breve as práticas dos Aghori, praticantes extremistas do Vamachara da linhagem Kapalika; hoje daremos um passo adiante na direção do Tantra sinistro de uma forma geral, para que você esteja definitivamente familiarizado com a origem da doutrina sinistra e, desta forma, possa tanto evitar engodos quanto construir suas próprias impressões sobre a mesma.

Na tradição védica designa-se pelo termo sânscrito “sadhana” qualquer meio espiritual para se alcançar o “moksha”; a libertação do ciclo de renascimento e morte. O Vamachara, ou caminho sinistro, é um sadhana, mas isso não impede que existam outros sadhanas específicos dentro da doutrina. O mais notório deles é o Panchamakara, ou “cinco M”.

Por melhor que o caminho destro tenha tentado adaptar os significados esotéricos dessa prática tradicionalmente sinistra, é difícil transpor todo seu significado sem distorcer a moral no sentido como conhecemos. O princípio básico de prática está na afirmação de Shiva (no Maheshvara Tantra) de que através da paixão é possível transcender. Os “cinco M” são os cinco aspectos envolvidos na união amorosa com a shakti (a mulher, e esta deve sempre ser vista como uma encarnação divina), a saber:

– Madya: Vinho. Transforma e ativa o tattva do ar e simboliza a intoxicação mística causada pelo amor e o néctar divino (amrita), de face feminina e ligada à shakti.

– Mamsa: Carne. Transforma e ativa o tattva do fogo e simboliza a consciência e a contemplação, de face masculina e ligada à Shiva.

– Matsya: Peixe. Transforma e ativa o tattva da água e simboliza a extensão por onde Kundalini ascende e/ou descende sob o controle do pranayama.

– Mudra: Não possui tradução literal, mas no Vamachara representa um companheiro espiritual, guru ou parceiro de sexo tântrico. Os dakshinacharyas, praticantes da mão direita, substituem esse elemento pelo cereal integral ou maltado… pois é. Transforma e ativa o tattva da terra.

– Maithuna: Traduz-se grosseiramente por ato sexual e é o elemento mais mal interpretado do Panchamakara. Obviamente não se refere à relação sexual comum, mas à união entre mente individual e mente cósmica. E, de qualquer forma, a prática tântrica ensina que o bindu (o núcleo manifesto da criação) deve ser preservado, e isto é feito evitando-se o orgasmo. Transforma e ativa o tattva do éter.

Talvez seja difícil imaginar inicialmente, mas o uso literal dos elementos do Panchamakara ajuda o praticante a destruir noções de egoísmo e falsas noções de pureza e são usados na maioria das vezes para recondicionamento mental e/ou para quebrar ciclos de pensamentos ou comportamentos negativos. Lembrando que um rigoroso nível de disciplina é exigido enquanto o praticante envolve-se nesse tipo de atividade sob o risco de incorrerem dependência psíquica e distúrbios orgânicos. Perceba que eu não descrevo o ritual em si; isso é proposital, tendo em vista que nossa caminhada não é doutrinária em sua natureza, mas explicativa. Houve um esforço da minha parte, contudo, para sintetizar o conhecimento sobre cada aspecto para que você mesmo possa fazer suas correlações durante a fase de estudo. Mudra, por exemplo, tem uma forte ligação alegórica com a Shekhinah inferior (Malkuth), daí a discrepância do significado para vamacharyas e dakshinacharyas.

Agora, caro leitor, o convido a fazer uma rápida análise por mera reflexão herética, lembrando que o ritual de Panchamakara tem como objetivo elevar o praticante à condição divina temporária, através da expansão da consciência e do refino pessoal. Onde mais você já viu estes elementos juntos? O vinho (“meu sangue”), o pão (“meu corpo”… agora o cereal faz sentido ao invés de guru?), o peixe e a carne (sobre a mesa) e a comunhão íntima entre corpo e espírito. Eis aí todos os elementos em forma literal. E se algum de vocês quiser entender que “consumir o corpo” do guru não se referia exatamente aos cereais, eu prometo que não vou impedir ninguém, afinal sexo tântrico é uma via de sublimação espiritual. É importante neste momento que vocês considerem, independente de se em forma literal ou alegórica, a possível ironia da incorporação do caminho sinistro à tradição cristã e passem a entender como é especialmente importante o valor da percepção e da interpretação na nossa caminhada.

Tanto a exegese quanto a gematria não apontariam mudança na essência “divina” do rito caso este fosse sinistro e, a bem da verdade, a interpretação literal é inconclusiva. E, não se engane, o desconforto moral que surge em grande parte dos casos não é, nem de perto, um indício real da essência das coisas.

Motivação Intrínseca

Como no artigo anterior, parte do texto será dedicada à origem e explicação da doutrina e parte dedicada a uma análise contemporânea sobre a mesma, desta forma no final de nossa caminhada você terá um apanhado geral sobre passado e presente, causas e conseqüências e, com sorte, teremos um grupo bem instruído.

Por que você faz as coisas que faz? Calma, essa não é uma das perguntas da seção Meta-Percepção. Quando você quer ser o melhor no que faz ou quando faz algo por diversão ou prazer o que o propulsiona em direção ao seu objetivo é a motivação intrínseca. Esse tipo de estímulo tem grande funcionalidade prática, por não depender diretamente da aprovação ou avaliação de terceiros, por facilitar e agilizar o mecanismo de recompensa, mas especialmente por não gerar quantias consideráveis de tensão e ansiedade.

No que se refere ao ocultismo sinistro, o comportamento ativado por recompensas internas deveria ser regra, mas a realidade está mais próxima do extremo oposto, pelo menos para a maioria, e aqui reside um problema que devemos evitar.

Motivação Extrínseca

Toda vez que você faz algo esperando uma recompensa, tangível (dinheiro, presentes) ou intangível (elogios, reconhecimento), aquilo que o propulsiona em direção ao seu objetivo é alheio a você. E se você pensar por um instante, simplesmente não faz sentido qualquer ato oculto cujo benefício não possa ser “recebido” diretamente através de si mesmo.

[IMPORTANTE] Se você não pode gerar e manter uma coisa que deseje com seus próprios recursos, não tente consegui-la através das artes ocultas. Nunca. Essa não é a função de absolutamente nenhuma doutrina sinistra. A evocação goética (que, por falar nisso, é um rito essencialmente do caminho da mão direita, como a quase totalidade do que tange a demonologia) é extremamente nociva sem um profundo conhecimento prévio e prática de teurgia. Absolutamente nenhum pacto favorece o contratante, e é mais fácil Mefistófeles executar o contrato do que Fausto encontrar outro Eterno Feminino que por ele interceda. Estude. Trabalhe. Tenha relações edificantes. Apenas o mérito constrói o êxito. Você foi avisado.

Portanto o principal erro, e também o mais comum, dos iniciantes no caminho sinistro é usar um fator extrínseco como motivação. Há os que querem grandes quantidades de dinheiro, sexo fácil, poder (sem conhecer sua definição exata, confundindo às vezes com arrogância, prepotência e pedantismo), atenção (esses são incontáveis), opor-se ao status quo ou alguma organização ou entidade específica por rebeldia e há ainda os que simplesmente buscam aceitação de algum grupo. É muito provável que você conheça alguém com motivações assim, elas existem nos dois caminhos, mas são uma praga particularmente persistente no caminho sinistro e, se você for uma dessas pessoas e ainda estiver aqui lendo isso, reavalie-se.

Em um contexto mais refinado, mas ainda no campo da motivação extrínseca, há casos de pessoas que buscam o caminho sinistro para desenvolver ou treinar traços da personalidade que não possuem. Um ESTJ (extrovertido, sensorial, racional e juiz, na escala Myers-Briggs) acredita que pode tornar-se um INTJ (introvertido, intuitivo, racional e juiz). Ou um “azul” (na escala Taylor Hartman) acredita que pode tornar-se um “vermelho” apenas porque entende o estereótipo desta forma. É realmente necessário apontar a futilidade aqui?

São estes tipos de motivação (ou falta dela) que diluíram ou apagaram totalmente os conceitos tântricos originais, desaparecendo com boa parte da metodologia e da disciplina mental no caminho sinistro moderno, que hoje é em grande parte “inventado” com base no humor do praticante. Desnecessário dizer que isso o deixa suscetível ao delírio e à paranóia, tanto astral quanto mundano, justamente pela falta de disciplina e perspectiva. O circo de horrores que você provavelmente conhecia não é o caminho sinistro. Não é sequer um caminho. É a fossa.

Considerações

Como os passos foram largos, a reflexão não vai exigir menos, caro leitor.

Na nossa realidade densa, o convido a analisar com carinho as suas e as motivações daqueles que o cercam. Note que eu não digo julgar, eu digo analisar. Tente perceber as pequenas molas invisíveis movendo as pessoas o tempo todo. Elas podem te ajudar a ter uma relação muito mais honesta com a sua Vontade. Em realidades mais sutis, o convite é mais complexo, mas igualmente gratificante. Teste-se em relação ao seu conforto moral. Parece simples, mas não é. Da mesma forma que ilustrei a Santa Ceia como rito sinistro sem alterar sua essência “divina”, tente experimentar com o componente moral dos conceitos e doutrinas que conhece (lembrando que nada viabiliza nem justifica comportamento criminal) e se pergunte se, honestamente, isso modifica suas essências.

Neste segundo artigo eu aprofundei um pouco a nossa relação, antecipando o formato que você deve esperar, fazendo colocações ligeiramente mais pessoais e delineando mais claramente aspectos de ocultismo, mas sobre este último assunto eu adianto que só vamos tratar o estritamente necessário para que, neste primeiro momento, você seja capaz de construir suas próprias opiniões e argumentos sobre o que seja, de fato, o caminho sinistro.

Mantive o formato condensado para não ficar cansativo, mas todos os termos e assuntos tratados no artigo continuam sendo de fácil pesquisa para aqueles que tiverem interesse em se aprofundar em qualquer um deles.

Espero que a caminhada continue sendo agradável; obrigado pela companhia.

Até breve.

#LHP

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-caminho-sinistro-parte-2

Cursos de Kabbalah, Astrologia e Qlipoth – Abril 2017

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

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Cursos no feriado de 1 de Maio.

Para quem mora longe de São Paulo ou tem problemas para estudar nos finais de semana, temos o mesmo Curso de Kabbalah Hermética e o Curso de Astrologia Hermética e o Curso de Qlipoth em Ensino à Distância com a mesma qualidade do curso presencial, que você pode organizar seu tempo de estudo conforme suas necessidades.

29/04 – Kabbalah

30/04 – Astrologia Hermética

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Informações sobre os Cursos de Abril/Maio

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KABBALAH

Este é o curso recomendado para se começar a estudar qualquer coisa relacionada com Ocultismo.

A Kabbalah Hermética é baseada na Kabbalah judaica adaptada para a alquimia durante o período medieval, servindo de base para todos os estudos da Golden Dawn e Ordo Templi Orientis no século XIX. Ela envolve todo o traçado do mapa dos estados de consciência no ser humano, de extrema importância na magia ritualística.

O curso abordará as diferenças entre a Kabbalah Judaica e Hermética, a descrição da Árvore da Vida nas diversas mitologias, explicação sobre as 10 Sephiroth (Keter, Hochma, Binah, Chesed, Geburah, Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malkuth), os 22 Caminhos e Daath, além dos planetas, signos, elementos, cores, sons, incensos, anjos, demônios, deuses, arcanos do tarot, runas e símbolos associados a cada um dos caminhos.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– A Árvore da Vida em todas as mitologias.

– Simbolismo e Alegorias na Kabbalah

– Descrição e explicação completa sobre as 10 esferas (sefirot).

– Descrição e explicação completa sobre os 22 caminhos.

– Cruzando o Abismo (Véu de Paroketh).

– Alquimia e sua relação com a Árvore da Vida.

– O Rigor e a Misericórdia.

– A Estrela Setenária e os sete defeitos capitais.

– Letras hebraicas, elementos, planetas e signos.

ASTROLOGIA

A Astrologia é uma ciência que visa o Autoconhecimento através da análise do Mapa Astral de cada indivíduo. Conhecido pelos Astrólogos e Alquimistas desde a Antigüidade, é um dos métodos mais importantes do estudo kármico e um conhecimento imprescindível ao estudioso do ocultismo.

O curso básico aborda os seguintes aspectos:

– Introdução à Astrologia,

– os 7 planetas da Antigüidade, Ascendente e Nodos

– os 12 Signos,

– as 12 Casas Astrológicas,

– leitura e interpretação básica do próprio Mapa Astral.

Cada aluno recebe seu próprio Mapa Astral (precisa enviar antecipadamente data, hora e local de nascimento) para que possa estudá-lo no decorrer do curso.

QLIPOTH – A Árvore da Morte

Pré-Requisitos: Kabbalah e Astrologia I

O Curso de Qlipoths e Estudo sobre os Túneis de Set abordará os elementos comparativos entre as esferas e as qliphas (Lilith, Gamaliel, Samael, A´Arab Zaraq, Thagirion, Golachab, Gha´Agsheklah, Satariel, Ghogiel e Thaumiel) e as correlações entre os 22 Túneis de Set e os Caminhos de Toth.

É muito importante porque serve como complemento do caminho da Mao Esquerda na Árvore da Vida. Mesmo que a pessoa não deseje fazer as práticas, o estudo e conhecimento de NOX faz parte do curriculo tradicional da Golden Dawn e de outras ordens iniciáticas.

Informações e Reservas: marcelo@daemon.com.br

#Astrologia #Cursos #Kabbalah #Qlipoth

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-kabbalah-astrologia-e-qlipoth-abril-2017

Fighting The World, Manowar

Tudo que o Manowar queria na vida era ter nascido do outro lado do Atlântico, fazendo parte do original movimento NWOBHM composto por Iron Maiden, Saxon, Judas Priest, entre outros de menor valor e fama mas não menos importantes para o movimento. Simplesmente não há vestígios do típico metal americano no som da banda. Nem mesmo comparação com bandas como Metallica e Exodus podem ser achadas no DNA da banda de Joey De Maio e sua trupe.

A banda, como muitas outras, sempre foi motivo de paixões desregradas de fãs ardorosos; ou das piadas maldosas de críticos musicais que sempre tiraram um sarro do visual “Conan O Bárbaro” do grupo. O fato da banda assinar todos os seus contratos com gravadoras ou empresas de shows com o próprio sangue também já se tornou motivo de gozação entre a comunidade metálica mundial.

Mas ainda assim Fighting the World é um grande disco; um verdadeiro elogio aos valores pagãos e o último álbum do Manowar. Enfim, verdadeiros descendentes de Odin.

Defender – Manowar

When you are old enough to read this words
Their meaning will unfold
These words all that’s left
And though we’ve never meet, my only son
I hope you know
That I would have been there to watch you grow
But my call was heard and I did go
Now your mission lies ahead of you
As it did mine so long ago
To help the helpless ones who all look up to you
And to defend them to the end

Defender

Ride like the wind
Fight proud, my son
You’re the defender
God has sent

Father,father,father
I look up to you and heed thy call
This letter ends my search
I’ll live your dream now passed on to me
And I now wait to shake the hand of fate
Like the dusk awaiting dawn
So wizards cast your spell
With no heart to do me well
So it’s written,it shall be

Defender

Ride like the wind
Fight proud, my son
You’re the defender
God has sent

Tradução de Defender
(Defensor)

“Quando você tiver idade suficiente
para ler estas palavras
seu significado se revelará…
Estas palavras são tudo que resta
embora nunca tenhamos nos conhecido, meu único filho
eu gostaria de estar lá…
para te ver crescer
mas eu ouvi meu chamado,
e tive que ir
agora sua missão se põe a sua frente
como aconteceu comigo a muito tempo atrás…
‘ajudar os que não tem ajuda
que olham para você
e defendê-los até o fim’”

Defensor

Cavalgue como o vento
Lute com orgulho meu filho,
Voce é o defensor
que Deus enviou

Cavalgue como o vento
Lute com orgulho meu filho,
Voce é o defensor
que Deus enviou

PAI, PAI, PAI eu olho agora para você
e atendo vosso chamado
essa carta conclui minha busca,
eu viverei teu sonho
agora passado para mim

e agora eu espero, apertar as mãos do destino,
como as trevas que esperam o alvorecer
Então bruxos, lances seus feitiços
sem força capaz de me atingir

Então está escrito, e assim será!!!

Cavalgue como o vento
lute com orgulho meu filho
voce é o defensor
que deus enviou

 

N° 32 – Os 100 álbuns satânicos mais importantes da história

Postagem original feita no https://mortesubita.net/musica-e-ocultismo/fighting-the-world-manowar/

Cursos de Hermetismo até o final do ano

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Seguem as datas de todos os cursos que serão ministrados até o final do Ano. Note que os cursos de Dezembro têm como pré-requisito Kabbalah e Astrologia.

Outubro

05/10 – Kabbalah – SP – Templo AyaSofia

06/10 – Astrologia Hermética I – SP – Templo AyaSofia

20/10 – Geometria Sagrada – SP – Templo AyaSofia

Novembro

15/11 – Kabbalah – Porto Alegre

16/11 – Astrologia Hermética – Porto Alegre

17/11 – Qlipoth, a Árvore da Morte – Porto Alegre

30/11 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP – Vila Mariana

01/12 – Tarot (Arcanos Menores) – SP – Vila Mariana

Dezembro

15/12 – Runas e Magia Rúnica – SP

21/12 – Qlipoth, a Árvore da Morte – SP

22/12 – Magia Prática – SP

Informações no email: marcelo@daemon.com.br

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-hermetismo-at%C3%A9-o-final-do-ano

Conselhos para Iniciantes no Caminho

O texto que segue é uma adaptação de textos de Veos, Prophecy, Rawn Clark e Bardonista e destina-se a quem está começando na senda. Outras dicas para quem está começando podem ser encontradas em Três Conselhos Úteis em Magia Prática, Conselhos aos que desejam estudar o Oculto, Conselhos para as Práticas Mágica e Dez Conselhos de Magia Prática. Se é novo aqui no site, recomendo que veja esta lista de links. E se está procurando uma ótima ordem hermética/alquímica, dê uma olhada na Arcanum Arcanorum. Vamos à lista de conselhos.

1. MOTIVE-SE CONSTANTEMENTE!

A fonte para a prática continuada é a sua motivação. Baixe ou compre livros sobre Magia e Ocultismo e comprometa-se a lê-los frequentemente.

Nessa fase, não é errado aspirar aos poderes que um mago possa vir a ter – na verdade, é até saudável, porque faz com que o estudante prossiga no treinamento. No início, o mago aspirante tem apenas uma noção grosseira do que é a verdadeira união com a divindade e precisa de metas mais concretas para se motivar, como, por exemplo, as habilidades mágicas como a clarividência, a clariaudiência, a sensitividade, etc.

Deve haver uma mudança na sua perspectiva. “Seja um mago que estuda e trabalha, não um cara normal que estuda, trabalha e faz um pouco de magia nas horas vagas”, como Veos diz. O praticante deve se estabelecer firmemente como um mago aspirante, que está destinado à mais elevadas alturas e poderes espirituais – um mago que não deixa o mundo ao seu redor dominá-lo, mas que o domina com uma vontade de ferro. Pode-se até recitar uma pequena frase, logo após de acordar, ou uma prece reafirmando a si mesmo a importância do treinamento e as recompensas possíveis.

Outra boa maneira de manter esse estado mental seria decorar o local de trabalho ou descanso com fotos, imagens ou objetos que lhe lembrem constantemente as suas práticas. Você deve posicionar esses objetos de modo a serem frequentemente notados em sua rotina diária. Isso seria ideal se você tivesse um quarto ou lugar visitado apenas por você mesmo. Caso a sua família não apoie ou acredite nas suas práticas, seria melhor não exibir tais objetos à vista de todos os membros da sua casa. Pensamentos desfavoráveis de outros podem negativar as suas práticas e desacelerar o seu progresso. É por esse mesmo princípio que Bardon recomendou, em seu segundo livro, que o mago, quando estiver praticando a evocação mágica, esconda da vista dos “profanos” (pessoas que não são adeptos ou pessoas que não acreditam ou combatem a magia) os seus instrumentos e vestes, de modo a não serem influenciados negativamente.

Ao mesmo tempo, se atividades de lazer (Internet, filmes, jogos, música etc.) atrapalharem com a sua motivação de praticar magia ou até mesmo subjugá-la, você deve reduzir ou cortar tais hábitos de modo que eles não interfiram mais e você possa continuar a praticar.

2. COMECE POR BAIXO

Os resultados dos exercícios místicos podem ser demorados e difíceis. Algumas escolas e ordens colocam exercícios difíceis cedo para poder separar aqueles que querem “brincar de magia” daqueles estudantes sérios. Você se confrontará com muitas coisas que vão contra o seu atual estilo de vida e precisa se acostumar a elas de forma natural, sem correria. Se você praticar durante longos períodos de tempo logo do início, não importando a sua vontade e motivação, é mais provável que você se canse e desista.“É preciso aprender a andar antes de correr”, diz o ditado.

Utilize tempos de práticas pequenos e aumente lentamente a cada semana, a fim de que você possa estabelecer o hábito e se acostumar à rotina. Dessa maneira, terá muito mais chances de ter sucesso com o passar do tempo.

Algumas coisas interessantes a se fazer neste ponto são:

Obter um caderno ou computador no qual anotará diariamente as práticas. Sempre anote os resultados de suas práticas em grande detalhe. Sinta-se como um cientista entusiasmado que quer manter um registro completo de suas experiências – e na verdade é isso mesmo que você é. A única diferença é que você está fazendo experiências em si mesmo. Só com esse registro completo você saberá onde está melhorando ou piorando, se está praticando demais ou de menos, e o que fazer para consertar problemas na sua prática.

Conseguir um japa mala ou um cordão de nós, preferivelmente de 108 contas. Você usará esse cordão tanto para o japa quanto para manter o registro das suas interrupções nos exercícios, ou, se preferir, compre ou monte dois, um para cada coisa. Se não conseguir, um terço poderia ser adaptado.

Conseguir um relógio ou um celular que possua despertador ou alarme – o último é preferível, e, se possível, o celular não deveria ter um alarme alto ou inconveniente. Eu uso na minha prática um Nokia que desperta usando não o som, mas apenas a sua vibração – que, se colocado no chão ou uma mesinha próxima, produz barulho na medida certa para me fazer abrir os olhos e parar meu exercício. Para fazer o celular despertar apenas com vibração, sem som, tente mexer nas configurações do celular ou fazer download de um arquivo de som que seja completamente silencioso. No caso do Nokia, o celular vibra mesmo se o arquivo sendo tocado como alarme não tenha som e isso funciona muito bem.

Montar o cronograma da semana. Estabeleça os horários de suas práticas. De preferência, divida as práticas em duas sessões distintas – uma de manhã, logo após acordar e outra à noite, antes de dormir. Esse cenário seria o melhor, porque distribui melhor as práticas e não cansa tanto o estudante quanto uma longa prática uma vez só ao dia. Casos excepcionais deverão ser adaptados.

Pratique todo dia na mesma hora. Isso estabelece o hábito e o circuito magnético do treinamento mágico.

Alguns horários são especiais. Não pratique das 13h às 15h quando possível, porque a energia desse período do dia não é ótima. Faça o treinamento ao nascer do sol, pôr do sol ou meia-noite. De 1h às 3h é particularmente bom, bem como 3h às 5h (aos que estudam Yoga, lembrem-se da importância de praticar às 4h particularmente). Em noites de lua cheia, treine à luz da lua. A Fraternidade Branca lhe enviará energia para lhe ajudar. Gaste 15 a 30 minutos na luz do sol todos os dias, preferivelmente enquanto treina.

3. APRIMORE-SE

Eu disse antes que magos controlam o mundo ao seu redor. Por que não começar na sua vida diária, que é a mais próxima a você? Existem decisões simples que você pode tomar que podem mudar não só a visão e o impacto de sua atuação no mundo, mas também a visão que as outras pessoas têm sobre você. Eu enumerei várias coisas:

Como e o quanto você fala. Investigue o conteúdo e quantidade da sua fala (se tem expressões chulas ou inúteis, se você conversa muito ou pouco demais etc.). Preste atenção também na tonalidade da sua voz. Já encontrou alguém que fala de jeito arrastado, insolente ou preguiçoso? Você pode ser uma dessas pessoas, mas pode nem perceber. Fale sempre com uma voz firme, segura, e fale apenas o que for necessário. Não fale mal de outras pessoas, nem expresse sua opinião quando não for perguntado. Diminua ou, o que é melhor, elimine as críticas negativas sobre as coisas ao seu redor. Tente falar sobre coisas boas e interessantes, e não sobre coisas negativas e mal-feitas. Sempre fale sobre coisas e histórias proveitosas. Controle-se para não doutrinar ninguém e passar a sua opinião como se ela fosse a verdadeira e absoluta.

Sua postura, seja em pé, sentado ou deitado. Esforce-se para manter a coluna reta em todas as situações, seja em pé ou sentado. Pesquise no Google como dormir na posição certa – geralmente a posição de lado, com um travesseiro entre as pernas, é a mais correta – e reeduque-se para não ter problemas de coluna mais tarde. Além disso, uma pessoa com um porte reto e imponente causa uma impressão muito melhor do que alguém todo encolhido e torto.

Tenha uma forte atenção e seja perfeccionista. Ao fazer as suas tarefas diárias, tanto na casa quanto na escola, concentre toda a sua energia mental e atenção para elas. Isso fará com que você faça as coisas muito mais rapida e eficientemente, e, além disso, de forma muito mais perfeita. Esforce-se para ser o melhor em tudo que se propor fazer. Um mago não deve ser preguiçoso nem descuidado. Fique sempre alerta! Não permita a sua mente viajar em pensamentos inúteis. Adote uma agenda para anotar os seus compromissos de modo que você não precise pensar constantemente neles. Evite ao máximo o uso de fones de ouvido e música, porque essas músicas grudam no fundo da sua mente, atrapalhando as suas práticas. Permita-se raramente exceções a essa regra, é claro.

Atente para a sua alimentação. Leia no Google noções básicas de nutrição e faça um plano alimentar balanceado para você. De preferência, neste caso, procure um nutricionista. Se você não controlar o que entra na sua cozinha, tome suplementos vitamínicos – Centrum é uma boa escolha até mesmo para as pessoas que tenham uma alimentação balanceada. Centrum não precisa de receita e oferece todas as vitaminas necessárias no dia-a-dia. Se possível na sua região, busque informações sobre o melhor suplemento alimentar para você com o seu nutricionista ou farmacêutico. Fora de casa, tente comer coisas mais saudáveis, como sanduíches naturais, saladas etc.

Faça atividades físicas. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, um centro de saúde ligado ao governo americano, adultos precisam de pelo menos 150 minutos de uma atividade aeróbica de intensidade moderada (por exemplo, caminhada) por semana e atividades de fortalecimento de músculos em 2 ou mais dias por semana que trabalhem em todos os grupos maiores de músculos (pernas, quadris, costas, abdômen, peito, ombros e braços). Os efeitos da atividade física na vida diária não precisam nem ser enumerados, porque são evidentes a todos.

Modere o consumo de carne vermelha. Carne vermelha (bovina e suína) é destrutiva para o seu corpo, é ruim para o meio ambiente, uma injustiça quanto aos animais (que, segundo algumas doutrinas, são tão filhos de Deus quanto nós, mas em estados diferentes de evolução) e ela atrapalha até mesmo suas práticas espirituais, tornando o progresso muito devagar. Animais com carne vermelha são de inteligência mais elevada e, portanto, capazes de expressar uma profundidade mais intensa de emoção que impregnará sua carne. Essa energia emocional se transfere para você depois da refeição. Lembre-se sempre, o segredo está na moderação. Evite carne vermelha ao máximo que a sua saúde permitir. Se você come carne, coma primariamente aves e peixes que eram selvagens ou mantidos em fazendas de uma forma boa e saudável sem química, e com boas condições de vida. Não evite a carne simplesmente pelo idealismo. Os corpos de algumas pessoas simplesmente precisam de carne para manterem uma boa saúde. Se você deseja ser vegetariano, mas sê-lo o afeta negativamente, então espere até que esteja mais avançado no seu treinamento para gradualmente retirar a carne. Resumindo, o segredo é a moderação.

Pare de fumar e de beber. Além de serem hábitos destrutivos, eles também desaceleram o seu progresso nas práticas espirituais. Se você não conseguir parar imediatamente, pare pouco a pouco, através de etapas. Busque na Internet métodos para parar de fumar ou de beber, ou procure ajuda em instituições para esse fim. No caso das bebidas alcoólicas, novamente digo que o segredo está na moderação.

Controle a atividade sexual. Quando em uma relação estável e monogâmica, o sexo deve ser controlado. Uma ou duas vezes por semana é um bom número. O celibato também é uma boa opção. A masturbação e a autoestimulação sexual devem ser totalmente proibidas para quem deseja obter um sucesso mais rápido e completo. O sexo pode constituir um vício tanto quanto as outras coisas, e portanto as regras de parar pouco a pouco aplicam-se aqui também. Repetindo novamente, o segredo está na moderação.

Seja uma pessoa culta. Os magos desta ciência devem aspirar sempre à perfeição – o intelecto também está na lista. Tente obter um conhecimento geral das ciências materiais, da história, literatura, artes e espiritualidade (incluindo os sistemas religiosos do mundo). Para saber como o meio acadêmico trata da magia e da espiritualidade, seria interessante ler sobre a Antropologia da Religião (ou Religiosa). A maioria das pessoas sai do Ensino Fundamental e Ensino Médio e esquece totalmente de tudo que aprendeu. Claro, coisas são ensinadas que não têm nenhum valor prático para grande parte das pessoas, como fórmulas e teorias complexas da Física, Matemática e Química, mas é útil manter pelo menos um conhecimento geral sobre essas ciências. Tudo isso é facilmente acessível hoje através da Internet, ainda mais se você souber inglês – o que nos leva ao próximo tópico.

Aprenda pelo menos uma língua estrangeira. Se você quiser aprender uma língua estrangeira, aprenda o inglês. Isso vai lhe abrir um campo extremamente grande de informação sobre tudo que você desejar saber. Grande parte do conhecimento do mundo está disponível ou traduzido para o inglês. Além disso, você poderá se comunicar com muito mais pessoas ao redor do mundo e isso será muito útil em possíveis viagens para o exterior. Inglês é, definitivamente, uma língua mais fácil que o português brasileiro – o vocabulário é extenso e a pronúncia desafiadora no começo, mas quando você aprender as palavras mais usadas os textos se abrirão pra você e você será capaz de compreendê-los. Existem muitos cursos por aí, mas para a pessoa sem tempo nem dinheiro, eu aconselho o seguinte: Baixe o programa Rosetta Stone. Esse programa de aprendizado de línguas é fantástico. Contudo, apesar de ajudar imensamente, ele não é tudo. Além de fazer lições do Rosetta sempre que puder, traduza textos do seu interesse para o português – o seu vocabulário vai aumentar imensamente e você ganhará fluência muito mais rapidamente. Na Internet tudo pode ser feito fácil e sem pagar absolutamente nada. Quando você tiver bastante fluente no inglês, você ficará impressionado com a quantidade de conteúdo que vai ser capaz de absorver, sem contar que a maioria dos livros de esoterismo e magia está em inglês. Só quando ganhar fluência no inglês, prossiga para outras línguas, se tiver o interesse de se tornar poliglota.

Controle o que você aprende pela Internet. É fácil se engajar em assuntos fúteis, discussões que chegam a lugar algum e conhecimentos inúteis caso você não tenha discernimento disso. Passe a fazer o tempo que você passa na frente do computador um pouco mais instrutivo de agora em diante.

Humildade. Quando estudantes brigam entre si, não há vencedor. O vitorioso é aquele que humildemente se desculpa em nome da harmonia do grupo. Não se vanglorie, ou diminua outrem.

Não faça nada em excesso. Até praticar em excesso (6 ou mais horas por dia) é prejudicial no começo. De todas as coisas que podem ser feitas em excesso, as mais prejudiciais são comer, dormir e desperdício de energia sexual.

Não se associe demais com pessoas negativas. Se o ambiente do seu trabalho é negativo, é altamente aconselhável obter um novo emprego (quando possível) para o bem do seu treinamento. Não gaste tempo demais com amigos que seguem um caminho contrário ao progresso espiritual, porque eles são grandes tentadores. Preciso repetir sobre moderação? Se você precisar treinar depois de um longo dia de trabalho ou após estar com pessoas negativas, tome um banho frio primeiro e visualize a negatividade saindo de você na medida em que se lava. O treinamento será melhor. Um banho de banheira é melhor que o de chuveiro para esse objetivo.

Nunca profane objetos ou nomes sagrados. Nunca profane outra religião. Não discrimine entre religiões.

Reze ao acordar e antes de dormir.

Pratique o distanciamento ou desapego. O “distanciamento” ocorre quando o estudante se distancia das coisas materiais e passa a observá-las como elas realmente são: transitórias. Quando os sentidos desejam algo, vitalidade preciosa é gasta.

Não se preocupe demais sobre as coisas. Ansiedade e nervosismo gastam energia preciosa.

Não pense mal dos outros.

Sempre execute suas tarefas. Não renuncie, pensando secretamente que é o caminho fácil enquanto proclama externamente que é o mais difícil.

Tenha fé no Deus de seu coração e de sua compreensão e no treinamento mágico.

Pratique amor e compaixão.

Não se veja como melhor do que o próximo simplesmente por causa do seu treinamento. Desenvolva a compaixão àqueles que não têm a Teurgia ou outro caminho em direção à Deus.

Pratique a abnegação.

4. EXERCITE O SILÊNCIO SEMPRE!

“Quanto mais [o mago] se calar sobre as próprias experiências e conhecimentos, sem se isolar das outras pessoas, tanto mais poderes ele obterá da fonte primordial.” – Franz Bardon, CVA

No tópico 1, falamos do efeito negativo que parentes e amigos podem ocasionar em nossas práticas caso sejam desfavoráveis ou descrentes quanto ao caminho que estamos trilhando. A primeira e mais essencial maneira de evitar esse efeito é não dizer absolutamente nada aos seus pais, seus membros da família ou até mesmo seus melhores amigos sobre a sua prática na magia. Eu posso falar da minha própria experiência, e posso dizer qual será a reação deles em 99,9% dos casos quando você os contar:

1) Eles não acreditarão em magia e, consequentemente…

2) … Se você for jovem, dirão que é uma “fase”. Se for mais velho, acharão que você é um imbecil por acreditar nisso. Em alguns casos, eles vão achar ambas as coisas.

3) Não lhe apoiarão, mesmo que você tente explicar que a magia na verdade é uma ciência divina e válida tanto quanto as outras religiões. Não importa o quanto você escreva, fale ou mostre a eles, não espere que eles entendam ou aceitem o que você diz. Não fique com falsas esperanças de que eles vão aceitar o que você diz, porque eles NÃO VÃO. Não importa o que você disser, e isso é a coisa mais verdadeira de todas, os seus amigos e parentes sempre estarão certos de suas opiniões, geralmente infectadas não pela pesquisa ou estudo deles próprios sobre o que você diz, mas por preconceito, ignorância e (até mesmo) de materialismo. Em alguns casos, eles podem até não dizer nada sobre isso, como se aceitassem calados, mas na menor oportunidade vão mostrar o quanto eles não acreditam nem lhe apoiam.

4) O que é pior, eles poderão rir de você quando ouvirem você dizer alguma coisa sobre o assunto. Imagine todos na sua família, na hora do almoço aos domingos, vão discutir sobre o “bobo” e nas “bobeiras” que ele diz. Dependendo de como você reage a isso, você pode quebrar laços e piorar a sua relação com eles.

Nos casos mais extremos, de pais de religiões cristãs como o Catolicismo e o Protestantismo, pode acontecer o seguinte:

5) Eles proibirão você de fazer essas coisas e passarão a vigiá-lo mais de perto. Talvez até lhe mandem confessar isso num padre ou chamarão uma “autoridade de religião” para conversar ou consertar o seu problema à força.

É por isso que digo que é melhor você deixar a sua prática para si mesmo. O melhor seria se manter totalmente calado e, se eles descobrirem acidentalmente, diga que é apenas uma espécie de prece ou de meditação bem simples. Planeje as suas práticas de modo que eles não percebam o que você está praticando exatamente. Tranque sempre a porta do seu local de prática e pratique em horários em que eles estejam fora ou dormindo, se possível.

É evidente o impacto negativo que as opiniões e sensações de outras pessoas podem causar em suas práticas. Esse impacto ocorre invisivelmente, sem mesmo a consciência deles próprios, e de repente você não está conseguindo progredir nem mais um milímetro na sua prática. É por isso que Bardon adverte sobre isso em seu livro. A humanidade ainda não está pronta para aceitar certas verdades – segundo Emil Stejnar, o próprio Bardon dizia constantemente que tinha escrito O Caminho do Verdadeiro Adepto 600 anos mais cedo do que deveria. Seria melhor confiarmos no que o mestre diz em sua obra do que acreditarmos em nossas falsas (e ingênuas) esperanças.

5. PREMIE-SE E PUNA-SE

Uma outra prática que pode lhe ajudar seria um sistema de auto-recompensa pelo seu esforço na magia. Parece irônico, mas o mundo material pode lhe ajudar no começo a manter sua perseverança. Escolha algo que você goste muito de fazer ou de ter e prometa a si mesmo que, se você continuar a praticar por um período determinado, vai se dar o que você tanto deseja.

Ao mesmo tempo, também obrigue-se a passar por certas “provações” caso a sua determinação diminua. A sua própria personalidade lhe dirá do que você gosta ou desgosta, e assim você pode criar punições e recompensas de acordo.

Por fim, “o discípulo deve ser mais rápido em escutar do que o Mestre em falar.” (Hermes)

Esta lista poderia continuar por um bom tempo, mas eu acho que esses são bons pontos básicos para ajudar a assegurar o progresso espiritual.

EU TENHO QUE PARAR DE FUMAR, BEBER, COMER CARNE OU FAZER SEXO?

Não, você não TEM que fazer nada. Mas, se você quiser ter sucesso no trabalho inicial é aconselhável que você temporariamente elimine todas as substâncias que afetem a mente. Essas substâncias ficam na sua corrente sanguínea por períodos estendidos de tempo e vão agir no controle que você tem de mentalizar. A ideia de uma iniciação mágica é que você deve aprender como alcançar os estados alterados equivalentes, espontaneamente e sem precisar de um apoio artificial. O mago bem treinado pode ter qualquer estado que uma droga pode induzir – e controlar a natureza e a duração da experiência.

Uma vez que você tenha dominado a sua própria mente, não há razão pela qual você não possa conceder-se a estados mentais alterados e prazerosos com moderação. Normalmente, o único problema é se o estado mental alterado interfere com sua prática mágica. Com a atenção com o tempo, isso pode ser abolido.

No que diz respeito a desistir de toda a expressão sexual, isso não é nem necessário nem aconselhável a longo período para o mago que procura por equilíbrio. A abstinência sexual produz desequilíbrio. Invocar esse certo tipo de desequilíbrio pode, algumas vezes, ser útil para o mago avançado, mas apenas por períodos de curta duração e para tarefas muito específicas. Se você tem o que agora é chamado de “vício sexual”, então uma abstinência temporária pode ser um componente auxiliar de sua recuperação. Mas, sozinha, a negação não resolve um vício – o indivíduo tem de alcançar a raiz de um vício e trabalhar nele por dentro E por fora.

Sobre ser vegetariano. Na melhor das hipóteses, é uma boa ideia, se seu corpo se sente confortável comendo apenas uma dieta vegetariana e você se sente confortável ao preparar apenas refeições vegetarianas. Mas não é obrigatório. Os benefícios em potencial à saúde de uma pessoa são inegáveis, mas isso não é uma parte essencial ao se aprender magia. Alguns autores até recomendam que o vegetarianismo apenas aconteça em curtos períodos de tempo.

O que é muito mais importante é comer uma dieta bem balanceada. Basta uma dieta que forneça ao seu corpo os nutrientes e fontes de energia que ele precisa. Tente evitar comer em excesso ou pouco demais.

#Exercícios #hermetismo #MagiaPrática

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/conselhos-para-iniciantes-no-caminho

O Martinismo e o Movimento Gnóstico

Jules-Stanislas Doinel nasceu em 1842 em Moulins, no Allier. Doinel surge ligado a este assunto por ter sido um personagem essencial de um movimento neocátaro que surgiu no final do século passado em França. A sua carreira de arquivista e paleógrafo iniciou-se nos Archives du Cantal, e posteriormente na Biblioteca de Loiret. Foi nesta última que ele encontrou algo que aparentemente mudou a sua vida: uma carta com a assinatura de um chanceler episcopal, de nome Etienne, que fora queimado em 1022, por heresia.

Talvez se inicie aqui a história da Igreja Gnóstica, pois foi através desta carta que Doinel tomou conhecimento do grupo sectário do qual Etienne fazia parte. Tratava-se de uma seita de popelicanos, da qual faziam parte homens e mulheres de forma indistinta, e que se estabeleceu na diocese de Orleães, no século XI, durante o reinado de Roberto II. Os membros desta seita eram dualistas, ou seja, acreditavam na luta eterna entre as forças do Bem e do Mal.

As reuniões da seita tinham lugar em Orleães. Doinel descobriu que uma mulher Eslava tinha vindo da península itálica para participar nos encontros, o que indica se tratar de alguém com importância para os membros da seita. Possivelmente, a mulher seria uma bogomil, o nome pelo qual são conhecidos os cátaros Eslavos. Doinel conseguiu obter várias informações sobre o que se passava nas reuniões dos popelicanos, possivelmente lendo os documentos relativos ao processo do herético Etienne. As reuniões principiavam com todos os participantes entoando litanias com uma vela acesa na mão.

Doinel filiou-se a diversas Ordens ocultistas no intuito de obter informações e respostas as suas perguntas e percebeu que as pessoas que tinham uma espiritualidade mais avançada participavam secretamente de sessões do espiritismo kardecista. Começou então a freqüentar o kardecismo e ficou muito surpreso, quando viu figuras conhecidas do ocultismo participando das chamadas “mesas falantes”. Começa então a se dedicar em seu desenvolvimento mediúnico, sempre com o objetivo de obter respostas para o seu intrigante manuscrito.

Foi então que, numa determinada sessão, na presença de vários espíritas conhecidíssimos sete Entidades espirituais manifestaram-se na seção. Um deles incorporou em Jules Doinel e os demais seis se materializaram na presença de todos os presentes. Era a resposta que Doinel procurava! Tratava-se dos mártires cátaros que foram queimados na fogueira da inquisição, e que teriam manifestado naquele dia para consagrar Jules Doinel como Bispo Gnóstico e outorgar-lhe a missão de restaurar a Igreja Gnóstica no mundo.

Doinel, sentindo-se extremamente realizado, voltou aos grupos ocultistas que participava, e com o aval dos altos dignitários das Ordens mais respeitadas da França, e que outrora presenciaram secretamente o fenômeno, instituiu a Igreja Gnóstica.

Logo em seguida Doinel fez uma aliança com Papus – Grão Mestre e um dos membros fundadores da ordem Martinista, consagrando-o Bispo. Papus em retribuição, e sentindo a força da Iniciação recebida de Doinel, decretou que a Igreja Gnóstica seria a Igreja oficial dos Martinistas.

Não demorou muito para a Igreja crescer. Pessoas de várias partes do mundo vinham ver o que era aquilo que todos chamavam de “a nova revelação”.

Anos se passaram; Doinel, extremamente instável e assustado com o crescimento da Igreja, e que tinha formação católica, viu-se num dilema entre a fé e a razão, e guiado pela fé, arrependeu-se de sua obra, renunciando ao patriarcado da Igreja e nomeando o Bispo Jean Bricaud como novo patriarca.

Jean Bricaud, agora patriarca, transformou a Igreja Gnóstica em uma organização sólida, tão sólida que recebeu a sucessão apostólica original de um Bispo ortodoxo (da Igreja Sirio-Jacobita), que tinha se convertido ao gnosticismo.

Assim, a Igreja Gnóstica, além de sua sucessão cátara, agora possuía a sucessão apostólica, o que a colocaria numa posição confortável perante Roma.

A grandeza da Igreja Gnóstica, agora reconhecida por Roma provocou um enorme arrependimento em Jules Doinel, que se sentiu traidor de sua missão. Pediu um encontro com Jean Bricaud para voltar a Igreja. Nesse encontro, Jean Bricaud fez questão de reunir todo o Sínodo para testemunhar a conversa, onde Doinel, após explicar sua situação para Bricaud, insistiu em ser recebido de volta à Igreja Gnóstica como Patriarca.

Bricaud, explicou a Doinel as razões legais e espirituais para recusar a oferta. Então, por decisão do Sínodo da Igreja, Doinel voltou, não como patriarca, mas sim como Bispo. Era a primeira vez na história que um patriarca vivo voltava a condição de Bispo.

Em seu leito de morte havia um crucifixo e uma medalha de Abraxas (divindade Gnóstica). Sua vida, cercada de excentricidade, foi marcada pela solidão e pelo arrependimento. Suas últimas palavras foram de agradecimento aos mártires cátaros. Testemunhas documentaram que ao último suspiro de Doinel, uma névoa branca tomou conta do aposento e, na presença de todos, Doinel aparece em pé, em forma etérea acima de seu corpo que estava deitado na cama, com uma coroa e um cetro patriarcal, e ao seu lado, três anciãos o escoltavam em direção aos céus.

Originalmente, a Igreja Gnóstica recebeu uma doutrina essencialmente cátara, dando ênfase à pureza e a castidade. Tinha apenas 4 graus: Acólito, Diácono, Sacerdote e Bispo. Este foi o modelo original, criado por Jules Doinel e que ainda existe em algumas organizações.

Posteriormente, o Patriarca Jean Bricaud acrescenta mais 4 graus: Tonsurado (ou Clérigo), Leitor, Exorcista e sub-Diácono, totalizando 8 graus. Assim iniciava dentro da Igreja Gnóstica um caminho operativo, tornando-a uma Ordem Iniciática, diferente da proposta de Doinel, que seguia a via da contemplação.

A doutrina pregada por Jean Bricaud tinha por base o catarismo, mas com fortes influências maçônicas e ocultistas.

Essa doutrina durou alguns anos, até que Jean Bricaud introduziu elementos do cristianismo ortodoxo na Igreja, chegando até a consagrar alguns Arquimandritas, que caracterizava os cleros branco (sem celibato) e negro (celibatário) da Igreja Ortodoxa.

A doutrina ortodoxa foi logo retirada da Igreja, pois Jean Bricaud sentiu que estava fugindo das origens de Doinel, ficando somente as influências Maçônicas e ocultistas.

Com a rápida expansão da Igreja e, devido a autoridade e independência dos Bispos, a Igreja Gnóstica ganha cada vez mais ramificações.

Assim, existem várias ramificações da Igreja Gnóstica, que recebem os nomes de seus idealizadores:

-O ramo de Jules Doinel

-O ramo de Jean Bricaud;

-O ramo de Aleister Crowley

-O ramo de Krum Heller

-O ramo de Samael Aum Weor

-O ramo Lucien Jean Maine

Estes ramos citados são os mais antigos e conhecidos, mas existem dezenas de outras linhagens.

Algumas destas Escolas praticam uma Gnose mais pura, baseada nas culturas pré-cristãs, com forte influência oriental.

Outras Escolas praticam uma Gnose com fortes influências judaico-cristã-islâmica.

Mas ainda existe uma terceira manifestação da Gnose, baseada nos ensinamentos de Carl Gustav Yung. Esta Escola baseia sua Gnose na psicologia, dando ênfase na interpretação das reações psicológicas do homem e sua relação com o universo. Nesse ramo não existe clero nem sistema de graus, sendo apenas uma metodologia de trabalho interior.

Um ponto em comum a todas estas Escolas é a Grande Virgem da Gnose, Sofia, que é de fato a grande manifestação egregórica da Gnose. Representa a base da doutrina e mãe de todas as organizações gnósticas, inspirando a Igreja do invisível. Abaixo dela está São Miguel Arcanjo (ou Mikael), que é o guardião da Igreja, agindo de forma disciplinadora. Sua influência estende-se tanto a clérigos quanto a fiéis da Igreja Gnóstica. E completando a Trindade de comando espiritual da Igreja está o Mestre Desconhecido, um Ser Espiritual que comanda a Igreja como um Patriarca invisível, sendo o responsável pela administração e transmissão da Gnose no mundo.

Do excelente site Hermanubis

#Gnose #Martinismo

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-martinismo-e-o-movimento-gn%C3%B3stico

Cursos de Hermetismo de Final de Ano

Este é um post sobre um Curso de Hermetismo já ministrado!

Se você chegou até aqui procurando por Cursos de Ocultismo, Kabbalah, Astrologia ou Tarot, vá para nossa página de Cursos ou conheça nossos cursos básicos!

Agenda fechada para o final de 2013.

Para 2014, minha agenda ficou um pouco melhor e consegui montar alguns finais de semana em outras capitais. Aviso em breve.

30/11 – Tarot (Arcanos Maiores) – SP – Vila Mariana

01/12 – Tarot (Arcanos Menores) – SP – Vila Mariana

Os Cursos de Tarot são focados na kabbalah e Astrologia Hermética (embora seja um curso completo: não é necessário ter conhecimento prévio destes assuntos).

07/12 (Sábado) – Runas e Magia Rúnica – SP – Vila Mariana

Runas é um dos meus cursos favoritos. O Oráculo nórdico explicado dentro da Yggdrasil, com suas correspondências com a Árvore da Vida. Embora eu recomende fazer o curso de Kabbalah antes, este curso não tem pre-requisitos.

15/12 – Magia Prática – SP – Vila Mariana

Pré-Requisitos Kabbalah e Astrologia.

Informações: marcelo@daemon.com.br

OBS1: O curso de Geometria Sagrada do dia 8/12 teve de ser adiado novamente por motivos completamente alheios à minha vontade… estou desconfiado que ainda não é para passar este conhecimento para o público e, como sou teimoso, essas “coincidências” aparecem para me sacanear rsrsrsrs

OBS2: Sobre o EAD de Kabbalah. Já estamos com cerca de 60% roteirizado. O que está causando o atraso é meu perfeccionismo… às vezes, durante o curso, eu faço alguma referência e peço para os alunos anotarem para procurar depois… no EAD, estou pegando CADA UMA destas referências e colocando imagens, textos e links… e o curso que era para ser de 8h deve ficar com umas 16h…

#Cursos

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/cursos-de-final-de-ano

O Santo Graal e a Linhagem Sagrada

Publicado no S&H em 04/03/09

Na Semana anterior começamos finalmente uma das séries mais empolgantes aqui no Teoria da Conspiração: Os Mitos do Rei Arthur e suas relações com a Mitologia, o Ocultismo, a Alquimia e com os Cavaleiros Templários.
Semana passada falamos sobre Excalibur e o simbolismo da Espada dentro da Alquimia e ocultismo, bem como das origens de uma das mais famosas armas mágicas de todos os tempos. Esta semana, nos aventuraremos na origem e significado do Cálice Sagrado.

A Cornucópia
Um dos amuletos mais comuns e conhecidos no mundo são os pedaços de chifres e cornos (ou metais e corais moldados à forma de um chifre). Este amuleto é também chamado de Cornucópia de Amaltea e sua origem data das celebrações gregas.
E quem era Amaltea?
Amaltea era uma cabra descendente do Sol que vivia numa gruta no monte Ida, em Creta. Ou segundo outras fontes, era uma ninfa, filha de Meliseo, que alimentou Zeus com o leite de uma cabra.
Segundo as lendas, quando Zeus era pequeno e estava escondido de seu pai, Saturno (Chronos) e era tratado por Amaltea, num ataque de ira, o deus menino agarrou com força o corno da cabra, puxou-o e arrancou-o, produzindo uma enorme dor à sua cuidadora. Quando Zeus ficou adulto, ele concedeu ao chifre arrancado o dom da abundância; a partir desse momento o chifre estaria sempre cheio de alimentos e bens que o seu dono possa desejar.
Quando Amaltea morreu, foi levada a Zeus, que a transformou na constelação de Capricórnio. O chifre ficou conhecido como “a cornucópia” ou “o corno da abundância”. Desta maneira, ao mesmo tempo, este símbolo representava o poder fálico dos deuses criadores e o ventre gerador da vida feminino. Traçando um paralelo com a Kabbalah hermética, temos o Caminho de Daleth, entre Hochma e Binah.

Cornu Copiae
Já na mitologia romana, a cornucópia deriva do latim “Cornu copiae”. A cornucópia ou corno da abundância é um dos cornos do deus-rio Aqueloo, metamorfoseado em touro, que lhe foi arrancado por Hércules, quando lutava contra ele.
Segundo outros textos romanos, a lenda segue a original grega: é um chifre da cabra com cujo leite, a ninfa Amaltea, amamentou Júpiter na sua infância, quando se escondeu de seu pai, Saturno, para que este não o devorasse. Diz-se que Júpiter arrancou o corno à cabra enquanto brincava, e ofereceu-o a Amaltea, asseguran-do-lhe que o corno se encheria de frutos cada vez que ela o desejasse. A cornucópia é um atributo muito mostrado nas moedas romanas, nas mãos de divindades benéficas, como Ceres e Cibeles, ou de alegorias como a Abundância e a Fortuna.
Como curiosidade, a cornucópia é usada atualmente como símbolo do Mestre de Banquetes em algumas ordens cavaleirescas e na maçonaria.

O Chifre de Epona e o Unicórnio
Entre os povos gauleses, a principal divindade relacionada com os equídeos é a deusa gaulesa, ou melhor, galo-romana, chamada Epona (ou Epona Regina), cujo nome deriva do gaulês epo, que significa cavalo. O seu culto difundiu-se até à Bretanha e ao leste da Europa, especialmente na região de Borgonha. Na Península Ibérica foram documenta dos alguns vestígios epigráficos que testemunham o seu culto.
Epona possui diversas referências e numerosas imagens da deusa, geralmente montada sobre um cavalo. A deusa era representada muitas vezes com uma série de atributos, como a cornucópia ou a patera (espécie de bacia de cerâmica onde eram feitas as oferendas, semelhante a um caldeirão raso), que a relacionam com a abundância e a prosperidade. Também estava vinculada com as fontes e ao mundo espiritual.
Da fusão destas duas características da mesma deusa surgem os primeiros relatos medievais de uma criatura encantada que vocês já devem estar imaginando quem seja: o Unicórnio. O Cavalo Branco, símbolo sagrado para a Deusa Epona, associado ao chifre mágico que tudo produz. Claro que esta criatura não existe no Plano Físico, embora muitos picaretas ao longo dos milênios tenham tentado forjar unicórnios com esqueletos de cavalos e narvais, além de rinocerontes e de uma criatura particular chamada Orix.
Até então, o Unicórnio estava associado a um BOI de um único chifre, não a um cavalo. Na Bíblia, em Números 23:22 e no Deuteronômio 33:17, é citado o unicórnio como um animal de força extraordinária. Nos ritos antigos, era costume cortar um dos chifres do maior e mais viril touro do rebanho para ser usado como taça cerimonial para beber o vinho sagrado ao final dos rituais egípcios, junto com o Pão (e qualquer semelhança com a Santa Ceia e o Cálice Sagrado NÃO é mera coincidência!).
O Touro, agora considerado sagrado, era chamado de Uni-corno. Somente com os gauleses e com Epona esta associação passou a ser feita com cavalos. Uma curiosidade é que durante todo este tempo, na história grega, o unicórnio não aparecia em textos de Mitologia, mas sim em textos de biologia, pois os gregos estavam convencidos de que era uma criatura real.
E desta relação surgem as lendas a respeito da pureza necessária para se tocar o chifre de um unicórnio. Embora o primeiro escritor a descrever que “somente uma virgem poderia cavalgar um unicórnio” foi o Grão Mestre Leonardo DaVinci, em suas anotações datadas de 1470, para o quadro “Jovem sentada com unicórnio”.

Mimisbrunnr
Um dos chifres que também é famoso na mitologia é o Gjallarhorn, narrado nas Prosas Eddas do século XIII, que originalmente é o chifre usado por Odin para beber a água da sabedoria da fonte que fica debaixo de Yggdrasil, a Árvore da Vida. De acordo com a história, qualquer um que seja capaz de beber deste chifre terá vida eterna e abundância material. Para vocês terem uma idéia de como este conhecimento é valioso, de acordo com a lenda, Odin sacrificou um de seus olhos em troca da oportunidade de beber destas águas (a razão pela qual Odin sempre é retratado com um tapa-olhos nas imagens nórdicas).
Este chifre acaba se tornando a posse de maior valor de Heimdall, o guardião da Ponte do Arco-Íris que liga Aasgard à Terra (que simbolicamente representa o caminho de Tav na Kabbalah, unindo Yesod a Malkuth, com todas as simbologias associadas a este caminho). O Gjallahorn é a trombeta que será tocada no dia do Juízo Final para anunciar o Ragnarok.

O Caldeirão de Dagda
O deus supremo do panteão celta é chamado de Dagda (esposo da deusa da natureza e prosperidade, Danu). O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo e o deus “básico” do qual outros deuses masculinos podem ser considerados variantes. Também associado com Cernunnos e outros deuses “chifrudos” tanto do panteão celta quanto do panteão grego. Os Contos irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão (o Caldeirão de Sangue, que continha diversas propriedades mágicas).
E adivinhem o que este caldeirão fazia?
O Caldeirão de Dagda estava sempre cheio de sopa, vegetais e frutas, providenciando abundância e alimentos para todos a seu redor, sem nunca se esgotar. Poderia servir a toda uma tribo durante um banquete e nunca estaria vazio. O Caldeirão de Dagda é considerado um dos quatro tesouros da Irlanda (os outros são a Espada de Nuada, a Lança de Lugh e a Pedra de Fal). Note que, mais uma vez, fazem-se referências aos quatro elementos da Alquimia e aos quatro naipes do Tarot, quase seiscentos anos antes do tarot aparecer “oficialmente” na forma de cartas. Mas falarei sobre isso depois que acabar esta série sobre o Rei Arthur.

O Mabinogion
Nas lendas posteriores, o Caldeirão de Cerridwen passa a ter sua localização nos Reinos Subterrâneos, mas mantém suas propriedades de sabedoria, vidência e prosperidade, culminando no famoso poema “The Spoils of Annwn”, onde o conhecemos como o “Caldeirão do rei Odgar”. Este caldeirão mágico é roubado do rei Odgar pelo Rei Arthur e seus homens, no poema “Culhwch and Owen” (onde estavam os celtas quando distribuíram as vogais?).
Neste poema, temos o primeiro contato com uma “jornada aos reinos Subterrâneos” em busca de um “Caldeirão Mágico”. O caldeirão é, então, levado por Arthur para a casa de Llwydeu, filho da deusa Rhiannon. Até ai tudo bem, mas Rhiannon é outro nome para Epona, “A Grande e Divina Rainha”, que se torna, então, proprietária do tal caldeirão mágico (que em algumas pinturas é retratado como uma espécie de vasilha rasa usada para oferecer comida aos deuses, a já mencionada patera). A mesma deusa Epona dos chifres mágicos, etc, etc etc.
Estas histórias acabam entrando em uma coletânea de livros galeses, que se tornaram famosas a partir do século XIII e traçam as bases das lendas mais conhecidas do rei Arthur.
A Jornada ao Reino Subterrâneo eu já descrevi em colunas anteriores, quando falei sobre Yesod e o Reino dos Mortos simbólico.

O Caldeirão e o Sangreal
A partir das cruzadas e dos Templários agindo mais abertamente, algumas destas lendas acabaram sendo recontadas sob o ponto de vista dos cavaleiros e dos cátaros, os protetores da linhagem Sagrada, que aproximaram as narrativas a respeito do Graal.
Para entender a próxima etapa, recomendo a leitura dos seguintes textos, na seguinte ordem:
– Perceval, de Chrétien de Troyes
– Lancelot ou le chevalier de la charrette, versos de Chrétien de Troyes
– Yvain ou le chevalier au lion, versos de Chrétien de Troyes
– Perceval ou le Conte du Graal, versos de Chrétien de Troyes
– Parzival, de Wolfram von Eschenbach
– Joseph d’Arimathie de Robert de Boron
– La Mort D´Arthur, de Thomas Malory

Eles foram publicados em um espaço de tempo relativamente curto e formataram a lenda do Rei Arthur e da Távola Redonda tal qual a conhecemos hoje. Sei que, como os 4 elementos da narrativa fluem juntos (o Graal, Excalibur, o Cajado de Merlin/Lança do rei Pecador e a Távola Redonda/Cavaleiros), talvez algumas partes deste texto ainda vão gerar dúvidas. Eu recomendo a vocês relerem cada matéria novamente antes de avançar para as próximas, e tudo vai fazer mais e mais sentido a cada novo elemento, ok?

Perceval ou Lê Conte du Graal
Nesta série de poemas, estamos finalmente dando uma forma para o Graal, da maneira como ele é mais conhecido pelo público leigo: A forma de um cálice ou, mais precisamente, o Cálice usado na Santa Ceia.
Perceval ou le Conte du Graal (Perceval, o Conto do Graal) é um romance inacabado de Chrétien de Troyes escrito provavelmente entre 1181 e 1191, dedicado ao patrono do escritor, Filipe da Alsácia, conde de Flandres e cavaleiro Templário. Chrétien havia trabalhado na obra a partir de escrituras iniciáticas fornecidas por Filipe e relata as aventuras do jovem cavaleiro Perceval.
O poema é iniciado com o jovem Perceval encontrando cavaleiros e percebendo que também gostaria de ser um. Sua mãe o havia criado fora dos domínios da civilização, nas florestas do País de Gales, desde a morte de seu pai. A contragosto de sua mãe, o garoto parte para a corte do Rei Artur, onde uma garota prevê grandes conquistas na vida dele. Ele é caçoado por Kay, mas torna-se cavaleiro e parte para aventuras. Perceval salva e apaixona-se pela jovem princesa Brancaflor, e treina com o experiente Gornemant.
Em um momento de sua vida conhece o Rei Pescador, que convida Perceval a permanecer em seu castelo. Enquanto estava lá, o cavaleiro presenciou uma procissão em que jovens carregam objetos magníficos entre cômodos, passando por ele em cada fase do evento. Primeiro aparece um jovem carregando uma lança coberta por sangue, e depois dois jovens carregando candelabros. Por fim, uma jovem aparece trazendo consigo um decorado cálice (o Graal). O objeto contém uma alimento que miraculosamente sustém o pai ferido do Rei Pescador.
Tendo sido aconselhado para tal, o jovem cavaleiro permanece em silêncio durante todo a cerimônia, apesar de não entender seu significado. No dia seguinte, ele volta para a corte do Rei Artur.
Antes de se manifestar no local, uma dama furiosa com trejeitos celtas entra na corte e clama a falha de Perceval em perguntar sobre o Graal, já que a pergunta apropriada curaria o Rei Ferido. Ela então anuncia que os Cavaleiros da Távola Redonda já haviam se prontificado a buscar o Cálice.
E o poema termina ai, sem um final…

O Rei Pescador aparece originalmente neste poema. Nem sua ferida nem a ferida de seu pai são explicadas, mas Perceval descobre posteriormente que os reis seriam curados se ele perguntasse sobre o Graal. Percival descobre que ele próprio é da linhagem dos Reis do Graal através de sua mãe, que é filha do rei ferido. Entetanto, o poema é terminado antes que Perceval retornasse ao castelo do Graal.
A associação entre “Pescador” e “Pecador” (no original Pêcheur e Pécheur respectivamente) é proposital, pois faz diversas associações entre o símbolo do Pescador, da linhagem de Yeshua e sua associação com a multiplicação dos peixes e com os apóstolos “pescadores” em diversas passagens do Novo Testamento.

Chrétien não chegou a usar o adjetivo “sagrado” para o Graal, assumindo que sua audiência (templária) já estaria familiarizada como o termo. Neste poema, Chrétien deixava implícito que havia uma dinastia descendente direta de Jesus, isso mais de 700 anos antes do Dan Brown!

Associação direta do Graal ao Sangue de Jesus
O próximo trabalho sobre o tema “Linhagem Sagrada” foi apresentado no poema Joseph d’Arimathie de Robert de Boron, o primeiro a associar diretamente o Graal à Jesus Cristo. Nesta obra, o “Pescador Rico” chama-se Bron, e ele é dito ser cunhado de José de Arimatéia, que havia usado o Graal para armazenar o sangue de Cristo antes de o deitar na tumba. José então encontra uma comunidade religiosa que viaja para a Bretanha, confiando o Graal à Bron (falarei sobre a relação entre José de Arimatéia, ou Yossef Rama-Teo e Merlin na próxima coluna).

Segundo a lenda, José de Arimatéia teria recolhido no Cálice usado na Última Ceia (o Cálice Sagrado), o sangue que jorrou de Cristo quando ele recebeu o golpe de misericórdia, dado pelo soldado romano Longinus, usando uma lança, depois da crucificação. Boron conta ainda que, certa noite, José é ferido na coxa por uma lança (perceba também, sempre presente, as referências às lanças, símbolos do fogo, tanto nas histórias de Jesus como de Arthur). Em outra versão, a ferida é nos genitais e a razão seria a quebra do voto de castidade (este fato mais tarde dará origem ao desenvolvimento literário do affair entre Lancelot e Guinevere, que precisa ainda ser mais detalhado).

Somente uma única vez Boron chama a taça de Graal (ou SanGreal). Em um inciso, ele deduz que o artefato já tinha uma história e um nome antes de ser usado por Jesus: “eu não ouso contar, nem referir, nem poderia fazê-lo (…) as coisas ditas e feitas pelos grandes sábios. Naquele tempo foram escritas as razões secretas pelas quais o Graal foi designado por este nome”.
Em outra versão do poema, teria sido a própria Maria Madalena, segundo a Bíblia a única mulher além de Maria (a mãe de Jesus) presente na crucificação de Jesus, que teria ficado com a guarda do cálice e o teria levado para a França, onde passou o resto de sua vida, dando origem à já conhecida “linhagem Sagrada”.

O cavaleiro e escritor Wolfram von Eschenbach baseia-se na história de Chrétien e a expande em seu épico Parzival. Ele re-interpreta a natureza do Graal e a comunidade que o cerca, nomeando os personagens, algo que Chrétien não havia feito; o rei pai é chamado de “Titurel” e o rei filho de “Anfortas”.

Sarras e São Corentin
Outro aspecto muito importante a respeito do Santo Graal é Sarras, a cidade mítica para onde o Graal é levado ao término do poema. A Cidade mítica de Sarras. Sarras é a “Cidade nos confins do Egito, onde está armazenada toda a sabedoria antiga”, que está associada às terras bíblicas de Seir. Porém, ao analisarmos o nome do rei de Sarras, Sir (Es)corant, chegamos a um personagem muito importante do século VI, chamado São Corentin.
Corentin, ou Corenti em alguns textos, foi um monge da Cornualha cujo monastério ficava justamente na península de Sarzeu Uma das lendas a respeito de Corentin é a de que ele teria vivido durante um período na floresta sendo alimentado apenas por um peixe. Ele comia um pedaço do peixe e, no dia seguinte, o peixe estava vivo e inteiro novamente. É muito simples perceber a associação entre Sarras/Sarzeu, Es-Corant/St Corentin e o rei pescador/monge pescador neste poema.

O Graal-pedra
Em “Parzifal”, o cavaleiro alemão Wolfram Von Eschenbach coloca na mão dos Templários a guarda do Graal que não é uma taça, mas sim uma pedra: o poema fala sobre uma gema verde esmeralda.

Ela trazia o desejo do Paraíso: era objeto que se chamava o Graal!
(Parzifal)

Para Eschenbach, o Graal era realmente uma pedra preciosa, pedra de luz trazida do céu pelos anjos. Ele imprime ao nome do Graal uma estreita dependência com as força cósmicas. A pedra é chamada Exillis ou Lapis exillis, Lapis ex coelis, que significa “pedra caída do céu”.

É a referência à esmeralda na testa de Lúcifer, que representava seu Terceiro Olho. Quando Lúcifer, o anjo de Luz, se rebelou e desceu aos mundos inferiores, a esmeralda partiu-se pois sua visão passou a ser prejudicada. Uma dos três pedaços ficou em sua testa, dando-lhe a visão deformada, que foi a única coisa que lhe restou. Outro pedaço caiu ou foi trazido à Terra pelos anjos que permaneceram neutros durante a rebelião. Mais tarde, o Santo Graal teria sido escavado neste pedaço.

Façamos agora uma comparação entre o Graal-pedra de Eschenbach com a não menos mítica Pedra Filosofal, que transformava metais comuns em ouro, homens em reis, iniciados em adeptos; matéria e transmutação, seres humanos e sua transformação. O alemão têm como modelo de fiéis depositários do cálice sagrado os Cavaleiros Templários (de novo!).

Seria Wolfran von Eschenbach um Templário? Certamente que sim. Era a época em que Felipe de Plessiez estava à frente da ordem quase centenária. O próprio fato de ser a pedra uma esmeralda se relaciona com a cavalaria. Os cavaleiros em demanda usavam sobre sua armadura a cor verde, sinônimo de vitalidade e esperança. Malcom Godwin, escritor rosacruz, refere-se a Parzifal da seguinte maneira: “Muitos comentadores argumentaram que a história de Parzifal contém, de modo oculto, uma descrição astrológica e alquímica sobre como um indivíduo é transformado de corpo grosseiro em formas mais e mais elevadas”.
Nesta obra, que é um retrato da Idade Média – feito por quem sabia muito bem sobre o que estava falando – reconhece-se uma verdadeira ordem de cavalaria feminina, na qual se vê Esclarmunda, a virgem guerreira cátara, trazendo o Santo Graal, precedida de 25 cavaleiros segurando tochas, facas de prata e uma mesa talhada em uma esmeralda (mais para a frente, voltarei a este assunto quando for falar de Joana D´Arc).

Na descrição do autor da cena de Parzifal no castelo do rei-pescador (que, assim como Jesus, saciara a fome de muitas pessoas multiplicando um só peixe) lemos:

“Em seguida apareceram duas brancas virgens, a condessa de Tenabroc e uma companheira, trazendo dois candelabros de ouro; depois uma duquesa e uma companheira, trazendo dois pedestais de marfim; essas quatro primeiras usavam vestidos de escarlate castanho; vieram então quatro damas vestidas de veludo verde, trazendo grandes tochas, em seguida outras quatro vestidas de verde (…). “Em seguida vieram as duas princesas precedidas por quatro inocentes donzelas; traziam duas facas de prata sobre uma toalha. Enfim apareceram seis senhoritas, trazendo seis copos diáfanos cheios de bálsamo que produzia uma bela chama, precedendo a Rainha Despontar de Alegria; esta usava um diadema, e trazia sobre uma almofada de achmardi verde (uma esmeralda) o Graal, ‘superior a qualquer ideal terrestre’”.

As histórias que fazem parte do chamado “ciclo do Graal” foram redigidas de 1180 até 1230, o que nos inclina a relacioná-las com a repressão sangrenta da heresia cátara (mas terei de fazer um post paralelo só sobre a Cruzada contra os Cátaros para explicar como tudo isto está intimamente relacionado).

Conta-se que durante o assalto das tropas do rei Filipe II de França à fortaleza de Montsegur, apareceu no alto da muralha uma figura coberta por uma armadura branca que fez os soldados recuarem, temendo ser um guardião do Graal. Alguns historiadores admitem que, prevendo a derrota, os cátaros emparedaram o Graal em algum dos muros dos numerosos subterrâneos de Montsegur e lá ele estaria até hoje.

A “Mesa de Esmeralda” evocada pelas histórias de fundo cátaro relacionam-se de maneira óbvia com outra “mesa”: a Tábua de Esmeralda atribuída a Hermes Trimegistos. A partir daí o Graal-pedra cede lugar ao Graal-livro.

O Graal-livro
O Graal-taça é tido como um episódio místico e o Graal-pedra como a matéria do conhecimento cristalizado em uma substância. Já o Graal-livro é a própria tradição primordial, a mensagem escrita. Em “José de Arimatéia”, Robert de Boron diz que “Jesus Cristo ensinou a José de Arimatéia as palavras secretas que ninguém pode contar nem escrever sem ter lido o Grande Livro no qual elas estão consignadas, as palavras que são pronunciadas no momento da consagração do Graal”. De fato, em “Le Grand Graal”, continuação da obra de Boron por um autor anônimo, o Graal é associado – ou realmente é – um livro escrito de próprio punho por Jesus, o qual a leitura só pode entender – ou iluminar – quem está nas graças de Deus. E por conta disso temos uma noção de que “segredos Templários” o Vaticano estaria atrás todo este tempo.

“As verdades de fé que este contém não podem ser pronunciadas por língua mortal sem que os quatro elementos sejam agitados. Se isso acontecesse realmente, os céus diluviariam, o ar tremeria, a terra afundaria e a água mudaria de cor”.

Semana que vêm, Merlin, Cajados, Lanças, José de Arimatéia e os Reis Pescadores.
Qualquer dúvida, mandem nos comentários que eu tento responder.

PS: o Sedentário está com a CSS zoada, então não aparece nem negrito e nem itálico nos textos.

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– O Tarot, a Kabbalah e a Alquimia
– Os Illuminati
– A História de Gilgamesh
– Belém institui o “Dia do Dizimista”
– História da Umbanda
– O Círculo Mágico
– Raul Seixas, Paulo Coelho e a Sociedade Alternativa
– Arcano 13 – a Morte
– Pai Nosso em Aramaico
– o Bode na Maçonaria

#ReiArthur

Postagem original feita no https://www.projetomayhem.com.br/o-santo-graal-e-a-linhagem-sagrada